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sábado, 3 de outubro de 2026

Preparação do corpo para o verão começa meses antes com planejamento de procedimentos

Cirurgião plástico David Di Sessa explica protocolos para glúteos, contorno corporal e rejuvenescimento facial que precisam de avaliação antecipada

 

A preparação do corpo para a temporada de calor começa meses antes da exposição ao sol, das viagens e dos momentos de lazer. Nos consultórios de cirurgia plástica, pacientes que desejam melhorar o contorno corporal ou cuidar da aparência facial chegam em busca de alternativas que considerem tempo de evolução, recuperação e resultados naturais.

Segundo David Di Sessa, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a decisão sobre um tratamento estético não deve ser baseada apenas na proximidade do verão. "O primeiro passo é entender o que incomoda, avaliar anatomia, qualidade da pele, proporção corporal e expectativa de resultado. A indicação correta é o que define o caminho mais seguro e adequado", afirma.

Entre as opções para quem busca melhorar a região dos glúteos está o B2S, protocolo desenvolvido por Di Sessa. A técnica combina bioestimulador de colágeno, ácido hialurônico e toxina botulínica para tratar queixas como flacidez, perda de volume, falta de contorno e aparência da celulite. O procedimento é realizado sem cirurgia, prótese ou internação, com resultado imediato e evolução progressiva conforme a resposta do organismo.

"A combinação dos métodos permite atuar em diferentes características dos glúteos em uma única sessão. A quantidade aplicada, os pontos escolhidos e a estratégia utilizada variam conforme cada paciente", explica o cirurgião plástico.

A popularização das canetas emagrecedoras também passa a fazer parte do planejamento de pacientes que chegam ao consultório após uma perda de peso significativa. A utilização desses medicamentos pode produzir mudanças rápidas no volume corporal, mas a pele nem sempre acompanha essa transformação no mesmo ritmo.

"Quando existe uma perda de peso importante, precisamos avaliar o corpo depois que o peso estiver estabilizado. Algumas pessoas apresentam boa retração da pele, enquanto outras permanecem com gordura localizada, flacidez ou excesso cutâneo. Essa análise é o que permite definir se há indicação de tratamento complementar e qual técnica pode ser utilizada", explica o profissional.

Para esses casos, a lipoaspiração associada a tecnologias também pode entrar no planejamento para o verão. O Laser é utilizado para promover retração da pele, enquanto o Quantum utiliza radiofrequência para produzir o mesmo efeito. Já o ultrassom atua na liquefação da gordura, facilitando sua remoção e reduzindo o trauma durante a cirurgia.

"A tecnologia amplia as possibilidades dentro da cirurgia plástica, mas não substitui o planejamento. Cada pessoa apresenta uma combinação diferente entre gordura localizada, flacidez e características dos tecidos. A escolha da técnica precisa considerar esses fatores para alcançar um resultado equilibrado", destaca Di Sessa.

O rosto também entra na preparação para a temporada de eventos, festas e férias. Procedimentos como lifting facial, minilifting e blefaroplastia podem ser indicados para pacientes que apresentam flacidez, perda de sustentação facial, excesso de pele nas pálpebras ou bolsas na região dos olhos. As técnicas atuais avaliam diferentes estruturas da face e buscam preservar características individuais, evitando mudanças artificiais na expressão.

"O verão não deve ser o momento de decisões feitas com pressa. Alguns tratamentos apresentam evolução mais rápida, enquanto outros precisam de meses para recuperação e acomodação dos tecidos. A consulta antecipada permite alinhar expectativas e escolher a melhor estratégia para cada pessoa", finaliza Di Sessa. 



David Di Sessa - CRM-SP 112566 - RQE 32162 - médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
Instagram: @daviddisessa



Canetas emagrecedoras, perda de peso e a derrota da Educação Física


Muito além de moldar corpos por meio de uma acelerada perda de peso, os medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1, ou as tão conhecidas canetas emagrecedoras, também estão moldando novos comportamentos na saúde pública.  Desenvolvidas para tratar doenças metabólicas ao atuarem neste hormônio que regula a glicose e a saciedade, as canetas entraram de vez também no universo da estética. O que temos experenciado é uma grande transformação cultural, onde o atalho químico rouba a atenção e a prática de atividade física, que a ciência há tanto tempo nos evidencia a relevância, tem sido cada vez mais deixada de lado por pessoas das mais diferentes faixas etárias. O novo comportamento se consolida como tendência e nos traz a necessidade de uma reflexão mais profunda. 

A busca e manutenção da saúde em seu aspecto mais amplo cede lugar para a perda de peso, que passa a ser o ponto focal. Nesse contexto, a promessa de um corpo mais magro que exigia meses de disciplina, encontra o sucesso no atalho viabilizado por algumas aplicações semanais do medicamento. 

Nessa reflexão, é primordial ressaltar desde o início que ela não suscita um enfrentamento, um combate à medicina. O avanço da indústria farmacêutica viabiliza recursos adicionais e cada vez mais assertivos para tratamentos complexos, como é o caso da obesidade severa e distúrbios metabólicos. A questão, assim, se coloca não sobre o fármaco, mas a quem recorre ao atalho químico em vez de buscar não só a mudança do corpo, mas de hábitos saudáveis para a vida. 

