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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Um presente que cultiva vidas

GSH Banco de Sangue de São Paulo promove ação especial de Dia das Mães

 

Na semana do Dia das Mães, o GSH Banco de Sangue de São Paulo convida a população a celebrar a data com um gesto que vai além dos presentes tradicionais: a doação de sangue.

Nos dias 9 e 10 de maio, a instituição realiza uma ação especial para homenagear as mulheres que transformam cuidado em vida. Durante o período, as mulheres que realizarem a doação receberão uma suculenta em embalagem personalizada (enquanto durarem os estoques), símbolo de cuidado, afeto e continuidade da vida, valores que se conectam ao gesto de doar sangue.

A campanha integra uma mobilização nacional do GSH Banco de Sangue e inclui um incentivo extra: as doadoras que comparecerem ao longo do mês de maio participarão do sorteio de um kit Natura da linha Todo Dia.

“Além de homenagear essas mulheres incríveis, queremos, ao mesmo tempo, estimular que famílias inteiras enxerguem a doação de sangue como um ato de amor e de solidariedade ao próximo”, destaca Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.

A iniciativa também chama a atenção para a importância de se manter os estoques abastecidos, especialmente neste período em que foram impactados pelos recentes feriados prolongados. Doações regulares são essenciais para garantir o atendimento de pacientes que dependem de transfusões diariamente.

A campanha será divulgada nas redes sociais e nos demais canais digitais da instituição, ampliando o convite para que mais pessoas transformem o carinho pela data em solidariedade.


As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
Unidade Beneficência Portuguesa, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;



Estação Tatuapé da CPTM terá inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata

Entre os dias 07 e 14 de maio, os passageiros poderão se inscrever para o Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito, promovido pelo Instituto São Paulo de Ação Voluntária


A estação Tatuapé da CPTM terá, a partir desta quinta-feira (7), inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito. A equipe do Instituto São Paulo de Ação Voluntária estará no local das 9h às 16h para promover a 22ª edição do evento, que já beneficiou mais de 30 mil pessoas ao longo dos anos. 

O objetivo é cadastrar pacientes que necessitam da cirurgia. Para se inscrever é necessário ter mais de 50 anos, residir no município de São Paulo, apresentar documento de identidade com foto e CPF (do paciente e do acompanhante) e levar comprovante de residência (do paciente e do acompanhante). 

As inscrições estarão abertas até o dia 14 de maio de 2026. 

Após a inscrição, os passageiros serão orientados a comparecer ao Shopping Aricanduva para passar por avaliação médica completa, com realização de exames gratuitos. Todo o processo, desde a triagem até o procedimento cirúrgico, é 100% gratuito, viabilizado por meio de parcerias consolidadas ao longo das edições do projeto. 

A iniciativa reforça o compromisso com a saúde da população, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da catarata, uma das principais causas de cegueira reversível no Brasil.
 

Serviço

Inscrição Mutirão de Atendimento de Catarata
Local: Estação Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)
Data: Do dia 7 ao dia 14 de maio
Horário: 9h às 16h


Estação da Luz da CPTM recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (7)

 

Divulgação
CPTM

Profissionais da saúde estarão presentes para atender passageiros gratuitamente

 

Nesta quinta-feira (7), quem estiver na Estação da Luz da CPTM poderá utilizar o atendimento gratuito com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. A ação é oferecida pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq. 

A ação “Converse com o Psicoterapeuta” acontece das 10h às 13h. Os profissionais estarão situados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria, oferecendo escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promovendo o cuidado da saúde mental a população em um espaço urbano de grande circulação. 


Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: 10h às 13h


 

Estação Brás da CPTM recebe ação para prevenção ao HIV e outras ISTs nesta quinta-feira (7)

Divulgação CPTM
Entre 9h30 e 13h30, os passageiros poderão realizar testes e receber orientações da equipe de saúde

 

A Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde para prevenção e tratamento ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nesta quinta-feira (07/05). 

Das 9h30 às 13h30, técnicos estarão disponíveis para realizar testes rápidos de HIV e sífilis por meio de punção digital, distribuir autotestes de HIV com oferta de cabine e profilaxia pós-exposição (PrEP), para pessoas que possam ter sido expostas por meio de relações sexuais. 

O objetivo da ação, em parceria com a Coordenação do Programa Estadual IST/Aids da Secretaria de Saúde, é oferecer diagnóstico precoce para quem não tem conhecimento de seu status sorológico, além de prevenir a disseminação da doença.
 

Serviço

Ação de saúde: testagem de ISTs
Local: estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: das 9h30 às 13h30


Exames laboratoriais podem fazer a diferença na preparação para grandes maratonas

Foco Radical
 
Maratona Internacional de Porto Alegre

Com a Maratona Internacional de Porto Alegre e a New Balance 42K Porto Alegre no calendário, atletas intensificam cuidados para chegar bem no dia da prova 

 

A contagem regressiva para duas das principais provas de rua do Sul do país já mudam a rotina de quem vai encarar os 42 quilômetros e 195 metros na Maratona Internacional de Porto Alegre e na New Balance 42K Porto Alegre. Na fase final de preparação, além dos treinos longos e do ajuste fino na planilha, cresce entre os corredores a busca por exames laboratoriais como ferramenta para chegar mais seguro e competitivo no dia da largada. 

A lógica é simples para quem já vive o ambiente das maratonas: não basta treinar bem, é preciso garantir que o corpo esteja pronto para sustentar o esforço. Alterações silenciosas, como baixa de ferro, desgaste muscular acumulado ou desequilíbrios de eletrólitos, podem comprometer o rendimento justamente quando mais importa. E, muitas vezes, só aparecem com exames. 

