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domingo, 2 de agosto de 2026

Permitir a entrada de pets não torna um estabelecimento pet friendly, alerta especialista

Com o crescimento de negócios que recebem animais de estimação, advogado especialista em Direito Animal explica por que segurança jurídica, planejamento e cumprimento das normas são tão importantes quanto abrir as portas para os pets

 

O crescimento do número de famílias multiespécie no Brasil vem transformando o comportamento do consumidor e influenciando diretamente as estratégias do comércio. Restaurantes, cafeterias, hotéis, livrarias, shoppings e diversos outros estabelecimentos que se apresentam como pet friendly crescem na mesma proporção e passam a enxergar o público que deseja estar acompanhado de seus animais como uma oportunidade de negócio.

No entanto, abrir as portas para os pets não significa, necessariamente, estar preparado para recebê-los. Na prática, oferecer um ambiente verdadeiramente pet friendly envolve uma série de responsabilidades legais, sanitárias e operacionais que ainda são desconhecidas por muitos empresários.

O advogado especialista em Direito Animal, Dr. Leandro Petraglia, alerta que permitir a entrada de animais, por si só, não torna um estabelecimento verdadeiramente pet friendly. Essa diferença, muitas vezes ignorada pelos comerciantes, pode resultar em autuações, processos judiciais e até prejuízos para a imagem do negócio.

"O empresário costuma pensar primeiro na estrutura física, mas existe uma preparação jurídica que vem antes disso. É preciso entender o que a legislação permite, quais normas sanitárias precisam ser observadas e até se existem regras do condomínio ou do empreendimento que possam limitar essa atividade. Sem esse estudo, o estabelecimento pode criar um problema acreditando estar oferecendo um diferencial ao cliente", explica.

Segundo Petraglia, um dos maiores desafios está justamente nos estabelecimentos que trabalham com alimentos e bebidas. Nesses casos, além de proporcionar uma boa experiência ao consumidor, é indispensável cumprir as exigências da vigilância sanitária e definir critérios claros sobre onde e como os animais poderão permanecer.

"Muitas vezes o empresário quer receber esse público, mas desconhece que existem exigências específicas relacionadas ao preparo, manipulação e circulação de alimentos. O desafio não é escolher entre aceitar ou não os animais, mas encontrar uma forma de conciliar essa experiência com todas as normas sanitárias que garantem segurança para todos", afirma.

Outro ponto que costuma passar despercebido é a responsabilidade em caso de acidentes. Mordidas, ataques entre animais, quedas ou qualquer outro incidente envolvendo clientes podem gerar responsabilização do estabelecimento, que responde pela segurança das pessoas durante a relação de consumo.

"Criar regras de convivência, delimitar espaços, orientar os tutores e treinar a equipe são medidas que demonstram o dever de cuidado do estabelecimento. Quando tudo isso é planejado previamente, além de reduzir a possibilidade de acidentes, o empresário também fortalece sua posição jurídica caso algum incidente aconteça", destaca.

Para o especialista, o maior erro é agir apenas para acompanhar uma tendência de mercado. A crescente procura por ambientes que aceitem animais faz com que muitos empresários implementem uma política pet friendly de forma apressada, sem avaliar os impactos jurídicos, operacionais e sanitários dessa decisão.

"Receber animais não pode ser uma decisão baseada apenas na demanda do consumidor. Como qualquer investimento, isso exige planejamento, definição de protocolos, treinamento da equipe e preparo para lidar com situações inesperadas. Quando essa estrutura não existe, um único episódio pode comprometer anos de construção da reputação do estabelecimento", ressalta.

Petraglia também chama atenção para um cenário que deve ganhar força nos próximos anos. Atualmente, oferecer um ambiente pet friendly ainda é uma escolha do empresário. No entanto, a tendência é que a legislação avance para ampliar o acesso de animais de serviço e de suporte à saúde em espaços privados.

"O cão-guia já possui esse direito garantido por lei, mas essa realidade tende a se ampliar. Existem animais que auxiliam pessoas com deficiência auditiva, fazem alertas médicos para diabéticos ou conseguem identificar uma crise epiléptica antes mesmo que ela aconteça. Assim como a acessibilidade arquitetônica deixou de ser uma opção para se tornar uma obrigação, acredito que caminhamos para um cenário em que os estabelecimentos precisarão estar preparados para receber esses animais. Quem investir nessa preparação desde agora estará mais preparado para acompanhar essa evolução da legislação e da própria sociedade", conclui.


O que um estabelecimento precisa para ser realmente pet friendly

Segundo o advogado Leandro Petraglia, alguns cuidados são fundamentais antes de abrir as portas para os animais:

  1. Conhecer a legislação municipal, estadual e as normas sanitárias aplicáveis;
  2. Verificar as regras do condomínio, shopping ou empreendimento onde o negócio está instalado;
  3. Definir quais espécies, portes e, se necessário, condições específicas para a entrada dos animais;
  4. Delimitar áreas onde a presença de pets será permitida e identificar eventuais espaços com restrições;
  5. Elaborar regras claras de convivência para tutores, clientes e funcionários;
  6. Capacitar a equipe para orientar o público e agir corretamente em situações envolvendo animais;
  7. Criar protocolos para acidentes, fugas, conflitos entre animais ou outras situações de emergência;
  8. Disponibilizar estrutura adequada para receber os pets, como pontos de contenção, recipientes para água e sinalização dos espaços;
  9. Formalizar procedimentos internos e revisar periodicamente as práticas adotadas para garantir conformidade com a legislação;
  10. Manter o foco na segurança, no bem-estar animal e na boa convivência entre todos os frequentadores.

