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domingo, 1 de março de 2026

Estudo revela os tipos de brinquedos mais vendidos para cães e o que tutores priorizam na hora da compra

 

Shutterstock

Pesquisa fomenta discussão sobre a importância do brincar para a saúde física e mental dos cachorros e levanta pontos de atenção para donos de pets

 

Na hora de escolher brinquedos para cães, muitos tutores ainda decidem com base na emoção e na diversão imediata, sem considerar as reais necessidades físicas e comportamentais do animal. É o que revela um estudo realizado pela Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, que analisou os hábitos de compra de consumidores entre janeiro de 2024 a setembro de 2025. O relatório aponta que critérios essenciais para o bem-estar dos pets ainda são pouco priorizados.

De acordo com a pesquisa, os brinquedos mais procurados na rede foram bichinhos de pelúcia, bolinhas, mordedores, itens feitos de corda e brinquedos interativos. Entre os fatores que influenciam a decisão de compra, 34,5% dos tutores afirmaram priorizar a diversão do pet, seguidos por durabilidade dos materiais (28,3%), segurança (14,2%), indicação para idade, porte e necessidade do animal (12,5%), aparência (4,7%) e preço (6%).

Os resultados da pesquisa dados acendem um alerta sobre a forma como os brinquedos são escolhidos. Muitos tutores compram brinquedos pensando apenas no momento da diversão, mas o impacto dessas escolhas é diário e duradouro. Quando não são adequados ao perfil do cão, podem gerar frustração e a não contribuição com o bem-estar dos pets.

Mais do que entretenimento, brincar é uma atividade essencial para a saúde física e mental dos cachorros. Os brinquedos corretos ajudam a estimular a cognição, reduzir o estresse, prevenir ansiedade, fortalecer músculos, melhorar a coordenação motora, contribuem com a saúde bucal e favorecem a socialização.


Tipos de brinquedos e funções


Estímulo mental e redução do tédio

Brinquedos como dispensadores de alimento, tapetes de lamber e itens recheáveis auxiliam no desenvolvimento do raciocínio, da concentração e da tomada de decisão, sendo especialmente indicados para pets que passam longos períodos sozinhos ou comem de forma muito acelerada.


Mastigação e saúde bucal

Já os brinquedos de nylon, com texturas e formatos anatômicos ou saborizados, ajudam a aliviar o estresse, satisfazem o instinto natural de mastigar e contribuem para a limpeza dos dentes e a saúde da gengiva.


Gasto de energia e interação

Bolinhas e frisbees são indicados para cães mais ativos, estimulando corrida e coordenação motora, e reforçando a interação entre pets e humanos. Também fortalecem a obediência e o foco com o uso de comandos simples de busca e devolução.


Conforto e estímulo instintivo

Bichinhos de pelúcia, inclusive versões com apito ou recursos eletrônicos, estimulam instintos naturais, oferecem conforto e podem ajudar na redução do estresse, especialmente em cães mais sensíveis ou em fase de adaptação.

Observar o comportamento do pet no dia a dia é fundamental para entender quais estímulos são necessários. Cães com ansiedade de separação, filhotes em fase de dentição, animais muito ativos ou aqueles que precisam de mais estímulo mental demandam brinquedos diferentes. O brinquedo certo se torna um grande aliado no desenvolvimento e bem-estar do animal.


Na hora da compra

Além da função de cada brinquedo, outros fatores devem ser considerados, como a confiabilidade da marca, idade do pet, porte, força da mordida e histórico comportamental. Avaliar essas características ajuda a garantir uma escolha mais segura, durável e alinhada às necessidades do cão.

Pesquisar sobre os produtos, entender as funcionalidades e conhecer o próprio pet são passos essenciais para uma compra mais consciente. Quando o brinquedo é bem escolhido, os benefícios aparecem no comportamento, na saúde e até na qualidade de vida do animal.

 

Cobasi


Nascimento de tartarugas raras prova que preservação e turismo sustentável caminham juntos em São Sebastião

 Instituto Argonauta Divulgação
Na semana de Carnaval o município de São Sebastião teve muitos motivos para comemorar. Enquanto o feriado e os shows promovidos pela prefeitura atraíram milhares de turistas para o litoral, a cidade registrou, o nascimento de mais de 90 tartarugas-cabeçuda (Caretta caretta), na Praia de Paúba, localizada na Costa Sul.

Inicialmente, na manhã do dia 18, foi constatado o nascimento de quatro filhotes da espécie. Já na noite de quinta-feira, 19, após isolamento do local para segurança dos animais, os demais ovos eclodiram. A primeira ocorrência foi notada por um pescador local, que acionou a Secretaria do Meio Ambiente e instituições parceiras como o Instituto Argonauta e a Fundação Projeto Tamar.

De acordo com especialistas, o Litoral Norte de São Paulo não é considerado área prioritária de desova da espécie, o que torna o registro raro. A orientação das equipes é que, ao encontrar filhotes ou indícios de ninho, a população não toque nem tente conduzir os animais até o mar, e sim acionem os órgãos responsáveis.


Turismo sustentável

Com um litoral extenso e uma boa parte de sua área coberta pela Mata Atlântica, a cidade de São Sebastião é um exemplo de como promover o turismo e preservar a fauna e a flora ao mesmo tempo é possível e benéfico para todos. Os ovos dessa espécie de tartaruga demoram entre 45 a 65 dias para eclodir, período que coincidiu com a alta temporada no município. Os animais foram respeitados e acompanhados por especialistas no seu trajeto até o mar.

