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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Julho Verde: câncer de orofaringe avança entre homens e reforça importância da prevenção contra o HPV

Campanha chama atenção para crescimento da doença, que afeta homens cerca de 5 vezes mais que mulheres

 

O Julho Verde, dedicado à conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço, traz nesse ano um alerta importante para a população: o avanço do câncer de orofaringe, especialmente entre homens, impulsionado pela infecção pelo papilomavírus humano (HPV)1. Embora tradicionalmente associado ao tabagismo e ao consumo de álcool, o câncer de orofaringe, que atinge regiões como a base da língua, amígdalas e garganta, tem, cada vez mais, o HPV como principal fator de risco2. Com a redução do hábito de fumar e do consumo de bebidas alcoólicas, o vírus vem se consolidando como o principal fator de risco na origem desse tipo de tumor.

 

Homens são os mais afetados 

O impacto do câncer de orofaringe é desproporcionalmente maior na população masculina. Globalmente, o risco desse tipo de câncer é cerca de cinco vezes maior em homens do que em mulheres. No Brasil, a situação também preocupa: todos os dias, cerca de cinco homens morrem no país em decorrência do câncer de orofaringe. 

A infecção pode ocorrer ao longo da vida adulta e permanecer silenciosa por anos: estima-se que cerca de 63% dos homens diagnosticados com câncer de orofaringe tenham adquirido o HPV oral entre os 20 e 45 anos.

Outro ponto de atenção é o diagnóstico tardio. Diferentemente do câncer de colo do útero, não há exames de rastreamento de rotina amplamente estabelecidos para o câncer de orofaringe. 

Apesar da relevância do tema, a conscientização ainda é limitada. Pesquisa com homens brasileiros mostrou que, embora 65% afirmem conhecer o HPV quando questionados, a infecção não esteve entre as mais lembradas espontaneamente e sua relação com cânceres que afetam diretamente a população masculina ainda é pouco compreendida. Essa lacuna de conhecimento pode impactar negativamente a prevenção, especialmente diante de crenças equivocadas, como a ideia de que o uso de preservativo garante proteção total contra o vírus.

 

Prevenção 

Apesar da importância do uso de preservativos, vacinação contra o HPV e consultas médicas regulares são estratégias para prevenir o câncer de orofaringe. Como o vírus se transmite com o contato com a pele e mucosas, a camisinha não é suficiente para garantir essa proteção, já que a transmissão pode ocorrer por áreas não cobertas pelo preservativo. Além disso as lesões causadas pelo HPV nem sempre são visíveis a olho nu.

 

Dados recentes do INCA preocupam 

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) evidenciam a dimensão e o perfil dessa doença no país. Para o triênio 2026–2028, são estimados cerca de 4,8 mil novos casos de câncer de orofaringe por ano no Brasil, sendo aproximadamente quatro em cada cinco diagnósticos em homens. A incidência masculina é maior na região Sudeste e as taxas de concentração mais elevadas no Sul do país.

 

MSD no Brasil

 

Infertilidade masculina: O impacto silencioso do uso de anabolizantes na paternidade

  

Pixabay
Especialista da Clínica Mãe alerta que substâncias utilizadas para ganho de massa muscular podem reduzir a zero a contagem de espermatozoides, exigindo tratamentos específicos para reversão do quadro

 

O uso de esteroides anabolizantes tem crescido significativamente nos últimos anos, especialmente entre homens que buscam ganho de massa muscular e aprimoramento da aparência física. No entanto, o que muitos desconhecem é que essas substâncias podem comprometer severamente a fertilidade masculina.

Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, o uso não prescrito de anabolizantes pode atuar como um verdadeiro "anticoncepcional masculino", reduzindo drasticamente a produção de espermatozoides e podendo levar à azoospermia, condição caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen.

"A busca pelo corpo ideal não deve comprometer o sonho da paternidade. Muitos homens chegam ao consultório surpresos ao descobrir que o uso de anabolizantes reduziu a zero a sua contagem de espermatozoides. É fundamental que haja conscientização sobre esses riscos antes de iniciar qualquer ciclo", reforça o especialista.

Os anabolizantes são versões sintéticas da testosterona. Quando utilizados sem indicação médica, o organismo entende que há hormônio suficiente circulando e interrompe sua produção natural. Como consequência, os testículos diminuem ou até interrompem completamente a produção de espermatozoides. Dados científicos demonstram que o uso inadequado desses esteroides está fortemente associado à infertilidade masculina.

Além do impacto na fertilidade, o uso contínuo dessas substâncias pode provocar atrofia testicular, disfunção erétil, alterações na libido e aumento do risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.

