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domingo, 18 de outubro de 2026

Feromônios felinos: a comunicação invisível no bem-estar dos gatos

Magnific
Sinais químicos naturais influenciam o comportamento dos felinos e podem contribuir para o bem-estar em situações de mudança e desafio ambiental


Quem convive com gatos sabe: eles têm o hábito de se esfregar nas pernas, nos móveis, nos cantos da casa. À primeira vista, parece apenas um gesto de afeto ou um comportamento do dia a dia. Mas, para os felinos, esse movimento tem outra função, é uma forma de comunicação.

Ao encostar a face nessas superfícies, o gato libera os chamados feromônios faciais, que são produzidos por glândulas localizadas na região da cabeça, como bochechas, queixo e ao redor da boca. Ao serem depositadas no ambiente, essas substâncias ajudam o pet a construir uma espécie de “mapa olfativo” que demarca aquele espaço confiável.

“Os feromônios faciais fazem parte de um sistema de comunicação que está diretamente ligado à percepção de segurança. Eles são detectados por um órgão específico, o órgão vomeronasal, e atuam modulando respostas comportamentais associadas ao reconhecimento do território e à sensação de familiaridade”, explica Marina Tiba, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal

Diferente dos humanos, que dependem mais de estímulos visuais, os felinos utilizam intensamente as informações olfativas para interpretar o ambiente ao seu redor.

Quando esse equilíbrio é mantido, o comportamento tende a ser mais estável. No entanto, mudanças como a introdução de novos animais, alterações no espaço, viagens ou até alterações na rotina, podem interferir nesse sistema. “Ao modificar ou eliminar esses sinais, o ambiente deixa de ser reconhecido da mesma forma, o que pode gerar insegurança no felino”, explica a profissional.

Esse cenário ajuda a explicar por que alguns comportamentos surgem de forma aparentemente repentina. A marcação urinária, o aumento da arranhadura, a vocalização ou o isolamento não são, necessariamente, sinais de desobediência, mas respostas a uma mudança na forma como o gato percebe o ambiente.

“Quando há uma ruptura nesse padrão de reconhecimento, o gato perde referências importantes de segurança. Isso pode ativar respostas comportamentais relacionadas ao estresse, muitas vezes antes mesmo de outros sinais clínicos se tornarem evidentes”, explica”, complementa Marina.

Nesse contexto, os feromônios faciais têm um papel importante, pois estão diretamente associados à marcação de familiaridade no ambiente. A partir desse entendimento, foram desenvolvidos análogos sintéticos desses compostos, que buscam reproduzir esses sinais e que ao serem utilizados no ambiente ajudam a restabelecer referências olfativas que contribuem para uma percepção maior de previsibilidade e conforto por parte do animal.

Na prática, esse tipo de abordagem pode auxiliar na redução de comportamentos associados ao estresse, especialmente em situações de mudança ou desafio ambiental, como adaptação a novos espaços, introdução de outros animais ou alterações na rotina.

O uso dessas soluções deve estar associado a um conjunto de cuidados, como enriquecimento ambiental, manutenção de rotina e respeito às necessidades comportamentais da espécie.

No fim, entender o comportamento do gato é também aprender a reconhecer suas formas de comunicação, mesmo aquelas que não são visíveis. Quando o ambiente faz sentido para ele, o bem-estar aparece de forma natural, refletindo em uma convivência mais tranquila e harmoniosa. 



Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br


Gatos castrados precisam de cuidados específicos? Entenda como a alimentação pode ajudar a manter o peso saudável

Imagem gerada por IA
Após a castração, mudanças nas necessidades energéticas e no comportamento alimentar podem exigir atenção redobrada dos tutores; especialista da Mars Pet Nutrition explica como adaptar a rotina

 

A castração é um procedimento que traz benefícios importantes para a saúde e o bem-estar dos gatos, como a prevenção de doenças do sistema reprodutivo e a redução de comportamentos relacionados ao período reprodutivo. Após o procedimento, porém, podem ocorrer mudanças na rotina do animal, incluindo alterações nas necessidades energéticas e no comportamento alimentar.

Isso não significa que todo gato castrado terá necessariamente ganho de peso, mas reforça a importância de individualizar os cuidados. A quantidade de alimento deve considerar fatores como idade, peso, condição corporal e nível de atividade física. Por isso, oferecer comida à vontade, sem acompanhamento das porções, pode não ser a melhor estratégia para todos os animais. Acompanhar o animal de perto e fazer ajustes na alimentação, quando indicados, são cuidados importantes para ajudar na manutenção de um peso saudável.

Uma pesquisa publicada em 2025 no periódico Veterinary Record reforça essa importância. O estudo acompanhou registros de peso e condição corporal de gatos castrados em diferentes idades e identificou diferenças na evolução desses indicadores. A partir dos resultados, os pesquisadores recomendam que o peso e a condição corporal sejam monitorados após a castração, permitindo que a alimentação seja ajustada de acordo com as necessidades de cada animal.

“Depois da castração, não é só a quantidade de alimento que merece atenção. É importante observar o conjunto: o comportamento do gato, o nível de atividade, a condição corporal e até a forma como o alimento é oferecido ao longo do dia. Pequenos ajustes na rotina podem fazer diferença para que o animal mantenha uma condição corporal saudável”, explica Jéssica Yoshida, médica-veterinária e Coordenadora da área de Credibilidade na Mars Pet Nutrition Brasil.

Como as necessidades nutricionais podem mudar após a castração, existem alimentos desenvolvidos especificamente para essa fase da vida. A escolha da opção mais adequada deve considerar fatores como idade, condição corporal, estilo de vida e orientação veterinária.

