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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Diagnóstico de alta precisão apoia combate à gripe K no Brasil

Os kits de qPCR são capazes de identificar diferentes genótipos
 de Influenza, incluindo a variante associada à gripe K
O crescimento dos casos da doença reforça a importância desse tipo de exame para a identificação das variantes da Influenza


O aumento recente dos casos de Influenza, incluindo a chamada gripe K, tem mobilizado autoridades de saúde ao redor do mundo. Em nota técnica divulgada em 29 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de manter a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, apesar de não haver, até o momento, evidências de maior gravidade clínica associada à variante.

A circulação da linhagem K do vírus da gripe teve início na Europa e, depois, na Ásia e na África. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá registram aumento progressivo de casos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Na Nova Zelândia e na Austrália, o vírus também foi identificado.

Já em relação ao Brasil, segundo dados oficiais, 17 casos foram confirmados em Santa Catarina e três em Mato Grosso do Sul, números ainda baixos, mas suficientes para acender o alerta para o monitoramento contínuo, especialmente diante da possibilidade de intensificação precoce da circulação viral neste ano.

Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da Influenza tradicional, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga. A vacinação segue como a principal estratégia de prevenção, além de medidas como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas respiratórios e manutenção de ambientes bem ventilados.

Nesse contexto, a bióloga, mestre em Genética e Genômica e assessora científica da Biomédica - Inteligência Diagnóstica, Thaís Ignez, destaca a importância do diagnóstico molecular para a detecção correta das variantes circulantes. A empresa disponibiliza kits de qPCR capazes de identificar diferentes genótipos de Influenza, incluindo H1N1, H3N2, H5N1, H7N9 - entre eles, a variante associada à gripe K -, todos com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os testes são utilizados, principalmente, por secretarias estaduais de saúde, com destaque para a Secretaria de Saúde de São Paulo, além de hospitais e laboratórios ligados ao poder público. Desde novembro, a Biomédica observa crescimento na demanda por exames de Influenza e painéis respiratórios, movimento sazonal comum nos meses de verão, mas que tem se intensificado neste período.

Ainda segundo a especialista, o diagnóstico laboratorial preciso é fundamental não apenas para a condução clínica adequada, mas para a vigilância epidemiológica. “A identificação rápida e correta do subtipo de Influenza permite orientar melhor o manejo do paciente e fornece dados essenciais para o monitoramento da circulação viral no país, especialmente em momentos de surgimento de novas variantes”, afirma.

Além dos testes específicos para a Influenza, a Biomédica também oferece painéis respiratórios por qPCR com até 22 alvos, capazes de detectar, simultaneamente, vírus e bactérias como Adenovírus, Bocavírus, Influenza A e B, RSV, Coronavírus e Pneumococo, otimizando tempo e recursos laboratoriais.

No Brasil, a Biomédica é a única empresa a comercializar o teste Flu Typing II da Certest Viasure, capaz de identificar diferentes subtipos de Influenza, incluindo a variante associada à gripe K. Além disso, embora existam outros exames no mercado, nenhum deles é liofilizado - característica que permite armazenamento em temperatura ambiente e validade de até 24 meses, o que facilita a logística em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Embora o Ministério da Saúde não tenha identificado aumento de gravidade associado à gripe K até o momento, o cenário global reforça a necessidade de vigilância contínua e preparo dos serviços de saúde. “O diagnóstico molecular tem um papel estratégico na detecção precoce de surtos e na diferenciação entre vírus com sintomas semelhantes, o que impacta nas decisões clínicas e em políticas públicas de saúde”, finaliza Thaís.

 

Biomédica - Inteligência Diagnóstica 


Quando o raro não é tão raro: entidade pressiona por implementação do Plano Nacional de Doenças Raras

28/01 – Dia Mundial das Doenças Raras 

 

“Enxergue o Raro” é o tema do Dia Mundial das Doenças Raras e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) chama a atenção para a urgência em tirar do papel o Plano Nacional de Doenças Raras e organizar uma resposta mais efetiva no país.  

 

Estima-se que existam mais de 6 mil doenças raras, a maioria crônicas e progressivas; entre 70% e 80% têm origem genética e, dessas, cerca de 70% começam na infância. No mundo, mais de 300 milhões de pessoas vivem com alguma patologia rara (entre 3,5% e 5,9% da população). No Brasil, mais de 13 milhões convivem com essas condições — número provavelmente subestimado pelo subdiagnóstico. Como grupo, elas não são tão raras assim. 

 

Pela definição adotada no país, uma doença é considerada rara quando afeta até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes (aproximadamente 1 a cada 1500 habitantes). Entre elas, destacam-se as imunodeficiências primárias, hoje chamadas de erros inatos da imunidade (EII), acompanhadas por especialistas em Alergia e Imunologia. 

