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sábado, 22 de agosto de 2026

Pele sofre com a mudança de temperatura? Veja 6 cuidados para evitar ressecamento e irritações

 

Com a oscilação das temperaturas, é comum enfrentar dias de calor e noites mais frias, o que também exige atenção com a saúde da pele. A mudança constante entre ambientes e temperaturas, somada ao vento e à baixa umidade do ar, pode comprometer a barreira natural de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e até pequenas fissuras, principalmente no rosto, lábios, mãos e pés. Segundo a American Academy of Dermatology (AAD), esse cenário pode dificultar a retenção natural de água pela pele e aumentar a necessidade de hidratação. 

Para o biomédico Killian Cristoff, diretor técnico da Royal Face, os cuidados com a pele precisam acompanhar as mudanças do clima. "A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo. Quando ela perde água em excesso, essa defesa fica comprometida, favorecendo irritações, sensibilidade e desconforto. As mudanças de temperatura ao longo do dia podem contribuir para esse desequilíbrio, por isso pequenas mudanças na rotina fazem muita diferença para manter a pele saudável." 

O especialista reuniu algumas orientações para proteger a pele diante da variação de temperatura e manter os cuidados ao longo do dia.


  1. Reforce a hidratação da pele – Com a variação de temperatura, não basta apenas usar um hidratante qualquer. É importante optar por produtos que ajudem a reconstruir a barreira de proteção da pele, como aqueles com ceramidas, pantenol, glicerina ou ácido hialurônico. Esses ativos reduzem a perda de água e deixam a pele mais resistente às agressões do clima. Para quem já apresenta ressecamento intenso ou percebe a pele sem luminosidade mesmo mantendo a hidratação em casa, procedimentos como skinbooster, que promove hidratação profunda com ácido hialurônico, podem ser indicados por um profissional para complementar os cuidados.
     
  2. O banho pode estar sabotando sua pele – Nada melhor do que um banho quente quando a temperatura cai, mas esse hábito remove parte da camada lipídica responsável por proteger a pele naturalmente. O ideal é manter o banho morno e breve. Uma técnica recomendável é a aplicação do hidratante nos primeiros três minutos após sair do chuveiro, com a pele ainda levemente úmida. Isso ajuda a manter a hidratação da pele.
     
  3. Os lábios merecem uma rotina própria – Os lábios não possuem glândulas sebáceas e, por isso, ficam muito mais vulneráveis às mudanças de temperatura, ao vento e ao ar mais seco. Além disso, fatores como baixa ingestão de água e o hábito de umedecer a boca com saliva podem agravar ainda mais o ressecamento. Quando a saliva evapora, ela leva junto parte da umidade dos lábios. É um alívio momentâneo que acaba piorando o problema poucas horas depois. A recomendação é manter um hidratante labial sempre por perto, reaplicando sempre que sentir necessidade e escolhendo fórmulas com manteiga de karité, vitamina E ou ácido hialurônico. Para pessoas que apresentam fissuras frequentes ou perda de volume associada ao envelhecimento, existem protocolos de revitalização labial focados na hidratação e melhora da qualidade da pele, sem alterar o formato natural dos lábios.
     
  4. Aproveite os períodos de menor exposição ao sol para tratar manchas e estimular colágeno – Em períodos com menor exposição ao sol, alguns tratamentos que promovem renovação da pele, como peelings químicos, microagulhamento e protocolos para melasma, podem ser indicados. Ele ressalta, no entanto, que qualquer procedimento deve ser precedido por avaliação individual e nunca dispensa os cuidados diários com limpeza, hidratação e proteção solar.
     
  5. Continue usando protetor solar – Existe um mito perigoso de que o protetor solar é um item de verão. A radiação ultravioleta, mesmo em dias nublados, continua sendo um dos principais fatores relacionados ao fotoenvelhecimento e ao câncer de pele. O uso do filtro solar deve ser mantido durante todo o ano, inclusive na região labial, para garantir a proteção contra manchas e a degradação das fibras de sustentação.
     
  6. O corpo também sofre – Braços, pernas, joelhos, cotovelos e pés costumam ser as regiões mais esquecidas durante os períodos de temperaturas mais baixas e, justamente por isso, acabam apresentando rachaduras e aspecto esbranquiçado. Além da hidratação diária, vale investir em esfoliação suave uma vez por semana para remover células mortas e facilitar a absorção dos hidratantes. Quando há flacidez ou perda de firmeza, o especialista explica que existem tecnologias capazes de estimular colágeno, como radiofrequência e ultrassom microfocado, mas reforça que esses tratamentos são complementares e indicados de acordo com cada caso.

 

Royal Face


Parou a caneta. E agora? O reganho de peso pode se tornar o próximo grande problema

 Meta-análise no BMJ mostra que o peso perdido com medicamentos de incretina tende a voltar em menos de dois anos após a suspensão — e reabre o debate sobre o que realmente significa "tratar" a obesidade

 

Para a médica Dra. Ana Luísa Vilela, especialista em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica, o maior desafio das canetas de incretina pode não estar no início do tratamento, mas justamente no momento em que ele termina. "O paciente celebra o resultado, para a medicação, e alguns meses depois começa a ver o peso voltar. Isso não é falha de força de vontade — é a doença retomando seu curso natural", afirma.


Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no BMJ* reuniu 37 estudos, 63 braços de intervenção e 9.341 participantes para analisar o que acontece após a suspensão de medicamentos para controle de peso. O resultado: reganho médio de cerca de 0,4 kg por mês. Com base nesse ritmo, os autores projetaram retorno do peso ao valor basal em aproximadamente 1,7 ano, e dos marcadores cardiometabólicos ao basal em cerca de 1,4 ano.


