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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

5 mitos sobre o direito do consumidor

Advogada, Dra. Lorrana Gomes, discorre sobre crenças comuns no dia a dia do brasileiro que podem acarretar grandes problemas

Divulgação / MF Press Global 
Fazer compras, seja de quaisquer produtos, é um hábito comum na rotina da sociedade. Porém, por trás do ato de comprar, existe uma série de direitos e deveres que devem ser conhecidos para evitar problemas e injustiças. Algumas crenças populares sobre os direitos do consumidor são reproduzidas insistentemente, levando muitas pessoas a se equivocarem na hora de lutar por seus direitos. Por isso, a advogada Dra. Lorrana Gomes, preparou uma lista de mitos e curiosidades sobre o que a lei diz sobre o consumo.

 

1 - O cliente tem sempre razão 

De acordo com a especialista, o cliente e as lojas têm a mesma necessidade de comprovação em um eventual processo. “Se o consumidor diz que efetuou um cancelamento e a loja continua cobrando dele, ele terá que provar que cancelou o serviço”, exemplifica a advogada.

 

2- O consumidor precisa ter todos os documentos para entrar com o processo 

Lorrana Gomes explica que as empresas são as verdadeiras responsáveis pela documentação que os clientes não puderem conseguir. “Assim, conseguimos a inversão do ônus da prova dentro do processo para que a empresa prove que o direito do consumidor foi resguardado”, pontua.

 

3- Você tem direito a 7 dias para se arrepender de uma compra 

De acordo com a advogada, nem todos os produtos se encaixam na descrição de arrependimento em 7 dias. “O direito de arrependimento é só para compras online ou se alguém vier à minha casa me oferecer algo. Compras feitas presencialmente no estabelecimento não tem direito de arrependimento”, alerta.

 

4 - A loja é obrigada a trocar todos os produtos 

Seguindo a mesma lógica da situação anterior, Lorrana Gomes explica que, dentro de um período de 7 dias para compras online ou fora do estabelecimento, a troca pode ser pedida. “Se forem compras feitas no estabelecimento físico, eles não são obrigados a realizar a troca. Nestes casos, ela só acontecerá se o produto tiver algum defeito”, afirma.

 

5 - A empresa é obrigada a aceitar pagamento em cartão

Em um mundo cada vez mais tecnológico, é comum que as pessoas optem por andar somente com os cartões de débito ou crédito. Portanto, ao encontrar uma loja que não aceita esse tipo de pagamento, é possível pensar que há algo de errado. “A empresa pode aceitar pagamentos apenas em dinheiro. Inclusive, eles podem praticar preços diferentes para o dinheiro e o cartão, desde que esteja expressa previamente a diferença de valor”. 

 

Lorrana Gomes - Advogada e Consultora Jurídica, inscrita sob a OAB/MG188.162, fundadora do escritório de Advocacia L Gomes Advogados (full service). Graduada em Direito pela Escola Superior Dom Helder Câmara e pós graduanda em Direito Previdenciário e Lei Geral de Proteção de Dados, além de ser autora de diversos artigos jurídicos.


Você é do tipo que enxerga mais problemas ou soluções?

Existe um ditado polinésio que diz o seguinte: cuidado, você pode estar em cima de uma baleia, mas pescando carpas miúdas! A baleia, neste caso, sinaliza a abundância de oportunidades, recursos e alternativas necessárias criar transformações positivas. As carpas miúdas são os problemas do nosso cotidiano, seja na vida ou trabalho, que parecem impossíveis de resolver e geram muitos ressentimentos.

Como é possível então mudar de mentalidade para colocar o seu foco na busca por soluções ao invés de se apegar aos problemas? Bom, uma das ferramentas mais poderosas para isso é a inteligência visual, a capacidade de ver além do que todo mundo viu e pensar no que ninguém pensou. 

Para começar sua jornada, você precisa substituir a pressa pelo senso de urgência. Muitas pessoas que correm atrás do sucesso ficam tão apressadas que acabam passando direto pelas “sacadas” que conduziriam a ele. 

Para resolver problemas impossíveis, você deve entrar em estado de atenção plena e observar as dinâmicas e acontecimentos à sua volta. Isso porque eles podem guardar grandes respostas para as suas aflições. Já pensou na hipótese dos recursos que você precisa estarem disponíveis, porém ainda ignorados? 

Por último, reveja a sua concepção do que é útil ou não. A inteligência visual permite a ressignificação e percepção dessas alternativas chamadas de “ativos invisíveis”. Reflita por um momento sobre a quantidade de ativos invisíveis que estão à sua espera para serem descobertos para criar inovações ou gerar resultados! 

Foi seguindo estes conceitos que, sem dispor de dinheiro, assistência médica e nem doações, a aposentada brasileira Zilda Arns criou um modelo capaz de acabar com a mortalidade infantil por desnutrição e desidratação. A experiência foi replicada com sucesso em comunidades carentes de diversos países. 

Ela fez isso ao identificar ativos invisíveis até então ignorado: casca de ovos, sementes de abóbora e folhas de mandioca. Estes insumos que iam para o lixo foram torrados e triturados para formar uma multimistura rica em nutrientes. Tudo isso a um custo zero, trabalhando apenas com o que já estava disponível. 

Você quer encontrar mais baleias do que carpas no seu caminho em direção ao sucesso? Então, coloque em prática estas orientações e busque valorizar o seu potencial criativo. Lembre-se: você é a pessoa mais indicada para descobrir soluções para os seus problemas.

  


Alex Bonifácio - administrador de empresas, palestrante e autor do livro “Impossível - como descobrir oportunidades incríveis para criar transformações na vida, nos negócios e no mundo”


Difal do ICMS: empresas paulistas buscam a Justiça para não pagar o imposto

Uma recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), vem gerando grande repercussão.

A Lei Complementar 190/2022, publicada esse mês, determina a obrigatoriedade do recolhimento do Difal do ICMS no Estado de São Paulo pelo setor varejista em operações, envolvendo mercadorias destinadas ao consumidor final ainda esse ano. O anúncio, contudo, gerou polêmica em torno do início de sua validade, acelerando a busca no judiciário para que as empresas paulistas garantam seu direito de não recolher este imposto em 2022.

