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domingo, 6 de setembro de 2026

Sauins-de-coleira integram programa de conservação no Pará com apoio do Avião Solidário

O transporte aéreo reduziu o tempo de deslocamento
 e preservou o bem estar dos animais 
 
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 Operação gratuita entre Manaus e Belém contribui para a formação de um grupo familiar da espécie em instituição participante do Plano de Ação Nacional para sua conservação

 

Três exemplares de sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie classificada como criticamente em perigo de extinção, foram transportados gratuitamente na última terça-feira (01) pelo programa Avião Solidário, da LATAM, de Manaus (AM) para Belém (PA). O grupo é composto por uma fêmea adulta, um macho juvenil e um macho filhote, provenientes do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama/AM). 

Os primatas chegaram ao BioParque Vale Amazônia, no Pará, onde passarão a integrar a população mantida pela instituição para a formação de um grupo familiar que contribuirá para a conservação da espécie ex situ, estratégia voltada à manutenção e reprodução de espécies ameaçadas sob cuidados humanos. 

O transporte aéreo permitiu uma operação rápida e segura, reduzindo o tempo de deslocamento e garantindo condições adequadas para o bem-estar dos animais durante toda a viagem. 

"Cada operação do Avião Solidário demonstra como a aviação pode contribuir para a conservação da biodiversidade. Ao conectar instituições dedicadas à proteção de espécies ameaçadas, ajudamos a viabilizar ações que fortalecem a conservação da fauna brasileira e geram benefícios para as futuras gerações", afirma Raquel Argentino, gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da LATAM Airlines Brasil.
 

CONSERVAÇÃO DA ESPÉCIE

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O sauim-de-coleira é um primata endêmico da região de Manaus (AM) e está entre as espécies mais ameaçadas da fauna brasileira, em razão da perda e fragmentação de seu habitat. 

A transferência dos três animais integra uma estratégia coordenada para ampliar a diversidade genética da população mantida sob cuidados humanos e favorecer a formação de um grupo familiar na instituição de destino. Tanto o Cetas/Ibama do Amazonas quanto o BioParque Vale Amazônia (PA) integram o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-Coleira (PAN Sauim-de-Coleira), iniciativa que reúne órgãos ambientais, centros de conservação e zoológicos em ações voltadas à recuperação da espécie. 

A cooperação entre instituições públicas, centros de conservação, zoológicos e empresas privadas é fundamental para fortalecer programas de manejo responsável, ampliar a diversidade genética das populações mantidas sob cuidados humanos e contribuir para a sobrevivência da espécie.
 

AVIÃO SOLIDÁRIO: IMPACTO POSITIVO AO ENCURTAR DISTÂNCIAS DO BRASIL 

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Há 14 anos, o programa Avião Solidário coloca a conectividade da LATAM a serviço de iniciativas sociais, ambientais e humanitárias em todo o Brasil. Nesse período, já transportou gratuitamente 868 toneladas de cargas, 4,6 mil animais em ações de conservação e 282 milhões de vacinas contra a Covid-19. 

Somente em 2025, o programa viabilizou o transporte de 48 toneladas de doações e 835 voluntários em ações sociais e ambientais realizadas em diferentes regiões do país. 

Atualmente, o programa mantém parcerias com organizações como Amigos do Bem, Movimento União BR, Gastromotiva, SOS Mata Atlântica e AZAB, entre outras instituições que atuam em projetos de interesse público. 

Ao conectar diferentes regiões e apoiar iniciativas de conservação da biodiversidade, assistência humanitária e desenvolvimento social, o Avião Solidário reforça o compromisso da LATAM em utilizar sua conectividade para gerar impacto positivo para a sociedade brasileira.
  

GRUPO LATAM

 

Dia do Veterinário acende alerta sobre a saúde mental desses profissionais

Psicóloga alerta sobre os impactos emocionais de uma profissão que diariamente lida com sofrimento, perdas e decisões difíceis 

 

No Dia do Veterinário, celebrado em 9 de setembro, é comum destacar a dedicação de profissionais que cuidam da saúde e do bem-estar dos animais. Mas existe uma dimensão dessa rotina que ainda recebe pouca atenção: o impacto emocional de quem está diariamente diante da doença, do sofrimento, da morte e também da dor dos responsáveis.

Um estudo publicado em 2025 na revista científica Veterinary Sciences, da MDPI (Multidisciplinary Digital Publishing Institute) ajuda a dimensionar o problema. A pesquisa avaliou 1.992 veterinários brasileiros e identificou que 32,8% apresentaram níveis elevados de sofrimento psicológico, segundo a escala K6, instrumento utilizado para avaliar sintomas relacionados a ansiedade e depressão. Entre os principais fatores associados ao sofrimento estão a sobrecarga de trabalho, a insatisfação com a carreira e o desequilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Para a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto, vínculo humano-animal e em saúde mental no universo PetVet, esses dados precisam ser analisados também sob a perspectiva da natureza emocional do trabalho.  “O veterinário não lida apenas com protocolos, diagnósticos e tratamentos: frequentemente precisa comunicar más notícias, acompanhar processos de adoecimento, participar de decisões de fim de vida e, ao mesmo tempo, acolher responsáveis que estão enfrentando a possibilidade ou a concretização de uma perda”, relata.