"Não podemos pensar primeiro em como tirar a caneta. Precisamos pensar em como o paciente vai sustentar o resultado. A manutenção deveria começar no primeiro dia do tratamento, não no último", resume a Dra. Ana Luísa Vilela.


 

Obesidade crônica exige plano crônico


Para a médica, o dado publicado no BMJ (um dos títulos de medicina mais respeitados no mundo) confirma algo que a prática clínica já mostrava: obesidade é uma condição crônica, e tratá-la como um episódio pontual — que se resolve e se encerra — é um erro de abordagem, não apenas de resultado.


"Quando a medicação é suspensa sem um plano estruturado de manutenção, o corpo volta a fazer exatamente o que fazia antes: preservar peso, reduzir gasto energético, aumentar fome. Isso está descrito na fisiologia da obesidade há décadas. O que os novos medicamentos trouxeram foi potência, não uma nova regra biológica", explica.


Ana Luísa Vilela defende que a construção de um plano de manutenção — que envolve composição corporal, hábitos alimentares, atividade física, sono e, quando necessário, doses de manutenção ou terapias combinadas — não deveria ser deixada para o fim do tratamento.


 "É preciso desenhar a saída antes de dar o primeiro passo. Do contrário, o paciente entra em um ciclo de perder e reganhar peso que desgasta o corpo e a relação dele com o próprio tratamento", completa.


"O sucesso não deveria ser medido pelo quanto o paciente perdeu, mas pelo quanto ele consegue manter. E manter é um projeto — não um acaso", conclui a médica.


 

Dra. Ana Luísa Vilela - Médica com formação em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica. Passou por instituições como o Hospital das Clínicas da USP (HC-USP), o Instituto Garrido e a Beneficência Portuguesa de São Paulo. Autora do livro Renascimento Metabólico, dedica-se ao estudo do metabolismo e à interpretação integrada do organismo, atendendo pacientes com sintomas persistentes mesmo diante de exames considerados normais.

Fonte científica West S, Scragg J, Aveyard P, et al. Weight regain after cessation of medication for weight management: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2026;392:e085304. DOI: 10.1136/bmj-2025-085304. Disponível em: https://www.bmj.com/content/392/bmj-2025-085304.long



Novo tratamento combate o "rosto de Ozempic" com recuperação de volume facial e até 45,8% menos dor

 

Estudo clínico avalia tecnologia de radiofrequência que estimula colágeno e melhora a sustentação do rosto sem agulhas ou preenchedores

 

O medo da dor ainda é um dos fatores que podem afastar pacientes de procedimentos estéticos. Ao mesmo tempo, a busca por tratamentos capazes de recuperar a aparência do rosto após uma perda significativa de peso ganhou espaço com a popularização do chamado “rosto de Ozempic”. Nesse cenário, um estudo clínico analisou os efeitos do Volnewmer, uma tecnologia de radiofrequência monopolar que, além de estimular a produção de colágeno e atuar na sustentação facial, apresentou redução de até 45,8% na dor durante a aplicação.

O chamado “rosto de Ozempic” se popularizou nas redes sociais para descrever a aparência mais afinada que pode surgir após um emagrecimento significativo. Embora não seja um diagnóstico médico nem uma consequência exclusiva do uso de medicamentos, o fenômeno ajuda a explicar uma mudança na procura por procedimentos estéticos.

Pacientes que antes buscavam principalmente redução de gordura passaram a apresentar novas demandas relacionadas à flacidez, perda de sustentação e qualidade da pele. Nesse cenário, a radiofrequência monopolar ganha relevância como tecnologia voltada à redensificação dérmica, atuando por meio do aquecimento controlado dos tecidos e do estímulo à remodelação de colágeno. É justamente nesse contexto que os dados clínicos sobre a radiofrequência monopolar se tornam especialmente relevantes. 

Para avaliar o conforto durante a aplicação, os pesquisadores compararam duas formas de resfriamento da pele no mesmo participante. De um lado do rosto, foi utilizado tecnologia de radiofrequência monopolar com a inovação de resfriamento contínuo com água; do outro, a mesma tecnologia com resfriamento a gás criogênico. A comparação permitiu observar os efeitos das duas técnicas em condições semelhantes. 

O lado do rosto tratado com o resfriamento a água doeu 45,8% menos, teve a firmeza da pele aumentada em 26%, a redução de poros foi 68% maior e a diminuição de linhas finas ao redor da boca chegou a 55% a mais, sempre na comparação com o lado tratado a gás. O resultado foi observado depois de oito semanas de acompanhamento dos pacientes. "Na prática, a água mantém a pele protegida durante toda a aplicação e reduz o desconforto sem abrir mão da eficácia do tratamento”, explica Gabriela Capareli, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Além do conforto, outro estudo aprofundou o efeito do tratamento com Volnewmer na estrutura do rosto. Com 21 pessoas acompanhadas por 12 semanas depois de uma única sessão, o volume das bochechas aumentou 5,66 cm³ e a linha da mandíbula ganhou mais 1,33 cm³, medidos com imagens em 3D do rosto. Isso ocorre porque o calor da radiofrequência estimula a pele a produzir mais colágeno por conta própria e reorganiza a gordura que a pessoa já tem no rosto, em vez de adicionar volume de fora.

