Pesquisar no Blog

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

AMOR QUE ACOLHE



 Entre latidos e miados, feira de adoção ajuda 80 animais a encontrar um novo lar

Evento será realizado neste sábado (5) com 24 animais disponíveis para adoção e ONG também receberá a doação de uma tonelada de ração 


Uma nova história pode começar neste sábado (5) para cerca de 24 cães e gatos que aguardam a oportunidade de trocar o abrigo temporário pelo carinho de uma família. Resgatados das ruas ou de situações de abandono, eles estarão em uma feira de adoção realizada no piso 1 do Várzea Grande Shopping. Em edições anteriores, a iniciativa já ajudou aproximadamente 80 animais a encontrar um lar.
A ação busca aproximar possíveis adotantes de animais que já receberam cuidados e agora esperam por uma adoção responsável. O trabalho ganha ainda mais importância diante do número de cães e gatos desabrigados na região.
 

Entre as iniciativas que tentam transformar essa realidade está o projeto Tampatinhas – Castrando com Tampinhas. Formado por voluntários, o grupo une proteção animal e reciclagem para arrecadar recursos destinados à castração de cães e gatos em situação de rua em Cuiabá e Várzea Grande.

O projeto recolhe tampas plásticas, metálicas e de alumínio, posteriormente encaminhadas para reciclagem. O dinheiro arrecadado com a venda dos materiais ajuda a custear os procedimentos de castração.

Atualmente, o Tampatinhas mantém 47 animais sob seus cuidados. São cães e gatos encontrados principalmente nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande, além daqueles recolhidos durante ações de castração. Alimentação, cuidados veterinários e manutenção da estrutura representam um custo mensal aproximado de R$ 7 mil.



O desafio de encontrar uma família

Embora todos esperem por uma oportunidade, alguns animais costumam permanecer por mais tempo sob os cuidados dos protetores. É o caso dos cães machos adultos, de grande porte e sem raça definida, além dos animais idosos. Os filhotes de cães e gatos, por outro lado, estão entre os mais procurados pelas famílias.

Os animais são entregues já castrados ou mediante o compromisso de realização do procedimento. Para a representante do Tampatinhas, Kelly Rondon, a adoção encerra um ciclo de cuidado iniciado ainda no resgate.


“Costumo dizer que a adoção é o que todo protetor deseja para um animal que ele resgatou. Proporcionamos o máximo em cuidados, alimentação e saúde, mas é com a adoção que esse animalzinho vai sentir o amor maior. E com certeza ele vai retribuir muito isso”, afirma.


A realização da feira no shopping também ajuda a dar visibilidade à causa e facilita o encontro entre os animais e possíveis adotantes. “O shopping proporciona um ambiente climatizado e tem grande circulação de pessoas, e esses são dois fatores que nos ajudam muito”, explica Kelly.



Uma tonelada de ração

A edição deste sábado também marca a chegada de um novo parceiro à rede de apoio ao Tampatinhas. Por meio do Clubbix, a Univag fará a doação de uma tonelada de ração ao projeto durante a feira.

O programa permite que os estudantes façam a adesão no momento da matrícula e, a cada semestre, escolhe uma organização para receber o apoio da iniciativa. Neste período, o Tampatinhas foi a instituição selecionada. A doação ajudará a alimentar os 47 cães e gatos atualmente mantidos pelo projeto.


Primeiro Parque da América Latina para cães inaugura em SP



CACHORRANDIA: primeiro parque de diversões para cães da América Latina inaugura em São Paulo com experiências inéditas para pets e suas famílias 

Com 10 mil metros quadrados, complexo reúne parque aquático, hotel, restaurante canino, spa, clínica veterinária, cinema 360°, atrações temáticas e programação especial para toda a família


Imagina chegar em uma Disney, onde os protagonistas são os cães. Um local que foi especialmente pensado neles, com pura diversão, lazer, saúde, gastronomia e hospedagem.

Essa é a proposta da CACHORRANDIA, que no mundo como o primeiro parque temático para cães da América Latina, transformando a relação entre famílias e seus pets em uma experiência completamente diferente.

Instalada em uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados, cercada por natureza e localizada dentro da cidade de São Paulo, a CACHORRANDIA nasce com a proposta de ser um ponto de encontro para os apaixonados por cães de todo o Brasil e também de outros países.

