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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Copa do Mundo: ainda dá tempo de aprender o básico para se comunicar no exterior?

Copa do Mundo movimenta o turismo e impulsiona o aprendizado de idiomas
Especialista explica como desenvolver habilidades práticas em inglês e espanhol em pouco tempo para aproveitar viagens, turismo e experiências internacionais durante os jogos

 

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, muitos brasileiros já começam a planejar viagens para acompanhar os jogos de perto. Além da organização financeira e logística, um ponto passa a ganhar espaço entre os futuros turistas: ainda dá tempo de aprender o básico de outro idioma para se comunicar durante a viagem? 

Segundo a coordenadora pedagógica da inFlux, Bruna Iubel, a resposta é sim, especialmente quando o foco está na comunicação prática para situações do dia a dia. 

“Quando a pessoa tem um objetivo claro, como viajar para assistir à Copa do Mundo, o aprendizado tende a ser muito mais direcionado e eficiente. É possível desenvolver rapidamente habilidades básicas para se comunicar em aeroportos, hotéis, restaurantes, transporte, compras e até conversar com pessoas de outros países”, explica. 

De acordo com Bruna, tanto o inglês quanto o espanhol podem ser aprendidos de forma estratégica quando o aluno prioriza situações reais de comunicação. “O mais importante não é falar perfeitamente, mas conseguir se comunicar. Muitas pessoas acreditam que precisam dominar completamente o idioma antes de viajar, quando, na verdade, aprender estruturas essenciais e vocabulário funcional já faz uma grande diferença na experiência”, afirma. 

Neste sentido, ela destaca que um dos diferenciais é a metodologia de aprendizado, que deve focar em estruturas completas, ao invés de palavras isoladas. 

“Essa é justamente uma das chaves para tornar o aprendizado mais ágil e eficaz: o contato com os chamados chunks, que são blocos de palavras que aparecem juntos com frequência e carregam um sentido próprio. Por meio deles, é possível aprender expressões completas que já fazem sentido na prática, ao invés de traduzir palavra por palavra”, explica Bruna.

 

Da insegurança à autonomia internacional

A relação entre idiomas e oportunidades internacionais aparece na história do empresário Tairone Passos, de 47 anos, aluno da unidade da inFlux Água Verde, em Curitiba (PR). Ele percebeu que o inglês ainda era uma barreira quando decidiu abrir uma empresa e surgiu a necessidade de viajar para a China para fechar os primeiros contratos. 

Em apenas uma semana, o empresário apostou em uma preparação intensiva para conseguir lidar com as situações básicas da viagem: “Eu precisava me preparar rapidamente para uma visita com um fornecedor chinês. Em poucos dias consegui aprender o essencial para fazer os primeiros contatos e me sentir mais seguro durante a viagem”, relembra. 

Depois da experiência inicial, Tairone retornou ao curso regular para continuar evoluindo na comunicação em inglês. Com o tempo, passou a participar de reuniões, acompanhar conversas do dia a dia e ganhar mais autonomia em diferentes contextos profissionais. 

Um dos episódios mais marcantes aconteceu durante uma reunião com fornecedores em um restaurante no continente asiático. “A conversação formal fluiu normalmente, mas o que mais me surpreendeu foi que eu consegui entender e até contar piadas de forma natural em inglês. Foi um momento muito importante para mim”, conta. 

Para ele, aprender um idioma vai além da carreira: “Aprender inglês e se sentir capaz é muito mais do que uma evolução profissional ou você cumprir um check da vida. É realmente uma satisfação você saber que está apto a realizar várias tarefas independente de que lugar do mundo você esteja”, afirma. 

Ainda segundo a especialista, viagens e eventos como a Copa também funcionam como motivadores para quem sempre quis aprender um novo idioma, mas ainda não havia dado o primeiro passo. 

“A Copa do Mundo cria uma conexão emocional muito forte. A pessoa quer viver aquele momento, conhecer novas culturas, fazer amizades e aproveitar tudo sem depender o tempo todo de tradução. Isso acelera o engajamento e a confiança no aprendizado”, conclui Bruna.


O código deixou de ser o centro: Por que a engenharia de software está mudando de eixo

 

Durante décadas, a engenharia de software girou em torno de um elemento central: o código. Escrever, revisar e manter linhas de programação era o núcleo da atividade, e o principal gargalo de produtividade. Entretanto, esse paradigma começa a mudar de forma estrutural com o avanço da Inteligência Artificial (IA) Generativa. Hoje, o código já não é mais o ponto mais difícil – nem o mais valioso – do processo.

