Pesquisar no Blog

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Tecnologia avançada, gestão atrasada: como fechar essa conta?

Muito se fala que a transformação digital é o futuro das indústrias, mas o mercado mostra que muitas ferramentas potentes acabam virando “elefantes brancos”. Isso acontece, na maioria das vezes, devido à falta de instrução correta, fazendo com que a tecnologia avance, mas a gestão permaneça atrasada. Como fechar essa conta? Com uma ação que já é conhecida: o mapeamento. 

Diante da velocidade das operações, criou-se erroneamente no meio corporativo a ideia de que, ao contratar um sistema de gestão, neste caso, o ERP, todos os problemas organizacionais serão resolvidos. Contudo, é importante salientar que nenhuma solução sozinha é capaz de sanar todos os desafios da empresa, até porque sua eficácia depende de um conjunto de ações. 

É justamente nesse aspecto que o mapeamento ganha relevância. É a partir desse direcionamento que se torna possível compreender todas as áreas da empresa, bem como analisar o que está faltando e, com isso, traçar qual o plano a ser seguido a fim de obter eficiência e controle operacional. 

No entanto, essa ação deve ser feita antes da implementação. É aquela velha história: “às vezes é preciso dar um passo para trás para dar dois para a frente”. Ou seja, antes de aderir a qualquer ferramenta, é necessário olhar o cenário atual e compreender onde estão as raízes dos problemas enfrentados. Sem esse conhecimento, mesmo que a solução seja altamente potente, ela não conseguirá desempenhar o seu papel de forma satisfatória. 

Perceba que o mapeamento preenche a lacuna na hora de encontrar as origens das dores do negócio. Por sua vez, há mais um elo de extrema importância para avançar na gestão: as pessoas. Com certeza, em algum momento você já ouviu a frase “a tecnologia não irá substituir a mão de obra humana”, e é aqui que esse argumento ganha força. 

Segundo a Gartner, cerca de 70% das implementações de ERP falham em atingir seus objetivos originais justamente pela falta de gestão de mudanças e baixa adesão dos usuários. Ainda, de acordo com o relatório 2025 ERP Report da Panorama Consulting, a resistência cultural e a falta de treinamento são citadas por 32% das empresas como os maiores obstáculos para o sucesso do software após a implementação. 

De nada adianta investir em softwares robustos sem que o time esteja alinhado e acompanhando de perto cada etapa dos processos, desde o levantamento das informações até a execução. Quanto a isso, a liderança da alta gestão é fundamental para engajar a equipe, bem como demonstrar a importância da participação e do envolvimento de todos em prol do sucesso do projeto. 

Certamente, essa não é uma jornada que acontece do dia para a noite. Durante esse processo, contar com o apoio de uma consultoria especializada é uma excelente estratégia. Ao fazer um diagnóstico prévio, a equipe de especialistas consegue equilibrar expectativa e realidade, direcionando o trabalho de forma ágil e eficiente. 

Ao mapear a operação, a organização passa a compreender o cenário antes de aderir a qualquer recurso, selecionando a opção que de fato se alinha às características e especificidades do negócio. Ademais, contar com a colaboração da equipe é fundamental para localizar onde estão os gargalos que atrasam a gestão, garantindo que o software atue diretamente no foco do problema. 

No fim, a mensagem que deve ser sempre enfatizada é que a tecnologia é o meio, e não o fim. Como um automóvel: para que ele transporte os passageiros ao destino esperado, é necessário ter um condutor que saiba manusear cada mecanismo com segurança — o que só vem a partir do conhecimento prévio. Do contrário, continuaremos vendo muitas empresas com uma Ferrari guardada na garagem.  



Simone de Carlos - consultoria de TI na ABC71.

ABC71


Enem: saiba como estudar para a prova se você está há muito tempo fora da escola

Magnific

Confira orientações de educadores para quem pretende encarar o exame 
depois de muito tempo longe da sala de aula


Todos os anos, milhares de brasileiros enxergam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) uma oportunidade de ingressar no ensino superior, mudar de carreira ou retomar projetos profissionais que ficaram em segundo plano ao longo da vida. Entre esses candidatos estão pessoas que concluíram a educação básica há muitos anos e que agora precisam enfrentar o desafio de voltar a estudar após um longo período longe dos livros, provas e da rotina escolar. 

Embora a tarefa possa parecer intimidadora à primeira vista, especialistas em educação afirmam que a experiência de vida adquirida ao longo dos anos pode se tornar uma vantagem importante durante a preparação. Com planejamento, disciplina e estratégias adequadas, é possível recuperar conteúdos, desenvolver habilidades exigidas pela prova e conquistar um bom desempenho.
 

Identifique seus pontos fracos 

Antes de mergulhar nos estudos, é importante entender qual é o seu ponto de partida. Para isso, a recomendação é realizar simulados e resolver provas de edições anteriores do Enem, uma das formas mais eficazes de identificar lacunas de aprendizagem e compreender o formato do exame. 

“Quem está há muitos anos sem estudar costuma ter uma percepção imprecisa sobre suas dificuldades. Os simulados ajudam a revelar quais disciplinas precisam de mais atenção, quais conteúdos foram esquecidos e até como está a capacidade de interpretação de textos e produção escrita”, explica Alessandra Delegá, coordenadora do Ensino Médio do Colégio Progresso Bilíngue, de Itu (SP). 

Segundo a educadora, esse diagnóstico inicial também deve incluir a redação, responsável por uma parcela significativa da nota final. “Muitos candidatos percebem que têm facilidade para determinados conteúdos, mas encontram dificuldades para organizar argumentos ou estruturar um texto dissertativo. Identificar isso logo no início permite direcionar melhor os estudos”, afirma.
 

Como planejar os estudos 

Após identificar as áreas que exigem maior dedicação, o próximo passo é construir um plano de estudos compatível com a rotina do candidato. Diferentemente dos estudantes mais jovens, muitos participantes que retornam aos estudos precisam conciliar a preparação com trabalho, responsabilidades familiares e outros compromissos. 

