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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Fato ou Fake: o que você precisa saber sobre o câncer ginecológico

8/4 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer 

 

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, o ginecologista Dr. Eduardo Batista Cândido, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)chama atenção para a importância de combater a desinformação e incentivar o diagnóstico precoce. Quando o assunto é câncer ginecológico, que inclui tumores de colo do útero, mama e ovário, por exemplo, ainda há muitos mitos que podem atrasar o diagnóstico. 

 

O especialista - que coordenará várias mesas sobre esta pauta durante o 63º CBGO, o Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia - que acontece de 17 a 30 de maio em Belo Horizonte - esclarece os principais fatos e fakes abaixo: 

 

1. Câncer de mama sempre dói.  


FAKE. Na fase inicial, o câncer de mama costuma ser indolor. Embora a dor mamária deva ser considerada na avaliação clínica, ela não é um sinal confiável da doença. Por isso, esperar sentir dor para buscar ajuda pode atrasar o diagnóstico. A consulta de rotina, o exame clínico das mamas e a mamografia periódica são fundamentais para reduzir a mortalidade. 

 

2. O câncer de ovário pode ser detectado pelo ultrassom transvaginal. 


FAKE. Diferentemente de outros tumores, o câncer de ovário ainda não possui um método eficaz de rastreamento. O ultrassom transvaginal não consegue identificar a doença em fases iniciais, sendo mais comum detectar alterações em estágios avançados. Isso reforça a importância de atenção a sintomas persistentes, como inchaço abdominal e dor pélvica. 

 

3. O câncer do colo do útero pode ser prevenido. 


FATO. Trata-se de um dos cânceres mais evitáveis. A vacinação contra o HPV e a realização regular do exame preventivo (Papanicolau ou teste de DNA-HPV) são medidas essenciais para reduzir significativamente o risco da doença. 

 

4. Só mulheres mais velhas têm câncer ginecológico. 


FAKE. Embora a incidência aumente com a idade, mulheres jovens também podem desenvolver câncer ginecológico, especialmente o do colo do útero e alguns tipos de tumores ovarianos. O acompanhamento médico deve ocorrer em todas as fases da vida adulta. 

 

5. Sangramento fora do período menstrual pode ser sinal de câncer.  


FATO. O sangramento uterino anormal é um importante sinal de alerta. Pode estar relacionado a condições benignas, mas também pode indicar câncer do colo do útero ou de endométrio. Qualquer sangramento irregular ou após a menopausa deve ser investigado. 

 

6. Câncer de endométrio sempre apresenta sintomas. 


FATO. Na maioria dos casos, o câncer de endométrio se manifesta por meio de sangramento vaginal anormal, o que favorece o diagnóstico precoce. Quando identificado cedo, as chances de cura são elevadas. 

 

7. O uso de anticoncepcional aumenta o risco de câncer ginecológico. 


FAKE. Na verdade, o uso de anticoncepcionais orais combinados é considerado um fator de proteção, contribuindo para a redução do risco de câncer de ovário e de endométrio ao longo da vida. 

 

8. Histórico familiar aumenta o risco de câncer ginecológico. 


FATO. Algumas mutações genéticas hereditárias elevam significativamente o risco desses tumores. Mulheres com histórico familiar devem buscar acompanhamento especializado e, quando indicado, aconselhamento genético. 

 

Muitos desses cânceres podem ser evitados ou diagnosticados precocemente. O grande desafio ainda é fazer com que as mulheres mantenham o acompanhamento regular, mesmo na ausência de sintomas, e não se deixem levar por mitos que circulam, principalmente, nas redes sociais”, reforça o Dr. Eduardo. 

 

O médico ressalta que o cuidado com a saúde ginecológica deve ser contínuo e individualizado. Prevenção, vacinação e consultas periódicas são as ferramentas mais eficazes que temos hoje para reduzir o impacto desses cânceres na vida das mulheres”, conclui. 

