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quarta-feira, 11 de março de 2026

Mês da Mulher: O que pode estar por trás de uma entrevista de emprego e por que as mulheres devem prestar atenção

Questionamentos sobre maternidade e vida pessoal em processos seletivos são sinais importantes sobre respeito a limites e diversidade 

 

Perguntas sobre maternidade ou vida pessoal ainda fazem parte da realidade de muitas mulheres em entrevistas de emprego. E, esses questionamentos podem revelar muito sobre a cultura da empresa. Muito além da avaliação, o momento da entrevista também expõe valores, práticas e o nível de maturidade da organização em relação à diversidade. 

Segundo o Relatório Mulheres Brasileiras, 64% das mulheres já foram questionadas sobre maternidade e 42% receberam perguntas sobre gravidez ou intenção de engravidar durante processos seletivos. 

“A entrevista é uma via de mão dupla. A candidata está sendo avaliada, mas também observa a empresa. Quando questionam se a mulher pretende ter filhos ou como conciliar maternidade e trabalho, a organização transmite informações importantes sobre como trata suas colaboradoras”, comenta Polyana Macedo, gerente executiva de RPO no ManpowerGroup Brasil, consultoria global de soluções em RH. 

Para ajudar as candidatas a interpretar esses sinais e tomar decisões mais conscientes, a especialista aponta os principais pontos de atenção durante o processo seletivo. Confira:

 

Perguntas que indicam alerta  

Nem todas as perguntas problemáticas aparecem diretamente. Algumas surgem em tom de conversa informal, mas carregam intenções que não deveriam fazer parte do processo. 

Questionamentos como “Você tem filhos ou pretende ter?”, “É casada?”, “Pretende se casar nos próximos anos?” ou “Você teria disponibilidade mesmo com filhos pequenos?” sinalizam que maternidade, vida pessoal e planos familiares ainda são vistos como fatores que influenciam o desempenho da candidata. 

“Uma organização que faz essas perguntas provavelmente encara a mulher, em alguma medida, como um risco. Isso pode indicar como ela será tratada depois da contratação, especialmente em situações como gravidez ou retorno de licença”, destaca Polyana.

 

Sinais sutis de cultura e postura  

O processo seletivo comunica muito além das perguntas feitas. A postura do entrevistador, a composição da banca e até o tom das respostas ajudam a revelar como a empresa enxerga diversidade e equidade na prática. 

A ausência de mulheres em cargos de liderança, respostas evasivas quando o tema é diversidade ou uma atitude condescendente durante a conversa são sinais de alerta. Da mesma forma, explicações vagas sobre trilha de carreira e crescimento profissional podem indicar que o desenvolvimento feminino não é tratado de maneira estruturada ou estratégica. 

“O cuidado com que o processo é conduzido, as perguntas feitas, e as que são evitadas, além da diversidade entre os entrevistadores, comunicam valores de forma muito clara. Saber identificar esses sinais é uma forma de proteção e também um passo importante para escolhas profissionais mais conscientes”, explica a especialista.

 

O que perguntar para avaliar a empresa  

Na entrevista, é possível analisar a maturidade da empresa ao questionar sobre programas de desenvolvimento para mulheres, políticas de licença-maternidade além do mínimo legal e possibilidades de flexibilidade. Empresas que respondem com clareza tendem a oferecer ambientes mais seguros para o crescimento profissional feminino. 

“Fazer perguntas na entrevista é um sinal de maturidade profissional. Perguntar sobre políticas de licença ou sobre a composição da liderança ajuda a entender se aquele é um lugar onde será possível crescer”, reforça Polyana.

 

Como se posicionar diante de perguntas inadequadas  

Ao identificar sinais de perguntas inadequadas, a candidata pode se posicionar de forma firme e profissional, sem perder a sutileza. Uma estratégia é redirecionar o foco para suas competências: “Minha vida pessoal não interfere na qualidade das minhas entregas, nem no cumprimento das minhas responsabilidades”. Outra abordagem é questionar a pertinência da pergunta: “Você poderia me explicar como essa informação se relaciona com as exigências da vaga?” 

“Nenhuma mulher precisa aceitar qualquer ambiente de trabalho. Reconhecer organizações que respeitam seus limites é também uma forma de se proteger e também exercer poder, tomando decisões profissionais mais conscientes”, conclui a especialista. 

 

ManpowerGroup®


Parlamento italiano prorroga prazo para cidadania italiana de menores até 2029

Medida aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado amplia o tempo para declaração de vontade dos pais e traz novo fôlego a famílias brasileiras com processos em andamento 

 

A Câmara dos Deputados da Itália aprovou o texto que prorroga o prazo para que pais possam declarar a vontade de transmitir a cidadania italiana aos filhos menores de idade até 31 de maio de 2029. 

A medida integra o chamado Decreto Milleproroghe, instrumento legislativo utilizado pelo governo italiano para estender prazos e ajustar normas em diferentes áreas, e agora segue para as próximas etapas de tramitação no Parlamento italiano. 

