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segunda-feira, 9 de março de 2026

Estações da Luz e Palmeiras-Barra Funda da CPTM recebem evento de cadastramento de vagas de estágio e aprendizagem


Parceria com o CIEE oferece atendimento gratuito e será voltado a jovens e estudantes entre 14 e 24 anos 


A CPTM recebe, nos dias 9 e 13 de março, uma ação de cadastramento para vagas de estágio e aprendizagem, voltada a jovens e estudantes que buscam ingressar no mercado de trabalho. A iniciativa acontece das 11h às 15h, nas estações da Luz e Palmeiras-Barra Funda, oferecendo orientação profissional e acesso a oportunidades de formação.
 

Durante a ação, jovens entre 14 e 24 anos, matriculados no ensino médio, cursos técnicos ou ensino superior, poderão realizar o cadastramento para vagas de estágio e programas de aprendizagem. No local também serão oferecidas orientações sobre oportunidades profissionais, divulgação de cursos online e atendimento para esclarecimento de dúvidas sobre o ingresso no mercado de trabalho. 

A iniciativa busca ampliar o acesso de jovens à qualificação e às primeiras experiências profissionais, conectando estudantes a oportunidades que contribuam para o desenvolvimento de suas trajetórias educacionais e profissionais.


Serviço


Cadastramento para vagas de estágio e aprendizagem

Data: segunda-feira (9/03)
Local: Estação da Luz, linhas 10-Turquesa, 11-Coral e serviço Expresso Aeroporto
Horário: das 11h às 15h
 

Data: sexta-feira (13/03)
Local: Estação Palmeiras-Barra Funda, Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e serviço Expresso Aeroporto
Horário: das 11h às 15h


domingo, 8 de março de 2026

Quando o pet vira alvo: um sinal silencioso de violência contra a mulher

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, artigo da psicóloga Juliana Sato alerta para um padrão pouco discutido nas relações abusivas: o uso do animal de estimação como instrumento de controle, coerção e intimidação dentro de casa.

 

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a discussão sobre violência doméstica costuma ganhar espaço. Porém, nem sempre todos os seus sinais são reconhecidos. Entre eles, há um aspecto ainda pouco debatido: quando o animal de estimação se torna alvo de tensão, crítica ou ameaça dentro da relação. O que pode parecer, à primeira vista, um simples conflito de convivência, em alguns contextos revela padrões de controle, desqualificação e coerção que atingem a mulher por meio de um vínculo afetivo que ela não deseja (ou não consegue) romper.

Preferência por animais de estimação não define caráter nem funciona, por si só, como marcador de personalidade. Há motivos legítimos para manter distância de pets, como alergias, fobias, experiências negativas anteriores, valores familiares ou limites pessoais. O que realmente merece atenção é a forma como essa preferência aparece na convivência, sobretudo quando há uma relação afetiva em que o animal já ocupa um lugar importante, porque é nesse ponto que se torna possível observar se existe respeito pelo que é valioso para o outro e se há disposição para construir uma vida em comum sem transformar diferenças em disputa.

No cotidiano doméstico, o pet costuma ocupar um espaço que mistura rotina e vínculo; para muita gente, não se trata de um detalhe da casa, mas de uma presença que atravessa a história pessoal e participa da organização emocional da vida. Quando o parceiro não tem afinidade com animais, isso pode ser administrado com maturidade, desde que a convivência se estabeleça com acordos claros e reconhecimento mútuo do que cada um considera essencial. A tensão começa quando a presença do animal passa a alterar o clima do lar, e o vínculo, em vez de ser respeitado como parte da vida de quem o trouxe, passa a ser tratado como exagero ou inconveniência, criando um cenário em que o responsável pelo pet se vê, aos poucos, cedendo mais do que gostaria para evitar conflito.

É nesse momento que o assunto deixa de ser gosto pessoal e passa a revelar padrões relacionais. Quando o pet vira palco de conflito, o que aparece com frequência é a dificuldade de sustentar o lugar do outro dentro da relação, como se a convivência só fosse “permitida” quando o parceiro passa a editar a própria rotina para não desagradar quem precisa comandar o ambiente. A situação se torna mais delicada quando surgem desqualificações, tentativas de impor regras não combinadas ou atitudes que transformam cuidado em motivo de crítica, porque isso já não diz respeito ao animal, mas à forma como aquela relação lida com limites e autonomia.

Esse ponto ganha outra dimensão quando entram em cena comportamentos de coerção. Em contextos de violência doméstica, ameaças ou agressões contra animais podem ser usadas como forma indireta de controle, atingindo a pessoa por meio de um vínculo que ela não quer, ou não consegue, abandonar. A literatura que discute a chamada Teoria do Elo observa que maus-tratos contra animais podem funcionar como sinal de alerta para outras violências dentro de casa, inclusive contra mulheres, o que exige atenção quando o animal é intimidado, negligenciado ou ferido, já que nessas situações o problema deixa de ser apenas doméstico e passa a envolver risco.

Não gostar de animais pode ser apenas preferência; o alerta aparece quando isso vem junto de desprezo pelo seu vínculo e pressão para você ceder, porque esse padrão raramente fica restrito ao pet e tende a invadir outras áreas da vida, justamente aquelas em que você precisaria ser tratada com consideração. Quando o vínculo com o pet vira alvo, o que está em jogo não é o animal em si, mas a forma como aquela relação decide quem pode existir com autonomia e quem precisa se adaptar para manter a paz.

