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quinta-feira, 12 de março de 2026

Uma visão saudável nos primeiros anos de vida está diretamente ligada ao desenvolvimento motor, cognitivo e educacional da crianç

Imagem gerada por IA

O desenvolvimento da visão tem início ainda na gestação e passa por fases decisivas nos primeiros meses de vida do bebê, que nasce com os olhos estruturalmente prontos, mas funcionalmente em pleno desenvolvimento. O primeiro ano é marcado por uma evolução acelerada e fundamental, seguida por um ritmo mais lento até 7 a 9 anos. Durante esse período, alguns sinais precoces, que são muitas vezes sutis, podem indicar distúrbios oculares que exigem avaliação especializada. 

“Observar atentamente o comportamento visual do bebê é essencial para prevenir alterações que podem afetar seu desenvolvimento ao longo da infância. Quando não identificados precocemente, os déficits visuais podem comprometer habilidades motoras, a comunicação, o aprendizado e a interação social, com impactos que se estendem por toda a vida”, explica Celso Cunha (CRMMT 2934), oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia. 

Para ajudar pais e tutores a identificarem possíveis alterações desde cedo, Dr. Celso destaca cinco sinais importantes que merecem atenção nos primeiros meses de vida do bebê. 

CINCO DICAS IMPORTANTES SOBRE A SAÚDE OCULAR DO BEBÊ 

 

  1. Desenvolvimento visual gradual

Nos primeiros dois meses de vida, o bebê está aprendendo a focar. A coordenação entre os olhos e a percepção de profundidade começam a se desenvolver a partir do segundo e terceiro meses, e atrasos nesse processo podem indicar sinais de alerta para alterações visuais ou neurológicas.

 

  • Fique atento ao contato visual

A ausência de contato visual, a dificuldade de fixar o olhar ou de acompanhar objetos após os três meses, assim como o pouco interesse por rostos ou brinquedos, podem indicar comprometimento visual e devem ser avaliados por um pediatra ou oftalmologista infantil.

 

  • Observe o alinhamento dos olhos

O desalinhamento ocular persistente após os 4 a 6 meses pode indicar estrabismo, que, se não tratado precocemente, pode evoluir para ambliopia (olho preguiçoso), principal causa de baixa visão evitável na infância.

 

  • Outros sinais que merecem atenção

Sensibilidade excessiva à luz, lacrimejamento, vermelhidão persistente ou secreção ocular são sinais que merecem atenção, pois podem indicar desde condições comuns até doenças graves, como o glaucoma congênito, que pode evoluir sem sintomas aparentes se não for diagnosticado precocemente.

 

  • Reflexo branco na pupila é sinal de urgência

A presença de reflexo branco na pupila (leucocoria), muitas vezes percebida em fotos com flash, é um sinal grave que exige avaliação imediata, pois pode indicar doenças como catarata congênita ou retinoblastoma, um tipo de tumor ocular maligno, sendo essencial o diagnóstico precoce para preservar a visão e a vida da criança. 

Diante desses riscos, é fundamental reforçar a importância da realização do Teste do Olhinho, exame simples, rápido e indolor, recomendado ainda na maternidade ou nas primeiras consultas pediátricas. “O teste possibilita a identificação precoce de alterações que impedem a luz de alcançar adequadamente a retina, permitindo intervenções oportunas e melhores prognósticos para o desenvolvimento visual”, enfatiza o especialista. 

“Por isso, a atenção dos pais e tutores aos primeiros sinais suspeitos, aliada ao acompanhamento pediátrico e oftalmológico regular, é essencial para garantir a saúde dos olhos. Quanto mais cedo um problema na visão é diagnosticado, maiores são as chances de tratamento eficaz, com correção ou redução significativa do impacto no desenvolvimento ocular da criança”, finaliza o consultor da HOYA Vision Care. 



HOYA CORPORATION  

 HOYA Vision Care
Para mais informações, acesse Link.   

 

Menopausa aumenta risco de doenças cardiovasculares. Entenda os sintomas e saiba como se prevenir!

Após o início da menopausa, o acompanhamento com cardiologista é essencial para a manutenção da saúde cardiovascular

 

A menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares. No fim da fase reprodutiva feminina, o corpo da mulher sofre com uma série de alterações químicas e físicas. Uma das principais é a diminuição dos níveis do hormônio estrogênio, que funciona como um protetor do sistema cardiovascular. As mudanças dos níveis hormonais podem facilitar quadros de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas fatais e debilitantes.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cardiopatias são a principal causa de morte entre as mulheres no mundo, sendo responsáveis por um terço da mortalidade feminina. O cardiologista do Hospital do Servidor Público (HSPE) de São Paulo, Dr. José Marcos Moreira, explica que a menopausa é uma fase que exige atenção redobrada a doenças cardiovasculares.  

