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domingo, 22 de março de 2026

10 dicas para a convivência entre crianças com Síndrome de Down e cães

Especialista em comportamento canino destaca que vínculo saudável depende de preparo do animal e participação ativa da criança e da família. Veterinária explica o vínculo entre a profissão e os cuidados de uma criança atípica 


A convivência entre crianças com Síndrome de Down e cães, cada vez mais comum, pode trazer benefícios emocionais e sociais, desde que seja construída com orientação adequada, respeito às individualidades e acompanhamento profissional. Para marcar o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, Richardson Zago, especialista em comportamento canino, fundador da Zago Adestramento e fundador honorário do Patinhas Urbanas, elenca dez pontos essenciais para que essa relação seja segura, saudável e positiva para todos os envolvidos. 

“Não existe treinamento padrão quando falamos de convivência com pessoas que têm características fora do convencional. O trabalho precisa ser feito em conjunto, com a criança participando, para que o cão entenda o que será natural e comum naquele relacionamento”, afirma Zago. 

Para a Dra. Emiliana Gallo, veterinária e mãe da Lara, de 7 anos, o nascimento da filha atípica ressignificou sua trajetória profissional. Ao longo da carreira, sempre conviveu com animais resgatados, muitos com limitações físicas ou comportamentais, e aprendeu que o ponto central do cuidado é o respeito às individualidades. “Como especialista, entendi que nenhum ser deve ser definido pela diferença. O que todos precisam é de adaptação, limites claros e acolhimento”. 

Segundo ela, a convivência entre crianças, sejam atípicas ou não, e animais exige supervisão constante. “Nem a criança nem o animal compreendem sozinhos até onde podem ir. Cabe ao adulto orientar e garantir segurança para ambos. No caso da Síndrome de Down, que é a minha experiência pessoal, percebo a Lara como uma criança muito mais afetiva. Ela abraça mais, beija mais, gosta de toque e de carinho. Em alguns casos, esse afeto pode ser exagerado para determinados animais, que podem reagir de forma defensiva, arranhando ou mordendo. 

Como mãe, Emiliana destaca que o vínculo pode ser extremamente positivo, desde que construído com orientação. “Com o animal não existe cobrança de fala ou desempenho. É uma troca de afeto, no tempo da criança. Mas tudo precisa ser mediado com responsabilidade”. 

De acordo com Zago, existem algumas orientações que facilitam essa convivência:

 

1. A criança precisa participar do processo de adaptação 

O treinamento não deve ser feito apenas com o cão. A criança precisa estar presente para que o profissional consiga observar interações, gestos, formas de carinho e limites reais daquela relação.

 

2. Cada pessoa tem capacidades diferentes 

Idade, nível de compreensão, autonomia e comunicação variam muito entre pessoas com Síndrome de Down. O treinamento deve respeitar essas diferenças, sem pressupostos ou generalizações.

 

3. O cão deve ser treinado para a realidade da família 

Não faz sentido preparar um animal para uma rotina que não será vivida. O treinamento precisa refletir o cotidiano real da criança e da casa.

 

4. Interações precisam ser ensinadas 

Comandos, brincadeiras, formas de carinho e até o modo de chamar o cão devem ser ensinados tanto para a criança quanto para o animal, de forma simples e funcional.

 

5. O foco é adaptação, não imposição 

O cão é altamente adaptável, mas precisa ser conduzido para entender limites, padrões de comportamento e expectativas reais da convivência.

 

6. Gestos e intensidade importam 

Algumas crianças podem ter movimentos mais intensos ou repetitivos. O treinador precisa avaliar se o cão aceita toque frequente, abraços ou contato mais próximo.

 

7. Não existe raça ideal universal 

A escolha do cão deve considerar o perfil da criança. Animais mais tolerantes ao toque e à proximidade tendem a se adaptar melhor, mas não há regra fixa.

 

8. Raça não substitui avaliação comportamental 

Mesmo dentro de uma mesma raça, há variações de temperamento. O comportamento individual do cão é mais relevante do que o rótulo da raça.

 

9. Cães de guarda ou funções específicas exigem cautela 

Animais com forte instinto de proteção ou trabalho não são indicados para qualquer perfil familiar, especialmente quando essa aptidão não será utilizada.

 

10. O vínculo precisa ser construído com orientação 

A convivência bem-sucedida não acontece por acaso. Acompanhamento profissional reduz riscos, evita frustrações e fortalece a relação entre criança, cão e família.  

“É sempre um ajuste fino. Avaliamos o que a pessoa consegue fazer, o que o cachorro precisa e como unir essas duas realidades de forma segura e equilibrada. Esta pode ser uma experiência rica em afeto, aprendizado e desenvolvimento emocional. Para isso, informação, preparo e respeito às individualidades são fundamentais, tanto do ser humano quanto do animal”, finaliza Zago.



