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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Ampliação do rastreamento do câncer de mama no SUS, avanço e desafio no acesso à mamografia em São Paulo

 

JuiceFlair

No Dia da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, Sociedade Brasileira de Mastologia Regional São Paulo alerta para necessidade do rastreamento e na precisão do diagnóstico do câncer de mama, especialmente nos estágios iniciais da doença 

 

A ampliação da recomendação da mamografia a partir dos 40 anos no SUS, segundo lei do final de 2025, representa um avanço importante para a saúde da mulher. Ao mesmo tempo, segundo avaliação da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional São Paulo, o novo cenário amplia um desafio já conhecido. A baixa adesão histórica ao rastreamento mamográfico tende a ganhar ainda mais relevância com a inclusão de um contingente maior de mulheres na população-alvo do exame.

Esse desafio não é recente e apesar das medidas governamentais estarem sendo tomadas ainda há o que se fazer. Os últimos levantamentos disponíveis, anteriores à mudança dos parâmetros do Ministério da Saúde em setembro do ano passado, indicavam que em 2024 São Paulo registrava mais de 15 mil mulheres aguardando na fila para realizar a mamografia. Esse cenário ocorria mesmo com a existência de equipamentos no Estado em quantidade acima da média nacional, parte deles operando com ociosidade. A concentração da realização dos exames em períodos específicos do ano, como campanhas pontuais, contribui para a formação dessas filas e para a sobrecarga temporária do sistema. Dados do Atlas da Radiologia no Brasil 2025 apontam que o tempo médio de espera para a realização da mamografia no Estado de São Paulo chegou a 43 dias, prazo superior ao previsto na Lei nº 13.896/2019, que estabelece o intervalo máximo entre a consulta e a confirmação diagnóstica do câncer, evidenciando o impacto dessa dinâmica no acesso oportuno ao exame.

Com mais de 46 milhões de habitantes e cerca de 60% da população dependente do SUS, o Estado de São Paulo concentra o maior número de mamógrafos do País. São 1.523 equipamentos, dos quais 647 em uso na rede pública. Ainda assim, parte desses aparelhos opera com ociosidade, evidenciando que o principal desafio não está na quantidade de equipamentos disponíveis, mas na adesão das mulheres ao rastreamento regular.

Atualmente, apenas cerca de 30% do público-alvo realiza a mamografia conforme a recomendação. Com a ampliação da faixa etária, esse contingente de mulheres que ainda não fazem o exame tende a crescer. Entre os fatores que explicam esse cenário estão a desinformação, o medo do diagnóstico, inseguranças em relação ao procedimento e falhas na orientação ao longo da jornada de cuidado.

Para o mastologista Fábio Bagnoli, presidente da SBM Regional São Paulo, o momento exige um olhar ampliado sobre o rastreamento. “A ampliação da indicação da mamografia é positiva e vinha sendo defendida e solicitada pela Sociedade Brasileira de Mastologia há muito tempo. Trata-se de um avanço importante, que precisa vir acompanhado de estratégias contínuas de informação e conscientização. Mesmo com os progressos que vêm sendo registrados no Estado de São Paulo no cuidado com a saúde da mulher, o grande desafio é fazer com que as mulheres compreendam a importância do exame mamográfico e mantenham a regularidade ao longo dos anos”, avalia.

Outro ponto relevante é a baixa procura pela mamografia de forma regular ao longo de todo o ano. A realização do exame concentrada apenas em períodos de campanha não substitui o rastreamento contínuo, que é fundamental para a detecção precoce. A ausência de acompanhamento periódico pode atrasar o diagnóstico, já que, em poucos meses, um tumor pode apresentar crescimento ou mudanças significativas. Esperar apenas os períodos de maior mobilização compromete a efetividade da prevenção e aumenta o risco de descoberta da doença em estágios mais avançados.

Segundo o mastologista José Luis Esteves Francisco, coordenador da comissão de Imaginologia Mamária da SBM São Paulo, a mamografia permanece como a principal estratégia para reduzir a mortalidade por câncer de mama, ao permitir o diagnóstico em fases iniciais e tratamentos menos agressivos. Estudos indicam que mulheres que participam regularmente do rastreamento apresentam redução de 40% a 50% no risco de morte pela doença em até dez anos após o diagnóstico, reforçando a importância da regularidade do exame como ferramenta de prevenção.

Segundo a SBM, o índice considerado adequado seria atingir ao menos 70% de cobertura da população-alvo. “O rastreamento só é efetivo quando ocorre de forma sistemática. A mamografia realizada de forma esporádica perde parte de seu efeito protetor e aumenta o risco de diagnóstico tardio”, explica José Luis.

A entidade também chama atenção para a precisão diagnóstica. Pesquisas já divulgadas pela Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que ainda há dificuldade, por parte de profissionais de saúde em geral, na identificação do câncer de mama, especialmente nos estágios iniciais. Essa limitação pode atrasar o diagnóstico e impactar diretamente as chances de cura.

“Isso reforça a importância do acompanhamento com o mastologista, que é o especialista na saúde da mama. Evidências mostram que o diagnóstico realizado por esse profissional tende a ser mais assertivo, principalmente nas fases iniciais da doença, quando as possibilidades de tratamento menos agressivo e de cura são maiores”, destaca Bagnoli.

O cenário também se reflete na rede privada. Embora os planos de saúde e o atendimento particular já trabalhassem historicamente com uma faixa etária de rastreamento mais ampla, conforme recomendação da SBM, problemas como desinformação, medo e falhas de orientação também afastam mulheres do exame. Como consequência, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases mais avançadas.

