Pesquisar no Blog

terça-feira, 28 de julho de 2026

Julho Verde: diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço eleva chances de cura para até 90%

Com 40 mil novos casos anuais no Brasil, especialista do Hospital Moinhos de Vento alerta para a importância de notar sintomas iniciais, como rouquidão persistente e feridas na boca

 

O surgimento de feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, rouquidão contínua ou caroços no pescoço costumam ser negligenciados na rotina diária. Contudo, esses sinais aparentemente simples podem indicar a presença do câncer de cabeça e pescoço - termo que engloba tumores que atingem regiões como boca, laringe, faringe, cavidade nasal e tireoide. No mês de conscientização da doença, o Julho Verde, o Hospital Moinhos de Vento reforça o alerta para a identificação precoce dos sintomas e adverte sobre os principais fatores de risco associados à doença. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 40 mil novos casos desses tumores por ano no Brasil. O câncer de cavidade oral, por exemplo, figura entre os mais frequentes na população masculina. A grande preocupação dos especialistas é que cerca de 60% a 70% dos pacientes chegam ao consultório em estágios avançados, o que reduz radicalmente as possibilidades de cura e exige intervenções terapêuticas mais agressivas. 

"O grande desafio do câncer de cabeça e pescoço é que os sintomas iniciais costumam ser silenciosos ou confundidos com desconfortos banais, como aftas ou dores de garganta comuns. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial, a chance de cura pode ultrapassar 80% a 90%, além de permitir tratamentos menos invasivos que preservam funções essenciais do paciente, como a fala e a deglutição", destaca o cirurgião de cabeça e pescoço da Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Daniel Sperb.

 

Sinais de alerta e identificação precoce 

A atenção às alterações contínuas no próprio corpo é o primeiro passo para o combate à doença. Sperb recomenda buscar avaliação médica ou odontológica imediata caso qualquer alteração persista por mais de 14 dias. Entre as principais manifestações estão o aparecimento de feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas na língua e bochechas, bem como o surgimento de nódulos perceptíveis na região do pescoço. Da mesma forma, alterações persistentes na voz, como rouquidão contínua, dores ou dificuldades ao engolir e a sensação constante de um corpo estranho instalado na garganta exigem investigação especializada imediata.

 

Fatores de risco e formas de prevenção 

A combinação do tabagismo com o consumo excessivo de álcool figura como a principal causa da enfermidade, potencializando de forma exponencial as chances de desenvolvimento tumoral quando ambos os hábitos estão associados, segundo Sperb. Entretanto, o chefe da Oncologia do Hospital, Sergio Roithmann, alerta que o perfil dos pacientes com câncer de orofaringe está mudando, em razão da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). “A infecção não tem sintomas. Então este é um problema que pode afetar qualquer pessoa”, acrescenta. 

A adoção de práticas sexuais seguras aliada à vacinação contra o HPV, a manutenção de uma rotina rigorosa de higiene bucal com consultas odontológicas regulares e a proteção labial contra a radiação solar por meio do uso diário de protetor labial com FPS também são medidas determinantes para mitigar os riscos. Além da eliminação completa do fumo, incluindo cigarros tradicionais, charutos, palheiros e dispositivos eletrônicos de fumar, e o consumo de bebidas alcoólicas.

  

Hospital Moinhos de Vento
Saiba mais no nosso site e acompanhe os nossos conteúdos no LinkedIn e Instagram.


Profissões que trabalham juntas: saiba como três diferentes áreas da saúde transformam a vida das pessoas

 

Nutrição, Biomedicina e Fonoaudiologia atuam de forma
 integrada e encontram um mercado de trabalho
 em expansão no Brasil 
 (MKT UNIUBE/DIVULGAÇÃO)

A área da saúde segue entre as que mais geram oportunidades de trabalho no país. Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a cadeia produtiva da saúde alcançou 5.284.103 vínculos formais de trabalho entre setembro e dezembro de 2025, o que representa 10,9% de todos os empregos formais do Brasil. 

 

O crescimento do setor evidencia a necessidade de equipes multiprofissionais capazes de oferecer um atendimento cada vez mais completo e humanizado. Nesse cenário, biomédicos, nutricionistas e fonoaudiólogos ganham destaque por desempenharem papéis fundamentais em diferentes etapas do cuidado ao paciente e por promoverem diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados. 

 

A coordenadora dos cursos de Biomedicina, Nutrição e Fonoaudiologia da Uniube, Alexandra Leal, destaca que a formação prática é um dos diferenciais para preparar os futuros profissionais para esse mercado em expansão. “A área da saúde vive um momento de crescimento, e a Uniube prepara os alunos para esse cenário por meio de experiências práticas e da atuação integrada entre diferentes profissões. Essa formação faz toda a diferença na inserção e no desenvolvimento da carreira". 

