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domingo, 11 de outubro de 2026

São Caetano do Sul recebe pela 3ª vez a Exposição Internacional de Gatos do CBG

 



Com patrocínio de PremieR e realização do Clube Brasileiro do Gato, evento no Park Shopping São Caetano reúne diversas raças de felinos

 

O Multiplan Hall, no Park Shopping São Caetano, será o palco da terceira edição de 2026 da Exposição Internacional de Gatos do CBG, nos dias 10 e 11 de outubro. O evento, que acontece das 10h às 17h nos dois dias, realizado pelo Clube Brasileiro do Gato (CBG) tem patrocínio de PremieR, marca líder em alimentos super premium para cães e gatos no Brasil.

 Com 167 gatos inscritos, 20 raças diferentes e 68 expositores, os visitantes terão a oportunidade de apreciar os gigantes Maine Coons, os Don Sphynx, Bengal, Persa, British Shorthair, Devon Rex, entre outros. Todos participarão de um campeonato de alto nível, que contará com juízes internacionais.

Ao reunir criadores, especialistas e apaixonados por gatos em um mesmo espaço, a exposição também proporciona ao público uma experiência de aprendizado, aproximação com diversas raças e incentivo a posse responsável.

“Mais do que uma oportunidade de conhecer diferentes raças e características dos gatos, a exposição é um convite para que o público se aproxime do universo felino e compreenda a importância de um cuidado responsável e individualizado. Para PremieR, estar ao lado do CBG também significa contribuir para uma experiência que promove conhecimento, bem-estar e, por meio da campanha de arrecadação, transforma a paixão pelos animais em uma corrente de solidariedade”, afirma Ana Duprat, Head de Relacionamento Científico da PremieRpet. “Com a participação na exposição do CBG, esperamos aproximar PremieR dos apaixonados por gatos e, ao mesmo tempo incentivar o cuidado em cada detalhe nas suas rotinas”, completa.

Além de celebrar o universo felino, a exposição também terá a solidariedade como parte importante de sua programação. A entrada é gratuita, mas o público poderá contribuir com a doação de 1 kg de leite em pó, que será destinado à Casa Hope. Para ampliar o alcance da iniciativa, PremieR irá converter cada quilo de leite arrecadado em 1 kg de alimento para gatos, que será destinado às ONGs Catland e Confraria Miados e Latidos. Dessa forma, a ação transforma a participação do público em uma corrente de cuidado que beneficia tanto pessoas quanto animais em situação de vulnerabilidade.


SERVIÇO


Exposição de Gatos do Clube Brasileiro do Gato – CBG
Data: 10 e 11 de outubro de 2026
Horário: 10h às 17h
Local: Multiplan Hall – Park Shopping São Caetano (Alameda Terracota, 545 – Cerâmica, São Caetano do Sul – SP)
Entrada: Gratuita, mediante doação de 1 kg de leite em pó por pessoa
Atenção: Não é permitida a entrada de animais não inscritos.

Mais informações: www.clubebrasileirodogato.com.br

 

PremieRpet®
www.premierpet.com.br
PremieRpet® Responde: 0800 055 6666 (de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30).


Dia das Crianças: grávidas e crianças não podem conviver com animais? Veja mitos e verdades sobre a relação com pets

 Especialista da MSD Saúde Animal explica os benefícios da convivência com cães e gatos na infância e mostra como a prevenção ajuda a tornar essa relação mais segura e saudável para toda a família

 

O Dia das Crianças é uma oportunidade para celebrar os vínculos que fazem parte da infância e, para muitas famílias, os pets estão entre os companheiros mais presentes nessa fase da vida. No Brasil, 94% dos brasileiros têm ou já tiveram um animal de companhia em casa, e 93% consideram os pets membros da família, segundo dados da pesquisa Quaest. Apesar dessa proximidade, dúvidas sobre a segurança da convivência entre animais, gestantes e crianças ainda são comuns e podem dar espaço a mitos e até afastar os pets do convívio familiar. 

A ciência mostra que a relação com animais de companhia pode contribuir para o desenvolvimento emocional das crianças, estimulando empatia, afeto e senso de responsabilidade. A convivência também pode incentivar brincadeiras e atividades ao ar livre. Para que esses benefícios façam parte da rotina com segurança, porém, alguns cuidados são fundamentais, principalmente aqueles relacionados à saúde preventiva do animal. 

“A presença do pet pode ser extremamente benéfica em diferentes fases da vida. Para que a convivência aconteça de forma saudável e segura, os responsáveis devem priorizar a prevenção contínua, com vacinação em dia, controle de ectoparasitas e acompanhamento regular com o médico-veterinário”, explica a médica-veterinária Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde Animal. 

Para esclarecer as principais dúvidas sobre a convivência entre animais, gestantes e crianças, a especialista destaca alguns dos mitos mais comuns:
 

1. Grávidas não podem ter contato com gatos por conta da toxoplasmose?


MITO. A toxoplasmose pode ser adquirida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, como carnes cruas ou mal passadas e vegetais mal lavados. O gato infectado pode eliminar o protozoário nas fezes. Como precaução, recomenda-se que a gestante não faça a limpeza da caixa de areia, sempre que possível, deixando essa tarefa para outro morador. Caso precise realizá-la, deve usar luvas e higienizar bem as mãos. Não é necessário afastar o gato do convívio familiar.
 

