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segunda-feira, 2 de março de 2026

Parceria entre Fiocruz, Merck e Nortec vai permitir a produção de medicamento oral para esclerose múltipla no Brasil

Transferência de tecnologia da cladribina oral (Mavenclad®) reforça a capacidade produtiva, garante abastecimento e traz inovação ao país

 

A Fiocruz, a Merck e a Nortec Química anunciaram um novo acordo de transferência de tecnologia que irá ampliar a autonomia nacional na produção de medicamentos para o tratamento de esclerose múltipla (EM). A cladribina oral, com o nome comercial Mavenclad®, já é distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) e agora passará a ser produzida no Brasil. Esta iniciativa fortalece o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e amplia o acesso dos pacientes brasileiros à terapia oral de curta duração, capaz de reduzir surtos e retardar a progressão da doença. O projeto é o segundo entre Fiocruz e Merck na área terapêutica. 

"Para a Fiocruz este é um passo na sua estratégia de ampliar a carteira de produtos ofertados ao SUS. Ao mesmo tempo, estreita laços tecnológicos com seus parceiros nacionais e internacionais, diversificando sua rede de cooperações. Mais uma ação da Fundação em favor do acesso, neste caso, de um medicamento contra a esclerose múltipla. Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença, sendo 85% mulheres. A importância estratégica de um laboratório público é esta: consolidar o Ceis para garantir a sustentabilidade dos programas do SUS, gerando empregos especializados, reduzindo preços e mantendo a qualidade dos produtos", afirma Mario Moreira, presidente da Fiocruz. 

O medicamento é inovador por ser o primeiro tratamento oral de curta duração e eficácia prolongada para esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).1,2 Com administração de até 20 dias ao longo dois anos de tratamento, oferece benefício sustentado por até quatro anos, reduzindo recaídas e a progressão da doença1,2. Atualmente, é o único tratamento para esclerose múltipla incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde.3 A parceria de produção do medicamento será firmada entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e a Merck. 

"Para nós, participar dessa parceria com a Merck e a Nortec é reafirmar o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a promoção do acesso a tratamentos inovadores, produzidos em território nacional. É um caminho importante para a transformação de políticas públicas em cuidado real para quem mais precisa", observa a diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos. Ela ainda destaca a relevância do medicamento para a saúde pública brasileira. “A cladribina será o primeiro medicamento disponibilizado pelo Instituto para o tratamento da esclerose múltipla, marcando a expansão do portfólio, que atualmente contempla terapias voltadas a doenças negligenciadas e de alto valor agregado”, reforça. 

Novas análises do estudo com cladribina oral foram apresentadas no 39º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) e demonstraram que pacientes com EMRR tiveram a lesão neuronal reduzida em dois anos. Estudos recentes verificaram também que, ao longo de uma mediana de 11 anos de acompanhamento de 435 pacientes, 90% não precisaram de cadeira de rodas; 81,2% não necessitaram de qualquer apoio para caminhar; e 55,8% não precisaram fazer uso de nenhum outro medicamento para EM.4,5

A Merck tem mais duas parcerias com a Fiocruz em andamento no Brasil. Elas incluem a betainterferona 1a (Rebif®), também para o tratamento da esclerose múltipla, com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e Bionovis; e o arpraziquantel, para o tratamento da esquistossomose em crianças de três meses a seis anos, cuja tecnologia foi transferida para Farmanguinhos/Fiocruz no âmbito do Consórcio Praziquantel Pediátrico. 

“A expertise da Merck em colaborar com o setor público é resultado de uma trajetória centenária no Brasil, marcada por inovação e compromisso com a saúde. Somos pioneiros no tratamento da esclerose múltipla e nosso propósito se fortalece com essa segunda transferência de tecnologia na área”, afirma Arnaud Coelho, vice-presidente regional de Healthcare da América Latina. 

A colaboração entre Merck, Fiocruz e Nortec, será formalizada com a assinatura de um termo de compromisso, integrando as ações prioritárias do Ceis. O Ceis é um pilar fundamental para garantir soberania sanitária, promover inovação tecnológica e assegurar o acesso universal a tratamentos eficazes por meio do SUS. 

