Pesquisar no Blog

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Déficit calórico precisa ser inteligente para funcionar, alerta especialista

Restrições severas podem comprometer o metabolismo, favorecer a perda de massa muscular e dificultar a manutenção dos resultados, afirma gerente técnico da Cia Athletica


Quem busca emagrecer costuma ouvir uma recomendação recorrente: é preciso entrar em déficit calórico. O conceito, que ganhou popularidade nas redes sociais, está correto do ponto de vista fisiológico. Para perder gordura, o organismo precisa gastar mais calorias do que consome. O problema, segundo especialistas, é que muitas pessoas interpretam essa estratégia como sinônimo de comer o mínimo possível — um erro que pode comprometer tanto a saúde quanto os resultados. 

De acordo com Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, o déficit calórico deve ser planejado para que o organismo utilize suas reservas de gordura sem comprometer a massa muscular, a disposição e o desempenho durante os treinos.

"Existe uma diferença muito grande entre criar um déficit calórico e simplesmente passar fome. Quando a restrição alimentar é exagerada, o corpo tende a perder massa muscular, o metabolismo pode desacelerar e a pessoa encontra muito mais dificuldade para manter a estratégia ao longo do tempo. Emagrecer de forma saudável significa perder gordura preservando a musculatura", explica. 

O especialista destaca que o emagrecimento sustentável depende do equilíbrio entre alimentação, prática regular de exercícios e recuperação adequada. Nesse contexto, a musculação exerce um papel importante ao preservar a massa magra durante o processo de perda de peso. Como o tecido muscular demanda mais energia para ser mantido, sua preservação contribui para um gasto energético maior ao longo do dia, inclusive nos períodos de descanso. 

"O objetivo não deve ser apenas reduzir o número da balança. Muitas pessoas conseguem perder peso rapidamente, mas acabam eliminando também a massa muscular. Isso aumenta a chance de recuperar o peso perdido e dificulta a manutenção dos resultados", afirma Ferreira. 

Outro equívoco comum é acreditar que apenas os exercícios aeróbicos são suficientes para emagrecer. Embora caminhada, corrida, bicicleta e outras modalidades contribuam para o aumento do gasto calórico, o treinamento de força complementa esse processo ao favorecer mudanças na composição corporal e ajudar a preservar a musculatura. 

"A melhor estratégia não é escolher entre musculação ou cardio. Cada modalidade oferece benefícios diferentes. O exercício aeróbico melhora o condicionamento cardiovascular e aumenta o gasto energético durante a atividade, enquanto a musculação ajuda a manter a massa muscular e o metabolismo ativo. Juntos, eles potencializam os resultados", diz. 

Segundo o gerente técnico da Cia Athletica, outro aspecto frequentemente negligenciado é a sustentabilidade da rotina. Dietas extremamente restritivas costumam provocar fome intensa, queda na energia e dificuldade para manter o plano alimentar por longos períodos, aumentando o risco do chamado efeito sanfona. 

"O déficit calórico precisa ser compatível com a rotina e com as necessidades individuais. Quando ele é muito agressivo, a tendência é abandonar o processo antes que os resultados apareçam. O emagrecimento mais eficiente é aquele que a pessoa consegue manter no longo prazo", conclui.
 

Companhia Athletica

Vacinação em dia evita doenças, internações e salva vidas em todas as idades

Select Operadora de Saúde reforça a importância da prevenção contínua e defende o acompanhamento da saúde ao longo de toda a vida, unindo imunização, orientação médica e telemedicina para ampliar o acesso aos cuidados

Durante muito tempo, a vacinação foi associada quase exclusivamente à infância. Hoje, a ciência mostra que essa percepção está incompleta. O calendário vacinal acompanha o cidadão ao longo de toda a vida e representa uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças, reduzir hospitalizações e evitar complicações que poderiam ser minimizadas com a imunização adequada. O Ministério da Saúde recomenda que crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos mantenham a carteira de vacinação permanentemente atualizada, respeitando os esquemas previstos para cada fase da vida.

Em um cenário em que doenças imunopreveníveis ainda registram circulação e em que o envelhecimento da população exige um olhar cada vez mais preventivo, especialistas defendem que vacinar deixou de ser apenas um compromisso individual para se tornar uma importante medida de proteção coletiva.

Para Luiz Carlos Dornelles Junior, superintendente executivo da Select Operadora de Saúde, a prevenção continua sendo o melhor investimento em saúde.

"A vacina é uma ferramenta que evita sofrimento, reduz complicações e protege não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade. Quando falamos em saúde suplementar, nosso papel vai muito além do atendimento quando a doença aparece. Precisamos estimular hábitos que preservem a saúde antes que o problema aconteça."

Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Brasil oferece um dos calendários vacinais mais completos do mundo, contemplando diferentes faixas etárias e grupos especiais. Além das vacinas da infância, existem imunizantes indicados para adolescentes, adultos, gestantes e idosos, incluindo reforços importantes contra doenças como tétano, difteria, influenza, Covid-19, febre amarela, hepatites, HPV, meningites e pneumonias, conforme indicação para cada grupo populacional.

Apesar da ampla disponibilidade, muitos brasileiros ainda associam a vacinação apenas às campanhas anuais ou deixam de atualizar doses consideradas "de reforço", o que pode reduzir a proteção ao longo do tempo.

