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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Busca por suicídio no Instagram passa a gerar aviso a responsáveis no Brasil


Nesta quinta-feira (14), o Instagram anunciou que vai começar a notificar pais e responsáveis no Brasil sempre que adolescentes realizarem buscas repetidas por termos ligados a suicídio e automutilação dentro da plataforma. O alerta faz parte de uma expansão das ferramentas de supervisão parental da Meta e chega em um momento em que o uso das redes sociais por menores e os impactos sobre a saúde mental voltam ao centro do debate público. 

As notificações serão enviadas por WhatsApp, SMS, e-mail e também pelo próprio aplicativo, desde que a supervisão parental esteja ativada. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade de resposta de responsáveis em situações consideradas sensíveis, sem depender apenas das ferramentas internas de bloqueio e direcionamento a canais de apoio já existentes. 

A Meta afirma que a medida não altera o funcionamento da busca dentro do Instagram. Quando um adolescente realiza esse tipo de pesquisa, a plataforma já bloqueia parte dos resultados e direciona o usuário para recursos de დახმარ e prevenção ao suicídio. Os novos alertas, segundo a empresa, entram como uma camada adicional voltada aos responsáveis. 

A iniciativa será implementada no Brasil na próxima semana e já está ativa em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Índia e União Europeia também estão na lista de expansão. O recurso depende, no entanto, de um ponto central: a ativação prévia da supervisão parental, o que limita seu alcance ao universo de contas monitoradas. 

Nos bastidores dessa discussão, especialistas em saúde mental alertam para o risco de respostas exclusivamente tecnológicas a um problema que é, antes de tudo, multifatorial. Para Karen Scavacini, psicóloga pela USP, especialista em saúde mental e fundadora do Instituto Vita Alere, a medida pode ter efeito protetivo em alguns contextos, mas não substitui o acompanhamento e cuidado “É uma medida importante e bem-vinda, mas que funciona de forma efetiva se vier acompanhada de orientação aos pais sobre como abordar esse tema, como conversar com os adolescentes e onde buscar apoio especializado. Também é essencial olhar para quais conteúdos são direcionados aos jovens a partir dessas buscas. Além disso, é preciso ir além das contas com supervisão parental e entender como as plataformas atuam quando identificam sinais de risco em usuários que não estão sob esse controle. A transparência dessas ações é determinante para avaliar o alcance real da proposta”, afirma. 

A Meta também anunciou, na semana passada, o uso de inteligência artificial para estimar a idade de usuários no Instagram e no Facebook com base em padrões comportamentais e características físicas. A empresa afirma que não utilizará reconhecimento facial para esse processo, diferentemente de outras plataformas que recorrem a selfies ou documentos de identidade para verificação etária. 

A combinação dessas medidas ocorre em meio a uma pressão crescente sobre redes sociais para reforçar mecanismos de proteção a crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo, o debate segue aberto: até que ponto a segurança digital deve depender de sistemas de detecção e alerta, e qual é o papel das famílias e das próprias plataformas na prevenção de crises de saúde mental.

 

Karen Scavacini - psicóloga e pesquisadora, mestre em Saúde Pública pelo Karolinska Institutet (Suécia) e doutora em Psicologia pela USP. Fundou em 2013 o Instituto Vita Alere, pioneiro em posvenção e saúde mental digital no Brasil. Representa o país na International Association for Suicide Prevention (IASP) e é fundadora da ABEPS. Sua atuação combina ambientes digitais, educação emocional e pesquisa aplicada em saúde mental.


Hemofilia: o que é a doença, seus desafios e a evolução do tratamento

O que é a hemofilia


A hemofilia é uma doença rara, hereditária e genética que ocorre quando uma pessoa nasce com deficiência ou anormalidade na atividade de um dos fatores. Quando a deficiência é no fator VIII, a hemofilia é tipo A. E quando é no fator IX é tipo B1.

Isso leva a alguns sintomas, como sangramentos prolongados, hematomas frequentes e sangramentos nas articulações e músculos. Ao longo do tempo, esses sangramentos podem prejudicar a mobilidade e causar lesões permanentes em tecidos e órgãos2.

Por ser uma genética ligada ao cromossomo X, em 70% dos casos, as hemofilias são passadas a indivíduos do sexo masculino por mães portadoras da mutação. Pelo fato de os homens possuírem apenas cromossomo X, é o suficiente para o desenvolvimento dos sinais da doença. Já em mulheres, os sinais e sintomas da doença ocorrem quando ambos pai e mãe são portadores do cromossomo X comprometido, o que é particularmente raro. Nos outros 30% dos casos, a doença surge em uma família sem histórico de hemofilia, sendo causada por uma nova mutação genética.

Hoje, mais de 13 mil pessoas vivem com hemofilia no Brasil. A prevalência estimada é de aproximadamente um caso em cada 5.000 a 10.000 nascimentos do sexo masculino para hemofilia A, e de um caso em cada 30.000 a 40.000 nascimentos do sexo masculino para a hemofilia B. A hemofilia A é mais comum, representando cerca de 80% dos casos.

