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sábado, 11 de julho de 2026

A cirurgia plástica entrou na era dos detalhes: por que o umbigo se tornou uma das maiores preocupações de quem faz abdominoplastia

iStock
A busca por resultados cada vez mais naturais mudou o olhar das pacientes. Hoje, mais do que retirar o excesso de pele, o desafio é alcançar um resultado tão harmonioso que ninguém perceba que houve uma cirurgia. 

 

Durante muito tempo, quem procurava uma abdominoplastia tinha duas grandes preocupações: retirar o excesso de pele e esconder a cicatriz. Hoje, porém, uma nova pergunta passou a fazer parte das consultas: "Meu umbigo vai ficar natural?"

Pode parecer um detalhe, mas ele ajuda a explicar uma mudança importante na cirurgia plástica brasileira. As pacientes estão mais informadas, pesquisam referências antes de operar e observam aspectos que antes passavam despercebidos. Se anos atrás o foco era apenas o "antes e depois", agora a expectativa é conquistar um resultado que preserve a individualidade e não revele sinais evidentes da cirurgia.

Para a cirurgiã plástica Pamela Massuia, essa transformação acompanha uma mudança no próprio conceito de beleza.

"A cirurgia plástica deixou de ser sinônimo de transformação para se tornar um exercício de refinamento. As pacientes querem melhorar o corpo, mas sem perder características que fazem parte da própria identidade."

O umbigo acabou se tornando um dos símbolos dessa nova fase.

"É um detalhe pequeno, mas chama muita atenção quando não parece natural. Um umbigo muito arredondado, muito aberto ou mal posicionado costuma denunciar que houve uma cirurgia. Por isso ele passou a receber cada vez mais atenção durante o planejamento."


O detalhe que faz diferença

Na abdominoplastia, o umbigo original normalmente é preservado, mas precisa ser reposicionado após a retirada do excesso de pele abdominal. Esse processo exige planejamento técnico e respeito às características anatômicas de cada paciente.

Segundo Pamela, o objetivo não é criar um "umbigo perfeito", mas um umbigo que pareça sempre ter pertencido àquela pessoa.

"Quando o resultado é bem executado, ninguém olha para o umbigo e pensa que ele foi reconstruído. Esse é justamente o maior elogio que um cirurgião pode receber."

Além da técnica, fatores como qualidade da pele, cicatrização, idade, gestações anteriores e grandes perdas de peso influenciam diretamente no resultado final.


Pacientes mais informadas, cirurgias mais personalizadas

As redes sociais também mudaram a forma como as mulheres escolhem um cirurgião plástico.

Hoje, além das fotos de antes e depois, muitas analisam cicatrizes, acabamento, simetria e detalhes que antes dificilmente seriam observados.

"É muito comum que a paciente chegue mostrando fotos e perguntando especificamente sobre o umbigo. Isso praticamente não acontecia há alguns anos atrás", conta Pamela.

Segundo ela, essa mudança também representa uma evolução positiva.

"Quanto mais informação a paciente tem, melhor ela consegue alinhar expectativas e compreender que um bom resultado depende de planejamento, técnica e respeito às características individuais."


O inverno continua sendo o período preferido para cirurgias corporais

Embora a cirurgia possa ser realizada durante todo o ano, os meses mais frios continuam concentrando grande parte da procura por procedimentos corporais.

O motivo vai além da estética.

Durante o inverno, a menor exposição ao sol contribui para uma cicatrização mais protegida, reduzindo o risco de manchas nas cicatrizes. Além disso, roupas mais fechadas facilitam o uso das cintas compressivas e tornam o pós-operatório mais confortável.

"Existe um aumento natural da procura nessa época do ano. Muitas pacientes aproveitam o inverno para realizar a cirurgia e chegar ao verão com a recuperação concluída", explica a médica.


Muito além do umbigo

Para Pamela Massuia, a valorização desse detalhe representa algo maior: uma nova forma de enxergar a cirurgia plástica.

"O melhor resultado é aquele que não chama atenção pela cirurgia. Quando alguém olha para a paciente e percebe apenas um abdômen harmonioso, sem conseguir identificar exatamente o motivo, significa que todos os detalhes foram respeitados."

Em uma época em que naturalidade se tornou sinônimo de sofisticação, talvez o maior elogio que uma cirurgia plástica possa receber seja justamente passar despercebida.

 

A Copa do skincare: médico escala os produtos que merecem vestir a camisa 10 na rotina dos brasileiros

O médico Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética, explica quais ativos garantem proteção e desempenho à pele e alerta sobre os erros que podem resultar em manchas, irritações e envelhecimento precoce.

 

Em ano de Copa do Mundo, a escalação ideal não se limita aos gramados. Quando o assunto é saúde e beleza da pele, também existe uma seleção de titulares que merece entrar em campo todos os dias. Entre protetores solares, antioxidantes, hidratantes e ativos de tratamento, alguns produtos conquistam vaga cativa na rotina, enquanto outros hábitos acabam ficando no banco de reservas. 

Na formação principal, o protetor solar assume a braçadeira de capitão. Considerado indispensável em qualquer rotina, ele ajuda a prevenir manchas, envelhecimento precoce e danos causados pela radiação ultravioleta. Ao seu lado, entram os antioxidantes, como a vitamina C, que atuam na defesa contra os radicais livres e contribuem para manter a luminosidade da pele. Na linha de meio-campo, os hidratantes garantem o equilíbrio da barreira cutânea, preservando água e nutrientes essenciais. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta dos ativos para cada necessidade. “Assim como uma seleção campeã depende de estratégia e dos jogadores certos em cada posição, a pele também precisa de uma rotina personalizada. Nem todo produto serve para todas as pessoas”, explica. 

