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quinta-feira, 12 de março de 2026

Dragagem de rios garante desenvolvimento e segurança para comunidades ribeirinhas



Com percurso intacto e fluxo renovado, a dragagem não altera nem interfere nos caminhos dos rios

Os serviços de dragagem fazem parte da política pública coordenada pelo
Ministério de
 Portos e Aeroportos e contam com execução técnica
do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)-
 Foto: Divulgação/DNIT

 
A dragagem de rios é um processo fundamental de engenharia fluvial, que permite a remoção de sedimentos, detritos e outros materiais acumulados no fundo de rios, lagos e canais. Longe de ser uma intervenção agressiva, a dragagem é, na verdade, um serviço de manutenção preventiva e corretiva essencial para a saúde dos ecossistemas aquáticos e para a segurança e bem-estar das comunidades ribeirinhas. 

Contrário ao que muitos podem pensar, o processo de dragagem de manutenção não altera o percurso natural do rio. Seu objetivo principal é restaurar ou manter a profundidade e a largura originais do leito, garantindo o fluxo adequado da água e prevenindo problemas decorrentes do assoreamento.

A manutenção dos rios também fortalece o transporte hidroviário, um dos modais mais eficientes e sustentáveis. As embarcações transportam grandes volumes com menor consumo de combustível e menos emissões, reduzindo custos logísticos e facilitando a chegada de alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais, especialmente na região Norte, onde os rios funcionam como verdadeiras estradas para muitas comunidades. 

Nas hidrovias federais, os serviços de dragagem fazem parte da política pública coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e contam com execução técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável por obras e ações de manutenção da infraestrutura hidroviária em diferentes regiões do país. 

“A dragagem de manutenção é uma ação estruturante de política pública. Ao manter o canal com profundidade adequada, garantimos a navegação segura de embarcações que transportam pessoas e itens essenciais para as comunidades ribeirinhas. É uma medida que protege vidas, evita acidentes, assegura o abastecimento e reforça a presença do Estado na manutenção da infraestrutura hídrica”, destacou o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do MPor, Otto Luiz Burlier. 

O diretor de Gestão Hidroviária do MPor, Eliezé Bulhões, explica a dragagem como medida para restabelecer as condições originais de navegabilidade do rio, sem alterar seu percurso natural. "A retirada controlada de sedimentos devolve profundidade ao canal e aumenta a segurança das embarcações. Todo o processo é precedido por estudos ambientais e acompanhado por monitoramento técnico para garantir proteção ao ecossistema e às comunidades que dependem dessa via”, concluiu.
 

Segurança e preservação ambiental

Os processos de dragagem modernos são planejados e executados com rigorosos padrões de segurança e com compromisso com a preservação da fauna e flora local. Antes de qualquer intervenção, são realizados estudos ambientais detalhados para identificar espécies sensíveis e planejar medidas de amenização e compensação. 

A tecnologia atual permite a utilização de equipamentos que minimizam o impacto no ambiente aquático, controlando a dispersão de sedimentos e protegendo os habitats. A monitorização contínua da qualidade da água e da vida selvagem, durante e após a operação, assegura que o ecossistema seja preservado e, em muitos casos, até mesmo melhorado.
 

Benefícios para a população ribeirinha

A dragagem de rios oferece uma série de benefícios diretos e indiretos para as cidades e populações que vivem às margens desses corpos d'água. A remoção de sedimentos que é feita durante a dragagem aumenta a capacidade de vazão do rio, reduzindo significativamente o risco de inundações e alagamentos em áreas urbanas e rurais, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias, e impulsionando a economia local. 

Ao remover o lodo e outros materiais acumulados, a dragagem também contribui para a melhoria da qualidade da água, beneficiando a vida aquática e o abastecimento das comunidades. E facilita atividades como pesca, turismo e transporte fluvial, gerando empregos e renda para a população local. 

A dragagem é um investimento estratégico na infraestrutura hídrica, que garante a funcionalidade dos rios, protege o meio ambiente e promove a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas. É uma ação de cuidado e responsabilidade com nossos recursos naturais e com o futuro das cidades.


42% dos brasileiros acreditam que a frequência de apagões deve aumentar nos próximos anos, aponta pesquisa

 

iStock

Eventos climáticos, sobrecargas e infraestruturas antigas estão entre as principais razões  para as quedas de energia, de acordo com entrevistados

 

De interrupção de atividades a danos em aparelhos eletrônicos: é o que os brasileiros vêm enfrentando com o aumento no número de apagões nos últimos anos. Segundo o Ministério de Minas e Energias, só no primeiro semestre de 2025, o sistema elétrico teve 22 ocorrências de blecautes, quase o dobro em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 13 casos. Ainda no ano passado, no mês de outubro, foi registrado um apagão nacional: um incêndio em uma subestação no Paraná afetou a distribuição de energia para todos os 25 estados do país e o Distrito Federal. 

