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domingo, 26 de julho de 2026

Dia dos Avós: mitos e verdades sobre como os cães ajudam idosos a combater a solidão e melhorar a qualidade de vida

Especialista explica como a convivência com os pets pode impactar a saúde física, emocional e social dos idosos

 

Celebrado em 26 de julho, o Dia dos Avós é uma data que convida à reflexão sobre o envelhecimento saudável, a qualidade de vida e os vínculos afetivos que fazem diferença na rotina das pessoas idosas. A relação entre idosos e cães vai muito além da companhia. Em um cenário de envelhecimento da população e aumento das discussões sobre saúde mental e bem-estar na terceira idade, os animais de estimação têm sido cada vez mais reconhecidos como aliados importantes na promoção da qualidade de vida.

Um estudo publicado na revista científica em março de 2026, Frontiers in Public Health identificou uma associação positiva entre a convivência com cães e a saúde mental de idosos que vivem de forma independente. A pesquisa apontou que tutores de cães apresentavam menores índices de sintomas depressivos e apatia, reforçando o papel dos animais de estimação como importantes aliados no bem-estar emocional durante o envelhecimento. 

A convivência com os pets pode contribuir para a redução da sensação de isolamento, estimular a prática de atividades físicas e ajudar na construção de uma rotina mais ativa. No entanto, ainda existem muitos mitos sobre os benefícios e os cuidados necessários nessa relação.

André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio da Dog Corner, explica quais são os mitos e verdades por trás dessa ajuda na saúde mental dos idosos:

"Os cães não substituem a convivência humana nem tratamentos médicos, mas podem atuar como um apoio emocional extremamente importante. Quando um idoso passa a cuidar de um animal, ele volta a ter um motivo para sair da cama com disposição, para sair de casa, para se conectar com o mundo ao redor. Esse engajamento diário é o que faz diferença na qualidade de vida." Explica.

MITO: Ter um cão resolve sozinho problemas de solidão e depressão

É comum associar a presença de um pet ao fim imediato dos sentimentos de isolamento. O animal, no entanto, é um suporte afetivo, não um tratamento clínico por si só.

"O cão traz conforto emocional e ajuda a diminuir a sensação de isolamento, mas ele deve ser visto como um complemento dentro de uma rede mais ampla de cuidados e relacionamentos. A saúde mental na terceira idade pede uma abordagem completa, com acompanhamento médico, terapia quando necessário e o convívio com familiares e amigos. O pet entra como uma peça-chave desse conjunto, e não como substituto de nenhuma dessas coisas", afirma André.


VERDADE: Os cães ajudam os idosos a se manterem mais ativos

A presença de um pet rompe a inércia do cotidiano e funciona como um motivador natural para a prática de atividades físicas.

"Muitos idosos passam a caminhar regularmente porque precisam levar o cão para passear, e isso gera benefícios concretos: melhora a mobilidade, o equilíbrio e a saúde cardiovascular, ajuda a controlar a pressão arterial e combate o sedentarismo. O melhor é que não é um exercício imposto, é uma atividade prazerosa que vira parte da rotina sem pesar", destaca.


VERDADE: Os pets podem estimular a socialização

Um cão atua como uma "ponte social" poderosa, quebrando o gelo com vizinhos e outros tutores nos passeios e em parques.

"É muito comum que o animal funcione como um ponto de conexão entre as pessoas. O tutor passa a conversar mais com vizinhos, com outros donos de cães, com quem frequenta os mesmos espaços. Isso reduz aquela sensação de invisibilidade que muitos idosos sentem e faz com que voltem a se sentir parte de uma comunidade", explica.


MITO: Qualquer cão é indicado para qualquer idoso

A escolha do animal deve ser feita com cautela, levando em conta energia, temperamento e porte do cão.

"Um cão muito ativo ou de grande porte pode não ser a melhor opção para alguns idosos, porque pode tornar a convivência exaustiva ou até perigosa para quem tem mobilidade reduzida. O ideal é buscar um animal de temperamento calmo, compatível com a capacidade física e o estilo de vida da pessoa. Abrigos e ONGs costumam conhecer bem o perfil de cada cão e podem ajudar muito nessa escolha", orienta.


VERDADE: Cuidar de um cão ajuda a manter a rotina e a cognição

O envelhecimento muitas vezes traz a sensação de falta de propósito, e o animal preenche esse vazio com responsabilidades tangíveis.

"As tarefas de alimentar, escovar, dar banho, passear e brincar impõem um ritmo que organiza o dia. Esse ciclo de pequenas obrigações prazerosas mantém o cérebro engajado, estimula a cognição e gera um senso de utilidade e de dever cumprido que é extremamente valioso para o equilíbrio emocional na terceira idade", afirma.

