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quinta-feira, 12 de março de 2026

Estação da Luz da CPTM recebe ação de atendimento gratuito com foco em psicoterapia nesta quinta (12)

Divulgação/CPTM

 Parceria com o Instituto de Psiquiatria do HC-USP tem como intuito ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo em locais públicos e de grande movimentação de pessoas

 

Quem estiver pela Estação da Luz da CPTM, entre 10h e 13h, desta quinta-feira (12), terá a oportunidade de participar de mais uma ação voltada ao bem-estar e saúde do passageiro da companhia. A ação “Converse com o Psicoterapeuta” ficará ao lado da antiga bilheteria do local. Trata-se de uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP, que oferece dispositivos de escuta e acolhimento psicoterapêutico em locais públicos. 

A proposta é aproximar, cada vez mais, os profissionais especializados de pessoas que enfrentam situações de estresse, ansiedade, sobrecarga emocional ou que simplesmente desejam um momento de conversa qualificada. Esse tipo de atendimento, em ambientes urbanos e de grande circulação de pessoas, tem se mostrado fundamental para ampliar o acesso à saúde mental e incentivar o cuidado preventivo. 

A ação conta também com a parceria do Museu da Língua Portuguesa, reforçando o local como ponto de conexão entre cultura, cidadania e serviços voltados à comunidade.
  
 

Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (12/03)
Horário: entre 10h e 13h


SEXTA-FEIRA 13 EM PLENO MERCÚRIO RETRÓGRADO: A COMBINAÇÃO PODE AUMENTAR CONFLITOS?

 


Especialistas em espiritualidade explicam o que pode acontecer quando a sexta-feira mais supersticiosa do calendário coincide com o famoso período de revisões de Mercúrio


Se a sexta-feira 13 já costuma despertar superstição em muita gente, neste ano ela chega acompanhada de outro fenômeno famoso da astrologia: o Mercúrio retrógrado. A coincidência levanta a pergunta inevitável, será que os conflitos podem se intensificar?

Para especialistas, a resposta passa menos por azar e mais por atenção redobrada. Isso porque a sexta-feira 13 carrega um simbolismo ligado a transformações e encerramentos, enquanto o período de Mercúrio retrógrado costuma mexer justamente com comunicação, decisões e organização mental.

Segundo Sunna, do Astrocentro, a simbologia da sexta-feira 13 está muito mais ligada a transformações do que a presságios negativos. “Essa data vai mexer com aquele esgotamento interno que aparece quando insistimos em situações que já acabaram. O corpo e o coração já sacaram, mas a cabeça ainda não quer aceitar.” 

No tarot, o número 13 é representado pelo Arcano da Morte, uma carta que costuma assustar, mas que na verdade simboliza transformação e finais necessários. “Encerrar ciclos não é fracasso, é maturidade emocional. Soltar o que já terminou é se cuidar”, diz a especialista. 

Se a sexta-feira 13 já traz esse clima de encerramento, o Mercúrio retrógrado adiciona outro ingrediente: a revisão. 

O fenômeno começou em 26 de fevereiro e segue até 20 de março, período conhecido por afetar especialmente comunicação, tecnologia e organização mental. É quando surgem situações clássicas como mensagens mal interpretadas, e-mails enviados sem anexo ou decisões tomadas rápido demais. 

Segundo Déborah de Obá, especialista da iQuilíbrio, o problema costuma estar justamente na pressa. “Quando Mercúrio retrograda nesse ritmo acelerado, os desafios aparecem principalmente nos detalhes. E são justamente os detalhes que a gente costuma atropelar quando está com pressa.” 

Por isso, mais do que temer a combinação das duas energias, o ideal é encarar o momento como um pequeno ajuste de rota. “Às vezes, o impulso de resolver tudo rápido gera o dobro de trabalho depois. Mercúrio retrógrado não pede que você pare, pede que você pare de correr por cima do detalhe.”

Além das pequenas confusões do dia a dia, o período também pode trazer reflexões mais profundas.

  • Pensamentos podem ficar mais repetitivos;
  • Memórias do passado ressurgem;
  • Assuntos mal resolvidos pedem fechamento.

“Pode ser desconfortável, mas também libertador”, finaliza Déborah de Obá.

 

Astrocentro
www.astrocentro.com.br


iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br


quarta-feira, 11 de março de 2026

Shopping Market Place promove Pet Day com Dog Yoga e feira de adoção


As aulas acontecem às 9h, 10h30 e 12h, no dia 14 de março. Os ingressos são gratuitos com resgate pelo aplicativo Iguatemi One

 

O Shopping Market Place promove, no dia 14 de março, uma programação especial dedicada aos amantes de pets. Em parceria com a ONG Desabandone, o empreendimento realiza no Piso Térreo o Pet Day – edição Dog Yoga, que contará com aulas ao lado de filhotes e uma feira de adoção voltada a conectar cães resgatados a novos lares. 

As aulas acontecem às 9h, 10h30 e 12h e terão apenas 15 vagas por turma, tornando a experiência ainda mais exclusiva. As vagas são limitadas com resgate pelo aplicativo Iguatemi One. 