Vale lembrar que, no final do ano passado, o município foi agraciado com o Prêmio Nacional do Turismo na categoria Valorização do Patrimônio Natural no Turismo, com o Programa de Avistamento Responsável de Baleias e Outros Cetáceos. Até o mês de novembro, 15 mil pessoas participaram de passeios de avistamento, gerando mais de R$ 4 milhões em movimentação econômica segundo o Observatório Municipal de Turismo,

Na área de Mata Atlântica, além de belíssimas cachoeiras, também é possível encontrar uma vasta fauna preservada, que inclui espécies como onças-pardas, macacos-prego e diversas espécies de aves.

Mais informações: www.instagram.com/prefsaoseba e www.instagram.com/turismosaosebastiao  


Por que snacks fortalecem o vínculo emocional entre pessoas e cães?


Mais de 80% dos tutores concordam que petiscos ajudam a fortalecer o vínculo com seus animais de estimação. É o que revelou uma pesquisa recente da Mintel e que reforça o quanto a prática de oferecer um snack vai além da alimentação: passou a atuar como um instrumento de interação positiva no dia a dia, com um significado mais amplo.

Snacks têm sido vistos como um gesto de conexão, comunicação e fortalecimento desse vínculo afetivo entre humanos e pets, principalmente os cães. Isso porque eles têm ocupado um espaço cada vez mais importante nos lares brasileiros. Se antes eram vistos apenas como animais de companhia, hoje assumem um papel central na vida emocional de seus responsáveis, influenciando hábitos, rotinas e até decisões do cotidiano.

Segundo Mayara Andrade, médica-veterinária de GranPlus, marca Premium Especial da MBRF Pet, o momento de agrado tem impacto direto na relação responsável–cão quando é feito de forma consciente e equilibrada.

“O snack funciona como uma linguagem de afeto. Ele reforça comportamentos positivos, cria momentos de atenção plena e aproxima responsável e cão. Quando escolhido com critério e oferecido corretamente, contribui tanto para o bem-estar emocional quanto para a saúde do animal”, explica.



Quando o snack ajuda e como usar?

Segundo Mayara, o uso correto do snack pode contribuir para diferentes aspectos do comportamento e da rotina do cão:

- Reforço positivo em treinamentos e comandos.


- Organização da rotina, criando momentos previsíveis de interação, recompensa e atenção. Essa previsibilidade ajuda o cão a compreender melhor os horários e as expectativas do dia, reduz a ansiedade e contribui para um comportamento mais equilibrado.


- Conexão emocional, com atenção exclusiva entre responsável e pet.

“Os snacks podem ser incluídos de forma segura dentro da dieta dos pets. A recomendação é que até 90% das calorias do dia dos cães devem vir dos alimentos completos e balanceados e até 10% das calorias do dia podem vir dos petiscos. Para ajudar nesse cálculo peça ajuda ao médico-veterinário que acompanha o pet", orienta a profissional.

Snack como parte da rotina afetiva

Atenta a esse comportamento, a MBRF Pet, por exemplo, é uma das empresas que vêm ampliando sua atuação na categoria e lançou, em menos de dois anos, três produtos de snacks: os biscoitos GranPlus; os biscoitos de Balance; e, agora em 2026, os Bifinhos GranPlus, reforçando o snack como parte da rotina de cuidado e bem-estar.

“A escolha do snack faz diferença. Produtos de qualidade permitem que o responsável ofereça esse agrado sem excessos. É importante agregar com composição básica e contar com a ajuda do médico-veterinário para essa escolha, levando em conta as características dos pets. É um recurso simples e funcional para fortalecer a relação entre responsável e cão, integrando cuidado, equilíbrio e afeto à rotina diária dos pets”, reforça Mayara Andrade.

Os Bifinhos GranPlus são o primeiro snack do tipo da marca e foram desenvolvidos com proteína 100% de origem animal, para cães de todas as idades e portes. Disponíveis em embalagens de 60g, nos sabores lombo suíno grelhado, carne grelhada e frango assado, os produtos contam com 33% de proteína e não têm corantes artificiais ou adição de ingredientes transgênicos, como a soja.


* Insight Mintel: Revolucione o futuro da alimentação para pets, Nov/2024.
GranPlus


Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet?

O melhor amigo do homem também envelhece, e pode apresentar certas predisposições a doenças que irão demandar um cuidado bem maior no dia a dia. O Alzheimer canino é uma delas, a qual, apesar de não ter cura nem tratamento, pode ser retardada a partir de estímulos simples feitos com o animal desde cedo, fora demais adaptações no lar como forma de garantir uma maior qualidade de vida nesta fase que, por si só, já é bem difícil de lidar. 

Formalmente conhecida como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, essa doença neurodegenerativa costuma afetar grande parte do sistema nervoso central e do encéfalo do pet, responsáveis pela coordenação motora e emoções, causando processos degenerativos encefálico progressivos e irreversíveis. 

Apesar de ser mais vista em cães a partir dos sete anos de idade, um estudo da Dog Aging Project identificou que este risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% para cada ano adicional de idade após os 10 anos, independente da raça. 

Quem já conheceu uma pessoa acometida por essa doença, sabe que os sintomas acabam por transformar, totalmente, a relação de dependência com o paciente. Assim como nos humanos, os cães com Alzheimer apresentam desorientação, uivos e latidos excessivos, trocam o dia pela noite, podem deixar de reconhecer seus tutores e, nos casos mais graves, enfrentar incontinência urinária e fecal. 