 

“As patologias consideradas raras de natureza imunológica podem apresentar uma grande diversidade de sinais e sintomas, com manifestações relativamente frequentes que podem simular doenças comuns, e estes variam de doença para doença e de indivíduo para indivíduo com o mesmo diagnóstico, o que contribui para o atraso do diagnóstico”, afirma a Dra. Ekaterini Goudouris, coordenadora do Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da ASBAI.  

 

O cuidado deve ser multidisciplinar — clínico, fisioterapêutico, fonoaudiológico e psicoterapêutico, entre outros — para aliviar sintomas e retardar sua progressão; alguns EII têm possibilidade de cura com transplante de medula óssea, idealmente realizado precocemente. 

 

Apesar de o Brasil adotar desde 2014 a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras e o SUS ofertar prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manejo de sintomas, as lacunas são expressivas: “a judicialização cresceu 21,3% entre 2022 e 2024, e há protocolos clínicos no SUS para apenas cerca de 1% das doenças raras conhecidas”, conta Dra. Ekaterini, da ASBAI.  

 

Em tramitação, o Projeto de Lei 109/2025 — já aprovado na Comissão de Saúde — cria o Sistema Nacional de Monitoramento de Doenças Raras no SUS; o registro prévio do paciente passaria a ser condição para acesso a medicamentos de alto custo e para participação em pesquisas clínicas. O texto aguarda análise na CCJ. 

 

“É preciso implementar de fato o Plano Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, ampliar o acesso a testes diagnósticos, habilitar mais centros, capacitar profissionais, fortalecer a rede de referência, garantir financiamento estável e envolver organizações de pacientes. O objetivo é reduzir o atraso diagnóstico, ampliar a cobertura terapêutica e melhorar a qualidade de vida de quem convive com uma doença rara no país”, explica a Coordenadora de Erros Inatos da Imunidade da ASBAI.  

 

Doenças Raras perde um símbolo – Coincidentemente, no mês dedicado às doenças raras, o Brasil perdeu Regina Próspero, uma de suas referências na busca por qualidade de vida digna e aceitável para os portadores de doenças raras.  

 

"A dedicação e a visão de Regina Próspero foram um verdadeiro farol para a comunidade de doenças raras no Brasil. Sua incansável atuação na fundação do Instituto Vidas Raras e sua habilidade em promover o diálogo institucional e a incidência política transformaram a realidade de milhares de famílias. É inspirador ver como seu compromisso com a dignidade humana e a justiça social pavimentou o caminho para redes de apoio mais robustas e espaços mais inclusivos. Regina foi, sem dúvida, uma referência e um exemplo a ser seguido por todos nós que lutamos por um futuro mais justo para essas pessoas", comenta a presidente da ASBAI, Dra. Fátima Rodrigues Fernandes.  



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Ventilador ou ar-condicionado: qual é a melhor escolha para enfrentar o calor sem prejudicar a saúde?

 


Especialista explica como ventilador e ar-condicionado afetam a saúde respiratória e orienta cuidados essenciais para usar cada aparelho com segurança durante os dias mais quentes

 

 Quando o calor aperta, a busca por alívio é imediata. Ventilador ligado a noite toda, ar-condicionado em temperatura baixa ou a combinação dos dois viram aliados quase automáticos. Mas, do ponto de vista da saúde respiratória, será que todas essas escolhas são inofensivas? A resposta não é tão simples — e depende tanto do aparelho quanto de quem está exposto a ele. 

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Anike Nascimbem, do Hospital Paulista, ventilador e ar-condicionado têm efeitos diferentes sobre o organismo e apresentam vantagens e limitações que precisam ser consideradas, especialmente por pessoas com doenças respiratórias. 

“Do ponto de vista respiratório, o ar-condicionado tende a ser a opção mais saudável, principalmente para pacientes com rinite e asma, porque ele promove a filtragem do ar, reduzindo a circulação de poeira, partículas e outros agentes irritantes”, explica a médica.

 

Ar filtrado ajuda, mas exige atenção 

A capacidade de filtrar o ar faz do ar-condicionado um aliado importante para quem sofre com alergias respiratórias. No entanto, o benefício vem acompanhado de um efeito colateral conhecido: o ressecamento das mucosas. “O ar-condicionado pode ressecar o nariz, a garganta e as vias aéreas, o que favorece irritações, desconforto e até sangramentos nasais em algumas pessoas”, alerta Dra. Anike. Por isso, o uso prolongado, especialmente em temperaturas muito baixas, deve ser evitado.