"A carteira de vacinação precisa ser encarada da mesma forma que outros exames preventivos. Não basta vacinar apenas na infância. Existem reforços, novas recomendações e imunizantes específicos para diferentes fases da vida, principalmente durante a gestação e no envelhecimento", explica Dornelles.

O executivo ressalta que esse acompanhamento deve fazer parte da rotina de cuidado das famílias. "Quando uma pessoa mantém seu calendário vacinal atualizado, ela reduz significativamente o risco de desenvolver doenças graves, de precisar de internações e de enfrentar complicações que poderiam ser evitadas. Isso representa mais qualidade de vida e maior segurança para todos."

A orientação também ganha relevância diante do aumento da circulação de informações falsas sobre vacinas. O Ministério da Saúde reforça que todos os imunizantes incorporados ao Calendário Nacional passam por rigorosos processos de avaliação de qualidade, segurança e eficácia antes de serem disponibilizados à população, além de permanecerem sob monitoramento permanente após sua utilização.

Para Dornelles, combater a desinformação também faz parte da promoção da saúde.

"As decisões relacionadas à vacinação precisam ser baseadas em evidências científicas e na orientação de profissionais habilitados. A informação correta continua sendo uma das ferramentas mais importantes para ampliar a proteção da população."


Telemedicina amplia o acesso à orientação preventiva

Além de incentivar hábitos saudáveis e o acompanhamento contínuo da saúde, a Select Operadora de Saúde também investe na ampliação do acesso à orientação médica por meio da telemedicina.

O serviço permite que beneficiários esclareçam dúvidas sobre vacinação, recebam orientações clínicas, sejam direcionados para atendimento presencial quando necessário e obtenham acompanhamento de forma ágil, reduzindo barreiras de acesso e favorecendo decisões mais precoces sobre a própria saúde.

Segundo Luiz Carlos Dornelles Junior, a tecnologia tornou-se uma aliada importante da prevenção. "Nem sempre a prevenção começa dentro de um consultório. Muitas vezes ela começa com uma orientação no momento certo. A telemedicina aproxima o beneficiário dos profissionais de saúde, facilita o esclarecimento de dúvidas e incentiva que as pessoas cuidem da saúde antes que uma doença se instale."

Ele acrescenta que a proposta da operadora é fortalecer uma cultura de cuidado permanente.

"Nosso compromisso é estimular uma assistência contínua, orientada e preventiva. Quanto mais cedo conseguimos orientar o beneficiário, maiores são as chances de preservar sua saúde e evitar complicações futuras."


Vacinar também é prevenir

O calendário vacinal deve ser acompanhado durante toda a vida e contempla diferentes públicos:

  • Crianças: proteção contra doenças como poliomielite, meningites, sarampo, coqueluche, hepatite B, rotavírus e pneumonias.
  • Adolescentes: vacinas como HPV, meningocócica ACWY e atualização de esquemas em atraso.
  • Adultos: reforços periódicos contra tétano e difteria, além de vacinas conforme idade, profissão, condições clínicas e viagens.
  • Gestantes: imunização protege a mãe e também o bebê nos primeiros meses de vida.
  • Idosos: vacinação reduz o risco de doenças respiratórias, complicações infecciosas e hospitalizações.

A recomendação é manter a carteira de vacinação sempre atualizada e procurar uma unidade de saúde sempre que houver dúvidas sobre doses pendentes.



Select Operadora de Planos de Saúde
https://selectoperadora.com.br/


Brasil deve registrar mais de 42 mil novos casos anuais de cânceres da cavidade oral, laringe e tireoide

Magnific
Oncologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança reforça a importância do diagnóstico precoce durante a campanha Julho Verde


Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e nódulos no pescoço podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Embora esses sintomas também possam estar relacionados a condições benignas, quando permanecem por mais de duas semanas devem ser investigados. O alerta ganha destaque durante o Julho Verde, campanha voltada à conscientização sobre a doença e à importância do diagnóstico precoce. 

Segundo o oncologista Dr. Thiago Alcantara do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança, o câncer de cabeça e pescoço reúne diferentes tipos de tumores que podem acometer regiões como boca, faringe, laringe, cavidade nasal, glândulas salivares e tireoide. Apesar das diferenças entre eles, o diagnóstico precoce é determinante para ampliar as chances de sucesso do tratamento. 

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano durante o triênio 2026-2028. Desse total, aproximadamente 518 mil correspondem aos casos estimados, excluídos os tumores de pele não melanoma. 

 

Sintomas e fatores de risco 

Os sinais variam conforme a região afetada, mas merecem atenção principalmente quando não desaparecem com o passar dos dias. Feridas na boca ou na língua que não cicatrizam, manchas brancas ou avermelhadas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, alterações persistentes na voz e nódulos no pescoço estão entre as manifestações mais frequentes. 

Entre os principais tipos da doença estão o câncer da cavidade oral, com estimativa de 17.190 novos casos anuais, o câncer de laringe, com previsão de 8.510 diagnósticos por ano, e o câncer de tireoide, que deve registrar 16.450 novos casos anuais. Enquanto a rouquidão persistente é um dos principais sinais do câncer de laringe, o aparecimento ou crescimento de um nódulo na parte anterior do pescoço pode indicar alterações na tireoide, embora nem todo nódulo seja maligno. 

"Nem toda ferida na boca, rouquidão ou nódulo significa câncer. O que merece atenção é a persistência ou a evolução desses sintomas. Quando eles permanecem por duas ou três semanas, a recomendação é procurar avaliação médica para identificar a causa", orienta o especialista. 

