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domingo, 19 de abril de 2026

Casos críticos com pets chegam a 87% nos fins de semana

Levantamento da WeVets mostra concentração de casos graves fora do horário comercial e reforça demanda por estrutura hospitalar 24h no país


Os atendimentos veterinários de urgência no Brasil têm se concentrado cada vez mais em momentos de maior gravidade. Levantamento da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do país, mostra que 87% dos atendimentos de Pronto-Socorro (PS) realizados em fins de semana e feriados são classificados como casos críticos, evidenciando um padrão de busca tardia por assistência. 

Desse total, cerca de 14% ocorreram durante a madrugada (entre 22h e 6h), período associado a quadros mais agudos e de rápida evolução clínica. 

“O que observamos é que o Pronto-Socorro acaba sendo a principal porta de entrada em momentos críticos, especialmente fora do horário comercial. Isso mostra que ainda há um espaço importante para evolução na cultura de prevenção e acompanhamento contínuo dos pets”, afirma a médica-veterinária e coordenadora na WeVets, Carollina Marques. 

Além da baixa frequência em consultas de rotina, fatores como rotina dos tutores, dificuldade de acesso a atendimento fora do horário comercial e percepção de custo também influenciam o adiamento da busca por assistência. 

Na prática, isso se traduz em maior pressão sobre estruturas de atendimento contínuo, especialmente em períodos como noites, fins de semana e feriados, quando clínicas convencionais estão fechadas. 

“Quando o atendimento acontece já em estágio avançado da doença, o tratamento tende a ser mais complexo, mais longo e mais custoso. A medicina veterinária caminha, assim como a humana, para um modelo baseado em acompanhamento, protocolos e previsibilidade, e não apenas em intervenções emergenciais”, completa a especialista. 

A WeVets opera com modelo hospitalar 24 horas, integrando pronto atendimento, internação, diagnóstico e especialidades em um mesmo ecossistema. Para a companhia, a consolidação desse formato no Brasil passa não apenas pela expansão da infraestrutura, mas também por uma mudança gradual de comportamento dos tutores. 

O avanço do setor nos últimos anos indica um movimento nessa direção, ainda que em estágio inicial. O aumento da presença dos pets nos lares brasileiros e a humanização da relação têm impulsionado a busca por serviços mais completos, ao mesmo tempo em que expõem a necessidade de ampliar o acesso a cuidados contínuos. 

Nesse contexto, dados como o da WeVets ajudam a dimensionar um dos principais desafios do mercado: transformar um modelo historicamente reativo em uma jornada de cuidado mais preventiva, estruturada e previsível.

 

Médico-veterinário sugere momentos em que os petiscos podem ser incluídos na rotina e reforça que não substituem o alimento principal

 

Muitos responsáveis por pets ainda associam a oferta de petiscos exclusivamente aos cães, mas você sabia que os gatos também apreciam esse tipo de agrado? Apesar da fama de independentes, os felinos respondem bem a estímulos positivos, especialmente quando envolvem alimentos alinhados às suas preferências naturais. Os petiscos podem ser incluídos na rotina, favorecendo momentos de interação entre o responsável e o animal, além de contribuir para o bem-estar e até para a saúde do gatinho. 

“Diferentemente dos cães, que costumam aceitar uma maior variedade de alimentos, os gatos são mais seletivos. Por serem carnívoros estritos, tendem a preferir alimentos com ingredientes de origem animal e, por isso, costumam apresentar melhor aceitação por produtos formulados com carnes selecionadas. Alimentos com essa característica podem favorecer a palatabilidade e aceitação pelos felinos”, explica Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua em Treinamento Técnico Comercial da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos. 

Outro ponto importante é o contexto. Enquanto os cães costumam responder prontamente a recompensas, os gatos tendem a interagir de forma mais discreta. Ainda assim, os petiscos podem ser grandes aliados no dia a dia, seja para complementar a alimentação tradicional, como estímulo e recompensa pelo bom comportamento ou simplesmente como forma de demonstrar afeto. 

Esse olhar ao comportamento dos felinos acompanha um movimento maior: o crescimento da população de gatos e o aumento do interesse dos responsáveis por produtos específicos para eles. Com isso, a indústria do segmento pet food tem ampliado as opções voltadas a esses animais, incluindo petiscos desenvolvidos para atender suas preferências e necessidades nutricionais. 

Atenta a esse cenário, a Adimax acaba de lançar Fórmula Natural Fresh Meat Cookies Gatos, o primeiro petisco seco para gatos da sua linha Super Premium. Desenvolvido com carnes selecionadas, o produto busca atender ao paladar exigente dos felinos, aliando sabor a benefícios funcionais, como o cuidado oral proporcionado pelo PlaqueOff®, uma alga rica em componentes naturais que interferem no crescimento bacteriano, auxiliando na redução da formação de tártaro. A formulação inclui ainda ingredientes naturais e orgânicos, é sem glúten, sem ingredientes transgênicos e com antioxidantes naturais, e está disponível nos sabores frango e salmão. 

Gustavo Quirino reforça que, embora tragam benefícios, os petiscos não substituem o alimento completo (ração), que deve ser a base da dieta dos gatos. Eles devem ser oferecidos com moderação e respeitando a quantidade diária recomendada na embalagem, evitando consumo excessivo, que pode levar a desequilíbrios nutricionais ou ganho de peso. 

Mais do que agradar ao paladar, os petiscos também podem ser utilizados em diferentes situações do dia a dia. Confira alguns momentos indicados pelo médico-veterinário: 

- interação e brincadeira: oferecer um petisco durante atividades de estímulo pode tornar a experiência mais interessante para o animal e fortalecer o vínculo com o responsável; 

- como forma de recompensa: ajudam a reforçar comportamentos desejados, como o uso correto da caixa de areia ou a adaptação a novas rotinas; 

- em processos de adaptação: mudanças de ambiente, chegada de novos animais ou alterações na rotina podem gerar estresse. Nesses casos, o petisco pode ajudar a tornar a experiência mais positiva; 

- após cuidados ou manejo: situações como escovação, corte de unhas ou administração de medicamentos podem ser associadas a algo agradável com o uso de um petisco.