Mais do que um espaço de lazer, o projeto foi concebido como um ambiente HUMAN FRIEND, no qual famílias inteiras podem aproveitar o dia ao lado de seus filhos de quatro patas, com atrações para cães, crianças e adultos.

 

Uma entrada para um mundo mágico

A experiência começa logo na chegada. De forma opcional, os visitantes poderão atravessar o VORTEX, um túnel mágico que marca a entrada para o universo da CACHORRANDIA.

A partir dali cães e seus responsáveis encontram uma estrutura planejada para proporcionar muita interação e diversão ao longo de todo o dia.

O complexo conta ainda com estacionamento interno, oferecendo mais comodidade, facilidade de acesso e segurança para os visitantes.

Um dos diferenciais do projeto é o CACHORRANDIA CLUB, criado para transformar os próprios cães em sócios do espaço.

Os integrantes poderão ter sua própria carteirinha e aproveitar atrações, benefícios e promoções especiais oferecidas pelo complexo.

A proposta é criar uma verdadeira comunidade de apaixonados por cães, reunindo famílias, criadores, profissionais, tutores e amantes das mais diferentes raças.

Entre as principais atrações está o complexo aquático da CACHORRANDIA.

São 130 mil litros de água em uma piscina temática que transporta os doguinhos para um universo submarino, com elementos como golfinho, cavalos-marinhos, tartaruga, sereia e até um submarino amarelo.

Outro diferencial está no tratamento da água: o sistema utiliza ozônio e ionização, sem uso de cloro, de acordo com a proposta do empreendimento.

O espaço conta ainda com:

  • Playground Dog, com brinquedos especialmente desenvolvidos para os cães;
  • Grande área gramada;
  • Equipamentos de Agility Dog;
  • Áreas livres com bancos para descanso e contemplação;
  • Espaços temáticos com tanque de areia, pirâmide, esfinge e camelo;
  • Monitores e recreadores responsáveis por atividades ao longo do dia.

Depois de tanta diversão, os cães e seus donos também terão um espaço dedicado ao descanso.

O Salão do Descanso funciona em um ambiente inflável em formato de Dome Full, climatizado, com iluminação e sonorização.

Nos finais de semana, o espaço se transforma no CINE DOG, com sessões de filmes em 360 graus, criando uma experiência audiovisual diferenciada para famílias e seus pets.

Enquanto isso, as crianças também ganham seu espaço exclusivo no KIDIE PLAY, permitindo que os “irmãozinhos humanos” tenham sua própria programação de diversão.

Um dos grandes destaques da CACHORRANDIA é a Vila dos Sonhos, uma cidade cenográfica com praça Boulevard, fonte canina, Calçada da Fama Canina e pequenos comércios.

O espaço foi pensado para criar uma atmosfera lúdica e instagramável, com experiências que aproximam ainda mais o universo dos cães do cotidiano das famílias.

Inspirado no clássico universo de “A Dama e o Vagabundo”, o restaurante reúne cafeteria, lanchonete e restaurante para os tutores.

Mas o grande diferencial está no primeiro restaurante canino da América Latina, com a proposta de oferecer pratos Gourmet Dog especialmente desenvolvidos para os cães.

A estrutura inclui ainda um hotel com 100 baias, além de suítes VIP para momentos especiais.

Os tutores poderão acompanhar seus cães por meio de câmeras IP, aumentando a tranquilidade durante a hospedagem.

O transporte dos pets entre as baias e as áreas de recreação será realizado por um mini caminhão elétrico, tornando a experiência ainda mais divertida.



A CACHORRANDIA também aposta no segmento de estética animal com um amplo espaço de banho e tosa.

A proposta é oferecer uma estrutura de alto padrão, com:

  • Banheiras;
  • Ofurôs;
  • Mesas pantográficas;
  • Máquinas automáticas de secagem;
  • Equipamentos com ozônio;
  • Serviços de SPA e estética.

O objetivo é proporcionar aos animais uma experiência de cuidado, conforto e bem-estar.

O complexo conta ainda com uma estrutura clínica voltada à saúde dos animais.

Entre os espaços está a ACÃODEMIA, área dedicada à fisioterapia animal, com profissionais veterinários especializados e equipamentos específicos, incluindo esteira aquática.

A estrutura também reúne especialistas em áreas como odontologia, dermatologia e cirurgias, ampliando a proposta da CACHORRANDIA de oferecer uma experiência que vai muito além do entretenimento. 

