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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Campanha leva conscientização e medida de pressão arterial para oito cidades brasileiras

Iniciativa realizada pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, com apoio da OMRON Healthcare Brasil, contempla campanha digital e mutirão presencial de aferição de pressão e conscientização em 8 cidades

 

Com o objetivo de reforçar a conscientização sobre saúde cardiovascular durante o Mês do Coração, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com apoio da OMRON Healthcare Brasil, realiza o projeto “Acerte sua pressão, acerte sua prevenção: cuidar do coração vai além da pressão arterial”. A ação tem como objetivo reforçar a importância da prevenção contínua e do diagnóstico preciso.

Durante o mês de setembro, o DHA/SBC deu início à publicação de uma série de vídeos educativos com orientações sobre o manejo adequado da hipertensão e os cuidados com o coração, intitulada “10 pilares do coração saudável”.

Como desdobramento da campanha, no dia 03 de outubro, o DHA promoverá uma ação presencial de conscientização em 8 cidades brasileiras, a saber, Cuiabá e Lucas do Rio Verde (MT), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Teresina (PI), Votuporanga (SP) e Cabo Frio (RJ). As atividades contarão com a distribuição de materiais educativos e aferição gratuita da pressão arterial para a população.

A iniciativa busca alertar sobre os riscos das doenças cardiovasculares e orientar pacientes sobre como realizar a monitorização de forma correta, garantindo dados confiáveis tanto para o autocuidado quanto para o acompanhamento médico.


 

Serviço:

“Acerte sua pressão, acerte sua prevenção: cuidar do coração vai além da pressão arterial”
Realização: Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA/SBC)
Apoio institucional: OMRON Healthcare Brasil
Campanha digital: série de vídeos informativos sobre saúde cardiovascular e fatores de risco.
Ação presencial: mutirão de conscientização sobre saúde cardiovascular com distribuição de material educativo e aferição gratuita da pressão arterial.
Data da ação presencial: 03 de outubro.

 

Campanha Cuiabá - MT (dia 29/9)
Local: Parque Tia Nair – Av. Érico Preza, Jardim Itália, CEP 78060-758

Campanha Lucas do Rio Verde - MT
Local: Área Externa do Supermercado Pasqualotto – Av. Goiás, 1150 S, Alvorada, CEP 78466-024

Campanha Goiânia - GO
Local: Portal Shopping – Av. Anhanguera, 14404, Capuava, CEP 74450-010

Campanha João Pessoa - PB
Local: possivelmente Mag Shopping – Av. Gov. Flávio Ribeiro Coutinho, 115, Manaíra, CEP 58037-000

Campanha Fortaleza - CE
Local: UNIFOR – Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz, CEP 60811-905

Teresina - PI
Local: Shopping Cidade – Avenida Maranhão,300, Centro Norte, CEP 64000-010

Campanha Votuporanga - SP
Local: Espaço UNIFEV Saúde – Rua Tocantins, 2918, Santa Eliza, CEP 15505-189

Campanha Cabo Frio - RJ
Local: Incordis – Rua Raul Veiga, 01, Ed. RV1, 4º andar, Centro, próximo à Praça Tiradentes, CEP 28907-090


Outubro Rosa: COC e Instituto Arte com Paixão oferecem sessões gratuitas de micropigmentação de aréola e sobrancelha

 Ação atenderá 100 pacientes com câncer no próximo da 5 de outubro; inscrições estão abertas


Outubro Rosa é informação e prevenção ao câncer de mama no Centro de Oncologia Campinas, mas também é esperança e renovação. No mês de luta contra o tipo de câncer mais incidente em mulheres no mundo, o COC e o Instituto Arte com Paixão realizam uma ação de autoestima que vai além da aparência física. No próximo dia 5 de outubro, 100 pacientes oncológicas serão atendidas gratuitamente para sessões de micropigmentação paramédica de sobrancelhas e aréolas. As inscrições estão abertas.

A micropigmentação paramédica é uma técnica de reconstrução semelhante à tatuagem. A diferença é que a tinta é aplicada na camada mais superficial da pele nos procedimentos de sobrancelhas. Já nos de aréola, o método é definitivo – pode necessitar apenas de ajustes de cor no decorrer dos anos. Já o procedimento de sobrancelhas é temporário.

“É importante que seja temporário porque as mulheres vão se recuperar, as sobrancelhas voltarão a crescer, a vida será retomada”, afirma Ana Savoy, micropigmentadora paramédica há quase 30 anos. Embora a técnica seja a mesma nos dois procedimentos, a utilização de uma tinta diferente nas sobrancelhas permite que, com o tempo, todo o produto seja eliminado pela pele, sem que haja alteração de tonalidade nos traços.

O processo estético tem ainda um viés emocional. “O fantástico da ação é que o encontro dessas mulheres com a micropigmentação tem efeito curativo. Ajuda a devolver a confiança, a autoimagem positiva. Traz força para retomar a vida e possibilita momentos de confraternização e aconchego para todas nós”, resume Ana Savoy.


 A ação

COC e Ana Savoy realizam a ação de micropigmentação pelo 14º ano consecutivo. O oncologista clínico Fernando Medina tem muito a ver com o trabalho voluntário de Ana. Quando a profissional ainda tentava tornar a técnica conhecida e buscava apoio para começar o trabalho solidário – e após muitas recusas para parceria – foi o médico de Campinas que abriu as portas do COC para Ana Savoy.

“Nem sei quantos nãos eu recebi antes de finalmente ter o sim que mudou minha vida”, assegura Ana. “Foram muitos anos de luta para colocar em prática o projeto social até conhecer o doutor Fernando Medina”, acrescenta.

“Quando falamos de Ana Savoy, falamos também de generosidade e habilidade. Com seu trabalho, Ana traz de volta a essas mulheres uma parte crucial de sua feminilidade e autoimagem, ajudando-as a superar as cicatrizes físicas e emocionais que a remoção de mama pode deixar”, elogiou Fernando Medina.

Além de Ana Savoy, perto de 15 voluntárias do Instituto Arte com Paixão participarão da ação. As interessadas devem se inscrever gratuitamente pelo telefone (19) 3787-3400. Os atendimentos serão realizados com hora marcada, das 8h às 17h, na sede do Centro de Oncologia Campinas.


