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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Construtora Tenda oferece cerca de 45 vagas em oito capitais, no Programa de Estágio 2027

Divulgação
Construtora Tenda
Oportunidades estão distribuídas por oito capitais, com bolsa a partir de R$ 1.800 no primeiro ano; inscrições seguem até 22 de novembro.


A Construtora Tenda, referência nacional em habitação popular, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2027, que oferece cerca de 45 vagas em oito capitais brasileiras. As oportunidades são destinadas a estudantes de diferentes cursos, conforme a área de atuação, e incluem bolsa-estágio a partir de R$ 1.800 no primeiro ano com progressão salarial no segundo ano. As inscrições podem ser feitas pelo site do programa até 22 de novembro.
 

As vagas estão distribuídas entre São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador e Curitiba, com maior concentração na capital paulista. O programa tem duas frentes: Estágio em Obras, com oportunidades em diferentes localidades, e Estágio Corporativo, com vagas exclusivamente em São Paulo.

Para o Estágio em Obras, podem se candidatar estudantes de Engenharia Civil a partir do 4º semestre. Nas posições corporativas, são aceitos alunos de cursos de Exatas e Humanas a partir do 4º semestre da graduação ou do 2º semestre de cursos tecnológicos. 

O processo seletivo inclui triagem de pré-requisitos, teste on-line, vídeo-entrevista e etapas de entrevista com o RH e a liderança da área, podendo haver dinâmica de grupo. A seleção segue critérios comuns de avaliação e tem etapas centralizadas, com o objetivo de organizar o direcionamento dos candidatos para as oportunidades disponíveis. 

Além da bolsa, o programa oferece vale-refeição, auxílio-transporte, seguro de vida, Wellhub, folga no dia do aniversário e iniciativas voltadas ao bem-estar e à qualidade de vida. Para as posições corporativas, há possibilidade de trabalho remoto por até dois dias por semana.

 

Na Tenda, 80% da Gestão de Obras começou pelo estágio

Com duração de 12 a 24 meses, o programa inclui uma trilha de desenvolvimento adaptada para as duas frentes de atuação, com capacitações, conteúdos exclusivos, atividades práticas, desafios relacionados ao negócio e encontros com lideranças e profissionais convidados. 

Nas obras, os estagiários acompanham diferentes etapas da construção e têm contato com o Modelo Industrial Tenda, metodologia que aplica conceitos da Engenharia de Produção para ampliar a eficiência e a produtividade nos canteiros. No corporativo, podem atuar em áreas como Marketing, Tecnologia, Finanças, Jurídico, Gente e Gestão, Compliance, Incorporação e Excelência Operacional, com participação em projetos ligados aos desafios da companhia. 

“O programa de estágio é uma das formas pelas quais desenvolvemos profissionais para o negócio. A experiência permite que os estudantes conheçam diferentes etapas da construção ou áreas da companhia, participem de projetos e aprendam com as equipes. A trajetória dos profissionais que hoje integram a Gestão de Obras demonstra como essa experiência pode contribuir para o desenvolvimento de carreira”, afirma Isis Uchimura, Gerente de Gente e Gestão da Construtora Tenda.


Prorrogadas as inscrições na Região Metropolitana de SP para 270 vagas em cursos profissionalizantes do Trampolim

 

Alunos aprendem na prática em aulas presenciais

Secretaria de Desenvolvimento Econômico oferece formações gratuitas em diferentes áreas 

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE) prorrogou as inscrições para 270 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos do programa Qualifica SP, disponíveis na plataforma Trampolim. São oportunidades presenciais na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) voltadas tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores que desejam se recolocar ou se qualificar para novas oportunidades no mercado. 

As inscrições podem ser feitas pelo site www.trampolim.sp.gov.br até este domingo (8 de novembro). As aulas são promovidas pelo SEST SENAT e têm início previsto para o dia 16 de novembro e ocorrem no período da manhã, tarde ou noite.  

