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terça-feira, 30 de abril de 2024

AMRIGS incentiva a doação voluntária de medula óssea

Canva

Em abril, é celebrado o Dia Mundial da Hemofilia

 

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas. Para pacientes com doenças como leucemia, linfoma e outras enfermidades do sangue, a atitude voluntária muitas vezes é a única esperança de cura. 

O procedimento para doação é feito a partir da coleta nas células-tronco circulantes que, após o uso de um medicamento, são filtradas do sangue do doador por meio de uma centrifugação que separa os componentes sanguíneos por meio de um equipamento automatizado.  

O presidente do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Dr. Marcelo Eduardo Zanella Capra, explica que os requisitos para ser um doador de medula óssea são semelhantes aos de doação de sangue. 

"Campanhas tanto para doação de sangue quanto para doação de medula devem ser permanentes. Para atingir esse público juvenil, as iniciativas podem partir das redes sociais, escolas e universidades. É importante chegar ao jovem, pois terão muitos anos como potencial doador. A doação estimula o engajamento em ações voluntárias e também predispõe a cuidar da saúde", completou. 

Outra data marcante relacionada a este tema acontecerá no final do ano. Com o intuito de promover a conscientização e incentivar a doação de medula óssea, a Lei Pietro 11.930/2009 estabeleceu a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que ocorre anualmente de 14 a 21 de dezembro. Para mais informações e cadastramento voluntário, acesse o site: https://saude.rs.gov.br/cadastro-de-doadores-voluntarios-de-medula-ossea

 

Requisitos para se tornar um doador de medula óssea: 

Ter entre 18 e 35 anos.

Apresentar documento oficial de identidade com foto.

Estar em bom estado geral de saúde.

Não ter doença infecciosa ou incapacitante.

Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisadas caso a caso.

 

Angelo Pieretti

 

Superbactérias: teste PCR pode ajudar a conter a resistência aos antibióticos

Testagem rápida, como a trazida ao Brasil pela QIAGEN, detecta em até uma hora os agentes causadores de diferentes infecções e ajudam na administração correta dos medicamentos 

 

O índice crescente das contaminações pelas superbactérias, resistentes aos mais avançados tratamentos disponíveis, configuram uma preocupação global. Até 2050, de acordo com o estudo Review on Antimicrobial Resistance, encomendado pelo governo britânico, esses microrganismos podem ser responsáveis por 10 milhões de mortes anuais em todo o mundo. Com essa resistência adquirida, especialmente, pelo uso indiscriminado de antibióticos, os testes sindrômicos realizados por meio de PCR em tempo real, como o QIAstat-Dx, trazido ao Brasil pela QIAGEN, podem contribuir diretamente para a reversão deste cenário.

Ao identificar, em até uma hora, diferentes agentes causadores de sintomas respiratórios, gastrointestinais e até mesmo os casos de suspeita de meningite, as soluções de testagem sindrômicas conseguem diferenciar os principais patógenos entre bactérias, vírus e fungos, indicando, inclusive, quando a infecção é causada por mais de um agente ao mesmo tempo, aponta Allan Richard Gomes Munford, gerente regional LATAM de Marketing para Diagnósticos Sindrômicos da QIAGEN

“A promoção de diagnósticos rápidos, que ajudem a reduzir o uso desnecessário de antibióticos, está entre as principais estratégias para conter a evolução desses microrganismos e é uma das principais vantagens oferecidas por esses exames”, explica Munford.


Como são feitos os testes sindrômicos

Teste como o QIAstat-Dx, utilizam a metodologia de PCR em tempo real para identificar diretamente o DNA ou RNA do agente causador da doença. Eles apresentam diferentes painéis de análise, voltados às infecções respiratórias, gastrointestinais e de meningites. Segundo Munford, de acordo com a conduta clínica para cada caso e sintoma, a testagem é feita de maneira diferente.

“Para as infecções respiratórias, onde são detectados 23 patógenos, é feito o diagnóstico direto de amostras de swab nasofaríngeo. Em casos de gastroenterites, são identificados até 22 causadores da doença, por meio da coleta de fezes convencional. Já no caso das meningites, 15 diferentes agentes podem ser detectados, por meio de uma coleta do líquido cefalorraquidiano, a partir de uma punção na lombar”, explica o executivo.

Munford ainda ressalta que nos casos em que o paciente esteja infectado por um vírus, por exemplo, a administração de antibióticos não é indicada. Já em casos bacterianos, o uso precoce do medicamento correto pode evitar as sequelas e a redução dos casos fatais. 

“Esses testes identificam exatamente o causador da infecção, por isso, nos casos em que os antibióticos são prescritos sem essa certeza, muitas vezes, o paciente pode ser direcionado a um tratamento que não surtirá efeito e, ainda, poderá contribuir para a resistência bacteriana. A eficácia e precisão desses exames ajudam a diminuir o tempo de permanência do paciente na unidade de saúde, reduzem as internações e, consequentemente, a exposição dessas pessoas a outros patógenos presentes no ambiente hospitalar”, conclui o executivo.

