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sexta-feira, 8 de maio de 2026

UniFAJ oferece atendimento gratuito para declaração do Imposto de Renda

Atendimento é gratuito e ocorre no campus 2 da UniFAJ
Imagem: Igor Carreira/Divulgação UniFAJ
 IR Solidário é promovido pelo curso de Ciências Contábeis e ocorre de 11 a 15 de maio, em Jaguariúna


O Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) promove, de 11 a 15 de maio, orientação gratuita aos contribuintes que precisam fazer a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), ano-base 2025. Os plantões de atendimento do IR Solidário serão realizados das 19h às 21h30, na sala coworking do bloco 6 (cinza), no campus 2 da UniFAJ em Jaguariúna. 

Os atendimentos serão realizados por alunos do 5º e 7º semestres do curso de Ciências Contábeis, sob supervisão dos docentes que são especialistas no assunto. Na ocasião, o contribuinte poderá tirar dúvidas sobre o IR e, dependendo do caso, ter a sua declaração montada e enviada à Receita Federal.    

Para isso, o contribuinte deve comparecer ao local da ação com documento pessoal que tenha o número do CPF. Ele deve levar ainda: informes de rendimentos de trabalho e dos bancos onde possui contas; comprovantes de despesas com saúde, educação e de bens em nome do titular; e ter em mãos a senha Gov.br, que será digitada por ele no momento do envio da declaração.

Para o organizador do evento e docente do curso de Ciências Contábeis da UniFAJ, professor Luis Fernando, a ação tem por objetivo permitir que o contribuinte envie a sua declaração de forma segura. “O IR Solidário aproxima o conhecimento contábil da comunidade, oferecendo orientação gratuita, cidadania fiscal e formação prática aos alunos”, destaca. Em 2025, em torno de 50 pessoas passaram pelo IR Solidário para tirar dúvidas e fazer a declaração.

Além de auxiliar na declaração, o IR Solidário busca incentivar os contribuintes a ajudarem os projetos voltados ao bem-estar das crianças, adolescentes e idosos, com a doação de 3% a 6% do Imposto de Renda para entidades assistenciais de Jaguariúna.


Quem declara?

Devem prestar contas ao Leão pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 anuais ou que tenham posse ou propriedade de bens com valor superior a R$ 800 mil. O prazo para envio da declaração do IR em 2026, ano-calendário 2025, vai até às 23h59 do dia 29 de maio. A Receita Federal estima receber 44 milhões de declarações neste ano. Em 2025, 43,5 milhões de pessoas físicas enviaram a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo legal.


SERVIÇO


IR Solidário – UniFAJ 2026 

Datas: 11 a 15 de maio
Horário: 19h às 21h30
Local: Sala Coworking - bloco 6 (cinza), Campus 2 da UniFAJ –
Av. Guido Tozzi - Tanquinho Velho, Jaguariúna 

Atendimentos gratuitos

 

 UniFAJ e UniMAX

 

FESPSP oferece curso gratuito de nivelamento em matemática para universitários de todas as áreas

 O objetivo é capacitar o aluno a analisar e resolver problemas matemáticos aplicados a contextos reais e práticos do mercado de trabalho e da vida acadêmica



A FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo) está com inscrições abertas para o seu Programa de Nivelamento em Matemática para Universitários. O curso gratuito prepara alunos de diversas graduações para disciplinas que exigem esse conhecimento básico. As inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira, 8 de maio, por meio do link oficial do curso.
 

Foco em Prática e Revisão

O programa é voltado para estudantes de cursos como Administração, Economia, Sociologia, Ciência Política, Marketing, Logística, Gestão Financeira, Comércio Exterior, Ciência da Computação, entre outros, que desejam reforçar sua base matemática, para um melhor desempenho nas disciplinas.

O conteúdo abrange desde operações aritméticas básicas e frações até o desenvolvimento de raciocínio lógico para porcentagem, regra de três e conversão de moedas.
  