 

Ventilador: sensação de alívio, mas sem proteção 

Já o ventilador funciona de forma bem diferente. Ele não resfria nem filtra o ar — apenas o movimenta. Isso faz com que o ambiente pareça mais fresco, mas também favorece a circulação de poeira, ácaros, vírus e outros alérgenos. “Para pessoas alérgicas ou asmáticas, o ventilador pode piorar os sintomas justamente porque espalha essas partículas pelo ambiente”, explica a especialista. Por outro lado, como não resseca tanto as mucosas, ele pode ser melhor tolerado por quem não tem doenças respiratórias.

 

Rinite e sinusite: como evitar crises 

Tanto o ventilador quanto o ar-condicionado podem contribuir para o agravamento de crises de rinite e sinusite se usados sem cuidados. A chave está no equilíbrio. “Manter o ambiente adequadamente umidificado, investir na hidratação oral e fazer a lavagem nasal com solução salina são medidas simples, mas muito eficazes”, orienta a médica. Umidificadores de ar podem ajudar, desde que sejam higienizados corretamente para não se tornarem focos de fungos e bactérias.

 

Limpeza faz toda a diferença 

Independentemente da escolha, a manutenção dos aparelhos é fundamental para a saúde. Ventiladores acumulam poeira nas hélices e grades, enquanto filtros de ar-condicionado sujos perdem eficiência e se transformam em fontes de contaminação. “A limpeza regular dos aparelhos, dos filtros e do ambiente como um todo é indispensável. Não adianta investir em tecnologia se o ar que circula está contaminado”, reforça Dra. Anike.

 

Atenção redobrada para grupos mais sensíveis 

Crianças, idosos e pessoas com alergias respiratórias fazem parte do grupo que mais sente os efeitos do uso inadequado desses aparelhos. Para eles, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos. “Essas populações se beneficiam do uso de ventiladores e ar-condicionado no verão, desde que todas as recomendações sejam seguidas: higiene dos aparelhos, hidratação adequada, lavagem nasal regular e controle da umidade do ambiente”, afirma a otorrinolaringologista.

 

Conforto térmico com responsabilidade 

No fim das contas, não existe um vilão absoluto quando o assunto é enfrentar o calor. O problema está no uso excessivo, sem manutenção e sem atenção às necessidades individuais. “Ventilador e ar-condicionado podem ser aliados da saúde e do bem-estar. O mais importante é entender como cada um funciona e adotar cuidados simples para que o alívio do calor não venha acompanhado de problemas respiratórios”, conclui Dra. Anike.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Exagerou na folia? Passo a passo para desintoxicar o organismo e retomar a rotina

Nutricionista do CEUB orienta hidratação, sucos naturais e alimentação leve para recuperar o corpo após o Carnaval

 

Dor de cabeça, cansaço, inchaço, desconforto gastrointestinal e queda de energia são queixas comuns no pós-Carnaval e todas têm relação direta com desidratação, sobrecarga do fígado e desequilíbrio nutricional. Segundo Rafaela Vasconcelos, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), não existe “fórmula milagrosa” para eliminar a ressaca ou “limpar” o organismo rapidamente. O caminho mais seguro é apostar em hidratação adequada, alimentação leve e sucos naturais que auxiliam o metabolismo.

 “O corpo precisa de tempo e das condições certas para se recuperar. A ideia do pós-Carnaval não é fazer restrições extremas, mas facilitar o trabalho do fígado, do intestino e repor nutrientes perdidos”, explica a especialista.


 Reidratar é o primeiro passo

A desidratação acumulada compromete o funcionamento do organismo e intensifica sintomas como fadiga e dor de cabeça. Rafaela Vasconcelos indica:

  • Consumir pelo menos 2 litros de água ao longo do dia.
  • Fracionar a ingestão de líquidos, evitando grandes volumes de uma só vez.
  • Usar água de coco e chás leves (como hortelã ou camomila), sem açúcar.
  • Alimentação leve para “desafogar” o organismo. 

No pós-folia, refeições pesadas, ricas em gordura e ultraprocessados dificultam ainda mais a digestão e prolongam o mal-estar. “A prioridade deve ser alimentação simples, com verduras, legumes, frutas e proteínas magras. Isso ajuda o fígado a metabolizar o álcool residual e reduz inflamações”, orienta a nutricionista do CEUB.

 

O que priorizar nos primeiros dias

  • Verduras e legumes cozidos ou crus
  • Arroz, batata, mandioca e outros carboidratos simples
  • Ovos, frango, peixe e leguminosas
  • Frutas ricas em água e antioxidantes


O que evitar temporariamente

  • Frituras e alimentos muito gordurosos
  • Ultraprocessados e excesso de açúcar
  • Bebidas alcoólicas nos dias seguintes

 

Sucos naturais: aliados da recuperação

Os sucos não fazem o detox sozinhos, mas ajudam na hidratação, fornecem vitaminas e facilitam a digestão, quando usados de forma equilibrada. Entre as combinações recomendadas pela nutricionista do CEUB, estão:

  • Abacaxi + hortelã + água: refrescante, ajuda na digestão
  • Melancia + gengibre: hidrata e auxilia no combate ao inchaço
  • Laranja + cenoura: fonte de vitamina C e betacaroteno
  • Couve + maçã + limão: rica em fibras e antioxidantes 

“O ideal é consumir os sucos sem açúcar e como complemento da alimentação, não como substituição de refeições”, ressalta Rafaela.