Os métodos de diagnóstico da hemofilia incluem exames laboratoriais, para analisar a coagulação sanguínea, e testes genéticos, para identificar mutações nos genes fator VIII ou fator IX, responsáveis pelas hemofilias. Os casos graves de hemofilia geralmente são diagnosticados no primeiro ano de vida, mas as formas leves podem não ser aparentes até a idade adulta, dificultando o diagnóstico precoce.


A evolução do tratamento

Por décadas, o manejo da hemofilia consistia em repouso, imobilização e aplicação de gelo no membro atingido e, quando necessário, transfusão de sangue. Em 1940, o tratamento passou a ser pela transfusão de plasma, utilizado para repor fatores de coagulação (VIII ou IX) e controlar hemorragias.

Em 1970, foram fabricados os primeiros concentrados de fatores liofilizados de coagulação, permitindo diminuir o volume das infusões e o risco de reações alérgicas. Em 1990, surgiu o fator de coagulação recombinante, desenvolvido em laboratório e não derivado de plasma, evitando possíveis contaminações e diminuindo a dependência de doação de sangue para sua produção.

Nas últimas duas décadas, os tratamentos evoluíram ainda mais. Em 2010, começaram a ser produzidos fatores de coagulação recombinantes de longa duração, fazendo com que alguns pacientes conseguissem reduzir a frequência de infusões.

Esses avanços revolucionaram o cuidado com a hemofilia. Antes, os pacientes tratavam a hemofilia sob demanda – ou seja, apenas quando ocorria um trauma ou sangramento espontâneo. Mas, principalmente a partir de 2011, quando a profilaxia primária (preventiva) foi oficializada no Brasil, os pacientes puderam ter acesso a tratamentos que diminuíram o número de sangramentos, melhorando a qualidade de vida. No entanto, ainda há desafios e a ciência caminha para solucioná-los.


O impacto do tratamento

Um levantamento realizado com especialistas em hemofilia de 13 estados brasileiros revelou que 90,8% dos pacientes com hemofilia A no Brasil precisam realizar três ou mais infusões semanais para prevenir sangramentos. Em relação a hemofilia B, 73,2% realizam duas e 21,1% três vezes por semana, totalizando 94,3% dos pacientes. Somando-se isso aos exames e ao acompanhamento médico que devem ser regularmente, a rotina do paciente pode se tornar exaustiva.

Essas infusões são parte das terapias profiláticas que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A profilaxia é o tratamento padrão para prevenir complicações da hemofilia, como os sangramentos, e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ela é baseada na reposição do fator de coagulação e administrada por via intravenosa várias vezes por semana. Esse tratamento é eficaz e o Brasil é referência mundial por estar entre os poucos países que o oferecem de forma gratuita. No entanto, a rotina de infusões apresenta um desafio: segundo o levantamento, a frequência elevada de infusões e a via de aplicação intravenosa são as principais barreiras de adesão ao tratamento.


Campanha “6 Razões para Transformar”

Com um tratamento que exige uma rotina intensa de cuidados, a jornada do paciente de hemofilia e de seus cuidadores é desafiadora. Mas esse não é o único desafio da doença. Cada pessoa é única e tem dificuldades e necessidades diferentes. Pensando nisso, a Sanofi realizou a campanha “6 Razões para Transformar” com o propósito de entender as principais necessidades não atendidas da comunidade de hemofilia.

Como ponto de partida, a iniciativa conduziu um levantamento com pacientes, cuidadores e profissionais de saúde para identificar as seis razões para transformar o cuidado com a hemofilia no Brasil. Com 547 respondentes, as 6 razões escolhidas foram:

1.   Maior acesso a tratamentos inovadores (75%)

2.   Diagnóstico mais rápido e preciso (74%)

3.   Maior investimento em pesquisa (67%)

4.   Maior suporte para cuidadores e famílias (65%)

5.   Mais facilidade na aplicação dos medicamentos (62%)

6.   Educação médica contínua (60%)

Junto a outros atores, a Sanofi se compromete a endereçar essas necessidades não atendidas, buscando melhores políticas públicas para essas pessoas que hoje têm sua vida pautada pela doença e educando a população para diminuir a desinformação em relação à doença.


Qfitlia: uma inovação que leva mais autonomia aos pacientes.

Aprovado pela Anvisa em março de 2026, o Qfitlia (fitusirana sódica) é uma terapia de RNA de interferência para o tratamento de pacientes com hemofilia A e B, com ou sem inibidores. O tratamento é considerado inovador por promover o reequilíbrio homeostático, exigindo apenas seis infusões subcutâneas anuais, para a maioria dos pacientes. Portanto, ele contribui para a melhora na adesão ao tratamento, devido a sua via de administração e frequência de aplicações. Além disso, também contribui para a principal necessidade não atendida da comunidade, que é maior acesso a tratamentos inovadores, oferecendo proteção duradoura e maior autonomia aos pacientes.


Curiosidades


Você sabia que a hemofilia já foi considerada “doença da realeza”?

Evidências de uma doença hemorrágica semelhante à hemofilia datam do século II d.C., mas a primeira descrição científica moderna surgiu apenas em 1803, quando John Conrad Otto, médico americano, identificou um distúrbio hereditário que afetava principalmente homens e era passado por mulheres portadoras.

