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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Doação de órgãos: informação e diálogo com a família podem transformar uma perda em novas histórias

Magnific
Especialista da Clínica SiM esclarece como funciona a doação no Brasil, que conta com um dos maiores sistemas públicos de transplantes do mundo

 

No dia 27 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o debate sobre a importância de conversar com a família sobre o desejo de ser doador ganha ainda mais força. No Brasil, a doação de órgãos após a morte só pode ocorrer com autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar. Por isso, comunicar essa decisão aos familiares é fundamental.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025 foram realizados 9.938 transplantes de órgãos sólidos no Brasil. A taxa de doadores efetivos chegou a 20,2 por milhão de habitantes. Entre os órgãos que podem ser transplantados estão rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas, além de tecidos como córneas, pele, ossos e tendões.

 

Conforme Cláudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM, “o primeiro passo é entender que a doação não acontece de forma automática. Existe todo um protocolo para confirmar a morte encefálica, avaliar as condições clínicas do possível doador e, principalmente, conversar com a família. Por isso, falar sobre o assunto em vida é tão importante”.

 

A captação de órgãos de um doador falecido ocorre principalmente após a confirmação da morte encefálica, seguindo critérios médicos e legais. As equipes hospitalares, em conjunto com as Organizações de Procura de Órgãos e as Centrais Estaduais de Transplantes, identificam os potenciais doadores, fazem a avaliação clínica e organizam a retirada e o transporte dos órgãos. Em casos de parada cardiorrespiratória, podem ser doados determinados tecidos.

 

Não existe uma idade única que determine quem pode ou não ser doador. O que pesa é o estado de saúde e a viabilidade de cada órgão ou tecido. O Ministério da Saúde informa que não há uma restrição absoluta, mas são considerados fatores como a causa da morte, presença de doenças infecciosas ativas e outras condições clínicas. 

 

Como funciona a doação 

Também é possível realizar doações em vida, como de um dos rins e de parte do fígado ou do pulmão, desde que sejam atendidos os critérios médicos e legais. Para doadores vivos, a legislação estabelece regras específicas de parentesco e autorização para determinados casos.

 

Depois da captação, os órgãos não são destinados por escolha da família. O receptor é definido pelo Sistema Nacional de Transplantes, a partir de uma lista única e informatizada. Entre os critérios considerados estão compatibilidade sanguínea, urgência, tempo de espera e, quando necessário, compatibilidade genética e características físicas. Em situações de extrema gravidade, há possibilidade de priorização.

 

“É importante deixar claro que não existe privilégio ou escolha pessoal de quem vai receber o órgão. Há critérios técnicos e uma estrutura organizada para garantir que o transplante seja destinado ao paciente compatível dentro das regras do sistema. Isso traz segurança e transparência para todo o processo”, reforça Cláudia Velasco.

 

O que mostram os dados

Na Região Nordeste, a taxa de doadores efetivos chegou a 16,7 por milhão de habitantes em 2025, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT). No mesmo ano, o Brasil registrou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes e realizou mais de 9,9 mil transplantes de órgãos sólidos, de acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes e do Ministério da Saúde.

 

“Quando uma família autoriza a doação, em meio a um momento de dor, ela possibilita que outras pessoas tenham uma nova oportunidade. Por isso, falar sobre doação de órgãos é também falar sobre solidariedade, informação e esperança”, conclui a médica da Clínica SiM. 

Para mais informações sobre a Clínica SiM e seus serviços, acesse o site www.clinicasim.com ou entre em contato pelo telefone 0800 357 6060 ou link do WhatsApp.


Como a chegada da primavera pode afetar a saúde das gestantes

Mudança de estação pode intensificar desconfortos comuns da gravidez; obstetra explica o que merece atenção 

 

A chegada da primavera, em 22 de setembro, marca não apenas o início de uma nova estação, mas também uma mudança nas condições de temperatura, umidade e qualidade do ar que pode ter impacto na rotina das gestantes. Dias mais quentes, maior exposição ao sol e aumento da circulação de pólen podem intensificar sintomas como cansaço, inchaço, congestão nasal e alergias, tornando alguns cuidados ainda mais importantes durante a gravidez.  

Segundo o Dr. Rodrigo Nogueira, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Maria, a gestante deve estar especialmente atenta à hidratação e aos sinais apresentados pelo organismo. “Durante a gravidez, o corpo passa por uma série de adaptações e o calor pode acentuar sintomas como mal-estar, cansaço, tontura e queda de pressão. Por isso, manter uma boa ingestão de líquidos e evitar períodos prolongados de exposição ao calor são medidas importantes”, explica.  