Até porque numa mesma consulta, o veterinário pode precisar ocupar o lugar de autoridade técnica e, poucos minutos depois, assumir uma postura de acolhimento emocional. “Essa alternância constante exige muito do profissional e pode fazer com que ele deixe as próprias emoções em segundo plano”, explica Juliana.

O luto também faz parte dessa realidade. A perda de um paciente pode representar uma experiência significativa para o profissional, especialmente quando houve vínculo construído ao longo de anos. Há ainda outras perdas menos evidentes: casos que não evoluem como esperado, insucessos em tratamentos ou resgates, a sensação de impotência diante do sofrimento e até situações vivenciadas pela equipe que nunca encontram espaço para serem reconhecidas e elaboradas.

“Luto é um processo natural diante da perda de um vínculo significativo e, no ambiente veterinário, ele pode aparecer de muitas maneiras. O problema é que nem sempre existe tempo ou espaço para que o profissional reconheça o que está sentindo antes de seguir para o próximo atendimento”, observa a psicóloga.

A situação ganha um significado especial em setembro, quando a discussão sobre prevenção e preservação à vida ganha maior visibilidade. Para Juliana, falar sobre o bem-estar psicológico dos veterinários é também uma forma de discutir a sustentabilidade da própria profissão. A exposição contínua ao sofrimento, aliada à necessidade de manter uma postura técnica e acolhedora, pode favorecer exaustão emocional, redução da empatia, irritabilidade e distanciamento afetivo.

 “O cuidado com a saúde mental do veterinário não deve ser visto como algo separado da prática profissional. Quando o profissional encontra recursos para reconhecer seus limites, elaborar as perdas e buscar apoio, ele também consegue oferecer um cuidado mais consistente ao responsável e ao animal”, afirma Juliana.

 

Juliana Sato - Juliana Sato é psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com certificação internacional em luto pet pela Association for Pet Loss and Bereavement, e organizadora dos livros Luto no Contexto da Medicina Veterinária e Grief in the Veterinary Medicine. Atua em saúde mental no universo pet, com foco em vínculo humano-animal, além de consultorias, mentorias e iniciativas voltadas ao bem-estar emocional no setor veterinário.


Apenas 16% dos responsáveis associam vacinação à saúde dos gatos, aponta pesquisa global da MSD Saúde Animal

 

Estudo revela que, embora médicos-veterinários sejam os principais influenciadores da vacinação felina, divergências de percepção e lacunas de informação ainda barram a adesão aos protocolos preventivos

 

O crescimento da população de felinos nos lares brasileiros e globais trouxe consigo a necessidade de um olhar mais atento e especializado para o manejo e os cuidados preventivos específicos da espécie. Muitas vezes vistos erroneamente como animais de cuidados mais simples devido à sua independência, os gatos demandam uma rotina rigorosa de saúde que tem na vacinação um de seus pilares mais críticos. 

Para compreender a fundo essa dinâmica e identificar os principais gargalos na proteção desses animais, a MSD Saúde Animal realizou um amplo levantamento global com responsáveis por felinos e médicos-veterinários. Intitulada “Drivers, Barriers, and Unmet Needs affecting Feline Vaccination Compliance: Insights from a Global Survey of Cat Owners and Veterinarians”, a pesquisa foi apresentada no Congresso Mundial Felino de 2026 (World Feline Congress 2026) e publicada na revista científica Veterinary Sciences, revelando um distanciamento significativo entre o que as famílias e os profissionais pensam sobre a relevância de vacinar os pets.

Enquanto 69% dos médicos-veterinários consideram a vacinação um fator essencial para a saúde felina, apenas 16% dos responsáveis compartilham dessa mesma percepção. O estudo expôs que 58% das famílias dependem diretamente do médico-veterinário para obter informações sobre vacinas, mas somente 23% dos profissionais relatam compartilhar ativamente materiais educativos sobre o tema. Por outro lado, a recomendação do médico-veterinário (71%) foi identificada como o principal fator de estímulo para que o animal receba as doses, evidenciando que o público busca mais dados sobre os benefícios e enxerga o profissional como uma fonte de extrema confiança.