A hidratação também merece atenção. Os gatos apresentam naturalmente um baixo consumo espontâneo de água, e a inclusão de alimentos úmidos na rotina pode contribuir para aumentar a ingestão hídrica. Além disso, por apresentarem maior teor de água e volume, os alimentos úmidos podem contribuir para a sensação de saciedade. Uma alternativa é combinar alimentos secos e úmidos ao longo do dia, sempre considerando a quantidade total oferecida e as necessidades individuais do animal.

Entre as opções disponíveis para gatos castrados está a linha Optimum™, que inclui alimentos secos e úmidos formulados para atender às necessidades dessa fase da vida. Em comparação com a alimentação para gatos adultos não castrados, as opções para castrados contam com uma composição adaptada, com maior teor de proteínas, menor teor de gordura e maior quantidade de fibras, combinação que pode contribuir para a manutenção da massa muscular, da saciedade e de um peso saudável. A linha também conta com versões em sachê, que, além de fornecer nutrientes, ajudam a complementar a ingestão diária de água.

 

Quais cuidados fazem parte da rotina?

  1. Controle as porções: A quantidade oferecida deve ser adequada às necessidades individuais do gato. Oferecer a quantidade ideal de alimento e acompanhar a condição corporal do pet, ajuda a evitar excessos e facilita ajustes quando necessário.
  2. Observe o corpo, não apenas a balança: O peso é um dos indicadores, mas a condição corporal também deve ser acompanhada. Mudanças na silhueta ou ganho de peso contínuo são sinais para conversar com o médico-veterinário.
  3. Estimule o movimento: Brincadeiras, brinquedos, arranhadores, prateleiras e outras formas de enriquecimento ambiental ajudam a manter o gato ativo física e mentalmente ao longo do dia.
  4. Incentive a ingestão de água: Disponibilizar água fresca em diferentes pontos da casa, utilizar fontes e incluir alimentos úmidos na rotina são estratégias que podem ajudar a aumentar o consumo de líquidos.
  5. Faça acompanhamento veterinário: A avaliação profissional permite acompanhar peso, condição corporal e necessidades nutricionais de cada animal, além de identificar precocemente qualquer alteração que exija atenção.

Mars
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Zoológico de São Paulo registra nascimento de quatro corujas-águia

Uma das maiores aves de rapina noturnas do mundo, espécie pode atingir 1,80 metro de envergadura 

 

O Zoológico de São Paulo ganhou quatro novos moradores no início de setembro. Com peso médio de 48 gramas ao nascer, as aves da espécie Bubo bubo recebem acompanhamento veterinário, que inclui avaliações periódicas de peso, temperatura corporal e desenvolvimento. A identificação do sexo será feita por exames de DNA, previstos para as próximas semanas.

Nativa da Europa, da Ásia e do norte da África, a coruja-águia pode ultrapassar quatro quilos na fase adulta e alcançar 75 centímetros de altura. Sua alimentação é composta principalmente por mamíferos de pequeno e médio porte, além de outras aves. Na natureza, contribui para o equilíbrio dos ecossistemas ao controlar as populações de presas.

Com os novos exemplares, o parque contabiliza nove nascimentos da espécie desde setembro de 2025, quando outros cinco animais vieram ao mundo. Os recém-nascidos recebem uma dieta rica em proteínas e permanecem sob os cuidados da equipe técnica.


Crianças têm entrada gratuita em outubro

Durante outubro, crianças de até 12 anos acompanhadas de um adulto pagante têm entrada gratuita no Zoológico de São Paulo. A promoção integra as comemorações do Dia das Crianças. O parque abriga mais de 2 mil animais de aproximadamente 300 espécies.


Câncer de mama em pets: excesso de peso vem sendo investigado por sua relação com tumores mamários em cadelas

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Controle da alimentação e atenção às mudanças no corpo do animal estão entre os cuidados que podem fazer parte da rotina

 

Sete em cada dez cadelas com tumores mamários estavam acima do peso em um estudo brasileiro. A pesquisa, realizada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e publicada no Austral Journal of Veterinary Sciences analisou 600 cadelas* diagnosticadas com tumores mamários – sendo 54 com tumores benignos e 546 malignos - e suas condições corporais, classificadas entre muito magras, peso ideal, sobrepeso e obesidade. Desse total, 70,2% apresentavam sobrepeso ou obesidade. O excesso de peso também apareceu associado a tumores de grau histológico II. *tabela 01.

Os resultados não significam que a obesidade seja a causa do câncer — e os próprios pesquisadores não encontraram associação entre peso e malignidade, estágio ou metástase em todas as análises. Mas reforçam uma questão que vem ganhando atenção na oncologia veterinária: qual é o papel da alimentação e da manutenção do peso adequado no risco e na evolução dos tumores em cães e gatos?

De acordo com Gabriela Corte Real, veterinária de A Quinta Pet, foodtech de alimentação natural para cães, a obesidade provoca alterações metabólicas e um estado inflamatório crônico no organismo. “Não existe evidência de que uma alimentação específica seja capaz de prevenir o câncer, mas controlar a quantidade de calorias, oferecer uma dieta nutricionalmente equilibrada e evitar o ganho excessivo de peso são medidas que ajudam a manter uma condição corporal saudável, que é justamente um dos fatores que a ciência tem colocado sob investigação quando o assunto é câncer”, explica.

A relação entre obesidade e câncer também é discutida em uma revisão científica conduzida por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), publicada em 2025. O trabalho explica que o tecido adiposo não funciona apenas como reserva de energia. Em excesso, está relacionado a alterações metabólicas, hormonais e à produção de mediadores inflamatórios, criando um estado de inflamação crônica de baixo grau. Essa é uma das possíveis conexões investigadas entre obesidade, desenvolvimento e progressão de tumores em animais.

