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segunda-feira, 9 de março de 2026

Duas estações da CPTM recebem ações de saúde sobre ISTs nesta seman


 

Divulgação
CPTM

As estações Guaianases e Engenheiro Goulart terão testes rápidos de HIV, hepatite B e C, sífilis, distribuição de PrEP e PEP e orientações

 

A CPTM recebe durante esta semana uma série de ações de saúde com testagens rápidas, prevenção ao HIV e orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) em duas estações. 

Nesta terça-feira, dia 10 de março, entre 10h e 15h, a Estação Guaianases irá contar com a ação de testagem rápida de HIV, hepatites B e C e sífilis por punção digital, com foco na detecção precoce de infecções e ampliação do acesso ao diagnóstico. Além disso, haverá oferta de PrEP e PEP voltada a pessoas que possam se expor ao HIV em situações de risco sexual, além de orientações e encaminhamento para tratamento em casos reagentes. 

Na quarta-feira (11/03), das 14h às 17h, a ação será na Estação Engenheiro Goulart, com oferta de testes rápidos de HIV, sífilis, hepatite B e C com laudo em 15 minutos. Caso haja resultado positivo, haverá encaminhamento seguro ao serviço de saúde. Também haverá oferta de preservativos e gel lubrificante e orientação para o uso do autoteste para HIV, além de orientações gerais sobre a saúde sexual.
  
 

Serviço

Ação de saúde sobre ISTs
Data: terça-feira (10/03)
Local: Estação Guaianases (Linha 11-Coral)
Horário: entre 10h e 15h 


Data: quarta-feira (11/03)
Local: Estação Engenheiro Goulart (Linhas 12-Safira e 13-Jade)
Horário: entre 14h e 17h

 

No Mês da Mulher, lipedema ganha visibilidade: buscas globais triplicam e Brasil lidera interesse

 Dados do Google Trends mostram crescimento superior a três vezes nas buscas globais pela condição, que afeta majoritariamente mulheres e ainda é amplamente subdiagnosticada

 

No Mês Internacional da Mulher, um dado chama atenção para uma condição que afeta majoritariamente o público feminino: o Brasil é hoje o país com maior interesse por lipedema no mundo, segundo dados do Google Trends. No recorte global da plataforma, o indicador saiu de 19 para 61 entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025, evidenciando crescimento superior a três vezes nas buscas pelo tema e sinalizando o avanço do debate sobre a doença em escala internacional.

 


 

Para um dos pioneiros no tratamento cirúrgico do lipedema no país, Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, o crescimento expressivo nas buscas reflete um fenômeno que vai além do ambiente digital. “São três fatores determinantes: forte ativismo nas redes sociais, subdiagnóstico da condição e crescente mobilização em defesa de informação baseada em evidências”, diz.

 

Nas últimas semanas, o lipedema voltou ao centro das discussões, ampliando questionamentos sobre tratamentos e evidências científicas. “Quanto maior o debate público, maior a necessidade de informação qualificada e de posicionamentos qualificados e responsáveis”, afirma.

 

Nesse cenário, o Instituto Lipedema Brasil tem atuado como protagonista na produção e disseminação de conteúdo qualificado baseado em evidências, na capacitação de profissionais de saúde e na articulação de discussões qualificadas sobre diagnóstico e tratamento.

 

No campo social, a ONG Movimento Lipedema fortalece o acolhimento de pacientes e amplia a mobilização por políticas públicas, reforçando que o lipedema é uma condição crônica com impacto físico, emocional e socioeconômico relevante.

 

“O momento atual é de amadurecimento do debate. É natural que, com o aumento da visibilidade, surjam questionamentos sobre evidências e tratamentos. Isso é saudável. O importante é que o Brasil hoje discute o lipedema com profundidade, dados e responsabilidade. Precisamos transformar esse interesse crescente em diagnóstico correto, condutas baseadas em ciência e acesso estruturado ao cuidado”, reflete.

 


 

Pioneirismo nacional - O fato de o Brasil liderar as buscas globais demonstra que o Brasil se tornou o epicentro global do debate sobre lipedema e está construindo um ambiente de debate público, científico e social que pode se tornar ainda mais referência internacional.

 

Como desdobramento desse movimento, o Movimento Lipedema, braço social do Instituto Lipedema Brasil, anunciou recentemente uma campanha nacional para democratizar o acesso ao tratamento do lipedema no Brasil.

 

A iniciativa disponibiliza cartilha informativa gratuita no site movimentolipedema.org e nas redes da @ongmovimentolipedema, além de lançar um abaixo-assinado digital que mobiliza sociedade civil, profissionais de saúde e formadores de opinião em defesa de políticas públicas estruturadas.

 

Entre as propostas estão a inclusão do lipedema na capacitação formal de profissionais de saúde, a criação de códigos específicos de procedimentos (TUSS) e a incorporação do tratamento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos militando fortemente para que o SUS e os convênios incorporem o tratamento cirúrgico, principalmente para os níveis mais graves da doença, assim como já acontece nos Estados Unidos”, finaliza o Dr. Fábio Kamamoto.

