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domingo, 3 de maio de 2026

Guardar a ração da forma correta garante a qualidade do alimento e a saúde dos pets

A forma de armazenar ajuda a preservar as características e evita contaminações

 

Todo tutor deseja oferecer o melhor para o seu pet e isso começa com uma alimentação de qualidade, formulada com ingredientes selecionados e pensada para atender às necessidades específicas de cada animal. No entanto, um ponto muitas vezes esquecido pode comprometer todo esse cuidado: a forma como a ração é armazenada. Se feito de forma inadequada, pode afetar diretamente a qualidade do alimento e, consequentemente, a saúde e o bem-estar do pet. 

Conservar a ração da forma correta é essencial para garantir que ela preserve suas propriedades e esteja segura para o consumo. O ideal é que ela seja mantida em sua embalagem original, uma vez que a parte que fica em contato direto com o alimento é desenvolvida para protegê-lo de fatores como umidade e oxigênio. 

Juliana Soncin, Médica-Veterinária da Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, explica: “A embalagem original protege o que está dentro do alimento, como gorduras, aromas e umidade, e evita que fatores externos, como luz, oxigênio e cheiros estranhos, alterem a qualidade do produto. Os alimentos Super Premium, por exemplo, costumam ter um teor de gordura mais elevado e, para preservar suas características, precisam de embalagens com barreiras mais resistentes, que impedem a passagem de oxigênio e luz, ajudando a manter o frescor e o sabor do produto”. É importante destacar que a embalagem precisa ser bem fechada. 

Mesmo que o tutor compre as embalagens grandes, de 10 e 15 kg, a recomendação é que o alimento seja conservado nela. “Para tornar o manuseio mais prático, o alimento pode ser fracionado em pacotes menores e bem fechados, e estes serem armazenados dentro da embalagem original. Desta forma, é possível fazer a abertura de cada pacote, conforme o consumo”, sugere a Médica-Veterinária. 

Se o tutor achar mais prático armazenar o alimento em recipientes como os baldes, é importante evitar aqueles que não tenham uma boa vedação, conforme Soncin orienta: “Existem no mercado diversas opções de potes específicos para armazenar ração, sendo interessante procurar pelos que permitem a vedação total com rosca ou trava, ou ainda os herméticos, para diminuir a exposição do alimento ao oxigênio, à umidade e evitar a entrada de pragas que possam contaminá-lo. Recipientes de aço inox também são uma boa opção, pois protegem do calor e não retêm odor. E no caso do pote ser de plástico, o tutor deve optar por aqueles feitos de plásticos alimentícios e nunca transparentes, já que a luminosidade degrada nutrientes”. 

Outro ponto importante é o local onde a ração é guardada. O ambiente ideal deve ser fresco, seco e arejado, longe do calor e de cheiros/produtos químicos. Isso porque as altas temperaturas e a exposição constante do alimento ao oxigênio podem acelerar o processo de oxidação de gordura que torna a ração rançosa e com mau odor; a umidade pode levar à proliferação de mofo e bactérias; e a luz solar direta pode degradar alguns nutrientes. As pragas, como formigas, baratas e ratos, podem contaminar o alimento e ainda transmitir doenças, comprometendo a saúde do animal. 

Além disso, é fundamental verificar sempre a data de validade e respeitar o prazo de consumo indicado após a abertura da embalagem. “Os alimentos secos completos (rações) da Adimax possuem validade de 12 meses ou de 18 meses após a sua data de fabricação. Após a embalagem ser aberta, é importante que esteja ao abrigo de luz, umidade, oxigênio e pragas, para que o seu sabor, textura e aroma sejam conservados”, complementa a Médica-Veterinária. 

Para finalizar, Juliana Soncin esclarece algumas dúvidas comuns dos tutores:

 

- Pode misturar ração nova com a antiga no recipiente?

O ideal é acabar com a ração antiga, higienizar o recipiente e depois colocar a nova. Assim, não há risco de contaminação da nova pela antiga, que já iniciou o processo de oxidação, quando o sabor fica rançoso e passa a ter mau odor. O contato entre os dois alimentos também pode diminuir a durabilidade e qualidade do novo, pois o antigo já estava em contato com oxigênio e luz.

 

- Com qual frequência é necessário lavar o recipiente?

Não há uma frequência pré-estabelecida. É interessante higienizar quando acabar uma embalagem e for armazenar um novo. Assim, são retirados os resíduos de gordura e de ração antiga que acumulam no pote e até possíveis contaminações, como fungos e bactérias. A higienização deve ser feita com produtos neutros para não deixar cheiro, e enxaguar com abundância para sair todos os resíduos do produto de limpeza. Outro ponto fundamental é ter certeza de que, após a limpeza, o pote fique perfeitamente seco, para não correr o risco da umidade mofar o produto. 

- Para o tutor que viaja com o pet, qual é a maneira recomendada de armazenar a ração para transporte?

Da mesma forma que armazena em casa. Caso seja de 1kg, 2kg ou 2,5kg, é preferível que mantenha na embalagem original. Se tomar muito espaço, é indicado armazenar em potes com uma boa vedação, livre de umidade, luz, calor e pragas. 

Com cuidados simples, mas importantes, é possível garantir a qualidade do alimento até o último grão — e, mais do que isso, preservar a saúde e o bem-estar dos pets.