Nutrição, Biomedicina e Fonoaudiologia atuam de forma
integrada e encontram um mercado de trabalho em
 expansão no Brasil 
 (MKT UNIUBE/DIVULGAÇÃO)

Biomedicina: precisão no diagnóstico e inovação científica

 

Muito além dos laboratórios, o biomédico atua na investigação e no diagnóstico de doenças, com suporte essencial para a tomada de decisões clínicas. Em uma equipe multiprofissional, esse profissional contribui por meio de exames laboratoriais, análises clínicas, biologia molecular e outros recursos diagnósticos que subsidiam a definição das condutas adotadas pelos demais profissionais da saúde.

 

As oportunidades de atuação refletem a amplitude da profissão. Segundo Alexandra, a área vive um momento de valorização. “A pandemia evidenciou a importância do biomédico e ampliou ainda mais o reconhecimento da área. Hoje, quanto maior a qualificação, maiores são as possibilidades de inserção no mercado. Além disso, esse profissional contribui para que toda a equipe ofereça um atendimento mais preciso e humanizado. Quando compreendemos que, por trás de cada exame, existe uma pessoa, o cuidado deixa de ser apenas técnico e passa a ser humano", pontua. 


Nutrição: alimentação como ferramenta de prevenção e tratamento

 

A Nutrição também é uma das áreas da saúde que mais ampliou o campo de atuação nos últimos anos, impulsionada pelo aumento das doenças crônicas, pelo envelhecimento da população e pela crescente conscientização sobre a importância da alimentação saudável para a qualidade de vida.

 

Com mais de 200 mil nutricionistas registrados no Brasil, o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), reconhece a diversidade de áreas de atuação desses profissionais e evidencia a importância na prevenção, no tratamento e na recuperação de pacientes.

 

Para Alexandra Leal, a alimentação deve ser compreendida como parte essencial do cuidado integral ao paciente.

 

"A alimentação vai muito além do ato de comer. Ela envolve cultura, afeto, memória, prazer e saúde. Dentro da equipe multiprofissional, o nutricionista é o profissional que garante que o plano terapêutico considere o ser humano na totalidade. Ele ajusta a conduta nutricional ao tratamento médico, dialoga com outros profissionais sobre as necessidades do paciente e contribui para um cuidado mais humanizado, que respeita a história e as particularidades de cada pessoa", ressalta. 

 

Fonoaudiologia: comunicação, deglutição e reabilitação

 

Para complementar essa ação multidisciplinar, o fonoaudiólogo é responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico e reabilitação dos distúrbios relacionados à comunicação, à voz, à audição e à deglutição. A atuação desse profissional é indispensável no acompanhamento de pacientes com doenças neurológicas, câncer, acidentes vasculares cerebrais (AVC), além de recém-nascidos, crianças, adultos e idosos.

 

De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), em fevereiro de 2026, o Brasil contabilizava 59.661 fonoaudiólogos registrados e mais de 22 mil estabelecimentos ativos que empregam esses profissionais. Minas Gerais se destaca como o estado com o maior número de clínicas, consultórios e empresas especializadas na área.

 

“A Fonoaudiologia é uma profissão que une ciência, técnica e sensibilidade, que proporciona ao profissional um campo de atuação amplo e repleto de significado. Contribuir para que alguém possa se comunicar e conviver em sociedade é transformar vidas diariamente", afirma Alexandra.

 

A Pró-Reitora de Ensino Superior da Uniube, Heliodora Collaço, destaca o impacto da formação universitária na preparação desses profissionais para atender às demandas cada vez mais complexas da área da saúde.

 

"Na Uniube, a formação acontece pela integração entre ensino, pesquisa e extensão, que permite aos estudantes desenvolverem competências técnicas, científicas e humanas indispensáveis ao trabalho em equipes multiprofissionais. Ao articular teoria e prática por meio de laboratórios, estágios, projetos de pesquisa, iniciação científica e atividades extensionistas, a Universidade prepara profissionais para atuar com excelência em um mercado que valoriza o trabalho em equipe, a interdisciplinaridade e a inovação", conclui.

 

Nunca é tarde: atividade física regular protege articulações e garante independência ao longo da vida

Médico ortopedista alerta para o papel fundamental da atividade física na saúde articular e na qualidade de vida 

 

Existe uma crença de que, depois de certa idade, o corpo já não responde bem ao exercício, que deve ser iniciado na juventude. Essa crença está errada e custa caro: na forma de dor, perda de mobilidade, dependência funcional e, em muitos casos, cirurgia.

 

Segundo o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em ortopedia e traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e oncologista ortopedista pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO), mover-se é um dos maiores atos de cuidado que uma pessoa pode ter com suas articulações, e nunca é tarde para começar.

 

"A inatividade física é um dos maiores inimigos das articulações. O músculo que não é trabalhado enfraquece, a cartilagem que não recebe estímulo adequado se deteriora mais rapidamente e a articulação que não é movimentada perde mobilidade. O sedentarismo não protege o corpo, ao contrário, ele o envelhece mais rápido", alerta o Dr. Fábio.


