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domingo, 30 de agosto de 2026

No Dia Internacional da Onça-Parda, curta do Instituto Ampara Animal mostra por que os felinos estão cada vez mais próximos das cidades

Animação "A Voz da Onça-Parda" estreia em 30 de agosto, com participação de Sandy e André Trigueiro

 

                                           https://youtu.be/CI-4vZdBEmM

 

Sandy aceitou o convite da Ampara Animal para emprestar sua voz à personagem da onça-parda, dando vida à protagonista do curta e contribuindo para transmitir, de forma sensível e emocionante, a realidade enfrentada pela espécie. 

Já André Trigueiro será responsável pela locução da mensagem final do filme, reforçando o alerta sobre a perda de habitat, a importância da conservação das florestas e corredores ecológicos e a necessidade de coexistência entre os seres humanos e a fauna silvestre.  

Dezenas de onças-pardas (Puma concolor) tiveram que ser resgatadas em áreas urbanas em todo o Brasil somente em 2025. Na maioria dos casos, esses animais deixaram a mata em busca de alimento e abrigo após perderem parte de seu habitat natural. Para chamar a atenção para uma das principais causas desse cenário, o Instituto Ampara Animal lança, no dia 30 de agosto, em celebração ao Dia Internacional da Onça-Parda, o curta de animação "A Voz da Onça-Parda", que narra, sob a perspectiva do próprio animal, as consequências da fragmentação dos ecossistemas e da perda da conectividade entre os habitats e outros recursos naturais. 

Idealizado pela publicitária, terapeuta integrativa e defensora da fauna silvestre Daniela Andrade, o projeto nasceu da preocupação com a realidade enfrentada pela fauna brasileira, especialmente no Estado de São Paulo, onde o crescimento urbano, a expansão de condomínios e a fragmentação das áreas naturais vêm reduzindo cada vez mais o espaço disponível para a vida silvestre e no caso, para essas espécies que necessitam de amplas áreas de vida. A proposta do filme é sensibilizar o público para a importância da conservação dos habitats, da implantação de corredores ecológicos e passagens de fauna e da construção de uma relação mais harmoniosa entre pessoas e animais silvestres. 

Com cerca de dois minutos e meio de duração, a animação acompanha a trajetória de um filhote desde os primeiros dias de vida ao lado da mãe, em uma floresta preservada. Embalada pelos sons da natureza, a narrativa apresenta um ambiente onde o silêncio é interrompido apenas pelo canto dos pássaros, pelo vento entre as árvores e pelos primeiros passos curiosos da pequena onça, compondo assim uma paisagem sonora da floresta. 

A tranquilidade termina quando a mãe sai para caçar e deixa o filhote escondido entre os canaviais, comportamento hoje utilizado por esses animais para transitarem entre um fragmento e outro de mata. Pouco depois, o ronco das colheitadeiras substitui os sons da floresta. Assustada com a aproximação das máquinas, a filhote corre em meio à plantação e se perde. Quando a mãe retorna para buscá-la, encontra apenas o rastro da destruição deixada pela colheitadeira. E assim, o reencontro não acontece. 

A partir desse momento, o curta acompanha o crescimento da onça em um ambiente completamente transformado pela ação humana. Já adulta, ela percorre rodovias, cruza bairros, desvia de carros, enfrenta o barulho das cidades e procura apenas aquilo que sempre encontrou na floresta: abrigo, alimento, interação com outras espécies e um lugar seguro para viver. 

Em uma de suas incursões em uma área urbana, o animal acaba acuado e é resgatado por equipes ambientais. Encaminhada para um recinto de reabilitação, a personagem faz uma reflexão que resume a mensagem do filme:

"Dizem que me salvaram… Mas o que é ser salva sem poder voltar para casa?" 

Produzido com linguagem poética, animação sensível e uma trilha sonora que acompanha a transformação da paisagem — dos sons naturais ao silêncio provocado pela perda da floresta —, o curta termina com um pedido dirigido ao público: 

"A floresta é meu lar. É nosso lar. Só peço uma chance de coexistirmos." 

As cenas finais reforçam que a história retratada não é um caso isolado. A narração destaca que centenas de onças-pardas e outros animais vêm sendo encontradas em áreas urbanas porque perderam território, presas naturais, abrigo e outros recursos. Muitas delas jamais conseguem retornar à vida livre. 

"Quando a floresta deixa de existir, nós também perdemos o equilíbrio que mantém nossas cidades vivas. Aprender a coexistir não é escolha. É sobrevivência. Se ela tem a sua casa, nós teremos a nossa." 

Segundo Daniela Andrade, a proposta sempre foi contar essa história pela perspectiva do próprio animal, despertando empatia e aproximando as pessoas da realidade vivida pela fauna silvestre. 

"Quando um animal silvestre aparece próximo às pessoas, quase sempre ele está tentando sobreviver em um ambiente que foi transformado pelo próprio ser humano. Precisamos aprender a coexistir e compreender que proteger esses animais significa proteger também o futuro dos nossos ecossistemas. A ideia deste curta nasceu justamente da vontade de dar voz à onça-parda e mostrar que ela não invade nossas cidades: somos nós que transformamos o caminho que ela sempre percorreu. 

