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domingo, 17 de maio de 2026

Brasilidades coloca pets como protagonista na torcida Rumo ao Hexa


Divulgação


Nova linha inspirada na Copa do Mundo chega para transformar o cuidado em um ritual completo de afeto, tecnologia e brasilidade

 

Com o conceito “Rumo ao Hexa”, a Perigot apresenta ao mercado a linha Brasilidades, um lançamento especial que está chegando para celebrar a cultura brasileira no clima da Copa do Mundo 2026. A novidade convida tutores a transformarem seus pets em protagonistas da torcida, integrando cuidado, emoção e um novo olhar sobre a rotina de bem-estar animal. 

A coleção Brasilidades propõe um verdadeiro “Ritual de Sorte”, que une tecnologia dermoestética e experiência sensorial em etapas pensadas para preparar o pet para os momentos de lazer e torcida em família. A proposta reforça a conexão entre tutor e animal, colocando o pet como o amuleto de quatro patas oficial dentro de casa. 

Os primeiros passos desse ritual começam com o cuidado da pelagem. A linha conta com ativos tecnológicos avançados, com destaque para o extrato de buriti, responsável por nutrir os fios de dentro para fora, promovendo hidratação profunda, brilho intenso e cores mais vivas. O resultado é uma pelagem saudável e com aparência marcante, pronta para qualquer ocasião. A Colônia Hexa entra como a finalização desse cuidado, com alta fixação e um aroma pensado para acompanhar o pet durante todo o período de convivência com o tutor. A proposta é garantir que o momento do gol, seja no sofá ou reunido com a família, venha acompanhado de uma experiência sensorial prolongada. 

“O Brasilidades nasce com a intenção de levar o sentimento da Copa para dentro de casa de uma forma leve e verdadeira. O pet é parte da família e participa desses grandes momentos, então quisemos criar algo que fortalecesse esse vínculo”, afirma Giuseppe Ilário, CEO da Perigot. 

A criação desse ritual reforça a importância do bem-estar do seu bichinho de estimação com soluções que oferecem conforto e suporte adequado, permitindo que o pet esteja sempre pronto para novas interações, mantendo o equilíbrio entre energia e descanso. A linha Brasilidades também se destaca pela combinação entre inovação e apelo emocional, traduzindo em produtos o conceito de que o cuidado com os pets vai além da higiene. A proposta é criar experiências completas, que envolvem textura, aplicação e performance, com resultados visíveis e duradouros. 

“A gente pensou em cada detalhe para que o tutor entenda por que essa linha foi convocada para a Copa. É tecnologia, performance e emoção trabalhando juntas”, completa Ilário. Com o tema “O seu maior amuleto já está escalado?”, a Perigot posiciona a nova linha como parte do dia a dia dos consumidores, conectando o universo pet ao maior evento esportivo do mundo de forma estratégica e afetiva. O conceito reforça a ideia de que o carinho e o cuidado também fazem parte da torcida. 

A linha Brasilidades chega ao mercado como um movimento que combina timing, conceito e inovação, consolidando a Perigot como uma marca que acompanha o comportamento do consumidor e transforma tendências culturais em experiências reais. A convocação está feita. O ritual está completo. E o pet, mais do que nunca, assume seu lugar como protagonista dentro e fora de campo. Vamos todos juntos Rumo ao Hexa!

 

Cachorro desaparece por horas em aeroporto após ser despachado em voo e caso expõe falhas no transporte aéreo de pets

Após decisão judicial negar viagem na cabine, animal é perdido durante conexão em São Paulo; reviravolta no caso leva Justiça a rever posição

 

Uma viagem internacional que deveria marcar uma nova etapa de vida terminou em desespero para a engenheira de produção Renata Mollossi Rambo, de 27 anos. Ao embarcar de Porto Alegre com destino a Frankfurt, na Alemanha, ela foi obrigada a despachar seu cachorro, Nacho, um beagle idoso, no compartimento de cargas da aeronave. Horas depois, durante a conexão em São Paulo, o animal simplesmente desapareceu dentro do aeroporto, e só foi encontrado graças à iniciativa de terceiros, sem qualquer suporte da companhia aérea.

 

A situação ocorreu após uma disputa judicial. Renata havia conseguido inicialmente uma liminar que autorizava o transporte do pet na cabine, mas a decisão foi revertida após a companhia aérea alegar que o transporte no bagageiro seria seguro. Com isso, Nacho foi embarcado no compartimento inferior da aeronave no primeiro trecho da viagem.

