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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Petiscos na rotina dos pets: Como usar de forma estratégica?

Divulgação
Entenda como o ritmo biológico de cães e gatos ajuda a orientar as atividades do dia a dia, incluindo a oferta de snacks 

 

Você já parou para pensar que os petiscos fazem parte dos estímulos que compõem a rotina dos pets? Durante muito tempo, eles foram vistos apenas como agrados pontuais. No entanto, com o avanço dos estudos sobre nutrição, fisiologia e comportamento animal, esse entendimento evoluiu. Hoje, os snacks são compreendidos como recursos que podem integrar o cotidiano dos animais, participando de momentos de interação, aprendizado e cuidado.

Assim como os humanos, cães e gatos seguem um ciclo circadiano que regula níveis de energia, apetite, atividade física e descanso ao longo do dia. Esse ritmo biológico é influenciado tanto pela liberação de hormônios, como melatonina e cortisol, quanto por estímulos externos, como a incidência de luz e a organização da rotina.

“Esse processo orienta a forma como o animal responde aos estímulos diários, tornando a previsibilidade da rotina um fator essencial para o bem-estar. Horários regulares para alimentação, passeios e interações, aliados à exposição à luz natural, ajudam a reduzir estresse, ansiedade e alterações comportamentais”, explica Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition.

Quando a rotina não é respeitada e os estímulos são oferecidos de maneira inadequada, o pet pode apresentar sinais de desconforto, como agitação excessiva, dificuldade para relaxar ou episódios de hiperatividade.

Nesse contexto, compreender o ritmo biológico dos animais permite que o tutor faça escolhas mais conscientes, inclusive em relação ao uso dos petiscos. “Um mesmo snack pode cumprir funções diferentes dependendo do momento em que é oferecido, seja como apoio a atividades, reforço de interações positivas ou auxílio em transições entre tarefas. Assim, ele se torna um recurso que acompanha o ritmo do animal e contribui para o equilíbrio da rotina”, destaca a profissional.

Pela manhã, os pets demonstram maior disposição. Esse período é propício para o uso estratégico dos snacks em atividades cognitivas, treinos e propostas de enriquecimento ambiental, especialmente no caso dos cães.

Ao longo do dia, conforme a demanda energética varia, os petiscos podem acompanhar momentos de maior gasto físico ou mental, sempre respeitando as necessidades individuais de cada animal, como porte, idade e nível de atividade. Para os cães, esse período costuma envolver passeios e brincadeiras mais intensas, enquanto os gatos alternam curtos picos de atividade com pausas frequentes de descanso.

À noite, o organismo dos animais entra naturalmente em um processo de desaceleração. A previsibilidade da rotina, nesse momento, favorece transições mais suaves entre atividade e repouso.

No caso dos gatos, essa dinâmica exige atenção especial devido ao comportamento crepuscular da espécie. Os felinos são biologicamente mais ativos ao amanhecer e ao entardecer, períodos que, na natureza, estavam associados à caça. Reconhecer esse padrão ajuda o tutor a ajustar estímulos e interações, evitando excessos próximos ao momento de descanso.

É a partir desse entendimento do ritmo biológico que surge o conceito de petiscos inteligentes. Mais do que simples agrados, eles passam a ser vistos como ferramentas integradas à rotina de cães e gatos, considerando que diferentes momentos do dia pedem estímulos e composições distintas.

Algumas soluções do mercado já refletem essa evolução. A linha Pet Nutrition Vie, por exemplo, foi desenvolvida com opções pensadas para diferentes momentos do dia, alinhando composição e função ao ritmo natural dos animais. “Nesse contexto, ingredientes, perfil nutricional e textura dialogam com o nível energético dos pets, permitindo que os snacks sejam inseridos na rotina de forma estratégica”, explica Bruna.

Mais do que decidir quando oferecer um petisco, esse olhar convida o tutor a observar o animal de forma mais atenta, considerando seus horários de maior disposição, seus momentos de pausa e suas transições ao longo do dia. Assim, os petiscos passam a ocupar um espaço que vai além do agrado, tornando-se parte de uma rotina pensada em sintonia com o ritmo do pet.

 

Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Check-up Pet antes de viajar: quais cuidados tomar?


Antes de viajar, todos nós fazemos um check-up completo de tudo que precisamos: documentos, remédios, passagens, vacinas e hospedagens. Quando os nossos pets nos acompanham, os mesmos cuidados também precisam ser tomados em relação à sua saúde, garantindo sua segurança e bem-estar independentemente do local em que estejam. Mas, você sabe o que contempla todos esses cuidados com os nossos bichinhos? 

Todo pai e mãe de pet sabe que, nem sempre, é fácil deixar nossos animaizinhos em casa sendo devidamente cuidados, o que também vem impulsionando que os levem juntos em certas viagens. Informações divulgadas pela Dogster, como prova disso, mostraram que 54% dos tutores planejam viajar com seus animais de estimação este ano, ainda mais com o crescimento de hotéis e demais hospedagens que passaram a aceitar pets na intenção de expandir seu público-alvo. 

Mas, antes de pôr o pé na estrada, é preciso ter certeza de que sua saúde está boa para que consiga embarcar sem riscos, seja qual for a idade ou raça. Um check-up pet completo, nesse sentido, inclui exames sistêmicos como hemograma, vacinas em dia, remédios para controle de pulgas e sarnas, sorologia de raiva, assim como controle de parasitas. A depender da região, é importante pesquisar as doenças mais comuns do local que podem acometer os animais, para que também reforcem sua proteção com as devidas medicações. 