" Para ampliar o alcance da mensagem e fortalecer seu caráter educativo, Daniela convidou o Instituto Ampara Animal para abraçar a iniciativa. A organização passou a assinar institucionalmente o projeto, incorporando o filme às suas ações de mobilização para a conservação da biodiversidade e coexistência entre seres humanos e fauna silvestre. 

Para Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal, o aumento dos registros de onças-pardas em centros urbanos revela a necessidade de ampliar o debate sobre conservação dos habitats naturais. 

"Quando uma onça-parda aparece em uma cidade, ela não está ali porque escolheu estar. Ela chegou até aquele local porque seu território foi reduzido, fragmentado ou deixou de oferecer as condições necessárias para sua sobrevivência. 'A Voz da Onça-Parda' procura mostrar essa realidade por uma perspectiva pouco explorada: a do próprio animal. Esperamos que as pessoas compreendam que proteger as florestas é a forma mais eficiente de proteger também a fauna, reduzir conflitos e preservar o equilíbrio ambiental." 

O curta contou ainda com a colaboração de duas produtoras especializadas. A Bóson Post foi responsável pela pós-produção e finalização da animação, transformando o roteiro em uma experiência audiovisual capaz de emocionar e aproximar o público da história. Já a Blood Audio assinou a trilha sonora original e o desenho de som, criando uma linguagem cinematográfica que utiliza tanto a música quanto o silêncio para acompanhar a transformação da paisagem e intensificar a experiência sensorial da narrativa.

 

Lançamento durante a Semana da Suçuarana 

A estreia oficial de "A Voz da Onça-Parda" aconteceu no dia 29 de agosto, no Parque Natural Municipal do Itaim, uma unidade de conservação na zona sul de São Paulo, como parte da programação da Semana da Suçuarana, iniciativa promovida anualmente pelo Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado em celebração ao Dia Internacional da Onça-Parda. 

Vale lembrar que o Itaim integra a Trilha Interparques, uma iniciativa das unidades de conservação municipais e demais áreas protegidas, cujo símbolo é a pegada com rastro da onça-parda, animal símbolo da cidade. 

Além da exibição inédita do curta, o evento contou com uma saída de observação de natureza promovida pelo programa do instituto AMPARA Animal, Binóculos da Liberdade, além de roda de conversa sobre a coexistência humano fauna e outras atividades de educação ambiental. 

Mais do que lançamento, o encontro buscou aproximar a população da realidade das onças-pardas que vivem na maior metrópole do país e em suas áreas periurbanas e rurais. A presença desses animais na região ainda é pouco conhecida, embora eles ocupem importantes remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado que resistem dentro e no entorno da cidade. Compreender suas ameaças e estabelecer estratégias de conservação é um passo fundamental para construir cidades mais preparadas para coexistência e proteção da biodiversidade. 

Há 16 anos, o Instituto Ampara Animal atua na proteção da fauna brasileira por meio do manejo populacional de animais domésticos, advocacy, educação ambiental, cooperação técnica e projetos de conservação de animais silvestres vítimas de queimadas, atropelamentos, tráfico, desmatamento e outros impactos provocados pela ação humana. A organização também desenvolve campanhas de conscientização e projetos voltados à coexistência entre pessoas e animais silvestres. 

Desde 2015 o Instituto Ampara Animal trabalha com a campanha “Todos pelas onças” que visa abordar temas importantes que envolvem as principais ameaças das onças brasileiras e também, ações de advocacy na defesa dos direitos dessas espécies. 

Além disso, foi investido cerca de R$4 milhões de reais em construção e melhorias de espaços para atender uma demanda enorme de indivíduos que não podem mais retornar para a natureza. Essa é uma remediação paliativa porém necessária, para trazer dignidade e bem-estar aos impactados pela intervenção humana. 

Por isso, o Instituto está em busca de apoio de pessoas físicas e empresas, para dar continuidade a esta importante frente de atuação.

 

todospelasoncas.org.br


Como ajudar seu cachorro a envelhecer com saúde

Cães adotados na pandemia começam a entrar na terceira idade. Veterinária destaca a importância da alimentação adequada, da atividade física e do acompanhamento profissional para promover bem-estar em todas as fases de vida

 

Para quem vive com um cachorro, acompanhar o envelhecimento do animal pode ser uma experiência curiosa. De repente, aquele filhote cheio de energia já não corre pela casa da mesma maneira, dorme um pouco mais ou precisa de mais tempo para se levantar depois de uma soneca. 

O envelhecimento faz parte da vida dos cães, já que é um processo natural de qualquer ser vivo, mas não precisa ser sinônimo de doença ou perda de qualidade de vida. Segundo a médica-veterinária Mayara Andrade, de GranPlus, da MBRF Pet, o importante é olhar para os cuidados que ajudam os animais a envelhecerem de forma saudável e entender que a prevenção começa antes de os primeiros sinais da idade aparecerem. 