“O segredo não é estudar o maior número possível de horas, mas construir uma rotina sustentável. É melhor manter constância ao longo dos meses do que tentar compensar o tempo perdido com jornadas exaustivas”, afirma o coordenador pedagógico do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), Henrique Barreto Andrade Dias. 

Segundo o educador, a criação de hábitos de estudo é um dos pilares mais importantes nesse processo. Para isso, é fundamental que o candidato compreenda sua própria rotina, estabeleça horários possíveis e organize um cronograma que distribua as disciplinas ao longo da semana, alternando áreas do conhecimento para tornar a preparação mais dinâmica e evitar a fadiga mental. 

Dias também destaca a importância de estudar de maneira estratégica. Antes de avançar no conteúdo, o estudante deve identificar suas fragilidades acadêmicas, compreender quais habilidades precisam ser fortalecidas e direcionar mais tempo às áreas em que apresenta maior dificuldade. Essa análise permite uma preparação mais eficiente, objetiva e alinhada às reais necessidades do candidato. 

Também vale combinar diferentes ferramentas de aprendizagem, como livros didáticos, videoaulas, aplicativos de exercícios, podcasts educativos e plataformas de questões. “Variar os recursos ajuda a tornar o estudo mais interessante. Além disso, estabelecer metas realistas aumenta a motivação e reduz as chances de abandono”, destaca Dias. 

O coordenador do BIS reforça, ainda, que a preparação não deve se tornar um processo traumático. É preciso ter atenção aos sinais de estresse, cansaço excessivo e sobrecarga emocional. Pausas, momentos de descanso e uma rotina equilibrada fazem parte de uma estratégia inteligente de aprendizagem. 

“Estudar bem não significa estudar até o limite do esgotamento. O processo precisa ser possível, organizado e emocionalmente saudável. Quando o estudante cria hábitos consistentes, reconhece suas dificuldades e avança com estratégia, ele aumenta as chances de sucesso sem comprometer seu bem-estar”, afirma Dias.
 

Fique ligado aos temas atuais 

Estar bem informado é uma etapa importante da preparação para o Enem. Tradicionalmente, a prova aborda questões relacionadas à sociedade, ciência, tecnologia, meio ambiente, cultura e cidadania, tanto nas questões objetivas quanto na redação. Por isso, acompanhar notícias, reportagens, documentários e conteúdos produzidos por fontes confiáveis pode contribuir significativamente para ampliar o repertório do candidato. 

Temas como mudanças climáticas, inteligência artificial, inclusão social, saúde pública, sustentabilidade, conflitos internacionais e transformações no mercado de trabalho estão entre os assuntos que frequentemente aparecem nas discussões contemporâneas e podem servir como referência para a prova. 

“O Enem valoriza a capacidade de relacionar conhecimentos acadêmicos com situações reais. Quem acompanha os acontecimentos do Brasil e do mundo desenvolve uma visão mais crítica e amplia o repertório necessário para interpretar textos e construir argumentos”, explica Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville. “Esse acompanhamento também contribui para o desenvolvimento do repertório sociocultural, uma competência essencial para uma boa redação no Enem”, diz.
 

Cuide da saúde emocional 

Para quem retorna aos estudos na fase adulta, a preparação para o Enem e vestibulares apresenta características próprias. Diferentemente da adolescência, essa fase costuma trazer maior clareza de objetivos pessoais e profissionais, o que pode favorecer o engajamento. Por outro lado, estudos indicam que estudantes adultos tendem a apresentar níveis elevados de autocobrança e ansiedade de desempenho, especialmente pela conciliação entre estudo, trabalho e responsabilidades familiares. 

“A experiência de vida ajuda o candidato adulto a lidar com frustrações e desafios, mas isso não significa que ele esteja imune ao estresse. A preparação deve ser planejada e encarada como uma maratona, não como uma corrida de velocidade”, afirma Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). “Níveis elevados de estresse e a sobrecarga cognitiva impactam diretamente funções executivas, como memória de trabalho, atenção e tomada de decisão, comprometendo o rendimento acadêmico. Ou seja, não se trata apenas de estudar mais, mas de criar condições emocionais para aprender melhor”. 

Segundo Rodrigues, manter atividades além dos estudos é fundamental para sustentar a motivação ao longo dos meses. Evidências científicas mostram que a prática regular de exercícios físicos pode reduzir sintomas de ansiedade e melhorar a capacidade de concentração. Da mesma forma, o sono de qualidade está diretamente associado à consolidação da memória, etapa essencial para a aprendizagem de longo prazo. 

Além disso, reservar momentos de lazer, cultivar hobbies e preservar a convivência social contribuem para o equilíbrio emocional, prevenindo o esgotamento. Estratégias como planejamento realista dos estudos, pausas regulares e definição de metas alcançáveis também são recomendações importantes para evitar a sensação de fracasso e manter a consistência. 

“O cérebro aprende melhor quando existe equilíbrio. Descanso, sono de qualidade e atividades prazerosas não são perda de tempo; fazem parte da estratégia para que o estudo seja mais produtivo e sustentável”, conclui Rodrigues.
 
 



Alessandra Delegá - graduada em Química, com mestrado em Química Orgânica pela USP Ribeirão Preto e pós-graduada em Física pela Unicamp. Atua na educação há mais de 20 anos. É coordenadora e professora do Ensino Médio do Progresso Bilíngue Itu há 4 anos, onde também foi responsável pela implementação e coordenação de um cursinho pré-vestibular.

Henrique Barreto Andrade Dias - licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.

Paulo Rogerio Rodrigues - psicólogo, licenciado em Letras (Português e Inglês) e coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Possui ampla trajetória na Educação Básica, com atuação voltada à gestão pedagógica e educacional, da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental II. É pós-graduado com MBA em Gestão Escolar e possui especializações em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia, áreas que fundamentam sua prática na formação integral dos estudantes e no desenvolvimento de equipes educacionais.