 Caminhada

No dia 17 de outubro, será realizada a 7ª edição da Caminhada COC. Trata-se de uma confraternização focada na conscientização sobre prevenção ao câncer de mama e do câncer de próstata.

Os participantes têm opção de escolher entre os kits feminino e masculino, com camisetas nas cores azul (Novembro Azul) e rosa. A inscrição individual custa R$ 80, com a possibilidade de desconto para a inscrição dupla, que sai R$ 65 cada. As inscrições devem ser feitas pelo link https://www.sympla.com.br/evento/7-caminhada-coc-cura-quem-procura/3560795

O percurso suave de 2,5 quilômetros pelas ruas do Distrito de Barão Geraldo, com concentração a partir de 8h em frente à sede do COC, é monitorado por agentes de mobilidade urbana da Emdec e embalado por uma causa. Pacientes, ex-pacientes, profissionais médicos, colaboradores do COC e simpatizantes representarão a solidariedade e o comprometimento com ações para salvar vidas.

 

SERVIÇO

O quê: Micropigmentação paramédica de sobrancelhas e aréolas

Quando: dia 5/10, das 8h às 17h

Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas

Quanto: Gratuito

Inscrições: pelo telefone (19) 3787-3400

 Caminhada - Dia 17/10 – 7ª edição da Caminhada Outubro Rosa, para conscientização sobre o câncer de mama. O percurso de 2,5 km tem saída e chegada na sede do COC, com várias atrações. As inscrições devem ser feitas pelo link https://www.sympla.com.br/evento/7-caminhada-coc-cura-quem-procura/3560795

A inscrição individual custa R$ 80 e a dupla, R$ 65 cada. Os kits poderão ser retirados na semana que antecede o evento ou no dia da caminhada, na sede do COC (rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas). Os inscritos receberão e-mail detalhando sobre a retirada.

www.oncologia.com.br
instagram.com/coc_oncologia


Amamentação depois do câncer de mama: possibilidades e cuidados para cada mulher

 

Estudos trazem resultados encorajadores e reforçam a importância de um planejamento individualizado para mulheres que desejam engravidar e amamentar após o tratamento

 

Depois do tratamento de um câncer de mama, o desejo de ter um filho pode vir acompanhado de uma dúvida importante: “Será que vou conseguir amamentar?” A resposta depende da história de cada mulher, dos tratamentos realizados, de possíveis cirurgias e radioterapia e também dos medicamentos que ainda fazem parte do tratamento. Existem possibilidades, mas elas não são iguais para todas.

O Outubro Rosa também é um momento para ampliar a conversa sobre a vida após o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. Para muitas mulheres, isso inclui pensar na maternidade. Ter acesso a informações claras e baseadas em evidências pode ajudar na construção desse projeto, com expectativas realistas e sem transformar a amamentação em uma nova obrigação.

Uma análise do estudo POSITIVE, publicada em 2025 no Journal of Clinical Oncology, avaliou a amamentação entre mulheres com câncer de mama inicial com receptores hormonais positivos. Das 313 participantes elegíveis para essa análise, que tiveram filhos durante o estudo e não haviam sido submetidas à mastectomia bilateral, 196 amamentaram, o equivalente a 62,6%.

No período de 24 meses após o primeiro nascimento ocorrido durante o estudo, a incidência acumulada de eventos de câncer de mama foi de 3,6% entre as mulheres que amamentaram e de 3,1% entre aquelas que não amamentaram. Os pesquisadores não identificaram, nesse acompanhamento inicial, um sinal de piora dos resultados oncológicos associado à amamentação.

Os resultados são encorajadores, mas precisam ser interpretados com cautela. A decisão de amamentar não foi determinada de forma aleatória entre as participantes, e o período de acompanhamento ainda é relativamente curto para avaliar todos os possíveis riscos em longo prazo. Além disso, os dados dizem respeito a um grupo específico de mulheres acompanhadas dentro de um protocolo de pesquisa e não devem ser generalizados para todas as pacientes com histórico de câncer de mama.


A produção de leite pode ser afetada

A possibilidade de amamentar também está relacionada ao tipo de tratamento realizado. Cirurgia e radioterapia podem reduzir ou até impedir a produção de leite na mama tratada, além de interferir na anatomia da região e na pega do bebê.

Após uma mastectomia, a mama operada não permite a amamentação, mesmo quando existe reconstrução mamária. Já a mama que não foi operada pode, em algumas situações, produzir leite suficiente para alimentar o bebê. Ainda assim, essa possibilidade precisa ser avaliada individualmente e acompanhada por profissionais de saúde.

Outro ponto importante é que o fim da quimioterapia não significa necessariamente o encerramento de todo o tratamento. Algumas mulheres continuam utilizando medicamentos por anos. Por isso, qualquer planejamento de gravidez, amamentação ou eventual interrupção temporária da terapia deve ser discutido previamente com a equipe responsável pelo acompanhamento oncológico.

Nenhum medicamento deve ser suspenso por conta própria. A interrupção sem orientação pode comprometer o tratamento e a segurança da paciente.


O bebê também precisa estar no centro do cuidado

Na pediatria, o foco precisa ser o bebê real, e não uma expectativa de produção de leite. Avaliar a alimentação, a pega, o crescimento e o desenvolvimento da criança permite identificar precocemente se existe necessidade de complementação e adaptar o plano de cuidados.

Se a amamentação não for possível ou não for suficiente, a família deve receber orientação sobre uma alternativa adequada e segura. Isso não diminui a importância do vínculo entre mãe e filho nem representa uma falha materna.

As experiências dessas mulheres também precisam fazer parte da discussão. Um estudo de Sella e colaboradores, publicado em 2025 na revista Cancer, investigou as experiências de amamentação de mulheres que tiveram filhos após o câncer de mama. Pesquisas como essa ajudam a ampliar o olhar para além da segurança oncológica, considerando também as experiências, dificuldades e necessidades de apoio dessas pacientes.


Planejamento deve começar antes do nascimento

Sempre que possível, a conversa sobre amamentação deve começar ainda durante o planejamento da gestação ou antes do parto. A mulher pode levar suas dúvidas à equipe de saúde, compreender quais possibilidades se aplicam ao seu caso e estabelecer previamente como será o acompanhamento depois do nascimento.