 

Atenção aos sinais do corpo

Caso surjam sintomas como náuseas persistentes, vômitos, diarreia ou febre, a orientação é suspender alimentos suspeitos, reforçar a hidratação e procurar atendimento de saúde. Segundo a especialista, esses sinais podem indicar infecções alimentares adquiridas durante o Carnaval. “Com escolhas conscientes no pós-folia, é possível recuperar o organismo mais rapidamente e retomar a rotina com disposição”, conclui a docente do CEUB.


Fevereiro Roxo: diagnóstico precoce melhora qualidade de vida de pacientes

Alzheimer está entre as doenças lembradas em fevereiro
 Freepix
Campanha reforça conscientização sobre Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus, três doenças crônicas e desafiadoras a pacientes e famílias


A campanha “Fevereiro Roxo” chama a atenção para a conscientização sobre lúpus eritematoso sistêmico, fibromialgia e Alzheimer. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e reforçar a importância do cuidado contínuo. A mobilização é conjunta porque as três doenças são crônicas, não têm cura, apresentam diagnóstico desafiador e geram grande impacto na qualidade de vida de pacientes e famílias, exigindo acolhimento e acompanhamento multidisciplinar permanente. 

Nesse contexto, as ações durante o mês reforçam a informação como ferramenta essencial para reduzir estigmas, acelerar diagnósticos e promover mais qualidade de vida. “Ao dar visibilidade ao Alzheimer, à fibromialgia e ao lúpus, a campanha chama atenção para a necessidade do acompanhamento médico contínuo, do cuidado multidisciplinar e do apoio familiar, fundamentais para o controle das doenças e para o bem-estar físico e emocional de quem convive com condições crônicas no dia a dia”, destaca Leonardo de Deus, neurologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP).

 

Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca perda progressiva de memória e de outras funções cerebrais, comprometendo a independência do paciente. O tratamento envolve acompanhamento multidisciplinar e uso de medicamentos para controle dos sintomas. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença responda por 60% a 70% dos casos de demência no mundo, condição que afeta entre 55 e 57 milhões de pessoas globalmente. No Brasil, cerca de 1,8 milhão de idosos convivem com algum tipo de demência, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Para o neurologista, a luta contra a doença passa pelo reconhecimento precoce dos sinais de alerta: “Entre eles estão esquecimentos de fatos recentes, desorientação em locais conhecidos, repetição de falas e dificuldade para resolver problemas ou realizar tarefas do dia a dia. Em estágios mais avançados, há perda do autocuidado e quadros de confusão.”

 

Fibromialgia

A fibromialgia é caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, fadiga, sono não reparador e alterações de memória e concentração. A condição afeta cerca de 3% dos brasileiros, com maior incidência em mulheres entre 25 e 50 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. 

De acordo com André Lyrio, reumatologista também do Vera Cruz Hospital, o tratamento tem como principal objetivo o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida: “A abordagem é individualizada e inclui, especialmente, a prática orientada de atividades físicas, além de terapias de suporte que auxiliam no bem-estar global do paciente.”

 

Lúpus

Fadiga, dores articulares, manchas na pele e queda de cabelo estão entre os principais sintomas do lúpus eritematoso sistêmico, doença crônica e autoimune que pode causar inflamação em diferentes órgãos do corpo. No Brasil, cerca de 65 mil pessoas convivem com a condição, com predominância em mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. “O tratamento da doença envolve o uso de medicações específicas, associado à adoção de hábitos de vida saudáveis, fundamentais para o controle da doença, redução das crises e melhora da qualidade de vida do paciente”, pontua Lyrio.

 

Vera Cruz Hospital


Diabetes tipo 2 e calvície ganham tratamento gratuito em estudo clínico

Synvia, a maior empresa latino-americana de pesquisa clínica, abre vagas para homens e mulheres. Voluntários passarão por bateria de exames e irão receber tratamento especializado gratuito

 

A Synvia, maior empresa de estudos clínicos para medicamentos da América Latina, abriu novas frentes de pesquisas clínicas voltadas ao tratamento da alopecia (calvície) feminina e masculina e ao controle do diabetes tipo 2. Os estudos oferecem acesso gratuito ao tratamento, acompanhamento médico especializado em todas as etapas e exames completos, reforçando o compromisso da companhia com a promoção da saúde e o avanço da ciência no Brasil. 