No ataque aparecem os ativos de tratamento, escolhidos conforme os objetivos individuais. Entre eles estão substâncias voltadas para controle da oleosidade, uniformização do tom da pele, estímulo de colágeno e prevenção dos sinais do envelhecimento. “O erro mais comum é copiar a rotina de influenciadores ou amigos sem considerar as características da própria pele. O que funciona para uma pessoa pode causar irritação ou não trazer resultados para outra”, alerta Guarçoni. 

Segundo o Dr. Octávio, algumas atitudes merecem advertência. Dormir sem remover a maquiagem, negligenciar o uso diário do protetor solar, exagerar na esfoliação e utilizar produtos sem orientação adequada são comportamentos que podem favorecer sensibilidade, manchas e envelhecimento precoce. Além disso, outro ponto de atenção é o uso excessivo de ativos potentes sem o devido acompanhamento. Misturas inadequadas podem causar desequilíbrios na barreira cutânea e aumentar o risco de irritações. 

Quando a barreira da pele é comprometida, surgem processos inflamatórios que podem gerar vermelhidão, descamação, ardência e até lesões mais importantes. A busca por resultados rápidos muitas vezes leva a erros que acabam exigindo tratamentos ainda mais complexos. 

Para conquistar uma rotina campeã, o médico recomenda priorizar limpeza adequada, hidratação, proteção solar e tratamentos compatíveis com o perfil de cada paciente. A avaliação profissional continua sendo a melhor estratégia para identificar necessidades específicas e evitar escolhas equivocadas. “A pele dá sinais constantes sobre o que precisa. Quando existe acompanhamento adequado e uma rotina personalizada, os resultados aparecem de forma mais segura, saudável e duradoura”, conclui Dr. Octávio Guarçoni.


Com protagonismo da América Latina, mercado global de beleza deve atingir US$ 590 bilhões até 2030; confira o novo estudo da McKinsey

Consumidores reajustam rotas e passam a priorizar marcas acessíveis, eficácia rápida e credibilidade clínica nas dinâmicas atuais da ‘indústria beauty’.

 

A indústria da beleza mundial manteve sua projeção de crescimento estável, em até 5% ao ano, segundo o relatórioDa prateleira ao algoritmo: as categorias, canais e conceitos de beleza que moldarão o crescimento em 2030, recém-publicado pela McKinsey & Company. 

Com a demanda aquecida por produtos de beleza em ‘mercados emergentes’, como o sudeste asiático e a América Latina, o setor deve atingir US$ 590 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) nos próximos quatro anos. O otimismo segue acompanhado pelas transformações no consumo, com o segmento de cuidados com a pele ocupando a fatia atual de US$ 190 bi desse mercado. 

À frente de modalidades como “hair care”, fragrâncias e maquiagem, os produtos de skincare despontam com novas tendências. Ainda segundo o relatório da McKinsey, os consumidores devem disputar marcas mais acessíveis, resultados visíveis e que tragam uma credibilidade profissional e clínica 

Acompanhando as mudanças no mercado, a biomédica esteta Jéssica Magalhães explica que os últimos dez anos representaram um “boom” na valorização da saúde da pele, com o consumo de produtos de skincare ligado às rotinas diárias, ocasiões especiais e ao bem-estar individual. 

“Em mercados emergentes, como o Brasil, observamos uma preferência crescente por marcas de beleza acessíveis, desde que elas entreguem resultados rápidos e comprovados. Esses resultados também dependem da adoção de uma rotina consistente de cuidados com a pele. Hoje, além de séruns, hidratantes e protetores solares voltados para uniformização da pele, controle da oleosidade e fortalecimento da barreira cutânea, cresce o interesse por produtos desenvolvidos para a perda de volume facial, à medida que tratamentos com GLP-1, por exemplo, passam a ser realizados”, analisa.  

Além das rotinas de cuidados com a pele, os ‘tratamentos estéticos’ também devem protagonizar uma mudança nos protocolos. Segundo a McKinsey, as máscaras de LED, aparelhos de radiofrequência e tratamentos a laser ganharam popularidade, enquanto expandem as fronteiras do mercado da beleza. “Não é que os tratamentos mais cobiçados como o botox, sculptra e bioestimuladores de colágeno fiquem para trás. É que agora o consumidor anseia por tratamentos ou ferramentas avançadas que possam ter uma adaptabilidade nos próprios lares”, comenta. 

Para a especialista, a nova tendência não substitui o acompanhamento profissional, mas amplia o acesso aos tratamentos e fortalece uma rotina de autocuidado mais frequente. “Todo o cuidado nesse momento é pouco. Estamos falando de protocolos sempre utilizados por profissionais e que agora ganham essa curva em direção aos lares. É preciso de um acompanhamento contínuo para manuseio e utilização. O mais interessante é observar, de fato, como a saúde da pele encontra protagonismo entre a população”, diz.   

Outra novidade no radar profissional é a recomendação de produtos de skincare com ativos diferenciados – e que já fazem sucesso no TikTok Shop. A plataforma, que deve alcançar a cifra de US$ 4 bilhões com produtos de beleza em 2026, ainda segundo a McKinsey, trouxe exemplos de soluções inovadoras com base no lema "uma clínica em um produto". 