 

O que o tutor pode fazer no dia a dia?

Para Gabriela, não basta oferecer ingredientes considerados saudáveis. A dieta precisa fornecer proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais nas proporções adequadas para espécie, idade, porte, nível de atividade e condições de saúde do pet. Também é preciso olhar para a quantidade. Mesmo uma alimentação nutricionalmente equilibrada pode levar ao ganho de peso quando é oferecida acima das necessidades energéticas daquele animal. Essas necessidades podem mudar ao longo da vida de acordo com fatores como idade, nível de atividade, castração e presença de doenças.

Petiscos, recompensas, restos oferecidos entre as refeições e alimentos usados para administrar medicamentos também entram nessa conta. As diretrizes de nutrição e controle de peso da American Animal Hospital Association (AAHA) orientam que esses alimentos extras não ultrapassem, juntos, 10% das calorias diárias do animal, justamente para evitar tanto o excesso de energia quanto o desequilíbrio da dieta principal. Por isso, mais importante do que estabelecer um único modelo de alimentação como o correto para todos os pets é observar, sempre com o acompanhamento do veterinário responsável, se aquele animal está recebendo os nutrientes e a quantidade de energia adequados para manter uma boa condição corporal.

 

E quando o câncer já foi diagnosticado?

Nesse momento, a alimentação passa a fazer parte também do suporte ao tratamento. As Diretrizes de Oncologia 2026 da American Animal Hospital Association (AAHA) recomendam que a alimentação seja individualizada de acordo com o diagnóstico de câncer, outras condições de saúde existentes e as necessidades nutricionais de cada paciente.

Segundo Gabriela, nesses períodos a alimentação pode exigir características diferentes das adotadas na rotina de um animal saudável, com maior aporte de proteínas e aminoácidos para preservar a condição corporal e a massa muscular do animal. Além da composição nutricional, ela frisa que aspectos como textura e palatabilidade precisam ser considerados, principalmente quando há redução de apetite ou dificuldade para se alimentar.

A especialista destaca ainda que os avanços da nutrição veterinária vêm impulsionando o desenvolvimento de dietas voltadas a necessidades clínicas específicas, sobretudo para animais em convalescença, internação ou tratamento oncológico. “Já existem opções pensada especificamente para esses períodos. Inclusive, estamos acompanhando de perto a evolução de alguns pacientes que recebem esse suporte nutricional durante o tratamento oncológico”, explica a veterinária, que recentemente participou do desenvolvimento de uma dieta formulada para favorecer elevada síntese proteica, direcionada à cicatrização, à preservação da massa muscular e à resposta imunológica.

A indicação, porém, deve sempre considerar o quadro clínico e ser feita com orientação veterinária. “A alimentação não substitui cirurgia, quimioterapia ou qualquer outro tratamento indicado. Mas pode ocupar um espaço importante tanto antes, ajudando o animal a manter uma condição corporal adequada, quanto durante o tratamento, contribuindo para preservar seu estado nutricional e sua qualidade de vida”, completa.

 

Como o responsável pode ajudar na identificação precoce?

Ao lado da alimentação adequada, existe um cuidado simples que pode ser incorporado à rotina: conhecer o corpo do próprio animal. Os tumores mamários podem começar como pequenos nódulos e, muitas vezes, são indolores. Por isso, esperar que o pet demonstre dor, perda de peso, falta de apetite ou mudança de comportamento pode atrasar a procura pelo médico-veterinário.

Durante momentos de carinho, banho ou escovação, o responsável pode apalpar delicadamente as duas cadeias mamárias, que se estendem da região do tórax até próximo à virilha. Com as pontas dos dedos, sem apertar ou espremer, é possível perceber alterações que antes não estavam presentes: pequenos caroços ou nódulos, áreas endurecidas, aumento de volume ou diferença entre as mamas, vermelhidão, alterações no mamilo, secreções, feridas ou ulcerações.

A palpação não substitui o exame veterinário. Por isso, ao encontrar alguma alteração, procure o veterinário. Um pequeno nódulo percebido enquanto o animal ainda brinca, come e se comporta normalmente pode ser justamente a oportunidade de investigar uma alteração antes que ela avance.

 

Outubro Rosa dos pets: como prevenir e identificar o câncer de mama em cães e gatos

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Assim como em humanos, a prevenção e o diagnóstico precoce são as ferramentas mais poderosas contra esse tumor. Conheça algumas iniciativas preventivas para assegurar uma vida longa e saudável para o seu pet

 

Outubro é o mês em que o mundo se une para aumentar a conscientização sobre o câncer de mama em mulheres. Mas quem ama os animais de estimação precisa saber que essa preocupação se estende a eles. Fica, então, o alerta: pets também desenvolvem câncer de mama! 

“Tanto cães quanto gatos podem ter a doença, mas ela ocorre com muito mais frequência em fêmeas. Em cadelas, 50% dos tumores mamários são malignos. Em gatas, a proporção é ainda maior, com malignidade em 80 a 90% das neoplasias mamárias. Por isso, qualquer nódulo nas mamas dos pets merece investigação veterinária, mesmo que seja pequeno”, explica Dra. Kimberly Karoline Ramos da Costa, especialista do Veros Hospital Veterinário. 

A castração precoce é a melhor forma de prevenção, pois reduz de forma importante o risco de desenvolvimento de câncer de mama, especialmente quando realizada antes dos primeiros cios. Dra. Kimberly lembra que a decisão sobre o melhor momento para castração deve ser individualizada, pois depende da espécie, raça, porte, idade e características de cada animal. “O risco aumenta com a idade e está fortemente relacionado à exposição hormonal, especialmente em fêmeas não esterilizadas. Portanto, deve ser evitado o uso de anticoncepcionais hormonais para impedir o cio, especialmente de forma repetida ou sem indicação veterinária”, avisa a médica-veterinária.

