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quarta-feira, 24 de junho de 2026

10 dicas práticas para aproveitar os jogos do Brasil na Copa do Mundo sem descuidar da alimentação

Nutricionista explica como equilibrar petiscos, bebidas e confraternizações durante o torneio sem abrir mão da saúde

  

Em anos de Copa do Mundo, especialmente nos dias de jogos da Seleção Brasileira, é comum que a rotina seja substituída por encontros com amigos, happy hours, churrascos e longas horas em frente à televisão. Para quem busca manter hábitos saudáveis sem deixar de aproveitar o clima de torcida, alguns ajustes simples podem fazer toda a diferença. 

Segundo a nutricionista Nicolle Albanezi, especializada em nutrição de precisão, o segredo está no equilíbrio. “Não é preciso abrir mão dos momentos de confraternização. O mais importante é fazer escolhas conscientes e entender que a saúde é construída pela constância dos hábitos, e não por decisões isoladas”, explica. 

A especialista destaca que um dos erros mais comuns é passar muitas horas sem comer antes das partidas para "compensar" os excessos previstos. Essa estratégia costuma aumentar a fome e favorecer exageros durante o jogo.

Por isso, a recomendação é manter refeições equilibradas ao longo do dia e priorizar proteínas, fibras e hidratação. Além disso, é importante estar atento às calorias escondidas em petiscos, molhos, queijos e bebidas alcoólicas, bastante presentes nas confraternizações esportivas. 

“Assistir ao jogo do Brasil com amigos não precisa significar abandonar os hábitos saudáveis. Aproveite o momento, faça escolhas conscientes e volte para a rotina logo em seguida. O erro mais comum é pensar: ‘já que saí da dieta, vou aproveitar para exagerar o resto do dia ou da semana’. O que faz diferença nos resultados é a consistência ao longo do tempo, não um evento isolado”, afirma Nicolle. 

A especialista também destaca que os dias de jogos devem ser encarados como momentos pontuais dentro de uma rotina saudável. Participar de uma confraternização ou consumir alimentos diferentes não compromete os resultados quando a alimentação equilibrada é retomada logo em seguida. 

“O erro mais comum é pensar: ‘já que saí da alimentação mais equilibrada, vou aproveitar para exagerar o resto do dia ou da semana’. Os jogos duram algumas horas, mas os hábitos permanecem”.
 

10 dicas práticas para equilibrar Copa do Mundo, vida social e alimentação
 

1. Planeje quais encontros e confraternizações realmente valem a pena

Nem todo jogo precisa ser acompanhado de uma grande celebração. Escolher os eventos mais importantes ajuda a manter o equilíbrio ao longo do torneio.
 

2. Não chegue ao jogo com fome

Faça refeições equilibradas antes das partidas para evitar exageros nos petiscos.
 

3. Priorize proteínas ao longo do dia

Carnes magras, ovos, iogurtes e outras fontes proteicas ajudam na saciedade e no controle alimentar.
 

4. Comece pelos alimentos proteicos durante a confraternização

Essa estratégia reduz a fome e ajuda a controlar o consumo dos demais alimentos.
 

5. Faça escolhas inteligentes de petiscos

Espetinhos, carnes grelhadas, queijos em porções moderadas e vegetais costumam ser opções melhores do que frituras em excesso.
 

6. Atenção às calorias invisíveis

Molhos, maioneses, azeites, requeijões e acompanhamentos podem aumentar significativamente a ingestão calórica sem que a pessoa perceba.
 

7. Monte um prato equilibrado sempre que possível

Metade com vegetais, um quarto com proteína e um quarto com carboidratos continua sendo uma boa referência, mesmo em eventos sociais.
 

8. Escolha o protagonista da comemoração

Se optar por consumir bebida alcoólica, modere nos petiscos e sobremesas. O importante é evitar excessos em todas as categorias ao mesmo tempo.
 

9. Evite bebidas muito açucaradas

Drinks cremosos, refrigerantes e energéticos misturados ao álcool aumentam significativamente a ingestão de calorias.
 

10. Hidrate-se e mantenha o corpo em movimento

Intercale bebidas alcoólicas com água, mantenha uma boa hidratação ao longo do dia e preserve a rotina de exercícios durante o campeonato.
 


Nicolle Linhares Albanezi - nutricionista atua há mais de 15 anos na área da nutrição e é pós-graduada em Nutrição de Precisão e Genômica Nutricional. Com abordagem focada na individualidade biológica e na prevenção, desenvolve estratégias personalizadas que vão além do emagrecimento, promovendo autonomia, saúde e qualidade de vida. Formada pela Universidade Paulista (UNIP), une experiência clínica, gestão e ensino em sua trajetória profissional.


CIC Norte abre inscrições para cursos gratuitos de qualificação profissional

O Centro de Integração da Cidadania (CIC) Norte, em parceria com o Fundo Social de São Paulo, promoverá duas turmas de cursos gratuitos de qualificação profissional com início no dia 6 de julho. A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de geração de renda e inserção no mercado de trabalho por meio da capacitação da população.

Serão oferecidos os cursos de Introdução à Automaquiagem, com aulas das 8h às 12h, e Customização de Roupas e Acessórios, das 18h às 22h. As atividades serão realizadas na sede da unidade e cada turma contará com 15 vagas.

Os cursos são gratuitos, oferecem certificado de conclusão e serão realizados entre os dias 6 e 17 de julho de 2026. As vagas são destinadas à população da região, mas estão abertas ao público em geral.

