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domingo, 25 de outubro de 2026

Outubro Rosa também alerta para o câncer de mama em cães e gatos

 Dra. Vanessa Perrotta oncologista do Hospital  Amar Vet’s, destaca a importância do acompanhamento veterinário e dos exames de rotina

 

O Outubro Rosa, tradicionalmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama em mulheres, também pode ser um momento para chamar a atenção para a saúde dos animais. Cães e gatos também podem desenvolver tumores mamários, e a identificação precoce de alterações pode contribuir para um diagnóstico mais rápido e para a definição do tratamento adequado.

A Dra. Vanessa Perrotta, médica veterinária, oncologista do Amar Vet’s Hospital Veterinário, reforça a importância de não esperar o aparecimento de sinais mais avançados para procurar atendimento.  

“É importante cães e gatos de meia idade começando já entrar numa fase idosa de oito anos,  fazer um um check - up de exames, tantos laboratoriais quanto exames de imagens a cada seis meses ou uma vez por ano, para que a gente consiga identificar o problema de saúde, principalmente problemas oncológicos de uma forma mais precoce, porque quanto mais cedo diagnosticar um tumor, maiores são as chances de controlar essa doença”, pontua a Oncologista do Hospital AmarVet’s. 

Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais frequentes em cadelas e também acometem gatas. Estimativas divulgadas pelo conselho federal de medicina veterinária (CFMV) indicam que essas alterações podem atingir cerca de 45% das cadelas e 30% das gatas. Além disso, estudos realizados no Brasil apontam que aproximadamente 85% dos tumores mamários diagnosticados em cadelas podem ser malignos, reforçando a importância da atenção e do diagnóstico precoce.  

Quando identificamos tardiamente, a doença pode apresentar maior complexidade terapêutica e pior prognóstico. Por isso, a observação regular da cadeia mamária e a avaliação médico-veterinária diante de qualquer nódulo, aumento de volume, secreções ou alteração na região são fundamentais. 

A oncologista também pontua alguns sinais que merecem atenção. "O surgimento de caroços ou nódulos na região das mamas, alterações na pele, aumento de volume ou qualquer mudança percebida pelo tutor durante os cuidados diários como diminuição do apetite, vômito e diarréia que pode ser constante ou não e perda de peso, pode ser um sinal de alerta. Ao identificar algo diferente, a recomendação é procurar um médico-veterinário para avaliação”, aponta a Médica.  

É nesse processo que entra a estrutura do Amar Vet’s Hospital Veterinário, localizado em Moema, na zona sul de São Paulo. O espaço oferece atendimento 24 horas para pronto-socorro e clínica geral e conta com UTI, internação, laboratório próprio, tomografia e equipamentos para diagnósticos por imagem, permitindo que diferentes etapas da investigação e do cuidado possam ser realizadas no próprio hospital. 

Nos casos em que há suspeita ou confirmação de uma doença oncológica, o acompanhamento pode envolver diferentes etapas, desde a investigação inicial até o tratamento e o monitoramento do paciente. Quando a quimioterapia é indicada, o hospital também conta com protocolos específicos para o manejo dos medicamentos e o acompanhamento dos animais durante o tratamento.

  

Amar Vet’s Hospital Veterinário
Endereço: Avenida Indianópolis, 962 – Moema – São Paulo (SP)
Atendimento: 24 horas para pronto-socorro e clínica geral
Especialidades e exames: mediante agendamento
Telefone/WhatsApp: (11) 5108-0092

 

É coisa da idade? 7 mudanças em cães e gatos idosos que merecem atenção

Médico-Veterinário explica por que alterações nos hábitos, no comportamento e na saúde intestinal não devem ser associadas a um processo normal do envelhecimento

 

O cão que passou a hesitar diante da escada ou o gato que já não alcança seu lugar preferido nem sempre estão adaptando a rotina ao avanço da idade. Mudanças como essas e tantas outras, como alterações no apetite, no peso, sono e comportamento, podem estar relacionadas à presença de dor, devido a doenças articulares ou a outras enfermidades, conforme explica Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®.

Segundo ele, embora o organismo dos pets passe por transformações ao longo da vida, envelhecer não significa aceitar qualquer perda funcional ou mudança de rotina como normal.

“A idade é uma informação importante para a avaliação, mas não deve se tornar uma explicação para qualquer alteração do paciente. O envelhecimento não é uma doença, mas aumenta a probabilidade de alterações e doenças que precisam ser acompanhadas de forma individualizada. O que mais ajuda é comparar o animal com ele mesmo; perceber se passou a fazer algo com dificuldade, abandonou um hábito, mudou a forma de se alimentar ou apresenta alterações persistentes. Essas observações permitem que o Médico-Veterinário investigue o que está acontecendo e oriente os cuidados de maneira individualizada”, orienta.


1. Dificuldade para se movimentar

Andar mais devagar, escorregar, evitar escadas, hesitar antes de saltar ou demonstrar dificuldade para se levantar tendem a ser mais comuns com o avanço da idade, sendo fundamental investigar se essas alterações estão associadas a dor, alterações articulares, perda de massa muscular ou outros problemas que exigem avaliação e manejo adequado.

Em gatos, os sinais costumam ser ainda mais discretos. Em vez de mancar, o animal pode deixar de subir em móveis ou escolher locais mais baixos para descansar. Adaptações na casa podem facilitar a rotina, mas não descartam a necessidade da investigação e do tratamento da causa, sempre que possível.


2. Menor disposição para atividades habituais

É natural que alguns pets reduzam o ritmo com o passar dos anos. A mudança merece atenção quando o animal demonstra incômodos e perde o interesse por atividades que apreciava, interrompe passeios, cansa rapidamente ou demora mais para se recuperar.

O avanço da idade pode estar associado a alterações fisiológicas que reduzem a força, resistência e capacidade locomotora, mesmo na ausência de uma doença articular ou cognitiva diagnosticada. Entretanto, é imprescindível a avaliação do veterinário, pois, especialmente sobre as doenças articulares, há uma incidência muito alta em cães e gatos idosos, sendo fundamental realizar um tratamento e controle adequados.

