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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Dia do Brincar: 7 caminhos para mais leveza, criatividade e energia na vida adulta

Especialista explica como estado lúdico estimula a neuroplasticidade, reduz o estresse e fortalece o sistema imunológico em qualquer fase da vida 

 

Em 28 de maio, Dia Internacional do Brincar, pesquisadores lembram que o estado lúdico (ou estado de play) habita muito mais situações do que se costuma imaginar: o jogo, o humor, a improvisação, a maneira como se enfrenta um problema.

Esse estado reduz o cortisol, protege contra o esgotamento e estimula novas conexões neurais. Brincar fortalece também o sistema imunológico e aprofunda vínculos sociais. E a criatividade, não raro, nasce daí.

Para o psicólogo Lucas Freire, especialista na Ciência do Brincar e autor do livro "Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa!", o maior obstáculo não é a falta de tempo, mas a crença de que o "play" (brincar) é incompatível com a vida adulta. Abaixo, Freire aponta os caminhos para trazer esse estado de volta à rotina.

1. Mantenha 80% dos seus hobbies livres

As atividades lúdicas que você decide fazer devem ser momentos de descontração e estar livres de monetização. Essa é uma convocação para se lembrar da criança que brincava sem motivo, que corria pelo simples prazer do movimento, que experimentava o mundo com curiosidade e não com expectativa de resultado.

2. Revisite brincadeiras da infância

Será que você consegue listar as três principais, aquelas às quais mais se dedicava? Seja sozinho, ou com outros adultos ou crianças, engaje-se em uma tarefa que lhe traga o entusiasmo da infância. Observe mais as crianças, aproveite e se pergunte quando parou de brincar e o que significa o brincar para você hoje.

3. Envolva-se em atividades artísticas ou esportivas

Desenvolva ou reforce habilidades. O "play" é um estado de espírito e está presente nas artes, nos esportes, na contemplação, nos hobbies, no riso e em toda expressão humana que não está apenas lutando para sobreviver.

4. Altere sua rotina intencionalmente

Abra sua perspectiva e ouse quebrar a monotonia ao fazer, uma vez por semana, uma tarefa de forma diferente da que está acostumado. Conheça pessoas novas, experimente dizer sim para o inesperado e faça tudo exercitando o estado de presença em cada momento.

5. Cante e dance apenas por diversão

Desopile na cozinha, no banheiro ou no trânsito, sem vergonha de virar meme na internet. E mantenha o bom-humor, livre de julgamentos!

6. Crie tradições com amigos e familiares

Escolha uma data fixa mensal e invente uma atividade única para seu grupo. Pode ser algo simples, como: “primeira sexta-feira do mês é dia de pizza e jogos”. Realize o evento por três meses consecutivos e observe o fortalecimento dos vínculos acontecer! Mas lembre-se de não forçar pessoas desinteressadas, nem de cair na armadilha da competição. Mantenha a leveza e divirta-se!

7. Crie um “oásis de play” em sua casa

Nossos ambientes físicos influenciam profundamente nossos estados mentais. Projete deliberadamente espaços que convidam a ludicidade para trazer mais foco e qualidade para esses momentos. Tenha uma fronteira clara que separa o espaço de áreas "produtivas", mantenha ferramentas e materiais prontos para o uso e deixe a pressão por uma arrumação perfeita em outro lugar. A imperfeição é permitida.

 

Novo Nordisk amplia acesso à semaglutida biológica com preços até 50% mais baixos para tratamento de obesidade e diabetes no Brasil

Companhia destaca exclusividade da molécula biológica original e menor custo para tratamentos de obesidade e diabetes 


A Novo Nordisk, única farmacêutica a produzir semaglutida biológica original para o mercado brasileiro, amplia ações de acesso aos tratamentos com as “canetas emagrecedoras” com condições exclusivas para Wegovy® (semaglutida biológica original injetável), indicada para o tratamento de obesidade, e com Rybelsus® (semaglutida biológica original oral), para diabetes tipo 2. No Brasil, as únicas apresentações de semaglutida com indicação para obesidade devidamente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluem, exclusivamente, os medicamentos biológicos desenvolvidos pela Novo Nordisk.

  • Wegovy®, produzido e comercializado pela Novo Nordisk;
  • Poviztra®, produzido pela Novo Nordisk e distribuído pela Eurofarma, primeira farmacêutica brasileira a comercializar semaglutida no País, desde outubro de 2025. 

Além disso, a companhia destaca que é a única farmacêutica com estudos clínicos próprios e programa robusto de desenvolvimento científico capazes de demonstrar segurança, eficácia e qualidade da semaglutida biológica original aprovada pelas autoridades regulatórias. Os dados clínicos que embasam a segurança da semaglutida da Novo Nordisk incluem 50 estudos globais e locais, com mais de 60 mil pacientes participantes e foram publicados em periódicos científicos de alta credibilidade. Além disso, mais de 49 milhões de pessoas, em todo mundo, já foram tratadas com terapias contendo semaglutida desde 2018.



Preços reduzidos nas farmácias 

A Novo Nordisk mantém as iniciativas comerciais de acesso ao tratamento de obesidade e diabetes desde junho de 2025, quando houve a primeira redução de preço realizada nos últimos 12 meses.

Entres as novas iniciativas comerciais, o paciente recebe sem custo a dose inicial de 0,25 mg na compra de qualquer dosagem de Wegovy®. Na prática, o benefício pode reduzir o custo para o paciente em até 50%. Neste caso, as condições especiais que envolvem a dosagem de Wegovy 0,25mg são válidas até o final dos estoques. Além disso, a nova dinâmica de preços para Wegovy® na dosagem 2,4 mg permite a aquisição de 3 (três) canetas pelo preço de 2 (duas).

