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quarta-feira, 17 de junho de 2026

O ralo da libido: por que o cansaço e os erros na alimentação estão apagando o desejo sexual das mulheres?

No mês dos namorados, especialista explica que a falta de apetite íntimo pode ter raízes metabólicas, como inflamação crônica e desequilíbrios nutricionais; nutrólogo aponta os alimentos e suplementos de precisão que ajudam a resgatar a vitalidade e o bem-estar do casal.

 

A chamada “fadiga invisível”, caracterizada pela sensação permanente de exaustão mesmo após uma noite de sono, afeta milhões de brasileiras e pode estar relacionada à deficiência de vitaminas, minerais, alterações hormonais e processos inflamatórios provocados por uma alimentação pobre em nutrientes. O resultado é um organismo que prioriza funções essenciais de sobrevivência e deixa em segundo plano aspectos como disposição, prazer e desejo sexual.

Segundo o médico nutrólogo Dr. Lailson Ambrósio, muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que perderam a libido por causa da idade ou do relacionamento, quando, na verdade, apresentam alterações que podem ser identificadas e corrigidas. “É comum encontrarmos baixos níveis de vitamina B12, ferritina e magnésio, além de padrões alimentares inflamatórios que comprometem a produção de energia e o equilíbrio hormonal. O corpo entra em um estado de economia, e a sexualidade acaba sendo uma das primeiras áreas impactadas”, explica.

Outro fator frequentemente negligenciado é a inflamação metabólica. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar e gorduras de baixa qualidade favorecem um estado inflamatório contínuo que interfere na circulação sanguínea, na função hormonal e na disposição física. “Não existe um alimento milagroso para aumentar a libido, mas existe uma combinação de hábitos que devolve ao organismo as condições necessárias para que o desejo aconteça naturalmente”, afirma o especialista.

Entre os aliados da saúde íntima estão alimentos ricos em proteínas de qualidade, vegetais coloridos, frutas, oleaginosas, azeite de oliva e peixes ricos em ômega-3, além da hidratação adequada. Em alguns casos, a suplementação personalizada de vitamina B12, ferritina, magnésio e outros micronutrientes pode ser indicada após avaliação clínica e laboratorial.

Dr. Lailson destaca que a individualização é fundamental. “Cada metabolismo responde de uma forma. Há pacientes que precisam apenas corrigir uma deficiência nutricional para perceber melhora significativa na disposição e na libido. Em outras situações, é necessário tratar inflamação, resistência à insulina ou alterações hormonais que estavam silenciosas.”

O especialista também alerta para o impacto de dietas extremamente restritivas e do emagrecimento sem acompanhamento profissional. Quando o organismo recebe energia insuficiente por longos períodos, ele reduz funções consideradas não prioritárias, incluindo a produção hormonal relacionada à reprodução e ao desejo sexual.

Neste mês dos namorados, o recado é que a falta de libido não deve ser encarada apenas como uma questão comportamental. Muitas vezes, ela representa um pedido de socorro do próprio organismo. “Antes de buscar soluções rápidas ou atribuir a culpa ao relacionamento, vale investigar se o corpo está recebendo os nutrientes necessários para funcionar plenamente. Cuidar da alimentação é também cuidar da saúde sexual e da qualidade de vida”, conclui o nutrólogo. 



Fonte: Dr. Lailson Ambrósio – Médico Nutrólogo.
@drlailsonambrosio
https://drlailsonambrosio.com.br/


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