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terça-feira, 16 de junho de 2026

Muitos tipos fazem nosso tipo: Fundação Pró-Sangue usa dinâmica dos relacionamentos para atrair doadores no Mês dos Namorados


Criada pela BETC HAVAS, iniciativa utiliza o universo dos relacionamentos para conscientizar sobre a importância de manter os estoques abastecidos durante o mês de junho

 

Enquanto os aplicativos de relacionamento e as redes sociais são dominados pela busca pelo "par perfeito" neste mês, a Fundação Pró-Sangue entra em campo para lembrar que, quando o assunto é salvar vidas, o match ideal acontece com todos os perfis. Neste 12 de junho, a instituição apresenta a campanha “Muitos tipos fazem nosso tipo”, criada pela BETC HAVAS. A iniciativa cruza o comportamento afetivo dos jovens com a tipagem sanguínea para quebrar o tom clínico tradicional e engajar a população de forma leve e contemporânea. 

A campanha subverte um comportamento bastante familiar: na hora de se apaixonar, todo mundo tem um "tipo", tem quem prefira os extrovertidos, os tímidos, os que respondem rápido ou os que mandam áudio de cinco minutos. Mas para a Pró-Sangue, a regra é não ter preferência. Como o mês de junho costuma registrar queda nos estoques devido ao frio e à proximidade das férias, a agência apostou no humor e em duplos sentidos para atrair novos doadores. Uma das peças de destaque avisa sem rodeios: “A Pró-Sangue não quer passar o Mês dos Namorados na seca”. 

Para gerar identificação, a narrativa ganha vida através de personagens inspirados nas figurinhas carimbadas do cotidiano: desde o acompanhante que vai só para segurar a bolsa e acaba se animando a doar, até o medroso que enfrenta a agulha com bravura e o "sangue bom" que faz amizade na fila. Os perfis incluem Vini (B-), João (O-), Clara (A-), Bruno (A+), Mayra (B+) e Joana (O+) reforçando que a verdadeira beleza está na diversidade e que todos os tipos importam. 

“Ao invés dos clichês românticos de sempre de Dia dos Namorados, a ideia foi hackear as conversas para falar de um tema que importa, um desafio real de saúde pública que é a busca por doadores de todos os tipos sanguíneos. No fim das contas, a mesma diversidade de perfis que as pessoas procuram nos apps de relacionamento é a que a gente precisa para manter os estoques de sangue abastecidos”, afirmam Rafael Avilla e Diego Ferrite, Diretores de Criação da BETC HAVAS. 

O principal convite da ação é direto: agendar uma doação e contribuir para salvar vidas. Afinal, quando o assunto é doação de sangue, o tipo que a Fundação Pró-Sangue precisa pode ser exatamente o seu.

 

Ficha Técnica

Agência: BETC HAVAS

Título: Muitos Tipos Fazem Nosso Tipo

Anunciante: Pró-Sangue

Produto: Doação de Sangue - Pró-Sangue 

VP de Criação: Sophie Schönburg

ECD: Marcelo Ribeiro

Diretores de Criação: Rafael Avila e Diego Ferrite

Criação: Maria Cardão, Stefano Azzellini, Guilherme Markert, Ricardo Montes, Lucas Rocha, Pedro Piccoli, Adriana Martins e Caique Nóbrega

Marcas & Negócios: Paula Basso, Debora Bettoni, Aline Bastos e Gabriella Gimenes

Canais & Engajamento: Geraldo Lima, Gabriel Roveri, Leticia Gonzalez, Domingos Neto e Victor Nascimento

Produção Audiovisual: Ana Casagrande, Beatriz Basilio e Daniele Pizzo

Estratégia: Patrick Sertã e Bruno Souza

Conteúdo: Fernanda Grams, Natalia Moreno e Giovanne Formis 

Aprovação/cliente: Alfredo Mendrone e Sílvia Gallo

 

Parceiros:

Estúdio: Estúdio Napolehto

Fotógrafo: Marki Lehto

Assistente de Fotografia: Gregório Zelada

Diretora de Fotografia: Fernanda Napolitano

Figurinista: Geovana Portasio

Maquiador: Anderson Longo

Produção de objetos: Acervo Utimura

Produção: Fernanda Segura

Modelos: Bruno Souza, Daniele Pizzo, Gabriella Gimenes, Lucas Rocha, Natalia Oska e Otavio Gonçalves
 



Sobre a Fundação Pró-sangue 
A Fundação Pró-Sangue é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e está entre os maiores hemocentros públicos do Brasil. Mensalmente, coleta e processa aproximadamente 10.000 bolsas de sangue destinadas para o atendimento de mais de 80 instituições públicas de saúde da rede estadual, entre elas o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, o Instituto do Câncer de São Paulo e o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Possui cinco postos fixos de coleta para doação de sangue na Região Metropolitana de São Paulo: no Hospital das Clínicas, no Complexo Hospitalar do Mandaqui, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, no Hospital Regional de Osasco e no Hospital Municipal de Barueri.


Cuidados respiratórios ajudam a prevenir agravamentos no inverno

Hospital Sapiranga orienta comunidade sobre sintomas de alerta, vacinação e prevenção de doenças comuns no período de frio 

 

Com a chegada do frio e o aumento da circulação de vírus respiratórios, o Hospital Sapiranga orienta a comunidade sobre cuidados que podem reduzir riscos, evitar agravamentos e prevenir internações. De acordo com o pneumologista do Hospital Sapiranga, Dr. Leonardo Signori, o período exige atenção especial porque favorece tanto a piora de quadros alérgicos e inflamatórios quanto o avanço de infecções respiratórias. “Ocorre aumento de doenças alérgicas e inflamatórias que costumam piorar com o frio e a umidade, como rinite, sinusite, crises de asma e exacerbações da DPOC. Também aumentam as doenças infecciosas relacionadas à maior circulação de vírus nessa época do ano, como resfriado, gripe, bronquiolite e pneumonia”, explica. 

