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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Carnaval acende alerta para testagem rápida da dengue

Embora tradicionalmente associado a infecções respiratórias e ISTs,
o Carnaval também representa um cenário crítico para a disseminação
de arboviroses, especialmente a dengue

Em períodos de grande circulação de pessoas, a identificação precoce da doença é essencial para evitar o seu agravamento

 

 

O Carnaval corresponde a um dos maiores eventos de massa do mundo, caracterizado por intensa mobilidade populacional, aglomerações prolongadas e circulação de pessoas entre diferentes regiões do país. Embora tradicionalmente associado a infecções respiratórias e ISTs, esse período também representa um cenário crítico para a disseminação de arboviroses, especialmente a dengue. Dados do Ministério da Saúde mostram aumento recente nos casos: na última semana epidemiológica de 2025 (21 a 27 de dezembro), foram registradas 11.785 ocorrências, com dois óbitos; já no período seguinte (28 de dezembro de 2025 a 03 de janeiro de 2026), o número subiu para 12.593, mas sem qualquer morte. No acumulado do ano, o Brasil somou 1.661.001 ocorrências e 1.786 óbitos.

No Brasil, o Carnaval ocorre em plena estação chuvosa em grande parte do território nacional - condição ideal para a proliferação do Aedes aegypti. A combinação entre aumento da densidade vetorial, deslocamentos intermunicipais e interestaduais e sobrecarga dos serviços de saúde cria um ambiente favorável para a amplificação da transmissão viral direta e indireta. A identificação ágil da doença orienta o manejo clínico e evita o seu agravamento. Nesse cenário, os testes rápidos ganham espaço na rotina de laboratórios e outros serviços de saúde.

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o teste rápido da Artron Lab permite a detecção da infecção na fase aguda por meio do antígeno NS1, além da identificação de anticorpos IgG e IgM, sendo uma ferramenta essencial tanto para a condução clínica quanto para a vigilância epidemiológica, principalmente em cenários de circulação simultânea de diferentes variantes.

Isso facilita a logística dos serviços de saúde e permite uma resposta mais rápida diante de aumentos inesperados da demanda, beneficiando os pacientes, que conseguem acesso ágil ao diagnóstico, já que os primeiros sintomas da dengue - febre, cefaleia, mialgia, dor retro-orbital e mal-estar - podem ser facilmente confundidos com outras infecções virais comuns nesse período, como Influenza, Covid-19, zika ou chikungunya.

Já o resultado do exame sai em poucos minutos, característica também considerada decisiva. “O Carnaval é um momento de comemoração, mas também exige atenção à saúde. A testagem rápida, por ser de fácil acesso e resultado quase imediato, orienta o diagnóstico logo no início da infecção. Esses resultados favorecem a conduta médica, além de contribuírem para evitar complicações graves e promover a sobrevida dos pacientes. Outro ponto importante diz respeito à questão epidemiológica, na qual a testagem rápida atua no apoio às ações de vigilância e combate à dengue”, argumenta Natália Strohmayer, especialista de produtos da Biomédica, empresa responsável pela comercialização do produto no Brasil.

Além da testagem rápida, a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, o uso de repelentes e a busca imediata por atendimento médico diante de sintomas como febre alta e dores no corpo e atrás dos olhos também são cruciais, ainda mais em períodos de intensa circulação de pessoas.

  

Biomédica - Inteligência Diagnóstica



Fone de ouvido e celular: como proteger a audição dos jovens no dia a dia

Especialista alerta para riscos do uso prolongado e em volume alto e dá orientações simples para preservar a audição desde cedo

 

O uso constante de fones de ouvido e celulares faz parte da rotina de crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar, no lazer e nos deslocamentos do dia a dia. Embora a tecnologia traga benefícios, o hábito de ouvir música em volume elevado e por longos períodos acende um alerta importante para a saúde auditiva dos jovens — um cuidado que deve começar cedo. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. José Ricardo Gurgel Testa, médico do Hospital Paulista e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o uso inadequado de fones pode, sim, provocar danos permanentes à audição. “A exposição a sons acima de 80 decibéis, especialmente quando ocorre por períodos prolongados e sem repouso acústico, aumenta significativamente o risco de perda auditiva induzida por ruído”, explica.

 

Volume alto e tempo excessivo aumentam o risco 

De acordo com o especialista, não é apenas o volume que importa, mas a combinação entre intensidade e tempo de exposição. “Mesmo volumes considerados moderados podem se tornar prejudiciais quando utilizados por muitas horas seguidas. O ideal é evitar sons acima de 80 dB e não ultrapassar cerca de quatro horas contínuas de uso sem intervalos para descanso da audição”, orienta. 

Esse cuidado é ainda mais relevante entre jovens, cujo sistema auditivo permanece em desenvolvimento e tende a ser mais vulnerável aos efeitos cumulativos do ruído ao longo dos anos.

 

Sinais de alerta merecem atenção 

Pais, educadores e os próprios jovens devem estar atentos a sinais que podem indicar alterações auditivas precoces. Entre eles estão dificuldade de atenção, necessidade frequente de repetir informações ou confusão ao compreender mensagens transmitidas oralmente, além da presença de zumbido. 

“Esses sinais não devem ser ignorados. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de evitar a progressão de uma perda auditiva”, destaca Dr. Testa.

 

Prevenção começa com hábitos simples 

A boa notícia é que atitudes cotidianas podem fazer grande diferença na preservação da audição. O médico recomenda evitar o abuso de sons elevados, reduzir o tempo de uso de fones e respeitar pausas regulares para descanso auditivo. “Outro ponto importante é evitar a exposição a agentes ototóxicos, que podem causar ou agravar danos à audição”, acrescenta. 