  

Adimax

 

Medicina veterinária preventiva: benefícios além da saúde animal

Prevenção promove qualidade de vida às famílias multiespécies, sustentabilidade ao setor e colabora com a saúde pública

 

Prevenir é melhor do que remediar – o sábio ditado popular aplica-se também à saúde animal e segue mais verdadeiro do que nunca. Em um cenário em que os pets vivem mais e fazem parte do núcleo familiar, crescem as demandas por bem-estar e longevidade, e a medicina veterinária preventiva emerge como pilar estratégico não apenas para responsáveis (tutores) e profissionais, mas para todo o ecossistema de saúde.

Ao antecipar doenças e promover hábitos mais saudáveis para os animais de estimação, a prevenção reduz custos, melhora resultados terapêuticos e fortalece o vínculo entre responsáveis e médicos-veterinários. Mais do que uma tendência, trata-se de uma necessidade alinhada também ao conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.


O que é medicina veterinária preventiva?

Consultas veterinárias regulares, exames de rotina, monitoramento da saúde bucal, acompanhamento nutricional, vacinação e vermifugação com protocolos personalizados, controle de parasitas, avaliação de comportamento, orientações sobre atividade física e enriquecimento ambiental, além de suporte ao envelhecimento saudável, são algumas das práticas que compõem a medicina veterinária preventiva. Essa rotina contribui para a identificação precoce de condições de saúde que muitas vezes não apresentam sintomas evidentes, como insuficiência renal, distúrbios endócrinos, obesidade, alterações oculares, doenças cardíacas e articulares. O diagnóstico antecipado possibilita intervenções mais eficazes, com menores impactos à saúde e melhor qualidade de vida para os pacientes. 

Além disso, práticas preventivas personalizadas, como a medicina baseada em genética, exames de rastreio de comorbidades, fisioterapia preventiva e de suporte e técnicas integrativas já são realidade em muitos hospitais e clínicas veterinárias brasileiras, promovendo saúde integral e individualizada para cada pet.

“Na prática clínica, frequentemente são detectadas alterações nos exames de pets que, aos olhos do responsável, estavam perfeitamente saudáveis. Muitas doenças renais, hepáticas, cardíacas e endócrinas evoluem de forma silenciosa e só apresentam sinais quando estão em estágio avançado. A medicina preventiva permite ao veterinário agir antes que a doença comprometa a qualidade de vida do animal”, explica a médica-veterinária e country manager da VetFamily no Brasil, Stella Grell.


Benefícios para as famílias multiespécies

“Animais que recebem cuidados preventivos tendem a ser mais saudáveis, ativos e felizes. Isso reflete diretamente no convívio diário, fortalecendo o vínculo entre pets e familiares e promovendo um ambiente mais harmonioso em casa”, destaca Stella. Doenças não diagnosticadas ou falta de tratamento adequado podem contribuir para alterações no comportamento, como agressividade, ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida do pet e a relação com seus responsáveis e com outros animais.

Para os responsáveis, a medicina preventiva também traz benefícios emocionais. Saber que seu animal está saudável e bem cuidado reduz a ansiedade e o estresse associados a problemas de saúde, a uma possível perda precoce do pet e a gastos não previstos.

Embora essencial, a medicina veterinária preventiva ainda encontra barreiras em responsáveis que não compreendem que um check-up regular custa muito menos do que tratar uma doença avançada — e pode ser a diferença entre meses de sofrimento e uma vida saudável e ativa. “Prevenir é sempre mais econômico do que tratar. Um check-up anual, por exemplo, pode custar menos de 50% de uma diária de internação emergencial. A vacinação em dia evita doenças graves como cinomose, parvovirose, leptospirose e rinotraqueíte, que exigem internações prolongadas e riscos à vida dos animais”, argumenta Stella.


Protagonismo veterinário

Do ponto de vista da gestão veterinária, a medicina preventiva traz previsibilidade financeira, fidelização de clientes e diferenciação no mercado. “Clínicas e hospitais que estruturam programas de prevenção conseguem reduzir emergências, manter o fluxo constante de atendimentos e se posicionar como centros de saúde de confiança”, destaca o médico-veterinário e diretor comercial da VetFamily no Brasil, Fabiano de Granville Ponce.

Para que a medicina preventiva se torne a norma — e não a exceção —, é fundamental ampliar o repertório de conhecimento técnico entre os profissionais e investir na formação de uma cultura de cuidado contínuo. Ferramentas como prontuários eletrônicos, programas de fidelidade, tratamentos inovadores e educação continuada são aliados importantes para implementar uma estrutura de medicina veterinária preventiva de forma escalável e sustentável.

A VetFamily, comunidade internacional criada por médicos-veterinários, tem como objetivos fomentar o segmento veterinário por meio de parcerias estratégicas que facilitem o desenvolvimento técnico e administrativo dos médicos-veterinários e promovam o acesso a soluções, tecnologias, produtos, medicamentos e vacinas de ponta. “A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para a sustentabilidade das clínicas e hospitais veterinários e para o fortalecimento do vínculo com os responsáveis. Por isso, a VetFamily, em parceria com a indústria farmacêutica e com os membros da comunidade, promove a medicina preventiva e investe em campanhas de saúde com o intuito de informar e auxiliar responsáveis na detecção precoce de doenças e na necessidade de prevenção, além, é claro, de ressaltar a real importância do médico-veterinário na saúde coletiva”, esclarece Ponce.


O impacto sistêmico da prevenção

A medicina veterinária preventiva também desempenha papel educativo e prático na saúde pública e ambiental. O controle de parasitas, a vacinação e o uso racional de antimicrobianos não apenas protegem os animais, mas evitam a propagação de zoonoses e colaboram no combate à resistência antimicrobiana — um dos maiores desafios globais em saúde atualmente.