Além das aulas, o público também poderá participar da feira de adoção, que acontece até às 14h. Os mesmos pets que participam das aulas estarão disponíveis para adoção responsável, permitindo que os visitantes conheçam os animais de perto e recebam orientações da equipe da ONG sobre o processo de adoção. 

“Buscamos promover experiências que aliem bem-estar, convivência e impacto social. O Dog Yoga é uma forma leve e afetiva de aproximar o público da causa animal, além de dar visibilidade ao importante trabalho realizado pela ONG”, finaliza Luiza Casteli, Head de Marketing do Shopping Market Place.
 

Serviço

Petday – Edição Dog Yoga + Feira de Adoção
Local: Shopping Market Place – Piso Térreo
Data: 14 de março
Aulas: 9h, 10h30 e 12h (15 vagas por turma)
Feira de adoção: até às 14h
Parceria: ONG Desabandone

Mecânica: Resgate do ingresso pelo Aplicativo Iguatemi One

 

O que o ronco revela sobre a sua saúde?

Sintoma atinge até 40% dos adultos e pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono, condição associada a hipertensão, infarto, AVC e diabetes

 

Comum, muitas vezes tratado como motivo de piada ou apenas um incômodo doméstico e social, o ronco nem sempre é inofensivo. Embora possa ocorrer de forma isolada, ele também pode ser o principal sinal da apneia obstrutiva do sono (AOS), uma condição médica ligada a complicações cardiovasculares e metabólicas importantes. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Nilson André Maeda, do Hospital Paulista, durante o sono ocorre um relaxamento natural da musculatura da garganta. Em algumas pessoas, esse relaxamento provoca estreitamento das vias aéreas superiores. O ar passa com dificuldade e gera vibração dos tecidos moles — especialmente palato mole e úvula — produzindo o som característico do ronco. 

Quando o estreitamento é parcial e não há pausas respiratórias, trata-se do chamado ronco simples ou primário. Já na apneia obstrutiva do sono, ocorrem obstruções repetidas da via aérea superior, com interrupções temporárias da respiração e queda da oxigenação sanguínea. 

Estudos populacionais indicam que o ronco habitual atinge cerca de 30% a 40% dos adultos. Parte desses indivíduos pode ter apneia não diagnosticada.

 

Quando o ronco vira sinal de alerta? 

A principal diferença entre o ronco primário e a apneia está na presença de pausas respiratórias e nas repercussões no organismo. 

Entre os sinais que merecem atenção em adultos estão: 

  • pausas respiratórias observadas por familiares
  • engasgos ou despertares com sensação de sufocamento
  • sonolência excessiva durante o dia
  • dor de cabeça matinal
  • dificuldade de concentração
  • hipertensão arterial de difícil controle
  • nictúria (necessidade de acordar durante a noite para urinar, interrompendo o sono). 

Em crianças, o ronco frequente — três ou mais noites por semana — pode estar associado à hipertrofia de amígdalas e adenoide. Sono agitado, respiração pela boca, dificuldade escolar e hiperatividade também são sinais de alerta. 

O exame considerado padrão-ouro para diagnóstico é a polissonografia, que avalia os eventos respiratórios e a qualidade do sono ao longo da noite.

 

Impactos que vão além do sono 

A apneia obstrutiva do sono é considerada uma condição sistêmica. A cada pausa respiratória, há queda da oxigenação, microdespertares e ativação do sistema nervoso simpático, com elevação transitória da pressão arterial. Ao longo do tempo, esse processo pode contribuir para hipertensão, arritmias, doença coronariana, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). 

A condição também está associada à resistência à insulina, maior risco de diabetes tipo 2 e dificuldade no controle de peso. Além dos impactos físicos, há prejuízo significativo na qualidade de vida, com fadiga crônica, redução da produtividade, maior risco de acidentes automobilísticos e comprometimento do relacionamento conjugal. Em crianças, pode afetar crescimento e desempenho escolar.

 

Fatores de risco e tratamento 

Sobrepeso e obesidade são os principais fatores de risco, mas também contribuem circunferência cervical aumentada, alterações anatômicas craniofaciais, histórico familiar, envelhecimento, consumo de álcool à noite e uso de sedativos. Em crianças, a principal causa costuma ser a hipertrofia de amígdalas e adenoides. 

A prevenção envolve controle do peso, prática regular de atividade física, evitar álcool próximo ao horário de dormir, manter higiene do sono adequada e tratar obstruções nasais quando presentes. Dormir em posição lateral também pode ajudar. 

O tratamento depende de fatores individuais e da gravidade do quadro, e pode incluir medidas comportamentais, dispositivos intraorais, cirurgia em casos específicos e uso de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), considerado padrão para apneia moderada a grave. 

“O ronco não deve ser visto apenas como um problema social. Quando frequente e associado a sintomas, pode indicar uma condição médica com impacto importante na saúde cardiovascular, metabólica e cognitiva”, destaca o especialista. 

Com a proximidade do Dia Mundial do Sono, o alerta é claro: dormir bem não é luxo — é um dos pilares da saúde, ao lado da alimentação equilibrada, da atividade física e do controle do estresse. Se o ronco é persistente ou acompanhado de cansaço excessivo, procurar avaliação médica pode fazer diferença significativa na saúde a longo prazo.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Alimentação no pré e pós-operatório: como a nutrição adequada pode favorecer o preparo e a recuperação cirúrgica


A alimentação exerce papel fundamental no preparo do organismo para cirurgias e no processo de recuperação pós-operatória. Cada vez mais, médicos e nutricionistas reforçam que uma dieta equilibrada, planejada de acordo com o tipo de procedimento, pode contribuir para melhor resposta inflamatória, cicatrização mais eficiente e redução de desconfortos digestivos.