No ambiente escolar e em casa, a orientação é estimular o uso consciente da tecnologia, reforçando que ouvir música em volume máximo não é sinônimo de melhor experiência sonora — e pode custar caro no futuro. 

“Iniciar esse cuidado ainda na infância e na adolescência é essencial. A audição saudável é um patrimônio para toda a vida”, conclui o especialista.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Canetas emagrecedoras e anticoncepcional: entenda os impactos nos métodos contraceptivos

Uso crescente de medicamentos para emagrecimento levanta alertas sobre possíveis interferências na absorção e eficácia dos anticoncepcionais orais

 

O aumento do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tem despertado atenção não apenas pelos efeitos na perda de peso, mas também pelos possíveis impactos em outros tratamentos, incluindo o uso de anticoncepcionais hormonais. Medicamentos à base de análogos do GLP-1, indicados para o controle do diabetes e amplamente utilizados para emagrecimento, atuam diretamente no sistema digestivo, retardando o esvaziamento gástrico, o que pode interferir na absorção de medicamentos administrados por via oral.

De acordo com a Dra. Mariane Nadai, médica ginecologista e parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar, essa alteração no funcionamento do trato gastrointestinal pode reduzir a absorção do anticoncepcional oral em alguns casos. “Quando o esvaziamento do estômago acontece de forma mais lenta, existe a possibilidade de o organismo não absorver o medicamento da mesma maneira, o que pode comprometer a eficácia do método”, explica a médica. Embora o risco não seja igual para todas as mulheres, o tema exige atenção e acompanhamento médico individualizado.

Outro ponto importante é que efeitos colaterais comuns associados às canetas emagrecedoras, como náuseas, vômitos e diarreia, também podem impactar diretamente a proteção contraceptiva. Episódios de vômito pouco tempo após a ingestão do anticoncepcional ou quadros intestinais intensos podem impedir a absorção adequada do hormônio, aumentando o risco de falha do método. Por isso, é fundamental que mulheres que utilizam esses medicamentos estejam bem informadas sobre como agir nessas situações.

A orientação médica é essencial para avaliar alternativas seguras de contracepção durante o uso das canetas emagrecedoras. Métodos não orais, como o DIU, o implante subdérmico de etonogestrel ou o uso de preservativos, podem ser indicados de acordo com o perfil e o momento de vida de cada mulher. “O mais importante é não interromper nem iniciar nenhum método por conta própria. O diálogo com o ginecologista é fundamental para garantir tanto a eficácia contraceptiva quanto a segurança do tratamento para emagrecimento”, reforça a Dra. Mariane Nadai.

Com o uso cada vez mais frequente desses medicamentos, a informação se torna uma aliada essencial da saúde feminina. Entender como diferentes tratamentos podem interagir entre si é um passo importante para decisões mais conscientes, seguras e alinhadas ao planejamento reprodutivo de cada mulher.


 

DKT South America

 DKT

 DKT Salú, DKT Academy

 Use Prudence



‘Efeito sanfona’ prejudica o metabolismo e reduz a atividade da gordura marrom em mulheres

Uma câmera de termografia infravermelha foi usada para captar
o aumento de temperatura na região supraclavicular, indicando
 maior atividade do BAT
 (
imagem: Laura Ramos Gonçalves Gomes/FCA-Unicamp)
Pesquisa da Unicamp envolveu 121 mulheres entre 20 e 41 anos, com diferentes faixas de IMC

 

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) traz um alerta sobre os impactos do chamado efeito sanfona sobre a saúde metabólica feminina. Segundo a pesquisa, mulheres que passaram por sucessivos ciclos de perda intencional e reganho não intencional de peso apresentaram pior perfil cardiometabólico e menor atividade da gordura marrom, um tipo especial de gordura que ajuda a gastar energia. O achado reforça que o problema não está apenas na oscilação do peso em si, mas no acúmulo progressivo de gordura corporal ao longo do tempo.

O trabalho, apoiado pela FAPESP e publicado na Nutrition Research, foi desenvolvido no Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes do Gastrocentro-Unicamp sob orientação de Ana Carolina Junqueira Vasques e coorientação de Bruno Geloneze. O estudo contou ainda com a participação de Laura Ramos Gonçalves Gomes e Isabela Solar.

De acordo com Vasques, o foco do trabalho foi avaliar a atividade do tecido adiposo marrom, conhecido pela sigla em inglês BAT (de brown adipose tissue), um tipo de gordura que vem despertando crescente interesse da ciência nos últimos anos por causa de seu papel potencial no manejo da obesidade, do diabetes e das dislipidemias.

Diferentemente do tecido adiposo branco, que armazena energia em forma de gordura corporal, o BAT tem função praticamente oposta: ele queima glicose e lipídios para produzir calor, contribuindo para o gasto energético do organismo. “Esse tecido é rico em mitocôndrias, que são estruturas responsáveis pela produção de energia nas células, o que lhe confere a coloração acastanhada e alta atividade metabólica”, explica a pesquisadora.

Até pouco mais de uma década atrás, acreditava-se que a gordura marrom existia apenas em recém-nascidos, ajudando na manutenção da temperatura corporal. Em 2009, porém, estudos mostraram que adultos também possuem BAT, especialmente na região supraclavicular, que inclui o pescoço, acima da clavícula e ao redor da coluna. Desde então, o número de pesquisas sobre o tema cresceu rapidamente.

No estudo da Unicamp, participaram 121 mulheres entre 20 e 41 anos, com diferentes faixas de índice de massa corporal (IMC). As participantes foram divididas em dois grupos: aquelas sem histórico de efeito sanfona e aquelas classificadas como “cicladoras”, ou seja, mulheres que relataram três ou mais episódios de perda de peso intencional seguidos de recuperação não planejada (de ao menos 4,5 kg) ao longo dos últimos quatro anos, padrão frequentemente associado a dietas restritivas em busca da perda de peso.