Drive com fotos e releases:

https://drive.google.com/drive/folders/1xflHoGQBZAX44w2b58Px90b1GJIDdeFD?usp=sharing

Crédito da fotógrafa: Vanessa Sallesaro @fotografia_de_caes





Patinhas Urbanas
@patinhasurbanas


Dor invisível: sinais silenciosos de dor em cães e gatos que os tutores costumam ignorar


Diferente dos humanos, cães e gatos não verbalizam dor. Em muitos casos, o sofrimento se manifesta de forma silenciosa, por meio da pele. Coceira persistente, feridas, queda de pelo e mudanças de comportamento podem indicar quadros dolorosos que passam despercebidos na rotina dos tutores.

De acordo com a médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, há uma tendência de normalizar sinais que deveriam acender um alerta. “Muitos tutores acreditam que o animal está apenas ‘se coçando’ ou que a queda de pelo é comum. Na prática, esses sinais podem indicar dor crônica”, explica.

A especialista destaca que a pele é um dos principais órgãos de comunicação do corpo. “Ela reflete desequilíbrios internos, alergias, infecções e até estresse. Observar mudanças precocemente faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do pet”, afirma.

O acompanhamento veterinário adequado permite identificar a causa do problema e evitar que quadros simples evoluam para condições mais graves. “Cuidar da pele é cuidar.

Veja alimentos do dia-dia que podem intoxicar seu pet

Itens presentes na rotina das famílias podem causar desde problemas neurológicos até insuficiência renal. Veja o que fazer em caso de ingestão desses alimentos.

 

Chocolate, uva, cebola e até produtos “diet” estão entre os alimentos mais associados a casos de intoxicação grave em cães e gatos — e muitos deles fazem parte da rotina alimentar das famílias brasileiras. O problema, segundo a PhD em Nutrologia animal Dra. Luciana Oliveira, é que o organismo dos pets não consegue metabolizar algumas substâncias presentes nesses alimentos, o que pode levar a quadros graves e até ao óbito.

“Cães e gatos não metabolizam determinadas substâncias da mesma forma que os humanos. Quando ingerem alguns alimentos comuns na dieta das pessoas, essas substâncias podem se acumular no organismo e provocar intoxicações que afetam o sistema digestivo, neurológico ou renal”, explica a veterinária.

Um dos alimentos mais comuns em quadros de intoxicação é o chocolate. O cacau contém metilxantinas — como teobromina e teofilina — compostos que são difíceis de serem metabolizados por cães e gatos. Quanto maior a concentração de cacau no chocolate, maior o risco de intoxicação.

“A gravidade depende do tipo de chocolate e da quantidade ingerida. Chocolates mais escuros, com maior teor de cacau, são os mais perigosos”, explica Luciana.

Outro alimento frequentemente associado a intoxicações é a uva — tanto in natura quanto na forma de uva-passa. Estudos mostram que elas podem causar insuficiência renal aguda em cães, embora a substância responsável por esse efeito ainda não tenha sido identificada pela ciência.

Além disso, ingredientes presentes em preparações culinárias também representam risco. Alho e cebola, os mais comuns, podem provocar anemia hemolítica nos animais. Já produtos adoçados com xilitol, um adoçante comum em alimentos “diet” e “zero”, podem provocar uma queda brusca de açúcar no sangue.

“O xilitol pode causar hipoglicemia grave e levar o animal à morte se não houver atendimento rápido”, alerta Luciana. “Ele está presente em diversos produtos do dia a dia, como balas, chicletes, alimentos dietéticos e até enxaguantes bucais.”

Como socorrer

Dependendo da quantidade e de que tipo de alimento foi ingerido, os sintomas podem ser mais leves ou mais graves. “Os sintomas podem surgir desde poucos minutos a várias horas ou dias após a ingestão. A melhor providência a ser tomada é levar o animal ao veterinário o mais rápido possível, para que ele avalie a situação e veja se precisa ou não prestar algum suporte ao animal ou deixá-lo em observação”, explica Luciana.

Ela ressalta que atitudes comumente disseminadas como fazer o animal vomitar ou usar carvão ativado nem sempre surtem efeito. “Tais ações podem retardar o suporte médico que esse animal precisa receber. Então não é recomendado que pessoas leigas tentem resolver o problema por conta própria, pois isso aumenta os riscos de complicações que podem levar ao óbito”, alerta.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.



Pets e ar-condicionado: como evitar ressecamento e acertar a temperatura nos dias mais quentes

Especialista da Gree orienta como manter o conforto térmico de cães e gatos sem comprometer a saúde dos animais, com atenção à umidade e ao vento direto

 

Com as temperaturas cada vez mais elevadas em diversas regiões do país, o ar-condicionado deixou de ser apenas um item de conforto para se tornar um aliado importante também para quem tem pets em casa. No entanto, o uso inadequado do aparelho pode provocar desconfortos como ressecamento das vias respiratórias, da pele e dos olhos dos animais. Em ondas de calor, o objetivo deve ser resfriar com segurança, sem “gelar” o ambiente. 