No período pré-operatório, o objetivo principal é preparar o corpo, reduzir processos inflamatórios e evitar alimentos que possam interferir na anestesia, na coagulação ou no funcionamento intestinal. Já no pós-operatório, a prioridade é facilitar a digestão, manter adequada oferta de nutrientes e respeitar as limitações físicas temporárias do paciente — especialmente em procedimentos realizados na face, nariz, boca, garganta e pescoço, ou em cirurgias abdominais.



O que muda na alimentação antes da cirurgia


No pré-operatório, recomenda-se evitar alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, frituras e bebidas alcoólicas. Em alguns casos específicos, como no preparo para exames como colonoscopia e endoscopia, a orientação médica inclui dietas líquidas e com baixo resíduo, que reduzem a formação de resíduos intestinais e facilitam a visualização durante o exame.


Dietas líquidas e pastosas também são frequentemente indicadas para cirurgias bariátricas ou procedimentos gastrointestinais, garantindo aporte nutricional adequado com menor esforço digestivo.



Nutrição como aliada da recuperação


No pós-operatório, o organismo entra em estado de maior demanda metabólica. Nutrientes como proteínas, vitaminas A e C, zinco e compostos antioxidantes são essenciais para o processo de cicatrização e regeneração tecidual.


Além disso, uma alimentação leve e anti-inflamatória pode ajudar a reduzir inchaço, desconforto abdominal e retenção hídrica. Em cirurgias faciais ou odontológicas, por exemplo, dietas pastosas e líquidas são fundamentais para evitar esforço mastigatório e proteger a área operada.


No caso do pós-parto ou de cirurgias de maior porte, a nutrição adequada também auxilia na recuperação energética e no bem-estar geral da paciente.


Especialistas destacam que cada protocolo deve ser individualizado, respeitando orientação médica e o tipo de procedimento realizado.



Protocolos estruturados ganham espaço no suporte nutricional


Diante dessa demanda crescente por soluções práticas e seguras, a Detox Market desenvolveu protocolos específicos de alimentação voltados ao pré e pós-operatório, além de preparos para exames como endoscopia e colonoscopia.


As dietas incluem versões líquidas e pastosas, com baixo resíduo, altamente nutritivas e formuladas com foco anti-inflamatório. Os protocolos também são desenvolvidos em colaboração com médicos e cirurgiões, garantindo alinhamento com as necessidades clínicas e os cuidados indicados em diferentes tipos de procedimentos.


Entre os protocolos oferecidos estão: dieta pré-operatória; dieta pós-operatória; protocolo para preparo de colonoscopia e endoscopia; protocolo pós-bariátrica.


 

Dieta de suporte no pós-parto


Os programas são elaborados por nutricionistas e priorizam ingredientes naturais, com composição planejada para fornecer micronutrientes essenciais, respeitando as restrições e necessidades de cada fase.


A proposta é oferecer praticidade ao paciente, garantindo que a alimentação — muitas vezes negligenciada nesse período — seja tratada como parte integrante do cuidado e da recuperação.


https://detoxmarket.com.br


Pesquisadores brasileiros confirmam eficácia da Inteligência Artificial na seleção de óvulos para Fertilização in Vitro

Freepik
Tecnologia traz avanços para a medicina reprodutiva, ajudando a otimizar resultados e a personalizar tratamentos

 

Estudo brasileiro publicado em revista científica internacional mostra como a Inteligência Artificial (IA) traz mais objetividade e rapidez para a medicina reprodutiva, com uma jornada menos desgastante e ainda mais promissora para quem deseja ter filhos. A partir de um avançado arsenal de dados, algoritmos treinados analisaram milhares de óvulos e selecionaram com sucesso aqueles com maiores chances de se transformarem em embriões saudáveis durante ciclos de fertilização in Vitro (FIV). 

Especialistas brasileiros usaram um sistema de IA para a avaliação de 14.602 imagens de óvulos em 2.156 ciclos de FIVs realizados entre 2020 e 2024. Os pesquisadores constataram que os óvulos que receberam as notas mais altas da IA apresentaram maior probabilidade de fertilização e desenvolvimento de embriões que chegariam ao estágio ideal para transferência ao útero. A pesquisa foi divulgada em novembro de 2025 pelo periódico F&S Science, ligado à Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, uma das instituições mais respeitadas do mundo na área da fertilidade. 

Experimentos como este mostram que a IA torna os processos da reprodução assistida mais previsíveis, eficientes e menos desgastantes para a paciente e seus familiares. "A tecnologia reduz a subjetividade humana; oferece suporte quantitativo, pois processa grandes volumes rapidamente; e faz uma avaliação matemática de padrões invisíveis ao olho humano. Para a ciência, tudo isso se traduz em métricas padronizadas, reprodutibilidade do experimento e comparabilidade estatística mais robusta entre grupos estudados", afirma Dr. Edson Borges, diretor científico do Fertgroup, maior grupo de reprodução assistida do Brasil, que lidera a pesquisa. O especialista destaca que a IA não substitui o médico. "Ela se torna uma poderosa ferramenta de apoio à decisão clínica, facilitando condutas ainda mais personalizadas e que otimizam o tratamento." 

