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segunda-feira, 6 de abril de 2026

A juventude diante de um mundo incerto – desafios a enfrentar

Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instável. Reconhecer essa realidade é o primeiro passo para preparar os jovens para um futuro que ainda está sendo inventado.

Durante grande parte do século 20 havia um roteiro relativamente previsível para a entrada na vida adulta. A educação preparava para uma profissão; a profissão oferecia estabilidade; e a estabilidade permitia planejar o futuro. Esse percurso nunca foi perfeito, mas funcionava como referência para milhões de pessoas. Hoje, esse roteiro tornou-se incerto.

A digitalização da economia, a automação e o avanço acelerado da inteligência artificial estão remodelando profissões inteiras e alterando a própria natureza do trabalho. Jovens que ingressam no mercado encontram um cenário em constante mutação, no qual muitas ocupações atuais podem desaparecer ou se transformar radicalmente nas próximas décadas. Em vez de se prepararem para uma carreira relativamente estável, muitos precisam aprender a viver em um ambiente de mudanças permanentes.

Essa transformação é econômica, moral e existencial. O filósofo Hans Jonas advertia que o poder tecnológico da humanidade cresce mais rápido do que nossa capacidade de prever suas consequências. Quanto maior o poder tecnológico, maior deveria ser também a responsabilidade ética diante do futuro. Uma advertência que continua relevante nos dias atuais.

Ao mesmo tempo, vivemos em uma sociedade marcada pela aceleração – uma era de hiperatividade e desempenho permanente, na qual indivíduos são constantemente pressionados a produzir, adaptar-se e mostrar resultados. Para os jovens, isso cria um paradoxo: há mais possibilidades do que nunca, mas também mais ansiedade e desorientação.

Outro elemento desse cenário é a “crise de referências”: Instituições como escola, família, religião, política, enfrentam perda de autoridade simbólica. Em seu lugar surgem outras, fragmentadas e muitas vezes efêmeras, mediadas por fluxos incessantes de informação nas redes sociais. A identidade contemporânea precisa ser construída em meio a múltiplos horizontes de sentido – entendimento de que a vida e o mundo são compreendidos através de diferentes interpretações e significados, o que torna o processo de amadurecimento mais complexo.

A cultura digital também altera nossa relação com o tempo. A lógica do imediato – marcada por respostas rápidas, recompensas instantâneas e ciclos curtos de atenção – tende a enfraquecer a disposição para processos mais longos de formação intelectual e profissional. Projetos de vida, que exigem paciência e continuidade, tornam-se mais difíceis de sustentar em um ambiente dominado pela urgência.

Diante desse panorama, o Dia Mundial da Juventude, celebrado há poucos dias, se torna um convite à reflexão coletiva. Investir na juventude significa ampliar oportunidades educacionais, oferecer cursos de capacitação e criar, também, condições para que os jovens encontrem referências, construam sentido e possam enfrentar um futuro incerto com responsabilidade e esperança. Fica a pergunta: para que mundo estamos preparando os jovens de hoje?



79% dos aposentados vivem com menos de R$ 2 mil, com regras mais rígidas do INSS

Especialistas alertam sobre a necessidade de planejamento

 

As alterações nas regras de transição do INSS em 2026 disparam um alerta incontornável para quem ainda está no mercado de trabalho, sobretudo para a faixa etária acima dos 40 anos. Com o escalonamento da idade mínima e da pontuação exigida, agora fixadas em 93 pontos para mulheres e 103 para homens, o horizonte de trabalho se estende, transformando o planejamento da aposentadoria de uma opção em uma necessidade. 

Um levantamento do Serasa Experian revela que aproximadamente 79% dos aposentados brasileiros subsistem com uma renda mensal inferior a R$2 mil, um montante que na maioria dos casos não consegue cobrir as despesas essenciais. 

Para Gabriel Barros, diretor da SF Barros Contabilidade, a principal falha do brasileiro reside na falta de perspectiva de longo prazo. “Há uma propensão a adiar o planejamento previdenciário, tratando-o como um evento distante. Contudo, sob as regras vigentes, cada ano e até cada mês de contribuição afeta o valor final do benefício. A omissão agora pode significar uma aposentadoria mais limitada no futuro”, afirma. 

Ajustes aparentemente menores, como seis meses adicionais de contribuição, podem alterar substancialmente o cálculo do benefício. “A depender do histórico do segurado, esse período representa uma variação no percentual da média salarial considerada. É um detalhe técnico, mas com um efeito palpável no bolso”, detalha Barros. 

Além da própria legislação, um ponto delicado reside na precisão dos dados registrados no sistema do INSS. Inconsistências no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) são recorrentes e têm o potencial de reduzir o tempo de contribuição reconhecido. 

O planejamento da aposentadoria, no entanto, transcende a mera matemática previdenciária. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, o desafio passa a ser assegurar também a longevidade e a sustentabilidade financeira ao longo de décadas. Para Marcos Ferreira, especialista em longevidade, pós-carreira e mercado securitário, o debate deve abranger a qualidade de vida e a autonomia financeira a longo prazo. 

“Estamos vivendo mais e isso é uma conquista. Isso implica na necessidade de sustentar um período mais extenso fora do mercado de trabalho. A aposentadoria é uma etapa longa da vida, exigindo preparo financeiro, emocional e social”, esclarece. Segundo ele, o risco maior não é aposentar-se tardiamente, mas sim sem a devida estrutura. 

“Muitos chegam a esse estágio com renda restrita e sobrecarregados por dívidas. Isso compromete a qualidade de vida. O ideal é iniciar essa organização ainda na fase produtiva, liquidando passivos e estruturando fontes alternativas de renda”, afirma. 

Para informais e Microempreendedores Individuais (MEIs), a vigilância deve ser redobrada, porque a contribuição reduzida garante o acesso aos benefícios, mas limita a aposentadoria ao patamar de um salário mínimo. Aqueles que almejam uma renda superior precisam complementar suas contribuições. 