Em casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos, a denúncia pode ser feita pelo Disque 181, pela Polícia Militar no 190 em situações de flagrante, diretamente em uma Delegacia de Polícia ou por meio das delegacias eletrônicas estaduais, além dos canais do Ministério Público e dos serviços municipais de proteção animal ou zoonoses.

  


Juliana Sato - Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.



Tríplice, quádrupla ou quíntupla?


 Guia da MSD Saúde Animal explica as diferenças entre as vacinas múltiplas para felinos e reforça que o estilo de vida deve guiar a escolha do protocolo vacinal 

 

A crescente verticalização das cidades e o aumento de lares com felinos trazem um desafio para os tutores: a prevenção de doenças infecciosas. No Brasil, o cenário é de alerta. De acordo com levantamentos nacionais e dados consolidados pela Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL), a prevalência da leucemia viral felina

pode atingir até 30% dos animais em grupos de risco, representando uma das principais causas de óbito de felinos por doenças infecciosas no país.

Diante desse panorama, ao levar um gato para a primeira consulta, muitos responsáveis se deparam com nomes que podem parecer confusos: tríplice, quádrupla ou quíntupla. Embora todas essas vacinas tenham o objetivo de proteger o gato, a escolha entre elas não deve ser aleatória, mas sim baseada em evidências científicas e análise do risco de exposição.

Para ajudar a entender as particularidades de cada vacina, a especialista Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal detalha as diferenças:


Tríplice Felina

Protege contra a Rinotraqueíte (infecção do trato respiratório dos gatos, com aparecimento de espirros, tosse e secreção nasal/ocular), Calicivirose (afeta principalmente as vias respiratórias e a boca dos gatos, estando associada a espirros, secreção nasal e úlceras orais) e a Panleucopenia (afeta principalmente o trato gastrointestinal dos gatos, havendo diarreia intensa e vômitos).


Quádrupla Felina

Além dos componentes da tríplice, inclui a proteção contra a Clamidiose, uma doença que afeta os olhos dos gatos, causando conjuntivite e secreção ocular.


Quíntupla Felina

Além dos componentes da quádrupla, a vacina protege contra o FeLV (vírus da leucemia felina). Essa doença é altamente contagiosa e não possui cura. Em alguns casos, a infecção pode ser silenciosa, mas quando as manifestações clínicas aparecem, como infecções devido ao comprometimento do sistema imunológico, anemias e tumores, a expectativa de vida é baixa.

Segundo as diretrizes globais da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), a vacinação deve ser dividida em: antígenos "Core" (essenciais para todos os gatos) - Herpesvírus, Calicivírus, Vírus da Panleucopenia, Vírus da Leucemia Felina e a Raiva e Antígenos "Non-core" (recomendados com base na exposição individual) – Chlamydia felis. 

A vacinação contra a leucemia viral felina deve ser realizada em todos os filhotes até 1 ano de idade e todos os adultos considerados de risco, como aqueles que têm acesso à rua, que convivem com gatos que tenham acesso à rua ou que frequentem creches e hotéis para pets e ambientes onde existam 2 ou mais gatos.

“No Brasil, onde a pressão de infecção é alta, o protocolo personalizado não é um luxo, mas uma necessidade, tornando-se um pilar fundamental para garantir bem-estar, reduzir riscos ao longo da vida e favorecer um vida mais longa e saudável. Uma dúvida bastante comum é sobre a necessidade da administração da quíntupla. Alguns responsáveis acreditam que por seus gatos viverem em um apartamento são isentos do risco, mas conforme o consenso, filhotes até um ano e adultos de risco devem ser vacinados contra o FeLV”, ressalta Kathia Soares. Vale destacar que, o animal deve ter um teste negativo para o FeLV antes de iniciar este protocolo específico.

A MSD Saúde Animal, por meio da linha Nobivac®, oferece soluções de alta tecnologia que conferem proteção duradoura com segurança. A linha Nobivac® Feline, conta com a Nobivac Feline 1-HCP (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia), a Nobivac Feline 1-HCPCh (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia e clamidiose) e a Nobivac Feline 1-HCPCh+FeLV (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose e leucemia viral felina) permitindo que o médico-veterinário monte um esquema sob medida. Inclusive a Nobivac Feline 1-HCPCh+FeLV é a única vacina do mercado que combina a proteção de 2 anos contra o FeLV e 1 ano contra mais quatro doenças que afetam a saúde dos gatos. Além das vacinas múltiplas, o protocolo deve ser sempre finalizado com a vacina antirrábica, obrigatória por lei e fundamental para o conceito de Saúde Única.

“Não existe uma vacina 'melhor', existe a estratégia correta para o momento de vida do pet. O estilo de vida do gato pode mudar, e o protocolo vacinal deve ser revisado para acompanhar essa evolução e garantir uma vida longa e saudável”, conclui a especialista.



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).