Mais de 90% dos tumores malignos que se desenvolvem nas mucosas da boca, da faringe e da laringe estão associados ao tabagismo e ao consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas. A infecção persistente por alguns tipos do HPV também está relacionada a parte dos tumores da orofaringe. 

"Parar de fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, prevenir a infecção pelo HPV e manter consultas odontológicas regulares são medidas importantes para reduzir o risco da doença. Muitas lesões podem ser identificadas ainda nas fases iniciais durante o exame clínico, antes mesmo de provocarem sintomas mais intensos", explica.
 

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura 

A investigação pode incluir exame clínico da boca e do pescoço, avaliação da garganta e das cordas vocais, exames de imagem e biópsia. Nos casos de nódulos na tireoide, também podem ser indicados ultrassonografia e punção aspirativa. 

Quando o câncer é identificado nas fases iniciais, o tratamento tende a ser menos agressivo e as chances de controle da doença aumentam. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, tumores diagnosticados precocemente podem alcançar até 90% de chance de cura. 

"Além de aumentar as possibilidades de cura, o diagnóstico precoce contribui para preservar funções importantes, como fala, mastigação, deglutição e respiração, reduzindo o impacto do tratamento na qualidade de vida dos pacientes", destaca o oncologista. 

O tratamento varia conforme o tipo, a localização e a extensão do tumor e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou a combinação dessas abordagens.


  

Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista


Pompoarismo vs. Fisioterapia Pélvica: as diferenças cruciais entre exercícios genéricos de internet e a reabilitação clínica

 

Especialista desmistifica o uso de acessórios e técnicas de fortalecimento sem avaliação prévia, alertando que hipercontrair uma musculatura que já é tensa pode agravar quadros de dor e disfunção íntima.

 

Estima-se que cerca de 30% das mulheres sofram com algum tipo de disfunção no assoalho pélvico ao longo da vida, o que envolve desde escapes de urina ao tossir até dores constantes na relação sexual. Na busca por soluções rápidas, muitas acabam caindo em vídeos de "ginástica íntima" e tutoriais de pompoarismo que prometem milagres com alguns minutos diários de contração. O problema é que, sem o diagnóstico correto, essa tentativa de autocuidado pode virar uma tremenda cilada para a saúde.

 

"O maior erro que vejo por aí é a ideia de que todo assoalho pélvico precisa ser fortalecido a qualquer custo", explica Flaviana Teixeira. A fisioterapeuta pélvica e palestrante aponta que a região íntima é extremamente complexa. "Muitas mulheres chegam ao consultório com queixas de dor justamente porque têm uma musculatura hipertônica, ou seja, tensa demais. Se essa paciente começa a fazer exercícios repetitivos de contração que viu no Instagram ou no TikTok, ela só aumenta essa tensão, o que agrava a dor e piora os sintomas."

 

A diferença entre a prática popular do pompoarismo e a fisioterapia pélvica está no ponto de partida: a individualidade. Enquanto os treinos de internet propõem uma receita única focada apenas na força e no prazer, a abordagem clínica investiga como cada corpo funciona. Um músculo saudável não precisa apenas ser forte; ele precisa ser flexível e capaz de relaxar no momento certo.

 

"Não dá para tratar a saúde íntima como receita de bolo. Um assoalho pélvico tenso precisa primeiro aprender a relaxar antes de carregar qualquer peso. Usar acessórios como as bolinhas de pompoarismo ou fazer repetições exaustivas sem supervisão é o mesmo que tentar levantar peso na academia com uma contratura grave nas costas", compara Flaviana.

 

Além do cansaço muscular, o uso inadequado de acessórios comprados na internet traz riscos físicos imediatos. A fricção incorreta de objetos sem a devida indicação ou higienização pode causar microfissuras na mucosa vaginal, abrindo portas para infecções urinárias e ginecológicas de repetição.

 

 

Fonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante

flavianafisiopelvica.com.br

 

Cuidados com a coluna faz procura por quiropraxia crescer mais de 128% no Brasil

Crescimento acompanha a maior preocupação dos brasileiros com postura, mobilidade e prevenção de dores

 

Cuidar da saúde da coluna deixou de ser apenas uma resposta à dor e passou a fazer parte da rotina de prevenção de muitos brasileiros. Um levantamento do GetNinjas, maior plataforma de serviços da América Latina, revela que a procura por atendimentos de quiropraxia cresceu 128% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior volume registrado pela categoria na plataforma. 

Além do forte crescimento anual, a demanda também acelerou no curto prazo. Em relação a maio deste ano, a procura por profissionais de quiropraxia aumentou 27%, indicando que cada vez mais brasileiros estão recorrendo a tratamentos voltados ao alinhamento da coluna, alívio de dores musculares e melhora da mobilidade. 

O avanço acompanha uma tendência observada em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar é atualmente a principal causa de incapacidade global, afetando cerca de 619 milhões de pessoas. A projeção é que esse número alcance 843 milhões até 2050, impulsionado pelo envelhecimento da população e por fatores como sedentarismo, jornadas prolongadas sentado e mudanças no estilo de vida. 

“Junho de 2026 foi o mês com maior volume de buscas por quiropraxia desde que a categoria existe na plataforma. O crescimento de 128% frente ao ano passado não é pontual é o reflexo de uma tendência consistente ao longo de todo o primeiro semestre. O brasileiro está incorporando os cuidados com a coluna à rotina, não apenas quando a dor aparece", afirma Pedro Nazareth, CEO do GetNinjas. 

