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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Curso gratuito ensina sobre diversidade social na cidade: bases para o desenvolvimento urbano sustentável

Formação apresenta conceitos e estratégias para incorporar diversidade, equidade e inclusão ao planejamento e desenvolvimento das cidades


Equipes técnicas e de gestão municipais e estaduais, além de profissionais de qualquer área interessados dos setores público, privado ou da sociedade civil podem se inscrever no curso diversidade social na cidade: bases para o desenvolvimento urbano sustentável oferecido pelo Programa Capacidades, do Ministério das Cidades.
 

O curso apresenta conceitos relacionados à diversidade e à interseccionalidade nas cidades e aborda como fatores como racismo, desigualdades sociais e questões de gênero influenciam a produção do espaço urbano. A formação também apresenta estratégias para promover cidades mais inclusivas, justas e sustentáveis.

 

Como funciona o curso de diversidade social na cidade: bases para o desenvolvimento urbano sustentável?

A formação é gratuita, on-line, com carga horária de 12 horas e disponibilidade para realização em até 30 dias. O curso pode ser iniciado a qualquer momento após a inscrição e oferece certificado emitido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).


Quem pode fazer o curso?

Equipes técnicas e de gestão municipais e estaduais, além de profissionais de qualquer área interessados dos setores público, privado ou da sociedade civil.

 

Quais são os módulos?

  1. Diversidade e interseccionalidade na cidade
  2. Racismo e desigualdades sociais na produção do espaço urbano
  3. Cidades e o cuidado discutir a cidade à luz da diversidade e das questões de gênero
  4. Estratégias para a promoção de cidades mais inclusivas e justas


Como se inscrever?

O curso é gratuito, on-line e oferece certificado aos participantes que cumprirem os requisitos estabelecidos pela plataforma Link.

 

Via SP Serra realiza 1º Simulado Integrado de Atendimento a Emergências do Rodoanel Norte

Treinamento será realizado no sábado (22/08), a partir das 10h, no km 144, e reunirá mais de 100 profissionais de diferentes órgãos de atendimento a emergências

 

A Via SP Serra, concessionária responsável pela construção e operação do Rodoanel Norte, realiza, no próximo sábado (22/08), a partir das 10h, o primeiro simulado integrado de atendimento a emergências com produto perigoso em túnel. A atividade ocorrerá no km 144, sentido Dutra x Fernão Dias (Pista Externa), no interior do túnel localizado no trecho.

 

Durante a simulação, será reproduzido um cenário de acidente dentro do túnel com produto perigoso, múltiplas vítimas e incêndio em veículo. As equipes deverão realizar procedimentos como identificação de riscos, isolamento da área, controle do tráfego, atendimento e resgate das vítimas, atuação em caso de vazamento ou necessidade de combate a emergências, além da descontaminação e da liberação segura da pista.

 

O exercício contará com a participação de mais de 100 profissionais, incluindo equipes de Atendimento Pré-Hospitalar, Operação e Inspeção da Via SP Serra, Corpo de Bombeiros, SAMU, Polícia Militar Rodoviária e demais órgãos envolvidos no atendimento a emergências. A ação tem como objetivo aprimorar a integração entre as instituições, os protocolos operacionais e a capacidade de resposta diante de uma ocorrência complexa em ambiente confinado.

 

 

Operação especial de tráfego

 

Durante a realização do exercício, o túnel do km 144, pista externa, será totalmente interditado. Para minimizar os impactos aos clientes, a Via SP Serra implantará uma operação especial de tráfego, com desvio controlado e sinalização específica, de forma que os fluxos dos dois sentidos da rodovia sejam direcionados para uma única pista, operando temporariamente em mão dupla. A medida permitirá manter a circulação e a fluidez do tráfego em ambos os sentidos durante todo o período da atividade.

 

Os painéis eletrônicos instalados ao longo da rodovia exibirão informações atualizadas sobre as condições de tráfego e orientações aos motoristas. Clientes que precisarem de informações ou tiverem dúvidas poderão entrar em contato com o serviço de atendimento telefônico da concessionária pelo 0800 000 4075 – opção 2. 

A iniciativa reforça o compromisso da Via SP Serra com o Respeito à Vida, a segurança viária e o aperfeiçoamento permanente dos serviços oferecidos aos clientes. 

