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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Câncer de Pele Não Melanoma: especialista reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

 Estudo internacional aponta que uma nova terapia pode reduzir em mais de 60% do risco de recorrência do câncer espinocelular de pele


Responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o câncer de pele não melanoma deverá registrar aproximadamente 263 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA)¹. O Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, que foi celebrado em 13 de junho, reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos avanços terapêuticos para enfrentar a doença mais incidente entre os brasileiros.

No cenário científico do Carcinoma Espinocelular Cutâneo (CEC), também conhecido como carcinoma epidermóide, segundo tipo de câncer de pele mais comum, passou por uma importante transformação nos últimos anos. Antes marcada pela escassez de evidências clínicas, a área agora dispõe de três grandes estudos prospectivos com um número significativo de pacientes, fortalecendo o conhecimento sobre a doença e abrindo caminho para novas abordagens de tratamento.

Entre os avanços mais relevantes está o estudo pivotal de fase III C-POST, que avaliou pacientes com carcinoma espinocelular cutâneo de alto risco após cirurgia e radioterapia. Os resultados reforçam o potencial da imunoterapia no tratamento da doença em estágios mais precoces. O estudo investigou o uso adjuvante de Libtayo² (cemiplimabe), medicamento aprovado pela Anvisa em janeiro de 2026³. No Brasil, o tratamento é comercializado pela farmacêutica Adium, companhia com atuação em mais de 18 países da América Latina e presença crescente na área de oncologia.

Os resultados demonstraram que o uso adjuvante de cemiplimabe reduziu em 68% o risco de recorrência da doença ou morte quando comparado ao placebo (HR: 0,32; IC95%: 0,20–0,51; pNew England Journal of Medicine e apresentados durante o congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) em 2025.

"A resposta do estudo C-POST representa um marco importante para os pacientes. Estamos falando de uma redução expressiva do risco de recorrência, reforçando o papel crescente da imunoterapia também em estágios mais precoces", destaca o Dr. Rodrigo Munhoz, oncologista clínico e presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma.

Segundo o especialista, a doença exige atenção, já que o atraso no tratamento pode resultar em mutilações e impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. "O câncer de pele não melanoma apresenta altas chances de cura quando diagnosticado precocemente. A informação, a prevenção e o acesso às novas opções terapêuticas são pilares fundamentais para melhorar os resultados dos pacientes", afirma o médico.

Confira abaixo cinco dicas do Dr. Rodrigo Munhoz para prevenir o câncer de pele:

1. Utilize protetor solar diariamente
A aplicação deve ser feita mesmo em dias nublados, com reaplicação ao longo do dia, especialmente durante atividades ao ar livre.

2. Evite exposição solar nos horários de maior intensidade
Entre 10h e 16h, a radiação ultravioleta atinge níveis mais elevados, aumentando os danos à pele.

3. Adote barreiras físicas de proteção
Chapéus de abas largas, roupas com proteção UV, óculos escuros e guarda-sóis complementam a proteção solar.

4. Observe sinais e alterações na pele
Feridas que não cicatrizam, manchas que crescem ou lesões que mudam de aspecto devem ser avaliadas por um dermatologista.

5. Realize acompanhamento médico regular
Pessoas com histórico de exposição solar intensa, pele clara, idade avançada ou antecedentes de câncer de pele devem realizar avaliações periódicas.
 

  

Referências:


1.BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Brasília, DF, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 06/06/2026.

2.ADIUM BRASIL. Bula do Libtayo® (cemiplimabe). São Paulo, 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 06/01/2026

3.BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução RE nº 5.268, de 30 de dezembro de 2025. Aprova petições relacionadas à Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas – 77A. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 jan. 2026, p. 46. Disponível em: Link. Acesso em: 06/06/2026.

4.RISCHIN, D.; PORCEDDU, S.; DAY, F.; et al. Adjuvant cemiplimab or placebo in high-risk cutaneous squamous-cell carcinoma. The New England Journal of Medicine, v. 393, n. 8, p. 774–785, 21 Aug. 2025.

 Adium


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