Nova edição da Escola Invisível ofereceu bolsas
para curso de elétrica com uma das maiores instituições privadas de ensino
superior do Brasil e reforça a importância da qualificação profissional como
ferramenta de inclusão social
Divulgação
A
ONG SP Invisível celebra mais uma edição da Escola Invisível, programa voltado
à capacitação profissional de pessoas em vulnerabilidade social e em
acolhimento institucional, incluindo pessoas que já viveram em situação de rua.
Realizada em parceria com a Faculdade Anhanguera, a iniciativa ofereceu bolsas
para um curso de elétrica, ampliando oportunidades de formação e inserção no
mercado de trabalho para participantes em processo de reconstrução de suas
trajetórias.
O
lançamento ocorre em um cenário que ainda impõe desafios relevantes na
profissionalização. No Brasil, embora tenha havido redução, 18,5% dos jovens de
15 a 29 anos ainda não estudam, não trabalham e nem qualificados profissionalmente,
o que representa 8,9 milhões de pessoas, segundo a PNAD Contínua, pesquisa
oficial do IBGE. Globalmente, a taxa de matrícula bruta no ensino superior é de
39%, de acordo com a UNESCO, indicando que mais da metade dos jovens em idade
adequada permanece fora desse nível de ensino.
É
nesse contexto que a Escola Invisível atua, oferecendo formação profissional a
públicos historicamente excluídos. A nova edição disponibilizou 12 bolsas de
estudo para o curso de elétrica em parceria com a Faculdade Anhanguera, uma das
maiores instituições privadas de ensino superior do Brasil. Com carga horária
total de 60 horas, o curso combinou aulas online e cinco encontros presenciais
na unidade da instituição em Itaquera, zona leste de São Paulo.
“Não
é só sobre formar eletricistas. É sobre devolver a alguém a chance de recomeçar
com dignidade, gerar renda e ocupar um novo lugar na sociedade. Quando a gente
investe em formação, a gente muda trajetórias e isso transforma tudo.”, afirma
André Soler, fundador da SP Invisível.
Os
participantes desta edição são residentes de dois Centros de Acolhimento, o
C.A. São Leopoldo Abecal e o Cidade Refúgio II. As vagas são destinadas a
pessoas previamente triadas pela equipe da SP Invisível. Assistente social e
psicólogo realizam entrevistas individuais para identificar interesse na área,
comprometimento com a carga horária e condições de permanência no curso. O foco
é garantir a conclusão da formação e ampliar as chances de inserção no mercado
de trabalho.
“A
Escola Invisível nasce para transformar o acesso em oportunidade real. Não
basta oferecer formação, é preciso garantir que essas pessoas tenham suporte,
acompanhamento e caminhos concretos para entrar no mercado de trabalho”, afirma
Soler.
“Acreditamos
que a educação tem um papel transformador na vida das pessoas, especialmente
quando conectada à empregabilidade. Ao ampliar o acesso à qualificação
profissional para públicos em situação de vulnerabilidade, conseguimos ir além
da formação técnica, criando caminhos reais para inserção no mercado de
trabalho. Parcerias como essa com a SP Invisível reforçam nosso compromisso com
a inclusão produtiva e a geração de oportunidades”, afirma Letícia Moraes
Silverio, diretora da Faculdade Anhanguera de Itaquera.
As
aulas online forão realizadas com apoio das salas de informática dos próprios
Centros de Acolhimento, com acompanhamento psicossocial. Além da formação
técnica, os alunos receberam mentorias com foco em empregabilidade, incluindo
orientação para entrevistas e preparação para processos seletivos. O trabalho
complementa o acompanhamento já realizado pelas equipes dos centros.
“Participar
do curso de eletricista tem sido uma oportunidade transformadora para mim,
tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Venho de outra área de atuação e
poder adquirir novos conhecimentos neste momento representa um recomeço e a
chance de construir uma nova trajetória. Sou muito grato à SP Invisível e à
Anhanguera por proporcionarem essa oportunidade e ampliarem as perspectivas de
pessoas em situação de vulnerabilidade.”, relata Eduardo, aluno do curso de
Eletricista da instituição.
“Quando
uma pessoa volta a acreditar que é capaz de aprender, trabalhar e gerar renda,
a gente não está só formando um profissional, está reconstruindo uma trajetória
inteira. É assim que a gente quebra ciclos de exclusão”, completa o fundador da
SP Invisível.
Ao
ampliar o acesso à educação profissionalizante para pessoas em vulnerabilidade
social, a Escola Invisível reforça o papel da qualificação técnica como
ferramenta concreta de inclusão produtiva e construção de autonomia.
Iniciativas como essa dependem do engajamento da sociedade para continuar
transformando trajetórias. Pessoas interessadas podem apoiar o programa e
contribuir para que mais alunos tenham acesso à formação e a novas
oportunidades por meio de doações à SP Invisível, acessando spinvisivel.colabore.org.
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