 

Serviço

 

1º Simulado Integrado de Atendimento a Emergências do Rodoanel Norte – produtos perigosos em túnel

Data: 22/08

Horário: a partir das 10h

Local: km 144 da pista externa do Rodoanel Mário Covas – Trecho Norte (Guarulhos)

Cadastramento de imprensa

Os veículos de imprensa interessados em realizar a cobertura do evento deverão se cadastrar pelo e-mail eli.santos@viaappia.com.br, até as 15h do dia 21/08, informando nome, função e veículo de imprensa.



Agosto Azul e Vermelho: Estação Carioca do MetrôRio recebe ação de conscientização sobre saúde vascular

Iniciativa oferecerá orientações médicas, exames de rastreio e ultrassom vascular no mezanino do Acesso B (Avenida Chile)  

 

O MetrôRio e a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional Rio de Janeiro (SBACV-RJ) realizam, nesta quinta-feira (20/08), uma ação gratuita de conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde vascular na Estação Carioca/Centro. O atendimento será realizado das 9h às 15h, com orientações médicas, exames de rastreio e avaliação vascular gratuitos. 

A iniciativa tem o objetivo de levar informação à população em locais de grande circulação, como as estações do sistema metroviário, esclarecer dúvidas e reforçar a importância da prevenção, da identificação precoce de possíveis alterações e dos cuidados com a saúde vascular. 

A atividade contará com a participação de médicos voluntários da SBACV-RJ, que estarão no local para oferecer orientações e realizar avaliações clínicas gratuitas. Os interessados também poderão fazer exames de rastreio para doenças vasculares e ultrassom vascular, de acordo com a avaliação realizada durante o atendimento. A iniciativa ainda contará com a distribuição de materiais educativos. 

A ação integra a campanha Agosto Azul e Vermelho, que busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e os cuidados com a saúde vascular. A iniciativa reforça a importância de cuidar da circulação para manter atividades do dia a dia, como brincar com os filhos, cozinhar e fazer exercícios físicos, além de destacar o tema “O que te move também depende da sua circulação”. 

 

Serviço  

Ação Agosto Azul e Vermelho – MetrôRio e SBACV-RJ  

Data: 20 de agosto (quinta-feira) 

Horário: 9h às 15h 

Local: no mezanino do Acesso B (Avenida Chile) da estação Carioca/Centro 

Atendimentos: orientações médicas, avaliação clínica, exames de rastreio e ultrassom vascular gratuitos

 

Estação da Luz recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (20)

Passageiros poderão conversar gratuitamente com profissionais de saúde mental

 

Quem estiver passando pela Estação da Luz, nesta quinta-feira (20), poderá conversar com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas de forma gratuita. A ação é realizada pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq-USP.

Os profissionais da iniciativa “Converse com o Psicoterapeuta” estarão disponíveis das 10h às 13h, ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria. A ação oferece escuta e acolhimento psicoterapêutico em espaços públicos, promovendo a saúde mental em espaços urbanos de grande circulação. 


Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Data: quinta-feira (20/08)
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e serviço Expresso Aeroporto)
Horário: das 10h às 13h


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Amigdalite em crianças: por que algumas têm crises recorrentes e quando é preciso investigar

 Infecções virais são mais comuns na infância, mas quadros provocados por bactérias podem exigir tratamento específico e, em alguns casos, até cirurgia, alerta otorrinolaringologista


Dor de garganta, febre e dificuldade para engolir estão entre os sintomas que mais preocupam os pais durante a infância. Eles podem aparecer quando as amígdalas, estruturas de defesa localizadas na garganta, são infectadas e ficam inflamadas, quadro conhecido como amigdalite. A infecção pode ser causada por vírus ou bactérias e, embora a maioria dos casos seja viral, algumas situações exigem tratamento específico. Entender a origem da doença, reconhecer os sinais de alerta e saber quando episódios frequentes precisam de investigação são medidas importantes para cuidar da criança e evitar complicações e o uso desnecessário de antibióticos.
 

Segundo a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE, em crianças menores predominam as infecções virais, enquanto os casos provocados por bactérias costumam aparecer com mais frequência a partir dos 4 ou 5 anos. “De uma forma geral, os quadros virais costumam vir acompanhados de outros sintomas, como coriza e nariz entupido, e começam de maneira mais gradual. Já quando a infecção é causada por bactéria, o início tende a ser mais súbito, com febre mais alta e sintomas mais concentrados na garganta”, esclarece. 

