Pesquisar no Blog

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

No Dia Nacional da Saúde, setor soma mais de 1,5 mil vagas abertas em todo o país

banco de imagem
Catho reúne oportunidades para profissionais de diferentes especialidades da área, com vagas anunciadas nos últimos dias

 

Comemorado anualmente em 5 de agosto, o Dia Nacional da Saúde traz à tona a importância dos profissionais responsáveis pela promoção da qualidade de vida da população em diferentes segmentos, ressaltando, também, a demanda aquecida por esses talentos no mercado de trabalho.

De acordo com um levantamento da Catho, plataforma gratuita de empregos, mais de 1.500 vagas foram anunciadas nos últimos dias para profissionais da área da saúde em diversas regiões do país, como nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Brasília.

As oportunidades contemplam diferentes níveis de experiência e abrangem especialidades como Biotecnologia, Biomedicina e Bioquímica; Enfermagem; Educação Física; Estética Corporal; Fisioterapia; Farmácia; Fonoaudiologia; Médico/Hospitalar; Nutrição; Odontologia; Psicologia Clínica e Hospitalar; e Terapia Ocupacional, além de vagas para áreas de apoio ligadas ao setor.

Os interessados podem encontrar as oportunidades em sua área de atuação no site ou no aplicativo da Catho (clique aqui). É necessário cadastrar ou atualizar o currículo antes de se candidatar e é possível utilizar os filtros disponíveis na plataforma, como localização, salário, setor, tipo de contrato e modelo de trabalho para identificar a posição mais compatível com seu perfil.

Para saber mais, baixe o app grátis.


No Dia Nacional da Saúde, médica alerta: alterações nos glúteos podem indicar mudanças hormonais da menopausa

Divulgação
"Perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite podem estar relacionadas à queda do estrogênio, mas o tratamento vai muito além da reposição hormonal", explica a médica Danuza Alves 

 

No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, especialistas chamam atenção para um aspecto da saúde feminina que costuma ser tratado apenas como questão estética: as mudanças nos glúteos durante a menopausa. Perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite fazem parte das queixas mais frequentes de mulheres nessa fase e podem refletir alterações hormonais, perda de massa muscular e redução da produção de colágeno. Embora muitas pacientes recorram ao adesivo hormonal esperando recuperar o contorno da região, a reposição sozinha não resolve essas mudanças. 

Além das ondas de calor, das alterações do sono e das mudanças de humor, muitas mulheres percebem outra transformação durante a menopausa: perda de firmeza nos glúteos, redução de volume e piora da aparência da celulite. O conjunto dessas mudanças passou a ser chamado de “bumbum triste” e levanta uma dúvida recorrente: o adesivo hormonal pode ajudar a recuperar o contorno da região? 

A médica Danuza Alves (CRM/RS 36568 e CRM/SP 219399), diretora médica da Clínica Leger de Porto Alegre e especialista em harmonização glútea, explica que o adesivo libera estradiol gradualmente pela pele e pode aliviar sintomas relacionados à queda hormonal quando existe indicação. Segundo ela, perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite também aparecem com frequência nos atendimentos realizados com mulheres no climatério. “A reposição pode melhorar vários sintomas da menopausa, mas não corrige sozinha a flacidez, a perda de volume ou as depressões da celulite. É preciso identificar o que realmente mudou no corpo antes de definir o tratamento”, afirma. 

A queda do estrogênio pode contribuir para a redução de colágeno, a diminuição da elasticidade da pele e mudanças na distribuição de gordura e na massa muscular. No entanto, o chamado “bumbum triste” não está ligado apenas aos hormônios. Envelhecimento natural, genética, sedentarismo, oscilações de peso e perda de massa muscular também interferem no formato dos glúteos e na aparência da celulite. 

Por isso, mesmo mulheres com a reposição hormonal bem ajustada podem continuar incomodadas com a região. Quando essa é a principal queixa, a avaliação precisa observar a qualidade da pele, o volume, a musculatura, a flacidez e a presença de depressões causadas pela celulite. Em alguns casos, o cuidado pode envolver fortalecimento muscular e acompanhamento nutricional; em outros, procedimentos específicos para melhorar o contorno, recuperar volume ou tratar as irregularidades da pele. 

O adesivo também não deve ser iniciado ou substituído por gel, comprimido ou implante sem orientação médica. Cada apresentação possui formas diferentes de absorção, doses específicas e indicações próprias. Para Danuza, o erro está em tratar a reposição como uma solução única para todas as mudanças dessa fase. “O hormônio pode melhorar muito a qualidade de vida quando bem indicado, mas não resolve automaticamente todas as transformações do corpo. A paciente precisa entender se a queixa é hormonal, muscular, estrutural ou relacionada à pele para receber uma indicação realmente adequada”, conclui.


Dra. Danuza Alves
@dradanuzalves

Clínica Leger @clinicaleger

CO Assessoria



Dor nas mãos ao usar computador pode indicar lesões causadas por movimentos repetitivos

Freepik
Uso repetitivo do teclado e do mouse, aliado à falta de pausas, aumenta o risco de lesões nas mãos e nos punhos; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão orienta como prevenir o problema

 

Passar horas em frente ao computador faz parte da rotina de milhões de brasileiros. No entanto, o uso prolongado do teclado e do mouse, muitas vezes sem pausas, pode sobrecarregar mãos, punhos e dedos, favorecendo o desenvolvimento de inflamações e outras lesões que comprometem não apenas o desempenho no trabalho, mas também atividades simples do dia a dia, como segurar um copo, escrever ou abrir uma embalagem.

