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domingo, 23 de agosto de 2026

Agosto "Mês do Cachorro Louco": MSD Saúde Animal explica o mito por trás do ditado popular e reforça a importância da vacinação antirrábica



Em meio ao mês marcado pela conscientização e por alertas recentes sobre a raiva, incluindo um caso canino confirmado, especialista da MSD Saúde Animal desmistifica crenças populares e reforça a vacinação anual como única forma de proteção

 

Quem nunca ouviu a famosa expressão de que agosto é o "mês do cachorro louco"? O ditado popular, passado de geração em geração, costuma associar este período do ano a um suposto aumento da agressividade ou de casos de loucura em cães. No entanto, por trás da superstição, existe uma explicação estritamente climática e biológica, além de um alerta fundamental para a saúde pública: a prevenção contra a raiva animal.

A médica-veterinária Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, explica que o mito tem origem principalmente em comportamentos reprodutivos e sociais dos cães. “Historicamente, em determinadas épocas do ano, a presença de fêmeas no cio favorece uma maior interação entre os animais. O odor liberado pelas cadelas atrai os machos, que podem competir entre si e apresentar comportamento mais agitado, aumentando a ocorrência de brigas. Essa percepção contribuiu para a crença de que os cães ficariam mais agressivos em agosto, mas não existe qualquer relação entre o período e uma suposta ‘loucura’ ou o surgimento espontâneo de doenças”, esclarece. 

Segundo a especialista, a associação com o mês de agosto também tem raízes históricas. Em épocas em que a raiva era mais frequente e o controle sanitário era limitado, o aumento de contatos e mordeduras entre cães favorecia a transmissão do vírus. Com o tempo, essa coincidência ajudou a consolidar o chamado “mito do cachorro louco” na cultura popular. Hoje, graças aos avanços na medicina veterinária, à vacinação e ao controle da doença, sabe-se que não há evidências científicas que relacionem agosto a um aumento da raiva ou a alterações comportamentais generalizadas nos cães.


A real ameaça: o vírus da raiva

Embora a agressividade generalizada em agosto seja um mito, a raiva é uma realidade grave que exige atenção constante. Trata-se de uma das zoonoses mais antigas e letais do mundo, causada por um vírus da família Rhabdoviridae, com taxa de mortalidade próxima de 100%. A transmissão ocorre do animal infectado para o ser humano ou outros mamíferos, principalmente por meio da saliva (mordeduras, arranhaduras ou lambeduras).

A relevância de manter a vacinação atualizada ganhou ainda mais evidência recentemente, com a confirmação pela Secretaria Estadual da Saúde de um caso de raiva canina em uma cidade do interior de São Paulo após cerca de três décadas sem registros na região. O episódio reforça que, embora controlada nas áreas urbanas, a zoonose continua circulando em populações de animais silvestres, como morcegos, que podem infectar pets não vacinados.

Apesar de não ter cura após o início dos sintomas neurológicos, que incluem alterações comportamentais, salivação excessiva, dificuldade para engolir e paralisia, a doença é evitável através da vacinação 

“Casos isolados reacendem o alerta para a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada em todo o país. A vacinação antirrábica é recomendada pelas autoridades sanitárias e constitui a principal barreira de proteção. Além de salvar a vida do animal, ela previne a transmissão para as pessoas e garante a segurança da saúde pública”, destaca Kathia Soares.


Ciência e impacto social na prevenção

Para oferecer uma proteção robusta e segura, a indústria veterinária desenvolveu soluções de alta tecnologia. Uma das principais referências disponíveis no mercado é a Nobivac® Raiva, vacina inativada da MSD Saúde Animal. Formulada com a cepa Pasteur (a mesma utilizada em vacinas humanas), ela é indicada para cães, gatos e ferrets a partir dos 3 meses de idade, oferecendo eficácia comprovada mesmo em cenários de alto desafio sanitário.

Além de disponibilizar tecnologia de ponta no mercado, a MSD Saúde Animal atua diretamente no suporte à saúde pública por meio de iniciativas sociais de grande impacto. Através do projeto Bravecto do Bem, a companhia viabilizou a distribuição de mais de 112 mil doses da Nobivac® Raiva para ONGs parceiras de proteção animal e escolas de cães-guia nos últimos anos.

Globalmente, a empresa também lidera o Programa Afya, iniciativa que há 30 anos já doou mais de 8 milhões de vacinas contra a raiva em regiões da África e Ásia, protegendo comunidades inteiras e caminhando rumo à meta global de eliminação da raiva

"O 'mês do cachorro louco' deve ser lembrado não como uma época de preconceito contra os animais, mas como o momento ideal para o responsável checar a carteirinha do pet. Levar o animal ao médico-veterinário para atualizar a dose anual da vacina é um ato de amor com o pet e de responsabilidade com toda a sociedade", conclui Kathia Soares. 



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).



