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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Profissionais 50+ somam mais de 5,6 milhões de candidaturas em seis meses e reforçam importância de comunicar experiência ao mercado

Mesmo diante da escassez de mão de obra qualificada, trabalhadores acima dos 50 anos ainda enfrentam barreiras silenciosas durante processos seletivos

 

Profissionais entre 51 e 64 anos realizaram mais de 5,6 milhões de candidaturas por meio do Infojobs entre dezembro de 2025 e maio de 2026. O volume demonstra a forte presença desse público na busca por oportunidades e reforça uma tendência que deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, à medida que o envelhecimento da população brasileira impacta diretamente a composição da força de trabalho. 

Somente em março de 2026, a faixa etária registrou mais de 1,2 milhão de candidaturas, o maior volume do período analisado. Os números evidenciam que profissionais mais experientes seguem ativos, buscando recolocação, crescimento profissional e novas oportunidades de carreira em diferentes setores da economia. 

Apesar do interesse crescente por vagas, especialistas apontam que muitos profissionais 50+ ainda enfrentam desafios para converter experiência em contratação. Além das barreiras relacionadas ao preconceito etário, existe uma dificuldade recorrente em traduzir anos de trajetória profissional em argumentos que dialoguem com as demandas atuais das empresas. 

“Muitos profissionais acumulam uma trajetória rica em resultados, mas nem sempre conseguem comunicar esse valor de forma clara para recrutadores e gestores. Hoje, tão importante quanto ter experiência é saber demonstrar como essa experiência pode contribuir para os desafios atuais das organizações”, afirma Monize Oliveira, Gerente Sênior de Marketing e Comunicação da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs. 

Para a executiva, o marketing pessoal tornou-se um aliado importante para profissionais que desejam ampliar sua competitividade no mercado. Currículos atualizados, perfis profissionais completos, destaque para resultados concretos e demonstração de aprendizado contínuo ajudam a tornar a experiência mais visível durante os processos seletivos. 

“Experiência não deve ser apresentada apenas como tempo de carreira. As conquistas importam, mas hoje a capacidade de adaptação se tornou um diferencial decisivo. A forma de liderar, os modelos de trabalho e de gestão, as ferramentas e até a maneira de reportar resultados mudaram profundamente. Por mais qualificado que o profissional seja, mostrar que sabe se adaptar a esse novo cenário é o que realmente se destaca em uma entrevista”, explica. 

Segundo Monize, outro fator relevante é a atualização constante do currículo em plataformas de emprego. Manter o perfil sempre atualizado, com informações completas e resultados concretos, amplia as chances de ser encontrado por recrutadores. Estar presente em redes profissionais também ajuda, mas para esse público a prioridade deve ser garantir que o currículo nos jobsites reflita de forma clara a trajetória e as competências, já que manter uma rotina ativa de postagens e interações nas redes não costuma ser o fator que mais pesa na hora da seleção. 

Ao mesmo tempo, as empresas também são chamadas a ampliar o olhar sobre diversidade geracional. Equipes formadas por profissionais de diferentes faixas etárias costumam combinar experiência, conhecimento técnico e novas perspectivas, criando ambientes mais preparados para lidar com desafios complexos. 

“À medida que a população envelhece, profissionais 50+ deixam de representar apenas uma pauta de inclusão. Eles são uma fonte estratégica de talento. Para as empresas, ampliar esse olhar significa acessar competências valiosas. Para os profissionais, significa reconhecer que a experiência continua sendo um ativo poderoso, desde que seja comunicada de forma relevante para o mercado”, conclui.

 

Mais de 1,7 mil vagas de estágio disponíveis no IEL

Foto: Iano Andrade/ IEL
Goiás lidera em número de oportunidades e oferece 597 vagas; Bahia aparece em segundo, com 430 vagas disponíveis  

 

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.779 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil. Há oportunidades nas áreas de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências contábeis, direito, educação física, engenharia, medicina veterinária, psicologia, tecnologia da informação e muito mais, incluindo cursos técnicos e do ensino médio. Todas as oportunidades são remuneradas e as bolsas variam de R$ 350 a R$ 3 mil, além de auxílio-transporte. 

O estágio é um ato educacional que proporciona aos estudantes o primeiro contato com o mundo do trabalho. O Programa IEL de Estágios já fez a ponte para mais de 1,5 milhão de alunos encontrarem a oportunidade ideal. Além disso, só no primeiro semestre de 2025, a rede inseriu mais de 55 mil estagiários no mercado de trabalho. Para saber tudo sobre o tema, acompanhe a Agência de Notícias da Indústria.

·         Confira as vagas por estado naAgência de Notícias da Indústria 

·         Veja aqui uma sugestão de imagem do IEL!

Conheça o IEL Carreiras 


O IEL conta com uma plataforma para conectar estudantes, instituições de ensino e empresas: o IEL Carreiras.