 

O problema surgiu na conexão. Ao desembarcar em São Paulo, Renata percebeu que não havia informações sobre o paradeiro do cachorro.

 

“Foi literalmente desesperador. Eu me sentia completamente impotente. Escutava eles falando no rádio sobre malas, enquanto havia um ser vivo, parte da minha família, perdido. E ninguém parecia preocupado”, relata.

 

Segundo ela, a ausência de informações e a postura da equipe agravaram a situação. “O tempo passava e diziam para eu ficar tranquila, mas ninguém estava se importando. Como se ele fosse mais uma mala. Isso foi o mais difícil, porque eu sabia que ele não estaria seguro, e por isso fiz de tudo para levá-lo na cabine, o que foi negado”, afirma.

 

Durante cerca de quatro horas, Renata buscou ajuda por diferentes canais, sem sucesso. Nem o atendimento presencial, nem o suporte digital da companhia aérea conseguiram localizar o animal.

 

“Não houve comunicação nenhuma, muito menos suporte. Acionei o WhatsApp, fui transferida para um atendente humano que nunca me respondeu. No aeroporto, ninguém sabia onde ele estava. Eu senti, sim, que poderia não o encontrar ou que encontraria ele sem vida”, conta.

 

Nacho só foi encontrado porque pessoas que circulavam pelo aeroporto notaram uma caixa aparentemente abandonada e decidiram entrar em contato com a tutora, cujo telefone estava escrito à mão no compartimento. O cachorro estava em outro ponto do terminal, sem qualquer identificação ou monitoramento por parte da companhia.

 

Além do susto, o reencontro revelou sinais claros de trauma no animal, segundo a tutora.

 

“O Nacho sempre foi um cachorro extremamente sociável, ama pessoas. Mas nos vídeos que recebemos, ele estava imóvel, cabisbaixo, não reagia a ninguém. Só reagiu quando chegamos, chorando e arranhando a caixa. Um comportamento que nunca vimos. Se foi traumático para nós, imagina para ele”, relata.

 

Diante do ocorrido, a defesa da passageira apresentou as evidências à Justiça, que reconsiderou a decisão inicial e autorizou o transporte do cachorro na cabine no segundo trecho da viagem. O embarque ocorreu sem novos incidentes, e o animal seguiu ao lado da tutora até o destino final.

 

Para o advogado especialista em Direito Animal, Dr. Leandro Petraglia, que acompanhou o caso, o episódio evidencia uma falha estrutural no transporte aéreo de animais no Brasil.

 

“Esse caso mostra, na prática, que a promessa de segurança no transporte de animais no bagageiro muitas vezes não se sustenta. Houve uma confiança depositada nessa operação, que foi quebrada de forma grave. A perda do animal dentro do próprio aeroporto demonstra a ausência de controle mínimo sobre um ser vivo que estava sob responsabilidade da companhia”, afirma.

 

Segundo ele, a reviravolta na decisão judicial reforça o peso da experiência concreta. “Quando a teoria é confrontada com a realidade, o Judiciário passa a ter elementos mais sólidos para decidir. Aqui, a prova foi o próprio ocorrido”, diz.

 

Renata afirma que a experiência apenas confirmou uma percepção que já tinha sobre o tema. “O transporte aéreo brasileiro não está preparado para levar animais. Não existem leis que nos protejam. Tudo evolui, menos essa área”, critica.

 

Ela também faz um apelo para que outros tutores se manifestem. “Precisamos nos unir e exigir mudanças. Tenho certeza que muitas pessoas já passaram por situações parecidas, mas essas histórias não ganham visibilidade, e por isso nada muda”, conclui.

 

O caso reacende o debate sobre a segurança no transporte de animais em voos comerciais e a necessidade de regulamentações mais rigorosas para garantir o bem-estar dos pets durante viagens aéreas.

 

Furno Petraglia e Pérez Advocacia

 


Dia Mundial das Abelhas: entenda por que as pequenas polinizadoras são gigantes essenciais

Da comunicação sofisticada à garantia de frutas e vegetais, entenda o papel vital desses insetos e as ações simples que podemos adotar para protegê-los

 

Longe de serem apenas produtoras de mel, as abelhas são verdadeiras engenheiras da natureza, com uma vida social complexa e uma grande importância para a nossa alimentação e o equilíbrio do planeta. Neste dia 20 de maio, no qual é celebrado o Dia Mundial das Abelhas, a Profa. Dra. Alessandra Marieli Vacari, do Laboratório de Entomologia da Universidade de Franca (Unifran) explica a importância de compreender seu universo e agir para protegê-las, já que esses pequenos insetos enfrentam grandes ameaças.