Para quem atua na Educação Física, este é um sinal de alerta, uma possível falha na tentativa de tornar as pessoas apaixonadas pelo movimento do corpo. É verdade que grande parte do público que busca as canetas o faz motivado pela rapidez do resultado estético, mas também porque a Educação Física convencional e a prática de atividade física por ela proporcionada deixou de ser percebida como uma ação legítima de saúde e bem-estar. 

Não podemos negar que a academia, infelizmente, ainda não é vista pelo público geral como um local unânime. Para muitos, ela é tida como pouco acolhedora, um ambiente massificado, com séries repetitivas, pouca escuta individual e um foco excessivo num ideal estético em vez da longevidade funcional e da qualidade de vida. 

Os exercícios físicos ministrados nas academias têm sido “vendidos” como o meio para queimar calorias e se alcançar o ideal estético. Quando há essa conotação, a comparação com o resultado possível por meio do medicamento que virou objeto de desejo de tantas pessoas é inevitável. 

A concorrência é fortíssima. Por isso, é urgente e necessária que a Educação Física se reinvente, resgate seu papel relevante de fomentadora da saúde e volte a mostrar para a população toda a sua potência e todo o seu benefício. 

Como fazer essa tarefa? É preciso ressignificar a atividade física, hoje muito vista como um meio com finalidade estética e trazê-lo novamente como um recurso essencial para quem deseja uma vida longa e de qualidade. Mais do que perda de peso, a prática de atividade física, principalmente conduzida por profissionais capacitados e interessados, promove benefícios que a picada da caneta não consegue promover: massa muscular, densidade óssea, melhor coordenação motora e autonomia física, itens diretamente relacionados à longevidade, saúde e bem-estar. 

Não se trata de lutar contra. A medicina e a indústria farmacêutica evoluem e isso representa uma grande notícia. As canetas emagrecedoras vieram para ficar e até que a ciência não revele efeitos colaterais de longo prazo, seguirão como desejo de muitas pessoas. Contudo, cabe aos profissionais da Educação Física reverem suas formas de atuação e passarem a oferecer uma nova experiência de movimento, que ajude as pessoas a encontrar prazer ao fazê-lo. Ao alcançar esse ponto, a prática de atividade física deixa de ser um meio estético e passa a ser considerada pelo praticante ação essencial e presente para uma vida saudável, algo que nenhum remédio poderá substituir.

 

Cristiano Parente - CEO da Certificação Internacional em Personal Training WTTC, Personal Trainer, Professor Formador na Comunidade Europeia e em 21 países, além de representante oficial do National Academy of Sports Medicine dos EUA. Professor da Pós-graduação em Personal Training da USP, CEO da Koatch Health Club. Eleito o Melhor Personal Trainer do Mundo pelo American Council on Exercise/ iReps Europe/iReps Oceania. Responsável pela Certificação em Personal Training oficial do Arnold Sports, e Conselheiro do Conselho Regional de Educação Física.



7 mudanças que você percebe no corpo durante uma aula de spinning

Entenda o que muda no organismo e o que você sente na prática quando frequência cardíaca, respiração, força e resistência entram em ação durante os 50 minutos de treino 


Embora pareça simples, pedalar em uma bicicleta indoor provoca mudanças que são facilmente percebidas ao longo da aula. O coração acelera, a respiração muda de ritmo, o corpo esquenta e, com a repetição dos estímulos, também surgem transformações visíveis no tônus muscular e na percepção corporal.

“Uma aula de spinning é muito mais do que pedalar por 50 minutos. Existe uma combinação de intensidade, força, resistência e respiração que faz com que o corpo seja constantemente estimulado. Na Spin'n Soul, buscamos justamente transformar esse esforço físico em uma experiência de conexão entre corpo e mente”, explica Will Astolfo, professor da Spin'n Soul.
 

Confira sete mudanças que você percebe no corpo durante uma aula:
 

1. Melhora o condicionamento cardiovascular
Durante uma aula de spinning, a frequência cardíaca aumenta de acordo com a intensidade dos estímulos, fazendo com que o sistema cardiovascular seja constantemente desafiado. Com a prática regular, o corpo passa a responder de forma mais eficiente ao esforço, contribuindo para o desenvolvimento do condicionamento físico.
 

2. Desenvolve maior controle da respiração durante o exercício
As mudanças de intensidade ao longo da aula fazem com que a respiração acompanhe diferentes níveis de esforço. Com a prática, fica mais fácil encontrar um ritmo respiratório adequado para sustentar o exercício, aumentando o controle durante momentos de maior intensidade.
 

3. Aumenta a resistência muscular das pernas
A alternância entre diferentes cargas e velocidades faz com que os músculos das pernas sejam constantemente estimulados. Quadríceps, glúteos e posteriores da coxa trabalham para sustentar o movimento e, com a regularidade, podem desenvolver mais resistência para realizar esforços prolongados.
 

4. Fortalece a musculatura de forma dinâmica
Além do trabalho cardiovascular, o spinning também proporciona estímulos de força por meio das mudanças de carga e dos diferentes movimentos realizados durante a aula. Isso contribui para o fortalecimento principalmente de pernas e glúteos, tornando o treino mais completo.
 