“A prevenção na veterinária está intrinsecamente ligada ao conceito de Saúde Única. Cada vacina aplicada, cada responsável orientado, cada protocolo de bem-estar implementado nas clínicas tem um reflexo direto na saúde da sociedade como um todo”, reforça Ponce.

A medicina veterinária preventiva não é apenas uma ferramenta de cuidado: ela é uma estratégia ética, econômica e técnica para garantir mais anos de vida saudável aos pets, mais tranquilidade aos responsáveis e mais relevância para o profissional veterinário. Prevenir é, cada vez mais, a melhor forma de cuidar.



VetFamily
www.vetfamilybrasil.com.br


Pets também fazem acupuntura: como funciona o tratamento?

Veterinária do Nouvet explica como essa terapia alternativa está revolucionando a saúde animal

 

Parece coisa de spa de luxo, mas a acupuntura para pets é real – e está conquistando veterinários e tutores pelo mundo. Essa técnica milenar, que já faz sucesso entre humanos adeptos de tratamentos holísticos, agora é uma das favoritas no universo pet para aliviar dores, melhorar a mobilidade e até tratar ansiedade. Mas como será que funciona na prática? 

Marina Lamas, veterinária fisiatra e acupunturista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo, desvenda os mistérios dessa terapia que promete deixar seu amigo de quatro patas mais relaxado e saudável.

 

Agulhas? Sim, mas sem drama

A primeira pergunta que vem à mente é: será que dói? Meireles explica que a técnica é muito mais suave do que imaginamos. "As agulhas são ultrafinas e praticamente indolores. Muitos pets até cochilam durante a sessão, especialmente os que já sofrem com dores crônicas e finalmente encontram alívio", revela. O tratamento, que dura em média 20 a 30 minutos, é personalizado e pode incluir estímulos com eletricidade de baixa frequência ou calor (moxabustão) para potencializar os efeitos.
 

De artrose a ansiedade: quando a acupuntura entra em cena

Se o seu pet sofre com artrose, hérnia de disco ou sequelas de traumas, a acupuntura pode ser uma alternativa – ou complemento – aos remédios tradicionais. "Existem casos de cães que voltaram a correr depois de anos com dificuldade para andar e gatos com dores crônicas que recuperam o ânimo para brincar", conta a doutora. 

Além de problemas musculares, a técnica também pode colaborar em casos de distúrbios digestivos, alergias e até ansiedade. Por ser minimamente invasiva, é uma alternativa interessante para os pets que não respondem bem a medicamentos convencionais ou precisam de uma abordagem mais natural. "Animais muito estressados ou até com medo de barulhos, como fogos de artifício, podem ter uma melhora significativa no comportamento após algumas sessões. A acupuntura age no tratamento desses casos principalmente se associada também a fitoterápicos e mudanças ambientais", acrescenta ela.

 

Terapia preventiva que faz toda a diferença

Assim como nós, os pets também podem se beneficiar da acupuntura antes mesmo de desenvolver problemas sérios. "Muitos tutores de animais idosos ou de raças predispostas a doenças articulares estão adotando a técnica como forma de prevenção, garantindo mais qualidade de vida a longo prazo", conclui a especialista. Mas atenção: o sucesso do tratamento depende de um profissional certificado e daquela pitada de paciência – afinal, bons resultados merecem acompanhamento de perto, sessão após sessão.

 

 Nouvet


Vai viajar com o pet? Veja o que não pode faltar no checklist

Mariana (à dir.) em passeio com a família na Rota da Estrada Real (MG
) Crédito da imagem: Arquivo pessoal
Médica-veterinária da UniFAJ dá dicas para evitar imprevistos e tornar esse momento divertido e inesquecível


As férias de fim de ano estão chegando e muita gente aproveita esse período para fazer aquela viagem em família. E, nesse momento de puro descanso e diversão, é possível levar também o animalzinho de estimação. Com alguns cuidados antes e durante o trajeto, esse momento tende a ser inesquecível também para o pet.
Em 2024, dados das companhias aéreas indicaram que mais de 100 mil pets viajaram ao lado de seus donos – 15% a mais que no ano anterior. Essa é uma rotina comum na vida da designer de experiência Mariana Corrér, de 36 anos. Toda vez que a viagem é de carro, Giovanna e Maya, duas vira-latas de 1 e 7 anos, embarcam juntas. No dia 20 de dezembro, elas iniciam uma nova aventura, saindo de Indaiatuba/SP com destino as cidades da região Serrana do Rio de Janeiro, num total de 1.590km em 16 dias de passeio.
 

“É sempre uma experiência maravilhosa envolvê-las em minhas viagens, pois são membros da nossa família. Eu trabalho em casa e a gente fica juntas o dia inteiro. Tudo que vou fazer procuro levá-las comigo, seja em passeios ao ar livre, no shopping ou em restaurantes. Daí, sempre busco lugares que são pet friendly”, conta.

“Eu gosto muito de viajar, me faz muito bem, então poder compartilhar esses momentos com elas é algo muito valioso e torna-os ainda mais especiais. Eu não conseguiria passar tanto tempo longe delas.”

A médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi, salienta que o primeiro ponto a ser avaliado para essa decisão é a idade do animal.

“O ideal é que eles viajem após completarem o protocolo inicial de vacinação, geralmente a partir de 16 semanas (4 meses). Antes disso, cães e gatos ainda não possuem proteção adequada contra doenças infecciosas”, alerta. “Filhotes mais novos só devem viajar em situações realmente necessárias e com orientação direta do médico-veterinário.”

