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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Sudeste é a região que mais busca ajuda médica imediata ao notar sinais de câncer colorretal, aponta pesquisa A.C.Camargo/Nexus

 Levantamento mostra que 72% procuraram atendimento assim que perceberam sangue nas fezes, maior índice entre todas as regiões e acima da média nacional de 59%

 

O câncer colorretal ainda está distante do cotidiano da maioria dos brasileiros, mas isso não significa desinformação sobre seus riscos, especialmente na região Sudeste. Segundo a pesquisa inédita “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos”, do A.C.Camargo Cancer Center, realizada pela Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, os moradores do Sudeste são os que mais procuram ajuda médica imediata ao notar um dos principais sintomas da doença. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em todo o país. 

Entre os moradores da região que perceberam a presença de sangue nas fezes, 72% procuraram um médico, posto de saúde ou hospital imediatamente, o maior percentual entre todas as regiões do país e bem acima da média nacional, de 59%. O resultado contrasta com o restante do Brasil: no Sul, o índice foi de 53%; no Nordeste, 49%; e no Norte/Centro-Oeste, apenas 39% procuraram ajuda imediata, região em que 43% dos entrevistados afirmaram ter apenas esperado o sintoma passar. 

No Sudeste, a parcela de brasileiros que não tomou nenhuma atitude diante do sintoma foi de 10%, e outros 15% aguardaram dias ou semanas antes de buscar avaliação médica. 

Apesar de ser a região que mais age diante do sintoma, o Sudeste também é a que tem a menor proximidade com a doença. 78% dos sudestinos disseram nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer, e apenas 20% tem proximidade com alguém que já enfrentou o diagnóstico, sendo 14% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Ou seja, no Sudeste, a resposta rápida ao sintoma parece estar mais ligada ao acesso à informação e a serviços de saúde do que à experiência pessoal com a doença. 

O tema ganha ainda mais relevância diante dos números recentes da doença no país. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. A doença é a mesma que a cantora Preta Gil, natural do Rio de Janeiro, enfrentou durante dois anos, até falecer em julho do ano passado.

 

Reconhecimento da gravidade também é maior no Sudeste

A pesquisa mostra ainda que a rapidez em buscar ajuda no Sudeste caminha junto com um alto reconhecimento da gravidade dos sintomas: 84% dos entrevistados da região classificam como grave ou muito grave a presença de sangue nas fezes ou uma mudança no funcionamento intestinal que persista por mais de um mês, índice mais alto entre as regiões e acima da média nacional, de 80%. 

Desse total, 46% consideram o quadro “muito grave”. No Norte/Centro-Oeste o percentual cai para 44%, no Nordeste 42% e no Sul, apenas 30% dos moradores consideram o sintoma gravíssimo. 

A associação entre esses sintomas e o câncer de intestino também é mais forte no Sudeste do que na média do país: 70% dos entrevistados da região concordam que sangue nas fezes ou alterações intestinais prolongadas podem indicar a doença, contra 67% no total nacional. Ainda assim, a convicção plena é minoria: apenas 25% concordam “muito”, enquanto 45% demonstram concordância apenas moderada.

 

Exame de rastreamento segue desconhecido, mesmo entre quem busca ajuda rápido

Apesar do comportamento mais proativo diante dos sintomas, o Sudeste não escapa de outra lacuna identificada pela pesquisa A.C.Camargo/Nexus: o desconhecimento sobre ferramentas de rastreamento precoce. 64% dos entrevistados da região nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), recurso simples utilizado para identificar sinais da doença antes mesmo do aparecimento de sintomas evidentes. Mesmo alto, o percentual de desconhecimento é o menor entre as regiões do país. Apenas 12% dos moradores do Sudeste já realizaram o exame e 24% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram. 

Diante do crescimento da doença no país, especialistas do A.C.Camargo reforçam a importância de não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente, além da realização de exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. 

O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, comenta o Dr. Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

 

Metodologia

A Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou, face a face, 2.015 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A amostra foi controlada a partir de quotas de sexo, idade, PEA, região e condição do município. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p., com intervalo de confiança de 95%. Após a coleta, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao plano amostral; devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. A etapa de campo ocorreu entre os dias 25 e 30 de junho de 2026. Estatístico responsável: Neale El-Dash, Conre 8656-A.

 

Recordes de frio em 2026 acendem alerta para impactos do inverno na saúde mental


Baixas temperaturas podem contribuir para a piora ou o surgimento de diversos problemas, como o Transtorno Afetivo Sazonal


 
A chegada do inverno pode afetar não apenas o organismo, com o agravamento de problemas respiratórios, por exemplo, mas também a saúde mental. As baixas temperaturas podem contribuir para a piora ou o surgimento de diversos problemas, como o Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), um tipo de depressão ligado às mudanças de estação e mais comum no inverno.
 
O Brasil tem registrado recordes de frio em 2026, conforme dados de órgãos e empresas de monitoramento meteorológico. Na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), Tapiraí
registrou mínima de 3,2 ºC no dia 11 de maio, segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo. Na ocasião, a cidade teve a temperatura mais baixa do ano no Estado. O recorde foi superado em 15 de julho, quando os termômetros marcaram 1,3 °C em Campos do Jordão, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
 
Em todo o País, a Climatempo aponta que a menor temperatura até o momento foi registrada na cidade de Bom Jardim da Serra (SC), no dia 24 de junho, com -9,2 ºC.
 
Segundo Marina Gomes Tranzillo, coordenadora técnica do Hospital Saúde Premium, especializado em saúde mental, localizado em Capela do Alto (SP), o tempo gelado pode impactar a saúde mental por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e comportamentais. Ela explica que, nos meses mais frios, a menor exposição à luz solar reduz a produção de substâncias importantes para o equilíbrio do humor, como a serotonina e a melatonina.
 
