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terça-feira, 21 de abril de 2026

IA assume o comando da gestão de viagens corporativas e redefine o papel do travel manager, agora elevado à condição de consultor estratégico

R3 Viagens aporta investimento expressivo em Business Intelligence com machine learning e consolida o R3 Insights, plataforma proprietária que entrega relatórios automáticos e análises preditivas aos gestores, reposicionando a área de viagens como protagonista na tomada de decisão das empresas brasileiras

 

A inteligência artificial cruzou definitivamente o limiar da gestão de viagens corporativas no Brasil. Em 2026, a IA deixou de ser promessa de bastidor e assumiu o centro das decisões que envolvem custo, compliance, segurança, sustentabilidade e experiência do viajante. O movimento, já percebido há alguns anos nas grandes multinacionais, consolida-se agora no mercado brasileiro — e impõe uma transformação irreversível ao papel do travel manager, profissional que historicamente cuidava de cotações, reservas e prestação de contas. A nova função se aproxima da de um consultor estratégico: alguém que interpreta dados, antecipa cenários e conecta a política de viagens aos objetivos de negócio da companhia. À frente desse movimento, a R3 Viagens, agência corporativa com mais de uma década de atuação e sede em São Paulo, anuncia um aporte robusto em tecnologia, com ênfase em Business Intelligence, machine learning e automação de relatórios, ancorado no R3 Insights, plataforma proprietária que se tornou o núcleo da operação analítica da empresa.


Um setor em expansão e cada vez mais orientado por dados

Os números que sustentam esse reposicionamento são expressivos. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP) apontam que o turismo de negócios movimentou cerca de R$ 13,7 bilhões no Brasil em 2025, maior patamar da história do setor. A projeção para 2026 indica faturamento que pode alcançar R$ 14 bilhões, novo recorde histórico. Em escala global, pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA) mostra que 59% dos profissionais do setor declaram otimismo em relação ao ano; 44% esperam aumento dos gastos e 40% acreditam na manutenção dos níveis registrados em 2025. Na América Latina, 61% dos respondentes projetam expansão no volume de viagens, em linha com a retomada dos investimentos corporativos.

Mais do que o volume, o que chama atenção nesse ciclo é a mudança estrutural de paradigma. Até 2024, a maior parte das empresas brasileiras encarava a gestão de viagens como uma função essencialmente operacional, distribuída entre áreas de compras, financeiro, RH e atendimento. Desde 2025, porém, a agenda começou a migrar para o território da estratégia — e 2026 consolida essa virada. O que antes era medido por número de reservas emitidas, pontualidade de voos e volume de reembolsos passou a ser avaliado por métricas de eficiência preditiva, aderência a políticas internas, retorno sobre o investimento em deslocamentos e impacto no bem-estar e na produtividade dos colaboradores.

A virada tem três motores principais. O primeiro é a maturidade tecnológica do setor, com plataformas capazes de conversar entre si e integrar reservas, despesas, pagamentos, compliance, risco e experiência em um fluxo único. O segundo é a pressão crescente por previsibilidade financeira e governança, reforçada por auditorias internas, regras de ESG e exigências de órgãos reguladores. O terceiro — e mais determinante — é a chegada definitiva da inteligência artificial e do machine learning como camadas de inteligência sobre os dados que o setor já produzia, mas raramente traduzia em decisão útil para o negócio.


Do operador de cotações ao consultor estratégico: a nova função do travel manager

A consequência direta desse movimento é a transformação radical do papel do travel manager. Historicamente, o profissional responsável pelas viagens corporativas atuava como um centralizador de tarefas operacionais: negociar tarifas, coordenar reservas, aprovar solicitações, gerenciar reembolsos e lidar com exceções. Em muitas empresas brasileiras, a função sequer tinha status próprio, sendo absorvida por áreas como facilities, administrativo ou secretaria executiva.

Em 2026, esse cenário é outro. Com a IA e o machine learning assumindo as tarefas repetitivas e de baixa complexidade — cotação, comparação de tarifas, checagem de políticas, emissão de relatórios padronizados —, o travel manager passa a ocupar um espaço de maior valor agregado. A rotina do profissional migra para análise de indicadores, negociação estratégica com fornecedores, desenho de políticas de viagem alinhadas ao plano de negócios, tomada de decisão baseada em dados e gestão do bem-estar e da segurança de viajantes. Em companhias de médio e grande porte, esse profissional começa a sentar, cada vez com mais frequência, nas reuniões em que se discute orçamento anual, governança corporativa e planejamento estratégico.

É uma mudança que impacta não apenas o cotidiano de milhares de profissionais, mas também a estrutura das empresas e a relação com suas TMCs (Travel Management Companies). As agências corporativas, antes vistas como fornecedoras de serviços de emissão, precisam agora entregar inteligência, consultoria e personalização. Quem não evoluir tende a perder espaço. Quem se antecipar ao movimento assume protagonismo.


A aposta da R3: aporte robusto em BI, machine learning e automação

Foi exatamente a leitura desse cenário que levou a R3 Viagens a direcionar, nos últimos anos, um aporte expressivo em tecnologia. A empresa reorganizou sua área de dados, ampliou o time técnico dedicado a BI e machine learning, firmou parcerias com fornecedores de ponta e construiu uma camada analítica própria, capaz de integrar todo o ciclo da viagem corporativa — do planejamento orçamentário à conciliação final das despesas, passando por reservas, pagamentos, segurança, compliance e experiência do viajante.

O investimento está apoiado em três pilares. O primeiro é infraestrutura de dados: a R3 estruturou bases unificadas, padronizadas e auditáveis, capazes de absorver informações de múltiplas fontes — sistemas de reserva, ERPs e canais de atendimento. O segundo pilar é a camada de inteligência artificial, com modelos de machine learning treinados para reconhecer padrões de comportamento, antecipar demanda, identificar riscos e recomendar decisões. O terceiro é a automação, que permite transformar insights em ações imediatas, sem depender de intervenção manual ou de filas de processamento.

A soma desses três pilares resulta em um ecossistema que não apenas reage a eventos passados, mas opera de forma preditiva — característica que, segundo especialistas, diferencia as TMCs de vanguarda daquelas que permanecem em um modelo predominantemente transacional. A integração entre BI, IA e automação também reduz drasticamente o tempo entre a ocorrência de um desvio de política ou anomalia de custo e a notificação ao gestor responsável, encurtando ciclos de decisão que antes levavam semanas para horas ou minutos.