 

ADIMAX


Clínicas veterinárias enfrentam desafios no pós-morte de pets e impacto na experiência do tutor

Falta de suporte para lidar com o luto pet e o pós-atendimento expõe lacuna no setor veterinário

 

A evolução da medicina veterinária e a mudança na relação entre tutores e animais de estimação têm elevado o nível de exigência sobre os serviços prestados por clínicas. Nesse contexto, um ponto ainda pouco estruturado ganha relevância crescente: o manejo do pós-morte de pets e seus impactos, tanto na experiência do tutor quanto na experiência da equipe de saúde veterinária.

Embora o setor avance em diagnóstico e tratamento, a etapa final da jornada ainda representa um desafio. A comunicação de más notícias e o suporte ao luto pet seguem, muitas vezes, sem protocolos definidos, o que pode tornar esse momento burocrático e emocionalmente desgastante para tutores e equipes.

O luto antecipatório, comum em casos de doenças graves ou diagnósticos delicados, já faz parte da rotina clínica e exige preparo dos profissionais. “Esse processo começa antes da perda e envolve uma carga emocional significativa, que precisa ser reconhecida. Quando não há acolhimento adequado, o impacto pode ser ainda maior no momento da despedida”, explica Natália Nigro de Sá, psicóloga, doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação voltada ao estudo do luto e membro da Ekôa Vet (Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária).

Além da complexidade emocional, há também questões operacionais. Muitas clínicas não dispõem de estrutura, equipe ou tempo para conduzir todas as etapas do pós-morte, o que pode comprometer a percepção do atendimento, mesmo quando o cuidado clínico foi adequado.

Diante desse cenário, cresce a busca por soluções que apoiem as clínicas na oferta de uma jornada mais completa ao tutor. Parcerias com serviços especializados em funeral pet e acolhimento ao luto têm se consolidado como alternativa para lidar com esse momento de forma estruturada.

A Laika Assistência e Funeral Pet atua nesse segmento com atendimento 24 horas, assumindo desde a remoção do animal até a cremação e a entrega das cinzas. A proposta é garantir suporte operacional e psicoemocional altamente especializado ao tutor, permitindo que a clínica mantenha o foco no atendimento médico.

Idealizadora e cofundadora da empresa, Natália destaca que o cuidado no pós-morte tende a se consolidar como parte essencial da jornada veterinária. “O luto pet não começa na perda e também não termina na despedida. Quando existe acolhimento adequado, a experiência do tutor se transforma e o impacto emocional pode ser melhor elaborado”, diz.

Além de apoiar o tutor, esse tipo de estrutura contribui para reduzir a sobrecarga emocional das equipes veterinárias, especialmente em situações de alta complexidade.

A tendência é que o cuidado com o pós-morte deixe de ser um diferencial e passe a integrar o padrão de atendimento no setor. Clínicas que adotam uma visão mais ampla da jornada tendem a se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e orientado à experiência.

 

Laika Funeral Pet
https://laikafuneralpet.com.br/


Urbanização descontrolada tem provocado invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil, alerta pesquisa da UMC

Solenopsis invicta, conhecida por picadas dolorosas
 Alex Wild
Estudo chama atenção para impactos ambientais e à população com aproximação que vem acontecendo ao longo das últimas décadas; espécie tem picada bastante dolorosa, que costuma causar fortes reações alérgicas
 

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) alerta para a perigosa expansão das formigas-de-fogo que vem ocorrendo no território brasileiro, com riscos para a saúde pública e para a biodiversidade. A pesquisa acompanhou o movimento silencioso de dispersão de duas espécies que vem ganhando as cidades nas últimas décadas como consequência da urbanização descontrolada. 

As espécies das formigas estudadas são a Solenopsis saevissima e a Solenopsis invicta. A primeira, nativa das áreas de florestas da Amazônia, ganhou terreno ao longo dos anos e atualmente pode ser encontrada em 16 estados, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo, locais em que foram registradas recentemente. 

Já a invicta, originalmente concentrada mais nas áreas alagadas do Pantanal, avançou para 11 estados, sendo recentemente vista no Rio de Janeiro, Piauí e em Sergipe. Essa espécie é conhecida por suas picadas bastante dolorosas, que costumam formar bolhas e causar fortes reações alérgicas – daí a preocupação com a saúde pública ao proliferar e circular em centros urbanos. 

O estudo, publicado no periódico científico Biological Invasions, também reuniu biólogos e pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), do Museu Paraense Emílio Goeldi, da UNESP de Rio Claro e do Kompetenzzentrum für Biodiversität & Integrative Taxonomie der Insekten – Institut für Biologie, Universität Hohenheim, da Alemanha. Ele integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - Processo nº 2023/17547-4). 

“Este apoio foi fundamental para que os pesquisadores realizassem visitas às coleções biológicas e efetuassem coletas em localidades sem registros prévios de espécies de formigas-de-fogo, bem como pudessem realizar as análises moleculares para a confirmação das espécies”, destaca a Profa. Dra. Maria Santina de Castro Morini, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UMC e do estudo.
 

Décadas de análises 

A constatação da invasão dessas espécies de formigas-de-fogo foi possível após o grupo de pesquisadores analisar mais de quatro mil registros, entre levantamentos de campos e outros dados de coleções biológicas de diferentes estados brasileiros num período que abrange 124 anos. 

“Revisamos e analisamos informações do ano de 1900 a 2024 e separamos as informações em cinco décadas, para entender e reconstruir de forma detalhada a trajetória de dispersão dessas espécies. Assim, pudemos identificar padrões relacionados às transformações ambientais, a partir da utilização de coordenadas geográficas para a geração de mapas e modelos que nos deram os padrões de expansão de ambas as espécies, bem como sua relação com a fragmentação da paisagem ao longo do tempo”, explica Victor Hideki Nagatani, pós-graduando da UMC e um dos autores do estudo. 

