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sábado, 22 de agosto de 2026

"Runner's Face": corrida envelhece a pele?

 

A prática esportiva traz benefícios para a saúde, mas exposição solar, baixa hidratação e fatores ambientais podem influenciar a aparência da pele de corredores

 

A corrida conquistou milhões de adeptos por seus benefícios para o corpo e para a saúde mental. Em Porto Alegre, essa tendência se reflete nos números: em 2025, a cidade registrou recorde de 91 corridas de rua e mais de 128 mil participações em provas oficiais. Em 2026, o cenário continua em expansão: apenas no primeiro trimestre, mais de 13,5 mil pessoas participaram de corridas de rua oficiais, evidenciando o fortalecimento da modalidade na Capital gaúcha.

Apesar da popularização do conceito nas redes sociais, a médica dermatologista Gabrielle Adames reforça que correr, por si só, não envelhece a pele. A atividade física melhora a circulação sanguínea, contribui para a saúde geral e pode ter efeitos positivos no organismo. O que pode impactar a aparência facial em alguns atletas é a combinação de fatores relacionados à rotina intensa de treinos, principalmente exposição solar acumulada, vento, poluição, desidratação e redução de gordura facial em pessoas que passam por grandes perdas de peso. 

A exposição aos raios ultravioleta é apontada como um dos principais fatores externos associados ao envelhecimento da pele. Corredores que treinam ao ar livre por longos períodos estão mais sujeitos ao contato frequente com o sol, o que pode acelerar o surgimento de manchas, a perda de elasticidade e alterações na textura da pele quando não há proteção adequada.

Outro fator relacionado é a composição corporal. A redução de gordura facial pode deixar algumas regiões do rosto com menos sustentação, criando uma aparência mais marcada. No entanto, esse efeito está relacionado à perda de volume e às características individuais de cada pessoa, e não exclusivamente ao ato de correr.

"Quando o paciente apresenta perda de volume facial, flacidez ou sinais de fotoenvelhecimento relacionados à exposição solar frequente, é possível associar tratamentos dermatológicos que preservam a naturalidade e respeitam as características individuais de cada rosto. Entre as principais opções estão os bioestimuladores de colágeno, tecnologias de ultrassom microfocado, radiofrequência monopolar e diferentes lasers de alta tecnologia, que estimulam a produção de colágeno, melhoram a firmeza da pele, uniformizam a pigmentação e tratam manchas provocadas pelo sol. Em alguns casos, também podem ser indicados preenchedores com ácido hialurônico para reposição estratégica de volume, sempre de forma criteriosa e personalizada”, explica a Dra. Gabrielle Adames.

Para manter uma rotina esportiva sem abrir mão dos cuidados com a pele, a Dra. Gabrielle Adames recomenda medidas simples, como o uso diário de protetor solar, reaplicação do produto durante treinos prolongados, hidratação adequada, limpeza da pele após a atividade física e uso de produtos compatíveis com cada tipo de pele.


Treino exige cuidados específicos com cabelo, barba e couro cabeludo

 

Especialista em estética masculina orienta homens sobre higiene, hidratação e prevenção de irritações antes e depois da atividade física

 

O movimento wellness amplia a atenção masculina para hábitos que reúnem atividade física, alimentação equilibrada, saúde mental e cuidados pessoais. Homens que correm, frequentam academias, pedalam ou jogam futebol também passam a observar como suor, calor e o uso de acessórios interferem no cabelo e na barba. Essa mudança aproxima desempenho, aparência e qualidade de vida na rotina diária.

Referência em estética masculina e pioneiro no estilo sofisticado de barbearias no país, Seu Elias acompanha esse comportamento em suas unidades. A procura por orientação profissional passa a incluir dúvidas sobre limpeza após o exercício, escolha de produtos e prevenção de desconfortos. O atendimento considera o tipo de fio, a frequência dos treinos e a sensibilidade da pele.

A transpiração ajuda o organismo a controlar a temperatura, mas exige cuidado quando permanece por muito tempo nos fios e na face. Bonés, capacetes e faixas esportivas aumentam o abafamento, favorecem a oleosidade e podem deixar o couro cabeludo mais sensível. Na região da barba, a combinação de umidade e resíduos amplia o risco de coceira e irritação.

“O suor carrega sais minerais que permanecem no cabelo e na barba quando a limpeza demora a acontecer. Esse acúmulo altera o equilíbrio da pele, aumenta o ressecamento e pode deixar os fios ásperos. A higienização correta depois do exercício reduz esse efeito e ajuda a preservar conforto, aparência e maciez”, explica Seu Elias, referência em estética masculina.

Antes do treino, a recomendação é reduzir o uso de pomadas, ceras e finalizadores pesados, porque esses produtos se misturam à transpiração. Durante a atividade, tocar cabelo, rosto e barba com as mãos aumenta a transferência de sujeira presente em aparelhos e superfícies compartilhadas. Prender fios longos sem tração excessiva também contribui para evitar quebra e desconforto.

Depois do exercício, cabelo e barba precisam ser lavados para retirar suor, oleosidade, poluição e resíduos acumulados. Shampoos adequados ao tipo de couro cabeludo ajudam a limpar sem provocar efeito rebote, enquanto fórmulas próprias para a barba preservam a pele abaixo dos fios. A água deve permanecer morna, já que temperaturas elevadas intensificam o ressecamento.

“Casos de foliculite costumam estar ligados a hábitos simples, como passar as mãos sujas na barba ou deixar a transpiração secar sobre a pele. Calor, umidade e excesso de oleosidade criam uma condição favorável para inflamações. Limpar a região logo após o treino e usar itens apropriados diminui o desconforto”, orienta o profissional.