Segundo Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, o equipamento pode ser utilizado com segurança em ambientes com cães e gatos, desde que alguns cuidados sejam observados. 

“O ar-condicionado não faz mal aos pets por si só. O problema está no excesso de frio, no fluxo direto de ar sobre o animal e na falta de controle da umidade do ambiente”, explica o especialista. “Com ajustes simples, é possível manter conforto térmico e minimizar o ressecamento.”

 

Temperatura equilibrada é fundamental 

Diferentemente dos humanos, cães e gatos possuem mecanismos próprios de regulação térmica. Os cães, por exemplo, dissipam calor principalmente pela respiração ofegante, enquanto os gatos tendem a buscar superfícies mais frescas para se acomodar. 

Ambientes muito frios podem gerar desconforto, letargia e, em casos mais extremos, agravar quadros respiratórios, especialmente em filhotes, animais idosos ou de pequeno porte. 

“A recomendação é manter a temperatura entre 23 °C e 25 °C, evitando extremos. O objetivo é proporcionar conforto térmico, não transformar o ambiente em um espaço excessivamente frio”, orienta Magalhães. “Se o pet treme, se encolhe ou evita o cômodo, pode ser um sinal de que a climatização está exagerada.”

 

Atenção ao fluxo de ar direto 

Outro ponto importante é o direcionamento do ar. O fluxo contínuo diretamente sobre o pet pode causar ressecamento das vias respiratórias e da pele, além de desconforto muscular. Modelos que permitem ajuste das aletas e controle do fluxo ajudam a distribuir o ar de maneira mais uniforme no ambiente. “O ideal é que o ar seja difundido pelo espaço, sem incidir diretamente sobre o local onde o animal costuma permanecer”, explica o especialista.

 

Umidade e qualidade do ar também merecem atenção 

O ar-condicionado naturalmente reduz a umidade do ambiente durante o funcionamento. Em excesso, isso pode favorecer o ressecamento do focinho, da pele e das mucosas dos animais. 

Por isso, é importante manter o equipamento com manutenção em dia, filtros limpos e, quando necessário, avaliar o uso combinado com ventilação natural em momentos estratégicos do dia e umidificação do ambiente. “Abrir janelas nos horários mais amenos e usar um umidificador pode ajudar, principalmente em períodos de ar mais ceco”, orienta Magalhães. 

A qualidade do ar também impacta diretamente o bem-estar dos pets. Filtros limpos ajudam a reduzir poeira, pelos em suspensão e partículas que podem desencadear alergias. “A limpeza periódica é uma medida de saúde para pessoas e animais”, reforça o especialista da Gree.

 

Boas práticas para quem tem pets 

O especialista da Gree recomenda:

  • Manter a temperatura entre 22°C e 24°C
  • Evitar vento direto sobre o animal
  • Garantir que o pet tenha opção de se deslocar para áreas menos climatizadas
  • Realizar manutenção periódica e limpeza de filtros
  • Manter sempre água fresca disponível
  • Observar sinais de desconforto (tremores, apatia, tosse, olhos irritados) e buscar orientação veterinária se persistirem

“O ar-condicionado pode ser um aliado importante no bem-estar dos pets, especialmente em dias muito quentes. O uso equilibrado e consciente garante conforto térmico sem comprometer a saúde dos animais. O segredo é regular temperatura, direcionamento do ar e rotina de manutenção”, conclui Magalhães.


5 lições valiosas para aprender com o vira-lata caramelo

Divulgação
 Thiago Yashiki
Símbolo de resistência e carisma, o cachorro que conquistou o Brasil também inspira valores importantes para a vida

 

O vira-lata caramelo se tornou um ícone brasileiro e promove reflexões sobre empatia, cuidado com os animais e valorização da cultura do país. Nos últimos anos, ele virou garoto-propaganda das campanhas de adoção, protagonizou uma petição para se tornar o rosto da nota de 200 reais e até recebeu um reconhecimento oficial ao se tornar expressão cultural imaterial de São Paulo.

Agora ele também é super-herói do livro infantil O Supercão Caramelo, escrito por Thiago Yashiki. “O caramelo é o cachorro mais brasileiro que existe. Ele não tem pedigree, mas tem personalidade. Achei que seria divertido imaginar um super-herói que salvasse o mundo sem deixar de ser esse cachorro simples e carismático”, afirma o autor.