"A dor é um dos fatores que mais pesam na decisão da paciente, mesmo antes de ela pensar no resultado final. Quando o resfriamento é feito com água, de forma constante, a pele fica protegida durante toda a aplicação, e isso reduz bastante o desconforto sem abrir mão da eficácia do tratamento. Na prática, é o que permite que a paciente tolere melhor a sessão e volte para repetir o procedimento sempre que for indicado", explica Gabriela. 

Os resultados acompanham uma tendência de consumo que privilegia mudanças mais discretas na aparência. Para além da busca por uma pele firme, a discussão passa a envolver a preservação das proporções individuais e a recuperação de características perdidas ao longo do envelhecimento ou de processos de emagrecimento. A dermatologista conta que “o objetivo deixa de ser simplesmente adicionar ou retirar volume e passa a considerar onde o rosto perdeu sustentação e onde é possível melhorar o contorno sem alterar sua identidade”.



Classys
Grupo MedSystems by Classys

 

"Runner's Face": corrida envelhece a pele?

 

A prática esportiva traz benefícios para a saúde, mas exposição solar, baixa hidratação e fatores ambientais podem influenciar a aparência da pele de corredores

 

A corrida conquistou milhões de adeptos por seus benefícios para o corpo e para a saúde mental. Em Porto Alegre, essa tendência se reflete nos números: em 2025, a cidade registrou recorde de 91 corridas de rua e mais de 128 mil participações em provas oficiais. Em 2026, o cenário continua em expansão: apenas no primeiro trimestre, mais de 13,5 mil pessoas participaram de corridas de rua oficiais, evidenciando o fortalecimento da modalidade na Capital gaúcha.

Apesar da popularização do conceito nas redes sociais, a médica dermatologista Gabrielle Adames reforça que correr, por si só, não envelhece a pele. A atividade física melhora a circulação sanguínea, contribui para a saúde geral e pode ter efeitos positivos no organismo. O que pode impactar a aparência facial em alguns atletas é a combinação de fatores relacionados à rotina intensa de treinos, principalmente exposição solar acumulada, vento, poluição, desidratação e redução de gordura facial em pessoas que passam por grandes perdas de peso. 

A exposição aos raios ultravioleta é apontada como um dos principais fatores externos associados ao envelhecimento da pele. Corredores que treinam ao ar livre por longos períodos estão mais sujeitos ao contato frequente com o sol, o que pode acelerar o surgimento de manchas, a perda de elasticidade e alterações na textura da pele quando não há proteção adequada.

Outro fator relacionado é a composição corporal. A redução de gordura facial pode deixar algumas regiões do rosto com menos sustentação, criando uma aparência mais marcada. No entanto, esse efeito está relacionado à perda de volume e às características individuais de cada pessoa, e não exclusivamente ao ato de correr.

"Quando o paciente apresenta perda de volume facial, flacidez ou sinais de fotoenvelhecimento relacionados à exposição solar frequente, é possível associar tratamentos dermatológicos que preservam a naturalidade e respeitam as características individuais de cada rosto. Entre as principais opções estão os bioestimuladores de colágeno, tecnologias de ultrassom microfocado, radiofrequência monopolar e diferentes lasers de alta tecnologia, que estimulam a produção de colágeno, melhoram a firmeza da pele, uniformizam a pigmentação e tratam manchas provocadas pelo sol. Em alguns casos, também podem ser indicados preenchedores com ácido hialurônico para reposição estratégica de volume, sempre de forma criteriosa e personalizada”, explica a Dra. Gabrielle Adames.

Para manter uma rotina esportiva sem abrir mão dos cuidados com a pele, a Dra. Gabrielle Adames recomenda medidas simples, como o uso diário de protetor solar, reaplicação do produto durante treinos prolongados, hidratação adequada, limpeza da pele após a atividade física e uso de produtos compatíveis com cada tipo de pele.


Treino exige cuidados específicos com cabelo, barba e couro cabeludo

 

Especialista em estética masculina orienta homens sobre higiene, hidratação e prevenção de irritações antes e depois da atividade física

 

O movimento wellness amplia a atenção masculina para hábitos que reúnem atividade física, alimentação equilibrada, saúde mental e cuidados pessoais. Homens que correm, frequentam academias, pedalam ou jogam futebol também passam a observar como suor, calor e o uso de acessórios interferem no cabelo e na barba. Essa mudança aproxima desempenho, aparência e qualidade de vida na rotina diária.

Referência em estética masculina e pioneiro no estilo sofisticado de barbearias no país, Seu Elias acompanha esse comportamento em suas unidades. A procura por orientação profissional passa a incluir dúvidas sobre limpeza após o exercício, escolha de produtos e prevenção de desconfortos. O atendimento considera o tipo de fio, a frequência dos treinos e a sensibilidade da pele.

A transpiração ajuda o organismo a controlar a temperatura, mas exige cuidado quando permanece por muito tempo nos fios e na face. Bonés, capacetes e faixas esportivas aumentam o abafamento, favorecem a oleosidade e podem deixar o couro cabeludo mais sensível. Na região da barba, a combinação de umidade e resíduos amplia o risco de coceira e irritação.

“O suor carrega sais minerais que permanecem no cabelo e na barba quando a limpeza demora a acontecer. Esse acúmulo altera o equilíbrio da pele, aumenta o ressecamento e pode deixar os fios ásperos. A higienização correta depois do exercício reduz esse efeito e ajuda a preservar conforto, aparência e maciez”, explica Seu Elias, referência em estética masculina.