A hidratação merece atenção especial nos dias mais quentes. A recomendação é beber água regularmente ao longo do dia, sem esperar a sensação de sede, além de fazer pausas durante atividades físicas ou caminhadas e evitar os horários de maior calor. O inchaço, bastante comum na gestação, também pode ficar mais evidente com as altas temperaturas.  

Outro ponto de atenção é a maior presença de pólen no ar durante a primavera, que pode desencadear ou agravar quadros de rinite e outras alergias respiratórias. Espirros, coriza, coceira nos olhos e congestão nasal podem aparecer ou se intensificar em mulheres que já apresentam predisposição. Nesses casos, a orientação é evitar a automedicação.  

“É importante lembrar que nem todo medicamento considerado comum é indicado durante a gestação. Se os sintomas respiratórios aparecerem ou piorarem, a gestante deve conversar com seu obstetra para que seja avaliada a necessidade de tratamento e qual opção é segura para aquele momento da gravidez”, orienta o Dr. Rodrigo Nogueira.  

A exposição solar também merece cuidado. As alterações hormonais próprias da gestação podem aumentar a predisposição ao melasma e ao aparecimento de manchas na pele. O uso diário de protetor solar, além de roupas leves, chapéus e preferência por horários de menor incidência solar, ajuda a reduzir os efeitos da exposição.  

A primavera, no entanto, não precisa significar restrição. Caminhadas e outras atividades ao ar livre podem fazer parte de uma gestação saudável, desde que estejam liberadas pelo médico e sejam realizadas em horários mais amenos, com hidratação adequada e atenção aos sinais do corpo. 



Hospital e Maternidade Santa Maria
www.maternidadesantamaria.com.br


Coceira que não passa e nariz entupido: sinais de que seu corpo pode estar enfrentando a inflamação tipo 2

Freepik
Diagnósticos isolados levam pacientes a normalizar o desconforto e adaptar a rotina à doença; especialistas explicam por que tratar a causa pode mudar a qualidade de vida 

 

Coceira persistente, ressecamento severo e eczemas que nunca desaparecem completamente levam frequentemente os pacientes a acreditarem que têm apenas uma "pele sensível". No entanto, esses sinais podem fazer parte de um processo conhecido como inflamação tipo 2, um padrão de resposta do sistema imunológico que, quando desregulado, afeta a barreira cutânea e pode estar associado a manifestações em outras partes do corpo. 

O mecanismo está presente na dermatite atópica e pode, em alguns casos, coexistir com outras condições, como rinite, asma e esofagite eosinofílica, uma inflamação crônica do esôfago que pode provocar dificuldade para engolir. Contudo, os especialistas reforçam que ter uma dessas condições não significa obrigatoriamente que o paciente desenvolverá as demais.  

Essa resposta imunológica acontece quando o sistema de defesa reage de forma exagerada e prolongada. Como pode atingir diferentes órgãos ao mesmo tempo, uma mesma pessoa passa a apresentar lesões na pele, nariz entupido, falta de ar e outras manifestações alérgicas que parecem não ter relação entre si.  

“Um paciente pode, por exemplo, tratar a pele e continuar com asma, rinite ou sintomas nasais sem acompanhamento adequado. Quando identificamos essas associações, conseguimos organizar melhor o cuidado e encaminhar o paciente para as especialidades necessárias”, explica a dermatologista Marcela Cestari, do Hospital Sírio-Libanês. 

De acordo com a especialista, essa falta de visão integrada faz com que muitos convivam com o desconforto por anos. “É comum ouvir frases como ‘minha pele sempre foi sensível’ ou ‘já me acostumei com a coceira’. O problema começa quando o paciente passa a adaptar a própria rotina à doença. Se esses sintomas interferem no sono ou na qualidade de vida, é hora de buscar ajuda”, afirma Cestari.  

Ainda não existe um sintoma isolado ou teste específico que determine a presença de inflamação tipo 2. Alterações em exames de sangue, como a elevação de eosinófilos, células do sistema imunológico envolvidas em processos inflamatórios, ou de IgE (imunoglobulina E), podem ocorrer porque a falha na barreira da pele facilita o contato com agentes externos. No entanto, esses marcadores não são suficientes para confirmar a condição.  