 

Prática regular de exercícios traz benefícios comprovados para o coração, músculos, ossos e sistema digestivo

150 minutos de atividade física na semana já produzem resultados importantes na saúde 

 

Atividade física e alimentação balanceada são primordiais para ter uma vida saudável. A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física de moderada intensidade por semana (ou atividade física vigorosa equivalente) para todos os adultos, e uma média de 60 minutos de atividade física aeróbica moderada por dia para crianças e adolescentes. Mesmo sabendo dos benefícios, criar um hábito nem sempre é tão fácil, porém é possível.

Pesquisa divulgada em 2023 na revista científica PNAS apontou que não existe um número correto de dias para a adesão a uma atividade, que pode variar de pessoa para pessoa e em decorrência da complexidade do desafio. O trabalho aponta dicas para quem quer sair da inércia e começar a se movimentar. Uma delas é treinar sempre nos mesmos dias, pois ajuda a criar o hábito de ir para a academia. 

O estudo afirma também que para 76% dos frequentadores de academias, quanto maior o intervalo de tempo entre uma visita e outra, menos provável foi a chance de continuarem a treinar de modo contínuo. Em 69% dos casos, os usuários mantiveram treinos constantes quando compareciam ao centro de treinamento sempre nos mesmos dias da semana. O trabalho considerou registros de 60.277 frequentadores de 560 academias da rede 24h Fitness.

 

Exercício é remédio

A atividade física reduz o estresse e sintomas de ansiedade, melhora a qualidade do sono e a aprendizagem, reduz sintomas depressivos, previne e diminui a mortalidade por doenças crônicas. Segundo o cardiologista do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dr. Nilton José Carneiro há evidências científicas bem robustas a respeito do benefício da atividade física e da alimentação balanceada ajudarem na prevenção de doenças cardiovasculares, tanto em relação ao controle de fatores de risco, como hipertensão, obesidade, síndrome metabólica, como também uma prevenção de eventos maiores, como infarto e AVC.

“Para pacientes sem contraindicação, o ideal são pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, dividido na maior parte dos dias, ou seja, pelo menos 4 dias, o que levará a uma queda sustentada da pressão arterial sistólica e diastólica”, explica o médico, que reforça: “Muitas vezes, o indivíduo que tem nível de pressão arterial limítrofe, quando se engaja numa atividade física e uma alimentação balanceada, pode ter uma normalização desses níveis, sem precisar de tratamentos adicionais”.

 

Músculos em movimento

Segundo o ortopedista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Dr. Rodrigo Manzano Stuginski, é muito importante manter o corpo em movimento. “O hábito de se exercitar estimula a hipertrofia muscular, melhora a resistência à fadiga muscular, aumenta a massa óssea, além de melhorar a amplitude articular e o equilíbrio”, informa. O médico afirma também que a atividade física deve ser escolhida em conjunto com as necessidades de cada pessoa. “Mesmo pacientes com doenças crônicas do sistema músculo esquelético ou doenças osteo degenerativas podem realizar atividades físicas adaptadas às suas limitações, obtendo benefícios do efeito do exercício sobre o corpo”.

O médico também informa que a partir dos 35 anos, perdemos aproximadamente 0,5% da massa óssea por ano. Isso se acelera quando as mulheres chegam à menopausa e, no caso dos homens, após os 50 anos: “O exercício físico estimula o osso a aumentar a síntese de matriz óssea, fortalecendo e ajudando o paciente a ganhar massa muscular. Ajuda também a aumentar a densidade óssea e a reduzir as dores provocadas pela doença. Porém, é fundamental ter antes a liberação médica para realizar atividades físicas, a fim de minimizar os riscos de lesões”.

 

Saúde digestiva

Colocar o corpo em movimento também melhora a saúde intestinal. Segundo o cirurgião e gastroenterologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Dr. Fernando Bray, a partir de um mês adotando uma rotina de exercícios regulares e cuidados com a alimentação, é possível perceber melhorias significativas não só na saúde digestiva, mas também na saúde geral e bem-estar. “Podemos observar que o corpo já apresenta sinais de melhora da digestão com hábito intestinal adequado, pois exercícios, especialmente os aeróbicos, estimulam o movimento peristáltico dos intestinos, reduzindo a incidência de constipação. Isso ocorre porque a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos do aparelho digestivo, facilitando o trânsito intestinal. Além disso, a prática regular de atividade física está associada a um menor risco de desenvolver doenças como divertículos, diabetes tipo 2, que tem implicações diretas na saúde digestiva, e até alguns tipos de câncer do aparelho digestivo, como o de cólon”, explica. 

Dr. Fernando Bray explica que em pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que são condições autoimune, os exercícios também são recomendados: “Estas doenças são caracterizadas por uma inflamação persistente no trato gastrointestinal, o que pode levar a sintomas debilitantes. Além disso, a saúde mental desempenha um papel crucial na gestão e na evolução dessas condições, visto que o estresse e a ansiedade podem exacerbar os sintomas. É aí onde percebemos o maior impacto dos exercícios e dieta balanceada, pois podem ajudar a modular a resposta imune, potencialmente reduzindo a inflamação crônica característica das DII. A atividade física promove a liberação de substâncias anti-inflamatórias pelo corpo e reduz a produção de citocinas pró-inflamatórias”.