O "upgrade" que a sua vida não sabia que precisava: o efeito pet

Mais do que um novo amigo, adotar um animal é um convite a uma rotina mais ativa, saudável e repleta de um afeto que transforma

 

A decisão de adotar um animal de estimação é um marco. A partir desse momento ambas as vidas serão transformadas para sempre: a do animal, que ganha um lar, e a sua, que ganha um novo sentido. Mas o que realmente muda no dia a dia do tutor depois que o novo amigo de quatro patas atravessa a porta? A resposta é: praticamente tudo, e quase sempre para melhor.

Se você está pensando em adotar, prepare-se para uma jornada de transformações que começam na rotina e chegam até a sua saúde.


A nova rotina: um ritmo com propósito

O primeiro impacto da chegada de um pet é na organização do seu dia. O despertador passa a ter um novo motivo (um focinho gelado ou um miado insistente), os horários de alimentação se tornam sagrados e os passeios se transformam compromissos inadiáveis. Para alguns, isso pode parecer uma perda de espontaneidade, mas a grande maioria dos responsáveis descobre nisso um novo e bem-vindo ritmo de vida, com mais estrutura, disciplina e pequenas pausas que fazem toda a diferença.


A casa ganha vida (e pelos!)

O silêncio de uma casa vazia dá lugar ao som de patinhas correndo pelo corredor. A chegada na porta, antes um ato solitário, se transforma em uma festa diária de boas-vindas. Ter um pet é redescobrir a alegria nas coisas simples: uma brincadeira no meio da tarde, um carinho no sofá, a certeza de que você nunca mais está verdadeiramente sozinho. Essa companhia constante cria um senso de propósito e uma conexão emocional profunda, preenchendo a rotina com afeto incondicional.


O que a ciência confirma: os benefícios para a sua saúde

As mudanças não são apenas percebidas, elas são mensuráveis. A ciência tem dedicado cada vez mais estudos para entender o impacto positivo dos animais na vida dos humanos.

"A chegada de um animal adotado reconfigura a vida de uma pessoa em todos os níveis. Começa com a nova rotina de passeios e alimentação, mas rapidamente evolui para uma profunda transformação emocional e até física", afirma Ricardo Menezes, médico-veterinário e Gerente de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet. A ciência hoje comprova o que os responsáveis sentem na prática: a convivência com um pet reduz o estresse, nos torna mais ativos e amplia nossos laços sociais. É uma troca onde ambos, humano e animal, florescem juntos. Cuidar de um pet é, em última instância, uma forma poderosa de cuidar de nós mesmos.”

Entre os principais benefícios documentados, estão:

  • Redução do estresse: O simples ato de acariciar um animal pode ajudar a diminuir os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e aumentar a liberação de ocitocina, o "hormônio do amor", promovendo uma sensação de calma e bem-estar.
  • Incentivo ao movimento: Especialmente para os responsáveis de cães, a necessidade de passeios diários é um convite constante à atividade física, combatendo o sedentarismo e melhorando a saúde cardiovascular.
  • Novas conexões sociais: Um pet funciona como uma incrível "ponte social". Passear com o cão no parque ou na praça do bairro facilita a aproximação e a conversa com outras pessoas, ajudando a criar laços de amizade.

No fim das contas, adotar é uma via de mão dupla. É um compromisso que exige tempo, dedicação e planejamento, mas que devolve em dobro com amor, companheirismo e uma vida comprovadamente mais feliz e saudável.

 

PremieRpet®
www.premierpet.com.br
PremieRpet® Responde: 0800 055 6666 (de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30)


Seca e mudanças de manejo podem elevar riscos de clostridioses no rebanho

Restrição alimentar, contaminação da água e falhas na adaptação às dietas de confinamento reforçam a necessidade de prevenção antes dos primeiros sinais

 

A redução da disponibilidade e da qualidade das pastagens durante o período seco altera a rotina das propriedades pecuárias. A suplementação, o uso de alimentos conservados e a entrada de animais em sistemas de confinamento ajudam a manter o desempenho produtivo, mas exigem cuidados sanitários e nutricionais para reduzir a exposição a fatores associados às clostridioses.

 

O tema ganha relevância diante do avanço da terminação intensiva no país. O Censo de Confinamento Brasil 2025 mostrou que 9,25 milhões de bovinos foram abatidos após passarem por sistemas de confinamento, volume 16% superior ao registrado em 2024 e o maior da série do levantamento.

 

Com a expansão desse modelo de produção, tornam-se ainda mais importantes os cuidados sanitários e nutricionais capazes de reduzir os fatores de risco associados às clostridioses. Embora a seca não seja a causa direta dessas doenças, a escassez de alimento, a concentração dos animais em determinadas fontes de água, o consumo de alimentos mal conservados e as mudanças bruscas na dieta podem aumentar a vulnerabilidade do rebanho.