  

63º CBGO 

Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia 

https://febrasgo.iweventos.com.br/cbgo2026 

#CBGO2026 

Data: 27 a 30 de maio de 2026  

Local: Minascentro - Belo Horizonte - Minas Gerais 


Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO

Site: https://www.febrasgo.org.br/pt/
Redes Sociais:
@febrasgooficial
@feitoparaelaoficial

 

Cartilha lançada no Dia Mundial da Saúde alerta sobre risco silencioso na gestação: o álcool

Publicação inédita reúne evidências científicas e orienta gestantes, familiares e profissionais de saúde sobre condição totalmente prevenível, que afeta até 50 em cada 1.000 nascidos vivos 

 

Neste Dia Mundial da Saúde, comemorado esta semana, o Instituto Olinto Marques de Paulo (IOMP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançam a cartilha “Álcool na Gravidez: Entenda os Riscos - Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal”, com apoio da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

A publicação aborda, de forma acessível e fundamentada em evidências científicas, os riscos do consumo de álcool durante a gestação e chega em um momento crítico: estudos nacionais apontam que cerca de 15% das gestantes brasileiras consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, uma taxa 50% maior do que a média mundial. 

O material explica o que são os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), como a substância atravessa a placenta sem qualquer barreira protetora, quais são as consequências para o desenvolvimento fetal e por que não existe dose segura de álcool em nenhum momento da gestação. 

“A gestação é um período em que o apoio da família e do círculo social faz toda a diferença. Lançar essa cartilha no Dia Mundial da Saúde é um gesto simbólico e urgente: queremos que essa informação chegue a todas as gestantes, a todos os profissionais de saúde e a toda a sociedade. Não existe quantidade segura de álcool na gravidez, e essa mensagem precisa ser amplamente conhecida”, explica Sara Machado de Assis, gestora do Instituto OMP.

 

POR QUE É RELEVANTE? 

Os TEAF são uma das principais causas não genéticas de deficiência intelectual, afetando estimadamente 50 em cada 1.000 nascidos vivos, um número que supera em muito a incidência da Síndrome de Down (1 em cada 1.000). Apesar disso, menos de 1% das crianças afetadas recebem diagnóstico adequado. 

Falar sobre os TEAF também é falar sobre cuidado, responsabilidade coletiva e acolhimento, destaca a Dra. Helenilce de Paula Fiod Costa, presidente do Núcleo de Estudos sobre os TEAF da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). 

“É fundamental abordar o tema sem julgamentos, com empatia e foco na prevenção, em políticas públicas, em leis que sejam cumpridas e em cuidados de apoio às crianças, adolescentes, adultos e suas famílias”. 

A SAF, forma mais grave dentro do espectro, tem expectativa de vida média de 34 anos. Os danos são permanentes e irreversíveis. A condição, no entanto, é 100% prevenível: basta a gestante não consumir álcool.

Ao lançar a cartilha no Dia Mundial da Saúde, o Instituto OMP reforça a sua missão de usar a educação como ferramenta de transformação social e amplia o alcance da campanha.

 

INSTITUTO OMP


8/4, Dia Mundial da Natação: veja benefícios do esporte para bebês e crianças

Freepik
Especialistas explicam como o contato com a água estimula o desenvolvimento infantil e contribui para autonomia, disciplina e socialização dos pequenos


Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial da Natação chama a atenção para os impactos positivos do contato com a água desde os primeiros anos de vida. Considerada uma das atividades físicas mais completas para a infância, a natação estimula diversos aspectos do desenvolvimento infantil. Isso acontece porque, dentro da água, a criança movimenta diferentes grupos musculares, experimenta novos estímulos sensoriais e aprende a coordenar movimentos de forma progressiva. 

Muito além de uma atividade recreativa, a natação pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento físico, cognitivo e emocional de bebês e crianças, especialmente quando as aulas são conduzidas de forma lúdica e por profissionais especializados. 

Segundo Rafael Cardoso, coordenador de esportes da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), o ambiente aquático é um catalisador do desenvolvimento global infantil. "A água oferece estímulos sensoriais únicos que aprimoram a coordenação motora, a percepção corporal e o equilíbrio. Mais do que técnica, a criança aprende a superar desafios e a explorar sua autonomia de forma lúdica e segura", destaca o especialista. 

"Na água, cada mergulho é uma nova conquista. Nosso objetivo é transformar o medo em curiosidade e o esforço em diversão, garantindo que o primeiro contato com o esporte seja uma memória feliz para toda a vida."

Na primeira infância, entre aproximadamente 6 meses e 3 anos, o objetivo das atividades é principalmente promover a adaptação ao ambiente aquático e a adaptação a estímulos motores. No caso dos bebês, as atividades costumam envolver brincadeiras, deslocamentos simples e exercícios de respiração, sempre com a presença de um responsável dentro da água. 

A partir dos 3 ou 4 anos, as crianças começam a desenvolver movimentos básicos de propulsão, flutuação e controle da respiração. Já por volta dos 5 ou 6 anos, muitos alunos passam a aprender de forma mais estruturada os estilos de nado, como crawl e costas, sempre respeitando o ritmo de desenvolvimento de cada criança. 