 

 Instituto Lipedema Brasil


Brasileiras vivem mais e ganham novas oportunidades para viver com liberdade

Com expectativa de vida de 79,7 anos, mulheres passam a ter mais tempo para realizar projetos, construir novas fases da vida e planejar o futuro com autonomia


As mulheres já representam cerca de 56% da população brasileira com mais de 60 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse dado releva a transformação silenciosa na sociedade, em que mulheres estão vivendo cada vez mais e, com isso, ganhando décadas adicionais de vida para construir novos projetos, realizar sonhos e viver com mais liberdade a maturidade. 

Esse cenário reflete uma mudança importante na forma de pensar o futuro. Viver mais não significa apenas aumentar o número de anos de vida, mas ampliar as possibilidades de viver com saúde, autonomia e segurança para fazer escolhas ao longo do tempo. 

Ao longo da vida, as mulheres acumulam diferentes papéis como profissionais, mães, cuidadoras e líderes em suas comunidades. Por isso, planejar o futuro torna-se um elemento essencial para transformar essa maior expectativa de vida em qualidade de vida e independência na maturidade. 

“A longevidade deixou de ser apenas viver mais, ela abriu um novo capítulo na vida das mulheres. Hoje elas têm mais tempo para realizar sonhos, desenvolver novos projetos e viver com mais autonomia. O desafio não é apenas viver mais, mas garantir que esses anos adicionais sejam vividos com saúde, liberdade e segurança para fazer escolhas ao longo da vida ”, afirma Simone Cesena, diretora do Instituto de Longevidade MAG. 

Para auxiliar no preparo para a liberdade financeira na longevidade, o Instituto de Longevidade MAG, entidade com 9 anos de atuação em assuntos voltados ao envelhecimento e planejamento financeiro, criou a Cartilha de Crédito Consciente, com orientações de como utilizar e planejar o uso de seu dinheiro de forma planejada, em um material gratuito e completo.



Instituto de Longevidade MAG

7 dicas para reduzir o risco de doenças respiratórias no outon


Com a chegada do outono, mudanças nas condições climáticas, como a queda gradual das temperaturas e a redução da umidade do ar, costumam favorecer o aumento de casos de doenças respiratórias, entre elas resfriados, gripes, rinites e sinusites. Além disso, a tendência de permanecer por mais tempo em ambientes fechados pode facilitar a circulação de vírus. 

Para atravessar esse período com mais saúde, o médico Marcos Pimentel, diretor clínico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), reforça a importância da prevenção e da adoção de hábitos que fortalecem o organismo e ajudam a reduzir a exposição a agentes infecciosos. Segundo o especialista, medidas simples no dia a dia podem fazer diferença na proteção contra essas doenças sazonais.

 

1- Mantenha uma boa alimentação e hidrate-se

De acordo com o especialista, manter uma alimentação equilibrada e a hidratação adequada são essenciais para reforçar o sistema imunológico. "Hábitos saudáveis, como ingestão de líquidos, água e sucos naturais, além do consumo de frutas, verduras e uma dieta rica em vitaminas e proteínas, ajudam a proteger o organismo", explica Pimentel.

 

2. Lave as mãos com frequência e hidrate a pele

A lavagem regular das mãos ajuda a evitar a propagação de vírus e bactérias. Além disso, com o clima mais seco, hidratar a pele previne o ressecamento e possíveis infecções cutâneas.

 

3. Faça atividades físicas e tenha boas noites de sono

A prática de atividades físicas continua sendo fundamental para a manutenção da saúde, já que colabora bastante para o fortalecimento do sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças típicas da estação. Da mesma forma, ter boas noites de sono também é importante para aumentar a imunidade e diminuir as chances de ficar doente.

 

4. Mantenha os ambientes sempre arejados

Outro ponto importante é a ventilação dos ambientes. "O outono é marcado pelo aumento das crises respiratórias. Por isso, é recomendado ficar sempre em ambientes arejados e, principalmente, atentar-se às roupas que estão guardadas nos armários há um tempo e voltarão a ser utilizadas agora. É importante que sejam lavadas ou expostas ao sol um tempo antes, para eliminação dos ácaros", alerta.

 

5. Considere a suplementação de vitaminas

O médico também ressalta que a suplementação de vitaminas, feita sob orientação médica, pode ser uma aliada para fortalecer o sistema imunológico. A reposição das vitaminas C, D e zinco, por exemplo, influencia diretamente na melhora da imunidade, diminuindo a incidência de diversas doenças.
 

6. Faça lavagem nasal regularmente

O especialista indica a realização de lavagens nasais com soro fisiológico, principalmente para quem tem tendência a rinites e sinusites, como forma de aliviar e prevenir esses problemas.

 

7. Mantenha as vacinas em dia

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças respiratórias, como a gripe. Verifique a caderneta de vacinação e atualize as doses necessárias, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Fique atento 

As doenças mais comuns no outono incluem gripe e resfriado, que têm sintomas semelhantes, mas a gripe é mais intensa. A rinite causa espirros e coriza, enquanto a bronquite provoca tosse seca e dor no peito, podendo evoluir para pneumonia. Já a sinusite gera dor de cabeça, congestão nasal e febre, com causas virais, bacterianas ou alérgicas. Se, apesar da prevenção, houver sintomas, é importante observar a evolução. "Se não houver melhora nas primeiras 48 horas, mesmo com hidratação e alimentação adequada, é recomendado procurar um médico. Caso haja piora do quadro, essa consulta deve ser antecipada", enfatiza Pimentel.