R3 Insights: o núcleo analítico que entrega relatórios automáticos e previsões aos gestores

No centro dessa estrutura está o R3 Insights, plataforma proprietária desenvolvida pela R3 Viagens para consolidar, analisar e distribuir informações estratégicas sobre o programa de viagens corporativas dos clientes. Concebido para operar em segundo plano, o R3 Insights processa continuamente dados de reservas, despesas, compliance, cancelamentos, alterações, fornecedores e comportamento dos viajantes, transformando esse universo de informações em painéis, alertas e relatórios acionáveis.

Um dos recursos mais valorizados da plataforma é o envio automático de relatórios personalizados aos gestores. Em vez de depender da solicitação manual de cada extração, o gestor recebe, em períodos pré-configurados, um conjunto de indicadores adaptado à sua função — um diretor financeiro visualiza o comportamento agregado de gastos, a aderência orçamentária e as projeções trimestrais; o RH acompanha carga de viagens por colaborador e sinalizações de risco de burnout; a área de compras vê o desempenho de fornecedores, savings capturados e oportunidades de renegociação; o compliance recebe alertas de exceções e políticas violadas. A inteligência artificial atua tanto na curadoria do conteúdo quanto na escrita sintética dos insights, entregando narrativas curtas, objetivas e diretamente ligadas às decisões que cada gestor precisa tomar.

Ao lado do envio automático de relatórios, o R3 Insights oferece um BI completo, com dashboards interativos, filtros avançados, visões por centro de custo, unidade de negócio, país, cidade, projeto, fornecedor e perfil de viajante. É possível cruzar informações com dados externos — como sazonalidade, eventos corporativos, variações cambiais e indicadores de risco geopolítico — e simular cenários alternativos, avaliando, por exemplo, o impacto de uma mudança na política de classe de voo ou de uma nova exigência de aprovação sobre o orçamento anual. Os modelos de machine learning embarcados permitem projeções de gasto em diferentes horizontes de tempo, detecção automática de anomalias e recomendações de ajuste de política com base em padrões identificados no histórico de cada cliente.

O módulo preditivo é especialmente valorizado por áreas financeiras e de controladoria. Ele combina histórico interno da empresa com benchmarks setoriais e variáveis externas para antecipar curvas de gasto, identificar meses de pressão orçamentária e recomendar medidas preventivas. Em vez de receber um relatório sobre o que já aconteceu, o gestor passa a operar com antecedência sobre o que provavelmente vai acontecer — e com sugestões concretas do que fazer a respeito.


“A IA não veio para substituir o travel manager. Veio para libertá-lo”

Para Wilson Silva, CEO da WS Labs, empresa desenvolvedora das soluções tecnológicas da R3 Viagens, o movimento de profissionalização do setor passa, necessariamente, pela combinação entre inteligência artificial e inteligência humana. É essa combinação que orienta a estratégia de produto da companhia e inspirou a arquitetura do R3 Insights.

“A inteligência artificial não veio para substituir o travel manager. Veio para libertá-lo das tarefas que nunca deveriam ter ocupado o dia dele. Quando a gente automatiza cotações, emissão de relatórios, checagens de política e conciliações, o profissional ganha o tempo e a energia que precisa para fazer o que a máquina não faz: conversar com o viajante, entender o contexto do negócio, negociar com fornecedores, desenhar políticas que realmente funcionam. O R3 Insights foi pensado para isso. Ele resolve o operacional e devolve o estratégico para quem precisa decidir”, afirma Wilson Silva, CEO da WS Labs, empresa desenvolvedora das soluções da R3 Viagens.

O executivo reforça que o design da plataforma priorizou três atributos considerados inegociáveis: confiança nos dados, clareza nas entregas e integração fluida com os sistemas dos clientes. “De nada adianta uma camada de IA sofisticada se o dado de origem é ruim, se o gestor não entende o que está vendo ou se a informação não chega no momento certo. Investimos pesado em governança de dados, em user experience e em integrações robustas justamente para garantir que o insight chegue na mão certa, na hora certa, no formato certo.”


Da reserva à conciliação: como a IA atua em cada etapa da jornada

A atuação da IA no ecossistema da R3 Viagens começa antes mesmo da solicitação de viagem. Modelos preditivos analisam histórico de deslocamentos, calendário corporativo, sazonalidade de rotas e comportamento de mercado para antecipar demandas e orientar negociações com companhias aéreas, redes hoteleiras e locadoras. Com isso, a empresa chega ao momento da compra com margens de negociação mais amplas e condições mais vantajosas para os clientes.

No momento da reserva, a inteligência artificial oferece recomendações personalizadas para cada viajante, considerando seu perfil, suas preferências, a política da empresa e o objetivo da viagem. O sistema sugere voos, horários, hotéis e formas de deslocamento que maximizam produtividade e conforto sem violar regras internas. Quando uma solicitação foge ao padrão, o motor de decisão automática aciona a camada de compliance e encaminha a aprovação ao gestor competente, já acompanhada de uma análise que compara a exceção com cenários alternativos — permitindo que a decisão seja tomada em segundos, com todos os dados à vista.

Durante a viagem, a automação assume papel central. Informações de voo, check-in, alterações de horários, portões de embarque e riscos de atraso são enviadas proativamente ao viajante, via aplicativos e WhatsApp corporativo. Em caso de irregularidades — cancelamentos, overbookings, atrasos significativos —, o sistema identifica a situação antes mesmo da comunicação oficial, aciona as equipes de atendimento e apresenta alternativas em tempo real. O viajante deixa de ser surpreendido pela logística; a logística é que o acompanha.

Após o retorno, o ciclo se fecha com a conciliação automática de despesas. A plataforma cruza informações de cartões corporativos, notas fiscais, recibos digitalizados e registros de reserva, identificando divergências, classificando lançamentos por centro de custo e submetendo tudo ao fluxo de aprovação. O travel manager, que antes passava dias cercado de planilhas, recebe um dashboard com o status de cada viagem e pode dedicar seu tempo à análise do que, de fato, precisa mudar.


