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sexta-feira, 3 de abril de 2026

O avião é mesmo o meio de transporte mais seguro? O que ninguém vê por trás dessa resposta

Reprodução Internet
Com feriados que aumentam o fluxo nos aeroportos, entenda por que a segurança da aviação depende de sistemas invisíveis e de uma precisão que não admite falhas


Com dois feriados nacionais em abril, a Sexta-feira Santa, no dia 3, e o Dia de Tiradentes, no dia 21, o calendário de 2026 abre espaço para períodos prolongados de descanso e deve impulsionar o fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros. Em datas assim, em que milhões de pessoas se deslocam quase ao mesmo tempo, uma pergunta volta a circular com mais força: afinal, voar é realmente seguro?

Os números indicam que sim. Dados da International Air Transport Association mostram que a aviação comercial mantém índices de segurança historicamente elevados, com ocorrências graves cada vez mais raras em relação ao volume de voos realizados.

Embora o debate sobre segurança aérea ganhe força nesses períodos de maior circulação, os dados ajudam a colocar essa percepção em perspectiva. Levantamentos internacionais indicam que o risco de fatalidade em viagens de avião é significativamente menor quando comparado a outros meios de transporte.

Estudos baseados em dados do National Safety Council apontam que a probabilidade de morte em acidentes de trânsito ao longo da vida é muito superior à registrada em voos comerciais. No Brasil, segundo o Ministério dos Transportes, o país registra dezenas de milhares de mortes anuais no trânsito, enquanto ocorrências fatais na aviação comercial são raras e, quando acontecem, passam por rigorosos processos de investigação. Mas essa resposta não se sustenta apenas em estatística.

Por trás de cada decolagem, existe uma camada técnica que raramente aparece para o passageiro, mas que sustenta o funcionamento de sistemas críticos da aeronave. Mecanismos de vedação de portas, controle de pressão e acionamento de componentes como o trem de pouso operam sob exigência máxima de precisão. Em termos práticos, isso significa que uma porta precisa selar completamente, sem microvazamentos, e um sistema precisa responder no tempo exato esperado, nem antes, nem depois. Quando algo foge desse padrão, mesmo que de forma quase imperceptível, o impacto pode se acumular e gerar consequências operacionais relevantes.

Em 2025, a aviação brasileira bateu recordes, com 101,2 milhões de passageiros transportados em voos domésticos, um aumento de 8,4% em relação a 2024 e o maior volume da história. A oferta de assentos domésticos e internacionais cresceu 7,8%, totalizando 159,5 milhões, com taxa de ocupação doméstica de 83,6%.

Em períodos de alta demanda, como feriados prolongados, essa engrenagem precisa funcionar com ainda mais consistência para manter a operação estável. “Existe uma camada técnica que sustenta toda a operação e que não aparece para o passageiro. Sistemas de compressão e controle de pressão precisam funcionar com precisão absoluta. Pequenos desvios podem gerar consequências grandes”, explica Leandro Chagas, técnico eletricista industrial especialista em sistemas de compressão.

Ao contrário do que muitos imaginam, falhas raramente surgem de forma repentina. Elas costumam se formar aos poucos, a partir de variações quase imperceptíveis como desgaste natural, ajustes fora do padrão ou manutenção insuficiente. É nesse ponto que a prevenção deixa de ser rotina e passa a ser decisiva.

De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), fatores técnicos e de manutenção estão entre os aspectos mais monitorados em ocorrências aeronáuticas. O foco não está apenas na falha em si, mas no processo que levou até ela. “Quando se fala em aviação, não existe margem para improviso. A manutenção precisa ser contínua e criteriosa”, afirma Chagas.

Na prática, isso significa acompanhar sistemas que operam sob pressão constante, literal e operacionalmente. “Para quem está a bordo, tudo isso acontece em silêncio. O voo segue estável, a cabine permanece pressurizada, a porta continua selada. A segurança, nesse caso, está justamente na ausência de qualquer sinal de falha”, comenta Chagas.

