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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Saiba tudo sobre a Imigração Japonesa, que completa 118 anos nesta quinta, 18/6

Navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros japoneses para o Brasil. Foto: Reprodução.

Chegada do navio Kasato Maru, em 1908, marcou o início de uma das

mais importantes correntes migratórias da história do Brasil


Em 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos trazendo os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. A chegada de 781 passageiros marcou o início de uma das mais importantes correntes migratórias da história brasileira e deu origem à maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão – projeções apontam entre 2,5 e 2,7 milhões vivendo em solo nacional. 

Mais de um século depois, a imigração japonesa continua sendo tema relevante para a formação da sociedade brasileira. O assunto costuma aparecer em vestibulares, relacionado aos movimentos migratórios, à economia cafeeira, às transformações sociais do início do século XX e à construção da diversidade cultural do nosso País. 

Segundo Juliana Gomes, formada em História, e atualmente coordenadora de relacionamentos do Ensino Médio da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), compreender esse processo vai muito além da memorização de datas. “A imigração japonesa ajuda a entender como o Brasil foi formado por diferentes povos e como questões econômicas, políticas e culturais influenciam os deslocamentos populacionais. É um tema que dialoga com história, geografia e atualidades, por isso aparece com frequência nos vestibulares.”
 

Por que os japoneses vieram para o Brasil? 

Para entender a imigração japonesa, é preciso observar o contexto vivido pelos dois países naquele período. Durante a Era Meiji (1868-1912), liderada pelo imperador Mutsuhito, o país passou de uma sociedade feudal e isolada para uma potência industrial e moderna, com forte avanço econômico - mas por outro lado isso gerou dificuldades para parte da população rural. O crescimento demográfico, a escassez de terras e as mudanças econômicas fizeram com que muitas famílias buscassem oportunidades fora do Japão. 

Ao mesmo tempo, o Brasil precisava de trabalhadores para as lavouras de café. Após a abolição da escravidão, em 1888, os fazendeiros passaram a procurar mão de obra estrangeira para atender à demanda das fazendas. “Os dois países tinham interesses complementares. O Japão buscava alternativas para o excedente populacional, enquanto o Brasil precisava substituir a mão de obra escravizada. Esse encontro de necessidades favoreceu o acordo migratório”, contextualiza a docente da EIA.
 

Como foi a Imigração Japonesa para o Brasil? 

A imigração japonesa foi um movimento migratório iniciado oficialmente em 1908, quando o Kasato Maru chegou ao Brasil trazendo famílias que buscavam melhores condições de vida e oportunidades de trabalho. Embora a chegada do navio seja considerada o marco oficial da imigração japonesa, o fluxo migratório continuou por vários anos, especialmente nas primeiras décadas do século XX. 

Ao longo desse período, milhares de japoneses deixaram seu país de origem e se estabeleceram em diferentes regiões brasileiras. Os imigrantes nascidos no Japão são chamados Issei; os filhos dos imigrantes, Nissei; os netos, Sansei; os bisnetos, Yonsei; e os tataranetos, Gossei. “A chegada do Kasato Maru representa apenas o começo de um processo muito maior. Ao longo dos anos, novas levas de imigrantes vieram para o Brasil, formando comunidades que tiveram papel importante no desenvolvimento econômico e cultural do país”, explica a professora. 

Os primeiros emigrantes desembarcaram no Porto de Santos após uma viagem que durou cerca de dois meses. Em seguida, foram encaminhados principalmente para fazendas de café no interior paulista. A adaptação, porém, não foi simples. Além das diferenças de idioma e cultura, muitos encontraram condições de trabalho bastante diferentes das expectativas criadas antes da viagem. 

“A experiência dos primeiros imigrantes foi marcada por desafios. Havia dificuldades de comunicação, adaptação aos costumes locais e questões relacionadas ao trabalho. Ainda assim, muitas famílias conseguiram se estabelecer e construir uma nova vida no Brasil”, afirma a especialista.
 

Qual foi a contribuição dos imigrantes japoneses para o Brasil? 

Após os primeiros anos nas lavouras de café, muitos japoneses passaram a atuar como pequenos proprietários rurais. Eles tiveram papel importante na diversificação da agricultura brasileira, especialmente na produção de hortaliças, legumes, frutas e chá. Além disso, a influência japonesa se espalhou por diversos aspectos e setores da sociedade, incluindo comércio, indústria, educação, esportes e produção científica. 

Práticas esportivas como judô, karatê e kendô, além de manifestações culturais como mangás, animes, festivais típicos e celebrações tradicionais, tornaram-se populares em várias regiões do país. Em estados como São Paulo e Paraná, a presença da comunidade nipo-brasileira ajudou a criar importantes centros culturais responsáveis por preservar tradições e fortalecer o intercâmbio entre Brasil e Japão. 

“Uma das principais contribuições da imigração japonesa foi mostrar como diferentes culturas podem colaborar para o desenvolvimento de um país. O legado vai muito além da agricultura e pode ser percebido em diferentes áreas da vida brasileira. Quando observamos a popularidade da culinária japonesa, dos festivais orientais ou das artes marciais, percebemos como a imigração deixou marcas profundas na cultura brasileira. É um exemplo claro de troca cultural”, destaca a professora.
 