Diante desse cenário desafiador, que evidencia a urgência de uma comunicação mais próxima e consultiva nas clínicas para reverter a vulnerabilidade dos animais a enfermidades evitáveis, os especialistas apontam que o alinhamento de expectativas é o primeiro passo. Para Melissa Bourgeois, médica-veterinária, PhD e diretora técnica global de Biológicos para Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, a descoberta desses gargalos serve como um mapa para o setor:

“Nosso estudo mostra uma oportunidade clara para melhorar a adesão aos protocolos vacinais. Os responsáveis por gatos confiam nos médicos-veterinários para obter informações sobre vacinas, e os profissionais estão na posição ideal para remover barreiras, preencher lacunas de conhecimento e elevar as taxas de vacinação”, afirma a diretora.


Desinformação e divergência de prioridades no manejo diário

A análise aprofundada dos dados aponta que a falta de conhecimento técnico molda diretamente a rotina de cuidados dentro de casa. Ao serem estimulados a listar, de forma espontânea, três fatores cruciais para manter a saúde dos felinos, a esmagadora maioria dos responsáveis (94%) apontou uma alimentação de alta qualidade. Itens como consultas de rotina (39%), afeto (35%) e momentos de brincadeira (17%) também ganharam prioridade frente à vacinação, mencionada por apenas 16% do público. Em contrapartida, para os médicos-veterinários, a vacinação divide o topo do ranking de relevância com a nutrição de alta qualidade, acumulando 69% das citações em ambos os casos.

Essa disparidade de percepção também ajuda a explicar os motivos que levam à não vacinação. Entre os responsáveis que optam por deixar os gatos desprotegidos, as principais justificativas são a crença de que as vacinas seriam desnecessárias para animais saudáveis (27%) ou para aqueles que vivem exclusivamente em ambientes internos (27%). Esse comportamento reflete perfeitamente os maiores obstáculos identificados pelos médicos-veterinários no dia a dia dos consultórios, que listam a falta de entendimento do cliente (53%) e a disseminação de informações incorretas (51%) como as barreiras mais complexas a serem superadas.

Curiosamente, o motor para reverter esse quadro está na própria relação de confiança estabelecida na clínica. Entre os entrevistados que mantêm a carteira de vacinação dos felinos em dia, os fatores de maior influência foram o desejo intrínseco de manter o pet saudável (62%) e a indicação direta do médico-veterinário (57%). O dado se conecta à percepção dos próprios profissionais, dos quais 71% confirmam que a sua recomendação verbal é o principal fator de engajamento da família. O grande desafio, portanto, reside em transformar essa influência em uma prática constante de compartilhamento de dados, rompendo o silêncio atual onde a minoria dos médicos-veterinários (23%) fornece materiais educativos explicativos, a despeito de 58% dos clientes desejarem receber esse tipo de suporte.


Prevenção personalizada e o papel da inovação clínica

Diante desse cenário, a vacinação permanece como uma das principais estratégias para prevenir doenças infecciosas que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida dos felinos ao longo de toda a vida. As diretrizes internacionais recomendam que o protocolo vacinal seja definido de forma individualizada, considerando fatores como idade, histórico de saúde, ambiente em que o animal vive e seu risco de exposição a agentes infecciosos.

Para apoiar essa decisão clínica, a MSD Saúde Animal disponibiliza a linha Nobivac® Feline, composta por vacinas que protegem contra as principais doenças que acometem os gatos, permitindo ao médico-veterinário estabelecer o protocolo mais adequado para cada paciente. O portfólio contempla opções para proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose e leucemia viral felina, uma das doenças infecciosas de maior impacto na saúde dos felinos. Entre elas, a Nobivac® Feline 1-HCPCh+FeLV é a única vacina do mercado que oferece proteção por dois anos contra a leucemia viral felina e por um ano contra outras quatro importantes enfermidades dos gatos.

Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam que ampliar o acesso à informação é tão importante quanto disponibilizar tecnologias de prevenção:

"Os dados globais mostram que ainda existe uma distância significativa entre a percepção dos responsáveis e a realidade dos riscos aos quais os gatos estão expostos. Muitos acreditam que um animal que vive exclusivamente dentro de casa não precisa ser vacinado, quando, na prática, a prevenção continua sendo fundamental para protegê-lo de doenças potencialmente graves. O médico-veterinário desempenha um papel decisivo nesse processo, e nosso compromisso é apoiá-lo com evidências científicas, ferramentas de educação e um portfólio completo de vacinas, como a linha Nobivac®, para que mais famílias compreendam a importância da vacinação e façam da prevenção um cuidado contínuo", afirma o diretor.


Metodologia

Realizado entre maio de 2024 e agosto de 2024, o estudo capturou dados de uma amostra representativa de 1.330 médicos-veterinários de animais de companhia e 5.071 responsáveis por gatos em 14 países: Estados Unidos, Canadá, Japão, Brasil, México, Austrália, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia, Bélgica, Holanda e Dinamarca.



