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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Consumo consciente no arraiá: como aliar diversão, economia e direitos

Tomaz Silva
  
Agência Brasil
Especialista detalha os perigos da compra de produtos sem procedência e orienta sobre como evitar o endividamento com gastos de vestuário 

 

O clima de São João já tomou conta das ruas com o som do forró e o colorido das bandeirolas. Contudo, a euforia do período junino costuma esconder riscos que podem transformar a diversão em dor de cabeça. Para evitar surpresas desagradáveis, a especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito, Flávia Marimpietri, apresenta um panorama dos cuidados indispensáveis que devem ser adotados antes de aproveitar as festas.

 

"O São João é uma festa de celebração, mas o consumidor não pode deixar a guarda baixa. Exercer a cidadania é também fiscalizar o que se compra e conhecer os próprios direitos para que a festa não termine em problemas", orienta Marimpietri.


 

O risco dos fogos clandestinos


O mercado de fogos de artifício exige cautela redobrada. O consumidor que prioriza apenas o preço baixo acaba adquirindo itens de fábricas clandestinas, que chegam ao mercado sem qualquer identificação do fabricante na embalagem, sem selos de segurança ou instruções adequadas de manuseio. Esse cenário cria uma insegurança direta para quem utiliza o produto e para as pessoas ao redor, já que não há controle de qualidade ou garantia de procedência.

 

"O produto sem identificação representa um perigo imediato para a integridade física de quem manuseia e de quem está por perto. Sem um fabricante responsável, não há qualquer garantia de que o item foi testado ou é seguro para uso", afirma a especialista.


 

Controle financeiro nas compras 


O consumo impulsivo de roupas para os dias de festa costuma comprometer o planejamento financeiro, resultando em excesso de parcelamentos no cartão de crédito e dívidas que se estendem por meses após o fim das comemorações. Esse comportamento negligencia o orçamento mensal em nome de uma satisfação imediata e passageira.

 

"O consumidor precisa ter clareza de que o São João é uma festa sazonal, enquanto a dívida gerada sem planejamento pode se arrastar por muito tempo e comprometer a saúde financeira da família", pontua.


 

Orientações essenciais 


Para garantir que o período seja marcado apenas por boas lembranças, a professora reforça outros cuidados importantes:

 

Pesquisa de preços: Não se limite à primeira barraca. A variação de preços em itens de decoração e comidas típicas costuma ser significativa. Compare antes de comprar.

 

Atenção aos alimentos: Em festas de rua ou eventos privados, verifique sempre a validade e a procedência do que consome. O Código de Defesa do Consumidor assegura o seu direito à saúde e à segurança.

 

Notas fiscais: Em caso de compra de produtos com defeito ou falhas na entrega, a nota fiscal é o documento essencial para garantir os seus direitos. Exija o comprovante sempre.

 

Eventos e shows: Se o evento for privado, informe-se sobre as políticas de cancelamento e meia-entrada. Em caso de cancelamento ou alterações significativas, você tem direito ao reembolso integral, incluindo taxas de conveniência. 


Compras online: Ao adquirir roupas pela internet, verifique a reputação da loja e o prazo de entrega. Lembre-se que existe o direito de arrependimento de 7 dias após o recebimento do produto, permitindo a desistência sem necessidade de justificativa.



Copa do Mundo transforma pausa para hidratação em novo ativo comercial

Criada para proteger atletas em jogos sob calor intenso, a parada virou também uma janela de atenção para marcas, transmissões e estratégias de negócio 

 

A Copa do Mundo sempre foi mais do que futebol. Ao redor dos 90 minutos em campo, existe uma das máquinas comerciais mais sofisticadas do planeta, capaz de transformar camisas, estádios, telões, transmissões, mascotes, ingressos, experiências e até pequenos detalhes do jogo em oportunidades de receita. 

Agora, um novo elemento entrou nesse radar: a pausa para hidratação. 

Criada com a finalidade de preservar a saúde dos atletas em partidas disputadas sob calor intenso, a parada ganhou uma segunda leitura no universo dos negócios. Além de permitir que jogadores se hidratem, recebam instruções e reorganizem a estratégia em campo, o intervalo também cria uma rara janela de atenção em um esporte conhecido justamente pela fluidez e pela baixa quantidade de interrupções. 

Para marcas, emissoras e patrocinadores, esse detalhe faz diferença.

Ao contrário de modalidades como futebol americano, basquete ou vôlei, em que as pausas são parte natural do espetáculo e da grade comercial, o futebol tradicionalmente oferece menos espaços previsíveis para inserções publicitárias durante o jogo. Com a pausa para hidratação, surge um momento delimitado, aguardado e acompanhado por milhões de espectadores. Na prática, o que nasceu como cuidado físico também pode ser convertido em inventário comercial. 