 

O que a atividade física faz pelas articulações

 

As articulações, especialmente o quadril, uma das mais sobrecarregadas do corpo humano, dependem de uma cadeia muscular forte e ativa para funcionar bem. Os músculos ao redor da articulação distribuem as forças do movimento, absorvem impactos e estabilizam a estrutura óssea. Quando essa musculatura está fraca, a articulação trabalha sozinha e o desgaste da cartilagem acelera.

 

Além disso, o movimento estimula a produção de líquido sinovial, o fluido que lubrifica e nutre a cartilagem articular. Articulações que se movem regularmente são articulações mais saudáveis, independentemente da idade do paciente.

 

"Quando um paciente me pergunta se deve continuar se exercitando por causa da dor no quadril, a resposta quase sempre é sim, com as adaptações certas. O movimento adequado, orientado por um profissional, é parte do tratamento, não um fator de risco", explica o Dr. Fábio.

 

Os benefícios da atividade física para a saúde articular incluem:

 

•     Fortalecimento da musculatura de suporte, reduzindo a sobrecarga direta sobre as articulações

•     Manutenção da amplitude de movimento, prevenindo a rigidez progressiva

•     Controle do peso corporal, diminuindo a pressão mecânica sobre quadril, joelhos e coluna

•     Estimulação da produção de líquido sinovial, que lubrifica e protege a cartilagem

•     Melhora do equilíbrio e da propriocepção, reduzindo o risco de quedas, que é uma das principais causas de lesões graves em pessoas mais velhas

 

 

Em todas as fases da vida

 

A relação entre atividade física e saúde articular começa muito antes da terceira idade. Hábitos construídos na infância e na vida adulta determinam, em grande medida, as condições das articulações nas décadas seguintes. Mas o corpo tem uma capacidade notável de resposta ao estímulo e essa janela de adaptação permanece aberta muito além do que a maioria das pessoas imagina.

 

Na infância e adolescência, a atividade física contribui para o desenvolvimento ósseo e muscular saudável, criando uma base sólida para a saúde articular ao longo da vida. Na vida adulta, ela mantém a musculatura ativa e o peso sob controle, que são dois fatores diretamente ligados ao risco de artrose. Na terceira idade, mesmo quem nunca foi ativo, pode se beneficiar de forma significativa ao adotar um programa de exercícios adequado à sua condição.

 

"É possível, mesmo aos 60 ou 70 anos, e sem nenhum histórico de atividade física, com orientação adequada, transformar completamente sua saúde articular e sua qualidade de vida com uma nova rotina de atividade física regular. O corpo humano é surpreendentemente responsivo. A questão não é a idade, é começar."


 

Longevidade ativa: independência como meta

 

O conceito de longevidade ativa vai além de viver mais anos, trata-se de viver com autonomia, mobilidade e qualidade. A capacidade de se mover com independência está diretamente ligada à saúde das articulações e à força muscular mantidas ao longo da vida.

 

Estudos mostram que adultos fisicamente ativos têm menor risco de desenvolver artrose grave, menor probabilidade de necessitar de cirurgia de substituição articular e, quando precisam operar, apresentam melhores resultados pós-operatórios e recuperação mais rápida. A atividade física é, ao mesmo tempo, prevenção e preparação.

 

Para o Dr. Fábio, a independência funcional, que é a capacidade de realizar as atividades do cotidiano sem precisar de auxílio, deve ser encarada como uma meta de saúde, não como um dado garantido.

 

"A maioria das pessoas só percebe o valor de conseguir subir uma escada, caminhar na rua ou se levantar de uma cadeira sem ajuda, quando começa a perder essa capacidade. Preservar a independência funcional é uma das razões mais importantes para se manter ativo. A boa notícia é que nunca é tarde demais para trabalhar nisso."


 

Quais atividades são recomendadas?

 

A escolha da atividade física ideal depende da condição de cada paciente, da presença ou não de sintomas articulares e do nível de condicionamento atual. De forma geral, as modalidades mais recomendadas para a saúde articular são aquelas de baixo impacto, que fortalecem a musculatura sem agredir a cartilagem, como por exemplo:

 

•     Caminhada em terrenos planos: acessível, eficaz e de baixo risco para as articulações

•     Natação e hidroginástica: o ambiente aquático reduz drasticamente o impacto sobre as articulações, tornando ideais para quem já tem dor ou desgaste articular

•     Ciclismo: fortalece a musculatura das pernas com baixo impacto sobre o quadril e os joelhos

•     Musculação e treinamento funcional: quando bem orientados, são fundamentais para fortalecer a cadeia muscular de suporte das articulações

•     Pilates e ioga: trabalham mobilidade, equilíbrio e consciência corporal, complementando o trabalho de fortalecimento

 

O momento certo é agora

 

Seja aos 30, 50 ou 70 anos, o melhor momento para começar a se movimentar é o presente. Pequenas mudanças de hábito, como caminhadas diárias, aulas de hidroginásticas ou um programa de fortalecimento muscular, têm impacto real e mensurável sobre a saúde articular e a qualidade de vida.

