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terça-feira, 19 de maio de 2026

O que todo paciente oncológico precisa saber sobre a própria circulação

Cirurgiã vascular alerta para os riscos de trombose durante o tratamento oncológico e orienta sobre prevenção com alimentação, exercícios e acompanhamento especializado 

 

O diagnóstico de câncer mobiliza o paciente e a equipe médica com objetivo de controlar a doença. Nessa jornada, porém, um alerta silencioso merece atenção paralela. Trata-se da saúde dos vasos sanguíneos, estrutura que percorre todo o organismo e pode ser afetada tanto pelo tumor quanto pelas terapias para enfrentá-lo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares causam cerca de 17,9 milhões de mortes por ano, o que representa 32% de todas as mortes globais. No Brasil, foram mais de 420 mil mortes por causas cardiovasculares em 2023, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Entre pacientes oncológicos, o coração e a circulação enfrentam desafios extras. A quimioterapia, a radioterapia no tórax e os longos períodos de internação ou imobilidade aumentam a formação de coágulos e elevam o risco de eventos como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

A Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, clínica referência em medicina vascular de alta performance, explica que a dificuldade começa na percepção dos sinais. “Inchaço localizado, dor nas pernas, calor ou vermelhidão nem sempre são associados a problemas circulatórios por quem já lida com os efeitos do tratamento oncológico. Falta de ar súbita ou palpitações também podem ser interpretadas como cansaço ou reação a medicamentos. O resultado é um diagnóstico tardio de condições que poderiam ser manejadas com mais eficácia se identificadas no início”, revela a especialista.

Para a cirurgiã vascular, a prevenção vascular em pacientes com câncer começa muito antes de qualquer complicação. “Cuidar da circulação é parte do cuidado integral. Muitas pessoas desconhecem que tumores no pâncreas, estômago, útero, rins e cérebro, por exemplo, estão entre os que mais exigem atenção por alterarem os mecanismos de coagulação”, afirma.

A Dra. Haila ressalta que o paciente oncológico não precisa encarar mais essa preocupação como um “fardo”. Ao contrário, as medidas de proteção vascular estão ao alcance da rotina e envolvem hábitos que também beneficiam a resposta ao tratamento. “A alimentação balanceada, com redução do consumo de sódio e prioridade para alimentos naturais, ajuda a controlar a pressão arterial e evita a sobrecarga do sistema circulatório. A hidratação regular mantém o sangue com viscosidade adequada e reduz a tendência à formação de trombos”, acrescenta a médica.

A prática de exercícios físicos, sempre ajustada às condições clínicas de cada paciente, faz muita diferença no prognóstico. Movimentar-se evita a estase venosa — nome técnico para o sangue que fica parado nas veias — e melhora o retorno sanguíneo ao coração. Caminhadas curtas, alongamentos e fisioterapia motora, quando indicados, podem ser incorporados mesmo durante períodos de internação ou recuperação cirúrgica.

Além das orientações sobre estilo de vida, a prevenção vascular inclui o uso criterioso de anticoagulantes em situações específicas. A indicação exige avaliação individualizada, já que o paciente oncológico apresenta maior risco tanto para trombose quanto para sangramentos. A presença do cirurgião vascular na equipe multidisciplinar permite equilibrar essas variáveis com segurança.

Outra frente de atuação ocorre dentro do centro cirúrgico. Quando tumores comprimem ou invadem vasos importantes, o cirurgião vascular pode atuar em conjunto com a equipe oncológica para preservar a integridade das veias e artérias. A abordagem reduz complicações intraoperatórias e amplia as possibilidades de ressecção tumoral com segurança.

A Dra. Haila reforça que os sinais de alerta não devem ser ignorados nem associados exclusivamente ao câncer ou aos efeitos colaterais da terapia. “Sensação de peso nas pernas, inchaço assimétrico, dor persistente ou mudança na coloração da pele são manifestações que merecem investigação. Quanto mais cedo a origem vascular for identificada, maiores as chances de intervenção eficaz”, orienta a especialista.

A mensagem que fica para pacientes, familiares e profissionais de saúde é a de que o cuidado oncológico se fortalece quando incorpora a saúde vascular como parte do percurso. Proteger a circulação é garantir que o coração e os vasos mantenham o paciente em movimento — dentro e fora do tratamento.