 

As clostridioses são provocadas por bactérias do gênero Clostridium ou pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão botulismo, tétano, carbúnculo sintomático — a chamada manqueira —, gangrena gasosa, enterotoxemias e hemoglobinúria bacilar. A vacinação, associada às boas práticas de manejo, é uma das principais estratégias de prevenção.

 

“Durante a seca, o desafio não está apenas na menor oferta de pastagem. Animais submetidos à restrição nutricional podem buscar fontes alternativas para saciar a fome, ficando mais expostos a plantas tóxicas, restos orgânicos e materiais contaminados. A redução do volume e da qualidade da água também precisa ser observada com atenção”, explica Ingo Mello, Médico-veterinário e Gerente Técnico de Gado de Corte na Ourofino Saúde Animal. 

 

Água e alimentos exigem atenção redobrada 

Entre as enfermidades relacionadas às condições encontradas na seca está o botulismo, intoxicação causada por toxinas da bactéria Clostridium botulinum. A contaminação pode ocorrer pela ingestão de água, ração, silagem ou feno com matéria orgânica em decomposição, inclusive restos de pequenos animais ou aves.

 

Por isso, açudes, bebedouros, caixas e demais pontos de dessedentação devem ser inspecionados com frequência, especialmente quando há redução do volume de água. A conservação adequada dos alimentos, a suplementação mineral e a retirada e destinação correta de carcaças também ajudam a reduzir os riscos.

 

Outro momento de atenção ocorre quando os animais deixam o pastejo e passam a receber dietas com maior quantidade de concentrado. A adaptação precisa ser gradual, com formulação adequada e acompanhamento profissional. Mudanças bruscas, erros no fornecimento e diferenças individuais na resposta à dieta podem provocar alterações ruminais, queda no consumo e distúrbios metabólicos, além de favorecer enfermidades associadas a bactérias do gênero Clostridium.

 

Transporte, mistura de animais de diferentes origens, mudança de ambiente e processamento no curral também geram estresse. Por isso, o histórico sanitário deve ser verificado antes da entrada no sistema intensivo, para que a proteção do lote não comece somente quando os animais já estiverem expostos aos principais desafios.

 

Prevenção deve começar antes do período de maior risco 

Como algumas clostridioses apresentam evolução rápida e opções limitadas de tratamento após o aparecimento dos sinais, o protocolo preventivo deve ser definido com orientação de um médico-veterinário e considerar idade, categoria, histórico vacinal, condições da propriedade e desafios epidemiológicos da região.

 

Animais nunca vacinados ou com histórico desconhecido geralmente precisam de um esquema inicial com mais de uma dose para desenvolver proteção adequada, seguido dos reforços recomendados e do cumprimento das condições corretas de conservação e aplicação das vacinas.

 

“Quando falamos em clostridioses, esperar o aparecimento dos sinais pode significar agir tarde demais. A vacinação precisa ser planejada antes da seca, da mudança de dieta ou da entrada no confinamento, com respeito ao esquema inicial e aos reforços”, destaca Mello.

 

Soluções integradas ao protocolo sanitário 

O especialista da Ourofino Saúde Animal recomenda o uso de vacinas polivalentes, enfatizando a aplicação e o reforço nas categorias de maior risco: animais de até um ano, com histórico desconhecido ou em casos de surto. Para animais adultos já imunizados, a recomendação é o reforço anual.

 

“A vacina é uma ferramenta essencial, mas deve integrar um programa mais amplo. Água segura, alimento bem conservado, adaptação nutricional, suplementação adequada e boas práticas de aplicação atuam de forma complementar para reduzir riscos antes que se transformem em perdas produtivas ou mortalidade”, destaca Mello. 

  

Ourofino Saúde Animal


Como tornar a ida ao veterinário menos estressante para gatos

 

Veros Hospital Veterinário
Mudanças simples em casa, no transporte e no ambiente de atendimento podem tornar a experiência mais tranquila para os felinos e facilitar a avaliação clínica


 Gatos têm temperamento diferente dos cachorros, e essa individualidade deve ser levada em consideração tanto por sua família humana quanto pelos veterinários durante as consultas de rotina. É preciso ficar atento aos sinais de estresse e tomar providências para minimizar o desconforto. 

Para muitos felinos, o mal-estar começa antes da chegada à clínica ou hospital, com o ingresso na caixa de transporte e o deslocamento de carro. Ao entrar no ambiente médico, o desafio continua, com o contato com cheiros e sons desconhecidos e outros animais. “Ao contrário dos cães, que costumam demonstrar emoções de forma mais evidente, os gatos tendem a reagir de maneira mais discreta diante de situações de medo e ansiedade. Alguns ficam completamente imóveis, outros tentam fugir ou se esconder. Eles também podem reagir à manipulação ou miar bastante”, explica Dra. Camila Ferreiro, médica veterinária especialista em felinos do Veros Hospital Veterinário.