A idade em que um cão é considerado sênior varia principalmente de acordo com o porte. Segundo a American Animal Hospital Association (AAHA), uma referência utilizada para definir essa fase é considerar os últimos 25% da expectativa de vida estimada do animal. Por isso, cães de porte grande e gigante, que geralmente apresentam menor expectativa de vida, tendem a chegar a essa fase mais cedo do que cães de pequeno porte. Não existe, porém, uma idade cronológica única que determine quando um cão se torna sênior. 

É justamente nesse período que a atenção aos cuidados preventivos ganha importância. 

"Não existe uma idade exata em que todos os cães passam a ser idosos. O envelhecimento, segundo a AAHA, é influenciado pelo porte, pela raça, pelo histórico de saúde e pelo estilo de vida. Por isso, mais importante do que esperar o animal apresentar sinais visíveis de “velhice' é acompanhar sua saúde ao longo de toda a vida", afirma a médica-veterinária.

 

Envelhecimento não começa quando aparecem os pelos brancos 

Os sinais mais conhecidos da idade, como pelos “grisalhos”, mais horas de sono ou menor disposição, podem chamar a atenção do responsável, mas o processo de envelhecimento é mais amplo. 

Segundo a veterinária, com o passar dos anos, podem ocorrer alterações e declínios em diferentes funções do organismo, incluindo as cognitivas, além de mudanças no metabolismo, na composição corporal, na musculatura, nas articulações e na saúde bucal. Por isso, uma alteração de comportamento não deve ser automaticamente atribuída à idade. 

A AAHA recomenda atenção a mudanças como redução de atividade, alterações de comportamento, como maior irritabilidade ou ansiedade, desorientação, mudanças no padrão de sono e menor interação com pessoas ou outros animais, além de perda de peso ou massa muscular, mudanças no apetite ou maior ou menor consumo de água e dificuldades de mobilidade. Esses sinais podem estar relacionados a condições de saúde que precisam ser investigadas. 

"Quem convive diariamente com o cão pode perceber mudanças sutis na rotina e no comportamento do animal. Essas observações são importantes para o acompanhamento veterinário. Mesmo alterações iniciais, como mudanças na mobilidade, no apetite ou no comportamento, devem ser compartilhadas com o veterinário que acompanha o pet, seja durante os check-ups de rotina ou em uma consulta específica", diz Mayara.

 

Idoso não é sinônimo de sedentário 

Mayara explica que se o cachorro envelhece, não significa que os passeios e as brincadeiras precisam desaparecer: “a atividade física adequada ajuda a manter o animal ativo e pode contribuir para sua saúde física, cognitiva e seu bem-estar. O segredo é adaptar a rotina e o ambiente às condições de cada cão”. 

Segundo a profissional, a atividade física deve fazer parte da rotina do cão também nessa fase, com adaptações quando necessário. Um cachorro acostumado a longas caminhadas pode precisar de ajustes no ritmo ou na duração dos passeios, enquanto animais que irão iniciar uma atividade física ou aumentar a intensidade dos exercícios devem passar por uma avaliação veterinária prévia, tenham ou não alterações de mobilidade. 

"A atividade física continua sendo importante durante o envelhecimento, mas precisa respeitar os limites de cada animal. O responsável deve observar sinais de cansaço, desconforto ou dificuldade de locomoção e conversar com o veterinário para encontrar uma rotina adequada", orienta Mayara.

 

Check-up não é só quando existe um problema 

Um dos principais aliados do envelhecimento saudável é o acompanhamento veterinário. 

As diretrizes da AAHA recomendam uma abordagem preventiva para cães seniores, com avaliações clínicas regulares e exames complementares de acordo com a necessidade individual de cada pet, visto após a avaliação do paciente pelo veterinário. O objetivo é identificar alterações o quanto antes de forma preventiva ou para acompanhamento no caso de condições mais crônicas. 

“Isso é importante porque alguns problemas podem começar de maneira silenciosa. Para o responsável, a consulta também é uma oportunidade de revisar vacinação, controle de parasitas, saúde bucal, alimentação, peso, atividade física e comportamento, iniciando uma preparação e conscientização do responsável também para essa nova fase", orienta Mayara.

 

Cães adotados na pandemia já estão na terceira idade 

Há ainda um grupo de cães para o qual esse assunto ganhou uma importância especial. 

Durante a pandemia de Covid-19, houve um aumento do interesse pela adoção de animais. Cinco ou seis anos depois, muitos daqueles cães já deixaram para trás a fase de filhote e estão entrando na maturidade. 

Dependendo do porte, alguns já estão na fase sênior. 

Para a profissional, isso quer dizer que é um bom momento para os responsáveis que adotaram durante a pandemia revisarem os cuidados e conversarem com o veterinário sobre a próxima etapa da vida do animal. 

"É comum que o responsável continue enxergando o cachorro como aquele filhote que chegou à família anos atrás. Mas as necessidades mudam com o tempo. Acompanhar essas mudanças e adaptar os cuidados é uma forma de contribuir para que o animal tenha mais qualidade de vida em cada fase", afirma Mayara.

