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domingo, 4 de outubro de 2026

O que seu pet faz quando sente dor? Pesquisa mostra sinais que podem passar despercebidos

Brunna Gomes Re
Estudo realizado a partir de pacientes atendidos pelo Serviço de Cuidados Paliativos e Controle de Dor do HOVET-USP mostra a importância de combinar avaliação veterinária e percepção dos tutores para individualizar o controle da dor

 

Como identificar se um animal está sentindo dor (e em qual intensidade) quando ele não consegue verbalizar o que sente e nem sempre demonstra sofrimento de maneira evidente? Foi movida por esse desafio que a médica-veterinária Brunna Gomes Re aprofundou seus estudos sobre avaliação da dor crônica em cães e gatos ainda durante sua formação na Universidade de São Paulo (USP), tendo como orientadora a professora dra. Denise Fantoni, referência em dor e anestesiologia veterinária; e participação da veterinária Terezinha Martins.

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a pesquisa analisou 602 pacientes atendidos pelo Serviço de Cuidados Paliativos e Controle de Dor do Hospital Veterinário da USP (HOVET-USP). Os registros abrangeram 10 anos de estudos, e envolveram cães e gatos com doenças crônicas que demandavam um protocolo estruturado de controle da dor, mas que antes, com ferramentas padronizadas de mensuração na primeira consulta e no acompanhamento, não obtinham o resultado de alívio esperado.

O interesse de Brunna pelo tema surgiu a partir da cirurgia e da anestesia, áreas em que o controle adequado da dor tem papel importante na recuperação dos pacientes. “Aprendemos que a própria dor é uma peça fundamental na recuperação do paciente e pode piorar o quadro apenas pelo fato de não ser controlada. Além disso, diferente dos humanos, os animais muitas vezes não expressam a dor de forma óbvia”, explica.

Outro desafio é que cada animal responde de maneira individual tanto ao estímulo doloroso quanto às medicações utilizadas para controlá-lo. Por isso, segundo a veterinária, é necessário considerar cada paciente e cada caso separadamente na definição do protocolo.

Nesse processo, a percepção de quem convive diariamente com o animal é fundamental. Diminuição do apetite, menor nível de atividade, alterações na interação com os tutores e, em alguns casos, mudanças gastrointestinais podem indicar a presença de dor. Na avaliação analisada pela pesquisa, uma das ferramentas utilizadas era uma escala visual de zero a dez, na qual zero representava ausência de dor e dez, o nível máximo. O tutor indicava o grau que considerava mais coerente com a situação do animal.

Essa percepção era associada à anamnese, ao exame clínico e à avaliação do veterinário. Um questionário sobre comportamento e sinais físicos também gerava uma pontuação que permitia avaliar quanto a presença e a intensidade da dor afetavam a qualidade de vida daquele paciente. Entre os 602 casos estudados estavam animais com afecções oncológicas, artrite, artrose, problemas de coluna e outras alterações ortopédicas. O ponto em comum era a necessidade de um controle de dor estruturado e eficiente.

Para o estudo, a eficácia das ferramentas e dos protocolos instituídos seria considerada alcançada quando houvesse melhora de pelo menos 20% na qualidade de vida. O resultado era medido pela comparação dos escores obtidos nos questionários aplicados no início do tratamento e aproximadamente 30 dias depois. “Quando o paciente seguia as recomendações corretamente e não apresentava nenhuma outra condição concomitante, a grande maioria apresentava a melhora esperada, superando as nossas expectativas”, relata Brunna.


Gatos exigem atenção especial

Nos felinos, reconhecer a dor pode ser ainda mais desafiador. Segundo a veterinária, gatos nem sempre apresentam sinais tão visíveis quanto cães e são altamente sensíveis ao estresse e a alterações de rotina, fatores que também podem provocar mudanças comportamentais.

É nesse cenário que a combinação entre as informações fornecidas pelo tutor e um bom exame físico se torna especialmente importante. Alguns sinais podem ser bastante discretos. “Muitas vezes, os gatos com dor podem apresentar mudanças na posição das orelhas e fechamento leve dos olhos, o que, dependendo da interação do paciente com o tutor, pode facilmente passar despercebido”, explica Brunna Re.


Dor crônica exige individualização

A avaliação ganha ainda mais importância em animais com doenças crônicas e oncológicas. Segundo os dados levantados na pesquisa, cerca de 50% dos pacientes oncológicos apresentam dor importante durante a progressão da doença. Nos estágios avançados, essa proporção poderia chegar a 75%.

Para Brunna, esses casos reforçam porque um mesmo protocolo não necessariamente funciona da mesma maneira para todos. “Como cada paciente apresenta uma resposta individualizada, o protocolo padronizado muitas vezes pode não resultar no controle adequado da dor”, afirma.

Ao considerar a enfermidade, as características individuais do animal e o tratamento ao qual ele está sendo submetido, é possível estabelecer uma abordagem específica e acompanhar sua resposta por meio da avaliação clínica, da escala visual e dos questionários de qualidade de vida.

Mesmo após o período contemplado pela pesquisa, as ferramentas continuaram a fazer parte da rotina dos pacientes selecionados pelo serviço. Brunna também participou do acompanhamento de novos casos e de tratamentos e protocolos específicos. Para a veterinária, a principal mensagem permanece atual: reconhecer e controlar a dor depende da combinação entre conhecimento clínico e observação cotidiana. “É importante destacar como a dor deve ser corretamente avaliada pelo veterinário em parceria com o tutor para, assim, aplicar ao paciente o protocolo mais indicado às suas características individuais”, conclui Brunna Gomes Re.


Dia Mundial Contra a Raiva: entenda os riscos da doença e desmistifique os principais mitos sobre a vacinação de pets

Especialista da MSD Saúde Animal alerta sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a zoonose; iniciativa destaca ainda parcerias globais e doações de vacinas pelo Programa Afya e projeto Bravecto do Bem

 

Em 28 de setembro é celebrado o Dia Mundial Contra a Raiva, uma data de conscientização sobre uma das zoonoses mais antigas, graves e letais do mundo. Causada por um vírus da família Rhabdoviridae, a raiva afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos, e apresenta letalidade próxima de 100%. A principal via de transmissão é a saliva do animal infectado, introduzida por mordeduras, arranhões ou lambidas em mucosas e peles lesionadas. 

Apesar de sua gravidade, a raiva é uma doença que pode ser prevenida, e a vacinação regular de cães e gatos tem papel fundamental nesse cenário. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em 2026, o Brasil completa 10 anos sem registros de raiva humana transmitida pelas variantes virais tipicamente caninas (AgV1 e AgV2), um marco importante alcançado por meio dos esforços contínuos de vacinação, vigilância e controle da doença ao longo das últimas décadas. 