A ferramenta concentra, em um só ambiente, as vagas de estágio de todo o Brasil. Há filtros – por estado, curso, modalidade e tipos de vaga – que facilitam a busca pela melhor oportunidade. As empresas têm acesso a um banco nacional de candidatos, também com função de filtros. É possível realizar testes de perfil para unir o estudante à empresa ideal. Tanto estudantes quanto empresas podem fazer login para se conectarem às novidades.

 

 

Sobre o levantamento quinzenal de vagas


A Agência de Notícias da Indústria realiza um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo IEL em todo o Brasil, junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Para tirar dúvidas ou mais detalhes, entre em contato com o IEL do seu estado.

 

Impostos invisíveis pesam no bolso do consumidor sem que ele perceba, alerta o tributarista André Charone

Muitas pessoas acreditam que só pagam impostos quando recebem um boleto ou efetuam o pagamento de um tributo diretamente ao governo. No entanto, boa parte da carga tributária brasileira já está embutida no preço de praticamente tudo o que é consumido diariamente. É o que explica o especialista em gestão tributária André Charone, ao destacar que os chamados "impostos invisíveis" fazem parte da rotina dos brasileiros, mesmo quando passam despercebidos. 

Segundo Charone, alimentos, combustíveis, contas de consumo e diversos serviços já chegam ao consumidor com tributos incorporados ao preço final. 

"No supermercado, por exemplo, produtos como arroz, café, carnes, refrigerantes e itens de limpeza carregam uma carga tributária que foi sendo adicionada ao longo de toda a cadeia de produção, transporte e comercialização. O consumidor paga esses impostos, mas muitas vezes nem percebe que eles já estão incluídos no valor da compra", explica. 

O especialista ressalta que essa realidade também está presente no preço dos combustíveis. Gasolina, diesel e etanol possuem diversos tributos embutidos, o que influencia não apenas o abastecimento dos veículos, mas também o custo do transporte de mercadorias, dos fretes e, consequentemente, dos alimentos e de inúmeros produtos e serviços. 

"As pessoas costumam associar o aumento dos preços apenas à inflação, mas a carga tributária também exerce um impacto importante na formação dos valores que chegam ao consumidor", afirma. 

Outro exemplo citado por André Charone são as contas de energia elétrica e de internet. Embora o consumidor visualize apenas o valor final da cobrança, parte desse montante corresponde aos tributos incidentes sobre a prestação do serviço. 

O mesmo acontece com aplicativos de transporte, plataformas de delivery e diversos serviços contratados diariamente. Nesses casos, parte do valor pago também corresponde aos impostos incidentes sobre a operação, como o ISS, entre outros tributos previstos na legislação. 

Para Charone, a principal razão para esses impostos serem considerados "invisíveis" é que eles não são pagos diretamente pelo consumidor ao governo no momento da compra. As empresas recolhem esses valores posteriormente, após embuti-los no preço dos produtos e serviços. 

"Muitas notas fiscais, inclusive, já apresentam uma estimativa dos tributos incidentes naquela compra. É uma forma de dar mais transparência ao consumidor sobre quanto ele efetivamente paga em impostos", observa. 

Na avaliação do especialista, compreender como funciona a tributação brasileira é fundamental para que consumidores e empresários tomem decisões mais conscientes. 

"O imposto pode ser invisível aos olhos, mas certamente não é invisível para o bolso. Conhecer como os tributos influenciam os preços ajuda a entender melhor os custos do dia a dia, fortalece a educação financeira e permite uma participação mais consciente nas discussões sobre economia e sistema tributário", conclui André Charone.  




André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


Férias de julho impulsionam busca por roteiros de cicloturismo em São Paulo

De Aparecida à Mata Atlântica, roteiros sobre duas rodas ganham espaço entre viajantes que buscam experiências ao ar livre durante o recesso 


As férias de julho têm levado cada vez mais brasileiros a buscar viagens de curta duração, contato com a natureza e experiências ao ar livre. Entre as opções que vêm ganhando espaço está o cicloturismo, modalidade que combina atividade física, turismo e imersão cultural em um único roteiro. O movimento acompanha uma mudança no comportamento dos viajantes. Uma pesquisa global da Dragonpass aponta que 53% dos turistas priorizam viagens centradas em experiências e hobbies, enquanto 50% buscam maior conexão com a cultura local durante os deslocamentos. 

Em São Paulo, quem pretende aproveitar o recesso sobre duas rodas encontra uma rede crescente de roteiros voltados ao cicloturismo. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado passou a destacar oficialmente alguns dos principais percursos para ciclistas, reforçando a bicicleta como ferramenta de desenvolvimento turístico e valorização regional.
 

Quatro roteiros para conhecer São Paulo pedalando nas férias 

Entre os destaques está a Rota da Luz, percurso que conecta municípios do interior paulista até Aparecida. Planejada para caminhantes e ciclistas, a rota passa por estradas de baixo fluxo de veículos e áreas de relevância histórica, promovendo uma experiência que combina patrimônio cultural, gastronomia e turismo regional. 