Além da aprovação na Câmara dos Deputados da Itália, a prorrogação do prazo também foi aprovada pelo Senado italiano, concluindo a tramitação parlamentar do texto no âmbito do decreto. Com o aval do Parlamento, a medida segue para promulgação e consolidação definitiva, garantindo segurança jurídica quanto à extensão do prazo. 

A alteração substitui o prazo anteriormente previsto para 31 de maio de 2026 e representa um alívio para milhares de famílias que enfrentam dificuldades práticas para concluir o processo dentro do calendário original. Entre os principais entraves estão a alta demanda por agendamentos nos consulados italianos, a demora na emissão e retificação de documentos civis e a complexidade burocrática que envolve o reconhecimento da cidadania por descendência. 

Para o público brasileiro, que historicamente lidera o número de pedidos de reconhecimento da cidadania italiana no exterior, a prorrogação amplia o período para organização documental e planejamento estratégico. A mudança permite que responsáveis legais tenham mais tempo para formalizar a declaração exigida pela legislação italiana, evitando que menores percam a oportunidade por questões procedimentais. 

Segundo Vinícius Gama, sócio-fundador da Pátria Cidadania, a decisão representa um avanço importante no contexto atual. “A prorrogação até 2029 traz segurança jurídica e reduz a pressão sobre famílias que estavam correndo contra o tempo para garantir o direito dos filhos. Muitos processos são impactados por fatores externos, como filas consulares e exigências documentais complexas, e essa ampliação do prazo reconhece essa realidade”, afirma. 

Ele ressalta, no entanto, que o novo prazo não deve ser interpretado como motivo para atrasar o processo. “Apesar do tempo adicional, é fundamental que as famílias mantenham organização e planejamento. Antecipar a reunião de documentos, acompanhar a tramitação legislativa e estruturar o caso com orientação especializada continua sendo essencial para assegurar o reconhecimento da cidadania de forma eficiente e segura”, complementa o especialista. 

Caso o texto seja definitivamente convertido em lei após as etapas finais no Parlamento italiano, o novo prazo até maio de 2029 passará a valer oficialmente, consolidando uma mudança relevante no cenário da cidadania italiana para menores e impactando diretamente milhares de descendentes de italianos no Brasil e em outros países.


 Pátria Cidadania


A qualidade precisa vencer

 

O mercado eletroeletrônico brasileiro tem passado por transformações significativas nesta fase. Há diversas indústrias que têm procurado novas alternativas para produzirem com boa qualidade e maior produtividade. O problema, porém, é quando o interesse fica concentrado demasiadamente no custeio e os compradores das concessionárias de energia passam a comprar componentes notadamente do mercado chinês e sem a conexão direta com o nível de qualidade necessário. 

Lamentavelmente, temos visto todos os dias nos jornais várias notícias com reclamações sobre o desempenho de algumas concessionárias distribuidoras de energia elétrica. Acreditamos que todos do segmento energético podem dar sua própria contribuição pública citando os problemas que nos deparamos em nosso dia a dia. Neste momento é preciso ficarmos atentos principalmente sobre a extrema necessidade de preservar a qualidade dos componentes usados nas concessionárias. O primeiro passo nesse sentido está na qualificação dos fornecedores e exigir os atributos especialmente aqueles previstos em como, por exemplo, o clássico padrão NBR. 

O conjunto de normas do padrão NBR é um dos principais marcos nesse cenário. As normas NBR (Normas Brasileiras) são um conjunto de padrões técnicos elaborados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Elas estabelecem requisitos, procedimentos, especificações e diretrizes para garantir a qualidade, segurança e eficiência de produtos, serviços e processos em diferentes áreas, como energia elétrica, construção civil, saúde, meio ambiente, tecnologia, entre outras. 

Essas normas ajudam a padronizar e organizar práticas no Brasil, promovendo a compatibilidade entre diferentes produtos e serviços, facilitando o comércio e assegurando a conformidade com as exigências legais, sendo um compromisso da empresa com processos padronizados, melhoria contínua e rastreabilidade. 

Em complemento temos a certificação ISO 9001. A norma internacional que estabelece requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e que é um selo de qualidade na gestão dos processos internos. 

E além da norma e certificação mencionadas, existem outras imprescindíveis e que asseguram a qualidade do produto. A ISO 14001, que estabelece requisitos para as empresas minimizarem os efeitos ambientais e fomentarem a sustentabilidade.  

As normas e certificações destacadas neste artigo são só algumas dentre diversas certificações que asseguram a confiabilidade e segurança da empresa, bem como de seus equipamentos e serviços fornecidos. 

Paradoxalmente, não é raro um problema elétrico atingir o próprio consumidor final com apagões ou quedas recorrentes de energia, que é produto muitas vezes de componentes de apenas alguns centímetros. Um pequeno item, por isso, pode gerar um grande problema. 

No caso dos conectores elétricos sua baixa qualidade se transforma naquele ‘elo da corrente’ rompido e resulta em sérios problemas na distribuição da corrente elétrica. Quando um conector é fabricado com material de baixa qualidade, geralmente não possui as dimensões adequadas ou está sujeito mais à oxidação, o que gera uma alta resistência de contato no dispositivo, ou seja, causa falta de fluidez no fluxo de corrente elétrica que ocorre no ponto de união entre dois condutores (conectores, disjuntores, interruptores ou relés). 