Em outro estudo recente, a equipe de pesquisadores empregou a IA para comparar protocolos hormonais com o objetivo de definir abordagens terapêuticas de acordo com o perfil da paciente. "Isso permitiu, em casos específicos, a redução de injeções, substituídas por comprimidos, o que tornou o tratamento mais simples, barato e trouxe menos desconforto à mulher, com resultados semelhantes aos obtidos pelos métodos tradicionais", explica Dr. Borges. 

Em relação às mulheres que pretendem congelar óvulos, a IA pode ajudar muito no cálculo da quantidade que precisa ser congelada para que haja maior probabilidade de gestação no futuro. Antes da IA, tal estimativa era realizada de forma observacional, a partir da avaliação da idade da paciente e seus dados clínicos. A depender da qualidade dos óvulos mostrada pela inteligência artificial, pode ser sugerida a realização de outro ciclo de coleta. 

Ao aumentar a precisão na triagem das células reprodutivas femininas, a IA pode, também, diminuir o número de ciclos que precisam ser realizados. Isso reduz não só os custos financeiros para a paciente, mas também o tempo dedicado ao processo, o que contribui para o seu bem-estar emocional, aliviando sentimentos de ansiedade e frustração.



Mês da Mulher reforça alerta: cuidado com o câncer de mama deve ser prioridade o ano todo

Especialista destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado no câncer de mama inicial e da atenção contínua para reduzir as chances de recidiva

 

O Mês da Mulher é tradicionalmente marcado por debates sobre direitos, equidade e autocuidado, mas quando o assunto é saúde feminina, a atenção não pode se limitar a uma campanha pontual. Em todas as fases da vida, é essencial que as mulheres mantenham uma rotina de cuidados que inclua consultas regulares, exames preventivos e acompanhamento médico contínuo.

Nesse cenário, o câncer de mama ganha destaque por ser uma das principais condições que afetam a população feminina, tornando fundamental a atenção aos sinais e sintomas, a realização de exames de rastreamento conforme orientação médica e o seguimento adequado após o tratamento, etapa indispensável para reduzir as chances de recidiva da doença.[i]

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, com previsão de pelo menos 78 mil casos por ano[ii]. Embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham aumentado significativamente as taxas de sobrevida1, identificar o câncer de mama precocemente é importante para que as taxas de recorrência da doença sejam cada vez menores [iii].

“Receber o diagnóstico em estágio inicial costuma trazer esperança, já que as chances de controle são maiores 1. Ainda assim, é fundamental que a paciente compreenda que o cuidado não termina com a cirurgia ou com o término da quimioterapia. Mesmo após as etapas iniciais do tratamento, o cuidado continua, seja no acompanhamento ou na terapia complementar. Cada paciente deve ser acompanhada de forma individualizada, tendo em mente os seus objetivos, cuidado com efeitos colaterais e acompanhamento conforme seu risco de recorrência3. Conhecer profundamente o tipo de câncer e entender as opções de terapia adjuvante específicas é uma parte fundamental da jornada de cuidado”, explica Dra. Laura Testa, chefe do grupo de Oncologia Mamária e pesquisadora do ICESP, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (CRM 124982).

A recidiva pode ocorrer de forma local, regional ou à distância (metastática), e o risco está relacionado a fatores como subtipo tumoral, presença de receptores hormonais, envolvimento de linfonodos[iv] e adesão ao tratamento adjuvante (complementar). Por isso, estratégias terapêuticas individualizadas e acompanhamento regular são fundamentais para reduzir as chances de retorno da doença 3.

Além do tratamento adequado, o especialista destaca a importância do letramento em saúde. “Quando a mulher entende seu diagnóstico, participa das decisões terapêuticas e mantém acompanhamento periódico, ela se torna protagonista do próprio cuidado. Nesse sentido, a informação de qualidade é uma aliada poderosa na prevenção da recidiva”, afirma a especialista.

O acesso à mamografia, a realização de exames clínicos regulares e a atenção a sinais e sintomas suspeitos continuam sendo pilares do diagnóstico precoce2. Paralelamente, é fundamental ampliar o diálogo sobre o período pós-tratamento, fase frequentemente marcada por inseguranças e dúvidas 3.

Durante o Mês da Mulher, campanhas de conscientização ganham força, mas a mensagem central precisa permanecer ao longo de todo o calendário: a saúde feminina não pode ser sazonal. O investimento em políticas públicas, ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento de qualidade e promoção de informações baseadas em evidências científicas, são ações essenciais para transformar o cenário da doença no Brasil.

“Cuidar da saúde da mulher é um compromisso contínuo. Quando falamos em câncer de mama, estamos falando de oportunidade de tratar no momento certo, de reduzir riscos e de oferecer mais esperança e qualidade de vida. E isso exige acompanhamento contínuo, não apenas em março ou em outubro3”, reforça a especialista.