 “A menopausa pode causar um aumento do risco de doença arterial coronária, justamente pela diminuição do estrogênio. As mulheres ficam mais suscetíveis a infarto do miocárdio, AVC e à insuficiência cardíaca”, informa. 

A menopausa geralmente se inicia entre 45 e 55 anos. Os sintomas mais comuns em mulheres que infartam nessa fase da vida são: 

• Cansaço extremo e incomum - fadiga intensa, muitas vezes sem esforço aparente.

• Falta de ar - dificuldade para respirar, que pode ocorrer com ou sem esforço.

• Desconforto torácico atípico - sensação de peso, pressão, queimação ou aperto no peito, em vez de dor aguda.

• Dores em outras áreas do corpo - dor que irradia para as costas, pescoço, mandíbula, garganta ou abdômen.

• Suor excessivo (sudorese fria) - transpiração intensa e fria.

• Sintomas digestivos - náuseas, vômitos ou indigestão severa.

• Palpitações - sensação de batimentos cardíacos irregulares ou acelerados.

• Tontura ou desmaio - sensação de fraqueza ou vertigem. 

O ideal é a mulher iniciar o acompanhamento com cardiologista a partir dos 45 anos, além de realizar exames cardiovasculares e metabólicos periodicamente. O Dr. José Marcos ressalta que o diagnóstico de condições cardíacas é difícil nessa população. “O reconhecimento é mais complicado, porque a dor é menos típica, mais difusa e, muitas vezes, subestimada. Existem pacientes que nem relatam dor no peito. Esses fatores atrasam o diagnóstico, aumentando a mortalidade”, acrescenta.  

Além da consulta médica, algumas mudanças no estilo de vida da mulher na menopausa são eficazes para proteger o coração. É primordial adotar uma rotina de atividades físicas, dormir de 7h a 8h por noite, cessar o tabagismo e moderar o consumo de álcool. Também contribui ter uma alimentação balanceada - especialmente a dieta mediterrânea com peixe, frutas, leguminosas, vegetais e azeite de oliva - e controlar o estresse por meio de meditação, ioga ou técnicas respiratórias.


Mais da metade dos brasileiros nunca passou por consulta com um(a) dermatologista

Levantamento recente revela que cuidado com a pele ainda é negligenciado no Brasil  

 

Apesar de a pele ser o maior órgão do corpo humano e atuar como a principal barreira de proteção contra agentes externos, o cuidado dermatológico ainda está longe de fazer parte da rotina da maioria dos brasileiros. Um levantamento do Dossiê Brasil à Flor da Pele, realizado pela L’Oréal em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), revelou que mais da metade da população nunca passou por uma consulta com um dermatologista, acendendo um alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a saúde da pele, dos cabelos e das unhas.


Para a Dra. Lorena Mesquita, professora de pós-graduação em Dermatologia da Afya Ribeirão Preto, a baixa procura pela especialidade está ligada à percepção equivocada de que o  profissional atua apenas na estética. “Existe uma ideia equivocada de que o dermatologista é um médico voltado exclusivamente para a estética, quando, na realidade, ele atua na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças que podem impactar seriamente a saúde e a qualidade de vida”, explica. Segundo a médica, a estética é apenas um dos pilares da área, que abrange mais de três mil doenças da pele, cabelos e unhas e pode contribuir para o diagnóstico precoce de condições sistêmicas.


Nesse contexto, a especialista alerta que problemas aparentemente simples não devem ser subestimados. Condições comuns como acne persistente, manchas, coceiras frequentes, queda de cabelo e alterações nas unhas costumam ser negligenciadas ou tratadas de forma inadequada, o que pode atrasar o início do tratamento correto e favorecer complicações. “A pele dá sinais o tempo todo, e ignorá-los ou recorrer apenas à automedicação pode mascarar doenças inflamatórias, infecciosas ou até câncer de pele”, alerta a dermatologista.


Dra. Lorena enfatiza, ainda, que a automedicação, o uso de receitas caseiras ou de produtos indicados por terceiros podem aliviar sintomas de forma temporária, mas também retardam diagnósticos importantes. Acne persistente, por exemplo, pode evoluir para cicatrizes permanentes; manchas podem estar associadas a alterações hormonais ou inflamatórias; e a queda de cabelo pode refletir doenças internas. 


Para a médica da Afya, a pele funciona como um verdadeiro espelho da saúde do organismo, e sinais como vermelhidão persistente, lesões que não cicatrizam, pintas que mudam de cor ou formato e coceiras crônicas devem ser encarados como alertas. “Quanto mais cedo o paciente busca avaliação especializada, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de evitar complicações. O diagnóstico precoce salva a pele, preserva a qualidade de vida e, em alguns casos, salva vidas”, destaca.