 

SERVIÇO

  • Evento: Programa FESPSP de Nivelamento em Matemática para Universitários
  • Datas: 9 e 16 de maio de 2026 (sábados)
  • Horário: 9h às 12h
  • Local: Campus da FESPSP – Rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo/SP
  • Inscrições: aqui
  • Prazo final: 8 de maio de 2026

 

Fies 2026: divulgado resultado das vagas remanescentes

 

Divulgação
MEC

De 8 a 11 de maio, os pré-selecionados deverão validar, na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), as informações declaradas na inscrição. Resultado pode ser conferido no Portal Acesso Único 


O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quinta-feira, 7 de maio, o resultado da seleção dos estudantes que se inscreveram no processo seletivo com oferta de vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao primeiro semestre de 2026. O resultado pode ser conferido na página do programa, disponível no Portal Acesso Único

De acordo com o Edital nº 24/2026, entre os dias 8 e 11 de maio, os pré-selecionados devem validar as informações declaradas na inscrição diretamente na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior. Depois disso, ocorrerá a validação das informações no banco. O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela CPSA, realizada na instituição de ensino para a qual o estudante foi pré-selecionado. 

O estudante pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa não precisa comprovar a renda familiar junto à CPSA, mas deverá comparecer à comissão para validar as demais informações de 8 a 11 de maio. 

Quem foi pré-selecionado deve verificar se poderá atender à exigência da frequência mínima, ainda no 1º semestre de 2026, no curso, turno e local do curso para o qual se inscreveu. 

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera, cuja convocação ocorrerá no período de 15 a 29 de maio.
 

Classificação e modalidades de concorrência – A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para:

  1. Candidatos sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  2. Candidatos sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;
  3. Candidatos com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  4. Candidatos com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.


Confira o cronograma completo abaixo:  
 

Inscrições: 22 a 29 de abril
Resultado da chamada única: 7 de maio
Validação na CPSA da instituição: 8 a 11 de maio
Período da lista de espera: 15 a 29 de maio
 

Fies  O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC, instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).



quinta-feira, 7 de maio de 2026

FecomercioSP promove live de orientação sobre IR amanhã (8)

Entidade receberá auditor da Receita Federal e delegado da DERPF para abordar boas práticas na hora de declarar o Imposto de Renda

 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) promoverá, nesta sexta-feira (8), às 17h, no YouTube, sua tradicional live de orientação sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF), em transmissão gratuita. 


Com mediação da jornalista Camila Silveira, a conversa — intitulada Orientações Essenciais para Declarar com Segurança — contará com as presenças de Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Junior, auditor da Receita Federal do Brasil, e de Claudio Affonso de Andrade, delegado da Delegacia Especial de Pessoas Físicas (DERPF), além do presidente do Conselho de Assuntos Tributários da Federação, Márcio Olívio Fernandes da Costa, e da assessora jurídica do conselho, Sarina Manata. 

Trata-se de um serviço fundamental que a Entidade presta anualmente ao público, apresentando as novidades para o ano, esclarecendo dúvidas dos participantes, orientando acerca de boas práticas na hora de declarar o IR e sobre erros possíveis (e comuns) nessa fase do processo.  

Para se ter uma ideia, até outubro do ano passado, a Receita contabilizava que 2,8% das declarações feitas em 2025 tinham caído na malha fina (isto é, quando há inconsistências ou erros na declaração). Em números absolutos, foi cerca de 1,2 milhão de casos.

 

Em 2026, duas novidades merecem atenção dos contribuintes. A primeira refere-se à substituição da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) pelo eSocial, o que pode gerar divergências na hora de fazer as declarações sobre informações dos rendimentos dos empregados. 

 

Outra mudança diz respeito à obrigatoriedade de informar valores relacionados a plataformas de apostas. Os saldos mantidos nelas deverão ser declarados na ficha de Bens e Direitos. Há ainda questões envolvendo cashback, sistema de declarações preenchidas antecipadamente e novas normas sobre despesas de saúde, por exemplo.

 

O prazo para declarar o IR de 2026 acaba no dia 29 de maio, mesma data do pagamento do primeiro lote de restituições. O governo promete pagar até 80% desses recursos entre os dois primeiros lotes — entre 29 de maio e 30 de junho. 