“A Nortec Química tem um longo histórico de cooperações com a Fiocruz, produzindo no Brasil Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) essenciais para o SUS. A produção nacional de IFAs garante a autonomia do país no abastecimento desses produtos essenciais para a saúde pública, gera empregos, e aumenta a densidade tecnológica da indústria química no Brasil. A parceria com a Merck nos permite trazer mais este medicamento inovador e abre novas portas de pesquisa e desenvolvimento”, afirma Marcelo Mansur, Diretor Presidente da Nortec Química.

 

Sobre a Esclerose Múltipla

A doença crônica e degenerativa do Sistema Nervoso Central afeta o cérebro e a medula espinhal, causando sintomas neurológicos. Caracterizada por ser inflamatória, a esclerose múltipla pode resultar danos significativos e incapacidade progressiva. A evolução, gravidade e sintomas não são uniformes, podendo ser graves ou leves, fazendo com que o paciente demore meses ou anos para procurar assistência médica.


A prevalência da doença tem mostrado variações significativas, associadas a fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos. No Brasil, a EM afeta cerca de 40 mil pessoas, variando de região para região. Consideram-se fatores de risco idade, sexo, genética e exposições ambientais, como a deficiência de vitamina D e o tabagismo.


Farmanguinhos

 Nortec Química

Merck.


 

Referências

  1. GOV.BR. Mavenclad® (cladribina oral) – Cladribina oral no tratamento de pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 22 mai 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde orienta sobre projetos voltados a programas do Complexo Econômico-Industrial. Agência Gov, 4 jul. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 30 maio 2025.
  3. WHO. WHO Model List of Essential Medicines. Disponível em Link. Últmo acesso em 31/07/2025 às 11:31.
  4. GIOVANNONI, G. et al. Efficacy and safety of cladribine tablets: analysis presented at ECTRIMS 2021 [P975]. In: Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ECTRIMS), 2021. [S.l.]: [s.n.], 2021.
  5. GIOVANNONI, G. et al. Analysis presented at ECTRIMS 2021 [P766]. In: Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ECTRIMS), 2021. [S.l.]: [s.n.], 2021.
  6. MSIF - Atlas da Esclerose Múltipla. Disponível em chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.msif.org/wp-content/uploads/2020/10/Atlas-3rd-Edition-Epidemiology-report-EN-updated-30-9-20.pdf. Últmo acesso em 31/07/2025 às 11:38.

Dente quebrou ou trincou? O que fazer nos primeiros minutos para salvar o sorriso?

Atitudes imediatas podem ser decisivas para preservar a estrutura natural do dente e evitar tratamentos mais complexos no futuro 

 

Você já mordeu algo mais duro e sentiu aquele “estalinho” estranho no dente? Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, problemas bucais estão entre as condições de saúde mais comuns no mundo, e traumas dentários fazem parte dessa estatística, especialmente entre jovens e adultos ativos. O que muita gente não sabe é que, em caso de fratura, os primeiros minutos podem fazer toda a diferença para salvar o dente.

“Do ponto de vista clínico, as fraturas dentárias podem envolver desde o esmalte até estruturas mais profundas, como dentina, polpa e raiz. Quando há comprometimento da polpa, existe risco de contaminação bacteriana, inflamação e necrose do tecido interno”, explica o dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin. Segundo ele, o tempo entre o trauma e o atendimento profissional influencia diretamente no prognóstico. “Os primeiros minutos após a fratura são decisivos para aumentar as chances de preservar o dente natural.”

Mas afinal, o que fazer imediatamente quando o dente quebra ou lasca? Veja os principais cuidados na hora do acidente:

1-Controle o sangramento corretamente: utilize uma gaze limpa e faça compressão leve por alguns minutos. Evite enxaguar de forma vigorosa, pois isso pode deslocar coágulos importantes para a cicatrização inicial.

2- Guarde o fragmento do dente da forma adequada: se houver um pedaço quebrado, coloque-o em soro fisiológico ou leite. Esses líquidos ajudam a manter a hidratação da estrutura dentária até a avaliação profissional, aumentando as chances de reaproveitamento.

3- Proteja o dente afetado: evite mastigar do lado lesionado e dê preferência a alimentos macios e frios até o atendimento. O calor pode intensificar a sensibilidade se houver exposição da dentina.

4- Não tente “resolver” em casa: lixar o dente, usar cola instantânea ou qualquer substância caseira pode causar danos irreversíveis à estrutura dental e dificultar o tratamento posterior.

