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sábado, 4 de julho de 2026

Signos viram critério de seleção nos aplicativos de namoro

Magnific


Compatibilidade astrológica pode influenciar conversas, matches e até decisões sobre continuar ou não um relacionamento
 

 

Pode parecer apenas um detalhe, mas o signo passou a influenciar a forma como muitas pessoas escolhem com quem se relacionar nos aplicativos de namoro. Para alguns, a informação serve apenas como curiosidade; para outros, funciona como um verdadeiro filtro. A astrologia ganhou espaço e passou a ser consultada para identificar afinidades, prever possíveis conflitos e até decidir se vale a pena investir ou não em um match.

 

A busca por compatibilidade vai além da atração física. Características ligadas à personalidade, estilo de vida e valores ganharam relevância, e os signos entraram nessa lista. Não é raro encontrar perfis que exibem o signo ou mencionam preferências e restrições astrológicas na descrição.

 

Uma pesquisa realizada pelo MeuPatrocínio com 2569 Sugar Babies identificou que 74,9% procuram saber o signo dos Sugar Daddies antes mesmo do primeiro encontro. Além disso, 62,3% admitiram que fizeram o mapa astral do pretendente para entender se o relacionamento teria um futuro.

 

De acordo com Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos da plataforma, interesses em comum podem facilitar uma aproximação, mas nenhum critério, inclusive a astrologia, substitui o diálogo e o alinhamento de expectativas. “Um ponto fundamental no momento em que se está conhecendo alguém são os acordos claros; o quanto antes todos forem transparentes quanto ao que buscam em um relacionamento, melhor”, recomenda.

 

Para quem leva a astrologia em consideração antes de investir em um match, algumas combinações são tradicionalmente apontadas como mais favoráveis, enquanto outras tendem a exigir mais adaptação. Confira:

  • Áries: dá match com Leão e Sagitário | menor compatibilidade com Câncer.
  • Touro: dá match com Virgem e Capricórnio | menor compatibilidade com Aquário.
  • Gêmeos: dá match com Libra e Aquário | menor compatibilidade com Peixes.
  • Câncer: dá match com Escorpião e Peixes | menor compatibilidade com Sagitário.
  • Leão: dá match com Áries e Sagitário | menor compatibilidade com Capricórnio.
  • Virgem: dá match com Touro e Capricórnio | menor compatibilidade com Aquário.
  • Libra: dá match com Gêmeos e Aquário | menor compatibilidade com Peixes.
  • Escorpião: dá match com Câncer e Peixes | menor compatibilidade com Aquário.
  • Sagitário: dá match com Áries e Aquário | menor compatibilidade com Virgem.
  • Capricórnio: dá match com Touro e Virgem | menor compatibilidade com Leão.
  • Aquário: dá match com Gêmeos e Libra | menor compatibilidade com Touro.
  • Peixes: dá match com Câncer e Escorpião | menor compatibilidade com Libra.

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Ansiedade coletiva para o jogo da Copa, neurocientista explica

 

Domingo tem mais um jogo decisivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, e o fenômeno se repete: a ansiedade coletiva. Segundo a aromaterapeuta e neurocientista Daiana Petry, o cérebro humano foi programado para reagir intensamente a eventos coletivos carregados de significado emocional, como uma Copa do Mundo. 

“Embora pareça apenas entusiasmo esportivo, esse comportamento tem uma explicação neurocientífica já que eventos coletivos de grande impacto emocional ativam mecanismos cerebrais que fazem milhares de pessoas experimentar sentimentos semelhantes ao mesmo tempo”, diz. 

O cérebro humano é altamente influenciado pelo comportamento do grupo. Quando milhões de pessoas direcionam sua atenção para um mesmo acontecimento, nosso sistema nervoso tende a amplificar emoções como expectativa, tensão e excitação. 

Segundo a especialista, essa resposta tem origem no sistema límbico, conjunto de estruturas cerebrais responsável pelo processamento das emoções, da memória e da resposta ao estresse. 