Compliance digital, duty of care e a dimensão humana da tecnologia

Um dos pontos em que a aplicação de IA mais entrega valor é a combinação entre compliance digital e duty of care — o dever de cuidado das empresas com a segurança e o bem-estar dos colaboradores em trânsito. Até poucos anos atrás, esses dois temas eram tratados em camadas separadas e, muitas vezes, por áreas que não se falavam. Hoje, eles se fundem em uma única estrutura analítica: a mesma base de dados que aponta exceções a políticas também cruza informações de risco geopolítico, sanitário e climático para proteger o viajante.

Na prática, isso significa que uma tentativa de reserva em um destino recém-incluído em alerta de segurança pode ser automaticamente barrada ou redirecionada ao gestor de risco; uma alteração abrupta em rota internacional gera um aviso de acompanhamento; um viajante em região afetada por eventos extremos recebe suporte proativo. O compliance deixa de ser uma barreira burocrática e se torna um mecanismo de proteção — algo que, na leitura da R3 Viagens, redefine a relação entre empresa e colaborador que viaja.

A dimensão humana também é tratada com prioridade. Estudo recente do Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, produzido pelo Wellhub, mostra que 47% dos colaboradores brasileiros afirmam perder sono em razão de ansiedade ou estresse, e 44% reconhecem que dormir pouco prejudica diretamente seu bem-estar. Em viagens corporativas, esse efeito é potencializado por fusos horários, deslocamentos longos, agendas intensas e alimentação irregular. A leitura da R3 Viagens é clara: não se faz gestão de viagens moderna sem considerar saúde mental, carga de deslocamento e qualidade do tempo de descanso. Os modelos analíticos da empresa incluem indicadores de intensidade de viagem por colaborador, o que permite aos gestores identificar sinais de sobrecarga antes que eles se convertam em problemas de saúde ou de performance.


“A tecnologia só faz sentido quando humaniza a viagem”

Para Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens, a grande transformação do setor está em colocar a tecnologia a serviço de uma experiência mais humana — e não o contrário. É essa a bússola que orienta o posicionamento da empresa e o ritmo dos seus investimentos.

“A R3 investiu pesado em BI, em machine learning e em automação porque enxergamos, há algum tempo, que o futuro da gestão de viagens corporativas passaria por aí. Mas nosso ponto de partida nunca foi a tecnologia pela tecnologia. Foi a pergunta: como usamos esses recursos para que o viajante chegue mais tranquilo, o gestor decida melhor e a empresa extraia o máximo de cada deslocamento? O R3 Insights é uma resposta concreta a essa pergunta. Ele entrega inteligência onde antes havia planilha, entrega previsibilidade onde antes havia achismo e devolve tempo a profissionais que precisam decidir com rapidez e segurança”, avalia Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens.

O executivo acrescenta que o foco da empresa, nos próximos anos, será ampliar a camada preditiva, expandir integrações com ERPs e plataformas de pagamento, fortalecer o ecossistema de parceiros e manter o atendimento humano como diferencial inegociável. “Acreditamos em automação, mas também acreditamos em gente boa atendendo gente. Tecnologia e atendimento consultivo não se excluem — se potencializam. Essa é a equação que a R3 vem montando há mais de uma década e que o R3 Insights materializa de forma muito clara.”


Benefícios concretos para os clientes: redução de custos, previsibilidade e governança

Do ponto de vista dos clientes, os benefícios da consolidação dessa infraestrutura aparecem em diferentes frentes. A primeira, e mais imediata, é a redução de custos evitáveis. Com a IA mapeando padrões de compra, recomendando antecipações, identificando oportunidades de consolidação de fornecedores e sinalizando exceções em tempo real, as empresas conseguem capturar savings que, historicamente, escapavam por falta de visibilidade. Em alguns segmentos, a combinação entre compras inteligentes e compliance automatizado tem capacidade de gerar economia relevante sobre o orçamento anual de viagens.

A segunda frente é a previsibilidade financeira. A capacidade de projetar, com margem de erro reduzida, o comportamento do orçamento de viagens nos próximos trimestres transforma a área em uma interlocutora confiável do financeiro e da alta liderança. Orçamentos deixam de ser estimativas baseadas em históricos brutos e passam a incorporar cenários, sazonalidades, variáveis macroeconômicas e tendências de mercado. Isso reduz surpresas, evita cortes abruptos e permite um planejamento mais maduro.

A terceira frente é a governança. Em um ambiente regulatório cada vez mais exigente, com auditorias internas sofisticadas e pressão crescente de investidores por transparência, contar com uma plataforma que registra, rastreia e audita cada etapa do ciclo de viagem torna-se um ativo estratégico. O R3 Insights permite que a empresa demonstre, com evidência documental, o cumprimento das suas próprias políticas — condição fundamental para auditorias, certificações e relatórios de sustentabilidade.

A quarta frente — talvez a menos visível, mas uma das mais impactantes — é a elevação do nível de conversa dentro das companhias. Quando o travel manager deixa de ser o profissional que repassa cotações e passa a ser o profissional que entrega análises e recomendações, sua interlocução com finanças, compras, RH, compliance e liderança executiva muda de patamar. A função ganha voz nas decisões de negócio.


Integração com ERPs, plataformas de pagamento e o novo padrão de operação

A consolidação do R3 Insights ocorre em paralelo a um esforço amplo de integração com os sistemas dos clientes. A R3 Viagens ampliou seu portfólio de conectores com ERPs (SAP, Oracle, TOTVS, entre outros), plataformas de despesas corporativas, provedores de cartões, sistemas de RH e ferramentas de aprovação. Essa integração permite que as informações de viagem fluam naturalmente pelo ecossistema da companhia, sem redigitações, sem planilhas intermediárias e sem lacunas de auditoria.

O padrão emergente do setor, segundo especialistas e publicações especializadas, é o de pagamentos sincronizados e conciliação automática: menos reembolsos manuais, mais controle e rastreabilidade em tempo real. A R3 Viagens está alinhada a essa tendência e vem orientando seus clientes a migrar gradualmente do modelo tradicional — em que o colaborador paga do próprio bolso e depois solicita reembolso — para um modelo com cartão corporativo e liquidação automática. Os ganhos são múltiplos: o viajante não compromete o orçamento pessoal, o financeiro ganha visibilidade imediata e a companhia reduz atritos e custos administrativos.