A economia da atenção chegou ao intervalo 

No ambiente atual, o ativo mais disputado pelas empresas não é apenas o espaço físico ou o tempo de tela. É a atenção do público. 

Durante uma Copa do Mundo, essa atenção alcança escala global. Milhões de pessoas assistem aos jogos ao vivo, comentam nas redes sociais, acompanham cortes, memes, análises e bastidores. Cada detalhe pode virar conversa. Cada interrupção pode virar conteúdo. Cada segundo pode ser disputado por marcas. 

É nesse ponto que a pausa para hidratação deixa de ser apenas um assunto esportivo e passa a interessar ao mercado. 

Para André Charone, professor universitário e especialista em negócios e cultura pop, o caso mostra como o esporte moderno opera cada vez mais como uma plataforma de negócios. 

“A grande lição é que a receita nem sempre está apenas no produto principal. No futebol, o produto principal é o jogo. Mas, ao redor dele, existem várias camadas de valor: transmissão, patrocínio, experiência no estádio, conteúdo digital e relacionamento com o público. Quando até uma pausa para hidratação passa a ter relevância comercial, fica claro que as empresas precisam aprender a enxergar oportunidades nos detalhes”, afirma Charone. 

Segundo ele, a lógica pode ser aplicada a negócios de diferentes tamanhos e segmentos. 

“Muitas empresas olham apenas para a venda final e deixam de perceber os micro-momentos da jornada do cliente. Às vezes, existe valor em uma espera, em uma pausa, em um atendimento, em um pós-venda, em uma embalagem, em um conteúdo complementar. A Copa do Mundo apenas torna isso mais visível porque tudo ali acontece em escala global”, diz. 

A pausa para hidratação também abre uma discussão sobre a fronteira entre necessidade esportiva e interesse econômico. 

Do ponto de vista médico e operacional, a medida tem justificativa clara: jogadores submetidos a altas temperaturas precisam de protocolos de segurança. Em competições internacionais, com calendários apertados, estádios em diferentes cidades e condições climáticas variadas, a prevenção ao desgaste físico se tornou parte do planejamento. 

Mas, no mundo dos negócios, todo novo ponto de contato com o público tende a ser analisado sob outra ótica: pode ser patrocinado? Pode ser vendido? Pode gerar engajamento? Pode reforçar uma marca? 

Nesse caso, as possibilidades são muitas. 

Durante a pausa, emissoras podem exibir inserções comerciais, patrocinadores podem ativar campanhas, marcas de bebidas podem associar seus produtos à hidratação, plataformas digitais podem gerar cortes em tempo real e clubes, seleções ou organizadores podem usar o momento para reforçar narrativas. 

É a transformação de uma necessidade operacional em uma oportunidade de mercado. 

Para Charone, essa é uma das marcas do esporte contemporâneo. 

“O futebol deixou de ser apenas uma competição esportiva e se tornou uma indústria de entretenimento, dados, mídia e consumo. Isso não significa que toda decisão técnica seja tomada por razões comerciais, mas significa que o mercado rapidamente aprende a monetizar qualquer ponto de atenção que surja dentro do espetáculo”, analisa. 

O que as empresas podem aprender com a Copa 

A principal lição para o mundo corporativo está na capacidade de mapear momentos de atenção. 

Empresas que entendem a jornada do cliente conseguem identificar pontos que, à primeira vista, parecem neutros ou meramente operacionais, mas que podem se transformar em experiência, relacionamento ou receita. 

Uma fila pode virar oportunidade de comunicação. Um e-mail transacional pode reforçar a marca. Uma embalagem pode educar o consumidor. Um intervalo em um evento pode ser patrocinado. Uma pausa em uma transmissão pode gerar conteúdo. Um momento de espera pode se tornar uma ação de encantamento. 

No caso da Copa do Mundo, a pausa para hidratação mostra como o valor não está apenas no jogo em si, mas também no ecossistema construído ao redor dele. 

“Quando uma empresa entende onde está a atenção do seu público, ela consegue desenhar melhor suas ofertas. A pergunta não é apenas ‘o que eu vendo?’, mas ‘em quais momentos eu consigo gerar valor sem atrapalhar a experiência do cliente?’”, afirma Charone. 

Essa última parte é essencial. 

A monetização só funciona quando não destrói a experiência principal. No futebol, o torcedor quer assistir ao jogo. Na empresa, o cliente quer resolver uma necessidade. Se a tentativa de faturar mais prejudica a experiência, o efeito pode ser contrário: rejeição, desgaste e perda de confiança. 

Por isso, a pausa para hidratação também traz um alerta. 

Nem todo espaço disponível deve ser explorado de forma agressiva. O desafio está em encontrar equilíbrio entre receita, experiência e propósito original da medida. 

