CEO da
Top Transfer alerta que falhas nos deslocamentos continuam entre os principais
motivos de atrasos, desencontros e estresse em viagens pelo Rio de
Janeiro 
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Viajar com amigos, reunir a família para um feriado prolongado ou organizar uma comemoração fora da cidade está nos planos de cada vez mais brasileiros em 2026. Na Top Transfer, empresa especializada em mobilidade turística no Rio de Janeiro e em destinos como Ilha Grande, Angra dos Reis e Búzios, o aumento na procura por deslocamentos para grupos acompanha uma tendência observada em todo o setor de turismo: as viagens compartilhadas seguem em alta, mas os problemas de logística continuam entre as principais causas de atrasos, desencontros e estresse durante as férias.
O movimento acompanha um comportamento identificado pela Booking.com. Segundo pesquisa divulgada este ano, 59% dos brasileiros pretendem realizar ao menos uma viagem em família em 2026, enquanto viagens entre amigos e grupos multigeracionais também aparecem entre as modalidades mais desejadas pelos viajantes. À medida que mais pessoas passam a viajar juntas, cresce também a necessidade de planejar deslocamentos, horários e bagagens com a mesma atenção dedicada à hospedagem e aos passeios.
Para
Junior de Camargo, CEO da Top Transfer, existe um padrão que se
repete com frequência: os viajantes dedicam semanas à escolha da hospedagem,
dos restaurantes e dos passeios, mas deixam o transporte para os últimos dias
antes do embarque.
"Todo mundo planeja onde vai ficar, onde
vai comer e o que vai fazer. O deslocamento normalmente fica para depois. Só
que é justamente ele que conecta toda a viagem. Quando a logística dá errado, o
problema acaba afetando o restante da experiência."
Além disso, o empresário destaca que o
planejamento interfere até mesmo na segurança. “Por isso, reservar um transfer
privado com antecedência faz diferença principalmente para grupos. Além de
garantir um veículo compatível com o número de passageiros e bagagens, o
serviço oferece um motorista preparado, que conhece os trajetos,
os horários de maior movimento e as particularidades de cada
destino."
A
confusão costuma começar ainda no aeroporto
O primeiro desafio muitas vezes aparece
poucos minutos depois do desembarque. Quem chega ao Rio em grupo precisa lidar
com bagagens, diferentes ritmos entre os viajantes e a necessidade de reunir
todo mundo rapidamente para seguir viagem. Na prática, nem sempre isso
acontece.
Quando o transporte já está previamente
reservado, o grupo desembarca sabendo exatamente onde encontrar o motorista,
qual veículo irá utilizar e como será feito o deslocamento. Isso reduz o tempo
de espera, evita desencontros e proporciona mais conforto desde o início da
viagem.
"Muita gente acha que é só sair do
aeroporto e pedir alguns carros por aplicativo. Mas quando você está com dez,
quinze ou vinte pessoas, a situação muda completamente. Os carros chegam em
horários diferentes, param em lugares diferentes e ainda existe a questão das
malas. É aí que começam os atrasos e os desencontros", explica Junior.
Segundo o empresário, o problema costuma ser
ainda mais evidente quando o grupo desembarca no Aeroporto Internacional Tom
Jobim (Galeão), principal porta de entrada para turistas que seguem viagem para
outras regiões do estado.
O
erro que quase todo grupo comete
Ao contrário do que muita gente imagina, o
trânsito nem sempre é o principal responsável pelos atrasos. Na avaliação de
Junior, um dos maiores erros é acreditar que um grupo se movimenta na mesma
velocidade de um casal ou de uma família pequena.
"O que leva cinco minutos para duas
pessoas pode levar quinze para um grupo. Sempre tem alguém que vai ao banheiro,
para para comprar uma água, pegar um café ou resolve entrar numa loja. Não é
falta de organização. É simplesmente a dinâmica natural de viajar com muitas
pessoas."
Esse comportamento costuma impactar
especialmente conexões, passeios com horário marcado, embarques em embarcações,
shows, eventos e atrações turísticas.
"Muita gente monta o cronograma pensando
apenas no tempo de deslocamento do carro. Só que existe também o tempo de
deslocamento do grupo. Quando você entende isso e cria uma margem de segurança
nos horários, boa parte dos problemas deixa de existir."
A
bagagem que ninguém planeja
Outro detalhe frequentemente ignorado pelos
viajantes está dentro do porta-malas. Segundo Júnior, muitas pessoas calculam
apenas o número de passageiros e esquecem de considerar o espaço necessário
para acomodar malas, carrinhos de bebê, equipamentos esportivos e outros
objetos.
"É muito comum todo mundo caber no
veículo e as bagagens não. Isso acontece mais do que as pessoas imaginam."
A situação pode ficar ainda mais complicada na volta para casa. "As
pessoas planejam a bagagem da ida, mas esquecem da volta. Quem passa alguns
dias viajando acaba comprando lembranças, roupas, presentes ou outros itens.
Muitas vezes a bagagem que sai do destino é bem maior do que a que
chegou."
Aplicativos
resolvem para uma pessoa. Nem sempre para vinte
Os aplicativos de transporte fazem parte da
rotina de milhões de brasileiros e funcionam bem para deslocamentos individuais
ou em pequenos grupos. O cenário muda quando várias pessoas precisam chegar
juntas ao mesmo local e no mesmo horário.
"Conseguir um carro normalmente é fácil.
Conseguir cinco carros ao mesmo tempo já é outra história. E mesmo quando isso
acontece, cada um pode seguir um caminho diferente, chegar em horários
diferentes ou desembarcar em pontos distintos."
Segundo o empresário, esse tipo de situação
costuma gerar problemas principalmente em aeroportos, rodoviárias, praias,
centros de convenções, eventos e locais muito movimentados.
Planejamento
ainda é a melhor estratégia
A recomendação é que os deslocamentos sejam
definidos assim que passagens, hospedagem e roteiro principal estiverem
fechados. Quanto maior o grupo e mais disputada a época do ano, mais importante
se torna a antecedência. "Quem deixa para resolver tudo na última semana
corre mais risco de não encontrar o veículo adequado ou de precisar adaptar os
planos."
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