Por fim, é essencial redobrar a atenção com crianças e idosos, pois são os mais vulneráveis às doenças típicas do outono e requerem cuidados especiais. É o caso também de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares. "Esses grupos devem seguir exatamente as recomendações citadas. Uma alimentação balanceada, hidratação, ambientes arejados e acompanhamento médico em caso de sintomas são fundamentais", finaliza o diretor clínico do Evangélico.



Hospital Evangélico de Sorocaba


Mês da mulher: especialista da Rede Mater Dei incentiva o cuidado com a saúde feminina e o diagnóstico precoce do câncer e da endometriose

Oncologista comenta sobre os temas de campanhas de saúde feminina realizadas este mês, envolvendo a conscientização e prevenção contra o câncer do colo do útero, câncer colorretal, e endometriose

 

Março é reconhecido mundialmente como o mês da mulher, sendo também período de conscientização sobre a prevenção e tratamento de três enfermidades relacionadas à saúde feminina: o câncer do colo do útero, a endometriose e o câncer colorretal – o qual, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA)1, é o segundo tumor mais prevalente em mulheres no Brasil (excluindo-se o câncer de pele não melanoma), representando 10,5% de todos os diagnósticos na população feminina.

Consultas médicas frequentes e check-ups anuais aumentam as chances de diagnósticos precoces para as três doenças citadas, fazendo com que os respectivos tratamentos tenham início rápido e sejam mais efetivos. Segundo a Dra. Cristina Pirfo, médica oncologista na Rede Mater Dei de Saúde, “no caso dos cânceres ginecológicos, a maioria é facilmente tratável e altamente curável no início, mas também silenciosos antes de chegarem a um ponto mais avançado. Check-ups regulares permitem a identificação de fatores de risco modificáveis, como a obesidade e a resistência insulínica, e o rastreamento adequado para cada faixa etária, facilitando o diagnóstico precoce”.

Conheça mais sobre as doenças que são o foco das campanhas do mês de março:


Março Lilás

O foco de Março Lilás é a conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, que, de acordo com a Dra. Cristina Pirfo, é “um tumor maligno que se desenvolve na porção inferior do útero e é precedido por lesões detectáveis por meio do exame de Papanicolau, sendo altamente associado à infecção persistente por um subtipo do HPV”. A neoplasia tem incidência importante em mulheres jovens e é altamente devastador, com tratamentos que podem levar à perda do útero, sendo altamente evitável com a vacina contra o HPV.

A vacina do HPV faz parte da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação deste tipo de câncer no mundo e deve, idealmente, ser administrada em meninos e meninas ainda crianças, entre os 9 e os 14 anos, sendo mais eficaz nessa janela de idade2. O imunizante também é indicado e está disponível na rede privada para homens e mulheres que não se vacinaram quando crianças, até os 45 anos de idade.


Março Amarelo

O Março Amarelo refere-se à endometriose, doença que acomete entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva e é caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de partes do tecido interno do útero fora da cavidade uterina, causando sintomas como cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica e infertilidade3. “É uma doença de manejo crônico que conta com tratamentos diversos, como a hormonioterapia, a utilização de DIU hormonal, estratégias anti-inflamatórias, mudanças no estilo de vida, e, até mesmo, cirurgia em casos selecionados”, ressalta Pirfo.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica, sem causa ou prevenção comprovadas e sem cura definitiva, sendo possível, porém, controlá-la, mitigar a dor ocasionada por ela, e preservar a fertilidade da paciente em alguns casos.


Março Azul Marinho

O câncer colorretal é o ponto central do Março Azul Marinho, sendo um dos tipos mais prevalentes de tumor no país. Em 2022, a estimativa era de que seriam diagnosticados mais de 45.000 casos, sendo 23.600 em mulheres e 21.900 em homens4. Segundo o DataSUS, houve um crescimento de 284% nos casos da neoplasia no SUS entre 2013 e 20245.

“Alguns dos fatores que levam ao aumento dos casos na atualidade estão relacionados ao estilo de vida moderno, como a dieta ultraprocessada, a baixa ingestão de fibras, a obesidade, o sedentarismo, e a resistência insulínica. A alteração da microbiota intestinal também é um fator de risco”, diz a Dra. Cristina Pirfo. A prevenção é essencial, sendo possível por meio de uma boa alimentação, exercícios regulares e exames periódicos de colonoscopia, que devem ser iniciados aos 45 anos, não só por mulheres, mas pela população geral, e aos 40 por aqueles com histórico na família.

 





Rede Mater Dei de Saúde


Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Nova Lima, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec

Goiás: Hospital Mater Dei Goiânia


Referências

1 - Instituto Nacional do Câncer (INCA), 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

2 - Instituto Butantan. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

3 - Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

4 - INCA, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

5 - G1, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

 

A importância da voz na adolescência: entenda a chamada “muda vocal” e seus cuidado

Quebras na voz, oscilações entre grave e agudo e leve rouquidão fazem parte do crescimento — mas alguns sinais merecem atenção 

 

De repente, a voz que era infantil começa a soar irreconhecível. Em uma mesma frase, alterna entre grave e agudo, falha no meio da palavra e provoca risos involuntários. A cena é comum — e quase um símbolo da adolescência. Por trás desse momento constrangedor, porém, existe um processo biológico sofisticado que transforma a laringe e redefine a identidade vocal do jovem. 

