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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Filhote de onça-pintada resgatada no Pará inicia nova etapa de reabilitação em Brasília com apoio do Avião Solidário da LATAM

Voo reduziu o tempo de deslocamento em mais de um

 dia em comparação com transporte terrestre

 Divulgação

Ibama

O transporte gratuito reduziu o tempo de deslocamento de mais de um dia para cerca de três horas, em comparação com o trajeto terrestre.
 

O programa Avião Solidário, da LATAM, transportou gratuitamente na segunda-feira (10) um filhote fêmea de onça-pintada (Panthera onca), entre Belém (PA) e Brasília (DF). Com aproximadamente quatro meses de idade e 9,6 quilos, o animal, que é símbolo da fauna brasileira, seguirá para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama no Distrito Federal, onde dará continuidade ao seu processo de reabilitação.

O transporte aéreo reduziu o deslocamento de mais de um dia para cerca de três horas, em comparação com o trajeto terrestre, proporcionando maior agilidade e condições mais adequadas para o bem-estar do animal durante toda a operação.
 

O filhote foi recebido pelo Ibama no fim de junho, após ser encontrado no município de Altamira (PA). Quando chegou ao Cetas de Benevides (PA), apresentava quadro de deficiência nutricional e alopecia difusa, caracterizada pela perda de pelos em diferentes partes do corpo. Após acompanhamento veterinário e nutricional, o animal apresentou evolução clínica satisfatória e foi considerado apto para seguir ao Cetas Brasília, unidade especializada na reabilitação de grandes felinos. 

"Apoiar a preservação de espécies ameaçadas e oferecer uma nova chance a animais como este filhote de onça é motivo de grande orgulho para o programa Avião Solidário e evidencia a importância de colocar nossa conectividade a favor de iniciativas socioambientais", afirma Raquel Argentino, gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da LATAM Airlines Brasil.
 

REABILITAÇÃO DE GRANDES FELINOS 

A transferência integra o Programa de Reabilitação, Soltura e Monitoramento de Grandes Felinos, coordenado pelo Ibama, que busca proporcionar as condições necessárias para que animais resgatados possam retornar ao ambiente natural. 

A onça-pintada é o maior felino das Américas e desempenha papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas por atuar como predador de topo da cadeia alimentar. A perda de habitat, os conflitos com atividades humanas e a caça figuram entre as principais ameaças à conservação da espécie em diferentes regiões do Brasil.


  AVIÃO SOLIDÁRIO: CONECTIVIDADE A SERVIÇO DO BRASIL 

Há 14 anos, o Avião Solidário utiliza a conectividade e a capacidade logística da LATAM para apoiar iniciativas sociais, ambientais e humanitárias em diferentes regiões do Brasil. 

Desde a criação do programa, a companhia já transportou gratuitamente 868 toneladas de cargas, 4,6 mil animais em ações de conservação e 282 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. 

Somente em 2025, o Avião Solidário transportou 48 toneladas de doações e 835 voluntários envolvidos em ações sociais e ambientais realizadas em diferentes regiões do país. 

Atualmente, o programa mantém parcerias com organizações como Amigos do Bem, Movimento União BR, Gastromotiva, SOS Mata Atlântica e AZAB, entre outras instituições que desenvolvem projetos de interesse público. 

Ao aproximar regiões, organizações e profissionais, o Avião Solidário amplia o alcance de iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade, à assistência humanitária e ao desenvolvimento social, colocando a conectividade da LATAM a serviço da sociedade brasileira.


GRUPO LATAM
ir.latam.com
www.latam.com


Vagas de estágio se espalham pelo interior de SP e somam 1,7 mil oportunidades em 189 cidades

O CIEE oferece oportunidades em Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Franca, Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, São José do Rio Preto e outras cidades do estado


O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está com 1.747 vagas de estágio abertas em 189 cidades do estado de São Paulo. O levantamento, atualizado em 10 de agosto, reúne oportunidades para estudantes do ensino médio, cursos técnicos e ensino superior, em diferentes áreas de formação.

 

Do total, 771 vagas são destinadas a estudantes do ensino médio. Entre as áreas com maior número de oportunidades estão Administração, com 306 vagas; Educação, com 114; Direito, com 86; Administração – nível técnico, com 61; Contabilidade, com 51; Construção Civil, com 50; e Marketing, também com 50 oportunidades.

 

Entre os municípios com maior número de vagas estão Campinas, com 185 oportunidades; Ribeirão Preto, com 161; Santos, com 132; São José dos Campos, com 112; Franca, com 80; Jundiaí, com 74; Piracicaba e Sorocaba, com 62 cada; e São José do Rio Preto, com 52.

 

Também há oportunidades em Atibaia, Jacareí, Presidente Prudente, Americana, Araçatuba, Bauru, São Vicente, Indaiatuba, Limeira, Araraquara, São Carlos, Taubaté, Botucatu, Ourinhos e Praia Grande, entre outras cidades.


 

Como se cadastrar


Para participar dos processos seletivos, o estudante deve realizar o cadastro no portal do CIEE, ciee.online. É fundamental manter informações como CEP, e-mail e telefone atualizadas para receber oportunidades compatíveis com o seu perfil.