Apesar do avanço histórico, a vigilância precisa ser constante e o cenário recente exige atenção redobrada. Casos pontuais registrados no país — com alertas e monitoramentos intensificados no Rio de Janeiro e em outras regiões — acendem o sinal de alerta sobre a circulação do vírus. Atualmente, as ocorrências e riscos de infecção estão predominantemente associados ao contato com animais silvestres, como morcegos e primatas, ou a animais de companhia que contraíram o vírus por meio dessas espécies. 

Como cães e gatos em áreas rurais e urbanas podem caçar ou ter contato com morcegos que entram em residências ou quintais, a vacinação desses animais contribui para criar uma importante barreira de proteção para toda a família. “A vacinação antirrábica não é apenas uma medida de proteção para cães e gatos, mas uma ferramenta indispensável de saúde pública. Quando mantemos a vacina do animal em dia, reduzimos o risco de que ele contraia o vírus do ciclo silvestre e que ocorra a transmissão às pessoas”, alerta Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal. 

Para esclarecer as principais dúvidas da população sobre a raiva, a especialista reuniu informações essenciais:
 

1. Animais que vivem dentro de apartamento não precisam ser vacinados?
MITO. Mesmo pets que vivem exclusivamente dentro de casa e sem acesso à rua devem receber a vacina antirrábica anualmente. Morcegos insetívoros e frugívoros frequentemente entram em imóveis urbanos e sacadas de apartamentos. Caso o animal tente interagir ou caçar o morcego infectado, pode haver a transmissão do vírus.
 

2. Cães e gatos vacinados protegem também a saúde dos responsáveis?
VERDADE. Cães e gatos atuam como "barreira epidemiológica". Como o convívio diário entre pets e humanos é muito próximo, ter a população animal 100% vacinada é o principal fator para prevenir que o vírus chegue até os humanos em áreas urbanas.
 

3. Todo animal com raiva fica agressivo e salivando?
MITO. A raiva pode se manifestar de diferentes formas, e nem todo animal infectado apresenta agressividade e salivação intensa. Na chamada forma furiosa, podem ocorrer alterações de comportamento, agitação, agressividade e dificuldade para engolir, que pode estar associada à salivação excessiva. Já na forma paralítica, predominam sinais neurológicos, como fraqueza, dificuldade de locomoção e deglutição e paralisia progressiva. Por isso, mudanças repentinas de comportamento e sinais neurológicos também merecem atenção.
 

4. A raiva tem cura depois do aparecimento dos sinais?
MITO. Após o surgimento das manifestações clínicas, a raiva apresenta letalidade próxima de 100%, tanto em animais quanto em seres humanos. Por isso, em caso de mordida, arranhão ou outro contato de risco com um animal suspeito ou morcego, o local deve ser lavado imediatamente com água e sabão, e a pessoa deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação e, quando indicada, realização da profilaxia pós-exposição.
 

5. A vacinação deve ser feita todos os anos?
VERDADE. Desde o estabelecimento de diretrizes de saúde pública no Brasil, a vacinação de cães e gatos contra a raiva é recomendada e obrigatória anualmente a partir dos três meses de idade.
 

Como prevenir e proteger seu pet

A vacinação pode ser feita tanto por meio das campanhas públicas quanto em clínicas e estabelecimentos médico-veterinários. No portfólio da MSD Saúde Animal, a Nobivac® Raiva destaca-se como uma vacina inativada elaborada com a cepa Pasteur — a mesma referência utilizada nas vacinas humanas. Indicada para cães, gatos e ferrets a partir de 3 meses, o biológico oferece proteção robusta e segura mesmo em áreas com desafio epidemiológico.
 

Doações e iniciativas sociais

Com o objetivo de unir a prevenção e o impacto social, a MSD Saúde Animal também atua ativamente por meio de programas nacionais e globais. No Brasil, o projeto Bravecto do Bem apoia diversas ONGs, incentiva a adoção responsável e realiza a doação de insumos essenciais para a causa animal. Desde 2024, a iniciativa destina mais de 100 mil doses de vacinas contra a raiva para instituições sérias como AMPARA Animal, Instituto Caramelo, Cão sem Dono, Instituto Reddogs e a Escola de Cães Guias Helen Keller. 

Em âmbito internacional, a companhia reforça seu apoio ao Programa Afya (Link), uma iniciativa sem fins lucrativos que há 30 anos já doou mais de 8 milhões de doses de vacinas Nobivac®Raiva em regiões em desenvolvimento e conscientizou mais de 12 milhões de pessoas, trabalhando de forma contínua para erradicar a raiva transmitida por cães e gatos em todo o mundo. 

“Trabalhamos ao lado de parceiros, ONGs e da comunidade médico-veterinária para demonstrar como o acesso à vacina e à informação correta transforma realidades e salva vidas diária e continuamente”, conclui Soares.



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Como escolher um alimento completo e balanceado para o seu gato? Conheça ingredientes que fazem a diferença na nutrição dos pets

 Salmão, linhaça, beterraba, cenoura, espinafre e canjiquinha são alguns dos ingredientes que contribuem para a vitalidade e longevidade dos felinos

 

A sociedade está cada vez mais conectada aos animais e, entre os tutores, os pets são a coisa mais importante em suas vidas. É o que afirmam 37% dos entrevistados em uma pesquisa global realizada por Mars Inc. e Ipsos. Este tipo de ligação tem impacto direto nos cuidados dos pets, sendo a alimentação um dos principais pontos de preocupação dos donos.

No caso dos gatos, a rotina alimentar exige um equilíbrio de nutrientes completo. Ao escolher da ração do dia a dia, existem ingredientes e compostos que podem ter uma contribuição maior para o bem-estar e a longevidade dos felinos. Entre eles, estão:

  • Salmão: proteína de alta qualidade que contém ácidos graxos, ômega 3, ômega 6 e aminoácidos essenciais. Esses compostos garantem o brilho da pelagem, auxiliam na proteção das articulações e ajudam a manter a massa muscular;
  • Linhaça: semente fonte vegetal de ômega 3, fibras e ácido alfa-linolênico (ALA), ajudando no trânsito intestinal, na eliminação de bolas de pelo e na saúde da pele dos felinos.
  • Beterraba: vegetal rico em fibras que ajudam na saúde digestiva;
  • Cenoura: raiz rica em potássio, antioxidantes e vitaminas K e C, compostos que fortalecem o sistema imunológico, a saúde da pele e o brilho da pelagem. Além disso, possui fibras que auxiliam no funcionamento intestinal;
  • Espinafre: folhas ricas em cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A, C e K. Com ação antioxidante, contribui para a saúde da visão e o fortalecimento do sistema imunológico felino;
  • Canjiquinha: fonte de fibras que auxilia no trânsito intestinal e na eliminação das bolas de pelo;

 

Indústria acompanha tendência de saudabilidade dos pets 

A preocupação com a saúde e o bem-estar dos animais tem levado a indústria de alimentação pet a acompanhar as novas demandas dos tutores. Hoje, já é possível incrementar a rotina alimentar dos gatos sem perder a praticidade do dia a dia ao alimentá-los com rações, mas pensadas em uma nutrição mais natural e alinhada às novas tendências de consumo e de necessidades dos animais.

