Pesquisar no Blog

sábado, 15 de agosto de 2026

Mitos e verdades sobre dietas: o que a ciência realmente diz sobre emagrecimento e alimentação saudável

 

Cortar carboidratos, pular refeições e “detox” estão entre as práticas mais populares - mas especialista alerta que nem tudo o que circula nas redes sociais tem respaldo científico

 

As dietas estão entre os temas mais buscados quando o assunto é saúde e emagrecimento. No entanto, junto com a popularidade, também crescem os mitos e informações sem comprovação científica. Estratégias como cortar totalmente carboidratos, fazer jejum prolongado sem orientação e apostar em “sucos detox” prometendo limpeza do organismo são algumas das práticas mais difundidas — e também mais questionadas por especialistas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de peso já atinge mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, o que reforça a busca por soluções rápidas. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que mais da metade da população adulta está acima do peso, o que ajuda a explicar o interesse crescente por dietas e métodos de emagrecimento. 

No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que mais da metade da população adulta está acima do peso, o que ajuda a explicar o interesse crescente por dietas e métodos de emagrecimento. Foto: freepik

O médico endocrinologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dr. Danilo Carvalho, explica que o principal problema não é a dieta em si, mas a desinformação.

“Muitas pessoas seguem dietas extremamente restritivas acreditando em promessas rápidas, mas isso pode gerar reganho de peso rápido assim que interrompidas. O mais importante é entender que não existe fórmula mágica: alimentação saudável é equilíbrio e constância”, afirma o Dr. Danilo.


Mito 1: carboidrato engorda e deve ser cortado

Um dos mitos mais comuns é o de que carboidratos são os principais responsáveis pelo ganho de peso. Na prática, o nutriente é uma das principais fontes de energia do corpo.

“Carboidratos não são vilões. O problema está no excesso e na qualidade dos alimentos escolhidos. Arroz, frutas e legumes, por exemplo, fazem parte de uma alimentação saudável. Já ultraprocessados e açúcares em excesso devem ser evitados”, explica o Dr. Danilo.

Estudos publicados em revistas científicas de nutrição mostram que dietas equilibradas, e não restritivas, tendem a ser mais sustentáveis a longo prazo.


Mito 2: pular refeições ajuda a emagrecer mais rápido

Outra crença comum é a de que ficar longos períodos sem comer acelera a perda de peso. Embora o déficit calórico seja importante para o emagrecimento, pular refeições pode ter o efeito contrário.

“Ficar muitas horas sem se alimentar pode aumentar a fome e levar a exageros nas próximas refeições. Além disso, pode prejudicar o metabolismo e a relação da pessoa com a comida”, alerta o médico endocrinologista.


Mito 3: sucos detox eliminam toxinas do corpo

Os chamados “sucos detox” ganharam popularidade com a promessa de limpar o organismo. No entanto, não há evidências científicas de que esses produtos tenham esse efeito.

“O corpo humano já possui órgãos responsáveis por eliminar toxinas, como fígado e rins. Nenhum alimento isolado faz esse trabalho. O que ajuda é uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas e vegetais”, destaca o especialista.


Verdade: não existe dieta única que funcione para todos

Se por um lado muitos mitos circulam, uma verdade é consenso entre especialistas: não existe uma dieta universal.

Fatores como idade, rotina, nível de atividade física, histórico de saúde e até aspectos emocionais influenciam na forma como cada pessoa responde à alimentação.

“Dietas precisam ser individualizadas. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, o acompanhamento profissional é fundamental”, reforça o Dr. Danilo, docente da Afya de Pato Branco.


Verdade: mudanças sustentáveis são mais eficazes que restrições extremas

Pesquisas em nutrição comportamental indicam que mudanças graduais e sustentáveis têm maior chance de sucesso no controle de peso e na manutenção da saúde.

Pequenas adaptações, como reduzir o consumo de ultraprocessados, aumentar a ingestão de água e incluir mais alimentos naturais no dia a dia, tendem a ser mais eficazes do que dietas restritivas de curto prazo.


Informação é parte essencial da saúde

Com a grande quantidade de conteúdos sobre alimentação nas redes sociais, especialistas alertam para a importância de checar fontes e evitar seguir dietas sem orientação profissional.

“Antes de adotar qualquer estratégia alimentar, é fundamental buscar informação confiável e, sempre que possível, orientação de um nutricionista ou médico. Isso evita riscos e aumenta as chances de resultados reais e duradouros”, conclui o médico endocrinologista e docente do curso de Medicina da Afya de Pato Branco. Dra. Danilo Carvalho.

Mais do que seguir tendências, entender como o corpo funciona e diferenciar mitos de verdades é um passo essencial para uma relação mais saudável com a comida e com o próprio corpo.

 

Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br


Celulite e flacidez nos glúteos impulsionam busca por tratamentos sem cirurgia

 

Cirurgião plástico David Di Sessa explica como a combinação de ativos injetáveis pode melhorar contorno, volume e qualidade da pele  

 

O desejo por glúteos mais firmes, definidos e com aparência natural impulsiona a busca por procedimentos estéticos sem cirurgia. Nos consultórios, a procura se concentra em tratamentos capazes de melhorar contorno, textura da pele, celulite e perda de volume. A tendência acompanha pacientes que desejam resultado visível, mas com menor impacto na rotina e sem internação.

Para o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a evolução dos tratamentos corporais amplia as possibilidades para quem busca harmonia corporal. “O objetivo não é padronizar corpos, e sim entender o que incomoda cada paciente, como flacidez, celulite, perda de volume ou falta de contorno”, afirma.