O alerta acompanha o cenário observado no Rio Grande do Sul. Conforme o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em maio, o Estado aparece em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com crescimento nas tendências de longo prazo e aumento das hospitalizações por influenza A. O levantamento também aponta maior incidência de SRAG em crianças pequenas, principalmente associada ao vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto a mortalidade segue mais elevada entre idosos, especialmente em decorrência da influenza A. 

Entre os grupos que precisam de maior atenção estão crianças de até 5 anos, adultos com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades, pacientes imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas, como asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A orientação é manter o acompanhamento de saúde em dia e observar mudanças no padrão dos sintomas, especialmente quando há piora progressiva, dificuldade para respirar ou cansaço fora do habitual. 

Medidas simples ajudam a proteger a saúde respiratória. O Hospital Sapiranga destaca a importância da vacinação contra gripe, covid-19, VSR e pneumonia, conforme indicação para cada faixa etária e grupo de risco. Também são recomendados cuidados como evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral, higienizar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, cuidar da hidratação, preservar uma rotina de sono adequada, manter alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente, quando houver liberação médica. 

O uso correto de medicamentos prescritos é outro ponto fundamental, especialmente para pacientes que já convivem com asma, DPOC ou outras doenças respiratórias. Interromper tratamentos por conta própria, utilizar antibióticos sem orientação ou recorrer à automedicação pode atrasar o diagnóstico correto e aumentar o risco de complicações. 

“Sintomas gripais que se arrastam por mais do que cinco a sete dias, febre persistente, surgimento de falta de ar, intolerância alimentar por vômitos ou falta de apetite prolongado, sonolência excessiva ou redução do nível de consciência são sinais de alerta que merecem atendimento médico”, orienta o pneumologista do Hospital Sapiranga, Dr. Leonardo Signori. 

A prevenção começa em atitudes cotidianas, mas também depende da atenção aos sinais do corpo. Buscar atendimento no momento adequado contribui para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais seguros e melhor evolução dos pacientes. Para mais informações sobre o Hospital Sapiranga entre em contato pelo telefone (51) 3599-8100 ou acesse www.hospitalsapiranga.com.br 

 

Marcelo Matusiak


A importância de uma boa noite de sono para a saúde

Segundo coordenador da Inspirali Pós Medicina, a garantia de um bom descanso é ter um bom dia de vida

 

Dias agitados e excesso de informações têm afetado muito o sono da população. Mas noites mal dormidas podem afetar diretamente a saúde? Segundo o Coordenador da área de Medicina do Sono da Inspirali Pós Medicina, Dr Renan Iegoroff – CRM 214250, a resposta é sim. 

“Uma boa noite de sono não é medida apenas durante o dormir, mas sim um reflexo de como é o nosso dia. Carregamos para cama as lembranças, medos, memórias e ocorridos durante todo o dia. Ao iniciarmos o processo de dormir, nosso comportamento já fala sobre como será nossa noite, e durante o dormir muita coisa pode vir à tona”, declara Renan.

 O Dr explica que um médico do sono pode investigar melhor esse impacto, mas qualquer dúvida também pode ser esclarecida por um médico de confiança como cardiologista, pneumologista, médico de família, ginecologista, geriatra ou clínico geral. 

Confira abaixo as respostas do Dr. Renan para as principais dúvidas sobre o tema:

 

- Do que exatamente a medicina do sono trata?

R: A atuação do especialista em medicina do sono abrange diversos pilares como Distúrbios Respiratórios: Tratamento de ronco, apneia obstrutiva/central do sono e hipopneias; síndromes de hipoventilação / Transtornos do Ritmo Circadiano: Alterações do ritmo do relógio biológico, impacto mais sentido diretamente no Trabalhador de Turno / Insônia: Talvez o principal distúrbio do sono / Movimentos Anormais e Parassonias: Tratamento para síndrome das pernas inquietas, bruxismo, terror noturno, sonambulismo e distúrbios de comportamento durante o sono REM.

 

- Quais as principais doenças que um sono não saudável pode causar?

R: Hoje sabemos o sono está relacionado a diversos problemas de saúde, desde doenças cardiovasculares, uma vez que apneia obstrutiva do sono aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio; passando pelas doenças cerebrovasculares, doenças neurodegenerativas (Parkinson e Alzhemier). Porém, se além disso, olharmos para a prevalência de distúrbios respiratórios do sono em comorbidade ao diagnóstico de Déficit de Atenção e Hiperatividade, percebemos que olhar o sono sempre é fundamental, além disso, já sabemos que depressão e dor têm relação bidirecional com distúrbios do sono. Estudos em populações específicas como homens com alteração hormonal, por exemplo, demonstram que a baixa testosterona está relacionada a distúrbios do sono, já que esse hormônio é fase dependente do sono.

 

- Quais os principais tratamentos relacionados ao sono?

R: Quando falamos em tratamento, pensamos logo em remédios, comprimidos. É verdade que na medicina do sono há uma importância para o tratamento medicamentoso, mas, em insônia, a principal evidência científica de maior nível de indicação é da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) focada em insônia (TCCi) com papel importante para o Psicólogo do Sono. Quando falamos de distúrbios respiratórios do sono, a apneia do sono vem em mente e logo a terapia de pressão positiva com o CPAP. Aliado a isso, o trabalho do Odontologista do Sono com indicação de aparelhos de avanço mandibular ou mesmo de cirurgias ortognáticas, e do Fonoaudiólogo para Terapia Miofuncional Orofacial com melhor adaptação e exercícios que resolvem quadros de apneia do sono. Além disso, a terapia focada na ergonomia do sono aplicada por fisioterapeutas respiratórios, por exemplo, tem papel fundamental no tratamento do sono.