Outra dimensão relevante é a interoperabilidade com ferramentas de mensageria corporativa. A R3 tem investido na entrega de informações por WhatsApp e canais similares, com IA responsável por antecipar dados do voo ao viajante com até 48 horas de antecedência, incluir preferências pessoais e acionar atendimento humano de forma integrada sempre que for necessário lidar com serviços adicionais — como mudança de hotel, locação de carro, upgrades ou assistência em casos de imprevisto.


ESG, sustentabilidade e o papel dos dados na agenda climática corporativa

Outro eixo crítico do movimento é a sustentabilidade. Em 2026, práticas de ESG deixaram de ser diferencial e passaram a ser critério de concorrência em licitações corporativas, em processos de contratação de fornecedores e na construção de relatórios exigidos por investidores. Emissões de carbono geradas por voos, hospedagens e deslocamentos terrestres entraram definitivamente no radar das empresas brasileiras — e, com elas, a necessidade de mensurar, reportar e compensar com precisão.

A IA tem papel determinante nessa agenda. No R3 Insights, o cálculo de emissões é feito automaticamente a cada reserva, com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, e é apresentado em painéis executivos que cruzam dados de gasto, rota e perfil de viajante. Isso permite que as empresas não apenas cumpram exigências de reporte, mas tomem decisões proativas — por exemplo, redesenhar roteiros, estimular videoconferências em viagens de menor impacto ou priorizar fornecedores com políticas ambientais mais robustas.

A abordagem da R3 considera que a agenda ESG, quando tratada como um problema puramente de compliance, perde força. Tratada como um problema de dados, ganha musculatura: é mais fácil reduzir o que se mede, e mais fácil ainda reduzir o que se mede em tempo real. A combinação entre BI, machine learning e integração operacional é o caminho que permite a uma companhia não apenas cumprir metas de emissão, mas superá-las de forma consistente.


O futuro próximo: agentes de IA, previsibilidade ampliada e experiência sob medida

O horizonte dos próximos anos reserva transformações ainda mais profundas. Agentes de inteligência artificial, capazes de executar tarefas inteiras de ponta a ponta — de uma pesquisa de opções à conclusão de uma reserva, respeitando política e preferências — começam a ganhar espaço no mercado internacional e devem chegar aos clientes brasileiros em escala ampliada a partir de 2026 e 2027. A R3 Viagens acompanha de perto esse movimento e prepara sua plataforma para incorporar, de forma segura e auditável, essas novas camadas de automação.

A tendência de personalização também se aprofunda. Com o volume crescente de dados processados pelo R3 Insights, a empresa está em condição de oferecer experiências cada vez mais sob medida, em que cada viajante recebe recomendações de voo, hotel, restaurante e logística considerando suas preferências individuais, seu histórico e seu contexto corporativo. A mesma lógica vale para os gestores, que passam a contar com relatórios verdadeiramente personalizados — não no sentido cosmético de ajustar cores e filtros, mas no sentido substantivo de priorizar as perguntas que importam para cada função.

Outra fronteira é a chamada “proximidade de poder” (Proximity Power), tendência apontada por relatórios globais do setor, segundo a qual as empresas passam a privilegiar deslocamentos mais eficientes, de menor distância e maior impacto direto no negócio, em detrimento de longas viagens internacionais quando estas podem ser substituídas por encontros regionais ou hubs mais próximos. A IA é peça-chave nesse processo: ela identifica padrões de reuniões, mapeia oportunidades e sugere redesenhos de roteiros que preservam o valor estratégico das viagens sem inflacionar custos ou sobrecarregar as equipes.


Talento, cultura e capacitação: a outra face da transformação

Nada disso se materializa sem gente qualificada. Um dos pontos menos debatidos, mas centrais, do processo de transformação é a necessidade de capacitação tanto das equipes internas das TMCs quanto dos travel managers dos clientes. Lidar com BI, interpretar dashboards, questionar modelos de IA, entender limitações algorítmicas e traduzir números em decisão exige um conjunto novo de competências.

A R3 Viagens tem investido em programas de formação e atualização contínua, tanto para sua equipe quanto para seus clientes, combinando conteúdos técnicos, discussões sobre tendências e análises de casos reais. A ideia é que a plataforma seja, ao mesmo tempo, uma ferramenta de trabalho e uma escola prática — um ambiente em que os gestores aprendem sobre seu próprio programa de viagens à medida que o operam. Na leitura da empresa, a tecnologia não substitui o profissional, mas eleva o patamar de exigência sobre seu repertório — e cabe às agências oferecer o suporte para essa travessia.

Essa mudança de cultura tem efeitos sobre a retenção de talentos. Áreas de viagens corporativas que passam a lidar com dados, projetos e estratégia tornam-se mais atrativas para profissionais jovens, qualificados e com visão analítica. Aos poucos, o estigma histórico de uma função meramente operacional dá lugar a uma carreira reconhecida, com caminhos claros de desenvolvimento.

A capacitação se estende também às áreas adjacentes das companhias. Controllers, gerentes de compras, líderes de RH e responsáveis por compliance passam a demandar leitura fluente de dashboards de viagens, entendimento de métricas de aderência a políticas e vocabulário analítico comum. Essa transversalidade acelera a maturidade do programa de viagens e reduz os ruídos históricos entre áreas — cada interlocutor passa a operar a partir de uma mesma base de evidências, com critérios compartilhados para avaliar desempenho e oportunidades.

Do lado da R3 Viagens, há uma combinação deliberada entre times de negócio, engenharia de dados, ciência de dados, produto e atendimento consultivo, com suporte da WS Labs na camada de desenvolvimento das soluções. A lógica é impedir que a camada técnica se desenvolva desconectada das dores reais dos clientes — um risco comum em empresas que importam tecnologia sem ouvir quem usa. Na prática, especialistas em viagens participam do desenho de modelos preditivos, validam hipóteses e colocam em xeque resultados que, mesmo estatisticamente consistentes, não façam sentido para a realidade operacional das companhias. É esse diálogo contínuo que mantém o R3 Insights alinhado ao cotidiano dos gestores.


Um recado para o mercado: a gestão de viagens como função estratégica

O movimento liderado pela R3 Viagens ilustra, em nível corporativo, um reposicionamento maior do setor. Em uma economia em que cada real investido precisa demonstrar retorno, em que compliance e sustentabilidade são obrigações incontornáveis e em que a experiência do colaborador é tema de agenda estratégica, a gestão de viagens corporativas não pode mais ser tratada como uma função periférica. Ela passa a integrar o núcleo decisório das organizações, conectando finanças, pessoas, compras, riscos e operações.