Os cães devem estar imunizados com a vacina polivalente (V8 ou V10), que previne doenças graves como cinomose e parvovirose; a vacina antirrábica (raiva), obrigatória em todo território nacional; e a vacina contra a tosse dos canis (gripe canina), doença altamente contagiosa e comum em ambientes com grande circulação de animais, como hotéis e praias.
No caso dos gatos, é importante que estejam com as vacinas tríplice (V3) ou quádrupla (V4/V5) e a antirrábica em dia.

“A vermifugação e o controle parasitário são obrigatórios tanto para cães quanto para gatos, incluindo vermífugos gastrointestinais e controle contra pulgas, carrapatos e mosquitos. Isso é fundamental para prevenir dirofilariose, leishmaniose e doenças transmitidas por carrapatos e pulgas”, destaca Aline.


Documentação deve estar em dia

Com vacinas e vermífugos atualizados, o próximo passo é juntar toda a documentação do animal. Para viagens nacionais, geralmente é exigida a carteira de vacinação atualizada, com destaque para a vacina antirrábica válida. Também é necessário o atestado de saúde, emitido exclusivamente por médico-veterinário –, com validade de 7 a 10 dias antes da viagem.

Em viagens de ônibus, as empresas podem exigir caixa de transporte adequada e documentação de vacinação.

Se a viagem for de avião, o tutor deve apresentar o atestado de saúde recente (3 a 10 dias, dependendo da companhia), a carteira de vacinação com antirrábica válida e o laudo de aptidão ao transporte (quando solicitado). Podem ser exigidos ainda documentos específicos para transporte na cabine ou no porão.

Para voos internacionais, a companhia aérea pode solicitar microchip, sorologia da raiva, o Certificado Veterinário Internacional (CVI) e documentos adicionais do país de destino. “É fundamental que o tutor consulte a companhia aérea com antecedência”, reforça Aline.


Chegou a hora de partir: como transportar o pet?

Segundo a médica-veterinária da UniFAJ, essa pode ser a etapa mais importante, pois envolve a segurança do animal. Se a família viajar de carro, cães e gatos podem ser levados em caixa de transporte, com cinto de segurança ou em cadeirinha específica para pets.

“O importante é nunca transportar o bichinho de estimação no colo ou solto no carro. Também é essencial evitar que o animal fique com a cabeça para fora da janela do veículo, pois, além do risco de acidente, pode acarretar infração de trânsito”, alerta Aline. A prática está prevista no artigo 235 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e prevê multa grave no valor de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.

Caso a viagem seja de ônibus, é fundamental que o pet esteja bem acomodado em caixa de transporte rígida e bem ventilada.

Em viagens de avião, animais de pequeno porte podem ir na cabine, acomodados em uma caixa macia adequada ao seu tamanho. Os pets de grande porte viajam no porão climatizado, em caixa compatível com o tamanho do animal. Todas as caixas devem seguir as normas da International Air Transport Association (IATA).


Conforto e comodidade durante o trajeto

Para que a viagem seja realmente inesquecível com o “melhor amigo”, é importante que ela seja confortável, especialmente durante o percurso.

Nas viagens terrestres, além de transportar o animal com segurança, o tutor deve levar a ração habitual do pet para evitar distúrbios gastrointestinais.

“O recomendado é alimentar o animal de 2 a 3 horas antes da saída e, durante o trajeto, ofertar pequenas quantidades a cada 4 a 6 horas, conforme a tolerância do animal. Já a água deve ser ofertada com frequência, a cada 1 a 2 horas”, orienta Aline.

Em viagens de avião, não é recomendado oferecer comida durante o voo. O tutor deve alimentar o animal 3 horas antes para evitar náuseas. A água pode ser deixada em recipientes presos à caixa, especialmente em voos longos. “Evite tranquilizantes sem prescrição veterinária, pois não são recomendados”, reforça Aline.

Durante viagens terrestres, é fundamental fazer paradas a cada 2 horas. Esse momento é importante para a oferta de água, para que o cão faça suas necessidades fisiológicas e para caminhadas breves.

Os felinos devem permanecer seguros na caixa, mas podem ter breves pausas em ambiente totalmente controlado, evitando qualquer risco de fuga.


10 dicas para a viagem ser agradável ao pet

1 – Realize avaliação veterinária antes da viagem;

2 – Mantenha vacinas e antiparasitários atualizados;

3 – Não dê alimentos que o pet não esteja acostumado a comer;

4 – Faça a identificação do animal

5 – Garanta sombra, hidratação e pausas frequentes;

6 – Evite passeios nos horários mais quentes;

7 – Utilize protetor solar veterinário em áreas sensíveis do animal;

8 – Leve kit de primeiros socorros;

9 – Respeite a individualidade do pet, alguns se assustam com ambientes agitados;

10 – Nunca force interação, aglomeração ou exposição excessiva ao calor.

 

Dra. Aline Ambrogi - médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais e mestre em Ciência Animal (USP - FMVZ – SP).


70% dos filhotes de gatos e cães no Brasil consomem alimentos para pets adultos

Divulgação
ROYAL CANIN®
No Dia Mundial da Saúde, ROYAL CANIN® destaca cuidados essenciais nos primeiros meses de vida dos pets para promover um desenvolvimento saudável

 

Todos os anos, cerca de 15 milhões de pets nascem no Brasil, segundo estimativas de mercado da Euromonitor e da CVA. Apesar desse número expressivo, ainda é comum que filhotes recebam uma nutrição que não considera as particularidades dessa fase, o que pode comprometer seu crescimento e bem-estar. Esse cenário reforça a importância de um manejo alimentar adequado desde o início da vida.

