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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Feira das Nações celebra cultura asiática no Viaduto Santa Ifigênia

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, promove a Feira das Nações – Edição Asiática, que acontece entre os dias 13 e 15 de agosto, no Viaduto Santa Ifigênia, localizado no Centro Histórico de São Paulo. O evento, que tem entrada gratuita, celebra a cultura dos países asiáticos com uma programação diversificada, reunindo artesanato, gastronomia e atrações musicais em um só lugar.


O projeto conta com a participação da Aquemi Ateliê/Aquemi Designer Jóias Botânicas, Ateliê Auricelia Sacra, Paternidade Criativa, Manekineko Arte Criativa, Mori Kokedama, Pura Alquimia Cosméticos, Melitza KOKEDAMA, Leila Garcia Acessórios, Mônica Naturarte e Mah Biscuitando, que são empreendedores participantes do programa Mãos e Mentes Paulistanas, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET). Na gastronomia, os restaurantes Chen's Culinária Oriental, Magic Sucos, LaChurros e Primícia Bolos de Rolo e Biscoteria fazem parte da seleção do Observatório da Gastronomia.

A Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento também estará presente oferecendo atendimento gratuito para empreendedores e microempreendedores individuais (MEIs), com orientações sobre formalização, capacitação, emissão de notas fiscais, documentação e oportunidades de desenvolvimento dos negócios.

A Central de Informação Turística (CIT) Móvel da SMTUR disponibilizará informações sobre atrativos turísticos, roteiros e serviços da cidade, auxiliando moradores e turistas a conhecerem melhor São Paulo. 

Serviço: Feira das Nações - Edição Asiática

Local: Viaduto Santa Ifigênia, s/nº - Entrada Gratuita.

De 13 a 15 de agosto, Quinta e sexta-feiras, das 11h às 19h. Sábado, das 11h às 15h.


Sebrae inaugura central de triagem de vidro para catadores de Belo Horizonte

Iniciativa é lançada nesta terça-feira (11) com o apoio a Associação Nacional de Catadores e Catadoras e beneficiará a Central de Cooperativas de Reciclagem - Cataunidos

 

O Sebrae lança, nesta terça-feira (11), em Belo Horizonte (MG), o HUB de Vidro, iniciativa que integra cooperativas e catadores que atuam na reciclagem do material na região metropolitana da capital mineira. O objetivo é funcionar como uma central de recebimento de garrafas, potes e outras embalagens de vidro para triagem e venda para indústrias que utilizam o material. A iniciativa faz parte do projeto Pró-Catadores, do Sebrae, e integra parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT) e beneficiará a Central de Cooperativas de Reciclagem - Cataunidos, que é composta por 33 cooperativas de reciclagem em Minas Gerais. 

“O HUB do Vidro é uma forma que o Sebrae encontrou para apoiar os catadores na geração de emprego e renda, levar dignidade e inclusão para estes profissionais, além de promover a sustentabilidade, a economia circular e a integração entre cooperativas de catadores e indústrias”, destacou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. 

Cerca de 100 catadores que compõem a rede de cooperativas de reciclagem do estado são esperados no evento de lançamento, que também possibilitará o atendimento e inclusão destes profissionais em programas sociais. 

A iniciativa contará com parceria da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que vai mobilizar os restaurantes para fornecer o vidro utilizado em seus estabelecimentos para o HUB do Vidro.

 

Serviço 

Lançamento HUB de Vidro 

Data: terça-feira (11/8) 

• 11h30: Atendimento no trailer do Programa Conexão Cidadã

• 11h50: Vivência da operação de funcionamento do HUB de Vidro, com chegada de material, separação e demais etapas do processo até a comercialização

• 12h15: Lançamento oficial do HUB de Vidro 

Local: Sede da Central de Cooperativas de Reciclagem (Cataunidos) - Rua Alberto Gomes da Fonseca, 8, Xodó Marize, Belo Horizonte (MG).



segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Saúde SP orienta sobre formas de prevenção à Leishmaniose

Medidas incluem limpeza de quintais, uso de telas e repelentes e proteção dos cães contra o mosquito-palha 

 

A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, que começa nesta segunda-feira (10), chama a atenção para os cuidados capazes de reduzir o risco de transmissão da doença. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) mantém ações permanentes de vigilância e orienta a população sobre medidas de proteção dentro e fora de casa.  

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave, que pode atingir pessoas e cães. A transmissão ocorre pela picada da fêmea de um flebotomíneo infectado, inseto conhecido popularmente como mosquito-palha. Não há transmissão direta do cão para a pessoa nem de uma pessoa para outra pelo convívio  

No ambiente urbano, o cão é o principal reservatório do parasito. O mosquito-palha pode se infectar ao picar um cão com leishmaniose e transmitir o parasito posteriormente ao picar uma pessoa ou outro animal. Cães sem sintomas também podem infectar o vetor.  

De acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), o estado registrou 336 casos e 37 óbitos por leishmaniose visceral entre 2021 e 2025. Em 2026, até maio, foram contabilizados 17 casos e um óbito. 

 

Como evitar a doença

O mosquito-palha encontra condições favoráveis para se desenvolver em locais úmidos, sombreados e com acúmulo de matéria orgânica. Por isso, a prevenção envolve cuidados com a casa e o ambiente ao redor.  

Mantenha quintais e terrenos limpos, retirando folhas, frutos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos;

Use telas de malha fina em portas e janelas e, quando necessário, mosquiteiros; 

Use repelentes devidamente regularizados, especialmente em áreas com transmissão; 

Evite exposição ao ar livre no fim da tarde e à noite, períodos de maior atividade do vetor, principalmente em áreas endêmicas; 

Mantenha limpos os locais onde os animais permanecem, evitando acúmulo de matéria orgânica e umidade. 

Em humanos, os principais sinais da leishmaniose visceral incluem febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia. Diante desses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações. 

 

Como proteger os cães 

Em áreas com transmissão, a recomendação é reforçar a proteção dos cães contra a picada do mosquito-palha, com o uso de inseticidas repelentes próprios para cães, como coleiras e outras apresentações, conforme indicação do médico veterinário. 

 

Os sinais que podem levantar suspeita de leishmaniose em cães incluem:

descamação ou feridas na pele, principalmente ao redor dos olhos, nas orelhas e nas extremidades;

caroços embaixo da mandíbula, na frente dos ombros e atrás dos joelhos;

perda de pelos;

emagrecimento ou perda de massa muscular;

crescimento exagerado das unhas;

alterações nos olhos;

apatia;

sangramento nasal ou fezes com sangue. 

Como alguns cães infectados podem não apresentar sintomas, a avaliação veterinária é importante, principalmente em áreas onde há transmissão da doença. Em caso de suspeita ou diagnóstico, o tutor deve procurar um médico veterinário e seguir as orientações sanitárias para definição da conduta adequada. 

 

Vigilância Epidemiológica

A SES-SP mantém ações permanentes de vigilância e controle da leishmaniose visceral em articulação com os municípios. As estratégias incluem monitoramento dos casos humanos e caninos, investigação das áreas de transmissão, diagnóstico precoce, orientação aos serviços de saúde, vigilância do mosquito-palha e medidas de manejo ambiental e controle vetorial. 

Entre as medidas recomendadas estão a limpeza e o manejo de áreas com acúmulo de matéria orgânica e umidade, o monitoramento de cães em áreas de transmissão e, quando tecnicamente indicado, o controle químico do vetor. A SES-SP também atua na capacitação dos profissionais para identificação dos casos, diagnóstico, manejo clínico e prevenção da doença.

 

Alerta sarampo: sensibilidade à luz é o principal sintoma


O sarampo é uma doença viral transmitida pelo contato próximo através de gotículas. Pode parecer uma condição simples, mas pode evoluir para complicações graves. Embora atinja principalmente o trato respiratório superior, a infecção também afeta o trato inferior, incluindo os pulmões. O Brasil chegou a ser considerado livre do sarampo em 2016, porém perdeu essa certificação em 2019, após um número expressivo de cerca de 18 mil casos registrados. Grupos como crianças, idosos, gestantes e imunodeprimidos têm maior risco de apresentar quadros graves, caso sejam contagiados. 

Os sintomas do sarampo frequentemente se assemelham aos de outras infecções respiratórias virais, como influenza e COVID-19. No entanto, a doença costuma ser mais persistente, apresentando febre alta, muita coriza, tosse e conjuntivite. Os olhos vermelhos acompanhados de fotofobia (dificuldade em permanecer em ambientes iluminados devido ao comprometimento ocular) são marcas características da condição. Para o diagnóstico preciso, realizam-se pesquisas de sorologias para anticorpos ou testes moleculares diretos em secreções de nasofaringe. 

"Por ser uma doença viral, não existe uma medicação específica contra o sarampo, de forma que o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Além disso, a infecção causa uma queda na imunidade que facilita o surgimento de infecções bacterianas secundárias, como sinusites, otites, laringites, traqueobronquites e pneumonias, sendo necessário o uso de antibióticos nesses cenários", explica o Dr. Guilherme Furtado, infectologista do Hcor. 

Como o vírus é facilmente transmitido, aqueles com suspeita ou confirmação da doença precisam ser isolados para conter a propagação. O recurso mais importante para prevenir o contágio é a vacinação. No Brasil, a vacina tríplice viral – que também protege contra caxumba e rubéola – é oferecida pelo SUS e em clínicas privadas. O esquema de imunização prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade; em adolescentes e adultos de até 30 anos são indicadas duas doses, enquanto para a faixa de 30 a 59 anos recomenda-se uma dose.