A programação da CACHORRANDIA pretende movimentar o espaço durante todo o ano. Aos finais de semana, estão previstas atrações como:

  • Feira de filhotes;
  • Feiras de adoção;
  • Encontros de raças;
  • Festivais;
  • Palestras;
  • Treinamentos;
  • Exposições;
  • Lançamentos;
  • Shows;
  • Eventos especiais. 

A ideia é fazer da CACHORRANDIA um grande ponto de encontro para o universo pet, além de também incentivar a doação, com suas feiras e do qual os cães adotados ainda terão muitos benefícios. 

Com uma proposta inédita na América Latina, a CACHORRANDIA pretende transformar São Paulo em um novo destino para o chamado turismo pet, atraindo visitantes de diferentes regiões interessados em proporcionar experiências diferenciadas aos seus cães.

O projeto acompanha uma mudança no comportamento das famílias, que cada vez mais consideram os animais como integrantes da família e buscam espaços onde possam viajar, passear, comer, se divertir e viver experiências juntos.

A CACHORRANDIA nasce justamente com essa proposta: um lugar onde o cão não precisa ficar em casa enquanto a família se diverte. Ele é parte da experiência.

 

Inauguração

A partir do dia 6 de setembro, o espaço estará aberto ao público.

A entrada terá valor de R$ 40, com a proposta de oferecer uma experiência acessível e, em determinadas condições, possibilitar que o valor seja revertido em benefícios para o próprio animal.


SERVIÇO

CACHORRANDIA – Parque Temático para Cães

Abertura público - de 6 de setembro

End Rua João Moreira Salles, 835 - Jd. Monte Alegre 

CEP 05548-000 / Altura do km 15 da rodovia Raposo Tavares / São Paulo

Entrada somente com hora marcada - whats 11 95000-7171

Entrada: R$ 40

Estacionamento R$ 40

Instagram: @cachorrandia


De primeira corrida a quebra de preconceitos: histórias de tutoras mostram diferentes formas de viver a Dog Race



Evento apresentado pelo BB Seguros acontece em 12 de setembro, no Parque Villa-Lobos, e reúne esporte, convivência, adoção responsável e cuidados com os animais


Para algumas pessoas, correr é uma atividade individual. Para outras, é uma oportunidade de compartilhar momentos, criar memórias e fortalecer vínculos. Na Dog Race, apresentada pelo BB Seguros, que acontece no dia 12 de setembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, essa relação ganha quatro patas e transforma a experiência esportiva em um momento de convivência entre tutores e cães. 

Entre os participantes estão histórias que mostram diferentes maneiras de incluir os animais na rotina. A empresária e UGC Creator Viviane Biazoto, do perfil @pedrinho.mofadinho, vai encarar ao lado do filhote Pedrinho  Mofadinho a primeira corrida dos dois. Já a jornalista Juliana Barbeiro chega à Dog Race acompanhada de Joaquim, o pitbull que protagoniza o perfil @joaquiimpitbull e que, além de companheiro da família, se tornou uma forma de levar informação e ajudar a desconstruir preconceitos sobre a raça. 

Para Viviane, a chegada de Pedrinho aconteceu em um momento de mudanças pessoais e profissionais. O encontro, segundo ela, trouxe alegria para a família e acabou dando origem também a uma nova profissão como criadora de conteúdo. O perfil do cão nasceu sem grandes pretensões, depois que Viviane publicou um vídeo da filha conhecendo o filhote. O conteúdo alcançou 500 mil visualizações de um dia para o outro e deu início a uma comunidade em torno do Pedrinho. Hoje, Pedrinho acompanha a tutora sempre que possível, principalmente em parques e praias.  

Para chegar preparado à Dog Race, os dois vêm treinando em locais com movimento, como parques e praias, para que o filhote se acostume às distrações e consiga manter a atenção durante o percurso. O desafio está justamente em encontrar um ritmo confortável para ele, já que Pedrinho é um Dachshund e tem as pernas curtas. A boa notícia é que, segundo Viviane, ele “ama correr”. A preparação, porém, vai muito além de completar os 1,5 km. Para Viviane, o principal objetivo é viver uma experiência especial ao lado do cão. “Hoje a gente não corre por medalha, corre para viver juntos uma experiência que vai virar memória para sempre”, resume. 

