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quarta-feira, 1 de abril de 2026

1º de abril: 5 mentiras que te contaram sobre como seu comunicar bem e com carisma

Muita gente pensa que, para se comunicar de maneira eficaz e carismática é preciso apenas ter “nascido com esse dom”, mas não é bem assim

 

O carisma e a habilidade de comunicação costumam ser tratados como um dom raro — algo que algumas pessoas simplesmente têm e outras jamais terão. No entanto, essa ideia, repetida em cursos rápidos, vídeos virais e conselhos superficiais, está longe de refletir a realidade. Em pleno 1º de abril, data tradicional das pequenas pegadinhas e mentirinhas, vale olhar com mais atenção para alguns dos maiores mitos sobre uma comunicação carismática e eficaz.

 

Entre fórmulas mágicas, regras rígidas e promessas de transformação instantânea, muita gente acaba acreditando que se comunicar bem depende apenas de falar bonito, parecer confiante o tempo todo ou seguir scripts prontos. A verdade é mais complexa. 

 

Por isso mesmo, reunimos a seguir as 5 principais mentiras que te contaram durante a vida sobre como se comunicar bem e com carisma e a especialista em neurocomunicação e ex-apresentadora e atriz Thiara Palmieri vai te contar todas as verdades por trás delas: 

 

1- O carisma é um dom inato

 

Muita gente pensa que ou você nasce com carisma ou não nasce, e vai ser assim para o resto da vida. Porém, não é assim que funciona. O carisma consiste em um conjunto de pequenas ações e características que podem ser aprendidas e treinadas. 

 

“O carisma, na verdade, é a capacidade de você gerar conexão autêntica com outras pessoas. É aquela pessoa que olha nos seus olhos e quer saber de você. É aquela pessoa que, em um abraço, ela nem precisa falar nada, mas ela te entrega tudo”, explica Thiara Palmieri. 

 

2- Só se comunica bem quem é extrovertido

 

Na verdade, introvertidos podem ser ótimos comunicadores, justamente por pensarem mais antes de falar. Até porque uma comunicação boa e carismática não tem a ver com a quantidade da fala, mas sim de como ela ocorre e da atenção que se dá aos demais. 

 

3- Carisma = agradar a todos o tempo todo

 

Mais uma mentira. Você não precisa tentar agradar a todos sempre ou deixar de lado suas próprias vontades e opiniões para ter carisma. Inclusive, a comunicação vai ser bem melhor e mais eficaz se você der essas opiniões, sempre com respeito e leveza. 

 

4- O que importa é apenas o que você fala

 

Por mais que falar seja uma parte importante da comunicação, ouvir também é! “Não é necessário preencher o silêncio da escuta com interrupções, palavras ou onomatopeias. Você pode, simplesmente, escutar. Ser um bom ouvinte transmite presença, empatia e interesse, sem precisar dizer uma palavra”, explica a especialista. 

 

5- Gesticular com as mãos é antiprofissional

 

Muita gente tem essa visão de que deve parar de gesticular para se comunicar melhor, especialmente em ambientes profissionais. Porém, gesticular ajuda na clareza e retenção da mensagem. O importante é saber como e quando fazer esses gestos, sem exageros. 

 

Thiara Palmieri - acumula mais de três décadas dedicadas à comunicação, a partir de uma trajetória que une arte, televisão e o universo corporativo. Atriz, apresentadora, mentora e especialista em Neurocomunicação, ela desenvolveu um método próprio que combina técnica, emoção e propósito, ajudando profissionais e equipes a se expressarem com clareza, confiança e autenticidade. Idealizadora do projeto Comunica-Thi, Thiara já inspirou mais de 2 mil pessoas em todo o país a descobrirem sua voz e fortalecerem sua presença, seja em palestras, mentorias ou treinamentos corporativos.


 

1º de abril: especialista esclarece mitos e verdades sobre a saúde após os 60 anos

Especialista esclarece mitos e verdades sobre a saúde após os 60 anos.
 FreePik

No Dia da Mentira, geriatra alerta para informações equivocadas que podem comprometer a qualidade de vida na maturidade
  


No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, a reflexão vai além das brincadeiras tradicionais. A data também convida a questionar informações que circulam, especialmente quando o assunto é saúde. Em um país que envelhece em ritmo acelerado, combater mitos sobre o envelhecimento deixou de ser apenas uma questão de esclarecimento: tornou-se uma estratégia essencial para promover autonomia, prevenção e qualidade de vida.

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a dimensão dessa transformação demográfica. Nas últimas duas décadas, a população a partir dos 60 anos mais que dobrou, passando de 15,2 milhões em 2000 para cerca de 33 milhões em 2023. As projeções indicam que o envelhecimento continuará avançando: até 2070, aproximadamente 75,3 milhões de pessoas terão 60 anos ou mais, o equivalente a quase 38% da população. Diante desse cenário, informação de qualidade e políticas voltadas à promoção da saúde tornam-se pilares fundamentais para garantir um envelhecimento ativo e sustentável.

 

De acordo com o Dr. José Carlos Sizino, médico geriatra da MedSênior, parte dos equívocos mais comuns decorre da ideia de que adoecer seria consequência natural da idade. “Envelhecer não significa adoecer. Muitas condições que surgem com maior frequência após os 60 anos podem ser prevenidas, controladas ou tratadas quando diagnosticadas precocemente”, afirma.

