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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Como identificar medicamentos falsificados: veja os principais sinais de alerta

Embalagem, informações do produto e local de compra estão entre os principais pontos que devem ser observados antes do uso


Medicamentos falsificados podem representar um sério risco à saúde, já que podem não conter o princípio ativo esperado, apresentar dosagem inadequada ou até mesmo conter substâncias desconhecidas. Diante desse cenário, a atenção do consumidor no momento da compra e antes do uso é fundamental para reduzir os riscos. 

Um dos primeiros cuidados é observar atentamente a embalagem do medicamento. Erros de impressão, informações incompletas, alterações nas cores, textos com erros de ortografia, etiquetas aparentemente adulteradas ou diferenças em relação à embalagem habitual podem indicar uma possível irregularidade. 

Também é importante conferir informações como nome do medicamento, fabricante, número do lote, data de fabricação e prazo de validade. O consumidor deve verificar ainda se a embalagem está íntegra, sem sinais de violação ou danos que possam comprometer a identificação e a segurança do produto. 

A procedência é outro fator determinante. A recomendação é adquirir medicamentos somente em estabelecimentos autorizados e evitar produtos oferecidos por vendedores informais, sites desconhecidos ou canais que não apresentem informações claras sobre a origem do medicamento.  

Para o farmacêutico Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, localizada no Ceará, e diretor da CDL Fortaleza, um dos principais problemas é que a falsificação nem sempre é facilmente percebida pelo consumidor. Por isso, a atenção deve começar antes mesmo da compra. 

“O consumidor não deve esperar que um medicamento falsificado tenha necessariamente uma aparência muito diferente do original. Algumas falsificações podem ser difíceis de reconhecer a olho nu. Por isso, mais do que analisar apenas a caixa, é importante desconfiar de ofertas muito abaixo do preço habitual e de produtos cuja origem não possa ser comprovada. Quando se trata de medicamento, economizar alguns reais pode significar colocar a saúde em risco”, afirma Maurício Filizola.

 

O que fazer diante de uma suspeita?

Caso o consumidor identifique alguma característica incomum no medicamento, a orientação é não utilizar o produto até que sua procedência seja confirmada. A embalagem e o medicamento devem ser preservados, assim como a nota fiscal ou o comprovante de compra, quando disponível. 

Também é importante buscar orientação de um farmacêutico ou profissional de saúde e comunicar a suspeita às autoridades sanitárias competentes. Se houver qualquer reação ou alteração no estado de saúde após o uso de um medicamento suspeito, é necessário procurar atendimento médico. 

A prevenção começa pela escolha de um canal seguro de compra e pela conferência das informações presentes no produto. Em caso de dúvida, a recomendação é não correr riscos: medicamento sem procedência conhecida não deve ser utilizado.


Por que a sífilis congênita ainda acontece mesmo quando a gestante faz pré-natal?

No Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado em 17 de outubro, SPI chama atenção para falhas no diagnóstico e no tratamento que ainda permitem a transmissão da infecção para o bebê

 

O terceiro sábado de outubro, dia 17, marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Mesmo sendo uma infecção que pode ser diagnosticada por testes simples e tratada durante a gestação, a transmissão para o bebê ainda é um desafio no país, inclusive entre mulheres que fizeram acompanhamento pré-natal. 

Os dados nacionais mais recentes disponíveis no Boletim Epidemiológico de Sífilis do Ministério da Saúde ajudam a dimensionar o problema. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram notificados 12.130 casos de sífilis congênita em menores de um ano no Brasil. Entre esses casos, 83,5% das mães haviam realizado pelo menos uma consulta de pré-natal. Entretanto, somente 60,4% tiveram a sífilis diagnosticada durante esse acompanhamento. Em 30,4% dos casos, o diagnóstico materno ocorreu apenas no momento do parto ou da curetagem. Os números são preliminares e consideram notificações realizadas até 30 de junho de 2025. 

Para a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), os dados reforçam que realizar o pré-natal é fundamental, mas não basta: é preciso garantir testagem no momento correto, diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento ao longo de toda a gestação. 

“Uma mulher pode estar fazendo o pré-natal e ainda assim existir uma oportunidade perdida de prevenção. O diagnóstico pode acontecer tarde, o tratamento pode não ser concluído adequadamente ou pode ocorrer uma nova infecção depois de um teste inicial negativo. Por isso, a qualidade e a continuidade do cuidado são essenciais”, explica o infectologista Dr. Paulo Roberto Abrão Ferreira, da SPI. 

Outro dado chama atenção. Entre os casos de sífilis congênita registrados no primeiro semestre de 2025, apenas 4,3% das mães tiveram esquema de tratamento classificado como adequado; em 54,3%, o tratamento foi considerado inadequado e, em 32,3%, não foi realizado. 

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida para o bebê durante a gestação. Sem tratamento adequado, pode estar associada a aborto, prematuridade, natimortalidade, alterações ósseas, surdez, cegueira, comprometimento neurológico e morte neonatal. A maior parte dos bebês infectados, porém, pode não apresentar sintomas ao nascer, o que reforça a importância do diagnóstico materno e do acompanhamento da criança exposta. 

O Ministério da Saúde recomenda a testagem para sífilis na primeira consulta do pré-natal, preferencialmente no primeiro trimestre, novamente no terceiro trimestre e no momento do parto ou em caso de aborto, além de novas avaliações diante de situações de risco. Em caso de diagnóstico, a gestante deve receber tratamento adequado e ser acompanhada durante a gravidez; as parcerias sexuais também precisam ser avaliadas e tratadas quando indicado para reduzir o risco de reinfecção. 

“Sífilis congênita é evitável. Quando ela acontece, é importante olhar para toda a linha de cuidado: quando a gestante foi testada, quando recebeu o diagnóstico, se iniciou e completou o tratamento e se houve possibilidade de reinfecção. O objetivo do pré-natal não é apenas realizar consultas, mas garantir que essas oportunidades de prevenção sejam efetivamente aproveitadas”, reforça o especialista.