Tema pode cair no Enem e vestibulares 

A relevância da imigração japonesa para os vestibulares e para o Enem está justamente na capacidade do tema de conectar diferentes conteúdos cobrados nas provas, como movimentos migratórios internacionais, economia cafeeira, formação da população brasileira e diversidade cultural. Mais do que decorar datas ou nomes, os estudantes precisam compreender as causas que levaram milhares de japoneses a deixar seu país e os impactos que esse processo gerou na sociedade brasileira. Segundo a professora da Escola Internacional de Alphaville, as bancas têm valorizado cada vez mais a habilidade de relacionar fatos históricos a contextos sociais, econômicos e culturais. 

“O candidato que entende por que os japoneses vieram ao Brasil, quais desafios enfrentaram e como contribuíram para o desenvolvimento do País tem mais condições de interpretar e resolver as questões”, explica. “Estudar o tema é compreender que o Brasil foi construído pela participação de diferentes povos. Essa diversidade é uma das principais características da nossa sociedade e continua sendo um tema fundamental para entender o País de hoje”, conclui a docente. 

 

Juliana Gomes - coordenadora de relacionamentos do High School da Escola Internacional de Alphaville, onde também atuou como professora de História e Global Studies nos segmentos de Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Também é tutora no programa de Convivência Ética, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização na mesma instituição. Com mais 25 anos de experiência na Educação, construiu uma trajetória sólida que abrange docência, consultoria acadêmica, coordenação pedagógica e desenvolvimento de currículos e materiais didáticos, tanto para a educação básica quanto para o ensino superior. É graduada em História pela Universidade de São Paulo, instituição na qual também concluiu um MBA em Gestão Escolar.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Três lições da Educação Financeira para formar crianças conscientes


Envato
Atividades práticas e hábitos simples ajudam crianças a desenvolver consumo consciente e responsabilidade em casa e na escola 

 

Tudo começa com pequenas escolhas. Aprender a importância de uma alimentação saudável, evitar o desperdício de água, comida e energia, cuidar dos materiais escolares e compartilhar com outras pessoas aquilo que já não é mais utilizado, mas que ainda está em bom estado de conservação, são atitudes simples que ajudam a desenvolver consciência, cidadania e senso de compromisso desde cedo. Situações que parecem comuns à infância são, na verdade, os primeiros passos para desenvolver responsabilidade sobre o consumo em casa. E não é de hoje que a educação financeira vem ganhando espaço também dentro das escolas. Uma das estratégias é aproximar o tema da realidade dos estudantes de forma prática e acessível, especialmente durante o Ensino Fundamental.

A proposta é mostrar que aprender sobre escolhas financeiras faz parte da formação cidadã. A iniciativa deve estar pautada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No documento, que orienta a organização da Educação Básica em todo o país, a Educação Financeira está entre os Temas Contemporâneos Transversais. Na prática, isso significa que o assunto pode ser trabalhado em diferentes componentes curriculares e contextos, indo muito além da Matemática e estimulando reflexões sobre consumo, organização e tomada de decisões. “Na infância, a Educação Financeira começa a ser desenvolvida em situações muito simples do dia a dia, como aprender a cuidar dos próprios brinquedos, fazer escolhas e até mesmo no planejamento cotidiano, como em uma lista de compras, quando possível. Ao desenvolver esse olhar desde cedo, há mais chance da criança construir uma relação de equilíbrio com o consumo e com o planejamento”, explica a editora de conteúdo de Matemática da Aprende Brasil Educação Luana Baier.

As atividades voltadas ao Ensino Fundamental precisam ser pensadas para dialogar com a faixa etária dos estudantes. Nos Anos Iniciais, os conteúdos aparecem em histórias, atividades lúdicas e projetos temáticos que ajudam as crianças a diferenciar desejos e necessidades. Conforme a idade escolar avança, os estudantes passam a discutir planejamento, cooperação, organização e hábitos de consumo mais conscientes.


Participação da família é fundamental

A aprendizagem sobre Educação Financeira pode ser fortalecida com a participação da família, especialmente por meio de situações vivenciadas no dia a dia. Conversas durante as compras do mês, o uso consciente dos recursos financeiros, a definição de pequenas metas ou até decisões relacionadas ao reaproveitamento de materiais ajudam crianças e adolescentes a compreender que o dinheiro está diretamente ligado a escolhas, prioridades e consequências. Luana dá alguns exemplos de atividades para aplicar os princípios da Educação Financeira em casa:


1. Necessidades X Desejos

“Quando for às compras com a criança, em vez de apenas colocar os produtos no carrinho, dê a ela uma missão. Antes de sair, façam juntos uma lista dos itens que precisam ser comprados. Então, quando ela pedir algo extra, pergunte: ‘Isso é uma necessidade? Ou isso é um desejo e queremos apenas por prazer?’”, explica a especialista. Essa é uma forma de aplicar o pilar do consumo consciente, que ensina a criança a priorizar o que é uma necessidade e entender que o recurso é finito, nesse caso o dinheiro.


2. O grande sonho 

Uma das prerrogativas da Educação Financeira é incentivar o planejamento. Então, em vez de apenas dar dinheiro à criança, sem falar sobre destino ou objetivo, procure conversar com ela e identificar objetivos de curto prazo, como um brinquedo, um livro ou um passeio. Cole uma foto desse objetivo no pote ou cofrinho que será usado para guardar o dinheiro. “Isso ensina a espera gratificada e o planejamento financeiro. A criança aprende que poupar é uma ferramenta para realizar escolhas futuras.”