 

A seguir, o especialista esclarece alguns dos principais mitos e verdades sobre a saúde da pessoa idosa:


“A qualidade do sono influencia diretamente a saúde do idoso.”

Verdade.

Alterações no padrão de sono são comuns com o avanço da idade, mas não devem ser negligenciadas. Dormir bem é essencial para a regulação hormonal, a memória, o humor e o sistema imunológico. Distúrbios do sono, como insônia e apneia, devem ser investigados e tratados adequadamente.

 

“Perder a memória é algo normal da idade.”

Parcialmente mito.

Pequenos lapsos ocasionais podem ocorrer com o avanço da idade, mas perdas progressivas que interferem nas atividades diárias não são consideradas normais. Quadros como demência exigem avaliação médica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência afeta mais de 55 milhões de pessoas no mundo, sendo o principal fator de risco a idade avançada. A cada ano, surgem quase 10 milhões de novos casos, o que reforça a dimensão global do desafio e a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.

 

“Quedas fazem parte do envelhecimento.”

Mito.

Embora o risco aumente com a idade, é possível evitar as quedas. Segundo o Ministério da Saúde, elas estão entre as principais causas de internação de pessoas idosas no Brasil. Fatores como fraqueza muscular, uso inadequado de medicamentos e ambientes domésticos inseguros podem ser prevenidos com acompanhamento e adaptação.

 

“A alimentação impacta diretamente a saúde na terceira idade.”

Verdade.

Uma dieta adequada, rica em nutrientes, contribui para a prevenção e o controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemias. Além disso, auxilia na manutenção da massa muscular, da imunidade e da funcionalidade, fatores essenciais para a autonomia.

 

“Não vale a pena mudar hábitos depois dos 60.”

Mito.

Evidências científicas demonstram que mudanças no estilo de vida com alimentação equilibrada, controle da pressão arterial e da glicemia, cessação do tabagismo e prática de exercícios, reduzem riscos cardiovasculares e melhoram a funcionalidade mesmo em idades mais avançadas.

 

“A interação social é um fator de proteção para a saúde.”

Verdade.

Manter vínculos sociais ativos está associado à redução do risco de depressão, declínio cognitivo e até de mortalidade. A convivência familiar, atividades em grupo e participação comunitária contribuem para o bem-estar emocional e para a manutenção da autonomia.

 

MedSênior
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Estação da Luz da CPTM recebe ação de atendimento gratuito com foco em psicoterapia nesta quinta (2)

Divulgação/CPTM

Parceria com o Instituto de Psiquiatria do HC-USP tem como intuito ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo em locais públicos e de grande movimentação de pessoas


Quem estiver pela Estação da Luz da CPTM, entre 10h e 13h, desta quinta-feira (2), terá a oportunidade de participar de mais uma ação voltada ao bem-estar e saúde do passageiro da companhia. A ação “Converse com o Psicoterapeuta” ficará ao lado da antiga bilheteria do local. Trata-se de uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP, que oferece dispositivos de escuta e acolhimento psicoterapêutico em locais públicos. 

A proposta é aproximar, cada vez mais, os profissionais especializados de pessoas que enfrentam situações de estresse, ansiedade, sobrecarga emocional ou que simplesmente desejam um momento de conversa qualificada. Esse tipo de atendimento, em ambientes urbanos e de grande circulação de pessoas, tem se mostrado fundamental para ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo. 

A ação conta também com a parceria do Museu da Língua Portuguesa, reforçando o local como ponto de conexão entre cultura, cidadania e serviços voltados à comunidade.

 Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (02/04)
Horário: entre 10h e 13h

 

Canetas emagrecedoras e Páscoa: Como evitar excessos e manter o controle de peso durante as festas

Nutróloga da Kora Saúde, traz orientações sobre como usar canetas emagrecedoras de forma responsável durante a Páscoa, mantendo a saúde sem abrir mão dos prazeres da data


Com a Páscoa se aproximando, é difícil resistir aos chocolates e doces típicos da data. Para quem já usa canetas emagrecedoras, a saciedade é um benefício importante, mas é essencial tomar decisões alimentares conscientes para não cair nas tentações. A Dra. Sandra Fernandes, médica nutróloga da Kora Saúde, compartilha dicas para aproveitar a Páscoa sem exageros, equilibrando os prazeres da celebração e o cuidado com a saúde e o peso.


Alternativas inteligentes ao chocolate tradicional: A arte de substituir sem perder o prazer

Embora o chocolate seja um dos maiores prazeres da Páscoa, a Dra. Sandra sugere substituir o chocolate ao leite por opções com maior teor de cacau, como o chocolate amargo. "Optar por chocolate amargo, com 85% de cacau ou mais, não só diminui a quantidade de açúcar, mas também traz benefícios antioxidantes para o corpo. O consumo de chocolate amargo também ajuda na redução da inflamação e melhora a saúde cardiovascular”, revela Sandra.

Ela recomenda ainda a ingestão de proteínas antes de sair para as celebrações, como um shake de whey protein ou alimentos ricos em proteínas magras. Esses alimentos ajudam a aumentar a sensação de saciedade e estabilizar os níveis de glicose no sangue, reduzindo o desejo por doces durante o dia. Com essa estratégia, é possível controlar a fome e evitar os excessos, permitindo aproveitar os prazeres da Páscoa sem comprometer a saúde.