 

fonte:
Sociedade Paulista de Infectologia


Mês da Segurança das Lentes de Contato: erros podem custar caro à visão


As lentes gelatinosas são confortáveis e amplamente utilizadas,
mas exigem rigor na higiene e no período de substituição Divulgação
Conforto, liberdade e versatilidade estão entre as vantagens, mas higiene, adaptação adequada e acompanhamento oftalmológico são indispensáveis para evitar complicações


Outubro é o Mês da Segurança das Lentes de Contato, período dedicado a reforçar os cuidados necessários para que esse recurso, tão associado à praticidade, liberdade e versatilidade, seja utilizado de forma saudável. As lentes podem facilitar a composição de diferentes looks, deixar a aparência mais clean, valorizar a expressão facial, evitar as marcas da armação no nariz e até favorecer a estética nas fotografias. Para que essas vantagens não sejam acompanhadas de riscos, entretanto, é fundamental manter uma conduta adequada desde a escolha até o descarte das lentes. 

O oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho explica que, embora sejam alternativas muito seguras quando corretamente indicadas e utilizadas, as lentes ficam em contato direto com uma estrutura extremamente delicada. “Lente de contato não deve ser encarada simplesmente como um produto que se compra e coloca nos olhos. Trata-se de um dispositivo que exige indicação, adaptação e acompanhamento adequados”, enfatiza.

 

Intolerância progressiva 

Entre os problemas relacionados ao uso inadequado estão irritação, vermelhidão, ressecamento e pequenas lesões na superfície ocular. Em situações mais graves, pode ocorrer ceratite, uma inflamação da córnea que, em alguns casos, é provocada por microrganismos e pode evoluir para uma úlcera. Infecções mais severas podem deixar cicatrizes, comprometer permanentemente a visão e, em situações extremas, exigir procedimentos cirúrgicos. Conjuntivites, reações alérgicas, intolerância progressiva às lentes e alterações relacionadas à redução da oxigenação da córnea também podem ocorrer. 

Um dos pontos que merecem destaque é que os erros mais comuns nem sempre parecem graves no dia a dia. Dormir com as lentes sem indicação específica, ultrapassar o período recomendado para troca, manuseá-las sem lavar e secar corretamente as mãos e insistir no uso diante de desconforto, vermelhidão ou alteração da visão estão entre os hábitos que podem trazer problemas. “Pequenos hábitos podem transformar algo simples e seguro em um problema potencialmente sério”, ressalta o médico.

 

Água e lentes de contato não combinam 

Tomar banho, nadar ou entrar no mar com lentes de contato também está entre as práticas que devem ser evitadas. Água de torneira, piscina, mar, rios e lagos pode conter microrganismos capazes de provocar infecções. Entre eles está a Acanthamoeba, associada a uma infecção rara, mas potencialmente grave, chamada ceratite por Acanthamoeba. 

“Água não é solução para lentes de contato”, esclarece Dr. Rodrigo. Ele também alerta que a saliva jamais deve ser utilizada para umedecer ou limpar as lentes. Nas lentes reutilizáveis, a higienização deve seguir o sistema recomendado pelo oftalmologista e as orientações da solução apropriada. O estojo também precisa ser mantido limpo e seco e substituído periodicamente. 

Dormir com as lentes é outro hábito que merece cuidado. Durante o sono, a córnea já recebe menos oxigênio, e a presença da lente pode favorecer alterações da superfície ocular e infecções. Por isso, salvo situações específicas orientadas pelo oftalmologista, a recomendação é retirar as lentes antes de dormir. 

Não existe um tipo de lente que seja melhor para todas as pessoas. Gelatinosas, rígidas, descartáveis de uso diário e modelos de troca quinzenal ou mensal apresentam características e cuidados diferentes. As lentes gelatinosas, por exemplo, são confortáveis e amplamente utilizadas, mas exigem rigor na higiene e no período de substituição. Já as descartáveis de uso diário são aplicadas uma única vez e descartadas, reduzindo problemas relacionados ao armazenamento, ao estojo e ao acúmulo de depósitos. 

Nas lentes quinzenais ou mensais, Dr. Rodrigo salienta que o prazo de substituição começa a contar a partir da abertura e utilização da lente, e não apenas pela quantidade de dias em que ela foi efetivamente usada. Já as rígidas gás-permeáveis podem ser indicadas para determinadas condições, como irregularidades da córnea e ceratocone, e exigem adaptação individualizada.

 

Não se pode ignorar 

Dor ocular, vermelhidão importante, sensibilidade excessiva à luz, secreção, visão embaçada ou redução da visão são sinais para retirar imediatamente as lentes e procurar avaliação oftalmológica. A sensação persistente de corpo estranho ou um desconforto diferente do habitual merece investigação. 

O especialista orienta ainda evitar a automedicação, especialmente com colírios que contenham corticoides. Em determinadas infecções, o uso inadequado desses medicamentos pode mascarar os sintomas e agravar o quadro. 

Para muitos usuários, uma avaliação pelo menos anual com o oftalmologista é uma referência razoável, mas a frequência deve ser individualizada. Pessoas com doenças da superfície ocular, alterações corneanas, uso mais intenso das lentes ou outros fatores de risco podem precisar de consultas mais frequentes. 



Rodrigo T. de Campos Carvalho (CRM-SP107.838, RQE 37070) - médico formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, com residência em Oftalmologia pela Unicamp. Possui título de especialista pelo CNRM/MEC e pela Associação Médica Brasileira/Conselho Brasileiro de Oftalmologia, além de especialização em cirurgia refrativa pela USP. Atua há mais de duas décadas na área, com experiência clínica e cirúrgica, e é proprietário da Alpha Oftalmologia Avançada, em Campinas. Também desenvolve doutorado na área de cirurgia refrativa pela USP.