2. Conviver com pets desde a infância pode ajudar no desenvolvimento do sistema imunológico?


VERDADE. A convivência com cães e gatos nos primeiros anos de vida pode ampliar a exposição da criança a diferentes microrganismos ambientais, o que pode influenciar a microbiota e a maturação do sistema imunológico. Estudos apontam possíveis associações com menor risco de algumas condições alérgicas, embora os resultados variem de acordo com fatores individuais e ambientais.
 

3. Os pelos de cães e gatos são responsáveis por problemas respiratórios em crianças?


MITO. O pelo do animal, por si só, não é o principal responsável por reações alérgicas. Em pessoas sensíveis, proteínas presentes na descamação da pele, saliva e outras secreções do animal podem desencadear sintomas. Além disso, poeira e ácaros presentes no ambiente também podem contribuir para crises. A higienização adequada da casa e os cuidados regulares com o pet ajudam a reduzir a exposição a esses fatores.
 

4. Parasitas e algumas doenças dos pets podem representar risco para as crianças?


VERDADE. Crianças costumam ter contato próximo com os animais e brincar em ambientes como quintais, parques e jardins, o que reforça a importância dos cuidados preventivos. Pulgas e carrapatos podem causar irritações e estar associados à transmissão de agentes que afetam animais e pessoas. Outros vetores, como o mosquito-palha, podem transmitir doenças como a leishmaniose. A vacinação também é fundamental para prevenir doenças que podem afetar animais e pessoas, como a raiva. Manter a saúde do pet em dia é, portanto, uma medida de cuidado que beneficia toda a família.
 

5. É preciso afastar ou doar o animal quando a família ganha um novo membro?


MITO. A chegada de um bebê exige adaptação da rotina da família e do próprio animal, mas não significa que o pet precise ser afastado. Preparar o animal gradualmente para as mudanças, manter seus cuidados de saúde e ensinar crianças a respeitar os limites do pet são medidas que ajudam a construir uma convivência positiva e segura.

 

Prevenção: o cuidado que protege toda a família

Se a convivência com pets pode trazer benefícios para a infância, a prevenção é uma das principais aliadas para que essa relação aconteça de maneira saudável. Vacinação, controle de ectoparasitas, cuidados com o ambiente e acompanhamento veterinário regular ajudam a manter os animais protegidos e reduzem riscos para toda a família. 

Para apoiar os responsáveis nessa rotina de cuidados, a MSD Saúde Animal conta com soluções que contribuem para a prevenção e a proteção dos pets em diferentes frentes. O controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas, por exemplo, pode ser feito com produtos como Bravecto®, disponível para cães e gatos em apresentações de longa duração, e Defenza®, indicado para cães contra pulgas, carrapatos, sarnas e bicho-de-pé. No caso da leishmaniose visceral canina, a coleira Scalibor® auxilia na proteção dos cães contra o mosquito-palha, vetor da doença. Já a vacinação é outro pilar importante da prevenção, e a linha de vacinas Nobivac® contribui para a proteção de cães e gatos contra diferentes doenças, incluindo enfermidades zoonóticas como a raiva e a leptospirose, de acordo com as indicações de cada vacina. 

“Manter a saúde do pet em dia é também uma forma de cuidar de toda a família. Quando os cuidados preventivos fazem parte da rotina, a convivência com as crianças pode se tornar uma fonte de afeto, aprendizado, diversão e bem-estar para todos”, conclui Kathia Soares.



MSD Saúde Animal
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Especialista alerta para os riscos dos carrapatos e destaca formas de proteger os cães

Veterinária reforça a importância dos cuidados ambientais, uso regular de antiparasitários e inspeções frequentes como formas eficazes de proteger os pets contra infestações e doenças

 

O carrapato é um parasita perigoso que pode transmitir doenças graves aos cachorros, como a erliquiose e a babesiose. A infestação é comum em áreas com grama, mato e pouca higienização. Por isso, prevenir é a melhor forma de proteger a saúde do animal. 

 “Manter a grama sempre aparada e o ambiente ensolarado é fundamental, já que os carrapatos preferem locais úmidos e sombreados. Além disso, é importante remover folhas secas, entulhos e restos orgânicos para evitar que o parasita encontre abrigo. Em situações de infestação, deve-se utilizar produtos carrapaticidas específicos para o ambiente, sempre com orientação profissional e evitando o contato direto dos animais até a secagem completa”, afirma Priscila Leite, Médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina veterinária da UNINASSAU Graças. 

O uso de antiparasitários específicos para cães, recomendados por um veterinário, é essencial no combate ao carrapato. “Para garantir a eficácia contínua e reduzir a chance de resistência ou falhas de proteção, a aplicação de antiparasitários deve seguir a frequência e via de administração recomendadas pelo fabricante e pelo médico-veterinário. Esses produtos podem ser em comprimidos, coleiras, sprays ou pipetas, cada um tem uma duração de ação diferente”, afirma. 

Em casos de infestação, o tratamento deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações. A retirada incorreta do carrapato pode deixar partes do parasita presas na pele, causando inflamações. 