O papel da microbiota intestinal no controle de peso durante a páscoa

A saúde intestinal desempenha um papel fundamental no controle de peso e na digestão eficiente. "A microbiota intestinal saudável é responsável por regular os processos de digestão, absorção e armazenamento de gordura. Portanto, cuidar dela é essencial para quem deseja emagrecer de forma saudável. A introdução de alimentos prebióticos, como alcachofra, cebola e alho, podem melhorar o funcionamento intestinal e reduzir os efeitos do excesso de açúcar”, afirma a nutróloga.

Além disso, os probióticos, encontrados em alimentos como iogurte natural e kombucha, ajudam a regular a flora intestinal e a modulação do apetite. Dra. Sandra explica que uma microbiota equilibrada não só melhora a digestão, mas também controla o apetite e contribui para o emagrecimento de forma natural. "Uma boa saúde intestinal tem um impacto direto no controle do peso, o que torna a alimentação balanceada ainda mais importante durante as festividades", observa.


O impacto do jejum intermitente no controle de peso durante as festas

O jejum intermitente pode ser uma estratégia eficaz para controle de peso, mas Dra. Sandra alerta que ele deve ser feito com muito cuidado quando combinado com canetas emagrecedoras. "Embora o jejum intermitente possa ajudar a regular os níveis de insulina, a combinação com medicações que já reduzem o apetite pode ser arriscada, pois o paciente pode se sentir ainda mais sem fome, o que pode levar à falta de nutrientes essenciais", observa Dra. Sandra.

A Dra. Sandra recomenda que o jejum intermitente, se desejado, seja bem ajustado pelo médico responsável, para garantir que a prática não atrapalhe o processo de emagrecimento ou cause deficiências nutricionais. "É sempre importante que qualquer ajuste na dieta ou uso de medicações seja feito sob supervisão médica, especialmente durante festas e períodos de indulgência", complementa a especialista.


Canetas emagrecedoras: A integração com estratégias nutricionais para resultados sustentáveis

Embora as canetas emagrecedoras ajudem a controlar o apetite, elas não substituem os cuidados com a alimentação. "Esses medicamentos são eficazes no controle de peso, mas devem ser usados como parte de um plano integrado, que inclui alimentação balanceada e atividade física. Durante a Páscoa, quem usa essas canetas deve manter uma dieta rica em fibras, proteínas e vegetais, para garantir que o organismo esteja recebendo todos os nutrientes necessários para funcionar adequadamente”, afirma Sandra.

Dra. Sandra reforça que a alimentação de qualidade não deve ser negligenciada, mesmo com a ajuda das canetas. "A moderação, aliada a escolhas alimentares ricas em nutrientes, potencializa os resultados e garante que a perda de peso seja sustentável a longo prazo", conclui.


A importância do controle do estresse durante as festividades

O estresse emocional pode ser um dos principais gatilhos para o consumo excessivo de alimentos durante a Páscoa. "O cortisol, hormônio do estresse, está diretamente ligado ao aumento do apetite por alimentos ricos em açúcar e gordura", explica Dra. Sandra. Reduzir o estresse é, portanto, essencial para evitar a compulsão alimentar, e técnicas como meditação, mindfulness e respiração profunda são altamente eficazes. 

Ao controlar o estresse, Dra. Sandra observa que é possível não apenas melhorar o bem-estar emocional, mas também evitar os excessos alimentares. "Essas práticas são fundamentais para manter o equilíbrio entre prazer e saúde, especialmente durante as festividades, quando a tentação está presente", afirma a Dra. Sandra.


Lidando com efeitos colaterais: como minimizar náuseas e desconfortos digestivos

Embora as canetas emagrecedoras sejam eficazes, algumas pessoas podem sentir efeitos colaterais como náuseas e desconforto abdominal, principalmente no início do tratamento. "É comum sentir esses sintomas, mas uma alimentação balanceada pode ajudar a amenizá-los", explica Dra. Sandra. Ela recomenda que, ao usar a medicação, os pacientes devem evitar alimentos muito gordurosos ou pesados, pois podem agravar a sensação de náusea.

"Uma refeição leve, como sopas de vegetais ou um prato de salada com proteínas magras, é uma boa opção para quem está se ajustando ao tratamento. Fracione as refeições ao longo do dia, consumindo porções menores, para não sobrecarregar o sistema digestivo e melhorar a tolerância à medicação”, pontua.


Manter a hidratação adequada: O papel da água no controle de peso e bem-estar

A hidratação é crucial, especialmente quando se está utilizando canetas emagrecedoras. "Muitas vezes, a sensação de fome é confundida com desidratação. Manter-se hidratado pode ajudar a controlar a ingestão calórica e melhorar a resposta do organismo à medicação", explica Dra. Sandra. Ela recomenda que, durante a Páscoa, as pessoas aumentem a ingestão de água, além de incluir chás de ervas e água com limão, que ajudam a melhorar a digestão e a sensação de saciedade.

Para aqueles que sentem náuseas ou desconforto digestivo devido à medicação, a Dra. Sandra sugere ingerir líquidos com baixo teor de calorias ao longo do dia, para evitar o consumo de calorias extras e ainda garantir a hidratação adequada. "A hidratação é um dos pilares para o bom funcionamento do corpo, principalmente quando o metabolismo está sendo ajustado pela medicação", complementa a especialista.