Durante a puberdade, o corpo passa por intensas mudanças hormonais que afetam diretamente as pregas vocais. Nos meninos, a testosterona estimula um crescimento significativo da laringe. As pregas vocais tornam-se mais longas e espessas e, quanto maiores, mais lentamente vibram — o que produz sons mais graves e uma mudança perceptível no tom da voz ao longo dos anos. 

Nas meninas, o processo também ocorre, mas de forma mais sutil. O estrogênio e a progesterona promovem alterações discretas na laringe, tornando a voz mais encorpada e madura. “Esse processo é chamado de muda vocal e geralmente acontece entre os 12 e 15 anos. É completamente normal que ocorram falhas e oscilações enquanto o adolescente se adapta ao novo padrão vocal”, explica a otorrinolaringologista Dra. Luciana Costa, do Hospital Paulista.

 

Por que a voz “falha”? 

A instabilidade ocorre porque a laringe está crescendo rapidamente, enquanto o controle muscular ainda está em adaptação. É como se o instrumento tivesse mudado de tamanho, mas o músico ainda estivesse aprendendo a tocá-lo. Por isso, pequenas quebras, variações inesperadas de tom e até leve rouquidão podem surgir nessa fase. 

A especialista destaca, no entanto, que a mudança deve evoluir para estabilização progressiva.

Rouquidão que dura mais de 15 dias sem relação com gripe, dor ao falar, sensação frequente de “bolo na garganta”, cansaço vocal após pouco tempo de conversa ou perda recorrente da voz não são considerados parte natural da muda vocal. Se as quebras persistirem após os 17 ou 18 anos, também é recomendável investigar.

 

Hábitos que podem interferir 

Além das transformações hormonais, comportamentos comuns na adolescência podem sobrecarregar a voz. Gritar em jogos, falar alto em ambientes ruidosos, competir com música nos fones de ouvido e ingerir pouca água aumentam o atrito entre as pregas vocais. 

O uso de cigarro e dispositivos eletrônicos para fumar também representa risco, pois o calor e as substâncias inaladas provocam inflamação e ressecamento das vias aéreas. Até o hábito frequente de pigarrear pode ser prejudicial, já que causa impacto repetitivo na laringe.

 

Cuidados simples fazem diferença 

Manter hidratação constante é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde vocal. Também é recomendável evitar extremos — nem gritar, nem sussurrar em excesso. Quando houver sensação de algo na garganta, o ideal é beber água em vez de pigarrear. 

Após períodos de uso intenso da voz, fazer pausas ajuda na recuperação. Dormir bem e manter alimentação equilibrada também contribuem para o bom funcionamento da laringe.

“A voz faz parte da identidade do adolescente. Entender essas mudanças e adotar cuidados simples ajuda a garantir uma transição saudável”, conclui a especialista.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Brasil está entre os países com maior número de crianças e adolescentes com excesso de peso no mundo, aponta Atlas Mundial da Obesidade

Especialista explica riscos do avanço da obesidade infantil e destaca papel da atividade física na prevenção 

 

O Brasil está entre os dez países com maior número de crianças e adolescentes vivendo com excesso de peso no mundo. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026, da Federação Mundial de Obesidade, indicam que cerca de 17 milhões de brasileiros entre 5 e 19 anos apresentam IMC elevado, indicador populacional de sobrepeso e obesidade. Para o treinador físico e fisiologista do esporte Diego Leite de Barros, formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), o dado mostra a dimensão de um problema que já afeta a saúde das novas gerações e exige maior atenção de famílias, escolas e políticas públicas.

Do total de jovens brasileiros com IMC elevado, aproximadamente 7 milhões já vivem com obesidade, condição associada ao aumento do risco de doenças crônicas ainda na juventude. O relatório também aponta sinais precoces de complicações metabólicas em parte dessa população, incluindo hipertensão, alterações glicêmicas e níveis elevados de triglicerídeos, fatores que podem comprometer a saúde cardiovascular ao longo da vida.

Segundo Diego Leite de Barros, a obesidade infantil deve ser compreendida como uma condição multifatorial, relacionada tanto a hábitos individuais quanto ao ambiente em que crianças e adolescentes estão inseridos. “Hoje vemos uma combinação de fatores que favorece o ganho de peso: menos movimento no dia a dia, mais tempo diante de telas e maior acesso a alimentos ultraprocessados. Esse conjunto cria um cenário que facilita o avanço da obesidade já nas primeiras fases da vida”, afirma.

O especialista destaca que a atividade física regular é um dos principais pilares para prevenir o problema. “Estimular o movimento desde cedo ajuda a melhorar o metabolismo, reduzir o risco de doenças crônicas e criar hábitos que podem acompanhar a pessoa por toda a vida. A prática de exercícios, combinada com alimentação equilibrada e redução do tempo sedentário, é uma estratégia fundamental para conter o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes”, explica.