As condições especiais para Wegovy® 2,4mg são válidas até o final do mês de junho. Já para Rybelsus®, seguem as condições diferenciadas em todas as dosagens de 3 mg, 7 mg e 14 mg, por tempo indeterminado. Na compra de duas caixas, o custo mensal é de R$ 575 no e-commerce ou R$ 625 em lojas físicas. Para adesão às iniciativas, é necessário apresentar o pedido médico, ter cadastro no programa NovoDia e realizar a aquisição em canais credenciados.



Resultados comprovados por estudos científicos 

A Anvisa aprovou recentemente o uso da dose terapêutica de 7,2 mg de Wegovy® a partir do estudo STEP UP, no qual a formulação mostrou perda de peso média de 28%, nos respondedores precoces. O dado reforça o perfil clínico de confiabilidade e eficácia da semaglutida biológica original injetável com máxima potência no tratamento da obesidade, considerando os estudos já realizados com essa molécula.

Além da perda de peso, o tratamento com semaglutida possui outros benefícios, incluindo a preservação de massa magra, já que 84% do peso perdido vem da gordura corporal.

Os estudos mostram ainda redução do desejo por cigarro e álcool, melhora na saúde mental, proteção cardiovascular e diminuição da gordura no fígado. Em um cenário de crescimento da obesidade e do diabetes no Brasil e no mundo, a empresa reafirma sua liderança científica e seu compromisso com acesso a tratamentos baseados em evidência.



Novo Nordisk
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Referências Científicas: 

  1. Bula de Wegovy. Aprovada pela Anvisa em 17/04/2026. 
  2. Bula de Ozempic. Aprovada pela Anvisa em 17/04/2026. 
  3. Bula de Rybelsus. Aprovada pela Anvisa em 17/04/2026. 
  4. Sorli C, Harashima S ichi, Tsoukas GM, Unger J, Karsbøl JD, Hansen T, et al. Efficacy and safety of once-weekly semaglutide monotherapy versus placebo in patients with type 2 diabetes (SUSTAIN 1): a double-blind, randomised, placebo-controlled, parallel-group, multinational, multicentre phase 3a trial. The Lancet Diabetes & Endocrinology. 2017 Apr;5(4):251–60.
  5. Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, Davies M, Van Gaal LF, Lingvay I, et al.; STEP 1 Study Group. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. N Engl J Med. 2021;384(11):989–1002.
  6. Aroda VR, Rosenstock J, Terauchi Y, et al. PIONEER 1: Randomized Clinical Trial of the Efficacy and Safety of Oral Semaglutide Monotherapy in Comparison With Placebo in Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2019 Sep 1;42(9):1724–32.
  7. data on file / company data
  8. Kairos WEB Brasil. Disponível em: Link Acesso em: maio/2026.
  9. Wharton S, Freitas P, Hjelmesæth J, et al. Once-weekly semaglutide 7·2 mg in adults with obesity (STEP UP): a randomised, controlled, phase 3b trial. The Lancet Diabetes & Endocrinology. 2025 Nov;13(11):949–63.
  10. Dicker D et al. Early responders to semaglutide 7.2 mg: a post hoc analysis of the STEP UP trial in adults with obesity. Obes Facts. 2026;19(Suppl 1):350. Abstract P04.002.
  11.  Alissou M, Demangeat T, Folope V, et al. Impact of Semaglutide on fat mass, lean mass and muscle function in patients with obesity: The SEMALEAN study. Diabetes Obesity Metabolism. 2026 Jan;28(1):112–21
  12. Lincoff MA, Brown-Frandson K, Colhoun HM, et al. Semaglutide and cardiovascular outcomes in obesity without diabetes. N Engl J Med. 2023;389:2221-2232. 
  13. Sanyal AJ, Newsome PN, Kliers I, et al. Phase 3 Trial of Semaglutide in Metabolic Dysfunction–Associated Steatohepatitis. N Engl J Med. doi:10.1056/NEJMoa2413258 
  14. Arnaut T, Kazantseva K, Kvist K, et al. Changes in Alcohol/Tobacco Spending Among Users and NonUsers of Semaglutide for Weight Management. Poster presentation at ObesityWeek® 2025; 4–7 November 2025; Georgia World Congress Center (GWCC), Atlanta, Georgia, USA.

 

Pacientes com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) defendem qualidade de vida como parte do cuidado

Pesquisa com participação do Brasil revela lacunas na comunicação entre pacientes e médicos; efeitos colaterais dos tratamentos interferem no bem-estar

 

Os avanços no tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) transformaram esse tipo de câncer em uma condição crônica controlável para muitos pacientes. No entanto, por trás dessa evolução científica, a experiência de quem convive com a doença é marcada por desafios que vão além do controle clínico, e que impactam diretamente na qualidade de vida, no bem-estar e na rotina.

O tratamento padrão com inibidores de tirosina quinase (ITQs), administrados diariamente e, em muitos casos, por tempo indeterminado, representa um dos principais marcos dessa evolução. No entanto, a necessidade de uso contínuo da medicação traz implicações relevantes para a qualidade de vida dos pacientes.

Entre os principais desafios desse câncer estão os efeitos colaterais de longo prazo dos tratamentos, como fadiga, náuseas, dores musculares e retenção de líquidos, que podem impactar atividades cotidianas e o bem-estar geral4. Além disso, a adesão rigorosa ao tratamento exige disciplina constante, o que pode se tornar difícil ao longo dos anos.

Um estudo recém-publicado na revista Haematologica, conduzido em 11 países — incluindo o Brasil — com a participação de 361 pacientes e 198 médicos, evidencia um desalinhamento relevante entre as percepções de pacientes e profissionais de saúde no manejo da doença. Enquanto médicos tendem a priorizar indicadores clínicos, como resposta molecular e eficácia do tratamento, pacientes atribuem maior valor à qualidade de vida, à tolerabilidade e ao impacto da doença em sua rotina.