“O planejamento previdenciário deve ser inseparável da organização financeira. É ineficaz focar apenas no momento da aposentadoria sem considerar a viabilidade do viver pós-carreira. Este é o ponto que mais frequentemente gera frustração”, complementa Barros. 

Os especialistas são objetivos: a antecipação faz toda a diferença. Mesmo para quem já ultrapassou os 40 ou 50 anos, ainda há margem para ajustes estratégicos, seja na revisão das contribuições, na escolha da regra de transição mais vantajosa ou na reestruturação da vida financeira. 

“Aposentadoria é sobre conquistar a liberdade do tempo com segurança. E essa construção só é possível com planejamento adequado”, conclui Marcos Ferreira.

 

Marcos Eduardo Ferreira - especialista em longevidade e mercado securitário, empreendedor e investidor anjo com mais de 30 anos de experiência na MAPFRE, onde atuou como CEO no Brasil e América do Sul. Hoje assessora empreendedores e executivos em transição para o pós-carreira, promovendo a economia prateada e é advisor da 180 Seguros. Cofundador do canal Homens de Prata e da Silver Hub, aceleradora voltada a produtos e serviços do público 50+. Economista e contador com formação executiva pela IESE e FGV.


SF Barros Contabilidade
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Green card pelo amor? o mito do casamento com estrangeiro que Hollywood ajudou a vender

"Não existe atalho quando o assunto é imigração", diz especialista ao explicar por que casamento com estrangeiro não garante o Green Car
 


Casar com um estrangeiro ainda é visto, por muita gente, como um atalho para viver legalmente nos Estados Unidos. A imagem, repetida em filmes e séries de Hollywood, ajudou a consolidar a ideia de que basta subir ao altar para garantir o tão desejado Green Card.

Produções como The Proposal, com Sandra Bullock e Ryan Reynolds, reforçam esse imaginário ao retratar uma executiva canadense que recorre a um casamento para evitar a deportação, tudo com humor e final feliz. Na TV, realities como 90 Day Fiancé também ajudam a popularizar a ideia de que o matrimônio é o passo central para conquistar o Green Card, acompanhando casais que têm 90 dias para oficializar a união. Mas, fora das telas, a realidade não é tão simples. 


Casamento não é passe livre para imigração

Embora o casamento com um cidadão americano seja, sim, uma das vias possíveis para obtenção do Green Card, isso não significa aprovação automática. O pedido passa por uma análise rigorosa das autoridades migratórias, que avaliam desde a veracidade da relação até o histórico dos envolvidos.

“A principal confusão vem dessa narrativa romantizada que a gente vê na cultura pop. O casamento pode abrir uma porta, mas está longe de garantir a residência permanente”, explica Larissa Salvador, especialista em imigração da Salvador Law.

Segundo a advogada, esse tipo de solicitação recebe atenção redobrada justamente pelo histórico de fraudes. Mais do que o vínculo formal, o que está em jogo é a comprovação de que o relacionamento é legítimo, com documentos, histórico do casal e até entrevistas conduzidas por agentes de imigração.

“O casal precisa demonstrar que tem uma vida em comum real. Fotos, contas conjuntas, histórico de convivência e até depoimentos podem ser solicitados. Não é apenas sobre estar casado no papel”, afirma. Além disso, fatores como forma de entrada no país, antecedentes e possíveis irregularidades migratórias também influenciam diretamente na decisão.


Como funciona, na prática, o Green Card por casamento

Diferente do que muitos imaginam, o casamento é apenas o primeiro passo. Para iniciar o processo, o cidadão americano precisa entrar com uma petição junto às autoridades migratórias, comprovando o vínculo com o cônjuge estrangeiro. A partir daí, o pedido passa por uma análise documental detalhada e, na maioria dos casos, inclui uma entrevista com o casal.

“Não é automático. Existe uma fila, revisão de documentos e uma avaliação cuidadosa. O governo quer entender se aquela relação é genuína”, explica Larissa Salvador.

Existe ainda uma outra possibilidade para casais que ainda não oficializaram a união: o visto K-1, conhecido como visto de noivo(a). Nesse caso, o cidadão americano solicita a entrada do parceiro estrangeiro nos Estados Unidos com o objetivo de casamento, que deve acontecer em até 90 dias. “O visto K-1 é uma alternativa para quem ainda não formalizou a relação, mas já tem um vínculo comprovado. Ainda assim, ele também passa por análise e exige evidências de que o relacionamento é real”, afirma a especialista.

Após o casamento, o estrangeiro pode dar continuidade ao processo para solicitar o Green Card, que, novamente, não é automático. Se o casamento tiver menos de dois anos no momento da aprovação, o estrangeiro recebe um Green Card condicional, com validade limitada. Após esse período, é necessário comprovar novamente que a relação continua ativa para obter a residência permanente definitiva.

Outro ponto importante é o histórico migratório. Dependendo da forma como o estrangeiro entrou no país ou de eventuais irregularidades, o caminho pode se tornar mais complexo, ou até exigir etapas adicionais fora dos Estados Unidos. Conforme explica a especialista, cada caso tem suas particularidades. Por isso, é fundamental ter orientação adequada para evitar erros que podem atrasar ou até impedir a aprovação.

A ideia de que o casamento resolve tudo também pode levar a decisões precipitadas, e até ilegais. Uniões realizadas exclusivamente com fins migratórios são consideradas fraude e podem gerar consequências graves. “Existe uma fiscalização muito rigorosa. Quando o governo identifica um casamento fraudulento, as penalidades incluem deportação, multas e até a proibição de retorno aos Estados Unidos”, alerta.