Outro roteiro tradicional é o Caminho da Fé, que atravessa áreas rurais de São Paulo e Minas Gerais em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Bastante procurado por cicloturistas, o trajeto reúne desafios de altimetria, belas paisagens e forte componente cultural e religioso. 

Na capital paulista, a Rota Interparques oferece uma proposta diferente. Com cerca de 182 quilômetros de extensão, o percurso conecta parques, represas, unidades de conservação e áreas de Mata Atlântica na Zona Sul da cidade, integrando mobilidade, ecoturismo e contato com a natureza. 

Já para os adeptos de viagens de longa distância, a Ciclorrota da Mata Atlântica se destaca pelos mais de 500 quilômetros de percurso que atravessam 12 municípios paulistas. A rota conecta estradas vicinais, fazendas e unidades de conservação, fortalecendo tanto o ecoturismo quanto a valorização ambiental da região. 

Para David Peterle, CEO da Oggi Bikes, o crescimento dessas iniciativas acompanha uma mudança no perfil do viajante. “O turista busca cada vez mais experiências autênticas e personalizadas. A bicicleta permite explorar os destinos em um ritmo diferente, com mais contato com a natureza, com a cultura local e com as pessoas que fazem parte daquele ambiente”, afirma. 

Segundo o executivo, o cicloturismo também se beneficia de uma transformação mais ampla no mercado de bicicletas. “Hoje existem modelos específicos para diferentes tipos de aventura, desde percursos urbanos até viagens de longa distância. Isso torna a prática mais acessível e amplia o número de pessoas interessadas em conhecer novos lugares pedalando”, explica. 

O avanço do setor também aparece nos números da indústria. Dados da Abraciclo mostram que a produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus somou 32.107 unidades em março, crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou por conta das bicicletas elétricas, cuja fabricação cresceu 142,3% na comparação anual, alcançando 5.447 unidades produzidas. 

Na avaliação da Oggi Bikes, a combinação entre infraestrutura turística, interesse por atividades ao ar livre e diversidade de rotas deve continuar impulsionando o cicloturismo nos próximos anos. “A bicicleta oferece uma forma única de conhecer um destino. Você consegue percorrer grandes distâncias, mas sem perder a conexão com o ambiente. É justamente isso que tem atraído cada vez mais pessoas para o cicloturismo”, conclui Peterle.


Nova resolução do CNJ cria regras para influenciadores mirins e reforça proteção de crianças e adolescentes nas mídias digitais

Advogado e professor de Direito Constitucional, Max Kolbe avalia que a medida representa um marco para coibir a exploração econômica e garantir maior proteção aos direitos da infância no ambiente digital.

 

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, uma resolução que regulamenta a concessão de alvarás judiciais para a participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas no ambiente digital. A norma, que regulamenta dispositivos do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e do Decreto nº 12.880/2026, estabelece critérios para autorizar a atuação de influenciadores mirins e amplia a proteção da infância nas plataformas digitais.

 

Para o advogado, empresário e professor de Direito Constitucional Max Kolbe, a medida representa um avanço necessário. "A resolução não impede que crianças e adolescentes produzam conteúdo ou atuem como influenciadores digitais. Ela estabelece parâmetros jurídicos claros para evitar que essa exposição se transforme em exploração econômica, violação da privacidade ou comprometimento do desenvolvimento físico, emocional, psicológico e educacional dos menores", afirma.

 

A resolução determina que a Justiça avalie aspectos como carga horária, frequência das publicações, formas de monetização, contratos comerciais, impactos sobre o desenvolvimento da criança e possíveis riscos de exploração econômica. Também prevê a participação obrigatória dos pais ou responsáveis no processo e a escuta da criança ou do adolescente sempre que possível, além da possibilidade de revisão ou revogação do alvará caso sejam identificados riscos aos direitos dos menores.

 

Segundo Kolbe, a regulamentação também amplia a compreensão sobre as novas formas de exploração infantil. "Hoje, a exploração pode ocorrer por meio da exposição permanente da imagem da criança nas redes sociais, da produção incessante de conteúdo para obtenção de engajamento e da transformação da infância em produto comercial. A resolução reforça que o melhor interesse da criança deve prevalecer sobre qualquer interesse econômico", destaca.

 

Outro avanço previsto pela norma é a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAC), que reunirá as autorizações concedidas em todo o país para padronizar procedimentos, fortalecer a fiscalização e subsidiar políticas públicas voltadas à proteção da infância no ambiente digital. 




Dr. Max Kolbe - advogado, empresário e professor de Direito Constitucional, reconhecido por sua atuação técnica, estratégica e humanizada. Autor de diversas obras jurídicas e literárias, é fonte frequente da imprensa em temas relacionados ao Direito Constitucional, Direito Digital, desenvolvimento humano e ética profissional. Sua trajetória reúne experiência acadêmica e prática, com atuação voltada à defesa dos direitos fundamentais e à promoção da segurança jurídica.