Esses pacientes convivem diariamente com efeitos colaterais que impactam significativamente a qualidade de vida. Por isso é fundamental avançarmos na comunicação e na decisão compartilhada, fortalecendo a adesão, a confiança e os resultados clínicos”, afirma a hematologista Dra. Carla Boquimpani, líder em leucemias crônicas do Grupo Oncoclínicas e pesquisadora do HEMORIO, que participou do estudo.

A pesquisa também revela barreiras importantes no diálogo durante as consultas. Cerca de um em cada cinco pacientes, mesmo percebendo efeitos colaterais, evita mencioná-los ao médico — seja por receio de mudanças no tratamento, medo de parecer excessivamente queixoso ou por acreditar que os sintomas são inevitáveis. Em contrapartida, metade dos pacientes relata que gostaria de receber mais informações sobre efeitos colaterais, impacto na rotina e perspectivas de longo prazo.

Segundo a hematologista, “existem diferentes estratégias para lidar com a baixa tolerabilidade aos tratamentos, incluindo ajustes de dose, mudança no horário de administração ou até a substituição da medicação, sempre de forma individualizada e centrada na qualidade de vida, rotina pessoal e profissional e objetivos de tratamento de cada paciente”.

Nesse sentido, a disponibilização de novas opções terapêuticas também amplia as possibilidades de cuidado. No final de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de asciminibe como tratamento para pacientes adultos recém-diagnosticados com LMC cromossomo Filadélfia positivo em fase crônica (LMC Ph+ FC), representando um avanço relevante no cenário nacional[i],[ii]. Hoje o asciminibe já está incorporado ao SUS e aos planos de saúde para o tratamento após o uso de pelo menos dois ITQs anteriores.

“A aprovação do asciminibe em primeira linha representa uma mudança de paradigma no tratamento da LMC. A possibilidade de iniciar o tratamento com uma terapia mais direcionada desde o diagnóstico pode aumentar e acelerar as taxas de resposta, além de reduzir a toxicidade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”, destaca a Dra. Carla.

 

 

[i] BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 4.841, de 28 de novembro de 2025. Diário Oficial da União: seção 1. Disponível em: http://www.in.gov.br/autenticidade.html. Acesso em março de 2026.

[ii] Scemblix ® (cloridrato de asciminibe): novo registro. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/scemblix-r-cloridrato-de-asciminibe-novo-registro#:~:text=Scemblix%C2%AE%20(cloridrato%20de%20asciminibe)%20%C3%A9%20indicado%20para%20o%20tratamento,da%20tirosina%20quinase%20(ITQ). Acesso em março de 2026

  

[i] BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 4.841, de 28 de novembro de 2025. Diário Oficial da União: seção 1. Disponível em: http://www.in.gov.br/autenticidade.html. Acesso em março de 2026.

[ii] Scemblix ® (cloridrato de asciminibe): novo registro. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/scemblix-r-cloridrato-de-asciminibe-novo-registro#:~:text=Scemblix%C2%AE%20(cloridrato%20de%20asciminibe)%20%C3%A9%20indicado%20para%20o%20tratamento,da%20tirosina%20quinase%20(ITQ). Acesso em março de 2026


Especialistas alertam para impacto da "demonização" de implantes hormonais no tratamento de doenças

 

O debate sobre os implantes hormonais no Brasil ganhou contornos de uma crise de saúde pública que ultrapassa a questão estética. Enquanto o país enfrenta uma "demonização" destes dispositivos, frequentemente reduzidos ao termo pejorativo "chip da beleza", pelo menos cerca de 10 milhões de brasileiras que sofrem com endometriose — uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, segundo o Ministério da Saúde — veem o seu direito ao tratamento ameaçado por uma possível reserva de mercado e pelo desabastecimento de opções industriais.

O cenário tornou-se crítico após a descontinuação do único medicamento industrializado de referência para o tratamento da doença no país. Este vácuo no mercado transformou o setor de farmácias magistrais no último recurso para pacientes que dependem da gestrinona para bloquear a progressão de enfermidades incapacitantes como a endometriose e a adenomiose. Atualmente, este setor cresce 8% ao ano no Brasil, movimentando milhares de empregos, mas enfrenta uma ofensiva coordenada de setores tradicionalistas da medicina que acabam interferindo no tratamento de pacientes com endometriose, adenomiose, miomatose e os sintomas debilitantes da menopausa e andropausa. 

Para o Prof. Dr. Walter Pace, ginecologista com Doutorado Internacional e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada (SBMP), é urgente "separar o joio do trigo" no debate público. Pace alerta que o uso indevido de hormônios para fins estéticos por profissionais antiéticos não pode servir de pretexto para punir mulheres que sofrem de doenças crônicas. Segundo ele, o implante é uma via de administração segura e eficaz, sendo muitas vezes a última linha de alívio quando métodos convencionais, como géis e pílulas, falham devido à má absorção ou falta de adesão ao tratamento. 

O Dr. Guilherme Renke, endocrinologista e vice-presidente da SBMP, reforça que o uso de implantes é uma evolução terapêutica legítima e internacionalmente reconhecida. “Até o FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos, revisou e reafirmou recentemente os critérios para o uso de hormónios manipulados, validando a necessidade de opções personalizadas quando a produção em massa não atende às especificidades biológicas de cada paciente. O Guideline Europeu, é claro ao afirmar que as terapias hormonais manipuladas podem e devem utilizar vias como os implantes subdérmicos para garantir a entrega eficaz de múltiplas hormonas bioidênticas”. No Brasil, além de estar amparada em lei federal (14.603/2023), a própria adoção de implantes de etonogestrel pelo SUS para contracepção serve como prova da legalidade e eficácia desta via de tratamento. “Tentar proibir esta prática no Brasil é ignorar o consenso científico global, a legislação e o direito de medicos e pacientes à medicina personalizada", diz Renke. 

