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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Caravana Salvando Vidas alerta para queda nos estoques de sangue durante o período de férias

Marcelo Matusiak
Mobilização que conta com apoio do Hospital Sapiranga serve para reforçar a doação em momento crítico para os hemocentros

 

O período de férias e feriados prolongados costuma impactar diretamente os estoques de sangue em todo o país, reduzindo o número de doações justamente quando a demanda hospitalar se mantém constante. Diante desse cenário, o Hospital Sapiranga apoiaa segunda edição de 2026 da Caravana Salvando Vidas marcada para 28 de fevereiro, iniciativa que busca sensibilizar a comunidade regional para a importância de manter o gesto solidário mesmo em momentos de menor mobilização social.

A ação tem saída prevista para as 7h, em frente ao Hospital Sapiranga, com transporte coletivo disponibilizado aos participantes até o Hemocentro de Porto Alegre, na capital gaúcha. A proposta é facilitar o acesso e incentivar a participação de doadores voluntários, reforçando os estoques em um período historicamente crítico.

Para mais informações sobre a Caravana Salvando Vidas e como participar, o contato é pelo telefone (51) 99976-5701.

 

Marcelo Matusiak

 

Carnaval: como se proteger da desidratação na folia

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Nefrologista lista sinais de alerta e dá dicas práticas de hidratação, alimentação e proteção solar para curtir com segurança

 

Com a chegada do Carnaval, blocos de rua, desfiles e festas voltam a tomar conta de diversas cidades do país. Mas, em meio ao calor e ao consumo de bebidas alcoólicas, a desidratação se torna um dos principais riscos para quem vai aproveitar a folia.

Em 2025, durante o período carnavalesco, a cidade de São Paulo registrou mais de 1.600 atendimentos médicos, segundo dados da Prefeitura, a maioria relacionada à desidratação.

De acordo com Verônica Gaudino, nefrologista do Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano, isso ocorre pois, além do calor, o álcool contribui diretamente para a perda de líquidos no organismo.

“A bebida alcoólica tem efeito diurético, aumentando a eliminação de água. O problema é que, durante a festa, muitas pessoas não percebem os sinais iniciais de desidratação, que podem ser agravados conforme o consumo aumenta”, explica.

A médica alerta para sintomas clássicos como boca seca, urina escura e em pouca quantidade, dor de cabeça, tontura, fraqueza e sede intensa. Ela reforça que a desidratação pode ocorrer não apenas durante o evento, mas também após o consumo de álcool, contribuindo para a chamada “ressaca”.

 

5 dicas para curtir o Carnaval de forma saudável

Evite misturar diferentes tipos de bebidas alcoólicas: A combinação de destilados e fermentados pode dificultar a percepção da quantidade ingerida e intensificar os efeitos do álcool no organismo.

Atenção à procedência das bebidas: “Casos de intoxicação por bebidas adulteradas continuam sendo registrados, seja por substâncias como metanol ou até por riscos infecciosos. O ideal é consumir apenas produtos com procedência garantida”, orienta a especialista do São Luiz São Caetano.

Intercale álcool e água: “A cada copo de bebida alcoólica, o recomendado é consumir um copo de água, de forma intercalada. Isso ajuda a manter a hidratação e reduz os efeitos da embriaguez e da ressaca”, diz a nefrologista.

Não fique longos períodos sem se alimentar: Manter uma boa alimentação antes, durante e depois da folia é essencial para evitar queda de energia e outros mal-estares.

Proteja-se do sol e do calor: Chapéus, bonés, protetor solar e pausas em locais com sombra ajudam a reduzir o risco de insolação e perda excessiva de líquidos.

 

“Kit Carnaval”: itens essenciais para a folia

A médica também recomenda que os foliões preparem um pequeno kit com itens básicos para o dia:

“Levar uma garrafa de água que possa ser reabastecida, boné ou chapéu, protetor solar e pequenos lanches faz toda a diferença. Roupas leves e claras também ajudam no conforto”, afirma.

Segundo a especialista, o segredo para aproveitar o Carnaval está no equilíbrio entre diversão e responsabilidade. “Mais do que conscientização, é fundamental ter autocuidado, respeitar os próprios limites e saber identificar o momento de parar e descansar”, finaliza a especialista.

Inaugurado em junho de 2017, o Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano foi o primeiro da marca São Luiz fora da capital paulista. Desde então, tornou-se referência na região do ABC pelo cuidado humanizado e excelência técnica. Com mais de 37 mil metros quadrados e certificação internacional da Joint Commission International (JCI), a unidade integra a Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina.

  

Rede D’Or


Metformina pode interferir na progressão da degeneração macular

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Pesquisa revela que o medicamento para diabetes reduz em 37% a progressão da degeneração macular em estágio intermediário.
  