O que o tutor pode fazer antes da consulta 

Segundo Dra. Camila, a preparação em casa pode reduzir significativamente o impacto da visita ao veterinário. “A caixa de transporte deve ficar acessível ao gato alguns dias antes da consulta com uma manta ou objeto familiar dentro dela. Durante o trajeto, cobri-la parcialmente ajuda a diminuir os estímulos visuais. O pet pode permanecer nela até o momento do atendimento e é importante evitar retirá-lo de maneira abrupta. Além disso, podem ser utilizados feromônios específicos, desde que haja autorização prévia do veterinário”. 

O comportamento dos gatos é fortemente influenciado pelo ambiente. Sons intensos, odores de outros animais, movimentação constante e o contato com cães podem aumentar o estado de alerta dos felinos, tornando toda a jornada da consulta ainda mais difícil e estressante. Clínicas adaptadas para suas necessidades diminuem o nível de tensão e permitem que a consulta seja conduzida de maneira mais tranquila. “Na medicina felina, o ambiente faz parte do atendimento. Quando o gato é recebido em um espaço pensado para ele, conseguimos realizar a consulta de forma mais tranquila e segura. Isso melhora a experiência do animal e também facilita a avaliação clínica”, destaca Dra. Camila.
 

Ambiente preparado para felinos ajuda a reduzir o estresse 

O Hospital Veros Veterinário desenvolveu uma estrutura voltada exclusivamente aos gatos. Eles aguardam em salas de espera separadas dos cães e são atendidos em consultórios reservados para medicina felina, por profissionais experientes que conhecem o comportamento da espécie, membros ativos da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABEFel) e da American Association of Feline Practitioners (AAPP). “Adotamos a proposta Cat Friendly Practice, com uma equipe especializada e protocolos definidos para reduzir o estresse durante consultas, exames, cirurgias e internações. Nossos ambientes são acolhedores, com iluminação adequada à sua visão sensível e enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais, como descansar em locais elevados”, ressalta Dra. Camila.


Elanco lança Bexacat™, o primeiro tratamento oral diário para diabetes felina no Brasil

Medicamento oferece alternativa às tradicionais aplicações de insulina e pode facilitar o controle da doença em gatos recém-diagnosticados

 

A Elanco Saúde Animal anuncia o lançamento do Bexacat™ (bexagliflozina), primeiro e único comprimido oral diário aprovado no Brasil para o tratamento da diabetes mellitus felina. Indicado para gatos recém-diagnosticados, clinicamente estáveis e que ainda não receberam tratamento com insulina, o medicamento representa uma nova opção terapêutica ao substituir as tradicionais aplicações diárias de insulina por uma administração oral, uma vez ao dia, proporcionando rápido e contínuo controle glicêmico com risco mínimo de hipoglicemia clínica.

A diabetes mellitus felina é uma doença endócrina caracterizada pela incapacidade do organismo de regular adequadamente os níveis de glicose no sangue. Sem tratamento adequado, pode provocar complicações graves, como neuropatia, infecções urinárias, cetoacidose diabética e até levar o animal à morte.

"O tratamento da diabetes tradicionalmente exige aplicações diárias de insulina, ajustes frequentes de dose e maior rigor com o monitoramento. Esse controle pode representar um desafio tanto para as equipes veterinárias quanto para os responsáveis, influenciando a adesão ao tratamento e seus resultados ao longo do tempo. A chegada de uma alternativa oral amplia as possibilidades terapêuticas e pode facilitar essa rotina", afirma Tatiana Pavan, médica-veterinária e consultora técnica da divisão de Pet Health da Elanco.

Embora seja considerada uma enfermidade pouco frequente, estima-se que a diabetes afete cerca de 0,5% da população felina, com maior ocorrência em gatos adultos, machos castrados e com sobrepeso. O crescimento da população de gatos, o aumento da expectativa de vida e fatores como obesidade e sedentarismo têm contribuído para que a doença seja observada com maior frequência na rotina clínica.

Segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB) e da Abinpet, o Brasil possui cerca de 32,3 milhões de gatos, o equivalente a aproximadamente 19% da população pet do país. Esse cenário reforça a importância de ampliar as opções terapêuticas disponíveis para enfermidades crônicas que acompanham o envelhecimento dos animais.

Bexacat™ pertence à classe dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (SGLT2). Diferentemente da insulina, o medicamento reduz os níveis de glicose no sangue ao aumentar sua eliminação pela urina, contribuindo para o controle glicêmico. Estudos clínicos demonstraram taxas superiores a 80% de sucesso no controle da doença em gatos tratados.

Além da eficácia clínica, o medicamento também busca facilitar a administração em casa. Pesquisas1 mostram que um a cada três responsáveis por gatos prefere comprimidos como primeira opção para medicar seus animais. Em um estudo de campo com 125 gatos avaliados por até três anos, 96% dos tutores conseguiram administrar facilmente o comprimido. Os atributos do produto levaram o Bexacat™ a receber o reconhecimento "Easy to Give", concedido pela International Cat Care/ISFM, que reconhece medicamentos veterinários desenvolvidos para serem mais fáceis de administrar aos gatos, considerando aspectos como palatabilidade, tamanho do comprimido, formulação, precisão da dose e via de administração.