Essa preparação, conclui o especialista, protege o negócio, reduz riscos de conflitos e contribui para que a experiência seja positiva para clientes, funcionários e animais. Afinal, ser pet friendly vai muito além de permitir a entrada de um pet: significa estar preparado para recebê-lo com responsabilidade.

  

Furno Petraglia e Pérez Advocacia

 

Vacinar os pets ajuda a prevenir doenças e proteger contra zoonoses

Magnific


Manter o calendário vacinal atualizado reduz riscos para cães, gatos e também para a saúde humana

 

A vacinação é um dos cuidados mais importantes para garantir a saúde e o bem-estar dos pets. Além de prevenir doenças que podem se tornar graves e até fatais, fortalece o sistema imunológico dos animais. Por isso, é fundamental os tutores manterem a vacinação de cães e gatos em dia, contribuindo para a prevenção de zoonoses e uma convivência mais segura com os seres humanos. 

As zoonoses são doenças infecciosas e podem ser transmitidas entre animais e seres humanos. Elas costumam ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e representam um importante desafio para o conceito de Saúde Única, que estabelece a conexão entre as saúdes humana, animal, vegetal e ambiental, pois existem mais de 200 doenças desse tipo. 

Segundo Lucas Correia, médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Rio de Janeiro, a principal zoonose controlada por meio da vacinação é a raiva, transmitida pela mordida, arranhadura ou contato com a saliva de bichos infectados. “Outras doenças, como a leptospirose, podem ser prevenidas parcialmente pela vacinação dos cães, reduzindo a infecção e eliminação da bactéria no ambiente. A transmissão ao ser humano ocorre pelo contato com água, solo ou urina de animais infectados que possam estar carregando o agente”, destaca. 

Quando os animais não são vacinados, ficam mais suscetíveis a doenças graves, inclusive algumas que levam à morte. “Além do risco individual, eles também podem atuar como fonte de infecção e disseminação de agentes para outros bichos e, em alguns casos, para seres humanos. A falta de vacinação favorece surtos e reduz a proteção coletiva da população animal”, ressalta o médico-veterinário.

Além de vacinar os animais, é importante estar atento aos sinais de alterações na saúde dos pets. Sintomas como falta de apetite, prostração ou apatia, febre, vômitos ou diarreia persistentes, tosse, dificuldade respiratória, alterações neurológicas, como tremores ou convulsões, perda de peso, lesões de pele ou feridas que não cicatrizam podem indicar a necessidade de procurar uma avaliação veterinária. 

Somado à vacinação, para evitar que os animais adquiram doenças, os responsáveis também devem adotar medidas preventivas, como o controle regular de pulgas, carrapatos e mosquitos, a vermifugação periódica, o fornecimento de alimentação balanceada e água de qualidade, a manutenção de um ambiente limpo e higienizado. Além disso, é importante realizar consultas veterinárias preventivas. 

Lucas Correia orienta evitar contato com bichos doentes ou sem histórico sanitário conhecido, recolher e descartar corretamente fezes e outros resíduos e utilizar coleiras repelentes em áreas de risco para doenças transmitidas por vetores. “Essas medidas, quando adotadas em conjunto, não protegem apenas a saúde dos animais, mas também são fundamentais para garantir a Saúde Única”, afirma.

 

O mercado pet ainda não entendeu onde está seu lucro recorrente

 

Existe uma crença bastante difundida no mercado veterinário de que o verdadeiro negócio de uma clínica está nas consultas, exames e procedimentos médicos. O banho e tosa, quando existe, costuma ocupar uma posição secundária dentro da operação, sendo visto apenas como um serviço complementar ou uma conveniência oferecida ao tutor. Depois de acompanhar centenas de negócios do setor pet ao longo dos últimos anos, cheguei a uma conclusão diferente: o banho e tosa não é um complemento. É um dos ativos mais valiosos que uma clínica veterinária pode desenvolver para crescer de forma sustentável.

O mercado pet brasileiro movimentou R$ 77 bilhões em 2024 e segue entre os setores mais resilientes da economia. Mesmo assim, muitas clínicas ainda operam com um modelo de negócio excessivamente dependente de consultas e procedimentos pontuais. O problema é que consultas não geram recorrência. O tutor procura atendimento quando surge uma necessidade específica e, muitas vezes, passa meses sem retornar. Do ponto de vista financeiro, isso significa depender constantemente da entrada de novos clientes para manter o crescimento.

O banho e tosa funciona de forma completamente diferente. Enquanto a consulta é eventual, o banho é recorrente. Um tutor que leva seu pet para o banho mensalmente visita a clínica doze vezes por ano. Essa frequência cria algo extremamente valioso para qualquer negócio: relacionamento. Quanto mais vezes o cliente passa pela clínica, maiores são as oportunidades de oferecer produtos, apresentar serviços, fortalecer a confiança na marca e aumentar o faturamento por cliente.

Além disso, existe um fator pouco discutido. O perfil do cliente que investe regularmente em estética costuma ser também o que investe em prevenção, alimentação premium, vacinas, exames e acompanhamento veterinário. Em outras palavras, o banho e tosa não apenas aumenta o fluxo de pessoas dentro da clínica, mas também atrai consumidores com maior potencial de valor ao longo do tempo.

Outro benefício relevante está na própria saúde dos animais. Em operações bem estruturadas, profissionais de banho e tosa conseguem identificar alterações de pele, feridas, otites, parasitas e até pequenos nódulos antes que o tutor perceba o problema. Isso permite encaminhamentos mais rápidos para consultas veterinárias, melhora o cuidado com o pet e fortalece a integração entre os diferentes serviços oferecidos pela clínica.

