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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Netos criados pelos avós podem ter direitos no INSS?

Especialista esclarece quando netos criados pelos avós podem ter direitos no INSS e quais situações costumam gerar dúvidas

 

As férias escolares costumam evidenciar uma realidade presente em muitas famílias brasileiras: crianças e adolescentes vivem sob os cuidados dos avós.  

Dados divulgados pelo IBGE em 2025 mostram que, pela primeira vez, menos da metade das famílias brasileiras é formada por casais com filhos, refletindo a diversidade dos arranjos familiares atuais. Dessa forma, situações em que os avós assumem a criação dos netos têm gerado dúvidas sobre guarda e direitos perante o INSS. 

“Muitas pessoas acreditam que criar um neto automaticamente gera os mesmos direitos previdenciários existentes entre pais e filhos. Na prática, cada situação precisa ser analisada individualmente, considerando fatores como guarda judicial, dependência econômica e os requisitos previstos na legislação”, explica Thaís Bertuol Xavier, advogada e consultora jurídica do Previdenciarista.

 

Neto criado pelos avós pode ter direitos no INSS? 

Sim, em algumas situações. A simples condição de neto não garante acesso automático a benefícios previdenciários. No entanto, quando existem requisitos previstos na legislação, como guarda judicial, tutela ou comprovação de dependência econômica, alguns direitos podem ser reconhecidos pelo INSS. 

Os principais direitos que podem surgir nesses casos são: 

·         recebimento de pensão por morte ou auxílio-reclusão do avô ou da avó, quando os requisitos legais forem atendidos;

·         possibilidade de reconhecimento da dependência econômica para fins de análise de benefícios previdenciários;

·         enquadramento no grupo familiar para fins de análise e concessão de benefício assistencial; 

 

Como comprovar que o neto dependia dos avós?

 

A comprovação depende das circunstâncias de cada família, mas alguns documentos costumam ser importantes para demonstrar a relação de dependência e responsabilidade dos avós pela criação da criança ou adolescente. Entre eles estão: 

·         guarda judicial ou termo de tutela;

·         comprovantes de residência no mesmo endereço;

·         documentos escolares ou médicos que indiquem os avós como responsáveis;

·         comprovantes de despesas custeadas pelos avós;

·         declaração de imposto de renda com informação de dependência;

·         outros documentos que demonstrem dependência econômica. 

“Nem sempre os direitos previdenciários acompanham a realidade familiar da forma como as pessoas imaginam. Por isso, é importante buscar informação antes que surja a necessidade de solicitar um benefício, especialmente em situações que envolvem guarda, dependência econômica e a criação dos netos pelos avós”, finaliza a especialista.

 

Se alguém vive essa situação e precisa de orientação especializada para garantir seus direitos, pode encontrar um advogado previdenciário por meio da plataforma Previdenciarista. A plataforma reúne mais de 20 mil advogados especializados em Direito Previdenciário, preparados para auxiliar em questões relacionadas à benefícios do INSS. Além disso, muitos profissionais oferecem atendimento online por meio de escritório virtual, proporcionando mais praticidade e acesso ao suporte jurídico de qualquer lugar do país.

  

Previdenciarista


A prosperidade compartilhada constrói sociedades mais fortes

 

Qual seria a principal contribuição do cooperativismo na busca por sociedades mais prósperas? As diversas questões que permeiam o Cooperativismo e seus princípios revelam para quem convive com ele aspectos relevantes que nos trazem reflexões animadoras. Ao longo da trajetória profissional, fomos levados a admirar independência, autonomia e capacidade individual como atributos centrais. Crescer, achávamos, significava depender cada vez menos dos outros. A experiência, porém, ensina lições menos óbvias. A autonomia continua sendo essencial, mas os melhores resultados costumam surgir por meio da cooperação. 

A convivência com o cooperativismo reforça isso a cada dia. Soluções eficientes nascem, muitas vezes, presas ao contexto que as originou. Mas quando cooperativas diferentes trocam experiências e adaptam caminhos, uma resposta pensada para um único espaço pode beneficiar milhares de pessoas. 

Ideias promissoras ganham ainda mais força quando circulam e incorporam novas contribuições. Isso não diminui o mérito de quem as criou. Pelo contrário, esse mérito se multiplica quando outros ajudam a levá-las adiante. Embora a competição tenha seu papel no desenvolvimento econômico, ela nem sempre garante prosperidade duradoura. Nenhuma comunidade preserva equilíbrio quando oportunidades deixam de circular. Nenhuma economia sustenta crescimento no longo prazo quando os benefícios ficam concentrados nos mesmos espaços.

 

Um movimento que já é realidade 

Esse cenário ajuda a explicar por que o cooperativismo segue crescendo em diferentes partes do mundo. Segundo a International Cooperative Alliance, mais de 1 bilhão de pessoas participam hoje de cooperativas, cerca de 12% da população global. No Brasil, são 25 milhões de cooperados e, de acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras, mais de 4,5 mil cooperativas respondem por cerca de 6% do PIB nacional. Não por acaso, o país acaba de dar um passo importante nessa direção. A Lei nº 15.433/2026 reconheceu oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, reforçando o que o dia a dia de milhões de brasileiros já mostrava: relações construídas com colaboração, confiança e compromisso coletivo geram impacto concreto. 