"Recomendamos fortemente que homens em idade reprodutiva que precisem utilizar testosterona por indicação médica conversem previamente sobre a preservação da fertilidade. O congelamento de sêmen antes do início do tratamento é uma medida preventiva importante para garantir a possibilidade de ter filhos no futuro", afirma o Dr. Alfonso Massaguer.

Apesar da gravidade do quadro, a fertilidade pode ser recuperada na maioria dos casos após a interrupção do uso dos anabolizantes. Entretanto, o processo de recuperação não é imediato. Estudos indicam que a retomada da espermatogênese pode levar de três a doze meses e, em casos de uso prolongado, ultrapassar um ano.

"Como o tempo de recuperação pode ser longo e angustiante para casais que desejam engravidar, a avaliação com um especialista e a interrupção imediata do uso dos anabolizantes são os primeiros passos para a recuperação da fertilidade", explica o Dr. Massaguer.

O acompanhamento com especialistas em reprodução humana permite avaliar o grau de comprometimento da fertilidade, estimular novamente a produção de espermatozoides quando possível e definir, se necessário, a indicação de técnicas de reprodução assistida.

"Para homens que já utilizaram ou ainda utilizam anabolizantes e desejam ter filhos, a orientação é procurar avaliação médica o quanto antes para planejar o desbloqueio hormonal e a recuperação da fertilidade. A preservação da fertilidade deve ser discutida de forma preventiva em consultas de rotina e antes do início de qualquer tratamento hormonal", finaliza o especialista.

 


Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97.335 | RQE 42.794) é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP e atua na área de Reprodução Humana há mais de 20 anos. Atualmente, é diretor clínico da MÃE – Medicina de Atendimento Especializado, clínica especializada em reprodução assistida. Também foi professor responsável pelo curso de Reprodução Humana da FMU durante seis anos. É membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), da Sociedade Catalã de Ginecologia e Obstetrícia e da American Society for Reproductive Medicine (ASRM). Além disso, é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de diversos capítulos sobre ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina e possui experiência em centros de referência na Espanha e no Canadá.


Clínica Mãe
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Coceira, espirros e manchas? Pode ser alergia!

 Especialistas reforçam exame que permite identificar com alta precisão as substâncias que desencadeiam reações no paciente

 

As alergias afetam milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 30% da população sofra com algum tipo de manifestação alérgica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, com crises recorrentes, uso frequente de medicamentos e, em casos mais graves, riscos à saúde respiratória ou alimentar. 

Profissionais da saúde reforçam a importância da atenção aos primeiros sinais e do diagnóstico precoce como estratégia fundamental para o controle da doença e a prevenção de complicações. Rinite, asma, urticária, dermatite atópica, alergias alimentares e reações a picadas de insetos estão entre as formas mais comuns. 

Um dos métodos mais eficazes para identificar a origem dessas reações é o teste cutâneo de hipersensibilidade imediata, conhecido como prick test, feito pelo PUNTOR. O exame é rápido, seguro, praticamente indolor e amplamente utilizado por médicos alergistas em consultórios e clínicas especializadas. Ele consiste na aplicação de extratos de alérgenos, substâncias potencialmente alergênicas, sobre a pele do antebraço do paciente, seguidos de pequenas perfurações controladas. Em poucos minutos, a pele revela reações, como vermelhidão ou inchaço, indicando os alérgenos específicos aos quais o paciente é sensível. 

“A precisão desse tipo de teste é muito elevada, e ele continua sendo uma das principais ferramentas diagnósticas da alergologia moderna”, explica Marcela Padilha, enfermeira e Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos e Suporte Clínico da ALKO do Brasil, uma farmacêutica com mais de 35 anos de atuação no setor médico-hospitalar. 

O teste é indicado principalmente em casos de alergias respiratórias, como rinite e asma, alergias alimentares, reações dermatológicas e alergias a ácaros, pólens, fungos, animais e picadas de insetos. Uma vez identificado o agente causador da alergia, o médico pode traçar um plano terapêutico personalizado, que pode incluir imunoterapia (vacinas antialérgicas), medicamentos anti-histamínicos, mudanças na dieta e ajustes no ambiente doméstico. 

Além do diagnóstico clínico, o exame também tem valor educativo: ajuda o paciente a entender melhor suas reações, ajustar sua rotina e adotar medidas preventivas no dia a dia. Isso reduz a frequência das crises e melhora consideravelmente o bem-estar geral. 

A recomendação dos especialistas é que sintomas persistentes ou repetitivos, como espirros constantes, coceira nos olhos, manchas na pele ou dificuldade para respirar, não sejam negligenciados. Buscar um profissional qualificado e realizar o teste pode ser o primeiro passo para uma vida mais saudável e livre das limitações causadas pela alergia.