A escolha de estudar apenas mulheres não foi aleatória. Além de o laboratório já contar com um banco de dados feminino robusto, a pesquisadora diz que há diferenças importantes entre homens e mulheres na quantidade e na atividade da gordura marrom. “O estudo focou em mulheres jovens, ainda fora do período da menopausa, justamente para evitar interferências hormonais que alteram a distribuição de gordura corporal. Além disso, mulheres tendem a sofrer maior pressão estética e a recorrer com mais frequência a dietas restritivas, o que aumenta a ocorrência do efeito sanfona”, ressalta.


Quente e frio

Para avaliar a atividade da gordura marrom, as participantes passaram por um protocolo de exposição controlada ao frio (18 °C), considerado o principal estímulo para ativação do BAT. Primeiro elas foram colocadas em uma sala aquecida. Depois, foram transferidas para um ambiente resfriado, numa temperatura que não induziu tremor. “Se o indivíduo começa a tremer, ele terá um outro gasto de energia. Por isso a temperatura foi mantida em 18 °C, que é considerado um frio administrável”, explica Vasques.

Nos dois ambientes, a atividade do BAT foi monitorada em diversos momentos. Uma câmera de termografia infravermelha foi usada para captar o aumento de temperatura na região supraclavicular, indicando maior atividade do BAT. “Essa câmera faz imagens e capta exatamente as regiões mais quentes, pintando de cor diferente. Pela intensidade dessa cor, a gente consegue quantificar quanto esse BAT está ativado em cada participante”, explica Vasques. Também foram analisados indicadores como percentual de gordura corporal, gordura visceral, glicemia, perfil lipídico e pressão arterial.

Os resultados iniciais mostraram que as mulheres chamadas de cicladoras, com histórico de efeito sanfona, apresentavam mais gordura corporal, maior acúmulo de gordura visceral e piores indicadores metabólicos, além de menor atividade da gordura marrom. Em uma análise inicial, o efeito sanfona apareceu associado à redução do BAT. No entanto, quando os pesquisadores aprofundaram a modelagem estatística, observaram que essa relação não era direta e sim modulada pelo acúmulo de gordura.

“O efeito sanfona provavelmente atua de forma indireta. Ao longo de sucessivos ciclos de emagrecimento e reganho de peso, ocorre uma piora progressiva da composição corporal, com recuperação predominantemente de gordura e não de massa muscular. Por isso, o que realmente explica a menor atividade da gordura marrom não é o efeito sanfona sozinho, mas sim o excesso de adiposidade corporal”, diz.

Isso acontece porque, a cada dieta restritiva, o organismo aciona mecanismos de defesa para tentar recuperar o peso perdido, reduzindo o gasto energético basal, alterando hormônios da fome e da saciedade e tornando o metabolismo mais eficiente em armazenar energia. “Quando a pessoa reganha peso, ele volta principalmente na forma de gordura e não de massa magra”, explica a pesquisadora. No longo prazo, esse processo favorece o aumento do percentual de gordura corporal e da gordura visceral, fatores que estão diretamente ligados à redução da atividade do BAT.

Embora não seja possível medir a atividade do BAT num exame de rotina (isso é feito apenas em ambiente de pesquisa), Vasques diz que, do ponto de vista clínico, o estudo reforça que o manejo da obesidade não pode focar apenas nos quilos perdidos na balança. “Estratégias de tratamento da obesidade devem priorizar a qualidade da composição corporal, a redução sustentável a longo prazo do percentual de gordura e a preservação da massa muscular, com abordagens multiprofissionais e mudanças comportamentais duradouras”, afirma.

Vasques destaca ainda que, embora a gordura marrom possa ser estimulada por fatores como atividade física, redução da gordura corporal e até exposição ao frio, ela não deve ser vista como solução isolada para o emagrecimento. “Seu papel mais relevante está na melhora do metabolismo da glicose e dos lipídios, ajudando a proteger contra diabetes e doenças cardiovasculares”, conclui.

O artigo Weight cycling in women: A challenge for cardiometabolic health, not for brown fat pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S027153172500137X.

 

Fernanda Bassette

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/efeito-sanfona-prejudica-o-metabolismo-e-reduz-a-atividade-da-gordura-marrom-em-mulheres/57058



Equilíbrio na folia: Cuidados essenciais para quem está usando canetas emagrecedoras no carnaval

Dra. Sandra Fernandes, Médica Nutróloga do Grupo Kora Saúde, compartilha dicas valiosas para curtir o Carnaval nos bloquinhos e aproveitar a festa com segurança, sem abrir mão do emagrecimento 

 

O Carnaval está chegando, e a folia já está no ar! Para muita gente, a festa é sinônimo de diversão, mas para quem está fazendo uso de canetas emagrecedoras, é preciso ter atenção redobrada para garantir que a saúde não seja deixada de lado. Não é necessário abrir mão da diversão, mas sim encontrar o equilíbrio. A Dra. Sandra Fernandes, Médica Nutróloga do Grupo Kora Saúde, compartilha dicas valiosas para curtir o carnaval com segurança e manter o foco no emagrecimento.


Não pule refeições

Com toda a agitação do Carnaval, muita gente acaba esquecendo de comer ou se perde na correria. Mas a Dra. Sandra lembra: quem usa canetas emagrecedoras precisa manter as refeições regulares para não prejudicar o metabolismo. "Ficar muitas horas sem comer pode causar queda de energia e deixar o corpo cansado. O ideal é ter por perto lanches leves, como frutas, castanhas ou barras de proteína, que são fáceis de carregar e ajudam a manter a energia durante os bloquinhos", explica a médica.