Ao ampliar a conversa sobre prevenção, tratamento e risco de recidiva, o Mês da Mulher se consolida como uma etapa dentro de uma jornada para uma agenda permanente de cuidado, informação e protagonismo feminino na saúde.

Porque, quando uma mulher tem saúde, ela tem força para transformar caminhos, mover realidades e seguir adiante com seus planos, seus sonhos e tudo aquilo que escolhe construir. E nada é mais poderoso do que uma mulher plenamente capaz de viver o seu próprio caminho.

   

Novartis 
www.novartis.com.



Referências bibliográficas

[i] Breast Cancer. Organização Mundial de Saúde. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/breast-cancer Acesso em: 23/02/2026.

[ii] Estatística. Câncer de Mama. Instituto Nacional do Câncer. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama Acesso em: 23/02/2026.

[iii] Instituto Oncoguia. Por que o câncer volta? Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/por-que-o-cancer-volta/17689/697/ Acesso em: 23/02/2026.

[iv] Instituto Vencer o Câncer. Recaída do câncer de mama. Disponível em: https://vencerocancer.org.br/cancer/recaida-do-cancer-de-mama/ Acesso em: 23/02/2026.


Hábitos saudáveis podem evitar até 40% dos diagnósticos de câncer

Especialistas explicam como mudanças no estilo de vida ajudam a reduzir riscos 


O desejo de viver mais traz uma questão central à medicina moderna: como viver melhor? Diante da projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que os casos anuais de câncer passarão de 20 milhões, em 2022, para 35,3 milhões em 2050, a prevenção se torna urgente. A própria OMS estima que quase 40% dos casos poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco. 

Um dos caminhos para uma vida mais longeva é a Medicina de Estilo de Vida (MEV), abordagem que atua sobre hábitos como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse crônico. Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) indicam que cerca de 7 milhões dos 18,7 milhões de diagnósticos registrados em 2022 poderiam ter sido prevenidos com um estilo de vida mais saudável. 

Segundo a liderança médica do Ambulatório de MEV do Moinhos, Alexander Daudt, hoje a doença é a segunda mais letal do mundo – perdendo apenas para as cardiovasculares. Entre os tipos mais comuns estão os cânceres de mama e de colo de útero, nas mulheres, e de próstata e de pulmão, nos homens. 

“Podemos dizer que 50% são passíveis de prevenção, se a gente pensar nas nossas escolhas, em estilo de vida, nós conseguimos entender o porquê estamos tendo essa evolução e uma prevalência maior dessas doenças”, comenta o coordenador e médico certificado pelo American College of Lifestyle Medicine. 

Para o médico, o diferencial da especialidade está em tratar as causas, e não apenas os sintomas. “Adotamos uma abordagem estruturada, iniciando com uma avaliação abrangente realizada por equipe interdisciplinar composta por médicos, nutricionista, psicóloga, psiquiatra e educador físico. A partir dessa análise individualizada, são estabelecidas metas realistas e progressivas, acompanhamento periódico e uso de ferramentas comportamentais que auxiliam o paciente a manter mudanças sustentáveis”, afirma. 

Daudt explica que o câncer pode levar cerca de 20 anos para se manifestar, período em que o organismo fica exposto a fatores de risco. Esse intervalo representa uma janela importante de prevenção. Medidas simples - como aumentar o consumo de frutas e leguminosas, moderar o sal e buscar equilíbrio alimentar - já fazem diferença. “O caminho do meio é sempre o mais saudável”, aconselha.
 

Cigarro eletrônico e saúde mental 

Um hábito de vida prejudicial, cada vez mais comum entre os jovens, é o uso do cigarro eletrônico, alerta o médico. “O vape é ainda menos regulamentado do que o cigarro convencional, especialmente no que diz respeito ao controle de qualidade. Muitas vezes é comercializado como se não tivesse nicotina, mas contém. Além disso, pode apresentar metais pesados e outras substâncias potencialmente carcinogênicas”, explica. 

A saúde mental também é peça-chave. O controle do estresse contribui para a prevenção do câncer e de outras doenças crônicas. Sintomas persistentes de insônia, preocupação excessiva ou falta de motivação devem ser avaliados por profissionais. “Estados como ansiedade e depressão podem impactar o sistema imunológico. Em alguns casos, é fundamental associar medicação ao tratamento de psicoterapia”, acrescenta.

 

A influência da genética 

O chefe do serviço de Genética do Hospital Moinhos de Vento, Osvaldo Artigalas, explica que, ao contrário do que muitos pensam, a maioria dos cânceres não são hereditários. A estimativa, segundo o especialista, é que em torno de 90% dos diagnósticos não têm influência genética. “São alterações que acontecem por envelhecimento normal da célula e por fatores ambientais, como estilo de vida”, comenta. 

Histórico familiar relevante - como múltiplos casos do mesmo tipo de câncer em idade jovem - pode indicar a necessidade de investigação genética. O especialista ainda explica que é, a partir desta investigação, que é possível definir se o monitoramento do estilo de vida ou um aprofundamento genético é a melhor conduta de prevenção. 

Isto vale para pessoas com câncer em idade jovem, muitos casos em um lado da família ou uma mesma pessoa com múltiplos tumores ou também pessoas com tumores raros. No entanto, cirurgias preventivas só são recomendadas em situações específicas, após avaliação detalhada e testes moleculares.