“O cuidado preventivo com a saúde dos animais, assim como a dos humanos, tem a alimentação com um pilar muito importante. Quando falamos de gatos, as necessidades biológicas são muito particulares, portanto, é preciso criar uma rotina alimentar equilibrada em nutrientes, que garantam que o pet receba proteínas de alta qualidade e o aporte ideal de vitaminas e minerais. Dessa forma, é possível oferecer mais vitalidade e qualidade de vida em todas as fases dos felinos”, explica Lorena Branco, médica veterinária e analista de marketing de WHISKAS®️.

Atualmente, é possível contar com rações como WHISKAS®️ Superfoods para atender a essa demanda. Lançada recentemente, a linha reúne proteínas e vegetais de alto valor nutricional, com foco na saúde digestiva e imunológica dos gatos. A combinação Salmão, linhaça, beterraba, cenoura, espinafre e canjiquinha compõe uma receita única, balanceada e com o equilibro ideal de minerais que mantêm o trato urinário do pet saudável, além de não possuir corantes ou aromas artificiais em sua composição.

A marca líder em alimentação para gatos desenvolveu a novidade a partir de um processo de Pesquisa & Desenvolvimento exclusivo no Brasil, com apoio do Instituto Waltham de Ciência e Cuidado Animal, referência global em nutrição pet e centro científico da Mars.

WHISKAS®️ Superfoods conta ainda com um complexo antioxidante composto por vitamina E, selênio, taurina, além de extrato de yucca, que auxilia na redução do odor das fezes. Também prioriza práticas sustentáveis: é produzida com 100% de energia elétrica renovável e em uma unidade fabril com zero envio de resíduos para aterros.


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Mudanças de rotina na primavera pedem atenção à pele, aos olhos e às orelhas dos pets

Médico-Veterinário da Vetnil® orienta sobre os cuidados diante do aumento das atividades ao ar livre, dos banhos e do contato com poeira, pólen, gramados e demais agentes externos

 

Com o aumento gradual da temperatura e dias mais longos, a primavera costuma estimular passeios, permanência em áreas externas e outras atividades ao ar livre com os pets, além de mudanças na frequência dos banhos. Essa nova rotina pode ampliar o contato dos animais com poeira, pólen, gramados, vento e umidade. Tais fatores não significam que a estação provoque, por si só, alergias ou irritações, mas justificam maior atenção dos responsáveis quanto à pele, aos olhos e às orelhas dos pets.

De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, a recomendação é observar o animal depois das atividades externas e estar atento a alterações em relação ao seu comportamento habitual. Coceira frequente, vermelhidão, secreções, mau odor, lesões ou falha na pelagem precisam ser avaliados por um Médico-Veterinário.

“A primavera pode modificar tanto o ambiente quanto os hábitos da família e do pet. Durante a estação, com o aumento da temperatura e da floração das plantas, há maior concentração de alérgenos no ar, como o pólen, que podem desencadear ou agravar processos alérgicos em pets sensíveis. Além disso, climas mais quentes e úmidos podem favorecer a proliferação de ectoparasitas. Nesse sentido, o animal que passa a sair mais, frequentar parques ou permanecer em áreas externas fica exposto a elementos diferentes daqueles encontrados dentro de casa. A prevenção começa com cuidados de higiene, uso de ectoparasiticidas e, principalmente, com a capacidade do responsável de perceber mudanças e procurar auxílio veterinário”, explica Ribeiro.


Pele e pelagem devem ser observadas após os passeios

Depois de caminhar por parques, praças ou áreas com vegetação, é importante verificar patas, dobras da pele e pelagem. Folhas, terra, pequenos fragmentos vegetais e outras sujidades podem permanecer aderidos ao corpo do animal. A inspeção também ajuda a identificar precocemente sinais de dermatite, como áreas avermelhadas, queda de pelo, ressecamento e feridas, além da presença de ectoparasitas. 

Nesse sentido, Kauê Ribeiro destaca que quando necessária, a limpeza da pele e pelame deve ser feita com produtos próprios para cães e gatos. A frequência dos banhos precisa respeitar as características da pele, da pelagem e da rotina de cada pet, preferencialmente com orientação veterinária. Banhos excessivos ou o uso de produtos destinados a humanos podem comprometer a proteção natural da pele.

“Após a higienização, a secagem completa também merece atenção, principalmente nas dobras e entre os dedos. Nem todo contato com poeira ou vegetação causará um problema, mas o responsável deve conhecer o padrão do animal. Coçar-se repetidamente, lamber as patas de forma insistente, apresentar falhas na pelagem ou demonstrar incômodo ao toque são sinais que justificam uma investigação”, orienta.


Limpeza ao redor dos olhos exige delicadeza

Vento, poeira e partículas presentes no ambiente podem favorecer o acúmulo de sujidades e secreções ao redor dos olhos. A região periocular deve ser observada diariamente e, quando necessário, higienizada com gaze limpa e produto específico, sempre com movimentos suaves. Os animais também podem se beneficiar do uso de colírios lubrificantes, que devem ser indicados pelo Médico-Veterinário.

Vermelhidão, lacrimejamento excessivo, secreção em quantidade ou coloração diferente, dificuldade para abrir os olhos e tentativas constantes de coçar a região exigem avaliação veterinária. Alterações oculares podem ter diferentes causas, e a automedicação pode atrasar o diagnóstico adequado.


Atenção às orelhas

A umidade após banhos, brincadeiras com água ou passeios em dias chuvosos também pede atenção. As orelhas devem ser observadas, especialmente em animais com orelhas pendulares, maior produção de cerúmen ou histórico de otite e de dermatite atópica.

A limpeza deve ser feita com solução apropriada e sem introduzir hastes flexíveis ou outros objetos no conduto auditivo. Também não há uma frequência única para todos os pets: a indicação de uso vai depender das características e das necessidades individuais do animal.