Estudo inédito revela prejuízo de US$ 211 milhões anuais na aviação brasileira

Pesquisa utilizou visão computacional em um aeroporto brasileiro para monitorar a conformidade de bagagens de mão, revelando um prejuízo milionário devido a itens irregulares


Um estudo inédito apresentado no Symposium on Aviation Innovation and Research revelou que o transporte irregular de bagagens de mão pode gerar uma exposição econômica potencial de US$ 211 milhões por ano para a aviação doméstica brasileira. A pesquisa utilizou o sistema automatizado de visão computacional Pacer BagScan, desenvolvido pela PACER Technology, para monitorar a conformidade das bagagens em um grande aeroporto brasileiro e identificou que 6,8% dos volumes analisados excediam os limites dimensionais permitidos pelas companhias aéreas.

A partir dos dados coletados, os pesquisadores estimaram que cerca de 18,8 mil itens irregulares passam diariamente pelos aeroportos do país. Com base em taxas indicativas de excesso de bagagem, o estudo calculou o impacto financeiro potencial associado ao problema, que afeta tanto a eficiência operacional quanto a rentabilidade das companhias aéreas.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores monitoraram o fluxo de passageiros durante onze dias de operação comercial regular. O sistema automatizado realizou mais de 71 mil medições, das quais quase 27 mil puderam ser associadas individualmente aos passageiros.

Além da não conformidade dimensional, o estudo observou que uma parcela significativa dos viajantes embarca com múltiplos itens de mão, aumentando a complexidade dos processos de pré-embarque e sobrecarregando as equipes de solo.

“Os resultados demonstram que sistemas automatizados de visão computacional oferecem um monitoramento contínuo, objetivo e escalável”, destacam os autores do trabalho, entre eles Giuliano Podalka, CEO da PACER Technology, o Dr. João S. D. Garcia, da Embry-Riddle Aeronautical University, e Tulio Souza, da LATAM Airlines.

Segundo os pesquisadores, a adoção de tecnologias como o Pacer BagScan pode reduzir a necessidade de intervenção humana nos portões de embarque, diminuir a carga de trabalho das equipes operacionais e fornecer dados precisos para decisões estratégicas. A proposta é aumentar a previsibilidade operacional e permitir que companhias aéreas e aeroportos gerenciem melhor a capacidade e a eficiência durante o embarque.

“Os resultados demonstram como tecnologias de visão computacional podem transformar o monitoramento de bagagens nos aeroportos, oferecendo dados em tempo real para enfrentar um problema operacional que impacta diretamente custos, eficiência e experiência dos passageiros”, completa Giuliano Podalka, CEO da PACER Technology.

 

Corrida pelo visto EB-5 cresce entre brasileiros diante de possível aumento no valor do investimento

Especialistas alertam para discussões no Congresso americano que podem elevar o aporte mínimo exigido para obtenção do green card por investimento

 

O visto EB-5 voltou ao centro das atenções entre brasileiros interessados em migrar para os Estados Unidos. Considerado um dos caminhos mais diretos para a obtenção do green card, o programa permite que estrangeiros conquistem a residência permanente mediante um investimento qualificado na economia americana. Nos últimos meses, escritórios especializados em imigração registraram aumento na procura pelo visto, impulsionado por incertezas sobre possíveis mudanças nas regras do programa.

Atualmente, o EB-5 oferece duas modalidades. A primeira é o chamado investimento direto, no qual o estrangeiro aplica pelo menos US$1,05 milhão em um negócio próprio nos Estados Unidos e assume sua administração. A segunda, responsável pela maior parte das solicitações, ocorre por meio dos chamados Regional Centers, estruturas aprovadas para captar recursos destinados a grandes empreendimentos. Nessa modalidade, o investimento mínimo atualmente é de US$ 800 mil em áreas de emprego prioritárias (TEA) e US$1,05 milhão em projetos convencionais.

Para Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e imigração para os Estados Unidos, o principal diferencial do EB-5 está na simplicidade da contrapartida exigida do investidor. "O EB-5 é hoje o caminho mais objetivo para quem possui capacidade financeira de investir e deseja obter o green card. Diferentemente de outros vistos, após realizar o investimento em um projeto qualificado, o investidor não precisa comprovar atividades empresariais ou manter uma gestão ativa do negócio. Isso proporciona estabilidade, liberdade e segurança para toda a família."

O programa existe desde 1990 e foi criado para estimular investimentos privados capazes de gerar empregos nos Estados Unidos. Cada investimento aprovado deve resultar na criação de pelo menos dez postos de trabalho para trabalhadores americanos, razão pela qual o mecanismo continua sendo visto pelo governo como uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico.


Congresso discute reajuste dos valores

Embora o programa tenha autorização para continuar operando, uma discussão ganhou força em Washington nas últimas semanas: a possibilidade de antecipar o reajuste dos valores mínimos exigidos para participar do EB-5.