 

O mundo secreto por trás da colmeia 

A vida das abelhas é cheia de surpresas. "Elas possuem uma organização social extremamente sofisticada, na qual cada uma tem funções específicas ao longo da vida", revela Alessandra. Desde a limpeza da colmeia até a coleta de alimento, tudo é coordenado. A comunicação é um espetáculo à parte: as abelhas "dançam" para indicar às companheiras a localização exata de novas fontes de alimento, incluindo direção e distância. 

Sua capacidade de navegação, utilizando o sol, a paisagem e até o campo magnético da Terra, é igualmente impressionante. E um fato pouco conhecido é que "existem milhares de espécies de abelhas no mundo e nem todas produzem mel", destaca a professora, lembrando das valiosas espécies nativas sem ferrão do Brasil.

 

Guardiãs da nossa mesa e da biodiversidade 

A contribuição das abelhas vai muito além do mel. Elas são as principais polinizadoras, responsáveis por grande parte dos alimentos que chegam à nossa mesa. "Sem as abelhas, haveria redução significativa na produção de alimentos como café, maçã, melão, morango, abacate e diversas outras culturas agrícolas", alerta a docente. Isso impactaria diretamente a economia, a segurança alimentar e o custo dos produtos. Além disso, a professora ressalta que as abelhas "contribuem para a reprodução de plantas nativas, ajudando na conservação das florestas e dos ecossistemas", mantendo toda a cadeia ecológica em equilíbrio.

 

Ameaças e soluções ao nosso alcance 

Essas pequenas heroínas estão em perigo. As principais ameaças incluem a perda de habitat, desmatamento, mudanças climáticas, uso inadequado de pesticidas e queimadas. Mas a boa notícia é que cada um de nós pode fazer a diferença. "No dia a dia, pequenas ações já fazem diferença: cultivar flores e plantas atrativas para polinizadores, evitar o uso indiscriminado de inseticidas domésticos, preservar jardins e áreas verdes", sugere Alessandra. Em nível social, é crucial incentivar práticas agrícolas sustentáveis e a preservação de áreas naturais.

 

O futuro em nossas mãos 

Em um cenário de mudanças climáticas e perda de habitats, o futuro das abelhas está ameaçado, mas a ciência trabalha ativamente para mitigar os riscos. Pesquisadores buscam entender os impactos para desenvolver estratégias de conservação, como a preservação de habitats e o estudo de sistemas agrícolas mais biodiversos. "O futuro desses insetos depende diretamente das decisões que tomarmos hoje em relação à conservação ambiental, sustentabilidade e uso consciente dos recursos naturais", conclui a especialista da Unifran. “Proteger as abelhas é garantir nosso próprio futuro e a riqueza da vida no planeta”.

 


Unifran
www.unifran.edu.br

 

Ansiedade de separação: 4 estratégias para deixar seu pet mais tranquilo quando você sai de casa

Especialista explica como mudanças na rotina e excesso de dependência emocional têm impactado o comportamento dos animais

 

Latidos excessivos, destruição de objetos, agitação constante e até tentativas de fuga. Esses são alguns dos sinais mais comuns de ansiedade de separação, um problema comportamental cada vez mais presente na rotina de cães, especialmente em um contexto de mudanças nos hábitos dos tutores e maior humanização dos pets.

 

A questão, no entanto, não se limita a um perfil específico. Segundo Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, os desafios comportamentais são praticamente os mesmos, independentemente do estilo de vida, inclusive entre tutores famosos. “Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilíbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda”, explica.

 

Com experiência no atendimento a nomes como Alok, Eliana, Camila Loures e outros influenciadores e artistas, o especialista afirma que, apesar de rotinas e estruturas diferentes, os problemas se repetem.

 

1. Construa uma rotina constante

 

Nos últimos anos, com a intensificação do convívio dentro de casa e mudanças na dinâmica de trabalho, muitos pets passaram a ter uma presença constante dos tutores no dia a dia. Esse cenário, embora positivo, também trouxe um efeito colateral importante: a dificuldade dos animais em lidar com a ausência.

 

Dentro desse contexto, a construção de uma rotina organizada se torna essencial. Ter horários definidos para alimentação, passeios e descanso ajuda o animal a entender o que esperar ao longo do dia, reduzindo a insegurança.