A hidratação completa o cuidado após a lavagem, principalmente entre homens que treinam todos os dias ou praticam atividades ao ar livre. Balm e óleo para barba ajudam a alinhar os fios, reduzir aspereza e proteger a pele, enquanto condicionadores leves podem recuperar a maciez do cabelo. Produtos devem ser aplicados em pequena quantidade para evitar novo acúmulo.

“Uma rotina eficiente não precisa ter muitas etapas, mas deve respeitar o momento de cada produto. Limpeza, secagem cuidadosa e hidratação formam uma sequência capaz de reduzir irritações e melhorar o aspecto dos fios. Quando há coceira persistente, descamação intensa, feridas ou queda acentuada, a avaliação profissional deve ocorrer sem demora”, afirma Seu Elias.

O cuidado também depende da frequência e da intensidade da prática esportiva. Quem treina duas vezes no mesmo dia ou utiliza capacete por longos períodos pode precisar ajustar a higienização para não agredir a pele. O acompanhamento especializado permite identificar excesso de oleosidade, sensibilidade e sinais que exigem encaminhamento médico.


Cardio para emagrecer: como usar o exercício de forma estratégica para perder peso

 

O exercício cardiovascular é um dos recursos mais associados ao emagrecimento, mas aumentar o tempo na esteira ou treinar todos os dias não significa, necessariamente, perder mais gordura. Para Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, caminhada, corrida, bicicleta, remo e outras modalidades contribuem para aumentar o gasto energético, mas a redução de gordura corporal depende de uma estratégia mais ampla, que envolve regularidade no exercício, alimentação adequada, treinamento de força e recuperação. “Fazer 60 minutos de cardio todos os dias não é necessariamente melhor do que fazer 30 minutos bem planejados e combinados com musculação.” 

Um dos erros mais comuns de quem busca emagrecer é acreditar que quanto mais intenso for o cardio, melhor será o resultado. Segundo Cacá, sessões leves, moderadas e de alta intensidade têm funções diferentes e podem ser combinadas ao longo da semana. Enquanto atividades moderadas permitem aumentar o gasto energético sem exigir uma recuperação tão longa, treinos como o HIIT precisam ser usados com mais critério.

“Não existe uma intensidade ideal para todo mundo. A melhor estratégia é aquela adequada ao condicionamento e que a pessoa consegue manter com segurança e constância”, explica. 

Outra recomendação é não transformar o cardio no único protagonista do processo de emagrecimento. A combinação com a musculação ajuda a preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento.

“Cardio e treino de força não precisam competir. Eles cumprem funções diferentes e, quando bem planejados, são complementares”, afirma o gerente técnico da Cia Athletica.

A
alimentação equilibrada e a recuperação adequada também fazem parte dessa equação e ajudam a sustentar os resultados no longo prazo. 

Para quem está começando, a orientação é aumentar o volume de exercícios gradualmente e evitar copiar rotinas prontas ou apostar em sessões exaustivas para acelerar a perda de peso. Idade, histórico de saúde, condicionamento, rotina e nível de condicionamento e experiência com exercício interferem diretamente na escolha do tipo e da quantidade de cardio. Por isso, a avaliação e o acompanhamento de um profissional de educação física são importantes para definir intensidade, frequência e modalidade.

“O cardio funciona melhor quando tem propósito dentro do treino: não é simplesmente fazer mais, mas fazer a dose certa para cada pessoa”, conclui Cacá.
 

Mais informações: Link 

 

Quando a mãe pode voltar a se exercitar após o parto?

 Retomada dos exercícios não precisa ter pressa: especialistas explicam como voltar aos poucos, quais atividades priorizar e por que movimento pode ser um aliado no puerpério

 

Entre hormônios, mamadas, privação de sono, mudanças na rotina e uma nova relação com o próprio corpo, o pós-parto é um período de adaptação intensa. Por isso, quando o assunto é voltar a se exercitar, a primeira resposta não deveria ser “quando posso recuperar meu corpo?”, mas sim: “quando meu corpo está pronto para voltar a se movimentar?”  

A resposta varia de mulher para mulher. Em casos de gestação saudável e parto vaginal sem complicações, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) afirma que, em geral, a atividade física pode ser retomada poucos dias após o parto ou assim que a mulher se sentir preparada. Já em casos de cesariana ou quando houve complicações, é necessário conversar com o obstetra sobre o momento adequado para a retomada.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda que mulheres no período pós-parto, quando não houver contraindicações, mantenham-se fisicamente ativas, combinando atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular e aumentando gradualmente a duração, frequência e intensidade.  

Um dos principais cuidados nessa fase é não tratar o pós-parto como uma simples pausa no treinamento. O corpo passou por mudanças importantes durante a gestação e o parto e precisa de tempo para recuperar força, coordenação e condicionamento. 

“O retorno ao exercício depois do parto precisa ser progressivo. Não é interessante pensar que a mulher no dia seguinte à liberação médica, deve voltar exatamente ao mesmo treino que fazia antes. O ideal é reconstruir essa capacidade aos poucos, respeitando os sinais do corpo e a orientação dos profissionais que acompanham esse período”, explica o professor de educação física da BlueFit Leandro Twin. 

Quais exercícios priorizar no pós-parto?Quais exercícios priorizar no pós-parto? 

A retomada pode começar com movimentos simples e de menor intensidade, evoluindo conforme a mulher recupera condicionamento e segurança para realizar os exercícios. 

Entre as possibilidades estão: 

Caminhada: uma das maneiras mais simples de voltar a movimentar o corpo, com intensidade que pode ser ajustada progressivamente. 

Fortalecimento de pernas e glúteos: exercícios como agachamento e movimentos de extensão de quadril podem ser introduzidos gradualmente, de acordo com a avaliação individual. 