Do contrário, além de correrem o risco de adquirirem alguma doença, também podem pegar alguma zoonose altamente transmissível aos seres humanos. Um exemplo clássico disso é a Leishmaniose, zoonose grave e crônica que afeta cães e pode causar emagrecimento, lesões na pele e falência de órgãos. Porém, mesmo sendo uma doença já bastante conhecida, muitos tutores ainda acabam viajando com seus pets para regiões de grande quantidade de casos registrados, sem tomar as devidas prevenções vacinais. 

Em média, são registrados cerca de 21.000 casos/ano no país, segundo dados do Governo Federal – contudo, sua distribuição não é uniforme. Enquanto a Região Norte apresenta o maior coeficiente (46,4/100.000), a Nordeste chega a cerca de 8/100.000. Ou seja, em regiões de poucos casos registrados, se torna mais difícil chegar a este diagnóstico, uma vez que muitas outras doenças costumam ser cogitadas primeiramente, antes de serem excluídas e chegadas até o problema real enfrentado. 

Mesmo os animais que tenham problemas específicos de saúde, isso não precisa ser um impeditivo para que viagem com segurança, desde que estejam com os exames e vacinações em dia atestados pelo veterinário, assim como realizando as medicações de uso contínuo, se necessário. Porém, se estiver descompensado nesse sentido, o risco acaba sendo maior. 

Levar seu pet para viajar é uma escolha. Fazer o check-up antes, é um dever. Essa pode ser uma experiência incrível — desde que seja planejada com consciência. O check-up não é um obstáculo, mas o primeiro passo para que a viagem seja boa para todos, minimizando qualquer perigo de pegarem uma doença que possa ser transmitida até mesmo para outros seres humanos. A prevenção sempre será a melhor decisão.   



Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.


Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


Manejo preventivo contra parasitas é decisivo para preservar o desempenho do rebanho no verão

Infestações por carrapatos, moscas e bernes podem reduzir a produtividade em até 20% e gerar prejuízos bilionários à pecuária brasileira

 

As doenças parasitárias seguem entre os principais entraves à produtividade da pecuária brasileira, com impactos diretos sobre o ganho de peso, a eficiência reprodutiva e a produção de carne e leite. Estimativas amplamente citadas por estudos da Embrapa e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicam que as perdas econômicas associadas às parasitoses em bovinos podem variar entre R$ 18 bilhões e R$ 66 bilhões por ano no Brasil. Em alguns sistemas produtivos, a redução de desempenho pode chegar a até 20%. 

Segundo Fernando Dambrós, médico veterinário da Ourofino Saúde Animal, o primeiro trimestre é especialmente sensível para o produtor: “Estamos na reta final da estação de monta e em um momento decisivo para o ganho de peso a pasto. Qualquer desafio sanitário nessa fase compromete não só o desempenho imediato do animal, mas todo o resultado do ciclo produtivo. O pecuarista precisa entender a importância do manejo priorizado para não amargar prejuízos depois”. 

Parasitas internos e externos afetam diretamente a saúde do rebanho. As verminoses gastrointestinais, atuam de forma silenciosa, reduzindo a eficiência alimentar e a imunidade dos animais. Já os ectoparasitas, como carrapatos, mosca-dos-chifres, bernes e miíases provocam estresse constante, lesões cutâneas, anemia e são vetores de enfermidades graves. Como consequência, comprometem a produtividade e a lucratividade do pecuarista. 

Entre esses desafios, o carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) se destaca como um dos principais vilões da pecuária nacional. Eles comprometem severamente a reprodução e o ganho de peso dos animais. As moscas-dos-chifres, por sua vez, estão associadas a quedas significativas de desempenho, que podem chegar a 15%, reduzindo o tempo de pastejo e aumentando o gasto energético do rebanho. “O manejo integrado entre ectoparasitas POUR ON ou Pulverização e o brinco mosquicida reduz a presença das moscas-dos-chifres, aliviando o estresse do gado e aumentando a produtividade”, explica Dambrós.  

Diante desse cenário, o especialista reforça que o manejo preventivo é sempre mais eficiente e econômico do que ações corretivas. O controle estratégico das parasitoses deve combinar boas práticas de manejo, nutrição adequada, uso racional de antiparasitários e acompanhamento veterinário para a definição de um calendário sanitário ajustado à realidade de cada propriedade. “O uso indiscriminado de produtos favorece o avanço da resistência parasitária. Hoje, o produtor precisa de soluções modernas, com base científica sólida, que atuem de forma eficaz e segura”, destaca Dambrós.  

É nesse contexto que soluções de alta tecnologia ganham protagonismo no manejo sanitário dos bovinos. Para o controle de ectoparasitas, a Ourofino Saúde Animal disponibiliza o NexLaner®, ectoparasiticida pour-on à base de fluralaner, desenvolvido para atender às exigências da pecuária moderna. O produto é indicado para o controle de carrapatos, mosca-dos-chifres, bernes e miíases (bicheiras), atuando por contato e via sistêmica, inclusive sobre cepas resistentes. 

Com aplicação tópica em dose única (1 mL para cada 10 kg de peso vivo), o NexLaner® apresenta rápida absorção, efeito residual prolongado e ação ovicida, larvicida e adulticida. O produto é seguro para uso em machos reprodutores e possui período de carência de 24 dias para abate — características que facilitam o manejo em sistemas extensivos e intensivos, inclusive em períodos em que o produtor busca reduzir a ida do gado ao curral. 

Em algumas regiões do Brasil, a combinação de chuvas e intensificação do calor entre fevereiro e abril aumentarão o desafio do controle de carrapatos. “Investir em um produto de alta tecnologia e eficácia como o NexLaner, vai aumentar a taxa de eficácia do controle estratégico. O baixo período de carência do produto, apenas 24 dias, dá maior flexibilidade para o pecuarista negociar o seu gado. O portfólio Ourofino é sinônimo de produtividade.”