O defeito mais comum e perigoso num conector ruim é o aquecimento excessivo, também, conhecido como ‘efeito Joule’. Ele ocorre quando a corrente elétrica passa por uma conexão de má qualidade, criando uma resistência que gera intenso calor. O problema acaba provocando derretimento do isolamento dos condutores e consequente danos as conexões da rede elétrica, e pode até provocar, além do prejuízo da falta de energia, incêndios em casos extremos. 

Um mau contato gera calor que gera uma sobrecarga na rede e por isso desarma o sistema, ainda que o consumo de energia pelos aparelhos elétricos esteja normal. O desarme do sistema provoca quedas frequentes de eletricidade que acabam irritando qualquer usuário de energia elétrica, mesmo que seja até um monge tibetano. 

Outro grande dissabor são as oscilações e a queda de tensão, mais uma dificuldade característica provocada pelo conector tecnicamente inadequado. Essa situação impede que a tensão correta chegue aos aparelhos. No caso do consumidor final elas ficam evidentes quando as luzes ficam piscando, os equipamentos funcionam vagarosamente ou até não ligam sem uma razão clara. A pessoa vai notar essas falhas naquele instante em que o forno de micro-ondas demora mais para esquentar ou quando um motor elétrico está com ruído esquisito. Para o consumidor final o prejuízo ficará mais visível ao perceber que os aparelhos eletrônicos mais sensíveis, como TV e computador, apresentam uma menor vida útil. 

E não é só isso. Conexões ruins aumentam a conta no final do mês. O calor produzido por conectividade ruim é na verdade desperdício de energia. O consumidor paga pelo calor dissipado via fiação e que nunca se transformou em eletricidade ou força motriz de algum aparelho eletrodoméstico. É uma perda tanto dentro de casa, como em escritórios, comércios ou outro lugar consumidor de eletricidade. 

A entrega da energia nas residências está associada à maneira adequada da aplicação dos conectores na rede elétrica. Em outras palavras, é preciso pensar na qualidade da aplicação e dos produtos conectados à rede elétrica para não ‘tomar choque no bolso’. Naturalmente, não se pode dissociar também a parte da responsabilidade do operador, mas a integridade do dispositivo é essencial e indispensável. Não adianta ter um conector admirável se o profissional não souber aplicá-lo. É um esforço de ponta a ponta: qualidade de mão de obra e produto. 

Lamentavelmente, hoje em dia, há uma forte sensação de incentivo no mercado de energia elétrica apenas para a busca de materiais baratos. Dentro do segmento, existem também questionamentos de players sobre presença constante daqueles ‘clássicos’ fornecedores nos projetos. No entanto, esses reclamantes, em geral, calouros no mercado, não prestam atenção ou não observam as razões dessa ocorrência. Não fazem uma reflexão mais profunda sobre os motivos dessa presença incômoda para eles. 

Os rigores de qualificação nas concorrências exigem que participem somente fornecedores que tenham alta qualidade no fornecimento. Embora o Brasil tenha uma quantidade absurda de empresas, nem todas estão preparadas ou qualificadas para o fornecimento, no grau de exigência da cadeia de suprimentos do setor elétrico. Muitas vezes aqueles players com acionistas externos não compreendem o panorama brasileiro, porque analisam apenas outros mercados e observam atentamente apenas a situação em mercados distantes por outro prisma, não enxergando qual é efetivamente a realidade brasileira. 

Por aqui, ainda há muitos fornecedores de baixa categoria. Empresas que fabricam produtos sem compromisso com a qualidade, sem controle de processos, sem certificação e, portanto, não estão à altura para atender aos padrões exigidos pelo setor elétrico. Quando possuem controladores estrangeiros enfrentam desafios para compreender os detalhes, características e especificidades do mercado nacional porque só conseguem ver e entender a situação de fora. 

Na China, por exemplo, há fornecedores com os mais diversos tipos de materiais. Há relatos, de dentro de distribuidoras, que ao se pedir um certificado de origem, eles ignoram a solicitação. Quando se solicita um certificado de rastreabilidade podem dizer que não têm num primeiro momento, mas no outro dia curiosamente aparecem com um certificado que foi pedido. Esse tipo de fornecedor concorre no mercado com várias empresas brasileiras que realmente investiram, se prepararam e se qualificaram durante muito tempo. 

Surgiu também um novo comportamento no mercado de também tentar qualificar todo e qualquer fornecedor, porque há pressão do controlador por novos entrantes, mesmo que não necessariamente estejam qualificados para competir no processo de compras, especialmente naqueles segmentos com mais concorrentes. Muitos desses novatos, na realidade, estão competindo de uma forma desigual com os outros fornecedores brasileiros por causa das diferenças nos direitos trabalhistas e alternativas de produção mais baratas e descompromissadas. 

A China, maior concorrente na produção de conectores elétricos, reconhecidamente não tem sido um país que possui uma legislação trabalhista nos mesmos moldes que existe no Brasil. Não apresenta o mesmo nível de despesas e encargos similares no trabalho assalariado. Mesmo entre aqueles fornecedores que são homologados, com capacidade técnica de fornecimento, eles efetivamente concorrerem de uma forma desleal no Brasil. 