No Dia dos Avós, a relação entre idosos e cães mostra como a companhia e o afeto podem ser aliados potentes para um envelhecimento mais saudável. Com escolhas conscientes e o suporte adequado, todos ganham, avós e seus companheiros de quatro patas.

 

Dog Corner


Veterinários são mobilizados para ampliar rede de cães e gatos doadores de sangue

Treinamento da WeVets em Porto Alegre prepara os profissionais para identificar potenciais doadores durante consultas de rotina e fortalecer os estoques

 

Assim como acontece na medicina humana, a falta de doadores de sangue é considerada um grande desafio da medicina veterinária. Transfusões são essenciais para salvar cães e gatos vítimas de acidentes, hemorragias, cirurgias complexas, anemias graves e diversas outras condições, mas os bancos de sangue veterinários ainda enfrentam dificuldade para manter estoques regulares. Hoje, o Vetex consegue disponibilizar apenas 90 bolsas por mês, um número muito abaixo da demanda da região. 

Na tentativa de mudar esse cenário, a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, iniciou em Porto Alegre (RS) a primeira etapa da campanha “Patinhas que Salvam”, voltada à formação de uma rede permanente de cães e gatos doadores.

A iniciativa começou pela capacitação dos próprios médicos veterinários da rede, que passarão a identificar potenciais doadores durante as consultas de rotina e orientação adequada aos responsáveis dos pets sobre a importância da doação de sangue. Os profissionais participaram do treinamento, conduzido por especialistas do Banco de Sangue Vetex Porto Alegre, referência em hemoterapia veterinária.

A capacitação abordou desde os critérios clínicos para identificar um potencial doador até a forma mais adequada de conversar com os tutores sobre o procedimento, esclarecendo dúvidas e reduzindo receios que ainda afastam muitas famílias da causa.

De acordo com a médica veterinária da WeVets Mariante, em Porto Alegre (PA), Marina Facco, incorporar esse tema às consultas de rotina permite transformar um momento de cuidado preventivo em uma oportunidade de conscientização. "Nosso objetivo com o Projeto Patinhas que Salvam é fazer com que a doação de sangue deixe de ser lembrada apenas quando existe uma emergência e passe a fazer parte da rotina na medicina veterinária preventiva", completa a especialista. 

Durante o encontro, os profissionais da WeVets receberam orientações para reconhecer, já nas consultas de rotina, quais pets podem ser elegíveis para integrar o programa Pet Doador do Vetex. Também foram discutidas estratégias para abordar o tema de forma natural durante o atendimento, mostrando aos tutores responsáveis que um gesto simples pode ser decisivo para salvar a vida de outros animais.

"O maior desafio hoje não é a falta de cães e gatos capazes de doar sangue, mas a falta de informação. Muitos tutores responsáveis sequer sabem que seus pets podem se tornar doadores e ajudar a salvar outras vidas. O médico veterinário é a principal ponte nesse processo. Quando ele identifica um potencial doador e orienta a família com segurança, aumentamos significativamente as chances de ampliar essa rede solidária", afirma Camila Lasta, médica veterinária do Banco de Sangue do Vetex Porto Alegre. 

Entre os principais temas abordados estiveram os exames necessários para confirmar a elegibilidade do doador. Foram discutidos os critérios clínicos exigidos, o intervalo seguro entre as doações, os cuidados antes e depois da coleta da bolsa de sangue, além dos benefícios do acompanhamento periódico de saúde oferecido aos pets participantes do programa.


Quem pode ser um Pet Herói?
 

Durante a capacitação, os veterinários também receberam orientações sobre o perfil ideal dos doadores.

Para ser doador, o pet deve:

  • Estar clinicamente saudável;
  • Nunca ter recebido transfusão sanguínea;
  • Ter entre 1 e 8 anos;
  • Estar com vacinação e vermifugação em dia;
  • No caso das fêmeas, não ser gestante, lactante ou no período de cio.

A elegibilidade final do pet como doador é sempre confirmada pelo médico veterinário, não apenas pela lista de critérios. 

Além disso, existem critérios específicos para cada espécie.


Cães

  • Peso mínimo de 25 kg;
  • Temperamento dócil para permitir uma coleta segura.


Gatos

  • Peso mínimo de 4 kg;
  • Não ter acesso à rua, reduzindo o risco de doenças infecciosas.


Preparação para o Dia do Acolhimento 

A capacitação marca o início das ações que antecedem o Dia do Acolhimento, evento que será realizado pela WeVets no dia 01/08 em Porto Alegre para aproximar tutores da causa da doação de sangue pet. 