Definido no valor de 18%, o Difal é recolhido em todas as operações interestaduais que destinem bens e serviços aos consumidores finais, cujo valor costuma ser definido em um cálculo simples de divisão nos preços entre o estado vendedor e comprador. Mesmo durante a pandemia, onde comércios dos mais diversos portes e segmentos sofreram impactos abruptos em seu faturamento, a arrecadação estadual deste imposto permaneceu alta. Segundo o Governo do Estado de São Paulo, apenas no primeiro trimestre de 2021, foi registrado um aumento de 20,7% na arrecadação. O montante ultrapassou a marca dos R$ 14,7 bilhões, registrado em 2020.

Como justificativa para tamanha polêmica sobre a decisão, está a validade ou não de sua cobrança ainda em 2022. Toda lei promulgada, em teoria, deveria apenas começar a ser aplicada no ano seguinte de sua publicação, de forma que as companhias tenham um prazo adequado para se adaptarem às novas regras, sem que sejam penalizadas pelo seu não cumprimento. O pagamento de impostos deve ser contemplado no planejamento tributário, que costuma ser feito com periodicidade anual.

Este princípio da anterioridade, como é denominado, é fundamental para a organização do sistema tributário, buscando evitar cobranças repentinas, capazes de impactar severamente o planejamento financeiro e administrativo das organizações. Com a promulgação da Lei Complementar 190/2022, contudo, as chances de a cobrança ser iniciada ainda este ano são grandes.

Com tamanha possibilidade, é preciso se resguardar o quanto antes. Todas as empresas devem, urgentemente, recorrer ao judiciário em busca de garantir seu direito de não recolhimento do Difal durante o ano de 2022, uma vez que apenas deverá ser válido a partir de janeiro de 2023. É preciso procurar o auxílio de uma assessoria jurídica para este recurso, para que consigam obter tal liminar o mais rápido possível.

A permissão para seu não recolhimento, na prática, traz inúmeros benefícios. Para as empresas, irá reduzir significativamente a tributação do ICMS nas vendas interestaduais de suas mercadorias, o que contribuirá diretamente para sua lucratividade. Para o consumidor final, os preços também serão mais atrativos, visto que boa parte de tudo o que compramos é imposto.

São vantagens extremamente importantes para o volume de vendas das empresas – contudo, vale reforçar que a liminar apenas terá validade para este ano. Por isso, é imprescindível iniciar imediatamente a busca por tal recurso, de forma que as empresas não sejam obrigadas a arcar com um pagamento que, em tese, não é devido até o próximo ano. 

 

Angelo Ambrizzi - advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, APET e FGV com Extensão em Finanças pela Saint Paul e em Turnaround pelo Insper e Líder da área tributária do Marcos Martins Advogados.

 

Marcos Martins Advogados 

https://www.marcosmartins.adv.br


Dia da História em Quadrinho: atividade estimula as crianças na alfabetização

Incentivo à leitura de HQs contribuem para a criatividade e a imaginação

 

Um item querido por crianças e adolescentes, as HQs são celebradas no dia 30 de janeiro, quando se comemora o Dia da História em Quadrinho. A data foi escolhida quando o cartunista Angelo Agostini publicou “As Aventuras de Nhô Quim”, o primeiro quadrinho que se tem registro no Brasil. Mas o que os pais e responsáveis não sabem é que a imersão no mundo dos quadrinhos pode contribuir para a aprendizagem, principalmente na fase do letramento. 

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró Livro, as HQs agradam entre 13% e 29% dos leitores aqui no Brasil. Para a coordenadora pedagógica Laura Soares Abbad, do Marista Escola Social Ir Rui, que atende crianças e adolescentes gratuitamente em Ribeirão Preto (SP), a escola é uma porta de entrada para os gibis. “É comum que as crianças gostem de relacionar a imagem com as palavras, e isso contribui no processo de alfabetização, ao despertar o interesse entre relacionar os quadros formando uma só história”. 

 

Aprendizado e diversão

Além de divertir, as histórias podem ser um primeiro contato com o mundo das histórias em quadrinhos na infância e provocar a imaginação das crianças. “Os recursos utilizados, expressões, personagens marcantes, onomatopeias, tudo isso influencia no desejo das crianças de continuarem vendo aquela história, e isso aponta para caminhos que contribuem com a interpretação de texto, ampliação de repertório e de referências que auxiliam o processo de letramento”, reforça Laura.  

Para incentivar os pais e responsáveis a estimularem as histórias em quadrinhos em casa, a coordenadora pedagógica dá dicas de obras para a garotada. 

 

1.   Calvin e Haroldo – E foi assim que tudo começou (Bill Watterson)

Com mais de 30 milhões de cópias vendidas. Os livros que já foram publicados no mundo todo contam histórias de um menino criativo e esperto. Com a ingenuidade de uma criança, é o tipo de história em quadrinhos que pode ser lida por toda família. 

 

2.Turma da Mônica ( Mauricio de Souza) 

 

Essas histórias acompanham gerações, não é mesmo? A história em quadrinhos brasileira mais publicada no mundo, segue sendo atual e conquistando novos leitores. “Ao se apropriar de personagens conhecidos, as crianças fortalecem ainda mais o imaginário e a vontade de ler mais histórias”, reforça Laura.  

3.Meu primeiro Maluquinho em quadrinhos (Ziraldo)

Outra história muito conhecida dos brasileiros ganhou uma série de revista em quadrinhos. Esta edição é preparada especialmente para crianças que estão aprendendo a ler. Então fica a dica aos pais e responsáveis para incluir a história do menino com a panela na cabeça no mundo das crianças na fase da alfabetização.