 

Para quem já sente dores articulares ou tem dúvidas sobre qual atividade praticar, a orientação é buscar avaliação médica antes de iniciar ou intensificar o exercício. O médico ortopedista pode indicar o tipo e a intensidade de atividade mais adequados para cada caso, levando em conta a condição articular atual e os objetivos do paciente.

 

"Qualidade de vida não é luxo, é direito. E ela começa com a decisão de se mover, no ritmo certo, com orientação, mas sem esperar o momento perfeito, pois o momento perfeito é agora."

 


Dr. Fábio Elói - cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em ortopedia e traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e oncologista ortopedista pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO).


Sobrecarga parental nas férias: como conciliar trabalho, filhos e bem-estar emocional

 Férias escolares transformam a rotina das famílias e aumentam a necessidade de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal 


Com as férias escolares, milhares de famílias brasileiras enfrentam o desafio de equilibrar a rotina profissional com os cuidados intensivos com as crianças. Para quem trabalha em home office, a casa passa a concentrar, ao mesmo tempo, escritório, espaço de lazer e ambiente familiar, o que pode aumentar a sensação de sobrecarga e impactar diretamente a saúde mental. 

A situação não é nova, mas permanece atual. Um estudo intitulado "Segurando um milhão de pratinhos: teletrabalho e parentalidade na pandemia", publicado na revista científica Psicologia & Sociedade, mostra que a conciliação entre trabalho remoto e parentalidade gera conflitos constantes entre as demandas profissionais e familiares. A pesquisa descreve a experiência de mães e pais como a de "segurar um milhão de pratinhos", evidenciando a pressão para atender simultaneamente às responsabilidades do trabalho, da casa e dos filhos. 

Segundo Ricardo Patitucci, diretor técnico e médico psiquiatra da ViV Saúde Mental e Emocional, o principal erro é acreditar que será possível manter exatamente a produtividade de uma rotina sem crianças em casa. "As férias mudam a dinâmica familiar e isso precisa ser reconhecido. Quando pais e mães tentam sustentar o mesmo ritmo de trabalho enquanto atendem às necessidades dos filhos, o resultado costuma ser um acúmulo de estresse, culpa e frustração. Ajustar expectativas é um passo importante para proteger a saúde mental de toda a família", afirma. 

O especialista explica que pequenas mudanças podem fazer diferença, como estabelecer horários previsíveis para trabalho e lazer, dividir responsabilidades entre os adultos da casa quando possível e incluir as crianças na organização da rotina. 

"Nem sempre será possível oferecer entretenimento o tempo todo, e isso não significa falha na parentalidade. O tédio também faz parte do desenvolvimento infantil e pode estimular criatividade e autonomia. O mais importante é que os momentos de convivência sejam de qualidade, sem que os pais se sintam pressionados a estar disponíveis integralmente durante todo o dia", ressalta. 

O psiquiatra reforça ainda que sinais como irritabilidade frequente, dificuldade para dormir, sensação constante de exaustão e perda do prazer nas atividades diárias merecem atenção. "Cuidar da própria saúde mental não é um ato de egoísmo, mas uma necessidade para quem cuida de outras pessoas. Buscar apoio da rede familiar, negociar demandas profissionais quando possível e reservar pequenos momentos de descanso ajudam a reduzir a sobrecarga e tornam as férias mais leves para pais, mães e filhos", conclui.


CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV) É REFORÇADA NO MÊS DE JULHO

 Especialistas alertam para o impacto da doença durante o período em que ocorre o Dia Mundial da Alergia


A alimentação nos primeiros dois anos de vida exerce papel essencial no crescimento, no desenvolvimento cognitivo e na formação do sistema imunológico das crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o leite materno é a principal recomendação para essa fase por fornecer todos os nutrientes necessários ao bebê e contribuir para a proteção contra diversas doenças. Entretanto, existem situações específicas em que o aleitamento materno não é possível ou precisa ser complementado com alternativas adequadas.

Entre as condições que podem interferir na alimentação infantil está a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), considerada uma das alergias alimentares mais frequentes na primeira infância. Estima-se que a APLV acometa entre 2% e 5% dos lactentes, segundo revisão publicada por Bocquet et al. (2019). A condição pode comprometer a qualidade de vida das crianças e de suas famílias, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento adequado são retardados.

“Quando um bebê apresenta sintomas como regurgitação recorrente, irritabilidade, choro excessivo ou outros sinais sugestivos, é fundamental uma avaliação cuidadosa. Em casos selecionados, pode ser indicada uma dieta de exclusão da proteína do leite de vaca. Para mães que amamentam e quando houver suspeita de APLV no lactente, a retirada de leite e derivados da dieta materna deve ser realizada apenas com orientação profissional, garantindo a adequada reposição nutricional da mãe”, explica o Dr. Mário C. Vieira, mestre e doutor em Medicina Interna pela Universidade Federal do Paraná e especialista em gastroenterologia pediátrica pela St. Bartholomew’s Hospital Medical College, Universidade de Londres.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento individualizado são fundamentais para evitar restrições alimentares desnecessárias e assegurar que a criança receba todos os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento. Como cada caso apresenta características próprias, a abordagem deve considerar a história clínica, os sintomas e a resposta às intervenções propostas. 

