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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Provão Paulista: Matrículas da terceira chamada para as turmas do 2º semestre devem ser feitas até esta quarta-feira (6)



Áudio: https://on.soundcloud.com/RtgUOzt2JnX9117zKA 

 

Vagas são para as Fatecs e Univesp; em três edições, Provão Paulista soma mais de 46 mil vagas nas universidades e faculdades públicas paulistas

 

Estudantes aprovados na terceira e última chamada do Provão Paulista Seriado têm entre esta terça e quarta-feira, dias 5 e 6, para se matricularem nas Fatecs (Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo) e na Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). Essa é mais uma chance de estudantes que concluíram o Ensino Médio na rede pública ingressarem no ensino superior.

 

Cada candidato pode conferir se o seu nome está na lista no site provaopaulista.vunesp.com.br. No mesmo portal, é possível conferir o passo a passo para a realização da matrícula. As instituições são públicas e, portanto, não há pagamento de mensalidade. 

 

A coordenadora de avaliações da Secretaria da Educação, Thainá Salerno, lembra que os estudantes precisam estar atentos aos prazos.  “É fundamental que os estudantes fiquem atentos às datas de divulgação das listas de aprovados e aos prazos de matrícula, acompanhando de forma regular o portal do Provão Paulista para não perder nenhuma etapa e assegurar a sua vaga”

 

As vagas são destinadas a alunos da rede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, das Etecs (Escolas Técnicas Municipais), de escolas municipais e outras redes públicas de ensino do país.

 

Provão Paulista


O Provão Paulista Seriado funciona como porta de entrada de alunos do Ensino Médio da rede pública no Ensino Superior de instituições paulistas parceiras da Seduc-SP: Fatecs, Univesp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em três edições, o Provão Paulista já abriu 46 mil vagas no ensino superior.

 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Simples gesto de lavar as mãos pode evitar em 40% o risco de infecções

OMS alerta para 3,5 milhões de mortes por infecções evitáveis até 2050 no mundo

 

Pode parecer simples, mas um gesto básico continua sendo uma das formas mais eficazes de salvar vidas dentro das instituições de saúde: lavar as mãos da forma correta.


Neste 5 de maio, terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça o alerta com a campanha global iniciada há duas décadas “Salve Vidas: Higienize suas mãos”. O objetivo é claro: lembrar os profissionais e instituições de que a higienização das mãos é uma das principais barreiras contra infecções.


“Este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite” afirma a infectologista e consultora para ONA – Organização Nacional de Acreditação, Cláudia Vidal.


Infecções hospitalares ainda são um problema global – Apesar de evitáveis, as chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) continuam sendo um desafio global. Dados da OMS mostram que até 30% dos pacientes em UTIs podem ser afetados. E em países mais pobres, o risco pode ser até 20 vezes maior e, até 2050, há previsão de até 3,5 milhões de mortes por ano. A cada 100 pacientes internados, até 15 podem desenvolver infecções em países de baixa e média renda. A situação é mais crítica em unidades de terapia intensiva.


Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios – Últimos dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2024, apontam que há melhoria nos indicadores de incidência de IRAS, mas o risco ainda é alto.


O relatório alerta que a maioria das infecções de corrente sanguínea ocorrem dentro das UTIs. A densidade de incidência chega a 3,5 casos por mil cateter venoso central-dia em UTIs e nas neonatais, esse número sobe para 6,1 casos. Ainda, segundo o levantamento, pneumonia associada à ventilação mecânica segue entre as IRAS mais frequentes. As taxas podem chegar a 9,4 casos por 1 mil ventilação mecânica-dia.


Infecção também pesa no bolso – Além do impacto na saúde, as infecções também têm custo alto. Pacientes com infecção podem gerar custos até 55% maiores no Brasil. Nos Estados Unidos, o impacto passa de US$ 40 bilhões por ano e, na Europa, chega a € 7 bilhões anuais.


Resistência a antibióticos – “O uso inadequado de antibióticos pode implicar em resistência bacteriana, maior risco de efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde”, ressalta a dra. Cláudia Vidal.

Dados da OMS relatam que até 2050, podem ocorrer 10 milhões de mortes por ano por infecções resistentes.


Uso inadequado de antibióticos ainda é um desafio no Brasil - Dados da Anvisa mostram que uma parte das instituições de saúde já contam com programas estruturados para o uso racional desses medicamentos, mas temos muito o que avançar.


Entre os 153 serviços analisados, cerca de pouco mais da metade (52,7%) têm Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos implantado, o que acende um alerta para as fragilidades dos serviços de saúde quanto ao controle e monitoramento do uso desta classe de medicamentos tão importante.


Por outro lado, o monitoramento dentro das UTIs já é mais frequente. Nas unidades adultas, cerca de 95,6% das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar acompanham o uso de antibióticos, enquanto nas UTIs pediátricas, cerca de 82,8% fazem esse controle de antimicrobianos de forma adequada.

