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domingo, 26 de abril de 2026

Trocas repentinas na alimentação e na rotina podem desencadear vômito e diarreia em cães e gatos

Veterinária ensina como fazer mudanças, como trocas de marca, fase de vida, ou em casos de doença, de forma segura na alimentação dos pets

 

Mudanças fazem parte da rotina dos responsáveis por pets — uma viagem inesperada, um passeio mais longo, a estadia na casa de parentes ou até a falta temporária do alimento habitual. Nessas situações, é comum que cães e gatos acabem consumindo um alimento diferente do que estão acostumados, muitas vezes de forma inesperada. O problema é que esse tipo de mudança pode resultar em episódios de vômito, diarreia e desconforto gastrointestinal.

De acordo com a médica-veterinária de Biofresh (MBRF Pet), Mayara Andrade, o sistema digestivo dos pets é sensível não apenas à qualidade do alimento, mas também à forma como a troca acontece. “A alimentação está diretamente ligada à saúde intestinal. Quando o pet recebe um alimento novo de maneira repentina, pode não se adaptar, o que pode provocar alterações digestivas importantes”, explica.

Por que o intestino sente tanto essas mudanças?

A médica-veterinária explica que o intestino dos pets abriga bilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal, responsável por auxiliar na digestão, absorção de nutrientes e defesa do organismo. Segundo ela, alterações bruscas na dieta, mesmo que temporárias, podem desorganizar esse sistema.

“Quando há uma troca abrupta, a microbiota não reconhece imediatamente os novos ingredientes e nutrientes. Isso dificulta a digestão e pode resultar em fezes amolecidas, gases, vômitos, desconforto intestinal ou diarreia”, afirma. 



Viagens, passeios e imprevistos também exigem atenção

Embora muitos responsáveis associem problemas gastrointestinais apenas à troca definitiva do alimento, Mayara alerta que situações pontuais também representam risco.

“Durante viagens, passeios longos ou hospedagens, é comum o pet consumir outro alimento, petiscos diferentes ou até sobras inadequadas. Essas mudanças rápidas, somadas ao estresse da situação, aumentam as chances de alterações ou desconfortos intestinais. Por isso, a recomendação é se planejar sempre que possível, levando o alimento habitual do pet e evitando improvisações. Quando a troca for inevitável, a adaptação gradual continua sendo a melhor estratégia”, destaca.



Como fazer a transição alimentar da forma correta

Caso o responsável esteja trocando a alimentação do pet, a orientação, segundo Mayara, é misturar o novo alimento ao antigo, aumentando a quantidade aos poucos ao longo de 5 a 7 dias: Dias 1 e 2: 10% do novo alimento + 90% do anterior

Dias 3 e 4: 30% do novo + 70% do anterior
Dia 5: 50% de cada
Dia 6: 70% do novo + 30% do anterior
Dia 7: 100% do novo alimento

“Esse processo ajuda o intestino a se adaptar à nova composição nutricional, reduzindo o risco de desconfortos. Em pets mais sensíveis, com histórico de problemas gastrointestinais ou doenças associadas, esse período pode ser mais longo ou conforme a necessidade, sempre com acompanhamento veterinário”, reforça Mayara.



Sinais de que algo não vai bem

A médica-veterinária explica que, durante períodos de mudança na alimentação ou na rotina, o responsável deve observar atentamente o comportamento do pet. Apatia, perda de apetite, coceiras, vômitos frequentes ou fezes persistentemente alteradas são sinais de alerta.

“Esses indícios mostram que o organismo não está lidando bem com a mudança. Nesses casos, o ideal é interromper a troca e procurar um médico-veterinário”, orienta.

Mayara reforça que não existe uma regra única que funcione para todos os pets. Histórico de saúde, idade, rotina e sensibilidade individual devem ser considerados. 

“O veterinário é o profissional capacitado para orientar a melhor forma de conduzir mudanças alimentares, seja por necessidade, conveniência ou fase da vida, sempre priorizando a saúde e o bem-estar do animal”, finaliza Mayara Andrade.

 

Sinais de alerta: como identificar problemas de saúde em cães e gatos?

Médica Veterinária da Unifran orienta sobre os principais sinais na saúde dos pets

 

Mesmo com a convivência diária e o profundo conhecimento de seus pets, muitos tutores podem deixar passar sinais cruciais de que algo não vai bem com a saúde de seus cães e gatos. Para auxiliar na identificação desses alertas, a Profa. Dra. Valeska Rodrigues, médica veterinária e docente dos cursos de Medicina Veterinária e Biomedicina da Universidade de Franca (Unifran), compartilha orientações valiosas sobre os principais indicadores de que o animal de estimação precisa de atenção. 

De acordo com a docente, uma das mudanças mais sutis, porém cruciais, no comportamento de cães e gatos é a diminuição ou cessação da ingestão de alimentos. “Animais doentes, com dor ou desconforto, tendem a parar de se alimentar corretamente”, explica a médica veterinária. 

Outro ponto de atenção é a vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados fora do comum. “Enquanto animais saudáveis costumam buscar a proximidade dos tutores, aqueles que estão doentes frequentemente se escondem ou rejeitam o carinho de pessoas e outros animais", pontua a especialista. 