 

Marista Escolas Sociais

https://maristaescolassociais.org.br/


7 passos para montar um plano de negócios perfeito na sua empresa em 2022

Jennifer de Paula, BBA e diretora da MF Press Global, dá dicas de como ser empreendedor da forma mais eficiente possível

 

O empreendedorismo chama cada vez mais atenção de pessoas em todo o mundo. Porém, a popularidade do tema pode esconder dificuldades e estratégias que estão por trás da boa execução da função de empreendedor. Por isso, Jennifer de Paula, que é BBA e diretora da MF Press Global, preparou uma lista com 7 passos essenciais para um empreendedorismo eficaz em 2022. “Empreender também significa elaborar um bom plano de negócios para um futuro de sucesso e livre de problemas”, afirma. 

Um plano de negócios nada mais é do que um arquivo onde todos os objetivos da empresa estão organizados em tópicos. De acordo com Jennifer, essa forma de montagem facilita a realização de metas e reduz os riscos de algo não sair como o planejado. “Assim, conseguimos analisar a ideia, visualizando se o serviço ou produto que você pretende investir tem potencial no mercado. Já que com o plano você também consegue verificar seus concorrentes e potenciais clientes”, explica. Para ela, o plano também possibilita a obtenção de orientações para expandir as empresas e um melhor entendimento por parte dos sócios, colaboradores e captação de recursos no geral, por isso seguir os 7 passos abaixo pode fazer uma grande diferença no seu negócio.

 

1- Defina seu negócio e pontue seu diferencial  

“Comece identificando seu nicho, persona, onde vai atuar, com quais produtos ou serviços vai trabalhar e o principal: como e por quê você se diferencia de seus concorrentes'', aconselha Jennifer de Paula.

 

2 - Pesquise o mercado 

De acordo com a especialista, analisar os concorrentes é importante, mas não o principal ponto. Sendo este, verificar o mercado atual e o  que se está consumindo mais no momento e como você pode se incluir na disputa. “Não se esqueça de alinhar seu posicionamento no mercado”, pontua.

 

3 - Organize o marketing 

Ter uma boa comunicação com o público e trazer consistência para a marca, além de servir como prova social, fará toda diferença. “Lembre-se dos 4P's de produto, preço, praça e promoção do marketing e os defina com atenção”, declara Jennifer. 

 

4- Mão de obra

O foco aqui é a organização de como as coisas devem acontecer. É importante definir a localização e estrutura física, a capacidade de produção, a equipe de atendimento e as metas a cumprir. 

 

5- Controle financeiro 

Jennifer acredita que os custos de investimento, as despesas estimadas, o capital de giro, o fluxo de caixa e o lucro devem ser cuidados com atenção. “Caso seja um ponto de dúvida para você, pense em ter na equipe um profissional da área”, sugere.

 

6- Pesquisa de cenário e pesquisa estratégica 

A prevenção também é parte do dia a dia de um bom empreendedor. Com levantamentos é possível prever situações que possam interferir diretamente na sua empresa e pontuar quais ações estratégicas serão realizadas para melhorar o cenário.

 

7 - Revisão do plano de negócio 

“A prática de avaliação do plano de negócio precisa ser feita tanto antes de dar o start inicial, como também de forma periódica para que sejam seguidas as atualizações que acontecerem em sua empresa”, aconselha.

 

 

Jennifer de Paula - graduada em BBA e Marketing, diretora de marketing e gestão da MF Press Global, uma agência de comunicação internacional. Responsável por gestão de mídias sociais, carreira, posicionamento de marca, comunicação integrada e construção de autoridade no mercado de profissionais que somam milhões de seguidores nas redes sociais. A especialista é referência no que diz respeito às principais atualizações do mundo digital.

 

Transformação digital: seis tendências do setor de tecnologia para 2022

Pandemia acelerou transformação digital no mundo todo e, para 2022, novos recursos e soluções estão no radar de especialistas
 Freepik

 Inteligência artificial avançada, metaverso, 5G, Internet das Coisas, NFT e segurança digital são principais expectativas da TI 

 

Novas tecnologias surgem e impactam a sociedade numa velocidade impressionante. O progresso foi acelerado pela pandemia, que concretizou tendências de Tecnologia da Informação (TI) que eram esperadas apenas anos à frente. E investimentos em tecnologia digital continuarão sendo prioridade na estratégia de empresas que desejam aproveitar ao máximo as oportunidades de um mercado em reaquecimento. Inteligência artificial avançada, NFT, metaverso, 5G, Internet das Coisas e segurança digital apontam para algumas das principais expectativas do setor de tecnologia para o ano de 2022.

"No mercado de tecnologia, não é fácil prever se uma tecnologia é moda ou tendência de inovação, que pressupõe aceitar alguns riscos. Por isso, ficar atento ao cenário, analisar continuamente os movimentos da tecnologia e tomar decisões com agilidade são competências fundamentais para o sucesso nas escolhas e adoção, isso potencializado pela realidade pandêmica dos últimos quase dois anos. A pandemia foi o assunto mais falado e vivido neste período, com impactos de inovação tecnológica que vieram por causa dela e junto dela”, explica o diretor de Sistemas e Inovação do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Mauricio Pimentel.

Nessa perspectiva, é necessário considerar o que chegou ainda em 2021 e pode se ampliar durante 2022, podendo se tornar ainda mais duradouro. Confira a seguir as tendências para ficar de olho, na percepção de Pimentel, e por que os empreendedores devem estar mais atentos do que nunca às novidades.


Inteligência Artificial

Em 2022, a Inteligência Artificial (IA) vai continuar caminhando para se tornar a tecnologia mais transformadora que a humanidade já desenvolveu até agora. A solução em IA agrupa várias tecnologias, como redes neurais artificiais, sistemas de aprendizado, algoritmos, entre outras ferramentas que conseguem simular capacidades humanas. De acordo com o estudo internacional do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) publicado em novembro de 2021, 66% dos líderes do setor disseram "concordar fortemente" com o fato de que a IA será a responsável por conduzir a maioria dos processos de inovação em quase todos os setores industriais nos próximos cinco anos.