 


Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável. Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituadas, éticas e bem-posicionadas. À frente do Alphaveins, coordena uma equipe multidisciplinar, desenvolve protocolos exclusivos e mantém-se atualizada com as mais recentes tecnologias no campo da cirurgia vascular. Reconhecida por sua liderança inspiradora e conhecimento prático, mantém atuação ativa também como comunicadora nas redes sociais, promovendo informação acessível e conscientização sobre cuidados vasculares. Mais informações: https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/


Instituto Alphaveins
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Tratamento para hemofilia A reduziu significativamente a taxa anualiazada de sangramento em pacientes, independentemente

Denecimigue (Mim8) reduziu significativamente a taxa anualiazada de sangramento em pessoas com hemofilia A, independentemente da presença de inibidores, segundo dados de Fase 3 publicados no NEJM

 

  • O estudo pivotal publicadoFRONTIER2 demonstrou que o medicamento em investigação, denecimigue (Mim8), reduziu significativamente a taxa anualizada de sangramento (ABR) em comparação com a profilaxia prévia com fator de coagulação e como o tratamento sob demanda em pessoas com hemofilia A, com ou sem inibidores.
  • O estudo avaliou a eficácia e segurança de denecimigue (Mim8) em adultos e adolescentes (maior ou igual a 12 anos) com administração mensal ou semanal.
  • A Novo Nordisk continua fortalecendo sua liderança na pesquisa em hemofilia para ajudar a atender às necessidades não atendidas de pessoas que vivem com esta condição rara e potencialmente fatal.

 

O New England Journal of Medicine (NEJM) publicou os resultados de 26 semanas do estudo de Fase 3 FRONTIER2, que avaliou a eficácia e segurança do denecimigue (Mim8) de administração mensal e semanal em adultos e adolescentes maior ou igual a 12 anos com hemofilia A, deficiência congênita do Fator VIII (FVIII), com ou sem inibidores. O denecimigue (Mim8) é um anticorpo biespecífico mimético do Fator VIII ativado (FVIIIa), desenvolvido para profilaxia de rotina para auxiliar o corpo na coagulação do sangue. Ele está sendo estudado como parte do programa FRONTIER em diferentes frequências de dosagem, faixas etárias e gravidades da hemofilia A. 

“A prevenção e a redução de episódios de sangramento são o objetivo final para pessoas que vivem com hemofilia A. Esses resultados do estudo FRONTIER2 fornecem dados importantes sobre o potencial do denecimig como opção de tratamento profilático, independentemente da gravidade da hemofilia A ou do status de inibidor”, afirmou a Dra. Maria Elisa Mancuso, médica hematologista do Centro de Trombose e Doenças Hemorrágicas do IRCCS Humanitas Research Hospital, em Milão (Itália), e investigadora principal do estudo. “A publicação do FRONTIER2 no NEJM demonstra tanto a relevância desses achados quanto como o denecimigue pode ajudar pessoas que vivem com hemofilia A.” 

O FRONTIER2 é um ensaio clínico de fase 3 que avalia a eficácia e a segurança do denecimigue (Mim8) em pessoas com hemofilia A, com ou sem inibidores. O estudo comparou 254 adultos e adolescentes (≥12 anos) que receberam injeções de denecimigue (Mim8) uma vez por mês ou uma vez por semana com aqueles que receberam profilaxia prévia com fator de coagulação durante a fase de run-in ou tratamento sob demanda. 

O estudo FRONTIER2 avaliou quantos episódios de sangramento os participantes apresentaram por ano que necessitaram de tratamento. As pessoas que receberam denecimigue (Mim8) uma vez por mês tiveram significativamente menos episódios de sangramento em comparação com seus tratamentos anteriores. Especificamente, apresentaram quase 99% menos sangramentos em relação ao tratamento sob demanda e cerca de 43% menos sangramentos em comparação com a terapia profilática regular com fator de coagulação. 

Da mesma forma, as pessoas que receberam denecimigue (Mim8) uma vez por semana também tiveram significativamente menos episódios de sangramento. Elas apresentaram aproximadamente 96% menos sangramentos em relação ao tratamento sob demanda e cerca de 54% menos sangramentos em comparação com sua terapia preventiva anterior. 