Observar quando o cansaço aparece e quais atividades passaram a ser evitadas ajuda na consulta. Vídeos feitos em casa também podem registrar comportamentos que nem sempre se repetem durante o atendimento na clínica.


3. Mudanças no apetite e na forma de comer

Alterações de apetite, como demonstrar fome excessiva, seletividade alimentar ou até diminuição da ingestão de alimentos não são mudanças que devam ser atribuídas apenas à idade. Segundo Ribeiro, problemas dentários, articulares, náusea e dificuldade para apreender o alimento estão entre as principais causas.

“Trocas de dieta e suplementos não devem ser feitas por conta própria. As necessidades nutricionais variam conforme espécie, porte, escore de condição corporal, doenças pré-existentes e rotina geral. Cabe ao Médico-Veterinário avaliar a alimentação mais adequada para cada caso”, pontua.


4. Ganho ou perda de peso

Com o passar da idade, o peso do animal pode mudar mesmo quando o responsável não percebe diferença no consumo dos alimentos. Com o envelhecimento, cães tendem a apresentar ganho de peso, com aumento da gordura corporal e redução da massa magra. Já gatos idosos tendem a demonstrar perda de peso e de massa muscular.

Enquanto a perda de peso pode estar relacionada ao menor aproveitamento de nutrientes e acometimento por doenças crônicas, o ganho pode estar relacionado à menor atividade física

e agravar limitações de mobilidade. Além disso, alterações no consumo de alimentos também podem estar associadas a doenças endócrinas, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, hipercortisolismo, diabetes etc.

Como essas mudanças tendem a ser graduais, fotografias, pesagens periódicas e consultas frequentes com o veterinário ajudam a identificar tendências. Mais do que acompanhar os quilos na balança, é importante avaliar os escores de condição corporal e de massa muscular do animal.


5. Sono diferente ou agitação durante a noite

Dormir mais pode fazer parte da rotina de alguns animais idosos. Porém, inversões do ciclo de sono, caminhadas noturnas pela casa, latidos, dificuldade para se acomodar ou despertar frequente precisam ser observados.

“Em alguns casos, episódios de dor, alterações urinárias, perda de visão ou audição e mudanças cognitivas estão entre as possíveis explicações para essas mudanças. Conversar com o médico-veterinário que acompanha o animal é fundamental para tentar compreender o quadro”, aponta Ribeiro.


6. Isolamento, irritação ou desorientação

Um animal antes sociável que passa a evitar contato, reage ao toque, parece não reconhecer ambientes conhecidos ou fica parado diante de paredes pode estar manifestando desconforto, alterações sensoriais, ansiedade ou comprometimento cognitivo.

Antes de considerar o problema exclusivamente comportamental, é importante investigar possíveis causas clínicas. Repreender o animal por acidentes dentro de casa, latidos ou irritabilidade pode aumentar o estresse e piorar o quadro. Busque sempre por orientação veterinária.


7. Alterações nas fezes e na digestão

Fezes mais amolecidas ou ressecadas, vômitos recorrentes e desconforto abdominal merecem atenção. Alterações digestivas podem ter causas diversas e animais idosos ficam mais vulneráveis às consequências da perda de líquidos e da redução na ingestão de alimentos.

A microbiota intestinal, conjunto de microrganismos presentes no trato gastrointestinal, participa da digestão, do aproveitamento de nutrientes e da resposta imunológica do organismo. Qualquer desequilíbrio nesse ecossistema pode ter impacto direto na saúde do pet.

“É preciso primeiro entender a origem e a duração dos sinais. Mudanças persistentes nas fezes, vômitos, perda de apetite ou de peso podem exigir exames e tratamento específico. Recursos terapêuticos voltados à recuperação e manutenção da microbiota podem fazer parte do cuidado”, alerta Kauê Ribeiro.

Entre esses recursos estão os simbióticos, que combinam probióticos e prebióticos, e podem auxiliar na manutenção da microbiota e da resposta de defesa do organismo. Ainda de acordo com o Médico-Veterinário da Vetnil®, não existe uma idade específica a partir da qual todos os cães e gatos passam a ser considerados idosos. Espécie, porte, raça, condições de saúde e histórico individual influenciam o processo de envelhecimento e a frequência necessária de consultas e exames.

“O acompanhamento do pet idoso permite reconhecer dificuldades, controlar condições já existentes e fazer adaptações que preservem conforto, autonomia e interação com a família. Envelhecer é algo que queremos que todos os pets experienciem, mas promover um envelhecimento com saúde e bem-estar deve ser o nosso objetivo”, conclui Ribeiro.


Outubro Rosa: Castração reduz risco de câncer de mama em gatas, mas quando realizar o procedimento?

Decisão sobre a idade deve ser individualizada; veterinária explica também os cuidados com a alimentação após a cirurgia

 

Durante o Outubro Rosa, o câncer de mama também entra na pauta da saúde dos animais. Em gatas, a castração está entre os principais cuidados que podem ajudar a reduzir o risco da doença. Estudos apontam que entre 85% e 95% dos tumores mamários diagnosticados nessa espécie são malignos. E não é só o procedimento que importa: a idade em que ele é feito, o acompanhamento veterinário e a alimentação após a cirurgia também merecem atenção. 

A relação entre a castração e o risco de tumores mamários vem sendo estudada há décadas. Um estudo publicado em 2005 no Journal of Veterinary Internal Medicine, que avaliou 404 gatas, encontrou redução de 91% no risco de carcinoma mamário entre as que foram castradas antes dos 6 meses de idade e de 86% entre as castradas antes de 1 ano, em comparação com gatas não castradas. 

Embora esses resultados indiquem uma associação importante entre a castração precoce e a redução do risco, pesquisas mais recentes recomendam cautela na definição de uma idade ideal. Uma revisão publicada em 2025 identificou limitações nas evidências disponíveis, reforçando que ainda não é possível estabelecer uma idade universalmente indicada para o procedimento com base apenas na prevenção dos tumores mamários. 