A discussão, no entanto, também possui uma forte componente econômica. Com o mercado global de novos medicamentos, como a tirzepatida, a atingir faturamentos bilionários, a liberdade de prescrição via manipulação magistral apresenta-se como uma ameaça aos monopólios industriais. Tanto Pace quanto Renke questionam se a campanha contra os implantes não esconderia uma tentativa de reserva de mercado, sacrificando a democratização da saúde e a soberania médica em benefício de interesses financeiros de grandes grupos farmacêuticos. 

A Sociedade Brasileira de Medicina Personalizada (SBMP) posiciona-se em defesa da autonomia do médico e do direito ao tratamento individualizado, combatendo o preconceito que ignora a realidade clínica de milhões de brasileiras.


Seu vape pode estar acelerando a perda de colágeno; entenda os hábitos modernos que envelhecem a pele

Foto criada com inteligência artificial
 CO ASSESSORIA
Vape, noites mal dormidas, excesso de açúcar e maratonas de tela passaram a preocupar especialistas quando o assunto é envelhecimento precoce 

 

Durante muito tempo, o envelhecimento foi associado quase sempre ao mesmo trio: sol, cigarro tradicional e passagem do tempo. Só que a rotina mudou, e os fatores ligados ao desgaste cutâneo também. É nesse cenário que o vape passou a chamar atenção de especialistas. Estudos recentes já associam o cigarro eletrônico ao aumento de estresse oxidativo e inflamação celular, mecanismos que impactam diretamente a qualidade do colágeno e a capacidade de reparo da pele.

Mas o problema não está só no vape. Dormir mal, viver sob estresse constante, exagerar no açúcar, consumir ultraprocessados e passar horas diante das telas também começaram a preocupar especialistas. Isso porque o colágeno não depende apenas da idade, mas da capacidade do organismo de reparar e preservar a estrutura cutânea ao longo do tempo. Quando esse equilíbrio falha repetidamente, a tendência é perda precoce de firmeza, elasticidade e viço.

Dormir pouco, por exemplo, pesa mais do que parece. Estudos já mostraram que noites mal dormidas estão associadas à pior recuperação cutânea e ao envelhecimento acelerado. Na prática, não é só a olheira que aparece: a pele também passa a reparar pior. O estresse crônico entra na mesma lógica. Pesquisas relacionam níveis elevados de cortisol à piora da produção de colágeno e ao desgaste dos fibroblastos, células responsáveis pela sustentação da pele.

Na alimentação, o excesso de açúcar e ultraprocessados também passou a preocupar especialistas. O processo de glicação, associado ao consumo exagerado de açúcar, pode comprometer colágeno e elastina, deixando a pele mais rígida, sem elasticidade e com aspecto envelhecido ao longo do tempo.

As telas também passaram a fazer parte dessa discussão. Embora a luz azul emitida pelo celular esteja longe de causar o mesmo impacto do sol, estudos já investigam sua relação com desgaste celular e envelhecimento cutâneo, principalmente quando o uso excessivo interfere no sono e prolonga estados de estresse do organismo.

Para a dermatologista Joana Petito Magnavita (CRM 5287826-0), da Harmonize Gold, a pele responde diretamente ao estilo de vida. Segundo a especialista, vape, noites mal dormidas, excesso de açúcar, estresse e alimentação inflamatória não envelhecem pelo mesmo mecanismo, mas acabam chegando ao mesmo resultado: pior reparo celular e degradação do colágeno. “Os fibroblastos começam a perder eficiência quando existe uma rotina constante de inflamação e desgaste do organismo. O colágeno não depende apenas da idade, mas da capacidade da pele de reparar dano e controlar esses processos. Quando isso falha por muito tempo, o envelhecimento acaba acelerando”, explica.

Nesse cenário, cresce também o interesse pela chamada estética regenerativa e pela bioestimulação de colágeno. Hoje, muitos pacientes deixaram de procurar apenas preenchimento ou volume imediato e passaram a buscar tratamentos ligados à firmeza, sustentação e qualidade da pele. Estudos recentes sobre hidroxiapatita de cálcio já relacionam o ativo ao estímulo de colágeno e à melhora gradual da estrutura cutânea.

Para Bernardo Magalhães, diretor executivo da Harmonize Gold, a procura por esse tipo de tratamento acompanha uma mudança na forma como as pessoas passaram a enxergar envelhecimento e prevenção. “Hoje muita gente já não procura apenas mudar volume. Existe uma preocupação muito maior com firmeza, sustentação e qualidade da pele ao longo do tempo. A estética regenerativa cresce justamente porque começa a olhar muito mais para preservação do colágeno do que apenas para resultado imediato”, afirma.


31/05 - Dia Mundial Sem Tabaco

 Cigarros eletrônicos podem agravar asma, rinite e DPOC, alerta ASBAI

 

No Dia Mundial Sem Tabaco, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) reforça que os riscos do tabagismo vão além dos cigarros convencionais. Os cigarros eletrônicos — frequentemente divulgados como opções menos nocivas — também oferecem perigos importantes, especialmente para pessoas com doenças respiratórias como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 40 milhões de crianças e adolescentes, entre 13 e 15 anos de idade, usam algum tipo de tabaco. Dessas, 15 milhões já experimentaram cigarros eletrônicos ou algo semelhante. São 7 milhões de mortes a cada ano relacionadas ao consumo do tabaco.

 

“Não podemos permitir que nesse momento que há um declínio do tabagismo convencional pelo amplo esclarecimento dos seus malefícios, venha uma outra forma de consumo de tabaco que ameaça a vida da população particularmente começando pelos nossos jovens”, comenta o membro do Departamento Científico de asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Álvaro Cruz.

