Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Mês do Autocuidado: cinco tecnologias que estão mudando a forma de cuidar da saúde

Monitoramento com IA, espelhos futuristas e sensores UV estão transformando a forma como as pessoas acompanham a própria saúde no dia a dia


Entre 24 de junho e 24 de julho é celebrado o Mês do Autocuidado, período criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reforçar a importância de cuidar da saúde 24 horas por dia, sete dias por semana. E hoje a tecnologia é um aliado cada vez mais forte para permitir que isso aconteça. Segundo
pesquisa do SESI com o Instituto Nexus, 78% dos brasileiros têm interesse em utilizar serviços de saúde digital, enquanto 81% dos usuários avaliam positivamente essas experiências. 

Sensores inteligentes, dispositivos vestíveis e plataformas de monitoramento remoto são algumas das tecnologias que vêm mudando a forma como os pacientes acompanham a própria saúde. Com informações em tempo real e maior proximidade entre pacientes e profissionais, o cuidado deixa de acontecer apenas durante as consultas e passa a fazer parte da rotina diária.
 

Conheça cinco produtos que estão tornando o autocuidado mais tecnológico:
 

1. Monitoramento remoto com IA em tratamentos dentais

Na ortodontia, os alinhadores invisíveis promovem a movimentação gradual dos dentes por meio de uma sequência de placas transparentes, que são trocadas ao longo do tratamento conforme a evolução do paciente. Para garantir que essa movimentação esteja acontecendo conforme o planejado, já é possível contar com um sistema de monitoramento remoto com inteligência artificial. 

Utilizando um dispositivo acoplado ao celular, o paciente realiza escaneamentos periódicos dos dentes em casa. As imagens são analisadas por IA que avalia mais de 60 parâmetros clínicos relacionados à evolução do tratamento e à saúde bucal. Em seguida, os resultados são revisados por ortodontistas. 

Essa é uma tecnologia inédita no Brasil lançada pela SouSmile, maior marca nacional de alinhadores invisíveis, desenvolvida em parceria com a Dental Monitoring, referência mundial em monitoramento remoto ortodôntico. A solução já apresenta resultados positivos: em pesquisa realizada com mais de 2 mil pacientes em 12 países, 86% afirmaram sentir mais segurança durante o tratamento, 89% destacaram a facilidade de comunicação com o dentista pelo aplicativo e 58,5% relataram melhora nos hábitos de higiene bucal graças ao acompanhamento mais frequente.
 

2. Smartwatches com ECG para “rastrear” o coração

Os relógios inteligentes de última geração, como os lançados pela Apple, já são capazes de identificar sinais de oxigenação sanguínea, fluxo do sono e outras arritmias em tempo real. 

Os relógios também enviam alertas quando detectam alterações relevantes, como batimentos muito acelerados ou irregulares, incentivando o usuário a buscar avaliação médica. Embora não substituam exames clínicos nem tenham função diagnóstica, esses dispositivos vêm ampliando o papel da tecnologia na prevenção e no acompanhamento da saúde, ao estimular um cuidado contínuo e baseado em dados.
Além disso, um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos mostra que dispositivos vestíveis conseguem identificar episódios de fibrilação atrial com elevada precisão em grande parte dos usuários, contribuindo para o diagnóstico precoce de uma condição que aumenta significativamente o risco de AVC quando não tratada.

 

3. Sensores UV que personalizam a proteção solar

A nova geração de dispositivos voltados à saúde da pele inclui mini sensores UV que medem a exposição à radiação ultravioleta em tempo real e enviam alertas ao celular quando o limite seguro de exposição é atingido. Alguns modelos, como os da marca La Roche-Posay, combinam os dados de UV com o fototipo do usuário e o índice de proteção solar do produto aplicado para calcular quanto tempo de sol ainda é seguro. 

O impacto preventivo é considerável: o câncer de pele é o mais incidente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), e a maioria dos casos está diretamente relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida de forma inconsciente. 
 


4. Espelhos inteligentes que acompanham a saúde da pele

Espelhos equipados com câmeras de alta resolução e inteligência artificial já conseguem analisar hidratação, oleosidade, rugas, manchas, poros dilatados e vermelhidão, comparando a evolução da pele ao longo do tempo. Essas plataformas utilizam algoritmos de visão computacional treinados com milhares de fotografias para identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. 

Algumas soluções, como AI Mirror da Samsung, também cruzam essas informações com fatores como clima e rotina de skincare para recomendar mudanças personalizadas. A tecnologia também indica se o usuário passa protetor solar no rosto na quantidade certa. 