Ainda segundo o médico, a prática de exercícios físicos é conhecida por seus benefícios para a saúde mental, incluindo a redução de sintomas de depressão e ansiedade. “Dado que o estresse psicológico pode agravar as DII, manter uma boa saúde mental é fundamental. A atividade física estimula a liberação de endorfinas, que ajudam na sensação de bem-estar”, conclui.

 

Hospital Santa Catarina - Paulista


Cânceres e doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo

Consultas regulares ajudam a identificar o problema cedo; exames devem ser indicados de acordo com cada paciente

 

As neoplasias e os problemas cardiovasculares acometem milhares de pessoas todos os anos. Eles estão no topo da lista das doenças que registram maior mortalidade em adultos. Entretanto, o motivo por trás do surgimento dessas patologias é diverso, afinal, muitas podem ser desenvolvidas após um estilo de vida não saudável ou por causas genéticas. 

De acordo com Dr. Abrão Cury, cardiologista do Hcor, existem diferenças nas doenças que atingem os homens e as mulheres por causa das questões físicas e fisiológicas. “Naturalmente, as artérias coronárias das mulheres tendem a ser mais finas, então qualquer problema cardíaco que tenha ocorrido de maneira semelhante nos homens, será mais grave em pessoas do sexo feminino”, explica o especialista. Além disso, o impacto do consumo de bebidas alcoólicas e cigarro para as mulheres é maior do que para os homens. 

Outro ponto de atenção são as cargas sociais do dia a dia. “Atualmente, as mulheres lidam com muito mais coisas do que antigamente, têm que dar conta da carreira, e parte delas ainda lidam com as funções domésticas, o que acaba sobrecarregando. Qualquer quadro de estresse pode gerar diversos tipos de problemas muito mais graves nelas”, aponta. 

Por esse motivo, Dr. Abrão reforça a importância de manter as consultas de rotina e os exames regulares. Apesar disso, ele ressalta que não existe uma lista única de análises que se aplique a uma mesma faixa etária. “Exames para verificar gordura e açúcar no sangue e função renal são mais simples de serem feitos e solicitados, mas é necessário averiguar a situação de cada paciente individualmente e customizar a lista de exames de acordo com o que cada uma precisa”, informa o médico. 

Pessoas que mantêm uma vida saudável tendem a possuir uma velhice que acompanha a saudabilidade, sofrendo mais com os desgastes naturais do corpo do que com doenças. Ainda que a pessoa não tenha a mesma vitalidade de antes, há muito mais chances de ela chegar aos 65 anos sem nenhuma patologia. Entretanto, o especialista traz um alarme: o estilo de vida que não é saudável acarreta muito mais males do que bens, podendo levar o indivíduo até mesmo à morte prematura. 

O diagnóstico precoce e preciso é sempre importante para a definição de próximos passos. “Vale frisar que sempre há tempo para tratamento, mas é necessário entender que isso não significa apenas medicamentos. É uma junção de fatores, começando pela mudança na alimentação, na cessação do tabagismo, álcool e sedentarismo, além de encontrar um médico de confiança que possa sempre ajudar o paciente a viver melhor. Nunca é tarde demais para se iniciar um processo terapêutico que contemple tudo isso junto”, conclui Dr. Abrão.

 

Hcor



SBGG alerta para aos riscos à saúde causados pelo uso indiscriminado de medicamentos e pela automedicação

 Entidade reforça atenção especial à pessoa idosa sobre o uso indiscriminado e destaca o papel fundamental das famílias e cuidadores nesta problemática

 

A data de 5 de maio é conhecida como o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, que possui como objetivo alertar a população sobre os perigos da automedicação e enfatizar a importância de utilizar medicamentos com a dosagem adequada. É preciso compreender que o uso racional de medicamentos é essencial para manter a qualidade de vida. Portanto, é fundamental evitar a automedicação e seguir as orientações médicas para garantir a eficácia do tratamento e evitar riscos à saúde. 

O uso indiscriminado de medicamentos pode acarretar à resistência antimicrobiana, causar efeitos colaterais adversos, dependência, intoxicação, agravar e mascarar diagnósticos de doenças e maiores custos financeiros para o paciente e o sistema de saúde. 

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas, por ano, aproximadamente 20 mil pessoas morrem em decorrência de complicações relacionadas à automedicação. O geriatra da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dr. Marcos Cabrera, chama atenção para esta data: “É importante estabelecer uma data para alertar sobre o uso racional de medicamentos, uma vez que o medicamento tem, no senso comum e na história da medicina, de resolver problemas, aliviar sofrimentos, diminuir dificuldades. No entanto, nem sempre é assim. Eu diria que todos os medicamentos têm um potencial de gerar problemas se não bem administrados.” 

Além disso, o especialista alerta para diversas dificuldades que as pessoas idosas têm de fazer o uso racional dos medicamentos, entre eles o alto custo dos remédios e a polifarmácia. Ele explica que muitos idosos tomam polifarmácia, isto é, cinco medicamentos ou mais. “É algo complexo, porque a mistura dos medicamentos podem atrapalhar. Além disso, outro obstáculo é o custo dos medicamentos. Muitas vezes o indivíduo ganha aposentadoria para pagá-los. E outra questão que dificulta são os efeitos colaterais que ficam subliminares, como má nutrição, má concentração, um pouco de tontura, entre outros”, observa. 