Peter Rifaat - educador e líder escolar com mais de 15 anos de experiência em educação internacional e bilíngue. É formado em Pedagogia e possui certificações internacionais, incluindo DELTA e CELTA (Cambridge), além de diversas certificações do IB. Atualmente, atua na Escola Internacional de Alphaville como Coordenador Pedagógico do Ensino Médio, Coordenador do Programa do Diploma IB, professor de TOK e integra a equipe de Orientação Universitária e de Carreira.



International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site



Marketplace amadurece no Brasil e transforma gestão em vantagem competitiva

Durante muitos anos, a discussão sobre marketplaces esteve concentrada na expansão dos canais de venda. Para empresas de todos os portes, estar presente nas grandes plataformas digitais representava uma oportunidade de ampliar o alcance, acessar novos consumidores e acelerar o crescimento das receitas.

Hoje, porém, o cenário é outro. O marketplace amadureceu no Brasil e deixou de ser apenas uma vitrine digital. Tornou-se uma infraestrutura de negócios que exige eficiência operacional, integração de processos e capacidade de gestão em tempo real. O que antes era uma decisão comercial passou a ser uma decisão estratégica.

Os números ajudam a explicar essa transformação: mais da metade das vendas do comércio eletrônico brasileiro já ocorre por meio de marketplaces, consolidando o modelo como um dos principais motores da economia digital. Ao mesmo tempo, cresce a complexidade para empresas que atuam no atacado, na distribuição e no varejo.

A realidade atual exige que uma mesma operação esteja preparada para atender diferentes modelos logísticos e comerciais simultaneamente. Fulfillment, self-ship, dropship, vendas B2B, B2C, marketplaces verticais e horizontais, além das estratégias omnichannel que conectam lojas físicas e digitais, convivem dentro de uma mesma estrutura operacional.

Nesse contexto, o desafio deixou de ser vender mais e passou a ser operar melhor. Quando estoque, pedidos, faturamento, logística e financeiro não estão integrados, os impactos aparecem rapidamente. Rupturas de estoque, atrasos na entrega, inconsistências fiscais, falhas na conciliação financeira e perda de margem tornam-se problemas recorrentes. E, em um mercado cada vez mais competitivo, esses problemas comprometem não apenas a rentabilidade, mas também a experiência do cliente e a reputação da marca.

Além disso, a busca por eficiência operacional deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. Organizações de médio porte também estão percebendo que a sustentabilidade do crescimento depende da capacidade de integrar processos e transformar dados em decisões mais rápidas e precisas.

Outro movimento importante é a evolução do próprio papel dos distribuidores e atacadistas. Muitas empresas que tradicionalmente atuavam apenas como fornecedoras passam a assumir funções de conexão entre diferentes elos da cadeia. Em alguns casos, tornaram-se verdadeiras plataformas de negócios, aproximando indústrias, revendedores e consumidores finais.

Essa mudança revela uma tendência relevante para os próximos anos: marketplaces serão cada vez menos canais de venda e cada vez mais ecossistemas integrados. 

Nesse cenário, a tecnologia assume um papel diferente daquele que desempenhou na fase inicial da digitalização. Não se trata apenas de automatizar tarefas ou digitalizar processos. A tecnologia passa a funcionar como infraestrutura estratégica, capaz de conectar operações, garantir governança e ampliar a visibilidade sobre toda a cadeia.

A integração entre sistemas de gestão, plataformas de marketplace e operações logísticas torna-se um fator decisivo para a competitividade. Empresas que conseguem consolidar informações, automatizar processos e operar com visão unificada ganham agilidade para responder às mudanças do mercado e escalar suas operações de forma sustentável.

O amadurecimento do marketplace mostra que o futuro do comércio digital não será definido apenas pela capacidade de vender, mas também pela capacidade de integração. Em um ambiente no qual margens são pressionadas por fretes, comissões e pela disputa constante por preço, a eficiência operacional passa a ser tão importante quanto a estratégia comercial. E essa eficiência nasce da conexão entre pessoas, processos e tecnologia.

O mercado evoluiu. As empresas que compreenderem que o crescimento sustentável depende de uma gestão integrada estarão mais preparadas para aproveitar as oportunidades da próxima etapa da transformação digital.

 

 Joelma Vieira - Head de Produtos para Atacado e Distribuição na Senior Sistemas


77% dos consumidores preferem e-mail para receber promoções, aponta guia da Sinch sobre a nova era da orquestração digital

 Estudo destaca a retomada do canal como estratégia e reforça a importância da integração entre as interfaces para aumentar a efetividade da comunicação com clientes

 

A Sinch, líder global em comunicações na nuvem, em parceria com a M15, lança o guia estratégico “Além da Orquestração: A Renascença do E-mail”, um estudo que analisa o cenário atual da comunicação digital no Brasil e mostra como a integração inteligente entre canais pode ampliar a eficiência das estratégias de relacionamento entre marcas e consumidores.

O material parte de uma pergunta central: quais são os canais mais efetivos para as empresas se comunicarem com seus clientes e quem deve ser responsável por essa estratégia dentro das organizações? A resposta passa pela orquestração de diferentes canais, considerando o contexto, a preferência do consumidor e o objetivo de cada interação.

O estudo destaca que o Brasil reúne condições únicas para liderar essa transformação. O país conta com aproximadamente 148 milhões de usuários de WhatsApp, 135 milhões de dispositivos compatíveis com RCS e possui o 8º maior mercado de e-mail do mundo, formando um dos ecossistemas conversacionais mais avançados do planeta.

Segundo o levantamento, embora aplicativos de mensagens tenham conquistado espaço nas estratégias de comunicação corporativa, o e-mail voltou a ocupar a liderança entre os canais preferidos para o recebimento de mensagens promocionais, sendo escolhido por 77% dos consumidores globais. Em comparação, mensagens de texto aparecem com 31% da preferência, enquanto aplicativos de mensagens somam 17%.

“O mercado passou anos buscando o próximo grande canal de comunicação. O que estamos observando agora é uma mudança de perspectiva: não existe um canal universalmente melhor. Existe o canal mais adequado para cada momento, cada mensagem e cada consumidor. O e-mail continua extremamente relevante porque oferece um ambiente que o próprio usuário aprendeu a organizar e priorizar”, afirma Mario Marchetti, CEO Latam da Sinch.

