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sábado, 25 de julho de 2026

Como as canetas emagrecedoras estão mudando a lipoaspiração, a abdominoplastia e outras cirurgias plásticas

O emagrecimento acelerado provocado pelos medicamentos está mudando a indicação, o momento e a estratégia de algumas das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil

 

O crescimento do uso de medicamentos à base de agonistas do GLP-1 para o tratamento da obesidade e do sobrepeso está mudando o planejamento de cirurgias plásticas. Com perdas que podem chegar a 20% do peso corporal, esses medicamentos alteram o contorno do corpo e fazem com que procedimentos como lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias reparadoras após grandes perdas de peso exijam uma avaliação diferente da realizada até poucos anos atrás.  

A perda de peso, no entanto, não significa que o paciente esteja automaticamente pronto para operar. Para os especialistas, a definição do momento ideal da cirurgia depende de fatores como estabilidade do peso, estado nutricional, qualidade da pele e preservação da massa muscular, que influenciam diretamente a recuperação e o resultado estético. 

Segundo o cirurgião plástico Vinicius Julio Camargo, os medicamentos podem ser aliados importantes quando fazem parte de um tratamento conduzido por uma equipe médica.

"O emagrecimento medicamentoso pode preparar o paciente para uma cirurgia plástica, desde que aconteça de forma controlada e com acompanhamento profissional. Quando o peso se estabiliza, os resultados tendem a ser mais previsíveis e seguros", afirma.

 

Nem todo paciente que usa caneta pode operar

Apesar da popularização das canetas emagrecedoras, o uso do medicamento não acelera a indicação da cirurgia plástica. Em muitos casos, acontece justamente o contrário: é preciso aguardar que o organismo se adapte às mudanças provocadas pelo emagrecimento.

Durante esse processo, alterações como redução de gordura corporal, flacidez, perda de massa muscular e mudanças na elasticidade da pele podem interferir tanto na cicatrização quanto no resultado final da cirurgia.

Além disso, os medicamentos costumam ser suspensos antes do procedimento, conforme orientação do cirurgião plástico e da equipe responsável pela anestesia.

"O paciente precisa estar em uma fase de estabilidade. Nem sempre quem está emagrecendo está pronto para operar. Cada caso exige uma avaliação individual", explica o cirurgião plástico.

 

Emagrecimento acelerado pode comprometer o resultado

Quando a caneta é utilizada apenas para acelerar o emagrecimento antes da cirurgia, os riscos aumentam. A perda rápida de peso pode favorecer o surgimento de flacidez, reduzir a massa muscular e provocar deficiências nutricionais, fatores que impactam diretamente a recuperação e a qualidade do resultado cirúrgico.

Por outro lado, pacientes que passam por um processo gradual de emagrecimento, especialmente aqueles com obesidade, costumam apresentar melhores condições para procedimentos como abdominoplastia, lifting corporal e redução das mamas.

"O planejamento é o que faz diferença. Não basta emagrecer. É preciso que o corpo esteja preparado para a cirurgia", destaca o especialista.

 

Canetas não substituem a cirurgia plástica

Apesar da eficácia na redução do peso corporal, os medicamentos não eliminam excesso de pele, corrigem flacidez nem remodelam o contorno corporal após grandes perdas de peso.

Essas alterações continuam tendo indicação cirúrgica e exigem avaliação individualizada.

"As canetas ajudam no controle do peso, enquanto a cirurgia trata as mudanças que permanecem após o emagrecimento, como excesso de pele e flacidez. São abordagens diferentes, mas que podem se complementar quando bem indicadas", afirma Dr. Vinicius.

 

Avaliação individual faz diferença

Com a maior procura pelos medicamentos para emagrecimento e regras mais rígidas para sua comercialização, especialistas reforçam que tanto o tratamento quanto a decisão pela cirurgia devem ser individualizados.

A definição do procedimento e do momento ideal para operar deve considerar não apenas o peso perdido, mas também as condições clínicas do paciente e a estabilidade do organismo. Quando esse planejamento é respeitado, as chances de uma recuperação mais segura e de resultados duradouros tendem a ser maiores.

 

Projeto inverno: por que a estação pode ser uma aliada de quem quer emagrecer e ganhar condicionamento

"Apesar da queda nas temperaturas afastar muita gente das academias, especialistas explicam que o inverno oferece condições fisiológicas que podem favorecer o gasto energético e estimular a manutenção da saúde"

 

A queda nas temperaturas costuma vir acompanhada de uma preguicinha, não é mesmo? A vontade de permanecer em casa, as manhãs mais geladas e a mudança na rotina fazem com que muitas pessoas interrompam ou reduzam a prática de exercícios justamente durante o inverno. No entanto, a ciência mostra que essa estação pode oferecer vantagens para quem deseja emagrecer, melhorar o condicionamento físico e consolidar o hábito de se exercitar.  

"Em temperaturas mais baixas, o corpo aumenta o gasto energético para preservar sua temperatura interna. Dependendo das condições ambientais e da exposição ao frio, esse processo pode elevar o consumo calórico diário, tornando o inverno um aliado para quem está em um programa de emagrecimento associado à alimentação equilibrada e à prática regular de exercícios. Claro que o inverno não faz milagres, mas é importante ressaltar o quanto é importante manter a constância nessa época do ano", explica Leandro Twin, da BlueFit.  