5. Melhora a consciência corporal
Durante a aula, é preciso acompanhar mudanças de ritmo, resistência, postura e movimento. Essa combinação faz com que a pessoa preste mais atenção ao próprio corpo e perceba com mais clareza como ele reage a diferentes estímulos.
 

6. Aumenta a disposição para as atividades do dia a dia
Com a prática regular, o desenvolvimento do condicionamento físico pode contribuir para realizar atividades cotidianas com mais facilidade e menos sensação de cansaço. A evolução da resistência não fica restrita à aula e pode ser percebida em outros momentos da rotina.
 

7. Acompanha a própria evolução
Uma das vantagens de manter uma prática regular é conseguir perceber mudanças que nem sempre aparecem de imediato. Sustentar uma carga por mais tempo, acompanhar melhor as mudanças de ritmo ou terminar uma aula com mais controle são sinais de evolução do condicionamento e da resistência.



Spin'n Soul
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Meus cabelos estão caindo, será que tenho alopecia?

 

 Entenda o que é e a relação com a queda de fios e pelos

Embora nem sempre represente um problema grave de saúde, a alopecia pode ser um sinal de que algo no organismo precisa de atenção

 

A queda de cabelos ou de pelos em determinadas regiões do corpo pode indicar um problema de saúde que requer tratamento. Quando a perda ultrapassa 100 fios por dia, quando surgem falhas visíveis no couro cabeludo ou rarefação (cabelos ralos), existem sinais de condições específicas que necessitam de avaliação dermatológica.

A alopecia pode aparecer como resultado de outras alterações significativas no organismo. Se seus cabelos e pelos estão caindo, este pode ser o momento de entender os motivos e procurar ajuda. A seguir, Dra. Fernanda Daniela, dermatologista do dr.consulta, detalha o que é, as causas, os tipos e os principais quadros de alopecia.

O que é alopecia?

A alopecia é caracterizada pela ausência, redução ou queda de cabelos e de pelos. Essa condição não contagiosa, também chamada de calvície, pode ser definitiva ou momentânea – agravada até mesmo por questões psicológicas.

Apesar de afetar mais as pessoas do sexo masculino, também ocorre entre as mulheres e está diretamente associada a produção do hormônio testosterona. Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 2% da população mundial tenha alopecia.

Causas

Existem diversos fatores que podem ocasionar a calvície e o diagnóstico, normalmente feito por um dermatologista, parte dessa análise. Entre as principais causas da alopecia estão:

  • fatores hormonais;
  • fatores genéticos;
  • fatores emocionais como estresse, processo de luto e qualquer outro motivo que leva a oscilação emocional;
  • tratamentos de beleza que agridem o couro cabeludo com produtos químicos;
  • falta de vitaminas decorrentes de má alimentação.

A investigação se torna ainda mais importante, porque essa queda excessiva de cabelos e pelos ou as falhas aparentes (espécie de “buracos”) podem ser consequência de:

  • alergias (especialmente rinites);
  • diabetes;
  • lúpus;
  • tireoide;
  • vitiligo.


Os principais tipos de alopecia

1 – Alopecia areata

  • perfis afetados: homens e mulheres de qualquer idade, embora seja mais comum em jovens de até 20 anos;
  • áreas atingidas: couro cabeludo, cílios, sobrancelhas e barba.

Tem causa hereditária, mas pode acontecer também quando o sistema imunológico ataca as células ao redor do folículo capilar, impedindo a produção de novos fios.

2 – Alopecia androgenética

  • perfis afetados: homens e mulheres na fase da adolescência. A alopecia só aparece entre os 40 ou 50 anos, em média;
  • áreas atingidas: couro cabeludo. Os fios passam a ficar mais finos.

De causa genética, a alopecia androgenética como o nome sugere faz com que os cabelos fiquem mais finos ou “ralos”. Enquanto nos homens a parte frontal (“entradas”) e o topo da cabeça são mais afetados, nas mulheres, a queda se concentra na região central.

No caso das mulheres, os sintomas da alopecia podem derivar dos períodos de irregularidade menstrual e ser acompanhados de acne, aumento de pelos pelo corpo e obesidade.

3 – Alopecia por tração

  • perfis afetados: homens e mulheres com cabelos longos ou que façam uso de apliques e tranças;
  • áreas atingidas: couro cabeludo.

Esse outro tipo de calvície acontece pelo enfraquecimento dos fios, quando as pessoas fazem penteados como tranças muito “puxadas”, por exemplo. Como os cabelos são esticados, a raiz pode ser machucada e os fios ficam mais quebradiços. A mesma situação pode se repetir quando as pessoas colam apliques em cima dos fios originais (o que gera um peso extra) ou utilizam produtos químicos, tinturas e realizam processos estéticos mais agressivos.

Meus cabelos estão caindo, será que tenho?

Não necessariamente. Por dia, perdemos em média de 50 a 100 fios de cabelo. Esse é seu ciclo natural de renovação, no entanto, se ao tomar banho, pentear o cabelo ou até mesmo fazer a barba, você notar “tufos” ou volumes maiores e injustificáveis, é bom consultar um dermatologista.

Outros sinais característicos são:

  • encontrar muitos fios de cabelo no travesseiro, ao acordar;
  • perda de fios excessiva, simplesmente ao passar a mão no cabelo;
  • falhas na barba, sobrancelhas ou cílios;
  • “buracos circulares” com pouco pelo ou sem nenhum pelo, diferente de outras áreas do corpo.