 

Kora Saúde


Autismo na vida adulta: o peso do 'masking' e o alívio do diagnóstico tardio

Neurologista explica como a camuflagem social adoece a chamada "geração perdida" do autismo e por que a descoberta na fase adulta é o primeiro passo para a verdadeira qualidade de vida.

 

Mais do que um laudo médico, o diagnóstico de autismo na vida adulta revela histórias profundas de adaptação e desafios silenciosos. Para milhares de pessoas, receber essa resposta tardiamente é uma experiência transformadora: é o momento em que dificuldades sociais, interpessoais e sensoriais de longa data finalmente ganham uma explicação lógica, dando sentido a uma vida inteira de sentimentos de inadequação ou marginalização.

No entanto, a ciência tem lançado luz sobre uma realidade preocupante. Existe uma verdadeira "geração perdida" de adultos autistas que cresceram sem o suporte adequado. Segundo o Dr. Matheus Trilico, neurologista referência no atendimento de adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, a falta de diagnóstico precoce cobra um preço altíssimo da saúde mental.

"Muitos adultos chegam ao consultório exaustos. Eles passaram décadas tentando se encaixar em um mundo que parece funcionar em uma frequência incompreensível. Para sobreviver a isso, desenvolvem o que chamamos de masking, ou camuflagem social: um esforço constante e quase inconsciente para esconder seus traços autistas e parecerem neurotípicos", explica o especialista.


O custo invisível de tentar "parecer normal"

Embora a camuflagem seja uma estratégia de sobrevivência para navegar nas situações sociais, ela é devastadora a longo prazo. Estudos recentes mostram que o masking — especialmente comum em adultos diagnosticados tardiamente e em mulheres — está diretamente associado à exaustão crônica, confusão de identidade, baixa autoestima e quadros graves de depressão e ansiedade.

O impacto dessa falta de clareza é tão grande que cerca de um quarto dos adultos autistas relata ter recebido diagnósticos psiquiátricos incorretos ao longo da vida. Entre as mulheres, essa proporção é ainda maior, chegando a um terço. "Muitos pacientes atribuem seus sintomas de trauma e ansiedade aos anos vivendo com um autismo não diagnosticado, enfrentando solidão, exclusão e até bullying sem entender o porquê. O diagnóstico tardio vem para corrigir essa rota", pontua o Dr. Trilico.


O alívio da descoberta e os caminhos para o bem-estar

Apesar de o processo de descoberta na vida adulta ser muitas vezes confuso e esbarrar na falta de serviços de saúde preparados para esse público, os benefícios do diagnóstico são imensos. Ele promove a autoaceitação, o empoderamento e permite que a pessoa finalmente se conecte com uma comunidade que a entende. No ambiente familiar e de trabalho, o laudo abre portas para ajustes e acomodações essenciais.

Para que essa nova fase seja de fato libertadora, o neurologista ressalta que o foco do tratamento não deve ser "consertar" o indivíduo, mas sim otimizar o ambiente ao seu redor e tratar as condições que frequentemente caminham junto com o autismo.

"Hoje sabemos que a Terapia Cognitivo-Comportamental, quando adaptada especificamente para o cérebro autista, é o tratamento de primeira linha para lidar com a ansiedade e a depressão coexistentes. Além disso, precisamos criar ambientes corporativos e sociais mais amigáveis à neurodiversidade", orienta o Dr. Matheus.

O diagnóstico na vida adulta não é uma sentença de limitação. Pelo contrário, a ciência mostra que, com o passar dos anos e o autoconhecimento adequado, muitos adultos autistas relatam uma melhora significativa na qualidade de vida social. "O diagnóstico não define a pessoa, ele traz clareza para uma história vivida no escuro. É a permissão definitiva para que esse adulto pare de se camuflar e comece, finalmente, a viver de forma autêntica e respeitosa consigo mesmo", conclui o neurologista. 



Dr. Matheus Luis Castelan Trilico - CRM 35805PR, RQE 24818. Médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR .Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista
Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/

 

A eficiência da visão pode ser impactada por diferentes condições

Freepik
A Dra. Mayra Leite fala sobre os limites de alcance do olho e cita algumas das doenças que podem afetar a nitidez com que enxergarmos


A visão humana funciona de forma semelhante a uma câmera fotográfica de altíssima precisão, que processa a luz em tempo real. O olho capta a luz refletida nos objetos, transforma em impulsos nervosos e envia ao cérebro para a interpretação da imagem. 

Esse processo demora em torno de 0,013 segundos, ou 13 milissegundos, de acordo com estudos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), um dos principais centros de estudo e pesquisa em ciências, engenharia e tecnologia do mundo, localizado nos Estados Unidos. 

A Dra. Mayra Leite, oftalmologista do H.Olhos, hospital oftalmológico com unidades na capital e Grande São Paulo, diz que o alcance da visão pode ser analisado sob três perspectivas diferentes:
 

- Distância: não existe um limite fixo, vai depender se um objeto emite ou reflete luz suficiente. Um exemplo são as estrelas que vemos no céu em uma noite clara e que estão há milhões de anos-luz. Já a visão horizontal é limitada pela curvatura da Terra e por partículas presentes na atmosfera, como neblina e poeira, e em condições normais pode chegar a 5 km.