Ao longo do século XIX, a rainha Vitória, do Reino Unido, desempenhou um papel central na história da hemofilia, tendo provavelmente, e involuntariamente, repassado o gene da doença nas famílias reais europeias. Ela foi uma portadora da hemofilia – mais especificamente, sabe-se hoje que se tratava da hemofilia B, causada pela deficiência do fator IX – e passou o gene da doença para o filho Leopold, duque de Albany, que apresentava episódios frequentes de sangramento. Ele morreu aos 31 anos, provavelmente em decorrência de uma hemorragia cerebral após uma queda. Esse caso ajudou a consolidar o entendimento clínico da doença na época, ainda que os mecanismos biológicos não fossem totalmente conhecidos.

Além disso, duas de suas filhas, Alice e Beatrice, eram portadoras e passaram o gene da doença para outras casas reais da Europa por meio de casamentos dinásticos. O caso mais famoso dessa disseminação foi o do tsarevich Alexei, filho do czar Nicolau II da Rússia, que sofria de hemofilia grave.

Assim, a hemofilia ficou conhecida como a “doença da realeza”, uma vez que afetou diretamente linhagens reais e teve consequências não apenas médicas, mas também sociais e políticas. O estudo dessas famílias foi fundamental para compreender o padrão de herança genética da doença, especialmente o fato de ela ser ligada ao cromossomo X, o que explica por que afeta majoritariamente homens.


Você sabia que estudos em petúnias contribuíram para a evolução do tratamento da hemofilia

Em 1990, Richard Jorgensen, Cientista Botânico da Universidade do Arizona, lançou o conceito de “cossupressão” ao tentar intensificar a cor roxa das pétalas de petúnias e falhar, uma vez que a pétalas desabrocharam brancas. Em 1998, os cientistas americanos Andrew Fire e Craig Mello se aprofundaram no experimento e descobriram que moléculas de RNA podem “silenciar” genes e impedi-los de produzir proteínas, as moléculas responsáveis por colocar o organismo em funcionamento.

O mecanismo descrito pelos cientistas, batizado como RNA de interferência (RNAi), é hoje uma ferramenta de pesquisa fundamental para geneticistas e simboliza uma das evoluções científicas mais prolíficas, multifacetadas e de alto potencial da indústria farmacêutica – tanto que, em 2006, que ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. Esta é a tecnologia que é usada no Qfitlia (fitusirana sódica), tratamento inovador para hemofilia, aprovado na Anvisa em março de 2026.

 


Sanofi
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1              1 -     BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Manual de hemofilia.

2                 2 -  ed.,reimpr.-Brasília:2025. Disponível em https://bvms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_hemofilia_2ed.pdf. Acesso em 15 de abril de 2026. Sem D, Chapla A, Walter N, et al. J Thromb Haemost. 2013 Feb; 11(2):293-306

3    3 - Ministério da Saúde. Hemofilia e a luta diária para não se machucar. Disponível em : http://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/notícias/2024/abril/hemofilia-e-a-luta-diaria-para-nao-se-machucar. Acesso em 15 de abril de 2026.

4  4 - SANOFI. Hemofilia: uma jornada de conhecimento sobre sintomas e tratamentos.2022. Disponível em: https://www.sanoficonecta.com.br/campanha/entenda-hemofilia-.   Acesso em 15 de abril de 2026.

5       5 -Mannucci M.Haematologica 2020;105:545-53;2. Ozelo MC e Yamaguchi-Hayakawa GG.Res Pract Thromb Haemost 2022;6 e 12695;3 Keam SJ.Medicamentos 2023;83:1053-9;4. Thornburg CD, et al.BioDrugs 2023;37:595

6     6 -Oliveira, L.C1, et al.2025, Outubro. Esquemas de profilaxia em hemofilia A e B sem inibidores no Brasil baseado em um painel Delphi. Apresentação oral. HEMO 2025, São Paulo, Brasil.

7 7  7 - BRASIL .Ministério da Saúde. Tratamento de hemofilias é integral e gratuito no Sistema Único de Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/notícias/2023/janeiro/tratamento-de-hemofilias-e-integral-e-gratuíto-no-sistema-unico-de-saude. Acesso em 15 de abril de 2026.

8       8 - G Young. Safety and efficacy of a fitusiran antithorombin-based dose regimen in people with hemofilia A or B: the ATLAS-OLE study. Blood.2025 Jun 19;145(25):2966-2977.doi: 10.1182/blood.2024027008.

9       9 - Wolfgang, W.The hostory of haemophilia – a short review. Departament fot Transfusion Medicine and Haemostaseology, Ludwing Maximilian’s University Hospital, Ziemsenstrasse 1, 80338 Munich, Germany, 2014.

10  10 - Jorgensen RA,Doetsch N, Muller A, Que Q, Gendler K, Napoli CA. A  paragenetic perspective on integracion of RNA silencing into the epigenome and its role in the biology of higher plants. Cold Spring Harb Symp Quant Biol. 2006;71:481-5. Doi: 10.1101/sqb.2006.71.023. PMID: 17381330.