3. Orçamento de pequenas decisões

Luana lembra que as crianças precisam exercitar a autonomia, mas com algum tipo de supervisão. “Dê autonomia para a criança em situações controladas. Diga a ela, por exemplo: ‘temos R$ 30,00 para escolher o lanche do piquenique de hoje. O que compensa mais comprar?’. E, então, deixe que ela compare sozinha preços e marcas”, aconselha. Situações como essa trabalham a tomada de decisão e a responsabilidade. Ao errar - por exemplo, comprando algo caro que acaba rápido -, os pequenos aprendem as consequências das escolhas que fazem em um ambiente seguro, desenvolvendo autonomia crítica.

A especialista reforça, no entanto, que a Educação Financeira vai muito além do aprendizado relacionado ao dinheiro. Esse é um tema que envolve o desenvolvimento de hábitos, valores e competências que contribuem para escolhas mais conscientes e responsáveis ao longo da vida. Com crianças de até dez anos, isso pode ser trabalhado por meio de experiências simples e significativas, como o reaproveitamento de alimentos em receitas – utilizando cascas de frutas para preparar geleias, bolos e outras receitas. Já com crianças e adolescentes de dez a 14 anos, é possível ampliar essa discussão por meio da construção de composteiras, da criação de hortas em casa ou nas comunidades, da análise de rótulos de produtos e da reflexão sobre temas que relacionam saúde, consumo e sustentabilidade, por exemplo.

Essa perspectiva está alinhada ao conceito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Educação Financeira é o processo pelo qual indivíduos e sociedades desenvolvem conhecimentos, valores e competências que lhes permitem compreender oportunidades e riscos, tomar decisões informadas, buscar orientação quando necessário e adotar práticas que contribuam para seu bem-estar e para a construção de uma sociedade mais responsável e comprometida com o futuro. Dessa forma, ela não se limita à gestão de recursos monetários, mas abrange também o consumo consciente, o uso responsável dos recursos naturais, a valorização da saúde e o desenvolvimento da cidadania. 



Aprende Brasil Educação
aprendebrasil.com.br

 

Como viajar entre Estados Unidos, Canadá e México com mais segurança e tranquilidade

Divulgação: Universal Assistance
Universal Assistance destaca a importância do planejamento e da assistência ao viajante para acompanhar o maior Mundial da história 

 

A possibilidade de assistir a partidas em diferentes cidades e países transforma a Copa em uma verdadeira jornada internacional, marcada por deslocamentos frequentes, conexões aéreas e travessias de fronteiras. Nesse cenário, o planejamento da viagem ganha ainda mais relevância. A combinação entre grande volume de turistas, aeroportos movimentados e longas distâncias entre cidades-sede pode aumentar a ocorrência de situações como atrasos de voos, perda de conexões, alterações de itinerário e extravio de bagagens. 

É justamente nesses momentos que contar com uma assistência ao viajante faz a diferença. A Universal Assistance reforça que o suporte especializado permite que o viajante tenha acesso rápido a orientações e soluções para imprevistos que possam comprometer a programação durante o evento. Além de proteção completa, a empresa disponibiliza um aplicativo robusto, que possui serviço de telemedicina 24 horas por dia, 7 dias por semana, com atendimento em português, com reembolso de gastos facilitado e outras ferramentas que tornam o atendimento mais rápido, simples e seguro, onde quer que o viajante esteja. 

“A Copa do Mundo de 2026 será uma experiência única para os torcedores, mas também exigirá uma atenção especial à logística. O viajante circulará entre diferentes cidades e países, muitas vezes em intervalos curtos entre os jogos. Ter uma assistência preparada para oferecer suporte durante toda a jornada proporciona mais tranquilidade para que o foco permaneça na experiência e não nos imprevistos”, destaca Vinicius Valadares, Gerente Regional de Vendas da Universal Assistance no Brasil. 

Com milhões de turistas esperados ao longo da competição, a recomendação da Universal Assistance é que os viajantes organizem seus roteiros com antecedência, acompanhem possíveis alterações operacionais e contem com serviços de assistência que ofereçam suporte durante toda a viagem. 

Mais do que assistir aos jogos, a Copa de 2026 será uma oportunidade para explorar novos destinos e viver uma experiência internacional completa. E, para aproveitar cada momento com mais segurança e tranquilidade, estar preparado para os imprevistos é tão importante quanto garantir o ingresso para a partida.

 

Saiba como identificar e se proteger de cobranças falsas contra o MEI

Microempreendedores individuais são alvos constantes de boletos fraudulentos, falsas ameaças de cancelamento de CNPJ e cobranças de associações. Único pagamento mensal obrigatório do MEI é o imposto DAS

 

O sonho de ter o próprio negócio tem sido alvo de criminosos que se aproveitam da falta de informação para aplicar golpes em Microempreendedores Individuais (MEIs) em todo o país. Com abordagens que simulam comunicações oficiais da Receita Federal, de cartórios ou do próprio Sebrae, golpistas enviam falsas cobranças e ameaçam o cancelamento do CNPJ das vítimas para forçar pagamentos rápidos. O Sebrae reforça o alerta sobre as principais fraudes que têm sido identificadas e ensina como o empreendedor pode se blindar contra essas armadilhas. 

