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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Motiva tem mais de 300 vagas de emprego para diversos cargos nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda

Para as vagas de Agente de Atendimento e Segurança e Operadores
 de Trem, há expectativa de contratar mais de 200 pessoas Divulgação

Oportunidades são para aprendiz, oficial de manutenção, técnico de manutenção, agente de atendimento e segurança (AAS) e operador de trem; algumas funções não exigem experiência e os candidatos aprovados passarão por capacitação técnica antes de ingressarem nas posições

 

Quem está atrás do primeiro emprego ou de recolocação no mercado de trabalho pode ter no setor metroferroviário a oportunidade certa. A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, está com mais de 300 vagas de emprego abertas para suas operações de trilhos em São Paulo. Os novos contratados atuarão nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e 8-Diamante e 9-Esmeralda, de trens. 

Algumas das funções não exigem experiência e os candidatos escolhidos terão toda a capacitação técnica oferecida pela concessionária antes de serem efetivamente contratados. São oportunidades para aprendiz, oficial de manutenção, técnico de manutenção, agente de atendimento e segurança (AAS) e operador de trem. Todas as vagas são afirmativas para mulheres. 

"Nossa ideia é investir na qualificação das pessoas desde a base, valorizando quem mora perto das nossas linhas. Ao darmos prioridade aos moradores das regiões em que atuamos, promovemos um duplo ganho: ajudamos a impulsionar a economia local e garantimos que os colaboradores gastem menos tempo no trajeto para o trabalho. Queremos ser um motor de novos empregos e oferecer oportunidades reais de crescimento, fazendo a diferença na vida das pessoas”, destaca Ariella Mittestainer, coordenadora de atração e seleção da Motiva.

 

Vagas e requisitos 

São duas as oportunidades que não exigem experiência do candidato. Para agente de atendimento e segurança (AAS), os interessados devem ter ensino médio completo e atingir a pontuação determinada no teste de aptidão física (TAF) promovido pela empresa. Sendo aprovados nas etapas, são contratados e iniciam a formação técnica de vigilante, requisito obrigatório para exercer a função. Após a conclusão e certificação, são inseridos no efetivo que atua diariamente nas estações. Caso o inscrito já tenha o certificado de vigilante, ele segue direto para as capacitações ministradas pela própria empresa e inicia suas atividades com supervisão dos formadores. 

Outra função em que não é exigida experiência e cuja capacitação técnica também fica sob responsabilidade da concessionária é a de operador de trem. Para concorrer a ela, basta ter ensino médio completo e CNH de categoria B. Passando pelas etapas do processo seletivo, o candidato será inscrito na formação realizada em parceria com o Senai. Todos os que forem certificados serão contratados. 

Ao todo, nas duas funções, o objetivo é adicionar ao quadro mais 240 colaboradores. A ampliação no efetivo acompanha o ritmo de crescimento na demanda das linhas. 

“Para se ter uma ideia, só nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, o número de clientes saltou mais de 4% no comparativo do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025. A Linha 5-Lilás é outra que tem crescido gradativamente. Saltou de uma média de pouco mais de 450 mil por dia útil registrada em 2023 para os atuais 570 mil. Frente a esse cenário, as extensões que estão em andamento e previstas, se faz necessário já priorizarmos essas contratações”, conclui Mittestainer. 

Para se inscrever às vagas e ver detalhes dos requisitos para as demais oportunidades, basta clicar no link correspondente a elas.

 

Links das vagas gerais 

Aprendiz, Oficial de Manutenção, Técnico de Manutenção, Agente de Atendimento e Segurança (AAS) e Operador de Trem

 

Link das vagas afirmativas para mulheres 

Agente de Atendimento e Segurança (AAS) - Linha 4 - Amarela, Agente de Atendimento e Segurança (AAS) - Linha 5-Lilás, Agente de Atendimento e Segurança (AAS) - Formação e Operadora de Trem.

 

Plaza Sul Shopping se une à campanha “De Olho nos Olhinhos” pela prevenção do câncer ocular infanti

 

De olho nos olhinhos foi idealizada pelo casal Daiana Garbin e Tiago Leifert
 
 (Foto: Danilo Borges)

De 18 de setembro a 12 de outubro, vídeos serão exibidos nas mídias do shopping, para conscientização sobre a doença

 

O Plaza Sul Shopping apoia, pelo quarto ano consecutivo, a campanha “De Olho nos Olhinhos”, iniciativa de conscientização sobre o retinoblastoma, câncer ocular raro que atinge principalmente crianças nos primeiros anos de vida. Entre 18 de setembro e 12 de outubro, os vídeos da campanha serão exibidos nas mídias do shopping, ampliando o alcance da mensagem e levando a milhões de pessoas informações sobre a importância do diagnóstico precoce e da saúde ocular na infância. 