Consequentemente, são inúmeras vertentes num só grande problema para o mercado nacional. E o novo componente nessa disputa assimétrica é essa pressão dos fornecedores entrantes, sem a mínima qualificação para as necessidades locais. São concorrentes que atuam de maneira desigual e desleal. De todo modo continuaremos lutando pela presença de características essenciais no produto sem as quais não se poderia conceber a sua existência num mercado de tanta responsabilidade. 

 

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões. É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, e com atuação em vários mercados internacionais. https://krj.com.br/


IR chegou: como arrumar seus documentos para não esquecer nada na declaração

Organização é o primeiro passo para evitar erros, atrasos e dores de cabeça com o Imposto de Renda
 

Com o início do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), milhões de brasileiros começam a reunir documentos e informações para acertar as contas com o Fisco. Em 2025, a expectativa da Receita Federal era receber cerca de 46,2 milhões de declarações, um número que representa um aumento de quase 7% em relação ao ano anterior, quando foram entregues em torno de 43,2 milhões de declarações. Até o final de março de 2025, mais de 4,8 milhões de contribuintes já haviam enviado seus formulários, e ainda havia milhões a declarar nos meses seguintes, o que costuma gerar busca por informações e ajuda para organizar os documentos necessários.

Organizar corretamente os papéis e arquivos antes de começar a preencher a declaração é uma etapa que pode evitar erros, esquecimentos e até multas por atraso, já que quem perde o prazo está sujeito a pagar um valor mínimo estipulado pela Receita.

Para facilitar esse processo, a Multicoisas reuniu algumas dicas práticas para ajudar contribuintes a colocar a papelada em ordem e evitar dores de cabeça na hora de declarar.


1. Separe os documentos por tipo e mantenha tudo à mão
O primeiro passo é organizar seus papéis por categoria, criando divisões para documentos pessoais, informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, comprovantes bancários, extratos de investimentos e qualquer outro papel que possa ser solicitado. Ter envelopes, pastas ou caixas identificadas por tipo ajuda a reunir tudo de forma lógica, o que facilita a hora de consultar documentos específicos e evita que algo importante fique perdido entre os papéis.


2. Crie um local fixo para guardar toda a papelada
Manter todos os documentos do IR em um único local da casa — como uma gaveta organizada, uma caixa específica ou um arquivo — reduz a chance de extravio. Esse espaço único também facilita revisões rápidas e consultas, sobretudo quando o prazo está próximo do fim.


3. Use etiquetas para identificar rapidamente o conteúdo
Etiquetar pastas e caixas com nomes como “IR 2026”, “Rendimentos 2025” ou “Despesas Médicas” agiliza a busca por documentos e evita que papéis de anos anteriores se misturem com os deste ano, evitando erros de preenchimento.


4. Organize também os arquivos digitais
Muitos documentos importantes, como informes bancários e notas fiscais eletrônicas, são enviados por e-mail ou ficam disponíveis no site das instituições financeiras. Criar pastas no computador ou na nuvem com nomes claros e datados ajuda a manter tudo centralizado e pronto para anexar ou consultar quando necessário.


5. Revise antes de começar a preencher a declaração
Antes de iniciar o preenchimento no programa ou app da Receita, vale conferir se todos os documentos estão reunidos e organizados. Essa revisão evita paradas no meio do processo, correções posteriores ou a necessidade de reenvio de informações.

Manter os documentos organizados não só facilita o preenchimento do Imposto de Renda, mas também contribui para uma rotina financeira mais prática e segura ao longo do ano.


Multicoisas


Pirâmide invertida: por que há mais vagas no topo do que na base?

 

Durante décadas, aprendemos que as organizações funcionam como pirâmides: muitas vagas para cargos mais operacionais na base, e poucas no topo. Mas, basta olhar para o mercado atual para perceber que essa lógica está se invertendo: nunca vimos tanta busca para preencher essas posições de liderança, enquanto as demais, dificilmente, ficam disponíveis por tanto tempo. Muito mais do que compreender os motivos desta inversão, vale o questionamento: o que falta, nos líderes atuais, para que nossas empresas não tenham mais tanta dificuldade em encontrar profissionais que inspirem resultados cada vez melhores? 

No primeiro trimestre de 2025, dados do Caged informaram que nosso país criou mais de 650 mil empregos formais. Do outro lado, é difícil encontrar números oficiais que mostrem uma quantidade exata disponível. Projeções internacionais indicam que aberturas anuais para cargos executivos podem girar em algumas centenas de milhares globalmente, como cerca de 350 mil vagas executivas projetadas por ano nos EUA. 

Historicamente, nossa sociedade sempre demandou uma maior quantidade de profissionais ocupando funções braçais do que meramente intelectuais. Mais execução do que planejamento – o que se reflete até hoje. Não se trata de uma maior facilidade em preencher tais vagas, mas de existir uma maior mão de obra disponível para assumi-las. Enquanto, do outro lado, é indiscutível que ser um bom líder é algo restrito a poucas pessoas. Não pela falta de estudo ou qualificação, mas por se tratar de uma habilidade natural que, nem sempre, é simples de ser desenvolvida ou treinada em qualquer um. 