As empresas que compreenderem esse movimento e investirem em tecnologia, dados, parcerias certas e capacitação de seus times colherão resultados em múltiplas frentes — redução de custos evitáveis, aumento de previsibilidade, melhora em governança, experiência do viajante qualificada e, sobretudo, decisões melhores. As que não o fizerem tendem a enfrentar um descompasso crescente em relação à concorrência, a perder talentos e a tomar decisões com base em informação incompleta — um luxo que cada vez menos companhias podem se dar.

Nesse contexto, a aposta da R3 Viagens em BI, machine learning e automação, materializada no R3 Insights, é mais do que uma atualização tecnológica: é uma declaração de princípios sobre o que significa gerir viagens corporativas em 2026. Significa, em essência, tratar dados como matéria-prima, cuidar do viajante como ativo estratégico e fazer da tecnologia uma aliada da decisão humana — nunca sua substituta.


R3 Viagens
www.r3viagens.com.br.

WS Labs
wslabs.ai.

 

Leis de cidadania em Portugal ameaçam brasileiros

Endurecimento das regras para cidadania portuguesa gera apreensão e Presidente Lula busca solução diplomática

 

Lisboa vive um momento decisivo após a aprovação, pelo Parlamento português, de alterações na Lei da Nacionalidade que endurecem os critérios para concessão de cidadania. As mudanças ampliam o tempo mínimo de residência exigido, criam barreiras documentais para descendentes e dificultam o acesso de estrangeiros à plena integração no país. A comunidade brasileira, que representa uma das maiores parcelas de imigrantes em Portugal, é diretamente afetada e teme perder direitos fundamentais, incluindo a mobilidade dentro da União Europeia. Associações de imigrantes alertam para o risco de exclusão social e para o impacto negativo que a medida pode gerar na vida de milhares de famílias. 

Em meio a esse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca na próxima terça, dia 21 de abril em Lisboa para uma visita oficial marcada por forte expectativa. O tema da cidadania portuguesa está no centro da agenda e Lula pretende defender os interesses da comunidade brasileira, buscando alternativas diplomáticas para atenuar os efeitos da nova lei. A aprovação contou com apoio da ultradireita portuguesa, que defende maior controle sobre imigração, mas setores progressistas e parte da sociedade civil pressionam pelo veto presidencial, alegando que as mudanças ferem princípios de integração e de justiça social. 

Para a advogada especialista em cidadania, Dra. Gabriela Rotunno, da Rotunno Cidadania, “o momento é extremamente delicado, pois milhares de estrangeiros que já construíram suas vidas em Portugal podem ver seus projetos interrompidos. É fundamental que haja diálogo político e sensibilidade das autoridades portuguesas para que não se crie um cenário de insegurança jurídica e social”. Segundo ela, “a visita do presidente Lula é estratégica, porque demonstra que o Brasil está atento e disposto a defender os direitos de seus cidadãos no exterior”. 

O governo brasileiro aposta no diálogo político como ferramenta para alcançar flexibilizações ou medidas compensatórias, enquanto autoridades portuguesas avaliam os impactos sociais antes da sanção definitiva. A visita de Lula é vista como oportunidade histórica de reforçar os laços culturais e diplomáticos entre Brasil e Portugal, ao mesmo tempo em que coloca em evidência a importância da cooperação bilateral. 

Para os brasileiros residentes, o encontro representa uma chance concreta de manter viva a esperança de acesso à cidadania portuguesa, num momento em que Lisboa se torna palco de decisões cruciais. O futuro de milhares de pessoas depende das negociações que se desenrolam agora, e a expectativa é de que a diplomacia consiga preservar direitos e fortalecer a relação entre os dois países.


Formação profissional avança como alternativa para geração de renda diante de descompasso entre diploma e mercad

Com vagas abertas e dificuldade de preenchimento em funções técnicas, cresce a busca por cursos rápidos e conectados à demanda das empresas 


O Brasil ampliou o acesso ao ensino superior, mas o avanço não se traduziu, na mesma proporção, em inserção profissional. Dados do IBGE mostram que trabalhadores com ensino superior têm renda média 126% maior do que aqueles com ensino médio, enquanto o Novo Caged aponta saldo positivo na geração de empregos formais, puxado por setores como serviços e comércio, com forte demanda por funções operacionais e técnicas.

 

“O ensino superior continua sendo essencial para diversas carreiras, mas nem sempre representa a via mais rápida para geração de renda. Hoje, vemos muitas pessoas com diploma que ainda enfrentam dificuldade para se inserir ou se reposicionar no mercado”, afirma Jéssica Giustino, Superintendente de Franquias do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos).


O descompasso entre formação e aplicação prática limita o acesso ao primeiro emprego, especialmente entre jovens, e prolonga a dependência financeira. Ao mesmo tempo, empresas seguem com dificuldade para preencher vagas técnicas, o que afeta a operação e restringe o crescimento.

 

A educação profissional ganha espaço nesse movimento. O CEBRAC tem ampliado sua atuação com formações voltadas a áreas com alta demanda, como assistente administrativo e financeiro, informática, inglês, beleza e bem-estar e cursos ligados à saúde, como cuidador de idosos — segmento impulsionado pelo envelhecimento da população.

 

Os cursos priorizam aplicação direta e incluem opções presenciais e EAD, ampliando o acesso e encurtando o tempo entre aprendizado e geração de renda. O movimento não se limita aos jovens. Cresce a procura por parte de adultos que já passaram pela educação formal e buscam uma guinada profissional, seja para migrar de área, atualizar habilidades ou criar novas fontes de renda.


“A educação profissional deixou de ser apenas porta de entrada e passou a ser ferramenta de reposicionamento. Em um ambiente de mudanças constantes, a capacidade de aprender e aplicar rapidamente faz diferença direta na geração de renda e na trajetória profissional”, conclui Jéssica.