Em 2024, a European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) publicou uma atualização abrangente sobre diagnóstico, manejo e prevenção da APLV. O documento reforça que a identificação da doença deve ser baseada principalmente na avaliação clínica, evitando diagnósticos excessivos e intervenções sem indicação adequada.

Embora o aleitamento materno seja sempre a primeira escolha, existem situações em que ele não é possível. Nesses casos, é essencial que pais e cuidadores reconheçam sinais de alerta e busquem orientação de profissionais capacitados. “O acompanhamento individualizado é a melhor forma de garantir que cada criança receba o cuidado mais adequado às suas necessidades, com segurança e respeito às particularidades de cada família”, afirma Tamara Lazarini, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).


Herbalife lança bebida proteica sob medida para quem usa medicamentos para perda de peso

divulgação Herbalife

Com proteínas vegetais de alta qualidade, vitaminas, minerais e fibras, o Protein Complete contribui para atender às necessidades diárias de nutrientes essenciais e a preservar a massa muscular durante e após o tratamento 

Para atender à crescente demanda por alimentos e suplementos que apoiam a alimentação de quem utiliza os medicamentos para perda de peso, a Herbalife, marca n° 1 no mundo em nutrição para o bem-estar e um estilo de vida ativo*, acaba de ampliar seu portfólio de produtos proteicos com o Protein Complete¹. 

 

O produto é uma deliciosa bebida com alto teor de proteínas vegetais de alta qualidade e uma composição nutricional equilibrada, diferencial em relação a outras bebidas proteicas do mercado, já que reúne proteínas, fibras e vitaminas e minerais em uma única solução, sendo ideal para quem está com o apetite reduzido. 

 

Cada porção da bebida preparada fornece 22g de proteínas de alto valor biológico, com os nove aminoácidos essenciais que o organismo precisa obter por meio da alimentação, além de 23 vitaminas e minerais, 3,5g de fibras e aproximadamente 216 calorias.

 

O Protein Complete oferece boa digestibilidade e absorção, apoiando uma alimentação equilibrada durante e pós-tratamento. Mas também é uma ótima opção de alimento para quem busca aumentar o consumo de proteínas para ganhar e manter a massa muscular, além de contribuir para a disposição, vitalidade e bem-estar. 

 

“No processo de emagrecimento, é imprescindível preservar a massa muscular, evitar deficiências nutricionais e criar hábitos que permitam manter os resultados ao longo da vida. Isso é possível com escolhas adequadas e a adoção de hábitos saudáveis”, afirma o médico nutrólogo especialista em obesidade Nataniel Viuniski, mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.

 

O produto chega nos sabores morango, baunilha e chocolate, e é fácil e muito prático de preparar, podendo ser consumido pela manhã, entre as refeições ou no momento que preferir. Basta bater 3 colheres de sopa do pó (30g) com 300 ml de leite desnatado em uma shakeira ou no liquidificador.

 

“O Protein Complete chega para ampliar o portfólio de produtos proteicos da Herbalife, que já conta com mais de 10 opções, como sopas, barras, crocante de chocolate e bebidas. Desta vez, a novidade oferece uma solução nutricional para quem busca passar pelo processo de perda de peso de forma saudável, com bem-estar e resultados sustentáveis”, explica Luciana Monteiro, Gerente de Marketing da Herbalife para as Américas Central e do Sul.

 

O Protein Complete é comercializado pelos distribuidores independentes Herbalife ao preço de R$ 246* (embalagem com 550g rende 18 porções, ou seja, R$ 13,66 por porção).



Herbalife
www.Herbalife.com


Câncer de cabeça e pescoço deixa sequelas que podem afetar voz e alimentação, entre outras

Técnicas fonoaudiológicas ajudam a recuperar qualidade de vida dos pacientes
 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima de 39 mil a 42 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano, no Brasil – sendo a metade deles somente na região Sudeste do país. Entre os tumores mais frequentes estão os de cavidade oral, faringe e laringe. Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio em aproximadamente 80% dos casos, o que pode comprometer a chance de sucesso do tratamento e aumentar o risco de sequelas que impactam de forma significativa na qualidade de vida dos pacientes.

“A fonoaudiologia está cada vez mais reconhecida como parte essencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Mais do que reabilitar, o trabalho do fonoaudiólogo busca prevenir perdas funcionais, preservar habilidades importantes e oferecer cuidado individualizado, de acordo com as necessidades de cada pessoa. As sequelas podem comprometer a voz, a comunicação, a capacidade de engolir alimentos, o estado nutricional e até mesmo a abertura da boca, afetando funções essenciais do dia a dia”, explica a fonoaudióloga Dra. Catherine Machado Katekaru (CRFa2-13109), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, instituição responsável pela fiscalização da profissão no Estado de São Paulo.

Ela explica que, com uma reabilitação fonoaudiológica individualizada e técnicas adequadas, é possível recuperar funções importantes e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Os resultados e o tempo de tratamento podem variar de acordo com as necessidades de cada pessoa”, esclarece a fonoaudióloga.