A proliferação de canais digitais facilitou o contato com os empreendedores, mas também abriu espaço para a atuação de criminosos que utilizam a pressão psicológica, senso de urgência e termos jurídicos complexos para assustar suas vítimas. Ao receber uma mensagem informando que sua empresa está "irregular" ou prestes a ser "protestada", o microempreendedor muitas vezes realiza o pagamento sem checar a veracidade da cobrança.

 

Os golpes mais comuns que miram o MEI 

Denúncias reunidas pelo Sebrae apontam que os golpistas costumam variar as abordagens, mas utilizam três táticas principais:

 

1. Falso boleto de associação comercial ou sindicato  

O empreendedor recebe uma correspondência física ou e-mail com uma cobrança, geralmente de valor baixo (entre R$ 50 e R$ 150), com nomes que simulam entidades oficiais, como "Associação Comercial do Brasil" ou "União de Microempreendedores". O Sebrae esclarece que nenhuma filiação a sindicato ou associação é obrigatória para o MEI.  

 

2. Ameaça de protesto em cartório e guia DAS clonada  

Mensagens via SMS, WhatsApp ou e-mail alertam sobre uma suposta "notificação extrajudicial" ou "dívida ativa". Junto à mensagem, é enviado um link para pagamento via Pix ou boleto. Muitas vezes, esses links direcionam para sites falsos que imitam o visual do Portal do Empreendedor e emitem uma guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) clonada. Importante: a Receita Federal e o Sebrae não enviam cobranças ou guias por canais de mensagem.

 

3. Cobrança por formalização ou alteração de cadastro  

Muitos empreendedores caem em golpes quando estão buscando formalizar o negócio. Ao consultarem em sites de busca por "abrir MEI", clicam em anúncios patrocinados que parecem páginas do governo, mas pertencem a empresas privadas que cobram taxas para realizar o cadastro. A abertura, a alteração de dados e a baixa do MEI são processos 100% gratuitos quando realizados diretamente pelo portal do governo.

 

O único pagamento obrigatório do MEI 

O Sebrae reforça que o microempreendedor individual tem apenas uma obrigação financeira mensal: o pagamento do imposto DAS-MEI. Este valor é fixo e varia de acordo com a atividade (comércio, indústria ou serviços). A guia do DAS deve ser emitida pelo próprio empreendedor diretamente nos canais oficiais, como o app Sebrae, nunca por meio de boletos enviados por terceiros.

 

Checklist de segurança do MEI: evite cair em ciladas

 Para não se tornar mais uma vítima na estatística, adote as seguintes práticas de segurança no dia a dia do seu negócio: 

• Desconfie da urgência: Golpistas sempre exigem pressa ("pague hoje para não ter o CNPJ cancelado"). Órgãos oficiais dão prazos amplos de defesa.

 • Atenção ao endereço do site (URL): Portais do governo federal sempre terminam com a extensão .gov.br (como em gov.br/mei). Desconfie de finais como .com, .org ou .net. 

• Confira o beneficiário antes de pagar: Ao ler o código de barras de um boleto ou a chave Pix, verifique quem receberá o dinheiro. O destinatário final das obrigações fiscais deve ser a Secretaria da Receita Federal do Brasil ou o Simples Nacional, nunca o nome de uma pessoa física ou de uma empresa terceirizada desconhecida. 

• Ignore links em mensagens: Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mails de remetentes desconhecidos. 

 

Onde buscar ajuda e denunciar 

Se você recebeu uma cobrança duvidosa ou tem dúvidas sobre a regularidade do seu CNPJ, procure o Sebrae antes de realizar qualquer pagamento. O atendimento é totalmente gratuito e pode ser feito pelo telefone ou WhatsApp 0800 570 0800, pelo portal sebrae.com.br ou presencialmente em uma das centenas de agências de atendimento do país.

O portal oficial para qualquer transação do microempreendedor é o gov.br/mei.


Homeschooling: escola vai além da transmissão de conteúdo e tem papel essencial na formação cidadã, afirma especialista

Especialista defende que a escola exerce papel fundamental na socialização, no desenvolvimento socioemocional e na formação de cidadãos em uma sociedade plural.

 

O debate sobre a regulamentação do homeschooling volta e meia retorna ao centro das discussões educacionais no Brasil. Enquanto defensores da modalidade destacam a autonomia das famílias e a personalização do ensino, especialistas em educação alertam para um aspecto muitas vezes negligenciado: a escola vai muito além da transmissão de conteúdos. 

Para Luiza Sassi, diretora-geral do Instituto GayLussac, a instituição escolar desempenha um papel fundamental na formação cidadã, funcionando como um espaço de convivência com a diversidade e de aprendizado das regras coletivas que sustentam a vida em sociedade. 

“A escola é um marco civilizatório. É nela que crianças e adolescentes aprendem a conviver com diferentes visões de mundo, exercitam a cidadania e desenvolvem habilidades de diálogo, respeito e participação social”, afirma. 

Segundo a educadora, a experiência escolar permite que os alunos tenham contato com pessoas de diferentes origens, crenças e opiniões, algo difícil de reproduzir em ambientes educacionais restritos ao núcleo familiar. 

“Além do aprendizado acadêmico, a escola oferece experiências fundamentais para o desenvolvimento socioemocional. É no convívio diário que os estudantes aprendem a lidar com diferenças, resolver conflitos, trabalhar em equipe e compreender a importância das regras coletivas”, destaca. 