Cada pessoa, e cada tipo de pele (como a negra, por exemplo) merecem atenção especial.

Tem cura?

À medida que a doença avança, o tratamento pode exigir mais tempo. O primeiro passo, portanto, é entender qual é o tipo de alopecia, com as consultas e exames investigativos. Após o diagnóstico podem ser prescritos antibióticos, corticoides tópicos ou injetáveis e até imunoterápicos – para fortalecimento das defesas do organismo.

A ingestão de suplementos pode ser uma alternativa, quando identificado que a causa da alopecia ou das doenças está relacionada com a deficiência nutricional. Importante! Não utilize nenhuma pomada para o couro cabeludo ou medicamento sem supervisão médica. A vitalidade dos seus cabelos e, até mesmo, da sua beleza natural dependem de hábitos mais saudáveis e de cuidados diários com a sua saúde.


Bem-estar é essencial para a saúde mental: o movimento pode ajudar a construir uma rotina mais equilibrada

Quando falamos em saúde mental, ainda é comum que o assunto seja associado apenas a momentos de crise ou à necessidade de buscar ajuda quando algo já não vai bem. Mas cuidar da mente também passa por aquilo que fazemos todos os dias: como dormimos, como nos alimentamos, quanto nos movimentamos, quais momentos reservamos para nós mesmos e até mesmo como estabelecemos limites dentro de uma rotina cada vez mais acelerada.

Ao ampliar o debate sobre saúde mental, o Setembro Amarelo também nos convida a olhar para o cuidado de maneira mais ampla. Não existe uma fórmula única para o bem-estar, mas construir uma rotina que contemple movimento, descanso, autocuidado e momentos de conexão pode ser um caminho importante para uma vida mais equilibrada.

Segundo diretrizes da OMS, Organização Mundial da Saúde, é indicado que adultos façam 300 minutos de atividade física moderada ou 150 minutos de exercício intenso por semana.

De acordo com Rodrigo Sangion, fundador e CEO da Les Cinq Gym, a atividade física não deve ser encarada apenas como uma ferramenta para transformar o corpo ou alcançar determinada performance. O exercício também pode representar um momento de pausa, de presença e de reconexão consigo mesmo em meio a agendas cheias, reuniões, compromissos e estímulos constantes, e reservar um período do dia para se movimentar pode ajudar a criar uma fronteira saudável entre as demandas externas e o cuidado pessoal.

"Acredito que o primeiro passo seja encontrar uma atividade que faça sentido para cada pessoa, antes mesmo de pensar em quantidade ou intensidade. Caminhar, correr, nadar, praticar musculação, dançar, fazer yoga ou simplesmente incorporar mais movimento à rotina são algumas das diversas possibilidades. O importante é entender que cuidar do corpo também pode fazer parte de uma estratégia maior de cuidado com a mente", afirma Sangion.

Outro ponto fundamental é abandonar a ideia de que autocuidado precisa ser algo extraordinário. Muitas vezes, ele está em atitudes simples e consistentes, como dormir melhor, fazer uma refeição com calma, diminuir o tempo diante das telas, encontrar amigos, passar alguns minutos em silêncio ou respeitar o próprio limite.

Em uma sociedade que frequentemente valoriza a produtividade acima de tudo, aprender a desacelerar também é uma forma de cuidado. Nem todos os dias serão produtivos e reconhecer isso pode ser libertador. O equilíbrio não significa ter uma rotina perfeita, mas desenvolver uma relação mais consciente com as próprias necessidades.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, as mulheres representam cerca 63% dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil em 2025, e apresentam duas vezes mais chances de desenvolver depressão e transtornos de ansiedade em comparação aos homens, impulsionadas por fatores biológicos, sociais e de sobrecarga de rotina. O uso excessivo de telas também prejudica a saúde mental ao causar sobrecarga cognitiva, ansiedade, distúrbios do sono e isolamento social.

O ambiente em que praticamos exercícios pode contribuir para essa experiência. Uma academia, por exemplo, pode ser muito mais do que um espaço destinado ao treinamento físico. Pode se tornar um lugar de convivência, de criação de vínculos e de construção de hábitos. Quando o exercício deixa de ser uma obrigação e passa a fazer parte de um estilo de vida, a relação com o movimento tende a mudar.

"É nesse ponto que acredito que o conceito de bem-estar precisa ser ampliado, pois não se trata apenas de buscar resultados estéticos ou estabelecer metas cada vez maiores, mas sim entender que saúde envolve diferentes dimensões e que elas estão conectadas. Corpo e mente não são universos separados. Também é importante reforçar que atividade física e autocuidado não substituem acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou outros profissionais quando necessário. Em situações de sofrimento emocional intenso, é fundamental procurar ajuda especializada e conversar com pessoas de confiança. O exercício pode integrar uma rotina de cuidado, mas não deve ser apresentado como solução isolada para questões de saúde mental", complementa Sangion.

Construir uma rotina mais equilibrada não acontece de um dia para o outro. Começa com pequenas escolhas e, principalmente, com a disposição de olhar para dentro e entender o que o nosso corpo e a mente estão pedindo. Movimentar-se pode ser uma dessas escolhas. Descansar também. E, claro, pedir ajuda quando necessário.