5G

A 5G, nova tecnologia de conexão móvel, começa a chegar ao Brasil em 2022 e promete mudar o jeito que consumimos internet. A tecnologia pode ser até 20 vezes mais rápida do que as redes atuais, além de ter uma cobertura mais ampla e conexões mais estáveis. A evolução da rede vai permitir conectar muitos objetos à internet ao mesmo tempo, como celular, carro, assistente virtual, relógio e, até mesmo, geladeira, criando novas oportunidades e perspectivas. Essa conexão avançada entre pessoas e aparelhos é a chamada Internet das Coisas, conhecida pela sigla IoT.


Internet das Coisas

A evolução da Internet das Coisas permitiu a conexão entre pessoas, máquinas e equipamentos em escritórios, indústrias e até nos domicílios. Os aparelhos inteligentes, que eram vistos como algo futurista, hoje são realidades ao redor do mundo e devem se expandir cada vez mais. Em 2022, a evolução da IoT irá continuar a surpreender. Na saúde, por exemplo, viabiliza o monitoramento remoto do paciente e diminui o potencial de contaminação nos hospitais. Já nas indústrias, é a IoT que torna o controle de máquinas à distância possível, além de impulsionar a automação de equipamentos.


NFT

O mercado das criptomoedas abriu caminho para o surgimento de novos formatos de ativos digitais. Os NFTs, sigla em inglês para "token não fungível", é um deles. A tecnologia opera como um registro oficial e único de determinado arquivo digital, cujo valor pago não é mais referente a um documento que pode ser encontrado em qualquer busca pela internet, mas sim a um certificado de que aquele arquivo é único e "irreproduzível". De acordo com o DappRadar, site que rastreia informações sobre o mercado de cripto, o volume de venda de NFTs entre janeiro e setembro de 2021 chegou a US$ 13,2 bilhões. O valor é maior que os PIBs dos estados do Acre, Amapá e Roraima, somados.


Metaverso

O metaverso, que promete eliminar fronteiras entre o mundo físico e o digital, está entre as principais tendências para 2022. Na prática, se trata de uma combinação de vertentes tecnológicas já existentes, fundamentalmente: a interatividade, a realidade virtual e a realidade aumentada. Esse novo ambiente vai ganhar força aos poucos, com diferentes serviços, produtos e possibilidades integradas. Nesse universo, que ainda não é real em sua totalidade, as pessoas podem interagir umas com as outras, trabalhar, estudar e ter uma vida social por meio de seus avatares 3D. 


Segurança digital

O avanço da tecnologia, porém, também amplia os desafios em segurança cibernética. Com a pandemia aumentando a transformação digital e também o crescimento do número de ataques virtuais que têm como objetivo a invasão dos sistemas de empresas e o vazamento de seus dados, 83% dos líderes de organizações empresariais no Brasil pretendem aumentar seus gastos com cibersegurança em 2022, segundo pesquisa realizada pela PwC Digital Trust Insights 2022. 

"Do avanço da inteligência artificial à ampliação da criptografia, neste ano a sociedade vai participar de redes sociais mais preocupadas com privacidade, estará mais conectada com o 5G e vai perceber a necessidade de novas habilidades no trabalho. Projetar o futuro sempre é arriscado, mesmo assim é necessário que os profissionais comecem a se preparar, inclusive os de áreas que não estão diretamente relacionadas à tecnologia", completa Pimentel. 

 

  

ICI – Instituto das Cidades Inteligentes

 www.ici.curitiba.org.br


Empresas do agro enfrentam dificuldades na busca por mão de obra especializada

Problema tem sido frequente em diversos segmentos na cadeia; Genesis Group está com 540 oportunidades, principalmente para o campo; a mineira Seedz busca 70 profissionais voltados à tecnologia e outras áreas, a logtech goFlux tem 16 vagas e a startup de inteligência artificial Adroit, tem até três bolsas de pesquisa 

 

Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em outubro do ano passado o País tinha cerca de 12,9 milhões de desempregados. Mesmo com um número alto assim, alguns setores sofrem com a falta de mão de obra e arrastam a meses vagas abertas, vivendo uma verdadeira caçada na busca por novos profissionais. Uma dessas áreas é o agronegócio, que cresce a cada ano e para sustentar este cenário precisa também ampliar o número de contratações.

Desde 2021 o Genesis Group, plataforma de soluções em testes, inspeções, certificações, análises e rastreabilidade para o agroalimento, está com mais de 500 vagas de emprego abertas para diversas cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Paraná, Maranhão e São Paulo. Para diferentes posições como: Classificadores de Grãos, Coordenador Contábil,  Assistente  Administrativo, Auxiliares Administrativo, Auditor de campo, Supervisor de Operações e Técnico de Suporte.

Segundo a Gerente de DHO e Academia no Genesis Group, Nancy Sert Ferreira, um dos principais obstáculos para contratar no caso deles é a falta de profissionais dispostos a atuar no agronegócio em período de safra. “Em determinadas épocas do ano, a demanda é muito alta, sendo necessário ter disponibilidade de horário”, relata.

Os processos seletivos são sempre um grande desafio para as empresas, mas segundo Nancy, a cada ano nota-se uma escassez cada vez maior de mão de obra qualificada e de pessoas dispostas a aprender e se desenvolver diante dos desafios que o agronegócio oferece. “Estamos entre as melhores empresas para se trabalhar, certificados pelo GPTW, mas mesmo assim, nos deparamos com dificuldade em algumas regiões do país e para vagas mais específicas”, reforça a executiva do Genesis Group.

A formação acadêmica é outro desafio no momento de preencher as vagas. “No campo não exigimos experiência, pois temos uma universidade corporativa, por meio da qual desenvolvemos e capacitamos nossos times, mas o número de pessoas que não concluem o ensino médio, que é o requisito mínimo para nossas vagas, ainda é elevado”, ressalta. Quem se interessar em trabalhar no grupo pode se inscrever pelos canais: http://www.genesispar.com.br/pages/trabalhe_conosco.php e https://jobs.solides.com/genesis-group.