Segundo a médica-veterinária Mayara Andrade, de Biofresh, marca Super Premium Natural da MBRF Pet, a redução da exposição hormonal após a castração ajuda a explicar esse resultado. Isso porque hormônios como o estrogênio e a progesterona participam do desenvolvimento e da proliferação do tecido mamário, e a exposição acumulada a esses estímulos pode contribuir para o surgimento de alterações celulares. 

“A castração reduz a exposição aos hormônios ovarianos, que estão envolvidos no desenvolvimento do tecido mamário. Estudos indicam que o procedimento pode diminuir significativamente o risco de tumores mamários, especialmente quando realizado precocemente. Contudo, a decisão sobre o melhor momento deve ser individualizada, considerando a saúde e o desenvolvimento de cada gata”, explica.

 

O que muda no potinho depois da castração 

Se a idade da castração é um ponto de atenção, os cuidados depois do procedimento também merecem espaço. Muitos responsáveis associam a castração ao risco de ganho de peso, já que a cirurgia pode reduzir a necessidade energética do animal. Segundo Mayara, é possível manter o peso adequado após o procedimento com ajustes na alimentação e na rotina. 

“Com a castração, ocorre uma redução dos hormônios sexuais, o que pode diminuir a necessidade energética do animal e alterar os mecanismos hormonais que regulam o apetite. Na prática, isso significa que o pet pode precisar de menos calorias para manter o peso, mas, ao mesmo tempo, apresentar maior interesse pela comida e consumir mais alimento”, explica. 

Por isso, a quantidade de alimento oferecida e o nível de atividade física passam a ter um papel importante no controle do peso. “Se a alimentação permanece igual, há um desequilíbrio: o animal consome mais energia do que precisa e, com baixa atividade física, gasta menos energia também. Isso leva ao ganho de peso e ao acúmulo de gordura por excesso de calorias, chamado de balanço energético positivo”, completa. 

Para ajudar a evitar o ganho de peso, a veterinária recomenda adequar a alimentação às novas necessidades do animal e manter uma rotina ativa. “Com uma alimentação saudável, adequada e equilibrada, além de ajustes na rotina de atividade física, é possível manter o peso ideal e contribuir para a saúde e a qualidade de vida do animal”, orienta. 

Mayara reforça que existem alimentos formulados especificamente para as necessidades nutricionais e energéticas dos gatos castrados. Essas opções podem apresentar menor densidade energética e composição ajustada, com nutrientes que auxiliam no controle do peso e na manutenção da massa muscular. A escolha deve considerar características individuais, como idade, peso, condição corporal e nível de atividade. 

“Alguns alimentos para gatos castrados também apresentam características nutricionais voltadas à saúde urinária. Mas é importante avaliar a formulação e as necessidades individuais do animal, além de estimular o consumo de água”, complementa. 

A manutenção do peso adequado também faz parte dos cuidados com a saúde das gatas. A obesidade está associada a alterações metabólicas e pode aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Embora o controle do peso não possa ser apresentado como uma medida específica de prevenção do câncer mamário, ele é fundamental para a saúde geral do animal. Por isso, acompanhar o peso e a condição corporal deve fazer parte da rotina. A escolha do alimento em cada fase da vida deve ser definida em conjunto com o médico-veterinário, que pode avaliar as necessidades específicas de cada gata.

 

Além da castração 

A castração pode reduzir o risco de tumores mamários, mas não elimina completamente a possibilidade do desenvolvimento da doença. Por isso, o acompanhamento veterinário continua importante ao longo de toda a vida, inclusive para gatas que já passaram pelo procedimento. 

Manter o peso adequado, oferecer uma alimentação de qualidade, estimular a atividade física e realizar consultas regulares também são medidas importantes para acompanhar a saúde do animal. 

“Manter o peso ideal, oferecer uma alimentação de qualidade, atividade física e realizar consultas regulares com o médico-veterinário, garantindo, também, uma rotina de check-ups, são atitudes essenciais para promover longevidade e bem-estar dos pets”, reforça a médica-veterinária. 

Os responsáveis também devem observar as mamas das gatas e procurar o veterinário ao perceber nódulos, caroços ou qualquer alteração na região. Mesmo lesões pequenas precisam ser investigadas, já que a identificação precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento. O aparecimento de um nódulo não significa necessariamente câncer, mas somente a avaliação veterinária, com exame físicco e exames mais específicos, se necessário, poderá esclarecer sua natureza. 

“Mesmo com os avanços da medicina veterinária, o câncer de mama pode não ter cura ou migrar para outros órgãos, o que chamamos de metástase. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os maiores aliados dos pets na luta contra essa doença”, finaliza Mayara.


Câncer de mama em pets: 5 crenças que podem atrasar a avaliação veterinária

No Outubro Rosa Pet, Médico-Veterinário da Vetnil® orienta sobre a importância da avaliação profissional ao identificar alterações nas mamas dos pets


Um pequeno caroço percebido durante o banho, o carinho ou a escovação pode parecer pouco importante, sobretudo quando o pet aparenta estar bem, continua comendo, brincando e não demonstra dor. Entretanto, algumas alterações podem ser discretas no início e, por isso, buscar orientação veterinária ao identificá-las permite uma avaliação mais adequada. Neste Outubro Rosa Pet, o alerta é para crenças comuns que levam responsáveis por cães e gatos a postergar a consulta veterinária diante de mudanças na região mamária.

Segundo Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, o surgimento de nódulos, inchaço, secreções, feridas ou alterações na pele próxima às mamas podem ter diferentes causas e não significam, necessariamente, câncer. Porém, o diagnóstico depende da avaliação do Médico-Veterinário e, conforme o caso, de exames complementares e da análise do tecido.