"Antes mesmo de a bola rolar, o cérebro já está antecipando diferentes cenários. Ele imagina o resultado, prevê consequências, relembra vitórias e derrotas anteriores e prepara o organismo para reagir. Essa antecipação aumenta a liberação de substâncias relacionadas ao estado de alerta, como adrenalina e cortisol, fazendo com que muitas pessoas sintam aceleração dos batimentos cardíacos, dificuldade para relaxar, inquietação e até alterações no sono." 

Daiana conta que a incerteza é um dos maiores gatilhos da ansiedade. Enquanto o resultado é desconhecido, o cérebro permanece tentando prever o que pode acontecer, mas após o fim da partida, independentemente do placar, essa ativação tende a diminuir, pois o cérebro deixa de lidar com a incerteza.
 

Como usar aromas para ajudar o cérebro a desacelerar antes do jogo

Segundo a aromaterapeuta, alguns óleos essenciais possuem compostos aromáticos associados, em estudos, à redução da percepção subjetiva do estresse e ao favorecimento de um estado de relaxamento. A recomendação é utilizá-los 20 a 30 minutos antes do início da partida, criando um ambiente mais tranquilo para o cérebro.

A especialista sugere uma combinação simples para criar um ambiente emocionalmente mais equilibrado:

  • 2 gotas de lavanda
  • 2 gotas de laranja-doce

Coloque a mistura em um difusor de aromas cerca de 30 minutos antes da partida e mantenha a difusão por aproximadamente uma hora, em ambiente ventilado.

"A proposta não é diminuir a emoção do jogo, mas ajudar o cérebro a sair do estado de hiperalerta. O futebol continua emocionante, mas o organismo responde de forma mais equilibrada, permitindo que a experiência seja vivida com mais prazer e menos tensão", finaliza Daiana Petry. 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry


Frase do Dia de Augusto Branco: "Se todas as batalhas dos homens se dessem apenas nos campos de futebol, quão belas seriam as guerras."

Durante a Copa do Mundo de 2026 as pessoas vibram com disputas que unem paixões sem derramar sangue, e uma reflexão do poeta Augusto Branco ganha força ao dialogar com um dos maiores desafios da humanidade: transformar rivalidade em convivência. 

 

Autor best-seller, pioneiro da micropoesia e reconhecido como um dos poetas mais relevantes do século XXI, Augusto Branco construiu uma obra marcada pela capacidade de condensar grandes reflexões em poucas palavras. Seu trabalho recebeu reconhecimento internacional ao ser citado em um estudo publicado na revista inglesa *Nature*, que o apontou entre as pessoas mais notáveis do mundo na categoria Cultura, evidenciando o alcance de sua produção literária.

 

Não por acaso, essa frase ressurge com especial significado durante a Copa do Mundo. O torneio representa um raro momento em que nações de diferentes culturas, idiomas, religiões e histórias entram em disputa dentro de regras compartilhadas, tendo como árbitro o respeito às normas do jogo. A rivalidade é intensa, as emoções são profundas, mas, ao apito final, o resultado permanece restrito ao esporte.

 

Fora dos gramados, entretanto, o cenário mundial é muito menos inspirador. A guerra entre Rússia e Ucrânia continua provocando destruição e sofrimento. No Oriente Médio, o conflito em Gaza segue produzindo uma grave crise humanitária, enquanto as tensões envolvendo o Irã ampliam a instabilidade regional. Segundo levantamentos de instituições internacionais especializadas em estudos da paz e dos conflitos, o mundo vive atualmente o maior número de conflitos armados desde o fim da Segunda Guerra Mundial, uma realidade que evidencia o alto custo das disputas travadas com armas em vez de diálogo.

 

É justamente nesse contexto que a frase de Augusto Branco revela toda a sua potência. Ela não romantiza a guerra; ao contrário, propõe uma inversão simbólica: que as batalhas humanas aconteçam apenas onde a vitória não exige mortes, onde o adversário é respeitado e onde a competição termina com um aperto de mãos. 


Talvez seja essa a maior lição que o futebol oferece ao mundo. Em noventa minutos, povos inteiros encontram uma forma de competir sem destruir uns aos outros. Se o esporte não pode resolver sozinho os conflitos da humanidade, ele ao menos preserva viva a esperança de que rivalidades possam ser substituídas pelo respeito, pela convivência e pela celebração daquilo que nos une. Afinal, quando as disputas permanecem apenas dentro das quatro linhas, todos saem vencedores.