O tema chamou a atenção recentemente após a influenciadora Viih Tube compartilhar nas redes sociais que desenvolveu uma inflamação no tendão em decorrência das longas horas de trabalho no computador. O caso trouxe visibilidade para um problema que faz parte da rotina de muitas pessoas e reforça a importância de adotar hábitos que ajudem a proteger as mãos, os punhos e os dedos durante a jornada de trabalho.

Entre os problemas mais comuns relacionados ao uso repetitivo do teclado e do mouse estão as tendinites, tenossinovites e a síndrome do túnel do carpo. Essas condições costumam surgir de forma gradual e podem causar dor, inchaço, sensação de formigamento, perda de força e dificuldade para realizar movimentos simples, como digitar, segurar objetos ou até mesmo abrir uma porta. Quando não tratadas, as lesões podem evoluir e comprometer significativamente a qualidade de vida e o desempenho nas atividades diárias.
 

“A tendinite corresponde à inflamação dos tendões, responsáveis por conectar os músculos aos ossos. Já a tenossinovite afeta a bainha que envolve esses tendões, dificultando seu deslizamento e tornando movimentos simples bastante dolorosos. Na síndrome do túnel do carpo, o problema ocorre pela compressão do nervo mediano, responsável pela sensibilidade e pela movimentação de parte da mão”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania. “Nesses casos, além da dor, é comum o surgimento de formigamento, dormência, perda de força e dificuldade para segurar objetos”, completa.

O especialista ressalta que é importante observar os primeiros sinais de desconforto para evitar que pequenas dores evoluam para quadros mais graves. "Muitas pessoas acreditam que sentir dor nas mãos ou nos punhos ao final do expediente é algo normal, mas esse é um sinal de alerta. Quando esses sintomas são ignorados e a sobrecarga continua, a tendência é que a lesão se agrave, tornando o tratamento mais longo e, em alguns casos, exigindo até mesmo o afastamento das atividades", alerta.
 

Além da digitação, o uso do mouse costuma representar sobrecarga para algumas estruturas da mão e do punho, já que exige movimentos repetitivos com pouca variação ao longo do dia. O uso frequente de smartphones fora do horário de trabalho também prolonga essa exposição, reduzindo o tempo de recuperação dos tendões e músculos.

Embora nem sempre seja possível reduzir o tempo em frente ao computador, algumas medidas simples ajudam a diminuir a sobrecarga nas mãos e nos punhos. “Algumas orientações são realizar pequenas pausas para movimentar as mãos; manter os punhos alinhados durante a digitação; ajustar a altura da cadeira para que cotovelos permaneçam próximos de 90 graus e evitar apoiar constantemente os punhos na borda da mesa”, fala o cirurgião da mão. 

Alongamentos leves para dedos, mãos, punhos e antebraços também ajudam a reduzir a tensão muscular quando realizados de forma orientada. Outro ponto importante é evitar continuar trabalhando sob dor, já que o esforço repetido sobre tecidos inflamados favorece o agravamento das lesões. 

“A dor nunca deve ser encarada como algo normal. Quanto mais cedo a pessoa procurar avaliação médica, maiores são as chances de evitar a progressão da lesão e recuperar a função das mãos sem a necessidade de tratamentos mais complexos. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os melhores caminhos”, conclui.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


Dia Nacional da Saúde: hábitos saudáveis começam na cozinha

Com mais de 7 mil receitas e informações nutricionais completas, Receiteria mostra como escolhas do dia a dia podem contribuir para uma alimentação mais consciente

 

Cuidar da saúde também passa pela cozinha. Criar hábitos saudáveis está relacionado a escolhas possíveis para a rotina: incluir mais alimentos naturais nas refeições, variar os ingredientes, buscar equilíbrio entre os grupos alimentares e entender melhor o que está presente em cada preparo. 

Neste Dia Nacional da Saúde, o Receiteria, hub de conteúdo sobre gastronomia e comportamento alimentar, destaca como a informação pode ser uma aliada para quem deseja ter uma relação mais consciente com a alimentação. A plataforma reúne mais de 7 mil receitas acompanhadas de informações nutricionais, como calorias, proteínas, carboidratos e gorduras. 

Os dados são calculados pelo NutriCalc, tecnologia própria desenvolvida pelo Receiteria para calcular os valores nutricionais das receitas publicadas no site. O sistema utiliza as tabelas oficiais brasileiras de composição de alimentos, TACO (Unicamp) e TBCA (USP), converte automaticamente medidas utilizadas na cozinha, como xícaras, colheres e unidades, para gramas e considera o método de preparo de cada receita, já que um mesmo alimento pode apresentar diferenças nutricionais quando é assado, cozido, frito ou preparado na airfryer. 

"Nosso objetivo foi tornar a informação nutricional mais acessível para quem cozinha no dia a dia. O NutriCalc utiliza as tabelas oficiais brasileiras de composição de alimentos, considera o método de preparo de cada receita e transforma esses dados em informações claras e confiáveis para o usuário. Assim, quem busca uma alimentação mais equilibrada consegue fazer escolhas conscientes de forma prática ", afirma Thays Pretti, Head de Conteúdo do Receiteria. 

A tecnologia analisa receitas que passam por um processo editorial próprio, com preparos testados pelo Receiteria e acompanhamento da equipe. A partir dos dados nutricionais, os usuários conseguem encontrar opções alinhadas a diferentes objetivos e preferências alimentares, com filtros como receitas ricas em proteína, fonte de fibras, low carb, sem glúten, sem lactose e de baixa caloria. 

Entre as possibilidades para tornar a alimentação mais equilibrada sem abrir mão da praticidade estão:
 

Receitas de pão de aveia: 16 opções para diferentes momentos do dia, com preparos que vão do pão de frigideira às versões assadas. A aveia é um ingrediente versátil, rico em fibras, e pode ser incorporada facilmente à rotina alimentar.