“O objetivo da observação em casa não é fazer com que o responsável tente identificar se um nódulo é benigno ou maligno, mas perceber o que surgiu ou mudou e procurar orientação. Quanto antes uma alteração é avaliada, mais cedo o Médico-Veterinário pode definir qual é a conduta adequada para aquele animal”, explica Kauê Ribeiro.


  1. “O caroço é pequeno, então não deve ser preocupante”

Alterações mamárias podem variar de nódulos quase imperceptíveis a massas maiores. O tamanho reduzido não revela sozinho a natureza ou impacto da lesão. De forma geral, o tamanho do tumor é um dos fatores considerados no estadiamento da doença, juntamente com o comprometimento de linfonodos e a presença de metástases. Por isso, perceber uma alteração ainda pequena deve ser entendido como oportunidade para buscar avaliação, não como motivo para adiá-la.

Durante momentos comuns da rotina, o responsável pode notar assimetrias, pequenos volumes ou mudanças próximas aos mamilos. Se encontrar algo diferente, não se deve apertar, massagear, aplicar produtos sem indicação veterinária nem medicar o animal por conta própria. O mais indicado é observar a localização, registrar quando percebeu a alteração e agendar uma consulta o quanto antes.


  1. “Se não dói, não é grave”

O pet pode permanecer ativo e não demonstrar incômodo mesmo diante de uma alteração que merece investigação. Dor, feridas, secreção e perda de disposição podem ocorrer, mas sua ausência não comprova que o nódulo seja inofensivo. Em muitos casos, o achado inicial é apenas uma massa percebida ao toque ou durante o exame clínico.

“Na verdade, não é recomendável esperar que o animal manifeste sinais clínicos, como dor. Cães e gatos nem sempre apresentam sinais evidentes nas fases iniciais, e algumas alterações mamárias podem ser silenciosas. Se existe um nódulo ou outra mudança persistente, a ausência de desconforto não elimina a necessidade de avaliação. A identificação e a avaliação precoce das alterações podem contribuir para um diagnóstico mais rápido e para a definição do tratamento mais adequado”, afirma Ribeiro.


  1. “Todo nódulo mamário é câncer”

Nem todo nódulo é maligno. Processos inflamatórios e outras alterações podem causar sinais semelhantes, mas tumores mamários podem ter comportamentos distintos. Nos gatos, as formações mamárias merecem atenção especial porque apresentam elevada frequência de malignidade; nos cães, também não é possível distinguir com segurança uma lesão benigna de uma maligna apenas pela palpação.

A consulta permite examinar todas as mamas e verificar se há mais de uma alteração, além de avaliar linfonodos e o estado geral do animal. Dependendo dos achados, o Médico-Veterinário pode recomendar exames de imagem, coleta de material e avaliação histopatológica. É essa análise que permite estabelecer o diagnóstico definitivo e orientar melhor o tratamento.


  1. “Meu pet é castrado, então não corre risco”

A castração pode reduzir o risco de tumores mamários, mas não oferece proteção absoluta. Idade, espécie, histórico reprodutivo e momento em que o procedimento foi feito influenciam essa avaliação. Por isso, animais castrados também devem ter a região mamária examinada nas consultas periódicas e diante de qualquer alteração percebida em casa.

O momento da castração deve ser definido individualmente com o Médico-Veterinário. A decisão não deve ser tomada apenas com base na prevenção de tumores mamários, porque envolve outras características do animal, como raça, porte, idade, condição clínica e outros possíveis riscos e benefícios.


  1. “Posso esperar para ver se cresce, porque o animal está bem”

Essa é uma das crenças mais perigosas, para qualquer alteração clínica. Principalmente no início da doença, os pets geralmente apresentam-se estáveis, com manutenção do apetite e da rotina. Por isso, a avaliação veterinária é importante desde o momento em que o nódulo é percebido, permitindo investigar a alteração e definir a terapia adequada antes que o quadro se torne mais grave. Também não existe um período seguro de observação aplicável a todos os casos, já que o comportamento do tumor e a extensão da doença podem variar.

“É fundamental que o responsável, ao encontrar um nódulo, busque uma avaliação profissional o mais breve possível, para que seja identificado se há necessidade de intervenção, de exames ou de monitoramento e em qual intervalo. O fato de o pet parecer bem é positivo, mas não descarta a necessidade do exame clínico”, alerta Kauê Ribeiro.


Observar ajuda, mas diagnosticar cabe ao Médico-Veterinário

Conhecer o pet pode contribuir para perceber mudanças mais cedo. Durante o banho, a escovação ou o carinho, o responsável pode observar delicadamente toda a cadeia mamária, que se estende pelo tórax e pelo abdômen, transformando esse momento em mais uma oportunidade de cuidado na rotina. Além de nódulos, outros sinais, como inchaço, secreções, feridas, vermelhidão ou alterações persistentes na pele devem ser informados ao profissional.

As consultas periódicas continuam sendo fundamentais, inclusive porque o Médico-Veterinário pode identificar alterações ainda não percebidas pela família. A frequência do acompanhamento deve considerar a idade, o histórico e as condições de saúde de cada animal.

“A mensagem do Outubro Rosa Pet é sobre a importância de incluir na rotina momentos de observação, manter o acompanhamento veterinário periódico e buscar orientação profissional de forma constante, mas especialmente quando forem percebidas alterações. Esses cuidados são fundamentais para a manutenção da saúde e do bem-estar do pet”, conclui Ribeiro.


Gatos pretos esperam mais por adoção e ainda enfrentam preconceito, aponta pesquisa

 

Crédito: Arquivo pessoal Pesquisa mostra que gatos pretos
costumam levar mais tempo para encontrar uma
 família do que felinos de outras cores

Dia de Conscientização pelo Gato Preto, em 27 de outubro, destaca a importância do combate a superstições que prejudicam os felinos

 

A cor da pelagem ainda pode influenciar o destino de um gato. No Brasil, 56% das organizações de proteção animal entrevistadas em uma pesquisa realizada pelo Cobasi Cuida em fevereiro de 2026 afirmaram que gatos pretos costumam levar mais tempo para encontrar uma família do que felinos de outras cores. O dado joga luz para um preconceito que persiste mesmo diante de animais capazes de oferecer companhia, afeto e vínculos tão especiais quanto quaisquer outros. Em 27 de outubro, Dia de Conscientização pelo Gato Preto, a discussão ganha força e convida a população a rever crenças sem fundamento.