“O enfrentamento do câncer de mama passa por informação contínua, estímulo à prevenção, diagnóstico precoce e acesso a tratamento de qualidade. Esse cuidado precisa alcançar todas as mulheres, independentemente de estarem no SUS, na rede suplementar ou no atendimento particular”, conclui Bagnoli.


Câncer além do corpo: o impacto invisível que também precisa de cuidado

Estudo aponta altos índices de ansiedade e depressão entre pacientes, e especialistas reforçam que saúde mental é parte essencial do tratamento oncológico

 

Quando se fala em câncer, a atenção costuma se concentrar nos desafios físicos da doença, mas cresce o alerta para um impacto igualmente relevante: o emocional. Um estudo publicado na Frontiers, editora de periódicos científicos, revelou que 25% dos pacientes com câncer apresentam sintomas de depressão, e até 45% relatam níveis elevados de ansiedade. O diagnóstico e o tratamento impõem mudanças profundas na rotina, nas relações e na forma de lidar com o futuro, afetando pacientes, familiares e cuidadores. 


De acordo com a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, o cuidado emocional deve caminhar junto com o tratamento médico. “O câncer não afeta apenas o corpo físico, ele atravessa a identidade, os vínculos e a forma como a pessoa se percebe no mundo. O diagnóstico provoca impactos profundos na vida emocional e psicológica, levando muitos pacientes a se enxergarem de maneira diferente, já que o corpo deixa de ser apenas um meio de existir e passa a ser também um lugar de medo, incerteza e vigilância constante. Ansiedade, tristeza profunda e sensação de impotência são reações comuns, e precisam ser acolhidas sem julgamento”, explica.


Dra. Mariana afirma que o acompanhamento psicológico deve ser compreendido como parte integrante do tratamento do câncer. Segundo ela, a psicologia oferece um espaço ético, sigiloso e protegido, no qual o paciente pode falar livremente sobre medos, angústias, raiva, culpas e incertezas, sem a pressão de “ser forte o tempo todo”. 


Nesse sentido, a psicóloga afirma, ainda, que esse cuidado contribui para a elaboração emocional, reduz sintomas de ansiedade e depressão, melhora a adesão ao tratamento médico e favorece a qualidade de vida. “Trabalhar emoções não significa pensar positivo a qualquer custo, mas compreender e reorganizar a experiência interna, promovendo mais autonomia, dignidade e humanidade no processo de cuidado”, enfatiza.


O impacto emocional também se estende aos familiares, que frequentemente assumem o papel de cuidadores e vivem sob constante tensão. Por isso, falar sobre saúde mental em períodos como esse é fundamental para reduzir o estigma, estimular o acolhimento e fortalecer redes de apoio. Dessa forma, a especialista lista 8 dicas importantes para ajudar a manter a saúde mental mais forte em um período difícil:

  1. Permita-se sentir: tristeza, medo e insegurança fazem parte do processo; não reprima emoções.
  2. Busque apoio profissional: acompanhamento psicológico ajuda a elaborar sentimentos e reduzir o sofrimento.
  3. Mantenha vínculos: conversar com pessoas de confiança diminui o isolamento emocional.
  4. Respeite seus limites: descanso, pausas e autocuidado não são luxo, são necessidade.
  5. Cultive pequenas rotinas de bem-estar: atividades simples, como caminhar, ouvir música ou praticar respiração consciente, ajudam a estabilizar as emoções.
  6. Evite comparações com outros pacientes: cada experiência é única, assim como o tempo de adaptação, as reações emocionais e o percurso de cada pessoa.
  7. Permita-se pedir ajuda quando necessário: contar com familiares, amigos ou profissionais não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesmo.
  8. Reconheça que cuidar da saúde mental também é uma forma de cuidar do corpo: emoções influenciam diretamente o bem-estar físico e a adesão ao tratamento.

A psicóloga reforça que, em cenários marcados pela incerteza e pelo sofrimento, cuidar da saúde mental é uma dimensão fundamental do tratamento e da qualidade de vida, e segundo a mesma, esse cuidado deve ser entendido como um gesto de dignidade, fortalecimento e esperança. “Não sabemos o tamanho do nosso potencial até que a vida nos convide a um autodesafio. Buscar apoio psicológico não é sinal de fraqueza, desistência ou falta de fé, mas uma atitude responsável de quem cuida da própria saúde emocional”, conclui a especialista.

 

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Mamografia salva vidas e é decisiva para diagnóstico precoce do câncer de mama

 Dia Nacional da Mamografia chama atenção para o acesso ao exame e a realização periódica do rastreamento 

 

O Dia Nacional da Mamografia, celebrado nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, evidencia em todo o Brasil a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do acesso regular ao principal exame de rastreamento da doença. A data, instituída pela Lei nº 11.695/2008, mobiliza a Associação Médica do Rio Grande do Sul e a Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional RS para esclarecer dúvidas, combater mitos e sensibilizar as mulheres sobre a realização periódica da mamografia, capaz de identificar lesões ainda não palpáveis e elevar as chances de cura para índices próximos a 95%. 

A mamografia é reconhecida como um dos exames que mais salvam vidas. Estudos apontam que o rastreamento adequado pode reduzir em até 45% a mortalidade por câncer de mama, justamente por permitir a identificação da doença em fases iniciais, quando os tratamentos tendem a ser menos agressivos e mais eficazes. No Brasil, o exame está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população feminina à prevenção. 

"Até hoje, não existe outro método mais eficaz do que a mamografia, exame de imagem que utiliza raio-x de baixa dose, para detectar microcalcificações, que muitas vezes representam fases muito iniciais do câncer de mama", afirmou a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RS (SBM-RS), Dra. Betina Vollbrecht. "Na maioria das vezes, conseguimos fazer o diagnóstico antes mesmo de qualquer sintoma ou alteração palpável, o que muda completamente o prognóstico da paciente", completa. 