Cursos Gratuitos de Qualificação Profissional
• Introdução à Automaquiagem – das 8h às 12h
• Customização de Roupas e Acessórios – das 18h às 22h

Período: de 6 a 17 de julho de 2026
Endereço: Rua Ari da Rocha Miranda, nº 36


Mitos e verdades: sabonetes antibacterianos na higiene íntima podem elevar infecções?

Profissionais esclarecem como o excesso de produtos com ação bactericida pode alterar o pH da região e remover as defesas naturais do corpo, facilitando o surgimento de vaginoses.

 

Sabe aquela sensação de limpeza extrema que muita gente busca na hora do banho? Quando o assunto é a região íntima, esse excesso de zelo pode se transformar em uma verdadeira armadilha para as mulheres. O uso diário de sabonetes antibacterianos, muitas vezes estimulado por promessas de proteção total, tem sido o gatilho por trás de desconfortos persistentes como coceiras, odores e corrimentos. A Clarizia Saúde da Mulher alerta que, ao tentar eliminar qualquer vestígio de bactéria, o que as mulheres estão fazendo, na verdade, é desarmar as defesas naturais do próprio corpo.

A fisioterapeuta uroginecológica Viviane, sócia da clínica, explica que a região possui um ecossistema próprio e perfeitamente equilibrado, onde os micro-organismos nativos trabalham para manter a acidez local ideal. Quando um produto com ação bactericida entra em cena, ele destrói essa proteção. "Muitas pacientes chegam ao consultório sofrendo com infecções que vão e voltam, sem fazer ideia de que o vilão está no box do banheiro. Esse tipo de sabonete não escolhe o que vai eliminar; ele varre tanto as bactérias ruins quanto as boas, desregulando o pH e deixando o caminho livre para a vaginose", alerta a especialista em saúde da mulher.

Existe um grande mito de que o corpo precisa estar estéril para ser considerado limpo. Na prática, a uroginecologia mostra exatamente o oposto: o segredo da saúde íntima está na convivência harmônica com a nossa flora bacteriana. Quando lavamos a região em excesso ou usamos fórmulas pesadas, removemos a hidratação natural da pele, provocando micro fissuras e ressecamento. É aí que as infecções se instalam, prendendo a mulher em um ciclo vicioso de incômodo e tratamentos repetitivos.

Para quebrar essa rotina de irritações, o caminho é voltar ao básico e simplificar os cuidados no banheiro. A recomendação da equipe médica é usar apenas água corrente e um sabonete neutro ou específico para a área, com moderação e limitando a lavagem apenas à parte externa. A fisioterapeuta lembra que o próprio corpo já sabe como se cuidar. "A genitália feminina tem um mecanismo autolimpante maravilhoso. O segredo é lavar só a vulva, passar longe de duchas internas e esquecer aquela obsessão por perfumes ou limpeza profunda, porque o excesso de química é o pior inimigo da imunidade", conclui a profissional da Clarizia.

 

Fonte: Dra. Alessandra Clarizia | Ginecologista e pós doutora, expert em ginecologia regenerativa - Sócia da Clarizia Saúde da Mulher.

 

Flórida para adultos: roteiros para além dos parques temáticos



Operadora Abreu apresenta experiências que unem gastronomia, cultura, vida noturna, compras, esportes e bem-estar


Conhecida mundialmente pelos parques temáticos e pelas viagens em família, a Flórida também oferece uma ampla variedade de experiências voltadas ao público adulto. Gastronomia, cultura, esportes, compras, vida noturna e bem-estar fazem parte de roteiros que vêm atraindo casais, grupos de amigos e viajantes em busca de uma nova forma de explorar o destino.

Os parques continuam sendo parte importante da experiência, mas não são o único motivo da viagem. Segundo a Abreu, operadora especialista no destino, a Flórida reúne opções capazes de agradar diferentes perfis de viajantes, incluindo aqueles que buscam experiências voltadas ao público adulto.

Com essa nova perspectiva, confira abaixo as dicas dos especialistas da operadora do que fazer em diferentes destinos da Flórida. 


Gastronomia, compras e entretenimento

Orlando se consolidou como um importante destino gastronômico, reunindo restaurantes renomados, bares sofisticados e rooftops animados. O destino conta com 61 restaurantes destacados no Guia Michelin Florida 2026, incluindo seis estrelados e dezenas de estabelecimentos recomendados. 

As compras também fazem parte da experiência, com opções que vão das grifes de luxo do The Mall at Millenia aos tradicionais outlets, como Orlando International Premium Outlets, Orlando Vineland Premium Outlets, Orlando Outlet Marketplace e Lake Buena Vista Factory Stores.

Para os apaixonados por esportes, Orlando oferece jogos do Orlando Magic, da NBA, partidas do Orlando City Soccer Club e do Orlando Pride, além dos confrontos de hóquei no gelo do Orlando Solar Bears. 

Já quem prefere um ritmo mais tranquilo encontra em Winter Park uma charmosa alternativa, com galerias de arte, cafés, restaurantes, passeios pelos canais da cidade e a elegante Park Avenue, conhecida por suas lojas e restaurantes.


Praias, cultura e agito noturno

No litoral da Flórida, Miami combina praias icônicas, vida noturna agitada e uma cena cultural vibrante. Em South Beach, os visitantes encontram beach clubs, bares e restaurantes movimentados, enquanto regiões como Mid-Beach, North Beach e South Pointe Park oferecem um ambiente mais tranquilo para relaxar à beira-mar. A experiência se completa com bairros como Wynwood e Design District, que reúnem arte urbana, arquitetura contemporânea, lojas de luxo e gastronomia de alto nível.