Outro benefício é o maior conforto térmico durante a atividade física. Em comparação aos dias muito quentes, o inverno costuma favorecer exercícios mais intensos e prolongados, já que o organismo sofre menos com o calor excessivo e a sensação de fadiga pode ser reduzida.  

Para ajudar os alunos a manterem a regularidade durante esse período, grandes redes de academia investem em ambientes climatizados e acolhedores, além de um amplo portfólio de atividades que contempla diferentes perfis e objetivos. A BlueFit, por exemplo, oferece uma variedade de modalidades, como musculação e aulas coletivas de funcional, dança, bike, ritmos e HIIT, permitindo que cada pessoa encontre uma atividade compatível com sua rotina e preferências. A proposta é reduzir uma das principais barreiras do inverno: a falta de motivação para sair de casa.  

De acordo com uma revisão publicada no European Journal of Clinical Nutrition, a exposição ao frio ativa a chamada termogênese induzida pelo frio, mecanismo pelo qual o organismo aumenta o gasto energético para manter a temperatura corporal estável. Esse processo envolve a ativação do tecido adiposo marrom, responsável por gerar calor a partir da utilização de energia, e ajuda a explicar por que temperaturas mais baixas podem favorecer o metabolismo quando associadas à prática regular de atividade física.  

“Esse aumento do gasto energético no frio não deve ser visto como uma estratégia isolada para emagrecimento. Ele é um ajuste fisiológico do organismo para manter a temperatura corporal, que pode contribuir de forma secundária em um contexto de rotina ativa. O mais importante continua sendo a regularidade da atividade física e a combinação com hábitos como alimentação equilibrada e descanso adequado”, explica a nutricionista Larissa Amorim.   

No fim das contas, o inverno não precisa ser um convite para pausar a rotina de treinos. A estação pode ser justamente o contrário: um momento de consistência. Quando o ambiente é confortável e a prática se encaixa na rotina, fica mais fácil manter a frequência e evitar as interrupções tão comuns nos dias mais frios. E, nesse ritmo, o que começa como um desafio de sair de casa pode acabar se tornando a mola propulsora necessária para criar hábitos  e seguir em movimento mesmo quando a temperatura cai.  


6 benefícios comprovados pela ciência de treinar com amigos

Herbalife
Divulgação
Evidências reforçam que relações sociais de qualidade influenciam diferentes aspectos da saúde física e emocional, beneficiando o coração, o cérebro e a longevidade

 

Em um momento em que a solidão tem sido apontada como um desafio crescente para a saúde pública, estudos científicos reforçam que cultivar amizades e manter uma rede de apoio pode trazer benefícios que vão muito além do bem-estar emocional. As evidências mostram impactos positivos sobre a saúde mental, cardiovascular, cognitiva e até sobre a longevidade. 

“As relações sociais influenciam comportamentos, ajudam a reduzir o estresse e contribuem para uma melhor saúde física e emocional ao longo da vida. Por isso, devem ser consideradas um importante fator para a saúde e para o bem-estar físico e mental”, coloca o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife. 

Embora a tecnologia tenha ampliado as possibilidades de conexão, especialistas alertam que quantidade de contatos não substitui relações significativas. Para a ciência, a qualidade dos vínculos sociais é um dos fatores que mais influenciam o bem-estar ao longo da vida. 

As evidências apontam pelo menos seis benefícios importantes:
 

Ter amigos ajuda você a viver mais

Manter uma rede de relacionamentos sólida está associado a uma vida mais longa. Isso é o que mostra uma meta-análise publicada na revista PLOS Medicine, que reuniu dados de mais de 300 mil pessoas. Os pesquisadores observaram que indivíduos com vínculos sociais mais fortes apresentaram uma probabilidade cerca de 50% maior de sobrevivência durante o período de acompanhamento dos estudos, que foi de 7,5 anos em média, quando comparados àqueles com relações sociais mais frágeis ou maior isolamento.
 

Ter amigos contribui para a saúde mental e para ser mais feliz

Conversar, compartilhar experiências e sentir que existe alguém com quem contar faz diferença para a saúde emocional. Um estudo publicado no The Lancet mostrou que pessoas mais conectadas socialmente e menos propensas a se sentir isoladas apresentam menor risco de desenvolver sintomas de depressão e ansiedade. 

Décadas de dados levantados pelo Harvard Study of Adult Development e publicados no livro The Good Life, escrito pelos pesquisadores Robert Waldinger e Marc Schulz, destacam ainda que relacionamentos próximos e de qualidade estão entre os fatores mais importantes para a felicidade, a saúde e a satisfação com a vida.
 

Ter bons amigos contribui para a imunidade e a saúde do coração

Os benefícios das amizades não se limitam ao bem-estar emocional. Uma revisão publicada no Sage Journals mostrou que relacionamentos positivos podem influenciar mecanismos biológicos importantes para a saúde. Estudos analisados pelos autores sugerem que pessoas com boas conexões sociais tendem a apresentar respostas mais equilibradas ao estresse, o que pode repercutir positivamente sobre o funcionamento do sistema imunológico e a saúde cardiovascular. 