Em períodos de maior movimentação, como os feriados de abril, essa engrenagem invisível é ainda mais exigida. E talvez seja esse o ponto central. “O avião continua sendo um dos meios de transporte mais seguros do mundo. Mas essa segurança não nasce do acaso nem se sustenta apenas na tecnologia. Ela depende de sistemas que precisam acertar todas as vezes”, conclui Chagas.

 

Leandro Chagas - técnico eletricista industrial com mais de uma década de experiência em sistemas de compressão e manutenção de alta complexidade. Atuou diretamente em ambientes industriais de grande porte, atendendo linhas de produção, frigoríficos e operações que exigem funcionamento contínuo e precisão técnica. Ao longo da carreira, esteve envolvido em projetos que vão da manutenção de sistemas críticos em indústrias até aplicações em transporte ferroviário e aeronáutico, sempre com foco em eficiência operacional e prevenção de falhas. Hoje, compartilha sua experiência ao traduzir, de forma acessível, os bastidores técnicos que sustentam operações essenciais no dia a dia.



Como a comunicação humanizada pode ajudar empresas a atravessar momentos de instabilidade econômica


Em tempos de incerteza, a forma como o negócio fala e escuta pode ser o fator decisivo entre perder confiança ou fortalecer reputação

 

Em períodos de instabilidade econômica, marcados por retração de investimentos e mudanças rápidas no comportamento do consumidor, empresas de diferentes setores são pressionadas a revisar não apenas seus modelos de negócio, mas também a forma como se posicionam publicamente. Nesse cenário, a comunicação deixa de ser um apoio e passa a ser um instrumento direto para despertar confiança, gerenciar riscos e realizar a manutenção de relacionamentos. A comunicação humanizada, que prioriza clareza, respeito e conexão real com as pessoas, ganha espaço justamente por responder a um ponto central das crises: a demanda por segurança.

 

Segundo Francine Ferreira, jornalista, especialista em Comunicação Empresarial e fundadora da Expressio Comunicação Humanizada, o desafio da comunicação institucional em períodos de crise não é suavizar a mensagem, e sim torná-la compreensível e responsável. “Quando o ambiente está instável, o público não quer um discurso perfeito, mas, sim, coerência, presença e verdade, com uma linguagem que não trate as pessoas apenas como números”, afirma.


 

Transparência sustenta confiança quando a notícia é difícil


Em contextos adversos, decisões como ajustes operacionais, revisão de prioridades e mudanças comerciais podem gerar ansiedade em clientes, parceiros e equipes. Nesses momentos, a transparência é um caminho eficiente para reduzir especulações e ruídos. Para Francine, isso não significa expor cada detalhe interno, mas assumir o essencial com clareza.

 

Trata-se de um caminho eficiente para reduzir especulações e ruídos. “A transparência não tem como objetivo esconder o que impacta a vida do outro. Ela objetiva explicar o que será alterado, o que motivou essa alteração e o que a empresa está fazendo para atravessar o momento adverso. Isso reduz a insegurança do público e protege a credibilidade da sua marca”, destaca a especialista em Comunicação Empresarial.


 

Narrativa estratégica e escuta ativa


Outro ponto que se fortalece em períodos de instabilidade é a construção de narrativas consistentes. Em vez de comunicados isolados, cresce a necessidade de uma história institucional que conecte decisões do presente a um rumo de futuro, sem prometer o que não pode ser entregue.

 

Nesse ponto, o storytelling se torna um método para contextualizar, dar sentido e sustentar coerência ao longo do tempo. “Toda empresa toma decisões difíceis. O que muda o jogo é como ela explica o porquê e como sustenta isso com ação. Sem narrativa, o mercado preenche o vazio”, resume Francine.

 

A comunicação humanizada também se traduz em rotina de relacionamento, especialmente com públicos que, em cenários de instabilidade, ficam mais sensíveis a sinais de descuido. Colaboradores, clientes, fornecedores, comunidades e investidores.

No ambiente interno, informar bem e com frequência tende a reduzir boatos e fortalecer resiliência organizacional. “Toda empresa toma decisões difíceis, o que muda a percepção pública é a forma como ela explica como sustentará cada ação. Quando a equipe interna não entende o que está acontecendo, ele cria versões diferentes, e isso se torna um ruído interno, queda de confiança e perda de produtividade”, afirma a jornalista.