 



10 motivos para ir com mais frequência ao dermatologista


A médica elenca alguns dos principais motivos que reforçam a importância de consultas regulares com o dermatologista:

  1. Manchas novas ou mudanças em pintas, especialmente se crescerem, mudarem de cor ou formato;
  2. Acne persistente, principalmente quando não melhora com cuidados básicos;
  3. Queda de cabelo intensa e repentina;
  4. Coceiras, vermelhidão ou descamação frequentes;
  5. Alterações nas unhas, como manchas, deformidades ou enfraquecimento;
  6. Exposição solar excessiva, histórico familiar de câncer de pele ou pele muito clara;
  7. Avaliação preventiva anual, mesmo na ausência de sintomas aparentes;
  8. Feridas que não cicatrizam ou lesões que sangram com facilidade;
  9. Mudanças na textura da pele, como áreas endurecidas com nodulações ou abaulamentos; 
  10. Alterações de sensibilidade da pele e ou manchas esbranquiçadas associadas 

 


Afya
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Carnaval de Rua de SP teve 3,4 mil atendimentos médicos; náusea, mal-estar e ansiedade lideram ocorrências

Levantamento mostra que sintomas ligados ao calor, esforço físico e consumo de álcool concentraram a maior parte dos casos durante a folia



Náuseas, mal-estar e crises de ansiedade foram os principais motivos de atendimento médico durante o Carnaval de Rua de São Paulo em 2026. Levantamento realizado pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina aponta que esses sintomas lideraram as ocorrências registradas nos postos de atendimento médico instalados ao longo da festa, que reuniu cerca de 16,5 milhões de foliões na capital paulista.

Ao todo, foram realizados 3.464 atendimentos médicos durante o período do evento. Entre os diagnósticos mais frequentes, náuseas e vômitos responderam por 21,56% das ocorrências, seguidos por mal-estar geral (9,58%) e crises de ansiedade (8,27%), refletindo principalmente efeitos do calor, da desidratação, do esforço físico prolongado e do consumo de bebidas alcoólicas.

Outros quadros comuns foram ferimentos e cortes (7,09%), intoxicações exógenas (5,46%), além de casos associados ao uso de álcool (4,69%), indicando que fatores comportamentais e ambientais têm impacto direto na demanda por atendimento médico em grandes eventos de massa.

De acordo com o relatório técnico, a maior parte dos atendimentos foi classificada como de baixa gravidade. Cerca de 62,9% dos casos receberam classificação de risco verde, o que indica condições clínicas leves, enquanto apenas uma pequena parcela exigiu maior atenção médica.

O levantamento também mostra que os casos clínicos representaram 86,87% das ocorrências, enquanto 13,13% foram relacionados a traumas, como quedas, contusões e pequenos acidentes durante os deslocamentos entre blocos e áreas de concentração de público.

A combinação de altas temperaturas, longos períodos de permanência nas ruas, consumo de álcool e uso ocasional de outras substâncias é apontada pelos profissionais de saúde como um dos principais fatores associados aos sintomas mais recorrentes. Episódios de náusea, tontura, queda de pressão e ansiedade tendem a ocorrer com maior frequência em ambientes de grande aglomeração e intensa atividade física.

“O Carnaval de rua reúne milhões de pessoas em ambientes de grande exposição ao calor, com longos períodos em pé, intensa atividade física e, muitas vezes, consumo elevado de álcool. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que sintomas como náuseas, mal-estar e ansiedade aparecem com tanta frequência nos atendimentos médicos”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, presidente da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.

Responsável pela estrutura de assistência médica do evento, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina coordenou a operação de saúde do Carnaval de Rua da cidade de São Paulo, incluindo planejamento, implantação e funcionamento dos postos médicos e ambulâncias distribuídos nas regiões com maior concentração de blocos.

Ao longo do evento, equipes multiprofissionais atuaram nos postos instalados em diferentes pontos da cidade, realizando triagem, atendimento clínico e estabilização de pacientes. A estratégia priorizou a resolutividade no próprio local, evitando sobrecarga da rede hospitalar e garantindo resposta rápida às demandas de saúde durante os dias de folia.

Segundo o relatório final da operação, a estrutura montada permitiu atendimento ágil e seguro aos foliões, além de gerar um banco de dados detalhado sobre o perfil das ocorrências médicas no Carnaval paulistano — informações que ajudam a orientar o planejamento de futuras edições da festa e de outras grandes concentrações públicas na cidade.

Da primeira escovação à melhor idade: diferentes fases da vida, diferentes cuidados indispensáveis

Envato
No Dia Mundial da Saúde Bucal, especialistas reforçam que hábitos simples e acompanhamento regular podem evitar problemas e garantir qualidade de vida em todas as idades 

 

Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal reforça um alerta que atravessa gerações: prevenir é o caminho mais eficaz para manter dentes e gengivas saudáveis, impactando alimentação, fala, autoestima e saúde geral.

Embora as recomendações básicas — escovação adequada, uso diário do fio dental e visitas periódicas ao dentista — sejam válidas para todos, cada etapa da vida apresenta necessidades específicas que merecem atenção.