De acordo com o estudo, o sucesso das estratégias de comunicação não depende apenas da escolha do canal, mas da capacidade das empresas de criar jornadas integradas. A pesquisa mostra que muitas organizações ainda operam seus canais de forma fragmentada, desperdiçando oportunidades de aumentar engajamento, conversão e satisfação dos clientes.

Mario Marchetti destaca que o Brasil está em uma posição privilegiada para liderar essa transformação. “Temos um dos ecossistemas digitais mais avançados do mundo, com forte adoção de aplicativos de mensagens, ampla penetração de dispositivos móveis e uma base extremamente relevante de usuários de e-mail. Essa combinação cria oportunidades únicas para que as empresas desenvolvam estratégias de comunicação cada vez mais personalizadas, integradas e orientadas por resultados.”

 

Sinch
sinch.com


Busca das empresas por crédito cresceu 10,5% no acumulado em março, aponta Serasa Experian

• Micro e pequenas empresas registraram variação de 10,6%, uma das mais elevadas entre os portes;

• Mato Grosso do Sul (24,3%), Roraima (23,7%) e Amazonas (20,2%) apresentaram os maiores avanços entre os estados.  

 

A busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 10,5% no acumulado dos últimos 12 meses até março, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 10,6%, a mais elevada entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as médias empresas (7,5%) e as grandes (6,2%).

 

Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o avanço no acumulado em 12 meses sinaliza uma recomposição mais consistente da demanda empresarial por crédito. “Esse recorte é importante porque reduz o peso de oscilações pontuais e permite observar melhor a direção do mercado. O que os dados mostram é uma procura mais disseminada e persistente, em um momento em que as empresas ainda convivem com custo financeiro elevado e maior rigor na concessão. Isso indica que o crédito segue cumprindo um papel relevante na gestão de caixa e no planejamento das companhias, mas também reforça a necessidade de uma avaliação criteriosa sobre capacidade de pagamento, qualidade da demanda e finalidade do recurso contratado”, analisa. 

 



Na análise por porte, as micro e pequenas empresas registraram a maior alta na busca por crédito, movimento que reforça a maior dependência desse grupo em relação ao financiamento para sustentar o dia a dia da operação. “Para as MPEs, o crédito tende a ser mais determinante para preservar capital de giro, recompor estoques e manter o funcionamento do negócio. Ao mesmo tempo, esse é justamente o grupo que costuma enfrentar mais barreiras de acesso, seja pela menor disponibilidade de garantias, seja pela maior dificuldade de apresentar informações financeiras estruturadas. Do ponto de vista dos credores, esse cenário exige uma análise ainda mais granular, porque equilibrar expansão da carteira e controle de risco se torna essencial em um ambiente de inadimplência elevada”, avalia Camila. 

 

Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período. O setor de “Serviços” registrou a maior variação do período, com avanço de 15,7%, seguido por “Agropecuária” (11,4%), “Indústria” (8,8%) e “Comércio” (6,5%). Confira o detalhamento desta visão na tabela a seguir.

 


 

Crescimento da demanda por crédito na maior parte das Unidades Federativas

Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que com intensidades distintas entre os estados. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (24,3%), Roraima (23,7%) e Amazonas (20,2%). Na sequência, também se destacaram Mato Grosso (16,7%) e Paraíba (16,5%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados em Pernambuco (4,6%), Espírito Santo (7,1%) e Santa Catarina (7,7%).

 


Variação anual também registra avanço 

Na comparação anual, a demanda por crédito das empresas cresceu 12,1% em março de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os portes, as micro e pequenas empresas registraram variação de 12,3%, seguidas pelas grandes empresas (9,0%) e pelas médias empresas (1,5%). Na análise por setores, a “Agropecuária” apresentou a maior variação (24,1%), seguida por “Serviços” (15,1%), “Comércio” (10,4%) e “Indústria” (8,0%).

 




Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia do indicador 

O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CNPJs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre empresas e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF, setor e porte.

 


Experian
experianplc.com

 

Muito além do futebol: como transformar a Copa do Mundo em ferramenta pedagógica na educação infantil

Especialista explica como o torneio mundial pode ser aproveitado para ensinar geografia, cultura e diversidade de forma prática para as crianças
 

A realização da Copa do Mundo oferece uma oportunidade que vai muito além do entretenimento esportivo: o campeonato pode atuar como uma ferramenta pedagógica ativa na educação infantil. Por meio do interesse natural despertado pelas partidas, educadores e famílias conseguem introduzir conceitos práticos de geografia, diversidade cultural, trabalho em equipe e história, transformando a audiência dos jogos em aprendizado.

Na metodologia Montessori, por exemplo, o tema se encaixa na área de "Conhecimento de Mundo", que incentiva a criança a compreender o planeta e a sociedade ao seu redor. Em vez de ser apenas um momento de lazer diante da TV, o evento serve como ponto de partida para investigações reais.

"Quando temas presentes na vida cotidiana despertam o interesse das crianças, eles se transformam em poderosas oportunidades de investigação", explica Mariana Kimiko, educadora da Senses Montessori Scholl em São Paulo. "A Copa do Mundo aproxima as crianças de diferentes países, culturas, símbolos e localizações geográficas, ampliando seu repertório e fortalecendo conexões com os acontecimentos do mundo contemporâneo."


Geografia, símbolos e trabalho em equipe na prática

Para transformar o torneio em aprendizado, o foco deve sair da simples contagem de gols e ir para a curiosidade ativa. Uma das estratégias é pesquisar quais países estão participando e identificar em qual continente cada nação está localizada no mapa-múndi.

Durante essa exploração, fatos que fogem do senso comum ajudam a estimular o pensamento crítico. "Um exemplo é a Austrália, que geograficamente pertence à Oceania, mas atualmente integra a Federação Asiática de Futebol. Essas descobertas despertam perguntas e reflexões importantes", pontua Mariana Kimiko.