Férias exigem atenção ao uso de telas e à saúde dos olhos das crianças, alerta oftalmologista do MPHU


As férias escolares costumam representar mais tempo livre para as crianças, mas também podem significar um aumento expressivo do uso de celulares, tablets, computadores e videogames. O hábito, quando excessivo, pode favorecer sintomas como cansaço visual, olhos secos, dores de cabeça e contribuir para a progressão da miopia, condição que tem crescido em todo o mundo.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a miopia já afeta cerca de 30% da população mundial, e a estimativa é de que esse número alcance 50% até 2050 caso medidas preventivas não sejam adotadas. Entre os fatores associados ao aumento da miopia na infância estão o maior tempo em atividades de perto, como o uso de telas, e a redução das atividades ao ar livre.

 

De acordo com o oftalmologista Luiz Vieira e Sá II, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), o uso prolongado de dispositivos eletrônicos exige esforço constante da visão e pode provocar desconfortos que merecem atenção.

 

"Durante as férias é comum que as crianças passem mais horas em frente às telas. O uso excessivo pode causar fadiga ocular, ressecamento dos olhos devido à diminuição da frequência do piscar, visão embaçada temporária, dores de cabeça e contribuir para o aumento da miopia, principalmente quando esse hábito é associado à pouca exposição à luz natural e à redução das atividades ao ar livre", explica.

 

O especialista orienta que os pais observem alguns sinais que podem indicar alterações na visão. Entre eles estão aproximar-se demais da televisão ou do celular, apertar os olhos para enxergar, reclamar de dores de cabeça frequentes, esfregar os olhos constantemente, apresentar dificuldade para acompanhar as atividades escolares ou demonstrar desinteresse por leitura e outras tarefas que exigem atenção visual.

 

"Muitas vezes a criança não percebe que está enxergando mal porque acredita que todas as pessoas veem da mesma forma. Por isso, cabe aos pais observar mudanças de comportamento e procurar avaliação sempre que houver suspeita de algum problema", ressalta Luiz Vieira.

 

Além de controlar o tempo de exposição às telas, o médico recomenda que as férias sejam aproveitadas para colocar em dia o acompanhamento oftalmológico.

 

"As férias são uma excelente oportunidade para realizar o exame oftalmológico de rotina, já que a criança está sem a correria da escola. O ideal é que o acompanhamento seja periódico, conforme a orientação do oftalmologista. Crianças sem alterações podem realizar consultas preventivas, enquanto aquelas que já apresentam algum problema de visão devem seguir o intervalo definido pelo especialista", orienta.

 

"Além de limitar o tempo de telas, Luiz Vieira recomenda incentivar brincadeiras ao ar livre. A exposição à luz natural tem efeito protetor contra o desenvolvimento da miopia e pode ajudar a retardar sua progressão. Por isso, é importante que as férias incluam momentos fora de casa, longe das telas', destaca.


Cuidar da visão desde a infância é investir no desenvolvimento, na aprendizagem e na qualidade de vida das crianças. Aproveite as férias para equilibrar o tempo de telas, incentivar brincadeiras ao ar livre e manter os exames oftalmológicos em dia.


Cateterismo e angioplastia: o que são, quando fazer e qual a diferença entre os procedimentos

 Especialistas explicam como os exames ajudam a diagnosticar e tratar doenças cardíacas de forma segura e eficaz

 

Você já ouviu falar em cateterismo ou angioplastia, mas não sabe exatamente o que significam ou quando são indicados? Esses dois procedimentos estão entre os mais importantes na área da hemodinâmica, especialidade que cuida do diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares por meio de exames minimamente invasivos.
 

O que é cateterismo?

O cateterismo cardíaco é um exame hospitalar realizado por um médico hemodinamicista. Ele consiste na introdução de um cateter (um tubo fino e flexível) através de uma artéria do braço ou da perna até o coração, com o objetivo de injetar um contraste que permite visualizar em tempo real os vasos sanguíneos, especialmente as artérias coronárias. 

Esse exame é essencial para avaliar se há obstruções ou estreitamentos nas artérias que irrigam o coração, problemas que podem causar angina, infarto ou insuficiência cardíaca.
 

E a angioplastia?

Quando o cateterismo detecta uma obstrução significativa, o médico pode realizar imediatamente um procedimento chamado angioplastia, que consiste na desobstrução da artéria afetada.

É como se fosse uma "plástica no vaso sanguíneo". Com a ajuda de um kit angio (conjunto de materiais específicos) o médico utiliza um cateter balão para dilatar o local estreitado e coloca um stent, que é uma pequena malha metálica que mantém a artéria aberta, restaurando o fluxo sanguíneo.
 