Além dos aspectos físicos, a prática regular da natação também contribui para o desenvolvimento emocional e social. Ao participar das aulas, as crianças aprendem a seguir orientações, esperar sua vez e interagir com colegas. 

Para o educador da Escola Internacional de Alphaville, esse processo traz ganhos importantes para o comportamento infantil. “A natação ajuda a desenvolver autonomia e autoconfiança. Quando a criança percebe que consegue realizar novos movimentos ou atravessar a piscina com mais segurança, ela ganha confiança em si mesma”, destaca Cardoso.
 

Benefícios da natação para bebês e crianças 

A seguir, o educador elenca os principais benefícios da natação para bebês e crianças.
 

Fortalecimento do vínculo entre pais e filhos (no caso de bebês): nas aulas voltadas para bebês, a participação dos pais dentro da piscina cria momentos de interação e confiança, fortalecendo o vínculo afetivo e proporcionando experiências positivas no ambiente aquático;
 

Aumento da confiança e da autoestima: à medida que aprendem novos movimentos e superam desafios na água, as crianças tendem a desenvolver maior autoconfiança e sensação de conquista;
 

Desenvolvimento cognitivo, motor, físico e sensorial: os movimentos realizados dentro da água estimulam músculos, coordenação motora, percepção corporal e diferentes estímulos sensoriais, contribuindo para o desenvolvimento global da criança;
 

Disciplina e incentivo à rotina saudável: a participação regular nas aulas ajuda a criar hábitos de disciplina e estimula a prática de atividade física desde cedo;
 

Socialização e autonomia: as aulas em grupo favorecem a interação entre as crianças e estimulam comportamentos importantes para a convivência social, como cooperação, respeito a regras e autonomia.
 

O especialista
 

Rafael Cardoso Soares é graduado em Educação Física, com pós-graduação em Treinamento Esportivo e em Educação Física Escolar. Com mais de 20 anos de experiência na área pedagógica, atua desde 2019 como coordenador de esportes na Escola Internacional de Alphaville - EIA, em Barueri (SP).
  

International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site.

 

Estação da Luz da CPTM recebe ação de atendimento gratuito com foco em psicoterapia nesta quinta (9)

A ação tem o intuito de ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo em locais públicos e de grande movimentação de pessoas

 

Quem passar pela Estação da Luz da CPTM, entre 10h e 13h desta quinta-feira (9), terá a oportunidade de participar de mais uma ação voltada ao bem-estar e saúde do passageiro da companhia. A ação “Converse com o Psicoterapeuta” ficará ao lado da antiga bilheteria do local. Trata-se de uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP, que oferece dispositivos de escuta e acolhimento psicoterapêutico em locais públicos. 

A proposta é aproximar os profissionais especializados de pessoas que enfrentam situações de estresse, ansiedade, sobrecarga emocional ou que simplesmente desejam um momento de conversa qualificada. Esse tipo de atendimento, em ambientes urbanos e de grande circulação de pessoas como as estações da CPTM, tem se mostrado fundamental para ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo. 

A ação conta com a parceria do Museu da Língua Portuguesa, reforçando o local como ponto de conexão entre cultura, cidadania e serviços voltados à comunidade. 

 

Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (09/04)
Horário: entre 10h e 13h

 

Dia Mundial de Luta Contra o Câncer (08/04): Oncologistas reforçam a importância da rede de apoio para manter os pacientes motivados durante o combate à doença

 

Paciente oncológico destaca agilidade do convênio Iamspe e compromisso dos profissionais de saúde da Santa Casa de São José do Rio Preto como pontos que fizeram a diferença em seu tratamento contra o câncer 


O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer é celebrado no dia 8 de abril


O tratamento contra o câncer tem desafios físicos, emocionais e sociais. Os oncologistas que atendem no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo reforçam a importância da rede de apoio para manter os pacientes motivados durante o combate à doença. Os tratamentos contra as neoplasias podem gerar efeitos colaterais que impactam o bem-estar, a disposição e a autonomia das pessoas na luta contra o problema.

Neste Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, 8 de abril, o oncologista Dr. Marcos Antônio Cavalari explica que tratar um quadro de neoplasia pode ser um dos momentos mais delicados da vida de uma pessoa. “Por isso, informações sobre os possíveis efeitos colaterais e como combatê-los são fundamentais, assim como a assistência da rede de apoio e a proximidade com a equipe médica”, comenta o médico na rede Iamspe que atende na Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto.