SERVIÇO


IR 2026: Orientações Essenciais para Declarar com Segurança

Quando: 8 de maio (sexta-feira), às 17h

Onde: canal da FecomercioSP no YouTube 

Como participar: inscrição via Sympla

 

Participantes

 

Ricardo Roberto Mendes Ribeiro Júnior

Auditor da Receita Federal do Brasil (RFB)

 

Claudio Affonso de Andrade

Delegado da Delegacia Especial de Pessoas Físicas (DERPF)

 

Márcio Olívio Fernandes da Costa

Presidente do Conselho de Assuntos Tributários, do Codecon/SP e vice-presidente da FecomercioSP

 

Sarina Manata 

Assessora jurídica da FecomercioSP

 

Camila Silveira

Jornalista


Você sabia que a visão pode sofrer mudanças na gravidez?

A Dra. Angela Cruvinel diz que na maioria dos casos as alterações são temporárias; no entanto, alguns sintomas oculares podem indicar pré-eclâmpsia, uma condição gravíssima da gestação 


A conexão entre a mãe e o bebê começa a partir da gestação, com as trocas hormonais, sons e toques. Para a mulher, o período é marcado por expectativas, transformações físicas e emocionais. É comum o corpo reter líquidos e os níveis hormonais aumentarem significativamente, entre outras mudanças que ocorrem para possibilitar o desenvolvimento adequado do feto. 

Para evitar qualquer tipo de complicação na gravidez ou no parto, é fundamental realizar o acompanhamento pré-natal. Problemas como anemia, diabetes gestacional, pressão alta ou infecção urinária precisam ser rapidamente tratados, pois oferecem riscos para a mãe e o bebê. 

Outro cuidado que muitas vezes fica esquecido é com a visão. A Dra. Angela Cruvinel, oftalmologista do H.Olhos - referência em oftalmologia no Estado de São Paulo, explica que “durante a gestação, os olhos podem sofrer modificações temporárias, como redução na produção de lágrimas, alteração do grau, maior sensibilidade à luz e até alterações na pálpebras”. 

A médica dá mais detalhes sobre as mudanças oculares mais comuns na gravidez:
 

Síndrome do Olho Seco - as alterações hormonais podem interferir na composição do filme lacrimal e reduzir a produção de lágrimas pelas glândulas lacrimais. O olho seco é uma das queixas mais comuns das gestantes e provoca sintomas como sensação de areia, ardor, vermelhidão e sensibilidade à luz;

Mudanças Refrativas – a retenção de líquidos típica da gravidez também ocorre na córnea e no cristalino, alterando a espessura e a curvatura dessas estruturas. Isso faz com que a grávida perceba que a visão ficou levemente turva ou que o grau dos óculos parece estar errado;

Sensibilidade à luz (Fotofobia) – durante a gestação, a luz solar ou de telas pode se tornar mais incômoda que o habitual. Isso pode ter relação com as alterações na córnea ou estar associado às enxaquecas, que também podem se intensificar devido às flutuações hormonais;

Ptose Palpebral (Pálpebra Caída) – apesar de menos comum, algumas mulheres notam uma leve queda em uma das pálpebras. Isso porque as alterações fisiológicas da gravidez podem causar edema (inchaço) palpebral e mudanças na musculatura orbital. 

“Na maioria dos casos, a visão volta ao normal de seis a oito semanas após o parto, com a estabilização dos níveis hormonais e a redução da retenção de líquidos”, afirma a especialista. Ela alerta, no entanto, que “algumas alterações visuais podem ser indicadores da pré-eclâmpsia, uma complicação gravíssima da gestação, caracterizada pela elevação da pressão arterial após a 20ª semana, que afeta múltiplos órgãos, como rins e fígado, e pode colocar a vida da mãe e do bebê em risco”. 

A Dra. Angela Cruvinel alerta para os sintomas oculares que exigem atendimento imediato: 

- Ecotomas – ver pontos brilhantes, luzes piscando ou manchas escuras;

- Visão Dupla (Diplopia) – enxergar duas imagens de um único objeto;

- Perda Súbita de Visão – perda parcial ou total do campo visual.

O acompanhamento oftalmológico rigoroso também é recomendado para gestantes com condições de saúde pré-existentes, como o diabetes. Durante a gravidez, o nível elevado de açúcar no sangue pode acelerar a progressão da retinopatia diabética, uma doença ocular grave que pode levar à cegueira. Além de identificar possíveis problemas na visão, o oftalmologista poderá indicar colírios e medicamentos seguros para a mãe e o bebê, se houver necessidade.