As formações contemplam áreas com alta demanda por mão de obra como logística, gestão, informática e administração. Na RMSP, os cursos presenciais disponíveis são:

 

 Guarulhos (60 vagas):

·         Operador de Empilhadeira (30 vagas - tarde - Novo Emprego);

·         Operador de Empilhadeira (30 vagas - manhã - Meu Primeiro Emprego);

 

Santo André (60 vagas):

·         Operador de Empilhadeira (30 vagas - manhã - Novo Emprego);

·         Operador de Empilhadeira (30 vagas - tarde - Novo Emprego);

 

São Paulo (150 vagas):

·         Operador de Empilhadeira (90 vagas - manhã, tarde e noite - Novo Emprego);

·         Logística (30 vagas - manhã - Novo Emprego);

·         Operador de Empilhadeira (30 vagas - manhã - Meu Primeiro Emprego);

 

Os cursos são ofertados nas modalidades Meu Primeiro Emprego, direcionada a jovens de 16 a 24 anos que buscam a primeira oportunidade no mercado de trabalho; Novo Emprego, voltada a jovens e adultos entre 25 e 59 anos que desejam se qualificar em uma outra área ou iniciar uma nova carreira; e 60+, para o público acima de 60 anos que procura requalificação. 

 

A definição dos cursos considera as demandas regionais por qualificação profissional, com foco na conexão entre formação e empregabilidade. 

 

Como se inscrever 


Para participar, basta acessar o site www.trampolim.sp.gov.br, fazer login com a conta gov.br e escolher o curso desejado. Podem se inscrever candidatos alfabetizados, domiciliados no estado de São Paulo e com idade compatível com a modalidade escolhida.  

 

Caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas, terão prioridade pessoas com deficiência, jovens, desempregados e candidatos de baixa renda. Os selecionados receberão por e-mail as informações sobre a turma. 

 

Para receber o certificado, o aluno deve ter frequência mínima de 75% nas atividades.

 

Serviço: 

Inscrições para cursos profissionalizantes do Qualifica SP 

Inscrição: até 2 de novembro 

Início das aulas: 9 ou 16 de novembro 

Site: www.trampolim.sp.gov.br 


Últimos dias para se inscrever em mais de 3.400 vagas oferecidas pelo Cate essa semana

Além das vagas gerais, a Prefeitura de São Paulo realiza processos seletivos na quinta (5), na zona sul da cidade, e mutirão para pessoas com deficiência.

 

Na primeira semana de novembro o Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura de São Paulo – Cate oferece mais de 3.400 vagas de emprego em diversos setores, com salários que variam de R$ 900 (jovem aprendiz) a R$ 7.794 (analista de desenvolvimento de software – pessoa com deficiência). Os interessados poderão se candidatar no Portal Cate até essa quarta-feira, 4 de novembro, ou comparecer em uma das 46 unidades do programa espalhadas pela Capital. 

Para os interessados em ingressar na área de atendimento, o Cate conta com mais de 490 vagas para atuação em lojas, mercados, lanchonetes, entre outros estabelecimentos. Para se candidatar, é necessário ter do ensino fundamental ao superior incompleto. Algumas empresas não exigem experiência, enquanto outras pedem até seis meses. Os salários variam de R$ 1.625 a R$ 2.800. A região de atuação abrange bairros como Bom Retiro, Jabaquara, Santo Amaro, Vila Mariana, Perdizes, Morumbi, Ipiranga, Itaim Paulista, Mooca, entre outros. 

Mais de 980 vagas são para o setor de limpeza, com salários que vão de R$ 1.621 a R$ 2.500. Os candidatos deverão atender a alguns requisitos como ter ensino fundamental a médio completo; algumas empresas não pedem experiência. As regiões de trabalho variam, incluindo Paulista, Luz, República, Mooca, Itaquera, Ibirapuera, Jabaquara, Morumbi, entre outros. 

Para a área administrativa são mais de 40 vagas, com salários de R$ 1.645 a R$ 2.724. As regiões de trabalho variam, com a maior parte na região central e sul da capital, como Liberdade, Jabaquara, Bela Vista, Paraíso, Brigadeiro, entre outros. Os requisitos para as vagas variam entre ensino médio a superior completo; algumas vagas não precisam de experiência, outras pedem até seis meses. 

Na construção civil, o Cate oferece mais de 130 vagas, com cargos de servente, pedreiro, entre outros. Para participar, os interessados deverão ter de ensino fundamental incompleto a médio completo, as vagas pedem experiência. As regiões de trabalho variam, como Santana, Sacomã, Heliópolis, Pinheiros, Interlagos, Vila das Belezas, entre outros. Os salários chegam a R$ 4.200. 

Para área da saúde são mais de 50 vagas para auxiliar, técnico e enfermeiro com salários de R$ 2.000 a R $6.383. Para se candidatar é necessário ter ensino médio a superior completo. Algumas posições não exigem experiência. As regiões de trabalho variam como Vila Maria, Mooca, Parelheiros, Sacomã entre outros.