O contraponto é explícito. Quando falamos da pirâmide invertida no mercado, é importante ter claro em mente que isso não se limita a uma diferença numérica de disponibilidade, mas compreender que a liderança, enquanto habilidade, é rara de ser encontrada, o que faz com que muitas empresas acabem investindo mais tempo e recursos em recrutar um talento qualificado nesse sentido, do que em treinar alguém internamente. Não que seja impossível de ser feito, mas extremamente complexo, mesmo diante de metodologias eficazes para tal. 

Pense, por exemplo, em grandes líderes natos da história da humanidade. De Alexandre, o Grande; à Joana d’Arc e Steve Jobs. Enormes influenciadores e engajadores de suas épocas que, mesmo que seus discursos e comportamentos fossem replicados por outras pessoas, pouco provavelmente teriam o mesmo sucesso que cada um deles teve. O mesmo vale atualmente: é raro ver tamanha habilidade de liderança no mercado, o que faz com que seja algo tão valioso ao ponto que se vende por si só em uma entrevista. 

Mas, como é possível medir este talento durante um processo seletivo? Como avaliar se o executivo em questão tem a capacidade de inspirar, engajar e motivar seus times rumo a um desempenho crescente? Apenas quando já estiver dentro da empresa. É o mesmo que acontece com um jogador: como o técnico terá certeza de que terá um bom desempenho nas partidas? Quando colocá-lo em campo disputando e analisar seu desempenho. 

A criatividade e inovação ainda são características fundamentalmente presentes nos seres humanos, que nenhuma tecnologia conseguirá desenvolver com maestria, apenas replicar o que já existe. E, para que essa grande quantidade de vagas do topo da pirâmide possa ser preenchida, toda a mentalidade do mercado precisaria ser mudada, estimulando esse desenvolvimento desde cedo nos futuros profissionais. 

Afinal, atualmente, temos mais executores do que criadores. Mais posições operacionais preenchidas do que de liderança. Porém, diante do uso massivo das tecnologias em nosso dia a dia, o que, inevitavelmente, acaba limitando o poder criativo e pensativo nas tarefas cotidianas, ainda teremos um grande desafio no futuro, criando o ambiente necessário para que essas habilidades de liderança floresçam e prosperem em nosso mercado.  

 


Thiago Gaudencio - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


Vai comprar chocolate na Páscoa? Veja 5 dicas para escolher opções mais saudáveis

Freepik
Com a alta no consumo nesta época do ano, especialista explica o que observar antes da compra 

 

É só a Páscoa se aproximar que os supermercados passam a exibir uma infinidade de barras, caixas de bombom e ovos de chocolate nas prateleiras. Entre embalagens chamativas e diferentes sabores, muitos consumidores acabam escolhendo apenas pelo visual ou pelo preço, sem perceber que pequenas informações no rótulo podem ajudar a identificar opções com menos açúcar ou mais adequadas para quem busca manter a dieta. O cuidado na escolha também tem impacto no bolso: dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que chocolate em barra e bombons acumulam alta de 24,77% em 12 meses até janeiro de 2026, pressionando o preço desses produtos no país.

Apesar da variedade disponível no mercado, observar a composição nutricional pode ajudar a fazer escolhas mais equilibradas. Segundo o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador da Emagrecentro, olhar atentamente a tabela nutricional e a lista de ingredientes permite entender melhor a qualidade do produto antes da compra. “Muitas vezes a decisão acontece pela embalagem ou pela marca, mas o rótulo traz informações importantes que ajudam o consumidor a identificar a quantidade de açúcar, o tipo de gordura utilizado e a presença de ingredientes de melhor qualidade”, explica o especialista. 

A seguir, o médico aponta algumas orientações práticas que podem ajudar na escolha, confira:


  1. Prefira chocolates com mais de 50% de cacau

O percentual de cacau costuma indicar a quantidade de açúcar presente no produto. “Chocolates com 50%, 60% ou 70% de cacau normalmente têm menor adição de açúcar em comparação às versões tradicionais ao leite. Quanto maior o percentual de cacau, menor tende a ser a quantidade de açúcar adicionada. Por isso, observar essa informação na embalagem é uma forma simples de fazer uma escolha mais equilibrada”, orienta o Dr. Ramuth.


  1. Observe qual ingrediente aparece primeiro na lista

A lista de ingredientes sempre aparece em ordem de quantidade, do maior para o menor. “Quando açúcar, xarope de glicose ou açúcar invertido aparecem logo no início, isso indica maior concentração desses ingredientes. Se o açúcar aparece entre os primeiros itens da lista, significa que ele está presente em grande proporção. O ideal é que a massa de cacau apareça primeiro”, explica o médico.


  1. Compare a quantidade de açúcar na tabela nutricional

Outra estratégia importante é observar quantos gramas de açúcar existem em cada porção. “Comparar diferentes marcas pode ajudar o consumidor a identificar opções com menor teor. A tabela nutricional permite comparar produtos semelhantes e entender qual deles apresenta menor concentração de açúcar”, afirma.