A tendência reflete uma mudança de comportamento dos consumidores, que passam a enxergar os cuidados com a postura e a saúde musculoesquelética como parte de uma estratégia preventiva para preservar qualidade de vida, produtividade e bem-estar. 

Outro fator que ajuda a explicar esse movimento é a elevada incidência de dores nas costas entre os brasileiros. Estudos nacionais apontam que aproximadamente um em cada três adultos convive com esse tipo de desconforto, condição frequentemente associada ao sedentarismo, ao excesso de tempo sentado e às atividades profissionais que exigem permanência prolongada na mesma posição.
 

Saúde preventiva impulsiona mercado de serviços 

A quiropraxia é uma profissão da área da saúde voltada ao diagnóstico, tratamento e prevenção de disfunções do sistema neuro-músculo-esquelético, especialmente aquelas relacionadas à coluna vertebral. O tratamento busca restaurar a mobilidade articular, aliviar dores e contribuir para o funcionamento adequado do sistema nervoso por meio de técnicas manuais específicas.

Com o aumento da procura, profissionais da área encontram no ambiente digital uma oportunidade para ampliar sua carteira de pacientes e fortalecer a presença em um mercado que acompanha a crescente valorização dos serviços voltados à prevenção.


Após anos de estudos, médico brasileiro desenvolve a "Teoria do Polvo" para explicar por que a endometriose provoca dor em diferentes partes do corpo

Criada pelo cirurgião ginecológico Dr. Igor Chiminacio, a teoria utiliza um modelo visual para facilitar a compreensão da doença e ajudar mulheres a reconhecerem sintomas que vão muito além da cólica menstrual


A endometriose ainda é uma das doenças mais subdiagnosticadas da saúde feminina. Embora atinja cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, muitas convivem por anos com dores incapacitantes sem compreender a origem dos sintomas. Para tornar essa explicação mais simples e acessível, o ginecologista especialista em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva, Dr. Igor Chiminacio, desenvolveu um modelo anatômico que vem chamando a atenção de médicos e pacientes: a "Teoria do Polvo".

A proposta transforma a anatomia da pelve feminina em uma imagem de fácil compreensão. Nela, o útero representa a cabeça do polvo e os tecidos que sustentam esse órgão, conhecidos tecnicamente como paramétrios, funcionam como seus tentáculos.

Segundo o especialista, é justamente nesses tecidos de sustentação que a endometriose frequentemente se desenvolve."Durante muitos anos, a doença foi explicada olhando apenas para os focos visíveis da endometriose. Mas o problema vai muito além deles. O tecido onde esses focos surgem é o que transmite a dor para nervos, músculos e outras estruturas da pelve. Quando a paciente entende esse conceito, ela também entende por que sente dor em locais tão diferentes do corpo", explica o médico.


Muito além da cólica

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres é justamente relacionar sintomas aparentemente desconectados à endometriose. Dor nas costas, na lombar, na virilha, nas pernas, no quadril, durante as relações sexuais, ao evacuar ou até durante atividades físicas costumam ser investigadas por diferentes especialistas antes que alguém suspeite da doença.

"Pela teoria do polvo, fica mais fácil compreender que o útero não está 'solto' dentro do corpo. Ele é sustentado por estruturas ricas em colágeno que envolvem vasos sanguíneos e nervos. Quando esses tecidos são acometidos pela endometriose, toda essa rede pode ser afetada, irradiando dor para diferentes regiões."

A proposta não substitui o conhecimento existente, mas traduz conceitos anatômicos complexos para uma linguagem compreensível tanto para pacientes quanto para profissionais da saúde.

Segundo Dr. Igor, o objetivo é facilitar o entendimento da doença e melhorar o reconhecimento dos sintomas ainda nas consultas iniciais.

"Quando a mulher entende onde está a origem da dor, ela consegue descrever melhor seus sintomas. Isso ajuda no raciocínio clínico e pode contribuir para um diagnóstico mais precoce."


O impacto no diagnóstico

Estima-se que mulheres com endometriose convivam entre oito e dez anos até receberem o diagnóstico correto. Nesse período, é comum passarem por diversos especialistas, realizarem inúmeros exames e ouvirem que a dor faz parte do ciclo menstrual.

Para o médico, parte desse atraso acontece porque a doença ainda é frequentemente associada apenas às lesões visíveis, quando, na realidade, o comprometimento dos tecidos profundos pode explicar sintomas muito mais amplos. "Nem toda dor causada pela endometriose aparece exatamente onde está a lesão. A inflamação e a fibrose podem comprometer estruturas importantes da pelve e provocar sintomas à distância."

Além de facilitar a comunicação com pacientes, a Teoria do Polvo também vem sendo utilizada em apresentações científicas e aulas para profissionais da saúde. A proposta busca reforçar a importância de compreender toda a anatomia da pelve durante a investigação da doença, e não apenas identificar focos superficiais de endometriose.

"Quando entendemos como essas estruturas funcionam em conjunto, conseguimos interpretar melhor os sintomas e individualizar o tratamento de cada paciente." 

A mulher deve procurar avaliação médica sempre que apresentar sintomas que vão além das cólicas menstruais consideradas leves. Cólicas intensas ou incapacitantes, dor durante as relações sexuais, dor para evacuar ou urinar, principalmente no período menstrual, dor na lombar, virilha, quadril ou pernas relacionada ao ciclo, dor pélvica persistente e dificuldade para engravidar são sinais de alerta que podem indicar endometriose. Quanto mais cedo esses sintomas forem investigados, maiores são as chances de diagnóstico precoce, tratamento adequado e preservação da qualidade de vida e da fertilidade.