O diagnóstico é estritamente clínico e depende de uma boa anamnese, do exame físico da pele, da distribuição das lesões e do histórico do paciente. Exames laboratoriais não diagnosticam a doença isoladamente e a reação tipo 2 não deve ser confundida com uma simples alergia.  

O tratamento varia de acordo com a doença, a intensidade dos sintomas e as características de cada paciente. Medicamentos à base de corticoides podem fazer parte da abordagem em algumas situações, mas o uso prolongado ou recorrente, pode aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, a escolha da terapia, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos pelo médico. 

Na visão da médica, reconhecer o mecanismo da inflamação ajuda a manter a doença sob controle ao invés de tratar apenas os momentos de crise. 

“Uma pergunta simples na consulta ajuda a ampliar esse olhar: além da pele, como estão seu nariz e sua respiração? O objetivo é sair do ciclo de tratar apenas as crises e estabelecer uma estratégia de controle da doença”, conclui a dermatologista. 



Hospital Sírio-Libanês
https://hospitalsiriolibanes.org.br/

 

Setembro Verde: Inflamação crônica no intestino é fator de risco direto para o câncer colorretal

No Setembro Verde, gastroenterologista explica a relação entre condições como doença de Crohn e retocolite ulcerativa com o surgimento de tumores

 

O câncer colorretal é o segundo tipo de tumor mais frequente no Brasil1, tanto em homens quanto em mulheres (atrás apenas dos cânceres de próstata e mama, respectivamente). Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 54 mil novos casos por ano até 2028.2 O que pouco se discute, no entanto, é o risco oculto para uma parcela específica da população: os pacientes diagnosticados com doenças inflamatórias intestinais (DII), como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. 

Durante o Setembro Verde, campanha nacional dedicada à prevenção do câncer de intestino, médicos e especialistas alertam para a importância de olhar para a inflamação crônica como um alerta primário. Pessoas que convivem com DII e não mantêm a doença sob controle rigoroso apresentam um risco significativamente maior de desenvolver displasias (alterações celulares) e, consequentemente, o câncer colorretal ao longo dos anos.3  

"A inflamação crônica no trato gastrointestinal funciona como uma agressão contínua às células da mucosa do intestino. Com o passar do tempo, o corpo tenta reparar essas lesões repetidas, o que aumenta drasticamente a chance de mutações genéticas que levam ao câncer", explica a Dra. Virgínia Almeida, médica gastroenterologista da Ferring Brasil. "Cuidar da inflamação crônica hoje, aderindo ao tratamento correto, é a maneira mais eficaz de prevenir o câncer amanhã".

 

A perigosa normalização dos sintomas 

Um dos grandes obstáculos na jornada do paciente com DII é a banalização dos próprios sintomas. “É comum que pessoas com quadros inflamatórios ativos se acostumem a viver com cólicas frequentes, dores abdominais crônicas, diarreia persistente e até mesmo sangramento nas fezes”, explica a especialista.

"Muitos pacientes normalizam o sangramento, atribuindo-o a hemorroidas ou a um sintoma 'esperado' da sua DII, e acabam adiando a busca por ajuda. Sangramento e dor nunca devem ser considerados normais. Eles são sinais de que a inflamação está ativa ou de que algo mais grave, como um tumor inicial, pode estar se desenvolvendo", complementa.

 

Prevenção em duas frentes: O papel do tratamento e do rastreio 

A abordagem contra o câncer colorretal em pacientes com DII deve acontecer em duas frentes complementares. A prevenção primária consiste no controle absoluto da inflamação intestinal (remissão da doença) por meio de terapias médicas adequadas, evitando que o intestino sofra lesões contínuas.4  

Já a prevenção secundária baseia-se no rastreamento ativo. Enquanto a população geral é orientada por diretrizes globais e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) a iniciar o rastreio com colonoscopia a partir dos 45 anos, pacientes com DII têm um calendário diferente. 5 Dependendo da extensão do acometimento intestinal, recomenda-se que as colonoscopias de vigilância comecem entre 8 a 10 anos após o início dos sintomas da doença inflamatória, independentemente da idade do paciente, devendo ser repetidas em intervalos regulares definidos pelo médico. 6  

"A colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico, é uma ferramenta de intervenção capaz de identificar e remover pólipos e lesões pré-malignas antes que se transformem em câncer. Pacientes com doença de Crohn e retocolite ulcerativa precisam entender que o acompanhamento médico contínuo é o seu maior escudo. O diagnóstico de uma DII não é uma sentença, mas exige protagonismo e cuidado redobrado com a própria saúde", conclui a Dra. Virgínia.