Outra atividade educativa sugerida é a análise visual. As crianças podem investigar as diferenças entre as bandeiras oficiais dos países e os brasões das seleções esportivas, observando características, cores e significados.

Até mesmo a dinâmica do esporte pode ser traduzida em lições de colaboração. Conhecer a estrutura da seleção brasileira compreendendo as funções de quem atua no ataque, no meio-campo, na defesa e o papel do técnico ensina sobre o funcionamento de um trabalho em equipe. Com essa base, a criança ganha repertório para acompanhar os jogos de forma consciente e engajada.


Memórias afetivas e aprendizado

Para a maioria das crianças na primeira infância, um evento que ocorre a cada quatro anos representa a primeira grande experiência coletiva desse tipo da qual elas têm consciência. Aproveitar o clima do torneio de forma educativa ajuda a fixar o conhecimento de maneira natural.

Para que as famílias possam estender esse aprendizado para casa, a educadora sugere 3 dicas práticas para o momento dos jogos:
 

1-Tenha um mapa ou globo por perto: Antes de a partida começar, convide a criança para encontrar no mapa de onde são as duas seleções que vão jogar. Conversem sobre a distância até o Brasil e o continente onde estão.

2-Explore as bandeiras e cores: Imprima ou desenhe as bandeiras dos países do jogo do dia. Pergunte sobre as cores e as formas geométricas que a criança consegue identificar nelas, estimulando a observação visual.

3-Foque no trabalho em equipe: Em vez de celebrar apenas o jogador que fez o gol, mostre como o goleiro defendeu, como a defesa ajudou e como o técnico orientou, valorizando o esforço coletivo e a importância de cada função.

"Nossa intenção é que as crianças possam construir memórias afetivas desse momento, associando a aprendizagem a uma experiência coletiva de descoberta, pertencimento e celebração", conclui a educadora.


SENSES MONTESSORI SCHOOL


Inteligência Artificial transforma gestão financeira de condomínios e amplia eficiência na administração

Tecnologia ajuda a prever inadimplência, otimizar recursos e fortalecer a saúde financeira dos empreendimentos


A Inteligência Artificial (IA) vem ganhando espaço na gestão condominial e se consolidando como uma ferramenta estratégica para aprimorar o controle financeiro dos empreendimentos. Em um cenário de aumento dos custos operacionais e maior necessidade de previsibilidade orçamentária, a tecnologia passa a desempenhar um papel importante na redução de desperdícios, no monitoramento de indicadores e na tomada de decisões mais assertivas.

Entre as aplicações mais relevantes estão a automação de processos administrativos, a análise de despesas, o acompanhamento de receitas, a comparação de propostas de fornecedores e o monitoramento de indicadores financeiros em tempo real. A tecnologia também permite identificar padrões de comportamento e antecipar riscos, auxiliando síndicos e administradoras na gestão da inadimplência, um dos principais desafios enfrentados pelos condomínios brasileiros.

Além do controle operacional, a IA avança como ferramenta de planejamento financeiro. Soluções especializadas já permitem consolidar informações financeiras, gerar projeções orçamentárias mais precisas e apoiar decisões relacionadas à definição de taxas condominiais, formação de reservas e planejamento de investimentos em manutenção e melhorias. Com análises preditivas e acompanhamento contínuo dos dados, a gestão se torna mais preventiva e orientada por eficiência.

O cenário também revela diferentes estágios de maturidade digital no setor. Segundo o Raio-X do Mercado Condominial 2025/26, 45% das administradoras já utilizam Inteligência Artificial em nível moderado a intensivo. Entre os síndicos moradores, porém, 71% afirmam usar pouco ou não utilizar IA, enquanto entre os síndicos profissionais esse percentual chega a 62%. Os dados mostram que, embora o mercado avance, ainda existe espaço para ampliar a adoção da tecnologia na gestão cotidiana dos empreendimentos.

A utilização de ferramentas inteligentes tem contribuído para tornar a gestão financeira mais eficiente e transparente. Com acesso a dados consolidados e análises preditivas, gestores conseguem agir de forma preventiva, corrigir desvios rapidamente e planejar investimentos com maior segurança. Outro movimento em crescimento é o uso de agentes inteligentes para automatizar cobranças, organizar documentos e apoiar a elaboração de relatórios gerenciais.

Segundo Sarah Castro, diretora comercial do Cerus, instituição financeira especializada em condomínios, a combinação entre tecnologia e gestão financeira tem potencial para transformar a realidade do setor.

“A Inteligência Artificial permite que administradoras e síndicos tomem decisões mais rápidas e baseadas em dados, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional. Quando associada ao planejamento financeiro e a soluções que garantem previsibilidade de caixa, a tecnologia contribui para uma gestão mais segura, transparente e sustentável.”

Com atuação voltada para soluções financeiras destinadas ao mercado condominial, o Cerus observa que a crescente digitalização da gestão tem ampliado a busca por ferramentas capazes de melhorar o controle financeiro dos empreendimentos. A expectativa do setor é que a Inteligência Artificial deixe de ser um diferencial competitivo para se tornar um recurso cada vez mais presente na rotina dos condomínios, contribuindo para a sustentabilidade financeira e a valorização patrimonial dos empreendimentos.


Inteligência artificial amplia participação nas decisões de saúde entre os brasileiros

Mesmo com médicos liderando em credibilidade, 75% dos brasileiros acreditam em ao menos uma informação controversa sobre saúde, em cenário marcado por excesso de conteúdo e insegurança na tomada de decisão

 

O Edelman Trust Barometer 2026, em edição especial sobre Confiança e Saúde, indicou que os brasileiros tomam decisões em um ambiente fragmentado, no qual médicos e especialistas seguem como fontes altamente confiáveis, mas passam a dividir espaço com inteligência artificial, familiares, influenciadores, redes sociais e experiências pessoais. O estudo mostra que 75% da população acredita em pelo menos uma entre seis afirmações controversas sobre alimentos, vacinas e medicamentos. 