Antes do treino, a recomendação é reduzir o uso de pomadas, ceras e finalizadores pesados, porque esses produtos se misturam à transpiração. Durante a atividade, tocar cabelo, rosto e barba com as mãos aumenta a transferência de sujeira presente em aparelhos e superfícies compartilhadas. Prender fios longos sem tração excessiva também contribui para evitar quebra e desconforto.

Depois do exercício, cabelo e barba precisam ser lavados para retirar suor, oleosidade, poluição e resíduos acumulados. Shampoos adequados ao tipo de couro cabeludo ajudam a limpar sem provocar efeito rebote, enquanto fórmulas próprias para a barba preservam a pele abaixo dos fios. A água deve permanecer morna, já que temperaturas elevadas intensificam o ressecamento.

“Casos de foliculite costumam estar ligados a hábitos simples, como passar as mãos sujas na barba ou deixar a transpiração secar sobre a pele. Calor, umidade e excesso de oleosidade criam uma condição favorável para inflamações. Limpar a região logo após o treino e usar itens apropriados diminui o desconforto”, orienta o profissional.

A hidratação completa o cuidado após a lavagem, principalmente entre homens que treinam todos os dias ou praticam atividades ao ar livre. Balm e óleo para barba ajudam a alinhar os fios, reduzir aspereza e proteger a pele, enquanto condicionadores leves podem recuperar a maciez do cabelo. Produtos devem ser aplicados em pequena quantidade para evitar novo acúmulo.

“Uma rotina eficiente não precisa ter muitas etapas, mas deve respeitar o momento de cada produto. Limpeza, secagem cuidadosa e hidratação formam uma sequência capaz de reduzir irritações e melhorar o aspecto dos fios. Quando há coceira persistente, descamação intensa, feridas ou queda acentuada, a avaliação profissional deve ocorrer sem demora”, afirma Seu Elias.

O cuidado também depende da frequência e da intensidade da prática esportiva. Quem treina duas vezes no mesmo dia ou utiliza capacete por longos períodos pode precisar ajustar a higienização para não agredir a pele. O acompanhamento especializado permite identificar excesso de oleosidade, sensibilidade e sinais que exigem encaminhamento médico.


Cardio para emagrecer: como usar o exercício de forma estratégica para perder peso

 

O exercício cardiovascular é um dos recursos mais associados ao emagrecimento, mas aumentar o tempo na esteira ou treinar todos os dias não significa, necessariamente, perder mais gordura. Para Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, caminhada, corrida, bicicleta, remo e outras modalidades contribuem para aumentar o gasto energético, mas a redução de gordura corporal depende de uma estratégia mais ampla, que envolve regularidade no exercício, alimentação adequada, treinamento de força e recuperação. “Fazer 60 minutos de cardio todos os dias não é necessariamente melhor do que fazer 30 minutos bem planejados e combinados com musculação.” 

Um dos erros mais comuns de quem busca emagrecer é acreditar que quanto mais intenso for o cardio, melhor será o resultado. Segundo Cacá, sessões leves, moderadas e de alta intensidade têm funções diferentes e podem ser combinadas ao longo da semana. Enquanto atividades moderadas permitem aumentar o gasto energético sem exigir uma recuperação tão longa, treinos como o HIIT precisam ser usados com mais critério.

“Não existe uma intensidade ideal para todo mundo. A melhor estratégia é aquela adequada ao condicionamento e que a pessoa consegue manter com segurança e constância”, explica. 

Outra recomendação é não transformar o cardio no único protagonista do processo de emagrecimento. A combinação com a musculação ajuda a preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento.

“Cardio e treino de força não precisam competir. Eles cumprem funções diferentes e, quando bem planejados, são complementares”, afirma o gerente técnico da Cia Athletica.

A
alimentação equilibrada e a recuperação adequada também fazem parte dessa equação e ajudam a sustentar os resultados no longo prazo. 

Para quem está começando, a orientação é aumentar o volume de exercícios gradualmente e evitar copiar rotinas prontas ou apostar em sessões exaustivas para acelerar a perda de peso. Idade, histórico de saúde, condicionamento, rotina e nível de condicionamento e experiência com exercício interferem diretamente na escolha do tipo e da quantidade de cardio. Por isso, a avaliação e o acompanhamento de um profissional de educação física são importantes para definir intensidade, frequência e modalidade.

“O cardio funciona melhor quando tem propósito dentro do treino: não é simplesmente fazer mais, mas fazer a dose certa para cada pessoa”, conclui Cacá.
 

Mais informações: Link 

 

Quando a mãe pode voltar a se exercitar após o parto?

 Retomada dos exercícios não precisa ter pressa: especialistas explicam como voltar aos poucos, quais atividades priorizar e por que movimento pode ser um aliado no puerpério

 

Entre hormônios, mamadas, privação de sono, mudanças na rotina e uma nova relação com o próprio corpo, o pós-parto é um período de adaptação intensa. Por isso, quando o assunto é voltar a se exercitar, a primeira resposta não deveria ser “quando posso recuperar meu corpo?”, mas sim: “quando meu corpo está pronto para voltar a se movimentar?”  

A resposta varia de mulher para mulher. Em casos de gestação saudável e parto vaginal sem complicações, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) afirma que, em geral, a atividade física pode ser retomada poucos dias após o parto ou assim que a mulher se sentir preparada. Já em casos de cesariana ou quando houve complicações, é necessário conversar com o obstetra sobre o momento adequado para a retomada.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda que mulheres no período pós-parto, quando não houver contraindicações, mantenham-se fisicamente ativas, combinando atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular e aumentando gradualmente a duração, frequência e intensidade.  