No fim, bem-estar não significa estar bem o tempo todo. Significa criar condições para atravessar os diferentes momentos da vida com mais consciência, suporte e qualidade de vida. E talvez esse seja um dos maiores investimentos que podemos fazer seja aprender a cuidar de nós mesmos de maneira integral.

 

A geração que envelhece sob vigilância: por que nunca fomos tão pressionados a parecer jovens?

Redes sociais, câmeras frontais e exposição constante da imagem transformam o envelhecimento em uma preocupação cada vez mais visível


Envelhecer deixou de ser apenas uma experiência percebida no espelho. Com selfies, chamadas de vídeo, redes sociais e uma rotina marcada pela exposição da própria imagem, o rosto passou a ser observado com muito mais frequência — e por diferentes ângulos. Nesse cenário, sinais naturais do envelhecimento podem ganhar uma dimensão que ultrapassa a aparência e se relaciona também à forma como cada pessoa se apresenta social e profissionalmente.

A mudança acontece em um momento em que os procedimentos estéticos se tornaram mais acessíveis e diversificados. Segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), mais de 20 milhões de procedimentos estéticos cirúrgicos e não cirúrgicos foram realizados no mundo em 2024, crescimento que reforça a expansão da demanda por intervenções voltadas à aparência.

Para Alan Macário, cirurgião-dentista e diretor técnico da Botopremium, a relação com o envelhecimento também mudou porque o indivíduo passou a ter contato permanente com a própria imagem.

“Hoje, a pessoa não se vê apenas quando está diante do espelho. Ela aparece em fotos, vídeos, reuniões virtuais e redes sociais o tempo inteiro. Essa exposição pode fazer com que pequenas mudanças no rosto sejam percebidas com muito mais frequência. O desafio é entender quando existe um desejo legítimo de cuidado e quando a pessoa começa a perseguir uma aparência que não corresponde à sua própria identidade”, afirma.

A chamada “geração que envelhece sob vigilância” não representa necessariamente uma faixa etária específica. O fenômeno atravessa diferentes gerações e está relacionado a uma cultura visual em que rostos, corpos e estilos de vida são constantemente registrados, compartilhados e comparados.

Nesse contexto, procedimentos minimamente invasivos ganharam espaço justamente por permitirem intervenções graduais. Em vez de esperar que os sinais do envelhecimento estejam muito marcados para buscar uma mudança, parte dos consumidores passou a procurar cuidados preventivos ou pequenas correções ao longo do tempo.

“Existe uma mudança importante no comportamento do consumidor. Ele não procura necessariamente uma transformação radical. Muitas vezes, quer manter uma aparência descansada, cuidar da pele ou preservar características que já fazem parte do seu rosto. Isso exige uma abordagem muito mais individualizada”, explica Alan.

Para Manoel Ferreira, diretor comercial da Botopremium, a popularização dos procedimentos também alterou a expectativa sobre o que significa envelhecer.

“Durante muito tempo, envelhecer era entendido como um processo inevitável que simplesmente deveria ser aceito. Hoje, as pessoas têm mais acesso à informação e a possibilidades de cuidado. Isso não significa que exista uma obrigação de parecer jovem, mas mostra que o consumidor passou a enxergar o envelhecimento como algo sobre o qual também pode tomar decisões”, afirma.

Ao mesmo tempo, a exposição digital cria uma espécie de efeito espelho permanente. Filtros, iluminação, edição e padrões estéticos apresentados nas redes podem estabelecer referências difíceis de reproduzir na vida real. Para profissionais do setor, esse cenário torna ainda mais importante diferenciar expectativas realistas de padrões construídos digitalmente.

“Quando uma pessoa chega ao procedimento trazendo como referência uma imagem filtrada ou excessivamente editada, precisamos conversar sobre o que é possível e, principalmente, sobre o que faz sentido para aquele rosto. A estética não deveria apagar a individualidade”, destaca Alan.

A mudança de comportamento também interessa ao mercado de estética. Para Rodrigo D’Paula, CEO da Botopremium, a expansão do setor acompanha uma transformação na maneira como diferentes públicos entendem autocuidado.

“O mercado está deixando de falar apenas com quem quer mudar radicalmente a aparência. Hoje existe um público muito maior interessado em prevenção, manutenção e bem-estar. Pessoas de diferentes idades procuram procedimentos porque querem se sentir bem com a própria imagem, e isso exige que as empresas entendam essa nova relação com o consumidor”, afirma.

O desafio, portanto, não está apenas em acompanhar o avanço das tecnologias e dos procedimentos, mas em compreender por que as pessoas procuram essas soluções. Em uma sociedade na qual a própria imagem é registrada diariamente, a pressão para parecer jovem pode se tornar silenciosa e constante.

Para os especialistas, a tendência é que o debate sobre estética avance justamente para além da ideia de “combater a idade”. A discussão passa a envolver naturalidade, individualidade, prevenção e escolhas conscientes sobre a própria aparência.

“Cuidar da aparência não precisa significar lutar contra o envelhecimento. O ponto é entender que cada pessoa tem uma história, uma estrutura facial e uma expectativa diferente. O procedimento deve estar a serviço dessa pessoa, e não de um padrão único de juventude”, conclui Alan.