Entre as alternativas está o B2S, protocolo desenvolvido e executado exclusivamente por David Di Sessa para o tratamento dos glúteos. A técnica reúne, em uma única aplicação, recursos voltados à melhora da firmeza, do volume e da aparência da celulite. A proposta atende pacientes que buscam um resultado imediato e progressivo, natural e alinhado ao próprio corpo.

Segundo o especialista, o protocolo combina três produtos com funções complementares. O bioestimulador de colágeno atua no combate à flacidez e na melhora da firmeza da pele. O ácido hialurônico contribui para volume e contorno dos glúteos, enquanto a toxina botulínica auxilia na redução da formação da celulite, favorecendo uma superfície mais uniforme.

“A combinação estratégica desses produtos permite tratar as principais queixas em uma única sessão, sem prótese, sem cirurgia e sem internação. A aplicação exige conhecimento anatômico e planejamento preciso, porque a quantidade de produto, os pontos de aplicação e a indicação variam conforme o objetivo e as características de cada paciente”, explica Di Sessa.

A indicação do B2S depende de uma avaliação presencial, com análise da anatomia, da proporção corporal e da qualidade da pele. Fatores como tônus muscular, espessura da pele, grau de celulite, histórico de saúde e rotina de vida influenciam a resposta ao tratamento. Por isso, o planejamento individual é parte central da segurança e da naturalidade do resultado.

De acordo com o cirurgião, o protocolo também acompanha uma mudança no comportamento de quem procura tratamentos estéticos corporais. Muitos pacientes desejam melhorar pontos específicos, mas sem alterar de forma artificial a própria imagem. “Quando o tratamento respeita a estrutura corporal e a individualidade do paciente, o resultado tende a ser mais harmônico e seguro”, ressalta.

O especialista alerta para a importância de procurar profissionais habilitados e evitar promessas de resultados padronizados. Procedimentos injetáveis exigem técnica, produtos regularizados e acompanhamento adequado. “Mesmo sem cirurgia, todo tratamento estético precisa de indicação médica, segurança e responsabilidade. Beleza e bem-estar caminham melhor quando existe critério”, finaliza Di Sessa.



David Di Sessa - CRM-SP 112566 - RQE 32162médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
Instagram: @daviddisessa


Emagrecer ficou mais fácil, mas o excesso de pele virou o novo desafio

 Os medicamentos para emagrecimento transformaram o tratamento da obesidade e criaram uma nova demanda na cirurgia plástica. Especialista explica o que deve ser avaliado antes da cirurgia reparadora 

 

O sucesso dos medicamentos agonistas de GLP 1, classe de medicamentos que imita a ação de um hormônio responsável por aumentar a saciedade e auxiliar no controle do peso, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, está mudando o perfil de paciente nos consultórios de cirurgia plástica. Após a perda acelerada de peso, muitas pessoas passam a conviver com excesso de pele, flacidez e alterações no contorno corporal, aumentando a procura por cirurgia reparadora após emagrecimento. O tema ganhou relevância internacional e levou sociedades médicas a publicarem orientações específicas sobre a avaliação e o tratamento desses pacientes.

Marco Dallegrave, médico formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (FEMPAR), fundador da clínica Marco Dallegrave Cirurgia Plástica, especializada em cirurgia plástica estética, afirma que a cirurgia reparadora após GLP 1 não deve ser vista como uma etapa automática do tratamento para emagrecimento. Ele explica que a indicação depende da estabilidade do peso, das condições clínicas, da qualidade da pele, do estado nutricional e dos objetivos de cada paciente.

"A cirurgia reparadora após GLP 1 não existe apenas para retirar excesso de pele. Ela faz parte do tratamento de pacientes que passaram por uma perda importante de peso e buscam recuperar funcionalidade, proporção corporal e qualidade de vida", afirma o cirurgião.

A preocupação também mobiliza entidades internacionais. Em 2025 e 2026, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) publicou recomendações voltadas aos pacientes que utilizaram medicamentos agonistas de GLP 1, destacando que a rápida perda de peso modifica os tecidos de sustentação e exige planejamento cirúrgico individualizado.


Quando emagrecer não encerra o tratamento

O especialista em cirurgia plástica estética explica que o principal fator para indicar a cirurgia é a estabilização do peso. Operar enquanto o organismo ainda está emagrecendo pode comprometer o resultado, já que o corpo continuará passando por mudanças. "Esperar o peso estabilizar permite um planejamento mais seguro e aumenta a previsibilidade dos resultados", explica.

Outro aspecto importante é o estado nutricional. A perda acelerada de peso pode reduzir a massa muscular e favorecer deficiências nutricionais que interferem na cicatrização e na recuperação do paciente. "A cirurgia depende de um organismo preparado. Antes do procedimento, avaliamos exames, composição corporal, alimentação e outros fatores que influenciam diretamente na recuperação", ressalta Marco.

Além das mudanças físicas, muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que a cirurgia resolverá toda a insatisfação com a aparência. Segundo Dallegrave, essa expectativa também precisa fazer parte da avaliação médica. "É comum que a pessoa esteja satisfeita com o emagrecimento, mas ainda incomodada com o excesso de pele ou com a perda de volume em determinadas regiões. A cirurgia pode melhorar essas alterações, mas é importante alinhar expectativas para que o resultado seja compatível com a realidade de cada paciente", observa.

Nem todas as pessoas que utilizam medicamentos para emagrecimento terão indicação para cirurgia reparadora. A necessidade varia conforme fatores como idade, elasticidade da pele, intensidade da perda de peso, hábitos de vida e condições de saúde.