Exercícios em casa no inverno: a rotina não entra em modo hibernação

No inverno, tudo conspira contra o treino, e manter a rotina de exercícios se torna um desafio

 

No inverno, tudo conspira contra o treino.

A cama parece ter ímã.

O banho quente vira projeto de vida.

A academia do bairro, que em janeiro parecia “logo ali”, em julho fica com distância psicológica de aeroporto internacional.

E é justamente nessa época que a rotina precisa ser mais forte do que a vontade. Porque exercício em casa não depende de coragem épica, trilha sonora motivacional ou promessa de segunda-feira. Depende de repetição. De ambiente preparado. De equipamento funcionando. E de entender que o corpo no frio não liga muito para o seu drama: ele só precisa de mais cuidado para começar. 

No frio, o corpo demora mais para “ligar”

Treinar no inverno exige paciência com o próprio corpo. Músculos, articulações e tendões ficam mais rígidos quando a temperatura cai. Por isso, sair do sofá e ir direto para uma corrida forte na esteira é uma ideia quase tão boa quanto lavar roupa branca com meia vermelha.

O aquecimento deixa de ser detalhe e passa a ser parte obrigatória do treino. Antes de aumentar a velocidade, a carga ou a intensidade, o ideal é preparar o corpo com movimentos leves e progressivos: caminhada, mobilidade articular, exercícios de ativação e alongamentos dinâmicos.


Alongar no frio também exige bom senso. Não é o momento de forçar amplitude como se você estivesse disputando vaga no circo. O alongamento deve ajudar o corpo a ganhar mobilidade, não virar uma negociação agressiva com seus ligamentos. 


Rotina em casa precisa de horário, espaço e menos desculpa

Treinar em casa é confortável, mas também é perigoso para a disciplina. Afinal, a esteira está ali. A bike está ali. O remo está ali. E você também está ali, perfeitamente capaz de ignorar todos eles com uma xícara de café na mão.


Por isso, rotina precisa ter hora. Não precisa ser longa, perfeita ou cinematográfica. Precisa acontecer.


Criar um espaço fixo ajuda muito. Um local ventilado, limpo, com boa iluminação, tomada adequada e sem objetos espalhados ao redor do equipamento. Tapete embolado, brinquedo no chão, extensão atravessada e garrafa largada perto da esteira são pequenos convites ao caos doméstico.


O treino em casa precisa parecer parte da rotina, não um evento especial que depende do alinhamento dos planetas. 


Umidade excessiva: o inimigo silencioso dos equipamentos

No inverno, principalmente em regiões úmidas, o ambiente fechado pode virar uma pequena estufa de problemas. A umidade excessiva afeta estruturas metálicas, componentes eletrônicos, painéis, rolamentos, correias, cabos e conexões.


Equipamentos fitness precisam ficar em locais secos, ventilados e protegidos de respingos, infiltrações e variações extremas de temperatura. Deixar esteira, bike ou remo encostado em parede úmida, lavanderia fechada ou ambiente sem circulação de ar pode acelerar oxidação, mau contato e desgaste de peças.

 

Depois do treino, também é importante limpar suor e umidade das superfícies. Suor não é troféu permanente. Ele contém sais e pode contribuir para corrosão e ressecamento de materiais. Um pano seco ou levemente umedecido, seguido de secagem, já evita muita dor de cabeça.

 

Eletricidade estática: pequena, chata e real

No frio e em ambientes secos, a eletricidade estática pode aparecer com mais frequência. Ela pode causar pequenos choques ao tocar em partes metálicas, interferências em painéis eletrônicos e desconforto durante o uso.

Para reduzir esse problema, vale cuidar do ambiente e da instalação. Use tomadas adequadas, com aterramento correto, evite extensões improvisadas e mantenha o equipamento em uma superfície estável. Roupas muito sintéticas, pisos muito secos e ambientes sem controle de umidade também podem favorecer o acúmulo de estática.