A supervisora Operacional do Laboratório Qualitá, Dra. Stephany Lima de Camargo (CRBM 8890), explica que esse acompanhamento tem impacto direto na reta final de preparação. “Os exames laboratoriais são essenciais antes de competições porque ajudam a avaliar a saúde e a performance do atleta de forma mais precisa, identificando alterações que nem sempre aparecem na avaliação clínica, mas que podem prejudicar o rendimento. Eles permitem monitorar adaptações do organismo ao treino intenso, diferenciar respostas normais de sinais de fadiga, inflamação ou overtraining, além de detectar problemas comuns como anemia, desequilíbrio de eletrólitos e lesões musculares silenciosas. Com isso, é possível prevenir riscos, manter a performance ao longo do ciclo competitivo e ainda personalizar treino e nutrição de acordo com as necessidades individuais de cada atleta”, afirma. 

Entre os principais indicadores observados por quem vai encarar a distância estão o hemograma e a ferritina, fundamentais para a resistência e o transporte de oxigênio; a glicemia, que influencia a disponibilidade de energia; e a creatinoquinase (CK), que mostra o nível de desgaste muscular após os treinos mais pesados. Eletrólitos como sódio e potássio também entram no controle, especialmente para evitar queda de desempenho e câimbras nos quilômetros finais. 

Outros exames, como creatinina, ureia e marcadores inflamatórios, ajudam a entender como o corpo está respondendo ao volume acumulado de treinos. Para muitos atletas, esse acompanhamento funciona como um ajuste fino antes da prova, evitando surpresas e permitindo chegar na largada com mais confiança. 

Com o crescimento das maratonas em Porto Alegre e o aumento do número de participantes, a preparação também evolui. Cada vez mais, corredores incorporam dados à rotina para tomar decisões mais precisas e evitar que meses de treino sejam comprometidos por detalhes que poderiam ser identificados com antecedência. 

Para saber quais exames são mais indicados para o seu momento de preparação, o Laboratório Qualitá orienta que atletas consultem o seu médico e, posteriormente, procurem suas unidades ou canais oficiais para uma avaliação individualizada.

 

Marcelo Matusiak


Glaucoma avança sem sinais e pode comprometer a visão de forma irreversível

Freepik
Cerca de 2,5 milhões de brasileiros acima dos 40 anos convivem com a doença, e 70% desconhecem o diagnóstico; Maio Verde alerta para a importância dos exames regulares  


A perda da visão pode avançar sem dar sinais claros e, quando percebida, já estar em estágio avançado. Esse é o principal desafio do glaucoma, uma doença ocular que afeta o nervo óptico e compromete progressivamente o campo visual. A estimativa da Sociedade Brasileira de Glaucoma aponta que cerca de 2,5 milhões de brasileiros acima dos 40 anos convivem com a doença, sendo que 70% desconhecem o diagnóstico. Diante desse cenário, a campanha Maio Verde reforça a importância da conscientização e do acompanhamento oftalmológico regular. 

“O glaucoma é uma doença do nervo óptico em que ocorre perda progressiva das células, reduzindo o campo de visão de fora para dentro, podendo levar à perda total da visão”, explica o Dr. Renato Klingelfus Pinheiro, oftalmologista do H.Olhos. Ele destaca que a incidência aumenta com o envelhecimento, o que amplia o número de casos ao longo dos anos. “É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, e muitas vezes o diagnóstico acontece tardiamente, quando já há pouco a ser feito para recuperar a visão perdida”, afirma. 

Entre os diferentes tipos, o glaucoma primário de ângulo aberto é o mais frequente e tem forte influência genética. Há também quadros secundários, que podem surgir a partir de outras condições ou pelo uso de determinados medicamentos. “Os corticoides merecem atenção, pois podem desencadear aumento da pressão ocular em pessoas predispostas, independentemente da forma de uso”, alerta o especialista. 

Um dos maiores riscos está no comportamento silencioso da doença. “Na maioria dos casos, não há sintomas no início. O paciente não sente dor nem percebe alterações, e só identifica algo quando a lesão já está avançada”, explica o médico. Situações agudas são raras, mas podem provocar dor intensa, visão embaçada e a percepção de um efeito semelhante a um arco-íris ao redor das luzes, como se houvesse um círculo colorido em volta de lâmpadas e faróis. 

O envelhecimento é um dos principais fatores associados, mas não o único. Histórico hereditário aumenta significativamente as chances de desenvolvimento. “Se há casos na família, o risco pode ser até sete vezes maior, o que exige acompanhamento mais frequente”, orienta. Condições como diabetes, traumas oculares e doenças inflamatórias também estão relacionadas. 

O diagnóstico não depende apenas da medição da pressão ocular. “Esse é um fator importante, mas não define sozinho a doença. O ponto central é a avaliação do nervo óptico”, destaca. Exames feitos em consulta e testes complementares permitem identificar alterações precoces, antes mesmo de qualquer impacto perceptível na visão. “A tomografia de coerência óptica consegue detectar lesões iniciais, enquanto o exame de campo visual avalia como a visão está funcionando ao longo do tempo”, completa. 

O tratamento busca controlar a progressão e preservar a visão existente. A estratégia varia conforme cada caso. “A partir do diagnóstico, estabelecemos uma pressão-alvo e utilizamos recursos para alcançá-la. Isso pode incluir colírios, laser ou cirurgia”, explica. O oftalmologista ressalta que intervenções mais precoces têm ganhado espaço por apresentarem melhores resultados no controle da doença. 

A adesão ao acompanhamento é determinante para o sucesso terapêutico. “O controle depende tanto da conduta médica quanto do comprometimento do paciente. Ajustes podem ser necessários para garantir eficácia e qualidade de vida”, pontua. Também é importante evitar o uso indiscriminado de medicamentos, especialmente aqueles que podem influenciar a pressão ocular. 

Manter hábitos saudáveis contribui para o cuidado geral, mas não substitui a avaliação especializada. “Atividade física, controle de doenças sistêmicas e atenção à saúde ajudam, porém o acompanhamento oftalmológico é indispensável”, reforça. 

Como mensagem da campanha, o especialista enfatiza a necessidade de vigilância contínua. “A orientação é realizar consultas anuais a partir dos 50 anos e verificar se o nervo óptico foi avaliado com atenção. Esse cuidado simples pode permitir identificar precocemente uma condição que, embora não tenha cura, pode ser controlada de forma eficaz, evitando a perda da visão”, finaliza o Dr. Renato Klingelfus Pinheiro.