Escolha lanches saudáveis nos bloquinhos

Nos bloquinhos, é comum encontrar diversos petiscos e bebidas. "Prefira alimentos ricos em fibras, como frutas, e opte por snacks integrais, como pipoca sem manteiga ou amêndoas. Evite frituras, salgadinhos e doces processados, que podem descontrolar a sua alimentação e a digestão", diz a especialista. Também é importante garantir que os lanches sejam práticos, para que você não precise ficar muito tempo sem comer.


Hidratação é fundamental

Em meio à folia, a hidratação é crucial. "O calor, a dança e a ingestão de álcool aumentam a perda de líquidos, e quando você está usando canetas emagrecedoras, essa necessidade de hidratação é ainda maior", alerta Dra. Sandra. Para repor os líquidos, a água é sempre a melhor escolha, mas, para repor os sais minerais, uma bebida isotônica sem açúcar também pode ser uma boa opção. Mantenha a garrafinha de água sempre por perto.


Cuidado com o álcool

O Carnaval é cheio de oportunidades para curtir com um drink na mão, mas Dra. Sandra adverte: "O álcool pode interferir no metabolismo e desidratar o corpo, além de ser calórico. Para quem usa canetas emagrecedoras, é importante limitar o consumo de álcool", diz. Se não quiser abrir mão do drink, a dica da médica é intercalar com água e beber com moderação para evitar que o álcool afete seus resultados.


Inclua atividades físicas moderadas

Os bloquinhos são uma ótima oportunidade para se movimentar, mas Dra. Sandra sugere cautela. "Com o uso das canetas emagrecedoras, o metabolismo já está acelerado, e atividades físicas intensas podem causar desgaste excessivo. Aproveite a energia da festa, mas não se force a dançar por horas seguidas. Respeite o seu corpo e faça pausas para descansar", recomenda a médica.


Faça pausas para descansar

Mesmo nos momentos de maior diversão, é importante dar ao corpo o descanso necessário. O descanso é essencial para recarregar as energias e garantir que você aproveite os próximos dias de folia com disposição.


Preste atenção aos sinais do corpo

Por fim, Dra. Sandra destaca a importância de ouvir os sinais do corpo. "A folia pode ser animada, mas se você sentir qualquer sinal de cansaço excessivo, tontura ou fraqueza, pare e descanse. Sua saúde sempre deve vir em primeiro lugar", afirma a médica.

 

 Kora Saúde


Canetas emagrecedoras reduzem a resistência física e mudam a forma de curtir o Carnaval em 2026

 Imagem criada por Inteligência Artificial


Médico Gabriel Almeida orienta sobre hidratação, alimentação e limites físicos para quem usa canetas emagrecedoras durante a folia
 

 

O Carnaval de 2026 marca a primeira edição da maior festa popular do país após a ampla disseminação das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. O uso desses medicamentos alterou o perfil corporal de parte significativa da população e trouxe novos desafios para quem pretende enfrentar longos períodos de calor, esforço físico intenso e poucas pausas para descanso durante a folia. 

Segundo o médico Gabriel Almeida (CRM-SP 180956 | RQE 121513), especialista em emagrecimento e saúde metabólica, o emagrecimento acelerado provocado por essas medicações pode impactar diretamente a resistência física. De acordo com ele, a redução rápida de gordura corporal tende a diminuir as reservas energéticas, o que pode levar à sensação de cansaço mais precoce em atividades prolongadas, como blocos de rua, ensaios e desfiles. 

“O corpo passa por um processo de adaptação depois da perda de peso acelerada. É um corpo mais magro, com menos volume e ainda em reorganização. Isso exige atenção maior à hidratação, à alimentação e à recuperação física”, explica o especialista. 

Durante o Carnaval, fatores como calor intenso, desidratação, consumo de álcool, noites mal dormidas e alimentação irregular costumam se somar. Para quem utiliza ou utilizou canetas emagrecedoras, esse conjunto pode intensificar sintomas como fadiga, tontura, queda de rendimento e indisposição. 

Para reduzir riscos e aproveitar a festa com mais equilíbrio, Gabriel Almeida orienta manter hidratação constante ao longo do dia, priorizar refeições leves e fracionadas, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e respeitar os sinais do próprio corpo. “Não é sobre deixar de aproveitar o Carnaval, mas sobre entender os limites desse corpo que passou por uma mudança metabólica importante”, afirma. 

Neste primeiro Carnaval após a popularização das canetas emagrecedoras, especialistas alertam que o cuidado com o corpo passa a fazer parte da própria experiência da folia, especialmente para quem passou por emagrecimento acelerado e ainda está em fase de adaptação.  

 

Gabriel Almeida (CREMESP 180956 | RQE 121513) - médico cirurgião-geral com mais de 15 anos de experiência, com ênfase em emagrecimento, qualidade de vida e protocolos avançados de tratamento da obesidade. Diretor Técnico do Núcleo GA, também atua como escritor e palestrante, compartilhando conhecimento científico e clínico com profissionais da saúde para ampliar o cuidado seguro e individualizado aos pacientes. O médico aborda de forma humanizada e baseada em evidências temas relacionados à perda de peso e bem-estar integral, buscando promover mudanças positivas nos estilos de vida.


Dia Nacional da Mamografia: seis mitos e verdades sobre o exame

Avaliação é essencial para diagnosticar câncer e outras doenças da mama, costuma ser indolor e pode ser feita por homens 

 

O exame de mamografia é a principal ferramenta para o diagnóstico precoce do câncer de mama — o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no Brasil. De acordo com as projeções do INCA para o biênio 2025-2026, o país deve registrar cerca de 75 mil novos casos anuais, consolidando a necessidade de exames de rastreio regulares para reduzir a mortalidade.