 

Estudos mostram que os dispositivos eletrônicos contêm compostos químicos capazes de irritar e inflamar as vias aéreas, além de substâncias associadas ao câncer. Assim como os cigarros tradicionais, também podem causar dependência devido à presença de nicotina.

 

“O uso de cigarros eletrônicos pode piorar o controle da asma, levando a mais crises e hospitalizações. Os principais sintomas decorrem da inflamação dos brônquios, como falta de ar, chiado, tosse, cansaço e dor no peito”, afirma Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI.

 

Entre pessoas com rinite, tanto os cigarros convencionais quanto os eletrônicos podem intensificar sintomas como coceira nasal e ocular, espirros repetidos, coriza e obstrução nasal. Já pacientes com DPOC devem evitar completamente a exposição a esses produtos, que podem agravar o comprometimento pulmonar.

 

ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Site: www.asbai.org.br
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Doença ocular relacionada ao estresse pode se tornar crônica

O Prof. Dr. Michel Farah diz quais são os sintomas da Coriorretinopatia Serosa Central e alerta que, embora o estresse desempenhe um papel central, outros fatores podem contribuir, como uso de corticoides e até a personalidade do paciente 


A Coriorretinopatia Serosa Central (CSC) é uma condição ocular, mais conhecida como Serosa, que afeta principalmente homens na faixa dos 30 aos 50 anos e está frequentemente associada a estresse, ansiedade ou uso de corticoides. Mas isso não é uma regra, pois mulheres e inclusive pessoas jovens, ativas e saudáveis podem apresentar a doença ocular. 

Ela ocorre quando há acúmulo de líquido sob a retina, camada localizada no fundo do olho que capta a luz e a transforma em estímulos nervosos, para que o cérebro interprete as imagens. Esse processo gera vazamento de fluído e descolamento de retina, sem que haja rasgo ou furo, deixando a visão embaçada e com distorção. 

O Dr. Michel Farah, Prof. Titular de Oftalmologia da EPM / UNIFESP e médico da unidade Ceosp do H.Olhos – referência da especialidade na capital e ABC paulista, explica que “esse líquido, proveniente da coroide (camada de vasos sanguíneos localizados atrás da retina), se acumula formando uma pequena bolha que levanta a retina, especialmente na região da mácula, que é a parte responsável pela visão central, cor, nitidez e detalhes”. 

Embora a causa exata ainda seja objeto de estudo, a ciência já identificou gatilhos bem claros. O médico diz quais são eles: 

- Estresse e personalidade – a condição está frequentemente associada ao estresse emocional e ao chamado “perfil de personalidade tipo A” (pessoas muito competitivas, ansiosas ou perfeccionistas); 

- Uso de corticoides – é o principal fator de risco externo. Seja por via oral, nasal (sprays para rinite), pomadas, cremes ou injeções articulares, o uso de cortisona pode desencadear ou piorar a doença; 

Os sinais da Serosa geralmente surgem de forma súbita, em apenas um dos olhos. De acordo com o Prof. Dr. Michel Farah, “o paciente percebe uma mancha escura ou cinzenta no centro do campo visual. Além disso, os objetos parecem menores do que realmente são e as linhas retas ficam tortas ou onduladas. Outro sintoma é enxergar as cores desbotadas ou menos brilhantes”. 

Ao perceber essas alterações é muito importante procurar um oftalmologista para uma investigação. O diagnóstico é feito por meio de três exames: o de fundo de olho, realizado com a pupila dilatada; a Tomografia de Coerência Óptica, que visualiza o acúmulo de líquido; a Angiografia, que identifica o ponto de vazamento. Na maioria dos casos, a cura é espontânea, mas existe o risco da condição se tornar crônica e grave. 

“Muitas vezes, o próprio organismo absorve o líquido em algumas semanas ou meses. No entanto, quando a Serosa se torna persistente ou os episódios são frequentes, pode ocorrer atrofia da retina, resultando em perda de visão permanente. O acompanhamento e tratamento precoce são fundamentais para evitar complicações”, alerta o oftalmologista. 

Nos casos especiais, é indicado o uso do laser subliminar (micropulso), técnica oftalmológica que usa energia em pequenos pulsos, sem causar queimaduras ou danos térmicos visíveis ao tecido ocular, aumentando a capacidade de transporte e drenagem do líquido. Outro recurso é a terapia fotodinâmica, procedimento a laser que utiliza um medicamento fotossensibilizante para estimular a absorção do líquido sob a mácula. 

Existem outros recursos para tratar a Coriorretinopatia Serosa Central, mas eles dependem do quadro apresentado e da avaliação do especialista. Ao apresentar qualquer alteração no campo visual central, procure um oftalmologista para obter o diagnóstico correto e siga todas as orientações. Cuide da sua visão, pois ela permite que você realize diversas tarefas, com autonomia e segurança.


Feridas persistentes na boca podem indicar câncer bucal

ABORL-CCF reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção para aumentar chances de cura e reduzir sequelas

 

Feridas que não cicatrizam, dificuldade para engolir e sensação de algo preso na garganta podem parecer sintomas simples do dia a dia, mas também podem ser sintomas do câncer bucal, doença que na maioria das vezes é diagnosticada já em estágio avançado. E no Dia Nacional de Combate ao Câncer Bucal, celebrado em 31 de maio, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 15 mil novos casos desse tipo de câncer por ano, sendo a maior incidência entre homens acima dos 40 anos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 530 mil novos casos da doença sejam diagnosticados anualmente em todo o mundo. 