Parece detalhe? Parece. Até você tomar um choque leve no painel e achar que a esteira está tentando se defender. 


Manutenção: equipamento parado também precisa de cuidado

Um erro comum é achar que o equipamento só desgasta quando está sendo usado. No inverno, muita gente reduz a frequência de treino e deixa o aparelho parado por semanas. Só que poeira, umidade e falta de movimentação também impactam a conservação.

Esteiras precisam de atenção à lona, ao alinhamento, à limpeza da área do motor e à lubrificação conforme orientação do fabricante. Bikes e elípticos precisam de verificação de pedais, parafusos, regulagens e ruídos. Remos exigem cuidado com trilhos, puxadores, apoios e sistema de resistência.


Antes de voltar ao treino com intensidade, faça uma inspeção simples: veja se há ruídos estranhos, folgas, instabilidade, cheiro de queimado, painel falhando ou partes ressecadas. Equipamento fitness não deve funcionar no grito. Se está fazendo barulho demais, algo está pedindo atenção. 



Gallant
www.gallantoficial.com.br


A VOLTA AO PARAÍSO

Interditado parece igual a proibido. Seja um lugar, um conhecimento, uma pessoa, o que se deseja está ali, ao alcance. Com o acesso negado, contudo. Religiosa e psicanaliticamente, porém, o interdito é um proibido com significados marcantes. Não é um proibido qualquer. Exemplos: um interdito católico é um preceito eclesiástico que nega o acesso a lugares sagrados; o incesto é um interdito social relevante para a psicanálise.

Há, pois, uma diferença relevante entre proibido e interditado: no proibido eu obedeço, ou não, à ordem proibitiva externa; o interdito eu internalizo, logo, obedeço, aparentemente, a mim mesmo, ou ao que, provavelmente, em mim, produziu a interdição.

Convido a um raciocínio que nunca li, mas que, talvez, outros já tenham desenvolvido melhor antes de mim: o feminino, na tradição ocidental, é um interdito. Explico-me: na nossa cultura, a mulher sempre foi o “objeto” que mais se controlou. Foi submetido a controle não apenas o seu corpo, mas a sua movimentação, a sua fala, a sua vontade, a sua postura, os seus sonhos, o seu órgão sexual.

Embora todos os avanços pós-1960, creio que a “coisa” mais controlada do mundo ainda seja o órgão sexual feminino. Sobre a anatomia há uma geografia, e, nela, delimita-se acesso a determinadas “regiões”. Assuntei para a questão porque pensava no Dia da Mulher e via nos jornais aqueles corpos cobertos de preto que se movem nas praças, ou revoltosas, ou sob paz forçada, do Oriente Médio. Sim, roupa não é a apenas roupa; expressa uma cultura.

Já, lá na terra dela, namorei uma moça mulçumana que, pelos costumes do seu lugar, cobria o corpo, incluindo o rosto. Tenho foto com ela, e creio saber o que digo: a foto conta perto de nada, não se conhece quem está dentro da roupa. É interessante: os jogos de aproximação são pelo olhar, pelos sons de algum sorriso, por gestos, pela precisão das palavras, mas, no fundo, você se relaciona sem saber exatamente com quem.

Por aqui é diferente, sim, claro. Mas as sobras da tradição semita nos habitam. O nosso mito “oficial” de fundação, o Velho Testamento, conta que a mulher comeu do fruto da árvore interditada do conhecimento, e, dele, deu de comer ao homem. Pronto: souberam-se nus, tiveram vergonha (será?) e, ainda por cima, inauguraram o pecado original.

Eu aprecio pecados, originais ou não, mas as mulheres sofrem a consequência da desobediência revolucionária de Eva. A mulher que inaugura a mitologia semita foi coberta por folhas de figueira e até hoje é censurada, agredida e até morta, se tira ou mesmo se reduz a roupa.

Homens judeus, cristãos e muçulmanos interditaram as mulheres, em prejuízo deles mesmos. Penso assim por que nos espaços civilizatórios em que as mulheres se libertam das imposições masculinas elas se podem autorizar a dispensar muito da sua obrigação de cobrir-se, o que as emancipa em muitos sentidos (roupa pode ser repressão), e a se relacionar sexualmente com razoável liberdade (sexualidade é autonomia).