Eye maxxing: a técnica de maquiagem que viralizou nas redes sociais e promete deixar os olhos mais marcantes sem filtros

Nova febre da beleza usa a teoria das cores para valorizar a íris, acompanha a tendência da maquiagem natural e mostra que pequenos detalhes já são suficientes para transformar o olhar

 

As tendências de beleza seguem encontrando novos nomes para técnicas que, muitas vezes, já fazem parte do universo profissional há anos. A mais recente delas é o eye maxxing, termo que vem conquistando espaço no TikTok e no Instagram ao prometer destacar o olhar de forma estratégica, sem recorrer a procedimentos estéticos ou efeitos digitais.

Na prática, a técnica consiste em usar a teoria das cores para potencializar a tonalidade natural dos olhos. Em vez de escolher sombras apenas por preferência pessoal, o segredo está em identificar as cores complementares no círculo cromático, capazes de criar contraste e fazer a íris parecer mais vibrante.

Segundo Bruna Scharf, expert da rede Walter's Coiffeur, o conceito não é exatamente uma novidade para quem trabalha com maquiagem profissional. "O eye maxxing nada mais é do que a aplicação da teoria das cores para valorizar o olhar. É uma técnica usada há muitos anos por maquiadores, mas que agora ganhou um nome e viralizou nas redes sociais", explica.

Para a especialista, a popularização da tendência acompanha uma transformação importante no comportamento de consumo de beleza. "Vivemos um momento em que a maquiagem busca destacar características naturais, e não as esconder. O eye maxxing conversa diretamente com esse movimento porque valoriza aquilo que cada pessoa já tem de único", afirma.

 

A ciência por trás do olhar

O princípio da técnica é simples: cores opostas no círculo cromático criam contraste e fazem com que uma ressalte a outra.

Por isso, em vez de apostar em sombras da mesma tonalidade dos olhos, a recomendação é utilizar nuances complementares, capazes de intensificar naturalmente a cor da íris. "Não significa que você precise usar uma sombra extremamente vibrante. Muitas vezes, basta escolher um marrom com subtom específico ou um metalizado quente para criar esse efeito de destaque de forma sofisticada", explica Bruna.

Outro detalhe curioso ajuda a explicar por que a técnica faz tanto sucesso: a percepção da cor dos olhos muda de acordo com a iluminação. Luz natural, iluminação branca e luz amarelada alteram a forma como enxergamos tanto a íris quanto a maquiagem. É justamente por isso que muitas pessoas têm a impressão de que seus olhos mudam de cor ao longo do dia.

"O eye maxxing aproveita esse efeito óptico. Ao escolher as tonalidades certas, a maquiagem potencializa essas mudanças naturais de luz e faz com que a cor dos olhos pareça ainda mais intensa", explica a especialista.

 

Quais cores valorizam cada tipo de olho?


Olhos castanhos

Os olhos castanhos são considerados os mais versáteis e combinam com praticamente todas as cores. Ainda assim, tons de azul, violeta, ameixa, berinjela e verde-esmeralda criam um contraste elegante e ajudam a iluminar o olhar.

Dica da expert: "Sombras em tons de ameixa ou azul-marinho deixam os olhos castanhos muito mais intensos, especialmente em maquiagens noturnas."


Olhos azuis

Para quem tem olhos azuis, o contraste acontece com tons quentes.

Terracota, cobre, bronze, dourado envelhecido, ferrugem e marrons com fundo alaranjado ajudam a evidenciar a cor natural sem deixar a maquiagem exagerada.

Dica da expert: "Nem sempre é necessário usar uma sombra laranja. Um marrom com subtom quente já cria um efeito muito sofisticado e faz o azul ganhar ainda mais destaque."


Olhos verdes

Os tons avermelhados são os maiores aliados dos olhos verdes.

Roxo, vinho, ameixa, cobre, bordô e rosa queimado criam profundidade e fazem o verde parecer ainda mais vibrante.

Dica da expert: "As sombras em tons de vinho e ameixa são clássicas para quem quer valorizar olhos verdes sem abrir mão da elegância."


Olhos mel ou avelã

Por apresentarem nuances entre verde, dourado e castanho, os olhos mel permitem inúmeras combinações.

Verdes profundos, dourados, cobre, bronze e tons terrosos costumam potencializar as diferentes nuances da íris.

Dica da expert: "Esses olhos respondem muito à iluminação. Sombras metalizadas em tons quentes ajudam a destacar ainda mais essa riqueza de nuances."

 

O segredo está no subtom

Segundo Bruna Scharf, um dos erros mais comuns é acreditar que basta escolher exatamente a cor oposta da roda cromática.

"A teoria das cores serve como ponto de partida, mas o subtom faz toda a diferença. Muitas vezes, um marrom mais quente, um cobre suave ou um vinho discreto já criam um efeito muito elegante. O objetivo não é fazer uma maquiagem chamativa, e sim valorizar o olhar."

A especialista também destaca que, ao contrário do que muitos imaginam, o eye maxxing não exige uma produção elaborada. "Na maioria das vezes, uma sombra bem escolhida, máscara de cílios e um delineado delicado já são suficientes para potencializar os olhos. É uma técnica acessível e que funciona tanto para o dia quanto para a noite."