Ourofino Saúde Animal


O verão chegou: como refrescar o pet durante os dias quentes?

A mestre da Faculdade Anhanguera explica que temperaturas elevadas podem ser prejudiciais à saúde dos animais

 

O verão é uma das estações mais amadas pelos brasileiros, mas com o calor intenso, os que mais sofrem e tem desconforto são os animais de estimação. De acordo com a Mestre e Coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Paola Francini Favero, nesse período, a exposição ao calor excessivo é capaz de causar mal-estar nos bichinhos e os tutores devem estar atentos aos sinais e, principalmente, redobrar alguns cuidados.

Segundo a Mestre e docente da Anhanguera, durante o verão, os hospitais veterinários acompanham uma série de casos de hipertermia canina, uma condição gerada pelo aumento da temperatura corporal do animal e que pode até levar à morte. “Passear com o cachorro quando o sol está a pino e o deixar em ambientes superaquecidos, como o carro, são algumas das situações que não se deve submeter o pet, uma vez que eles são mais sensíveis ao calor.”

Assim como nós, humanos, os animais de estimação necessitam de hidratação reforçada para suportar as ondas de calor intensas. Porém, o que nos diferencia dos amigos de quatro patas é a maneira como é realizada a termorregulação, pois temos a transpiração para manter a temperatura corporal adequada. Já os animais precisam buscar alternativas que auxiliem nesse objetivo, para se manterem saudáveis, então, procuram por sombras, pisos gelados ou jardins e bebem mais água.

A Coordenadora explica como os tutores podem identificar os sintomas causados pela hipertermia. “Em situações extremas em que o pet não é capaz de baixar a própria temperatura, há possibilidade de ocorrer um quadro de desidratação que, eventualmente, pode desencadear um colapso respiratório. Além disso, o animal pode ter problemas como confusão mental, vômito, diarreia e convulsão, em alguns casos”, alerta.


CUIDADOS ESSENCIAIS  

A seguir, a especialista elenca situações de extremo risco para o animal e recomenda algumas práticas que devem ser adotadas por tutores para os dias quentes de verão:

- Não deixar o pet no carro: o recomendado é sempre levar o animalzinho com você, pois mesmo estacionando com o vidro aberto ou em local com sombra, é uma situação que ainda oferece risco à vida do pet.

- Passear em horários mais quentes do dia: evite caminhar entre as 10 e 16 horas, período em que a incidência de raios solares aumenta. Além de causar desidratação, é possível queimar as patinhas do animal.

- Deixar a casinha exposta ao sol: por se tratar de um local que não tem ventilação, todo calor ficará acumulado, transformando o espaço em estufa, trazendo grandes riscos à saúde.

- Sempre utilize focinheira com grade durante os passeios: Esse modelo permite que o animal abra a boca e coloque a língua para fora, o que é essencial para a termorregulação, a forma como o cão troca calor e evita o superaquecimento. Muitos tutores, por desconhecimento, acabam usando a mordaça, que impede a movimentação da boca e a exposição da língua. Esse tipo de acessório não deve ser usado para passeios, pois pode impedir a troca de calor e, em casos graves, levar o cão à óbito.

Em casos de desidratação ou insolação, retire o pet imediatamente do sol e o coloque em um local fresco e arejado. Deixe à disposição água fresca e, se puder, dê gelo. Além disso, use toalhas molhadas para auxiliar nesse processo de resfriamento. Se o mal-estar persistir, procure uma clínica veterinária que possa dar seguimento aos procedimentos necessários para recuperação.


COMO REFRESCAR O PET? 

Além de oferecer muita água para o amigo peludo, existem outras maneiras de tornar o verão mais confortável e divertido para o pet, como:

Gelo no pote de água: essa é uma maneira de incentivar a hidratação e preservar a temperatura do líquido.

Petiscos gelados: frutas congeladas são uma ótima opção para dias muito quentes, mas é importante se certificar se o alimento é indicado para cães. Lembrando que, se for investir em receitas caseiras, como, picolé de frutas, não pode usar açúcar.

Piscina ou banho de mangueira: essa dica é especialmente para quem deseja se divertir com o bichinho, uma ótima oportunidade para gastar a energia e equilibrar a temperatura. Porém, quando terminar de brincar lembre de secar bem o animal. 

Ambiente e acessórios frescos: os cães adoram passar o dia deitados e investir em itens refrescantes, nesse período, ajudará no bem-estar do pet. Por isso, priorize tapetes gelados e o uso do ventilador, com moderação.

 

SEU PET COME BEM? VEJA OS DESLIZES MAIS COMUNS NA ROTINA ALIMENTAR

Excesso de comida, petiscos e horários irregulares estão entre os principais deslizes na alimentação de pets, alerta especialista.

 

A alimentação é um dos pilares da saúde e da longevidade de cães e gatos. No entanto, muitos tutores acreditam estar oferecendo uma dieta adequada quando, na prática, cometem erros que, ao longo do tempo, podem comprometer o bem-estar dos pets, desde desequilíbrios nutricionais até problemas metabólicos e comportamentais mais graves.

Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, a rotina alimentar deve ser analisada de forma integrada, considerando não apenas o que o animal come, mas também como, quando e em que quantidade. “Alimentar um pet não é apenas abastecer um pote de comida. É oferecer o que o organismo dele realmente precisa, no momento certo e com a frequência adequada”, explica.