 

Diante da elevada incidência das IRAS e do avanço da resistência aos antimicrobianos – que podem comprometer a qualidade do cuidado e a segurança do paciente – os desfechos clínicos podem ser cada vez mais desfavoráveis aos pacientes. “Fortalecer as medidas de prevenção de infecções é imprescindível, em especial a higiene das mãos de forma adequada e oportuna, estratégias essas fundamentais para proteger os pacientes e salvar vidas!”, finaliza a infectologista.

 



Endometriose: dor invisível afeta 1 em cada 10 brasileiras

Dia Internacional de Luta contra a Endometriose (7 de maio) chama atenção para sintomas ignorados e impacto da dor na rotina de 7 milhões de mulheres no país


Pelo menos 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva no Brasil convive com endometriose, o equivalente a aproximadamente 7 milhões de brasileiras. Apesar da alta prevalência, o diagnóstico ainda pode levar de seis a dez anos, período em que muitas pacientes enfrentam dor intensa, alterações na rotina e impactos na saúde emocional.

O alerta ganha força neste 7 de maio (quinta-feira), Dia Internacional de Luta contra a Endometriose, que busca ampliar a conscientização sobre a doença e incentivar o reconhecimento precoce dos sintomas.

Além da dor pélvica crônica, a endometriose pode causar dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias e está associada a 30% a 50% dos casos de infertilidade feminina. Mesmo assim, muitas mulheres demoram a procurar ajuda ou têm suas queixas minimizadas.

Segundo a fisioterapeuta pélvica Josiane Pavão, especialista em dor, o impacto da doença vai além do sistema reprodutivo. “A dor crônica não tratada desorganiza o corpo e o cérebro. Ela altera o funcionamento da musculatura e impacta diretamente o estado emocional da mulher”, explica.

 

Sintomas que não devem ser ignorados

A especialista da Clínica Daniella Leiros, em Ribeirão Preto (SP), alerta que alguns sinais são frequentemente tratados como “normais”, mas podem indicar a presença da doença: cólica menstrual intensa e incapacitante, dor durante a relação sexual, dor pélvica persistente, alterações intestinais ou urinárias no período menstrual e dificuldade para engravidar.

Mesmo quando exames não identificam alterações claras, a dor relatada pela paciente deve ser considerada.

 

Dor invisível e impacto emocional

Estudos apontam que mulheres com endometriose apresentam maior incidência de ansiedade, depressão e hipervigilância corporal, mantendo o corpo em estado constante de alerta. Esse mecanismo pode perpetuar o ciclo de dor, mesmo quando a doença está sob controle clínico.

Para a psicóloga Juliana Gontijo, um dos maiores desafios é a validação do sofrimento.

“Quando exames não confirmam a causa da dor, muitas mulheres passam a duvidar de si mesmas. Isso gera culpa, medo e isolamento. Validar essa dor é parte essencial do cuidado”, afirma.

 

Tratamento exige abordagem integrada

Diante desse cenário, as especialistas defendem um cuidado que vá além do tratamento medicamentoso, considerando os impactos físicos e emocionais da doença.

A fisioterapia pélvica tem papel importante nesse processo, atuando na redução da tensão muscular, melhora da mobilidade e reeducação da respiração, ajudando a interromper o ciclo de dor e contração.

“O tratamento ajuda o corpo a sair desse estado de defesa constante e a recuperar funcionalidade e qualidade de vida”, destaca Josiane Pavão.

 

Informação como ferramenta de diagnóstico precoce

O principal alerta das especialistas é que sentir dor não deve ser considerado normal, especialmente quando interfere na rotina.

O reconhecimento precoce dos sintomas e o acesso a acompanhamento especializado podem reduzir o tempo de diagnóstico, evitar a cronificação da dor e melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres.

 

Infarto sem aviso: falta de ar, enjoo e suor frio também podem ser sinal de emergência cardíaca

Nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia reforça que o infarto nem sempre começa com a dor intensa no peito que virou clichê. Hospital Cardiológico Costantini alerta para sintomas que costumam ser ignorados especialmente por mulheres, idosos e pessoas com diabetes

O imaginário popular ainda associa o infarto à cena clássica de alguém levando a mão ao peito e caindo de dor. Mas a vida real costuma ser menos cinematográfica e mais traiçoeira: em muitos casos, a emergência cardíaca começa com falta de ar súbita, náusea, suor frio, tontura, mal-estar importante ou uma sensação estranha de exaustão. O alerta ganha força com a Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que reforça a necessidade de reconhecer rapidamente sintomas típicos e atípicos para reduzir atrasos no diagnóstico e no atendimento.

O tema tem peso de utilidade pública. Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no país. O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos por ano, e o atendimento nos primeiros minutos é decisivo para salvar vidas e reduzir sequelas.

Para a cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, Bianca Prezepiorski, o problema não está apenas na gravidade do infarto, mas no fato de que muita gente ainda espera um sintoma “óbvio” para procurar socorro.