Entre as vivências que mais me marcaram, poucas ensinaram tanto quanto observar cooperativas atuando em conjunto. Determinados avanços mudam de escala quando deixamos de olhar apenas para o que beneficia nossas organizações e passamos a enxergar o alcance de soluções construídas coletivamente. Isso acontece entre cooperativas singulares, entre equipes, entre sistemas. É esse movimento, o princípio da intercooperação, que explica boa parte do impacto do modelo. 

O setor de saúde ilustra isso com clareza. Mesmo o médico mais preparado conta com uma equipe multiprofissional para alcançar os melhores resultados. Nenhum paciente atravessa um tratamento delicado sem uma rede inteira de profissionais atuando juntos, compartilhando conhecimento e dividindo responsabilidades. Certos resultados simplesmente não pertencem ao esforço isolado.

 

Uma lição para o Dia Internacional do Cooperativismo 

Neste Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado sob o tema "Cooperativas por um mundo pacífico", demonstra que anos de convivência com esse modelo ajudaram a construir: crescer sozinho nunca foi a forma mais inteligente de construir algo duradouro. Permitir que outras pessoas avancem conosco, respeitando os méritos individuais, amplia o que somos capazes de realizar. No fim, é assim, com prosperidade compartilhada, que sociedades mais fortes se constroem.

 

Dr. Remaclo Fischer Junior - presidente do Sistema Unicred


Colapso prisional revela que o Brasil tem grave problema de segurança pública


A divulgação do Diagnóstico Nacional sobre Habitabilidade do Sistema Prisional, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), oferece ao país um retrato preciso de uma realidade conhecida há décadas, mas frequentemente tratada como um problema distante. Pela primeira vez, um levantamento nacional construído a partir de inspeções padronizadas revela, com números incontestáveis, a dimensão da degradação do sistema penitenciário brasileiro. O resultado é alarmante. Dois terços dos presídios operam acima de sua capacidade e mais de um quarto funciona em situação de superlotação crítica, patamar que o próprio CNJ considera incompatível com a custódia minimamente digna de seres humanos. 

O estudo foi produzido a partir de inspeções realizadas por 996 magistrados em 1.738 unidades prisionais durante o 1º Mutirão Nacional de Habitabilidade Prisional. Mais do que confirmar um problema histórico, o levantamento fornece uma base técnica para que políticas públicas deixem de ser guiadas por impressões e passem a ser orientadas por evidências. 

Os exemplos extremos impressionam. O Presídio de Salgueiro, em Pernambuco, abriga 859 presos em um espaço projetado para 202 pessoas. A Cadeia Pública de Queimadas, na Paraíba, apresenta quadro semelhante. Em ambos os casos, a população carcerária supera quatro vezes a capacidade instalada. Nessas circunstâncias, dispositivos da Lei de Execução Penal que asseguram cela individual, condições mínimas de higiene, ventilação e salubridade tornam-se mera ficção jurídica. 

Mas a crise não se resume à falta de vagas. Mais de 80% das unidades não possuem alvará de funcionamento. Quatro em cada dez operam sem laudo do Corpo de Bombeiros e cerca de um quinto sequer dispõe de extintores de incêndio. Apenas um terço garante acesso pleno à água potável e menos de 11% realiza controle sanitário regular da alimentação. Em dezenas de estabelecimentos, presos continuam confinados em contêineres ou celas metálicas, expostos a calor extremo e condições insalubres incompatíveis com qualquer parâmetro civilizatório. 

Os dados dialogam com outro levantamento oficial. Segundo o Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen), o Brasil contabilizava, no segundo semestre de 2025, quase 961 mil pessoas privadas de liberdade, entre presos em unidades prisionais e pessoas em prisão domiciliar com ou sem monitoramento eletrônico. Em apenas um ano, a população prisional cresceu mais de 50 mil pessoas, sem expansão equivalente da infraestrutura. O resultado é um déficit estrutural que se aprofunda continuamente. 

Não se trata apenas de uma questão humanitária. A precariedade das prisões produz efeitos diretos sobre a segurança pública. Ambientes superlotados, degradados e sem controle estatal favorecem a atuação de organizações criminosas, que passam a exercer funções de disciplina, proteção e assistência que deveriam pertencer exclusivamente ao Estado. Não por acaso, as duas maiores facções criminosas do país nasceram dentro dos presídios e continuam utilizando o sistema penitenciário como espaço de recrutamento, financiamento e coordenação de suas atividades. 

A deterioração das unidades prisionais também afeta policiais penais, servidores, profissionais da saúde, defensores públicos e magistrados que atuam diariamente nesses estabelecimentos. Ambientes inseguros, insalubres e superlotados comprometem o trabalho de todos aqueles responsáveis pela execução da pena e dificultam qualquer perspectiva de ressocialização. 