Aparecida Santos, 67, descobriu um câncer colorretal após sentir fortes dores na região da pelve. Após a cirurgia de retirada do tumor, em agosto de 2024, o exame de identificação de células cancerígenas, o PET Scan, sinalizou nódulos no fígado. Por isso, precisou fazer um ciclo de 12 sessões de quimioterapia.

“É um momento de muito medo, e contar com acolhimento nessa fase é essencial para não se abater. Além disso, a agilidade com a qual comecei o tratamento oncológico pelo Iamspe e o compromisso da equipe de saúde da Santa Casa de São José do Rio Preto fizeram toda a diferença no meu tratamento”, relata a moradora de Santa Albertina.

Mesmo aposentada, Aparecida decidiu permanecer como coordenadora em uma escola municipal. Ela afirma que o trabalho a ajudava a manter os pensamentos distantes das inseguranças da doença. “Eu fazia o esforço que fosse para realizar as minhas atividades. Percebo que lutar contra essa enfermidade transformou a minha visão de mundo e, hoje, dou valor a situações cotidianas, como trabalhar ou conversar com um amigo no corredor”, conclui. 
 

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe

 

Método contraceptivo: escolha deve considerar segurança, perfil clínico e estilo de vida da mulher


A escolha do método contraceptivo mais adequado vai muito além da simples prevenção da gravidez. Histórico de saúde, idade, estilo de vida e necessidades individuais da paciente são determinantes para definir qual opção é mais segura e eficaz. Nesse processo, a orientação médica é fundamental para avaliar riscos, benefícios e possíveis efeitos colaterais de cada método.

 

Entre os métodos mais utilizados estão os contraceptivos hormonais orais, que podem ser divididos em duas categorias principais: os combinados, que contêm estrogênio e progesterona, e aqueles que contêm apenas progesterona. Embora ambos sejam eficazes na prevenção da gravidez, existem diferenças importantes que devem ser consideradas na prescrição.

 

De acordo com a Dra. Ilza Maria Urbano Monteiro, ginecologista presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o principal critério para orientar essa escolha é a segurança da paciente. “Essa dúvida é relativamente frequente. O principal critério a se considerar é a segurança. Algumas pessoas não podem utilizar contraceptivos hormonais combinados, pois apresentam risco para seu uso”, explica a médica.

 

Segundo a especialista, fazem parte desse grupo mulheres com enxaqueca com aura, histórico de eventos tromboembólicos, tabagistas, hipertensão arterial severa, diabetes mellitus descompensado e antecedente de tumores benignos hepáticos, além de outras comorbidades que podem contraindicar o uso de estrogênio.


 

Quando os contraceptivos sem estrogênio são mais indicados


O primeiro contraceptivo hormonal oral era composto apenas por um progestágeno, entretanto, muitas usuárias apresentavam sangramento irregular, o que causou descontentamento e descontinuidade no uso do método. A associação de um componente estrogênico trouxe melhora no padrão de sangramento menstrual, tornando-o previsível, o que aumentou a satisfação. Por essa razão, até mais recentemente a grande maioria das usuárias de pílulas usavam contraceptivos hormonais combinados. O uso de contraceptivos hormonais contendo apenas progestágenos tem sido mais bem aceito com o desenvolvimento de novos produtos, com melhor controle do sangramento uterino. Esses contraceptivos costumam ser indicados, principalmente, quando existe contraindicação ao estrogênio ou quando a paciente prefere evitar esse hormônio. “Os contraceptivos hormonais sem estrogênio podem ser indicados para qualquer pessoa, mas têm sido mais frequentemente utilizados por mulheres que desejam não apresentar ciclos menstruais ou que precisam ou desejam evitar o estrogênio”, afirma a especialista.

 

Além disso, esses métodos também podem trazer benefícios em situações clínicas específicas. “Eles são frequentemente utilizados em pessoas com sangramento uterino aumentado, dismenorreia importante, endometriose ou síndrome pré-menstrual”, acrescenta.

 

Em relação à eficácia, não há diferenças relevantes entre os contraceptivos hormonais com ou sem estrogênio. O fator mais importante para garantir a proteção contra a gravidez é o uso correto do medicamento.