Pequenos erros na rotina, como horários irregulares, porções inadequadas ou a ausência de critérios na oferta de alimentos, muitas vezes passam despercebidos pelos tutores, mas têm impacto direto no bem-estar dos pets. Entre os erros mais comuns na alimentação de cães e gatos, a especialista destaca:



Falta de controle da quantidade de alimento

O excesso de comida é um dos principais fatores para o ganho de peso em cães e gatos. Com o tempo, isso sobrecarrega músculos, articulações e o metabolismo, além de aumentar o risco de doenças cardíacas e problemas de mobilidade. Pets acima do peso também costumam ficar menos ativos e mais desanimados, o que afeta diretamente o bem-estar. Mesmo quando o alimento é de boa qualidade, a quantidade faz diferença, explica a médica-veterinária Yeda Markowitsch. Por isso, o ideal é dividir a alimentação em duas ou três refeições ao longo do dia.



Oferta de restos de comida humana

Dar comida da mesa ainda é um hábito comum entre tutores, mas pode trazer riscos à saúde dos pets. Temperos, gorduras, sal, açúcar, cebola e alho fazem parte da nossa alimentação, mas não são adequados para cães e gatos. O consumo frequente pode causar problemas digestivos e, em alguns casos, doenças mais graves. Além disso, o pet pode passar a rejeitar a própria comida e pedir alimento o tempo todo.



Horários irregulares para as refeições

A falta de rotina também influencia o comportamento alimentar. Conforme a especialista explica, quando o pet não sabe a hora em que será alimentado, tende a comer rápido demais ou demonstrar ansiedade. “Deixar a ração disponível o dia inteiro é outro erro comum, que dificulta a percepção de saciedade e favorece o ganho de peso”, reforça.



Excesso de petiscos

Embora sejam usados como forma de carinho ou recompensa, os petiscos, quando oferecidos sem critério, desequilibram a dieta e aumentam a ingestão calórica diária. Segundo a especialista, o petisco deve complementar a alimentação, não substituir refeições nem ser a principal fonte de recompensa.



Descuido com a hidratação

A ingestão insuficiente de água pode causar problemas urinários e renais, especialmente em pets que consomem apenas ração seca. A desidratação também pode provocar cansaço, irritabilidade e menor disposição para atividades.Por isso, incluir alimentos úmidos e estimular o consumo de água faz toda a diferença para a saúde geral do pet.

Para Yeda Markowitsch, mudanças simples já trazem resultados importantes. “Manter uma alimentação equilibrada, com horários definidos e escolhas adequadas, o corpo responde melhor e o risco de doenças ao longo do tempo diminui. Isso se reflete em mais disposição, menos problemas de saúde e melhor qualidade de vida”, conclui.



Pet Delícia



Cuidado com a pele e os pelos dos pets vai além da estética e impacta diretamente a saúde

Higiene adequada, cuidados tópicos, hidratação e nutrição equilibrada são pilares para manter a pele protegida e a pelagem bonita e funcional, explica Médico-Veterinário da Vetnil® 

 

A pele e os pelos dos pets auxiliam na proteção do organismo e até espelham o grau de bem-estar de cães e gatos. Mais do que um aspecto estético, uma pelagem saudável e uma pele íntegra ajudam na regulação da temperatura corporal, atuam como barreira contra agentes externos e refletem diretamente o estado geral de saúde dos animais.

Segundo Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, alterações cutâneas e na pelagem podem ser sinais de que algo não vai bem. “Pelos opacos, quebradiços, queda excessiva, descamação, coceira ou falhas na pelagem podem indicar desde deficiências nutricionais até doenças dermatológicas ou sistêmicas. Por isso, observar e cuidar da pele e dos pelos deve fazer parte da rotina de atenção à saúde do pet”, explica.


Higiene e banho: equilíbrio é fundamental

Diferente dos humanos, cães e gatos não precisam de banhos frequentes. O Médico-Veterinário orienta que a periodicidade deve respeitar o estilo de vida do animal, o tipo de pelagem e possíveis condições dermatológicas.

“A escovação regular, por exemplo, é uma aliada importante para remover pelos soltos, estimular a circulação sanguínea e manter o aspecto saudável da pelagem. Quando o banho é necessário, é essencial utilizar produtos específicos para pets, formulados para respeitar o pH da pele e evitar irritações ou alergias”, aponta Ribeiro.

Pensando em pets com pele sensível, o Shampoo Pelo&Derme® Hipoalergênico, da Vetnil®, é uma opção indicada para cães e gatos, formulado para promover limpeza suave, conforto e hidratação, contribuindo para pelos mais macios e saudáveis.


Cuidados tópicos e saúde da pele caminham juntos

Além da ingestão adequada de água, cuidados tópicos que auxiliam na hidratação e integridade da pele também merecem atenção especial. Em alguns quadros, como dermatites alérgicas, o uso de produtos dermatológicos específicos ajuda a reforçar a barreira da pele, reduzindo o desconforto e auxiliando no controle das lesões.

“Reforçar a função de barreira da pele é uma forma de protegê-la contra agressões externas e evitar o ressecamento, que pode intensificar a coceira e inflamação”, destaca Ribeiro.

Dentro desse cuidado, a Vetnil® conta com a Linha Vetnil® Skin Care, uma linha premium de dermocosméticos desenvolvida para atender diferentes necessidades da pele e da pelagem, com fórmulas livres de parabenos, corantes e outros componentes potencialmente irritantes. O portfólio conta com soluções que auxiliam desde a limpeza até a proteção e hidratação cutâneas.


Nutrição e suplementação: beleza que vem de dentro

A qualidade da alimentação impacta diretamente a saúde da pele e dos pelos. Vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais participam da formação e manutenção da estrutura cutânea e do ciclo de crescimento dos pelos. Nutrientes como biotina, zinco e ômega 3 têm papel reconhecido nesse processo.