A discussão ganha relevância em um momento em que especialistas apontam a necessidade de fortalecer espaços de convivência democrática e de combate à polarização social. Nesse cenário, surge uma reflexão importante: qual é o papel da escola na construção de cidadãos preparados para viver em uma sociedade plural? E até que ponto a educação domiciliar consegue oferecer as mesmas oportunidades de socialização e desenvolvimento humano proporcionadas pelo ambiente escolar? 

Para Luiza Sassi, a resposta passa pelo reconhecimento de que a educação não se limita à aquisição de conhecimento formal. “Formar cidadãos é um dos principais compromissos da escola. O ambiente escolar proporciona vivências que ajudam crianças e adolescentes a compreender o mundo, respeitar o próximo e participar de forma ativa e responsável da sociedade”, conclui.


Brasil pode se tornar o país com mais clubes de futebol patrocinados por plataforma adulta no mund


Com Vila Nova, Operário e negociação com o Corinthians, FatalFans mira expansão: “Queremos conectar a marca a clubes relevantes”, diz Kellerson Kurtz 

 

O futebol brasileiro pode se tornar o primeiro grande mercado do mundo a transformar o patrocínio de uma plataforma adulta em estratégia recorrente entre clubes profissionais. Com acordos já fechados com Vila Nova e Operário, ambos da Série B, a FatalFans negocia com o Corinthians um contrato estimado em R$ 17 milhões por um ano, envolvendo quatro modalidades. A possível entrada em um dos maiores clubes do país muda o patamar da discussão: o que antes parecia uma ação improvável passa a ser um teste sobre os limites comerciais, reputacionais e financeiros do esporte. 

A entrada da plataforma no futebol começou pelo Vila Nova, em março de 2026, quando foi fechado contrato de um ano para estampar a marca dentro da numeração da camisa do clube goiano. Poucas semanas depois, veio o segundo passo, com o Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, em acordo também anual para exposição no meião e no calção. A sequência colocou a empresa em dois clubes profissionais da Série B em menos de um mês e abriu caminho para uma ambição maior: transformar contratos que poderiam parecer pontuais em uma estratégia nacional de patrocínio esportivo. 

Para a empresa, a entrada no futebol brasileiro faz parte de uma estratégia de aproximação com clubes de forte presença regional e torcidas engajadas. Segundo Kellerson Kurtz, diretor de negócios da plataforma, “o futebol brasileiro tem uma capacidade única de gerar visibilidade, conversa pública e conexão com diferentes públicos”, por isso a marca busca “conectar a FatalFans a clubes relevantes, com torcidas fortes e presença nacional”. 

A negociação com o Corinthians é o ponto de virada da história. Um acordo com um dos maiores clubes do Brasil, dono de uma das torcidas mais numerosas do país e de forte apelo comercial, levaria a FatalFans a um patamar inédito no futebol nacional. Mais do que ampliar o portfólio da plataforma, a possível entrada no clube paulista reforçaria a tese de que o Brasil pode ocupar uma posição única no mercado esportivo global, tornando-se o país com mais clubes profissionais patrocinados por uma plataforma adulta. 

Para a plataforma, a possibilidade de participar desse movimento é vista como reflexo da força comercial do futebol brasileiro e da abertura dos clubes a novos modelos de parceria. Kellerson Kurtz afirma que a empresa enxerga o avanço com responsabilidade, especialmente por estar ligada a uma discussão que pode colocar o país em uma posição inédita no mercado esportivo. “O Brasil tem clubes com torcidas muito engajadas e uma capacidade enorme de gerar visibilidade. Fazer parte desse processo mostra que o mercado brasileiro está aberto a novas formas de conexão entre marcas, clubes e torcedores. Para nós, é motivo de orgulho contribuir para esse movimento com responsabilidade e respeito às instituições”, conclui.


O perigo do esquecimento histórico para a democracia

Quando uma sociedade não se lembra de suas violências, ela perde a capacidade de reconhecer os sinais de sua repetição 

 

Hoje, podemos acessar as histórias e lutas de muitos de nossos ancestrais europeus, africanos e indígenas graças à tradição oral que possuíam, de repassar suas lendas, crenças, culturas, leis e memórias de geração em geração, e, com o surgimento da escrita, algumas foram registradas posteriormente em livros.   

Somadas às tradições orais, a paleontologia e a arqueologia contribuem também para a formação da identidade dos povos, com suas diferenças e características próprias, definindo de fato quem são: a sua personalidade, às quais tribos pertencem, quais lutas empreenderam, quais erros cometeram e que levaram a tragédias, principalmente contra a própria liberdade, a vida e a autorrealização.  

Na ponta encontram-se os museus. Dados da Unesco mostram que hoje existem cerca de 104 mil museus em todo o mundo. Em 1975, eram apenas 22 mil. Esse crescimento tem demonstrado a importância de se lutar contra o esquecimento e preservar a memória não só com acervos artísticos, documentos e coleções científicas, mas também com peças de passados obscuros. É o caso do museu de Auschwitz-Birkenau (Polônia), instalado no local onde existiu o maior campo de extermínio nazista, hoje transformado em memorial para que ninguém se esqueça das atrocidades ali cometidas em nome do totalitarismo, recebendo atualmente mais de 2 milhões de visitantes por ano.  

Sobre o totalitarismo, a filósofa e escritora Hannah Arendt (1906–1975), nascida alemã, mas de origem judia, escreveu em seu livro “As origens do totalitarismo”: “O ideal do governo totalitário é transformar os homens em algo de tal modo desumanizado que eles se tornam incapazes de distinguir entre fato e ficção, entre verdade e mentira”.  

