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sexta-feira, 6 de março de 2026

No embalo do Mês da Mulher, Rio Design Leblon promove 3ª edição da Campanha de Adoção Pet focada em fêmeas

Pela terceira vez consecutiva, ação é fruto da parceria entre o
 shopping e a ONG OpaRio. Na foto, Ramada, uma das cadelinhas
 que estarão no evento para adoção. Divulgação


Cadelas e gatas adotadas no evento levarão um kit da linha pet da Granado para o novo lar


O Rio Design Leblon realizará a terceira edição da Campanha de Adoção Pet. A novidade é que, desta vez, a ação vai priorizar a adoção de cadelas e gatas, em meio ao mês de março, Mês da Mulher. A campanha será realizada no dia 7 de março, das 10h às 17h, no primeiro piso do shopping, em frente ao concierge.

A ação é fruto da parceria com a ONG Organização de Proteção Animal (OPARio), formada por voluntários que atuam em prol de animais carentes resgatados da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e que já foram do abrigo público da Fazenda Modelo, principal estrutura da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA). Além de levar uma nova companheira para casa, os pais e mães de pet vão receber um kit completo da linha pet para cães e gatos da Granado.

“A terceira edição da Campanha de Adoção Pet vai ser realizada em um mês especial, na véspera do Dia Internacional da Mulher, data que reafirma as lutas e conquistas femininas por seus direitos e espaço. É uma iniciativa muito importante, que incentiva a adoção responsável, conscientizando sobre a importância desse gesto. Adotar faz bem não só para os animais, mas principalmente para quem cria conexões e descobre uma troca que só traz benefícios”, afirma Bernardo Calvo, gerente de Negócios do Rio Design Leblon.

 



 A edição da campanha vai focar em cadelas e gatas, em meio ao mês
de março, o Mês da Mulher. Na foto, Emma, uma das gatas que
 estará presente no evento de adoção.
Divulgação


“É a nossa terceira parceria com o Rio Design Leblon e seguimos com a missão de promover o bem-estar de animais abandonados, dessa vez, com foco em cadelas e gatas em meio ao mês da mulher. A união de empresas e ONGs permanece sendo essencial para dar maior visibilidade e reforçar como a adoção salva vidas não somente dos animais em questão, mas também de quem adota”, destaca Angela Meza, fundadora da ONG OPARio.


Serviço

Campanha de Adoção Pet
Data: 7 de março, sábado
Endereço: Rio Design Leblon - Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon, Rio de Janeiro.
Primeiro piso do shopping, em frente ao concierge
Horário: das 10h às 17h

 

Campos do Jordão realiza Páscoa Pet neste sábado com inscrição gratuita


Haverá caça aos ovos para os pets
 
Imagem ilustrativa
ChatGPT

 
Programação no Museu Felícia Leirner inclui passeio com os animais de estimação, feira de adoção e arrecadação de ração para o Centro de Zoonoses 

 

Já é Páscoa em Campos do Jordão e quem for ao Museu Felícia Leirner neste sábado, 7 de março, pode celebrar a data ao lado do seu melhor amigo. É que, a partir das 10h, acontece no local a primeira edição da Páscoa Pet, evento gratuito que integra a programação “As Páscoas de Campos” e convida tutores e animais de estimação para uma manhã de atividades ao ar livre.

A programação inclui a “Cãocentração”, com orientações voltadas à neutralidade social entre os pets; passeio monitorado pelo parque do Museu Felícia Leirner; e a Caça aos Ovos Pet, atividade com ovos premiados destinados exclusivamente aos animais participantes.

Além das atividades programadas, a organização propõe uma ação solidária. No dia do evento, o participante é convidado a doar um pacote de ração, do tamanho que desejar. Todo o alimento arrecadado será destinado aos animais assistidos pelo Centro de Zoonoses de Campos do Jordão. A Zoonoses também levará para o evento sete cães adultos, que estarão disponíveis para adoção responsável.

A Páscoa Pet tem entrada gratuita, mediante inscrição prévia pela plataforma Sympla (link). Como forma de reconhecimento, os inscritos receberão uma camiseta oficial do evento.

A ação integra uma temporada de seis semanas de programação. Com o tema “As Páscoas de Campos”, o município organiza um calendário com eventos simultâneos nas áreas de cultura, esporte, gastronomia, lazer e turismo. A agenda é construída em parceria entre a Prefeitura de Campos do Jordão, o Consórcio Aproveite Campos do Jordão e a Associação Cozinha da Mantiqueira. A expectativa é receber cerca de 500 mil visitantes ao longo do período.

O diretor do Consórcio Aproveite Campos do Jordão, Sidney Isidro, destaca que a proposta da temporada é ampliar as possibilidades de vivenciar o período na cidade. “A Páscoa Pet é uma das opções para aproveitar Campos do Jordão neste final de verão e início de outono. A ideia é oferecer, durante esta temporada de Páscoa, experiências para públicos variados e fortalecer o calendário turístico mostrando que a cidade mais alta do Brasil tem diversos atrativos ao longo do ano todo”, destaca.