Tecnologia guiada por IA identifica sinais precoces de doenças incapacitantes

Freepik
Sistema prevê doenças oculares e sistêmicas através de exame na  retina antes de qualquer sinal evidente.

 

A luz do monitor pisca em silêncio. Na maca, um paciente  tenta entender o que aconteceu. Horas antes, estava em casa. Sem dor, nem sinais claros. Agora, médicos falam em pressão alta, risco cardiovascular, exames urgentes, provável AVC. Tudo parece ter surgido de repente. Mas não surgiu. Alterações nas artérias aconteciam no fundo do olho sem causar qualquer desconforto ou alarde.  No Brasil a cena é mais frequente do que se possa imaginar. Milhões de brasileiros seguem descobrindo doenças crônicas quando elas já comprometeram qualidade de vida, produtividade e, em muitos casos, a própria autonomia.

 

A boa notícia é que a medicina esta deixando de ser reativa para ser preditiva. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo  do Instituto Penido Burnier, uma nova tecnologia está permitindo que o  olho se torne uma verdadeira janela para o diagnóstico não só de doenças oculares, mas também de diversas condições sistêmicas, anos antes dos primeiros sinais. “Estamos vivendo uma a transição do medicina reativa para a preditiva’, avalia. Trata-se do Airdoc,  um retinógrafo guiado por IA que acaba de ser adquirido pelo hospital. O oftalmologista  afirma que esta inovação permite  antecipar em 20 anos o risco de Alzheimer e outros tipos de demência. A nova tecnologia também antecipa em 10 anos o diagnóstico de doenças que hoje são uma verdadeira epidemia no Brasil como diabetes, hipertensão arterial, aterosclerose, alterações cardiovasculares, risco de infarto, AVC e até anemia. retinopatia, degeneração macular, entre outras. 

 

Olhos e saúde mental: uma conexão emergente

 A maioria dos brasileiros não faz acompanhamento oftalmológico regular.  Diversos estudos apontam uma correlação relevante entre doenças oculares entre a catarata e condições como:

• Demência

• Depressão

• Declínio cognitivo

Por isso,  o especialista recomenda que a partir dos 50 anis a consulta oftalmológica seja anua. “Nossos olhos também envelhecem e  sofrem alterações importantes. A perda visual impacta diretamente a autonomia, a interação social e a saúde mental, reforçando a importância da oftalmologia como parte da saúde integral

 

Queiroz Neto ressalta que o fundo do olho sempre foi de grande interesse da Oftalmologia por ser a única  área de nosso corpo  que permite um panorama da saúde através de vasos dilatados, tortuosos, pequenos aneurismas e outras alterações.  Hoje com a inteligência artificial   prevê riscos, trazendo  portanto, um alerta de mudança no estilo de vida muito antes de ocorrerem graves  comprometimentos da saúde, afirma

 

Fatores de risco e prevenção

O gatilho de doenças como diabetes, hipertensão e aterosclerose pode ser gênico, mas mudanças simples nos hábitos reduzem o risco, pontua.  Para preservar a visão o especialista indica :

Evitar - Sedentarismo; Dietas ultraprocessadas;  Excesso de açúcar e sal; Tabagismo;  Consumo excessivo de álcool:exposição ao sol sem lentes com filtro UV.

Adotar - alimentação equilibrada; Atividade física regular; Controle de peso; Monitoramento da glicemia e colesterol.

 

Para ele, ao utilizar a retina como porta de entrada para o diagnóstico de doenças  oculares e sistêmicas o Airdoc coloca a prevenção no centro da estratégia de saúde, permite antecipar riscos e  salvar vidas, mas a prevenção completa depende de cada um de nós, conclui.

 

 

Canetas emagrecedoras, SUS e planos de saúde: quem deve pagar essa conta?

Nos últimos anos, medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” passaram a ocupar lugar de destaque nas conversas sobre saúde, estética, obesidade, diabetes e qualidade de vida. Nomes como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro se tornaram conhecidos do grande público e também chegaram aos tribunais. 

O tema, porém, precisa ser tratado com responsabilidade. Não estamos falando apenas de emagrecimento ou aparência física. A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, que pode estar associada a diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas articulares e redução importante da qualidade de vida. Ao mesmo tempo, também não se pode concluir que todo medicamento novo, caro ou desejado deve ser automaticamente custeado pelo SUS ou pelos planos de saúde. 