Mais oportunidades no agronegócio

Mão de obra capacitada também é um problema na agtech mineira Seedz, uma startup de tecnologia e serviços no agronegócio, sediada em Belo Horizonte e que cresceu mais de 600% no último ano.  Por lá, são 70 vagas para os níveis pleno e sênior, para as áreas de tecnologia da informação, processamento de dados, marketing, recursos humanos e comercial.  De acordo com Leiliane Amorim, Head de Recursos Humanos, há oportunidade para atuação em Belo Horizonte/MG, na sede da empresa, e, também, para trabalho na modalidade remota ou híbrida.

Com foco em TI, algumas das vagas são para Data Analyst Intern, Data Engineer, Desenvolvedor Back-end, Desenvolvedor Front-end, Product Manager, Product Owner, BI Analyst (Tableau), Data Scientist, UI/UX Designer. “Buscamos profissionais engajados, com perfil independente e colaborativo, atraídos por desafios e ambientes dinâmicos. Pessoas que queiram fazer parte da construção e da evolução de uma empresa que nasceu para impactar positivamente toda a cadeia do agro”, diz Leiliane. Os interessados nessas oportunidades podem se candidatar em https://seedz.gupy.io.

Também na área de tecnologia, a startup Adroit, que desenvolve soluções em inteligência artificial, que reinventou o monitoramento dos pomares com seus sensores inteligentes, o sistema LeafSense. Em um crescimento exponencial, a empresa além de uma oportunidade para Desenvolver Phyton, também tem três vagas para pesquisadores, com bolsas de pesquisa pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para atuar em um projeto de expansão de cafeicultura, uma para graduado na área de computação ou engenharia, com título de mestrado ou doutorado, e outras duas bolsas para formados na área de computação ou engenharia, com pelo menos quatro anos de experiência após a conclusão do curso. Para concorrer, basta acessar o endereço: https://www.linkedin.com/company/adroit-robotics/?originalSubdomain=br.

Na logtech goFlux, que disponibiliza uma plataforma para negociação de fretes, ligando transportadoras aos embarcadores, são 16 oportunidades para trabalhar com logística no agronegócio, sendo, 12 em tecnologia para a área comercial, no bairro de Pinheiros, na capital paulista, e outras cinco para o departamento comercial.  Segundo Alessandra Alves Duarte, HR manager da empresa, eles estão praticando o modelo híbrido de trabalho, ou seja, presencial e a distância, porém uma das dificuldades, é que a maioria dos candidatos prefere somente o modelo remoto. Aqui os interessados se candidatam pelo e-mail: rh@goflux.com.br ou na aba “Trabalhe Conosco” do site.

 

ESG e marcas: uma relação que precisa ser fiel e verdadeira


As práticas de ESG são tanto uma exigência de mercado quanto das pessoas que se relacionam com as marcas, além de ser um compromisso com a ética. Definir estratégias para a agenda ESG é um momento fundamental para reflexão sobre o que a empresa faz, qual impacto o trabalho produz e o que se quer para a empresa e a sociedade. Apesar de a ideia de sustentabilidade não ser recente, saber comunicar aquilo que genuinamente se faz, cada movimento em prol do ambiente, do social e da governança - setores que formam a sigla Environmental, Social and Governance - é imperativo para o fortalecimento dessa agenda e da relação com a sociedade, além de potencializar a fidelidade dos consumidores e o valor das marcas. 

Uma pesquisa realizada pela Ernst & Young em 2020 com 300 investidores mundiais mostrou que 91% deles levam em consideração o desempenho não financeiro das companhias na tomada de decisão de investimento. Dessa forma, o mundo dos negócios está de olho em práticas constantes e verdadeiras da agenda ESG das empresas. Tal agenda precisa se tornar uma construção constante, com maturidade e qualidade de gestão frente aos temas prioritários. Assim, o relatório de sustentabilidade apresentado a cada ano significa mais do que o resultado a ser “propagandeado”, e sim, uma chamada para a ação constante. 

Cada vez mais, o mercado consumidor está preocupado em receber informações sobre os insumos dos produtos e serviços que escolhe. Entre uma marca e outra, faz parte dessa escolha – principalmente para as pessoas com maior consciência sobre o consumo – saber quais impactos ambientais e sociais são gerados por aquela empresa. Muitas marcas associam seus serviços e produtos a causas, o que naturalmente fortalece a imagem, e consequentemente, a reputação delas. Mas as iniciativas e ações devem ser concretas e que de fato gerem um impacto positivo na sociedade e por isso são valorizadas. Saber comunicar tais ações aos seus stakeholders contribui para conectá-los às marcas, além de deixar mais visíveis práticas que são parte dos valores dessas marcas e empresas. Ao mesmo ponto que contar meia verdade ou omitir fatos pode gerar uma grande crise de imagem com reflexos permanentes para a reputação da empresa.  

Durante o processo de implementação da agenda, sai na frente quem já tinha em seus processos os valores embutidos. Como a questão social: se a empresa tem um histórico de envolvimento com a comunidade onde atua, se avalia sempre o impacto de suas ações e trabalha para integrar empresa e comunidade, há uma barreira a menos para definir e implementar metas sociais. Da mesma forma, se escolhe parceiros e fornecedores responsáveis e ambientalmente comprometidos, precisará de mudanças menores para adequar seus processos às metas ambientais. 

O histórico positivo da cultura organizacional sobre essa temática não é sinônimo de implementação imediata da agenda ambiental, social e de governança ou de uma campanha ou selo de sustentabilidade. É preciso estabelecer iniciativas e indicadores para cada ponto definido, medi-los e reavaliá-los. É um processo contínuo de amadurecimento, avaliação e adequações às estratégias, em uma prática no dia a dia do negócio. 

Diante de uma sólida agenda de ESG, o papel do marketing não diz respeito somente à promoção, mas o de ser verdadeiro nas comunicações, transparente nas relações com os mais diversos setores e grupos de interesses, além de guiar o posicionamento das marcas gerando relações mais sustentáveis e apoiando a evolução da sociedade. Assim, terá o papel de impulsionar as práticas e promover um constante diálogo sobre o tema com toda a sociedade. 

 

 Amanda Di Nardo Fruehling - diretora de marketing e experiência do cliente do Grupo Marista.

