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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Civitatis cria tour beneficente para ajudar os afetados pelo duplo terremoto na Venezuela

 Plataforma global de atividades turísticas arrecada fundos em campanha solidária para apoiar vítimas do terremoto na região norte da Venezuela

 

Madri - Após a catástrofe causada pelo duplo terremoto em diferentes regiões da Venezuela, a Civitatis, plataforma líder na distribuição de passeios guiados, excursões e atividades em espanhol e português, une-se às vítimas e lança uma iniciativa solidária, o free tour beneficente pela Venezuela, com o objetivo de arrecadar fundos e ajudar as vítimas e os afetados por este desastre natural. 

As doações arrecadadas por meio desta iniciativa serão destinadas integralmente à organização We Love Foundation, para garantir que os recursos cheguem de forma eficaz a quem mais precisa neste momento de crise, com foco especial nas zonas gravemente afetadas, como o epicentro em La Guaira. 

Nesta iniciativa, qualquer pessoa pode fazer uma contribuição financeira para ajudar os afetados no valor escolhido na hora de avançar na reserva fictícia. A ação permitirá canalizar uma ajuda direta para aqueles que tiveram seus lares e meios de vida devastados pelos efeitos do terremoto. No próximo dia 27 de julho, a empresa divulgará o balanço final e transferirá a totalidade dos fundos arrecadados para a referida entidade. 

“Diante de uma catástrofe desta magnitude, a prioridade absoluta é a solidariedade e a agilidade na resposta. Queremos expressar todo o nosso apoio aos afetados por este terremoto na Venezuela, um país com um patrimônio espetacular e parte de uma região, a América Latina, que sentimos como nossa. Sabemos que há uma imensa comunidade de venezuelanos ao redor do mundo que quer ajudar seu país neste momento tão difícil. Toda ajuda é urgente e, por isso, queremos colocar nossa plataforma à disposição de todos para multiplicar o impacto de cada doação”, afirma Enrique Espinel, COO da Civitatis.

 

Como colaborar com a doação para os afetados pelo terremoto na Venezuela? 

Esta iniciativa solidária se apresenta como uma campanha na qual os usuários, em vez de reservar uma atividade presencial, podem realizar sua contribuição no formato de fila zero. Ao avançar na reserva, disponível neste link, o doador escolhe o valor que deseja destinar à iniciativa. A doação pode ser feita por cartão de crédito, PayPal, Mercado Pago ou PIX. 

Dessa forma, a Civitatis oferece um canal rápido e acessível para que milhares de pessoas se unam a esta causa de qualquer lugar do mundo. As arrecadações serão doadas diretamente à fundação parceira, garantindo transparência e eficácia na alocação dos recursos.

 


Reajustes dos planos de saúde impulsionam judicialização e reforçam a importância do planejamento financeiro de longo praz

Quase 60 mil novos processos discutiram aumentos nas mensalidades em 2025; especialista alerta que saúde já representa um dos principais riscos financeiros das famílias brasileiras

 

O aumento dos custos dos planos de saúde voltou ao centro das discussões no Brasil. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que quase 60 mil novos processos foram ajuizados em 2025 questionando reajustes nas mensalidades dos planos de saúde. O tema representou 17% de todas as demandas relacionadas à saúde suplementar na Justiça Estadual, ficando atrás apenas das ações envolvendo pedidos de tratamento médico-hospitalar. 

O volume de processos evidencia uma preocupação crescente dos brasileiros com a previsibilidade financeira dos gastos com saúde. Reajustes anuais, aumentos por faixa etária e discussões envolvendo os chamados "falsos coletivos" têm levado consumidores a buscar proteção judicial diante de aumentos considerados excessivos. 

Para especialistas em planejamento financeiro, o cenário revela uma transformação silenciosa no orçamento das famílias. Se antes a saúde era vista apenas como uma despesa recorrente, hoje ela passa a ocupar posição estratégica dentro da construção patrimonial e da segurança financeira de longo prazo. 

"O aumento da judicialização também mostra que as pessoas estão buscando mais previsibilidade na relação com a saúde. Não basta apenas contratar um plano; é preciso ter acesso a informações, acompanhamento e estratégias que ajudem a utilizar os recursos de forma mais eficiente. Esse é um dos motivos pelos quais modelos baseados em cuidado, tecnologia e inteligência de dados ganham cada vez mais relevância, permitindo uma gestão mais sustentável da saúde ao longo do tempo", afirma Dyla de Toledo, CEO da YIA.

O debate ganhou ainda mais relevância após o avanço, no Supremo Tribunal Federal (STF), da discussão sobre reajustes aplicados a beneficiários idosos. Em outubro de 2025, a Corte formou maioria para entender que planos de saúde não podem aumentar mensalidades exclusivamente em razão da idade, em observância ao Estatuto da Pessoa Idosa. A definição sobre os efeitos da decisão, entretanto, ainda aguarda conclusão do julgamento. 

Segundo Dyla, independentemente das definições jurídicas, o envelhecimento da população brasileira já torna inevitável uma reflexão mais profunda sobre longevidade financeira. 