 

Do lado externo, a escuta ativa aparece como diferencial competitivo. Empresas que mantêm canais de diálogo e demonstram disponibilidade para orientar e responder dúvidas ganham crédito reputacional, mesmo quando precisam dar notícias duras. Com a informação circulando em alta velocidade, a percepção pública pode mudar em horas.

Nesse ambiente, comunicar com empatia, clareza e consistência deixa de ser um tom e passa a ser uma decisão estratégica de reputação, uma vez que evita interpretações distorcidas, reduz risco de crise e fortalece lembrança positiva da marca.

 

“O legado de uma empresa em tempos difíceis é construído na forma como ela escolhe se posicionar. Períodos de crise cessam, mas a memória do público tende a permanecer, e é isso que define como a marca será lembrada e percebida quando retornar à posição de estabilidade”, completa Francine.



Riqueza com responsabilidade: lições judaicas para lidar com o dinheiro

Divulgação
Inspirada na tradição milenar, a rabina Shira Stutman propõe uma relação mais ética, consciente e coletiva com os recursos financeiros

 

No judaísmo, o dinheiro é compreendido como uma força capaz de impulsionar transformações, desde que seja utilizado com sabedoria, responsabilidade e generosidade. Mais do que um fim, o dinheiro é visto como meio para construir uma vida com propósito. 

Os princípios judaicos são um convite a uma postura ativa e prudente: questionar, reconhecer o próprio papel nas situações e agir como parte dos desafios e soluções. Quando usado de forma equilibrada, o recurso financeiro pode promover igualdade e bem-estar coletivo; caso contrário, pode gerar desequilíbrios e afetar toda a sociedade. 

É a partir dessa visão que a rabina norte-americana Shira Stutman propõe uma reflexão sobre prosperidade com propósito no livro Princípios judaicos para uma vida plena, publicado pela Editora Edipro. A seguir, confira dicas inspiradas nessa tradição para orientar uma relação mais consciente com o dinheiro e a abundância.  

- Mentalidade de administração: O princípio central é que o dinheiro não pertence ao indivíduo, os seres humanos são apenas administradores desse recurso. Essa perspectiva promove a humildade, lembrando que a riqueza acumulada deve ser gerida com cuidado e sensatez. 

- O trabalho como valor e dever: O trabalho é entendido como um "serviço divino" (Avodah), que mantém as pessoas conectadas à sociedade e lhes confere dignidade. É essencial que os pais ensinem um ofício aos filhos, garantindo que eles tenham competências para sustentar a si mesmos e não se tornem dependentes ou recorram a meios ilícitos. 

- Prática da Tzedaká (Justiça Financeira): Ao contrário da "caridade" (derivada do amor), a Tzedaká significa justiça através do dinheiro e é uma responsabilidade, não um presente opcional. A orientação tradicional é doar entre 10% e 20% da renda líquida anual para ajudar a corrigir injustiças e apoiar os necessitados. 

Capa - Princípios judaicos
 para uma vida plena 
 Edipro

- Consumo ético e consciente: Cada centavo gasto deve refletir os próprios princípios. O judaísmo desencoraja compras em empresas que tratam mal seus funcionários ou que agridem o meio-ambiente, defendendo que economizar dinheiro às custas da dignidade humana ou animal é inadequado perante a tradição. 

- Equilíbrio entre aproveitar e ostentar: O acúmulo excessivo e a ostentação são vistos negativamente. Historicamente, foram criadas "leis suntuárias" para impedir gastos extravagantes em eventos sociais que pudessem gerar falências ou competições financeiras prejudiciais. 

- Riqueza como contentamento: Os princípios judaicos ensinam que a verdadeira riqueza é subjetiva e, para muitos sábios, consiste em estar satisfeito com o que se tem. O dinheiro deve ser visto como uma ferramenta para melhorar a vida e a comunidade, e não como o objetivo final da existência. 