 

- Por que o sono é importante para a saúde?

R: Passamos 33% em média do nosso tempo total de vida dormindo, logo, 2/3 da nossa vida é para um processo ativo de cuidado em saúde. Hormônios dependem do sono; memória depende do sono, não conseguimos viver o dia sem dormir bem e a ciência avança a cada dia mostrando a correlação bidirecional, ou até mesmo direta, com vários processos fisiológicos.

 

- O que é considerado um sono saudável?

R: O sono saudável deve estar aliado às preferências biológicas do indivíduo (cronotipo) uma vez que cada indivíduo é programado biologicamente para funcionar melhor, cognitivamente e fisicamente, pela manhã (matutinos), ou mais no período do final do dia (vespertino), ou ter a capacidade de flutuar entre esses pontos (indiferentes). Além disso, é saudável adormecer dentro de um tempo adequado sem sofrimento e dormir um tempo total de sono adequado para sua faixa etária, sem impactos diurnos de mudança de comportamento, cognitivos e sonolência. Assim, é possível apresentar uma noite e um dia sem sofrimento.

 

- Como saber se o meu sono pode estar prejudicando a minha saúde?

R: Existem correlações diretas de serem percebidas. Hoje, sabemos que a principal causa de hipertensão arterial refratária na população brasileira é a Apneia Obstrutiva do Sono. Porém, se o seu caso não for esse, a apresentação de sintomas diurnos de presenteísmo, absenteísmo, irritabilidade, ou mesmo má relação com a noite (medo de ir dormir, angústia pela noite, pesadelos) também são sinais para se avaliar o sono. 

 

- Qual o tempo de sono ideal? Há diferença para mulheres, homens, crianças e idosos?

R: Existe diferença sim entre faixas etárias. Nossos bebês precisam de mais tempo de sono, nossos adolescentes tendem naturalmente a ter atraso de fase de sono, ou seja, sentir sono mais tarde (tendem naturalmente à vespertinidade) e idosos apresentam sono mais superficial (com maior número de despertares) e mais curto (redução do tempo total de sono) e tendem naturalmente ao avanço de fase de sono.

 

- O que acontece com o nosso corpo durante o sono?

R: Nosso corpo passa progressivamente de um processo ativo cognitivamente e neurofisiologicamente associado a um estado ativo muscular para um processo de alentecimento cognitivo, mas que mantem função neurofisiológica com atonia muscular. Com isso, nossas áreas cerebrais trabalham pela limpeza cerebral e organização de memórias.

 

- Trocar o dia pela noite pode ser prejudicial para a saúde? Por quê?

R: Sim, somos seres biologicamente programados para dormir no período noturno e ser ativos em período de vigília. A inversão do ciclo no trabalho de turno, apesar de algumas funções serem essenciais (como médico, segurança pública, bombeiros, etc) traz prejuízos que muitas vezes, mesmo a pessoa saindo do turno, o turno não sairá dela, pois há aumento do risco para diabetes, hipertensão arterial, maior associação com depressão e risco de até 5x de câncer.

 

- Quais dicas você daria para se ter uma boa noite de sono?

R: Entender que o quarto é o nosso templo do sono. Nossa cama é algo importante, logo, nossa rotina deve caminhar sempre para esse objetivo. Reduzir atividades durante a noite, retirar tempo de tela no período noturno, associado a redução de cafeína, álcool e tabaco.

 

Inspirali Pós Medicina


5 CURIOSIDADES QUE NINGUÉM SABE SOBRE A TOSSE!


Será que a tosse piora durante a noite? Existem diferentes tipos de tosse? O novo Resfefito (Hedera helix L.), xarope da família Resfenol, responde às dúvidas mais comuns sobre o tema no guia abaixo.

 

1) TOSSE É TUDO IGUAL?

Vira e mexe a tosse costuma aparecer, mas ela pode se manifestar de diferentes formas:

v Tosse seca: é caracterizada pela ausência de secreção ou catarro, ela costuma estar associada à irritação das vias aéreas e pode surgir em casos de alergias, infecções virais e exposição à poluição, causando a sensação de “garganta irritada” ¹².

v Tosse produtiva (com catarro): acontece quando o muco está acumulado nas vias respiratórias. Essa tosse funciona como um mecanismo natural de defesa do organismo para ajudar na eliminação do muco. É comum em quadros gripais ¹³.

v Tosse aguda: é considerada uma das manifestações mais frequentes em infecções respiratórias. Ela pode aparecer de forma repentina e estar associada a sintomas de gripe e resfriado ²³.

E Resfefito alerta: É importante identificar, junto a um médico, qual a origem da tosse para um tratamento mais efetivo.

 

2) A TOSSE É UM MECANISMO NATURAL DE DEFESA DO ORGANISMO? 

Apesar de incomodar bastante, a tosse também pode ser um bom sinal. Ela age como um reflexo natural, responsável por ajudar na proteção das vias aéreas, eliminando partículas irritantes, secreções e até microorganismos que possam comprometer a respiração ¹⁴.

Esse processo acontece de forma automática quando receptores presentes nas vias respiratórias identificam algum tipo de irritação ou obstrução ¹⁴. 

 

3) A TOSSE COSTUMA PIORAR DURANTE A NOITE? 

Sabe aquela sensação de que a tosse piora ao longo da noite? Ela pode ser verdadeira.