 

Ferramentas baseadas em modelos de linguagem são capazes de gerar código com velocidade e qualidade crescentes. Segundo uma pesquisa, cerca de 78% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função, e a adoção de ferramentas voltadas ao desenvolvimento de software avança rapidamente. O problema é que essa evolução não foi acompanhada por mudanças equivalentes na forma como o software é concebido. Em outras palavras: ficou mais fácil escrever código, mas não necessariamente escrever o código certo.

 

Esse descompasso revela uma mudança mais profunda. Se antes o desafio era transformar requisitos em código, agora o maior risco está em transformar requisitos mal definidos em código perfeitamente executado. A IA acelera a entrega, porém também amplifica erros de concepção. Nesse novo cenário, o centro da engenharia de software deixa de ser a codificação e passa a ser a especificação. Ou seja, a definição clara, estruturada e validada do que precisa ser construído.

 

Essa transição exige uma mudança de mentalidade. Especificar bem significa traduzir regras de negócio, restrições técnicas e requisitos regulatórios em um formato que possa ser interpretado por máquinas e humanos. Em setores como o financeiro, isso ganha ainda mais relevância: cada funcionalidade precisa ser rastreável, auditável e alinhada a normas como DORA, GDPR e Basel III. A simples justificativa de que “foi a IA que gerou o código” não é aceitável para um auditor.

 

Ao mesmo tempo, essa mudança reposiciona um dos maiores desafios históricos das grandes organizações: os sistemas legados. Estimativas de mercado indicam que grande parte da lógica de negócio ainda está concentrada em plataformas antigas, muitas vezes sem documentação adequada. Nesse contexto, a dificuldade não está em reescrever o código, mas em entender o que ele faz. Sem uma camada de especificação confiável, qualquer tentativa de modernização corre o risco de perder conhecimento crítico acumulado ao longo de décadas.

 

É aqui que a discussão sobre governança ganha protagonismo. A rápida disseminação de ferramentas de IA criou um cenário em que desenvolvedores utilizam múltiplos assistentes, modelos e ambientes sem uma estrutura central de controle. O resultado é fragmentação, aumento de custos e riscos de segurança. Especialistas indicam que, embora a adoção de IA seja ampla, apenas uma parcela das empresas redesenhou seus processos para governar esse uso de forma consistente. A consequência é uma nova forma de dívida tecnológica: invisível, mas crescente.

 

Outro vetor dessa transformação é a ascensão dos agentes de IA. Diferentemente dos assistentes tradicionais, esses sistemas são capazes de executar tarefas completas de forma autônoma, como criar funcionalidades, testar aplicações e interagir com pipelines de desenvolvimento. Isso amplia ainda mais a necessidade de especificações bem definidas. Se antes o desenvolvedor interpretava o requisito, agora essa interpretação pode ser feita por múltiplos agentes, e qualquer ambiguidade se multiplica em escala.

 

Nesse novo modelo, o papel dos profissionais de tecnologia também evolui. Para além do escrever código, passa a ser essencial estruturar problemas, definir regras e garantir coerência entre intenção e execução. A vantagem competitiva deixa de estar na velocidade de codificação e passa a residir na capacidade de transformar complexidade em especificações claras, reutilizáveis e governáveis.

 

A engenharia de software não está deixando de ser técnica, porém está se tornando mais estratégica. Em um mundo onde a IA escreve código com eficiência crescente, o verdadeiro diferencial está em definir, com precisão, o que deve ser construído. No fim das contas, a pergunta mais importante já não é “como programar”, mas “o que, exatamente, estamos pedindo para a máquina fazer”.


Leonardo Sepulcri - Head de Inovação e Tecnologia no Brasil da GFT Technologies


Fraudes em ocorrências com danos elétricos acendem alerta no seguro residencial


Com o crescimento do seguro residencial no Paraná e em Mato Grosso do Sul aumentam os acionamentos relacionados a danos elétricos e cresce também a preocupação das seguradoras com aumento de fraudes.

 

O tema foi discutido na última reunião de delegados do Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS), que reúne gerentes de seguradoras associadas nos dois estados. A discussão deve motivar ações de orientação para melhorar a compreensão sobre a cobertura e reduzir irregularidades.

 

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) as indenizações no seguro residencial apresentaram forte expansão nos dois estados no início deste ano. No Paraná, as seguradoras pagaram R$ 10,97 milhões em indenizações apenas em janeiro, alta de 32,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a arrecadação cresceu 17,1%.