Futebol, mídia e negócios cada vez mais conectados 

A Copa do Mundo é um laboratório global de tendências de consumo. O que acontece no torneio costuma antecipar discussões que depois aparecem em outros setores: direitos de transmissão, streaming, patrocínios, dados, experiência do fã, creator economy, ativações em tempo real e novas formas de publicidade. 

A pausa para hidratação entra nessa lista porque simboliza um movimento maior: a fragmentação do conteúdo em pequenos momentos monetizáveis. 

No passado, a publicidade esportiva se concentrava em placas ao redor do campo, intervalos tradicionais e patrocínios de camisa. Hoje, a disputa acontece em múltiplas camadas: no telão, no aplicativo, no corte para redes sociais, na live paralela, no influenciador que comenta a partida, na experiência dentro do estádio e até na pausa técnica. 

Tudo pode virar mídia.

Tudo pode virar dado.

Tudo pode virar negócio.

 Para André Charone, esse é o ponto central da discussão. 

“A cultura pop e o esporte têm algo em comum: ambos criam comunidades apaixonadas. Onde existe comunidade, existe atenção. E onde existe atenção, existe potencial econômico. A diferença entre uma marca comum e uma marca estratégica está em perceber esses movimentos antes dos concorrentes”, afirma. 

O intervalo também ensina 

A pausa para hidratação pode parecer um detalhe dentro da grandiosidade de uma Copa do Mundo. Mas, no mundo dos negócios, detalhes importam. 

Eles revelam mudanças de comportamento, novas formas de consumo e oportunidades que passam despercebidas por quem olha apenas para o óbvio. 

No fim, a discussão não é apenas sobre água, calor ou alguns minutos de jogo parado. É sobre como o mercado transforma atenção em ativo, experiência em receita e eventos culturais em plataformas comerciais. 

Se até uma pausa para hidratação pode virar negócio, a pergunta que fica para as empresas é simples: quais oportunidades ainda estão escondidas nos intervalos da sua própria operação?

 


André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


Ensino personalizado ganha força com apoio da Inteligência Artificial; veja 5 benefícios

Magnific 
Especialista da plataforma par, Cássia Castro, destaca como a Inteligência Artificial pode apoiar professores, escolas e famílias no acompanhamento do desenvolvimento estudantil 

 

A diversidade de perfis, habilidades e ritmos de aprendizagem presentes nas salas de aula tem levado escolas e educadores a buscarem estratégias cada vez mais eficazes para promover uma educação mais inclusiva, significativa e alinhada às necessidades dos estudantes. Nesse contexto, a personalização do ensino vem se consolidando como uma abordagem capaz de tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e adequado às particularidades de cada aluno.   

A incorporação de tecnologias educacionais e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA), tem ampliado as possibilidades de aplicação dessa abordagem. Ao apoiar a criação de Planos de Ensino Individualizados (PEIs) e fornecer dados sobre o desempenho dos estudantes, a tecnologia contribui para um acompanhamento mais estratégico por parte das escolas, professores e famílias.  

Segundo a especialista pedagógica da plataforma par, Cássia Castro, conhecer profundamente cada estudante é fundamental para garantir intervenções mais assertivas. “Muito além da diversificação de metodologias de trabalho, a utilização de IA pode ajudar os professores a impulsionarem a autonomia dos alunos, permitindo que cada um avance no seu próprio tempo e ritmo. A multiplicidade de experiências de aprendizagem, por sua vez, auxilia no desenvolvimento de habilidades essenciais e únicas”, afirma.  

A especialista ressalta ainda que os desafios relacionados às diferenças de aprendizagem não se limitam ao ambiente escolar. As famílias também desempenham papel fundamental no processo educacional, contribuindo para a criação de um ambiente acolhedor, seguro e favorável ao desenvolvimento dos estudantes.    

Assim, com o apoio de tecnologias e recursos de Inteligência Artificial, educadores conseguem acompanhar o desenvolvimento dos alunos de forma mais próxima, identificar desafios com maior precisão e propor intervenções mais assertivas. Para Cássia, essa abordagem traz benefícios que impactam diretamente a qualidade da aprendizagem. Confira os cinco principais: 

1.   Planejamento mais alinhado às necessidades individuais: com o apoio de tecnologias e ferramentas de IA, professores conseguem identificar com maior precisão as necessidades de cada estudante e elaborar estratégias personalizadas, tornando as aulas mais dinâmicas, relevantes e eficazes; 

2.   Respeito ao ritmo de aprendizagem: a personalização permite que cada aluno avance de acordo com seu próprio tempo, reduzindo frustrações e favorecendo uma aprendizagem mais consistente. Essa abordagem contribui para o fortalecimento da autonomia e da confiança dos estudantes; 