Além dessas mudanças comportamentais, é importante observar sinais físicos, como alteração na ingestão de água, verificando se o consumo está dentro do padrão habitual, mudanças na aparência das fezes e da urina, presença de secreções anormais nos olhos ou na vulva, salivação excessiva e prurido (coceira) persistente.

 

A importância das consultas e exames preventivos

Check-ups e exames preventivos anuais são essenciais para a detecção precoce de doenças. "Pelo menos uma vez ao ano, é obrigatória a avaliação do animal por um médico veterinário, a fim de realizar exames físicos, verificar se as vacinas estão em dia e se os pets estão livres de parasitas", ressalta Valeska. " Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como análises de sangue e urina, radiografias e ultrassonografias", complementa.

 

Quando é hora de procurar um médico veterinário?

É comum que alguns sintomas pareçam leves, levando o tutor a acreditar que pode resolver a situação em casa. No entanto, a médica alerta: "Sinais como a tosse, por exemplo, por mais que pareçam comuns, podem indicar alterações graves, especialmente na função cardíaca". Por isso, a avaliação de um médico veterinário não deve ser adiada. "Alguns tutores demoram a perceber a tosse ou a ignoram, e, quando procuram ajuda, já é muito mais difícil estabilizar quadros de doenças cardíacas ou pulmonares. Após o início desses sinais, a tendência é que o animal apresente desmaios e a língua fique roxa – um sinal de hipóxia, que indica piora significativa do quadro clínico. Nesses estágios, a situação se torna uma emergência e exige atendimento veterinário imediato", conclui a especialista.

 

UNIFRAN
www.unifran.edu.br

Premium, premium especial ou super premium: o que realmente muda na ração do seu pet?

As "categorias" indicam diferentes formulações nutricionais, tecnologias empregadas e quantidade diária recomendada

 

Na hora de escolher a ração, muitos tutores se deparam com diferentes categorias como standard, premium, premium especial e super premium. A diferença entre elas não está apenas no posicionamento comercial, mas principalmente na formulação e na forma como o alimento atende às necessidades do animal.

Segundo Ricardo Menezes, médico-veterinário e Gerente de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet, as categorias refletem níveis distintos de formulação nutricional dos produtos e aproveitamento dos nutrientes pelos organismos dos pets.

“Não se trata apenas de preço ou posicionamento de mercado. O que diferencia as categorias é a densidade calórica, a origem e qualidade dos ingredientes, como as proteínas, por exemplo, e o nível de aproveitamento dos nutrientes. Isso impacta diretamente a saúde, a saciedade e até a quantidade que o pet precisa consumir por dia”, explica.


Mas o que é densidade calórica?

Densidade calórica é a quantidade de energia que o alimento oferece em cada porção, concentrando todos os nutrientes, como proteínas, vitaminas e minerais. Alimentos premium especial e super premium possuem alta densidade energética e isso se traduz em menor quantidade de alimento a ser consumido. Já aqueles de menor densidade calórica, podem exigir porções maiores para fornecer os mesmos nutrientes.


O que muda na prática?


Premium

São alimentos completos e balanceados, atendem às necessidades básicas de cada fase da vida do pet. Utilizam fontes de proteína e energia adequadas, com bom equilíbrio entre nutrientes e consumo diário. São indicadas para tutores que buscam qualidade com custo mais acessível.


Premium Especial

Apresentam perfil nutricional diferente em comparação à categoria premium, como níveis mais elevados de proteína e ingredientes especiais, por exemplo. Podem incluir diferenciais voltados ao suporte de funções específicas do organismo. São indicadas para tutores que desejam um nível adicional de cuidado nutricional na rotina.


Super Premium

Possui formulação com alta concentração nutricional e tecnologias direcionadas a necessidades específicas, como saúde intestinal, pele e pelagem, controle de peso ou articulações. Por serem mais concentradas, costumam exigir menor quantidade diária de alimento para atender às necessidades do animal, o que também influencia na redução do volume de fezes. São indicadas para tutores que buscam máxima performance nutricional ou formulações com foco em necessidades específicas e longevidade.

 

Existe uma categoria ideal?

De acordo com o especialista, a escolha deve considerar fase de vida, porte, nível de atividade e características individuais do animal.

“Não existe uma categoria única para todos os pets e nem sempre a decisão é apenas financeira. A orientação do médico-veterinário é fundamental para definir a estratégia alimentar mais adequada para cada caso. Os alimentos premium especial e super premium entregam aos cães e gatos mais nutrientes necessários e ingredientes de qualidade. É um investimento na saúde do cão e do gato também”, afirmou Menezes.



PremieRpet®
Mais informações no site www.premierpet.com.br
PremieRpet® Responde: 0800 055 6666 (de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30).

 

Guarda compartilhada de pets vira lei e exige atenção com rotina e alimentação dos animais

 

A guarda compartilhada de animais de estimação após a separação de casais agora é lei. Sancionada e publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (17), a norma estabelece regras para a custódia dos pets quando não houver acordo, prevendo que a Justiça poderá definir a divisão da convivência com o animal, bem como a responsabilidade por despesas como alimentação, higiene e cuidados veterinários. 

A Lei 15.392, de 2026 reflete uma realidade cada vez mais comum no país. Cães e gatos são vistos como membros da família e, diante de separações, muitos responsáveis optam por dividir os cuidados com o animal. No entanto, a guarda compartilhada exige organização e diálogo para que a mudança de rotina não prejudique o bem-estar do pet. 