“A higiene preventiva não substitui a consulta. Se houver dor, secreção, mau odor persistente coceira ou o hábito de sacudir repetidamente a cabeça, o mais indicado é buscar orientação profissional”, reforça Kauê.


Produtos devem ser próprios para cada região

Para auxiliar na rotina de higiene, a Vetnil® oferece soluções desenvolvidas especificamente para cães e gatos. A linha Vetnil® Skin Care reúne produtos voltados aos cuidados com a pele e a pelagem. Dentre eles, o Vetnil® Skin Care Hidrat confere hidratação à pele em nível celular. O Vetnil® Skin Care Defense apresenta uma combinação sinérgica de prebióticos e probióticos importantes para o restabelecimento da microbiota cutânea. Já o Vetnil® Skin Care Clean é indicado para higiene, limpeza e auxílio na manutenção da pele.

Para a área ao redor dos olhos, Optivet® clean auxilia na remoção de secreções, crostas, manchas e outras sujidades acumuladas na região periocular. Já Aurivet® Clean pH Neutro é indicado para a higienização da orelha externa de cães e gatos de todas as idades, especialmente quando há acúmulo de cerúmen e mau odor.

Os produtos devem ser utilizados conforme as orientações de uso e não substituem o diagnóstico e o tratamento indicados pelo Médico-Veterinário. 



Fonte: https://vetnil.com.br/noticias/mudancas-de-rotina-na-primavera-pedem-atencao-a-pele-aos-olhos-e-as-orelhas-dos-pets/
https://vetnil.com.br/sobre

 

Socialização começa em casa: como experiências do dia a dia moldam o comportamento dos pets

Freepik
A forma como cães e gatos aprendem a interpretar sons, pessoas e mudanças na rotina tem impacto direto no bem-estar e na capacidade de adaptação ao longo da vida

 

É comum associar socialização dos pets apenas ao bom convívio com outros animais, mas esse processo começa muito antes disso, e acontece dentro de casa. Um cachorro que se assusta com o barulho do elevador ou um gato que se esconde quando alguém chega não está reagindo ao momento em si, mas a associações construídas ao longo do tempo.

Isso ocorre porque socialização não é apenas exposição, é aprendizado. As experiências vividas nessa fase influenciam diretamente o desenvolvimento comportamental do pet, moldando sua capacidade de adaptação.

O cérebro do animal registra estímulos do ambiente, sons, cheiros, superfícies, manipulação, movimentação e passa a classificá-los como seguros ou ameaçadores. Essas referências orientam as respostas futuras, muitas vezes de forma automática.

Nos primeiros meses de vida, esse processo ocorre com mais intensidade. Durante a chamada janela de socialização – período que ocorre principalmente entre a 3ª e a 12ª semana de vida dos cães e entre a 2ª e a 7ª semana dos gatos –, o cérebro apresenta maior plasticidade e capacidade de formar associações duradouras. Mas há um ponto crítico: experiências não são neutras.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, o erro mais comum está na forma como esses estímulos são apresentados.
“O cérebro não aprende pela quantidade de experiências, mas pela forma como elas acontecem. A indicação é que a socialização aconteça de forma gradual permitindo, por exemplo, que o animal conheça novos ambientes aos poucos e sem forçar interações. Quando o estímulo é intenso ou não respeita o tempo do animal, pode ocorrer sensibilização, levando a respostas exageradas no futuro”, explica.

Esse mecanismo ajuda a entender por que animais expostos a situações semelhantes podem desenvolver comportamentos completamente diferentes.

Um cão que teve contato gradual com ambientes urbanos tende a responder com mais estabilidade porque aprendeu, aos poucos, a interpretar esses estímulos como neutros. Sons como trânsito, buzinas, movimentação de pessoas ou presença de outros animais deixam de ser novidade e passam a fazer parte de um repertório conhecido.

Já quando essa exposição acontece de forma intensa ou desorganizada, como passeios em locais muito movimentados logo no início, contato direto com muitos cães desconhecidos, barulhos altos sem adaptação prévia ou manipulação excessiva por pessoas estranhas, o cérebro do cão pode registrar esses estímulos como imprevisíveis ou ameaçadores.

“Nesses casos, a resposta não fica restrita a essas situações específicas. O animal passa a generalizar esse estado de alerta para o dia a dia. Atividades comuns, como sair para passear, cruzar com pessoas na rua ou ouvir sons cotidianos, começam a ser interpretadas como potenciais riscos”, detalha a profissional

Esse padrão é conhecido como hipervigilância — um estado em que o cão permanece constantemente atento, reage com mais intensidade a estímulos neutros e tem dificuldade de relaxar, mesmo em ambientes familiares.

Com os gatos, a socialização exige ainda mais cuidado. Como a sensação de controle do ambiente é central para o bem-estar da espécie, eles precisam conseguir escolher quando se aproximar, se afastar ou apenas observar antes de interagir.

Situações em que esse controle é reduzido, como ser colocado diretamente no colo de visitas, ser retirado do esconderijo à força, exposição repentina a ambientes desconhecidos ou transporte sem adaptação prévia, tendem a gerar respostas mais intensas de estresse nos felinos. Nesses casos, é comum observar fuga, imobilidade, vocalização ou até comportamentos defensivos.

Desta forma, o ideal é permitir que o pet conduza o ritmo do processo. Deixar a caixa de transporte disponível no ambiente dias antes do uso, criar pontos elevados ou esconderijos acessíveis e permitir aproximações espontâneas são estratégias que ajudam a construir familiaridade sem gerar sensação de invasão.

“Quando o animal percebe que pode recuar e retomar a interação no próprio tempo, a resposta de alerta tende a diminuir de forma consistente”, afirma Bruna.

Na prática, isso significa que socialização não deve ser confundida com exposição constante, mas sim com exposição estruturada.

O processo tende a ser mais eficaz quando começa dentro de casa, em um ambiente controlado. Sons domésticos, manipulação leve, presença de objetos novos e pequenas variações na rotina funcionam como primeiras referências para o animal aprender a interpretar o ambiente com segurança.

À medida que essas experiências se tornam previsíveis, novos estímulos podem ser introduzidos de forma gradual, primeiro com baixa intensidade e duração curta, e só depois em contextos mais complexos, como ambientes externos, presença de outros animais ou locais com maior circulação.

“Quando o animal não tem tempo para observar, recuar e processar cada etapa, a experiência deixa de ser aprendizado e passa a ser sobrecarga. É essa progressão, e não a quantidade de estímulos, que determina a qualidade da socialização”, elucida Bruna.