“A remoção do carrapato deve ser realizada com uma pinça, puxando-o próximo à pele, de forma firme e contínua, sem esmagá-lo. Após a retirada, é necessário desinfetar o local da picada com antisséptico. É importante fazer uma inspeção cuidadosa no pelo e na pele do animal, especialmente em áreas como orelhas, entre os dedos, axilas e pescoço, a fim de identificar se há infestação ou se foi condicionado ao passeio”. esclarece a especialista. 

Com prevenção constante e acompanhamento veterinário, é possível manter o cachorro livre desses parasitas, mas é preciso ficar atento às consequências do carrapato nos pets. “Os sinais inicialmente podem ser bem inespecíficos, como apatia, fraqueza, perda de apetite e emagrecimento. Porém, à medida que a doença evolui pode haver sinais como: mucosas pálidas ou amareladas (gengivas, conjuntivas), sangramentos espontâneos (pontos vermelhos na pele, sangramento nasal), alterações respiratórias, paralisia de membros e, em casos avançados, risco de morte”, pontua. 

O cuidado contra parasitas envolve o uso regular de antiparasitários ao longo do ano, seja em forma oral, tópica ou por coleiras. Também é essencial manter inspeções após passeios, realizar controle ambiental adequado e garantir acompanhamento veterinário periódico com exames preventivos. Além disso, a conscientização do tutor para reconhecer sinais precoces contribui para uma ação rápida e eficaz.

 

Congresso de medicina veterinária 

O I Congresso Brasileiro de Inovação em Odontologia acontece nos dias 16, 17 e 18 de outubro, no Centro de Convenções de Olinda - PE. Com o tema “Um novo olhar sobre a clínica, storytelling e networking na saúde e produção animal 5.0”. O propósito é provocar uma reflexão sobre humanização e eficiência da clínica na era digital. . As inscrições estão abertas pelo site conheca.sereducacional.com/medvet-recife.


Dias chuvosos exigem cuidados extras com a pele e o bem-estar dos pets

Higiene, secagem adequada e alimentação podem ajudar a manter a saúde de cães e gatos durante períodos mais úmidos

 

Com a chegada de períodos mais chuvosos em algumas regiões do país, os cuidados com os pets também podem precisar de ajustes. Para o trimestre de outubro a dezembro de 2026, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê chuvas acima da média climatológica em São Paulo, Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais. Em cenários de maior umidade, manter a pele e a pelagem secas, cuidar dos ambientes e observar possíveis alterações na saúde são medidas importantes para o bem-estar de cães e gatos.

“A chuva e a umidade não significam que o pet necessariamente desenvolverá algum problema de saúde. No entanto, quando a pele e a pelagem permanecem molhadas por períodos prolongados, principalmente em animais que já apresentam sensibilidade cutânea ou alguma predisposição, alguns cuidados precisam ser reforçados”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.

Um dos principais pontos de atenção para cães e gatos durante períodos de chuvas consecutivas é a saúde da pele.  A umidade prolongada pode favorecer a proliferação de microrganismos e contribuir para alterações dermatológicas, principalmente em animais predispostos. Patas, espaços entre os dedos, orelhas e regiões de dobras merecem atenção especial após os passeios.

“Coceira frequente, lambedura excessiva, vermelhidão, descamação, queda de pelos, alteração no odor da pele, crostas, feridas e áreas úmidas ou doloridas estão entre os sinais de alerta. Caso apareçam ou persistam, a recomendação é procurar um médico-veterinário”, destaca Kelly.

Animais com pelos longos ou densos podem precisar de atenção redobrada, já que a umidade pode permanecer próxima à pele. Caminhas, cobertores e tapetes também devem ser higienizados regularmente e estar completamente secos antes do uso.

A chuva também pode alterar a rotina dos animais. Passeios mais curtos ou menos frequentes podem reduzir os estímulos físicos e mentais dos cães, que podem compensar a menor atividade externa com brincadeiras e enriquecimento ambiental dentro de casa. Para gatos, especialmente os que vivem exclusivamente em ambientes internos, é importante manter oportunidades de brincadeira, exploração e descanso.

Outro cuidado é evitar o contato com poças, lama e, principalmente, águas de enchentes, que podem estar contaminadas e representar riscos à saúde. Problemas respiratórios, otites, alterações dermatológicas e algumas doenças infecciosas estão entre as condições que merecem atenção durante os períodos de chuva e umidade.


Alimentação também faz parte dos cuidados

Para cães com sensibilidade cutânea, os cuidados também passam pela alimentação. Além da higiene e do acompanhamento veterinário, uma nutrição formulada para oferecer suporte à saúde da pele pode contribuir para a rotina desses animais. 

Neste cenário, a Bionatural Sensitive, da Special Dog Company, foi desenvolvida para cães com peles sensíveis e reúne proteínas selecionadas, biotina, ômegas 3 e 6 e zinco, nutrientes que auxiliam na manutenção da barreira cutânea e contribuem para a saúde da pele e da pelagem. 

A fórmula também conta com fontes proteicas de baixo potencial alergênico, como peixe branco (tilápia), farinha de insetos (Black Soldier Fly – BSF) e proteína isolada de soja, além de probióticos, que contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal e para a imunidade do pet.