3.   Valorização dos pontos fortes: ao identificar habilidades e potencialidades individuais, o ensino personalizado possibilita o desenvolvimento de talentos específicos, aumentando o engajamento e o protagonismo dos alunos em seu processo de aprendizagem; 

4.   Identificação precoce de dificuldades: a análise de dados educacionais permite reconhecer lacunas e dificuldades específicas com mais rapidez. Dessa forma, professores podem realizar intervenções direcionadas e oferecer suporte adequado antes que os desafios comprometam o desempenho acadêmico; 

5. Ampliação das experiências de aprendizagem: o uso de diferentes metodologias, recursos digitais e atividades interativas amplia o repertório de experiências educacionais, atendendo a diversos estilos de aprendizagem e tornando a construção do conhecimento mais ativa, significativa e participativa. Para Cássia, o avanço das tecnologias educacionais representa uma oportunidade de aproximar a educação das demandas da sociedade contemporânea.


São Paulo registra queda de 10,1% nas mortes no trânsito em maio de 2026

Segundo Infosiga, Estado também tem redução de 5,6% no acumulado de óbitos nos cinco primeiros meses do ano; houve queda das mortes em todos os modais


O Estado de São Paulo registrou queda de 10,1% no número de mortes no trânsito ao comparar maio de 2026 com maio de 2025, segundo dados do Infosiga, plataforma de estatísticas viárias gerenciada pelo Detran-SP. Foram 544 óbitos em maio deste ano contra 605 no mesmo período do ano anterior. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, também há diminuição: de janeiro a maio, 2.389 óbitos contra 2.531 no mesmo período do ano passado.     

  

Todos os modais também apresentam redução de ocorrências fatais no trânsito paulista. Em Automóvel, queda de 15,6% no mês (92 óbitos em maio deste ano contra 109 do mês anterior), enquanto no acumulado foi de 12,7% (434 mortes de janeiro a maio de 2026 contra 497 no mesmo período de 2025). Pedestre segue a tendência com queda de 15,2% nos óbitos. No acumulado, a baixa foi de 1,1% (610 óbitos contra 617 no mesmo período de 2025) nos primeiros cinco meses deste ano.  

 

O modal Bicicleta teve diminuição no mês de 7,9%: foram 35 mortes em maio de 2026 contra 38 de maio de 2025. E, no acumulado, a queda é maior: 19,8%. Entre as Motocicletas, a redução é de 7,1% no mês (248 óbitos neste ano contra 267 no mesmo mês de 2025). A baixa no acumulado foi de 1,3% (1.080 óbitos de janeiro a maio de 2026 e 1.094 de janeiro a maio de 2025). 

 

Capital 

Em maio de 2026, o trânsito da capital paulista apresentou estabilidade no número de óbitos. Foram 93 mortes em maio de 2026 e de 2025. A diminuição de óbitos entre os motociclistas foi de 12,2% no mês. Há redução também entre os óbitos de pedestres no mês de 5,4% (35 x 37).  

  

Últimos 12 meses 


Nos últimos 12 meses, há diminuição nos óbitos em geral de 4%. Nos modais, pode-se observar queda de 6,1% entre os ciclistas, seguido por 5% entre os ocupantes de automóveis, 3,6% nas mortes de motociclistas e 1,9% quando se observa os pedestres. O Infosiga ainda indica que 4,1% das mortes no período aconteceram em estradas e rodovias, enquanto 3,4% foram em vias urbanas.



Ritmo de Copa: como pequenos lojistas podem adaptar o fluxo de caixa para faturar com os jogos sem quebrar o estoque

Mudanças nos horários bancários e oscilações abruptas no movimento testam a saúde financeira do comércio; através do Radar Financeiro, a plataforma Arvoh mostra como analisar os indicadores do negócio em menos de 5 minutos para encarar a sazonalidade do mundial.

 

A chegada da Copa do Mundo costuma trazer aumentos nas vendas em diversos segmentos do varejo, paralelamente traz um desafio para pequenos empresários: como aproveitar o aumento da demanda sem comprometer o caixa da empresa. A expectativa de faturar mais leva muitos empreendedores a reforçar estoques e aumentar investimentos, nem sempre com o planejamento financeiro necessário.

Segmentos como bares, restaurantes, mercados, lojas de eletrônicos, artigos esportivos e conveniência costumam registrar oscilações significativas de demanda durante os jogos, exigindo maior controle sobre compras, reposição de mercadorias e fluxo de caixa. No entanto, especialistas alertam que vender mais não significa necessariamente lucrar mais. Sem acompanhamento dos indicadores financeiros, o aumento do faturamento pode mascarar problemas de caixa, excesso de estoque e redução das margens de lucro.