Esse planejamento pode fazer diferença especialmente nos primeiros dias após o parto, período marcado por cansaço, mudanças hormonais e muitas dúvidas. Ter uma equipe preparada para orientar e acolher pode evitar que a mulher precise tomar decisões sozinha.

Também é importante evitar a ideia de que a amamentação representa uma espécie de prova de superação. Algumas mulheres conseguem amamentar e podem atribuir grande significado a essa experiência. Outras podem não conseguir, não desejar fazê-lo ou receber orientação médica para não amamentar. Nenhuma delas precisa provar sua força por meio da amamentação.

A informação científica deve ampliar as possibilidades de escolha, e não criar novas cobranças. Depois do câncer de mama, o projeto de maternidade de cada mulher merece ser ouvido e respeitado. E, em todas essas decisões, a saúde e a segurança da mãe e do bebê precisam permanecer no centro do cuidado.

As mães também precisam de colo!

 



Dra. Marli Rio - pediatra

Outubro Rosa



Referências

[1] Peccatori FA et al. Breastfeeding After Hormone Receptor–Positive Breast Cancer: Results From the POSITIVE Trial. Journal of Clinical Oncology. 2025;43:2712–2719. https://doi.org/10.1200/JCO-24-02697

[2] American Cancer Society. Pregnancy and Breastfeeding After Breast Cancer. Revisão médica com contribuição da ASCO. Atualização de 17 de julho de 2026.

[3] Johnson HM et al. Oncolactation for Patients with Breast Cancer. Annals of Surgical Oncology. 2025;32:8720–8727. https://doi.org/10.1245/s10434-025-17742-7

[4] Sella T et al. Breastfeeding experiences among young breast cancer survivors: A survey study. Cancer. 2025;131:e35585. https://doi.org/10.1002/cncr.35585

Dra. Marli Rio | Outubro Rosa


Brasil lidera estresse corporativo na América Latina: profissionais com problemas de saúde mental podem perder até 93 dias úteis de trabalho por ano, aponta Aon e TELUS Health

 

 


 País tem o maior índice de autoestigma da região, 65% dos trabalhadores se sentiriam mal consigo mesmos se enfrentassem um transtorno mental.

 

A Aon plc (NYSE: AON), empresa líder global em serviços profissionais, em colaboração com a TELUS Health, líder global em serviços e tecnologia na área de saúde e bem-estar, divulga a Pesquisa de Saúde Mental 2026. No Brasil, 45% dos trabalhadores declaram se sentir sobrecarregados e/ou sob estresse constante no trabalho, o maior índice entre os dez mercados analisados na América Latina, onde a média regional é de 34%. Entre os profissionais em condição de sofrimento psíquico grave, a perda de produtividade chega a 93 dias úteis por ano (o equivalente a cerca de 4 meses). 

Para líderes de Recursos Humanos e executivos C-Level, o dado tem impacto financeiro e operacional direto. Cerca de 80% dos brasileiros trabalham sentindo-se mental ou fisicamente mal ao menos um dia por semana, ante 74% na média regional. Outros 34% reconhecem que a saúde mental afeta seu desempenho, 43% relataram sentir ansiedade e 36% citaram sintomas depressivos. 

O país registrou um Índice de Saúde Mental (IHM) de 65,5 pontos, enquadrando o Brasil na categoria de risco "Pressionado" (pontuações entre 50 e 79), com 72% dos profissionais apresentando perfil de risco de moderado a alto. Outro indicador que também chama atenção é que 33% dos trabalhadores relatam se sentir sozinhos, o segundo maior índice da região. 

Os dados chegam em meio à adequação regulatória da NR-1, que tornou obrigatório o mapeamento dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. A saúde mental deixou de ser um benefício pontual para se consolidar como exigência de compliance, governança e sustentabilidade de negócios. 

"Não estamos falando apenas de cuidar das pessoas, mas de proteger o valor e a continuidade do negócio. Quando quase metade da força de trabalho opera sob estresse constante, o impacto aparece na perda de eficiência, nos erros operacionais e na rotatividade de talentos. O desafio dos conselhos e das diretorias de RH é transformar dados de saúde mental em inteligência de gestão, reavaliando como as metas são estipuladas e como a liderança é preparada para atuar junto a isto", diz Fabio Martinez, Head of Human Capital para o Brasil na Aon.

 

Autoestigma e o despreparo da liderança

O cumprimento da nova norma esbarra em um gargalo na média gestão: 34% dos gestores relatam dificuldade para administrar as necessidades emocionais e psicológicas de suas equipes, em linha com os 35% da média regional, o que indica um desafio compartilhado por toda a América Latina. Na outra ponta, a maior barreira brasileira está na forma como o próprio trabalhador enxerga a questão: 

● 65% se sentiriam mal consigo mesmos caso tivessem um problema de saúde mental, o maior índice de autoestigma da região, 11 pontos percentuais acima da média e seis à frente da Colômbia, a segunda colocada.

● 28% não conseguiriam falar abertamente com gestores ou colegas de trabalho sobre o impacto do trabalho em sua saúde mental, ante 21% na média regional.

● 63% temem limitações de carreira caso a empresa saiba que possuem um problema de saúde mental, abaixo da média da América Latina, de 67%. 

"A norma exige diagnósticos precisos dos riscos psicossociais, mas temos de um lado gestores sem preparo para acolher a equipe e, do outro, colaboradores que hesitam em expor o esgotamento porque se sentiriam mal consigo mesmos ao admiti-lo. Para que o compliance aconteça de fato no dia a dia, o RH precisa atuar na capacitação das lideranças e na construção de um ambiente de segurança psicológica real", analisa Martinez. 

Já no aspecto financeiro, o Brasil está à frente da região: 63% dos colaboradores têm reserva de emergência, contra 50% da média. Ainda assim, quase um terço dos trabalhadores (27%) apontam as finanças pessoais como sua principal fonte de estresse (abaixo dos 38% da LATAM). Quando observada a perspectiva de futuro, o cenário exige atenção: 8% dos profissionais relatam falta de otimismo quanto aos próximos anos, o maior índice da América Latina, onde a média é de 4%. Além disso, 39% dos colaboradores no país afirmam que não buscam apoio à saúde mental devido ao custo do tratamento. 