Adiar o tratamento, mesmo quando não há dor, pode abrir caminho para complicações. “Uma pequena fratura pode permitir a entrada de bactérias e evoluir para infecção da polpa, exigindo tratamento de canal. Em situações mais graves, pode haver comprometimento ósseo e até perda do dente. Nosso foco sempre é preservar a estrutura natural, seja com restaurações, reconstruções ou outros recursos modernos. Quanto mais cedo o paciente procura ajuda, mais conservador tende a ser o tratamento”, finaliza o Dr.

  

Oral Sin

 

Terapeuta de 31 anos morre após FIV: especialista esclarece riscos

 Médica especialista esclarece que eventos fatais são extremamente raros, mas reforça que nenhum procedimento invasivo é isento de risco.


A morte da terapeuta de 31 anos após complicações relacionadas a um procedimento de Fertilização in Vitro (FIV) em São Paulo, causou comoção e levantou questionamentos sobre os riscos envolvidos na reprodução assistida.

Embora a FIV seja considerada um procedimento seguro e amplamente realizado no mundo todo, como qualquer intervenção médica invasiva, ela não é isenta de riscos, ainda que eventos graves sejam raríssimos.

Dra. Paula Fettback, ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana pela FEBRASGO, explica que é fundamental abordar casos como esse com responsabilidade técnica, respeito à paciente e clareza científica.

“A Fertilização in Vitro envolve diferentes etapas, cada uma com perfis de risco distintos. A grande maioria dos procedimentos é de baixa complexidade cirúrgica e baixo risco anestésico, mas nenhum procedimento invasivo é completamente isento de complicações”, afirma.
 

Quais são os principais riscos?

Entre as intercorrências descritas na literatura médica estão:

  • Complicações anestésicas durante a punção folicular, procedimento realizado sob sedação ou anestesia venosa;
  • Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), associada à resposta exagerada aos hormônios utilizados na estimulação;
  • Sangramentos agudos ou infecções pélvicas após a coleta de óvulos;
  • Eventos tromboembólicos, especialmente em pacientes com fatores de risco prévios.

Segundo a especialista, a ocorrência de eventos fatais em reprodução assistida é estatisticamente excepcional.

“Estamos falando de um evento extremamente raro, mas que se insere dentro do risco inerente à prática médica. A medicina trabalha com redução de risco, nunca com risco zero”, destaca.
 

O que reduz complicações? 

A segurança em reprodução humana depende de protocolos rigorosos em todas as etapas do tratamento. No pré-operatório, são fundamentais avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais atualizados, estratificação de risco anestésico (classificação ASA), avaliação de risco tromboembólico e consentimento informado completo.

Durante o procedimento, devem ser seguidos protocolos como monitorização contínua da paciente, presença obrigatória de anestesista habilitado, equipamentos de emergência testados e checklist de segurança cirúrgica no modelo da OMS.

Já no pós-operatório, é essencial monitorização em sala de recuperação até critérios clínicos seguros de alta, orientações claras sobre sinais de alerta e canal de comunicação ativo para intercorrências tardias.

“A segurança é resultado de protocolo, treinamento contínuo da equipe e capacidade de resposta rápida a eventos inesperados”, explica.
 

Monitoramento integrado faz diferença

A especialista também ressalta que a reprodução assistida deve ser conduzida de forma multidisciplinar, considerando não apenas o aspecto ginecológico.

Estado metabólico, função tireoidiana, risco cardiovascular, perfil inflamatório e trombofílico devem ser avaliados com atenção. Além disso, o impacto emocional do tratamento não pode ser negligenciado.

“Pacientes em tratamento de fertilidade vivenciam alto nível de estresse. Um modelo multidisciplinar aumenta a previsibilidade clínica e a segurança global do processo”, pontua.

Outro ponto central é o entendimento dos riscos pela paciente.

“O consentimento informado não deve ser apenas um documento formal. Ele precisa ser um processo educativo. A paciente deve compreender que a FIV é segura, mas que sedação e anestesia, mesmo rotineiras, possuem riscos inerentes”, afirma.

Para a médica, transparência técnica aliada à empatia fortalece a relação médico-paciente e permite decisões mais conscientes.

A Dra. Paula Fettback também manifestou solidariedade à família da paciente.

“É uma situação profundamente delicada. Casos como esse reforçam a importância de protocolos rigorosos e de uma comunicação clara sobre riscos, mesmo quando estatisticamente raros.”