 

Muito além da tendência

Embora o nome tenha ganhado força recentemente nas redes sociais, o eye maxxing reforça um movimento cada vez mais presente na beleza contemporânea: o da maquiagem personalizada, que respeita as características individuais e aposta em resultados naturais.

"O mais interessante dessa técnica é que ela incentiva as pessoas a conhecerem melhor seus próprios traços e entenderem como podem valorizá-los. Não existe um padrão único de beleza, e sim formas inteligentes de destacar aquilo que cada olhar tem de especial", conclui Bruna Scharf.

Mais do que uma tendência passageira, o eye maxxing representa a nova fase da maquiagem: menos excessos, mais técnica e um olhar cada vez mais voltado para a autenticidade.


Reganho de peso após as canetas: por que a manutenção precisa ser planejada desde o início

 Especialista explica por que a suspensão dos medicamentos exige planejamento e não deve ser tratada como uma decisão isolada

 

O reganho de peso após a suspensão de medicamentos para emagrecimento é uma das questões que precisam entrar na conversa entre médico e paciente desde o início do tratamento. Embora a redução do peso seja frequentemente encarada como o ponto final do processo, a fase de manutenção também exige acompanhamento e planejamento.

Para a nutróloga Dra. Ana Luísa Vilela Barbosa, a retomada do peso não deve ser interpretada de forma simplista, especialmente porque a obesidade é uma doença crônica e seu tratamento precisa considerar a possibilidade de acompanhamento contínuo.

"Quando o peso volta após a suspensão da caneta, a primeira reação costuma ser culpar o paciente. Isso simplifica demais uma doença crônica", afirma.


Segundo a médica, o planejamento da manutenção deve começar ainda durante o tratamento. Isso inclui discutir estratégias alimentares possíveis de seguir, atividade física, acompanhamento dos riscos associados à obesidade e avaliação individual sobre a continuidade da medicação.


Não existe uma regra única sobre quando interromper o uso dos medicamentos: a decisão depende da resposta clínica, das condições de saúde, dos objetivos do tratamento e da avaliação do médico responsável.


"Não existe uma data universal para parar. Existe uma decisão clínica que precisa ser planejada", explica.


A suspensão, portanto, não deve ser encarada como uma etapa automática ou feita por conta própria. Mais do que alcançar um peso específico, o desafio é construir uma estratégia de cuidado que possa ser sustentada ao longo do tempo — com o acompanhamento definindo os próximos passos de forma individualizada.

 



Dra. Ana Luísa Vilela Barbosa - médica com mais de 20 anos de atuação, formada em Cirurgia Geral pela Beneficência Portuguesa de São Paulo, com formação em Cirurgia Bariátrica pelo Instituto Garrido e Nutrologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Atua no tratamento da obesidade, alterações hormonais, sarcopenia, pacientes pós-bariátricos e quadros metabólicos e intestinais complexos. Também é responsável por um ambulatório de obesidade no SUS, em Itapevi, e atende presencialmente nos Jardins, em São Paulo, e por telemedicina.
https://www.instagram.com/draanaluisavilela/


Pele, barba e cabelo: saiba como montar uma rotina de autocuidado masculino sem exageros

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Médico dermatologista da SBCD explica quais cuidados são essenciais no dia a dia


O autocuidado masculino ganhou espaço nos últimos anos e passou a incluir não apenas questões relacionadas à aparência, mas também hábitos importantes para a saúde da pele e dos cabelos. Limpeza adequada, hidratação, proteção solar e atenção à barba e aos fios estão entre as medidas que podem fazer parte do dia a dia sem exigir uma rotina extensa ou o uso de muitos produtos.

Para Elimar Gomes, médico cirurgião dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), o mais importante é entender as necessidades individuais e manter uma rotina básica com regularidade.

“Não é preciso ter uma rotina extensa ou usar muitos produtos para cuidar da pele e dos cabelos. O mais importante é entender as necessidades individuais e manter alguns cuidados básicos com regularidade”, explica.


1. Limpeza e controle da oleosidade

A higiene é um dos principais cuidados e deve levar em conta o tipo de pele. O uso de sabonetes suaves ajuda a preservar a barreira cutânea, enquanto produtos muito agressivos ou a tentativa de eliminar completamente a oleosidade podem provocar ressecamento e irritação.

“É importante evitar a ideia de que quanto mais a pele for limpa ou quanto mais produtos forem usados para controlar a oleosidade, melhor. Sabonetes muito agressivos, ácidos, esfoliantes e produtos muito adstringentes, quando usados em excesso, podem comprometer a barreira da pele e aumentar a sensibilidade”, afirma.


2. Hidratação

A hidratação também deve fazer parte dos hábitos diários e ser adequada às características da pele. Além de ajudar a manter a barreira cutânea, o uso de hidratantes contribui para evitar ressecamento, desconforto e sensibilidade.

“Mesmo a pele oleosa precisa de hidratação. O produto deve ser escolhido de acordo com as características da pele, mas manter a hidratação é importante para preservar a barreira cutânea e evitar ressecamento e desconforto”, explica.