Sob o aspecto jurídico, o diagnóstico reforça uma constatação que o Supremo Tribunal Federal já havia feito ao reconhecer, na ADPF 347, o chamado estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro. A Constituição assegura aos presos o respeito à integridade física e moral. As Regras de Mandela, adotadas internacionalmente como parâmetro mínimo de tratamento das pessoas privadas de liberdade, estabelecem padrões igualmente incompatíveis com o cenário encontrado pelo CNJ. O relatório demonstra que essas garantias permanecem distantes da realidade cotidiana da maioria das prisões brasileiras. 

O levantamento também fortalece uma discussão frequentemente negligenciada. A execução penal não termina com a sentença condenatória. O dever estatal de punir é inseparável da obrigação de custodiar com dignidade. A própria jurisprudência do Supremo já reconheceu que a inexistência de vagas em estabelecimentos adequados não autoriza a manutenção de pessoas em regime mais gravoso do que aquele fixado pela Justiça. Quando o Estado descumpre sua própria legislação, compromete a legitimidade do sistema penal como um todo. 

Talvez o aspecto mais preocupante do diagnóstico seja a naturalização desse cenário. A ausência de água potável, de equipamentos de combate a incêndio, de ventilação adequada e de condições mínimas de higiene passou a ser encarada como parte da rotina das prisões brasileiras. Em qualquer outro serviço público, essas deficiências provocariam interdições imediatas. Nos presídios, converteram-se em regra. 

O relatório do CNJ elimina qualquer argumento de desconhecimento. Os números estão postos, as deficiências foram identificadas e as prioridades estão mapeadas. O desafio agora é político. O país precisará decidir se continuará tratando o sistema prisional apenas como depósito de pessoas ou se finalmente compreenderá que prisões degradadas produzem mais violência, fortalecem o crime organizado e enfraquecem o Estado de Direito. A segurança pública não começa nas ruas. Ela começa, necessariamente, dentro dos presídios.

  

Marcelo Aith - advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca - ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.


Bets: Parcela de brasileiros que aposta na Copa triplica e chega a 34% da população

O valor médio diário das apostas é superior a R$ 188 desde o início do campeonat

 

A parcela dos brasileiros que enviou dinheiro para as bets desde o início da Copa do Mundo está em 34,8% da população, três vezes mais do que os 11% registrados em maio, mostra levantamento da fintech Klavi, com base em dados do Open Finance (sistema de integração de dados do Banco Central).

Com base em uma amostra da população brasileira com 1,2 milhão de pessoas, a Klavi aponta que o volume de apostas cresceu durante o Mundial da Fifa. O valor médio depositado por usuário no domingo (28), por exemplo, foi de R$ 272, ante uma média de R$ 188 nos dias anteriores ao torneio.

O patamar diário tem permanecido acima de R$ 188 desde o início do campeonato. O pico ocorreu em 14 de junho, dia seguinte ao jogo da seleção brasileira contra o Marrocos, quando a média por apostador atingiu R$ 524. Os dados contemplam as transferências enviadas às bets legalizadas e desconsideram o dinheiro destinado a apostas clandestinas.

LEIA TAMBÉM: Podcast do Associativismo alerta sobre os efeitos das bets sobre os jovens

Mais de 60% dos depósitos em sites de apostas ocorrem depois das 18h, período que concentra a maior parte das transmissões de jogos da Copa do Mundo e no qual já existe um padrão maior de jogo problemático, de acordo com evidências ambulatoriais.

O levantamento mostra que apenas 10% dos depósitos foram feitos na manhã, quando não há partidas. As disputas da Copa do Mundo 2026 estão concentradas principalmente em horários entre meio-dia e meia-noite.

Ainda de acordo com a Klavi, pequena parcela dos apostadores representa uma grande fatia das receitas das bets, os chamados "high rollers". Os 10% que fizeram mais depósitos gastaram 20 vezes o montante depositado pelos 90% restantes.

Estudos apontam que apostadores compulsivos exibem mais comportamentos de risco durante a noite, afirma Rodrigo Machado, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Ambulatório de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

"É quando as pessoas não estão sob a vigilância do cônjuge e têm menor contenção", diz Machado. Segundo ele, o constrangimento diante de familiares e amigos é um dos principais motivos que levam os jogadores a procurar auxílio médico.

Em outros países, há restrições a anúncios de apostas a depender do horário e do programa exibido para reduzir a exposição de crianças. A Austrália proíbe comerciais de bets durante eventos esportivos ao vivo. O Reino Unido, que tem um regramento liberal quanto às apostas, só permite a veiculação após as 21h. Em Portugal, a publicidade é liberada depois das 22h30, enquanto Holanda e Bélgica proíbem propagandas com figuras públicas, o que vetaria a participação de locutores esportivos.

No Brasil, existem apenas restrições de formatos. As empresas são obrigadas a incluir avisos de desestímulo ao jogo e advertências sobre os potenciais malefícios decorrentes dessa atividade. A conduta das bets está sob fiscalização do Ministério da Fazenda, que pode punir violações com multas de até R$ 2 bilhões.

Todas as partidas foram transmitidas na CazéTV, investigada pelo Ministério da Justiça por suspeita de práticas abusivas contra os consumidores em anúncios, como a promessa de prêmios majorados para atrair novos clientes. A emissora foi alvo de críticas por apresentar opções de palpites na voz de seus apresentadores durante a cobertura do torneio.