CEBRAC

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Associação lança campanha de prevenção com a rede elétrica: “Energia liga. Segurança protege”

Abradee inaugura 20ª edição da Campanha Nacional de Segurança com uma identidade visual modernizada


A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) apresenta a nova Campanha Nacional de Segurança, que chega à 20ª edição com uma
identidade visual modernizada e um posicionamento ainda mais direto: “Energia liga. Segurança protege”

Mais do que um alerta, o novo conceito traduz, de forma simples e memorável, a relação entre o uso da energia elétrica no dia a dia e a responsabilidade coletiva com a segurança. A construção da campanha aposta em uma linguagem visual contemporânea, com elementos gráficos que remetem à conexão, proximidade e cuidado, reforçando o papel essencial da energia na vida das pessoas, e a importância de utilizá-la com consciência.

A iniciativa parte de um setor com presença direta na vida dos brasileiros: as distribuidoras de energia levam eletricidade a 99,8% do país, atendendo cerca de 212 milhões de clientes. Esse alcance reforça a responsabilidade do segmento em promover informação e prevenção em larga escala. 

A nova identidade traz um sistema visual versátil, pensado para diferentes plataformas e formatos, com forte apelo digital. As peças combinam cores vibrantes, transições em degradê e personagens que representam a diversidade da população brasileira, aproximando a mensagem do cotidiano real dos consumidores. O resultado é uma comunicação mais acessível, humanizada e alinhada aos desafios atuais de engajamento. 

“A campanha evolui para dialogar com a sociedade de forma mais direta e próxima. A mensagem é simples, mas muito poderosa: a energia está presente em tudo, conecta pessoas, movimenta o país, mas é a segurança que protege vidas”, afirma Cristina Garambone, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee.

Com presença em múltiplos canais, incluindo ambiente digital e materiais educativos, a campanha foi estruturada para ampliar alcance e frequência, reforçando orientações de prevenção em diferentes contextos do dia a dia. A landing page reúne conteúdos interativos, vídeos e uma cartilha de segurança, consolidando o ambiente digital como um dos principais pontos de contato da iniciativa. 

Ao completar duas décadas, a campanha reafirma seu papel como uma das principais iniciativas de conscientização do setor elétrico no país, mobilizando as 42 distribuidoras associadas à Abradee, responsáveis por conectar milhões de brasileiros à energia, em torno de um objetivo comum: reduzir acidentes e salvar vidas por meio da informação. 

LP CAMPANHA: Link
KV: Link
VÍDEO: Link


Agente de Viagens ou de Intercâmbio? Especialista da Belta explica as diferenças e a importância da assessoria na proteção do investimento estudantil

Embora o desejo de expandir horizontes seja comum a ambos,
 existe uma linha técnica clara que separa o agente de
 viagens convencional do agente de intercâmbio.
  Envato

Enquanto o turismo foca no lazer, o intercâmbio exige gestão de carreira e vistos complexos; Pesquisa Selo Belta revela crescimento de 17% no setor e reforça a necessidade de suporte especializado

  

Com a chegada do dia 22 de abril, data em que se celebra o Dia do Agente de Viagens, é comum que surjam dúvidas sobre os limites de atuação dos profissionais que organizam experiências internacionais. Embora o desejo de vivenciar novas culturas seja compartilhado, existe uma linha técnica clara que separa o agente de viagens convencional do agente de intercâmbio. 

Enquanto o primeiro é o arquiteto do lazer, o segundo atua como um consultor educacional e gestor de planejamento, sendo peça fundamental para que o projeto de vida do estudante seja uma experiência exitosa, mitigando riscos de perdas financeiras. 

A principal diferença reside na especificidade da entrega. O agente de viagens foca na logística: passagens, hotéis e roteiros turísticos. Já o agente de intercâmbio lida com variáveis muito mais sensíveis, como a orientação sobre perfis para vistos de estudantes, que possuem regras rigorosas e distintas de um visto de turista, a verificação da idoneidade de instituições de ensino no exterior e o suporte na conferência de documentação e matrículas. Trata-se de uma consultoria que entende o intercâmbio não apenas como uma viagem, mas como um investimento em capital humano. 

Essa proteção do investimento é, inclusive, o ponto central destacado por Alexandre Argenta, presidente da Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio). Segundo o executivo, o agente de intercâmbio atua como um filtro de segurança em um mercado global vasto. “O intercâmbio envolve valores altos e sonhos de longo prazo. O profissional especializado, especialmente aquele que carrega o Selo Belta, oferece o suporte necessário para que o aluno escolha escolas certificadas e tenha assistência caso ocorra qualquer imprevisto no país de destino. É uma forma de trazer viabilidade e segurança ao patrimônio da família”, pontua Argenta. 

Os números do setor reforçam a importância dessa assessoria. De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025, o interesse dos brasileiros pela educação internacional cresceu 17% no último ano. Esse aumento vem acompanhado de uma mudança de perfil: o estudante está mais exigente e busca cursos que combinem estudo e trabalho ou especializações profissionais de curto prazo. 

Com um ticket médio que pode ultrapassar os US$7 mil, a figura do agente de intercâmbio torna-se fundamental para evitar ofertas enganosas ou instituições que não cumprem o que prometem no catálogo. 

Além do suporte no preenchimento correto da matrícula e revisão documental para as exigências imigratórias e acadêmicas, o agente de intercâmbio oferece uma camada de inteligência emocional e logística que o viajante comum raramente acessa sozinho. Desde a orientação sobre o custo de vida real em cidades específicas até o auxílio na compreensão de processos como abertura de contas bancárias e busca por moradia, o especialista transforma o processo burocrático em uma jornada estruturada. Em um cenário onde as regras de migração mudam constantemente, contar com quem vive o dia a dia dessas atualizações é o que define o sucesso de uma experiência internacional em 2026.


Cooperativismo de crédito e a ampliação da liderança feminina


As barreiras enfrentadas pelas mulheres no sistema financeiro não surgiram nas filas das agências, mas na forma como o próprio sistema foi estruturado ao longo do tempo. Durante décadas, normas legais e padrões culturais limitaram o acesso das mulheres à propriedade, à gestão patrimonial e ao crédito. No Brasil, até 1962, mulheres casadas dependiam de autorização para administrar bens, o que retardou a consolidação da autonomia econômica.

 

Ainda que a legislação tenha evoluído, as estruturas de poder permaneceram concentradas. A presença feminina cresceu nos espaços operacionais, mas os principais ambientes de decisão seguiram majoritariamente masculinos. Esse descompasso ajuda a explicar por que o acesso aos serviços financeiros avançou mais rapidamente do que a participação efetiva das mulheres nas instâncias estratégicas do setor.