Por fim, o Dr. Cabrera reitera a importância da família e dos cuidadores das pessoas idosas de garantir que eles tenham a condição de fazer uso adequado do medicamento. “Não significa fazer por eles, porque tem que ser respeitado também a questão da autonomia. É importante avaliar se eles possuem esta capacidade ou não. Em caso de incapacidade, é necessário fazer uma vigilância um pouco mais à distância, como uma vez por semana, por exemplo, checar o consumo de medicamentos, verificando se está adequado ou não por meio da quantidade encontrada.”

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG



76% dos entrevistados expressam preocupação com a dengue, revela estudo da Ecglobal

 

Medo, insegurança, responsabilidade e ansiedade sobre a doença também assustam os cidadãos brasileiros

 


Desde a última grande epidemia de dengue no Brasil, em 2019, tem havido um aumento significativo nos casos da doença. A dengue, que apresenta uma incidência recorrente e sazonal, não só preocupa devido aos seus impactos diretos na saúde das pessoas, mas também impõe um considerável custo socioeconômico ao sistema de saúde e à economia em geral. Buscando entender a percepção dos usuários sobre a doença, a Ecglobal, empresa da Haus, plataforma de marketing do Grupo Stefanini, realizou uma pesquisa quantitativa, na comunidade Ecglobal, que contou com 1.002 respostas entre homens e mulheres de 21 a 64 anos, de diferentes regiões e classes sociais. O estudo revela que a maioria dos entrevistados (76%) expressou preocupação com a dengue, seguida por 50% que manifestaram medo, 47% insegurança, 36% responsabilidade e 20% ansiedade.
 

Comportamento de prevenção

Os resultados da pesquisa mostram uma adesão significativa às medidas de prevenção contra a dengue, com 98% dos entrevistados adotando precauções como a eliminação de criadouros e o uso de repelente. Além disso, 35% participam ativamente de campanhas de limpeza, destacando a importância do engajamento coletivo na luta contra a dengue e enfatizando a necessidade de uma ação conjunta de todos os setores da sociedade. Apesar de as áreas urbanas serem reconhecidas como as de maior risco para a transmissão da doença, 29% dos entrevistados optaram por "evitar lugares com vegetação" como medida preventiva. 

A verificação e eliminação regular dos criadouros de dengue em casa são fundamentais na prevenção da doença e contribuem consideravelmente para a proteção da saúde pessoal e comunitária. A maioria dos entrevistados (90%) afirma realizar essas verificações pelo menos uma vez por semana, seguindo as recomendações gerais. 

Nos últimos 12 meses, 12% dos entrevistados contraíram dengue, enquanto 37% conheciam alguém que também teve a doença nesse período. Dentre os infectados, 40% avaliaram o tratamento médico e o apoio da comunidade como "muito bom", 29% como "bom" e 17% como "regular". 

Quanto à conscientização sobre a vacina, 89% sabem da sua existência, e cerca de 6 em cada 10 confiam totalmente em sua segurança e eficácia. Quando questionados sobre a intenção de vacinar seus filhos, 89% manifestaram essa intenção, sendo que 40% planejam fazer isso exclusivamente pelo SUS e 4% apenas pela rede particular. Já em relação à autovacinação, 90% dos entrevistados afirmaram que pretendem se vacinar, com 46% optando pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 3% pela rede particular. 

Segundo a pesquisa, 37% dos respondentes acreditam que o Governo está fazendo o suficiente para controlar a proliferação da doença. As opiniões sobre as ações governamentais variam, com 24% considerando a efetividade das ações como "muito boa", 28% como "boa" e 30% como "regular". No entanto, 8% as consideram "ruins" e 9% "péssimas". 

O envolvimento das marcas na prevenção da dengue é visto como eficaz para aumentar a conscientização. A pesquisa revelou que 96% dos entrevistados acreditam que as organizações devem participar de pautas que envolvam o tema, sendo 78% para todas as marcas e 18% com preferências específicas, especialmente relacionadas à saúde e repelentes. Além disso, 92% apoiam a colaboração das marcas com o governo e organizações de saúde. A maioria já viu empresas promoverem campanhas contra a dengue, e 89% acreditam que essas campanhas podem ter um impacto positivo na redução da doença. A marca SBP é a mais lembrada no combate à dengue.
 

Olhando para o futuro

Quando questionados sobre os pensamentos para os próximos seis meses, os participantes demonstram otimismo: 25% estão confiantes de uma melhora significativa, enquanto 37% acreditam em uma melhora gradual e 17% preveem estabilidade. No entanto, para 14% dos entrevistados, há o receio de uma pequena deterioração na situação, 6% temem uma piora maior. 

“É promissor que mais da metade dos entrevistados acredita que a situação da dengue no Brasil tende a melhorar nos próximos meses. Ao priorizarmos as necessidades das pessoas e adotarmos estratégias como o envolvimento comunitário e a pesquisa de mercado, podemos obter dados e insights valiosos para enfrentar os desafios de saúde pública de maneira mais eficiente, visando ao bem-estar coletivo”, acrescenta Adriana Rocha, Co-CEO e fundadora da Ecglobal. 

 


Ecglobal - empresa brasileira que integra o Ecossistema Haus do Grupo Stefanini


Haus - plataforma de marketing do Grupo Stefanini


Stefanini
Para mais informações, clique aqui.