Além de reforçar a importância do rastreamento, a data também é um momento para orientar sobre os cuidados antes do exame. Segundo a médica, cuidados simples precisam ser observados: no dia da mamografia, é fundamental evitar o uso de desodorantes, cremes, talcos ou perfumes na região das mamas e axilas, pois esses produtos podem interferir na qualidade da imagem. Também é indicado levar exames anteriores ou, quando disponíveis apenas em formato digital, as senhas de acesso, para permitir a comparação adequada. 

Outro ponto que costuma gerar apreensão entre as mulheres é o desconforto durante o procedimento. 

"A mamografia é um exame rápido. Pode haver uma leve pressão na mama, necessária para obter imagens de boa qualidade, mas a prática dura poucos minutos e não impõe nenhuma restrição após a realização", explica Dra. Betina. A mastologista também recomenda, sempre que possível, que mulheres que ainda menstruam agendem o exame fora do período menstrual, quando as mamas costumam estar menos sensíveis. 

De acordo com a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia de rastreamento deve ser realizada anualmente em mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos. Já aquelas com histórico familiar de câncer de mama devem individualizar o acompanhamento, podendo iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica.

 

 Marcelo Matusiak

 

Obesidade no Brasil avança e também alavanca diagnósticos de diabetes

Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que 60% dos brasileiros sofrem com o excesso de peso, um problema que influencia diretamente nos casos de diabetes que apresentou um crescimento de 135% em 18 anos.
 


A obesidade já é considerada uma epidemia no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 60% dos brasileiros adultos apresentam excesso de peso e cerca de 25% vivem com obesidade. Esse cenário impacta diretamente o aumento dos casos de diabetes tipo 2, que segundo pesquisas do Vigitel, aumentou em 135% nos últimos 18 anos. A doença crônica, quando não controlada, pode desencadear complicações severas que incluem problemas vasculares e o desenvolvimento de feridas crônicas nos membros inferiores. 

Estima-se que aproximadamente 25% das pessoas com diabetes desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida. Essas lesões, conhecidas como pé diabético, podem evoluir para infecções graves e amputações. No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde indicam que cerca de 50 mil amputações relacionadas ao diabetes são realizadas anualmente, evidenciando o impacto clínico, social e econômico da doença. Somente em 2022, os gastos públicos com amputações ultrapassaram R$ 799 milhões. 

Diante desse cenário, terapias regenerativas vêm ganhando espaço como alternativas para apoiar a cicatrização e a preservação dos membros. Entre elas, destaca-se o protocolo One STEP®, que utiliza células obtidas do tecido adiposo do próprio paciente e tem sido aplicado especialmente em casos de pé diabético e feridas de difícil cicatrização associadas ao comprometimento vascular. 

Um estudo de caso publicado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular acompanhou sete pacientes com diabetes e doença vascular periférica grave nos membros inferiores, todos com risco elevado de amputação. Após oito meses de acompanhamento com a aplicação do protocolo regenerativo One STEP®, cinco pacientes apresentaram fechamento completo das lesões e os outros dois evoluíram de úlceras profundas para lesões superficiais. Durante o período do estudo, não houve necessidade de amputação entre os participantes. 

O procedimento envolve a coleta de tecido adiposo por meio de lipoaspiração minimamente invasiva. O material é processado no próprio centro cirúrgico e aplicado na área afetada. As células autólogas atuam estimulando a regeneração dos tecidos, a formação de novos vasos sanguíneos e a melhora da circulação local, contribuindo para a redução da inflamação e aceleração da cicatrização. Essa abordagem tem sido considerada especialmente relevante em pacientes com limitações terapêuticas e baixa resposta aos tratamentos convencionais. 

Segundo o cirurgião Felipe Figueiró, especialista em medicina regenerativa, estratégias que favoreçam a preservação do membro podem transformar o prognóstico dos pacientes. “A possibilidade de estimular a cicatrização em feridas complexas pode contribuir para a redução de amputações, com impacto direto na qualidade de vida e também nos custos assistenciais”, explica.



One STEP®
onestepbrasil.com.br

 

O impacto Penal e Sanitário do mercado clandestino das canetas emagrecedoras

  

A crescente popularização de medicamentos destinados ao tratamento da obesidade e, também, ao emagrecimento rápido - como a Tirzepatida, comercializada no Brasil como Mounjaro, e a Retatrutida, ainda sem registro sanitário nacional -, alimenta um mercado clandestino que mistura graves riscos à saúde dos usuários com sérias consequências penais. A aparência inofensiva dos frascos coloridos e das “canetinhas” oculta a complexa engrenagem criminosa que os coloca nas mãos do consumidor final. 

Embora permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Mounjaro acessou o território nacional sem o devido pagamento de tributos. Por si só, isso já configura descaminho - previsto no artigo 334 do Código Penal, com condenação que pode chegar a 4 anos de prisão. Já a Retatrutida, por não ter registro no Brasil, enquadra-se no crime de contrabando, definido no artigo 334‑A, cuja pena varia de 2 a 5 anos. 

Nesta esteira de raciocínio, há, ainda, a violação à Legislação de Saúde Pública. Fármacos sem registro ou comercializados sem controle adequado, afinal, podem caracterizar delito previsto no artigo 273 do Código Penal, que protege a coletividade contra produtos de procedência duvidosa, adulterados e/ou introduzidos no mercado sem supervisão técnica. 

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha afastado a pena originalmente bastante elevada, tal conduta segue tipificada e continua sendo um dos instrumentos mais importantes de enfrentamento ao mercado ilegal de remédios. Estamos falando de um crime equiparado a hediondo quando envolve falsificação ou adulteração - regime que reforça o risco concreto que essas mercadorias destinadas a protocolos de emagrecimento representam. 