Costas e braços: movimentos de puxar e empurrar ajudam a recuperar força para atividades cotidianas, algo especialmente relevante em uma fase em que carregar e cuidar do bebê passa a fazer parte da rotina. 

“Eu daria bastante atenção ao fortalecimento global, mas sem transformar o treino em uma cobrança. A mulher precisa recuperar força para as tarefas do dia a dia e, principalmente, voltar a confiar no próprio corpo. Exercícios de membros inferiores, costas, braços e um trabalho progressivo de core podem fazer parte desse processo, sempre respeitando a liberação e as particularidades de cada caso”, afirma Twin. 


E as aulas coletivas? Podem entrar na rotina?E as aulas coletivas? Podem entrar na rotina? 

Sim, mas a modalidade escolhida e a intensidade precisam acompanhar o estágio de recuperação. Aulas de Yoga e Pilates, por exemplo, podem ser interessantes para quem busca trabalhar mobilidade, controle corporal, equilíbrio e consciência dos movimentos, desde que a atividade seja adequada ao momento do pós-parto e tenha sido liberada pelos profissionais responsáveis pelo acompanhamento da mulher. 

Na BlueFit, a variedade de aulas coletivas permite que a aluna tenha diferentes possibilidades além da musculação. A rede oferece modalidades como Pilates 360º, Hatha Yoga, BODYBALANCE™, alongamento e meditação, além de outras aulas que variam conforme a programação de cada unidade. O Pilates 360º, por exemplo, trabalha fortalecimento postural e reúne exercícios do Pilates clássico e moderno; já o Hatha Yoga combina posturas, respiração, concentração, meditação e relaxamento. 

“Modalidades que trabalham mobilidade, equilíbrio, respiração e controle corporal podem ser boas aliadas nessa fase, desde que adaptadas. O ponto principal é não escolher uma aula simplesmente porque ela parece ‘leve’. Mesmo uma atividade de menor impacto pode precisar de adaptações dependendo de como foi o parto e de como está a recuperação”, explica o professor. 

A proposta combina com uma visão mais ampla sobre o exercício no pós-parto: ele não precisa ser encarado apenas como uma ferramenta para emagrecimento. Segundo o ACOG, a atividade física pode contribuir para aumentar a energia, melhorar o sono, reduzir o estresse, fortalecer a musculatura abdominal e ajudar na saúde mental durante o período pós-parto. 


E se a mãe estiver amamentando?E se a mãe estiver amamentando? 

O exercício também pode fazer parte da rotina de mulheres que estão amamentando. A atividade física moderada é considerada compatível com o período pós-parto, e o Ministério da Saúde recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses e continuada até os dois anos ou mais, quando possível e desejada pela mãe e pela criança. 

Para tornar o treino mais confortável, o ACOG recomenda, entre outras medidas, amamentar ou retirar leite antes do exercício quando houver desconforto provocado pelo enchimento das mamas, usar um sutiã com bom suporte e manter-se hidratada. 

Na prática, portanto, não existe um “dia certo” universal para voltar à academia. Existe o momento adequado para cada mulher, considerando o tipo de parto, possíveis complicações, recuperação e liberação dos profissionais de saúde. A partir daí, a recomendação é começar com pouco, observar como o corpo responde e evoluir gradualmente. 

Porque, depois de gerar uma vida, voltar a se movimentar também pode ser uma forma de voltar a olhar para si mesma. 


 

Quem responde pelo seu rosto? 6 perguntas que você deveria fazer antes de qualquer procedimento estético

 "Com a expansão dos tratamentos estéticos, saber quem executa o procedimento, quais equipamentos são utilizados e o que acontece em caso de intercorrência virou parte da decisão de consumo"

 

Você pesquisaria a reputação de um restaurante antes de reservar uma mesa. Compararia avaliações antes de comprar um celular. Procuraria informações sobre um hotel antes de viajar. Mas e antes de colocar um equipamento sobre o rosto, aplicar uma substância na pele ou iniciar um tratamento estético? 

A popularização dos procedimentos de estética avançada transformou esse mercado em um dos segmentos mais dinâmicos da área de saúde e beleza. Tecnologias que antes estavam restritas a clínicas especializadas passaram a fazer parte do cotidiano de um público cada vez maior. Com isso, surgiu também um novo comportamento de consumo: o paciente chega ao estabelecimento já sabendo o nome do procedimento que quer fazer, influenciado por redes sociais, celebridades ou vídeos de antes e depois.

O problema é que conhecer o nome de uma tecnologia não significa necessariamente saber se ela é adequada para aquele rosto ou se o estabelecimento escolhido está preparado para utilizá-la. “Hoje, o consumidor chega muito mais informado sobre procedimentos, mas informação sobre uma tecnologia não substitui avaliação profissional. Antes de pensar no que quer fazer, ele deveria perguntar quem vai executar, qual é a formação desse profissional, se o equipamento é regularizado e como o estabelecimento trabalha com segurança”, afirma Daniela da Silveira, biomédica e coordenadora técnica da GIO Estética Avançada.

A questão, portanto, deixou de ser apenas “qual procedimento eu quero fazer?”.Passou a ser: “quem vai cuidar de mim e como esse cuidado é feito?” 


  1. Quem vai realizar o procedimento?

É a primeira pergunta e talvez a mais importante.

Procedimentos estéticos não devem ser escolhidos apenas pela promessa de resultado ou pelo equipamento utilizado. A formação e a habilitação do profissional responsável são critérios fundamentais.

Isso porque diferentes procedimentos têm exigências distintas e podem estar submetidos a regras específicas de atuação profissional. O consumidor deve saber quem executará o procedimento, qual sua formação e se está habilitado para aquela atividade dentro das normas de sua profissão.