Para as estratégias de atração e retenção, o estudo aponta uma oportunidade clara: 42% dos colaboradores da região consideram um suporte efetivo à saúde mental mais importante do que um aumento salarial de 10%. 

No Brasil, o formato do atendimento também pesa: 67% preferem apoio presencial e 14% dizem que os benefícios do empregador não atendem às suas necessidades.

 

Metodologia

Os dados foram coletados em fevereiro de 2026, por meio de pesquisa on-line com 10 mil colaboradores em dez países da América Latina, sendo 2000 do Brasil. Os respondentes representam diferentes perfis demográficos e setores e estavam empregados no momento ou haviam trabalhado nos seis meses anteriores, com respostas referentes às duas semanas anteriores à pesquisa.

Para criar o Índice de Saúde Mental da América Latina, um sistema de pontuação foi aplicado para converter as respostas individuais em valores de pontos. Valores de pontos mais altos estão associados a melhor saúde mental e menor risco de saúde mental. 

As comparações citadas como “média regional” correspondem ao resultado consolidado dos dez mercados pesquisados: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Porto Rico.

 

Aon
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Setembro Vermelho: protocolo de dor torácica reduz tempo de atendimento e preserva o músculo cardíaco na emergência

Magnific
Alinhado às diretrizes internacionais de cardiologia, fluxo prioritário sem filas, sinalização em tempo real e linha de cuidado integrada ajudam combater a principal causa de mortes no Brasil

 

A campanha de Setembro Vermelho e o Dia Mundial do Coração (29/09) reforçam a conscientização pública sobre o manejo de urgência das doenças cardiovasculares. No Brasil, as enfermidades cardíacas lideram as estatísticas de mortalidade, sendo responsáveis por cerca de 400 mil óbitos anuais, indicador que representa mais de 1.100 mortes diárias, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Estimativas do Ministério da Saúde apontam a ocorrência de 300 mil a 400 mil casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) por ano no país. Contudo, aproximadamente 30% das vítimas evoluem para óbito antes de receber qualquer socorro hospitalar, quadro frequentemente agravado pelo atraso na busca por atendimento e pela falta de reconhecimento dos sintomas precoces.

Para enfrentar esse cenário, as quatro unidades do Hospital Santa Lúcia (HSL) em Brasília – Sul, Norte, Gama e Taguatinga – operam com um Protocolo de Dor Torácica estruturado, alinhado a protocolos globais. A linha de cuidado integra triagem imediata, corpo clínico presencial 24 horas, suporte hemodinâmico e acompanhamento multidisciplinar especializado, com o objetivo de reduzir o tempo entre a entrada do paciente e o respectivo desfecho intervencionista, que pode variar de acordo com o quadro constatado.



Reconhecimento dos sintomas

A identificação rápida de uma emergência coronariana é o primeiro passo para o sucesso terapêutico. A dor torácica clássica manifesta-se como uma sensação de aperto, pressão ou peso no peito, podendo vir acompanhada de suor frio, falta de ar, náuseas, tontura ou irradiação para o braço esquerdo, ombro, costas, pescoço e mandíbula.

Entretanto, as apresentações clínicas atípicas, que vão além da forte dor no peito (e podem até nem incluí-la), são frequentes e demandam vigilância dobrada, conforme alerta a coordenadora de cardiologia do Hospital Santa Lúcia Norte (HSLN), Dra. Anna Paola Pereira. Qualquer dor ou desconforto entre a mandíbula e a cicatriz umbilical que persista por mais de 10 minutos exige avaliação médica imediata.

"Algumas pessoas podem sentir apenas queimação ou desconforto na região do estômago, falta de ar, cansaço súbito, náusea, dor nas costas ou até formigamento nos braços. Esses sintomas menos típicos ocorrem especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, acabando, muitas vezes, por atrasar a procura pelo pronto-socorro”, observa a médica.

A enfermeira Tatyane Nascimento, gerente assistencial da linha de cuidados NeuroCardioVascular do Hospital Santa Lúcia, reforça que o paciente não deve aguardar o agravamento do quadro em casa. "Dor na boca do estômago, queimação, dor nas costas ou no braço podem parecer problemas comuns, mas também podem fazer parte de uma apresentação cardiovascular. Enquanto a artéria permanece obstruída, o músculo do coração fica sem receber sangue e oxigênio, sofrendo lesões irreversíveis que aumentam o risco de insuficiência cardíaca e óbito”, adverte.



"Tempo é músculo"

O manuseio da síndrome coronariana aguda é pautado pela premissa médica de que "tempo é músculo". Quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for reestabelecido, maior será a quantidade de tecido cardíaco preservado e menores serão as sequelas a longo prazo.

"Com essa expressão, queremos dizer que uma artéria do coração está fechada e parte do órgão deixou de receber oxigênio", explica a Dra. Anna Paola Pereira. "Cada minuto conta. Quanto mais rapidamente reconhecemos o infarto e desobstruímos o vaso, maiores são as chances de preservar a função cardíaca, diminuir complicações e garantir uma boa recuperação."

As diretrizes mundiais de cardiologia estabelecem duas metas temporais críticas para o atendimento de emergência:
Tempo porta-eletrocardiograma: realização do eletrocardiograma (ECG) e primeira interpretação médica em até 10 minutos após a entrada do paciente no hospital;
Tempo porta-balão: intervalo de no máximo 90 minutos entre a chegada à emergência e a desobstrução da artéria responsável pelo infarto por meio de angioplastia na hemodinâmica (ou até 120 minutos caso o paciente precise ser transferido de uma unidade sem recursos para outra que realize o procedimento).



Fluxo de atendimento

Para assegurar o cumprimento das metas internacionais, as emergências dos hospitais do Grupo Santa implementaram uma logística que prioriza o paciente com suspeita de infarto antes mesmo da conclusão do cadastro administrativo, conforme assegura o coordenador assistencial e enfermeiro Júnior Rodrigues, do Hospital Santa Lúcia Sul.

“Nosso fluxo foi estruturado para que o paciente com dor no peito seja identificado e atendido o mais rapidamente possível. Assim que chega ao pronto-socorro, a queixa é identificada no primeiro contato”, detalha. “A Auxiliar de Atenção ao Cliente encaminha o paciente imediatamente para a sala de eletrocardiograma, sem que ele precise aguardar no fluxo convencional da recepção. Na própria sala é realizada a triagem e o ECG, enquanto a entrada no protocolo é sinalizada em um painel de gestão em tempo real para toda a equipe assistencial.”