 

Na plataforma, os candidatos também têm acesso gratuito a cursos de capacitação e podem fortalecer o perfil com recursos como vídeo de apresentação e redação on-line, aumentando as chances de contratação.

 

Os interessados também podem esclarecer dúvidas pelo WhatsApp, no número (11) 3003-2433 (é necessário utilizar o DDD 11).



Preparação para o vestibular: 5 dicas para conquistar a aprovação

Pexels
Professor e doutor em Educação Escolar reúne estratégias para organizar a rotina, aprimorar o aprendizado e chegar mais preparado às provas do segundo semestre



Com a proximidade dos principais vestibulares do segundo semestre de 2026, estudantes que pretendem ingressar na universidade entram na reta final de preparação. Nesse período, organizar a rotina, estabelecer prioridades e adotar estratégias de estudo pode fazer diferença no desempenho durante as avaliações.  

Para auxiliar os candidatos nessa etapa, o professor e escritor Arthur Vinícius Feitosa Furtado reúne cinco orientações baseadas em sua experiência na área educacional. Professor de Português e coordenador de uma Escola Técnica Estadual (ETEC), em São Paulo, ele é doutor em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e mestre em Processos de Ensino, Gestão e Inovação pela Uniara. 

Também autor de Queimem todos os professores (2026), entre outras obras, Furtado aborda questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem em sua produção literária. A partir dessa experiência, ele destaca estratégias para organizar os estudos e chegar mais bem preparado às provas. Confira abaixo:  


  1. Organize os conteúdos por áreas de conhecimento

Tentar memorizar informações pouco antes da prova não é suficiente. O estudante deve construir conhecimento ao longo da preparação. Ter domínio dos conteúdos é fundamental para responder às questões, interpretar textos e estabelecer relações entre diferentes temas. Para isso, organize as disciplinas por áreas e distribua os assuntos de maneira progressiva, priorizando os conteúdos que apresentam maior dificuldade e evitando concentrar os estudos nas semanas que antecedem o vestibular. 


  1. Faça da leitura uma parte diária da preparação

A leitura deve integrar a rotina de quem pretende disputar uma vaga na universidade. O contato com diferentes gêneros e assuntos amplia o repertório, melhora a compreensão textual e favorece o desenvolvimento da capacidade de argumentação. Além das leituras obrigatórias, acompanhe notícias, artigos, ensaios e obras literárias para compreender as informações e desenvolver a capacidade de relacioná-las. 


  1. Estude com disciplina e constância

Uma preparação eficiente depende de uma rotina que possa ser mantida ao longo do tempo. Estabeleça horários realistas, distribua as disciplinas durante a semana e defina metas que possam ser acompanhadas. Evite criar um cronograma excessivamente rígido, que dificulte a adaptação à rotina, porque a regularidade favorece a assimilação gradual dos conteúdos. 


  1. Resolva questões e aprenda com os erros

Depois de estudar um conteúdo, é importante colocá-lo em prática por meio de exercícios. A resolução de questões ajuda a identificar dificuldades, compreender como determinados assuntos são cobrados e verificar o nível de domínio da matéria. Inclua simulados na preparação e, principalmente, analise os erros cometidos. Retomar os conteúdos relacionados às questões que apresentaram maior dificuldade permite direcionar melhor os próximos momentos de estudo. 


  1. Não deixe a escrita para a última hora

Para os vestibulares que exigem redação, a prática deve começar desde o início da preparação. Escrever bem envolve saber organizar ideias, desenvolver argumentos e construir um texto claro e coerente. Por isso, produza redações regularmente e, sempre que possível, peça correções. Ao revisar os textos, identifique os erros que se repetem e trabalhe especificamente nesses pontos, priorizando a evolução da qualidade da escrita.  



Arthur Vinícius Feitosa Furtado - professor de Português e coordenador de uma Escola Técnica Estadual (ETEC), em São Paulo. Doutor em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de mestre em Processos de Ensino, Gestão e Inovação pela Universidade de Araraquara (Uniara), o educador também tem formação em Direito, Letras e Pedagogia. Em paralelo ao trabalho pedagógico, é autor de livros como “O Poeta Maldito e a Rainha da Noite” (2022), “O Corvo Escarlate e o Navio dos Mortos” (2024) e Queimem todos os professores (2026).
Instagram: @professor_arthur_furtado
Site: www.professorarthurfurtado.com.br


Reforma Tributária: opção pelo Simples Nacional deve ser realizada em setembro

Resolução do Comitê Gestor do regime tributário também adiou para novembro deste ano a utilização da Nota Fiscal Eletrônica para as empresas prestadoras de serviços

 

Com vigência a partir de janeiro de 2027, a Reforma Tributária já provoca algumas mudanças que alteram a rotina dos pequenos negócios de todo o país. Uma das alterações mais importantes está ligada ao período de adesão ao Simples Nacional e à escolha do recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) pelo regime regular. O prazo para fazer a escolha acontece entre os dias 1º e 30 de setembro deste ano para quem ainda não está no Simples Nacional. As alterações e regras constam nas resoluções nº 190 e nº 191 do Comitê Gestor do regime tributário (CGSN). 