Artigo apresentado no Congresso Global AAGL 2025 em Vancouver:  I Chiminacio, C Obrzut, JF Petry, H Sabadin, The “Octopus Concept” Unifying Adenomyosis and Endometriosis and Understanding the Nerve Entrapment - “the Black Hole Effect”, Journal of Minimally Invasive Gynecology, Volume 32, Issue 11, Supplement, 2025, Page S42, ISSN 1553-4650, https://doi.org/10.1016/j.jmig.2025.09.161. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1553465025004984


Saúde orienta sobre prevenção de acidentes domésticos durante as férias escolares

Cuidados simples dentro de casa ajudam a prevenir acidentes
 domésticos entre as crianças durante período de férias
Foto: Iron Braz

Com crianças passando mais tempo em casa durante o recesso, especialistas reforçam cuidados para evitar queimaduras, intoxicações, quedas e outras intercorrências

 

Durante o período das férias escolares, quando muitas crianças ainda passam mais tempo em casa, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), orienta pais, responsáveis e cuidadores sobre medidas simples para prevenir acidentes domésticos. Queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, quedas e afogamentos estão entre as ocorrências mais frequentes nesse período. 

Mesmo nos últimos dias do recesso, é comum que as crianças explorem mais os ambientes da casa e participem de brincadeiras que, sem a supervisão de um adulto, podem representar riscos. A maior parte desses acidentes pode ser evitada com pequenas adaptações no ambiente doméstico e atenção constante dos responsáveis, garantindo um encerramento das férias mais seguro para toda a família.

De acordo com a gerente médica do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) e médica ortopedista, Ingrid Silva, pequenos cuidados na rotina podem fazer toda a diferença para prevenir situações de risco. "Durante as férias, os adultos precisam estar ainda mais atentos aos ambientes e objetos da casa que podem representar perigo", alerta.

Na cozinha, um dos principais cuidados é manter os cabos das panelas voltados para a parte interna do fogão, evitando que as crianças alcancem os recipientes e sofram queimaduras com líquidos ou alimentos quentes. Produtos de limpeza também devem ser armazenados em locais altos ou trancados, sempre fora do alcance dos pequenos.

Outro ponto de atenção são os medicamentos. Segundo a especialista, é comum que comprimidos sejam confundidos com doces pelas crianças, o que pode provocar intoxicações. Por isso, os medicamentos devem permanecer guardados em locais elevados e seguros, nunca em armários baixos ou de fácil acesso.

Para famílias que vivem em apartamentos ou residências com telas de proteção, a recomendação é verificar periodicamente as condições do equipamento. As telas possuem vida útil aproximada de três anos e precisam estar bem tensionadas. Caso apresentem sinais de desgaste ou folgas, a substituição deve ser realizada imediatamente.


Além desses cuidados, é importante manter objetos cortantes, fósforos, isqueiros e ferramentas em locais seguros, proteger tomadas elétricas e evitar que crianças permaneçam sozinhas próximas a baldes, banheiras, piscinas ou qualquer recipiente com água. Em casas com piscinas, o acesso deve ser restrito e sempre acompanhado por um adulto, mesmo quando a criança souber nadar. 

Segundo a equipe médica do Hecad, a prevenção continua sendo a principal forma de evitar acidentes domésticos. A supervisão constante das crianças, aliada à organização dos ambientes e à adoção de medidas simples de segurança, contribui para que o período de férias seja aproveitado com tranquilidade por toda a família.

Declínio precoce: estresse crônico e obesidade aceleram queda de testosterona em homens antes dos 40 anos

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 60% da população masculina está acima do peso; urologista com atuação em Nutrologia explica como o ganho de gordura abdominal e picos de cortisol sabotam a saúde hormonal e derrubam a libido. 

 

A queda da testosterona costuma ser associada ao envelhecimento masculino, mas um número crescente de homens tem apresentado sintomas relacionados à deficiência hormonal ainda antes dos 40 anos. Baixa libido, cansaço constante, dificuldade para ganhar massa muscular, alterações de humor e perda de disposição estão cada vez mais presentes nos consultórios e, em muitos casos, têm relação direta com fatores modificáveis, como obesidade, sedentarismo, privação de sono e estresse crônico.

O cenário acompanha o avanço do excesso de peso no país. Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), do Ministério da Saúde, mostram que mais de 60% dos homens brasileiros estão com sobrepeso ou obesidade, condição fortemente associada à redução da testosterona e ao aumento do risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.

Segundo o urologista com atuação em Nutrologia, Dr. Maxmillan Dutra, a gordura abdominal exerce um papel importante nesse processo. "O tecido adiposo favorece a conversão da testosterona em estrogênio por meio da enzima aromatase. Quanto maior o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, maior tende a ser essa conversão e menor a disponibilidade de testosterona no organismo", explica.

Além do excesso de peso, o estresse crônico também interfere diretamente na produção hormonal. O aumento persistente do cortisol, hormônio liberado em situações de tensão, compete com a produção de testosterona e altera mecanismos importantes do eixo hormonal masculino. "Vivemos em um estado permanente de alerta. Pressão no trabalho, noites mal dormidas, excesso de telas e falta de tempo para descansar mantêm o organismo sob estresse constante, e isso tem impacto direto na saúde hormonal", afirma o especialista.