Criada em 2022 pelo casal de jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin, a partir da experiência da família com o diagnóstico de retinoblastoma da filha Lua, um ano antes, a campanha busca informar pais, responsáveis e profissionais de saúde sobre os principais sinais da doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Desde o início da iniciativa, a mobilização já impactou mais de 150 milhões de brasileiros e conta com o apoio de médicos, voluntários, entidades médicas e diferentes parceiros. 

“Esta é uma ação que impacta diretamente a nossa comunidade, educando e conscientizando a população, algo que vai de encontro aos nossos compromissos”, conta Camila Ramm, gerente de marketing do Plaza Sul Shopping. 

O retinoblastoma é um tumor maligno que se desenvolve na retina e acomete principalmente crianças nos primeiros anos de vida. Cerca de 90% dos casos são diagnosticados antes dos 5 anos. Entre os principais sinais de alerta estão a leucocoria, conhecida como “reflexo branco” ou “olho de gato”, que pode ser percebida em fotografias com flash ou mesmo a olho nu, e o estrabismo. Também podem ocorrer diminuição da visão, movimentos irregulares dos olhos, dor ou vermelhidão ocular e diferença na coloração das íris. Quando identificado precocemente e tratado, o retinoblastoma pode alcançar até 90% de cura, inclusive com preservação da visão. Já o diagnóstico tardio pode provocar cegueira e até levar à morte, reforçando a importância da atenção aos sinais e do acompanhamento oftalmológico infantil. 

Para Ana Paula Niemeyer, diretora de Marketing da ALLOS, mais inovadora plataforma de experiências, entretenimento, serviços, lifestyle e compras do Brasil, a iniciativa reforça o papel dos shoppings como espaços de convivência e canais de comunicação próximos às comunidades onde estão presentes. “Os shoppings fazem parte do cotidiano das pessoas e estão profundamente conectados às comunidades onde estão presentes. Ao levar uma campanha como ‘De Olho nos Olhinhos’ para esses espaços e para canais que fazem parte da rotina dos nossos públicos, ampliamos o acesso a informações que podem fazer a diferença na vida de muitas famílias. É uma forma de usar nossa presença para contribuir com a conscientização sobre a saúde ocular infantil e a importância do diagnóstico precoce”, afirma. 



Plaza Sul Shopping
Endereço: Praça Leonor Kaupa, 100 – Jardim da Saúde
www.plazasulshopping.com.br
Instagram: @plazasulshopping


ALLOS

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Infarto nem sempre começa com dor forte: demora para buscar ajuda pode custar músculo cardíac

Desconforto interpretado como gases, azia, ansiedade ou cansaço pode retardar a chegada ao pronto atendimento; Hospital Cardiológico Costantini registra tempo porta-balão médio de 49 minutos após a entrada do paciente



“Vou esperar para ver se passa.” Diante de um desconforto no peito, mal-estar, enjoo ou falta de ar, essa decisão aparentemente simples pode representar minutos preciosos quando o problema é um infarto.

A corrida contra o relógio no atendimento cardiovascular não começa na porta do hospital. Ela começa no momento em que surgem os primeiros sintomas. E é justamente nesse intervalo que muitos pacientes podem perder tempo ao minimizar o que estão sentindo, atribuir o quadro a outros problemas ou esperar que os sinais desapareçam sozinhos.

“As pessoas imaginam o infarto como uma dor súbita, muito forte, que imediatamente deixa claro que algo grave está acontecendo. Ele pode se apresentar assim, mas nem sempre. Há casos que começam de maneira mais discreta, com pressão ou desconforto no peito, falta de ar, náusea, suor frio, cansaço diferente do habitual ou dor que se irradia para braço, costas, mandíbula ou estômago”, explica a cardiologista Dra. Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini.

A American Heart Association alerta que alguns infartos começam lentamente, com dor ou desconforto leves, e orienta que sinais suspeitos não sejam ignorados. A OMS também descreve, além da dor ou desconforto no peito, manifestações como falta de ar, náusea, tontura, suor frio e desconforto em braços, ombros, mandíbula ou costas.


“Deve ser gases” pode ser uma percepção perigosa

Azia, refluxo, dor muscular e crises de ansiedade realmente podem produzir sintomas semelhantes aos de problemas cardíacos. O problema é tentar fazer esse diagnóstico sozinho quando existe possibilidade de um evento cardiovascular agudo. “O paciente não precisa saber diferenciar em casa se aquela dor é do estômago, da musculatura ou do coração. Essa avaliação é nossa. O risco está em assumir que não é nada grave e aguardar horas até procurar atendimento”, afirma Dra. Bianca.

Também não é necessário haver uma dor incapacitante. Sintomas podem ir e voltar, mudar de intensidade ou se apresentar de maneira menos típica. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes, por exemplo, merecem atenção especial porque podem apresentar quadros menos reconhecidos pela população.