 

Cinco cuidados para começar hoje 

Mayara lembra que não é preciso esperar o cachorro envelhecer para incorporar hábitos que favoreçam uma vida saudável. Segundo ela, algumas medidas fazem parte do cuidado durante todas as fases:

 

1. Acompanhe o peso: alterações de peso devem ser avaliadas, principalmente quando acontecem sem mudanças intencionais na alimentação ou na rotina.

 

2. Observe o comportamento: mudanças na disposição, no apetite, no sono ou na interação podem ser sinais de que algo mudou.

 

3. Mantenha consultas veterinárias: a frequência deve ser definida de acordo com a idade, o histórico e as necessidades individuais do cão.

 

4. Ofereça alimentação adequada: composição e quantidade devem acompanhar as necessidades do animal, podendo ser necessários ajustes, principalmente em relação à recomendação diária. Isso também inclui a escolha de uma alimentação formulada especificamente para cada fase de vida.

 

5. Mantenha o cachorro ativo: passeios e brincadeiras devem fazer parte da rotina, sempre respeitando a condição física e os limites do animal. Quando necessário, adapte também o ambiente para facilitar a movimentação e garantir mais segurança e conforto, como evitar pisos escorregadios e facilitar o acesso aos locais que o animal utiliza no dia a dia.

 

“No fim das contas, envelhecer é um processo natural da vida. E é importante sempre lembrarmos que cuidar de um cachorro não significa apenas aproveitar os anos de filhote ou adulto, mas acompanhar todas as fases da vida. Para os cães que chegaram às famílias durante a pandemia, essa próxima etapa está próxima ou já chegou. Para os demais, ela também vai chegar. Hoje, a medicina veterinária está mais avançada, e os cães têm vivido mais, resultado também da evolução nos cuidados com saúde, alimentação, prevenção e acompanhamento veterinário. Quanto mais cedo esses cuidados fazem parte da rotina, maiores são as oportunidades de acompanhar o envelhecimento de forma saudável e contribuir para mais qualidade de vida e longevidade", explica Mayara.

 

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos; veterinária orienta como proteger os pets

 Baixa umidade do ar pode causar ressecamento de mucosas, irritação das vias respiratórias, dermatites e aumentar o risco de desidratação; animais braquicefálicos exigem atenção especial

 

O tempo seco não afeta apenas a saúde humana. Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar, que favorece o ressecamento das mucosas, irritações respiratórias e problemas de pele, além de aumentar o risco de desidratação. Para animais que já apresentam doenças respiratórias ou outras condições crônicas, o período exige atenção redobrada dos tutores. 

Segundo a docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Aline Ambrogi, a baixa umidade compromete a proteção natural das vias respiratórias. “O ar seco resseca as mucosas do nariz, dos olhos e das vias respiratórias, diminuindo a proteção natural contra agentes infecciosos. Além disso, favorece a desidratação e pode agravar doenças respiratórias e dermatológicas já existentes”, explica. 

Entre os sinais que podem aparecer nos pets estão ressecamento do focinho, dos olhos e dos coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. O período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de conjuntivites, dermatites e coceiras. Em animais predispostos, a baixa umidade pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia.

 

Alguns pets são mais vulneráveis

Nem todos os animais respondem da mesma maneira às condições de tempo seco. Os braquicefálicos — cães e gatos de focinho curto — estão entre os que demandam maior cuidado. Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês, Shih Tzu e Persa são alguns exemplos. “Animais braquicefálicos já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e, por isso, podem sofrer mais em períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também merecem atenção especial”, alerta a docente.

 

Hidratação é um dos principais cuidados

Manter os animais hidratados é uma das principais medidas para reduzir os impactos do tempo seco. A recomendação é deixar água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Quando houver indicação do médico-veterinário, alimentos úmidos, como sachês, também podem contribuir para aumentar a ingestão de líquidos. 

Os passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários de menor calor e menor ressecamento do ar, como no início da manhã ou no final da tarde. Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e, quando possível, umidificador de ar pode ajudar. A orientação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem ser utilizados para contribuir com a umidificação do ambiente. 

A limpeza frequente da casa é outro cuidado importante, já que ajuda a reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Também é recomendável evitar que os animais sejam expostos à fumaça de cigarro e às queimadas.

 

Quando procurar um veterinário?

Durante os períodos de baixa umidade, os tutores devem observar mudanças no comportamento e na saúde dos pets. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais de alerta. 

“Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta a especialista. 

Com medidas simples de hidratação, controle do ambiente e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos animais durante o período de baixa umidade.

  

Centro Universitário de Jaguariúna - UniFAJ


Fato ou Fake: especialista esclarece os principais mitos sobre altas temperaturas durante viagens aéreas com pets

Características do animal, condições climáticas e etapas em solo estão entre os fatores que devem ser considerados antes do embarque 

 

Viajar de avião com um animal de estimação exige planejamento que vai muito além da escolha da companhia aérea e da documentação necessária. Entre os fatores que precisam ser considerados está a temperatura, já que o pet pode passar por diferentes ambientes ao longo do deslocamento, desde a saída de casa e chegada ao aeroporto até os procedimentos de embarque, transporte em solo e chegada ao destino. Por isso, mesmo em períodos que não coincidem com o verão, diferenças climáticas entre a cidade de origem e o destino podem representar um desafio para o bem-estar dos animais.

