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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Entenda o poder dos injetáveis e da soroterapia

A técnica pode ser usada para finalidades diferentes e atua como uma ferramenta importante da medicina


A soroterapia, conhecida como "soro ou terapia da beleza" no Brasil e como "vitamin drip" nos EUA, busca a suplementação direta de vitaminas, minerais, antioxidantes e aminoácidos na corrente sanguínea ou músculos. Apesar dos diferentes nomes, seu propósito é o mesmo: a reposição desses elementos de forma rápida, priorizando a absorção eficiente. 

De acordo com Deise Doi, nutricionista pós-graduada em adequação nutricional e manutenção da homeostase, a soroterapia, tradicionalmente baseada em métodos de administração oral, viu uma virada de jogo significativa com a ascensão dos injetáveis. “Estes não apenas oferecem eficácia aprimorada, mas também abrem novas fronteiras no tratamento de uma variedade de condições médicas", alerta.

O procedimento destaca-se pela sua forma de aplicação, sempre enfatizando a necessidade de prescrição e supervisão médica. "A busca incessante por avanços na medicina levou a uma revolução notável na soroterapia, destacando o poder transformador dos injetáveis", adiciona a especialista. 

No mundo da medicina, os injetáveis têm se mostrado uma ferramenta fundamental, oferecendo benefícios significativos aos pacientes. Uma das vantagens mais notáveis é a velocidade de ação que proporcionam. Ao fornecer uma resposta terapêutica rápida, esses medicamentos aceleram os benefícios para os pacientes, algo importante em condições onde cada segundo conta.

Outro ponto de destaque é a precisão na dosagem. A habilidade de administrar doses precisas não apenas garante um controle mais rigoroso sobre o tratamento, mas também minimiza riscos e maximiza os resultados positivos. Essa segurança na administração dos medicamentos representa um avanço  no campo da saúde.

Além disso, os injetáveis estão revolucionando a qualidade de vida dos pacientes. A eficácia aprimorada desses tratamentos oferece melhorias notáveis na vida diária das pessoas.” Com o potencial para terapias mais personalizadas, os pacientes experimentam não apenas melhorias na saúde, mas uma mudança palpável na sua qualidade de vida", pontua Denise.

A versatilidade é outra característica dos injetáveis. Sua capacidade de serem aplicados em uma ampla gama de condições, desde tratamentos crônicos até terapias mais específicas e especializadas, abre caminho para uma abordagem diversificada e eficaz na medicina.

"Os injetáveis representam uma evolução na soroterapia, proporcionando benefícios tangíveis para pacientes e profissionais de saúde. A capacidade de atuar com rapidez e precisão está redefinindo os padrões de tratamento em diversas áreas médicas", conclui. 



Deise Doi - Palestrante e nutricionista com mais de 15 anos de experiência, pós-graduada em adequação nutricional e manutenção da homeostase. Fundadora da Clínica de Injetáveis InjetSlim e criadora do método de emagrecimento Metabolismo Magro, que abrange três elementos: perder a fome falsa, ter acesso às estratégias mais efetivas e acelerar o metabolismo.
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Descubra quais são os melhores alimentos e suplementos indicados para a absorção de cálcio no organismo


Além da alimentação balanceada, a vitamina D pode ser uma estratégia nutricional para melhorar a absorção do mineral no organismo
 

 

O cálcio é um mineral de suma importância para a saúde humana, que desempenha um importante papel na formação e manutenção de ossos e dentes, além de suas funções na coagulação sanguínea. Para otimizar a sua presença no organismo, adotar uma estratégia nutricional com acompanhamento médico, é recomendada, já que a dose diária varia de acordo com a idade de cada pessoa.

De acordo com as diretrizes de ingestão de nutrientes adotadas em países como Estados Unidos, Canadá e Brasil, a ingestão diária recomendada de cálcio para mulheres e homens adultos até os 50 anos é de 1000 mg por dia. A partir dos 51 anos a recomendação passa a ser de 1200 mg diários. Justamente pelo risco aumentado de desenvolvimento de doenças como a osteoporose.

A vitamina D é um componente que estimula o intestino a absorver o cálcio ingerido contribuindo para aumentar a fixação dele nos ossos. Fontes de vitamina D incluem alimentos como o óleo de fígado de peixe, fígado de boi, manteiga e gema de ovo, além da exposição adequada à luz solar. Suplementos de vitamina D também podem ser benéficos, especialmente para aqueles com pouca exposição à luz do dia ou com deficiência comprovada desta vitamina.

O consumo de alimentos ricos em vitamina K também são importantes. Entre eles, podemos citar as folhas verdes escuras, especialmente brócolis, couve-de-Bruxelas, repolho roxo e verde, salsa, espinafre, agrião e couve. Os probióticos, encontrados em alimentos fermentados ou em suplementos, também são recomendados, visto que um intestino saudável é fundamental para a absorção adequada de minerais, incluindo o cálcio.

“É vital estar atento ao consumo de alimentos que auxiliam na absorção de cálcio e considerar suplementos quando necessário, mas também é fundamental moderar o consumo de substâncias que podem interferir nesse processo”, adverte Alessandra Feltre. Alimentos como café, chocolate e refrigerantes, assim como o excesso de proteínas, ferro, gorduras e sal, podem prejudicar a absorção de cálcio e devem ser consumidos com moderação.