 

Sobre o Consórcio Aproveite Campos do Jordão

Campos do Jordão, no lado paulista da Serra da Mantiqueira, a 1.628 metros de altitude, é reconhecida como a cidade mais alta do Brasil e um dos destinos de montanha mais sofisticados do país. Natureza exuberante, clima europeu, gastronomia e grandes eventos transformam a cidade em vitrine permanente de seu potencial turístico, cultural e econômico.

Foi nesse contexto que nasceu o Consórcio Aproveite Campos do Jordão, fruto da união estratégica de associações locais para fortalecer o destino e ampliar sua competitividade.

Atualmente, o Consórcio concentra sua atuação no fortalecimento do Convention & Visitors Bureau de Campos do Jordão, acelerando o crescimento da entidade, ampliando sua relevância e posicionando o município de forma ainda mais estratégica no cenário do turismo e de eventos.

Mais informações: @aproveitecamposdojordao.

 

 

Serviço

 

Páscoa Pet

Quando: 7 de março, às 10h

Onde: Museu Felícia Leirner 

Endereço: Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880 – Alto da Boa Vista

Inscrições: Plataforma Sympla

Entrada gratuita

 

 

Shopping em Curitiba promove adoção de cães e gatos neste fim de semana


 

O Ventura Shopping recebe, no dia 8 de março, um evento de adoção de animais que propõe mais do que um gesto solidário pontual: a construção consciente de famílias multiespécie. A ação acontece no Setor Verde do empreendimento, ao lado da HiperZoo, e será conduzida pelo advogado e especialista em Direito Animal, Alexandre Beltrão Braga.

Ao todo, dez cães e cinco gatos estarão disponíveis para adoção. Para adotar, os interessados devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência. A iniciativa visa encontrar lares para animais resgatados e promover a adoção responsável.

Diferentemente dos eventos tradicionais, a adoção não é imediata. O processo envolve critérios técnicos e etapas obrigatórias, como idade mínima de 21 anos, entrevista de responsabilidade, avaliação de perfil e orientação pré e pós-adoção. A proposta é garantir que o vínculo seja duradouro e adequado tanto para o animal quanto para o futuro tutor.

“A adoção é um processo técnico e afetivo. Não se trata apenas de encontrar um lar, mas de conectar perfis, expectativas e realidades, construindo uma relação equilibrada e formando além de tudo, uma família multiespécie entre seres humanos e não humanos”, defende o organizador.

A iniciativa reforça o posicionamento do Ventura Shopping como espaço que apoia as causas sociais e promove a responsabilidade coletiva. Ao abrir suas portas para a causa animal, o empreendimento amplia o conceito de convivência e transforma o ambiente comercial em ponto de encontro para uma mobilização que envolve empatia, cidadania e compromisso com a vida.

  

Serviço:

Evento de Adoção Responsável
Data: 8 de março
Local: Setor Verde – Ventura Shopping

 

Em Campinas, Lagunitas promove ação de adoção responsável durante aniversário do influencer pet Matuê

 Evento no Deck Lagunitas, na loja AmPm, transforma a celebração em ações de apoio à causa animal

 

No dia 7 de março, a Lagunitas, marca do Grupo HEINEKEN, realiza no Posto Ipiranga Cristal Campinas, em parceria com a AmPm, uma ação especial que une celebração e impacto social. O aniversário do influencer pet Matuê, no Deck Lagunitas, será marcado por uma iniciativa de adoção responsável de duas cachorrinhas resgatadas e acolhidas no local, além de doações de ração e arrecadação de recursos para uma ONG parceira, reforçando o compromisso de Lagunitas com a causa cachorreira.

A ação transforma o espaço em um ambiente temático de aniversário, criando um cenário acolhedor e instagramável para dar visibilidade à causa e incentivar a adoção responsável. Para isso, um adestrador profissional estará presente para orientar o público sobre cuidados, comportamento animal e guarda responsável, promovendo informação e conscientização entre os visitantes. Como parte da iniciativa, Tigresa e Pretinha, duas cachorras resgatadas e acolhidas pelo posto, estarão disponíveis para adoção durante o evento.

Somando mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, Matuê, o “frestiscão” mais carismático do Brasil, se tornou um símbolo de conexão com o público no ponto de venda e um embaixador espontâneo da causa animal. Ao celebrar seu aniversário, a Lagunitas transforma a data em uma ação social, utilizando a visibilidade do pet para incentivar a adoção e reforçar a importância do cuidado com animais em situação de vulnerabilidade.

Além disso, a iniciativa inclui a doação de ração e a destinação de parte do valor arrecadado com o abastecimento de combustível no dia para a ONG Laticão. Caso as duas cachorrinhas encontrem uma nova família durante o evento, o valor arrecadado na ação será dobrado, ampliando ainda mais a contribuição positiva à organização. Ao longo do dia, o público também poderá encontrar Matuê para momentos especiais de interação e fotos das 09h às 12h e das 16h às 20h.