  1. No chocolate branco, prefira os que têm manteiga de cacau

Algumas versões de chocolate branco utilizam gorduras vegetais hidrogenadas ou fracionadas no lugar da manteiga de cacau, o que pode reduzir a qualidade do produto. “Quando a manteiga de cacau é substituída por outras gorduras, o produto perde qualidade nutricional. Por isso, vale sempre verificar na lista de ingredientes se a manteiga de cacau aparece entre os principais componentes”, orienta.


  1. Atenção aos complementos

Recheios como brigadeiro, creme de avelã, caramelo ou biscoitos costumam concentrar ainda mais açúcar e gordura. “Essas versões costumam ter composição mais calórica. Optar por chocolates com menos recheios ou com maior teor de cacau pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar”, relata. Mesmo com escolhas mais conscientes, o especialista reforça que o equilíbrio continua sendo fundamental. “O chocolate pode fazer parte da alimentação, mas o ideal é evitar exageros e manter porções moderadas ao longo do dia”, conclui. 

  

Emagrecentro


Empresa que não previne, morre

 

A frase do título acima ninguém gosta de ouvir. Vivemos em um tempo em que os empresários buscam estabilidade, previsibilidade e crescimento constante. Mas existe, sim, uma verdade dura, inegociável e quase sempre ignorada: empresa que não previne, morre. 

Pode parecer exagero, mas não é. Cada real perdido por falhas, desperdícios ou fraudes é um pedaço da saúde da empresa sendo impactado. Alguns preferem chamar isso de “custo inevitável”. Eu chamo de sangramento. E sangrar sem estancar é sentença de morte! 

Muitos gestores acreditam que estão lucrando. Olham para a planilha, enxergam o faturamento crescendo e respiram aliviados: a falsa ilusão do lucro. Mas o que não enxergam é que as perdas corroem silenciosamente o resultado: produtos vencidos, processos mal estruturados, processos judiciais, fraudes internas, ineficiência operacional e desperdícios invisíveis.

O lucro, nesses casos, não passa de ilusão contábil. É como comemorar um saldo positivo no banco sem perceber que a conta está sendo drenada por baixo. Muitos ainda tratam a prevenção de perdas como departamento secundário, um “custo adicional”. Essa é a maior armadilha que uma empresa pode cair. 

A verdade é simples: sem prevenção, não há fluxo de caixa, competitividade e futuro. Prevenção de perdas não é gasto, é oxigênio. Sem ela, a empresa sufoca. Ela pode até sobreviver alguns anos ignorando perdas, mas isso não é viver, é adiar o inevitável. Toda organização que não encara a prevenção como parte estratégica do negócio, mais cedo ou mais tarde, sucumbe. 

Se você é gestor, empresário ou líder, precisa se fazer uma pergunta agora: Estou liderando uma empresa que vive ou uma que sangra até morrer? A diferença entre uma coisa e outra está na coragem de enxergar e agir. Prevenção de perdas é a linha que separa empresas que crescem das que desaparecem. 

Repito, pode parecer muito duro dizer isso. Mas é a verdade.



Anderson Ozawa - CEO da AOzawa Consultoria, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro “Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros”

AOZAWA CONSULTORIA (www.aozawaconsultoria.com.br)



Data reforça o papel das instituições de ensino no desenvolvimento
 educacional e social das crianças
Estímulos criativos e materiais adequados ajudam a promover o desenvolvimento dos estudantes e tornam o processo de aprendizagem mais seguro, organizado e envolvente 


 

Em 15 de março é celebrado o Dia da Escola, data que destaca o papel das instituições de ensino no desenvolvimento educacional e social de crianças e jovens. Mais do que um espaço de aprendizado formal, a escola é o ambiente em que se constroem as bases da alfabetização, da autonomia e da convivência, competências essenciais para toda a vida. 

Nos primeiros anos da vida escolar, a alfabetização representa um dos momentos mais importantes do desenvolvimento das crianças. É nessa fase que elas aprendem a ler e escrever, ampliam o vocabulário e passam a interpretar o mundo de forma mais crítica e independente. O processo envolve não apenas o reconhecimento das letras, mas também estímulos que favorecem a coordenação motora, a criatividade e a organização das ideias. 

Atividades como colagens, recortes, produção de cartazes, maquetes e exercícios manuais fazem parte da rotina escolar e contribuem para tornar o aprendizado mais dinâmico e participativo. O contato com diferentes materiais estimula a concentração, a expressão individual e o engajamento nas tarefas propostas em sala de aula. 

Como parceira dessa jornada educativa, Pritt oferece soluções que unem alta performance e segurança absoluta. A icônica cola em bastão, por exemplo, é formulada com 97% de ingredientes naturais, sendo totalmente livre de solventes e segura para o manuseio infantil.

O portfólio se completa com outros produtos que facilitam a rotina escolar, desde a cola líquida Tenaz para projetos maiores, até corretivos em fita e a massa adesiva Multi Tack, que permitem fixar, corrigir e organizar ideias em qualquer superfície, sem sujeira. 

“Estar presente no dia a dia escolar é contribuir para uma etapa decisiva da formação das crianças. Acreditamos que materiais seguros, com formulações sustentáveis, práticos e fáceis de usar apoiam o desenvolvimento da criatividade e da autonomia, tornando o processo de aprendizagem ainda mais significativo”, afirma Carolina Frydman, Diretora de Marketing de Consumo da Henkel no Brasil.