Já a história de Juliana e Joaquim traz outro aspecto da convivência entre pessoas e animais. Apaixonada por cães da raça, ela conta que Joaquim chegou à família quando ela e o noivo decidiram ter um cachorro juntos. O que começou como a chegada de um novo integrante à rotina se transformou em uma relação ainda mais profunda. “A gente não escolheu o Joca, foi ele que escolheu a gente”, brinca. Joaquim já acompanha Juliana em experiências fora da rotina, e é justamente essa possibilidade de proporcionar novos estímulos que a motiva a incluir o cão em atividades de lazer. Para ela, qualidade de vida animal não se resume à alimentação e aos cuidados veterinários: também envolve convivência, estímulos e momentos de diversão. 

Na Dog Race, no entanto, Juliana optou pela caminhada. Como Joaquim não possui treinamento específico para corrida, a escolha respeita o condicionamento do animal e reforça uma das principais mensagens que ela pretende levar para o evento: cada cão tem seus próprios limites. “Não dá para simplesmente colocar um cão para correr 1,5 km se ele não tem esse condicionamento”, explica. Ela também destaca a importância de observar sinais de cansaço ou desconforto durante a atividade e, quando necessário, interromper o percurso. 

A preocupação com segurança e bem-estar está também no desenho da própria Dog Race. O evento terá corrida e caminhada, ambas com percurso de 1,5 km. Na corrida, as largadas serão organizadas de acordo com o porte dos cães: pequeno, médio e grande, buscando proporcionar uma experiência mais segura e confortável para os participantes. Cada tutor poderá participar acompanhado de um cachorro, e os três primeiros colocados de cada categoria da corrida receberão troféus. 

Para Juliana, iniciativas como a Dog Race também são uma oportunidade de aproximar a causa animal de um público que talvez não tivesse contato com essas pautas de outra forma. O evento contará com espaço para adoção responsável, arrecadação de ração para instituições que acolhem animais resgatados e orientações veterinárias. “É uma oportunidade enorme de levar informação e incentivar atitudes responsáveis. Às vezes, uma orientação que alguém recebe ali pode fazer diferença na vida de um animal”, afirma. 

Histórias como as de Viviane e Juliana ajudam a traduzir a proposta da Dog Race: mais do que uma competição, o evento pretende criar um espaço em que esporte, convivência e responsabilidade caminhem juntos. Para Viviane, a primeira corrida com Pedrinho será o início de uma nova experiência compartilhada. Para Juliana, a participação com Joaquim representa também a oportunidade de mostrar que a relação entre tutores e cães pode ser construída a partir de informação, respeito aos limites e convivência. 

A Dog Race, apresentada pelo BB Seguros, acontece no dia 12 de setembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. A programação inclui corrida e caminhada de 1,5 km, largadas por porte dos cães na modalidade corrida, pontos de hidratação para os animais, espaços de convivência, adoção responsável, arrecadação de ração e orientações veterinárias. As inscrições estão abertas no site: www.dogracebrasil.com.br

 

Serviço:  

Dog Race 
Data: 12/09/2026 
Local: Parque Villa-Lobos - São Paulo 
Distâncias: 1,5 km - corrida e caminhada 
Horário da largada: em breve no site 
Valor do Kit: consulte as opções de kits no site do evento 
Retirada do Kit: Dias 10 e 11 de setembro, a partir das 10h, no INNSiDE by Meliá São Paulo Itaim - Andar P - Sala Ipiranga (Rua Jesuíno Arruda, 806 - Itaim Bibi, São Paulo) 
Patrocinadores: BB Seguros 
Apoio: INNSiDE by Meliá São Paulo Itaim, INNSiDE by Meliá Higienópolis 
Organizador: Tática Marketing Esportivo 
Comercializadora: Norte Marketing Esportivo 
Site oficial: www.dogracebrasil.com.br 

 

Arte de Ver e Ser: Profissionais da saúde revelam o cuidado invisível em exposição fotográfica na CPTM

Exposição na Estação Tamanduateí.
Foto: Divulgação/Rafael Mendes



Exposição ocupa a Estação Tamanduateí da CPTM durante setembro, com imagens sensíveis produzidas por profissionais da saúde do Hospital Araújo Jorge (GO).

 

Em meio à correria dos corredores hospitalares, onde o tempo parece escasso e a técnica muitas vezes domina a rotina, uma produção fotográfica surge para ressignificar essa percepção. A exposição “Arte de Ver e Ser” chega à Estação Tamanduateí, da CPTM, no dia 5 de setembro, trazendo uma seleção de imagens que revelam a humanidade que pulsa nos gestos mais simples do ambiente de saúde. A mostra é resultado de um mergulho artístico vivido por médicos, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos e equipes de apoio do Hospital Araújo Jorge (Goiânia-GO) e de sua unidade em Anápolis-GO.