Lanches fitness: São 68 receitas que incluem sanduíches, tortas, toasts, salgados, petiscos, doces e bebidas. As opções oferecem alternativas práticas para quem busca refeições equilibradas no dia a dia.

Saladas: O Receiteria reúne 115 receitas que combinam folhas, legumes, grãos, frutas e proteínas. Há desde preparos rápidos para o dia a dia até versões mais elaboradas para ocasiões especiais.

Sobremesas: São 63 receitas que mostram ser possível preparar sobremesas com diferentes perfis nutricionais, sem abrir mão do sabor, incluindo mousses, bolos, brownies, sorvetes e doces à base de frutas. 

"Cada pessoa tem uma rotina, um objetivo e uma forma de se relacionar com a alimentação. Por isso, investimos em um acervo diverso, com receitas testadas e informações nutricionais, para que cada usuário encontre opções que façam sentido para o seu dia a dia", finaliza Thays.


Conhecer o próprio organismo virou estratégia de saúde

Genética, microbiota intestinal, metabolismo e hábitos começam a ser analisados em conjunto para compreender riscos individuais e orientar cuidados antes do aparecimento de sintomas 

 

Celebrado em 5 de agosto, o Dia Nacional da Saúde chega em meio a uma mudança na forma de pensar a prevenção: além de acompanhar fatores de risco conhecidos, cresce o interesse por estratégias capazes de considerar como cada organismo responde à alimentação, ao ambiente e aos hábitos. A discussão ganha peso diante das doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por pelo menos 43 milhões de mortes no mundo em 2021, ou 75% dos óbitos globais não relacionados à pandemia, segundo atualização da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada em 2025. 

Para Bruna Makluf, nutricionista e diretora de nutrição da WeFit, healthtech brasileira especializada em saúde personalizada e nutrição de precisão, a evolução está justamente em acrescentar a individualidade biológica às medidas tradicionais de prevenção. “Durante muito tempo, as orientações partiram principalmente de referências populacionais. Elas continuam fundamentais, mas hoje temos ferramentas para entender por que duas pessoas com hábitos semelhantes podem apresentar respostas metabólicas diferentes. Quando cruzamos genética, microbiota intestinal, exames e estilo de vida, conseguimos reconhecer pontos que merecem atenção e individualizar o acompanhamento”, afirma. A especialista atua com saúde metabólica, emagrecimento e longevidade. 

A mudança já aparece na literatura científica. Uma revisão publicada em 2025 descreve a nutrição de precisão como uma área baseada justamente na variabilidade da resposta individual aos nutrientes e na combinação de características biológicas para orientar intervenções voltadas à promoção da saúde, prevenção e manejo de doenças. Estudos mais recentes também investigam a integração de genômica, metabolismo, microbioma e ferramentas digitais para compreender diferenças individuais que recomendações populacionais, sozinhas, não conseguem explicar.

  

O que muda quando a prevenção olha para o indivíduo 

A genética é uma dessas camadas. Variantes presentes no DNA podem estar associadas a características metabólicas e predisposições, mas não funcionam como sentença sobre o futuro da saúde. Alimentação, atividade física, sono, ambiente e outros fatores continuam interferindo no risco de adoecimento. Por isso, a interpretação ganha sentido quando essas informações são analisadas em conjunto, e não isoladamente.

“O teste genético não diz que uma pessoa necessariamente desenvolverá uma doença. Ele pode mostrar predisposições e características que, quando avaliadas junto aos exames, ao histórico e à rotina, ajudam a direcionar a atenção para determinados fatores. A prevenção passa a ser menos baseada em tentativa e erro e mais orientada pelas características daquele organismo”, explica Bruna. 

A microbiota intestinal acrescenta outra variável que diferentemente do DNA, sua composição pode sofrer alterações relacionadas à alimentação, medicamentos e estilo de vida. Pesquisas recentes vêm investigando justamente a relação entre microbiota, metabolismo e respostas individuais à dieta, embora parte das aplicações da nutrição de precisão ainda esteja em desenvolvimento e não substitua condutas clínicas estabelecidas. 

Essa individualização não significa abandonar recomendações universais. Praticar atividade física, manter alimentação adequada, não fumar e reduzir o consumo nocivo de álcool continuam entre as principais medidas de prevenção das doenças crônicas. A diferença está em acrescentar informações capazes de mostrar quais aspectos podem exigir maior atenção em cada pessoa.

 

 

Da informação para a rotina 

O desafio seguinte é transformar esse volume de dados em decisões compreensíveis e aplicáveis. Na WeFit, a estratégia adotada é integrar testes genéticos e análise da microbiota intestinal ao histórico, aos hábitos e ao acompanhamento nutricional remoto. A empresa também utiliza inteligência artificial e monitoramento de indicadores de rotina para reunir informações que auxiliam os profissionais na avaliação da evolução e nos ajustes do plano individual. 

Para a especialista, a tecnologia tem utilidade quando ajuda a conectar o que acontece entre uma avaliação e outra. “Não basta descobrir uma predisposição e entregar um resultado ao paciente. É preciso entender como aquela informação conversa com alimentação, sono, atividade física, exames e comportamento. O acompanhamento permite observar a resposta do organismo e adaptar a estratégia conforme essa pessoa evolui”, diz. 

No Brasil, o próprio monitoramento da saúde pública reforça a importância de reconhecer diferentes fatores associados ao adoecimento. O Ministério da Saúde iniciou em maio o Vigitel 2026, que deverá ouvir mais de 100 mil pessoas até dezembro e acompanha aspectos como obesidade, alimentação, sedentarismo, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, diabetes e hipertensão. Nesta edição, a pesquisa também ampliou temas investigados e sua cobertura para além das capitais. 