Para Larissa, é fundamental que brasileiros interessados no tema busquem informação confiável antes de qualquer decisão. O desejo de viver fora do país, somado à busca por oportunidades e qualidade de vida, faz com que muitos enxerguem no casamento uma solução rápida. Mas transformar essa expectativa em realidade exige planejamento, transparência e cumprimento das regras. “O casamento pode viabilizar o processo, mas não elimina a complexidade. O que define a aprovação é a consistência das informações e o cumprimento das exigências legais”, conclui Larissa Salvador.

 

 

Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com



Estações da CPTM terão ações para inscrição de vagas de estágio a partir de segunda-feira (6)

Divulgação/CPTM
Estudantes receberão atendimento gratuito e poderão se candidatar às vagas disponibilizadas por CIEE e Nube 

 

As estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera da CPTM receberão ações para inscrição de vagas de estágio nesta semana. 

Na segunda-feira (6), a equipe do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) realizará atendimento gratuito aos estudantes da estação Tatuapé, das 11h às 15h, e os passageiros poderão se cadastrar em vagas de estágio e aprendizagem. 

Já na sexta-feira (10), a equipe do NUBE Estágios e Aprendizes atenderá na estação Corinthians-Itaquera, das 12h às 18h. 

As vagas são para estudantes entre 14 e 24 anos matriculados nos ensinos médio, técnico ou superior. Durante o evento, haverá divulgação de cursos online, orientações e atendimento pelos profissionais, que prestam apoio aos jovens à procura de vagas de estágio e auxiliam na solução de dúvidas em relação ao mundo do trabalho. 

 

Serviço


Cadastramento para estágio e aprendizagem

Local: Estação Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)
Data: segunda-feira (06/04)
Horário: Das 11h às 15h
 

Local: Estação Corinthians-Itaquera (Linha 11-Coral)
Data: sexta-feira (10/04)
Horário: Das 12h às 18h



Alimentação saudável é cara? Mitos e verdades sobre custo e acesso

Quem é que nunca pensou “Ah, mas seguir a dieta é difícil e vai sair caro comprar tudo o que o nutri mandou”, que atire a primeira pedra. Isso acontece porque a ideia de que manter uma alimentação saudável custa caro está amplamente disseminada e, para muitas pessoas, acaba sendo um dos principais obstáculos para a mudança de hábitos. Mas até que ponto isso é verdade?

A ciência e a prática clínica mostram que, embora existam desafios relacionados ao acesso e ao custo, nem sempre comer bem significa gastar mais. Em muitos casos, trata-se de escolhas, planejamento e informação. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde com base em pesquisas do IBGE, uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados pode ser mais barata do que uma dieta rica em ultraprocessados.

Além disso, dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) mostram que o custo médio de uma alimentação saudável no Brasil gira em torno de R$12 por pessoa/dia, valor próximo ao padrão alimentar atual da população. Além disso, aproximadamente 53% das calorias consumidas ainda vêm de alimentos in natura ou minimamente processados, enquanto cerca de 20% já vêm de ultraprocessados.

Por isso, Paola Rampinelli, Nutricionista e fundadora do Instituto Rampinelli, lista abaixo alguns mitos e verdades sobre o tema. Confira:


Mito: Comer saudável é sempre mais caro - Essa é uma das crenças mais comuns e também uma das mais equivocadas que existem. Estudos indicam que padrões alimentares baseados em alimentos in natura ou minimamente processados podem ter custo semelhante (ou até inferior) ao de dietas ricas em ultraprocessados, especialmente quando há planejamento. Alimentos como arroz, feijão, ovos, legumes da estação e hortaliças são exemplos de opções acessíveis, nutritivas e amplamente disponíveis no Brasil.


Verdade: Alguns produtos “fitness” podem encarecer a alimentação - Nem tudo que é vendido como “saudável” é, de fato, necessário (e sim, sabemos que muitos desses produtos têm preço elevado. Itens como snacks proteicos, suplementos, produtos “zero”, “low carb” ou “sem glúten” (quando não há indicação clínica) costumam ter custo significativamente maior e nem sempre oferecem benefícios proporcionais.


Mito: Para comer bem, é preciso seguir dietas da moda - Essa é uma das piores coisas para se acreditar. Dietas restritivas e tendências alimentares muitas vezes exigem ingredientes específicos, importados ou pouco acessíveis, o que pode aumentar significativamente o custo. Além disso, essas abordagens nem sempre são sustentáveis ou adequadas para todos (sem falar sobre riscos à saúde).Uma alimentação equilibrada pode, e deve, ser construída com alimentos simples, locais e culturalmente adequados.


Verdade: Planejamento faz diferença no custo final - Organizar compras, definir refeições da semana e evitar desperdícios são estratégias que impactam diretamente o orçamento. Comprar alimentos da estação, aproveitar integralmente os ingredientes e preparar refeições em casa são práticas que reduzem custos e aumentam a qualidade nutricional. A falta de planejamento, por outro lado, tende a levar ao consumo de alimentos prontos ou pedidos por delivery (geralmente mais caros e menos saudáveis).


Mito: Alimentação saudável exige muito tempo e dinheiro - Embora a rotina corrida seja um desafio real, isso não significa que comer bem seja inviável (e aqui entra o planejamento, que citamos anteriormente). Preparações simples, como combinações de grãos, proteínas e vegetais, podem ser feitas de forma prática e com baixo custo. Além disso, cozinhar em maior quantidade e armazenar porções para outros dias pode otimizar tempo e dinheiro (além de reduzir a tentação de correr para o delivery).

 Por fim, muito mais do que apenas custo, uma alimentação adequada é uma questão de prioridade e informação. Na prática, pequenas mudanças, tais como reduzir ultraprocessados, priorizar alimentos básicos e cozinhar mais, já são capazes de melhorar significativamente a qualidade da dieta sem aumentar os gastos.

Desconstruir o mito de que comer bem é caro é um passo importante para tornar a alimentação saudável mais acessível, possível e sustentável para um número maior de pessoas.