 

Ao longo das oficinas, esses profissionais foram convidados a enxergar o próprio ambiente de trabalho com outros olhos. De posse de celulares, eles registraram procedimentos clínicos e os detalhes escondidos no cotidiano: o cuidado ao preparar uma medicação, o sorriso desenhado em uma tela de radioterapia, o esforço coletivo para higienizar instrumentos cirúrgicos e o laço de confiança formado durante um atendimento. As fotografias, acompanhadas por legendas escritas pelos próprios autores, traduzem o afeto, a empatia e a dedicação que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

 

A exposição ocupa um lugar de destaque na Estação da CPTM justamente para alcançar um público diverso — trabalhadores, estudantes, turistas e passageiros em trânsito — e transformar a passagem diária em um momento de sensibilidade. As imagens convidam o espectador a refletir sobre como o acolhimento e a escuta genuína são partes fundamentais do processo de cuidar.

 

Realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e pela SRV Produções, a iniciativa conta com o patrocínio da AstraZeneca e o apoio da CPTM, Mina Cultural e do Hospital Araújo Jorge.

 

Serviço

Exposição - Arte de Ver e Ser

Local: Estação Tamanduateí - Linha 10 Turquesa da CPTM

Datas: 05/09 a 04/10/2026 Todos os dias, das 04h à 00h   

Classificação Livre e entrada mediante tarifa da estação.

 

 

SRV Produções

AstraZeneca
www.astrazeneca.com.br
Instagram @astrazenecabr

Mina Cultural
https://minacultural.com.br

 

 

IMS Paulista apresenta exposição com cerca de 400 obras do artista luso-brasileiro Fernando Lemos, no ano de seu centenário

 

Procura ardente (Nora Mitrani), Lisboa, Portugal, 1949-1952.
 Fotografia impressa em papel de gelatina e prata em 2026.
Arquivo Fernando Lemos/Acervo Instituto Moreira Salles.
Com abertura em 19 de setembro, a mostra revê 70 anos da produção de Fernando Lemos (1926-2019) e apresenta desenhos, fotografias, ilustrações, pinturas, design gráfico e poesia. As obras fazem parte dos acervos do artista sob guarda do IMS e da família.


Memórias n. 7, 1984. Tinta offset sobre chapa de alumínio,
impressa em 2018.
 Coleção Beatrix Overmeer

O IMS Paulista abre, no dia 19 de setembro, a exposição Quanto mais desejo, mais invento o que vejo, dedicada à trajetória do artista luso-brasileiro Fernando Lemos. O artista integrou o movimento surrealista português no final dos anos 1940 e, em 1953, emigrou para o Brasil, onde viveu até 2019, ano de sua morte. “O Brasil deu-me tudo que me foi roubado e não me devolveram”, afirmou em entrevista ao jornal português Expresso.

 Em celebração ao centenário de nascimento de Fernando Lemos, a mostra percorre mais de 70 anos de sua produção e apresenta ao público o arquivo do artista, sob a guarda do IMS desde 2019, somado ao material conservado com a família. São cerca de 400 itens, entre fotografias, desenhos, projetos e documentos — muitos inéditos —, que permitem acompanhar a trajetória de Lemos e a maneira como desdobrou as ideias surrealistas ao longo da vida. "Sempre procurei criar imagens que trouxessem à superfície minha reflexão sobre a desocultação. [...] Só me interessei pelo surrealismo porque o sonho era exatamente o único território em que não havia nada oculto. O sonho era para revelar, para despertar, não para esconder. A fotografia é uma desocultação. Toda a nossa ação na arte é desocultamento, ou seja, a procura daquilo que não existe, que está invisível, sob a forma de palimpsesto", resumiu. 

A abertura acontece no dia 19 de setembro, às 10h, e contará com uma conversa com o curador e convidados, além do lançamento do catálogo da exposição. 