Alpha Oftalmologia Avançada
Av. José de Souza Campos (Norte-Sul), 550, conjunto 91, Campinas.
@dr_rodrigotccarvalho e site



São Paulo passa a incluir Atrofia Muscular Espinhal (AME-5q) no Teste do Pezinho a partir do Dia das Crianças

 Ampliação da Triagem Neonatal Biológica começa para bebês nascidos a partir de 12 de outubro de 2026

  • São Paulo passa a incluir a Doença Rara AME-5q no Teste do Pezinho a partir de 12 de outubro, com o Instituto Jô Clemente (IJC) como responsável inicial pela triagem no Estado.
  • A ampliação é resultado de um esforço conjunto e de um projeto-piloto do Instituto Jô Clemente (IJC), que triou mais de 194 mil recém-nascidos e identificou 14 casos da doença.
  • A iniciativa permite identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas e ampliar as chances de tratamento precoce e de aumento da qualidade de vida das crianças.
  • Com a ampliação, a estimativa é triar cerca de 26 mil recém-nascidos por mês.

 

A partir de 12 de outubro, Dia das Crianças, bebês nascidos no Estado de São Paulo passam a contar com a triagem para Atrofia Muscular Espinhal (AME-5q) por meio do Teste do Pezinho, nome popular da Triagem Neonatal Biológica, ampliando a capacidade de identificação precoce de uma Doença Rara genética e progressiva, que pode comprometer rapidamente os neurônios motores, afetando os movimentos, a respiração e a deglutição. A implantação será realizada de forma progressiva, enquanto os demais serviços de referência do Estado se adequam à nova demanda. 

A medida foi formalizada pela Resolução SS nº 212, de 2 de outubro de 2026, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que institui o rastreamento da AME-5q e de imunodeficiências primárias no Programa de Triagem Neonatal do Estado. A AME-5q entrará primeiro e, depois, as imunodeficiências primárias. Como Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN), o Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que é pioneiro na Triagem Neonatal Biológica, será, inicialmente, o único laboratório responsável pela realização da triagem para AME-5q em 75,95% do Estado de São Paulo, implementada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). 

A inclusão da AME-5q no Teste do Pezinho é importante porque o diagnóstico precoce faz a diferença na trajetória de vida dos recém-nascidos. A doença é causada por alterações no gene SMN1, que levam à degeneração dos neurônios motores. Nas formas mais graves, os primeiros sinais podem aparecer ainda nos primeiros meses de vida, com rápida perda de função motora. Atualmente, existem tratamentos capazes de modificar a evolução da doença, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da AME-5q. 

“O Teste do Pezinho tem a função de rastrear a doença nos primeiros dias de vida antes que ela se manifeste. No caso da AME-5q, isso é de extrema importância porque o tempo tem relação direta com a possibilidade de preservar funções motoras. A ampliação do Teste do Pezinho em São Paulo aproxima a capacidade que a medicina já tem de diagnosticar e tratar a doença da realidade da criança que precisa desse cuidado.”, afirma Daniela Mendes, Superintendente Geral do Instituto Jô Clemente (IJC).

 

Projeto-piloto ajudou a estruturar a ampliação 

Entre julho de 2023 e outubro de 2025, o Projeto-piloto de Triagem Neonatal Biológica para AME-5q, conduzido pelo IJC em parceria com instituições de saúde e pesquisa e com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo, triou mais de 194 mil recém-nascidos e identificou 14 casos da doença. Os bebês com resultado positivo receberam o primeiro resultado da triagem, em média, por volta dos 11 dias de vida, e aqueles com diagnóstico confirmado iniciaram o tratamento, em média, aos 28 dias. 

Os resultados, publicados no periódico científico International Journal of Neonatal Screening, demonstraram a viabilidade técnica e operacional da estratégia em condições reais do sistema de saúde pública no Brasil. 

“O projeto-piloto mostrou, na prática, que é possível identificar a doença nos primeiros dias de vida, confirmar o diagnóstico e organizar o encaminhamento para o tratamento precoce dessas crianças. Mais do que realizar o exame, produzimos dados e construímos fluxos que ajudam a mostrar como essa política pode funcionar na prática e orientar sua implementação em maior escala”, afirma a Dra. Vanessa Romanelli, Supervisora do Laboratório de Biologia Molecular do IJC, Pesquisadora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), do IJC e responsável pelo projeto-piloto da AME-5q. 

A ampliação da triagem para a Doença Rara em São Paulo ocorre no contexto da expansão do Programa Nacional de Triagem Neonatal, estabelecida pela Lei nº 14.154/2021 e posteriormente regulamentada e atualizada por normas do Ministério da Saúde. A Portaria GM/MS nº 7.293/2025 estabelece que a Triagem Neonatal seja organizada de forma articulada entre União, estados e municípios e prevê sua implementação de maneira escalonada. 



Instituto Jô Clemente (IJC)
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Trombose: 5 dicas para reduzir o risco de formação de coágulos

Cirurgião vascular explica como reduzir fatores de risco e quais sinais exigem atendimento médico

 

A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e pode dificultar ou interromper a circulação, divida-se em trombose arterial que acontece nas artérias e trombose venosa que ocorre nas veias sendo formais mais comum em relação a trombose venosa alguns fatores de risco não possam ser modificados, determinadas situações do cotidiano podem favorecer a formação de coágulos, como períodos prolongados de imobilidade, cirurgias, gestação e uso contraceptivos com estrogênio

O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, busca ampliar o conhecimento sobre os fatores de risco, os sinais e sintomas e a importância da prevenção. Em 2026, a campanha da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) chama atenção especialmente para o risco de coágulos ao longo das diferentes fases da vida das mulheres. 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, conhecer os fatores de risco ajuda a identificar situações que merecem maior atenção. “A trombose venosa não está relacionada apenas à idade. Existem diferentes situações que podem aumentar o risco de formação de coágulos, como ficar muito tempo sem se movimentar, passar por uma cirurgia ou utilizar determinados hormônios. Conhecer esses fatores e reconhecer os primeiros sinais é uma forma de procurar atendimento no momento adequado”, explica.