Jéssica reafirma os cuidados na escolha do produto e dos ativos presentes nas fórmulas. Apesar das promessas de resultados mega rápidos, a especialista lembra que o cuidado é individualizado e que cada ativo pode gerar uma reação diferente no protocolo do paciente. “Existem casos emblemáticos como o uso de mucina de caracol, principalmente em protocolos K-Beauty, mas que precisam ser revisitados, afinal, nenhum ativo é universal. A avaliação individual continua sendo o principal fator para garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, conclui. 


Gordura localizada resistente: por que algumas regiões do corpo não respondem à dieta e aos exercícios?

Especialista explica como tecnologias avançadas podem auxiliar no tratamento de áreas com acúmulo de gordura persistente, complementando hábitos saudáveis e respeitando as características individuais de cada paciente.

 

Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, muitas pessoas continuam convivendo com pequenos depósitos de gordura em regiões como abdômen, flancos, culote e braços. A explicação vai além da balança: fatores como genética, alterações hormonais e o próprio envelhecimento podem favorecer o acúmulo de gordura localizada, tornando essas áreas mais resistentes às mudanças no estilo de vida.

Esse cenário ajuda a explicar o crescimento da procura por procedimentos estéticos menos invasivos. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), os procedimentos não cirúrgicos seguem em expansão em todo o mundo, impulsionados pela busca por tratamentos com menor tempo de recuperação, mais segurança e retorno rápido às atividades do dia a dia.

De acordo com Larissa Mendes, especialista em estética avançada, é comum que pacientes procurem atendimento após perceberem que determinadas regiões do corpo permanecem com gordura localizada, mesmo diante de uma rotina saudável.

"Depois dos 35 anos, principalmente, muitas mulheres percebem que o metabolismo passa por mudanças e as alterações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em determinadas regiões do corpo. Muitas vezes, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e praticando exercícios físicos, aquela gordura localizada continua presente", explica Larissa.

Segundo a especialista, quando existe indicação clínica, tecnologias específicas podem complementar hábitos saudáveis e ajudar no tratamento dessas áreas resistentes. Entre elas está o ThermoLaser, técnica voltada para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez.

"O ThermoLaser é uma das tecnologias mais indicadas para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez. O grande diferencial é que ele atua nesses dois aspectos ao mesmo tempo. Enquanto reduz a gordura localizada, também estimula a retração da pele, proporcionando um contorno corporal mais harmonioso", afirma.

Larissa explica que, dependendo das características de cada paciente e da avaliação clínica, o procedimento pode promover uma redução da gordura localizada de até 80%. "Em muitos tratamentos que atuam apenas na gordura, pode haver flacidez após a redução do volume. Com o ThermoLaser, tratamos simultaneamente a gordura e a qualidade da pele, oferecendo um resultado mais completo e natural", destaca.

Outro benefício apontado pela especialista é o curto período de recuperação. Por se tratar de uma tecnologia minimamente invasiva, o paciente pode retornar às atividades diárias no mesmo dia, seguindo apenas as orientações clínicas e os cuidados recomendados para o pós-procedimento.

Apesar dos avanços tecnológicos, Larissa reforça que nenhum procedimento substitui um estilo de vida saudável. "O ThermoLaser não é um tratamento para emagrecimento. Ele é indicado para quem já cuida da saúde, mas continua incomodado com áreas específicas de gordura localizada. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo essenciais para manter os resultados."

Para a especialista, o avanço das tecnologias estéticas tem permitido oferecer soluções cada vez mais seguras e eficazes para quem deseja melhorar o contorno corporal sem recorrer a procedimentos cirúrgicos, sempre respeitando as necessidades e características de cada paciente.

 

Fonte: Larissa Mendes – Especialista em estética avançada e palestrante.

 

05 hábitos aparentemente inofensivos que aceleram o envelhecimento da pele

Dermatologista Fátima Tubini destaca cuidados simples que ajudam a preservar a saúde e a aparência da pele 

 

O envelhecimento da pele é um processo natural, mas hábitos cotidianos podem acelerar o surgimento de rugas, manchas, flacidez e perda de viço. Segundo a dermatologista Fátima Tubini, pequenas escolhas do dia a dia têm impacto direto na saúde da pele. 

"O envelhecimento faz parte da vida, mas fatores externos podem acelerar esse processo. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para preservar a saúde da pele por mais tempo", afirma Tubini.

Entre os principais comportamentos que favorecem o envelhecimento precoce estão:

1- Dormir mal: noites mal dormidas aumentam o cortisol, reduzem a produção de colágeno e deixam a pele com aspecto cansado.

2- Usar cigarro eletrônico: a nicotina compromete a circulação sanguínea e acelera a degradação do colágeno, favorecendo o envelhecimento cutâneo.

3- Passar muitas horas em frente às telas: a exposição prolongada à luz azul e o excesso de tempo nos dispositivos podem contribuir para o estresse oxidativo e alterações na pele.

4- Beber pouca água: a desidratação favorece o ressecamento, a sensibilidade e a perda de luminosidade da pele.

5- Usar cosméticos de forma inadequada: produtos incompatíveis ou o uso excessivo de ácidos podem danificar a barreira cutânea e aumentar irritações.