E o cenário não deve melhorar, pelo menos é o que dizem 42% dos brasileiros, que acreditam que a frequência de falta de energia deve aumentar nos próximos anos. É o que revela uma pesquisa da Descarbonize Soluções, empresa especializada em energia solar e sustentabilidade, que, nas últimas semanas, ouviu brasileiros de todas as regiões sobre suas percepções em relação aos apagões.


 

Para os entrevistados, eventos climáticos intensos (75%), sobrecarga devido ao alto consumo (53%) e infraestrutura elétrica antiga ou com pouca manutenção (52%) são os principais fatores relacionados a apagões e quedas de energia. 

 

Os impactos dos apagões no dia a dia dos brasileiros 

Quedas de energia costumam chegar sem aviso prévio, interrompendo e, em alguns casos, paralisando atividades. Em casa ou no trabalho, a falta de eletricidade afeta desde as tarefas mais simples até as mais complexas. E esse cenário está se tornando cada vez mais comum no país: 95% dos respondentes afirmaram que vivenciaram ao menos um apagão no último ano. Desses, a maior parcela (38%) relatou ter presenciado entre três e cinco quedas de energia, enquanto 13% enfrentaram mais de 10 apagões no período. 

Entre os principais impactos na rotina estão a interrupção do trabalho (68%), suspensão de lazer ou entretenimento (58%) e a dificuldade para realizar tarefas domésticas (56%), efeitos que vão além do simples desconforto e mostram como as falhas no sistema elétrico afetam diretamente a população.


 

Diante dessas situações, brasileiros recorrem a diferentes ações durante blecautes: oito em cada dez entrevistados (81%) disseram que buscar iluminação alternativa, como velas e lanternas, enquanto 33% preferem apenas aguardar o retorno da energia. Já 23% utilizam equipamentos como nobreaks ou power banks como alternativa para garantir o funcionamento de dispositivos, evitando perdas equipamentos.  

Patrick von Schaaffhausen, CEO da Descarbonize Soluções, reflete sobre os danos dos apagões: “A falta de energia não é apenas um incômodo para a população, ela pode trazer prejuízos consideráveis para famílias e empresas. A paralisação do trabalho, além da perda de alimentos e aparelhos eletrônicos são apenas alguns dos prejuízos. São danos que, muitas vezes, vão demandar algum tempo para serem recuperados”.


Quais são as possíveis soluções para se prevenir de apagões?

Para se proteger de apagões e picos de energia, cada vez mais frequentes no país, algumas soluções se mostraram como as mais desejadas pelos brasileiros, caso não houvesse a barreira do custo: investir em energia solar com bateria integrada (78%), adquirir baterias para uso independente da rede (45%) e melhorar a instalação elétrica da casa (43%) estão entre as mais apontadas.

 


 

Mesmo com o interesse crescente, ainda existem dúvidas sobre o funcionamento dessas tecnologias. As principais dúvidas sobre baterias de armazenamento envolvem vida útil e manutenção do equipamento (61%), autonomia (55%) e funcionamento do sistema (53%). 

 

Como funcionam as baterias de armazenamento de energia? 

De modo geral, a vida útil das baterias pode variar entre dois e 20 anos, dependendo da tecnologia utilizada e do nível de uso. Esse tempo é medido pelos chamados ciclos de carga e descarga. Já a manutenção preventiva costuma ser realizada em intervalos de seis meses a um ano. 

Outro ponto central é a autonomia: o tempo que uma bateria consegue manter equipamentos ligados depende da capacidade de armazenamento, da potência e da quantidade de aparelhos conectados e das configurações definidas no inversor. Em relação ao seu funcionamento, as baterias podem armazenar energia de duas formas: 

  •  Por meio de módulos fotovoltaicos: os painéis geram energia a partir da luz solar, que é convertida pelo inversor para uso em residências e empresas. Quando há produção excedente, essa energia é armazenada nas baterias, garantindo o fornecimento durante a noite ou em períodos com pouca geração, como em dias nublados;
  • Por meio da própria rede elétrica: as baterias também podem ser carregadas com energia proveniente da rede, armazenando eletricidade para uso posterior, especialmente em momentos de maior demanda, tarifas mais elevadas ou quedas no fornecimento. O consumidor não precisa necessariamente ter um sistema solar, podendo, inclusive, realizar a instalação das baterias em apartamentos. 

“Com o aumento da frequência de apagões no país, a autonomia energética está se tornando uma prioridade para muitos brasileiros. Uma alternativa viável é a utilização de baterias de armazenamento, especialmente quando associadas a fontes renováveis, como a solar, que ajuda a proteger residências de interrupções imprevistas e dos prejuízos que elas causam”, comenta Schaaffhausen. 