A importância de compreender o exame

Segundo a enfermeira e PhD Marcela Padilha, Suporte Clínico da ALKO do Brasil, indústria farmacêutica voltada à área de diagnóstico por imagem, “o cateterismo e a angioplastia representam avanços significativos no cuidado cardiovascular. São exames e procedimentos que exigem precisão, tecnologia e uma equipe altamente qualificada para garantir eficácia e segurança ao paciente.”
 

Quando procurar ajuda?

Os principais sinais de alerta para procurar um cardiologista, que poderá indicar um cateterismo, incluem:

  • Dor no peito (especialmente ao fazer esforço)
  • Falta de ar
  • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares
  • Histórico familiar de doenças cardíacas
  • Fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo 

Esses procedimentos são realizados sempre em ambiente hospitalar, com estrutura para monitoramento e suporte, e costumam ter alta taxa de segurança e rápida recuperação, quando bem indicados.

Hoje, materiais como os usados em kits de angioplastia passaram por grande evolução. Eles oferecem precisão, eficácia e agilidade, sendo fundamentais para o sucesso do procedimento. É por meio desses recursos que o hemodinamicista consegue atuar com segurança e rapidez no momento mais crítico, muitas vezes, durante um infarto agudo do miocárdio.

 

Imprevistos na estrada: 6 em cada 10 brasileiros já precisaram de atendimento médico durante viagens

 

Embora as viagens sejam planejadas para momentos de lazer ou trabalho, os imprevistos de saúde continuam sendo uma realidade para muitos brasileiros. Um levantamento do Olá Doutor, plataforma de consultas médicas que conecta pacientes à médicos, revela que 6 em cada 10 pessoas já precisaram de atendimento médico enquanto estavam viajando, prova de que os cuidados com a saúde não ficam em casa.

 

Entre as ocorrências mais apontadas pelos entrevistados, os problemas gastrointestinais (47%) se destacam. Não por acaso, de acordo com o Núcleo Especializado em Doenças Intestinais Complexas (NEDIC), a diarreia figura entre as principais queixas em passeios ou viagens e costuma se manifestar por volta do décimo dia, com incidência de 30% a 70%. 


Na sequência, aparecem os casos de febre, gripe ou infecção respiratória (44,2%), bem como as reações alérgicas (32,2%). Esses quadros costumam estar associados a mudanças de ambiente e de temperatura, ao contato com novas ameaças e à maior circulação de pessoas — fatores que aumentam a exposição a vírus, bactérias e outras condições que podem comprometer a saúde.  


 

Saúde: como os brasileiros se preparam antes de viajar?


Antes de embarcarem rumo a novos lugares, grande parcela dos viajantes incluem cuidados preventivos no planejamento: manter a vacinação em dia (56,8%) é a principal medida tomada, seguida pela montagem de um kit de primeiros socorros (55,4%) e pela consulta médica (38,4%), cuidados com a saúde que começam ainda na fase de preparação da viagem. 


Tal cautela, aliás, também se reflete na bagagem. Ao organizar a mala, os brasileiros tendem a priorizar itens que ajudam a lidar com imprevistos durante os dias fora. Medicamentos para dor e febre (79,8%) lideram o que os viajantes afirmam não esquecer, seguidos pelo protetor solar (66,2%) e por antialérgicos e repelentes (65,2%). A escolha desses itens funciona como um primeiro recurso para resolver apertos mais simples sem depender de uma farmácia ou de um serviço de saúde por perto.

 

Para Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, esse comportamento reflete uma preocupação comum na forma como as pessoas encaram as viagens. "O brasileiro tem entendido que cuidar da saúde é tão essencial quanto reservar a hospedagem ou comprar passagem", afirma. "Manter os exames em dia e levar um kit básico com medicamentos ajuda a evitar que um problema pequeno se transforme em um grande transtorno, especialmente quando o acesso a um serviço de saúde é mais difícil." 



Por que se consultar durante uma viagem é tão complicado? 


Em um destino distante ou desconhecido, nem sempre é fácil saber onde procurar ajuda. Os serviços de saúde podem ser diferentes e, em viagens internacionais, a barreira do idioma torna o atendimento ainda mais desafiador.


Nesse contexto, a principal dificuldade relatada pelos brasileiros é justamente não saber onde buscar atendimento (28%), seguida do tempo de espera (25%) e dos custos envolvidos (20%). Longe de casa, a desorientação, demora e incerteza sobre os valores podem adiar a procura por atendimento justamente quando uma orientação médica faz diferença. 

 

É nesse cenário que a telemedicina vem ganhando espaço entre os viajantes: quase metade dos brasileiros afirmam já ter recorrido a uma consulta médica online durante uma viagem (49,6%). O serviço se torna uma alternativa para lidar com dúvidas e situações de menor gravidade sem a necessidade de buscar atendimento presencial imediato.