  

 Ferring Brasil 
https://www.ferring.com.br/

 

REFERÊNCIAS CONSULTADAS

  1. Site Instituto Nacional do Câncer - INCA. INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Disponível em: Link. Acesso em: setembro, 2026.
  2. Site Instituto Nacional do Câncer - INCA. Estimativas. Disponível em: Link. Acesso em: setembro,2026.
  3. Site Organização Brasileira de Doença de Crohn e Colite – GEDIIB. 14. Câncer colorretal e a Doença Inflamatória Intestinal. Disponível em: Link. Acesso em setembro, 2026.
  4. DUTRA, Vívian Barcelos de Souza; OLIVEIRA, Maitê Rocha; TANAKA, Lara de Carvalho; ROCHA, João Victor Guimarães Rangel Ferreira; COLLE, Sidinara. Câncer de cólon e doença inflamatória intestinal: fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação — REASE, São Paulo, v. 10, n. 11, 2024
  5. Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP): Diretrizes Nacionais para o Rastreamento do Câncer Colorretal. Disponível em: Link. Acesso em setembro, 2026.
  6. Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. CIRURGIA PARA DOENÇA DE CROHN E RETOCOLITE ULCERATIVA. Disponível em: Link. Acesso em: setembro, 2026


Você sabe se tem mau hálito? Seu próprio nariz pode não ser capaz de responder

Especialista explica por que é difícil perceber a própria halitose e como aparelho consegue medir gases relacionados ao problema


Passar a língua no punho, usar fio dental entre os dentes e depois cheirar para tentar descobrir se há algo errado. Esses são alguns dos truques que muita gente utiliza quando desconfia que está com mau hálito. O problema é que nenhum deles é realmente confiável — e existe uma explicação para isso: o próprio nariz pode não ser capaz de identificar o hálito de quem o possui.

Nosso cérebro se acostuma aos odores aos quais estamos constantemente expostos, inclusive aos produzidos pelo próprio organismo. Por isso, uma pessoa pode ter halitose e não perceber. O contrário também acontece: alguém pode acreditar que tem mau hálito sem apresentar o problema.

“Na maioria das vezes, é difícil perceber o próprio mau hálito. Nosso nariz e nosso cérebro acabam se acostumando com os odores aos quais estamos expostos o tempo todo, inclusive o nosso próprio hálito”, explica a otorrinolaringologista Dra. Lígia Maeda, do Hospital Paulista.

É justamente nesse ponto que a tecnologia pode ajudar. Em vez de depender apenas da percepção do paciente ou do profissional, já é possível utilizar equipamentos capazes de analisar a composição do ar expirado.


Aparelho transforma hálito em números

Um dos recursos utilizados na investigação da halitose é o Oral Chroma, aparelho que analisa o ar expirado e mede três dos principais gases associados ao mau hálito. Como diferentes gases estão relacionados a diferentes padrões de halitose, os resultados podem contribuir para identificar a origem do problema, além de quantificar sua intensidade e auxiliar na definição do tratamento.

“O exame transforma em números algo que normalmente avaliamos apenas pelo odor. Ele ajuda a encontrar a causa, quantificar a halitose e direcionar o tratamento”, explica a médica.

O equipamento, porém, não substitui a avaliação clínica. O resultado precisa ser interpretado em conjunto com a análise da boca, incluindo língua, gengiva e dentes, e, quando necessário, com a investigação de outras possíveis causas.


Mau hálito não significa falta de higiene

Embora seja comum associar a halitose à falta de escovação, a origem do problema é mais complexa. Na maioria das vezes, ela está relacionada à própria boca e pode envolver acúmulo de bactérias na língua, problemas gengivais, cáries ou redução da produção de saliva.

Isso significa que ter mau hálito não é necessariamente sinal de que a pessoa não cuida adequadamente da higiene bucal. Diferentes condições podem favorecer a produção dos gases responsáveis pelo odor. “Existem várias situações que podem favorecer a produção desses gases. Quando o problema persiste mesmo depois de corrigidos os possíveis fatores da boca, ou quando existem outros sintomas associados, é importante investigar outras causas”, afirma Dra. Lígia.


E o teste do punho?