Entre os pontos sensíveis nesse cenário que necessitam de atenção está a alimentação. Mudanças frequentes de ambiente, horários ou tipo de alimento podem gerar estresse, alterações digestivas e até recusa alimentar. 

Segundo Mayara Andrade, médica-veterinária de Guabi Natural (MBRF Pet), o planejamento é fundamental para que o animal se adapte bem à dinâmica entre as duas casas. 

“Quando o pet passa a alternar entre dois ambientes, o ideal é que a rotina alimentar permaneça o mais estável possível. Isso significa manter o mesmo alimento, respeitar os horários das refeições e seguir as quantidades recomendadas para o animal. Mudanças frequentes na dieta podem provocar desconfortos digestivos e dificultar o acompanhamento da saúde nutricional”, explica. 

 

Mesma dieta nas duas casas  

Um dos erros mais comuns em situações de guarda compartilhada é cada responsável oferecer um tipo diferente de alimento ou alterar a dieta sem orientação e alinhamento. De acordo com recomendações da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), mudanças na alimentação devem ser feitas de forma gradual e sempre com orientação veterinária para evitar ou reduzir distúrbios gastrointestinais. 

Para a veterinária, o ideal é que ambos os responsáveis combinem previamente qual será o alimento oferecido ao pet. 

“Mesmo quando os responsáveis têm boas intenções, é comum que cada um queira agradar o animal de uma forma diferente. Mas oferecer alimentos distintos em cada casa pode causar desequilíbrio nutricional ou excesso de calorias. O melhor caminho é manter o mesmo alimento, independentemente de onde o pet esteja”, afirma Mayara. 

 

Atenção aos petiscos  

Outro ponto que exige atenção são os petiscos. Em muitos casos, cada tutor oferece recompensas sem saber o que o outro já deu ao animal ao longo do dia. 

De acordo com orientações da médica-veterinária, petiscos não devem ultrapassar cerca de 10% da ingestão calórica diária de cães e gatos. Quantidades maiores podem contribuir para obesidade e desequilíbrio nutricional. 

“Quando o pet vive em duas casas, o ideal é que os tutores também alinhem a oferta de petiscos. Às vezes o animal acaba recebendo mais recompensas do que deveria, simplesmente porque cada pessoa acredita estar oferecendo pouco”, explica a profissional. 

 

Comunicação facilita o cuidado  

Mayara destaca que a guarda compartilhada pode funcionar bem quando existe comunicação entre os tutores. Informações sobre alimentação, peso do animal, restrições alimentares ou eventuais mudanças de comportamento devem ser compartilhadas. 

Segundo a profissional, pequenos cuidados fazem diferença no longo prazo. 

“Os pets dependem da previsibilidade para se sentirem seguros. Quando a alimentação, os horários e os cuidados básicos são mantidos de forma consistente nas duas casas, o animal consegue se adaptar melhor à nova rotina e manter a saúde em equilíbrio”, conclui.  

Com a tendência de regulamentação da guarda compartilhada de pets no Brasil, Mayara reforça que a divisão do tempo com o animal deve vir acompanhada de responsabilidade conjunta: “Mais do que organizar a convivência, é essencial garantir que a qualidade dos cuidados permaneça a mesma em qualquer ambiente", finaliza.


Abril Laranja: como identificar sinais de maus-tratos e proteger animais em situação de risco

Freepik
Campanha internacional ganha força no país e destaca o papel da informação, da denúncia e do cuidado responsável com os animais

 

A campanha Abril Laranja, criada pela ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais), mobiliza a sociedade em torno de uma causa urgente, a proteção dos animais contra qualquer forma de violência, abandono ou negligência. No Brasil, o movimento ganha cada vez mais relevância ao estimular a conscientização e incentivar atitudes responsáveis no dia a dia. 

Para Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, o debate sobre o tema precisa ir além do senso comum. “O bem-estar animal envolve uma série de cuidados que vão muito além da alimentação. É fundamental garantir segurança, conforto, acompanhamento veterinário e, principalmente, respeito às necessidades de cada espécie”, afirma. 

A especialista destaca que os maus-tratos nem sempre são evidentes. Situações como manter o animal constantemente preso, exposto ao sol ou à chuva, sem acesso à água limpa ou alimentação adequada, também configuram negligência. “Muitas vezes, a falta de informação contribui para práticas que colocam em risco a saúde física e emocional dos animais. Por isso, a educação é uma ferramenta essencial nesse processo”, explica Kelly. 

No Brasil, a legislação prevê punições para quem comete abusos. A Lei nº 9.605/98 estabelece penalidades para maus-tratos, enquanto a Lei nº 14.064/2020 ampliou as sanções para casos envolvendo cães e gatos, incluindo reclusão, multa e proibição da guarda. 

Além de conhecer os direitos dos animais, a sociedade pode contribuir ativamente para a causa. Ser um tutor responsável, apoiar organizações de proteção animal, compartilhar informações e denunciar situações de abuso são atitudes que fazem a diferença. 

“A conscientização coletiva é o caminho para reduzir os índices de violência. Cada pessoa tem um papel importante na construção de uma relação mais ética e respeitosa com os animais”, conclui Kelly.