Os ácidos graxos ômega 3, encontrados em peixes gordurosos, sementes de chia e linhaça, também contribuem para a saúde óssea, e o consumo de ácido alfa-lipóico e colágeno pode ter efeitos benéficos na prevenção da perda óssea. Suplementos de cálcio, por sua vez, podem ser úteis, principalmente para pessoas com deficiência na dieta, mas devem ser consumidos sob orientação de um profissional de saúde para evitar excessos e desequilíbrios minerais.

 

Puravida


Mês Mundial da Diabetes: 3 dicas de como controlar o diabetes no dia a dia

O diabetes é uma doença endócrina caracterizada por uma elevação
 dos níveis da glicose (açúcar) no sangue (glicemia). 
 Unsplash

No Brasil, são mais de 16,8 milhões de casos entre pessoas com idades de 20 a 79 anos, o que nos coloca como quinto país com maior incidência de diabetes no mundo, segundo a OPAS

 

Desde 1991, O Dia Mundial do Diabetes acontece sempre no dia 14 do mês de novembro. A cada ano, pessoas diagnosticadas com diabetes crescem em número alarmantes. Isso sem contar aqueles que não sabem que estão com a doença. No Brasil, são mais de 16,8 milhões de casos entre pessoas com idades de 20 a 79 anos, o que nos coloca como o quinto país com maior incidência da síndrome no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).  

O diabetes é uma doença endócrina, caracterizada por uma elevação dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. A glicemia pode ser medida por meio de análises de sangue. “Essa doença não tem cura e deve ser controlada diariamente para evitar complicações mais graves, como problemas de visão, pé diabético ou infertilidade, por exemplo. A prática de exercícios regulares, de intensidade moderada, é fortemente recomendada para manter a doença compensada”, afirma a Head de qualidade da Manipulaê, Regiele Vieira. 

O diabetes é classificado em três tipos, e cada um apresenta desafios únicos. Compreender as suas diferenças é essencial para definir a prevenção e os cuidados.

  • Tipo 1: o corpo não produz insulina porque o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas, órgão que produz esse hormônio.
  • Tipo 2: é a mais comum, ocorre principalmente em adultos, causada por fatores como obesidade ou hipertensão, gerando alterações no funcionamento do fígado e do pâncreas.
  • Gestacional: afeta gestantes devido às alterações no metabolismo, uma vez que nesse período pode ocorrer o aumento da produção da insulina.


O diabetes é uma doença silenciosa, porém é possível perceber alguns sintomas:

  • Poliúria: a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente mais sede;
  • Aumento do apetite;
  • Alterações visuais;
  • Impotência sexual;
  • Infecções fúngicas na pele e nas unhas;
  • Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar;
  • Distúrbios cardíacos e renais.

Os medicamentos manipulados oferecem a oportunidade de adaptar o tratamento às especificidades de cada pessoa, considerando alergias, intolerâncias, sensibilidades, preferências de administração e outras particularidades que podem influenciar na eficácia e na adesão ao tratamento.

Regiele Vieira, Head de qualidade da Manipulaê, cita 3 dicas de como controlar o diabetes no dia a dia.


1.Tenha uma alimentação saudável: A alimentação é fundamental no controle da doença. Diabéticos devem consumir alimentos ricos em fibras, frutas como morango, melão e abacate, além de vegetais frescos e cereais integrais. Quanto menos ingestão de açúcar, melhor.
 

2. Mantenha seu peso ideal: Manter o peso ideal de acordo com os padrões de idade, sexo e altura é importante para regular a glicemia. Pessoas com diabetes e sobrepeso ou obesidade podem ter o controle da glicemia prejudicado pela diminuição da captação de glicose pela insulina, além de apresentarem mais riscos para doenças do coração e acidente vascular cerebral (AVC).
 

3. Pratique atividade física regularmente :O hábito dos exercícios físicos ajuda a diminuir os níveis de gordura no sangue, controla o peso, melhora a circulação sanguínea e ainda ajuda no melhor fluxo de sangue para o coração.
 

 Manipulaê


Saiba como identificar e se prevenir de um derrame

Dieta equilibrada, atividade física regular e controle de fatores de risco, como a hipertensão, são componentes importantes da receita de prevenção dessa emergência médica

 

Após a queda dos casos de Covid-19, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, voltou a ser a principal causa de óbitos no Brasil. O estilo de vida sedentário, excesso de peso, e estresse da população tem contribuído um aumento do número de casos nos últimos anos, com estados mais graves e em perfis mais jovens. “O AVC pode ser associado a outras doenças, como hipertensão, obesidade, diabetes, e também os fatores genéticos”, afirma o Feres Chaddad, líder da Neurocirurgia da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos principais hubs de saúde do país, eleito o número 1 do país em Neurocirurgia pelo ranking da renomada Newsweek.

Os sintomas de um AVC podem ser sutis e surgir repentinamente, mas o neurocirurgião da BP indica alguns sinais que podem ajudar a reconhecer a situação, como a diminuição ou perda da força ou da sensibilidade em um lado do corpo, dor de cabeça persistente, redução do nível de consciência e sonolência ou torporoso, quando o indivíduo quer dormir muito ou só desperta com estímulo doloroso. “Esses pacientes devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima de sua residência”, alerta o especialista.

