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sexta-feira, 13 de março de 2026

Instituto Caramelo promove evento de adoção com até 50 cães e gatos no ParkShopping São Caetano (SP)



Iniciativa no dia 14 de março, das 10h às 18h, reunirá animais resgatados já castrados, vacinados, vermifugados e microchipados: prontos para ganhar um novo lar
 


O Instituto Caramelo promove neste sábado, 14 de março, um evento de adoção responsável no ParkShopping São Caetano, em São Caetano do Sul (SP). A ação ocorre entre 10h e 18h no L2, reunindo entre 40 e 50 cães e gatos, adultos e filhotes, de pequeno e médio porte, todos à espera de uma nova família. 

Os animais disponíveis para adoção foram resgatados de situações de abandono ou vulnerabilidade e já estão castrados, vacinados, vermifugados e microchipados. A expectativa é de que pelo menos 30 pets sejam adotados ao longo do dia. 

“Eventos de adoção são fundamentais para aproximar as pessoas da causa animal e mostrar que muitos cães e gatos resgatados estão prontos para viver em família. Quando a adoção acontece de forma responsável, com avaliação do perfil do adotante, aumentamos muito as chances de que essa relação seja duradoura e positiva para todos”, ressalta Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.
 

Adoção responsável 

Além de oferecer uma oportunidade para quem deseja adotar, o evento também reforça a importância da adoção responsável, garantindo que cada animal seja encaminhado para um lar compatível com suas necessidades. 

Para levar um pet para casa, o candidato precisa ter mais de 21 anos e apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Em seguida, é necessário preencher um formulário detalhado sobre o ambiente e a rotina da casa, com informações como número de moradores, presença de telas de proteção, dinâmica do dia a dia e condições financeiras para manter o animal. Só após essa etapa, os veterinários avaliam se o pet está apto para aquele perfil de adotante. 

Muitas histórias de transformação começaram em edições anteriores do evento, onde pets conseguiram deixar para trás um passado de abandono para ganhar um novo lar. 

Um dos exemplos é o de Valentin, um cão SRD hoje com 12 anos. Resgatado em 2021 com um tumor avançado na cavidade oral e diversas complicações de saúde, ele passou por tratamento quimioterápico, foi recuperado pelo Instituto Caramelo e, em seguida, adotado pelo casal Thamiris Casemiro Lins e Giovane Zacariotto em outro evento de adoção promovido pela ONG no ParkShopping São Caetano em 2024. 

“Quando vimos o Valentin pela primeira vez, não sabíamos nada da sua história. Só percebemos que era um cachorro mais velhinho e que ninguém estava olhando muito para ele, porque as pessoas se interessavam mais pelos filhotes. Quando me aproximei, ele chegou perto da grade e ficou me olhando, como se estivesse perguntando se iria com a gente. Eu disse ‘vamos para casa?’ e foi assim que ele entrou na nossa vida. Depois descobrimos tudo o que ele tinha passado e tivemos ainda mais certeza de que tínhamos feito a escolha certa. Hoje ele vai com a gente para todo lado e trouxe muito mais alegria para os nossos dias”, conta o casal.
 

Serviço

Evento de Adoção – Instituto Caramelo
Data: 14 de março (sábado)
Horário: 10h às 18h
Local: ParkShopping São Caetano
Endereço: Alameda Terracota 545, Cerâmica, São Caetano do Sul (SP)


SP Market transforma o Dia Nacional dos Animais em convite à adoção

Divulgação


Em parceria com a ONG Cão Sem Dono, shopping convida o público a conhecer histórias de cães e gatos à espera de um novo lar 

 

No dia 14 de março, data que celebra o Dia Nacional dos Animais, o SP Market, na Zona Sul de São Paulo, reforça a importância do cuidado, respeito e responsabilidade com os pets por meio da campanha de adoção “Seu Pet Está Aqui”. Em parceria com a ONG Cão Sem Dono, a iniciativa segue em busca de conexão entre visitantes do shopping a cães e gatos que aguardam a chance de recomeçar em um novo lar.

Espalhados pelos pisos G1, G2 e G3 do estacionamento, mais de 80 anúncios apresentam fotos e informações de animais disponíveis para adoção. Cada anúncio conta com um QR Code que direciona o visitante para uma página com mais detalhes sobre o pet e orientações para agendar uma entrevista com a instituição responsável.

Entre os animais que participam da campanha estão pets resgatados de diferentes situações de vulnerabilidade, muitos deles vindos do Rio Grande do Sul após a catástrofe que atingiu o estado no início de 2024 e que agora aguardam uma nova oportunidade cercados de carinho e segurança. 

“O Dia Nacional dos Animais é mais uma data importante para lembrar que cada pet merece cuidado, respeito e um lar cheio de afeto. Com a campanha, queremos aproximar as pessoas dessas histórias e incentivar a adoção responsável, além de divulgar o trabalho essencial realizado pelas ONGs”, destaca a gerente de marketing do SP Market, Maíra Santos.