Ao se deitar, o acúmulo de secreções nas vias respiratórias pode aumentar a irritação na garganta. Além disso, ambientes mais secos, redução da salivação durante a noite, mudanças de temperatura e menor umidade do ar podem impactar diretamente no sistema respiratório, especialmente em períodos mais frios do ano, quando sintomas gripais tendem a se tornar mais frequentes ²⁵.

 

4) VOCÊ SABIA QUE A TOSSE TEM FORÇA? 

Estudos apontam que o ar expelido durante a tosse pode atingir altas velocidades, ajudando o corpo a eliminar partículas irritantes, secreções e microorganismos das vias aéreas⁴. Esse reflexo natural é considerado essencial para proteger o sistema respiratório e manter as vias desobstruídas¹.

 

5) BEBER ÁGUA REALMENTE AJUDA A REDUZIR A TOSSE?

Manter a hidratação adequada pode fazer diferença para reduzir a tosse. Isso porque a água ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas, reduzindo a irritação na garganta e auxiliando na fluidificação do muco, o que facilita sua eliminação pelo organismo.

Além disso, durante períodos de febre ou congestão nasal, o corpo tende a perder mais líquidos, tornando a ingestão de água ainda mais importante para o bem-estar e a recuperação. Em alguns casos, o uso de medicamentos também pode auxiliar no alívio da tosse e na recuperação do quadro³⁶.

  

SOBRE O MEDICAMENTO:

Especialista no alívio dos sintomas de gripe e resfriado há mais de 30 anos, Resfenol amplia sua linha de cuidados com o lançamento de Resfefito, xarope 3 em 1 que fluidifica, expectora e elimina o catarro, oferecendo uma solução específica para a tosse produtiva.  Registro: 1.0689.0214. Resfefito. Composição: 7 mg/mL extrato seco de folhas de Hedera helix L. Indicação: Medicamento fitoterápico usado como um expectorante em caso de tosse produtiva (tosse com secreção). Contraindicação: Hipersensibilidade à substância ativa ou a plantas da família Araliaceae. Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade. O uso deste medicamento em crianças abaixo de 2 anos de idade é contraindicado por causa do risco geral de agravamento dos sintomas respiratórios por fármacos secretolíticos (que reduzem a viscosidade da secreção). Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com intolerância à frutose, pois o sorbitol da formulação transforma-se em frutose no organismo. Maio/2026. SAC: 0800 704 9001.

 

RESFEFITO É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

 

FONTES CIENTÍFICAS E REFERÊNCIAS

[1] Conselho Federal de Farmácia (CFF). Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios - Tosse. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/GuiaTosse.pdf
[2] Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). II Diretrizes Brasileiras no Manejo da Tosse Crônica. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/X6G48YN9xtddvFdDmBc94hh/?lang=pt&format=pdf
[3] SNS 24 (Portugal). Tosse: Tipos, causas e como aliviar. Disponível em:
https://www.sns24.gov.pt/tema/sintomas/tosse/
[4] Balbani, A. P. S. Tosse: neurofisiologia, métodos de pesquisa, terapia farmacológica e fonoaudiológica. Int. Arch. Otorhinolaryngol., 2012. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/iao/a/6NKmpRkz6kxqqX6trfCVtfQ/?lang=pt&format=pdf
[5] Pneumocenter. Por que a tosse piora à noite? Explicações e cuidados. Disponível em:
https://www.pneumocenter.com.br/blog/tosse-seca-a-noite-como-identificar-e-obter-alivio/
[6] Ministério da Saúde. Doenças Respiratórias Crônicas: Protocolos de Atenção Básica. Disponível:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_respiratorias_cronicas.pdf



Riscos da iluminação da TV nos jogos noturnos da Copa do Mundo


Especialista alerta para impactos da luz azul na qualidade do sono dos torcedores

 

Com a Copa do Mundo acontecendo em horários noturnos, ganha destaque a atenção para os riscos da exposição prolongada às telas durante os jogos. A televisão, assim como celulares e tablets, emite luz azul, um espectro que pode comprometer a produção de melatonina e prejudicar a qualidade do sono. 

 Segundo Adriana Tedesco, especialista em iluminação saudável, o problema não está apenas na quantidade de horas assistindo, mas na intensidade da luz emitida pelas telas. “A gente tem algumas pesquisas hoje dizendo que a luz azul à noite é muito prejudicial à saúde, porque ela bloqueia a profundidade do sono. Por mais que a pessoa consiga dormir logo após o término do jogo, ela não vai conseguir ter a profundidade adequada que deveria ter no sono”, explica. 

 Ela destaca que os prejuízos vão além da noite mal dormida: “A privação do sono acaba trazendo muitos prejuízos à saúde. Isso reflete no dia seguinte também, porque interfere na produção adequada do cortisol”, afirma. 

 Embora a televisão emita luz azul de forma mais dissipada pela distância, o risco aumenta quando os jogos são assistidos no escuro. “Esses prejuízos se intensificam se a pessoa assiste com a luz apagada. Quando o ambiente está escuro, a pupila se dilata naturalmente para tentar captar mais luz. Nesse momento, ao ligar a TV, o celular ou o tablet, a luz azul emitida por essas telas entra com mais facilidade no aparelho óptico, o que pode aumentar os impactos sobre o organismo”, alerta Tedesco. 

 Como medida preventiva, a especialista recomenda manter o ambiente iluminado durante os jogos e, se possível, utilizar óculos com filtro laranja. “Eles ajudam bastante, porque filtram a luz azul e não prejudicam tanto a produção e a síntese da melatonina”, conclui.  



Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445




Como a saúde mental pode influenciar o desempenho dos atletas na Copa

 Especialistas destacam que o preparo emocional é tão crucial quanto o físico para a alta performance e pode decidir até mesmo resultado dentro de campo

 

À medida que o mundo volta suas atenções para um dos mais importantes campeonatos de futebol do mundo, um adversário invisível também entra em campo: a pressão psicológica. Em competições de alcance global, onde um único lance pode definir o destino de uma seleção, a expectativa de milhões de torcedores, a intensa cobertura da mídia e a cobrança por resultados criam um ambiente de estresse extremo. 

Nos últimos anos, o tema ganhou relevância após diversos atletas de elite relatarem publicamente episódios de ansiedade, esgotamento emocional e dificuldades para lidar com a pressão das grandes competições. Especialistas de saúde mental alertam que esse cenário pode impactar diretamente o desempenho e até mesmo decidir resultados em campo.

De acordo com o Dr. Ricardo Patitucci, psiquiatra e Diretor Técnico da ViV Saúde Mental e Emocional, a preparação para uma competição desse porte precisa ir além do condicionamento físico. “Um atleta submetido a níveis elevados de estresse pode ter o foco e a capacidade de decisão comprometidos, impactando diretamente sua precisão técnica e sua leitura de jogo. Até mesmo com todo o preparo físico em dia, é necessário que a mente esteja em equilíbrio nos momentos de maior pressão”, afirma. 

A pressão também ultrapassa os limites do período competitivo. Mesmo após o encerramento de campeonatos e torneios, muitos atletas continuam enfrentando ataques virtuais, cobranças públicas e questionamentos sobre seu desempenho, o que pode gerar impactos duradouros na autoestima e no bem-estar emocional. Esse ambiente de vigilância constante tende a aumentar os níveis de ansiedade e estresse, tornando ainda mais importante a existência de redes de apoio e acompanhamento especializado. 

Essa visão é compartilhada por Rafael Carino, atleta e idealizador do Projeto Dojo Recuperação, iniciativa de jiu-jitsu terapêutico que auxilia dependentes químicos na unidade do Rio de Janeiro da ViV. Para ele, a gestão emocional tornou-se um diferencial competitivo tão importante quanto a preparação física. 

“A pressão não vem apenas do jogo. Existe a expectativa de uma torcida inteira, dos patrocinadores, da família e, hoje, das redes sociais, que fazem com que o atleta esteja exposto 24 horas por dia. Um erro pode ganhar proporções enormes em poucos minutos. Por isso, desenvolver equilíbrio emocional e saber buscar apoio quando necessário é fundamental para manter a performance e preservar a saúde mental”, destaca. 

Dr. Patitucci reforça ainda que o fortalecimento de redes de apoio psicológico deve fazer parte da rotina esportiva tanto quanto os treinamentos físicos, a nutrição e a preparação tática. Segundo ele, o cuidado integral dos atletas contribui não apenas para melhores resultados em campo, mas também para carreiras mais longevas e saudáveis. “Quando falamos de alta performance, estamos falando de um equilíbrio entre corpo e mente. Investir em saúde mental é investir em desempenho, prevenção e qualidade de vida”, conclui. 



ViV Saúde Mental e Emocional
Mais informações pelo número 0800 323 5088.


Copa do Mundo e enxaqueca: entenda por que grandes eventos podem desencadear crises

Especialista alerta para a soma de gatilhos emocionais, comportamentais e ambientais em períodos de grandes competições esportivas


Às vésperas da maior competição de futebol do mundo, vários fatores comuns aos grandes eventos podem funcionar como gatilhos para enxaqueca em pessoas suscetíveis. O estresse emocional causado pela ansiedade antes dos jogos, a tensão durante as partidas e até mesmo a “queda” da euforia após o apito final, podem desencadear crises em pessoas que não estão com a doença controlada. 

Alterações na rotina, especialmente nos padrões de sono, ocasionadas por ficar acordado até tarde para assistir aos jogos, o consumo de bebidas alcoólicas, frequentemente associado a celebrações, e de alimentos potencialmente estimulantes, como embutidos, produtos ultraprocessados e itens que contêm determinados aditivos alimentares, também podem favorecer as crises de enxaqueca. 

Além disso, o barulho intenso da torcida, a exposição prolongada a telas e os estímulos visuais produzidos pelas luzes brilhantes e piscantes dos telões aumentam a sensibilidade de pessoas que já têm o cérebro hiperexcitado, característico da enxaqueca. 

Pular refeições ou se alimentar em horários irregulares, um hábito comum quando a atenção está voltada para os jogos, também pode favorecer o desencadeamento de crises. Outro fator importante é a desidratação, que pode ocorrer tanto pela ingestão insuficiente de água quanto pelo consumo de bebidas alcoólicas, frequentemente presentes em encontros e celebrações relacionados às partidas. 

A neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, explica que essas situações podem ser particularmente problemáticas para quem sofre com a doença, mesmo quando cada fator, isoladamente, não costuma ser suficiente para desencadear sintomas. 

A médica destaca ainda um fenômeno conhecido como “dor de cabeça de fim de estresse” (let-down headache), em que as crises não surgem durante o período de maior tensão emocional, mas logo depois, quando ocorre uma queda dos níveis de excitação e alerta do organismo. 

“É importante lembrar que os gatilhos variam bastante entre os indivíduos. O que desencadeia crises em uma pessoa pode não ter efeito em outra”, ressalta. 

A enxaqueca é uma condição neurológica complexa, incapacitante e muitas vezes invisível. Para milhões de pessoas no mundo, grandes eventos sempre foram sinônimo de risco, afastamento e limitação porque elas passaram a vida toda sem o diagnóstico e tratamento adequados. A enxaqueca não tem cura mas, controlada, possibilita ao paciente viver sem dores de cabeça e outros sintomas associados, ampliando, de forma significativa, a qualidade de vida. 