A emergência médica acontece quando a circulação de sangue no cérebro é interrompida, provocando uma paralisia. O AVC é dividido em dois tipos, que ocorrem por motivos diferentes. O isquêmico é o mais comum, correspondendo a cerca de 80% dos casos, caracterizado pelo entupimento de uma artéria. Já o hemorrágico é causado por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo. As sequelas envolvem fraqueza muscular, paralisia facial, perda do controle de movimentos, aumento ou diminuição da sensibilidade, dificuldade para falar corretamente e confusão mental.

O médico da BP explica que os fatores de risco são praticamente os mesmos que provocam o infarto no coração e estão relacionados a alterações na viscosidade do sangue que interferem na pressão sanguínea. Ele cita a hipertensão como a principal causa, além de características manifestadas na síndrome metabólica, um conjunto de condições que combina hipertensão arterial, quantidades elevadas de colesterol e de açúcar no sangue, bem como acúmulo de gordura ao redor da cintura. Pessoas com mais de 55 anos são mais propensas a desenvolver o AVC. Já as mulheres têm menos chances de sofrer um AVC devido ao fator protetivo da progesterona sobre os vasos sanguíneos, mas após a menopausa elas perdem essa proteção hormonal e passam a ter o mesmo risco que os homens.

Marcadores como a idade, sexo e histórico familiar não podem ser modificados, mas é possível se prevenir de um AVC evitando ou mantendo sob controle os outros fatores de risco. “O melhor caminho para isso é adotar hábitos saudáveis”, ressalta Chaddad. Os checkups médicos também são recomendados a todas as pessoas para identificar precocemente eventuais disfunções no organismo, facilitando o tratamento e evitando complicações. A consulta com cardiologista é especialmente importante, pois esse profissional pode tratar doenças como a fibrilação atrial, tipo de arritmia caracterizada por batimento do coração acelerado e descompassado, que pode produzir coágulos e, ao atingirem a região do cérebro, podem entupir vasos sanguíneos e levar ao AVC isquêmico.



CONFIRA DICAS PARA PREVENIR UM AVC:

Manter uma dieta equilibrada, optando por verduras, legumes, grãos e frutas e, principalmente, regulando o teor de sal da comida, tempero que leva em sua composição o cloreto de sódio, substância associada ao aumento da pressão arterial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como segura a ingestão diária de até 5 gramas de sal, o que equivale a 2 gramas de sódio, mas no Brasil consome-se, em média, de 14 a 16 gramas de sal por dia.

Evitar alimentos ultraprocessados, como bolachas, enlatados, congelados e refrigerantes, pois têm elevado teor de sal, alto índice glicêmico e gordura saturada, o que contribui para hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2. Quando possível, é importante contar com orientação de um nutricionista.

Praticar atividade física, especialmente aeróbica, como caminhada, corrida, natação e ciclismo, que acelera a frequência cardíaca, contribui para a regulação da pressão arterial, além de ajudar a diminuir os níveis de colesterol, triglicérides e glicose no sangue. Os exercícios aumentam a velocidade do fluxo sanguíneo e baixam os níveis de viscosidade do sangue.

Acabar com o tabagismo, inclusive na forma passiva, ou seja, evitando aspirar a fumaça produzida por quem fuma. O fumo está associado ao endurecimento da parede dos vasos sanguíneos, predispondo ao AVC.

• Práticas de atividades para o corpo e mente, como yoga e mindfullness, são comprovadas alternativas para aliviar o estresse, outro importante fator de risco para o AVC e pressão alta

Noites bem dormidas também marcam pontos positivos, uma vez que o sono aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro e ajuda a diminuir o nível de estresse do organismo. Assim, é fundamental tratar problemas como a apneia do sono. Pesquisas comprovam a associação desse distúrbio com maior risco de problemas cerebrovasculares.

Não consumir álcool em excesso e drogas ilícitas, que desequilibram o mecanismo natural de regulação sanguínea do nosso corpo, favorecendo a ocorrência de AVC.

Anabolizantes também são perigosos, pois podem levar a uma hipertrofia do coração e ao endurecimento das artérias, duas condições que, isoladas ou combinadas, expõem as pessoas às doenças cerebrovasculares.
 


BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo


Black Friday 2023: ClearSale dá dicas para não cair em golpes on-line

Companhia prevê quase R$44 milhões de tentativas de fraude na data; confira formas de evitar golpes e como agir em situações suspeitas

 

Às vésperas da Black Friday 2023, o e-commerce se prepara para garantir vendas promissoras, visto que 67% dos brasileiros pretendem comprar na data e 91% devem usar os canais on-line para obter informações sobre descontos e produtos, segundo pesquisa do Google de julho deste ano. Na esteira desse movimento, dados da ClearSale, referência em inteligência de dados e soluções para prevenção de risco em diferentes mercados, alertam que o varejo deve sofrer cerca de 28,5 mil tentativas de fraude no período, totalizando quase R 44 milhões em fraude evitada, com um ticket médio esperado de R1.579. Veja dicas para evitar golpes e ir às compras com segurança.
 

Dentre as táticas mais aplicadas por fraudadores, a criação de sites falsos, para transações financeiras e obtenção de dados confidenciais, golpes envolvendo o PIX e captura de informações em redes sociais. “os fraudadores encontram cada vez mais caminhos para aplicar golpes, a precaução ainda é a chave para um consumo seguro, e isso inclui não negligenciar os cuidados básicos, como não clicar em anúncios duvidosos e se atentar à segurança, verificando sempre a veracidade dos sites de compras”, alerta Matheus Manssur, superintendente comercial da ClearSale.
 