Entre as finalidades mais citadas, estão tirar uma dúvida sobre determinado sintoma antes de ir ao hospital (29,2%), fazer uma primeira avaliação para decidir o próximo passo (15,8%) e renovar ou adaptar uma prescrição (11%)


"Quando o paciente está longe de casa, ter acesso imediato a um médico traz mais segurança para lidar com qualquer situação de saúde. Pela consulta por chat, é possível relatar sintomas, receber orientação médica, obter prescrições quando necessárias e entender os próximos passos do cuidado, incluindo a necessidade — ou não — de um atendimento presencial", afirma Zilli. "O Olá Doutor oferece consultas médicas imediatas por chat, permitindo que o paciente seja atendido rapidamente por um médico, sem necessidade de agendamento prévio."

 

Metodologia 

 

Para compreender a relação dos brasileiros com os cuidados de saúde durante viagens, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

 

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 7 questões, que abordaram as experiências com atendimento médico fora de casa, a influência da saúde no planejamento das viagens e as principais dificuldades encontradas ao buscar atendimento médico em outro destino. 

  

Olá Doutor


Por que a saúde mental dos pais é essencial na primeira infância?

Imagem ilustrativa  Inteligência Artificial
Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe, um pai e uma família que precisam se adaptar a uma nova realidade. Nesse período, é natural que todas as atenções estejam voltadas para a criança: alimentação, sono, vacinas, desenvolvimento e segurança. Mas existe um aspecto igualmente importante que muitas vezes é deixado em segundo plano: a saúde mental dos pais. 

Os primeiros anos de vida trazem desafios intensos. Privação de sono, mudanças na rotina, inseguranças, excesso de informações e a pressão para dar conta de tudo podem gerar ansiedade, culpa, exaustão e, em alguns casos, depressão. Sentir-se sobrecarregado não significa amar menos o filho, mas sim apenas ser humano. 

A ciência mostra que o bem-estar emocional dos cuidadores influencia diretamente o desenvolvimento infantil. Pais emocionalmente disponíveis conseguem responder com mais paciência, sensibilidade e segurança às necessidades dos filhos, fortalecendo o vínculo afetivo, que é um dos principais pilares para uma infância saudável. 

Isso não significa que os responsáveis devem ser perfeitos, pelo contrário. As crianças não precisam de adultos que nunca erram, mas de adultos que reconhecem seus limites, cuidam de si e mostram, pelo exemplo, como lidar com as próprias emoções. 

O autocuidado, muitas vezes confundido com egoísmo, é uma necessidade. Abordo o tema em O livro dos cuidados com o bebê. Na obra, mostro que dormir o melhor possível, alimentar-se adequadamente, praticar atividade física, manter contato com amigos, reservar pequenos momentos de lazer e buscar ajuda profissional quando necessário são atitudes que fortalecem a saúde mental e beneficiam toda a família. 

Edipro
Também é importante lembrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Dividir responsabilidades com o parceiro, familiares ou rede de apoio permite que os pais preservem sua energia para aquilo que realmente importa: estar presentes de forma afetiva na vida dos filhos. 

Preservar a saúde mental na primeira infância é investir no futuro das crianças. Cuidadores que se sentem acolhidos e emocionalmente fortalecidos têm mais condições de oferecer um ambiente seguro, previsível e amoroso, favorecendo o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos pequenos.  

A primeira infância é uma fase de construção. Enquanto os filhos aprendem a descobrir o mundo, os pais também aprendem a exercer esse novo papel. E essa caminhada se torna muito mais leve quando entendemos que cuidar de quem cuida não é um luxo, mas uma das formas mais importantes de atender as necessidades da criança. 


Marcela Noronha – pediatra, educadora parental e autora de  O livro dos cuidados com o bebê


As canetas não são o problema, a superficialidade do tratamento é

 Transformar os novos medicamentos em vilões seria tão equivocado quanto tratá-los como soluções mágicas.

Essas terapias podem proporcionar benefícios que ultrapassam a estética. No estudo SELECT, com mais de 17 mil participantes com sobrepeso ou obesidade, doença cardiovascular estabelecida e sem diabetes, a semaglutida reduziu em 20% o risco combinado de morte cardiovascular, infarto não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal.

O dado mostra que tratar a obesidade pode mudar desfechos relevantes de saúde e não apenas o manequim. O problema aparece quando uma ferramenta médica potente é inserida em um tratamento pobre: sem diagnóstico adequado, sem avaliação de composição corporal, sem acompanhamento nutricional, sem exercício e sem planejamento de manutenção.

A pessoa recebe a medicação, perde o apetite, come cada vez menos, vê o peso cair e acredita que o processo está concluído.

Mas a obesidade é uma doença crônica, complexa e com tendência à recorrência. Em muitos pacientes, interromper o tratamento sem uma estratégia adequada pode ser seguido pela recuperação de parte do peso.Isso não significa que toda pessoa deverá usar a mesma medicação para sempre. Significa que a suspensão, a manutenção ou a troca do tratamento não deveriam ser decisões improvisadas.