 

“O comportamento é uma resposta ao ambiente, à rotina e à forma como o animal é conduzido. Quando não há previsibilidade e segurança, o pet entra em estado de alerta, o que pode evoluir para quadros de ansiedade. A previsibilidade é o que traz estabilidade emocional. Sem isso, o pet vive em alerta constante”, afirma Cleber.

 

2. Seja mais firme e imponha limites

 

Outro ponto central é evitar o excesso de dependência emocional. A relação próxima entre tutor e pet é positiva, mas precisa existir dentro de limites claros.

 

“O comportamento é resultado direto da forma como esse animal foi criado, conduzido e socializado. Qualquer cão, independentemente da raça, pode morder diante de situações de medo, dor, estresse ou insegurança. A mordida, afinal, é seu principal mecanismo de defesa. Um dos erros mais comuns está justamente na relação construída dentro de casa. Muitos tutores confundem afeto com ausência de limites. Cães precisam, sim, de proximidade, carinho e vínculo emocional, mas também necessitam de direção, previsibilidade e segurança.”, diz.

 

Ensinar o pet a lidar com momentos sozinho é essencial para evitar sofrimento emocional. Além disso, a relação construída dentro de casa também influencia diretamente nesse processo. O especialista alerta para o risco do excesso de humanização sem limites claros, que pode aumentar a dependência emocional do animal.

 

3. Estimule o pet fisicamente e mentalmente

 

Os sinais de ansiedade, segundo ele, raramente surgem de forma repentina. Mudanças sutis, como inquietação, aumento de vocalização ou alterações no comportamento habitual, costumam ser os primeiros indicativos de que algo não está equilibrado.

 

A falta de atividade é um dos principais gatilhos da ansiedade de separação. Com menos estímulos e energia acumulada, comportamentos indesejados tendem a surgir com mais intensidade.

 

“Muitas vezes, o tutor enxerga destruição ou latidos como desobediência, mas o que existe é uma rotina desequilibrada. O problema não está no comportamento, mas na falta de direcionamento dessa energia”, reforça.

 

4. Deixe o ambiente mais calmo

 

O espaço em que o pet permanece sozinho também impacta diretamente seu bem-estar. Ambientes desorganizados ou sem estímulos adequados aumentam a sensação de insegurança. A consistência dentro de casa é fundamental. Quando cada membro da família age de uma forma, o pet não consegue compreender o que é esperado. 


“Ambientes estruturados ajudam o animal a se sentir mais seguro. Isso reduz significativamente os níveis de estresse. Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território. O animal não está preparado emocionalmente para essa mudança brusca de rotina e estímulos, o que pode gerar ansiedade, medo e comportamentos indesejados”, conclui o especialista, Cleber Santos.

 

O que os cavalos podem revelar sobre nós

Divulgação
Caroline Kovari Szajman reúne centenas de participantes em vivências com cavalos na natureza e propõe uma leitura direta de padrões de comportamento

 

Nem tudo o que orienta o comportamento passa pela consciência. Em alguns casos, isso só se torna evidente quando algo rompe a lógica habitual das relações e das respostas automáticas. É a partir dessa experiência que Caroline Kovari Szajman conduz seu trabalho. 

Há mais de duas décadas, Carol se dedica a processos de autopercepção. E desde 2019, faz atendimentos individuais, vivências presenciais e encontros online. Foi dessa trajetória que nasceu o INLUMINATION, plataforma que reúne os cursos, vivências e experiências conduzidos por ela a partir de práticas ligadas à consciência, presença e autopercepção. 

Seu trabalho acontece principalmente em imersões na natureza, onde conduz grupos em experiências que envolvem presença, escuta e interação com animais, em especial os cavalos. Ao longo do ano, realiza entre seis e sete atendimentos individuais por semana, além de ciclos contínuos de vivências. 

Durante os encontros, as pessoas observam como cada um se coloca diante do cavalo. Postura, respiração, intenção e até tensões mais sutis entram na relação. E o cavalo responde. Às vezes se aproxima, às vezes se afasta. Às vezes acompanha, às vezes resiste. 

“Os cavalos não respondem à narrativa que a gente constrói sobre si mesmo. Eles respondem ao estado real em que a pessoa está. E isso não passa pela mente, passa pelo corpo, pela coerência entre o que se sente e o que se expressa”, diz Caroline. 

A escolha dos cavalos não é estética nem simbólica. Como animais de manada, eles operam por leitura constante do ambiente e dos sinais não verbais. São sensíveis a variações sutis de comportamento e não filtram essa percepção por linguagem ou interpretação racional. 