Sinais de alerta

O câncer de mama apresenta altas chances de malignidade, ou seja, pode se espalhar para outras partes do corpo, em um processo chamado metástase. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial. “Quando o tumor é identificado em sua fase inicial, antes de crescer ou invadir tecidos próximos, a probabilidade de cura aumenta significativamente. Além disso, o tratamento pode ser menos agressivo, o que possibilita mais qualidade de vida”, esclarece Dra. Kimberly. 

O primeiro passo para o diagnóstico é a sua observação. Da mesma maneira que as mulheres fazem o autoexame, o tutor deve palpar periodicamente todos os pares de mamas do pet. Se forem verificadas as seguintes alterações, é fundamental procurar um médico veterinário:

  • Nódulos: são “caroços" ou massas endurecidas de diferentes tamanhos, que podem ser únicos ou múltiplos
  • Inchaço: aumento de volume das mamas
  • Secreções: saída de líquido (claro ou com sangue) pelos mamilos


Diagnóstico e tratamento

A triagem e avaliação inicial é feita por meio da citologia: as células da região onde há a alteração são coletadas por meio de uma agulha fina (punção) e estudadas no microscópio. O diagnóstico definitivo acontece pela realização de uma biópsia, que é a retirada de um pequeno fragmento de tecido. O exame define se o tumor é benigno (quando não se dissemina para outros locais do corpo) ou maligno, bem como o seu grau de agressividade. Para verificar o estágio do tumor maligno e se há metástase, são realizados exames de imagem, como radiografia de tórax e ultrassonografia abdominal, além da análise dos linfonodos (os 'gânglios' próximos ao tumor). A tomografia computadorizada também pode ser indicada em casos mais complexos, auxiliando no planejamento da cirurgia e na avaliação dos pulmões. 

“Hoje, o tratamento oncológico se apoia em cirurgia para retirada do tumor e, em alguns casos, quimioterapia ou radioterapia. O veterinário oncologista vai definir as melhores combinações, que são individualizadas e diferem de acordo com o tipo de tumor, grau de agressividade, extensão da doença e características individuais do pet”, diz Dra. Kimberly. 

Ao receber a notícia de que seu melhor amigo tem câncer, o tutor passa por um período delicado, cheio de preocupações. É preciso ter em mente que os avanços da medicina veterinária traçam caminhos de cura ou controle da doença, sempre com foco na preservação do bem-estar e manutenção da qualidade de vida. O atendimento veterinário de alta complexidade engloba suporte multidisciplinar e acompanhamento especializado, além de hospitais com infraestrutura moderna que garantem a máxima segurança e eficiência durante todas as etapas da recuperação, sempre de forma humanizada.


Castração traz ganhos físicos e comportamentais para os pets

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O procedimento melhora a vida dos animais de estimação e exige atenção especial no pós-operatório


A castração traz inúmeros benefícios à saúde de cães e gatos, ajudando a prevenir doenças graves, e contribui para o bem-estar geral, evitando comportamentos de risco. Quando realizada na idade adequada dos animais de estimação, garante ainda mais segurança para o desenvolvimento deles. 

“Esse procedimento ajuda a prevenir tumores de mama em fêmeas castradas antes do primeiro cio, além de evitar infecções uterinas sérias, como a piometra, e reduzir o risco de tumores na próstata e nos testículos dos machos. A castração ainda diminui comportamentos indesejados, como marcação de território, fuga de casa ou agressividade por causa de disputas sexuais” explica Ana Mannuela de Souza Babo, professora do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Barreiras. 

“A melhor época para castrar gatos costuma ser entre 4 e 6 meses de idade, antes que eles tenham o primeiro cio ou comecem a mostrar comportamentos relacionados ao sexo. Para cães de porte pequeno, o ideal é entre 5 e 6 meses. Já os de porte maior podem esperar até cerca de 12 meses. Dessa forma, têm mais tempo para o desenvolvimento dos ossos e das articulações”, afirma a especialista. 

De acordo com a professora, após a castração, muitos animais ficam mais tranquilos e menos impulsivos em relação a comportamentos sexuais e de fuga. “E, apesar da possível redução do metabolismo, a obesidade não é uma consequência inevitável, desde que a alimentação seja controlada. Com o uso de rações específicas e a manutenção de hábitos saudáveis, o pet pode ter uma vida equilibrada e ativa”, esclarece.

O período pós-operatório exige cuidados básicos, mas costuma ser tranquilo para o animal. Ele deve ficar em repouso, evitar saltos ou corridas. “Normalmente, a recuperação leva de uma a duas semanas. Durante esse período, é importante usar no pet colares elisabetanas ou roupas cirúrgicas para impedir que mexa nos pontos. Também é essencial fazer uma inspeção diária na ferida, procurando sinais de infecção, como inchaço, vermelhidão ou secreção. Além disso, não deixe de levá-lo ao veterinário para remover os pontos, se não forem absorvíveis, ou para uma nova avaliação, garantindo uma recuperação segura”, pontua.


Fisioterapia Veterinária: Saiba mais sobre a especialidade que revoluciona a reabilitação de pets

 Modalidade é celebrada em outubro e oferece benefícios físicos e emocionais para cães e gatos, impulsionando a longevidade dos animais de estimação


Assim como acontece com os humanos, cães e gatos também podem precisar de fisioterapia para recuperar movimentos, aliviar dores e retomar a qualidade de vida após cirurgias ou doenças crônicas. Antes vista como um cuidado de luxo, a fisioterapia veterinária hoje é uma das principais aliadas da medicina integrativa e do bem-estar animal. Neste mês de outubro, é celebrado o Dia do Fisioterapeuta e a modalidade ganha destaque pelo seu papel fundamental na recuperação e na longevidade dos pets.