“Uma das explicações é que o apoio emocional ajuda o organismo a lidar melhor com situações desafiadoras do dia a dia”, comenta Viuniski.


Ter amigos ajuda a manter o cérebro ativo

As amizades também contribuem para a saúde cognitiva. Estudos sugerem que manter uma vida social ativa e cultivar relacionamentos pode ajudar a proteger a saúde cognitiva durante o envelhecimento, enquanto a solidão tem sido associada a um maior risco de demência.

Participar de encontros, atividades em grupo e conversas frequentes estimula diferentes funções cerebrais, como memória, linguagem, atenção e raciocínio. Além disso, o convívio social costuma favorecer uma rotina mais ativa e estimulante, fatores importantes para a saúde do cérebro no processo de envelhecimento.


Ter amigos incentiva hábitos saudáveis

Amigos também podem funcionar como fonte de motivação para hábitos saudáveis. Uma revisão científica identificou que o apoio social está associado a uma maior adesão à prática de atividade física, ajudando as pessoas a manterem uma rotina de exercícios. 

“O apoio social é um importante fator para manter hábitos saudáveis. Participar de grupos de atividade física, comunidades de bem-estar ou iniciativas coletivas pode aumentar a motivação e a adesão a uma rotina mais saudável”, finaliza o nutrólogo. 

 

Herbalife

 

Na economia da credibilidade, a nova estética da liderança rejeita excessos e valoriza sinais de energia e lucidez

Procedimentos faciais avançados ganham espaço entre executivos, empresários e profissionais altamente expostos que desejam preservar identidade, vitalidade e presença executiva


A longevidade profissional está mudando a forma como líderes encaram o envelhecimento. Executivos, empresários, investidores e profissionais liberais permanecem ativos por mais tempo em posições de alta responsabilidade, enquanto a exposição pública se intensifica por meio de reuniões virtuais, eventos, entrevistas, redes sociais e apresentações constantes. Nesse contexto, cresce a preocupação com a diferença entre a energia que a pessoa possui e a imagem que transmite.

O movimento acompanha uma tendência global. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram crescimento consistente na procura por procedimentos de rejuvenescimento facial em todo o mundo. Especialistas observam que a demanda atual está cada vez mais associada a abordagens capazes de tratar o envelhecimento facial de forma global, preservando naturalidade, harmonia e características individuais.

Para Danielle Gondim, cirurgiã plástica especializada em rejuvenescimento facial, a principal mudança está na motivação dos pacientes. “A maioria das pessoas não procura uma transformação. O que elas desejam é que a imagem reflita melhor como realmente se sentem. Muitos pacientes continuam produtivos, ativos e intelectualmente presentes, mas começam a transmitir sinais de desgaste que não correspondem à sua realidade”, afirma.

A médica explica que o envelhecimento facial raramente acontece de forma isolada. A queda dos tecidos profundos da face, a perda de definição da mandíbula, as alterações cervicais, a descida das sobrancelhas e a perda de sustentação das estruturas faciais produzem um conjunto de sinais que, muitas vezes, são interpretados como cansaço, exaustão ou perda de disposição.

Segundo a especialista, um dos equívocos mais comuns é associar essa percepção apenas à região dos olhos. Embora as pálpebras e as sobrancelhas tenham papel importante na comunicação facial, a sensação de vitalidade é resultado da harmonia entre diferentes estruturas anatômicas.

“Em muitos casos, tratar apenas uma estrutura anatômica não é suficiente para modificar a percepção global da face. A aparência de vitalidade depende do equilíbrio entre diferentes regiões faciais. Quando alterações importantes permanecem na mandíbula, no pescoço ou no posicionamento das sobrancelhas, a sensação de cansaço pode continuar presente mesmo após a correção isolada das pálpebras”, explica Danielle.

“O olhar pode demonstrar cansaço, mas ele não é o único responsável pela imagem que transmitimos. A perda do contorno mandibular, a flacidez do pescoço, a queda dos tecidos da face média e das sobrancelhas também contribuem para uma aparência de desgaste. Por isso, uma avaliação global da face costuma ser fundamental para resultados mais harmônicos e naturais”, complementa.

Essa compreensão tem impulsionado a procura por procedimentos faciais mais avançados e estruturais. Entre eles estão o Deep Plane Facelift, técnica que reposiciona músculos, gordura e tecidos profundos da face; o Deep Necklift, indicado para restaurar o contorno do pescoço e da linha mandibular; e o Browlift, responsável pelo reposicionamento das sobrancelhas e pela recuperação do equilíbrio do terço superior da face. Em muitos casos, essas abordagens são associadas de forma personalizada para promover um rejuvenescimento mais harmônico e natural.

Diferentemente das abordagens que atuam apenas sobre a pele ou em áreas isoladas, essas técnicas tratam estruturas profundas responsáveis pelas principais alterações do envelhecimento facial. O objetivo não é modificar traços ou criar uma aparência artificial, mas restaurar sustentação, contorno e proporções que se perdem ao longo do tempo, preservando as características individuais de cada paciente.

“Hoje falamos muito menos em corrigir uma estrutura específica e muito mais em restaurar a arquitetura facial como um todo. Os procedimentos modernos procuram devolver sustentação, contorno e proporção respeitando as características de cada paciente. É justamente essa abordagem global que permite transmitir uma imagem de maior vitalidade, disposição e presença sem gerar um aspecto artificial”, afirma Danielle.