“Falta de ar inexplicada, suor frio, náusea, fraqueza intensa ou um cansaço muito diferente do habitual não deveriam ser ignorados simplesmente porque não existe aquela dor no peito que vemos nos filmes”, ressalta a cardiologista.


Cada minuto conta depois que uma artéria fecha

No infarto provocado pela obstrução de uma artéria coronária, parte do músculo cardíaco deixa de receber adequadamente sangue e oxigênio. Quanto maior o período de interrupção do fluxo, maior o risco de dano irreversível.

Por isso, na cardiologia, a expressão “tempo é músculo” sintetiza uma lógica simples: reduzir o tempo até o diagnóstico e a reperfusão pode preservar tecido cardíaco. “Quando uma coronária está obstruída, o relógio não fica esperando o paciente ter certeza de que é um infarto. Existe uma janela em que agir rapidamente pode fazer enorme diferença na quantidade de músculo cardíaco preservada e, consequentemente, no prognóstico”, explica Dra. Bianca.

É importante separar dois intervalos dessa corrida: o tempo que o paciente leva para reconhecer os sintomas e chegar ao atendimento e o período entre sua chegada ao hospital e a abertura da artéria.

No Hospital Cardiológico Costantini, o tempo porta-balão médio é de 49 minutos. O indicador mede o período entre a entrada do paciente com indicação de angioplastia primária e a abertura da artéria obstruída por meio do procedimento.

“O hospital pode estruturar equipe, protocolo, hemodinâmica e atendimento para ganhar minutos depois que o paciente chega. Mas existe uma parte do tempo sobre a qual a equipe não tem controle: as horas que alguém eventualmente permaneceu em casa esperando o sintoma passar. Por isso, informação também salva músculo cardíaco”, diz a especialista.


Não espere ter certeza

Para a cardiologista, uma das mensagens mais importantes é justamente retirar do paciente a obrigação de diagnosticar a si próprio antes de procurar atendimento. “Em uma suspeita de infarto, é melhor descobrir no pronto atendimento que não era um evento cardíaco do que descobrir tarde demais que era. Diante de sintomas persistentes ou sugestivos, especialmente em pessoas com fatores de risco, a recomendação é buscar atendimento de emergência”, reforça.

No Brasil, em uma emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo 192.

Às vésperas do Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, Bianca defende que reconhecer sintomas deveria fazer parte da cultura de prevenção tanto quanto medir a pressão, controlar o colesterol ou praticar atividade física. “Prevenir também é saber agir quando alguma coisa acontece. Reconhecer um sinal, não banalizá-lo e procurar ajuda rapidamente pode mudar completamente a história daquele paciente”, conclui.


Caminhada do Coração reforça prevenção em Curitiba

No dia 27 de setembro, Curitiba recebe a 22ª Caminhada do Coração, iniciativa do Hospital Cardiológico Costantini.

Com largada marcada para 9h30, na Praça do Japão, o percurso de 4,5 quilômetros segue até o Parque Barigui. O evento é aberto à comunidade e integra as ações relacionadas ao mês de prevenção das doenças cardiovasculares e ao Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro.

Já consolidada no calendário da cidade, a Caminhada reúne pessoas de diferentes idades em torno de uma mensagem que ultrapassa o próprio evento: reduzir o risco cardiovascular passa pela incorporação do movimento e de outros hábitos preventivos à vida cotidiana. A expectativa para a 22ª edição é de mais de 5 mil participantes.


Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br
Telefone: (41) 3013-9000


Chuvas prolongadas disparam crises de rinite e problemas respiratórios

Especialistas alertam que umidade elevada e ambientes fechados favorecem a proliferação de mofo e ácaros, transformando o interior das residências em gatilho para alergias

 

Com a sequência de dias chuvosos, o aumento da umidade dentro das residências tem provocado uma onda de crises respiratórias. Embora a chuva não seja a causa direta da rinite, a combinação de umidade, pouca ventilação e superfícies que demoram para secar cria o cenário ideal para a proliferação de mofo e ácaros, principais vilões da saúde respiratória nesta época.

Especialistas explicam que a permanência prolongada em ambientes fechados e mal ventilados durante os temporais potencializa a inalação dessas partículas, desencadeando inflamações nas vias aéreas.

"A umidade favorece a proliferação de fungos, responsáveis pelo mofo, e a proliferação de ácaros. Essas partículas ficam suspensas no ar e, quando inaladas, podem desencadear a inflamação das vias respiratórias, causando sintomas alérgicos como espirros, coriza, obstrução nasal e tosse, além de poder agravar a asma", alerta a Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).


O perigo invisível dentro de casa

O mofo nem sempre se apresenta em manchas visíveis nas paredes. O cheiro característico, mesmo sem sinais aparentes, já é um indicativo de alerta para a saúde respiratória.