Apesar de todas essas vantagens, muitos empresários ainda enxergam o banho e tosa com desconfiança. Normalmente porque já tentaram implementar o serviço e enfrentaram dificuldades. O curioso é que, na maioria dos casos, o problema nunca foi o banho e tosa em si. O problema foi a falta de estrutura. Muitas operações se tornam dependentes de um único profissional, não possuem processos claros, não trabalham indicadores e não desenvolvem estratégias de retenção. Quando o colaborador sai ou a agenda esvazia, o serviço perde força rapidamente.

É justamente nesse ponto que surge a principal diferença entre um banho e tosa improvisado e uma operação profissional. Quando existe processo, treinamento, gestão e experiência do cliente, o serviço deixa de ser apenas mais uma atividade dentro da clínica e passa a funcionar como um motor de recorrência. O resultado aparece na frequência de visitas, no ticket médio e na fidelização dos clientes.

Também existe um impacto importante no posicionamento da marca. Em um mercado cada vez mais competitivo, muitas clínicas acabam disputando clientes apenas por localização ou preço. É uma estratégia perigosa porque sempre haverá alguém disposto a cobrar menos. O banho e tosa bem estruturado cria diferenciação. Ele melhora a experiência do tutor, fortalece a percepção de qualidade e transforma a clínica em um ambiente de relacionamento contínuo, não apenas em um local procurado quando o animal apresenta algum problema.

A verdade é que muitas clínicas ainda tratam o banho e tosa como um setor secundário quando deveriam enxergá-lo como uma ferramenta estratégica de crescimento. Negócios saudáveis não dependem apenas de eventos esporádicos para gerar receita. Eles constroem recorrência, previsibilidade e relacionamento. E poucos serviços fazem isso tão bem quanto o banho e tosa.

Por isso, acredito que o setor veterinário precisa mudar sua forma de enxergar essa operação. O banho e tosa não é apenas uma fonte adicional de faturamento. É um mecanismo capaz de aumentar a frequência dos clientes, gerar novas oportunidades de venda, fortalecer a fidelização e criar uma base financeira mais previsível para a clínica. Em um mercado que cresce ano após ano, as empresas que compreenderem esse potencial estarão mais preparadas para crescer de forma consistente. As demais continuarão tratando como acessório aquilo que pode ser um dos principais motores do negócio.

 

Ricardo de Oliveira - cofundador e CEO da Fórmula Pet Shop, maior consultoria para negócios pet do Brasil e da América Latina, e sócio-diretor da Bable Pet, rede de banho e tosa com operações no Brasil, Portugal e Chile. Com mais de 70 negócios pet inaugurados, 8.600 empreendedores treinados e referência nacional em gestão e estratégia para o setor.



Inimiga invisível: as traças que destroem roupas, livros e alimentos sem o consumidor perceber

Pequenas, silenciosas e difíceis de identificar, as traças causam prejuízos que vão do guarda-roupa à despensa — e mudam a forma como os brasileiros cuidam de seus pertences

 

A expressão "largado às traças", usada para descrever algo abandonado e deteriorado, não é apenas uma figura de linguagem. Ela reflete um problema real e recorrente nos lares brasileiros: a ação silenciosa desses pequenos insetos, capazes de comprometer roupas, livros e alimentos antes mesmo que o consumidor perceba sua presença.

 

O principal vilão dos armários é a larva da mariposa-das-roupas (Tineola uterella), que se alimenta de queratina presente em fibras naturais como lã e seda, além de resíduos de pele e suor humano. Por isso, peças sujas ou guardadas por longos períodos em ambientes escuros e úmidos — condições típicas de guarda-roupas e closets — se tornam alvos preferenciais. Uma única fêmea pode depositar entre 50 e 150 ovos em frestas e dobras de tecido, dando início a um ciclo reprodutivo que passa por quatro fases: ovo, larva, casulo e adulto.

 

O problema se repete, com outras espécies, na despensa. As traças de alimentos costumam chegar escondidas em embalagens de grãos, farinhas e derivados, e se proliferam rapidamente, contaminando toda a embalagem e colocando em risco outros itens armazenados próximos.

 

Em ambos os casos, o padrão é semelhante: o estrago avança por semanas antes de qualquer sinal aparecer. Quando o consumidor finalmente identifica furos nas roupas, manchas em livros ou fios estranhos em um pacote de farinha, o prejuízo já está feito — e, em muitos casos, peças de valor afetivo ou financeiro acabam perdidas.

 

"As traças costumam ser subestimadas justamente porque agem aos poucos e sem fazer ruído. Quando o consumidor percebe o estrago, muitas vezes já perdeu peças de valor sentimental ou financeiro", explica porta-voz da JIMO.


 

Proteção para o guarda-roupa e a estante


Diante desse comportamento silencioso, a tendência entre os consumidores tem sido trocar a reação pela prevenção — e é nesse contexto que ganham espaço soluções pensadas para impedir a infestação antes que ela comece.

 

Para o combate às traças que atacam roupas e livros, a JIMO desenvolveu duas soluções complementares. O JIMO Antitraça Aerossol é um inseticida de aplicação direta, indicado para armários, gavetas e prateleiras — e que pode ser usado até mesmo sobre as próprias roupas, sem deixar manchas ou cheiro. Já o JIMO Antitraça Cartela oferece proteção prolongada: o ingrediente ativo se libera gradualmente no ambiente, com ação contínua por até 90 dias, e conta com um temporizador exclusivo que indica o momento da troca.