 

Manter os hábitos da escovação da infância na vida adulta pode ser prejudicial à saúde bucal

Imagem de divulgação GUM
Especialista explica como adaptar a escova de dentes, o fio dental e os cuidados com a higiene bucal em cada fase da vida para prevenir gengivite, retração gengival, cárie e boca Seca

 

A maioria das pessoas escolhe a escova de dentes da mesma forma há anos, sem considerar que a saúde bucal muda ao longo da vida. Embora esse hábito pareça inofensivo, utilizar a mesma escova e manter a mesma rotina de higiene bucal da infância pode aumentar o risco de problemas como gengivite, retração gengival, sensibilidade dentária, cárie e boca seca. 

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE), cerca de 46% dos adultos brasileiros não utilizam escova, pasta e fio dental de forma combinada, evidenciando um déficit histórico no hábito de higiene preventiva no país. “A necessidade de adaptar as ferramentas de higiene bucal não é uma questão estética, mas de biologia aplicada. escolha da escova de dentes, do fio dental e dos demais produtos de higiene bucal precisa evoluir conforme a idade e as necessidades de cada pessoa”, explica a Dra. Brunna Bastos, mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP e especialista da GUM.


Infância e juventude: a barreira contra o açúcar e as alterações hormonais

Na infância, o desafio central é a prevenção de cárie no esmalte em maturação. Já na adolescência, a tempestade hormonal da puberdade altera a vascularização da gengiva. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gengivite atinge mais de 75% dos adolescentes, estimulada pela combinação de flutuações hormonais e higiene inadequada.


Vida adulta: o custo do estresse, do bruxismo e da força excessiva

Na fase adulta, o estresse do cotidiano torna-se o principal vilão para a saúde bucal. O hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes (bruxismo) gera microtraumas e retração gengival. “Se o adulto continuar usando uma escova de cerdas médias ou duras, achando que "força é sinal de limpeza", ele acelera o desgaste do esmalte e expõe a dentina”, explica a especialista.

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 50% dos adultos brasileiros entre 35 e 44 anos possuem algum grau de sangramento ou inflamação gengival, problema frequentemente agravado pelo uso incorreto do fio dental ou por escovas inadequadas.


Terceira idade: a epidemia da boca seca e o risco de cárie de raiz

Com o envelhecimento, o principal gargalo é a xerostomia (sensação de boca seca). Uma revisão sistemática publicada no Journal of the American Dental Association (JADA) aponta que 1 em cada 4 idosos sofre de xerostomia, condição agravada pelo uso contínuo de medicamentos para hipertensão, diabetes ou depressão. A saliva é o protetor natural da boca, responsável por neutralizar ácidos e remineralizar os dentes. Sem ela, idosos desenvolvem uma proliferação acelerada de bactérias, levando a cárie mais agressiva e inflamações graves ao redor de implantes e próteses. Nessa etapa, as escovas tradicionais perdem totalmente a eficiência.


Guia prático: a ferramenta certa para cada fase da vida

 

 

Segundo a Dra. Brunna Bastos, adaptar os produtos de higiene bucal às diferentes fases da vida é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças bucais e manter a saúde dos dentes e gengiva. "Não existe uma única escova de dentes ideal para todas as pessoas. O tamanho da cabeça, a maciez das cerdas e os recursos de limpeza interdental devem acompanhar as mudanças naturais do organismo. Cuidar da saúde bucal significa entender que cada fase da vida exige necessidades diferentes."


Anéis inteligentes: a tecnologia a serviço da saúde

Dispositivos ganharam espaço na rotina de quem busca compreender melhor o impacto do sono, do estresse e da recuperação física na saúde


O interesse por dispositivos que monitoram indicadores de saúde continua em expansão. Segundo a International Data Corporation (IDC), o mercado global de wearables cresceu 9,1% em 2025, impulsionado principalmente pela busca por tecnologias voltadas ao acompanhamento da saúde e do bem-estar. Entre os produtos que mais despertam atenção estão os anéis inteligentes, que conquistam espaço por serem discretos, confortáveis para uso contínuo e capazes de acompanhar indicadores como qualidade do sono, frequência cardíaca, recuperação física e nível de atividade ao longo do dia.

Para Bruna Makluf, nutricionista, diretora de Nutrição da WeFit e especialista em saúde intestinal e metabólica, o interesse por esse tipo de tecnologia acompanha uma mudança na forma como muitas mulheres enxergam o próprio corpo. Em vez de buscar apenas resultados na balança, cresce a preocupação em entender por que determinados hábitos funcionam para algumas pessoas e não para outras. "Durante muito tempo, a alimentação foi analisada quase isoladamente. Hoje sabemos que sono, recuperação física, estresse e rotina também interferem na resposta do organismo. Os dispositivos ajudam a visualizar esses padrões, mas eles precisam ser interpretados dentro do contexto de cada pessoa."