É justamente para evitar esse cenário que ferramentas como o Radar Financeiro da Arvoh ajudam os empresários a monitorar, em poucos minutos, indicadores essenciais como fluxo de caixa, capital de giro, margem e capacidade de pagamento. O cuidado é necessário porque problemas de caixa continuam sendo uma das maiores ameaças para os pequenos negócios. Levantamento do Sebrae mostra que 22% das empresas que fecharam as portas apontaram a falta de capital de giro como um dos principais motivos para a interrupção das atividades.

Para Arides César Gonçalves, CEO da Arvoh, períodos de grande movimentação no comércio exigem ainda mais atenção dos empresários. Segundo ele, a expectativa criada em torno de eventos como a Copa do Mundo pode levar muitos empreendedores a tomar decisões baseadas em projeções otimistas, sem uma análise adequada da capacidade financeira do negócio.

"É comum vermos empresas aumentarem compras, ampliarem estoques ou assumirem novos compromissos acreditando que o aumento das vendas será suficiente para compensar os investimentos. O problema é que, sem visibilidade sobre o fluxo de caixa e o capital de giro, o empresário pode acabar comprometendo a saúde financeira do negócio mesmo em um período de faturamento maior", afirma.

Nesse cenário, a tecnologia tem se tornado uma aliada importante para pequenas empresas que precisam tomar decisões rápidas. Com o avanço do Open Finance e da inteligência de dados aplicada à gestão empresarial, tornou-se possível acompanhar indicadores financeiros em tempo real e identificar riscos antes que eles impactem o caixa.

Em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico, transformar dados financeiros em decisões rápidas pode ser o diferencial para aproveitar o aumento do consumo sem comprometer a sustentabilidade do negócio. Afinal, em períodos de sazonalidade intensa, a vitória não está apenas em vender mais, mas em garantir que cada venda gere resultado financeiro real para a empresa.

 


Fonte: Arides César — CEO & Founder da Arvoh

Breno Lessa — CTO & Co-Founder da Arvoh


Arvoh
@arvohopenfinance


Automóvel revolucionou a estrutura das cidades brasileiras no século XX

Acervo FuMTran

As grandes avenidas, a expansão das cidades, a integração entre regiões e boa parte da infraestrutura que conecta o Brasil têm relação direta com a chegada do automóvel ao país. Embora hoje faça parte do cotidiano dos brasileiros, o veículo foi inicialmente restrito às elites e esteve associado à modernidade e ao progresso no país, influenciando decisões que ajudaram a definir os rumos do desenvolvimento econômico, urbano e industrial nacional.

 

Ao longo do século XX, o crescimento da frota de carros no país impulsionou a construção de estradas e rodovias, alterou o planejamento urbano e estimulou um modelo de desenvolvimento baseado no transporte rodoviário. Paralelamente, a instalação das montadoras e o fortalecimento da indústria automobilística transformaram o setor em um dos principais motores da industrialização brasileira, com reflexos na geração de empregos, na transferência de tecnologia e na formação de uma ampla cadeia produtiva.

 

Para a Fundação Memória do Transporte (FuMTran), a história do automóvel está diretamente ligada à forma como o Brasil estruturou a infraestrutura de seus municípios ao longo das últimas décadas. “O automóvel mudou a organização das cidades brasileiras. Houve uma tendência ao espalhamento urbano, com bairros sendo planejados e construídos para acomodar os carros, com ruas mais largas e a necessidade de estacionamentos. Isso contribuiu para a modernização e a transformação do espaço urbano”, afirma o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite.


A popularização dos automóveis alterou a forma como os brasileiros passaram a se deslocar e a ocupar os espaços urbanos. Com maior autonomia de mobilidade, tornou-se possível morar mais longe dos centros tradicionais, impulsionando a formação de novos polos residenciais, comerciais e industriais. “O automóvel representou uma nova forma de mobilidade social, possibilitando maior liberdade de deslocamento para as pessoas e influenciando hábitos, comportamentos e estilos de vida. Ao mesmo tempo, contribuiu para mudanças estruturais na forma como as cidades cresceram e se organizaram”, observa Leite.

 

Mais do que transformar a mobilidade, o automóvel ajudou a acelerar uma das mais importantes etapas da industrialização brasileira. A partir da década de 1950, a chegada de grandes montadoras fortaleceu o parque industrial nacional e estimulou o desenvolvimento de uma ampla cadeia produtiva, envolvendo setores como siderurgia, metalurgia, química, vidro, borracha e serviços. Além de gerar empregos e atrair tecnologia, a indústria automobilística contribuiu para diversificar a economia brasileira e reduzir sua dependência da agricultura.

 

Na avaliação da FuMTran, o legado do automóvel permanece visível na estrutura das cidades e na matriz de transportes brasileira. “As rodovias tiveram papel fundamental na integração nacional e no desenvolvimento econômico, mas os desafios atuais mostram a importância de ampliar a integração entre os diferentes modais. Compreender essa trajetória histórica é essencial para planejar soluções mais eficientes e sustentáveis para o futuro da mobilidade e da logística no Brasil”, conclui o presidente da fundação.