O arranjo físico do pronto-socorro do Santa Lúcia Sul foi projetado para acelerar o diagnóstico: o consultório da cardiologia é posicionado ao lado da sala de ECG, eliminando deslocamentos, com cardiologista disponível 24 horas no pronto-socorro e técnico de enfermagem exclusivo para a realização do ECG 24 horas. A integração estende-se ao suporte de exames laboratoriais e à equipe de intervenção. O enfermeiro conta que o protocolo ágil de EGC chega a ser feito em 1 minuto em alguns casos, com tempo médio porta-ECG de 6 minutos.

"As amostras de sangue para análise de marcadores de necrose miocárdica, como a troponina, são transportadas ao laboratório em uma embalagem vermelha, que sinaliza prioridade máxima no processamento. Quando o eletrocardiograma confirma o infarto agudo com supradesnivelamento do segmento ST (IAM com supra), a equipe da Hemodinâmica é acionada imediatamente para preparar a angioplastia primária", complementa Júnior Rodrigues.



Qualidade assistencial

A manutenção do alto padrão assistencial nas quatro unidades do Hospital Santa Lúcia no DF é assegurada por auditorias diárias e monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho. A equipe de enfermagem passa por treinamentos constantes para o reconhecimento imediato dos sinais de alerta. "Além disso, realizamos semanalmente o 'Rito do Pronto-Socorro', uma reunião em que discutimos os casos da semana com as equipes assistenciais. Identificamos gargalos, analisamos oportunidades de melhoria e definimos planos de ação imediatos, fortalecendo a cultura de segurança do paciente”, assegura Júnior.



Estrutura de alta complexidade

Após o diagnóstico de obstrução coronariana, o Hospital Santa Lúcia dispõe de uma infraestrutura integrada para o tratamento definitivo. O serviço contempla salas de Hemodinâmica 24 horas para a realização de cateterismo e angioplastia com implante de stent, além de centro cirúrgico preparado para cirurgias de revascularização do miocárdio, além da opção de cirurgia cardíaca robótica para alguns casos.

A jornada do paciente é acompanhada de forma contínua por um modelo especializado de gestão assistencial. “No Grupo Santa, o cuidado vai além do diagnóstico e do tratamento na emergência”, destaca Tatyane Nascimento. “Enfermeiras Navegadoras especializadas acompanham a jornada do paciente de forma integrada, desde a admissão até o período pós-alta. Esse suporte próximo garante a continuidade do cuidado, orienta sobre a adesão ao tratamento e contribui para os melhores desfechos clínicos e qualidade de vida.”



Prevenção dos fatores de risco

A principal mensagem do Setembro Vermelho foca na prevenção primária. Hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol elevado, obesidade e tabagismo são fatores de risco silenciosos que danificam a parede dos vasos sanguíneos ao longo de anos sem apresentar sintomas.

“Medir a pressão arterial, realizar exames laboratoriais periódicos, praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e não fumar são atitudes simples que modificam o risco cardiovascular. O Dia Mundial do Coração lembra que não precisamos esperar o órgão dar um sinal de alerta para começar a cuidar dele”, conclui a Dra. Anna Paola Pereira.



Arte, saúde e Brasília


Como parte da campanha de Setembro Vermelho, o Hospital Santa Lúcia convidou o artista brasiliense Toys para criar um coração pulsante, elemento central de uma narrativa que aproxima a conscientização sobre a saúde cardiovascular do universo da arte. Na composição criada para a campanha “Se é de Coração… É Santa Lúcia”, as imagens foram escolhidas para representar vitalidade e saúde. “A ideia foi trazer um ícone que já aparece nos meus desenhos: o coração humano. Quero que esse elemento transmita energia e força, características marcantes de uma vida saudável”, afirma Toys.

A identidade brasiliense também atravessa a obra. Foi nas ruas da capital que o artista, nascido em 1991, começou a trabalhar com spray e grafite, transformando a cidade em espaço de criação. “Brasília me deu voz. As ruas foram o meu ateliê e o meu caderno de desenho. O céu, a arquitetura, as avenidas largas, o design e as cores da cidade fazem parte do meu trabalho”, conta.

O processo de criação, dos primeiros desenhos à mão livre até a finalização digital, será registrado em uma colaboração nas redes sociais com o artista. Para Toys, a iniciativa reforça a capacidade da arte de despertar emoções positivas e contribuir para o bem-estar. “A arte tem um papel fundamental nas emoções e nos sentimentos. Ela pode inspirar, motivar e levar esperança e cor às pessoas”, conclui.

A identidade visual criada por Toys também estará presente nas “Cartas de Coração”, ação que convida pacientes da linha cardiovascular do Hospital Santa Lúcia a escrever mensagens de agradecimento às equipes que os acompanharam. Algumas entregas serão realizadas de surpresa e registradas para documentar histórias construídas entre profissionais, pacientes e familiares. Fora do ambiente hospitalar, o coração ganhará as ruas de Brasília com uma animação exibida no painel Boulevard.Live, no Conic, ampliando o convite ao cuidado com a saúde cardiovascular em uma das principais vias da cidade.


Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) pode causar ideação suicida cíclica e exige alerta para a saúde mental feminina

Ginecologista explica a diferença entre TPM e TDPM, revela os mecanismos biológicos por trás do transtorno e destaca a importância do diagnóstico integrado entre Ginecologia e Psiquiatria

 

Na discussão sobre a saúde mental feminina e a prevenção do suicídio, um alerta fundamental sobre o bem-estar da mulher ganha relevância: a relação entre o ciclo menstrual e o sofrimento psíquico grave. Frequentemente invisibilizado e rotulado de forma preconceituosa como "frescura" ou "drama", o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) atinge mulheres em idade fértil e pode provocar episódios recorrentes de ideação suicida todos os meses. 

Para conscientizar a população sobre a condição, a ginecologista e docente do curso de Medicina da Unifran, Profa. Dra. Elisabete Lilian, explica como identificar os sinais de alerta, o que acontece no organismo feminino e como funciona o tratamento que devolve a qualidade de vida a mais de 90% das pacientes.
 