Com curadoria de Thyago Nogueira, a mostra revê a obra do artista a partir da ideia de “desocultação”, conceito-chave para unir sua produção em fotografia, desenho e poesia. "Lemos pensou a desocultação surrealista como uma forma de acessar os mistérios da alma humana, mas também de driblar a arte burguesa e a repressão portuguesa de Salazar. O estudo de seu arquivo mostrou que, ao longo da vida, ele desdobrou essa ideia numa forma de ética e de prática artística, a fim de dar clareza às linguagens, expondo suas estruturas sintáticas ou aproximando elementos semelhantes e contrastantes a fim de construir novos sentidos”, avalia o curador. “Essa prática uniu sua fotografia, seu desenho e sua poesia de uma forma ainda pouco estudada”, conclui.
 

O título da exposição é uma estrofe do poema "Quanto mais desejo”, de Fernando Lemos, que fez da poesia uma forma de narrar a própria vida. O poema trata da importância do desejo na criação artística e em sua relação com o mundo e é um exemplo legível de como Lemos manipulou elementos simples de cada linguagem em busca de ampliar os sentidos.
 
Lemos fez da arte uma prática cotidiana, trabalhando em projetos independentes e comissionados. “Recolhia objetos na rua, pintava guardanapos e expunha ideias como quem desenha no espaço. Produziu uma quantidade imensa de desenhos e esboços, que guardou consigo. Apresentar essa dimensão íntima e informal da arte é também um dos desafios deste projeto”, afirma o curador. A expografia da exposição, toda feita em vitrines, foi pensada para expor a variedade de objetos e realçar a diversidade material das obras que integram o acervo do artista, além de sugerir a ideia de um ateliê de trabalho. 

Ao longo da vida, Lemos atravessou duas ditaduras: uma em Portugal, outra no Brasil. O medo da repressão, que o obrigou a fugir de Portugal, fez nascer uma personalidade combativa, que lutava por direitos e se manifestava diante de injustiças. Além do trabalho de ateliê, Lemos integrou organizações de resistência, participou de campanhas políticas e atuou em instituições culturais para ampliar o acesso à arte e à cultura como passos fundamentais no fortalecimento das democracias.
 


Núcleos expositivos

A lavagem cerebral (Alexandre O’Neill), Lisboa, Portugal, 1949-1952.
 Fotografia impressa em papel de gelatina e prata em 2026.
 Arquivo Fernando Lemos/Acervo Instituto Moreira Salles.

As mais de 400 obras da exposição estão agrupadas em diferentes núcleos, que se cruzam e se complementam. Em “Desocultações”, estão reunidas as fotografias da juventude de Lemos, realizadas entre 1949 e 1952, ainda em Lisboa. Nesse período, o artista se aproximou do Partido Comunista e do movimento surrealista, integrando um grupo de jovens que promovia ações de oposição ao conservadorismo crescente da arte burguesa e à repressão do Estado Novo, instaurado em 1933. 

Desde jovem, Fernando Lemos encontrou no surrealismo francês um campo fértil para sua arte, interessando-se pelas imagens do inconsciente, pela escrita automática e pelos princípios de ocultação e desocultação. Desdobrou essas ideias em dezenas de retratos de múltipla exposição, em preto e branco e médio formato, registrando uma geração de artistas e pensadores que tentavam resistir ao avanço da ditadura portuguesa. “Quando fotografamos uma pessoa, não estamos fotografando uma coisa fixa, uma máscara. Afinal, numa fração de segundo, tudo muda. Mudamos nossa expressão a todo instante, subitamente, várias vezes. Então o retrato deve ser múltiplo para dar mais vida à imagem. Nós não somos uma máscara”, declarou em entrevista à revista ZUM (disponível no site). 

Exilado no Brasil a partir de 1953, Lemos ainda fotografou as escritoras Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles e os artistas Wyllis de Castro e Hércules Barsotti, mas aos poucos se afastou da fotografia. As imagens surrealistas foram retomadas apenas nos anos 1990, depois de uma grande exposição na Fundação Calouste Gulbenkian em Paris e Lisboa. "Os retratos que fiz tornaram-se uma galeria de figuras importantes que àquela altura não podiam fazer nada. Não era só arte, era uma luta antifascista, antissalazarista, que custou a vida de muitos", relembrou.

Sem título, 1954. Nanquim sobre papel.
Coleção Beatrix Overmeer.

Sem título, 1955. Aquarela sobre papel.
Arquivo Fernando Lemos
Acervo Instituto Moreira Salles.