Também vale perguntar quem é o responsável técnico pelo estabelecimento.

A existência de um responsável técnico não é uma formalidade burocrática. É um dos elementos que ajudam a definir quem responde tecnicamente pelos serviços oferecidos naquele local.

“Eu sempre digo que o primeiro equipamento que o consumidor precisa conhecer é o profissional. Antes de perguntar qual máquina será usada, pergunte quem vai operar, qual é a formação e quem é o responsável técnico pelo estabelecimento. A tecnologia é uma ferramenta; a segurança começa na indicação e na execução”, diz Daniela.


  1. O equipamento é regularizado?

O nome comercial de uma tecnologia pode ser conhecido nas redes sociais e, ainda assim, não ser suficiente para que o consumidor saiba exatamente o que está sendo utilizado.

Antes de um procedimento, é possível perguntar qual é o equipamento, qual fabricante o produz e se o produto ou equipamento está regularizado junto à Anvisa, quando aplicável.

A consulta pode ser feita nos canais oficiais da agência. Esse cuidado é especialmente importante porque o mercado de estética convive com uma grande quantidade de publicidade, importação de equipamentos e divulgação de tecnologias em redes sociais.

Um aparelho apresentado como “novo”, “revolucionário” ou “exclusivo” não é automaticamente mais seguro ou mais adequado.

“O consumidor não precisa ser especialista em tecnologia. Mas pode fazer perguntas básicas. Qual é o equipamento? Qual é o fabricante? Ele é regularizado? Qual é a indicação? O profissional pode explicar como aquela tecnologia funciona e por que ela foi escolhida para aquele caso?”, afirma Daniela.


  1. Existe avaliação antes de começar?

Outro sinal de alerta é quando o procedimento parece ser definido antes mesmo de o profissional conhecer o paciente. Uma avaliação adequada deve considerar características individuais, histórico, queixas, objetivos e eventuais contraindicações ou fatores de risco relevantes.

Isso vale especialmente porque dois pacientes com a mesma queixa estética podem ter necessidades completamente diferentes.

Uma pessoa que procura um tratamento para flacidez, por exemplo, pode apresentar graus diferentes de alteração cutânea, composição corporal, idade e histórico de procedimentos anteriores.

O protocolo, portanto, não deveria ser determinado apenas pelo que está em alta.

“Um procedimento não deve começar pela escolha da máquina, mas pela avaliação. Antes de indicar qualquer tecnologia, o profissional precisa compreender a queixa, avaliar as características e necessidades individuais e conhecer o histórico do paciente. A partir dessas informações, é possível definir a tecnologia mais adequada e estabelecer uma conduta personalizada. É essa avaliação criteriosa que transforma uma aplicação padronizada em um protocolo verdadeiramente individualizado e seguro”, explica Daniela. 


  1. O que exatamente está sendo proposto?

Parece uma pergunta óbvia, mas é uma das mais importantes.

Antes de qualquer procedimento, o consumidor deveria saber qual é o objetivo do tratamento, quantas sessões podem ser necessárias, quais resultados são realisticamente esperados e quais são as limitações da técnica.

É nesse momento que uma conversa sobre expectativas se torna parte da segurança.

A estética trabalha com resultados que podem variar de pessoa para pessoa. Características individuais, idade, hábitos, composição corporal, qualidade da pele e resposta biológica interferem no resultado.

Por isso, promessas absolutas merecem cautela. Expressões como “resultado garantido”, “sem risco”, “definitivo” ou “igual ao de uma cirurgia” deveriam acender um sinal de alerta quando utilizadas sem contextualização.

“Uma boa avaliação também precisa falar sobre limites. Nenhum profissional sério deveria prometer que todas as pessoas terão exatamente o mesmo resultado. O consumidor tem direito a entender o que aquela técnica pode fazer, o que não pode fazer e quais são as alternativas”, afirma Daniela.


  1. E se alguma coisa der errado?

É uma pergunta que pouca gente faz, justamente porque ninguém gosta de imaginar que o procedimento pode ter uma intercorrência. Mas segurança também significa saber o que acontece se o resultado não for o esperado ou se surgir uma reação durante ou depois do procedimento.

Antes de começar, o consumidor pode perguntar quais são os possíveis efeitos adversos, quais sinais exigem atenção e qual é o canal de contato com a clínica depois da sessão.

Também é importante saber se existe orientação pós-procedimento e quem deve ser procurado em caso de intercorrência. A resposta não precisa ser assustadora. Pelo contrário: um estabelecimento preparado tende a conseguir explicar de forma clara quais situações podem ocorrer e como serão conduzidas.

“Não existe procedimento sem contexto, e o consumidor precisa saber que existe acompanhamento depois da sessão. Uma clínica responsável não desaparece quando o paciente sai pela porta. Deve existir orientação sobre o pós-procedimento e um canal para que ele saiba a quem recorrer se tiver alguma dúvida ou reação”, diz a biomédica.


  1. O estabelecimento está regularizado?

O local onde o procedimento será realizado também faz parte da decisão. Dependendo do serviço oferecido e da legislação aplicável, estabelecimentos que realizam atividades de interesse à saúde estão sujeitos a regras sanitárias e podem precisar de licença ou autorização sanitária.

O consumidor pode perguntar se o estabelecimento possui a documentação sanitária exigida para suas atividades e quais serviços estão autorizados a ser realizados naquele espaço. A fiscalização sanitária existe justamente para verificar se determinadas condições de funcionamento, higiene, segurança e organização estão sendo cumpridas.

“É importante que o consumidor entenda que segurança não está apenas na pessoa que executa o procedimento. Ela envolve o ambiente, os equipamentos, os processos, os registros e a forma como a clínica organiza toda a jornada do paciente”, afirma Daniela.