Além da campanha, o shopping mantém uma parceria com a Associação Repeteco, que incentiva a doação de lacres de alumínio e tampinhas plásticas. O ponto de coleta está localizado na Praça de Alimentação do empreendimento, próximo ao Outback, e todo o material arrecadado é revertido em alimento para cães e gatos resgatados e cuidados pela instituição.

 


Shopping SP Market
Endereço: Av. das Nações Unidas, 22540, Jurubatuba
Central de Atendimento: (11) 5541-2006 - www.shoppingspmarket.com.br.
Mais informações: @shoppingspmarket_oficial


Evento de adoção marca Dia Nacional dos Animais no Golden Square Shopping

Divulgação
 Golden Square Shopping


Realizado em parceria com União de Proteção Animal do ABC, o encontro acontece em 14 de março e busca incentivar a adoção responsável diante do cenário de abandono animal no Brasil
 

 

No Dia Nacional dos Animais, celebrado em 14 de março, o Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo, realiza um evento de adoção de cães e gatos em parceria com a União de Proteção Animal do ABC. A ação acontece das 10h às 17h, no Piso L2, reunindo animais resgatados que aguardam por um novo lar. 

A iniciativa dialoga com uma realidade preocupante no país. Estima-se que cerca de 30 milhões de cães e gatos vivam em situação de abandono no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado. O número reforça a importância de iniciativas que incentivem a adoção responsável e ampliem a conscientização sobre o cuidado com os animais. 

Além de aproximar possíveis tutores de pets resgatados, o evento também ajuda a dar visibilidade ao trabalho de ONGs e protetores independentes da região, que atuam no resgate, cuidado e reabilitação desses animais até que encontrem uma nova família. 

No Golden Square Shopping, a ação já apresenta resultados expressivos. Entre 2024 e fevereiro de 2026, 336 cães e gatos foram adotados nos encontros mensais realizados no empreendimento desde sua inauguração, em 2013. Ao longo dos anos, a iniciativa tem contribuído para fortalecer a rede de proteção animal no ABC e ampliar o debate sobre guarda responsável. 

Durante o evento, voluntários também conversam com o público sobre vacinação, cuidados básicos e bem-estar animal, incentivando que mais pessoas conheçam a causa da adoção — mesmo quando não levam um pet para casa naquele momento. 

Para adotar, é preciso ter mais de 18 anos e apresentar documento de identificação e comprovante de residência. Os interessados passam por uma triagem realizada pela equipe da União de Proteção Animal do ABC e assinam um termo que permite o acompanhamento pós-adoção, feito por voluntários que monitoram o processo de adaptação e o bem-estar do animal no novo lar.  

A ação também reforça o posicionamento do empreendimento como um espaço cada vez mais aberto à presença de animais de estimação. O Golden Square Shopping conta com um parque pet externo e um parque pet interno, inaugurado recentemente, além de permitir a circulação de pets em diversas áreas do empreendimento. A Praça de AlimentaCÃO também recebe visitantes acompanhados de seus animais, e a maioria das lojas do shopping adota uma política pet friendly, tornando o local um ambiente acolhedor para tutores e seus companheiros. 

O evento faz parte do calendário fixo de ações do shopping e busca reforçar a importância da adoção consciente, lembrando que acolher um animal significa assumir um compromisso de cuidado por toda a vida. 
 

Serviço  

Golden Square Shopping 

Av. Kennedy,700. Jardim do Mar, São Bernardo do Campo – SP 
 

Feira de Adoção 
Quando: 14 de março 

Horário: das 10h às 17h 

Local: Piso L2, ao lado da loja Cris Sakaue 

 

Sesc Pompeia recebe a primeira exposição individual de Jorge dos Anjos em São Paulo

Obra da esquerda: Costuras em lona, s/d. Cortesia do artista 
  Obra da direita: Riscos de pólvora, s/d. Cortesia do artista

“Riscadura de fogo” reúne mais de cinco décadas de produção do artista mineiro e apresenta obras monumentais na Área de Convivência da unidade;

Mostra destaca a escultura como linguagem e dialoga com a arquitetura de Lina Bo Bardi em fina sintonia com o programa educativo do Sesc Pompeia


O Sesc São Paulo apresenta, a partir de 17 de março, a exposição “Riscadura de fogo – Jorge dos Anjos”, individual do artista mineiro Jorge dos Anjos, que completa 70 anos e acumula mais de cinco décadas de produção. A mostra apresenta um panorama de sua trajetória, reunindo esculturas, pinturas, desenhos, vídeos e obras desenvolvidas especialmente para a Área de Convivência do Sesc Pompeia.  A curadoria é de Lucas Menezes, doutor em História da Arte pela Université Panthéon-Sorbonne (Paris I) e curador assistente do Instituto Inhotim, com pesquisa de Lorraine Mendes, professora, pesquisadora e doutoranda em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

A mostra ocupa integralmente o espaço com trabalhos de diferentes dimensões, incluindo esculturas monumentais em metal e pedra-sabão. Algumas dessas peças serão montadas no próprio Sesc Pompeia, reforçando o caráter processual da exposição e o diálogo direto com a arquitetura projetada por Lina Bo Bardi. Entre as intervenções previstas estão uma escultura posicionada sobre o curso d'água da Área de Convivência, outra em pedra-sabão instalada em sua borda e grandes estruturas metálicas distribuídas ao longo do percurso do público. 