Neste Dia da Escola, o convite é valorizar o espaço escolar como um verdadeiro laboratório de descobertas, em que atividades criativas, como colagens e produções artísticas, ajudam a construir o caminho da alfabetização e transformam cada erro corrigido em aprendizado para o futuro.

 

Pritt
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Henkel
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Licença para tratamento de saúde do servidor público é um direito? Entenda as regras, limites e cuidados


O afastamento por motivo de doença é um direito assegurado ao servidor público e integra o conjunto de garantias voltadas à proteção da saúde e da dignidade no trabalho. Embora muitas vezes seja tratado como algo simples, o tema envolve requisitos legais, procedimentos administrativos e consequências funcionais que merecem atenção. 

De modo geral, os servidores dos três níveis da federação — União, estados e municípios — podem se afastar das atividades a pedido ou de ofício, sem prejuízo da remuneração, quando comprovada a incapacidade temporária para o trabalho. No entanto, cada ente possui legislação própria, o que pode gerar diferenças quanto a prazos, forma de comprovação e exigência de perícia. 

O primeiro ponto essencial é a formalidade do atestado médico. O documento deve conter identificação completa do servidor, prazo estimado de afastamento, data de emissão e identificação do profissional de saúde, com assinatura e número de registro. A ausência de informações, rasuras ou inconsistências pode levar ao indeferimento do pedido. 

Importa destacar que a licença para tratamento da própria saúde não se confunde com outras hipóteses legais, como licença-gestante, licença-maternidade, adoção ou afastamentos decorrentes de acidente em serviço, cada qual regida por normas específicas. A correta identificação do tipo de licença evita equívocos administrativos e prejuízos ao servidor. 

No âmbito federal, quando o total de afastamentos por doença não ultrapassa quinze dias no período de doze meses, em regra, não há necessidade de perícia médica oficial. Contudo, caso o servidor opte por não informar o código da doença no atestado — prerrogativa legítima ligada à privacidade — a avaliação pericial poderá ser exigida independentemente do prazo. 

O envio do atestado deve observar o procedimento eletrônico oficial, normalmente por meio do sistema funcional, dentro do prazo estabelecido pela administração. O descumprimento desse prazo pode comprometer o reconhecimento da licença e gerar repercussões funcionais. 

Quando o afastamento se prolonga, a perícia médica oficial passa a ser obrigatória. Licenças mais extensas são acompanhadas de avaliações periódicas, e, nos casos de incapacidade duradoura, a administração poderá analisar a possibilidade de readaptação funcional ou, em situações extremas, aposentadoria por incapacidade permanente. 

Embora o direito exista em todas as esferas, servidores estaduais e municipais devem consultar a legislação local, pois requisitos, fluxos e critérios podem variar. Em qualquer hipótese, a orientação é agir com transparência, observar os prazos e manter a documentação regular. 

Mais do que um procedimento burocrático, a licença para tratamento de saúde é instrumento de proteção social. Seu uso correto garante segurança jurídica ao servidor e permite à administração conciliar eficiência do serviço público com respeito à condição humana de quem o executa. 



Luiz Antonio Müller Marques - advogado e sócio de Wagner Advogados Associados



Como se preparar para estudar fora sem comprometer o desenvolvimento emocional do estudante

Alunos da Escola Canadense de Brasília em jornada cultural
no Canadá: um mergulho acadêmico e humano que atravessa fronteiras. 
 
Divulgação
Cresce entre famílias brasileiras o interesse por universidades internacionais — mas o processo levanta uma questão essencial: como conciliar alto desempenho acadêmico, planejamento estratégico e bem-estar emocional ao longo do ensino médio.


Cada vez mais estudantes brasileiros consideram cursar a graduação no exterior. No entanto, o caminho até uma universidade internacional envolve mais do que boas notas. Exige planejamento de longo prazo, construção de trajetória acadêmica consistente e desenvolvimento socioemocional. Para muitas famílias, surgem dúvidas importantes: quando começar a preparação, quais atividades realmente fazem diferença e como apoiar o estudante sem gerar pressão excessiva.

Especialistas em educação afirmam que o sucesso nesses processos seletivos está menos ligado a um momento específico e mais à formação gradual do aluno. A trajetória de Sophia Rabelo, estudante do ensino médio Escola Canadense de Brasília, escola da Inspira Rede de Educadores, aprovada em três universidades internacionais e também na Universidade Estadual da Paraíba, ilustra como a preparação acadêmica pode caminhar junto com o amadurecimento pessoal.


Quais são as principais dúvidas de pais e educadores?

Entre famílias que consideram a possibilidade de estudar fora, algumas perguntas aparecem com frequência:

  • Quando a preparação deve começar?
  • Apenas notas altas garantem aprovação em universidades internacionais?
  • Como equilibrar exigência acadêmica e saúde emocional?
  • Qual é o papel das atividades extracurriculares?
  • A preparação para o exterior prejudica o acesso às universidades brasileiras?