Para mulheres que convivem com queda de cabelo e afinamento dos fios, a Synvia conduz um estudo clínico para o tratamento da alopecia. Podem participar mulheres entre 18 e 50 anos, com diagnóstico de alopecia em graus 2 a 4. As participantes terão acompanhamento médico contínuo, acesso ao tratamento sem custos, exames capilares completos realizados por equipe especializada e reembolso das despesas com transporte. 

Também está em andamento um estudo clínico voltado a homens com diagnóstico de alopecia androgenética. Podem participar homens entre 18 e 60 anos, que atendam aos critérios médicos do protocolo. Assim como no estudo feminino, os voluntários terão acesso gratuito ao tratamento, acompanhamento médico e exames especializados ao longo de todo o processo. 

Além dos estudos em alopecia, a Synvia abriu uma frente de pesquisa clínica para pessoas com diabetes tipo 2. A condição afeta 10,2% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, sendo a tipo 2 muito mais incidente. Ela está associada a questão graves de saúde, como infarto, AVC e problemas renais. 

Podem participar do estudo adultos com mais de 18 anos que façam uso apenas de metformina para o controle da doença, não tenham histórico recente de infarto, AVC ou outros problemas cardíacos graves nos últimos três meses e não tenham sido submetidos à cirurgia bariátrica. O estudo oferece tratamento médico especializado totalmente gratuito. 

“Participar de uma pesquisa clínica é uma oportunidade de cuidar da própria saúde, ter acesso a acompanhamento médico qualificado e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento de tratamentos que podem beneficiar milhares de pessoas”, destaca Erica Prado, gerente de pesquisa clínica da Synvia. 

Os interessados em participar dos estudos podem entrar em contato via WhatsApp pelo número (19) 99488-4962 para obter mais informações e verificar os critérios de elegibilidade. Também é possível consultar os estudos disponíveis diretamente pelo site saudepesquisa.com.br. Os atendimentos presenciais acontecem em São Paulo, na Av. Marquês de São Vicente, 182, 1º andar, salas 13 e 14 – Barra Funda, São Paulo - SP, próximo ao metrô, somente mediante agendamento prévio.


Como a inteligência artificial e as técnicas menos invasivas estão transformando a cirurgia plástica

Alta tecnologia, mais segurança e personalização marcam a nova fase dos procedimentos estéticos


A cirurgia plástica passa por uma transformação impulsionada pela tecnologia e por uma mudança no perfil dos pacientes. O que antes era associado a intervenções extensas e longos períodos de recuperação dá lugar a procedimentos mais planejados, menos invasivos e com foco em resultados naturais. 

Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que o volume global de procedimentos estéticos ultrapassa dezenas de milhões por ano, com crescimento consistente dos tratamentos minimamente invasivos. Aplicações de toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores já representam a maior parte das intervenções realizadas no mundo, sinalizando uma preferência por abordagens menos agressivas e com recuperação mais rápida. 

Nesse cenário, a inteligência artificial começa a ocupar espaço estratégico no consultório. Softwares com simulação tridimensional permitem analisar proporções faciais e corporais, projetar possíveis resultados e alinhar expectativas entre médico e paciente. 

Segundo o cirurgião plástico Dr. Vinicius Julio Camargo, a tecnologia ampliou a previsibilidade dos procedimentos. “A inteligência artificial não substitui o cirurgião, mas melhora a análise e o planejamento. Hoje conseguimos mostrar simulações mais realistas e discutir possibilidades com mais clareza, o que aumenta a segurança e reduz frustrações”, afirma. 

Além do planejamento digital, técnicas cirúrgicas evoluíram para diminuir o trauma ao organismo. Incisões menores, uso de cânulas mais delicadas e associação de tecnologias como laser e ultrassom na lipoaspiração ajudam a reduzir sangramento, dor e tempo de recuperação. 

Para o especialista, a mudança também acompanha uma nova expectativa dos pacientes. “Existe uma busca maior por naturalidade. As pessoas querem melhorar algo que incomoda, mas sem transformar completamente suas características. A tecnologia ajuda justamente a encontrar esse equilíbrio”, explica. 

A combinação entre cirurgia e tratamentos não invasivos também se tornou mais frequente. Em vez de grandes intervenções isoladas, cresce a estratégia de associar técnicas para alcançar resultados mais harmônicos e personalizados. 

Apesar dos avanços, a segurança continua sendo prioridade. “Nenhuma tecnologia elimina riscos. A avaliação individual, exames adequados e a escolha de um profissional habilitado são fundamentais para um bom resultado”, ressalta Dr. Vinicius.