SENSIBILIDADE SENSORIAL NÃO É FRESCURA!

 

A sensibilidade sensorial pode ser tátil, olfativa,
 gustativa, auditiva ou visual
Gus Benke

Outono e inverno podem intensificar a hipersensibilidade tátil em crianças e adultos 

Entenda como identificar a disfunção e conheça os tratamentos que gerenciam os sintomas e melhoram a qualidade de vida 

 

Com a chegada do outono, pessoas com hipersensibilidade costumam sofrer mais pela necessidade do uso de roupas e cobertores mais pesados para driblar os dias frios. A sensibilidade sensorial aumentada, também chamada de hipersensibilidade sensorial, é o termo usado para descrever como os sentidos percebem e reagem a estímulos sensoriais do ambiente externo. “A disfunção refere-se a uma condição na qual uma pessoa experimenta uma resposta sensorial exagerada a estímulos táteis comuns”, explica Flavia Maoski Abage, pedagoga e proprietária da Terapia A_Mi, clínica interdisciplinar de Curitiba. “A sensibilidade varia em intensidade de pessoa para pessoa e pode estar associada a condições como transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de processamento sensorial (TPS) ou transtorno de ansiedade”.


Diagnóstico

Apesar de ser mais comum em pessoas atípicas, qualquer pessoa pode apresentar hipersensibilidade ao toque. Além do desconforto com roupas, há outras maneiras de identificar a disfunção como:

  1. Reações exageradas: quando a pessoa reage de forma exagerada a toques leves ou sensações táteis leves, como ser tocada suavemente ou sentir a textura de certos materiais;
  2. Evitação de toque: Indivíduos com hipersensibilidade tátil podem evitar situações em que possam ser tocados, como abraços ou apertos de mão, devido à sua sensibilidade aumentada;
  3. Respostas emocionais: Podem apresentar respostas emocionais intensas, como irritabilidade, ansiedade ou mesmo raiva, em resposta a estímulos táteis que outros consideram normais ou não perturbadores.
  4. Busca por isolamento: Pessoas com hipersensibilidade tátil podem buscar o isolamento social para evitar estímulos táteis desconfortáveis, o que pode afetar suas interações sociais e qualidade de vida.
  5. Sensibilidade a estímulos sensoriais adicionais: Além da sensibilidade ao toque, eles podem ser sensíveis a outros estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, sons altos ou cheiros fortes.


Tratamento

Fazer ajustes no ambiente e no estilo de vida pode ajudar (e muito!) a reduzir a sensibilidade sensorial. E, apesar de não ter cura, a hipersensibilidade tem tratamento. “Com acompanhamento e orientação é possível ´ensinar´ como conviver com essa condição, gerenciando os sintomas que podem atrapalhar muito o cotidiano de quem sofre com a condição”, explica Flávia.

Além de diagnosticar e orientar pacientes e seus familiares, a Terapia A_Mi oferece algumas terapias que geram bons resultados e melhoram significativamente a qualidade de vida das pessoas com hipersensibilidade:

Terapia ocupacional: ajuda a desenvolver estratégias para lidar com a sensibilidade sensorial no dia a dia, incluindo técnicas de regulação sensorial e adaptações ambientais para reduzir estímulos indesejados.

Terapia cognitivo-comportamental: ensina a lidar com a ansiedade e o estresse associados à sensibilidade sensorial, podendo incluir técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação.

Treinamento de integração sensorial: frequentemente usada em crianças com sensibilidade sensorial, envolve atividades projetadas para ajudar a integrar e modular as informações sensoriais de forma mais eficaz.

A sensibilidade sensorial pode ser agravada no inverno
 pelo uso de roupas mais pesadas
Gus Benke 

Flavia Maoski explica que há casos ainda onde medicamentos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas. “É importante que a pessoa com sensibilidade consulte um profissional de saúde, como um terapeuta ocupacional ou um médico especializado em transtornos sensoriais, para identificar o melhor tratamento para cada caso. A abordagem de cada paciente depende de fatores como idade, gravidade dos sintomas e outras condições médicas de cada indivíduo”.

Além da hipersensibilidade tátil, existem outros tipos de hipersensibilidade como a olfativa, a gustativa, a auditiva e a visual, e há também a hiposensibilidade, que é a diminuição da percepção sensorial. Quem tem sensibilidade sensorial pode apresentar sintomas com diversos graus de intensidade, por isso é importante procurar ajuda e identificar os sintomas. Com tratamento controlar e evitar o agravamento dessa condição, que pode levar ao isolamento social, crises de ansiedade e depressão.  

 

Pálpebra caída e preguiçosa: Entenda o que é a Ptose Palpebral

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Especialista do Oftalmos - Hospital de Olhos explica condição que, caso não tratada na primeira infância, pode causar danos permanentes na visão 


A ptose palpebral é uma condição oftalmológica que vem ganhando destaque após o humorista Diogo Defante assumir que usa um tapa-olho devido à doença. O Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos - Hospital de Olhos, explica que a principal característica da doença é a queda da pálpebra superior, uma pele que fica em cima dos olhos. Em casos graves, principalmente quando não é possível abrir o olho, é recomendada a cirurgia no tendão do músculo levantador da pálpebra superior, que fortalece o músculo responsável por abrir a pálpebra.
 