Medicamentos como Tirzepatida e Retatrutida exigem transporte em cadeia fria, controle estrito de temperatura e acompanhamento médico regular para sua administração. Frascos adquiridos de forma clandestina podem ter sido expostos ao calor, armazenados sem cuidados mínimos ou até conter substâncias diferentes das exaustivamente anunciadas. Os relatos médicos são claros e servem de alerta: o uso inadequado destes fármacos ou a utilização de frascos mal acondicionados ou adulterados pode causar pancreatite, hipoglicemia grave e distúrbios gastrointestinais severos - só para citar algumas das complicações potencialmente fatais. 

E, não menos importante: quem compra estes produtos na economia subterrânea, em geral a preços muito abaixo do que é praticado convencionalmente nas farmácias, e sem qualquer documento fiscal, pode responder por receptação - infração prevista no artigo 180 do Código Penal. 

A soma destes fatores revela um cenário que ultrapassa a simples tentativa de quem busca perder peso rapidamente. Movimenta-se toda uma cadeia transgressora que envolve fronteiras, redes de distribuição clandestinas, riscos sanitários e prejuízos tributários expressivos. A repressão penal encontra fundamento na segurança e na proteção da saúde da população, que é quem, no fim das contas, mais perde com a busca por soluções milagrosas para “entrar no shape”. 

É fundamental que a sociedade compreenda que saúde não se compra em porta de carro e em rede social ou nem se importa em mala de viagem seja de quem for. Medicamento é coisa séria e quando entra no País pelas vias erradas, passa a ser caso de Polícia.




Dra. Celeste Leite dos Santos - promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público (MP) de São Paulo; doutora em Direito Civil; mestre em Direito Penal; presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima); idealizadora do Estatuto da Vítima, da Lei de Importunação Sexual, e da Lei Distrital de Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos (Avarc); e coordenadora científica da Revista Internacional de Vitimologia e Justiça Restaurativa.


Fevereiro Roxo: reconhecer os primeiros sinais do Alzheimer é essencial para o diagnóstico precoce

Campanha chama a atenção para uma das principais causas de demência no mundo e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados contínuos com pacientes e familiares

 

O Fevereiro Roxo é um convite à conscientização sobre doenças neurológicas, entre elas o Alzheimer, condição progressiva que afeta a memória, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Considerada a forma mais comum de demência, a doença impacta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também famílias e cuidadores, exigindo informação, acompanhamento e rede de apoio.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. No Brasil, calcula-se que mais de 1 milhão de pessoas convivam com a doença, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Apesar disso, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, muitas vezes confundido com alterações naturais da idade.

 

Primeiros sinais e diagnóstico

O médico neurologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Vinícius Oliveira Rodrigues, os sintomas iniciais do Alzheimer vão além do esquecimento ocasional. “Dificuldade para lembrar informações recentes, repetir perguntas com frequência, desorientação no tempo e no espaço, alterações de humor, perda de interesse por atividades habituais e dificuldade para realizar tarefas simples podem ser sinais de alerta", comenta o neurologista.

O diagnóstico é clínico e envolve avaliação médica detalhada, testes cognitivos, exames laboratoriais e de imagem, que ajudam a descartar outras causas e identificar a doença em fases iniciais — etapa fundamental para retardar sua progressão e planejar os cuidados.

“Quanto mais cedo o Alzheimer é identificado, maiores são as chances de preservar a autonomia do paciente por mais tempo”, explica o médico e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco.. “O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que ajudam a controlar os sintomas, além de orientar a família sobre adaptações necessárias e cuidados futuros", acrescenta o Dr. Vinicius.


Prevenção e fatores de risco

Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, estudos indicam que até 40% dos casos podem estar associados a fatores de risco modificáveis. Manter uma rotina de atividades físicas, alimentação equilibrada, controle de doenças como hipertensão e diabetes, estímulo cognitivo, sono de qualidade e vida social ativa são medidas que contribuem para a saúde do cérebro.

“Evitar o tabagismo, reduzir o consumo excessivo de álcool e cuidar da saúde mental também fazem parte da prevenção, especialmente ao longo da vida adulta", pontua o Dr. Vinicius, neurologista e docente da Afya de Pato Branco.


Cuidados e qualidade de vida

O tratamento do Alzheimer envolve abordagem multidisciplinar, com uso de medicamentos para controle dos sintomas e acompanhamento contínuo. O apoio emocional e a orientação aos cuidadores são essenciais, já que a progressão da doença exige adaptações na rotina e no ambiente familiar.

“O Fevereiro Roxo reforça que informação é uma forma de cuidado. Reconhecer os sinais, buscar ajuda especializada e adotar hábitos saudáveis são passos importantes para enfrentar o Alzheimer com mais qualidade de vida, dignidade e acolhimento", conclui o médico e docente da Afya Pato Branco.

 

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Dia do Dermatologista: genética e tecnologia ampliam a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças de pele

Pesquisa revela que mais da metade dos brasileiros nunca foi ao dermatologista


No Dia do Dermatologista, celebrado em 5 de fevereiro, especialistas chamam atenção para um dado preocupante: mais da metade dos brasileiros nunca foi ao dermatologista. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, realizada com mais de 2 mil pessoas em todo o país, 54% da população jamais passou por uma consulta dermatológica, mesmo reconhecendo que problemas de pele não se resolvem sozinhos.

O cenário reforça a importância do acompanhamento regular com o dermatologista, especialmente diante do avanço de tecnologias que ampliam a capacidade de prevenção, diagnóstico precoce e personalização dos tratamentos, como os testes genéticos e o sequenciamento do genoma.