Durante uma crise, os pais devem observar principalmente a capacidade da criança de se alimentar e se hidratar. Prostração intensa, dificuldade para ingerir líquidos, dor que permanece forte mesmo após o uso de analgésico e febre que não melhora com a medicação são sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica. “Independentemente de ser um quadro viral ou bacteriano, a criança precisa permanecer hidratada e receber aporte calórico adequado. Quando ela não consegue beber ou comer, mesmo com o controle da dor, é preciso procurar atendimento prontamente”, orienta. 

Crianças apresentam mais infecções virais do que adultos, em parte porque o sistema imunológico ainda está em processo de amadurecimento. Isso, no entanto, não significa que toda dor de garganta recorrente seja uma amigdalite bacteriana. Rinite, sinusite, respiração pela boca, refluxo e até estomatites, inflamações na boca que podem provocar aftas, dor e febre, também podem causar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação médica é importante para identificar a origem do problema. 

Quando há confirmação de infecções bacterianas recorrentes, os especialistas podem utilizar os critérios de Paradise para avaliar a indicação de retirada das amígdalas: sete ocorrências em um ano, cinco por ano durante dois anos consecutivos ou três por ano durante três anos consecutivos. Para que sejam considerados, os quadros precisam ser devidamente caracterizados como bacterianos. “Quando a criança já teve duas crises no mesmo semestre, mesmo que ainda não esteja dentro dos critérios formais para cirurgia, eu considero importante procurar avaliação. Muitas vezes conseguimos identificar e tratar algum fator que esteja contribuindo para a repetição antes que o problema se torne mais frequente”, afirma a otorrinolaringologista. 

A indicação da cirurgia, porém, não depende apenas da frequência das crises. Complicações como o abscesso periamigdaliano, uma bolsa de pus que se forma ao redor da amígdala durante uma infecção, também podem levar à recomendação de retirada das amígdalas. “O paciente que teve um abscesso periamigdaliano, por exemplo, também pode ter indicação da remoção, porque existe a possibilidade de esse quadro voltar mesmo depois de tratado. O momento da cirurgia vai depender de cada situação e da avaliação médica”, explica. 

O acompanhamento após uma crise também é importante. A urgência tem como objetivo controlar o episódio agudo, enquanto a avaliação ambulatorial permite investigar por que ele está acontecendo. “Eu costumo dizer que a emergência está ali para apagar o incêndio. O acompanhamento com o otorrinolaringologista é o rescaldo e o cuidado para evitar um novo incêndio”, comenta. 

Além das amígdalas, a adenoide também pode estar envolvida nos problemas respiratórios e infecciosos da infância. Localizada na região posterior do nariz, ela é um tecido linfático que participa da defesa do organismo, especialmente nos primeiros anos de vida. Em algumas crianças, porém, pode crescer excessivamente ou permanecer colonizada por bactérias, favorecendo sintomas persistentes. 

“Quando a adenoide aumenta além do esperado e provoca obstrução nasal, ronco ou dificuldade para respirar durante o sono, a remoção pode ser indicada quando o tratamento clínico não é suficiente. Em outros casos, a cirurgia pode ser considerada pela recorrência das infecções associada à colonização bacteriana do tecido”, pontua. 

Amígdalas e adenoide têm funções importantes na infância, mas alterações nessas estruturas podem estar por trás de infecções recorrentes e também de problemas respiratórios. Por isso, mais do que tratar cada crise isoladamente, é importante entender o que está acontecendo com a criança e acompanhar a evolução do quadro. “Quando a amigdalite virou repetição, muitas vezes já chegamos um pouco tarde. O mais importante é olhar para a criança como um todo, identificar o que está causando essas queixas e agir antes que novos episódios se acumulem”, finaliza a Dra. Raquel Rodrigues.