“Existe um atraso perigoso entre o início dos sintomas e a decisão de buscar ajuda. Muita gente acha que infarto precisa, obrigatoriamente, começar com uma dor intensa no peito, mas nem sempre é assim. Falta de ar, náusea, suor frio, tontura ou um mal-estar súbito também podem sinalizar uma emergência cardiovascular. Quando o paciente demora para procurar atendimento, o coração perde tempo, e isso pode custar músculo cardíaco, qualidade de vida e, em casos mais graves, a própria vida”, afirma a especialista.

A diretriz da SBC destaca que a avaliação da dor torácica e de seus equivalentes deve ser ágil na emergência. Entre os sinais que exigem atenção estão pressão, aperto ou queimação no peito, dor irradiada para braço, ombro, costas, pescoço ou mandíbula, além de dispneia, sudorese, náusea, vômito, tontura e sensação de desmaio. O documento também reforça a importância do eletrocardiograma em até 10 minutos para pacientes com suspeita de síndrome coronariana aguda.

O alerta é ainda mais importante em grupos nos quais a apresentação pode ser menos típica. O Ministério da Saúde destaca que, em idosos e pessoas com diabetes, o quadro pode ser menos característico, e a falta de ar pode, em alguns casos, aparecer como sinal predominante. Já a cardiologia brasileira vem reforçando a necessidade de maior atenção à saúde cardiovascular feminina: as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte entre mulheres em grande parte do ciclo de vida.

“Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, o infarto pode escapar do padrão que muita gente aprendeu a reconhecer. Às vezes, o paciente descreve como azia, enjoo, cansaço extremo ou dificuldade para respirar. Por isso, informação salva. Quanto mais cedo a população entende que o corpo pode pedir socorro de formas diferentes, maiores são as chances de diagnóstico rápido e de tratamento no tempo certo”, acrescenta Dra. Bianca.

Na prática, a orientação é simples: sintomas novos, intensos ou fora do padrão habitual, sobretudo quando surgem de forma súbita, não devem ser banalizados. Esperar “passar sozinho” pode custar caro. O cuidado imediato é parte central das recomendações atuais da cardiologia, justamente porque o tempo entre os primeiros sinais e o atendimento influencia diretamente o desfecho clínico.


Sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata

  • pressão, aperto ou queimação no peito;
  • dor que irradia para braço, ombro, costas, pescoço ou mandíbula;
  • falta de ar súbita;
  • suor frio;
  • náusea ou vômito;
  • tontura, sensação de desmaio ou mal-estar importante;
  • fadiga intensa e incomum, especialmente quando associada a outros sintomas.

 

Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/



Não é só asma”: especialista alerta que a falta de controle da doença agrava crises e aumenta mortalidade

Cerca de 20 milhões de brasileiros têm asma[1], doença crônica frequentemente subestimada. O tratamento adequado e contínuo evita internações e até óbitos

 

Muitas vezes minimizada no senso comum como um problema respiratório corriqueiro, a asma é, na verdade, uma doença inflamatória crônica grave das vias aéreas. No Brasil, o cenário é preocupante: embora existam tratamentos eficazes, apenas 12,3% dos pacientes mantêm o controle total da enfermidade[2]. O resultado dessa negligência reflete-se nos números: a doença é uma das principais causas de hospitalização no SUS, com cerca de 350 mil internações anuais1 e centenas de mortes que poderiam ser evitadas com informação e adesão ao tratamento para o controle adequado da doença[3].
 

O que é a asma e como ela age?

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns[4]. “Ela ocorre quando os brônquios (canais que levam o ar aos pulmões) inflamam. Diante de gatilhos como poeira, poluição ou mudanças climáticas, os músculos ao redor dessas vias se contraem e a parede interna incha, produzindo muco excessivo”, alerta a pneumologista Dra Leda Rabelo, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Esse processo cria uma barreira física à passagem do oxigênio. É por isso que os sintomas típicos incluem chiado no peito, falta de ar (dispneia) e respiração curta, sensação de aperto no peito e tosse persistente. A asma pode ser classificada de acordo com a gravidade – leve, moderada ou grave[5].
 

Os riscos do falso controle

Um dos maiores riscos para o paciente é acreditar que a doença "desapareceu" entre uma crise e outra. "A asma não é um evento isolado de falta de ar, é uma inflamação que está lá mesmo quando o paciente se sente bem. Acreditar que é 'só uma asma leve' é perigoso, pois sintomas leves negligenciados podem evoluir rapidamente para uma crise fatal", diz a especialista. 

A diferença entre o controle e o agravamento está na adesão ao tratamento. De acordo com a diretriz global GINA 2025, o uso de corticosteroides inalatórios é o pilar para manter as vias aéreas desinflamadas[6]. “Quando o paciente utiliza apenas o medicamento de "resgate" (para alívio imediato da falta de ar) e ignora a medicação de manutenção, ele permite que a inflamação progrida, aumentando o risco de sequelas pulmonares e hospitalizações”, declara a pneumologista.
 