A produção de desenhos é um dos destaques da exposição e aparece em núcleos como “Coreografias”, “Ritmos & melodias” e Caligrafias”. Ao longo dos anos 1950 e 1960, Lemos se inseriu na cena artística brasileira graças a participações em salões e bienais. Sua atuação se desdobrou em diferentes linguagens, como a pintura, a moda e o design, mas foram o desenho e a poesia que ocuparam lugar central em sua vida.

 No núcleo “Coreografias”, destaca-se um conjunto de desenhos que explora o corpo e o retrato. Ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1953, Lemos retomou o interesse pela figuração e produziu um conjunto notável, chamado Desenhos inocentes, em que examina a anatomia humana em cenas repletas de humor e sensualidade. 

“Ritmos & melodias”, também centrado no desenho, reúne trabalhos que se afastam da figuração para construir modulações rítmicas e melódicas a partir de traços e pinceladas. O interesse pela construção modular e sintética também se desdobrou em trabalhos de design gráfico e estamparia, incluindo logotipos, como o do Memorial da América Latina, e tecidos para a Rhodia.
 

Em “Caligrafias”, Lemos se debruça sobre a fronteira que separa a escrita e o desenho, explorando elementos sígnicos que sugerem alfabetos misteriosos e cifrados. O interesse pela autonomia do desenho deu origem a uma de suas séries mais importantes, conhecida como Memórias (1984). Impressa em chapas de alumínio, a série é uma autobiografia gráfica, que reúne fragmentos do alfabeto visual de Lemos em uma composição com temas militares, orientais, eróticos e musicais.

Em um conjunto conhecido como Desenhos deficientes (s/d), Lemos desmonta o símbolo internacional de deficiência para inseri-lo em ações e atividades. Por trás do exercício despretensioso, surge um estudo crítico e provocador sobre a experiência do cadeirante a partir de sua própria vivência, tratando de sexo e morte, medo e delírio, vigilância e perseguição, sem qualquer dose de moralismo, condescendência ou autocomiseração. 

Caricatura de António de Oliveira Salazar para
 o jornal
Portugal Democrático.
 Nanquim sobre papel, ano III, n. 27, ago. 1959.
Arquivo Fernando Lemos
Acervo Instituto Moreira Salles.

O núcleo “Arte no front” apresenta a atuação política e social do artista. Desde sua chegada ao Brasil, Lemos conciliou a produção individual com uma intensa participação em projetos coletivos. 

Nos anos 1950, Lemos trabalhou na exposição do Quarto Centenário de São Paulo (1954) e colaborou com ilustrações em revistas como Manchete e jornais como O Estado de S. Paulo. 

Em 1956, integrou a equipe do jornal Portugal Democrático, editado por exilados políticos portugueses radicados no Brasil. Lemos produziu caricaturas e charges para a publicação, que foi um órgão fundamental na resistência à ditadura e às ocupações coloniais portuguesas. 

A atuação de Lemos também se estendeu à produção editorial e à educação infantil. Com o escritor Sidónio Muralha, fundou a editora Giroflé, que se dedicou à publicação de livros para crianças, elaborados por grandes artistas e escritores, como Cecília Meirelles e Maria Bonomi. Lemos defendia a alfabetização visual das crianças e a produção de material didático que estimulasse o interesse por desenho. O projeto pioneiro contava com apoio de empresários e intelectuais, como Max Feffer, Fanny Abramovich e Darcy Ribeiro, mas foi encerrado em 1964, logo após o golpe militar que instalou a ditadura no Brasil. 

O próprio Lemos ilustrou diversos livros infantis, entre eles Sexo e educação é natural, escrito por Sabá Gervásio e destinado a crianças de 4 a 8 anos. O livro foi publicado em 1969, logo após a promulgação do AI-5. A atenção do artista ao universo infantil é destaque da exposição, revelando uma parte menos conhecida de seu trabalho e o interesse em aproximar a arte das novas gerações.

Nos anos 1960, Lemos dirigiu o estúdio de criação Maitiry e codirigiu a fotografia do filme Compasso de espera (1969/1973), de Antunes Filho, marco da luta antirracista. Com o avanço da luta democrática, sua atuação se tornou ainda mais engajada. Em 1978, produziu um cartaz em favor da anistia de presos políticos. Em 1985, juntou-se a artistas na campanha de Fernando Henrique Cardoso para a prefeitura de São Paulo, na primeira eleição municipal direta no período pós-ditadura. Ao lado de artistas e intelectuais, estruturou as pesquisas do Idart e dirigiu o Centro Cultural São Paulo (1983). 