 

Special Dog Company



Saúde alerta para riscos e orienta sobre primeiros socorros em casos de picadas de cobra

Hospital de Doenças Tropicais, unidade referência em Goiás, reforça que atendimento rápido é essencial para evitar complicações

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta a população sobre os riscos de acidentes com serpentes e reforça a importância dos primeiros socorros adequados. Em 2026, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade do Governo de Goiás, já atendeu 170 vítimas de picadas de cobra. Dados do HDT mostram que dos 542 atendimentos por acidentes com animais peçonhentos registrados 2026, 170 foram causados por serpentes – sendo 122 do tipo botrópico (jararaca), 26 crotálico (cascavel) e 17 por não peçonhentas. 

A SES monitora esses casos. Entre janeiro e abril de 2026, foram notificadas 584 ocorrências de acidentes por serpentes no estado, com quatro óbitos registrados no período. Como apoio imediato, a população e profissionais de saúde podem acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (CIATox-GO), disponível 24 horas, pelos telefones 0800 646 4350 e 0800 722 6001, para orientações em casos de acidentes com animais peçonhentos e intoxicações. O encaminhamento à unidade de saúde deve ser realizado o mais rápido possível. 

De acordo com a diretora técnica do HDT, infectologista Thaís Safatle, ainda há muitos mitos sobre o atendimento inicial. “Comprimir ou tentar sugar o veneno está errado. O correto é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente”, orienta. Segundo a especialista, o tempo entre o acidente e o atendimento é determinante para a recuperação do paciente. A avaliação clínica precoce e a administração oportuna do soro antiveneno, quando indicada, são fundamentais para reduzir a gravidade dos casos, prevenir complicações e evitar óbitos. 

O primeiro atendimento pode ser realizado em qualquer unidade de saúde, que prestará os cuidados iniciais e, se necessário, fará o encaminhamento para serviços de referência, como o HDT, garantindo a continuidade da assistência. 

Administração oportuna do soro antiveneno é fundamental
para reduzir a gravidade dos casos e evitar mortes

(Foto: SES)


Sintomas 

Em Goiás, os acidentes mais comuns envolvem serpentes do tipo botrópico (jararaca) e crotálico (cascavel). Cada uma provoca sintomas distintos. “No caso da jararaca, é comum dor intensa, inchaço e até sangramentos no local da picada. Já a cascavel pode causar alterações neurológicas, como visão turva, queda da pálpebra e até dificuldade respiratória”, afirma a médica Thaís Safatle. O soro utilizado no tratamento é específico para cada tipo de veneno, mas também existem versões que atendem a mais de uma espécie. 

Autônomo e morador de Goiânia, Ramon dos Santos Nascimento está internado há 15 dias no HDT após ser picado por uma jararaca durante uma pescaria. “Acho que pisei em cima da cobra, aí ela mordeu e ficou um tempo segurando meu pé”, relembra. Logo após a picada, Ramon relata que ficou nervoso e buscou ajuda com os amigos. De imediato, ele sentiu dor intensa, queimação na perna, além de cansaço. Após o atendimento, recebeu o soro e segue em recuperação. Ainda internado, ele afirma que o episódio deixou marcas. “Dá muito medo, fica o trauma”, diz. 

O caso chama atenção em meio ao aumento de acidentes com serpentes. Em Anápolis, um jovem de 27 anos morreu após ser picado por uma cascavel enquanto trabalhava em uma chácara. Para prevenir ocorrências com cobras, recomenda-se o uso de botas de cano alto ou perneiras de couro ao circular por áreas de risco, como locais com entulho ou vegetação densa. Também é fundamental evitar colocar as mãos em espaços onde não há visibilidade adequada.

 

Secretaria da Saúde – Governo de Goiás


Expectativa de vida de cães e gatos aumenta e reforça importância da nutrição específica


Com os pets vivendo mais, alimentação adequada garante mais saúde e qualidade de vida, especialmente na fase sênior

 

Os avanços da medicina veterinária preventiva, aliados a uma alimentação de alta qualidade, reflexo do maior cuidado e do nível de exigência dos responsáveis por pets, têm contribuído para o aumento significativo da expectativa de vida de cães e gatos. Com consultas e exames regulares, vacinação em dia e maior conscientização dos responsáveis, os animais de companhia estão vivendo mais. Essa realidade, no entanto, também traz novos desafios relacionados ao envelhecimento saudável. 

Para que tenham uma vida longa e com qualidade, a nutrição adequada a cada fase desempenha um papel central, seja na fase de filhote, adulta ou idosa, pois as necessidades de nutrientes e energia hoje não será, necessariamente, a mesma daqui a alguns anos. 

Os pets idosos demandam atenção especial em relação à alimentação, já que possuem necessidades diferentes daquelas observadas em outras etapas da vida. Isso é ainda mais relevante porque a fase idosa, ou sênior, é a mais duradoura na vida de cães e gatos. “Um cão de grande porte é considerado sênior a partir dos 5 anos de idade e vive, em média, de 10 a 13 anos; os de pequeno porte entram na fase sênior aos 7 anos e vivem cerca de 12 a 15 anos. Já os gatos podem viver até 20 anos e são considerados sênior a partir dos 7 anos. Isso significa que eles passam uma parte significativa da vida na fase em que são considerados idosos”, explica Amanda Arsoli, médica-veterinária da Adimax. 