Em Fort Lauderdale, conhecida como a “Veneza da América”, os visitantes podem explorar canais cercados por mansões e iates em passeios de barco, caminhar pelo agradável calçadão à beira-mar e ainda aproveitar a proximidade com o Port Everglades, um dos maiores terminais de cruzeiros do mundo, de onde partem navios rumo ao Caribe e às Bahamas.

Mais ao norte, a região de St. Pete-Clearwater conquista os viajantes com praias de areia branca, águas cristalinas e um clima descontraído. St. Pete Beach proporciona uma atmosfera mais tranquila, ideal para caminhadas à beira-mar, passeios de barco, caiaque e stand-up paddle, enquanto Clearwater Beach oferece excelente infraestrutura, esportes aquáticos e o tradicional pôr do sol no Pier 60.


Aventura, adrenalina e cervejas artesanais

Para os viajantes que apreciam boa gastronomia e cervejas artesanais, Tampa surge como uma excelente opção. Considerada a capital das cervejarias artesanais da Flórida, a cidade reúne rótulos premiados e experiências de degustação em locais como a Cigar City Brewing e a Tampa Bay Brewing Company.

Ainda em Tampa, os amantes de adrenalina também encontram atrações de destaque no Busch Gardens, parque conhecido por algumas das montanhas-russas mais radicais dos Estados Unidos, incluindo Iron Gwazi, SheiKra e Montu, além da torre de queda livre Falcon’s Fury.

Já a Florida Keys oferece uma experiência perfeita para quem gosta de viagens de carro, paisagens naturais e um ritmo mais descontraído. A principal atração é a lendária Overseas Highway, uma estrada cênica que conecta o continente a Key West por cerca de 180 quilômetros, atravessando 42 pontes cercadas por águas azul-turquesa. Ao longo do trajeto, pequenas cidades, marinas e restaurantes à beira-mar transformam a viagem em uma atração por si só.



Abreu
www.abreutur.com.br

 

Na era da Inteligência Artificial, o maior diferencial continua sendo aprender

 Enquanto a taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2026, entre os brasileiros com ensino superior completo o índice ficou em apenas 3,7%, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE. Em um momento em que muitos questionam o valor da educação superior, os números ajudam a recolocar racionalidade no debate: o mercado de trabalho continua premiando qualificação e conhecimento. 

O dado não é apenas estatístico. Ele reflete uma transformação estrutural da economia. Em um cenário marcado pela Inteligência Artificial, automação e aceleração tecnológica, o conhecimento tornou-se um dos ativos mais valiosos para profissionais e organizações. Quanto maior o nível de escolaridade, menores tendem a ser os índices de desemprego e maiores as oportunidades de crescimento profissional. 

É verdade que o diploma, sozinho, já não garante sucesso automático. Mas isso não significa que tenha perdido valor. O que mudou foi a dinâmica do mercado. A formação superior continua sendo um importante instrumento de mobilidade social, geração de renda e desenvolvimento profissional. A diferença é que hoje ela precisa estar conectada à aprendizagem contínua. 

Nesse contexto, ganha força o conceito de lifelong learning, ou aprendizagem ao longo da vida. Se antes era possível concluir a formação acadêmica e utilizar o mesmo repertório profissional durante décadas, hoje o conhecimento se atualiza em velocidade crescente. Aprender deixou de ser uma etapa da vida para se tornar uma necessidade permanente. 

Essa mudança está diretamente relacionada ao avanço da Inteligência Artificial. A tecnologia não elimina a importância da educação; ela aumenta a exigência por profissionais capazes de interpretar cenários, resolver problemas complexos, tomar decisões e integrar competências técnicas e humanas. À medida que atividades repetitivas se tornam automatizadas, cresce a demanda por criatividade, pensamento crítico, comunicação e capacidade de adaptação. 

Mas existe uma dimensão dessa discussão que vai além das trajetórias individuais. A qualificação profissional tornou-se um fator decisivo para a produtividade das empresas e para a competitividade das economias. Em um ambiente global cada vez mais orientado por inovação, os países que conseguem formar e atualizar melhor seus talentos tendem a crescer mais, atrair mais investimentos e gerar empregos de maior valor agregado. 

O Brasil convive há décadas com o desafio da baixa produtividade. Embora diversos fatores expliquem esse cenário, nenhum projeto consistente de desenvolvimento econômico pode ignorar a formação de capital humano. Não existe economia inovadora sem profissionais qualificados. Não existe transformação digital sem pessoas preparadas para liderá-la. E não existe ganho sustentável de competitividade sem investimento contínuo em educação. 

É justamente nesse ambiente que surge uma visão mais ampla do desenvolvimento profissional: a trabalhabilidade. Mais do que conquistar um emprego, trata-se de desenvolver competências que permitam ao indivíduo permanecer relevante ao longo da vida, seja como empregado, empreendedor ou profissional autônomo. Em uma economia dinâmica, a segurança profissional está cada vez menos associada a uma função específica e cada vez mais à capacidade de aprender e se reinventar. 

Essa realidade também impõe desafios às instituições de ensino superior. Não basta ampliar o acesso à educação. É necessário garantir qualidade, conexão com o mercado e aderência às novas demandas da economia digital. Currículos mais flexíveis, metodologias ativas e maior integração com o setor produtivo tornam-se elementos essenciais para uma formação alinhada ao futuro do trabalho. 

Os números do IBGE ajudam a desmontar um falso dilema que frequentemente surge entre educação e mercado. O mercado continua valorizando conhecimento, qualificação e capacidade técnica. O que mudou foi a velocidade com que essas competências precisam ser renovadas. 