 

Alimentação saudável está em alta: confira dicas para micro e pequenos negócios do setor

A pandemia incentivou a busca por alimentos menos processados e feitos com ingredientes naturais. Especialista do Sebrae reúne dicas para aumentar as vendas e fidelizar clientes

 

Quando se trata de alimentação fora do lar, o setor é muito amplo e já passou por diversas tendências nas últimas décadas: a onda das paletas mexicanas, churros, pipocas, hambúrgueres artesanais e tantas outras. Em 2022, no período pós-pandemia, os consumidores mostram maior preocupação em manter a alimentação saudável, com menos alimentos processados e mais ingredientes naturais. Esse segmento vem crescendo entre os pequenos negócios, apresentando diversas oportunidades de investimentos. Entre os microempreendedores individuais, as atividades desse ramo que mais apresentaram aumento no primeiro semestre de 2021, se comparado com o mesmo período de 2020, estão a fabricação de produtos de padaria e confeitaria, com predominância de produção própria, com 50,8% de incremento. O setor de Restaurantes apresentou um crescimento de 28,44%, seguido de lanchonetes que cresceu 23,66% e produção de alimentos para consumo domiciliar, com 22,62%. 

De acordo com a analista de competitividade do Sebrae, Mayra Viana, a pandemia ampliou a preocupação com a alimentação, dividindo o público em duas fases. “No primeiro momento, muitas pessoas se dedicaram a aprender a cozinhar, escolher os ingredientes e preparar seus alimentos. Depois, com o movimento de retomada, muitos tomaram gosto por uma alimentação mais equilibrada, com menos processados e mais alimentos frescos”, explica Mayra. 

A analista acrescenta que essa tendência, de selecionar os alimentos que serão consumidos fora do lar, veio para ficar. “A preocupação com a saúde e bem-estar é algo permanente. Quando as pessoas fazem escolhas saudáveis e saborosas não têm por que deixar de consumir”, comenta. 

Confira a seguir dicas para micro ou pequenos negócios de alimentação fora do lar apostarem em 2022: 

1 - Cuidados na entrega: ter a opção de delivery exige muito mais preocupações do que só entregar o alimento. Como você está entregando esse alimento? Está bem embalado? Verifique se a embalagem escolhida preserva a qualidade e temperatura dos alimentos, se é sustentável, se a quantidade de plástico é reduzida. Não deixe de prestar atenção também a todos os cuidados que fazem o delivery ser uma boa experiência, como prazos, comunicação com o consumidor e cuidados com o entregador. 

2 - Ofereça opções de pratos vegetarianos: existe uma crescente demanda por alimentos livre de carnes e derivados. É interessante que, mesmo que não seja o foco do restaurante, existam opções vegetarianas no cardápio. Além disso, é importante que essas opções sejam testadas e aprovadas. Há muitas possibilidades criativas e saborosas de receitas livres de alimentos de origem animal. Pesquise e faça adaptações.  

3 - Alimentação diversa: outro movimento crescente é o da alimentação inclusiva para pessoas com restrições alimentares ou alergias. Glúten, leite, milho, soja, etc, podem causar mal-estar em pessoas intolerantes. Invista em opções no cardápio sem esses ingredientes e ganhe força sinalizando isso no cardápio. Já há padarias totalmente especializadas em alimentos sem glúten e sem leite. O cliente com essas restrições ainda tem poucas opções e acaba sendo fidelizado quando as encontra. 

4 - Reveja o custo-benefício: comer fora de casa está caro. O seu cliente procura comida de verdade, sabor, qualidade e preço justo. Por outro lado, a inflação fez com que os alimentos aumentassem, subindo o custo para os empreendedores. Então, é hora de rever alguns itens, reformular algumas receitas. Por exemplo, no lugar do filé mignon com salada, você pode servir um bom pedaço de sobrecoxa desossada, por um preço mais atrativo, mantendo a qualidade. 

5 - Novas experiências de consumo: tenha em mente que seu alimento começa a ser consumido pelo celular, por meio das redes sociais. Ali o cliente conhece, vê fotos, planeja a visita. A presença digital do restaurante passa pela humanização da produção, mostrando como é feita a escolha dos ingredientes, como são criados os pratos, como eles são empratados ou embalados. 

No dia da visita, a experiência se completa. É importante ser acolhedor e oferecer itens de segurança sanitária. Decoração, ventilação, iluminação, comunicação fazem toda diferença. Equilibre o ambiente com segurança e conforto. Oriente os funcionários, mantenha álcool nas mesas e lembre: a pandemia ainda não acabou.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

A importância de ser um doador de sangue e medula óssea


A espera por um doador compatível de medula óssea pode levar meses, o que acaba por agravar a saúde do paciente. Embora o Brasil tenha o terceiro maior banco de doadores do mundo, com 4,7 milhões de cadastros, precisamos de rapidez para encontrar doadores compatíveis. Quanto mais o tempo passa, mais a saúde do paciente se agrava e suas chances de recuperação começam a diminuir.

O transplante consiste na substituição da medula óssea doente por células normais de um doador compatível, para que o paciente se recupere e volte a desempenhar as suas funções adequadamente.

Esse procedimento é indicado para casos de doenças do sangue, como leucemia aguda, leucemia mieloide crônica, linfomas, anemias graves, hemoglobinoplatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, osteopetrose e talassemia major, entre outras.

Com a visibilidade do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea no mês de dezembro, procuramos aproveitar para reforçar a conscientização sobre a doação e, também, sobre a importância de manter seu cadastro de doador sempre atualizado.

Parece uma coisa simples, mas uma grande preocupação que temos é com o cadastro de doadores. Não são raros os casos em que surge um paciente compatível, mas os dados do doador são antigos e não conseguimos mais encontrá-lo.

O processo para se tornar um doador é simples. A pessoa deve procurar um hemocentro especializado e agendar uma coleta de sangue para análise. Depois disso, é feito um cadastro do doador no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Nesse sentido, é fundamental que os dados estejam sempre atualizados, e o site, inclusive, permite alterar as informações, quando necessário.