Apesar da importância, ainda existem mitos que afastam as pacientes dos consultórios. Para celebrar o Dia Nacional da Mamografia (5/2), especialistas na área, esclarecem as principais dúvidas


1. A mamografia é dolorosa e muito desconfortável para todas as mulheres.

DEPENDE. Segundo a Dra. Letícia, radiologista especialista em exames de mamas da clínica CDPI, da Dasa, no Rio de Janeiro, a percepção de dor varia conforme a sensibilidade individual e o estado emocional. “A tendência é que a avaliação cause apenas um leve incômodo rápido devido à compressão. No entanto, pacientes no período pré-menstrual podem sentir mais desconforto”, explica ela que orienta a agendar o exame para a semana seguinte à sua menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis.


2. A mamografia pode causar câncer devido à radiação.

MITO. A dose de radiação utilizada em um mamógrafo digital moderno é extremamente baixa para que as imagens sejam visualizadas e geradas com a nitidez necessária, como detalha a radiologista da CDPI. Segundo Letícia, isso não é suficiente para causar qualquer dano à saúde da paciente ou influenciar no desenvolvimento de casos de câncer.


3. Mulheres com próteses de silicone também podem fazer mamografia.

VERDADE. A presença de implantes mamários não impede a realização do exame nem compromete a integridade da prótese. De acordo com a Dra. Monique Lambrakos, radiologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, o protocolo é seguro: as máquinas modernas exercem uma compressão controlada que não danifica o silicone ou o material salino. Para garantir a eficácia do diagnóstico, utilizamos uma técnica específica chamada Manobra de Eklund em que o implante é gentilmente deslocado para trás enquanto o tecido mamário é tracionado para frente. Isso permite que o radiologista visualize o parênquima mamário com maior clareza, minimizando a sobreposição de imagens.


4. Não preciso fazer se não tiver histórico familiar.

MITO. O câncer de mama pode ser desenvolvido a partir de diversas manifestações no organismo, incluindo hereditariedade, genética, fatores externos e outros. Sendo assim, mulheres que não têm histórico da doença na família também têm chances de desenvolver esse tipo de tumor ao longo da vida, assim como outros tipos de câncer que não dependem apenas de fatores hereditários para ocorrerem.

“Além disso, a mamografia é um exame fundamental no rastreio do câncer de mama, mas também é eficaz para visualizar outras alterações que podem ocorrer nessa área, como cistos, abcessos e fibroadenoma. Por isso, todas as mulheres devem incluí-lo em sua rotina de cuidados com a saúde, que deve começar aos 40 anos para mulheres sem casos de câncer de mama na família e aos 35 ou 30 para aquelas que têm casos, principalmente em parentes diretos, como a mãe”, em que se suspeita de risco genética, detalha a dra. Letícia. Cada caso deve ser individualizado pelo médico que acompanha a paciente.


5. Homens não precisam fazer mamografia durante a vida.

DEPENDE. Embora representem apenas cerca de 1% dos casos de câncer de mama, homens possuem tecido mamário e podem desenvolver tumores. "Se o homem notar um nódulo indolor, retração do mamilo ou saída de líquido, a mamografia deve ser solicitada imediatamente para investigação", alerta Monique.


6. Se a mamografia deu "normal", o risco é zero.

MITO. A mamografia tem uma eficácia altíssima, mas em mamas muito densas (com muito tecido glandular), alguns tumores pequenos podem ficar "escondidos". Por isso, o médico pode complementar o rastreio com a ultrassonografia das mamas ou ressonância magnética para garantir total segurança.

Além da técnica, pequenos cuidados da paciente fazem toda a diferença na clareza do laudo final. A Dra. Monique Lambrakos destaca que é preciso suspender o uso de desodorantes, talcos e cremes no dia do exame. “Alguns produtos contêm partículas de metal que podem aparecer na imagem como ‘falsas calcificações’, atuando como artefatos de imagem, confundindo o diagnóstico”.

A especialista ainda frisa que o histórico é o melhor aliado para o paciente. “Leve no dia do exame as suas imagens e os seus laudos anteriores. A mamografia é um exame comparativo. Mudanças sutis na densidade ou na arquitetura mamária em relação ao ano anterior podem ser o primeiro indício de uma lesão, mesmo que seja sutil. Além disso, uma alteração que já estava presente há anos e não mudou geralmente é sinal de benignidade.”


Volta às aulas reforça atenção aos casos de miopia em crianças e adolescentes

Freepik
Levantamento do H.Olhos mostra que público infantojuvenil de 3 a 18 anos concentra 18% dos casos de miopia atendidos em 2025 


Com o retorno às aulas, cresce também o tempo que crianças e adolescentes passam em atividades de perto, como leitura, uso de tablets, celulares e computadores. Esse cenário reforça um alerta importante para pais e educadores: o avanço da miopia infantil. Somente em 2025, crianças e adolescentes de 3 a 18 anos responderam por 18% dos casos de miopia atendidos pelo H.Olhos. O número é muito próximo ao registrado em 2024, quando essa faixa etária representou 17% dos casos da condição, o que reforça a manutenção de um patamar elevado da miopia infantil e juvenil. 

Segundo a Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e diretora clínica do H.Olhos, a miopia é um distúrbio visual cada vez mais frequente entre crianças e adolescentes, impulsionado por mudanças no estilo de vida. “A miopia acontece quando a criança enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver de longe, porque a imagem se forma antes da retina. Isso ocorre, geralmente, porque o olho é mais alongado do que o normal ou a córnea é mais curva”, explica a especialista. 

A médica destaca que, embora fatores genéticos tenham influência, o comportamento visual atual tem peso decisivo. “Hoje, vemos crianças passando muitas horas em atividades que exigem foco de perto, principalmente durante o período escolar. O uso intenso de telas, aliado à redução do tempo ao ar livre, contribui diretamente para o aumento dos casos de miopia”, afirma a Dra. Márcia. 