Por que o risco de infarto aumenta nos dias mais frios de agosto? Cardiologista explica os impactos das baixas temperaturas no coração

Estudo do organismo para conservar calor, mudanças na rotina e menor ingestão de água são fatores que elevam a pressão arterial e acendem o alerta para infartos e AVCs

 

Com a chegada das baixas temperaturas e as frentes frias características do mês de agosto, a atenção com a saúde do coração precisa ser redobrada. O que muitos não sabem é que o frio não traz apenas o desconforto térmico, mas provoca alterações fisiológicas diretas no sistema cardiovascular, aumentando significativamente os riscos de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). 

O Prof. Dr. Ciro Camarota, cardiologista e docente do curso de Medicina da Unifran (Universidade de Franca), explica que o corpo humano adota mecanismos de defesa automáticos para enfrentar a queda de temperatura. 

"Quando a temperatura cai, o organismo tenta conservar calor para proteger os órgãos vitais centrais. Para que isso aconteça, ocorre um processo chamado vasoconstrição periférica, no qual as artérias e vasos sanguíneos da pele e das extremidades se contraem", detalha o especialista. "Como consequência, a pressão arterial tende a subir mais no inverno do que no verão, um efeito ainda mais pronunciado em pessoas idosas ou que já possuem diagnóstico de hipertensão."
 

O impacto dos hábitos no inverno

Além da resposta biológica ao frio, as mudanças na rotina durante os dias gelados atuam como agravantes para a saúde do coração. Entre os principais vilões do período estão:

  • Sede mascarada: Há uma redução natural na ingestão de água, o que pode levar à desidratação, um fator crítico especialmente em idosos.
  • Sedentarismo aquecido: As baixas temperaturas desestimulam a prática de exercícios físicos, favorecendo o ganho de peso e o descontrole da glicemia, da pressão e do colesterol.
  • Alimentação pesada: O consumo de refeições mais calóricas e gordurosas torna-se mais frequente, sobrecarregando o metabolismo.


Grupos de maior vulnerabilidade

De acordo com o Dr. Ciro Camarota, pessoas com condições pré-existentes ou hábitos de vida específicos devem dobrar os cuidados nas épocas frias. O grupo de risco é composto por:

  • Pessoas com hipertensão arterial, diabetes ou colesterol elevado;
  • Indivíduos com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, angina ou AVC;
  • Idosos (especialmente acima de 65 anos);
  • Pessoas com obesidade ou sedentarismo;
  • Tabagistas e ex-tabagistas.


Como proteger o coração durante os dias frios

Para atravessar o período com segurança, o docente da Unifran destaca que a prevenção passa por manter os cuidados básicos de saúde e adaptar a rotina de exercícios físicos sem abandoná-los.

A recomendação geral da Organização Mundial da Saúde de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada continua valendo. Para quem pratica exercícios ao ar livre no frio, o cardiologista recomenda:

  1. Aqueça-se bem antes de começar: faça um aquecimento mais prolongado e progressivo, iniciando devagar e aumentando a intensidade gradualmente.
  2. Vista-se em camadas: utilize roupas sobrepostas para poder retirar peças à medida que o corpo aquecer, garantindo proteção para cabeça, mãos, pescoço e pés.
  3. Mantenha a hidratação: beba água mesmo sem sentir sede antes, durante e após a atividade.
  4. Opte por ambientes fechados: em dias de frio extremo, vento forte ou garoa, prefira atividades indoor.
  5. Atenção aos medicamentos e alimentação: não interrompa o uso de remédios de uso contínuo para pressão, diabetes ou colesterol e mantenha um prato colorido com frutas, verduras e proteínas adequadas.

"A regra de ouro para o inverno é evitar a imobilidade e a exposição direta e brusca ao frio. Proteger as extremidades do corpo, alimentar-se bem e continuar se movimentando são os melhores remédios para garantir a saúde do coração durante toda a estação", finaliza o Prof. Dr. Ciro Camarota.

Unifran

www.unifran.edu.br

Estudo da Mayo Clinic destaca benefícios do tratamento assistido por animais na reabilitação de AVC

Estudo publicado na Mayo Clinic Proceedings mostra que a interação com animais de terapia pode aumentar o engajamento, a atividade física e o tempo de mobilidade de pacientes durante a reabilitação hospitalar após um AVC. 

 

A visita de um animal de terapia pode fazer mais do que levantar o ânimo. Um novo estudo publicado na Mayo Clinic Proceedings destaca como o tratamento assistido por animais pode contribuir para a reabilitação hospitalar após um acidente vascular cerebral (AVC). Pacientes que interagiram com animais de terapia demonstraram maior envolvimento no tratamento, aumento da atividade física e maior duração da mobilidade em comparação com aqueles que não interagiram.