 

Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR. Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020)


Dia Mundial da Obesidade: Hospital Cardiológico Costantini alerta que excesso de peso é um dos principais fatores de risco para doenças do coração

Especialistas reforçam que a obesidade sobrecarrega o coração, favorece doenças silenciosas e pode acelerar quadros como infarto e AVC


No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Hospital Cardiológico Costantini chama a atenção para um dado que preocupa a comunidade médica: o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que seguem entre as maiores causas de morte no Brasil e no mundo. Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma condição clínica que impacta diretamente o funcionamento do coração e compromete a qualidade e a expectativa de vida.

De acordo com especialistas, cada quilo a mais representa também uma sobrecarga adicional ao sistema cardiovascular. O coração precisa bombear sangue para uma quantidade maior de tecido corporal, aumentando a demanda cardíaca, elevando a pressão arterial e favorecendo alterações metabólicas que criam um ambiente propício para doenças graves. “O coração é um órgão resiliente, mas ele também tem limites. O excesso de peso sobrecarrega seu funcionamento e cria condições propícias para o surgimento de doenças silenciosas, que muitas vezes só se manifestam em fases avançadas”, alerta a Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista e Diretora de Governança Clínica do Hospital Cardiológico Costantini.


Como a obesidade compromete o sistema cardiovascular

O acúmulo de gordura corporal está diretamente relacionado a uma série de alterações que impactam o sistema circulatório. Entre as principais consequências estão:

  • Hipertensão arterial, resultado do aumento da demanda sanguínea e da maior resistência nos vasos.
  • Dislipidemia, com elevação de colesterol e triglicerídeos.
  • Diabetes tipo 2, frequentemente associada à resistência à insulina em pessoas com obesidade.
  • Apneia do sono, distúrbio que agrava a pressão arterial e prejudica a oxigenação do organismo.

Essas condições formam um cenário de risco elevado para infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). “A obesidade é um dos principais inimigos silenciosos do coração. Muitas vezes o paciente não percebe danos imediatos, mas ao longo dos anos o excesso de peso favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias e pode levar a complicações graves”, explica Dra. Bianca.


Doença crônica e risco progressivo

Especialistas destacam que a obesidade deve ser compreendida como uma doença crônica, multifatorial, e não apenas como resultado de hábitos inadequados. Fatores genéticos, ambientais, hormonais e comportamentais influenciam no ganho de peso e na dificuldade de controle.

O impacto no coração é progressivo: o aumento constante da pressão sobre o órgão pode levar ao espessamento do músculo cardíaco, à perda de eficiência no bombeamento do sangue e, em casos mais graves, à insuficiência cardíaca.

“Não se trata apenas de emagrecer por estética. O controle do peso corporal reduz significativamente o risco de infarto e AVC, melhora o controle da pressão e do diabetes e amplia a expectativa de vida”, reforça a cardiologista.


Prevenção: pequenas mudanças, grandes resultados

A boa notícia é que a prevenção é possível. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico são pilares fundamentais para reduzir riscos.

Segundo a especialista do Hospital Cardiológico Costantini, mudanças graduais, porém consistentes, no estilo de vida têm impacto direto na saúde cardiovascular.

“Cada quilo a menos pode representar um alívio real para o coração. Controlar o peso é um gesto de autocuidado e uma estratégia concreta de prevenção. Quanto antes essa consciência for incorporada ao dia a dia, maiores são as chances de manter o coração saudável ao longo da vida”, afirma.


Sinais de alerta

Embora a prevenção deva ser prioridade, alguns sintomas exigem atenção imediata. Dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço excessivo e inchaço nas pernas devem ser investigados.

“O acompanhamento médico regular é essencial, especialmente para quem já apresenta fatores de risco. Identificar alterações precocemente pode evitar complicações graves e salvar vidas”, conclui Dra. Bianca.

 

Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/

 

Quando o raro deixa de ser invisível: O desafio sistêmico das doenças raras

Por que as doenças raras se tornaram um teste decisivo para a equidade, a sustentabilidade e a inovação em saúde. 


No vasto ecossistema da saúde global, a palavra “raro” frequentemente carrega o peso do isolamento e do esquecimento. No entanto, ao se analisarem os dados, a raridade se revela como um fenômeno de massa. Estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo vivam com alguma das mais de 7 mil doenças raras identificadas. Se esses indivíduos formassem uma nação, ela seria o terceiro país mais populoso do planeta, atrás apenas da China e da Índia. Diante de tal magnitude, o silêncio não é apenas uma ausência de som, mas uma barreira que limita o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento.