Apesar de popular, o hábito de passar a língua no punho e depois cheirar a região não consegue reproduzir necessariamente o odor do hálito. Da mesma forma, cheirar o fio dental depois de passá-lo entre os dentes pode fornecer alguma informação sobre aquela região específica, mas não permite avaliar o hálito como um todo.

Por isso, diante de uma suspeita persistente, a recomendação é procurar avaliação profissional em vez de tentar confirmar o problema sozinho. “Hoje já conseguimos investigar a halitose de uma maneira muito mais objetiva, em vez de depender apenas do ‘eu acho que estou com mau hálito’. O Oral Chroma permite medir alguns dos gases relacionados à halitose e ajuda a transformar uma queixa subjetiva em uma avaliação mais objetiva”, conclui a especialista.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Dermatite Atópica afeta pele, mas impactos podem chegar ao sono e à vida social

Doença inflamatória crônica atinge crianças e adultos e ainda é confundida com ressecamento ou alergia  


Uma coceira que não passa, noites mal dormidas e lesões que interferem na vida social, nos estudos e no trabalho. Esses são alguns dos impactos que podem fazer parte da rotina de pessoas com Dermatite Atópica (DA), uma doença inflamatória crônica da pele que ainda é frequentemente confundida com ressecamento da pele ou uma simples alergia. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença pode atingir até 20% das crianças e 10% dos adultos no Brasil. Para ampliar a conscientização sobre a condição, 23 de setembro marca o Dia Nacional de Conscientização sobre a Dermatite Atópica. 

Associada a alterações na barreira cutânea e à desregulação do sistema imunológico, a Dermatite Atópica deixa a pele mais seca, sensível e suscetível à inflamação. Quando essa barreira está comprometida, diferentes fatores podem desencadear ou agravar as crises, como calor, suor, clima seco, estresse psicológico e produtos irritantes. A coceira tem papel central nesse processo: ao se coçar, o paciente provoca novos danos à pele, intensifica a inflamação e pode aumentar ainda mais o prurido, mantendo o chamado ciclo prurido-coçadura. 

“A coceira não é apenas uma consequência da Dermatite Atópica. Ela participa ativamente da perpetuação da doença. Quando a pessoa coça, causa novos danos à barreira da pele, o que pode intensificar a inflamação e alimentar novamente a sensação de coceira”, explica Nanci Utida, Diretora Associada de Assuntos Médicos da Organon. 


Impactos sobre a concentração

O impacto pode ser especialmente significativo durante a noite. A coceira pode prejudicar o sono e, com isso, comprometer a concentração, o funcionamento durante o dia e a qualidade de vida. Além disso, um estudo observacional internacional publicado em 2025 identificou associação entre quadros mais graves de Dermatite Atópica, sintomas depressivos e redução da autoestima. “As lesões visíveis podem causar constrangimento, estigmatização e retraimento social, ampliando o impacto da doença para além da pele”, explica Nanci. 

Apesar de frequentemente associada à infância, a Dermatite Atópica também pode persistir na vida adulta ou se manifestar nessa fase. A doença não é contagiosa e não deve ser confundida com uma alergia de contato. Enquanto a dermatite alérgica de contato costuma estar relacionada à exposição a uma substância específica, a Dermatite Atópica é uma doença inflamatória crônica que envolve alterações na barreira cutânea e no sistema imunológico. 

“É comum que o paciente se acostume com a coceira, principalmente quando os sintomas aparecem em períodos de melhora e piora, e passe a considerar o ressecamento ou a sensibilidade da pele algo normal. Coceira persistente ou recorrente, ressecamento importante, vermelhidão, descamação, fissuras e feridas provocadas pelo ato de coçar são sinais que merecem avaliação médica”, afirma Nanci. 


Evolução de tratamento

Nos últimos anos, a compreensão e o tratamento da doença evoluíram. Embora a hidratação da pele e os cuidados para preservar a barreira cutânea continuem sendo fundamentais, atualmente existem diferentes opções terapêuticas, incluindo medicamentos tópicos e tratamentos sistêmicos, para pacientes que necessitam desse tipo de abordagem. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por um médico. 

“O objetivo do tratamento não deve ser fazer o paciente simplesmente conviver com os sintomas. É necessário buscar o controle adequado da inflamação, reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico”, conclui Nanci Utida. 