"O brasileiro está vivendo mais e isso é uma excelente notícia. Mas viver mais também significa conviver por mais tempo com despesas relacionadas à saúde. Quem não se prepara para esse cenário corre o risco de comprometer parte significativa da renda justamente em uma fase da vida em que a capacidade de geração de receita tende a diminuir. Por isso, torna-se cada vez mais importante adotar uma visão preventiva e estratégica da saúde, apoiada por acompanhamento contínuo e decisões orientadas por dados", explica. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população acima de 60 anos continuará crescendo de forma acelerada nas próximas décadas, tornando os custos assistenciais um dos principais desafios financeiros das famílias. Paralelamente, os avanços tecnológicos na medicina ampliam o acesso a tratamentos cada vez mais sofisticados e também mais caros. 

Nesse contexto, a educação financeira passa a desempenhar papel fundamental. Para a CEO da YIA, o planejamento voltado à saúde precisa deixar de ser encarado como uma medida emergencial para se tornar uma estratégia permanente de proteção financeira. 

"Muitas pessoas organizam suas finanças pensando apenas em metas de curto prazo, como trocar de carro, comprar um imóvel ou viajar. Poucas incluem os custos futuros com saúde em seus planejamentos. A consequência é que qualquer aumento inesperado acaba gerando desequilíbrios que poderiam ser evitados com uma visão mais estratégica e de longo prazo. Hoje, cuidar da saúde também significa acompanhar indicadores, antecipar riscos e utilizar os recursos disponíveis de forma mais consciente e eficiente", destaca. 

A especialista também observa que a judicialização crescente do setor é um reflexo da dificuldade de conciliar sustentabilidade econômica das operadoras com a capacidade de pagamento dos consumidores. Para ela, o desafio dos próximos anos será encontrar modelos mais transparentes, previsíveis e equilibrados para todos os envolvidos. 

"A discussão sobre planos de saúde não é apenas jurídica ou regulatória. Ela fala sobre longevidade, proteção patrimonial, qualidade de vida e segurança financeira. Também fala sobre a necessidade de modelos mais inteligentes de gestão da saúde, capazes de combinar cuidado, tecnologia e informação para gerar mais previsibilidade. Quanto antes as famílias compreenderem essa relação, mais preparadas estarão para enfrentar um cenário em que os custos com saúde tendem a ocupar uma parcela cada vez maior do orçamento", conclui Dyla.

 

YIA é uma CareTech que integra EmpatYIA, InteligêncYIA e TecnologYIA para gerar eficiência, previsibilidade e resultados sustentáveis no ecossistema de saúde e benefícios.

 

Pernas de milhões e riscos invisíveis: o que o mercado de seguros protege na maior Copa do Mundo da história?

 Com três países-sede e cifras que chegam a centenas de milhões de dólares, Alper Seguros revela os bastidores das apólices que garantem o espetáculo nos gramados


A bola já está rolando nos Estados Unidos, México e Canadá naquela que já se consolidou como a maior Copa do Mundo de todos os tempos. O clima de festa e a paixão pelo futebol contagiam bilhões de torcedores pelo planeta, movidos pelo talento de 48 seleções em busca do título máximo. Porém, longe dos holofotes, da festa das torcidas e dos lances geniais, existe uma engrenagem bilionária e silenciosa operando em ritmo de precisão cirúrgica para que o show não pare: o mercado de seguros. 

Gerenciar os riscos de um evento dessa magnitude, distribuído por três países continentais, exige soluções tão robustas quanto complexas. Mas o que de fato está protegido quando as seleções entram em campo? É mito ou verdade que as pernas dos craques são seguradas individualmente? Quem paga a conta se uma grande estrela se lesionar no torneio?

Para desmistificar esse universo, a Alper Seguros traz um panorama das chamadas "coberturas invisíveis" que dão suporte ao maior torneio de futebol da Terra.
 

O verdadeiro foco: proteção aos clubes 

Diferente do que muitos pensam, o principal mecanismo de proteção financeira ativado em caso de lesões graves de atletas de elite não visa blindar diretamente as confederações nacionais, mas sim os clubes donos dos direitos econômicos dos jogadores, que os cedem temporariamente para a disputa do torneio. 

"A proteção mais conhecida em uma Copa não é, em primeiro lugar, da seleção — é dos clubes que cedem os atletas. Se o jogador sofre uma lesão grave durante o torneio, existe um mecanismo da FIFA que pode compensar o clube pelo período em que ele fica fora. No entanto, esse programa possui limites, carência e várias lacunas", explica André Lins, Vice-Presidente de Riscos da Alper Seguros. "Quando estamos falando de atletas de elite, o teto desse mecanismo da FIFA frequentemente se mostra insuficiente. É aí que entram as coberturas complementares estruturadas no mercado internacional para cobrir a disparidade financeira."
 

Mito ou Verdade: seguro de partes do corpo

A história de que craques do futebol fazem apólices exclusivas para suas pernas ou mãos alimenta o imaginário popular há décadas. Segundo o executivo da Alper Seguros, a prática é real, mas o formato técnico passa longe do folclore. 

"Seguro de partes do corpo existe, sim, mas o mercado trata isso de forma muito menos folclórica do que parece nas notícias. No fundo, o que as seguradoras avaliam não é o membro isolado, mas a perda econômica real causada por uma incapacidade específica. O cálculo considera o salário do atleta, o tempo de contrato restante, seu valor de mercado atual, histórico médico detalhado, a posição em campo e, claro, o impacto comercial de sua imagem. Não se trata de definir 'quanto vale a perna', mas sim de calcular exatamente quanto prejuízo financeiro aquela lesão específica pode gerar para o ecossistema do jogador e de seus patrocinadores", esclarece Lins.
 