MSD Saúde Animal
Para obter mais informações, visite nosso site



Doenças cardíacas em cães podem evoluir silenciosamente; campanha Setembro Vermelho incentiva diagnóstico precoce

 

Elanco promove iniciativa para conscientizar tutores sobre os principais sinais das cardiopatias e reforça a importância do acompanhamento veterinário regular 

 

A Elanco Saúde Animal promove mais uma edição da campanha Setembro Vermelho, iniciativa que busca conscientizar tutores sobre a saúde cardiovascular dos cães e incentivar o diagnóstico precoce das doenças cardíacas. Entre as cardiopatias mais comuns está a doença mixomatosa da valva mitral, que ocorre com maior frequência em cães de pequeno porte e cuja prevalência aumenta com a idade.

Muitas doenças cardíacas podem evoluir de forma silenciosa e, nos estágios iniciais, não apresentar sinais perceptíveis para os tutores. Por isso, o acompanhamento veterinário periódico é fundamental para identificar alterações precocemente e permitir o monitoramento adequado da saúde do animal.

No Brasil, um estudo conduzido pelo Laboratório de Cardiologia Comparada do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com cães atendidos em um serviço especializado em cardiologia, mostrou que a doença mixomatosa da valva mitral foi a cardiopatia mais frequentemente diagnosticada, estando presente em 93,5% dos 1.668 cães cardiopatas avaliados.

Segundo Mariana H. Cappellanes Flocke, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco, as doenças cardíacas costumam evoluir lentamente e podem não apresentar sinais evidentes no início. “Muitas vezes, as alterações são identificadas durante consultas de rotina, antes mesmo de o tutor perceber qualquer mudança no comportamento do animal. Por isso, o acompanhamento periódico ao longo de toda a vida é tão importante”, explica.

Embora possam acometer cães de diferentes portes e idades, estudos apontam que algumas raças apresentam maior predisposição a determinadas cardiopatias. Cavalier King Charles Spaniel, Poodle, Yorkshire Terrier, Dachshund, Maltês e Shih Tzu, por exemplo, estão entre as raças mais associadas à doença mixomatosa da valva mitral. Já cães de grande porte, como Dobermann e Boxer, merecem atenção para outras enfermidades, como a cardiomiopatia dilatada.

O envelhecimento e a predisposição genética são fatores importantes para o desenvolvimento de algumas doenças cardíacas. Além disso, manter o peso corporal adequado, oferecer alimentação equilibrada e estimular atividades físicas compatíveis com a condição do animal são medidas que contribuem para a saúde e o bem-estar dos cães.

Os tutores também devem ficar atentos a sinais como:

  • tosse persistente, principalmente após exercícios ou durante a noite;
  • cansaço excessivo ou intolerância ao exercício;
  • dificuldade para respirar;
  • episódios de desmaio;
  • perda de apetite;
  • aumento do volume abdominal.

Embora esses sinais também possam estar relacionados a outras condições de saúde, sua persistência deve ser avaliada por um médico-veterinário. Durante a consulta, o profissional poderá realizar o exame clínico e, quando necessário, solicitar exames complementares, como ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografias, para confirmar o diagnóstico e definir a conduta mais adequada para cada paciente.

“A identificação precoce das alterações permite acompanhar a progressão da doença e estabelecer estratégias terapêuticas individualizadas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes”, afirma Mariana.

De modo geral, recomenda-se que cães adultos realizem avaliações clínicas pelo menos uma vez ao ano. Para animais idosos ou pertencentes a raças predispostas às cardiopatias, o médico-veterinário poderá indicar consultas mais frequentes, de acordo com o histórico e as necessidades individuais de cada paciente.


Campanha Setembro Vermelho

Há 12 anos, a campanha Setembro Vermelho integra as ações da Elanco voltadas à conscientização sobre a saúde cardiovascular dos cães. Neste ano, a iniciativa segue promovendo materiais educativos para tutores e médicos-veterinários, além de ações em clínicas veterinárias e pontos de venda.

Além das iniciativas de conscientização, a Elanco disponibiliza soluções para o manejo de cães com doenças cardíacas, como Fortekor™ Flavour, à base de benazepril, e Fortekor™ DUO, que combina benazepril e pimobendan em um único comprimido palatável. O tratamento deve ser sempre definido pelo médico-veterinário, de acordo com o diagnóstico e as necessidades clínicas de cada paciente.

De acordo com Mariana Gabaldi, gerente de produto da linha de Pet Health da Elanco no Brasil, o compromisso da empresa com a campanha Setembro Vermelho vai além da conscientização. “Queremos apoiar médicos-veterinários e responsáveis com informação de qualidade para que cada vez mais cães possam ser diagnosticados precocemente e acompanhados de forma adequada ao longo de toda a vida”, afirma.

Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br, siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr)  e no LinkedIn (@elancobrasil). 