 

Treinos intensos de crossfit exigem atenção redobrada ao ombro e cotovelo

Freepik
Sobrecarga, repetição de movimentos e falta de orientação adequada podem aumentar o risco de lesões nessas articulações, alerta a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC)

 

O crossfit vem ganhando cada vez mais praticantes por combinar força, resistência e movimentos de alta intensidade em treinos dinâmicos. Mas, junto com os benefícios, a prática também exige atenção ao corpo, especialmente quando os exercícios envolvem cargas elevadas e movimentos repetitivos acima da cabeça. Nessas situações, regiões como ombro e cotovelo acabam sendo bastante exigidas, o que pode favorecer o surgimento de lesões se não houver orientação adequada, preparo físico e respeito aos limites individuais.

Entre as lesões mais comuns relacionadas à prática estão as tendinites, lesões do manguito rotador e as sobrecargas que afetam as articulações do ombro e do cotovelo. “O crossfit envolve exercícios intensos, com repetição de movimentos e uso de cargas elevadas, muitas vezes acima da cabeça. Essa combinação aumenta a exigência sobre as articulações do ombro e do cotovelo e, quando não há técnica adequada ou respeito aos limites do corpo, o risco de lesões por sobrecarga se torna maior”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta.

Alguns sinais podem indicar que algo não vai bem e merecem atenção. Dor persistente durante ou após os treinos, sensação de fraqueza no braço, estalos, limitação de movimento e dificuldade para realizar exercícios que antes eram feitos normalmente são alguns dos sintomas que podem indicar sobrecarga ou lesões nas articulações do ombro e do cotovelo.

Quando os sintomas são ignorados e a prática esportiva continua mesmo com dor, o risco é que pequenas inflamações evoluam para lesões mais complexas. “Muitas vezes, o praticante acredita que a dor faz parte do treino e continua forçando a articulação, mas esse comportamento pode agravar o quadro e transformar uma inflamação inicial em lesões mais sérias, como rupturas de tendões”, ressalta. “Nesses casos, a avaliação médica é fundamental para identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado, que pode variar desde repouso e fisioterapia até cirurgia, dependendo da gravidade da lesão”, completa.

A adoção de alguns cuidados durante os treinos pode ajudar a reduzir o risco de lesões nessas articulações. Respeitar os limites do corpo, priorizar a execução correta dos movimentos e contar com orientação profissional são medidas importantes para quem pratica crossfit ou outras atividades de alta intensidade. “O exercício físico traz inúmeros benefícios para a saúde, mas precisa ser realizado com responsabilidade. A orientação adequada, a progressão gradual de carga e a atenção aos sinais do corpo são fundamentais para evitar lesões e preservar a saúde das articulações do ombro e do cotovelo”, conclui.

  


Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC



São Paulo lidera números de casos e Saúde pública intensifica ações após aumento dos casos de mpox no Brasil

Crescimento acelerado das notificações mobiliza autoridades de saúde e especialistas 

 

O Ministério da Saúde registrou, em 2026, 129 casos confirmados de mpox no Brasil, além de sete ocorrências consideradas prováveis e centenas de notificações ainda em investigação. Os números mais recentes mostram que os casos mais que dobraram em cerca de 20 dias, com o estado de São Paulo concentrando a maior parte das confirmações. A expansão da doença para novos estados também reforça a necessidade de atenção redobrada das autoridades de saúde.

Embora o volume atual ainda esteja abaixo de picos registrados em anos anteriores, especialistas destacam que o avanço acelerado e a dispersão geográfica exigem monitoramento constante. A vigilância epidemiológica tem intensificado o rastreamento de casos, a testagem e a orientação de profissionais de saúde para conter possíveis cadeias de transmissão.

Para a infectologista pediátrica Dra. Carolina Brites, o aumento recente reforça a importância da detecção rápida e da resposta coordenada. “A mpox continua sendo uma infecção que exige atenção das equipes de saúde. Quando observamos um crescimento acelerado no número de casos em um intervalo curto de tempo, isso acende um sinal de alerta para reforçar diagnóstico precoce, isolamento adequado e notificação imediata”, explica.

A especialista ressalta que, apesar de a maioria dos quadros registrados em 2026 ser leve ou moderada, a prevenção segue fundamental. “A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados. Medidas simples, como evitar contato direto com pessoas sintomáticas, não compartilhar itens pessoais e procurar atendimento ao perceber sinais suspeitos, fazem diferença no controle da doença”, orienta Carolina.

As autoridades de saúde mantêm as recomendações de vigilância contínua, fortalecimento da rede de diagnóstico e ampliação das ações educativas para a população. A atuação integrada entre municípios, estados e governo federal é considerada essencial para conter o avanço dos casos e reduzir impactos à saúde pública.

 

 

Carolina Brites - CRM-SP: 115624 | RQE: 122965 - graduada em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.



Outono exige atenção redobrada: veja como preparar a casa para quem sofre com alergias respiratórias

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CleanNew

Profissional aponta medidas práticas para proteger quem sofre com rinite e asma 

 

Com a chegada do outono e as mudanças no clima, aumentam os casos de doenças respiratórias e alérgicas no país. A rinite, por exemplo, atinge cerca de 30% da população do país, segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Nesse cenário, a atenção à limpeza preventiva de itens como sofás, colchões, tapetes e poltronas torna-se essencial, pois acumulam poeira, ácaros e outras partículas que podem agravar crises alérgicas.