A discussão também acompanha um debate mais amplo sobre longevidade produtiva. Em relatório recente, o Fórum Econômico Mundial destacou a importância do chamado capital cerebral, conceito que relaciona saúde cognitiva, capacidade de decisão e desempenho profissional como ativos estratégicos para organizações e economias.

Embora aparência e competência sejam elementos distintos, a percepção visual continua exercendo influência sobre a forma como as pessoas são interpretadas em ambientes profissionais. Em cargos de liderança, nos quais comunicação, autoridade e confiança possuem peso relevante, sinais visíveis de desgaste podem gerar leituras que nem sempre refletem a capacidade real do indivíduo.

A tendência também acompanha a expansão global da economia do bem-estar. Segundo o Global Wellness Institute, o setor movimentou US$ 6,3 trilhões em 2023 e segue impulsionado por fatores como longevidade, saúde preventiva e qualidade de vida. O envelhecimento saudável passa a ser visto não apenas como uma questão estética, mas como parte de uma estratégia mais ampla de preservação da capacidade funcional e da qualidade de vida ao longo dos anos.

Na visão da Danielle, a busca atual se distancia dos excessos que marcaram períodos anteriores da estética facial. “Existe uma valorização crescente da autenticidade. O paciente não quer parecer outra pessoa nem voltar aos 30 anos. O objetivo é preservar identidade, expressão e naturalidade. Quando o rejuvenescimento é bem executado, as pessoas percebem que o indivíduo está melhor, mas não conseguem identificar exatamente o que mudou”, conclui. 

 


Danielle Gondim - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas. Sua agenda internacional inclui ainda convites para palestras no congresso da sociedade espanhola de cirurgia plástica, em Madri. Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente. Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.


O que atletas de alta performance podem ensinar para quem quer manter uma rotina de exercícios?

Disciplina, constância e metas realistas estão entre os hábitos adotados por atletas de elite que também podem ajudar quem busca uma relação mais duradoura com a atividade física

 

Entre a rotina intensa de treinos, alimentação regrada e competições, atletas de alta performance podem parecer distantes da realidade da maioria das pessoas. Mas, quando o assunto é criar e manter hábitos, algumas das estratégias adotadas pelos profissionais do esporte podem ser aplicadas por qualquer pessoa que deseja ter mais regularidade na academia.  

A ciência reforça essa relação. Uma revisão publicada no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity mostra que pessoas que encontram prazer na prática e desenvolvem uma motivação mais autônoma têm maior probabilidade de manter a atividade física no longo prazo.  

“Existe uma ideia de que atletas de alta performance acordam motivados todos os dias, mas não é assim. O que faz diferença é a constância. Eles treinam porque faz parte da rotina, não porque estão inspirados. E esse é um aprendizado que qualquer pessoa pode levar para a vida”, afirma Leandro Twin, da BlueFit. 

Essa lógica também explica por que, cada vez mais, academias, como a rede BlueFit, têm buscado criar experiências que facilitem a adesão ao exercício. Horários flexíveis, unidades bem localizadas e de fácil acesso, aulas coletivas e acompanhamento da evolução por meio de ferramentas e profissionais que ajudam a tornar a atividade física mais acessível e menos dependente da motivação do momento. 

Outro ponto em comum entre atletas e praticantes amadores é a importância do ambiente. Treinar em locais que ofereçam diferentes modalidades e possibilitem adaptar os exercícios à rotina de cada pessoa pode contribuir para uma maior regularidade. Modalidades coletivas, por exemplo, costumam adicionar um componente de diversão e pertencimento, fatores que também influenciam na permanência dos alunos. 

“Quando a pessoa entende que não precisa viver como um atleta profissional para colher os benefícios da atividade física, ela tira um peso das costas. O objetivo não é ser perfeito, mas ser constante. É isso que gera resultado”, conclui Leandro Twin.  

A principal lição dos atletas de elite pode estar justamente na construção de uma rotina sustentável. Afinal, a diferença entre quem abandona e quem mantém uma vida ativa nem sempre está na intensidade dos treinos, mas na capacidade de transformar o exercício em parte do cotidiano. E, nesse aspecto, pequenas escolhas, como encontrar uma modalidade prazerosa, ter flexibilidade para encaixar os treinos na agenda e acompanhar a própria evolução podem fazer mais diferença do que qualquer fórmula milagrosa.  

Confira cinco lições que o esporte de alto rendimento pode ensinar para quem deseja manter uma rotina de exercícios:  


  1. Foque no processo, não apenas no resultado

Atletas costumam trabalhar com metas de longo prazo, mas concentram a atenção nas ações do dia a dia. Em vez de pensar exclusivamente em perder peso ou ganhar massa muscular, vale direcionar o foco para comportamentos que podem ser controlados, como comparecer aos treinos regularmente e manter hábitos alimentares saudáveis. 


  1. Consistência é a base da evolução

No esporte de alto rendimento, os resultados são construídos ao longo de meses ou anos. A lógica vale também para quem frequenta a academia. A regularidade nos treinos é fundamental para criar hábitos e permitir que o corpo se adapte aos estímulos. No entanto, para continuar evoluindo, também é necessário ajustar a intensidade e promover a progressão de carga de forma gradual e orientada. Esse equilíbrio entre consistência e estímulos adequados favorece ganhos de força, resistência e condicionamento físico ao longo do tempo. 