Nesse contexto, os petiscos podem atuar como ferramentas de construção de associações positivas, o objetivo é ajudar o pet a criar uma nova leitura daquela situação. Ao associar um estímulo potencialmente desafiador a uma experiência positiva, o animal começa a reinterpretar aquele contexto com menor carga de alerta.

“Na prática, isso pode acontecer de diferentes formas. Durante a adaptação a sons domésticos, por exemplo, oferecer petiscos em momentos de menor intensidade do ruído ajuda a reduzir a sensibilidade ao estímulo. Na presença de visitas, o uso de snacks pode incentivar aproximações voluntárias, sem necessidade de contato forçado. Em ambientes externos, eles funcionam como pontos de referência, ajudando o animal a manter o foco e a segurança mesmo diante de novos estímulos”, conta a médica-veterinária.

Com o tempo, essas associações contribuem para que o animal deixe de reagir automaticamente com alerta e passe a responder de forma mais equilibrada, mesmo em contextos antes considerados desafiadores.

Como reforça Bruna, o ponto central está no controle que o animal tem sobre a situação. “Quando o pet entende que pode observar e se afastar, o nível de alerta tende a diminuir. Essa sensação de controle é o que permite transformar novidade em aprendizado”, afirma.

A socialização, nesse contexto, deixa de ser exposição ao novo e passa a ser um processo construído no dia a dia. São essas pequenas experiências, conduzidas com previsibilidade, que permitem ao animal reconhecer o ambiente como seguro, dentro de casa e fora dela.


Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Primavera acende alerta para alergias em cães e gatos; veja quais raças são mais predispostas

Médica-veterinária explica sinais, sintomas e cuidados que o tutor deve ter para a estação

 

A chegada da primavera traz mudanças nas temperaturas, na umidade e na vegetação, o que afeta diretamente a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Para os pets que apresentam predisposição a doenças alérgicas, a estação pode representar maior exposição a agentes ambientais capazes de desencadear ou intensificar crises.

Pólens liberados durante a polinização das plantas, ácaros presentes na poeira doméstica e fungos ambientais estão entre os principais alérgenos nesse período. O clima mais quente e úmido também favorece a atividade e a proliferação de pulgas, aumentando o risco de problemas como a dermatite alérgica à saliva da pulga (Dasp).

Segundo a Dra. Flávia Jávare, médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba) e especialista em Dermatologia em Animais e Cia., a mudança de estação pode interferir diretamente na rotina de animais que já apresentam sensibilidade a determinados agentes.

“Na primavera, pode haver uma maior exposição aos alérgenos ambientais, como os pólens pela polinização das plantas. O aumento da umidade também favorece a proliferação de fungos ambientais e ácaros, aumentando a exposição aos alérgenos e causando crises nos indivíduos alérgicos”, explica a veterinária.

As alergias mais comuns nessa época está a dermatite atópica, também conhecida como atopia, uma doença crônica, inflamatória e pruriginosa. Ela provoca coceira e pode sofrer influência de fatores ambientais e sazonais. Outro quadro que merece atenção é a Dasp, quando as pulgas encontram condições mais favoráveis para atividade e proliferação, o que pode aumentar a exposição dos animais.

Entre os principais agentes ambientais relacionados às alergias estão os ácaros da poeira doméstica, como dermatophagoides farinae e blomia tropicalis; pólens de gramíneas, como paspalum notatum e cynodon dactylon; e fungos ambientais, como aspergillus fumigatus e alternaria alternata.

O clima da primavera também pode favorecer outros problemas de pele, como piodermites secundárias, picadas de pulgas e carrapatos, dermatites de dobras, principalmente em cães braquicefálicos, e dermatofitoses, doenças causadas por fungos geofílicos que apresentam maior transmissão em condições ambientais favoráveis.


Coceira persistente nem sempre é alergia

A coceira é um dos sinais mais conhecidos de uma crise alérgica. O pet pode se coçar com as unhas, morder ou lamber excessivamente determinadas regiões do corpo. Mas o sintoma, isoladamente, não é suficiente para indicar uma alergia.

Outras doenças dermatológicas, como a escabiose, também podem provocar coceira intensa. Por isso, os tutores devem observar sinais secundários, como vermelhidão, lesões na pele, queda de pelos, descamação, mau odor e infecções de ouvido ou otites, principalmente quando esses problemas aparecem de forma recorrente. A duração, a frequência e a evolução dos sintomas também são informações importantes para a investigação.

“A coceira excessiva não significa necessariamente que o animal tenha uma alergia. Para diferenciar uma doença alérgica de outras afecções dermatológicas, é importante avaliar a distribuição e a evolução das lesões, a intensidade da coceira e os outros sinais clínicos associados. Como a alergia é uma doença crônica, inflamatória e pruriginosa, os sinais podem se intensificar ao longo do tempo e sofrer influência de fatores ambientais e sazonais”, destaca Dra. Flávia.

A investigação veterinária pode incluir exames dermatológicos, como raspados cutâneos e citologias, além de culturas, triagens alérgicas e testes cutâneos. Quando há suspeita de alergia alimentar, pode ser necessária uma dieta de eliminação. Já os testes alérgicos podem auxiliar na identificação dos alérgenos envolvidos e na indicação da imunoterapia.

O tutor deve buscar avaliação veterinária quando o pet apresentar coceira persistente, vermelhidão, queda de pelos, descamação, lesões, mau odor ou infecções de ouvido, principalmente quando os sintomas forem recorrentes ou estiverem piorando. Uma alergia não tratada ou não controlada pode trazer consequências para a saúde do animal, como inflamação e coceira crônicas, infecções secundárias, otites recorrentes e alterações crônicas da pele e dos ouvidos.

“A avaliação profissional é importante não apenas para controlar os sintomas, mas para investigar a causa e definir a estratégia de tratamento. Em doenças dermatológicas, identificar corretamente o problema é fundamental para evitar que um sinal aparentemente simples, como uma coceira, se transforme em um quadro persistente”, ressalta Dra. Flávia.


Quais raças são mais predispostas e como agir preventivamente?

Algumas raças de cães também apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de alergias. É o caso de shih tzu, buldogue francês, yorkshire terrier e golden retriever. Em felinos, essa predisposição racial é menos estabelecida, mas já foi observada em gatos siamês, persa e sem raça definida (SRD).