- Campo de visão: o ser humano possui uma visão binocular que alcança aproximadamente 210 graus na horizontal. Na área central, onde os dois olhos se sobrepõem, são cerca de 120 graus e há a percepção de profundidade, enquanto a visão periférica detecta movimentos, mas é pobre em detalhes e cores.

- Espectro visível: faixa de radiação eletromagnética (luz e cores) que o olho consegue detectar, com comprimentos de onda que variam aproximadamente de 380 a 750 nanômetros. Estão fora desse intervalo: ondas de rádio, micro-ondas, infravermelho ou ultravioleta.
 

A médica alerta que “diversas condições podem afetar a nitidez da visão, desde inflamações e infecções a erros refrativos e doenças. É muito importante realizar exames oftalmológicos periodicamente, além de agendar consultas sempre que surgir algum sintoma, para proteger a saúde ocular e, dessa forma, preservar o campo visual”. 

Um problema bastante comum e que afeta a visão para longe é a miopia. “Como o globo ocular é ligeiramente mais longo que o normal ou a córnea é muito curva, o alcance visual da pessoa míope fica reduzido a curtas distâncias. Ao mesmo tempo, objetos distantes parecem embaçados, pois os raios de luz se cruzam antes do ponto ideal de processamento”, esclarece a oftalmologista. 

A miopia é fortemente influenciada por alterações genéticas e os casos têm avançado cada vez mais rápido, em consequência do estilo de vida moderno e de fatores ambientais. Dra. Mayra Leite explica que “principalmente durante a infância e a adolescência, o uso excessivo de telas e de atividades prolongadas para perto estimulam o alongamento do olho e o aumento do grau”. 

De acordo com a médica, “uma doença ocular que afeta o campo de visão é o glaucoma, principal causa de cegueira irreversível. Ocorre um aumento da pressão intraocular que danifica as fibras do nervo óptico, responsável por enviar ao cérebro a luz captada pelo olho. O glaucoma avança silenciosamente e destrói primeiro a visão periférica, antes de afetar a central”. 

“Na maioria das vezes, quando o paciente percebe a perda visual causada pelo glaucoma, não é mais possível regenerar as fibras nervosas danificadas. Os principais fatores de risco são histórico familiar, pressão ocular elevada e miopia alta”, alerta a oftalmologista. Alguns dos sinais da doença são ter dificuldade em ver o que está ao redor e esbarrar com frequência em objetos. 

Entre as doenças que reduzem o espectro visível, uma das mais comuns é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), principal causa de perda de visão central e nítida em pessoas acima de 50 ou 60 anos. “A DMRI afeta a mácula, a parte central da retina, responsável pela visão de detalhes e cores. Embora não tenha cura, com o tratamento é possível retardar ou controlar a progressão”, finaliza a Dra. Mayra Leite.


Aumento do diabetes acende alerta na saúde ocular e Páscoa exige atenção redobrada

O crescimento do número de pessoas com diabetes no Brasil e no mundo tem preocupado especialistas, não apenas pelos impactos sistêmicos da doença, mas também pelos riscos diretos à visão. Com a chegada da Páscoa, período marcado pelo aumento do consumo de doces, o alerta se intensifica.

O diabetes mal controlado é uma das principais causas de cegueira evitável, podendo afetar diversas estruturas oculares. Entre as complicações mais frequentes estão a retinopatia diabética, o edema macular, o desenvolvimento mais precoce de catarata e o agravamento do glaucoma.

Segundo a oftalmologista Dra. Regina Cele, o grande desafio é que muitas dessas alterações são silenciosas no início. “O paciente pode estar com a glicemia descompensada e não perceber nenhuma alteração visual imediata. Quando os sintomas aparecem, o comprometimento ocular já pode estar avançado”, explica.

Durante a Páscoa, o consumo excessivo de açúcar pode levar a picos glicêmicos, especialmente em pessoas com diabetes ou pré-diabetes.

“Não se trata de proibir, mas de ter equilíbrio. Pequenos excessos, quando somados, podem impactar diretamente o controle da glicemia e, consequentemente, a saúde dos olhos”, alerta a especialista.

Além disso, oscilações glicêmicas podem causar visão embaçada temporária, o que muitas vezes é subestimado pelo paciente, mas já indica descontrole metabólico. A orientação é clara: manter o acompanhamento médico, controlar a alimentação e não negligenciar a saúde ocular.

“O cuidado com os olhos começa pelo controle do diabetes. Consultas regulares com o oftalmologista são fundamentais para diagnóstico precoce e prevenção de complicações mais graves”, reforça Dra. Regina Cele.


A ciência da desinflamação: como o controle da inflamação subclínica destrava o emagrecimento sustentável

Divulgação Rituaali
Foco na redução do cortisol e na adoção de uma dieta plant-based surge como alternativa estratégica para quem busca equilíbrio metabólico e resultados duradouros

 

Em um cenário saturado por soluções rápidas e dietas restritivas, a medicina do estilo de vida aponta para uma abordagem mais profunda: a reeducação metabólica através da desinflamação. Estudos recentes indicam que a inflamação crônica subclínica é um dos principais obstáculos biológicos para a perda de peso, uma vez que o corpo prioriza o combate a esse estado inflamatório em detrimento da queima de gordura e da eficiência metabólica. 