Para Bruna Makluf, a tendência é de convivência entre as duas abordagens: recomendações de saúde válidas para a população e estratégias que aprofundam a análise individual quando há indicação. “A medicina preventiva não deixa de olhar para aquilo que funciona para todos. O que muda é a possibilidade de conhecer melhor as particularidades de cada organismo e agir sobre fatores modificáveis antes que eles se transformem em um problema maior. Quanto mais cedo conseguimos transformar informação em cuidado, maior é o espaço para a prevenção”, conclui. 

 



Bruna Makluf - nutricionista, diretora de Nutrição da WeFit e especialista em emagrecimento, saúde metabólica, composição corporal, saúde intestinal, doenças crônicas e longevidade. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal) em 2008, possui especializações em Nutrição Clínica, Fitoterapia e Nutrição Comportamental, formação em Saúde Intestinal e mestrado em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com mais de 15 anos de experiência, atuou por nove anos na saúde pública, onde participou da implantação de equipes e políticas públicas voltadas à assistência nutricional. Posteriormente, integrou por seis anos a Clínica Seven, exercendo as funções de nutricionista e gestora da equipe de nutrição. Atualmente, lidera a área de Nutrição da WeFit, sendo responsável pelo desenvolvimento dos protocolos nutricionais personalizados da empresa. Sua atuação é baseada na individualização do cuidado, integrando evidências científicas, genética, saúde intestinal, exames laboratoriais e hábitos de vida para construir estratégias nutricionais adaptadas às necessidades de cada paciente. É fonte para temas relacionados ao emagrecimento, saúde intestinal, prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, saúde metabólica e longevidade.
Para mais informações, acesse: Linkedin e Instagram.



WeFit
Site Oficial WeFit I Instagram WeFit



Fontes de Pesquisa:

https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42336239/

https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/inqueritos-de-saude/vigitel


Lipedema atinge mais de 12% das brasileiras; tecnologia e diagnóstico precoce revolucionam tratamento além da estética


Condição que afeta cerca de 12,3% das mulheres brasileiras ainda é frequentemente confundida com obesidade e linfedema; diagnóstico precoce e avanços da medicina regenerativa podem mudar a qualidade de vida das pacientes 

 


Milhares de brasileiras convivem com dores constantes nas pernas, sensação de peso, hematomas frequentes e aumento desproporcional do volume dos membros inferiores, sem saber que esses sintomas podem estar relacionados ao lipedema. Ainda pouco conhecido, o distúrbio crônico do tecido adiposo permanece subdiagnosticado no Brasil, atrasando o acesso ao tratamento adequado e comprometendo a qualidade de vida das pacientes. No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, ampliar o conhecimento sobre a doença é tão importante quanto desenvolver novas alternativas terapêuticas.

A relevância do tema é evidenciada por um estudo publicado no Journal of Vascular Brasileiro, que estimou que 12,3% da população feminina adulta brasileira apresenta sintomas compatíveis com alta probabilidade de lipedema, reforçando que a doença representa uma importante questão de saúde pública. O dado foi incorporado ao Consenso Brasileiro de Lipedema, elaborado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), que também destaca a necessidade de ampliar a conscientização entre profissionais de saúde para reduzir o subdiagnóstico.


Uma doença frequentemente confundida com obesidade

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Diferentemente da obesidade, a gordura acometida pela doença costuma ser resistente à perda de peso, mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios. Dor ao toque, sensação constante de peso, inchaço e facilidade para o aparecimento de hematomas também fazem parte do quadro clínico.

A doença ainda enfrenta demora para ser diagnosticada no Brasil porque seus sinais são frequentemente confundidos também com o linfedema, inchaço causado pelo acúmulo de líquidos em determinadas regiões do corpo que normalmente seriam eliminados pelo organismo através do sistema linfático, e doenças venosas, além de ainda ser pouco reconhecida por parte dos profissionais de saúde e da própria população.

Segundo o Consenso Brasileiro de Lipedema, a sobreposição de sintomas com obesidade, linfedema e doenças venosas explica parte da dificuldade diagnóstica, fazendo com que muitas pacientes levem anos até receberem um diagnóstico correto.

Para a Dra. Patricia Lyra, cirurgiã plástica especialista em lipedema e consultora médica da DMC Group, esse atraso interfere diretamente na evolução da doença. "O maior desafio hoje não é apenas tratar o lipedema, mas fazer com que ele seja reconhecido precocemente. Muitas mulheres passam anos acreditando que o problema está relacionado apenas ao excesso de peso, quando, na realidade, convivem com uma doença crônica que exige uma abordagem específica."

Segundo a especialista, o diagnóstico continua sendo predominantemente clínico, baseado na avaliação médica, na história da paciente e na exclusão de outras doenças com manifestações semelhantes.


Tratamento evolui e deixa de focar apenas na estética

O consenso publicado pela SBACV também reforça uma mudança importante na forma como o lipedema vem sendo tratado. Atualmente, a recomendação é que o cuidado seja multidisciplinar, envolvendo atividade física, fisioterapia, acompanhamento nutricional, terapia compressiva e manejo da inflamação. A cirurgia passa a ser considerada quando existe indicação clínica, persistência dos sintomas e comprometimento funcional, sempre de forma individualizada.

Para a especialista, essa mudança representa uma transformação importante na própria compreensão da doença. "Durante muito tempo o tratamento foi bastante associado ao aspecto estético. Hoje o entendimento é de que o principal objetivo é devolver funcionalidade, reduzir dor, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida da paciente. A aparência é uma consequência desse processo, não seu principal propósito."