 

Em Mato Grosso do Sul, o avanço foi ainda mais expressivo nas indenizações. Em janeiro, as seguradoras desembolsaram R$ 940 mil, aumento de 187,8% frente ao mesmo período de 2025 com a arrecadação crescendo 12,2%.

 

Os seguradores acreditam que em parte o aumento dos desembolsos está relacionado com o aumento da contratação do seguro residencial e maior frequência de eventos climáticos severos.

 

Mas, no caso específico dos danos elétricos, os delegados do sindicato relatam preocupação com acionamentos recorrentes, concentração de casos em determinadas regiões, e ainda, situações em que defeitos de fabricação, desgaste natural ou falhas sem relação com a rede elétrica acabam sendo comunicados como sinistros cobertos.

 

Foram citadas regiões do Paraná, como Oeste, Sudoeste e Noroeste, onde a frequência de ocorrências aparece acima da média, além de situações suspeitas, como casos de segurados que tiveram equipamentos indenizados anteriormente e, anos depois, voltaram a acionar a cobertura para itens semelhantes.

 

Diante desse cenário, seguradoras vêm reforçando exigências já previstas nas condições gerais das apólices, como apresentação de nota fiscal, laudo técnico, fotos, comprovação da existência do bem e, em alguns casos, protocolo de pedido de ressarcimento junto à concessionária de energia.

 

De acordo com o representante do sindicato em Maringá, Fernando Bernardes, o cuidado é importante porque nem todo defeito em equipamento eletrônico é dano elétrico. “Falhas de fabricação, mau uso, desgaste natural ou ausência de manutenção podem não estar cobertos pela apólice. Por isso, a documentação técnica é essencial para diferenciar um sinistro legítimo de uma ocorrência sem cobertura ou de uma possível fraude”, explicou. 

As fraudes continuam representando um desafio relevante para o setor segurador. Segundo dados da CNseg, em 2024, os sinistros registrados pelas seguradoras somaram R$ 41 bilhões. Desse montante, R$ 5,4 bilhões apresentaram indícios de irregularidades e cerca de R$ 1,1 bilhão foram efetivamente confirmados como fraude. Os números reforçam a importância dos investimentos em prevenção, tecnologia e conscientização para proteger segurados e preservar o equilíbrio do sistema de seguros.


O erro não é a reportagem, é o destempero: por que marcas se desvalorizam ao atacar jornalistas, ainda mais na era das IAs


Nem toda empresa entende, no calor do momento, que notícia não é provocação e pergunta não é ataque


Lembro de um cliente que tinha um padrão quase automático: sempre que saía uma notícia que o contrariava, mesmo quando a reportagem não trazia opinião nenhuma, apenas relatava fatos, a reação era mirar no jornalista. Ao invés de contestar dados, oferecer contexto ou corrigir informação com transparência, vinha a tentativa de desqualificar o profissional, insinuar intenções, ameaçar “resposta pública”, partir para o confronto.

Na cabeça daquela liderança, aquilo era defesa da marca. Na prática, era o início de um problema maior.

Porque o erro, quase nunca, é a reportagem. O erro é o destempero.

Quando uma empresa agride jornalistas com ofensas, intimidação, desqualificação pública ou retaliação, ela muda o centro da conversa. O público deixa de olhar apenas para o tema original e passa a julgar o comportamento da marca. A pauta vira outra, mais corrosiva: por que essa empresa está reagindo assim? O que ela está tentando evitar? O que ela teme que venha à tona?

E reputação é exatamente isso. Não é o que a empresa diz sobre si, mas o que o mercado conclui quando a empresa é testada.

 

Benefício da dúvida


Defender jornalistas, aqui, não é romantismo. É maturidade institucional e visão de negócio. Jornalismo é um dos testes mais duros de governança em tempo real: alguém de fora está olhando, perguntando e registrando. A imprensa faz perguntas que o consumidor não sabe formular, que o investidor precisa ouvir e que o talento observa antes de aceitar um crachá.


Quando uma marca reage atacando quem pergunta, ela manda um recado para todos os stakeholders: sob pressão, ela perde a mão.


Essa leitura tem consequência econômica. E tem dado.


Em 2020, a Weber Shandwick, em parceria com a KRC Research, publicou o estudo The State of Corporate Reputation in 2020: Everything Matters Now. Nele, executivos atribuíram, em média global, 63% do valor de mercado das empresas à reputação. No recorte do Brasil, esse percentual sobe para 76%.