O Dr. Augusto Abrahao, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, membro da ABORL-CCF, explica que o câncer bucal, também conhecido como câncer de boca, afeta regiões como lábios, língua, gengiva, céu da boca, bochechas e cavidade oral e, em muitos casos, os primeiros sinais surgem de forma silenciosa e acabam ignorados pelos pacientes. “Esse câncer pode começar com pequenas alterações, como manchas esbranquiçadas na mucosa oral e aftas que não cicatrizam. O fato é que quanto mais precoce o diagnóstico, maior é chance de cura e menores os impactos na qualidade de vida”, comenta, ao revelar que muitos pacientes só procuram ajuda quando começam a sentir dor intensa ou dificuldade importante para falar e engolir. “O ideal é investigar qualquer alteração persistente na boca ou garganta o quanto antes.”

 

Principais causas

O especialista afirma que o tabagismo; o consumo em excesso de bebidas alcoólicas; a infecção pelo HPV; a exposição solar sem proteção nos lábios; a má higiene bucal; a alimentação pobre em frutas e vegetais e o histórico familiar estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal. “O cigarro e o álcool continuam sendo os principais fatores de risco, principalmente quando associados. Além disso, a infecção pelo HPV tem aumentado a incidência de tumores na região”, relata, ao comentar que grande parte dos casos pode ser evitada com simples mudanças de hábitos e cuidados preventivos, como, além de não fumar e beber em excesso, vacinar-se contra o HPV; manter uma alimentação equilibrada e utilizar protetor labial com filtro solar. “Sem dúvida a prevenção é a melhor estratégia. Consultas regulares ao dentista e ao otorrinolaringologista ajudam na identificação precoce de lesões suspeitas, aumentando significativamente as chances de cura.”

 

Tratamento

De acordo com o Dr. Abrahao, o tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias combinadas. Ele ressalta que o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para a redução de mortes e sequelas provocadas pelo câncer bucal. “Ao perceber qualquer alteração persistente na boca ou na garganta, deve-se procurar um médico imediatamente, pois o diagnóstico precoce permite um tratamento com índice de sucesso muito maior e com menos sequelas ao paciente”, atesta.

 

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF

 

Pastilhas e sprays de garganta podem “mascarar” doenças graves; entenda!

banco de imagem
Otorrinolaringologista do Hospital Paulista alerta sobre o uso inadequado de medicamentos de alívio sintomático e os riscos envolvidos 

 
Com as recentes mudanças climáticas, que trazem oscilações bruscas de temperatura, muitas pessoas têm sofrido com incômodos na garganta. Esses sintomas podem variar desde um simples desconforto até sinais de condições mais graves, como infecções respiratórias.
 

Em busca de alívio, é comum que as pessoas recorram a sprays e pastilhas para a garganta, disponíveis nas farmácias. Embora esses produtos ofereçam um alívio rápido, surge a dúvida: eles são realmente seguros? Existe um limite para o uso? 

Para esclarecer esses pontos, o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dr. Gilberto Pizarro compartilha importantes orientações sobre o uso responsável desses medicamentos e os cuidados que as pessoas devem tomar ao usá-los.

 

Uso consciente de sprays e pastilhas 

De acordo com o Dr. Pizarro, tanto pastilhas como sprays para garganta têm como objetivo principal aliviar temporariamente os sintomas da dor ou desconforto. Contudo, é essencial entender que esses produtos não devem ser considerados soluções definitivas. Cuidados essenciais ao utilizá-los incluem:

  • Leitura das instruções. Antes de usar qualquer medicamento, o primeiro passo é sempre verificar as informações na bula. Saber a dose recomendada, as contraindicações e os efeitos colaterais ajudam a garantir um uso seguro.
  • Evitar o uso contínuo. O especialista alerta para o perigo do uso excessivo e prolongado desses produtos. Embora possam aliviar os sintomas momentaneamente, o uso recorrente pode ocultar sinais de uma doença mais séria. "Se a dor de garganta persiste por mais de dois ou três dias, é crucial procurar orientação médica, pois isso pode indicar algo mais grave que precisa de tratamento especializado", explica Dr. Pizarro.
  • Atenção às contraindicações. Algumas pessoas podem ser alérgicas a substâncias presentes em certos medicamentos. Por isso, é importante estar atento às contraindicações, especialmente se houver histórico de reações alérgicas. "Em caso de dúvidas, é sempre aconselhável consultar um médico", orienta o otorrinolaringologista.
  • Manter-se hidratado. A hidratação também desempenha um papel importante na recuperação. "Além do uso de medicamentos, a ingestão de líquidos quentes pode ajudar a suavizar a irritação e acelerar o processo de recuperação", acrescenta o médico.


A importância de um diagnóstico médico 

Embora pastilhas e sprays possam aliviar temporariamente o desconforto, Dr. Pizarro destaca a importância de buscar um diagnóstico médico. "A automedicação pode esconder problemas maiores, como infecções bacterianas ou virais, que exigem tratamentos específicos", afirma. 

A dor de garganta, quando persistente, deve ser avaliada por um profissional de saúde, que pode identificar a causa e indicar o tratamento adequado. "Cada caso é único, e o tratamento precisa ser personalizado", conclui o otorrinolaringologista. 

Portanto, ao lidar com sintomas de dor de garganta, especialmente quando são recorrentes ou prolongados, a melhor prática é sempre buscar a orientação de um especialista para garantir que a recuperação seja segura e eficiente.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Autismo e TDAH ainda levam anos para serem diagnosticados no Brasil; exames ajudam a descartar outras condições, alertam especialistas

 

 Atraso na investigação pode impactar desenvolvimento infantil e qualidade de vida; avaliação multidisciplinar e apoio laboratorial auxiliam no diagnóstico diferencial

 

Dificuldade de concentração, atraso na fala, irritabilidade, hiperatividade, sensibilidade sensorial e dificuldades de interação social são alguns dos sinais que costumam aparecer ainda na infância em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Apesar disso, especialistas alertam que o diagnóstico dessas condições ainda pode levar anos no Brasil, atrasando intervenções importantes para o desenvolvimento infantil. 

Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, apontam que o autismo afeta atualmente 1 em cada 36 crianças. Já o TDAH é considerado um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais comuns da infância, com prevalência estimada entre 5% e 8% em crianças e adolescentes, segundo estudos internacionais. 

No Brasil, especialistas observam aumento na busca por avaliação diagnóstica, mas destacam que muitos pacientes ainda enfrentam demora para chegar a uma conclusão clínica adequada, especialmente pela semelhança dos sintomas com outras condições médicas, neurológicas, metabólicas e comportamentais.

Segundo Carlos Aschoff, médico geneticista do Grupo DB, o diagnóstico do TEA e do TDAH é clínico e deve ser realizado por equipe especializada, mas os exames laboratoriais têm papel importante no processo de investigação. 

“Os exames não diagnosticam autismo ou TDAH isoladamente, mas ajudam a descartar outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como alterações metabólicas, deficiências vitamínicas, distúrbios hormonais, condições genéticas e alterações neurológicas”, explica. 

Entre os exames frequentemente utilizados no apoio à investigação estão avaliações genéticas, testes metabólicos, dosagens hormonais, exames toxicológicos, avaliações nutricionais e exames laboratoriais voltados à investigação de alterações neurológicas e inflamatórias. 

O médico destaca que o atraso no diagnóstico pode impactar diretamente o desenvolvimento social, emocional e educacional da criança. 

“Quanto mais precoce acontece a identificação dos sinais e o início das intervenções, maiores são as chances de desenvolvimento e qualidade de vida. Muitas famílias passam anos buscando respostas sem compreender que outros fatores clínicos também precisam ser avaliados durante a investigação”, afirma. 

Além da avaliação médica multidisciplinar, o apoio diagnóstico laboratorial contribui para uma investigação mais ampla e segura, especialmente em casos complexos ou quando há sintomas associados. 

A recomendação é que pais, responsáveis e educadores busquem avaliação especializada sempre que observarem sinais persistentes relacionados ao desenvolvimento, comportamento, aprendizagem e interação social das crianças.

 

Grupo DB

 

Uso de anabolizantes acende alerta para riscos graves ao coração entre jovens

Crescimento do consumo de testosterona e esteroides preocupa especialistas diante do aumento de casos de infarto, arritmias e hipertensão em pacientes cada vez mais jovens 

 

O uso indiscriminado de anabolizantes tem preocupado especialistas em saúde cardiovascular no Brasil, principalmente diante do crescimento acelerado do consumo dessas substâncias entre jovens. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que o uso de testosterona cresceu 670% nos últimos cinco anos no país. Já um levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) revela que um em cada 16 estudantes do Ensino Fundamental ou Médio já utilizou anabolizantes.

Embora muitas vezes associados apenas ao ganho muscular e à estética, os anabolizantes podem provocar alterações graves no funcionamento do organismo, especialmente no sistema cardiovascular. O uso dessas substâncias está relacionado ao aumento do colesterol, espessamento do sangue, lesões na parede dos vasos sanguíneos e elevação da pressão arterial, fatores que aumentam significativamente o risco de infarto e outras complicações cardíacas.

De acordo com o cirurgião cardiovascular Dr. Adriano Milanez, da Rede Oto, os efeitos vão muito além da aparência física. “O uso de anabolizantes causa alterações no funcionamento do organismo. Além do desejado ganho muscular, podem ocorrer alterações nos vasos sanguíneos que favorecem obstruções e infarto. Também pode haver aumento da pressão arterial, levando à hipertrofia do músculo do coração”, explica.

Outro ponto de preocupação, segundo o especialista, é que muitos pacientes não apresentam sintomas evidentes até que ocorra uma complicação grave. “Muitas vezes, as alterações acontecem de forma silenciosa e o primeiro sinal pode ser um ataque cardíaco. Em alguns casos, podem surgir dores no peito, cansaço excessivo e palpitações, que servem como alerta”, afirma.

O médico destaca ainda que o uso contínuo dessas substâncias pode antecipar doenças cardiovasculares que normalmente apareceriam apenas em idades mais avançadas. “Mesmo jovens podem desenvolver infarto, arritmias e outros eventos cardíacos graves relacionados ao uso de anabolizantes. São doenças que costumávamos ver com mais frequência em idosos, mas que têm surgido cada vez mais cedo”, ressalta.

Além dos riscos cardíacos, o uso indiscriminado de anabolizantes também pode causar danos hepáticos, alterações hormonais, infertilidade, distúrbios psiquiátricos e dependência química. Especialistas alertam que qualquer reposição hormonal deve ser feita apenas com acompanhamento médico e indicação clínica adequada.

Diante do aumento do consumo, médicos reforçam a importância da conscientização, principalmente entre adolescentes e jovens adultos, sobre os impactos dessas substâncias na saúde a curto e longo prazo.

 

Câncer cerebral: sintomas silenciosos podem atrasar o diagnóstico

Especialista alerta que sintomas neurológicos persistentes, progressivos ou fora do habitual não devem ser ignorados, principalmente por pacientes com histórico de câncer 

 

Apesar de representar uma parcela menor dos tumores malignos, o câncer cerebral segue como uma das doenças mais complexas da Oncologia. De acordo com o neurocirurgião do IBCC Oncologia, Ricardo Ono Maruyama, um dos principais desafios está justamente na identificação inicial dos sintomas, que muitas vezes podem ser confundidos com condições comuns do dia a dia.

 

“Os tumores cerebrais e, principalmente, as metástases cerebrais podem se desenvolver em áreas ‘silenciosas’, ou seja, regiões do cérebro que inicialmente não provocam sintomas evidentes. Muitas vezes, o paciente só percebe alterações quando a lesão já atingiu tamanho maior”, explica.