Contudo, um contraditório comportamento: mesmo mulheres autônomas, se encontram o “seu” homem, regra geral, são conduzidas ou recaem em submissão. São interditadas ou mesmo se autointerditam para o mundo. Por que será assim? De onde vem isso? Sobras reminiscentes de autoridade patriarcal, introjetada por milênios. Proibição subjetivada. Interdito.

Homens têm licença para expor o dorso em qualquer cultura de fundo semita; mulheres, não. Descreio que uma muçulmana, ao se dirigir à rua, cogite se deve ou não se cobrir; simplesmente se cobre. Desacredito que uma cristã brasileira, ao ir à praia, ajuíze sobre vestir biquíni; veste-o sem refletir. Brasileiras, contudo, descobrem a bunda, algumas os seios, o que é bom, no sentido de que conquistaram o poder fazê-lo.

Será que não se dispensariam de mais vestes se não houvesse um resto de domínio machista estabelecendo um mínimo interditado? Mulheres, regressem ao Paraíso! Eduquem os homens. Alguns protestarão, mas outros vão imitá-las. A natureza governaria os corpos. Seria o éden, a liberdade primitiva. Que nos venha esse céu. Amém.

 

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


3 em cada 4 brasileiros acreditam que usar caneta emagrecedora muda como são vistos pelos outros, revela pesquisa da Ecglobal

Imagem gerada por IA

Estudo da empresa do Grupo Stefanini com 402 entrevistas e 206 conversas em comunidade mapeia motivadores, barreiras e estigmas que moldam a decisão de uso

 

As canetas emagrecedoras já fazem parte das decisões de consumo dos brasileiros. Uma pesquisa da Ecglobal, empresa da unidade de negócios Stefanini Marketing especializada em pesquisa de mercado e comunidades digitais, mostra que 75% dos respondentes acreditam que o uso desses medicamentos pode influenciar a forma como são percebidos por pessoas próximas. Entre eles, 32% afirmam que sim e 43% que talvez. Apenas 25% consideram que não haveria impacto. 

O estudo combinou 402 entrevistas com 206 conversas em comunidade, utilizando a metodologia Community Insights para mapear percepções, motivações e barreiras relacionadas ao uso desses medicamentos. 

Quando consideram o uso, os brasileiros apontam como principais motivações alcançar o peso desejado (36%), sentir-se melhor com a própria aparência (35%) e melhorar a saúde ou reduzir riscos médicos (32%). A recomendação médica aparece em quarto lugar, citada por 29% dos respondentes, abaixo de motivações ligadas à estética e à saúde autopercebida. Ver resultados que dieta e exercício não trouxeram motiva 27% e a influência de alguém próximo que usou e se deu bem aparece para 11%. 

A decisão combina objetivos de saúde, bem-estar e imagem pessoal. Os dados indicam que a categoria já ultrapassou o estágio de curiosidade e passou a fazer parte das possibilidades consideradas ativamente por uma parcela relevante dos consumidores. 

Entre as barreiras, efeitos colaterais e custo lideram as resistências. A ausência de indicação médica figura entre os aspectos menos relevantes para quem considera o uso, o que sugere que as preocupações estão mais associadas à experiência e ao acesso ao tratamento do que ao desconhecimento da categoria. 

O estigma persiste, mas mudou de forma. As conversas em comunidade mostram que a popularização dos medicamentos reduziu o tabu em torno do tema, mas não eliminou os julgamentos sobre os caminhos escolhidos para o emagrecimento. A frase "ela não emagreceu, ela usou caneta emagrecedora" é recorrente nas redes e ilustra um preconceito que se desloca. Não é mais sobre o medicamento existir, mas sobre quem merece o resultado. 

"Esses dados mostram um consumidor que já passou da fase de curiosidade. Ele avalia benefícios, pesa efeitos colaterais, calcula o custo e ainda negocia com o olhar das pessoas ao redor. A comunicação do setor ainda não acompanhou esse nível de maturidade. Marcas de saúde e bem-estar têm uma oportunidade clara: entrar nessa conversa com inteligência, não com promessa. O consumidor já sabe o que o medicamento faz. O que ele ainda busca é se sentir compreendido na decisão de usá-lo", afirma Luca Bon, CEO da Ecglobal. 