Riscos invisíveis além do gramado

Em um torneio disputado simultaneamente em três nações, a logística se torna o maior desafio operacional da história das Copas. Por isso, as apólices de grandes delegações precisam olhar muito além das quatro linhas do campo de jogo.

Riscos de viagem, extravio de bagagens técnicas, danos a equipamentos de transmissão, responsabilidade civil e falhas de operação logística são rigorosamente cobertos. Diante do cenário geopolítico e tecnológico atual, o mercado também atua fortemente em coberturas contra-ataques cibernéticos, violência política, panes globais de transmissão e riscos cibernéticos. 

Até mesmo as famosas crises de imagem possuem algum nível de amparo, embora com ressalvas. "Sobre crise de imagem, existe proteção focada nos custos de resposta e gerenciamento de crise para mitigar danos, mas o mercado não atua com algo tão simples quanto 'segurar reputação' contra qualquer polêmica", destaca o diretor de Alper Seguros.
 

Risco x Apólice

De quanto estamos falando? Se considerarmos apenas o prêmio pago (o custo do seguro) por uma delegação de topo, como a Seleção Brasileira, os valores gerados giram na faixa de alguns milhões de reais, podendo escalar rapidamente conforme a customização e o desenho das coberturas. No entanto, se o cálculo for baseado na exposição total envolvida — somando o valor de mercado dos atletas, toda a operação logística, equipamentos de alta tecnologia e coberturas paralelas de patrocinadores —, a cifra protegida pode atingir facilmente centenas de milhões de dólares. "O erro mais comum ao analisar esse mercado é misturar o valor real em risco com o valor final da apólice", conclui Lins.
 

E se o torneio for interrompido? 

O risco esportivo puro — como uma eliminação precoce na fase de grupos — não é passível de sinistro, pois faz parte da natureza do esporte. Contudo, se o campeonato sofrer interrupções indesejadas, adiamentos ou mudanças forçadas por motivos de força maior fora do controle dos organizadores, o mercado financeiro e de seguros oferece robustas apólices de contingência para proteger os investimentos astronômicos de patrocinadores, emissoras e parceiros comerciais.

A engrenagem invisível dos seguros garante que, mesmo diante dos imprevistos mais complexos, o bilionário ecossistema do futebol global permaneça protegido de ponta a ponta.

 

Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A.


Geração 50+ redesenha o mercado de intercâmbio e impulsiona Malta ao Top 5 de destinos mais desejados por brasileiros

O reflexo direto dessa mudança comportamental redesenhou
 o mapa dos destinos favoritos dos brasileiros.
Envato

Dados inéditos da Pesquisa Selo Belta 2026 confirmam o crescimento da “economia prateada” na educação internacional em busca de segurança, imersão cultural e cursos sob medida
 

 

O perfil do intercambista brasileiro está passando por uma transformação profunda e madura. Longe de ser um projeto exclusivo para adolescentes ou jovens em início de carreira, estudar no exterior virou o novo plano de vida da Geração 50+. De acordo com a Pesquisa Nacional Selo Belta 2026, lançada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, o público com mais de 50 anos consolidou sua participação no mercado, transformando o setor em uma plataforma de desenvolvimento pessoal, reinvenção e vivência cultural em fases mais maduras da vida. 

O reflexo direto dessa mudança comportamental redesenhou o mapa dos destinos favoritos dos brasileiros. Malta, arquipélago europeu localizado no Mar Mediterrâneo, saltou no ranking e conquistou a 5ª posição geral entre os países mais procurados. O destino se tornou o queridinho dos brasileiros mais maduros por reunir características geográficas e estruturas únicas. Além de ser um país cercado por águas cristalinas, Malta se destaca pela segurança, custo de vida atraente e um clima mediterrâneo ensolarado, ideal para quem quer fugir dos invernos rigorosos do hemisfério norte. 

O arquipélago também respira história, suas cidades amuralhadas, templos megalíticos e a arquitetura barroca da capital, Valletta, transformam o caminho até a escola de idiomas em uma verdadeira imersão cultural e histórica. 

Para Alexandre Argenta, presidente da Belta, o avanço de Malta e o crescimento da faixa 50+ estão intimamente conectados. “O intercambista com mais de 50 anos não busca o mesmo que um jovem de 18 anos. Ele prioriza a qualidade da experiência, o conforto, a segurança e a infraestrutura do local. Malta pontua alto em todos esses quesitos: oferece um clima agradável o ano todo, rica bagagem histórica, segurança extrema e, acima de tudo, escolas que se prepararam para este público com os programas que combinam o aprendizado do inglês com roteiros culturais refinados e networking”, afirma Argenta. 

A pesquisa da Belta revela outras tendências que jogam a favor desse novo cenário. Quase metade do mercado nacional (49,3%) agora é dominado por intercâmbios de curta duração (até 3 meses), sendo que os cursos de até um mês isolados representam 25,9% na visão das agências. Esse formato se encaixa perfeitamente na rotina do público maduro, que muitas vezes aproveita o período de férias do trabalho ou momentos de transição de vida para realizar o antigo sonho de conhecer outro país. 

Além disso, a busca por agências que ofereçam confiança e atendimento personalizado, fatores mais decisivos de compra apontados pela pesquisa, é ainda mais forte entre os maiores de 50 anos, que não abrem mão do respaldo jurídico e suporte ponta a ponta fornecido pelas agências do Selo Belta. 