O avanço da modalidade no país reflete um movimento captado pelo PetCenso Saúde, levantamento do ecossistema da Petlove, com destaque para os planos de saúde, e que conta com dados de mais de 1 milhão de cães e gatos no Brasil. O estudo revela que a Ortopedia e Traumatologia já figura como a quarta especialidade médica mais procurada pelos tutores de cães no país, enquanto tratamentos voltados à saúde articular, como o uso do suplemento de Ômega 3 para o controle da artrite, estão entre os cuidados mais frequentes. Além disso, a facilidade de acesso propiciada pelos planos de saúde impulsiona a adesão às terapias, com estimativas da Petlove indicando que tutores com plano realizam três vezes mais exames e procedimentos do que aqueles sem o benefício. 

De acordo com Kelly Kuhn, médica-veterinária da Petlove, a modalidade se revela indispensável no cuidado regenerativo, na restauração de movimentos e na recuperação pós-cirúrgica. 

“A fisioterapia é uma terapia de reabilitação essencial, voltada para a recuperação física, alívio da dor e melhora da qualidade de vida dos animais. É uma grande aliada no tratamento de traumas, fraturas, lesões e enfermidades ortopédicas e neurológicas, além de atuar diretamente no manejo da obesidade, paresia, paralisia e problemas posturais. A fisioterapia atua na prevenção de doenças degenerativas, no alívio de dores agudas ou crônicas e na aceleração do pós-operatório, garantindo que o pet envelheça de forma saudável e ativa”, aponta a veterinária. 

Kelly aborda ainda que terapias manuais, como a massoterapia, são essenciais para aliviar tensões e melhorar a circulação sanguínea e linfática, promovendo a recuperação muscular. Na mesma linha, a acupuntura utiliza agulhas em pontos específicos para o alívio da dor e restauração do equilíbrio, enquanto a quiropraxia foca na melhoria das funções articulares, com atenção especial à coluna vertebral. 

Os ganhos do acompanhamento fisioterápico vão muito além da estrutura física do animal. “Os benefícios englobam a redução do risco de novas lesões, alívio de dores, melhora na locomoção, relaxamento e fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, ao devolver a autonomia e aliviar o desconforto, a fisioterapia impacta diretamente o bem-estar emocional do pet, tornando-o mais confiante, ativo e sociável”, conclui a veterinária da Petlove.

 

Medo de falsificação faz consumidores evitarem compra de medicamentos para pets em marketplaces

 Pesquisa encomendada pelo Sindan indica que a falta de confiança na origem dos produtos é a principal barreira para compras online. Já nos pontos de venda físicos, o preço é o principal entrave


O comércio eletrônico ampliou a oferta de medicamentos veterinários, mas ainda não conquistou a confiança de quem cuida de cães e gatos. Entre os responsáveis por pets que evitam os marketplaces para essa compra, a dúvida sobre a origem do produto supera todos os outros motivos, à frente de preço, prazo de entrega e falta de promoções, segundo o Radar Pet, estudo da Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
 

O levantamento, elaborado em parceria com o Instituto Qualibest entre os meses de junho e julho deste ano, ouviu 2.613 responsáveis de 20 a 65 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do país. Desse total, 1.902 pessoas afirmaram não comprar remédios para o pet em marketplaces, sites que reúnem vendedores e produtos de várias categorias, e foram questionadas sobre o motivo. 

Para 28,4% dos respondentes, a principal razão é a falta de confiança na origem do medicamento ou o receio de ele ser falsificado.


 

Recorrência

A compra desses produtos é frequente. Do total de entrevistados, 26% haviam feito a última aquisição nos sete dias anteriores à pesquisa, 17% nos 15 dias anteriores e 30% no último mês, o que soma 73% com compra recente. Outros 22% compraram nos últimos seis meses e 6% no último ano. A decisão é individual em 55% dos casos, sem consulta a outra pessoa da casa, e esse comportamento é mais comum entre as mulheres, com 59%, e entre quem cuida de cães e gatos ao mesmo tempo, com 65%. Os homens dividem mais a escolha ao decidir em conjunto.

 

Barreiras de consumo

O motivo para não comprar em um canal varia conforme o tipo de ponto de venda. No ambiente digital, o receio se concentra nos marketplaces, sites que reúnem vendedores e produtos de várias categorias. Ali, a dúvida sobre a autenticidade do medicamento pesa mais do que em qualquer outro canal pesquisado. A mesma preocupação aparece, com menos força, na compra por WhatsApp de pet shops de bairro. Já nos sites e aplicativos das redes de pet shop, a barreira é outra: o responsável sente falta de promoções e cupons. Os aplicativos de entrega reúnem as duas queixas, a de preço sem vantagem e a de dúvida sobre a origem do produto. 

No varejo físico, a origem do medicamento quase não é questionada e o obstáculo é o preço. É o que afasta o responsável dos pet shops de bairro, dos pet shops de rede e da compra direta com o médico-veterinário. Nas agropecuárias e aviários, o motivo é mais simples: a maioria dos responsáveis por cães e gatos não conhece esse canal como opção de compra. 

“O responsável está mais informado e quer participar das decisões sobre a saúde do animal. A pesquisa mostra que, no ambiente digital, a principal dúvida dele é a procedência do medicamento. Sem garantia de que o produto é original, a compra não acontece”, diz Gabriela.