Recuperar peso após interromper uma terapia não é necessariamente uma falha moral do paciente. Pode refletir a própria biologia de uma doença que interfere na fome, na saciedade, no gasto energético e nos mecanismos de defesa do peso corporal.

Para Dr. Gustavo de Oliveira Lima, o tratamento deve ser planejado desde o início para proteger o paciente durante a perda de peso. Isso inclui avaliação clínica, investigação de alterações metabólicas, consumo adequado de proteínas e micronutrientes, treinamento de força, atividade física compatível com a condição individual, sono e acompanhamento da evolução corporal.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928. Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.


A Era do Peso Perdido: por que emagrecer deixou de ser sinônimo de saúde


Com medicamentos capazes de produzir reduções expressivas na balança, a medicina enfrenta uma nova pergunta: o paciente perdeu apenas gordura ou também deixou pelo caminho músculos, nutrientes, força e a capacidade de sustentar o resultado?

 

Durante décadas, o sucesso de um tratamento para emagrecimento coube em uma pergunta simples: quantos quilos você perdeu? 

A resposta aparecia na balança, nas roupas mais largas e nas fotografias de antes e depois. Quanto maior a diferença, mais bem-sucedido parecia o processo. 

Mas a medicina da obesidade entrou em uma nova era. Medicamentos mais eficazes, avanços no conhecimento metabólico e tratamentos cada vez mais individualizados tornaram possível alcançar reduções de peso que, até pouco tempo atrás, eram vistas principalmente após cirurgias bariátricas. Em grandes ensaios clínicos, terapias como semaglutida e tirzepatida produziram perdas médias expressivas em pessoas com sobrepeso ou obesidade.

O avanço é real e representa uma transformação importante no cuidado de uma doença crônica que, por muito tempo, foi tratada como simples falta de força de vontade.

Agora, porém, surge uma pergunta mais desconfortável: Estamos formando uma geração de pessoas mais magras ou verdadeiramente mais saudáveis?

A balança informa quanto o corpo pesa. Ela não revela quanto desse peso é gordura visceral, músculo, água ou massa óssea. Também não mostra se o paciente recuperou energia, melhorou o sono, ganhou força, reduziu a resistência à insulina ou passou a se alimentar melhor. É possível perder muitos quilos e continuar metabolicamente vulnerável.

 

O número diminuiu. Mas o organismo melhorou?

A mudança na forma de enxergar o emagrecimento já aparece nas próprias discussões científicas sobre obesidade.

Uma comissão internacional publicada no periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology propôs que a obesidade deixasse de ser avaliada apenas pelo índice de massa corporal, o IMC. Os especialistas defenderam que o diagnóstico também considere a quantidade e a distribuição da gordura, a função dos órgãos, as limitações físicas e os impactos reais sobre a saúde.

A lógica é importante: duas pessoas com o mesmo peso ou o mesmo IMC podem ter condições metabólicas completamente diferentes.

Uma pode apresentar maior quantidade de massa muscular, boa capacidade física, exames adequados e pouca gordura visceral. Outra pode ter baixa massa muscular, gordura acumulada ao redor dos órgãos, fígado gorduroso, glicemia alterada e pouca resistência física.Da mesma forma, duas pessoas que perderam dez quilos podem ter chegado a resultados radicalmente distintos.

“Emagrecer bem não significa simplesmente ocupar menos espaço. Significa construir um organismo que funcione melhor depois da perda de peso”, explica o médico Dr. Gustavo de Oliveira Lima, especialista em emagrecimento.

Isso significa observar o que mudou além da aparência, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico, circunferência abdominal, saúde hepática, qualidade do sono, mobilidade, força muscular, disposição e relação com a comida.

  

A balança não informa o que foi perdido

Toda perda de peso costuma envolver alguma redução de massa magra. Isso não acontece exclusivamente com medicamentos e pode ocorrer em dietas muito restritivas, jejuns prolongados, períodos de doença e emagrecimentos sem estímulo muscular adequado.

O problema começa quando o paciente perde peso rapidamente sem consumir proteínas suficientes, sem realizar treinamento de força e sem acompanhar a composição corporal.

Em uma análise do estudo SURMOUNT-1, com tirzepatida, aproximadamente 74% da redução de peso correspondeu à gordura e 26% à massa magra. Os pesquisadores ressaltaram que a proporção foi semelhante à observada em outros processos de emagrecimento, mas o dado reforça a necessidade de avaliar não apenas quantos quilos desapareceram, e sim qual tecido foi preservado.