No caso das crianças, especialmente na primeira infância, é vital a realização da cirurgia, pois a visão se desenvolve até os 7 anos e, após esse período, o cérebro acostuma-se com a pouca imagem recebida e tende a ficar preguiçoso, causando danos permanentes na visão. O Dr. Fernando alerta que essa doença pode ser adquirida com qualquer idade, podendo ser congênita, presente desde o nascimento ou adquirida por envelhecimento, fraqueza muscular e lesões. 

Os sintomas da ptose palpebral passam por visão obstruída, fadiga ocular e dores de cabeça devido ao esforço extra para manter as pálpebras elevadas. “O recomendado é uma consulta oftalmológica quando há suspeita da doença e, em crianças, os pais devem se atentar à simetria dos olhos”, explica Dr. Fernando Ramalho.

 

Pós-Cirúrgico 

Após realizada a cirurgia, o Dr. Fernando Ramalho explica que a recuperação é rápida, mas é comum a pele ficar roxa e a pálpebra inchada. “A proteção dos olhos do sol e o descanso ocular são recomendados até 10 dias após a cirurgia. O uso de colírios ajuda na hidratação dos olhos, especialmente em crianças que evitam ficar piscando”, finaliza Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos - Hospital de Olhos de Santa Catarina.


Higiene das mãos: a saúde através da prevenção

O dia 05 de maio coloca os holofotes sobre uma pauta crucial: a importância da higienização das mãos na prevenção de doenças e também na promoção da saúde pública. O Dia Mundial da Higienização das Mãos serve como um lembrete de que essa é uma prática que precisa estar presente no dia a dia, pois é uma das medidas mais simples e eficazes para evitar a propagação de germes, vírus, bactérias e outros patógenos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ato pode reduzir em até 40% a incidência de doenças. 

A higiene das mãos tem papel fundamental na prevenção das patologias transmitidas através do contato direto ou indireto com microrganismos, como explica Felipe Moreno, médico infectologista do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES). "Há algumas doenças, virais e bacterianas, que podem ser transmitidas pelo contato de mãos não higienizadas, como COVID-19, gripe, conjuntivite, doença mão-pé-boca, mononucleose, herpes zoster, hepatite A, gastroenterocolites, entre outras", afirma ele. 

A falta de higienização das mãos permite que os germes se acumulem, criando um ciclo de contaminação que pode se espalhar rapidamente. Isso acontece em algumas situações, como ao tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas, preparar ou ingerir alimentos sem ter lavado as mãos e ao tocar em superfícies contaminadas. Tocar nas mãos de outras pessoas depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar também pode transmitir esses germes. 

Sendo assim, a melhor forma de prevenir a propagação é através do simples ato de lavar as mãos. Esse é um hábito que deve ser frequente, porém merece uma atenção maior em momentos específicos, como: ao manipular alimentos, antes e depois das refeições, após usar o banheiro, assoar o nariz, tossir ou espirrar, assim como depois de ter contato com resíduos de animais e qualquer tipo de lixo, por exemplo.
 

A correta higienização das mãos 

Para garantir a higienização das mãos, não há segredo. O processo envolve alguns passos simples, mas importantes. Primeiro, molhe as mãos com água corrente limpa. Em seguida, aplique sabão suficiente para cobrir toda a superfície das mãos e as esfregue vigorosamente por pelo menos 20 segundos, garantindo a limpeza de todas as áreas. Não se esqueça de esfregar também os pulsos. Depois, enxágue bem as mãos com água corrente para remover completamente o sabão e os germes. Por fim, seque as mãos com uma toalha limpa ou papel-toalha.
 

Ambiente hospitalar 

Além de prevenir a propagação de doenças infecciosas, a higienização das mãos também desempenha um papel vital para proteger pacientes, profissionais de saúde e visitantes contra infecções hospitalares. O infectologista ressalta, inclusive, que é necessária a correta higienização antes do uso das luvas, por exemplo, e que uma coisa não substitui a outra. Já o álcool gel deve ser utilizado somente em casos em que não é possível lavar com água e sabão. Ele esclarece, ainda, que não é necessário passar álcool gel nas mãos depois de lavá-las. "Apenas um dos dois já é suficiente. Outro mito é que os sabões antibacterianos são mais eficientes que os comuns", desmistifica Dr. Moreno.
 

Cuidados continuam após a pandemia? 

No período da pandemia de COVID-19, a higienização das mãos foi um assunto bastante abordado, já que a prática era uma das principais formas de prevenir a propagação do vírus. Segundo o médico, é notável que, após a pandemia, muitas pessoas deixaram de ter o mesmo cuidado de antes com a higiene das mãos. "Não só a COVID-19, mas também outras doenças tiveram suas taxas de incidência diminuídas conforme maior adesão da higiene. Mas as mesmas taxas sobem quando a adesão piora", alerta. 

A higienização das mãos não deve ser deixada de lado, já que as contaminações pela falta dela continuam a existir. É essencial educar e conscientizar as pessoas sobre a importância de incorporar essa prática em sua rotina diária, tanto em casa quanto em ambientes públicos.
  