Mitos e verdades: o perigo da desinformação

A baixa adesão ao tratamento é alimentada por crenças equivocadas. É comum, por exemplo, a confusão entre asma e bronquite[7]. “Asma não é bronquite. Enquanto a bronquite pode ser pontual e infecciosa, a asma é uma condição crônica que requer gestão a longo prazo”, explica ??, que trouxe outros mitos para serem esclarecidos: 

O medicamento não vicia e nem faz mal para o coração. O tratamento baseado em corticosteroides inalatórios e broncodilatadores é seguro. “O verdadeiro perigo é o uso excessivo de “bombinhas” com medicações de resgate (alívio imediato) sem o tratamento adequado com o uso das medicações de manutenção”, afirma Dra Leda Rabelo. 

Apenas o raio-x não descarta a asma. “O diagnóstico padrão-ouro envolve a avaliação clínica e a espirometria, exame que mede a função pulmonar”, declara a especialista. 

A asma não é só uma falta de ar que aparece de vez em quando. A asma é uma doença crônica e o tratamento deve ser contínuo para evitar que a crise aconteça[8]. “Parar a medicação na ausência de sintomas é o principal erro que leva às crises e ao agravamento da doença”, diz a médica.
 

Novas tecnologias para mais qualidade de vida

Uma das inovações no tratamento da asma moderada a grave é a terapia tripla em um único dispositivo inalatório. “Ao combinar três medicamentos com funções diferentes (dois broncodilatadores e um corticoide inalatório), a tecnologia simplifica o regime terapêutico, podendo favorecer a adesão ao tratamento. Ao reduzir a complexidade do uso de várias bombinhas no dia a dia, garantimos mais autonomia, minimizamos erros no uso e proporcionamos uma qualidade de vida muito superior, permitindo que o paciente retome atividades físicas e sociais sem o medo constante de uma crise e de complicações, que podem ser fatais”, finaliza.

 

[1] Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.Espaço Saúde Respiratória. Asma. [acesso em 22 abr de 2026]. Available from: Link

[2] Cançado JED, Penha M, Gupta S, Li VW, Julian GS, Moreira ES. Respira project: Humanistic and economic burden of asthma in Brazil. J Asthma. 2019;56(3):244-251. https://doi.org/10.1080/02770903.2018.1445267

[3] Global Initiative for Asthma. World Asthma Day, 2026. Available from: https://ginasthma.org/world-asthma-day-2026/

[4] Ministério da Saúde, Asma. [acesso em 22 abr de 2026] Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/asma

[5] Global Initiative for Asthma. World Asthma Day, 2026. Available from: https://ginasthma.org/world-asthma-day-2026/

[6] Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2025. Updated November 2025. Available from: www.ginasthma.org

[7] Ministério da Saúde, Bronquite. [acesso em 22 abr de 2026] Available from:https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/b/bronquite

[8] World Health Organization, 2024. Available from: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/asthma


Nem todo mundo emagrece com canetas: especialista explica por que tratamento pode não funcionar para todos

Endocrinologista do Centro Universitário de Brasília (CEUB) destaca influência da genética, do metabolismo e da resposta do organismo na perda de peso
 

Medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, ganharam popularidade nos últimos anos e transformaram o tratamento da obesidade. Ainda assim, os resultados não são uniformes. A explicação, segundo a endocrinologista Suelem Izumi Lima, professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), está na variabilidade biológica individual, uma vez que cerca de 10% dos pacientes não apresentam resposta significativa ao uso dessas medicações.

“Existe uma variabilidade relevante na resposta ao tratamento medicamentoso. Alguns pacientes conseguem perder peso com mais facilidade, enquanto outros apresentam maior dificuldade, mesmo utilizando as mesmas medicações”, explica. Pesquisa publicada na revista Nature identificou preditores genéticos que influenciam a eficácia dos análogos de GLP-1, classe à qual pertencem esses medicamentos. O estudo revela que variantes no DNA podem determinar se o paciente terá uma perda de peso expressiva ou se fará parte do grupo considerado “não respondedor”.



Genética, metabolismo e comportamento

De acordo com a especialista do CEUB, a obesidade é uma condição multifatorial, que envolve a interação entre cérebro, hormônios, genética e ambiente. “O fator genético pode explicar de 40% a 70% da variação do peso corporal. Quando essa predisposição se combina com fatores ambientais, como alimentação inadequada e sedentarismo, há maior risco de ganho de peso”, explica. 

Além disso, o próprio organismo pode atuar contra o emagrecimento. “Quando a pessoa perde peso, o cérebro ativa mecanismos de defesa para preservar energia. Isso pode reduzir o ritmo da perda e até favorecer o reganho”, completa Suelem Lima. Assim, ela alerta que o uso dessas medicações exige alinhamento de expectativas: “O tratamento precisa ser individualizado e sempre associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e sono adequado”.
 

Por que os resultados são diferentes?

Segundo a endocrinologista, essa diferença está relacionada a fatores como genética, metabolismo e comportamento. A obesidade, hoje, é compreendida como uma condição complexa, que envolve a interação entre cérebro, hormônios, genética e ambiente. 