Apenas quando encontramos um paciente compatível, entramos em contato com o doador para o procedimento de coleta. Esse processo pode ser feito de diversas formas, e todas são seguras e muito rápidas.

Atualmente, o aperfeiçoamento de uma técnica tem beneficiado muitos pacientes com dificuldade para encontrar doadores totalmente compatíveis. O procedimento nos permite utilizar células-tronco de pessoas parcialmente compatíveis, combinadas com o uso de medicações.

A compatibilidade entre doador e paciente é definida pelo HLA (antígeno leucocitário humano), uma proteína presente na superfície dos leucócitos (glóbulos brancos do sangue). Os tipos de HLA variam de acordo com o material genético herdado pelos pais, sendo metade da mãe e a outra metade do pai. Quando não há doadores compatíveis na família, busca-se um doador no REDOME.

Contudo, o pai ou a mãe tem, necessariamente, 50% de compatibilidade com o paciente. A grande vantagem deste método é que podemos ganhar tempo, sem depender de outros doadores.



Doação de sangue

Além da queda no cadastro de novos doadores de medula óssea, os bancos de sangue também tiveram uma redução das doações. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde em junho, o número sofreu queda de 10% em todo o país, tendo como principal causa a pandemia de Covid-19.

Vale frisar que uma bolsa de sangue pode salvar a vida de até quatro pessoas. A doação é um procedimento totalmente seguro, pois o organismo repõe muito rapidamente a quantidade doada, além de serem utilizados apenas materiais descartáveis e a bolsa de sangue testada para HIV, hepatites B e C, chagas, sífilis e outras doenças.

Diante de tudo isso, precisamos reunir esforços para continuar promovendo o engajamento da população nesta causa tão nobre. Ser um doador de sangue e de medula é um ato de amor ao próximo!




Dr. Rodrigo Santucci - hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e diretor de Relações Institucionais do Hemocentro São Lucas, que atende a Instituição.


Empresária reconstrói aréolas em mulheres com mastectomia gratuitamente

Clínica estética localizada no bairro de Moema, São Paulo atende mensalmente mulheres carentes de todas as regiões.


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima-se que no Brasil sejam diagnosticados mais de 60.000 casos novos de câncer de mama todos os anos. Infelizmente grande parte dessas mulheres descobrem a doença em um estágio avançado e necessitam de cuidados especiais.

Aproximadamente 70% dos diagnósticos precisam fazer a mastectomia para dar andamento ao tratamento, segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Diante de um cenário tão cruel para inúmeras mulheres que passam pelo procedimento, se livrar do câncer é um alívio, porém inicia-se uma nova batalha - a da autoestima despedaçada por conta da mutilação. O seio representa a feminilidade da mulher em diversos aspectos, seja através do aleitamento, tão importante entre uma mãe e um filho, seja sobre sua afirmação em relação a sua sexualidade, sua vaidade, entre outras representações tão significativas para uma mulher. Passar pelo processo de mastectomia, não é apenas a preocupação da doença em si, mas como ela vai se afirmar como mulher, sem uma parte tão importante do seu corpo.

Sabrina Rodrigues, proprietária do Sabrina Beauty Innovation, é especializada em micropigmentação facial e além de atender diversas clientes em seu espaço, também ministra cursos para pessoas que querem ingressar na profissão. Além da micropigmentação em diversas áreas da face, há alguns anos Sabrina reconstrói aréolas em mulheres que fizeram a reconstrução do seio e também oferece cursos para quem quiser se especializar no método. “Desde que iniciei esse trabalho, tenho me surpreendido com tantas histórias de superação, amor e resignação. Me emociono muito ao ver o resultado” – comenta Sabrina.

Os atendimentos gratuitos acontecem uma vez ao mês e contemplam entre 6 e 7 mulheres. Não há critérios para a realização da técnica, apenas que o seio esteja sem a área por conta do procedimento. O processo de reconstrução dura em média uma hora, e começa com uma conversa entre a profissional e a paciente para entender o quanto isso impacta na vida e como ela gostaria que fossem as novas aréolas. Após, Sabrina inicia os testes de cor, até chegar ao pigmento mais natural possível.

As tintas são um diferencial. A profissional mescla a tinta para micropigmentação e a de tatuagem em porções definidas durante o atendimento e inicia o processo de refação da auréola. Para as mulheres que precisam em apenas um dos seios, o desenho baseia-se no outro seio, quando os dois passaram pelo processo, a profissional conta com a descrição da paciente e seu talento em desenhos realistas. “É inexplicável ver a reação das mulheres ao final do procedimento. É realmente muito emocionante e gratificante. Muitas vezes elas acham que o que desenhamos está ainda mais bonito do que o original” – finaliza.

Esse é também é um serviço oferecido pela clínica para clientes que possam arcar com o atendimento e aceita agendamentos todos os dias da semana, de acordo com a disponibilidade da profissional. Para agendar o procedimento gratuito ou remunerado é simples, basta ligar no estúdio e consultar a agenda disponível. Além dos dias específicos a equipe avalia alguns casos e se há a possibilidade, incluem na agenda da profissional.

Com certeza, esse é um trabalho capaz de transformar a vida por um todo de mulheres que enfrentam a jornada do combate ao câncer. Não é apenas a luta travada a favor da sobrevivência, é também o amor-próprio, sua feminilidade e afirmação como mulher. Tão importante quanto combater a doença é dar a mulher a oportunidade de recuperar sua autoestima e vaidade, que se vê tão abalada.

 

Sabrina Rodrigues

https://www.instagram.com/sabrinabeautyinnovation/


Pandemia provoca queda significativa no total de notificações de casos novos de hanseníase no País


O impacto da covid-19 na assistência em saúde da população acende um novo alerta para o País. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aponta que nos dois últimos anos houve queda significativa no número de registros de novos casos de hanseníase no Brasil. Enquanto em 2019, o Brasil totalizou 27,8 mil notificações no exercício seguinte (2020) esse número caiu para 17,9 mil, o que significou uma redução de 35%. Em 2021, essa quantidade recuou ainda mais: foram identificados 15,1 mil novos casos (45% a menos do que no período pré-pandêmico). 