Ao menor indício de comportamento parecido, é crucial levar o pet ao veterinário para realizar os exames solicitados e confirmar o diagnóstico - até porque não há um exame específico voltado ao Alzheimer. É um diagnóstico desafiador, no qual se faz exclusão de outras possíveis doenças encefálicas que poderiam desencadear sinais parecidos. 

O ideal é solicitar o histórico completo do animal e, se necessário, utilizar ressonância ou tomografia para diferenciar de outras doenças encefálicas, como presença de neoformações ou inflamações no SNC. 

Por mais que não haja nenhum tipo de prevenção contra essa Síndrome, o enriquecimento ambiental é uma estratégia altamente eficaz para manter o pet ativo desde cedo e, com isso, retardar o início desses sintomas, caso já tenha uma pré-disposição natural. Assim como os gateiros costumam ter em seus lares os arranhadores para esses bichinhos, os pais e mães de cães podem ter uma série de brinquedos que os entretenham no dia a dia, além de levá-los para passear, correr e se manter em constante movimento. 

Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para o animal, incluindo senil, antioxidante, vitaminas, complexo B e ômega 3, por exemplo, também faz parte desse conjunto de cuidados. E, caso venha a ser diagnosticado, a casa precisa ser adaptada para essa nova realidade, o mantendo em segurança diante da inevitável desorientação do pet. 

Em lares que tenham muitas escadas, como exemplo, é crucial colocar porteiras ou cercas que impeçam o cão de cair e se machucar. Tapetes antiderrapantes também são muito bem-vindos, evitando que escorreguem. Fora, é claro, de toda a atenção mais presente dos tutores ao longo do dia, ajudando que continuem se alimentando bem e estejam protegidos dentro de casa. 

Todo cão com Alzheimer se tornará bem mais dependente quanto aos cuidados rotineiros. Por isso, ao perceberem qualquer mudança de comportamento, busque orientação veterinária imediatamente, sem esperar que os sintomas se agravem. Quanto antes forem orientados quanto ao acompanhamento adequado, mais o pet poderá viver com conforto, segurança e dignidade. A doença pode ser inevitável, mas o sofrimento não precisa ser. 

 

Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.

Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


Não é por que é natural que é seguro: erros na alimentação comprometem saúde dos pets

Alimentação natural não é sinônimo de qualquer comida caseira e o balanceamento é essencial para evitar déficits nutricionais e aparecimento de doenças.

 

Alimentação natural, feita em casa com ingredientes como carnes, cereais e vegetais virou uma tendência entre os tutores que querem se precaver contra conservantes e componentes químicos existentes nas rações industrializadas e também agradar seu pet com algo mais variado e saboroso. 

"Hoje existe um movimento muito forte a favor da alimentação natural, mas a maioria das pessoas acaba montando a dieta do pet por conta própria ou se baseando em receitas na internet. É essencial que a dieta seja formulada por um nutricionista pet, que vai avaliar cada caso de forma individual", alerta. De acordo com a veterinária e PHD em nutrição animal Luciana de Oliveira, a nova dieta deve ser orientada, pois “não é só dar ao animal alimentos que os responsáveis julguem bons, é necessário montar um cardápio que contemple os cerca de 40 nutrientes essenciais que eles precisam diariamente em quantidades suficientes para que fiquem saudáveis”, explica.

Ela esclarece que a orientação é no sentido de obter receitas que sejam realmente completas e balanceadas, pois do contrário esse tipo de dieta caseira pode levar a diversas deficiências nutricionais a médio e longo prazo e, consequentemente, a problemas como aumento de peso, problemas digestivos, queda de pelos, problemas ósseos, fezes alteradas, e outras consequências ainda mais severas.

A Dra. Luciana reitera que a alimentação natural é normalmente mais palatável e mais facilmente digerida pelos animais, além de possuir a vantagem de ter grande variedade de sabores, cheiros e texturas. Ela também pode ajudar no tratamento de doenças quando formulada corretamente, porém alerta: "a introdução de uma nova dieta sem planejamento e sem uma orientação profissional pode levar a déficits nutricionais pois os animais podem deixar de receber vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que são essenciais à sua vida diária e saúde.

 

Petiscos saudáveis

Uma ótima alternativa presente na alimentação humana que pode ser oferecida aos pets são frutas e legumes. Segundo a Dra. Luciana, eles são uma boa alternativa no lugar de biscoitos e palitinhos industrializados pois são ricos em água e fibras. Mas segundo ela, é importante entender o papel desses alimentos na alimentação do pet.

A especialista explica que vegetais como pepino, abobrinha, abóbora cabotiá, cenoura, chuchu, berinjela, brócolis, couve-flor e frutas como melão, melancia, mamão, maçã, manga, pera, banana, laranja, mexerica, abacaxi, abacate, podem sim ser oferecidos como ‘agrado’, porém “não devem representar mais de 10% das necessidades de calorias diárias do animal – independentemente de ser um alimento natural”, completa. Tais petiscos podem ser oferecidos tanto para os cães, quanto para gatos, mas os cachorros costumam aceitar com mais facilidade, finaliza.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.


Carnaval: Atendimentos médico-veterinários sobem 89% após a folia


Pronto-Socorro avança 35% após o feriado e consultas eletivas sobem 58%, indicando efeito acumulado de agravamento de quadros clínicos

 

O impacto do Carnaval na saúde dos pets não aparece necessariamente no auge da folia, mas logo depois. Dados da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, mostram que os atendimentos de clínica médica cresceram 89% na semana seguinte ao Carnaval de 2025, na comparação com o próprio período do feriado. 