Entre os procedimentos mais realizados nesse perfil de paciente estão a abdominoplastia, a mastopexia, o lifting de braços, o lifting de coxas e outras cirurgias de contorno corporal, sempre definidas após avaliação médica.


A cirurgia começa antes do centro cirúrgico

Segundo Dallegrave, a cirurgia plástica após emagrecimento deve ser compreendida como parte de um cuidado integral com a saúde e não apenas como uma etapa estética."A perda de peso transforma o corpo. A cirurgia existe para tratar as consequências dessa transformação quando há indicação médica, segurança e expectativas compatíveis com o que realmente pode ser alcançado", conclui.

   


Dr. Marco Dallegrave - médico formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (FEMPAR), com residência em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Curitiba e residência em Cirurgia Plástica pelo Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR). Também possui pós-graduação em Psiquiatria pelo CENBRAP, formação que complementa sua visão sobre os aspectos emocionais e psicológicos envolvidos na relação dos pacientes com a própria imagem. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atua há 21 anos na especialidade e já realizou mais de 5 mil cirurgias. Sua prática é voltada à cirurgia plástica estética, com ênfase em procedimentos de contorno corporal, mini lipoaspiração de recuperação rápida e cirurgias das mamas. Ao longo da carreira, consolidou uma abordagem que alia excelência técnica, segurança e atendimento humanizado. Defende que a cirurgia deve respeitar a individualidade de cada paciente e ser compreendida como parte de um cuidado integral com a saúde e o bem-estar, e não apenas como uma transformação estética.
Para mais informações, acesse o site e instagram.

  

Fontes de Pesquisa:

Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
https://www.isaps.org/articles/isaps-blog/2026/patient-safety-news-weight-loss-medications/

American Association of Plastic Surgeons (AAPS)
https://meeting.aaps1921.org/program/2025/7.cgi


Quando a IA vira personal trainer

Magnific

Hoje é possível abrir um aplicativo de inteligência artificial, informar idade, peso, objetivo e frequência semanal e receber, em segundos, uma planilha de treino aparentemente completa. Uma reportagem publicada pelo Canaltech no início deste ano mostrou o crescimento desse comportamento. Cada vez mais pessoas recorrem a chatbots para gerar seus próprios planos de exercício, atraídas pela praticidade e pelo acesso gratuito.

A tecnologia facilita o acesso à informação, e isso é positivo. O problema começa quando uma resposta gerada por inteligência artificial passa a ser tratada como se fosse uma avaliação individual.

Durante uma sessão de treino, um profissional observa muito mais do que séries e repetições. Ele consegue identificar erros técnicos, compensações de movimento, limitações de mobilidade e padrões que podem aumentar o risco de lesões, fazendo correções e adaptações individualizadas. Também é ele quem diferencia um desconforto muscular normal do início de uma lesão, uma distinção que depende de observação direta e da experiência construída na prática.

E nada disso aparece em um comando digitado para um chatbot. A inteligência artificial trabalha exclusivamente com as informações fornecidas pelo usuário naquele momento. Ela não acompanha a evolução do corpo ao longo do tempo, não interpreta sinais sutis de cansaço e não assume qualquer responsabilidade pelas decisões tomadas a partir do plano que gerou.


Consultoria online não é o mesmo que pedir um treino a um chatbot

Um equívoco comum é achar que uma consultoria online funciona como uma conversa com IA, já que ‘está tudo no digital’. Na prática, a diferença é grande. Na consultoria online, existe um profissional responsável por analisar o histórico do aluno, sua rotina, nível de experiência, limitações físicas e objetivos, com acompanhamento contínuo e revisão periódica do plano conforme o corpo responde. Além disso, muitos deles também avaliam vídeos enviados pelos alunos, o que permite identificar erros técnicos e compensações que dificilmente seriam percebidos pelo próprio praticante.

Enquanto a inteligência artificial gera respostas com base nas informações fornecidas, uma consultoria profissional oferece acompanhamento, ajustes contínuos e uma leitura crítica da evolução de cada pessoa.

Treinar bem não é apenas seguir uma planilha. É adaptar a estratégia conforme cada corpo responde, antecipar uma lesão antes que ela aconteça e tomar decisões a partir de algo que nenhuma inteligência artificial consegue captar por completo: a observação direta de um profissional diante de outro ser humano.

A tecnologia continuará avançando, e isso é bem-vindo. Mas, quando o assunto é saúde e prevenção de lesões, ela ainda funciona melhor como ferramenta de apoio do que como substituta da experiência profissional. 

 

Rairtoni Pereira - personal trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a desenvolverem hábitos saudáveis e uma relação positiva com o próprio corpo. É autor do livro "5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias".


A cirurgia do filtro: por que tantos pacientes querem um rosto que não existe?

Filtros, inteligência artificial e redes sociais estão transformando a forma como as pessoas enxergam o próprio corpo — e isso já chegou aos consultórios de cirurgia plástica. Especialistas observam um número crescente de pacientes que chegam às consultas com fotos editadas ou imagens geradas por aplicativos como referência, em busca de um rosto ou de um corpo que simplesmente não existem na vida real.

O fenômeno preocupa porque vai além da estética. A exposição constante a padrões irreais de beleza tem contribuído para a distorção da autoimagem, alimentando expectativas incompatíveis com os limites da cirurgia plástica. Ao mesmo tempo em que cresce a procura por procedimentos entre homens e por mulheres cada vez mais jovens, aumenta também o desafio dos cirurgiões em identificar quando o desejo por uma cirurgia está relacionado a questões emocionais ou até ao Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), condição caracterizada pela preocupação excessiva com defeitos físicos mínimos ou inexistentes.