Investimento virou pó e o assessor sumiu: a responsabilidade é da corretora

 

Você confiou no seu assessor de investimentos. Ele trabalhava para uma grande e renomada corretora, utilizava e-mail institucional e, amparado pela credibilidade daquela marca, apresentou uma oportunidade “imperdível”. Meses depois, o investimento virou pó e o patrimônio desapareceu. Ao procurar a corretora, a resposta foi direta e frustrante: “O assessor agiu por conta própria, esse produto não era da nossa plataforma, não temos responsabilidade”. A cena tem se repetido com frequência, mas a justificativa, embora previsível, está longe de se sustentar juridicamente.

 Há um ponto essencial que não pode ser ignorado: ninguém entrega as economias de uma vida a um estranho. Quando um investidor aceita uma recomendação, ele não confia apenas na pessoa física do assessor, mas na estrutura institucional que ele representa. É a marca que valida, é a instituição que transmite segurança, são os mecanismos, ou ao menos a promessa deles, de controle que legitimam a relação. Essa confiança não nasce do nada; ela é construída e explorada pela própria corretora. 

É justamente por isso que não faz sentido jurídico permitir que a instituição se beneficie dessa confiança na captação e, depois, tente se eximir quando o resultado é prejuízo. O assessor só teve acesso ao cliente porque ocupava aquela posição, utilizando estrutura, prestígio e identidade vinculados à empresa. Sem esse contexto, dificilmente a relação sequer existiria. 

Do ponto de vista legal, a responsabilidade é clara. O Código Civil estabelece que empregadores e empresas respondem pelos atos de seus prepostos no exercício de suas funções. No mercado financeiro, essa lógica é ainda mais rigorosa. Corretoras e instituições têm deveres regulatórios de supervisão, controle e monitoramento sobre a atuação de seus agentes. Quando um assessor oferece, de forma reiterada, produtos fora da plataforma, isso não aponta para um desvio isolado, indica falha de fiscalização. 

Há ainda um elemento decisivo: a chamada teoria da aparência. Para o investidor comum, não existe distinção técnica entre assessor e corretora. Se ele se apresenta com e-mail corporativo, vínculo formal e identidade visual da empresa, ele é percebido, legitimamente, como extensão direta da instituição. E o Direito protege essa confiança. Não se pode exigir do investidor que investigue a arquitetura interna da empresa para saber onde termina a responsabilidade de um e começa a do outro. 

Aceitar a negativa automática das corretoras, portanto, é aceitar uma versão conveniente dos fatos — mas juridicamente frágil. O selo institucional não é um detalhe de marketing; é o que torna possível a relação de confiança. E confiança, no Direito, não é um ativo descartável. 

No fim, a regra é simples e antiga: quem se beneficia da confiança, responde por ela.

 

Jorge Calazans - advogado especializado na defesa de investidores vítimas de fraudes, ativista no combate às pirâmides financeiras e sócio do escritório Calazans e Vieira Dias Advogados


Senac RJ oferece 800 vagas gratuitas em curso de Inteligência Artificial

Curso de Inteligência Artificial na Prática (Foto: Divulgação Senac RJ)
 Com mercado em ascensão, curso gratuito tem como objetivo democratizar o conhecimento e promover a inovação. 

As aulas remotas e ao vivo iniciam em 9 de abril.

 

Com o objetivo democratizar o conhecimento e promover a inovação, o Senac RJ oferece 800 vagas gratuitas do curso Inteligência Artificial na Prática, a partir de 9 de abril. A modalidade remota e ao vivo permite o acesso em todo o Brasil. Os interessados já podem se inscrever pelo link. 

O curso adota a metodologia 100% prática, contextualizada e digital. Durante as 8 horas de formação (cerca de duas semanas), os alunos irão aprender a usar IA na criação de textos e imagens, utilizando ferramentas como ChatGPT e Gemini, com foco em Prompt Engineering - aplicação de práticas de engenharia no desenvolvimento de comandos (prompt). Os exercícios irão simular situações reais para geração de conteúdos, imagens e apresentações. 

Para se candidatar, os interessados precisam ter idade mínima de 14 anos e possuir noções básicas de informática (Windows e navegação na internet).