Para Natália Urnikes, gerente nacional de Trade Marketing do Grupo HEINEKEN, a ação reforça o papel das experiências no ponto de venda como plataformas de conexão com a comunidade local e de apoio a causas relevantes. “O Deck Lagunitas nasceu em parceria com a AmPm com o objetivo de ser mais do que um espaço de consumo, mas um ponto de encontro entre as pessoas e seus pets. O aniversário do Matuê é um momento simbólico que concretiza a essência de Lagunitas ao viabilizar adoções responsáveis e gerar impacto positivo para a causa cachorreira”, afirma.

A iniciativa faz parte da estratégia do Grupo HEINEKEN de fortalecer suas marcas no canal Conveniência, utilizando esses espaços como plataformas de experiência, construção de marca e conexão com os consumidores.

 

Serviço

Evento: Aniversário do Matuê – ação especial de adoção responsável e apoio à causa animal

Data: 7 de março de 2026

Horário: 09h às 20h

Local: Posto Ipiranga Cristal Campinas – Loja AmPm

Endereço: Av. Dr. Jesuíno Marcondes Machado, 1125 – Jardim Planalto, Campinas – SP.

 

Grupo HEINEKEN

heinekenbrasil.com.br

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Instagram (@grupoheinekenbr

 

 

 

O legado feminino na arte e na política brasileira

Um mergulho na trajetória de Tarsila, Anita, Pagu e Olívia Guedes Penteado, as mulheres que transformaram o pincel e o mecenato em ferramentas de liberdade 

 

Em fevereiro de 1922, o Teatro Municipal de São Paulo tremeu sob os passos de um grupo que decidiu desafiar o status quo de uma sociedade paulistana profundamente conservadora. Se os homens do Modernismo trouxeram o barulho, as mulheres trouxeram a cor e a coragem de viver fora das normas. Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos aquelas que foram, em números, modestas; em conteúdo, avassaladoras.

Antes de 22, o destino artístico feminino era o "limbo" das naturezas-mortas e temas sacros. Artistas como Maria Pardos, Abigail de Andrade e Alice Santiago abriram caminhos no século 19, mas foi a vanguarda modernista que permitiu à mulher brasileira ser, finalmente, a dona de sua própria narrativa.


Anita Malfatti: a coragem sob ataque

O Modernismo brasileiro deve sua existência a Anita Malfatti. Filha do engenheiro italiano Samuele Malfatti e da norte-americana Betty Krug, Anita nasceu com uma atrofia no braço direito, o que a levou a desenvolver uma técnica visceral com a mão esquerda.

Em dezembro de 1917, sua exposição individual em São Paulo foi o verdadeiro estopim do movimento. Ao ser duramente criticada por Monteiro Lobato, Anita não recuou; ela se tornou o símbolo de resistência que uniu o grupo de 22. Foi a artista com maior presença na Semana de Arte Moderna, expondo 20 telas, incluindo as icônicas A Mulher de Cabelos Verdes e O Homem Amarelo. Viveu de forma independente, nunca se casou e dedicou sua vida inteira à liberdade criativa.


Tarsila do Amaral: o vermelho da vanguarda

Embora não estivesse presente fisicamente nos dias da Semana (estava em Paris estudando com mestres como Fernand Léger), Tarsila do Amaral é a tradução visual do movimento. Filha dos proprietários de terras José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar, de Capivari, ela se juntou ao "Grupo dos Cinco" em junho de 1922.

Seu famoso "Auto-Retrato (Manteau Rouge)", de 1923, é um marco dessa independência. O casaco de seda vermelha, desenhado pelo estilista francês Paul Poiret, foi usado por ela em um jantar na Ópera de Paris em homenagem a Santos Dumont. Tarsila escolheu essa imagem para seu retrato não apenas pelo luxo, mas pelo que Poiret representava: a libertação feminina do espartilho. Ela uniu a sofisticação europeia à força brasileira do Abaporu (1928), obra que deu início à Antropofagia.


Pagu e Zina Aita: a rebeldia e a pluralidade

Patrícia Galvão, a Pagu, era a "enfant terrible". Em 1922 era apenas uma menina, mas logo se tornou a voz mais moderna e política do grupo. Usava roupas masculinas, fumava em público e foi a primeira mulher presa por motivos políticos no Brasil. Em 1933, publicou "Parque Industrial", denunciando a exploração operária e a objetificação doméstica da mulher.

Ao lado de Anita em 1922, tivemos também a mineira Zina Aita. Formada em Florença, Zina trouxe influências do pós-impressionismo, provando que o Modernismo tinha raízes além do eixo Rio-São Paulo.