O trabalho de Jorge dos Anjos é frequentemente compreendido como uma prática afirmativa. Em vez de partir da ideia de reparação, sua produção afirma valores culturais e históricos por meio da forma escultórica e da relação com a matéria. Essa postura aparece na elegância formal das obras e na maneira como transforma símbolos em linguagem contemporânea.

A escultura é o eixo estruturante da produção do artista, marcada pelo trabalho com ferro, aço, pedra-sabão e madeira. A exposição também apresenta pinturas, desenhos e registros em vídeo que revelam diferentes momentos de sua pesquisa. Muitos trabalhos partem de procedimentos construtivos diretos, nos quais o fogo atua como agente de transformação da matéria. Esse elemento, recorrente na produção do artista, também orienta a identidade visual da exposição, associada a tonalidades de vermelho alaranjado. O projeto expográfico, assinado por Tiago Guimarães, propõe uma ocupação aberta do espaço, promovendo uma experiência mais direta, sensível e próxima entre o público e a obra.

Segundo o curador Lucas Menezes, a mostra evidencia a consistência de uma linguagem construída ao longo do tempo. “Jorge dos Anjos desenvolveu uma gramática visual própria, marcada pela relação entre matéria, gesto e memória. Sua produção revela um percurso contínuo de experimentação, no qual cada trabalho se conecta a investigações anteriores sem perder autonomia”, afirma. 

A pesquisa de Lorraine Mendes destaca a presença de referências culturais afro-brasileiras na obra do artista e a maneira como elas se transformam em linguagem visual. Em sua produção, o tema da memória aparece como fundamento poético e estrutural, incorporando signos associados às religiões de matriz africana e a experiências coletivas de formação cultural.


Ações educativas

O programa educativo é parte central da exposição. O Sesc Pompeia conta com ampla equipe de educadores de exposição, formada por profissionais com trajetórias diversas nas artes e outras áreas do conhecimento, como pedagogia, história, filosofia, ciências sociais e até administração.  O atendimento contempla grupos escolares e professores, bem como o público amplo de diferentes regiões da cidade, além da realização de visitas mediadas e oficinas articuladas aos temas e conceitos relacionados à exposição. As atividades são desenvolvidas ao longo do período expositivo, a partir de formação prévia, observação do público e investigações conduzidas pela equipe.

A formação dos educadores será conduzida por Ronaldo Vitor da Silva, mestre em Culturas e Identidades Brasileiras - a partir de um plano político-pedagógico que considera o recorte racial presente na obra de Jorge dos Anjos e o papel da arte como experiência de educação não formal. A exposição conta ainda com projeto de acessibilidade desenvolvido por Karen Montija incluindo recursos de acessibilidade como vídeo em Libras, mapa tátil e audiodescrição.


Sobre Jorge Luiz dos Anjos

Pintor, escultor e desenhista. Inicia sua formação artística precocemente, na Fundação de Arte de Ouro Preto, onde estuda com Nuno Mello, Ana Amélia e Amilcar de Castro. Ao longo de sua carreira participou de exposições individuais e coletivas em diversas instituições como Palácio das Artes (Belo Horizonte, MG), MAM-Rio, Bienal de Valencia (Espanha), Sesc São Paulo, MAM-Bahia, Musée Dapper (França), entre outras.

Seu trabalho está presente em importantes coleções como Instituto Inhotim e Pinacoteca de São Paulo. Além disso, possui obras em exibição permanente em locais públicos de grandes cidades brasileiras como a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, e o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Recentemente, uma de suas obras foi adquirida para compor o Acervo Sesc de Arte e encontra-se em exibição no Sesc Franca. 

 

Serviço:

Exposição Riscadura de Fogo – Jorge dos Anjos

Abertura: 17 de março de 2026

Período expositivo: de 17 de março a 02 de agosto de 2026

Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca

Entrada gratuita

Horários:

De terça à sábado: das 10h às 21h

Domingos e feriados: das 10h às 18h

Agendamento de escolares: agendamento.pompeia@sescsp.org.br


Exposição "daBeira doCaminho" evidencia a poética brutal das "cruzes das almas" espalhadas pelas rodovias entre Serro e Belo Horizonte

 



Assinada pelo artista visual mineiro Tiago Aguiar, mostra retrata as cruzes que habitam as estradas e provoca reflexão sobre a morte; transitando entre fotografia, vídeo e performance, mostra acontece no Serro, a partir do dia 19 de março

 

A estrada promete fluxo e velocidade, impondo o risco de interrupção abrupta da vida. Em 2025, foram 765 mortes nas rodovias federais de Minas Gerais e 6.044 no Brasil. É nesse não chegar que habitam as “cruzes das almas” – objetos que fixam a memória, transformando o ponto de passagem em lugar de alerta diante da brutalidade da infraestrutura viária. Na estrada entre Serro e Belo Horizonte, a insistência visual desses marcos tornou-se mapeamento imagético e compromisso espiritual para Tiago Aguiar. O resultado é a exposição “daBeira doCaminho”, cuja abertura acontece no dia 19 de março, quinta-feira, às 14h, no Museu Regional Casa dos Ottoni, no Serro. Na ocasião, haverá visita guiada com presença do artista. A exposição fica em cartaz entre os dias 20 de março e 3 de maio, com visitação gratuita de terça a sábado, das 10h às 18h; e aos domingos, das 8h às 12h.