Preços muito baixos

Mesmo em época de descontos, preços excessivamente baixos podem ser indícios de armadilhas criadas por fraudadores. É importante estar atento a promoções que pareçam boas demais para serem verdadeiras.
 

Formas de Pagamento

Evite sites que oferecem poucas opções de pagamento, especialmente se restringirem a boletos bancários e PIX, verifique os dados disponíveis na transferência, e não forneça suas informações bancários para sites que não apresentam certificado de segurança. Opte pelo cartão virtual para as transações.


Reputação da Loja

Antes de comprar, verifique as avaliações da loja em plataformas de reclamação e nas redes sociais. É interessante checar, por exemplo, se a loja em que a compra será feita possui alguma forma de verificação, como nas redes sociais. Os grandes varejistas costumam contar com o selo azul no nome. 


Atenção à URL dos Sites

Golpistas frequentemente criam sites falsos com erros na URL. Antes de finalizar a compra é importante verificar erros de ortografia, letras duplicadas e muitos dígitos na URL dos sites. Procure sempre digitar o portal oficial no navegador e buscar. 


“A Black Friday 2023 contará com ofertas irresistíveis, mas esteja atento a sinais de alerta e faça do evento uma experiência positiva com segurança financeira e digital. Lembre-se, o melhor negócio é aquele que não compromete sua tranquilidade”, conclui Manssur. 

 

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Sociedade médica destaca demandas próprias de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer

 

Para especialista, o câncer na faixa etária de 0 a 19 anos exige a atenção com as restrições impostas pelo tratamento, como afastamento escolar, e desafios, como a descoberta da sexualidade pelos jovens


Esta quinta-feira (23/11) é lembrada como Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. Instituída em 2008, a data chama a atenção para essa que é a principal causa de morte por doença e a segunda causa de óbito em geral em crianças e adolescentes no Brasil. 

Além de o câncer na faixa etária dos 0 aos 19 anos apresentar distinções na evolução natural, no diagnóstico e no tratamento em relação aos tumores em adultos, crianças e adolescentes têm demandas próprias que precisam ser reconhecidas e trabalhadas pelos profissionais de saúde, como afastamento escolar e, no caso dos jovens, a descoberta da sexualidade. 

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que entre 2023 e 2025 devem ser diagnosticados a cada ano 7.930 novos casos de câncer entre crianças e adolescentes. Em 2020, foram registrados 2.280 óbitos pela doença nessa faixa etária, de acordo com o órgão, sendo que os três tipos mais comuns são a leucemia aguda, linfoma e os tumores do sistema nervoso central. 

O oncologista pediátrico Dr. Neviçolino Carvalho, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, explica que o câncer infantojuvenil é diferente de tumores em adultos, dentre outros aspectos, porque cresce mais rapidamente. No entanto, em geral, ele responde melhor ao tratamento e têm até 80% de chances de cura, embora no Brasil e em outros países da América Latina e do Caribe a média de cura seja de 55%, devido a vários fatores, incluindo diferenças sociais e econômicas regionais, conforme informações da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS).

“Trabalhamos para que o diagnóstico seja o mais rápido possível. Para isso, contamos com o apoio de profissionais de saúde da atenção básica e até mesmo dos familiares para identificar sinais e sintomas mais comuns, como febre prolongada por mais de sete dias, dor óssea, anemia, manchas roxas no corpo, dor de cabeça noturna seguida de vômito e alterações neurológicas que diagnosticamos com precisão em exames médicos”, complementa Carvalho.

 

Demandas próprias - Além de diferenças na evolução natural da doença, no diagnóstico e no tratamento, crianças e adolescentes em tratamento do câncer apresentam necessidades inerentes a essa fase da vida, como um vínculo maior com a família e com a escola, que prescindem do olhar do médico oncopediatra e de outros profissionais de saúde para que tenham qualidade de vida, e até mesmo a descoberta da sexualidade pelos jovens. 

“Precisamos considerar que o tratamento de um câncer infantojuvenil leva de seis meses a dois anos e, sendo assim, há um comprometimento na realização de atividades cotidianas como ir à escola e praticar atividades físicas. Entre os adolescentes, soma-se a questão da descoberta da sexualidade, por exemplo, que demanda o acompanhamento com psicólogo especializado em câncer infantojuvenil”, reforça o presidente da SOBOPE. 

Para Carvalho, o diagnóstico do câncer infantojuvenil não deve ser impeditivo para que as crianças e jovens tenham qualidade de vida, com as precauções necessárias. “Não vale mais a máxima de que se tem câncer é uma sentença de morte. Isso já ficou bem para trás e especialmente quando consideramos o câncer na faixa etária dos 0 aos 19 anos. Por isso, o acompanhamento familiar e de profissionais de saúde especializados é fundamental”, conclui ele.


Empreendedorismo feminino: 6 ações para uma marca pessoal de sucesso

Clara do Vale dá orientações de como se posicionar no mercado e fortalecer a imagem pessoal


As mulheres desempenham um papel crucial e cada vez mais proeminente no mundo dos negócios. Ao longo das últimas décadas, houve um aumento significativo na presença feminina em diversos setores, demonstrando talento, liderança e habilidades empreendedoras. Essa ascensão, não apenas reflete a evolução dos valores sociais, mas também ressalta a importância da diversidade nos ambientes corporativos.