Protagonista da obra de Thiago Yashiki, o vira-lata é uma figura que ensina sobre convivência, superação e humanidade, além de provar que nem todo herói precisa de capa (embora alguns aceitem usá-la de vez em quando). Confira cinco lições que esse personagem tão brasileiro pode inspirar no dia a dia:


1 – Valorizar o que é simples

Em um mundo marcado por aparências, o vira-lata caramelo retrata a beleza da autenticidade. Ele não precisa de pedigree para conquistar carinho e admiração. Às vezes basta um olhar simpático e um rabo abanando a um desconhecido que se tornou seu melhor amigo naquele instante. Sua popularidade mostra que características genuínas e verdadeiras costumam criar conexões mais profundas do que qualquer rótulo.


2 – Resiliência diante das dificuldades

Vivendo em condições desafiadoras constantes, o vira-lata caramelo simboliza resistência. Apesar das adversidades, ele segue em frente com uma força que faria muitos coaches motivacionais ficarem impressionadosSua história inspira uma reflexão sobre como enfrentar adversidades com coragem e seguir em frente mesmo quando o caminho não parece fácil.


3 – Empatia e cuidado com o outro

O carinho que muitas pessoas demonstram por esses animais revela algo importante sobre a sociedade: a necessidade da empatia. Cuidar de um animal abandonado e apoiar campanhas de adoção são atitudes que reforçam valores fundamentais de convivência e responsabilidade coletiva.


4 – Orgulho das próprias origens

Assim como o Brasil é resultado de diferentes influências e histórias, o vira-lata também reflete diversidade e identidade. Valorizar essa figura é, de certa forma, reconhecer a riqueza da própria cultura e perceber que, assim como ele, o improviso está na nossa essência.


5 – O poder do humor para aproximar pessoas

No livro O Supercão Caramelo, o herói salva moradores de enchentes, enfrenta vilões e vive situações absurdamente engraçadas. O humor é parte essencial da história — e também uma forma de lembrar que rir juntos é uma das maneiras mais simples de criar vínculos. 

 

Thiago Yashiki - auxiliar de biblioteca do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT). Mora a 24 quilômetros do trabalho e às vezes demora duas horas e meia no transporte público para chegar ao emprego. Por isso está sempre com um livro em mãos para acompanhá-lo durante o longo trajeto. Em uma década de trabalho, já leu mais de 500 livros. Leitor ávido, agora estreia como escritor com a publicação de O supercão caramelo.


Abandono animal chega a quase 30 milhões de pets morando nas ruas do Brasil

Com mais de 80% dos casos concentrados em centros urbanos, iniciativas como a ONG MRSC atuam no atendimento a pessoas em situação de rua e seus animais.

 

O Brasil tem cerca de 30 milhões de animais vivendo nas ruas, segundo pesquisa recente do programa Cobasi Cuidar, realizada em parceria com ONGs de proteção animal e protetores independentes. O número representa aproximadamente um em cada quatro animais abandonados no mundo, sendo que mais de 80% deles estão concentrados em centros urbanos.

Nas grandes cidades, a presença desses animais nas ruas está ligada a fatores como abandono, reprodução descontrolada e dificuldades de acesso a políticas públicas de controle populacional. O cenário também revela outra realidade comum nos centros urbanos: a convivência entre pessoas em situação de rua e seus animais, vínculos que muitas vezes garantem companhia, proteção e cuidado.

É nesse contexto que surgem iniciativas sociais voltadas ao atendimento desses tutores e de seus pets, como a ONG Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC). A iniciativa foi criada pelo fotógrafo Eduardo Leporo após um projeto fotográfico em que registrou a relação entre pessoas em situação de rua e seus cães. Há uma década, a ONG oferece apoio a pessoas, cães e gatos em situação de rua por meio de ações que incluem alimentação, atendimento veterinário e iniciativas de conscientização sobre controle de natalidade e guarda responsável.

Para Leporo, ampliar o debate sobre o abandono é fundamental para incentivar a sociedade a olhar com mais atenção para a causa animal. “Quando entendemos a dimensão desse problema, percebemos que cada iniciativa faz diferença. Apoiar projetos sociais, incentivar a adoção responsável e combater o abandono são atitudes que ajudam a mudar essa realidade”, afirma.

Na prática, esse trabalho se materializa nas ações realizadas pela MRSC nas ruas. Durante essas iniciativas, os tutores recebem café da manhã, além de kits com itens básicos de higiene pessoal, como toalhas, roupas e chinelos. Para os animais, a ONG disponibiliza o Pet Móvel, estrutura que oferece banho quente, atendimento veterinário, vacinação, vermifugação e castração, além da distribuição de itens como ração, coleiras, guias, caminhas, brinquedos e medicamentos antipulgas e carrapaticidas.

Somente na capital paulista, onde há grande concentração de animais abandonados, a MRSC já realizou mais de 127 ações solidárias. No país, a iniciativa reúne mais de 200 voluntários, que já participaram de quase 700 ações. Ao todo, a ONG contabiliza mais de 30 mil atendimentos, 40 mil doses de vacinas aplicadas em cães e gatos e 5.500 castrações gratuitas.