O esforço constante da visão de perto, comum na rotina escolar, pode gerar fadiga ocular e estimular o alongamento do globo ocular. “Além disso, quando estão concentradas em telas ou livros, as crianças piscam menos, o que favorece o ressecamento ocular e o desconforto visual”, complementa a oftalmopediatra do H.Olhos. 

Por isso, a volta às aulas também deve ser um momento de atenção à saúde dos olhos. “É fundamental equilibrar a rotina de estudos com momentos ao ar livre. A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, substância que ajuda a frear o crescimento excessivo do olho e atua como fator de proteção contra a miopia”, ressalta a Dra. Márcia Ferrari. 

Ela reforça que atividades externas oferecem estímulos visuais essenciais para o desenvolvimento ocular saudável. “Quando brincam fora de casa, as crianças focam objetos em diferentes distâncias, exercitando os músculos dos olhos. Isso contrasta com o foco contínuo e próximo exigido por telas e materiais escolares”, explica. 

De acordo com a especialista, de 1 a 2 horas por dia ao ar livre, mesmo em dias nublados, já trazem benefícios importantes. “A luz natural, mesmo sem sol direto, é muito mais intensa do que a iluminação de ambientes fechados e tem efeito comprovado na prevenção da miopia”, pontua. 

Entre as atividades recomendadas estão jogos com bola, pega-pega, andar de bicicleta ou patins, caminhadas e brincadeiras em parques. “São atividades que estimulam o foco visual dinâmico, promovendo uma visão mais saudável tanto de perto quanto de longe”, destaca a diretora clínica. 

Para minimizar os impactos do uso de telas durante o período letivo, a Dra. Márcia orienta que os pais estabeleçam limites claros. “O ideal é que o tempo de tela recreativo não ultrapasse 1 a 2 horas por dia. Além disso, é importante incentivar pausas e momentos de lazer fora de casa. O exemplo da família faz toda a diferença”, reforça. 

A médica alerta ainda para sinais que podem indicar o início da miopia. “Se a criança se aproxima demais da televisão, segura o livro ou o celular muito perto do rosto, aperta os olhos para enxergar à distância ou apresenta dificuldade de leitura na escola, é fundamental procurar um oftalmologista”, orienta. 

Entre as principais recomendações para preservar a saúde visual estão: incentivar o tempo ao ar livre, limitar o uso de telas, garantir boa iluminação durante as atividades escolares, adotar a regra 20-20-20 e manter uma alimentação equilibrada e rica em vitaminas. 

A regra 20-20-20 consiste em, a cada 20 minutos de atividade de perto, olhar para algo a cerca de 6 metros de distância por pelo menos 20 segundos. “É uma pausa simples, mas muito eficaz para relaxar os músculos dos olhos e evitar a fadiga ocular”, explica a médica. 

Por fim, a oftalmopediatra reforça a importância do acompanhamento desde os primeiros anos de vida. “O primeiro exame deve ser feito entre 6 meses e 1 ano de idade, com avaliações regulares ao longo da infância. A detecção precoce da miopia é essencial para controlar sua progressão e garantir melhor qualidade de vida visual”, finaliza a Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e diretora clínica do H.Olhos.

 

Dia Mundial do Câncer: cresce o número de diagnósticos em pessoas abaixo dos 50 anos

Segundo oncologista do Cancer Center Oncoclínicas e Casa de Saúde São José, esses casos são mais comuns nos cânceres de mama, pulmão, estômago, colorretal, tireoide, pâncreas e fígado

 

O câncer segue como um dos principais desafios globais de saúde pública. Segunda maior causa de mortes no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares, é responsável por cerca de 9,6 milhões de óbitos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, o Dia Mundial do Câncer (04/02) mobiliza países e instituições em uma iniciativa global liderada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da OMS, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. 

Apesar disso, a prevenção ainda é frequentemente negligenciada, sustentada pela percepção de que o câncer acomete majoritariamente pessoas mais idosas. Segundo a Dra. Tatiane Montella, oncologista líder do Cancer Center Oncoclínicas e Casa de Saúde São José, esse cenário pode estar mudando: “Em torno de 80% dos pacientes que fazem diagnóstico oncológico são pessoas na faixa etária acima dos 60 anos. Mas nas últimas três décadas, o que a gente vem observando é o número crescente de diagnóstico oncológico entre a população com menos de 50 anos”, afirma. 

Uma pesquisa global publicada na revista científica BMJ Oncology indica um aumento anual de 79% em novos casos de câncer em pessoas com menos de 50 anos. Essa tendência está principalmente atrelada aos cânceres de mama, pulmão, estômago, colorretal, tireoide, pâncreas e de fígado. Mas por que isso acontece? 

“Apesar de imaginarmos que isso possa ter uma correlação hereditária para esses pacientes mais jovens, os pesquisadores acreditam que essa tendência está sendo impulsionada principalmente por exposições ambientais relacionadas também ao estilo de vida e às mudanças promovidas a partir do século XX. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, a redução da atividade física, obesidade, sedentarismo, uso excessivo de antibióticos, poluição ambiental, perturbações da microbioma intestinal e, inclusive, o estresse psicossocial também estão entre os possíveis fatores”, explica a Dra. Tatiane. 

Ou seja, não há uma resposta única. Trata-se de um fenômeno multifatorial, influenciado por um conjunto de causas complexas que ainda não estão completamente esclarecidas. Soma-se a esse contexto o aprimoramento das estratégias de rastreamento do câncer. A ampliação do acesso a exames modernos e de alta precisão, aliada à incorporação de tecnologias de ponta, tem contribuído para o diagnóstico do câncer em fases mais iniciais. 