Tecnologia e medicina regenerativa impulsionam nova geração de procedimentos

Se o diagnóstico ainda representa um desafio, o tratamento tem avançado rapidamente. A incorporação de tecnologias de alta precisão vem modificando a forma como, em casos selecionados, os procedimentos cirúrgicos são realizados, permitindo maior preservação dos tecidos, redução do trauma cirúrgico e recuperação funcional mais rápida.

Esse movimento acompanha um conceito cada vez mais presente na medicina regenerativa: realizar intervenções que respeitem a biologia do organismo, minimizando a resposta inflamatória, preservando estruturas vasculares e linfáticas e favorecendo os processos naturais de recuperação.

Estudos brasileiros também vêm avaliando tecnologias aplicadas à lipoaspiração para lipedema. Uma pesquisa desenvolvida pela equipe do professor de cirurgia plástica da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPRA) e consultor médico da DMC Group, Dr. Denis Valente, comparou a técnica convencional com um procedimento assistido pela tecnologia One STEP®, observando redução do tempo cirúrgico, menor risco de queimaduras e perda sanguínea, diminuição da dor pós-operatória e retorno mais precoce às atividades em pacientes com lipedema que precisam passar pelo tratamento cirúrgico. 

Segundo a Dra. Patrícia Lyra, essas evoluções representam uma mudança na própria lógica do tratamento cirúrgico. "Quando incorporamos tecnologias mais precisas na prática cirúrgica, o procedimento ganha outra lógica: menos trauma para a paciente e mais segurança para o cirurgião. Assim proporcionamos uma melhor qualidade de vida e um retorno mais rápido às atividades cotidianas das pacientes."


Informação ainda é o principal tratamento

Embora a ciência tenha ampliado significativamente as possibilidades terapêuticas para o lipedema, especialistas ressaltam que a inovação só produz impacto quando a doença é reconhecida precocemente. Reduzir o tempo até o diagnóstico permite que as pacientes tenham acesso mais cedo ao acompanhamento multidisciplinar e, quando indicado, às tecnologias que tornam os procedimentos mais seguros e menos invasivos.

O próprio Consenso Brasileiro de Lipedema destaca que o reconhecimento precoce da doença pode reduzir sua progressão, minimizar complicações e evitar anos de sofrimento físico e emocional decorrentes do diagnóstico tardio.

Para Dra. Patrícia, ampliar o debate sobre o lipedema é um passo fundamental para transformar esse cenário. "Assim como outras áreas da medicina evoluíram para procedimentos cada vez menos invasivos e mais precisos, o tratamento do lipedema também caminha nessa direção. A incorporação de novas tecnologias e protocolos amplia a capacidade de personalizar as intervenções, reduzir o trauma cirúrgico e acelerar a recuperação, refletindo uma mudança de paradigma no cuidado dessas pacientes”, conclui.  

 

DMC Group
https://dmcgroup.com.br/


Retorno do sarampo: por que o surto em São Paulo exige reforço imediato da vacinação


Com a confirmação de 16 casos ativos na Grande São Paulo, o retorno do sarampo acendeu um alerta de saúde pública. Considerado um dos vírus mais contagiosos do mundo, a doença levou o Ministério da Saúde a determinar a vacinação de bloqueio para todos os moradores de 6 meses a 59 anos na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo. 

A medida é uma resposta à preocupante queda na cobertura da vacina tríplice viral no estado, que atingiu apenas 77% da meta de proteção. Esse cenário de vulnerabilidade abriu portas para a reintrodução de um vírus extremamente contagioso e severo, especialmente para as crianças. 

“O vírus do sarampo é transmitido facilmente por via aérea, através da respiração, tosse ou fala. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para mais de 18 indivíduos. Como a transmissibilidade é muito alta, nós só conseguimos controlar a propagação se garantirmos que pelo menos 95% da população esteja imunizada corretamente com as duas doses”, alerta Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês.


Estado de São Paulo registra menor taxa de mortalidade em cirurgias oncológicas da história

Índice caiu de 2,31% em 2008 para 1,10% em 2025; Estado realizou cerca de 80 mil procedimentos no último ano e passou a integrar o grupo com menor mortalidade do país

 

O Estado de São Paulo registrou, em 2025, a menor taxa de mortalidade em cirurgias oncológicas desde o início da série histórica. O índice caiu para 1,10% em 2025, frente aos 2,31% registrados em 2008, primeiro ano da série. O resultado também colocou São Paulo, pela primeira vez, entre os cinco estados brasileiros com as menores taxas de mortalidade nesse tipo de procedimento, mesmo figurando entre os que mais realizam cirurgias oncológicas de alta complexidade no país. 

Ao longo de 2025, foram realizadas cerca de 80 mil cirurgias oncológicas no Estado. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (4), durante o painel Regionalização e Ampliação do Acesso, realizado no Seminário SUS Paulista: Regionalização, Acesso e Inovação em Saúde, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

Segundo o assessor técnico da SES-SP, Alberto Tomasi, a redução da mortalidade acompanhou a ampliação da capacidade assistencial e o fortalecimento da organização da rede de atenção oncológica. "Em 2025, alcançamos a menor taxa de mortalidade em cirurgias oncológicas da história de São Paulo. Realizar cerca de 80 mil procedimentos em um único ano e, ao mesmo tempo, registrar uma taxa de mortalidade de 1,10% demonstra que é possível ampliar o acesso à assistência especializada mantendo a qualidade do cuidado", afirmou. 

