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Médico explica por que temperaturas mais baixas podem influenciar o apetite e aumentar a busca por refeições mais calóricas
Com
a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho de 2026, muita
gente percebe mudanças no apetite e uma vontade maior de consumir massas, doces
e pratos quentes ao longo do dia. Mas essa percepção não acontece apenas por
hábito ou “falta de controle”. Um estudo publicado na revista Nature, conduzido
pelo Scripps Research em 2023, identificou um mecanismo cerebral ligado ao
aumento da fome em ambientes com temperaturas baixas. Segundo os pesquisadores,
neurônios específicos são ativados quando o organismo percebe a queda térmica,
estimulando uma busca maior por comida para compensar o gasto energético
necessário na produção de calor.
Segundo
o médico Edson Ramuth, fundador e CEO da rede Emagrecentro, referência em
emagrecimento saudável e estética corporal, o organismo realmente passa a
demandar mais energia em períodos mais frios. “O corpo trabalha constantemente
para manter o equilíbrio térmico. Em dias gelados, existe um aumento da demanda
energética, o que pode intensificar a vontade de comer. Quando somos expostos a
temperaturas baixas, o organismo precisa trabalhar mais para produzir calor e
preservar as funções vitais em equilíbrio. Esse processo, chamado de
termogênese, aumenta discretamente o gasto calórico justamente pela necessidade
de manter”, afirma.
Além
da resposta fisiológica, os meses mais gelados também influenciam diretamente o
comportamento alimentar. “Existe uma tendência maior de permanecer em ambientes
fechados, reduzir a prática de atividade física e buscar refeições associadas à
sensação de acolhimento e bem-estar, especialmente preparações mais quentes e
calóricas”, complementa.
Por
que sentimos mais vontade de comer alimentos calóricos?
Preparações quentes e mais gordurosas ativam áreas cerebrais ligadas ao bem-estar e à recompensa emocional, aumentando temporariamente a percepção de satisfação e conforto. Outro fator importante envolve a menor exposição solar durante essa época do ano. “Isso pode interferir na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e ao controle do apetite, favorecendo um desejo maior por doces e alimentos mais energéticos”, explica o médico.
Para o Dr. Ramuth, o mais importante é construir hábitos consistentes ao longo da rotina. “O ideal é priorizar refeições equilibradas, ricas em proteínas, fibras e alimentos que promovam maior saciedade. Também é fundamental manter a prática de exercícios físicos e acompanhamento profissional para entender as necessidades individuais do organismo”, orienta.
Por
fim, o médico reforça que cuidar da saúde durante os períodos mais frios
facilita resultados mais sustentáveis ao longo do ano. “Muita gente deixa para
mudar hábitos apenas na chegada do verão, mas os resultados acontecem com
constância. Construir uma rotina equilibrada ajuda a chegar aos meses mais
quentes com mais disposição, autoestima e segurança”, conclui.

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