É nesse ponto que surge a pergunta jurídica: quando o Estado ou o plano de saúde pode ser obrigado a custear esses medicamentos? A resposta passa necessariamente por alguns esclarecimentos. 

O primeiro deles é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regulamenta os medicamentos no país, não é sinônimo de custeio obrigatório. Muita gente acredita que, se um medicamento foi aprovado pela Anvisa, o SUS ou o plano de saúde passa a ser automaticamente obrigado a fornecê-lo. Não é assim. 

O registro na Anvisa significa que o medicamento passou por avaliação sanitária para determinada indicação. É uma condição importante, mas não suficiente. Para o SUS, além do registro, é necessário avaliar se o medicamento foi incorporado às políticas públicas. Para os planos de saúde, é preciso analisar o contrato, a lei dos planos de saúde, o Rol da ANS, a forma de uso do medicamento e a finalidade do tratamento. 

A Anvisa já aprovou, por exemplo, indicação do Mounjaro, à base de tirzepatida, para controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, sempre em conjunto com dieta de baixa caloria e atividade física. Também aprovou atualização de posologia do Wegovy, à base de semaglutida, para situações específicas de adultos com obesidade que não obtiveram resposta clínica adequada com a dose padrão. Contudo, a aprovação sanitária não resolve sozinha a discussão sobre quem deve pagar. 

Aqui, temos uma outra ressalva. No Sistema Único de Saúde, a análise é coletiva. O SUS tem o dever constitucional de garantir acesso à saúde, mas esse dever é organizado por políticas públicas, protocolos clínicos, listas oficiais e decisões técnicas de incorporação de medicamentos. 

No caso das canetas emagrecedoras, o cenário atual é restritivo. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) decidiu não incorporar a semaglutida ao SUS para pacientes com obesidade graus II e III, sem diabetes, com idade a partir de 45 anos e doença cardiovascular estabelecida. Também houve decisão de não incorporação da liraglutida para pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2. 

Isso não significa que o paciente jamais poderá buscar o medicamento judicialmente. Significa que a ação judicial, nesses casos, deve ser tratada como exceção, e não como regra. 

O Superior Tribunal de Justiça, no Tema 106, estabeleceu requisitos para que o Poder Público seja obrigado a fornecer medicamento fora das listas do SUS. Em linhas gerais, é necessário apresentar laudo médico fundamentado, demonstrar que as alternativas disponíveis no SUS são ineficazes ou inadequadas, comprovar incapacidade financeira e demonstrar que o medicamento possui registro na Anvisa. 

Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal também reforçou que o fornecimento judicial de medicamentos não incorporados ao SUS exige critérios rigorosos, justamente para equilibrar o direito individual do paciente com a organização das políticas públicas de saúde. 

Por fim, temos a questão envolvendo os planos de saúde, onde a lógica é contratual e consumerista. O paciente paga mensalidade para ter cobertura de doenças e tratamentos previstos em lei e contrato. Por isso, quando existe uma doença coberta, o plano não pode simplesmente negar tratamento de forma genérica. 

A Lei nº 14.454/2022 alterou a Lei dos Planos de Saúde e abriu espaço para cobertura de tratamentos fora do Rol da ANS, desde que preenchidos critérios técnicos, como comprovação de eficácia científica ou recomendação por órgãos de avaliação de tecnologias em saúde. Mais recentemente, o STF também fixou critérios para cobertura de tratamentos fora da lista da ANS, reforçando que a cobertura excepcional deve observar parâmetros objetivos e baseados em evidências. 

Ainda assim, existe um obstáculo importante: muitas dessas canetas são medicamentos de uso domiciliar, isto é, comprados em farmácia e aplicados pelo próprio paciente em casa. A Lei dos Planos de Saúde permite a exclusão de medicamentos para tratamento domiciliar, e o STJ tem decisões recentes reconhecendo que, em regra, o plano pode negar medicamento domiciliar não listado pela ANS, salvo situações específicas. 

Por isso, a discussão contra planos de saúde costuma depender muito dos detalhes. O medicamento foi prescrito para diabetes, obesidade grave ou apenas emagrecimento estético? Há comorbidades? A doença é coberta pelo plano? Existe relatório médico detalhado? Há risco concreto de agravamento? O uso é domiciliar ou supervisionado em ambiente ambulatorial? Há alternativa terapêutica adequada? Essas perguntas fazem toda a diferença. 