Segundo Toledo, parlamentares avaliam elevar o investimento mínimo dos atuais US$800 mil para aproximadamente US$925 mil nas áreas prioritárias. Nos demais projetos, o valor poderá passar de US$1,05 milhão para cerca de US$1,2 milhão. "O programa dificilmente será encerrado. Ele representa uma importante fonte de financiamento para grandes empreendimentos e gera empregos nos Estados Unidos. O debate atual não é sobre acabar com o EB-5, mas sobre atualizar os valores exigidos para acompanhar o mercado."

A movimentação ocorre meses depois da tentativa do presidente Donald Trump de lançar o chamado "Gold Card", uma proposta que previa a concessão de residência mediante investimentos milionários. A iniciativa, no entanto, não avançou por falta de regulamentação e acabou fortalecendo novamente o interesse pelo EB-5, que já possui legislação consolidada e histórico de funcionamento.


Por que investidores têm antecipado decisões

Além da possibilidade de aumento no investimento mínimo, outro fator preocupa quem pretende iniciar o processo futuramente.

Segundo Toledo, caso haja alteração legislativa durante a análise do pedido, existe o risco de as autoridades migratórias exigirem a complementação do valor inicialmente investido para adequação às novas regras. "Quem pretende utilizar o EB-5 encontra neste momento uma janela importante. Se houver atualização dos valores enquanto o processo estiver em andamento, não há garantia de que o investimento feito hoje será suficiente até a conclusão da análise."

Apesar do cenário de incerteza, o especialista acredita que o Congresso deverá renovar o programa, preservando sua continuidade. "A expectativa é de renovação. O que está em discussão é o valor do investimento, não a existência do programa. O EB-5 continua atendendo aos interesses econômicos dos Estados Unidos e segue sendo uma ferramenta importante para financiar projetos e gerar empregos."


Atenção na escolha do projeto

Outro ponto de atenção para os investidores é a seleção do Regional Center. Como o sucesso do processo depende da conformidade do empreendimento escolhido, especialistas recomendam uma análise criteriosa do histórico do centro regional, da viabilidade financeira do projeto e do cumprimento das exigências do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).

"A escolha do Regional Center merece tanto cuidado quanto a decisão de investir. Existem projetos sólidos, mas também há casos que geraram problemas para investidores no passado. A avaliação jurídica e financeira é indispensável antes da aplicação dos recursos", conclui Toledo. 



Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 1 milhão de seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.
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Toledo e Advogados Associados
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Vazão das Cataratas do Iguaçu chega a 5 milhões de litros por segundo

Volume de água é quase quatro vezes superior à média histórica e intensifica o espetáculo natural no Parque Nacional do Iguaçu.

 

As Cataratas do Iguaçu registraram, nesta terça-feira (30), vazão de aproximadamente 5,7 milhões de litros de água por segundo. O volume representa quase quatro vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo, transformando a paisagem.

 

Foto: Mariana Kissel - Urbia+Cataratas


O aumento da vazão é consequência das chuvas registradas na última semana no Paraná. A medição é realizada pela Copel e o volume de água pode sofrer alterações ao longo dos próximos dias, conforme as condições climáticas e o comportamento do rio.

Mesmo com o aumento expressivo da vazão, a passarela das Cataratas permanece aberta para visitação, seguindo todos os protocolos e normas de segurança adotados pelo Parque Nacional do Iguaçu. As equipes monitoram permanentemente as condições do atrativo para garantir uma experiência segura aos visitantes.

 

Foto: Mariana Kissel - Urbia+Cataratas


Embora a média histórica seja de 1,5 milhão de litros por segundo, episódios de maior vazão são comuns em períodos de chuvas intensas. Nesta mesma época de 2025, o atrativo também registrou aumento significativo no volume de água. Em outubro do ano passado, por exemplo, as Cataratas ultrapassaram a marca de 7 milhões de litros por segundo.

Para quem visita o Parque Nacional do Iguaçu, a vazão elevada proporciona uma experiência ainda mais impactante. O aumento do volume intensifica a força das quedas, amplia a formação da névoa e torna o cenário ainda mais impressionante, evidenciando toda a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu.

Acompanhe as mudanças na vazão nas Cataratas do Iguaçu pelo grupo de notícias no Whatsapp, clique aqui


Parque Nacional do Iguaçu — O Parque Nacional do Iguaçu, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conta com a gestão de visitação turística da concessionária Urbia+Cataratas. Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, é referência internacional em turismo sustentável. Além disso, é considerado a principal atração do Brasil e da América Latina, segundo usuários do Tripadvisor no Prêmio Best of the Best 2025.



Era pós-dashboard? Por que executivos querem conversar com os dados

Inteligência artificial transforma a gestão da informação e acelera a tomada de decisão nas organizações

 

Por muitos anos, dashboards e relatórios foram a principal interface entre gestores e os dados de suas organizações. Embora ainda sejam usados, especialmente para fins operacionais e regulatórios, uma nova transformação começa a ganhar espaço na tomada de decisão: a possibilidade de conversar diretamente com os dados. 

Impulsionada pelos avanços da inteligência artificial generativa, essa mudança altera a forma como líderes acessam informações estratégicas. Em vez de navegar por múltiplas telas, solicitar relatórios ou depender de equipes técnicas para realizar cruzamentos específicos, gestores passam a obter respostas por meio de perguntas feitas em linguagem natural.