Mais do que associar automaticamente a chuva ao surgimento de doenças, o importante é manter uma rotina de prevenção durante todo o ano. Alimentação completa e balanceada, vacinação e controle de parasitas atualizados, higiene adequada e acompanhamento veterinário são medidas importantes para preservar a saúde e o bem-estar dos pets.

 

Special Dog Company

 

Cães a serviço da saúde humana: projeto apoiado pela ROYAL CANIN® auxilia na detecção do câncer de mama

 

 

Créditos: Divulgação
ROYAL CANIN®

Projeto KDOG Brasil reúne especialistas que utilizam a odorologia canina como ferramenta complementar de triagem e identificação precoce da doença


O olfato dos cães pode reconhecer sinais imperceptíveis para as pessoas. Essa capacidade olfativa é a base científica do Projeto KDOG Brasil, conduzido pela Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia (SFBO) e apoiado pela ROYAL CANIN®, que reúne especialistas das áreas de medicina humana e cinotécnica e utiliza animais treinados para identificar odores associados ao câncer de mama. A iniciativa evidencia a contribuição da interação humano-animal para a saúde humana e a importância de ampliar o acesso à medicina preventiva. 

Segundo Leandro Lopes, Cinotécnico responsável pelo projeto, os testes de validação científica realizados apresentam resultados positivos, com índices de precisão superiores a 90% na identificação da doença. 

O trabalho utiliza a odorologia canina, técnica baseada na habilidade dos cães de identificar e diferenciar odores, aplicada ao reconhecimento de compostos orgânicos voláteis presentes em compressas de suor. 

O procedimento é realizado de forma não invasiva: as compressas utilizadas pelas mulheres são apresentadas aos animais, que realizam a análise olfativa das amostras sem contato direto com as participantes. A técnica acelera a detecção da doença, atuando como ferramenta complementar de triagem, sem substituir a mamografia e os demais procedimentos diagnósticos. 

“No Outubro Rosa, queremos chamar a atenção para as dificuldades que muitas mulheres enfrentam para chegar aos serviços de saúde. A técnica, comprovada cientificamente e utilizada pelo KDOG Brasil, busca contribuir para o acesso à medicina preventiva, para que a suspeita da doença possa ser investigada e cada paciente receba o acompanhamento necessário”, explica Leandro. 

O KDOG Brasil faz parte dos projetos sociais apoiados pela ROYAL CANIN®, que atuam com animais em prol da saúde humana. “Temos muito orgulho de apoiar esta iniciativa desde sua implementação no Brasil. O projeto demonstra como as habilidades dos animais, aliadas à expertise de especialistas, podem contribuir para avanços que impactam positivamente a vida das pessoas. Apoiar o KDOG Brasil é uma forma de conectar ciência, cuidado e propósito em benefício da sociedade”, comenta Carla Pistori, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil. 

O bem-estar animal orienta a atuação do KDOG Brasil, com uma rotina que inclui alimentação específica e individualizada, treinamento, descanso e recreação para os cães. 

O projeto também recebe estudantes de Medicina Veterinária e mantém parcerias com instituições para compartilhar conhecimento sobre biodetecção e suas aplicações, ampliando a compreensão do potencial da odorologia canina e incentivando o avanço da pesquisa científica sobre o tema. Em 2025, participou de eventos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, abordando a importância da identificação precoce do câncer de mama e a contribuição dos animais para a saúde humana. Seu reconhecimento internacional inclui prêmios como o Lions de Ouro em Cannes e o Aspid Platino. 

Para conhecer mais as iniciativas da ROYAL CANIN®, visite o site da empresa.

  

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Sinais silenciosos: como identificar e tratar a dor em cães idosos para garantir qualidade de vida

Especialista alerta para as mudanças de comportamento que indicam desconforto articular e destaca a importância do tratamento adequado para o bem-estar dos pets seniores


Com os avanços da medicina veterinária e os cuidados cada vez mais dedicados dos responsáveis, a expectativa de vida dos cães aumentou significativamente. No entanto, assim como acontece com os humanos, o envelhecimento traz consigo o desgaste natural do organismo e condições articulares, como a osteoartrite, tornam-se bastante comuns. O grande desafio, porém, é que os cães costumam esconder a dor por puro instinto, tornando essencial que os responsáveis saibam identificar os sinais sutis de que o pet sênior precisa de ajuda.

De acordo com Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, a dor crônica em cães idosos muitas vezes passa despercebida e pode ser confundida com “preguiça” ou apenas com “idade chegando”. 

“Diferentemente do que muitos pensam, o cão com dor crônica articular raramente chora. Ele manifesta o desconforto por meio de mudanças na sua rotina. Aquele pet que antes recebia o responsável na porta e adorava passear, mas que, de repente, passa a maior parte do tempo deitado, pode estar sofrendo silenciosamente. É papel do responsável ter um olhar atento para garantir que essa fase da vida seja vivida com conforto. Por isso, a ida constante ao médico-veterinário é ainda mais prioritária”, explica a especialista. 