“Finalizo com um reforço: tudo o que você precisa está na feira, no açougue e nas prateleiras do mercado. Você não precisa de itens mirabolantes para comer saudável”, comenta Paola.

 


Quer ser promovido? Especialista revela 5 estratégias que vão além da performance

 

Em um ambiente em que percepção e posicionamento caminham
 lado a lado com desempenho, crescer na carreira
passa também por saber comunicar valor
 
 
Envato

Consultora de imagem explica como posicionamento, presença e percepção influenciam o crescimento na carreira

 

 

Mais do que tempo de casa ou desempenho técnico, crescer na carreira envolve também percepção. Em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico, a forma como o profissional se posiciona, visual e comportamentalmente, passou a influenciar diretamente as oportunidades de avanço dentro das organizações.

Segundo Carol Rocha, consultora de imagem e styling, promoção não depende apenas de entrega, mas também de como essa entrega é percebida. “Existe uma diferença entre fazer um bom trabalho e ser reconhecido por ele. A forma como você se comunica, se apresenta e se posiciona impacta diretamente nessa leitura”, afirma.

A especialista explica que muitos profissionais acabam sendo limitados não por falta de competência, mas por falhas na forma como se mostram no ambiente corporativo. “Às vezes, a pessoa já está pronta para o próximo nível, mas ainda não comunica isso. A imagem, o comportamento e a postura precisam acompanhar esse movimento”, diz.

Outro ponto destacado por Carol é a importância da coerência entre discurso e presença. “Não adianta querer ocupar um espaço de liderança sem transmitir sinais de segurança, clareza e consistência. A comunicação não verbal tem um peso muito grande na construção dessa percepção”, explica.

Para ela, o erro mais comum está em esperar a promoção para mudar o posicionamento. “O movimento precisa ser o contrário. Primeiro você se posiciona como alguém preparado para aquele cargo, depois o reconhecimento tende a acontecer. O mercado responde ao que você comunica, não apenas ao que você faz”, afirma.

Carol Rocha também reforça que imagem profissional não está ligada a padrões rígidos, mas à intenção. “Não é sobre se vestir melhor por vaidade, mas sobre alinhar sua imagem ao lugar que você quer ocupar. Quando isso é feito com estratégia, a percepção muda”, destaca.

Em um ambiente em que percepção e posicionamento caminham lado a lado com desempenho, crescer na carreira passa também por saber comunicar valor. Mais do que esperar reconhecimento, trata-se de construir, de forma estratégica, a imagem de quem já está pronto para o próximo passo.

Diante desse cenário, a especialista aponta algumas atitudes práticas que podem ajudar profissionais a se posicionarem melhor para crescer na carreira:


  1. Alinhe sua imagem ao cargo que você deseja

Mais do que seguir regras de vestimenta, esse alinhamento envolve entender quais códigos visuais comunicam autoridade, organização e credibilidade dentro do seu ambiente de trabalho. Observe os líderes da sua área, identifique padrões e adapte ao seu estilo. Pequenos ajustes, como caimento das roupas, escolha de cores, acessórios e cuidado com a apresentação pessoal, já contribuem para transmitir uma imagem mais estratégica e coerente com o próximo nível.

 

  1. Trabalhe sua comunicação não verbal

Grande parte da percepção sobre confiança e liderança vem de sinais silenciosos. Postura ereta, contato visual, firmeza ao falar e controle de gestos fazem diferença em reuniões, apresentações e interações do dia a dia. Muitas vezes, o profissional tem conteúdo, mas perde força na forma. Desenvolver consciência corporal e presença é essencial para sustentar a mensagem que se quer transmitir.

 

  1. Seja intencional no seu posicionamento

Crescimento não acontece apenas por mérito técnico, ele também depende de visibilidade. Participar ativamente de reuniões, expor ideias com clareza e demonstrar interesse em assumir responsabilidades maiores são atitudes que comunicam prontidão. Esperar ser notado de forma passiva pode atrasar o reconhecimento. É preciso se posicionar de forma estratégica e consistente.

 

  1. Desenvolva consistência entre discurso e atitude

Credibilidade é construída quando há coerência. Se você quer ser visto como alguém preparado para liderar, suas atitudes precisam refletir isso no dia a dia, desde a forma como resolve problemas até como se comunica sob pressão. Promessas, posicionamentos e entregas precisam caminhar juntos. Essa consistência fortalece a confiança que os outros depositam no seu trabalho.

 

  1. Invista na sua presença, não só na sua performance

Entregar resultados é indispensável, mas não suficiente. Saber comunicar conquistas, organizar ideias e apresentar resultados de forma clara faz com que seu trabalho ganhe visibilidade e valor dentro da empresa. A presença profissional envolve essa soma entre conteúdo e forma, e é ela que sustenta a percepção de crescimento e liderança.

   

Carol Rocha - consultora de imagem e estilo, especialista em styling e curadoria de moda internacional. Formada em Consultoria de Imagem e Estilo pelo Centro Europeu e especializada em Styling pelo Studio Elisa Khol, possui pós-graduação em Marketing e Moda pela Faculdade Metropolitana. Atua no desenvolvimento de estratégias de imagem e posicionamento para profissionais e marcas, com foco em comunicação visual, identidade e presença no mercado. Sua atuação integra moda, comportamento e branding pessoal, com análises sobre estilo, posicionamento e construção de imagem no contexto profissional e contemporâneo.

 


Por que advogados estão recorrendo à IA para redes sociais e onde entram os limites da OAB

 

Com custos que podem chegar a R$ 60 mil por ano e risco de erros jurídicos, uso de inteligência artificial no marketing jurídico cresce entre profissionais

 

Para captar clientes e construir autoridade, muitos advogados são assíduos nas redes sociais. A pressão por presença digital, no entanto, tem levado profissionais a investir alto e a lidar com desafios que vão desde o tempo de produção até riscos relacionados à precisão jurídica e às regras da OAB.