 

Segundo a ginecologista, nos contraceptivos sem estrogênio é mais comum ocorrer sangramento irregular nos primeiros meses de uso. “O sangramento irregular, tipo spotting (manchas), é mais frequente nos três primeiros meses de uso dos contraceptivos hormonais sem estrogênio. Isso pode gerar descontentamento inicial, mas uma orientação adequada ajuda a paciente a atravessar essa fase”, explica.

 

Já alguns efeitos colaterais, como náuseas, desconforto gástrico e epigastralgia costumam ocorrer com maior frequência nos contraceptivos que contêm estrogênio. Por outro lado, esses métodos também podem apresentar benefícios adicionais. “O controle de acne e hirsutismo, moderados ou graves, pode ser obtido com mais rapidez e efetividade com o uso de contraceptivos hormonais com estrogênio, especialmente aqueles que contêm etinilestradiol”, afirma.

 


Fase da vida da mulher


Outro aspecto importante na escolha do método contraceptivo é a fase da vida da mulher. Embora a idade isoladamente não é uma restrição para uso de qualquer contraceptivo, existe uma tendência de indicar métodos sem estrogênio para mulheres acima dos 40 anos.

 

Por outro lado, mulheres que estão no climatério podem se beneficiar de contraceptivos hormonais combinados, principalmente quando apresentam sintomas típicos dessa fase. “Mulheres no climatério podem ter melhora de sintomas como fogachos e alterações do sono com o uso de contraceptivos hormonais com estrogênio. Nesses casos, as formulações com estrogênio natural podem ser uma opção mais adequada”, explica a médica.

 

Diante da variedade de métodos disponíveis, especialistas reforçam que não existe um contraceptivo ideal para todas as mulheres. A escolha deve sempre ser individualizada, considerando as condições clínicas, as preferências da paciente e seus planos reprodutivos. 


“Como orientar na escolha do contraceptivo hormonal com ou sem estrogênios?” é tema da grade científica do 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece de 27 a 30 de maio, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Fonte:Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia -FEBRASGO

Avanços no tratamento aumentam chances de cura do câncer infantil

Câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente 7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025
 

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) exalta os avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer infantil, que tornam cada vez mais possível oferecer cura e qualidade de vida para crianças e adolescentes afetados pela doença. Em um cenário onde cada caso exige atenção individualizada, a combinação de tecnologia médica, protocolos especializados e acompanhamento multidisciplinar tem se mostrado fundamental para otimizar resultados clínicos. 

“O tratamento do câncer infantil hoje é altamente especializado e combina diferentes modalidades, escolhidas de forma individualizada para cada criança. Isso permite atacar o tumor com precisão, aumentando as chances de cura e reduzindo os efeitos colaterais”, afirma Dra. Mariana Michalowski, Presidente da SOBOPE. Segundo ela, o cuidado integral vai além da medicação: “Apoiar emocionalmente crianças e famílias influencia diretamente na adesão ao tratamento, no bem-estar e nos resultados clínicos.” 

No Brasil, o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente 7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O risco estimado é de 134,8 casos por milhão de crianças e adolescentes, sendo 4.230 casos em meninos e 3.700 em meninas. 

Entre os avanços terapêuticos mais relevantes estão:

  • Quimioterapia moderna e protocolos estratificados por risco, adaptados a cada paciente;
     
  • Cirurgias oncológicas precisas, com planejamento detalhado e suporte perioperatório;
     
  • Radioterapia conformacional, que preserva tecidos saudáveis e reduz efeitos tardios;
     
  • Terapias-alvo, que atuam sobre alterações moleculares específicas do tumor;
     
  • Imunoterapias, incluindo CAR‑T cells e anticorpos direcionados a leucemias, linfomas e outros casos selecionados;
     
  • Transplante de medula óssea, quando indicado;
     
  • Suporte integral, incluindo controle de infecções, transfusões, nutrição, reabilitação e acompanhamento psicossocial.
     

Estudos recentes mostram que, quando há diagnóstico precoce e acesso a terapias especializadas, as taxas de cura podem ultrapassar 80%, especialmente em tumores mais comuns, como leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central.

“Investir em pesquisa, formação de equipes especializadas e políticas públicas que garantam acesso a tratamentos de ponta é essencial para transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes no Brasil”, reforça Dra. Mariana.

A data serve também como lembrete da importância de investimentos contínuos em pesquisa, formação de equipes especializadas e políticas públicas que garantam acesso universal a tratamentos de ponta, oferecendo esperança e qualidade de vida a milhares de crianças e adolescentes em todo o país.