Infância: onde tudo começa

Os cuidados devem começar nos primeiros meses, com uma suave higienização das gengivas uma vez ao dia, evoluindo para a escovação diária com escova infantil e creme dental com flúor assim que o primeiro dentinho nasce. “A saúde bucal na infância vai além de evitar cáries. Cuidados precoces ajudam no desenvolvimento da fala, mastigação e autoestima”, explica a dentista e diretora da Neodent, Priscila Cordeiro. “Além disso, a amamentação possui papel fundamental no desenvolvimento da face e pode até evitar o interesse da criança por chupeta”.

A infância é o momento de formar hábitos que tendem a acompanhar o indivíduo por toda a vida, por isso, o acompanhamento com o dentista, desde o pré-natal odontológico, é essencial.


Adolescência: mudanças hormonais e novos desafios

Transformações hormonais podem deixar a gengiva mais sensível e propensa a inflamações, tornando sangramentos durante a escovação sinais de alerta. Além disso, estudos recentes do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostraram que 60% dos adolescentes brasileiros possuem cárie dentária. Por isso, é uma fase importante para reforçar a importância de se manter hábitos adequados de alimentação e higiene. 

É nessa fase da vida que muitos adolescentes iniciam o tratamento ortodôntico, e, nesses casos, alinhadores transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento. Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de serem esteticamente discretos, permitem maior conforto e higiene em comparação aos aparelhos fixos. Eles possibilitam que o paciente mantenha uma rotina normal de escovação e uso do fio dental, contribuindo para um tratamento mais saudável e previsível”.


Vida adulta: rotina intensa e riscos silenciosos

Entre 20 e 65 anos, a rotina atribulada faz com que muitos procurem o dentista apenas diante da dor. “Muitos problemas bucais se desenvolvem silenciosamente. Consultas periódicas identificam precocemente cáries, gengivite, periodontite e até câncer bucal e outras condições que afetam todo o corpo. Prevenir é sempre mais seguro e eficaz”, reforça Priscila.

A especialista explica que há uma associação entre doenças bucais e condições sistêmicas, como diabetes e enfermidades cardiovasculares, o que reforça que saúde bucal e saúde geral caminham juntas. O tabagismo, por exemplo, é importante fator de risco para câncer bucal e outras alterações graves. Manter consultas preventivas periódicas e atenção aos sinais do corpo é essencial para evitar tratamentos complexos no futuro. 


Melhor idade: saúde bucal e qualidade de vida

A partir dos 65 anos, o envelhecimento traz alterações naturais, como a diminuição da produção de saliva, que, quando combinada a outros fatores, pode favorecer o desenvolvimento de cáries e infecções. Muitos idosos utilizam próteses ou implantes, que contribuem muito para a qualidade de vida e exigem higienização cuidadosa e acompanhamento profissional. “Os implantes dentários não apenas substituem dentes perdidos, mas ajudam a manter a estrutura óssea e a estabilidade da mordida, permitindo que os idosos mastiguem de forma mais eficiente e desfrutem de uma alimentação equilibrada. Além disso, contribuem para a autoestima e a confiança ao sorrir, impactando positivamente a qualidade de vida nessa fase da vida”, comenta a diretora da Neodent. 


Compromisso que atravessa gerações

O cuidado deve ser contínuo. Escovar os dentes corretamente pelo menos três vezes ao dia, usar fio dental diariamente, manter alimentação equilibrada e realizar visitas regulares ao dentista são atitudes simples, mas decisivas.

Cuidar da boca desde a infância até a melhor idade não é apenas preservar o sorriso. É proteger a saúde, o bem-estar e a longevidade. 

   


Neodent

ClearCorrect
www.clearcorrect.com.br


Ginecologista lista 4 cuidados para reduzir os efeitos da menopausa

Marcada pela interrupção definitiva da menstruação por 12 meses consecutivos, a menopausa atinge todas as mulheres, geralmente entre os 45 e 52 anos

 

Considerada uma fase natural que marca o fim da vida reprodutiva da mulher, a menopausa exige atenção integral ao passo que afeta a saúde física e emocional das mulheres. O evento é marcado por uma queda progressiva nos hormônios estrogênio e progesterona, fundamentais para o equilíbrio menstrual e metabólico. Essa redução pode desencadear uma série de alterações no organismo, que variam em intensidade e duração de mulher para mulher. 

Entre os sintomas mais comuns estão ondas de calor, conhecidamente como fogachos, alterações no sono, irritabilidade e oscilações de humor, secura vaginal, ganho de peso e alterações na distribuição da gordura corporal, além de fadiga e ansiedade. 

Vale destacar que a mudança hormonal também está associada a impactos metabólicos e de saúde a longo prazo. Com isso, a perda de massa óssea pode favorecer a osteoporose, enquanto modificações no colesterol e na pressão arterial aumentam o risco de doenças cardiovasculares. 