 

A lei fiscal sob risco e as revelações do TCU sobre as contas presidenciais de 2025


O Tribunal de Contas da União, ao apreciar as contas presidenciais relativas ao exercício de 2025, aprovou-as com ressalvas e, nesse mesmo julgamento, lançou luz sobre uma prática que vem corroendo silenciosamente a disciplina das finanças públicas no Brasil. Segundo a Corte de Contas, o Poder Executivo editou ou sancionou dez medidas de renúncia de receita ao longo do ano sem observar integralmente as exigências legais que condicionam a concessão de benefícios tributários, entre elas a estimativa de impacto orçamentário e financeiro, a memória de cálculo detalhada e a indicação das respectivas medidas compensatórias. De um universo de 21 desonerações instituídas no período, quase a metade nasceu sob o signo da irregularidade. 

As exigências descumpridas não constituem mera formalidade burocrática. Elas decorrem de comandos normativos de hierarquia constitucional e legal concebidos justamente para evitar que decisões de curto prazo comprometam a sustentabilidade das contas públicas. O artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias determina que toda proposição legislativa que crie ou amplie despesa obrigatória ou renúncia de receita seja acompanhada da estimativa de seu impacto orçamentário e financeiro. No mesmo sentido, o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal condiciona a concessão de incentivos tributários à demonstração de que a renúncia foi considerada na previsão de receitas e à existência de medidas de compensação. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, por sua vez, exige memória de cálculo detalhada, definição de metas e objetivos, indicação expressa das compensações e limitação temporal dos benefícios. 

Entre as normas apontadas pelo TCU figuram o Programa de Aceleração da Transição Energética, o Programa Acredita Exportação, a ampliação da destinação dos recursos do Fundo Social e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter. A origem das dez desonerações consideradas irregulares distribui-se entre os Poderes: cinco tiveram origem parlamentar, quatro partiram do próprio Executivo e uma resultou de iniciativa compartilhada. Todas, porém, foram editadas ou sancionadas pelo presidente da República. A sanção presidencial não é um ato meramente protocolar. Trata-se do momento em que o chefe do Executivo exerce controle político e jurídico sobre a norma, assumindo responsabilidade pela sua compatibilidade com a Constituição e com o ordenamento fiscal. 

Foi diante desse cenário que o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, utilizou uma das expressões mais contundentes do julgamento ao afirmar que a lei fiscal está sendo assassinada pelo aumento de gastos sem compensação. A metáfora pode soar dura, mas traduz a preocupação institucional com a erosão gradual das regras destinadas a preservar o equilíbrio das contas públicas. Quando exceções se tornam frequentes e benefícios fiscais passam a ser concedidos sem a observância dos requisitos legais, o resltado prático é o esvaziamento da força normativa da legislação fiscal.

 

As ressalvas apontadas pelo TCU não se limitaram às desonerações. O Governo Central encerrou 2025 com déficit primário de aproximadamente R$ 58,7 bilhões. Entretanto, para fins de verificação da meta fiscal, cerca de R$ 48,7 bilhões em despesas foram excluídos do cálculo, produzindo um resultado formal significativamente distinto da situação efetiva das contas públicas. Embora a exclusão tenha ocorrido dentro dos mecanismos autorizados pelo ordenamento, o dado evidencia a crescente distância entre o resultado fiscal apresentado e a realidade financeira enfrentada pelo Estado. 

O Tribunal também identificou um hiato superior a R$ 300 bilhões entre o esforço fiscal projetado e aquele necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública. O relator das contas, ministro Benjamin Zymler, destacou que a combinação entre crescimento da dívida e rigidez estrutural das despesas exige atenção permanente do Congresso Nacional, do governo e da sociedade. A dívida bruta do governo federal encerrou o exercício em patamar próximo a R$ 10 trilhões, correspondente a cerca de 78% do Produto Interno Bruto. 

O problema, contudo, não é episódico. O próprio TCU registra reiteradamente, desde 2014, o descumprimento das exigências legais relativas à criação de benefícios tributários. A repetição do fenômeno ao longo de diferentes governos revela uma distorção institucional mais profunda: a consolidação de uma cultura política em que a responsabilidade fiscal é frequentemente relativizada diante de conveniências momentâneas. A exceção converte-se em regra, e os limites legais deixam de funcionar como barreiras efetivas ao aumento de gastos ou à redução de receitas sem contrapartidas. 