Semana mundial do glaucoma: conheça os principais sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce

Doença que pode levar à perda irreversível da visão costuma evoluir silenciosamente e exames regulares são fundamentais para o diagnóstico precoce

 

O glaucoma é uma das doenças oftalmológicas que mais afetam a população idosa. A patologia causa uma lesão progressiva no nervo óptico, responsável por levar as informações captadas pelo olho ao cérebro. A oftalmologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dra. Denise Salvalaggio, chefe do Setor de Glaucoma, explica que geralmente o paciente percebe o problema quando a visão já está prejudicada e o quadro avançado. 

Segundo a especialista do HSPE, o glaucoma é conhecido como uma “doença silenciosa”. “Na maioria dos casos, não causa sintomas nas fases iniciais. A perda da visão ocorre de forma lenta e periférica”, explica. 

A idade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma. Embora a doença possa afetar pessoas de qualquer idade, o problema é mais recorrente após os 40 anos, sendo mais incidente com o envelhecimento. Outros fatores também podem facilitar o desenvolvimento da enfermidade, como: pressão intraocular elevada, histórico familiar da doença, miopia ou hipermetropia acentuadas, uso prolongado de corticoides e doenças sistêmicas. 

Apesar de assintomática nos primeiros estágios, alguns sinais podem indicar o glaucoma, como: dificuldade para enxergar à noite, perda de campo visual e a presença de manchas, áreas escura ou embaçadas na visão. Caso alguma dessas mudanças surjam, a recomendação é procurar avaliação médica. 

A realização de exames periódicos é a principal forma de detectar precocemente o glaucoma e outras doenças oculares. Com o diagnóstico precoce, é possível que os sinais mais graves da doença sejam evitados. “Em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar de glaucoma, o acompanhamento deve começar antes dos 40 anos”, orienta a oftalmologista do HSPE.

 

ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE GLAUCOMA E DIABETES E HIPERTENSÃO ARTERIAL 

O diabetes descontrolado pode danificar os vasos sanguíneos da retina, causando a retinopatia diabética. Essa doença causa cegueira quando não tratada adequadamente. Já a hipertensão pode alterar os vasos da retina, provocando entupimentos ou sangramentos, fatores também prejudiciais à visão. Em casos mais graves, essas doenças podem reduzir o oxigênio na retina, facilitando alterações que aumentam a pressão dentro do olho.

 

OUTRAS DOENÇAS OCULARES COMUNS NA POPULAÇÃO IDOSA 

Entre as doenças oculares mais comuns na população idosa estão: catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. Também podem afetar a visão, alterações associadas às doenças crônicas, como: diabetes e hipertensão, problemas que se desenvolvem de modo silencioso e, por isso, exigem acompanhamento regular para diagnóstico precoce.


Anvisa libera uso de medicamento que atrasa aparecimento de DM1

Para a Sociedade Brasileira de Diabetes, a liberação é muito importante porque abre caminho para a medicina conseguir prevenir completamente a doença
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso, no Brasil, do teplizumabe em pessoas com diabetes tipo 1 estágio 2 a partir de 8 anos de idade, para atrasar o desenvolvimento do estágio 3. O teplizumabe é um anticorpo monoclonal anti-CD3 desenvolvido para modular a atividade dos linfócitos T envolvidos no ataque autoimune às células produtoras de insulina. 

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico passa a atacar, por engano, as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. “Até agora, o tratamento era baseado apenas na reposição da insulina que o organismo havia deixado de produzir”, explica dra. Melanie Rodacki, coordenadora do departamento de diabetes tipo 1 adulto da Sociedade Brasileira de Diabetes. “Mas agora estamos entrando em uma nova fase, na qual é possível intervir no processo imunológico que leva à destruição dessas células. Isso abre uma perspectiva de modificar a história natural da doença e retardar o seu aparecimento clínico.”

A progressão do diabetes tipo 1 ocorre em quatro estágios. Nos estágios 1 e 2, a doença ainda é pré-sintomática: não há sintomas nem necessidade de uso de insulina. Nessas fases, já é possível detectar autoanticorpos específicos no sangue. No estágio 1 não existe nenhuma anormalidade da glicose, mas no estágio 2 há alterações leves da glicose, mais ainda sem preencher critérios para diabetes. O estágio 3 é caracterizado por alterações da glicose que preencham critérios diagnósticos para diabete mellitus, com ou sem sintomas como sede excessiva, perda de peso, fadiga e visão turva. O estágio 4 é caracterizado pelo diabetes tipo 1 de longa duração.

O medicamento já foi aprovado pela FDA - Food and Drug Administration nos Estados Unidos, após um estudo publicado no The New England Journal of Medicine que mostrou que o teplizumab praticamente dobrou o tempo médio até o diagnóstico clínico em indivíduos com diabetes tipo 1 estágio 2. Essa é a primeira terapia capaz de modificar a história natural do diabetes tipo 1, ao atrasar a progressão da doença.

“A notícia é muito importante porque, pela primeira vez, a medicina terá uma terapia capaz de interferir diretamente no processo imunológico que leva à destruição das células beta do pâncreas, antes mesmo do surgimento dos sintomas clínicos do diabetes”, explica dra. Pesquisas mostram que ele consegue retardar o aparecimento do diabetes, em média, em dois anos.