 

Serviço gratuito: 

Curso:  

Inteligência Artificial na Prática | Senac RJ

Pré-requisitos: idade mínima 14 anos, noções básicas de informática (Windows e navegação na internet)

Inscrições somente pelo link.


Busca dos brasileiros por crédito cresce 15,7% em janeiro, aponta Serasa Experian

• No acumulado de 12 meses, consumidores com renda de até 1 salário mínimo e de 1 a 2 salários mínimos tiveram aumento de 21,7% na demanda por crédito

• Roraima (24,2%), Tocantins (22%) e Amazonas (21,9%) apresentaram os maiores avanços entre os estados

 

A busca dos consumidores por crédito registrou crescimento de 15,7% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Ao analisar o comportamento por faixa de renda, consumidores com até 1 salário mínimo e de 1 a 2 salários mínimos registraram variações de 21,7%, as mais elevadas entre as faixas de renda. Na sequência, aparecem os consumidores com renda de 5 a 10 salários mínimos (19,8%) e acima de 10 salários mínimos (19,2%). No gráfico e na tabela abaixo, veja o detalhamento da demanda por recursos financeiros:

 

 


Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda segue refletindo o contexto econômico atual. “A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão. No entanto, essa sustentação ocorre em um contexto de deterioração do perfil do crédito. Dados do Banco Central mostram uma desaceleração mais acentuada na concessão de linhas não rotativas, tradicionalmente associadas a juros mais baixos e prazos mais longos, enquanto as linhas rotativas, de custo significativamente mais elevado, apresentam maior resiliência na concessão. Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda, em um contexto de desaceleração da atividade e maior pressão sobre a renda disponível.”

 


Crescimento da demanda por crédito na maior parte das Unidades Federativas

Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que com intensidades distintas entre os estados. Os maiores avanços foram registrados em Roraima (24,2%), Tocantins (22%) e Amazonas (21,9%). Na sequência, também se destacaram Acre (21,8%) e Alagoas (20,6%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Ceará (9,7%), no Distrito Federal (12,9%) e no Maranhão (13%). Confira essa visão no gráfico abaixo: 

 


Variação anual também registra alta

Na comparação anual, a demanda por crédito cresceu 25,3% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Camila explica que o avanço anual observado reforça que a demanda por crédito segue em patamar elevado. “Apesar da perda de fôlego na margem, o crescimento anual da demanda por crédito segue em nível elevado do ponto de vista histórico. O avanço de 25,3% em janeiro se aproxima do ritmo observado durante a pandemia, quando a taxa média de crescimento anual ficou em torno de 22,6% entre março e dezembro de 2021. Ainda que em contextos distintos, o dado evidencia que a procura por crédito continua operando em patamar excepcionalmente alto.” completa. Confira o detalhamento desta visão no gráfico e na tabela a seguir:

 



Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia do indicador

O Indicador Serasa Experian da Demanda dos Consumidores por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF e por classe de rendimento mensal.

 

Experian
experianplc.com


Tempo reforça operação e equipes de prontidão para garantir assistência no feriado de Páscoa

Segundo a Artesp, a companhia mobiliza rede de parceiros e gestores para suporte automotivo e residencial ininterrupto durante o período em que é esperado fluxo de mais de 2,4 milhões de veículos nas rodovias do estado de São Paulo

 

De acordo com projeções da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), espera-se que mais de 2,4 milhões de veículos circulem pelas principais rodovias que saem da capital paulista rumo ao interior e ao litoral neste feriado de Páscoa. A Tempo, companhia líder nos segmentos de assistências, conveniências e serviços especializados, apresenta a estratégia de atendimento especial, que assegura agilidade tanto nas estradas quanto no suporte às residências, para absorver o aumento de demanda característico do período. 

O foco da operação de mobilidade está na capilaridade e na velocidade de resposta para serviços essenciais, como reboque, S.O.S. mecânico, táxi e chaveiro. A companhia realizou a realocação estratégica de parceiros para regiões mapeadas com maior fluxo e pontos críticos de retenção para garantir que o atendimento chegue mais rápido ao cliente. 

Além do reforço operacional, a empresa manterá gestores de plantão 24 horas para monitorar a volumetria de chamados e intervir em casos emergenciais de alta complexidade para assegurar a continuidade dos serviços em todo o território nacional.