De acordo com um estudo do Sebrae, a partir dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil alcançou, em 2022, uma marca inédita de mulheres à frente de um empreendimento: 10,3 milhões. O número histórico, que representa 34,4%, engloba mulheres que atuam como empregadoras ou que trabalham por conta própria, mesmo que não possuam CNPJ. No entanto, os homens ainda representam a maior fatia como donos de negócios: 65,6% do total.

A especialista em posicionamento Premium para marcas pessoais e negócios, Clara do Vale, afirma que movimentos que encorajam e dão estrutura ao empreendedorismo feminino desempenham um papel fundamental na busca contínua pelo avanço deste mercado. “A criação e expansão de grupos de negócios femininos, o acesso a mentoras e empresárias brasileiras relevantes no que fazem e a participação ativa em eventos nessa temática são ferramentas importantíssimas para impulsionar as mulheres e ajudá-las a se destacarem nos negócios. É preciso que elas estejam seguras pessoalmente, saudáveis fisicamente, integradas a grupos de negócios que sejam nobres e partilhem boas estratégias, e convictas dos seus produtos e serviços para começar a trilhar este caminho de sucesso. Só é possível a uma empreendedora construir a própria riqueza tendo algum contato com referências, mesmo que on-line. Os melhores projetos nascem das boas trocas, o verdadeiro sucesso nunca é solitário“, comenta.

Há mais de 16 anos no ramo, com alunas em mais de 60 países, Clara, que veio da periferia do Nordeste e já faturou mais de 15 milhões de reais nos últimos 3 anos com sua empresa, prepara mulheres para o mundo corporativo por meio de suas imersões presenciais, programas online e palestras pelo Brasil e fora. Empenhada na causa feminina, a profissional separou 6 ações imprescindíveis para quem deseja se posicionar no mercado de modo Premium e conquistar uma imagem de sucesso, por meio do empreendedorismo.   

 

Confira:

1- Aprender a honrar a própria jornada

Sempre tem uma história admirável por trás de uma grande mulher. Reconhecer e valorizar o percurso é o primeiro passo para o sucesso. Aceitar as origens, as experiências, os desafios e as conquistas, como parte integral do crescimento, incentiva a autoconfiança e a compreensão de que cada passo, mesmo os “em falso”, contribuíram para o desenvolvimento e a construção da identidade. Ao honrar a própria jornada, as mulheres podem cultivar uma postura firme e encontrar significado nas diferentes fases da vida, promovendo um maior equilíbrio emocional e bem-estar, além de se conectar verdadeiramente com quem está do outro lado.

 

2- Se portar como uma líder

A ação envolve em adotar características e comportamentos que inspiram e influenciam positivamente as outras pessoas. Uma verdadeira líder não tem medo de falar, de apresentar a sua marca, seus preços, de ter voz ativa, de se posicionar. Uma líder dialoga com propriedade e domina o seu produto com confiança e conhecimento.

 

3- Alinhar postura com imagem

Consiste em tornar o comportamento compatível com a imagem que deseja transmitir. Isso implica em manter a coerência entre a expressão verbal e não verbal, garantindo que a postura, linguagem corporal e tom de voz estejam em plena harmonia com aquilo que é falado. Ao alinhar postura com imagem, as pessoas tomam consciência da própria identidade e valores, elementos que se manifestam na interação com o outro, contribuindo para uma comunicação eficaz e conexões fortes, inclusive com os clientes.

 

4- Criar uma estrutura ao redor do nome

Proporcionar experiências sensoriais em torno de uma marca faz toda a diferença na hora de se destacar no mercado. Acima dos produtos e serviços, as pessoas são apaixonadas por personalidade, portanto, criar um universo em torno do seu nome, com exclusividade, faz da sua marca um desejo de consumo, um objeto de valor.

 

5- Saber liderar pessoas

Uma líder eficaz demonstra habilidades de comunicação clara e objetiva. Conduz com confiança, quebra objeções, assume responsabilidades. Uma postura de liderança também inclui a capacidade de enfrentar desafios com resiliência, reverter situações, solucionar problemas. Portar-se como uma líder implica em equilibrar a autoridade com o carisma, promovendo desejo de consumo, controle sobre o produto e conhecimento de causa.

 

6- Criar ofertas irresistíveis

Gerar soluções para o cliente e oferecer respostas eficazes às necessidades e desejos específicos, tornam a sua marca irresistível. Isso envolve compreender profundamente as demandas de quem está do outro lado, ouvir atentamente as preocupações e anseios, em seguida, desenvolver abordagens ou produtos que atendam a essas carências e vontades. As soluções podem variar desde serviços personalizados até produtos inovadores que resolvem problemas específicos. Essa abordagem centrada no cliente não apenas fortalece a satisfação, mas também promove relações duradouras e constrói uma reputação positiva e consistente para a marca.

 

Clara do Vale - nutricionista por formação, com duas pós-graduações na área da saúde e MBA em gestão, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios pela PUCRS. Focada no empreendedorismo feminino, viajou o mundo formando alunas em mais de 60 países e já acumulou um faturamento médio de 15 milhões em vendas. CEO da empresa Mentory International, também é pioneira no ensino da Gestão Premium para Marca Pessoais e Negócios que Vendem Alto Ticket.