Embora não seja possível eliminar completamente os agentes alergênicos do ambiente, algumas medidas ajudam reduzir a exposição dos animais:

- Mantenha a casa limpa e ventilada;

- Aspire regularmente locais quem os pets tenham contato

- Higienize camas, mantas, estofados e outros locais

- Realize o controle dos ectoparasitas;

Nos animais que já apresentam alergias, o controle ambiental deve estar associado ao tratamento adequado. A abordagem é individualizada e pode incluir controle de alérgenos ambientais e de ectoparasitas, além de banhos terapêuticos, medicamentos imunomoduladores, anti-inflamatórios, antibacterianos e antifúngicos quando há infecções associadas. Em alguns casos, pode haver indicação de imunoterapia imuno-específica, que ajuda a reduzir a sensibilidade aos alérgenos e a promover o controle da doença a longo prazo.

“O objetivo do controle ambiental é reduzir a carga de exposição aos agentes alergênicos. Nos animais alérgicos, essas medidas devem estar associadas ao tratamento adequado, que precisa ser individualizado de acordo com as características e necessidades de cada paciente”, orienta a especialista do Hospital Veterinário da UniMAX.

 

Dra. Flávia Jávare - médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), com pós-graduação em Dermatologia em Animais e Cia. e aperfeiçoamento em Citopatologia Dermatológica e Alergologia Veterinária.


Sorologia em cavalo deu positivo? Especialista explica por que nem sempre isso significa que ele está com EPM

Divulgação
Izabela Rocha é médica-veterinária e
 pesquisadora em medicina equina
Pesquisadora em Mieloencefalite Protozoária Equina (EPM) mostra por que diagnóstico de doenças neurológicas exige mais do que um resultado laboratorial isolado

 

Um exame de sangue pode apresentar resultado positivo e, ainda assim, não ser suficiente para confirmar que um cavalo está com uma doença neurológica. A explicação está na forma como essas enfermidades são investigadas: o resultado precisa ser interpretado junto ao histórico e aos sinais clínicos.

A avaliação neurológica ajuda a direcionar essa investigação. Alterações de equilíbrio, coordenação, postura, força e movimentação dos membros podem indicar comprometimento do sistema nervoso. O exame neurológico também contribui para diferenciar sinais que podem ser confundidos com problemas musculares ou ortopédicos, evitando que uma alteração de origem neurológica seja tratada inicialmente como outro tipo de lesão. A observação clínica detalhada, portanto, ajuda a determinar se existe uma alteração real e quais exames podem contribuir para esclarecer sua origem.

A mieloencefalite protozoária equina (EPM) é um dos exemplos que ajudam a explicar esses desafios. Cavalos podem entrar em contato com os protozoários associados à doença e desenvolver anticorpos sem necessariamente apresentar manifestações clínicas. Por isso, a presença desses anticorpos no sangue não significa automaticamente que o animal esteja com uma doença neurológica ativa. A diferenciação entre ter sido exposto ao agente e efetivamente desenvolver a enfermidade é uma das principais questões durante a investigação.

Quem acompanha de perto essa relação entre exposição a patógenos e evolução clínica é Izabela Rocha, médica-veterinária e pesquisadora em medicina equina. Sua trajetória inclui trabalhos dedicados ao diagnóstico, tratamento e patologia da EPM, além de estudos relacionados ao desenvolvimento de medicamentos veterinários. 

“Um resultado positivo no sangue mostra que o cavalo teve contato com o agente causador da doença e desenvolveu uma resposta imunológica, mas isso não significa, sozinho, que ele esteja com uma doença neurológica ativa. Em algumas regiões do Brasil e Estados Unidos, a maioria dos cavalos são soropositivos, porém menos de 1% desses animais desenvolvem EPM. Por isso, é fundamental interpretar esse resultado dentro do quadro clínico e avaliar outros fatores de risco”, explica Izabela.

Uma publicação do The Horse sobre doenças neurológicas em cavalos destaca justamente a importância do exame neurológico completo e aponta que, em casos de EPM, um diagnóstico confiável pode exigir mais do que a sorologia. A comparação entre os níveis de anticorpos no sangue e no líquido cefalorraquidiano (LCR, também conhecido como líquor) é necessária para diferenciar uma exposição anterior ao agente de uma doença ativa. 

Izabela participou do desenvolvimento do exame utilizado nessa comparação de níveis de anticorpos, chamado de SAG ELISA e oferecido comercialmente nos Estados Unidos pelo Equine Diagnostic Solutions (EDS) e pelo Laboratório Paddock no Brasil. O LCR circula ao redor do cérebro e da medula espinhal e pode fornecer informações que não aparecem em uma análise exclusivamente sanguínea. Segundo Izabela, “No caso da EPM, níveis de anticorpos proporcionalmente maiores no LCR do que no sangue indicam que a infecção atingiu o sistema nervoso central, potencialmente causando sinais neurológicos”. Portanto, a relação entre os resultados obtidos no soro e no LCR ajuda a tornar a investigação mais específica e a avaliar se existe evidência de uma resposta imunológica relacionada ao sistema nervoso.

Esse cuidado é importante porque os sinais de um problema neurológico nem sempre são causados pela EPM. Mudanças discretas na marcha, dificuldade para manter o equilíbrio, tropeços, fraqueza ou alterações de coordenação podem ser causadas por outras doenças, como intoxicações, encefalites virais, Síndrome de Wobbler, ou condições degenerativas. 

Em outra publicação, o The Horse explora como um diagnóstico preciso de EPM afeta o custo total do tratamento dessa doença. A coleta de LCR requer uma punção lombar, procedimentos de média complexidade que nem todos os veterinários de equinos estão familiarizados. Portanto, muitos escolhem apenas submeter o sangue para análise. Segundo o artigo do The Horse, o tratamento baseado apenas nos resultados de sorologia aumenta em até 88% o custo total do manejo de doenças neurológicas devido ao diagnóstico pouco preciso. “O tratamento da EPM é altamente específico e não afeta a evolução de outras doenças neurológicas. Logo, a falta de resposta ao tratamento demanda que todo o processo de diagnóstico seja refeito, aumentando os custos e diminuindo a chance de recuperação do cavalo”, enfatiza Izabela. 

Na neurologia, o diagnóstico precisa ser construído a partir de um conjunto de informações. Não é suficiente encontrar um marcador positivo e assumir que ele explica todos os sinais apresentados pelo animal. É preciso avaliar o histórico do paciente, realizar uma avaliação sistemática do sistema neurológico, e compreender quais alterações estão presentes. Em seguida, a realização de exames complementares pode esclarecer a origem do problema. Dessa forma, é possível definir um plano de tratamento que realmente controle a evolução dos sinais neurológicos. Uma intervenção precisa e precoce, seguida por protocolos de fisioterapia, é a chave para a recuperação do animal.