Dependendo do braço do estudo, entre 64% e 95% dos participantes que receberam denecimigue (Mim8) apresentaram zero sangramentos tratados. Nos braços comparadores, a proporção de participantes com zero sangramentos tratados variou de 0% a 37% (0% no braço sob demanda; 33% no braço de profilaxia pré-estudo com fator de coagulação que passou para denecimigue (Mim8) semanal; e 37% no braço de profilaxia pré-estudo com fator de coagulação que passou para denecimigue (Mim8) mensal). 

“Com o denecimigue (Mim8) recentemente submetido à Anvisa, os dados publicados no NEJM reforçam ainda mais seu potencial como uma opção de tratamento profilático que pode ajudar a atender às necessidades persistentes não atendidas de pessoas que vivem com hemofilia A, com ou sem inibidores”, comenta Priscilla Mattar vice-presidente Médica da Novo Nordisk Brasil. “As reduções significativas nas taxas de sangramento observadas com denecimigue (Mim8) demonstram nosso compromisso em desenvolver medicamentos inovadores com perfis robustos de eficácia cliníca e em ajudar no bem-estar dos pacientes”. 

No estudo, o denecimigue (Mim8) foi, de modo geral, bem tolerado, e não foram relatados eventos tromboembólicos nem evidência clínica de anticorpos neutralizantes anti-denecimigue. Reações no local da injeção (ISRs) foram relatadas por 10% dos participantes, e ISRs foram observadas em 2,6% das injeções.
 

 Sobre Denecimigue (Mim8)

O denecimigue (Mim8) é um anticorpo biespecífico mimético do FVIIIa em, desenvolvido com o objetivo de oferecer profilaxia com administração mensal, a cada duas semanas ou semanal para pessoas que vivem com hemofilia A, com ou sem inibidores. O denecimigue é administrado por via subcutânea (abaixo da pele) e “imita” o papel do Fator VIIIa ao aproximar o Fator IXa e o Fator X. Essa ação substitui a função do FVIIIa, ajudando a restaurar a capacidade do organismo de gerar trombina e, consequentemente, a formação de coágulos.9 O uso do denecimigue (Mim8) em pessoas com hemofilia A, com ou sem inibidores, é investigacional e não está aprovado por nenhuma autoridade regulatória no mundo. 

Em setembro de 2025, a Novo Nordisk submeteu o denecimigue (Mim8) para revisão da agência regulatória dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), por meio de um Pedido de Licença Biológica (Biologics License Application; BLA), uma solicitação formal para avaliação de um medicamento biológico.
 

Sobre hemofilia

A hemofilia é um distúrbio hemorrágico hereditário raro que compromete a capacidade do organismo de formar coágulos sanguíneos, processo necessário para interromper sangramentos. De acordo com a Federação Mundial de Hemofilia, estima-se que a condição afete aproximadamente 836.000 pessoas em todo o mundo, e que a hemofilia A representa cerca de 80% a 85% de todos os casos de hemofilia. Existem diferentes tipos de hemofilia, caracterizados pelo tipo de proteína do fator de coagulação que está defeituosa ou ausente. A hemofilia A é causada pela ausência ou defeito do fator de coagulação VIII (FVIII). Algumas pessoas com hemofilia A podem desenvolver inibidores — uma resposta do sistema imunológico aos fatores de coagulação utilizados na terapia de reposição —, o que pode tornar o tratamento ineficaz. Estima-se que aproximadamente 30% das pessoas que vivem com hemofilia A tenham inibidores.
 

Sobre FRONTIER2

O FRONTIER2 é um ensaio clínico de fase 3 que avaliou a eficácia e a segurança do denecimig (Mim8) para pessoas com hemofilia A, com ou sem inibidores. O estudo comparou 254 adultos e adolescentes (≥12 anos) que receberam injeções de denecimig (Mim8) uma vez por mês ou uma vez por semana com aqueles que receberam profilaxia prévia com fator de coagulação durante a fase de run-in ou tratamento sob demanda, tendo como desfecho primário a ABR média de sangramentos tratados. 