  1. Tenha uma equipe de apoio

Nenhum atleta alcança grandes resultados sozinho. Treinadores, preparadores físicos e outros profissionais fazem parte do processo. No ambiente das academias, contar com orientação profissional e participar de aulas coletivas pode aumentar o comprometimento e tornar a jornada mais agradável. 


  1. Aprenda a continuar mesmo nos dias difíceis

Atletas convivem com derrotas, lesões e períodos de baixa performance. Ainda assim, seguem treinando. Para quem busca uma vida mais ativa, a principal lição talvez seja abandonar a mentalidade do "tudo ou nada". Perder um treino ou sair da rotina por alguns dias não significa recomeçar do zero. O importante é retomar o quanto antes. 

 

 https://bluefit.com.br

 

Por que cuidar da saúde vai muito além da rotina de skincare

Dr. Rodolfo Gusmão, médico integrativo e CEO do Instituto Aeon, explica por que autocuidado também é ir ao médico e investir em prevenção.

 

Em meio à rotina acelerada, reservar alguns minutos para si deixou de ser um luxo e passou a fazer parte da busca por mais equilíbrio e bem-estar. O autocuidado ganhou novos significados nos últimos anos e hoje está presente em pequenos rituais, que vão desde uma rotina de skincare até um momento dedicado à perfumação, maquiagem ou hidratação corporal. 

Mas, para especialistas, esses gestos são só uma parte da equação. Dedicar tempo a si mesmo também significa marcar aquela consulta adiada há meses, fazer os exames de rotina e investigar sintomas que a correria do dia a dia ensinou a ignorar. É um tipo de autocuidado menos visível, mas com efeito muito mais direto sobre a qualidade de vida a longo prazo.
 

O que os dados revelam sobre a saúde dos brasileiros

Levantamento do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, mostrou pela primeira vez o retrato do sono da população adulta nas capitais brasileiras: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, e 31,7% apresentam ao menos um sintoma de insônia, como dificuldade para adormecer, despertares frequentes ou sensação de sono insuficiente. O problema atinge principalmente as mulheres: 21,3% delas relataram dormir menos de seis horas, contra 18,9% entre os homens, com prevalência ainda maior entre idosos e pessoas com menor escolaridade. 

No campo da prevenção, o cenário também preocupa: dados do IBGE apontam que 70,6% dos brasileiros não realizam check-up regularmente, o que atrasa o diagnóstico precoce de condições como hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, doenças que, segundo especialistas, costumam ser silenciosas em seus estágios iniciais. 

Some-se a isso o avanço do esgotamento profissional: segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout, o que coloca o país na segunda colocação mundial em casos diagnosticados da condição. Só em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados do trabalho por transtornos mentais no Brasil.
 

Autocuidado começa antes da estética

Segundo o Dr. Rodolfo Gusmão, médico integrativo e CEO do Instituto Aeon, o autocuidado mais importante nem sempre é o mais visível. Embora hábitos ligados à estética e ao bem-estar tenham seu valor, eles não substituem a atenção aos pilares que realmente sustentam a saúde. 

"Existe uma tendência de associar autocuidado apenas a momentos de relaxamento ou cuidados com a aparência, mas ele começa muito antes disso. Dormir bem, manter uma alimentação adequada, controlar o estresse, praticar atividade física, cuidar da saúde hormonal e realizar exames preventivos são atitudes que têm um impacto muito maior na qualidade de vida e na prevenção de doenças", afirma. 

O especialista explica que muitos sinais considerados "normais" da vida moderna, como cansaço constante, dificuldade para emagrecer, alterações de humor, baixa disposição e sono ruim, podem indicar desequilíbrios que merecem investigação. Ignorar esses sintomas em nome da rotina acaba adiando diagnósticos e comprometendo a saúde a longo prazo, um padrão que os números de sono e check-up citados acima ajudam a confirmar. 

"O autocuidado não deveria acontecer apenas quando o corpo já está pedindo socorro. Ele precisa fazer parte da rotina como uma forma de prevenção. Quanto mais cedo identificamos alterações metabólicas, hormonais ou nutricionais, maiores são as chances de corrigir esses desequilíbrios antes que evoluam para problemas mais complexos", explica o médico.
 

Do ritual à consulta: o autocuidado que ninguém posta

Entre os hábitos que, segundo o Instituto Aeon, mais impactam a saúde a longo prazo, mas raramente aparecem nas redes sociais, estão os check-ups preventivos realizados com regularidade, e não apenas diante de sintomas; a avaliação da saúde hormonal, especialmente em momentos de transição como puberdade, pós-parto e climatério; a qualidade do sono, tratada como pilar de saúde e não como consequência inevitável da rotina; o manejo ativo do estresse, com estratégias que vão além do relaxamento pontual; a atenção à saúde intestinal e metabólica, frequentemente ligada a sintomas como fadiga e variações de peso; e a atividade física e a alimentação, avaliadas de forma individualizada, e não por modismos. 