Além disso, as pessoas tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados, diminuir atividades físicas e o contato social, fatores que contribuem para o isolamento e para a piora do bem-estar emocional. “Muitas pessoas relatam menor disposição, maior sonolência e redução da motivação para realizar atividades que normalmente proporcionam prazer. Em indivíduos vulneráveis, essas mudanças podem favorecer o aparecimento ou o agravamento de transtornos mentais já existentes”, informa a coordenadora.


 
Problemas mais comuns e sintomas
 
De acordo com a especialista, entre os problemas mais comuns na estação estão ansiedade e depressão, aumento da sensação de solidão, alterações no sono, redução da energia física e mental, além de estresse elevado.
 
Em alguns casos, principalmente em países onde há grande redução da luminosidade, pode ocorrer, ainda, o Transtorno Afetivo Sazonal (TAS). “Embora menos frequente no Brasil devido à nossa localização geográfica, algumas pessoas também podem apresentar sintomas semelhantes durante o inverno”, frisa a psicóloga.
 
Segundo a coordenadora técnica do Hospital Saúde Premium, sentir menos disposição em alguns dias frios é uma reação relativamente
comum. No entanto, o alerta surge quando essa mudança se torna persistente e intensa, passando a comprometer a rotina, o trabalho, os relacionamentos ou o prazer em viver.
 
Os sintomas mais comuns são tristeza persistente ou sensação de vazio, desânimo e perda de interesse por atividades antes prazerosas, cansaço excessivo e falta de energia, alterações no sono, como dormir muito ou dificuldade para dormir, mudanças no apetite, irritabilidade, aumento da ansiedade, isolamento social, dificuldade de concentração e queda no desempenho no trabalho ou nos estudos.


 
Atendimento profissional
 
Se esses sinais forem intensos, persistirem por mais de duas semanas ou causarem prejuízo significativo, é recomendado buscar atendimento profissional. De acordo com a coordenadora técnica do Hospital Saúde Premium, o tratamento dependerá da intensidade dos sintomas e das necessidades de cada pessoa. Em muitos casos, a psicoterapia é suficiente para ajudar o paciente a compreender os fatores envolvidos, desenvolver estratégias de enfrentamento e reorganizar sua rotina. Quando necessário, o psiquiatra também poderá indicar o uso de medicação.
 
“Também é fundamental investigar se existem outros fatores contribuindo para os sintomas, como problemas hormonais, deficiência de vitamina D, alterações do sono ou situações de estresse, pois nem toda tristeza ou desânimo no inverno está relacionada exclusivamente ao frio. Cabe ressaltar, ainda, que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, independentemente da época do ano”, conclui a especialista.
 


Hospital Saúde Premium
hospitalsaudepremium.com.br
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Futebol de fim de semana exige preparo: conheça as lesões mais comuns entre jogadores amadores

Sedentarismo, ausência de aquecimento e excesso de esforço aumentam o risco de lesões graves nos tradicionais jogos entre amigos, alerta ortopedista do Hospital São José

 

A tradicional "pelada" de fim de semana é um dos esportes favoritos dos brasileiros. No entanto, fora das competições profissionais e dentro dos campos amadores, uma simples partida pode representar o único momento de atividade física da semana para muitos brasileiros. 

Após passar dias inteiros em frente ao computador ou sentado no escritório, o corpo pode ser submetido a movimentos intensos em uma partida de futebol, que incluem arrancadas, mudanças bruscas de direção e disputas de bola que podem resultar em lesões importantes. Segundo o ortopedista do Hospital São José, Dr. Robson Pinto, o esporte é uma preocupação importante nos consultórios médicos. 

“Os riscos osteomusculares são enormes, já que muitos praticantes não fazem nenhum outro exercício físico além do futebol durante a semana. Além disso, riscos cardiológicos são muito grandes também para pessoas sedentárias entre os 35 e 50 anos. A atividade física regular é sempre a melhor alternativa para diminuir estes riscos”, afirma o ortopedista.

Entre os problemas mais frequentes estão as lesões nos joelhos, que concentram boa parte dos atendimentos após partidas recreativas. De acordo com o médico, os músculos da parte anterior e posterior da coxa também são bastante afetados, principalmente devido à exigência de força e explosão durante o jogo. “As lesões mais frequentes são na articulação dos joelhos. Também observamos muitas lesões dos músculos anteriores e posteriores da coxa e lesões ligamentares, que muitas vezes exigem cirurgia, longo tempo de recuperação e meses de fisioterapia”, completa o Dr. Robson.

Além do sedentarismo, outro fator importante para lesões está na ausência de aquecimento prévio antes de realizar os exercícios. Mesmo entre jogadores experientes, ainda é comum entrar em campo logo após chegar ao local da partida, sem qualquer preparação física. O hábito aumenta significativamente o risco de distensões e estiramentos musculares. Para o ortopedista do Hospital São José, o aquecimento e alongamento adequados são indispensáveis antes do início da partida.

Uma torção no tornozelo, uma fisgada na coxa ou uma dor intensa no joelho são situações comuns nas partidas entre amigos. Nesses casos, insistir em permanecer em campo também pode agravar o problema. "O ideal é interromper totalmente a atividade, fazer repouso e aplicar gelo no local da lesão. Parar logo no início dos sintomas pode evitar lesões mais severas”, recomenda o especialista. O médico lembra, no entanto, que nem sempre o organismo consegue emitir sinais antes que a lesão aconteça.

Embora pequenas dores possam melhorar com repouso, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica imediata, como o surgimento de edemas (inchaço) nas articulações, hematomas e a incapacidade de se apoiar sobre o membro lesionado.