“Estamos presenciando a consolidação da ‘Economia Prateada’ na educação internacional. O intercâmbio deixou de ser visto apenas como uma ferramenta de empregabilidade para se tornar um investimento em bem-estar e expansão de horizontes. O mercado brasileiro movimentou R$7 bilhões em 2025 e projeta uma expansão de +16,6% para este ano. Sem dúvida, o público 50+ é um dos grandes motores desse crescimento contínuo e sustentável do setor”, conclui o presidente da Belta.  



Belta - Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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5 fatores que ajudam a explicar os desafios da aprendizagem em matemática e português

Ralph Reis, vice-presidente do Instituto Fliegen, analisa as causas que influenciam o desempenho dos estudantes brasileiros


 

Leitura, interpretação de texto, raciocínio lógico e resolução de problemas estão entre as habilidades mais valorizadas no ambiente acadêmico e profissional. Todas elas passam, em maior ou menor grau, pelo domínio da língua portuguesa e da matemática, disciplinas consideradas fundamentais para o desenvolvimento educacional dos estudantes.

 

Os resultados recentes mostram avanços importantes na educação brasileira. O país alcançou 66% de crianças alfabetizadas na idade certa em 2025, superando a meta nacional de 64%, segundo dados do Indicador Criança Alfabetizada. O resultado demonstra que políticas educacionais estruturadas podem gerar melhorias consistentes na aprendizagem.

 

Apesar desse avanço, especialistas alertam que o desafio não termina nos primeiros anos escolares. Garantir que os estudantes desenvolvam competências em leitura, interpretação de texto e matemática ao longo de toda a educação básica continua sendo um dos principais objetivos das redes de ensino e das iniciativas voltadas ao fortalecimento da aprendizagem.

 

Para Ralph Reis, vice-presidente do Instituto Fliegen, projeto social sediado em Cotia (SP) que prepara estudantes da rede pública para olimpíadas do conhecimento, o baixo desempenho dos estudantes brasileiros não pode ser explicado por uma única causa. Segundo ele, o problema é resultado de fatores históricos, sociais e educacionais que se reforçam ao longo dos anos.

 

Confira os principais pontos destacados pelo especialista:

 

1. O Brasil resolveu o acesso à escola, mas ainda enfrenta desafios de qualidade

 

Embora a universalização da educação básica tenha avançado nas últimas décadas, o país ainda convive com reflexos de um processo tardio de expansão educacional. "Enquanto países como Argentina e Uruguai iniciaram a escolarização universal ainda no século XIX, o Brasil chegou a esse estágio muito mais tarde. Conseguimos ampliar o acesso, mas ainda enfrentamos o desafio da qualidade da educação", afirma Ralph.

 

2. A alfabetização continua sendo a base de todo o aprendizado

 

Segundo o especialista, uma das principais causas das dificuldades em português e matemática está na alfabetização insuficiente nos primeiros anos escolares. "Recebemos estudantes do 6º e 7º ano que ainda apresentam dificuldades de leitura fluente e interpretação de texto. Sem compreender bem um enunciado, o aluno encontra obstáculos até mesmo para resolver problemas matemáticos que dominaria do ponto de vista operacional", explica.

 

3. A desigualdade social ainda pesa no desempenho dos estudantes

 

As condições de aprendizagem continuam sendo muito diferentes entre os alunos brasileiros. Acesso a livros, internet, ambiente adequado para estudo e apoio familiar influenciam diretamente os resultados. "Muitas vezes, não estamos falando de capacidade ou talento, mas de acesso desigual às oportunidades de aprendizagem. O potencial está distribuído por igual. O que não está distribuído por igual é a oportunidade", destaca Ralph.

 

4. Muitos estudantes perdem a confiança na própria capacidade de aprender

 

Além das lacunas de conteúdo, existe um desafio que raramente aparece nos indicadores educacionais: a autoestima acadêmica. "Muitos estudantes chegam acreditando que não são bons em matemática ou que não levam jeito para escrever. Esse discurso acabou sendo internalizado ao longo dos anos. Quando conseguem superar desafios e perceber que são capazes, a relação com o aprendizado muda completamente", afirma o vice-presidente do Instituto Fliegen.

 

5. É preciso ampliar oportunidades de desenvolvimento além da sala de aula

 

Para Ralph, iniciativas complementares à educação formal podem ajudar a despertar o interesse dos estudantes pelo conhecimento e fortalecer habilidades acadêmicas. "As olimpíadas do conhecimento transformam a forma como os jovens enxergam disciplinas como matemática. Quando o aprendizado passa a ser encarado como um desafio que envolve raciocínio, criatividade e conquista, o engajamento cresce. Além disso, hoje existem caminhos de acesso ao ensino superior ligados ao desempenho em competições acadêmicas, ampliando oportunidades para estudantes da rede pública", explica.

 

Para o especialista, reduzir o atraso educacional brasileiro exige uma atuação conjunta entre escolas, famílias, poder público e organizações da sociedade civil. "Nenhum desses atores resolve o problema sozinho. O avanço acontece quando todos trabalham na mesma direção. O talento existe em todos os lugares; o que precisamos fazer é garantir que as oportunidades também existam", conclui.

 

 

Instituto Fliegen


Educação para cidadania: como promover a aprendizagem sobre democracia desde a infância?