Desigualdade no acesso ao cuidado dermatológico

Estudo conduzido pela L’Oréal em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, divulgado em 2025, aponta desigualdades relevantes no acesso ao cuidado com a pele. Homens, pessoas negras e indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica são os que menos procuram o dermatologista — um desafio adicional para a saúde pública e para a prevenção de doenças cutâneas.

Nesse contexto, ferramentas que aumentam a assertividade diagnóstica e ajudam a identificar riscos antes do aparecimento dos sintomas tornam-se ainda mais estratégicas.


Genética e câncer de pele: prevenção personalizada

Entre essas ferramentas, o sequenciamento genético por NGS (next generation sequencing) tem ganhado protagonismo. A tecnologia permite identificar predisposições hereditárias ao câncer de pele, como melanoma, possibilitando a adoção de estratégias de rastreamento e prevenção mais rigorosas e individualizadas.

“O sequenciamento genético consegue detectar diferentes tipos de alterações, desde pequenas variantes até mudanças estruturais mais complexas. Um exemplo é o gene CDKN2A: variantes patogênicas estão associadas a um risco de até 50% de desenvolvimento de melanoma ao longo da vida”, explica Cristovam Scapulatempo Neto, diretor médico de Patologia e Genética da Dasa Genômica.

Além do melanoma, a genética também auxilia na identificação de síndromes raras, como a Síndrome de Gorlin (ou Síndrome do Carcinoma Basocelular Nevoide), geralmente associada a mutações no gene PTCH1. “Essa alteração torna o paciente extremamente propenso ao carcinoma basocelular, o tipo de câncer de pele mais comum no mundo”, destaca o especialista.


O papel do dermatologista na antecipação dos cuidados

O diagnóstico genético é especialmente relevante porque algumas dessas condições podem se manifestar ainda na juventude, diferentemente da maioria dos tumores de pele, tradicionalmente associados ao dano solar acumulado ao longo dos anos. A identificação precoce permite que o dermatologista estabeleça um plano de acompanhamento contínuo e preventivo, reduzindo riscos e complicações futuras.

“A genética permite abordagens muito mais precisas na prevenção, principalmente na identificação de pacientes com alto risco para doenças de pele, como o melanoma”, afirma Luísa Juliatto, médica coordenadora do Núcleo de Dermatologia do Alta Diagnósticos.

Segundo a especialista, os testes genéticos hereditários costumam ser indicados, por exemplo, quando há histórico familiar de três ou mais casos de melanoma. “Esse mapeamento é essencial não apenas para o paciente, mas para toda a família, permitindo que parentes também sejam testados e acompanhados”, explica.


Núcleos especializados fortalecem a dermatologia preventiva

O avanço da medicina preventiva também impulsionou a criação de núcleos especializados em dermatologia no Brasil. Na Dasa, o Núcleo de Dermatologia do Alta Diagnósticos reúne, em um único espaço, exames de imagem, procedimentos diagnósticos e terapêuticos que apoiam a dermatologia clínica e cirúrgica, cosmiatria, oncologia cutânea e tricologia.

Entre os serviços oferecidos estão dermatoscopia, mapeamento de nevos, tricoscopia, ultrassom da pele, biópsias, dermatopatologia e pequenos procedimentos ambulatoriais.

“O cuidado integrado, aliado à genética, não substitui os hábitos preventivos, mas os potencializa. Pacientes com predisposição genética precisam redobrar a atenção com exposição solar e manter consultas dermatológicas mais frequentes. No Dia do Dermatologista, reforçamos que a prevenção começa com informação, acompanhamento especializado e uso inteligente da tecnologia”, conclui Luísa Juliatto.

 

 

Referências:

1. https://cloud.crm.dermaclub.com.br/dossie-brasil-a-flor-da-pele

2. https://portal.afya.com.br/saude/pesquisa-mostra-que-90-milhoes-de-brasileiros-nunca-foram-ao-dermatologista?


Cinco crenças comuns sobre o câncer que podem prejudicar o tratamento

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Especialistas do Sírio-Libanês explicam por que hábitos cotidianos fazem diferença mesmo após o diagnóstico

 

Embora fatores como genética e envelhecimento sejam inevitáveis, a oncologia moderna reforça que o que pode ser modificado tem impacto direto sobre a doença, não apenas na prevenção, mas também na resposta ao tratamento. Estudos1,2 mostram que o chamado “microambiente tumoral”, um sistema que envolve células, metabolismo e resposta imunológica, influencia a progressão e a capacidade de crescimento dos tumores, sendo diretamente influenciado pelas condições sistêmicas do organismo. 

Alimentação, sono, atividade física e redução do estresse estão entre os fatores que controlam esse microambiente, com efeitos sobre processos metabólicos e inflamatórios ligados à evolução do câncer. “Existe uma ideia de que, depois do câncer, nada mais faz diferença. Isso não é verdade”, afirma o oncologista Guilherme Harada, do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, hábitos como se movimentar mais, manter uma dieta equilibrada, estar com a vacinação em dia e cuidar da saúde emocional não apenas auxiliam o tratamento, como ajudam o corpo a enfrentar melhor a doença. 

Abaixo, especialistas do Sírio-Libanês listam cinco mitos sobre a doença.

 

“Açúcar alimenta o câncer” 

Durante o tratamento do câncer, a alimentação passa a integrar a estratégia de cuidado. Pequenos ajustes no prato já mostram impacto comprovado na resposta do organismo, na tolerância aos tratamentos e até na prevenção para que a doença não volte a aparecer. De acordo com Thais Giovaninni, nutricionista do Hospital Sírio-Libanês, padrões alimentares saudáveis ajudam a criar um ambiente menos inflamatório e mais favorável à recuperação. “Não existe alimentação anticâncer. O que existe é um padrão alimentar que garante melhor resposta ao tratamento e ajuda a minimizar efeitos colaterais”, explica. O foco deve estar no consumo regular de frutas, verduras, legumes, grãos integrais, boas fontes de gordura e proteínas adequadas, sempre com orientação personalizada. 