Nagatani destaca que os resultados das análises apontam que fatores como a urbanização e a fragmentação de habitats naturais tiveram e seguem tendo papel central nesse processo: “Essas mudanças no uso do solo criam condições favoráveis para a expansão das formigas, que apresentam elevada capacidade de adaptação e competição com espécies nativas, causando impactos negativos à biodiversidade, para além do risco à saúde pública, provocado pelas ferroadas e reações severas em humanos”. 

Os achados da pesquisa dão mais um importante sinal de alerta sobre como as ações humanas influenciam diretamente a dinâmica dos ecossistemas, além de reforçarem a importância do monitoramento de espécies invasoras, como as formigas-de-fogo.

“Ao integrar dados históricos e abordagens científicas contemporâneas, o estudo contribui significativamente para o avanço do conhecimento em biotecnologia, biodiversidade e conservação ambiental, além de subsidiar estratégias para a construção de ambientes mais sustentáveis e resilientes”, conclui Nagatani.
 

Petiscos podem acelerar obesidade em pets

Segundo a veterinária Luciana Oliveira, calorias vindas desses alimentos acentuam o problema e dificultam a perda de peso.


Os petiscos, vistos como “agrado” aos gatos, podem ser um dos principais fatores para a obesidade felina. A opinião é da veterinária e PhD em Nutrição Animal Dra. Luciana Oliveira. “Qualquer tipo de alimento, seja industrializado ou natural, contém calorias. Se o animal consumir mais calorias que precisa, ele vai ganhar peso. Então todas as calorias precisam ser contabilizadas, e no caso de um animal obeso as calorias vindas de petiscos acentuam o problema e dificultam a perda de peso”, alerta.

O aumento de casos de obesidade em gatos tem preocupado especialistas e acendido um alerta entre tutores. Silencioso, o ganho de peso pode evoluir para problemas de saúde importantes, afetando diretamente a qualidade e a expectativa de vida dos animais.

De acordo com a Dra. Luciana, a forma mais eficaz de identificar se um gato está acima do peso não é apenas pela balança, mas pela avaliação do escore de condição corporal. “Esse escore varia de 1 a 9, sendo 5 o ideal. A avaliação é feita por meio da palpação do corpo do animal, observando a presença de gordura e a definição corporal”, explica.

A pesagem também é uma aliada importante, mas deve ser feita com frequência adequada. Para gatos com peso ideal, o acompanhamento mensal costuma ser suficiente. Já em casos de sobrepeso ou obesidade, o controle precisa ser mais próximo, podendo ser semanal ou quinzenal, especialmente quando o animal está em processo de emagrecimento.

Um dos erros mais comuns entre tutores é simplesmente reduzir a quantidade de ração oferecida. Segundo a especialista, essa prática pode trazer prejuízos à saúde. “Diminuir a quantidade de uma ração comum não é suficiente e pode causar deficiência de nutrientes essenciais. O correto é utilizar uma alimentação específica, como rações light ou terapêuticas para obesidade, de acordo com o grau de sobrepeso do animal.”

Além da alimentação, o estímulo à atividade física é fundamental. Ambientes enriquecidos, com prateleiras, nichos e móveis verticais, incentivam o gato a se movimentar mais. Brinquedos como bolinhas, varinhas e arranhadores também ajudam a aumentar o gasto de energia.

O ideal é que os momentos de brincadeira sejam frequentes, respeitando o ritmo do animal. Gatos tendem a ser mais ativos no final do dia e durante a noite, o que pode ser aproveitado para incentivar a atividade.

No processo de emagrecimento, o controle deve ser criterioso. “Diferente dos cães, gatos têm mais dificuldade para perder peso. Por isso, cada caloria importa. Em muitos casos, o ideal é suspender completamente os petiscos durante a dieta”, finaliza a Dra. Luciana Oliveira.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.


Vacinas para gatos: quais as mais importantes?

Doenças silenciosas, altamente contagiosas e, em alguns casos, fatais, ainda fazem parte da realidade de muitos gatos — especialmente quando a vacinação não está em dia. A boa notícia é que grande parte dessas ameaças pode ser evitada com um protocolo simples e acessível de vacinação para esses felinos, o que torna de extrema importância que os tutores conheçam essas obrigações e os momentos certos para aplicá-las. 

Apesar do calendário vacinal costumar ser seguido em filhotes, há ainda uma crença muito popular de que essas doses continuam a valer durante toda a vida dos pets, o que não é verdade. Normalmente, entre os dois e três anos, os anticorpos costumam ser perdidos, o que exige que tomem novamente as vacinas necessárias conforme sua idade. 

As obrigatórias para os gatos incluem a V3 (tríplice), a qual protege contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte; V4 (quádrupla), que inclui todas da V3 + Clamidiose; e a V5 (Quíntupla), a qual abrange as da V4 + Leucemia Felina (FeLV), considerada como a mais completa disponível. Essa última pode apenas ser aplicada mediante resultado negativo do teste prévio de FeLV, não sendo recomendada para os pets positivados. 

Tudo isso, além da vacina antirrábica, obrigatória para proteger contra a raiva, fatal para gatos e transmissível a humanos. Mesmo sendo amplamente conhecida, ainda vemos casos constantes diagnosticados dessa doença no país. Dados da Vigilância Sanitária registraram 50 ocorrências no país entre 2010 e 2025, reforçando não apenas a preocupação sanitária, como ainda um comportamento negligente com a imunização antirrábica que, assim como as demais doenças capazes de acometer os felinos, pode gerar problemas graves aos animais e humanos. 

O calendário vacinal para cães e gatos é anualmente atualizado pela WSAVA (Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais), emitindo orientações seguidas por veterinários mundialmente para garantir cuidados padronizados a esses pets. Segundo seu protocolo mais recente, filhotes felinos devem receber duas doses com intervalo de 21 dias entre cada uma. Depois, tanto a V4 quanto a V5 podem ser aplicadas a cada ano. 