De volta à floresta: como o resgate de animais silvestres ajuda a salvar a biodiversidade brasileira

Fonte: Instituto de Pesquisa da Biodiversidade – IPBio
Tráfico ilegal, fuga após acidentes, maus-tratos e entrega voluntária afetam quase 40 milhões de animais por ano no Brasil, o que pode levar a consequências graves. 100% das aves recebidas pelo IPBio, cerca de 500, voltaram à natureza, após a readaptação adequada 


Animais silvestres resgatados, seja do tráfico ilegal, vítimas de maus-tratos ou de entregas voluntárias, são um tópico primordial para a preservação da biodiversidade brasileira. A saída massiva de espécies de seus habitats naturais pode trazer fortes impactos aos ecossistemas, contribuindo com o processo de extinção e gerando um desequilíbrio ecológico importante. Com uma taxa de 100% de soltura, cerca de 500 aves, o Instituto de Pesquisa da Biodiversidade (IPBio), atua no resgate desses animais e mostra como o trabalho pode ajudar a virar o jogo. 

Dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) revelam que cerca de 38 milhões de animais são retirados ilegalmente da natureza brasileira todos os anos. O biólogo e especialista em readaptação e soltura de espécies do IPBio, Isaías Santos, explica que, embora essa seja a causa primária, não é a única: “maus-tratos e entrega voluntária também contribuem com essa situação. Por isso, buscamos sempre acolher esses animais, independentemente do motivo, até seu retorno para a natureza”. 

Com foco nas aves (um dos grupos mais traficados no país), o IPBio desenvolve um trabalho de acolhimento no Centro de Soltura de Aves. “Os pássaros resgatados, geralmente, estão com a saúde comprometida devido ao confinamento extremo e à alimentação inadequada. O caminho de volta à natureza é complexo e cuidadoso”, diz o especialista. 

É um trabalho conjunto com centros de reabilitação. Depois do resgate, o animal passa por uma triagem para avaliar seu estado, são realizados exames, reintrodução alimentar e fortalecimento físico. Apenas os pássaros considerados aptos seguem para o Centro de Soltura do IPBio, e realizam o processo em quarentena, sendo novamente avaliados antes da libertação. Após a soltura, mantemos o monitoramento, pois em alguns casos, eles precisam receber alimentação complementar até que possam se sustentar de forma independente”, conta. 

Apesar de eficaz, o processo de reinserção pode enfrentar desafios significativos, como o monitoramento em ambiente denso de vegetação, já que todos os animais voltam à natureza respeitando suas origens. As aves são soltas em locais de mata fechada, que exigem equipamentos especiais, como lentes de longo alcance e altíssima qualidade, para serem acompanhadas pós-soltura. 

O trabalho é intenso, mas os resultados trazem esperança. O IPBio faz esse trabalho desde 2013 e, até o momento, 500 pássaros retornaram à natureza com sucesso. Isso é reflexo do conhecimento dos cuidados especiais e da excelência técnica de toda a equipe. “Cada animal devolvido ao seu ecossistema é uma vitória para a preservação das espécies, o que nos deixa muito felizes. Todo o esforço tem sido recompensado", comemora o biólogo.
 

O melhor combate é a conscientização 

Para o especialista, o ideal é que o problema seja combatido na fonte, para que o processo de reabilitação e soltura seja utilizado apenas em raros casos acidentais e, para isso, ele aponta um caminho: “a melhor ferramenta de combate é a conscientização, por meio da educação ambiental. Precisamos sensibilizar a população sobre os impactos da ação humana na saúde dos animais e, consequentemente, na biodiversidade do nosso país. É preciso desencorajar a domesticação, a compra e o tráfico de animais silvestres e fortalecer institutos, como o IPBio, que atuam fortemente nessa causa. Afinal, mais do que salvar animais, as ações protegem ecossistemas inteiros”, finaliza. 

 

Instituto de Pesquisas da Biodiversidade - IPBio


Alimentação pet: mais do que comida, uma construção de vínculos

Entenda como o alimento vai além da nutrição e contribui para confiança, segurança emocional e vínculo com o tutor no dia a dia 

 

O cheiro do café recém-passado, o sabor de um bolo que acabou de sair do forno ou uma receita que remete à infância. Mais do que sabores, esses alimentos carregam memórias afetivas, sensações de conforto e pertencimento. A comida, para os humanos, sempre foi uma forma silenciosa de comunicação emocional. E engana-se quem pensa que essa relação existe apenas entre pessoas. Para cães e gatos, a alimentação também está profundamente ligada às emoções.

Desde os primeiros contatos com o ambiente, os pets aprendem a interpretar o mundo por meio de experiências repetidas. Entre elas, a alimentação ocupa um lugar central. O momento em que o alimento é oferecido, a forma como isso acontece e a presença do tutor constroem associações que vão além da saciedade. Aos poucos, o pet passa a relacionar aquele ritual à segurança, ao cuidado e à previsibilidade.

Esse processo é conhecido como alimentação emocional, um conceito que considera o alimento como parte da construção do bem-estar do animal. Na prática, significa entender que comer não é apenas um ato fisiológico, mas uma experiência associativa. Quando a alimentação acontece em um ambiente calmo, em horários consistentes (rotina) e com interação positiva, o pet passa a associar esse momento a estados emocionais estáveis.