Segundo Fritz Paixão, CEO da CleanNew, rede especializada em higienização e blindagem de estofados, a prevenção começa dentro do ambiente doméstico. “No outono, as pessoas tendem a manter janelas fechadas por mais tempo, o que reduz a ventilação e aumenta a concentração de partículas alergênicas. Pequenas mudanças na rotina de limpeza já fazem grande diferença”, explica.

Abaixo, o profissional lista algumas recomendações que ajudam nessa preparação da casa para a chegada da estação:

Aspire a casa com mais frequência: O aspirador de pó é um grande aliado no controle da poeira, especialmente em tapetes, cortinas e estofados. O ideal é utilizá-lo de duas a três vezes por semana, priorizando cantos e áreas menos acessadas. Varrer pode levantar ainda mais partículas no ar. O aspirador, principalmente com filtro adequado, ajuda a reduzir a circulação desses agentes.

Limpeza especializada: As fibras dos estofados funcionam como reservatórios de ácaros. Muitas vezes a pessoa limpa o chão, tira o pó dos móveis, mas esquece que o sofá é um dos principais focos de acúmulo. Por isso, a higienização profissional deve ser a cada seis meses, com produtos à base de água e equipamentos específicos que alcancem as camadas internas do tecido.

Prefira pano úmido: Na manutenção diária, dê preferência ao pano levemente umedecido em vez de espanadores ou panos secos. Isso evita que a poeira se espalhe pelo ambiente e volte a circular no ar, reduzindo a quantidade de partículas que podem desencadear crises alérgicas. 

Blindagem como aliada: Blindar o tecido dificulta o acúmulo de sujeira e facilita a manutenção diária, além de proteger contra líquidos e manchas. É comum existir receio em relação a produtos químicos, mas a maioria das soluções utilizadas hoje é à base de água e segura para quem sofre com alergias. Por isso é de extrema importância se certificar de contratar empresas especializadas e entender quais produtos estão sendo aplicados.

 

CleanNew

 

VENDAS DE MEDICAMENTOS PARA EMAGRECIMENTO CRESCEM 78% NO VAREJO FARMACÊUTICO EM QUATRO ANOS

 

Os medicamentos utilizados para emagrecimento comercializados no varejo farmacêutico brasileiro registraram crescimento de 78,3% entre 2021 e 2025. No período, o volume de unidades vendidas passou de 4.125.339 para 7.356.469, segundo levantamento da Abafarma (Associação de Distribuidores Farmacêuticos do Brasil) com base em dados da IQVIA. 

A maior expansão recente foi observada em 2025, quando o mercado avançou 39,1% em relação ao ano anterior. O desempenho marca uma aceleração relevante após um período de estabilidade entre 2023 e 2024. 

O levantamento considera medicamentos das classes terapêuticas utilizadas para controle de peso, incluindo inibidores de apetite — como sibutramina, anfepramona e mazindol — além dos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. 

Para Oscar Yazbek Filho, presidente-executivo da Abafarma, o crescimento reflete uma combinação de fatores ligados ao avanço da obesidade e à maior disponibilidade de terapias inovadoras. “A população está cada vez mais consciente de que excesso de peso pode representar um fator de risco para questões graves de saúde. Além disso, a oferta de terapias inovadoras nesse segmento vem aumentando expressivamente, o que favorece a curva de crescimento que observamos”, afirma. 

Evolução do mercado de medicamentos para emagrecimento

(varejo farmacêutico – Brasil)


Unidades vendidas – MAT dezembro

Ano

Unidades

Crescimento

2021

4.125.339

2022

5.282.134

28,0%

2023

5.298.941

0,3%

2024

5.289.855

-0,2%

2025

7.356.469

39,1%

 

 Abafarma - Associação dos distribuidores Farmacêuticos do Brasil

Fonte: IQVIA, base Dez/2025, em unidades, canal varejo, total Brasil. Classes terapêuticas A08A0 (preparações anorexígenas, exceto dietéticas) e A10S0 (agonistas de GLP-1).

 

Cirurgia micrográfica de Mohs amplia taxas de cura e preserva tecido saudável no tratamento do câncer de pele

Sociedade Brasileira de Dermatologia fortalece formação de dermatologistas em técnica que reduz recidivas e melhora resultados funcionais e estéticos 

 

Altamente precisa e com índices de cura superiores aos da cirurgia convencional, a cirurgia micrográfica de Mohs vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes no tratamento do câncer de pele, especialmente nos casos de maior risco e em áreas delicadas da face. O procedimento permite a análise de praticamente 100% das margens cirúrgicas durante a própria operação, aumentando significativamente a chance de remoção completa do tumor já na primeira intervenção.

“Diferentemente da excisão tradicional, na qual apenas pequenas amostras das bordas retiradas são analisadas posteriormente, a técnica micrográfica examina toda a extensão da margem ao microscópio em tempo real. Isso reduz o risco de recidiva, diminui a necessidade de reoperações e preserva o máximo possível de tecido saudável, fator essencial em regiões como pálpebras, nariz, lábios e orelhas”, explica Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Indicada principalmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares de alto risco, tumores recorrentes ou com limites mal definidos, a cirurgia de Mohs apresenta taxas de cura que podem ultrapassar 99% em determinados cenários, além de menores índices de progressão da doença. A preservação tecidual também favorece melhores resultados funcionais e estéticos, com cicatrizes menores e reconstruções menos complexas.