 

Reforma tributária: custos e incertezas

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‘Qual de vós, querendo construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos para ver se tem o suficiente para terminar’ (Lucas 14:28)

 

Depois de mais de três anos discutindo a PEC 45\19, e de tantas mudanças no projeto original, chegamos a um ponto em que parece necessário fazer uma parada e voltar ao ponto de partida para um eventual reposicionamento, ao invés de continuar avançando em um emaranhado cada vez mais complicado e que caminha para uma direção contrária ao objetivo inicial de simplificar.

O que se esperava da reforma tributária do ponto de vista dos contribuintes? Nada muito ambicioso; simplificação do sistema, sem aumento da carga tributária.

Ao invés de se adotar o procedimento clássico de partir dos problemas para a solução, isto é, analisar as maiores dificuldades dos contribuintes e discutir as possíveis alternativas para resolver os problemas encontrados, passou-se a debater uma proposta elaborada de cima para baixo. 

Embora tenha sido um projeto muito bem elaborado do ponto de vista teórico, não se ajusta à realidade do país, e visa a muitos objetivos, além do de modernizar o imposto sobre consumo. Basicamente, o Brasil tem dois impostos de consumo, o ICMS, dos Estados, e o ISS, dos municípios, que tinham a exclusividade para esse tipo de tributação. 

Por causa dos múltiplos objetivos, e do fato de que esses tributos pertencem a entes federativos diferentes, surgiram “adaptações” visando encaixar o texto na realidade. Por isso o projeto foi se tornando cada dia mais complexo e aumentando as incertezas sobre seus resultados.

A PEC se baseava na criação de um IVA, com alíquota única, sem incentivos fiscais, seguindo, segundo seus autores e defensores, os padrões de países da OCDE. Essa foi a narrativa que acompanhou o debate na Câmara, e fora dela, mas não correspondia à realidade da maioria dos países desse bloco, que possuem alíquotas múltiplas. Além disso, se referiam a realidades muito diferentes da brasileira, a começar pela Federação, com três níveis de entes que possuem autonomia tributária, o que, segundo afirmava o ex-ministro Francisco Dornelles, representava a maior dificuldade para a realização da reforma tributária no país.  

As discussões sobre a PEC 45, até a polêmica aprovação na Câmara, enfatizavam as vantagens da simplificação que a criação do IVA traria, e menos as dificuldades, os riscos, e os custos de sua implementação. Mais do que uma reforma tributária do consumo, representava uma “ruptura” do sistema tributário vigente, com múltiplos objetivos, afetando Estados, municípios e contribuintes de forma profunda, e criando incerteza para todos. 

Dentre esses objetivos, propunha a mudança da natureza de um imposto, o IPI, e de uma contribuição, PIS/COFINS, para transformá-los em imposto de consumo. Pretendia também transferir carga tributária de um setor (Indústria) para outro (Serviços). Mudava a sistemática de incidência do Imposto da origem para o destino. Alterava o critério para distribuição das cota-partes do IBS em detrimento dos municípios maiores. 

Para viabilizar a aprovação da reforma na Câmara, foi proposta a criação de um Fundo para compensar os incentivos fiscais dos Estados e outro para estimular o desenvolvimento regional, criando dois Fundos, sem especificar as fontes de financiamento. 

Foi necessário adotar um período de transição de oito anos para os contribuintes. Para os entes federativos, a transição prevista era inicialmente de 50 anos (baixado no Senado para 20), o que seria algo inédito no Brasil e, provavelmente, no mundo, se não for alterada no caminho.

O Senado manteve a maior parte das propostas da Câmara, mas introduziu modificações que agravaram a complexidade, os custos e a incerteza. 

Aumentou o valor dos Fundo de Compensação dos Benefícios Fiscais, e o mais grave é que existe a possibilidade de que, se os montantes previstos forem insuficientes, o governo federal deverá aportar mais recursos. 

Criou um Fundo para o Amazonas e, já no Plenário, criou mais um Fundo para Estados não contemplados, da região Norte.  

Quando se fala que a PEC será neutra, não aumentando a carga tributária e, inclusive, criando regras para avaliar os resultados da substituição do ICMS, ISS e PIS\COFINS pelo CBS e IBS, não se considera que os Fundos representam um aumento bastante significativo da tributação. É evidente que esses recursos sairão dos contribuintes, seja sacrificando outros objetivos do orçamento, mas, o mais provável, para não dizer o mais certo, é que será necessário o aumento de outros tributos. Dizer que não se pode considerar os recursos dos Fundos como parte da Reforma Tributária é um sofisma.   

Isto porque o governo federal é deficitário, e vem aumentando impostos por conta do “arcabouço fiscal”. Comprometer as finanças do governo federal por um valor tão elevado (estima-se em cerca de R$ 800 bilhões em 20 anos, mas pode ser bem mais porque o Fundo dos Incentivos é uma conta em aberto) e um período tão longo, pois os aportes desses Fundos ultrapassam o mandato de vários governos, parece ser um risco muito sério tanto para o Executivo como para os beneficiários e para os contribuintes. Isto porque os próximos governos, ou o Congresso, podem mudar não apenas esses valores, como também as regras do período de transição, tanto a dos contribuintes, como para os entes federativos.  

Argumentar que isso é difícil porque é constitucional não parece procedente, porque vimos a facilidade com que se aprovou o fim do “teto de gastos” e, pior ainda, o “atropelo” da Proposta da reforma tributária na Câmara e no Senado. Ressalte-se que esses episódios fragilizaram a confiança na Constituição como instrumento de garantia dos contribuintes e dos cidadãos.