Elanco Animal
www.elanco.com.br


Whey protein para cachorro existe, mas o suplemento humano pode colocar o pet em risco

 Produtos destinados a pessoas podem conter ingredientes inadequados para cães, enquanto a suplementação veterinária apropriada tem indicação específica e deve considerar as necessidades nutricionais de cada animal

 

Whey protein para cães existe, mas não é o mesmo produto utilizado por pessoas que buscam aumentar a ingestão de proteínas. Suplementos formulados para animais têm finalidade nutricional específica e devem ser utilizados de acordo com a condição clínica e as necessidades do pet. Já produtos destinados ao consumo humano podem conter ingredientes que não foram formulados para cães e, por isso, não devem ser oferecidos aos animais sem orientação veterinária. 

O principal problema não está apenas na proteína do soro do leite em si. A composição dos suplementos humanos varia de acordo com a marca e pode incluir adoçantes, aromatizantes e outros ingredientes que exigem atenção quando o produto entra em contato com um animal. Entre eles está o xilitol, adoçante utilizado em diversos produtos sem açúcar e presente também em alguns suplementos alimentares. Em cães, a substância pode provocar uma liberação intensa de insulina e levar a uma queda rápida da glicose no sangue. Em casos graves, a intoxicação pode causar convulsões, coma, alterações de coagulação e insuficiência hepática. 

Por isso, antes de oferecer qualquer suplemento ao cão, é necessário verificar a composição do produto. A presença de xilitol deve ser tratada como uma situação de risco, e a ingestão acidental exige atendimento veterinário imediato. A FDA destaca que os sinais de intoxicação podem aparecer rapidamente após o consumo. 

A questão nutricional também é diferente da lógica aplicada à alimentação humana. Um suplemento proteico não deve ser usado para reproduzir no cão o objetivo buscado por uma pessoa que pratica musculação. Em animais, a necessidade de suplementação depende da idade, da condição corporal, da alimentação, do estado fisiológico e da presença de doenças ou situações que alterem as necessidades nutricionais. 

“Em pessoas, quem toma whey quer ganhar músculo. Em cães, quando existe indicação de suplementação, o objetivo é atender uma necessidade nutricional específica, e não reproduzir uma estratégia de hipertrofia usada por humanos”, explica Haltiane Alves, médica-veterinária responsável técnica da Pet de TODOS.

A proteína, inclusive, não deve ser analisada isoladamente. Cães precisam receber energia, proteínas, aminoácidos, vitaminas, minerais e outros nutrientes em quantidades e proporções adequadas. Essas necessidades mudam conforme a fase da vida. Filhotes em crescimento, animais adultos, fêmeas gestantes ou lactantes e cães idosos não têm exatamente as mesmas exigências nutricionais. Organizações como AAFCO e FEDIAF estabelecem parâmetros para a formulação de alimentos completos e balanceados destinados a diferentes estágios fisiológicos.
 

Em animais saudáveis alimentados com uma dieta completa e balanceada, a suplementação nem sempre é necessária. A própria AAFCO orienta que cães e gatos saudáveis que recebem alimentação completa e adequada à fase da vida geralmente não precisam de suplementos. A adição indiscriminada de determinados nutrientes pode, inclusive, levar ao excesso de substâncias que também apresentam risco quando consumidas em quantidades elevadas.

 

Indicações da suplementação

A situação muda quando existe uma necessidade clínica ou nutricional específica. Um cão pode precisar de suplementação em situações relacionadas ao crescimento, à gestação e à lactação, à recuperação de procedimentos ou à dificuldade de atingir determinadas necessidades nutricionais por meio da alimentação. A indicação, nesses casos, depende da avaliação individual do animal e deve ser feita por um médico-veterinário. 

A idade também interfere nessa decisão. Cães idosos podem apresentar doenças crônicas que exigem alterações na dieta, e a doença renal crônica é um dos exemplos em que a composição nutricional precisa ser cuidadosamente controlada. Dietas formuladas para cães com doença renal crônica normalmente apresentam restrições específicas, incluindo redução de fósforo e, em determinadas formulações, controle do teor de proteína. 

Isso significa que aumentar a quantidade de proteína sem saber se o animal realmente precisa dela pode seguir na direção oposta à recomendada para determinados pacientes. O diagnóstico e a avaliação nutricional devem vir antes da escolha do suplemento. 

“A suplementação nunca substitui uma alimentação balanceada. Antes de pensar em qualquer suplemento, o primeiro passo é garantir que a alimentação do cão esteja adequada às necessidades dele”, afirma Haltiane.

A escolha da alimentação também precisa levar em conta a fase da vida do animal. AAFCO destaca que alimentos para crescimento, manutenção e gestação ou lactação apresentam necessidades diferentes de nutrientes e devem ser formulados para atender essas condições específicas. 

No Brasil, produtos destinados à alimentação de animais de companhia seguem regras próprias do Ministério da Agricultura e Pecuária. A Instrução Normativa nº 30, de 5 de agosto de 2009, estabelece critérios para registro, rotulagem e propaganda desses produtos e define, entre outras categorias, o que é considerado suplemento para animais de companhia. A norma passou por alterações posteriores e continua relacionada à regulamentação da alimentação de cães e gatos. 