Entre elas, destacam-se a percepção de que proteína animal é mais saudável do que vegetal (43%), que leite cru supera o pasteurizado (32%) e que o flúor na água é prejudicial ou não traz benefícios (30%). Também aparecem crenças de que vacinas servem como controle populacional (29%) e que os riscos da vacinação infantil superam os benefícios (28%).

“Os dados desafiam a ideia de que essas percepções estejam restritas a grupos específicos ou associadas à baixa escolaridade. O que acontece é que as pessoas estão se acomodando mesmo e se esquecendo da responsabilidade que é se consultar com um especialista ou procurar um serviço que de fato vai cuidar de seus problemas. Isso vira um bibelô”, defende o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

Por outro lado, outra pesquisa, desta vez formulada pela Associação Médica Brasileira (AMB), em 2025, indicou que para 87% da população brasileira, os médicos são os profissionais que mais precisam ter comprovação de atualização profissional. E no entendimento popular isso causa desconfiança e afastamento.

Aqui, para o advogado, o ponto de atenção passa a ser outro e esbarra na descredibilidade das pessoas diante da Inteligência Artificial. “O desafio não se limita a preservar a confiança nos profissionais de saúde, mas a transformá-la em influência efetiva nas decisões. Médicos ainda lideram em temas como diagnóstico, prevenção e tratamentos de curto prazo. No entanto, essa vantagem diminui em assuntos como vitaminas e suplementos e se inverte em dieta e nutrição, onde fontes leigas passam a exercer maior influência”, completa.

Isso porque, hoje, a inteligência artificial já ocupa papel relevante, com 38% dos entrevistados afirmando utilizá-la para decisões ou gestão de saúde, sobretudo para esclarecer dúvidas, interpretar exames, sugerir tratamentos e oferecer uma segunda opinião. Ainda assim, médicos e especialistas permanecem como as fontes mais confiáveis, com índices de 79% e 78%, respectivamente. A confiança diminui em relação a outros agentes, como amigos e familiares (58%), CEOs do setor (46%), autoridades governamentais (43%) e jornalistas (42%).

“Para enfrentar esse cenário, defendo o brokering de confiança como estratégia central, ao promover a construção de pontes entre diferentes grupos, perspectivas e fontes de informação. Se 75% da nossa população está perdida dentro dos recursos de IA, acredito que a tendência é que os brasileiros irão confiar mais em empresas que incentivam a cooperação na busca por soluções, sem adotar posições ou julgar visões divergentes”, acrescenta Thayan.

Paralelo a tudo isso, os processos judiciais envolvendo cirurgias continuam em patamar elevado no Brasil. Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicaram que, até 30 de novembro de 2025, foram abertos 66.097 novos processos relacionados a cirurgias gerais, de urgência e eletivas, número muito próximo ao registrado em todo o ano de 2024, quando houve 68.203 ações.

“São incertezas de todos os lados. Acho que as pessoas têm recebido informações demais de fontes diferentes, seguras ou não, e estão perdidas com tudo isso. Pelo visto, entre os especialistas não é diferente. De toda forma, a escolha por fontes profissionais seguras, melhores capacitadas e com currículos mais robustos continua sendo a melhor recomendação”, finaliza Thayan.


“Metade de 2026 passou". A sua empresa está revisando o planejamento anual de verdade?

 Ajustar metas sem revisar premissas é trocar o mapa sem olhar o terreno

 

Todo ano, em algum momento de junho, acontece o mesmo movimento nas empresas: as pessoas olham para os números do primeiro semestre e começam a ajustar as metas do segundo. Mais agressivas se o resultado veio bem, mais conservadoras se o esperado não veio. O processo é previsível e até tem lá sua utilidade. O problema é o que ele deixa de fora.

 

A pergunta que raramente entra nessa reunião é anterior à meta: as premissas que sustentavam o planejamento de janeiro ainda são válidas? O mercado se comportou como esperado? A concorrência se moveu? O cliente que a empresa imaginava em dezembro ainda é o mesmo cliente que ela precisa conquistar agora?

Meta é destino. Premissa é o terreno pelo qual se caminha para chegar lá. 

E mudar o destino sem verificar se o terreno mudou não é revisão estratégica. É ajuste numérico com aparência de estratégia.


 

O que vem antes das metas


Na Palco, fazemos uma revisão semestral do planejamento estratégico. A lógica é simples: antes de olhar para onde queremos chegar no segundo semestre, precisamos entender o que mudou ao redor desde que traçamos esse caminho. Dados internos e externos lidos em conjunto, não em sequência.

 

Ao longo das edições desse exercício, algumas decisões relevantes emergiram justamente dessa leitura de contexto. Em um ciclo, por exemplo, decidimos não realizar uma viagem de negócios que estava prevista, porque a leitura de momento não justificava o investimento. Em outro, identificamos um movimento competitivo que não estava no nosso radar e passamos a monitorar um concorrente que até então não considerávamos relevante. Em outro ainda, a análise apontou uma janela de oportunidade em um mercado que não estava no planejamento original, e decidimos entrar.

 

Nenhuma dessas decisões teria surgido de uma reunião de resultados. 

Todas vieram da pergunta: o que o mercado sinalizou que muda o cálculo do próximo período?

 

Nesse semestre, o movimento foi diferente: o planejamento foi validado. As premissas se mantiveram. A única decisão nova foi intensificar o investimento em ações de relacionamento offline, algo que a leitura do período indicou como uma ação oportuna. Uma decisão pequena em aparência, mas que só foi possível porque havia clareza sobre o que estava funcionando e por quê.


 

O ponto cego mais comum


Nas empresas que acompanho, há um padrão claro de onde a atenção se concentra na virada de semestre. Dados financeiros, sempre. Indicadores comerciais, quase sempre. Cliente, depende do setor e da maturidade analítica da empresa, mas a maioria acredita que acompanha com mais consistência do que de fato acompanha.

Mercado e concorrência ficam sistematicamente de fora. 