"Nem todo autocuidado aparece nas redes sociais. Muitas vezes, ele acontece em escolhas silenciosas, como dormir uma hora mais cedo, fazer um exame preventivo ou investigar a causa de um cansaço persistente. Esses hábitos têm um impacto muito maior na saúde do que qualquer tendência momentânea", afirma o Dr. Rodolfo.
 

Onde a prevenção acontece na prática

É justamente para dar espaço a esse tipo de autocuidado que a clínica do Instituto Aeon foi pensada. Na unidade, consultas, exames e avaliações (hormonais, metabólicas, nutricionais) acontecem de forma integrada, em um ambiente pensado para que o paciente não trate a ida ao médico como um compromisso a mais na agenda, mas como parte de uma rotina de cuidado contínuo com o próprio corpo. 

"Queremos que passar pela clínica seja, também, um momento dedicado a si mesmo. Um espaço onde a pessoa entende o que está por trás dos sintomas que sente no dia a dia, e sai de lá com um plano real de prevenção, não só com um diagnóstico", conclui o médico. 

Para o Instituto Aeon, o convite deste 24 de julho é simples: transformar o Dia do Autocuidado em um lembrete de que cuidar de si vai da pele para dentro, e que reservar um horário para o médico pode ser tão parte do autocuidado quanto qualquer ritual de bem-estar.



Instituto Aeon


Cabelos volumosos: confira os truques e cuidados que deixam o cabelo encorpado sem pesar nos fios

Gerada por IA
Inspirada no glamour das supermodels dos anos 90, tendência do "blowout" volumoso retorna com releitura mais leve e natural

 

Por anos, o cabelo “perfeito” parecia seguir uma única direção: fios ultralisos, alinhados e sem volume aparente. Agora, o movimento muda - literalmente. Inspirado no glamour das supermodels dos anos 90, o visual volumoso volta ao centro das tendências. Escovas encorpadas, movimento nas pontas e raiz elevada reaparecem como protagonistas de beleza em passarelas, tapetes vermelhos e redes sociais, resgatando referências icônicas de nomes como Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Pamela Anderson em suas fases mais emblemáticas.

Mas, diferente do exagero típico de outras décadas, o novo volume surge menos rígido e muito mais fluido. O chamado “90s blowout” aposta em fios com balanço, textura macia e aparência saudável, quase como o efeito de escova recém-feita que permanece elegante sem parecer excessivamente produzido.

Segundo Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares, o retorno dessa estética está diretamente ligado ao desejo por cabelos com mais presença e naturalidade. “Existe uma valorização maior de fios com movimento e aparência saudável. O volume atual não tem aquele aspecto armado ou pesado, ele aparece de forma mais polida, com leveza e brilho”, explica.

A construção desse efeito começa muito antes da finalização. Para Marina, um dos principais segredos do cabelo volumoso está justamente na saúde da fibra capilar. “Quando o fio está nutrido e protegido, ele ganha corpo naturalmente. O volume bonito não vem apenas da escova, mas da combinação entre corte, textura e tratamento.”

Nesse cenário, produtos nutritivos e fórmulas capazes de preservar a integridade dos fios passam a ocupar papel importante na rotina. Ingredientes como óleo de abacate, óleo de coco, óleo de argan e vitamina E ajudam a manter brilho, maleabilidade e proteção térmica, fator essencial para quem utiliza ferramentas de calor com frequência.

“Esses ativos conseguem nutrir profundamente enquanto protegem a estrutura capilar contra agressões externas, como calor excessivo, poluição e ressecamento”, comenta Marina. Segundo a especialista, cabelos ressecados ou fragilizados costumam perder sustentação e movimento, o que interfere diretamente no resultado da finalização.

A escova tradicional aparece entre as principais responsáveis pelo retorno desse visual justamente por criar volume sem endurecer os fios. Diferente das finalizações extremamente marcadas, ela trabalha a elevação da raiz e o alinhamento do comprimento de forma mais natural, preservando leveza e balanço. Já a escova modelada com babyliss entra como aliada para construir curvas amplas e movimento, especialmente nas pontas e na região frontal do rosto.

O corte também influencia diretamente nesse resultado. Camadas suaves, principalmente ao redor do rosto e no comprimento, ajudam a distribuir o volume de forma equilibrada e evitam o efeito pesado. “O cabelo volumoso contemporâneo precisa de leveza. Quando existe excesso de peso na base, os fios perdem movimento rapidamente”, afirma.

Outro ponto importante está na preparação antes da escova. Excesso de produtos finalizadores, fórmulas muito densas e até o uso incorreto de óleos capilares podem comprometer o resultado, deixando o cabelo sem sustentação. Segundo Marina, o segredo está na dosagem e na escolha de texturas mais leves. “O óleo capilar funciona muito bem para controlar frizz, dar brilho e proteger os fios, mas precisa ser usado na medida certa para preservar o movimento”, reforça.

 

 

 Escova Express

 

 

Beleza não é volume

 O rosto equilibrado vem substituindo os excessos estéticos e impulsionando a busca por resultados mais naturais

arquivo pessoal
Pacientes mais jovens, realizamos intervenções voltadas
ao embelezamento facial, corrigindo pequenas desproporções
e promovendo maior simetria e harmonização dos traços.