Traduzindo: quando uma empresa escolhe o confronto como método, ela aumenta a percepção de risco em cima de um ativo que sustenta valor, preferência e crédito. E a conta chega rápido, porque o mercado lê destempero como falta de transparência, baixa previsibilidade e governança frágil.


 

Efeito multiplayer


O que torna esse erro ainda mais caro hoje é que reputação deixou de ser uma “mensagem” que a empresa emite e passou a ser uma construção coletiva, em rede. O RepTrak Institute, no Global RepTrak 100 de 2026, chama esse cenário de era “multiplayer”: a reputação é coescrita por públicos externos, comunidades, colaboradores, criadores e, cada vez mais, por sistemas de IA que organizam e redistribuem o que já está circulando sobre uma marca.


É aqui que a costura com as notícias precisa ficar cristalina: uma reportagem publicada não é só “um texto no ar”. É um registro que entra no ecossistema de percepção. Quando a empresa responde com ataques ao jornalista, ela não está apenas lidando mal com a imprensa. Ela está produzindo um segundo registro, frequentemente mais tóxico do que o primeiro, e oferecendo material para que o assunto se multiplique.


E se alguém ainda acha que IA é detalhe, o dado de 2026 do RepTrak é um alerta, porque pela primeira vez, a empresa incluiu IA como canal de reputação. E o resultado foi direto: mesmo ficando em 11º lugar em alcance entre 14 canais, a IA já aparece em 7º lugar em impacto, à frente de e-mail, redes sociais, publicidade tradicional e até do noticiário como canal.


Em outras palavras: a marca pode achar que está brigando “só” com um repórter ou “só” com uma matéria. Mas, na prática, está alimentando um sistema que amplifica. O conflito vira tema para outros veículos, vira conversa em rede, vira atalho de interpretação para quem não tem tempo de se aprofundar.


E, cada vez mais, vira resumo e resposta pronta quando alguém pergunta a uma IA “o que aconteceu com essa empresa” ou “essa marca é confiável?”.


Por isso, atacar jornalista costuma ser um tiro que sai pela culatra. Primeiro, porque a tentativa de silenciar um tema raramente reduz atenção, ela aumenta. E segundo, porque a marca perde o benefício da dúvida. Depois de uma reação agressiva, tudo o que a empresa diz passa a ser lido com desconfiança. A pergunta deixa de ser “essa informação é verdadeira?” e vira “por que essa empresa está reagindo assim?”.


O conteúdo pode até ser explicável, mas a postura vira evidência.


No fim, a pergunta que importa é simples: o que uma empresa madura faz no lugar de atacar a imprensa?


Ela troca adjetivo por dado, impulso por protocolo, confronto por governança de comunicação. Responde com informação verificável e contexto. Define um procedimento claro de relacionamento com jornalistas, com responsáveis, prazos e padrões internos. Prepara porta-vozes para perguntas difíceis com media training, porque pergunta difícil é parte do jogo e do ambiente de negócios.


E, em cenário sensível, trata crise como processo: nota técnica bem construída, alinhamento interno, consistência de mensagens, perguntas e respostas organizadas e monitoramento de repercussão.

E, de uma vez por todas, é preciso entender que empresas não se desvalorizam porque jornalistas fazem perguntas. Empresas se desvalorizam quando demonstram, em público, que não sabem responder a elas.


Francine Ferreira - Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial. Diretora e fundadora da Expressio Comunicação Humanizada.


Festas juninas: inadimplência em direitos autorais ameaça remuneração de artistas e compositores que embalam o São João pelo país

Pernambuco, Bahia e Amazonas lideram ranking nacional de débitos; falta de pagamento impacta profissionais que têm nas festas juninas uma das épocas mais importantes do ano para recebimento de direitos autorais

 

O período de festas juninas é um dos mais importantes do ano para milhares de compositores e artistas brasileiros. É nessa época que clássicos do forró, xote, baião e das quadrilhas voltam a ganhar força em arraiais, quermesses, grandes shows e eventos públicos espalhados pelo país. Mas, apesar da intensa utilização de música nas celebrações, a inadimplência no pagamento dos direitos autorais de execução pública ainda preocupa o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e impacta diretamente a remuneração de quem vive da criação musical. 