Para quem não abre mão da partida de sábado ou domingo, a principal recomendação é manter uma rotina de atividade física ao longo da semana, realizar aquecimento antes dos jogos e respeitar os limites do corpo. “O esporte amador, quando bem orientado, deve ser estimulado por todos os profissionais de saúde. Para evitar lesões osteomusculares e cardiológicas, é importante realizar consultas com especialistas. Para atletas entre 35 e 50 anos, essa avaliação deveria ser obrigatória, evitando muitas alterações indesejadas”, conclui o Dr. Robson Pinto.

Iluminação saudável é aliada na prevenção de problemas oculares

  Especialista revela como ajustes na luz ambiente podem ser decisivos na luta contra doenças oculares 

 

Metade da população mundial pode ser míope até 2050, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). O dado acende um alerta para a necessidade de mudanças nos hábitos visuais, especialmente em relação à iluminação dos ambientes, ao tempo de exposição às telas digitais e às atividades ao ar livre. 

A Saúde Ocular, é celebrada no mês de julho, e é um período dedicado à conscientização sobre os cuidados com a visão e à prevenção de doenças que podem comprometer a qualidade de vida. A iniciativa busca alertar para hábitos simples, como manter boa iluminação nos ambientes, realizar consultas oftalmológicas regulares e incentivar atividades ao ar livre, que ajudam a reduzir o avanço da miopia e outras complicações visuais. 

  Estudos publicados na revista científica ‘Ophthalmology’ associam o esforço prolongado de visão para perto ao avanço da miopia. Manter smartphones e tablets a menos de 30 cm obriga o músculo ciliar a trabalhar continuamente para focalizar. Em crianças e adolescentes, esse esforço pode sinalizar ao globo ocular que ele “cresça” para melhorar o foco de perto, o chamado alongamento ocular, mecanismo central da miopia. 

  Neste contexto, a especialista em iluminação saudável, Adriana Tedesco, oferece uma perspectiva valiosa sobre como a iluminação adequada pode ser uma aliada importante na prevenção de problemas visuais. Tedesco adverte contra o uso de luminárias que causam ofuscamento ou excesso de contrastes nos ambientes, com brilho muito intenso, e lâmpadas expostas sem difusor, que podem exacerbar ou até mesmo desencadear condições oculares adversas. 

  "Os sintomas da fadiga visual relacionados ao ofuscamento da luz elétrica são: dor de cabeça, sensação de vista cansada, ardência nos olhos, vermelhidão, visão turva, inchaço na região, visão dupla e embaçada, coceira, lacrimejo e ressecamento dos olhos," explica Tedesco.

A iluminação artificial inadequada, sem variação de intensidade ou temperatura de cor, desregula o ciclo circadiano, afetando sono e bem-estar. 

  A verdade é que muitas vezes, a importância da saúde ocular é subestimada, com poucas pessoas reconhecendo os riscos cotidianos que nossos olhos enfrentam, especialmente em ambientes internos. A iluminação em nossas casas e locais de trabalho, embora essencial para o nosso bem-estar e produtividade, pode, se não for devidamente considerada, contribuir significativamente para problemas de visão. 

A falta de consciência sobre como a luz afeta diretamente a saúde dos nossos olhos leva muitos a ignorar práticas de iluminação saudável, expondo-se a longo prazo a condições oculares que poderiam ser evitadas. 

  Esta fadiga acontece como um mecanismo de defesa para evitar lesões na retina, para compensar o ofuscamento causado pelas luminárias. "Se estes

  sintomas acontecem no cotidiano e sobretudo no final do dia, o risco é maior e preocupante, pois podem comprometer a saúde ocular, agravando ou desencadeando doenças oculares", pondera. 

  Ela ressalta ainda a importância de um projeto de iluminação que leve em consideração a saúde ocular, recomendando o uso de peças com recuo ou difusores para mitigar os riscos. 

"É muito importante que o projeto de iluminação contemple esta assessoria especializada, capacitada para avaliar os equipamentos de iluminação, a fim de evitar peças que possam comprometer a saúde ocular, especificando peças com recuo, onde a lâmpada fica camuflada, ou então peças com difusores". 

A especialista afirma que criar uma harmonia visual, equilibrando os índices de iluminância dos ambientes, é fundamental para o conforto visual. "A intensidade da luz também precisa ser adequada às tarefas dos ambientes", alerta. 

  Além disso, Tedesco oferece conselhos práticos para melhorar a iluminação nos espaços habitados: "Evitar lâmpadas com fluxo muito intenso, sem qualquer tipo de proteção, expostas em pendentes sem um difusor acrílico ou vidro, em spots focais faceados na própria peça ou abajures de leitura nas mesmas condições. Evitar muito contraste no ambiente, ou seja, áreas muito iluminadas e outras não, causando sombras marcantes, onde o aparelho visual precisa ficar em constante adaptações (claro e escuro)." 

  A combinação de um diagnóstico precoce, tratamento adequado e uma iluminação cuidadosamente planejada pode significar a diferença entre manter uma boa saúde ocular e enfrentar desafios visuais no futuro. Este enfoque holístico na prevenção da perda de visão, especialmente entre as mulheres, é um passo importante para combater a crescente prevalência de deficiências visuais em todo o mundo. 

 


Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado.



Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa
Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP.
Telefone: (13) 3234-3445.


Vacinação contra o HPV: estudo inédito do Hospital Moinhos de Vento realizado via PROADI-SUS comprova eficácia da dose única e alerta para baixa imunização masculina em âmbito nacional

 A pesquisa analisou dados de mais de 16 mil jovens ao longo de 10 anos no Brasil. Resultados apontam redução de 81% na infecção entre mulheres vacinadas, além de disparidades regionais e de gênero.