Grande parte das ações é viabilizada por doações de pessoas físicas e por parcerias com empresas e instituições, como o Programa Adotepetz, da Petz, além da Mol Impacto, Arredondar e Boehringer Saúde Animal, que contribuem com ração, medicamentos, vacinas e produtos de higiene utilizados nas atividades.

Dedicando hoje a maior parte do seu tempo ao projeto, Leporo destaca a importância da rede de voluntários que participa das ações em diferentes cidades. “Sem a ajuda dos nossos voluntários, nosso trabalho não seria possível. Eles são a alma do projeto e ajudam a transformar a realidade de muitas pessoas e animais que vivem nas ruas. Diante de um cenário de abandono que ainda é grande no país, cada iniciativa e cada pessoa envolvida fazem diferença”, afirma.

 

ONG MRSC - Moradores de Ruas e Seus Cães
https://www.moradoresderuaeseuscaes.com.br/


Cães resgatados se tornam terapeutas no GRAACC para apoio a crianças em tratamento oncológico

Petlove, Instituto Caramelo e Hospital do GRAACC se unem no projeto Love que Cuida, que dá luz à causa dos pets invisibilizados e promove carinho e acolhimento aos pacientes em jornada de cuidado

 

O que acontece quando animais que já conheceram o abandono encontram crianças em tratamento oncológico? A resposta é o projeto "Love que Cuida", uma iniciativa da Petlove em parceria com o Instituto Caramelo, que vai levar três cães terapeutas sem raça definida (SRDs) para uma visita especial ao Hospital do GRAACC, em São Paulo, na manhã do dia 23 de março, às 10h.

O objetivo da ação é transformar histórias de vulnerabilidade em cuidado: cães que antes eram invisibilizados pela sociedade por serem SRDs, idosos ou pets com deficiência, se tornam protagonistas e agentes de socialização, oferecendo suporte emocional a pacientes em tratamento oncológico. 

“Na Petlove, chamamos de invisibilizados aqueles pets que historicamente têm menos chances de encontrar um lar. Ao levá-los para o GRAACC, por meio do projeto ‘Love que Cuida’, promovemos um encontro de superação entre duas histórias de resiliência. O paciente recebe o carinho genuíno do pet, enquanto o pet recebe amor, visibilidade e, então, novas oportunidades de adoção. É uma troca poderosa de afeto capaz de transformar a vida de ambos”, afirma Bruno Junqueira, vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação Institucional da Petlove.

Para o Instituto Caramelo, a ação também evidencia o potencial transformador dos animais resgatados, que muitas vezes chegam ao abrigo após experiências de abandono ou negligência. 

“Quando um animal resgatado passa por um processo de recuperação e socialização, ele pode se tornar muito mais do que um pet de companhia, pode ser uma ponte de afeto. Ver cães que um dia foram vítimas de abandono levando conforto e alegria para crianças em tratamento é uma forma poderosa de mostrar que todo animal merece uma segunda chance. E, muitas vezes, são eles que acabam cuidando da gente também”, afirma Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.


De abrigos para o acolhimento hospitalar

Diferentemente do que muitos pensam, a raça não é um fator determinante para o trabalho terapêutico. Segundo Bruna Garcia, veterinária da Petlove, o que importa é o temperamento. Os animais selecionados são dóceis, saudáveis e capazes de lidar com o alto nível de estímulos e o toque constante das crianças.

No Hospital do GRAACC, a humanização é um dos pilares do cuidado integral oferecido aos pacientes e seus familiares. “As ações com cães terapeutas já acontecem no GRAACC e essa parceria com a PetLove e o Instituto Caramelo chega com um motivo muito especial: a causa dos pets invisíveis. De um lado, vamos contribuir para que esses animais tenham a chance de serem adotados, do outro, vamos continuar oferecendo às nossas crianças e adolescentes ações de humanização que impactam positivamente seus tratamentos”, afirma Dra. Monica Cypriano, oncologista pediátrica e diretora clínica do GRAACC.

A ciência já comprova que o contato com os animais ajuda a liberar os “hormônios do bem”, aumentando a produção de endorfina (considerada um analgésico natural) e serotonina (que atua no cérebro regulando humor), reduzindo as taxas de cortisol relacionado ao estresse. “O tratamento oncológico é um grande desafio e os animais ajudam a desviar o foco da doença, proporcionando alegria, calma e bem-estar – o que pode contribuir muito com os resultados clínicos”, complementa a médica.


Corrente de adoção

Além do impacto terapêutico imediato, a ação busca dar visibilidade a esses animais. A Petlove e o Instituto Caramelo utilizam o projeto para impulsionar campanhas de adoção, reforçando que os pets invisibilizados merecem um lar e muito amor, tanto quanto todos os outros pelo mundo afora.