Nesse cenário, um dos papéis mais importantes do cirurgião plástico passou a ser justamente recusar pacientes quando a cirurgia não representa um benefício real. A avaliação médica vai além da técnica: envolve compreender as motivações do paciente, reconhecer sinais de distorção da autoimagem e, quando necessário, indicar acompanhamento psicológico antes de qualquer procedimento.

"A consulta não existe apenas para definir qual cirurgia será feita. Ela também serve para identificar quando o procedimento não é indicado ou quando o paciente precisa primeiro compreender melhor suas expectativas e os limites da cirurgia", afirma o cirurgião plástico Dr. Caio Esper, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O especialista reforça sobre critérios éticos que levam um médico a contraindicar um procedimento e a importância de reconhecer sinais de sofrimento psíquico antes de qualquer intervenção. 



Dr. Caio Esper - realizou residência em Cirurgia Geral em Campinas (2003–2005) e especialização em Cirurgia Plástica pela PUC-Campinas (2006–2009), em serviço credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Durante sua formação, atuou na unidade de queimados, adquirindo experiência em reconstrução e casos de alta complexidade. Posteriormente, integrou por vários anos a equipe dos cirurgiões faciais Dr. Rodrigo Gimenez e Dr. Crecêncio, aprofundando sua atuação em cirurgia facial e estética.
https://clinicaesper.med.br/

 

Além da harmonização facial: homens agora procuram estética para abdômen, peitoral, glúteos e até região íntima


Créditos: Dr. Leandro Faustino @drleandrofaustino
 Revion International Clinic
 @revionclinic
Divulgação
 CO Assessoria

 “Antes, muitos chegavam pedindo uma mandíbula mais marcada. Hoje, querem melhorar a proporção do corpo inteiro”, afirma o cirurgião plástico Dr. Leandro Faustino 

 

A imagem do homem que evita falar sobre aparência, bem-estar e autocuidado parece cada vez mais distante. Nos consultórios, eles já não procuram apenas harmonização facial. Peitoral, abdômen, papada, costas, braços, glúteos, panturrilhas e até a região íntima passaram a fazer parte das principais queixas masculinas, acompanhando uma mudança no comportamento de quem hoje busca um corpo mais proporcional e natural, e não apenas um rosto mais jovem. 

O cirurgião plástico Dr. Leandro Faustino, da Revion International Clinic, em São Paulo, explica que as consultas deixaram de se concentrar apenas na face e passaram a refletir uma preocupação mais ampla com o equilíbrio corporal. “Eles não procuram apenas parecer mais jovens. Querem corrigir algo que incomoda no peitoral, reduzir gordura no abdômen, melhorar a papada ou criar mais equilíbrio entre o tronco e as pernas. A estética masculina deixou de terminar no rosto”, afirma. 

A papada costuma ser uma das primeiras reclamações por interferir diretamente no desenho da mandíbula e do pescoço. Logo depois aparecem o peitoral e o abdômen, principalmente entre homens que treinam regularmente, mas não conseguem eliminar gordura localizada ou corrigir assimetrias apenas com exercícios. Casos de ginecomastia, excesso de gordura abdominal e perda de definição estão entre as indicações mais frequentes para procedimentos cirúrgicos e minimamente invasivos. “A cirurgia pode melhorar o contorno, mas ela não substitui atividade física nem entrega os benefícios do treino para a saúde e o condicionamento. O procedimento deve complementar um estilo de vida saudável, nunca ocupar o lugar dele”, explica. 

Depois do tronco, áreas que até poucos anos quase não apareciam nas consultas passaram a ganhar espaço. Glúteos e panturrilhas estão entre as regiões mais procuradas por homens que desejam corrigir falta de volume, desproporções ou assimetrias. Costas e braços também entram nessa lista, principalmente após grandes perdas de peso, quando sobra pele ou persistem depósitos de gordura que incomodam mesmo após o emagrecimento. 

Até a região íntima passou a fazer parte desse movimento. A procura envolve desde correções funcionais até procedimentos voltados ao contorno da região, mostrando que o autocuidado masculino deixou de ser um tabu e passou a fazer parte da rotina de homens de diferentes idades. Para Faustino, essa transformação ajuda a explicar também um novo perfil de pai, mais atento à própria saúde, autoestima e qualidade de vida. “Hoje o homem entende que cuidar da aparência não significa buscar um corpo artificial. O melhor resultado continua sendo aquele que respeita a anatomia, melhora a proporção e preserva a naturalidade”, conclui.


Acne é falta de higiene? Os principais mitos que ainda atrapalham o tratamento da pele

Apesar dos avanços na dermatologia e da grande quantidade de informações disponíveis, crenças equivocadas sobre a acne ainda fazem muitas pessoas adotarem hábitos que podem agravar o problema e dificultar o tratamento

 

A acne é uma das condições de pele mais comuns no mundo e, ainda assim, continua cercada por mitos que atravessam gerações. Um dos mais persistentes é a ideia de que ela está relacionada à falta de higiene. Essa crença, além de incorreta, leva muitas pessoas a adotarem rotinas excessivas de limpeza, que acabam comprometendo a barreira natural da pele e agravando a inflamação.

A acne não surge porque a pele está "suja". Ela é resultado de uma combinação de fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, produção excessiva de oleosidade, obstrução dos poros e proliferação de bactérias naturalmente presentes na pele. A limpeza diária é importante, mas não elimina essas causas nem substitui um tratamento adequado.