Pensando nisso, Dr. Bruno Haddad Ranciaro, ginecologista do dr.consulta, destaca abaixo como amenizar os sintomas ao combinar acompanhamento médico com ajustes no estilo de vida. Confira: 

Manter uma alimentação equilibrada - incluir alimentos ricos em cálcio, vitamina D, proteínas magras e fibras auxilia na manutenção da saúde óssea e no controle do peso. Recomenda-se o acompanhamento com nutricionista neste processo para elaboração de um plano alimentar que contemple as necessidades e preferências individuais. Além disso, após a interrupção dos ciclos menstruais, há uma queda da taxa metabólica que favorece o acúmulo de gordura abdominal. Esse fator aumenta o risco de hipertensão e diabetes, por isso ajustar a alimentação e manter a rotina de atividades físicas se torna ainda mais crucial.

Fazer atividades físicas regularmente - exercícios como caminhada, natação, pilates ou musculação reduzem as ondas de calor, melhoram a qualidade do sono e preservam a massa muscular. Inclusive, o ideal é combinar os aeróbicos com os voltados ao fortalecimento.
 

Hidratar-se constantemente - busque ingerir a quantidade adequada de água ao longo do dia. Isto auxilia a regular a temperatura corporal, prevenindo a desidratação e minimizando a secura da pele e das mucosas, efeitos comuns relatados durante a menopausa.

Controlar o estresse - técnicas como meditação, respiração profunda e alongamentos são eficazes para o equilíbrio emocional, diminuindo a irritabilidade e a ansiedade.

Essa fase da vida feminina requer atenção e cuidado, por isso manter hábitos saudáveis ajuda diretamente a amenizar os sintomas e preservar o bem-estar cotidiano. Com informação e acompanhamento, é possível garantir mais tranquilidade, autonomia e autoestima”, afirma Dr. Bruno Haddad Ranciaro.

 

Burnout expôs fragilidade das políticas de bem-estar nas empresas às vésperas da nova NR-1

Após alta nos afastamentos, RHs revisam ações superficiais e passam a integrar saúde emocional à gestão de metas, liderança e performance 

 

Após o pico de afastamentos por burnout registrado em 2025, empresas brasileiras iniciaram uma revisão mais profunda de suas políticas de bem-estar. O que antes era tratado como benefício complementar passou a ser reconhecido como variável estratégica de produtividade, retenção e reputação empregadora — movimento que ganha ainda mais urgência com a entrada em vigor da atualização da NR-1, em maio, que reforça a necessidade de gestão estruturada dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. 

O cenário revelou uma fragilidade: muitas iniciativas implementadas nos últimos anos tinham alta visibilidade, mas baixo impacto estrutural. Aplicativos de meditação, semanas temáticas e ações pontuais de saúde mental ajudaram a colocar o tema em pauta. No entanto, não enfrentaram fatores críticos como sobrecarga crônica, metas desalinhadas e falhas na gestão de equipes — pontos que passam a demandar atenção mais técnica e formal dentro das organizações. 

Para especialistas, o debate amadureceu. Bem-estar corporativo deixou de ser pauta restrita ao engajamento e passou a exigir integração direta com cultura, metas, modelo de liderança e, agora, conformidade regulatória. A atualização da NR-1 coloca a saúde mental definitivamente no radar estratégico das áreas de RH e de Segurança e Saúde do Trabalho. 

Hosana Azevedo, Gerente Sênior de RH na Redarbor Brasil, grupo detentor do Pandapé, avalia que o principal erro foi tratar o tema como campanha temporária. “Não adianta oferecer benefício se a rotina continua baseada em jornadas extensas e metas desconectadas da capacidade real das equipes. Bem-estar sustentável depende de coerência entre discurso e prática. A nova NR-1 reforça exatamente isso: gestão estruturada, não ação pontual”, afirma. 

A executiva destaca que dados internos são decisivos para transformar intenção em estratégia — e agora também em conformidade. Monitoramento de absenteísmo, turnover voluntário, afastamentos médicos e pesquisas de clima permite identificar áreas com risco elevado antes que o problema se torne sistêmico. “Quando a empresa mede, ela sai do discurso e entra na gestão. Sem acompanhamento contínuo, qualquer iniciativa vira ação reativa — e pode se tornar, inclusive, um risco regulatório”, diz. 

A tecnologia também ampliou a capacidade de prevenção. Ferramentas de gestão permitem mapear concentração de demandas, identificar picos recorrentes de sobrecarga e apoiar decisões mais equilibradas na distribuição de tarefas, contribuindo para mitigar riscos psicossociais. 

Empresas que avançaram na agenda revisaram metas trimestrais, instituíram políticas formais de desconexão digital e investiram na formação de lideranças com foco em gestão humanizada. O papel do gestor tornou-se central na prevenção do esgotamento — tanto sob a ótica de performance quanto de responsabilidade legal. 