Na prática, a medida trata da incorporação do CBS e do IBS às regras do Simples Nacional. Com a regulamentação, os novos tributos passam a ser contemplados na arrecadação pelo regime. Ao mesmo tempo, a medida promove as adequações decorrentes da substituição de uma série de impostos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS). 

“As empresas que desejam migrar do Lucro Presumido e do Lucro Real para o Simples Nacional, bem como aquelas que foram excluídas do Simples e desejam retornar, têm essa janela em setembro para escolherem por essa opção”, destaca o analista de Competitividade e especialista em Direito Tributário do Sebrae, Edgard Fernandes. 

A regulamentação também trata sobre a possibilidade da empresa permanecer no Simples Nacional e, ao mesmo tempo, recolher a CBS e o IBS pelas regras do regime regular. Nessa situação (Simples Nacional híbrido), as parcelas correspondentes à CBS e ao IBS deixam de ser cobradas no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) e passam a ser apuradas conforme as regras próprias desses tributos.  

“A opção pelo Simples Nacional tradicional ou pelo formato híbrido não é definitiva e poderá ser realizada duas vezes por ano, a depender da análise e da escolha do empresário. As janelas de adesão acontecem nos meses de setembro a abril e há a possibilidade de cancelar a opção em caso de arrependimento em novembro e maio de cada ano, valendo a partir do início do semestre subsequente”, explica Edgard Fernandes.

 

Serviços 

A Resolução 191 do Comitê Gestor do Simples Nacional também alterou a data para início da obrigatoriedade das empresas do Simples Nacional prestadoras de serviços passarem a utilizar o padrão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFse). O prazo se inicia, com a mudança, em novembro deste ano. “Os empreendedores devem se atentar para começar a utilizar o novo emissor e não mais os emissores dos municípios, ou então adaptar seus sistemas privados para o novo padrão. O emissor de Nota Fiscal do Sebrae já está adaptado”, ressalta o analista do Sebrae. 

Acesse aqui o Emissor de NF-e do Sebrae

 

Carro adesivado para campanha pode afetar seguro se uso do veículo mudar, alerta especialista

Renato Pavani, da Prime Broker, explica que propaganda eleitoral, isoladamente, não cancela cobertura; atenção deve estar na transformação de um automóvel particular em veículo utilizado em atividade de campanha

Com a aproximação do período eleitoral e o aumento da circulação de veículos identificados com candidatos, partidos e campanhas, um detalhe pouco lembrado pelos motoristas pode trazer consequências na hora de acionar o seguro: a forma como o automóvel está sendo efetivamente utilizado.

O alerta é de Renato Pavani, supervisor de vendas da Prime Broker, corretora de seguros integrante do Grupo AllCross, o maior grupo de corretoras de planos de saúde e odontológicos do Brasil e também atua no segmento de seguros por meio da Prime Broker.

Segundo Pavani, o simples fato de colocar um adesivo eleitoral em um veículo particular não significa, automaticamente, perda da cobertura do seguro. O problema pode surgir quando o carro contratado e declarado à seguradora para uso particular passa, na prática, a ser utilizado de maneira recorrente em atividades de campanha, modificando as condições originalmente consideradas na análise de risco.

“O ponto de atenção não é propriamente o adesivo. Se a pessoa coloca uma manifestação política no próprio carro e continua utilizando o veículo normalmente para fins particulares, estamos diante de uma situação. Outra completamente diferente é quando aquele automóvel passa a trabalhar para uma campanha, transportando pessoas ou materiais, circulando de forma muito mais intensa ou sendo utilizado como instrumento de uma atividade organizada. Nesse caso, pode haver uma alteração importante do risco que foi informado no momento da contratação do seguro”, explica Renato Pavani, da Prime Broker.

A diferença é relevante porque o seguro automotivo é contratado a partir de informações sobre o perfil do segurado e as características de utilização do veículo. Mudanças capazes de representar agravamento relevante do risco devem ser comunicadas à seguradora.

A Lei nº 15.040/2024, que estabelece novas regras para os contratos de seguro no Brasil, determina que o segurado comunique à companhia quando tomar conhecimento de um agravamento relevante do risco. A partir dessa informação, a seguradora pode avaliar a manutenção das condições contratadas, eventual diferença de prêmio ou até a impossibilidade de permanecer garantindo aquele novo risco.

Para Pavani, é justamente aí que mora a confusão.

“Um veículo segurado como particular não deve simplesmente começar a ser utilizado como se tivesse finalidade comercial ou operacional sem que isso seja avaliado. Em uma campanha eleitoral, por exemplo, é possível que o carro passe a percorrer trajetos diferentes, fique mais tempo exposto, transporte materiais ou seja utilizado continuamente por outras pessoas. São elementos que podem mudar a análise feita pela seguradora”, afirma.

Adesivo eleitoral é permitido, dentro das regras

Do ponto de vista eleitoral, a legislação permite propaganda por meio de adesivo plástico em automóveis, caminhões, bicicletas e motocicletas, desde que o material não exceda 0,5 metro quadrado, conforme previsto na Lei das Eleições.