A evolução do indicador mostra uma mudança gradual em relação ao cenário nacional. No início da série histórica, São Paulo registrava taxa de mortalidade superior à média brasileira. Em 2011, os índices se equipararam e permaneceram próximos até 2022. Desde 2023, o Estado passou a apresentar taxas inferiores à média nacional, ampliando essa diferença nos anos seguintes.

 

Regionalização e acesso

O indicador foi apresentado durante o painel Regionalização e Ampliação do Acesso, que reuniu especialistas para discutir o fortalecimento da regionalização da saúde, a ampliação da oferta de serviços especializados, a assistência farmacêutica e o uso de dados para qualificar o planejamento e a gestão do sistema de saúde. 

Para o consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e coordenador do Projeto de Regionalização da Saúde, Renilson Rehem, a regionalização depende de planejamento permanente e da integração entre Estado e municípios.

"A Regionalização da Saúde é um processo permanente, e a chave para avançarmos é reconhecê-la e implementá-la como um trabalho coletivo. O que construímos representa um grande avanço, mas é fundamental que essa política seja a base para a elaboração de planos estratégicos que permitam dar continuidade e fortalecer cada vez mais esse processo." 

Na área da assistência farmacêutica, a assessora técnica de saúde da Pasta, Renata Zaidan, informou que a disponibilidade de medicamentos nas farmácias estaduais superou 96% durante a atual gestão. Segundo ela, a operação logística movimenta mais de 80 toneladas de medicamentos e outros insumos farmacêuticos. 

Já a consultora da OPAS para o Projeto SES-SP, Mariana Carrera, destacou o fortalecimento do uso de dados na gestão pública. Encerrando o painel, a coordenadora de Planejamento de Saúde, Silvany Portas, apresentou indicadores que mostram crescimento de 16% no número de internações entre 2022 e 2025, equivalente à capacidade de aproximadamente 8,6 mil leitos, considerando uma média de quatro internações por leito.


Espaços Maternidade na CPTM e no Metrô somam mais de 6,6 mil atendimentos e reforçam a importância da amamentação

No Agosto Dourado, mães encontram conforto, privacidade e apoio para amamentar, ordenhar e cuidar de seus bebês enquanto se deslocam pela cidade 

 

Para marcar o Dia Mundial da Amamentação (1º/08) e a campanha Agosto Dourado, a Secretaria de Políticas para a Mulher destaca a importância dos Espaços Maternidade no transporte público paulista. Essa mobilização nacional, que dura todo o mês, valoriza o aleitamento materno como fator essencial ao desenvolvimento saudável dos bebês e promove ações educativas sobre seus benefícios nutricionais e emocionais. 

Os dois locais, estrategicamente localizados na estação Tatuapé do Metrô e na estação Luz da CPTM, oferecem estrutura completa para garantir que mães possam amamentar, ordenhar leite, trocar fraldas ou simplesmente descansar com conforto e segurança enquanto aguardam seus trens. A iniciativa reduz as barreiras que muitas vezes dificultam a conciliação entre a maternidade e a rotina cotidiana das mães. 

Os Espaços Maternidade já realizaram 6.676 atendimentos somando as unidades do Metrô Tatuapé e da Estação Luz. Mais do que um espaço físico, as unidades oferecem orientação qualificada sobre cuidados com o bebê, aleitamento materno e puericultura. 

"Ao garantir um ambiente seguro, confortável e acolhedor para a amamentação e cuidados com os filhos, reafirmamos nosso compromisso com a dignidade materna e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à primeira infância e às mulheres. Alcançar a marca de mais de 6,6 mil atendimentos mostra que os Espaços Maternidade são grandes aliados da amamentação no dia a dia da população", afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
 

Serviço

Espaço Maternidade – Estação da Luz (CPTM)
Inaugurado em março de 2024 pela SP Mulher em parceria com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o primeiro Espaço Maternidade do sistema metroferroviário paulista ocupa 56 m² e foi projetado conforme normas de acessibilidade e segurança, na Plataforma 5, acesso ao Expresso Aeroporto.

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
 

Espaço Maternidade – Estação Tatuapé (Metrô)

Inaugurada em novembro de 2024, a segunda unidade é fruto da parceria entre a SP Mulher e o Metrô de São Paulo, com 32 m² de área útil especialmente planejados para mães, bebês e crianças em trânsito. O local conta com a participação direta de profissionais do Hospital Sepaco, que orientam as passageiras sobre aleitamento materno, puericultura e cuidados com o bebê, assegurando um atendimento humanizado e técnico.

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 19h


Trombose no esporte: como o repouso forçado por lesões musculares severas pode pegar atletas de surpresa

 Longe dos fatores de risco tradicionais, especialista explica que o trauma vascular direto nas atividades físicas de alto impacto, somado à desidratação, pode desencadear quadros de trombose venosa profunda em jovens saudáveis.

 

Atletas e praticantes de atividades físicas de alta intensidade frequentemente associam lesões a contraturas, estiramentos ou rompimentos musculares. O que poucos imaginam é que o repouso absoluto imposto por esses traumas pode carregar um risco oculto e grave: a Trombose Venosa Profunda (TVP). Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), estimam-se cerca de 60 casos de trombose para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil, e o imobilismo pós-lesão é um dos grandes gatilhos para o problema, mesmo em organismos jovens e com alto rendimento cardiovascular. 

A explicação para esse fenômeno em pessoas aparentemente saudáveis reside no trauma vascular direto e na brusca desaceleração da rotina. Em modalidades de alto impacto, contusões severas podem lesionar a parede dos vasos sanguíneos, enquanto a combinação de sudorese intensa e desidratação aumenta a viscosidade do sangue. Quando o atleta é forçado a parar repentinamente e manter o membro afetado imobilizado para recuperar o músculo, o sangue perde a ajuda da bomba muscular da panturrilha para circular, favorecendo a formação de coágulos. 