Do ponto de vista comportamental e neurobiológico, essa associação não é aleatória. “A alimentação ativa sistemas ligados à recompensa e à regulação do estresse, estimulando a liberação de neurotransmissores relacionados ao prazer e à sensação de segurança. Com o tempo, essas respostas ajudam o animal a interpretar o ambiente como confiável, o que se reflete em comportamentos mais equilibrados e maior capacidade de adaptação”, explica Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition.

A previsibilidade, aliás, é um dos pilares da alimentação emocional. Pets que sabem quando e como vão se alimentar tendem a apresentar menos sinais de ansiedade. Esse padrão é especialmente importante para animais sensíveis, recém-adotados ou que passaram por mudanças de ambiente. O alimento, nesse contexto, ajuda a organizar a rotina e a reduzir a sensação de incerteza.

Para isso, os petiscos ganham um papel estratégico. Quando utilizados de forma consciente, eles deixam de ser apenas recompensas e passam a atuar como marcadores emocionais positivos. “Oferecer um petisco após um comportamento desejado, durante uma brincadeira ou em momentos desafiadores ajuda o pet a associar aquela experiência à presença do tutor e a sentimentos de acolhimento e confiança” reforça a profissional.

Vale reforçar que alimentação emocional não significa oferecer comida em excesso ou utilizar o alimento para compensar ausência ou culpa. O foco não está na quantidade, mas no contexto e na intenção. Trata-se de usar o alimento como ferramenta de vínculo, respeitando as necessidades nutricionais e emocionais do animal.

Com o tempo, essa relação equilibrada se reflete no comportamento. “Cães e gatos que vivenciam uma rotina alimentar estruturada e emocionalmente positiva tendem a apresentar maior facilidade de aprendizado e menos comportamentos relacionados à ansiedade, como compulsão alimentar, vocalizações excessivas ou insegurança em situações novas. O alimento deixa de ser apenas resposta ao apetite e passa a integrar a linguagem afetiva da convivência”, afirma Bruna.

Quando o tutor compreende que alimentar também é comunicar, o gesto se tornar um ato de amor. Manter rituais consistentes, observar o comportamento do pet e usar os petiscos de forma intencional transformam a alimentação em um momento de presença e conexão. Uma linguagem silenciosa, mas poderosa, capaz de nutrir não apenas o corpo, mas também a confiança e a segurança emocional ao longo do tempo. 



Pet Nutrition


Animais em contextos terapêuticos: ciência explica o impacto da interação humano-animal no cuidado e no desenvolvimento humano

Divulgação/ROYAL CANIN®
ROYAL CANIN® apoia projetos que atuam com animais em contextos terapêuticos voltados à promoção da saúde e da qualidade de vida

 

Muito além da companhia, a presença de animais em contextos estruturados de cuidado tem se mostrado relevante para a saúde humana. As Intervenções Assistidas por Animais (IAA), quando aplicadas como Terapia Assistida por Animais (TAA), integram planos terapêuticos personalizados com metas mensuráveis voltadas à melhoria da função física, social, emocional ou cognitiva de pacientes.

Segundo o guia sobre Interações Humano-Animal da Waltham Petcare Science Institute, essa abordagem evoluiu ao longo das últimas décadas com maior respaldo científico e rigor metodológico. Suas raízes remontam aos estudos do psicoterapeuta infantil Boris Levinson, nas décadas de 1960 e 1970. Quando conduzidas por profissionais qualificados, essas intervenções podem contribuir para reduzir o estresse e a angústia, fortalecer vínculos, aumentar a motivação e favorecer mudanças comportamentais positivas.

Os benefícios são especialmente relevantes em populações específicas. Evidências científicas citadas na publicação indicam que intervenções com cães e equinos, por exemplo, podem melhorar a função social e reduzir comportamentos estereotipados em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Já no caso do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), cães de assistência auxiliam na redução do isolamento social, aumentam a sensação de segurança e contribuem para o restabelecimento do vínculo social.

O avanço científico também ampliou o entendimento sobre o papel dos cães de assistência em alertas médicos. Estudos mencionados na obra indicam que alguns animais podem sinalizar crises epilépticas, identificar alterações nos níveis de glicose em pessoas com diabetes e há pesquisas promissoras relacionadas à detecção de determinados tipos de câncer. A hipoterapia, que utiliza o movimento do cavalo como recurso terapêutico, também apresenta benefícios associados ao desenvolvimento motor, neurológico e à autoestima.

Para a ROYAL CANIN®, companhia global que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, apoiar iniciativas baseadas nessa abordagem terapêutica e voltadas ao cuidado com a saúde humana está alinhado ao seu compromisso com a ciência, o bem-estar e o impacto positivo na sociedade.

No Brasil, esse direcionamento também se traduz no apoio a projetos sociais. Dentre eles, o MEDICÃO, que atua com Terapia Assistida por Animais em hospitais e instituições de cuidado; o KDOG Brasil, que desenvolve pesquisa e treinamento de cães para auxiliar na detecção precoce do câncer de mama por meio do olfato; e o IBETAA, que utiliza a Terapia Assistida por Animais no atendimento a crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade, como processos judiciais.

Segundo Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, ter embasamento científico comprovado é essencial para a consolidação e a escolha dos projetos apoiados pela marca. “As intervenções assistidas por animais evoluíram significativamente nas últimas décadas, com maior rigor metodológico e acompanhamento técnico. Quando inseridas em contextos terapêuticos, podem contribuir de forma relevante para o desenvolvimento social, emocional e funcional de diferentes perfis de pessoas”, afirma.