O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para o sucesso do tratamento. Entre as manifestações clínicas mais comuns estão aumento da ingestão de água, aumento da frequência urinária, perda de peso e aumento do apetite. A confirmação é realizada por meio de exames laboratoriais que avaliam os níveis de glicose no sangue e na urina. Quando identificada precocemente e tratada adequadamente, a doença pode ser controlada e, em alguns casos, entrar em remissão.

"O aumento da longevidade dos gatos tem ampliado a incidência de doenças crônicas na rotina clínica. Assim como acontece na medicina humana, a obesidade, fazer menos atividade física e envelhecimento são fatores que favorecem o desenvolvimento da diabetes. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para oferecer mais qualidade de vida e aumentar a longevidade dos animais”, explica Tatiana.

Com o lançamento de Bexacat™, a Elanco amplia seu portfólio de medicina felina. A companhia também oferece Varenzin™, Elura™ e Fortekor™ Flavour para o cuidado da doença renal crônica, além de Credeli™ Gatos, Seresto™, Drontal™ Gatos, Milbemax™ G e Advocate™ Gatos para proteção contra os principais parasitas que afetam os felinos.

"Nosso compromisso é apoiar médicos-veterinários e responsáveis com soluções que contribuam para um cuidado cada vez mais completo, desde a prevenção até o tratamento. Bexacat™ representa mais um passo importante nessa estratégia e reforça o pilar de inovação da Elanco. A companhia mantém seu compromisso de desenvolver soluções específicas para as necessidades dos gatos, ampliando as possibilidades terapêuticas para doenças que, historicamente, eram tratadas com medicamentos não desenvolvidos especificamente para a espécie.", conclui Mariana Gabaldi, Gerente de Produto de Pet Health da Elanco.

Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br , siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr) e no LinkedIn (@elancobrasil).

 

 - Taylor, Samantha et al. "Pesquisa online das experiências dos donos em medicar seus gatos em casa." J Feline Med Surg. 2022. 24(12):1283-1293.

 

Elanco Animal Health
www.elanco.com.br

 

26/08 - Dia Mundial do Cachorro: 6 erros que os tutores cometem achando que estão agradando os cães

Pesquisa mostra que a forma como tutores interpretam as emoções dos cães influencia a maneira como reagem a comportamentos desafiadores; especialista alerta para excesso de humanização, falta de limites e rotina desequilibrada


 

No Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, cresce a reflexão sobre a profundidade da relação entre cães e tutores. Os cães fazem parte da rotina emocional das famílias e respondem de forma sensível ao ambiente e ao comportamento de seus tutores. Uma pesquisa publicada pela revista Frontiers in Psychology analisou 194 pessoas e mostrou que a forma como os humanos interpretam as emoções de cães e gatos influencia as decisões tomadas diante de comportamentos considerados desafiadores. O estudo constatou que, quanto mais intenso era o comportamento apresentado, maior era a percepção de emoções como medo e raiva e também a probabilidade de os participantes adotarem alguma forma de intervenção.

 

Dar carinho o tempo todo, permitir que o cão faça tudo o que quiser, mantê-lo constantemente ao lado do tutor ou acreditar que qualquer comportamento é apenas uma demonstração de afeto são atitudes comuns na rotina de quem considera o cachorro um membro da família. O problema é que, em alguns casos, aquilo que parece cuidado pode não atender às necessidades comportamentais do animal.

 

Para Cleber Santos,  Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO da Comportpet, esse vínculo precisa ser acompanhado de uma rotina adequada e de limites claros. Alguns hábitos feitos pelos tutores na tentativa de agradar o animal podem, na prática, gerar insegurança e comportamentos indesejados.

 

A seguir, o especialista aponta alguns dos erros mais comuns cometidos pelos tutores nesse processo:

 

Quando carinho vira falta de limites 

Um dos principais erros apontados pelo especialista é confundir afeto com ausência de regras. A proximidade entre tutor e pet é positiva, mas não elimina a necessidade de estabelecer uma rotina clara e uma comunicação consistente.

 

“O comportamento é resultado direto da forma como esse animal foi criado, conduzido e socializado. Qualquer cão, independentemente da raça, pode morder diante de situações de medo, dor, estresse ou insegurança. A mordida, afinal, é seu principal mecanismo de defesa. Muitos tutores confundem afeto com ausência de limites”, diz Cleber.

 

Falta de previsibilidade também afeta o cão 

Mudanças constantes ou a ausência de horários definidos podem contribuir para um ambiente menos previsível para o animal. 

 

“O comportamento é uma resposta ao ambiente, à rotina e à forma como o animal é conduzido. Quando não há previsibilidade e segurança, o pet entra em estado de alerta, o que pode evoluir para quadros de ansiedade. A previsibilidade é o que traz estabilidade emocional. Sem isso, o pet vive em alerta constante”, afirma.