O Supremo Tribunal Federal também vem reforçando a importância desses mecanismos de controle. Ao analisar a desoneração da folha de pagamentos, a Corte exigiu a demonstração do impacto financeiro e a indicação de medidas compensatórias, consolidando entendimento segundo o qual a responsabilidade fiscal não é mera opção administrativa, mas requisito constitucional para a validade de determinadas políticas públicas. A fiscalização das renúncias de receita, portanto, já não pertence exclusivamente aos órgãos de controle e ao Legislativo, integrando também o âmbito do controle de constitucionalidade. 

Há ainda uma evidente dimensão política nesse debate. Enquanto o Executivo critica a aprovação de chamadas pautas-bomba pelo Congresso Nacional e reivindica responsabilidade fiscal dos parlamentares, o próprio governo figura como autor ou sancionador de medidas que apresentam as mesmas irregularidades que condena. Essa contradição enfraquece o discurso oficial e reduz a capacidade de convencimento da área econômica perante o Parlamento, sobretudo quando cobra dos demais atores públicos o cumprimento de deveres que ela própria não observou integralmente. 

Do ponto de vista jurídico, importa recordar que a Lei de Responsabilidade Fiscal jamais proibiu a concessão de benefícios tributários. O que ela estabeleceu foi um regime de exceção controlada. O incentivo fiscal permanece legítimo como instrumento de desenvolvimento econômico, estímulo setorial ou promoção de políticas públicas. O que a legislação exige é transparência quanto ao seu custo e neutralidade em relação ao equilíbrio das contas públicas. A compensação não é obstáculo à política econômica; é condição para sua legitimidade. 

Essa lógica materializa um princípio fundamental de responsabilidade intergeracional. Sem mecanismos de compensação, os benefícios concedidos no presente acabam financiados por endividamento crescente, transferindo para as futuras gerações o custo de decisões que não participaram da construção. A disciplina fiscal existe justamente para impedir que esse processo ocorra de forma invisível e politicamente conveniente. 

O alerta emitido pelo Tribunal de Contas da União transcende, portanto, a tecnicalidade orçamentária. O que está em jogo é a credibilidade das instituições fiscais brasileiras. Quando as regras são continuamente flexibilizadas ou ignoradas, o arcabouço fiscal perde eficácia e passa a existir apenas no plano formal. A consequência não se limita aos relatórios contábeis. A deterioração da confiança na política fiscal eleva os juros de longo prazo, aumenta o custo de financiamento da dívida pública, reduz a capacidade de investimento do Estado e impõe ônus adicionais à sociedade. 

Passados 25 anos da edição da Lei de Responsabilidade Fiscal, o desafio continua sendo menos normativo do que institucional. As regras existem, são conhecidas e foram reiteradamente validadas pelos órgãos de controle e pelo Supremo Tribunal Federal. O problema está na disposição política de cumpri-las. Cabe ao Executivo, ao Legislativo e aos órgãos de fiscalização restaurar a efetividade de um sistema concebido para proteger o interesse público e garantir a sustentabilidade das contas nacionais. Do contrário, permaneceremos presos a um ciclo recorrente de expansão de gastos sem planejamento, benefícios sem compensação e endividamento crescente, no qual o contribuinte continua pagando a conta de governos que arrecadam muito, gastam muito e, frequentemente, gastam mal. 



Marcelo Aith - advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca - ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.


4 dicas para estruturar o crescimento do seu negócio

Administradora e especialista em Liderança e Capital Humano pela New York University aponta que falta de estrutura, clareza financeira e posicionamento estão entre os principais desafios para um crescimento sustentável

 

Aumentar o faturamento não significa, necessariamente, crescer de forma sustentável. Em muitos casos, empresas avançam em receita sem consolidar processos, organização financeira e estrutura operacional, o que compromete o futuro do negócio, a previsibilidade e limita a capacidade de escala. 

Para novos empreendedores, saber como criar uma base é muito importante. Organizar um negócio no início, torna o crescimento mais acelerado e evita que grandes mudanças tenham que ser planejadas quando o negócio é maior. A questão é que nem todos sabem como fazer isso, e esse é o poder dos mentores. 

De olho no público feminino, que segundo o Sebrae abriu mais de 2 milhões de negócios em 2025, representando 42% dos novos CNPJs no país, a estrategista de carreira e criadora de um ecossistema de mulheres empreendedoras Thaís Roque, aponta quatro frentes essenciais para estruturar o crescimento e evitar que o aumento da demanda se transforme em sobrecarga. Confira:


1 - Clareza financeira

Sem domínio sobre custos, margens e fluxo de caixa, decisões estratégicas passam a ser tomadas com base em percepção. Estruturar indicadores e acompanhar resultados de forma recorrente é o primeiro passo para ter previsibilidade.

“Crescer sem estrutura é um dos maiores riscos para quem empreende. Muitas vezes, o faturamento aumenta, mas a gestão, especialmente financeira, não acompanha. Isso cria um ciclo de esforço constante sem ganho proporcional”, explica Thaís.