Outro ponto crítico é a personalização. Programas padronizados tendem a ter baixa adesão, especialmente em ambientes com múltiplas gerações e formatos híbridos de trabalho. Políticas flexíveis, alinhadas à realidade de cada área, apresentam resultados mais consistentes. 

Entre as práticas adotadas por empresas que avançaram no tema estão modelos de jornada ajustável, banco de horas com maior autonomia, possibilidade de trabalho híbrido estruturado, dias de pausa programada após ciclos intensos de entrega, trilhas de desenvolvimento individualizadas e apoio psicológico subsidiado conforme necessidade. Algumas organizações também passaram a permitir ajustes temporários de carga horária em momentos específicos da vida do colaborador, como retorno de licença parental ou cuidado com familiares.


Canetas emagrecedoras: quais os riscos de adquirir produtos falsificados?

Estima-se que o mercado de canetas emagrecedoras ilegais já movimenta R$600 milhões no Brasil 

 

O mercado das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil tem ampliado os alertas sobre riscos sanitários e de segurança do consumidor. Nos últimos meses, notícias sobre alta demanda, ofertas em canais digitais e revendas informais reacenderam a preocupação com compras fora do circuito regular, incluindo importação irregular, possibilidade de falsificação e falhas de armazenamento (como quebra da cadeia de frio), fatores que podem comprometer a eficácia e aumentar o risco de eventos adversos. Estima-se que apenas o mercado ilegal movimente R$ 600 milhões por ano no país. 

Esses produtos são medicamentos análogos do hormônio GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em casos específicos, da obesidade, conforme avaliação clínica. São fármacos sujeitos à prescrição médica, com critérios definidos de indicação e acompanhamento, e que exigem rigor no controle de dispensação, armazenamento e transporte, especialmente por demandarem condições adequadas de conservação. 

Todo e qualquer produto, devidamente regularizado pelo Ministério da Saúde, consta em sua embalagem e rótulo informações como lote, validade dentro do período correto e, sobretudo, o código MS. É a permissão para que o item possa seguir com a distribuição e legalização de venda. Ainda sim, o consumidor deve estar atento aos estabelecimentos, principalmente em vendas on-line, para que não seja enganado e adquira algo sem procedência dos órgãos competentes. 

Especialistas e entidades de defesa do consumidor reforçam que o uso sem prescrição e sem acompanhamento médico eleva a probabilidade de dose inadequada, contraindicações ignoradas, interações medicamentosas e efeitos colaterais que podem exigir atendimento de urgência. Tendo em vista os inúmeros riscos, é preciso orientar a população sobre como identificar aquisição regular, reconhecer sinais de produto suspeito e compreender a importância de avaliação clínica e monitoramento contínuo, reunindo informações de profissionais de saúde e referências regulatórias no país.
 

Medicamentos falsificados e riscos à saúde

De acordo com o coordenador farmacêutico do Hub de Saúde da rede de farmácias Pague Menos, José de Maria, a população precisa ficar em alerta. “Quando falamos de produtos, insumos e medicamentos que transcendem a legalização, levamos em consideração que não estão vinculados ao registro do Ministério da Saúde (MS), trazendo sérios prejuízos como uso inadequado, complicação do contexto de saúde do paciente e que pode acarretar agravos. É importante que o consumidor entenda que a compra de qualquer medicamento deve acontecer em instituições especializadas e que os produtos tenham a rastreabilidade de compra e venda, garantindo o sucesso terapêutico do paciente”, explica. 

Outro ponto de atenção são os riscos à saúde. Quando o paciente faz a ingestão ou aplicação de medicamentos não autorizados, ele pode estar submetido a substâncias não identificadas, além de que esses produtos não possuem estudos ou práticas de biossegurança. “O paciente necessita de um processo terapêutico pleno, com acompanhamento de profissionais capacitados que direcionam esse cuidado integrado à saúde. A partir de medicamentos falsos, o corpo pode ter reações adversas como hepatopatias, nefropatia, além de mascarar a real condição que o usuário apresenta. A automedicação é extremamente perigosa. Sendo assim, é essencial a prescrição médica e acompanhamento individualizado”, complementa. 

Também é válido destacar que, independentemente do fim, é necessária uma conduta clínica por meio de profissionais da área da saúde para entender a real necessidade do uso desses medicamentos. Além destes, o farmacêutico também pode trazer orientações e tirar dúvidas, sendo o profissional clínico de mais fácil acesso à população para a Atenção Primária à Saúde (APS). 

 


Farmácias Pague Menos e Extrafarma



Medicina Funcional Integrativa fortalece vínculos, amplia a prevenção e o cuidado de saúde

Modelo de atendimento resgata a escuta qualificada e combina ciência de ponta com terapias complementares baseadas em evidências 

 

Em meio a consultas rápidas e atendimentos marcados pela fragmentação das especialidades, cresce o desejo de uma relação médica mais próxima, humana e contínua. Assim, o profissional que conhece a história, os receios e as particularidades do paciente torna-se um elemento essencial no cuidado em saúde.