Olívia Guedes Penteado: o suporte da arte

Nada disso teria a mesma escala sem Olívia Guedes Penteado. Filha dos Barões de Pirapitingui, Olívia casou-se com o primo Inácio Leite Penteado e dividiu sua vida entre o luxo de Paris e São Paulo. Após ficar viúva, tornou-se a grande mecenas dos modernistas. Suas galerias e salões eram o ponto de encontro da inteligência brasileira. Foi ela quem financiou e organizou a histórica viagem de "descoberta do Brasil" em 1924, levando os artistas para redescobrirem o barroco mineiro.


Um legado em cores fortes

Celebrar estas mulheres hoje é entender que a liberdade que respiramos foi conquistada com pinceladas de audácia. Elas não levantaram bandeiras em passeatas; elas simplesmente foram feministas em cada escolha de vida, em cada tela que desafiava a anatomia clássica e em cada texto que questionava o poder.

O legado de Tarsila, Anita, Pagu, Zina e Olívia não é uma peça de museu empoeirada, mas uma chama viva que nos convida à autenticidade. Que neste 08 de março, possamos olhar para o "Manteau Rouge" de Tarsila e para o olhar firme da "Mulher de Cabelos Verdes" de Anita, lembrando que o Brasil moderno nasceu de mãos femininas que se recusaram a pintar apenas o que o mundo esperava delas. Elas pintaram o futuro. E esse futuro é nosso.

 

Flor Pimentel - Diretora de Marketing do iArremate

 

Acessibilidade leva pessoas cegas às exposições imersivas de Van Gogh e Frida Kahlo no Festival Fronteiras São Paulo

 

divulgação

 

As exposições imersivas dedicadas aos artistas Vincent van Gogh e Frida Kahlo, que integram a programação do Festival Fronteiras São Paulo, contarão com recursos de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão. O trabalho será realizado pela ALL DUB Estúdio, especializada em acessibilidade audiovisual, que implementará audiodescrição nas experiências imersivas apresentadas no Parque da Água Branca.

 

O recurso de audiodescrição transforma elementos visuais em narrativa verbal, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam cenários, cores, gestos e detalhes das obras e dos ambientes expositivos.

 

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário brasileiro de inclusão cultural. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população. Entre elas, 7,9 milhões apresentam algum grau de dificuldade para enxergar, o que faz da deficiência visual uma das limitações funcionais mais presentes no país.

 

Mesmo com avanços legais na inclusão, o acesso à educação e à cultura ainda apresenta desigualdades significativas. Entre pessoas com deficiência com 25 anos ou mais, 63,1% não concluíram o ensino fundamental, e apenas 7,4% chegaram ao ensino superior, proporção bem inferior à da população sem deficiência. (Serviços e Informações do Brasil).

 

Para a audiodescritora e CEO da All Dub Estúdio, Ana Lúcia Motta, responsável pela acessibilidade das exposições, iniciativas culturais acessíveis são fundamentais para ampliar a participação social.“A audiodescrição permite que pessoas cegas construam mentalmente as imagens e vivenciem a experiência artística de forma completa. Quando descrevemos uma obra, estamos criando caminhos para que mais pessoas possam sentir e interpretar a arte”, afirma.

 

Inspirado no projeto Fronteiras do Pensamento, o festival chega pela primeira vez à capital paulista reunindo intelectuais, escritores e artistas em debates sobre criatividade, espiritualidade, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.

 

Realizado nos dias 7 e 8 de março — período do Dia Internacional da Mulher — o evento também destaca o protagonismo feminino em sua programação, com encontros conduzidos por pensadoras, pesquisadoras e escritoras brasileiras.Além das exposições imersivas, o festival contará com debates, apresentações artísticas, feira de livros e experiências sensoriais abertas ao público.

 


SERVIÇO

 

Festival Fronteiras São Paulo

7 e 8 de março de 2026

Parque da Água Branca – Av. Francisco Matarazzo, 455


Museu do Café comemora Dia Internacional da Mulher com programação inédita



As jornalistas, especialistas em café, Cíntia Marcucci e Naty Camoleze realizarão um bate papo sobre novelas, filmes e séries e como o café é representado na cultura pop

 

Março é o mês das mulheres e o Museu do Café, em Santos (SP), trará uma programação extensa em homenagem a data e em comemoração aos 28 anos do Museu!  

Nos dias 08 e 14 de março, as jornalistas Cíntia Marcucci e Naty Camoleze, irão conduzir um encontro com o tema: Café como substantivo feminino. As jornalistas propõem um diálogo inspirador sobre a atuação feminina no setor cafeeiro, abordando os desafios e conquistas das mulheres no mercado, as oportunidades de crescimento e a importância da formação profissional nesse cenário em constante transformação. A partir das 10h30.  

Cíntia trará uma imersão no mundo das novelas apresentando as mulheres e como o café é retratado aqui no Brasil. Já Naty Camoleze irá abordar, as memórias afetivas com a representação do café em filmes e séries e como a nossa bebida é utilizada nas cenas. Esse encontro será a partir das 13h30.  