 

Oftalmologista alerta para riscos aos olhos com maquiagem, skincare, cílios e produtos capilares


O uso diário de maquiagem, produtos de skincare, cílios postiços e finalizadores capilares exige atenção redobrada para evitar danos à saúde ocular. A oftalmologista Dra. Regina Cele Silveira Seixas alerta que substâncias presentes nesses itens — como colas, conservantes, fragrâncias e agentes fixadores — podem desencadear desde irritações leves até quadros mais graves, como alergias, inflamações e até lesões na córnea.

Segundo a especialista, a região dos olhos é extremamente sensível, e qualquer contato inadequado pode provocar reações importantes. “A pele das pálpebras e a superfície ocular têm alta permeabilidade. Produtos mal aplicados ou inadequados podem causar dermatites, conjuntivites alérgicas e até queimaduras químicas”, explica Regina Cele.

O alerta ganha ainda mais relevância diante de casos recentes envolvendo cosméticos capilares. A atriz Cacau Protásio relatou perda temporária da visão e dor intensa após uma reação alérgica provocada por pomada de cabelo. O episódio evidencia os riscos do contato desses produtos com a região ocular e reforça a necessidade de atenção ao uso e à procedência dos cosméticos.

Para a oftalmologista, o caso ilustra um problema recorrente. “Produtos capilares podem escorrer com o suor, água ou até durante o sono. Quando entram em contato com os olhos, alteram o pH da lágrima e provocam uma reação inflamatória imediata”, afirma. Ela reforça que, em situações como essa, a orientação é lavar os olhos com água em abundância e procurar atendimento médico rapidamente.

Outro ponto de atenção são os cílios — tanto os postiços quanto as extensões. Segundo Regina Cele, o uso inadequado pode trazer riscos significativos. “As colas utilizadas em cílios postiços podem conter substâncias altamente alergênicas. Além disso, a aplicação incorreta pode causar tração dos fios naturais, inflamação na pálpebra e até queda dos cílios”, explica.

A médica também alerta para casos de infecção associados à falta de higiene. “Extensões de cílios exigem manutenção rigorosa. O acúmulo de resíduos pode favorecer a proliferação de bactérias e ácaros, levando a quadros como blefarite e conjuntivite”, destaca.

Além dos riscos químicos e mecânicos, a especialista chama atenção para um fator pouco discutido: o impacto da presbiopia — dificuldade natural de enxergar de perto — na rotina de beleza. “A mulher gosta de maquiagem, mas chega um momento em que se maquiar passa a ser um desafio, porque ela não enxerga bem de perto. Isso aumenta o risco de erros na aplicação, como lápis dentro da linha d’água ou contato direto com a córnea”, afirma.

De acordo com Regina Cele, esse cenário pode levar a microtraumas oculares e infecções. “A presbiopia não afeta apenas a visão, mas também a precisão dos movimentos. Um simples delineado ou a colocação de cílios pode se tornar um risco se feito sem os recursos adequados, como espelhos de aumento e boa iluminação”, complementa.

No campo do skincare, a médica chama atenção para o uso inadequado de cremes e ácidos próximos aos olhos. “Produtos anti-idade e clareadores frequentemente contêm substâncias irritantes. Quando aplicados muito próximos da margem palpebral, podem atingir o filme lacrimal e causar ardência, lacrimejamento e inflamação crônica”, afirma.

 

Exame simples que salva vidas: sangue oculto nas fezes auxilia na prevenção do câncer colorretal

Tumor está associado a hábitos de vida como sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool e carnes processadas 

 

Um exame rápido, barato e não invasivo pode ser decisivo na luta contra o câncer colorretal, terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil. Trata-se da pesquisa de sangue oculto nas fezes, capaz de identificar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu — um sinal precoce de pólipos ou tumores no intestino. 

Especialistas destacam que o exame é especialmente útil em programas de rastreamento populacional, por sua facilidade de realização e boa capacidade de indicar quem precisa de investigação mais detalhada, geralmente realizada por meio da colonoscopia.O exame de sangue oculto é recomendado principalmente para pessoas a partir dos 45 anos, ou antes em grupos de maior risco, e também pode ser solicitado em casos de anemia sem causa aparente, sangramentos digestivos discretos ou acompanhamento de pacientes com predisposição a doenças intestinais. 