O que chama a atenção da comunidade médica, no entanto, é o volume de diagnósticos realizados em estágios avançados da doença, mesmo entre pacientes mais jovens e abaixo dos 60 anos. Nesses casos, a já citada exposição ambiental, as diversas mudanças de hábitos e, claro, os fatores genéticos podem ser os principais responsáveis pelo diagnóstico. “Uma tendência mundial não deve ser tratada como uma anomalia e, sim, como uma realidade contemporânea. Diante de uma realidade, a gente deve mudar práticas clínicas e estratégias de saúde pública”, comenta a oncologista do Cancer Center. 

Neste Dia Mundial do Câncer, a especialista defende, portanto, uma agenda de pesquisa global e coordenada voltada diretamente a esses novos desafios no tratamento de tumores. “É preciso fazer um bom uso do que temos de tecnologia atualmente para o melhor entendimento molecular da doença oncológica, identificando correlações entre genes e fatores ambientais que possam identificar biomarcadores preditivos, além também de se utilizar de ferramentas de inteligência artificial que possam aprimorar a detecção precoce e estratificar mais agilmente o risco de uma população, alocando assim os recursos de uma forma mais adequada”, conclui a Dra. Tatiane Montella. 



Casa de Saúde São José
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Oncoclínicas&Co
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Fadiga no verão: pode ser deficiência de ferro

Cansaço persistente, falta de energia e queda no rendimento físico podem ir além dos efeitos do calor e indicar um problema nutricional comum

 

Sensação constante de cansaço, falta de energia e dificuldade de concentração são queixas comuns durante o verão. Embora o calor intenso e a desidratação expliquem parte desse mal-estar, especialistas alertam que, quando a fadiga persiste mesmo com descanso adequado, o problema pode estar relacionado à deficiência de ferro, uma condição frequente e muitas vezes silenciosa.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, a deficiência de ferro afeta a capacidade do organismo de transportar oxigênio pelo sangue, impactando diretamente a disposição física e mental. “O ferro é essencial para a produção da hemoglobina. Quando seus níveis estão baixos, o corpo passa a funcionar em ritmo mais lento, o que se manifesta como cansaço, fraqueza, sonolência excessiva e queda de desempenho no dia a dia”, explica.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando cerca de 30% da população global. No Brasil, mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e adolescentes estão entre os grupos mais vulneráveis. Durante o verão, esse quadro pode se agravar devido à perda maior de líquidos e minerais pelo suor, além de mudanças na alimentação e na rotina.

O especialista destaca que a deficiência de ferro nem sempre causa sintomas evidentes no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Muitas pessoas atribuem o cansaço apenas ao calor ou ao excesso de atividades típicas das férias. No entanto, quando a fadiga vem acompanhada de palidez, falta de ar aos esforços leves, tontura, dor de cabeça frequente ou queda de cabelo, é importante investigar”, orienta o Dr. Carlos.

Outro fator que merece atenção é a alimentação. No verão, refeições mais leves e irregulares podem reduzir a ingestão de ferro, especialmente quando há baixo consumo de carnes, leguminosas e vegetais verde-escuros. “Uma dieta desequilibrada, associada ao aumento das perdas pelo organismo, pode contribuir para a queda dos níveis de ferro, principalmente em pessoas que já têm maior necessidade desse mineral”, afirma.

O diagnóstico da deficiência de ferro é feito por meio de exames laboratoriais simples, como hemograma e ferritina, e o tratamento deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. “A automedicação não é indicada, pois o excesso de ferro também pode causar prejuízos. O acompanhamento médico garante segurança e eficácia na correção do problema”, reforça o especialista.

Para o Dr. Carlos, reconhecer os sinais do corpo é essencial para atravessar o verão com mais qualidade de vida. “Nem todo cansaço é normal. Quando a fadiga se torna persistente, investigar possíveis deficiências nutricionais é uma forma de cuidar da saúde de maneira preventiva e responsável”, conclui.

 

Carnot® Laboratórios


Cabometyx® reduz em até 81% o risco de progressão ou morte em pacientes com tumores neuroendócrinos avançados

  • Análise adicional do estudo Fase III CABINET, mostra que Cabometyx®, medicamento da Ipsen, melhora a sobrevida livre de progressão em pacientes com tumores neuroendócrinos avançados de pulmão e timo previamente tratados1,2,3,4

 

A Ipsen, biofarmacêutica global, anuncia os resultados de uma análise de subgrupo do estudo de Fase III CABINET, que comparou Cabometyx® (levomalato de cabozantinibe) com placebo em pessoas com tumores neuroendócrinos avançados pancreáticos (TNEp) ou extra-pancreáticos (TNEep) previamente tratados. Foi demonstrado que a terapia está associada a uma melhora na mediana da sobrevida livre de progressão (SLP), com SLP três vezes maior para Cabometyx® em comparação com placebo em pessoas com tumores neuroendócrinos avançados de pulmão ou timo (TNEs).1 Estes dados foram apresentados durante o Simpósio da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), que aconteceu de 17 a 21 de outubro de 2025, em Berlim, na Alemanha (Apresentação #1712P). 