Levantamento realizado pelo Ecad mostra que Pernambuco lidera o ranking nacional de inadimplência por direito autoral de execução pública musical em festas juninas em 2025, concentrando 20% do valor total ainda não pago referente aos eventos realizados entre maio e agosto do ano passado. Bahia (17%) e Amazonas (12%) aparecem na sequência entre os estados com maiores débitos. 

“A música é a alma das festas juninas. Por trás de cada show, quadrilha ou arraial, existem compositores e artistas que dependem do pagamento dos direitos autorais para serem remunerados pelo uso de suas obras. Quando um evento deixa de pagar, toda essa cadeia criativa é impactada e ele ainda está descumprido a lei”, afirma Isabel Amorim, superintendente do Ecad. 

Do total arrecadado, 85% são destinados diretamente a compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais; 6% ficam com as associações de música da gestão coletiva e 9% são destinados ao Ecad para seus custos operacionais. A temporada junina representa uma das principais fontes de remuneração do ano para autores ligados ao repertório nordestino e às tradições populares brasileiras.

 

Músicas mais tocadas

No levantamento do Ecad das músicas mais executadas nas festas juninas licenciadas em 2025, a liderança ficou com “Festa na roça”, de Palmeira e Mario Zan. Em seguida aparecem “Olha pro céu”, de Gonzagão e José Fernandes de Carvalho, e “Frevo mulher”, de Zé Ramalho. Confira o ranking abaixo. 


Top 10 estados inadimplentes no pagamento dos direitos autorais de execução pública musical em Festas Juninas 

Posição

UF

1

PE

2

BA

3

AM

4

PB

5

RN

6

CE

7

PI

8

SP

9

AL

10

MG

 

Ranking das músicas mais tocadas em shows de Festas Juninas no país que pagaram direitos autorais em 2025 

Posição

Música

Autores

1

Festa na roça

Palmeira / Mario Zan

2

Olha pro céu

Gonzagão / Jose Fernandes de Carvalho

3

Frevo mulher

Zé Ramalho

4

Fogo sem fuzil

Gonzagão / Jose Marcolino

5

Pagode russo

Joao Silva / Gonzagão

6

Xote dos milagres

Tato

7

Olhinhos de fogueira

Luiz Fidelis

7

O xote das meninas

Zé Dantas / Gonzagão

8

Anunciação

Alceu Valença

9

Eu só quero um xodó

Anastácia / Dominguinhos

10

Espumas ao vento

Accioly Neto

 

Inteligência Artificial, automação e casas conectadas impulsionam nova fase da rotina doméstica no Brasil

 

Com o avanço do mercado de smart homes, a tecnologia passa a atuar de forma integrada na gestão das casas brasileiras
 

A evolução das casas conectadas está transformando a relação dos consumidores com a rotina doméstica. A nova geração de tecnologias residenciais passa a operar de forma integrada, automatizando tarefas, adaptando comportamentos e reduzindo a necessidade de intervenção manual no dia a dia. Nesse cenário, a Roborock, empresa global especializada em soluções inteligentes de limpeza e automação doméstica, aposta na inteligência artificial e na robótica aplicada à rotina como pilares para impulsionar a evolução das smart homes no Brasil. 

O movimento acompanha o crescimento acelerado do mercado de casas inteligentes no país. Segundo relatório da IMARC, o setor movimentou USD 2,68 bilhões em 2025 e deve ultrapassar USD 6,68 bilhões até 2033, impulsionado pela expansão da automação residencial e pela busca crescente por praticidade, conectividade e eficiência em casa. Paralelamente, o uso de sistemas inteligentes se torna cada vez mais presente na rotina.Dados do Zipdo Education Report, por exemplo, apontam que 45% dos consumidores já preferem utilizar comandos de voz em suas casas inteligentes, enquanto 57% utilizam esse tipo de tecnologia diariamente. 

“Existe uma mudança clara na forma como os consumidores enxergam a tecnologia em casa. O foco deixou de ser apenas conectividade e passou a ser autonomia inteligente”, afirma Santiago Lian, Diretor Comercial da Roborock. “Hoje, o usuário procura soluções capazes de compreender o ambiente, se adaptar à rotina e operar de maneira quase invisível, reduzindo fricções e liberando tempo para atividades mais relevantes do dia a dia.” 

Fundada em 2014, em Pequim, a Roborock está presente em mais de 170 países e regiões e atende atualmente mais de 22 milhões de residências ao redor do mundo. A companhia atua no desenvolvimento de soluções inteligentes que integram robótica avançada, inteligência artificial e experiência do usuário para ampliar a automação na casa conectada. 