Nesse contexto, o Pelo&Derme® Gold, suplemento com biotina e zinco quelatado, auxilia no fortalecimento da pele e na manutenção de pelos mais resistentes e saudáveis. Já o Pelo&Derme® 750 e 1500 DHA + EPA oferece ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais que contribuem para a integridade da pele e da pelagem, sendo uma ótima opção para o suporte nutricional e que, em breve, estará disponível em uma nova apresentação.

Com um portfólio extenso de soluções voltadas ao cuidado da pele e dos pelos, a Vetnil® reforça seu compromisso em apoiar os responsáveis pelos animais e Médicos-Veterinários na promoção da saúde e da qualidade de vida dos pets. “Cuidar da pele e da pelagem é uma forma de prevenir problemas, promover conforto e garantir bem-estar aos animais em todas as fases da vida”, conclui Kauê Ribeiro.

Como marca parceira de quem cuida, a Vetnil® disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

  

Vetnil®
https://vetnil.com.br/sobre

 

Como melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia? Confira 5 dicas

Especialista em comportamento canino explica por que entender a linguagem do cão é a chave para uma convivência mais equilibrada

 

Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados como “desobediência”. Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são sinais claros de falha na comunicação entre tutor e pet. Diferente dos humanos, os cães não se comunicam por palavras, e sim por energia, gestos, rotina e emoção. 

Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio-fundador da Dog Corner, quando o tutor aprende a se comunicar na “língua do cão”, a relação se transforma. “Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não pelo que ele fala”, explica. 

A seguir, o especialista lista dicas práticas para melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia:

 

1. A comunicação começa antes da palavra

“Os cães não entendem discurso, mas entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso. Tom de voz, gestos, postura corporal e até o estado emocional do tutor impactam diretamente o comportamento do animal. Antes de pedir qualquer comando, o tutor precisa observar como está se sentindo e o que está transmitindo", comenta André.

 

2. Seja coerente: previsibilidade gera segurança

“Amar um cão não é permitir tudo, mas oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está ‘testando limites’, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo. Comunicação eficiente exige regras simples, repetição e constância. A previsibilidade reduz a ansiedade e melhora o comportamento", diz. 

 

3. O silêncio também comunica

“Falar demais gera ruído, não clareza. Muitos tutores repetem ‘não, não, não’ esperando que o cão entenda, mas o excesso de fala confunde. Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais. Serenidade é uma das mensagens mais importantes que o tutor pode transmitir", explica o especialista.

 

4. Rotina é uma forma de amor e comunicação emocional

“Para o cão, rotina é linguagem emocional. Horários definidos para passeio, alimentação, descanso e interação ajudam o animal a entender que o mundo é previsível. Isso reduz ansiedade, frustração e comportamentos destrutivos. Um cão relaxado aprende melhor e tem mais qualidade de vida", complementa. 

 

5. Gasto de energia também é comunicação

“Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada. Passeio não é luxo, enriquecimento ambiental não é mimo e atividades estruturadas não são extras. São necessidades básicas. Um cão que não explora o mundo tende a ficar ansioso, estressado e até deprimido, o que bloqueia qualquer tentativa de aprendizado", analisa.

 

Ouça mais, fale menos 

Por fim, André reforça que o tutor precisa aprender a “ouvir” o cão. “Eles se comunicam o tempo todo por bocejos, desvios de olhar, postura corporal, respiração e velocidade dos movimentos. Ignorar esses sinais é como conversar com alguém que pede ajuda em outra língua e fingir que não está entendendo", completa.


Fevereiro Roxo alerta para prevenção de doenças crônicas em cães idosos

Mês de conscientização reforça que envelhecer com saúde é possível com acompanhamento veterinário contínuo
 

Com o aumento da expectativa de vida dos pets, cresce também a atenção aos cuidados na terceira idade. Cães idosos estão mais suscetíveis a doenças crônicas como insuficiência renal, cardiopatias, diabetes, artrose, problemas articulares, alterações hormonais e até neoplasias. Muitas dessas condições evoluem de forma silenciosa e apresentam sinais apenas em estágios mais avançados, o que torna o acompanhamento veterinário regular ainda mais importante. 

O Fevereiro Roxo, inicialmente criado para alertar sobre doenças comuns em seres humanos, como Leucemia, por exemplo, também é oportuno para conscientizar os tutores sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de enfermidades crônicas nos pets. A partir dos sete anos — podendo variar conforme porte e raça — o cão já é considerado sênior e deve intensificar o monitoramento clínico. Exames laboratoriais periódicos para avaliação das funções renal e hepática, check-ups cardiológicos, controle de peso, avaliação articular e exames de imagem, quando indicados, ajudam a identificar alterações antes que se tornem quadros mais graves. 

“É comum que mudanças como cansaço excessivo, perda ou ganho de peso, aumento da ingestão de água ou dificuldade de locomoção sejam atribuídas apenas ao envelhecimento. Mas esses sinais podem indicar doenças crônicas que, quando diagnosticadas precocemente, têm melhor controle e proporcionam mais qualidade de vida ao pet”, explica Vanessa Barreto, médica-veterinária da Dog Life. 

Além da saúde física, o bem-estar emocional também deve ser acompanhado. Dor crônica, limitações de movimento e até alterações cognitivas podem impactar o comportamento do animal. Ajustes na rotina, alimentação adequada, suplementação quando necessária e estímulos compatíveis com a idade fazem parte do cuidado integral nessa fase. 

Reforçando o compromisso com o envelhecimento saudável, a Dog Life anuncia, durante o Fevereiro Roxo, o fim do limite de idade para adesão ao seu plano de saúde, ampliando o acesso ao cuidado contínuo também para cães idosos. A iniciativa busca incentivar tutores a manterem consultas e exames em dia, evitando que o atendimento aconteça apenas em situações de urgência. 