Crédito: Arquivo pessoal  imagens bem iluminadas ajudam
os interessados a conhecer melhor os gatos pretos

 

O levantamento ouviu 41 ONGs de diferentes regiões do país. Segundo a pesquisa, 56% das organizações também relataram já ter recebido casos de abandono de gatos pretos associados a superstições. Embora não seja possível generalizar esses relatos para toda a população brasileira, os números mostram que crenças populares podem ter consequências reais para os animais. 

Para o Dr. Luiz Felipe Fornaro, médico-veterinário que atua no atendimento clínico geral e é pós-graduando em Medicina Felina no Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, a cor da pelagem não define o comportamento ou o valor de um animal. “Gatos pretos não são mais agressivos nem têm um temperamento específico por causa da cor. Cada gato tem sua própria personalidade, influenciada pela genética, pela socialização, pelas experiências e pelo ambiente em que vive”, explica. 

A associação dos gatos pretos ao azar atravessou gerações e ganha visibilidade em períodos próximos ao Halloween. O médico-veterinário pondera, porém, que não há registros nacionais consistentes que permitam afirmar que os casos de maus-tratos contra esses animais aumentam nessa época. A proteção, portanto, precisa ser uma preocupação durante todo o ano, sem estimular alarmismos nem minimizar situações concretas de violência.


Crédito: Arquivo pessoal Gatos pretos são capazes de criar vínculos,
oferecer companhia e receber afeto como qualquer outro gato

Adoção deve considerar a personalidade, não a pelagem 

A escolha de um gato envolve uma série de fatores que precisam ser considerados antes de levá-lo para casa. Temperamento, necessidades de cuidado, rotina dos moradores e condições do ambiente são aspectos fundamentais para uma convivência segura e duradoura.

“Antes de adotar, a família precisa avaliar se tem tempo, condições e um ambiente seguro para cuidar do animal durante toda a vida dele. Também é importante conhecer seu temperamento e suas necessidades, especialmente quando já existem outros animais na casa”, esclarece Fornaro. 

A adoção responsável inclui alimentação adequada, água fresca, vacinação, acompanhamento veterinário e castração quando indicada. Dentro de casa, caixas de areia limpas, brinquedos, arranhadores, esconderijos e espaços elevados contribuem para o bem-estar dos felinos. Telas em janelas e sacadas, além da restrição ao acesso livre à rua, contribuem a prevenir atropelamentos, brigas, doenças, intoxicações e desaparecimentos. 

Crédito: Arquivo pessoal  Como qualquer felino,
 o gato preto ama ficar sob cobertas
A forma como os animais são apresentados ao público também pode influenciar as chances de adoção. Como a pelagem escura pode dificultar algumas fotografias, imagens bem iluminadas, que mostrem o rosto e o comportamento do gato, ajudam os interessados a conhecê-lo melhor. Para o veterinário, a dificuldade técnica de fotografar esses animais não deve ser motivo para reduzir sua divulgação. 


Sinais de maus-tratos exigem avaliação 

Desnutrição, feridas, fraturas, falta de cuidados básicos, medo intenso e apatia podem indicar que um gato precisa de ajuda. Esses sinais, isoladamente, não comprovam violência, mas justificam avaliação veterinária e, diante de suspeitas de maus-tratos, denúncia às autoridades competentes. 

“Crenças e superstições nunca justificam violência contra animais. É importante agir com segurança, registrar informações quando possível e denunciar situações suspeitas”, frisa o médico-veterinário. 

O veterinário completa: “Gatos pretos são capazes de criar vínculos, oferecer companhia e receber afeto como qualquer outro gato. A adoção deve ser baseada em responsabilidade, respeito e bem-estar, nunca em superstições”, ressalta Fornaro.

 

Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
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Mercado pet deve movimentar R$ 81 bilhões em 2026 e impulsiona expansão de farmácias especializadas em saúde animal

Com mais de 166 milhões de animais de estimação no país, crescimento dos serviços veterinários e demanda por tratamentos individualizados abrem espaço para novos negócios. Empresas que já atuam na saúde humana ampliam operações para o segmento pet.

 

Com mais de 166 milhões de animais de estimação no país, crescimento dos serviços veterinários e demanda por tratamentos individualizados abrem espaço para novos negócios. Empresas que já atuam na saúde humana ampliam operações para o segmento pet.

O mercado brasileiro de animais de estimação deve movimentar aproximadamente R$ 81 bilhões em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet). O valor representa um crescimento nominal estimado de 4,35% em relação ao ano anterior e reforça a dimensão econômica de um setor que deixou de estar concentrado na comercialização de alimentos e acessórios para incorporar uma cadeia cada vez mais diversificada de serviços, medicamentos e cuidados especializados.

Com uma população estimada em 166,8 milhões de animais de estimação, o Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de pets. O tamanho desse mercado acompanha uma transformação na relação entre tutores e animais, que passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante na dinâmica familiar e nas decisões de consumo.

O avanço também se reflete na procura por serviços relacionados à saúde animal. Em 2025, o segmento de medicamentos veterinários movimentou aproximadamente R$ 8,21 bilhões, crescimento nominal de 5%, enquanto os serviços veterinários registraram expansão de 6,7%, alcançando R$ 8,18 bilhões, de acordo com dados da Abempet.

Os resultados chamam a atenção porque ocorreram em um período de desaceleração do mercado pet como um todo. Em 2025, o setor faturou cerca de R$ 77,96 bilhões, alta nominal de 3,45%, abaixo da inflação acumulada de 4,26%. O desempenho indica que, embora o mercado continue relevante em volume financeiro, as empresas enfrentam um ambiente mais competitivo, no qual a especialização e a diversificação de serviços ganham importância.