A Petlove divulga desdobramentos das ações nas redes sociais, visando impactar e conscientizar a sociedade sobre a necessidade da inclusão e do cuidado pet. Os conteúdos envolvem imagens da visita ao GRAACC, assim como todas as informações sobre os animais disponíveis para adoção. A ideia é usar o espaço como marca para aumentar, ainda mais, o olhar sobre eles e reforçar que cada um dos "terapeutas” já está pronto e preparado para o seu "feliz para sempre".


Sobre a Petlove

Fundada em 1999, a Petlove iniciou suas atividades como um e-commerce, pioneiro no setor no país, e hoje se consolida como o primeiro ecossistema pet no Brasil. Atualmente, a companhia engloba outras frentes de negócios, como saúde, hospedagem e serviços, sempre focada em oferecer soluções completas para tutores e pets, seja no mundo virtual ou presencial. Com as frentes de planos de saúde e os serviços da DogHero, a companhia conecta a jornada do cliente, que pode resolver todas as questões relativas ao pet em um só lugar. A empresa também tem forte atuação no segmento B2B e busca a valorização dos profissionais do setor, com soluções voltadas a médicos-veterinários e petshops, empreendedores e pet sitters, fortalecendo todo o ecossistema pet por meio das plataformas de conteúdos técnicos e auxílio ao médico-veterinário e de gestão de negócios com as marcas Vetsmart e Vetus, respectivamente.
 

Sobre o Instituto Caramelo

Referência nacional no resgate e reabilitação de animais em situação de abandono e maus tratos, o Instituto Caramelo é uma organização não governamental sem fins lucrativos que nasceu em fevereiro de 2015 para dar voz àqueles que não podem falar. Com um hospital veterinário 24 horas, atende mais de 300 animais e realiza castrações gratuitas, intervenções emergenciais e acompanhamento contínuo até que todos estejam prontos para adoção responsável.
 

Sobre o GRAACC

O GRAACC, que comemora 35 anos em 2026, elevou o padrão do cuidado oncológico no país. Referência no tratamento do câncer infantojuvenil, principalmente em casos de alta complexidade, o hospital alcançou taxa média de 80% de cura, o que coloca o Brasil entre os países com melhores índices.

É a primeira instituição do país, especializada em câncer infantojuvenil, a receber a acreditação da Joint Commission International (JCI), uma das organizações mais conceituadas do mundo na área de certificações em serviços de saúde. O GRAACC também está entre os melhores hospitais do mundo no ranking World's Best Hospitals 2026, da renomada Revista Newsweek - a qual reconhece os melhores centros médicos das principais metrópoles globais.

Em 2025, o GRAACC atendeu cerca de 4 mil pacientes - desse total, 379 foram novos casos; realizou 21.826 consultas médicas; 3.839 procedimentos cirúrgicos; 11.021 aplicações de quimioterapia; 21 mil exames laboratoriais; mais de 30 mil exames de imagem; 2.458 sessões de radioterapia e 74 transplantes de medula óssea. Ao todo, a instituição realizou 1.300 transplantes.

A parceria técnico-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) possibilita, além do diagnóstico e tratamento, o desenvolvimento de ensino e pesquisa. O GRAACC segue investindo constantemente em medicina individualizada e investigação genética para que cada vez mais crianças e adolescentes possam ter um futuro todo pela frente.

 

Serviço - Love que Cuida

Data: 23 de março (segunda-feira)

Horário: às 10h

Local: Hospital do GRAACC

Endereço: Rua Pedro de Toledo, 572 - Vila Clementino, São Paulo


Gado europeu, zebu ou cruzado: como a raça influencia a infestação por carrapatos

Raças europeias apresentam maior predisposição à infestação, enquanto zebuínos e cruzados exigem controle adaptado ao perfil genético


A escolha genética do rebanho impacta diretamente o desempenho produtivo e a susceptibilidade aos carrapatos. Estudos técnicos amplamente difundidos pela Embrapa indicam que bovinos de origem europeia (Bos taurus) apresentam maior predisposição à infestação por Rhipicephalus microplus, principal ectoparasita da pecuária brasileira. 

 

De forma geral, estima-se que mais de 90% da carga parasitária observada em determinadas regiões tende a se concentrar em animais com maior proporção genética europeia. Já os zebuínos (Bos indicus), como o Nelore, base do rebanho nacional, apresentam maior resistência natural ao carrapato, segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). 

 

Pelagem, pele e resposta imunológica 

 

A diferença está associada a fatores como espessura da pele, densidade e características da pelagem, maior capacidade de reação inflamatória no local da picada e comportamento de defesa mais ativo nos zebuínos. Esses fatores dificultam a fixação e o desenvolvimento do parasita. 

 

Raças europeias, amplamente utilizadas em sistemas intensivos e na produção de carne de alta qualidade, apresentam pele mais fina e menor resistência natural, o que favorece a alimentação do carrapato e a multiplicação no ambiente. 