2 - Precificação

A dificuldade em sustentar o valor de produtos ou serviços impacta diretamente a rentabilidade. Definir preços com base em custos, posicionamento e estratégia reduz a dependência de negociação e melhora a consistência da receita.

“Existe uma diferença importante entre crescer e sustentar o crescimento. Quando o negócio não tem base, e isso passa pela forma como você precifica o seu trabalho, qualquer aumento de demanda vira sobrecarga e deixa de ser sustentável”, afirma.

3 - Estrutura e processos

Negócios que crescem sem processos definidos se tornam dependentes da operação manual e do esforço individual. Organizar rotinas, responsabilidades e fluxos de trabalho é o que viabiliza escala sem sobrecarga.


4 - Posicionamento de mercado

Empreendedoras que não ocupam um lugar claro no mercado enfrentam maior dificuldade para gerar demanda. Um posicionamento consistente reduz a necessidade de convencimento e fortalece a atração de clientes.

Segundo a estrategista, estruturar o negócio é o que permite transformar a expansão com consistência. “Não é sobre trabalhar mais, e sim sobre estruturar melhor. Quando a empreendedora entende seus números, define processos e se posiciona com clareza, a operação ganha previsibilidade e o crescimento se torna sustentável e escalável”, conclui Thaís.

 

Thaís Roque - Com passagens por empresas como Nestlé, Accenture e Pão de Açúcar, Thaís viveu os dilemas de quem tem um bom currículo, mas busca realização. Formada em Administração e especializada em Liderança e Capital Humano pela NYU (New York University), ela criou a comunidade Founders Confraria e aceleradora de negócios TR Circle, e hoje atua como mentora de mulheres que buscam acelerar seus negócios e crescer financeiramente. Além da atuação com empreendedoras, Thaís é autora de dois livros e apresentadora do podcast De Carona na Carreira, onde entrevistou dezenas de grandes nomes brasileiros do empreendedorismo e cargos executivos.

 

São João no bolso: 38% gasta até R$ 300 e 73% já perdeu festa por falta de dinheiro


Pesquisa da meutudo revela que 58% não comemora a data e que a principal barreira é financeira, mas quem celebra faz questão de manter a tradição dentro do que o bolso permite
 

 

Para muita gente, a Festa Junina é sinônimo de forró, comida típica e celebração. Para 73% dos participantes de uma pesquisa da meutudo, porém, ela também carrega uma outra marca: a de ter ficado de fora. 

Esse é o percentual de pessoas que já deixaram de ir a uma festa ou viagem junina várias vezes por falta de dinheiro. O levantamento, realizado em maio de 2026 com mais de 2 mil participantes, mapeia como o público se relaciona financeiramente com a maior festa popular do país.


58% não comemora e a principal razão é o dinheiro

Mais da metade dos respondentes, 58%, afirma não comemorar a Festa Junina. Entre os motivos, a falta de dinheiro extra aparece como principal barreira, citada por 36% dos participantes. 

O dado revela que a ausência da celebração não é, na maioria dos casos, uma escolha de estilo de vida. É uma limitação financeira.

Entre os que não comemoram, 53% afirmam preferir descansar em casa durante o período. O número pode indicar tanto uma preferência genuína quanto uma adaptação à impossibilidade de participar. 

O padrão se confirma no comportamento ao longo do tempo: 73% já ficaram de fora de festa ou viagem junina várias vezes por não ter dinheiro disponível.


Quem celebra faz com pouco: 38% gasta até R$ 300 na temporada toda

Entre os que comemoram, o orçamento é enxuto. A faixa mais comum de gastos durante toda a temporada junina é de até R$ 300, citada por 38% dos respondentes. A celebração acontece, mas dentro de limites financeiros bem definidos.

Alimentação e bebidas típicas concentram a maior parte dos gastos, com 46% apontando esse como o item que mais pesa no bolso durante a temporada. 

As comidas juninas são também o elemento mais citado como favorito da festa, mencionado por 77% dos que comemoram. O consumo de roupas típicas e ingressos para eventos pagos fica em segundo plano para a maioria.


73% já perdeu festa junina por falta de dinheiro e o impacto vai além do bolso

O dado mais expressivo da pesquisa não é sobre quem gasta. É sobre quem ficou de fora. Sete em cada dez respondentes já deixaram de participar de uma festa ou viagem junina várias vezes ao longo da vida por não ter dinheiro. 

A recorrência do "várias vezes" é o que torna o número especialmente significativo: não se trata de um episódio isolado, mas de um padrão que se repete ano após ano.

O cenário reforça que datas comemorativas populares, como a Festa Junina, ainda têm um custo real de participação. Para parte significativa do público, esse custo se apresenta como uma barreira concreta, não como uma decisão de não querer participar.

 

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