 

Pensados para diferentes rotinas, os dois formatos seguem uma mesma lógica: simplificar a proteção contra um problema que, na maioria das vezes, só é percebido tarde demais.


 

Despensa protegida, sem inseticida


Já no combate às traças de alimentos, a JIMO aposta em uma tecnologia diferente: o Antitraça de Alimentos usa feromônios para atrair os insetos machos, interrompendo o ciclo reprodutivo da espécie e evitando novas infestações — sem uso de inseticida e sem odor.

 

"É uma solução pensada especialmente para quem tem alimentos por perto. A tecnologia de feromônio resolve o problema na raiz, interrompendo a reprodução, e ainda garante segurança total, já que não há contato com inseticida", afirma o porta-voz da JIMO.

 

O produto é indicado tanto para uso doméstico, em armários e despensas, quanto para uso profissional, em estabelecimentos como restaurantes, supermercados, padarias e armazéns.


 

Mudança de comportamento


Mais do que vender um produto pontual, a proposta da JIMO é incentivar uma mudança de hábito: a prevenção. Em vez de agir somente quando o estrago já apareceu, a marca defende a adoção de soluções de proteção contínua, capazes de evitar prejuízos antes que eles aconteçam — seja no closet, na biblioteca ou na despensa.

 

"O consumidor está cada vez mais atento à prevenção, não só à solução emergencial. Proteger roupas, livros e alimentos de forma contínua significa evitar perdas que muitas vezes só são percebidas quando já é tarde", completa o porta-voz da JIMO.

 

Mais informações sobre os produtos:

https://www.jimo.com.br/

https://www.jimo.com.br/produto/jimo-antitraca-de-alimentos/

https://www.jimo.com.br/produto/jimo-antitraca-aerossol/

https://www.jimo.com.br/produto/jimo-antitraca-cartela/

 

Preocupação crescente dos tutores com os pets promove avanços na medicina veterinária

PET VET Expo 2026 apresenta equipamentos, tratamentos e soluções para clínicas e hospitais voltados aos animais de estimação

 

A medicina veterinária nunca esteve tão presente na rotina das famílias brasileiras. Com os pets mais integrados à vida doméstica, cresce o investimento em consultas periódicas, exames preventivos e acompanhamento contínuo da saúde. Nesse cenário, a PET VET Expo 2026 se destaca ao reunir médicos-veterinários, gestores de clínicas e hospitais, estudantes, pesquisadores e empresas do setor para promover atualização técnica, troca de experiências e soluções para melhorar o cuidado com os animais de estimação. O encontro será de 12 a 14 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Entre os expositores, destaque para a incorporação de tecnologias laboratoriais à rotina do consultório. O Grupo Stra apresentará o PlusLife Vet, equipamento de biologia molecular que entrega resultados em até 30 minutos e pode ser utilizado em clínicas ou atendimentos domiciliares. Já a Imex Medical levará para o evento um ultrassom portátil, uma ressonância magnética veterinária de campo aberto e sistemas digitais de radiologia.

A integração tecnológica também avança nos cuidados anestésicos e intensivos. A Digicare Animal Health mostrará a SedStation, estação que reúne anestesia inalatória, ventilação e monitorização, enquanto a Tecnymagem apresentará um cateter ultrafino voltado ao tratamento de obstruções ureterais em cães e gatos, e uma sonda para suporte nutricional enteral de longa permanência.

Na área terapêutica, a König lançará o Artrosan, medicamento desenvolvido para atuar nos mecanismos relacionados à progressão da osteoartrite canina. A BioSyn destacará o uso de simbióticos, que associam probióticos, prebióticos e nutrientes, como estratégia de modulação do microbioma intestinal de cães e gatos. As novidades indicam uma atenção crescente ao acompanhamento prolongado dos pacientes, à prevenção e à qualidade de vida.


Destaques da Programação

A escassez de profissionais com a qualificação técnica exigida por clínicas e hospitais está entre os principais desafios da medicina veterinária. A gestão também demanda atenção, já que muitos estabelecimentos ainda são administrados por veterinários sem formação em negócios. A PET VET Expo responde a essas lacunas com uma programação intensa, voltada à atualização clínica e ao desenvolvimento de competências profissionais de veterinários.

Na grade, o Hospital Design apresentará um hospital veterinário modelo com visitas guiadas, que permitirá que os visitantes conheçam soluções de arquitetura, organização dos ambientes, fluxo de atendimento e eficiência operacional para clínicas e hospitais.

O CONAHV, Congresso Nacional de Hospitais Veterinários, será voltado a proprietários, gestores e profissionais que atuam na administração de clínicas e hospitais veterinários, com programação dedicada à gestão e ao desenvolvimento dos serviços hospitalares, com discussões sobre profissionalização dos negócios, incorporação de tecnologias, organização dos processos e qualidade do atendimento. O encontro também irá criar um espaço para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes na operação e no crescimento de estruturas veterinárias.

No Congresso PET VET ANMV, seis palcos simultâneos e três dias de atualização clínica tratarão de medicina felina, especializações clínicas, manejo da dor, emergência, terapia intensiva e medicina preventiva, além de atendimento de animais não convencionais.

“A PET VET Expo cresce a cada ano porque ela reúne tudo o que o profissional do setor precisa saber: na área de exposição, tem o que há de mais avançado em produtos, equipamentos e serviços, enquanto a grade da programação é formada pelos mais renomados especialistas do setor. Em um momento em que os tutores questionam cada vez mais e se interessam pelo cuidado com seus animais de estimação, informar-se e acompanhar a evolução do mercado é essencial para quem atua nele”, explica Guilherme Martinez, responsável pela feira. 