A participação dos encontros com as jornalistas é gratuita e tem o apoio do grupo 3corações, com café que será servido para as participantes e kits para sorteio.  

O Museu conta também com degustações especiais de café, em que os participantes terão a oportunidade de conhecer diferentes produtoras e suas trajetórias no universo dos cafés especiais. Ao longo do mês, os encontros apresentarão cafés selecionados, com destaque para seus perfis sensoriais, atributos de qualidade e processos produtivos que contribuem para a identidade de cada lote. 

As bebidas serão preparadas por baristas do Museu, que conduzirão a experiência, contextualizando origem, métodos de produção e os diferenciais de cada produtora convidada. O ingresso custa R$ 20. Nos dias 05 e 06 serão cafés da produtora Maria José Vilela, da Fazenda dos Tachos (MG). Já em 17, 18, 19 e 20 os grãos apresentados serão da produtora Emília Ferraz, CEO da Fazenda Boa Vista do Anil (MG), com apresentação de lotes premiados e para fechar o mês - 24, 25, 26 e 27 a produtora Rosana Marchi, apresentará sobre as práticas de produção e identidade sensorial. As degustações serão às 14h. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma INTI ou na bilheteria física do Museu. As vagas são limitadas. 

Já para celebrar seus 28 anos, receberá, no dia 14 - às 16h, um concerto especial com arranjos instrumentais de grandes sucessos do pop e rock. Em uma apresentação de quarteto de violoncelo, violão, violino e piano da Escola de Música de Santos Blackbird, que interpretará clássicos de bandas como Beatles, Coldplay e outros ícones dos gêneros. 

A programação completa está disponível no site Museu do café

 

Sobre Cíntia Marcucci

Jornalista e especialista em História e Cultura da Gastronomia. Escreve sobre café há mais de 12 anos, colaborou com a Revista Espresso, com os canais UOL Urban taste e UOL Nossa, é parte da equipe do Café Logo Existo e Mariana Proença. Pesquisa de forma independente a representação da comida e da cultura alimentar nas telenovelas brasileiras e divulga esse trabalho no perfil de Instagram Comida na Novela (@comidanovela). A comida nas cenas do mais popular e bem-sucedido produto audiovisual nacional diz muito sobre a cultura e a realidade brasileiras, fazendo das novelas um importante registro histórico e fonte de pesquisa sobre o tema. Já ministrou aulas online e presenciais sobre o tema em instituições como o Senac e o Sesc de São Paulo.

 

Sobre Natália Camoleze 

Jornalista, pós-graduada em produção e projeto audiovisual e com MBA em marketing e mídias sociais. Ao longo dos anos de trabalho se encontrou, cada vez mais, com o papel de comunicadora, abordando diferentes temas como: café, filmes, séries e entretenimento, além de apresentar eventos e palestras sobre café e comunicação. Também é coordenadora de eventos de café, já trabalhou como coordenadora de conteúdo de revista (direcionada para café) e mídias sociais.

 

 

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

contato@museudocafe.org.br 

Funcionamento: De segunda a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h).

R$ 16 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos 

Grátis aos sábados e, todos os dias, para as crianças até 7 anos

www.museudocafe.org.br 

 

 

Programação: final de semana gratuito na Pinacoteca de São Paulo

No próximo sábado, 7, a Pinacoteca de São Paulo abre a programação do ano com duas novas exposições, Pascale Marthine Tayou: Knockout!, e Cristina Salgado: A mãe contempla o mar, no edifício Pina Luz.

No domingo gratuito, uma cortesia [B]3, acontecem atividades educativas e, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o museu exibe o filme Mulheres Artistas, subvertendo a Submissão, seguido de um bate-papo com as diretoras Tata Amaral e Vera Hamburger, além de Ana Maria Maia, curadora chefe do museu.

 

Confira a programação completa abaixo.

Sábado
Aberturas das exposições:

Pascale Marthine Tayou: Knockout!

7 salas do edifício Pina Luz | 11h

Cristina Salgado: A mãe contempla o mar

Octógono do Edifício Pina Luz | 11h

Domingo

Pina Família


Edifício Pina Luz:

  • 10h – Distribuição do Jogo PinaFamília + impressos investigativos

Distribuição na recepção do museu, a partir das 10h, até o fim do estoque diário. Limitado de um jogo por família.

  • 10h às 16h – Espaço lúdico e interativo PinaPequenos

Destinados a crianças de 0 a 4 anos, acompanhadas de um responsável. Espaço sujeito à lotação.

  • 10h45 | 13h15 | 14h45 – Atividades criativas para famílias com educadores da Pina

Mediante retirada de senha meia hora antes da atividade, no pátio 1, térreo. Com máximo de 30 participantes por horário. Indicado para crianças a partir dos 5 anos, para cada criança participante será permitido o acompanhamento de apenas dois adultos.


Edifício Pina Contemporânea:

  • 11h15 | 13h45 – Atividades criativas para famílias com educadores da Pina

Mediante retirada de senha meia hora antes da atividade, no Ateliê educativo. Com máximo de 20 participantes por horário. Indicado para crianças a partir dos 5 anos e seus responsáveis.