Para ajudar os responsáveis a reconhecerem quando o cão idoso está sentindo dor, Mariana Silva destaca os principais sinais de alerta no dia a dia:
 

  • Dificuldade de Locomoção: O cão hesita ou se recusa a subir escadas, pular no sofá ou entrar no carro. Durante os passeios, ele pode mancar, andar mais devagar, cansar rápido ou pedir para voltar para casa mais cedo.
  • Mudanças de Comportamento: Um pet que sempre foi sociável e dócil pode se tornar irritadiço, intolerante ou se isolar em cantos da casa. A apatia e a falta de interesse em brincar também são fortes indicativos.
  • Reação ao Toque: O animal pode se encolher, rosnar ou tentar morder quando o dono faz carinho ou pega no colo, especialmente se o toque for perto das articulações (quadril, joelhos, ombros ou cotovelos).
  • Alterações no Sono e no Apetite: A dor pode causar dificuldade para encontrar uma posição confortável para dormir, resultando em noites agitadas, em que o cão muda de lugar o tempo todo. A perda de apetite também pode ser uma consequência do desconforto constante.
  • Lambedura Excessiva: É comum que o cão lamba repetidamente uma pata ou articulação específica na tentativa instintiva de aliviar a dor no local.


  • Diagnóstico e Tratamento

Ao notar qualquer um desses comportamentos, a avaliação de um médico-veterinário é indispensável. O manejo da dor em cães seniores geralmente envolve uma abordagem multimodal, que pode incluir controle de peso para não sobrecarregar os membros, fisioterapia, adaptações no ambiente da casa (como o uso de rampas e tapetes antiderrapantes) e, fundamentalmente, o uso de medicações apropriadas para frear o processo inflamatório.

Para auxiliar nesse cuidado e devolver a qualidade de vida aos pets, a Boehringer Ingelheim confia em seu portfólio com a solução Previcox®, um medicamento anti-inflamatório não esteroidal (AINE) indicado para o controle da dor e da inflamação causadas pela osteoartrite em cães. “O nosso objetivo é proporcionar um alívio eficaz, permitindo que os cães idosos voltem a desfrutar de seus momentos com a família, movimentando-se com muito mais facilidade. O envelhecimento faz parte da vida, mas ele definitivamente não precisa ser sinônimo de dor”, finaliza Mariana Silva.


Zoonoses: o que é mito e o que é verdade sobre transmissão, riscos e prevenção

Imagem de gpointstudio no Magnific
Infectologista do CEJAM explica como essas doenças surgem, quando representam risco real e por que a convivência com animais de estimação, quando responsável, não deve ser tratada como ameaça


  

As zoonoses seguem entre os principais desafios da saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 200 doenças desse tipo conhecidas no planeta. Dados da Organização indicam ainda que mais de 60% das doenças infecciosas humanas e 75% das doenças infecciosas emergentes têm origem em animais.

Nesse cenário, a informação correta é uma aliada da prevenção. Embora o contato com animais possa envolver riscos em situações específicas, conviver com animais saudáveis, vacinados e acompanhados por veterinários não representa, por si só, uma ameaça à saúde.

Para esclarecer dúvidas comuns e separar mitos de riscos reais, a infectologista Dra. Rebeca Saad, do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, explica o que são zoonoses, como elas são transmitidas e quais cuidados ajudam a evitar doenças sem alimentar medo ou desinformação.


O que são zoonoses? 

Zoonoses são doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos, causadas por vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

“O Ministério da Saúde classifica as zoonoses como um desafio relevante justamente porque sua ocorrência está ligada a diferentes fatores, como urbanização, mudanças climáticas, saneamento inadequado e maior contato entre humanos e animais”, explica a médica.

Entre as principais zoonoses monitoradas no Brasil estão dengue, zika vírus, chikungunya, leptospirose, raiva, leishmaniose, febre maculosa, toxoplasmose, hantavirose, doença de Chagas e esporotricose humana.


Toda doença transmitida por animais vem de cães e gatos. 

Mito: Quase nunca a zoonose está relacionada a animais domésticos. A transmissão ocorre por contato com animais infectados, fezes, urina, saliva, vetores como carrapatos e mosquitos, além de água ou alimentos contaminados.

A especialista reforça que o risco depende do tipo de exposição. Em muitas situações, o problema não está no animal em si, mas na forma como o ambiente, a higiene e o manejo são conduzidos. Por isso, generalizações sobre cães e gatos podem gerar medo injustificado e até abandono de animais.


Conviver com pets sempre aumenta o risco de adoecer. 

Mito: Animais domésticos saudáveis, vacinados, vermifugados e com acompanhamento veterinário apresentam baixo risco de transmissão de zoonoses. O cuidado responsável faz diferença.

Manter a vacinação em dia, controlar parasitas, higienizar as mãos após manipular animais ou limpar fezes e caixas de areia, além de evitar contato com animais silvestres ou desconhecidos, são medidas simples que auxiliam na prevenção. “A convivência com animais de estimação, quando há responsabilidade e rotina de cuidados, não deve ser encarada como ameaça. Ela pode, inclusive, trazer benefícios emocionais e sociais”, destaca a infectologista.


Zoonose é um problema restrito a áreas rurais. 

Mito: O risco existe em áreas urbanas, especialmente quando há saneamento inadequado, presença de vetores, acúmulo de lixo ou contato com água e alimentos contaminados.