Dia das Mães: Congelamento de óvulos nas empresas pode trazer equilíbrio entre vida pessoal e carreira

Shutterstock
Movimento acompanha adiamento da maternidade e pressiona empresas a rever políticas de carreira

 

Em um cenário em que carreira e maternidade deixaram de seguir uma lógica linear, empresas começam a incorporar novas soluções para responder a essa transformação, e o congelamento de óvulos passa a ganhar espaço como benefício corporativo. A discussão ganha ainda mais relevância no contexto do Dia das Mães, ao evidenciar como o tema da maternidade vem sendo ressignificado dentro e fora das organizações.

 

O avanço desse tipo de benefício acompanha uma mudança demográfica relevante. Dados do IBGE mostram que a idade média das mulheres ao se tornarem mães no Brasil subiu de 25,3 anos em 2000 para 27,7 anos em 2020, chegando a 28,1 anos em 2022. Ao mesmo tempo, a proporção de mães com até 24 anos caiu de 31,1% em 2003 para 23,6% em 2023, indicando que os nascimentos estão cada vez mais concentrados em idades mais avançadas.

 

A tendência deve se intensificar nas próximas décadas, e as projeções do instituto apontam que a idade média da maternidade pode chegar a 31,3 anos até 2070, refletindo mudanças estruturais como maior escolaridade, inserção das mulheres no mercado de trabalho e planejamento familiar.

 

Para Phillip Wolf, especialista em reprodução humana e sócio-fundador da clínica Genics, o movimento sinaliza uma mudança estrutural na relação entre empresas e colaboradores. “A gente está diante de uma mudança na relação entre carreira e maternidade. Não é mais uma decisão linear, e as empresas começam a perceber que, se não acompanharem esse movimento, perdem competitividade na atração e retenção de talentos femininos.”

 

Na prática, o congelamento de óvulos passa a integrar uma nova lógica de benefícios corporativos, mais voltada à individualização e ao ciclo de vida do colaborador. A tendência acompanha o que já acontece no mercado internacional, onde empresas como Google e Meta passaram a incluir o procedimento em seus pacotes de benefícios, influenciando a adoção gradual em outros mercados, incluindo o Brasil.

 

Benefícios atraentes

 

Atualmente, as maneiras que as companhias encontram para estruturar esse tipo de iniciativa passam pela contratação de fornecedores especializados, como clínicas de reprodução humana parceiras. Além disso, incluem coberturas em planos de saúde específicos, subsídios e políticas de reembolso.

 

Nesse contexto, na opinião de Phillip Wolf, a tendência é que os benefícios corporativos evoluam para soluções mais alinhadas aos diferentes momentos de vida dos profissionais. “O que a gente começa a ver é uma sofisticação no que se oferece ao colaborador. Eles deixam de ser genéricos e passam a refletir decisões importantes da vida das pessoas. Nesse cenário, programas de apoio à maternidade, que podem incluir o congelamento de óvulos, tendem a ganhar espaço como diferencial competitivo”, comenta. 

 

Apesar do avanço, o tema ainda carrega desafios importantes. O custo do procedimento pode ultrapassar R$ 15 mil por ciclo, o que historicamente limitou o acesso a um público mais restrito. No entanto, clínicas especializadas já vêm estruturando modelos mais flexíveis, com opções de parcelamento e condições facilitadas, ampliando gradualmente a viabilidade para empresas e pacientes.

 

“O custo ainda é um ponto de atenção, mas o mercado já começou a se adaptar. Hoje, existem formatos mais flexíveis, com parcelamentos e modelos viáveis tanto para empresas quanto para pacientes. Isso tende a acelerar a adoção do benefício nos próximos anos”, explica Wolf.

 

Além da questão econômica, especialistas também apontam um debate ético relevante. Se, por um lado, o benefício representa um avanço ao oferecer mais autonomia às mulheres, por outro, pode ser interpretado como um incentivo indireto ao adiamento da maternidade em função da carreira.

 

“Existe uma linha tênue entre oferecer uma possibilidade e gerar uma expectativa. Se a empresa não tiver clareza na forma como posiciona esse benefício, ele pode ser interpretado como um incentivo indireto ao adiamento da maternidade. Isso exige maturidade na gestão e na comunicação”, avalia o sócio-fundador da Genics.

 

Do ponto de vista técnico, o procedimento segue protocolos bem estabelecidos. O processo começa com uma avaliação individualizada, que inclui histórico clínico e exames hormonais, como o Hormônio Antimülleriano, utilizado para estimar a reserva ovariana. A partir disso, é estruturado um planejamento personalizado, considerando idade e objetivos reprodutivos.

 

As etapas seguintes envolvem a estimulação ovariana, a coleta dos óvulos e o congelamento. Apesar da complexidade, o processo pode ser concluído em cerca de três a quatro semanas.

 

Para Wolf, o avanço desse tipo de benefício não deve ser analisado de forma isolada, mas como parte de uma mudança mais ampla na gestão de pessoas. “O congelamento de óvulos não pode ser visto como uma solução isolada. Ele faz parte de uma agenda maior de gestão de pessoas. Empresas que tratam isso como uma estratégia integrada, com políticas de carreira, flexibilidade e cultura, tendem a capturar muito mais valor do que aquelas que enxergam apenas como um benefício pontual”, finaliza. 

 

Dia Mundial da Asma (05/05): Brasil registra aumento de 63% em internações pela doença entre 2020 e 2025

Exame de função pulmonar, espirometria,
é primordial para o diagnóstico.
 Divulgação
Iamspe
A doença mata mais pessoas acima de 60 anos. Morreram 1.643 idosos em 2020 e 1.771 em 2024 


O Brasil registrou um aumento de 63% no número de internações por asma entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314, segundo o Ministério da Saúde. Os pneumologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam que se acostumar com os sintomas da doença pode agravar o quadro clínico do paciente. O problema causa falta de ar, aperto – ou pressão – e chiado no peito, que podem ser acompanhados de dor, tosse e dificuldade para dormir. A fim de conscientizar sobre a importância do acompanhamento médico no tratamento da condição, a primeira terça-feira de maio marca o Dia Mundial da Asma. Neste ano de 2026, a data ocorre em 5 de maio. 