A própria regulamentação diferencia alimentos completos, alimentos específicos, alimentos coadjuvantes e suplementos. Alimento completo é aquele formulado para atender integralmente às exigências nutricionais do animal, enquanto o suplemento tem como finalidade melhorar o balanço nutricional. 

A diferença reforça que suplemento não é sinônimo de alimentação completa. AAFCO também orienta que produtos classificados como suplementos não substituem automaticamente uma dieta completa e balanceada. 

Por isso, a recomendação para quem considera oferecer whey protein ao cão não passa longe de procurar uma versão humana “mais pura” ou simplesmente trocar o produto por um suplemento vendido em pet shop. O primeiro passo é descobrir se existe uma necessidade nutricional que justifique a suplementação. Sem essa avaliação, acrescentar nutrientes à dieta pode ser desnecessário, inadequado ou perigoso. “Ter acompanhamento veterinário é o que permite identificar se o cão realmente precisa de suplementação e qual produto faz sentido para a condição dele”, completa Haltiane.


Pet de TODOS

 

Amplitude térmica: como as mudanças bruscas de temperatura afetam os pets no inverno?

Oscilação climática típica da estação pode agravar problemas respiratórios e dores articulares, especialmente em filhotes, idosos e raças braquicefálicas. 

 

Madrugadas geladas e tardes quentes. O cenário, comum durante o inverno em diversas regiões do Brasil, traz um desafio que vai além da saúde humana: os impactos da amplitude térmica no organismo de cães e gatos. A variação brusca de temperatura exige dos animais um esforço duplo de termorregulação, o que pode desencadear crises respiratórias e agravar doenças preexistentes. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o inverno brasileiro combina massas de ar seco, baixa umidade e oscilações térmicas severas ao longo do mesmo dia. Essa combinação resseca as vias aéreas dos animais e acende o alerta para os tutores. 

Assim como nós, os pets precisam manter a temperatura corporal estável, em torno de 37°C a 39°C. "A grande preocupação não está nos dias isolados de frio ou calor, mas sim na velocidade dessa transição. Essas oscilações repentinas sobrecarregam o sistema imunológico e articular dos animais mais sensíveis", explica Dra. Sibele Kono, diretora médica do Grupo Pet Care.

 

Principais riscos: do sistema respiratório às articulações

Os impactos da "gangorra térmica" variam de acordo com a idade e a anatomia do pet. As raças braquicefálicas (de focinho curto, como Pugs, Bulldogs, Shih Tzus e gatos Persas) são as que mais sofrem. Por terem vias aéreas mais estreitas, apresentam dificuldade natural para dissipar o calor e tolerar o frio, tornando-se alvos fáceis para tosses, alergias e falta de ar. 

Por outro lado, o frio das primeiras horas do dia é um vilão para pets com problemas osteoarticulares, como artrite, artrose e displasia. A queda na temperatura aumenta a rigidez muscular e a sensibilidade das articulações. O tutor deve ficar atento se o animal demonstrar relutância para caminhar, dificuldade para se levantar ou se isolar em cantos mais aquecidos.

 

Como proteger os pets na rotina?

Embora a oscilação do clima seja inevitável, cuidados simples ajudam a mitigar os danos à saúde animal:

·         Uso consciente de roupas: Agasalhos são indicados para a madrugada e início da manhã (sobretudo para filhotes, idosos e animais de pêlo curto), mas devem ser retirados à tarde para evitar o superaquecimento.

·         Ambiente protegido: Camas e mantas devem ficar longe de correntes de ar.

·         Estímulo à hidratação: O tempo seco exige água fresca sempre disponível para manter as vias respiratórias lubrificadas.

·         Atenção aos sinais: Apatia, tremores, perda de apetite ou mudanças na mobilidade são sinais de alerta.

"Quanto mais precoce for a avaliação veterinária diante de uma mudança de comportamento, menores são as chances de o quadro clínico evoluir para uma complicação grave", orienta Dra. Sibele.

 

A preocupação com o bem-estar animal reflete a relevância do setor no país. O Brasil possui hoje a terceira maior população pet do mundo, com cerca de 160,9 milhões de animais de estimação, sendo 62,2 milhões de cães e 30,8 milhões de gatos, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB) e da Abinpet. Com uma média de 1,8 pet por residência, os cuidados preventivos de saúde tornaram-se parte essencial da rotina das famílias brasileiras.

