No mês dos namorados, especialista explica que a falta de apetite íntimo pode ter raízes metabólicas, como inflamação crônica e desequilíbrios nutricionais; nutrólogo aponta os alimentos e suplementos de precisão que ajudam a resgatar a vitalidade e o bem-estar do casal.
A chamada “fadiga invisível”, caracterizada pela sensação
permanente de exaustão mesmo após uma noite de sono, afeta milhões de
brasileiras e pode estar relacionada à deficiência de vitaminas, minerais,
alterações hormonais e processos inflamatórios provocados por uma alimentação
pobre em nutrientes. O resultado é um organismo que prioriza funções essenciais
de sobrevivência e deixa em segundo plano aspectos como disposição, prazer e
desejo sexual.
Segundo o médico nutrólogo Dr. Lailson Ambrósio, muitas
mulheres chegam ao consultório acreditando que perderam a libido por causa da
idade ou do relacionamento, quando, na verdade, apresentam alterações que podem
ser identificadas e corrigidas. “É comum encontrarmos baixos níveis de vitamina
B12, ferritina e magnésio, além de padrões alimentares inflamatórios que
comprometem a produção de energia e o equilíbrio hormonal. O corpo entra em um
estado de economia, e a sexualidade acaba sendo uma das primeiras áreas
impactadas”, explica.
Outro fator frequentemente negligenciado é a inflamação
metabólica. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar e gorduras de baixa
qualidade favorecem um estado inflamatório contínuo que interfere na circulação
sanguínea, na função hormonal e na disposição física. “Não existe um alimento
milagroso para aumentar a libido, mas existe uma combinação de hábitos que
devolve ao organismo as condições necessárias para que o desejo aconteça
naturalmente”, afirma o especialista.
Entre os aliados da saúde íntima estão alimentos ricos em
proteínas de qualidade, vegetais coloridos, frutas, oleaginosas, azeite de
oliva e peixes ricos em ômega-3, além da hidratação adequada. Em alguns casos,
a suplementação personalizada de vitamina B12, ferritina, magnésio e outros
micronutrientes pode ser indicada após avaliação clínica e laboratorial.
Dr. Lailson destaca que a individualização é fundamental.
“Cada metabolismo responde de uma forma. Há pacientes que precisam apenas
corrigir uma deficiência nutricional para perceber melhora significativa na
disposição e na libido. Em outras situações, é necessário tratar inflamação,
resistência à insulina ou alterações hormonais que estavam silenciosas.”
O especialista também alerta para o impacto de dietas
extremamente restritivas e do emagrecimento sem acompanhamento profissional.
Quando o organismo recebe energia insuficiente por longos períodos, ele reduz
funções consideradas não prioritárias, incluindo a produção hormonal
relacionada à reprodução e ao desejo sexual.
Neste mês dos namorados, o recado é que a falta de libido
não deve ser encarada apenas como uma questão comportamental. Muitas vezes, ela
representa um pedido de socorro do próprio organismo. “Antes de buscar soluções
rápidas ou atribuir a culpa ao relacionamento, vale investigar se o corpo está
recebendo os nutrientes necessários para funcionar plenamente. Cuidar da
alimentação é também cuidar da saúde sexual e da qualidade de vida”, conclui o
nutrólogo.
Fonte: Dr. Lailson Ambrósio – Médico Nutrólogo.
@drlailsonambrosio
https://drlailsonambrosio.com.br/
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