Durante a programação, veterinários e especialistas estarão disponíveis para esclarecer dúvidas, explicar todas as etapas da doação e apresentar o funcionamento do banco de sangue veterinário. Os visitantes também poderão conhecer alguns dos cães e gatos que já fazem parte da rede de doadores. 

A expectativa do WeVets é que a iniciativa seja ampliada para outras unidades da rede nos próximos meses, incluindo os hospitais de São Paulo.

 

Patinhas que Salvam


Brasileiros subestimam quanto gastam com a saúde dos pets; calculadora ajuda a dimensionar esses gastos

@pedro.flausino
Ferramenta gratuita da +Pet permite estimar os custos anuais com cães e gatos e reforça a importância do planejamento financeiro em um mercado no qual os pets já representam cerca de 8% do orçamento familiar

 

Alimentação, vacinas, consultas, exames, medicamentos e atendimentos de emergência fazem parte da rotina de milhões de famílias brasileiras. Ainda assim, boa parte dos tutores não sabe quanto realmente investe na saúde de seus animais ao longo de um ano.

Segundo o estudo CVA Pet 2026, da CVA Solutions, os brasileiros destinam, em média, cerca de 8% do orçamento familiar aos pets. O levantamento aponta ainda um gasto médio mensal de R$ 690 com cães e R$ 574 com gatos, evidenciando que os animais de estimação ocupam um espaço cada vez mais relevante no orçamento doméstico.

Embora despesas como alimentação e acessórios sejam facilmente percebidas, os custos relacionados à saúde costumam ficar diluídos ao longo do tempo. Consultas, vacinas, exames, medicamentos, procedimentos e atendimentos de urgência acontecem em momentos diferentes da vida do animal e, justamente por isso, muitos tutores têm dificuldade para mensurar o impacto financeiro dessa jornada de cuidados.

Foi a partir dessa percepção que a +Pet desenvolveu uma calculadora gratuita capaz de estimar os gastos anuais com a saúde de cães e gatos. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as principais despesas relacionadas aos cuidados veterinários, permitindo ao tutor visualizar, de forma consolidada, quanto representa esse investimento ao longo do ano.


Como funciona

Na plataforma, o usuário informa gastos relacionados à alimentação, consultas, exames, medicamentos e outros cuidados veterinários. Com base nessas informações, a calculadora apresenta uma estimativa anual das despesas, oferecendo uma visão mais clara sobre o impacto desses custos no orçamento familiar.

A proposta não é prever exatamente quanto cada tutor irá gastar, mas reunir informações que normalmente ficam dispersas ao longo do ano, facilitando o planejamento financeiro e ampliando a percepção sobre os custos envolvidos na manutenção da saúde dos animais.

“Percebemos que muitos tutores conheciam o valor de uma consulta ou de um exame, mas raramente tinham uma visão consolidada de tudo o que investiam na saúde do pet. Quando esses custos são reunidos, fica mais fácil planejar, priorizar a prevenção e tomar decisões com mais segurança”, afirma Pablo Teixeira, CEO da +Pet.


Planejamento financeiro acompanha a evolução da medicina veterinária

O lançamento da ferramenta acompanha uma transformação observada no mercado veterinário. Com o aumento da expectativa de vida dos animais e a evolução da medicina veterinária, consultas com especialistas, exames de alta precisão, cirurgias e estruturas hospitalares passaram a integrar a rotina de um número cada vez maior de tutores.

Esse cenário amplia o acesso a tratamentos mais avançados, mas também exige maior previsibilidade financeira por parte das famílias. Nesse contexto, ferramentas que ajudam a organizar e compreender os custos da jornada de cuidados ganham relevância e contribuem para decisões mais conscientes.

Para a +Pet, esse movimento acompanha uma mudança estrutural no setor, que passa a oferecer modelos de atendimento integrados, reunindo plano de saúde, hospitais próprios, especialistas, exames e tecnologia para ampliar o acesso à medicina veterinária de alta complexidade.

Mais do que apresentar uma estimativa de gastos, a calculadora busca estimular uma mudança de comportamento: incentivar os tutores a incorporarem a saúde dos animais ao planejamento financeiro familiar e a adotarem uma visão mais preventiva sobre os cuidados ao longo da vida do pet.

A ferramenta está disponível gratuitamente no site da +Pet e pode ser utilizada por qualquer tutor.


5 dicas para equilibrar trabalho, viagens e a qualidade de vida do seu cachorro

Especialista em comportamento animal explica como a rotina dos tutores impacta diretamente o bem-estar emocional dos cães e dá orientações práticas para evitar ansiedade, estresse e problemas de comportamento

 

Com a retomada das rotinas presenciais, aumento das viagens e dias cada vez mais corridos, cresce também a preocupação dos tutores com o impacto emocional dessas mudanças na vida dos pets. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Behavioural Processes, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), identificou que “ficar sozinho” está entre os principais gatilhos de ansiedade em cães brasileiros, ao lado de fogos de artifício e mudanças de ambiente. A pesquisa, realizada com 795 cães, também apontou vocalizações excessivas, hiperalerta e comportamentos destrutivos entre os sinais mais frequentes de estresse emocional nos animais.