 

Recente pesquisa  publicada no BMJ Open Ophthalmology sugere uma associação entre o uso de metformina, medicamento para diabetes, e a menor prevalência de DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade). Desenvolvida por pesquisadores Universidade de Liverpool (Inglaterra), a pesquisa acompanhou por cinco anos 2 mil pacientes com diabetes tipo 2 produzindo imagem da retina, método que aumenta a precisão diagnóstica observacional. O estudo aponta uma redução de 37% na DMRI intermediária entre os que tomaram metformina por cinco anos ininterruptos. O medicamento é indicado no tratamento de pessoas com diabetes tipo 2, doença que atinge 16,6 milhões de brasileiros, segundo o último relatório da IDF (International Diabetes Federation) divulgado em 2025. 

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) esta é uma boa notícia porque  o olho é um dos primeiros órgãos a sofrer com o diabetes tipo 2. Entretanto o estudo é observacional. Significa que não há comprovação de que a degeneração macular possa ser tratada com metformina. Isso porque, explica, não houve um único caso em estágio avançado que tenha regredido pelo uso do medicamento. Em estágio avançado a degeneração macular forma drusas na retina e pode ocorrer pequenas hemorragias. O tratamento para estas alterações é a fotocoagulação com laser. 

Por outro lado, ressalta, tomar metformina pode beneficiar a saúde dos olhos porque melhora a circulação, controla o açúcar no sangue e reduz os processos inflamatórios. Além disso, o controle da glicemia diminui o estresse oxidativo, importante fator de risco da DMRI e da catarata. 

Para se ter ideia, a catarata precoce é frequente entre diabéticos com glicemia descontrolada. Queiroz Neto explica que isso acontece porque nesses pacientes o cristalino do olho sofre frequente efeito sanfona de hidratação/desidratação e suas células oxidam, mas rápido. 

Por isso quem tem indicação de tratamento com este medicamento deve seguir a recomendação médica. “Adiar o comprometimento da visão é prorrogar a independência e a qualidade de vida”, afirma. Além disso, a metformina está listado no programa “Aqui Tem Farmácia Popular” e é distribuído gratuitamente para todos. Basta se cadastrar na farmácia mais próxima e apresentar a receita.  

 

Fatores sistêmicos que influem na visão

Queiroz Neto afirma que o diabetes em estágio inicial não apresenta sintomas e por isso pode passar despercebido.

A condição, explica, é caracterizada pelo aumento de glicemia no sangue e geralmente não apresenta sinais no estágio inicial. Pode ser hereditária ou estar relacionada ao estilo de vida: estresse, falta de sono, obesidade, sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, tabagismo. Significa que não adianta correr para a farmácia se mantém um estilo de vida vai contra sua saúde.

O oftalmologista afirma que as principais dicas para prevenir a DMRI são:

·        Controle a hipertensão: A hipertensão arterial sistêmica está associada a alterações na circulação do olho que podem influenciar a progressão da DMRI, especialmente em estágios intermediários e avançados.


·        Controle do colesterol:  A literatura evidencia a influência do colesterol alto na formação de drusas e neovasos na retina.  Manter o colesterol sob controle é essencial não só para a saúde cardíaca, como também para a ocular.


·        Tabagismo: aumenta o estresse oxidativo, dano vascular e inflamação crônica afetando todo o olho.


·        Sobrepeso, sedentarismo e má alimentação: contribuem com inflamação sistêmica crônica e resistência à insulina, fatores que podem contribuir para a progressão da DMRI. Praticar atividades físicas, optar por dietas ricas em vegetais verde-escuros, peixes e antioxidantes.

Não existe pílula dourada. A nossa saúde é construída no dia a dia, conclui.


Decibéis seguros para os ouvidos neste Carnaval. Otorrino dá 5 dicas.

O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, revela algumas dicas e cuidados importantes para curtir as festas de carnaval sem prejuízos para a audição a curto e a longo prazo.

 

Dr. Bruno afirma que o volume máximo seguro para escutar músicas é de 80 decibéis, no máximo. “A exposição a níveis de som acima de 85 decibéis (igual a um cortador de grama, por exemplo) pode causar possíveis danos aos ouvidos por mais de duas horas seguidas. Já a exposição a sons de 105 a 110 decibéis pode causar danos em apenas cinco minutos”, alerta.

Ele ressalta que os danos ocorrem, tanto em adultos, quanto em crianças e um sinal para reconhecer o problema é quando o volume deixa de ser confortável - esse já é um sinal de que ultrapassou o limite seguro para a audição.

“A música alta além de elevar os riscos da perda auditiva também pode levar ao zumbido crônico, que causa a sensação de ruído auditivo persistente mesmo muito tempo depois de a música ter acabado”, alerta.

Em locais de shows costumam exceder esse nível de ruído, por isso, Dr. Bruno deixa dicas caso o volume esteja excessivo:

- Existem aplicativos de leitura de decibéis para smartphones são fáceis de baixar e muitos são gratuitos. O volume sonoro em locais ao ar livre geralmente fica entre 90 e 100 decibéis. Em locais fechados, com frequência pode passar de 110 decibéis, vale ficar de olho no medidor;

- Não ficar muito próximo a caixas de som, em especial, se for em locais fechados;

- Manter a hidratação com água nesses dias ajuda a aumentar a circulação de sangue e assim, os ouvidos ficam mais saudáveis;

  • Alimentação rica em antioxidantes ajudam a limitar os danos auditivos relacionados ao barulho;
  • Caso a exposição seja inevitável, tentar ao menos intercalar período no ambiente com ruído com período em ambiente mais silencioso.