Atualmente o diagnóstico da DM1 normalmente ocorre de forma traumática, com a pessoa chegando ao hospital em estado grave, com cetoacidose diabética, uma complicação aguda que pode exigir internação e até cuidados em terapia intensiva. “Quando o diabetes tipo 1 é detectado precocemente e conseguimos retardar sua evolução, as famílias têm tempo para se preparar, receber orientações e aprender como lidar com a doença antes do diagnóstico clínico”, explica dra. Melanie. Para isso são necessários programas de rastreamento nacionais, que estão sendo elaborados pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Atrasar o aparecimento clínico do diabetes tipo 1 representa um importante avanço e é passo importante para um objetivo maior: um dia, conseguir prevenir completamente o desenvolvimento da doença.


Ansiedade, depressão e exaustão: por que a saúde mental das mulheres virou alerta para a ciência

No Mês da Mulher, estudos mostram maior prevalência de transtornos mentais entre mulheres e apontam fatores sociais, biológicos e culturais que ajudam a explicar o fenômeno

 

O avanço das discussões sobre saúde mental nos últimos anos trouxe à tona um dado que vem chamando cada vez mais a atenção de pesquisadores e profissionais da área, de que as mulheres apresentam maior incidência de diversos transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão. A diferença aparece de forma consistente em estudos realizados em diferentes países, o que tem levado a comunidade científica a olhar atentamente para a saúde mental sob uma perspectiva de gênero.

No contexto do Dia Internacional da Mulher, que foi celebrado em 8 de março, esse recorte ganha relevância não apenas como pauta social, mas como questão de saúde pública. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14,7% das mulheres brasileiras relatam diagnóstico de depressão, quase três vezes mais do que entre os homens, cuja taxa é de 5,1%.

A Organização Mundial da Saúde também aponta que a depressão é aproximadamente duas vezes mais frequente entre mulheres do que entre homens em todo o mundo.

Para Aline Sena da Costa Menezes, psiquiatra da unidade de Brasília da ViV Saúde Mental e Emocional, essa diferença não pode ser explicada por um único fator. Aspectos biológicos, experiências de vida e desigualdades estruturais se combinam ao longo do tempo e influenciam diretamente o bem-estar emocional feminino.

“Hoje a ciência já reconhece que a saúde mental precisa ser analisada considerando os contextos sociais em que as pessoas vivem. No caso das mulheres, existem fatores específicos que aumentam a vulnerabilidade ao sofrimento psíquico e que precisam ser considerados tanto na prevenção quanto no tratamento”, explica a especialista.

 

Sobrecarga invisível e impacto emocional

Entre os elementos mais discutidos pela literatura científica está a chamada sobrecarga mental associada à multiplicidade de papéis desempenhados pelas mulheres. Mesmo com avanços nas últimas décadas, elas continuam sendo, em grande parte, responsáveis pela organização da rotina doméstica e pelo cuidado com filhos, familiares e outras demandas emocionais da família, além de manterem suas trajetórias profissionais.

Um levantamento da organização Think Olga sobre saúde mental feminina no Brasil identificou que quase metade das mulheres entrevistadas relatou já ter recebido diagnóstico de ansiedade, depressão ou outro transtorno mental. A pesquisa também aponta níveis elevados de exaustão emocional associados à sobreposição de responsabilidades e à pressão social constante.

Segundo a Dra. Aline, essa carga muitas vezes não é percebida como trabalho, mas produz efeitos reais no equilíbrio emocional. “Existe um componente de trabalho invisível que envolve planejamento, organização e gestão emocional do cotidiano familiar. Essa carga mental contínua pode contribuir para quadros de estresse crônico, ansiedade e esgotamento”, alerta.

 

Diferenças biológicas também entram na equação

Além das questões sociais, fatores biológicos também ajudam a explicar por que determinados transtornos são mais frequentes entre mulheres. Oscilações hormonais ao longo da vida reprodutiva podem influenciar o humor e a resposta ao estresse, especialmente em fases como período pré-menstrual, gestação, pós-parto e menopausa.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, entre 10% e 15% das mulheres em países industrializados e até 40% em países em desenvolvimento apresentam depressão durante a gravidez ou no período pós-parto, um dado que reforça a necessidade de acompanhamento especializado nesses momentos.

“Essas mudanças hormonais não significam que o sofrimento psíquico seja inevitável, mas indicam períodos em que o organismo pode se tornar mais sensível a fatores externos e emocionais. Por isso, o cuidado com a saúde mental da mulher precisa considerar essas fases específicas da vida”, explica a psiquiatra.

 

Violência e desigualdade também impactam o bem-estar

Outro fator relevante apontado por pesquisas é a relação entre violência de gênero e saúde mental. Estudos nacionais mostram que experiências como violência doméstica, assédio e desigualdades estruturais estão associadas ao aumento do risco de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático.

Para a especialista da ViV, reconhecer essas múltiplas camadas é essencial para ampliar a eficácia das estratégias de cuidado.