Dentro desta tendência, especialistas em nutrição clínica e comportamento alimentar defendem que o sucesso de qualquer protocolo de emagrecimento depende de silenciar essas agressões internas. No Rituaali Clínica Spa, a alimentação plant-based é adotada como base de sua abordagem, utilizando-a como ferramenta para reduzir a carga inflamatória do organismo e favorecer o funcionamento pleno do metabolismo, com acompanhamento do nutricionista Ricardo Vargas. 

“Mais do que buscar resultados rápidos, o foco é ensinar o corpo a funcionar melhor. Quando a pessoa entende o próprio metabolismo e constrói hábitos consistentes, o resultado deixa de ser pontual e passa a ser sustentável”, explica o especialista.
 

O papel do cortisol e da dieta educacional

Um dos pilares dessa metodologia é o controle rigoroso dos hormônios do estresse. A retirada de estimulantes, como café e açúcares refinados, visa estabilizar os níveis de cortisol, cujos picos elevam a insulina e dificultam a lipólise (quebra de gordura). Em substituição ao açúcar de cana, o uso do açúcar de maçã surge como alternativa estratégica, por conter fibras que reduzem o impacto glicêmico, preservando a energia do corpo sem gerar picos inflamatórios. 

Além da escolha dos alimentos, o conceito se baseia nos "3Ss": Simples, Saboroso e Saudável. A proposta é que a alimentação seja educativa e replicável, permitindo que o indivíduo compreenda o impacto de cada escolha no ciclo circadiano. "O foco não é a restrição calórica severa, mas ensinar o corpo a funcionar melhor através de nutrientes que favorecem a recuperação celular", explica Vargas.
 

Conteúdo e abordagem da imersão

A programação da semana “Nutrição e Emagrecimento Sustentável”, realizada no Rituaali entre os dias 05 e 12 de abril, reúne uma série de palestras e vivências conduzidas por profissionais da casa, abordando de forma integrada os principais fatores que influenciam o emagrecimento a longo prazo. 

Ao longo da imersão, são explorados temas como qualidade do sono, imagem corporal, suporte medicamentoso, comportamento alimentar, compulsão e vícios, formação de hábitos, crononutrição e o papel do microbioma intestinal no metabolismo. A programação também contempla reflexões sobre espiritualidade como estratégia para o manejo do estresse e da ansiedade, além de momentos de integração e práticas voltadas ao equilíbrio emocional. 

Complementando a abordagem teórica, a semana inclui workshops de gastronomia funcional, com foco em preparações práticas para o dia a dia, especialmente desjejum e jantar, permitindo que o participante leve a experiência vivida no Rituaali para sua rotina após a imersão. 

SERVIÇO
Site: Link
Instagram: @orituaali


Quem tem hipertensão pode comer bacalhau?

 Devido ao alto teor de sódio, o pescado, presente na mesa de várias casas na Sexta-Feira Santa, deve ser consumido com muito cuidado por quem tem pressão alta

 

Rico em nutrientes e com baixo teor de gordura, o bacalhau é um peixe que oferece diversos benefícios para a saúde, incluindo a prevenção de doenças cardiovasculares. No entanto, devido ao processo de preparação do pescado, que envolve salgá-lo para desidratar a carne e preservar o produto por um longo período, o consumo pode ser um risco para quem tem hipertensão. 

“Mesmo após dessalgá-lo, o bacalhau ainda concentra uma grande quantidade de sal. A cada 200g do peixe, pode haver até 5g, dependendo do método de preparação e do tempo de salga, valor esse que excede a recomendação diária para os pacientes hipertensos”, explica o Dr. Celso Amodeo, cardiologista e especialista em hipertensão arterial do Hcor. 

O alto consumo de sal é um problema de saúde pública em diversos países. No Brasil, a população consome cerca de 12g por dia, mais que o dobro do recomendado. Como consequência desse e de outros maus hábitos, o número de pessoas com hipertensão aumenta a cada ano. “Atualmente, a pressão alta atinge mais de 30 milhões de brasileiros. A doença é preocupante porque é silenciosa e causa danos ao coração, aos rins e ao cérebro sem apresentar sintomas, em estágios iniciais”, alerta o especialista.

 

O que fazer? 

Para consumir o bacalhau, primeiramente, a pressão arterial precisa estar bem controlada com as medicações prescritas pelo médico. Em seguida, é importante entender que não se deve consumir mais de 5g de sal por dia. “Isso implica em comer somente uma porção de até 100g bacalhau (2,5g de sal), visto que no preparo do mesmo e dos acompanhamentos, como arroz (carboidratos), vegetais e legumes, deverão conter as outras 2,5g recomendadas pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão”, ressalta. 

Além disso, o azeite também traz benefícios para a saúde, mas é preciso utilizá-lo com parcimônia devido à alta quantidade de calorias. Enquanto 1g de açúcar tem 4 calorias, 1g de azeite contém cerca de 9. “É preciso conscientização e responsabilidade do hipertenso no preparo do seu prato visto o alto teor de sal utilizado nos alimentos dessa refeição”, reforça o Dr. Amodeo.