 

Com presença ativa e constante, esses perfis podem aumentar a visibilidade, o engajamento e o potencial de captação de leads, em comparação com aqueles inativos ou irregulares.

 

No entanto, ferramentas tradicionais de IA generativa ainda exigem o uso combinado de diferentes plataformas para a criação de campanhas completas de conteúdo, tomando tempo e dinheiro dos escritórios; o investimento em serviços terceirizados de gerenciamento de redes sociais pode chegar a R$ 60 mil por ano, especialmente para pequenos e médios escritórios.

 

Outras questões são a geração de “alucinações” em conteúdo jurídico e a falta de conformidade com o código de ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que pode comprometer a credibilidade profissional.

 

Enquanto isso, algumas soluções buscam centralizar essas etapas em um único ambiente, com precisão jurídica e ética. Nesse cenário, surgem plataformas que tentam integrar produção, revisão e publicação de conteúdo em um só fluxo. Desenvolvida pelo Previdenciarista, plataforma jurídica especializada em Direito Previdenciário, o PREVADS é uma ferramenta de inteligência artificial voltada ao marketing jurídico de advogados previdenciaristas, treinada com o acervo técnico de uma década, e se apresenta como uma iniciativa pioneira no país.

 

“Advogados precisam estar presentes nas redes sociais para captar clientes, mas não têm tempo nem orçamento para competir com grandes escritórios de advocacia. O PREVADS resolve isso ao automatizar a criação de conteúdo tecnicamente correto e eticamente alinhado”, explica Renan Oliveira, CEO do Previdenciarista.

 

Automação completa vs. ferramentas fragmentadas

 

No modelo tradicional fragmentado, criar um único post exige navegar por múltiplas plataformas. Por exemplo: escrever o texto no ChatGPT, gerar uma imagem no DALL-E ou Midjourney, editar e formatar o post no Canva e publicar no Instagram. A estimativa é de cerca de 60 minutos para criar e publicar um único post.

 

O fluxo do PREVADS é diferente. O usuário seleciona o tema e fornece o prompt, e a inteligência artificial gera automaticamente o texto, a imagem e a legenda de forma integrada. A publicação pode ser feita imediatamente ou agendada, sem necessidade de acessar outras plataformas. Como resultado, o usuário tem a possibilidade de planejar e agendar uma semana inteira de conteúdo em 20 minutos.

 

A IA também entende o contexto cultural brasileiro e evita estereótipos. Por exemplo, se o advogado falar sobre aposentadoria de trabalhadores do campo, ele pode pedir para a IA gerar a imagem de um trabalhador rural, evitando personagens genéricos.

 

Já os textos gerados traduzem o complexo jargão previdenciário em linguagem acessível para segurados do INSS. “Não adianta um advogado falar sobre ‘Tema 1209 do STF’ se o cliente potencial não entende o que isso significa para ele. Nossa IA traduz de maneira tecnicamente correta e humanamente compreensível”, completa Oliveira.

  

Previdenciarista



Quando abrir mão do controle gera grandes resultados

 

Em mais de 25 anos de carreira, já vivi inúmeros projetos complexos, prazos apertados, equipes diversas e contextos desafiadores. Ainda assim, posso afirmar: o mais recente evento interno que liderei foi, sem dúvida, o projeto mais desafiador da minha trajetória, isso sem contar que também foi um dos mais transformadores. Não apenas pela grandiosidade da entrega, mas principalmente pelo nível de confiança, adaptação e coragem exigidos em cada etapa. 

Realizado na quadra da Sociedade Rosas de Ouro, em São Paulo, há apenas dois dias do início do carnaval, o evento trouxe uma proposta inédita: unir parceiros, celebrar conquistas e premiar desempenhos em um ambiente completamente fora do padrão corporativo tradicional. A concepção dessa ideia “fora da caixa” surgiu da vontade e necessidade de não fazer o “mais do mesmo”, de arriscar e dar a cara a tapa. Entretanto, por trás do brilho e da experiência memorável, existiu um intenso exercício de gestão de projetos em seu sentido mais puro.

 

Entre o caos e a inovação   

Um dos primeiros aprendizados foi aceitar que não ter controle de tudo faz parte de projetos verdadeiramente inovadores. Em outras palavras, sair da minha zona de conforto foi essencial. Estávamos lidando com um formato completamente diferente, em um ambiente que exigia soluções inéditas: tivemos que locar desde equipamentos básicos, como ventiladores, até pensar em aspectos que normalmente não fazem parte do escopo de um evento corporativo tradicional. 

A preocupação maior deixou de ser a confirmação de participantes — que dobrou em comparação ao encontro do ano anterior — e passou a ser a infraestrutura: energia, ventilação, segurança, ambientação, fluxo de pessoas e uma infinidade de detalhes operacionais. Tudo isso exigiu ajustes rápidos e decisões assertivas, sempre mantendo a experiência do público como prioridade. 

Outro desafio que vale a menção foi fazer tudo isso dentro do orçamento. Gestão de projetos, na prática, é saber equilibrar ambição, criatividade e recursos limitados. Foi necessário negociar, priorizar, redesenhar escopos e, acima de tudo, lidar com fornecedores desconhecidos, o que aumenta significativamente o nível de risco. 

Dessa forma, ter o apoio de parceiros confiáveis e de longa data como, por exemplo, a agência de eventos e agência de comunicação, fez toda a diferença. A construção de relações sólidas ao longo dos anos se mostrou um dos maiores ativos do projeto. Em momentos de pressão, são essas parcerias que garantem agilidade, flexibilidade e comprometimento com a entrega final.

 

Confiança, trabalho em time e muito frio na barriga   

A apreensão de que algo não saísse como o planejado acompanhou cada decisão. E isso é natural quando se assumem riscos concretos. Mais do que nunca, foi indispensável confiar no trabalho em equipe, em uma dinâmica semelhante à de um desfile de carnaval, além da capacidade coletiva de solucionar imprevistos e do engajamento de todos os participantes. 