No Brasil, temos o Memorial da Resistência de São Paulo, localizado no mesmo edifício onde funcionou o Deops/SP (Departamento de Ordem Política e Social), fundado em 1924 e extinto aos poucos ao longo da década de 1980. Em 2015 foi criado o Memorial da Democracia, um museu virtual que registra casos de repressão política no Brasil e que trata o golpe militar de 1964 como “a maior tragédia histórica da política brasileira com mais de 400 brasileiros mortos pelos órgãos de repressão e outros milhares torturados, com direitos de expressão e de manifestação suprimidos”. 

Enfim, deixo aqui a reflexão de um filósofo da atualidade, o Elias Dourado, mestre em Filosofia e doutor em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB): “O esquecimento é perigoso porque ele não apaga apenas fatos antigos. Ele reorganiza o presente. Quando uma sociedade esquece suas violências, ela perde a capacidade de reconhecer os sinais de sua repetição. O passado não volta exatamente igual, mas retorna por máscaras novas: discursos autoritários, naturalização da desigualdade, desprezo pelos direitos humanos, perseguição de minorias, violência política, racismo, revisionismos e ataques às instituições democráticas. Por isso, preservar a memória histórica não é culto ao passado. É uma forma de proteger o futuro”. 

Eis, portanto, porque o esquecimento histórico é muito perigoso para a democracia. 

  

Maria Félix Fontele - jornalista, escritora e autora de “Labirintos do caos”, livro de contos de ficção especulativa que reflete sobre as relações entre memória e esquecimento no Brasil.

 

Menos itens no carrinho mudam a lógica operacional dos supermercados

  Empresários do setor intensificam controle de custos e revisão de estoques para enfrentar o consumo mais cauteloso 

 

A alta dos preços dos alimentos voltou a pressionar a operação dos supermercados brasileiros. Em março, o grupo alimentação e bebidas subiu 1,56% e teve um dos maiores impactos sobre a inflação oficial do país, segundo o IBGE. Ao mesmo tempo, embora o consumo dentro dos lares siga em crescimento, o comportamento de compra mudou, com consumidores mais sensíveis a preço, mais seletivos nas escolhas e com menor disposição para compras volumosas. 

Para Márcio Goulart, especialista em gestão de supermercados e porta-voz da Meta Contabilidade, a reação do setor tem exigido ajustes operacionais rápidos e decisões mais estratégicas. “O supermercadista precisou abandonar qualquer lógica automática de operação. Não basta vender mais fluxo. Hoje, a sobrevivência está ligada à capacidade de entender o novo comportamento do consumidor e adaptar a loja com rapidez, sem perder margem”, afirma.


Operação mais enxuta e decisões mais estratégicas

O consumidor continua comprando, mas leva menos itens, comparam mais preços, substituem marcas e distribuem melhor os gastos ao longo do mês. Para os supermercadistas, isso reduz previsibilidade, pressiona margens e exige respostas mais rápidas na operação. Estratégias baseadas apenas em volume perderam força, abrindo espaço para uma gestão mais criteriosa sobre estoque, precificação e eficiência operacional.

Na prática, a principal mudança para o empresário está na forma de interpretar o desempenho da operação, loja cheia já não significa necessariamente bom resultado financeiro. Com tickets mais pressionados e comportamento de compra mais fragmentado, a rentabilidade passou a depender menos do fluxo e mais da capacidade de ajustar rapidamente decisões comerciais e operacionais conforme a movimentação real do consumidor.

Diante desse movimento, Márcio reúne algumas dicas de ajustes práticos para aliviar a pressão e facilitar a vida do empresário no cenário atual.

  1. Revisar mix e estoques
    Com compras mais seletivas, manter produtos de baixo giro ou com rentabilidade comprometida passou a representar custo maior, a revisão do sortimento busca reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento do capital de giro.
  2. Ajustar precificação com mais frequência
    A volatilidade nos preços dos alimentos exige revisões comerciais mais constantes para evitar perda de margem e manter competitividade diante de um consumidor altamente sensível a preço.
  3. Reforçar controle sobre custos e desperdícios
    Perdas operacionais que antes tinham impacto diluído passaram a pesar mais no resultado. Energia, logística, vencimentos, rupturas e despesas internas entraram com mais força no radar da gestão.
  4. Investir em fidelização e promoções mais estratégicas
    Com menor espaço para descontos generalizados, redes têm buscado ações mais direcionadas para aumentar a recorrência e estimular compras sem comprometer a rentabilidade.


Margem virou indicador de sobrevivência 

Segundo Goulart, o erro de parte do setor foi acreditar que o aumento no fluxo de consumidores significaria melhora automática no caixa. “Muitas lojas seguem cheias, mas com tickets pressionados e compras mais fragmentadas. Se o empresário olha apenas movimentação e não acompanha margem, ruptura, giro e custo operacional, pode ter uma falsa percepção de crescimento.”

A mudança também exige decisões menos intuitivas e mais baseadas em indicadores de operação. Para o especialista, o comportamento do consumidor impôs uma nova lógica ao setor. “Quem continuar operando como se estivesse em outro momento econômico tende a perder competitividade de forma silenciosa”, conclui. 