“Dietas muito restritivas podem levar à perda de peso e de massa muscular, aumentando o risco de efeitos colaterais e até levando à interrupção do tratamento”, alerta Thais. O mesmo vale para mitos populares, como a ideia de que o açúcar deve ser totalmente eliminado. “Todas as células do corpo precisam de glicose. O problema é o excesso, especialmente de açúcar adicionado”, afirma. “Buscar constância em boas escolhas, e não a perfeição, é o que realmente protege o paciente ao longo da vida.”

 

“Estou doente, preciso ficar em repouso” 

O medo de “forçar demais” durante a quimioterapia ou a radioterapia ainda paralisa muita gente, inclusive quem nunca teve o hábito de se exercitar. Essa lógica, porém, ficou no passado. Hoje, a medicina é clara ao afirmar que a atividade física, quando bem orientada, é segura, ajuda o organismo a responder melhor ao tratamento e pode reduzir o risco de recidiva. 

“É mito achar que quem nunca fez exercício não pode começar depois do diagnóstico. O exercício faz parte do tratamento”, afirma a médica fisiatra Isabel Chateaubriand Diniz Salles, coordenadora médica do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ela, o movimento contribui para reduzir a inflamação crônica, melhora a resposta imunológica, diminui a resistência à insulina e impacta diretamente a saúde mental. “Não é tudo ou nada. Começar, nem que seja com dez minutos por dia, e progredir até, pelo menos, 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos, associados ao fortalecimento muscular, alongamentos e treino de equilíbrio, é uma estratégia concreta para transformar o corpo e a relação do paciente com a doença”, explica. A prática regular é um dos pilares da prevenção e do controle das doenças crônicas.

 

“Sou forte, não preciso de ajuda” ou “Não quero incomodar” 

O estresse crônico e a ansiedade atrelados à doença mantêm o organismo em estado de alerta, com liberação persistente de cortisol e adrenalina, o que pode prejudicar o sono, aumentar a fadiga, intensificar a dor e dificultar a adesão ao cuidado. “Isso não significa que o estresse cause câncer ou impeça o tratamento de funcionar, mas que o corpo responde melhor quando o sofrimento emocional é reconhecido e cuidado”, explica a psicóloga Patrícia Seta, do Hospital Sírio-Libanês. De acordo com a especialista, sentimentos como medo, tristeza, raiva e insegurança são reações humanas e esperadas, não são sinais de fraqueza. “Cuidar da saúde mental não elimina o medo, mas reduz o sofrimento, melhora a qualidade de vida, favorece a adesão ao tratamento e ajuda o paciente a atravessar a jornada com mais apoio e sentido.”

 

“Vacinas causam doenças, inclusive câncer” 

Hoje, a ciência já reconhece que cerca de 13% dos cânceres no mundo estão associados a infecções evitáveis por imunização, com destaque para o HPV e a hepatite B3. A vacinação contra o HPV pode prevenir até 90%4 dos casos de câncer do colo do útero, além de reduzir de forma significativa tumores de ânus, pênis, orofaringe e vagina. Já a vacina contra a hepatite B está associada a uma queda expressiva na incidência de câncer de fígado em países que adotaram alta cobertura vacinal5. “Vacina também é estratégia de prevenção do câncer”, afirma o oncologista Dr. Guilherme Harada. 

Para quem já está em tratamento oncológico, manter o esquema atualizado é uma medida de proteção essencial, já que têm maior risco de complicações graves por infecções como gripe e pneumonia, o que pode levar a internações e até à interrupção do tratamento. “A vacina não trata o câncer, mas evita intercorrências que fragilizam o organismo e atrapalham o cuidado oncológico”, explica Harada. Segundo ele, vacinas como a da gripe e da covid-19 são, em geral, recomendadas para pacientes oncológicos, com avaliação individual do tipo de tratamento e do momento clínico. “Cuidar da imunização é cuidar das condições para que o tratamento funcione melhor.”

 

“Já tenho câncer, não adianta abandonar o cigarro ou álcool” 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco está relacionado a cerca de 25%6 de todas as mortes por câncer, sendo o principal fator de risco para tumores de pulmão, boca, laringe, esôfago, bexiga e pâncreas, enquanto o álcool responde por mais de 740 mil novos casos da doença por ano7,8, com forte associação a câncer de mama, fígado, intestino e cabeça e pescoço. “É um mito achar que, depois do câncer, parar de fumar ou reduzir o álcool não faz mais diferença. A interrupção melhora a resposta ao tratamento, reduz complicações, diminui o risco de novos tumores e impacta diretamente a sobrevida”, afirma o oncologista Dr. Guilherme Harada. Para ele, não existe consumo seguro de cigarro ou álcool do ponto de vista oncológico. “Cada redução já conta, mas quanto antes cessar totalmente, maior o ganho para o paciente, esteja ele em tratamento ou não.”

 

Hospital Sírio-Libanês
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Olho Seco: Por Que as Mulheres São Mais Vulneráveis

 

O Olho Seco é uma condição oftalmológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e estudos1, mostram que as mulheres são significativamente mais propensas a desenvolver essa condição do que os homens. Estima-se que a prevalência do Olho Seco em mulheres seja mais que o dobro daquela encontrada nos homens, especialmente após os 50 anos, devido às mudanças hormonais que ocorrem durante a menopausa1.