Essa mudança acompanha o avanço das pesquisas sobre a influência do sono na saúde. Em atualização publicada em 2025, a American Heart Association passou a reconhecer a qualidade do sono como um dos pilares fundamentais da saúde cardiovascular e metabólica, ao lado da alimentação, da prática de atividade física e do controle dos fatores de risco.

Na avaliação da especialista, justamente por registrar informações ao longo das 24 horas do dia, os anéis inteligentes conseguem revelar aspectos da rotina que normalmente passam despercebidos. "Nem sempre a pessoa percebe que está dormindo mal há semanas ou que nunca consegue se recuperar completamente entre os treinos. Quando esses dados aparecem organizados, fica mais fácil relacionar o que acontece na rotina com sintomas como cansaço, dificuldade para emagrecer ou queda na disposição."


Para quem é indicado

Por funcionar integrado ao protocolo da WeFit, o anel faz parte da jornada de acompanhamento nutricional da empresa, mas também pode ser utilizado por pessoas que não apresentam nenhum problema de saúde e desejam apenas acompanhar o funcionamento do próprio organismo, entendendo como fatores como sono, estresse, recuperação física e rotina influenciam o bem-estar. Dentro desse contexto, o dispositivo tende a fazer mais sentido para:

  • Pessoas que desejam conhecer melhor o próprio corpo, mesmo sem estarem em tratamento ou em processo de emagrecimento, acompanhando indicadores como qualidade do sono, recuperação física e nível de atividade ao longo do tempo;
  • Pacientes que relatam dificuldade em identificar a causa de oscilações no peso, na disposição ou no rendimento diário, mesmo seguindo o plano alimentar orientado;
  • Pessoas em processo de emagrecimento ou reeducação alimentar, para quem fatores como qualidade do sono e recuperação física podem interferir diretamente nos resultados;
  • Quem já realizou os testes genéticos ou de microbiota intestinal oferecidos pela WeFit e busca complementar essas análises com dados da rotina coletados entre uma consulta e outra;
  • Pacientes que têm dificuldade de relatar com precisão hábitos de sono, treino ou recuperação durante a consulta, e para quem o registro automático do anel substitui a necessidade de "lembrar e descrever" a rotina.

Bruna destaca que um dos maiores equívocos é imaginar que esses dispositivos oferecem respostas prontas. "O anel inteligente amplia a leitura da rotina, mas não faz diagnóstico nem determina sozinho o que deve ser mudado. Os dados precisam ser analisados junto com alimentação, exames, histórico de saúde e objetivos pessoais. O número, sozinho, raramente explica o que está acontecendo."

Outro ponto de atenção é a ansiedade provocada pelo excesso de informações. Para a nutricionista, acompanhar indicadores de saúde não deve se transformar em uma nova fonte de cobrança. "A tecnologia deve ajudar a compreender tendências e não criar a sensação de que existe um resultado perfeito para ser alcançado todos os dias. O corpo oscila naturalmente e isso faz parte da fisiologia. O importante é observar padrões ao longo do tempo."


Cinco cuidados antes de confiar apenas nos dados do seu anel inteligente

Segundo Bruna Makluf, alguns cuidados ajudam a utilizar essa tecnologia de forma mais consciente:

  • Observe tendências ao longo de dias ou semanas, e não apenas um resultado isolado.
  • Evite comparar seus indicadores com os de outras pessoas, já que cada organismo responde de maneira diferente.
  • Não faça autodiagnósticos com base nas informações do dispositivo. Os dados precisam ser interpretados por um profissional.
  • Considere o contexto da rotina. Sono, alimentação, estresse, atividade física e recuperação influenciam os resultados em conjunto.
  • Use a tecnologia como uma ferramenta de apoio ao autocuidado, e não como um instrumento de cobrança permanente.

 


Bruna Makluf - nutricionista, diretora de Nutrição da WeFit e especialista em emagrecimento, saúde metabólica, composição corporal, saúde intestinal, doenças crônicas e longevidade. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal) em 2008, possui especializações em Nutrição Clínica, Fitoterapia e Nutrição Comportamental, formação em Saúde Intestinal e mestrado em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Sua atuação é baseada na individualização do cuidado, integrando evidências científicas, genética, saúde intestinal, exames laboratoriais e hábitos de vida para construir estratégias nutricionais adaptadas às necessidades de cada paciente. É fonte para temas relacionados ao emagrecimento, saúde intestinal, prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, saúde metabólica e longevidade.
Para mais informações, acesse: Linkedin e Instagram.