 

Um estudo conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento, sobre o impacto populacional da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) no Brasil, ao longo da última década, demonstrou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina caiu expressivamente no público feminino, indo de 15,64% na primeira fase para 5,92% na segunda. Nas análises ajustadas, a redução foi de 81% entre as mulheres vacinadas e de 33% entre as não vacinadas, evidenciando um forte efeito de proteção indireta.1 Englobando duas pesquisas transversais realizadas entre 2016-2017 e 2020-2023, com análise da prevalência da infecção em jovens de 16 a 25 anos – período que coincide com o pico de transmissão no início da atividade sexual – o ensaio trabalhou com uma amostra de mais de 11 mil mulheres e quase 5 mil homens. 

O artigo resultante da pesquisa, que foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), será publicado na íntegra na prestigiada revista internacional npj vaccines (Grupo Nature), e uma prévia está atualmente disponível no site do periódico. 

A pesquisadora e autora principal do projeto, Dra. Eliana Wendland, do Hospital Moinhos de Vento, alerta para os números expressivos de transmissão. "Se não tivéssemos a vacina, a situação seria muito pior. Segundo nossas análises, o que está impedindo uma maior disseminação da infecção no Brasil é a vacinação, tendência observada e comprovada também em outros países", ressalta a médica epidemiologista. De acordo com estudos oficiais, a infecção por HPV é encontrada em mais de 50% dos jovens na faixa etária considerada pela pesquisa2 e 80% ou mais da população terá contato com o vírus em algum momento da vida.3

 

Eficácia da dose única e a disparidade de gêneros 

Entre os principais achados do estudo, também estão as evidências clínicas que referendam a atual estratégia do Ministério da Saúde de administrar uma dose única da vacina contra o HPV no público alvo. A análise provou que não há diferença significativa na eficácia entre a administração de uma ou duas doses na população geral. Apenas grupos especiais, como imunossuprimidos e pessoas vivendo com HIV, mantêm a recomendação do esquema de três doses. A vacina quadrivalente atual protege diretamente contra os tipos 16 e 18 do vírus do HPV, causadores de 70% dos casos de câncer de colo do útero. 

Entretanto, observou-se que, apesar do forte impacto da vacina nas mulheres, o levantamento diagnosticou uma disparidade alarmante na adesão masculina. Entre os homens, a redução na prevalência do vírus foi muito mais tímida do que a do público feminino, passando somente de 13,81% para 10,39%. 

De acordo com a especialista, essa defasagem é motivada por equívocos educacionais e pela falsa crença de que o imunizante previne apenas o câncer de colo do útero e, portanto, que apenas meninas devem tomá-lo. “As pessoas esquecem que existem vários outros tipos de câncer associados ao HPV, como câncer de cabeça, pescoço e de região anal, que possuem alta incidência na população masculina", alerta a Dra. Eliana. “A imunização coletiva não serve somente para impedir com que as mulheres desenvolvam o câncer do colo do útero. Existem outras condições cujo número de casos poderia ser reduzido drasticamente com a eliminação do vírus do HPV – um cenário que, apesar de parecer distante, já é realidade em países como Austrália e Dinamarca.” 

Para Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento, a pesquisa consolida o protagonismo da instituição na promoção da saúde. "Por meio do PROADI-SUS, nossa capacidade investigativa e excelência científica se convertem em políticas públicas que salvam vidas. Esse estudo de dez anos é um marco para o país, não apenas validando os esforços de imunização do SUS com a dose única, mas soando um alerta crítico de que precisamos investir pesadamente em educação para vencer a desinformação, sobretudo entre a população masculina, e incentivar a imunização", reforça o executivo. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece a meta global de 90% de cobertura vacinal para meninas até os 14 anos.4 “No entanto, o Brasil ainda apresenta inequidades regionais expressivas nas taxas de vacinação. Por isso, a educação e a conscientização dos nossos jovens e seus responsáveis são essenciais para ampliar nossa cobertura e proteger o futuro dessa população”, finaliza Dra. Eliana.



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Julho Verde: feridas na boca que não cicatrizam e caroços no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço

IA Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de
Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho
Campanha alerta para sintomas persistentes e reforça que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura


Uma ferida na boca que não cicatriza, um caroço no pescoço, dificuldade para engolir ou até uma rouquidão persistente costumam ser sintomas facilmente ignorados. Muitas pessoas acreditam que se trata de uma afta, de uma inflamação ou de um resfriado prolongado. No entanto, em alguns casos, esses sinais podem indicar um câncer de cabeça e pescoço.

Durante o Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre esses tumores, especialistas reforçam a importância de observar alterações persistentes e buscar avaliação médica sempre que os sintomas permanecerem por mais de duas semanas.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 39 mil novos casos anuais de câncer de cabeça e pescoço, considerando tumores de cavidade oral, laringe, tireoide e outras estruturas da região. A maior parte dos diagnósticos ainda ocorre em estágios avançados, o que torna o tratamento mais complexo e reduz as chances de cura.

Para a Oncologista e Cirurgiã de Cabeça e Pescoço do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná, Dra. Paola   Pedruzzi, um dos principais desafios continua sendo a demora na procura por atendimento. "Muitas pessoas convivem durante semanas ou meses com sintomas que parecem simples, como uma ferida que não cicatriza ou mancha na boca, dificuldade para engolir, um caroço no pescoço ou rouquidão persistente. Quando esses sinais permanecem por mais de duas semanas, eles precisam ser investigados. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as possibilidades de tratamento com melhores resultados e menor impacto na qualidade de vida", afirma.


Tabagismo, álcool e HPV estão entre os principais fatores de risco

Os tumores de cabeça e pescoço estão fortemente associados ao consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, principalmente quando esses fatores estão combinados. Nos últimos anos, outro fator ganhou destaque: a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente nos casos de câncer de orofaringe, região que compreende as amígdalas e a base da língua. "O tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco, mas também observamos um aumento dos tumores relacionados ao HPV, principalmente em pacientes mais jovens. Por isso, além de abandonar o cigarro, investir na vacinação contra o HPV e adotar práticas sexuais seguras são medidas importantes de prevenção", explica a oncologista.