  • 15h | Oficina Criando Cores com Urucum e Beterraba, com Sophia Pinheiro

Mediante retirada de senha meia hora antes da atividade, no ateliê 2. Com máximo de 20 participantes. Indicado para crianças a partir dos 5 anos e seus responsáveis

 

 

SERVIÇO:   

Pinacoteca de São Paulo  

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)   

Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

Para mais informações: mmartins@pinacoteca.org.br

 

 

Janaina Torres Galeria apresenta Deborah Paiva (1950-2022): Uma Antologia



Com curadoria de Tadeu Chiarelli, a exposição traz uma seleção inédita de obras da artista que reafirma a pintura como território autônomo, assumindo a dimensão solitária da linguagem pictórica no fim do século XX e início do XXI


Para marcar o início das celebrações de sua primeira década de atuação no mercado da arte contemporânea brasileiro e internacional, a Janaina Torres Galeria apresenta a exposição individual Deborah Paiva (1950–2022): Uma Antologia, com curadoria de Tadeu Chiarelli. A mostra tem abertura prevista para 7 de março, das 14h às 18h, e permanece em cartaz até 30 de abril, em São Paulo. 

A exposição reúne um conjunto inédito de obras que atravessa diferentes momentos da trajetória de Deborah Paiva (Campo Grande, 1950), artista cuja produção se consolidou a partir de uma investigação rigorosa da pintura como linguagem e campo de reflexão. A sul-mato-grossense, radicada em São Paulo, construiu uma obra com forte senso de liberdade, mantendo-se fiel à experimentação e à margem de tendências e modismos do circuito artístico. 

Seus primeiros trabalhos surgem tridimensionais, a maioria deles em grandes dimensões e com caráter quase instalativo. Ao longo do tempo, sua pesquisa vai, gradualmente, voltando-se para a linguagem pictórica, passando por investigações fortemente matéricas – com procedimentos próximos à arte povera, utilizando elementos como areia, palha, encáustica e diferentes densidades de tinta – e, posteriormente, se concentra na depuração da pintura, com formatos mais reduzidos e obras menos matéricas, mais silenciosas e introspectivas. 

Essa inflexão, no entanto, não se reduz exclusivamente como reflexo de um movimento biográfico ou psicológico, mas muito mais como uma tomada de posição frente à própria condição da pintura no fim do século XX e início do século XXI. Embora a obra de Deborah Paiva opere, frequentemente, no território do hibridismo entre abstração e figuração, recusando a dicotomia tradicional entre esses campos - o que vemos refletido em suas telas, com figura e fundo se contaminando, dissolvendo-se mutuamente reafirmando o compromisso com a investigação pictórica como condição primeira de seu trabalho - Deborah insistiu em voltar-se para a pintura, em um momento histórico no qual tal linguagem via seu statement ser progressivamente questionado e deslocado por expressões mais espetacularizadas. 

Ao longo de sua trajetória, a artista não se limita a um estilo fixo, nem com um programa estético fechado e, definitivamente, não opta pela combatividade como era tendência naquele momento. A pintura da artista pode ser narrativa ou formal, planar ou matérica, figurativa ou não figurativa, assumindo-se sempre como um campo aberto de possibilidades. Outro ponto que chama a atenção em sua obra é que a artista rejeitava a noção linear da evolução de sua poética, quando evitava a datação rigorosa de suas obras, entendendo o tempo da pintura como o tempo do próprio fazer: o ritmo do gesto e a duração do trabalho. 

Grande parte de sua iconografia,que conferiu assinatura às suas obras, a partir de 2010, integra a abstração às figuras humanas — em sua maioria femininas — apresentadas de costas, de perfil ou com o rosto encoberto, além de interiores e paisagens. Essas imagens se recusam, no entanto, à redução da representação da solidão existencial do sujeito, e acabam por operar como metáfora da solidão da própria pintura enquanto linguagem artística à época, voltada para si mesma e relativamente afastada do debate contemporâneo mais amplo. 

Nesse sentido, como observado pelo curador da exposição, Tadeu Chiarelli, em seu texto crítico que acompanha a exposição (leia na íntegra AQUI), a produção de Deborah Paiva se aproxima do que Walter Benjamin definiu como “valor de culto” da obra de arte. Ao consolidar sua linguagem e assinatura, a artista privilegiava o caráter íntimo da pintura, afastando-se deliberadamente da monumentalidade e da lógica do espetáculo. Sua obra se afirma na presença silenciosa, que exige do observador uma fruição atenta e desacelerada, em oposição à lógica do valor de exibição que passou a dominar a arte contemporânea, a partir do advento da reprodutibilidade técnica. 