Essas ações refletem o compromisso da ROYAL CANIN® em apoiar projetos fundamentados em ciência, ética e responsabilidade, reforçando seu propósito de fazer Um Mundo Melhor para os Pets.

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa.

 

ROYAL CANIN®
Para saber mais visite o site.

 

Promessas de bem-estar animal em publicidade entram no radar do debate sobre direito do consumidor

Organizações da sociedade civil alertam para o uso crescente de alegações de bem-estar animal em campanhas publicitárias sem transparência verificável sobre as práticas adotadas pelas empresas.

 

Nos últimos anos, o bem-estar animal passou a ocupar espaço relevante na comunicação institucional de empresas do setor alimentício. Entre as estratégias de marketing mais comuns estão o uso de imagens de animais em ambientes aparentemente felizes nas embalagens, expressões como “galinhas felizes”, “compromisso com o bem-estar animal”, além da divulgação, em sites institucionais, de compromissos corporativos de transição para sistemas de produção considerados menos impactantes para os animais. Essas mensagens dialogam com a crescente preocupação dos consumidores com questões éticas na produção de alimentos. 

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), toda informação publicitária deve ser clara, verdadeira e passível de comprovação. Quando mensagens institucionais apresentam compromissos ou práticas éticas sem transparência sobre sua implementação, surge o risco de caracterização de propaganda enganosa ou potencialmente enganosa. 

Para o movimento Stop Humane Washing (SHW), que monitora compromissos públicos de bem-estar animal assumidos por empresas, a ausência de dados verificáveis sobre essas alegações tem se tornado uma preocupação crescente. 

“O consumidor tem direito de saber se aquilo que aparece na publicidade corresponde de fato às práticas adotadas pelas empresas. Quando compromissos são anunciados publicamente, é fundamental que haja transparência sobre prazos, metas e evolução da implementação”, afirma Lucas Galdioli, que realiza a gerência da iniciativa. 

O fenômeno conhecido internacionalmente como “humane washing” descreve situações em que empresas utilizam o tema do bem-estar animal como estratégia de reputação ou marketing sem fornecer informações claras que permitam verificar o cumprimento dessas promessas. 

Segundo Yuri Lima, mestre em Direito Animal, o comportamento do consumidor exerce papel central nesse processo: “O consumidor sempre dita as regras do mercado. À medida que cresce a preocupação com questões éticas, aumenta também a exigência para que as empresas sejam mais transparentes sobre toda a sua cadeia produtiva e sobre a rotulagem de seus produtos”, afirma em sua dissertação. 

Pesquisas acadêmicas indicam que o uso de mensagens associadas ao bem-estar animal pode ter forte impacto sobre a percepção do consumidor. Estudos apontam que muitas pessoas têm conhecimento limitado sobre as condições reais de produção de alimentos de origem animal, o que pode torná-las mais suscetíveis a mensagens publicitárias que evocam imagens de cuidado ou respeito aos animais. 

Para Karynn Capilé, pós-doutora em Bem-Estar Animal pela Universidade Federal do Paraná, a associação entre marketing e bem-estar animal também pode ter motivações estratégicas: “Passar a mensagem de que os animais são felizes é um bom negócio para o marketing. Essa narrativa ajuda a proteger as empresas de críticas, atrai consumidores dispostos a pagar mais por produtos considerados éticos e tranquiliza aqueles que querem agir de forma mais favorável aos animais e ao meio ambiente, mas sem mudar radicalmente seus hábitos de consumo”, explica em sua tese. 

Estudos sobre comportamento do consumidor também indicam que o crescente conhecimento científico sobre emoções e cognição animal, aliado às críticas à produção animal intensiva, abriu espaço para o uso mais frequente do tema do bem-estar animal na comunicação de marcas. Em muitos casos, porém, pesquisadores apontam que o discurso publicitário pode recorrer a termos técnicos ou expressões associadas ao bem-estar animal sem que haja mudanças significativas nas práticas produtivas, fenômeno que vem sendo comparado a estratégias semelhantes ao chamado “greenwashing”. 

A partir de 2016, diversas empresas do setor alimentício passaram a anunciar compromissos públicos relacionados ao bem-estar animal, especialmente no que se refere à substituição de ovos produzidos em sistemas de confinamento em gaiolas por ovos provenientes de sistemas livres de gaiolas (cage-free). A maioria dessas empresas estabeleceu 2025 como prazo para a transição completa em suas cadeias de fornecimento. 

Contudo, segundo a Stop Humane Washing, em muitos casos não há informações públicas atualizadas sobre o progresso dessas metas, como percentuais de implementação, relatórios de acompanhamento ou eventuais revisões de prazo. Para o movimento, a questão central não é apenas a adoção ou não de determinadas práticas, mas a transparência sobre compromissos assumidos publicamente. 

“O problema começa quando compromissos são anunciados e utilizados na comunicação institucional das empresas, mas não existem dados públicos verificáveis que permitam acompanhar sua implementação. Isso cria uma assimetria de informação que prejudica o consumidor”, afirma a organização. 