 

Percepção de preço e Plano de Saúde

A etapa qualitativa da pesquisa, com quatro grupos de discussão, ajuda a explicar a percepção de preço. Os responsáveis relatam que falta parâmetro para avaliar o valor de um medicamento veterinário, diferentemente do que ocorre com o remédio humano, e identificam classes mais caras, como antibióticos e analgésicos. Medicamentos de uso recorrente exigem gastos constantes, e parte dos participantes admite espaçar a compra além do recomendado. É um comportamento que compromete o tratamento e abre espaço para a busca de ofertas mais baratas em canais sem procedência clara.

 


O Radar Pet também mediu a adesão a planos de saúde para animais. Apenas 18% dos responsáveis têm um plano, com presença maior entre os de 20 a 30 anos (28%), entre quem tem pet com problema crônico (33%) e entre moradores de capitais (23%). A cobertura para emergências, citada por 54%, é o principal motivo da contratação, seguida pela redução de gastos com cuidados veterinários (49%), pela garantia de consultas de rotina (48%) e pelo acesso a exames e procedimentos (46%). Entre quem considerou e não contratou, pesam o custo e a rede credenciada limitada, sobretudo fora das capitais.

 

Pirataria pode chegar a 15% do mercado

A percepção do consumidor encontra respaldo em outro levantamento da entidade. O Radar Vet, pesquisa do Sindan com médicos-veterinários, mostra que 64% dos profissionais consideram quase impossível distinguir um produto pirata do original. Não existem dados oficiais sobre pirataria de medicamentos veterinários no Brasil, mas estima-se que até 15% do mercado seja composto por produtos falsificados, contrabandeados ou sem registro. O setor de saúde animal faturou R$ 12,8 bilhões em 2025, alta de 7,9% sobre o ano anterior, segundo o Sindan. 

A internet é apontada pela entidade como o principal canal de distribuição de medicamentos veterinários piratas no país. O avanço dos marketplaces e do comércio eletrônico multiplicou os pontos de venda e dificultou a fiscalização, o que ampliou a exposição de responsáveis e produtores a ofertas sem procedência clara.

“Um medicamento irregular não passou pelas avaliações de qualidade, segurança e eficácia exigidas da indústria regulada. O risco recai sobre o animal, que pode receber uma dose errada ou um produto sem efeito, e sobre a família, que acredita estar tratando o pet”, afirma Gabriela. Produtos irregulares costumam ser fabricados com matérias-primas de baixa qualidade e sem estudos de bioequivalência. Casos recentes, como a Operação Vaca Brava, revelaram esquemas organizados de falsificação e distribuição ilegal de medicamentos veterinários no país.

 

Como comprar com segurança

Para orientar responsáveis, médicos-veterinários, produtores rurais e revendas, o Sindan mantém a campanha Olhos Abertos, em parceria com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav).

A recomendação, que também vale para o varejo físico, é comprar apenas em revendas autorizadas ou em seus canais digitais oficiais, conferir registro no MAPA, número de lote, validade e rótulo em português, e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Essas checagens reduzem o risco, mas não substituem a escolha de uma fonte com procedência clara. “O médico-veterinário segue como a principal referência para orientar essa compra. Informação de qualidade e um canal confiável fazem parte do tratamento tanto quanto o medicamento em si”, diz a diretora do Sindan.

Suspeitas de irregularidade podem ser registradas no canal Fala.br, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). As denúncias orientam as ações de fiscalização.

 

Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindan sobre a jornada de compra de medicamentos para cães e gatos no Brasil.

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal - Sindan


Dermatite atópica afeta mais de 60% dos cães em atendimento: Elanco aborda saúde da pele pet em congresso nacional

Evento reúne especialistas para discutir doenças alérgicas, parasitas, otites e novos caminhos para o diagnóstico e tratamento de cães e gatos


Coceira persistente, vermelhidão, queda de pelos, feridas e inflamações nos ouvidos estão entre os sinais que podem indicar doenças dermatológicas em cães e gatos, como a dermatite atópica. Sintomas semelhantes, porém, podem apontar alergias alimentares, infestação por pulgas e infecções secundárias. O diagnóstico da causa é uma das principais etapas para definir o tratamento e controlar a recorrência dos quadros.

A relevância do tema aparece também na rotina dos hospitais veterinários. Um estudo¹ publicado em 2025 analisou 491 atendimentos dermatológicos realizados entre 2021 e 2023 em um hospital veterinário de Belém, no Pará. A dermatite atópica foi diagnosticada em 322 casos, correspondendo a 65,8% da amostra. O resultado não representa a prevalência da doença entre os cães brasileiros, mas mostra a frequência com que as enfermidades dermatológicas chegam à clínica.

É nesse cenário que a Elanco Saúde Animal participa do 3º Congresso Brasileiro de Dermatologia Veterinária, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV), de 14 a 16 de outubro, em Foz do Iguaçu (PR). A programação reúne especialistas brasileiros e internacionais para discutir doenças alérgicas, dermatopatias, otites, infecções e outras condições que fazem parte da rotina dos profissionais que atendem cães e gatos.

A Elanco também vai apresentar em seu stand seu portfólio de Aliados da Dermatologia e terá um espaço extra, o espaço Zen, onde será oferecida massagem e haverá um espaço para os palestrantes relaxarem entre as palestras.

A empresa realizará o Simpósio Satélite: Dermatite atópica: Entender a fisiopatologia facilita adequar o tratamento, ministrado pela Dra. Ariana Yang, médica alergista e imunologista, e Dra Rita Carmona, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária e médica-veterinária com mestrado nessa especialidade.