TPM comum vs. TDPM: entenda os riscos da ideação suicida cíclica 

Enquanto a TPM comum causa desconfortos como inchaço, irritabilidade leve e vontade de comer doces alguns dias antes da menstruação sem paralisar a rotina, o TDPM é uma condição médica grave e incapacitante. 

"No TDPM, a mulher enfrenta sintomas tão intensos que não consegue ser ela mesma por 7 a 14 dias todos os meses. Surgem crises de choro, raiva explosiva, ansiedade sufocante, sensação de perda de controle e, o mais preocupante: tristeza profunda acompanhada pela sensação de que seria melhor não existir ou vontade de sumir", alerta a doutora. 

A médica reforça que é justamente nessa repetição cíclica que reside a gravidade da condição. "Como o TDPM costuma ser invisibilizado, a mulher sofre calada por anos achando que é 'louca'. Quando os pensamentos suicidas se repetem todo mês sem acolhimento, o risco aumenta muito. Falar abertamente sobre o TDPM é salvar vidas, mostrando que esse sofrimento tem nome, causa biológica e tratamento. Não é fraqueza."
 

Uma reação química real: por que não é frescura, Bipolaridade ou Borderline? 

Por apresentar sintomas como oscilações bruscas de humor e impulsividade, o TDPM é frequentemente confundido com Transtorno Bipolar ou Borderline. A grande diferença está no calendário: no TDPM, a alteração ocorre exclusivamente na fase lútea (segunda metade do ciclo menstrual, após a ovulação) e melhora em dois a três dias após a chegada da menstruação.

Biologicamente, o problema não é o excesso ou a falta de hormônios, mas a extrema sensibilidade do cérebro às variações hormonais normais do ciclo:
Queda do 'calmante' natural: na fase lútea, os níveis de progesterona sobem e depois caem bruscamente. O cérebro converte a progesterona em alopregnanolona, um neuroesteroide que se conecta aos receptores GABA-A, o mesmo local onde agem os remédios calmantes (benzodiazepínicos). Quando a taxa cai, o cérebro da mulher com TDPM entra em uma espécie de "abstinência".
Queda da serotonina: junto com a variação da progesterona, a queda do estrogênio reduz os níveis de serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bem-estar e regulação do humor.
 

Sinais de emergência e como acolher 

A especialista da Unifran aponta os principais sinais de alerta de que a dor ultrapassou o limite e exige intervenção imediata:


Ciclo de isolamento e sofrimento: a mulher se transforma por 1 a 2 semanas no mês, falta ao trabalho, isola-se na cama e entra em grandes conflitos familiares, voltando ao normal após a menstruação.


Desesperança e frases de alerta: desabafos frequentes como "não aguento mais ser assim", "sou um peso para todos" ou "minha família seria melhor sem mim".


Medo de si mesma: a própria paciente relata medo do que pode fazer contra si durante a fase pré-menstrual.


Uso de substâncias: recorrer ao álcool, automedicação ou automutilação para aliviar o sofrimento emocional.


"Se você percebe isso em alguém, nunca diga que é 'drama' ou 'só TPM'. Diga: 'percebo que todo mês nessa época você sofre muito, estou aqui e vamos buscar ajuda juntos'. Se houver risco iminente ou plano de suicídio, deve-se procurar um pronto-socorro imediatamente ou ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188", orienta a ginecologista.
 

Tratamento integrado: Ginecologia + Psiquiatria 
Embora não tenha uma cura definitiva, o TDPM pode ser totalmente controlado quando diagnosticado de forma correta. O sucesso do tratamento exige uma abordagem multidisciplinar e integrada:

  1. Ginecologia: atua para estabilizar a montanha-russa hormonal por meio de esquemas específicos de anticoncepcionais (com pausa curta ou sem pausa), DIU hormonal ou outras abordagens que evitem a queda hormonal brusca.
  2. Psiquiatria e Psicologia: oferecem suporte neurológico e emocional. Antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina podem ser prescritos (por vezes utilizados apenas na segunda metade do ciclo). A psicoterapia auxilia no manejo dos gatilhos e na reconstrução das relações afetivas e profissionais desgastadas.
  3. Estilo de vida: atividade física regular, manutenção de um sono regular, redução de álcool e cafeína na fase lútea, além de suplementação orientada de cálcio, magnésio e vitamina B6.

"Nenhuma mulher precisa aceitar viver metade da vida se sentindo péssima e a outra metade carregando culpa por isso. O TDPM é uma condição médica séria que merece diagnóstico rápido, tratamento e acolhimento", finaliza a Dra. Elisabete.

 

Unifran
www.unifran.edu.br


Metade da população mundial convive com doenças bucais, aponta estudo que analisou dados de 204 países

Envato

Incidência de problemas como cárie e doença periodontal aumentou nas últimas três décadas, enquanto projeções indicam que mais de 4,5 bilhões de pessoas poderão ser afetadas até 2051

 

Cerca de 3,7 bilhões de pessoas – aproximadamente metade da população mundial – convivem com algum tipo de doença bucal, segundo análise dos dados do Global Burden of Disease (GBD). A pesquisa avaliou 370 doenças em 204 países, entre 1990 e 2021, e identificou crescimento de aproximadamente 35% na incidência de doenças bucais no período. As projeções indicam que esse número pode ultrapassar 4,5 bilhões nas próximas três décadas.

América Latina e Ásia apresentaram as maiores taxas de incidência padronizadas por idade. Entre as condições avaliadas, a cárie em dentes permanentes continua sendo a mais prevalente, enquanto a doença periodontal apresentou aumento de cerca de 76% entre 1990 e 2021, a maior elevação entre as doenças bucais analisadas. O estudo também chama atenção para o edentulismo (ausência de dentes), que pode comprometer mastigação, alimentação, fala e qualidade de vida.

Quando a perda dentária já ocorreu, os implantes dentários podem ser uma alternativa para a reabilitação oral. “É importante avaliar não apenas a questão estética, mas principalmente os impactos funcionais da perda dentária. Os implantes são uma das alternativas disponíveis e que melhor podem contribuir para devolver função, conforto e segurança ao paciente, sempre considerando suas condições clínicas e necessidades individuais”, explica o cirurgião-dentista especialista em Implantodontia e diretor da Neodent, Dr. Sérgio Bernardes.