“Quando falamos de saúde mental feminina, estamos falando de uma realidade atravessada por fatores sociais, culturais e biológicos. Entender essas dimensões ajuda a desenvolver abordagens terapêuticas mais adequadas e políticas de prevenção mais eficazes”, destaca.

 

Por que falar sobre isso agora?

A especialista aposta no Mês da Mulher como um momento oportuno para ampliar o debate público sobre o tema e reforçar a importância de olhar para a saúde mental feminina de forma estruturada. Ainda que o assunto tenha ganhado visibilidade nos últimos anos, o estigma associado aos transtornos mentais continua sendo um obstáculo para que muitas mulheres busquem ajuda.

“Falar sobre saúde mental das mulheres é também uma forma de promover informação e prevenção”, afirma a psiquiatra e completa: “Quando reconhecemos os fatores que influenciam esse cenário, abrimos espaço para que mais mulheres identifiquem sinais de sofrimento, procurem apoio e encontrem caminhos para cuidar da própria saúde emocional.”

 

ViV Saúde Mental e Emocional
Mais informações pelo número 0800 323 5088.

 

Saiba as doenças vasculares que mais afetam as mulheres

Lipedema, linfedema, trombose venosa e varizes atingem mulheres em larga escala, alerta SBACV

 

No mês da Mulher, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) lança luz sobre a saúde feminina. Doenças como o lipedema, linfedema, trombose venosa profunda e varizes são as principais condições físicas que afetam as mulheres e passam despercebidas por anos até receberem o diagnóstico correto. 

"As doenças vasculares que acometem predominantemente as mulheres ainda são muito subdiagnosticadas no Brasil. A data é uma oportunidade importante para ampliar o debate e conscientizar a população sobre a necessidade de buscar acompanhamento especializado", afirma o Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da SBACV, angiologista e cirurgião vascular.
 

Lipedema 

O lipedema é um distúrbio crônico do tecido adiposo que provoca o acúmulo desproporcional de gordura nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, acompanhado de dor ao toque e sensação de peso constante. A doença é frequentemente confundida com obesidade comum ou sedentarismo, o que retarda o tratamento adequado por anos ou até décadas. 

“A condição tem forte relação com variações hormonais, o que explica sua prevalência quase exclusiva entre mulheres. O diagnóstico é clínico e o tratamento envolve drenagem linfática, terapia compressiva, atividade física adaptada e, em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração especializada”, explica o Dr Edwaldo Joviliano.

 

Linfedema 

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de linfa nos tecidos, resultando em inchaço crônico, geralmente nos membros inferiores ou superiores. Uma das principais causas do linfedema em mulheres é o tratamento do câncer de mama, pois a retirada dos linfonodos axilares durante a cirurgia oncológica pode comprometer a drenagem linfática do braço, gerando a condição de forma secundária. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) destaca que, além do impacto funcional, o linfedema causa importantes repercussões psicológicas, interferindo diretamente na autoestima e nas atividades cotidianas das pacientes. O tratamento é multidisciplinar, inclui fisioterapia especializada, uso de meias e bandagens compressivas e cuidados rigorosos com a pele para evitar infecções.
 

Trombose venosa profunda 

A trombose venosa profunda (TVP) ocorre quando um coágulo se forma nas veias profundas, geralmente nas pernas, e pode evoluir para o embolismo pulmonar, uma complicação grave e potencialmente fatal. As mulheres estão em maior risco em diferentes fases da vida. O uso de anticoncepcionais hormonais combinados, a gestação e o período pós-parto aumentam significativamente as chances de desenvolvimento da doença. 

"A trombose é uma condição que merece alerta, porque seus sintomas iniciais, como dor e inchaço na perna, podem ser confundidos com situações menos graves. Toda mulher que faz uso de anticoncepcional ou que está grávida deve estar atenta a esses sinais e procurar um especialista sem demora", alerta o Dr. Edwaldo Joviliano. 

O tratamento é feito com anticoagulantes e, dependendo da gravidade, pode exigir internação hospitalar. A prevenção passa por hidratação adequada, movimentação regular, especialmente em viagens longas e avaliação médica antes de iniciar qualquer terapia hormonal.

 

Varizes 

As varizes são uma das doenças vasculares mais conhecidas do público geral, mas ainda são amplamente subestimadas. Caracterizadas pela dilatação das veias superficiais e cansaço nas pernas nos estágios iniciais, a condição pode evoluir para dores, edema, alterações na pele e, nos casos mais severos, úlceras venosas de difícil cicatrização. O tratamento vai da escleroterapia e do laser até intervenções cirúrgicas, conforme a extensão do comprometimento venoso. 

"Quanto antes a doença é identificada, mais simples e eficaz é o tratamento. Nos estágios iniciais, procedimentos como escleroterapia e laser já resolvem o problema. Quando a paciente chega tardiamente, muitas vezes precisamos de cirurgia e o caminho de recuperação é muito mais longo”, adverte Joviliano.

 

Prevenção e diagnóstico precoce 

A SBACV reforça que a maioria dessas condições tem tratamento eficaz quando identificada precocemente. A entidade recomenda que mulheres realizem consultas regulares com angiologista ou cirurgião vascular, especialmente aquelas com histórico familiar de doenças venosas, que fazem uso de hormônios ou que passaram por procedimentos oncológicos.


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