A partir de dados oficiais disponíveis no Ministério da Saúde, é possível traçar um perfil dos novos casos da doença nos últimos anos. De 155.359 notificações de 2016 a 2020, 55,5% dos registros corresponderam ao sexo masculino. Em relação à faixa etária dos afetados, 18% tinham entre 40 e 49 anos; 19%, de 50 a 59 anos e 16% correspondem a pessoas com idade entre 30 e 39 anos. 

Outro dado importante é o nível de escolaridade dos pacientes. A hanseníase não tem nenhuma relação direta com o grau de instrução dos afetados, no entanto, esse indicativo acarreta uma série de fragilidades sociais que favorecem o contágio da doença, como a precariedade em habitação, falta de informação e dificuldade de acesso aos sistemas de saúde. 

Entre 2016 e 2020, de 103,4 mil pessoas que relataram dados sobre grau de ensino, 51.789 tinham o Ensino Fundamental Incompleto, o que corresponde a 50% do total. Em contrapartida, apenas 4,6% dos casos tinham nível superior completo, um total de 4.824 pessoas. 

A divulgação deste levantamento feito com base em dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde ocorre às vésperas dos Dias Nacional e Mundial de Combate e Prevenção à Hanseníase, que serão comemorados neste ano em 29 e 30 deste mês. As datas encerram as atividades do Janeiro Roxo, mês em que o Governo, com o apoio da SBD, promove ações de conscientização sobre essa doença. 

Para os especialistas da SBD, os números registrados em 2020 e 2021 sugerem que muitos casos de hanseníase continuam sem diagnóstico. Consequentemente, pessoas infectadas, mas sem tratamento, correm o risco de transmitir a doença para outros indivíduos de seu círculo próximo e têm maiores possibilidades de desenvolver sequelas. O quadro abaixo revela queda significativa no registro de novos casos de hanseníase em todos os estados país e no Distrito Federal durante a pandemia. 

Estado e Região

2019

2020

2021

Região Norte

5261

3278

2822

.. Rondônia

465

352

318

.. Acre

110

83

99

.. Amazonas

407

240

286

.. Roraima

87

39

43

.. Pará

2.548

1.643

1.370

.. Amapá

117

63

31

.. Tocantins

1.527

858

675

Região Nordeste

11.561

7.631

6.648

.. Maranhão

3.189

1.891

1.658

.. Piauí

877

534

505

.. Ceará

1.575

1.149

1033

.. Rio Grande do Norte

192

195

163

.. Paraíba

616

399

336

.. Pernambuco

2.517

1.591

1.276

.. Alagoas

282

218

229

.. Sergipe

323

249

217

.. Bahia

1990

1.405

1231

Região Sudeste

3.729

2.578

2.307

.. Minas Gerais

1.108

749

711

.. Espírito Santo

508

304

259

.. Rio de Janeiro

931

579

568

.. São Paulo

1.182

946

769

Região Sul

806

558

527

.. Paraná

571

388

343

.. Santa Catarina

143

106

108

.. Rio Grande do Sul

92

64

76

Região Centro-Oeste

6.506

3.934

2.847

.. Mato Grosso do Sul

493

265

222

.. Mato Grosso

4.424

2.519

1.7326

.. Goiás

1.421

932

767

.. Distrito Federal

168

218

126

Total

27.863

17.979

15.151


“Ao contrário do que poderia parecer, o fato das estatísticas indicarem uma queda acentuada no número de novos casos em 2020 e 2021 não indica que o Brasil está avançando na luta contra a hanseníase. Infelizmente a realidade é bem diferente. Isso indica que há grande subnotificação no País, o que pode impactar no esforço que tem sido realizado ao longo das últimas décadas. Nos preocupa muito a possibilidade de que mais pessoas estejam sendo afetadas e que outras tantas, mesmo depois de curadas, não tenham acesso às assistências médica e fisioterápica continuadas para o tratamento das sequelas da doença”, ressalta o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves. 

Mesmo sem estudos específicos que ajudem a traçar o cenário, para a SBD a covid-19 tem um papel importante no processo. A coordenadora do Departamento de Hanseníase da entidade, Sandra Durães, lembra que a pandemia gerou dois fenômenos que contribuíram para a queda no volume de notificações. “Em primeiro lugar, houve mudança no fluxo de funcionamento dos serviços de saúde, que reduziram sua rotina de atendimento e passaram a dar prioridade aos casos de coronavírus. Em segundo lugar, a população, mesmo com sinais e sintomas de adoecimento, evitou a busca de ajuda médica com medo de estar em ambientes onde supõe que o risco de contágio pela covid-19 é maior”, aponta. 

Além dessas questões diretamente relacionadas à pandemia, outros fatores têm prejudicado o combate à hanseníase. Apesar de todos os esforços do Governo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia e de vários outros movimentos organizados, esse problema ainda integra o rol das doenças consideradas negligenciadas. Isso se reflete na aposta limitada de alguns gestores na formação adequada das equipes que atuam nos postos de saúde e no baixo investimento da indústria farmacêutica na produção de medicamentos para tratar os casos diagnosticados. 

Historicamente estigmatizada, a hanseníase acometeu 334.772 pessoas nos últimos 11 anos no Brasil, principalmente nos estados do Nordeste (142.555 casos, ou seja, 42% do volume que consta nas bases oficiais). Esse número mantém o País em segundo lugar no ranking mundial de casos da doença, atrás apenas da Índia. A maioria dos pacientes notificados no Brasil são homens (55% dos casos registrados no SUS); se divide nas faixas etárias de 50 a 59 anos (18,4% do total registrado) e 40 a 49 anos (18,2%). 

“O enfrentamento da hanseníase deve ser um compromisso de todos nós. Especialmente por se tratar de um problema de saúde pública que se identificado de forma precoce é curável com tratamento simples e barato. Estamos falando de milhares de pessoas que podem ter suas vidas transformadas se os gestores, a indústria, os profissionais da saúde e a população unirem suas forças”, destacou Mauro Enokihara, presidente da SBD.


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