 

Organon
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Entenda a diabetes tipo 5, doença relacionada à desnutrição

Crédito: xb100 via Magnific
Reconhecida oficialmente em abril de 2025, doença entrou no radar brasileiro nas regiões Norte e Nordeste


Quando se fala em diabetes, a imagem mais comum é a de uma doença associada ao excesso de peso, à alimentação inadequada e ao sedentarismo. Mas uma nova classificação reconhecida oficialmente pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) em 2025 traz outra percepção para a doença que atinge mais de 20 milhões de brasileiros: a desnutrição.

Conhecida como Diabetes Tipo 5, o quadro está associado à desnutrição crônica vivida durante períodos fundamentais do desenvolvimento humano, como a gestação, a infância e a adolescência. Estimativas da IDF apontam que entre 20 e 25 milhões de pessoas podem conviver com essa condição no mundo, principalmente em países de baixa e média renda. E apesar de ter sido descrita pela primeira vez na década de 1950, a doença passou décadas sem o reconhecimento oficial. 

Recentemente, a doença entrou no radar do Brasil, que agora se prepara para estruturar um rastreamento de casos dessa diabetes, com foco inicial nas regiões Norte e Nordeste, devido aos índices maiores de insegurança alimentar. A iniciativa é parte de uma colaboração entre a IDF com a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 

Para especialistas, a forma de entender a Diabetes tipo 5, está na diferenciação entre o tipo 1 e 2. Segundo Suelem Mol, endocrinologista e professora do curso de Medicina do UniBH e Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, a principal diferença está na origem da doença. 

"O diabetes tipo 5 foi denominado assim recentemente, e esse nome substitui o antigo diabetes relacionado à desnutrição. No tipo 1, existe uma destruição do pâncreas por um processo autoimune. No tipo 2, existe uma insuficiência de produção de insulina pelo pâncreas, dada uma condição que na maioria das vezes está ligada à obesidade. No tipo 5, o pâncreas não se desenvolveu adequadamente", explica.

 

Como a desnutrição afeta o organismo?

A doença surge porque a deficiência nutricional prolongada compromete o desenvolvimento do pâncreas e reduz a quantidade de células beta, responsáveis pela produção de insulina. 

"A criança que não teve ganho de peso adequado na vida fetal ou na infância desenvolve poucas células produtoras de insulina, em quantidade insuficiente para garantir a insulina necessária ao longo da vida. Esse processo é mediado por mudanças na expressão genética de diversas células no desenvolvimento fetal e por alterações epigenéticas, que acontecem nos genes depois do nascimento", afirma a especialista. Isso significa que os efeitos da desnutrição podem permanecer por décadas no organismo, mesmo após a recuperação nutricional. 

Segundo a endocrinologista, uma vez instalado o diabetes, os sintomas são semelhantes em qualquer um dos tipos, porque a manifestação comum a todos eles é a glicose elevada: sede, boca seca, fome, perda de peso, aumento da diurese e níveis altos de glicose no sangue. Em boa parte dos casos, no entanto, a doença é descoberta sem que o paciente apresente sintoma nenhum. 

E por apresentar características pouco conhecidas e ter sido reconhecida oficialmente há pouco tempo, a doença ainda representa um desafio diagnóstico para a comunidade médica.

 

A diabetes tipo 5 ainda é um desafio para a medicina 

Apesar de afetar milhões de pessoas no mundo, o Diabetes Tipo 5 ainda representa um dos maiores desafios atuais da endocrinologia. Isso porque, até recentemente, não existiam critérios diagnósticos padronizados para identificar a doença, o que fez com que muitos pacientes recebessem tratamentos que nem sempre atendiam às suas necessidades específicas. 

O reconhecimento oficial da condição pela Federação Internacional de Diabetes, em 2025, foi acompanhado da criação de um grupo internacional de trabalho responsável por desenvolver critérios diagnósticos, protocolos terapêuticos e um registro global de pacientes. A iniciativa busca responder perguntas que ainda permanecem em aberto, como a real prevalência da doença, suas características clínicas e quais estratégias de tratamento oferecem melhores resultados.

 

UniBH
unibh.br/


Dermatite Atópica: coceira intensa, impacto emocional e novos tratamentos no SUS

Cerca de 9 a 13% das crianças e 3% a 7% dos adultos no Brasil. 

   23 de setembro – Dia de Conscientização da Dermatite Atópica 

 

Pele seca, escamosa e uma coceira quase insuportável que perturba o sono, prejudica a concentração e afeta a autoestima. Esses são alguns dos sinais da dermatite atópica, condição crônica de pele que afeta cerca de 9 a 13% das crianças e 3 a 7% dos adultos no Brasil. A doença tem origem genética, não é contagiosa e costuma se manifestar ainda na infância — aproximadamente 60% dos casos surgem já no primeiro ano de vida.