Quando essa interação é inserida em um contexto estruturado, passa a funcionar como uma forma direta de observação. Sem mediação verbal, o participante percebe padrões que dificilmente seriam acessados em situações cotidianas. Reações automáticas, mecanismos de defesa e formas de se posicionar deixam de ser abstratos e passam a ser visíveis, no corpo e na relação.
 


Menos ansiedade 

Do ponto de vista do comportamento animal, essa sensibilidade tem sido objeto de investigação científica. Estudos recentes, como Horses can learn to identify joy and sadness against other basic emotions from human facial expressions, indicam que cavalos conseguem aprender a diferenciar expressões humanas e responder a elas de forma distinta. 

Embora a produção científica sobre esse tipo de abordagem ainda seja limitada, há evidências de que a interação com animais pode contribuir para o bem-estar emocional. A American Psychological Association reúne pesquisas que indicam que esse tipo de prática pode ajudar na redução de ansiedade, estresse e outros sintomas comportamentais. 

As vivências acontecem na Fazenda Essênia, em São Francisco Xavier, no interior de São Paulo, em grupos reduzidos, entre 12 e 16 participantes, com duração de três a seis dias. A agenda inclui diferentes formatos, desde experiências de fim de semana, como “O Chamado do Coração com Cavalos”, até imersões mais longas, como “O Ser Natureza” e “U/Manada”, além de sessões individuais. “Não há um roteiro fixo para os encontros. Cada grupo se organiza a partir do que emerge na interação com os cavalos e com o ambiente, o que faz com que nenhuma vivência se repita da mesma forma”, diz. 

Para Caroline, o que está em jogo não é interpretar o comportamento, mas vivenciá-lo. “Existe uma ideia de controle muito forte nas relações humanas. Com o cavalo, isso não funciona. Se não há presença, se não há clareza, ele não acompanha. E isso exige um tipo de escuta diferente, que não é racional. No fim, o que acontece ali é direto, não dá para sustentar discurso. O que aparece é o que está acontecendo de fato”, afirma.

 

Por que a alimentação dos pets muda ao longo da vida?

Entenda como as necessidades nutricionais de cães e gatos evoluem em cada fase da vida e de que forma os petiscos acompanham essas mudanças 

 

Ao longo da vida, é comum que os tutores percebam mudanças na forma como os pets se relacionam com a alimentação. O filhote curioso e motivado por estímulos dá lugar a um adulto com hábitos mais definidos, enquanto o animal idoso pode se tornar mais seletivo ou apresentar alterações no apetite. Essas transformações vão além de preferências individuais, refletem adaptações naturais do organismo ao longo do tempo.

Cães e gatos passam por fases com demandas metabólicas, energéticas e comportamentais distintas. Isso influencia não apenas o quanto consomem, mas também como interagem com a alimentação no dia a dia. Nesse cenário, a nutrição precisa ser vista de forma mais ampla, considerando tanto a dieta principal quanto o uso dos petiscos dentro da rotina.


Filhotes: crescimento acelerado e formação de comportamento

Nos primeiros meses, o organismo opera em ritmo intenso. Há crescimento rápido, desenvolvimento de tecidos e amadurecimento de sistemas importantes, o que exige maior densidade energética e aporte adequado de nutrientes.

Ao mesmo tempo, essa é a fase em que o comportamento alimentar começa a se formar. O filhote aprende a associar ingestão, ambiente e interação social e essas experiências influenciam diretamente sua relação com a alimentação no futuro.

Nos cães, essa fase é marcada por maior resposta a estímulos sociais, o que favorece o uso de petiscos em processos de aprendizado, socialização e adaptação. Já os gatos desenvolvem preferências mais precoces e sensíveis, especialmente em relação à textura, aroma e frequência de oferta, o que torna essas experiências ainda mais determinantes na forma como se relacionam com a alimentação.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, esse período é decisivo. “O filhote está construindo padrões de comportamento. As experiências associadas à alimentação ajudam a definir como ele vai responder a estímulos ao longo da vida. Quando bem conduzida, essa fase favorece o desenvolvimento de respostas mais equilibradas e previsíveis”, explica.


Fase adulta: equilíbrio energético e influência da rotina

Na fase adulta, o organismo atinge maior estabilidade metabólica. A necessidade energética passa a depender principalmente do nível de atividade, do porte e do estilo de vida do animal.

“Nesse momento, o desafio está em equilibrar ingestão e gasto energético. Pets mais ativos demandam maior aporte calórico, enquanto aqueles com rotina mais sedentária precisam de atenção para manter a condição corporal adequada”, detalha a profissional.