"Muitas pessoas acreditam que quanto mais produtos utilizam, melhor será o resultado. No entanto, uma rotina personalizada e orientada por um dermatologista costuma ser mais segura e eficaz", destaca Fátima Tubini.

A especialista reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo, controlar o estresse, usar protetor solar diariamente e realizar acompanhamento dermatológico são medidas essenciais para um envelhecimento saudável da pele.

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.


Mitos e verdades sobre a pele no inverno: tudo o que você precisa saber

Dermatologista explica como proteger a pele das baixas temperaturas e alerta para hábitos comuns que podem agravar o ressecamento, a sensibilidade e acelerar o envelhecimento cutâneo

 

Com a chegada do inverno, é comum que a pele apresente sinais de ressecamento, descamação, coceira e sensibilidade. As temperaturas mais baixas, os banhos quentes e a redução da umidade do ar contribuem para a diminuição da hidratação natural da pele, exigindo cuidados específicos durante a estação. No entanto, muitas informações equivocadas ainda circulam sobre o tema, levando pessoas a adotarem hábitos que podem comprometer a saúde cutânea. 

Segundo a dermatologista Dra. Giuliana Miranda, da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo, o inverno exige uma rotina de cuidados diferente daquela adotada nos meses mais quentes, mas sem exageros ou fórmulas milagrosas. 

"No frio, há uma menor produção de oleosidade natural da pele que favorece a perda de água, tornando-a mais vulnerável ao ressecamento e à irritação. Por isso, é importante reforçar a hidratação e evitar práticas que prejudiquem ainda mais a barreira de proteção cutânea", explica a especialista.
 

Mitos e verdades sobre os cuidados com a pele no inverno
 

No inverno não é necessário usar protetor solar: Mito

Mesmo nos dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta continua incidindo sobre a pele. Os raios UVA, principais responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de manchas, estão presentes durante todo o ano e conseguem atravessar nuvens e vidros. 

"O uso do protetor solar deve ser diário e contínuo, independentemente da estação. Muitas pessoas associam a proteção solar apenas ao verão, mas a exposição acumulada ocorre durante todo o ano", afirma Dra. Giuliana.
 

Banhos muito quentes podem prejudicar a pele: Verdade

Durante o inverno, é natural buscar banhos mais quentes e demorados. No entanto, a água em altas temperaturas remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele, favorecendo o ressecamento e a sensação de coceira.
 

"A recomendação é optar por banhos mornos e mais rápidos. Além disso, o hidratante deve ser aplicado logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, potencializando a absorção dos ativos hidratantes", orienta.
 

Apenas pessoas com pele seca precisam de hidratante no inverno: Mito

Independentemente do tipo de pele, a hidratação é fundamental durante a estação. Pessoas com pele oleosa também podem apresentar desidratação e sensibilidade quando expostas ao frio e à baixa umidade do ar. 

"Hoje existem produtos específicos para cada perfil de pele. O importante é escolher formulações adequadas, que promovam hidratação sem causar desconforto ou excesso de oleosidade", destaca a dermatologista.
 

Lábios e mãos merecem atenção especial: Verdade

As extremidades do corpo costumam ser as primeiras áreas a sofrer com os efeitos das baixas temperaturas. Os lábios possuem uma camada de proteção mais fina e as mãos ficam constantemente expostas ao ambiente e à lavagem frequente.

"O uso de hidratantes específicos para os lábios e cremes para as mãos ajuda a prevenir rachaduras, descamações e até pequenas fissuras que podem causar dor e desconforto", explica.
 

Beber menos água no inverno não afeta a pele: Mito

A sensação de sede tende a diminuir nos dias frios, mas a hidratação interna continua sendo essencial para o equilíbrio do organismo e para a manutenção da saúde da pele. 

"Muitas pessoas reduzem significativamente a ingestão de água no inverno. Esse hábito pode impactar a hidratação cutânea e potencializar o aspecto opaco e ressecado da pele", alerta Dra. Giuliana.

 

O inverno é uma ótima época para realizar tratamentos dermatológicos: Verdade

Procedimentos como lasers, peelings e tratamentos para manchas costumam ser mais procurados durante os meses frios devido à menor exposição solar e ao menor risco de complicações relacionadas à radiação UV. 

"Embora cada caso deva ser avaliado individualmente, o inverno costuma oferecer condições mais favoráveis para diversos procedimentos dermatológicos, desde que sejam acompanhados por um profissional habilitado e com os cuidados adequados no pós-tratamento", afirma.
 

Cuidados essenciais para manter a pele saudável no inverno 

Medidas simples para preservar a saúde da pele durante a estação:

  • Utilizar hidratantes corporais e faciais diariamente;
  • Aplicar protetor solar todos os dias;
  • Evitar banhos muito quentes e prolongados;
  • Manter a ingestão adequada de água;
  • Usar sabonetes suaves e menos agressivos;
  • Proteger os lábios com produtos específicos;
  • Utilizar umidificadores ou recipientes com água em ambientes muito secos;
  • Procurar avaliação dermatológica diante de coceiras persistentes, vermelhidão ou descamação excessiva.

"A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo e sofre diretamente os impactos das mudanças climáticas. Durante o inverno, pequenas adaptações na rotina fazem toda a diferença para preservar a hidratação, prevenir irritações e manter a saúde cutânea ao longo de toda a estação.", conclui Giuliana Miranda, dermatologista da Clínica Elsimar Coutinho.