“No câncer de pele, a preocupação fundamental é retirar o tumor completamente buscando a cura, mas de preferência, se possível, preservando o máximo de tecido sadio. A cirurgia de Mohs alia segurança oncológica e precisão técnica, o que se traduz em menores taxas de recorrência e maior tranquilidade para o paciente. Em tumores de alto risco, especialmente na face, essa diferença pode ser decisiva”, explica Dr. Glaysson Tassara, coordenador do curso de cirurgia micrográfica de Mohs da SBD.

Atenta à importância de ampliar o acesso à técnica e qualificar especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu, nos dias 5 e 6, o Curso Teórico de Cirurgia Micrográfica de Mohs e, nos dias 6 e 7, o III Simpósio de Oncologia da entidade. As iniciativas reuniram dermatologistas de diversas regiões do país para atualização científica, discussão de casos complexos e debate sobre novas tecnologias aplicadas ao tratamento do câncer de pele. Além dessa atividade, a SBD possui serviços de dermatologia em diferentes cidades do Brasil, que treinam e formam novos dermatologistas cirurgiões de Mohs.Geralmente, o treinamento é realizado em 1 ano.

A SBD possui dois cursos anuais que fornecem conteúdo teórico para os dermatologistas em treinamento e para a reciclagem dos cirurgiões de Mohs. Durante o treinamento, os dermatologistas aprendem sobre cirurgia, a técnica de Mohs, histologia dos tumores e reconstrução, uma formação completa. E, por fim, a SBD fornece um certificado de Cirurgião de Mohs para os colegas que cumpriram as normas estabelecidas, o que estabelece um padrão de qualidade e uma garantia para que a técnica seja bem praticada.

“O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Garantir que o dermatologista esteja treinado nas técnicas mais modernas e eficazes é uma forma concreta de proteger o paciente e elevar o padrão da assistência”, diz Dr. Carlos Barcaui. Embora não esteja amplamente disponível em toda a rede pública, a cirurgia micrográfica de Mohs é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em centros de referência e hospitais universitários que contam com estrutura especializada e equipes capacitadas para a realização do procedimento.

Clicando aqui você consegue verificar todos os serviços credenciados da SBD, a maioria disponibiliza a técnica, como é o caso do Hospital das Clínicas da USP, Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Universitário da UFSC, Hospital Universitário Antonio Pedro (UFF), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Hospital São Paulo (UNIFESP), Hospital das Clínicas da UNESP, Hospital das Clínicas da FMRP-USP, Hospital da PUC-Campinas e Hospital de Amor de Barretos, entre outros. 

Algumas instituições não ofertam o procedimento pelo SUS, mas o realizam para públicos específicos, como o Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais e o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. O passo a passo para ter acesso à cirurgia na rede pública pode variar conforme o estado e a instituição, mas, de modo geral, segue o fluxo padrão de regulação do SUS.

No caso do Hospital das Clínicas da UFMG, por exemplo, o paciente deve ser encaminhado por um centro de saúde de Belo Horizonte ou por secretarias municipais de saúde do interior de Minas Gerais ao Serviço de Dermatologia do hospital. Após a consulta com a equipe de Dermatologia e a realização do cadastro, estando confirmada a indicação cirúrgica, o paciente torna-se apto a realizar a cirurgia micrográfica de Mohs.

Neste link também é possível consultar todos os dermatologistas da SBD e encontrar um especialista em Mohs.

 Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site Link. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.

 

Afastamentos por síndrome do túnel do carpo crescem 25% em um ano e ultrapassam 44 mil casos

  

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Dados da Previdência Social referem-se à problema que pode comprometer a função das mãos e que acomete mais mulheres; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica

 

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição que afeta a função das mãos e pode comprometer atividades simples do dia a dia. O impacto também aparece no ambiente de trabalho. Segundo dados da Previdência Social, em 2024 foram concedidos 35.309 benefícios por incapacidade temporária relacionados à síndrome. Em 2025, o número subiu para 44.270 afastamentos do trabalho, um aumento de 25%.

A condição ocorre quando o nervo mediano, responsável por parte da sensibilidade e dos movimentos dos dedos, sofre compressão na região do punho, dentro de um canal estreito chamado túnel do carpo. Os sintomas costumam surgir de forma gradual. Dormência, formigamento, dor e sensação de choque, principalmente no polegar, indicador e dedo médio, estão entre as queixas mais frequentes. Em muitos casos, os sinais aparecem com mais intensidade à noite ou ao acordar e podem evoluir para perda de força e dificuldade para segurar objetos. “Muitas pessoas demoram a procurar atendimento porque acreditam que é algo passageiro, mas a persistência dos sintomas pode indicar compressão do nervo e exigir avaliação especializada”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.