Um dos principais cuidados nessa fase é não tratar o pós-parto como uma simples pausa no treinamento. O corpo passou por mudanças importantes durante a gestação e o parto e precisa de tempo para recuperar força, coordenação e condicionamento. 

“O retorno ao exercício depois do parto precisa ser progressivo. Não é interessante pensar que a mulher no dia seguinte à liberação médica, deve voltar exatamente ao mesmo treino que fazia antes. O ideal é reconstruir essa capacidade aos poucos, respeitando os sinais do corpo e a orientação dos profissionais que acompanham esse período”, explica o professor de educação física da BlueFit Leandro Twin. 

Quais exercícios priorizar no pós-parto?Quais exercícios priorizar no pós-parto? 

A retomada pode começar com movimentos simples e de menor intensidade, evoluindo conforme a mulher recupera condicionamento e segurança para realizar os exercícios. 

Entre as possibilidades estão: 

Caminhada: uma das maneiras mais simples de voltar a movimentar o corpo, com intensidade que pode ser ajustada progressivamente. 

Fortalecimento de pernas e glúteos: exercícios como agachamento e movimentos de extensão de quadril podem ser introduzidos gradualmente, de acordo com a avaliação individual. 

Costas e braços: movimentos de puxar e empurrar ajudam a recuperar força para atividades cotidianas, algo especialmente relevante em uma fase em que carregar e cuidar do bebê passa a fazer parte da rotina. 

“Eu daria bastante atenção ao fortalecimento global, mas sem transformar o treino em uma cobrança. A mulher precisa recuperar força para as tarefas do dia a dia e, principalmente, voltar a confiar no próprio corpo. Exercícios de membros inferiores, costas, braços e um trabalho progressivo de core podem fazer parte desse processo, sempre respeitando a liberação e as particularidades de cada caso”, afirma Twin. 


E as aulas coletivas? Podem entrar na rotina?E as aulas coletivas? Podem entrar na rotina? 

Sim, mas a modalidade escolhida e a intensidade precisam acompanhar o estágio de recuperação. Aulas de Yoga e Pilates, por exemplo, podem ser interessantes para quem busca trabalhar mobilidade, controle corporal, equilíbrio e consciência dos movimentos, desde que a atividade seja adequada ao momento do pós-parto e tenha sido liberada pelos profissionais responsáveis pelo acompanhamento da mulher. 

Na BlueFit, a variedade de aulas coletivas permite que a aluna tenha diferentes possibilidades além da musculação. A rede oferece modalidades como Pilates 360º, Hatha Yoga, BODYBALANCE™, alongamento e meditação, além de outras aulas que variam conforme a programação de cada unidade. O Pilates 360º, por exemplo, trabalha fortalecimento postural e reúne exercícios do Pilates clássico e moderno; já o Hatha Yoga combina posturas, respiração, concentração, meditação e relaxamento. 

“Modalidades que trabalham mobilidade, equilíbrio, respiração e controle corporal podem ser boas aliadas nessa fase, desde que adaptadas. O ponto principal é não escolher uma aula simplesmente porque ela parece ‘leve’. Mesmo uma atividade de menor impacto pode precisar de adaptações dependendo de como foi o parto e de como está a recuperação”, explica o professor. 

A proposta combina com uma visão mais ampla sobre o exercício no pós-parto: ele não precisa ser encarado apenas como uma ferramenta para emagrecimento. Segundo o ACOG, a atividade física pode contribuir para aumentar a energia, melhorar o sono, reduzir o estresse, fortalecer a musculatura abdominal e ajudar na saúde mental durante o período pós-parto. 


E se a mãe estiver amamentando?E se a mãe estiver amamentando? 

O exercício também pode fazer parte da rotina de mulheres que estão amamentando. A atividade física moderada é considerada compatível com o período pós-parto, e o Ministério da Saúde recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses e continuada até os dois anos ou mais, quando possível e desejada pela mãe e pela criança. 

Para tornar o treino mais confortável, o ACOG recomenda, entre outras medidas, amamentar ou retirar leite antes do exercício quando houver desconforto provocado pelo enchimento das mamas, usar um sutiã com bom suporte e manter-se hidratada. 

Na prática, portanto, não existe um “dia certo” universal para voltar à academia. Existe o momento adequado para cada mulher, considerando o tipo de parto, possíveis complicações, recuperação e liberação dos profissionais de saúde. A partir daí, a recomendação é começar com pouco, observar como o corpo responde e evoluir gradualmente. 

Porque, depois de gerar uma vida, voltar a se movimentar também pode ser uma forma de voltar a olhar para si mesma. 


 

Quem responde pelo seu rosto? 6 perguntas que você deveria fazer antes de qualquer procedimento estético

 "Com a expansão dos tratamentos estéticos, saber quem executa o procedimento, quais equipamentos são utilizados e o que acontece em caso de intercorrência virou parte da decisão de consumo"

 

Você pesquisaria a reputação de um restaurante antes de reservar uma mesa. Compararia avaliações antes de comprar um celular. Procuraria informações sobre um hotel antes de viajar. Mas e antes de colocar um equipamento sobre o rosto, aplicar uma substância na pele ou iniciar um tratamento estético? 

A popularização dos procedimentos de estética avançada transformou esse mercado em um dos segmentos mais dinâmicos da área de saúde e beleza. Tecnologias que antes estavam restritas a clínicas especializadas passaram a fazer parte do cotidiano de um público cada vez maior. Com isso, surgiu também um novo comportamento de consumo: o paciente chega ao estabelecimento já sabendo o nome do procedimento que quer fazer, influenciado por redes sociais, celebridades ou vídeos de antes e depois.