Antes do “antes e depois”, existe o “quem e como”. A força das redes sociais mudou a maneira como as pessoas escolhem tratamentos estéticos. Fotos de antes e depois, vídeos de procedimentos e depoimentos de influenciadores transformaram resultados em conteúdo. O consumidor pode passar semanas pesquisando determinado procedimento antes de entrar em uma clínica.

Mas existe uma informação que dificilmente aparece na postagem: o que aconteceu antes daquela foto.

Qual era a condição inicial? Quem avaliou? Qual protocolo foi utilizado? Quantas sessões foram feitas? Houve associação de técnicas? O resultado é representativo ou excepcional? Sem essas informações, uma imagem pode criar expectativas que não correspondem à realidade de todos os pacientes.

“Antes e depois pode ser uma informação interessante, mas não deveria ser o principal critério de escolha. O paciente precisa saber que cada organismo responde de uma maneira. O mais importante é entender se existe indicação para ele e se o profissional tem preparo para conduzir aquele caso”, afirma Daniela.

O barato pode sair caro, mas o caro também não é sinônimo de seguro. Outro comportamento comum é escolher pelo preço. Promoções, pacotes e descontos podem ser atrativos, mas o valor cobrado não deve ser o único critério para avaliar um procedimento, da mesma maneira, um preço elevado não é garantia automática de qualidade, o que o consumidor está comprando não é apenas uma sessão. Está comprando uma combinação de profissional habilitado, avaliação, equipamento, ambiente, protocolo, acompanhamento e responsabilidade técnica. É essa soma que deveria entrar na comparação.

“Preço pode ser um critério de decisão, mas não pode ser o único. O consumidor precisa comparar o que está incluído naquele atendimento e, principalmente, quais são os critérios de segurança. Uma sessão mais barata não necessariamente representa uma economia se não houver uma estrutura adequada por trás”, afirma a coordenadora técnica.

A estética virou consumo e exige consumidor mais atento porque a mudança no comportamento do público é irreversível. Procedimentos estéticos deixaram de ser uma decisão eventual para muitas pessoas e passaram a fazer parte de uma rotina de autocuidado. O acesso aumentou, a informação se espalhou e a oferta se multiplicou.

O próximo passo, para especialistas, é transformar o consumidor de estética em um consumidor mais crítico. Isso não significa desconfiar de todo procedimento ou profissional. Significa fazer perguntas básicas antes de decidir.

Quem vai executar?

Qual é a formação?

O equipamento é regularizado?

Houve avaliação individual?

O estabelecimento está regularizado para aquela atividade?

Quais são os riscos e limitações?

Quem acompanha o paciente se houver uma intercorrência?

São perguntas simples, mas que ajudam a deslocar a decisão do território da promessa para o da responsabilidade.

“Segurança não deveria ser uma preocupação que aparece depois de um problema. Ela precisa estar presente antes do procedimento. Quanto mais o consumidor pergunta, mais ele consegue diferenciar uma experiência construída com responsabilidade de uma oferta baseada apenas em promessa”, conclui Daniela.

No fim, talvez a pergunta mais importante antes de entregar o rosto, ou qualquer outra parte do corpo a um procedimento estético não seja “quanto custa?”, mas “quem responde por isso?”.


https://www.gioesteticaavancada.com.br/

 

Muito além do skincare: 9 hábitos que ajudam a manter a pele saudável

 

 Muito além dos cosméticos, a saúde da pele depende de uma combinação de bons hábitos capazes de preservar suas funções e retardar os sinais do envelhecimento

  

A pele é o maior órgão do corpo humano e desempenha funções essenciais, como proteger o organismo contra agentes externos, regular a temperatura corporal e evitar a perda excessiva de água. Com o passar dos anos, a produção de colágeno e elastina diminui naturalmente, deixando-a mais fina, seca e menos elástica. 

Além do envelhecimento natural, o estilo de vida também influencia sua saúde e aparência. O que comemos, como dormimos, o quanto nos movimentamos e a forma como lidamos com o estresse exercem um efeito cumulativo sobre ela. 

“A partir dos 30 anos, essas mudanças começam a se tornar mais evidentes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns hábitos podem ajudar a preservar a pele por mais tempo”, explica Laura Chacón-Garbato, mestre em Nutrição Médica, esteticista licenciada e membro do Conselho Consultivo da Herbalife.

 

1. Proteja a pele do sol todos os dias

A exposição excessiva à radiação ultravioleta é considerada o principal fator externo relacionado ao envelhecimento precoce da pele. Além de favorecer o surgimento de manchas e rugas, acelera a degradação do colágeno e aumenta o risco de câncer de pele. 

“Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS, mesmo em dias nublados, continua sendo uma das recomendações mais importantes da dermatologia.”
 

2. Consuma proteína suficiente

A pele é composta principalmente por proteínas, como colágeno, elastina e queratina. Para produzir e renovar essas estruturas, o organismo precisa de um aporte adequado de proteínas e aminoácidos provenientes da alimentação. 

Além disso, uma ingestão adequada de proteínas é importante para a cicatrização e para manter a integridade da barreira cutânea. 

“Não importa apenas a quantidade de proteína, mas também como seu consumo é distribuído ao longo do dia. Incluir fontes de proteína de alta qualidade em cada refeição ajuda a fornecer um aporte constante de aminoácidos, necessários para a renovação dos tecidos, incluindo a pele”, destaca Laura.

 

3. Priorize uma alimentação rica em nutrientes

Nenhum alimento, isoladamente, faz milagres pela pele. O que realmente faz diferença é uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas e fontes de proteínas de qualidade. 