Em um ano marcado por eleições em todo o país, educadores e gestores pedagógicos têm discutido com mais frequência como trabalhar democracia dentro da sala de aula. Para estruturar essa discussão, o MEC instituiu o Programa Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade, iniciativa apoiada por 120 organizações da sociedade civil e voltada a orientar escolas brasileiras no ensino de temas cívicos.

 

Assembleias de classe e decisões tomadas em grupo são recursos pedagógicos já presentes desde os Anos Iniciais e que têm sido adotados com mais frequência pelas escolas brasileiras. Ao organizar esses momentos de escuta e participação, as instituições mostram às crianças que suas opiniões entram no processo de decisão e que, conviver em grupo, exige responsabilidade e respeito. Esse aprendizado acontece fora das disciplinas tradicionais e complementa o que os conteúdos curriculares não conseguem cobrir sozinhos.
 

Como funcionam as práticas democráticas na escola 

Nos Anos Iniciais, as práticas democráticas acontecem principalmente por meio da escuta ativa, do diálogo e da participação das crianças nas decisões do cotidiano escolar. Nesse sentido, as assembleias de classe são um exemplo importante desse processo, pois criam um ambiente em que os estudantes podem expressar opiniões, levantar problemas, sugerir soluções e aprender a respeitar diferentes pontos de vista. 

Nas assembleias, os estudantes assumem responsabilidades dentro do grupo e aprendem a lidar com o tempo e com a continuidade das discussões. Cada escola organiza esse processo de forma diferente, conforme sua estrutura e proposta pedagógica, mas o objetivo compartilhado é que a criança participe ativamente das decisões que afetam sua rotina. 

Nesse contexto, as práticas democráticas contribuem para o desenvolvimento integral dos estudantes ao trabalhar habilidades socioemocionais, como empatia, responsabilidade e cooperação. Com experiências regulares de participação, a criança desenvolve segurança para se posicionar e argumentar nos diferentes espaços sociais que vai ocupar ao longo da vida. 

Desde a infância, as crianças aprendem a lidar com frustrações, divergências e negociações, compreendendo que viver em grupo exige escuta e respeito mútuo. Isso acontece quando um estudante precisa esperar sua vez de falar, ouvir uma opinião diferente da sua ou aceitar uma decisão construída coletivamente.
 

Pensamento crítico 

As assembleias de classe estimulam o pensamento crítico porque colocam as crianças diante de conflitos reais do cotidiano. Nesses momentos, elas analisam situações, discutem comportamentos e pensam coletivamente em soluções, o que as leva a construir opiniões mais fundamentadas e a tomar decisões com mais segurança. 

Ao participar de momentos de diálogo coletivo, os estudantes aprendem a organizar o pensamento, comunicar suas ideias com clareza e justificar escolhas. As assembleias favorecem situações reais de comunicação nas quais as crianças precisam explicar sentimentos, defender posições e negociar soluções, o que fortalece tanto a oralidade quanto a capacidade argumentativa, competências essenciais para a vida em sociedade e para o percurso acadêmico.
 

Parceria família-escola na educação para cidadania 

Quando a escola valoriza o diálogo, a escuta e a participação, as famílias também passam a perceber maior intencionalidade no desenvolvimento humano das crianças. Muitas situações discutidas nas assembleias refletem diretamente nas relações familiares e sociais, permitindo que os responsáveis acompanhem mais de perto o desenvolvimento emocional, social e ético dos estudantes. 

As famílias percebem, assim, que a escola está preocupada com o desempenho acadêmico e a formação integral da criança, e essa percepção fortalece o vínculo entre as duas instâncias e amplia o impacto do processo de aprendizagem para além dos muros da escola. 

A infância também é um tempo de participação e construção coletiva, pois quando a escola cria espaços de escuta, as crianças percebem que suas ideias possuem valor e que podem contribuir para transformar o ambiente em que vivem.  

Dessa forma, a educação para cidadania permite que, ao aprenderem desde cedo a dialogar, resolver conflitos, respeitar diferenças e construir soluções coletivas, os estudantes desenvolvam competências fundamentais para a vida pessoal, acadêmica e profissional. Essas experiências fortalecem a autonomia e o protagonismo infantil, preparando os estudantes para atuarem de forma ética e colaborativa na sociedade.

 

Paula Bérgamo Spolzino - Coordenadora Pedagógica dos Anos Iniciais e Evelise Duarte é Orientadora Educacional dos Anos Iniciais, ambas da unidade de Botucatu da Rede de Colégios Santa Marcelina, Instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.

 


O autismo e o BPC: o julgamento que pode redefinir a proteção social

A Turma Nacional de Uniformização (TNU) enfrentará uma discussão que transcende os limites do Direito Previdenciário e Assistencial. Ao julgar o Tema 376, o colegiado decidirá se o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), por si só, é suficiente para caracterizar a condição de pessoa com deficiência para fins de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), ou se permanece indispensável a realização da avaliação biopsicossocial prevista na legislação brasileira. 

Embora a controvérsia tenha natureza técnica, suas consequências atingem diretamente milhares de famílias que dependem da proteção estatal para assegurar condições mínimas de dignidade. 

A origem do debate está em uma aparente tensão normativa. A Lei nº 12.764, de 2012, conhecida como Lei Berenice Piana, foi categórica ao estabelecer que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. A intenção do legislador foi clara: reconhecer formalmente uma condição que historicamente enfrentou invisibilidade, preconceito e dificuldades de inclusão. 