Entre as oportunidades identificadas nesse cenário está a manipulação de medicamentos veterinários, atividade que permite preparar formulações individualizadas conforme as necessidades clínicas de cada animal e a prescrição do médico-veterinário.


Empresas de saúde humana encontram oportunidades no mercado veterinário

A expansão do setor tem atraído empresas tradicionalmente ligadas à saúde humana. É o caso da empresária Fabíola Faleiros, que atua no mercado de farmácia magistral por meio de duas marcas, a LA PHARMA e a UNNA PHARMA, e agora amplia seus negócios com a inauguração da LA PHARMA Vet, dedicada à manipulação de medicamentos veterinários.

A nova operação representa uma diversificação da atuação empresarial, aproveitando a experiência adquirida no segmento farmacêutico para atender a um mercado que apresenta necessidades específicas de formulação, acompanhamento terapêutico e segurança.

Para Fabíola, a entrada no setor veterinário acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores e na maneira como os cuidados com os animais passaram a ser tratados pelas famílias.

“O mercado pet mudou muito nos últimos anos. Hoje, os animais fazem parte da família e existe uma preocupação cada vez maior com a qualidade dos tratamentos que recebem. Depois da experiência que construímos com a LA PHARMA e a UNNA PHARMA, percebemos que poderíamos levar esse conhecimento também para a saúde animal. A LA PHARMA Vet nasce com esse propósito: oferecer um atendimento especializado, com responsabilidade farmacêutica, segurança e soluções individualizadas para cada necessidade”, afirma Fabíola Faleiros.

A decisão de ampliar a atuação para o segmento veterinário também acompanha um movimento de diversificação dos serviços relacionados à saúde dos animais. Além das consultas e dos procedimentos clínicos, o tratamento de doenças crônicas, o acompanhamento de animais idosos e a necessidade de formulações específicas podem ampliar a demanda por soluções farmacêuticas individualizadas.

Diferentemente dos medicamentos industrializados, produzidos em apresentações e concentrações padronizadas, a manipulação magistral permite preparar determinadas formulações conforme a prescrição, considerando características como espécie, peso, idade, condição clínica e necessidades terapêuticas.

Essa individualização pode ser relevante, por exemplo, quando a dose prescrita não está disponível comercialmente ou quando o animal necessita de uma apresentação farmacêutica diferente, desde que tecnicamente adequada.


Manipulação veterinária exige cuidados específicos

Apesar das semelhanças com a manipulação de medicamentos destinados a humanos, a farmácia veterinária apresenta particularidades que exigem conhecimento técnico e rigor na preparação das fórmulas.

As diferenças metabólicas entre espécies tornam inadequada a simples adaptação de medicamentos humanos para uso animal. Determinadas substâncias, concentrações e excipientes podem apresentar riscos distintos para cães, gatos e outros animais.

Por esse motivo, a manipulação veterinária exige avaliação criteriosa dos componentes utilizados, das doses prescritas e das características de cada paciente, além do cumprimento das normas sanitárias aplicáveis.

“Não se trata simplesmente de manipular medicamentos para animais. Estamos falando de pacientes com necessidades muito diferentes das humanas e, muitas vezes, diferentes entre si. Um medicamento indicado para um cão não necessariamente pode ser utilizado em um gato. Por isso, nosso objetivo é unir a experiência da farmácia magistral ao conhecimento específico da área veterinária, sempre respeitando a prescrição e o acompanhamento do médico-veterinário”, explica Fabíola.

A atuação das farmácias especializadas também envolve aspectos como procedência das matérias-primas, rastreabilidade dos insumos, controle dos processos de manipulação e orientação sobre conservação e administração dos medicamentos.

A individualização, entretanto, não significa que toda formulação manipulada seja necessariamente mais eficaz do que um medicamento industrializado. A indicação depende da avaliação clínica, da disponibilidade de tratamentos registrados e das necessidades específicas de cada animal.

A prescrição e o acompanhamento pelo médico-veterinário continuam sendo fundamentais para garantir o uso adequado dos medicamentos.


Saúde animal amplia possibilidades de negócios

A evolução do mercado pet brasileiro também reflete mudanças na composição dos gastos dos tutores. Embora a alimentação continue representando uma parcela expressiva do faturamento do setor, medicamentos, consultas, exames e tratamentos especializados integram uma cadeia de serviços que ganha relevância econômica.

O envelhecimento dos animais de estimação, o acompanhamento de doenças crônicas e os avanços da medicina veterinária são fatores que podem contribuir para a necessidade de tratamentos mais específicos ao longo da vida dos pets.

Nesse contexto, a farmácia magistral veterinária encontra espaço para atuar de maneira complementar à indústria farmacêutica, especialmente em situações nas quais há necessidade clínica de individualização de doses ou apresentações.

Para empresas que já possuem experiência no setor magistral, a entrada nesse mercado representa a possibilidade de diversificar suas operações. Ao mesmo tempo, exige investimentos em capacitação, procedimentos específicos e adequação às exigências regulatórias da atividade.

A inauguração da LA PHARMA Vet marca essa nova etapa na trajetória empresarial de Fabíola Faleiros, que passa a atuar em três operações farmacêuticas, considerando as marcas LA PHARMA, UNNA PHARMA e a nova unidade veterinária.

A empresária destaca que a expansão está relacionada não apenas ao potencial econômico do mercado, mas também à necessidade de oferecer um serviço especializado em um segmento no qual a confiança e a responsabilidade técnica são fundamentais.


Crescimento exige diferenciação

Embora as projeções apontem para um faturamento superior a R$ 80 bilhões em 2026, o mercado pet brasileiro também enfrenta desafios relacionados ao poder de compra das famílias, à concorrência e aos custos operacionais.

A desaceleração observada em 2025 demonstra que o crescimento nominal do faturamento não representa, necessariamente, aumento real do consumo. Para as empresas, o cenário reforça a importância de estratégias que combinem especialização, eficiência e diferenciação.