 

Excesso de estímulos pode ter o efeito contrário 

A ideia de que quanto mais atividades, pessoas e estímulos, melhor pode não funcionar para todos os cães. Ambientes muito movimentados ou mudanças bruscas também podem afetar o comportamento.

 

“Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território”, explica Cleber.

 

Não basta agradar: é preciso estimular corretamente 

Outro erro comum é acreditar que manter o cão sempre confortável significa evitar atividades que exijam esforço físico ou mental. A falta de direcionamento da energia também aparece no comportamento.

 

“Muitas vezes, o tutor enxerga destruição ou latidos como desobediência, mas o que existe é uma rotina desequilibrada. O problema não está no comportamento, mas na falta de direcionamento dessa energia”, reforça.

 

Ignorar sinais de desconforto pode piorar o problema 

O estudo mostrou que a percepção que o humano tem sobre medo e raiva influencia diretamente a resposta escolhida diante de um comportamento desafiador.

 

“Bocejos frequentes, lambedura excessiva do focinho, respiração acelerada, inquietação, destruição de objetos, latidos excessivos, isolamento e necessidade constante de atenção podem indicar desconforto emocional. Muitas pessoas esperam sinais mais explícitos, como latidos e rosnados, mas a agressividade começa de forma muito mais silenciosa”, explica.

 

Humanizar não significa tratar o cão como humano 

A humanização dos pets aproximou os animais das famílias e fortaleceu os vínculos afetivos, mas também pode levar os tutores a interpretar as necessidades do cão a partir exclusivamente de referências humanas.

“O maior erro ainda é esperar o problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possível prevenir a maioria dos comportamentos indesejados e construir uma convivência muito mais leve”, afirma.

 

O equilíbrio está em combinar vínculo afetivo com estrutura. “Cães equilibrados são resultado de ambientes previsíveis, estímulos adequados e tutores que sabem ler e respeitar seus limites. Quando isso não acontece, o comportamento acaba sendo a forma que o animal encontra para se expressar”, conclui.

 

 Comportpet


Casos de raiva canina caem 98%, mas vacinação de cães e gatos continua essencial

Doença passou de 635 registros em 2002 para 13 em 2025; especialista da WeVets explica por que a imunização ainda é necessária 


O Brasil reduziu em 98% o número de casos de raiva canina em pouco mais de duas décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 635 casos em 2002, contra 13 em 2025. O resultado está relacionado à vacinação de cães e gatos, às ações de vigilância e ao controle de focos, mas não significa que a doença tenha deixado de representar um risco. 

A raiva é uma doença viral que acomete mamíferos e apresenta letalidade próxima de 100%. Embora a circulação da variante do vírus associada a cães esteja controlada no país, o agente continua presente em ciclos silvestres, principalmente entre morcegos. Cães e gatos podem ter contato com esses animais e, em determinadas situações, participar novamente da cadeia de transmissão. 

“Os números mostram que a vacinação funciona e foi fundamental para controlar a raiva no ciclo urbano. Mas o controle da doença não significa que o risco desapareceu. Enquanto houver circulação do vírus em animais silvestres, cães e gatos continuam precisando estar protegidos”, explica Vinícius Rodrigues, médico veterinário na WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil. 

A cobertura vacinal também mostra que ainda há espaço para ampliar a proteção. Em 2025, a vacinação antirrábica de cães e gatos alcançou 78% de cobertura nacional, segundo o Ministério da Saúde. A meta utilizada nas campanhas é de pelo menos 80% da população estimada. A cobertura elevada é considerada uma das principais estratégias para impedir a reintrodução da variante canina e manter a doença sob controle. 

A vigilância permanece necessária. Entre 2015 e 2026, foram registrados 270 casos de raiva em cães e gatos no Brasil. Do total, 205 ocorreram em cães domésticos. Até junho de 2026, seis casos haviam sido registrados no país, todos associados a variantes de animais silvestres. 

Para os tutores, a recomendação é manter a vacinação antirrábica dentro do calendário de cuidados do pet e conferir regularmente a carteira de vacinação. A indicação da primeira dose e dos reforços deve considerar a idade, o histórico de imunização e as condições de saúde de cada cão ou gato. 

“É comum que o tutor associe a vacina antirrábica apenas às campanhas públicas, mas ela precisa fazer parte do acompanhamento preventivo do pet. Na consulta, o médico-veterinário consegue verificar se a vacinação está atualizada e orientar o melhor momento para cada dose”, afirma o especialista da WeVets. 

O contato com morcegos também merece atenção. Mesmo um pet que vive exclusivamente dentro de casa pode eventualmente entrar em contato com um animal silvestre que tenha acesso ao ambiente doméstico. Por isso, diante de qualquer contato suspeito, o tutor deve evitar manipular o animal e procurar orientação veterinária e dos serviços de vigilância em saúde. 