 

Não por descuido deliberado, mas por ausência de hábito e de método. A concorrência costuma ser monitorada quando aparece como ameaça urgente, não como variável permanente do planejamento. O mercado é lido quando há crise ou oportunidade óbvia, não como orientação contínua para decisões operacionais e estratégicas.

 

O problema é que as premissas que mais envelhecem ao longo de seis meses são exatamente essas. O comportamento do consumidor se transforma; movimentos competitivos acontecem fora do campo de visão; janelas de oportunidade abrem e fecham sem aviso. Quando a empresa só olha para dentro, ela chega ao segundo semestre operando com um mapa do território que existia em janeiro. E toma decisões como se esse território ainda fosse o mesmo.


 

Revisão estratégica não é evento, é leitura


Há uma confusão recorrente entre reunião de resultados e revisão estratégica. A primeira olha para o que aconteceu e avalia a performance. A segunda pergunta o que aquilo significa para o que vem a seguir, e se o que estava planejado para vir a seguir ainda faz sentido dado o que mudou ao redor. São exercícios distintos, e confundi-los é um dos erros mais comuns no ciclo de planejamento.

 

A revisão que orienta decisão exige dados internos e externos lidos em conjunto. Exige olhar para cliente, mercado, concorrência e posicionamento não como categorias separadas em apresentações distintas, mas como variáveis que se influenciam e que, juntas, constroem ou desconstroem as hipóteses que sustentam o plano. E exige disposição genuína para mudar o que precisa ser mudado quando a leitura aponta que o plano já não corresponde à realidade.

 

Planejamento estratégico não é documento anual. É um raciocínio contínuo que se alimenta de leitura de contexto. O segundo semestre começa bem quando a empresa consegue separar o que mudou nos seus números do que mudou no seu entorno. 

São perguntas diferentes. E, quase sempre, levam a decisões diferentes. 

Então, antes de redefinir para onde ir, vale perguntar: o cenário que justificava o destino original ainda existe? Se a resposta exigir pesquisa para ser respondida com honestidade, esse já é um sinal importante.

 

Juliana Saboia - Sócia da Palco Inteligência de Negócios. Mestre em Administração e especialista em Marketing


Lições da Copa: os segredos para construir um ‘time campeão’ no mundo dos negócios


Assim como nos gramados, o sucesso corporativo depende de tática, diversidade e entrosamento; especialista mostra como líderes podem engajar equipes para jogar em busca da excelência e do "título" no mercado. 

 

Enquanto as seleções disputam cada lance em busca da vitória, o universo corporativo também pode tirar lições valiosas do futebol. Assim como em campo, o sucesso de uma empresa depende menos do brilho individual e mais da capacidade de unir talentos em torno de um objetivo comum, com estratégia, confiança e colaboração.

A importância desse alinhamento é comprovada por estudos. Pesquisa da Gallup mostra que equipes altamente engajadas são 23% mais lucrativas do que aquelas com baixo engajamento, evidenciando que pessoas conectadas a um mesmo propósito tendem a entregar melhores resultados e fortalecer o desempenho das organizações.

Para Alê Freitas, mentora em Liderança Feminina Aplicada ao Negócio Real e CEO da Anima Impacto Consultoria, formar um “time campeão” exige que o líder assuma um papel semelhante ao de um técnico. “Não basta reunir profissionais talentosos. É preciso criar uma visão compartilhada, definir estratégias claras e fazer com que cada pessoa compreenda sua importância para o resultado coletivo”, afirma.

Segundo a especialista, um dos maiores erros das empresas é estimular a competição interna em vez da cooperação. Quando todos entendem que estão jogando pelo mesmo objetivo, a tendência é que a comunicação flua melhor, os conflitos diminuam e as soluções apareçam com mais rapidez.

Outro fator decisivo é a diversidade. Assim como uma equipe de futebol precisa de jogadores com características complementares para funcionar bem, as organizações também se beneficiam de profissionais com diferentes experiências, habilidades e perspectivas. “A inovação nasce justamente desse encontro de olhares distintos”, destaca.

Alê também ressalta que grandes resultados não surgem apenas nos momentos decisivos, mas são consequência de preparação contínua. Investir em desenvolvimento, feedbacks e fortalecimento da cultura organizacional é o equivalente aos treinos que antecedem uma final.

Para ela, líderes que conseguem inspirar pertencimento e confiança criam equipes mais resilientes e comprometidas. “As pessoas entregam mais quando sabem por que estão fazendo aquilo e percebem que fazem parte de algo maior do que suas metas individuais.”

No fim das contas, seja em um estádio ou em uma sala de reuniões, a lógica permanece a mesma: títulos e resultados expressivos raramente são obra de um único protagonista. Eles são construídos por equipes que compartilham propósito, atuam de forma integrada e acreditam que vencer é sempre um esforço coletivo.

 

 Fonte: Alê Freitas — Mentora em Liderança Feminina Aplicada ao Negócio Real | CEO da Anima Impacto Consultoria.


Museu do Amanhã lança a Escola de Ciências do Amanhã com foco em pesquisa, formação e pensamento ampliado

 

crédito: Albert Andrade

Iniciativa consolida uma década de estratégia institucional, reunindo saberes transdisciplinares, residências de pesquisa e parcerias com a educação básica

 

O Museu do Amanhã, equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, anuncia a criação da Escola de Ciências do Amanhã, um novo centro de encontro e diálogo entre pessoas, ciências e saberes, para refletir, aprender e pesquisar os temas emergentes da sociedade, que orientarão a atuação da instituição pelos próximos dez anos. Diferente de uma escola tradicional, a iniciativa se estrutura por meio da integração entre projetos de formação, pesquisa e documentação: três frentes interligadas que vão ampliar o papel do museu na produção de conteúdo científico e na articulação com a sociedade. 

Coordenada pelos cientistas Fabio Scarano e Nina Pougy, a Escola de Ciências do Amanhã adota uma visão expandida do que se entende por ciência - uma ciência dialógica, que acredita na pluralidade e na convivência entre todas as formas de conhecimento. Essa abordagem plural será traduzida em entregas como podcasts, seminários de pesquisa, artigos acadêmicos e relatórios técnicos, além de manter diálogos constantes com as exposições e demais programações do Museu. Assim, a Escola promove uma circulação de saberes dentro e fora do cânone científico. 