Durante anos, a estética facial esteve associada ao aumento de volume. Lábios maiores, maçãs do rosto mais marcadas e mandíbulas mais evidentes dominaram tendências e redes sociais. Agora, uma nova movimentação começa a ganhar força nos consultórios: a busca pelo equilíbrio facial.

Em vez de transformar traços, muitos pacientes procuram tratamentos capazes de preservar características individuais e combater sinais do envelhecimento sem exageros. O foco deixa de ser o volume e passa a ser a harmonia.

Segundo a biomédica esteta Jessica Boza, o principal problema não está nos procedimentos em si, mas na falta de planejamento. “O problema não é o preenchimento. O problema é fazer preenchimentos sem planejamento. Muitas vezes a paciente realiza pequenos procedimentos em locais diferentes ao longo dos anos e acaba perdendo a naturalidade do rosto”, explica.

A discussão acompanha uma transformação no próprio mercado da estética. Levantamentos internacionais apresentados durante o IMCAS 2025 mostram que 85% dos consumidores pretendem manter ou aumentar os investimentos em procedimentos estéticos, mas a preferência por abordagens menos invasivas e mais personalizadas cresce de forma consistente. O setor brasileiro segue a mesma tendência e permanece entre os mais relevantes do mundo.

Na avaliação da especialista, a beleza está muito mais ligada à arquitetura facial do que ao aumento de volumes. “As pessoas acreditam que rejuvenescimento é colocar mais produto, mas muitas vezes o segredo está em devolver estrutura, luz e equilíbrio ao rosto”, afirma.

Jessica desenvolveu um protocolo de acompanhamento baseado em cinco pilares: estrutura óssea, compartimentos de gordura, colágeno, qualidade da pele e hábitos de vida. A proposta é compreender o envelhecimento em todas as suas camadas antes de indicar qualquer intervenção.

Outro ponto importante é a individualização. “Um lábio bonito não é necessariamente um lábio grande. Uma mandíbula bem posicionada pode afinar visualmente o rosto. Cada face possui características únicas e precisa ser respeitada”, destaca.

A tendência, segundo a especialista, é que os tratamentos estéticos caminhem cada vez mais para a naturalidade, priorizando resultados que valorizem a identidade de cada pessoa em vez da padronização de traços.

 

Jessica Boza - Biomédica Esteta
@dra.jessicaboza
https://jessicaboza.com.br
Rua Constantino Marochi, 438, sala 1, Curitiba/PR.


Inverno exige mudança na rotina de cuidados com a pele

Banhos quentes, baixa ingestão de água e abandono do protetor solar estão entre os hábitos que mais comprometem a saúde dermatológica durante a estação

 

Com a chegada do inverno, a pele passa a enfrentar uma combinação de fatores que favorece o ressecamento, a sensibilidade e a perda da sua principal função de proteção. As baixas temperaturas, a redução da umidade do ar, os banhos mais quentes e demorados e a menor ingestão de líquidos contribuem para a diminuição da hidratação natural da pele e comprometem a camada de gordura responsável por impedir a perda de água e proteger contra agressões externas. 

Como consequência, é comum surgir a sensação de pele repuxada e áspera, descamação, vermelhidão, coceira e aumento da sensibilidade. Além do desconforto, o período também pode representar um desafio para pessoas que já convivem com doenças dermatológicas, como a dermatite atópica, a psoríase e a rosácea. A dermatologista Lara Fileti, do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, explica que o inverno não é a causa dessas condições, mas a alteração da barreira cutânea favorece a piora dos sintomas e pode provocar períodos de maior inflamação e irritação. 

“O inverno não afeta a pele apenas por causa do frio. O principal impacto está na dificuldade que a pele passa a ter para reter a água e manter sua barreira de proteção. Quando essa barreira fica comprometida, a pele se torna mais vulnerável, seca e suscetível a irritações”, explica a Dra Lara. 

Embora o ressecamento seja uma consequência comum em todas as idades, a forma como ele acontece varia conforme a fase da vida. Nas crianças, especialmente nos primeiros anos, a barreira cutânea ainda está em processo de maturação, o que facilita a perda de água e aumenta a predisposição ao ressecamento, irritações e piora de doenças como a dermatite atópica. 

Nos adultos, os principais fatores estão relacionados aos hábitos adotados durante a estação, como banhos mais quentes, redução da ingestão de líquidos e permanência prolongada em ambientes climatizados. Já nos idosos, o envelhecimento natural da pele reduz a produção de lipídios e a capacidade de retenção de água, tornando a pele mais fina, sensível e propensa a descamação, coceira e inflamações.
 

Erros comuns podem agravar problemas 

Um dos principais desafios do inverno é que alguns hábitos comuns para lidar com o frio acabam prejudicando ainda mais a saúde da pele. O banho quente e prolongado, por exemplo, apesar de proporcionar conforto imediato, remove a camada de gordura natural que protege a pele e evita a perda de hidratação. Outro erro frequente é deixar de usar hidratantes justamente no período em que a pele mais necessita de reposição de água e reparação da barreira cutânea. 

A redução do consumo de líquidos também merece atenção. Como a sensação de sede costuma diminuir nos meses frios, muitas pessoas passam a beber menos água, mas a hidratação adequada do organismo continua sendo importante para a manutenção da pele. 