WeFit
Site Oficial WeFit I Instagram WeFit



Fonte de Pesquisa

TechRadar (Best Smart Rings 2026)
https://www.techradar.com/health-fitness/fitness-trackers/best-smart-ring

Smart Rings in Clinical Medicine: A Systematic Review (2025)
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12730986/

The Oura Ring Versus Medical Grade Sleep Studies: Systematic Review (2025)
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12602993/


Sarampo volta a preocupar autoridades de saúde; como reconhecer os primeiros sintomas e prevenir a doença

Divulgação
Conhecida como uma das infecções mais contagiosas, a doença tem na vacinação a principal forma de prevenção, o que evita sua disseminação e o agravamento dos casos

 

Considerado eliminado do Brasil em 2016, o sarampo voltou a exigir atenção das autoridades de saúde. O país registra um surto ativo concentrado no estado de São Paulo, cenário que levou o Ministério da Saúde a ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, que concentram a maior parte dos casos confirmados em 2026. 

Causado por um vírus da família Paramyxoviridae, o sarampo é transmitido pelo ar, principalmente por meio de tosse, espirro, fala ou contato próximo com uma pessoa infectada. A doença está entre as infecções mais contagiosas conhecidas e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. 

Embora muitos pacientes apresentem evolução favorável, o sarampo pode causar complicações como pneumonia e encefalite e, em casos mais graves, levar à morte. Crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos que exigem maior atenção. 

Para Julio Onita, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, o cenário atual reforça a necessidade de manter a vacinação em dia. “O risco de novos casos está diretamente relacionado à circulação de pessoas não vacinadas e à introdução do vírus por viajantes provenientes de regiões com transmissão ativa. Além disso, pacientes imunossuprimidos, como aqueles em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico, podem apresentar uma resposta imunológica reduzida e desenvolver formas mais graves da doença. Por isso, manter a cobertura vacinal em dia é essencial para interromper a circulação do vírus”, afirma.
 

Como identificar os sintomas do sarampo? 

Os primeiros sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus e podem ser confundidos com os de outras infecções respiratórias. O quadro geralmente começa com febre acima de 38°C, tosse seca, coriza, conjuntivite e mal-estar. 

Antes do surgimento das manchas na pele, também pode aparecer pequena lesão esbranquiçada na parte interna da boca, um dos sinais característicos do sarampo. Entre o terceiro e o quinto dia após o início dos sintomas, surgem manchas avermelhadas na pele, inicialmente no rosto. Em seguida, elas podem se espalhar para o pescoço, tronco, braços e pernas. 

“A combinação entre febre alta, sintomas respiratórios e manchas pelo corpo deve servir como sinal de alerta. Diante desse quadro, principalmente em pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente e informar sobre viagens recentes ou contato com casos suspeitos ou confirmados”, orienta o especialista.
 

Como prevenir o sarampo? 

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. No Brasil, a imunização está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e da tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela. 

O esquema de imunização prevê duas doses, e o Ministério da Saúde estabelece como meta alcançar 95% de cobertura vacinal da população-alvo, índice considerado necessário para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas. 

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) é que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem os postos de saúde a partir desta segunda-feira (3), independentemente da situação vacinal, para receber a vacina de reforço contra o sarampo. 

Antes de viagens nacionais ou internacionais, especialmente para regiões com circulação do sarampo, também é importante verificar a situação vacinal. Em caso de dúvidas ou necessidade de atualização da caderneta, a orientação é procurar uma unidade de saúde. 

Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas compatíveis com a doença também contribui para reduzir o risco de transmissão. Isso porque o vírus pode ser transmitido cerca de cinco dias antes do início dos sintomas e permanecer transmissível até quatro dias após o surgimento das manchas avermelhadas. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico e informar sobre possíveis exposições ao vírus. 

“O sarampo não é uma doença do passado. Enquanto houver pessoas suscetíveis e cobertura vacinal insuficiente, o vírus continuará encontrando oportunidades para circular. A boa notícia é que existe uma forma segura, eficaz e amplamente disponível de prevenção: a vacinação”, conclui Julio Onita.
 

Rede IGESP


Agosto Dourado: mitos e verdades sobre amamentação e volta ao trabalho

 

Magnific
Especialistas esclarecem dúvidas sobre leite materno, alimentação da mãe, ordenha e estratégias para manter a amamentação após o retorno ao trabalho 


A amamentação é uma das formas mais eficazes de promover a saúde da mãe e do bebê. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementado até os dois anos ou mais. Apesar disso, mitos sobre alimentação, produção de leite e emagrecimento ainda geram insegurança e podem contribuir para o desmame precoce. 

Em apoio ao Agosto Dourado, campanha de incentivo ao aleitamento materno, especialistas da Perinatal (RJ) e da Maternidade Star (SP), da Rede D’Or, esclarecem dúvidas frequentes e compartilham orientações para superar os desafios mais comuns da amamentação.