 


FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Queda nos casos de dengue em 2026 não elimina risco de quadros graves, alertam especialistas da Rede Mater Dei

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Janeiro registra redução significativa em comparação às epidemias de 2024 e 2025, mas riscos da reinfecção exigem cautela. Imunização avança em cidades como Nova Lima com vacina do Butantan 

 

O início de 2026 trouxe um cenário epidemiológico distinto para a dengue no Brasil. Embora o verão continue marcado por calor e chuvas intensas — combinação ideal para a proliferação do mosquito Aedes aegypti — os números preliminares indicam uma desaceleração nas infecções em comparação aos anos anteriores. Segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses, ferramenta do Ministério da Saúde, somente em janeiro de 2026, foram contabilizados mais de 44 mil casos. Esse número é significativamente menor do que os observados em anos anteriores: em janeiro de 2024, foram mais de 300 mil casos prováveis. No mesmo período de 2025, foram quase 100 mil. 

Mas o que pode ter levado a essa diminuição? De acordo com a Dra. Silvana Barros, infectologista, mestre em microbiologia e Chefe do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei de Saúde, a variação no número de casos de dengue é complexa e depende de múltiplos fatores. 

“A dengue historicamente apresenta ciclos epidêmicos, com anos de alta circulação seguidos por anos de menor incidência. Além disso, a circulação significativa nos anos anteriores pode ter levado a uma imunização natural de parte da população, uma vez que a alta incidência da doença em um período pode levar a um grande número de pessoas com imunidade para o sorotipo circulante, reduzindo o número de indivíduos suscetíveis a esse sorotipo específico”, aponta a especialista. “O avanço da vacinação contra a doença também pode impactar na redução dos casos. O conceito de ‘esgotamento de suscetíveis’ é a base do efeito rebanho da vacina. Ao vacinar, o objetivo é remover o indivíduo suscetível, o que quebra o ciclo de transmissão entre o vetor (Aedes aegypti) e o hospedeiro humano. Com menos hospedeiros, a doença tem menos chances de circular.”
 

Riscos da reinfecção e da automedicação

Apesar do atual alívio nas estatísticas, o momento exige atenção redobrada para os casos de reinfecção, que tendem a ser mais agressivos. A imunidade adquirida após contrair um dos quatro sorotipos da dengue (DENV-1, 2, 3 ou 4) é permanente apenas para aquele tipo específico. 

"O risco de desenvolver a forma grave da doença é significativamente maior na segunda infecção, especialmente se causada por um sorotipo diferente do primeiro", alerta a Dra. Silvana. Isso ocorre devido a um fenômeno conhecido como Aumento Dependente de Anticorpos (ADE - Antibody-Dependent Enhancement), em que os anticorpos da primeira infecção se ligam ao novo vírus e, em vez de destruí-lo, facilitam a sua entrada nas células de defesa, resultando em uma replicação viral muito maior e na resposta imunológica mais agressiva, processo que pode desencadear a dengue grave. Além disso, a circulação de sorotipos como o DENV-2 historicamente está associada a maiores chances de choque por dengue. 

Em caso de suspeita de dengue, com a apresentação de sintomas como febre alta, dor no corpo, dor nas juntas, no fundo dos olhos ou de cabeça, manchas pelo corpo e diarreia, o recomendado é que as pessoas procurem assistência médica e não se automediquem. 

“A automedicação é muito perigosa na dengue porque existem algumas substâncias que aumentam o risco de complicações (como sangramentos) e, portanto, não devem ser utilizadas, incluindo algumas medicações para o controle de dor e febre. Um exemplo são os anti-inflamatórios como o ácido acetilsalicílico, conhecido como aspirina”, alerta o Dr. Victor Castro Lima, infectologista do Hospital Mater Dei Salvador. “Caso esteja com sintomas de dengue, a pessoa deve procurar uma avaliação médica para ver se realmente a suspeita é compatível ou não e seguir as orientações que o médico determina.”
 

Vacinação e prevenção

O cenário de 2026 também é marcado pela esperança da nova vacina do Instituto Butantan (Butantan-DV). O Ministério da Saúde iniciou uma ação piloto utilizando o imunizante, que é de dose única, em três municípios, incluindo Nova Lima (MG) — cidade onde a Rede Mater Dei possui unidade – Botucatu (SP) e Maranguape (CE). 

"A vacina do Butantan demonstrou 89% de proteção contra a dengue grave em testes. Por ser dose única, facilita muito as campanhas e busca reduzir drasticamente a circulação do vírus pelo efeito rebanho", destaca a Dra. Silvana. 

No entanto, o Dr. Victor Castro lembra que a adesão à vacina Qdenga, disponível anteriormente, foi baixa. "Até o momento, menos de 40% da população elegível se vacinou. É frustrante ter uma ferramenta disponível contra uma doença potencialmente grave e letal, que causa surtos e epidemias no nosso país há décadas, e ela não chegar efetivamente à população", pontua o médico. 