 


CasAdote mostra que é possível quebrar preconceitos e mudar o destino de animais considerados “menos adotáveis”

Crédito: Ampara Animal - Cléo Pires

Centro de adoção criado para dar visibilidade a cães e gatos frequentemente preteridos, CasAdote combate o preconceito e ajuda a mudar a percepção sobre animais que também esperam por uma família 

 

 

Por séculos, os gatos pretos foram cercados por superstições. Associados, de forma equivocada, ao azar, à má sorte e até à bruxaria, eles ainda enfrentam consequências bastante reais. Em diferentes contextos de adoção, a cor da pelagem pode influenciar a maneira como um animal é percebido e até mesmo suas chances de encontrar uma família. 

Na CasAdote, espaço criado pelo Instituto Ampara Animal em parceria com a ONG Encontrei um Amigo, a proposta sempre foi justamente olhar para os animais muito além da estética e promover um ambiente livre de estereótipos, em que a conexão seja o principal fator de decisão da adoção. 

Diferentemente do que é observado em diversos contextos de adoção, onde gatos pretos podem enfrentar maior dificuldade para encontrar uma família, na CasAdote muitos desses animais têm sido escolhidos e adotados. A proposta é fazer com que cada animal seja conhecido por aquilo que é: sua personalidade, comportamento, história e capacidade de criar vínculos — e não apenas por sua aparência. 

A dificuldade enfrentada por gatos pretos, no entanto, não é apenas uma percepção de quem trabalha com proteção animal. Um estudo publicado em 2026 analisou a percepção de 1.004 pessoas diante de fotografias de gatos disponíveis para adoção. O resultado mostrou que os gatos pretos foram considerados significativamente menos adotáveis do que gatos de outras cores. Os participantes também tiveram mais dificuldade para interpretar suas expressões e, com maior frequência, atribuíram a eles emoções negativas, como medo e agressividade. 

Outra pesquisa, que analisou os destinos de 7.983 gatos recebidos por um abrigo urbano nos Estados Unidos, encontrou entre os gatos pretos a menor taxa de adoção entre as cores estudadas. Enquanto 10% dos gatos pretos foram adotados no período analisado, a taxa entre os gatos brancos chegou a 18,8%. 

Os dados ajudam a demonstrar como características superficiais ainda podem interferir na decisão humana. Para Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal, a existência desse tipo de preconceito torna ainda mais importante criar espaços e iniciativas capazes de mudar a forma como os animais são apresentados e conhecidos. 

“Existe, sim, uma série de preconceitos em relação aos animais. Algumas pessoas procuram apenas filhotes, outras têm preferência por determinadas raças, cores ou portes. E os gatos pretos carregam ainda o peso de séculos de superstições que não têm qualquer relação com quem eles realmente são. A CasAdote nasceu justamente para ajudar a quebrar esse tipo de estereótipo, mostrando cada animal como um indivíduo, com personalidade, história e características próprias”, afirma Juliana Camargo. 

Na prática, a experiência da CasAdote mostra que, quando o animal tem a oportunidade de ser conhecido além de uma fotografia ou de uma primeira impressão, a escolha pode ser muito diferente. 

“Muitos gatos pretos já passaram pela CasAdote e encontraram uma família. Isso é muito significativo porque mostra que o preconceito não precisa determinar o destino de um animal. Quando as pessoas têm a oportunidade de conhecer, conviver e perceber a personalidade de cada um, a cor deixa de ser o mais importante. É exatamente essa mudança que queremos promover”, acrescenta Juliana. 

A proposta da CasAdote é justamente transformar a adoção em um encontro. Em vez de uma escolha baseada exclusivamente na aparência, o espaço permite que possíveis adotantes conheçam os animais, entendam suas características e encontrem aquele cuja personalidade é compatível com sua rotina e sua família. 

Essa mudança de perspectiva é especialmente importante para os chamados animais “menos adotáveis”, grupo que pode incluir gatos pretos, animais adultos ou idosos, cães de grande porte, animais sem raça definida e aqueles que carregam alguma condição ou característica que os afasta do padrão normalmente procurado por adotantes. 

Para o Instituto Ampara Animal, chamar atenção para essa realidade é uma forma de mostrar que o preconceito ainda existe, mas pode ser combatido por meio da informação e da conscientização. 

 

Referências dos estudos mencionados 

Estudo publicado em 2026 sobre a percepção e a adotabilidade de gatos de diferentes cores, com participação de 1.004 pessoas. Disponível no PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41897846/ 

Estudo sobre a relação entre cor da pelagem e os resultados de gatos em um abrigo urbano, com análise de 7.983 animais. Disponível no PubMed Central: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7597961/



Câncer pode atingir 50% dos cães após os 10 anos

Médico veterinário da WeVets explica quais exames devem integrar o acompanhamento de cães e gatos a partir dos 8 anos e aponta sinais de alerta 

 

Aproximadamente um em cada dois cães com 10 anos ou mais pode desenvolver câncer, segundo a Veterinary Cancer Society. Entre os gatos, a doença renal crônica pode atingir até 40% dos animais acima dos 10 anos, de acordo com a Universidade Cornell. Os números reforçam a necessidade de acompanhamento veterinário regular para identificar alterações antes que elas comprometam a saúde e a qualidade de vida dos pets. 