Esse período inicial representa um momento determinante para o organismo, marcado por transformações intensas e demandas nutricionais próprias. Nesse contexto, oferecer uma nutrição sob medida é essencial para apoiar um desenvolvimento equilibrado e saudável. 

Além disso, problemas relacionados à nutrição podem ter efeitos duradouros. A obesidade, por exemplo, já afeta mais de 50% da população mundial de gatos e cães. Estudos indicam que cães com sobrepeso podem viver, em média, até 2,5 anos a menos, enquanto gatos podem perder cerca de 1,9 anos, segundo pesquisas publicadas em 2020 em revistas científicas como o Journal of Veterinary Internal Medicine e o Journal of Feline Medicine and Surgery. 

Diante desse cenário, a ROYAL CANIN® reforça cinco cuidados essenciais para apoiar a evolução de gatos e cães filhotes:

 

Nutrição sob medida é fundamental desde o início da vida

Durante a fase de crescimento, gatos e cães apresentam exigências nutricionais distintas em relação aos animais adultos. Filhotes possuem um sistema digestivo ainda imaturo e capacidade gástrica reduzida, o que exige refeições menores e mais frequentes ao longo do dia. Além disso, a presença de dentes de leite pode limitar a mastigação, tornando a escolha do alimento ainda mais importante. Para estimular o desenvolvimento cerebral e cognitivo do filhote, nutrientes específicos como o DHA (ômega-3) e proteínas de alta qualidade são essenciais durante essa fase.


Combinar alimentos secos e úmidos pode favorecer a adaptação alimentar

A combinação entre alimentos secos e úmidos, conhecida como mix feeding, tem sido cada vez mais recomendada. A prática favorece a ingestão hídrica, estimula diferentes experiências sensoriais e pode ajudar a evitar a recusa alimentar no futuro. Além disso, alimentos úmidos podem ser encontrados em diferentes texturas, como mousse, patê, pedaços ao molho ou em gelatina (jelly), o que contribui para uma adaptação mais fácil, especialmente durante o período de desmame.


Janela de imunidade exige atenção redobrada

Entre a 4ª e a 12ª semana de vida, os filhotes passam por um período conhecido como janela de suscetibilidade imunológica, quando a proteção recebida da mãe diminui e o sistema imunológico ainda está em formação. Nesse momento, uma nutrição equilibrada pode contribuir para apoiar as defesas naturais do organismo, especialmente quando inclui nutrientes como vitaminas E e C, conhecidos por sua ação antioxidante.


Acompanhamento com Médico-Veterinário é indispensável

O acompanhamento profissional é essencial para monitorar a evolução do filhote, orientar a transição alimentar e garantir que o calendário vacinal e de vermifugação esteja em dia. Esse cuidado contribui para a prevenção de doenças e para uma trajetória mais saudável.

 

Ambiente e a rotina também impactam o bem-estar

Um ambiente adequado, aliado a estímulos positivos e a uma rotina equilibrada, favorece o desenvolvimento físico e comportamental. A prática de atividades e brincadeiras também auxilia na manutenção do peso saudável. Após a castração, por exemplo, a necessidade energética dos pets pode reduzir entre 20% e 30%, o que aumenta a predisposição ao ganho de peso. Nesse contexto, alimentos úmidos também podem ser aliados, por apresentarem menor densidade calórica, alta umidade e contribuírem para maior saciedade.

Promover um começo de vida saudável é um dos principais passos para contribuir com a saúde de gatos e cães. Por isso, a adoção de cuidados desde os primeiros meses, aliada à oferta de uma nutrição sob medida e adaptada às características de cada fase, traz impacto direto e positivo no bem-estar dos pets.

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa.

  

ROYAL CANIN

Para saber mais visite o site

 

Abril Laranja: por que a campanha é essencial na luta contra a crueldade animal?

 

O Abril Laranja, campanha de conscientização voltada à prevenção da crueldade contra animais, vai muito além de uma ação pontual e ajuda a dar visibilidade a uma realidade que ainda é, muitas vezes, invisível. A proposta é clara, chamar atenção para os maus-tratos, incentivar a denúncia e reforçar a importância do cuidado e do bem-estar animal no dia a dia.

 

A violência contra animais raramente aparece apenas em casos extremos. Ela também pode estar na negligência, na falta de rotina, na ausência de estímulo e em ambientes pouco estruturados, onde as necessidades básicas do animal não são respeitadas.

 

Esse ano, por exemplo, vimos o caso do cão comunitário Orelha, que gerou uma comoção enorme e terminou de forma trágica, um episódio que mobiliza, revolta e faz muita gente se perguntar como esse tipo de situação ainda acontece. Ao mesmo tempo, também expõe uma dificuldade que ainda temos como sociedade, transformar indignação em mudança real e contínua.

 

Na prática, os animais são extremamente sensíveis ao ambiente em que vivem e ao comportamento dos próprios tutores. Cães que convivem com pessoas mais ansiosas ou estressadas tendem a apresentar sinais claros de impacto, como inquietação, hipervigilância, vocalizações excessivas, alteração no apetite e até comportamentos repetitivos. Em alguns casos ficam mais dependentes, em outros mais reativos, mas quase sempre estão respondendo ao contexto em que estão inseridos.

 

Mudanças na rotina também costumam ter efeito direto, viagens, ausência prolongada ou falta de estímulo podem gerar ansiedade, comportamentos destrutivos ou até apatia, reforçando que o bem-estar do animal não depende só de cuidados básicos, mas também de estabilidade, previsibilidade e atenção ao que ele expressa no dia a dia.