 

E os cruzamentos industriais? 

 

Nos últimos anos, os cruzamentos industriais, especialmente entre Angus e Nelore, ganharam espaço como estratégia para combinar desempenho produtivo e rusticidade. No entanto, Fernando Dambrós, gerente de produtos antiparasitários (endo e ecto) da Ourofino Saúde Animal, alerta que apesar dos cruzamentos industriais alterarem essa dinâmica, eles não eliminam o risco sanitário.  

 

Segundo o especialista, o perfil genético altera a dinâmica da infestação, mas não substitui o controle estratégico: “Animais cruzados podem apresentar resistência intermediária, mas continuam expostos à pressão parasitária do ambiente. A genética ajuda, mas não é suficiente para garantir proteção. O que determina o sucesso no controle é um programa sanitário bem estruturado e adaptado ao perfil do rebanho.” 

 

Dambrós explica que propriedades com maior proporção de sangue europeu costumam registrar infestações mais intensas e necessidade de monitoramento mais frequente: “O produtor precisa entender que cada composição genética exige um nível de atenção diferente. Sistemas com maior presença de Bos taurus tendem a demandar controle mais rigoroso, principalmente em períodos de alta umidade e temperatura.” 


Resistência genética não substitui estratégia sanitária
 

 

Mesmo em rebanhos predominantemente zebuínos, a resistência natural não significa imunidade. Sob alta pressão parasitária, animais resistentes também podem apresentar cargas elevadas de carrapatos, com impactos produtivos relevantes. 

 

Além das perdas diretas, como queda no ganho de peso e na produção de leite, o carrapato é vetor da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), aumentando riscos sanitários e custos com tratamentos. 

 

“A resistência genética é uma aliada importante, mas não elimina a necessidade de controle estratégico. Quando o produtor subestima o risco por trabalhar com zebu ou cruzado, pode acabar enfrentando surtos inesperados”, alerta Dambrós. 

 

Outro ponto relevante é a questão da resistência aos princípios ativos. Aplicações inadequadas, intervalos incorretos ou uso sem orientação técnica favorecem a seleção de carrapatos resistentes, tornando o controle mais complexo ao longo do tempo. 

 

Dentro desse cenário, a Ourofino Saúde Animal destaca o NexLaner, primeiro ectoparasiticida à base de fluralaner desenvolvido por uma empresa brasileira. A solução amplia o acesso a uma tecnologia reconhecida pela alta eficácia no controle de carrapatos, contribuindo para programas sanitários mais eficientes e adaptados ao perfil genético do rebanho. 

 

A evolução genética do rebanho brasileiro é um dos pilares da competitividade da pecuária nacional. Porém, o especialista reforça que produtividade e sanidade precisam caminhar lado a lado. “Independentemente da raça: europeia, zebuína ou cruzada, o controle parasitário deve ser planejado de forma estratégica, considerando clima, pressão ambiental e perfil genético dos animais. A decisão correta impacta diretamente o desempenho produtivo e a sustentabilidade do sistema ao longo do ano”, reforça Dambrós. 

 

 Ourofino Saúde Animal



Petiscos como parte da nutrição: o que os responsáveis precisam saber

Entenda como oferecer o agrado com consciência e equilíbrio

 

Os petiscos ocupam um espaço importante na rotina dos pets. Eles estão presentes em momentos de interação, treinamento, estímulo e vínculo, e fazem parte da experiência alimentar dos cães.

Do ponto de vista técnico, os petiscos fazem parte da alimentação complementar, uma categoria pensada para agregar valor à rotina alimentar Diferentemente da alimentação principal, dieta completa, que é formulada para atender integralmente às necessidades nutricionais do animal, os snacks têm funções específicas, como reforço positivo, estímulo sensorial e apoio à interação entre o responsável e pet.

Essa distinção é fundamental para compreender a importância da quantidade e da qualidade. Petiscos possuem densidade energética própria e, quando inseridos na rotina, devem ser considerados dentro do balanço nutricional diário. Por isso, a literatura em nutrição animal adota como referência que a alimentação complementar represente até cerca de 10% da ingestão calórica diária.

Esse percentual não tem caráter restritivo, mas orientador. Ele existe para garantir que o pet receba todos os nutrientes essenciais na proporção adequada, ao mesmo tempo em que aproveita os benefícios da alimentação complementar. A quantidade ideal pode variar conforme porte, idade, nível de atividade e necessidades individuais, reforçando a importância de uma avaliação personalizada.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, a evolução do mercado acompanha essa visão mais integrada.
“O papel do petisco mudou ao longo do tempo. Hoje, ele é pensado como parte da rotina, com formulações mais cuidadosas e ingredientes selecionados. Quando o responsável entende essa lógica, consegue incluir os snacks de forma equilibrada”, explica.