Menopausa em equilíbrio, entenda como a nutrição pode transformar a jornada feminina

Puravida destaca a importância de nutrientes específicos para suavizar sintomas e promover longevidade e bem-estar na maturidade

 

A menopausa é um marco biológico natural na vida de todas as mulheres, mas a transição hormonal que a acompanha frequentemente traz desafios que impactam a qualidade de vida, o humor e a vitalidade. Para a Puravida, marca referência em nutrição da Nestlé, este período não precisa ser enfrentado como uma fase de limitações, mas sim como um momento de reajuste estratégico, através da nutrição de qualidade. O foco central é oferecer ao organismo as ferramentas necessárias para suavizar sintomas comuns, como os fogachos e a insónia, enquanto se fortalece a estrutura física para a longevidade. 

A queda nos níveis de estrogénio interfere diretamente no metabolismo, na saúde óssea e no sistema nervoso. Por isso, especialistas da Puravida reforçam que a base do equilíbrio reside na escolha de nutrientes com alta biodisponibilidade. Manter um aporte proteico adequado é fundamental para mitigar a perda de massa muscular, enquanto a modulação do sistema nervoso através de minerais essenciais pode transformar a experiência do sono e do bem-estar emocional. A marca destaca que o autocuidado nesta fase deve ser holístico, unindo suplementação inteligente a um estilo de vida ativo. 

Para navegar nesta jornada com serenidade, a Puravida sugere a inclusão de pilares nutricionais específicos. O magnésio surge como um aliado indispensável, auxiliando no relaxamento muscular e na regulação do ciclo do sono, frequentemente afetado pelas oscilações hormonais. Paralelamente, o cuidado com a saúde cardiovascular e cognitiva é reforçado pelo Ômega 3 (DHA/EPA), cujas propriedades anti-inflamatórias são cruciais para a proteção do cérebro e do coração na maturidade.  

A integridade estrutural também exige atenção redobrada. Com a diminuição da elasticidade da pele e da densidade óssea, o uso de colágeno e de proteínas de alta qualidade, como o Whey Protein, garante que o corpo tenha os aminoácidos necessários para a reparação tecidual. Além disso, a introdução de antioxidantes de alta performance ajuda a combater o stresse oxidativo celular, promovendo uma proteção interna que se reflete na disposição diária. Mais do que apenas tratar sintomas, a proposta da Puravida é educar a mulher sobre o poder da densidade nutritiva.  

Ao substituir "calorias vazias" por alimentos e suplementos que o corpo reconhece e absorve eficientemente, é possível atravessar a menopausa com mais energia, clareza mental e confiança. A marca reafirma o seu compromisso em democratizar o acesso a ingredientes puros, permitindo que cada mulher escreva este novo capítulo da sua vida com pleno equilíbrio e saúde.


Maio Cinza: sinais de tumor cerebral vão além da dor de cabeça

 

Identificação em estágios iniciais amplia as possibilidades de tratamento e pode reduzir o risco de sequelas neurológicas

 

Alterações de comportamento, lapsos de memória e perda de equilíbrio podem ser os primeiros sinais de um tumor cerebral — e não a dor de cabeça, como muitos imaginam. A conscientização sobre esses sintomas é o pilar central do "Maio Cinza", mês dedicado mundialmente ao combate e à prevenção da doença. 

No Brasil, cerca de 11 mil novos casos são diagnosticados todos os anos, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O movimento Maio Cinza alerta que parte deles ainda é identificada em fases mais avançadas, quando os sintomas já se intensificaram. 

O principal desafio está justamente na identificação precoce da doença. “Diferentemente de outros tipos de câncer, os tumores cerebrais podem se manifestar por sinais sutis, frequentemente confundidos com estresse, cansaço ou até alterações do envelhecimento”, conta a Dra. Pamela Leite, oncologista do Hcor. 

Ainda segundo a especialista, os sintomas variam de acordo com a localização do tumor no cérebro. “Como o órgão é responsável por funções cognitivas, motoras e emocionais, a doença pode se manifestar não como dor, mas como mudanças na forma de pensar, sentir ou se movimentar. Mesmo quando se apresenta como dor de cabeça, é persistente e progressiva, diferente de casos isolados de cefaleia e enxaqueca”, explica. 

O diagnóstico em estágios iniciais amplia as possibilidades de tratamento e pode reduzir o risco de sequelas neurológicas. “Com os avanços em exames de imagem, como a ressonância magnética, e de técnicas cirúrgicas mais precisas, a intervenção precoce tem impacto direto na preservação de funções cognitivas e motoras”, ressalta a especialista. 