 

Mitos e verdades

 

Benefícios para o bebê e para a mãe — VERDADE

O leite materno fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros seis meses de vida, fortalece a imunidade do bebê e reduz o risco de infecções, alergias e obesidade. Para a mãe, favorece a recuperação pós-parto e está associado à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. “Amamentar é um investimento na saúde da mãe e do bebê, com benefícios que permanecem por toda a vida”, afirma Maurizio Pellitteri, diretor-geral da Perinatal, referência em saúde materno-infantil no Rio de Janeiro.

 

Café, feijão e chocolate causam cólica no bebê? — MITO

Não há evidências de que alimentos que provocam gases na mãe causem cólicas no bebê por meio do leite materno. A cafeína deve ser consumida com moderação, e restrições alimentares só devem ser feitas quando houver suspeita de alergia ou intolerância, sempre com orientação médica.

 

A alimentação da mãe interfere na qualidade do leite? — VERDADE, COM RESSALVAS

Mesmo quando a alimentação materna não é ideal, o organismo preserva a composição nutricional do leite. Ainda assim, manter uma dieta equilibrada é importante para a saúde da mulher.

 

Dietas restritivas são indicadas durante a amamentação? — MITO

A recomendação é manter uma alimentação variada, boa hidratação e evitar bebidas alcoólicas. Medicamentos devem ser utilizados apenas com orientação médica.

 

Existem situações em que a amamentação não é recomendada? — VERDADE, EM CASOS ESPECÍFICOS

Há contraindicações específicas, como mães vivendo com HIV sem tratamento adequado. Alguns medicamentos também podem ser incompatíveis com o aleitamento, embora sejam situações raras. Cada caso deve ser avaliado pela equipe médica.

 

Amamentar ajuda a emagrecer? — VERDADE, MAS NÃO É REGRA

A produção de leite eleva o gasto energético e pode contribuir para a perda gradual de peso, mas esse processo varia de mulher para mulher. “A amamentação pode contribuir para o emagrecimento, mas o foco deve ser a recuperação da mãe e a nutrição adequada do bebê”, ressalta Pellitteri.

 

“Leite fraco” existe? — MITO

“Não existe leite fraco. O choro do bebê nem sempre significa fome, é uma forma de comunicação”, destaca a enfermeira obstetra Márcia Regina da Silva, especialista em aleitamento materno da Maternidade Star. O ideal é oferecer o peito em livre demanda e acompanhar o ganho de peso e o desenvolvimento da criança.

 

Rede de apoio faz diferença — VERDADE

O sucesso da amamentação também depende do apoio da família. Ajudar nas tarefas da casa, incentivar o descanso da mãe e oferecer suporte emocional favorecem a continuidade do aleitamento.

 

Dor intensa na amamentação é normal — MITO

“É comum haver sensibilidade nos primeiros dias, mas dor intensa, fissuras ou piora progressiva exigem avaliação profissional”, orienta Márcia Regina.

 

Desafios dos primeiros dias

A especialista da Maternidade Star, localizada em São Paulo e referência em cuidado materno-infantil de alta complexidade, explica que a amamentação é um aprendizado para mãe e bebê. Segundo ela, mamadas frequentes e com pega adequada ajudam a melhorar a sucção e a prevenir fissuras e ingurgitamento mamário.

 

Dicas práticas:

• esperar o bebê abrir bem a boca antes da pega;

• manter cabeça e corpo alinhados;

• se houver dor, interromper a sucção e reposicionar o bebê;

• evitar chupetas e mamadeiras nos primeiros meses.

 

Como manter a amamentação após a volta ao trabalho

Com planejamento, é possível manter o aleitamento materno mesmo após o retorno ao trabalho. A orientação é iniciar a ordenha cerca de um mês antes para formar um pequeno estoque de leite e, nas semanas que antecedem a volta, oferecer o leite ordenhado em copo ou colher para adaptação do bebê. 

Depois do retorno às atividades profissionais, manter ordenhas regulares durante o expediente e seguir as recomendações de armazenamento ajuda a preservar a amamentação. “A ordenha permite que muitas mulheres continuem amamentando após o retorno ao trabalho. Informação e apoio são fundamentais para que esse processo seja bem-sucedido”, afirma Maurizio Pellitteri.

 

Rede D’Or


7 dicas de como amamentar corretamente e tornar o momento mais confortável

 Alguns pequenos ajustes podem ajudar a superar os desafios e proporcionar mais bem-estar para a mãe e o bebê

 

As mães de primeira viagem lidam, além da apreensão natural, com a responsabilidade de cuidar de um recém-nascido e de redobrar a atenção com a própria saúde. Nesse período, muitas dúvidas surgem: como posicionar o bebê para amamentar corretamente? Com que frequência ele deve mamar? Quanto tempo deve durar uma mamada?