Posteriormente, a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, incorporou ao ordenamento jurídico nacional o modelo biopsicossocial de deficiência, inspirado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Nesse paradigma, a deficiência não decorre exclusivamente de um diagnóstico médico, mas da interação entre impedimentos de longo prazo e as barreiras existentes no ambiente social. 

A questão que chega agora à TNU é saber se o reconhecimento legal expresso do autismo como deficiência afasta a necessidade dessa avaliação complementar ou se ambos os diplomas devem coexistir de forma integrada. 

Os defensores da dispensa da avaliação biopsicossocial sustentam que a exigência cria um obstáculo adicional para famílias que já enfrentam uma rotina marcada por desafios médicos, educacionais e financeiros. O diagnóstico de TEA normalmente resulta de processos complexos, conduzidos por equipes multidisciplinares e amparados por critérios científicos rigorosos. Exigir uma nova etapa de comprovação poderia significar, na prática, a imposição de barreiras burocráticas incompatíveis com a finalidade protetiva da legislação assistencial. 

Há ainda um argumento jurídico relevante. Se a própria lei reconhece expressamente a pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, pareceria contraditório exigir que o cidadão demonstre novamente uma condição já reconhecida pelo ordenamento. 

Por outro lado, não se pode ignorar que o autismo se manifesta de forma extremamente heterogênea. O espectro compreende indivíduos com diferentes níveis de suporte, distintas capacidades funcionais e variados graus de autonomia. Existem pessoas que necessitam de assistência permanente para atividades cotidianas e outras que conseguem desenvolver suas atividades com reduzida necessidade de apoio. 

Essa diversidade leva parte da doutrina e da jurisprudência a defender que o diagnóstico médico, embora indispensável, não seria suficiente para avaliar os impactos concretos da condição na vida do indivíduo. Nessa interpretação, a avaliação biopsicossocial não teria a função de negar a existência da deficiência, mas de identificar como ela se manifesta na realidade social de cada pessoa. 

O problema surge quando um instrumento concebido para ampliar direitos passa a funcionar como mecanismo de restrição de acesso. A avaliação biopsicossocial foi criada para superar uma visão puramente médica da deficiência e promover uma análise mais inclusiva. Entretanto, quando utilizada de forma excessivamente burocrática ou formalista, pode produzir efeito inverso ao pretendido, retardando ou inviabilizando o acesso à proteção social justamente daqueles que dela mais necessitam. 

É nesse ponto que reside o verdadeiro desafio do julgamento. 

A TNU não está apenas decidindo uma questão processual ou interpretativa. Está definindo qual será o equilíbrio entre segurança jurídica, individualização da análise e efetividade dos direitos fundamentais das pessoas com autismo. 

A tese que vier a ser fixada terá repercussão nacional. Servirá de orientação para milhares de processos em tramitação nos Juizados Especiais Federais e influenciará diretamente a atuação administrativa do INSS. Mais do que isso, sinalizará como o Estado brasileiro compreende o alcance da proteção conferida às pessoas autistas dentro do sistema assistencial. 

Em uma sociedade que ainda enfrenta enormes dificuldades para promover inclusão, acessibilidade e igualdade de oportunidades, é fundamental que as interpretações jurídicas estejam alinhadas aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção social e da máxima efetividade dos direitos fundamentais. 

O julgamento do Tema 376 representa uma oportunidade para reafirmar esses valores. Afinal, o que está em discussão não é apenas um requisito para a concessão do BPC. O que está em jogo é a capacidade do Estado de oferecer respostas justas, céleres e humanizadas a cidadãos que dependem da proteção pública para exercer plenamente sua cidadania.

 

João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, atuou como Amicus Curiae no STJ no julgamento do Tema 1.421 no STJ e Diretor de Atuação Judicial do IEPREV


Neve em Bariloche: mais perto, mais barato e com temporada aberta até setembro

divulgação BWT  
envato

A temporada de neve na América Latina está em plena atividade e coloca destinos como Bariloche, Valle Nevado e San Martín de los Andes como alternativas concretas para brasileiros que querem ver neve sem desembolsar metade do que custaria uma viagem à Europa ou à América do Norte. Com voos diretos partindo de várias cidades do Brasil, pacotes parcelados e preços significativamente menores do que os do hemisfério norte, o inverno andino está mais acessível do que nunca. 

"Bariloche reúne tudo o que o viajante brasileiro busca em uma experiência de neve: paisagem, estrutura, gastronomia e aventura. E com uma vantagem que os destinos do hemisfério norte simplesmente não têm, a proximidade e o preço", afirma Gabriel Cordeiro, diretor-geral da BWT Operadora.  

 

Três meses de temperaturas abaixo de zero  

A temporada de esqui vai de junho a setembro, com possibilidade de neve tardia em outubro. Julho e agosto são os meses de pico nas pistas, mas setembro ainda garante neve nas montanhas com uma vantagem a mais: menos movimento e preços mais baixos em hospedagem.  

O principal atrativo de Bariloche é o Cerro Catedral, um dos maiores centros de neve da América do Sul, com mais de 60 quilômetros de pistas para todos os níveis, aluguel de equipamentos, aulas de esqui e snowboard e restaurantes nas montanhas. 