“O Fevereiro Roxo é um convite para que os tutores entendam que envelhecer faz parte da vida dos cães, mas deve acontecer sem sofrimento e de forma adequada. Na Dog Life, acreditamos que cuidado não pode se limitar à idade. Ao derrubarmos essa barreira, garantimos que mais cães tenham acesso a acompanhamento regular e suporte veterinário em todas as fases”, afirma Pedro Filizzola, CMO da Dog Life. 

Com prevenção, acompanhamento frequente e planejamento, é possível garantir mais conforto, bem-estar e longevidade aos pets, fortalecendo o vínculo entre tutores e seus companheiros ao longo de toda a vida.



Dog Life
Link


Princípio ativo do Varenzin™, da Elanco, é incorporado às diretrizes da IRIS para tratamento da anemia em gatos com DRC

A International Renal Interest Society (IRIS) é referência global em protocolos de diagnóstico e tratamento de doenças renais em pequenos animais 

 

A International Renal Interest Society (IRIS), principal referência global em protocolos de diagnóstico e tratamento de doenças renais em pequenos animais, incorporou o Molidustat, princípio ativo de Varenzin™, da Elanco Saúde Animal, às suas diretrizes para o manejo da anemia em gatos com Doença Renal Crônica (DRC). A condição é frequente em felinos idosos: estima-se que entre 15% e 30% dos gatos com mais de 12 anos desenvolvam DRC1 e que a anemia afete até 65%2 deles à medida que a doença evolui.

Formulado para atuar sobre o mecanismo natural de resposta à hipóxia, Varenzin™ (Molidustat) é o primeiro medicamento veterinário oral indicado exclusivamente para o tratamento da anemia em gatos com DRC. O produto estimula o organismo do animal a produzir sua própria eritropoetina, hormônio responsável pela formação de glóbulos vermelhos, reduzindo a dependência de fontes externas do hormônio e o risco de reações adversas. De administração oral, conta com posologia simples e compatível com a rotina do tutor e do animal, o que favorece o conforto e a adesão ao tratamento.

“A incorporação do princípio ativo de Varenzin™ às diretrizes da IRIS consolida o medicamento como uma das inovações mais importantes dos últimos anos em medicina felina. Trata-se de uma alternativa que alia eficácia, segurança e conveniência, refletindo o avanço da medicina veterinária em direção a terapias cada vez mais precisas e alinhadas à fisiologia do animal. Na Elanco, seguimos comprometidos em oferecer soluções baseadas em ciência que melhorem a qualidade de vida e o bem-estar dos pets”, afirma Mariana Gabaldi, coordenadora de Marketing e Pet Health da Elanco Brasil.

Segundo Camila Camalionte, médica-veterinária, zootecnista e gerente técnica da divisão de Pet Health da Elanco, além de sua eficácia comprovada, a solução oferece um perfil de segurança consistente, tornando-se uma opção terapêutica valiosa para clínicos que lidam com a complexidade da DRC felina. “Sua inclusão nas diretrizes da IRIS reforça não apenas a credibilidade do produto, mas também o alinhamento da Elanco com os mais altos padrões internacionais em oferecer inovação aliada às necessidades dos pacientes com doença renal crônica”, afirma.

O medicamento integra o portfólio da empresa voltado à DRC, que também inclui Elura™, desenvolvido para o manejo do apetite e da perda de peso em gatos com DRC, e Fortekor™, tratamento consolidado para essa enfermidade. Varenzin™ e Elura™ são indicados exclusivamente para uso em gatos, enquanto Fortekor™ Flavour é indicado tanto para cães como para gatos.

“Varenzin™ representa um avanço importante no tratamento da anemia associada à DRC, condição que compromete de forma significativa a qualidade de vida dos felinos. Vale lembrar que o produto pode ser integrado de forma eficaz a protocolos de tratamento multimodal da DRC, oferecendo uma abordagem mais completa para o manejo da doença”, conclui a médica-veterinária.

Para mais informações sobre o protocolo atualizado da IRIS, acesse: https://www.iris-kidney.com/treatment-of-anemia-in-cats-with-ckd

  

Elanco Animal Health
www.elanco.com.br
Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br , siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr) e no LinkedIn (@elancobrasil).



1 Chalhoub S. Langston C. Eatroff A. Anemia of Renal Disease: what it is, what to do and what’s new. J. Feline Med Surg. 2011 Sep: 13 (9): 629-40

2 Polzin DJ. Chronic Kidney Disease. In Ettinger SJ. Feldman SC. Cote E, eds: Textbook of veterinary internal medicine 2017. Ch 324, 1938-59. 8th Edition. Elsevier



Horta caseira: quando e como utilizar fertilizantes no período mais quente do ano?​


Com a chegada do verão, o cuidado com a horta ganha um reforço importante: a adubação. As altas temperaturas aceleram o crescimento das plantas, mas também aumentam o consumo de água e nutrientes do solo. Por isso, alimentar corretamente a horta durante essa estação é fundamental para garantir desenvolvimento vigoroso e boa produtividade.

Ao longo do ciclo de crescimento, as plantas retiram do solo os nutrientes necessários para formar folhas, caules, raízes e frutos. Hortaliças como o tomate, por exemplo, são altamente exigentes: para produzir frutos de qualidade, a planta consome grandes quantidades de minerais e água. Sem reposição adequada, o solo se empobrece rapidamente, comprometendo a colheita.

O verão também é um período propício para o cultivo de espécies como repolho, alface e rúcula. Antes do plantio, porém, é essencial avaliar se o solo está bem preparado. Dependendo de sua composição e histórico de uso, pode ser necessário enriquecer a área com fertilizantes orgânicos e uma boa camada de cobertura morta, que ajuda a manter a umidade e a vida do solo.