Nesse contexto, a escolha do produto ganha relevância técnica. Petiscos desenvolvidos especificamente para pets, com ingredientes adequados à espécie, perfil nutricional claro e sem adição de corantes artificiais, permitem uma oferta mais segura e consistente.

A forma de oferta também faz parte dessa equação. “Integrar os petiscos a momentos específicos do dia, como atividades de interação, estímulos cognitivos ou treinamento, favorece o controle da ingestão e mantém o snack dentro do seu papel complementar”, explica Bruna.

Ao compreender os petiscos como parte de uma estratégia mais ampla, o responsável amplia o cuidado com o pet. O agrado deixa de ser um gesto isolado e passa a integrar uma rotina alimentar pensada, que valoriza o vínculo e a qualidade de vida no curto e no longo prazo.

 


Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/

 

Cachorro idoso: quais os cuidados mais essenciais?

Quem convive com um cachorro sabe que o tempo passa rápido demais. Aquele filhote cheio de energia que corria pela casa, aos poucos vai desacelerando, o pelo começa a ficar grisalho e o sono se torna mais longo. É nesse momento que os tutores percebem que o pet entrou na fase idosa da vida — uma etapa que exige atenção redobrada, mas que também pode ser repleta de carinho, conforto e qualidade de vida. 

Temos a terceira maior população “pet” do mundo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet): entre 150 e 160 milhões. Desses, os cães são a maioria no país, com cerca de 60 milhões. Apesar de, normalmente, a terceira idade desses animais ser percebida quando chegam aos sete anos de idade, isso acaba variando conforme seu porte: em cães pequenos, essa fase costuma ocorrer dos nove a 12 anos, os de médio porte aos sete anos e os de grande porte entre os cinco e sete anos.   

Além da pelagem esbranquiçada mais comum nos cães que começam a chegar na terceira idade, os tutores também podem notar uma diminuição nas atividades físicas, pode ocorrer diminuição na audição, visão, olfato, sono aumentado, problemas dentários, alterações no sistema cardiovascular, na função renal, articulações e outras alterações no comportamento. 

Por mais que essas transformações sejam naturais, acabam exigindo uma mudança na forma como cuidamos deles, de forma que a velhice dos cães possa ser uma fase tranquila e ainda com qualidade de vida, ao invés de um período desafiador tanto para o pet quanto para o tutor. 

Primeiramente, uma alimentação adequada e balanceada nessa idade é essencial para suprir as necessidades nutricionais específicas dos cães idosos. É crucial adotar uma ração sênior que contenha todas as suplementações necessárias para sua vitalidade – sem falar que a digestão e a absorção dos nutrientes do pet na terceira idade se tornam mais lentas e, portanto, precisa ter uma ração preparada para tal. 

Embora os cães idosos possam ter menos energia do que quando filhotes, incentivar a prática de exercícios físicos moderados e adaptados é outro ponto fundamental. Seja com caminhadas curtas para passear, natação para cães ou brincadeiras leves, todas essas atividades, com certeza, ajudam a manter a mobilidade, fortalecer os músculos e promover a saúde geral do animal. 

Os mesmos estímulos, feitos mentalmente, precisam ser reforçados na fase idosa, prezando pela saúde cognitiva do cão. Existem diversos brinquedos e atividades apropriadas nesse sentido que ajudam a estimular a mente, diminuir o tédio e mantê-lo entretido e feliz. 

A adaptação no ambiente doméstico também pode fazer uma grande diferença no bem-estar desses pets idosos. Em locais com muitas escadas, por exemplo, coloque alguma grade que impeça o cão de ficar subindo e descendo, com risco ainda de se acidentar caso esteja com dificuldades de mobilidade. Tapetes antiderrapantes em pisos lisos e escorregadios são ótimos nesse sentido, protegendo ainda mais o lar para a rotina do pet. 

Não podemos nos esquecer, claro, dos cuidados com a higiene. Manter os banhos, limpeza do ouvido e dentária em dia é crucial para evitar que peguem doenças infecciosas – afinal, nessa fase, é comum que possam ter otite ou que os dentes comecem a cair e, se tiverem tártaro, a dor e desconforto podem ser ainda maiores.   

Por fim, as visitas regulares ao médico veterinário devem estar sempre em dia. O recomendado para qualquer cão idoso é que faça um check-up completo a cada seis meses, a menos que esteja com algum problema de saúde - o que exigirá um acompanhamento mais constante, a depender da doença em si e da orientação do especialista. 

A terceira idade traz certas limitações e cuidados mais recorrentes para todos nós. Com os cães, não seria diferente, mas isso não significa que precisa ser uma fase complicada. Mantendo uma alimentação adequada, higiene em dia, visitas periódicas ao veterinário e atividades de estímulo físico e mental, o cão ainda pode ter uma ótima qualidade de vida mesmo já idoso. 

 

Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.


Pet de TODOS
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