“Para quem prefere algo mais tranquilo, o Cerro Bayo em Villa La Angostura, a uma hora e meia de Bariloche, oferece pistas menos cheias e atividades como tubing e teleférico panorâmico”, sugere Cordeiro. Ele garante que o destino entrega muito além da neve.  Chocolaterias famosas, cervejarias artesanais, passeios de barco pelo Lago Nahuel Huapi e arquitetura que lembra vilas alpinas europeias, são algumas das opções a poucos passos do centro da cidade. 

 

Opções de voos e câmbio favorável 

Chegar lá também ficou mais fácil. Em 2026, a conectividade entre Brasil e Bariloche cresceu, com mais de 230 voos diretos operados só em julho e agosto por Latam, Azul, Gol e Aerolíneas Argentinas, com partidas de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

 "Essa facilidade é um fator decisivo. O cliente não precisa mais enfrentar escala longa nem roteiro complicado. Bariloche ficou simples de acessar, e isso derruba uma das principais objeções na hora da venda", reforça Cordeiro. 

Além da proximidade, o câmbio joga a favor. Na Argentina, 1 real equivale hoje a cerca de 283 pesos argentinos.  O que permite comer bem, com custo igual ou inferior ao do Brasil.  "O brasileiro chega lá e percebe que o dinheiro rende. Isso gera uma satisfação enorme e faz com que ele já queira voltar", diz Cordeiro. 

 

Vantagens de comprar um pacote 

É possível encontrar pacotes completos para Bariloche por 15 vezes de R$ 409 (BWT Operadora).  Nele o viajante embarca com passagem aérea, 7 noites de hospedagem e café da manhã incluídos. “Os três maiores custos de qualquer viagem internacional resolvidos em uma única compra, com preço travado desde o momento da contratação”, afirma Cordeiro. 

Ele explica que montar uma viagem por conta própria nem sempre vale a pena. "O cliente pesquisa passagem em um site, hotel em outro, resolve os traslados e ainda corre o risco de pagar mais caro e chegar sem logística resolvida”.  De acordo com Cordeiro, o pacote elimina tudo isso, pois concentra em um só CNPJ todas as contratações, feitas por especialistas, com segurança e maior qualidade.  

Para aproveitar as melhores condições, Gabriel Cordeiro recomenda consultar um agente de viagem na hora de contratar.  

www.bwtoperadora.com.br


Copa de 2026 coloca à prova a regulamentação das apostas esportivas e reacende debate sobre publicidade das bets


Com a Copa do Mundo de 2026 em andamento, o mercado brasileiro de apostas esportivas vive seu primeiro grande teste sob as novas regras estabelecidas para o setor. Ao mesmo tempo, a competição reacende uma discussão importante: os limites da publicidade das bets e os impactos dessa exposição sobre o comportamento dos consumidores. 

Se em edições anteriores as casas de apostas operavam em um ambiente marcado por lacunas legais e pouca supervisão, desta vez o torneio acontece em um cenário diferente. O governo federal avançou na regulamentação do setor, criando exigências para o funcionamento das plataformas, mecanismos de identificação dos usuários e medidas de proteção ao consumidor. 

Embora essas regras representem um avanço importante, elas não eliminam os desafios que cercam esse mercado. Em alguns casos, podem até gerar uma falsa sensação de segurança. Muitas pessoas passam a acreditar que, por existir regulamentação, as apostas se tornaram uma atividade livre de riscos. A realidade é mais complexa. 

Um dos obstáculos é que muitas empresas do setor não possuem sede física no Brasil. Algumas operam a partir de países que dificultam a aplicação da legislação brasileira, limitando a fiscalização e a responsabilização em situações de conflito ou prejuízo ao consumidor. 

A Copa do Mundo torna esse debate ainda mais relevante. Poucos eventos possuem tamanho poder de mobilização emocional. A competição desperta sentimentos de pertencimento, patriotismo e identificação coletiva, criando um ambiente propício para o crescimento das apostas esportivas. 

No entanto, seria um erro atribuir esse fenômeno apenas à paixão pelo futebol. Aspectos emocionais, econômicos, sociais e tecnológicos atuam simultaneamente para impulsionar o interesse pelas bets. 

Um dos fatores mais importantes é a forma como muitos consumidores enxergam as apostas. Em vez de vê-las apenas como entretenimento, parte do público as interpreta como uma oportunidade de investimento ou complemento de renda. A promessa de ganhos rápidos e os relatos de sucesso amplamente divulgados contribuem para alimentar essa expectativa. 

As redes sociais também exercem papel decisivo. Influenciadores, criadores de conteúdo e personalidades do esporte frequentemente associam seu estilo de vida às apostas esportivas, reduzindo a percepção de risco entre seus seguidores. Não se trata apenas de publicidade tradicional, mas de uma relação de confiança construída ao longo do tempo. 

A atual edição da Copa também trouxe para o centro das discussões a presença massiva das plataformas de apostas nas transmissões esportivas. Patrocínios, inserções comerciais, ações promocionais e acordos com canais de televisão, plataformas de streaming e produtores de conteúdo fazem com que as marcas de apostas estejam presentes em praticamente todos os momentos da experiência do torcedor. 

Esse cenário levanta questionamentos sobre os limites da publicidade no setor. Quando as apostas passam a ocupar um espaço tão amplo no consumo do esporte, existe o risco de que a atividade seja percebida como parte natural da experiência de acompanhar uma partida. A preocupação aumenta quando se considera o alcance dessas transmissões entre jovens e pessoas mais vulneráveis a comportamentos impulsivos. 