Destaca-se que o texto do Senado não eliminou, pelo contrário, aumentou as incertezas contidas no projeto aprovado pela Câmara e não dispõe de cálculos fundamentais para uma avaliação mais segura dos custos e dos efeitos da reforma, tanto para os contribuintes como para os Estados e municípios. Além da falta de dados, transfere para a Lei Complementar disposições absolutamente necessárias para a análise do que se está propondo constitucionalizar. Estão edificando a Torre sem terem os cálculos necessários, como recomenda o Evangelho. 

Curiosamente, alguns dos defensores da aprovação da PEC como ela se encontra, embora sejam favoráveis ao equilíbrio fiscal, não manifestaram preocupação com os custos dos Fundos para o governo Federal (e para os contribuintes), enquanto outros que defendiam alíquota única como fundamental, manifestam inconformismo com a multiplicidade de alíquotas, mas defendem a aprovação da proposta como se encontra. 

O argumento é que seria melhor aprovar assim, mesmo constitucionalizando os problemas, do que discutir com racionalidade se esse, efetivamente, é o melhor caminho.     

Outro ponto polêmico da PEC 45, a criação do Conselho Federativo, que vai centralizar poderes dos Estados e Municípios, além de ser um órgão de arrecadação, normativo, árbitro nos conflitos federativos, teve pequena mudança, além do nome para Conselho Gestor, com a retirada da competência para apresentar Projeto de Lei Complementar. 

Manteve a proibição de que os entes subnacionais não mais poderão conceder incentivos fiscais, o que, somado à centralização da arrecadação, implica subtrair-lhes poderes decorrentes da autonomia prevista na Constituição como cláusula pétrea. 

Os governadores e prefeitos não terão segurança para elaborar seus orçamentos durante a transição, porque é impossível avaliar os impactos das mudanças da origem para o destino, das alíquotas referenciais do imposto que poderão praticar porque dependerá do conjunto, dos impactos das alíquotas e sistemas diferenciados da tributação, o que deixa grande incerteza também para os entes federativos durante um período que pode ser longo. 

No caso dos municípios maiores, com a passagem do ISS, o imposto que mais cresce, para o IVA e as mudanças nos critérios da cota-parte, fica difícil elaborar e administrar o orçamento, e nos menores ocorre o mesmo, devido às exigências a que estão submetidas algumas parcelas das transferências.

Uma dúvida procedente é a de por que o governo federal aceitou a criação desses Fundos se já se encontra com dificuldades para cumprir o “arcabouço fiscal” e permite especular com o aspecto político da decisão, pois, na medida em que se neutraliza os governadores com o Conselho Gestor e a vedação de conceder incentivos, fortalece o poder do governo central com a gestão dos Fundos.  

Talvez o maior problema da proposta aprovada no Senado, do ponto de vista dos contribuintes, seja de onde sairão os recursos para os Fundos, e a incerteza que deverá perdurar nos próximos anos, e pode comprometer a expansão dos investimentos em um período em que o Brasil se apresenta ao mundo como o que oferece maiores possibilidades de investimento no campo da energia limpa e dos biocombustíveis, e de minérios indispensáveis para a fabricação das baterias elétricas, além de ser o maior exportador de alimentos para o mundo.

Para concluir, podemos dizer que aumentou a complexidade da tributação do consumo, mas, se podemos complicar, por que simplificar? 

 

Marcel Solimeo
Economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo
Fonte: https://dcomercio.com.br/publicacao/s/reforma-tributaria-custos-e-incertezas

 

Assédio moral e sexual no trabalho: o compromisso das empresas com a proteção das mulheres

Em lançamento, advogado trabalhista e previdenciário Romeu José de Assis orienta líderes e funcionários para combate aos crimes

 

Em março de 2023, a legislação brasileira deu um passo significativo em direção a um ambiente de trabalho mais seguro às mulheres. Com a aprovação da Lei 14.457/2022, as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) passaram a desempenhar um papel efetivo na luta contra o assédio sexual e moral no trabalho. Mas como funciona na prática? Quais caminhos os líderes devem seguir para proteger as funcionárias?

Perguntas como estas são elucidadas pelo advogado trabalhista e previdenciário Romeu José de Assis, no livro 50 Tons Reveladores de Assédio Sexual e Moral no Trabalho para Líderes. A leitura é indicada tanto a líderes que precisam se adaptar ao cenário, como para as trabalhadoras que devem entender seus direitos e, a partir disso, cobrarem apoio dos empregadores na luta contra os crimes – sem medo de represália e perseguição.

Estruturada em capítulos curtos e diretos, na forma de 50 perguntas e respostas, a obra oferece explicações sobre: o que configura assédio sexual e moral no trabalho; tipos de penalidades; consequências jurídicas e psicológicas dos crimes; e formas de denúncia. Ainda dá caminhos para a prevenção, esclarece o papel das empresas na proteção à mulher e aponta como líderes devem conduzir uma investigação interna.