 

Feira de Profissões 

Na próxima quinta-feira (5), ocorrerá a Feira de Profissões do Instituto Eurofarma. O Cate participará oferecendo vagas de emprego, simulação de entrevistas, palestras sobre diferentes áreas profissionais, teste vocacional e orientações sobre como montar seu currículo. Os interessados deverão levar RG, CPF e Carteira de Trabalho (física ou digital).

O atendimento será no Instituto Eurofarma, localizado na avenida das Nações Unidas, 22.215 – Jurubatuba, pela manhã, das 9h às 12h, e à tarde, das 14h às 17h.

 

Contrata SP – Pessoa com Deficiência 

No dia 13 de novembro, das 9h às 16h, o Cate realiza o Contrata SP – Pessoa com Deficiência, com processos seletivos nas áreas de comércio, serviços, administrativo, entre outros. São mais de 200 vagas exclusivas. A ação é em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e ocorre em parceria intersecretarial entre Desenvolvimento Econômico e Trabalho e da Pessoa com Deficiência. As inscrições ocorrem pelo Portal Cate até o dia 12 de novembro. 

A seleção será no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, localizado na Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 – Vila Guarani. No dia da ação, haverá transfer acessível gratuito, que garantirá ainda mais acessibilidade e inclusão para os candidatos, com saídas das estações Santos-Imigrantes (Linha 2-Verde) e Jabaquara (Linha 1-Azul).

Para o processo seletivo, é necessário levar RG, CPF, carteira de trabalho (física ou digital), laudo médico atualizado e cópias do currículo. Caso não possua, os atendentes do Cate podem auxiliar na produção.

 

Serviços

Processos Seletivos Vagas Gerais
Inscrições até 04 de novembro (quarta-feira), 18h

Portal Cate 

 

Feira de Profissões Instituto Eurofarma

Dia: 05 de novembro

Local: Instituto Eurofarma

Endereço: Avenida das Nações Unidas, 22.215 – Jurubatuba

Horário: 09h às 12h e 14h às 17h


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Hospital de Câncer de Ribeirão Preto realiza mutirão gratuito para detectar lesões suspeitas na boca

Atendimento será nos dias 5 e 6 de novembro, pela manhã e à tarde; INCA estima mais de 17 mil novos casos por ano no Brasil


O Hospital de Câncer de Ribeirão Preto realizará, nos dias 5 e 6 de novembro, um mutirão gratuito de avaliação de lesões suspeitas de câncer de boca. O atendimento ocorrerá das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, mediante agendamento pelo telefone (16) 3878-9700, para pessoas com alterações persistentes na boca ou nos lábios.

A iniciativa integra a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, realizada de 1º a 7 de novembro em todo o Brasil. Durante o mutirão, serão feitas avaliações clínicas iniciais e, quando necessário, os pacientes receberão orientações para investigação complementar, com foco na detecção precoce da doença.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 17.190 novos casos de câncer da cavidade oral por ano no país, no triênio 2026–2028. No Sudeste, esse grupo de tumores ocupa a quarta posição entre os mais incidentes na população masculina, excluído o câncer de pele não melanoma.

Os registros de mortalidade reforçam a dimensão do problema. Em 2024, os cânceres de boca e orofaringe provocaram 7.156 mortes no Brasil, conforme dados apresentados pelo INCA. A mobilização busca ampliar o reconhecimento dos sinais de alerta e incentivar a procura por avaliação profissional.

“O mutirão oferece à população a oportunidade de avaliar uma alteração que, muitas vezes, acaba adiada. Queremos facilitar o acesso ao especialista e orientar os pacientes sobre a necessidade de investigação”, afirma o Dr. Massonetto, diretor do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto.


Feridas que não cicatrizam exigem avaliação

Feridas nos lábios ou dentro da boca que persistem por mais de 15 dias estão entre os sinais destacados pela campanha. Manchas brancas ou avermelhadas, caroços, mudanças de volume e sangramentos sem causa aparente também merecem atenção, assim como dor ou dificuldade para mastigar, engolir ou falar.

“Nem toda lesão na boca é câncer, mas alterações persistentes precisam ser investigadas. Quando a doença é identificada precocemente, as possibilidades de sucesso do tratamento aumentam. Por isso, é importante procurar avaliação ao perceber esses sinais”, explica o Dr. Antônio César Mendes Santiago, oncologista do hospital.

O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas estão entre os fatores de risco, e a associação dos dois aumenta ainda mais esse risco, segundo o INCA. A prevenção também envolve proteção contra a exposição solar nos lábios, cuidados com a saúde bucal e acompanhamento odontológico.