 

A mostra “daBeira doCaminho” deriva de uma pesquisa em paisagem sobre a monumentalização popular da memória, desenvolvida em fotografia, vídeo e performance. O projeto nasce de um preceito: como irmão do Rosário e dançante catopê de Nossa Senhora do Rosário do Serro, Tiago Aguiar responde ao compromisso de zelar pelos mortos, reparando e reafirmando as cruzes na estrada, antes de registrar suas imagens. “Eu sou do Serro e fui para BH muito cedo, para estudar. Então, fiz esse trajeto inúmeras vezes, pelas rodovias que conectam as duas cidades. Passei a reparar as cruzes e a mapeá-las. São cerca de 80 cruzes, ao total”, conta. “Quando me tornei catopê, firmei um compromisso de interceder pelos irmãos defuntos, como diz o texto do Livro de Compromisso dos Irmãos do Rosário, de 1728. Fiz uma promessa de vida, de cuidar dessas cruzes”.

 

Nesta primeira etapa do projeto, Tiago Aguiar atuou em 14 cruzes, acompanhado por um profissional de vídeo. “Eu chego até a cruz, faço um pedido de autorização, limpo o lixo em volta da cruz, capino o mato, acendo uma vela, pinto a cruz e firmo a cruz, se ela estiver bamba. Tem também a camada espiritual que não aparece no vídeo, que estrutura os gestos e modos da ação. As pesquisas em arte e em espiritualidade são muito misturadas”, afirma. “Um ponto interessante do vídeo é a sonoridade, que mistura o que é lento e bucólico, como o som dos pássaros cantando, e o que é rápido e mecânico, como os carros em alta velocidade, cortando a estrada. Isso fica muito evidente, porque fizemos uma captação de áudio de cinema, em alta qualidade no sistema 5.1, que vai atravessar a sala”, revela.

 

Além do vídeo, intitulado “Promessa para as Almas”, a exposição conta com duas séries de fotografias: uma formada por imagens das cruzes restauradas, nomeada “Cruz das Almas”, e outra por imagens aéreas de trechos em que aconteceram os acidentes, cujo título é “Ponto de Cruz”. “Vou fazer uma composição das fotografias de drone na parede, remontando esses ‘Pontos de Cruz’ em sequência e fazendo um desenho da estrada. As fotografias de ‘Cruz nas Almas’ também estarão aproximadas, para trazer uma impressão de relevo. Neste lugar, onde estarão as fotografias, será possível escutar o áudio do vídeo, com seus ruídos. Não queria apenas uma coisa estetizada, de fotografias bonitas. Eu acho importante trazer o risco”, afirma Tiago.

 

Para o artista, o projeto chega em um momento importante da história, em que a sociedade vive uma banalização da morte. “O trabalho vem da tradição de cuidar dos mortos, justo nesta época em que a morte parece ser anestesiada. Conflitos e genocídios que chegam via transmissão ao vivo; guerras com ataques a civis por todos os lados. A morte é um assunto recorrente. Um grande assunto que nós, como sociedade, especialmente aqui, buscamos evitar, buscamos não nos relacionar”, reflete. “Então, este trabalho é também, de certa forma, um convite para olhar de forma mais ampla para a morte. Para pensar nossa relação com a ancestralidade, nossa relação com o outro, com o desconhecido, com os afetos, com os rituais. E, também, com a estrada, com a velocidade, com a paisagem. São muitas as chaves de leitura deste trabalho”.

 

O projeto “daBeira doCaminho” é uma realização do Movimento Áurea Cidadania e Identidade Cultural e do Ministério da Cultura do Brasil, por meio da Política Nacional Aldir Blanc. O projeto conta com o apoio do Governo Estadual de Minas Gerais e do Museu Regional Casa dos Ottoni. Projeto N° 13272/2024. Edital 06/2024 - Chamamento Público: Produção de Obras, tipo Apoio Financeiro.

 

Sobre Tiago Aguiar

 

Nascido em 1983, no Serro (MG), Tiago Aguiar viveu na cidade até os 15 anos, quando se mudou para Belo Horizonte. Formado em Comunicação Social, especializou-se em fotografia no Hallmark Institute of Photography (Massachusetts, EUA). Trabalhou como fotógrafo comercial em Nova York, antes de retornar ao Brasil, em 2009, para se dedicar à pesquisa sobre a Festa do Rosário de sua cidade natal. Desde então, vem realizando projetos que unem arte contemporânea, religiosidade popular e memória coletiva.