Hcor

 

Sociedade Brasileira de Mastologia cria semana de combate à desinformação sobre o câncer de mama

LightFieldStudios
Até a próxima sexta-feira (03/04), a SBM veicula conteúdos diários em linguagem clara e objetiva em seus canais para alertar a população sobre os mitos da doença propagados em redes sociais

 

Ao longo desta semana, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) realiza uma ação para combater a desinformação e fake news sobre o câncer de mama. Até a próxima sexta-feira (03/04), vídeos diários veiculados nos canais da entidade alertam a população sobre uma doença que deve chegar a 78.610 casos a cada ano do triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Com a proposta de alcançar o público consumidor de conteúdo em redes sociais, a estratégia visa esclarecer mitos propagados como verdadeiros, mas que na realidade não têm qualquer embasamento médico ou científico. “A desinformação tornou-se um alto fator de risco que afeta a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama no Brasil”, afirma o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da SBM.

Em vídeos curtos, com linguagem clara e objetiva, que contam com a participação de pacientes e especialistas, a SBM coloca em prática uma proposta de comunicação para levar informações corretas a mulheres de todas as idades, classes sociais e regionalidades a respeito de uma doença de alta incidência não só no Brasil, mas também em outros países.

Nesta semana, um dos vídeos disponíveis nos canais da SBM traz a experiência de uma paciente que passou por tratamento do câncer de mama e não acreditou na desinformação corrente nas redes sociais de que mulheres mastectomizadas não podem pegar peso ou realizar exercícios de força nas academias. Recuperada da cirurgia, ela voltou a se exercitar e recobrou o tônus muscular, inclusive para carregar as duas filhas.

Mitos sobre receitas milagrosas são tema de outro conteúdo divulgado pela SBM. Babosa, graviola, chás diversos são constantemente apregoados em redes sociais com potenciais de cura de câncer de mama. “Na realidade, a crença em receitas milagrosas leva a paciente a perder um tempo precioso até iniciar tratamentos médicos que podem salvar sua vida”, destaca Daniel Buttros.

A associação entre anticoncepcionais e câncer de mama é outro mito debatido entre os vídeos da semana. Muitas mulheres se culpam por terem usado anticoncepcional e desenvolvido a doença. “O que a ciência demonstrou, e o que os especialistas sabem, é que o anticoncepcional aumenta muito pouco o risco para câncer de mama”, reforça o representante da SBM, que completa: “Há fatores muito mais preocupantes, como obesidade, sedentarismo e uso de álcool do que propriamente um método contraceptivo que traz benefícios às mulheres.”

O consumo de bebida alcoólica é outro tema abordado em vídeo. Hoje, as principais sociedades médicas reconhecem o álcool como fator de risco para o desenvolvimento de câncer. No caso de câncer de mama, esclarece o mastologista Daniel Buttros, não há um consenso sobre a dosagem alcoólica segura para as mulheres. “Não é só o excesso que importa, e sim o hábito diário”, destaca.

Em formato de enquete com a população, outro vídeo esclarece sobre os mitos mais frequentes abordados em conteúdos de redes sociais. Um deles diz respeito à falsa crença de que a radiação causa câncer de mama. Outros esclarecimentos embasados em conhecimentos médicos e científicos dão conta de que “mamografia não tira a prótese de lugar”, “desodorante não causa a doença” e “pacientes sem histórico familiar também são propensas a desenvolver câncer de mama”.

Os investimentos da Sociedade Brasileira de Mastologia em comunicação, segundo Daniel Buttros, pretendem em cada ação combater a desinformação e ao mesmo tempo proporcionar maior entendimento da população brasileira sobre câncer de mama. “Todos os esforços neste sentido convergem para tornar realidade um slogan que, para nós, é um princípio: ‘Na SBM você pode confiar’”, conclui.


Compulsão por doces pode ter ligação emocional e descontrole físico

Pensamento de formiga ou vontade controlada? Farmacêutico ensina como não exagerar nas tentações da Páscoa.


Aquela vontade descontrolada de se acabar em chocolate na abundância Páscoa pode ser uma resposta do organismo com falta de energia necessitando uma reposição de emergência. Quem explica é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que ainda ensina como driblar essa vontade através da medicina natural.  

Uma das consequências da exaustão física e mental - tão comum em tempos de pandemia - é o cérebro pedir o consumo de doces e com a chegada da Páscoa, a tendência deste alto consumo é disparar ainda mais. Isso porque, o açúcar é o alimento dos neurônios, as células cerebrais. E, para se manter vivo, o corpo humano precisa dessa substância. Após 5 minutos sem glicose, uma pessoa morre. E a fraqueza pode ser um sinal de alerta. Por isso que muitas vezes, pessoas que trabalham muito e usam muito a energia cerebral sentem tanta falta de doces. Jamar explica que nem sempre ansiedade está ligada a isso. “Ansiedade na medida é fundamental para trabalhar, cumprir as tarefas do dia a dia e impulsionar a vida de uma maneira geral. Mas, ela sozinha não pode ser a única culpada pelos ataques descontrolados às barras de chocolate”.