 

A dermatite atópica resulta de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A barreira cutânea do paciente é mais frágil, o que facilita a perda de água e a entrada de substâncias irritantes e alergênicas.

 

Entre os principais desencadeantes estão banhos quentes e demorados, uso de sabonetes agressivos, atrito de tecidos como lã e sintéticos, tempo seco, suor excessivo, poeira ou ácaros, estresse emocional e falta de uso de cremes hidratantes diários. 

 

“Em 80% das crianças acometidas, a doença se apresenta em forma leve, e em cerca de 70% dos casos há melhora gradual até o final da infância. Porém, para muitos pacientes, a condição permanece crônica, com períodos de melhora e de piora alternados”, explica a Dra. Márcia Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

Nos bebês, as lesões predominam no rosto (bochechas), pescoço e couro cabeludo. Já em crianças maiores, adolescentes e adultos, a doença atinge com mais frequência as dobras dos cotovelos e joelhos, pescoço e pálpebras.

 

Impacto que vai além da pele

 

Estudos na literatura médica mostram que metade das pessoas adultas com dermatite atópica em formas mais graves sofre com ansiedade ou depressão, e 55% apresentam problemas para dormir, muitos por causa da coceira incessante. As lesões visíveis também provocam preconceito e isolamento social, especialmente entre crianças em idade escolar.

 

"As alterações na aparência da pele e a coceira persistente comprometem a qualidade de vida e provocam mudanças de comportamento, alterações do humor e do sono, isolamento social, podendo levar à ansiedade e depressão. É fundamental que o tratamento inclua também o acompanhamento psicológico", ressalta a Dra. Mallozi.

 

O tratamento da dermatite atópica baseia-se em três pilares principais:

 

1.    Hidratação e cuidados com a pele — uso contínuo de hidratantes e sabonetes indicados pelo médico para manter e refazer a barreira cutânea;

 

2.    Medicação de controle — corticosteroides tópicos, imunomoduladores e, em casos mais graves, imunossupressores sistêmicos;

 

3.    Identificação e prevenção de gatilhos — reconhecer os alérgenos e fatores desencadeantes para reduzir a frequência das crises.

 

"Um banho por dia, rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são de fundamental importância para manter e refazer a barreira cutânea. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, pode ser recomendada em alguns casos, a critério do médico especialista. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas", orienta a Dra. Mallozi.

 

Novas terapias: Os últimos anos trouxeram avanços significativos no tratamento da dermatite atópica, especialmente para casos moderados a graves que não respondem às terapias convencionais, alguns deles já incorporados aos sistemas de saúde pública e suplementar.

 

Além disso, em maio de 2025, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação de três novos medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), viabilizando tratamento integral desde as formas leves até os quadros graves.

 Importante destacar que o tratamento da dermatite atópica envolve equipe multiprofissional para dar adequado suporte aos pacientes e às famílias. 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 23 estados brasileiros.
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Esquecimento é sintoma: quando é hora de investigar?

Neurologista do MPHU explica por que nem toda perda de memória significa Alzheimer ou demência e quais sinais devem levar à avaliação especializada 

 

Mais de 57 milhões de pessoas viviam com demência no mundo em 2021, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é de quase 10 milhões de novos casos por ano. Entre as diferentes doenças que podem causar demência, a doença de Alzheimer é a forma mais comum e pode estar relacionada a 60% a 70% dos casos.

 

Os números ajudam a dimensionar a importância do tema, mas também reforçam uma distinção fundamental: esquecimento não é sinônimo de Alzheimer, assim como nem toda alteração de memória significa demência. A demência é uma síndrome causada por diferentes doenças e condições que comprometem a memória, pensamento e outras funções cognitivas a ponto de interferir nas atividades do cotidiano. Além disso, embora seja mais frequente após os 65 anos, ela não é uma consequência inevitável do envelhecimento. 


É justamente nesse ponto que a avaliação médica se torna importante. Para o neurologista, Humberto Barbosa, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), o principal sinal de alerta não está em um esquecimento isolado, mas na repetição, persistência ou progressão da alteração e, principalmente, no impacto que ela passa a provocar na autonomia da pessoa. 