“O fator genético pode contribuir com 40% a 70% da variação do peso corporal. Quando há um desequilíbrio entre essa predisposição genética e o ambiente, como alimentação inadequada e sedentarismo, ocorre o ganho de peso”, afirma a docente do CEUB. Além disso, o próprio organismo pode dificultar o emagrecimento. “Quando a pessoa perde peso, o cérebro ativa mecanismos de defesa para preservar energia, o que pode reduzir o ritmo da perda e até favorecer o reganho”, completa.



Expectativa x realidade no tratamento

A endocrinologista reforça que é fundamental alinhar expectativas antes de iniciar o uso de medicamentos. “Nem todos terão respostas rápidas ou expressivas. O tratamento precisa ser individualizado e acompanhado de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado”, destaca.


E quando o tratamento não funciona?

Nos casos em que não há resposta satisfatória, a recomendação é reavaliar a estratégia terapêutica. Entre as principais abordagens estão:

  • Ajuste da medicação ou da dose
  • Investigação de fatores hormonais ou metabólicos
  • Reforço nas mudanças de estilo de vida
  • Abordagem multidisciplinar, com apoio de nutricionistas e outros profissionais

Para a especialista do CEUB, é fundamental compreender a natureza crônica da doença. “A obesidade não tem solução imediata. É uma condição progressiva e com tendência à recorrência. Ao interromper o tratamento, é comum haver recuperação do peso. Por isso, o acompanhamento médico contínuo e as estratégias individualizadas são essenciais”, conclui Suelem Lima.
 


Nem toda ansiedade vem da cabeça: o que os hormônios femininos têm a ver com irritação, insônia e sensação de descontrole

Oscilações hormonais na perimenopausa, alterações da tireoide e piora do sono podem intensificar sintomas ansiosos e confundir o diagnóstico em muitas mulheres. 

 

A tireoide entra nessa conta e muito 

Se a perimenopausa costuma ser subestimada, a tireoide frequentemente é simplificada demais. Quadros de hipertireoidismo podem causar nervosismo, ansiedade, dificuldade para dormir, irritabilidade e palpitações. O problema é que, na prática, esses sintomas podem ser lidos apenas como “crise emocional”, especialmente quando a mulher já chega ao consultório esgotada e sem conseguir descrever com clareza o que mudou primeiro: o humor ou o corpo. 

Não por acaso, a ansiedade de origem mais biológica costuma ter uma assinatura física mais marcada. O corpo participa da crise de um jeito que não cabe só na linguagem psicológica. O coração acelera, a temperatura muda, o sono quebra, a energia despenca e o cérebro perde nitidez. E, quando isso se repete sem interpretação adequada, o diagnóstico pode até aliviar momentaneamente a angústia de “dar nome ao que sente”, mas não necessariamente conduz ao tratamento mais preciso.

 

O erro não é tratar a ansiedade. É tratar só ela.

É importante dizer com clareza: ansiedade emocional existe, pode ser grave e precisa de cuidado sério. O ponto desta discussão não é opor hormônios e mente como se fossem mundos rivais. É justamente o contrário. Em saúde feminina, muitas vezes eles se sobrepõem.

Em vez de apenas “o que você está sentindo?”, entra também “o que mudou no seu ciclo, no seu sono, na sua energia, no seu corpo e na sua capacidade de se recuperar?”. Esse tipo de investigação é o que permite diferenciar uma ansiedade que nasce principalmente do contexto psicológico de uma ansiedade fortemente amplificada por alterações hormonais ou metabólicas. 

Entre todos os elementos que embaralham esse quadro, talvez nenhum seja tão subestimado quanto o sono. Mulheres na perimenopausa frequentemente relatam despertares noturnos, calorões, suor, dificuldade para voltar a dormir e sensação de exaustão ao acordar. E privação de sono não é detalhe: ela piora irritabilidade, reduz tolerância ao estresse, aumenta reatividade emocional e intensifica sintomas de ansiedade. A Menopause Society destaca justamente a associação entre transição menopausal, alteração do sono e piora do funcionamento cognitivo e emocional. 

É aqui que muitas pacientes entram em ciclo fechado. Dormem mal por causa da alteração hormonal, ficam mais ansiosas por dormir mal, perdem performance no dia seguinte, se cobram mais, se sentem mais frágeis e terminam convencidas de que desenvolveram apenas um transtorno emocional, quando o corpo está ajudando a produzir esse sofrimento todos os dias.

 

Quando investigar além do óbvio

A ansiedade merece uma investigação hormonal mais cuidadosa quando muda de padrão, piora sem motivo claro, surge acompanhada de sintomas físicos novos ou coincide com fases de transição reprodutiva. Também vale atenção redobrada quando há palpitações, suor noturno, alteração menstrual, piora importante do sono, queda de libido, ganho de gordura abdominal, cansaço persistente ou sinais de possível alteração tireoidiana.