A existência da propaganda, entretanto, deve ser separada da análise securitária. Uma coisa é a legalidade eleitoral do adesivo; outra é saber se a utilização efetiva do automóvel permanece compatível com aquilo que foi declarado à seguradora.

“O motorista não precisa concluir que colocar um adesivo no carro fará automaticamente o seguro deixar de existir. Essa interpretação seria exagerada. O que recomendamos é transparência: se o veículo vai deixar de ter exclusivamente aquela utilização particular informada na contratação e começará a ser usado sistematicamente em campanha, o melhor caminho é comunicar o corretor ou a seguradora e verificar se há necessidade de adequação da apólice”, orienta Pavani.

A própria lógica dos contratos de seguro considera as características do risco assumido pela companhia. Por isso, informações inexatas ou mudanças relevantes não comunicadas podem gerar discussões quando ocorre um sinistro. A legislação atualmente em vigor também prevê expressamente o dever de comunicação do agravamento relevante do risco.

Manifestação pessoal é diferente de carro a serviço da campanha

Pavani destaca que é necessário analisar cada situação individualmente. Um eleitor que utiliza o carro normalmente e apenas manifesta apoio a determinado candidato não está necessariamente dando ao automóvel uma nova finalidade.

O cenário muda quando existe uma relação direta entre a utilização do veículo e as atividades da campanha.

“É preciso separar a manifestação pessoal do uso operacional. Um adesivo no vidro ou na lataria de um carro que continua levando o proprietário ao trabalho e às atividades da família não transforma automaticamente aquele veículo em automóvel comercial. Mas, se ele passa a ser utilizado diariamente pela campanha, essa característica precisa ser considerada. Seguro trabalha com risco, e mudança de risco precisa ser tratada com clareza”, reforça.

Na avaliação do especialista, o período eleitoral serve também como lembrete para uma prática que deveria ocorrer durante todo o ano: revisar a apólice quando houver mudanças significativas na utilização de um veículo.

Motoristas que passaram a trabalhar com transporte, entregas, deslocamentos profissionais frequentes ou outras atividades diferentes daquelas declaradas inicialmente também devem verificar se o contrato continua adequado ao uso real do automóvel.

“Muitas vezes, o problema só aparece quando acontece um acidente, um roubo ou outro sinistro. O melhor momento para descobrir se a apólice está adequada é antes disso. Informar corretamente como o carro é utilizado é uma das formas mais importantes de evitar questionamentos futuros sobre a cobertura”, conclui Renato Pavani.

 

Prime Broker

Tecnologia brasileira de reconhecimento facial considera diversidade étnica do país e alcança 99,99% de precisão

 Senior Sistemas integra solução da Gryfo e diversifica portfólio com plataforma que combina IA, deep learning e reconhecimento facial múltiplo para empresas

 

A Senior Sistemas, uma das maiores empresas de software para gestão da América Latina, integrou ao seu portfólio de soluções para Gestão de Pessoas a tecnologia de reconhecimento facial desenvolvida pela startup brasileira Gryfo. Baseada em Inteligência Artificial (IA) e deep learning, a plataforma reúne funcionalidades como reconhecimento facial múltiplo, operação off-line e mecanismos avançados de prevenção a fraudes, alcançando 99,99% de precisão.

Desenvolvida no Brasil para atender às características do mercado nacional, a solução foi treinada com uma base de dados representativa da diversidade étnica da população brasileira. Esse diferencial contribui para elevar a precisão do reconhecimento facial em diferentes perfis de usuários e reduzir inconsistências associadas a variações de características físicas e raciais.

A proposta é oferecer às empresas uma solução mais aderente ao contexto local, com alto nível de confiabilidade para aplicações corporativas de autenticação, controle de acesso, registro de ponto e pagamentos digitais.

"A Gryfo desenvolveu uma tecnologia preparada para os desafios do mercado brasileiro, combinando alta precisão, segurança e facilidade de implementação. Ao integrar essa solução ao ecossistema da Senior, ampliamos significativamente seu alcance e sua capacidade de gerar valor para milhares de empresas", afirma o CEO da Gryfo, Victor Gomes.

Com a incorporação da tecnologia da Gryfo, a Senior amplia sua plataforma HCM (Gestão de Capital Humano) e reforça sua atuação em inovação para gestão de pessoas. A solução chega em um cenário de transformação digital acelerada, no qual a biometria facial vem se consolidando como recurso estratégico para empresas que buscam mais eficiência, segurança e produtividade em seus processos.

"Hoje, mais de quatro mil empresas usam as soluções de Ponto da Senior e podem contar com a tecnologia da Gryfo. São mais de 110 mil faces já estão cadastradas, registrando mais de 10 milhões de marcações realizadas por reconhecimento facial", destaca a head-executiva de HCM da Senior, Jessica Ariane Bartosewiz. A integração faz parte da estratégia da companhia de ampliar seu ecossistema tecnológico, que atende atualmente mais de 14 mil grupos econômicos e gerencia mais de 11 milhões de vidas.