É importante fazer uma distinção, “massa magra” não é exatamente sinônimo de músculo. As medições incluem água, órgãos e outros tecidos livres de gordura. Ainda assim, especialistas vêm defendendo que estudos e tratamentos acompanhem não apenas a massa muscular, mas também força, mobilidade e desempenho físico.

O músculo não serve apenas para produzir uma aparência atlética. Ele participa do controle da glicose, protege articulações, sustenta a autonomia ao longo do envelhecimento e permite realizar tarefas básicas, como subir escadas, carregar compras e levantar-se do chão.

Uma pessoa pode, portanto, ficar mais leve e simultaneamente mais fraca.

“O emagrecimento de qualidade preserva a estrutura que mantém o paciente funcional. Quando a pessoa perde gordura, mas também perde força, disposição e capacidade física, o tratamento precisa ser reavaliado”, afirma Dr. Gustavo de Oliveira Lima.

O risco tende a ser mais relevante em idosos, pessoas sedentárias, pacientes que já iniciam o tratamento com pouca massa muscular e indivíduos submetidos a restrições calóricas severas.


Julho Verde: conheça 8 mitos e verdades sobre o câncer de intestino

Oncologista esclarece dúvidas sobre o tumor, que deve ultrapassar 53 mil novos casos por ano no Brasil até 2028.


De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de que o Brasil registre 53.810 novos casos de câncer de intestino por ano no triênio 2026-2028. Com incidência crescente a partir dos 50 anos, o câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto. O principal tipo é o adenocarcinoma e, em cerca de 90% dos casos, tem origem em pólipos que, quando não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos e se tornar malignos. 

“Apesar de a doença muitas vezes ser silenciosa, o paciente deve observar se há alterações do hábito intestinal, tais como constipação, diarreia, afilamento das fezes, ausência da sensação de alívio após a evacuação (como se nem todo conteúdo fecal fosse eliminado), massas palpáveis no abdômen, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e sensação de fadiga”, explica Artur Ferreira, oncologista da Oncoclínicas. Entre os fatores de risco destacam-se: consumo de dietas ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em vegetais, alto consumo de carnes vermelhas, sobrepeso e obesidade, inatividade física, tabagismo e a presença de doenças inflamatórias intestinais como a retocolite ulcerativa. Fatores hereditários também são importantes, mas o especialista ressalta que eles exercem menor influência no surgimento do tumor de intestino do que as causas listadas. 

Em boa parte dos casos, felizmente a doença é curável. No entanto, é essencial que o diagnóstico aconteça precocemente, aumentando assim o sucesso do tratamento. 

Por isso, é importante o rastreamento precoce, quando adequadamente indicado, para que o tumor seja identificado em sua fase inicial. "Diferentemente do câncer de mama, por exemplo, onde a doença é identificada com os exames de rotina geralmente em fase inicial, já instalado, o câncer de intestino pode ser descoberto em sua fase pré-cancerosa com a colonoscopia. 

Uma vez diagnosticado, a equipe multidisciplinar irá avaliar cada caso individualmente, selecionando as estratégias e opções mais adequadas a cada paciente", comenta o oncologista da Oncoclínicas.
 

Os tratamentos para a neoplasia podem ser agrupados em dois tipos:
 

  • Tratamentos locais (cirurgia, radioterapia, embolização e ablação): agem diretamente no tumor, sem afetar o restante do corpo. Podem ser realizados nos estadios iniciais da doença ou ainda em metástases isoladas
  • Tratamentos sistêmicos (quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo): neste grupo, incluímos as drogas orais (comprimidos) ou endovenosas (na veia), aplicando diretamente na corrente sanguínea. Agem de maneira global no organismo e podem ser indicadas tanto com o objetivo curativo quanto paliativo.

Embora seja bastante prevalente, o câncer de intestino ainda é motivo de muitas dúvidas que acabam criando crenças que não correspondem à realidade sobre a doença e podem inclusive atrapalhar o diagnóstico e manejo. A seguir, o Dr. Artur Ferreira esclarece os oito principais mitos e verdades sobre a doença:
 

Todas as pessoas que têm câncer de intestino precisam usar bolsa de colostomia. 

MITO. A colostomia (situação em que o intestino se exterioriza através de um orifício na parede do abdome para a eliminação das fezes) é uma estratégia utilizada apenas em alguns casos de câncer colorretal – por exemplo: após urgências médicas, como obstruções ou perfurações intestinais, cirurgias de emergência ou tumores localizados no canal anal ou na parte mais baixa do reto. 

Com a evolução das técnicas cirúrgicas e a otimização dos cuidados ao paciente, a probabilidade de uma pessoa necessitar de colostomia reduziu drasticamente. 

Quando necessário, o procedimento é realizado com o intuito de permitir a eliminação das fezes para uma bolsa coletora de forma temporária ou permanente, a depender do caso. 