Embora não haja aumento absoluto no volume total durante os dias de festa, o perfil registrado é majoritariamente emergencial, sinalizando que muitos quadros agudos foram atendidos no pronto-socorro e evoluíram para acompanhamento clínico nos dias seguintes. 

Os casos de Pronto-Socorro avançaram 35% no pós-Carnaval, enquanto os atendimentos eletivos subiram 58%, indicando um efeito acumulado de estresse, intoxicações alimentares, descompensações clínicas e agravamento de quadros iniciados durante a festa. 

Segundo a rede, o padrão se repete em feriados prolongados: o período festivo altera rotina, alimentação, ambiente e níveis de estímulo sensorial dos pets, criando um cenário de risco que muitas vezes evolui ao longo dos dias. 

“O pet não compreende o contexto da festa, barulho intenso, ausência do tutor, calor e acesso a alimentos inadequados geram respostas fisiológicas importantes, como taquicardia, vômitos, desidratação e crises de ansiedade. Em muitos casos, o quadro se agrava e só chega ao hospital após o feriado”, afirma a médica-veterinária Caroline Marques, da WeVets. 

Para a WeVets, o dado reforça uma tendência mais ampla: feriados prolongados funcionam como catalisadores de risco quando não há planejamento prévio por parte dos tutores. “O Carnaval pode ser seguro para os pets, mas exige antecipação. A maioria das emergências poderia ser evitada com medidas simples de prevenção e acompanhamento prévio”, conclui a especialista.


Fevereiro Roxo chama atenção para o cuidado com pets idosos e doenças neurodegenerativas

Campanha alerta para sinais de declínio cognitivo em pets idosos, condição comparável ao Alzheimer humano

 

O mês de fevereiro ganha um novo significado também na medicina veterinária. Conhecido como Fevereiro Roxo, o período é dedicado à conscientização sobre os cuidados com animais idosos e a atenção às doenças neurodegenerativas, condições cada vez mais comuns diante do aumento da longevidade de cães e gatos.

O mês de fevereiro ganha um novo significado também na medicina veterinária. Conhecido como Fevereiro Roxo, o período é dedicado à conscientização sobre os cuidados com animais idosos e a atenção às doenças neurodegenerativas, condições cada vez mais comuns diante do aumento da longevidade de cães e gatos.

Com os avanços da medicina veterinária e a maior proximidade entre tutores e seus pets, os animais vivem mais — e envelhecer passou a exigir cuidados específicos. Assim como ocorre com humanos, o avanço da idade pode trazer alterações cognitivas, comportamentais e físicas que impactam diretamente a qualidade de vida.

 

Entre as principais condições observadas está a chamada disfunção cognitiva, frequentemente comparada ao Alzheimer em humanos. Os sinais incluem desorientação, alterações no sono, perda de hábitos de higiene, vocalização excessiva e mudanças de comportamento. Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com “manias da idade”, o que pode atrasar o diagnóstico e o manejo adequado.

 

De acordo com especialistas, a identificação precoce é fundamental para garantir bem-estar ao animal. Embora muitas doenças neurodegenerativas não tenham cura, o acompanhamento veterinário permite controlar sintomas e retardar a progressão, proporcionando mais conforto e qualidade de vida.

 

“Assim como na medicina humana, o envelhecimento dos pets exige um olhar mais atento e individualizado. Muitos tutores só procuram ajuda quando os sinais já estão avançados, mas intervenções precoces fazem toda a diferença no controle dos sintomas e no bem-estar do animal”, explica o médico-veterinário, especialista em neurologia da Nouvet Centro Veterinário 24h, Dr. Geovane Pereira.

 

Nesse contexto, o acompanhamento regular torna-se indispensável. Consultas periódicas, exames de rotina e avaliações neurológicas ajudam a monitorar a saúde do pet idoso de forma mais precisa. Além disso, ajustes na alimentação, enriquecimento ambiental, controle da dor e estímulos cognitivos são estratégias importantes no cuidado diário.

 

“Pequenas mudanças na rotina e no ambiente já trazem ganhos importantes. Estimulação cognitiva, conforto físico e controle da dor são pilares essenciais para garantir qualidade de vida nessa fase”, acrescenta Geovane.

A fisioterapia e outras abordagens de suporte também têm papel relevante, auxiliando na mobilidade, na prevenção de quedas e na manutenção da autonomia do animal pelo maior tempo possível.

 

O ambiente doméstico, por sua vez, deve ser adaptado para oferecer mais segurança e conforto. Evitar pisos escorregadios, facilitar o acesso a água e alimento e manter uma rotina previsível são medidas simples que fazem diferença significativa no bem-estar dos pets idosos.

 

Inserida nesse cenário, a Nouvet Centro Veterinário 24h acompanha o aumento da demanda por cuidados geriátricos e reforça a importância de um olhar atento para essa fase da vida dos animais. Com estrutura hospitalar, equipe multidisciplinar e atendimento contínuo, a instituição integra a rede de apoio aos tutores no manejo de doenças crônicas e neurodegenerativas, contribuindo para diagnósticos mais precisos e acompanhamento adequado. 

A campanha Fevereiro Roxo, ao trazer luz ao tema, convida tutores a refletirem sobre o envelhecimento dos seus animais e a adotarem uma postura preventiva e acolhedora — priorizando não apenas a longevidade, mas a qualidade de vida.