Como se vê, o assédio sexual é uma conduta violadora do direito fundamental da dignidade
humana, por isso, deve ser combatido, repelido e intolerado. Não combina com quem busca
excelência nos resultados, busca incessante de muitas organizações. 
(50 tons reveladores de
assédio sexual e moral no trabalho para líderes
, pág. 31)

As consequências de casos como estes resultam em perdas para instituições e para as trabalhadoras, explica Romeu. Os danos psicológicos podem levar as vítimas ao adoecimento e à incapacidade para o exercício de suas atividades. Além disso, se não tomar providências, a empresa será responsabilizada perante a justiça e poderá arcar com indenizações, multas e adequações ao ambiente de trabalho; como também terá a imagem prejudicada com empregados e clientes.

Para o especialista, resolver estas questões – ainda muito frequentes no Brasil – é relativamente simples: investir em treinamento de liderança em todos os níveis hierárquicos da organização, além de oferecer apoio adequado às mulheres em casos de assédio.


Divulgação
LC Editorial
FICHA TÉCNICA

Título: 50 tons reveladores de assédio sexual e moral no trabalho para líderes
Autor: Romeu José de Assis
ISBN: 978-65-587258-5-5
Páginas: 104
Formato: 14,8 x 21 cm
Preço: R$ 47,96
Onde comprar: Clube de Autores e Amazon

Sobre o autor: Romeu José de Assis é advogado Trabalhista e Previdenciário, técnico de Segurança do Trabalho, consultor empresarial e palestrante. Natural de Rio Negrinho (SC), escolheu Joinville para viver e construir a carreira no Direito. Já foi radialista no Norte do estado e professor universitário de Direito Previdenciário na Faculdade de Direito de Joinville.

Na literatura tem seis obras publicadas desde 1994, que tratam de assuntos diversos do direito e também autoajuda. Seu mais recente título 50 tons reveladores de assédio sexual e moral no trabalho para líderes comunica diretamente com líderes e mulheres sobre assédio no ambiente de trabalho e os caminhos para a mudança.

www.romeuassis.com.br
Instagram: @drromeuassis  | YouTube: @drromeuassis



Programa "Acordo Paulista" entra em vigor e oferece novas condições para Transação Tributária no estado de São Paulo

 

●      Nova lei estadual permite transações com descontos de até 70% e prazos de pagamento de até 145 meses


●      A legislação, inspirada em mecanismos federais, traz benefícios também para contribuintes em recuperação judicial

 

O governo do estado de São Paulo promulgou a Lei n° 17.843/2023, que estabelece o programa "Acordo Paulista". A legislação oferece condições flexíveis de Transação Tributária, permitindo que os débitos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação obtenham descontos expressivos. Para pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte, os descontos podem alcançar até 70%, com a opção de pagamento em até 145 parcelas. Nos demais casos, o parcelamento pode ser feito em até 120 vezes.

 

Para Filipe Souza, especialista em recuperação judicial e sócio da LBZ Advocacia, essa é uma determinação importante para aqueles que estão em processo de recuperação judicial, visto que foram concedidas condições especiais de negociação.

 

“Uma das principais características do programa "Acordo Paulista" é a inclusão não apenas de débitos tributários comuns, mas também daqueles originados de dívidas ativas de fundações, empresas públicas e entes estaduais. A norma prevê, ainda, a utilização de créditos de precatórios e créditos acumulados de ICMS, ampliando as opções disponíveis para os contribuintes em busca de soluções para suas obrigações fiscais”, explica Souza.

 

Além dos descontos, as novas disposições legais, multas, juros e demais acréscimos legais podem ser reduzidos em até 65% do valor total transacionado. Nos próximos dias, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) deve promulgar uma série de medidas para a regulamentação das novas condições. Em linhas gerais, a legislação, inspirada nos métodos já empregados pela PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional) em nível federal, é promissora e pode proporcionar vantagens significativas aos contribuintes que enfrentam dificuldades financeiras.

 



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O desafio organizacional das grandes empresas

Normativas acumuladas que com o tempo de tornam um verdadeiro labirinto


Uma das maiores críticas do empresariado brasileiro em relação à legislação nacional gira em torno da complexidade das obrigações legais. Os gestores precisam ficar atentos a uma série de exigências que abrangem diversos ramos do direito.

"Para empresas com mais de 100 colaboradores, surgem uma série de obrigações legais específicas. Uma delas é o percentual mínimo para a contratação de pessoas com deficiência, que se torna obrigatório assim que a empresa atinge esse número." Diz a advogada trabalhista Juliana Stacechen.

A lei 8.213/93 estabelece que, a partir do momento em que a empresa atinge a marca de 100 funcionários, deve garantir que, no mínimo, 2% de seu quadro funcional seja composto por pessoas portadoras de necessidades especiais. Esse percentual aumenta à medida que o número de funcionários cresce.

Essas obrigações legais visam promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, oferecendo oportunidades de emprego e garantindo direitos fundamentais. Porém. a complexidade das regulamentações pode se tornar um desafio para as empresas, que precisam cumprir as normas e, ao mesmo tempo, manter a eficiência operacional. Assim, é necessário buscar a orientação de um advogado qualificado para ter mais tranquilidade no cumprimento da legislação, o que permite ao empresário focar no seu negócio.

Importante acrescentar que o empresário não deve deixar atingir o marco de 100 empregados contratados para se preocupar com a legislação, mas profissionalizar a sua gestão para quando o centésimo funcionário for registrado já ter toda a documentação preparada, o que evita fiscalizações e até aplicação de multa.

 

Juliana Stacechen - Advogada especialista em Direito Trabalhista
Instagram: @julianastacechen
Email: juliana.stacechen@gmail.com
https://www.julianastacechen.com/


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