Em um mundo transformado pela Inteligência Artificial, a vantagem competitiva mais duradoura continua sendo a capacidade humana de aprender. O diploma não representa o fim da formação. Representa o início de uma jornada permanente de desenvolvimento. Para os profissionais, isso significa mais oportunidades. Para as empresas, mais produtividade. Para o país, mais competitividade. E é justamente por isso que a educação continuará sendo um dos investimentos mais estratégicos para o futuro do Brasil.

 

Jânyo Diniz - CEO do Grupo Ser Educacional. Presidente do Sindicato das Instituições Particulares de Ensino Superior dos estados da Paraíba (SIESPB) e de Pernambuco (SIESPE). Vice-presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem)


Lagartas avançam sobre as pastagens e elevam alerta na pecuária brasileira

Aumento da pressão de pragas em áreas próximas a lavouras exige monitoramento antecipado para evitar perdas severas de forragem e produtividade animal 

 

A intensificação dos ataques de lagartas nas pastagens brasileiras tem acendido um alerta entre os pecuaristas. Tradicionalmente consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm apresentando aumento populacional mais frequente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela expansão de cultivos transgênicos resistentes a lagartas e pelas mudanças no sistema produtivo no campo. O impacto é direto na produção pecuária: quando não controladas rapidamente, as lagartas podem comprometer o estabelecimento das pastagens e reduzir drasticamente a oferta de forragem para o rebanho.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, o cenário exige atenção, principalmente durante o período de formação das pastagens. “Muitos pecuaristas ainda enxergam as lagartas como uma ameaça secundária, mas, hoje, a realidade é diferente. Temos observado ataques mais agressivos e frequentes, principalmente em áreas vizinhas às áreas agrícolas. Em altas infestações, as lagartas conseguem consumir praticamente toda a área foliar disponível em poucos dias, comprometendo o desenvolvimento da forrageira e a capacidade de lotação da área”, alerta Corsini.

Dados técnicos mostram que cada lagarta pode consumir, em média, cerca de 140 cm² de folha de capim durante seu desenvolvimento. A maior parte deste consumo se dá nos dois últimos estágios larvais, que correspondem à 85% do consumo total de alimento do inseto. “O pecuarista precisa entender que o controle precoce faz toda a diferença, sendo recomendável nos primeiros cinco a dez dias da eclosão do ovo. Além disso, é necessário ter atenção especial no período das chuvas e o monitoramento das mariposas adultas é extremamente eficiente para antecipar surtos populacionais e evitar prejuízos maiores”, explica o gerente de Marketing Regional da IHARA.

Ciclo da lagarta exige atenção logo no estabelecimento das pastagens

O período de formação das pastagens é considerado o mais vulnerável aos ataques de lagartas. Isso porque, logo após a germinação, as pequenas plantas forrageiras ainda apresentam baixa capacidade de recuperação diante do consumo foliar intenso provocado pelas pragas.

A lagarta-do-cartucho, também conhecida como lagarta-militar, passa por quatro fases de desenvolvimento: ovo, lagarta, pupa e adulto. A incubação dos ovos ocorre em cerca de três a quatro dias, enquanto a fase larval, na qual ocorre o consumo da forrageira, pode durar de 16 a 20 dias.

Inicialmente, as lagartas raspam as folhas das forrageiras, mas, à medida que crescem, passam a consumir a planta a partir das bordas para o centro, podendo acabar com a área foliar completamente. Após a fase larval, o inseto entra no estágio de pupa, permanecendo protegido no solo por aproximadamente 10 dias até emergir como mariposa adulta. O ciclo recomeça com a oviposição das fêmeas que podem depositar entre 300 e 1.000 ovos nas pastagens, favorecendo explosões populacionais em curto espaço de tempo.

Manejo integrado reduz perdas e preserva produtividade

Especialistas reforçam que o monitoramento das mariposas adultas, responsáveis pela postura dos ovos, permite prever o aumento populacional das lagartas no campo com antecedência de até duas ou três semanas. “Quando o produtor identifica cedo a presença das mariposas, ele ganha tempo para planejar o controle antes que a infestação se torne severa”, destaca Gustavo Corsini.

De forma geral, infestações entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado já justificam o início das operações de controle. Outro ponto de atenção é que os ataques normalmente começam em reboleiras e podem evoluir rapidamente para movimentos migratórios, quando as lagartas caminham em massa em busca de novas áreas com alimento disponível. Quanto antes o foco inicial for controlado, menor será o custo e o impacto na produção de forragem.

Outro fator que preocupa especialistas é a migração das lagartas de áreas agrícolas para as pastagens. Em lavouras de milho, por exemplo, parte das populações pode buscar novas fontes de alimento em áreas de braquiária e panicum. “Hoje, existe uma integração muito grande entre agricultura e pecuária. Por isso, o manejo fitossanitário precisa ser pensado de forma regional e estratégica. O problema não está apenas dentro da porteira da pastagem, mas no entorno dela também”, acrescenta o engenheiro agrônomo da IHARA.

O manejo integrado combina monitoramento constante e a adoção de inseticidas, que vem ganhando espaço por apresentar eficiência no controle sem comprometer inimigos naturais importantes para o equilíbrio do sistema produtivo. “O pecuarista que utiliza inseticidas corretamente, agindo nos focos iniciais, consegue preservar a produtividade da pastagem, reduzir custos e evitar perdas no desempenho animal”, orienta Corsini.

Para auxiliar os pecuaristas no manejo fitossanitário, a IHARA oferece soluções desenvolvidas para o controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e da cigarrinha-das-pastagens (Mahanarva). O inseticida ZEUS apresenta ação rápida e prolongada, contribuindo para maior massa de forragem verde, principalmente em espécies de Brachiaria brizantha, favorecendo o aumento da taxa de lotação animal por área. A tecnologia também auxilia na rotação de mecanismos de ação, estratégia considerada fundamental para evitar o avanço da resistência das pragas.