Há uma mudança no uso corporativo dos dados. Enquanto ferramentas tradicionais exigem que o usuário saiba previamente quais indicadores acompanhar, a IA permite investigações mais dinâmicas, contextualizadas e estratégicas, reduzindo barreiras de acesso à informação e ampliando a autonomia dos tomadores de decisão. 

É nesse cenário que a Gennera, empresa especializada em tecnologia para gestão educacional, aposta em uma nova experiência de relacionamento entre gestores e seus dados. A companhia lançou em junho o Gennera GPT com seu primeiro Agente, para Gestores, sendo a primeira solução baseada em inteligência artificial voltada para a gestão nas instituições de ensino, que permite a obtenção de informações estratégicas por meio de conversas em linguagem natural.
 

Um caso em aplicação

"A grande mudança não está no dado, mas na forma como ele chega ao gestor. Durante décadas, os sistemas de gestão foram construídos para registrar informações e automatizar processos operacionais. Agora, estamos entrando em uma era em que as pessoas podem conversar com seus dados, fazer perguntas complexas e obter respostas contextualizadas, que muitas vezes até nos surpreendem, inclusive com indicações de novas interações, ou seja, saímos da era de “qual minha inadimplência” para “analisar minha inadimplência e vamos investigá-la” sempre com base nas suas regras de negócio mas com toda a inteligência existente na IA", afirma Paulo Sponchiado, CEO da Gennera. 

Segundo o executivo, a substituição de relatórios ou dashboards por chats não deve acontecer em um médio prazo, mas as possibilidades de análise e tomada de decisão serão ampliadas. Questões que antes exigiam a criação de consultas específicas ou o apoio de equipes técnicas passam a ser respondidas diretamente pelo sistema. 

Entre os exemplos estão dentro da solução da Gennera estão perguntas relacionadas à inadimplência, desempenho acadêmico, retenção de alunos, indicadores financeiros e comparações históricas. A tecnologia permite que gestores investiguem cenários, realizem cruzamentos de informações e obtenham insights sem a necessidade de navegar por múltiplas telas ou relatórios. 

Para Gabriel Barreto, vice-presidente da Gennera, a principal transformação promovida pela inteligência artificial é a facilidade na leitura da informação. "Os dados sempre estiveram disponíveis dentro dos sistemas de gestão, mas transformá-los em informação estratégica dependia de relatórios, conhecimentos técnicos muito específicos. Com a inteligência artificial, o gestor ganha autonomia para explorar o negócio a partir das perguntas que precisa responder, sem depender de estruturas pré-definidas e sem limites para os cruzamentos de informação que deseja realizar".


Gennera
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Santander e DIO oferecem 15 mil bolsas gratuitas para bootcamp de Automação com N8N e Inteligência Artificial

Canva
Programa capacita profissionais a construir automações reais de processos com N8N, Python, APIs e agentes de IA em uma trilha 100% online e gratuita

 

O Santander, um dos maiores bancos do mundo, em parceria com a DIO, anuncia o lançamento do Santander - Automação com N8N na prática, um programa gratuito e online voltado à formação prática de profissionais em automação de processos, integração de sistemas e aplicação de Inteligência Artificial com N8N e Python. 

Com carga horária total de apenas 25 horas, o bootcamp oferece cursos, desafios de projeto, desafio criativo, desafio de código e mentorias ao vivo com especialistas de mercado, incluindo sessões práticas sobre automações de marketing com N8N e estratégias para destacar o perfil profissional em 2026. O programa foi desenvolvido para ensinar pessoas que querem aprender a construir automações aplicadas a processos reais, conectando N8N, Python, APIs, webhooks e IA em fluxos que eliminam trabalho manual e aumentam a previsibilidade de rotinas operacionais. 

Com este bootcamp, o Santander amplia seu investimento em formação técnica acessível, levando para mais profissionais o domínio de automação de processos com N8N e Inteligência Artificial, habilidades que já fazem parte do cotidiano de equipes de tecnologia, dados e operações em empresas de todos os setores. 

Ao se inscrever, os participantes têm acesso imediato à Aceleração Santander - Automação na Prática, um conteúdo exclusivo desenvolvido especialmente para o período de seleção. É um projeto prático onde o inscrito já constrói sua primeira automação real com N8N e IA antes mesmo do bootcamp começar: um workflow que conecta-se às APIs do Meta Ads e Google Ads, analisa campanhas de tráfego e envia relatórios prontos por e-mail. 

Durante a jornada, os participantes terão acesso a mentorias e desafios práticos, como:

  • Criação de workflows no N8N com nós padrão e integração com serviços populares para automatizar processos operacionais.
  • Uso de APIs e webhooks para conectar eventos, sistemas e serviços externos em automações mais robustas.
  • Desenvolvimento de um processo de RPA com N8N e Python como projeto final, combinando automação visual e desenvolvimento técnico em uma entrega aplicada a rotinas repetitivas.