O médico ressalta que a queda da testosterona nem sempre está relacionada apenas ao desejo sexual. Muitos pacientes procuram atendimento por falta de energia, dificuldade de concentração, perda de desempenho físico ou sensação de desânimo sem imaginar que esses sintomas possam estar ligados ao funcionamento hormonal.

Paralelamente, outro ponto de atenção é a automedicação. Influenciados pelas redes sociais e pela busca por desempenho estético, muitos homens recorrem ao uso de testosterona e anabolizantes sem indicação médica. Segundo Dr. Maxmillan, além de mascarar o problema, essa prática pode comprometer a produção natural do hormônio e trazer consequências importantes para a fertilidade. "Existe uma diferença muito grande entre reposição hormonal indicada para quem realmente necessita e o uso indiscriminado de hormônios para fins estéticos. O tratamento deve ser individualizado e baseado em critérios clínicos e laboratoriais."

Ele explica que o tratamento da deficiência de testosterona vai muito além da reposição hormonal. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida já são capazes de melhorar significativamente os níveis do hormônio. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do estresse e melhora da qualidade do sono fazem parte da estratégia terapêutica e contribuem para recuperar a saúde de forma mais duradoura.

"A testosterona é um marcador importante da saúde masculina, mas ela não deve ser analisada isoladamente. O objetivo é entender o que está levando aquele organismo a funcionar pior e tratar a causa do problema, não apenas os sintomas", destaca o médico.

Para o especialista, o principal desafio continua sendo fazer com que os homens procurem atendimento antes que os sintomas se agravem. "Muitos ainda acreditam que sentir cansaço, perda da libido ou queda no rendimento faz parte da idade, quando, na verdade, esses sinais podem indicar alterações que têm tratamento. Quanto mais cedo o homem busca avaliação, maiores são as chances de recuperar qualidade de vida e prevenir problemas futuros", conclui.

 

Fonte: Dr. Maxmillan Dutra – Urologista com atuação em Nutrologia.



Benefício de fertilidade ajuda mulheres a transformarem o desejo de engravidar em realidade

 Canva
 Dificuldade para engravidar afeta 1 em cada 6 pessoas, e benefício de fertilidade

pode ser uma alternativa; o 25 de Julho marca o Dia Mundial da FIV (Fertilização in Vitro)

 

Para muitas mulheres, o desejo de engravidar vem acompanhado de um obstáculo silencioso, a dificuldade real de conseguir uma gravidez no momento em que planejam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 pessoas no mundo enfrenta infertilidade, um dado que mostra que essa realidade está muito mais presente do que se imagina, inclusive entre mulheres que tentam engravidar pela primeira vez, ou que adiaram a maternidade por motivos profissionais e pessoais. 

Nesse cenário, um tipo de apoio ainda pouco conhecido no Brasil, mas já consolidado no exterior, começa a ganhar espaço, o benefício de fertilidade oferecido por empresas aos seus colaboradores. Nos Estados Unidos, 42% das grandes empresas já oferecem algum tipo de suporte a tratamentos de fertilidade, segundo a consultoria Mercer. No Brasil, o modelo ainda é novidade, mas cresce como resposta a uma demanda que, segundo especialistas, sempre existiu, apenas não tinha espaço para ser discutida abertamente. 

Para quem sonha em engravidar, esse tipo de apoio pode representar a diferença entre desistir do tratamento por causa do custo ou conseguir seguir em frente. Uma única tentativa e Fertilização in Vitro (FIV) pode custar mais de R$ 30 mil, valor que muitas vezes é o principal impeditivo para quem deseja ter filhos, já que muitas vezes, nem sempre o processo é bem-sucedido na primeira vez, resultando em um custo bastante significativo para a maioria das famílias. 

"Existe uma demanda real, muitas vezes silenciosa, entre mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar. Elas costumam carregar esse processo sozinhas, frequentemente sem saber que já existem alternativas de apoio", afirma Carlos Nissel, founder e CEO da Nest Fertilidade, startup que trouxe ao Brasil o modelo de benefício corporativo de fertilidade, já consolidado em mercados como o americano.   

Para a Dra. Patricia Flórido, cofundadora da Nest, o impacto para essas mulheres vai muito além do financeiro. "Quando existe um apoio estruturado, a jornada de tentar engravidar deixa de ser solitária. Isso fortalece emocionalmente quem está passando por esse momento", avalia.  

O apoio também amplia possibilidades para outros perfis de mulheres e famílias, incluindo quem deseja adiar a maternidade por planejamento pessoal ou profissional, casais homoafetivos e quem opta pela parentalidade independente.

Cada vez mais presente nas empresas em solo brasileiro, o benefício de fertilidade tende a seguir o mesmo caminho de outros cuidados que, nos últimos anos, deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina corporativa, como o suporte à saúde mental. "Esse movimento já aconteceu com outros benefícios. A fertilidade é o próximo passo natural dessa evolução no cuidado com as pessoas", finaliza Nissel.

 

Como funciona o benefício de fertilidade?

O modelo da empresa funciona no formato B2B, em que as organizações contratam o benefício para seus colaboradores. Assim como plataformas de bem-estar corporativo - como o Wellhub - plataforma empresarial que conecta usuários a uma rede de academias e serviços de bem-estar em um único ecossistema - a Nest atua na curadoria de clínicas especializadas, negociação de condições mais acessíveis e gestão da jornada do paciente, reduzindo fricções comuns como reembolsos e falta de orientação.