A asma é uma doença inflamatória que acomete os brônquios, estruturas responsáveis por transportar o ar da traqueia aos alvéolos do pulmão. São fatores de risco para o desenvolvimento do problema a exposição a poluentes ambientais e o histórico familiar. Filhos de mães tabagistas têm mais chances de desencadear o quadro. 

De acordo com informações exclusivas do Ministério da Saúde, o país registrou também entre 2.552 e 2.755 óbitos anuais por asma entre 2020 e 2024. No recorte por faixa etária, os dados mostram um maior número de mortes na população com 60 anos ou mais, com 1.643 falecimentos em 2020 e 1.771 em 2024, enquanto a população até 59 anos registrou 909 e 984, respectivamente. 

A pneumologista responsável pelo ambulatório de asma do Iamspe, Dra. Flavia Filardo Vianna, explica que a doença se apresenta em crises, ou seja, os sintomas surgem e são controlados após o início do tratamento. "No caso dos pacientes com quadro mais leve, a adesão é uma dificuldade importante. Eles deixam de tomar o medicamento e de realizar o acompanhamento médico assim que os sintomas melhoram. Isso prejudica o tratamento e a qualidade de vida", sinaliza a especialista. 

A asma dificulta a realização de atividades simples, como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. É comum pacientes se acostumarem com as limitações causadas pela doença, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, podendo piorar a intensidade das crises. 

“Existem crises de asma em que a contração do brônquio exige a ventilação mecânica, porque o ar não entra, dificultando a oxigenação”, comenta. 

O paciente deve procurar por atendimento médico nos primeiros sintomas de crise de asma. A depender do desconforto, a orientação é ir ao pronto-socorro mais próximo. Com a estabilização do quadro, o acompanhamento deve ser feito por um médico pneumologista em ambulatório. 

O tratamento da asma é feito com medicamentos broncodilatadores e corticoides por via inalatória, com o uso das “bombinhas”. 

"A asma é uma doença crônica, isto é, não tem cura, mas controle. Porém, os pacientes precisam ter em mente que o quadro mata. Por isso, não podem baixar a guarda", comenta.
 

IMPACTO DAS BAIXAS TEMPERATURAS – As estações mais frias podem facilitar o desencadeamento de crises de asma. A situação é comum, mas não é regra. As baixas temperaturas e a baixa umidade do ar causam o problema porque resfriam a mucosa nasal e a dos brônquios, causando a broncoconstrição — mesmo movimento causado pela asma.

  Os pneumologistas do Iamspe orientam a manter a medicação de controle da asma em dia, agasalhar-se bem, evitar ambientes fechados e empoeirados, além de manter a carteira de vacinação atualizada.


 
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual – Iamspe


Hábitos simples para melhorar a saúde vascular

  

Entre telas, compromissos e longos períodos sentados, muitos de nós traçamos planos para um corpo mais magro ou mais forte. Mas quantos lembramos de cuidar da complexa rede de vasos que transporta a vida pelo nosso organismo? Artérias e veias formam um sistema silencioso, que trabalha sem parar e sofre em silêncio os impactos da rotina moderna. Enquanto focamos no espelho, esse sistema vital pode estar sob ameaça.

Pesquisas recentes revelam um vínculo preocupante entre nosso cotidiano e a saúde vascular. Um estudo da Universidade de São Paulo mostrou que pessoas com esgotamento profissional apresentaram artérias significativamente mais rígidas. O estresse constante, portanto, não é só uma sensação; é uma agressão física aos nossos vasos. Ao mesmo tempo, hospitais públicos registram mais casos de coágulos sanguíneos graves em adultos jovens, um aumento que conectado diretamente ao tempo excessivo sentado e à falta de movimento diário.

A rotina atual muitas vezes nos prende a uma cadeira, seja no trabalho ou em casa. Essa imobilidade, dia após dia, somada a uma hidratação que deixa a desejar, prepara o corpo para problemas circulatórios. A ideia de que apenas pessoas mais velhas precisam se preocupar com isso é um engano perigoso. O corpo jovem também sente o peso do sedentarismo.

A boa notícia é que a proteção não exige mudanças radicais. Pequenos atos, repetidos com regularidade, têm um poder transformador. Levantar-se a cada duas horas já faz uma diferença profunda. Caminhar até a cozinha para beber um copo d'água, subir um lance de escadas ou simplesmente mover os pés para cima e para baixo enquanto se está sentado são gestos que acordam a musculatura das pernas. Essa ativação funciona como um coração auxiliar que bombeia o sangue de volta e impede que ele fique estagnado.

Beber água com frequência, mesmo sem sentir sede, mantém o sangue fluindo com mais facilidade. Quando desidratamos, esse fluido fica mais espesso e lento, o que eleva o risco de formar obstáculos em seu caminho.

O que colocamos no prato também faz toda a diferença nesse cuidado. Diminuir o sal e as frituras ajuda a manter a pressão em níveis tranquilos. Incluir cores no alimento – os vermelhos do tomate, os roxos da berinjela, os verdes escuros das folhas – não é apenas estético. Esses alimentos são ricos em compostos que fortalecem e protegem as paredes internas dos vasos, como um cuidado constante que previne desgastes.

Algumas pessoas já sentem o corpo dar sinais: pernas que incham no fim do dia, uma sensação de cansaço ou peso que não passa. Esses avisos merecem atenção e não devem ser normalizados. Uma consulta pode esclarecer a origem do problema e indicar recursos simples, como o uso de meias de compressão no dia a dia, que dão um suporte eficaz para a circulação quando orientadas por um profissional.

Por fim, cuidar das veias e artérias é cuidar do coração. É buscar noites de sono reparadoras, encontrar momentos para acalmar a mente, evitar o cigarro e moderar a bebida. É entender que uma caminhada leve, mas feita com frequência, é um remédio poderoso para todo o sistema.