Reconhecimento facial off-line e múltiplo

Entre os principais diferenciais da plataforma está a operação off-line em dispositivos móveis, que permite seu funcionamento mesmo em locais sem acesso à internet. A funcionalidade é voltada especialmente a setores como Indústria, Agronegócio, Construção, Logística e Varejo, onde a conectividade pode ser limitada. Isso ocorre devido a aplicação de uma IA de reconhecimento facial pensada para rodar dentro do celular do usuário.

“Nossa ferramenta continua operando mesmo em fazendas, plantas industriais e áreas remotas, utilizando dispositivos móveis acessíveis e garantindo a continuidade dos processos sem depender de conexão”, explica Victor. 

Na prática, o funcionamento off-line ajuda a resolver desafios recorrentes de setores como o Agronegócio, por exemplo, no qual trabalhadores podem registrar o ponto em fazendas e áreas remotas mesmo sem acesso à internet, já que o reconhecimento facial é processado localmente e os dados ficam armazenados no dispositivo até a sincronização automática com a nuvem. Na Indústria, a tecnologia também contribui para agilizar a entrada de colaboradores nas fábricas, reduzir filas nas trocas de turno e aumentar a confiabilidade das marcações. Ao diminuir inconsistências no controle de jornada, a solução ainda apoia as empresas na prevenção de passivos trabalhistas, retrabalho administrativo e riscos relacionados a registros incorretos de ponto.

Outro destaque é o reconhecimento facial múltiplo (1:N), tecnologia que permite identificar uma pessoa entre milhares de faces cadastradas, em tempo real, e utilizando um único dispositivo. O recurso agiliza processos em ambientes com grande circulação de colaboradores, reforça a segurança operacional e reduz tentativas de fraude, como o compartilhamento de cartões para registro de ponto.


Inteligência artificial aplicada à segurança

A plataforma incorpora um conjunto de tecnologias voltadas à autenticação de identidade e à prevenção de fraudes. Entre elas estão o Face Match, que compara o rosto do usuário com documentos oficiais durante o processo de cadastro; o Liveness Detection, capaz de identificar tentativas de adulteração por meio de fotografias, vídeos ou outras simulações; além de recursos voltados ao uso da biometria facial em rotinas corporativas.

Outro diferencial é a tecnologia de enriquecimento automático da biometria facial, que mantém o perfil biométrico do usuário atualizado ao longo do tempo. A cada autenticação válida, o sistema incorpora características recentes do rosto, adaptando-se naturalmente a mudanças de aparência, como crescimento ou remoção de barba, uso de óculos, alterações no corte de cabelo e sinais do envelhecimento. Com isso, a tecnologia preserva altos índices de precisão ao longo dos anos, reduzindo falhas de reconhecimento e proporcionando uma experiência mais fluída para o usuário.     

O treinamento da inteligência artificial com uma base de dados compatível com a diversidade da população brasileira também representa um importante diferencial tecnológico. Na prática, esse desenvolvimento contribui para reduzir vieses técnicos, aumentar a consistência dos reconhecimentos e ampliar a confiabilidade dos processos de autenticação em ambientes corporativos com perfis variados de usuários.

"Essa plataforma foi preparada para identificar diferentes tentativas de violação de segurança, incluindo o uso de fotografias, vídeos, máscaras e até tentativas de autenticação envolvendo gêmeos idênticos. E essa integração com a Gryfo fortalece nossa posição como referência em tecnologia para gestão de pessoas, agregando mais segurança, eficiência e inteligência aos processos empresariais", conclui Jessica.


Vendas online de canetas emagrecedoras saltam 149% e movimentam R$ 2,3 bilhões no 1º semestre de 2026, aponta Serasa Experian


• 1,4 milhão de pedidos foram registrados entre janeiro e junho, ante menos de 550 mil no mesmo período de 2025;

• Quase 4 mil tentativas de fraude colocaram R$ 7,9 milhões sob risco;

• Sudeste concentrou 66,1% dos pedidos e 61,1% das tentativas de fraude; Nordeste puxou alta nas compras;

• Mulheres responderam por 602,8 mil pedidos e mais de R$ 1 bilhão; gerações Y e X concentraram 63,1% das solicitações. 

 

O número de pedidos online de medicamentos associados ao GLP-1, utilizado no tratamento do diabetes e sobrepeso, cresceu 149,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O aumento representa um salto de 2,5 vezes. Foram 1.364.354 solicitações entre janeiro e junho, ante 547.249 nos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são de um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e revelam, ainda, que o valor total desses pedidos alcançou R$ 2.348.777.687,64 apenas no primeiro semestre de 2026. O estudo contempla medicamentos injetáveis, popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras”, e outras formas farmacêuticas do princípio ativo. 

 

O crescimento reforça a expansão desse mercado no ambiente digital, mas também chama a atenção para a necessidade de proteção das transações. Nos seis primeiros meses do ano, foram identificadas 3.966 tentativas de fraude, que envolveram R$ 7.864.725,56. 