Em nota, o canal do YouTube afirmou que as mudanças implementadas nos últimos dias na exibição de marcas de apostas respondem às preocupações do governo e do Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária). A empresa disse que o mercado de apostas esportivas no Brasil ainda está em processo de amadurecimento e que o debate contribui para a evolução do setor.

A pasta da Justiça também monitora a Globo e o SBT, emissoras da TV aberta que transmitiram parte dos jogos. Todos veicularam peças publicitárias de apostas em horários de grande audiência, segundo dados da Kantar Ibope. Procuradas, as empresas declararam atuar em conformidade com a legislação brasileira.

O IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), associação que representa as três empresas investigadas pelo Ministério da Justiça, disse que as leis brasileiras já são estritas e declarou-se a favor da apuração pelas autoridades.

Grupos de saúde e de direitos digitais temem que as empresas prefiram descumprir as regras por avaliar que o retorno financeiro compensa as punições, já que as multas aplicadas são baixas se comparadas ao faturamento do setor.

O acordo entre CazéTV e YouTube, por exemplo, movimentou R$ 2 bilhões em cotas de patrocínio, vendidas a R$ 185 milhões cada. Em 2024, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) aplicou R$ 70 milhões em sanções somadas. Embora as multas da Fazenda possam chegar a R$ 2 bilhões, são esperadas penas mais brandas contra empresas sem histórico de violações, a menor punição prevista nas normas brasileiras é a advertência.

Para Luã Cruz, diretor da entidade de direitos digitais Ctrl+Z, a estratégia de obter receitas mesmo sob o risco de punição é comum em outros setores regulados do país.

"O setor financeiro e o de telecomunicações, por exemplo, são reiteradamente condenados por cobranças indevidas, venda casada e tarifas não contratadas", diz.

 

Folhapress

Fonte:  https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/bets-parcela-de-brasileiros-que-aposta-na-copa-triplica-e-chega-a-34-da-populacao


A linguagem invisível que atravessa a Copa do Mundo

 

Há poucos contextos no mundo em que um gesto silencioso pode ser observado, ao mesmo tempo, por bilhões de pessoas. A Copa do Mundo de 2026 é um deles. Com jogos distribuídos entre Canadá, México e Estados Unidos, a FIFA projeta que mais de 6 bilhões de pessoas acompanhem o torneio de alguma forma, enquanto cerca de 5 milhões devem passar pelos estádios ao longo das 104 partidas. É, possivelmente, o maior evento de atenção simultânea do planeta. E, ali, nem tudo se comunica pela fala.

A cobrança de pênalti evidencia isso com precisão. O goleiro amplia sua presença, ocupa o espaço e tenta desestabilizar. O cobrador ajusta o ritmo, altera o passo, sustenta ou disfarça o olhar. Nenhuma palavra é dita, mas há uma negociação em curso. É um duelo psicológico transmitido em tempo real, amplificado por uma audiência global inédita. O corpo argumenta antes da decisão.

Esse jogo de sinais se estende além do gramado. O vestiário é um espaço em que a comunicação pode redefinir rumos, uma vez que, em poucos minutos, líderes reorganizam emoções, alinham estratégias e tentam restaurar a confiança em equipes formadas por diferentes idiomas, culturas e repertórios. Nesse contexto, a Copa funciona como um laboratório de comunicação intercultural sob pressão máxima.

Não é apenas o que se diz, mas como se expressa. Um gesto de incentivo, um silêncio no momento certo e um olhar que sustenta após uma falha são elementos simples que constroem coesão com uma eficácia que discursos elaborados raramente alcançam.

Nas coletivas de imprensa, a dinâmica muda. A fala volta ao centro, mas muitas vezes como mecanismo de contenção. Há quem responda sem responder, quem recorra a fórmulas prontas e quem use o sorriso para deslocar o foco. É uma oratória defensiva, em que cada palavra é medida não só pelo que revela, mas pelo que preserva.

E então vem o gol. A comemoração dificilmente é aleatória. Gestos, trajetos e olhares em direção às câmeras constroem narrativas instantâneas. Do outro lado, o erro exige gestão imediata da própria imagem. Ainda em campo, o jogador precisa reorganizar sua história diante de milhões, ou melhor, bilhões. Não há edição, não há ensaio, mas exposição.

Talvez por isso o estilo de jogo de cada seleção revele também uma forma de expressão. O futebol brasileiro, por exemplo, historicamente se destaca por uma retórica corporal intensa, com dribles que rompem padrões e movimentos que criam sentido no improviso.

Observar a Copa por essa lente amplia o campo de leitura. O jogo deixa de ser apenas disputa e passa a ser também expressão. Ali, vemos como construímos presença, administramos percepções e nos comunicamos quando falar não é possível ou quando pode custar caro.

  


Fabiana Bertotti - especialista em oratória, referência na capacitação de líderes. Direcionou sua carreira para a formação de comunicadores, com especialização em Cinema e Audiovisual pela PUC-PR e cursos de escrita no Brasil e na Inglaterra. São mais de 20 anos de experiência em palco, mais de 12 livros publicados e atuação em palestras e conferências no Brasil e no exterior.