Dos 254 pacientes, 246 completaram a fase principal de 26 semanas. Quatro (2%) eram do sexo feminino, 66 (26%) eram adolescentes (12–17 anos), 212 (84%) tinham hemofilia A grave e 31 (12%) tinham inibidores de FVIII. 

O programa FRONTIER inclui os estudos FRONTIER1–5 e investiga o denecimig (Mim8) como uma opção de tratamento profilático de sangramentos em populações pediátricas e adultas com hemofilia A, com ou sem inibidores.

  

Novo Nordisk
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Referências:

  1. Mancuso ME, Chan AKC, Shanmukhaiah C, et al. N Engl J Med. 2026;394:1696-1709. doi: 10.1056/NEJMoa2517384
  2. ClinicalTrials.gov. A Research Study Investigating Mim8 in Adults and Adolescents With Haemophilia A With or Without Inhibitors. Last accessed September 2025. Available at Link.
  3. ClinicalTrials.gov. A Research Study Looking at Mim8 in Children With Haemophilia A With or Without Inhibitors. Last accessed September 2025. Available at Link.
  4. ClinicalTrials.gov. A Research Study Looking at Long-term Treatment With Mim8 in People With Haemophilia A (FRONTIER 4). Last accessed September 2025. Available at Link.
  5. Østergaard H, Lund J, Greisen PJ, et al. A factor VIIIa-mimetic bispecific antibody, Mim8, ameliorates bleeding upon severe vascular challenge in hemophilia A mice. Blood. 2021;138(14):1258-1268. doi: 10.1182/blood.2020010331
  6. ClinicalTrials.gov. A Research Study Investigating Mim8 in People With Haemophilia A (FRONTIER1). Last accessed September 2025. Available at Link.
  7. ClinicalTrials.gov. A Research Study Looking at How Safe it is to Switch From Emicizumab to Mim8 in People With Haemophilia A (FRONTIER 5). Last accessed September 2025. Available at Link.
  8. Lentz S, Chowedary P, Gil L, et al. FRONTIER1: a partially randomized phase 2 study assessing the safety, pharmacokinetics, and pharmacodynamics of Mim8, a factor VIIIa mimetic. J Thromb Haemost. 2024;22(4): 990-1000. doi: 10.1016/j.jtha.2023.12.016
  9. U.S. National Library of Medicine. F8 gene. MedlinePlus Genetics. Last accessed August 2025. Available at Link.
  10. MedlinePlus. Hemophilia. Last accessed September 2025. Available at Link.
  11. World Federation of Hemophilia. World Federation of Hemophilia Report on the Annual Global Survey 2023. Last accessed September 2025. Available at Link.
  12. Kim JY, You CW. The prevalence and risk factors of inhibitor development of FVIII in previously treated patients with hemophilia A. Blood Res. 2019;54:204-209. doi: 10.5045/br.2019.54.3.204

Fortalecimento é o primeiro passo para voltar a jogar bola

Copa do Mundo pode incentivar muitos amadores e o preparo físico é fundamental para evitar lesões 

 

A Copa do Mundo FIFA de 2026 está perto de começar e muitos brasileiros estão empolgados não só para assistir aos jogos sentados no sofá. O impulso dado por Vini Jr., Messi, Cristiano Ronaldo, dentre outros, também leva alguns incautos a calçar suas chuteiras e se arriscar em campos e quadras pelo país. É aí que mora o perigo. Para quem está parado há muito tempo, especialistas recomendam que antes seja feito um trabalho de fortalecimento muscular adequado antes do retorno às partidas para evitar lesões.

Mesmo pessoas que eram acostumadas com a prática do esporte, precisam de uma avaliação e um preparo físico adequado antes de voltar aos jogos. Rafael Raso, ortopedista especialista em tratamento não cirúrgico de lesões ortopédicas, explica que o futebol é uma atividade de impacto com muita mudança de direção. 

A orientação do ortopedista é “primeiro, o fortalecimento muscular, depois o retorno à atividade como futebol, que vai exigir muito dessa musculatura”. É um músculo forte que consegue absorver impacto e gerar estabilidade para as articulações, o que previne lesões. 

Apenas o jogo, por si só, não é suficiente para fortalecer o corpo e evitar os danos. “O futebol é uma atividade física que você vai correr, mudar de direção, então você não está construindo músculo, na verdade, está até gastando esse músculo”, informa Raso. 