Neste Dia Mundial das Doenças Raras, a visibilidade não pode ficar apenas no discurso: deve se traduzir em política pública, inovação e acesso real. A transformação desse cenário depende de um tripé inegociável: ciência de ponta, visibilidade estratégica e um advocacy fortalecido e liderado pelas associações de pacientes. Sem a articulação desses pilares, a inovação corre o risco de ficar confinada ao laboratório, sem chegar efetivamente a quem dela precisa.

O impacto de uma doença rara é multidimensional e, com frequência, devastador para o núcleo familiar. O percurso costuma ser marcado pela chamada “odisseia diagnóstica”: em média, um paciente leva entre cinco e sete anos para obter uma confirmação clínica, após consultar cerca de oito especialistas diferentes (RARE Diseases International, 2024). Esse atraso não é inócuo: permite a progressão de danos irreversíveis e gera um desgaste profundo — na saúde do paciente, no equilíbrio emocional e econômico da família e no sistema de saúde.

O impacto socioeconômico e familiar é igualmente significativo. Um estudo da EveryLife Foundation estimou que o custo total das doenças raras nos Estados Unidos alcançou quase um trilhão de dólares em um único ano, ao considerar tanto os custos diretos quanto a perda de produtividade. Esse número ilustra a magnitude do desafio econômico que as doenças raras representam para qualquer sistema de saúde. Em contextos com redes de proteção social mais limitadas, a carga pode ser ainda mais severa. Estima-se que cerca de 65% dos cuidadores, em sua maioria mulheres, precisem abandonar suas carreiras profissionais para se dedicar integralmente ao cuidado do paciente. Essa realidade arrasta famílias inteiras para ciclos de vulnerabilidade financeira crônica e exclusão produtiva.

Além disso, a saúde mental constitui um fator crítico. A carga emocional de viver com uma doença para a qual cerca de 95% dos casos ainda não conta com um tratamento aprovado pela FDA ou pela EMA (Global Genes, 2024) é considerável. A incerteza prolongada se traduz em taxas de ansiedade e depressão significativamente superiores às observadas em pessoas com doenças crônicas prevalentes. Quem vive com uma doença rara enfrenta uma dupla carga: a da própria patologia e a da incompreensão social.

Historicamente, as associações de pacientes eram percebidas principalmente como redes de apoio emocional. Hoje, consolidaram-se como atores-chave na transformação política e científica. O advocacy contemporâneo não se limita a demandar respostas: participa na construção de soluções. O papel dessas organizações é fundamental para facilitar o acesso a terapias inovadoras, como as gênicas e celulares, que exigem uma reconfiguração profunda dos sistemas de saúde.

Essas associações atuam em âmbitos onde o Estado e o mercado frequentemente não chegam. A aceleração regulatória continua sendo um desafio pendente em muitos países. Organizações como EURORDIS na Europa, NORD nos Estados Unidos e Casa Hunter no Brasil têm desempenhado um papel determinante ao posicionar perante agências como ANVISA, FDA e EMA a adoção de marcos de avaliação mais flexíveis, que incorporem evidências de mundo real (RWE). Esta abordagem é fundamental quando os ensaios clínicos tradicionais são limitados pelo reduzido número de pacientes.

Essas associações atuam em âmbitos onde o Estado e o mercado frequentemente não chegam. A aceleração regulatória continua sendo um desafio pendente em muitos países. Organizações como EURORDIS na Europa, NORD nos Estados Unidos e Casa Hunter no Brasil têm desempenhado um papel determinante ao posicionar perante agências como ANVISA, FDA e EMA a adoção de marcos de avaliação mais flexíveis, que incorporem evidências de mundo real (RWE). Esta abordagem é fundamental quando os ensaios clínicos tradicionais são limitados pelo reduzido número de pacientes.

Outro desafio estrutural é a falta de dados e registros de pacientes. Em doenças de baixa prevalência, a informação torna-se o ativo mais estratégico. Neste contexto, as associações impulsionam e organizam registros que permitem compreender a história natural da doença, facilitar o desenvolvimento de ensaios clínicos em populações historicamente sub-representadas e gerar condições mais favoráveis para o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Isso não apenas amplia a atividade investigativa, mas também promove uma maior inclusão e diversidade na geração de evidência disponível.