SERVIÇO

Evento: Mutirão de Detecção Precoce do Câncer de Boca
Datas: 5 e 6 de novembro de 2026, quinta e sexta-feira
Horários: das 8h às 12h e das 13h30 às 17h
Local: Hospital de Câncer de Ribeirão Preto
Público: pessoas com alterações persistentes na boca ou nos lábios
Agendamento: (16) 3878-9700
Atendimento gratuito


Quem tem diabetes precisa deixar de comer arroz com feijão?

No Dia Mundial do Diabetes, nutricionista explica como equilibrar porções e escolher os acompanhamentos da refeição 

 

Quem tem diabetes pode continuar comendo arroz com feijão. Essa é a orientação da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre manter a combinação no almoço e no jantar, dentro de uma alimentação equilibrada. No Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, a recomendação ajuda a esclarecer como o tradicional prato brasileiro pode fazer parte da rotina de quem tem a doença. 

Segundo a nutricionista Dra. Aline Maldonado, consultada pela marca Tio João, o cuidado envolve as porções e os acompanhamentos escolhidos para a refeição. As quantidades devem respeitar as necessidades nutricionais de cada pessoa, tenha ela diabetes ou não. Para quem convive com a doença, o planejamento também precisa considerar o tratamento e a resposta da glicose às refeições. 

“Receber o diagnóstico não significa abandonar os alimentos que fazem parte da rotina familiar. O cuidado está em ajustar as quantidades, a frequência e as combinações. Uma alimentação que respeita as preferências e a realidade da pessoa tem mais condições de ser mantida no dia a dia”, explica. 

O arroz e o feijão fornecem carboidratos, que o organismo transforma em glicose para obter energia. O feijão também oferece fibras e proteínas vegetais, contribuindo para a qualidade nutricional do prato. Suas fibras ajudam no manejo da glicose no sangue, mas não eliminam a necessidade de ajustar as porções da combinação. 


Atenção à soma dos carboidratos 

Batata, macarrão e farofa também podem fazer parte da alimentação de quem tem diabetes, esclarece a nutricionista. O ponto de atenção é acrescentar todos esses alimentos a uma refeição que já contém arroz e feijão, sem ajustar as porções. “Essa soma pode elevar a quantidade de carboidratos consumida e dificultar o controle da glicose. Toda escolha deve considerar o índice glicêmico do alimento e, de preferência, optar por um tipo de carboidrato por vez.” 

Na prática, uma possibilidade é reservar metade do prato para verduras e legumes, como alface, tomate, brócolis e abobrinha, e distribuir na outra metade arroz, feijão e uma fonte de proteína, como frango, peixe ou ovo. As porções devem ser ajustadas às necessidades individuais, sem uma quantidade única de colheres indicada para todos. 

“Nesse exemplo, o arroz e o feijão já fornecem carboidratos à refeição. Se a pessoa quiser acrescentar batata, pode reduzir a porção de arroz para acomodá-la, conforme seu planejamento alimentar. Esse ajuste ajuda a variar o cardápio sem simplesmente somar mais uma porção de carboidratos ao que já estava no prato”, orienta Dra. Aline. 


Arroz branco, integral e mixes de grãos 

O arroz integral preserva o farelo e o germe do grão e costuma fornecer mais fibras que o branco, contribuindo para a saciedade e para o manejo da glicose no sangue. Essa diferença favorece a inclusão de cereais integrais na alimentação, mas não significa que o arroz branco precise ser excluído. 

Os mixes de grãos também podem ocupar o espaço do arroz na refeição. Conforme a composição, misturas com cereais integrais e outros grãos podem ampliar a oferta de fibras e variar sabores e texturas. Como as formulações são diferentes, vale consultar a lista de ingredientes e a quantidade de fibras informada no rótulo. 

“O integral e os mixes de grãos também fornecem carboidratos e precisam de atenção às porções, pois ter mais fibras não libera o consumo à vontade. Já o arroz branco pode compor uma refeição equilibrada com feijão, verduras e legumes. A escolha depende do conjunto da alimentação e das necessidades de cada pessoa”, esclarece a nutricionista. 


Cuidados além do prato 

Dra. Aline reforça que o cuidado com a alimentação também envolve hidratação e organização dos horários. Cortar fontes de carboidratos ou pular refeições por conta própria pode desequilibrar o planejamento alimentar e, para quem utiliza insulina ou determinados medicamentos, aumentar o risco de queda excessiva da glicose. A quantidade de água e a distribuição das refeições devem considerar a rotina, o tratamento e outras condições de saúde. 