“Em dois anos de ensaios com ZEUS, o produto apresentou eficácia acima de 95%, resultado extremamente relevante para o pecuarista. A eliminação eficiente das pragas nas pastagens se reflete diretamente no aumento da produtividade animal e na rentabilidade da atividade”, ressalta o consultor da Fundação MT, Thiago Trento.


Cigarrinha também preocupa pecuaristas

Além das lagartas, outro inimigo silencioso das pastagens brasileiras é a cigarrinha-das-pastagens. O inseto sugador injeta toxinas nas gramíneas forrageiras, causando amarelecimento, seca das folhas e redução expressiva da produção de biomassa. Estudos apontam que infestações severas podem reduzir em até 70% a disponibilidade de forragem, impactando diretamente o ganho de peso animal e a lotação das áreas.

“A cigarrinha tem nos deixado extremamente preocupados, porque, ano após ano, a infestação vem aumentando. Nunca vimos uma pressão tão intensa como nas últimas safras”, relata o pecuarista Henrique Prata.

Segundo Gustavo Corsini, períodos chuvosos favorecem a proliferação da praga e exigem monitoramento constante das áreas. “Na época das águas, o produtor espera ter um pasto vigoroso e produtivo. Quando a cigarrinha entra forte, o prejuízo é enorme porque reduz a disponibilidade de alimento justamente no período de maior potencial produtivo das pastagens”, afirma.

Para o controle desse inseto, a IHARA também recomenda a aplicação do inseticida ZEUS. Em ensaios conduzidos pela Fundação MT, o produto apresentou eficácia alta com resultados acima de 95%, contribuindo para maior proteção das pastagens e manutenção da produtividade pecuária.

 


IHARA
Para mais informações, acesse o site da IHARA

 

Compras por impulso no inverno: como a ‘síndrome do carrinho cheio’ afeta as finanças em dias frios

Frio, ócio e mais tempo no celular estão entre os principais motivos das compras por impulso; especialista ensina como evitar que o hábito pese no bolso 

 

Quem nunca entrou em um aplicativo apenas para dar uma “olhadinha” e, alguns minutos depois, percebeu que já tinha colocado vários produtos no carrinho? Esse comportamento, conhecido como "síndrome do carrinho cheio", costuma se intensificar durante o inverno, quando os dias mais frios levam as pessoas a passarem mais tempo dentro de casa e conectadas.

 

O aumento do tempo de tela e do tempo livre em casa cria um ambiente favorável para compras por impulso.  Segundo dados da ABComm, períodos de frio intenso podem elevar em até 15% o faturamento de categorias sazonais do e-commerce. Além disso, mais de 60% dos consumidores afirmam realizar compras impulsivas quando passam mais tempo em casa, expostos a mais anúncios personalizados e ofertas relâmpago.

 

Esse comportamento ocorre em um cenário de forte expansão do comércio eletrônico no país. A expectativa é que o setor movimente cerca de R$260 bilhões em 2026, após registrar R$235,5 bilhões no ano anterior, reforçando o quanto as compras online já fazem parte da rotina dos brasileiros.

 

Quando pequenas compras viram um problema maior 

Embora as compras por impulso sejam comuns, elas podem gerar impactos importantes na vida financeira. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil mostra que 62% dos consumidores brasileiros já fizeram compras não planejadas pela internet. Entre eles, quatro em cada dez afirmam ter gastado mais do que pretendiam, enquanto 35% relatam ter acumulado dívidas ou atrasado pagamentos por causa dessas decisões.

 

Para Marco Afonso, especialista de negócios da Simplic, um dos maiores desafios é justamente a falsa sensação de que pequenos gastos não fazem diferença. "É comum pensar que um gasto de R$30 ou R$50 não vai afetar o orçamento. Mas quando isso acontece várias vezes por semana, o impacto aparece no fechamento da fatura do cartão ou no saldo da conta. O problema não costuma ser uma compra isolada, mas a repetição desse comportamento ao longo do tempo", explica.

 

Além disso, muitas dessas compras acontecem de forma quase automática, sem que o consumidor avalie se realmente precisa do produto ou se está apenas respondendo a um impulso momentâneo.


 

Por que é tão difícil resistir a uma promoção?

 

Durante o inverno, a vontade de ficar mais confortável em casa também pode aumentar os gastos. Roupas de frio, itens para deixar o ambiente mais aconchegante, produtos de cuidados pessoais e pedidos de delivery entram com mais frequência na rotina de muitas pessoas.

 

"Existe também um componente emocional. Em períodos mais frios, as pessoas tendem a buscar pequenas recompensas para tornar a rotina mais agradável. Não há problema nisso, desde que essas decisões sejam tomadas de forma consciente e dentro da realidade financeira de cada um", acrescenta Afonso.


 

Como evitar a ‘síndrome do carrinho cheio’

 

A boa notícia é que alguns hábitos simples podem ajudar a reduzir as compras impulsivas e manter o orçamento sob controle mesmo durante os meses mais frios.

 

Uma possível estratégia é a chamada ‘regra das 24 horas'. A orientação consiste em colocar o produto no carrinho, mas esperar pelo menos um dia antes de finalizar a compra."Na maioria das vezes, aquilo que parece indispensável em um momento deixa de ser prioridade no dia seguinte. Essa pausa ajuda a pensar melhor antes de comprar", explica o especialista.