Envelhecimento da população e saúde bucal

O aumento das doenças bucais entre pessoas com mais de 45 anos acompanha o envelhecimento populacional e reforça a importância dos cuidados odontológicos em todas as fases da vida. Embora a idade possa elevar a exposição a determinados fatores de risco, a perda dentária e outras complicações não devem ser consideradas consequências inevitáveis do envelhecimento.

A doença periodontal pode comprometer os tecidos que sustentam os dentes e, quando não tratada, contribuir para a perda dentária. Já a cárie, apesar de também prevenível, continua apresentando elevada prevalência global. Os dados reforçam a necessidade de combinar políticas públicas, iniciativas de ampliação do acesso ao atendimento odontológico e hábitos de higiene bucal.


Prevenção começa na rotina

Para Bernardes, a prevenção deve começar desde a infância. “A saúde bucal precisa ser encarada como parte integrante da saúde geral. Quanto mais cedo os cuidados são incorporados à rotina, maiores são as possibilidades de evitar complicações no futuro”, afirma.

Entre as principais recomendações do especialista estão:

  • Escovar os dentes três vezes ao dia: utilizar escova de cerdas macias e creme dental com flúor.
  • Usar fio dental diariamente: a limpeza entre os dentes ajuda a remover resíduos e placa bacteriana onde a escova não alcança.
  • Reduzir o consumo de açúcar: a exposição repetida favorece o desenvolvimento da cárie.
  • Manter consultas odontológicas regulares: o acompanhamento contribui para a prevenção e permite identificar precocemente cáries, inflamações gengivais e outras alterações.
  • Observar sinais de alerta: sangramento gengival, dor, sensibilidade persistente, mau hálito recorrente, mobilidade dentária ou feridas que não cicatrizam devem ser avaliados por um dentista.
  • Evitar o tabagismo: o hábito está associado ao risco de doenças periodontais e câncer bucal.

“Não é necessário esperar o surgimento de dor ou problemas visíveis para procurar atendimento. Muitas doenças bucais podem evoluir silenciosamente, e a avaliação periódica é fundamental para identificar alterações em estágios iniciais”, acrescenta Bernardes. A recomendação é que a consulta odontológica de rotina aconteça, no mínimo duas vezes ao ano.


Saúde bucal exige atenção contínua

Com a expectativa de que mais de 4,5 bilhões de pessoas possam ser afetadas por doenças bucais nas próximas décadas, o cenário reforça a importância de ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento. Da preservação dos dentes naturais à reabilitação com implantes dentários, diferentes abordagens podem contribuir para manter ou recuperar a função e a qualidade de vida.

 

Neodent


Menopausa deixa de ser tabu e aumenta a busca por informação

Ondas de calor não são o único sinal da transição hormonal e reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres; ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana explica o que é mito e o que a ciência já sabe sobre essa fase

 

A menopausa deixou de ser um assunto restrito ao consultório médico e passou a fazer parte das conversas nas redes sociais, no ambiente de trabalho e até dentro de casa. O aumento do interesse das mulheres por informações sobre a fase, no entanto, também trouxe à tona uma série de dúvidas, informações incompletas e mitos que podem dificultar o reconhecimento dos sintomas e atrasar a busca por acompanhamento adequado. Afinal, menopausa é apenas uma fase marcada pelo fim da menstruação? Toda mulher terá ondas de calor? Terapia hormonal faz mal? Ganhar peso é inevitável? 

A resposta para essas perguntas é mais complexa do que muitos conteúdos encontrados na internet fazem parecer. A menopausa é um processo natural do envelhecimento feminino e corresponde ao momento em que a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruar. Antes disso, existe a perimenopausa, período de transição que pode durar alguns anos e no qual as oscilações hormonais já podem provocar sintomas. 

“Um dos principais problemas é que muitas mulheres ainda acreditam que a menopausa começa quando a menstruação acaba. Na realidade, os sintomas podem aparecer anos antes da última menstruação. É uma fase de transição e cada mulher pode vivenciá-la de uma maneira diferente”, explica Dra. Aline Marques, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana. 

As ondas de calor e os suores noturnos são, de fato, manifestações muito conhecidas, mas estão longe de serem as únicas. Alterações do sono, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, redução da libido, ressecamento vaginal, desconforto nas relações sexuais e alterações no ciclo menstrual também podem aparecer durante a transição. Nem todas as mulheres terão os mesmos sintomas ou a mesma intensidade.
 

Mitos que ainda confundem as mulheres 

“Menopausa é doença.” Mito. A menopausa é uma etapa natural da vida e não uma doença. Isso, porém, não significa que os sintomas devam ser ignorados. Quando interferem na qualidade de vida, existem opções de tratamento que podem ser avaliadas individualmente. 

“Toda mulher vai ter ondas de calor.” Mito. Os fogachos estão entre os sintomas mais comuns, mas a experiência da menopausa varia bastante. Algumas mulheres apresentam sintomas intensos, enquanto outras passam pela transição com poucas manifestações. 

“Se a menstruação ainda está acontecendo, não é menopausa.” Mito. A mulher pode estar na perimenopausa e continuar menstruando. Nessa fase, os ciclos podem ficar mais irregulares e os níveis hormonais podem oscilar, provocando sintomas antes da última menstruação. 

“Menopausa significa que a mulher não precisa mais se preocupar com saúde ginecológica.” Mito. O fim da menstruação não elimina a necessidade de acompanhamento médico. Pelo contrário: essa fase também exige atenção a fatores de risco cardiovasculares, saúde óssea, sexualidade e outras condições que podem ganhar relevância com o avanço da idade. A OMS destaca que, após a menopausa, aumentam alguns riscos de saúde, incluindo osteoporose e doenças cardiovasculares. 

“Terapia hormonal é perigosa para todas as mulheres.” Mito. A terapia hormonal pode ser uma opção eficaz para o controle de sintomas como ondas de calor e sintomas geniturinários, mas não é indicada indiscriminadamente. A decisão deve considerar idade, momento da transição, histórico pessoal e familiar, fatores de risco e objetivos da paciente. 