Gemini Generator

No segmento residencial, a empresa também preparou times especializadas para atender emergências que costumam se intensificar com as famílias em casa, como problemas com eletrodomésticos, segurança e elétrica. Para serviços de linha branca, marrom, dedetização e remoção de entulho, a Tempo estruturou um plano de agendamento específico. 

Essa organização prévia é fundamental para contornar limitações logísticas do período, como o fechamento de aterros sanitários e a escala reduzida de fornecedores de peças, o que garante que o cliente tenha previsibilidade e assistência técnica qualificada. 

“O engajamento da rede de prestadores foi intensificado para este feriado, com ações de alinhamento técnico e operacional. Buscamos equilibrar a oferta de serviços com a alta demanda prevista, mantendo o suporte contínuo da gestão tanto para a mobilidade quanto para as assistências do dia a dia. Esse monitoramento em tempo real nos permite realizar ajustes rápidos na alocação de recursos, mitigando os impactos de congestionamentos ou imprevistos climáticos que possam afetar o tempo de deslocamento das equipes de socorro”, explica Anderson Ruiz, superintendente de Rede da Tempo. 

De acordo com o executivo, a preparação para a Páscoa reflete o compromisso da companhia com a segurança e o atendimento contínuo em todas as situações para os clientes. "Nossa operação para este feriado foi desenhada com base em dados precisos de tráfego e comportamento de consumo. Sabemos que a agilidade na estrada e a resolução de problemas domésticos são prioridades para quem quer aproveitar o descanso, por isso escalamos nossas melhores equipes e reforçamos o plantão de gestão para garantir que a experiência do cliente seja resolutiva e eficiente, independentemente do volume de chamados", finaliza Anderson.

 

Confira as dicas para uma viagem segura nesta Páscoa!

  • Revisão de Itens Básicos: antes de sair, verifique o nível do óleo, o fluido do radiador e o funcionamento de todas as luzes do veículo.
  • Calibragem e Estepe: confira a pressão de todos os pneus, incluindo o estepe, e certifique-se de que as ferramentas de troca (macaco e chave de roda) estejam no carro.
  • Visibilidade: limpe os vidros e verifique se as palhetas do limpador de para-brisa estão em boas condições, prevenindo dificuldades em caso de chuva.
  • Planejamento de Rota: pesquise os melhores horários para pegar a estrada e identifique pontos de parada e postos de serviço ao longo do trajeto.
  • Documentação e Carga: verifique se o documento do veículo e a CNH estão em dia, e evite sobrecarregar o porta-malas, o que pode comprometer a estabilidade do veículo e o consumo de combustível. SERIA ISSO?

NR-1- Demanda por ambiente de trabalho mais saudável impulsiona o seguro de vida

Com mais de 472 mil afastamentos por saúde mental em 2024, o seguro de vida em grupo se mostra uma ferramenta de gestão de riscos e de sustentabilidade para as empresas 

 

A saúde mental está no centro das atenções após a atualização da NR-1, conjunto de normas que estabelece diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais, com ênfase nos riscos psicossociais e no bem-estar dos trabalhadores. Embora a norma esteja em vigor desde 2025, o início da fiscalização está previsto para maio de 2026. Diante desse cenário, empresas de diferentes portes vêm revisando suas políticas de proteção. Entre as pequenas e médias empresas (PMEs), o seguro de vida em grupo tende a ganhar protagonismo como parte estruturante das estratégias de gestão de riscos.

 

Pesquisas de tendências de benefícios apontam que a saúde e a segurança financeira estão entre as principais prioridades dos profissionais ao avaliar oportunidades de emprego. Um estudo  global da Willis Towers Watson (WTW) mostra que 58% dos empregados relatam que preocupações com dinheiro impactam negativamente seus demais pilares de bem-estar: físico, emocional e social. Esses resultados refletem a demanda dos colaboradores por suporte que vá além de uma alta remuneração e reforçam a necessidade de benefícios que promovam proteção completa.