 

Afonso também recomenda criar uma lista do que realmente precisa ser comprado antes mesmo de acessar aplicativos ou sites de varejo. Segundo ele, quando a pessoa entra em uma plataforma sem um objetivo definido, tem mais chances de ser influenciada pelas promoções relâmpago que aparecem pelo caminho.

 

Outra medida importante é estabelecer um limite mensal para gastos não planejados. Dessa forma, eventuais compras feitas por desejo não comprometem despesas essenciais nem afetam o equilíbrio financeiro.


 

O segredo está na pausa

 

Aproveitar uma promoção não é o problema. O risco está em transformar decisões impulsivas em um hábito recorrente, especialmente em períodos em que as pessoas passam mais tempo conectadas.

 

"Antes de finalizar qualquer compra, vale fazer uma pergunta simples: eu preciso desse produto? Muitas vezes, a resposta já mostra se a decisão está sendo tomada pela necessidade ou pela emoção. O inverno não precisa ser uma temporada de restrições, mas de escolhas mais conscientes. Pequenas pausas antes de clicar em 'comprar' podem fazer uma grande diferença para a saúde financeira nos meses seguintes", conclui.

 



Simplic


O RH nunca teve tantos dados sobre candidatos. Então por que contratar continua tão difícil?

Com mais dados, inteligência artificial e ferramentas de análise, o desafio do RH deixou de ser coletar informações e passou a ser interpretar o que realmente importa


A figura do recrutador que “bate o olho” em um candidato e consegue prever se aquela pessoa vai funcionar na empresa ainda faz parte da realidade de muitas organizações. Mas esse tipo de decisão, quando isolado, passou a ser cada vez mais questionado. Com contratações mais complexas, aumento de turnover e maior pressão por performance, as empresas começaram a buscar processos mais estruturados para apoiar a tomada de decisão.

Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé, a transformação mais relevante vai muito além da adoção de tecnologia. A forma como as decisões são construídas dentro das empresas é o que realmente as diferencia. “O mercado se acostumou a tomar decisões baseadas em experiência individual e percepção de liderança. Hoje, o desafio é ampliar essa visão com mais informações que ajudem a tornar o processo mais consistente”, afirma.

A mudança ganhou velocidade nos últimos anos. Dados do SHRM 2025 mostram que o uso de inteligência artificial em atividades de RH saltou de 26% das organizações em 2023 para 43% em 2024. Ao mesmo tempo, um levantamento da General Assembly aponta um descompasso importante: 82% dos profissionais de RH já utilizam IA no dia a dia, mas 70% não receberam treinamento formal para operar essas ferramentas de forma estruturada.

O resultado é um mercado em transição. A tecnologia passou a fazer parte da rotina, mas muitas decisões ainda são influenciadas por percepções individuais, urgência operacional e leituras pouco estruturadas sobre comportamento.

Existe uma razão importante para isso. A contratação continua sendo uma das áreas mais complexas dentro das empresas. Diferente de funções mais objetivas, o recrutamento envolve variáveis como compatibilidade cultural, capacidade de adaptação, potencial de crescimento e perfil comportamental, que nem sempre são facilmente mensuráveis.

Suzuki observa que o desafio não está em escolher entre intuição ou dados, mas em construir decisões mais completas. “Nem a decisão baseada apenas em percepção, nem a leitura exclusivamente baseada em dados isolados dão conta de toda a complexidade do recrutamento. O ponto está em combinar diferentes informações para apoiar escolhas mais seguras e consistentes”, diz a executiva do Pandapé. 

A pressão por velocidade também contribuiu para essa mudança. As áreas de RH lidam com volumes maiores de vagas, ciclos mais curtos de contratação e maior cobrança por redução de erros. Nesse cenário, ferramentas de análise e apoio à decisão passaram a ser incorporadas como forma de reduzir a incerteza. 

O desafio é que acesso a dados não significa automaticamente melhor qualidade de decisão. Em muitos casos, empresas possuem informações, mas ainda não desenvolveram maturidade suficiente para interpretá-las de forma estratégica. 

Ao mesmo tempo, o mercado vem se tornando menos tolerante a decisões pouco estruturadas, já que erros de contratação impactam custos, produtividade e retenção de talentos. 

“No fundo, a discussão sobre o ‘fim do feeling’ talvez revele algo mais profundo sobre o próprio mercado corporativo: as empresas estão aprendendo que dados conseguem mostrar padrões, tendências e probabilidades. Mas continuam descobrindo, diariamente, que entender pessoas ainda exige algo que nenhuma plataforma conseguiu automatizar completamente”, finaliza Patricia.


Analfabetismo cai ao menor nível da série histórica, mas alfabetismo funcional segue estagnado

Taxa fica abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016; para especialista, o gargalo agora é o alfabetismo funcional, que atinge 29% dos brasileiros e piora entre os jovens 

 

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica. Dados da PNAD Contínua Educação, divulgados pelo IBGE nesta semana, mostram que 4,9% da população com 15 anos ou mais ainda não sabe ler nem escrever um bilhete simples — 8,4 milhões de pessoas. É a primeira vez que o indicador fica abaixo de 5% desde 2016, início da série.

 

O avanço se concentra nas gerações mais novas. Entre pessoas de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%; a maior parte dos analfabetos, 58% do total, tem 60 anos ou mais. "A alfabetização básica deixou de ser o gargalo para quem entra hoje no mercado", afirma Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S, PhD pela Unicamp e gestor de carreiras.

 

O problema, segundo o especialista, mudou de lugar. O mercado passou a exigir um nível de leitura que vai além de decifrar palavras. O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), da Ação Educativa com o Instituto Paulo Montenegro, aponta que 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais: leem, mas têm dificuldade de aplicar a leitura no dia a dia. "O mercado cobra um degrau acima, como interpretar um contrato ou ler um gráfico", observa Santos.