O reconhecimento tardio segue como um desafio clínico relevante. Por isso, reconhecer sinais fora do padrão habitual é fundamental para antecipar a investigação médica. Entre eles, estão:

  • Mudanças de personalidade: irritabilidade súbita, apatia ou perda de inibições sociais em pessoas que não apresentavam esse comportamento
     
  • Déficit cognitivo: lapsos de memória frequentes, dificuldade para encontrar palavras simples ou perda de concentração em atividades rotineiras
     
  • Alterações visuais: visão dupla, perda de visão periférica — muitas vezes percebida ao esbarrar em objetos — ou dificuldade para focar
     
  • Comprometimento motor: fraqueza em apenas um lado do corpo ou perda de equilíbrio ao caminhar, sem causa aparente
     
  • Crises convulsivas: o surgimento de uma primeira convulsão em adultos sem histórico prévio exige uma melhor investigação 

“Não se trata de gerar pânico, mas de reconhecer padrões fora do habitual. Sintomas neurológicos novos, persistentes ou progressivos devem ser investigados, especialmente quando começam a interferir na rotina”, reforça a oncologista.

 

Hcor

 

Entre o papel e a pessoa: o déficit do processo informacional médico

A responsabilidade civil médica, tal como hoje compreendida na jurisprudência dos tribunais superiores, não se esgota mais na análise da correção técnica do ato profissional. O centro do debate deslocou-se - e de modo irreversível - para o processo informacional, reconhecido como espaço jurídico de concretização da dignidade da pessoa humana e da autodeterminação do paciente. 

Esse deslocamento expõe um descompasso incômodo entre a prática cotidiana e as exigências normativas contemporâneas. Entre o papel assinado e a pessoa efetivamente informada, abriu-se um vazio. É justamente esse vazio que tem alimentado conflitos, frustrações e, não raras vezes, a responsabilização civil do profissional médico.

 

O dever de informar como dever de reconhecer a pessoa 

A dignidade da pessoa humana impõe uma premissa elementar: o paciente não pode ser reduzido à condição de objeto de intervenção técnica. Ele é sujeito de direitos, destinatário de princípios e valores que orientam todo o sistema jurídico. 

Nesse contexto, o dever de informar não se confunde com a simples transmissão de dados técnicos, tampouco se satisfaz com a obtenção de uma assinatura. Informar exige um processo comunicacional efetivo, capaz de possibilitar compreensão real acerca de riscos, alternativas e consequências, em linguagem compatível com a condição concreta do paciente. 

A jurisprudência tem sido clara ao reconhecer que a ausência de informação adequada configura falha autônoma na prestação do serviço médico, ainda que o procedimento tenha sido tecnicamente correto. Em precedente recente, o STJ afirmou que o consentimento válido pressupõe informação efetiva e individualizada, não se esgotando na assinatura de formulários padronizados, como se extrai do REsp 1.846.611/SP. A mensagem é inequívoca: não basta informar formalmente; é preciso informar substancialmente.

 

Autodeterminação: Decidir é um direito, não uma formalidade 

A autodeterminação do paciente não significa domínio do saber médico nem assunção irrefletida de riscos. Trata-se do direito fundamental de participar das decisões que incidem diretamente sobre o próprio corpo, a saúde e o projeto de vida. 

Os tribunais têm reconhecido, com crescente consistência, que a violação desse direito pode ocorrer independentemente da existência de dano físico. O prejuízo, nesses casos, é de natureza existencial: a frustração da possibilidade de escolha consciente. 

Essa compreensão reforça uma mudança relevante de perspectiva. O processo informacional deixa de ser visto como etapa periférica do ato médico para ocupar posição central na análise da licitude da conduta. O foco não está apenas no resultado clínico, mas no respeito à autonomia decisória do paciente.

 

O termo de consentimento e a armadilha da formalização vazia 

Apesar desse avanço interpretativo, a prática ainda revela uma distorção preocupante: a substituição do diálogo clínico por termos genéricos de consentimento, frequentemente apresentados em contextos de vulnerabilidade, sem tempo, ambiente ou linguagem adequados à reflexão. 

É necessário afastar generalizações indevidas. Não se trata de imputar aos médicos uma postura desumanizada ou negligente. A maioria atua com ética e compromisso. O problema é estrutural. Pressões institucionais, lógica defensiva e rotinas protocolizadas comprimiram o espaço do diálogo, convertendo o que deveria ser um processo humano em um procedimento burocrático. 

O resultado é paradoxal. O termo, concebido como instrumento de proteção, torna-se juridicamente frágil. A jurisprudência tem afastado sua eficácia quando não demonstrado que houve efetiva compreensão por parte do paciente. A assinatura, isoladamente, não comprova informação adequada.

 

A leitura contemporânea dos tribunais: Substância acima da forma 

O movimento jurisprudencial é consistente: privilegia-se a substância da relação em detrimento da forma documental. A pergunta central deixou de ser “houve assinatura?” para se tornar “houve compreensão?”. 

Essa inflexão dialoga com uma concepção moderna da responsabilidade civil, impregnada de valores constitucionais e direitos da personalidade. O exame judicial passou a considerar a qualidade da comunicação, o contexto em que a informação foi prestada e a real possibilidade de escolha oferecida ao paciente. 

Quando essas premissas não estão presentes, a correção técnica do procedimento não é suficiente para afastar a ilicitude.

 

Conclusão: O papel não informa - pessoas informam 

Persistir na lógica da formalização vazia não protege ninguém. Não protege o paciente, que acredita ter consentido quando, na realidade, não compreendeu. E não protege o médico, que deposita sua segurança jurídica em um documento incapaz de resistir ao crivo judicial. 