Durante o envelhecimento, é comum que cães e gatos apresentem redução do metabolismo, alterações na composição corporal e maior sensibilidade digestiva. A oferta de alimentos completos desenvolvidos especialmente para pets nessa etapa contribui para a manutenção da massa muscular, o suporte às articulações, o fortalecimento do sistema imunológico e a preservação da vitalidade. 

Para a Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, acompanhar essa mudança no perfil dos animais é essencial para promover longevidade com qualidade. “O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas é fundamental que esses anos sejam acompanhados de bem-estar. A nutrição específica para cada fase da vida é um dos principais pilares para um envelhecimento saudável”, afirma a médica-veterinária. 

Hoje, a Adimax oferece mais de 370 soluções para diferentes necessidades dos pets, atendendo responsáveis cada vez mais conscientes do impacto da alimentação na qualidade de vida de seus animais de companhia. 

Com o aumento da longevidade dos pets, a nutrição assume um papel cada vez mais estratégico na promoção da saúde ao longo da vida, desde o desenvolvimento, na fase de filhote, passando pela manutenção na vida adulta, até o envelhecimento saudável. Nesse cenário, o portfólio de Fórmula Natural foi desenvolvido para oferecer soluções adequadas a cada fase e perfil nutricional. 

Com o melhor amigo vivendo mais, cresce também a responsabilidade de garantir que esses anos sejam marcados por saúde, conforto e disposição. A escolha de alimentos adequados não impacta apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida ao longo do tempo. Ao oferecer uma dieta equilibrada e formulada especificamente para cada fase da vida, o responsável contribui para a prevenção de problemas associados ao avanço da idade e favorece um envelhecimento mais ativo.

  

Adimax


Entre miados e descobertas: a convivência que mudou duas vidas

No livro "Quando o gato vira gente", Doroti Cercato narra sua experiência com um felino abandonado e transforma essa vivência em uma reflexão sensível sobre afeto e amizade

 

Algumas histórias nascem de acontecimentos simples, mas acabam revelando transformações profundas. Experiências inesperadas, como acolher um animal abandonado, podem se tornar um exercício diário de observação, cuidado e autoconhecimento. É a partir desse encontro improvável que a escritora Doroti Cercato constrói a narrativa de “Quando o gato vira gente”, um testemunho sobre vínculos e sensibilidade. 

Ao longo do livro, ela relata a trajetória de Fritz, um pequeno gato resgatado ainda filhote, e acompanha seu crescimento desde os primeiros dias de fragilidade até a maturidade. A autora descreve episódios da rotina, cuidados iniciais, travessuras e tentativas de adaptação, revelando como, aos poucos, a relação entre os dois se transforma em uma convivência marcada por aprendizado mútuo e afeto. 

“Esse animalzinho animou minha casa. Adeus, rotina. Quando menos se espera, novo acontecimento. A parte mais interessante da criação de Fritz foi perceber a semelhança dele com a maneira de ser das pessoas: gostam de conforto, não gostam de barulho, nem de cheiros fortes. Gostam de vir para casa para comer ou dormir”. (Quando o gato vira gente, p.50) 

Com o passar do tempo, a autora passa a perceber gestos, hábitos e reações do gato que, muitas vezes, espelham comportamentos humanos: teimosia, curiosidade, necessidade de companhia e até momentos de regressão emocional. Essas pequenas cenas do cotidiano viram reflexões sobre personalidade e instinto. 

Ao acompanhar as fases da vida de Fritz, Doroti também revisita suas próprias percepções sobre cuidado, responsabilidade e sensibilidade. A convivência passa a preencher rotinas, modificar hábitos e despertar novas formas de olhar para o comportamento humano. 

“Foi um aprendizado maravilhoso, percebi como gato é parecido conosco, tem sentimentos, até manias, postura, parece uma pessoa. Aprendi muito sobre mim também”, afirma a autora.    


Ficha Técnica

Título do livro: Quando o gato vira gente 

Autor: Doroti Cercato 

Editora: Viseu 

ISBN/ASIN: 978-65-28009-85-5 

Páginas: 60 

Preço: R$46,90 físico | R$9,90 e-book 

Onde comprar: Amazon  

Sobre a autora: Doroti Da Silva Cercato é formada em Letras, com habilitação em português, francês e literatura, possui pós-graduação em Linguística pela Universidade de Besançon, na França, e em Arteterapia pela UNIRIO. Publicou poemas, contos e crônicas em jornais e participou de 13 antologias nacionais selecionadas por concurso, além de ser autora de obras como O Filho do Meio (1989) e O Menino, a Mãe e o Futebol (1995). Ao longo da carreira, recebeu diversos reconhecimentos literários, entre eles a Medalha de Ouro no 3º Concurso Nacional de Contos do Grupo Brasília de Comunicação e, mais recentemente, o Prêmio Machado de Assis da Secretaria Municipal de Cultura de Itaguaí (RJ). 

Instagram: @doroticercato_ 

 

A raiva ainda existe?