Hospital Evangélico de Sorocaba


Brasil vive surto de herpes zoster

 

Levantamento mostra que a reativação do vírus disparou no Brasil em 2023 causando dor intensa nos olhos. Entenda. 


O bicho está solto, literalmente. Como se não bastasse o surto de dengue, estamos vivendo um surto de herpes zoster no País. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier em Campinas, uma pesquisa recém realizada pelo hospital no banco de dados do DATASUS mostra que no ano passado 127 mil brasileiros sofreram com a reativação do herpes zoster ante 19 mil em 2022. Pior, nos dois primeiros meses do ano o vírus ‘acordou’ para 27 mil brasileiros. O triplo dos 9 mil casos no mesmo período de 2023. O estado com a maior taxa da doença é o Rio de Janeiro que supera inclusive São Paulo, apesar de ter uma população bem menor.

O oftalmologista explica que o SUS não oferece o PCR, exame considerado padrão ouro para diagnosticar o herpes zoster. Os dados se baseiam no número de exames imunoglobulina G que indica convalescença ou vírus em circulação no organismo. A má notícia é que o herpes zoster está alojado em 95% dos brasileiros. Uma em cada três pode manifestar a doença que ataca os gânglios nervosos. Isso porque, explica, a vacina só começou a ser produzida a partir de 1990.

Antes disso, quem não era vacinado contraía a catapora e, após a cura da infecção, mantinha o vírus alojado no sistema imunológico. Estas pessoas, principalmente após os 50 anos de idade, correm maior risco de desenvolver uma reativação viral. Para Queiroz Neto o envelhecimento da população brasileira explica o surto no País. “Os olhos e o cérebro são órgãos preferenciais para o vírus permanecer por muito tempo se replicando sem fazer alarde”, comenta. Isso porque, as células de defesa do olho são autolimitadas para evitar processos inflamatórios que poderiam causar danos maiores ao órgão. Por isso, as afecções oculares respondem por 1 em cada 4 casos.


Sinais de alerta

Queiroz Neto afirma que uma semana antes de surgirem as primeiras erupções ao redor dos olhos pode ocorrer dor e formigamento no fronte, sempre em um único olho. Ao primeiro sinal recomenda consultar um oftalmologista. “Quanto antes for iniciado o tratamento, menores são as sequelas. “Ter mais de 60 anos, a constante exposição ao estresse e e qualquer fator que abale a imunidade pode reativar a doença Embora fique latente no organismo é rara a manifestação no olho mais de uma vez”, afirma.


Doenças causadas nos olhos

Entre as doenças causadas pelo vírus o oftalmologista destaca a ceratite herpética, uma inflamação recorrente na córnea que tem como sintomas dor nos olhos, vermelhidão, sensibilidade à luz, visão embaçada e sensação de corpo estranho nos olhos. Outras condições elencadas pelo oftalmologista são: uveíte (inflamação da úvea, a camada média do olho), irite (inflamação da íris), episclerite (inflamação da camada fina que cobre a esclera) e neurite óptica (inflamação do nervo óptico) que pode levar à perda da visão;



Tratamento

Queiroz Neto ressalta que que o tratamento do herpes zoster varia de acordo com a gravidade de cada caso. Pode inclui antivirais tópicos em gota ou pomada para reduzir a replicação do vírus, corticosteroides tópicos ou sistêmicos, colírio anti-inflamatório e analgésico para aliviar a dor associada à neurite óptica.

“É crucial seguir as orientações médicas, realizar consultas de acompanhamento para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a terapia conforme necessário”, salienta. Também é recomendável manter a área afetada limpa lavando várias vezes ao dia, aplicar compressas frias feitas com gaze e água filtrada. O contágio não é comum, mas pode ocorrer caso outra pessoa tenha contato com o líquido que transborda das vesículas. Por isso, recomenda separar toalhas e fronhas que devem ser trocadas, pelo menos, uma vez ao dia.


Prevenção

O especialista afirma que toda criança deve ser vacinada aos 15 meses de idade com a tetra ou tríplice viral + varicela monovalente. A aplicação da segunda dose de varicela monovalente é indicada, aos quatro anos de idade.

Para quem já passou dos 50 anos e adultos imunocomprometidos com 19 anos ou mais a recomendação do médico é tomar a vacina zoster recombinante que só está disponível na rede privada e custa em torno de 800 reais.

Manter uma alimentação equilibrada, boa noite de sono e as mãos limpas também pode diminuir o risco de reativar este vírus, bem como contrair outros, conclui.


Maio Roxo: o que são as doenças inflamatórias intestinais?

Só no Brasil, são cerca de 100 diagnósticos para cada 100 mil habitantes
 

Maio é o mês instituído para conscientização, luta e solidariedade em relação às doenças inflamatórias intestinais, caracterizadas por sintomas como diarreia crônica, urgência para evacuar, cólica abdominal, fadiga e perda de peso. Os distúrbios do trato gastrointestinal representam um desafio global de saúde e afetam mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a incidência dessas condições é significativa, com aproximadamente 100 diagnósticos confirmados para cada 100 mil habitantes, de acordo com dados da Organização Brasileira de Doença de Crohn e Colite (GEDIIB). 