 

Outro ponto importante é entender que nem todo sofrimento é visível de forma imediata. Alterações no comportamento, mudanças no sono ou no apetite, excesso de apego ou até isolamento são sinais que muitas vezes passam despercebidos, mas que indicam que algo não está bem e precisa ser observado com mais atenção.

 

Por isso, o Abril Laranja é tão essencial, porque amplia o olhar sobre o tema e ajuda a quebrar a ideia de que maus-tratos são apenas casos extremos. Ele reforça que cuidado também é responsabilidade diária, que envolve atenção, rotina, respeito e, principalmente, consciência sobre as necessidades físicas e emocionais dos animais.

 

Mais do que um alerta pontual, a campanha funciona como um convite para rever atitudes e fortalecer uma cultura de proteção, onde o bem-estar animal deixa de ser algo secundário e passa a ser parte das relações construídas dentro de casa e na sociedade.

 

No fim, combater a crueldade não depende só de grandes ações, mas também das escolhas do dia a dia, porque é nelas que se constrói, de fato, uma convivência mais equilibrada e respeitosa com os animais. 

 

André Cavalieri - especialista em comportamento animal e fundador da Dog Corner, empresa especializada em creche, hotel, banho e adestramento.


Obesidade canina exige mudança na rotina e acompanhamento preventivo

Banco de Imagem

Sobrepeso em cães vai além da estética e pode comprometer qualidade de vida, além da saúde dos pets

 

Um levantamento realizado em 2025 pelo Dog Aging Project, em parceria com a Texas A&M University e a University of Washington, acende um alerta para a saúde dos pets: 18% dos cães avaliados foram considerados acima do peso por seus próprios tutores, evidenciando uma realidade cada vez mais presente nos lares. 

Mais do que uma questão estética, o excesso de peso está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversas doenças, como diabetes, problemas cardíacos, alterações articulares, doenças renais e distúrbios hormonais. Além disso, a obesidade pode agravar quadros já existentes, dificultando o tratamento e aumentando a predisposição a inflamações e problemas dermatológicos, impactando diretamente a qualidade de vida dos animais. 

A médica-veterinária Vanessa Barreto, da Dog Life, reforça que o problema está profundamente ligado ao estilo de vida moderno. “A obesidade em cães está associada principalmente ao sedentarismo, à alimentação inadequada e à maior permanência em ambientes internos com pouco gasto de energia. Muitos animais acabam recebendo uma ingestão calórica acima do necessário, o que favorece o ganho de peso ao longo do tempo”, explica. 

Além da avaliação clínica, a realização de exames laboratoriais é fundamental tanto para a prevenção e identificação precoce de alterações quanto para um acompanhamento mais assertivo do tratamento do sobrepeso. Entre os principais exames de rotina estão o hemograma completo, a glicemia e o perfil bioquímico, que auxiliam na avaliação geral do organismo e das funções metabólicas. Em casos de sobrepeso, também é recomendada a realização de exames hormonais para investigar possíveis distúrbios endócrinos, como alterações na tireoide. Em situações específicas, podem ser indicados exames de imagem, como a ultrassonografia, para uma análise mais detalhada do estado de saúde do animal. 

Para combater o sobrepeso, é importante adotar uma abordagem multidisciplinar. A profissional destaca algumas orientações para os tutores:

  1. Ajuste alimentar personalizado: dieta balanceada e orientada por um veterinário, garantindo o aporte calórico adequado.
  2. Controle rigoroso de petiscos: evitar excessos fora das refeições principais, já que são uma das principais causas do ganho de peso.
  3. Prática regular de atividade física: passeios e brincadeiras ajudam a aumentar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular.
  4. Monitoramento clínico contínuo: realização de exames como hemograma, perfil bioquímico e avaliação hormonal para acompanhar a evolução e ajustar o tratamento.
  5. Atenção redobrada com pets idosos: animais mais velhos exigem cuidados extras devido à maior sobrecarga em órgãos e articulações.
  6. Enriquecimento ambiental: estímulos com brinquedos e atividades que incentivem o movimento e reduzam o sedentarismo.

Essas medidas são fundamentais para promover uma perda de peso saudável e melhorar a qualidade de vida do animal.

Segundo Vanessa, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. “O acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar o ganho de peso ainda no início. Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença na saúde a longo prazo”, destaca. 

Para apoiar nesse cuidado, contar com um plano de saúde pet pode facilitar o acesso a consultas, exames de rotina e especialistas, garantindo que o tutor tenha suporte contínuo no controle do peso do animal. O acompanhamento estruturado permite maior previsibilidade e segurança, transformando o cuidado preventivo na base para uma vida longa e saudável.



Dog Life
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Resgatou um animal na rua? Saiba como agir com segurança nos primeiros momentos

Médica Veterinária explica os cuidados essenciais para proteger a saúde de humanos e do próprio animal resgatado


Resgatar um animal em situação de rua é um gesto de empatia, mas exige cuidado e atenção logo nos primeiros momentos. Dados do Instituto Pet Brasil indicam que cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil, incluindo animais abandonados ou sem um tutor definido. Desse total, pouco mais de 201 mil estão sob os cuidados de ONGs que atuam no resgate e assistência básica, o que evidencia o grande desafio diante da capacidade limitada dessas instituições.

Diante desse cenário, é comum que muitas pessoas queiram ajudar ao encontrar um animal na rua. No entanto, o primeiro contato exige atenção e cuidados específicos para garantir a segurança de todos os envolvidos.

De acordo com Victória Bório, professora do curso de Medicina Veterinária do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o principal ponto é entender que o animal pode representar riscos, mesmo que aparente ser dócil.