“Esquecimentos ocasionais podem fazer parte do cotidiano, mas quando a perda da memória é frequente, progressiva ou compromete a execução das tarefas diárias, especialmente quando são evidentemente percebidas pelos familiares, é hora de investigar. Sem pânico, mas sem negligência”, orienta.

 

Esquecimento é sinal e sintoma, não diagnóstico 

Esquecer eventualmente onde deixou um objeto, não lembrar imediatamente o nome de alguém ou entrar em um cômodo e esquecer o que iria fazer pode acontecer mesmo com pessoas saudáveis. O que merece atenção é quando esses episódios passam a formar um padrão. 


A dificuldade pode aparecer, por exemplo, quando a pessoa começa a repetir as mesmas perguntas ou histórias, esquecer acontecimentos recentes, apresentar dificuldade para realizar tarefas que antes dominava, perder-se em locais conhecidos ou apresentar mudanças associadas ao comportamento e à capacidade de organização. 


“A diferença não está em pequenos esquecimentos, mas em perceber um padrão de repetição, persistente ou progressivo, de perda de memória com impacto na autonomia da vida cotidiana. A avaliação médica especializada busca entender e corrigir, quando possível, as causas e tratar antes que os prejuízos sejam maiores”, explica Humberto. 

Nem toda perda de memória é demência 

A investigação é necessária justamente porque existem múltiplas causas para alterações de memória. Problemas de sono, deficiências nutricionais, alterações metabólicas, algumas condições clínicas e determinados medicamentos podem interferir na atenção, memória e funcionamento cognitivo.

 

A própria OMS destaca que a demência pode ter diferentes causas e que, entre os fatores associados ao risco, estão hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, perda auditiva e visual, sedentarismo, tabagismo, uso prejudicial de álcool, isolamento social, traumatismos cranianos e outros fatores.

 

Por isso, a presença de esquecimento não deve levar automaticamente à conclusão de que existe Alzheimer.

 

“As causas de alterações de memória são inúmeras. Desde deficiência de absorção de vitaminas até insônias de longa data, por inúmeros motivos.Enfim, a importância da assistência especializada é justamente ter uma visão maior que meramente a queixa de esquecimento”, afirma o médico.

 

Quando o Alzheimer entra na investigação? 

O Alzheimer é, de fato, a principal causa de demência, mas seu diagnóstico exige avaliação clínica e investigação adequada. Segundo o National Institute on Aging (NIA), a idade é o principal fator de risco conhecido para a doença, mas o desenvolvimento do Alzheimer envolve uma combinação de fatores genéticos, ambientais e relacionados à saúde.

 

A genética também pode aumentar o risco. A variante APOE ε4, por exemplo, está associada a maior probabilidade de desenvolver Alzheimer, mas carregá-la não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Existem ainda alterações raras nos genes APP, PSEN1 e PSEN2 associadas a formas hereditárias de início precoce.

 

Outro ponto importante é que parte dos fatores relacionados ao risco de demência pode ser modificada ao longo da vida. Em julho de 2026, a OMS afirmou que até 45% do risco de demência pode estar associado a fatores potencialmente modificáveis, como tabagismo, consumo prejudicial de álcool, inatividade física, isolamento social, poluição do ar e condições como hipertensão e diabetes. O dado se refere ao risco de demência, e não significa que 45% dos casos de Alzheimer possam ser evitados.

 

O papel da família na percepção dos sinais 

Em muitos casos, é a família quem percebe primeiro que determinada mudança deixou de ser um esquecimento ocasional. Mais do que contar quantas vezes a pessoa esqueceu alguma coisa, é importante observar o que mudou em relação ao funcionamento habitual.

 

Perguntas simples podem ajudar a identificar a necessidade de avaliação: o esquecimento está se repetindo? Está piorando? A pessoa passou a ter dificuldade para realizar atividades que antes fazia sozinha? Está perdendo autonomia?

 

“Deve-se suspeitar de demência quando o impacto dos esquecimentos seja suficiente para trazer prejuízo às atividades cotidianas. Daí a importância da assistência especializada. Para ter uma visão maior que meramente a queixa de esquecimento. E quanto mais cedo for reconhecida a causa, menor o prejuízo”, destaca Humberto.

 

A orientação, portanto, é evitar tanto a negligência quanto o alarmismo. Esquecimento é sinal e sintoma. As causas são múltiplas e nem todo esquecimento é demência. Quando a alteração se torna persistente, progressiva ou interfere na autonomia, a avaliação especializada é o caminho para investigar sua origem e definir o cuidado adequado.


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