  

Serviço


Exposição “daBeira doCaminho”, de Tiago Aguiar

Quando. Abertura, com visita guiada: 19 de março (quinta-feira), às 14h | Período expositivo: 20 de março a 3 de maio de 2026 | Visitação: terça a sábado, de 10h a 18h; domingos, de 8h a 12h

Onde. Museu Regional Casa dos Ottoni (Praça Cristiano Ottoni, 72 – Praia, Serro)

Quanto. Entrada gratuita

 

FAAP e MAM São Paulo apresentam exposição em parceria inédita


Felipe Cama, Gobbis x Elaine, 2008. Doação artista por intermédio do
 Clube de Colecionadores de Fotografia MAM São Paulo, 2009.
Coleção MAM São Paulo
 

Mostra reúne obras de artistas da coleção do MAM que estudaram ou lecionaram na FAAP, e propõe discutir o percurso formativo em arte como processo em movimento entre escola, ateliê e museu

 

De 26 de março a 28 de junho de 2026, a Fundação Armando Alvares Penteado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentam a exposição FAAP na coleção do MAM: a formação do artista. Com curadoria de Cauê Alves e Marcos Moraes, a mostra acontece no Salão Cultural do MAB FAAP - Museu de Arte Brasileira e reúne cerca de 160 obras do acervo do MAM São Paulo de 80 artistas que passaram pela FAAP como estudantes ou professores, revelando percursos formativos que atravessam gerações e instituições. 

FAAP na coleção do MAM: a formação do artista aborda o modo como museu e escola irradiam saberes, acolhem rupturas e acompanham os movimentos da arte brasileira. Mais do que compreender a formação como aprendizado técnico e teórico, a exposição propõe pensá-la como uma travessia permanente, que se reinventa por meio do diálogo com o mundo contemporâneo e do contato direto com a arte. 

Articulada em três núcleos – alunos, professores e artistas residentes – a exposição propõe um percurso que acompanha seis décadas de existência do curso de artes visuais da FAAP – mas também com artistas que estudaram cinema, publicidade e comunicação visual na Instituição. Para os curadores, “mais do que compreender a formação como aprendizado teórico, técnico e de linguagens artísticas, trata-se de estimular o diálogo com o mundo contemporâneo e o contato direto com a arte”. 

“A exposição propõe uma reflexão sobre os vínculos entre ensino, prática e reconhecimento institucional na arte brasileira, apontando para o fato de que a formação do artista nunca está concluída: ela está sempre em expansão e se reinventando, tanto na sala de aula, no ateliê, quanto no museu ou em programas de residência artística. Ao realizar este projeto em parceria com a FAAP - a primeira entre as duas instituições - o MAM reafirma seu compromisso histórico com colaborações institucionais que ampliam o debate público e fazem o acervo circular, ativando novas leituras e contextos”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo. 

“O recorte curatorial evidencia como a formação do artista se constrói de modo contínuo e expandido. Cada obra presente na exposição testemunha o entrelaçamento entre os percursos individuais dos artistas, o ambiente pedagógico da FAAP e o papel do museu como espaço de legitimação, mediação e circulação. É possível reconhecer, no conjunto das obras, o diálogo entre as diferentes gerações que passaram pelos cursos vinculados à Fundação e que estão presentes tanto na história da arte contemporânea como na coleção do Museu. É uma excelente oportunidade para vermos também os resultados em manter dois programas de residência artística, em São Paulo e Paris, voltados para o desenvolvimento de projetos, ativos nos últimos 30 anos”, reflete Marcos Moraes, diretor do MAB FAAP, do curso de Artes Visuais e das Residências Artísticas da FAAP – São Paulo/ Paris. 

A lista de artistas é composta por Alex Cerveny, Alex Vallauri, Ana Maria Tavares, Anna Mantovani, André Komatsu, Caetano de Almeida, Caio Reisewitz, Carla Chaim, Carla Zaccagnini, Carmela Gross, Celina Yamauchi, Celso Orsini, Claudio Mubarac, Dora Longo Bahia, Edgar de Souza, Edith Derdyk, Edouard Fraipont, Elisa Bracher, Evandro Carlos Jardim, Fabiano Marques, Fabio Morais, Fabricio Lopez, Felipe Cama, Felipe Cohen, Flávia Junqueira, Gilberto Mariotti, Gisele Motta & Leandro Lima, Guilherme Petters, Gustavo Rezende, Herman Tacasey, Hudinilson Júnior, Iran do Espírito Santo, Jac Leirner, João Loureiro, José Leonilson, José Moraes, José Spaniol, Julio Plaza, Karola Braga, Keila Alaver, Laurita Salles, Leda Catunda, Letícia Ramos, Leya Mira Brander, Lia Chaia, Lina Kim, Lucas Bambozzi, Lucia Koch, Luiz Solha, Luiz Zerbini, Lydia Okumura, Marcelo Arruda, Marcello Nitsche, Marcelo Cidade, Márcia Xavier, Maria Teresa Louro, Mário Ishikawa, Mauro Restiffe, Mauro Piva, Marcius Galan, Marina Rheingantz, Marina Saleme, Mônica Barth, Mônica Nador, Mônica Schoenacker, Nelson Leirner, Nicolas Vlavianos, Norberto Nicola, Paulo Pasta, Pazé, Regina Johas, Regina Silveira, Ricardo Carioba, Rogério Canella, Rosângela Dorazio, Sandra Cinto, Santídio Pereira, Sérgio Romagnolo, Sidney Amaral, Tiago Judas, Thiago Honório & Thiago Bortolozzo, Ulysses Bôscolo, Vik Muniz e Wagner Malta Tavares. 