De acordo com especialistas, muitas dessas dúvidas surgem porque o processo internacional difere bastante do modelo tradicional brasileiro, que costuma priorizar provas como vestibular ou Enem.

Sophia relata que compreender essa diferença foi um dos maiores desafios do processo.

“O momento mais desafiador foi entender e cumprir todos os requisitos das universidades. No Brasil, normalmente o principal caminho para entrar em uma faculdade é uma prova. Já no exterior, o processo é muito mais complexo: pedem redações pessoais, cartas de recomendação, histórico escolar detalhado, atividades extracurriculares e testes de proficiência em inglês”, conta a estudante.

Segundo ela, lidar com prazos distintos e múltiplas exigências exigiu organização e autonomia.

“Ao longo do processo, eu fiquei muito mais organizada e independente. Aprendi a planejar melhor meu tempo e a correr mais atrás das coisas por conta própria.”


O que dizem especialistas em educação e admissões internacionais?

Para educadores, a principal diferença entre os modelos de admissão está no tipo de avaliação que as universidades realizam.

Segundo a consultora educacional Dominique Dahoui, ex-aluna da Escola Canadense de Brasília, escola da Inspira Rede de Educadores, e atualmente ligada ao programa de orientação internacional Go Global, universidades estrangeiras buscam compreender o perfil completo do candidato.

“As universidades internacionais não estão buscando apenas uma nota específica. Claro que existe uma média acadêmica, mas o principal objetivo é conhecer o aluno. Como o processo acontece à distância, eles avaliam os textos, as atividades extracurriculares e o conjunto da trajetória do estudante.”

Isso significa que projetos pessoais, participação em clubes, iniciativas sociais e experiências de liderança podem ter peso significativo no processo seletivo.

Dominique explica que a preparação ideal começa antes da fase de aplicação formal.

“O primeiro ano do ensino médio já é um bom momento para começar a pensar em atividades extracurriculares que façam sentido para o aluno. Não é necessário saber exatamente qual curso escolher, mas é importante construir um histórico consistente.”

Outro ponto frequentemente negligenciado pelas famílias é o planejamento financeiro.

“Muitas famílias consideram apenas o custo da universidade, mas esquecem do custo de vida no exterior: moradia, alimentação, transporte e outras despesas. É importante pesquisar tudo isso com antecedência.”

Ela também destaca a importância do diálogo entre família e escola.

“Se os pais e o aluno não compartilham seus objetivos com a escola, muitas oportunidades podem passar despercebidas. A comunicação é essencial para que a escola consiga apoiar essa trajetória.”


Como aplicar esse conhecimento na prática?

Especialistas apontam algumas estratégias que ajudam estudantes e famílias a lidar com o processo de forma mais equilibrada.

1. Começar a preparação gradualmente

A construção de um perfil acadêmico começa no início do ensino médio, com atenção a:

  • desempenho escolar consistente
  • participação em projetos e clubes
  • envolvimento em atividades comunitárias
  • desenvolvimento de habilidades de liderança


2. Desenvolver autonomia e organização

Processos internacionais exigem múltiplos prazos e documentos. Aprender a gerenciar tempo e responsabilidades torna-se parte importante da formação.


3. Equilibrar exigência e bem-estar

Segundo educadores, excelência acadêmica não deve ser construída à custa da saúde emocional. Estruturas de apoio pedagógico, monitorias e orientação individual podem ajudar os estudantes a lidar com desafios de forma saudável.

O coordenador acadêmico do High School da Escola Canadense de Brasília, Marcos Barbosa, destaca que a preparação acadêmica precisa considerar o estudante de forma integral.

“Excelência acadêmica e bem-estar caminham juntos. Quando o aluno conta com acompanhamento pedagógico, monitorias e orientação de estudos, ele consegue desenvolver autonomia e lidar melhor com desafios acadêmicos.”


4. Valorizar experiências além da sala de aula

Universidades internacionais observam o conjunto da trajetória do estudante. Por isso, atividades como:

  • olimpíadas acadêmicas
  • projetos comunitários
  • clubes estudantis
  • intercâmbios
  • iniciativas de liderança

podem contribuir para ampliar repertório e maturidade.


Um processo que vai além da aprovação

Nos últimos anos, especialistas têm destacado que a internacionalização da educação não deve ser vista apenas como um destino, mas como parte de um processo formativo mais amplo.

Experiências acadêmicas diversas, contato com diferentes culturas e participação em projetos sociais contribuem para o desenvolvimento de competências valorizadas globalmente, como pensamento crítico, autonomia e capacidade de colaboração.

Educação como construção de trajetórias possíveis

Para famílias e educadores, o principal desafio não é escolher um único caminho, mas criar condições para que o estudante tenha liberdade real de decisão.

Trajetórias como a de Sophia mostram que aprovações internacionais costumam ser resultado de um percurso construído ao longo de anos — combinando desempenho acadêmico, desenvolvimento socioemocional e apoio de uma rede educacional estruturada.

No fim, especialistas reforçam um ponto essencial: não existe fórmula única para o sucesso acadêmico. Cada estudante desenvolve sua própria trajetória — e boas decisões pedagógicas surgem do diálogo constante entre família, escola e aluno. 



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