A depender da região, esses prazos podem ser alterados, caso haja uma maior quantidade de doenças diagnosticadas em locais com maiores problemas sanitários, por exemplo. Mas, de nada adianta ter medidas favoráveis nesse sentido, sem que os tutores realmente compreendam a importância de manter tais vacinações em dia, protegendo o pet de forma que desenvolva defesas contra doenças que, muitas vezes, são silenciosas, altamente contagiosas e potencialmente fatais. 

Isso, além de contribuir para reduzir a circulação de vírus no ambiente, criando uma espécie de “barreira coletiva”, também é fundamental para a proteção do ser humano. A raiva é um exemplo clássico disso, pois embora rara, é praticamente 100% letal após o aparecimento dos sintomas, o que reforça a essencialidade da vacinação em dia como uma medida de saúde pública. 

Seguir corretamente o calendário vacinal — desde as primeiras doses ainda filhote até os reforços anuais — garante que o sistema imunológico do gato esteja sempre preparado, enquanto atrasos ou falhas nesse processo podem deixar “brechas” na proteção do pet, aumentando sua vulnerabilidade a infecções e doenças graves.  



Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.


Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


Queda de pelos nos pets: quando é natural e quando merece atenção?

Entender o que é normal sobre a pelagem de cães e gatos ajuda o tutor a identificar sinais que podem indicar desequilíbrios nutricionais ou problemas dermatológicos 

 

A presença de pelos pela casa costuma fazer parte da rotina de quem convive com cães e gatos. Sofás, roupas e até o chão acabam recebendo um pouco dessa “assinatura” dos pets. Em muitos casos, isso está relacionado à troca natural de pelagem, um processo fisiológico importante para a renovação dos fios. No entanto, quando a queda se torna excessiva ou vem acompanhada de alterações na pele ou na aparência da pelagem, pode ser um sinal de que algo não está em equilíbrio no organismo.

Assim como acontece com os cabelos humanos, os pelos dos animais passam por um ciclo natural de crescimento conhecido como ciclo do pelo que envolve três fases principais: a anágena, quando o fio está em crescimento, a catágena, fase de transição, e a telógena, período em que o pelo entra em repouso até se desprender para dar lugar a um novo fio. Esse processo ocorre continuamente e garante a renovação da pelagem ao longo da vida.

A intensidade dessa troca pode variar de acordo com fatores como raça, idade, ambiente e período do ano. “Em determinadas épocas, especialmente no outono e na primavera, é comum que cães e gatos apresentem uma queda de pelos mais intensa. Isso acontece porque o organismo está ajustando a pelagem para as mudanças de temperatura”, explica Lucas Piza, médico-veterinário e gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Por se tratar de um processo natural, essa troca tende a ocorrer de forma equilibrada. Os fios continuam sendo substituídos gradualmente e a pelagem mantém aspecto saudável, com brilho e densidade adequados. O alerta costuma surgir quando a queda passa a ser muito intensa, persistente ou acompanhada de sinais como falhas na pelagem, descamação da pele, coceira ou áreas de irritação.

Nesses casos, diferentes fatores podem estar envolvidos. Alterações nutricionais, por exemplo, podem interferir diretamente na qualidade dos fios. A pele e a pelagem são estruturas altamente dependentes de nutrientes específicos para manter sua integridade, já que os pelos são formados principalmente por proteínas e aminoácidos.

Entre os nutrientes que beneficiam esse processo estão aminoácidos como a cistina, além de vitaminas do complexo B, como pantotenato de cálcio (vitamina B5) e tiamina (vitamina B1), que participam do metabolismo celular e do crescimento dos fios. Compostos derivados de leveduras também podem fornecer nutrientes e contribuir para o suporte nutricional da pele e da pelagem, ajudando a manter o ciclo saudável de renovação dos pelos.

“Quando existe deficiência ou desequilíbrio desses nutrientes, o organismo pode ter dificuldade para manter o crescimento e a qualidade da pelagem, o que pode se refletir em queda excessiva ou fios mais frágeis”, explica Lucas.

Além dos fatores nutricionais, a queda de pelos também pode estar associada a problemas dermatológicos, presença de parasitas, alergias, alterações hormonais ou até situações de estresse. Por isso, observar o contexto em que a queda ocorre é essencial para identificar quando ela foge do padrão esperado.

Outro sinal importante é a aparência geral da pelagem. Pelos opacos, quebradiços ou áreas com falhas visíveis podem indicar que o organismo não está recebendo o suporte necessário para manter o crescimento saudável dos fios.

Quando esses sinais aparecem, a orientação veterinária é fundamental para investigar a causa e definir a melhor abordagem. “A queda de pelos pode ter diversas origens. O médico-veterinário vai avaliar fatores nutricionais, condições dermatológicas e o histórico do animal para entender o que está acontecendo e indicar o cuidado mais adequado”, destaca o especialista.

Na rotina, alguns cuidados simples ajudam a manter a pelagem saudável, como escovação regular, alimentação equilibrada, controle de parasitas e acompanhamento veterinário periódico. Em situações específicas, o suporte nutricional pode ser indicado para auxiliar na manutenção da saúde da pele e no crescimento adequado dos fios.

Mais do que uma questão estética, a pelagem funciona como um importante indicador da saúde do animal. Quando brilhante, uniforme e resistente, ela costuma refletir um organismo em equilíbrio. Por isso, prestar atenção à forma como os pelos caem e se renovam é uma maneira simples, mas valiosa, de acompanhar o bem-estar de cães e gatos no dia a dia.

 

Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br


Seu pet fica entediado em casa? Descubra a importância do enriquecimento ambiental

 Entenda por que adaptar o ambiente vai muito além de oferecer brinquedos e como isso impacta diretamente a saúde do seu pet 

 

Quem convive com cães e gatos já percebeu: mesmo dentro de casa, eles mantêm muitos dos comportamentos herdados de seus ancestrais. O cachorro que cava o sofá, o gato que se equilibra no topo do armário ou o pet que destrói objetos quando fica sozinho não estão "fazendo arte" – muitas vezes, estão apenas tentando suprir necessidades naturais que o ambiente doméstico não atende.

