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segunda-feira, 15 de junho de 2026

SP Invisível e Anhanguera oferecem bolsas para curso de elétrica a pessoas em vulnerabilidade socia

Divulgação
Nova edição da Escola Invisível ofereceu bolsas para curso de elétrica com uma das maiores instituições privadas de ensino superior do Brasil e reforça a importância da qualificação profissional como ferramenta de inclusão social

A ONG SP Invisível celebra mais uma edição da Escola Invisível, programa voltado à capacitação profissional de pessoas em vulnerabilidade social e em acolhimento institucional, incluindo pessoas que já viveram em situação de rua. Realizada em parceria com a Faculdade Anhanguera, a iniciativa ofereceu bolsas para um curso de elétrica, ampliando oportunidades de formação e inserção no mercado de trabalho para participantes em processo de reconstrução de suas trajetórias.
 

O lançamento ocorre em um cenário que ainda impõe desafios relevantes na profissionalização. No Brasil, embora tenha havido redução, 18,5% dos jovens de 15 a 29 anos ainda não estudam, não trabalham e nem qualificados profissionalmente, o que representa 8,9 milhões de pessoas, segundo a PNAD Contínua, pesquisa oficial do IBGE. Globalmente, a taxa de matrícula bruta no ensino superior é de 39%, de acordo com a UNESCO, indicando que mais da metade dos jovens em idade adequada permanece fora desse nível de ensino.
 

É nesse contexto que a Escola Invisível atua, oferecendo formação profissional a públicos historicamente excluídos. A nova edição disponibilizou 12 bolsas de estudo para o curso de elétrica em parceria com a Faculdade Anhanguera, uma das maiores instituições privadas de ensino superior do Brasil. Com carga horária total de 60 horas, o curso combinou aulas online e cinco encontros presenciais na unidade da instituição em Itaquera, zona leste de São Paulo.
 

“Não é só sobre formar eletricistas. É sobre devolver a alguém a chance de recomeçar com dignidade, gerar renda e ocupar um novo lugar na sociedade. Quando a gente investe em formação, a gente muda trajetórias e isso transforma tudo.”, afirma André Soler, fundador da SP Invisível.
 

Os participantes desta edição são residentes de dois Centros de Acolhimento, o C.A. São Leopoldo Abecal e o Cidade Refúgio II. As vagas são destinadas a pessoas previamente triadas pela equipe da SP Invisível. Assistente social e psicólogo realizam entrevistas individuais para identificar interesse na área, comprometimento com a carga horária e condições de permanência no curso. O foco é garantir a conclusão da formação e ampliar as chances de inserção no mercado de trabalho.
 

“A Escola Invisível nasce para transformar o acesso em oportunidade real. Não basta oferecer formação, é preciso garantir que essas pessoas tenham suporte, acompanhamento e caminhos concretos para entrar no mercado de trabalho”, afirma Soler.
 

“Acreditamos que a educação tem um papel transformador na vida das pessoas, especialmente quando conectada à empregabilidade. Ao ampliar o acesso à qualificação profissional para públicos em situação de vulnerabilidade, conseguimos ir além da formação técnica, criando caminhos reais para inserção no mercado de trabalho. Parcerias como essa com a SP Invisível reforçam nosso compromisso com a inclusão produtiva e a geração de oportunidades”, afirma Letícia Moraes Silverio, diretora da Faculdade Anhanguera de Itaquera.
 

As aulas online forão realizadas com apoio das salas de informática dos próprios Centros de Acolhimento, com acompanhamento psicossocial. Além da formação técnica, os alunos receberam mentorias com foco em empregabilidade, incluindo orientação para entrevistas e preparação para processos seletivos. O trabalho complementa o acompanhamento já realizado pelas equipes dos centros.
 

“Participar do curso de eletricista tem sido uma oportunidade transformadora para mim, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Venho de outra área de atuação e poder adquirir novos conhecimentos neste momento representa um recomeço e a chance de construir uma nova trajetória. Sou muito grato à SP Invisível e à Anhanguera por proporcionarem essa oportunidade e ampliarem as perspectivas de pessoas em situação de vulnerabilidade.”, relata Eduardo, aluno do curso de Eletricista da instituição.
 

“Quando uma pessoa volta a acreditar que é capaz de aprender, trabalhar e gerar renda, a gente não está só formando um profissional, está reconstruindo uma trajetória inteira. É assim que a gente quebra ciclos de exclusão”, completa o fundador da SP Invisível.
 

Ao ampliar o acesso à educação profissionalizante para pessoas em vulnerabilidade social, a Escola Invisível reforça o papel da qualificação técnica como ferramenta concreta de inclusão produtiva e construção de autonomia. Iniciativas como essa dependem do engajamento da sociedade para continuar transformando trajetórias. Pessoas interessadas podem apoiar o programa e contribuir para que mais alunos tenham acesso à formação e a novas oportunidades por meio de doações à SP Invisível, acessando spinvisivel.colabore.org.

 

 

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