A amamentação está entre as principais preocupações do período pós-parto, já que o leite materno é o alimento ideal para o bebê nos primeiros meses de vida. Sempre que possível, recomenda-se que o recém-nascido seja colocado para mamar na primeira hora após o nascimento, favorecendo o contato pele a pele e o início da amamentação. O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Nesse período, não há necessidade de oferecer água, chás, sucos ou outros alimentos ao bebê, salvo situações específicas orientadas por profissionais de saúde. A recomendação é manter a amamentação até os dois anos de idade ou mais, complementada pela alimentação adequada a partir dos seis meses.

Para tornar esse momento mais confortável e favorecer uma boa pega, alguns cuidados podem fazer diferença. A Dra. Ana Claudia, pediatra do dr.consulta, explica a importância da amamentação e dá sete dicas para ajudar mães e bebês nesse processo. Confira:



1. Escolha uma posição confortável

Antes de pensar na posição do bebê, é importante que a mãe esteja confortável. Ombros relaxados, coluna apoiada, sem tensão nos braços. Isso pode ser feito sentada, inclinada ou deitada, não existe uma única posição “correta”, e sim a que funciona melhor para cada mãe e cada momento do dia. Usar uma almofada de amamentação ou apoiar os pés em um banquinho pode ajudar a manter essa postura por mais tempo sem cansaço.



2. Posicione o bebê corretamente

Após garantir que a mãe esteja confortável, é importante ajustar o corpo do bebê, mantendo a cabeça e o tronco alinhados sem torcer o pescoço para alcançar o peito. Na posição de barriga com barriga, o bebê fica de frente para a mãe, com a barriga voltada para o corpo dela e não olhando para o teto, permanecendo bem próximo para facilitar a pega. Os braços do bebê devem ficar livres para que ele consiga abraçar a mama sem ficar enroscado, e a cabeça deve estar sem pressão, com apoio leve na altura do pescoço e ombros, evitando segurá-la com força durante a mamada.



3. Espere os sinais de fome antes de oferecer o peito

A amamentação deve ocorrer em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê apresentar sinais de fome. Alguns sinais precoces são abrir a boca, mexer a cabeça procurando a mama, colocar as mãos na boca, fazer movimentos de sucção ou ficar mais agitado. O choro costuma ser um sinal mais tardio de fome. Perceber os sinais iniciais pode facilitar o início da mamada, pois o bebê ainda está mais calmo e tende a realizar a pega com maior facilidade.



4. Aguarde a boca bem aberta antes da pega

Com o bebê posicionado e mostrando interesse, aproxime-o do peito e espere a boca abrir bem, como um bocejo antes de encaixá-lo na mama. Uma pega feita com a boca pouco aberta costuma resultar em dor e em uma mamada menos eficiente.



5. Confira se a pega está correta

Após o bebê pegar o peito, sinais de uma pega adequada incluem mais aréola visível acima da boca do que abaixo, boca bem aberta abocanhando o mamilo e parte da aréola, lábio inferior virado para fora, queixo encostado na mama e cabeça levemente inclinada para trás. Se esses critérios forem atendidos, a mamada costuma ser indolor após os primeiros segundos; dores persistentes durante toda a mamada indicam que é importante reposicionar o bebê e tentar novamente.



6. Amamente com a frequência adequada

Nas primeiras semanas de vida, muitos recém-nascidos mamam 8 vezes ou mais em 24 horas, embora a frequência possa variar de acordo com cada bebê. Não é necessário estabelecer um tempo rígido para cada mamada. O ideal é observar os sinais do bebê e permitir que ele mame até demonstrar que está satisfeito, soltando espontaneamente a mama. A frequência adequada das mamadas é importante para favorecer uma boa ingestão de leite, auxiliar na recuperação do peso após o nascimento e reduzir o risco de ingestão insuficiente, que pode contribuir para desidratação e piora da icterícia em alguns recém-nascidos.



7. Aproveite o contato pele a pele

Sempre que possível, faça o contato pele a pele com o bebê, principalmente logo após o nascimento e nos primeiros dias. Essa prática ajuda a regular a temperatura e o açúcar no sangue do recém-nascido, além de facilitar o início e a continuidade da amamentação.

Quando procurar ajuda

Algumas situações indicam que é importante buscar orientação profissional. Entre elas estão:

  • dor persistente durante as mamadas;
  • fissuras ou sangramento nos mamilos;
  • dificuldade frequente para o bebê realizar a pega;
  • mamadas muito prolongadas ou aparentemente pouco eficazes;
  • bebê muito sonolento ou com dificuldade para despertar para mamar;
  • dúvidas sobre ganho de peso;
  • redução importante do número de mamadas ou de eliminações;
  • insegurança da mãe em relação à quantidade de leite ingerida pelo bebê.

