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| Isabelle Araújo MEC |
A Política
Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI) concluiu, na segunda-feira, 15
de junho, o período de adesão, que obteve participação de 100% das redes
estaduais de ensino e de 98,9% dos municípios brasileiros. Ao todo, 5.570
municípios aderiram à política do Ministério da Educação (MEC), que busca
ampliar o acesso, a permanência, a aprendizagem e a participação de estudantes
atendidos pela educação especial em todo o país nas salas comuns.
Instituída para
fortalecer a oferta de educação inclusiva nas redes de ensino, a política
também estrutura a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei),
promovendo ações articuladas de formação, apoio técnico e cooperação entre
União, estados e municípios.
Os dados da adesão
evidenciam o compromisso das redes de ensino com a consolidação de práticas
educacionais inclusivas e com a garantia do direito à educação para estudantes
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação.
Avanços – Os resultados mais recentes do Censo Escolar
demonstram a expansão da educação especial no país. Em 2025, o número de
matrículas de estudantes da educação especial alcançou 2,5 milhões, crescimento
de 82% em relação a 2021.
Também houve
avanço na inclusão desses estudantes em classes comuns. Em 2021, 93,5% das
matrículas de estudantes de 4 a 17 anos público da educação especial estavam em
classes comuns. Em 2025, esse percentual chegou a 96%.
Outro indicador
relevante é o acesso ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). Entre os
estudantes incluídos em classes comuns, o percentual daqueles que também
frequentam turmas de AEE passou de 39,7%, em 2021, para 45,8%, em 2025.
Formação – A formação continuada de professores e gestores
é um dos pilares da PNEEI. Entre 2022 e 2025, foram ofertados 252 cursos
voltados à educação especial inclusiva, um crescimento de 267,7% no período. O
número de participantes também avançou significativamente: 98.330 cursistas
foram beneficiados entre 2022 e 2025, um aumento de 216,9% em comparação ao
início da série histórica.
Para ampliar o
alcance das ações formativas, o MEC instituiu, por meio da Portaria nº
421/2026, os Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço.
Distribuídos em todo o território nacional, os centros atenderão às
especificidades das redes de ensino de cada estado e reforçarão a governança da
PNEEI e da Reneei.
A secretária de
Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão
do MEC, Zara Figueiredo, destaca que a ampliação da oferta de cursos precisa
ser acompanhada por uma participação cada vez maior dos profissionais da
educação. “As redes de ensino precisam ter uma política deliberada de formação
de professor. O MEC financia, mas as redes precisam determinar que esses cursos
sejam feitos de forma obrigatória. Sem isso, não vamos enfrentar esse desafio”,
defendeu.

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