A queda de 98% nos casos de raiva canina mostra o impacto das políticas de vacinação e vigilância no controle da doença. Para a WeVets, manter cães e gatos imunizados é uma medida de proteção individual e coletiva, que ajuda a preservar os avanços obtidos no controle da raiva no país.

 

Leishmaniose segue presente em todo o Brasil e reforça importância da prevenção

Agosto Verde-Claro chama atenção para doença transmitida pelo mosquito-palha; cuidados com os cães e o ambiente fazem parte das estratégias para reduzir o risco de transmissão

 

Presente nas cinco regiões do Brasil, a leishmaniose visceral segue como um desafio para a saúde pública. O novo Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, aponta que 24.454 casos da doença em humanos foram registrados entre 2015 e 2024. Embora o número de novos casos tenha caído 69,7% entre 2017 e 2024, a ampla distribuição geográfica da doença reforça a importância da prevenção.

 

O cenário ganha destaque durante o Agosto Verde-Claro, mês dedicado à conscientização sobre a leishmaniose, doença causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida principalmente pela picada de flebotomíneos infectados, popularmente conhecidos como mosquito-palha. Em áreas urbanas, o cão é considerado o principal reservatório do parasita, segundo o Ministério da Saúde. A transmissão, no entanto, não ocorre pelo contato direto entre o animal e as pessoas, mas por meio do inseto vetor.

 

Para Juliana Aguiar, gerente de marketing da Ourofino Pet, a campanha é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da população sobre uma doença que exige atenção permanente. 

 

“Quando falamos em leishmaniose, informação e prevenção precisam caminhar juntas. O Agosto Verde-Claro ajuda a colocar o tema em evidência, mas os cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano. Acompanhamento veterinário, proteção contra o mosquito transmissor e atenção ao ambiente são medidas complementares que contribuem não apenas para a saúde dos cães, mas também para uma questão mais ampla de saúde pública”, afirma.

 

Sinais podem demorar a aparecer

 

Nem sempre a infecção é facilmente percebida. Alguns cães podem permanecer infectados por períodos prolongados sem sinais aparentes. Quando surgem manifestações clínicas, elas podem incluir emagrecimento progressivo, queda de pelos, feridas na pele de difícil cicatrização, crescimento excessivo das unhas, apatia, perda de apetite, alteração renal em alguns casos e lesões oculares. Alterações no comportamento ou na condição física do animal devem ser avaliadas por um médico-veterinário, responsável por definir a necessidade de investigação e diagnóstico.

 

Prevenção exige combinação de cuidados 

Como a transmissão depende do vetor, a prevenção envolve diferentes frentes, como a manutenção de quintais e áreas externas limpas para dificultar a proliferação do inseto transmissor, com redução do acúmulo de matéria orgânica, o acompanhamento periódico com o médico-veterinário e a utilização de produtos repelentes adequados para cães. O Ministério da Saúde inclui o controle do vetor e o manejo ambiental entre as estratégias de enfrentamento da leishmaniose visceral e incorporou o uso de coleiras impregnadas com inseticida (a base de Deltametrina) às ações destinadas a municípios prioritários.

 

No portfólio da Ourofino Pet, Leevre é uma coleira indicada para repelência e mortalidade de Lutzomyia longipalpis, vetor da leishmaniose visceral canina, além de auxiliar no controle de pulgas e carrapatos. Ela também é recomendada pelas novas diretrizes do Brasileish (Grupo de Estudos em Leishmaniose Animal)

 

“Não existe uma única medida que, isoladamente, substitua todos os demais cuidados. A prevenção precisa ser incorporada à rotina e discutida com o médico-veterinário, inclusive para que cada animal receba a orientação adequada de acordo com seu perfil e com a região onde vive”, complementa Juliana.

 

Ourofino Saúde Animal

 

Teste genético para pets aponta predisposições antes dos sintomas e orienta cuidados com cães e gatos

Exame realizado uma única vez avalia riscos associados a mais de 300 doenças em cães e mais de 90 em gatos, além de sensibilidades a medicamentos, riscos oncológicos e composição racial


Grizlle era um boxer e morreu ainda jovem. A perda marcou Eduardo Lemos, que, anos depois, ao assistir a um documentário sobre genética, se fez uma pergunta difícil de responder: se as ferramentas disponíveis atualmente já existissem naquela época, seria possível ter identificado algum risco e cuidado dele de outra forma? Não há como saber se um teste teria mudado aquela história, mas a inquietação levou o executivo a estudar o assunto e, posteriormente, a fundar a Petgenoma, empresa brasileira especializada em testes genéticos para animais. 

A história de Grizlle ajuda a explicar uma tecnologia que começa a ganhar espaço nos cuidados com cães e gatos. A partir de uma coleta bucal simples e indolor, o teste genético analisa o DNA do animal e identifica variantes associadas a predisposições a doenças, sensibilidades a determinados medicamentos e outras características que podem orientar o acompanhamento ao longo da vida. 