O problema é que conhecer o nome de uma tecnologia não significa necessariamente saber se ela é adequada para aquele rosto ou se o estabelecimento escolhido está preparado para utilizá-la. “Hoje, o consumidor chega muito mais informado sobre procedimentos, mas informação sobre uma tecnologia não substitui avaliação profissional. Antes de pensar no que quer fazer, ele deveria perguntar quem vai executar, qual é a formação desse profissional, se o equipamento é regularizado e como o estabelecimento trabalha com segurança”, afirma Daniela da Silveira, biomédica e coordenadora técnica da GIO Estética Avançada.

A questão, portanto, deixou de ser apenas “qual procedimento eu quero fazer?”.Passou a ser: “quem vai cuidar de mim e como esse cuidado é feito?” 


  1. Quem vai realizar o procedimento?

É a primeira pergunta e talvez a mais importante.

Procedimentos estéticos não devem ser escolhidos apenas pela promessa de resultado ou pelo equipamento utilizado. A formação e a habilitação do profissional responsável são critérios fundamentais.

Isso porque diferentes procedimentos têm exigências distintas e podem estar submetidos a regras específicas de atuação profissional. O consumidor deve saber quem executará o procedimento, qual sua formação e se está habilitado para aquela atividade dentro das normas de sua profissão.

Também vale perguntar quem é o responsável técnico pelo estabelecimento.

A existência de um responsável técnico não é uma formalidade burocrática. É um dos elementos que ajudam a definir quem responde tecnicamente pelos serviços oferecidos naquele local.

“Eu sempre digo que o primeiro equipamento que o consumidor precisa conhecer é o profissional. Antes de perguntar qual máquina será usada, pergunte quem vai operar, qual é a formação e quem é o responsável técnico pelo estabelecimento. A tecnologia é uma ferramenta; a segurança começa na indicação e na execução”, diz Daniela.


  1. O equipamento é regularizado?

O nome comercial de uma tecnologia pode ser conhecido nas redes sociais e, ainda assim, não ser suficiente para que o consumidor saiba exatamente o que está sendo utilizado.

Antes de um procedimento, é possível perguntar qual é o equipamento, qual fabricante o produz e se o produto ou equipamento está regularizado junto à Anvisa, quando aplicável.

A consulta pode ser feita nos canais oficiais da agência. Esse cuidado é especialmente importante porque o mercado de estética convive com uma grande quantidade de publicidade, importação de equipamentos e divulgação de tecnologias em redes sociais.

Um aparelho apresentado como “novo”, “revolucionário” ou “exclusivo” não é automaticamente mais seguro ou mais adequado.

“O consumidor não precisa ser especialista em tecnologia. Mas pode fazer perguntas básicas. Qual é o equipamento? Qual é o fabricante? Ele é regularizado? Qual é a indicação? O profissional pode explicar como aquela tecnologia funciona e por que ela foi escolhida para aquele caso?”, afirma Daniela.


  1. Existe avaliação antes de começar?

Outro sinal de alerta é quando o procedimento parece ser definido antes mesmo de o profissional conhecer o paciente. Uma avaliação adequada deve considerar características individuais, histórico, queixas, objetivos e eventuais contraindicações ou fatores de risco relevantes.

Isso vale especialmente porque dois pacientes com a mesma queixa estética podem ter necessidades completamente diferentes.

Uma pessoa que procura um tratamento para flacidez, por exemplo, pode apresentar graus diferentes de alteração cutânea, composição corporal, idade e histórico de procedimentos anteriores.

O protocolo, portanto, não deveria ser determinado apenas pelo que está em alta.

“Um procedimento não deve começar pela escolha da máquina, mas pela avaliação. Antes de indicar qualquer tecnologia, o profissional precisa compreender a queixa, avaliar as características e necessidades individuais e conhecer o histórico do paciente. A partir dessas informações, é possível definir a tecnologia mais adequada e estabelecer uma conduta personalizada. É essa avaliação criteriosa que transforma uma aplicação padronizada em um protocolo verdadeiramente individualizado e seguro”, explica Daniela. 


  1. O que exatamente está sendo proposto?

Parece uma pergunta óbvia, mas é uma das mais importantes.

Antes de qualquer procedimento, o consumidor deveria saber qual é o objetivo do tratamento, quantas sessões podem ser necessárias, quais resultados são realisticamente esperados e quais são as limitações da técnica.

É nesse momento que uma conversa sobre expectativas se torna parte da segurança.

A estética trabalha com resultados que podem variar de pessoa para pessoa. Características individuais, idade, hábitos, composição corporal, qualidade da pele e resposta biológica interferem no resultado.

Por isso, promessas absolutas merecem cautela. Expressões como “resultado garantido”, “sem risco”, “definitivo” ou “igual ao de uma cirurgia” deveriam acender um sinal de alerta quando utilizadas sem contextualização.

“Uma boa avaliação também precisa falar sobre limites. Nenhum profissional sério deveria prometer que todas as pessoas terão exatamente o mesmo resultado. O consumidor tem direito a entender o que aquela técnica pode fazer, o que não pode fazer e quais são as alternativas”, afirma Daniela.


  1. E se alguma coisa der errado?

É uma pergunta que pouca gente faz, justamente porque ninguém gosta de imaginar que o procedimento pode ter uma intercorrência. Mas segurança também significa saber o que acontece se o resultado não for o esperado ou se surgir uma reação durante ou depois do procedimento.