Nessas situações, o pediatra, o obstetra ou um profissional capacitado em aleitamento materno pode avaliar a mãe e o bebê e, principalmente, observar uma mamada, identificando com mais precisão o que pode ser ajustado.

“Amamentar é um processo de aprendizado para a mãe e para o bebê. Nem sempre tudo acontece de forma intuitiva ou fácil desde o primeiro dia. Observar os sinais do bebê, ajustar a posição e a pega e procurar ajuda quando necessário pode tornar esse momento mais tranquilo e prazeroso para os dois”,* conclui a Dra. Ana Claudia.

 

Não é só evitar gordura: 4 alimentos que podem ajudar a reduzir o colesterol, segundo a ciência

Estudos mostram como fibras, gorduras insaturadas e outros componentes da alimentação podem contribuir para o controle do colesterol e quais quantidades podem fazer diferença 


Dicas para "limpar as artérias" são repetidas à exaustão nas redes sociais, mas nem tudo o que circula por aí tem, de fato, respaldo científico. A boa notícia é que existem, sim, alimentos com efeito comprovado sobre o LDL (o chamado colesterol ruim). Por outro lado, nenhum substitui o medicamento prescrito pelo cardiologista, mas pode compor um estilo de vida saudável e ativo, e contribuir para a redução de seus níveis se usados em conjunto. 

"Em geral, a ciência mostra que manter um padrão alimentar saudável e consistente, rico em fibra solúvel, gorduras boas e proteína vegetal, é capaz de contribuir para a redução do LDL de forma significativa", coloca a nutricionista Clara Lucía Valderrama, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Confira em quais alimentos apostar.
 

1. Aveia e cevada

A beta-glucana, fibra solúvel da aveia e da cevada, forma um gel no intestino que se liga aos ácidos biliares (produzidos a partir do colesterol) e impede que sejam reabsorvidos. Resultado: o fígado precisa puxar mais colesterol do sangue para repor esses ácidos biliares. 

Uma meta-análise publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition mostrou que consumir pelo menos 3 gramas de beta-glucana da aveia por dia reduz significativamente o LDL e o colesterol total, sem alterar o HDL (o colesterol "bom").
 

Quanto consumir: cerca de 3 g de beta-glucana por dia está presente em 40 a 60 g de aveia em flocos ou farelo de aveia, o equivalente a duas tigelas de aveia.
 

2. Oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas e amendoim entram na lista com uma das evidências mais robustas. Uma meta-análise publicada na revista Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases, que envolveu mais de 8 mil participantes, concluiu que consumir cerca de 45 g de oleaginosas por dia (um punhado fechado) “apresenta bons indícios de que o consumo de oleaginosas pode exercer efeitos benéficos sobre os lipídios sanguíneos em adultos com diferentes condições de saúde.” 

"Mas não adianta exagerar na quantidade. O benefício aparece com o consumo regular de porções pequenas. O excesso só adiciona calorias", pondera Clara.
 

Quanto consumir: 30 a 45 g por dia, preferencialmente sem sal e sem açúcar.
 

3. Tomate, laranja e óleos vegetais

Os fitoesteróis são compostos vegetais com estrutura parecida à do colesterol. Ao competir por absorção no intestino, "atrapalham" a entrada do colesterol na corrente sanguínea. É, isoladamente, o efeito mais bem documentado da literatura em se tratando de nutrição. 

Um estudo de referência que reuniu 41 ensaios clínicos mostrou que consumir 2 g de fitoesteróis por dia reduz o LDL em 10%. Outra meta-análise com 124 estudos e mais de 9,6 mil participantes, confirmou uma relação dose-resposta consistente, com reduções de 6% a 12% do LDL em doses de 0,6 a 3,3 g por dia.
 

Quanto consumir: “A dieta ocidental típica fornece apenas cerca de 300 mg de fitoesteróis por dia. Para chegar aos 2 g recomendados, normalmente é preciso recorrer a suplementos ou alimentos enriquecidos com fitoesteróis, como algumas marcas de margarina, iogurte e leite, já que a quantidade naturalmente presente em óleos vegetais, sementes e grãos é pequena”, explica a nutricionista. Ainda assim, vale investir no consumo de tomate e laranja, dar preferência a óleos vegetais (canola, girassol, soja) no preparo dos pratos, além de incluir oleaginosas e leguminosas regularmente na dieta.
 

4. Leguminosas

Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha são ricos em fibra solúvel e proteína vegetal. Uma meta-análise publicada no Canadian Medical Association Journal mostrou que dietas com cerca de 130 g de leguminosas por dia (ou uma porção) reduziram significativamente o LDL em comparação a dietas sem esse alimento.
 

Quanto consumir: Você garante 130g de leguminosas ao consumir 1 concha cheia de feijão ou 3/4 de xícara de lentilha, grão-de-bico ou ervilha cozidos.



Herbalife
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