 

Os dados ajudam a explicar por que temas como ansiedade de separação, socialização e qualidade de vida animal passaram a ganhar espaço no dia a dia dos tutores e impulsionaram a busca por serviços especializados, como creches, hospedagens e day cares focados não apenas no cuidado básico, mas também no equilíbrio emocional e comportamental dos cães.

 

Para Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA no Brasil e da PETland BFA, em Miami, o maior erro dos tutores é acreditar que os cães se adaptam automaticamente à ausência e às mudanças de rotina.

 

“Muitos comportamentos considerados ‘birra’ ou ‘desobediência’ são, na verdade, respostas emocionais ao excesso de solidão, à falta de previsibilidade ou ao acúmulo de energia física e mental. O cachorro precisa de estabilidade emocional, estímulos adequados e segurança para lidar bem com uma rotina mais intensa dos tutores”, explica.

 

A especialista destaca que sinais como destruição de objetos, latidos excessivos, apatia, alterações no sono e hiperatividade podem indicar ansiedade de separação ou estresse emocional, condições cada vez mais frequentes na rotina dos pets.

 

A seguir, Beatriz França compartilha orientações práticas para ajudar tutores a equilibrar trabalho, viagens e qualidade de vida dos pets sem comprometer o bem-estar dos cães:

 

1. Mantenha uma rotina previsível, mesmo em dias corridos

“Os cães se sentem mais seguros quando conseguem prever o que vai acontecer ao longo do dia. Horários relativamente consistentes para alimentação, passeios, descanso e interação ajudam a reduzir ansiedade e insegurança. Não precisa ser uma rotina perfeita, mas precisa existir uma previsibilidade mínima para o animal entender que suas necessidades serão atendidas. Os cães que vivem em ambientes totalmente imprevisíveis tendem a apresentar mais comportamentos compulsivos, agitação e dificuldade de adaptação quando ficam sozinhos”, orienta.

 

2. Não transforme o passeio em uma obrigação rápida

“Muitas pessoas saem com o cachorro apenas para ele gastar energia ou fazer as necessidades, mas o passeio tem uma função emocional e cognitiva muito importante. O cão precisa explorar o ambiente, farejar, observar estímulos e interagir. Isso ajuda a reduzir estresse, melhora o equilíbrio emocional e evita frustrações acumuladas dentro de casa. Passeios curtos, mas de qualidade, costumam ser mais eficientes do que saídas longas feitas de forma automática e apressada”, explica.

 

3. Prepare o cão emocionalmente antes de viagens ou mudanças de rotina

“Um dos maiores erros é deixar o animal sozinho por longos períodos ou levá-lo para hospedagens sem nenhum preparo prévio. O ideal é que o cachorro conheça o ambiente antes, faça adaptações gradativas e associe aquele espaço a experiências positivas. Isso reduz muito o impacto emocional durante viagens ou ausências maiores. O preparo prévio ajuda a diminuir episódios de ansiedade de separação, estresse e até alterações comportamentais após o retorno do tutor”, afirma a especialista.

 

4. Escolha creches e hospedagens que priorizem comportamento e bem-estar

“Nem todo espaço é adequado só porque parece bonito ou possui uma estrutura grande. O tutor precisa observar se existe acompanhamento comportamental, supervisão adequada, enriquecimento ambiental e respeito ao perfil individual de cada cão. Ambientes muito estimulantes ou sem controle podem gerar ainda mais ansiedade. Creches e day cares devem funcionar como espaços de equilíbrio e socialização saudável, e não apenas como locais para o animal passar o tempo”, alerta.

 

5. Qualidade de vida não substitui presença emocional

“Muita gente acredita que oferecer brinquedos, acessórios ou espaços sofisticados é suficiente, mas os cães precisam de conexão emocional. Mesmo em rotinas corridas, pequenos momentos de interação genuína fazem diferença. Alguns minutos de atenção real, brincadeiras ou carinho ajudam o animal a se sentir seguro e emocionalmente conectado ao tutor”, diz.

 

Para a especialista, o conceito de bem-estar pet passa cada vez mais pela construção de uma rotina equilibrada, em que o animal consiga ter estímulos, descanso, socialização e segurança emocional, mesmo quando os tutores possuem uma vida intensa.