 

O quadro preocupa mais entre os jovens, faixa em que o índice subiu de 14% para 16% em seis anos. "Terminar o ensino médio também não blinda: 17% de quem chega a essa etapa segue como analfabeto funcional, e apenas 10% da população alcança o nível mais alto da escala. Concluir a escola garante menos do que saber compreender e aplicar o que se lê", analisa o gestor.

 

Santos avalia que o cenário tem raiz social e exige resposta de política pública. "A necessidade de trabalhar tira muitos jovens da escola antes da hora, e o peso recai de forma desigual sobre as mulheres, sobrecarregadas com afazeres domésticos e cuidados, como registra o próprio IBGE. Sem creche, transporte e divisão de tarefas, parte dessas pessoas fica para trás", ressalta.

 

Os caminhos, na sua análise, somam duas frentes: "manter o aluno na escola e garantir que ele aprenda de fato, com ensino conectado ao que o trabalho exige e qualificação contínua ao longo da vida". Para as mulheres, ele defende políticas de cuidado, como vagas em creche, escola em tempo integral e apoio à permanência, que liberem tempo para estudar e trabalhar. "A escola precisa do poder público, da empresa e da família puxando junto", reforça Santos.

 

Sem esse passo, alerta, o avanço nos números não chega à carreira. “As mesmas pessoas que travam diante de um contrato ou de um gráfico entram no mercado em desvantagem e encontram menos espaço para crescer. O Brasil aprendeu a levar a criança à escola; agora precisa garantir que ela aprenda", conclui. 

 

Virgilio Marques dos Santos - PhD em Engenharia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Master Black Belt em Lean Seis Sigma e sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, startup sediada no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. Trabalha há 15 anos com desenvolvimento de carreiras, futuro do trabalho e transformação organizacional. É autor do livro "Partiu Carreira", TEDx Speaker e palestrante em temas de gestão, inovação e liderança.


Quanto custa deixar o ar-condicionado parado por meses

Especialista da Gree explica como falta de uso durante o inverno pode afetar eficiência do equipamento e gerar gastos inesperados quando o calor voltar

 

Com a chegada do inverno, é comum que muitas famílias desliguem o ar-condicionado e deixem o equipamento parado durante semanas ou até meses. Embora a prática pareça inofensiva, especialistas alertam que o período de inatividade pode favorecer o acúmulo de sujeira, umidade e até comprometer o desempenho do aparelho quando ele voltar a ser utilizado. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o problema não está em deixar o equipamento desligado, mas sim em como ele é preparado para esse período.
 

Segundo Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree Brasil, muitos consumidores só se lembram do ar-condicionado quando as temperaturas voltam a subir. Nesse momento, podem surgir inconvenientes como odores desagradáveis, redução da capacidade de refrigeração e necessidade de manutenção corretiva.

“É comum que o equipamento fique semanas sem uso durante os meses mais frios, principalmente em regiões onde o inverno é mais intenso. O que muitas pessoas não sabem é que a falta de alguns cuidados básicos antes desse período pode favorecer o acúmulo de poeira, umidade e microrganismos no sistema”, explica.


O problema não é ficar desligado 

Diferentemente do que muita gente imagina, o simples fato de o aparelho permanecer desligado não causa danos imediatos aos componentes internos. O risco está na combinação entre sujeira acumulada, filtros sem limpeza e ambientes úmidos, que podem criar condições favoráveis para a proliferação de fungos e bactérias.

“Quando o equipamento volta a funcionar após um longo período parado, o consumidor pode perceber cheiro de mofo ou sensação de ar menos agradável. Em muitos casos, isso está relacionado à falta de limpeza preventiva antes da interrupção do uso”, afirma Magalhães.
 

A conta pode chegar no verão 

Além do impacto no conforto, a negligência com a manutenção pode resultar em custos financeiros. Filtros obstruídos e componentes sujos tendem a exigir mais esforço do equipamento, reduzindo sua eficiência e aumentando o consumo de energia. Em situações mais severas, pode ser necessária uma limpeza profissional ou até intervenções técnicas para restabelecer o funcionamento adequado. 

“O custo de uma manutenção corretiva costuma ser significativamente maior do que o de uma limpeza preventiva. Pequenos cuidados realizados antes e depois do período de inatividade ajudam a preservar o desempenho do aparelho e prolongar sua vida útil”, destaca o especialista.


Vale a pena ligar o ar-condicionado durante o inverno? 

Uma recomendação pouco conhecida é acionar o equipamento periodicamente, mesmo durante os meses mais frios. Segundo Magalhães, ligar o aparelho por alguns minutos a cada duas ou três semanas ajuda a movimentar componentes internos e reduz a sensação de equipamento totalmente inativo por longos períodos.

“Não é necessário utilizar o ar-condicionado diariamente. Mas colocá-lo em funcionamento por um curto período, seguindo as orientações do fabricante, pode ser uma medida simples para manter o sistema em boas condições”, explica.


Como preparar o ar-condicionado para o período sem uso

Antes de deixar o equipamento parado durante o inverno, algumas medidas simples podem ajudar a evitar problemas futuros:

- Limpar os filtros de ar;

- Verificar se não há obstruções na unidade externa;

- Manter a manutenção periódica em dia;

- Acionar o equipamento por alguns minutos a cada duas ou três semanas;

- Observar sinais de mofo, odores ou sujeira antes de voltar a utilizá-lo regularmente;

- Realizar uma inspeção preventiva caso o aparelho fique muitos meses sem funcionamento. 