“O comércio é um nicho importante para atuação, sejam restaurantes ou serviços que são muito afetados com perda de receita, clientes e produtos, e que seriam muito beneficiados pelos investimentos em baterias. Para este nicho, a aplicação não é tão impactante financeiramente, e pode se pagar em um único evento de apagão", finaliza ele.

 

Metodologia 

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais. 

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. 

Data de coleta: 11 de fevereiro de 2026.



Descarbonize Soluções
https://descarbonizesolucoes.com.br


Serviço Geológico do Brasil identificou mais de 17,7 mil áreas de risco no país

Foto: Tânia Rego
 Agência Brasil
Ao todo, foram realizados levantamentos em 1,8 mil municípios; os estudos são essenciais para apoiar o poder público municipal em ações para prevenção de desastres 


Com o intuito de contribuir para prevenção de desastres e apoiar os esforços para proteger vidas, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza em todo país estudos que identificam áreas de risco. Mais de 1,8 mil municípios já foram contemplados pelos levantamentos e foram mapeadas mais de 17,7 mil áreas de risco. Os dados constam em dashboard do SGB, atualizado em fevereiro de 2026. 

Além disso, é realizado o monitoramento dos níveis de rios de 19 bacias hidrográficas por meio dos Sistemas de Alerta Hidrológico (SAH). O trabalho ganha ainda mais relevância diante da chegada do período chuvoso e de eventos climáticos extremos. 

Essas ações ajudam na formulação de políticas públicas e de medidas que garantam mais segurança às populações, contribuindo para prevenir ou reduzir impactos de desastres como deslizamentos, erosões e enchentes. 

“Os estudos evidenciam nosso compromisso com os municípios e toda a população brasileira”, destaca o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões. Ele ressalta que os relatórios disponibilizados “fornecem a gestores públicos e às defesas civis instrumentos valiosos para que possam tomar decisões assertivas para salvaguardar vidas e evitar perdas materiais”. Os mapeamentos também ajudam os municípios na captação de recursos destinados a obras preventivas e de resposta a desastres.

  

Foto: Agência Pará

Áreas de risco

Um dos trabalhos realizados é a Cartografia de Áreas de Risco que indica as áreas de risco alto e muito alto associadas a processos de inundações, enchentes, erosões e de movimentos gravitacionais de massa – como deslizamentos e queda de blocos. Os estudos foram realizados em 1.803 municípios (até fevereiro de 2026), nas áreas urbanizadas das cidades e identificaram mais de 4,6 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco no Brasil. 

De acordo com os dados, nos municípios mapeados, já foram identificadas 17,7 mil áreas de risco, sendo 5,5 mil de risco muito alto e 12,1 mil de risco alto. A maior parte dos riscos geológicos está associada a processos de deslizamentos, com 8,8 mil áreas mapeadas. Em seguida, estão os processos de inundação, com 5,7 mil registros.

Áreas de risco nos estados considerando os 1,8 mil municípios mapeados pelo SGB

Estado

Municípios mapeados

Áreas de risco

MG

218

3,6 mil

SC

294

3 mil

RS

133

2,4 mil

ES

77

1,2 mil

PA

96

1,1 mil

PE

115

928

SP

126

904

BA

95

846

AM

62

800

CE

72

459

MA

93

379

RJ

5

346

PR

46

244

AL

27

220

PB

40

192

RO

52

178

AC

22

165

MT

28

163

GO

29

136

SE

31

131

PI

48

102

RN

332

94

AP

8

49

MS

24

42

RR

5

33

DF

1

22

TO

15

9


Estudos realizados

Outros estudos desenvolvidos nas cidades e que também geram subsídios para planejamento territorial, gestão de riscos e prevenção de desastres, são:


Monitoramento e previsão de níveis de rios

O SGB opera 19 Sistemas de Alerta Hidrológico (SAH), que geram previsões sobre os níveis dos rios e possibilitam antecipar cenários para prevenir ou reduzir o impacto de inundações ou secas. São mais de 10 milhões de pessoas beneficiadas, em mais de 100 municípios atendidos.

Em períodos chuvosos que provocam aumento do nível dos rios, o SAH entra em operação e inicia o disparo de boletins de alerta hidrológicos. Esses boletins apresentam previsões de níveis das águas para as próximas horas, além de informações sobre as chuvas. Dessa forma, o SGB auxilia defesas civis e órgãos municipais nas atividades de prevenção e apoio às populações afetadas. Uma das ações que podem ser realizadas, por exemplo, é a remoção de pessoas de áreas com possibilidade de serem inundadas.


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