"O cheiro pode indicar excesso de umidade e crescimento de fungos em locais escondidos, como atrás de móveis, dentro de armários, forros, paredes ou aparelhos de ar-condicionado. Uma pista importante é perceber se os sintomas pioram em determinado cômodo e melhoram quando a pessoa sai do ambiente", pontua a Dra. Roberta Pilla.

A Dra. Maura Neves, médica otorrinolaringologista e doutora pela Universidade de São Paulo (USP), reforça que o ambiente interno deve ser rigorosamente observado quando os sintomas se manifestam logo ao acordar, aumentam com o cheiro de umidade ou somem fora de casa.

"Nem toda reação ao ambiente significa rinite alérgica. Mas vários dias de umidade, pouca ventilação e superfícies que demoram para secar favorecem mofo e ácaros, fatores que podem piorar espirros, coceira, coriza e obstrução nasal", destaca a Dra. Maura Neves.


Como agir e o que evitar

Para combater o problema, a principal recomendação médica é eliminar a origem da umidade, corrigindo vazamentos, infiltrações e goteiras. Medidas como afastar móveis de paredes frias, ventilar banheiros e cozinhas, e manter a umidade interna abaixo de 60% com o auxílio de desumidificadores ou aparelhos de ar-condicionado com filtros limpos fazem diferença.

As médicas alertam, contudo, sobre medidas paliativas ineficazes, como pintar por cima do mofo, usar aromatizadores para disfarçar o cheiro, recorrer a umidificadores sem necessidade ou misturar produtos de limpeza na tentativa de higienizar as superfícies.

A avaliação médica com um otorrinolaringologista torna-se indispensável quando os sintomas são persistentes, prejudicam o sono, afetam a qualidade de vida ou exigem o uso repetido de medicamentos. A exposição contínua pode manter a mucosa respiratória inflamada, dificultando o controle de condições como a rinite e a asma.
 

Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF

 

Setembro Amarelo traz a importância de integrar saúde mental à gestão de pessoas

Pexels
Em meio às novas exigências da NR-1, a SGF Global destaca que a prevenção, a escuta e ambientes de trabalho saudáveis devem fazer parte de uma estratégia contínua das empresas

 

Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser uma iniciativa pontual para ganhar espaço entre as prioridades estratégicas da gestão de pessoas. Em um cenário marcado pelo aumento dos afastamentos relacionados a doenças mentais e pela atualização das diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), empresas passam a ser cada vez mais demandadas a olhar para os fatores que podem impactar o bem-estar dos profissionais e a construir ambientes de trabalho mais saudáveis. 

Dados do Ministério da Previdência Social apontam que o Brasil registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2024, entre quadros relacionados à ansiedade, depressão e outros. O cenário reforça a necessidade de ampliar a discussão sobre prevenção e de compreender a saúde mental como parte da sustentabilidade das relações de trabalho.

Para a SGF Global, empresa especializada em soluções de recursos humanos e recrutamento, o Setembro Amarelo representa uma oportunidade para ampliar essa conversa, mas a atenção ao tema precisa ultrapassar o período da campanha. A criação de canais de escuta, o preparo das lideranças e a identificação de fatores que podem contribuir para o estresse e o esgotamento devem fazer parte de uma agenda permanente da gestão de pessoas.

“Setembro Amarelo tem um papel importante ao estimular a conversa sobre saúde mental, mas esse diálogo não precisa — e não deve — ficar restrito a um único mês. As empresas têm a oportunidade de transformar a conscientização em práticas contínuas de escuta, prevenção e cuidado, criando ambientes nos quais as pessoas se sintam seguras para buscar apoio quando necessário”, afirma Heliana Silva, country manager da SGF Global no Brasil.

 

NR-1 amplia atenção aos riscos psicossociais

Essa mudança de perspectiva também acompanha a evolução das diretrizes de segurança e saúde no trabalho. As atualizações da NR-1 incorporaram de forma mais explícita a necessidade de considerar os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, ampliando o olhar das empresas para aspectos relacionados à própria organização do trabalho.

Sobrecarga, excesso de demandas, jornadas extensas, microgerenciamento, conflitos, assédio moral e psicológico e problemas relacionados à gestão e às relações profissionais são exemplos de fatores que podem contribuir para o adoecimento e que passam a demandar maior atenção das empresas. 

Na prática, o tema envolve uma atuação integrada entre áreas como Recursos Humanos, Segurança e Saúde do Trabalho, CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio) e lideranças. Mais do que promover ações isoladas, a proposta é identificar fatores de risco, avaliar seus impactos e estabelecer medidas de prevenção e acompanhamento compatíveis com a realidade de cada organização. 