Para além da operação, existia também uma atenção especial à imagem institucional da empresa. Lideranças globais estavam no local, e os registros fotográficos e vídeos nas redes sociais teriam circulação internacional. Era fundamental assegurar que o conceito, o cenário e até mesmo o vestuário estivessem alinhados a um público pouco familiarizado com o universo do carnaval brasileiro, equilibrando descontração, identidade cultural e requisitos corporativos.

 

Quando o desafio move   

Ao final, ficou claro que o desafio é um poderoso motor de inovação. Ideias fora do padrão, limitações e imprevistos nos tiram do automático, exigem presença total e ampliam nossa capacidade de adaptação.

Essa realização reforçou que gestão de projetos vai muito além de cronogramas e metodologias: trata-se de pessoas, relações, coragem e decisões rápidas para criar experiências memoráveis.

Se existe uma lição, ela é simples: quanto maior o desafio, maior o aprendizado. Nesse percurso intenso, poder contar com a participação da minha filha mais velha, Bia, de 20 anos, que atuou como recepcionista durante o evento, deu um significado ainda mais especial a essa jornada. Lembrei de quando ela e a irmã, Amanda, eram pequenas e passavam o dia comigo no escritório. Desta vez, pude vê-la acompanhando de perto a concretização de meses de trabalho da mãe e do time, entendendo que, por trás das fotos e vídeos que postamos nas redes sociais, há muito esforço e dedicação. Vivenciar esse desafio juntas foi extremamente importante e, tenho certeza, ficará guardado em sua memória por muito tempo.

E foi assim, um sonho, um desafio, sempre contando com o apoio de uma equipe tão dedicada, parceiros de longa data... que transformou pressão em confiança e esforço coletivo em orgulho compartilhado.

 

Vanessa D’Angelo - Diretora de Marketing para a América Latina na GoTo & Brasil Site Leader 


Adeus, "voz de robô": A IA finalmente aprendeu a conversar (e sua empresa precisa ouvir)

A Inteligência Artificial de Voz entra em 2026 em um momento de inflexão tecnológica. Após anos de expectativa e avanços graduais, a combinação entre modelos em tempo real, síntese vocal natural e integração omnicanal começa a transformar a voz de um canal operacional em uma camada estratégica de experiência. Para a Sinch, líder global em comunicação em nuvem, estamos diante de um verdadeiro “renascimento da voz”.

Segundo Fábio Costa, Diretor Sênior de Inteligência Artificial da Sinch, dois fatores tecnológicos foram determinantes para tornar a AI de voz viável e escalável em ambientes corporativos: a evolução da latência e a naturalidade das respostas.

“Nos últimos anos, os modelos de reconhecimento de fala evoluíram drasticamente, especialmente os modelos em tempo real. Antes, era possível transcrever com qualidade, mas com atraso. Em um ambiente de suporte, você não pode esperar o cliente terminar um minuto de fala para começar a processar a resposta. Hoje, o sistema escuta, transcreve e processa quase simultaneamente, o que permite conversas muito mais naturais”, explica Costa.

A melhoria na síntese de voz também foi decisiva. As vozes deixaram de ser robóticas e passaram a reproduzir entonação, ritmo e pausas de forma muito mais fluida. Além disso, a customização se tornou mais acessível: marcas agora podem desenvolver vozes próprias, alinhadas à sua identidade, inclusive com atores ou porta-vozes específicos, fortalecendo consistência e reconhecimento.

Outro avanço relevante é a detecção de interrupção — capacidade do sistema identificar quando o usuário começa a falar antes da conclusão da resposta automatizada. Esse recurso elimina um dos principais atritos históricos dos voicebots, que anteriormente “falavam até o fim” sem perceber que o usuário já havia tentado interagir. Com isso, a experiência se aproxima cada vez mais de uma conversa humana.

Para a Sinch, a combinação entre baixa latência, reconhecimento mais preciso e processamento contínuo é o que viabiliza a adoção de voicebots em larga escala. “O que tínhamos antes não permitia conversas naturais. Era quase uma caricatura de diálogo. Agora, a interação flui com ritmo humano, e isso muda completamente o potencial de aplicação”, afirma Costa.

Nos próximos dois anos, a expectativa é que setores intensivos em atendimento telefônico liderem a adoção. Bancos, telecomunicações, companhias aéreas, utilities e empresas com grandes estruturas de call center têm maior potencial de captura de eficiência.

“Mesmo que a automação cubra apenas a autenticação inicial ou a triagem do problema, já existe um ganho expressivo de produtividade. Reduzir um minuto de uma ligação média de três minutos representa impacto operacional significativo”, explica o executivo.

Além da eficiência, há um componente estratégico de inclusão. Em mercados como o Brasil e outros países da América Latina, onde ainda há desafios relacionados à alfabetização digital e textual, a voz pode funcionar como ferramenta de acesso. Idosos, pessoas com deficiência visual ou usuários menos familiarizados com interfaces escritas encontram na voz um meio mais intuitivo de interação.

Para a Sinch, o maior erro estratégico das empresas é continuar tratando voz, WhatsApp, e-mail e aplicativos como canais separados. A próxima fase da omnicanalidade não será definida por múltiplos canais independentes, mas por jornadas fluidas que transitam entre eles sem fricção.

“A empresa não deveria pensar em dez canais diferentes, mas em uma única experiência. Se eu inicio uma ligação, posso receber o protocolo por SMS ou WhatsApp automaticamente. Se formalizo um contrato por telefone, posso confirmá-lo por e-mail ou mensagem com um clique. O canal é apenas o meio — a experiência é o que importa”, afirma Costa.