Bares e restaurantes devem atualizar cartaz do Protocolo Não se Cale para o período de defeso eleitoral

Nova resolução garante a continuidade do serviço em todo o estado; treinamentos de equipes e canais de denúncia devem ser mantidos integralmente 


A Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo publicou a Resolução SPM nº 18/2026, que estabelece as diretrizes institucionais para o funcionamento do Protocolo Não se Cale em bares, restaurantes, casas noturnas e estabelecimentos similares durante o próximo período de defeso eleitoral, que se inicia no dia 4 de julho e vai até outubro. Ao detalhar o que pode e o que deve ser mantido, o Estado consolida o acolhimento a vítimas de assédio como uma política de Estado perene.


Na prática, para os proprietários e gestores de estabelecimentos, a rotina de conformidade legal permanece inalterada. A resolução detalha:


Manutenção da sinalização obrigatória

Os cartazes informativos e os QR Codes de suporte instalados nos estabelecimentos - principalmente nos banheiros femininos - devem ser atualizados e mantidos em locais visíveis. A resolução esclarece que esses materiais configuram estrito cumprimento de dever legal e informação de utilidade pública, não se enquadrando nas vedações de publicidade institucional da legislação eleitoral. Baixe o novo cartaz aqui.


Fluxo permanece o mesmo

Os procedimentos de auxílio imediato a mulheres em situação de risco ou sob ameaça de assédio e violência (previstos pelas Leis Estaduais nº 17.621/2023 e nº 17.635/2023) continuam sendo obrigatórios. O acolhimento, o isolamento da vítima em local seguro e o acionamento das forças policiais caso a mulher deseje, devem seguir o fluxo padrão já estabelecido.


Capacitação

O treinamento dos colaboradores (seguranças, garçons, gerentes e caixas) para identificar e mitigar situações de abuso sexual não deve ser interrompido. Novos funcionários integrados às equipes durante o período de defeso devem se inscrever normalmente no curso gratuito, clicando aqui.


Fiscalizações

As ações de fiscalização conduzidas pelo Procon-SP para checar o cumprimento das leis de proteção à mulher também seguem ocorrendo normalmente em todo o território paulista.
 

SP Por Todas

São Paulo Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas do estado para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira exclusivamente disponíveis para elas. Mais informações: www.spportodas.sp.gov.br

 

Uniube abre inscrições para o Bolsa 100% com mais de mil bolsas para cursos à distância e semipresenciais

As vagas são para ingresso no 3º bimestre em cursos de graduação em diferentes áreas do conhecimento 

 

Estão abertas as inscrições para o Vestibular Social Bolsa 100% da Uniube, um programa da Universidade que concede bolsas de estudo com desconto integral para graduações. São mais de mil oportunidades oferecidas nas modalidades de Educação à Distância e Semipresencial Polo. Os candidatos devem se inscrever até o dia 8 de julho de 2026 apenas pelo site — clique aqui. 

As vagas são direcionadas para cursos de graduação em diferentes áreas do conhecimento — exceto Medicina — com ingresso no 3º bimestre deste ano. Entre as modalidades de ensino ofertadas, os interessados podem concorrer a uma bolsa somente em um dos processos seletivos, conforme as regras do edital que pode ser lido antes da conclusão da inscrição. 

“São mais de mil bolsas para cursos oferecidos nos mais de 200 polos da Uniube. Mesmo que o candidato não consiga a bolsa com desconto integral nesta prova, ele poderá tentar novamente porque são quatro provas por ano. Além desse processo seletivo, também oferecemos até 80% de desconto em graduações, a depender do curso”, diz o diretor comercial da Uniube, Tiago Malheiro.

 

Os critérios, a prova e o resultado 

Os interessados precisam ter atenção aos critérios antes de se inscrever no Bolsa 100% da Uniube para concorrer a uma vaga nos cursos ofertados pela Universidade. Essa deve ser a primeira graduação e o candidato pode ter estudado em escola pública ou privada. 

Além disso, a renda familiar não pode ultrapassar um salário mínimo e meio por pessoa. Por exemplo, em uma casa com quatro integrantes, a soma total dos ganhos não pode ser maior que R$ 9.726,00 (considerando o valor do salário mínimo vigente). 

O diretor comercial da Uniube pontua que a prova terá duas horas de duração e será realizada em formato on-line. “O exame pode ser feito de qualquer lugar dentro do horário previsto para a realização, que é das 9h do dia 9 de julho às 18h do dia 10 de julho”, diz Tiago Malheiro. 

Para fazer o exame, é necessário que o inscrito acesse a Área do Candidato no período estipulado. Conforme o edital, a data prevista para a divulgação do resultado é 15 de julho, após às 16h.

 

A importância do Bolsa 100% 

O Pró-Reitor de Educação a Distância da Uniube, Fernando Marra, ressalta a importância do Bolsa 100% como uma oportunidade única de acesso ao ensino superior sem custos para quem deseja ingressar nos cursos de graduação da Universidade. 

Marra também ressalta que a Uniube oferece aos alunos tanto do EAD quanto do Semipresencial Polo a mesma excelência em ensino da modalidade presencial. Atualmente, a Universidade conta com campi em Minas Gerais nas cidades de Uberaba, Uberlândia, Araxá e Ituiutaba, e também em Goiás, na capital Goiânia. 