O acesso à área de exposição do evento é gratuito para profissionais com atuação comprovada no setor. Informações sobre toda a programação e credenciamento estão disponíveis no site da feira: petvetexpo.com.br


Serviço:

PET VET Expo
12 a 14 de agosto, das 11h às 20h 
Distrito Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo
credenciamento@nm-brasil.com.br


Planos de saúde para pets entram na mira da Justiça e levantam dúvidas sobre direitos dos consumidores

“A judicialização pode ser uma alternativa quando houver indícios de que a negativa contraria o próprio contrato, viola a boa-fé objetiva ou representa uma prática abusiva", aponta especialista em Direito do Consumidor e Saúde

 

O crescimento do mercado de assistência veterinária e a maior presença dos animais de estimação na dinâmica familiar têm levado também a uma discussão cada vez mais relevante: quais são os direitos dos consumidores que contratam planos de saúde para pets? Segundo os dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e IPB (Instituto Pet Brasil), este setor fatura, anualmente, quase R$ 78 bilhões. Com a alta procura, vem também, em diversos momentos problemas como negativas de cobertura, procedimentos, carências e cláusulas contratuais, A falta de uma regulamentação específica para esse tipo de serviço amplia as dúvidas de tutores e empresas. 

Na avaliação de Stéfano Ribeiro Ferri, especialista em Direito do Consumidor e Direito da Saúde, princípios como boa-fé, transparência e equilíbrio contratual são fundamentais para analisar os conflitos. 

“Embora os planos de saúde para animais não estejam submetidos ao mesmo regime jurídico dos planos de assistência à saúde humana, a relação entre consumidor e empresa é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor. O consumidor tem direito de conhecer previamente quais serviços estão incluídos, quais são as carências, as hipóteses de exclusão de cobertura e os critérios para utilização da rede credenciada. Essas informações precisam ser claras e destacadas, não podendo gerar surpresa quando o serviço é necessário”, ressalta ao especialista. 

Stéfano explica que podem ser consideradas abusivas, por exemplo, cláusulas excessivamente genéricas que permitam à empresa negar procedimentos sem justificativa objetiva, limitações incompatíveis com a própria finalidade do contrato ou alterações unilaterais que reduzam coberturas durante a vigência do plano e também merece atenção a negativa de atendimento baseada em interpretações restritivas do contrato, especialmente quando a publicidade ou a oferta criaram uma expectativa legítima de cobertura. Em qualquer relação de consumo, a interpretação das cláusulas deve favorecer a parte mais vulnerável quando houver dúvida sobre seu alcance, conforme prevê o próprio Código de Defesa do Consumidor. 

Para o especialista, a judicialização pode ser considerada quando o consumidor identifica indícios de que a negativa de atendimento ou procedimento não encontra respaldo válido no contrato ou viola princípios da relação de consumo. 

“Antes de recorrer ao Judiciário, é importante que o consumidor obtenha a negativa formal do plano, reúna o contrato, materiais publicitários, laudos veterinários e demais documentos que demonstrem a necessidade do procedimento. Também vale verificar se a negativa decorre efetivamente de uma exclusão contratual válida ou de uma interpretação equivocada da empresa. Outro aspecto relevante é avaliar a urgência do caso. Quando o atraso no atendimento pode comprometer a saúde ou a vida do animal, é possível que estejam presentes os requisitos para a concessão de uma tutela de urgência, permitindo que o Judiciário analise rapidamente o pedido enquanto o processo segue seu curso”, destaca. 

Um dos fatores que contribui para a insegurança jurídica do setor é a ausência de regras específicas para os planos de assistência veterinária. Hoje, os conflitos são analisados principalmente a partir das normas gerais de proteção ao consumidor, das disposições contratuais e da jurisprudência. 

“Embora os planos de saúde para pets não estejam submetidos ao mesmo regime jurídico dos planos de assistência à saúde humana, a jurisprudência tem recorrido, em diversos casos, à aplicação analógica de precedentes consolidados do Superior Tribunal de Justiça envolvendo relações de consumo em planos de saúde. Evidentemente, as peculiaridades de cada contrato precisam ser consideradas, mas princípios como boa-fé objetiva, transparência, função social do contrato e interpretação mais favorável ao consumidor em caso de cláusulas ambíguas têm servido como importantes parâmetros para a solução desses conflitos”, esclarece Ferri. 

Para ele, um eventual marco regulatório específico poderia reduzir a judicialização ao estabelecer regras mais claras para consumidores e empresas, além de padronizar informações e critérios de cobertura. 

“Um marco regulatório poderia estabelecer parâmetros mínimos de transparência, padronizar conceitos de cobertura, disciplinar períodos de carência, regras para reajustes, hipóteses de exclusão e critérios para descredenciamento de clínicas e hospitais veterinários. Isso daria maior previsibilidade ao mercado e reduziria boa parte dos conflitos. Também seria importante criar mecanismos mais eficientes de fiscalização e exigir informações padronizadas antes da contratação, permitindo que o consumidor compare diferentes produtos de forma clara”, enfatiza o advogado.

  

Fonte: Stéfano Ribeiro Ferri - advogado, sócio fundador do escritório Stéfano Ferri Advogados, com atuação especializada em Direito do Consumidor e Direito da Saúde. É Relator da 6ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP e membro da Comissão de Direito Civil da OAB Campinas. Graduado pela FAAP.