Além das possíveis implicações reputacionais, o tema também pode ter impactos jurídicos, especialmente quando mensagens institucionais ou publicitárias induzem o consumidor a acreditar que determinadas práticas já foram implementadas ou estão em estágio avançado sem evidências públicas que confirmem essa informação. 

O debate também dialoga com agendas globais de sustentabilidade e governança corporativa. A transparência na comunicação de compromissos socioambientais está diretamente relacionada aos princípios de consumo e produção responsáveis e integridade institucional, temas previstos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Nesse contexto, movimentos da sociedade civil têm ampliado o monitoramento de compromissos corporativos e buscado estimular maior transparência na comunicação das empresas com consumidores. 

A Stop Humane Washing afirma que continuará acompanhando compromissos públicos de bem-estar animal e cobrando maior clareza sobre sua implementação: “O objetivo é fortalecer o direito à informação e incentivar que compromissos públicos sejam acompanhados de dados verificáveis. “Quando empresas transformam compromissos em argumento de marketing, a transparência deixa de ser opcional. Sem dados verificáveis, o consumidor não consegue distinguir a promessa de realidade.” 

Mais informações e análises sobre bem-estar animal, transparência corporativa e alegações de bem-estar animal na comunicação de empresas podem ser consultadas em portavozanimal.org. Atualizações da iniciativa também estão disponíveis no Instagram @stophumanewashing e na newsletter da Stop Humane Washing: https://stophumanewashing.ipzmarketing.com/f/4kk6e-fbbX8



Dia da Mulher: consumo feminino avança e ‘indústria beauty’ registra crescimento global de 10%, aponta Nielsen

De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, o mês de março será acompanhado pelas tendências da ‘indústria beauty’, exigindo protocolos individualizados, com planejamento facial, análise anatômica precisa e associação estratégica de técnicas combinadas.  

 

Segundo o relatório “Panorama da Beleza Global em 2026” da NielsenIQ (NIQ), o público feminino se prepara para impulsionar o crescimento global do mercado da beleza. As projeções indicam que as vendas da ‘indústria beauty’ progrediram em até 10% no cenário internacional, com protagonismo das regiões ‘África e Oriente Médio’, em 16%, seguida pela América Latina, com 14%

O estudo revelou que as mulheres estão ressignificando as prioridades quando o assunto é ‘beleza e bem-estar’. A independência estética acompanha os números associados ao consumo, com aumento nas categorias de cosméticos (5%); cuidados com o cabelo (8%); fragrância (12%); e  ‘skin care’ ou cuidados com a pele, no topo da tabela com 14%.

Os procedimentos estéticos também não ficam para trás na indústria beauty. Com a expectativa de restaurar a beleza natural, os tratamentos com foco em microagulhamento (34%); preenchimento (31%); “skin tightening” para firmar a pele (21%); contorno corporal (7%); lifting facial (5%) e lipoaspiração (3%) seguem entre os mais desejados pelos próximos doze meses, segundo o estudo "The State of Aesthetics: By the Numbers Winter 2026", publicado pela NewBeauty

À frente da Guarçoni Health Center, consultório médico especializado há mais de 10 anos no mercado de beleza e estética, o Dr. Octávio Guarçoni observa que as pacientes buscam cada vez mais tratamentos que ofereçam firmeza, viço, textura uniforme e sustentação para corpo e rosto, mas sem estigmas de intervenção. Durante a última década, o Doutor percebeu mudanças no protocolo estético, não mais voltadas exclusivamente à correção de ‘imperfeições’, mas agora reforçando à identidade e autonomia das mulheres. 

“Diante da reafirmação da estética como extensão da autonomia feminina em outras esferas, o consultório passou a observar um maior número de tratamentos voltados aos bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, ‘LEDterapia’, a famosa ‘lipo de papada’ com endolaser e o ‘peeling Melan’, principalmente no verão, no tratamento de manchas solares. Apesar dos tratamentos mudarem em decorrência da época do ano, é notório o quanto a procura por microintervenções, que apenas reforçam a ‘beleza natural’ tem crescido nos consultórios brasileiros”, afirma o Doutor. 

Mais autênticas e conscientes das próprias escolhas, a mudança também elevou o nível de exigência dentro dos consultórios. Para o médico, a reconfiguração estética da ‘indústria beauty’ acompanha a crescente tecnologização do setor, sustentada por protocolos cada vez mais individualizados, com planejamento facial, análise anatômica precisa e associação estratégica de técnicas combinadas.

Com a chegada do Dia Internacional da Mulher (8 de março), os consultórios já se mobilizam para tratamentos que combinam intervenções personalizadas, com foco em identidade e expressão. Trazendo as maiores preocupações faciais e corporais delas, dados da NewBeauty revelam que, no rosto, os principais incômodos concentram-se nas rugas (27%), seguidas por linhas finas (12%) e olheiras (8%). Já no corpo, as maiores queixas envolvem celulite (17%), queda ou afinamento capilar (14%) e flacidez cutânea (12%).

“Com os principais direcionamentos do mercado internacional, os consultórios já ajustam protocolos, ativos e tecnologias que tendem a ganhar maior demanda no mês de março. As escolhas das pacientes evidenciam uma preferência crescente por intervenções menos invasivas, alinhadas a uma abordagem que prioriza a beleza natural, preserva traços individuais e valoriza a expressão. Esse movimento reforça os consultórios brasileiros como espaços de cuidado estratégico, onde técnica, planejamento e segurança caminham lado a lado para fortalecer a autoestima feminina”, conclui o Dr. Octávio Guarçoni.