Fertilizantes: efeito imediato ou gradual

Os fertilizantes minerais têm ação rápida, pois os nutrientes ficam imediatamente disponíveis para as plantas. Já os fertilizantes orgânicos exigem tempo: o solo precisa decompor a matéria orgânica para que os elementos possam ser absorvidos. Alguns produtos, como grânulos de esterco, levam cerca de dois meses para começar a apresentar resultados.

Na adubação, “mais” não significa “melhor”. O excesso de nutrientes pode alterar o sabor das hortaliças e até favorecer o surgimento de doenças fúngicas, já que tecidos muito macios se tornam mais suscetíveis a ataques. O equilíbrio é a chave.

Esse conceito é conhecido como “alimentar o solo para alimentar a planta” e está diretamente ligado ao chamado Triângulo Mágico do NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). O nitrogênio estimula o crescimento das partes verdes; o fósforo favorece o desenvolvimento das raízes e a floração; e o potássio fortalece as defesas da planta e contribui para a formação dos frutos.

Além do NPK, os micronutrientes merecem atenção. Elementos como manganês, ferro, zinco e boro, embora necessários em pequenas quantidades, fazem grande diferença. Ignorá-los pode resultar em deficiências difíceis de identificar, mesmo quando o NPK está adequado.

Para hortaliças, recomenda-se o fornecimento regular de nutrientes ao longo da estação de crescimento. Fertilizantes granulados podem ser aplicados a cada três ou quatro semanas, enquanto os solúveis em água costumam ser usados semanalmente, junto com a rega.

O mercado oferece produtos específicos para diferentes culturas, hortaliças, frutas, flores ou uso geral, cada um com uma proporção própria de N-P-K. Sempre que possível, o ideal é optar por fertilizantes adequados ao tipo de planta cultivada. Ainda assim, o uso de um produto destinado a flores, por exemplo, não costuma causar prejuízos às hortaliças.
 

Atenção aos erros mais comuns

Um equívoco frequente é aplicar as mesmas regras da agricultura em grandes áreas a canteiros pequenos ou vasos. Solos agrícolas consolidados contam com um ecossistema subterrâneo complexo, algo que não existe em espaços limitados com substratos comerciais. Nesses casos, as plantas precisam de uma nutrição mais precisa e complementar.

Outro fator pouco considerado é o estresse urbano. Em cidades, as plantas enfrentam poluição, variações bruscas de temperatura e ventos secos entre prédios. Essas condições aumentam a demanda nutricional e exigem um manejo mais cuidadoso para manter a resistência e a saúde da horta.

Com informação, equilíbrio e planejamento, a adubação de verão deixa de ser um desafio e se torna uma aliada para colheitas mais abundantes e saudáveis.

 

Valter Casarin - coordenador geral e científico da Nutrientes Para a Vida é graduado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP, Jaboticabal, em 1986 e em Engenharia Florestal pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/USP, Piracicaba, em 1994. Concluiu o mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, em 1994, na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Recebeu o título de Doutor em Ciência do Solo pela École Supérieure Agronomique de Montpellier, França, em 1999. Atualmente é professor do Programa SolloAgro, ESALQ/USP e Sócio-Diretor da Fertilità Consultoria Agronômica.

 

Preparando a casa para um verão inteligente

Automação, economia de energia e proteção elétrica garantem conforto e segurança no verão, segundo especialista da Elgin


Com a chegada do verão, dois desafios voltam a preocupar os lares brasileiros: o aumento no consumo de energia, especialmente pelo uso mais intenso de aparelhos de refrigeração, como ar-condicionado e ventiladores, para combater o calor, e os picos de tensão provocados pelos temporais típicos da estação. Segundo o INPE, o ar-condicionado pode representar até 40% do consumo mensal durante os meses mais quentes, enquanto o Brasil segue como líder mundial em incidência de raios, com 77,8 milhões de descargas por ano.

Esses fatores combinados afetam diretamente o bolso, o conforto e a segurança das famílias, como mostram os Dados da ABRACE: nos últimos 25 anos, o custo da energia elétrica aumentou quase 1.300%, ou seja, mais de 14 vezes.

Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções que tornem a casa mais conectada e eficiente e ajudam no orçamento familiar. Uma pesquisa Datafolha/QuintoAndar mostra que tecnologias como câmeras de segurança (59%), fechaduras eletrônicas (45%) e iluminação inteligente (42%) já fazem parte dos desejos dos brasileiros, acompanhando o avanço global do mercado de automação residencial, que cresce cerca de 25% ao ano e deve movimentar US$ 370 bilhões até 2029. 

Para Fabio Munacata, Head de Produtos da Elgin, esse é o momento ideal para pequenas adaptações que ajudam a atravessar a estação com mais economia, conforto e segurança. “A casa inteligente já faz parte da rotina e abre caminho para viver o verão com mais eficiência e bem-estar, já que a economia de energia vai além de poupar dinheiro. Ela também contribui na redução das emissões de gases poluentes e alivia a pressão nos sistemas elétricos das cidades, reduzindo o impacto ambienta”, afirma. 

A seguir, o especialista lista orientações práticas para preparar a casa para um “verão inteligente”, unindo tecnologia, hábitos simples e medidas importantes de proteção elétrica. 

1) Usar o ar-condicionado de forma mais eficiente

Manter a temperatura entre 23ºC e 24ºC reduz o consumo sem comprometer o conforto. Portas e janelas devem permanecer fechadas enquanto o aparelho estiver ligado para evitar trocas de calor, e a ventilação natural pode ser aproveitada nos horários mais frescos. Alternar o uso do ar com ventiladores ajuda a reduzir o consumo total em até 30%.
 