  


Márcio Goulart - diretor da Meta Assessoria Empresarial e atua na liderança das frentes de tecnologia e processos da empresa. Ao longo dos últimos anos, foi um dos responsáveis pela modernização da operação, com a implementação de automações e soluções que ampliaram a eficiência e a capacidade de atendimento. Sua atuação está voltada à conexão entre tecnologia e gestão, apoiando empresários na organização de dados, na melhoria de processos e na tomada de decisão. Com foco em resultado, trabalha no desenvolvimento de estruturas que permitam maior previsibilidade, controle e crescimento sustentável nos negócios.
Para mais informações, acesse instagram


Meta Assessoria Empresarial
Para mais informações, acesse o site metassessoria.



Fontes de pesquisa

IBGE
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46378-transportes-e-alimentacao-elevam-o-ipca-de-marco-para-0-88


Kantar


Brasil tem 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante; 8 em cada 10 buscam milhas, aponta Serasa Experian


• Levantamento da área de Marketing Solutions da datatech mostra que, apesar da queda no volume de viajantes, o público está mais planejado, digital e atento a benefícios;

• Público com propensão a resgate de milhas avançou 31,7 p.p. em relação a 2025, enquanto mais da metade dos viajantes já se enquadra no perfil de “caçadores de desconto”;

• Estudo também revela maior presença de consumidores maduros e diferentes oportunidades para marcas de turismo, de pacotes promocionais a experiências premium 

 

O Brasil tem 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante, segundo novo levantamento da área de Marketing Solutions da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Realizado por meio do Insights Hub, plataforma que transforma dados comportamentais, socioeconômicos, de afinidade e de capacidade de pagamento em inteligência acionável para marcas, o estudo identifica audiências estratégicas e apoia campanhas mais precisas. Embora o total tenha recuado 6% em relação à edição de 2025, quando o levantamento era de 19 milhões de brasileiros, o estudo revela um público mais qualificado financeiramente e mais planejado na forma de consumir viagens. 


Em 2026, os viajantes brasileiros reforçam a busca por economia e conveniência digital: 8 em cada 10 têm afinidade com resgate de milhas, número quase duas vezes maior frente a 2025. Já os “caçadores de desconto” representam 53,9% do público com propensão a viajar, avanço de 22,1 p.p. em relação ao ano anterior. O comportamento online também segue consolidado, com 91,7% demonstrando propensão a compras digitais, patamar praticamente estável ante 2025 (92,2%) e que mantém o digital como canal central para pesquisa, comparação e contratação de serviços de turismo. Confira abaixo o comparativo entre os resultados de 2026 e 2025:

 


“Os dados indicam que o viajante brasileiro está mais estratégico na forma de consumir turismo, planejando melhor suas escolhas, comparando oportunidades e combinando conveniência digital com a busca por benefícios, como milhas e descontos. Para as marcas, esse comportamento reforça a importância de ir além da afinidade com viagens e usar inteligência de dados para entender capacidade de pagamento, momento de consumo e preferências, criando ofertas mais relevantes, personalizadas e com maior potencial de conversão”, afirma a CMO e Vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto.

 

Segundo a executiva, o crescimento dos perfis que buscam descontos e fazem resgate de milhas indica um consumidor mais planejado e abre oportunidades para companhias aéreas, redes hoteleiras, agências, plataformas de turismo e programas de fidelidade. “Hoje, não basta identificar quem tem intenção de viajar. É preciso entender como esse consumidor se comporta, qual é sua capacidade de pagamento e quais benefícios fazem sentido para ele. Esse olhar permite que marcas criem campanhas mais eficientes, reduzam dispersão de mídia e aumentem a chance de conversão com ofertas realmente relevantes”, complementa a executiva da datatech.


 

Perfil geracional fica mais maduro em 2026

 

A análise etária mostra que os Millenials (geração Y) seguem como os mais representativos entre os viajantes, com 39,5% da base em 2026, apesar da leve queda de 1,1 p.p. frente ao ano anterior. Já a Geração X avançou de 25,0% para 26,4%, e os Boomers, de 13,4% para 15,5%, enquanto a Geração Z recuou 2,2 p.p. O comparativo indica uma maior presença de públicos maduros, perfil que tende a combinar mais estabilidade financeira e planejamento na hora de viajar. Confira os dados por geração:

 

 

Renda e capacidade de pagamento revelam diferentes perfis de oportunidade


O recorte financeiro dos viajantes em 2026 mostra uma base heterogênea, com espaço tanto para ofertas acessíveis quanto para produtos de maior valor agregado. Embora a maior faixa de renda seja a de consumidores com ganhos acima de R$ 10 mil mensais, que representam 32,5% do público analisado, a capacidade de pagamento mostra um comportamento mais distribuído: 38,8% têm disponibilidade de até R$ 1 mil, enquanto 25,3% apresentam capacidade acima de R$ 5 mil. Segundo Giroto, os dados indicam que renda mais alta não elimina a busca por planejamento, comparação e adequação da oferta ao orçamento disponível.