Atenção aos sinais 

Os principais sintomas que merecem investigação quando persistem por mais de duas semanas incluem: 

  • feridas na boca que não cicatrizam;
  • caroço no pescoço;
  • dificuldade ou dor para engolir;
  • dor persistente na garganta;
  • sangramentos na boca ou na garganta;
  • rouquidão persistente;
  • dor de ouvido, especialmente quando não há infecção aparente.

Embora esses sintomas nem sempre indiquem câncer, sua persistência deve ser motivo para avaliação médica. "O maior erro é esperar que os sintomas desapareçam sozinhos. Quanto mais cedo conseguimos identificar a doença, maiores são as chances de tratamentos menos agressivos e de preservar funções importantes, como fala, mastigação, deglutição e respiração", destaca Dra. Paola.


Cuidar da saúde também passa pela prevenção

Além de evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma boa higiene bucal, utilizar preservativos nas relações sexuais, aderir à vacinação contra o HPV e realizar consultas odontológicas periódicas são medidas que contribuem para a prevenção e permitem identificar alterações ainda nas fases iniciais da doença.

Mais do que uma campanha de conscientização, o Julho Verde convida a população a observar atentamente sinais que muitas vezes passam despercebidos. Em oncologia, reconhecer essas alterações precocemente e procurar atendimento médico pode fazer toda a diferença nas chances de cura, na qualidade de vida e na preservação das funções do paciente.

 

Med4U
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Pesquisadores do Einstein trazem novos avanços sobre interações entre proteínas envolvidas na doença de Alzheimer e outros distúrbios neurodegenerativos


O pesquisador Vitor Monnaka, do Einstein Hospital Israelita, conduziu um estudo que traz novos avanços para a compreensão das interações entre proteínas associadas a alterações cerebrais relacionadas a doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. O trabalho foi realizado na Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, sob coorientação dos pesquisadores Witold Surewicz, da instituição, e Patrícia de Carvalho Aguiar, do Einstein. 

Publicado na revista Communications Chemistry, do grupo Nature, o estudo integra um projeto de doutorado desenvolvido no âmbito do Programa MD-PhD do Einstein, que permite que alunos de Medicina da instituição realizem formação doutoral no exterior enquanto cursam a graduação médica. 

A pesquisa investigou o comportamento de duas proteínas associadas à progressão dessas doenças — tau e TDP-43 — e a forma como elas interagem em um processo conhecido como separação de fases líquido-líquido. Nesse mecanismo, as proteínas se organizam em estruturas semelhantes a gotículas dentro da célula, chamadas condensados, criando microambientes que favorecem a formação de depósitos proteicos associados ao comprometimento neuronal. 

“A ideia de que doenças neurodegenerativas são causadas pelo acúmulo de uma única proteína tem sido questionada por estudos patológicos recentes. Embora a doença de Alzheimer tenha sido tradicionalmente classificada como uma taupatia, a proteína tau também foi encontrada associada à TDP-43 em depósitos característicos da doença, revelando um cenário mais complexo do que se imaginava anteriormente”, explica Monnaka. 

Os resultados indicam que tau e TDP-43 recrutam uma à outra para seus condensados — ou seja, condensados formados por uma proteína podem concentrar a outra, potencialmente favorecendo sua associação e agregação. O estudo também identificou regiões específicas dessas proteínas responsáveis por essa interação. 

Embora a separação de fases já venha sendo amplamente estudada em proteínas isoladas, a principal novidade deste trabalho está na análise de sistemas com múltiplas proteínas, mais próximos da complexidade encontrada no cérebro humano. Os achados sugerem que essas moléculas podem assumir papéis diferentes ao longo do processo: em alguns casos, participam da formação dos condensados; em outros, associam-se a estruturas já formadas — comportamento que varia conforme fatores como concentração e intensidade das interações moleculares. 

Segundo Monnaka, os resultados também ajudam a compreender como as proteínas se organizam dentro dessas estruturas. “Observamos que a proteína tau tende a se concentrar ao redor de condensados formados por TDP-43, refletindo diferenças na afinidade dessas proteínas pelo ambiente aquoso. Esse achado reforça a importância de princípios físico-químicos fundamentais, como a tensão superficial, na organização dessas estruturas”, afirma. 

O pesquisador destaca que o avanço na compreensão desses mecanismos abre novas perspectivas para entender as bases moleculares dessas doenças e, potencialmente, também seu diagnóstico e tratamento. “Nossos achados foram obtidos em estudos realizados em tubo de ensaio. Se a importância da interação entre essas proteínas na progressão da doença for confirmada futuramente em organismos modelo, esses resultados poderão contribuir para a identificação de biomarcadores mais precoces — por exemplo, baseados em modificações proteicas, como a fosforilação, que podem modular essas interações — e para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas direcionadas a essas regiões específicas de interação”, conclui.


Cansaço que não passa pode ser um alerta do coração e não apenas da rotina

Subir poucos degraus, caminhar pequenas distâncias ou até tomar banho pode se tornar um desafio quando o coração começa a perder força. Muitas vezes atribuídos ao estresse, à idade ou ao excesso de trabalho, esses sinais podem indicar insuficiência cardíaca, condição que afeta milhões de brasileiros e exige diagnóstico precoce para evitar complicações.

 

A cardiologista Beatriz Zamuner, médica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), alerta que é preciso atenção redobrada para sintomas mais sutis, que podem indicar o início de uma insuficiência cardíaca. “Observar sinais como cansaço exagerado em atividades simples, falta de ar ao deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, ganho de peso rápido (por retenção de líquidos), e dificuldade para dormir por falta de ar”, diz ela.
 

Apenas cansaço ou primeiros sinais?
 