“É fundamental considerar que esse animal pode ter alguma doença, sendo ela zoonótica ou não, ou seja, podendo ser transmitida para humanos ou outros animais. Por isso, antes de qualquer aproximação, é importante observar o comportamento, se há lesões aparentes e o estado nutricional”, explica.

A especialista destaca que o comportamento do animal é um dos principais indicativos de como agir. Animais muito assustados ou agressivos podem reagir com ataques, o que representa risco direto para quem tenta ajudar.

“Caso o animal apresente comportamento irascível, o ideal é não tentar contato direto. Nesses casos, a recomendação é acionar órgãos públicos da região, já que pode se tratar de um risco à saúde pública. Se for um animal silvestre, o encaminhamento deve ser feito a órgãos específicos”, orienta.

Outro ponto essencial é evitar o contato imediato com animais domésticos. Mesmo após o resgate, o animal encontrado não deve ser colocado junto aos pets da casa sem avaliação prévia. “Evite colocar o animal resgatado em contato com outros animais antes dele passar por uma consulta veterinária. Além disso, não é recomendado tocar em lesões sem o uso de luvas, para evitar contaminações”, alerta.

Identificar sinais de urgência também pode fazer a diferença no prognóstico do animal. Dificuldade de locomoção, presença de feridas visíveis e estado nutricional debilitado são indicativos claros de que o atendimento veterinário deve ser imediato.

A avaliação profissional, segundo Victoria, é indispensável nesse processo, tanto para garantir a saúde do animal quanto para prevenir riscos. “A avaliação veterinária é extremamente importante para detectar possíveis doenças transmissíveis e avaliar a estabilidade do paciente. Os exames vão depender da condição clínica, mas, em geral, incluem hemograma, bioquímica e testes rápidos para doenças como parvovirose, cinomose e leishmaniose”.

Ela também ressalta que, dependendo dos sintomas, podem ser necessários exames complementares, como raio-x, ultrassonografia e até endoscopia. Diante de uma situação de resgate, a orientação é clara: ajudar é importante, mas com responsabilidade. Informação e cautela são os primeiros passos para garantir um desfecho seguro para todos. 



Centro Universitário IBMR
Ânima Educação

 

Fato ou fake: o que é verdade sobre a documentação para viagens internacionais com pets

 

Freepik

Com mais de 250 mil transportes registrados em 2025 e avanço contínuo em 2026, alta na demanda expõe dúvidas comuns 


O transporte aéreo de animais de estimação registra crescimento consistente no Brasil e no mundo, impulsionado pela mudança no perfil dos viajantes e pela humanização dos pets. Dados mais recentes do setor indicam que mais de 250 mil operações de transporte de cães e gatos foram realizadas em 2025, considerando diferentes modalidades, com índice de sucesso superior a 99,9%, evidenciando avanços em segurança e protocolos operacionais.

A demanda acompanha uma tendência observada nos últimos anos. Em 2023, cerca de 80 mil pets viajaram de avião no Brasil, com expectativa de ultrapassar 100 mil em 2024, número que se consolidou e avançou em 2025 com a ampliação da oferta de serviços e maior adesão dos tutores.

Levantamentos divulgados ao longo de 2026 apontam que apenas uma grande operação aérea brasileira transportou mais de 70 mil animais em cabine ao longo de 2025, reforçando o crescimento do segmento e a preferência por viagens com os pets próximos aos tutores.

O avanço do setor está diretamente ligado à expansão do mercado pet, à maior flexibilização de regras operacionais e ao investimento em protocolos de bem-estar animal. Atualmente, a maior parte dos animais viaja na cabine, respeitando limites de peso e exigências sanitárias, enquanto o transporte em compartimentos específicos segue normas rigorosas de segurança e climatização.

Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais destaca que o transporte aéreo de pets deixou de ser um serviço de nicho e passou a integrar a experiência de viagem de famílias e profissionais em deslocamentos nacionais e internacionais. 

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre documentação para viagens aéreas internacionais com pets.

 

Fatos

Cada país possui regras próprias: As exigências variam conforme o destino e podem incluir quarentena, microchip de identificação e prazos mínimos entre vacinação e embarque. Os países podem, inclusive, exigir documentação diferente na entrada e no retorno do animal ao país de origem. 

O acompanhamento veterinário é indispensável: A orientação de um médico-veterinário é fundamental para garantir que o pet esteja apto para viajar e com toda a documentação correta, evitando riscos à saúde do animal e impedimentos no embarque. 

A documentação é tão importante quanto o bilhete aéreo: Falhas na documentação são uma das principais causas de impedimento de embarque de pets em voos internacionais. Por isso, o planejamento deve ser feito com antecedência e alinhado às exigências do país de destino e de conexão. 

 

Fake

Basta a carteira de vacinação atualizada: A carteira de vacinação é obrigatória, mas não suficiente. Para viagens internacionais, normalmente são exigidos certificados veterinários internacionais, comprovação de vacina antirrábica válida e, em muitos casos, exames sorológicos específicos. 

A documentação pode ser emitida poucos dias antes da viagem: Embora alguns documentos tenham validade curta, como certificados sanitários, outros exigem planejamento antecipado. Exames e vacinas podem demandar semanas ou meses para atender às regras internacionais.

Todos os países aceitam as mesmas regras de transporte: Não há padronização global. Alguns destinos possuem restrições mais rigorosas, inclusive limitações quanto ao transporte em cabine, exigências climáticas e até proibição de determinadas espécies ou raças. 