Para o controle eficaz da doença, Thais recomenda uma abordagem multidisciplinar e integrada, que combina acompanhamento médico especializado com mudanças consistentes na rotina e no estilo de vida do paciente. 

“O Tratamento 360º, que respeita as particularidades de cada paciente e utiliza recursos modernos como a toxina botulínica, é o que há de mais moderno no manejo da enxaqueca. A aplicação do botox nos nervos envolvidos bloqueia a liberação de mediadores químicos responsáveis pela transmissão da dor e da inflamação, reduzindo a excitabilidade cerebral. Outro recurso são os anti-CGRP, medicamentos injetáveis com anticorpos monoclonais que têm se mostrado altamente eficazes no controle da doença”, detalha a médica.  



Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Médica neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Fundadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Neurologista com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.


Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: headache_center_brasil



O grito de gol pode prejudicar sua audição? Especialista alerta para riscos do excesso de ruído em estádios e bares

Buzinas, cornetas, caixas de som e comemorações podem ultrapassar limites considerados seguros para os ouvidos e causar danos temporários ou permanentes 

 

O futebol costuma despertar emoções intensas. Seja no estádio, em bares lotados ou em reuniões entre amigos, a paixão pelo esporte vem acompanhada de gritos, buzinas, cornetas e muito barulho. O que pouca gente percebe é que a exposição prolongada a sons muito altos pode representar um risco real para a saúde auditiva. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, ambientes de comemoração esportiva frequentemente ultrapassam níveis de ruído considerados seguros para o ouvido humano. 

“Quando pensamos em perda auditiva, muitas pessoas associam o problema apenas ao envelhecimento ou ao uso de fones de ouvido. Mas exposições intensas e repentinas a sons elevados também podem causar lesões importantes, inclusive em pessoas jovens”, explica o especialista.

 

O perigo nem sempre é percebido 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a níveis elevados de ruído pode provocar danos irreversíveis às estruturas responsáveis pela audição. 

Uma pesquisa realizada pela Proteste em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia identificou cornetas que ultrapassavam 120 decibéis, intensidade comparável à de um disparo de arma de fogo. Em testes realizados em estádios, algumas vuvuzelas chegaram a atingir aproximadamente 127 decibéis. 

Para efeito de comparação, uma conversa normal ocorre em torno de 60 decibéis, enquanto um estádio lotado durante uma comemoração pode ultrapassar facilmente os 100 decibéis. “O problema não está apenas no volume, mas também no tempo de exposição. Quanto mais intensa e prolongada for essa exposição, maior o risco de lesão auditiva”, afirma Pizarro.

 

O que o excesso de ruído pode causar? 

Os danos podem variar de sintomas temporários a alterações permanentes. Entre as consequências mais comuns estão:

  • sensação de ouvido abafado após eventos muito barulhentos;
  • zumbido;
  • dificuldade temporária para ouvir;
  • tontura;
  • desconforto auditivo;
  • perda auditiva permanente em casos mais graves.

“O zumbido é um dos sinais de alerta mais frequentes. Muitas pessoas saem de um estádio ou show com aquele apito nos ouvidos e acreditam que é algo normal. Embora muitas vezes desapareça, ele também pode indicar uma agressão às células auditivas”, alerta o médico. 

Em algumas situações, a exposição excessiva pode desencadear um trauma acústico, caracterizado por lesão súbita das estruturas do ouvido interno.

 

O ouvido também influencia o equilíbrio 

Além da audição, o excesso de ruído pode afetar estruturas relacionadas ao equilíbrio corporal. “O ouvido interno abriga não apenas o sistema auditivo, mas também o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. Dependendo da intensidade da agressão sonora, algumas pessoas podem apresentar tonturas ou sensação de instabilidade”, explica o especialista.

 

Como torcer sem colocar a audição em risco 

A boa notícia é que algumas medidas simples ajudam a reduzir significativamente os riscos. Entre as principais recomendações estão:

  • evitar permanecer próximo a caixas de som e cornetas;
  • preferir ambientes mais abertos e ventilados;
  • fazer pausas em locais mais silenciosos durante eventos prolongados;
  • utilizar protetores auriculares em ambientes muito ruidosos;
  • evitar exposição contínua por longos períodos.

Nos estádios, os protetores auriculares são uma alternativa simples e acessível para reduzir a intensidade sonora sem comprometer a experiência do torcedor. “Hoje existem protetores específicos para eventos esportivos e musicais que diminuem o volume sem prejudicar a compreensão dos sons ao redor”, destaca Pizarro.

 

Quando procurar ajuda médica? 

Se após uma exposição intensa ao ruído surgirem sintomas como zumbido persistente, sensação de ouvido tampado, tontura ou dificuldade para ouvir, a recomendação é buscar avaliação especializada. “Quanto mais cedo investigamos alterações auditivas, maiores são as chances de identificar lesões e orientar o tratamento adequado”, afirma o médico. 

Para o especialista, a mensagem principal é simples: comemorar faz parte da paixão pelo esporte, mas a audição merece atenção. “Os danos auditivos causados pelo excesso de ruído muitas vezes são cumulativos e irreversíveis. É possível torcer, vibrar e aproveitar os momentos de lazer sem abrir mão dos cuidados com a saúde auditiva”, conclui.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Varizes e sobrepeso: uma relação que exige atenção à saúde vascular

As varizes costumam ser associadas ao envelhecimento, à predisposição genética e às alterações hormonais. No entanto, um fator frequentemente negligenciado tem impacto decisivo sobre a saúde vascular: o excesso de peso. A relação entre sobrepeso e insuficiência venosa é bem documentada pela literatura médica e ajuda a explicar por que tantas mulheres convivem com pernas pesadas, inchaço e desconforto persistente ao longo dos anos. 