Um bom preparo físico, envolve o fortalecimento de vários grupos musculares do corpo. O ortopedista conta que é comum o pensamento de que quem joga futebol não precisa treinar membros inferiores “e é justamente o contrário, eu preciso fazer um fortalecimento muscular da perna, para que eu possa jogar futebol sem me machucar”, explica.

Para além do fortalecimento, é preciso uma avaliação física para entender quais grupos musculares necessitam mais ou menos de treinamento. Lucas Florêncio, especialista técnico da SmartFit, afirma que a avaliação identifica déficits de mobilidade, assimetria de força entre a perna dominante e a de apoio, valgo dinâmico, que é quando o joelho ‘cai’ para dentro, entre outros aspectos. 

Raso exemplifica: o jogador pode ter muita força na musculatura da frente da perna. Quando ele chuta, essa musculatura se encurta, o que normalmente não causa lesões. Porém, neste ato, a musculatura da parte posterior da coxa se alonga, o que pode gerar uma lesão. “Se eu tenho um desequilíbrio entre os quadríceps e os posteriores da coxa, é muito mais comum ter lesões posteriores da coxa”, explica.

Uma avaliação física individualizada possibilita o planejamento de um treino que equilibre as forças e previna os danos. Florêncio ainda frisa que o fortalecimento deve focar “em exercícios multiarticulares e que trabalhem a cadeia posterior, fundamental para a frenagem e aceleração”.

Alguns exemplos são: o agachamento búlgaro, que é excelente para a estabilidade unilateral do joelho; o levantamento terra, que fortalece os isquiotibiais; o nordic hamstring exercise, que é padrão ouro na prevenção de lesões de posterior de coxa e a pliometria, para melhorar o ciclo alongamento-encurtamento.

Segundo o especialista da Smart Fit, como o futebol exige muita transferência de força entre os membros, também é necessário o fortalecimento do abdômen e dos membros superiores. A lombar e o abdômen são essenciais para a estabilidade durante o chute e proteção da coluna em disputas de bola. Já os membros superiores são importantes para a proteção de bola, o equilíbrio durante a corrida e impulsão no cabeceio.

Durante o preparo físico, os alongamentos também são recomendados por Florêncio. A indicação é: flexores do quadril, como psoas e reto femorais, adutores e tríceps sural. 

“O foco deve ser em alongamentos estáticos e dinâmicos para ganho de amplitude de movimento (ADM). O ganho de mobilidade no tornozelo e quadril reduz a sobrecarga sobre o joelho”, explica Florêncio.

Agora, antes do início da partida, o jogador não deve se alongar, mas sim, seguir o protocolo FIFA 11+ de aquecimento. Ele se inicia com uma corrida lenta e progressiva; passa por exercícios de força dinâmica, como pranchas e agachamentos leves; por exercícios de pliometria e agilidade, como os saltos e cortes; e por movimentos específicos, como os chutes ao ar e piques curtos.

O aquecimento antes da partida não deve ser tão intenso quanto o fortalecimento muscular, já que é preciso descansar entre o preparo físico e a partida de futebol. “Um treino de força intenso realizado menos de 48 horas antes da partida pode comprometer a velocidade de reação e aumentar o risco de lesões por fadiga residual”, informa Florêncio.

O especialista da Smart Fit conta que, para um atleta amador ou em retorno, a rotina de treinamento deve seguir o conceito de periodização tática e o modelo de ‘ondulação de carga’. Por exemplo: 

  • segunda-feira: recuperação ativa ou força funcional, com foco em core e estabilidade;
  • terça-feira: treino de força máxima e potência, com poucas repetições e alta carga ou velocidade; 
  • quarta-feira: treino metabólico/específico, com tiros e mudança de direção;
  • quinta-feira: descanso total ou mobilidade leve; 
  • sexta-feira: "polimento", um treino rápido, focado em agilidade e reação; 
  • sábado: jogo de futebol; 
  • domingo: descanso.

O tempo de fortalecimento muscular antes do retorno aos campos e quadras vai depender, segundo o ortopedista, da idade do jogador, se ele já se lesionou, se já esteve um tempo parado, entre outros fatores. Ele explica que, nos três primeiros meses de academia, ainda não há uma hipertrofia muito boa do músculo, ainda mais nos casos em que o jogador já se lesionou. 