Nem sempre é "mania ou coisa da idade": sinais de alerta na saúde dos cães

 Gustavo Araújo
Coprofagia, dificuldade de mobilidade, baixa disposição
 e manifestações de estresse são queixas frequentes na rotina veterinária

Coprofagia, baixa disposição, problemas articulares e estresse exigem atenção veterinária; nova linha da DrogaVET propõe suporte nutricional para essas necessidades recorrentes e ganha lançamento com ações integradas

 

Ingerir fezes, demonstrar cansaço, evitar escadas, perder o interesse por brincadeiras ou reagir intensamente a ruídos podem estar relacionados a alterações gastrointestinais, nutricionais, articulares ou comportamentais dos cães. Observar as primeiras mudanças e procurar o médico-veterinário ajuda a identificar as causas e a definir os cuidados necessários.

“Coprofagia, dificuldade de mobilidade, baixa disposição e manifestações de estresse são queixas frequentes na rotina veterinária, com causas variadas e que precisam ser avaliadas de forma individual, principalmente quando persistem ou surgem acompanhadas de outros sinais clínicos”, explica a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah Ramalho.

A partir dessas necessidades, a DrogaVET desenvolveu a Suppet, linha de suplementos funcionais para cães em formato de biscoitos. São quatro formulações voltadas ao controle da coprofagia, ao suporte nutricional diário, à saúde articular e ao equilíbrio em situações de estresse.

“Ao longo dos anos de experiência com a manipulação de medicamentos veterinários, entendemos que, além da qualidade e da combinação certa de ingredientes, uma formulação precisa considerar a praticidade e também a aceitação pelo animal. Aplicamos essa experiência ao desenvolvimento de nossa primeira linha de suplementos prontos, voltados a necessidades presentes na rotina dos cães e aos cuidados preventivos”, afirma a farmacêutica e cofundadora da DrogaVET, Sandra Schuster.


Lançamento aproxima a marca do público

Para apresentar a linha Suppet ao mercado, a DrogaVET realizou um projeto especial na Avenida Paulista, em São Paulo, considerada o coração financeiro e cultural do Brasil. Entre os dias 11 e 17 de agosto, um abrigo de ônibus localizado em frente ao prédio da Gazeta recebeu uma ambientação temática dedicada ao universo pet, com cenografia de produto gigante e uma máquina de sampling para a distribuição gratuita de amostras.

O espaço interativo foi desenvolvido para receber tutores e seus animais de estimação e convidar quem circulava pela região a conhecer o primeiro suplemento de venda livre da DrogaVET. Executada pela Eletromidia, a iniciativa foi a primeira ativação desse porte para o setor de manipulação veterinária.

De 12 a 14 de agosto, a DrogaVET também levou a novidade a um dos maiores encontros do mercado pet e veterinário da América Latina - a Pet South America e a Pet Vet Expo 2026 - ampliando o contato com profissionais, formadores de opinião, empresas e demais públicos do setor.

A estratégia combinou as experiências presenciais na Avenida Paulista e nos eventos com a participação de influenciadores do segmento, como Zanq e seu Husky Siberiano Gudan (Família Z) e Nathalia Figueiredo com o cão Oreo, e ampla divulgação nas redes sociais e anúncios digitais, criando diferentes pontos de contato entre a nova linha e seus públicos.

“O lançamento da linha Suppet foi planejado como uma ação integrada, unindo ferramentas on-line e experiências off-line para apresentar a novidade ao público de forma próxima e consistente. A ativação na Avenida Paulista proporcionou visibilidade, interação e experimentação do produto, enquanto a presença na Pet South America e na Pet Vet Expo fortaleceu o relacionamento com o mercado. Nas plataformas digitais, os conteúdos nas redes sociais, os anúncios e as ações com influenciadores ampliaram o alcance da campanha e deram continuidade a essa experiência”, afirma o CEO da Deepzo, agência de publicidade e marketing da DrogaVET, Thiago Balero Joaquim. 


Sinais cotidianos exigem atenção

A ingestão de fezes pode estar relacionada a fatores físicos, ambientais ou comportamentais, como verminoses, má digestão, deficiência de nutrientes, falta de higiene ou de estímulos. Quando há perda de peso, diarreia persistente e alterações no apetite ou nas fezes é necessário investigação veterinária imediata. Recolher as fezes, higienizar o ambiente, oferecer atividades e evitar punições ajudam no controle. Para auxiliar na redução da coprofagia e oferecer suporte à saúde intestinal e à digestibilidade dos nutrientes, o Barreira Anticopro reúne yucca, prebióticos, probióticos e enzimas digestivas, entre outros ingredientes.

Redução de energia, mudanças de peso ou apetite e pelagem opaca, por sua vez, podem estar associadas à nutrição, à idade ou a doenças dermatológicas, metabólicas e hormonais. Como as necessidades individuais podem exigir suporte adicional, alterações persistentes devem ser avaliadas antes do início da suplementação. O Campo de Vitaforça contém taurina, aminoácidos essenciais, biotina, zinco, EPA e DHA, prebióticos, beta-glucanos, vitamina E, selênio e L-carnitina, oferecendo suporte ao metabolismo energético, à imunidade e à manutenção da pele e da pelagem.

A atenção também deve se estender às mudanças de mobilidade. Crônica e progressiva, a doença articular degenerativa (DAD) provoca dor e redução dos movimentos. Rigidez, demora para se levantar e dificuldade para caminhar, brincar ou subir escadas não devem ser atribuídas automaticamente à idade. O reconhecimento precoce, o controle do peso, os exercícios adequados e as avaliações periódicas contribuem para preservar o conforto e a mobilidade. Com glucosamina, condroitina, colágeno tipo II e vitamina E, o Escudo Condroprotetor foi formulado como suporte nutricional às articulações e à mobilidade.

“A proposta da linha foi utilizar a experiência construída pela DrogaVET na manipulação veterinária para ampliar as formas de cuidado. Buscamos desenvolver soluções que possam ser incorporadas à rotina dos responsáveis, sempre preservando o papel do médico-veterinário na orientação sobre a saúde do animal”, comenta o sócio e cofundador da DrogaVET, Flávio Pigatto Monteiro.

Além dos sinais físicos, alterações comportamentais também merecem cuidado. Fogos de artifício, tempestades, viagens e mudanças na rotina podem causar medo e estresse, com manifestações como tremores, respiração acelerada, postura encolhida, salivação, inquietação e tentativas de fuga. Quando intensas ou frequentes, essas reações exigem avaliação veterinária e podem demandar acompanhamento comportamental. Manter o animal em local protegido, reduzir ruídos e preservar a rotina são medidas preventivas.