Além disso, alguns animais apresentam maior sensibilidade ao calor do que outros, cães e gatos braquicefálicos, caracterizados pelo focinho curto, têm maior risco de sofrer problemas respiratórios e de apresentar estresse térmico durante viagens aéreas.

Pensando nisso, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais reuniu abaixo os principais fatos e fakes sobre temperaturas durante a viagem com pets. 


Fatos

O calor pode ser um fator de risco durante diferentes etapas da viagem aérea: o risco de exposição ao calor não está restrito ao interior da aeronave. O animal pode passar por períodos de espera, movimentação em solo, embarque e desembarque, etapas nas quais as condições de temperatura e ventilação precisam ser observadas. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também estabelece orientações específicas para o transporte de animais vivos, incluindo procedimentos para garantir condições adequadas de temperatura, ventilação e bem-estar durante a movimentação e permanência nos terminais de carga.


Cães e gatos de focinho curto precisam de atenção especial: Pugs, Bulldogs, Boxers, Persas e outras raças braquicefálicas podem apresentar maior dificuldade para lidar com o calor e com situações de estresse durante o transporte aéreo. A atenção também se relaciona à própria forma como os cães eliminam calor. Uma revisão científica publicada em 2026 na revista Frontiers in Veterinary Science explica que os cães dependem da respiração ofegante e da perda de calor por evaporação pelo sistema respiratório para auxiliar na regulação da temperatura corporal.


O transporte aéreo possui protocolos específicos para proteger os animais das temperaturas extremas: o transporte de pets por avião não ocorre de maneira improvisada. Existem procedimentos voltados à proteção dos animais durante as diferentes etapas da operação. A IATA orienta que os animais sejam movimentados e acomodados de forma segura, com monitoramento de fatores como temperatura, ventilação e bem-estar nas instalações de carga. A entidade também mantém regulamentações específicas para o transporte de animais vivos por via aérea.


Fake

Se o avião tem controle de temperatura, o calor não representa risco para o pet: embora aeronaves e instalações destinadas ao transporte de animais contem com sistemas e procedimentos específicos, o deslocamento envolve outras etapas além do período em voo. O animal pode ser exposto a diferentes condições durante a entrega, espera, movimentação no aeroporto, embarque e desembarque. Por isso, as normas de transporte também estabelecem cuidados específicos para essas etapas.


Todos os pets reagem ao calor da mesma maneira: a tolerância ao calor pode variar de acordo com características individuais do animal, como raça, idade, condição corporal e características anatômicas. Os animais braquicefálicos estão entre os que demandam maior atenção durante o transporte aéreo. Por isso, antes de uma viagem, é importante avaliar as condições individuais do pet e verificar se há alguma recomendação veterinária específica para o deslocamento.


O pet só precisa se preocupar com o calor quando chegar ao destino: as condições climáticas do destino são importantes, mas o planejamento deve considerar toda a jornada. Um animal que sai de uma cidade com temperaturas amenas pode chegar a um destino muito mais quente — ou enfrentar uma diferença significativa de temperatura durante o percurso. Além disso, a operação aeroportuária envolve períodos de espera e movimentação em solo que também precisam ser considerados.

“Quando falamos em transporte aéreo de animais, é importante entender que o bem-estar do pet precisa ser considerado em todas as etapas da viagem, e não apenas durante o voo. Temperatura, tempo de espera, características individuais do animal e condições do trajeto são fatores que precisam fazer parte do planejamento’', finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


PETFriendly Turismo 

 

Projeto prevê multa de até R$ 5,9 mil para motoristas que abandonarem animais nas ruas

Médico veterinário da WeVets comenta os impactos do abandono na saúde dos pets; animais em situação de rua têm chance 35% maior de apresentar doenças

 

Animais em situação de rua apresentaram chance 35% maior de receber um diagnóstico de doença do que aqueles que viviam com tutores, segundo um estudo brasileiro publicado em 2025 na revista científica Scientific Reports. Entre os animais doentes, os quadros infecciosos responderam por 43,9% dos diagnósticos em gatos e 34,3% em cães. 

Os dados ganham novo contexto após a Câmara dos Deputados aprovar, na quarta-feira (12), o Projeto de Lei 25/2024, que cria punições específicas para o abandono de animais com uso de veículos. O texto prevê a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 18 meses quando a vítima for cão ou gato e multa de R$ 2.934,70. Se o abandono resultar em morte, atropelamento ou lesão, o valor poderá dobrar e chegar a R$ 5.869,40. A proposta segue para o Senado e ainda não está em vigor. 

O levantamento retrata um recorte marcado por uma crise socioambiental que deslocou famílias e deixou animais para trás. Ainda assim, ajuda a dimensionar os efeitos clínicos da perda de abrigo, alimentação, proteção e acompanhamento veterinário. Entre os gatos, os diagnósticos mais recorrentes incluíram o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o complexo respiratório felino. Nos cães, destacaram-se a erliquiose e as doenças parasitárias. Problemas dermatológicos, como infestações por ectoparasitas e infecções de pele, apareceram nas duas espécies. 