Mas o que diferencia o cansaço “comum” da fadiga provocada por um coração que está perdendo força? De acordo com a médica, a diferença está na persistência e no contexto em que os sintomas surgem. “O cansaço comum costuma melhorar com descanso e aparece após esforço ou após um dia cansativo, com rotina agitada. Já a fadiga por insuficiência cardíaca é persistente e aparece mesmo em tarefas leves, como tomar banho ou caminhar poucos metros. Muitas vezes vem acompanhada de falta de ar ou inchaço”, explica.
 

A insuficiência cardíaca pode inclusive se manifestar em repouso. “Um exemplo típico é acordar à noite com falta de ar ou precisar dormir com vários travesseiros. Sensação de peso nas pernas, cansaço matinal desproporcional e dificuldade para respirar mesmo sentado são outros alertas do corpo”, completa a especialista.
 

Uma observação importante diz respeito à faixa etária dos pacientes, já que a insuficiência cardíaca não é exclusiva dos idosos. “Sim, jovens também podem ter insuficiência cardíaca, causada por miocardite, doenças genéticas ou uso de drogas tóxicas. Atualmente temos visto um aumento da doença em pessoas jovens principalmente em decorrência do uso de reposição hormonal sem indicação médica, para fins estéticos”, observa a médica.
 

Diagnóstico e tratamento
 

O diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença. Entre os exames mais indicados estão o ecocardiograma, eletrocardiograma (ECG), raio-X de tórax e exames de sangue como o BNP ou NT-proBNP, que ajudam a identificar sobrecarga no coração.
 

Apesar da gravidade da condição, os avanços da medicina nos últimos anos mudaram significativamente o cenário. “Hoje temos medicamentos de excelência para tratar e controlar a doença. Com diagnóstico precoce, uso correto de medicamentos, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, muitas pessoas vivem com qualidade por muitos anos”, afirma Dra. Beatriz.

Do ponto de vista preventivo, ela destaca a importância da escuta ativa ao próprio corpo, especialmente em pessoas com histórico familiar. “Devem observar sinais como falta de ar frequente, inchaço, cansaço fora do comum e palpitações. Além disso, é fundamental manter os fatores de risco sob controle: pressão alta, colesterol, diabetes, obesidade e sedentarismo. Quem tem histórico familiar deve fazer avaliações cardíacas regulares, mesmo que esteja sem sintomas”, finaliza.
  

Hospital Evangélico de Sorocaba

Perfil do câncer infantojuvenil: meninos são maioria nos diagnósticos e leucemia lidera casos em ambos os sexos

 Levantamentos do NAPO, do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde, com apoio da TUCCA, aponta maior proporção de meninos entre os pacientes oncológicos pediátricos entre os pacientes atendidos na instituição; a leucemia linfoblástica aguda lidera os diagnósticos

 

O câncer infantojuvenil segue apresentando diferenças importantes entre meninos e meninas em São Paulo. Um levantamento do NAPO, do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde, em parceria com a TUCCA, identificou que 58,2% dos casos oncológicos pediátricos analisados ocorreram em pacientes do sexo masculino atendidos pelo serviço. O estudo também aponta que a leucemia linfoblástica aguda (LLA) permanece como o tipo de câncer mais frequente tanto entre meninos quanto entre meninas. 

Os dados reforçam um padrão já observado em estudos epidemiológicos nacionais e internacionais sobre câncer infantojuvenil, especialmente nas leucemias, principal grupo de tumores diagnosticados na infância. 

O levantamento ajuda a caracterizar o perfil dos pacientes atendidos em um dos principais centros de referência em oncologia pediátrica do estado de São Paulo, reforçando como sexo, faixa etária e tipo tumoral influenciam o comportamento da doença e as necessidades assistenciais. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Desse total, 3.960 casos devem ocorrer em meninos e 3.600 em meninas. 

Para o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, coordenador do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde e presidente da TUCCA, compreender o perfil epidemiológico da doença é fundamental para aprimorar estratégias de diagnóstico e assistência. 

“Quando analisamos os dados de forma aprofundada, conseguimos entender padrões importantes da doença, identificar vulnerabilidades e estruturar melhor o cuidado. O câncer infantojuvenil exige rapidez no diagnóstico e acesso a centros especializados capazes de oferecer tratamento multidisciplinar completo”, afirma.
 

Leucemias seguem como principal diagnóstico na infância 

As leucemias continuam sendo o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes. Entre elas, a leucemia linfoblástica aguda concentra a maior parte dos diagnósticos pediátricos. 

No recorte analisado pelo NAPO, a LLA representou o diagnóstico mais frequentemente observado na amostra analisada em ambos os sexos, seguindo a tendência observada em bases de dados nacionais e internacionais. 

De acordo com o INCA, as leucemias, os linfomas e os tumores do sistema nervoso central estão entre as neoplasias mais frequentes na população infantojuvenil brasileira. A LLA se caracteriza pela produção descontrolada de células imaturas na medula óssea e costuma apresentar evolução rápida. Quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados com protocolos modernos, as taxas de cura podem ultrapassar 80%, segundo o próprio instituto. 

Entre os sinais que merecem atenção estão palidez que não melhora, febre recorrente, manchas roxas sem motivo, dores ósseas, cansaço fora do comum e sangramentos frequentes. 

“Os tumores pediátricos têm comportamentos muito diferentes dos cânceres em adultos. Em muitos casos, são doenças agressivas, mas altamente responsivas ao tratamento. O problema é que os sintomas iniciais podem ser confundidos com doenças comuns da infância, o que muitas vezes atrasa a investigação”, explica Epelman.
 

Meninos têm mais casos de câncer pediátrico, mas a ciência ainda busca entender por quê. 