A colostomia temporária é indicada quando a doença que acomete o cólon pode ser tratada e há expectativa de reconstrução do trânsito intestinal em um futuro próximo. Já a colostomia definitiva é realizada quando o problema que bloqueia o trajeto intestinal não pode ser corrigido ou quando o tratamento cirúrgico envolve a remoção do ânus ou porção final do reto, tornando inviável a reconstrução do trânsito intestinal.
 

Quem tem intestino preso tem mais risco de desenvolver câncer colorretal. 

DEPENDE. Em teoria, pode-se observar um risco aumentado em pacientes com intestino preso (constipação), pois tempos prolongados de trânsito do intestino podem aumentar o tempo de exposição da parede intestinal às substâncias que estimulam o surgimento do câncer presentes nas fezes (carcinógenos). 

Além disso, a constipação altera a flora bacteriana local, e pesquisas recentes sugerem que infecções intestinais por bactérias específicas podem aumentar o risco de tumores colorretais. 

Porém, deve ficar claro que intestino preso não é um fator clássico de risco e os resultados acerca desta relação são conflitantes. Merecem mais importância, neste contexto: idade, obesidade, sedentarismo, dietas ricas em carne vermelha e pobres em vegetais/fibras, diabetes e tabagismo.
 

Homens estão mais propensos a ter câncer de intestino. 

VERDADE. A diferença não é tão grande (por isso não motiva diferenças nas diretrizes de rastreamento da doença de acordo com o sexo), mas existe. Em termos absolutos e em nível mundial, indivíduos do sexo masculino são mais propensos a ter câncer colorretal. A estimativa mundial para o ano de 2020 apontou cerca de 1,9 milhão de novos casos, cerca de 1,1 milhão de casos novos em homens e 800 mil casos novos em mulheres.
 

Se um pólipo for detectado, é certeza de que o câncer logo aparecerá. 

MITO. É fato que a maioria dos tumores de intestino surge a partir da transformação maligna de pólipos intestinais, mas apenas uma pequena parcela desses pólipos progredirá para tumores. Por esse motivo, quando um pólipo é detectado no exame de colonoscopia, deve ser removido e analisado por um patologista.


Comer carne vermelha e carne processada em excesso pode levar ao câncer de intestino 

VERDADE. Dietas ricas em carne vermelha e em carnes processadas estão associadas a um maior risco de surgimento do câncer colorretal, conforme ratificado em relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2015. Em números, entende-se por consumo excessivo desses tipos de alimentos o que passe de 100 gramas por dia de carne vermelha e de 50 gramas por dia de carne processada. O ideal é que o consumo desse tipo de alimento seja limitado no máximo a duas vezes por semana e, nas outras refeições, substituído por carnes brancas, ovos, derivados de soja e outras fontes de proteína.
 

A neoplasia sempre apresenta sintomas - logo, se não houver dor na região, não é necessário se preocupar. 

MITO. Isso é válido não apenas para os tumores colorretais, mas também para todos os tipos de tumores de forma geral: a ausência de sintomas não significa ausência de doença. Inclusive é importante destacar que nas fases iniciais, os tumores não costumam gerar sintomas e, quando presentes, eles podem ser confundidos com um mal estar passageiro, como uma dor abdominal inespecífica, perda de peso sem motivo aparente ou alguma mudança no padrão de evacuação. Por isso, é importante estar atento aos check-ups de rotina e respeitar as indicações de rastreamento orientadas pela equipe médica.
 

Algumas doenças inflamatórias podem aumentar o risco de câncer de intestino 

VERDADE. Entre os fatores relacionados ao surgimento de tumores colorretais, as doenças inflamatórias intestinais são causas bem conhecidas e associadas ao aumento do risco. Nos casos de retocolite grave e extensa, por exemplo, o risco de desenvolvimento de câncer colorretal pode ser 5 a 15 vezes maior em relação à população geral.
 

É possível prevenir sempre. 

MITO. Dentre os fatores de risco, como dito anteriormente, é possível observar uma relação com os hábitos alimentares e de vida, além de condições prévias de saúde. Como forma de prevenção, o oncologista reforça que é necessário seguir algumas orientações. 

"Deve-se investir em uma dieta rica em fibras e uma menor ingestão de carnes vermelhas e processadas, praticar atividades físicas, evitar bebidas alcoólicas e tabagismo e, manter-se ativo fisicamente e com peso adequado. Além disso, é importante investigar se o paciente possui doenças inflamatórias intestinais crônicas, como a doença de Crohn ou colite ulcerativa e, se presentes, tratá-las. A observação de todos esses pontos certamente reduz em muito o risco, porém não o elimina por completo ", finaliza Artur Ferreira.


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