“A saúde mental precisa ser tratada como parte da experiência do colaborador e da própria estratégia de gestão. Isso significa olhar para as pessoas de forma integral, compreender os desafios presentes na rotina de trabalho e criar condições para que prevenção e cuidado façam parte da cultura da organização. O resultado é positivo não apenas para os profissionais, mas também para empresas que buscam relações mais sustentáveis e ambientes capazes de atrair e reter talentos”, conclui Heliana Silva.

 

SGF Global.
Mais informações: Link


Câncer de estômago se constrói sobre hábitos que a maioria não reconhece como risco

No mês do Setembro Rubi, pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus mostra que 41% dos entrevistados não comem alimentos frescos todos os dias

 

Seis em cada dez brasileiros avaliam a própria saúde como ótima ou boa. A mesma proporção de pessoas, no entanto, declara estar acima do peso ideal. É o que revela a pesquisa "A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos", do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, que ouviu mais de 2 mil pessoas nas 27 Unidades da Federação. 

É diante desse cenário de descompasso que o Setembro Rubi reforça a importância da conscientização sobre o câncer de estômago e do diagnóstico precoce. A combinação entre percepção de boa saúde e excesso de peso ajuda a explicar por que o tumor segue sendo diagnosticado tarde no país. 

O tema do mês tem peso epidemiológico. Segundo a Estimativa 2026-2028 do Instituto Nacional de Câncer, o tumor gástrico é o quarto mais incidente entre os homens brasileiros e responde por 5,4% dos casos masculinos, atrás apenas de próstata, cólon e reto e pulmão. 

O levantamento mostra que 41% dos entrevistados não comem alimentos frescos todos os dias. Na outra ponta, 33% consomem ultraprocessados três ou mais dias por semana, 31% comem frituras na mesma frequência, 41% bebem álcool ao menos uma vez por semana e 42% nunca praticam atividade física. A diferença entre gerações é o dado mais expressivo: 17% dos entrevistados de 16 a 24 anos comem ultraprocessados diariamente, contra 4% entre os de 60 anos ou mais. Quase um em cada seis jovens, contra um em cada 25 na faixa mais velha. Isso mostra que as próximas gerações tendem a ter problemas futuros. Afinal, nenhum desses hábitos é neutro para o estômago. 

"O câncer que vai aparecer daqui a vinte ou trinta anos começa a ser construído agora", afirma o Dr. Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center. "O risco tem relação com o tempo de exposição e com a dose. Quem se expõe cedo carrega isso pela vida inteira, na maior parte das vezes sem saber." 

Há ainda um fator biológico decisivo. A infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) é o principal fator de risco para o tumor gástrico e o único com tratamento específico. "É o principal fator comprovado e, diferente dos outros, tem tratamento", diz o Dr. Coimbra. "Identificar e tratar a infecção muda o risco daquela pessoa." 

O diagnóstico tardio é a outra face do problema. Na fase inicial o tumor é silencioso, e os primeiros sintomas, como azia, queimação e sensação de estufamento, se confundem com gastrite comum. A cirurgia segue como o principal tratamento com intenção curativa, e depende de o caso ser identificado cedo. 

"Alimentação, cigarro, exercício e álcool são os fatores em que cada um consegue interferir na própria rotina", afirma o especialista. "É o que está ao alcance de todo mundo, e é essa a mensagem que deve ser passada neste Setembro Rubi."

 

Sinais que merecem avaliação médica

* Azia, queimação ou desconforto abdominal que não melhoram

* Sensação de estufamento ou saciedade precoce ao comer

* Dificuldade para engolir

* Perda de peso sem causa aparente

* Anemia sem explicação ou fezes escurecidas


A maioria desses sinais tem causas benignas. A recomendação é procurar avaliação médica quando os sintomas persistem.

 

Metodologia

A Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou, face a face, 2.015 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A amostra foi controlada a partir de quotas de sexo, idade, PEA, região e condição do município. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p., com intervalo de confiança de 95%. Após a coleta, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao plano amostral; devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. A etapa de campo ocorreu entre os dias 25 e 30 de junho de 2026. Estatístico responsável: Neale El-Dash, Conre 8656-A.


 

Novo: dados do estudo de fase 3 STEP Young mostram que 40,4% das crianças com obesidade atingiram IMC abaixo do limite de obesidade com semaglutida e modificação do estilo de vida


  • O estudo de fase 3 STEP Young atingiu seu desfecho primário, demonstrando maior redução do índice de massa corporal (IMC) em crianças de 6 a menores de 12 anos tratadas com semaglutida subcutânea uma vez por semana em comparação ao placebo.
  • 40,4%* das crianças tratadas com semaglutida deixaram de ser classificadas como pessoas com obesidade** após 68 semanas, em comparação com nenhuma (0%) das crianças tratadas com placebo.
  • Ambos os grupos receberam intervenção no estilo de vida durante todo o estudo, incluindo dieta com redução calórica e aumento da atividade física.
  • O perfil geral de segurança e tolerabilidade da semaglutida foi consistente com o observado em estudos com adultos e adolescentes tratados com semaglutida.
  • No Brasil, Wegovy® (semaglutida de 2,4 mg semanal) e Saxenda® (liraglutida) são os únicos medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade em adolescentes a partir de 12 anos, associada a mudanças no estilo de vida.