O sistema venoso dos membros inferiores depende de um delicado mecanismo para garantir o retorno do sangue ao coração. As veias contam com válvulas que impedem o refluxo sanguíneo e trabalham em conjunto com a musculatura das pernas, especialmente a panturrilha, conhecida como a “segunda bomba cardíaca”. Quando esse sistema é submetido a uma pressão excessiva e contínua, surgem as condições favoráveis ao aparecimento e à progressão das varizes.

 O excesso de peso exerce justamente esse efeito. O aumento da gordura corporal, sobretudo na região abdominal, eleva a pressão intra-abdominal e dificulta o retorno venoso. Como consequência, o sangue tende a permanecer por mais tempo nas veias das pernas, aumentando sua dilatação e comprometendo o funcionamento das válvulas. Com o passar do tempo, instala-se um quadro de insuficiência venosa que pode evoluir de simples vasinhos para varizes mais extensas e sintomáticas. 

Além do componente mecânico, existe também um aspecto metabólico. O tecido adiposo não é apenas um reservatório de energia. Ele funciona como um órgão metabolicamente ativo, capaz de produzir substâncias inflamatórias que afetam diretamente a saúde dos vasos sanguíneos. Essa inflamação crônica de baixo grau contribui para o enfraquecimento das paredes venosas e reduz sua capacidade de adaptação às pressões do dia a dia. 

Os efeitos do sobrepeso sobre a circulação tornam-se ainda mais evidentes após os 45 anos. Nesse período, muitas mulheres enfrentam alterações hormonais relacionadas à menopausa, que favorecem o acúmulo de gordura abdominal e a redução da massa muscular. Trata-se de uma combinação particularmente desfavorável para a circulação venosa, pois aumenta a pressão sobre os vasos ao mesmo tempo em que enfraquece a musculatura responsável por impulsionar o sangue de volta ao coração. 

O problema não se limita ao aspecto estético. Dor, sensação de peso, câimbras, inchaço e fadiga nas pernas podem comprometer significativamente a qualidade de vida. Em muitos casos, esses sintomas acabam desencadeando um ciclo difícil de romper. O desconforto reduz a disposição para a prática de atividades físicas, o sedentarismo favorece o ganho de peso e o aumento do peso agrava ainda mais os sintomas vasculares. 

Por isso, o tratamento das varizes não pode ser visto de forma isolada. O controle do peso corporal deve fazer parte de qualquer estratégia voltada à preservação da saúde venosa. Não se trata apenas de emagrecer, mas de promover mudanças sustentáveis nos hábitos de vida. 

A alimentação desempenha papel central nesse processo. Dietas ricas em frutas, vegetais, leguminosas, peixes e oleaginosas oferecem nutrientes importantes para a integridade dos vasos sanguíneos e ajudam a controlar processos inflamatórios. Ao mesmo tempo, a redução do consumo excessivo de sódio e alimentos ultraprocessados contribui para diminuir a retenção de líquidos e o inchaço. 

A atividade física regular também merece destaque. Caminhadas, ciclismo, hidroginástica e natação estimulam a circulação sem impor sobrecarga excessiva às articulações. O fortalecimento da musculatura das pernas melhora o funcionamento da bomba muscular da panturrilha e favorece o retorno venoso. Mesmo exercícios de intensidade moderada podem produzir benefícios relevantes quando realizados de forma consistente. 

É importante destacar que não existe solução única para o problema. O cuidado vascular exige uma abordagem integrada, envolvendo alimentação equilibrada, controle do peso, prática regular de exercícios, acompanhamento médico e, quando indicado, tratamentos específicos para insuficiência venosa. 

Em uma sociedade que convive com índices crescentes de sobrepeso e obesidade, compreender a ligação entre excesso de peso e saúde vascular torna-se cada vez mais necessário. As varizes não são apenas uma questão estética. Elas representam um sinal de que a circulação está sob pressão. E, muitas vezes, a melhor forma de cuidar das pernas começa por cuidar do organismo como um todo.

 

Vanessa Oliveira - biomédica e doutoranda em Neurociências, com atuação voltada à bioquímica, toxicologia, envelhecimento celular e saúde preventiva e atua na Lushe Cosmetics.

 

Condição silenciosa que pode colocar em risco gêmeos idênticos exige diagnóstico especializado e acompanhamento rigoroso

 Sequência Anemia-Policitemia (TAPS) entre gêmeos pode evoluir sem sinais aparentes, traz risco de morte aos bebês e desafia especialistas em medicina fetal em todo o mundo

 

A gestação de gêmeos idênticos que compartilham a mesma placenta, conhecida como gravidez monocoriônica, apresenta desafios únicos para médicos e pacientes. Entre as complicações mais complexas e menos conhecidas está a TAPS (Twin Anemia Polycythemia Sequence) ou Sequência Anemia-Policitemia entre Gêmeos, uma condição rara e potencialmente grave que pode comprometer a saúde dos fetos mesmo na ausência dos sinais clássicos observados em outras complicações gemelares.

A doença ocorre quando pequenos vasos sanguíneos microscópicos presentes na placenta permitem uma transferência lenta, contínua e desigual de sangue entre os fetos. Como resultado, um dos gêmeos torna-se progressivamente anêmico por perder sangue para o irmão, enquanto o outro desenvolve policitemia, caracterizada pelo excesso de glóbulos vermelhos, tornando o sangue mais espesso e dificultando sua circulação.