 

Grupo Smart Fit


Vozes do Advocacy e Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos promovem 4ª edição do Fórum Nacional de Políticas Públicas de Obesidade

Nos dias 1 e 3 de junho, o evento em Foz do Iguaçu traz especialistas para debater sobre a prevenção da obesidade, formas de tratamento integrado e políticas públicas


Para debater a Linha de Cuidado e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), o Vozes do Advocacy – Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade e a Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos realizarão, com apoio do Instituto dos Diabéticos de Foz do Iguaçu, nos dias 1 e 3 de junho, das 9h às 18h, o Fórum Nacional de Políticas Públicas, no Anfiteatro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Durante o evento, divulgaremos uma pesquisa inédita sobre a relação do diabetes com obesidade, mostrando que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A pesquisa intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.

A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.

Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.

O Fórum vai trazer especialistas na área e figuras públicas, incluindo o Ministério da Saúde, para debaterem a Linha de Cuidado e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), além do cenário da obesidade no país. É um evento gratuito e aberto ao público, mediante inscrição, que convida especialistas para falar sobre a temática da obesidade, levando em conta, principalmente, a sua multifatorialidade, resultante de uma combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e metabólicos.

“Temos a oportunidade de mostrar o cenário preocupante da obesidade e das dificuldades de acesso ao tratamento no país, incluindo uma discussão entre os Estados do Paraná, de Pernambuco, da Bahia e do Distrito Federal. Precisamos também falar sobre o estigma e preconceito e trazer todo o impacto que representam para a saúde da pessoa com obesidade, para que possamos implementar políticas públicas, que diminuam estas questões”, afirma Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.

O primeiro dia terá a presença das 28 organizações que fazem parte do Vozes do Advocacy para capacitá-las cada vez mais em obesidade, para que possam apoiar pessoas com a condição. No dia 3 de junho, discutiremos o Cenário da Obesidade no país e nos Estados do Paraná, da Bahia, de Pernambuco e do Distrito Federal, com a presença confirmada de: Olga Regina Cotovicz de Castro Deus, consultora técnica da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde; Dra. Tatiana Raquel Selbmann Coimbra, Assessora Técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens – CGCRIAJ/DGCI/Saps/MS); Dr. Fábio de Mello, Secretário de Saúde de Foz do Iguaçu; Dra. Flávia Franca Melo, Referência Técnica Distrital de Endocrinologia do DF;  Adriana Cavalcanti Bezerra, Secretária Executiva de Atenção à Saúde de Pernambuco; Maria de Fátima Rocha Ribeiro da Silva, Coordenadora da Coordenação de Redes de Apoio Especializada da Bahia.

Segundo a previsão do Atlas da Obesidade 2026 da Federação Mundial de Obesidade (WOF) O número de pessoas com obesidade cresce a cada ano. 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos em todo o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade – o equivalente a um em cada cinco, totalizando 419 milhões. A previsão da Federação Mundial de Obesidade é que, até 2040, o número salte para 507 milhões de crianças e adolescentes no mundo com sobrepeso ou obesidade. Os números revelam que, no Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso ou obesidade. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados crianças e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos vivendo com sobrepeso ou obesidade no país.

De acordo com Natasha Rocha de Alencar, Vice-Presidente do Vozes do Advocacy e Presidente da Associação Cearense de Diabéticos de Hipertensos “a inter-relação entre fatores ambientais e a obesidade, que requer uma atenção especial do poder público. A falta de cuidados com a obesidade nos sistemas de saúde impulsiona as principais doenças não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, entre outras. O aumento das taxas de obesidade no país exige atenção dos governos, profissionais de saúde e da sociedade.

A iniciativa terá o apoio das marcas: Eli Lilly, Merck, EMS, Usina de Itaipu e Itaipu Parquetec.