Os resultados sugerem uma abordagem promissora para enfrentar barreiras comuns que os pacientes encontram durante a recuperação de um AVC, incluindo motivação limitada, redução da energia, falta de companhia e diminuição do interesse nas atividades terapêuticas. Ao incorporar equipes treinadas de cães de terapia e seus condutores aos cuidados de reabilitação, os pacientes podem realizar diversas atividades, incluindo caminhar, brincar de buscar e acariciar ou escovar o cão.

"A presença de um cão de terapia pode mudar toda a dinâmica de uma sessão de reabilitação", afirma Whitney Romine, gerente de serviços assistidos por animais da Mayo Clinic. "Os pacientes frequentemente relatam que se sentem mais centrados, seguros e capacitados para participar das atividades terapêuticas, o que pode fazer uma diferença significativa em sua experiência de recuperação."

O artigo, "The Impact of Animal-Assisted Treatment on Inpatient Stroke Rehabilitation" ("O impacto do tratamento assistido por animais na reabilitação hospitalar após acidente vascular cerebral") mostra como o atendimento aos pacientes poderia ser aprimorado por meio de um modelo de prestação de cuidados clínicos que inclua equipes qualificadas de condutores de animais. O estudo também explora como essas mudanças poderiam ser aplicadas em diversas especialidades médicas e populações de pacientes.

"A recuperação de um AVC pode ser desafiadora, especialmente quando os pacientes enfrentam barreiras como baixa motivação ou energia limitada", afirma Brent Bauer, M.D., médico de medicina interna da Mayo Clinic. "Esta pesquisa demonstra que o tratamento assistido por animais pode oferecer uma maneira prática e eficaz de aumentar o envolvimento e contribuir para melhores resultados de reabilitação."

Esta pesquisa foi realizada em colaboração com a Nestlé Purina PetCare. Para a lista completa de autores, declarações e financiamento, consulte o estudo.

  

Mayo Clinic
Mayo Clinic


Tosse persistente: 8 causas além da gripe

Uma tosse que dura mais de três semanas não deve ser ignorada

 

A tosse é um mecanismo de defesa do organismo que expulsa secreções, alimentos, corpos estranhos ou microrganismos das vias aéreas, sendo comum em qualquer época do ano e um sintoma frequente em atendimentos médicos. Apesar de sua finalidade, pode causar dores no peito, cansaço, dificultar tarefas diárias e gerar constrangimentos, inclusive por ser uma sequela da Covid-19.

Segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus lideram os casos de síndrome respiratória aguda grave no país, respondendo por cerca de 72% dos casos positivos no ano, com a influenza representando aproximadamente 24%. As tosses são frequentes nesses diagnósticos pois são uma forma que o sistema respiratório tem de tentar expulsar vírus, fungos, partículas de poeira, fuligem ou outro material alérgico que esteja atacando as vias respiratórias.

Quando a tosse seca persiste por mais de três semanas, pode indicar problemas mais graves e causar lesões no trato respiratório. Ela pode afetar qualquer faixa etária, embora algumas causas sejam mais prevalentes em determinados grupos, como a inalação de corpos estranhos em crianças e idosos, além de outras razões específicas em adultos.

Pensando nisso, Paula Matos Lemos, clínica geral do dr.consulta, lista abaixo as principais causas que merecem atenção e quando procurar atendimento médico:



1. Infecção de vias aéreas superiores – Gripes, resfriados, sinusites e faringites

Essas condições estão entre as causas mais comuns de tosse seca persistente em adultos, apesar de serem diferentes entre si. A gripe, causada pelo vírus influenza, costuma apresentar sintomas mais intensos que o resfriado comum, como febre alta, dores no corpo e fraqueza, além de coriza e dor de garganta. Já as sinusites e faringites, inflamações dos seios da face e da garganta, respectivamente, também irritam as vias aéreas e desencadeiam episódios de tosse, muitas vezes acompanhados de gotejamento pós-nasal.