Pixabay
A doença que parece distante ainda circula no Brasil - e a única proteção continua sendo a vacina 

 

A percepção de risco em relação à raiva mudou ao longo dos anos. Para muitos tutores, especialmente os que vivem em centros urbanos, a doença deixou de fazer parte da rotina, o que pode levar à impressão de que ela não representa mais uma ameaça real. No entanto, essa mudança está muito mais relacionada à menor visibilidade do problema do que à sua eliminação.

A raiva continua sendo uma zoonose viral de altíssima letalidade, causada por vírus do gênero Lyssavirus, que afeta o sistema nervoso central de mamíferos. Trata-se de uma infecção com uma característica crítica: após o início dos sinais clínicos, não há tratamento capaz de reverter o quadro, tanto em animais quanto em humanos.

"A raiva é uma das poucas doenças infecciosas em que a prevenção não é apenas recomendada, mas absolutamente determinante. Uma vez que o vírus atinge o sistema nervoso central, a evolução é praticamente irreversível", explica Bianca Fenner, médica-veterinária e coordenadora de marketing da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal.


Como o vírus se transmite

A transmissão ocorre principalmente por meio da saliva de animais infectados. A mordida é a forma mais conhecida, mas não a única. O vírus também pode ser transmitido quando há contato da saliva com mucosas – como olhos, boca e cavidade nasal – ou com feridas abertas na pele. Em menor frequência, arranhões contaminados também podem representar uma via de infecção, especialmente quando há presença de saliva no local.

Esse ponto é relevante porque amplia a compreensão sobre exposição. A transmissão não depende apenas de ataques evidentes, mas de qualquer situação em que o vírus tenha acesso ao organismo.


O que acontece no corpo do animal

Uma vez inoculado, o vírus não circula pela corrente sanguínea como a maioria dos agentes infecciosos. Ele invade as terminações nervosas e migra lentamente pelo sistema nervoso em direção ao cérebro. Esse deslocamento explica o período de incubação variável da doença, que pode durar de semanas a meses, dependendo da quantidade de vírus e da proximidade da região afetada em relação ao cérebro.

Quando o vírus atinge o sistema nervoso central, inicia-se um processo inflamatório progressivo – a encefalite viral. A partir desse momento, a doença entra em sua fase clínica, com evolução rápida e grave.

Os primeiros sinais geralmente envolvem alterações comportamentais: o animal pode apresentar inquietação, agressividade, medo ou mudanças no padrão habitual de interação. Com a progressão, surgem dificuldade de deglutição, hipersalivação e desorientação – seguidos de perda de coordenação motora, paralisia progressiva e, por fim, falência respiratória.

"Os sinais clínicos refletem exatamente o trajeto do vírus no organismo. Quando eles aparecem, o sistema nervoso já está comprometido, o que explica a gravidade e a rápida evolução do quadro", destaca a profissional.


O risco que está mais perto do que parece

Ao longo das últimas décadas, campanhas de vacinação em massa contribuíram significativamente para a redução de casos em áreas urbanas, especialmente na transmissão entre cães. No entanto, esse avanço veio acompanhado de uma mudança no perfil epidemiológico da doença.

Atualmente, os principais reservatórios do vírus no Brasil são animais silvestres, com destaque para os morcegos. E aqui está o ponto que muitos tutores desconhecem: um morcego pode entrar em ambientes urbanos, inclusive dentro de residências, sem ser notado. Nesses casos, o contato com cães e gatos pode ocorrer de forma silenciosa, dificultando a identificação do risco.

"O desafio atual é justamente esse: o risco continua existindo, mas não é mais tão evidente. Isso pode levar à falsa ideia de que a doença deixou de ser relevante, o que não corresponde à realidade", explica Bianca.


Por que vacinar mesmo quem vive dentro de casa

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal ferramenta de prevenção. Ao estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus, a vacina impede que a infecção se estabeleça mesmo em caso de exposição. Além da proteção individual, a vacinação tem impacto coletivo ao reduzir a circulação do vírus na população animal – um conceito essencial no controle de zoonoses.

Mesmo assim, a menor percepção de risco tem levado alguns tutores a negligenciar a vacinação, especialmente em animais que vivem exclusivamente dentro de casa. Essa é uma interpretação equivocada do risco atual.

"O estilo de vida do animal não elimina a possibilidade de exposição. Hoje, o risco está menos associado ao acesso à rua e mais à presença de reservatórios silvestres no ambiente", reforça a médica-veterinária.

Outro ponto crítico é a continuidade do protocolo vacinal. A imunidade não é permanente e depende de reforços periódicos, que devem ser realizados conforme orientação do médico-veterinário ao longo de toda a vida do animal.


A atenção não pode diminuir

A raiva não desapareceu – ela apenas deixou de ser percebida com a mesma intensidade. E, nesse cenário, o maior risco não está no aumento dos casos, mas na redução da atenção.

Manter a vacinação em dia é uma medida simples, mas que continua sendo decisiva. Em uma doença sem tratamento e com alta letalidade, prevenir não é apenas uma recomendação: é a única forma de proteção efetiva para os animais e para as pessoas que convivem com eles.

 

Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Do divórcio ao “pet”: a lei que muda tudo — e reconhece que animais não são mais coisas

A família multiespécie chega à lei: o que muda com a nova custódia de pets no Brasil

  

No dia 16/04/2026, foi sancionada a Lei nº 15.392/2026, um marco legislativo que reconhece, de forma expressa, aquilo que a realidade social já vinha impondo há anos ao Direito: os animais de estimação deixaram de ocupar apenas o espaço patrimonial para assumir um lugar afetivo nas estruturas familiares contemporâneas.