O tratamento será definido após avaliação clínica detalhada, que identificará o tipo de sequela e grau de comprometimento. “Para reabilitação de pacientes submetidos à retirada completa da laringe, por exemplo, os principais métodos de comunicação utilizados são a prótese tarqueoesofágica, a voz esofágica, em que o paciente aprende a utilizar o esôfago para produzir sons. Ou podemos recorrer à tecnologia, optando por uma laringe eletrônica (eletrolaringe), um aparelho que deve ser posicionado na região do pescoço. Essa tecnologia auxilia na produção de uma voz perfeitamente compreensível, mas totalmente diferente da voz humana”, exemplifica.

A fonoaudióloga conta que, geralmente, os pacientes alcançam resultados expressivos já nas primeiras semanas de tratamento, mas com o passar do tempo os avanços tendem a ser menos perceptíveis. “No entanto, é importante manter-se dedicado ao tratamento, sem desanimar. O comprometimento e a participação ativa fazem toda a diferença para que ele alcance o melhor resultado e retome suas atividades com maior segurança e autonomia”, conclui a Dra. Catherine.


Cinco exercícios para idosos fazerem em casa durante o frio e reduzir o risco de quedas

 



Educador físico ensina exercícios simples que podem ser realizados em casa para fortalecer músculos, melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de acidentes

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, manter uma rotina de exercícios físicos se torna ainda mais importante para a população idosa. A redução da mobilidade provocada pelo frio, aliada ao sedentarismo, pode aumentar o risco de quedas, perda de força muscular e comprometimento da autonomia. 

Dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 25% dos idosos sofrem ao menos uma queda por ano, sendo que uma parcela significativa desses acidentes acontece dentro da própria residência. Além das fraturas, as quedas podem provocar perda de independência, internações prolongadas e redução da qualidade de vida. 

Segundo Felipe Kutianski, educador físico e especialista em calistenia, manter o corpo ativo durante o inverno é uma estratégia importante para preservar a funcionalidade e diminuir os riscos relacionados ao envelhecimento. 

"Durante os dias frios, muitas pessoas reduzem significativamente o nível de atividade física. Isso favorece a perda de força, aumenta a rigidez muscular e compromete o equilíbrio, fatores diretamente relacionados às quedas. Exercícios simples, realizados regularmente e de forma orientada, ajudam a manter a autonomia e a segurança nas atividades diárias", afirma. 

A seguir, confira cinco exercícios para idosos fazerem em casa durante o inverno.

 

1. Sentar e levantar da cadeira

O exercício consiste em sentar e levantar de uma cadeira firme, sem rodinhas, mantendo os pés apoiados no chão e realizando o movimento de forma lenta e controlada. A recomendação é realizar de duas a três séries de oito a doze repetições, com intervalos de 30 a 60 segundos. 

Entre os benefícios estão o fortalecimento dos músculos das coxas, glúteos e quadris, além da melhora da capacidade funcional para atividades do dia a dia, como levantar da cama, do sofá ou do vaso sanitário. O exercício também contribui para a prevenção de quedas.

 

2. Elevação de panturrilhas

Com apoio no encosto de uma cadeira ou em uma bancada, basta elevar os calcanhares até ficar na ponta dos pés e retornar lentamente. A indicação é realizar duas séries de dez a quinze repetições. 

O movimento fortalece panturrilhas e tornozelos, melhora o equilíbrio, aumenta a estabilidade durante a caminhada e favorece a circulação sanguínea — aspecto importante nos dias frios, quando a circulação tende a ficar mais lenta. 

"A panturrilha é conhecida como o 'segundo coração' porque sua contração auxilia o retorno do sangue para o coração. Fortalecer essa musculatura melhora a circulação, favorece o equilíbrio e aumenta a segurança durante a caminhada, especialmente nos dias frios, quando o corpo tende a ficar mais rígido", explica Felipe Kutianski.

 

3. Marcha estacionária

A marcha estacionária simula uma caminhada sem sair do lugar. O exercício pode ser realizado próximo a uma parede ou a uma cadeira para oferecer maior segurança. A recomendação é praticá-lo entre um e três minutos por série, repetindo duas ou três vezes, conforme o condicionamento físico. 

Além de estimular a circulação, o exercício promove aquecimento corporal, melhora a coordenação motora, aumenta a mobilidade dos quadris e trabalha o equilíbrio.

 

4. Mobilidade de ombros e coluna

Os movimentos incluem rotações lentas dos ombros para frente e para trás, seguidas por rotações suaves do tronco, mantendo o quadril estável. São recomendadas de oito a dez rotações em cada direção para os ombros e dez rotações do tronco para cada lado. 

A prática reduz a rigidez articular comum durante o inverno, melhora a postura e facilita movimentos cotidianos, como vestir roupas ou alcançar objetos.