 

2. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico também pode causar tosse constante. Isso acontece porque o suco gástrico do estômago retorna ao esôfago e chega à laringe, provocando inflamação. Refeições muito volumosas antes de dormir e a ingestão de alimentos mais ácidos, como café, chá preto, molho de tomate e refrigerantes, podem aumentar os episódios de refluxo e, consequentemente, as tosses.

Quanto mais frequentes eles são, inclusive, maiores as lesões causadas na garganta. Não deixe de procurar um especialista em gastroenterologia.


3. Tuberculose

A tosse seca persistente em adultos pode ser um dos sinais da tuberculose. Esse diagnóstico é considerado grave e, se não tratado, pode levar à morte. É uma patologia infecto-contagiosa, e a transmissão se dá por meio da inalação (pela fala, tosse ou espirro) da bactéria Mycobacterium tuberculosis. Por afetar diretamente os pulmões, pode ser bastante nociva, principalmente para pacientes com o sistema imunológico já debilitado.

A investigação pode ser realizada pelo pneumologista, e o tratamento é feito com antibióticos. Ele é longo e pode durar cerca de 6 meses em alguns casos.


4. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção pulmonar gerada por fungos, bactérias ou vírus que atingem os alvéolos, brônquios e outras estruturas do pulmão. A mais comum é a do tipo pneumocócica, bastante presente nos períodos de inverno. Os sintomas podem variar, mas na maioria das vezes há febre elevada, tosse (com expectoração ou não), dificuldades respiratórias, dor no peito e também dor de cabeça.

Assim como nos casos de tuberculose, o pneumologista é o especialista indicado para realizar o diagnóstico e indicar as melhores formas de tratamento.


5. Asma

Sendo uma inflamação crônica das vias aéreas ou brônquios, a asma também é uma enfermidade respiratória que afeta os pulmões e provoca tosse. A falta de ar e a sensação de pressão no peito são comuns nesses quadros.

Embora não exista cura, o pneumologista é o profissional a ser contatado para que o paciente tenha acesso a um tratamento adequado e controle das eventuais crises.



6. Tabagismo e enfisema pulmonar

Segundo uma pesquisa de 2022 divulgada pela Agência Brasil, 28% dos brasileiros fumam cigarro — percentual abaixo da média latino-americana, de 38%. Ainda assim, o Brasil se destaca negativamente em outro aspecto: 39% dos fumantes brasileiros consomem 11 cigarros ou mais por dia, proporção acima da média regional de 27%.

Os fumantes têm mais chances de apresentar alguns distúrbios, e a tosse seca persistente é um deles. O calor da fumaça aspirada e as substâncias químicas presentes no tabaco provocam uma irritação constante das vias aéreas.



7. Medicamentos

Alguns medicamentos também podem causar tosse persistente em adultos como efeito colateral. É o caso, por exemplo, dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como captopril e enalapril, utilizados no tratamento da hipertensão arterial.


8. Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca surge quando o coração fica incapacitado de bombear sangue na quantidade adequada para suprir as necessidades de todo o corpo. Apesar de estar mais associada ao público idoso, é uma condição que pode estar presente em qualquer idade.

A tosse seca persistente acontece devido ao acúmulo de líquidos nos pulmões, decorrente da dificuldade de bombear sangue, além do cansaço físico. O cardiologista é o médico responsável por avaliar as especificidades desse tipo de quadro e indicar as melhores formas de tratamento.


Quando procurar ajuda

"A avaliação de uma tosse seca persistente depende de três fatores principais: frequência, duração e sintomas associados. Se a tosse ultrapassar três semanas, já ligamos o sinal de alerta. No entanto, se houver uma piora repentina acompanhada de febre, catarro espesso, sangue na secreção ou falta de ar, a busca por atendimento médico deve ser imediata. Também é crucial investigar quando o quadro vem acompanhado de perda de peso sem causa aparente, obstrução nasal contínua, dores pelo corpo ou secreção de cor irregular", finaliza Paula.


Campanha de multivacinação reacende alerta para histórico médico disperso das famílias

 

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Campanha nacional reforça a importância da imunização, enquanto evidencia que informações pessoais de saúde seguem espalhadas entre papéis, e-mails e aplicativos, o que dificulta o acompanhamento do paciente

 

A campanha nacional de multivacinação, em andamento até 1º de setembro, com Dia D em 22 de agosto, visa atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e mira doenças que seguem circulando ou preocupam o sistema de saúde, como sarampo, pneumonias e meningites. Mas de acordo com a MYME, healthtech brasileira, a campanha pode ser mais do que mobilização para a imunização..