Antes de começar, o consumidor pode perguntar quais são os possíveis efeitos adversos, quais sinais exigem atenção e qual é o canal de contato com a clínica depois da sessão.

Também é importante saber se existe orientação pós-procedimento e quem deve ser procurado em caso de intercorrência. A resposta não precisa ser assustadora. Pelo contrário: um estabelecimento preparado tende a conseguir explicar de forma clara quais situações podem ocorrer e como serão conduzidas.

“Não existe procedimento sem contexto, e o consumidor precisa saber que existe acompanhamento depois da sessão. Uma clínica responsável não desaparece quando o paciente sai pela porta. Deve existir orientação sobre o pós-procedimento e um canal para que ele saiba a quem recorrer se tiver alguma dúvida ou reação”, diz a biomédica.


  1. O estabelecimento está regularizado?

O local onde o procedimento será realizado também faz parte da decisão. Dependendo do serviço oferecido e da legislação aplicável, estabelecimentos que realizam atividades de interesse à saúde estão sujeitos a regras sanitárias e podem precisar de licença ou autorização sanitária.

O consumidor pode perguntar se o estabelecimento possui a documentação sanitária exigida para suas atividades e quais serviços estão autorizados a ser realizados naquele espaço. A fiscalização sanitária existe justamente para verificar se determinadas condições de funcionamento, higiene, segurança e organização estão sendo cumpridas.

“É importante que o consumidor entenda que segurança não está apenas na pessoa que executa o procedimento. Ela envolve o ambiente, os equipamentos, os processos, os registros e a forma como a clínica organiza toda a jornada do paciente”, afirma Daniela.

Antes do “antes e depois”, existe o “quem e como”. A força das redes sociais mudou a maneira como as pessoas escolhem tratamentos estéticos. Fotos de antes e depois, vídeos de procedimentos e depoimentos de influenciadores transformaram resultados em conteúdo. O consumidor pode passar semanas pesquisando determinado procedimento antes de entrar em uma clínica.

Mas existe uma informação que dificilmente aparece na postagem: o que aconteceu antes daquela foto.

Qual era a condição inicial? Quem avaliou? Qual protocolo foi utilizado? Quantas sessões foram feitas? Houve associação de técnicas? O resultado é representativo ou excepcional? Sem essas informações, uma imagem pode criar expectativas que não correspondem à realidade de todos os pacientes.

“Antes e depois pode ser uma informação interessante, mas não deveria ser o principal critério de escolha. O paciente precisa saber que cada organismo responde de uma maneira. O mais importante é entender se existe indicação para ele e se o profissional tem preparo para conduzir aquele caso”, afirma Daniela.

O barato pode sair caro, mas o caro também não é sinônimo de seguro. Outro comportamento comum é escolher pelo preço. Promoções, pacotes e descontos podem ser atrativos, mas o valor cobrado não deve ser o único critério para avaliar um procedimento, da mesma maneira, um preço elevado não é garantia automática de qualidade, o que o consumidor está comprando não é apenas uma sessão. Está comprando uma combinação de profissional habilitado, avaliação, equipamento, ambiente, protocolo, acompanhamento e responsabilidade técnica. É essa soma que deveria entrar na comparação.

“Preço pode ser um critério de decisão, mas não pode ser o único. O consumidor precisa comparar o que está incluído naquele atendimento e, principalmente, quais são os critérios de segurança. Uma sessão mais barata não necessariamente representa uma economia se não houver uma estrutura adequada por trás”, afirma a coordenadora técnica.

A estética virou consumo e exige consumidor mais atento porque a mudança no comportamento do público é irreversível. Procedimentos estéticos deixaram de ser uma decisão eventual para muitas pessoas e passaram a fazer parte de uma rotina de autocuidado. O acesso aumentou, a informação se espalhou e a oferta se multiplicou.

O próximo passo, para especialistas, é transformar o consumidor de estética em um consumidor mais crítico. Isso não significa desconfiar de todo procedimento ou profissional. Significa fazer perguntas básicas antes de decidir.

Quem vai executar?

Qual é a formação?

O equipamento é regularizado?

Houve avaliação individual?

O estabelecimento está regularizado para aquela atividade?

Quais são os riscos e limitações?

Quem acompanha o paciente se houver uma intercorrência?

São perguntas simples, mas que ajudam a deslocar a decisão do território da promessa para o da responsabilidade.

“Segurança não deveria ser uma preocupação que aparece depois de um problema. Ela precisa estar presente antes do procedimento. Quanto mais o consumidor pergunta, mais ele consegue diferenciar uma experiência construída com responsabilidade de uma oferta baseada apenas em promessa”, conclui Daniela.

No fim, talvez a pergunta mais importante antes de entregar o rosto, ou qualquer outra parte do corpo a um procedimento estético não seja “quanto custa?”, mas “quem responde por isso?”.


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Muito além do skincare: 9 hábitos que ajudam a manter a pele saudável

 

 Muito além dos cosméticos, a saúde da pele depende de uma combinação de bons hábitos capazes de preservar suas funções e retardar os sinais do envelhecimento

  

A pele é o maior órgão do corpo humano e desempenha funções essenciais, como proteger o organismo contra agentes externos, regular a temperatura corporal e evitar a perda excessiva de água. Com o passar dos anos, a produção de colágeno e elastina diminui naturalmente, deixando-a mais fina, seca e menos elástica. 

Além do envelhecimento natural, o estilo de vida também influencia sua saúde e aparência. O que comemos, como dormimos, o quanto nos movimentamos e a forma como lidamos com o estresse exercem um efeito cumulativo sobre ela. 