"Doenças dermatológicas costumam exigir uma investigação detalhada porque diferentes condições podem produzir sinais parecidos. No caso do prurido, por exemplo, é preciso considerar desde ectoparasitas e alergias até infecções secundárias. A definição da causa orienta a escolha do tratamento e também ajuda a reduzir a recorrência dos sinais", afirma Camila Camalionte, médica-veterinária, zootecnista e gerente técnica de Pet Health da Elanco.

Entre as condições discutidas está a dermatite alérgica à picada de pulga. A doença ocorre quando o animal desenvolve uma reação à saliva do parasita. A exposição pode provocar coceira intensa e lesões na pele, e os sinais podem persistir mesmo quando o tutor não encontra pulgas no animal.

O controle dos ectoparasitas faz parte do manejo desses casos. A Elanco oferece Credeli™, CredeliTM Plus, Credeli™ Gatos e Seresto™ para o controle de pulgas e carrapatos. A família Credeli oferece a eliminação mais rápida do mercado contra pulgas e carrapatos: Credeli™ é um comprimido pequeno e saborizado administrado mensalmente em cães, CredeliTM Plus oferece proteção multifuncional e conveniência contra carrapatos, pulgas e vermes, enquanto Credeli™ Gatos foi desenvolvido especialmente para eliminação de pulgas em felinos. Seresto™ é uma coleira de ação prolongada que oferece proteção por até oito meses. A tecnologia elimina pulgas e carrapatos por contato em cães e pulgas em gatos.

A dermatite atópica também exige acompanhamento contínuo. Trata-se de uma doença crônica associada à inflamação e ao prurido, que pode apresentar períodos de melhora e piora. O controle da coceira é parte importante do manejo dos cães diagnosticados. Para esses pacientes, a Elanco conta com Zenrelia™, tratamento oral de dose única diária2 indicado para a coceira associada às dermatites alérgica e atópica em cães. O portfólio inclui ainda Neptra™, indicado para o tratamento da otite externa canina, em uma só dose,  Surosolve™, solução para higiene e limpeza dos condutos auditivos de cães e gatos, e PanologTM,  pomada dermatológica e otológica 4 em 1 da Elanco indicada para cães e gatos, atuando como anti-inflamatório, antipruriginoso, antifúngico e antimicrobiano. Juntas, essas soluções formam o portfólio de Aliados da Dermatologia.

"Os quadros dermatológicos afetam diretamente a rotina do animal e também exigem dedicação dos tutores, principalmente quando existe recorrência. Por isso, a adesão ao tratamento e a definição de uma estratégia adequada para cada paciente são pontos importantes na prática clínica. A indústria tem um papel nesse processo ao oferecer alternativas terapêuticas que acompanhem as necessidades identificadas pelo médico-veterinário", afirma Roberta Paiva, gerente de marketing de Pet Health da Elanco.

  


Elanco Animal
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¹ PEIXOTO, Haila Chagas; PINTO, Monique Damasceno; LIMA, Joelson Sousa; MORAES, Carina Martins de; ROOS, Talita Bandeira. Frequência e tratamento da dermatite atópica de cães atendidos em um hospital veterinário em Belém, PA. Facit Business and Technology Journal, v. 1, n. 65, p. 17-30, 2025.

2 Forster S,et al. Veterinary Dermatology. 2025;36:165–176 (v2.0) -Anchor to Text (p.1) Forster1 Forster S, et al. Veterinary Dermatology 2025; 36:825- 837 (v2.0) - Anchor to Text (p.1) Sophie Forster1

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Saiba como acompanhar o envelhecimento do seu pet

Alimentação, acompanhamento veterinário e adaptações na rotina ajudam a identificar mudanças e preservar a qualidade de vida de cães e gatos idosos

 

Assim como acontece com os seres humanos, envelhecer é uma parte natural da vida de cães e gatos. Com os avanços na medicina veterinária, na nutrição e nos cuidados oferecidos pelos responsáveis, os pets também estão vivendo por mais tempo. Cães de pequeno porte, por exemplo, podem chegar aos 18 anos, enquanto os de grande porte podem alcançar cerca de 13 anos. Entre os gatos, a expectativa pode chegar a aproximadamente 20 anos quando criados em ambientes seguros e com os cuidados adequados.

Mais do que representar apenas uma mudança na idade, essa fase vem acompanhada de transformações no organismo e no comportamento dos animais. Redução da atividade física, alterações no metabolismo, mudanças no peso e na mobilidade e necessidades nutricionais diferentes são alguns dos aspectos que podem aparecer ao longo do envelhecimento.

“O envelhecimento é um processo natural e cada animal passa por ele de uma maneira. Por isso, observar o comportamento, a alimentação e a disposição do pet ao longo do tempo ajuda o responsável pelo pet a perceber mudanças e buscar orientação quando necessário”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.

A idade em que um animal passa a ser considerado sênior também não é igual para todos. Para cães, pode-se considerar a partir dos 7 anos, e para gatos a partir dos 10, embora possa ter variação de acordo com o porte e estado fisiológico de cada pet.

Uma das principais adaptações durante o envelhecimento está relacionada à alimentação. Com a redução da atividade física e as mudanças no metabolismo, o controle do peso passa a ter ainda mais importância. Ao mesmo tempo, é necessário garantir nutrientes que contribuam para a manutenção da massa muscular, da saúde intestinal e do funcionamento adequado do organismo.

Proteínas de boa qualidade e alta digestibilidade, fibras, prebióticos, vitaminas, minerais e antioxidantes podem fazer parte de uma alimentação adequada para essa fase. A composição e a quantidade de alimento, porém, devem considerar as características individuais do animal, como idade, porte, nível de atividade e condições de saúde. Também vale observar mudanças no apetite, na ingestão de água e na mastigação, que podem indicar a necessidade de uma avaliação veterinária.