Um ponto que merece especial atenção — e que revela a profundidade dessa mudança — é a superação gradual da ideia de que os animais seriam meras “coisas”. Embora o Código Civil brasileiro ainda os classifique formalmente como bens, a evolução legislativa e jurisprudencial aponta em outra direção: a do reconhecimento dos animais como seres sencientes. Em termos simples, um ser senciente é aquele capaz de sentir dor, prazer, medo e bem-estar. Não se trata de atribuir personalidade jurídica aos animais, mas de reconhecer que eles possuem uma dimensão existencial que exige proteção própria. Esse entendimento vem influenciando decisões judiciais e agora encontra respaldo mais claro na nova legislação, que coloca o bem-estar do animal no centro da análise, e não apenas interesses patrimoniais dos ex-companheiros.

A norma trata de um tema que, até então, era resolvido de forma fragmentada pelo Judiciário. Em casos de divórcio ou dissolução de união estável, não eram raras as disputas envolvendo cães, gatos e outros animais, muitas vezes tratados como verdadeiros membros da família. Diante da lacuna legislativa, juízes vinham aplicando, por analogia, regras da guarda de filhos ou soluções baseadas no direito de propriedade, o que gerava insegurança jurídica e decisões nem sempre coerentes.

A nova lei altera esse cenário ao estabelecer, como regra, a custódia compartilhada dos animais de estimação quando não houver acordo entre as partes. Trata-se de uma solução que privilegia o equilíbrio e a corresponsabilidade, refletindo a ideia de que o vínculo com o animal não se rompe automaticamente com o fim da relação conjugal.

Um dos pontos mais relevantes da legislação é a presunção de copropriedade do animal quando sua vida tiver transcorrido majoritariamente durante o casamento ou a união estável. Na prática, isso reduz discussões probatórias complexas e direciona o foco do debate para o que realmente importa: o bem-estar do animal.

A lei também avança ao estabelecer critérios objetivos para a fixação do tempo de convivência, como as condições de moradia, a capacidade de cuidado, o zelo e a disponibilidade de tempo de cada parte. Aqui, o legislador se aproxima de uma lógica já consolidada no Direito das Famílias: mais do que direitos dos envolvidos, o centro da análise passa a ser o interesse daquele que será diretamente afetado — no caso, o animal.

Outro aspecto digno de destaque é o tratamento rigoroso conferido a situações de violência doméstica ou maus-tratos. Nesses casos, a lei não apenas afasta a possibilidade de custódia compartilhada, como determina a perda da posse e da propriedade do animal pelo agressor, sem direito a indenização. A medida tem forte caráter pedagógico e sinaliza uma mudança importante: a proteção dos animais passa a dialogar diretamente com a proteção da dignidade nas relações familiares.

No campo financeiro, a norma distribui de forma equilibrada as despesas. Custos cotidianos, como alimentação e higiene, ficam a cargo de quem estiver com o animal naquele período, enquanto despesas extraordinárias — consultas veterinárias, medicamentos e internações — devem ser divididas igualmente. Trata-se de uma tentativa de evitar conflitos recorrentes que, na prática, frequentemente inviabilizavam acordos.

Talvez um dos dispositivos mais contundentes da nova lei seja a previsão de perda definitiva da custódia em caso de descumprimento reiterado das regras estabelecidas. Ao impor consequências claras, o legislador busca garantir efetividade à norma e evitar que o compartilhamento se torne apenas uma ficção jurídica. A aplicação subsidiária do Código de Processo Civil aos processos de custódia de animais também reforça a natureza contenciosa dessas demandas e oferece um caminho procedimental mais estruturado para sua resolução.

Do ponto de vista simbólico, a Lei nº 15.392/2026 representa mais do que a regulamentação de um tema específico. Ela evidencia uma transformação mais profunda no Direito brasileiro: a progressiva superação de uma visão estritamente patrimonialista das relações familiares. Os afetos, antes invisíveis para a lei, passam a ocupar um espaço normativo relevante.

Para a advocacia, especialmente no campo do Direito das Famílias, a mudança é significativa. Cresce a necessidade de uma atuação mais estratégica e, sobretudo, mais preventiva. A tendência é que acordos envolvendo animais de estimação passem a integrar pactos antenupciais e contratos de convivência, evitando conflitos futuros.

A nova legislação, contudo, não elimina todos os desafios. Questões práticas ainda deverão ser enfrentadas pela jurisprudência, como a definição de regimes de convivência em situações de grande distância geográfica ou a solução de impasses quando o compartilhamento se mostrar prejudicial ao animal. Caberá aos tribunais, mais uma vez, dar concretude à norma.

Ainda assim, é inegável: o Brasil dá um passo importante ao reconhecer, em lei, que famílias não são feitas apenas de pessoas. Em um tempo em que os vínculos afetivos se reinventam, o Direito — ainda que tardiamente — começa a acompanhar essa transformação. 