Mas, afinal, o que na verdade são as doenças inflamatórias intestinais? Elas englobam condições crônicas que provocam inflamação no trato gastrointestinal, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. "Os principais tipos são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa", esclarece Dr. Thiago Cornelio, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES). Enquanto a Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus, a Retocolite Ulcerativa é caracterizada pela inflamação limitada ao cólon e ao reto.

 

Desenvolvimento e tratamento 

Os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento das doenças inflamatórias intestinais incluem uma combinação de predisposição genética, disfunções no sistema imunológico, alterações na microbiota intestinal e fatores ambientais como dieta, estresse e tabagismo. "Embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida, acredita-se que esses fatores interagem de maneira complexa, levando à inflamação crônica no trato gastrointestinal", afirma o médico. Ainda segundo ele, o diagnóstico dessas condições é complexo e requer uma avaliação detalhada do histórico médico, exames físicos e diversos exames complementares. "Os principais desafios no diagnóstico incluem a similaridade dos sintomas com outras doenças gastrointestinais, o que pode levar a atrasos no diagnóstico correto", diz Dr. Thiago Cornelio. 

O tratamento das condições é focado principalmente na redução da inflamação, alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Ele inclui uma variedade de medicamentos, terapias nutricionais e, em casos graves, intervenções cirúrgicas para remover áreas afetadas do intestino.

 

Existe prevenção? 

Dr. Thiago afirma que, atualmente, não existe uma estratégia comprovada para prevenir as doenças inflamatórias intestinais, já que as causas são uma combinação de vários fatores diferentes. No entanto, modificações na dieta e no estilo de vida desempenham um papel crucial no manejo dessas condições. Evitar alimentos que desencadeiam sintomas, manter uma nutrição adequada, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool podem contribuir significativamente para o controle dos sintomas. "Além disso, exercícios físicos regulares e técnicas de gerenciamento de estresse podem melhorar a qualidade de vida e potencialmente influenciar o curso da doença", finaliza o médico. 


Hospital Evangélico de Sorocaba


Conheça sete sinais do transtorno bipolar na infância

Segundo neuropedagoga, reconhecer sinais precoces é essencial para garantir um diagnóstico e intervenção adequados 

 

O transtorno bipolar é uma condição mental caracterizada por mudanças extremas de humor, que vão desde episódios de alta energia e euforia até episódios de depressão profunda.  Normalmente associado a adultos, ele também pode se manifestar na infância, embora de maneira menos comum, por isso, reconhecer os sinais o quanto antes é essencial para garantir um diagnóstico e intervenção adequados, permitindo que a criança receba o suporte necessário para lidar com a condição e alcançar seu pleno potencial.

Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional, além de diretora do Grupo Rhema, nas crianças, o transtorno bipolar pode se manifestar de maneira um pouco diferente do que nos adultos, tornando o diagnóstico mais desafiador. “Identificar os sinais precoces do transtorno bipolar na infância é crucial para fornecer apoio adequado e intervenção precoce. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem ajudar a estabilizar o humor da criança, reduzir o risco de episódios futuros e melhorar sua qualidade de vida geral”, explica.

A orientação da especialista para quem suspeitar que o filho possa estar apresentando sinais de transtorno bipolar é procurar ajuda profissional. “Um psiquiatra infantil ou um psicólogo especializado em saúde mental infantil pode avaliar os sintomas da criança e recomendar o tratamento mais adequado, que pode incluir terapia cognitivo-comportamental, medicamentos estabilizadores de humor e apoio familiar”, afirma.

Confira sete sinais do transtorno bipolar na infância:

  1. Mudanças de humor extremas: As crianças com transtorno bipolar podem experimentar mudanças de humor abruptas e intensas, alternando entre episódios de euforia e depressão. “Elas podem passar de momentos de grande felicidade e energia para períodos de tristeza profunda em questão de horas ou dias”, diz Mara.
  2. Irritabilidade persistente: Além das mudanças de humor, as crianças com transtorno bipolar podem exibir irritabilidade persistente, mesmo em situações que normalmente não as incomodariam, podendo ficar facilmente frustradas, irritadas ou até mesmo agressivas em resposta a estímulos mínimos.
  3. Insônia ou hiperatividade: Durante os episódios de mania ou hipomania, as crianças podem apresentar dificuldade para dormir ou uma quantidade anormalmente alta de energia, o que pode resultar em comportamento hiperativo e impulsivo.
  4. Falta de concentração: A dificuldade de concentração é comum em crianças com transtorno bipolar.
  5. Comportamento de risco: Durante os episódios de mania, as crianças com transtorno bipolar podem se engajar em comportamentos de risco, como gastar dinheiro de forma impulsiva, envolver-se em atividades perigosas ou ter um aumento na atividade sexual.
  6. Falta de interesse em atividades habituais: Uma criança com transtorno bipolar pode perder o interesse em atividades que normalmente gostaria de fazer, podendo se sentir entediada ou desmotivada.
  7. Pensamentos suicidas ou autodestrutivos: Em casos mais graves, as crianças com transtorno bipolar podem expressar pensamentos suicidas ou comportamento autodestrutivo. Esses sinais exigem atenção imediata e intervenção profissional.

 

Mara Duarte da Costa - neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Educação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o site rhemaeducacao.com.br ou pelo instagram.com/maraduartedacosta.

 

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