Isso não significa transformar qualquer sofrimento em “problema hormonal”. Significa reconhecer que, em muitas mulheres, o corpo entra na equação muito antes de alguém perguntar sobre ele. 

“Tem mulher que não precisa de mais culpa, precisa de investigação. Quando o corpo entra em instabilidade, ele altera a forma como essa mulher dorme, pensa, reage e sente. Se o médico não olha para isso, a sensação dela de estar fora de si só aumenta.”. Finaliza o Dr. Arthur Victor de Carvalho. 

 

Dr. Arthur Victor de Carvalho - médico especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal. Atua com foco na saúde da mulher moderna, unindo ciência, escuta e individualização para devolver às pacientes o que a medicina tradicional muitas vezes ignorou: vitalidade, bem-estar e liberdade para envelhecer com potência.


Câncer de mama, sangue e próstata lideram processos judiciais por acesso a tratamentos, aponta estudo

Levantamento do Projuris mostra que fornecimento e aplicação de medicamentos representam 66,68% dos pedidos; quase metade das ações tem o setor público como principal requerido


A análise de processos judiciais que envolvem doenças oncológicas aponta que o câncer de mama (20,32%), sangue (11,12%) e próstata (10,10%) são os mais recorrentes em ações movidas para pleitear medicamentos e tratamentos. É o que mostra um estudo inédito conduzido pelo Projuris, principal plataforma de Inteligência Legal do país, que analisou 9.599 processos entre 2023 e maio de 2025. A judicialização ocorre, majoritariamente, para garantir a assistência que, em muitos casos, não é disponibilizada com a agilidade ou regularidade necessárias.

O estudo revela ainda que 48,79% das ações foram movidas contra o setor público, evidenciando dificuldades no acesso a terapias oferecidas gratuitamente pelo SUS. Para o Diretor de Produto do Projuris, Fernando Ribeiro, a concentração dos três tipos de câncer mais recorrentes pode refletir tanto sua alta incidência quanto a complexidade ou custo elevado dos tratamentos disponíveis. “Essas enfermidades podem exigir terapias mais específicas ou de difícil acesso, o que leva muitos pacientes a recorrer à Justiça”, afirma.

Além do alto percentual que envolve órgãos públicos, o estudo também identificou que 37,28% dos processos são movidos contra planos de saúde e 13,93% das ações envolvem demais empresas privadas, categoria que engloba principalmente seguradoras, instituições financeiras (como bancos acionistas ou proprietários de operadoras de saúde) e entidades de previdência fechada. “Os dados indicam que o ente público ainda é o mais procurado em ações judiciais, com quase metade dos processos, o que representa a relevância do SUS nas demandas judiciais e aponta possível sobrecarga no atendimento de quem busca pela gratuidade de medicamentos e terapias”, reforça.

Entre as motivações para judicialização, o fornecimento e a aplicação de medicamentos aparecem com o percentual mais expressivo (66,68%), seguido de tratamento e acompanhamento hospitalar (9,73%); quimioterapia, imunoterapia e radioterapia (8,75%); exames (4,34%); e procedimentos cirúrgicos (4,08%). “O alto volume de ações para obtenção de medicamentos indica que, apesar das diretrizes nacionais, o fornecimento nem sempre atende à demanda”.


Decisões judiciais e evolução dos processos

O levantamento também aponta que 86,3% dos pedidos de tutela de urgência são deferidos, mostrando que a Justiça costuma reconhecer a relevância e a urgência das solicitações. “Esse índice alto demonstra que o tempo é um fator determinante nos tratamentos oncológicos”, destaca.

Na análise ano a ano, observa-se evolução gradual nos deferimentos: 40,89% em 2023, 46,08% em 2024 e 13,01% em 2025 (até maio), reforçando a tendência de crescimento da judicialização em busca de medicamentos e procedimentos especializados.

Quanto às sentenças, 37,7% dos processos ainda aguardam decisão; 32,4% foram julgados procedentes; 10,2% parcialmente procedentes; 10,1% extintos sem resolução; e 3,3% improcedentes. Um destaque é o baixo índice de acordos, apenas 6,3%, o que evidencia a complexidade dos casos e a dificuldade de negociação entre as partes.


Distribuição por estados

Na distribuição por estados brasileiros com maior número de ações, destaque para São Paulo com 39,9% dos processos, seguido por Paraná (11%), Pernambuco (7,2%), Ceará (7%) e Bahia (6,1%). “A predominância nas regiões Sul e Sudeste, com forte participação do Nordeste, reflete tanto o peso populacional quanto diferenças no acesso à Justiça e na estrutura de saúde”, explica o diretor.

 

Principais medicamentos requisitados

Entre os processos que mencionam medicamentos específicos, os mais solicitados são Bevacizumabe/Avastin (17,9%), seguido por Nivolumabe (16,1%) e Abemaciclibe/Verzenios (15,8%), todos com média de valor por dose entre R$ 2 mil e R$ 10 mil. Também figuram na lista Olaparibe (8,1%), Abiraterona/Ytiga (7,9%) e Daratumumabe/Lenalidomida (6,0%).