“Durante muito tempo, a terapia hormonal foi colocada de um lado ou de outro: como solução para tudo ou como algo que deveria ser evitado. Nenhuma dessas visões é adequada. Hoje sabemos que a indicação precisa ser individualizada, considerando benefícios, riscos e o perfil de cada mulher”, afirma Dra. Aline. 

Outro mito frequente é acreditar que o ganho de peso durante a menopausa seja inevitável e exclusivamente provocado pela queda hormonal. A mudança na composição corporal pode acontecer nessa fase, mas envelhecimento, redução da massa muscular, alimentação, nível de atividade física, sono e outros fatores também participam desse processo. Por isso, o cuidado deve envolver hábitos de vida e acompanhamento individualizado, e não apenas a tentativa de controlar a balança.
 

Mais informação também significa mais cuidado 

Para a especialista, o aumento da procura por informações sobre menopausa representa uma oportunidade para mudar a forma como essa fase é encarada. Em vez de normalizar todo e qualquer sintoma ou buscar soluções rápidas nas redes sociais, a mulher deve ter espaço para entender o que está acontecendo com o próprio corpo e decidir, junto ao médico, se há necessidade de investigação ou tratamento. 

“Não devemos tratar a menopausa como uma doença, mas também não devemos dizer para a mulher simplesmente ‘aceitar’ sintomas que estão prejudicando sua qualidade de vida. Existe um meio-termo: entender que é uma fase natural, reconhecer os sintomas e oferecer cuidado quando necessário”, destaca a ginecologista. 

A consulta também é importante para diferenciar manifestações da transição hormonal de sintomas que podem ter outras causas. Alterações persistentes ou intensas no humor, sono, sangramento, sexualidade ou bem-estar não devem ser automaticamente atribuídas à menopausa. 

Outro ponto que merece atenção é o sangramento após a menopausa. Depois de 12 meses sem menstruar, qualquer novo episódio de sangramento vaginal deve ser investigado por um médico, mesmo quando ocorre uma única vez. 

“A mulher não precisa esperar a última menstruação para começar a cuidar dessa fase. Se surgiram alterações no ciclo, ondas de calor, insônia, mudanças de humor ou outros sintomas, já é possível conversar com o ginecologista. Quanto mais informação de qualidade ela tiver, menos espaço existe para medo e para tratamentos baseados em mitos”, finaliza Dra. Aline Marques. 

Mais do que uma fase marcada pelo fim da menstruação, a menopausa representa uma importante transição na saúde feminina. Com informação adequada e acompanhamento médico, é possível reconhecer os sintomas, avaliar riscos e escolher estratégias de cuidado que façam sentido para cada mulher.



Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br


Preservação muscular, óssea e metabólica precisa de mais atenção a partir dos 40 anos

  

Alguns nutrientes se relacionam a aspectos que
passam a ter maior peso nessa etapa, como disposição,
 manutenção muscular, saúde óssea, clareza e recuperação
Divulgação/Yosen

Força, energia, sono e equilíbrio nutricional estão entre os aspectos que ganham importância nessa fase; suplementação deve considerar necessidades individuais

 

As transformações relacionadas ao envelhecimento são graduais e algumas podem começar antes dos 40 anos. A força tende a diminuir antes e mais rapidamente do que a massa muscular, enquanto a resposta do organismo ao estímulo da proteína se modifica com o avanço da idade. Entre as mulheres, a transição para a menopausa também pode acelerar a perda de massa óssea.

O caráter progressivo dessas alterações reforça a importância de olhar para elas ao longo do tempo. Preservar energia, força, capacidade de recuperação e outras funções relacionadas à autonomia também ganha relevância pensando no futuro. 

“O que fazemos hoje ajuda a construir as próximas décadas. O cuidado passa por preservar capacidades que fazem diferença no dia a dia e entender quais são as necessidades de cada pessoa antes de começar a suplementar”, afirma Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, empresa de base científica com origem em pesquisas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto.

O gasto energético, ao contrário do que muitos pensam, não apresenta uma mudança abrupta aos 40 anos. Estudo publicado na revista científica Science, em 2021, que analisou esse comportamento ao longo da vida, mostrou que, quando ajustado pela massa livre de gordura, ele permanece relativamente estável entre os 20 e os 60 anos. “O importante é cuidar ao longo dos anos. A longevidade com qualidade é construída diariamente”, continua Cadurim.



Suplementação vai além da idade

Alguns nutrientes se relacionam a aspectos que passam a ter maior peso nessa etapa, como disposição, manutenção muscular, saúde óssea, clareza e recuperação.

A Coenzima Q10, por exemplo, participa da produção de energia nas mitocôndrias e tem ação antioxidante. Proteínas estão relacionadas à manutenção muscular, enquanto vitamina D3 e magnésio participam de processos ligados aos ossos e músculos. O DHA, uma das formas de ômega-3, tem papel estrutural nas membranas das células do cérebro e da retina e atua no metabolismo dos lipídios.

Outras frentes completam esse olhar. A microbiota intestinal se relaciona a processos que vão além da digestão, enquanto a melatonina participa da sinalização do ciclo sono-vigília. “Essas funções ajudam a explicar por que a Yosen defende que a suplementação não deve partir de uma lista de ingredientes definida apenas pela faixa etária”, explica o especialista.
 

Nem todo suplemento é igual


Segundo Gustavo Cadurim, olhar apenas para o nome do ingrediente no rótulo simplifica uma questão mais ampla. A maneira como um ativo é incorporado ao produto, sua estabilidade e os recursos empregados no desenvolvimento também interferem em suas características. 

“Não é possível avaliar a suplementação de forma genérica. Ingrediente, dose, qualidade do produto, evidências disponíveis e necessidades individuais são fatores que precisam ser considerados em conjunto”, afirma. 

Esse é um dos focos de pesquisa da Yosen. Entre as tecnologias desenvolvidas pela empresa está a Ydrosolv®, plataforma baseada em sistemas lipídicos aplicada ao desenvolvimento de formulações com diferentes ativos.

“Esse cuidado não se encerra no produto. Histórico, rotina, exames e objetivos individuais precisam ser considerados, de preferência com acompanhamento de médicos ou nutricionistas. Suplemento não substitui alimentação, treino ou sono. Ele entra quando faz sentido e quando merece estar lá. Nosso papel é tirar a ciência do laboratório e aproximá-la da vida das pessoas”, conclui o CEO da Yosen. 


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