A Novo anunciou os primeiros resultados do estudo de fase 3 STEP Young, que avaliou a semaglutida administrada uma vez por semana em combinação com dieta de baixa caloria e aumento da atividade física em crianças de 6 a menores de 12 anos com obesidade. A prevalência da obesidade está crescendo nessa faixa etária e existem poucas opções de tratamento clinicamente avaliadas e aprovadas quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes. 

No início do estudo, mais de 85% das crianças apresentavam obesidade grave de classe II ou III (correspondente, respectivamente, a um IMC maior ou igual a 35 e 40 em adultos). O estudo atingiu seu desfecho primário ao demonstrar redução superior do IMC na semana 68 no grupo tratado com semaglutida em comparação ao grupo placebo. 

Os resultados mostraram que 40,4%* das crianças tratadas com semaglutida deixaram de ser classificadas como pessoas com obesidade** na semana 68, em comparação com nenhuma das crianças tratadas com placebo. Isso significa que a semaglutida ajudou duas em cada cinco crianças a reduzir seu IMC para uma classificação de peso normal ou sobrepeso, enquanto nenhuma criança do grupo placebo alcançou esse resultado. Ambos os grupos receberam intervenção no estilo de vida durante todo o estudo, incluindo dieta com redução calórica e aumento da atividade física. 

“A obesidade infantil é particularmente preocupante devido aos seus impactos imediatos e duradouros à saúde, incluindo uma forte tendência à persistência da obesidade na vida adulta e ao aumento do risco de surgimento precoce de complicações relacionadas à obesidade”, afirmou Ania M. Jastreboff, MD, PhD, professora de Medicina (Endocrinologia) e Pediatria (Endocrinologia Pediátrica) da Universidade de Yale e diretora do Yale Obesity Research Center (Y-Weight). “A maioria das crianças participantes do estudo STEP Young apresentava obesidade grave (classe II ou III) no início do estudo. Ainda assim, o tratamento com semaglutida resultou em uma categoria percentílica de IMC abaixo do limiar de obesidade em aproximadamente 40% das crianças após cerca de um ano de tratamento”. 

Crianças que vivem com obesidade apresentam fatores de risco para doenças cardiovasculares, além de depressão, transtornos alimentares e episódios de bullying. Estudos demonstram que sua qualidade de vida é comparável à de crianças em tratamento contra o câncer.¹³ Sem uma intervenção eficaz, a obesidade infantil tende fortemente a persistir na vida adulta¹, período em que as complicações relacionadas à obesidade surgem mais precocemente e de forma mais grave,¹³ reduzindo substancialmente a expectativa de vida.⁴ Estima-se que 177 milhões de crianças entre 5 e 19 anos viviam com obesidade em 2025, e esse número deve aumentar para 228 milhões até 2040.⁵ 

“Para as crianças que vivem com obesidade e suas famílias, os desafios à saúde podem começar cedo e impactar o bem-estar ao longo de toda a vida”, afirmou Martin Holst Lange, vice-presidente executivo, diretor científico e responsável por Pesquisa e Desenvolvimento da Novo. “Como pioneira na medicina para obesidade pediátrica, estamos encorajados pelos resultados positivos do STEP Young e pelo potencial da semaglutida de ajudar crianças que vivem com obesidade e necessitam de tratamento medicamentoso, aliado a mudanças no estilo de vida, para melhor controlar sua condição. Isso pode contribuir para prevenir riscos graves à saúde mais tarde na vida.” 

O perfil geral de segurança e tolerabilidade da semaglutida observado no STEP Young foi consistente com os estudos pediátricos e em adultos realizados anteriormente pela Novo com semaglutida e liraglutida, sem identificação de novos sinais de segurança. Além disso, não foram observadas preocupações relacionadas ao crescimento ou ao desenvolvimento puberal. 

Os resultados detalhados do STEP Young serão apresentados durante a ObesityWeek 2026, reunião anual da The Obesity Society, realizada de 14 a 17 de novembro de 2026, em Washington, D.C., Estados Unidos. 

* Com base na estimativa do produto em investigação: efeito do tratamento considerando que todas as crianças aderiram ao tratamento.

** Com base nos gráficos de crescimento de IMC específicos por idade e sexo do CDC. A utilização de percentis para definir categorias de IMC em crianças é importante porque elas ainda estão em fase de crescimento. Em crianças, a obesidade é definida como IMC igual ou superior ao percentil 95 para idade e sexo. As classes II e III de obesidade em crianças são definidas como IMC ≥120% e ≥140% do percentil 95, respectivamente.