 

A maior exposição da categoria também acompanha um movimento identificado pelo Mapa da Fraude da Serasa Experian. Este ano, “Saúde” passou a integrar, ao lado de “Beleza” e “Calçados”, as três categorias do e-commerce com maior volume de tentativas barradas. Segundo a análise do Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez, segmentos com alta procura, produtos de maior valor unitário, recorrência de compra e facilidade de revenda tendem a despertar mais interesse, tanto dos consumidores quanto dos fraudadores. 

 

“Produtos de maior valor agregado e que passam por um crescimento acelerado de demanda podem atrair também a atenção dos fraudadores. Por isso, não basta avaliar apenas os dados cadastrais ou o meio de pagamento de forma isolada. É necessário combinar diferentes camadas de inteligência, como análise de identidade, dispositivo, comportamento e transação, para identificar riscos sem criar barreiras desnecessárias aos consumidores legítimos”, afirma o executivo da datatech.

 

A aceleração começou a ganhar força em maio e junho de 2025, período que também coincidiu com mudanças importantes no ambiente regulatório e na disponibilidade dos tratamentos. Em abril de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a retenção de receita para medicamentos agonistas de GLP-1, regra que passou a valer em 23 de junho. O levantamento não permite, entretanto, isolar o impacto de cada evento sobre o volume de pedidos. Confira abaixo a evolução dos pedidos e valor movimentado na venda dos remédios emagrecedores ao longo de 2025 e primeiro semestre de 2026:

 

 


Entre julho de 2025 e junho de 2026, o mês de novembro teve o maior volume, com 292.800 pedidos e R$ 476,7 milhões. Na sequência, março de 2026 apresentou a segunda maior alta, com 285.952 solicitações, movimentando o maior montante em valor da série, R$ 478,1 milhões. “O pico de novembro coincidiu com a Black Friday, período marcado pela intensificação das campanhas promocionais no comércio eletrônico, e ainda com a antecipação das festas de fim de ano e férias de verão, que ocorrem entre dezembro e janeiro”, analisa Sanchez. 

 

Millenials e geração X concentram demanda


Os Millennials (Geração Y) foram responsáveis pelo maior número de pedidos do semestre (436.589 solicitações), seguidos da Geração X, que apareceu muito próxima, com 424.673. Juntas, as duas gerações concentraram 63,1% de todos os pedidos do período. A concentração entre adultos maduros encontra contexto no perfil epidemiológico do país: a Pesquisa Nacional de Saúde mostrou que a prevalência de excesso de peso sobe de 33,7% entre pessoas de 18 a 24 anos para 70,3% entre aquelas de 40 a 59 anos. Esses dados ajudam a contextualizar a maior procura observada entre as gerações Y e X, mas não permitem atribuir o consumo individual exclusivamente à condição de saúde.

 

Do total de tentativas de fraude relacionadas aos pedidos dos medicamentos, os Millenials concentraram o equivalente a um terço do total (1.340). Proporcionalmente, porém, a maior incidência foi registrada entre a Geração Z, com tentativas identificadas em 0,87% dos pedidos, ou seja, quase 1 a cada 100.

 

Na comparação anual, os Baby Boomers apresentaram o crescimento mais acelerado de pedidos, com alta de 273,7% em comparação ao primeiro semestre de 2025, chegando a 164.687 solicitações. A Geração Alpha, por sua vez, esteve associada a mais de 20,5 mil pedidos e uma movimentação de R$ 36 milhões no primeiro semestre. Esse recorte indica pedidos vinculados a CPFs classificados nessa geração e não significa, necessariamente, que crianças ou adolescentes tenham realizado diretamente as compras. 


Em uma análise por faixa etária, a menor variação ocorreu entre pessoas de até 25 anos, ainda assim expressiva, com alta de 84,14%. Com o crescimento da faixa etária, cresce também a variação dos pedidos, chegando ao aumento de quase 300% da população de 71 a 90 anos, em relação ao primeiro semestre de 2025. Entre os brasileiros com mais de 90 anos, faixa etária mais velha analisada, o aumento também foi relevante, de 134,45%. Confira abaixo o gráfico e a tabela com os dados detalhados por geração e faixa etária:

 



Volume de pedidos entre mulheres foi 75% maior que o registrado entre homens


As mulheres lideraram o consumo online da categoria no primeiro semestre de 2026. Foram 602.815 pedidos associados ao público feminino (44,2% do total), que movimentaram R$ 1 bilhão em solicitações. Na comparação com o público masculino, as mulheres registraram 75,2% pedidos a mais. A categoria “Outros”, que envolve outros gêneros ou pedidos feitos sem identificação nessa categoria, respondeu por 417.563 pedidos e R$ 722,9 milhões. Os detalhes estão no gráfico abaixo:

 


Sudeste concentrou dois terços dos pedidos

 

A região Sudeste, sozinha, respondeu por 901.191 pedidos no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 66,1% do volume nacional. Em seguida apareceram Sul (188.997 pedidos) e Nordeste (139.841). Na comparação anual, o Nordeste foi a região com maior crescimento percentual no número de pedidos (alta de 195,2%), mesmo partindo de um volume bem menor que o Sudeste. Sul e Norte também tiveram avanço expressivo, de 170,9% e 170,5%, respectivamente.