Além da imunização, as medidas de barreira mecânica e controle ambiental continuam indispensáveis, especialmente diante das condições climáticas atuais. O Dr. Victor ressalta que o verão em regiões tropicais, marcado por calor e chuvas, cria o cenário perfeito para a explosão populacional do vetor. "A chuva acumula água e o calor estimula a proliferação dos mosquitos. É o fator ideal. Se não estivermos atentos a esses criadouros, isso favorece o desenvolvimento deles e a transmissão de doenças". Por isso, a recomendação é manter a rotina de eliminação de qualquer foco de água parada, vedar reservatórios e utilizar repelentes e telas de proteção como medidas profiláticas complementares.

   

Rede Mater Dei de Saúde.

 

Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Nova Lima, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec

Goiás: Hospital Mater Dei Goiânia

 

Como evitar a ressaca no Carnaval: o que comer e beber para curtir a folia com mais disposição

Nutricionista do CEUB apresenta checklist prático para manter energia, hidratação e saúde antes e durante os dias de festa

 

Calor intenso, horas em pé, noites mal dormidas e, para muitos foliões, bebida alcoólica em excesso. O combo clássico do Carnaval costuma cobrar seu preço no dia seguinte. Rafaela Vasconcelos, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB) revela que a famosa “ressaca” não é obra do acaso, ela resulta de desidratação, jejum prolongado, desequilíbrio de eletrólitos, sobrecarga do fígado e até consumo de alimentos inseguros durante a folia. 

“Quando falamos em ressaca, muita gente pensa só no álcool, mas ela começa muito antes disso. Ficar sem comer, beber pouca água e escolher alimentos inadequados têm um peso enorme nesse processo”, explica a nutricionista. Segundo Rafaela, estratégias simples de alimentação, hidratação e cuidado com os alimentos, adotadas antes e durante o Carnaval, ajudam a reduzir os sintomas e preservam a saúde do folião.
 

Antes do bloco: o preparo faz toda a diferença

Começar a beber em jejum acelera a absorção do álcool e intensifica seus efeitos no organismo. Já sair de casa alimentado e hidratado ajuda a manter a energia, reduz o impacto metabólico da bebida e diminui o risco de mal-estar. “A preparação começa antes de sair. Comer bem e beber água não é exagero, é estratégia para aguentar o ritmo da folia”, reforça Rafaela.

 

Checklist ANTES DE SAIR

  • Faça uma refeição completa, com carboidratos, proteínas e pouca gordura.
  • Priorize alimentos como arroz, batata, mandioca, massas, ovos, carnes magras, legumes e verduras.
  • Evite refeições muito gordurosas, que dificultam a digestão em dias quentes.
  • Beba pelo menos 500 ml de água antes de iniciar a folia.


Durante a folia: hidratação, energia e atenção aos alimentos

O corpo perde líquidos rapidamente no Carnaval, tanto pelo suor quanto pelo efeito diurético do álcool, conforme explica a nutricionista. A desidratação é uma das principais causas de dor de cabeça, cansaço extremo e mal-estar no dia seguinte. “Uma dica simples é intercalar cada dose de bebida alcoólica com água. Parece pouco, mas faz muita diferença depois”, orienta a docente do CEUB.

 

Checklist DURANTE A FOLIA

  • Beba cerca de 200 ml de água a cada 30–40 minutos.
  • Intercale bebida alcoólica com água.
  • Consuma frutas fáceis de transportar, como banana, maçã, uva e tangerina.
  • Faça lanches leves ao longo do dia, como castanhas ou amendoim sem sal (pequena porção).
  • Use isotônicos com moderação, sempre alternando com água


Comer na rua exige cuidado redobrado

Além da alimentação e da hidratação, a segurança dos alimentos merece atenção. No Carnaval, cresce o consumo de comida de rua, o que pode aumentar o risco de doenças transmitidas por alimentos e água, cujos sintomas, como náusea, vômito e diarreia, muitas vezes são confundidos com ressaca. “Falhas de higiene e de controle de temperatura são comuns nessa época e podem gerar problemas sérios de saúde”, alerta Rafaela.

 

Atenção ao consumir alimentos na rua:

  • Observe a higiene do local e do manipulador.
  • Evite alimentos expostos ao sol.
  • Dê preferência a preparações feitas na hora.
  • Evite molhos cremosos, maionese, recheios com ovos crus e laticínios fora de refrigeração.

 

Energético com álcool: cuidado com a falsa disposição

O consumo excessivo de bebidas energéticas, especialmente quando associado ao álcool, também exige cautela. A cafeína pode mascarar o cansaço e levar a pessoa a beber mais do que percebe. “O energético dá uma falsa sensação de energia e faz o folião ultrapassar seus próprios limites, aumentando os riscos à saúde”, explica a nutricionista. A combinação pode elevar o risco de alterações cardíacas, insônia, fadiga muscular e desconfortos gastrointestinais.