 

Superar esse cenário não significa apenas ampliar produtos ou campanhas direcionadas ao público feminino. Significa ampliar presença, influência e responsabilidade. Liderança feminina no sistema financeiro não é apenas uma pauta de representatividade. É uma questão de qualidade institucional, de pluralidade na análise de riscos, de sensibilidade na formulação de estratégias e de conexão mais profunda com a realidade das famílias e dos territórios.

 

Quando uma mulher ocupa um cargo estratégico, ela não ocupa apenas uma cadeira. Ela inaugura possibilidades. Torna-se referência. Abre caminhos. E, sobretudo, deixa um legado que ultrapassa sua trajetória individual. O verdadeiro avanço ocorre quando essa presença deixa de ser exceção e passa a integrar a cultura organizacional.

 

É nesse contexto que o cooperativismo de crédito se apresenta como um ambiente fértil para essa transformação. Nas cooperativas, a mulher não ocupa apenas o papel de cliente. Ela é associada, participa das assembleias, vota, acompanha resultados e pode integrar conselhos e comissões. Essa vivência amplia a compreensão sobre governança e fortalece o senso de corresponsabilidade.

 

Os números confirmam a relevância desse modelo. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, o país registrou 25,8 milhões de cooperados e 4,3 mil cooperativas ativas em 2024, presentes em mais de 3,5 mil municípios. O setor respondeu por 578 mil empregos diretos, consolidando papel expressivo na economia nacional. Essa capilaridade cria oportunidades concretas para que mais mulheres assumam posições de liderança e influenciem decisões estratégicas.

 

No ambiente cooperativo, legado não é conceito abstrato. Ele se constrói na prática, na formação de novas lideranças, no incentivo à participação e na criação de espaços seguros para o desenvolvimento profissional. Uma mulher que assume responsabilidades em conselhos, comitês ou áreas técnicas não apenas fortalece a governança. Ela sinaliza para outras que aquele espaço também lhes pertence.

 

Preparar um legado significa preparar sucessoras. Significa compreender que a transformação institucional depende de continuidade. A liderança feminina se consolida quando deixa de ser isolada e passa a formar redes de apoio, mentoria e inspiração. É nesse movimento, em que uma avança e puxa outra, que o impacto se multiplica.

 

Enfrentar o isolamento bancário feminino, portanto, exige presença, preparo e compromisso com as próximas gerações. O cooperativismo, ao unir participação democrática, desenvolvimento humano e responsabilidade coletiva, demonstra que é possível alinhar solidez financeira e inclusão real.

 

Mais do que ocupar espaços, é preciso transformá-los. E essa transformação se sustenta quando cada conquista individual se converte em oportunidade coletiva. O legado que permanece é aquele que abre portas e garante que, no futuro, nenhuma mulher precise reivindicar o direito de participar das decisões que moldam sua própria autonomia econômica.

  

Silvana Parisotto Agostini - Diretora de Sustentabilidade e Supervisão da Unicred do Brasil. Unicred/divulgação 



Contagem regressiva de empresas para a implementação obrigatória da NR-1

Faltando pouco mais de um mês para que a nova norma entre em vigor, especialistas indicam que é hora de olhar para segurança psicológica, ações concretas e integrá-las com benefícios e dados estratégicos

 

Com a fiscalização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrando em vigor em maio de 2026, as empresas brasileiras têm pouco mais de um mês para se adequar às novas exigências que incluem, pela primeira vez, a obrigatoriedade de mapear, avaliar e gerenciar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Esta atualização representa um marco histórico na saúde e segurança ocupacional, dando atenção a fatores como estresse, assédio e sobrecarga aos riscos físicos, químicos e biológicos já estabelecidos. 

A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reflete uma crescente preocupação com a saúde mental dos trabalhadores, impulsionada por dados preocupantes. Em 2025, de acordo com o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior, com ansiedade e depressão sendo as principais causas. Os custos associados a esses afastamentos também são significativos, ultrapassando R$30 bilhões em 2024. 

Diante deste cenário, 3 especialistas de companhias referência em saúde e segurança do trabalho alertam para a urgência de implementação de consciência, medidas e estratégias.

 

1 - Comece imediatamente e paralelize etapas

"Se sua empresa ainda não iniciou, cada dia conta. O processo de contratação em grandes organizações costuma passar por suprimentos, jurídico e segurança da informação. Normalmente, essas etapas acontecem em sequência. No cenário atual, isso é um luxo que você não tem. Converse com as áreas envolvidas sobre a urgência regulatória e busque paralelizar o que for possível. Assessment de segurança da informação pode rodar enquanto o jurídico analisa a minuta. Suprimentos podem acelerar a homologação se entender que é uma demanda de compliance. E não menospreze a etapa de segurança da informação e privacidade. Mapeamento de riscos psicossociais envolve dados sensíveis de saúde, e a LGPD se aplica integralmente. Não é qualquer parceiro que tem estrutura para proteger esses dados com a seriedade que o tema exige”, explica Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude, referência no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas.

 

2 - Saiba traduzir as exigências em ações concretas 

“O ano de 2026 marca um ponto de virada importante para a NR-1. A norma amplia o olhar sobre os riscos psicossociais e exige que as organizações atuem de forma mais estruturada e preventiva. Criamos um evento pensado para traduzir essas exigências em ações concretas, com linguagem acessível e foco na prática. Essa vai ser uma habilidade essencial para os gestores: saber como transformar a norma em ações concretas no ambiente de trabalho”, explica Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics.

 

3 - Utilize benefícios corporativos e dados estratégicos como aliados

"A integração de benefícios corporativos às estratégias de saúde e segurança do trabalho surge como caminho prático e eficaz para atender às exigências regulatórias e, ao mesmo tempo, reduzir impactos como absenteísmo, afastamentos e queda de produtividade. Além disso, relatórios gerados pelos programas corporativos podem apoiar a gestão e a prevenção de riscos psicossociais, permitindo às áreas de RH e saúde ocupacional acompanhar padrões de uso de medicamentos relacionados à saúde mental, identificar tendências e embasar ajustes no Programa de Gerenciamento de Riscos. O cuidado vai além do aspecto emocional e passa por acesso, organização do tratamento e acompanhamento ao longo do tempo”, explica Juliana Camargo, diretora de Gente & Cultura da Funcional, pioneira e líder no desenvolvimento de tecnologias para programas de suporte a pacientes no Brasil.