É nesse contexto que o chamado enriquecimento ambiental ganha destaque. Mais do que um conceito técnico, trata-se de adaptar o espaço para estimular comportamentos naturais dos animais, contribuindo para seu bem-estar.

"O enriquecimento ambiental é uma forma de aproximar a rotina do animal das experiências que ele teria na natureza, mesmo dentro de casa", explica Bianca Fenner, médica-veterinária e coordenadora de marketing da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal. "Isso reduz frustração, ansiedade e contribui para um comportamento mais equilibrado."


Mais do que brincadeira, uma necessidade comportamental

Embora muitas vezes associado apenas a brinquedos, o enriquecimento ambiental é mais amplo e pode ser dividido em diferentes categorias: físico (alterações no espaço), alimentar (formas de oferecer o alimento), cognitivo (desafios e resolução de problemas) e sensorial (estímulos olfativos, visuais e auditivos).

Na prática, essas estratégias ajudam a ativar habilidades naturais dos animais, como explorar, caçar, farejar e interagir. Quando essas necessidades não são atendidas, o pet pode desenvolver sinais de estresse e comportamentos indesejados.

"Não estamos falando de entretenimento, mas de saúde comportamental. O animal precisa ter essas necessidades atendidas para se manter equilibrado", reforça Bianca.

A falta desses estímulos pode elevar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e impactar o sistema imunológico, o apetite e até o sono dos animais. Por isso, o enriquecimento não é um luxo – é parte essencial do cuidado com a saúde.


Cães e gatos precisam de estímulos diferenciados

Entender as características de cada espécie é fundamental para aplicar o enriquecimento de forma eficaz.

Os cães são animais sociais, com alta demanda por interação e gasto de energia. Passeios regulares, brincadeiras com o tutor e atividades que envolvam busca ou resolução de desafios são fundamentais. Brinquedos recheáveis com alimento, por exemplo, estimulam o olfato e aumentam o tempo de engajamento durante a alimentação.

Já os gatos têm um perfil mais independente e territorial. Predadores por natureza, precisam de estímulos que simulem caça, além de um ambiente que favoreça comportamentos como escalar, observar e se esconder.

"Para os gatos, o ambiente precisa ser tridimensional. Prateleiras, nichos elevados e arranhadores não são apenas acessórios, são ferramentas importantes para o bem-estar", explica a veterinária.

Outra estratégia eficaz é distribuir pequenas porções de alimento ao longo do dia ou escondê-las pela casa, incentivando o comportamento de busca dos felinos.


O impacto do ambiente na saúde

A falta de estímulos adequados não afeta apenas o comportamento. Animais que vivem em ambientes pouco enriquecidos podem desenvolver quadros de estresse crônico, que impactam diretamente a saúde.

Nos gatos, esse estresse está frequentemente associado a problemas do trato urinário. Já em cães, pode favorecer ansiedade de separação, vocalização excessiva e comportamentos destrutivos. Além disso, o tédio e a baixa atividade também estão relacionados ao ganho de peso e à redução da qualidade de vida.

"Quando o ambiente não oferece o que o animal precisa, ele tenta compensar de outras formas. Muitas vezes, isso aparece como um problema de comportamento, mas a origem está na falta de estímulo adequado", destaca Bianca.


Estratégias combinadas potencializam resultados

Para que o enriquecimento ambiental seja realmente eficaz, é importante combinar diferentes tipos de estímulos e adaptá-los à rotina do pet.

Quando as mudanças no ambiente não são suficientes, existem recursos complementares que podem ajudar. O uso de feromônios sintéticos, por exemplo, é um aliado importante, especialmente em situações estressantes. Essas substâncias mimetizam sinais químicos naturais utilizados pelos animais na comunicação entre indivíduos da mesma espécie.

Disponíveis em formatos como difusores, coleiras e sprays, os feromônios sintéticos ajudam a promover sensação de segurança e familiaridade no ambiente, sendo especialmente úteis em momentos como mudanças de casa, chegada de um novo pet ou alterações na rotina.

"Os feromônios atuam na comunicação dos animais, reduzindo a percepção de ameaça no ambiente. Quando associados ao enriquecimento ambiental, ajudam a potencializar o equilíbrio emocional", explica Bianca.


Erros comuns que podem comprometer o bem-estar

Apesar de cada vez mais difundido, o enriquecimento ambiental ainda é aplicado de forma limitada em muitos lares.

Um erro comum é acreditar que apenas disponibilizar brinquedos é suficiente. Sem variação ou interação, esses objetos rapidamente perdem o interesse do animal. Outro ponto é desconsiderar o perfil individual do pet: fatores como idade, nível de energia e histórico comportamental influenciam diretamente na escolha das estratégias.

Também é importante evitar mudanças bruscas ou excesso de estímulos, que podem gerar efeito contrário e aumentar o estresse.


Pequenas mudanças, grandes impactos

Incorporar o enriquecimento ambiental à rotina não exige grandes investimentos, mas sim atenção e consistência. Ajustes simples, como variar atividades, estimular o comportamento natural e criar momentos de interação, já fazem diferença significativa.

"A ideia é construir uma rotina mais rica e previsível para o animal, respeitando suas necessidades individuais. Pequenas mudanças no dia a dia podem ter um impacto muito positivo no bem-estar", finaliza Bianca.

Em um cenário em que cães e gatos ocupam cada vez mais espaço dentro das famílias, promover saúde vai além da alimentação e das visitas ao veterinário. O ambiente em que o pet vive, e os estímulos que recebe, são parte fundamental desse cuidado. Se tiver dúvidas sobre as melhores estratégias para o seu animal, converse com seu médico-veterinário de confiança.

 

Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Quais vacinas um cachorro precisa tomar?


Para muitas famílias, o cachorro não é apenas um animal de estimação, é um membro da casa. E, assim como qualquer outro integrante do lar, também precisa de cuidados médicos preventivos para que tenha uma boa qualidade de vida - além, é claro, de evitar a circulação de doenças típicas desses pets, como a raiva e a cinomose. Entender, portanto, quais vacinas um cachorro precisa tomar deixa de ser apenas uma recomendação veterinária e passa a ser uma responsabilidade essencial de todo tutor. 