A expansão dos serviços de saúde animal aparece nesse contexto como uma oportunidade para negócios que buscam atender demandas mais específicas, embora os dados gerais do setor não permitam determinar isoladamente o ritmo de crescimento das farmácias de manipulação veterinária.

Com a entrada da LA PHARMA Vet nesse mercado, Fabíola Faleiros amplia a presença de seus negócios no setor farmacêutico e acompanha uma transformação mais ampla da economia pet brasileira, marcada pela diversificação de serviços e pela crescente complexidade dos cuidados destinados aos animais de estimação.

Em um setor que reúne milhões de consumidores e movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, a especialização farmacêutica passa a integrar as estratégias de empresas que enxergam na saúde animal uma nova frente de atuação.


Como um prato equilibrado, a ração completa reúne em uma refeição todos os nutrientes e energia que o pet precisa

 Adimax
 Divulgação
Alimentos completos e balanceados são formulados para cada espécie e fase da vida, sem a necessidade de combinar vários alimentos ou de suplementação



A alimentação equilibrada é fundamental para a saúde, o bem-estar e a longevidade, tanto dos seres humanos quanto dos animais. Proteínas, gorduras, vitaminas e minerais desempenham funções essenciais no organismo e precisam ser fornecidos em quantidades adequadas. Embora as exigências nutricionais sejam diferentes entre humanos e pets, o princípio é o mesmo: uma dieta equilibrada é indispensável para a manutenção da vida. 

No caso dos cães e gatos, a combinação desses nutrientes é planejada de acordo com as particularidades de cada espécie e fase de vida. Os alimentos completos e balanceados são formulados para fornecer os nutrientes necessários para manutenção da saúde dos animais, nas proporções adequadas e podendo considerar ainda fatores como as necessidades nutricionais específicas de porte, raça, castração, enfermidades, nível de atividade física entre outros. É como um prato equilibrado, que reúne diversos nutrientes em uma única refeição, porém, sem a necessidade de combinar vários alimentos para atender às necessidades nutricionais do animal. 

Os avanços científicos também contribuíram para transformar a alimentação de cães e gatos ao longo dos anos. A intensificação do vínculo entre humanos e seus animais de estimação elevou as exigências dos responsáveis pelos pets, ampliando a busca por um portfólio mais sofisticado. Esse movimento impulsionou investimentos em pesquisa e tecnologia, possibilitando o desenvolvimento de alimentos cada vez mais especializados e personalizados. “Diretrizes de instituições internacionais, como a FEDIAF (Federação Europeia da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação) e publicações técnicas, como o Manual Pet Food da ABINPET, contribuem para ampliar o conhecimento sobre as necessidades nutricionais de cães e gatos. Hoje, contamos com ingredientes e tecnologias que permitem desenvolver fórmulas adequadas a diferentes fases da vida e particularidades, como envelhecimento, castração e controle de peso”, explica Lívea Maria Gomes, Zootecnista que atua no time de treinamento da Adimax. 

Além de fornecer os nutrientes essenciais na quantidade certa, algumas formulações também incorporam ingredientes funcionais, ou seja, que podem oferecer benefícios específicos à saúde dos pets. Entre eles estão os prebióticos, condroprotetores, antioxidantes naturais, entre outros que, a depender dos ingredientes incluídos na formulação, podem contribuir para diminuir os sinais do estresse, auxiliar na saúde intestinal, colaborar no cuidado das articulações, promover uma pelagem mais bonita, auxiliar com os cuidados orais e até promover mais energia e vitalidade ao animal. A presença e a combinação desses componentes variam conforme a formulação e os objetivos nutricionais de cada alimento. 

Por isso, a escolha de um alimento deve levar em conta as características e as necessidades nutricionais de cada pet. Uma formulação adequada à espécie, à fase da vida e às particularidades do animal permite oferecer, em uma única refeição, os nutrientes necessários para uma alimentação completa e balanceada.

 

Adimax


Ansiedade de separação: como ela afeta os cães?

 

Mudanças de comportamento antes e durante a ausência do responsável podem indicar que o animal sofre com o problema


Pegar a bolsa, calçar os sapatos ou alcançar as chaves são atividades que fazem parte da rotina. Porém, para alguns cães, esses pequenos movimentos geram desconforto e inquietação. É o que acontece quando pet é acometido pela ansiedade de separação.

O problema está relacionado à dificuldade do animal em lidar com o afastamento de uma ou mais figuras de vínculo.

“Antes mesmo de o responsável sair de casa, o animal pode começar a segui-lo de um cômodo a outro, ficar ofegante, vocalizar ou demonstrar inquietação. Esses sinais ajudam a entender por que o quadro vai além do que acontece durante a ausência e começa ainda na antecipação da saída” explica Marina Tiba, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal.

Ao se ver sozinho no ambiente, o pet pode expressar o desconforto de várias formas. Entre as manifestações mais comuns estão vocalização persistente, andar de um lado para outro, salivação, tentativas de acompanhar ou reencontrar o responsável e destruição concentrada principalmente em portas, janelas e outros pontos de saída. Alguns animais podem fazer suas necessidades dentro de casa, mesmo quando já estão habituados a fazer as necessidades no local correto. Em quadros mais intensos, podem ocorrer tentativas de fuga e até ferimentos.

O momento em que esses comportamentos aparecem também traz informações importantes. Em muitos cães, os sinais são mais intensos logo após a saída. Por isso, câmeras instaladas em casa podem ajudar a identificar como o animal reage durante a ausência e revelar comportamentos que o responsável não teria como observar presencialmente.


Por que alguns cães têm mais dificuldade em ficar sozinhos?

Não existe uma causa única. Experiências anteriores, características individuais, mudanças bruscas de rotina e a forma como o animal aprendeu a lidar com períodos de ausência podem influenciar esse comportamento.