A condição atinge, em média, 13% da população brasileira, com uma proporção de três mulheres para cada homem, de acordo com dados da Tear Film Ocular Surface Society (TFOS), maior organização de educação e pesquisa sobre o filme lacrimal do mundo. Em São Paulo, a prevalência na população adulta é de 24%, enquanto entre estudantes universitários a incidência é de 23%, influenciada por fatores como uso de telas, lentes de contato e menos de seis horas de sono3.


Destaques relevantes:

  • 1 em cada 4 pessoas no mundo relata sintomas da síndrome, muitas vezes sem diagnóstico.
  • No Brasil, 13% da população sofre com o problema, com prevalência três vezes maior em mulheres.
  • Cerca de 30 milhões de brasileiras estão na faixa etária do climatério e menopausa, e 82% apresentam sintomas que afetam sua qualidade de vida.
  • A maior prevalência do Olho Seco nas mulheres pode ser atribuída a vários fatores, como: flutuações hormonais durante a menopausa, gravidez e uso de contraceptivos podem afetar a produção de lágrimas1.
  • Os colírios são essenciais para a saúde ocular, mas é um equívoco pensar que todos são iguais. Colírios lubrificantes, ou lágrimas artificiais, são os mais indicados para aliviar os sintomas do Olho Seco. 

A conscientização sobre a prevalência do Olho Seco nas mulheres é crucial para promover a saúde ocular e melhorar a qualidade de vida. Com as informações corretas e cuidados preventivos, é possível minimizar os sintomas e viver de forma mais confortável. 

A Dra. Mônica Alves, que atua em parceria com a Alcon, líder global em cuidados com a visão, e pode abordar:

  • A relação direta entre menopausa e olho seco

Os hormônios sexuais influenciam a produção de lipídios pelas glândulas de Meibomius, responsáveis pela camada oleosa do filme lacrimal. A diminuição desses hormônios pode resultar em um filme lacrimal mais instável e propenso à evaporação, que pode causar olho seco.

 

  • Diagnóstico, prevenção e opções de tratamento

O diagnóstico, prevenção e tratamento do olho seco envolvem avaliação oftalmológica, medidas para reduzir os sintomas e tratamento com colírios lubrificantes que contenham HP-Guar que, aliado a outros componentes, prolonga a lubrificação e protege a superfície ocular por até 8 horas.

A prevenção inclui medidas como piscar com mais frequência, especialmente ao usar dispositivos digitais, manter o ambiente úmido, proteger os olhos do vento e da poluição, e manter uma boa higiene palpebral.

 

  • O impacto da saúde ocular na qualidade de vida da mulher

A saúde ocular tem um impacto significativo na qualidade de vida da mulher, afetando sua autonomia, bem-estar emocional e capacidade de desempenhar tarefas diárias. Alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez e menopausa, podem desencadear problemas como olho seco, visão embaçada e maior sensibilidade à luz, impactando diretamente a rotina e o humor.



Referências

  1. Dry Eye Disease: Consideration for Women’s Health Cynthia Matossian, MD, FACS,1 Marguerite McDonald, MD,2 Kendall Donaldson, MD, MS,3 Kelly K. Nichols, OD, MPH, PhD,4 Sarah MacIver, OD,5 and Preeya K. Gupta, MD6
  2. Is dry eye an environmental disease? O olho seco é uma doença relacionada a exposição ambiental? Monica Alves1, Priscila Novaes2, Monica de Andrade Morraye3, Peter Sol Reinach1, Eduardo Melani Rocha1
  3. Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS)

Calor extremo e infecções: por que o verão favorece doenças gastrointestinais e urinárias

 

Altas temperaturas, maior consumo de alimentos fora de casa e desidratação aumentam o risco de infecções comuns durante a estação mais quente do ano

 

O verão traz dias mais longos, férias e atividades ao ar livre, mas também cria um ambiente propício para o aumento de infecções gastrointestinais e urinárias. Com o calor intenso, mudanças de rotina e maior exposição a alimentos e água contaminados, esses quadros se tornam mais frequentes e, muitas vezes, são subestimados pela população.

Inclusive, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia também relata que os casos de infecção urinária podem aumentar cerca de 25% no verão, e que fatores como desidratação e urina mais concentrada favorecem o aparecimento desses episódios.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, as altas temperaturas favorecem a proliferação de vírus, bactérias e parasitas, especialmente em alimentos mal armazenados ou água sem tratamento adequado. “No verão, é comum o aumento de casos de diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos. Muitas vezes, esses sintomas são tratados como algo passageiro, quando podem indicar uma infecção que precisa de avaliação médica”, explica.

As infecções gastrointestinais estão entre as principais causas de atendimento médico nessa época do ano. Dados do Ministério da Saúde indicam que a maior parte dos surtos de doenças transmitidas por alimentos ocorre nos meses mais quentes, período em que o consumo de refeições fora de casa aumenta e os cuidados com conservação nem sempre são adequados. “Carnes mal refrigeradas, alimentos crus ou mal cozidos e o hábito de manter pratos prontos por muito tempo fora da geladeira elevam significativamente o risco de contaminação”, alerta o especialista.

Além do sistema digestivo, o trato urinário também sofre com os efeitos do calor. A desidratação, comum durante o verão, reduz a produção de urina e facilita a proliferação de bactérias na bexiga. “Muitas pessoas bebem menos água do que o necessário ou passam longos períodos suando sem reposição adequada de líquidos. Isso aumenta a incidência de infecções urinárias, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com doenças crônicas”, afirma o Dr. Carlos.