“Os cursos da Uniube, em qualquer um dos formatos, sempre visam a mesma qualidade. A diferença está na flexibilidade, exatamente para atender às necessidades de cada aluno. A qualidade de ensino é a mesma”, conclui o Pró-Reitor.



Uso de dados e pesquisas pode reduzir riscos em decisões de alto impacto nos negócios

Inteligência de mercado ajuda organizações antes de movimentos como expansão, lançamento de produto ou mudança de posicionamento

 

Empresas precisam tomar decisões de alto impacto, especialmente quando planejam expandir, investir em um novo produto ou rever seu posicionamento. Nesse cenário, a inteligência de mercado, a pesquisa e a análise de dados ajudam a reduzir riscos ao substituir hipóteses por informações reais, organizadas e interpretadas. Números isolados representam quantidades, mas quando analisados em contexto, tornam-se resultados para decisões mais precisas.

 

À medida que a organização cresce, os investimentos se tornam maiores, os mercados mais competitivos e os erros mais caros. Por isso, quanto maior o impacto da escolha, maior deve ser o nível de informação utilizado para sustentá-la. Nesse sentido, os dados permitem entender o comportamento do consumidor, identificar oportunidades, avaliar tendências e antecipar movimentos do mercado.

 

Para empresas em crescimento, contar somente com o feeling passa a ser insuficiente como única fonte de decisão. Para a mestre em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Juliana Saboia, muitas empresas acreditam que os dados de que dispõem são suficientes e que a experiência acumulada é a melhor bússola para a tomada de decisão. No entanto, o que raramente se percebe é que esses dados podem estar incompletos.

 

“Na prática, a percepção chega quando a empresa começa a perder clientes ou mercado, ou quando faz investimentos em lançamentos que não performam como deveriam. É a perda financeira que força a revisão do processo decisório, não uma reflexão espontânea sobre metodologia. O ideal seria que essa percepção viesse antes, em um momento de crescimento, quando ainda há fôlego para ajustar a rota. Quanto antes uma liderança entende o valor de olhar para fora, menos caro fica aprender essa lição”, esclarece Juliana.

 

Neste cenário, para a doutora em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Mariana da Rosa, as instituições mais competitivas do mercado utilizam informações para validar e qualificar suas decisões antes de agir, sem descartar a experiência. “O crescimento sustentável acontece quando a empresa possui uma gestão complementada por dados, pesquisa e inteligência de mercado”, frisa.

 

Pesquisa antes da expansão

Pensar em expansão costuma estar entre os objetivos de muitos empresários, mas para tirar a ideia do papel, a primeira etapa é avaliar a saúde financeira da empresa. Juliana explica que, quando um negócio vai para o mercado sem conhecer o consumidor, a concorrência ou as particularidades da região onde pretende atuar, há uma chance maior de destinar recursos de forma equivocada.

 

Para evitar erros e frustrações futuras, além da análise financeira, a pesquisa de mercado funciona como uma ferramenta de prevenção. “O pior cenário não é investir em uma pesquisa de mercado e descobrir que a ideia não vai funcionar. O pior cenário é colocar a ideia em prática, fazer um investimento muito maior do que uma pesquisa custaria, e só então descobrir que o retorno não veio”, complementa.

 

Como implementar dados internos e externos

A cada seis meses ou uma vez ao ano, muitas empresas realizam planejamentos estratégicos internos para avaliar objetivos e metas. Trata-se, na visão de Mariana, uma ferramenta fundamental para a empresa avaliar a capacidade operacional, financeira e comercial para executar seus objetivos.

 

A especialista também observa que nem toda decisão exige uma pesquisa formal, mas que toda decisão estratégica deve considerar informações sobre o mercado. Dessa forma, para implementar dados e usar os resultados a favor da empresa, é necessário criar hábitos de análise e acompanhamento.

 

“Ferramentas como análise SWOT, matriz de mercado, indicadores de desempenho, pesquisas com clientes, análise de concorrência e estudos de viabilidade ajudam a conectar a realidade interna da empresa com as oportunidades externas. O equilíbrio entre olhar para dentro e para fora é o que gera decisões mais consistentes”, aconselha Mariana.

 

Outras práticas também podem incluir a criação de comitês internos, participação do fundador e/ou CEO em pesquisas externas e análises de mercado, leitura semanal de relatórios de tendências e acompanhamento do noticiário do setor.

 



Palco Inteligência de Negócios

Texto: Monique Amboni


Cinco motivos pelos quais o Brasil se torna cada vez menos competitivo


O mundo vive uma intensa corrida por produtividade, impulsionada pelos avanços tecnológicos, ascensão da IA, automação em massa, análise de dados e pela inovação contínua. Não faltam exemplos de empresas e países que conquistaram ganhos de eficiência, redução de custos, tomadas de decisões mais assertivas e ampliação da sua competitividade ao incorporarem essas transformações com estratégia. Dentre eles, infelizmente, o Brasil ainda avança em um ritmo muito inferior ao necessário para acompanhar essa nova dinâmica global. 