 

Sobre o estudo STEP Young

O estudo STEP Young foi conduzido em atendimento às exigências pós-comercialização das autoridades regulatórias para o programa de desenvolvimento clínico de fase 3 da semaglutida e sucede os resultados de fase 3 da semaglutida 2,4 mg em adultos e adolescentes com obesidade. 

O STEP Young é um estudo multinacional de fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo que avalia a segurança e a eficácia da semaglutida em comparação com placebo em 165 crianças com obesidade, de 6 a menores de 12 anos, ambos associados a dieta com redução calórica e aumento da atividade física. As crianças receberam uma dose máxima de 1,7 mg ou 2,4 mg de semaglutida, determinada de acordo com seu peso no início do estudo. 

 

Desfecho

Descrição

População

Momento de avaliação

Desfecho primário

Alteração percentual do IMC desde o início do estudo (semana 0) até a semana 68

Crianças de 6 a menores de 12 anos

Semana 68

Desfecho secundário confirmatório

Melhora na classificação do IMC** desde o início do estudo até a semana 68

Crianças de 6 a menores de 12 anos

Semana 68

Desfechos secundários de suporte

Alterações em medidas antropométricas, fatores de risco cardiovascular, metabolismo da glicose e composição corporal (subgrupo DXA)

Crianças de 6 a menores de 12 anos

Semana 68 / Semana 104

 ** Com base nos gráficos de crescimento de IMC específicos por idade e sexo do CDC. A utilização de percentis para definir categorias de IMC em crianças é importante porque elas ainda estão em fase de crescimento. Em crianças, a obesidade é definida como IMC igual ou superior ao percentil 95 para idade e sexo. As classes II e III de obesidade em crianças são definidas como IMC ≥120% e ≥140% do percentil 95, respectivamente.

 

Sobre semaglutida

A semaglutida é um agonista do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) que reproduz os efeitos do hormônio natural GLP-1, responsável pela regulação da glicemia e do peso corporal. A semaglutida foi avaliada em diversos programas robustos de desenvolvimento clínico e estudos de desfechos em doenças cardiometabólicas, incluindo diabetes tipo 2, obesidade, doença cardiovascular, insuficiência cardíaca, doença renal crônica, doença hepática e outras condições cardiometabólicas relacionadas. 

A semaglutida é comercializada sob as marcas Wegovy® (injetável), Ozempic® (injetável) e Rybelsus® (comprimido). 



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'Gangorra térmica' e oscilações extremas de umidade em setembro acendem alerta para crises alérgicas e respiratórias

Alternância entre calor seco e frentes frias com alta umidade sobrecarrega o sistema respiratório. Especialista do Hospital Paulista orienta como proteger as vias aéreas diante das variações bruscas do clima


O mês de setembro no Brasil tem sido marcado por um cenário climático atípico e desafiador: a chamada "gangorra térmica". Em intervalos de poucos dias, capitais e regiões de todo o país enfrentam temperaturas que superam os 30 °C sob umidade relativa do ar em níveis críticos, seguidas por frentes frias repentinas acompanhadas de chuva e forte elevação da umidade.  

Se para a rotina essa montanha-russa do clima exige casaco e guarda-chuva em um dia e ar-condicionado no outro, para o sistema respiratório o impacto é imediato. A oscilação brusca entre o ar seco/quente e o ar frio/úmido atua como um duplo gatilho para o agravamento de doenças como rinite, asma, sinusite e bronquite.

Segundo a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias, a instabilidade na umidade é o fator ambiental que mais exige atenção do organismo durante essas transições. 

“A umidade do ar tende a ter um impacto mais direto e significativo”, afirma a Dra. Cristiane. “Tanto a baixa quanto a alta umidade influenciam bastante, mas o ar seco, em especial, é extremamente agressivo para as vias aéreas.”
 

O perigo do ar seco nos dias quentes

Nos dias de calor intenso, é frequente a umidade relativa do ar despencar para patamares abaixo de 30% — e por vezes inferiores a 20%, bem distante do intervalo ideal entre 40% e 60% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Nesse cenário, o ressecamento ambiental compromete a barreira natural de defesa do corpo: a produção de muco nas mucosas nasais e da garganta diminui, prejudicando a filtração de partículas, poeira e microrganismos. Estudos da publicação BMC Public Health indicam que a exposição prolongada a níveis críticos de baixa umidade pode elevar em até 6% o risco de infecções respiratórias, com impacto ainda maior entre as crianças.

“O ressecamento das mucosas facilita a entrada de agentes infecciosos e alérgenos. Isso aumenta os quadros de rinite, sinusite, bronquite e até infecções virais”, explica a médica.


O outro lado da moeda: frio e excesso de umidade

Quando a gangorra vira e a frente fria se instala trazendo chuva, o desafio se transforma. Ambientes com umidade acima de 60% e mantidos fechados por causa do frio criam as condições perfeitas para a proliferação de fungos, ácaros e mofo.