Outro equívoco frequente é acreditar que lavar o rosto várias vezes ao dia ajuda a controlar a acne. Na prática, o excesso de limpeza pode causar o efeito contrário. Quando a pele perde sua proteção natural, tende a produzir ainda mais oleosidade como mecanismo de defesa, criando um ambiente favorável ao aparecimento de novas lesões.

Também é comum recorrer a receitas caseiras ou produtos indicados por influenciadores sem considerar as características individuais da pele. Misturas com limão, bicarbonato, pasta de dente ou álcool continuam circulando nas redes sociais, apesar de poderem causar irritações, queimaduras e manchas, especialmente quando utilizadas sem orientação.

Outro mito bastante difundido é o de que apenas adolescentes desenvolvem acne. Embora seja mais frequente durante a puberdade, ela também afeta milhões de adultos, principalmente mulheres. Alterações hormonais, estresse, uso de determinados medicamentos e até fatores ambientais podem contribuir para o surgimento da acne em diferentes fases da vida.

A alimentação também costuma ser alvo de muitas dúvidas. Não existe um único alimento responsável pelo aparecimento da acne. No entanto, estudos apontam que dietas ricas em alimentos ultraprocessados e de alto índice glicêmico podem influenciar o quadro em algumas pessoas. Ainda assim, a resposta varia de organismo para organismo, reforçando a importância de uma avaliação individual.

Há ainda quem acredite que o sol seja um aliado no tratamento. Inicialmente, a exposição solar pode até proporcionar uma sensação de melhora, pois resseca temporariamente a pele. Porém, esse efeito costuma ser passageiro. Com o tempo, a radiação favorece o espessamento da pele, aumenta a obstrução dos poros e pode intensificar tanto a acne quanto as manchas deixadas pelas lesões.

Outro erro recorrente é espremer espinhas na tentativa de acelerar a cicatrização. Além de aumentar o processo inflamatório, esse hábito eleva o risco de infecções, manchas persistentes e cicatrizes permanentes, que muitas vezes exigem tratamentos mais complexos posteriormente.

Mais do que combater espinhas, cuidar da pele significa compreender suas necessidades. Uma rotina equilibrada, composta por limpeza adequada, hidratação, proteção solar diária e produtos formulados para cada tipo de pele tende a oferecer resultados muito mais consistentes do que soluções rápidas encontradas na internet.

Em um cenário em que informações circulam em alta velocidade, diferenciar fatos de mitos é um passo importante para promover uma relação mais saudável com a própria pele. A acne não deve ser motivo de culpa, vergonha ou estigma. Trata-se de uma condição multifatorial que pode ser controlada com informação de qualidade, orientação adequada e cuidados consistentes.

 

Lucas Penteado - Fundador da Piny, marca brasileira de skincare que combina tecnologia e dermocosméticos para oferecer rotinas de cuidado mais simples, eficientes e direcionadas.


Mercado global de despigmentação deve atingir US$ 4,87 bilhões até 2034; entenda o avanço da remoção de tatuagens

Divulgação
Pioneira no Brasil em rede especializada em despigmentação, a LypeDepyl aposta na experiência do cliente e em protocolos personalizados

Por décadas, a tatuagem foi associada à ideia de permanência. Hoje, o avanço das tecnologias a laser tem mudado essa percepção e ampliado as possibilidades para quem deseja remover ou apenas clarear um desenho. Esse novo comportamento também impulsiona um mercado em expansão, de acordo com a Fortune Business Insights (2025), o segmento global de remoção de tatuagens movimentou US$ 1,29 bilhão em 2025 e deve alcançar US$ 4,87 bilhões até 2034, com crescimento médio anual de 15,98%. No Brasil, essa tendência também é observada pela LypeDepyl, primeira rede de franquias especializada em depilação a laser e despigmentação, que reúne 33 unidades em 13 estados e projeta faturamento de R$ 30 milhões em 2026.

Segundo Leyde Ludwig Pereira, sócia-fundadora e CEO da LypeDepyl, a busca pelo procedimento passou a ser motivada por diferentes necessidades estéticas. “Traços estourados, pigmentos que mudam de cor e desenhos que perderam definição ao longo do tempo estão entre as principais queixas de quem procura esse tipo de tratamento. Cada caso exige uma avaliação individual para definir o protocolo mais adequado, respeitando as características da tatuagem e o objetivo de cada cliente”, afirma.


O que explica o avanço desse segmento?

A evolução das tecnologias a laser, com equipamentos mais precisos e capazes de atuar em diferentes tonalidades de pigmentos, ampliou a segurança e a previsibilidade dos tratamentos nos últimos anos. A possibilidade de ajustar parâmetros conforme as características da tatuagem e da pele também permitiu protocolos mais personalizados e resultados mais eficientes. Na LypeDepyl, a experiência do cliente passa justamente pela definição desses protocolos individualizados, desenvolvidos de acordo com as características de cada tatuagem e os objetivos de cada paciente. 

Ao mesmo tempo, a procura também reflete mudanças de comportamento, pela influência das redes sociais e pela maior exposição de procedimentos estéticos. Além de quem busca corrigir traços estourados ou pigmentos alterados pelo tempo, aumenta o número de pessoas que deseja remover um desenho que já não representa sua história ou preparar a pele para uma nova tatuagem. Soma-se a isso o avanço das chamadas cover-ups, técnica em que o clareamento parcial facilita a aplicação de uma nova arte e melhora o resultado final.