Um estudo recente do think tank, o Conference Board, mostrou que a produtividade da economia nacional recuou 18,5% desde 1980, retornando a níveis semelhantes aos registrados em 1958. Ao mesmo tempo, nossa participação no PIB mundial caiu de 2,8% para 2,1%, ocupando, hoje, a 52ª posição no ranking global do Índice Global de Inovação (IGI), elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO / OMPI). 

Em um mercado de constantes evoluções em que a tecnologia vem redefinindo negociações entre as mais diversas organizações, insistir em modelos pouco eficientes significa abrir espaço para que outras economias avancem mais rapidamente. Nosso país tem um amplo potencial para estar dentre as maiores potências, mas deixa de ocupar este espaço por fatores preocupantes que ainda parecem não ter sido amplamente compreendidos pelo empresariado – dos quais cinco se destacam: 


#1 Resistência à inovação como estratégia de negócios: a inovação ainda é tratada por muitas empresas como um projeto pontual, e não como um componente estratégico para seu crescimento. Dessa forma, ao invés de estruturarem processos contínuos de transformação, com metas e indicadores de desempenho, se limitam a iniciativas isoladas, que pouco impactam sua competitividade. O cenário da Indústria 4.0 ilustra bem essa realidade: embora já exista há 14 anos e seja amplamente falado ao redor do mundo, sua adoção no Brasil ainda está em estágio inicial. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), como prova disso, mostra que apesar de 69% das indústrias já utilizarem algum tipo de tecnologia digital, a maioria ainda está dando os primeiros passos de maturidade, com baixa integração entre sistemas, pouca utilização estratégica dos dados e reduzido aproveitamento do potencial dessas ferramentas.  


#2 Decisões baseadas em intuição, e não em dados: em um mercado cada vez mais dinâmico, tomar decisões com base na experiência ou "achismos” não é suficiente para sustentar a vantagem competitiva. Ainda assim, muitas empresas brasileiras enfrentam dificuldades para consolidar uma cultura orientada por dados, seja pela baixa integração entre sistemas, pela qualidade das informações disponíveis ou pela falta de profissionais preparados para transformá-las em inteligência de negócios, o que resulta na perda de agilidade, maior exposição a riscos e decisões menos assertivas.  


#3 Gargalos de eficiência: há, ainda, uma grande resistência em muitas empresas de investirem mais tempo e recursos em sua governança, acreditando que mapear fluxos, definir responsabilidades, estabelecer indicadores e padronizar atividades significa aumentar a burocracia e reduzir a agilidade operacional. Mas, na prática, o que ocorre é justamente o contrário. Processos bem estruturados eliminam retrabalho, reduzem desperdícios, aumentam a previsibilidade e permitem que as equipes direcionem esforços para atividades de maior valor estratégico. As normas ISO são excelentes exemplos de sucesso nesse sentido, tendo na China um dos maiores cases de sucesso com empresas que vêm expandindo seus resultados através dessas metodologias e, consequentemente, favorecendo a melhora do PIB nacional. 


#4 Uso da IA sem capacitação: em muitas organizações, essa ferramenta vem sendo utilizada como substituta do pensamento crítico, e não como um instrumento para potencializá-lo. É cada vez mais comum, por exemplo, ver profissionais tratando respostas de plataformas como o ChatGPT como verdades absolutas, sem validação, contexto ou senso analítico. Essa falta de gestão do conhecimento evidencia, inclusive, uma lacuna de capacitação que vai além da tecnologia: o Brasil continua distante das principais economias em inovação e produção de conhecimento, ocupando apenas a 50ª posição entre 133 países no Índice Global de Inovação de 2025.  


#5 Infraestrutura insuficiente: nenhum esforço de inovação ou transformação digital será suficiente se continuarmos enfrentando gargalos históricos de infraestrutura. O Brasil possui dimensões continentais e enorme potencial logístico, mas ainda convive com uma matriz de transporte excessivamente dependente das rodovias, estradas em condições precárias, ferrovias insuficientes e um sistema portuário que não acompanha o volume e a complexidade do comércio internacional. O resultado é o aumento dos custos operacionais, atrasos na cadeia de suprimentos e perda de competitividade frente a economias que investiram de forma consistente em infraestrutura.  

Ao enxergarmos tamanho crescimento de potências internacionais, é normal cobrarmos mais iniciativas de inovação das empresas, do governo e da sociedade. Contudo, talvez a pergunta mais importante a se fazer seja: quais mudanças estamos dispostos a promover dentro das nossas próprias organizações?  

Seguimos exportando cacau para importar chocolate, vendendo café para comprar cápsulas de alto valor agregado, e sustentando boa parte da economia na comercialização de commodities, enquanto importamos tecnologia, conhecimento e produtos manufaturados. Temos à disposição uma série de metodologias de gestão capazes de fortalecer nossa governança, impulsionar a transformação digital e elevar a inteligência no uso estratégico dos dados.  

O conhecimento está disponível, as tecnologias também. O que falta é compreender que competitividade exige mudança de mentalidade. Afinal, insistir nas mesmas práticas e esperar resultados diferentes não nos levará ao protagonismo que o potencial brasileiro permite alcançar. 

 

Alexandre Pierro - doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.     