5. Anéis e dispositivos de rastreamento de sono

Dormir bem saiu da categoria de conselho vago e entrou para o rol de dados mensuráveis. Dispositivos como o anel Oura rastreiam temperatura corporal, frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e movimentos ao longo da noite para entregar um relatório detalhado sobre qualidade, duração e estágios do sono. 

O diferencial em relação aos smartwatches é o formato discreto e a precisão de sensores posicionados no dedo, onde os vasos sanguíneos são mais superficiais. Atletas de alto rendimento e equipes médicas já utilizam os dados para ajustar cargas de treinamento e identificar padrões de recuperação insuficiente antes que se transformem em lesões. 




SouSmile
sousmile@wearesmart.com.br


Como os 11 feriados de 2026 mexem com o orçamento das famílias brasileiras

Pesquisa revela que metade dos consumidores espera gastar mais este ano. Para 65% dos entrevistados, o cenário exige maior controle do orçamento e planejamento financeiro

 

Com 11 feriados prolongados ao longo de 2026, muitos trabalhadores brasileiros terão mais oportunidades de descanso, viagens e momentos de lazer ao longo do ano. Esse calendário mais favorável, no entanto, acende um alerta para o bolso. De acordo com a nova pesquisa “Como os eventos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, 49% dos entrevistados afirmam esperar que seus gastos sejam maiores em comparação a anos com menor quantidade de feriados prolongados.

Os dados do levantamento realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, em parceria com o Opinion Box, também mostram que 10% acreditam que os feriados vão fazer suas despesas diminuírem, enquanto 23% consideram que as datas vão apenas redistribuir os gastos já previstos para o ano. Já 18% creem que o maior volume de períodos de folga não irá alterar em nada.

Os resultados indicam que não há um único pico de consumo ao longo do ano, mas múltiplos momentos que demandam despesas adicionais, como viagens curtas, alimentação fora de casa, deslocamentos e atividades de lazer. Para parte dos consumidores, o efeito prático não está no aumento absoluto dos gastos, mas na reorganização do orçamento — seja por meio da antecipação de compras, da redução de itens ou do adiamento de decisões de consumo.

O estudo da Neogrid/Opinion Box investigou como os feriados prolongados devem influenciar o planejamento financeiro pessoal ou familiar dos brasileiros em 2026. Para 32% dos respondentes, o calendário torna a organização do orçamento mais imprevisível, ao passo que 11% avaliam que ele a torna muito mais imprevisível. Por outro lado, 16% acreditam que os feriados tornam a programação financeira mais previsível, e 4% afirmam que ela passa a ser muito mais previsível. Já 34% dizem que o calendário de feriados não afeta a forma como organizam suas finanças, enquanto 4% não souberam avaliar.

Nesse contexto, quando questionados se pretendem controlar mais os gastos em relação a anos sem grandes eventos, a maioria dos brasileiros (65%) afirma que deseja controlar um pouco mais ou muito mais o orçamento. Outros 30% dizem que devem gastar da mesma forma, independentemente de datas festivas ou pontos facultativos. Apenas 4% relatam que pretendem reduzir o controle ou gastar menos em comparação a anos com menos eventos no calendário.

Os feriados prolongados são, essencialmente, momentos sociais. A pesquisa revela que 55% dos entrevistados costumam gastar mais com passeios e lazer nessas ocasiões, seguidos por 50% que mencionam alimentação e bebidas. Viagens aparecem com 40%, levando em conta tanto deslocamentos longos quanto saídas regionais. O delivery registra 25%, reforçando a busca por conveniência durante os dias de descanso, e 23% afirmam aproveitar o período para realizar compras voltadas à casa, ao passo que 10% dizem não gastar mais nesses períodos.

O cenário aponta para um novo ritmo de consumo no país, caracterizado por micropicos frequentes de demanda por experiências e abastecimento, combinados com maior pressão sobre o orçamento e a necessidade de controle financeiro. Para o varejo e as cadeias de suprimento, isso exige maior capacidade de adaptação a uma demanda mais distribuída ao longo do ano, com planejamento mais preciso para evitar rupturas e excessos de estoque.


Metodologia

A pesquisa “Como os acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor” ouviu mais de 1,2 mil brasileiros total ou parcialmente responsáveis pelas compras do lar de diferentes classes sociais e faixas etárias a partir de 16 anos.  