 

Carnaval pode agravar dores na coluna: quase 446 mil brasileiros foram afastados em 2025

 

Pollyana Ventura
 IStock

Horas em pé nos bloquinhos, fantasias pesadas e impacto repetitivo podem intensificar crises; dados recém-divulgados pelo Ministério da Previdência Social revelam 445.840 afastamentos por problemas na coluna.

 

Blocos de rua lotados, caminhadas prolongadas atrás de trios elétricos, salto alto, fantasias estruturadas com adereços volumosos, mochilas térmicas e horas de dança em piso irregular fazem parte da rotina do Carnaval. Mas essa maratona de esforço pode representar uma sobrecarga significativa para a coluna vertebral. 

Para quem já convive com dor lombar ou hérnia de disco, o período pode funcionar como gatilho para crises agudas. A combinação entre impacto repetitivo ao pular, permanência prolongada em pé, peso adicional mal distribuído e noites mal dormidas aumenta o estresse sobre a musculatura e os discos intervertebrais. 

O alerta ganha ainda mais relevância diante de dados recém-divulgados pelo Governo Federal: 445.840 afastamentos por problemas diretamente ligados à coluna foram registrados no Brasil em 2025, segundo informações do Ministério da Previdência Social.

 

De acordo com o levantamento oficial: 

- 237.113 afastamentos ocorreram por dorsalgia (dor nas costas) 

- 208.727 afastamentos foram por transtornos de discos intervertebrais, condição que inclui hérnia de disco 

Somadas, as duas categorias colocam as patologias da coluna entre as principais causas de licença médica no país. 

Além da sobrecarga física, fatores comuns no Carnaval, como desidratação, consumo de álcool e privação de sono, reduzem a capacidade de recuperação muscular e podem potencializar processos inflamatórios já existentes. 

Segundo o fisioterapeuta e osteopata Prof. Laudelino Risso, CEO da rede de clínicas Doutor Hérnia: “O Carnaval reúne vários fatores de risco para a coluna: permanência prolongada em pé, impacto repetitivo ao dançar e peso adicional das fantasias. Quando o esforço é intenso e concentrado em poucos dias, o risco de crise aumenta.” 

O fisioterapeuta e osteopata Prof. André Pêgas, sócio-fundador da Doutor Hérnia, complementa: “Mochilas térmicas, bolsas pesadas e outros acessórios nos ombros geram compensações musculares. Essa assimetria pode desencadear dor aguda ou agravar quadros de hérnia de disco.” 

Especialistas recomendam atenção a sinais como dor persistente após os dias de festa, dor irradiada para as pernas, formigamento ou limitação de movimentos, sintomas que podem indicar agravamento de problemas na coluna.

  

Prof. André Pêgas - fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco – RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva – IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). É também professor da Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional para América Latina (Brasil, Chile e Uruguai) e Europa (Portugal, Espanha e Itália).


Prof. Laudelino Risso -  fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston – EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford – Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia que soma 270 clínicas de reabilitação de coluna vertebral e hérnia de disco no país.



Doutor Hérnia
https://www.doutorhernia.com.br/
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https://www.facebook.com/doutorhernia/

 

 Fonte oficial: Ministério da Previdência Social — INSS

Portal Gov.br: https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2026/janeiro/previdencia-social-protege-segurados-ao-conceder-4-1-milhoes-de-beneficios-por-incapacidade-temporaria-em-2025 


7 fatos sobre a leucemia que talvez você não saiba

Ainda cercada por mitos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce, a leucemia é um tipo de câncer que afeta as células do sangue, com origem na medula óssea, levando à produção anormal de glóbulos brancos. Ela pode acometer pessoas de todas as idades, com comportamentos e evoluções muito diferentes. Além disso, enquanto algumas formas avançam rapidamente, outras permanecem silenciosas por anos e são descobertas por acaso. 

No Fevereiro Laranja, campanha de conscientização sobre a doença, a hematologista Lisa Aquaroni Ricci, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece fatos pouco conhecidos sobre a leucemia e ajuda a desmistificar sinais, riscos e possibilidades de tratamento.
 

1. A leucemia pode surgir em qualquer fase da vida 

Ao contrário do que muitos imaginam, a leucemia não é uma doença restrita a uma única faixa etária. Ela pode acometer crianças, adultos e idosos. “A leucemia pode acontecer em qualquer idade. Ela não é exclusiva de crianças ou de pessoas mais velhas, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas fases da vida”, explica a médica. 

Na infância, o tipo mais frequente é a leucemia linfoblástica aguda. Segundo a especialista, hoje em dia a maioria das crianças apresenta grandes chances de cura quando o tratamento adequado é iniciado precocemente. Já nos adultos, podem surgir diferentes tipos da doença, enquanto em idosos, especialmente após os 60 anos, é mais comum a leucemia linfóide crônica.
 

2. Na maioria dos casos, não existe uma causa única

Outro ponto importante é entender que, na maior parte das vezes, não há um único fator responsável pelo surgimento da leucemia. “Alguns fatores podem aumentar o risco, como idade mais avançada, tratamentos prévios com quimioterapia ou radioterapia e exposição prolongada a produtos químicos ou radiação, mas não existe uma causa única”, afirma Lisa Ricci. 