A partir dos 8 anos, muitos cães já apresentam mudanças associadas ao envelhecimento, embora esse processo varie conforme porte, raça, histórico clínico e condições de saúde. Entre os gatos, a fase sênior costuma ser considerada a partir dos 10 anos, mas o monitoramento pode começar antes, principalmente quando existem fatores de risco ou alterações no comportamento. 

A American Animal Hospital Association recomenda consultas semestrais para cães idosos e gatos acima dos 10 anos, mesmo quando aparentemente saudáveis. A avaliação permite acompanhar mudanças discretas que nem sempre são percebidas pelos tutores. 

“É comum ouvir que o animal está mais quieto, dorme mais, perdeu peso ou deixou de brincar porque ficou velho. Só que essas mudanças também podem indicar dor, problemas renais, alterações cardíacas ou doenças hormonais. O envelhecimento exige acompanhamento, não resignação”, explica o médico veterinário Gustavo Jorge Gonçalves, da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil. 

Segundo o especialista da WeVets, seis grupos de doenças merecem atenção especial durante o acompanhamento de cães e gatos mais velhos.
 

1. Doença renal crônica

Os rins podem perder a capacidade de funcionar adequadamente de maneira gradual, sem sinais evidentes nas fases iniciais. O problema é especialmente frequente em gatos idosos e pode provocar aumento da sede, maior volume de urina, emagrecimento, redução do apetite e apatia.
 

2. Câncer e outros tumores

O risco de desenvolver câncer aumenta com a idade, sobretudo entre os cães. Caroços na pele, feridas que não cicatrizam, emagrecimento sem explicação, sangramentos e mudanças persistentes no apetite precisam ser avaliados.
 

3. Doenças cardíacas

Problemas cardíacos podem surgir de maneira progressiva e, inicialmente, apresentar sinais discretos. Cansaço durante passeios, respiração acelerada, desmaios e redução da disposição merecem atenção. Nos cães, a tosse também pode estar associada a alterações cardíacas; nos gatos, esse sintoma é menos característico.
 

4. Diabetes e alterações hormonais

O envelhecimento também pode favorecer doenças metabólicas e hormonais, como diabetes, hipotireoidismo em cães e hipertireoidismo em gatos.
 

5. Artrose e outras doenças articulares

Dificuldade para se levantar, resistência a subir escadas, redução dos passeios e receio de pular no sofá podem indicar dor articular. Nos gatos, os sinais costumam ser mais discretos e incluem menor interesse em acessar lugares altos, alterações na higiene e dificuldade para entrar na caixa de areia.
 

6. Doença periodontal

Mau hálito persistente, acúmulo de tártaro, gengivas inflamadas, sangramento e dificuldade para mastigar podem indicar doença periodontal. Segundo a Associação Americana de Medicina Veterinária, o problema afeta cerca de 80% dos cães e 70% dos gatos já por volta dos 3 anos de idade, o que torna o acompanhamento ainda mais relevante durante o envelhecimento.
 

O que deve entrar no checklist semestral 

O acompanhamento precisa ser definido de acordo com a espécie, a idade, o porte e o histórico clínico. De forma geral, a consulta de um pet idoso pode incluir:

  • Avaliação clínica completa, com análise do peso, da condição corporal e da massa muscular.
  • Observação da mobilidade, da postura e de possíveis sinais de dor.
  • Exame da pele e palpação de nódulos, mamas e linfonodos.
  • Avaliação dos dentes e das gengivas.
  • Ausculta cardíaca e respiratória.
  • Aferição da pressão arterial, principalmente em gatos idosos ou animais com suspeita de alterações renais.
  • Hemograma e exames de sangue para avaliar glicose, função renal e outros indicadores metabólicos.
  • Exame de urina, com avaliação complementar quando houver suspeita de doença renal ou diabetes.
  • Investigação hormonal, conforme a espécie e os sinais apresentados.
  • Exames de imagem, eletrocardiograma ou ecocardiograma quando houver indicação clínica.
  • Revisão da alimentação, do calendário vacinal, da prevenção de parasitas e dos medicamentos utilizados.

Entre uma consulta e outra, o tutor deve observar mudanças no apetite, na ingestão de água, na urina, no sono, na interação com a família e na disposição para caminhar ou brincar. Fotos de nódulos e vídeos mostrando a forma como o animal anda ou se levanta também podem ajudar o veterinário a acompanhar a evolução de possíveis alterações. 

“Envelhecer não significa conviver com dor, perder autonomia ou aceitar mudanças importantes como inevitáveis. Quando o acompanhamento começa cedo, temos mais condições de identificar problemas, controlar sintomas e preservar a qualidade de vida do animal”, conclui o especialista da WeVets.

 


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