 

“O cachorro não precisa que o tutor esteja disponível o tempo inteiro, mas precisa sentir estabilidade, previsibilidade e vínculo. Quando isso existe, ele consegue lidar muito melhor com ausências, viagens e mudanças de rotina. O problema não é o tutor trabalhar ou viajar, e sim quando o animal vive sem preparo emocional e sem qualidade nas interações”, conclui.

  

Creche Escola BFA e PETland BFA


O maior espetáculo da Polinésia acontece sob as águas de Tetiaroa

Entre agosto e outubro, hóspedes do The Brando podem acompanhar a migração das gigantes baleias-jubarte ao Pacífico em uma experiência que une tradição local, educação ambiental e turismo de luxo responsável

 

Todos os anos, entre agosto e outubro, as águas cristalinas que cercam o atol de Tetiaroa, na Polinésia Francesa, recebem visitantes muito especiais. Depois de percorrer milhares de quilômetros a partir da Antártida, as ancestrais baleias-jubarte chegam ao arquipélago em busca de águas quentes e tranquilas para acasalar, dar à luz e cuidar de seus filhotes, antes de iniciar a longa viagem de volta ao Polo Sul.

É nesse cenário privilegiado que os hóspedes do The Brando têm a oportunidade de acompanhar de perto um dos mais impressionantes espetáculos da natureza. Em pequenos grupos de até seis participantes, a experiência de observação é conduzida por instrutores de mergulho certificados, que acompanham atentamente o horizonte em busca desses animais, sempre respeitando rigorosos protocolos de preservação da espécie.

Quando as condições do mar e o comportamento delas permitem, alguns participantes ainda podem vivenciar um momento raro: observar esses gigantes debaixo d'água durante uma atividade de snorkeling, sempre mantendo distância segura e sem qualquer interação direta. O contato é cuidadosamente controlado para garantir que a experiência priorize o bem-estar das baleias e contribua para sua conservação.

A vivência vai além de uma atração natural, afinal, elas ocupam um lugar de destaque na cultura polinésia. Conhecidas como tohora, elas simbolizam proteção, sabedoria e a profunda conexão entre o povo polinésio e o oceano. Consideradas guardiãs do mar, são vistas como um sinal de equilíbrio dos ecossistemas marinhos, enquanto seus cantos são tradicionalmente associados às vozes dos ancestrais, reforçando sua importância espiritual e cultural.

Essa conexão também inspira parte da programação educativa oferecida pelo resort. No Explorer Center, especialistas da Tetiaroa Society promovem palestras sobre os mamíferos marinhos da região, abordando temas como a evolução dos cetáceos, as impressionantes rotas migratórias, seus comportamentos, formas de comunicação e os desafios impostos pelas mudanças ambientais.

Os pequenos hóspedes também participam dessa jornada de descobertas. Na Lagoon School, o programa "Conheça os Cetáceos" apresenta às crianças a biodiversidade marinha da Polinésia Francesa e acompanha, de forma lúdica, a incrível migração das baleias-jubarte desde a Antártida até Tetiaroa, despertando desde cedo a consciência sobre a importância da conservação dos oceanos.

Ao unir cenário de luxo, conhecimento, respeito à natureza e uma das mais emocionantes migrações do planeta, o The Brando transforma a temporada deste magnífico animal em algo inesquecível e capaz de revelar não apenas sua imponência, mas também a riqueza cultural e ambiental que faz de Tetiaroa um dos destinos mais extraordinários do Pacífico.

 

TL VOICE

Pets vivem mais e exigem cuidados especiais: espaços dedicados viram item essencial em condomínios de luxo

 

Embraed 

Construtoras ampliam experiência dos moradores ao integrar áreas e serviços para animais, refletindo uma mudança estrutural no comportamento das famílias brasileiras

 

O mercado imobiliário de alto padrão acompanha uma transformação silenciosa, mas profunda: os pets deixaram de ser coadjuvantes para se tornarem também protagonistas nas decisões de compra. Considerados membros da família, vivem mais, demandam cuidados especializados e influenciam diretamente o desenho dos empreendimentos.

O contexto econômico reforça essa transformação. O Brasil já ocupa a posição de terceiro maior mercado pet do mundo e o setor projeta um faturamento de R$ 80 bilhões, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O país reúne cerca de 160 milhões de animais de estimação nos lares — um universo que traduz tanto relevância econômica quanto centralidade afetiva.

Mais do que números, há uma mudança estrutural. Para o pesquisador e autor do livro Meu Imóvel, Meu Mundo – Pets, Marcus Araújo, o avanço dos pets nas famílias reflete transformações demográficas profundas, como a redução do tamanho dos lares e o aumento de pessoas vivendo sozinhas. “Hoje, cerca de 60% de quem busca um imóvel tem pets. É o novo perfil do comprador”, afirma.