 

Vittude
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Funcional
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O que esperar dos meses que antecedem as férias de julho: tendências e comportamentos do viajante brasileiro

 Impulsionados por novas tendências, confira destinos nacionais que atraem os olhares dos brasileiros nos meses pré-julho


Os meses que antecedem as férias de julho vêm ganhando protagonismo no calendário turístico brasileiro, impulsionados por uma mudança significativa no comportamento do viajante, que agora passa a priorizar experiências que despertem emoções e tenham significado pessoal. Dados do estudo Experiential Travel Trends 2026, da Accor em parceria com a Globetrender, mostram que 97% dos viajantes utilizam as viagens como forma de recarregar emocionalmente, enquanto 50% valorizam vivências únicas, consideradas “uma vez na vida”. 

No Brasil, esse movimento se confirma: levantamento da TRVL Lab em parceria com o Sebrae indica que 86% dos viajantes consideram as experiências o principal fator de uma viagem, o que evidencia a força do turismo experiencial. Ao mesmo tempo, tendências apontadas por plataformas como a Booking.com revelam um comportamento cada vez mais emocional e personalizado, em que 80% dos brasileiros afirmam que viajariam para reviver memórias do passado, enquanto 67% dizem que não precisam mais de um motivo tradicional para viajar, enxergando as férias como forma de celebrar conquistas pessoais, grandes ou pequenas.

Entre os principais movimentos que moldam esse novo cenário estão os chamados Hyper Playgrounds, que transformam viagens em experiências imersivas e sensoriais — com hotéis, atrações e restaurantes que estimulam a interação e a diversão —, além da busca por nostalgia e reconexão, que leva viajantes a revisitarem memórias e priorizarem experiências mais simples e tangíveis. Soma-se a isso o desejo por bem-estar coletivo e conexão com a natureza, reforçando uma nova lógica: viajar deixa de ser deslocamento e passa a ser uma forma de sentir, viver e se reconectar. 

Nesse contexto, destinos que combinam infraestrutura, diversidade de experiências e contato com a natureza ganham destaque — no Brasil, cidades como Rio de Janeiro, Florianópolis e Fortaleza entram como bons exemplos.

Fortaleza se destaca com seu clima favorável durante todo o ano e fácil acesso. A região se consolida como uma escolha estratégica para viagens fora do pico da alta temporada, pois a cidade oferece desde experiências culturais no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura até paisagens naturais icônicas e passeios pelas praias e dunas do litoral cearense, incluindo rotas que levam a destinos como Jericoacoara, um dos cenários mais emblemáticos do país. 

No litoral do Ceará, a apenas 30 minutos do aeroporto da capital, o Beach Park entra nesse roteiro como um dos destinos mais completos para viagens em família. Nos meses que antecedem julho, especialmente em maio e junho, o período pré-alta temporada oferece uma combinação estratégica de clima agradável, menor fluxo de visitantes e maior tranquilidade para aproveitar.

 Créditos: Pedro Ricardo

Além do icônico Aqua Park — eleito pelo Tripadvisor 2025 como o segundo melhor parque aquático do mundo e o melhor das Américas — o destino acompanha as tendências globais ao investir em experiências cada vez mais divertidas, lúdicas e conectadas à natureza. Um dos destaques é o Parque Arvorar, inaugurado em 2025, que traduz na prática movimentos como os Hyper Playgrounds e o Earth Syncing, ao unir entretenimento, lazer e contato direto com a natureza, com trilhas suspensas, três aviários e atrações interativas, sendo ideal para a família toda.

Créditos: Arnaldo Dantas

Entre as atrações estão a Casa do Passarim, uma casa na árvore com quatro andares e vista panorâmica 360 graus; o Arvorão, circuito de trilhas aéreas com escorregadores e passarelas suspensas entre as copas das árvores; e o Redão, um grande redário instalado na altura da vegetação, onde a diversão está em testar o equilíbrio caminhando sobre redes. A experiência se completa com três aviários, permitindo a observação de aves como a arara-azul, o periquito-da-cara-suja e a jandaia-verdadeira, em um percurso guiado por educadores ambientais, reforçando o compromisso com a conservação e a educação. 

No Rio de Janeiro, a combinação entre natureza, cultura e estilo de vida urbano faz da cidade um dos destinos mais completos para quem busca experiências diversas antes da alta temporada. Com temperaturas mais amenas nos meses que antecedem julho, o período é ideal para explorar ícones como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, além de aproveitar caminhadas ao ar livre em áreas como o Parque Nacional da Tijuca. A cidade também se conecta a tendências como o Social Wellness, com atividades ao ar livre que promovem bem-estar coletivo, como aulas de yoga e esportes nas praias de Copacabana e Ipanema. Ao mesmo tempo, o destino dialoga com a busca por nostalgia, oferecendo roteiros históricos e culturais que resgatam a identidade carioca em bairros como Santa Teresa e Lapa.

Créditos: Site Entre Parques

Já em Florianópolis, o período pré-julho se destaca pela tranquilidade e pelo contato intenso com a natureza, tornando-se ideal para viajantes que buscam desacelerar. Conhecida por suas mais de 40 praias, a ilha oferece desde cenários mais estruturados, como Jurerê Internacional, até refúgios preservados, como a Lagoinha do Leste, acessível por trilha e cercada por natureza intocada. A região também se alinha à tendência de Earth Syncing, com atividades ao ar livre como trilhas, surf e passeios de barco, além de experiências gastronômicas que valorizam ingredientes locais e a cultura açoriana. Para quem busca uma dimensão mais introspectiva ou afetiva da viagem, bairros históricos como Santo Antônio de Lisboa oferecem um mergulho em memórias e tradições, conectando o destino à crescente valorização de experiências autênticas e nostálgicas.


Foto: Reprodução/Booking/ND

Assim, antecipar essas viagens e aproveitar os meses que antecedem julho se torna uma estratégia cada vez mais comum entre brasileiros. Além de evitar os períodos de maior demanda, essa escolha permite explorar destinos com mais calma, vivenciar experiências de forma mais profunda e aproveitar melhor o que cada lugar tem a oferecer.


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