Apesar da gratuidade em tratamentos fornecidos pelo SUS, muitos pacientes se deparam com a indisponibilidade de medicamentos ou precisam de terapias recém-incorporadas ou ainda experimentais, sem registro na Anvisa, cujo acesso tende a ser mais burocrático. “Para ingressar com ação judicial, o paciente deve reunir a documentação obrigatória, solicitar o medicamento pela via administrativa e, em caso de negativa, buscar o Judiciário”, explica Fernando.

Ainda de acordo com o especialista, o estudo evidencia como a judicialização permanece como um caminho essencial para garantir o acesso a medicamentos e terapias oncológicas no Brasil, mostrando também os desafios estruturais no SUS, nas operadoras de saúde e no fornecimento de insumos, ao passo que revela a urgência e complexidade dos tratamentos necessários para pacientes com câncer.




Projuris - Plataforma de Inteligência Legal que conecta tecnologia, automação e dados para transformar a gestão jurídica.


Starian
starian@vcrp.com.br

 

Dia Mundial da Asma (05/05): Brasil registra aumento de 63% em internações pela doença entre 2020 e 2025

Exame de função pulmonar, espirometria,
é primordial para o diagnóstico.
Divulgação
Iamspe
A doença mata mais pessoas acima de 60 anos. Morreram 1.643 idosos em 2020 e 1.771 em 2024


 


O Brasil registrou um aumento de 63% no número de internações por asma entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314, segundo o Ministério da Saúde. Os pneumologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo alertam que se acostumar com os sintomas da doença pode agravar o quadro clínico do paciente. O problema causa falta de ar, aperto – ou pressão – e chiado no peito, que podem ser acompanhados de dor, tosse e dificuldade para dormir. A fim de conscientizar sobre a importância do acompanhamento médico no tratamento da condição, a primeira terça-feira de maio marca o Dia Mundial da Asma. Neste ano de 2026, a data ocorre em 5 de maio. 

A asma é uma doença inflamatória que acomete os brônquios, estruturas responsáveis por transportar o ar da traqueia aos alvéolos do pulmão. São fatores de risco para o desenvolvimento do problema a exposição a poluentes ambientais e o histórico familiar. Filhos de mães tabagistas têm mais chances de desencadear o quadro. 

De acordo com informações exclusivas do Ministério da Saúde, o país registrou também entre 2.552 e 2.755 óbitos anuais por asma entre 2020 e 2024. No recorte por faixa etária, os dados mostram um maior número de mortes na população com 60 anos ou mais, com 1.643 falecimentos em 2020 e 1.771 em 2024, enquanto a população até 59 anos registrou 909 e 984, respectivamente. 

A pneumologista responsável pelo ambulatório de asma do Iamspe, Dra. Flavia Filardo Vianna, explica que a doença se apresenta em crises, ou seja, os sintomas surgem e são controlados após o início do tratamento. "No caso dos pacientes com quadro mais leve, a adesão é uma dificuldade importante. Eles deixam de tomar o medicamento e de realizar o acompanhamento médico assim que os sintomas melhoram. Isso prejudica o tratamento e a qualidade de vida", sinaliza a especialista. 

A asma dificulta a realização de atividades simples, como subir escadas ou caminhar distâncias curtas. É comum pacientes se acostumarem com as limitações causadas pela doença, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, podendo piorar a intensidade das crises. 

“Existem crises de asma em que a contração do brônquio exige a ventilação mecânica, porque o ar não entra, dificultando a oxigenação”, comenta. 

O paciente deve procurar por atendimento médico nos primeiros sintomas de crise de asma. A depender do desconforto, a orientação é ir ao pronto-socorro mais próximo. Com a estabilização do quadro, o acompanhamento deve ser feito por um médico pneumologista em ambulatório. 

O tratamento da asma é feito com medicamentos broncodilatadores e corticoides por via inalatória, com o uso das “bombinhas”. 

"A asma é uma doença crônica, isto é, não tem cura, mas controle. Porém, os pacientes precisam ter em mente que o quadro mata. Por isso, não podem baixar a guarda", comenta.
 

IMPACTO DAS BAIXAS TEMPERATURAS – As estações mais frias podem facilitar o desencadeamento de crises de asma. A situação é comum, mas não é regra. As baixas temperaturas e a baixa umidade do ar causam o problema porque resfriam a mucosa nasal e a dos brônquios, causando a broncoconstrição — mesmo movimento causado pela asma. 

Os pneumologistas do Iamspe orientam a manter a medicação de controle da asma em dia, agasalhar-se bem, evitar ambientes fechados e empoeirados, além de manter a carteira de vacinação atualizada.