Outro aspecto relevante é a própria estrutura das plataformas. Interfaces intuitivas, notificações constantes, recompensas imediatas e recursos de gamificação são desenvolvidos para estimular o engajamento e prolongar o tempo de uso. Além disso, as empresas utilizam grandes volumes de dados para personalizar ofertas e experiências, aumentando sua capacidade de influência sobre o comportamento dos usuários. 

Diante desse cenário, a principal reflexão não deve ser se as pessoas podem ou não apostar. Em uma sociedade democrática, cada indivíduo tem liberdade para tomar suas próprias decisões. A questão central é compreender os riscos envolvidos e agir de forma consciente. 

O sinal de alerta surge quando as apostas passam a comprometer a vida financeira, os relacionamentos, o trabalho ou a saúde emocional. Nesses casos, o problema deixa de ser recreativo e pode evoluir para um quadro de ludopatia, o vício em jogos, que exige acompanhamento especializado. 

À medida que a Copa avança, o comportamento dos apostadores, das plataformas e do próprio mercado permitirá avaliar, na prática, até que ponto a regulamentação consegue equilibrar liberdade econômica, proteção ao consumidor e responsabilidade social. Mais do que acompanhar os resultados dentro de campo, este é um momento importante para refletir sobre os impactos de uma atividade que cresce rapidamente e que ainda desafia reguladores, empresas e a sociedade.

 

Sérgio Czajkowsky Junior - publicitário, especialista em comportamento do consumidor, advogado e professor dos cursos de graduação e pós-graduação do UniCuritiba.


Brasileiros passam a considerar benefícios dos cartões antes de embarcar para o exterior

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Divulgação Unicred Integração

Com a chegada das férias de julho e o aumento do fluxo de brasileiros em destinos internacionais, cresce também a necessidade de planejamento financeiro. Antes de viajar, fazer compras no exterior ou acompanhar eventos de grande porte, vale entender os custos das transações internacionais para manter o orçamento sob controle.

Embora muitos viajantes concentrem seus preparativos em passagens, hospedagem e roteiro, os gastos realizados fora do país merecem atenção especial. Isso porque as compras internacionais não são impactadas apenas pela variação cambial. Taxas e encargos adicionais também podem influenciar o valor final da fatura, tornando importante conhecer as condições de cada meio de pagamento.

 

O que observar antes de fazer compras no exterior

Ao realizar compras em outros países ou em sites internacionais, o consumidor deve estar atento a fatores como a cotação da moeda, a incidência de impostos e possíveis tarifas cobradas pelas instituições financeiras. Esses custos podem variar de acordo com o cartão utilizado e influenciar significativamente o valor pago ao fim da viagem.

Outro ponto importante é a segurança. Cartões com cobertura internacional oferecem praticidade para pagamentos presenciais e online, além de recursos de monitoramento e proteção que ajudam a reduzir riscos relacionados a fraudes e transações não reconhecidas.

Para quem pretende viajar durante as férias ou acompanhar a Copa do Mundo, a recomendação é pesquisar previamente as condições disponíveis e escolher soluções financeiras alinhadas ao perfil de consumo e ao destino da viagem.

 

Benefícios podem gerar economia e mais comodidade

Além da segurança, alguns cartões oferecem vantagens que contribuem para uma experiência mais conveniente durante viagens para fora do Brasil. Programas de pontos, acesso a serviços exclusivos e condições diferenciadas para compras no exterior estão entre os benefícios mais valorizados pelos viajantes.

Nesse contexto, a Unicred disponibiliza soluções voltadas para quem busca praticidade e previsibilidade nos gastos internacionais. Até 19 de julho de 2026, os cartões Privilege e Ímpar contam com zero spread e isenção de IOF em compras internacionais de até R$ 10 mil por conta cartão.

O cartão Ímpar Unicred Visa reúne ainda benefícios voltados ao público que viaja com frequência, como acúmulo de até 4,5 pontos por dólar gasto, acesso ilimitado a salas VIP e serviço de concierge pessoal. As vantagens podem representar mais conforto tanto em viagens de lazer quanto em deslocamentos profissionais.

Os diferenciais reforçam o reconhecimento dos cartões da cooperativa no segmento de alta renda. Atualmente, o Unicred Visa Infinite Privilege ocupa a terceira posição entre os melhores cartões do Brasil, enquanto o Ímpar Unicred Visa aparece em sexto lugar, segundo o ranking do portal Melhores Destinos.

 

Planejamento financeiro faz parte da experiência de viagem

Independentemente do destino ou do motivo da viagem, organizar os gastos com antecedência é uma medida que contribui para uma experiência mais tranquila. Conhecer as regras aplicáveis às compras internacionais, entender os custos envolvidos e contar com meios de pagamento adequados são atitudes que ajudam a evitar imprevistos e permitem que o viajante aproveite melhor cada momento.

Com o aumento das viagens para fora do Brasil e a realização da Copa do Mundo da FIFA 2026™, a escolha de soluções financeiras que combinem segurança, benefícios e condições diferenciadas pode fazer a diferença no orçamento e na experiência dos brasileiros no exterior. Mais do que planejar o roteiro, preparar-se financeiramente é uma forma de viajar com mais autonomia, controle e tranquilidade.

Lembre-se: na experiência de viagem, cada detalhe conta.

 

Unicred Integração


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