A campanha de multivacinação também abre espaço para um olhar mais amplo sobre o histórico de saúde. Além de manter a carteira vacinal em dia, reunir em um único lugar informações sobre exames, consultas, medicamentos, sintomas e outros registros ajuda a construir uma visão mais completa da trajetória do paciente. Com esses dados organizados ao longo do tempo, médicos e outros profissionais de saúde ganham mais contexto para o acompanhamento, enquanto novas tecnologias, como ferramentas de inteligência artificial, podem ampliar a capacidade de análise dessas informações. 

Para Lucas Santiago, cofundador da MYME, esse é justamente o ponto em que campanhas de vacinação podem ser usadas para um efeito mais amplo. “Essa mobilização pode ser uma oportunidade para a família organizar não só a carteira vacinal, mas todo o histórico médico de cada pessoa”, comenta. “Informações perdidas podem atrasar o início do cuidado, representando um risco para a saúde”, alerta. A MYME conta com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e seus dependentes. 

Santiago aponta como ainda vivemos num cenário em que a saúde depende, em grande medida, da memória dos pacientes. “Muita gente só percebe a importância de ter o histórico organizado quando está no pronto-atendimento, passando mal ou prestes a fazer uma cirurgia. Nessa hora, ter todos os documentos em mãos faz toda a diferença”, diz. 

A MYME foi criada para guardar esse conjunto de informações em uma linha do tempo compartilhável com profissionais, instituições de saúde, familiares e cuidadores. A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e permite organizar dados por categorias como sintomas, exames, consulta médica, medicação e vacinação. “Saúde contínua exige registro contínuo”, afirma Santiago.
 

Como a MYME funciona

Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link. 

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).
 

Segurança de dados

A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.

 

Complementar ao Meu SUS Digital 

A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel.

 

MYME
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Número de brasileiros em diálise cresce 41% em uma década, aponta levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia

Brasil registra, em média, 45 mil novos casos que levam à necessidade de diálise por ano; diabetes, hipertensão e envelhecimento estão entre os principais fatores associados ao avanço da doença renal

 

O número de pessoas em tratamento de diálise no Brasil cresceu significativamente ao longo dos últimos dez anos. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o número de pacientes saltou de 122.825 para 173.408 no período, um aumento de 41%, sem um único ano de queda na série histórica.Anualmente, o Brasil registra, em média, 45.400 novos pacientes que precisam iniciar o tratamento dialítico. A doença renal crônica é uma condição que, muitas vezes, evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. O aumento da incidência de casos está relacionado principalmente à diabetes e à hipertensão sem controle adequado, além do envelhecimento da população, da maior sobrevida e da ampliação do acesso ao diagnóstico.

“Os sinais costumam aparecer quando a doença já pode estar em um estágio mais avançado. O paciente pode apresentar cansaço excessivo, inchaço nas pernas, alterações na quantidade ou frequência da urina, urina espumosa ou com sangue, náuseas e perda de apetite. Em quadros mais avançados, também podem surgir pressão arterial de difícil controle, fraqueza intensa e alterações do estado mental. Quando os rins já não conseguem desempenhar adequadamente suas funções e não é mais possível controlar as complicações apenas com medicamentos e outras medidas, pode ser necessário iniciar a diálise”, explica José Neto Moura, médico nefrologista e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

 

DIA NACIONAL DA DIÁLISE

O Dia Nacional da Diálise, instituído pela Lei nº 14.650/2023 e celebrado anualmente na última quinta-feira de agosto, neste ano, em 27 de agosto, busca conscientizar a população sobre as doenças renais, seus fatores de risco e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Diante do crescimento dos casos, a SBN reforça a adoção de hábitos que ajudam a preservar a saúde dos rins:

  • Manter a pressão arterial e a glicemia sob controle, principais fatores de risco para a doença renal crônica;
  • Manter uma hidratação adequada, evitando tanto a desidratação quanto o consumo excessivo de água;
  • Reduzir o consumo de sal e alimentos ultraprocessados, que podem favorecer a hipertensão;
  • Evitar o uso de medicamentos sem orientação médica, especialmente anti-inflamatórios, que podem prejudicar a função renal quando utilizados de forma inadequada ou prolongada;
  • Não fumar e moderar o consumo de álcool;
  • Praticar atividade física regularmente, contribuindo para o controle do peso, da pressão arterial e da glicemia;
  • Realizar exames de rotina, como creatinina sérica e exame de urina, que podem identificar alterações renais ainda nos estágios iniciais.