O que a pesquisa revela, no conjunto, é que o mercado de medicamentos injetáveis para emagrecimento entrou em uma fase onde o conhecimento sobre a categoria já não é o gargalo. O consumidor brasileiro conhece, considera e decide. O que ainda pesa na balança é a experiência esperada, o custo do tratamento e o julgamento do entorno. Farmacêuticas, planos de saúde, clínicas e marcas de bem-estar que souberem ler esses fatores como parte da jornada de decisão, e não como ruído a ser superado, vão encontrar um consumidor mais receptivo e uma conversa mais honesta.


Grupo Stefanini
stefanini.com


Vai praticar esporte radical? Saiba como identificar se uma atividade oferece condições seguras

Professora de Educação Física do CEUB explica o que observar antes de contratar atividades de aventura e lista sinais que podem indicar riscos à segurança
 

A procura por atividades como tirolesa, rapel, escalada, trilhas, paraquedismo e saltos em altura cresceu nos últimos anos entre pessoas que buscam adrenalina, contato com a natureza e superação de limites. Mas a repercussão de um acidente fatal em atividade de aventura nesta semana reacendeu alerta: como saber se uma experiência oferece condições adequadas de segurança? Leandra Batista, professora do curso de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), lista critérios que podem ajudar o consumidor a identificar operações mais preparadas e reduzir os riscos de acidentes.

"A emoção faz parte da proposta dessas atividades, mas ela não pode vir à frente da segurança. O praticante precisa entender que a escolha da empresa, dos profissionais e dos equipamentos é tão importante quanto a experiência em si", afirma. Para a especialista, um dos erros mais comuns é escolher uma atividade apenas pelas fotos nas redes sociais ou pelo preço mais baixo: "É fundamental pesquisar a empresa, as avaliações de clientes e saber quem são os profissionais responsáveis pela operação."

A busca por adrenalina não deve significar assumir riscos desnecessários. "O esporte de aventura pode ser uma experiência positiva quando existe planejamento, orientação adequada e respeito aos protocolos. Segurança não diminui a emoção; ela permite que a atividade aconteça da forma correta", destaca a docente do CEUB. Segundo ela, todo participante deve fazer algumas perguntas antes de contratar atividade de aventura.

Entre os principais pontos de atenção antes de contratar, estão:



A empresa oferece orientações antes da atividade?

Toda atividade de aventura deve incluir um briefing de segurança, com explicações sobre os equipamentos, os riscos envolvidos e os procedimentos que devem ser seguidos durante a prática. "A ausência de orientações ou uma explicação muito superficial pode ser um sinal de alerta", destaca.



Os equipamentos estão em boas condições?

Capacetes, cordas, mosquetões, cadeirinhas, coletes e sistemas de ancoragem precisam passar por inspeções frequentes. "O participante não precisa ser especialista para perceber quando um equipamento está mal conservado ou quando não existe uma rotina visível de conferência antes do uso."



Há profissionais capacitados acompanhando a atividade?

Segundo Leandra, a presença de instrutores treinados e em número compatível com o grupo é fundamental. "Uma operação segura depende de supervisão constante. É importante que existam profissionais disponíveis para orientar e agir rapidamente em caso de emergência."



Existe um plano para situações de emergência?

Outro ponto é verificar se a empresa possui protocolos para primeiros socorros, resgate e acionamento de equipes especializadas. "Mesmo quando tudo é planejado corretamente, imprevistos podem acontecer. Por isso, a resposta à emergência também faz parte da segurança." Leandra reforça que muitas ocorrências estão relacionadas a falhas em procedimentos considerados básicos: "Em diversas modalidades, os acidentes acontecem justamente quando protocolos de segurança deixam de ser seguidos ou quando etapas de conferência são negligenciadas".