Mais coração, menos susto: incluir o check-up anual no calendário pode salvar sua vida

Infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral matam mais do que todos os tipos de câncer somados; metade dos eventos cardiovasculares poderia ser evitada com diagnóstico precoce e controle de fatores de risco, alerta especialista do Hospital Santa Catarina


O coração bate cerca de 100 mil vezes por dia sem parar e, ainda assim, muita gente só se lembra dele quando algo não vai bem. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte, responsáveis por cerca de 400 mil óbitos anuais. 

Estimativas da entidade mostram que infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral matam mais do que todos os tipos de câncer somados. Metade desses eventos poderia ser evitada com diagnóstico precoce e controle de fatores de risco. Por isso, especialistas reforçam que colocar um check-up no calendário do ano deveria ser tão importante quanto planejar férias, guardar o recibo do imposto de renda ou renovar o passaporte. 

A avaliação cardiovascular anual permite identificar alterações antes do surgimento de qualquer sintoma. O coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dr. José Paulo Novazzi, explica que grande parte das doenças se desenvolve de forma silenciosa e progressiva: “As doenças do coração podem aparecer ao longo da vida e, em suas fases iniciais, comumente não apresentam sintomas. Em um check-up de rotina, o médico pode diagnosticar doenças cardíacas em fase pré-sintomática, iniciar tratamento específico e modificar a evolução da patologia”. 

A consulta clínica completa é sempre o primeiro passo. Nela, são avaliados hábitos, histórico familiar, queixas e sinais físicos que indicam a necessidade de exames complementares. Os exames básicos incluem glicemia, colesterol e outros marcadores metabólicos, eletrocardiograma e teste ergométrico. Dependendo da avaliação, podem ser necessários exames complementares, como ecocardiograma, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), Holter de 24 horas para investigação de arritmias e Tilt Test nos casos de desmaios ou síncopes. 

A recomendação geral é simples: todos os adultos devem fazer acompanhamento cardiológico a partir dos 40 anos. No entanto, muitas pessoas precisam iniciar antes as medidas preventivas, como os hipertensos, diabéticos, fumantes, indivíduos com colesterol elevado, obesos ou pacientes com histórico familiar de doenças cardíacas. Quem inicia atividades físicas, como musculação ou corrida de rua, também deve realizar avaliação prévia. Crianças e adolescentes podem ser encaminhados para uma consulta cardiológica, caso pediatras identifiquem alterações clínicas ou laboratoriais que sugiram risco futuro.
 

Pistas e controle dos fatores de risco

Controlar fatores de risco faz diferença real nas estatísticas. O cardiologista reforça que “o tratamento dos fatores de risco modificáveis, como hipertensão, dislipidemia (alteração dos lipídios no sangue), diabetes mellitus, obesidade, tabagismo, estresse e sedentarismo, é fundamental. Estudos conclusivos mostram redução de eventos cardiovasculares e de mortalidade quando controlamos esses preditores da doença”. 

Além dos exames, o corpo também envia sinais que não devem ser ignorados. Dores no peito, palpitações, desmaios, falta de ar e inchaço merecem avaliação rápida. Sinais considerados “bobos”, como tontura, dor de cabeça persistente, alterações visuais ou zumbido no ouvido, podem ser as primeiras pistas de alterações cardiovasculares que merecem atenção. “Muitas vezes, as doenças do coração exibem sintomas inespecíficos em sua fase inicial. Esse fato valoriza a importância do check-up preventivo”, afirma o médico. 

A prevenção não termina na porta do consultório. Alimentação equilibrada, atividade física regular, evitar o cigarro e acompanhar os próprios resultados ao longo do tempo são hábitos que reduzem riscos e ajudam a envelhecer com vitalidade. Há idosos com mais fôlego do que jovens sedentários justamente por terem cuidado da saúde ao longo da vida, uma diferença que o Dr. Novazzi observa na prática: “Muitas vezes, nos deparamos com indivíduos mais idosos com ótima capacidade física e funcional graças ao estilo de vida adotado nos anos anteriores”. 

Em resumo, se o coração trabalha 24 horas por dia, o mínimo que você pode fazer é reservar uma hora por ano para cuidar dele. Porque, quando o check-up entra na agenda, o infarto e o AVC têm muito menos chance de entrar na sua história. O coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina - Paulista conclui: “As avaliações periódicas identificam os fatores de risco, a intervenção multiprofissional os modifica e o resultado é melhor qualidade de vida e maior sobrevida.