8 dicas infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro

Especialista em comportamento canino explica como desafios mentais e estímulos diários impactam diretamente o bem-estar e o comportamento dos cães

 

Estimular a inteligência do cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “sentar” ou “dar a pata”. Cães são animais altamente cognitivos, que precisam de desafios mentais, experiências sensoriais e estímulos diários para manter o equilíbrio emocional. Quando a mente do cão é estimulada, comportamentos indesejados tendem a diminuir, a ansiedade é reduzida e a qualidade de vida do animal melhora de forma significativa.

 

Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.

 

A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia:

 

1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

“Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote", explica. 

 

2. Aposte em brinquedos interativos

“Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos", diz a especialista.

 

3. Transforme a alimentação em um desafio

“Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto natural de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender", complementa. 

 

4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

“Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como ‘deitar’, ‘girar’ ou ‘tocar a mão’ já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade", analisa Denise.

 

5. Use mais o corpo e menos a voz

“Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente", completa.

 

6. Invista em enriquecimento ambiental

“Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional.", diz.

 

7. Promova interação social de forma equilibrada

“O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados", esclarece a especialista. 

 

8. Estabeleça uma rotina com estímulos

“A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo", completa.

 

Para Denise, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.


Fato ou Fake: descubra se pets precisam de passaporte para viajar de avião dentro do Brasil?

Freepik

Crescimento das viagens e projetos de lei em debate alimentam dúvidas sobre documentos exigidos em voos domésticos no Brasil

 

Em 2026, o transporte de animais de estimação em voos domésticos no Brasil segue sendo tema de atenção por parte de tutores, companhias aéreas e órgãos reguladores, especialmente diante do crescimento das viagens com pets e do avanço de iniciativas legislativas sobre o assunto.

Apesar das dúvidas recorrentes, não há exigência legal de um “passaporte específico” para que cães e gatos embarquem em aviões em trajetos dentro do território nacional. O que existe, na prática, é a recomendação de cumprimento de exigências sanitárias básicas, como a apresentação de carteira de vacinação atualizada e, em alguns casos, atestado de saúde emitido por médico-veterinário.

Na ausência de uma regulamentação federal unificada, as regras para o transporte de pets em voos domésticos são estabelecidas majoritariamente pelas próprias companhias aéreas. Cada empresa define critérios como limites de peso, dimensões e tipo de caixa de transporte, além da comprovação do bom estado de saúde do animal no momento do embarque. Esse cenário ocorre paralelamente à tramitação de projetos de lei que buscam padronizar e modernizar as normas do transporte aéreo de animais no país, com o objetivo de ampliar a segurança, a transparência e a previsibilidade para tutores e viajantes.

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre a necessidade de passaporte para pets em viagens aéreas. 


Fatos

Não é obrigatório ter passaporte para voos domésticos: para viajar de avião dentro do Brasil com cães ou gatos, não existe exigência legal de um “passaporte de viagem” específico. O que se recomenda é portar a carteira de vacinação atualizada (com vacina antirrábica em dia) e, preferencialmente, um atestado de saúde emitido por veterinário credenciado.

CVI é exigido em viagens internacionais: para a entrada ou saída do Brasil com cães e gatos, é obrigatória a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI), além do cumprimento das exigências sanitárias do país de destino. 

Companhias aéreas regulamentam internamente o transporte: cada empresa aérea define suas próprias regras operacionais para transporte de pets em voos domésticos, incluindo limites de peso, tamanho de kennel e taxas aplicáveis, sem que haja padronização obrigatória por lei federal


Fake

Só com passaporte o pet tem direito de embarcar: o direito de viajar com o pet em um voo doméstico depende principalmente das regras da companhia aérea e do atendimento aos requisitos de saúde e segurança, e não da posse de passaporte oficial para o animal.

Pets de grande porte precisam de passaporte para viajar de avião: o tamanho do animal não determina a exigência de passaporte em voos domésticos no Brasil. Cães e gatos de médio ou grande porte podem viajar sem esse tipo de documento, desde que atendam às regras estabelecidas pela companhia aérea, como limite de peso, tipo de caixa de transporte e condições de saúde exigidas para o embarque.

O passaporte de pet substitui todos os outros documentos exigidos: mesmo nos casos em que o tutor possui um passaporte internacional de animal de estimação, esse documento não substitui exigências básicas como carteira de vacinação atualizada ou atestado de saúde quando solicitados pela companhia aérea. Em voos domésticos, o embarque está condicionado ao cumprimento das regras operacionais e sanitárias vigentes, e não à posse de um único documento.

“Os projetos de lei em discussão no Congresso representam um avanço importante para o transporte aéreo de pets no Brasil, ao buscar regras mais claras, padronizadas e alinhadas ao bem-estar animal. Hoje, os tutores ainda enfrentam muita insegurança por conta da falta de uniformidade entre as companhias aéreas, e essas propostas ajudam a trazer mais previsibilidade e confiança para quem precisa viajar com seus animais’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


Check-up Pet antes de viajar: quais cuidados tomar?

 

Antes de viajar, todos nós fazemos um check-up completo de tudo que precisamos: documentos, remédios, passagens, vacinas e hospedagens. Quando os nossos pets nos acompanham, os mesmos cuidados também precisam ser tomados em relação à sua saúde, garantindo sua segurança e bem-estar independentemente do local em que estejam. Mas, você sabe o que contempla todos esses cuidados com os nossos bichinhos? 

Todo pai e mãe de pet sabe que, nem sempre, é fácil deixar nossos animaizinhos em casa sendo devidamente cuidados, o que também vem impulsionando que os levem juntos em certas viagens. Informações divulgadas pela Dogster, como prova disso, mostraram que 54% dos tutores planejam viajar com seus animais de estimação este ano, ainda mais com o crescimento de hotéis e demais hospedagens que passaram a aceitar pets na intenção de expandir seu público-alvo. 