Segundo a empresa, a transformação do setor passa diretamente pelo avanço da inteligência artificial integrada nos dispositivos domésticos. Tecnologias de navegação inteligente, mapeamento em tempo real e reconhecimento de ambientes permitem que os equipamentos deixem de executar apenas comandos programados para atuar de forma dinâmica e adaptativa. “No passado, a automação doméstica funcionava majoritariamente por repetição de tarefas. Agora, entramos em uma fase em que os sistemas conseguem interpretar contextos, identificar padrões e tomar decisões operacionais automaticamente”, explica Santiago. 

Entre os recursos que vêm impulsionando essa evolução estão sistemas de navegação LiDAR, sensores de reconhecimento espacial e algoritmos de inteligência artificial capazes de criar mapas tridimensionais dos ambientes, identificar obstáculos em tempo real e otimizar trajetos de forma autônoma. A integração com aplicativos e assistentes de voz também amplia a personalização da experiência, permitindo controle remoto, criação de rotinas automatizadas e gerenciamento inteligente das tarefas domésticas. 

A tendência acompanha uma mudança de comportamento do consumidor brasileiro, que passa a enxergar a automação residencial como uma ferramenta de conveniência e otimização do tempo. “O mercado brasileiro ainda está em um processo importante de amadurecimento da categoria, principalmente na compreensão do que realmente significa automação inteligente na rotina doméstica. Existe uma diferença grande entre dispositivos que apenas executam funções básicas e soluções que efetivamente utilizam inteligência artificial, mapeamento avançado e adaptação dinâmica para operar de forma autônoma”, finaliza o executivo. 

Para a Roborock, o avanço da categoria deve ampliar a presença de tecnologias inteligentes em diferentes perfis de residência nos próximos anos, impulsionando um ecossistema cada vez mais conectado em casa. O consumidor busca praticidade, eficiência e integração, e a tecnologia passa a cumprir justamente esse papel ao funcionar em segundo plano para tornar o cotidiano funcional e inteligente.
  


Roborock

MDX


Lugar de criança é na escola, não no sinal de trânsito


No banco traseiro de um carro parado no sinal, uma criança dorme sobre caixas de bala enquanto o irmão mais velho bate no vidro oferecendo doces. Em outra esquina, um menino equilibra malabares sob o sol forte. Em muitos casos, quem observa a cena sente pena. Outros enxergam “ajuda à família”. Mas há uma verdade que o Brasil ainda insiste em ignorar: trabalho infantil não é solidariedade, nem aprendizado de vida. É violação de direitos fundamentais.

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, deveria provocar mais do que campanhas institucionais. Deveria gerar indignação coletiva. Afinal, quando uma criança trabalha, a infância inteira adoece.

Os números oficiais mostram que o problema continua grave. Dados da PNAD Contínua do IBGE apontam que o Brasil tinha 1,65 milhão de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024, o equivalente a 4,3% dessa população. Mais da metade dos casos está concentrada entre adolescentes de 16 e 17 anos, muitos submetidos a jornadas semelhantes às de adultos. Cerca de 30% trabalhavam 40 horas semanais ou mais.

Mas os números não traduzem integralmente a crueldade cotidiana. Porque o trabalho infantil brasileiro não está apenas em carvoarias, plantações ou oficinas clandestinas. Ele também está nos sinais de trânsito, nos ônibus, nos bares, nas praias e nos transportes públicos. Está na criança usada para vender bala, pedir esmola ou despertar compaixão. E isso também é exploração.

Muitas vezes, os próprios pais ou responsáveis colocam os filhos nessa condição. Alguns alegam necessidade financeira. Outros repetem a velha frase de que “é melhor trabalhar do que roubar”. O problema é que a legislação brasileira não admite relativização quando se trata da proteção integral da criança e do adolescente.

A Constituição Federal é clara ao proibir qualquer trabalho antes dos 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que crianças e adolescentes devem ser protegidos de toda forma de negligência, violência, exploração e opressão. Não há espaço jurídico para romantizar a exploração infantil. E os pais que submetem os filhos a essa realidade podem, sim, sofrer consequências legais. Dependendo da situação concreta, é possível a atuação do Conselho Tutelar, do Ministério Público e da Justiça da Infância e Juventude. Casos mais graves podem gerar perda ou suspensão do poder familiar, além de responsabilização criminal, especialmente quando houver exploração econômica, exposição ao risco, abandono intelectual ou submissão da criança a situações degradantes. 