As colaboradoras têm fácil acesso a clínicas especializadas e estruturando toda a jornada de cuidado reprodutivo, com acesso a tratamentos como fertilização in vitro, inseminação e congelamento de óvulos e embriões. Por meio da plataforma, é possível consultar as clínicas e profissionais de nossa rede, para escolher a opção de sua preferência, com valores diferenciados. 

“Nosso objetivo é ampliar as possibilidades para quem deseja construir uma família, conectando pessoas, empresas e soluções de forma estruturada. Mais do que viabilizar a jornada reprodutiva, queremos trazer informação, previsibilidade e suporte para que cada pessoa possa tomar decisões com mais segurança e autonomia”, conclui Nissel.

 

Nest Fertilidade


Hormônios à mesa: por que a alimentação influencia muito mais do que o seu peso?

Muito além da balança, as escolhas alimentares também influenciam o equilíbrio hormonal, a intensidade da TPM, a ovulação e a regularidade do ciclo menstrual

 

Você começou uma dieta, cortou o carboidrato ou passou a consumir bem menos calorias. Algumas semanas depois, a menstruação atrasou, a TPM ficou mais intensa ou o ciclo simplesmente deixou de ser regular. Coincidência? Talvez não. O que muita gente não sabe é que os hormônios femininos são extremamente sensíveis ao estado nutricional do organismo. Quando faltam energia e nutrientes, o corpo pode alterar funções importantes, entre elas, a ovulação e o ciclo menstrual. 

Embora a busca por emagrecimento ou definição muscular faça parte da rotina de muitas mulheres, estratégias muito restritivas podem fazer o organismo entender que não há energia suficiente para manter todas as funções do corpo funcionando normalmente. Entre elas, está justamente a reprodução. O ginecologista endócrino e nutrólogo Dr. Igor Trotte, explica que as alterações no ciclo menstrual costumam ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a mulher. 

"Baixa ingestão energética, cortes prolongados de carboidratos, deficiência de micronutrientes e dietas muito restritivas podem impactar diretamente a ovulação, aumentar os sintomas da TPM e até levar à irregularidade menstrual. O organismo entende que não há energia suficiente para sustentar todas as funções e acaba reduzindo a produção hormonal", esclarece. 

Isso não significa que um alimento isolado seja capaz de regular os hormônios ou que os carboidratos sejam indispensáveis em qualquer situação. Igor Trotte indica que o ponto de atenção está no excesso de restrições sem orientação profissional. Ferro, magnésio, zinco, vitamina D, vitaminas do complexo B e gorduras de boa qualidade são alguns dos nutrientes que participam da produção hormonal e ajudam o organismo a funcionar em equilíbrio. 

"Muitas mulheres procuram atendimento porque o ciclo mudou ou estão enfrentando dificuldade para engravidar e não imaginam que a alimentação pode estar contribuindo para esse quadro. O ciclo menstrual é um importante marcador da saúde da mulher e merece ser observado com atenção." 

Além da irregularidade menstrual, o desequilíbrio hormonal pode aparecer de outras formas, como aumento da TPM, alterações de humor, fadiga, queda no desempenho físico e até ausência de menstruação. Para o especialista, o segredo está longe das dietas radicais e mais perto de uma alimentação equilibrada e sustentável. 

"A alimentação não precisa ser perfeita, mas precisa fornecer energia e nutrientes suficientes para que o organismo funcione adequadamente. Cuidar dos hormônios também passa pelas escolhas feitas diariamente à mesa. Quando o corpo está bem nutrido, ele responde melhor em todas as fases do ciclo."


Confira 5 sinais de que a alimentação pode estar interferindo no seu ciclo:

1. Sua menstruação começou a atrasar ou ficou irregular.

2. A TPM ficou mais intensa, com alterações de humor, cólicas ou inchaço.

3. Você eliminou carboidratos ou reduziu muito as calorias e, desde então, percebeu mudanças no ciclo.

4. Está tentando engravidar e sua ovulação parece irregular.

5. Além das alterações menstruais, surgiram cansaço excessivo, queda de cabelo ou dificuldade para se recuperar das atividades físicas.
 

“Se esses sinais persistirem, vale conversar com um ginecologista. O ciclo menstrual é um importante indicador da saúde hormonal e pode revelar que o organismo está precisando de mais equilíbrio nutricional”, conclui Trotte.

 

Puerpério: como o papel dos avós na rede de apoio se transformou ao longo dos anos

Especialista explica como conciliar a experiência das gerações anteriores com as recomendações atuais para promover mais segurança à família e ao bebê


A chegada de um bebê costuma mobilizar toda a família e, no Brasil, os avós seguem sendo um dos principais pilares da rede de apoio durante o puerpério. Em um contexto marcado por jornadas de trabalho intensas, a presença de familiares contribui para a recuperação física e emocional da pessoa puérpera e para o fortalecimento do vínculo com o recém-nascido.

Ao mesmo tempo, a evolução do conhecimento científico sobre os cuidados materno-infantis faz com que antigos costumes precisem ser revisitados, tornando o diálogo entre gerações cada vez mais importante.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz mostram que o suporte familiar está entre os fatores de proteção para a saúde mental no pós-parto, período de intensas mudanças hormonais, emocionais e sociais.