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - Iamspe


 

Com média de 21% de perda de peso, nova dosagem de Wegovy® é aprovada pela Anvisa no Brasil

  • Wegovy® 7,2 mg demonstrou uma perda de peso de 25% ou mais em um terço dos pacientes, sendo que a taxa média de emagrecimento é de 21%, segundo o estudo STEP UP.¹
  • Medicamento para perda de peso com dose mais alta foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Wegovy® 7,2 mg complementa o Wegovy® em doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg para perda de peso ainda mais potente.

 

A Novo Nordisk, líder global em saúde, anuncia a aprovação da nova dose de Wegovy® 7,2 mg no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O Wegovy® (semaglutida injetável) 7,2 mg tem como objetivo oferecer uma dose maior para potencializar ainda mais a perda de peso em adultos e adolescentes a partir de 12 anos com obesidade, complementando as opções hoje já existentes, com o Wegovy® nas doses de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg, 1,7 mg e 2,4 mg. Hoje, o Wegovy® 7,2 mg também já é usado em tratamentos de adultos com obesidade nos EUA, União Europeia e no Reino Unido. 

A solicitação de aprovação no Brasil baseou-se nos resultados do estudo STEP UP e contou com informações das aprovações em outros países. No estudo STEP UP, a semaglutida 7,2 mg administrada uma vez por semana apresentou uma perda de peso de 25% ou mais em uma a cada três pessoas, sendo que a média de perda de peso dos pacientes com obesidade analisados foi de aproximadamente 21%.¹ Além do medicamento em dose mais alta a companhia também solicitou, em janeiro, a aprovação para Wegovy® comprimidos (semaglutida oral) à Anvisa no Brasil. 

“A perda de peso com tratamentos à base de semaglutida ocorre principalmente devido à redução de gordura. O medicamento age nos lugares certos: estudos indicam que cerca de 84% da perda de peso provém do tecido adiposo. Pacientes tratados com semaglutida apresentaram reduções significativas da gordura visceral e do acúmulo de gordura no fígado, rins e músculo esquelético, além de redução média de 15,8 cm na circunferência abdominal”, explica Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk. “Assim, a função muscular é preservada em pessoas com obesidade tratadas com semaglutida, mantendo a força e apoiando a mobilidade, o que tem impacto direto na qualidade de vida”, completa.


Expansão no acesso aos tratamentos para obesidade no mercado privado

Como parte do esforço para ampliar o acesso aos medicamentos de referência e apoiar o início do tratamento, a Novo Nordisk lançou sua nova dinâmica de preço para medicamentos à base de semaglutida biológica.

Na prescrição do tratamento com Wegovy®, o paciente poderá receber a dose inicial do tratamento (apresentação de 0,25 mg) de forma gratuita. A medida visa apoiar o início ou ajuste da terapia, conforme a orientação médica. Para usufruir do benefício, a prescrição deve conter tanto a apresentação de 0,25 mg quanto a dose de tratamento indicada pelo profissional de saúde. A condição é por tempo limitado e enquanto durarem os estoques.
 

Para acessar as condições especiais, o paciente deve estar cadastrado no NovoDia, programa de suporte ao paciente da Novo Nordisk, e realizar a compra diretamente no e-commerce ou nas lojas físicas das redes credenciadas.


Sobre o estudo STEP UP

O STEP UP é um estudo de 72 semanas, randomizado, duplo-cego, de grupos paralelos, controlado por placebo e ativo, projetado para avaliar a eficácia e a segurança da semaglutida semanal 7,2 mg em comparação ao placebo e à semaglutida 2,4 mg, como adjuvante da intervenção em estilo de vida.² Participaram 1.407 adultos com IMC ≥30 kg/m² e sem diabetes.

O objetivo primário foi demonstrar a superioridade da dose de 7,2 mg comparado ao placebo após 72 semanas, considerando a variação percentual no peso corporal e a proporção de participantes com perda de pelo menos 5%. Desfechos secundários confirmatórios incluíram proporções de participantes que atingiram ≥10%, 15%, 20% e 25% de perda de peso com semaglutida 7,2 mg versus placebo.¹


Sobre a obesidade

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e complexa, que requer manejo de longo prazo. Um dos principais equívocos é considerá-la apenas uma questão de força de vontade; na realidade, há mecanismos biológicos que podem dificultar que pessoas com obesidade percam peso e mantenham essa perda. A condição é influenciada por diversos fatores, incluindo genética, determinantes sociais de saúde e ambiente.


Sobre Wegovy®

No Brasil, Wegovy® (semaglutida injetável 2,4mg) é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada. Também é indicado para pacientes a partir de 12 anos com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. Trata-se do primeiro análogo de GLP-1 semanal aprovado pela Anvisa para tratar pessoas com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada, além de primeiro e único tratamento aprovado para o tratamento de gordura no fígado com inflamação (esteatohepatite associada à disfunção metabólica ou MASH, em inglês) em adultos e para proteção cardiovascular em pessoas com obesidade. Neste momento, está em aprovação da Anvisa, no Brasil, o pedido de nova forma oral de semaglutida na dosagem de 25 mg com uso diário.


Novo Nordisk
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