Usar uma criança para pedir dinheiro nos sinais não é ato educativo. É exposição à violência urbana, ao risco de atropelamento, ao abandono escolar e à naturalização da miséria como destino. Colocar um filho para vender produtos em ônibus durante horário escolar não ensina empreendedorismo. Ensina sobrevivência precoce.

Existe ainda um impacto silencioso: o psicológico. Crianças submetidas ao trabalho infantil apresentam maiores índices de evasão escolar, dificuldades cognitivas, ansiedade, depressão e perpetuação do ciclo de pobreza. A infância roubada cobra um preço alto na vida adulta.

Os dados do IBGE revelam também um retrato social cruel: dois terços das vítimas de trabalho infantil no Brasil são crianças e adolescentes pretos ou pardos. O problema tem cor, classe social e endereço.

Há quem diga que determinadas famílias “não têm escolha”. Mas é justamente por isso que o combate ao trabalho infantil não pode ser apenas repressivo. É necessário fortalecer políticas públicas, ampliar programas de transferência de renda, garantir acesso à educação integral, assistência social e proteção familiar. Combater o trabalho infantil exige punir exploradores, mas também impedir que a pobreza transforme a infância em mercadoria.

E aqui existe um ponto fundamental: criança não deve ajudar no sustento da casa. Criança deve estudar, brincar, aprender, desenvolver vínculos afetivos e construir perspectivas de futuro. A escola não é apenas um espaço de aprendizado formal. É ambiente de proteção, socialização e dignidade.

Toda vez que uma criança abandona a sala de aula para trabalhar, o país fracassa um pouco mais. Porque nenhuma sociedade será verdadeiramente desenvolvida enquanto permitir que seus filhos cresçam trocando cadernos por caixas de bala nos sinais de trânsito.

Lugar de criança é na escola. E isso não deveria ser apenas uma frase de campanha. Deveria ser um compromisso moral, jurídico e humano de toda a sociedade.


Marcelo Santoro Almeida - professor de Direito de Família da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


Pesquisa revela quase 12 mil bitucas de cigarro coletadas em Jericoacoara em 12 meses

Festival internacional Pint of Science reuniu pesquisadores, moradores e turistas no Alchymist Garden, em Jericoacoara, para debater impactos ambientais e conscientização sobre resíduos sólidos no litoral cearense

 

O Alchymist Garden, em Jericoacoara, recebeu uma das edições do festival internacional Pint of Science, promovendo uma noite marcada pelo diálogo científico, conscientização ambiental e troca de conhecimento em um ambiente descontraído e acessível ao público.

 

Pela primeira vez com programação realizada na Vila de Jericoacoara, o evento reuniu pesquisadores, estudantes, turistas e moradores para discutir temas ligados ao meio ambiente, conservação marinha e impactos da ação humana nos ecossistemas costeiros. A realização contou com parceria entre o Labomar/UFC e o ICMBio – Parque Nacional de Jericoacoara, com apoio do Alchymist Garden.

 

Durante a programação, foram apresentados dados de uma pesquisa desenvolvida ao longo de 12 meses na Praia da Vila de Jericoacoara e no Parque Nacional de Jericoacoara, analisando a presença de resíduos sólidos na faixa entre-marés. O estudo foi conduzido em três áreas com características semelhantes e intenso fluxo de visitantes, com coletas realizadas mensalmente durante sete dias consecutivos, em uma área de 50 metros, sempre no período da tarde.

 

Ao longo da pesquisa, foram catalogados 22.215 resíduos sólidos, totalizando 4.803 gramas coletadas em áreas monitoradas da costa de Jericoacoara. Entre os materiais identificados, as bitucas de cigarro lideraram com ampla diferença, somando 11.985 unidades encontradas durante o estudo.

 

Além das bitucas, a pesquisa também identificou grande presença de metais (3.049 itens), papel (2.532), plástico rígido (2.041), plástico flexível (1.515), madeira (424), nylon (180), tecido (177), vidro (163), borracha (101), isopor (43) e porcelana (5).

 

Segundo os pesquisadores, os dados acendem um alerta sobre os impactos causados pelos resíduos sólidos no meio ambiente, especialmente devido à presença de substâncias tóxicas encontradas nas bitucas de cigarro, como nicotina e metais pesados, que podem afetar diretamente a fauna marinha e os ecossistemas costeiros.

 

Além da apresentação científica, o encontro reforçou a importância da educação ambiental e da popularização da ciência como ferramentas fundamentais para transformar hábitos e estimular práticas mais conscientes de descarte de resíduos e preservação ambiental.