Segundo Jhosy Ludwig, sócia-fundadora e COO da LypeDepyl, responsável pela operação da rede, o crescimento do segmento também exige maior padronização dos atendimentos e qualificação das equipes. “À medida que a procura aumenta, o desafio passa a ser estruturar uma operação capaz de manter o mesmo padrão de avaliação, acompanhamento e cuidado em diferentes unidades. O futuro desse setor depende não apenas da tecnologia, mas também de processos bem definidos, profissionais capacitados e uma jornada que transmita segurança ao cliente do início ao fim”, conclui.


Uso de canetas emagrecedoras: como reduzir o risco de queda de cabelo durante o tratamento

Emagrecimento rápido pode desencadear eflúvio telógeno; avaliação capilar também pode identificar precocemente alopecia androgenética, que exige tratamento específico

 

O aumento do uso de medicamentos para tratamento da obesidade, como semaglutida e tirzepatida, trouxe uma preocupação adicional para pacientes que percebem aumento da queda de cabelo durante o processo de emagrecimento. 

Embora a queda de cabelo esteja descrita entre as reações adversas de alguns desses medicamentos, a literatura científica indica que o fenômeno pode estar relacionado a diferentes fatores, principalmente à velocidade e à intensidade da perda de peso, à redução da ingestão calórica e proteica e às alterações nutricionais que podem acompanhar o processo. 

No caso da tirzepatida, por exemplo, a bula do Zepbound informa que os episódios de queda de cabelo observados nos estudos clínicos estiveram associados à redução de peso. Nos grandes estudos clínicos de semaglutida e tirzepatida, os eventos adversos mais frequentes foram predominantemente gastrointestinais, mas a queda de cabelo aparece como um evento associado ao tratamento com medicamentos para controle do peso.

 

Eflúvio telógeno: uma queda temporária relacionada ao emagrecimento 

Uma das possibilidades para o aumento da queda após uma perda significativa de peso é o eflúvio telógeno. Trata-se de uma alteração do ciclo capilar em que uma quantidade maior de folículos entra precocemente na fase de repouso, levando à queda dos fios algumas semanas ou meses depois do fator desencadeante. 

A literatura médica reconhece a perda rápida de peso como um dos fatores capazes de desencadear o quadro. Estudos também mostram que a queda costuma aparecer com atraso em relação ao evento que a provocou, frequentemente cerca de dois a três meses depois. 

Um estudo publicado em 2024 no Annals of Dermatology, que avaliou 140 pacientes diagnosticados com eflúvio telógeno associado à perda de peso, encontrou uma redução média de aproximadamente 15% do peso corporal e uma velocidade média de perda de 3,54 kg por mês entre os pacientes avaliados. O estudo é observacional e não estabelece uma velocidade universal de emagrecimento considerada segura para evitar o eflúvio, mas reforça a associação entre perda expressiva de peso e esse tipo de queda. 

“O eflúvio telógeno é uma resposta do organismo a uma mudança importante. Durante uma perda de peso acentuada, principalmente quando há redução importante da ingestão de calorias e proteínas, o organismo pode alterar temporariamente o ciclo dos folículos. Por isso, não devemos olhar apenas para a balança. É importante acompanhar também o estado nutricional e a saúde dos cabelos”, explica o médico e cirurgião plástico Dr. Alan Wells, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC).

 

Queda temporária não é o mesmo que alopecia androgenética

Um dos pontos mais importantes, segundo especialistas, é diferenciar o eflúvio telógeno da alopecia androgenética. O eflúvio telógeno costuma provocar uma queda difusa e temporária dos fios. Já a alopecia androgenética é uma condição crônica e progressiva relacionada à predisposição genética e à ação dos andrógenos sobre os folículos, provocando redução progressiva da espessura e da densidade dos cabelos. As duas condições podem, inclusive, coexistir. 

Isso significa que uma pessoa que já apresenta alopecia androgenética pode perceber uma redução mais acentuada da densidade capilar depois de um período de emagrecimento e interpretar todo o quadro como consequência das canetas emagrecedoras. 

“O emagrecimento pode desencadear um eflúvio telógeno, mas isso não significa que estamos diante de uma alopecia androgenética causada pelo medicamento. O que pode acontecer é o eflúvio tornar mais evidente uma alopecia androgenética que já estava em evolução. São situações diferentes e que precisam de abordagens diferentes”, afirma Wells.

 

Avaliação capilar antes e durante o emagrecimento 

Por esse motivo, uma avaliação médica do couro cabeludo pode ser especialmente importante para pessoas que já apresentam histórico familiar de calvície, redução progressiva da densidade dos fios ou sinais de afinamento capilar antes de iniciar um tratamento para perda de peso. 

A identificação precoce da alopecia androgenética permite discutir tratamentos específicos antes que ocorra uma perda maior de densidade. 

Nesse contexto, o objetivo não é tratar preventivamente um eventual eflúvio telógeno com procedimentos, mas identificar uma alopecia permanente que possa necessitar de tratamento.

 

Tratamento da alopecia androgenética é diferente do tratamento do eflúvio 

Quando o diagnóstico é de alopecia androgenética, existem tratamentos médicos com evidências científicas para ajudar a controlar a progressão da doença e estimular a manutenção ou o crescimento dos fios, de acordo com o sexo, a idade, o padrão de perda, as condições clínicas e as contraindicações de cada paciente. 

Entre as opções estão medicamentos como o minoxidil e, em situações específicas, medicamentos que atuam sobre a via hormonal. A escolha deve ser individualizada e feita por um médico. 

Além dos medicamentos, algumas terapias complementares vêm sendo estudadas para a alopecia androgenética. 

O microagulhamento, por exemplo, apresentou resultados positivos como terapia adjuvante em estudos clínicos, especialmente quando associado ao minoxidil. Uma revisão sistemática que avaliou 22 estudos e mais de mil pacientes encontrou melhora de parâmetros capilares com o uso do microagulhamento em diferentes protocolos, incluindo pacientes com alopecia androgenética. 