De acordo com o Prof. Dr. Rodrigo Ruano, uma das maiores referências em Medicina Fetal e Cirurgia Fetal no Brasil e no exterior, especialmente nos Estados Unidos, onde desenvolveu parte significativa de sua carreira acadêmica e assistencial, a TAPS representa um dos maiores desafios diagnósticos das gestações monocoriônicas.

“O grande problema da TAPS é que ela costuma evoluir de forma silenciosa. Diferentemente da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal clássica, não existe uma alteração evidente da quantidade de líquido amniótico que chame a atenção durante os exames de rotina. Isso faz com que o diagnóstico dependa de uma vigilância especializada e de exames Doppler realizados por equipes experientes em medicina fetal”, explica o especialista.

Reconhecido internacionalmente por sua contribuição ao desenvolvimento e à introdução de diversas técnicas avançadas de cirurgia fetal minimamente invasiva, o Dr. Rodrigo Ruano destaca que a identificação precoce da condição pode ser determinante para o prognóstico dos bebês.

A TAPS é considerada uma variante da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (TTTS), mas apresenta características muito distintas. Enquanto a TTTS geralmente surge entre a 16ª e a 26ª semana de gestação e provoca diferenças marcantes no volume de líquido amniótico dos fetos, a TAPS frequentemente aparece mais tardiamente, muitas vezes no terceiro trimestre, sem alterações visíveis no líquido amniótico.

Além dos casos espontâneos, a literatura médica demonstra que a condição também pode surgir após procedimentos de laser fetoscópico realizados para tratar a própria Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Estudos internacionais apontam incidência variando entre 2% e 16% após essas intervenções.

O diagnóstico da TAPS é realizado por meio da avaliação Doppler da Artéria Cerebral Média (ACM), um exame ultrassonográfico especializado que mede a velocidade do fluxo sanguíneo cerebral fetal. Quando um dos fetos apresenta anemia, o sangue circula mais rapidamente, enquanto no feto policitêmico o fluxo torna-se mais lento devido ao aumento da viscosidade sanguínea.

Pesquisas publicadas em importantes periódicos científicos internacionais, como Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, American Journal of Obstetrics and Gynecology e Prenatal Diagnosis, demonstram que a avaliação da Velocidade Sistólica Máxima da Artéria Cerebral Média tornou-se o método mais eficaz para a identificação precoce da doença, permitindo intervenções antes que ocorram danos permanentes.

Sem tratamento adequado, a TAPS pode provocar anemia fetal grave, insuficiência cardíaca, restrição de crescimento intrauterino, sofrimento fetal, alterações neurológicas, prematuridade e até óbito fetal. Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, considerada um dos principais centros mundiais de pesquisa sobre a doença, mostram que o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno reduzem significativamente os riscos de sequelas neurológicas e aumentam as taxas de sobrevivência dos bebês.

Segundo o Prof. Dr. Rodrigo Ruano, o tratamento deve ser individualizado e definido de acordo com a idade gestacional, a gravidade do quadro e as condições clínicas dos fetos.

“Cada caso exige uma análise cuidadosa. Em algumas situações, o monitoramento intensivo e a antecipação do parto podem ser a melhor estratégia. Em outras, podemos lançar mão de procedimentos altamente especializados, como a cirurgia fetoscópica a laser para interromper as conexões vasculares placentárias responsáveis pela transferência desigual de sangue ou, ainda, realizar transfusões sanguíneas intrauterinas para corrigir a anemia do feto doador”, afirma.

Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos e o aperfeiçoamento das técnicas de cirurgia fetal revolucionaram o manejo dessas complicações. O próprio Dr. Rodrigo Ruano participou ativamente desse processo, sendo responsável pela introdução e disseminação de importantes procedimentos fetais minimamente invasivos em centros de excelência no Brasil e no exterior.

Para o especialista, o principal desafio continua sendo garantir que toda gestação monocoriônica (gestação gemelar em que os bebês compartilham a mesma placenta) receba acompanhamento adequado desde o início da gravidez.

“A TAPS é uma doença rara, mas suas consequências podem ser extremamente graves quando não diagnosticada. Por isso, toda gestação de gêmeos que compartilham a mesma placenta deve ser acompanhada por profissionais capacitados em medicina fetal. O diagnóstico precoce continua sendo nossa melhor ferramenta para preservar a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida desses bebês”, conclui o Prof. Dr. Rodrigo Ruano.

Com o avanço das técnicas diagnósticas e terapêuticas, a Medicina Fetal vem ampliando cada vez mais sua capacidade de intervir antes do nascimento, oferecendo novas perspectivas para gestações consideradas de alto risco e reforçando a importância do acompanhamento especializado em centros com experiência no tratamento de doenças fetais complexas. 

 

Prof. Dr. Rodrigo Ruano - obstetra de alto risco, médico, professor e cirurgião materno-fetal com mais de 20 anos de experiência e reconhecimento internacional. É considerado uma das maiores referências mundiais em procedimentos complexos de medicina materno-fetal, tendo atuado em diferentes países da América Latina, Europa e Estados Unidos. É reconhecido como um dos maiores especialistas pioneiros no Brasil no tratamento intrauterino para TAPS e em técnicas como a oclusão traqueal fetal para hérnia diafragmática congênita, além de procedimentos minimamente invasivos para o tratamento de tumores e malformações fetais. Também contribuiu para o avanço da cirurgia endoscópica aplicada a condições graves, como a espinha bífida, e desenvolveu abordagens inovadoras em terapias fetais regenerativas. Sua trajetória o coloca em posição de destaque na medicina fetal global, unindo expertise técnica, pioneirismo e compromisso em ampliar as fronteiras da cirurgia fetal em benefício de mães e bebês.

 

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