O preparo físico também conta

Além da estrutura oferecida pela empresa, especialistas lembram que a condição física do praticante também influencia diretamente a segurança. Fadiga excessiva, problemas cardiovasculares, lesões prévias ou limitações físicas podem aumentar os riscos durante atividades que exigem força, resistência ou coordenação motora. "Nem sempre a pessoa precisa ser atleta, mas é importante conhecer seus limites e respeitar as orientações dos profissionais."



5 sinais de alerta antes de iniciar uma atividade de aventura


Antes de iniciar uma atividade de aventura, vale redobrar o cuidado se houver:

Equipamentos desgastados ou com aparência de má conservação;

Falta de orientações de segurança;

Pressa para iniciar a atividade;

Equipe desorganizada;


Ausência de conferência dos equipamentos antes do uso.



Meta diz remover 92% da nudez antes de denúncias, mas perfis seguem ativos

Apesar das regras internas da plataforma e das exigências do ECA Digital, vídeos pornográficos seguem circulando no Reels e alcançando até contas simuladas como de menores de idade.

 

Perfis com conteúdo pornográfico continuam ativos no Instagram, acumulando milhões de visualizações e driblando sistemas de moderação da plataforma, apesar das regras internas que proíbem esse tipo de material e de legislações mais rígidas voltadas à proteção de menores. 

Os conteúdos circulam principalmente pelo Reels, área de vídeos curtos impulsionada por algoritmos de recomendação. Em muitos casos, aparecem para usuários que não seguem os perfis, ampliando o alcance mesmo sem interação direta com as contas de origem. 

Além da pornografia explícita, parte das publicações inclui links externos suspeitos, com risco de direcionamento a páginas maliciosas. Testes indicam que alguns desses conteúdos também chegam a contas simuladas como menores de idade, o que contraria normas de proteção infantil — num cenário em que 73% dos menores brasileiros já mantêm perfis ativos em redes sociais, índice que chega a 91% entre adolescentes, segundo levantamento do Projeto Brief com a plataforma Swayable, realizado com 1.800 pais e responsáveis de todo o país. 

A Meta afirma que remove 92% dos conteúdos com nudez antes de denúncias de usuários e que utiliza sistemas automatizados para identificar violações. Em nota, a empresa diz não ter interesse na manutenção de conteúdos que infrinjam suas políticas e reforça o uso de tecnologia para moderação. 

No Brasil, o ECA Digital obriga plataformas a adotarem mecanismos para impedir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos pornográficos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados afirma que há infração quando medidas razoáveis não são aplicadas de forma eficaz. Ainda assim, o desconhecimento é alto: apenas 36% dos pais já ouviram falar do ECA Digital. 

O impacto emocional já aparece nos lares: 46% dos pais percebem nos filhos problemas ligados ao uso das redes. “Estamos falando de uma geração que cresce em ambientes digitais altamente estimulantes, com pouca mediação e grande capacidade de impactar autoestima, comportamento e relações. O risco não está apenas no conteúdo extremo, mas no uso cotidiano, que pode afetar o desenvolvimento emocional”, diz Karen Scavacini, psicóloga, especialista em saúde mental e fundadora do Instituto Vita Alere.
  


Karen Scavacini - psicóloga e pesquisadora, mestre em Saúde Pública pelo Karolinska Institutet (Suécia) e doutora em Psicologia pela USP. Fundou em 2013 o Instituto Vita Alere, pioneiro em posvenção e saúde mental digital no Brasil. Representa o país na International Association for Suicide Prevention (IASP) e é membro fundadora da ABEPS. Sua atuação combina ambientes digitais, educação emocional e pesquisa aplicada em saúde mental.
 

Culpa por não estar feliz pode ser positividade tóxica; entenda

Magnific
Cobrança para parecer bem o tempo todo pode levar à culpa e à negação das emoções, explica especialista

 

Você já se sentiu errado por estar triste, mesmo tendo motivo para isso? Muita gente passa por uma fase difícil e, ainda assim, tenta responder que está tudo bem, agradecer pelo problema e encontrar um lado positivo antes mesmo de entender o que sente. 

Esse comportamento pode estar ligado à positividade tóxica. O termo é usado para descrever a cobrança de manter uma atitude positiva a qualquer custo, mesmo diante de tristeza, medo, raiva, luto ou frustração. 