A leptospirose, por exemplo, está associada à exposição à urina de animais infectados e se torna mais frequente em situações de enchentes. Já a febre maculosa está relacionada, em muitos casos, ao contato com carrapatos. Isso mostra que o ambiente urbano também favorece a circulação desses agentes, principalmente quando as condições de higiene e prevenção são precárias.


Só é preciso procurar atendimento médico quando os sintomas aparecem de forma grave. 

Mito: Após mordidas, arranhões ou suspeita de exposição ao risco, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes.

Os sinais variam conforme a doença, mas podem incluir febre, dores no corpo, lesões de pele, diarreia e alterações neurológicas. Em alguns casos, os sintomas começam de forma inespecífica, o que atrasa o diagnóstico. Por isso, a recomendação é não se automedicar e procurar uma unidade de saúde diante de qualquer suspeita.


Prevenir zoonoses depende apenas de cuidar dos animais. 

Mito: A prevenção envolve saúde humana, saúde animal e ambiente, em uma abordagem integrada conhecida como Saúde Única.

Esse conceito reconhece que a saúde das pessoas está diretamente relacionada à saúde dos animais e ao equilíbrio ambiental. Na prática, isso significa combinar ações como vacinação, higiene, controle de parasitas, água tratada, alimentos bem higienizados, proteção em áreas de risco e acompanhamento veterinário.

“Quando a prevenção é feita de forma integrada, o resultado é mais efetivo. A maioria das zoonoses pode ser prevenida com medidas simples, baseadas em informação de qualidade e responsabilidade compartilhada”, afirma a Dra. Rebeca.


Cuidados que fazem diferença 

Entre as orientações estão manter a vacinação e a vermifugação dos animais em dia, higienizar as mãos após manipular pets, fezes ou caixas de areia, evitar contato com animais desconhecidos e usar equipamentos de proteção ao limpar locais com potencial de contaminação.

Também é importante observar sinais de adoecimento e buscar avaliação veterinária quando necessário. Em caso de sintomas após possível exposição, a assistência médica deve ser procurada sem demora.

Em vez de alimentar medo, a informação correta ajuda a proteger pessoas e animais. Conviver de forma responsável com cães, gatos e outros animais é possível, seguro e benéfico quando há prevenção, cuidado e acompanhamento adequado. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

    

Crianças e pets em casa: acidentes podem levar cães e gatos à emergência

Brinquedos engolidos, alimentos inadequados e medicamentos estão entre os principais riscos

Dividir a casa com crianças e pets exige cuidados que vão além da supervisão das brincadeiras. Um brinquedo pequeno deixado no chão, um comprimido esquecido sobre um móvel ou um pedaço de chocolate oferecido escondido podem transformar situações comuns da rotina em uma emergência veterinária. 

Dados ajudam a dimensionar parte desse risco. O ASPCA Animal Poison Control Center, centro norte-americano especializado em intoxicações animais, registrou mais de 376 mil exposições de pets a substâncias potencialmente tóxicas em 2025. Itens de venda livre, categoria que reúne medicamentos sem prescrição, vitaminas e suplementos, responderam por 16,9% dos registros, alimentos e bebidas por 16,4% e medicamentos de uso humano sob prescrição por 14,6%. 

Segundo Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, casas com crianças exigem atenção especial porque brinquedos, alimentos e pequenos objetos circulam com mais frequência pelo ambiente. 

“A criança pode oferecer um alimento ao pet como demonstração de carinho ou deixar um brinquedo pequeno no chão sem imaginar que aquilo pode representar risco. O papel do adulto é organizar esse ambiente e ensinar regras simples de convivência, sem transformar a relação entre criança e animal em algo restritivo”, explica.
 

Quando o brinquedo da criança vira caso de hospital 

Peças pequenas, bolinhas, partes de brinquedos, elásticos, barbantes e outros objetos podem ser engolidos por cães e gatos. Dependendo do formato, tamanho e localização, o material pode permanecer no estômago ou provocar obstrução gastrointestinal. 

O Merck Veterinary Manual alerta que obstruções não tratadas podem comprometer a circulação sanguínea do intestino e evoluir para necrose ou perfuração. Corpos estranhos lineares, como fios e barbantes, merecem atenção especial. 

Um estudo publicado no Journal of Small Animal Practice, com 499 cães diagnosticados com corpos estranhos gastrointestinais, identificou maior ocorrência de necrose intestinal, perfuração e peritonite nos animais que ingeriram objetos lineares. 

“Vômitos persistentes, falta de apetite, apatia e dor abdominal depois do desaparecimento de um brinquedo ou objeto precisam acender o alerta. Nem sempre o responsável presencia a ingestão, por isso a mudança de comportamento do animal é importante”, afirma o médico veterinário.
 

O lanche da criança também pode oferecer risco 

Alimentos e bebidas destinados a humanos aparecem entre as principais causas de exposição tóxica em pets registradas pelo centro de toxicologia da ASPCA. 

Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho e produtos que contêm xilitol estão entre os itens que podem causar problemas. O chocolate, analisado separadamente no levantamento da instituição, respondeu por 13,6% das exposições registradas em 2025. 