“Não é necessário eliminar os carboidratos para controlar o diabetes. Precisamos escolher as fontes e ajustar as porções, evitando restrições sem orientação. Também é importante beber água ao longo do dia, na quantidade indicada para cada pessoa, combinar os horários das refeições com o tratamento e ter uma rotina que inclua a prática de atividades físicas. Açúcares adicionados, presentes em doces e bebidas açucaradas, devem ser reduzidos. Já o álcool merece atenção especial, pois pode provocar queda da glicose, sobretudo em jejum, e seu consumo deve ser discutido com a equipe de saúde”, conclui Dra. Aline. 

 

Novembro Azul: atividade física está associada a menor risco de câncer de próstata, aponta pesquis

No mês de conscientização sobre a saúde do homem, profissional de Educação Física Jauan Anselmo destaca o papel do condicionamento físico, da musculatura e do acompanhamento individualizado na promoção da saúde, sem substituir exames e avaliação médica.

 

A prática regular de atividade física é uma importante aliada da saúde masculina e também vem sendo investigada pela ciência em relação ao câncer. No contexto do Novembro Azul e do Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado no próximo dia 27, o profissional de Educação Física Jauan Anselmo chama a atenção para evidências que associam melhores níveis de condicionamento físico a menor risco de câncer de próstata e a melhores desfechos entre pessoas que convivem com a doença. 

O tema ganha relevância diante da estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil, entre 2026 e 2028. O número corresponde a aproximadamente 30,5% dos novos casos de câncer entre homens, excluindo os tumores de pele não melanoma. A dimensão desses dados reforça a importância da informação, do acompanhamento médico e da atenção à saúde masculina. 

Para o personal trainer e especialista em fisiologia do exercício, é fundamental compreender que o exercício físico não deve ser apresentado como uma garantia contra o câncer, mas como parte de um conjunto de hábitos associados à saúde e à redução de fatores de risco. O profissional destaca que o treinamento regular melhora a capacidade cardiorrespiratória, fortalece a musculatura e contribui para o controle do peso e de processos inflamatórios. 

“Quando falamos sobre atividade física e câncer, precisamos ter responsabilidade para não transformar uma associação científica em promessa de prevenção. O que sabemos é que melhorar o condicionamento traz benefícios importantes para a saúde e que há uma relação entre melhores níveis de aptidão e menor risco de alguns desfechos relacionados ao câncer, incluindo o de próstata. Treinar é uma estratégia de fortalecimento do organismo, mas não substitui consulta, avaliação ou exames médicos”, pontua Jauan.

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Evidências científicas 

Uma pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine acompanhou 57.652 homens suecos que realizaram avaliações de condicionamento cardiorrespiratório em bicicleta ergométrica. Durante o acompanhamento, 592 participantes desenvolveram câncer de próstata. Os pesquisadores observaram que homens que apresentaram aumento superior a 3% na aptidão cardiorrespiratória tiveram risco 35% menor de desenvolver a doença em comparação àqueles cuja capacidade física diminuiu. O estudo identificou uma associação com a incidência do câncer, mas não encontrou relação significativa com a mortalidade pela doença.  

Outra revisão sistemática publicada na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, vinculada ao American College of Sports Medicine (ACSM), analisou dezenas de estudos sobre atividade física e câncer. Entre os resultados, pesquisas com homens diagnosticados com câncer de próstata apontaram associação entre níveis mais elevados de atividade física e redução de até 49% no risco de mortalidade geral e 38% na mortalidade específica pela doença, em comparação aos grupos menos ativos.  

Os autores, contudo, ressaltam que esses resultados são observacionais e não significam que o exercício, isoladamente, determine a evolução do câncer.  

Para explicar parte dos mecanismos envolvidos, o especialista destaca o papel do músculo como um órgão metabolicamente ativo. Durante a contração muscular, são liberadas substâncias chamadas miocinas, que atuam na comunicação entre os músculos e outros órgãos e participam de processos relacionados à regulação metabólica e inflamatória. 

“Quando o músculo trabalha, ele também libera substâncias que participam da comunicação com diferentes sistemas do organismo. É por isso que hoje entendemos a musculatura como um órgão endócrino. A prática regular de exercícios contribui para melhorar o ambiente metabólico e a regulação de processos inflamatórios, embora ainda existam pesquisas em andamento para compreender todos esses mecanismos e sua relação com os diferentes tipos de câncer”, explica.