Proteger veias e artérias é também sobre fazer escolhas conscientes que se tornam parte de quem somos. É sobre escutar o corpo e dar a ele o movimento e o combustível de que precisa para sustentar nossa vida, com vigor e leveza, por todos os anos que estão por vir.

  

Dra. Haila Almeida - médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser, fundadora e líder do Instituto Alphaveins.


Doenças nas carótidas acendem alerta para risco silencioso de AVC no Brasil

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Análises do Ministério da Saúde colocam a doença entre as principais causas de óbito no país, aponta o presidente da SBACV

 

A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) destaca a necessidade da realização da prevenção, diagnóstico precoce e avanço das tecnologias no combate às obstruções arteriais. Somente em 2025, o Brasil registrou mais de 85 mil mortes por acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. 

Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) também sinaliza que grande parte desses casos está associada a alterações nas artérias carótidas, responsáveis por levar sangue ao cérebro, o que coloca as doenças carotídeas como um dos principais fatores de risco para eventos graves e muitas vezes evitáveis. 

“A doença carotídea é perigosa justamente por evoluir de forma silenciosa. Muitas vezes, o paciente só descobre quando já apresenta sintomas neurológicos ou até mesmo após um AVC”, afirma Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). “Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir complicações graves.” 

Além disso, entre as condições mais comuns está a estenose carotídea, caracterizada pelo estreitamento das artérias devido ao acúmulo de placas de gordura. Esse processo pode reduzir o fluxo sanguíneo ou favorecer a formação de coágulos, que podem migrar para o cérebro e provocar um AVC isquêmico, tipo que representa cerca de 80% a 85% dos casos.
 

Fatores de risco e avanços no diagnóstico 

Os fatores de risco são conhecidos, mas seguem altamente prevalentes: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e sedentarismo. O envelhecimento da população também contribui para o aumento dos casos, embora os especialistas SBACV alertem para o crescimento da doença em pessoas mais jovens. 

Outro ponto de atenção está na chamada “instabilidade das placas”. Para os médicos da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular nem sempre o grau de obstrução é o único indicador de risco, características da placa, como inflamação e composição, podem aumentar a chance de ruptura e formação de coágulos. Segundo o presidente Joviliano, os avanços tecnológicos têm mudado o cenário do diagnóstico e tratamento. 

“Hoje contamos com exames mais precisos, como o ultrassom Doppler, e com tratamentos menos invasivos, incluindo técnicas endovasculares que permitem uma recuperação mais rápida e segura para o paciente”, explica. 

Apesar disso, a principal barreira ainda é a falta de diagnóstico precoce. Como a doença pode não apresentar sintomas por anos, muitos pacientes só procuram atendimento após sinais de alerta, como perda de força, dificuldade para falar ou episódios transitórios de isquemia cerebral. 

“A mensagem é clara: cuidar da saúde vascular é essencial para prevenir o AVC. Controlar os fatores de risco e realizar acompanhamento médico regular pode fazer toda a diferença”, reforça o presidente da SBACV.


Atividade física é aliada na maternidade

Exercícios contribuem para disposição, saúde mental e prevenção de dores no pós-parto, mesmo com pouco tempo disponível 

 

A privação de sono, o acúmulo de tarefas e a sobrecarga mental na maternidade tornam difícil manter hábitos como a prática de exercícios. Ainda assim, especialistas apontam que movimentar o corpo pode ser importante para a saúde física e emocional das mulheres nesse período.

Segundo a obstetra Ana Paula Fabrício, o exercício tem papel relevante na recuperação pós-parto. "A atividade física melhora a circulação, ajuda em processos inflamatórios e contribui para o controle hormonal", afirma. Esses efeitos impactam a disposição, a qualidade do sono e a sensação de bem-estar.

A médica também destaca os benefícios na saúde mental. "O exercício estimula a liberação de endorfina e serotonina, melhora o humor, reduz a irritabilidade e ajuda na adaptação à nova rotina", diz. Na prática clínica, mulheres que se exercitam após o parto relatam maior sensação de controle sobre o corpo e o dia a dia.

O exercício também prepara o corpo para as exigências físicas da maternidade. Carregar o bebê, amamentar e agachar repetidamente sobrecarregam principalmente a região das costas. Para o treinador Lucas Florêncio, da Smart Fit, o treino de força aumenta a resistência e previne dores. "Exercícios como agachamento e levantamento terra reproduzem movimentos do cotidiano e ajudam a proteger a coluna quando bem orientados", afirma.

Outro benefício apontado pelos especialistas é o controle do estresse. "Durante o treino, há liberação de substâncias que reduzem a ansiedade. Além disso, o foco no exercício funciona como uma pausa mental na rotina", diz Florêncio.

A retomada, no entanto, exige cautela. Não há um prazo único para voltar aos treinos. "É preciso avaliar a cicatrização, o assoalho pélvico, a região abdominal e o estado geral de saúde", explica a obstetra.

Em geral, atividades leves podem começar entre 15 e 30 dias após o parto vaginal sem complicações; na cesariana, o retorno costuma ocorrer por volta de 45 dias, sempre com orientação médica. "Muitas mulheres querem retomar o ritmo de antes rapidamente, mas o ideal é começar devagar e evoluir aos poucos", alerta a médica.

Para quem tem pouco tempo, sessões de 20 a 30 minutos já trazem benefícios. "O mais importante é a regularidade", diz Florêncio. 

   

Grupo Smart Fit

 

Levantamento inédito revela que 27 milhões de brasileiros podem conviver com enxaqueca sem diagnóstico

Estudo aponta que para cada pessoa diagnosticada com a doença no país há mais 1,2 brasileiro que convive com dores de cabeça intensas sem um diagnóstico médico e, consequentemente, sem um acompanhamento adequado de saúde¹

 

O Brasil tem, hoje, 23 milhões de pessoas diagnosticadas com enxaqueca. Mais alarmante, outros 27 milhões de brasileiros podem conviver com a doença, mas não possuem diagnóstico médico. O dado compõe o levantamento Radar da Enxaqueca no Brasil, uma pesquisa inédita da farmacêutica Teva Brasil com o apoio da Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca (ABRACES) e coordenação da consultoria Imagem Corporativa, que avalia a prevalência de sintomas de enxaqueca, estima a proporção de indivíduos que não têm diagnóstico no país e mede o nível de impacto que essa condição tem na vida pessoal e profissional dos pacientes. 