1. Evite permanecer muitas horas sem se movimentar

Longos períodos de imobilidade podem favorecer a formação de coágulos, principalmente nas pernas. Isso pode acontecer durante viagens prolongadas, mas também em outras situações em que a pessoa permanece sentada ou acamada por muitas horas.


2. Mantenha uma rotina de atividade física

A prática regular de exercícios contribui para a saúde cardiovascular e ajuda a evitar o sedentarismo. A atividade deve ser adequada às condições de cada pessoa.


3. Conheça seus fatores de risco

Histórico anterior de trombose, histórico familiar de trombose, trombofilias , obesidade , traumas, câncer , cirurgias e períodos de imobilização gravidez, pós parto,  podem aumentar o risco. Informar essas condições ao médico é importante para definir os cuidados necessários.


4. Converse com um médico sobre o uso de hormônios

Alguns medicamentos hormonais podem aumentar o risco de eventos trombóticos. Isso não significa que toda pessoa que utiliza hormônios desenvolverá trombose, mas a escolha do tratamento deve considerar o histórico e os fatores de risco individuais.


5. Não ignore sintomas inesperados

Na trombose venosa profunda, os sinais podem incluir inchaço agudo dor intensa no membro, aumenta a consistência muscular, dor a palpação muscular, dor palpação no trajeto das veias aumento da temperatura e alteração da coloração da pele, geralmente em uma das pernas. Já a embolia pulmonar pode causar falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos ou desmaio e exige atendimento médico imediato.

“Um inchaço ou uma dor que aparecem de forma inesperada em uma das pernas não devem ser automaticamente atribuídos ao cansaço. Principalmente quando existe algum fator de risco, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa”, orienta Dr. Herik Oliveira.

A prevenção da trombose depende das características de cada pessoa. Por isso, pessoas que já tiveram um episódio, passaram por cirurgia, grávidas, pós parto pessoas em tratamento de câncer viagem prolongada, ou ficarão imobilizadas por um período prolongado devem conversar com um profissional de saúde sobre os cuidados necessários.


Uma década após a cirurgia de Angelina Jolie, o que o caso ensina no Outubro Rosa?

Caso da atriz trouxe atenção para as mutações BRCA; especialista reforçam que avaliação individualizada pode indicar diferentes estratégias de acompanhamento e redução de risco
 

O caso de Angelina Jolie mudou a forma como muitas pessoas passaram a falar sobre prevenção do câncer de mama. Em 2013, a atriz revelou ter realizado uma mastectomia bilateral preventiva após descobrir uma mutação no gene BRCA1 e ter histórico familiar da doença. Mais de uma década depois, o episódio continua sendo uma referência para discutir um tema que ganha espaço durante o Outubro Rosa: como identificar e acompanhar pessoas que apresentam risco elevado por fatores genéticos. 

A estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil terá 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no triênio 2026-2028, o equivalente a um risco estimado de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, a doença é o câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. 

Embora a maior parte dos casos não esteja relacionada a uma alteração genética hereditária conhecida, algumas mutações podem elevar significativamente o risco. Segundo o National Cancer Institute (NCI), mais de 60% das mulheres que herdam uma alteração prejudicial nos genes BRCA1 ou BRCA2 desenvolverão câncer de mama ao longo da vida, enquanto o risco na população feminina geral é de aproximadamente 13%. 

É nesse contexto que a história de Angelina Jolie ganhou repercussão. A decisão da atriz não deve ser interpretada como uma recomendação geral para mulheres com histórico familiar de câncer. A identificação de uma mutação ou de um histórico familiar importante exige avaliação individual, que pode envolver aconselhamento genético, testes específicos, acompanhamento mais frequente e, em determinados casos, medidas preventivas. 

"Ter uma predisposição genética não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer, mas muda a forma como esse risco precisa ser acompanhado. O primeiro passo é entender o histórico familiar e, quando houver indicação, realizar uma avaliação genética adequada. A partir daí, é possível discutir estratégias de rastreamento e prevenção individualizadas", explica Dr. Adriano Meira Oliveira, médico mastologista CRM-SC 20363 e RQE 18678, parceiro da PinkMed. 

Entre as possibilidades para pessoas consideradas de alto risco estão protocolos de rastreamento mais intensivos. A American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) indica que mulheres com mutações BRCA podem realizar acompanhamento clínico periódico e, dependendo da idade, ressonância magnética e mamografia anual. 

Em situações específicas, também pode ser considerada a cirurgia redutora de risco. De acordo com o NCI, a mastectomia bilateral redutora de risco pode diminuir em pelo menos 95% o risco de câncer de mama em mulheres com variantes patogênicas nos genes BRCA1 ou BRCA2. A decisão, porém, envolve benefícios, limitações e possíveis impactos físicos e emocionais e deve ser tomada individualmente com uma equipe médica. 

"Quando existe uma alteração genética associada a um risco elevado, prevenção não significa necessariamente cirurgia. Existem diferentes estratégias e a escolha depende da mutação identificada, do histórico pessoal e familiar, da idade e dos planos de vida de cada paciente. Por isso, o acompanhamento especializado é fundamental para que a decisão seja baseada em risco real e não apenas em medo", afirma Dr. Adriano Meira Oliveira. 

Durante o Outubro Rosa, a discussão sobre genética ajuda a ampliar o debate para além do diagnóstico precoce. Conhecer o histórico familiar, reconhecer padrões de câncer de mama e ovário na família e buscar orientação médica quando há sinais de possível predisposição podem contribuir para identificar mulheres que precisam de uma estratégia de acompanhamento diferente da população de risco habitual. 