 

Exercício durante o tratamento 

Além da relação com o condicionamento físico e os indicadores de saúde, a atividade física tem papel importante para pessoas que já receberam o diagnóstico de câncer. Durante tratamentos como quimioterapia e radioterapia, a fadiga relacionada à doença pode comprometer a disposição, a força muscular e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. 

Diretrizes da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) recomendam exercícios aeróbicos e resistidos, quando clinicamente indicados, como estratégia para reduzir efeitos adversos do tratamento. As evidências apontam benefícios na redução da fadiga, na preservação da força, da capacidade cardiorrespiratória e da funcionalidade.  

Nesse contexto, Jauan chama a atenção para a responsabilidade dos profissionais de Educação Física que acompanham pessoas em tratamento oncológico. A prescrição não pode seguir os mesmos parâmetros de um aluno sem comprometimentos de saúde: é necessário considerar o tipo de câncer, as etapas do tratamento, os efeitos colaterais, as limitações funcionais e as orientações da equipe médica. 

“O personal trainer precisa compreender que acompanhar um aluno oncológico exige preparo, escuta e responsabilidade. Não é simplesmente adaptar uma ficha de treino ou reduzir a carga, mas entender que aquela pessoa pode apresentar oscilações de energia, alterações de força, dores e diferentes respostas ao tratamento. O planejamento precisa ser individualizado, respeitando os limites do paciente e mantendo diálogo com a equipe de saúde. Em alguns momentos, o objetivo será desenvolver força; em outros, preservar a funcionalidade e ajudar a pessoa a manter sua autonomia”, ressalta. 

O profissional reforça que o exercício deve ser encarado como parte complementar do cuidado, e não como substituto de tratamentos ou acompanhamento médico. A avaliação das condições clínicas e a liberação da equipe responsável são fundamentais antes do início ou da retomada dos treinos. 

Ao abordar o Novembro Azul, Jauan também destaca que homens fisicamente ativos não devem negligenciar consultas e exames. A prática de exercícios não elimina o risco de desenvolver câncer de próstata, e o acompanhamento médico continua sendo indispensável, especialmente diante de fatores como idade e histórico familiar. 

“O homem que treina, se alimenta bem e mantém bons indicadores de condicionamento também precisa cuidar da saúde de forma completa. Não podemos confundir qualidade de vida com imunidade a doenças. A atividade física é uma ferramenta importante, mas não substitui os exames, a consulta com o especialista ou o diagnóstico precoce. O melhor caminho é combinar movimento, hábitos saudáveis e acompanhamento profissional”, conclui.

 

Novembro Azul: alimentação equilibrada também faz parte dos cuidados com a saúde masculina

Nutricionista do Oba Hortifruti explica como escolhas feitas à mesa podem contribuir para a prevenção de doenças e para um envelhecimento mais saudável

 

O Novembro Azul amplia o olhar para os cuidados com a saúde do homem e reforça a importância da prevenção ao longo de toda a vida. Além do acompanhamento médico e dos cuidados recomendados para cada faixa etária, hábitos cotidianos, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e cuidar do sono, também têm papel importante na promoção da saúde. 

Segundo a nutricionista do Oba Hortifruti, Thamires Lima, uma alimentação adequada vai muito além do controle do peso. “Ela influencia diretamente o metabolismo, o equilíbrio hormonal e as respostas inflamatórias do organismo, podendo contribuir para a prevenção de doenças crônicas, como as cardiovasculares, diabetes e hipertensão, além de favorecer a saúde intestinal, a imunidade e a saúde reprodutiva masculina”, explica. 

Nesse contexto, alguns nutrientes merecem atenção especial. O zinco, por exemplo, participa de processos relacionados à produção de testosterona e espermatozoides, enquanto o magnésio está ligado à função muscular e ao metabolismo energético. A vitamina D é importante para a saúde óssea e a imunidade, o ômega 3 está associado à saúde cardiovascular e o selênio participa da função da tireoide e de processos relacionados à saúde reprodutiva.

Frutas, legumes e verduras são aliados importantes para tornar a alimentação mais variada e nutritiva. Alimentos como tomate, abacaxi, pêra, abóbora e laranja, por exemplo, oferecem diferentes nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do organismo. O tomate se destaca pela presença de licopeno, composto com ação antioxidante; o abacaxi fornece vitamina C e manganês; a pêra é fonte de fibras; a abóbora oferece carotenoides e minerais; e a laranja é rica em vitamina C, além de fornecer folato e fibras.