Mas, antes de pôr o pé na estrada, é preciso ter certeza de que sua saúde está boa para que consiga embarcar sem riscos, seja qual for a idade ou raça. Um check-up pet completo, nesse sentido, inclui exames sistêmicos como hemograma, vacinas em dia, remédios para controle de pulgas e sarnas, sorologia de raiva, assim como controle de parasitas. A depender da região, é importante pesquisar as doenças mais comuns do local que podem acometer os animais, para que também reforcem sua proteção com as devidas medicações. 

Do contrário, além de correrem o risco de adquirirem alguma doença, também podem pegar alguma zoonose altamente transmissível aos seres humanos. Um exemplo clássico disso é a Leishmaniose, zoonose grave e crônica que afeta cães e pode causar emagrecimento, lesões na pele e falência de órgãos. Porém, mesmo sendo uma doença já bastante conhecida, muitos tutores ainda acabam viajando com seus pets para regiões de grande quantidade de casos registrados, sem tomar as devidas prevenções vacinais. 

Em média, são registrados cerca de 21.000 casos/ano no país, segundo dados do Governo Federal – contudo, sua distribuição não é uniforme. Enquanto a Região Norte apresenta o maior coeficiente (46,4/100.000), a Nordeste chega a cerca de 8/100.000. Ou seja, em regiões de poucos casos registrados, se torna mais difícil chegar a este diagnóstico, uma vez que muitas outras doenças costumam ser cogitadas primeiramente, antes de serem excluídas e chegadas até o problema real enfrentado. 

Mesmo os animais que tenham problemas específicos de saúde, isso não precisa ser um impeditivo para que viagem com segurança, desde que estejam com os exames e vacinações em dia atestados pelo veterinário, assim como realizando as medicações de uso contínuo, se necessário. Porém, se estiver descompensado nesse sentido, o risco acaba sendo maior. 

Levar seu pet para viajar é uma escolha. Fazer o check-up antes, é um dever. Essa pode ser uma experiência incrível — desde que seja planejada com consciência. O check-up não é um obstáculo, mas o primeiro passo para que a viagem seja boa para todos, minimizando qualquer perigo de pegarem uma doença que possa ser transmitida até mesmo para outros seres humanos. A prevenção sempre será a melhor decisão. 




Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.

Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


AquaFoz registra nascimento de tubarão-galha-branca, espécie ameaçada

Filhote completa um mês de vida e marca feito inédito na história do atrativo


Inaugurado em novembro, o AquaFoz celebra o primeiro mês de vida do primeiro animal nascido em sua história: um filhote de tubarão-galha-branca, espécie considerada ameaçada de extinção em nível global. Sob monitoramento permanente, o filhote segue saudável, ativo e em pleno desenvolvimento, consolidando um marco inédito para o atrativo e reforçando seu papel na pesquisa, no manejo responsável e na conservação da vida marinha. O novo morador nasceu com 1 quilo e 60 centímetros de comprimento.

Monitorado diariamente por biólogos e veterinários, o animal apresenta comportamento e crescimento dentro dos padrões esperados para a espécie, demonstrando boa adaptação ao ambiente. Atualmente, ele permanece em uma área especial, fora do circuito de visitação, onde recebe todos os cuidados necessários para seu desenvolvimento, ainda sem previsão de integração ao percurso dos visitantes. De acordo com Rafael Santos, integrante da equipe técnica, a evolução tem sido positiva desde o nascimento. “Ele está super bem, ativo e se alimentando normalmente”, afirma. O cuidado contínuo envolve observação comportamental, controle alimentar e avaliações regulares de saúde, assegurando as condições necessárias para o pleno desenvolvimento do filhote.

A mãe, a tubarão Carol, veio do AquaRio, em um processo que reforça a integração entre os atrativos do grupo e o trabalho conjunto voltado ao bem-estar animal, à pesquisa científica e à conservação das espécies. Essa conexão entre equipes, protocolos e experiências contribui para o aprimoramento das práticas de manejo e para o fortalecimento das iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade aquática.

O tubarão-galha-branca vive principalmente em ambientes recifais, em águas tropicais e subtropicais, no Indo-Pacífico, e é conhecido pelas nadadeiras com pontas claras. Por se reproduzir lentamente e sofrer com a pesca excessiva, a espécie é considerada ameaçada de extinção em nível global, o que torna o nascimento ainda mais relevante do ponto de vista da conservação.

Esse marco se conecta diretamente à proposta do atrativo, localizado na Avenida das Cataratas, em frente ao Parque Nacional do Iguaçu, em uma região onde natureza, turismo e educação ambiental se encontram. O espaço oferece uma experiência imersiva que conecta os ecossistemas dos rios Iguaçu e Paraná ao oceano, reforçando o papel de Foz do Iguaçu na conservação do meio ambiente e na valorização dos recursos hídricos.
Em um percurso autoguiado de três andares, os visitantes exploram 28 recintos que somam 3,3 milhões de litros de água, onde é possível observar desde o endêmico surubim-do-Iguaçu até tubarões e raias em um dos maiores tanques oceânicos da América do Sul. A estrutura reúne tecnologia sensorial, educação e lazer, além de áreas de alimentação e loja temática, convidando o público a conhecer de perto a biodiversidade aquática e a importância da preservação das águas.

Mais do que um feito inédito, o nascimento do filhote simboliza a maturidade do trabalho desenvolvido pelo AquaFoz. Em meio ao encontro dos rios, à força das cataratas e ao movimento silencioso dos tanques, uma nova vida reafirma o compromisso do atrativo com a ciência, a conservação e o futuro dos oceanos.