Essa integração redefine o conceito de omnicanalidade: não se trata apenas de estar presente em múltiplos pontos de contato, mas de conectar esses pontos de forma inteligente, reduzindo fricção e eliminando redundâncias.

A transformação mais significativa, segundo a Sinch, está na mudança de paradigma: a voz deixa de ser um canal puramente reativo para assumir papel proativo e preditivo.

Para a Sinch, a indústria de telecomunicações e comunicação corporativa vive um momento estratégico. Há poucos anos, acreditava-se que a voz perderia relevância diante da ascensão das mensagens digitais. O avanço da AI está revertendo essa lógica.

Com modelos mais rápidos, naturais e integrados, a voz deixa de ser um canal caro e limitado para se tornar uma interface inteligente, contextual e conectada a todo o ecossistema digital da marca.

Contudo, orquestrar essa nova era da voz não é trivial. A tecnologia que permite essa naturalidade é complexa e exige uma plataforma robusta, capaz de integrar diferentes sistemas e garantir que a conversa seja sempre inteligente e segura.

O renascimento da voz, portanto, não é apenas uma questão de adotar uma nova ferramenta, mas de escolher a arquitetura certa. As empresas que entenderem que por trás de uma voz perfeita existe uma engenharia de ponta sairão na frente, transformando cada interação em uma experiência memorável e, finalmente, fazendo as pazes do cliente com o atendimento por telefone, conclui o Fábio.



Sinch
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A importância da diversificação de mercados externos na indústria nacional

As recentes notícias sobre a taxação de produtos brasileiros nos levam a uma reflexão importante: precisamos achar caminhos diferentes.  A diversificação de mercados internacionais vai além de uma tática de crescimento, é um instrumento de sobrevivência e fortalecimento da indústria nacional. Ela assegura resiliência em tempos de crise, expande as possibilidades de inovação e posiciona o País em um patamar mais vigoroso na economia mundial. 

Sobre esse aspecto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o nível de integração da indústria brasileira com o comércio internacional tem aumentado, o que eleva a importância das exportações para o setor de transformação. As maiores interações comerciais, novos blocos econômicos e as facilidades tecnológicas também ajudarão muito nessa ampliação do comércio exterior. 

A redução de riscos econômicos está entre os principais benefícios da diversificação de mercados externos. Ao se apoiar em diversos mercados, a indústria brasileira previne a vulnerabilidade a crises econômicas, políticas ou cambiais de um único país ou área. Outra vantagem é que proporciona maior estabilidade nas exportações. Essa diversidade garante fluxo de receitas contínuo, mesmo quando há retração em determinados mercados. Isso ajuda a suavizar oscilações na demanda. 

A estratégia da diversificação estimula a adaptação e inovação porque as empresas que atuam em diferentes países precisam adaptar seus produtos, processos e estratégias de marketing às exigências locais. Essa cobrança melhora a qualidade do produto ou serviço, e gera mais inovações. A conexão com novos clientes e fechamento de acordos é importante, porque a expansão para mercados internacionais possibilita a conquista de uma infinidade de outros consumidores e possíveis parcerias estratégicas, consolidando a posição da indústria do País. 

Com as exportações mais sólidas, segmentos como agronegócio, siderurgia e manufatura conseguem sustentar o crescimento mesmo em momentos de dificuldades internas. A internacionalização dos negócios vai exigir profissionais mais qualificados, expandindo as possibilidades de geração de emprego. O reforço da cadeia produtiva está ligado ao fato que os fornecedores locais também ganham ao atender companhias que exportam para diversos mercados. 

Ao seguir o princípio de "não colocar todos os ovos na mesma cesta", a diversificação, protege a indústria das flutuações e crises num único mercado. Além disso, os novos negócios pelo mundo além de gerar mais clientes tem a possibilidade de rentabilizar o potencial de crescimento, que pode ter chegado ao limite no país de origem, no caso o Brasil. A expansão para outros países facilita o acesso a demandas emergentes e aumenta o volume total de vendas.  Desta maneira impulsiona o crescimento e a lucratividade da empresa. 

Em relação à escala de produção, com a diversificação, ela aumenta quando se vende para vários países, e com os ganhos de produtividade muitas vezes há redução do custo unitário dos produtos. Consequentemente, deixa a indústria mais competitiva internacionalmente. É importante se lembrar que a concorrência nos mercados globais é mais exigente e acirrada, por isso exige que as empresas exportadoras sempre melhorem sua atuação. 

Toda indústria que deseja ser um player global precisa aprimorar necessariamente seus processos produtivos. Os padrões de qualidade e a eficiência operacional geralmente devem ser os primeiros a ser melhorados. Quando a empresa se aproxima mais de tecnologias e regulamentações de outros países há um incentivo natural para investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Além disso, frequentemente o exportador passa a incorporar novas tecnologias e técnicas de gestão.   

Da perspectiva do fortalecimento da marca, a presença em mercados de outras regiões do planeta, especialmente naquelas mais exigentes, produz mais credibilidade e valor à marca, fortalecendo sua posição no próprio mercado nacional. O Brasil já tem empresas com reconhecimento mundial pela qualidade de alguns dos seus produtos, eles vão desde chinelos de borracha a aviões a jato. A diversidade de mercados e o crescimento de protagonistas em todos os segmentos auxiliarão também o fortalecimento da marca Brasil pelo mundo. 

A presença em mercados em outros continentes ou vizinhos também aumenta a importância do País em negociações internacionais. Esse posicionamento favorece a assinatura de acordos de comércio que podem reduzir barreiras tarifárias e não-tarifárias. Estrategicamente, a diversidade de atuação geográfica e também de produtos reduz a dependência apenas a único bloco econômico ou mesmo exclusivamente a mercados vizinhos. Além disso, disponibiliza mais categorias de produtos e serviços para o exterior. É possível que além de comercializar somente commodities, a base de exportação, a partir da expansão, possa incluir mais aqueles itens de maior valor agregado. 