Esse protagonismo já impacta diretamente a decisão de compra — especialmente no alto padrão. “Nesses casos, a ausência de infraestrutura adequada deixa de ser detalhe e pode se tornar fator de rejeição”, diz.

A longevidade dos animais amplia ainda mais essa demanda. Estudos indicam que cães e gatos vivem hoje até 50% mais do que há duas décadas, o que exige projetos mais preparados. “Com os pets vivendo mais, cresce a necessidade de espaços adaptados, com conforto e acessibilidade”, resume o pesquisador.

Na Embraed, essa visão já está incorporada às novas entregas. A empresa ampliou a oferta de Pet Place (áreas de lazer e socialização) e Pet Care (salas técnicas para banho e tosa) em seus empreendimentos, concebidos desde a planta para permitir atendimento profissional dentro do condomínio, com comodidade e segurança. “Quando o espaço pet nasce junto com o projeto, ele deixa de ser uma área improvisada. Ele ganha ventilação adequada, pontos de água e drenagem, piso seguro, mobiliário de apoio e fluxos pensados para o uso real. Isso impacta diretamente a experiência do morador e a qualidade de vida do animal”, explica a coordenadora de projetos de interiores da Embraed, Mariana Cavalett.


Hyde e o novo padrão de conveniência

O Hyde, em construção em Balneário Camboriú, exemplifica esse novo olhar alinhado às tendências contemporâneas de consumo. O empreendimento reúne área externa de lazer para os pets, espaço técnico equipado e possibilidade de atendimento especializado no próprio condomínio, reforçando um conceito de moradia que incorpora o cuidado à rotina.

“O Hyde traduz o que há de mais atual neste segmento: áreas seguras, bem projetadas e integradas ao cotidiano dos moradores, com serviços acessíveis sem sair de casa”, afirma Mariana.

A arquiteta destaca que a questão vai além do conforto. “Com os pets vivendo mais e demandando cuidados por mais tempo, as famílias precisam de soluções que acompanhem essa realidade. Empreendimentos que oferecem essa estrutura entregam não apenas conveniência, mas tranquilidade.”

Segundo o CEO da Embraed, Leonardo Diniz, o movimento revela uma nova etapa do morar de alto padrão. “A inovação no setor imobiliário passa por compreender como as pessoas vivem, e hoje isso inclui seus animais. Incorporar essa realidade aos projetos deixou de ser diferencial e passou a ser requisito”.

A tendência, segundo Marcus Araújo, é de consolidação. “Em breve, espaços como Pet Care e Pet Place serão tão esperados quanto academia ou salão de festas. O diferencial estará na qualidade desses projetos”, conclui.


Permitir a entrada de pets não torna um estabelecimento pet friendly, alerta especialista

Com o crescimento de negócios que recebem animais de estimação, advogado especialista em Direito Animal explica por que segurança jurídica, planejamento e cumprimento das normas são tão importantes quanto abrir as portas para os pets 

 

O crescimento do número de famílias multiespécie no Brasil vem transformando o comportamento do consumidor e influenciando diretamente as estratégias do comércio. Restaurantes, cafeterias, hotéis, livrarias, shoppings e diversos outros estabelecimentos que se apresentam como pet friendly crescem na mesma proporção e passam a enxergar o público que deseja estar acompanhado de seus animais como uma oportunidade de negócio.

No entanto, abrir as portas para os pets não significa, necessariamente, estar preparado para recebê-los. Na prática, oferecer um ambiente verdadeiramente pet friendly envolve uma série de responsabilidades legais, sanitárias e operacionais que ainda são desconhecidas por muitos empresários.

O advogado especialista em Direito Animal, Dr. Leandro Petraglia, alerta que permitir a entrada de animais, por si só, não torna um estabelecimento verdadeiramente pet friendly. Essa diferença, muitas vezes ignorada pelos comerciantes, pode resultar em autuações, processos judiciais e até prejuízos para a imagem do negócio.

"O empresário costuma pensar primeiro na estrutura física, mas existe uma preparação jurídica que vem antes disso. É preciso entender o que a legislação permite, quais normas sanitárias precisam ser observadas e até se existem regras do condomínio ou do empreendimento que possam limitar essa atividade. Sem esse estudo, o estabelecimento pode criar um problema acreditando estar oferecendo um diferencial ao cliente", explica.

Segundo Petraglia, um dos maiores desafios está justamente nos estabelecimentos que trabalham com alimentos e bebidas. Nesses casos, além de proporcionar uma boa experiência ao consumidor, é indispensável cumprir as exigências da vigilância sanitária e definir critérios claros sobre onde e como os animais poderão permanecer.