O comportamento também passa a ser fortemente influenciado pela rotina. Nos cães, a alimentação continua associada à interação com o tutor e a atividades como passeios e brincadeiras. Já os gatos mantêm um padrão mais fragmentado, com pequenas ingestões distribuídas ao longo do dia, muitas vezes ligadas ao comportamento exploratório.

Os petiscos acompanham essa dinâmica, integrando momentos de interação, estímulo físico e desafios cognitivos. Dessa forma, contribuem para o engajamento do animal e ajudam a manter uma rotina mais ativa e equilibrada.


Envelhecimento: adaptação metabólica e mudanças sensoriais

Com o avanço da idade, o organismo passa por um processo gradual de desaceleração. O gasto energético diminui, a composição corporal se altera e podem surgir mudanças na digestão e na absorção de nutrientes.

Além disso, fatores sensoriais passam a ter maior impacto. Alterações no olfato, no paladar e na mastigação podem influenciar o interesse pela alimentação, tornando alguns pets mais seletivos.

Nos cães idosos, a redução da atividade física é mais evidente, o que exige atenção ao balanço energético. Já os gatos tendem a se tornar ainda mais sensíveis a estímulos como textura e aroma, o que pode impactar a aceitação.

Nesse cenário, a experiência alimentar ganha importância. A alimentação complementar pode ajudar a tornar esses momentos mais atrativos, estimular o interesse e manter a interação com o tutor, um fator relevante para o bem-estar emocional nessa fase.

Ao longo da vida, a alimentação acompanha as transformações do organismo e do comportamento. Cada fase traz necessidades específicas e exige ajustes na forma como o pet é nutrido e estimulado.

Os petiscos, enquanto parte da alimentação complementar, acompanham essa trajetória de forma contínua. Estão presentes no aprendizado inicial, na dinâmica da rotina adulta e na adaptação às mudanças do envelhecimento, contribuindo para tornar a experiência do pet mais completa.

Para Bruna, esse olhar mais amplo reflete a evolução do cuidado com os animais. “A nutrição hoje é entendida de forma integrada. Não se trata apenas de atender necessidades fisiológicas, mas de considerar comportamento, interação e qualidade de vida ao longo do tempo”, afirma.

Ao reconhecer essas mudanças, o tutor passa a ajustar a rotina de forma mais consciente, respeitando cada fase do animal. Esse acompanhamento ao longo da vida é o que permite construir uma relação mais equilibrada com a alimentação e contribuir para o bem-estar dos pets.  



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Consumidor mais ativo redefine o padrão de consumo no mercado pet

 

O comportamento do responsável de pet brasileiro está em transformação e esse movimento já impacta a forma como a saúde animal é conduzida no país. Mais informado e participativo, esse consumidor passou a influenciar decisões que antes ficavam concentradas quase exclusivamente no médico-veterinário. 

Parte dessa mudança se explica pelo acesso ampliado à informação. Dados do Radar Pet, estudo que analisa o comportamento dos responsáveis no Brasil, mostram que 55% recorrem à internet, a outros consumidores ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. O médico-veterinário segue como principal referência técnica, mas já não ocupa esse espaço sozinho. 

Na prática, isso se reflete em um consumidor que compara mais, questiona mais e busca entender melhor cada escolha. A decisão deixa de ser automática e passa a exigir confiança, clareza e segurança, especialmente em temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos animais. 

O próprio perfil dos consumidores ajuda a entender esse cenário. O Radar Pet aponta que 32% já se enquadram como “pet lovers emocionais”, com alto nível de envolvimento e preocupação com o bem-estar dos animais. 

Outros 23% são classificados como “pet lovers racionais”, que combinam vínculo com decisões mais estruturadas e baseadas em informação. Em comum, esses grupos indicam um comportamento mais atento e criterioso, com maior disposição para investir em prevenção e qualidade de vida. 

Esse avanço no nível de informação também reorganiza a dinâmica dentro das clínicas. Na prática, o atendimento se torna mais dialogado, com responsáveis que chegam à consulta com dúvidas, referências e maior disposição para participar das decisões. 

Isso exige mais clareza na comunicação e reforça o papel do médico-veterinário na orientação e no alinhamento das escolhas, especialmente diante de um volume crescente de informações disponíveis fora do ambiente técnico. 

Esse movimento acontece dentro de um mercado já consolidado. Dados do RadarVet, levantamento conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), mostram a forte presença dos pets nos lares brasileiros e sua influência direta nas decisões de consumo. 