Enquanto o tema evolui em entendimentos na esfera jurídica, o mais importante diz respeito ao aspecto da saúde. A obesidade não deve ser tratada como questão estética, mas como uma doença que pode ser grave, progressiva e associada a riscos relevantes. É nesses casos que os tribunais vêm reconhecendo a questão. 

Os casos mais fortes costumam reunir alguns elementos: obesidade grau II ou III, diabetes tipo 2, hipertensão, doença cardiovascular, apneia do sono, resistência insulínica, esteatose hepática, histórico de tentativas anteriores de tratamento, relatório médico bem fundamentado e risco concreto de agravamento. Este relatório, aliás, é peça central, onde o médico deve explicar o diagnóstico, o grau da obesidade, as comorbidades, os tratamentos já tentados, por que eles falharam ou são inadequados, por que aquele medicamento foi escolhido, qual a dose, a duração estimada e quais riscos existem se o tratamento não for realizado. 

No caso do SUS, também é indispensável comprovar a tentativa administrativa, a negativa do Poder Público e a incapacidade financeira do paciente. No caso dos planos de saúde, é importante obter a negativa formal da operadora, com a justificativa usada para recusar o custeio. 

Com a consistência documental e apoio jurídico especializado, pessoas que realmente dependem desses novos medicamentos podem ir adiante na judicialização.

Claramente, o papel do Judiciário não deve ser o de substituir o médico, a Anvisa, a Conitec, a ANS ou os gestores de saúde. Mas também não pode permitir que burocracia, cláusulas contratuais ou decisões administrativas genéricas impeçam o acesso a tratamento realmente necessário. 

O debate, assim, não deve ser reduzido à pergunta “quem paga a caneta”? A pergunta correta é mais profunda: em quais situações esse medicamento deixa de ser uma opção de conveniência e passa a ser um tratamento indispensável para proteger a saúde e a dignidade do paciente?

 

Ricardo Menegatto - advogado especializado em direito do consumidor e sócio do escritório Menegatto Advogados

 

Saúde bucal influencia diretamente o controle de doenças inflamatórias intestinais, alerta especialista

 

Dia 19 de maio é celebrado Dia Mundial de Combate às Doenças Inflamatórias e a boca pode antecipar diagnóstico e impactar na evolução da doença

 

A conexão entre boca e intestino tem ganhado relevância na ciência e pode impactar diretamente o controle de doenças como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Com a proximidade do Dia Mundial de Combate às Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), celebrado em 19 de maio, o tema reforça a importância de uma abordagem integrada no cuidado ao paciente.

 

Segundo o cirurgião-dentista Davi Cunha, a saúde bucal deve ser encarada como parte do controle da doença. “A cavidade oral participa do processo inflamatório do organismo. Infecções gengivais, como a periodontite, aumentam essa carga inflamatória e podem interferir na evolução das doenças intestinais”, explica.

 

Pesquisas recentes apontam que bactérias presentes na boca podem migrar para o intestino, alterando a microbiota intestinal, um fator-chave para a remissão das DIIs. Esse mecanismo, conhecido como “eixo boca-intestino”, ajuda a explicar por que problemas bucais podem agravar o quadro clínico.

 

O alerta ganha força diante do avanço dessas doenças no Brasil. Estima-se que cerca de 250 mil pessoas convivam com DIIs no país, com crescimento médio de 15% ao ano nos diagnósticos. “Esse cenário exige atenção também ao diagnóstico precoce. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem na boca, antes mesmo dos sintomas intestinais”, destaca o especialista.

 

Aftas recorrentes, inflamações gengivais persistentes, inchaço labial e lesões ulceradas estão entre as manifestações mais comuns. Em quadros de Crohn, podem surgir alterações mais específicas na mucosa oral, enquanto deficiências nutricionais associadas à doença podem provocar inflamações na língua e nos cantos da boca.

 

“Não é raro que o paciente passe por diferentes profissionais antes de fechar o diagnóstico. O dentista pode ajudar a encurtar esse caminho ao identificar sinais precoces”, afirma Davi Cunha.