Essa mudança drástica impede que o sistema respiratório se adapte adequadamente, pois ele é exposto sucessivamente aos danos da dessecação e, em seguida, ao contato concentrado com potentes alérgenos.

“Muita gente acha que só o tempo seco é prejudicial, mas a umidade alta em ambientes abafados também pode agravar quadros respiratórios”, alerta a Dra. Cristiane.

Além disso, a queda repentina de temperatura provoca a vasoconstrição nasal e estimula o aumento na produção de muco denso, o que facilita o aparecimento de gripes e resfriados. A cada queda de 1 °C na temperatura, estudos apontam uma alta média de 4% nas infecções respiratórias.


Como proteger o organismo diante das oscilações

Para enfrentar esse período de instabilidade, a prevenção exige cuidados adaptados tanto para os momentos de seca extrema quanto para os dias frios e úmidos. A higienização frequente das mucosas e o controle do microclima dentro de casa ou no trabalho são as principais ferramentas de proteção.

“A saúde respiratória está diretamente ligada ao ar que a gente respira. Pequenas mudanças no ambiente podem fazer grande diferença para quem sofre com alergias”, reforça a Dra. Cristiane Passos Dias Levy.


Dicas práticas para encarar a gangorra térmica:


Nos dias secos e quentes:

  * Beba água constantemente ao longo do dia para manter a hidratação corporal;

  * Lave e hidrate as vias nasais com soro fisiológico várias vezes ao dia;

  * Utilize umidificadores de ar, bacias com água ou toalhas úmidas nos ambientes.


Nos dias frios e úmidos:

  * Mantenha portas e janelas abertas durante parte do dia e evite o acúmulo de mofo e ácaros;

  * Evite o uso prolongado de carpetes e mantas que não passam por higienização constante;

  * Higienize casacos e mantas guardados há muito tempo no armário antes de usar.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Genética ajuda a revelar riscos invisíveis para o coração

O teste genético em algumas doenças cardiovasculares sem causa determinada contribui para estabelecer um diagnóstico mais preciso, o tratamento mais adequado e a prevenção de complicações no indivíduo e em seus familiares

 

Uma pessoa “se cuida”, com alimentação impecável e prática regular de exercícios físicos, na tentativa de evitar os problemas do coração que são frequentes em sua família. Mesmo assim seu colesterol se mantém nas alturas, desde cedo. Um jovem atleta, aparentemente saudável, sofre uma parada cardíaca sem qualquer aviso prévio. Cenários como esses, que muitas vezes ficam sem explicação por parte dos médicos e traumatizam as famílias, podem ser esclarecidos por uma modalidade de exames que está começando a fazer parte da rotina dos cardiologistas: o teste genético. 

Já incorporada a outras especialidades médicas, como a oncologia e a neurologia, a abordagem genética recentemente vem ganhando espaço na cardiologia. Ao analisar o DNA, os especialistas (geneticistas, biomédicos, bioinformatas) conseguem identificar variantes que causam graves alterações cardiovasculares, antes mesmo que os primeiros sintomas apareçam. O resultado é a possibilidade de diagnósticos precisos e precoces, para a prevenção e o tratamento adequado nas doenças do coração, que persistem sendo a principal causa de mortalidade no mundo. 

“A principal indicação para o teste genético ocorre quando, na família do paciente, a ocorrência de complicações, como os infartos do miocárdio, paradas cardíacas (mortes súbitas), níveis de colesterol muito aumentados ou arritmias graves, se apresentam de forma frequente ou precoce nas diversas gerações”, explica o Dr. Otavio Eboli, cardiologista e pesquisador na área de genética cardiovascular no Instituto de Pesquisa do Hcor. 

A coleta do material a ser analisado é extremamente simples, realizada a partir de uma amostra de sangue ou saliva, que será encaminhada a um laboratório especializado em genômica para o sequenciamento do DNA em busca de mutações relacionadas às cardiopatias hereditárias, ou familiares. “Quando ocorre a identificação destas mutações, a pesquisa desta mesma variante pode ser estendida aos familiares, que vão se beneficiar da informação da presença, ou ausência, de uma maior probabilidade de desenvolver a mesma doença”, orienta o médico. 

Ainda de acordo com o especialista, esta informação não representa uma “sentença”, mas uma oportunidade de receber o tratamento mais específico em tempo hábil ou de fazer uma prevenção mais proporcional ao nível do risco que se apresenta. “O acompanhamento clínico dos portadores das variantes se torna mais próximo e, em caso de necessidade, indicações de intervenções como desfibriladores implantáveis, cirurgias ou medicamentos especiais são feitas, antes que complicações graves possam ocorrer”, ressalta.

 

Hcor

 

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