O caso de Angelina Jolie ajudou a popularizar essa conversa, mas a principal mensagem para pacientes com histórico familiar ou suspeita de predisposição genética é que não existe uma única conduta preventiva. A avaliação individual é o que permite definir quando investigar, como acompanhar e quais medidas podem fazer sentido em cada caso.


Câncer de mama antes dos 40 anos pode ser sinal de predisposição genética

Diagnóstico precoce, tumores nas duas mamas e histórico familiar estão entre os sinais que podem indicar a necessidade de investigação genética
 

O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Embora a doença seja mais frequente com o avanço da idade, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos, receber o diagnóstico antes dos 40 pode ser um sinal importante para investigar uma possível predisposição hereditária. 

Estima-se que entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama estejam relacionados a fatores genéticos hereditários. Isso significa que até uma em cada dez mulheres diagnosticadas com a doença pode apresentar uma predisposição hereditária. Entre os genes mais conhecidos estão BRCA1 e BRCA2, cujas alterações podem aumentar significativamente a probabilidade de desenvolvimento da doença ao longo da vida. 

“Quando uma mulher desenvolve câncer de mama muito jovem, principalmente antes dos 40 ou 45 anos, precisamos olhar com atenção para a possibilidade de uma predisposição hereditária. A suspeita fica ainda mais relevante quando o câncer acomete as duas mamas ou existe histórico de câncer de mama, ovário ou outros tumores associados na família”, explica o médico geneticista Dr. Ciro Martinhago, PhD em Genética Reprodutiva e diretor médico do Quantor – Centro de Medicina Integrada. 

Um estudo realizado no INCA e publicado em 2025 analisou 1.321 pacientes com câncer de mama atendidas em um centro oncológico público entre outubro de 2022 e outubro de 2023. Desse total, 75 tinham 40 anos ou menos, o equivalente a 5,7%. Entre as mulheres jovens avaliadas, os pesquisadores também observaram frequência elevada de histórico familiar da doença. 

BRCA1 e BRCA2 são genes que participam de mecanismos importantes de reparo do DNA. Quando determinadas variantes patogênicas são herdadas, o risco de alguns tipos de câncer aumenta. 

Segundo o National Cancer Institute (NCI), mais de 60% das mulheres que herdam uma alteração prejudicial em BRCA1 ou BRCA2 desenvolverão câncer de mama ao longo da vida. Dependendo do gene e de outros fatores individuais e familiares, algumas estimativas de risco podem se aproximar de 80%. Na população feminina geral, o risco estimado é de aproximadamente 13%. 

“Isso não significa que uma pessoa com uma variante em BRCA obrigatoriamente terá câncer. Estamos falando de aumento de risco. Mas é uma informação extremamente relevante porque permite estabelecer estratégias de acompanhamento e prevenção diferentes das utilizadas para a população geral”, explica Martinhago. 

As alterações nesses genes também estão relacionadas ao câncer de ovário. O NCI estima risco ao longo da vida de 39% a 58% entre mulheres com variantes em BRCA1 e de 13% a 29% entre aquelas com BRCA2. Na população feminina geral, a estimativa é de aproximadamente 1,1%. 

Além disso, variantes nesses genes podem aumentar o risco de outros tumores. Nos homens, por exemplo, podem estar associadas ao câncer de mama e ao câncer de próstata. Também existe associação com câncer de pâncreas. O histórico familiar de câncer intestinal também merece atenção na investigação genética, pois pode estar relacionado a outras síndromes hereditárias de predisposição ao câncer. 

A idade ao diagnóstico é apenas uma das informações consideradas na avaliação genética. Câncer de mama nas duas mamas, vários casos da doença na família, diagnóstico em parentes jovens, câncer de ovário, câncer de mama masculino e determinadas combinações de tumores entre familiares também podem levantar suspeita. Mulheres diagnosticadas antes dos 40 anos devem ser encaminhadas para avaliação do risco hereditário, especialmente quando há bilateralidade ou histórico familiar. 

“Não analisamos somente a paciente. Reconstruímos a história daquela família: quem teve câncer, qual foi o tumor e com que idade recebeu o diagnóstico. Às vezes, uma informação que parece isolada ganha outro significado quando observamos diferentes gerações”, afirma o geneticista. 

A identificação de uma variante hereditária também pode ter implicações para parentes da paciente. Dependendo do resultado, familiares podem receber indicação de aconselhamento genético e, quando apropriado, realizar testes para verificar se carregam a mesma alteração. 

“Quando identificamos uma predisposição hereditária, não estamos apenas explicando por que aquela paciente pode ter desenvolvido câncer tão jovem. Essa informação pode ajudar outros integrantes da família a conhecer o próprio risco antes do aparecimento da doença”, explica Martinhago. 

A investigação começa pela avaliação da história pessoal e familiar. A partir dessas informações, o especialista pode determinar se existe indicação de teste genético e quais genes devem ser analisados. 

Além de BRCA1 e BRCA2, alterações em genes como PALB2, CHEK2, ATM e TP53 também estão associadas ao aumento do risco de câncer de mama. 

“O teste não deve ser interpretado isoladamente. Precisamos entender por que ele foi solicitado, qual alteração foi encontrada e o que aquele resultado representa para aquela pessoa e sua família. É isso que permite transformar uma informação genética em uma estratégia de cuidado”, ressalta. 

Para Martinhago, mulheres diagnosticadas com câncer de mama em idade jovem devem conversar com a equipe médica sobre a necessidade de avaliação do risco hereditário, especialmente quando existem outros elementos de suspeição. O acompanhamento com um médico geneticista pode ajudar a identificar alterações hereditárias e orientar medidas de prevenção e rastreamento para a paciente e seus familiares. 