"Saber automatizar processos virou diferencial em quase toda área de tecnologia. N8N, Python e integrações com IA já fazem parte do dia a dia de quem resolve problemas operacionais de verdade. A parceria entre Santander e DIO existe para democratizar esse acesso: são 15 mil bolsas gratuitas para profissionais que querem parar de fazer na mão o que uma automação resolve em segundos, e sair com um projeto real no portfólio," afirma Iglá Generoso, CEO e cofundador da DIO. 

A trilha cobre desde fundamentos de IA, Machine Learning, LLMs e engenharia de prompts até instalação e criação de workflows no N8N, manipulação de dados e variáveis, APIs, webhooks e automação de processos com Python, formando profissionais com perfil para atuar em automação operacional, integração de sistemas e construção de fluxos escaláveis.

As inscrições estão abertas de 08 de junho a 10 de agosto de 2026 e podem ser feitas gratuitamente na plataforma do Santander Open Academy por meio deste link.
 

O Enem no modo competição

Recentemente, foi veiculado um ranking das escolas de acordo com o desempenho de seus alunos no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. As escolas “campeãs” o comemoram. São “equipes” vencedoras. Os jogadores são os alunos do ano passado. A equipe técnica são os professores, a coordenação e a direção. Quem venceu está feliz. Quem se sentiu derrotado está treinando para vencer a próxima. Todos, os vencedores e os que sentiram derrotados mal têm tempo para comemorar. Já se preparam para a próxima Copa das escolas, que será em novembro e - se tudo seguir como está - terá seus resultados publicados em junho do ano que vem. 

Entretanto, uma questão estratégica fundamental foi pouco explicitada até então: há uma diferença importante entre o treino para o Enem e o treino que os materiais didáticos da maioria das escolas oferecem. Dentro da analogia do futebol, podemos considerar que a prova pede que se jogue futebol de salão, mas as escolas treinam seus alunos para o futebol de campo. 

Peguemos um exemplo da frente de Literatura. O Enem pede que os candidatos reconheçam a “presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional” - é assim que está escrita a habilidade 17, da matriz de referência.  Já os materiais didáticos das escolas ensinam a reconhecer as características de cada escola literária - e normalmente fazem isso até as produções literárias da década de 50 do século passado. Aí, no exame, aparece um texto literário publicado há cinco anos no país e o candidato pensa: “Poxa, não estudei isso”. Se escolhe a alternativa correta, considera que foi apenas porque interpretou bem o texto e a questão. 

Agora, um exemplo da frente de “Gramática”. O Enem pede, na habilidade 1, para “identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação”. Os materiais didáticos tradicionais ensinam em sua unidade 1 o que é dígrafo, hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente e tritongo. Sequer elucidam o que são os “sistemas de comunicação”, cobrados também nas habilidades 2, 3 e 4 do Enem. Mais uma vez, se o candidato acerta uma questão dessas habilidades, acredita que o mérito está em “saber interpretação de texto”.  

O primeiro tipo de trabalho, o de habilidades cobradas na prova do Enem, é diferente do segundo, o de conteúdos cobrados nos vestibulares tradicionais. As escolas que já intuíram isso ficam no dilema: trabalhar para o Enem, que também dá acesso às universidades, ou para os vestibulares tradicionais? 

Qual é o resultado desse dilema? Todos - treinadores e jogadores - participando da competição. Mas todos jogando uma modalidade para a qual treinaram mal (ou pouco). O jogo acontece sim; mas tende a terminar com resultados piores do que se poderia caso o treino fosse direcionado a ele. 

Talvez esteja na hora de torcer menos e exigir treinos mais específicos para a competição que se deseja vencer. Se todos - alunos e alunas, pais e mães, professores e professoras, coordenadores e coordenadoras, diretores e diretoras, como um grande time, fizerem isso, veremos muito mais craques no Enem.

 

Sérgio Gouveia - sócio fundador da escola de Entendimento de Texto, Redação, Literatura e Gramática Ágora - @agora.redacao -, é professor de Linguagens há mais de 20 anos; graduado na USP, mestre na Unesp e dedica-se ao ensino das competências e habilidades avaliadas pelo ENEM tanto na prova de Redação quanto na de Linguagens

 

Férias de julho: Gramado e Bariloche lideram a lista de destinos mais desejados pelos brasileiros

Bariloche (ARG) e Gramado (BR)
 iStock


Pesquisa do Melhores Destinos aponta as cidades brasileiras e estrangeiras mais buscadas pelos viajantes para o mês

 

Gramado lidera as buscas dos brasileiros para as férias de julho de 2026, mas os destinos de praia também ocupam boa parte do ranking nacional. Uma pesquisa do Melhores Destinos, maior site de promoções de viagens do Brasil, mostra que, enquanto a cidade gaúcha aparece na liderança com ampla vantagem, o litoral nordestino concentra seis das dez primeiras posições da lista. 