Um cão que passou muito tempo com companhia constante, por exemplo, pode apresentar dificuldade quando a rotina muda e a casa volta a permanecer vazia por algumas horas. Da mesma forma, uma experiência negativa vivida enquanto estava sozinho pode fazer com que futuras separações sejam associadas a insegurança ou desconforto.

Isso não significa que cães muito ligados aos responsáveis necessariamente desenvolverão o problema. Procurar contato, seguir pessoas pela casa ou demonstrar entusiasmo no reencontro pode fazer parte do comportamento social da espécie.

“O vínculo, por si só, não é o problema. O ponto de atenção é quando o cão não consegue permanecer sozinho sem entrar em um estado de ansiedade. Essa capacidade pode ser construída gradualmente, respeitando os limites de cada animal”, destaca Marina.


Aprender a ficar sozinho também faz parte da rotina

Uma das estratégias mais importantes é trabalhar ausências de forma progressiva, começando por períodos curtos em que o cão ainda consiga permanecer tranquilo. A duração pode ser aumentada aos poucos, evitando que o treinamento avance além do que o animal consegue tolerar naquele momento.

Também é importante oferecer oportunidades de atividade independente. Brinquedos recheáveis, itens adequados para mastigação e outras formas de enriquecimento ambiental que ajudem o cão a explorar o ambiente e ocupar o tempo sem depender constantemente da interação com o responsável. Exercícios físicos, brincadeiras e uma rotina relativamente previsível também contribuem para o equilíbrio comportamental.

Punir latidos, destruição ou eliminações inadequadas ao retornar para casa, por outro lado, não ajuda o animal a lidar melhor com a separação. Como esses comportamentos ocorreram durante um estado de ansiedade, a punição pode aumentar a tensão sem ensinar uma resposta alternativa.

Em alguns casos, o manejo ambiental e o trabalho comportamental podem ser associados a recursos complementares. Suplementos alimentares formulados para auxiliar respostas relacionadas ao estresse podem integrar essa estratégia quando houver indicação profissional. Nos quadros mais intensos, o médico-veterinário pode avaliar a necessidade de outras abordagens terapêuticas.

“O manejo deve considerar a intensidade dos sinais, o histórico do animal e a rotina da família. Algumas estratégias funcionam bem para determinados cães e precisam ser adaptadas para outros. O objetivo é reduzir a ansiedade e construir experiências de separação que o animal consiga tolerar de forma progressiva”, explica Marina.

Reconhecer o problema cedo faz diferença. Observar em que momento os sinais começam, como o cão se comporta durante a ausência e quais situações parecem intensificá-los ajuda o médico-veterinário a definir uma estratégia mais adequada e evita que o desconforto se torne cada vez mais associado à rotina de ficar sozinho.


Avert Biolab Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br


Gato pode perder a visão por causa da pressão alta: entenda a ligação

A hipertensão pode provocar alterações na retina e perda visual, especialmente em gatos idosos; oftalmologista veterinário explica por que avaliar os olhos também pode ajudar a descobrir problemas de saúde fora deles.

 

A pressão alta também atinge os olhos dos felinos. Um estudo italiano publicado em 2021 na revista Veterinary Ophthalmology acompanhou 225 gatos com hipertensão sistêmica e encontrou alterações na retina em 58,6% deles. Os danos variaram de pequenos sangramentos ao descolamento completo da retina, quadro capaz de causar cegueira de uma hora para outra. O problema aparece com mais frequência depois dos dez anos de idade, fase em que o corpo do animal já enfrenta outros desgastes e os sinais passam despercebidos dentro de casa.

De acordo com o médico veterinário Rodrigo Peixoto, que atua com microcirurgia ocular animal e é pós-graduado em Oftalmologia Veterinária e em Clínica Médica, o mecanismo lembra o que acontece em pessoas. “A retina é um tecido delicado e cheio de pequenos vasos. Quando a pressão fica elevada por tempo prolongado, esses vasos sofrem, vazam líquido e podem romper. A camada que capta a luz se solta do fundo do olho e a visão se perde”, explica.

Na maioria dos casos, a hipertensão no gato surge como consequência de outra doença. Problemas nos rins e o excesso de hormônio da tireoide estão entre as causas mais comuns. “Ao examinar o fundo do olho, o especialista encontra lesões que apontam para uma doença renal ou tireoidiana antes de o tutor desconfiar de qualquer coisa. O olho funciona como uma janela para o resto do organismo, e é por isso que essa avaliação ajuda a descobrir males que não estão ali”, afirma.

Em casa, a mudança costuma ser notada quando já está avançada. O gato passa a esbarrar nos móveis, hesita antes de pular, fica mais recolhido e desorientado. Outro sinal é a pupila muito aberta, que não diminui diante da luz. “O tutor tende a atribuir esse comportamento à idade ou ao cansaço, mas um gato que enxerga mal de repente fica quieto e inseguro. Pupila dilatada demais ou sangue visível dentro do olho pedem atendimento no mesmo dia, porque o tempo conta muito para a recuperação”, orienta o oftalmologista.

O diagnóstico depende de medir a pressão arterial do animal e examinar a retina. “A aferição precisa ser feita em consulta, com aparelho próprio e o gato calmo. Quando o tratamento começa cedo, a retina pode voltar para o lugar e parte da visão é recuperada. Se o descolamento já dura semanas, a lesão costuma ser definitiva”, diz o veterinário. Na pesquisa italiana, após um ano de tratamento com anti-hipertensivo, 71 dos 132 gatos com alterações na retina apresentavam visão preservada.

Para o especialista, a prevenção começa na rotina de check-up. “Gato idoso deve ter a pressão medida ao menos uma vez por ano, mesmo sem queixa nenhuma. E nunca se deve dar remédio de pressão de uso humano ao animal por conta própria, porque a dose e a escolha do medicamento dependem do quadro de cada paciente”, alerta.

 

Fonte: Dr. Rodrigo Peixoto | Médico-veterinário com atuação focada em microcirurgia ocular animal. Pós-graduado em Oftalmologia Veterinária e em Clínica Médica.
@oftalmologiaveterinariabh

 

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