Por conta disso, é fundamental combater a culpa que muitas pessoas sentem após o diagnóstico. “A maioria dos pacientes não fez nada de errado e não poderia ter evitado a doença", diz.
 

3. Nem toda leucemia é agressiva 

Apesar da imagem de doença grave e rapidamente progressiva, a leucemia nem sempre evolui de forma agressiva. Existem leucemias agudas, que se desenvolvem rapidamente, e leucemias crônicas, que podem crescer lentamente ao longo de anos. Cada tipo de leucemia tem um comportamento próprio, e isso influencia diretamente na forma como a doença é acompanhada e tratada.
 

4. Algumas leucemias não causam sintomas no início 

É verdade que certos tipos de leucemia, especialmente as crônicas, podem não provocar sintomas no início. Nesses casos, a pessoa se sente bem, leva uma vida normal e a doença acaba sendo descoberta por acaso, em um exame de sangue de rotina. Isso é relativamente comum e mostra a importância dos exames periódicos, mesmo quando não há queixas.
 

5. A leucemia pode afetar outros órgãos além do sangue 

A leucemia tem início na medula óssea, que é a fábrica do sangue, mas pode atingir outros órgãos. Gânglios linfáticos podem aumentar no pescoço, axilas ou virilha; o baço pode crescer e causar sensação de estufamento, desconforto abdominal ou saciedade precoce; e o fígado também pode aumentar, provocando alterações nos exames ou desconforto abdominal. 

Em situações mais raras, alguns tipos de leucemia podem atingir o sistema nervoso central, como o cérebro ou a medula espinhal, causando sintomas como dor de cabeça persistente, visão dupla ou formigamentos. “Por isso, em determinados casos, indicamos tratamento preventivo para essa região”, explica a médica. Ela ressalta que nem todos os pacientes apresentam esses acometimentos e que muitas pessoas têm apenas alterações no sangue, visto que cada tipo de leucemia se comporta de forma diferente.
 

6. No início, a leucemia pode ser confundida com doenças comuns 

Os sintomas iniciais da leucemia costumam ser inespecíficos e podem se parecer com problemas frequentes do dia a dia. Febre, cansaço e dores no corpo podem lembrar uma infecção; fraqueza, palidez e falta de ar podem ser confundidas com anemia por deficiência de vitaminas; e manchas roxas ou sangramentos fáceis podem sugerir distúrbios de coagulação. 

“Isoladamente, esses sintomas geralmente têm causas simples. Mas, quando persistem, aparecem em conjunto ou pioram, é fundamental procurar avaliação médica”, orienta a especialista.
 

7. Nem toda leucemia é tratada com quimioterapia 

Atualmente, nem todas as leucemias exigem tratamento com quimioterapia tradicional. Algumas crescem lentamente e podem ser apenas acompanhadas, sem necessidade de tratamento imediato, como ocorre em certos casos de leucemia linfóide crônica. Outras precisam de tratamento rápido, mas contam com alternativas modernas.

Entre as opções estão terapias-alvo, que agem diretamente nas células doentes, imunoterapia, transplante de medula óssea e a terapia CAR-T, indicada em situações específicas. “O tipo de tratamento depende do tipo de leucemia, da fase da doença e das condições clínicas de cada paciente”, conclui Dra. Lisa.
  
 

Instituto de Oncologia de Sorocaba



Treinar até a exaustão pode estar sabotando seus resultados

Dor persistente, fadiga diária e queda de desempenho indicam desequilíbrio entre carga, recuperação e adaptação física


Você treina, sente dor, sai exausto e acredita que isso é sinal de evolução. Nem sempre é. Em muitos casos, o corpo não está progredindo, está pedindo ajuste. Saber diferenciar adaptação de excesso é o que separa quem evolui com consistência de quem entra em ciclos de dor, queda de desempenho e frustração. “A dor faz parte do estímulo, mas o ponto não é sentir dor. É entender que tipo de dor é essa e o que acontece com ela nos dias seguintes”, explica Junior Carvalho, preparador físico de atletas.

A chamada dor muscular tardia é considerada uma resposta fisiológica normal, especialmente quando há aumento de carga, intensidade ou introdução de movimentos novos. Estudos indicam que ela costuma surgir entre 12 e 24 horas após o treino, atingir pico entre 24 e 72 horas e diminuir progressivamente conforme o músculo se recupera.

Dor articular ou muito localizada, diferente da dor muscular difusa, costuma indicar sobrecarga ou falhas de execução. Pontadas agudas, sensação de instabilidade, estalos acompanhados de dor ou desconforto unilateral persistente não fazem parte de um processo saudável de adaptação.

Outro sinal importante é a dor que não melhora com o descanso. Quando o estímulo é adequado, o corpo responde com recuperação e ganho funcional. Quando a dor persiste, piora a cada sessão ou obriga mudanças no movimento, o treino precisa ser revisto.

A queda de performance sem causa aparente também é um marcador clássico. Um consenso publicado no International Journal of Sports Physiology and Performance aponta que redução de rendimento associada a fadiga constante costuma estar ligada ao desequilíbrio entre carga de treino, estresse e recuperação.