 

5. Alongamento de panturrilhas e posteriores da coxa

O exercício pode ser realizado apoiando as mãos na parede para alongar a panturrilha e, em seguida, sentado em uma cadeira para alongar a parte posterior da coxa. Cada posição deve ser mantida entre 20 e 30 segundos, repetindo o movimento duas ou três vezes em cada perna. 

Os alongamentos ajudam a aumentar a flexibilidade, diminuir a sensação de rigidez muscular causada pelas baixas temperaturas e melhorar a amplitude dos movimentos durante a caminhada.

 

Exercícios para idosos exigem alguns cuidados 

Antes de iniciar qualquer atividade física, recomenda-se realizar um aquecimento leve de três a cinco minutos, caminhando pela casa ou marchando no lugar. Também é importante utilizar roupas confortáveis, manter o ambiente aquecido e interromper imediatamente os exercícios em caso de dor intensa, tontura, falta de ar ou qualquer sinal de mal-estar. 

Felipe Kutianski ressalta que idosos com doenças cardiovasculares, osteoporose avançada ou outras condições crônicas devem procurar orientação médica ou acompanhamento de um fisioterapeuta antes de iniciar uma rotina de exercícios.

"O objetivo não é realizar movimentos complexos, mas estimular o corpo de forma segura e constante. Pequenas sessões diárias podem trazer ganhos importantes de força, equilíbrio, mobilidade e confiança para executar as atividades do dia a dia, especialmente durante o inverno", destaca. 

Para finalizar, o especialista reforça que a prática regular de exercícios físicos está entre as principais estratégias para um envelhecimento saudável. Além da prevenção de quedas, manter a musculatura ativa contribui para preservar a independência funcional, reduzir o risco de hospitalizações e promover mais qualidade de vida ao longo dos anos. 




FELIPE KUTIANSKI - Especialista em calistenia, biomecânica e fisiologia do exercício, Felipe Kutianski construiu sua trajetória ajudando pessoas comuns a transformarem o corpo e a saúde com estratégias práticas, acessíveis e sustentáveis. Seu trabalho une conhecimento técnico, experiência de campo e uma abordagem baseada na ciência, com foco em emagrecimento, definição muscular e melhora da qualidade de vida. Criador de métodos aplicados ao treinamento com peso corporal, Felipe defende que é possível conquistar resultados reais sem depender de academias, treinos mirabolantes ou soluções extremas. Para mais informações sobre seu trabalho, acesse o perfil oficial no Instagram: @fefokutianski.


Saiba dos riscos invisíveis à mesa de quem come fora todos os dias

Para evitar de intoxicações bacterianas a verminoses, é preciso prestar atenção nos alimentos e no preparo dos estabelecimentos 


Comer fora diariamente tornou-se um hábito comum em grandes cidades, onde a rotina acelerada dificulta o preparo das refeições em casa. Embora a prática não seja necessariamente prejudicial, especialistas alertam que a escolha do local e dos alimentos é determinante para evitar problemas de saúde. Higiene no preparo e qualidade dos ingredientes são fatores que podem transformar uma refeição prática em um risco considerável.

Segundo a clínica médica Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, alimentos crus ou mal higienizados podem ser veículos de micro-organismos que fazem mal à saúde das pessoas. “Há infecções causadas por toxinas produzidas quando há contaminação bacteriana, como as salmoneloses, que provocam diarreias intensas, febre e risco de desidratação, especialmente em crianças e idosos”, explica. A vulnerabilidade desses grupos torna o cuidado ainda mais essencial. 

A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada dez pessoas no mundo adoeça anualmente por consumir alimentos contaminados, resultando em 420 mil mortes. No Brasil, entre 2007 e 2020, foram registrados em média 662 surtos por ano, com mais de 150 mil doentes e 22 mil hospitalizações. Apesar da subnotificação, pois a maioria dos pacientes se trata em casa, segundo a OMS, os números revelam a dimensão do problema e reforçam a necessidade de vigilância constante. 

A salmonelose, causada pela bactéria Salmonella, é uma das infecções mais comuns, transmitida por ovos, carnes cruas e laticínios contaminados. Os sintomas surgem entre 12 e 48 horas após a ingestão e incluem diarreia, cólicas, febre e vômitos. Além dela, protozoários e verminoses adquiridos em saladas mal lavadas ou carnes mal preparadas também figuram entre os riscos, provocando desconforto abdominal e doenças crônicas.

  

Doenças parasitárias e diagnóstico 

Verminoses como ascaridíase, oxiuríase e teníase podem ser adquiridas em refeições preparadas sem higiene adequada. Os sintomas variam de dor abdominal e diarreia até anemia profunda e perda de peso. Em casos graves, como na esquistossomose, há comprometimento do fígado e do baço. O consumo de carne crua ou mal passada, água contaminada e contato com solos infectados são portas de entrada para esses parasitas. A detecção exige exames específicos, como análises moleculares para toxinas, culturas bacterianas e exames de fezes. Hemogramas e testes de eletrólitos ajudam a avaliar a gravidade das inflamações e da desidratação. 