 

Olhando para as ações dos fraudadores, o Sudeste também concentrou a maior parte das ocorrências, superando 2,4 mil nos seis primeiros meses de 2026. A região Nordeste ficou na segunda posição, com 1.007 ocorrências, sendo também o território com o avanço mais expressivo das tentativas de fraude, de 65,4%. Veja o detalhamento na imagem abaixo:

 


Cuidados para consumidores:


• Realizar compras somente em sites, aplicativos e estabelecimentos oficiais, conferindo o endereço eletrônico antes de inserir dados pessoais ou de pagamento;


• Evitar links recebidos por redes sociais, anúncios ou aplicativos de mensagem, especialmente quando direcionarem para páginas desconhecidas;


• Desconfiar de ofertas com preços muito inferiores aos praticados no mercado;


• Comprar medicamentos associados ao GLP-1 apenas mediante prescrição médica, com retenção da receita pela farmácia ou drogaria;


• Utilizar esses medicamentos somente de acordo com as indicações aprovadas e sob acompanhamento de um profissional habilitado;


• Nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados completos de cartão fora dos ambientes oficiais;


• Desconfiar de páginas que se passam por órgãos públicos ou empresas conhecidas. Em maio de 2025, a Anvisa alertou sobre anúncios falsos que utilizavam indevidamente o nome da Agência para oferecer Mounjaro.

 


Recomendações para empresas:


• Adotar uma estratégia antifraude em camadas, combinando validação cadastral, autenticação de identidade, análise de documentos e biometria, inteligência de dispositivos, comportamento de navegação e monitoramento das transações;


• Estabelecer análises específicas para produtos de maior valor agregado, pedidos recorrentes e alterações repentinas de endereço;


• Monitorar múltiplas compras associadas ao mesmo dispositivo e divergências entre dados de pagamento, entrega e identidade do consumidor;


• Orquestrar as diferentes tecnologias de prevenção à fraude para ajustar o nível de verificação ao risco de cada operação;


• Reduzir perdas sem criar atritos desnecessários para clientes legítimos, garantindo uma jornada de compra mais segura e fluida.

 

Metodologia 


O levantamento considera pedidos online de medicamentos associados à categoria GLP-1 analisados pelas tecnologias antifraude da Serasa Experian entre janeiro de 2025 e junho de 2026. O estudo reúne informações sobre quantidade e valor dos pedidos, tentativas de fraude, distribuição regional e perfis associados a gênero e geração. Os valores apresentados correspondem ao montante dos pedidos analisados e não devem ser interpretados como faturamento consolidado ou como representação de todo o mercado brasileiro. As tentativas de fraude correspondem às transações identificadas como suspeitas pelas soluções utilizadas no processo de análise.


 

Experian
experianplc.com



Com reação analógica do Estado, golpe digital é crime que compensa no Brasil

Opinião 

 

Os números da mais recente edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública parecem autorizar conclusão otimista: o Brasil mata menos. A afirmação é verdadeira, mas incompleta. A redução dos homicídios representa avanço civilizatório que merece reconhecimento, é claro. O equívoco está em transformá-la, por si só, em sinônimo de uma política de Segurança Pública bem-sucedida. Ocorre que, enquanto a violência letal recua, outras modalidades criminosas expandem-se com velocidade muito superior à capacidade de reação do Estado. 

A redução dos homicídios constitui importante indicador de eficiência institucional, mas está longe de esgotar o diagnóstico sobre a Segurança Pública brasileira. Este tipo de crime, afinal, é apenas uma das manifestações da criminalidade. Quando se amplia a análise para o conjunto de fenômenos delituosos, percebe-se que, parte da violência não desapareceu; apenas mudou de forma. 

No caso paulista, seria intelectualmente desonesto negar o papel desempenhado pela Polícia Civil, em especial pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na construção de tal resultado. Ao longo das últimas décadas, consolidou-se uma cultura investigativa baseada na rápida preservação do local do crime, na produção qualificada da prova pericial, na integração entre inteligência policial e investigação criminal e na condução técnica dos inquéritos. Esta combinação elevou significativamente os índices de esclarecimento dos homicídios, aumentando a responsabilização penal, ao passo em que se sonega aos criminosos violentos o convívio social. 

Este resultado confirma premissa frequentemente preterida no debate nacional: Segurança Pública não se alicerça apenas com policiamento ostensivo, mas, sobretudo, com investigação criminal qualificada. 

Ao estruturar o sistema de Segurança Pública em seu artigo 144, a Constituição Federal atribuiu à Polícia Judiciária a missão de apurar infrações penais, reconhecendo que a persecução criminal eficiente constitui um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Na mesma direção, a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (14.735/2023) reafirmou a investigação criminal como atividade jurídica, técnica e científica, indispensável à preservação da ordem pública e à tutela dos direitos fundamentais. 

Também contribuem para este cenário a expansão dos sistemas de videomonitoramento, o policiamento preventivo (mesmo diante de escandaloso déficit de agentes em atividade) e a crescente utilização de recursos tecnológicos na produção de provas. Mas, de novo: seria grave equívoco concluir que a Segurança Pública atravessa período de tranquilidade. 