Apesar de não fornecer diagnóstico definitivo, o exame pode apontar condições como pólipos, câncer colorretal, doenças inflamatórias, hemorroidas ou úlceras. “É importante que seja realizado com preparo adequado, seguindo as orientações do laboratório, pois alguns alimentos ou medicamentos podem interferir no resultado. Por isso, quando o exame vem positivo, o mais importante é realizar a investigação adequada para identificar a causa”, explica o médico de família e comunidade Leonardo Demambre Abreu, da Amparo Saúde.


Sintomas de alerta 

• Alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre).

• Presença de sangue nas fezes.

• Dor abdominal, cólicas ou sensação de estufamento.

• Fezes muito finas.

• Perda de peso sem causa aparente e anemia.


Fatores de risco e prevenção 

O câncer colorretal está associado a hábitos de vida como sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool e carnes processadas. A prevenção passa por dieta rica em fibras, prática regular de atividade física e exames de rastreamento. Detectar pólipos em fase inicial permite removê-los antes que evoluam para tumores malignos. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 45 mil novos casos anuais de câncer colorretal entre 2023 e 2025. A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, o tratamento — que pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia — apresenta altas chances de cura.  


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Abril Tulipa Vermelha: conheça sete adaptações domésticas para idosos com Parkinson

No mês que visa conscientizar a condição, especialista elabora algumas dicas para facilitar a movimentação dentro de casa

 

Neste mês, a campanha “Abril Tulipa Vermelha” tem como objetivo trazer a conscientização do Parkinson à tona, assim como seus sintomas e alterações no estilo de vida de quem convive com a condição. Além disso, o movimento também alerta para o foco direcionado aos idosos que desenvolveram o quadro, principalmente quando as quedas se tornam um desafio a mais para o grupo. 

De acordo com a enfermeira Rosemary Telles, da unidade da Cuidare Brasil em Alphaville (BA), a doença pode ser um agravante para que tropeços aconteçam no dia a dia para pessoas da terceira idade. Ela ainda chama a atenção para os cuidados domésticos, muito por conta da falta de assistência que pode ocorrer aos idosos após um acidente dentro de casa. 

“A doença pode comprometer o equilíbrio, a coordenação e a mobilidade, fatores que aumentam o risco de tropeços e quedas nessa idade. Muitas vezes, esses acidentes acontecem durante atividades simples do cotidiano, como caminhar pela casa ou levantar de um móvel. Um ambiente doméstico mais adaptado, nesse sentido, pode promover mais segurança e conforto para o idoso”, explica. 

A especialista elaborou sete adaptações que podem ser feitas para tornar as tarefas do dia a dia mais seguras. Confira: 

“Corredores de circulação” bem definidos – Em vez de apenas retirar obstáculos, organize os móveis para formar caminhos claros dentro da casa. É o que ajuda na orientação espacial e pode reduzir episódios de bloqueio da marcha. 

Referências visuais no chão – Marcas discretas no piso (fitas ou linhas) podem ajudar o idoso a retomar o movimento quando ocorre o chamado “travamento” ao caminhar. 

Lembretes sonoros – Auxiliam na rotina de medicamentos, hidratação ou pausas para descanso, principalmente com a lentidão causada pelos movimentos. 

Trocar embalagens difíceis de abrir – Frascos com tampa de rosca ou recipientes pequenos podem ser um desafio para quem tem rigidez ou tremores. Substituir por embalagens com abertura fácil pode contribuir no cotidiano. 

Altura de objetos – Alguns itens, como utensílios de cozinha, roupas e produtos de higiene devem ficar entre a altura da cintura e dos ombros, evitando movimentos de abaixar ou esticar demais o corpo. 

Facilitar o levantar da cama – Colocar uma pequena barra lateral, um apoio fixo na parede ou até uma corda resistente presa na cabeceira pode ajudar o idoso a se apoiar para levantar. 

Contrastes de cores – Degraus, bordas de móveis ou interruptores podem ganhar cores contrastantes para facilitar a identificação visual e evitar acidentes. 

Telles também pontua que as adaptações ainda ajudam a manter a autonomia e a independência do idoso. “Quando o ambiente doméstico é adaptado às necessidades do idoso, ele passa a ter mais segurança para realizar tarefas do cotidiano sem depender constantemente de ajuda. Mesmo que simples, as mudanças ajudam a preservar e a estimular a confiança para manter uma rotina ativa”, diz ela. 

Apesar da capacidade de autocontrole gerada, a especialista atenta para a vigilância constante com o idoso. “Apesar da autonomia, ele precisa ter pessoas o acompanhando em todas as tarefas, porque acidentes acontecem muito rápido e em momentos inesperados. É interessante ter a presença de um auxiliar inicialmente, mas um cuidado profissional é sempre bem-vindo. Prevenir é a melhor solução”, relata.