Sociedade Brasileira de Nefrologia – SBN
Mais informações em Link

 

Ouvido tampado o tempo todo? O problema pode estar na tuba auditiva

Sensação constante de pressão, estalos e audição abafada nem sempre indicam excesso de cera. Especialista explica quando os sintomas merecem investigação

 
Ter a sensação de que o ouvido está tampado, como acontece durante a decolagem de um avião ou a subida de uma serra, é uma queixa bastante comum. Mas, se o sintoma for persistente, é importante redobrar a atenção. Em diversos casos, a causa pode ser a chamada disfunção da tuba auditiva, uma alteração pouco conhecida pelo público, mas responsável por sintomas que podem comprometer a audição, o equilíbrio e a qualidade de vida.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Anike Nascimbem, do Hospital Paulista, a tuba auditiva é um pequeno canal que liga o ouvido médio à parte posterior do nariz, conhecida como nasofaringe. "Sua principal função é equilibrar a pressão do ouvido médio com a pressão do ambiente, além de permitir a drenagem de secreções. Quando ela deixa de abrir ou fechar adequadamente, surgem sintomas bastante característicos", explica.


Quando o ouvido parece estar sempre "fechado"

Quem sofre com a disfunção da tuba auditiva costuma descrever uma sensação de ouvido tampado que não melhora espontaneamente. Em muitos casos, ela vem acompanhada por pressão na região, estalos frequentes, sensação de líquido dentro do ouvido, audição abafada, zumbido e até alterações do equilíbrio.

Outro sinal bastante comum é o desconforto durante viagens de avião ou mudanças de altitude. "Nessas situações, a tuba auditiva deveria equilibrar naturalmente a pressão entre o ouvido e o ambiente. Quando isso não acontece, a sensação de pressão e o desconforto podem se tornar muito mais intensos", explica a médica do Hospital Paulista.


O problema costuma começar no nariz

Embora os sintomas apareçam no ouvido, a origem da disfunção frequentemente está nas vias respiratórias superiores. Rinite alérgica, sinusites, gripes e resfriados provocam inflamação na região onde a tuba auditiva desemboca, dificultando seu funcionamento.

Nas crianças, outro fator importante é o aumento das adenoides, que pode obstruir mecanicamente essa passagem. Já nos adultos, refluxo laringofaríngeo e alterações bruscas de pressão também podem favorecer o problema. "Como a tuba auditiva conecta o ouvido ao nariz, qualquer processo inflamatório nessa região pode interferir diretamente em sua função", destaca a especialista.


Nem sempre é excesso de cera

Um dos maiores equívocos é acreditar que toda sensação de ouvido tampado seja provocada por cera. Embora essa seja uma possibilidade, quando o sintoma persiste por vários dias, se repete com frequência ou vem acompanhado de perda auditiva, dor, estalos constantes ou dificuldade durante viagens aéreas, é importante procurar avaliação especializada. "O tratamento depende da causa da disfunção. Quando ela está relacionada a rinite, sinusite, gripes ou resfriados, controlar essas doenças costuma resolver o problema", explica Dra. Anike. 

Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos específicos. Já quando existem alterações estruturais, como aumento importante das adenoides nas crianças, pode haver necessidade de tratamento cirúrgico.

Nos adultos, procedimentos como a colocação de tubo de ventilação ou a dilatação da tuba auditiva também podem ser considerados, sempre após avaliação individualizada.

 

Quando procurar um especialista? 

A recomendação é não ignorar sintomas persistentes. Vale procurar um otorrinolaringologista quando houver:

  • sensação de ouvido tampado por vários dias
  • audição abafada
  • estalos frequentes
  • sensação de pressão ou líquido no ouvido
  • dor
  • desconforto recorrente durante viagens de avião ou mudanças de altitude

Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores as chances de evitar complicações e recuperar o funcionamento adequado da tuba auditiva.

 

 Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

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