Como também pontua Chiarelli, a obra de Paiva, se relaciona estruturalmente com artistas como Iberê Camargo, Jasper Johns, Henri Matisse e Marie Laurencin, esse diálogo não se dá por meio da citação ou da apropriação pós-moderna, mas por afinidades profundas relacionadas às questões da linguagem pictórica, especialmente no que diz respeito à diluição das fronteiras entre abstração e figuração e à fisicalidade da pintura.

 

A revisão crítica de Tadeu Chiarelli

Para compor essa exposição, Tadeu Chiarelli propõe também uma revisão crítica de sua própria leitura anterior sobre a obra de Deborah Paiva. Em texto escrito em 1997, o curador havia interpretado sua produção como resultado direto da suposta “liberação” da pintura ocorrida nos anos 1980. Hoje, ele reconhece essa leitura como equivocada ao rever a noção de que teria havido uma “volta à pintura” naquele período. Tadeu reconhece a falácia dessa premissa – entendida naquele momento por ele e muitos do meio –, quando afirma que a pintura nunca desapareceu, mas perdeu protagonismo frente a outras modalidades artísticas. Ao constatar a limitação de tal premissa, Chiarelli reconhece que essa visão impediu o entendimento da real complexidade das pinturas de Deborah Paiva. A partir de então, para o crítico e curador, a obra de Deborah passa a ser compreendida não como efeito de uma liberdade recém-conquistada, mas como resposta à condição de isolamento da pintura contemporânea, que, após perder sua centralidade no debate artístico, voltou-se para si mesma como forma de sobrevivência enquanto linguagem.

Em última análise, para o curador, “Toda obra de Deborah não expressa ou representa a solidão nos dias de hoje: ela é a solidão encarnada na pintura”.
 

Mais sobre Deborah Paiva(Campo Grande,1950-2022)

A artista, ao longo de sua trajetória, foi reconhecida por críticos renomados como Tadeu Chiarelli, Lorenzo Mammì, Angélica de Moraes e Alberto Tassinari — construiu um percurso de rigor estético e sensibilidade, mantendo-se fiel à pintura como campo de reflexão e experiência. Sua obra foi apresentada em instituições como o MAM São Paulo, MAC USP, Museu Lasar Segall, Instituto Figueiredo Ferraz, MAC Campinas, Centro Cultural São Paulo, Paço das Artes, Palácio das Artes, Centro Universitário Maria Antônia, além de exposições individuais em galerias de referência. A obra de Paiva está representada nos acervos do MAM SP e MAC USP. Deborah Paiva também foi colaboradora da Ilustríssima, suplemento da Folha de S.Paulo, publicando suas pinturas durante o período aproximado de 10 anos, com presença marcante entre 2012 e 2022. Paralelamente à sua produção artística, Deborah Paiva construiu uma trajetória sólida como educadora. Atuou na formação de professores sob a orientação de Stela Barbieri e, por mais de uma década, conduziu o Ateliê Livre de Pintura Contemporânea no Instituto Tomie Ohtake, formando gerações de artistas e mediadores culturais. Em 2010, integrou o setor educativo da 29ª Bienal de São Paulo, ampliando o diálogo entre arte contemporânea e educação pública.

  

Serviço

Exposição: Deborah Paiva - Uma Antologia 

De 07 de março a 30 de abril

Abertura: Dia 07 de março, das 14h às 18h

Dias e horários de visitação: Terça a sexta, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h.

Local: Janaina Torres Galeria

Endereço: R. Vitorino Carmilo, 427 - Barra Funda, São Paulo - SP, 01153-000

Grátis

Faixa etária: livre

 

Espetáculo infantojuvenil valoriza a cultura negra com história lúdica nos palcos do Sesc Bom Retiro



 A história acompanha Melânia e a personagem alegórica Pedacinho do Céu em situações que estimulam o reconhecimento e a valorização da negritude, o respeito à diversidade, o enfrentamento ao racismo e à gordofobia. De forma leve e lúdica, a montagem propõe ao público infantil uma experiência que combina entretenimento e reflexão, colocando temas sociais no centro da cena. Além da unidade do Sesc, haverá apresentações gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo

 

Com uma história que envolve pertencimento e respeito às diferenças a partir do olhar de uma criança, além de colocar em cena práticas antirracistas e a valorização da ancestralidade, Quando Anoitece estreia em 8 de março, domingo, às 12h, no teatro do Sesc Bom Retiro. A temporada acontece sempre aos domingos, 12h, até 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). A direção é de Flávio Rodrigues e a dramaturgia é de Le Conde. O elenco conta com Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral, atriz que - além de estar em cena - é idealizadora e produtora do projeto.

 

O espetáculo também faz apresentações gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo, próximo à estação de metrô Vila Prudente. As sessões contam audiodescrição.

 

Na trama, Melânia é uma menina preta aparentemente feliz, que junto com Lari, Juca e Jaque forma um grupo de amigos inseparáveis. Porém, às vezes, se sente sozinha e triste por não se identificar fisicamente com nenhum de seus colegas. Quando está sozinha, faz confidências para o seu gravador. Durante um de seus desabafos, eis que surge um ser de outro mundo: “Pedacinho do céu”, Juntas farão reflexões profundas sobre o respeito às diferenças, a valorização da negritude e a importância do amor nas relações.