 

Transporte ilegal de medicamentos termossensíveis expõe riscos à saúde e acende alerta sobre quebra da cadeia fria

 

Freepik

Grupo Polar destaca que falhas no controle de temperatura durante transporte clandestino podem comprometer a eficácia de fármacos como o Mounjaro e gerar prejuízos ao paciente e ao sistema de saúde

 

O aumento expressivo na procura por medicamentos indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e utilizados também para emagrecimento tem acendido um alerta no setor de saúde. Casos recentes de apreensão de produtos transportados de forma clandestina evidenciam não apenas um problema de ilegalidade, mas um risco real à saúde pública: a quebra da cadeia fria e a consequente perda de eficácia terapêutica. 

Entre os medicamentos mais visados está o Mounjaro (tirzepatida) um fármaco injetável de alto custo e uso controlado, que exige condições rigorosas de armazenamento e transporte. Em janeiro, um caso chamou atenção ao revelar o transporte irregular de centenas de ampolas escondidas em almofadas de pescoço dentro de um ônibus de turismo, no interior de São Paulo. Episódios como esse reforçam a dimensão do mercado paralelo e seus potenciais impactos. 

Em janeiro, uma mulher foi presa ao ser flagrada transportando 246 ampolas de Mounjaro escondidas dentro de almofadas de pescoço, em um ônibus de turismo na Rodovia Raposo Tavares, em Assis (SP). O caso chamou atenção pela forma improvisada do transporte. 

Segundo Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica e estratégica em cold chain do Grupo Polar, o maior risco não está apenas na origem do produto, mas nas condições às quais ele foi submetido ao longo do trajeto. “Medicamentos como o Mounjaro integram a cadeia de frio e precisam ser mantidos entre 2°C e 8°C durante fabricação, armazenamento e transporte. Qualquer variação fora desses parâmetros pode comprometer a estabilidade da molécula, reduzindo a potência terapêutica e, em casos mais graves, afetando a segurança do paciente”, explica. 

A especialista destaca que, embora a bula permita um período limitado fora da refrigeração em condições específicas e controladas, essa previsão é destinada ao uso pelo paciente, não ao transporte irregular. “No comércio clandestino, não há qualquer garantia de controle de tempo ou temperatura. O produto pode ter sido exposto a calor excessivo, congelamento ou oscilações repetidas, o que chamamos de excursões térmicas”, afirma. 

As excursões térmicas são especialmente preocupantes porque seus efeitos são invisíveis. A embalagem pode aparentar integridade, mas o medicamento pode já ter perdido parte de sua eficácia. Para o paciente, isso pode resultar em falha no tratamento, frustração com o resultado esperado, prejuízo financeiro e, sobretudo, risco à saúde. 

A aquisição de medicamentos deve ser feita exclusivamente em estabelecimentos licenciados, com prescrição médica e garantia de procedência. “A saúde começa pela escolha consciente do que se consome. Em se tratando de medicamentos termolábeis, confiar na cadeia regular é confiar na eficácia e na segurança do tratamento”, conclui.


Luteína FloraGLO® da Kemin agora autorizada no Brasil para crianças e adolescentes

 

ANVISA amplia o acesso à luteína proveniente de Tagetes erecta para idades entre nove e 18 anos
 

A Kemin Industries, fabricante global de ingredientes que busca transformar de forma sustentável a qualidade de vida diariamente para 80% da população mundial com seus produtos e serviços, anuncia que a autoridade regulatória brasileira, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), autorizou o uso ampliado da luteína proveniente das flores de Tagetes erecta em suplementos alimentares para crianças e adolescentes dos nove aos 18 anos. A Kemin se orgulha da sua contribuição para este importante marco regulatório, um avanço significativo no apoio à saúde ocular e cerebral ao longo da vida das famílias brasileiras.

Enquanto a nutrição tradicional costuma focar apenas em vitaminas e minerais essenciais, a Luteína FloraGLO oferece uma abordagem cientificamente comprovada como solução multissistêmica para a saúde dos olhos e do cérebro, ajudando crianças e adolescentes a prosperarem em um mundo saturado de telas e cognitivamente exigente.

Essa abordagem foi comprovada em um estudo clínico revolucionário com crianças pré-adolescentes e adolescentes, que destacou o impacto da Luteína FloraGLO em dois sistemas biológicos interdependentes, mostrando benefícios mensuráveis na redução da fadiga ocular e na melhoria das funções cognitivas.

“Os jovens de hoje enfrentam um aumento do tempo de tela e hábitos alimentares seletivos, que podem gerar lacunas nutricionais críticas”, disse Rosemeire Shiraishi, Country Manager – América do Sul, Kemin Human Nutrition and Health. “A Luteína FloraGLO ajuda a preencher essas lacunas, oferecendo suporte direcionado para olhos e mentes em desenvolvimento, incluindo proteção contra luz azul nociva e reforço da resiliência cognitiva.”

Com mais de 100 publicações revisadas por pares e confiança de profissionais de cuidados visuais em todo o mundo, a Luteína FloraGLO continua liderando como a marca de luteína mais estudada clinicamente — estabelecendo o padrão para futuras inovações em todas as idades e fases da vida.