O que acontece nas primeiras horas de vida do bezerro pode definir seu futuro produtivo

Em cenário de captação recorde de leite e menor remuneração ao produtor, a colostragem e a cura do umbigo ganham importância estratégica para prevenir doenças, perdas e necessidade de tratamentos

 

A eficiência de uma fazenda leiteira começa muito antes da sala de ordenha e está diretamente relacionada à genética, ao manejo e à nutrição dos animais. Nesse contexto, a colostragem adequada e a cura do umbigo nas primeiras horas de vida são cuidados essenciais para preservar a saúde dos bezerros e favorecer seu desenvolvimento e desempenho futuro. 

 

O tema ganha relevância diante dos resultados registrados pela pecuária leiteira brasileira. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro trimestre de 2026, os estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru, volume 2,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Ao mesmo tempo, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, queda de 18,8% na comparação anual. 

 

A combinação entre crescimento da produção e pressão sobre a remuneração reforça a necessidade de controlar perdas evitáveis dentro da propriedade. Uma delas pode começar silenciosamente, poucas horas depois do nascimento: a falha na transferência de imunidade passiva, provocada principalmente por uma colostragem inadequada.

 

“Na bovinocultura de leite, precisamos atuar muito mais de forma preventiva do que no tratamento. Ao proteger a saúde dos bezerros desde os primeiros cuidados, reduzimos a necessidade do uso de antimicrobianos e evitamos impactos que podem acompanhar o animal ao longo de toda a vida produtiva”, afirma Gustavo Freu, especialista técnico da linha de Terapêuticos e Silagem da Ourofino Saúde Animal. 

 

Diferentemente do que ocorre em algumas outras espécies, o tipo de placenta dos bovinos impede a passagem de anticorpos da mãe para o feto. Por isso, o bezerro nasce sem essa proteção e depende da ingestão adequada de colostro para adquirir imunidade nas primeiras horas de vida. 

 

Segundo Freu, uma colostragem eficiente deve respeitar três princípios: quantidade, qualidade e tempo de fornecimento. A orientação é que o recém-nascido receba o equivalente a pelo menos 10% de seu peso vivo em colostro nas primeiras duas horas após o nascimento e mais 5% do peso vivo em colostro nas seis horas seguintes. 

 

“O colostro funciona como a primeira vacina do recém-nascido. É por meio dele que o animal recebe os anticorpos necessários para enfrentar os microrganismos presentes no novo ambiente. Quanto mais cedo esse fornecimento acontece, maior tende a ser a capacidade de absorção das imunoglobulinas”, explica o especialista.

 

Além do volume, é necessário avaliar a qualidade. Nas propriedades acompanhadas tecnicamente, a recomendação é utilizar colostro com leitura acima de 25% na escala Brix, indicador associado à concentração de imunoglobulinas, especialmente a IgG. Portanto, não basta fornecer um grande volume: um colostro de baixa qualidade ou oferecido fora da janela adequada pode comprometer a transferência de imunidade. 

 

Um erro que pode aparecer meses ou anos depois

 

A falha na transferência de imunidade passiva nem sempre apresenta sinais imediatos. Ainda assim, pode tornar o animal mais suscetível a doenças, como diarreia e pneumonia, aumentar a necessidade de tratamentos, comprometer o desenvolvimento e elevar o risco de mortalidade.

 

“Um bezerro bem colostrado tende a adoecer menos, desenvolver-se melhor e chegar à fase produtiva em condições mais favoráveis. Já o animal que sofre uma falha na transferência de imunidade pode apresentar doenças com maior frequência e carregar os reflexos desse início inadequado ao longo da vida”, afirma Freu.

 

No entanto, os cuidados essenciais nas primeiras horas de vida não terminam com a colostragem. A cura do umbigo também exige atenção, embora ainda seja frequentemente negligenciada. O procedimento deve ser realizado com solução de iodo a 10% até que o umbigo esteja completamente seco. Quando esse manejo não é feito corretamente, patógenos presentes no ambiente podem entrar pelo umbigo e causar infecções que, nos casos mais graves, podem levar o bezerro à morte.

 

Para o especialista, o principal desafio não está necessariamente na complexidade das técnicas, mas na capacidade de executá-las corretamente em todos os nascimentos: “Não basta que a equipe conheça o procedimento. É preciso estabelecer uma rotina para que quantidade, qualidade e horário do fornecimento sejam respeitados independentemente do dia, do turno ou do profissional responsável pelo atendimento”, ressalta.


 

Capacitação pode evitar que o tratamento seja a primeira resposta

 

Diarreias e pneumonias estão entre os principais problemas sanitários enfrentados pelos bezerros nas primeiras fases de vida. Além de afetarem o bem-estar e o desenvolvimento dos animais, essas enfermidades geram despesas com medicamentos, mão de obra e acompanhamento, podendo comprometer o desempenho futuro do rebanho.

 

Por isso, a Ourofino Saúde Animal atua em duas frentes: capacitação das equipes e estruturação de protocolos terapêuticos para os animais que adoecem. Por meio da plataforma Examina Sanidade Leite, consultores capacitados oferecem treinamentos adaptados à realidade de cada fazenda. Os conteúdos envolvem manejo do recém-nascido, colostragem, cura do umbigo, ambiência, identificação de problemas e construção de protocolos.

 

Quando a doença já está instalada, o tratamento deve ser definido a partir da avaliação do médico-veterinário. Dependendo do quadro, os protocolos podem reunir hidratação, medicamentos anti-inflamatórios, antimicrobianos e suplementação para recuperação da microbiota intestinal.

 

Entre as soluções da Ourofino para os quadros de diarreia estão o Hidrat Up, voltado à reposição de líquidos, sais minerais e energia; o Corta Curso, indicado para o controle da enfermidade; e o Biobac PRO, probiótico que contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal de bezerros. Nos casos de pneumonia, a companhia também disponibiliza soluções como Tulaxx e Resolutor, que podem integrar os protocolos definidos pelo médico-veterinário. 