“O animal perde o acesso regular a água, alimento, abrigo, vacinação, controle de parasitas e supervisão. Nas ruas, fica exposto a agentes infecciosos, pulgas, carrapatos, intoxicações, brigas e atropelamentos. Filhotes, idosos e pacientes com doenças crônicas podem descompensar mais rapidamente porque têm menor capacidade de enfrentar essas mudanças”, explica o médico veterinário Gustavo Jorge Gonçalves da WeVets. 

O impacto também aparece nos indicadores de estresse. Em outro estudo, publicado na revista Psychological Science, cães recém-admitidos em um abrigo apresentaram, nos primeiros três dias, níveis de cortisol quase três vezes superiores aos observados em animais avaliados dentro de casa. A pesquisa não analisou cães abandonados nas ruas, mas registra a resposta fisiológica provocada pela separação e pela entrada abrupta em um ambiente desconhecido. 

“O estresse pode alterar o apetite, o sono e o comportamento, além de dificultar o resgate, porque o animal assustado tende a fugir, se esconder ou reagir por medo. O cortisol isoladamente não fecha um diagnóstico, mas ajuda a mostrar que a retirada repentina do ambiente familiar e os desafios encontrados na rua produzem uma resposta orgânica real”, afirma o especialista da WeVets.
 

Sinais que exigem atendimento imediato 

Mesmo sem ferimentos aparentes, um animal resgatado deve passar por avaliação veterinária. Alguns traumas internos, quadros de desidratação e doenças infecciosas não são identificados apenas pela observação. Dificuldade para respirar, sangramento, apatia intensa, vômitos, diarreia, incapacidade de ficar em pé, dor, convulsões ou outras alterações neurológicas exigem atendimento imediato. 

Ao encontrar um cão ou gato sozinho, a aproximação deve ser lenta, sem correr, gritar ou tentar agarrá-lo bruscamente. Água pode ser oferecida, mas não se deve forçar a ingestão nem administrar medicamentos. Se o resgate puder ser feito com segurança, o transporte deve usar guia, caixa apropriada ou uma contenção que reduza o risco de fuga. 

A avaliação clínica também permite verificar a presença de microchip. Coleira, plaqueta ou identificação eletrônica podem revelar que o animal está perdido, situação que deve ser investigada antes da busca por um novo lar. 

Quem presenciar um abandono deve registrar, sem se colocar em risco, a placa e as características do veículo, o local, a data e o horário, além de preservar fotos ou vídeos. A denúncia pode ser apresentada à polícia e aos órgãos municipais ou estaduais de proteção animal. 

Pelo projeto aprovado na Câmara, a suspensão será de 12 meses para o abandono de animais em geral e de 18 meses para cães e gatos. Em caso de reincidência dentro de 24 meses, a proposta prevê a cassação da habilitação. As mesmas regras alcançam o uso de embarcações. O texto ainda precisa passar pelo Senado e, depois da aprovação definitiva pelo Congresso, dependerá de sanção presidencial e publicação para entrar em vigor.

 

Seu pet mudou de comportamento? 5 sinais de tédio e ansiedade que os tutores costumam ignorar

Especialista em comportamento animal explica como alterações na rotina podem se manifestar de formas que muitas vezes são confundidas com “manha” e orienta o que observar antes que o problema se agrave

 

Destruir objetos, latir mais do que o habitual, seguir o tutor pela casa ou simplesmente ficar mais quieto. Mudanças como essas costumam ser interpretadas pelos tutores como falta de educação, excesso de energia ou até “manha”. Mas, em alguns casos, podem indicar que o animal está entediado, ansioso ou enfrentando alguma dificuldade de adaptação à rotina.

 

O alerta ganha força diante de uma pesquisa publicada na revista "Veterinary Research Communications". A partir de dados de 43.517 cães participantes do Dog Aging Project, o estudo identificou que mais de 84% apresentavam algum nível de medo ou ansiedade em situações do cotidiano. Embora os dados sejam baseados em relatos dos tutores e não representem diagnósticos clínicos, o levantamento reforça como essas manifestações são comuns e podem passar despercebidas.

 

Para Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA, no Brasil, e da PETland BFA, em Miami, o primeiro passo é entender que comportamento é uma forma de comunicação.

“Quando o cachorro começa a agir de maneira diferente, é muito comum o tutor pensar que ele está fazendo isso para chamar atenção ou porque ficou mal-educado. Mas precisamos olhar para o contexto. Uma mudança de comportamento pode ser uma resposta a falta de estímulo, excesso de energia, alteração na rotina ou dificuldade em ficar sozinho. Antes de corrigir o comportamento, precisamos entender o que está por trás dele”, explica.

Segundo a especialista, alguns sinais são especialmente importantes porque aparecem de maneira gradual e podem ser normalizados pela família. Confira:

 

1. Destruição de objetos que antes não interessavam

“Roer móveis, destruir almofadas, sapatos ou objetos da casa pode estar relacionado à necessidade de explorar e gastar energia, mas também pode aparecer em situações de ansiedade. O tutor deve observar principalmente quando isso acontece. Se a destruição ocorre predominantemente quando o animal fica sozinho, por exemplo, é importante investigar se existe uma dificuldade relacionada à separação”, orienta Beatriz.