Redação DC
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/como-os-11-feriados-de-2026-mexem-com-o-orcamento-das-familias-brasileiras

 

Férias: planejamento financeiro ajuda a viajar mais barato e evitar dívidas no retorno

Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em investimentos, fornece dicas para controlar os gastos, economizar na viagem e aproveitar o descanso sem comprometer o orçamento

 

As férias são um dos períodos mais aguardados do ano por quem deseja descansar e viajar. No entanto, a falta de planejamento financeiro ainda pesa no bolso de muitos brasileiros. Segundo levantamento do Serasa, 49% das pessoas costumam gastar mais do que haviam planejado durante as férias, tornando comum o retorno para casa acompanhado de dívidas e preocupações financeiras. 

Para Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em investimentos, a organização antecipada é o principal caminho para aproveitar o período sem comprometer as finanças: "Quanto mais nós nos organizarmos com antecedência para gastar de uma forma mais consciente, mais leves vão ser as férias e o pós-férias. Não é deixar de gastar, mas sim gastar de uma forma mais inteligente, mais consciente”. 

Uma das principais recomendações do especialista é estabelecer um orçamento diário para evitar que pequenos excessos se transformem em um grande rombo no final da viagem. "Primeiro, tenha um limite de gastos por dia. Então, por exemplo, se vai viajar para a Europa, uma viagem um pouco mais cara, coloque um limite por dia porque se num dia você gastar um pouco mais, no dia seguinte você segura um pouco ou no final da viagem você tem um pouquinho mais para comprar presente para todo mundo ou algo do tipo”, afirma. 

Além do orçamento diário, Jeff destaca a importância de manter uma reserva destinada exclusivamente aos imprevistos, tanto durante a viagem quanto para despesas inesperadas que possam surgir em casa. "Tenha uma reserva para imprevistos. E esses imprevistos vão além da viagem porque pode ser que enquanto você está viajando, a sua geladeira quebre ou até mesmo na viagem o pneu pode furar, e aí precisa ter um gasto extra, sempre pode acontecer algo não planejado. Então sempre é fundamental ter uma reserva para além desse gasto diário planejado", comenta.
 

Viagens internacionais exigem preparação maior 

Quem pretende aproveitar as férias para conhecer outro país precisa considerar fatores que vão além do preço das passagens. A oscilação cambial pode tornar a viagem mais cara quando a compra da moeda é deixada para a última hora. Por isso, Jeff recomenda criar uma reserva específica na moeda do destino: "Se você for para a Europa, guarde um pouquinho todos os meses em euro. Se você for para os Estados Unidos ou um país em que o dólar é a moeda principal, guarde um pouquinho em dólar todos os meses. O valor que você puder pensando na sua viagem". 

Segundo ele, utilizar contas globais facilita o controle do orçamento durante o passeio. "Você vai viajar com tudo pago e aí já vai ter um limite. A viagem fica mais gostosa, principalmente quando você volta sem contas para pagar", aconselha.

 

Misturar destinos pode reduzir os custos 

Para quem deseja viajar nas férias, uma estratégia interessante é combinar destinos mais caros com outros mais econômicos dentro do mesmo roteiro. "Na Europa há os países que são bem mais caros e outros países que são bem mais baratos. Se você misturar um pouco alguns países caros e alguns países baratos, essa viagem fica mais dentro da realidade da maior parte dos brasileiros", sugere. 

Jeff explica que pesquisar o máximo de informações sobre o destino antes da viagem também faz diferença no orçamento. "Isso não quer dizer que você precisa comprar essa passagem de avião um, dois anos antes. Mas se você conseguir ir pesquisando nas redes sociais e conversar com amigos sobre esses destinos, você já consegue saber que muitas vezes comer em tal lugar é mais barato”, acrescenta.
 

Seguro viagem não deve ser visto como gasto desnecessário 

Outro ponto considerado essencial pelo especialista é a contratação de um seguro viagem, especialmente para países onde os custos médicos são elevados, como os Estados Unidos. Jeff lembra que muitos cartões de crédito oferecem cobertura, mas ela pode exigir que o viajante arque inicialmente com os custos para depois solicitar reembolso. 

"O próprio cartão de crédito já dá um seguro que protege bastante. Então, ao comprar a passagem de ida e volta com o mesmo cartão, você já ganha esse seguro. Mas qual é o detalhe? Você precisa ligar para a central e muitas vezes você precisa pedir esse reembolso", explica. Por isso, ele recomenda contratar uma cobertura adicional.
 