A reconstrução do processo informacional não é um luxo ético nem uma exigência acadêmica. Trata-se de uma necessidade jurídica e constitucional. Mais do que reduzir condenações, ela fortalece a confiança, humaniza a relação médico-paciente e reafirma o cuidado como valor central da prática médica.

 

Entre o papel e a pessoa, o Direito já fez sua escolha. 

Resta saber quanto tempo ainda será necessário - e quanto custará - para que a prática faça a mesma. 



Joaquim Moretti Neto - Perito Médico Legista, Mestrando em Direito Médico e Especialista em Perícia Médica e Medicina Legal. Fundador da SJ Pareceres Médicos, atua prestando assessoria médica para escritórios jurídicos.


SEDENTARISMO COMEÇA EM CASA: ESTUDO MOSTRA QUE COMPORTAMENTO DOS PAIS INFLUENCIA NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DOS FILHOS

  


 Pesquisa reforça importância do exemplo familiar na formação de hábitos saudáveis 


O comportamento dos pais pode ser determinante para o estilo de vida dos filhos. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicado em 2025 na revista científica Sports Medicine and Health Science, aponta que crianças e adolescentes com pais fisicamente inativos têm maior tendência ao sedentarismo. Por outro lado, quando os responsáveis mantêm uma rotina ativa, as chances de os filhos adotarem hábitos saudáveis aumentam significativamente.

O levantamento reforça que a relação com a atividade física começa dentro de casa e vai além de orientações verbais, está diretamente ligada ao exemplo no dia a dia. Para a educadora física e diretora de operações da Azzurro Fitness, Aline Turazzi, esse comportamento é decisivo na formação dos hábitos das crianças. “Os filhos observam muito mais o que os pais fazem do que o que eles dizem. Se a atividade física faz parte da rotina da família, a criança tende a enxergar isso como algo natural”, explica.

Segundo a especialista, o sedentarismo precoce pode trazer impactos importantes para a saúde ao longo da vida. “Quando a criança cresce sem estímulo ao movimento, aumentam os riscos de problemas como sobrepeso, dificuldades motoras e até questões emocionais. Por isso, é fundamental que esse incentivo comece cedo”, afirma.

Aline destaca que pequenas mudanças na rotina familiar já podem fazer diferença. “Não é preciso começar com algo complexo. Caminhadas em família, brincadeiras ao ar livre e até atividades simples no dia a dia já ajudam a reduzir o tempo de telas e aumentar o nível de atividade física”, orienta.

Outro ponto importante, segundo ela, é a participação ativa dos pais nesse processo. “Quando os responsáveis se envolvem, praticam junto e incentivam de forma positiva, a criança se sente mais motivada. A atividade física passa a ser vista como um momento de prazer, e não como obrigação”, diz.

Para a educadora física, criar esse vínculo desde a infância é essencial para a construção de um estilo de vida mais saudável no futuro. “O hábito que se forma na infância tende a acompanhar a pessoa ao longo da vida. Por isso, o exemplo familiar é uma das ferramentas mais poderosas quando falamos de saúde e bem-estar”, conclui.  


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Casos recentes de sarampo acende alerta para vacinação, reforça especialista do HSANP


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 Infectologista destaca a importância da imunização completa diante de registros importados da doença em São Paulo

 

Os casos recentes de sarampo registrados em São Paulo reacenderam o alerta para a importância da vacinação contra a doença, considerada uma das infecções virais mais contagiosas do mundo. No mês de abril, foi confirmado o diagnóstico em um paciente guatemalteco de 42 anos, e, antes disso, outro caso já havia sido registrado em um viajante vindo da Bolívia, país que enfrenta um surto de sarampo. 

Embora o Brasil tenha recuperado em novembro do ano passado o certificado de país livre do sarampo, a circulação internacional do vírus mantém o risco de novos casos importados, especialmente em períodos de maior fluxo de viagens. Vale ressaltar que a doença pode ser transmitida em até 90% das pessoas com contato próximo – 6 dias antes do início dos sintomas e até 4 a 5 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas. 

Segundo o Dr. Ricardo Cantarim Inacio, médico infectologista do Hospital HSANP, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo e deve seguir rigorosamente o calendário vacinal. 

“A imunização é indispensável para evitar a disseminação do sarampo. A partir dos 6 meses de vida, a criança já pode receber a chamada dose zero em situações específicas, seguida posteriormente pelas vacinas tríplice viral e tetraviral, conforme a recomendação do calendário vacinal”, explica o especialista. 

Em caso de indivíduos que não sabem se já receberam a vacina, que estão com doses incompletas ou se encontram em regiões que estão em situações de surto, precisam procurar um médico ou ir para a UBS mais próxima para completar a vacinação ou receber as doses adicionais, caso seja necessário. 

O alerta também ganha mais relevância neste ano, em razão da realização da Copa do Mundo da FIFA nos Estados Unidos, México e Canadá, países que ainda registram circulação endêmica do vírus. O aumento do fluxo internacional de pessoas pode ampliar o risco de disseminação da doença, sobretudo entre indivíduos não vacinados. Pessoas que vão viajar para países onde o vírus continua circulando devem procurar orientação médica antes da viagem. 

