A umidade relativa do ar em queda em diversas regiões do país,
aumenta as queixas de nariz ressecado, garganta irritada, tosse seca e
desconforto respiratório. Embora beber água continue sendo a principal
recomendação, algumas plantas podem se tornar aliadas para tornar os ambientes
mais agradáveis e incentivar hábitos de autocuidado durante esse período.
Segundo o farmacêutico homeopata Jamar Tejada,
as plantas não substituem medidas como hidratação adequada, lavagem nasal com
soro fisiológico e acompanhamento médico quando necessário, mas podem fazer
parte de uma rotina de bem-estar.
"As plantas ajudam a criar ambientes mais acolhedores e
estimulam uma conexão maior com o cuidado diário. Algumas espécies também podem
ser utilizadas em infusões, tornando a hidratação mais prazerosa. O importante
é conhecer suas características e utilizá-las de forma segura", explica.
5 plantas que aliviam o tempo seco
Embora não aumentem sozinhas a umidade do ar de forma
significativa, plantas liberam vapor d'água naturalmente por meio da
transpiração e podem contribuir para uma sensação maior de conforto quando
associadas a outras medidas.
Entre as espécies indicadas para ambientes internos estão:
- Lírio-da-paz – adapta-se bem a ambientes internos e aprecia locais com
luminosidade indireta.
- Samambaia – conhecida por gostar de ambientes úmidos, ajuda a criar
uma atmosfera mais fresca.
- Jiboia – resistente, fácil de cultivar e bastante utilizada em
apartamentos.
- Areca-bambu – uma das plantas mais populares para ambientes internos.
- Clorofito – de fácil manutenção e ideal para quem está começando a
cultivar plantas.
"O principal benefício dessas plantas é incentivar um
ambiente mais agradável e lembrar as pessoas da importância de cuidar da
qualidade do espaço onde vivem e trabalham", afirma o especialista.
Da janela para a xícara
Além dos vasos espalhados pela casa, algumas plantas podem fazer
parte da rotina em forma de chás e infusões, contribuindo para aumentar a
ingestão de líquidos durante os dias secos.
Jamar destaca algumas opções tradicionalmente utilizadas:
Camomila
Como usar:
Prepare uma infusão com 1 colher de sopa das flores secas para uma xícara (200
ml) de água quente. Tampe e deixe descansar por cerca de 5 a 10 minutos antes
de coar. Pode ser consumida morna, especialmente no período da noite, como
parte de um ritual de relaxamento antes de dormir.
Erva-cidreira (capim-limão)
Como usar:
Utilize uma ou duas folhas frescas (ou 1 colher de sopa da planta seca) em uma
xícara de água quente. Deixe em infusão por aproximadamente 10 minutos. Também
pode ser preparada em maior quantidade e mantida na geladeira para consumo ao
longo do dia, sem açúcar ou com pouco adoçante.
Hortelã
Como usar:
As folhas frescas podem ser utilizadas em infusão quente ou adicionadas
diretamente à água para preparar uma bebida aromatizada. Também combinam com
rodelas de limão, laranja ou pepino, tornando a hidratação mais agradável
durante os dias de tempo seco.
Gengibre
Como usar:
Fatie cerca de 2 a 3 centímetros da raiz fresca e deixe ferver em água por 5 a
10 minutos. Depois, desligue o fogo e, se desejar, acrescente algumas gotas de
limão. A bebida pode ser consumida quente nos dias frios ou resfriada para
consumo ao longo do dia.
Hibisco
Como usar:
Faça uma infusão com aproximadamente 1 colher de sopa das flores secas em 500
ml de água quente por 5 a 10 minutos. Depois de coar, pode ser servido quente
ou gelado. Também pode ser combinado com frutas, como maçã, laranja ou canela,
para variar o sabor.
"O chá não substitui a água, mas pode ser um excelente aliado para quem tem dificuldade em manter uma boa hidratação. O importante é variar as opções e evitar o excesso de açúcar", orienta. O farmacêutico ainda lembra que nem toda planta é própria para consumo e que o uso indiscriminado de ervas pode trazer riscos.
"Algumas plantas apresentam contraindicações para gestantes, crianças, pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos. Natural não significa isento de efeitos. Sempre que houver dúvida, vale buscar orientação de um profissional de saúde”, conclui Jamar Tejada