De acordo com o estudo da entidade, estima-se que entre 10% e 20% das mulheres desenvolvem depressão pós-parto, condição que pode ser amenizada quando há a presença de uma rede de apoio ativa, acolhedora e bem orientada. Nesse cenário, os avós desempenham um papel fundamental ao oferecer assistência, auxiliar nas tarefas domésticas e compartilhar os cuidados com o bebê, reduzindo a sobrecarga. 

No entanto, muitas práticas relacionadas aos primeiros dias do recém-nascido mudaram nas últimas décadas. Se antes era comum colocar o bebê para dormir de lado ou de bruços, hoje a orientação é que ele durma sempre de barriga para cima, posição considerada a mais segura para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita Infantil.

Também era frequente a introdução à água, chás ou outros líquidos para aliviar cólicas ou matar a sede, mas atualmente o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde recomendam o aleitamento humano exclusivo até os seis meses de vida, já que o leite supre todas as necessidades nutricionais e de hidratação do bebê nesse período.

Outra mudança importante diz respeito ao manejo do coto umbilical: o uso de faixas, moedas, pó de café, álcool ou receitas caseiras deram lugar à higienização simples, seguindo as orientações dos profissionais de saúde. Até mesmo o colo, antes associado ao risco de "acostumar mal" o bebê, hoje é reconhecido como uma prática essencial para fortalecer o vínculo afetivo, proporcionar segurança emocional e favorecer o desenvolvimento infantil.

A experiência dos avós continua sendo valiosa, mas deve caminhar lado a lado com as recomendações atualizadas. Segundo Elita Valentim, assistente social do Hospital Maternidade Paulino Werneck, do Rio de Janeiro, o segredo para uma convivência harmoniosa está na construção de um cuidado compartilhado.

"Os avós têm um papel insubstituível no acolhimento durante o puerpério. Além da ajuda prática, contribuem para reduzir o sentimento de isolamento que muitas pessoas vivenciam

após o parto. Ao mesmo tempo, é importante compreender que a assistência à saúde evolui continuamente. Quando tradição e ciência dialogam, todos ganham”, afirma.

Elita também informa que envolver toda a rede de apoio nas orientações prestadas durante o pré-natal e no acompanhamento pós-parto é uma estratégia que fortalece o cuidado e reduz conflitos provocados por informações desatualizadas.

Ao promover um ambiente baseado na escuta, no respeito e na atualização constante dos conhecimentos, profissionais de saúde e familiares contribuem para um puerpério mais seguro, acolhedor e saudável, transformando a experiência acumulada pelas gerações anteriores em uma aliada da ciência e do bem-estar.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
Cejamoficial


Julho Verde: estudo revela que mais de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são descobertos em estágio avançado

Pesquisa traz ainda disparidade no tratamento e diagnóstico nos setores público e privado no Brasil

 

No mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, a MSD Brasil apresenta estudo sobre o perfil dos diagnósticos da doença no país. A pesquisa analisou dados entre 2016 e 2018, com uma amostra de mais de 37 mil pacientes, do SUS e do setor privado (seis clínicas do Grupo Oncoclínicas). Os resultados foram apresentados recentemente na Oral Oncology Reports e trazem informações alarmantes sobre os casos no país. 

O câncer de Cabeça e Pescoço de Células Escamosas foi, em 2020, o sétimo mais comum no mundo, responsável por cerca de 890 mil casos, levando à óbito cerca de 450 mil pessoas. De acordo com o INCA, somente para casos de tumor de cavidade oral, são esperados 17.190 mil para cada ano do triênio de 2026 a 2028. 

Entre os dados apresentados, destaca-se que em ambos os setores, mais de 70% dos casos são diagnosticados em estágio avançado. Ainda, a proporção metastática registrada no sistema público é de 2,9%, próxima do setor privado, que é de 2,6%. 

O estudo também apresenta diferenças na localização dos tumores encontrados na rede privada e pública. No SUS, o principal local é a cavidade oral (37,1%), e fatores relacionados aos determinantes sociais da saúde, como falta de consultas regulares ao dentista e condições inadequadas de higiene bucal, têm sido associados a um maior risco desse tipo de câncer. Por sua vez, no sistema privado, o local mais frequente é a orofaringe (42,5%), com aumento expressivo ao longo dos anos do estudo. 

O fator social também tem impacto relevante no perfil dos pacientes. Em média, os pacientes do SUS são mais jovens, com 61 anos, enquanto no sistema privado a idade média é de cerca de 67 anos. O dado está relacionado a importantes fatores de risco: no sistema público, 83,2% tinham histórico de tabagismo, no privado este índice é consideravelmente menor, de 64,2%. Da mesma forma, o histórico de consumo de álcool é maior nos pacientes da rede pública, ficando em 74,6%, enquanto na privada é de 50,3%. 

Mais do que um retrato epidemiológico, o estudo reforça a urgência de fortalecer as políticas públicas voltadas à prevenção e à detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço. São necessárias ações de combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool, além de investimentos estratégicos em educação em saúde e higiene oral. O objetivo final da pesquisa é fornecer à comunidade médica um mapa claro para aprimorar a jornada do paciente e reduzir as disparidades de cuidado em todo o país.

 

Referências

  1. Head and neck squamous cell carcinoma epidemiology at diagnosis: A description of public and private health care systems in Brazil regarding tumor location, staging and risk factors. Disponível em: Link . Acessado em 17/06/2026

1. INCA. Estimativa. Síntese de Resultados e Comentários. Disponível em: Link. Acessado em 17/06/2026


Posts mais acessados