 

Ourofino Saúde Animal


Dia do Vira-Lata: Ideia de que SRDs são mais resistentes pode ser um risco à saúde

Crença de que são mais resistentes e precisam de menos cuidados atrasa diagnósticos graves e compromete a expectativa de vida dos animais

 

Celebrado em 31 de julho, o Dia do Vira-Lata homenageia os cães sem raça definida (SRDs), que conquistaram espaço definitivo nos lares brasileiros. Apesar do carinho e da fama de "mais resistentes", especialistas da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, alertam que ainda persiste um mito perigoso, que é o de que esses animais dispensariam os mesmos cuidados de saúde dedicados aos cães de raça. 

O alerta ganha ainda mais relevância em um país que possui mais de 62 milhões de cães, uma das maiores populações caninas do mundo. Independentemente da origem ou da raça, todos estão sujeitos a doenças infecciosas, parasitárias e crônicas quando não recebem acompanhamento veterinário preventivo. 

A ideia de que o vira-lata "aguenta tudo" costuma vir da chamada heterose (ou vigor híbrido), que reduz a chance de doenças genéticas recessivas comuns em raças puras. No entanto, ter menor propensão a problemas genéticos específicos não significa ter proteção contra vírus, bactérias ou tumores. Na prática, a falta de idas regulares ao veterinário faz com que problemas silenciosos sejam descobertos apenas em estágios avançados. 

"Existe uma falsa ideia de que o vira-lata não fica doente ou não precisa de vacina. Isso é um risco grave. A maior diversidade genética pode oferecer vantagens em alguns aspectos, mas não torna o animal imune às principais doenças que acometem os cães. Vacinação, vermifugação, controle de ectoparasitas e exames de rotina são indispensáveis para qualquer pet, independentemente de ter pedigree ou não", explica Carollina Marques, médica veterinária na WeVets. 

Além disso, a rotina preventiva em cães sem raça definida precisa considerar o histórico desconhecido do animal, especialmente no caso dos adotados já adultos. Sem saber os antecedentes de saúde dos pais, o acompanhamento clínico rigoroso torna-se a única ferramenta para antecipar diagnósticos de cardiopatias, problemas renais ou alterações hepáticas.
 

Principais cuidados que todo cão precisa manter:

  • Esquema vacinal atualizado: Proteção essencial contra doenças letais como cinomose, parvovirose, leptospirose e raiva.
  • Proteção contínua contra pulgas e carrapatos: Prevenção direta contra a febre maculosa e a erliquiose canina (doença do carrapato), que podem ser fatais.
  • Check-up anual: Exames de sangue e imagem para monitorar a função dos órgãos e identificar alterações silenciosas.
  • Manejo nutricional e peso: Alimentação adequada ao porte e nível de atividade para evitar obesidade e sobrecarga articular. 

“Cada cão tem uma história, características e necessidades próprias, e com os SRDs não é diferente. Mais do que pensar se um cão é de raça ou não, o mais importante é olhar para ele como um indivíduo e garantir os cuidados de que precisa em cada fase da vida. Vacinação adequada, prevenção de parasitas, alimentação equilibrada, atenção às mudanças de comportamento e consultas regulares com o médico-veterinário são formas simples de cuidar hoje e contribuir para que esses companheiros tenham mais saúde, bem-estar e qualidade de vida por muitos anos”, finaliza a especialista da WeVets.


Uso de colírios humanos, corticoides e receitas caseiras ainda é comum entre tutores e pode agravar doenças oculares. Especialista orienta quais erros devem ser evitados até a avaliação veterinária.

 

 

A busca por soluções rápidas para sintomas aparentes em animais de estimação acendeu um alerta no setor veterinário. Dados de levantamentos sobre saúde animal e do Conselho Federal de Medicina Veterinária indicam que cerca de 70% dos tutores já aplicaram algum tipo de automedicação em seus pets antes de buscar ajuda profissional. A prática é especialmente perigosa quando envolve a região ocular: olhos vermelhos, secreções ou incômodo frequente costumam motivar o uso de colírios guardados em casa ou misturas caseiras, ignorando a sensibilidade e as particularidades da anatomia visual dos cães e gatos.

 

Entre as condutas mais graves registradas na rotina de atendimento está o uso indiscriminado de colírios de uso humano, sobretudo os que contêm corticoides. O médico veterinário Dr. Rodrigo Peixoto, profissional com pós-graduação em Oftalmologia Veterinária e em Clínica Médica e atuação focada em microcirurgia ocular animal, alerta para as consequências dessa prática. "É comum o tutor aplicar um produto que sobrou de um tratamento anterior ou de uso da própria família acreditando estar aliviando a dor. Contudo, se o animal tiver uma pequena lesão na córnea, o corticoide impede a cicatrização e pode levar à perfuração do olho em questão de dias, gerando danos irreversíveis", explica.

 

Outra prática habitual e arriscada é a tentativa de higienizar a área com chás, infusões de plantas ou soro fisiológico mantido aberto por muito tempo na geladeira. Embora pareçam alternativas inofensivas, essas soluções podem transportar micro-organismos ou provocar reações alérgicas severas. "Líquidos não estéreis ou guardados de forma inadequada acumulam bactérias que, em contato com uma superfície ocular já fragilizada, desencadeiam infecções graves e tornam o tratamento muito mais complexo", pontua Peixoto.