A síndrome é mais comum em mulheres e pode se manifestar com maior intensidade em fases marcadas por alterações hormonais, como gestação e menopausa. Nessas etapas, o aumento da retenção de líquidos e o inchaço das estruturas do punho podem favorecer a compressão do nervo mediano. Além disso, a sobrecarga relacionada a movimentos repetitivos, seja no ambiente profissional ou nas tarefas domésticas, também pode favorecer o aparecimento da síndrome e piorar os sintomas.

Com a progressão do quadro, os sintomas deixam de ser apenas desconforto e passam a afetar de maneira mais intensa a funcionalidade da mão. A perda de força pode se tornar evidente, há dificuldade para realizar movimentos finos e, nos casos mais avançados, pode ocorrer atrofia da musculatura na base do polegar. “Quando o nervo permanece comprimido por muito tempo, o risco de sequelas aumenta e a recuperação pode ser mais limitada”, afirma o cirurgião da mão.

O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas e o tempo de evolução do quadro. Em fases iniciais, medidas conservadoras costumam trazer bons resultados. Já nos casos em que há comprometimento mais importante do nervo, pode ser necessária intervenção cirúrgica para descompressão. “O mais importante é que o paciente não normalize os sintomas. Quanto antes houver avaliação especializada, maiores são as chances de evitar a progressão e preservar a função da mão”, conclui o presidente da SBCM.

 

SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
Mais informações em Link


Burnout digital: quando a conexão constante esgota corpo e mente

Brasil é o segundo país com maior taxa de tempo de tela

 

Uma pesquisa com 70 trabalhadores brasileiros em regime remoto ou híbrido, publicada em 2025 pela revista Ecronicon, apontou que o excesso de horas de tela e jornadas prolongadas está associado a sintomas típicos de burnout digital, como queda na qualidade de vida, alterações no sono e dificuldade de concentração.

O estudo foi realizado em Araçatuba (SP), com colaboração do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). 

Já, uma outra pesquisa, com 140 jovens estudantes de Enfermagem dos Emirados Árabes Unidos, publicada na revista BMC Nursing, em julho de 2025, mostrou, igualmente, níveis semelhantes. 

Os estudantes mais jovens e aqueles matriculados em mais de cinco disciplinas simultâneas apresentaram cansaço mental, irritabilidade, ansiedade e outros sinais de síndrome de burnout, distúrbio reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, até então, relacionado ao excesso de trabalho. 

No Brasil, as pessoas passam aproximadamente 16 horas do dia acordadas, porém, mais da metade desse tempo é destinado ao uso de smartphones e computadores. São cerca de 56,6% das horas acordadas, ou seja, cerca de nove horas do dia em frente a uma tela. O levantamento foi feito a partir da pesquisa Digital 2023:Global Overview Report, da DataReportal, considerando 45 nações. Foi constatado que o Brasil é o segundo país com maior taxa de tempo de tela. 

Esses dados situam o burnout digital como um desdobramento contemporâneo. A psicóloga Patrícia Alves Guerra, com 25 anos de experiência em recursos humanos e atendimento clínico, da Equilíbrio Saúde Medicina Integrada de Sorocaba (SP), reforça que esse fenômeno, ainda emergente, muitas vezes, começa sendo confundido com cansaço comum. 

"É difícil para as pessoas reconhecerem os sintomas, porque eles se parecem com fadiga. Mas, o burnout, seja no contexto tradicional ou digital, é um estresse crônico que se acumula quando você está sob pressão contínua, como se estivesse tentando desafogar em meio a fortes ondas”, ilustra. 

Segundo Patrícia, o burnout não está restrito apenas ao ambiente formal de trabalho. “Quem cuida de familiares continuamente, por exemplo, especialmente mulheres, também está muito exposto, quando não estabelece limites ou uma rotina saudável. Atualmente, profissionais que atuam na área digital, de saúde e da educação manifestam mais desgaste físico e emocional", adverte.
 

Sintomas 

Os sinais precoces do burnout digital incluem insônia sem descanso reparador, queda de produtividade, alterações da pressão arterial, dores musculares e cefaleias, ansiedade excessiva, irritabilidade constante e problemas gastrointestinais, sintomas que, se ignorados, podem evoluir para quadros mais graves. 

O tratamento, de acordo com a psicóloga da Equilíbrio Saúde Medicina Integrada, requer acompanhamento interdisciplinar. “Médicos e psicólogos podem atuar juntos, pois não existe um protocolo único para todos. Na psicologia a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens que ajuda o paciente a desenvolver estratégias de autorregulação e lidar com gatilhos específicos", explica. 

Quando os sinais são negligenciados, os riscos incluem depressão, crises de pânico e até risco aumentado de suicídio, alerta a psicóloga. Além disso, pessoas que já tiveram burnout podem ter maior susceptibilidade a recaídas, se continuarem expostas aos mesmos fatores de estresse sem intervenções adequadas. 

Para saber mais sobre atendimento integral e acompanhamento da saúde física e emocional nas suas várias áreas, acompanhe as redes sociais da clínica Equilíbrio Saúde - Medicina Integrada ou entre em contato pelo telefone (15) 3500-8590 ou WhatsApp (15) 99288-3434. A clínica está localizada na Avenida Pereira da Silva, 828, esquina com a Rua Nicolau Afonso Filho, no Jardim Santa Rosália, em Sorocaba (SP).


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