Da remada viking ao berço dos guerreiros nórdicos: 5 experiências para viver o universo viking

Não é só o futebol: Noruega viraliza na Copa com a "remada viking", e Civitatis seleciona cinco experiências para mergulhar no universo viking, de navios milenares a museus imersivos. 


Museu dos Barcos Vikings, em Roskilde, na Dinamarca, abriga o maior navio viking já encontrado: uma embarcação de 37 metros de comprimento que revela a grandiosidade das viagens nórdicas.

 

A Noruega não vem chamando atenção na Copa do Mundo de 2026 apenas pela campanha dentro de campo. Após eliminar a Costa do Marfim e garantir vaga nas oitavas de final, justamente contra o Brasil, a seleção também viralizou com a tradicional "remada viking", celebração inspirada na herança nórdica do país. De olho no interesse despertado pela cultura viking, a Civitatis, plataforma global de reservas de experiências turísticas presente em mais de 160 países, reuniu cinco experiências para quem deseja conhecer de perto esse legado. 

Criada pelo professor norueguês Ole Frøystad, a coreografia embalada pelos gritos de "Ro! Ro! Ro!" ("Reme! Reme! Reme!", em português) tomou conta das arquibancadas, ganhou as redes sociais e até a Times Square, em Nova York. O fenômeno também foi impulsionado pelo atacante Erling Haaland: um vídeo publicado por ele em seu Instagram com a celebração, copiada pelo time norueguês em campo, já ultrapassa 2 milhões de visualizações, reforçando ainda mais a tradição viking como um dos símbolos da campanha do país nórdico nesta Copa. 

O duelo entre Brasil e Noruega acontece no dia 5 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e reacende uma rivalidade histórica: as seleções só se enfrentaram uma vez em Copas do Mundo, em 1998, quando os noruegueses venceram por 2 a 1. 

Enquanto a bola não rola, a dica é mergulhar no universo viking por meio de experiências que vão de museus imersivos e navios históricos a um passeio em uma embarcação viking de verdade.
 

1. Virar viking (de verdade) num navio em Tenerife, Espanha 

Quem disse que precisa de frio para sentir o clima nórdico? Em Los Cristianos, no sul de Tenerife, o passeio de barco viking com avistamento de golfinhos e baleias coloca o viajante a bordo do Ragnarok, uma réplica de navio viking em madeira, igualzinho às embarcações que cruzavam o norte da Europa entre os séculos IX e XI. A rota segue entre Tenerife e La Gomera, em uma das melhores áreas do Atlântico para ver cetáceos em liberdade, com o Teide, o pico mais alto da Espanha, ao fundo. Na versão de 3 horas, ainda tem parada para mergulho em mar aberto e animação viking com a tripulação a caráter.
 

2. Embarcar num navio viking com realidade virtual em Oslo, Noruega 

Na capital da Noruega, terra da seleção que embalou a Copa, o ingresso do The Viking Planet dá acesso ao primeiro museu digital do mundo dedicado à cultura viking. A poucos passos da Prefeitura de Oslo, a experiência usa realidade virtual e tecnologia 4D para levar o visitante ao passado: dá para subir em um navio viking, encontrar guerreiros em hologramas e assistir a uma emboscada em um cinema com tela de 270 graus, filme que rendeu ao museu o prêmio de Melhor Filme de Realidade Virtual no festival Aesthetica, no Reino Unido.
 

3. Caçar trolls, bruxas e mitologia viking em Oslo, Noruega 

Ainda em Oslo, quem prefere explorar a cidade a pé pode encarar o tour dos mistérios e lendas de Oslo. Partindo da Prefeitura, o passeio de duas horas revela o lado mais sombrio da capital norueguesa, com histórias de bruxas, fantasmas e trolls passadas de geração em geração. O ponto alto é justamente a mitologia viking: o guia conta os detalhes de um reino subterrâneo que, segundo a lenda, seria habitado por criaturas mágicas.
 

4. Ver navios de mil anos em Roskilde, saindo de Copenhague (Dinamarca) 

A poucos minutos de trem da capital dinamarquesa, a excursão a Roskilde leva os viajantes a uma das cidades mais ligadas à história viking. Além da catedral gótica, Patrimônio Mundial da Unesco e local de descanso dos principais monarcas dinamarqueses, o destaque é o Museu dos Barcos Vikings, à beira do fiorde. Lá está o maior barco viking já encontrado do mundo: são 37 metros de comprimento, capazes de abrigar uma centena de guerreiros. Quem quiser esticar o dia pode até fazer um passeio de barco viking pelo próprio fiorde.
 

5. Descobrir a herança viking de Reykjavík, Islândia 

Fechando a lista, o free tour por Reykjavík é a porta de entrada para a cidade de herança viking mais ao norte do mundo. Saindo do icônico edifício Harpa, o passeio de cerca de duas horas percorre mais de 1.500 anos de história, passa pela imponente igreja Hallgrímskirkja e pela fachada do Parlamento da Islândia, um dos mais antigos do mundo, com origem no século X, quando os primeiros colonos vikings chegaram à ilha. Um jeito descontraído de entender por que os vikings seguem tão vivos no imaginário do país.

 

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