"Muitas vezes o empresário quer receber esse público, mas desconhece que existem exigências específicas relacionadas ao preparo, manipulação e circulação de alimentos. O desafio não é escolher entre aceitar ou não os animais, mas encontrar uma forma de conciliar essa experiência com todas as normas sanitárias que garantem segurança para todos", afirma.

Outro ponto que costuma passar despercebido é a responsabilidade em caso de acidentes. Mordidas, ataques entre animais, quedas ou qualquer outro incidente envolvendo clientes podem gerar responsabilização do estabelecimento, que responde pela segurança das pessoas durante a relação de consumo.

"Criar regras de convivência, delimitar espaços, orientar os tutores e treinar a equipe são medidas que demonstram o dever de cuidado do estabelecimento. Quando tudo isso é planejado previamente, além de reduzir a possibilidade de acidentes, o empresário também fortalece sua posição jurídica caso algum incidente aconteça", destaca.

Para o especialista, o maior erro é agir apenas para acompanhar uma tendência de mercado. A crescente procura por ambientes que aceitem animais faz com que muitos empresários implementem uma política pet friendly de forma apressada, sem avaliar os impactos jurídicos, operacionais e sanitários dessa decisão.

"Receber animais não pode ser uma decisão baseada apenas na demanda do consumidor. Como qualquer investimento, isso exige planejamento, definição de protocolos, treinamento da equipe e preparo para lidar com situações inesperadas. Quando essa estrutura não existe, um único episódio pode comprometer anos de construção da reputação do estabelecimento", ressalta.

Petraglia também chama atenção para um cenário que deve ganhar força nos próximos anos. Atualmente, oferecer um ambiente pet friendly ainda é uma escolha do empresário. No entanto, a tendência é que a legislação avance para ampliar o acesso de animais de serviço e de suporte à saúde em espaços privados.

"O cão-guia já possui esse direito garantido por lei, mas essa realidade tende a se ampliar. Existem animais que auxiliam pessoas com deficiência auditiva, fazem alertas médicos para diabéticos ou conseguem identificar uma crise epiléptica antes mesmo que ela aconteça. Assim como a acessibilidade arquitetônica deixou de ser uma opção para se tornar uma obrigação, acredito que caminhamos para um cenário em que os estabelecimentos precisarão estar preparados para receber esses animais. Quem investir nessa preparação desde agora estará mais preparado para acompanhar essa evolução da legislação e da própria sociedade", conclui.


O que um estabelecimento precisa para ser realmente pet friendly

Segundo o advogado Leandro Petraglia, alguns cuidados são fundamentais antes de abrir as portas para os animais:

  1. Conhecer a legislação municipal, estadual e as normas sanitárias aplicáveis;
  2. Verificar as regras do condomínio, shopping ou empreendimento onde o negócio está instalado;
  3. Definir quais espécies, portes e, se necessário, condições específicas para a entrada dos animais;
  4. Delimitar áreas onde a presença de pets será permitida e identificar eventuais espaços com restrições;
  5. Elaborar regras claras de convivência para tutores, clientes e funcionários;
  6. Capacitar a equipe para orientar o público e agir corretamente em situações envolvendo animais;
  7. Criar protocolos para acidentes, fugas, conflitos entre animais ou outras situações de emergência;
  8. Disponibilizar estrutura adequada para receber os pets, como pontos de contenção, recipientes para água e sinalização dos espaços;
  9. Formalizar procedimentos internos e revisar periodicamente as práticas adotadas para garantir conformidade com a legislação;
  10. Manter o foco na segurança, no bem-estar animal e na boa convivência entre todos os frequentadores.

Essa preparação, conclui o especialista, protege o negócio, reduz riscos de conflitos e contribui para que a experiência seja positiva para clientes, funcionários e animais. Afinal, ser pet friendly vai muito além de permitir a entrada de um pet: significa estar preparado para recebê-lo com responsabilidade.

  

Furno Petraglia e Pérez Advocacia


Vai viajar nas férias? Os erros mais comuns ao deixar pets com parentes, hotéis ou pet sitters

Especialista em comportamento animal explica como mudanças bruscas de rotina podem afetar emocionalmente os cães e orienta como garantir uma experiência mais tranquila para quem ainda vai viajar ou precisou deixar o pet sob cuidados de terceiros

 

 

Com boa parte das férias escolares ainda pela frente, muitas famílias seguem embarcando em viagens ou passando mais tempo fora de casa. Nesse período, hotéis para pets, creches, pet sitters e cuidadores temporários registram aumento na procura, mas especialistas alertam que a maior preocupação não deve ser apenas encontrar alguém para cuidar do animal. A forma como essa mudança acontece pode fazer toda a diferença para o bem-estar emocional dos cães.