Conhecer a cultura local evita gastos e constrangimentos 

Além do planejamento financeiro, pesquisar os costumes do destino pode evitar situações desconfortáveis. Em alguns países, por exemplo, a gorjeta é obrigatória, enquanto em outros ela pode ser considerada ofensiva: "Nos EUA e Canadá, a gorjeta é obrigatória, no Brasil e na Argentina opcional, já no Japão e na China dar gorjeta é uma ofensa. E a questão da pechincha, para nós aqui, é muito bem-vindo, mas em algumas culturas não".

Para Jeff, entender essas diferenças culturais antes do embarque contribui para uma viagem mais tranquila: “Quanto mais conseguir se organizar com antecedência, mais interessante e mais barata fica a sua viagem até para não passar por perrengues porque ser xingado em japonês não é legal e isso pode acontecer".

 

Capital e RMSP tem 945 oportunidades de estágio remunerado para alunos do Ensino Médio Técnico

Bolsas mensais variam de R$ 437,99 a R$ 883,66

 

O programa de estágio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) para alunos do Ensino Médio Técnico está com 2.631 vagas abertas nesta semana. Na capital e RMSP, são 945 vagas. Os valores das bolsas variam de R$ 437,99 a R$ 883,66, de acordo com o curso e o tempo de trabalho semanal. 

O estágio tem duração de seis meses, com carga horária de cerca de quatro horas diárias, permitindo a conciliação com os estudos. Neste período, a bolsa é paga pela Secretaria da Educação e o vale transporte, quando necessário, pela empresa parceira. Após o período de seis meses, a empresa pode estender o estágio ou efetivar o estudante.

Confira o passo a passo para se inscrever no programa de estágio: 

1.   Acesse https://www.beem.sp.gov.br/

2.   Clique em “Sou estudante e quero saber mais”;

3.   Clique em “Inscreva-se”;

4.   Se ainda não tiver cadastro, clique em “Vamos lá”;

5.   Preencha suas informações pessoais no formulário: CPF, data de nascimento e RA;

6.   Cadastre os dados pessoais, onde colocará e-mail, celular, CEP, e outros;

7.   Após o cadastro, serão gerados os dados de acesso ao portal;

8.   O acesso pode ser feito pelo CPF ou pelo código gerado e enviado por e-mail junto à senha criada;

9.   Após o login, navegue pela vitrine de vagas e busque vagas de acordo com o seu curso. 

Estudantes menores de idade também podem se cadastrar no portal do do programa de bolsas de estágio. A diferença é que o processo deve ser preenchido com os dados dos pais ou responsáveis.

 

O que precisa para se inscrever: 

·         ter 16 anos completos na data de admissão do estágio;

·         estar matriculado na 2ª ou 3ª série Ensino Médio Técnico da rede pública estadual;

·         ter uma frequência escolar igual ou superior a 85% no período anterior à seleção*;

·         ter feito, no ano anterior, o Provão Paulista Seriado.

 

Pesquisa inédita mostra que Inteligência Artificial já integra a jornada de informação sobre suplementos alimentares

Levantamento nacional do IFEPEC/Febrafar revela que 21% dos consumidores utilizam plataformas de IA para pesquisar sobre suplementação e aponta mudanças na forma como os brasileiros buscam informações sobre saúde

 

A Inteligência Artificial está conquistando espaço na rotina dos brasileiros quando o assunto é saúde. Pesquisa inédita realizada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa) revela que 21% dos consumidores já utilizam plataformas de Inteligência Artificial para buscar informações sobre suplementos alimentares, evidenciando uma transformação na jornada de acesso ao conhecimento sobre esses produtos. 

O estudo, realizado com 1.200 consumidores em todas as regiões do país, mostra que os mecanismos de busca, como o Google, seguem sendo a principal fonte de consulta (36%), seguidos pelo YouTube (25%). Na sequência aparecem as plataformas de Inteligência Artificial (21%), médicos (19%), nutricionistas (11%), Instagram (6%), educadores físicos (5%) e amigos ou colegas (3%). 

Os resultados demonstram que os consumidores passaram a recorrer a diferentes canais antes de tomar decisões relacionadas à saúde, combinando fontes digitais, profissionais especializados e experiências pessoais para ampliar seu acesso à informação. 

A pesquisa também identificou que a Inteligência Artificial já faz parte da rotina dos próprios profissionais da saúde. Médicos, nutricionistas, farmacêuticos e biomédicos entrevistados afirmaram utilizar plataformas de IA como ferramenta complementar para atualização técnica, esclarecimento de dúvidas e consulta de informações científicas, sempre associadas à literatura especializada, diretrizes clínicas e evidências baseadas em ciência. 