Os sintomas das infecções urinárias incluem ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, dor na parte inferior do abdômen e, em casos mais graves, febre. Já as infecções gastrointestinais podem se manifestar com diarreia persistente, dor abdominal intensa, febre e sinais de desidratação. “Quando esses sintomas não melhoram em até 48 horas ou vêm acompanhados de febre alta e mal-estar importante, é fundamental procurar atendimento médico”, orienta.

A prevenção, segundo o especialista, passa por hábitos simples, mas essenciais. Manter uma boa hidratação ao longo do dia, consumir água potável, higienizar corretamente frutas e verduras, evitar alimentos de procedência duvidosa e não adiar a ida ao banheiro são atitudes que reduzem significativamente o risco de infecções. “Cuidar do corpo no verão é entender que o calor exige atenção redobrada. Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença para atravessar a estação com saúde”, conclui o Dr. Carlos.

 

Carnot® Laboratórios

Câncer e diagnóstico precoce: informação, exames e atenção aos sinais podem salvar vidas


Embora o câncer ainda seja cercado de estigmas e medos, a ciência tem mostrado que o conhecimento é uma das armas mais eficazes contra a doença. Reconhecer sinais precoces e realizar exames de rastreamento no momento adequado pode ser decisivo para o sucesso do tratamento. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer pode alcançar taxas de sobrevida superiores a 90%, como nos tumores de mama e próstata, além de permitir terapias menos agressivas e melhor qualidade de vida. 

Para o oncologista Luis Antônio Pires, diretor técnico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), a informação é uma aliada essencial nesse processo. “Muitas vidas podem ser salvas se as pessoas souberem quais exames de rastreamento devem fazer, a partir de que idade, e a quais sinais do corpo devem estar atentas. A detecção precoce não apenas salva vidas, mas também pode reduzir em até três vezes o custo do tratamento”, afirma.
 

Exames de rastreamento: o que fazer e quando começar 

Entre as mulheres, a mamografia é o principal exame para detectar precocemente o câncer de mama. Uma diretriz do Ministério da Saúde de 2025 garante o acesso sob demanda para mulheres a partir dos 40 anos, em decisão conjunta com o médico. Já entre 50 e 74 anos, o rastreamento a cada dois anos foi ampliado, faixa que concentra quase 60% dos casos. O papanicolau, essencial para o rastreamento do câncer de colo do útero, deve ser iniciado aos 25 anos ou com o início da vida sexual, realizado anualmente nos dois primeiros exames e, se normais, a cada três anos. 

Para os homens, a atenção se volta especialmente aos cânceres de próstata e colorretal. O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional para câncer de próstata, devido à incerteza sobre se os benefícios superam os riscos. Ainda assim, sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Urologia, defendem que a decisão seja individualizada, discutida entre médico e paciente, sobretudo para homens a partir dos 45 ou 50 anos e para aqueles com fatores de risco. Já para o câncer colorretal, a recomendação internacional é iniciar o rastreamento com colonoscopia aos 45 anos. 

Além desses tumores, outros tipos de câncer merecem atenção especial aos sinais clínicos e à avaliação médica:
 

Câncer de pele: autoexame regular e avaliação dermatológica; lesões suspeitas devem ser investigadas com dermatoscopia e biópsia.

Câncer de estômago e pâncreas: não há rastreamento populacional; em pessoas com histórico familiar ou fatores de risco, podem ser indicados exames como endoscopia digestiva alta ou métodos de imagem.

Câncer de tireoide: geralmente identificado por avaliação clínica e ultrassonografia cervical, especialmente diante do surgimento de nódulos.

Câncer de fígado: rastreamento indicado para pacientes com cirrose ou hepatites crônicas B e C, por meio de ultrassonografia abdominal periódica.

Câncer de rim e bexiga: não contam com rastreamento de rotina; sintomas como sangue na urina ou achados incidentais em exames de imagem devem ser investigados.

Leucemias e linfomas: não possuem exames de rastreamento específicos; alterações persistentes no hemograma, aumento de gânglios linfáticos e fadiga intensa são sinais de alerta.
 

Quando o diagnóstico precoce muda tudo 

Na prática clínica, alguns tumores têm seu prognóstico profundamente transformado quando identificados cedo. “Quando falamos de câncer de mama, próstata e colorretal, o diagnóstico em estágio inicial é a diferença entre um tratamento curativo e um cenário muito mais desafiador”, destaca o oncologista. As evidências reforçam essa afirmação: no câncer de mama em estágio I, a taxa de sobrevida é superior a 95%; no colo do útero, lesões pré-invasivas têm quase 100% de chance de cura; no câncer colorretal, a sobrevida chega a 90% nos estágios iniciais; e o câncer de tireoide apresenta excelente prognóstico quando diagnosticado precocemente.
 

Estilo de vida e sinais de alerta 

O tabagismo continua sendo o principal fator evitável, responsável por mais de dois terços das mortes por câncer de pulmão no mundo. A obesidade e o sedentarismo também têm papel relevante, estando associados a tumores como os de mama, colorretal e útero. “No consultório, vemos diariamente a correlação entre estilo de vida e o diagnóstico de câncer. Pacientes com histórico de tabagismo, sobrepeso e dieta pobre em nutrientes chegam com quadros mais complexos. Mudar esses hábitos é a prevenção primária mais eficaz que existe”, observa Dr. Luis. 

Além disso, sintomas como perda de peso inexplicável, fadiga intensa, dor persistente, febre recorrente, alterações na pele, sangramentos incomuns, nódulos, mudanças no hábito intestinal ou urinário, dificuldade para engolir e tosse ou rouquidão por mais de três semanas devem sempre ser investigados. “Conheça seu corpo, faça os exames recomendados e não hesite em procurar um médico ao notar qualquer alteração persistente. O diagnóstico precoce está em suas mãos”, conclui o especialista.

 

Instituto de Oncologia de Sorocaba


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