 

É isso que propõe a Medicina Funcional Integrativa, modelo que resgata a escuta qualificada com investigação profunda, combinando ciência de ponta com terapias complementares baseadas em evidências. Para a médica pós-graduada na área e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Fabiana Messa Alves, esta área de atuação valoriza o atendimento, promove maior aderência e consequente, resultado terapêutico.

 

Segundo a doutora Fabiana, esta área de atuação pode ser praticada desde a ótica do médico generalista, como também de especialistas.

 

Medicina Funcional Integrativa aposta na personalização
 do cuidado para promover saúde duradoura
Freepik

 O que é a Medicina Funcional Integrativa?

Embora o termo esteja em evidência, ainda existem dúvidas sobre sua definição. A médica explica que a abordagem se sustenta em dois pilares complementares:

 

1) Medicina Funcional: é o braço investigativo. Em vez de tratar a doença de forma padronizada, ela investiga de forma personalizada a raiz dos desequilíbrios. “Aqui avaliamos de forma personalizada a história de vida, cotidiano, emoções e ambiente psicoemocional. Ferramentas avançadas como testes genéticos, nutrigenômica, avaliação do microbioma intestinal e análise de estresse oxidativo podem fazer parte de uma avaliação mais ampla da raiz do problema”, explica a médica.

 

2) Medicina Integrativa: faz parte também do braço terapêutico, sem deixar de lado a importância dos medicamentos, caso necessário. Aqui, incorporam-se práticas complementares com base científica como acupuntura, fitoterapia, ozonioterapia e técnicas de mindfulness, junto à medicina convencional. O objetivo é potencializar resultados, muitas vezes permitindo reduzir doses de medicamentos ou evitar procedimentos invasivos.

 

Ao unir essas frentes no atendimento generalista ou de especialista, o paciente é visto e tratado como único e assume o protagonismo sobre sua própria saúde.

 

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Benefícios da equipe multidisciplinar e do acompanhamento contínuo

 

A proposta integrativa se estende, de forma natural, ao trabalho em equipe. Na prática clínica da doutora Fabiana, a atuação conjunta em sua equipe de profissionais como nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta é parte essencial do cuidado. “Essa integração permite um cuidado mais detalhado e a construção de um plano terapêutico único, o que melhora a adesão ao tratamento, acelera a recuperação e ajuda a prevenir complicações”, explica.

 

Nesse contexto, “a continuidade do atendimento funciona como a engrenagem que sustenta todo o modelo, possibilita acompanhar mudanças sutis ao longo do tempo e ajustar as estratégias de forma precisa”, destaca a médica.

 

Desmistificando o “alternativo”

Apesar do rigor científico que sustenta a Medicina Funcional Integrativa, essa área ainda encontra resistência. O principal equívoco, segundo a professora, é associá-la a uma prática “alternativa” ou desprovida de base científica, como se houvesse oposição à medicina convencional.

 

“Trata-se de uma abordagem fundamentada em evidências, que utiliza testes laboratoriais avançados e protocolos validados”, esclarece Fabiana.

 

A médica destaca que o modelo não substitui a medicina que já é realizada, mas complementa sempre que necessário. No entanto, o foco recai sobre a personalização do atendimento. “Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, essa abordagem já é amplamente adotada, inclusive por especialistas e bastante procurada”, contextualiza a médica.

 

Como encontrar o profissional certo?

Para garantir uma escolha segura, a dica é procurar profissionais com título de pós-graduação em Medicina Funcional Integrativa reconhecido pelo Ministério da Educação e pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

 

“Um bom médico trabalha em parceria com você. Sua saúde é um investimento e encontrar o um médico para chamar de seu, pode transformar completamente a sua jornada”, complementa a médica e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Fabiana Messa Alves.


Teste do Pezinho: realizar o exame até o 5° dia de vida é fundamental para salvar vidas

Especialista esclarece os principais mitos sobre o exame e explica como ele permite identificar precocemente a fenilcetonúria (PKU), doença genética rara

 

Nas primeiras horas após o nascimento, o foco está no acolhimento e nos primeiros cuidados com o bebê. No entanto, entre terceiro e o quinto dia de vida, surge um compromisso que define a saúde de longo prazo da criança: o teste do pezinho. Gratuito e disponível em todo território nacional pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esse exame de triagem neonatal é capaz de identificar diversas doenças antes mesmo de os primeiros sintomas aparecerem. “O teste do pezinho é um presente para os nossos filhos. Ele permite que algumas doenças genéticas, metabólicas e infecciosas sejam diagnosticadas e tratadas precocemente, evitando sequelas, como é o caso da fenilcetonúria”, explica a endocrinologista pediátrica, Paula R. Vargas. 