No entanto, o maior desafio continua sendo a sustentabilidade do sistema. A pressão sobre os orçamentos sanitários é uma realidade estrutural. Diante de recursos públicos limitados, o advocacy qualificado participa do desenho de modelos de financiamento inovadores, como os acordos de pagamento por resultados (risk-sharing), que buscam compatibilizar a incorporação de tecnologias disruptivas com a estabilidade financeira e a viabilidade a longo prazo dos sistemas de saúde.

Olhar para as doenças raras deve se tornar um chamado à ação coletiva. A realidade não é homogênea: enquanto alguns países consolidaram marcos regulatórios específicos, como o Orphan Drug Act nos Estados Unidos ou planos estratégicos em diversos países europeus, outros ainda enfrentam desafios estruturais que vão desde a expansão da triagem neonatal até a construção de registros robustos.

O potencial para liderar em genética e medicina de precisão existe em múltiplas regiões do mundo. No entanto, essa liderança só será sustentável se forem desenvolvidos ecossistemas capazes de integrar, de maneira efetiva, a ciência, a política pública e a comunicação estratégica.

Dar voz às pessoas que vivem com uma doença rara não é um ato de caridade: é uma obrigação de saúde pública e um compromisso com os direitos humanos. Cada vez que um país incorpora uma terapia para uma doença rara, não apenas amplia o acesso; fortalece a transparência, a equidade e a humanidade de seu sistema de saúde como um todo.

Neste 28 de fevereiro, reafirmamos que o raro não pode continuar sendo invisível. A forma como respondemos às doenças raras define, em última instância, a qualidade e a equidade dos sistemas de saúde.

 


Giuliana Gregori
Director, Healthcare, LLYC Brasil

Rafael Escofet
Managing Director & Global Healthcare Lead, LLYC


Mitos e verdades sobre escovação

Cerca de 90% da população declara escovar os dentes até duas vezes ao dia, segundo Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, no período de 2013 a 2019

 

As doenças bucais, embora em grande parte evitáveis, representam um grande problema de saúde pública em muitos países e afetam as pessoas ao longo de toda a vida, causando dor, desconforto, desfiguração e até mesmo a morte. Estima-se que as doenças bucais afetem cerca de 3,7 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, os cuidados diários mostram um cenário misto: cerca de 90% da população declara escovar os dentes até duas vezes ao dia, mas a adoção de práticas completas como o uso regular de fio dental ocorre em pouco mais de 60% das pessoas, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 2013 a 2019.

Esses números sinalizam que ainda há muito espaço para educação em saúde bucal, sobretudo no que se refere a rotinas corretas de higiene e ao combate a mitos que circulam no dia a dia das pessoas.

Para esclarecer dúvidas comuns sobre escovação e higiene oral de maneira objetiva, o Dr. Paulo Zahr, fundador da Odontocompany, comenta abaixo os principais mitos e verdades que cercam a escovação e os cuidados com os dentes.


Verdades

  1. Escovar os dentes duas vezes ao dia com técnica correta é essencial para prevenir cáries e doenças gengivais. Entre essas escovações, a mais importante é a noturna, que é indispensável, pois durante o sono o fluxo salivar diminui significativamente, deixando os dentes mais vulneráveis ao ataque bacteriano.
  2. O uso do fio dental diariamente complementa a escovação, alcançando áreas onde a escova não chega.
  3. Enxaguante bucal pode ajudar a reduzir bactérias e refrescar o hálito, mas não substitui a escovação.
  4. Dentistas recomendam usar uma escova de cerdas macias para evitar lesões no esmalte e gengivas e substituir a cada 3–4 meses ou antes, se deformar.
  5. Agendar consultas regulares com o dentista é parte fundamental da manutenção da saúde bucal.


Mitos

  1. Escovar com força limpa melhor — na verdade, força excessiva pode desgastar o esmalte e machucar as gengivas.
  2. Enxaguante substitui o fio dental — ele ajuda, mas não remove resíduos ou placa entre os dentes como o fio dental faz.
  3. Escovar mais de duas vezes ao dia não significa limpar melhor — o que realmente importa é a técnica correta e o tempo de escovação
  4. Se não sinto dor, meus dentes estão saudáveis — muitas doenças orais evoluem sem dor e só causam sintomas em fases avançadas
  5. Mastigar chiclete sem açúcar substitui a escovação — chicletes podem estimular a saliva, mas não removem placa como a escova e o fio dental.