Serviço:

Fórum Nacional de Políticas Públicas de Obesidade

Data: 1 e 3 de junho de 2026

Horário: Das 9h às 18h

Local: Auditório Parquetec Itaipu – Foz do Iguaçu


Sobre o Vozes do Advocacy

Com a participação de 25 associações e de 3 institutos de diabetes, a Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


19 de maio dia da cefaleia, neuro alerta quando a dor pode ser grave

Nem toda dor de cabeça é normal: quando a cefaleia pode indicar algo grave como aneurisma, AVC, meningite e outras doenças neurológicas

 

Dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns da população e, na maioria das vezes, está relacionada a fatores como estresse, noites mal dormidas, tensão muscular, desidratação ou enxaqueca. Mas nem toda cefaleia deve ser considerada “normal”. Em alguns casos, ela pode ser um sinal de doenças neurológicas graves e potencialmente fatais.

No dia 19 de maio, data marcada pelo Dia Nacional de Combate à Cefaleia, o neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da USP, Fernando Gomes chama atenção para os chamados “sinais de alerta” que indicam necessidade de avaliação médica urgente.

“A dor de cabeça é um sintoma extremamente frequente, mas existem características que merecem atenção imediata. O cérebro costuma dar sinais quando algo mais sério está acontecendo”, explica o médico.
 

Quando a dor de cabeça é perigosa

Segundo o especialista, um dos principais sinais de perigo é quando a dor surge de forma súbita e muito intensa, especialmente descrita pelo paciente como “a pior dor de cabeça da vida”.

“Uma cefaleia explosiva, que aparece repentinamente e atinge intensidade máxima em poucos segundos ou minutos, pode indicar rompimento de aneurisma cerebral e hemorragia. Isso é uma emergência médica”, alerta Dr. Fernando Gomes.

O aneurisma cerebral acontece quando há uma dilatação anormal em um vaso sanguíneo do cérebro. Quando ocorre ruptura, o sangramento pode provocar sequelas neurológicas graves e até morte.

Outro ponto de atenção é a dor de cabeça acompanhada de sintomas neurológicos, como perda de força, alteração na fala, confusão mental, dormência, dificuldade para enxergar ou perda de equilíbrio.

“Nesses casos, precisamos pensar na possibilidade de AVC. Muitas pessoas associam o AVC apenas à perda de movimento, mas algumas alterações neurológicas podem começar com dor de cabeça”, afirma.

Além disso, dores progressivas e persistentes, principalmente quando passam a acordar o paciente durante a madrugada ou pioram ao longo das semanas, também merecem investigação.

“Tumores cerebrais podem provocar aumento progressivo da pressão intracraniana. A dor costuma mudar de padrão, ficar mais frequente e muitas vezes vem acompanhada de náusea, alterações cognitivas ou visuais”, afirma.
 

Automedicação para dor de cabeça

O médico reforça que outro erro comum é a automedicação frequente. Segundo ele, o uso excessivo de analgésicos pode mascarar doenças importantes e até gerar um quadro conhecido como cefaleia rebote.

“Muitas pessoas entram em um ciclo perigoso: sentem dor, tomam remédio, a dor melhora momentaneamente e depois retorna ainda mais forte. Isso dificulta o diagnóstico correto”, alerta.
 

Sinais de alerta para a dor de cabeça que necessita de atendimento médico:

  • dor súbita e extremamente intensa;
  • dor associada a febre;
  • alteração neurológica;
  • desmaios;
  • convulsões;
  • vômitos persistentes;
  • rigidez na nuca;
  • dor após trauma na cabeça;
  • cefaleia que piora progressivamente;
  • dor que acorda durante a madrugada.

Apesar disso, o médico tranquiliza que a maioria das cefaleias não está ligada a doenças graves. Ainda assim, ele destaca que mudanças no padrão da dor nunca devem ser ignoradas. “O mais importante é observar o comportamento da dor de cabeça. O cérebro fala através dos sintomas. Quando a dor muda de intensidade, frequência ou vem acompanhada de sinais neurológicos, é fundamental investigar”, finaliza Dr. Fernando Gomes. 



Dr. Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 15 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena a Unidade de Hidrodinâmica Cerebral relacionada ao diagnóstico, tratamento e pesquisa de doenças como Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) e Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII ou pseudotumor cerebral) no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro


Dia de combate à cefaleia: 5 sinais de que a dor de cabeça merece atenção

Condição afeta bilhões de pessoas no mundo e pode indicar desde estresse até problemas neurológicos mais graves

 

Dor de cabeça frequente, intensa ou diferente do habitual não deve ser ignorada. Segundo estudos publicados em 2025 nas revistas The Lancet Neurology e The Journal of Headache and Pain, os distúrbios relacionados à cefaleia afetam cerca de 2,9 bilhões de pessoas no mundo. O dia 19 de maio é dedicado ao combate à cefaleia, para ressaltar a importância de ficar atento aos tipos de dores. 