“Um câncer de mama antes dos 40 anos merece atenção do ponto de vista genético. Se vier acompanhado de bilateralidade ou histórico familiar, essa investigação se torna ainda mais relevante. Identificar uma predisposição pode mudar não apenas o acompanhamento da paciente, mas também permitir que familiares conheçam seus riscos e discutam estratégias de prevenção”, conclui.

 

Dr. Ciro Martinhago - médico geneticista, especialista em doenças raras pela Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), PhD em Genética Reprodutiva e diretor médico do Quantor – Centro de Medicina Integrada. Atua na pesquisa e no atendimento clínico, com foco em genética médica, aconselhamento genético e medicina reprodutiva.


Como descobrir se seu filho tem alergia ou intolerância alimentar? Saiba como os testes genéticos auxiliam no diagnóstico

As comemorações em família costumam envolver guloseimas, piqueniques e refeições especiais. Mas, quando os pequenos apresentam desconfortos gastrointestinais, lesões na pele ou sintomas respiratórios após consumir determinados alimentos, surge uma dúvida importante: como diferenciar alergia de intolerância alimentar?

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostram que os atendimentos de casos de alergias alimentares cresceram 46% de 2024 para 2025. A Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia estima que entre 6% e 8% das crianças de até 3 anos apresentam essa condição. Além disso, estudos epidemiológicos da instituição mostram que de 50% a 70% dos pacientes com alergia alimentar possuem histórico familiar desses episódios.

Segundo Lígia Machado, pediatra, alergista e imunologista do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa no Rio de Janeiro e em São Paulo, muitas vezes, sintomas como cólicas, diarreia, inchaço abdominal e erupções cutâneas levam os pais e responsáveis a retirarem diversos alimentos da dieta da criança por conta própria, o que pode ser prejudicial para o desenvolvimento infantil.

"A confusão entre alergia e intolerância alimentar é um dos principais motivos de diagnósticos equivocados e restrições nutricionais indevidas", comenta.



Alergia e intolerância alimentar: quais são as diferenças?

A médica explica que a alergia alimentar envolve diretamente o sistema imunológico da criança. "Quando o organismo reconhece como ameaça as proteínas de determinados alimentos como o leite de vaca, o ovo, o amendoim ou o trigo, desencadeia uma resposta imune que pode causar reações cutâneas, manifestações gastrointestinais intensas e até quadros respiratórios severos, como a anafilaxia", detalha Lígia Machado.

Já a intolerância alimentar, como a intolerância à lactose, costuma ter origem metabólica ou genética, relacionada com deficiência enzimática ou marcadores genéticos específicos.

"Quando há alguma intolerância, a reação ocorre por uma dificuldade do aparelho digestivo de processar ou absorver um componente alimentar específico, frequentemente decorrente da deficiência ou ausência de uma enzima, como ocorre na intolerância à lactose. Enquanto na alergia pequenos traços do alimento podem desencadear uma reação imediata, na intolerância, os sintomas costumam ser dose-dependentes e mais restritos ao trato gastrointestinal, causando desconforto, gases e distensão abdominal", afirma a pediatra.



O que a genética pode revelar?

De acordo com Gustavo Guida, geneticista da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco, no Rio de Janeiro, testes genéticos focados em painéis moleculares - a exemplo do Painel Genético para Intolerância à Lactose (5 mutações nos genes LCT e MCM6) e do rastreio da doença celíaca por meio da genotipagem dos alelos HLA-DQ2 e HLA-DQ8 - permitem investigar marcadores hereditários com um simples exame de sangue ou swab oral, complementando a avaliação clínica.

Ele destaca como o mapeamento genético traz assertividade à conduta pediátrica: "O diagnóstico em crianças nem sempre é simples, pois os sintomas imunoalérgicos e metabólicos frequentemente se sobrepõem. A genômica, portanto, é capaz de dizer se a criança carrega variantes associadas à deficiência congênita ou primária de lactase ou aos alelos da doença celíaca. Assim, contribuímos com o pediatra oferecendo dados objetivos e evitando que a família submeta o filho a dietas de restrição severas e desnecessárias durante uma fase importante do crescimento."

O geneticista complementa que o histórico familiar é um forte indicativo para a testagem, o que permite maior previsibilidade para os responsáveis: "Saber precocemente como o organismo da criança está programado para processar determinados nutrientes permite à família se organizar e traçar um plano nutricional personalizado e seguro".



Reforço da imunidade na infância

Além dos cuidados com a alimentação e o acompanhamento de eventuais reações, a proteção da saúde infantil passa pela prevenção de doenças por meio da imunização em dia. Manter o calendário de vacinação atualizado, com destaque para vacinas fundamentais na infância, como a pentavalente, a contra a poliomielite, a pneumocócica, e meningocócica e a tríplice viral, é uma das formas mais eficazes de fortalecer as defesas naturais dos pequenos contra agentes patogênicos graves.

O Dr. Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Bronstein, no Rio de Janeiro, ressalta a relevância desse cuidado preventivo. "A vacinação permite ensinar o sistema imunológico da criança a se defender de maneira segura contra infecções, prevenindo surtos e garantindo um desenvolvimento saudável e protegido durante os primeiros anos de vida."


Apsen promoveu encontro “Mulheres que Fazem a Diferença” sobre saúde, prevenção e autocuidado

Iniciativa da vice-presidente executiva Renata Spallicci reuniu diferentes perspectivas sobre saúde da mulher e amplia a discussão para além do Outubro Rosa 

 

Saúde, prevenção e autocuidado estiveram no centro do encontro “Mulheres que Fazem a Diferença – Saúde, prevenção e autocuidado: uma conversa que precisa acontecer”, promovido pela Apsen no dia 8 de outubro último, no Teatro Claro, em São Paulo.

A iniciativa integra o Programa de Diversidade da companhia e faz parte da agenda de ações do Outubro Rosa.