“Como não existe um tratamento específico para o sarampo, a prevenção por meio da vacinação é fundamental. Manter a caderneta vacinal atualizada é a principal medida para evitar complicações e reduzir o risco de transmissão”, complementa Dr. Ricardo Cantarim Inacio.

Vale ressaltar que mulheres gestantes não devem receber a vacina, e as mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar gravidez até 30 dias após a dose da vacina. Se o paciente tiver alguma doença, deve-se informar com seu médico se não há contra-indicação para receber a vacina. 

Os sintomas do sarampo costumam começar com febre alta, irritação nos olhos, coriza, tosse, perda de apetite e mal-estar intenso. Em seguida, surgem as manchas vermelhas características pelo corpo. A persistência da febre após o aparecimento das manchas pode indicar agravamento do quadro e demanda atenção médica imediata.
 

HSANP


Café em excesso, energético e treino intenso podem desregular o ritmo do coração, alerta especialista

Consumo elevado de estimulantes associado à alta intensidade física pode favorecer arritmias e provocar sintomas como palpitações, tontura e falta de ar
 

O consumo excessivo de cafeína, bebidas energéticas e a prática de exercícios físicos de alta intensidade têm acendido um alerta entre especialistas em cardiologia. Embora hábitos como tomar café e praticar atividade física façam parte da rotina de milhões de brasileiros, a combinação entre estimulantes e sobrecarga cardiovascular pode favorecer alterações no ritmo do coração, especialmente em pessoas predispostas ou com condições cardíacas ainda não diagnosticadas. 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as arritmias cardíacas afetam milhões de pessoas no Brasil e estão entre as principais causas de morte súbita cardíaca no mundo. Estudos internacionais também apontam crescimento no consumo de bebidas energéticas entre jovens e adultos, grupo que frequentemente associa esses produtos a treinos intensos e rotinas de alto desempenho físico. 

Especialistas alertam que substâncias estimulantes presentes em cafés, pré-treinos e energéticos aumentam a liberação de adrenalina e podem alterar a frequência cardíaca e a condução elétrica do coração. 

De acordo com o Dr. Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC/DECA), o problema não está necessariamente no consumo moderado, mas no excesso e na associação com outros fatores de risco. 

“O coração responde diretamente aos estímulos do organismo. Quando existe consumo exagerado de cafeína, energéticos ou substâncias estimulantes associado a treinos muito intensos, privação de sono, estresse ou predisposição genética, o risco de alterações no ritmo cardíaco aumenta significativamente”, explica. 

Entre os sintomas mais comuns das arritmias estão palpitações, sensação de coração acelerado ou irregular, tontura, desmaios, falta de ar, dor no peito e fadiga durante atividades físicas. Em alguns casos, no entanto, as alterações podem ocorrer de forma silenciosa. 

O especialista destaca que muitos jovens acabam ignorando os sinais iniciais por associarem os sintomas apenas ao cansaço ou ao próprio treino. 

“Existe uma falsa percepção de que pessoas jovens e fisicamente ativas estão totalmente protegidas de problemas cardíacos. Mas vemos cada vez mais pacientes com episódios de arritmia relacionados ao excesso de estimulantes, treinos extremos e ausência de acompanhamento médico adequado”, afirma Dr. Marcelo Sobral. 

Além dos energéticos tradicionais, é necessário atenção para o aumento do consumo de suplementos estimulantes e fórmulas pré-treino com altas concentrações de cafeína e outras substâncias que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. 

O especialista também destaca que pessoas com histórico familiar de arritmias, morte súbita, hipertensão ou doenças cardíacas devem ter atenção redobrada antes de iniciar atividades físicas de alta intensidade ou consumir estimulantes regularmente. 

“O exercício físico é extremamente importante para a saúde cardiovascular, mas precisa acontecer com equilíbrio e segurança. O excesso, principalmente sem avaliação médica e associado ao uso indiscriminado de estimulantes, pode transformar um hábito saudável em um fator de risco”, alerta o presidente da ABEC/DECA. 

A recomendação é que sintomas como palpitações frequentes, tonturas ou episódios de desmaio durante exercícios sejam investigados por um cardiologista. Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, Holter e avaliações cardiológicas especializadas ajudam a identificar alterações no ritmo cardíaco e orientar o tratamento adequado.


Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca - ABEC/DECA
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Instagram: @abecdeca


Quer engravidar depois dos 35? Saiba quais cuidados tomar desde o início

Com brasileiras tendo filhos mais tarde, planejamento e acompanhamento médico são essenciais para reduzir riscos

 

As mulheres estão escolhendo o momento de ser mãe com mais consciência, planejamento e intenção, comprovando uma mudança concreta no perfil da maternidade no Brasil. De acordo com o IBGE, as brasileiras estão tendo filhos mais tarde, ao mesmo tempo em que o número médio de filhos por mulher diminuiu, refletindo uma decisão mais planejada e alinhada ao projeto de vida. 