As economias nacionais têm ciclos diferentes conforme as regiões que estão presentes. A multiplicidade de mercados ajuda o negócio a melhorar o crescimento em locais emergentes e equilibrar perdas naqueles que se encontram maduros. A diversificação de mercados internacionais é fundamental para a indústria brasileira, uma vez que afeta diretamente sua competitividade, estabilidade e potencial de crescimento a longo prazo. 

A head de competitividade da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Clarissa Furtado, considera que o atual momento é oportuno para que as empresas invistam em diferenciação e explorem novos mercados.  No 10º Fórum Anual de Médias Empresas, realizado em setembro de 2025, ela recomendou que “pequenas e médias empresas devem ficar atentas ao mapa de oportunidades no mercado global”. 

 

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões. É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 20 anos, e com atuação em vários mercados internacionais.

 

Saúde mental, endividamento e custos redefinem agenda das empresas e expõem nova crise no ambiente de trabalho

Debates, durante o CONARH Saúde, reuniram executivos e especialistas e indicam mudança estrutural na gestão da saúde corporativa no País


 

O avanço dos transtornos mentais, o impacto do endividamento na vida dos trabalhadores e o aumento acelerado dos custos assistenciais vêm impondo uma reconfiguração profunda na agenda das empresas brasileiras. Mais do que um benefício, o bem-estar organizacional passou a ser tratado como um fator crítico para a sustentabilidade das operações e consolidou-se como um dos principais desafios estratégicos da área de recursos humanos.

 

A avaliação foi compartilhada por especialistas durante o CONARH Saúde, promovido pela ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), nesta terça-feira (30) e reflete um cenário em que fatores financeiros, emocionais e comportamentais se entrelaçam e impactam diretamente produtividade e resultados.

 

“A saúde corporativa deixou de ser uma pauta operacional para se tornar risco e uma oportunidade ao negócio”, afirmou Luiz Edmundo Rosa, diretor de Saúde e Bem-Estar da ABRH Brasil. Segundo ele, o contexto atual combina 78% das famílias brasileiras endividadas com um ambiente de trabalho cada vez mais estressado e com lideranças apresentando níveis elevados de ansiedade e depressão.


A presidente da ABRH Brasil, Leyla Nascimento, reforçou que o tema ganhou centralidade nas organizações. “A área de saúde é hoje uma pauta prioritária para recursos humanos”, disse. Para ela, o debate avançou para além da assistência médica e passa a incorporar longevidade, saúde mental e sustentabilidade das carreiras.

 

Logo na abertura dos debates, a apresentação de dados do mercado reforçou a dimensão do problema. Segundo levantamento apresentado por Letícia Santos, da WTW, 79% das empresas apontam a saúde como principal desafio, em um cenário de inflação médica persistente. A executiva destacou que o aumento de custos não está apenas associado aos preços, mas ao uso ineficiente dos serviços. “O custo da saúde vem muito mais da utilização inadequada e da falta de informação do usuário”, afirmou.

 

O eixo da saúde mental dominou parte relevante das discussões. Dulce Brito, do Einstein, destacou que as empresas precisam sair de uma lógica reativa e avançar para modelos estruturados de cuidado. Entre as iniciativas, ela citou a inclusão da saúde mental como indicador estratégico nas organizações e a implementação de programas de escuta ativa. Na prática, segundo ela, o tema precisa ser tratado com transparência e reconhecimento institucional.

 

Esse debate ganhou contornos ainda mais profundos em outra mesa, que apontou a solidão como um novo risco corporativo. “Nunca estivemos tão conectados — e nunca estivemos tão sozinhos”, afirmou uma das especialistas, ao destacar que muitos profissionais seguem produtivos, mas emocionalmente isolados. “As pessoas continuam performando, mas muitas estão emocionalmente isoladas”, disse. O fenômeno, segundo os debatedores, não aparece nos indicadores tradicionais, mas já impacta engajamento e saúde.


O endividamento dos trabalhadores apareceu como um dos fatores mais críticos para a saúde corporativa. Adriana Mansueto, da Gerdau, destacou que o problema já afeta diretamente o desempenho dos colaboradores. “O endividamento é um pilar de sustentação da saúde mental”, afirmou. Segundo ela, colaboradores endividados dormem pior, se alimentam mal e apresentam queda de produtividade. Programas estruturados têm mostrado resultados expressivos. “Para cada R$ 1 investido, tivemos R$ 12 de retorno”, disse.

 

A alimentação também passou a ser tratada como variável estratégica. Frederico Porto destacou que não é mais possível dissociar saúde física e mental. “A gente continua separando corpo e mente, mas isso não existe”, afirmou. “Prevenção não é exame — é mudança de hábito”, completou.

 

Ao longo dos debates, ficou evidente que o modelo tradicional de saúde corporativa — centrado exclusivamente na assistência — já não responde às demandas atuais. Em seu lugar, emerge uma abordagem integrada, que combina saúde física, mental, financeira e social, com uso intensivo de dados e foco em prevenção.

 

Nesse cenário, empresas passam a assumir papel mais ativo na gestão da saúde de seus colaboradores, em um movimento que redefine não apenas a área de recursos humanos, mas a própria lógica de sustentabilidade dos negócios no País.

 

ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), presidida por Leyla Nascimento, está presente em 22 estados e no Distrito Federal. As seccionais são desvinculadas juridicamente e independentes, integradas na missão de promover o desenvolvimento dos profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas e troca de experiências, além de colaborar com os poderes públicos e demais entidades nos assuntos referentes à sua área de atuação. Filiada à WFPMA (World Federation of People Management Associations) e à FIDAGH (Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana), a ABRH Brasil é cofundadora e integra a CRHLP (Confederação dos Profissionais de Recursos Humanos dos Países de Língua Portuguesa), fundada em 2010.

 

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