A enxaqueca é uma doença crônica que exige tratamento contínuo e acompanhamento de um neurologista, mas essa não é a realidade de boa parte da população brasileira que constantemente lida com estigmas e se automedica como meio de controlar as crises. Segundo a pesquisa, em uma escala de zero a dez – na qual zero significa sem dor e dez, muita dor –, cerca de 35% dos pacientes diagnosticados relatam sentir “a pior dor que podem imaginar”. Na subnotificação essa taxa corresponde a 26%. Na escala, a intensidade da dor é de 5,9 em média e as crises duram cerca de 15 horas. Os impactos no trabalho, rotinas domésticas e estudos são amplamente percebidos durante os episódios. 

As mulheres são maioria entre os indivíduos com diagnóstico de enxaqueca (75%), e representam uma população quase três vezes maior do que a de homens. No grupo com sintomas, mas sem diagnóstico, elas seguem predominantes (63%), porém há um aumento proporcional da participação masculina, que passa de 25% entre os diagnosticados para 37% entre os subdiagnosticados, indicando o sub-reconhecimento da doença entre os homens. Entre os que apresentam sintomas da doença, mas sem diagnóstico, 56% têm até 39 anos. 

 “A enxaqueca afeta desproporcionalmente as mulheres, em grande parte devido às variações hormonais ao longo da vida fértil. As oscilações nos níveis de estrogênio influenciam a atividade cerebral e a sensibilidade dos vasos sanguíneos, tornando as crises mais frequentes e intensas. Além dos fatores biológicos, aspectos como estresse, sobrecarga mental e menor tempo de descanso também contribuem para o aumento dos episódios”, pontua o Dr. Mario Peres, Presidente da ABRACES. 

O estudo também avaliou a população por classe social e identificou que mais de 80% da amostragem de não diagnosticados pertence as classes C, D e E, sendo que 35% recebem até 1 salário-mínimo (R$ 1.518,00, valor vigente em 2025) e outros 29% têm renda de até dois salários-mínimos. 

Quando separados por sexo, renda familiar e grupos étnicos, a incapacitação é maior entre os homens, entre os mais velhos, entre os que têm renda familiar de até dois salários-mínimos e pessoas negras. 

Ao analisar as regiões do Brasil, o Radar da Enxaqueca identificou que a falta de diagnóstico é maior no Nordeste (35%). A região Sudeste concentra a maior proporção de pessoas com diagnóstico de enxaqueca (45%), ligeiramente acima da média no país (43%). “A região Nordeste está 9 pontos acima da média nacional entre pessoas sem a confirmação clínica, que é de 26%. Esse dado pode revelar, por exemplo, problemas associados à falta de estrutura e o acesso limitado aos serviços de saúde ou até mesmo médicos especialistas, o que dificulta o diagnóstico e o registro adequado dos casos”, afirma Otávio Franco, membro da Abraces. 

“A pesquisa revela barreiras e desigualdades socioeconômicas na vivência do preconceito e na estigmatização de quem convive com a enxaqueca. É fundamental ampliar as ações voltadas ao acesso ao diagnóstico e tratamento, especialmente no Nordeste e entre populações negras, com menor escolaridade e renda, onde há alta dependência do SUS durante os episódios de crise. O fortalecimento das políticas públicas, a capacitação contínua dos profissionais com a ampliação do acesso a exames diagnósticos, além de acesso aos melhores tratamentos são medidas essenciais para garantir informações mais precisas e aprimorar o cuidado aos pacientes”, declara Roberto Rocha, Gerente Geral da Teva no Brasil.

 

Impactos de uma doença crônica

O levantamento também estimou, junto às pessoas que afirmam ter diagnóstico de enxaqueca, o nível de impacto que essa condição tem na vida pessoal e profissional, além de eventuais situações de preconceito vividas em diferentes esferas. Mais de 60% percebem uma queda frequente de produtividade no trabalho ou nos estudos devido a intensidade da dor e têm medo de represálias no trabalho. Cerca de 64% dessa amostra é composta por homens e 73% dessa população pertence ao grupo com idade entre 30 anos e 39 anos.

A queda da produtividade doméstica é mais sentida pelas mulheres e pessoas de 50 anos a 55 anos, já a profissional é mais sentida por homens com idade entre 30 anos e 39 anos. 

Seguindo a escala MIDAS, um instrumento desenvolvido para avaliar o nível de intensidade da enxaqueca, foi solicitado aos respondentes que indicassem por quantos dias nos últimos três meses eles sentiram suas vidas impactadas em diferentes situações por conta das dores de cabeça. Cerca de 80% dos participantes com o diagnóstico de enxaqueca dizem que se sentem menos produtivos por até cinco dias para atividades domésticas e quase 100% afirmam ter um impacto em sua rotina de trabalho e estudo. Quase a totalidade da amostra declarou que perdeu eventos familiares, sociais e de lazer, e quase o mesmo volume confirmou faltas no trabalho, escola ou faculdade. 


Para Otávio Franco, a enxaqueca ainda precisa ser vista não só como uma simples dor de cabeça, mas como uma doença complexa que pode até ser incapacitante e, para isso, a informação ainda precisa ser propagada. “Os resultados mostram que a enxaqueca ainda carrega estigmas sociais importantes, com medo de represálias ou isolamento. Esses impactos variam conforme gênero, renda e cor autodeclarada. Investir em programas de conscientização voltados a população em geral, incluindo gestores e familiares sobre o potencial incapacitante da doença, aliado à informação sobre tratamentos preventivos, é essencial para reduzir o impacto da enxaqueca na vida profissional, familiar e social.” 