2) Automatize rotinas para evitar desperdícios

Sensores de presença, temporizadores, plugues e interruptores inteligentes permitem controlar luzes e eletrodomésticos de forma automática. Termostatos programáveis desligam a climatização em ambientes vazios, e é possível programar ventiladores e luminárias para funcionarem apenas nos horários necessários. Somadas, essas automações podem reduzir o consumo mensal entre 20% e 30%.


Antes de adquirir o aparelho, procure também pelo selo Procel que classifica produtos com base em sua eficiência energética. A classificação é feita por letras: os modelos classe A são os mais eficientes, enquanto os aparelhos com notas B, C ou inferiores consomem mais energia para o mesmo uso.
 

3) Utilize iluminação inteligente para reforçar conforto térmico e economia

Lâmpadas dimerizáveis e controladas por aplicativo ajudam a reduzir a carga térmica dos ambientes e evitam que o calor excessivo combinado com iluminação intensa aumente a sensação de abafamento. Ajustar a intensidade da luz conforme o horário do dia, algo simples via automação, contribui tanto para o conforto quanto para a economia.
 

4) Faça uma revisão elétrica antes das tempestades

Com o verão concentrando os maiores volumes de descargas elétricas, é essencial verificar o aterramento da residência, não sobrecarregar tomadas com aparelhos de alto consumo e realizar revisão do quadro elétrico com um profissional qualificado. Essas medidas ajudam a prevenir danos em caso de picos de tensão.
 

5) Instale proteção contra surtos elétricos

O Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), instalado no quadro elétrico, desvia picos de tensão para a terra, protegendo a rede interna. Filtros de linha e extensões com fusível funcionam como camadas extras de segurança. “Enquanto a extensão apenas interliga dispositivos, o filtro de linha adiciona barreiras contra sobrecarga e curto-circuito”, explica Fabio.
 

6) Monitore a casa remotamente em dias de viagem

Como o verão coincide com o período de férias, recursos de automação podem reforçar a segurança. Câmeras com alerta de movimento, sensores de abertura de portas e monitoramento por aplicativo ajudam a acompanhar a residência à distância. Além disso, é possível programar luzes para ligar e desligar em horários estratégicos, simulando ocupação e reduzindo riscos.
 

5) Desligue aparelhos durante tempestades fortes

Em situações de raios muito próximos, especialistas recomendam retirar eletrodomésticos da tomada e desconectar cabos de antena e internet. A prática é simples e eficaz, reduzindo significativamente a chance de danos.


 

Vinagre de maçã se destaca como aliado no cuidado de plantas e jardins durante o verão



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Produto natural ganha espaço como alternativa sustentável, mesmo sob altas temperaturas 

 

Conhecido principalmente pelo uso culinário, o vinagre de maçã também vem sendo utilizado em práticas domésticas de jardinagem como uma alternativa natural, acessível e sustentável para o cuidado de plantas, hortas e jardins. Produzido a partir da fermentação das maçãs , o produto apresenta características ácidas que, quando utilizadas de forma adequada e moderada, podem auxiliar em rotinas caseiras de manejo vegetal.

Durante o verão — período marcado por altas temperaturas, maior incidência solar e menor retenção de umidade no solo — as plantas exigem atenção redobrada. Nesse contexto, o vinagre de maçã diluído pode ser empregado como um recurso complementar em jardins domésticos, auxiliando no ajuste do pH do solo em espécies que se desenvolvem melhor em ambientes levemente ácidos.

Entre essas espécies estão frutas como morangos, mirtilos, amoras, framboesas e uvas, além de plantas ornamentais como hortênsias, rododendros, azaleias, samambaias, peônias, jasmim e tremoços. Algumas culturas vegetais de uso doméstico, como rabanete, cenoura, batata, pimentão e nabo, também costumam apresentar melhor desempenho em solos com pH mais baixo.

Em árvores frutíferas cultivadas em jardins residenciais, o manejo adequado do solo ao longo do ciclo da planta é um fator importante para a formação de brotos reprodutivos e para a frutificação nas safras seguintes. O uso equilibrado do vinagre de maçã pode auxiliar em situações pontuais de desequilíbrio do solo, especialmente quando há excesso de adubação nitrogenada, condição que favorece o crescimento vegetativo em detrimento de flores e frutos.

Outro uso comum em ambientes domésticos está relacionado ao manejo de pragas e plantas invasoras em pequenas áreas externas. A acidez e o aroma característicos do vinagre de maçã podem atuar como elemento auxiliar em práticas caseiras, especialmente em caminhos, calçadas e jardins, reduzindo a necessidade do uso frequente de produtos químicos nessas situações específicas.

Para evitar danos às plantas, o uso deve ser sempre moderado e devidamente diluído. As aplicações são mais indicadas no início da manhã ou no fim da tarde, evitando o sol intenso, e devem ser direcionadas preferencialmente ao solo ou a pontos específicos, evitando o contato excessivo com folhas e caules.

Segundo Rodrigo Margoni, especialista em vinagres e sócio-proprietário da Almaromi Viccino, o vinagre de maçã se consolidou como um produto versátil no cotidiano doméstico. “Trata-se de um ingrediente tradicional, amplamente utilizado na alimentação, que também pode integrar, de forma consciente, práticas caseiras no cuidado com o lar e o jardim, sempre com moderação e bom senso”, afirma.

Além da jardinagem doméstica, o vinagre de maçã é amplamente conhecido por seu uso na culinária e também por aplicações tradicionais na limpeza do lar, na neutralização de odores e em rotinas domésticas diversas, reforçando seu papel como um aliado prático no dia a dia.

 

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