Esse conjunto de mitos e verdades ajuda a esclarecer práticas corretas de higiene bucal e reforça a importância de adotar uma rotina completa — escovação técnica, uso de fio dental, acompanhamento profissional e escolhas conscientes de produtos. Segundo Dr. Paulo, esses hábitos são a forma mais eficaz de prevenir doenças bucais e manter sorrisos saudáveis ao longo da vida.


A higiene inadequada dos fones de ouvido pode afetar a saúde do ouvido

O uso de fones de ouvido sem fio se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros — no trabalho, na academia, no transporte público e até durante o sono. Mas junto com a praticidade, surge uma dúvida cada vez mais comum nos consultórios: usar fones intra-auriculares pode causar infecção?

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, a resposta não é tão simples quanto um “sim” ou “não”. “O fone em si não causa infecção. O problema está na combinação entre uso prolongado, ambiente úmido e higienização inadequada”, explica o especialista.
 

O que acontece com o ouvido de quem usa fones sem fio?

O canal auditivo possui uma microbiota própria — um conjunto de micro-organismos que vivem ali naturalmente e ajudam a manter o equilíbrio da região. Assim como ocorre na pele ou no intestino, existe uma convivência harmoniosa entre bactérias “boas” e o organismo.

Quando utilizamos fones intra-auriculares por muitas horas, principalmente durante atividades físicas ou em ambientes quentes, criamos um cenário propício para alterações nesse equilíbrio:

  • Aumento de umidade
  • Elevação da temperatura local
  • Redução da ventilação natural do canal auditivo

Esse microambiente abafado pode favorecer o crescimento excessivo de bactérias e fungos, aumentando o risco de otite externa, conhecida popularmente como “infecção do ouvido externo”.
 

Fones de ouvido sem fio aumentam o risco de infecção?

De acordo com o otorrino, o risco existe — mas está muito mais relacionado ao comportamento do usuário do que ao dispositivo em si.

“O uso contínuo por muitas horas, compartilhar fones com outras pessoas e não higienizar adequadamente são os principais fatores de risco.”

Além disso, pequenas escoriações causadas pela introdução frequente do fone podem facilitar a entrada de micro-organismos.
 

Sintomas que merecem atenção

Os sinais mais comuns de infecção do canal auditivo incluem:

  • Dor ao tocar a orelha
  • Coceira intensa
  • Sensação de ouvido tampado
  • Secreção
  • Vermelhidão ou inchaço

Em casos mais avançados, pode haver dor intensa e dificuldade para mastigar.
 

Higienização do fone de ouvido é essencial para a saúde auditiva

O especialista orienta algumas medidas práticas:

️ Limpar os fones regularmente com pano levemente umedecido com álcool 70%

️ Evitar usar os fones com o ouvido molhado

️ Não compartilhar dispositivos

️ Dar intervalos durante o uso prolongado

️ Manter o ouvido seco após banho ou piscina

Importante: não se deve introduzir cotonetes ou objetos pontiagudos no ouvido para “limpeza”, pois isso pode remover a camada protetora natural de cerúmen e aumentar o risco de infecção.
 

Mito ou verdade: fones sem fio são vilões do ouvido?

Fones de ouvido sem fio não são vilões, mas podem contribuir para infecções quando associados a uso prolongado e má higienização.

“A tecnologia não é o problema. O cuidado é que faz a diferença”, conclui o otorrinolaringologista. Com hábitos simples de higiene e atenção aos sinais do corpo, é possível manter a saúde auditiva mesmo em uma rotina cada vez mais conectada.
 

 

FONTES: 

Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros – otorrinolaringologista. Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP. Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.

 

É Só a Idade?” Ou o Estilo de Vida Está Antecipando os Problemas de Próstata nos Homens

Sedentarismo, excesso de cafeína, estresse crônico e má hidratação estão entre os fatores que vêm antecipando sintomas urinários em homens a partir dos 40 anos, e até antes

 

Durante décadas, sintomas como jato urinário fraco, vontade frequente de urinar, acordar várias vezes à noite ou sensação de esvaziamento incompleto foram atribuídos exclusivamente ao envelhecimento masculino. A narrativa era simples: passou dos 50? A próstata aumenta, e isso é inevitável. 