As vacinas V8 e V10 estão entre as mais importantes do calendário vacinal canino. Chamadas de vacinas múltiplas (ou polivalentes), são responsáveis por imunizar os cães contra um conjunto de vírus e bactérias comuns no ambiente, especialmente perigosos para filhotes. A primeira protege contra oito agentes infecciosos, incluindo cinomose; parvovirose; adenovirose canina e leptospirose. Já a V10, por sua vez, inclui tudo que a V8 oferece, além de uma proteção ampliada contra leptospirose, expandindo sua cobertura para quatro sorovares da doença. 

Ambas se destacam pois, além de protegerem o pet contra doenças altamente fatais, também impedem que contaminem seres humanos, pelo alto grau de contágio de algumas delas, como acontece com a leptospirose. Hoje em dia, a WSAVA (Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais) determina que o filhote precisa até de quatro doses de v8 ou v10, dependendo da região onde esse animal se encontra, considerando que existem locais mais endêmicos que outros. Todo ano, o pet deve passar pelo veterinário a fim de manter esse protocolo em dia. 

Não há como deixar de fora dessa lista a vacina contra a raiva, a mais crítica para esses pets. Isso porque, diferentemente de outras doenças, ela não se trata apenas de uma proteção do pet, mas de um imunizante contra uma doença fatal, zoonótica e sem cura. No Brasil, o protocolo padrão determina a aplicação da primeira dose a partir dos três meses de idade, com reforço anual obrigatório independentemente de raça. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, nosso país está há 10 anos sem casos de raiva humana transmitida por cães - não porque doença desapareceu, mas sim pelo fato de estar controlada graças à vacinação canina. Sem essa conscientização e cumprimento, o risco de infecção aumenta drasticamente, assim como sua evolução rápida para sintomas neurológicos graves. Um único animal diagnosticado pode colocar várias pessoas em risco. 

Garantir que um cachorro esteja devidamente vacinado não deve ser encarado como uma tarefa isolada — nem exclusivamente do veterinário, nem apenas do tutor. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada, onde a informação precisa circular com clareza e constância. Nesse sentido, enquanto os profissionais de saúde animal precisam orientar, educar e reforçar a importância dos protocolos vacinais, é responsabilidade do pai e mãe do pet assumir uma postura ativa, buscando entender o porquê de cada vacina, os riscos envolvidos e os impactos da negligência. 

Ao manter esse calendário em dia, o tutor não está apenas protegendo seu companheiro, mas contribuindo para um ambiente mais seguro para todos. Criar uma cultura de prevenção no cuidado com os pets não precisa ser complexo – contudo, quando o conhecimento falta, a prevenção falha, sendo que as consequências, quase sempre, poderiam ser evitadas. 

 

 Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.

Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/

 

looks para o outono-inverno? Especialista explica como unir estilo e presença nas estações

Em uma estação marcada por texturas, camadas e sofisticação natural, 
o outono-inverno convida a um olhar mais atento sobre o vestir. : Envato

Consultora de imagem Carol Rocha aponta produções-chave que equilibram elegância, autenticidade e funcionalidade nos dias mais frios

 

Com a chegada do outono-inverno, o guarda-roupa ganha novas camadas, e também novas possibilidades de comunicação. Mais do que acompanhar tendências, a escolha dos looks durante a estação pode reforçar estilo, presença e até posicionamento pessoal e profissional. 

Em um cenário em que a imagem se tornou uma extensão da comunicação, vestir-se bem vai além da estética. A forma como as peças são combinadas, os tecidos escolhidos e a construção do visual influenciam diretamente a percepção de quem observa. 

Segundo Carol Rocha, consultora de imagem e styling, o período de temperaturas mais baixas favorece produções mais estratégicas. “O outono-inverno permite trabalhar melhor a construção de imagem, porque você tem mais elementos, como sobreposições, texturas e cores, que ajudam a transmitir sofisticação, intenção e presença”, afirma. 

A especialista destaca que o segredo não está em seguir tendências de forma literal, mas em adaptá-las à própria identidade. “Estilo não é sobre ter muitas peças, mas sobre saber combinar o que você já tem de forma coerente com a sua rotina e com a imagem que quer transmitir”, explica. 

Outro ponto importante é a funcionalidade. Com mudanças de temperatura ao longo do dia, pensar em looks versáteis se torna essencial. “Peças que permitem camadas e combinações inteligentes facilitam a rotina e mantêm a imagem alinhada em diferentes contextos, do trabalho a compromissos sociais”, diz Carol. 

Em uma estação marcada por texturas, camadas e sofisticação natural, o outono-inverno convida a um olhar mais atento sobre o vestir. Mais do que seguir tendências, trata-se de construir combinações que expressam identidade, tragam praticidade e reforcem presença, dentro e fora do ambiente profissional. 

Para Carol Rocha, o diferencial está na intenção por trás das escolhas. “Quando você entende o que quer comunicar, montar looks deixa de ser algo aleatório e passa a ser estratégico. Cada peça começa a ter um papel dentro da sua imagem”, destaca.

 

A seguir, Carol Rocha detalha cinco looks essenciais, com propostas práticas e específicas,  para atravessar a estação com estilo e estratégia:

 

1. Blazer estruturado + camiseta básica + calça de alfaiataria reta

 

 

Essa combinação funciona como um “uniforme inteligente” para o dia a dia. O blazer em tons neutros (preto, cinza ou bege) traz estrutura e autoridade, enquanto a camiseta básica suaviza o visual e evita excesso de formalidade. A calça de alfaiataria reta equilibra elegância e conforto. Nos pés, vale apostar em loafers ou botas de cano curto. É um look ideal para quem quer transmitir profissionalismo com naturalidade.