Para Gustavo Arns, especialista em Ciência da Felicidade, a questão não está em cultivar otimismo, esperança ou gratidão, mas em transformar felicidade em obrigação. 

“A verdade é que nós vivemos hoje numa ditadura da felicidade. Se não estamos felizes 100% do tempo, parece que tem algo de errado conosco. Então, além de sentir tristeza, sentimos culpa por nos sentir tristes”, afirma.

 

Veja sinais de positividade tóxica 

A positividade tóxica pode aparecer de forma sutil. Na prática, esse tipo de cobrança pode aparecer em atitudes como: 

·         Sentir culpa por estar triste, mesmo quando há motivo para isso;

·         Tentar encontrar um lado positivo em tudo antes de acolher o que sente;

·         Esconder dificuldades para parecer forte ou grato;

·         Responder ao sofrimento dos outros com frases prontas;

·         Evitar conversas difíceis para não parecer negativo;

·         Achar que emoções como raiva, medo e tristeza são falhas pessoais.

 

Quando a positividade deixa de ajudar

 

Ser otimista pode ajudar uma pessoa a atravessar momentos difíceis. O problema aparece quando a positividade vira uma forma de apagar emoções reais, em vez de ajudar a lidar com elas.

 

No cotidiano, isso pode aparecer em frases como “pense positivo”, “pelo menos você tem saúde”, “tudo acontece por um motivo” ou “não fique assim”. Embora muitas vezes sejam ditas com boa intenção, essas respostas podem fazer a pessoa sentir que não tem espaço para sofrer.

 

Segundo Arns, todas as emoções fazem parte da vida humana. O incômodo começa quando a pessoa passa a negar o que sente para sustentar uma imagem de força, leveza ou gratidão permanente.

 

“Todas as emoções são importantes, precisam ser abraçadas e acolhidas. A tristeza também tem lugar na vida humana”, diz Arns.


 

O que fazer no lugar

 

O caminho não é abandonar o pensamento positivo. A questão é permitir que ele conviva com a realidade.

 

Em vez de tentar corrigir rapidamente o que o outro sente, pode ser mais útil abrir espaço para acolhimento. Frases como “imagino que esteja difícil”, “você quer conversar sobre isso?” ou “eu não sei como vai ser, mas estou aqui” ajudam a reconhecer a dor sem tentar anulá-la.

 

Para Gustavo Arns, acolher emoções difíceis é parte de uma vida emocional mais madura. A felicidade, nesse sentido, não exige negar a dor.

 

“A vida feliz não é uma vida livre de problemas. É uma vida com capacidade de lidar com eles”, avalia.


 

Quando buscar ajuda

De forma geral, sentir tristeza, ansiedade ou desânimo em alguns momentos faz parte da vida. Mas quando essas emoções se tornam persistentes, atrapalham o sono, alimentação, trabalho, relações ou cuidados básicos, é importante procurar ajuda profissional.

 

Também vale buscar apoio quando a pessoa sente que precisa esconder tudo o que sente, não consegue falar sobre sofrimento ou vive tentando parecer bem para não decepcionar os outros. 

Segundo Arns, reconhecer emoções difíceis não significa abandonar o otimismo. A diferença está em permitir que tristeza, medo, raiva ou frustração sejam percebidos antes de tentar transformar tudo em uma resposta positiva.

 

Gustavo Arns - especialista em Ciência da Felicidade, mestre em Estudos da Felicidade pela Centenary University, nos Estados Unidos, e idealizador do Congresso Internacional de Felicidade, realizado anualmente em Curitiba. É fundador da Escola Brasileira de Ciências Holísticas e criou o Centro de Estudos da Felicidade, além de coordenar a primeira graduação em Ciência da Felicidade do Brasil. É professor em cursos de pós-graduação e autor de livros sobre felicidade e bem-estar, entre eles Ser feliz: é possível?, finalista do Prêmio Jabuti 2025, escrito com Monja Coen, e O dilema das galinhas felizes, com Leandro Karnal. Também atua como palestrante e consultor para empresas e instituições. Seus cursos, eventos e formações já impactaram mais de 150 mil pessoas.



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