Criada em 1947, a FAAP consolidou-se como um espaço dedicado à formação artística, à pesquisa e à reflexão crítica. Já o MAM São Paulo, fundado em 1948, nasceu como um lugar de experimentação, aberto à arte moderna e contemporânea. A aproximação entre essas duas histórias encontra eco na atuação de figuras centrais do cenário cultural brasileiro, como Yolanda Penteado, protagonista do mecenato cultural no país, e seu primo Armando Alvares Penteado, cujo projeto institucional visava fomentar o estudo da arte e profissionalizar o circuito artístico. 

Hoje, com 60 anos de história, o curso de artes visuais da instituição tem, além da formação, exposições como a Anual de Artes, já em sua 55ª edição, que já revelou nomes em início de carreira para o circuito das artes. Os programas de residência artística, tanto em São Paulo, como em Paris, têm 30 anos de existência e já receberam mais de 450 artistas do mundo todo para o desenvolvimento de projetos. 

A exposição FAAP na coleção do MAM: a formação do artista integra o programa MAM em Movimento, iniciativa que leva a coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo a outras instituições durante o fechamento temporário de sua sede para reforma, ampliando diálogos, expandindo seus territórios de atuação e reafirmando seu compromisso com a circulação do acervo e com a construção de parcerias institucionais.

 

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM tem uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

O MAM está temporariamente fora de sua sede no Ibirapuera desde agosto de 2024 devido à reforma da marquise, realizada pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, e o retorno do museu ao Parque está previsto para o segundo semestre de 2026. A programação de exposições está sendo apresentada em instituições parceiras. Acompanhe as atividades do MAM através do site (www.mam.org.br) e pelas redes sociais (@mamsaopaulo).

 

Sobre a FAAP

Desde 1947, a FAAP se destaca como um marco na cultura, nos negócios e na educação. É uma instituição de ensino superior de referência. É uma instituição tripartite – educacional, cultural e artística. Investe em cultura e ensino por meio do Museu de Arte Brasileira, do Teatro FAAP, do Colégio FAAP, da biblioteca (criada em 1959) e das faculdades. O curso de artes visuais da instituição é um dos mais tradicionais do país, com 60 anos de existência e reconhecido como referência na formação de artistas, curadores e profissionais ligados às artes. 

Um dos diferenciais do curso é a organização da Anual de Arte, exposição que reúne os trabalhos de alunos. Realizada desde 1964, a exposição tem revelado artistas e estimulado a reflexão sobre a arte contemporânea. Participam também desta exposição os artistas que integram o programa de Residência Artística, gerando uma rica troca de conhecimento.

 

Residência Artística FAAP – Paris

A FAAP é atualmente a única instituição educacional da América Latina a manter uma residência artística universitária na Cité Internationale des Arts, reafirmando seu compromisso com a formação, a pesquisa e a projeção internacional de artistas no cenário contemporâneo. 

O programa de residência da FAAP em Paris já se aproxima dos seus 30 anos de existência, e é um dos mais prestigiados da Fundação Armando Alvares Penteado. Oferece a artistas ligados à FAAP — estudantes, ex-alunos e professores — a oportunidade de viver e criar em Paris, sem custos e com subsídio. Instalada na Cité Internationale des Arts, às margens do Rio Sena, a residência proporciona um ambiente dinâmico, multicultural e inserido em um dos principais epicentros da arte contemporânea. Já fizeram o programa de residência em Paris artistas como Dora Longo Bahia, Daniel de Paula, Graziela Kunsch, Flavia Junqueira, Marcius Gallan, Maurício Ianês, Rodolpho Parigi, Sandra Cinto, Thiago Honório, Caetano de Almeida, Lia Chaia, Fábio Morais, Fernanda Galvão e Pepi Lemes. 

Atualmente, a artista escolhida para o programa é Regina Parra, ex-aluna do curso de Artes Visuais da FAAP e ex-professora da instituição, ocupando o estúdio 1422 na capital francesa para desenvolver um projeto inédito.

 

Residência Artística FAAP – São Paulo

A Residência Artística FAAP tem como objetivo oferecer um espaço privilegiado para troca de experiências na área de artes visuais. O espaço – localizado no centro de São Paulo - possui dez estúdios para acomodar os artistas que participam do programa a partir de processo seletivo realizado a cada início de semestre. O Programa foi criado em 2005 e, desde então, recebe artistas nacionais e internacionais todos os semestres. Mais de 450 artistas de todos os continentes já passaram Edifício Lutetia, localizado na Praça do Patriarca, no centro de São Paulo, e projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo.