Causa dos Animais precisa se alicerçar em fatos verdadeiros para ser respeitada

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais não foi proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas (Bélgica), em 27 de Janeiro de 1978.

 

Todo dia, o sol se põe em nosso passado, mas nasce para o nosso futuro. Sempre que perdemos 24 horas, ganhamos mais 24 horas. Cada novo dia nos dá outra chance de fazer certas as coisas, e de fazer certas coisas. A escolha só depende de nós. A moral representa o conjunto de regras de conduta baseadas nas noções de bem e de mal. É sinônimo de ética e decência.

 

"As pessoas que se intitulam defensoras dos animais muito mais que uma troca de ideias e experiências buscam a aproximação com os valores e princípios pregados por seu patrono, São Francisco de Assis", ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.news).

 

Hoje em dia, infelizmente a realidade encontrada é totalmente diferente da imaginada. A ideia do compromisso com os animais, talvez seja a única inspiração que assegura a necessidade para continuar nesta luta pelos direitos dos animais.

 

Algumas pessoas podem até contestar, mas se não houver urgentemente um resgate dos valores morais e éticos, estaremos nos movendo rapidamente na direção contrária a meta sonhada, ou seja, a proteção e defesa dos animais cairão num grande descrédito, o que antes era sinônimo de vontade, se transformará em frustração.

 

"Eu acreditava que na medida em que avançasse no desafio de proteger os animais, teria mais coisas importantes para aprender e fazer, trabalhando a favor do crescimento desta nobre causa. Tornando-me cada vez mais confiante na minha missão. Mas, recentemente descobri que até a Declaração Universal dos Direitos dos Animais não foi proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas (Bélgica), em 27 de Janeiro de 1978. Este fato me deixou profundamente preocupada com precariedade das informações vinculadas sobre um tema tão importante", ressalta Vininha F. Carvalho.

 

A motivação de certas pessoas em pregar que a defesa animal se faz basicamente através da arrecadação de dinheiro, conseguindo ganhos rápidos e descompromissados, impedem que exista uma conscientização sobre o direito dos animais alicerçada no conhecimento , permitindo que haja divulgação de fatos desencontrados e contraditórios, geralmente criando muita polemica.

 

As repetidas divulgações de agressões aos animais, por exemplo, são um excelente indicador que a violência está sendo até banalizada e falta pesquisa sobre como garantir a dignidade dos animais. Enquanto muitos animais continuam sofrendo, a mídia é voltada para dar espaço para pessoas que só buscam se promover, apresentando casos isolados de maus tratos, que nunca são devidamente esclarecidos como foram resolvidos.

 

O clamor público só deve ser acionado para fatos que elevem a dignidade do animal, jamais para divulgar suas mazelas. Infelizmente, devemos atribuir esta terrível situação que se encontra a causa dos animais, ao amadorismo e a ignorância.

 

A convicção consegue derrotar as adversidades. Sem luta não há vitória. Sem empenho não há conquistas. Mas para que isto seja possível às pessoas bem intencionadas, verdadeiras amantes dos animais, precisam se fortalecer em fatos verídicos.

 

"Os caminhos e as possibilidades precisam estar abertos para que todos consigam desenvolver suas aptidões e dar o melhor de si para esta militância. É fundamental depositar na causa a emoção e credibilidade e, não apenas dinheiro, para que a causa animal não acabe se perdendo no tempo e no espaço", conclui Vininha F. Carvalho.

 

Sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares: há contraindicação médico-veterinária?

O Estado de São Paulo passou a autorizar o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos de seus tutores ou familiares desde a publicação da Lei Estadual nº 18.397, de 07 de fevereiro de 2026, conhecida como Lei Bob Coveiro. A lei determina que cada município estabeleça suas normas conforme os critérios sanitários vigentes e os cemitérios particulares também podem definir regras próprias para essa prática. Apesar dos pets atualmente serem considerados como membros da família, essa possibilidade tem gerado debates, principalmente sobre as possíveis contraindicações e riscos sanitários.  

 Do ponto de vista médico-veterinário, não existe uma contraindicação absoluta para o sepultamento em jazigos familiares, desde que respeitados os critérios sanitários e ambientais. No entanto, o que deve ser avaliado é a causa da morte do animal e as condições sanitárias do local. 

 Em casos de óbito por zoonoses, doenças transmitidas entre animais e pessoas, ou doenças infectocontagiosas, é importante que o corpo do animal receba destinação adequada, seguindo critérios técnicos rigorosos, respeitando as normas sanitárias e ambientais. Isso porque o risco não está em compartilhar o jazigo, mas nas condições em que o sepultamento é realizado. Durante o processo de decomposição ocorre a liberação do necrochorume, um líquido proveniente da degradação dos tecidos, rico em matéria orgânica, sais minerais e microrganismos potencialmente patogênicos. Entretanto, quando o sepultamento ocorre em cemitérios regularizados, com profundidade adequada, controle da distância do lençol freático, impermeabilização do solo e sistemas de drenagem eficientes, o risco ambiental e sanitário é reduzido. Assim, na ausência de restrição sanitária, o compartilhamento de jazigo não constitui risco à saúde pública. 