O exame não diagnostica uma doença nem significa que o animal necessariamente desenvolverá determinada condição. A informação genética funciona como um sinal de atenção que deve ser interpretado pelo médico-veterinário em conjunto com o histórico do pet, a avaliação clínica, os exames de rotina e fatores como idade, alimentação, peso e estilo de vida. 


Teste genético para pets amplia as possibilidades de cuidado preventivo 

Diferentemente de exames que mostram como o organismo está em um momento específico, o teste genético pode ser realizado apenas uma vez, porque o DNA permanece o mesmo durante toda a vida. Quanto mais cedo as informações são conhecidas, maior é o período disponível para que o responsável e o médico-veterinário discutam formas de acompanhamento e cuidados preventivos. 

Os painéis disponíveis atualmente podem avaliar predisposições relacionadas a condições cardíacas, renais, neurológicas, oftalmológicas e oncológicas, entre outras. Um resultado que indique maior risco para determinada doença pode levar o médico-veterinário a recomendar atenção a sinais específicos ou exames periódicos direcionados. As decisões, no entanto, dependem sempre da avaliação individual do animal. 

“O teste genético não prevê o futuro nem determina que uma doença irá acontecer. Seu valor está em oferecer uma informação que antes não estava disponível. Quando conhecemos uma predisposição, podemos conversar com o médico-veterinário sobre quais sinais observar, quais exames podem ser acompanhados e quais aspectos da rotina merecem mais atenção. É uma forma de transformar conhecimento em cuidado antecipado”, explica Eduardo Lemos, fundador e CEO da Petgenoma


Genética também pode orientar o uso de medicamentos 

Outra aplicação é a farmacogenética, área que estuda como as características do DNA podem influenciar a resposta do organismo a determinados medicamentos. Alguns animais apresentam variantes associadas a maior sensibilidade ou a uma forma diferente de metabolizar certos fármacos. Conhecer essa informação pode ajudar o médico-veterinário a avaliar com mais cuidado as alternativas disponíveis em situações como tratamentos contínuos, cirurgias e procedimentos anestésicos. 

“Cada animal pode responder de maneira diferente a um mesmo medicamento. A farmacogenética acrescenta uma informação individual ao processo de decisão, permitindo que o médico-veterinário considere possíveis sensibilidades ao definir um tratamento. Não se trata de indicar automaticamente um medicamento ou uma dose, mas de oferecer mais um dado para uma escolha clínica fundamentada e personalizada”, afirma Lemos.  


Como o responsável pode fazer o teste genético do pet 

O responsável recebe em casa um kit acompanhado das orientações para a coleta bucal, que pode ser feita sem agulhas e sem sedação. O material é enviado ao laboratório da Petgenoma, localizado na Universidade de São Paulo (USP), onde o DNA passa por análises genéticas e bioinformáticas. Segundo a empresa, o relatório fica disponível em até 15 dias úteis após o recebimento da amostra. 

Para Arthur Silva, gerente regional de Diagnósticos de Precisão para a América Latina na QIAGEN, companhia que fornece as tecnologias usadas na coleta e na extração do DNA, parece um detalhe, mas a qualidade do resultado começa na fricção do coletor na bochecha do animal.  

“Se a amostra rende pouco material ou chega degradada, o laboratório não consegue analisar e o tutor precisa repetir a coleta. O coletor e a química de extração contribuem para que essa etapa não seja o ponto fraco do exame", aponta. 

Os testes contemplam mais de 300 riscos genéticos à saúde em cães e mais de 90 em gatos, além de informações sobre farmacogenética. Dependendo da modalidade escolhida, também podem apresentar dados sobre composição racial, características físicas e comportamentais, consanguinidade, parentesco, predisposição à obesidade e riscos oncológicos. 

“A comparação com a vacina ajuda a mostrar como precisamos ampliar a ideia de prevenção. A vacinação protege contra doenças infecciosas específicas; o teste genético oferece informações que podem apoiar o acompanhamento de riscos hereditários e condições crônicas. São ferramentas diferentes, que não se substituem, mas que contribuem para uma mesma mudança de olhar: cuidar da saúde antes que um problema apareça”, acrescenta Eduardo Lemos. 

Para Eduardo, a principal contribuição da tecnologia está justamente na possibilidade de dar às famílias informações que ele não teve quando cuidava de Grizlle. 

“Não é possível afirmar que um teste teria mudado a história dele. Mas aquela perda me fez pensar em quantos animais poderiam ser acompanhados de maneira diferente se seus responsáveis e veterinários conhecessem alguns riscos com antecedência. A Petgenoma nasceu desse desejo de tornar a genética acessível e útil para ajudar os pets a viverem mais e melhor”, conclui. 

Os testes para cães e gatos estão disponíveis para responsáveis de todo o Brasil no site da Petgenoma


QIAGEN


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