Quando o corpo precisa de substrato um energético imediato, pede doce, e isso pode ser sinal de falta de controle nutricional. “Quando há esse descontrole o cérebro pede glicogênio, e naturalmente quer a glicose de rápida absorção, que são os doces, por isso a vontade desse consumo aumenta. O consumo de alimentos ricos em carboidrato de alto índice glicêmico gera um pico de glicose. Se no momento que você comeu não houve uma atividade que exigisse essa demanda de energia, seu corpo armazena em forma de gordura e pouco tempo depois, com a queda brusca de glicemia, o mecanismo da fome é ativado novamente, vira um ciclo vicioso.”, explica o especialista.

Quando temos resistência à insulina a vontade por açúcar vem logo depois do café, almoço ou do jantar, a insulina precisa se conectar às nossas células para fazer com que a glicose entre no sangue e nos dê energia. Quando nos tornamos resistentes à a essa ação, esse ciclo é interrompido fazendo com que a glicose não nos “reenergize” O organismo então sente que precisa de mais energia ou de uma fonte rápida, daí nosso cérebro pede mais uma vez o açúcar ou acabamos comendo mais do que precisa ou recorre ao açúcar.



Driblando o problema 

Uma das maneiras de se esquivar das guloseimas é através da nutrição balanceada e nutrir-se de carboidratos de baixo índice glicêmico. “Manter o equilíbrio nutricional é o que vai diminuir muito o impulso por doces em geral. Mas, antes de tudo é preciso ter atenção ao que desperta essa vontade. É preciso reabilitar o estilo de vida e rotina e rever as reais necessidades. É importante interpretar onde está o seu problema, ninguém te conhece mais do que você mesmo”, ensina Tejard.

A realização de exames laboratoriais como glicemia é fundamental para descobrir se essa compulsão não é devida a uma possível diabetes, assim como exames de T3 e T4 para ver se não há uma disfunção na tireóide entre outros exames orientados por um médico ou nutricionista.
 

Pelos meios naturais 

Se a vontade de doce insistir, uma das alternativas naturais mais indicadas por médicos e demais profissionais de saúde é uma fruta nativa do sul da Ásia chamada Garcinia. Essa fruta possui um efeito regulador do apetite, esse efeito ocorre no fígado, via regulação do nível hepático de glicose, o ácido hidroxicítrico atua como um barômetro nos níveis de glicose no sangue.

“Essa fruta é de escolha primária já que não causa os danos comuns aos supressores do apetite que estimulam o SNC e que podem resultar em distúrbios psicológicos, cardiovasculares entre outros. Você pode fazer uso de spray de tintura dessa planta ou ainda tomar as cápsulas, mas sempre com orientação e indicação de um profissional de saúde”, finaliza Jamar.
 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br


Deficiência de ferro: por que alimentação sozinha nem sempre é suficiente?

Médico explica a importância do diagnóstico e do acompanhamento médico para prevenir a anemia, condição que afeta milhões de brasileiros

 

O Dia da Saúde e Nutrição, celebrado em março, é um convite para refletir sobre a importância da alimentação equilibrada na prevenção de doenças. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, apenas manter uma dieta saudável não é suficiente para suprir as necessidades do organismo, especialmente quando se trata da deficiência de ferro, uma das principais causas de anemia no mundo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas globalmente, sendo mais prevalente entre crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 29% das mulheres em idade reprodutiva e 20% das crianças menores de cinco anos apresentam algum grau de anemia, grande parte relacionada à deficiência de ferro.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, embora a alimentação seja fundamental, ela nem sempre consegue atender às demandas do organismo. “Existem situações em que o consumo de ferro pelos alimentos não é suficiente para corrigir a deficiência. Problemas de absorção intestinal, perdas sanguíneas, aumento da necessidade do mineral na gestação e na infância e dietas restritivas são fatores que dificultam a reposição adequada apenas pela dieta”, explica.

O especialista destaca que sintomas como cansaço excessivo, palidez, tontura, queda de cabelo, falta de concentração e unhas fracas podem ser sinais de alerta. “Muitas pessoas normalizam esses sintomas e não investigam a causa. A deficiência de ferro compromete o transporte de oxigênio no sangue e impacta diretamente a disposição física e mental”, afirma.

Além da alimentação rica em ferro, presente em carnes, feijão, vegetais verde-escuros e leguminosas, a absorção do nutriente depende de outros fatores, como a presença de vitamina C e a redução do consumo de substâncias que dificultam esse processo, como café e chás em excesso. Ainda assim, em muitos casos é necessário recorrer à suplementação sob orientação médica.

“O tratamento da deficiência de ferro deve ser individualizado. A automedicação pode mascarar doenças mais graves ou atrasar o diagnóstico correto. Por isso, é essencial realizar exames laboratoriais e seguir a orientação de um profissional de saúde”, alerta Dr. Carlos.

A prevenção também passa por políticas de saúde pública, acompanhamento nutricional e educação alimentar. Para o especialista, campanhas como o Dia da Saúde e Nutrição são fundamentais para ampliar o debate sobre um problema silencioso, mas com grande impacto na qualidade de vida. “Garantir níveis adequados de ferro é garantir mais energia, melhor imunidade e desenvolvimento saudável em todas as fases da vida”, ressalta.

Dr. Carlos reforça que a atenção à nutrição deve ser contínua. “Cuidar da alimentação é o primeiro passo, mas entender quando ela não é suficiente faz parte do autocuidado responsável. O diagnóstico precoce evita complicações e melhora significativamente a resposta ao tratamento”, finaliza.
 

Carnot® Laboratórios


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