Em casas com crianças, o risco não está apenas no alimento oferecido diretamente ao animal. Restos deixados em mesas baixas, mochilas, lancheiras ou no chão também podem ser alcançados pelo pet. 

“A regra para a criança precisa ser simples. Antes de dividir qualquer alimento com o animal, ela deve perguntar a um adulto. Esse aprendizado pode fazer parte da própria convivência com o pet”, orienta.
 

Medicamentos também precisam sair do alcance 

Medicamentos humanos vendidos sem prescrição foram a principal categoria de exposição tóxica registrada pela ASPCA em 2025, pelo oitavo ano consecutivo. 

Em uma casa com crianças, comprimidos podem cair no chão, permanecer em mochilas ou ser deixados sobre móveis baixos. Vitaminas e suplementos também precisam ser guardados em locais fechados. 

A orientação da WeVets é nunca oferecer medicamentos de uso humano a cães e gatos sem avaliação veterinária.
 

Quando a brincadeira passa do limite 

Os riscos não se restringem à ingestão de objetos ou alimentos. Corridas dentro de casa, quedas, pisões e brincadeiras excessivamente intensas podem provocar traumas. 

Puxar orelhas, patas ou rabo, abraçar o animal com força ou tentar retirar um objeto diretamente de sua boca também podem provocar desconforto e reação defensiva. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as brincadeiras entre crianças e cães sejam supervisionadas por adultos. A entidade também orienta que os pequenos não incomodem os animais durante a alimentação ou sono, não puxem partes do corpo e não tentem tomar brinquedos que estejam com eles. 

“A supervisão não serve para impedir a interação. Ela ajuda a criança a entender os sinais do animal e perceber quando ele quer brincar e quando precisa de espaço”, afirma.
 

Cinco cuidados para crianças e pets dividirem a casa com segurança

  • Brinquedos com peças pequenas devem ser recolhidos depois da brincadeira.
  • Medicamentos, vitaminas e suplementos precisam permanecer em armários fechados.
  • Crianças não devem oferecer alimentos aos pets sem autorização de um adulto.
  • Elásticos, fios, barbantes e objetos pequenos não devem ficar no chão ou ao alcance do animal.
  • Toda interação mais intensa entre crianças pequenas e pets deve ocorrer com supervisão de um adulto.

Se houver suspeita de ingestão de medicamento, alimento tóxico ou corpo estranho, a recomendação é procurar atendimento veterinário rapidamente e informar, sempre que possível, o que foi ingerido, a quantidade aproximada e o horário do episódio.


Interação com cães e gatos favorece a saúde física e mental das crianças

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Saiba como fortalecer estes benefícios, ensinando responsabilidade e empatia e prevenindo acidentes domésticos e doenças

 


A chegada do Dia das Crianças ativa um pedido clássico de presente: o animal de estimação. A convivência com pets traz momentos inesquecíveis de alegria e bem-estar para todas as idades. Estudos apontam que as crianças que crescem ao lado de pets apresentam fortalecimento do sistema imunológico, melhor regulação da ansiedade e recebem importantes estímulos cognitivos e socioemocionais.

Para que essa relação seja sempre saudável e harmoniosa, cabe aos adultos garantir que o pet receba os cuidados veterinários necessários e que a interação com bebês e crianças ocorra com segurança. “Com o objetivo de evitar acidentes domésticos, a atenção precisa ser constante tanto em relação ao comportamento do animal quanto ao das crianças. As brincadeiras devem ocorrer sob supervisão e é importante observar se os pets apresentam sinais de dores ou desconfortos físicos que, muitas vezes, são a causa de reações agressivas inesperadas, como mordidas e arranhões. O cuidado se completa no âmbito da saúde, mantendo a vacinação rigorosamente em dia, os antiparasitários atualizados e a boa higiene do ambiente. Além disso, é imprescindível procurar um pet com comportamento e necessidades de espaços compatíveis com o estilo de vida da família. Entender essa demanda antes da adoção pode evitar ansiedade e comportamentos inadequados do animal”, orienta Dra. Cintia Ghorayeb, especialista em clínica médica do Veros Hospital Veterinário.

Confira os impactos positivos desta amizade para os pequenos e saiba como incentivar interações cheias de empatia, amor e respeito:


1. Desenvolvimento de responsabilidade

Cuidar de um ser vivo ensina compromisso e senso de dever. As tarefas devem respeitar a maturidade de cada fase infantil. Pequenos hábitos podem ser introduzidos para crianças entre 3 e 5 anos, como ajudar a abastecer tigelas de água e ração ou segurar a escova durante o cuidado com a pelagem. A partir dos 6 anos, é possível assumir obrigações fixas, como ajudar na higienização de brinquedos e potes, organização de pertences e acompanhar os passeios. Crianças de 8 a 10 anos podem atuar como ajudantes no banho (segurar o shampoo, molhar suavemente as patas do pet ou passar a toalha). Uma ótima estratégia para estruturar essa rotina em família é montar uma agenda ou um mural de tarefas bem visível em casa, detalhando visualmente os momentos de cada atividade.


