Diagnóstico
precoce eleva as chances de cura para mais de 90%; obesidade, hipertensão e
tabagismo estão entre os principais fatores de risco
Obesidade, hipertensão e tabagismo estão entre os principais fatores de risco para o câncer de rim
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O Junho Verde, mês de conscientização sobre o
câncer de rim, chama a atenção para uma das doenças mais silenciosas da
urologia. Sem provocar sintomas nas fases iniciais, o tumor costuma ser
descoberto por acaso durante exames realizados por outros motivos, o que torna
a prevenção e o acompanhamento médico ainda mais importantes.
Dados da Agência Internacional de Pesquisa em
Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam cerca de
12 mil novos casos anuais no país. Nos últimos anos, mais de 10 mil brasileiros
perderam a vida em decorrência da doença, segundo a Sociedade Brasileira de
Urologia (SBU).
Apesar dos números preocupantes, quando
identificado precocemente, com o tumor ainda restrito ao rim, o câncer renal
apresenta taxas de cura superiores a 90%.
"O câncer de rim é uma doença traiçoeira
porque, na maioria das vezes, não provoca sintomas nas fases iniciais. Muitos
pacientes descobrem o tumor durante uma ultrassonografia ou uma tomografia
solicitada por outros motivos. Isso mostra a importância de manter uma rotina
de consultas e exames", afirma o urologista, uro-oncologista e cirurgião
robótico Dr. Luís César Zaccaro.
Segundo o especialista, a doença atinge
principalmente pessoas entre 50 e 70 anos e possui forte relação com fatores
ligados ao estilo de vida. "Esse é um exemplo claro de como os hábitos do
dia a dia influenciam diretamente o risco de desenvolver câncer. Obesidade,
hipertensão arterial e tabagismo estão entre os principais fatores associados
ao câncer renal. Controlar o peso, manter a pressão sob acompanhamento e
abandonar o cigarro são medidas que ajudam a reduzir o risco não apenas de
tumores, mas também de diversas doenças cardiovasculares", explica.
Sinais costumam aparecer em
fases mais avançadas
Nas fases iniciais, o câncer de rim raramente causa
dor ou outros sinais perceptíveis. Quando a doença já se encontra mais
avançada, podem surgir sangue na urina, dor persistente em apenas um lado da
região lombar, presença de uma massa palpável no abdômen, fadiga e perda de
peso sem causa aparente.
"O fato de a doença ser silenciosa não
significa que ela seja rara. Pelo contrário. Como os sintomas geralmente
aparecem em estágios mais avançados, é fundamental valorizar os exames de
rotina e procurar avaliação médica diante de qualquer alteração urinária ou dor
lombar persistente", orienta Zaccaro.
Além da idade, alguns fatores aumentam o risco de
desenvolvimento da doença. Os principais são tabagismo, obesidade, hipertensão
arterial e histórico familiar de câncer renal. Para o especialista, boa parte
desses fatores está diretamente relacionada aos hábitos de vida.
Alimentação equilibrada e
hidratação ajudam a proteger os rins
Embora não exista uma forma específica de prevenir
o câncer de rim, a adoção de hábitos saudáveis contribui para reduzir os
fatores de risco. Uma alimentação equilibrada ajuda a diminuir a sobrecarga
sobre os rins e auxilia no controle de doenças como obesidade, hipertensão e
diabetes, consideradas importantes inimigas da saúde renal. O consumo excessivo
de sal favorece o aumento da pressão arterial, enquanto o excesso de açúcar
está associado ao diabetes, duas condições que comprometem o funcionamento dos
rins.
A hidratação adequada também é importante. A
recomendação geral é manter a ingestão diária de aproximadamente dois litros de
água, observando se a urina apresenta coloração clara.
"Os rins são órgãos essenciais para o funcionamento do organismo e merecem atenção ao longo de toda a vida. Pequenas atitudes, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial, não fumar e beber água adequadamente, representam investimentos importantes na saúde renal e na prevenção de doenças", destaca o médico.
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