O sentimento de incompreensão por familiares é outro ponto referido por quem convive com a enxaqueca, assim como a sensação de isolamento e inadequação tanto no trabalho quanto na vida pessoal também são amplamente evidenciados, o que destaca o impacto da enxaqueca no dia a dia de quem convive com a doença e as barreiras com as quais os brasileiros ainda precisam lidar nas esferas da saúde e do trabalho. 

O medo é muito referenciado pelos pacientes (36%), que afirmam que “frequentemente” ou “sempre” continuam trabalhando mesmo com dor, pois o medo de represálias é a principal situação cotidiana referidas pelos portadores de enxaqueca no ambiente de trabalho. 



Embora a enxaqueca tenha impactos profundos na qualidade de vida, 70% dos portadores da doença entrevistados na pesquisa dizem que não fazem acompanhamento médico. Quando perguntados sobre como acessam cuidados, 35% dos que não fazem acompanhamento dizem procuram o serviço público de saúde quando estão em crise e 11% recorrem a médicos do plano de saúde. Cerca de 69% dos portadores de enxaqueca não fazem acompanhamento médico, as pessoas negras representam o maior volume destes pacientes, mais de 30%. 

“O abandono do tratamento reflete desigualdades estruturais da sociedade. Questões como classe social e raça evidenciam a necessidade de ampliar campanhas de conscientização, garantir acesso equitativo aos cuidados médicos e promover mais informação, inclusive entre empregadores”, avalia Otávio. 

Quando perguntados sobre barreiras para o tratamento preventivo, a falta de informação e o medo de efeitos colaterais também se destacam. Mais de 40% daqueles que têm enxaqueca fazem apenas o tratamento agudo. A ausência de acompanhamento médico para esta que é uma doença crônica torna-se evidente quando identificamos que 64% dos pacientes tomam medicamentos sem receita. 

A maior parte dos entrevistados com diagnóstico de enxaqueca não segue dieta ou controla a alimentação, e não faz uma rotina e exercícios em função da enxaqueca. A pesquisa mostra que entre esses pacientes, os índices de incapacitação são maiores entre os públicos com 50 anos e 55 anos e os mais jovens (18 anos a 29 anos), esses grupos se destacam entre a incapacitação severa e média, respectivamente. 

“O estudo evidencia a importância de ampliar a disseminação de informações sobre os sintomas da enxaqueca, especialmente entre homens, jovens e pessoas de menor renda, para estimular a busca pelo diagnóstico e o acompanhamento médico, fundamentais para evitar a piora dos sintomas durante as crises. Entre os já diagnosticados, é essencial fortalecer o acesso à classe médica, para que conheçam e indiquem os tratamentos preventivos disponíveis, contribuindo para o controle da doença e a melhora da qualidade de vida dos pacientes”, reforça Dr. Mario Peres.

 

NOTA METODOLÓGICA

O estudo “Radar Sobre Enxaqueca no Brasil”, desenvolvido e coordenado pela consultoria Imagem Corporativa a pedido da farmacêutica Teva, foi dividida em dois módulos.

O primeiro módulo consistiu em pesquisa quantitativa de abrangência nacional realizado entre os dias 5 e 9 de junho de 2025, pela Ipsos-Ipec a pedido da Imagem Corporativa, com o objetivo de identificar a incidência de pessoas com enxaqueca no Brasil e a subnotificação de diagnósticos da doença.

A amostra é representativa da população brasileira com 16 anos ou mais. Foram realizadas 2.000 entrevistas em 132 municípios, segundo cotas de sexo, idade, região, escolaridade, cor autodeclarada e ramos de atividade conforme dados do CENSO2022 e PNADC 2023.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

O segundo módulo do estudo também é composto por uma pesquisa quantitativa, com o universo de brasileiros adultos (18 anos ou mais) mas apenas dos que já têm o diagnóstico formal de enxaqueca.

A abordagem foi online por meio de painel representativo do Instituto de Pesquisas Qualibest. Foram realizadas 408 entrevistas entre os dias 23 e 29 de junho de 2025. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 


Teva Pharmaceutical Industries Ltd.

Teva Brasil
www.tevabrasil.com.br.

ABRACES

Referências
1 CGRP Forum. Mi
graine in Brazil: Fast Facts. [S.l.]: CGRP Forum, 2025. Disponível em:
Link. Acesso em: 27/01/2026.


Cárie na primeira infância afeta mais da metade das crianças brasileiras até os cinco anos

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41% das crianças convivem com cáries não tratadas, um problema evitável

 

Psicóloga infantil traz dicas para deixar o momento da escovação menos traumático

 

A cárie na primeira infância já atinge mais de 50% das crianças brasileiras até os 5 anos de idade e segue como uma das doenças crônicas mais comuns, apesar de ser amplamente prevenível. O dado é destacado em artigo publicado na Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, que chama atenção para a necessidade de reforçar os cuidados com a higiene bucal desde os primeiros anos de vida.

 

Segundo o levantamento, cerca de 30% das crianças entre um ano e meio e três anos já apresentam a doença. Aos cinco anos, esse número ultrapassa a metade da população infantil. Entre os principais fatores associados ao problema estão a má higiene bucal, o consumo frequente de açúcar, a amamentação noturna prolongada sem limpeza adequada da boca, o uso da mamadeira como chupeta e a falta de acompanhamento odontológico regular.

 

Além de causar dor e desconforto, a cárie precoce pode provocar infecções, perda de estrutura dentária e prejuízos ao crescimento e ao desenvolvimento infantil. Nos casos iniciais, o tratamento pode incluir aplicação de flúor. Quando o quadro evolui, pode haver necessidade de restaurações e, em situações mais graves, até extração dentária.

 

Para a odontopediatra Amanda Beckhauser, a prevenção ainda esbarra em desafios bastante presentes na rotina das famílias. Ela afirma que é cada vez mais comum receber no consultório crianças pequenas já com sinais de comprometimento da saúde bucal, muitas vezes por dificuldade de manter uma rotina consistente de escovação.