Vitaminas como A e C, além de minerais como zinco e cobre, participam da renovação celular, da síntese de colágeno e da proteção contra o estresse oxidativo, um dos processos envolvidos no envelhecimento da pele. 

Os antioxidantes também atuam como o sistema de defesa natural da pele. “Por isso, uma alimentação rica em alimentos de diferentes cores fornece diversos compostos bioativos que ajudam a proteger as células dos danos oxidativos provocados por fatores como poluição, radiação solar e estresse”, afirma Laura.
 

4. Beba água ao longo do dia

A hidratação também começa de dentro para fora. Embora a água, por si só, não elimine rugas nem substitua o uso de hidratantes, manter uma ingestão adequada de líquidos contribui para o funcionamento normal da pele. 

Estudos mostram que pessoas com baixo consumo de água podem apresentar melhora na hidratação da pele ao aumentar a ingestão de líquidos. “Frutas, verduras, sopas e outros alimentos ricos em água também contribuem para o consumo diário de líquidos”, acrescenta.

 

5. Cuide da saúde intestinal

Nos últimos anos, as pesquisas passaram a estudar o chamado eixo intestino-pele, que descreve a comunicação entre a microbiota intestinal e a saúde da pele. 

Embora esse ainda seja um campo em evolução, os estudos sugerem que uma microbiota equilibrada contribui para modular os processos inflamatórios e a resposta imunológica, fatores que podem influenciar doenças como acne, dermatite atópica e rosácea. 

Uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes, verduras e cereais integrais favorece a diversidade da microbiota intestinal e beneficia a saúde de forma geral.
 

6. Durma bem

Durante o descanso, o organismo intensifica diversos processos de reparação e renovação celular. Portanto, dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode comprometer a função da barreira cutânea, aumentar os processos inflamatórios e favorecer uma aparência mais cansada da pele. 

A qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece os processos naturais de reparação celular que ocorrem enquanto descansamos.
 

7. Mantenha uma rotina básica de cuidados com a pele

Uma rotina simples costuma ser suficiente para a maioria das pessoas. 

Limpar a pele diariamente ajuda a remover impurezas e o excesso de oleosidade. Já o uso de hidratantes contribui para manter a barreira cutânea e reduzir a perda de água, ajudando a preservar uma pele mais saudável, especialmente em pessoas com tendência ao ressecamento. 

“A constância supera a complexidade. Uma rotina simples, realizada todos os dias, costuma oferecer resultados melhores do que utilizar muitos produtos de forma esporádica.”

 

8. Utilize suplementos quando necessário

Os suplementos podem ser aliados em situações específicas, como quando existe uma deficiência nutricional ou por recomendação de um profissional de saúde. 

Entre eles, os peptídeos bioativos de colágeno contam com as evidências mais consistentes para melhorar parâmetros como hidratação e elasticidade da pele. Ainda assim, eles não substituem hábitos como uma alimentação equilibrada, proteção solar e uma rotina adequada de cuidados.
 

9. Mantenha-se ativo

Além dos benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, a prática regular de atividade física favorece a circulação sanguínea na pele e ajuda a controlar os processos inflamatórios sistêmicos. 

Os estudos também sugerem que o exercício pode contribuir para preservar a estrutura e a função da pele à medida que ela envelhece. 

O exercício também ajuda a controlar o estresse, que, quando crônico pode impactar a saúde da pele, já que o excesso de cortisol tem sido associado a processos inflamatórios que podem afetar sua aparência e contribuir para a perda acelerada de colágeno. 

“A saúde da pele não depende de soluções rápidas, mas de hábitos consistentes. Quando combinamos uma alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado, hidratação e proteção solar, criamos um ambiente que favorece o funcionamento normal da pele de dentro para fora. Não se trata de buscar a perfeição, mas de construir uma rotina sustentável que beneficie a saúde no longo prazo”, conclui Laura.


Herbalife
www.Herbalife.com


SOS unhas: como agir após a quebra e evitar infecções

Especialista traz dicas práticas para tratar a unha danificada e acelerar a recuperação com segurança

 

No dia a dia, um movimento simples, como abrir uma lata ou esbarrar a mão na quina de um móvel, pode resultar em uma unha quebrada, e, com ela, dor imediata e um risco silencioso de infecção. A ruptura expõe a região, fragiliza a lâmina ungueal e cria um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos. Sem os cuidados certos, o que começa como um pequeno acidente pode evoluir para inflamações e até complicações mais sérias. 

De acordo com Marina Groke, diretora da Unhas Cariocas, maior rede de esmalterias do mundo, a primeira atitude faz toda a diferença no processo de recuperação. “É essencial higienizar a área com cuidado, evitar arrancar o restante da unha e proteger a região para impedir a entrada de bactérias”, orienta. A especialista destaca que improvisos, como colas inadequadas ou tentativas de “remendo”, comprometem ainda mais a estrutura e aumentam o risco de infecção. Ao invés disso, o foco deve estar em manter a área limpa, seca e protegida. 

Segundo a profissional, a quebra costuma estar ligada a uma combinação de fatores: ressecamento, deficiência de nutrientes, uso frequente de produtos químicos e até hábitos cotidianos, como usar as unhas como ferramenta. “Quando a unha está enfraquecida, qualquer impacto pode causar danos maiores. Por isso, o cuidado precisa ser contínuo, não apenas após a quebra”, explica Marina. Ela também chama atenção para o corte inadequado e a retirada excessiva de cutículas, que deixam a região mais vulnerável. 

Para recuperar a saúde, o processo passa da hidratação ao reforço nutricional, contando com ativos específicos que ajudam na regeneração. No processo, cada etapa contribui para restaurar a resistência e prevenir novos episódios. A seguir, confira sugestões da especialista que ajudam a reconstruir as unhas de forma segura.