2. Estímulo à compreensão das limitações do outro

A convivência ensina a ler sinais não verbais e respeitar quando o pet precisa de descanso. “Os pais podem auxiliar a criança a observar a linguagem corporal do animal. Orelhas abaixadas ou voltadas para trás, rabo recolhido entre as pernas, corpo rígido, lamber os próprios lábios com frequência, bocejar sem estar com sono, desviar o olhar ou rosnar de forma sutil indicam que o cão ou gato está estressado ou sobrecarregado. Ao identificar esses comportamentos, a orientação deve ser clara: é o momento de parar a brincadeira e dar espaço ao pet”, explica Dra. Cintia.

3. Incentivo à atividade física e redução do tempo de tela

A rotina de brincadeiras e cuidados com o pet afasta o sedentarismo e oferece uma alternativa natural e atraente ao uso excessivo de celulares, tablets e videogames. Mais do que movimentar o corpo em casa, a presença do animal estimula passeios frequentes em parques, praças e quintais, levando a criança a passar mais tempo ao ar livre. O contato diário com a luz natural e ambientes abertos é fundamental para o desenvolvimento infantil: auxilia na síntese de vitamina D, melhora a qualidade do sono, fortalece o sistema motor, reduz o estresse e traz benefícios comprovados para a visão, ajudando a prevenir e desacelerar a progressão da miopia.


4. Compreensão dos ciclos naturais da vida

Por possuírem uma expectativa de vida menor do que a nossa, os animais de estimação ensinam valiosas lições sobre o amadurecimento e a finitude de forma acolhedora e gradual. Acompanhar a transição do pet da fase jovem para a velhice ajuda a criança a desenvolver resiliência, compaixão e respeito ao tempo do outro, preparando-a emocionalmente para lidar com perdas no futuro. “É muito válido que os pais mantenham conversas adequadas à idade dos filhos sobre as mudanças físicas que ocorrem com o envelhecimento do pet. Uma forma simples de explicar é comparar esse processo ao dos avós humanos, mostrando que cães e gatos idosos também perdem um pouco da visão, da audição e da agilidade, além de cansarem mais rápido e sentirem dores articulares. A partir dessa compreensão, as crianças podem ser ensinadas a adaptar as brincadeiras para formatos mais suaves e a colaborar com o bem-estar do pet, ajudando, por exemplo, a posicionar os potes de água e comida em alturas confortáveis que evitem o esforço de se abaixar. Assim, os pais chamam as crianças para cuidar do pet”, sugere Ghorayeb.


Saúde e prevenção de acidentes

Para que a rotina em família transcorra com tranquilidade, o ambiente doméstico precisa ser preparado para proteger tanto as crianças quanto os animais de estimação. A adoção de medidas simples no dia a dia somada à supervisão, educação das crianças e manutenção dos cuidados médico-veterinários essenciais previne emergências e doenças.



Como evitar mordidas

Mesmo os animais mais carinhosos podem apresentar reações defensivas repentinas se forem pegos de surpresa, se assustarem durante as refeições ou se estiverem lidando com algum desconforto físico. Crianças pequenas, especialmente até 2 anos, não possuem controle motor adequado nem discernimento sobre os limites do animal e jamais devem permanecer sozinhas com o pet sem a presença de um adulto. “Para prevenir lesões graves, é importante ensinar desde cedo a criança a não aproximar o rosto do focinho do cão, a não puxar orelhas ou rabo e a não tocar no bichinho enquanto ele estiver comendo, dormindo ou roendo um brinquedo. No caso dos gatos, para evitar arranhões, a criança deve aprender a não conter o felino à força nem segurá-lo de forma apertada, respeitando quando ele tenta se afastar, nunca fazer movimentos bruscos em direção aos seus olhos e, nas brincadeiras, não usar diretamente as mãos ou os pés como 'isca', utilizando brinquedos próprios para interagir a uma distância segura, sempre respeitando o limite do pet”, alerta Dra Cintia.



Atenção aos cuidados sanitários

Manter a saúde do pet em dia é a principal barreira de proteção para toda a família contra as zoonoses - infecções transmitidas entre animais e humanos. Para garantir a saúde única desta família interespécie, são necessárias visitas regulares ao médico veterinário. “Estas visitas permitem a prática da medicina preventiva, que consiste na avaliação geral do paciente, regularização de vacinas anuais que previnem doenças graves como raiva, cinomose e parvovirose. Recomenda-se também avaliar amostra de fezes do pet a cada 6 meses ou vermifugá-lo de forma ampla e generalista, conforme a rotina e o nível de exposição do animal a ambientes externos. Além disso, é indispensável proibir o acesso de crianças pequenas aos tapetes higiênicos e às caixas de areia, garantindo também que elas sempre lavem as mãos com água e sabão após brincar com o bichinho”, completa.

Brinquedos e fios: perigos no chão de casa Filhotes e cães curiosos costumam engolir peças de brinquedos, enquanto os gatos são atraídos por fios, linhas, fitas e fitilhos. A ingestão desses objetos pode causar obstruções intestinais severas, perfurações no trato digestivo e emergências cirúrgicas. Para evitar acidentes, oriente as crianças a guardarem os brinquedos menores em caixas fechadas e faça uma varredura constante no chão para recolher miudezas, fios soltos ou componentes rasgados antes de liberar o pet para o ambiente.



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