“A Escola de Ciências do Amanhã vem da percepção do Museu do Amanhã como um polo de pensamento. Ao longo de dez anos, acumulamos um conhecimento significativo, fruto dos projetos e pesquisas científicas realizados nesses períodos. Agora, queremos expandir ainda mais essa produção de conhecimento”, explica Fabio Scarano, que também é curador do Museu do Amanhã. “A Escola parte de uma pergunta incômoda: como produzir conhecimento e formar pessoas para lidar com o cenário de policrise que estamos vivendo? Conhecimento que nos ajude a antecipar ações necessárias para que outros futuros sejam possíveis. Acreditamos que as pistas estão num encontro plural entre Academia, saberes ancestrais, e experiências empíricas resultantes da arte e da cultura”, complementa.
 

Pesquisa como pilar central

Um dos grandes diferenciais da Escola de Ciências do Amanhã é a Frente de Pesquisa, apresentada como eixo estruturante do lançamento. Os temas prioritários iniciais são: a relação entre Cultura e Clima e Futuros, com um marco importante a partir de 15 de junho: o início das residências de duas pesquisadoras, Tatiana Castelo Branco e Thuane Bochorny, que seguirão até o fim do ano. 

Para a frente de Cultura e Clima, que objetiva explorar como o entrelaçamento entre esses dois temas pode contribuir para os processos de enfrentamento das mudanças climáticas, a pesquisadora escolhida foi Tatiana Castelo Branco. Ela é doutora em Relações Internacionais pela PUC-Rio, com experiência em engajamento com movimentos sociais que promovem equidade de gênero em contextos locais e nacionais, bem como em políticas públicas e atuação subnacional no contexto internacional. Trabalhou em projetos junto ao g7+, ao Clipping CACD e Ibmec, ao SESC-RJ e ao PACS (Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul), além de ter sido coordenadora de Mudanças Climáticas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio de Janeiro (2023-2026). Suas produções mais recentes têm foco nos temas de mudanças climáticas e meio ambiente, pós-colonialismo e decolonialidade, desenvolvimento e gênero. 

Já a frente de pesquisa em Futuros, enquanto cerne da Cátedra de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa, que tem como objetivo explorar temas emergentes e relevantes para futuros coletivos de forma a identificar amanhãs mais ou menos desejáveis, bem como caminhos para alcançá-los ou evitá-los, selecionou Thuane Bochorny. Pesquisadora com doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas, e estágio de pesquisa no New York Botanical Garden. Possui pós-doutorado na Universidade Federal do Paraná e no Jardim Botânico do Rio de Janeiro,onde atuou na gestão e desenvolvimento do Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação do Brasil, projeto dedicado à publicação da flora marinha e terrestre das áreas protegidas do Brasil. Foi professora colaboradora no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e, desde 2025, atua também como pesquisadora associada da The Red List Project. Integra a Coletiva Papel Mulher, iniciativa dedicada ao incentivo e à divulgação da escrita de mulheres através de intervenções urbanas. Além disso, Thuane foi aluna da última turma do curso Futuros Regenerativos, realizado pela Escola de Ciências ao longo do mês de abril de 2026. 

“Na prática, é uma escola sem paredes, cujo compromisso é com o pensamento crítico, a pluralidade epistemológica e a ousadia de imaginar outras possibilidades. Primeiro definimos as linhas de pesquisa e o formato da residência, depois, abrimos o processo seletivo, que nos trouxe pesquisadoras maravilhosas para dar início aos trabalhos. Já nos cursos, nosso ponto de partida nunca é um público pronto, mas sim os temas que queremos provocar. Escolhemos os assuntos e, então, convidamos públicos que dialoguem com eles, e fazemos questão de que esse diálogo seja plural, tão diversos quanto o próprio museu. Acreditamos que a troca entre diferentes olhares enriquece cada experiência e amplia o alcance do conhecimento”, destaca Nina Pougy, gerente da Escola de Ciências do Amanhã.
 

Projetos da Escola

A Escola de Ciências do Amanhã já começa com projetos concretos em andamento, destacando a disciplina Sustentabilidade e Futuros, criada em conjunto com a Escola Fundação Darcy Vargas. A disciplina está sendo desenvolvida para estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio, com o objetivo de formar jovens que compreendam as dimensões científicas, sociais e culturais da sustentabilidade e atuem como protagonistas de futuros mais justos e regenerativos. Esta lógica guia o desenho de todos os nossos projetos: a escolha de públicos não parte de perfis pré-definidos, mas da seleção de temas, formatos e abordagens; uma metodologia que garante relevância e adequação a diferentes contextos. 

Em breve, serão lançados projetos inéditos, como a formação em Justiça Climática, um ciclo formativo com etapa online para todo o Brasil e imersão presencial no Rio de Janeiro, dedicado ao aprofundamento da agenda climática a partir da perspectiva da justiça climática; e a nova temporada do podcast do Museu do Amanhã, que irá abordar a cultura e o uso do fogo. A proposta do podcast é trazer diferentes narrativas e visões sobre o mundo, a partir dos conhecimentos tradicionais, para nos fazer refletir sobre as relações entre humanidade e natureza. 

Em paralelo, projetos do antigo setor científico do Museu agora passam a ser geridos pela Escola de Ciências do Amanhã. Entre eles, destaques como Mulheres na Ciência e Inovação – iniciativa de fomento ao empreendedorismo e à liderança de mulheres em ciência e tecnologia –; o Prêmio Elisa Frota Pessoa, destinado a mulheres pesquisadoras do município do Rio de Janeiro; e a Cátedra UNESCO de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa, que desenvolve atividades que visam refletir e projetar possibilidades de futuros desejáveis, desenvolvendo competências essenciais para o século XXI.
 

Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí e Canal Curta ON.


idg


Posts mais acessados