 

Sobre o MAB FAAP

Instalado no edifício projetado por Auguste Perret, desde que abriu suas portas pela primeira vez em agosto de 1961, com a mostra “Barroco no Brasil”, o MAB FAAP se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Nestes 65 anos de existência, compôs um acervo que conta com mais de 4.000 obras de arte criadas a partir do final do século 19. No decorrer dos últimos anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do país, como “Proposta 65”, “O Objeto na Arte: Brasil anos 60”, entre outras. Em 2024, apresentou a exposição “Desafio Salvador Dalí: Uma Exposição Surreal na FAAP, “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil”. Em 2025, recebeu a exposição “Andy Warhol: Pop Art!”, e sediou a Conferência Res Artis 2025 – São Paulo, o maior evento dedicado às residências artísticas do mundo, realizado pela primeira vez na América Latina.


 

Serviço:

FAAP na coleção do MAM São Paulo: a formação do artista

Abertura: 26 de março de 2026

Encerramento: 28 de junho


MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento:

De terça a domingo, das 10h às 18h - última entrada às 17h30
 

Entrada gratuita

Fechado às segundas-feiras

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes

Classificação etária: livre para todas as idades



Que seja casa, o amor ainda que amar desabrigue

 

Eduardo Berliner, Espelho, 2026, Óleo sobre tela 250 x 190 cm


Curadoria de Ana Carolina Ralston

Abertura 21 de março, às 10h30

   

O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba abre no dia 21 de março, sábado, às 10h30, a exposição coletiva “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”, com curadoria de Ana Carolina Ralston. A mostra reúne mais de 50 obras, de 33 artistas, entre produções que fazem parte do acervo do museu e outras de artistas convidados, articulando diferentes gerações e procedimentos em torno de uma questão central: como pensar o amor como forma de habitar.
 

O título parte de um verso da escritora Mar Becker e desloca a ideia de casa do campo arquitetônico para o campo das relações. Casa deixa de ser apenas estrutura física e passa a ser entendida como construção afetiva e política. Amar, nesse contexto é criação de um espaço comum que implica risco e responsabilidade.

A exposição reúne pinturas, gravuras, esculturas e instalações que investigam o sentimento como território compartilhado. O gesto curatorial aproxima obras do acervo de produções recentes, estabelecendo um diálogo entre diferentes momentos da arte brasileira. Ao fazê-lo, também atualiza a coleção do museu e amplia sua inserção no debate contemporâneo.
 

“Pensar a casa como metáfora do amor é reconhecer que habitar nunca foi apenas ocupar um espaço, mas sustentar vínculos. Esta exposição parte da ideia de que a casa é construída na relação, no cuidado e na partilha da vulnerabilidade. Amar não nos protege do desabrigo; ao contrário, nos expõe a ele. Ainda assim, é nesse risco que se funda a possibilidade de um lugar comum.” Ana Carolina Ralston, curadora 

Artistas do acervo: Arthur Piza, Claudia Andujar, Estela Sokol, Fabíola Chiminazzo, Ferreira Gullar, Francisco Klinger, J. Borges, Katia Canton, Laura M. Mattos, Luiz Zerbini, Maria Bonomi, Siron Franco, Túlio Pinto, Vânia Mignone e Vania Toledo. 

Artistas convidados: Antonio Henrique Amaral, Barrão, Brisa Noronha, Claudio Duarte ISE, Eduardo Berliner, Felipe Rezende, Gabriela Giroletti, Guerreiro do Divino Amor, Heloisa Hariadne, Ivan Grilo, José Carlos Martinat, João Cazzaniga, José Spaniol, Julia Gallo, Nino Cais, Paulo Bruscky, Regina Parra, Selva de Carvalho e Thix.

  

Serviço

Exposição: “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”
Curadoria: Ana Carolina Ralston

Abertura: 21 de março, sábado, às 10h30
Período: 22 de março a 15 de maio de 2026
Local: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – MACS
Endereço: Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro, Sorocaba
Visitação: terça a sexta, 10h às 17h | sábados, domingos e feriados, 10h às 15h

Realização: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba
Apoio: Secretaria de Cultura de Sorocaba, Dan Galeria
Patrocínio: Laranjinha Itaú, Itaú, White Martins, Sorocaba Refrescos, Ibram, Ministério da Cultura


O Ninho, um recado da raiz, escrito e dirigido pelo premiado autor Newton Moreno, ganha nova temporada gratuita de circulação por teatros municipais a partir de março

Crédito: Ronaldo Gutierrez

Com trilha sonora original de Zeca Baleiro (indicado ao Prêmio Shell 2024 pelo trabalho),  espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no  canavial nordestino 

 

Depois de duas temporadas de sucesso, O Ninho, um recado da raiz, com direção e dramaturgia do celebrado autor Newton Moreno ganha uma nova temporada gratuita  de circulação, passando pelos Teatros Paulo Eiró (de 20 a 29 de março), Arthur de Azevedo (de 3 a 12 de abril) e Alfredo Mesquita (de 16 de abril a 3 de maio).

O projeto, que estreou no Sesc Bom Retiro, em março de 2024, marcou o  reencontro de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019). A partir de 2025, quem assume a produção da montagem é Alexandre Brazil e seu Escritório das Artes.