 

Para Marcell Guimarães, diretor de vendas da Omint Saúde, esse movimento indica uma evolução na própria maturidade da gestão de pessoas. “O seguro de vida em grupo não é apenas um benefício acessório. Ele comunica proteção, previsibilidade e responsabilidade social. Para as PMEs, é uma forma estratégica de demonstrar solidez na gestão e compromisso real com seus colaboradores.”

 

Para pequenas e médias empresas, competir com grandes corporações apenas pela remuneração pode ser um desafio. Nesse contexto, benefícios bem estruturados ganham ainda mais relevância. Ao garantir proteção financeira às famílias em situações imprevistas, o seguro contribui para reduzir um dos principais fatores de ansiedade do trabalhador moderno: a insegurança diante de riscos inesperados. Esse aspecto se conecta diretamente à redução de absenteísmo e presenteísmo, termo utilizado para exemplificar quando o profissional está fisicamente presente, mas com baixa produtividade devido a questões emocionais ou psicológicas.

 

O debate ganha ainda mais relevância diante da síndrome de burnout, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como fenômeno ocupacional. Nesse contexto, empresas que estruturam políticas de proteção e cuidado fortalecem a percepção de suporte organizacional, fator associado a melhores níveis de engajamento e desempenho.

 

Papel estratégico para o RH

 

Para o RH de pequenas e médias empresas, o desafio está em equilibrar orçamento e impacto. O seguro de vida empresarial surge como uma solução de alto valor percebido e custo acessível para o empregador.

 

Segundo Guimarães, o diferencial está na integração dos benefícios dentro de um modelo orientado por dados e governança assistencial. “Quando a empresa organiza seus benefícios de forma integrada, combinando coordenação do cuidado e análise de dados em saúde, ela consegue antecipar riscos assistenciais, apoiar programas de saúde mental e aumentar a previsibilidade de custos e indicadores de saúde.”

 

Na avaliação do executivo, essa abordagem permite uma atuação menos reativa diante de afastamentos e sinistros, já que as empresas passam a estruturar políticas mais preventivas, com maior capacidade de planejamento e tomada de decisão baseada em evidências.

 

Na prática, as apólices podem ser estruturadas de acordo com cargos, funções ou níveis hierárquicos, garantindo equilíbrio entre custo e valor agregado. Com isso, é possível estabelecer coberturas diferenciadas para diretoria, gerência e demais cargos, respeitando as políticas internas, às necessidades do negócio e à realidade dos funcionários.

 

O seguro de vida oferece ainda proteção à família em situações como o falecimento do segurado e, aos funcionários, suporte financeiro em caso de invalidez por acidente ou doença. Também é possível incluir coberturas adicionais, como invalidez por doença congênita do filho, serviço ou reembolso de funeral, cesta básica e acessibilidade física em caso de acidente, possibilitando tranquilidade ao saber que a família estará amparada diante de um cenário complexo.

 

A epidemia de saúde mental 


A Organização Mundial da Saúde aponta que somente a ansiedade afeta 18,6 milhões de brasileiros e que transtornos mentais, doenças que englobam a depressão, respondem por mais de um terço das incapacidades nas Américas. Já dados de 2024 das Nações Unidas mostram que o Brasil registrou 472.328 afastamentos do trabalho por problemas de saúde mental.

 

Omint Seguros

 

Animais de estimação devem entrar na pauta da gestão condominial, aconselha especialista da uCondo

 Unsplash

O Brasil tem a 3ª maior população pet do mundo, e eles não estão só nos quintais. Censo Condominial 2026 mostra que 10% dos apartamentos já abrigam animais e SinPatinhas, do governo federal, já tem 1 milhão de cadastros



Os animais de estimação vêm ganhando mais protagonismo no cotidiano das famílias brasileiras. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil tem a 3ª maior população pet do mundo, entre 150 e 160 milhões de bichos. De acordo com o governo federal, mais de 1 milhão de pets brasileiros já têm uma carteira de identidade por meio do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas. E não tem só quem tem quintal. Quando olhamos para os condomínios não é diferente.