 

Durante a narrativa, Pedacinho do Céu representa uma figura alegórica do orgulho das próprias raízes e da ancestralidade negra. Ao interagir com Melânia e outras crianças, ela conduz situações que tratam de pertencimento, identidade e convivência com as diferenças. Ao longo da história, a peça apresenta situações em que os personagens discutem acolhimento, reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, com foco na formação de crianças conscientes de sua identidade e de seus direitos.

 

“Quando Anoitece não trata apenas da solidão da pessoa preta sem pares, embora eu saiba e já tenha sentido na pele o que é ser o único preto em muitos lugares. Este espetáculo também fala de encontro. De quando a noite não engole, mas acolhe. De quando a diferença deixa de ser distância e vira ponte. Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto. Porque conhecer o outro de verdade é um exercício de coragem e ternura. Como diz Guimarães Rosa, qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, ressalta o diretor Flávio Rodrigues.

 

A encenação é centrada a partir da transformação cênica de dois ambientes centrais: o quintal e o quarto da protagonista. O quintal representa a convivência com os amigos, o universo lúdico e a relação com a ancestralidade. A cenografia é composta por elementos que remetem à brincadeira, como praticáveis, balanços e objetos reaproveitados. O espaço é concebido para se transformar ao longo da apresentação, assumindo diferentes configurações que acompanham os mundos imaginários em cena.


Já o quarto de Melânia funciona como espaço íntimo e criativo. É o ambiente onde ela expressa sonhos, desejos e medos. A ambientação inclui móveis infantis, ilustrações nas paredes e iluminação suave, compondo um cenário que evidencia o universo interior da personagem. A encenação utiliza esses recursos para conectar o mundo interno ao ambiente externo, articulando imaginação e realidade ao longo da trama.


A montagem aborda temas como racismo e gordofobia. Voltada ao público infantojuvenil, propõe reflexões sobre identidade racial, pertencimento e respeito às diferenças. A idealização dialoga com dados do Censo Escolar de 2022, que apontam que cerca de 27% dos estudantes não declararam cor ou raça, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O dado é utilizado como ponto de partida para discutir identidade racial no ambiente escolar e os impactos na formulação de políticas públicas e na difusão da cultura negra.

 

“Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. É por isso que acho importante a existência de espetáculos como Quando Anoitece, que trata tudo de uma forma leve e lúdica. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa. Ao colocar os sentimentos pra fora, cria-se espaço para a elaboração da força. Eu me reconheci em muitas palavras ditas por Melânia e sabemos que, mesmo diante de muitos avanços na sociedade, ainda é preciso discutir muito sobre o racismo e seu impacto na vida de uma criança, por exemplo. Além disso, a peça fala também sobre a valorização do diferente, da força coletiva que existe quando enxergamos as potências individuais e, principalmente, sobre como o amor é importante para combater qualquer tipo de preconceito”, enfatiza a atriz, produtora e idealizadora Thaís Cabral.

 

O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024.

 

FICHA TÉCNICA – “QUANDO ANOITECE”

Idealização: Thaís Cabral. Direção geral: Flávio Rodrigues. Dramaturgia: Le Conde. Assistência de direção: Marcos di Ferreira. Elenco: Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral. Direção musical e Composição autoral: Wes Salatiel. Direção de movimento: Val Ribeiro. Preparação vocal: Aloysio Letra. Concepção cenográfica: Flávio Rodrigues. Equipe de cenografia: Alício Silva, Giorgia Massetani e Danndhara Shoyama. Cenotécnica: Casa Malagueta. Figurino: Érica Ribeiro. Costureira: Nana Sá. Desenho de luz: Matheus Brant. Operador de luz: Filipe Batista. Produtor musical e arranjador musical: Kleber Martins. Operador de som: Tomé de Souza. Voz da mãe: Aysha Nascimento. Contrarregra: Sagat Jorge. Apoio: Andy Bernardes. Fotografia: Tico Dias e Binho Cidral. Coordenação de Produção: Izah Neiva Produção: Muntu Produções - Thaís Cabral. Designer gráfico: Bruno Marcitelli. Assessoria de imprensa: Renato Fernandes.

  

SERVIÇO


Local: Sesc Bom Retiro (Teatro)

Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos - São Paulo 

Temporada: De 8 de março a 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). Horário: Domingos, às 12h. Preço: R$40 (Inteira), R$20 (Meia), e R$12 (Credencial Plena). Grátis para Crianças com até 12 anos. 

https://www.sescsp.org.br/programacao/quando-anoitece/ 

Local: Espaço Cultural Inventivo

Rua Limeira, 19. Q. da Paineira (Próximo à estação de metrô Vila Prudente)

Temporada: 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h. 

Sessões gratuitas e com audiodescrição

 

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