  

8 de março: FEBRASGO apresenta dados sobre o papel do ginecologista e obstetra frente à violência contra a mulher


No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologistas e Obstetras reafirma seu compromisso institucional com a saúde e a vida das mulheres brasileiras e apresenta dados inéditos de uma pesquisa nacional sobre a percepção do ginecologista e obstetra no atendimento às mulheres em situação de violência. 

Mais do que marcar uma nova etapa da campanha #EuVejoVocê, a iniciativa consolida o papel da FEBRASGO como sociedade científica comprometida não apenas com a atualização técnica, mas também com os desafios sociais que impactam diretamente a prática clínica e a vida das mulheres. 

“A FEBRASGO não pode se limitar à atualização científica se não olhar para a realidade que atravessa diariamente a vida das mulheres e, consequentemente, a prática dos ginecologistas e obstetras. Ao apresentar esses dados, assumimos nosso papel institucional de liderar esse debate, transformar conhecimento em ação e fortalecer nossos profissionais para que sejam parte ativa no enfrentamento à violência contra a mulher” explica Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO. 

A pesquisa, conduzida com ginecologistas e obstetras de todo o Brasil, buscou compreender entre outros pontos: 

·         Se os profissionais se reconhecem como possível primeiro ponto de acolhimento para mulheres em situação de violência;

·         Se conseguem identificar sinais clínicos e comportamentais associados às diferentes formas de violência;

·         Se sentem que estão preparados e confortáveis para abordar o tema.

 

Os dados serão apresentados no dia 9 de março, em evento institucional para diretoria e convidados, e servirão como base para a construção de ações estruturadas da entidade.

 Pesquisa com médicas e ampliação do olhar


O debate teve início com um levantamento conduzido pelo Núcleo Feminino da FEBRASGO, voltado às médicas ginecologistas e obstetras, para compreender situações de vulnerabilidade à violência vividas por elas, tanto no ambiente profissional quanto na esfera pessoal.

 

A ampliação do estudo para toda a categoria permitiu aprofundar o entendimento sobre como a violência contra a mulher atravessa a relação médico-paciente e impacta a prática diária da especialidade. 

Violência além da esfera individual: o olhar para a saúde


A discussão proposta pela FEBRASGO também abrange as violências institucionais e estruturais que afetam a saúde feminina.

 

Desigualdades no acesso a exames, vacinação, rastreamento e assistência qualificada configuram formas de violência que impactam diretamente indicadores como câncer do colo do útero e mortalidade materna — condições que, em grande parte, poderiam ser evitadas com políticas públicas efetivas e assistência adequada.

 

A persistência de diferenças raciais e sociais nos desfechos maternos, por exemplo, evidencia que a violência na saúde também está associada a desigualdades estruturais que precisam ser enfrentadas com dados, posicionamento técnico e ação institucional.


 

Próximos passos: educação, atualização científica e valorização


A partir dos resultados que serão apresentados, a FEBRASGO dará início à construção de um posicionamento técnico-científico, além de desenvolver ações concretas em seus três pilares institucionais:

 

·         Educacional: produção de conteúdos, capacitações e orientações práticas para apoiar o profissional no reconhecimento e manejo de situações de violência;

·         Atualização científica: incorporação do tema em eventos, congressos e discussões técnicas, fortalecendo a abordagem baseada em evidências;

·         Valorização profissional: reforço do papel do ginecologista e obstetra como agente essencial na rede de proteção à mulher.

 

“A FEBRASGO é a maior federação de ginecologistas e obstetras do Brasil, presente em todo o território nacional, com ginecologistas espalhados por todo país. A mulher brasileira é a missão da entidade — por dedicação e vocação. E, como a violência é diária no Brasil, estar ao lado da mulher no atendimento deve significar também estar ao lado dela como sociedade, levando luz ao tema para reduzir mortes, vulnerabilidades e sofrimento psicológico. Como associação técnico-científica, a FEBRASGO tem um papel de ação e compromisso, da atenção primária à altamente especializada, porque a mulher e a família são sua principal missão”, conclui Dra. Maria Auxiliadora Budib, vice-presidente da Região Centro-Oeste da FEBRASGO.

 

Mais do que uma campanha, trata-se de um posicionamento institucional: reconhecer, agir e fortalecer o papel da ginecologia e obstetrícia na construção de uma sociedade mais segura para as mulheres.


 

Números expressivos


- A Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia em 2025, um aumento de 17% em comparação ao ano anterior.

- Em 2025, a Justiça concedeu 621.202 pedidos de medidas protetivas, uma média de 70 medidas por hora

- Apenas em 2025, o Poder Judiciário recebeu mais de 1 milhão de novos casos de violência doméstica, incluindo crimes previstos na Lei Maria da Penha (que completa 20 anos em 2026) e descumprimento de medidas protetivas.

- No mesmo período, a Justiça brasileira julgou, em média, 1.710 casos de violência doméstica por dia. Ao todo, foram 624.429 novos casos no ano passado.