 

Seu relógio inteligente está sabotando seu treino? Saiba como a obsessão pelas metas do smartwatch pode prejudicar a saúde física e mental

Especialista explica os riscos do "overtraining" tecnológico e ensina a equilibrar os dados do relógio com a percepção do próprio corpo

 

Eles monitoram a frequência cardíaca, contam os passos, calculam o gasto calórico e até avaliam a qualidade do sono. Os relógios inteligentes (smartwatches) tornaram-se os novos "personal trainers" de pulso e são excelentes aliados para tirar pessoas do sedentarismo. No entanto, a busca incessante por bater metas diárias e "fechar os anéis" dos aplicativos está gerando um efeito colateral preocupante: a dependência dessas métricas tecnológicas está gerando ansiedade, frustração e até lesões físicas nos praticantes de atividade física. 

De acordo com o Prof. Me. Estelino Pedroso, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Módulo, quando o usuário passa a depender exclusivamente das metas do dispositivo, a relação saudável com o exercício é comprometida. 

"A ciência explica isso através da Teoria da Autodeterminação. A motivação mais duradoura para o exercício ocorre quando ela é sustentada por fatores intrínsecos, como o prazer, a satisfação pessoal e a promoção da saúde. Quando a prática passa a depender apenas de recompensas externas, como atingir metas de calorias ou acumular pontos no relógio, surgem sentimentos de culpa e ansiedade se esses objetivos não são alcançados", destaca o especialista. 

Segundo as diretrizes do American College of Sports Medicine (ACSM), as tecnologias vestíveis devem ser utilizadas como ferramentas auxiliares, jamais substituindo a avaliação profissional e a percepção individual do praticante.

 

O perigo do "overtraining" tecnológico 

Embora os smartwatches forneçam dados fisiológicos importantes, seus algoritmos não são capazes de identificar sozinhos o estado completo de recuperação do organismo. Fatores como cansaço mental, estresse emocional, dores musculares e imunidade influenciam diretamente o rendimento e são ignorados pelos relógios. 

O docente alerta que isso pode abrir portas para o overtraining (a síndrome do excesso de treinamento). "O relógio não provoca o overtraining diretamente, mas ele favorece esse comportamento disfuncional quando o usuário ignora dores ou sinais claros de fadiga extrema do próprio corpo apenas para cumprir a meta diária estipulada pelo dispositivo" explica Pedroso. 

Para evitar o desgaste, a recomendação científica é associar os dados do relógio à chamada Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), uma escala clássica que integra as respostas musculares, cardiovasculares e respiratórias ao limite de cansaço que o próprio indivíduo sente.

 

Como usar a tecnologia como aliada (sem pirar) 

Para que o monitoramento tecnológico seja um parceiro do desempenho e não uma fonte de estresse, Pedroso elenca cinco recomendações práticas baseadas em evidências científicas: 

  1. Monitore, não julgue: o relógio serve para orientar o treino, mas não deve ser o "juiz" do seu dia. Se o corpo pedir descanso, respeite, mesmo que a meta diária não tenha sido batida.
  2. Escute mais o seu corpo: estudos mostram que medidas subjetivas (como sensação de esforço, fadiga acumulada e humor) são frequentemente mais sensíveis para detectar alterações físicas do que os dados isolados do relógio.
  3. Respeite a recuperação: é no período de descanso que o corpo se adapta ao treino e evolui. Ignorar o repouso para somar pontos digitais aumenta drasticamente o risco de lesões.
  4. Tenha metas individuais reais: a prescrição do exercício deve considerar sua idade, rotina de trabalho e nível de condicionamento, e não uma meta padrão pré-configurada no aplicativo.
  5. Não tente compensar treinos perdidos: se faltou a um treino, evite acumular excesso de carga no dia seguinte para "compensar" as calorias no relógio. Isso sobrecarrega o organismo e gera fadiga acumulada. 

"A tecnologia é excelente para monitorar parâmetros, mas deve andar de mãos dadas com a orientação de profissionais de Educação Física. Dessa forma, o relógio deixa de ser uma fonte de cobrança e passa a contribuir efetivamente para uma rotina ativa, sustentável e saudável", conclui o coordenador do Módulo.

 

Centro Universitário Módulo
www.modulo.edu.br

 

O novo espelho cruel: como vídeos em alta definição mudaram a relação das mulheres com a celulite

 


“A câmera não cria a celulite, mas pode transformar uma irregularidade discreta em motivo de incômodo”, afirma médico


Uma mulher grava um treino, aparece em um vídeo na praia ou recebe um story feito por outra pessoa. Ao assistir à própria imagem, repara em ondulações na pele que quase não percebia diante do espelho. A cena resume uma mudança silenciosa na relação com o corpo: a celulite não necessariamente piorou, mas passou a ser vista em mais ângulos, mais luzes, mais movimentos e com muito menos controle. 

A câmera traseira, os vídeos em alta definição, as gravações em movimento e a rotina de exposição nas redes sociais criaram um novo tipo de espelho corporal. Diferente do espelho tradicional, em que a pessoa escolhe pose, luz e distância, o vídeo registra o corpo caminhando, sentando, correndo, agachando ou sendo filmado por terceiros. Com isso, detalhes da pele que antes passavam despercebidos ganharam destaque, principalmente em regiões como glúteos, coxas e posterior das pernas. 