“Com o aumento das viagens internacionais com pets, a documentação deixou de ser um detalhe operacional e passou a ser um fator determinante para o embarque. Hoje, o maior risco não está no transporte em si, mas na falta de planejamento e no desconhecimento das exigências específicas de cada país, que podem variar significativamente” finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 

  

PETFriendly Turismo


Relatório inédito revela pressão crescente sobre abrigos de animais no Brasil e aponta urgência de políticas públicas baseadas em dados


Em um país onde ainda não existem estatísticas oficiais consolidadas sobre o abandono de cães e gatos, um novo relatório nacional lança luz sobre a realidade dos abrigos e traz um alerta importante: o sistema de acolhimento animal no Brasil está sob pressão crescente. 

A iniciativa Medicina de Abrigos Brasil – Infodados de Abrigos de Animais acaba de divulgar o Relatório de Transparência dos Dados de Abrigos de Animais – Análise de 2025, um levantamento que consolida, pela primeira vez em escala nacional, dados contínuos sobre a dinâmica populacional de cães e gatos em abrigos e lares temporários brasileiros.  

Os dados mostram um cenário de desequilíbrio persistente. Ao longo de 2025, foram registradas 4.349 entradas de animais, frente a 3.139 saídas, o que inclui adoções, mortes naturais e eutanásias. O saldo positivo de 1.092 animais evidencia que os abrigos seguem acumulando população, operando sob pressão constante. 

“A cada semestre, centenas de animais a mais entram do que saem dos abrigos brasileiros. Isso revela um desequilíbrio estrutural que não pode ser resolvido apenas com adoção — ele exige políticas públicas de prevenção do abandono”, afirma Lucas Galdioli, cofundador da iniciativa e vice-presidente do Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo. 

Principais dados de 2025

·         4.349 entradas de cães e gatos (+13,1% em relação a 2024)

·         3.139 saídas (+26,3%)

·         Saldo positivo de 1.092 animais

·         295 abrigos ativos cadastrados, sendo 96 novos no ano 

Na prática, isso significa que para cada animal que sai, 1,35 entram nos abrigos.

 

Mais do que um retrato numérico, o relatório revela um problema estrutural. A capacidade de resposta dos abrigos, mesmo com crescimento nas adoções, ainda não acompanha o ritmo de entrada de animais.

 

Para Galdioli, isso evidencia um limite claro do modelo atual: “Não se trata apenas de melhorar a saída dos animais, mas de reduzir a entrada. Enquanto a lógica for só responder ao problema, os abrigos vão continuar operando no limite. Precisamos atuar na origem: controle populacional, educação e políticas públicas estruturadas.”


 

Sociedade civil sustenta a proteção animal


O levantamento também evidencia o protagonismo do terceiro setor. A maior parte das instituições mapeadas é composta por abrigos privados e protetores independentes, enquanto a participação do poder público ainda é limitada.

 

Esse cenário reforça que, hoje, a proteção animal no Brasil é sustentada majoritariamente pela sociedade civil, muitas vezes com recursos escassos e alta demanda.

 

“Os dados mostram que o Brasil depende estruturalmente da sociedade civil para cuidar desses animais. Ao mesmo tempo, evidenciam o quanto o poder público ainda precisa se integrar de forma mais ativa e estruturada”, comenta Taylison Santos, vice-presidente do Forum Nacional de Proteção e Defesa Animal


 

Dados inéditos para um problema invisível

 

Além dos números absolutos, o relatório traz análises sobre padrões e comportamento da dinâmica populacional. Entre os principais achados está a influência de fatores sazonais, com picos de entrada no início do ano, especialmente em períodos como verão, pós-férias e carnaval.

 

O estudo também aponta avanço na qualidade e regularidade dos registros, indicando o amadurecimento da rede de instituições participantes.

 

Para os organizadores, esse é um dos principais marcos da iniciativa. “Pela primeira vez, começamos a enxergar padrões. O abandono deixa de ser um problema invisível e passa a ser um fenômeno que pode ser analisado, monitorado e enfrentado com base em evidências”, afirma Galdioli.


 

Dados como base para políticas públicas

 

O relatório reforça que a ausência histórica de dados estruturados é um dos principais entraves para o avanço da causa animal no Brasil. Hoje, grande parte das estimativas nacionais ainda se baseia em fontes indiretas ou metodologias pouco padronizadas.

 

“Ter dados estruturados é o que permite transformar a causa animal em uma agenda estratégica, com capacidade real de mobilizar recursos, orientar decisões e gerar impacto em escala. Sem informação qualificada, seguimos atuando de forma reativa. Com dados, conseguimos planejar, priorizar, previnir e, principalmente, medir os avanços.” Afirma Juliana Camargo, Presidente do Instituto Ampara Animal.

 

Nesse contexto, a iniciativa se propõe a construir uma infraestrutura nacional de dados, capaz de subsidiar decisões mais eficazes. “Sem dados, não existe política pública consistente. O que estamos construindo é a base para transformar o enfrentamento do abandono animal em uma agenda estruturada, com planejamento, monitoramento e avaliação”, diz Galdioli.

 


Próximos passos

 

Para 2026, a iniciativa prevê a expansão da base de abrigos participantes, com foco na inclusão de abrigos públicos e regiões ainda sub-representadas, além do fortalecimento de parcerias institucionais.

 

A expectativa é consolidar o que pode se tornar o primeiro sistema nacional de vigilância populacional de animais em abrigos no Brasil.

 


Sobre a iniciativa

 

A Medicina de Abrigos Brasil – Infodados de Abrigos de Animais é uma iniciativa científica que busca mapear e analisar a dinâmica populacional de cães e gatos em abrigos e lares temporários no país, promovendo o uso de dados para melhorar o bem-estar animal e orientar políticas públicas.

 

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