3. Proteção solar

O protetor solar deve ser usado diariamente, inclusive em dias nublados e durante períodos de temperaturas mais baixas. A radiação ultravioleta continua presente nessas condições e a exposição acumulada ao longo do tempo contribui para o envelhecimento da pele e outros danos.

“É comum associarmos a proteção solar aos dias quentes e ensolarados, mas a radiação ultravioleta também está presente no inverno. O céu nublado e as temperaturas mais baixas não eliminam essa exposição. Por isso, o protetor solar deve fazer parte da rotina independentemente da estação ou das condições climáticas”, orienta.

A aplicação também não deve se restringir ao rosto. Orelhas, pescoço e mãos ficam expostos com frequência e precisam receber atenção.


4. Atenção à barba e aos cabelos

Barba e cabelos também fazem parte do autocuidado. Manter uma higiene adequada, escolher produtos compatíveis com o tipo de fio e evitar hábitos que provoquem irritação ou danos são medidas simples que podem ajudar a preservar a saúde dos pelos e cabelos.

“Alguns cuidados básicos ajudam a preservar os fios, como evitar água muito quente, reduzir o uso de secador em temperaturas elevadas e a escolha dos produtos também deve considerar o tipo de fio e de couro cabeludo”, destaca.


Quando procurar um dermatologista?

A popularização das redes sociais ampliou o acesso a recomendações sobre skincare, cabelo e barba. O problema é que orientações que funcionam para uma pessoa podem não ser adequadas para outra, especialmente quando existem condições dermatológicas específicas.

“Uma recomendação que funciona para uma pessoa não necessariamente será adequada para outra. A avaliação dermatológica é importante para entender cada caso e orientar os cuidados de forma individualizada”, afirma o especialista.

Coceira intensa, dor, vermelhidão, descamação ou aumento repentino da queda de cabelo são alguns sinais que merecem atenção, principalmente quando persistem ou fogem do padrão habitual.

“Quando esses sinais aparecem, é importante procurar avaliação para identificar a causa e indicar o tratamento adequado. Quanto mais cedo o paciente busca atendimento, maiores são as chances de conduzir o caso de forma eficaz”, finaliza o Dr Elimar Gomes.


Como escolher um médico habilitado

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.



Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD

 

Queda de cabelo nem sempre é calvície: entenda por que o diagnóstico muda o tratamento

Eflúvio telógeno costuma provocar perda difusa e pode melhorar após a correção do fator desencadeante, enquanto a alopecia androgenética causa afinamento progressivo; especialista explica como diferenciar os quadros.

 

Encontrar muitos fios no banho, na escova, no travesseiro ou nas roupas costuma despertar o medo de calvície. A queda intensa, entretanto, pode estar relacionada ao eflúvio telógeno, uma alteração no ciclo capilar que se diferencia da alopecia androgenética tanto pelas causas quanto pela evolução e pelo tratamento.

No eflúvio telógeno, uma quantidade maior de fios entra precocemente na fase de repouso e queda. A perda costuma acontecer de maneira difusa, com diminuição do volume em diferentes áreas do couro cabeludo. Como o folículo geralmente permanece preservado, existe possibilidade de recuperação quando o fator desencadeante é identificado e controlado.

Já a alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície, é uma condição progressiva relacionada à predisposição genética e à sensibilidade dos folículos aos hormônios andrógenos. “Na calvície, os fios passam por um processo de miniaturização e nascem cada vez mais finos, curtos e frágeis. No eflúvio, o que chama a atenção é o aumento mais súbito da quantidade de cabelos que caem”, explica a tricologista Jordânia Nunes.

Infecções, febre, cirurgias, internações, pós-parto, alterações hormonais ou da tireoide, dietas restritivas, deficiências nutricionais, determinados medicamentos e perda rápida de peso estão entre os possíveis gatilhos do eflúvio. A queda pode aparecer somente dois ou três meses depois do acontecimento, o que dificulta a associação feita pelo paciente.

Os dois quadros também podem coexistir. Um eflúvio pode reduzir rapidamente o volume e tornar mais evidente uma alopecia androgenética que já estava em evolução. Por isso, contar os fios perdidos ou observar fotografias na internet não é suficiente para estabelecer o diagnóstico.

“A avaliação considera quando a queda começou, doenças recentes, alimentação, emagrecimento, medicamentos e histórico familiar. A tricoscopia permite observar a densidade, o calibre dos fios e possíveis sinais de miniaturização. Dependendo do caso, exames laboratoriais também podem ser necessários”, afirma Jordânia.

Shampoos, tônicos, suplementos e outros produtos capilares não devem ser utilizados como soluções universais. No acompanhamento realizado pela especialista, a seleção de cosméticos e terapias complementares considera o diagnóstico, as características do couro cabeludo e as necessidades individuais. Quando existem deficiências ou doenças associadas, elas também precisam ser conduzidas por profissionais habilitados.

“Antes de tentar simplesmente interromper a queda, precisamos entender o que fez aquele cabelo cair. Procurar ajuda diante de perda intensa ou persistente, falhas localizadas, afinamento, coceira, dor, descamação ou inflamação aumenta as possibilidades de escolher uma conduta adequada e preservar os fios”, conclui Jordânia.

 

Fonte: Jordânia Nunes — tricologista há seis anos, formada em Estética e Cosmetologia, pós-graduada em Tricologia e formada em Biomedicina.

 

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