Para o presidente da Febrafar e da Farmarcas, Edison Tamascia, a pesquisa revela uma mudança importante na forma como a população se relaciona com as informações sobre saúde. "A Inteligência Artificial já passou a fazer parte da jornada de informação do consumidor. Isso mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas em compreender os produtos que utilizam e procuram diferentes fontes antes de tomar decisões relacionadas à própria saúde. É um movimento natural da transformação digital que também alcança o setor farmacêutico." 

Segundo Tamascia, a expansão dessas ferramentas amplia o acesso ao conhecimento, mas reforça a importância da informação de qualidade. "A tecnologia tem um enorme potencial para democratizar o acesso à informação, mas ela deve ser utilizada com responsabilidade. Quando falamos de saúde, a Inteligência Artificial precisa funcionar como um instrumento de apoio. A avaliação clínica, a recomendação individualizada e a orientação dos profissionais da saúde continuam sendo fundamentais para garantir segurança e o uso adequado dos suplementos."
 

Consumidor busca qualidade e orientação

O levantamento mostra que o crescimento do interesse por informações acompanha um mercado cada vez mais consolidado. Atualmente, 44% dos consumidores afirmam utilizar suplementos alimentares diariamente e outros 21% quase todos os dias. Além disso, 82% pretendem continuar consumindo esses produtos nos próximos seis meses. 

As principais motivações para a suplementação vão além da prática esportiva. Entre elas estão aumentar energia e disposição (31%), complementar a alimentação (29%), melhorar a saúde geral (27%), retardar o envelhecimento (25%), melhorar o desempenho físico (24%) e corrigir deficiências nutricionais (21%). 

Na hora da escolha, a qualidade aparece como principal critério para 32% dos entrevistados, seguida pela marca ou fabricante (25%) e pela composição dos ingredientes (22%). Esse comportamento também se reflete na decisão de compra: 78,6% afirmam que não adquiririam um suplemento de menor preço caso ele não apresentasse os atributos considerados essenciais.
 

Orientação profissional continua decisiva

Embora os consumidores ampliem suas fontes de informação, a pesquisa demonstra que a decisão de consumir suplementos permanece fortemente associada à orientação de profissionais da saúde. Entre os entrevistados, 29% afirmam que a recomendação médica foi a principal influência para iniciar o consumo de suplementos, seguida pelos nutricionistas (17%), pesquisas na internet (13%), familiares (11%), farmacêuticos (8%), amigos (7%), educadores físicos (6%) e influenciadores digitais (4%). 

Para Edison Tamascia, esse resultado mostra que tecnologia e orientação profissional exercem papéis complementares. "O consumidor está mais informado e mais participativo na busca por conhecimento. Ao mesmo tempo, continua reconhecendo a importância dos profissionais da saúde na decisão sobre o uso dos suplementos. Essa combinação entre acesso à informação e orientação qualificada fortalece toda a cadeia da saúde e amplia a responsabilidade da indústria, do varejo farmacêutico e dos prescritores em oferecer conteúdos confiáveis e baseados em evidências."
 

Farmácias lideram as compras

O estudo também reforça o protagonismo do varejo farmacêutico na categoria. As farmácias e drogarias concentram 48% das compras de suplementos alimentares no Brasil, mantendo-se como o principal canal de aquisição desses produtos. Em seguida aparecem marketplaces e e-commerce (24%), supermercados (15%), lojas especializadas (8%) e outros canais (5%).
 

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026 foi realizada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa) durante o segundo trimestre de 2026. O estudo ouviu presencialmente 1.200 consumidores com mais de 18 anos que utilizam atualmente ou utilizaram suplementos alimentares nos últimos 12 meses e 1.068 profissionais da saúde, entre médicos, nutricionistas, farmacêuticos e biomédicos que prescrevem ou recomendam suplementos alimentares. As duas amostras possuem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3%.
Os interessados podem acessar gratuitamente a pesquisa completa pelo portal do IFEPEC:
Pesquisa Suplementos Alimentares 2026.

  

Febrafar - Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias

 

Guia do Alentejo: dicas para aproveitar a maior região de Portugal


Confira informações práticas para explorar um dos destinos mais autênticos do país
 

 

Maior região de Portugal, o Alentejo reúne cidades históricas, vilas medievais, paisagens naturais marcantes, praias preservadas, vinícolas premiadas e uma gastronomia reconhecida pela autenticidade. Mais do que um destino para conhecer, é um lugar para viver experiências que valorizam a cultura, a tradição e o contato com a natureza.