Alguns animais passam a dormir mais, apresentam menor disposição para atividades ou demonstram dificuldade para subir em móveis, escadas ou realizar movimentos que antes faziam parte da rotina. Nesses casos, os cuidados podem ser adaptados para oferecer mais conforto, sem deixar de estimular o animal de acordo com suas condições.

Passeios e brincadeiras devem respeitar a disposição e a mobilidade de cada pet, enquanto camas, comedouros e outros recursos podem ser posicionados de maneira mais acessível quando necessário. O acompanhamento veterinário também deve fazer parte da rotina, permitindo monitorar peso, mobilidade, saúde oral e outras alterações que podem surgir com a idade.

Mais importante do que olhar apenas para a idade é conhecer os hábitos e as características de cada pet. Observar mudanças graduais e manter consultas periódicas ajuda a identificar novas necessidades e adaptar os cuidados ao longo do envelhecimento, contribuindo para que cães e gatos aproveitem essa fase com mais conforto e qualidade de vida.

 

Special Dog Company


Outubro Rosa: Até 90% dos tumores mamários em gatas são malignos

No Outubro Rosa Pet, médico veterinário chama atenção para a agressividade da doença em felinos e orienta tutores sobre sinais que exigem investigação


Um pequeno nódulo percebido durante um carinho na barriga do pet pode ser o primeiro sinal de um problema que exige investigação. Entre as gatas, de 80% a 90% dos tumores mamários são malignos, segundo o Merck Veterinary Manual. Nas cadelas, aproximadamente metade dos tumores mamários apresenta malignidade. Os números reforçam o alerta do Outubro Rosa Pet para a prevenção e, principalmente, para a identificação precoce da doença. 

O câncer de mama está entre as neoplasias mais relevantes na medicina veterinária. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, os tumores mamários são os mais comuns em cadelas e ocupam a terceira posição entre os cânceres mais frequentes em gatas. O órgão também alerta que o Brasil ainda não possui um registro nacional de casos da doença em animais, o que impede estimar com precisão sua incidência no país. 

Para Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário na WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, o comportamento da doença nos felinos exige atenção especial. “Nas gatas, existe uma probabilidade elevada de o tumor mamário ser maligno. Por isso, qualquer nódulo ou alteração percebida pelo tutor precisa ser avaliada pelo médico-veterinário. Esperar que ele cresça para procurar atendimento pode comprometer as possibilidades de tratamento”, explica.
 

O carinho também pode ajudar a perceber alterações

Os tumores mamários podem começar como pequenos nódulos e passar despercebidos, especialmente em animais com pelos longos. Durante os momentos de carinho, o tutor pode observar a região abdominal e as cadeias mamárias e ficar atento ao surgimento de caroços, inchaço, assimetria, secreções, feridas ou mudanças na aparência da pele. 

A observação em casa, porém, não substitui o exame veterinário. Nem todo nódulo é câncer e não é possível determinar apenas pelo toque se uma alteração é benigna ou maligna. 

“Às vezes, o tutor encontra uma estrutura muito pequena e imagina que pode esperar. O problema é que o tamanho não permite definir a natureza daquele nódulo. A orientação é investigar qualquer alteração suspeita, mesmo quando o pet aparentemente está bem”, afirma. 

Nas gatas, a preocupação é ainda maior porque esses tumores apresentam comportamento biológico mais agressivo. O Merck Veterinary Manual aponta que eles têm propensão à metástase para outros locais do organismo, como pulmões e linfonodos.
 

Idade, hormônios e histórico reprodutivo entram na avaliação

O risco não é igual para todos os animais. Idade, predisposição genética, exposição hormonal e histórico reprodutivo estão entre os fatores considerados pelo médico-veterinário. 

O CRMV-SP aponta o uso de anticoncepcionais hormonais entre os fatores associados ao desenvolvimento de tumores mamários e recomenda que esses medicamentos não sejam administrados aos pets sem orientação veterinária. 

A castração realizada em idade adequada também pode exercer papel protetor, especialmente quando feita precocemente. A decisão sobre o momento do procedimento deve ser individualizada e discutida com o médico-veterinário, levando em consideração espécie, raça, idade, condição clínica e outros fatores do animal.
 

Gatas merecem atenção especial

Dados da Cornell University reforçam a agressividade da doença nos felinos. A instituição aponta que os tumores mamários são o terceiro tipo de câncer mais comum em gatos e que mais de 95% dos casos ocorrem em fêmeas. A doença é diagnosticada com maior frequência em animais mais velhos. 

Quando existe suspeita, a investigação pode envolver exame clínico, exames de imagem e análise do tecido para determinar o tipo de tumor. Também pode ser necessário avaliar se a doença atingiu linfonodos, pulmões ou outros órgãos. 

O tratamento é definido de acordo com características como tamanho, localização, tipo do tumor e estágio da doença. A cirurgia tem papel central em muitos casos e, dependendo do diagnóstico, outros tratamentos oncológicos podem ser associados.
 

Sinais que merecem investigação veterinária

A WeVets orienta os tutores a procurarem avaliação ao perceberem nódulos ou caroços próximos às mamas, aumento ou assimetria mamária, vermelhidão, inchaço, dor, secreção, sangramento ou feridas que não cicatrizam na região. Alterações gerais, como perda de peso, redução do apetite e mudanças de comportamento, também devem ser relatadas durante a consulta.

“O principal recado do Outubro Rosa Pet não deve ficar restrito ao mês de outubro. Conhecer o corpo do animal, perceber mudanças e manter o acompanhamento veterinário permite investigar alterações quando elas ainda estão no início. Em oncologia, o momento em que a doença é identificada pode fazer diferença na condução do caso”, conclui.


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