A chamada maternidade tardia, geralmente considerada a partir dos 35 anos, não é um impedimento para uma gestação saudável, mas exige cuidados específicos antes e durante a gravidez. Pensando nisso, a Dra. Marcia Castilho da Silva, ginecologista do dr.consulta, destaca abaixo como garantir segurança tanto para a mulher quanto para o bebê. Confira:

 

Planejamento - Para quem pretende engravidar, a orientação é iniciar o processo com uma consulta ao ginecologista. O profissional irá avaliar o estado geral de saúde, histórico clínico e possíveis fatores de risco, além de orientar sobre exames e ajustes necessários. 

Para Márcia, entre os principais cuidados estão a realização de um check-up completo, incluindo avaliação de pressão arterial, glicemia, tireoide e doenças crônicas, além da revisão de medicamentos em uso e a adoção de hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada, manutenção do peso adequado e interrupção do tabagismo e consumo de álcool. O uso de ácido fólico também é recomendado antes da concepção. 

“Após os 35 anos, recomenda-se buscar avaliação médica após seis meses de tentativas sem sucesso. Já a partir dos 40 anos, a investigação pode ser imediata, com possibilidade de encaminhamento para especialistas em reprodução assistida, quando necessário”, afirma Márcia.

 

Pré-natal precoce e acompanhamento contínuo - Para mulheres que já estão grávidas, o início precoce do pré-natal é essencial. A primeira consulta deve acontecer o quanto antes para a realização de exames iniciais, como ultrassonografia e testes laboratoriais, além de uma avaliação clínica completa. 

Durante a gestação, o acompanhamento inclui o monitoramento da pressão arterial, rastreamento de diabetes gestacional e realização de ultrassonografias em diferentes fases. Também é possível discutir com o médico opções de rastreamento genético ainda no início da gravidez. 

“O pré-natal deve ser contínuo e individualizado, com atenção a qualquer sintoma fora do padrão e cuidado com a saúde emocional da gestante, que também desempenha papel importante ao longo do processo”, pontua a ginecologista
 

Acompanhamento por trimestre e atenção redobrada após os 40 - Cada fase da gestação demanda cuidados específicos. No primeiro trimestre, são realizados exames iniciais e rastreamentos, enquanto no segundo, o foco está no desenvolvimento do bebê, com destaque para o ultrassom morfológico. O monitoramento do crescimento fetal se intensifica no terceiro trimestre. 

Em mulheres com mais de 40 anos, o acompanhamento tende a ser ainda mais frequente, devido ao aumento de alguns riscos associados à idade.

 

Decisão sobre o parto - A definição do momento e da via de parto deverá ser feita de forma individual sempre baseada nas condições clínicas da gestante e do bebê e principalmente nas eventuais comorbidades (diabetes/HAS/obesidade e outras) que possam estar presentes. A idade da gestante nunca definirá o momento do término da gestação, mas sim o conjunto clínico-obstétrico.
 

Informação e acompanhamento fazem a diferença - A gravidez após os 35 anos não deve ser encarada como um problema, mas como uma fase que exige mais atenção e planejamento. Com acompanhamento adequado, acesso à informação e cuidado individualizado, é possível vivenciar a gestação com segurança e tranquilidade. 

“Para mulheres que estão planejando engravidar ou que já descobriram a gestação, recomendamos buscar orientação com um ginecologista obstetra e iniciar o acompanhamento o quanto antes”, finaliza a ginecologista.

 

Queda de temperatura agrava dores de artrose e afeta principalmente pessoas acima dos 60 anos


Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, muitas pessoas começam a perceber o aumento das dores nas articulações. O que poucos sabem é que esse desconforto pode estar relacionado à artrose, uma doença degenerativa das articulações que afeta milhões de brasileiros e tende a se intensificar nos meses mais frios do ano.

 

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 528 milhões de pessoas no mundo vivem com osteoartrite, forma mais comum da artrose. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia indicam que aproximadamente 15 milhões de pessoas acima dos 60 anos sofrem com a doença.

 

A artrose ocorre quando há desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações, especialmente nos joelhos, quadris, mãos e coluna. Esse desgaste provoca dor, rigidez e limitação de movimentos, sintomas que costumam se intensificar durante o outono e o inverno.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, a mudança de temperatura pode aumentar a sensibilidade das articulações. “A queda da temperatura provoca contração muscular e alterações na pressão atmosférica, o que pode intensificar a dor em articulações já comprometidas pela artrose”, explica.

 

Além do fator climático, o envelhecimento é um dos principais fatores de risco. A doença é mais comum a partir dos 50 anos, com maior incidência acima dos 60, embora também possa afetar pessoas mais jovens, especialmente aquelas com histórico familiar, sobrepeso ou que realizam atividades de alto impacto.

 

Apesar de não ter cura definitiva, a artrose pode ser controlada quando diagnosticada precocemente. Hoje existem tratamentos modernos e menos invasivos que ajudam a reduzir a dor, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

“A recomendação é procurar avaliação médica ao surgirem dores persistentes nas articulações. Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, maiores são as chances de controlar a progressão da doença”, reforça o especialista.

 

Entre as orientações para os meses mais frios estão manter atividade física regular, evitar longos períodos de imobilidade, manter o peso adequado e buscar acompanhamento médico especializado.



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