Mas a medicina atual começa a desenhar um cenário mais complexo e mais preocupante. 

Segundo o urologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Alexandre Sallum Bull, muitos homens estão apresentando sintomas urinários cada vez mais cedo, e não apenas por alterações hormonais naturais. “O que vemos hoje no consultório é uma combinação entre predisposição biológica e um estilo de vida que favorece inflamação, retenção urinária inadequada e sobrecarga prostática”, explica. 

A próstata pode até crescer com o tempo, mas a intensidade dos sintomas depende de muito mais do que a idade.

 

A próstata não adoece sozinha

A hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento não cancerígeno da próstata, é comum com o avanço da idade. Porém, o que determina o impacto clínico dessa alteração é o ambiente metabólico e inflamatório em que o corpo está inserido. 

Estudos mostram que obesidade abdominal, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e sedentarismo estão associados à piora dos sintomas do trato urinário inferior. O tecido prostático é altamente sensível a alterações hormonais e metabólicas. Quanto mais inflamação sistêmica, maior a tendência de sintomas. 

“O homem moderno trabalha sentado por horas, dorme pouco, vive sob estresse constante, consome ultraprocessados e bebe pouca água. Esse conjunto cria um cenário perfeito para a piora urinária”, afirma Alexandre Sallum.

 

Cafeína, álcool e refrigerantes: irritantes invisíveis da bexiga


Outro fator frequentemente negligenciado é o consumo elevado de substâncias irritantes. 

Cafeína, álcool, bebidas energéticas e refrigerantes estimulam a produção de urina e aumentam a irritabilidade da bexiga. Em homens que já possuem aumento prostático discreto, isso pode desencadear sintomas desproporcionais ao tamanho real da glândula. 

“O paciente muitas vezes acredita que o problema está exclusivamente na próstata, quando na verdade há um componente comportamental agravando o quadro”, explica o urologista. 

A ingestão insuficiente de água também desempenha papel importante. Urina muito concentrada irrita o trato urinário e aumenta a sensação de urgência e desconforto. 

 

Estresse crônico e o eixo hormonal masculino

O estresse persistente eleva níveis de cortisol e interfere na regulação hormonal masculina. Há evidências de que alterações no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal podem influenciar a saúde prostática indiretamente, além de impactar sono, libido e metabolismo. 

Homens que dormem menos de seis horas por noite apresentam maior incidência de sintomas urinários e inflamatórios. A privação do sono favorece processos inflamatórios sistêmicos, que também afetam o trato urinário. 

Um dos grandes problemas é que muitos homens só procuram avaliação quando os sintomas já interferem na qualidade de vida. No entanto, os primeiros sinais costumam ser discretos: 

  • jato urinário levemente mais fraco
  • aumento da frequência urinária
  • necessidade de acordar uma vez à noite
  • demora maior para iniciar a micção 

Esses sinais, quando negligenciados, tendem a evoluir. A prevenção não é apenas rastrear câncer. É acompanhar a saúde prostática antes que a obstrução seja significativa.

 

A boa notícia: é possível reverter o curso

A abordagem moderna para sintomas prostáticos vai além da prescrição de medicamentos. Mudanças no estilo de vida demonstram impacto real na evolução do quadro: 

  • redução de peso abdominal
  • prática regular de atividade física
  • melhora da qualidade do sono
  • redução de cafeína e álcool
  • hidratação adequada
  • controle metabólico (glicemia e colesterol) 

Quando necessário, há tratamentos farmacológicos eficazes e, em casos mais avançados, técnicas minimamente invasivas que aliviam a obstrução com rápida recuperação. O mais importante é entender que envelhecer não significa necessariamente sofrer com sintomas urinários severos. O estilo de vida tem papel decisivo nesse processo.

 

A nova perspectiva da saúde masculina

O Dr. Alexandre Sallum Bull conclui: “A próstata não deve ser vista apenas sob a lente do câncer. Ela é parte de um sistema maior, que envolve metabolismo, hormônios, sono, intestino e saúde cardiovascular. A mensagem central é clara, muitos sintomas atribuídos à idade podem ser consequência de escolhas diárias repetidas ao longo dos anos”. 

Dr. Alexandre Sallum Bull CRM 129592 - Médico Urologista. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



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