A neurologista Larissy Degani, especialista que atua no setor de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, alerta para alguns sinais que merecem investigação médica:
 

- Dor muito forte e repentina
Crises intensas e incomuns podem indicar alterações neurológicas e exigem avaliação imediata.
 

- Crises frequentes
Quando a dor aparece várias vezes por semana ou começa a impactar trabalho, sono e rotina, é importante buscar acompanhamento médico.
 

- Sintomas além da dor
Náusea, vômito, sensibilidade à luz, tontura, alteração visual, formigamento ou perda de força podem estar associados à enxaqueca ou outras condições neurológicas.
 

- Mudança no padrão da dor
Uma cefaleia diferente da habitual, com nova intensidade, localização ou duração, deve servir de alerta.
 

- Uso frequente de analgésicos
Tomar remédios constantemente pode mascarar o problema e até aumentar a frequência das crises ao longo do tempo.

Segundo a especialista, fatores como estresse, ansiedade, privação de sono, desidratação e alterações hormonais estão entre os gatilhos mais comuns para crises de cefaleia e enxaqueca.

O tratamento varia conforme o tipo e intensidade das crises e pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos voltados ao sistema nervoso central e terapias preventivas para pacientes com dores recorrentes e incapacitantes.

 



Prati-Donaduzzi

 

Inchaço, dor abdominal, alterações intestinais e sangue nas fezes são sinais precoces de doença de Crohn e retocolite ulcerativa não podem ser ignorados


Hoje, 19 de maio é Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, e data. Junto ao Maio Roxo, chama atenção para um problema de saúde que cresce de forma silenciosa no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 100 mil brasileiros convivem atualmente com essas doenças crônicas, que afetam o trato digestivo e impactam diretamente a qualidade de vida.

Os números acendem um sinal de alerta: de acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou um aumento de 61% nas internações por doenças inflamatórias intestinais nos últimos dez anos — um crescimento que acompanha mudanças no estilo de vida, alimentação e níveis de estresse da população.

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa explica que as principais doenças desse grupo são a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições que podem evoluir de forma progressiva e, muitas vezes, passam despercebidas nos estágios iniciais.


Doença de Crohn

O que é: Doença inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, sendo mais comum no intestino delgado e no início do intestino grosso.


Principais sinais

  • Dor abdominal recorrente (principalmente no lado direito)
  • Diarreia crônica (nem sempre com sangue)
  • Perda de peso
  • Fadiga intensa
  • Febre em fases de atividade
  • Fístulas e lesões na região anal (em casos mais avançados)


Tratamento

  • Medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores
  • Terapias biológicas (para controle da inflamação)
  • Antibióticos (em complicações específicas)
  • Cirurgia (em casos de obstrução, fístulas ou falha do tratamento clínico)

Apesar de não ter cura, a doença pode entrar em remissão com tratamento adequado.

 

Retocolite ulcerativa

O que é: Doença inflamatória que afeta exclusivamente o intestino grosso (cólon e reto), com inflamação contínua da mucosa intestinal.


Principais sinais

  • Diarreia com sangue e muco
  • Urgência para evacuar
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Dor abdominal (mais difusa)
  • Anemia (devido à perda de sangue)
  • Cansaço


Tratamento

  • Anti-inflamatórios intestinais (como mesalazina)
  • Corticoides (em crises)
  • Imunossupressores
  • Terapias biológicas
  • Cirurgia (em casos graves ou refratários — pode ser curativa ao remover o cólon)

De modo geral, Dr. Rodrigo ressalta que a sensação de estufamento e desconforto abdominal, o acúmulo de gases (flatulência), as cólicas intestinais, diarreia ou constipação, falta de apetite, perda abrupta de peso, enjoos, sangue nas fezes ou grande mudanças nos hábitos de evacuação precisam ser investigados a partir dos primeiros sinais.  

 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link

 

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