Os riscos de Comer fora não exige critério apenas pela questão dos microorganismos infecciosos. O consumo frequente de frituras, embutidos, alimentos gordurosos e bebidas adoçadas pode provocar dispepsias — distúrbios funcionais do sistema digestivo. Gastrites e refluxo são consequências comuns desses hábitos, detectados por exame físico, anamnese detalhada e, em alguns casos, exames de imagem.

  

Escolhas conscientes 

Optar por estabelecimentos que prezam pela higiene, escolher alimentos bem cozidos e evitar excessos de gordura e temperos são atitudes que reduzem os riscos. “A conveniência da refeição pronta pode coexistir com a saúde, desde que o consumidor esteja atento e faça escolhas conscientes”, pondera a médica do Sabin.


Grupo Sabin
site


Mudança de estação: 6 hábitos que ajudam a economizar energia durante o inverno

 

Banhos mais longos, aquecedores ligados e maior tempo dentro de casa costumam aumentar o consumo de energia nos meses mais frios. Saiba quais hábitos merecem atenção para evitar surpresas na conta de luz


Com a chegada do inverno, o consumo de energia elétrica costuma aumentar nas residências brasileiras. A combinação entre banhos mais quentes, uso de aquecedores, secadoras de roupa e maior permanência dentro de casa faz com que a conta de luz pese mais no orçamento das famílias, afinal, trata-se de uma época em que se evita o contato com a água gelada. Segundo dados do setor elétrico nacional, endossados pelas campanhas de conscientização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)¹, o chuveiro elétrico está entre os equipamentos que mais impactam o consumo residencial durante os meses frios. 

Para ajudar a reduzir esse impacto, conheça algumas medidas simples que podem fazer diferença no dia a dia.
 

1. Reduza o tempo de banho

No inverno, a tendência é prolongar o banho e utilizar temperaturas mais altas. Como o chuveiro elétrico é um dos maiores consumidores de energia dentro de casa, poucos minutos a menos já podem gerar economia significativa ao longo do mês.
 

2. Evite utilizar aquecedores por longos períodos

Aquecedores elétricos estão entre os equipamentos que mais elevam o consumo energético durante o inverno. Sempre que possível, vale investir em isolamento térmico, mantas e roupas adequadas antes de recorrer ao uso contínuo desses aparelhos.
 

3. Acumule roupas antes de usar a secadora

A secadora pode ser uma aliada nos dias frios, mas seu uso frequente aumenta o consumo de energia. Utilizar o equipamento com carga completa ajuda a otimizar o consumo e reduzir desperdícios.


4. Aproveite melhor a iluminação natural

Os dias mais curtos fazem com que as luzes permaneçam acesas por mais tempo. Sempre que possível, manter cortinas abertas e aproveitar a luz natural ajuda a reduzir o uso de iluminação artificial.

5. Use os programas econômicos dos eletrodomésticos

Muitos equipamentos modernos contam com funções desenvolvidas para otimizar o consumo de energia e água. Máquinas de lavar roupas, ar-condicionado e lava-louças são alguns exemplos.
 

Segundo o Dr. Elvis Barreto, Head de Pesquisa & Desenvolvimento da Reckitt Industrial, fabricante da marca Finish, a escolha correta do programa de lavagem pode contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos do equipamento. 

"As lava-louças modernas possuem diferentes ciclos desenvolvidos para atender necessidades específicas de limpeza. Utilizar o programa adequado para cada situação ajuda a otimizar o desempenho do equipamento. Alguns modelos de lava-louças possuem o ‘Programa Eco’, que pode representar economia de até 54% de energia². Usando produtos adequados, é possível ter uma lavagem tão eficiente quanto nos modos turbo e pesado”, afirma. 

Além disso, em muitas residências brasileiras as torneiras da cozinha não possuem água quente e a experiência de lavar louças com água gelada não é positiva, nos dias mais frios, a lava-louças surge como uma alternativa prática para evitar o desconforto na lavagem manual.
 

6. Evite utilizar equipamentos em potência máxima sem necessidade

Muitos aparelhos possuem diferentes níveis de funcionamento. Ajustar a potência de acordo com a necessidade real de uso ajuda a evitar gastos desnecessários de energia ao longo do mês.
 

Tecnologia e hábitos caminham juntos

Embora não exista uma única solução para reduzir a conta de luz durante o inverno, a combinação entre hábitos conscientes e o uso adequado da tecnologia disponível pode ajudar a minimizar o impacto da estação no orçamento doméstico. 

Pequenas mudanças na rotina, quando repetidas diariamente, costumam gerar resultados mais significativos do que muitas pessoas imaginam.
 

Disclaimers

¹ Os dados consolidados sobre o perfil de consumo residencial e o impacto de eletrodomésticos na curva de carga do sistema são provenientes do Balanço Energético Nacional (BEN) e de notas técnicas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do PROCEL de 2014.

² Consumo de energia do Programa Eco da Lava-Louça de 14 serviços (LS14E e LB14E) 127V, comparado com o Programa Pesado/Turbo.

Cartilha do Consumidor de Energia Consciente 
IDEC
Solaris 360
 


Posts mais acessados