O laser de baixa intensidade também apresenta evidências de benefício para a alopecia androgenética. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2025, com 38 estudos e 3.098 pacientes, encontrou aumento significativo da densidade capilar em pacientes com alopecia androgenética tratados com laser ou LED de baixa intensidade em comparação com placebo. Os autores, entretanto, ressaltam a necessidade de mais estudos para estabelecer protocolos e avaliar melhor a eficácia. 

O plasma rico em plaquetas (PRP) é outra terapia investigada para alopecia androgenética. Revisões sistemáticas e meta-análises apontam resultados promissores, mas também mostram diferenças importantes entre protocolos, métodos de preparação e aplicação, o que dificulta estabelecer um protocolo universal. 

“Procedimentos como microagulhamento, laser e PRP não devem ser apresentados como tratamento para o eflúvio telógeno provocado pelo emagrecimento. Eles são estudados principalmente em doenças como a alopecia androgenética e podem ser considerados em pacientes selecionados, sempre depois de estabelecer o diagnóstico”, explica Wells.

 

Alimentação e proteínas entram no cuidado 

Durante o emagrecimento, outro cuidado importante é evitar dietas excessivamente restritivas. A redução do consumo de alimentos pode levar também à diminuição da ingestão de proteínas e de micronutrientes importantes. Em pacientes com queda de cabelo, a investigação clínica pode incluir a avaliação de possíveis deficiências nutricionais, conforme a história e os sintomas apresentados. 

Entre os nutrientes que podem ser investigados, dependendo do caso, estão ferro e ferritina, vitamina B12, vitamina D, zinco, folato e outros parâmetros relacionados ao estado nutricional. 

Isso não significa, porém, que toda pessoa que utiliza uma caneta para emagrecer precise tomar vitaminas ou suplementos. 

“Suplementação não deve ser feita de maneira automática. Se existe deficiência nutricional, ela precisa ser identificada e corrigida. Mas tomar vitaminas sem indicação não significa necessariamente melhorar o cabelo e, em alguns casos, o excesso de determinados nutrientes também pode ser prejudicial”, alerta o médico.

 

O objetivo não é interromper o tratamento para emagrecer 

Para os especialistas, o surgimento de queda de cabelo não significa automaticamente que o paciente deva suspender o medicamento. A decisão sobre dose, continuidade ou mudança do tratamento deve ser tomada pelo médico que acompanha o paciente, considerando os benefícios do controle da obesidade e os possíveis efeitos adversos. 

“O tratamento da obesidade trouxe avanços importantes e não devemos transformar a queda de cabelo em motivo para abandonar uma terapia que pode ser necessária para a saúde do paciente. O caminho é acompanhar de forma integrada: controlar a perda de peso, preservar a nutrição e investigar o couro cabeludo quando houver sinais de alteração. Se houver alopecia androgenética, ela deve ser tratada como uma doença específica”, afirma Alan Wells. 

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC) reforça que o diagnóstico correto é fundamental para diferenciar uma queda transitória, como o eflúvio telógeno, de uma alopecia de evolução crônica. A entidade tem entre seus objetivos promover atualização científica e qualificação profissional na área de cirurgia capilar.

 

Transplante capilar não trata eflúvio telógeno 

Outro ponto importante é que o transplante capilar não é tratamento para o eflúvio telógeno. Como o eflúvio é uma alteração temporária do ciclo dos fios, o tratamento deve priorizar a identificação e a correção do fator desencadeante, quando possível, além do acompanhamento da evolução do quadro. 

O transplante pode ser considerado em situações específicas de perda capilar permanente, como determinados casos de alopecia androgenética, quando existe indicação médica e condições adequadas para o procedimento. 

“O transplante capilar não deve ser utilizado para tratar uma queda temporária provocada por um processo como o eflúvio telógeno. Antes de pensar em cirurgia, é fundamental saber qual doença está causando a perda de cabelo. Em casos de alopecia androgenética, o transplante pode fazer parte do tratamento quando há indicação, mas ele não substitui o diagnóstico nem o acompanhamento médico”, conclui Wells.


Cirurgia facial masculina ganha espaço com busca por rejuvenescimento natural

 

Homens chegam ao consultório mais informados e com objetivos
definidos, buscando corrigir incômodos e rejuvenescer a
aparência sem alterar a identidade do rosto
 Magnific

Homens recorrem a procedimentos como blefaroplastia, rinoplastia e lifting facial para melhorar a aparência sem perder a identidade do rosto 

 

A relação dos homens com a estética facial mudou nos últimos anos. Cada vez mais pacientes masculinos têm buscado cirurgias para rejuvenescer a aparência, corrigir características que causam incômodo e recuperar uma expressão mais descansada, sem alterar seus traços naturais.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com base em dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), os homens já representam 16,1% dos procedimentos cirúrgicos estéticos realizados no mundo, em 2024. Entre eles, a blefaroplastia é a cirurgia plástica mais realizada, representando 39% dos procedimentos cirúrgicos estéticos masculinos.

Para o cirurgião plástico Vinicius Julio Camargo, o crescimento desse público está relacionado a uma mudança na forma como os homens encaram o autocuidado e à evolução das técnicas cirúrgicas, que hoje permitem resultados discretos e personalizados.

"Hoje o paciente masculino chega ao consultório mais informado e com objetivos bem definidos. A maioria não busca transformar o rosto, mas recuperar uma aparência mais descansada, corrigir características que sempre incomodaram ou amenizar os efeitos do envelhecimento", afirma.