Os mesmos dados do Anuário em tela revelam que, de 2018 para cá, os estelionatos cresceram mais de 400% no País. Trata-se, provavelmente, da maior transformação criminológica das últimas décadas. Em suma: o bandido migrou das ruas para o ambiente digital. O infrator descobriu que é possível obter ganhos significativamente maiores assumindo riscos incomparavelmente ínfimos. 

O problema está aí para quem quiser ver. Poucos brasileiros escapam, hoje, das tentativas diárias de fraude praticadas por telefone, aplicativos de mensagens ou plataformas digitais. Golpistas dispõem de informações pessoais detalhadas; e simulam contatos de instituições financeiras, de órgãos públicos e de empresas privadas, lançando mão de sofisticadas técnicas de engenharia social, a fim de induzir vítimas ao erro. 

E, mais preocupantes do que os números absolutos são as estatísticas de resposta estatal. Milhões de Boletins de Ocorrência (B.O.s) são registrados, enquanto apenas uma reduzida parcela resulta em abertura de inquérito, investigações concluídas, processos criminais, condenação e prisão. Sob a lógica econômica da transgressão, a mensagem transmitida ao criminoso é indubitável: o estelionato eletrônico oferece elevada rentabilidade e baixíssima probabilidade de punição. 

Não se trata, porém, de atribuir tal realidade exclusivamente à estrutura das instituições policiais. A persecução penal de crime desta natureza depende de engrenagem institucional complexa. A obtenção de dados junto às operadoras de Telefonia e às empresas responsáveis pelas plataformas digitais, por exemplo, frequentemente enfrenta demora incompatível com o andar das investigações. 

Em paralelo, o Poder Judiciário convive com acúmulo crescente de demandas e as Polícias Civis sofrem com falta de efetivo, como já citado anteriormente, investimentos tecnológicos insuficientes e carência de capacitação especializada - principalmente, na modalidade criminosa que mais cresce. 

Há, ainda, uma lacuna que raramente ocupa o centro do debate nacional. Enquanto facções incorporam em suas operações Inteligência Artificial (IA), ferramentas de anonimização e métodos cada vez mais sofisticados de fraude, parcela significativa da formação policial permanece vinculada a modelos analógicos. 

A velocidade da inovação delituosa supera, com larga vantagem, a capacidade de atualização do Estado. Soma-se a isto um ambiente político excessivamente polarizado, incapaz de produzir consensos mínimos para se discutir e aperfeiçoar os instrumentos legais de investigação. 

A história recente demonstra, entretanto, que o caminho para enfrentar tal desafio já foi percorrido. No início dos anos 2000, São Paulo convivia com índices dramáticos de extorsão mediante sequestro, chegando a registrar praticamente um caso por dia. 

A reversão não decorreu apenas com o aumento das penas ou com a inclusão do delito no rol dos crimes hediondos. O fator decisivo foi a criação de uma estrutura permanente de investigação, o fortalecimento das unidades especializadas, a ampliação do efetivo, a integração entre Polícia Judiciária, Ministério Público (MP) e Poder Judiciário, o emprego intensivo de inteligência e a dedicação de policiais que, mesmo figurando entre os mais mal remunerados do Brasil, cumprem com excelência a missão constitucional. 

Em poucos anos, São Paulo deixou de figurar como a capital brasileira dos sequestros e transformou um dos crimes que mais aterrorizavam a população em evento estatisticamente residual. A mesma lógica precisa orientar o enfrentamento da infração contemporânea. Foi assim no combate aos homicídios e aos sequestros. Não há razão para que seja diferente diante da criminalidade on-line. 

A verdadeira sensação de segurança, por fim, não se dá, tão somente, na literatura e nos levantamentos. Ela precisa acontecer na rua, no cotidiano; deve ser sentida na rotina. E isso só é possível quando o cidadão tem a confiança de que o Estado é capaz de identificar, de investigar e de responsabilizar àqueles que insistem em transformar o crime em empreendimento lucrativo.



Fernando Capano - advogado; doutor em Direito do Estado, pela Universidade de São Paulo (USP); doutor em Direito do Estado e Justiça Social, pela Universidade de Salamanca (Espanha); mestre em Direito Político e Econômico, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; especialista em Direito Militar, em Segurança Pública, e na Defesa de Agentes da Segurança Pública; habilitado em Direito Internacional dos Conflitos Armados, pelo Instituto San Remo (Itália) e pela Escola Nacional de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum); presidente da Associação Paulista da Advocacia Militarista (Apamil); professor universitário de Direito Penal do Centro Universitário Padre Anchieta (UniAnchieta) e de Direito Constitucional da Universidade Zumbi dos Palmares; especialista em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); e gestor da Capano Passafaro Advogados

Dario Nassif - delegado de Polícia no Estado de Paulo há 20 anos; diretor de Política dos Servidores da Segurança Pública da Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (Conacate); especialista em Negociação de Crimes de Extorsão Mediante Sequestro; graduado em Direito, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; graduando em Ciências Sociais, pela Universidade de São Paulo (USP); e ex-diretor de Relações Ins
titucionais e ex-secretário-geral da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp)


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