Da mesma forma, o uso do protetor solar não deve ser interrompido durante o inverno. Mesmo em dias nublados, a radiação ultravioleta permanece presente e continua contribuindo para o envelhecimento precoce e para o aumento do risco de câncer de pele. 

Outro comportamento que exige cuidado é o aumento do uso de ácidos, esfoliantes e procedimentos mais agressivos durante o inverno. Embora muitas pessoas aproveitem a estação para realizar tratamentos dermatológicos, produtos e procedimentos utilizados sem orientação adequada podem intensificar o ressecamento e a sensibilidade da pele.
 

Pequenas mudanças, grande diferença! 

Para manter a pele saudável durante os meses frios, uma das medidas mais importantes é aplicar o hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida. Esse momento favorece a retenção de água e potencializa a ação do produto. Na escolha do hidratante, fórmulas com ingredientes como ureia, glicerina, ceramidas, ácido hialurônico e pantenol são indicadas por contribuírem para a hidratação, o conforto e a recuperação da barreira cutânea. 

“O melhor hidratante é aquele que consegue não apenas aumentar a quantidade de água na pele, mas também ajudar na reconstrução e no fortalecimento da barreira de proteção. A combinação de agentes umectantes, emolientes e reparadores costuma trazer melhores resultados no inverno”, destaca a especialista.
 

O couro cabeludo também sofre com o frio 

Os cuidados também devem se estender ao couro cabeludo. Durante o inverno, condições como dermatite seborreica, caracterizada por descamação, coceira e oleosidade, podem apresentar piora devido ao ressecamento da barreira cutânea, ao uso frequente de água quente e às mudanças na rotina de lavagem dos cabelos. 

Pessoas com psoríase também podem perceber aumento dos sintomas, e alguns indivíduos apresentam queda de cabelo sazonal relacionada a alterações no ciclo capilar e a mudanças de hábitos durante a estação. 

“Para proteger o couro cabeludo e os fios, é recomendado evitar água muito quente, manter uma frequência de lavagem adequada às necessidades individuais, investir na hidratação dos cabelos, especialmente em fios quimicamente tratados, e evitar o abafamento excessivo causado pelo uso prolongado de gorros, toucas e chapéus”, orienta a Dra Lara Fileti. 

Com cuidados simples e ajustes na rotina, é possível atravessar o inverno preservando a saúde da pele e evitando o agravamento de problemas dermatológicos. A estação exige atenção redobrada, mas pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na manutenção da hidratação, da proteção e do equilíbrio da pele.

 

Os 60 são os novos 40: cada vez mais ativos, terceira idade já é maioria em consultórios de cirurgia plástica

Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da SBCP, revela como o envelhecimento ativo mudou o perfil da cirurgia plástica. Cerca de 60% dos pacientes têm mais de 60 anos e buscam resultados que acompanhem a vitalidade dessa fase da vida

 

A terceira idade já não é a mesma de algumas décadas atrás. Os avós de hoje fazem academia, correm provas de rua, viajam, trabalham, iniciam novos relacionamentos e continuam ativos muito além dos 60 anos. Essa transformação também chegou aos consultórios de cirurgia plástica. Segundo o cirurgião plástico Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da SBCP, cerca de 60% dos pacientes atendidos atualmente têm mais de 60 anos. 

 

O dado reflete que, se antes a cirurgia plástica era procurada principalmente por pessoas de meia-idade, hoje ela acompanha uma geração que envelhece de forma diferente e busca procedimentos mais naturais, com foco em bem-estar e qualidade de vida. 

 

"Não é que as pessoas estejam fugindo da idade. O que elas querem é que a aparência acompanhe a vitalidade que ainda têm. O paciente de 60 anos de hoje é muito diferente daquele de 30 ou 40 anos atrás", afirma o especialista. 


 

Os procedimentos favoritos

 

Entre os procedimentos mais procurados estão a cirurgia das pálpebras, o lifting facial e os enxertos de gordura para recuperar o volume perdido com o envelhecimento. Também cresce a procura por cirurgias de revisão, como a troca ou retirada de próteses mamárias colocadas décadas atrás e até um segundo lifting facial em pacientes que fizeram o primeiro procedimento na meia-idade. 


 

Beleza tem idade?

 

Outro mito que vem caindo é o da idade como limite absoluto para operar. Segundo o médico, a decisão depende muito mais das condições clínicas do que da certidão de nascimento. "Já realizei cirurgias em pacientes com mais de 80 anos. O que define a indicação é a saúde, não a idade."

 

O aumento da expectativa de vida, o avanço das técnicas cirúrgicas e anestésicas e o maior controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, também contribuíram para essa mudança. Com pacientes chegando aos 60 e 70 anos em melhores condições de saúde, a idade deixou de ser o principal fator na decisão pela cirurgia. 

 

Para Luiz Haroldo, o consultório acabou se tornando um retrato da nova terceira idade. "Hoje recebemos pacientes de 60, 70 e até mais de 80 anos que continuam trabalhando, viajando, praticando atividade física e fazendo planos. A cirurgia plástica acompanha essa mudança de comportamento." 


 


Dr. Luiz Haroldo Pereira, que atende em Copacabana, no Rio de Janeiro, é referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. O médico já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se torna titulares da SBCP, capacitados para realizar as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração, implantes de silicone e outros procedimentos.
www.drluizharoldo.com.br/
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