O Neutralizador de Estresse reúne L-triptofano, L-teanina, magnésio, vitaminas B1, B6 e B12, camomila, melissa, valeriana, passiflora, maracujá, glicina e zinco quelatado. Com sabor maracujá, a formulação foi desenvolvida para auxiliar no relaxamento e no equilíbrio comportamental em situações desafiadoras.

“É importante lembrar que os suplementos não substituem uma alimentação completa e balanceada nem os tratamentos prescritos. Quando recomendados pelo médico-veterinário, podem complementar a rotina de cuidados. A apresentação em forma de petisco funcional também facilita a oferta e a aceitação pelo animal”, alerta Farah. 



DrogaVET
Sua nova linha de suplementos funcionais pode ser adquirida nas unidades da rede franqueada ou no e-commerce lojasuppet.com.br.


Entenda os riscos da Raiva e desmistifique os principais mitos sobre a vacinação de pets

Especialista da MSD Saúde Animal alerta sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a zoonose; iniciativa destaca ainda parcerias globais e doações de vacinas pelo Programa Afya e projeto Bravecto do Bem

 

Nesta semana, celebrou-se o Dia Mundial Contra a Raiva, uma data de conscientização sobre uma das zoonoses mais antigas, graves e letais do mundo. Causada por um vírus da família Rhabdoviridae, a raiva afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos, e apresenta letalidade próxima de 100%. A principal via de transmissão é a saliva do animal infectado, introduzida por mordeduras, arranhões ou lambidas em mucosas e peles lesionadas. 

Apesar de sua gravidade, a raiva é uma doença que pode ser prevenida, e a vacinação regular de cães e gatos tem papel fundamental nesse cenário. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em 2026, o Brasil completa 10 anos sem registros de raiva humana transmitida pelas variantes virais tipicamente caninas (AgV1 e AgV2), um marco importante alcançado por meio dos esforços contínuos de vacinação, vigilância e controle da doença ao longo das últimas décadas. 

Apesar do avanço histórico, a vigilância precisa ser constante e o cenário recente exige atenção redobrada. Casos pontuais registrados no país — com alertas e monitoramentos intensificados no Rio de Janeiro e em outras regiões — acendem o sinal de alerta sobre a circulação do vírus. Atualmente, as ocorrências e riscos de infecção estão predominantemente associados ao contato com animais silvestres, como morcegos e primatas, ou a animais de companhia que contraíram o vírus por meio dessas espécies. 

Como cães e gatos em áreas rurais e urbanas podem caçar ou ter contato com morcegos que entram em residências ou quintais, a vacinação desses animais contribui para criar uma importante barreira de proteção para toda a família. “A vacinação antirrábica não é apenas uma medida de proteção para cães e gatos, mas uma ferramenta indispensável de saúde pública. Quando mantemos a vacina do animal em dia, reduzimos o risco de que ele contraia o vírus do ciclo silvestre e que ocorra a transmissão às pessoas”, alerta Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal. 

Para esclarecer as principais dúvidas da população sobre a raiva, a especialista reuniu informações essenciais:
 

1. Animais que vivem dentro de apartamento não precisam ser vacinados?
MITO. Mesmo pets que vivem exclusivamente dentro de casa e sem acesso à rua devem receber a vacina antirrábica anualmente. Morcegos insetívoros e frugívoros frequentemente entram em imóveis urbanos e sacadas de apartamentos. Caso o animal tente interagir ou caçar o morcego infectado, pode haver a transmissão do vírus.
 

2. Cães e gatos vacinados protegem também a saúde dos responsáveis?
VERDADE. Cães e gatos atuam como "barreira epidemiológica". Como o convívio diário entre pets e humanos é muito próximo, ter a população animal 100% vacinada é o principal fator para prevenir que o vírus chegue até os humanos em áreas urbanas.
 

3. Todo animal com raiva fica agressivo e salivando?
MITO. A raiva pode se manifestar de diferentes formas, e nem todo animal infectado apresenta agressividade e salivação intensa. Na chamada forma furiosa, podem ocorrer alterações de comportamento, agitação, agressividade e dificuldade para engolir, que pode estar associada à salivação excessiva. Já na forma paralítica, predominam sinais neurológicos, como fraqueza, dificuldade de locomoção e deglutição e paralisia progressiva. Por isso, mudanças repentinas de comportamento e sinais neurológicos também merecem atenção.
 

4. A raiva tem cura depois do aparecimento dos sinais?
MITO. Após o surgimento das manifestações clínicas, a raiva apresenta letalidade próxima de 100%, tanto em animais quanto em seres humanos. Por isso, em caso de mordida, arranhão ou outro contato de risco com um animal suspeito ou morcego, o local deve ser lavado imediatamente com água e sabão, e a pessoa deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação e, quando indicada, realização da profilaxia pós-exposição.
 

5. A vacinação deve ser feita todos os anos?
VERDADE. Desde o estabelecimento de diretrizes de saúde pública no Brasil, a vacinação de cães e gatos contra a raiva é recomendada e obrigatória anualmente a partir dos três meses de idade.
 

Como prevenir e proteger seu pet

A vacinação pode ser feita tanto por meio das campanhas públicas quanto em clínicas e estabelecimentos médico-veterinários. No portfólio da MSD Saúde Animal, a Nobivac® Raiva destaca-se como uma vacina inativada elaborada com a cepa Pasteur — a mesma referência utilizada nas vacinas humanas. Indicada para cães, gatos e ferrets a partir de 3 meses, o biológico oferece proteção robusta e segura mesmo em áreas com desafio epidemiológico.
 

Doações e iniciativas sociais

Com o objetivo de unir a prevenção e o impacto social, a MSD Saúde Animal também atua ativamente por meio de programas nacionais e globais. No Brasil, o projeto Bravecto do Bem apoia diversas ONGs, incentiva a adoção responsável e realiza a doação de insumos essenciais para a causa animal. Desde 2024, a iniciativa destina mais de 100 mil doses de vacinas contra a raiva para instituições sérias como AMPARA Animal, Instituto Caramelo, Cão sem Dono, Instituto Reddogs e a Escola de Cães Guias Helen Keller. 

Em âmbito internacional, a companhia reforça seu apoio ao Programa Afya (Link), uma iniciativa sem fins lucrativos que há 30 anos já doou mais de 8 milhões de doses de vacinas Nobivac®Raiva em regiões em desenvolvimento e conscientizou mais de 12 milhões de pessoas, trabalhando de forma contínua para erradicar a raiva transmitida por cães e gatos em todo o mundo. 

“Trabalhamos ao lado de parceiros, ONGs e da comunidade médico-veterinária para demonstrar como o acesso à vacina e à informação correta transforma realidades e salva vidas diária e continuamente”, conclui Kathia. 



MSD Saúde Animal
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