Além da beleza e da tranquilidade, o Alentejo conquista os visitantes pela riqueza histórica e pela hospitalidade de seu povo. Seja para um roteiro romântico, uma viagem em família ou uma aventura entre amigos, a região oferece atrações para todos os estilos de viajantes.

Se você pretende conhecer o Alentejo ainda este ano, confira um guia com informações e dicas para planejar melhor a sua viagem.

Onde fica: localizado ao sul de Portugal, o Alentejo reúne 58 municípios, entre eles Évora, Beja, Portalegre, Elvas, Estremoz e Monsaraz. Évora é a principal cidade da região e abriga importantes monumentos históricos, além de um centro histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Como chegar: a principal porta de entrada é Lisboa, que conta com voos diretos saindo de diversas cidades brasileiras. A partir da capital portuguesa, o Alentejo está a aproximadamente 1h30 de carro. Também é possível viajar de trem até Évora, em um percurso de duração semelhante.

Como se locomover: para quem deseja explorar diferentes cidades, vilas e vinícolas, alugar um carro é a alternativa mais prática, oferecendo liberdade para montar o próprio roteiro. A região também dispõe de transporte público, especialmente entre os principais municípios.

Clima: o Alentejo possui clima temperado. O verão é quente e seco, enquanto o inverno registra temperaturas mais baixas e maior umidade. Primavera e outono costumam apresentar clima agradável, ideal para caminhadas, passeios ao ar livre e visitas aos centros históricos.

Quando ir: a região pode ser visitada durante todo o ano. Os meses de maio e outubro oferecem temperaturas amenas, enquanto julho e agosto são indicados para quem prefere dias ensolarados. Já entre novembro e março, o destino ganha um charme especial para quem aprecia temperaturas mais frias.

Vale reforçar que, em 2027, Évora será a Capital Europeia da Cultura, tornando o Alentejo um destino ainda mais especial para visitar. A cidade receberá uma programação cultural diversificada, com exposições, espetáculos, festivais e experiências que valorizam toda a riqueza do patrimônio alentejano.

Quanto tempo ficar: para conhecer os principais atrativos com tranquilidade, o ideal é reservar entre cinco e sete dias. Assim, é possível combinar cidades históricas, experiências gastronômicas, visitas a vinícolas, passeios pela natureza e momentos de descanso.

Onde se hospedar: o Alentejo oferece opções para todos os perfis de viajantes, desde hotéis instalados em edifícios históricos até modernos empreendimentos vínicos. Entre as experiências mais exclusivas estão os hotéis integrados a vinícolas, onde os hóspedes podem conhecer todo o processo de produção dos vinhos, participar de degustações, jantares harmonizados e, em determinadas épocas do ano, acompanhar a colheita das uvas.

O que fazer: o Alentejo reúne atrações para todas as idades e perfis de viajantes. Em Évora, destaque para o Templo Romano, a famosa Capela dos Ossos e o centro histórico, repleto de ruas de pedra, igrejas e monumentos.

Monsaraz é outro destino imperdível. A charmosa vila medieval abriga o Castelo de Monsaraz, de onde se tem uma vista privilegiada sobre o Lago Alqueva, o maior lago artificial da Europa. O destino também oferece passeios de balão de ar quente, observação das estrelas no Observatório do Lago Alqueva e um dos pores do sol mais bonitos da região.

Na fronteira com a Espanha, Elvas encanta pelas fortificações históricas e pelo conjunto arquitetônico preservado, sendo considerada a maior cidade fortificada da Europa. A poucos quilômetros dali está Estremoz, conhecida internacionalmente pelas jazidas de mármore branco e pela excelente gastronomia.

O que comer: a culinária alentejana é um dos grandes atrativos da região. Os pratos valorizam ingredientes locais e receitas tradicionais passadas de geração em geração. Entre as especialidades estão as migas, preparadas com pão caseiro; a açorda de bacalhau, o tradicional porco preto, o cozido de grão, aromatizado com hortelã; e a clássica sericaia, sobremesa feita com ovos, açúcar e canela. Todas essas delícias podem ser harmonizadas com os deliciosos vinhos alentejanos.


Informações úteis para a viagem

Idioma: português.

Fuso horário: GMT+0, com diferença de três a quatro horas em relação ao Brasil, dependendo do horário de verão.

Documentação: brasileiros precisam apenas de passaporte válido por, no mínimo, seis meses. Não é necessário visto para permanências de até 90 dias.