 



Fonte: Senado Federal



8 de Março – Dia da Mulher

Mulheres com diabetes têm de redobrar cuidados na menopausa

Ganho de peso nesta fase da vida da mulher pode causar descontrole glicêmico, por isso Sociedade Brasileira de Diabetes recomenta atenção ao peso

 

A menopausa costuma ser cercada de mitos, incertezas e muito medo. Quando a mulher tem diabetes, então, as dúvidas aumentam, já que o controle glicêmico fica mais difícil por causa do acúmulo de gordura abdominal causado pelas mudanças hormonais.

Os primeiros sinais da transição hormonal costumam surgir por volta dos 40 anos. Neste período, chamado de perimenopausa, as oscilações hormonais do estrogênio e da progesterona impactam diretamente o metabolismo feminino. De acordo com a endocrinologista Dra. Lenita Zajdenverg, coordenadora do Departamento de Diabetes na Gestação da Sociedade Brasileira de Diabetes, durante a transição menopausal e todo o climatério ocorre uma mudança na distribuição de gordura corporal, com maior acúmulo na região do abdômen. “Isso leva a um aumento da resistência à insulina e pode dificultar o manejo da glicemia”, explica a endocrinologista. Essas alterações afetam mulheres com diabetes tipo 2, que podem perceber maior dificuldade no controle glicêmico, e também mulheres com diabetes tipo 1, que muitas vezes necessitam de ajustes na dose de insulina.

Então, além dos incômodos físicos, como fogachos (o “calorão”), ou sintomas psíquicos, como perda de motivação no trabalho ou na vida sexual, a mulher com diabetes tem de se preocupar também com os índices glicêmicos. Por isso, seja diabética tipo 1 ou 2, a preocupação na fase da menopausa deve começar com o peso, alerta dra. Lenita. “Com o ganho de peso, há maior chance de ocorrer a resistência insulínica, quando ficará mais difícil controlar o diabetes.”

A médica também lembra que alguns sintomas da menopausa podem ser confundidos com os do diabetes alterado. O calorão da menopausa pode, em alguns casos, ser confundido com hipoglicemia; a falta de ânimo e cansaço que podem ocorrer na menopausa serem encarados como níveis altos de açúcar no sangue.

Para que esta fase seja a mais tranquila possível, o caminho, lembra dra. Lenita, é o controle. Medir a glicemia de forma mais frequente e realizar exames laboratoriais de rotina com acompanhamento médico mais assíduo, para que ajustes importantes possam ser feitos, se necessários. Além disso, realizar uma dieta controlada, praticar atividade física, ter um bom acompanhamento ginecológico e considerar tratamento correto da menopausa, são passo importantes a serem seguidos nesta etapa.


Lapsos de memória

Após 12 meses consecutivos sem menstruação, ocorre a menopausa. Nesta fase, a queda do estrogênio se mantém de forma mais estável. As alterações metabólicas persistem, mas com menos variações diárias. Mas é necessário manter os cuidados, pois é neste momento que os riscos cardiovasculares se tornam mais evidentes, já que o corpo não tem mais proteção dos hormônios.

Outros sintomas, além dos fogachos, podem continuar nessa fase, como a insônia, a ansiedade, a sensação de falta de energia e os lapsos de memória.

Dra. Lenita diz que, entre os sintomas que mais geram angústia, os principais são as alterações de humor e de memória. Irritabilidade, dificuldade de concentração, esquecimentos pontuais e sensação de lentidão mental são queixas frequentes nessa fase. Essa condição, muitas vezes descrita como “nuvem cerebral”, pode interferir diretamente no tratamento do diabetes, que exige atenção, organização e tomada diária de decisões. “A mulher pode esquecer se tomou um medicamento, se aplicou a insulina ou se fez determinada correção. Isso gera ansiedade e culpa”, observa a especialista. Essas alterações, ela explica, não significam perda de controle emocional ou cognitivo. “É importante deixar claro que essas mudanças fazem parte dessa fase e tendem a se estabilizar”, tranquiliza. Por isso, ter uma rede de apoio é fundamental. Ter alguém por perto ajuda muito nesse momento. “O suporte da família ou amigos é muito importante quando a memória e a concentração não estão no melhor momento.”

Tratamentos

O diabetes não impede o tratamento dos sintomas da menopausa, incluindo fogachos, alterações de humor, ressecamento vaginal e dor durante a relação sexual. “O uso de hidratantes vaginais ou estrogênio vaginal não é contraindicado para mulheres com diabetes e pode melhorar muito o conforto e a qualidade de vida”, explica Dra. Lenita.

Já a terapia hormonal deve ser avaliada caso a caso. A presença de diabetes não é uma contraindicação. De acordo com a Dra. Lenita, algumas mulheres terão contraindicações, mas isso precisa ser individualizado e discutido com o médico. 

Para atravessar essa fase com mais equilíbrio, a atuação integrada dos profissionais de saúde é fundamental. “O ideal é que ginecologista e endocrinologista conversem entre si. Quando a equipe se alinha, o manejo dos sintomas e do diabetes se torna muito mais eficiente”, orienta a especialista. Essa comunicação evita interpretações equivocadas, reduz conflitos familiares e permite uma abordagem mais completa da mulher como um todo.


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