Entre os destinos internacionais, Bariloche lidera as buscas com vantagem considerável, seguida por uma lista que mistura experiências bastante diferentes. Enquanto Ushuaia, na Argentina, e Santiago, no Chile, reforçam o interesse pelas viagens de inverno, Punta Cana e Cancún mantêm o Caribe entre os destinos mais procurados. Já Buenos Aires mostra que as grandes cidades também seguem no radar dos brasileiros durante as férias de julho.


 

Praia e serra dividem preferências nas viagens nacionais 

Com mais que o dobro das pesquisas do segundo colocado, Gramado (RS) reforça sua posição como principal destino de inverno do Brasil. A cidade combina rede hoteleira variada, ampla oferta gastronômica e atrações que atendem diferentes perfis de público. 

Os dados da pesquisa revelam também uma tendência oposta. Do sul da Bahia ao litoral oeste do Ceará, destinos de praia dominam boa parte do ranking. Porto de Galinhas (PE), Porto Seguro (BA) e Maceió (AL) aparecem logo atrás de Gramado entre os mais buscados, enquanto Maragogi (AL), Jericoacoara (CE) e Natal (RN) reforçam a força do litoral nordestino entre os brasileiros. Para muita gente, as férias de julho são uma oportunidade de aproveitar alguns dias de sol à beira-mar.

 


Em um país de clima predominantemente tropical, as baixas temperaturas de julho acabam se transformando em atração turística por si só. Nesse cenário, Campos do Jordão (SP) também aparece entre os destinos mais buscados, reforçando o apelo das viagens de inverno entre os brasileiros.

 

Foz do Iguaçu (PR) e Rio de Janeiro (RJ) também aparecem entre os destinos mais buscados. Em comum, os dois têm o fato de funcionarem bem em qualquer época do ano, seja pelas atrações naturais e familiares de Foz ou pela combinação de praias, paisagens e vida urbana que transformou o Rio em um dos destinos turísticos mais consolidados do país.


 

Neve e Caribe puxam buscas internacionais 

Para muitos brasileiros, Bariloche representa o primeiro contato com a neve. Não à toa, a cidade argentina ocupa a primeira posição entre os destinos internacionais mais buscados para as férias de julho. A fama construída ao longo de décadas transformou Bariloche em uma referência quando o assunto é turismo de inverno na América do Sul. 


O protagonismo argentino se estende para outros destinos da lista, caso de Ushuaia, que chama atenção pelas paisagens invernais, e de Buenos Aires, que atrai visitantes interessados em vida cultural e urbana. Já no Chile, Santiago também aparece entre os destinos mais buscados. Aos pés da Cordilheira dos Andes, a capital funciona como boa base para passeios bate-volta a estações de esqui no entorno. 

 


Mas as férias de julho também reservam espaço para quem prefere trocar o inverno por dias de calor. Punta Cana, na República Dominicana, e Cancún, no México, figuram entre os destinos mais procurados. São dois clássicos do Caribe conhecidos pelas praias de águas transparentes e pela ampla oferta de resorts à beira-mar.

 

A lista ainda inclui Paris, Nova York, Londres e Orlando. Apesar das diferenças, as quatro cidades têm em comum o fato de serem referências consolidadas do turismo internacional e figurarem com frequência entre os sonhos de viagem dos brasileiros, independentemente da época do ano.


 

Como economizar nas férias de julho 

Planejamento e flexibilidade costumam fazer diferença no orçamento de quem pretende viajar nessa época do ano. “Em muitos casos, comprar as passagens entre 60 e 90 dias antes da viagem já ajuda a encontrar tarifas mais interessantes. Outra estratégia importante é ter flexibilidade nas datas. A primeira quinzena de julho costuma concentrar a maior demanda das férias escolares, enquanto a segunda metade do mês pode apresentar preços mais competitivos”, explica Leonardo Marques, fundador do Melhores Destinos.

 

Para quem ainda não reservou sua viagem, é bom saber que promoções para julho são menos frequentes devido à alta demanda, mas elas acontecem. Por isso, acompanhar o Melhores Destinos, site especializado na divulgação de promoções de viagem, pode ajudar os viajantes a identificar oportunidades e planejar as férias. “Nossos sistemas acompanham os preços das passagens em julho em tempo real e nossa equipe faz a curadoria para enviar os alertas. Recentemente tivemos passagens para Orlando por R$ 2.400 ida e volta, Santiago do Chile por R$ 1.200 ida e volta e passagens nacionais a partir e R$ 292 ida e volta, ótimos preços para viajar em julho”, completa Marques.

 


Metodologia  

Para identificar os destinos mais buscados no Brasil para o mês de julho, foram analisadas pesquisas realizadas no Google por brasileiros ao longo dos últimos 12 meses. O levantamento teve como base o termo “viagem em julho 2026” e variações relacionadas, considerando buscas em todas as regiões do país. A partir desse recorte, os destinos mais pesquisados foram organizados em um ranking, com a distribuição percentual do volume de buscas no período. 

 

Melhores Destinos

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