Há ainda o cansaço que atravessa o dia. “Não se trata apenas de sair cansado da sessão, mas de acordar exausto, perder disposição para tarefas simples e sentir o corpo pesado de forma contínua”, pontua Júnior.

Treinar sempre no limite agrava esse cenário. Revisões do British Journal of Sports Medicine mostram que esportes de força e alta intensidade apresentam maior incidência de lesões quando o praticante permanece por longos períodos próximo do máximo, sem variação de estímulo. Lombar, pelve, ombros e cotovelos estão entre as regiões mais afetadas.

Em situações raras, mas graves, sintomas como dor muscular extrema, inchaço significativo, fraqueza intensa e urina escura podem indicar rabdomiólise, condição que exige atendimento médico imediato.

“Treinar bem não é treinar menos. É treinar com inteligência. Progredir com método, ajustar uma variável por vez e alternar dias intensos com sessões leves ou moderadas faz parte do processo. Recuperação é pilar e não pode ser tratada como complemento. Sono, alimentação e hidratação sustentam qualquer evolução consistente. Aprender a diferenciar a dor muscular normal do pós-treino de uma dor articular ou de uma dor que não melhora por má recuperação é tão importante quanto executar um exercício corretamente”, resume o preparador físico.

Quando o treino passa a comprometer o sono, reduzir o rendimento e acumular dores articulares, o corpo deixa de responder com adaptação e passa a sinalizar excesso. Evoluir não é sair sempre destruído, é respeitar o tempo do corpo, ajustar estímulos e permitir que a recuperação sustente o progresso. No fim, desempenho é sobre inteligência, consistência e longevidade e não sobre suportar mais dor.

 


Junior Carvalho - preparador físico de atletas, formado em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e pós-graduado em Treinamento Físico Individualizado. Com mais de 27 anos de atuação, construiu carreira sólida no alto rendimento, transitando entre o judô, o jiu-jitsu e o CrossFit. É campeão mundial de jiu-jitsu pela IBJJF em 2005, faixa preta de jiu-jitsu e judô, e responsável pela preparação de atletas com resultados expressivos no cenário nacional e internacional. Entre seus principais cases está o trabalho com atletas master no CrossFit Games, incluindo vice-campeonato mundial em 2022 e terceiro lugar em 2024. Sócio e coach do Hangar CrossFit Bauru, Junior desenvolveu a metodologia TSI – Treinamento Sustentável Inteligente, focada em performance, recuperação e longevidade esportiva, aplicada hoje em atletas de elite e praticantes avançados.


Maquiagens e fantasias inadequadas podem trazer riscos à saúde infantil no Carnaval

Endocrinologista pediatra e docente de medicina da UniMAX alerta para riscos à saúde da pele, ao desenvolvimento hormonal e para a adultização precoce das crianças durante a folia

 

Com a chegada do Carnaval, período marcado por alegria, cores e brincadeiras, é importante redobrar a atenção aos cuidados com a saúde infantil. O uso inadequado de maquiagens, glitters e fantasias pode trazer riscos à pele e ao desenvolvimento das crianças, além de reforçar um processo precoce de adultização. O alerta é da endocrinologista pediatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco.

Segundo a especialista, maquiagens desenvolvidas para adultos não são indicadas para o público infantil, já que podem conter fragrâncias, conservantes e corantes em concentrações inadequadas para a pele das crianças. “A pele infantil é mais sensível e permeável, o que aumenta o risco de dermatites de contato, irritações nos olhos e reações alérgicas”, explica.

Outro ponto de atenção envolve os chamados desreguladores endócrinos, substâncias presentes em alguns cosméticos que podem interferir no funcionamento natural dos hormônios. De acordo com a docente, durante a infância, o sistema hormonal ainda está em desenvolvimento e a pele é mais permeável, o que torna a criança mais suscetível à absorção dessas substâncias.

Embora o uso eventual não determine, por si só, um problema de saúde, a orientação é evitar produtos não indicados para crianças, já que a exposição a desreguladores endócrinos é considerada cumulativa ao longo da vida, e a infância é um período de maior vulnerabilidade biológica.

O uso de glitter comum e tintas faciais que não são próprias para crianças também merece cuidado. Esses produtos podem causar microlesões na pele, irritações oculares, dermatites e até infecções, além do risco de inalação ou ingestão acidental, especialmente entre crianças menores.

As fantasias também entram na lista de atenção. Muitas são confeccionadas com tecidos sintéticos, quentes e pouco respiráveis. Em dias de calor intenso, comuns em diversas cidades do Brasil durante o período do Carnaval, esses materiais favorecem as assaduras, coceiras, dermatites e infecções de pele, principalmente em áreas de dobra, como pescoço, axilas e virilhas. O calor, o suor e o atrito da roupa com a pele potencializam ainda mais esses problemas, sobretudo em bebês e crianças pequenas.