Para o Dr. Roberto Chacur, médico e criador do protocolo GoldIncision, a tecnologia passou a interferir diretamente na forma como muitas mulheres avaliam o próprio corpo. “A câmera não cria a celulite, mas pode evidenciar depressões e irregularidades que, no espelho, aparecem de forma muito mais discreta. Luz, ângulo, contração muscular e movimento mudam completamente a percepção da pele. Muitas vezes, a paciente não está diante de uma piora real, mas de uma nova forma de observar o corpo”, explica. 

A celulite é uma alteração estrutural do tecido subcutâneo e não depende apenas de gordura, sedentarismo ou falta de treino. Ela envolve septos fibrosos, qualidade da pele, circulação, genética, hormônios e características individuais do tecido. Por isso, pode aparecer mesmo em mulheres magras, jovens, fitness ou com baixo percentual de gordura. 

O que mudou foi o nível de vigilância sobre a pele. Se antes a cobrança estética estava mais concentrada no peso ou na forma do corpo, agora cresce a expectativa de uma pele lisa em qualquer situação: parada, em movimento, sob luz natural, em vídeo, em foto espontânea ou em uma gravação feita por outra pessoa. A textura normal da pele passou a competir com imagens editadas, filtros, poses calculadas e corpos vistos em condições quase sempre favoráveis. 

Essa mudança já aparece nos consultórios. Segundo Chacur, muitas pacientes chegam mostrando prints de vídeos, Reels, fotos de biquíni ou gravações feitas na academia para explicar o incômodo. Em vez de dizer apenas que têm celulite, elas apontam situações específicas em que a pele parece diferente: durante um agachamento, uma corrida, uma caminhada ou em uma imagem captada sem controle de luz e ângulo. 

Para o médico, esse novo comportamento exige uma avaliação mais criteriosa. “Nem toda imagem representa uma piora clínica. Às vezes, a paciente está vendo o corpo em uma condição que nunca observava antes. A avaliação precisa considerar o tecido, o grau da celulite, a profundidade das depressões, a flacidez e os fatores associados. Um vídeo pode ajudar a entender a queixa, mas não substitui o diagnóstico”, afirma. 

Para Nívea Bordin Chacur, CEO das clínicas Leger, a forma como as pacientes chegam aos atendimentos também mudou. “Hoje, muitas mulheres não procuram avaliação apenas porque viram a celulite no espelho. Elas chegam com uma imagem específica, um vídeo, um print, uma situação em que sentiram que o corpo não correspondia ao que imaginavam. Nosso papel é acolher essa queixa, mas também organizar a leitura: entender se existe uma alteração estrutural, se há flacidez associada, se a percepção foi influenciada por luz, movimento ou ângulo e qual abordagem realmente faz sentido para aquele corpo”, afirma. 

A chamada “celulite em alta definição” mostra como a tecnologia ampliou a comparação e tornou mais rígida a forma como muitas mulheres olham para a própria pele. A câmera não inventou os furinhos, mas aumentou o incômodo ao transformar detalhes naturais do corpo em imagens repetidas, pausadas, ampliadas e comparadas. Nesse cenário, a discussão deixa de ser apenas estética e passa a envolver percepção corporal, saúde emocional e a necessidade de avaliar cada caso com mais precisão antes de qualquer tratamento.


Créditos: @drchacur | @niveabordinchacur | @goldincision | @clinicaleger | CO ASSESSORIA


Não é só estética: como a plástica ocular pode preservar a visão e reconstruir a autoestima de pacientes

Impulsionada pela busca por rejuvenescimento, a plástica ocular vive um momento de alta procura, mas especialistas alertam que a área também é essencial para preservar a visão e tratar tumores, traumas e alterações que comprometem a função ocular.

 

A procura por procedimentos na região dos olhos tem crescido nos últimos anos, nota-se que essa busca é impulsionada pelo desejo de um aspecto mais jovem e descansado. Nesse cenário, a blefaroplastia, cirurgia para correção do excesso de pele das pálpebras, consolidou-se entre os procedimentos estéticos mais realizados no mundo. No entanto, especialistas alertam que a plástica ocular vai muito além do rejuvenescimento e desempenha um papel fundamental na preservação da visão e na reconstrução de estruturas essenciais para o funcionamento dos olhos.

Embora muitas pessoas associem a especialidade apenas à estética, a oculoplástica é responsável pelo tratamento de tumores palpebrais, sequelas de traumas, malformações congênitas, queda das pálpebras (ptose) e outras alterações que podem comprometer o campo visual e a proteção natural dos olhos. Em muitos casos, a cirurgia não apenas melhora a aparência, mas devolve funções importantes para o conforto e a saúde ocular.

Segundo a oftalmologista Dra. Mariana Rezende, especialista em plástica ocular, as pálpebras exercem um papel indispensável para a integridade da visão. “Elas protegem a superfície ocular, distribuem a lágrima e funcionam como uma barreira contra agentes externos. Quando há uma lesão, um tumor ou uma alteração estrutural, é preciso reconstruir essa região de forma precisa para preservar tanto a função quanto a estética”, explica.

Entre as principais indicações da especialidade estão a retirada e reconstrução após tumores, correção de ptose palpebral, tratamento de deformidades causadas por acidentes e cirurgias para pacientes que apresentam dificuldade de fechar completamente os olhos. Quando não tratadas, essas condições podem provocar irritação constante, ressecamento, lesões na córnea e até redução do campo visual.

