Brasil é o segundo país com maior taxa de tempo de
tela
Uma pesquisa com
70 trabalhadores brasileiros em regime remoto ou híbrido, publicada em 2025
pela revista Ecronicon, apontou que o excesso de horas de tela e jornadas
prolongadas está associado a sintomas típicos de burnout digital, como queda na
qualidade de vida, alterações no sono e dificuldade de concentração.
O estudo foi
realizado em Araçatuba (SP), com colaboração do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia
da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).
Já, uma outra
pesquisa, com 140 jovens estudantes de Enfermagem dos Emirados Árabes Unidos,
publicada na revista BMC Nursing, em julho de 2025, mostrou, igualmente, níveis
semelhantes.
Os estudantes mais
jovens e aqueles matriculados em mais de cinco disciplinas simultâneas
apresentaram cansaço mental, irritabilidade, ansiedade e outros sinais de
síndrome de burnout, distúrbio reconhecido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS) e, até então, relacionado ao excesso de trabalho.
No Brasil, as
pessoas passam aproximadamente 16 horas do dia acordadas, porém, mais da metade
desse tempo é destinado ao uso de smartphones e computadores. São cerca de
56,6% das horas acordadas, ou seja, cerca de nove horas do dia em frente a uma
tela. O levantamento foi feito a partir da pesquisa Digital 2023:Global
Overview Report, da DataReportal, considerando 45 nações. Foi constatado que o
Brasil é o segundo país com maior taxa de tempo de tela.
Esses dados situam
o burnout digital como um desdobramento contemporâneo. A psicóloga Patrícia
Alves Guerra, com 25 anos de experiência em recursos humanos e atendimento
clínico, da Equilíbrio Saúde Medicina Integrada de Sorocaba (SP), reforça que
esse fenômeno, ainda emergente, muitas vezes, começa sendo confundido com
cansaço comum.
"É difícil
para as pessoas reconhecerem os sintomas, porque eles se parecem com fadiga.
Mas, o burnout, seja no contexto tradicional ou digital, é um estresse crônico
que se acumula quando você está sob pressão contínua, como se estivesse
tentando desafogar em meio a fortes ondas”, ilustra.
Segundo Patrícia,
o burnout não está restrito apenas ao ambiente formal de trabalho. “Quem cuida
de familiares continuamente, por exemplo, especialmente mulheres, também está
muito exposto, quando não estabelece limites ou uma rotina saudável.
Atualmente, profissionais que atuam na área digital, de saúde e da educação
manifestam mais desgaste físico e emocional", adverte.
Sintomas
Os sinais precoces
do burnout digital incluem insônia sem descanso reparador, queda de
produtividade, alterações da pressão arterial, dores musculares e cefaleias,
ansiedade excessiva, irritabilidade constante e problemas gastrointestinais,
sintomas que, se ignorados, podem evoluir para quadros mais graves.
O tratamento, de
acordo com a psicóloga da Equilíbrio Saúde Medicina Integrada, requer
acompanhamento interdisciplinar. “Médicos e psicólogos podem atuar juntos, pois
não existe um protocolo único para todos. Na psicologia a Terapia
Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens que ajuda o paciente a
desenvolver estratégias de autorregulação e lidar com gatilhos
específicos", explica.
Quando os sinais
são negligenciados, os riscos incluem depressão, crises de pânico e até risco
aumentado de suicídio, alerta a psicóloga. Além disso, pessoas que já tiveram
burnout podem ter maior susceptibilidade a recaídas, se continuarem expostas
aos mesmos fatores de estresse sem intervenções adequadas.
Para saber mais
sobre atendimento integral e acompanhamento da saúde física e emocional nas
suas várias áreas, acompanhe as redes sociais da clínica Equilíbrio Saúde -
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(SP).