Esse contexto ajuda a explicar o crescimento de categorias ligadas à prevenção, nutrição e cuidados contínuos. 

Ao mesmo tempo em que esse cenário abre espaço para uma relação mais próxima e consciente com a saúde animal, ele também traz novos desafios. O aumento dos canais digitais ampliou o acesso à informação e aos produtos, mas também expôs o responsável a conteúdos imprecisos e a ofertas sem procedência clara, o que pode comprometer a segurança dos tratamentos. 

Esse é um ponto de atenção para toda a cadeia. Em um ambiente com múltiplas fontes de influência, orientar o consumidor e garantir acesso a informações confiáveis se torna tão importante quanto oferecer soluções eficazes. 

Mais do que vender produtos, o setor passa a ter um papel ativo na construção de confiança. 

O que se observa hoje não é apenas uma mudança de comportamento, mas uma transformação na forma como o cuidado é construído. O responsável quer participar, entender e decidir, e isso redefine a relação com os profissionais, com as marcas e com o próprio mercado.

No fim, mais do que acompanhar esse novo consumidor, o desafio está em construir com ele uma relação baseada em confiança, informação de qualidade e responsabilidade compartilhada. É essa combinação que tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.

 

Gabriela Mura - diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan

 

Calopsitas exigem rotina, manejo correto e acompanhamento veterinário

Crédito: Vinícius Ferraz Dra. Raíssa Natali, especializada em pets
 não- convencionais do Hospital Veterinário Taquaral, com calopsita

Data dedicada aos psitacídeos chama atenção para os cuidados com uma das aves mais populares como animal de estimação 


O Dia Mundial dos Psitacídeos lembrado em 31 de maio reforça a necessidade de informação sobre espécies como a calopsita, presença cada vez mais comum nas casas brasileiras. Apesar da adaptação ao ambiente doméstico, a ave exige cuidados específicos e não deve ser tratada como um pet simples. 

Segundo a médica-veterinária Raissa Natali, especializada em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral, a espécie se destaca pelo comportamento social. “São aves que criam vínculo, interagem e dependem da presença do tutor no dia a dia”, afirma.sss 

Esse perfil exige atenção à rotina. A interação frequente é parte do bem-estar do animal, que pode apresentar sinais de estresse quando permanece isolado por longos períodos. 

No ambiente doméstico, a estrutura também faz diferença. A gaiola deve permitir movimentação adequada, com espaço suficiente para abertura das asas, e ficar em local iluminado, sem exposição constante ao sol, longe de correntes de ar e da cozinha. Momentos fora da gaiola são indicados, desde que supervisionados. 

O uso de poleiros naturais, cordas e objetos para manipulação contribui para o estímulo da ave, mas o ideal é alternar esses itens ao longo do tempo para evitar desinteresse.

 

Alimentação vai além das sementes 

Outro ponto recorrente de erro está na alimentação. De acordo com Raissa, a base da dieta deve ser ração extrusada, que pode representar de 60% a 80% do consumo diário. Verduras e legumes podem ser oferecidos com frequência, enquanto frutas devem ser limitadas a alguns dias da semana. Sementes, comuns no manejo tradicional, devem entrar apenas como petisco. 

Alimentos como abacate, chocolate, produtos industrializados, temperos e cebola são contraindicados.

 

Saúde exige observação diária 

As aves tendem a esconder sinais clínicos, o que torna a observação um ponto central no cuidado. Alterações como apatia, penas eriçadas, perda de peso, fezes com aspecto diferente, dificuldade respiratória ou mudanças no comportamento indicam necessidade de avaliação imediata. 

A recomendação é de consultas preventivas anuais. Em aves mais velhas, a frequência pode ser maior. 

Grande parte dos problemas atendidos em clínica está relacionada a falhas de manejo, principalmente alimentação inadequada, que pode levar a alterações hepáticas e nutricionais.

 

Decisão de longo prazo

Antes de adquirir uma calopsita, é importante considerar o tempo de vida, que pode chegar a 25 anos, e a necessidade de rotina. “É um animal que demanda presença, acompanhamento e orientação desde o início”, destaca a veterinária.

A aquisição é permitida no Brasil, já que a espécie é considerada exótica doméstica, mas deve ser feita com responsabilidade, preferencialmente de criadores regularizados. 


Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
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A narrativa de um cão que começa no abandono e termina no afeto

Com ineditismo, o escritor Fernando Machado é tomado pela voz de quem vive no silêncio em "O velho e o cão" e revela como a vida pode ser compreendida de forma mais simples e instintiva  

 

Cachorros não complicam, ou mesmo pedem explicações longas, nem guardam ressentimentos elaborados e, definitivamente, não vivem presos ao passado. Eles sentem e isso basta. A partir dessa sabedoria emergida da quietude de um olhar, nasce O velho e o cão, um convite a enxergar o mundo com mais presença. 

Na obra, o escritor Fernando Machado constrói uma história sensível e surpreendente ao dar voz a quem normalmente apenas observa: Brown, seu cachorro de estimação. Com essa perspectiva, o livro acompanha a relação do animal com o universo ao seu redor, explorando não apenas aspectos de convivência, mas as memórias, instintos e descobertas que moldam a jornada do protagonista.  

O livro se destaca pelo ineditismo da narrativa: não se trata apenas de relatar a jornada do melhor amigo do homem, mas de permitir ao leitor habitar um lugar sensorial e intuitivo. A linguagem acompanha essa proposta, fluindo entre o impulso e a reflexão, criando uma experiência que é, ao mesmo tempo, leve e profundamente transformadora. 

Ao criar a trajetória de Brown, as famílias com quem morou, as relações dele com humanos e outros animais, desenhando sua personalidade, Fernando causa um incômodo como a sensação de desencaixe do personagem. Entre abandonos, violências silenciosas e tentativas frustradas de pertencimento, ele atravessa experiências que o empurram para um estado limite: o de sentir tudo sem conseguir explicar nada. 

A obra trata de um percurso marcado por rupturas, como lares sem acolhimento, afetos instáveis e o instinto cobrando um preço alto ao machucar o próprio dono. Em um dos momentos mais intensos, diante da possibilidade de perder seu humano, o único que realmente entendeu suas necessidades, o animal entra em desespero absoluto – a ponto de não haver sentido em continuar. Desse atravessamento, nasce outro jeito de enxergar a vida.  

Meu instinto canino, fiel e imutável, não aceitaria dividir minha lealdade entre dois humanos. Essa ideia me trazia um misto de expectativa e inquietação. De um lado, havia o desejo de retribuir o afeto que me cercava; do outro, o medo de errar na escolha — ou de magoar quem não fosse o escolhido. Com os pensamentos se agitando, eu observava cada gesto deles — tentando descobrir quem seria mais capaz de compreender minhas manias, meus medos, a quietude que, às vezes, me acompanhava. (O velho e o cão, p. 82) 

A partir desse olhar canino sobre o mundo humano, surge uma delicadeza rara na forma como interpreta gestos, silêncios e mudanças ao seu redor. Os pequenos acontecimentos ganham outra dimensão, revelando que os detalhes, e não os grandes eventos, sustentam os vínculos mais importantes. 

O velho e o cão desarma e expõe o quanto as pessoas se escondem atrás de explicações enquanto a vida acontece no simples. O cachorro não teoriza, não negocia o afeto e, apesar do sofrimento, persiste. Nesse contraste incômodo, o autor atesta: talvez não falte entendimento ao humano, falte coragem. Coragem de largar o excesso e encarar o que está ali, cru, sem filtro: o sentir, sem precisar explicar.  

Ficha Técnica: 


Título do livro: 
Velho e o Cão 
Autor: 
Fernando Machado 
Editora:
 Labrador 
ISBN/ASIN:
 978-65-5625-979-6 
Páginas:
 175 
Preço:
 34,51 
Onde comprar:
 Amazon 

Sobre o autor: Fernando Machado formou-se engenheiro na Universidade Mackenzie em 1968, no auge do regime militar no Brasil. Encerrada sua profissão de raiz, fundou um centro multicultural chamado CIMC (Círculo Integrado de Música e Cinema), onde passou a dedicar-se às artes em geral e, em especial, à literatura. Aos 75 anos, despontou a ideia de escrever a primeira obra, Gastura, sua biografia como linha de tempo para a incorporação de dezenas de fatos históricos nacionais e internacionais da segunda metade do século passado. Estruturou sua escrita a partir de um método próprio, que denomina Engenharia Literária, em que traça previamente os espaços da narrativa — cidade, vias, casas, rios, pontes, praças, igrejas, comércio — e, a partir desse desenho, a história se organiza. Também é autor dos livros: Phenix e Spoiler. Viúvo, reside atualmente em Ribeirão da Ilha (Florianópolis) numa casa à beira-mar, onde convive com seu cachorro, o Brown. 
Instagram
@escritorfernandomachado 

 

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