"A rotina de treinos intensos cria uma falsa sensação de blindagem contra problemas circulatórios, mas o corpo do atleta responde aos traumas físicos como qualquer outro. Se há lesão na parede do vaso e o sangue fica estagnado devido à imobilidade, o coágulo pode se formar rapidamente", explica o cirurgião vascular e endovascular Josualdo Euzébio. 

O perigo se intensifica porque os sintomas iniciais da TVP costumam ser confundidos com a própria evolução da lesão muscular. Inchaço persistente, dor profunda na panturrilha ou na coxa e enrijecimento do local afetado costumam ser interpretados apenas como consequências do trauma do esporte, o que atrasa o diagnóstico e aumenta o risco de complicações graves, como a embolia pulmonar. 

"O maior erro é ignorar um inchaço desproporcional ou uma dor que piora no período em que a lesão muscular já deveria estar evoluindo bem. Ao notar que o membro acometido apresenta alterações de cor, calor local ou uma dor diferente da dor muscular comum, o acompanhamento médico especializado deve ser imediato", alerta o especialista. 

Para prevenir o quadro sem comprometer a recuperação do atleta, o acompanhamento multidisciplinar é fundamental. O uso de meias de compressão adequadas, a manutenção rigorosa da hidratação e, quando indicado pelo médico, o uso temporário de medicamentos anticoagulantes permite que a fase de repouso ocorra com segurança, garantindo que o retorno ao esporte aconteça sem ameaças à vida.

 

Fonte: Dr. Josualdo Euzébio. Cirurgião Vascular
instagram: @dr.josualdo


Viver mais já não é o maior desafio da saúde no Brasil

No Dia Nacional da Saúde, especialistas alertam que o maior desafio do país deixou de ser aumentar a expectativa de vida e passou a ser garantir que a população envelheça com autonomia e qualidade 

 

Os brasileiros estão vivendo mais, mas isso não significa que estejam envelhecendo com saúde. Enquanto a expectativa de vida ao nascer alcançou 76,6 anos, o maior índice da série histórica do IBGE, a população com 60 anos ou mais deverá representar 37,8% dos brasileiros até 2070. O avanço da longevidade ocorre ao mesmo tempo em que crescem as doenças crônicas e os desafios para preservar a autonomia durante o envelhecimento. No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, especialistas defendem que o foco da prevenção precisa deixar de ser apenas o tratamento das doenças e passar a priorizar a manutenção da saúde ao longo da vida.

Para Alexandre Duarte, médico, professor, pesquisador, referência em fisiologia metabólica e hormonal e fundador do Instituto Avantgarde, a medicina vive uma mudança importante de perspectiva. Segundo ele, prolongar a vida é uma conquista, mas preservar a capacidade física, cognitiva e metabólica será um dos principais desafios da saúde nas próximas décadas. "O objetivo não deve ser apenas aumentar a quantidade de anos vividos, mas garantir que esses anos sejam acompanhados de independência, disposição e qualidade de vida. Muitas doenças que aparecem depois dos 60 anos começam a se desenvolver silenciosamente décadas antes”, afirma o médico.

Esse cenário já preocupa organismos internacionais. O Relatório Mundial sobre Envelhecimento e Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca que o envelhecimento saudável depende principalmente da manutenção da capacidade funcional, conceito que reúne mobilidade, cognição, autonomia e bem-estar, e não apenas da ausência de doenças. A própria OMS define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, entendimento que reforça a necessidade de ampliar a prevenção para além do tratamento de enfermidades.


A saúde metabólica começa a ser construída antes dos primeiros sintomas

Na avaliação do doutor Alexandre, um dos maiores equívocos é associar prevenção apenas à realização de exames ou ao início de tratamentos após o diagnóstico de alguma doença. Para ele, a deterioração metabólica costuma ocorrer de forma lenta, impulsionada por hábitos repetidos durante muitos anos.

"A perda de massa muscular, a resistência à insulina, o excesso de gordura visceral e o processo inflamatório não surgem de uma hora para outra. São alterações que podem permanecer silenciosas durante décadas. Quando aparecem limitações físicas ou doenças crônicas, recuperar plenamente a capacidade funcional se torna muito mais difícil", afirma Alexandre.

Na prática, o médico explica que preservar a saúde não exige medidas complexas, mas constância. Segundo ele, algumas atitudes acessíveis podem fazer diferença ao longo dos anos, como dar preferência a alimentos naturais e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, manter uma rotina de exercícios que inclua caminhadas e fortalecimento muscular, dormir entre sete e nove horas por noite, controlar o estresse, evitar o cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, realizar consultas e exames preventivos regularmente e manter a mente ativa por meio da leitura, do aprendizado contínuo e da convivência social. "São hábitos simples, mas que influenciam diretamente a saúde metabólica e aumentam as chances de chegar ao envelhecimento com autonomia."


Mais anos de vida exigem uma nova forma de prevenir

O envelhecimento da população brasileira também começa a transformar a agenda da saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças crônicas não transmissíveis, como enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, permanecem entre as principais causas de morte no país e respondem pela maior parte da demanda assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o especialista, esse cenário exige uma mudança de mentalidade tanto entre profissionais quanto entre a população. "Esperar o aparecimento da hipertensão, do diabetes ou das primeiras limitações para mudar hábitos significa perder uma parte importante da oportunidade de prevenção. O envelhecimento saudável não começa aos 60 anos. Ele é resultado das escolhas feitas diariamente ao longo da vida", explica Alexandre.