Além dos riscos físicos, a médica destaca a importância de refletir sobre a adultização infantil. “O uso de maquiagens pesadas, roupas e fantasias sexualizadas ou inspiradas em padrões adultos pode antecipar comportamentos e expectativas que não são adequados à infância”, afirma. Para ela, a infância deve ser um período de brincar, imaginar e se expressar de forma lúdica e segura, sem a necessidade de reproduzir estéticas ou comportamentos do mundo adulto.

Para garantir um Carnaval mais seguro, a recomendação é optar exclusivamente por maquiagens e tintas com indicação para uso infantil e procedência confiável, evitar glitter comum e produtos sem rotulagem adequada, priorizar fantasias de algodão ou tecidos leves e respiráveis, além de evitar roupas apertadas, com muitos elásticos ou acessórios rígidos. Também é fundamental retirar a maquiagem assim que a criança chegar em casa, utilizando sabonete suave.

Com informação e escolhas simples, o Carnaval pode ser um momento saudável, divertido e seguro. “O cuidado começa na prevenção e na preservação da infância, garantindo que as crianças possam aproveitar essa fase de forma leve, protegida e adequada à sua idade”, conclui a especialista.

 

Lívia Franco - médica endocrinologista pediatra, coordenadora pedagógica da 3ª série e docente do curso de Medicina da UniMAX, em Indaiatuba (SP). Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2017), realizou Residência Médica em Pediatria no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC) e em Endocrinologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Possui MBA em Gestão em Saúde pela USP e pós-graduação em Educação Médica com foco em Metodologias Ativas (Grupo UniEduK).


Prescrição de medicamentos psiquiátricos por endocrinologistas cresce e aponta tendência no cuidado metabólico

Levantamento indica que saúde mental segue ganhando espaço além da psiquiatria, com mais indicações de tratamento e nova dinâmica na prática médica

 

Quase 1 em cada 5 receitas de medicamentos para saúde mental no Brasil já é prescrita por médicos de outras especialidades, aponta levantamento da Memed, marca líder e pioneira em prescrição digital no país, com base em dados dos últimos 24 meses. A análise indica uma tendência de mudança estrutural no tratamento do bem-estar psicológico, com especialidades fora da psiquiatria, em especial a endocrinologia, entre os profissionais que mais aumentaram as indicações a desses medicamentos no período.

Os dados apontam que os médicos especializados em distúrbios hormonais e metabólicos passaram a receitar mais antidepressivos, com um aumento de 61% nas prescrições de medicamentos antagonistas dos receptores 5-HT2 e de 37% em antidepressivos duais (ISRSN). Para a Memed, esse movimento reflete a consolidação de um uso funcional de classes tradicionalmente associadas à psiquiatria no manejo de demandas metabólicas.

“Esse uso não está ligado a um aumento de diagnósticos psiquiátricos nessas especialidades, mas a uma ampliação das estratégias terapêuticas para lidar com comorbidades frequentes no cuidado metabólico”, pontua Fábio Tabalipa, Diretor Médico e Head de Dados da Memed. “O que acontece é que os endocrinologistas têm recorrido cada vez mais aos antidepressivos como complemento ao tratamento da obesidade, já que esses medicamentos auxiliam no alívio de sintomas associados à comorbidade, como ansiedade e distúrbios do sono”. 

Apesar dessas mudanças, a psiquiatria segue como a principal responsável pelo volume de prescrições de medicamentos para saúde mental, concentrando cerca de 81% do total, o que reforça a maturidade do mercado, com crescimento estável, enquanto a alta recente das prescrições ocorre de forma mais acelerada fora da especialidade.

Entre generalistas, houve aumento de 53% na prescrição de antidepressivos tricíclicos, hoje utilizados para o manejo de dor crônica, distúrbios do sono e ansiedade, além da depressão; e de 49% nos antagonistas de receptores associados à regulação do sono. Já entre clínicos médicos, o crescimento foi de 34%, com destaque para os estabilizadores de humor. Esses dados indicam que o cuidado com saúde mental está sendo redistribuído entre especialidades, impactando a jornada do paciente, que passa a ter início, acompanhamento e ajustes terapêuticos realizados fora do consultório psiquiátrico, o que exige novos protocolos, maior coordenação entre especialidades e apoio tecnológico à prática clínica.

“O aumento das prescrições psiquiátricas por profissionais de outras especialidades reflete uma mudança de olhar: hoje, muitos médicos já reconhecem que não é mais viável separar o cuidado com a saúde mental do tratamento das doenças crônicas”, explica Tabalipa.

O estudo ainda revela que antidepressivos antagonistas dos receptores 5-HT2 e antipsicóticos em baixas dosagens estão presentes em cerca de 30% das prescrições de saúde mental feitas por generalistas e clínicos médicos, indicando que sintomas como insônia, fadiga e desregulação do ritmo circadiano são o ponto inicial de abordagem dessas demandas fora da psiquiatria. 

No mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, cujo foco é ampliar o debate sobre acesso, diagnóstico e cuidado contínuo, os dados analisados pela Memed indicam que a saúde mental deixou de ser tratada de forma isolada e passou a integrar aspectos psíquicos, metabólicos e funcionais, transformando a forma como diferentes especialidades respondem às demandas de saúde no Brasil.

  

Memed
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