Seguro viagem: obrigatório, com cobertura mínima de € 30 mil para despesas médicas e hospitalares.

Moeda: euro. Cartões internacionais são amplamente aceitos.

Tomadas: padrão tipo F e voltagem de 220V (recomenda-se levar adaptador universal).

O que levar: roupas e calçados confortáveis para caminhadas e um agasalho leve, já que as noites podem ser mais frescas, mesmo durante o verão.

Gorjetas: embora o serviço esteja incluído na conta, é comum deixar entre 5% e 10% em restaurantes. Nos táxis, também esperam gorjeta entre 5% e 10%, que geralmente significam apenas o arredondamento do preço a ser pago. 

Ligações para o Brasil: operadoras portuguesas possuem acordos de roaming com empresas brasileiras, garantindo boa cobertura durante a viagem. Para ligações locais, é necessário discar apenas 0055 + DDD + número do telefone. 

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

 

O fim do "gargalo de julho": como a IA salvou as agências de turismo do colapso no atendimento nas férias

  

A sazonalidade sempre foi o maior terror operacional e financeiro do setor de turismo. Historicamente, a chegada de julho impõe um paradoxo cruel: ao mesmo tempo em que representa o pico de faturamento do ano, traz o temido "gargalo de atendimento". Vemos telefones ocupados, e-mails acumulados e mensagens sem resposta que resultam em milhões de reais em vendas perdidas por falta de braço operacional.

Com a chegada da inteligência artificial agêntica, capaz de executar tarefas autônomas, interpretar contextos e tomar decisões em tempo real, começamos a transformar essa vulnerabilidade histórica em uma operação preditiva e escalável. Na Blis AI, acompanhamos de perto como essa tecnologia muda o jogo.

Estamos inseridos em um movimento que desenha um caminho sem volta. Segundo dados da Gartner, os aportes globais em softwares de eficiência baseados em IA agêntica devem saltar de menos de US$ 2 bilhões em 2025 para US$ 53 bilhões até 2030, ano em que 60% das empresas líderes terão esses recursos implementados. Na prática das agências, a triagem de cancelamentos, alteração de passagens e monitoramento de riscos de voos deixam de travar as nossas equipes em processos manuais e passam a ser executados por agentes inteligentes em tempo real.

Durante anos, operamos de forma reativa na alta temporada. O esforço humano era drenado por perguntas repetitivas ("Qual o limite de bagagem?"), restando pouco tempo para a nossa consultoria personalizada. A IA agêntica muda isso ao atuar integrada aos sistemas de reservas (GDS) e CRMs, resolvendo problemas proativamente antes mesmo que o cliente os perceba.

Essa transformação redesenha competências. Dados de mercado mostram que 55% dos líderes preveem que a tecnologia reduzirá contratações operacionais de entrada, enquanto 86% afirmam que a prioridade agora é desenvolver a colaboração entre humanos e IA. O agente de viagens do futuro não é um digitador de sistemas; ele é um gestor de experiências. A máquina executa o volume massivo, mas o nosso olhar humano continua essencial para o relacionamento.

Contudo, esse avanço exige um filtro aguçado contra o hype. Alertas como o relatório Stop Agent-Washing da Gartner criticam robôs engessados vendidos como "IA agêntica" sem autonomia real. Quando superamos esse desafio, os ganhos são inquestionáveis: pesquisas publicadas no arXiv, como o estudo de sistemas multiagentes InvAgent, apontam que múltiplos agentes integrados reduzem o tempo de resolução de disrupções logísticas complexas de dias para poucos minutos.

Acredito fortemente que o movimento é irreversível: a inteligência artificial não veio para substituir o agente de viagens, mas para dar a ele escala humana no momento mais crítico do ano. As agências que continuarem dependendo exclusivamente do esforço manual terão extrema dificuldade para competir em um mercado orientado por velocidade, dados e previsibilidade. 

 

Rodrigo Cioffi - COO da Blis AI, empresa especializada em soluções de inteligência artificial aplicadas à eficiência operacional e atendimento em escala.

 

Métricas de vaidade também existem na Gestão e no Marketing: e isso pode se tornar um problema

  

Peter Drucker popularizou a ideia de que "o que pode ser medido pode ser gerenciado". Independentemente da discussão sobre a autoria exata da frase, ela sintetiza um dos princípios mais importantes da administração moderna: decisões melhores dependem de informação. Ao longo das últimas décadas, esse pensamento orientou organizações a desenvolver indicadores, estruturar sistemas de gestão e incorporar dados aos processos decisórios. 