Alimentação e envelhecimento saudável

No Novembro Azul, a saúde da próstata ganha atenção especial. Com o avanço da idade, alterações nessa glândula tornam-se mais frequentes, incluindo condições como a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata.

Thamires ressalta, porém, que é importante evitar a ideia de que um alimento isolado seja capaz de prevenir essas condições. “A alimentação pode atuar na saúde metabólica e cardiovascular e em mecanismos relacionados à inflamação e ao estresse oxidativo. Ela não impede necessariamente o desenvolvimento de alterações na próstata, mas faz parte de um conjunto de hábitos que contribuem para um envelhecimento mais saudável”, afirma.
 

Para começar a cuidar mais da saúde, não é preciso transformar toda a rotina de uma vez. Priorizar alimentos frescos e in natura em vez de ultraprocessados, manter uma boa hidratação, evitar pular refeições e buscar refeições equilibradas ao longo do dia, incluindo boas fontes de proteínas e carboidratos, são algumas atitudes que podem fazer diferença a longo prazo.

“A alimentação deve caminhar junto com outros hábitos importantes, como ter um sono de qualidade e praticar exercícios físicos com frequência. O cuidado com a saúde masculina precisa acontecer durante o ano todo”, reforça a nutricionista.


3 receitas práticas e nutritivas para o dia a dia

Para mostrar que uma alimentação equilibrada pode ser simples e saborosa, a nutricionista do Oba Hortifruti selecionou três receitas que valorizam ingredientes frescos e podem ser facilmente incorporadas à rotina.


 

Abóbora assada com ervas e azeite




Ingredientes

300 g de abóbora

1 colher (sopa) de azeite

Alecrim ou tomilho a gosto

Páprica doce a gosto

Sal e pimenta-do-reino a gosto
 

Modo de preparo

Corte a abóbora em fatias ou cubos, mantendo a casca caso esteja bem higienizada. Distribua em uma assadeira e tempere com azeite, ervas, páprica, sal e pimenta. Leve ao forno preaquecido a 200 °C por aproximadamente 30 a 40 minutos, ou até ficar macia e dourada.

 

 

Tomate recheado com ricota e ervas




Ingredientes

2 tomates grandes

4 colheres (sopa) de ricota amassada

1 fio de azeite

Orégano e manjericão a gosto

Sal e pimenta-do-reino a gosto
 

Modo de preparo
Corte a parte superior dos tomates e retire cuidadosamente as sementes. Misture a ricota com as ervas, o azeite e os temperos e recheie os tomates. Coloque em uma assadeira e leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 20 minutos.

 

 

Pêra assada com canela e nozes

 

 

Ingredientes

2 pêras maduras, mas firmes

Canela em pó a gosto

2 colheres (sopa) de nozes picadas

1 colher (chá) de mel (opcional)
 

Modo de preparo

Corte as pêras ao meio e retire as sementes. Disponha em uma assadeira com a parte cortada para cima, polvilhe canela e acrescente as nozes. Se desejar, finalize com um fio de mel. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 20 a 25 minutos, ou até ficarem macias.

 

Diabetes: 7 mitos sobre alimentação que podem atrapalhar o controle da glicemi


Saiba o que realmente importa para o controle da glicemia nesses pacientes 


Quem tem diabetes não pode comer açúcar? Precisa cortar o pão, o arroz e as frutas da alimentação? Embora sejam bastante comuns, essas dúvidas ainda são cercadas de mitos que podem levar a restrições desnecessárias e dificultar a adoção de hábitos saudáveis. 

“A alimentação tem papel fundamental no controle do diabetes, mas isso não significa que determinados alimentos precisem ser completamente eliminados do cardápio. Atualmente, as principais diretrizes de tratamento recomendam uma abordagem mais flexível e individualizada, que considera não apenas a quantidade de carboidratos consumidos, mas também sua qualidade, a composição das refeições e as necessidades de cada pessoa”, coloca a nutricionista Clara Lucía Valderrama, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, esclareça os principais mitos sobre a alimentação de quem convive com a condição e quais cuidados realmente fazem diferença.
 

1. Quem tem diabetes não pode comer açúcar.

MITO. A diretriz da Associação Americana de Diabetes (ADA), uma das principais referências internacionais no tratamento da condição, orienta que a dieta desses pacientes não seja baseada em restrições rígidas, mas em um planejamento alimentar saudável e flexível. A mesma diretriz recomenda reduzir carboidratos refinados e açúcares adicionados. Na prática, o açúcar não é proibido, mas precisa de moderação e de um plano orientado por profissionais de saúde.