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores do sistema nervoso central, que incluem cérebro e medula espinhal, correspondem entre 1,4% e 4% dos cânceres malignos registrados no País. Ainda assim, o impacto pode ser devastador, especialmente quando o diagnóstico acontece em fases mais avançadas.

 

“O mais importante é não normalizar sintomas neurológicos novos ou persistentes. Muitas vezes, o próprio paciente percebe que existe algo diferente acontecendo. Investigar precocemente pode mudar completamente a história da doença”, alerta o especialista.

 

Todos os anos, mais de 12 mil novos casos são diagnosticados no Brasil. Entre crianças e adolescentes, o câncer cerebral é a segunda principal causa de morte por câncer, atrás apenas das leucemias. Nesse cenário, o Maio Cinza surge como importante movimento de conscientização sobre os sinais de alerta, a necessidade de diagnóstico precoce e os avanços no tratamento da doença.


 

Sintomas podem surgir de forma silenciosa

 

Segundo o neurocirurgião do IBCC Oncologia, reconhecer precocemente mudanças pode impactar diretamente as chances de sucesso no tratamento e na preservação da qualidade de vida do paciente. Entre os sinais que merecem atenção estão:

 

•         dores de cabeça persistentes e progressivas;


•         náuseas sem causa aparente;


•         alterações visuais;


•         tonturas;


•         convulsões;


•         perda de força muscular;


•         dificuldades na fala;


•         lapsos de memória e


•         alterações no equilíbrio.

 

“Sintomas persistente por mais de duas semanas devem ser investigados com avaliação clínica e exames de imagem”, alerta o especialista.


 

Exames de imagem mudam o prognóstico do câncer cerebral


Segundo o médico, o avanço tecnológico tem transformado significativamente o diagnóstico e o tratamento dos tumores cerebrais. Exames como ressonância magnética e PET Scan permitem identificar lesões de forma cada vez mais precoce, aumentando as chances de sucesso terapêutico.

 

“A boa notícia é que já conseguimos diagnosticar tumores cerebrais em estágios muito mais iniciais graças à evolução dos métodos de imagem. Isso muda completamente o prognóstico do paciente, porque quanto mais cedo temos acesso à doença, maiores são as possibilidades de controle e preservação da qualidade de vida”, afirma o médico.

 

Os avanços nos exames de imagem e nas abordagens terapêuticas também têm mudado o perfil dos pacientes diagnosticados com tumores cerebrais. Segundo o especialista, já é possível identificar lesões em fases mais iniciais, inclusive em pessoas mais jovens, muitas vezes antes do surgimento de sintomas neurológicos graves.

 

Ao mesmo tempo, o aumento da expectativa de vida da população brasileira fez crescer o número de idosos em tratamento oncológico, incluindo pacientes com câncer cerebral. “Hoje, avaliamos muito mais o perfil clínico e funcional do paciente do que a idade em si”, afirma o neurocirurgião.


 

“GPS cirúrgico” aumenta precisão e reduz sequelas em cirurgias cerebrais

 

Além do diagnóstico precoce, a neurocirurgia também passou por importantes inovações. Entre os recursos mais modernos está a Neuronavegação, tecnologia que auxilia o cirurgião na localização exata da lesão cerebral durante o procedimento.

 

“A Neuronavegação funciona como um ‘GPS cirúrgico’. Ela permite definir uma via de acesso mais segura e realizar uma ressecção tumoral mais precisa, reduzindo danos aos tecidos cerebrais adjacentes e diminuindo o risco de sequelas”, detalha o especialista.

 

Outro avanço importante é o uso do Potencial Evocado Intraoperatório, técnica de monitorização eletrofisiológica realizada durante a cirurgia. “Essa tecnologia permite monitorar funções motoras, visuais e de linguagem em tempo real, enquanto o tumor é retirado. Isso aumenta significativamente a segurança cirúrgica e ajuda a preservar funções neurológicas essenciais”, explica.

 

No tratamento do câncer cerebral, a atuação multidisciplinar também faz diferença nos resultados clínicos e na qualidade de vida dos pacientes. “No IBCC Oncologia, o paciente tem acesso integrado ao oncologista, neurocirurgião, radioterapeuta, fisioterapeuta, psicólogo e outras especialidades no mesmo ambiente. Essa abordagem multidisciplinar traz mais agilidade, experiência e segurança ao longo de todo o tratamento”, conclui o especialista.


 

Metástase cerebral ainda é um dos maiores desafios da oncologia

 

Mesmo com todos esses avanços, o neurocirurgião reforça que os casos de metástase cerebral ainda representam um dos maiores desafios da Oncologia neurológica. “O grande objetivo da neurocirurgia oncológica não é apenas tratar a doença, mas devolver qualidade de vida ao paciente. Em muitos casos de metástase cerebral, esse continua sendo um dos maiores desafios da especialidade”, pontua.

 

Para o médico, um dos principais alertas do Maio Cinza é incentivar a população a não ignorar sintomas neurológicos aparentemente simples, especialmente pacientes com histórico oncológico. “Quando os sinais surgem de forma persistente, progressiva ou diferente do habitual, é fundamental procurar avaliação médica, principalmente em pacientes com histórico de câncer, que possuem mais risco de desenvolver metástases cerebrais”, oriente o neurocirurgião do IBCC Oncologia.

 

O médico alerta que, muitas vezes, o próprio paciente percebe que existe algo diferente acontecendo. O mais importante é procurar avaliação médica especializada e questionar a necessidade de uma investigação neurológica. “Comunicar ao médico sintomas como dores de cabeça novas, tonturas, desequilíbrio, falhas de memória ou dificuldades na fala, além de questioná-lo e propor uma investigação mais detalhada, pode mudar completamente a história da doença”, reforça o neurocirurgião.

 

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