 

Nutrição interna

Unhas resistentes começam com um organismo equilibrado. Nutrientes como biotina, vitaminas do complexo B, zinco e colágeno desempenham papel central na formação da queratina, proteína que dá estrutura às unhas. Quando há deficiência desses nutrientes, a tendência é o surgimento de unhas quebradiças, descamando com facilidade. 

Nesse contexto, suplementos que combinam esses ativos atuam como aliados no fortalecimento contínuo. A biotina estimula o crescimento saudável, enquanto vitaminas antioxidantes como C e E ajudam a combater os danos causados pelos radicais livres. O zinco contribui para a regeneração celular, e o colágeno reforça a elasticidade e resistência. Marina aponta que o cuidado externo precisa caminhar junto com a nutrição interna, já que a saúde das unhas reflete diretamente o estado do organismo.

 

Hidratação das cutículas

Cutículas ressecadas e unhas opacas são sinais claros de falta de hidratação. A aplicação regular de produtos ricos em óleos nutritivos e vitamina E ajuda a restaurar a barreira natural da pele e proteger a matriz ungueal. Ingredientes como óleo de girassol têm ação emoliente e devolvem maciez imediata, sem interferir no acabamento do esmalte. 

A hidratação constante reduz a probabilidade de fissuras e quebras, mantendo a flexibilidade da unha. “Quando a cutícula está saudável, ela funciona como uma proteção natural contra agentes externos”, comenta Marina.

 

Proteção contra infecções

Após uma quebra, a atenção deve se voltar à prevenção de infecções. Ativos com propriedades antissépticas e antibacterianas, como o óleo de melaleuca, ajudam a manter a região protegida contra fungos e bactérias. Sua ação purificante cria uma camada de defesa importante, especialmente quando a unha está exposta ou sensibilizada. Esse tipo de cuidado se torna ainda mais importante em ambientes úmidos ou em contato frequente com água.

 

Base para fortalecimento

Recuperar a unha após a quebra é apenas parte do processo. Manter sua resistência ao longo do tempo exige o uso de fórmulas fortalecedoras que estimulem o crescimento saudável e aumentem a durabilidade. Bases com complexos de tratamento atuam diretamente na estrutura, promovendo maior aderência do esmalte e reduzindo a descamação. 

Com o uso regular, a unha ganha espessura e resistência, tornando-se menos suscetível a danos. “O fortalecimento é construído ao longo do tempo, com consistência. Pequenos cuidados diários fazem uma grande diferença no resultado”, conclui a especialista.

  

 Unhas Cariocas


"Efeito Ozempic": perda de peso rápida acende alerta para flacidez e aumenta busca por cirurgiões plásticos no Brasil

A velocidade do emagrecimento, e não o medicamento em si, é a principal responsável pela pele solta; entenda quando vale buscar ajuda profissional

 

Nos últimos anos, medicamentos como Ozempic e Mounjaro se popularizaram como aliados no tratamento de obesidade e no controle de peso. Com a alta procura, cresceu também um efeito colateral pouco discutido: a flacidez da pele. Braços, abdômen, coxas e até o rosto podem perder firmeza depois de uma perda de peso rápida, gerando dúvidas em quem está passando por esse processo.

Diferente do que muitos pensam, a flacidez não é causada pelo remédio. Ela acontece porque a pele não tem tempo de se adaptar à nova forma do corpo. Quando o emagrecimento é rápido, a pele, que foi esticada por meses ou anos de excesso de peso, não consegue retrair no mesmo ritmo, resultando no aspecto de "pele sobrando".

O movimento já aparece nos números do setor. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) contabilizou 38 milhões de procedimentos estéticos no mundo em 2024, com o Brasil na primeira posição em cirurgias, com quase 2,4 milhões de intervenções. Entre os procedimentos associados à perda de peso rápida, o levantamento aponta aumento nas cirurgias de glúteos e coxas (3%), braços (2%) e abdominoplastias (1%).

Fatores como idade, genética, tempo de exposição ao peso anterior e elasticidade natural da pele também interferem no resultado final. Por isso, duas pessoas podem perder a mesma quantidade de peso e ter reações completamente diferentes.

Diante desse cenário, cresce a busca por informação qualificada antes de qualquer decisão. Com isso a PinkMed, plataforma desenvolvida para conectar pacientes a profissionais de saúde com registro ativo em seus conselhos, têm registrado aumento na procura por dermatologistas e cirurgiões plásticos que expliquem esse processo com clareza, e ajudem a separar o que é mito do que é, de fato, indicação médica.

"É um efeito natural do corpo, não um problema com o tratamento. A pele reage à velocidade da mudança, e cada organismo responde de um jeito", explica Dra. Vanessa Gaissler, médica cirurgiã plástica CRM/RS 29880 | RQE 25448 e parceira da PinkMed. "O mais importante é o paciente entender que existe um tempo certo para avaliar se será necessária alguma intervenção, e que essa decisão deve vir sempre de uma consulta com um profissional qualificado."

Um dos pontos mais reforçados por quem acompanha esses casos é a paciência. Antes de considerar qualquer procedimento, recomenda-se aguardar a estabilização do peso, geralmente entre quatro a seis meses, já que o corpo ainda pode se ajustar sozinho nesse período. Buscar soluções antes desse prazo pode levar a decisões precipitadas.

"Muita gente pesquisa mais quando tem acesso fácil a informação confiável", complementa Dra. Vanessa Gaissler.  "Isso muda a forma como o paciente chega ao consultório: mais informado, com perguntas melhores e expectativas mais realistas."