No Dia Nacional da Saúde, a discussão sobre longevidade ganha um significado que vai além do aumento da expectativa de vida. Em um país que envelhece rapidamente, preservar a autonomia, a capacidade funcional e a qualidade de vida tende a se tornar um dos principais indicadores de sucesso das políticas de prevenção e promoção da saúde.

"O maior patrimônio que uma pessoa pode construir ao longo da vida é a capacidade de continuar independente. Envelhecer com saúde não acontece por acaso. É resultado das escolhas feitas diariamente muito antes da velhice chegar", conclui Alexandre Duarte.  




Dr. Alexandre Duarte - médico, professor e palestrante, referência em fisiologia metabólica e hormonal no Brasil. Graduado em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), aprofundou sua formação durante 12 anos nos Estados Unidos, onde concluiu o Fellowship in Metabolic and Nutritional Medicine pela MMI/USA. Fundador do Grupo Avantgarde, Alexandre Duarte acumula mais de duas décadas de atuação clínica e acadêmica. Ao longo de sua trajetória, contribuiu para a recuperação da saúde de aproximadamente 20 mil pacientes e para a formação de mais de 3 mil médicos em áreas ligadas à fisiologia metabólica, modulação hormonal e medicina personalizada. Defensor da chamada medicina da saúde, baseada na investigação das causas dos desequilíbrios metabólicos e hormonais, atua na difusão de uma abordagem voltada à prevenção, personalização do tratamento e reversão de doenças crônicas associadas ao metabolismo, consolidando-se como uma das principais vozes do segmento no país.
Para mais informações, acesse: site, Instagram, linkedin ou pelo youtube.




Instituto Avantgarde
instagram, site, linkedin instituto e linkedin college.



Consumo de álcool tem feito com que mulheres adoeçam mais no Brasil

Envato por mauriciotoro10
Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, efeitos nocivos da bebida são potencializados no organismo feminino e ampliam as chances de desenvolvimento de problemas graves de saúde 

 

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas entre mulheres brasileiras aumentou cerca de 70% em quase duas décadas. Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Saúde através do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o índice passou de 9,2% para 15,7%. Para o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica, a abordagem dos efeitos nocivos do álcool é questão de saúde pública. “As mulheres são biologicamente mais vulneráveis e podem desenvolver problemas graves de saúde relacionados à ingestão de bebida mais cedo e mesmo com menor consumo”, alerta. No caso de câncer de mama, uma meta-análise realizada a partir de 53 estudos científicos revela que basta uma dose de álcool por dia para que as mulheres tenham o risco de desenvolver câncer de mama aumentado em 7%.

Os dados obtidos pelo Vigitel apontam que os homens ainda bebem mais. No entanto, há uma aproximação de padrões quando se considera o aumento do consumo de álcool entre as mulheres. Mudanças sociais importantes, como maior participação feminina no mercado de trabalho, e uso do etanol como atenuante em situações de estresse e pressão, estão entre os vários fatores que justificam a escalada de consumo.

Segundo o pesquisador Daniel Buttros, também presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a vulnerabilidade biológica das mulheres em relação à ingestão de álcool está associada à menor quantidade de água e enzimas no organismo para metabolizar o etanol.

No organismo, o etanol é metabolizado como acetaldeído, substância tóxica para as células que danifica o DNA e impede que o corpo repare danos. Com DNA danificado, as células podem crescer descontroladamente, dando origem a um câncer.

Mecanismos biológicos que associam bebidas alcoólicas ao câncer são conhecidos há décadas. Nos anos 1980, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que integra a Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o álcool e o cigarro como carcinógenos do grupo 1. Este grupo é composto por agentes, substâncias ou exposições com evidência científica suficiente de que causam câncer em humanos.

Em uma meta-análise de 53 artigos científicos, pesquisadores avaliaram que o risco para câncer de mama escala à medida que aumenta o consumo de álcool. Para as mulheres que ingerem de 35 a 44 gramas de bebida alcoólica por dia, algo entre 3 a 4 doses, as chances de desenvolver a doença chegam a 32%. Em quantidades superiores a 4 doses, a perspectiva é um aumento de 46%. No geral, uma dose, ou cerca de 10 gramas de álcool por dia, representa 7% mais risco.

“Na abordagem sobre câncer de mama, consideramos que o consumo de álcool afeta os níveis de estrogênio, que têm papel importante no desenvolvimento e na progressão da doença”, destaca Buttros. “O impacto do etanol nesses níveis hormonais explica em parte o risco aumentado para a doença.”

Tanto na perimenopausa quanto na menopausa, o consumo de etanol pode intensificar sintomas comuns dessa fase, como ondas de calor, piora do sono e alterações de humor. Na menopausa, especialmente, a queda natural da produção de estrogênio associada à ingestão de bebidas tem potencial para prejudicar a absorção de cálcio, elevar a pressão arterial e interferir no metabolismo hormonal.

Entre mulheres que fazem reposição hormonal, o mastologista também observa riscos aumentados para a doença. Um estudo realizado durante 20 anos e que envolveu 5 mil mulheres na Dinamarca avaliou que entre pacientes submetidas ao tratamento, o consumo de uma ou duas doses diárias de bebida ampliou em três vezes o risco de desenvolver câncer de mama. Para duas ou mais doses ao dia, a progressão foi cinco vezes maior.

Diante de evidências científicas, Daniel Buttros ressalta a importância de ampliar informações sobre o consumo de álcool entre as brasileiras. “O conhecimento é fundamental na prevenção de graves problemas de saúde, entre eles o câncer de mama, e vai permitir também que as mulheres façam escolhas que melhorem a qualidade de vida”, conclui.


Posts mais acessados