 

Além da identificação, o cuidado com a saúde bucal também pode influenciar na evolução da doença. Evidências indicam que o tratamento de doenças periodontais pode contribuir para a redução da inflamação sistêmica. “Controlar a saúde gengival pode ser um aliado importante para manter a doença intestinal em remissão”, diz.

 

O especialista também chama atenção para pacientes em uso de imunossupressores, comuns no tratamento das DIIs. “Esses medicamentos podem aumentar o risco de infecções oportunistas na boca, como candidíase. Por isso, o acompanhamento odontológico regular é indispensável”, orienta.



Pesquisa revela que mães são as principais gestoras da saúde das famílias brasileiras e fazem isso cada vez mais no digital

Perfil do Paciente Digital 2026, da Doctoralia, mostra que 72% dos usuários são mulheres, que concentram decisões sobre consultas, tratamentos e acompanhamento médico
 

No Brasil, o cuidado com a saúde das famílias tem protagonismo feminino - e ele está cada vez mais digital. É o que mostra o levantamento Perfil do Paciente Digital 2026”, realizado pela Doctoralia, maior plataforma de saúde do país. De acordo com o estudo, 72% dos usuários são mulheres, que assumem, na prática, a responsabilidade por organizar consultas, acompanhar diagnósticos e gerenciar a jornada de cuidado de filhos, parceiros e até dos próprios pais. 

Mais do que pacientes, essas mulheres atuam como verdadeiras gestoras da saúde familiar, concentrando decisões que vão desde a escolha de profissionais até o momento de buscar atendimento. O dado reforça uma transformação silenciosa: o cuidado com a saúde, historicamente associado ao ambiente doméstico, hoje também passa pelo ambiente digital e continua sendo liderado por elas. 

Esse protagonismo feminino no cuidado não é novo, mas ganha novos contornos com a digitalização da saúde. Dados recentes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social mostram que mulheres dedicam, em média, 9,8 horas a mais por semana do que os homens ao trabalho de cuidado não remunerado. Além disso, 43% são as únicas responsáveis pelas tarefas domésticas e 48% cuidam de outras pessoas sem remuneração1. Nesse contexto, a gestão da saúde da família se consolida como mais uma camada dessa responsabilidade. 

Essa gestão acontece, cada vez mais, na palma da mão. Segundo o levantamento do Perfil do Paciente Digital 2026, 84% dos acessos a serviços de saúde são feitos por smartphones, consolidando o celular como principal ferramenta na organização da rotina de cuidado. Canais como WhatsApp também ganham protagonismo no agendamento e na comunicação com profissionais de saúde. 

Outro aspecto relevante é o perfil etário dessas mulheres. A maior concentração está entre 36 e 59 anos, faixa que frequentemente representa a chamada “geração sanduíche”, responsável simultaneamente pelo cuidado com filhos e com pais idosos. Nesse contexto, a gestão da saúde se soma a outras responsabilidades, ampliando a carga emocional e operacional do cuidado. 

Para Flavia Soccol, líder global de Patient Care da Doctoralia, o estudo revela uma mudança estrutural no comportamento do paciente e também no papel das mulheres nesse processo. “Em 2026, o paciente é digital, crítico e informado, mas continua profundamente humano. Ele pesquisa, compara e busca informações, mas a decisão ainda é baseada em confiança. A jornada se digitalizou, mas a necessidade de conexão humana, segurança e acolhimento só aumentou. Existe também um fator muitas vezes invisível, mas determinante, o protagonismo das mulheres, especialmente mães, que estão no centro das decisões de saúde e da gestão do cuidado. Isso é algo que eu vivencio também no meu dia a dia. Entender essa dinâmica não é opcional. É o que permite construir um sistema de saúde mais acessível, eficiente e, principalmente, mais humano.” 

No Mês das Mães, os dados ajudam a lançar luz sobre um trabalho cotidiano que, muitas vezes, passa despercebido: o de coordenar a saúde de toda a família. Um papel que vai além do afeto e se traduz em planejamento, informação e ação - agora cada vez mais mediado pela tecnologia.