 

2. Latidos e vocalizações em excesso

Latir faz parte da comunicação natural dos cães, mas mudanças na frequência ou intensidade merecem atenção. “Quando um cachorro que era mais tranquilo começa a vocalizar muito, precisamos entender o que mudou. Pode ser uma resposta à frustração, ao excesso de energia, à falta de estímulo ou à ansiedade. O contexto e a frequência são fundamentais para diferenciar um comportamento pontual de um padrão que precisa ser observado”, afirma.

 

3. Seguir o tutor o tempo todo

“Um cachorro que passa a acompanhar cada movimento do tutor, não consegue relaxar em outro cômodo ou demonstra muita dificuldade quando a pessoa se afasta pode estar apresentando sinais de dependência ou insegurança. Isso não significa automaticamente ansiedade de separação, mas é um comportamento que merece atenção, principalmente quando representa uma mudança em relação ao padrão anterior”, explica.

 

4. Apatia ou perda de interesse pelas atividades

Nem sempre o problema aparece como excesso de energia. “Alguns cães ficam mais quietos, dormem mais, demonstram menos interesse por brincadeiras ou deixam de procurar interação. É um sinal que pode ser facilmente ignorado porque o tutor pensa que o animal simplesmente está mais calmo. Mas uma mudança persistente de comportamento deve ser investigada, inclusive para descartar causas físicas”, alerta.

 

5. Agitação constante e dificuldade para relaxar

“Existe também o cachorro que parece estar sempre procurando alguma coisa para fazer: anda pela casa, pede atenção o tempo inteiro, muda de atividade rapidamente e não consegue descansar. Muitas vezes, isso é interpretado apenas como excesso de energia, mas pode indicar que o animal não está conseguindo se autorregular. Enriquecimento ambiental, atividade física adequada e uma rotina previsível podem ajudar, mas é importante entender primeiro a causa”, diz Beatriz.

Para a especialista, um erro clássico é tentar resolver qualquer alteração comportamental apenas aumentando a quantidade de exercício físico. “O cachorro não precisa apenas correr. Ele precisa explorar, farejar, interagir, aprender e ter momentos de descanso. O enriquecimento ambiental e a estimulação mental são tão importantes quanto a atividade física. Um animal cansado fisicamente, mas frustrado ou ansioso, não necessariamente estará emocionalmente bem", completa.

Beatriz também ressalta que mudanças persistentes não devem ser tratadas apenas como uma questão de treinamento. “Se o comportamento mudou de forma repentina ou vem acompanhado de alterações no apetite, sono, interação ou outros sinais físicos, o primeiro passo é conversar com um veterinário. Quando não existe uma causa clínica, o acompanhamento de um profissional de comportamento pode ajudar a identificar os gatilhos e construir uma rotina mais adequada", analisa.

A orientação, portanto, é que os tutores observem menos o comportamento isolado e mais o padrão do animal ao longo do tempo. “O mais importante é conhecer o próprio cachorro. Quando sabemos como ele normalmente se comporta, fica muito mais fácil perceber quando alguma coisa mudou. Comportamento não é apenas uma questão de obediência: é uma das principais formas que o animal tem de mostrar como está se sentindo”, conclui.

 Creche Escola BFA


Agosto reforça alerta para vacinação contra a raiva em cães e gatos

Com queda de 98% nos casos de raiva canina em pouco mais de duas décadas, especialista da WeVets explica por que a imunização continua necessária 

 

O Brasil reduziu em 98% o número de casos de raiva canina em pouco mais de duas décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 635 casos em 2002, contra 13 em 2025. O resultado está relacionado à vacinação de cães e gatos, às ações de vigilância e ao controle de focos, mas não significa que a doença tenha deixado de representar um risco. 

A raiva é uma doença viral que acomete mamíferos e apresenta letalidade próxima de 100%. Embora a circulação da variante do vírus associada a cães esteja controlada no país, o agente continua presente em ciclos silvestres, principalmente entre morcegos. Cães e gatos podem ter contato com esses animais e, em determinadas situações, participar novamente da cadeia de transmissão. 

“Os números mostram que a vacinação funciona e foi fundamental para controlar a raiva no ciclo urbano. Mas o controle da doença não significa que o risco desapareceu. Enquanto houver circulação do vírus em animais silvestres, cães e gatos continuam precisando estar protegidos”, explica Vinícius Rodrigues, médico veterinário na WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil. 

A cobertura vacinal também mostra que ainda há espaço para ampliar a proteção. Em 2025, a vacinação antirrábica de cães e gatos alcançou 78% de cobertura nacional, segundo o Ministério da Saúde. A meta utilizada nas campanhas é de pelo menos 80% da população estimada. A cobertura elevada é considerada uma das principais estratégias para impedir a reintrodução da variante canina e manter a doença sob controle. 