Quando a intervenção é realmente necessária, existem diferentes caminhos, que vão desde tratamentos não cirúrgicos, como bioestimuladores de colágeno, até cirurgias como abdominoplastia e braquioplastia, indicadas para os casos de maior excesso de pele. A escolha depende do grau de flacidez, da área do corpo e do histórico de saúde de cada paciente.

Mais do que uma questão estética, lidar com a flacidez faz parte do cuidado integral de quem emagreceu, física e emocionalmente. Entender o processo, sem alarmismo, é o primeiro passo para tomar decisões mais seguras.


Após mortes em procedimentos estéticos, pioneiro da lipoaspiração faz alerta sobre segurança em cirurgias plásticas

Dr. Luiz Haroldo Pereira chama atenção para escolha do cirurgião, estrutura hospitalar, tempo de cirurgia e acompanhamento no pós-operatório

 

A morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, no último sábado (8), em Belém, voltou a acender o alerta sobre a segurança em cirurgias plásticas. A jovem morreu um dia após passar por procedimentos que incluíram cirurgia nos seios, abdominoplastia, lipoaspiração e enxertia. Familiares questionam a assistência recebida no pós-operatório e o caso é investigado pela Polícia Civil do Pará e pelo Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA). 

 

O episódio acontece em meio a outros casos recentes envolvendo procedimentos estéticos. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil informou, no início de agosto, que investigava pelo menos sete relatos de complicações relacionados a uma rede de clínicas, em uma apuração que ganhou repercussão após a morte de uma paciente e prisões.

 

Para o cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira, pioneiro da lipoaspiração no Brasil, complicações podem existir mesmo quando todos os protocolos são seguidos. O que precisa ser investigado, segundo ele, é se houve negligência, imprudência ou imperícia.

 

"Em relação aos recentes acontecimentos de falecimento de paciente após cirurgia plástica, a posição que nós temos é a seguinte: alguma complicação pode acontecer, mas o que o médico nunca pode ter é errar por negligência, imprudência ou imperícia. Se ele é um cirurgião que cuidou muito bem do seu paciente, tem todo o treinamento e não foi negligente, realmente não deve ter nenhuma culpa quanto a isso."


 

Tempo de cirurgia também importa

 

Ainda sobre o caso de Belém, o médico alerta sobre o tempo de cirurgia. Segundo o cirurgião, procedimentos combinados podem ser realizados, mas exigem planejamento, estrutura e uma equipe experiente.

 

"A gente pode fazer tranquilamente uma cirurgia de mama e abdômen ou uma lipo, desde que seja uma equipe treinada, um cirurgião experiente com assistentes experientes e que faça num tempo de 4 horas a 4 horas e meia no máximo de cirurgia. Mas muitas vezes têm cirurgião que demora 8, 10 horas fazendo uma lipoaspiração. Aí, realmente, podem acontecer riscos por um tempo muito longo de anestesia."


 

Embolia é uma das possíveis complicações

 

Entre as complicações que podem ocorrer em procedimentos como a lipoaspiração, o especialista cita a embolia pulmonar, que pode ter diferentes origens.

 

"Pode ter uma embolia, e essa embolia pode ser embolia pulmonar por um trombo que soltou do membro inferior, ou uma embolia gordurosa por um acidente na colocação de uma gordura dentro do músculo ou qualquer outra parecida colocada dentro de um vaso sanguíneo, de uma veia."

 

Outra possibilidade, embora considerada rara, é a ocorrência de perfuração durante a lipoaspiração. Luiz Haroldo ressalta, entretanto, que nenhuma dessas hipóteses pode ser atribuída a um caso específico sem acesso aos exames, prontuários e resultados da necropsia.


 

Cirurgia acaba, assistência não

 

Um dos pontos levantados pela família de Giovanna é justamente o acompanhamento após os procedimentos. Segundo os familiares, a jovem teria relatado dores intensas durante o pós-operatório. Para Luiz Haroldo, independentemente do caso específico, o acompanhamento médico após uma cirurgia é parte fundamental do procedimento.

 

O especialista ressalta que sinais fora do esperado precisam ser avaliados e que a estrutura disponível para responder rapidamente a uma eventual intercorrência deve fazer parte da escolha do paciente antes mesmo da cirurgia.


 

Preço não deve definir escolha

 

Para Luiz Haroldo, pesquisar o profissional, conhecer sua formação e avaliar a estrutura onde a cirurgia será realizada são cuidados tão importantes quanto decidir qual procedimento fazer. "O mais importante é que você faça sempre uma boa escolha do seu cirurgião. Não vá pelo que é mais barato, fazendo em um hospital sem a mínima condição, achando que com isso vai ser suficiente. Saúde não tem preço"

 

O cirurgião reforça ainda que hospitais e clínicas precisam estar preparados não apenas para realizar a operação, mas também para lidar com possíveis complicações. "Escolha uma boa equipe, um bom cirurgião, veja a reputação do cirurgião, opere em um hospital ou clínica que tenha todo o recurso pós-operatório, como CTI e uma recuperação pós-anestésica. A segurança é o mais importante, tanto para o cirurgião quanto para o paciente." 



Dr. Luiz Haroldo Pereira - referência nacional em cirurgia corporal e facial e um dos pioneiros da lipoaspiração no Brasil. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), integrou durante 12 anos a banca de exames para obtenção do título de especialista e, desde 2006, faz parte da comissão responsável pela avaliação de médicos que buscam o título de membro titular da SBCP. Com décadas de atuação dedicadas à cirurgia de contorno corporal, é presença constante em congressos nacionais e internacionais, onde ministra aulas e compartilha sua experiência em lipoaspiração, lipoescultura e lipoenxertia.
www.drluizharoldo.com.br/
www.instagram.com/luizharoldopereira

 

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