 

Referência:

  1. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social / Governo Federal – 2025. Disponível em: Link

Dia Internacional da Luta contra a Endometriose

Imagem: Magnific 
5 sinais de alerta que você não deve ignorar

Considerada uma das principais causas de infertilidade feminina, a doença afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, mas o diagnóstico ainda pode levar anos


Celebrado em 7 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose acende um alerta fundamental sobre essa condição que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Apesar de ser comum, a doença ainda é cercada de desinformação, o que faz com que muitas pacientes convivam com dores incapacitantes por anos até receberem o diagnóstico correto. 

A endometriose ocorre quando o endométrio – tecido que reveste o interior do útero – cresce fora do órgão, atingindo regiões como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse processo gera uma inflamação crônica que, além de comprometer severamente a qualidade de vida, é uma das principais causas de infertilidade feminina.

“O ambiente inflamatório gerado pela doença pode prejudicar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião no útero. A endometriose também pode criar cicatrizes internas, que obstruem as trompas, ou atingir os ovários, formando cistos. Neste caso, tanto a própria doença quanto as cirurgias necessárias para removê-la levam à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis”, explica Dra. Alessandra Evangelista, ginecologista especializada em Reprodução Humana da Clínica Vida (RJ), que integra o Fertgroup – maior grupo de reprodução assistida do país. 

Para ajudar a identificar o problema precocemente, a especialista elenca os 5 principais sinais de alerta da endometriose:
 

1. Cólicas menstruais intensas

A dor da endometriose é progressiva e incapacitante. Ela impede a mulher de realizar suas atividades diárias e pode piorar com o passar dos anos.


2. Dor profunda durante a relação sexual

Muitas pacientes relatam uma dor no "fundo da pelve" durante a penetração. Isso ocorre devido à inflamação e às aderências causadas pela doença em estruturas próximas ao canal vaginal e ao colo do útero.


3. Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual 

Se ir ao banheiro durante a menstruação for sinônimo de dor, é preciso investigar. O sangramento nas fezes ou na urina, acompanhado de dor ao evacuar ou urinar, pode indicar que focos de endometriose atingiram o intestino ou a bexiga.


4. Dor pélvica crônica 

Em estágios mais avançados, a dor deixa de ser exclusiva do período menstrual e passa a ser constante. É uma dor na região do baixo ventre que se mantém presente na maior parte do mês, afetando diretamente a saúde mental e física da mulher.


5. Dificuldade para engravidar (infertilidade) 

Muitas mulheres só descobrem a endometriose quando tentam engravidar e não conseguem. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 30% a 50% das mulheres com a doença enfrentam a infertilidade.
 

É possível ser mãe! 

O diagnóstico de endometriose não significa o fim do sonho da maternidade. A medicina reprodutiva moderna oferece diversos caminhos para possibilitar a gravidez e proteger a saúde da mulher. Para as pacientes que têm a doença, mas não planejam engravidar no momento, o congelamento de óvulos surge como indicação preventiva. "Ele funciona como uma excelente opção e, mesmo que a doença progrida ou exija cirurgias que afetem a reserva ovariana, com a quantidade de óvulos disponíveis, essa mulher terá a chance de planejar sua maternidade no futuro", esclarece Dra. Alessandra. 

Já para aquelas que desejam engravidar imediatamente e enfrentam dificuldades, os tratamentos disponíveis incluem:

  • Fertilização in Vitro (FIV): É o tratamento mais eficaz, pois o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, "pulando" as barreiras anatômicas e inflamatórias que a endometriose causa na pelve.
  • Cirurgia especializada (laparoscopia): Em alguns casos, remover as lesões de endometriose pode restaurar a anatomia e aliviar o ambiente inflamatório, facilitando a gravidez natural ou melhorando as taxas de sucesso de uma futura FIV.
  • Inseminação artificial: Pode ser recomendada apenas em casos de endometriose muito leve, onde as trompas não foram afetadas pela doença.


Quando buscar ajuda?

Ao identificar um ou mais dos sintomas de alerta, o primeiro passo é buscar um ginecologista. O diagnóstico inicial é clínico, baseado no histórico da paciente, e pode ser confirmado por exames de imagem especializados, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve.

Embora a endometriose seja uma condição crônica, o acompanhamento médico adequado e os tratamentos personalizados permitem controlar a progressão da doença, devolver a qualidade de vida e, principalmente, proteger a capacidade reprodutiva da mulher.



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