Outro benefício importante está no impacto emocional proporcionado pelos procedimentos. Alterações na região dos olhos costumam afetar diretamente a autoestima e a forma como a pessoa se relaciona socialmente. “Muitas vezes, o paciente chega em busca de uma melhora estética e descobre que também está recuperando qualidade visual e conforto no dia a dia. A plástica ocular consegue unir esses dois aspectos de maneira muito natural”, destaca a especialista.

A Dra. Mariana também chama atenção para a importância de investigar pequenas lesões nas pálpebras que persistem por semanas ou meses. Feridas que não cicatrizam, nódulos, mudanças na coloração da pele ou o aparecimento de "bolinhas" recorrentes podem ser sinais de doenças que exigem avaliação especializada. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamentos menos agressivos e de reconstruções com melhores resultados funcionais e estéticos.

Para a oftalmologista, compreender a verdadeira atuação da plástica ocular é fundamental para desmistificar a especialidade. “Não estamos falando apenas de rejuvenescimento. Estamos falando de uma área da medicina que trata doenças, preserva a visão, reconstrói estruturas delicadas e devolve confiança e qualidade de vida aos pacientes”, conclui. 



Fonte: Dra. Mariana Rezende – oftalmologista especialista em plástica ocular.
Instagram: @dramariana.rezende


A busca pela pele perfeita está aumentando os casos de sensibilidade cutânea?

Dermatologista da TheraSkin alerta que excesso de produtos, ativos inadequados e rotinas intensas de skincare podem comprometer a barreira cutânea e favorecer irritações 

 

Nunca se falou tanto em skincare. Nas redes sociais, vídeos com rotinas elaboradas, recomendações de produtos e promessas de “pele perfeita” acumulam milhões de visualizações e influenciam consumidores de diferentes idades. Mas, em meio à busca por uma pele sem manchas, textura uniforme e sem imperfeições, especialistas observam um efeito colateral crescente: o aumento dos casos de sensibilidade cutânea.

Vermelhidão, ardência, descamação, coceira e sensação de repuxamento estão entre os sinais mais comuns de uma pele sensibilizada, quadro que pode estar diretamente relacionado ao uso excessivo de produtos ou à combinação inadequada de ativos.

Segundo o Dr. Raul Cartagena, dermatologista e consultor da TheraSkin, o problema não está necessariamente em cuidar da pele, mas na forma como esse cuidado vem sendo conduzido.

“A busca por resultados rápidos tem levado muitas pessoas a adotar rotinas complexas, com múltiplos produtos e ativos potentes, sem considerar as necessidades reais da própria pele. Isso pode comprometer a barreira cutânea e aumentar processos inflamatórios”, explica.

A barreira cutânea funciona como uma camada natural de proteção da pele, responsável por manter a hidratação e defender o organismo contra agentes externos, como poluição, mudanças climáticas e micro-organismos. Quando essa proteção é enfraquecida, a pele se torna mais vulnerável e reativa.

Quando o excesso vira problema

De acordo com especialistas, alguns hábitos têm contribuído para o aumento da sensibilidade cutânea:

  • Uso excessivo de ácidos e esfoliantes; 
    • Mistura inadequada de ativos sem orientação médica;
    • Limpeza agressiva e repetitiva;
    • Exposição solar sem proteção adequada;
    • Troca frequente de produtos sem respeitar o tempo de adaptação da pele.

Para o Dr. Cartagena, um dos erros mais comuns é acreditar que mais produtos significam melhores resultados.

“Nem toda pele precisa de uma rotina extensa. Muitas vezes, menos é mais. O essencial é respeitar o equilíbrio natural da pele e fortalecer sua capacidade de proteção”, reforça.


O que a pele realmente precisa?

Na avaliação do especialista, independentemente das tendências, alguns pilares permanecem fundamentais, e podem ser potencializados com produtos adequados para cada etapa do cuidado:

  • Limpeza equilibrada, com produtos suaves e adequados ao tipo de pele, como o Klaviê Clinical Sabonete Líquido, da TheraSkin, formulado com agentes de limpeza delicados que higienizam sem agredir, ajudam a preservar a barreira cutânea e mantêm a hidratação natural da pele;
  • Hidratação diária, especialmente para reforço da barreira cutânea e prevenção de sensibilidade. Nesse contexto, a linha Klaviê Clinical, da TheraSkin, oferece opções como o Klaviê Clinical Crème e o Klaviê Clinical Loção desenvolvidos para peles secas, sensíveis e sensibilizadas. Os produtos promovem hidratação intensiva, auxiliam na restauração da barreira cutânea, reduzem a perda de água e ajudam a aliviar sintomas como ressecamento, coceira e sensação de repuxamento;
  • Proteção solar constante, essencial para prevenir danos, manchas e envelhecimento precoce. Para isso, a TheraSkin conta com o UV-LESS, único protetor solar da marca que oferece 5 tons diferentes, desenvolvidos para atender às necessidades específicas de cada pele brasileira. Além da alta proteção contra os raios UVA e UVB, o produto possui textura leve, rápida absorção e toque seco, ajudando a controlar o brilho ao longo do dia sem deixar resíduos esbranquiçados. 

Indicado para todos os tipos de pele, especialmente as oleosas, sua fórmula reúne ativos como niacinamida, ácido hialurônico, vitamina E e alantoína, que auxiliam na hidratação, na proteção antioxidante e no conforto da pele. Esses componentes também contribuem para a manutenção da barreira cutânea e para uma aparência mais saudável ao longo do uso contínuo. 