Embora as razões para a maior incidência de câncer em meninos ainda sejam tema de investigação científica, estudos internacionais já demonstraram predominância masculina em diversos tumores pediátricos, especialmente nas leucemias. Especialistas apontam que fatores biológicos, imunológicos e genéticos podem contribuir para essas diferenças, embora ainda não exista uma explicação única e definitiva. 

Os dados do NAPO também mostram como o perfil epidemiológico do câncer infantojuvenil pode variar entre diferentes grupos, o que ajuda a orientar estratégias de assistência, investigação clínica e planejamento em saúde pública. Para o Dr. Neviçolino Pereira de Carvalho Filho, oncologista pediátrico e coordenador do NAPO, compreender essas diferenças é fundamental para aprimorar a forma como os serviços de saúde se preparam para atender crianças e adolescentes com câncer. 

“Quando analisamos características como sexo, idade e tipos de tumores mais frequentes, conseguimos identificar padrões que ajudam a direcionar recursos, estruturar linhas de cuidado e fortalecer a pesquisa em oncologia pediátrica. Esses dados são ferramentas importantes para entender a realidade dos pacientes e melhorar continuamente a assistência oferecida”, afirma. 

Além de apontar predominância masculina, o levantamento do NAPO evidencia a necessidade de ampliar a produção de dados em oncologia pediátrica no país, uma área que ainda carece de dados de base populacional. A relevância desse monitoramento é reforçada pelo fato de o câncer já ser a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo o INCA. 

“Dados epidemiológicos são essenciais para orientar políticas públicas e melhorar a resposta do sistema de saúde. Sem informação de qualidade, o diagnóstico precoce também fica comprometido”, conclui Neviçolino.

 

TUCCA
www.tucca.org.br


Volta à rotina: por que é tão difícil retomar a alimentação saudável depois das férias?

Nutricionista Andrezza Botelho explica por que mudanças bruscas costumam fracassar e como pequenas estratégias podem tornar a retomada mais sustentável


Depois de dias de descanso, viagens ou mudanças na rotina, muitas pessoas voltam para casa com a sensação de que "exageraram" na alimentação. É comum que a primeira segunda-feira após as férias venha acompanhada da promessa de compensar os excessos com dietas restritivas, jejuns prolongados ou cortes radicais de alimentos. Mas, segundo a nutricionista Andrezza Botelho, esse costuma ser justamente o primeiro erro.

"A alimentação não precisa funcionar como uma compensação. Quando a pessoa tenta passar do excesso para uma restrição muito intensa, cria um ciclo difícil de sustentar. Em poucos dias, é comum abandonar o plano e voltar aos antigos hábitos, gerando frustração", explica.

A especialista destaca que férias representam uma quebra natural da rotina e, muitas vezes, das refeições, dos horários e até da prática de atividade física. Por isso, o retorno deve acontecer de forma gradual, respeitando o organismo e priorizando hábitos que possam ser mantidos no longo prazo.

"O objetivo não deve ser 'desintoxicar' o corpo, mas reconstruir a rotina. Nosso organismo já possui mecanismos naturais para eliminar substâncias que não precisa. O que realmente faz diferença é voltar a oferecer nutrientes de qualidade de forma consistente", afirma.

Entre as principais recomendações da nutricionista está a retomada dos horários das refeições, o aumento da ingestão de água, a presença de frutas, legumes, verduras e proteínas nas principais refeições e o planejamento do cardápio da semana. "Quando a alimentação é organizada com antecedência, as chances de recorrer a opções ultraprocessadas por falta de tempo diminuem bastante."

Outro comportamento frequente é esperar a próxima segunda-feira, o próximo mês ou uma data específica para recomeçar. Para Andrezza, esse pensamento acaba adiando mudanças que poderiam começar imediatamente.

"Não existe dia perfeito para cuidar da alimentação. Cada refeição é uma nova oportunidade de fazer escolhas mais equilibradas. Não é preciso esperar uma segunda-feira para retomar hábitos saudáveis", ressalta.

A nutricionista também alerta para a influência das redes sociais nesse período, quando surgem promessas de dietas detox e desafios para emagrecimento rápido. "Resultados sustentáveis não acontecem por meio de soluções radicais. O foco deve estar em construir uma alimentação equilibrada, prazerosa e compatível com a realidade de cada pessoa."


Cinco atitudes para retomar a alimentação após as férias

·         Evite dietas restritivas para compensar os excessos.

·         Reestabeleça horários regulares para as refeições.

·         Priorize alimentos in natura, frutas, verduras, legumes e proteínas.

·         Mantenha uma boa hidratação ao longo do dia.

·         Faça mudanças graduais, sem buscar perfeição.

"Alimentação saudável não é sobre começar do zero toda segunda-feira, mas sobre fazer boas escolhas de forma consistente. Pequenos ajustes, repetidos diariamente, têm muito mais impacto na saúde do que mudanças radicais que duram apenas alguns dias", conclui Andrezza Botelho.

 

Saiba como adaptações dentro de casa podem evitar quedas de idoso

De pisos antiderrapantes à organização dos ambientes, medidas simples ajudam a reduzir o risco de quedas em espaço domiciliar.

 

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizadas também pelo Ministério da Saúde, mostram que cerca de 28% das pessoas idosas sofrem ao menos uma queda por ano. Entre as pessoas com 80 anos ou mais, esse percentual pode chegar a 40%. Apesar de frequentes, as quedas não devem ser encaradas como uma consequência inevitável do envelhecimento e podem ser prevenidas com adaptações nos ambientes domiciliares.

Para a arquiteta, especialista em acessibilidade e design universal, e coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo do UniBH, instituição que integra a Ânima Educação – o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil –, Flávia Papini, muitas residências não são planejadas para atender às necessidades que surgem com o avanço da idade. Segundo a especialista, pensar em acessibilidade desde a concepção dos projetos é um dos desafios atuais e uma competência cada vez mais presente na formação dos futuros profissionais.