 

Marcelo Santoro - professor de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

 

Cardiopatias em cães: 5 mitos e verdades que todo responsável precisa conhecer

Médico-Veterinário da Vetnil® explica quais sinais podem indicar problemas no coração dos pets e esclarece dúvidas comuns sobre a saúde cardíaca dos animais 

 

As cardiopatias correspondem a cerca de 10% dos atendimentos na rotina clínica de pequenos animais, representando algumas das principais causas de morbidade e mortalidade na clínica de pequenos animais. Embora algumas cardiopatias sejam mais frequentes em animais idosos, essas alterações podem surgir ao longo da vida e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa nas fases iniciais.

De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, a avaliação clínica periódica é uma das principais formas de acompanhar a saúde cardiovascular dos animais e identificar possíveis alterações precocemente. Além disso, mudanças sutis no comportamento do pet, como cansaço fácil, respiração mais acelerada, tosse frequente ou menor disposição para atividades do dia a dia, podem ser alguns dos primeiros indícios e merecem atenção dos responsáveis.

“O responsável convive diariamente com o pet e costuma ser o primeiro a notar mudanças de comportamento. Quando há alterações como cansaço excessivo, tosse frequente ou dificuldade para se exercitar, é importante procurar avaliação veterinária para investigar a causa”, explica Ribeiro.


Descubra os principais mitos e verdades sobre cardiopatias em cães

Assim como acontece para diversas condições de saúde, as doenças cardíacas em cães ainda geram dúvidas entre os responsáveis pelos animais. A seguir, o veterinário esclarece alguns dos mitos e verdades mais comuns sobre o tema.

1. Apenas cães idosos desenvolvem problemas cardíacos

Mito. Embora o envelhecimento aumente o risco de determinadas cardiopatias (como a doença valvar), cães jovens também podem apresentar alterações no coração. Algumas raças possuem predisposição genética e existem ainda doenças congênitas, presentes desde o nascimento.

“É verdade que muitos casos aparecem com o avanço da idade, mas isso não significa que animais jovens estejam livres de alterações cardíacas. Por isso, o acompanhamento veterinário ao longo de toda a vida é tão importante”, explica Ribeiro.

2. Se o cachorro não apresenta sintomas, o coração está saudável

Mito. Diversas doenças cardíacas evoluem de forma silenciosa nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, podem incluir intolerância ao exercício, respiração acelerada, desmaios ou tosse persistente.

“Muitas cardiopatias são identificadas durante exames de rotina, antes mesmo de o responsável perceber algum sintoma. Um sinal clássico auscultado pelo veterinário é o sopro, que indica que o cão apresenta alguma alteração valvar que precisa ser investigada. Dessa forma, a consulta veterinária permite avaliar o coração e investigar qualquer alteração de forma precoce”, afirma.

3. Cães com cardiopatia não podem mais se exercitar

Mito. A prática de atividades físicas nem sempre precisa ser interrompida. Em muitos casos, o animal pode continuar se exercitando, desde que com intensidade adequada e sob orientação veterinária.

“O exercício moderado pode fazer parte da rotina de muitos cães cardiopatas. Inclusive, é uma excelente forma de auxiliar na manutenção do peso e oferecer bem-estar, pontos que auxiliarão no manejo da doença cardíaca. O importante é respeitar o limite do animal e seguir as orientações do médico-veterinário para evitar sobrecarga”, destaca o veterinário da Vetnil®.

4. Tosse frequente pode estar relacionada a problemas cardíacos

Verdade. Embora seja comumente associada a doenças respiratórias, a tosse também pode ser um sinal de alterações cardíacas, especialmente quando aparece com frequência ou vem acompanhada de cansaço e dificuldade respiratória.

“Quando o coração aumenta de tamanho ou há alterações na circulação, algumas estruturas próximas aos pulmões podem ser afetadas, o que pode desencadear episódios de tosse. É importante entender também que o grau de tosse não está diretamente correlacionado com o grau da doença, não devendo ser um parâmetro para avaliar efetividade do tratamento”, explica Ribeiro.

5. Cardiopatias reduzem o tempo de vida do cão e não há medicação que possa prolongar a longevidade

Mito. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, muitos cães com doenças cardíacas conseguem manter uma boa qualidade de vida por longos períodos.

“Hoje temos mais recursos para acompanhar e manejar essas condições. Quando o diagnóstico acontece cedo e o tratamento é seguido corretamente, muitos animais continuam ativos e com boa qualidade de vida. O ideal é termos exames de imagens específicos que nos permitam classificar o estágio da doença cardíaca, principalmente falando das doenças valvares e cardiomiopatia dilatada, iniciando o tratamento no momento certo para preservar a qualidade de vida e estender ao máximo o período sem que o paciente avance a doença e necessite de mais medicações e cuidados mais intensos”, ressalta.


Acompanhamento veterinário é essencial para a saúde do coração

Segundo o veterinário da Vetnil®, manter consultas regulares e realizar exames quando indicados são medidas importantes para acompanhar a saúde do coração dos pets ao longo da vida. A observação atenta do comportamento do animal também faz diferença, já que alterações na respiração, cansaço excessivo, desmaios ou tosse persistente devem sempre ser avaliadas por um médico-veterinário.

“Cuidar da saúde do coração também faz parte da rotina de prevenção. Consultas periódicas e atenção aos sinais do animal ajudam a identificar alterações precocemente e permitem que o pet receba o acompanhamento adequado para viver com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Ribeiro.

 

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