A iniciativa também se conecta ao movimento “Mulheres Fortes se Apoiam”, da Apsen, que valoriza o protagonismo feminino, incentiva redes de apoio, escuta e fortalecimento entre mulheres e promove reflexões sobre carreira, saúde, bem-estar e cuidado integral.

O encontro ampliou a discussão sobre saúde da mulher para além da conscientização tradicional do período, conectando ciência, informação, experiências de vida e comportamento. A proposta foi refletir sobre os fatores que podem fazer com que as mulheres deixem o próprio cuidado em segundo plano e estimular escolhas mais conscientes relacionadas à prevenção e à saúde.

“Esse encontro foi mais do que uma ação de Outubro Rosa. Estamos propondo uma experiência que coloca saúde, prevenção e autocuidado no centro da conversa, trazendo diferentes perspectivas para ampliar o olhar sobre o cuidado com a mulher. Queremos transformar informação em reflexão e estimular escolhas mais conscientes sobre o próprio cuidado”, afirma Renata Spallicci, vice-presidente executiva da Apsen.

A conversa foi mediada por Gabriela Augusto e contou com a participação da médica Dra. Simone Nascimento e de Helô Pinheiro. As convidadas contribuiram com diferentes perspectivas sobre saúde, prevenção, comportamento e as diversas fases da vida.

A Dra. Simone Nascimento abordou temas relacionados à prevenção, ao diagnóstico, aos sinais de alerta e ao acompanhamento da saúde, aproximando a informação médica da realidade cotidiana. Helô Pinheiro contribuiu a partir de sua trajetória e experiência, trazendo reflexões sobre autoestima, identidade, comportamento e envelhecimento.

Entre os temas da conversa estiveram também as barreiras que podem dificultar o autocuidado, como excesso de responsabilidades, culpa, medo e a tendência de priorizar as necessidades de outras pessoas antes das próprias.

Para a Apsen, falar de prevenção também significa discutir como a informação pode influenciar comportamentos e contribuir para decisões mais conscientes.

“O Outubro Rosa é um momento importante para ampliar a atenção à saúde da mulher, mas acreditamos que essa conversa não deve se limitar a um mês. Como uma empresa que atua na área da saúde, queremos contribuir para que informação, prevenção e autocuidado

estejam cada vez mais presentes nas escolhas e no cotidiano das mulheres”, complementou Renata.

A iniciativa reforça o posicionamento da Apsen de promover saúde, valorização das pessoas e impacto positivo na sociedade, conectando o tema do cuidado à atuação institucional da companhia.  



Apsen
https://www.apsen.com.br e www.tdahlevadoaserio.com.br


Com o avanço do aquecimento global, idosos enfrentam mais riscos à saúde, alerta especialista do Sabin

Somada aos efeitos do El Niño, a exposição prolongada ao calor e à poluição agrava doenças pré-existentes e exige atenção redobrada

 

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os últimos oito anos foram os mais quentes já registrados na história, e o número de dias acima de 35 °C tem crescido significativamente no Brasil. Esse cenário, impulsionado pelo aquecimento global e intensificado por fenômenos climáticos como o El Niño, agrava doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre os idosos. O aumento da poluição atmosférica, das queimadas e dos períodos prolongados de seca intensifica crises de asma, bronquite e doenças pulmonares obstrutivas, além de elevar o risco de infartos e derrames. 

Segundo Josie Velani Scaranari, médica clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, os efeitos do calor intenso e das mudanças climáticas exigem atenção redobrada de profissionais de saúde e familiares. “Os idosos são mais vulneráveis às variações de temperatura e tendem a se desidratar com facilidade, já que o organismo envelhecido perde parte da capacidade de armazenar e regular a água corporal. Isso aumenta os riscos de desidratação, confusão mental e oscilações na pressão arterial”, ressalta a especialista. 

Entre as medidas preventivas, hidratação constante e adequação do ambiente são primordiais. Manter o idoso em locais ventilados, frescos e sombreados é essencial, assim como usar roupas leves, ter uma alimentação equilibrada e evitar atividades ao ar livre nos horários mais quentes. A especialista reforça que a hidratação é o ponto central, já que muitos idosos não têm o hábito de beber água ou não percebem a sede. É importante oferecer líquidos com frequência, como água, água de coco e chás leves, além de garantir um espaço arejado, com ventiladores ou ar-condicionado, sem medo de usá-los adequadamente. 

A identificação precoce dos sinais de desidratação, como confusão mental e redução do volume urinário, é fundamental para evitar complicações. O Sabin Diagnóstico e Saúde oferece exames e check-ups geriátricos que auxiliam no diagnóstico e acompanhamento da saúde dos idosos.



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Menopausa: 8 ajustes na alimentação que podem fazer a diferença nessa fase

Entenda o que acontece nessa fase e quais cuidados com a dieta merecem atenção

 

Ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor e aumento de gordura corporal estão entre as manifestações mais conhecidas da menopausa. A queda na produção de estrogênio geralmente tem efeito sobre os músculos, os ossos e a saúde cardiovascular.

 

Ao mesmo tempo, o próprio processo de envelhecimento provoca mudanças no organismo, o que torna difícil atribuir tudo exclusivamente à menopausa. É justamente a combinação desses fatores que faz com que alguns cuidados com a alimentação ganhem importância nessa fase.

 

“Não existe uma dieta específica para a menopausa nem um alimento capaz de evitar todas essas mudanças. O mais importante é garantir uma alimentação variada e adequada às necessidades de cada mulher, com atenção especial a nutrientes e exercícios físicos que ajudam na preservação da massa muscular e óssea e na saúde cardiovascular e metabólica”, explica o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, mestre em Nutrição e Alimentos e membro do Conselho para Assuntos Nutricionais da Herbalife.

 

Confira quais ajustes merecem atenção:

 

1. Dê mais atenção às proteínas

A massa e a força muscular diminuem progressivamente com a idade, e as alterações hormonais da menopausa podem contribuir para mudanças na composição corporal.