A vigilância permanece necessária. Entre 2015 e 2026, foram registrados 270 casos de raiva em cães e gatos no Brasil. Do total, 205 ocorreram em cães domésticos. Até junho de 2026, seis casos haviam sido registrados no país, todos associados a variantes de animais silvestres. 

Para os tutores, a recomendação é manter a vacinação antirrábica dentro do calendário de cuidados do pet e conferir regularmente a carteira de vacinação. A indicação da primeira dose e dos reforços deve considerar a idade, o histórico de imunização e as condições de saúde de cada cão ou gato. 

“É comum que o tutor associe a vacina antirrábica apenas às campanhas públicas, mas ela precisa fazer parte do acompanhamento preventivo do pet. Na consulta, o médico-veterinário consegue verificar se a vacinação está atualizada e orientar o melhor momento para cada dose”, afirma o especialista da WeVets. 

O contato com morcegos também merece atenção. Mesmo um pet que vive exclusivamente dentro de casa pode eventualmente entrar em contato com um animal silvestre que tenha acesso ao ambiente doméstico. Por isso, diante de qualquer contato suspeito, o tutor deve evitar manipular o animal e procurar orientação veterinária e dos serviços de vigilância em saúde. 

A queda de 98% nos casos de raiva canina mostra o impacto das políticas de vacinação e vigilância no controle da doença. Para a WeVets, manter cães e gatos imunizados é uma medida de proteção individual e coletiva, que ajuda a preservar os avanços obtidos no controle da raiva no país.


Filhote de Harpia nasce "de cesárea" no Zoo São Paulo

Crédito: Divulgação Zoo São Paulo
Bióloga ajudou a ave a romper a casca após três dias de tentativa de eclosão; espécie deixou, em 2026, a lista nacional de animais ameaçados de extinção

 

 Um filhote de harpia (Harpia harpyja) nasceu no Zoológico de São Paulo no fim de julho, após 54 dias de incubação artificial. Com 78,6 gramas, a ave é a quarta da espécie reproduzida pela instituição nos últimos três anos.

Após cerca de três dias desde o início da eclosão, a equipe técnica decidiu ajudar o filhote a sair do ovo. A bióloga-chefe do setor de aves, Fernanda Guida, conduziu o procedimento, comparado pela equipe a uma “cesárea”.

De forma gradual, ela removeu partes da casca, umedeceu a membrana interna e verificou se havia a presença de ramificações venosas antes de retirar o filhote.

“Monitoramos todo o desenvolvimento do embrião desde o primeiro dia de incubação artificial. O processo de eclosão começa quando a harpia rompe a câmara de ar dentro do ovo e, cerca de dois dias depois, inicia a abertura da casca. A partir desse momento, acompanhamos atentamente sua evolução até a eclosão completa. Neste caso, percebemos que o filhote não avançava na quebra da casca e sua vocalização estava cada vez mais fraca. Ao abrir parte da casca, constatei que ele já estava pronto para nascer e, então, prossegui com a assistência até retirá-lo completamente do ovo”, explicou Fernanda. 

Após o procedimento, a equipe limpou a região umbilical e realizou a primeira pesagem. O filhote foi levado para a Unidade de Tratamento Animal (UTA), onde deve permanecer por cerca de 30 dias, em ambiente com temperatura controlada.

Cerca de 15 horas depois do nascimento, recebeu a primeira alimentação, oferecida diretamente no bico pela bióloga. Segundo a equipe técnica, o animal apresenta desenvolvimento saudável e segue sob acompanhamento.

“A emoção é enorme. Já ajudei muitos filhotes a sair do ovo, mas uma harpia marca bastante por ser um animal tão imponente. Ao mesmo tempo, é um momento de grande fragilidade, porque ela depende totalmente da nossa intervenção para conseguir nascer”, complementa Guida.

 

 

Crédito: Divulgação Zoo São Paulo

Uma das maiores aves de rapina

A harpia é uma ave de rapina, grupo formado por espécies que caçam outros animais para se alimentar. Garras fortes e afiadas, bico curvo e visão aguçada estão entre as características que favorecem a captura de presas.

Pode alcançar dois metros de envergadura e pesar até nove quilos. As fêmeas são maiores que os machos. Na natureza, sua alimentação inclui principalmente mamíferos, como preguiças e primatas.

A espécie ocorre do sul do México ao leste da Colômbia e ao nordeste da Argentina. O Brasil concentra mais da metade de sua área de distribuição.

Classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a harpia deixou, em 2026, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

  

Serviço:

Confira os valores da campanha do mês de agosto: 

Zoológico de São Paulo – ingresso avulso por R$99,90. 

Jardim Botânico – ingresso avulso por R$39,90.

Simba Safari – ingresso avulso por R$99,90. 

Combo com cinco atrações – Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo - de R$379,50 por R$179,90. 

No mês de agosto, os pais entram de graça acompanhados de um pagante. 

Funcionamento dos parques:

Aberto de segunda à sexta-feira das 9h às 17h (entrada até às 16h), e aos sábados, domingo e feriados das 8h30 às 18h (entrada até às 17h);

Compra de ingressos - Zoo SP e Simba Safari

Endereços: Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda. 

Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031 – Água Funda.


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