Mais tarde, colaborou com a campanha para a sensibilização sobre a aids, promovida pelo Sesc São Paulo (1995); com a exposição 50 anos de Hiroshima, organizada pelo Greenpeace no Sesc Pompeia, para homenagear as vítimas da bomba atômica lançada pelos Estados Unidos contra o Japão (1995); e, em 1997, criou o slogan “Por amor a ti, Timor amordaçado” para o Movimento 25 de Abril pela Libertação do Timor-Leste, mobilizando políticos, artistas e intelectuais pelo fim da ocupação da Indonésia na ex-colônia portuguesa, entre muitas outras iniciativas. 

A exposição termina com o núcleo “Sonhos e pesadelos”, em que Lemos retoma o interesse surrealista por manchas opacas e formas difusas para enfrentar medos e desejos, além de lidar com os limites físicos e o avanço da idade. O conjunto reúne aquarelas, desenhos e pinturas, além da conhecida série Ex-fotos (2001-2009), em que o artista intervém com tintas e arranhões sobre cópias fotográficas rejeitadas por amigos e desconhecidos para tratar dos jogos de aparência e das veleidades narcisísticas. 

“A exposição se baseia no arquivo íntimo do artista, o material que estava com ele quando partiu. É uma rara oportunidade de entender a gênese de seu pensamento através do trânsito fértil que une esboços e obras prontas, sem a necessidade de estabelecer fronteiras precisas”, afirma o curador. 

A exposição Quanto mais desejo, mais invento o que vejo faz parte das comemorações do centenário de nascimento de Fernando Lemos no Brasil e em Portugal, um projeto de parceria entre a Fundação Cupertino Miranda (Porto), a Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e o Instituto Moreira Salles. 

A exposição conta com assistência curatorial de Laura Sapucaia, pesquisa adicional de Ângelo Manjabosco e Carolina Natividade da Cruz, consultoria do acervo da família por Rosely Nakagawa e depoimentos inéditos de Ana Maria Belluzzo, Chico Homem de Melo, Rui Moreira Leite e Beatrix Overmeer.


Sobre o artista

Eu, poeta (Fernando Lemos), Lisboa, Portugal, 1949-1952.
Fotografia impressa em papel de gelatina e prata em 2026.
Arquivo Fernando Lemos/Acervo Instituto Moreira Salles.
Fernando Lemos nasceu em Lisboa, em 1926. Emigrou para o Brasil em 1953 e naturalizou-se brasileiro em 1960. Morou a maior parte da vida em São Paulo, onde faleceu, em 2019. Pertenceu à terceira geração de modernistas portugueses e desenvolveu uma multifacetada prática artística, destacando-se na fotografia, na pintura, no desenho e na poesia, entre outras atividades.

 

Filho de pai marinheiro e marceneiro e de mãe rendeira e trabalhadora doméstica, contraiu meningite e poliomielite na infância, experiência que marcou sua vida e arte. Nos anos 1940, vivendo em Lisboa, frequentou cursos de litografia, desenho gráfico e aquarela, aproximando-se da fotografia e da pintura. 

Autoexilado no Brasil em razão da ditadura salazarista, Lemos construiu uma carreira extensa, com projetos individuais e coletivos. No Brasil, atravessou outra ditadura, que enfrentou com resistência na busca de fortalecer a arte, a produção e a pesquisa. 

Integrou a equipe inaugural do Idart, dirigiu o Centro Cultural São Paulo e participou da construção do Memorial da América Latina, entre outras atividades.


Sobre o catálogo

A exposição é acompanhada de um catálogo, com lançamento previsto para 19 de setembro. O catálogo reúne mais de 300 obras do artista e inclui textos de André Pitol, Maria do Carmo Serén, Tereza Siza, Vera Beatriz Siqueira, Rosely Nakagawa, Thyago Nogueira, Ângelo Manjabosco, Laura Sapucaia e Carolina Natividade da Cruz. A publicação estará à venda nas livrarias e na Loja online do IMS.
 

Serviço

Quanto mais desejo, mais invento o que vejo

Curadoria de Thyago Nogueira / IMS

Visitação: de 19 de setembro a 7 de fevereiro de 2027

Entrada gratuita
 

Abertura da exposição + conversa com curador e convidados

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424. São Paulo - 8º andar

Tel.: 11 2842-9120

Horário de funcionamento: Terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h.

 

Posts mais acessados