 

Por isso, é importante garantir uma ingestão adequada de proteínas e distribuí-las ao longo do dia, incluindo boas fontes nas principais refeições, inclusive nos lanches. “Dependendo das necessidades individuais, de 75 a 100 gramas de proteína diárias, divididas em refeições de 25 a 30 gramas pode ser uma referência”, orienta Viuniski.

 

Carnes, peixes, ovos e laticínios são fontes de proteína, assim como soja, feijões, lentilha e grão-de-bico. “Mas a alimentação precisa andar junto com o exercício físico, pois o treinamento de força é fundamental para preservar músculos e funcionalidade, enquanto a proteína fornece os aminoácidos necessários para a manutenção e construção do tecido muscular”, acrescenta o médico.

 

2. Incremente cálcio e vitamina D

A queda do estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea, principalmente nos primeiros anos após a menopausa, aumentando o risco de osteoporose e fraturas.

 

Por isso, além da proteína, vale garantir boas fontes de cálcio, como leite e derivados, gergelim, sardinha com espinha, couve, amêndoas e brócolis. Já a vitamina D está presente em poucos alimentos em quantidades relevantes, tendo entre suas principais fontes alimentares peixes gordurosos, como salmão, arenque e sardinha, além da gema de ovo. A exposição correta ao sol, para ativar a vitamina D na pele é um cuidado muito importante.

 

“Suplementos de cálcio e vitamina D podem ser indicados quando não é possível atingir as necessidades individuais por meio da alimentação e de outros cuidados da rotina. Essa necessidade deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde”, coloca o especialista.

 

3. Priorize vegetais, leguminosas e cereais integrais

Mesmo sem uma grande alteração na balança, a distribuição da gordura corporal pode mudar durante a transição da menopausa, com maior tendência ao acúmulo de gordura na região abdominal e visceral. Idade, perda de massa muscular, atividade física, sono e alimentação também influenciam esse processo.

 

Vegetais, frutas, leguminosas e cereais integrais fornecem fibras e ajudam a aumentar a saciedade e a qualidade nutricional da dieta. Associados a boas fontes de proteína, podem contribuir para o controle da ingestão energética e para a manutenção da massa muscular.

 

“Também vale limitar alimentos ricos em açúcares adicionados e carboidratos refinados, especialmente quando ocupam o lugar de alimentos mais nutritivos na rotina. Mais importante do que eliminar um nutriente específico é olhar para a qualidade da alimentação como um todo”, explica o nutrólogo.

 

4. Adote um padrão alimentar cardioprotetor

Com o avanço da idade e a chegada da menopausa, podem ocorrer alterações no colesterol, na pressão arterial e na sensibilidade à insulina, aumentando a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular.

 

Alimentos ricos em fibras e gorduras insaturadas, além de fontes de ômega-3, podem fazer parte de um padrão alimentar cardioprotetor. Alguns exemplos são aveia, feijões, frutas, verduras, castanhas, azeite e peixes.

 

“O mais importante é manter um padrão alimentar saudável, como o da dieta mediterrânea, que prioriza alimentos vegetais, cereais integrais, leguminosas, azeite, peixes e oleaginosas”, destaca Viuniski.

 

5. Alimente sua pele

A queda do estrogênio afeta a produção e a manutenção do colágeno. Nos primeiros anos após a menopausa, essa perda pode se acelerar, contribuindo para redução da espessura, firmeza, elasticidade e hidratação da pele.

 

O organismo precisa de aminoácidos provenientes das proteínas e de nutrientes como a vitamina C para sintetizar colágeno. Por isso, boas fontes proteicas, frutas e vegetais devem fazer parte da alimentação.

 

Alguns estudos com peptídeos específicos de colágeno encontraram melhora em parâmetros como hidratação, elasticidade e rugas. Os resultados, porém, podem variar conforme o tipo de produto, a dose e o tempo de uso, e a suplementação não substitui os cuidados gerais como cuidado ao tomar sol, não fumar, ter um sono de qualidade e uma alimentação adequada.

 

6. Aumente as fibras e não esqueça da água

Constipação, distensão abdominal e outras alterações gastrointestinais podem se tornar mais frequentes nessa fase, embora não sejam consequência apenas da menopausa. Alimentação, hidratação, atividade física, medicamentos e o próprio envelhecimento também interferem no funcionamento intestinal.

 

Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas fornecem fibras que contribuem para o trânsito intestinal e para a microbiota. Mas atenção: o aumento do consumo de fibras deve vir acompanhado de ingestão adequada de líquidos.

 

7. Observe o consumo de cafeína e álcool

Ondas de calor, suores noturnos e outras mudanças dessa fase podem dificultar o início ou a manutenção do sono. Dormir mal, por sua vez, pode interferir no apetite, no metabolismo e nas escolhas alimentares.

 

Por isso, vale reduzir o consumo de cafeína no fim do dia e de bebidas alcoólicas, que podem prejudicar a qualidade do sono. Refeições muito volumosas próximas ao horário de dormir também podem causar desconforto e atrapalhar o descanso.

 

“Algumas mulheres ainda relatam álcool, cafeína e alimentos muito condimentados como gatilhos para os fogachos. Essa resposta, porém, é individual, e evitar esses alimentos não é considerado um tratamento comprovado para os sintomas vasomotores”, pontua o especialista.

 

8. Inclua a soja entre as fontes de proteína

Alimentos como tofu, edamame, tempeh e bebidas à base de proteína de soja podem ajudar a diversificar as fontes proteicas da alimentação. A soja também contém isoflavonas, compostos que vêm sendo estudados por sua possível ação sobre os sintomas vasomotores da menopausa. Porém, esses efeitos parecem variar de acordo com cada mulher.

 

Ainda assim, alimentos e suplementos à base de soja podem fazer parte de uma alimentação equilibrada nessa fase, especialmente como fonte de proteína vegetal. 



Herbalife
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