 

2. Tricô oversized + camisa de gola + calça de modelagem ajustada

 

Aqui, o jogo de proporções faz toda a diferença. O tricô mais amplo cria conforto visual, enquanto a camisa aparecendo na gola e na barra adiciona informação de moda e acabamento ao look. Para equilibrar, a calça mais ajustada, como uma skinny ou reta, traz definição à silhueta. É uma combinação prática para o cotidiano, mas com um toque fashionista bem construído.

 

3. Look monocromático em tons terrosos (bege, caramelo ou marrom)

 


 Escolher uma única paleta e trabalhar diferentes tonalidades dentro dela é um recurso poderoso. Por exemplo: calça marrom, tricô caramelo e casaco bege. O resultado é um visual sofisticado e alongado, sem esforço. A dica é variar os tecidos, como lã, couro e algodão, para criar profundidade. Esse tipo de look transmite elegância imediata e funciona tanto para o trabalho quanto para eventos.

 

4. Jaqueta de couro + gola alta + jeans de corte reto

 


A jaqueta de couro (ou material similar) entra como peça de impacto, trazendo personalidade ao visual. Combinada com uma blusa de gola alta, que aquece e alonga, e um jeans de corte reto, cria-se um equilíbrio entre casual e urbano. Nos pés, botas médias ou coturnos reforçam a proposta. É um look versátil, que transita facilmente do dia para a noite.

 

5. Vestido midi + bota + casaco alongado

 


Para quem busca praticidade sem abrir mão de estilo, essa é uma combinação-chave. O vestido midi funciona como base única, enquanto o casaco alongado adiciona elegância e proteção térmica. A bota de cano médio ou alto, complementa o visual e traz presença. A escolha de cores neutras ou estampas discretas garante versatilidade e facilidade na composição.


Carol Rocha


Outono-Inverno 2026 da Calvin Klein


 
Marca apresenta uma coleção para diversas ocasiões 

   

 

Para a temporada de Outono-Inverno 26, a Calvin Klein focou em sua essência, se inspirando na natureza e enfatizando seu compromisso com a sustentabilidade. Com novidades nas linhas de Jeans, Underwear e Sportswear da marca, a coleção apresenta além dos clássicos produtos hero (seus best-sellers), novas modelagens, tecidos e uma cartela de cores que navega principalmente por tons terrosos, neutros, cáqui, marinho, bordô, cinzas, branco e preto. 

 

Calvin Klein Jeans 


Calvin Klein Jeans focou em sua essência, tendo como inspiração a natureza e enfatizando seu compromisso com a sustentabilidade. A coleção, dividida em quatro entregas, apresenta além dos clássicos produtos hero, novas modelagens e tecidos. A cartela de cores evolui ao longo das entregas, começando com tons de marrom, verde militar e neutros, e se expandindo para tons terrosos, cáqui, marinho, bordô, cinzas, branco e preto, com destaque para o novo verde — eleito como cor do ano de 2026 — nas duas últimas entradas. 

 

O lançamento utiliza materiais que valorizam o toque e o conforto em todas as entregas. O compromisso com a sustentabilidade é reforçado pela adoção de algodão certificado GOTS. Entre as matérias-primas escolhidas, o linho se destaca em diversas modelagens, em opções 100% ou com viscose. Há também fibras premium como o algodão egípcio, o segundo melhor algodão do mundo, e o algodão Pima. Para o isolamento térmico, a marca utiliza as plumas Sorona nos casacos e puffers, uma substituição sustentável da pluma natural. 

 

O destaque da coleção são as modelagens oversized e boxy (mais quadrada e curta), presentes em camisas, camisetas e casacos. As referências esportivas são incorporadas em blocos de cor, faixas laterais e detalhes em zíper, evoluindo para uma temática forte, com destaque para conjuntos de malha e moletom. O streetwear é celebrado em shapes diferenciados como a overshirt, um híbrido entre camisa e casaco. 

 

No feminino, as matérias-primas vão da leveza do linho em conjuntos e camisas à bases sarjadas como a risca de giz em blazers e calças, que misturam a estética esportiva ao clássico da alfaiataria. Na malharia, destaque para os conjuntos de moletom em novas cores, shapes e detalhamentos. O universo esportivo continua com muita força, encontrado em polos, listras e retilíneas. Além disso, os tricots ganham evidência com novos pontos e texturas, com ênfase para os fios nobres como cashmere em construções mais básicas, mas oferecendo um toque macio e confortável ideal para sobreposições. Já na linha jeans, os destaques são os produtos em algodão regenerativo. 

 

O masculino atualiza seus básicos com a nova modelagem boxy em camisas de linho. Na malharia, ganham destaque a camiseta de botone — uma malha com bolinhas que criam textura —, além de camisetas e polos com recortes que remetem a uniformes esportivos, como basquete e rugby, e peças desenvolvidas em malha 20.1, mais encorpada e ideal para o inverno. Entre os tecidos, o ponto Roma mesh aparece em um conjunto de jaqueta trucker e calça skinny. Já a calça cargo surge na modelagem baggy, ampliando as opções da linha. 

 

Outro grande destaque da coleção é a nova aplicação do color com elastano, agora traduzido em um shape contemporâneo de moletom oversized. A modelagem traz cavas deslocadas, que reforçam a estética atual e o conforto da peça, enquanto a calça straight equilibra o visual com linhas limpas e versáteis. O conjunto propõe uma leitura moderna do casualwear, unindo tecnologia de material, conforto e estilo em uma composição pensada para o dia a dia. 

 

A categoria de tricot é fundamental para a coleção e está presente em todas as entregas com diversos pontos e composições. Para temperaturas mais baixas, a marca destaca seu vasto sortimento de casacos, que são leves, extremamente confortáveis e ricos em detalhamento, como zíperes aquaguard com logo estampado e ferragens de alta qualidade.  

 

A linha Denim conta com duas novas modelagens de calças para o feminino, baggy e new slim, além das clássicas (super skinny, skinny, new skinny, slim, mom, straight, flare, barrel e wide leg) em diferentes lavagens e modelos. No masculino, continuam as que já são sucesso (super skinny, skinny, slim, straight) e a novidade são a baggy e boot cut. Por fim, a marca apresenta diversas opções de calças e jaquetas em jeans com controle térmico, a como Infinity Black, além dos tecidos premium. 