“O ar-condicionado é um equipamento projetado para ter longa vida útil. Com alguns cuidados simples durante os períodos de menor utilização, é possível preservar sua eficiência, evitar gastos desnecessários e garantir que ele esteja pronto para funcionar quando as altas temperaturas retornarem”, conclui Magalhães.

 

Gree Electric Appliances


Democracia em transformação: o impacto da IA generativa e das redes sociais

Especialista alerta para dependência da IA generativa por jovens para tomada de decisão

 

A formação da consciência democrática e cidadã de crianças e adolescentes hoje vai além dos livros de história ou das conversas de mesa de jantar; ela se constrói, em tempo real, por telas, algoritmos e inteligências artificiais. De acordo com a última Pesquisa TIC Kids Online Brasil, o uso da internet para atividades informacionais aumenta com a idade: 64% dos adolescentes de 15 a 17 anos leram ou assistiram notícias online, enquanto a taxa é substancialmente menor nas idades mais jovens, correspondendo a 50% entre 13 e 14 anos, 39% entre 11 e 12 anos e 31% entre 9 e 10 anos.  

 

“Em um cenário em que a desinformação, a polarização e o isolamento desafiam as instituições em todo o mundo, a forma como crianças e adolescentes consomem tecnologia tornou-se um debate central para o futuro da própria educação democrática e cidadã. À medida que as mediações digitais assumem crescente relevância na formação e na construção da visão de mundo e de sociedade dos jovens, as instâncias de socialização e de debate público são reconfiguradas. Trata-se de um fator central que tensiona famílias e instituições educativas quanto à necessidade de promover o desenvolvimento do pensamento crítico, ético e responsável com as jovens gerações”, afirma Patrícia Espíndola De Lima Teixeira, psicopedagoga e Coordenadora do Observatório Juventudes PUCRS/Rede Marista, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

 

A pesquisa, que foi lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), também demonstrou que 59% dos usuários de Internet de 9 a 17 anos afirmaram que usaram ferramentas de IA generativa para fazer pesquisas escolares ou estudar, 42% para buscar informações e 21% para criar conteúdo como textos, imagens, vídeos ou códigos de programação. Além disso, 10% relataram que usaram ferramentas de IA generativa para conversar sobre problemas pessoais ou suas emoções. No caso das redes sociais, 33% das crianças de 9 a 10 anos declararam ter utilizado essas plataformas no último ano. Entre os usuários de 11 a 12 anos, a proporção foi de 63%. Já para os adolescentes de 13 a 17 anos, o percentual alcançou 89%, evidenciando uma maior participação nesses ambientes conforme o avanço da idade. No total, foram entrevistados 2.370 crianças e adolescentes e igual número de pais ou responsáveis em todo o país.

 

A especialista do Observatório Juventudes PUCRS/Rede Marista ressalta que o uso de IA generativa para conversar sobre problemas pessoais, tomadas de decisões ou lidar com as emoções acende um sinal de alerta, uma vez que se relaciona diretamente ao desenvolvimento pessoal e relacional, o que pode influenciar na leitura dos fatos do cotidiano, inclusive nos modos de veiculação das notícias e informações sociais. “Além dos riscos à privacidade, há também o perigo de respostas imprecisas influenciadas pelo chamado viés de confirmação. Nesses casos, o algoritmo tende a oferecer ao jovem conteúdos alinhados às suas expectativas, o que pode limitar a capacidade de lidar com o contraditório. Algoritmos operam em escalas massificadas e isso fragiliza a autonomia de pensamento. Dito de outro modo, os atuais cenários digitais não favorecem as bases de consciência crítica e empática, fundamentais do debate democrático”, comenta.

 

Patrícia defende que a superação de dependência cognitiva gerada pelo excesso de consumo digital depende da presença saudável de referenciais no mundo físico, do diálogo aberto e da criação de ambientes que possibilitem a troca de ideias e acolhimento, tanto nos ambientes educacionais quanto no núcleo familiar. “Uma importante lição para as novas gerações hiperconectadas reside em compreender no que consiste a participação democrática. Conhecer a memória histórica, as consequências políticas, a ética voltada ao bem comum e ainda, que o voto iguala a relevância de cada pessoa, independentemente de classe, raça, gênero, religião, etariedade, profissão. Acima de tudo, reside no aprendizado prático de reconhecer que as vitórias e derrotas nas urnas integram a formação política de convivência e necessidades humanas”.

 

Veracidade das informações

 

Graciele Silva de Matos, assessora de políticas sociais da Área de Solidariedade da Rede Marista explica que o desenvolvimento alfabetização digital é essencial para que os jovens aprendam a navegar com responsabilidade e a avaliar criticamente as informações que recebem, evitando a replicação automatizada de boatos. “Para que esse processo seja efetivo, a primeira atitude deve ser sempre investigar a fonte e o autor, verificando se o texto foi publicado em veículos de comunicação confiáveis e pesquisando a credibilidade, formação e experiência do profissional responsável pelo assunto”, explica.

 

Nesse processo de validação, deve-se também analisar criticamente o canal e o contexto por onde a informação chegou, redobrando a atenção com mensagens encaminhadas por amigos ou familiares em redes sociais. Checar a data da publicação impede que notícias antigas sejam tiradas de contexto para gerar pânico, enquanto a observação cuidadosa ajuda a discernir se o material não passa de uma piada ou meme. “Como suporte prático para essa checagem diária, existem ferramentas especializadas em fact-checking que atuam diretamente no desmonte de boatos na internet brasileira”, comenta Matos. 



Maristas no Brasil

 

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