 

2. Quem tem diabetes precisa se preocupar mais com o consumo de fibras.

VERDADE. As fibras têm papel importante no controle da glicemia, especialmente as solúveis, que ajudam a retardar a absorção dos carboidratos e a reduzir os picos de glicose após as refeições. Além disso, contribuem para a saciedade, o funcionamento intestinal e a saúde cardiovascular, aspectos relevantes para quem convive com a diabetes. “Por isso, é interessante incluir nas refeições alimentos que acrescentem fibras, como aveia, chia, linhaça, lentilha, frutas com casca, verduras e cereais integrais, por exemplo. Ou ainda usar suplementos de fibras no preparo de receitas”, recomenda Valderrama. 

Segundo a nutricionista, a orientação é consumir pelo menos 14 g de fibras a cada 1.000 calorias ingeridas, respeitando o mínimo de 25 g por dia.

 

3. Produtos diet e light são sempre liberados.

MITO. Diet e light nem sempre têm menos carboidratos ou calorias. Um produto que tenha redução de sódio ou gordura, por exemplo, também é enquadrado como “light”. Portanto, ler o rótulo para conferir o total de carboidratos continua sendo essencial.
 

4. Pessoas com diabetes devem evitar frutas.

MITO. As frutas podem ser consumidas, desde que seja com a casca e na porção individual orientada pelo profissional que acompanha o paciente, conforme orienta a Associação Americana de Diabetes (ADA). “Aliás, a fruta consumida com casca e bagaço é uma opção muito melhor para as pessoas com diabetes do que os sucos e as bebidas adoçadas, que costumam ser pobres em fibras, contribuindo para elevar a glicemia rapidamente”, explica a nutricionista.

 

5. As proteínas não fazem diferença para quem tem diabetes.

MITO. Consumir proteínas em quantidade adequada é importante para preservar a massa muscular, que tem papel fundamental no controle da glicemia. Isso porque os músculos estão entre os principais responsáveis por captar a glicose do sangue, especialmente após as refeições. A perda de massa muscular, por sua vez, pode dificultar a entrada da glicose nas células e contribuir para o aumento de seus níveis no sangue. 

O nutriente se torna ainda mais importante com o envelhecimento, quando há uma perda progressiva de massa e força muscular. Segundo ⁠publicação da revista Clinical Nutrition, em geral, pessoas mais velhas precisam entre 1 a 1,2 g de proteína por quilo de peso corporal ao dia, associadas à prática de atividade física, para ajudar a preservar os músculos. “Não existe uma quantidade única indicada para todas as pessoas. A recomendação deve considerar idade, peso, atividade física e condições de saúde. Quem apresenta doença renal, por exemplo, precisa de orientação individualizada”, alerta Valderrama. 

Além disso, uma revisão sistemática com meta-análise publicada na Nutrition Research mostrou que consumir whey protein antes das refeições pode ajudar a reduzir a elevação da glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 2 leve ou bem controlado. No entanto, os pesquisadores a necessidade de estudos maiores para confirmar os resultados.
 

6. É preciso cortar os carboidratos da alimentação.

MITO. Pessoas com diabetes não precisam eliminar totalmente os carboidratos da dieta. No entanto, precisam controlar a quantidade e a qualidade desses alimentos, já que ambos os fatores influenciam a glicemia. A recomendação é priorizar fontes ricas em fibras, como grãos integrais, leguminosas, frutas e verduras, e reduzir o consumo de carboidratos refinados e açúcares adicionados. 

A quantidade e a distribuição dos carboidratos ao longo do dia devem ser individualizadas, considerando as necessidades nutricionais, o tratamento e os hábitos de cada pessoa, de acordo com a Associação Americana de Diabetes (ADA).
 

7. Pular refeições ajuda a controlar a glicemia.

MITO. Ficar longos períodos sem comer não é uma estratégia indicada para todas as pessoas com diabetes, pois pode aumentar o risco de hipoglicemia, principalmente entre os pacientes que fazem uso de insulina ou determinados medicamentos, como as sulfonilureias, que estimulam a produção dela pelo organismo. 

“Além disso, passar muitas horas sem se alimentar pode aumentar a fome e dificultar o controle do tamanho das porções nas refeições seguintes. Por isso, os horários e a frequência das refeições devem ser ajustados para cada paciente, considerando o tratamento, a rotina e a orientação da equipe de saúde”, finaliza a nutricionista.



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