A transformação digital levou esse movimento a um novo patamar. Hoje, praticamente tudo pode ser mensurado. Plataformas de CRM acompanham cada interação comercial, ferramentas de marketing registram o comportamento das audiências em tempo real, sistemas de atendimento monitoram a experiência do cliente e soluções de business intelligence consolidam milhares de informações em dashboards cada vez mais completos.  

Nunca tivemos tanta capacidade de produzir, organizar e visualizar dados. 

No entanto, a facilidade de medir trouxe uma consequência pouco discutida: passamos a medir muito mais do que somos capazes de interpretar.  

Em muitas organizações, a grande quantidade de indicadores passou a ser vista como um sinal de maturidade gerencial, quando, na prática, representa apenas um aumento da capacidade de registrar acontecimentos. Porque dados, por si só, não produzem decisões melhores. Eles apenas descrevem a realidade.  

O que gera inteligência é a capacidade de relacionar essas informações às perguntas estratégicas que a empresa precisa responder.

 

O problema por trás das métricas de vaidade

É justamente nesse contexto que as métricas de vaidade deixam de ser um problema exclusivo do marketing e passam a fazer parte da gestão como um todo. Assim como curtidas, alcance ou número de seguidores podem transmitir uma falsa percepção de desempenho, diversos indicadores organizacionais criam uma sensação de controle sem necessariamente ampliar a qualidade das decisões. 

O problema não está na métrica em si, mas na ausência de conexão entre aquilo que está sendo medido e as escolhas que a organização precisa fazer. 

Essa distinção exige compreender que nem todos os indicadores cumprem a mesma função. Indicadores operacionais são fundamentais para acompanhar eficiência, produtividade, qualidade e execução dos processos. Eles permitem identificar desvios, corrigir rotas e aumentar a capacidade de controle sobre a operação. Entretanto, decisões estratégicas envolvem outro tipo de desafio. Elas exigem compreender mercados, interpretar movimentos competitivos, antecipar mudanças no comportamento dos consumidores e avaliar cenários futuros, questões que dificilmente podem ser respondidas apenas pelos dados produzidos dentro da própria empresa.

 

Dos dados às decisões

É por isso que a pergunta central da gestão não deveria ser "o que conseguimos medir?", mas "quais decisões estratégicas essas informações nos ajudarão a tomar?". Todo indicador deveria nascer de uma decisão que precisa ser apoiada. Sua função não é preencher um dashboard, mas reduzir a incerteza de quem decide. Quando uma métrica não altera prioridades, não valida hipóteses ou não influencia escolhas, é provável que ela esteja ocupando mais espaço nos relatórios do que na estratégia. 

Essa reflexão torna-se especialmente relevante em marketing, vendas e relacionamento com clientes. É relativamente simples acompanhar indicadores de desempenho, como volume de campanhas, geração de oportunidades comerciais, conversões, satisfação ou retenção. O desafio está em compreender por que esses resultados acontecem.  

Uma queda nas vendas pode refletir mudanças na percepção de valor da marca, novas expectativas dos consumidores, reposicionamentos da concorrência ou transformações no mercado. Da mesma forma, um bom índice de satisfação não garante fidelização, assim como um crescimento no alcance das campanhas não significa maior relevância para os públicos que efetivamente influenciam os resultados do negócio.

 

Essa é uma limitação inerente aos dados transacionais. Eles registram o comportamento da empresa, mas não explicam, sozinhos, o comportamento do mercado.  

Sistemas internos informam o que aconteceu; dificilmente revelam por que aconteceu ou o que tende a acontecer. É justamente nesse ponto que inteligência de mercado, pesquisa e análise estratégica deixam de ser atividades complementares e passam a integrar o processo de gestão. Elas conectam os indicadores ao contexto competitivo, permitindo que os dados deixem de ser apenas registros históricos para se transformarem em insumos para decisões futuras. 

Talvez o maior desafio da gestão contemporânea já não seja medir mais. O verdadeiro desafio está em medir aquilo que realmente reduz incertezas, orienta escolhas e fortalece a capacidade de decisão das organizações.  

Afinal, vantagem competitiva não é consequência da quantidade de indicadores presentes em um dashboard, mas da capacidade de transformar todas essas informações em inteligência real.

  


Mariana da Rosa - Sócia e CMO da Palco Inteligência de Negócios. Doutora em Administração e mestre em Administração e Marketing

 

Posts mais acessados