A análise avaliou 49 dos 203 pacientes da coorte TNEep, todos com diagnóstico confirmado de tumores neuroendócrinos de pulmão ou timo. Assim como observado nos resultados gerais do estudo de Fase III CABINET,1,2,4 o subgrupo também apresentou melhora na sobrevida livre de progressão (SLP) mediana com o uso de Cabometyx®: 8,2 meses (intervalo de confiança [IC] de 95%, 6,0– não avaliável [NA]) em comparação a 2,7 meses para o placebo (IC 95%, 1,9– NA). O tratamento com Cabometyx® reduziu em 81% o risco de progressão da doença ou morte (razão de risco estratificada, 0,19; IC 95%: 0,06-0,54, p=0,0003).1 O perfil de segurança foi consistente com o já conhecido, sem novos sinais identificados.1  

Após a recente aprovação de Cabometyx® na Europa e no Brasil para o tratamento de tumores neuroendócrinos pancreáticos ou extra-pancreáticos de crescimento lento, inoperáveis ou metastáticos, em pacientes cuja doença progrediu mesmo após pelo menos uma linha de tratamento sistêmico anterior que não fosse à base de análogos da somatostatina,[vi] os novos dados reforçam a eficácia do medicamento também em tumores neuroendócrinos avançados de pulmão ou timo.A aprovação se baseou nos resultados do estudo de Fase III CABINET, apresentados no ESMO 20245 e publicados simultaneamente no New England Journal of Medicine.2

“Os tumores neuroendócrinos podem apresentar resistência aos tratamentos e, para cerca de um quarto das pessoas com TNEs originados no pulmão, as opções terapêuticas têm sido especialmente limitadas”, afirma Vanessa Fabricio, Diretora Médica da Ipsen Brasil. “Esses resultados demonstram a capacidade do Cabometyx® de não apenas atender uma necessidade médica não atendida, mas também de reforçar o compromisso da Ipsen em ampliar as opções de tratamento para cânceres raros e complexos. No Brasil, esses dados se somam à recente aprovação de Cabometyx® pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), oferecendo uma terapia muito necessária para pessoas com tumores neuroendócrinos pulmonares avançados”, destaca Vanessa.

Apesar de sua baixa taxa de incidência, as pessoas podem viver muitos anos com TNEs — atualmente, 35 em cada 100 mil pessoas vivem com a doença, uma prevalência superior à do câncer de pâncreas ou de bexiga.7,8,9 A maioria dos TNEs se desenvolve lentamente e pode se originar em diversas partes do corpo, sendo que 27% têm origem nos pulmões.[x] As opções de tratamento após a progressão são frequentemente limitadas, dependendo do local primário do tumor e de outros fatores, o que dificulta definir a melhor sequência de terapias adaptada às necessidades individuais de cada paciente.3,4,11 Em especial, para pessoas com TNEs pulmonares, Cabometyx® é a primeira e única terapia sistêmica para uso após progressão em tratamento sistêmico que não envolva análogos de somatostatina.3,4

“Esses dados oferecem uma nova perspectiva sobre a possibilidade de retardar a progressão da doença com Cabometyx®, contribuindo para ampliar as opções de tratamento e fornecer evidências muito necessárias para uma das formas mais comuns de NETs”, finaliza Vanessa.

  

Sobre o levomalato de cabozantinibe

Levomalato de cabozantinibe é uma molécula pequena que inibe múltiplas tirosina quinases receptoras, incluindo VEGFRs, MET, RET e a família TAM (TYRO3, MER, AXL).[xii] Essas quinases estão envolvidas em processos fisiológicos normais e em mecanismos patológicos, como oncogênese, metástase, angiogênese tumoral, resistência a medicamentos, modulação imunológica e manutenção do microambiente tumoral.5,13,14 

A Exelixis concedeu à Ipsen os direitos exclusivos de comercialização e desenvolvimento clínico adicional de Cabometyx® fora dos EUA e Japão. No Japão, os direitos exclusivos pertencem à Takeda Pharmaceutical Company Limited. Nos Estados Unidos, a Exelixis mantém os direitos exclusivos.

Em mais de 65 países fora dos Estados Unidos e do Japão, incluindo a União Europeia, Cabometyx® está atualmente aprovado para várias indicações, incluindo:5

  • Monoterapia para carcinoma de células renais avançado (aRCC).
    • Como tratamento de primeira linha em adultos com doença de risco intermediário ou alto.
    • Em adultos após tratamento anterior com terapia anti-VEGFR.
  • Em combinação com nivolumabe para o tratamento de primeira linha do aRCC em adultos.
  • Monoterapia para adultos com carcinoma diferenciado da tireoide localmente avançado ou metastático, refratário ou inelegível à radioiodoterapia, com progressão após tratamento sistêmico prévio
  • Monoterapia para o tratamento do carcinoma hepatocelular em adultos previamente tratados com sorafenibe.
  • Monoterapia para pacientes adultos com tumores neuroendócrinos pancreáticos e extra-pancreáticos de crescimento lento, inoperáveis ou metastáticos, que tenham apresentado progressão após pelo menos uma terapia sistêmica prévia diferente dos análogos de somatostatina.


Sobre CABINET (Alliance A021602)

CABINET é um estudo de Fase III, randomizado, duplo-cego, que avaliou cabozantinibe versus placebo em pacientes com TNEs avançados após progressão em tratamento anterior. O estudo é patrocinado pelo National Cancer Institute (NCI), parte do NIH (EUA), e conduzido pela Alliance for Clinical Trials in Oncology, com participação da National Clinical Trials Network, como parte do acordo de colaboração com a Exelixis.

O estudo multicêntrico incluiu 298 pacientes nos EUA. Os participantes foram randomizados em proporção 2:1 para receber Cabometyx® ou placebo, em duas coortes separadas: uma para tumores neuroendócrinos extra-pancreáticos (incluindo tumores do trato gastrointestinal, pulmão, primário desconhecido e outros) e outra para tumores neuroendócrinos pancreáticos. Cada coorte teve plano estatístico independente. Os critérios de inclusão incluíam doença mensurável segundo RECIST 1.1 e progressão ou intolerância após pelo menos uma linha de terapia sistêmica aprovada (exceto análogos de somatostatina).

O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão por revisão central independente. Após confirmação da progressão, pacientes do grupo placebo puderam cruzar para tratamento aberto com Cabometyx®. Desfechos secundários incluíram sobrevida global, taxa de resposta objetiva e segurança.

Mais informações sobre o estudo estão disponíveis em ClinicalTrials.gov.


Ipsen
Para mais informações, visite ipsen.com/brazil/


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