Entenda melhor. O exame é uma ferramenta poderosa na promoção da saúde pública. No SUS, ele detecta sete doenças principais.¹ Foi desenvolvido inicialmente em 1961 com o objetivo de diagnosticar a fenilcetonúria (ou PKU, da sigla em inglês), condição que permanece incluída na triagem neonatal até hoje. A PKU é uma doença genética rara que o organismo não consegue metabolizar a fenilalanina, um aminoácido presente em alimentos ricos em proteínas, como carnes, ovos, alguns grãos e leite, e outras menos conhecidas, como o aspartame. Sem o diagnóstico precoce, a fenilalanina se acumula no sangue e pode causar danos graves ao cérebro, como atraso no desenvolvimento, hiperatividades, convulsões, deficiência intelectual grave, entre outros. No território nacional, a prevalência estimada varia entre 1 caso a cada 15 mil a 25 mil recém nascidos.² 

“Embora o teste do pezinho esteja instituído pelo Ministério da Saúde desde 2001, ainda persistem mitos sobre o momento correto da coleta e a importância de os pais buscarem ativamente o resultado. Essa desinformação pode levar a diagnósticos tardios e sequelas prolongada à fenilalanina é altamente prejudicial”, destaca a endocrinologista. 

A seguir, a médica esclarece mitos sobre o teste do pezinho e a fenilcetonúria:

 

“O teste do pezinho é feito pela impressão digital em papel.”

MITO. Diferente do que muitas representações sugerem, o exame não é feito por impressão digital, mas pela coleta de sangue. “A coleta é realizada no pé, no calcanhar, por ser uma região rica em vasos sanguíneos, o que permite obter uma amostra de qualidade com um procedimento rápido, seguro e pouco doloroso”, explica a médica.

 

“O exame pode ser realizado a qualquer momento enquanto o bebê for considerado recém-nascido.”

MITO. O teste deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia de vida. Muitas famílias acreditam que ele pode ser realizado em até 28 dias, mas a precisão depende do período correto. “O bebê precisa ingerir proteínas por pelo menos 48 horas que alterações possam ser detectadas. Se a coleta for precoce, há risco de falso negativo; se for tardia, o dano pode começar antes da intervenção”.

 

“O exame não pode ser feito em crianças prematuras.”

MITO. O teste do pezinho também é indicado para bebês prematuros. “O que muda é a interpretação do resultado, que deve considerar as condições clínicas do paciente. Em alguns casos, pode ser necessário repetir o exame se o resultado for inconclusivo”, pondera a especialista.

 

“Meu bebê aparenta ser saudável, então não precisa ter pressa para a consulta de retorno do teste do pezinho."

MITO. Doenças raras, como a PKU, são silenciosas e não apresentam sinais evidentes nos primeiros dias de vida. “É fundamental que os pais não apenas realizem o exame, mas também busquem o resultado e façam a consulta de retorno.” 

Além disso, o SUS conta com o sistema de Busca Ativa. Quando há uma alteração no exame, um protocolo de urgência é iniciado e equipes especializadas entram em contato com a família para a realização rápida da contraprova. Esse rastreamento ágil é decisivo para prevenir complicações. “Na PKU, o diagnóstico tardio pode causar graves lesões neurológicas. O tratamento precisa começar antes que ocorram lesões no cérebro. Portanto, é fundamental garantir que as suas informações de contato estejam corretas, certificar-se sobre o prazo de retorno informado e cobrar o retorno caso necessário”, completa a endocrinologista.

 

“Uma alteração no teste do pezinho já confirma o diagnóstico final.”

MITO. Um resultado alterado indica suspeita, não confirmação. São necessários exames complementares. “Caso tenhamos a confirmação de algum diagnóstico, o primeiro passo que nós como médicos devemos dar é tranquilizar e acolher os pais, para então traçamos o plano para o paciente. No caso da PKU, apesar de ser uma condição genética e sem cura, é tratável. O paciente pode ter desenvolvimento normal com o tratamento multidisciplinar adequado.”

 

“A PKU é como uma alegria alimentar e o tratamento é feito apenas com dieta.”

MITO. A PKU não é uma alergia alimentar. Diferente das alergias que envolvem uma reação do sistema imunológico a determinados alimentos, a fenilcetonúria é uma doença genética e metabólica. Atualmente, o tratamento envolve uma dieta restrita em proteínas e o uso de fórmulas especiais compostas por aminoácidos, vitaminas e minerais que suplementam a alimentação, o que exige dedicação das famílias. No entanto, esse cenário está evoluindo. “Já existem perspectivas de novas abordagens que possam facilitar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza Paula Vargas.

 

Referências

¹ BRASIL. Ministério da Saúde. Teste do Pezinho: proteção para recém-nascidos. 2025. Disponível em: Link Acesso em: 9 de fev. 2026

² BRASIL. Ministério da Saúde. Fenilcetonúria. s.d. Disponível em: Link. Acesso em: 9 de fev. 2026




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