“A partir dos 30 anos, essas mudanças começam a se tornar mais evidentes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns hábitos podem ajudar a preservar a pele por mais tempo”, explica Laura Chacón-Garbato, mestre em Nutrição Médica, esteticista licenciada e membro do Conselho Consultivo da Herbalife.

 

1. Proteja a pele do sol todos os dias

A exposição excessiva à radiação ultravioleta é considerada o principal fator externo relacionado ao envelhecimento precoce da pele. Além de favorecer o surgimento de manchas e rugas, acelera a degradação do colágeno e aumenta o risco de câncer de pele. 

“Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS, mesmo em dias nublados, continua sendo uma das recomendações mais importantes da dermatologia.”
 

2. Consuma proteína suficiente

A pele é composta principalmente por proteínas, como colágeno, elastina e queratina. Para produzir e renovar essas estruturas, o organismo precisa de um aporte adequado de proteínas e aminoácidos provenientes da alimentação. 

Além disso, uma ingestão adequada de proteínas é importante para a cicatrização e para manter a integridade da barreira cutânea. 

“Não importa apenas a quantidade de proteína, mas também como seu consumo é distribuído ao longo do dia. Incluir fontes de proteína de alta qualidade em cada refeição ajuda a fornecer um aporte constante de aminoácidos, necessários para a renovação dos tecidos, incluindo a pele”, destaca Laura.

 

3. Priorize uma alimentação rica em nutrientes

Nenhum alimento, isoladamente, faz milagres pela pele. O que realmente faz diferença é uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas e fontes de proteínas de qualidade. 

Vitaminas como A e C, além de minerais como zinco e cobre, participam da renovação celular, da síntese de colágeno e da proteção contra o estresse oxidativo, um dos processos envolvidos no envelhecimento da pele. 

Os antioxidantes também atuam como o sistema de defesa natural da pele. “Por isso, uma alimentação rica em alimentos de diferentes cores fornece diversos compostos bioativos que ajudam a proteger as células dos danos oxidativos provocados por fatores como poluição, radiação solar e estresse”, afirma Laura.
 

4. Beba água ao longo do dia

A hidratação também começa de dentro para fora. Embora a água, por si só, não elimine rugas nem substitua o uso de hidratantes, manter uma ingestão adequada de líquidos contribui para o funcionamento normal da pele. 

Estudos mostram que pessoas com baixo consumo de água podem apresentar melhora na hidratação da pele ao aumentar a ingestão de líquidos. “Frutas, verduras, sopas e outros alimentos ricos em água também contribuem para o consumo diário de líquidos”, acrescenta.

 

5. Cuide da saúde intestinal

Nos últimos anos, as pesquisas passaram a estudar o chamado eixo intestino-pele, que descreve a comunicação entre a microbiota intestinal e a saúde da pele. 

Embora esse ainda seja um campo em evolução, os estudos sugerem que uma microbiota equilibrada contribui para modular os processos inflamatórios e a resposta imunológica, fatores que podem influenciar doenças como acne, dermatite atópica e rosácea. 

Uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes, verduras e cereais integrais favorece a diversidade da microbiota intestinal e beneficia a saúde de forma geral.
 

6. Durma bem

Durante o descanso, o organismo intensifica diversos processos de reparação e renovação celular. Portanto, dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode comprometer a função da barreira cutânea, aumentar os processos inflamatórios e favorecer uma aparência mais cansada da pele. 

A qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece os processos naturais de reparação celular que ocorrem enquanto descansamos.
 

7. Mantenha uma rotina básica de cuidados com a pele

Uma rotina simples costuma ser suficiente para a maioria das pessoas. 

Limpar a pele diariamente ajuda a remover impurezas e o excesso de oleosidade. Já o uso de hidratantes contribui para manter a barreira cutânea e reduzir a perda de água, ajudando a preservar uma pele mais saudável, especialmente em pessoas com tendência ao ressecamento. 

“A constância supera a complexidade. Uma rotina simples, realizada todos os dias, costuma oferecer resultados melhores do que utilizar muitos produtos de forma esporádica.”

 

8. Utilize suplementos quando necessário

Os suplementos podem ser aliados em situações específicas, como quando existe uma deficiência nutricional ou por recomendação de um profissional de saúde. 

Entre eles, os peptídeos bioativos de colágeno contam com as evidências mais consistentes para melhorar parâmetros como hidratação e elasticidade da pele. Ainda assim, eles não substituem hábitos como uma alimentação equilibrada, proteção solar e uma rotina adequada de cuidados.
 

9. Mantenha-se ativo

Além dos benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, a prática regular de atividade física favorece a circulação sanguínea na pele e ajuda a controlar os processos inflamatórios sistêmicos. 

Os estudos também sugerem que o exercício pode contribuir para preservar a estrutura e a função da pele à medida que ela envelhece. 

O exercício também ajuda a controlar o estresse, que, quando crônico pode impactar a saúde da pele, já que o excesso de cortisol tem sido associado a processos inflamatórios que podem afetar sua aparência e contribuir para a perda acelerada de colágeno. 

“A saúde da pele não depende de soluções rápidas, mas de hábitos consistentes. Quando combinamos uma alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado, hidratação e proteção solar, criamos um ambiente que favorece o funcionamento normal da pele de dentro para fora. Não se trata de buscar a perfeição, mas de construir uma rotina sustentável que beneficie a saúde no longo prazo”, conclui Laura.


Herbalife
www.Herbalife.com


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