Um dos erros mais comuns, por exemplo, é o excesso de móveis, objetos decorativos e tapetes em áreas de circulação. "Embora muitos desses itens tenham valor afetivo para as pessoas idosas, é importante priorizar ambientes livres de obstáculos, favorecendo a mobilidade e a segurança dentro de casa. A retirada desses objetos pode reduzir significativamente o risco de acidentes", destaca.

Segundo a especialista, não existe uma idade específica para iniciar essas adaptações, já que o processo de envelhecimento acontece de forma diferente para cada pessoa. O ideal é que elas sejam incorporadas de forma preventiva, conforme as necessidades de cada fase da vida. Embora tenham como foco principal as pessoas idosas, essas modificações também contribuem para reduzir acidentes envolvendo bebês e crianças, por exemplo.

A atenção de familiares e cuidadores também deve ser redobrada em ambientes como banheiros, cozinhas e varandas. Nesses espaços, é comum a utilização de pisos lisos, como cerâmicas e porcelanatos, que facilitam a limpeza, mas também aumentam o risco de escorregões. "Hoje, existem soluções simples, como revestimentos e pisos antiderrapantes que podem ser instalados sobre o piso existente, tornando o ambiente mais seguro sem a necessidade de grandes reformas", explica.

Um aspecto fundamental é a iluminação. Com o envelhecimento, ocorre uma redução gradual da acuidade visual, o que pode dificultar a identificação de desníveis e obstáculos. "Os idosos podem não perceber um degrau ou um objeto no caminho. Por isso, é importante investir em ambientes bem iluminados, com luz difusa e indireta, que proporciona conforto visual e reduz as chances de acidentes", orienta.

Outra recomendação é manter objetos de uso frequente, como panelas, roupas e calçados, em locais de fácil acesso. Com isso, é possível evitar movimentos desnecessários e a necessidade de subir em escadas ou se abaixar excessivamente durante as atividades do dia a dia.

Para a professora Flávia Papini, cinco medidas são essenciais para tornar uma residência mais segura para pessoas idosas:

  • Retirar tapetes soltos dos ambientes;
  • Manter áreas de circulação livres de bancos, mesas, vasos e outros obstáculos;
  • Instalar pisos ou revestimentos antiderrapantes em banheiros, cozinhas e varandas;
  • Colocar barras de apoio em locais estratégicos, como banheiros, corredores, próximos à cama e em áreas que demandem maior suporte;
  • Guardar objetos de uso diário em locais de fácil alcance, evitando a necessidade de subir em escadas ou se abaixar excessivamente.

"Adaptar a casa não significa abrir mão do conforto ou da estética. Significa investir em segurança, autonomia e qualidade de vida para que a pessoa idosa permaneça independente pelo maior tempo possível", conclui.



Consultoria para adaptação de ambientes
flavia.horta@animaeducacao.com.br


Exame de microbiota intestinal ajuda a enfrentar problema comum na terceira idade: a constipação

Dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos estão entre os fatores que contribuem para o quadro
 

A constipação intestinal, considerada um problema de saúde pública no Brasil, afeta cerca de 20% da população adulta e idosa, segundo o Ministério da Saúde. Entre os fatores que contribuem para sua alta incidência estão a dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos. Nos idosos, o quadro é agravado pela redução natural da motilidade intestinal, tornando-os mais vulneráveis a distúrbios digestivos. 

Nesse contexto, o exame de microbiota intestinal surge como aliado importante. Disponível em todas as 362 unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde no país, o teste é indicado para pacientes com queixas abdominais persistentes e sem diagnóstico definido, como nos casos de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável. 

O procedimento é simples e não-invasivo: o paciente coleta a amostra de fezes em casa, que é submetida a sequenciamento genético para identificar e quantificar as bactérias presentes no intestino. A análise permite compreender a diversidade e o equilíbrio da microbiota, oferecendo informações valiosas para orientar estratégias de tratamento. 

“Um microbioma variado está associado a um ambiente intestinal anti-inflamatório e menor risco de adoecimento”, explica a médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin. Já a baixa diversidade ou predominância de bactérias nocivas pode resultar em sintomas como dor abdominal, distensão, alterações do hábito intestinal e maior predisposição a doenças crônicas. 

Entre os idosos, as alterações naturais do microbioma ao longo da vida contribuem para o aumento de problemas digestivos e funcionais, impactando diretamente a qualidade de vida. O bom funcionamento intestinal está ligado não apenas à digestão, mas também à imunidade e ao metabolismo, fatores essenciais para a longevidade saudável. 

O resultado do exame de microbiota pode auxiliar o médico na indicação de tratamentos como a adoção de dietas ricas em fibras e alimentos fermentados, a suplementação estratégica com probióticos e prebióticos, a prática de exercícios físicos regulares e a redução de medicamentos agressivos à flora. Uma das dietas cada vez mais populares é a mediterrânea, que prioriza o consumo de azeite, grãos integrais, frutas, legumes e nozes. 

Outras intervenções amplas na microbiota intestinal em idosos, como o transplante de microbiota Intestinal, ou transplante de fezes, exigem avaliação caso a caso. “É preciso cautela em todos os aspectos. Devemos analisar o exame de maneira individualizada. Isso vale para todos, mas especialmente para os idosos, que tem processos diferentes para cada um. Cada idoso tem o seu processo de envelhecimento”, ressalta a médica Josie. 

Por ora, o exame se consolida como ferramenta diagnóstica e de acompanhamento, ajudando médicos e pacientes a compreenderem melhor os fatores que influenciam a saúde intestinal. Ao lado de hábitos saudáveis — como alimentação rica em fibras, hidratação adequada e prática regular de atividade física —, ele pode contribuir para reduzir os impactos da constipação e promover mais qualidade de vida na terceira idade.

 

Grupo Sabin
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