 

Diante de qualquer alteração visível nos olhos do pet, a orientação principal é suspender imediatamente qualquer substância não prescrita e impedir que o animal mexe no local. O uso preventivo do colar elizabetano é a melhor medida emergencial para evitar que o hábito de coçar com as patas ou roçar em móveis cause traumas adicionais até o momento da consulta.

 

A avaliação com um especialista e o uso de exames de precisão garantem a identificação exata da patologia, seja ela um glaucoma, uma úlcera ou uma inflamação profunda. O diagnóstico precoce e a indicação da medicação correta preservam a qualidade de vida do animal e evitam a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas no futuro.

 



Fonte: Dr. Rodrigo Peixoto | Médico veterinário com atuação focada em microcirurgia ocular animal. Pós-graduado em Oftalmologia Veterinária e em Clínica Médica
instagram: @oftalmologiaveterinariabh


r. Com 4,8 milhões de pets vulneráveis no país, Elanco fala sobre a importância da adoção responsável

Especialistas destacam que planejamento, adaptação e cuidados preventivos contribuem para reduzir devoluções e promover o bem-estar dos animais adotados.

 

Cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem atualmente em situação de vulnerabilidade no Brasil, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB). O cenário ganha ainda mais visibilidade no Dia do Vira-Lata, celebrado em 31 de julho ultimo, data que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da adoção responsável e incentivar que mais animais encontrem um lar definitivo.

Do total de animais em situação de vulnerabilidade, mais de 201 mil estão acolhidos por ONGs e protetores independentes, número que evidencia tanto a dimensão do desafio quanto a limitação da capacidade de atendimento dessas instituições.

Apesar do avanço das campanhas de conscientização e do crescimento da valorização dos cães e gatos sem raça definida, o abandono ainda representa um importante desafio. De acordo com levantamentos de organizações de proteção animal, mudanças de residência, dificuldades financeiras, falta de planejamento e expectativas incompatíveis com a rotina de um pet seguem entre as principais causas de abandono e devolução após a adoção. Em 2025, 82,9% dos casos registrados ocorreram em áreas urbanas, reforçando a importância de ampliar as ações de educação sobre guarda responsável.

Para Roberta Paiva, Gerente de Marketing de Pet Health da Elanco, a adoção deve ser encarada como um compromisso de longo prazo. "Adotar transforma a vida do animal, da família e representa uma responsabilidade que pode durar mais de dez anos. Antes da decisão, é importante avaliar a rotina da família, os custos envolvidos e o tempo disponível para oferecer qualidade de vida ao pet. Quando a adoção é feita com planejamento, aumentam significativamente as chances de uma convivência saudável e permanente."

Como forma de incentivar adoções mais conscientes e contribuir para a redução dos casos de abandono e devolução, a Elanco mantém, desde 2021, o Movimento Adoção de Responsa. A iniciativa reúne ações voltadas à conscientização sobre guarda responsável, entre elas o aplicativo Cãobinado.

A ferramenta conecta cães disponíveis para adoção a potenciais tutores com base no perfil do animal e no estilo de vida dos interessados. Enquanto ONGs e protetores cadastram informações como idade, porte, temperamento e comportamento dos cães, os futuros tutores respondem perguntas sobre rotina, experiência com animais, tempo disponível e ambiente onde o pet viverá. A partir dessas informações, o aplicativo calcula um índice de compatibilidade para apoiar uma adoção mais assertiva e reduzir o risco de incompatibilidades futuras.


A adaptação faz toda a diferença

A chegada do pet ao novo lar marca o início de um período de adaptação que exige paciência, rotina e acompanhamento adequado para fortalecer o vínculo entre tutor e animal.

Para tornar essa transição mais tranquila, a Elanco recomenda alguns cuidados essenciais:

  • realizar uma consulta inicial com o médico-veterinário para avaliação clínica, vacinação, vermifugação e controle de parasitas;
  • preparar um ambiente seguro e tranquilo para a chegada do pet;
  • estabelecer uma rotina de alimentação, passeios e descanso;
  • promover a socialização de forma gradual, respeitando o tempo de adaptação do animal;
  • utilizar reforço positivo durante o aprendizado;
  • buscar orientação profissional caso surjam dificuldades comportamentais. 

A empresa reforça que a adoção responsável não termina nos primeiros dias de convivência. A manutenção dos cuidados preventivos ao longo de toda a vida é fundamental para preservar a saúde e o bem-estar do animal. Isso inclui consultas veterinárias periódicas, vacinação, vermifugação regular e o controle contínuo de parasitas, uma vez que pulgas e carrapatos podem transmitir doenças e desencadear problemas dermatológicos que comprometem significativamente a qualidade de vida dos pets.

Nesse contexto, a Elanco oferece soluções para diferentes necessidades de cães e gatos. A família Credeli TM proporciona proteção oral mensal contra pulgas para cães e gatos e também contra carrapatos e vermes intestinais em cães, enquanto Seresto TM  é a coleira que protege cães contra pulgas e carrapatos e gatos contra pulgas, oferecendo proteção por até 8 meses. Além da prevenção contra parasitas, é importante que os tutores estejam atentos aos sinais de doenças de pele, como coceira intensa, vermelhidão e lesões. Nesses casos, a avaliação do médico-veterinário é fundamental para um diagnóstico adequado e para a definição do tratamento mais indicado. Para cães com dermatite atópica, Zenrelia TM é uma das opções terapêuticas disponíveis para o controle do prurido associado à doença, contribuindo para aliviar rapidamente a coceira e melhorar a qualidade de vida dos animais.


Serviço

O aplicativo Cãobinado está disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS nas lojas oficiais.

Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br, siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr)  e no LinkedIn (@elancobrasil).

 

Elanco Animal Health
www.elanco.com.br


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