 

A preocupação faz sentido diante das evidências científicas. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Behavioural Processes, realizado com 795 cães brasileiros por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), identificou que ficar sozinho está entre os principais gatilhos de ansiedade dos animais, ao lado de fogos de artifício e mudanças de ambiente. A pesquisa também apontou vocalizações excessivas, hiperalerta e comportamentos destrutivos entre os sinais mais frequentes de estresse emocional.

 

Os dados ajudam a explicar por que os serviços voltados ao cuidado temporário de pets ganham ainda mais demanda durante o período de férias. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação dos tutores em garantir que a experiência seja positiva não apenas do ponto de vista da segurança, mas também da adaptação e do equilíbrio emocional dos animais.

 

Para Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA, no Brasil, e da PETland BFA, em Miami, o maior erro dos tutores é enxergar as férias apenas como uma questão logística.

 

"Quando a família viaja, a rotina do cachorro pode mudar completamente de um dia para o outro. Ele deixa de conviver com as pessoas de referência, passa a dormir em outro ambiente, encontra cheiros diferentes e, muitas vezes, convive com pessoas que nunca viu antes. Para nós, é apenas uma viagem temporária, mas o animal não entende esse contexto. O que ele percebe é uma mudança brusca naquilo que lhe transmite segurança. Quanto mais previsível for essa transição, menores tendem a ser os impactos emocionais", explica.

 

A especialista destaca que cada cão responde de maneira diferente à separação temporária dos tutores. Enquanto alguns se adaptam rapidamente a novos ambientes, outros precisam de mais tempo para criar confiança e compreender que aquela mudança é passageira.

 

A seguir, Beatriz França explica os erros mais comuns cometidos pelos tutores antes de viajar e como evitá-los.

 

1. Deixar o pet com alguém desconhecido

"É muito comum escolher um parente ou amigo porque a pessoa gosta de animais, mas isso não significa que exista vínculo com o cachorro. O ideal é que esse contato aconteça antes da viagem, com visitas e momentos de interação para que o animal associe aquele cuidador a experiências positivas. Essa aproximação reduz bastante a insegurança quando chega o momento da separação", orienta.

 

2. Mudar completamente o ambiente sem adaptação

"Nem todo cachorro se sente confortável chegando pela primeira vez a uma hospedagem justamente no dia em que o tutor vai viajar. Sempre que possível, vale fazer uma adaptação gradual, permitindo que ele conheça o espaço, os profissionais e a rotina antes da estadia. Esse processo transmite segurança e faz com que o ambiente deixe de ser totalmente desconhecido quando a viagem acontecer", afirma a especialista.

 

3. Escolher hotéis ou pet sitters apenas pelo preço ou pela estrutura

"Uma estrutura bonita chama atenção, mas não é isso que determina a qualidade da experiência do animal. O tutor deve observar se existe acompanhamento comportamental, adaptação individual, enriquecimento ambiental e profissionais preparados para identificar sinais de estresse. Cada cachorro possui um perfil diferente, e um bom serviço respeita essas diferenças em vez de oferecer exatamente a mesma rotina para todos", diz.

 

4. Ignorar sinais de ansiedade antes da viagem

"Se o cachorro já demonstra sofrimento quando o tutor sai para trabalhar, vocaliza excessivamente, destrói objetos ou apresenta mudanças de comportamento sempre que fica sozinho, é importante olhar para esses sinais antes das férias. A viagem não cria necessariamente um problema, mas pode intensificar uma dificuldade que já existia e que muitas vezes passa despercebida na rotina da família", explica.

 

5. Acreditar que o animal vai se adaptar sozinho

"Existe a ideia de que o cachorro 'acostuma' com qualquer situação, mas a adaptação é um processo. Quando o tutor prepara essa transição com antecedência, mantém objetos familiares, compartilha informações sobre a rotina do animal e escolhe um ambiente que respeite suas necessidades, a experiência tende a ser muito mais tranquila. Cuidar da parte emocional é tão importante quanto garantir alimentação, higiene e segurança", entende.

 

Para Beatriz, o crescimento dos serviços voltados ao mercado pet representa uma evolução importante, mas também exige que os tutores façam escolhas mais conscientes e priorizem o bem-estar emocional dos animais.

 

“Quem ainda vai viajar nas próximas semanas ainda tem tempo de preparar essa transição da forma correta. E quem já deixou o pet em hospedagem ou com um cuidador também pode acompanhar como ele está se adaptando, manter contato com a equipe e observar seu comportamento quando retornar para casa. As férias passam rápido para nós, mas podem representar uma experiência muito marcante para o animal. Quando existe planejamento e respeito às necessidades emocionais do pet, todos aproveitam esse período com muito mais tranquilidade", conclui.

 

 

Creche Escola BFA


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