 

“Além dessas questões da criança não deixar os pais escovando os dentes, que nessa idade é bem difícil, e da questão das dietas que são totalmente cariogênicas, muitas vezes essas crianças acabam ficando com os avós. Então eu sempre investigo toda a rotina da criança quando ela vem na consulta comigo, porque quando fica com os avós eu já ligo um alerta, porque geralmente os avós são os que mais estragam, teoricamente, a dieta da criança”, diz.

 

A especialista também destaca que a ausência de estímulo ao cuidado diário e algumas escolhas feitas com a intenção de seguir uma criação mais natural podem aumentar os riscos.

 

“É bem difícil e a gente tem também a questão de a criança não ser estimulada a esse tipo de cuidado. Então já aconteceu diversas vezes de eu pegar crianças com esse tipo de dieta de uma forma onde não tem estímulo, incentivo. E muitas vezes hoje, com essa era mais natural que os pais querem criar as crianças, aquela questão da pasta sem o flúor também é um risco. Então cada casa é uma orientação diferente”, afirma Amanda.


Diante desse cenário, especialistas reforçam que a escovação não deve ser encarada apenas como uma obrigação, mas como um hábito construído aos poucos, com apoio, paciência e repetição. É justamente nesse ponto que entra o olhar da psicologia infantil.

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A psicóloga especializada em desenvolvimento infantil Camila Canguçu explica que, na primeira infância, o aprendizado acontece principalmente pelo exemplo e pela repetição. Por isso, quanto mais positiva for a experiência, menor tende a ser a recusa da criança. 

Entre as orientações, ela recomenda transformar a escovação em um momento divertido, com músicas, brincadeiras e pequenas escolhas que deem à criança a sensação de participação. Também sugere criar uma rotina previsível, escovar junto com a criança, usar instruções simples e evitar que o momento vire confronto.

 

“O aprendizado acontece pela repetição e pelo exemplo. Quando a escovação entra em uma rotina previsível e leve, a criança entende melhor que aquilo faz parte do dia. Forçar ou brigar tende a aumentar a resistência. Já o reforço positivo, o elogio imediato e até um quadro de adesivos podem ajudar muito”, explica.

 

Camila também lembra que, nessa fase, a coordenação motora ainda está em desenvolvimento, o que exige participação ativa do adulto no processo.

 

“A criança pode até começar sozinha, mas o adulto precisa ajudar no final. Também é importante usar pequenas quantidades de pasta para evitar desconforto e facilitar o aprendizado. Vídeos, livrinhos e personagens também podem ser aliados para tornar esse cuidado mais leve e interessante”, acrescenta. 

Com informação, acompanhamento profissional e uma rotina mais leve dentro de casa, a prevenção da cárie na primeira infância se torna mais possível e eficaz, ajudando a formar adultos mais conscientes sobre a própria saúde bucal.

 

Dicas para tornar a escovação um momento mais divertido

 

1. Transforme a escovação em brincadeira

Cante uma música, faça caretas no espelho ou crie um momento lúdico para que a criança associe a atividade a algo positivo.

 

2. Crie uma rotina previsível

Escovar os dentes sempre nos mesmos momentos do dia ajuda a criança a entender que esse cuidado faz parte da rotina.

 

3. Evite interromper bruscamente uma atividade prazerosa

Se ela estiver brincando, explique que vai escovar os dentes e depois poderá voltar. Levar o brinquedo para o banheiro pode ajudar.

 

4. Escove junto com a criança

O exemplo do adulto faz diferença. Quando a criança vê alguém escovando ao lado dela, tende a aceitar melhor a atividade.

 

5. Dê instruções simples

Em vez de várias orientações ao mesmo tempo, prefira comandos curtos, como “agora vamos escovar os dentinhos da frente”.

 

6. Deixe a criança participar, mas finalize a escovação

Como a coordenação motora ainda está em desenvolvimento, o adulto precisa complementar a limpeza.

 

7. Use pouca pasta de dente

Pequenas quantidades ajudam a evitar desconforto e tornam o aprendizado mais fácil.

 

8. Reforce positivamente

Elogios imediatos e até um quadro de adesivos podem incentivar a repetição do comportamento.

 

9. Evite transformar o momento em confronto

Brigar ou forçar tende a aumentar a recusa e a resistência da criança.

 

10. Use vídeos e livrinhos sobre escovação

Conteúdos infantis sobre o tema ajudam a tornar o hábito mais familiar e interessante.

 

11. Ofereça escolhas simples

Perguntas como “você quer escovar primeiro em cima ou embaixo?” ajudam a criança a sentir que tem algum controle da situação.

 

Nesse contexto, produtos voltados ao público infantil podem funcionar como aliados importantes para tornar a escovação mais atrativa e ajudar pais e cuidadores na construção desse hábito. A Condor, que nasceu em 1929 com foco na fabricação de escovas dentais, hoje mantém um portfólio completo de higiene bucal para diferentes faixas etárias, com escovas e géis dentais desenvolvidos para cada fase da infância.

 

A marca aposta em itens com personagens conhecidos do universo infantil, como Hot Wheels, Barbie, Lilica Ripilica, Galinha Pintadinha, Snoopy, Avengers, Ursinhos Carinhosos e Minecraft, justamente para tornar esse momento mais leve e engajador no dia a dia. Além das escovas e géis dentais infantis, a empresa também conta com um portfólio completo de higiene bucal, incluindo fios dentais e enxaguatórios.

 

Para Filipe Muriano, Coordenador de Marketing do segmento Higiene Bucal e Beleza da Condor, associar a escovação a personagens queridos pelas crianças é uma estratégia que ajuda no engajamento e no incentivo à rotina de cuidados.

 

“Há mais de 15 anos, a Condor trabalha com personagens em sua linha infantil de higiene e cuidados pessoais, sempre se renovando com os nomes do momento. Isso porque escovar os dentes pode e deve ser divertido. Os personagens funcionam como um incentivo extra e ajudam muito no engajamento das crianças, apoiando quem cuida delas nessa atividade do dia a dia”, destaca.

 



Condor
www.condor.ind.br
SAC: 0800 047 6666

 

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