 

Blefaroplastia lidera, mas procura se estende a outras cirurgias faciais

O aumento da demanda masculina se reflete principalmente nos procedimentos faciais. A blefaroplastia, líder entre as cirurgias realizadas em homens, é indicada para remover o excesso de pele das pálpebras, reduzir bolsas abaixo dos olhos e suavizar o aspecto de cansaço, preservando a naturalidade do olhar.

Mas ela não é a única opção em alta. A rinoplastia também figura entre os procedimentos mais procurados por pacientes que desejam melhorar as proporções da face ou corrigir alterações funcionais relacionadas ao nariz. Já o lifting facial costuma ser indicado para homens com flacidez e sinais mais evidentes de envelhecimento, promovendo o reposicionamento dos tecidos da face sem comprometer as expressões naturais.

Embora tenham indicações diferentes, essas cirurgias seguem um mesmo princípio: valorizar as características individuais de cada paciente, sem criar um padrão estético.

 

Naturalidade é a principal preocupação dos pacientes

Mesmo com o aumento da procura, um dos principais receios do público masculino continua sendo o medo de um resultado artificial. Segundo o cirurgião plástico, essa preocupação tem sido minimizada graças à evolução das técnicas cirúrgicas e ao planejamento individualizado.

"O objetivo é valorizar as características do rosto, e não criar um padrão estético. As técnicas atuais permitem preservar a identidade do paciente e proporcionar um resultado mais equilibrado", explica.

O lifting facial exemplifica essa mudança. Diferentemente das técnicas utilizadas décadas atrás, associadas a uma aparência excessivamente esticada, os métodos atuais priorizam o reposicionamento dos tecidos profundos da face, preservando as expressões e proporcionando um rejuvenescimento discreto.

"A cirurgia plástica evoluiu muito. Hoje buscamos um rejuvenescimento que faça o paciente parecer melhor, e não diferente. A percepção deve ser de uma pessoa mais descansada, saudável e bem cuidada, sem que a cirurgia seja evidente", destaca.

 

Autocuidado impulsiona mudança de comportamento

Para o especialista, o crescimento da procura por cirurgias faciais masculinas reflete uma transformação cultural. O cuidado com a aparência deixou de ser visto apenas como uma questão estética e passou a fazer parte da autoestima, do bem-estar e até da imagem profissional.

"Cada vez mais eles entendem que é possível envelhecer bem e preservar a própria identidade. A personalização do tratamento permite alcançar resultados naturais e compatíveis com cada rosto."

Para ele, a tendência é que esse movimento continue crescendo nos próximos anos, impulsionado por pacientes que buscam envelhecer de forma saudável, preservando suas características e recorrendo à cirurgia plástica para realçar a aparência sem abrir mão da própria identidade.

 

 
Dr. Vinicius Julio Camargo - médico cirurgião plástico, empreendedor e escritor. Atua como Diretor Técnico do Alda Instituto de Saúde. É sócio-fundador da Oxyneo® (primeira clínica de medicina hiperbárica do sudoeste do Paraná) e idealizador da plataforma Átrio, voltada à gestão de rotinas de atendimento e administrativas para clínicas multidisciplinares. É autor de dois livros e defensor da integração entre ética, gestão e excelência médica.


Skincare da internet: os perigos dos produtos que os jovens usam sem orientação médica

divulgação
 
Vídeos curtos, tutoriais e receitas caseiras de skincare dominam o feed das redes sociais; médica especialista em Dermatologia Flávia Villela orienta sobre os riscos 

 

Uma pesquisa conduzida pela divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e realizada pelo Instituto Datafolha, revelou um hábito que vem crescendo na geração Z, quando o assunto é a saúde da pele. Segundo os dados, sete em cada 10 jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos nunca visitaram um dermatologista.

Mas nas redes sociais o que sê são indicações de todos os tipos de produtos de skincare sem recomendação médica. O fenômeno, impulsionado por tendências virais como "skincare de 10 passos", ácidos combinados sem orientação e uso indiscriminado de ativos como retinol e vitamina C em altas concentrações, tem levado a um aumento nos casos de dermatites, queimaduras químicas, manchas e outras reações adversas na pele.

Segundo a médica especialista em Dermatologia Flávia Villela, as combinações inadequadas de ativos e o uso incorreto, podem trazer sérios problemas para a pele. “São vários tipos de riscos, de uma irritação na pele, piora na acne e rosácea, a chegar a comprometer a barreira cutânea”, explica.

Flávia Villela reforça a importância de consultar um médico da área antes de iniciar qualquer rotina de skincare. “Não existem fórmulas milagrosas e cada pele requer um tratamento específico para o diagnóstico. Dependendo do caso, é necessário até um teste de sensibilidade da pele”, reforça a médica.

 

Riscos mais graves

Dados da pesquisa também apontam que ao todo, 90 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais - o equivalente a 54% da população, nunca se consultaram com um dermatologista. Entre os 46% que já foram ao especialista em algum momento da vida, apenas 27% o fizeram no último ano, o que representa cerca de 20 milhões de pessoas, ou 12% da população adulta.

De acordo com Flávia Villela os riscos são preocupantes, pois há casos de queimaduras por uso indevido de ácidos, como também descamação intensa e o surgimento de manchas com a irritação da pele. “Um exemplo são os ativos populares na internet como retinol, vitamina C e ácidos, que aumentam a sensibilidade da pele ao sol e sem uso rigoroso de protetor solar, isso pode levar a queimaduras solares mais graves e acelerar o dano actínico”, finaliza.


Posts mais acessados