O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a  direção musical ao lado de André Bedurê, indicados ao Prêmio Shell 2024. Já o  elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Gabi Britto, Rebeca  Jamir e Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Nanda Guedes e Zeca Loureiro.  

Escrita em 2009, O Ninho, um recado da raiz surgiu quando a Cia. Os Fofos  Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado  feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a  criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor  um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi  encenado na sequência.  

“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma  cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa  chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou  alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de  Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas  com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de  pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos  nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton  Moreno.  

E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma  resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos  fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Tive acesso aos trabalhos da saudosa  pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o  momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas,  e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.  

O Ninho, um recado da raiz é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em  terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem  parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família.  Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que  a descoberta de si é sempre dolorosa.  

“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas  ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter  sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando  ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava.  Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a  busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.  

Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa cerimônia de busca pela verdade, essa busca desse rapaz. Uma história de auto-descoberta que flerta com o trágico”, comenta Moreno.


Ficha Técnica

Elenco: Paulo de Pontes @paulo.pontes.56, Tay Lopez @taylopez, Kátia Daher @katiadaher77, Gabi Britto @gabi_britto, Rebeca Jamir e Jorge de Paula @jorgedepaula

Músicos: Nanda Guedes @nandaguedesoficial e Zeca Loureiro @zeca_loureiro

Texto Letras e Direção: Newton Moreno @newtonmoreno9

Assistente de Direção: Almir Martines @almir.martines

Dramaturgista: Bernardo Bibancos

Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro @zbaleiro

As músicas “Vento no canavial”e “Recado da Raiz” foram escritas por Zeca Baleiro e Newton Moreno

A música “Corifeia” foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno 

A música “Ladainha”foi escrita por Rebeca Jamir

Direção Musical: Zeca Baleiro e André Badurê @andre.bedure

Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir @rebecajamir

Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues

Cenografia: André Cortez 

Assistente de Cenografia: Camila Refinetti 

Cenotécnico: Wanderley Wagner 

Serralheria: Fernando Zimolo

Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design

Desenho de Luz: Wagner Pinto

Produção de Luz: Carina Tavares

Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi

Operação de Luz: Gabriela Cezário

Visagismo: Dhiego Durso e Allan Ferc

Confecção de Adereços: Zé Valdir

Figurinos: Fábio Namatame 

Assistente: Lari Andrade 

Modelagem: Juliano Lopes 

Modelagem e Costura: Lenilda Moura 

Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo 

Adereços: Antônio Ocelio de Sá

Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel

Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman

Palestrante e Historiadora: Susan Lewis

Diretor de Palco: Duane Bin Nogueira 

Contrarregra: Murilo Goes

Montagem e Desmontagem de Cenografia: Mateus Fiorentino Nanci e equipe

Camareira: Luciana Galvão

Operador de Som: Anderson Moura e Nayara Konno

Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota e Mateus Okata

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes 

Produção Original: Rodrigo Velloni – Velloni Produções

Consultoria Jurídica: Equipe Escritório das Artes

Contabilidade: Confasp Contabilidade

Prestação de Contas: Escritório das Artes

Produtora Executiva: Katia Brito

Produtora Administrativa: Jeane Souza

Consultoria de Produção: SD8 Entretenimento Ltda

Diretor e Coordenador Geral de Produção: Alexandre Brazil

Gestão de Produção: Escritório das Artes

Instagram: https://www.instagram.com/o.ninho.teatro/ 


Sinopse  

O NINHO, UM RECADO DA RAIZ é uma novela cênica sobre a intolerância e o  ódio em terras brasileiras, no canavial nordestino. Um jovem em busca de sua  origem, obstinado e incansável, enfrenta a jornada até sua verdade, sua primeira  família. Raízes sangrando, tradições perdidas. Ele é alertado dos perigos que se  anunciam, mas ele persevera até entender que a descoberta de si é sempre  dolorosa. A busca pela sua identidade reflete nossa busca do DNA de um país, que  se sabe pouco. Que não teve acesso a todos os ‘álbuns de família’, de uma  formação torta e esquecida.  

 

Serviço

O Ninho, um Recado da Raiz, de Newton Moreno

Classificação: 14 anos  

Duração: 90 minutos  

Gênero: Drama 

 

Retire o seu ingresso pelo Sympla ou na bilheteria do teatro uma hora antes do espetáculo. Sujeito à lotação.

 

Zona Sul – Teatro Paulo Eiró

Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, São Paulo

Apresentações: 20/3 a 29/3, às sextas e aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h

 

Zona Leste - Teatro Arthur Azevedo 

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo

Apresentações: 3/4 a 12/4, às sextas e aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h

 

Zona Norte - Teatro Alfredo Mesquita

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 - Santana, São Paulo

Apresentações: 16/4 a 19/4, de quinta a sábado, às 20h; e no domingo, às 19h.

Apresentações: 30/4 a 3/5, de quinta a sábado, às 20h; e no domingo, às 19h.

 

“Este projeto foi contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro — Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa”

 

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