“A autorização da ANVISA segue uma rigorosa avaliação científica e regulatória, para a qual a ciência, segurança e qualidade da FloraGLO foram grandes contribuintes”, disse Bárbara Mião, Regulatory Affairs Manager – América Latina, Kemin Human Nutrition and Health. “Este marco reforça nosso compromisso em oferecer soluções confiáveis e de alto impacto para todas as fases da vida, e estamos muito orgulhosos em expandir o alcance da FloraGLO para apoiar famílias em todo o Brasil.”

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Semana sobre conscientização da Síndrome de Asperger reforça importância do diagnóstico e da inclusão

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 Especialista explica como a condição, hoje classificada como TEA nível 1, se manifesta ao longo da vida 

 

 

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, a sociedade amplia o olhar sobre uma condição que integra os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) e que afeta cerca de 37,2 milhões de pessoas em todo o mundo. A data, criada para promover informação e combater o preconceito, reforça a importância do diagnóstico precoce, da inclusão e do respeito às diferenças.

 

Classificada como uma forma mais branda dentro do espectro, muitas vezes chamada de autismo leve ou autismo nível 1, a Síndrome de Asperger compartilha características com o autismo clássico, porém em menor intensidade. O neuropediatra da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr José Gilberto de Brito Henriques, explica que durante muito tempo a síndrome foi considerada uma forma específica de autismo mas que desde 2013, esse termo deixou de ser utilizado oficialmente e passou a integrar a classificação do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com diferentes níveis de suporte.

 

“Do ponto de vista clínico, o que historicamente diferenciava o Asperger era a presença de inteligência preservada e linguagem funcional, apesar de dificuldades na interação social e de padrões de rigidez comportamental que são características centrais do espectro do autismo. Trata-se, portanto, de indivíduos que se comunicam de maneira funcional, têm cognição preservada, mas apresentam limitações na esfera social e padrões comportamentais mais rígidos”.

 

No cenário brasileiro, o panorama do autismo ganha contornos mais nítidos com os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE no ano passado. O levantamento revelou que mais de 2,4 milhões de brasileiros declararam possuir o diagnóstico de TEA. A prevalência é notavelmente maior entre os homens, que somam 1,4 milhão de casos, uma proporção que alinha à tendência global onde a Síndrome de Asperger chega a ser oito vezes mais diagnosticada no gênero masculino do que no feminino. 

 

Dr. José Gilberto comenta sobre como a síndrome se manifesta ao longo das diferentes fases da vida.

 

“Na infância, são frequentes a rigidez comportamental e dificuldades sociais específicas, muitas vezes identificadas tardiamente, pois a boa capacidade cognitiva pode compensar ou mascarar os sinais iniciais. Já na adolescência, as limitações tornam-se mais evidentes, especialmente nas interações sociais, na busca por pertencimento a grupos e nos relacionamentos afetivos, o que pode gerar sofrimento emocional. Quando chega a vida adulta, as manifestações dependem das intervenções e do acompanhamento realizados anteriormente. Na ausência de diagnóstico ou suporte adequado, o quadro pode permanecer camuflado, sobretudo nas mulheres, que frequentemente recorrem a estratégias de adaptação (masking), mantidas à custa de esforço pessoal e emocional ao longo do tempo”.


 

Transtornos neurológicos na infância associados ao TEA nível 1

 

A maior concentração está na faixa etária de 0 a 44 anos, com destaque para crianças de 5 a 9 anos (2,6%), seguidas pelas de 0 a 4 anos (2,1%), 10 a 14 anos (1,9%) e 15 a 19 anos (1,3%), somando 1,1 milhão de pessoas. Segundo analistas do IBGE, o aumento de diagnósticos na infância está relacionado ao acesso ampliado à informação e à busca ativa de pais e responsáveis por avaliações especializadas.

 

Entre as comorbidades psiquiátricas mais frequentes associadas ao TEA nível 1 está o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Segundo o neuropediatra, Dr José Gilberto, estima-se que cerca de 80% das crianças com TEA apresentam manifestações compatíveis com TDAH, características que muitas vezes são compreendidas dentro do próprio diagnóstico do espectro. Também são comuns os transtornos de aprendizagem, especialmente em áreas como matemática e leitura. 

“Além disso, podem estar presentes transtornos de ansiedade, diferenciando-se a ansiedade como emoção humana natural daquela que se torna limitante e causa prejuízos significativos, e também traços obsessivos que aparecem com frequência neste grupo. Embora existam outras possíveis associações, essas são, de forma destacada, as comorbidades mais observadas em pacientes com TEA nível 1”, conclui o especialista da Afya Educação Médica Belo Horizonte.


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