 

Essa combinação reforça a importância de segmentar o público viajante para além do interesse em turismo. De um lado, mais da metade (53,3%) tem capacidade de pagamento de até R$ 2 mil, o que abre espaço para campanhas com foco em pacotes promocionais, parcelamento, milhas e benefícios. De outro, quase quatro em cada dez viajantes têm renda acima de R$ 8 mil, o que favorece estratégias voltadas a experiências premium, viagens internacionais, hospedagens diferenciadas e ofertas personalizadas. Confira abaixo o detalhamento de renda e capacidade de pagamento:

 



 


Metodologia

A pesquisa “Perfil Viajante 2026” foi realizada com base em uma amostra de 17.875.489 pessoas com perfil viajante, em uma base de mais de 188 milhões de CPFs. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de capacidade de pagamento por meio do Insights Hub, solução de inteligência da Serasa Experian. Todas as informações foram tratadas conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

 

Experian
experianplc.com


A Nova Lei do Seguro e os rumos regulatórios do mercado securitário brasileiro


A Lei nº 15.040/2024 inaugura uma nova organização normativa para os contratos de seguro e recoloca em pauta o debate sobre previsibilidade, transparência e alcance da proteção securitária no país.

 

O seguro é a prática secular que nunca envelheceu, ele permanece relevante. Uma das atividades econômicas mais antigas da civilização, com registros que remontam a vários séculos antes da era moderna, quando comerciantes já buscavam dividir os riscos das viagens marítimas e das trocas comerciais. O que começou como um mecanismo rudimentar de proteção entre navegadores e mercadores atravessou épocas, revoluções industriais, transformações tecnológicas e crises globais. O seguro não apenas sobreviveu, mas evoluiu.

 

Longe de ser uma instituição ultrapassada, ele se reinventa continuamente. Hoje, é uma sofisticada engenharia de gestão de riscos, apoiada em dados, tecnologia e modelos atuariais avançados, sustentando silenciosamente decisões econômicas, investimentos e a estabilidade de famílias e empresas.

 

Por que uma nova lei?

 

Em um contexto marcado por transformações tecnológicas, uso intensivo de dados, inteligência artificial e crescente padronização contratual, o Direito Securitário passou a conviver com novas dinâmicas operacionais e desafios interpretativos. O setor de seguros, pela sua relevância econômica e complexidade técnica, já operava apoiado em normas esparsas, regulações infralegais e entendimentos jurisprudenciais consolidados.

 

A Lei do Novo Marco Legal do Seguro surge nesse cenário como um movimento de organização normativa. Sem substituir o Código de Defesa do Consumidor ou alterar a orientação firmada pelos tribunais superiores, o novo diploma estabelece uma base legal específica para o contrato de seguro, oferecendo um referencial mais sistematizado para a interpretação de direitos, deveres e limites contratuais.

 

Previsibilidade regulatória e organização normativa

 

A possível redução de cláusulas ambíguas e de interpretações indefinidas tem capacidade de impactar a dinâmica da litigiosidade no setor, ao oferecer critérios mais objetivos para a leitura das obrigações contratuais.

 

A previsibilidade, além de conceito jurídico, possui reflexos diretos na dinâmica econômica do setor. Em um ambiente que depende de análise de dados, subscrição digital e padronização contratual, a segurança normativa se relaciona à eficiência operacional e à coerência das relações contratuais. 

 

Boa-fé, transparência e redução de ambiguidades

 

Entre os pilares do novo marco está a consagração explícita da boa-fé objetiva como dever permanente das partes, aplicável às fases pré-contratual, contratual e pós-contratual.

 

A norma fortalece os deveres informacionais, impactando diretamente a análise e aceitação do risco, a troca de informações relevantes e a regulação de sinistros. A transparência passa a ter contornos mais objetivos, especialmente na redação das apólices, na delimitação das coberturas e na fundamentação de negativas.

 

A redução de cláusulas ambíguas e de interpretações indefinidas pode impactar a dinâmica da litigiosidade no setor, ao oferecer critérios mais objetivos para a leitura das obrigações contratuais.

 

Mudanças práticas no funcionamento do contrato de seguro

 

A lei introduz avanços procedimentais relevantes. O prazo máximo de 25 dias para aceitação ou recusa da proposta, com previsão de aceitação tácita na ausência de manifestação, confere maior segurança à fase pré-contratual e impõe mais sistematização aos processos de subscrição.

 

A distinção entre indenização securitária e despesas de salvamento estabelece que gastos razoáveis para evitar ou mitigar o dano não se confundem automaticamente com o limite indenizatório, salvo previsão contratual, reduzindo controvérsias recorrentes na regulação de sinistros.

 

Além disso, a possibilidade de ação direta do terceiro prejudicado contra a seguradora, especialmente nos seguros de responsabilidade civil, consolida entendimento já sedimentado na jurisprudência e traz maior coerência ao sistema.

 

Rumos institucionais e alcance social do seguro

 

A depender de sua interpretação e aplicação, a nova lei insere-se em um processo mais amplo de evolução do mercado segurador, relacionado ao desafio de ampliar o alcance da cobertura securitária no país.

 

A experiência histórica mostra que sociedades que escolhem lidar de forma estruturada com seus riscos desenvolvem maior capacidade de planejamento e estabilidade. Elementos que, associados à organização econômica de longo prazo, poderão contribuir para um Brasil mais próspero. 

 

Marina Mota Pigatto - Diretora de Expansão do Grupo Caburé Seguros, onde atua há quase dez anos, liderando estratégias de crescimento e inovação. É bacharel em Direito, com formação em negociação e contratos, e especialização em Leadership & Business com foco em Transformação Digital pela Universidade de Stanford. Participou da criação do primeiro aplicativo de Seguro de Vida do Brasil, premiado como inovação do setor, e hoje conduz iniciativas que atendem mais de 2,3 milhões de segurados em todo o país.



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