Além disso, o UV-LESS® conta com ação antipoluição e tecnologia que contribui para o equilíbrio da microbiota cutânea, ajudando a proteger a pele contra agressões externas do dia a dia. Sua resistência à água e ao suor reforça a praticidade e a eficácia no uso diário.

Dentro desse contexto, a TheraSkin reforça a importância de produtos voltados para a recuperação da barreira cutânea e o cuidado de peles secas, sensíveis e sensibilizadas, como parte de uma rotina mais consciente e segura.

Para a empresa, que há mais de 80 anos desenvolve medicamentos e dermocosméticos voltados às necessidades da pele brasileira, o conceito de que “pele não é tudo igual” reforça a importância de rotinas individualizadas, baseadas em ciência e não em tendências.

“A pele perfeita não é aquela sem textura ou sem poros. É aquela saudável, protegida e equilibrada. O excesso de busca por padrões irreais pode afastar as pessoas do que realmente importa no cuidado dermatológico”, conclui Dr. Raul.

  

Dr. Raul Cartagena Rossi (CRM/SP: 224.016) - médico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e farmacêutico especializado em farmacologia.


Da maquiagem pesada aos adesivos coloridos: como a geração Z transformou a relação com a acne

Inspirados em uma tendência popularizada pela K-Beauty, os adesivos secativos deixaram de ser apenas um tratamento e se tornaram símbolo de uma geração que escolheu tratar a pele em vez de esconder imperfeições 

Durante muito tempo, a acne foi encarada como algo a ser escondido. Camadas de maquiagem, filtros e estratégias para disfarçar imperfeições fizeram parte da rotina de diferentes gerações. Mas esse comportamento vem mudando. Impulsionada pelas redes sociais, pela busca por autenticidade e pela influência da K-Beauty, a geração Z passou a encarar o cuidado com a pele de uma forma diferente: mais aberta, mais prática e menos preocupada em esconder aquilo que faz parte da realidade.

Nesse contexto, os adesivos secativos para acne deixaram de ser apenas uma solução funcional para se tornarem um verdadeiro fenômeno de comportamento. Muito populares na Coreia do Sul há anos, os chamados pimple patches ganharam espaço no Ocidente e passaram a ocupar um lugar de destaque nas rotinas de skincare, especialmente entre consumidores mais jovens.

Ao invés de esconder a acne, a nova geração passou a incorporá-la às conversas sobre beleza e autocuidado. O que antes era visto apenas como um tratamento agora aparece em vídeos de rotina, conteúdos de skincare e até mesmo em versões coloridas e divertidas, transformando os adesivos em um dos maiores símbolos da democratização do cuidado com a pele.

“A nova geração de adesivos para acne vai além da proposta estética e tem conquistado espaço por oferecer praticidade e proteção durante o processo de recuperação da pele. Ao criar uma barreira física sobre a lesão, eles ajudam a reduzir a manipulação das espinhas, comportamento frequentemente associado ao surgimento de manchas e cicatrizes”, explica Roberta Lopes, dermatologista do InDer Jardins, clínica do grupo Bussade Health.

“Os adesivos com tecnologia hidrocolóide favorecem a absorção de secreções e mantêm um microambiente úmido que pode auxiliar na cicatrização. Quando associados a ativos dermatológicos, como o ácido salicílico, podem contribuir para o controle local da inflamação”, completa a médica.

O movimento acompanha o crescimento global da K-Beauty, fenômeno que ajudou a popularizar uma nova forma de enxergar o skincare: mais preventiva, prática e integrada à rotina. Embora muitas dessas tendências tenham conquistado consumidores brasileiros através das redes sociais, diversos produtos ainda permanecem restritos a mercados internacionais ou chegam ao país com menor acessibilidade.

É nesse cenário que marcas nacionais passam a desempenhar um papel importante ao traduzir tendências globais para a realidade do consumidor brasileiro. Mais do que acompanhar movimentos internacionais, o desafio está em tornar essas soluções mais próximas, acessíveis e conectadas às necessidades locais.

“O sucesso dos adesivos secativos mostra que o consumidor não procura apenas produtos eficazes, mas soluções que façam sentido dentro da sua rotina. Por isso, trabalhamos com tecnologias e ativos reconhecidos no tratamento da acne, como hidrocolóide, ácido salicílico e vitamina A, criando opções específicas para diferentes estágios da acne. Ao mesmo tempo, entendemos que a geração Z ajudou a transformar essa categoria em um fenômeno cultural, aproximando o skincare de conversas sobre autocuidado, confiança e expressão individual. É justamente nesse equilíbrio entre performance e identificação que acreditamos estar o futuro da categoria”, afirma Veronica Souza, Gerente de Marketing de Cuidados Faciais de Ricca.

Com opções para diferentes estágios da acne e versões que unem tratamento e expressão pessoal, os Adesivos Secativos de Ricca reforçam um comportamento cada vez mais presente entre a geração Z: trocar a lógica de esconder imperfeições pela busca por soluções que cuidem da pele de forma simples, prática e sem julgamentos.

Mais do que uma tendência de beleza, os adesivos secativos simbolizam uma mudança cultural. Em vez de esconder a acne, uma nova geração passou a falar sobre ela com mais naturalidade, transformando o cuidado com a pele em uma conversa mais aberta, democrática e conectada à vida real.


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