 

O destaque da linha fica para o Selvage Denim, tecido importado e raro no Brasil, que a característica principal é a ourela bordada diferenciada. Inspirado em técnicas artesanais japonesas, são apresentados dois modelos com este tecido – no masculino e no feminino -, além dos produtos com característica Raw Denim (que não passam por processos de lavanderia), criando um aspecto mais sofisticado na coleção. 

 

Além dos tecidos diferenciados e novas modelagens, há um mix de produtos com lavanderia premium que envolve mais de 12 processos manuais, criando efeitos especiais com resinas, “sujinhos” e “lixados”, em sintonia com as tendências globais. Destaque para as peças com lavanderia Vintage, que imita o desgaste natural dos jeans, e os produtos com sobre tingimento, que possui uma tonalidade levemente amarronzada, além do grupo de produtos com lavagens denim black. 

 

Para complementar o vestuário, a linha Swimwear é uma grande aposta da marca, apresentando roupas de banho, que são perfeitamente complementadas pelas peças de Calvin Klein Jeans como conjuntos de shorts, camisa de linho e chinelos com estampas iguais aos dos shorts. Como novidade nos calçados, a sola slim é introduzida com aspecto mais esportivo, inspirada em chuteiras de futebol. Ela é mais baixa, confortável e a sola mais leve da coleção, com o par em suede ou couro pesando apenas 330g. Os tênis com sola court chegam em couro e camurça, também em novas cores. Já o tênis 1107, um dos mais vendidos da marca, será lançado na cor marrom. 

 

Por fim, entre os destaques dos acessórios estão bolsas com plaquinhas de metal e a câmera bag em nova cor, que agora acompanha um porta-fone e charms em diversos formatos. Uma das novidades é a bolsa em camurça, em um novo shape que traduz perfeitamente a tendência que promete ser uma das mais aguardadas da próxima temporada. 

 

Além disso, a CKJ lançará uma cápsula em celebração aos jogos da Copa do Mundo 2026. Serão camisetas, camisas polo, moletons, tricots femininos e chinelos seguindo a estética “Brazilcore”, além de outras opções mais discretas. 


 

Calvin Klein Underwear 


A nova coleção Calvin Klein Underwear celebra o retorno do clássico atemporal e sensual da Calvin Klein. Com matérias-primas nobres e sustentáveis, como a viscose, o modal e o algodão certificado BCI, a coleção traz a cartela de cores da temporada, destacando o bordô, o cáqui, o verde militar, o caramelo e os tons neutros. 

 

As peças Heritage tem uma estética minimalista, sensual e refinada. São pijamas, cuecas, tops e calcinhas feitos em ribana de algodão nas cores preta, off white e cinza mescla. Já as peças All Over Print possuem a estampa com o brasão da marca estilizado, em pijama de viscose, nas peças seamless do feminino e em tops e calcinhas de tule. As novidades de loungewear acompanham a tendência de usar peças de moletom, linho e suedine de forma elegante, dentro e até fora de casa, como em voos mais longos. 


 

Calvin Klein Sportswear 


A Calvin Klein Sportswear apresenta sua coleção Outono-Inverno 26 em quatro deliveries distintos, todos unidos pela essência atemporal, sofisticada e de alta qualidade da CKS. Esse lançamento também segue a cartela de cores da estação, dando destaque para os tons mais sofisticados, como o bordô, o cinza chumbo e o azul marinho. 

 

No primeiro delivery, a CKS apresenta o linho como matéria-prima essencial tanto para o masculino quanto para o feminino, e está presente em conjuntos de alfaiataria, camisas, bermudas e calças. No feminino, os destaques são um conjunto em couro legítimo com nova modelagem e detalhe de cinto com fivela em metal, e um conjunto de alfaiataria em risca de giz com textura de espinha de peixe. No masculino, a camisaria inclui a clássica camisa Oxford em seis cores e a overshirt em tecido canelado 100% algodão nas opções preto e caqui. 

 

O tricot é o destaque do segundo delivery, apresentando a camiseta de tricot masculina - que é um item essencial no guarda-roupa do homem sofisticado e agora é apresentado em novas cores - e a polo manga longa com fio de viscose. A camisaria masculina oferece fios 40, 50 e 60 em maquinetas, listrados clássicos e mini xadrez. No feminino, destaque para os tricots com novas propostas de listras, pontos e construções. Há também peças em cashmere tanto no feminino quanto no masculino. Seguindo a tendência esportiva, a polo transita também para outras matérias-primas como o tricot e o tecido plano, em vestidos e conjuntos de manga longa e calça.  

 

Para o terceiro delivery, no feminino, a CKS apresenta novidades em matéria-prima sofisticada, como o tecido plano sarjado com superfície peletizada, utilizado em um conjunto de calça com bolsos cargos e perna ampla, e o jersey em novas modelagens de vestidos e regatas. Além das camisas hero que já são conhecidas, a linha introduz a camisa de linho com viscose. No masculino, destaca-se um conjunto com jaqueta e calça, confeccionados em um tecido inicialmente pensado para alfaiataria tradicional, e o paletó com algodão cotelê em azul marinho e cinza chumbo. 

 

Para fechar a temporada, no quarto delivery, a coleção feminina apresenta um conjunto de moletom felpado com mix de texturas, combinado com malha nervurada em detalhes. Na malharia, destaque para blusas e vestidos em base de viscose, novidade para o shape com leve blouse na parte superior, formando uma silhueta acinturada e abrindo um godê na saia. No masculino, destaca-se o moletom em malha jogger, com textura de piquet, que traz uma referência esportiva, mas de uma maneira bem sofisticada. E na alfaiataria, o costume de ponto roma retorna na cor preta, e um blazer avulso em tecido novo composto de poliamida com 12% de elastano e meio forro, oferece muita mobilidade.

 




Calvin Klein Brasil
E-Commerce: https://www.calvinklein.com.br/
@calvinkleinbrasil


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