O Censo Condominial 2026, consolidado com dados do IBGE, da Receita Federal, da FGV e da uCondo, mostra que 10% dos condomínios da base da uCondo possuem algum pet entre seus moradores. Para Léo Mack, Cofundador e Diretor de Operações da uCondo, esse dado sugere a importância de considerar os animais no planejamento e na gestão da vida em condomínio.

A uCondo é uma empresa referência em tecnologia para condomínios, que oferece sistema e app para facilitar a gestão de síndicos e administradoras. Atualmente, mais de 700 mil usuários estão cadastrados no app e 38.956 animais estão registrados no sistema. Os cães são maioria, com 66%, seguidos pelos gatos, com 31%. Os 3% restantes incluem aves (1,6%), coelhos (0,4%), roedores (0,4%) entre outros (0,6%).

Apesar da presença expressiva dos animais nos condomínios, o Censo mostra que menos de 1% dos condomínios conta com áreas dedicadas exclusivamente aos pets, como parquinhos ou espaços de convivência. “Hoje, isso pode influenciar diretamente na escolha de uma família por morar ou não em um condomínio”, afirma Léo. 

No Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos do governo federal, o SinPatinhas, cada animal recebe uma identificação única, com uma foto 3x4, além de informações como nome, data de nascimento, cor da pelagem, espécie (cão ou gato), sexo e cidade. O registro também informa nome e contato do tutor para casos de perda ou fuga do animal. E como quem achá-lo terá acesso ao contato? O SinPatinhas gera um QRCode para a ID que pode ser impresso e colocado na coleira do pet. “O sistema foi lançado há menos de um ano e a forte adesão dos tutores mostra a preocupação deles com seus pets”, observa Léo. 

Além disso, uma pesquisa da Opinion Box, que ouviu mais de mil tutores de animais em todo o país, indica que 77% dos brasileiros gastariam quanto fosse necessário para manter seus pets saudáveis e seguros. Além disso, 50% dos tutores consideram muito importante (33%) ou importante (17%) que os lugares que frequentam aceitem animais, e 45% já deixaram de ir a locais que não são pet-friendly.
 

Convivência com os pets e guarda responsável

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O cofundador da uCondo aponta como ter ou não um espaço dedicado aos bichos muda a dinâmica do condomínio. “O uso de áreas comuns pelos animais é o terceiro motivo de mais reclamações dos moradores quando o assunto é pet. Criar um espaço pet evita o uso indevido de jardins ou parquinhos para crianças, e neste caso é também uma questão de segurança para elas. Isso contribui para a boa convivência entre os moradores”, explica.

 

Entre os principais motivos de reclamações envolvendo pets apontados no Censo Condominial 2026, o barulho lidera a lista, com 46% das queixas. Em seguida, aparecem problemas relacionados à higiene (27%), ao uso inadequado das áreas comuns (18%) e, por fim, ao comportamento dos pets (9%).
 

De acordo com o executivo, essas ocorrências podem ser reduzidas se houver um regulamento interno do condomínio que trate da presença dos animais com equilíbrio, que concilie o direito de ter animais com orientações práticas para o uso compartilhado dos espaços, com regras claras e realistas. Confira dicas do Léo Mack que podem ser adotadas por qualquer condomínio:

  • Fazer o uso de guia nas áreas comuns, medida que ajuda a evitar acidentes e dá mais controle aos tutores durante a circulação pelos corredores, elevadores e jardins.
     
  • Recolher imediatamente as fezes dos animais e lavar a urina, mantendo os espaços compartilhados limpos e agradáveis para todos.
     
  • Fazer o cadastro de todos os pets do condomínio e mantê-lo atualizado (com nome; foto; raça; porte; informação de condição especial, se houver; nº do apartamento; tutor e contato), medida importante para controle do síndico, criação/adaptação de regras e facilidade de compartilhamento em caso de perda ou fuga.
     
  • Comunicação transparente entre síndico e moradores, seja para avisos, estabelecimento de regras, pedidos de ajuste no comportamento do pet, pedidos de concessão para situações específicas (um animal doente, por exemplo) e escuta mútua. “Embora as regras estejam redigidas e aprovadas, manter um diálogo só reforça a boa convivência acima de tudo”, enfatiza Léo Mack. “Um condomínio é uma comunidade em convivência.”


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