 O maior problema está nos enterros clandestinos que ocorrem em terrenos baldios ou áreas inadequadas que podem favorecer a disseminação de doenças devido à contaminação do solo e de águas subterrâneas, o que configuraria crime ambiental. Em vista disso, não há contraindicação médico-veterinária absoluta, sendo a regulamentação considerada um avanço importante no aspecto sanitário, pois além de reconhecer o vínculo afetivo entre tutores e seus animais, também contribui para prevenir danos ambientais e reduzir práticas irregulares que ainda estão muito presentes, devido à falta de orientação da população somada à ausência de alternativas em muitos municípios.  

 Sendo assim, a criação de normas claras e seguras é importante para garantir que o luto pela morte de seu animal de estimação, seja vivido com dignidade, sem comprometer a saúde pública e o meio ambiente. 

  


Lenara Calazans - Médica-veterinária, com pós-graduações em Vigilância Sanitária e Qualidade de Alimentos, Saúde Pública e Vigilância Sanitária e Geriatria e Neonatologia em Cães e Gatos. É professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Internacional UNINTER.

Macaca diagnosticada com diabetes em hospital veterinário de MG acende alerta nacional sobre alimentação de animais silvestres

Caso raro confirmado após investigação clínica criteriosa acende alerta nacional sobre os impactos invisíveis da alimentação inadequada de animais silvestres


Uma macaca-prego fêmea, resgatada na Mata do Ipê, em Uberaba (MG), no dia 14 de janeiro de 2026, foi diagnosticada com diabetes mellitus após 25 dias de internação no Hospital Veterinário da Uniube (HVU). O diagnóstico é considerado raro em primatas não-humanos de vida livre no Brasil e acende um alerta em todo o país.

O animal, batizado de Chica, foi recolhido por servidores municipais em estado apático. O primeiro diagnóstico foi de broncopneumopatia (pneumonia), confirmado por radiografia torácica, com início imediato de antibioticoterapia, analgesia e suporte metabólico.


Ainda na admissão, exames laboratoriais indicaram hiperglicemia. No entanto, a equipe clínica optou por não fechar o diagnóstico de diabetes naquele momento. Segundo o médico-veterinário responsável pelo caso, Cláudio Yudi Kanayama, a decisão foi baseada em critérios técnicos amplamente descritos na literatura científica.


“O estresse agudo de captura eleva o cortisol e as catecolaminas, podendo causar hiperglicemia transitória. Além disso, agentes sedativos utilizados em procedimentos anestésicos também interferem temporariamente na glicemia. Diagnosticar diabetes exige confirmação”, explica.


Somente após 19 dias de estabilização clínica, com melhora respiratória, adaptação ao ambiente hospitalar e normalização do estado geral, foi realizada nova bateria de exames. A dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c), marcador de hiperglicemia crônica, confirmou o diagnóstico definitivo de diabetes mellitus.


Durante a internação, a equipe implementou protocolo de manejo específico, incluindo dieta com redução de carboidratos simples e aumento de vegetais frescos. Ainda assim, o prognóstico é permanente: a macaca não poderá retornar à vida livre.


“O caso de Chica demonstra que, uma vez instalada, a diabetes mellitus em primatas exige cuidado permanente, especializado e custoso. O animal necessitará de monitorização contínua, medicamentos diários, dieta rigorosamente controlada e acesso a laboratório para exames periódicos, algo que a natureza não pode oferecer”, destaca o veterinário.


De acordo com estudos internacionais publicados na revista Zoo Biology, a diabetes em primatas é mais frequentemente registrada em animais de cativeiro: 28% das instituições zoológicas norte-americanas relataram pelo menos um caso ativo. Em vida livre, porém, os registros são raros, o que torna o episódio ainda mais significativo.


Segundo a equipe técnica, a causa mais provável está associada à alimentação inadequada oferecida por frequentadores da área verde.


“A macaca estava recebendo alimentos inadequados, principalmente carboidratos simples, como pão de queijo, bolachas, entre outros, oferecidos por pessoas que visitavam a Mata do Ipê. Isso resultou em uma condição metabólica grave que comprometeu permanentemente sua saúde”, comenta o especialista.


Especialistas alertam que alimentar animais silvestres pode provocar distúrbios metabólicos, como diabetes e obesidade; dependência alimentar e perda da capacidade de forrageamento; alterações comportamentais e aumento de agressividade; maior risco de transmissão de zoonoses; além de desequilíbrio ecológico.


Recomenda-se que a população não alimente animais silvestres em parques ou áreas de preservação, eduque crianças sobre a importância de respeitar a fauna em seu habitat natural, apoie políticas públicas de conservação e procure instituições especializadas ou a Polícia Ambiental ao encontrar um animal em situação de risco.


Agora, Chica aguarda encaminhamento ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), que definirá sua destinação para uma instituição habilitada ao manejo permanente. Para os profissionais envolvidos, o caso ultrapassa o episódio clínico individual.


“Queremos que essa história sirva como alerta nacional. Alimentar um animal silvestre pode parecer um gesto de carinho, mas pode condená-lo a uma doença crônica irreversível”, conclui o veterinário.


A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Uberaba, por meio do secretário Edno Cesar da Silveira, informou que, por intermédio da Superintendência de Bem-Estar Animal, acompanha o caso da macaca Chica desde o seu encaminhamento ao Hospital Veterinário da Uniube (HVU), realizado pelo médico-veterinário da própria Superintendência.


“Expressamos nosso profundo agradecimento à instituição pela excelência técnica e pela dedicação no tratamento da Chica. Agora, nosso compromisso é apoiar integralmente o HVU e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) na busca por uma instituição habilitada que possa oferecer o manejo permanente e a qualidade de vida que ela necessita”.

 

Hospital Veterinário da Uniube (HVU)


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