Equilíbrio da microbiota intestinal pode influenciar a saúde do cérebro

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Especialistas explicam que o intestino influencia não só a imunidade e o humor, mas também o risco de declínio cognitivo ao longo da vida

 

Por muito tempo, intestino e cérebro foram estudados como se funcionassem de forma independente. Hoje, a ciência mostra que essa relação é muito mais próxima do que se imaginava. Um estudo recente publicado na revista Nature1 reforça essa conexão ao indicar que mudanças na microbiota intestinal – conjunto de microrganismos que vivem no nosso intestino – podem estar ligadas ao risco de declínio cognitivo ao longo do envelhecimento. 

De acordo com o estudo, essas alterações podem aparecer antes mesmo dos primeiros sinais de perda de memória ou dificuldade de concentração, o que sugere que o intestino pode funcionar como um alerta precoce sobre a saúde do cérebro. 

A descoberta abre caminho para novas formas de prevenção. A análise sugere, ainda, que restaurar a comunicação entre intestino e cérebro pode ajudar a preservar a memória e outras funções cognitivas, especialmente com o avanço da idade. 

Esse entendimento está alinhado a recomendações internacionais. Diretrizes da Organização Mundial de Gastroenterologia2 mostram que manter o equilíbrio da microbiota é fundamental para a prevenção de doenças e para o bom funcionamento de diferentes sistemas do organismo, como o imunológico. 

“A microbiota intestinal é formada por uma comunidade complexa e dinâmica de microrganismos – incluindo bactérias, vírus, fungos e arqueias – que desempenham papel essencial não apenas na saúde digestiva, mas no funcionamento do organismo como um todo. Esse bioma coevolui com o ser humano e sofre modificações ao longo da vida, tanto em composição quanto em qualidade”, explica a Dra. Juliana Marques Drigo, médica endoscopista no Sírio-Libanês. 

A conexão entre intestino e cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, vem sendo investigada há décadas, mas ganhou protagonismo nos últimos anos. O intestino possui um sistema nervoso próprio, com milhões de neurônios, e mantém comunicação constante com o sistema nervoso central. Não por acaso, cerca de 90% da serotonina – neurotransmissor associado ao bem-estar, à regulação de funções intestinais e à comunicação com o sistema nervoso central– é produzida no intestino. 

“Esse diálogo é contínuo e bidirecional. O intestino responde rapidamente a estímulos emocionais e também envia sinais ao cérebro, influenciando funções como motilidade, secreção e até respostas imunológicas”, explica Juliana. 

Mais do que atuar na digestão, o intestino também desempenha um papel estratégico na imunidade. De acordo com a especialista, o trato intestinal concentra grande parte do arsenal do sistema imunológico, reunindo uma parcela significativa das células de defesa do organismo. Nesse ambiente, a microbiota intestinal atua em forte sinergia com o sistema imune, funcionando como uma barreira de proteção contra agentes invasores e contribuindo para a regulação das respostas imunológicas. 

“A microbiota saudável ajuda a regular a resposta inflamatória e impede a proliferação de microrganismos patogênicos, mantendo o equilíbrio do organismo”, diz a médica. 

Contudo, alterações nesse ecossistema nem sempre são evidentes. Além de sintomas gastrointestinais, como inchaço e mudanças no hábito intestinal, sinais como fadiga, alterações de humor, dificuldade de concentração e problemas de pele também podem estar relacionados ao desequilíbrio da microbiota. 

“Os sintomas são muitas vezes inespecíficos e podem envolver diferentes sistemas do corpo, o que torna o diagnóstico mais desafiador”, complementa a especialista. 

Fatores como alimentação inadequada, consumo excessivo de ultraprocessados, uso frequente de antibióticos, estresse crônico e privação de sono estão entre os principais responsáveis por esse desequilíbrio. A Organização Mundial da Saúde3, inclusive, alerta que o uso indiscriminado de antibióticos pode comprometer a diversidade de bactérias benéficas e favorecer a resistência microbiana, considerada um problema de saúde global. 

Hábitos como alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, sono adequado e controle do estresse contribuem para a manutenção de uma microbiota saudável. 

“A base do cuidado ainda está no estilo de vida. Uma alimentação equilibrada e a redução do estresse são fundamentais para preservar a microbiota e seus efeitos sobre o organismo”, conclui a especialista.

  

Hospital Sírio-Libanês
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