 

A realização do Pint of Science em Jericoacoara também fortaleceu a conexão entre ciência, turismo e sustentabilidade, aproximando o público de pesquisas que impactam diretamente o futuro da região e das áreas de preservação ambiental do Ceará.

 

“O Pint of Science foi uma experiência incrível e uma grande oportunidade de promover o diálogo científico em ambientes descontraídos e acessíveis ao público. Esse momento possibilitou discutir de forma mais próxima como a presença de resíduos sólidos provoca impactos significativos na zona costeira”, destaca o pesquisador do ICMBio, Henrique Araújo. 

 

Para Cléa Girão, diretora comercial e de marketing do Grupo Alchymist, receber um evento internacional com foco em ciência e sustentabilidade reforça o posicionamento do empreendimento como espaço de experiências e conexão com temas relevantes para a região. 

“Receber o Pint of Science no Alchymist Garden foi uma experiência muito importante para nós, principalmente por conectar ciência, turismo e conscientização ambiental em um dos destinos mais visitados do Brasil. O Garden se transforma também em um espaço de troca de conhecimento, reflexão e valorização das discussões que impactam diretamente Jericoacoara e o futuro do nosso litoral”, afirma Cléa Girão.


Liderança 5.0: Como gerir equipes onde a Inteligência Artificial executa e o humano decide

Com a automação de processos operacionais, o papel da dona do negócio mudou; entenda as novas competências necessárias para liderar times híbridos (humanos e agentes digitais) com foco em discernimento e autoridade.

 

Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho, habilidades ligadas a pensamento analítico, tomada de decisão e liderança estão entre as competências que mais ganharão relevância nos próximos anos diante do avanço da Inteligência Artificial. Com a automação assumindo tarefas operacionais dentro das empresas, cresce também a necessidade de líderes capazes de estruturar decisões, organizar processos e conduzir equipes em ambientes cada vez mais híbridos, onde tecnologia executa e o humano direciona.

Na prática, ferramentas de IA já realizam funções como atendimento, análise de dados, organização financeira, automação de processos e produção de conteúdo. Para muitas empresárias, isso representa uma mudança importante na forma de liderar. O foco deixa de estar apenas na execução e passa a exigir mais clareza estratégica, capacidade de decisão e distribuição de responsabilidades.

Para Alê Freitas, mentora em Liderança Feminina Aplicada ao Negócio Real e CEO da Anima Impacto Consultoria, o maior erro de muitas empresárias é acreditar que a tecnologia resolve problemas de gestão sozinha. “A Inteligência Artificial pode acelerar processos, mas não substitui discernimento, direção e autoridade. O desafio é que muitas empresárias  ainda estão presas ao operacional e tentando controlar tudo. Em um cenário automatizado, isso se torna ainda mais limitante”, afirma.

Segundo ela, empresas que crescem de forma sustentável são aquelas em que a líder consegue sair da posição de executora central da operação para assumir um papel mais estratégico. “Não é a ferramenta que sustenta crescimento. É a capacidade da líder de organizar decisões, estruturar processos e construir equipes com responsabilidade distribuída. A tecnologia potencializa o que já existe. Se a liderança é desorganizada, a automação só acelera o caos”, explica.

Esse movimento vem sendo chamado por especialistas de Liderança 5.0, modelo que integra inteligência humana, tecnologia e gestão estratégica. Nesse contexto, competências consideradas essencialmente humanas passam a ganhar ainda mais valor, como leitura de cenário, pensamento crítico, comunicação clara e capacidade de sustentar decisões em ambientes de mudança constante.

Para Alê, o avanço da IA também exige uma mudança de mentalidade das empresárias. “Muitas mulheres cresceram empreendendo na lógica da centralização, acreditando que liderança é controlar tudo. Mas liderar não é executar cada tarefa. Liderar é criar clareza, definir critérios e desenvolver equipes que consigam operar sem depender da dona o tempo inteiro”, destaca.

Em um mercado cada vez mais automatizado, a tendência é que empresas competitivas sejam lideradas não necessariamente por quem trabalha mais, mas por quem consegue equilibrar tecnologia, estrutura e capacidade de decisão. “O futuro não pertence à líder que faz tudo. Pertence à líder que consegue pensar estrategicamente enquanto a operação funciona com inteligência, processo e autonomia”, conclui Alê Freitas.

 


Fonte: Alê Freitas — Mentora em Liderança Feminina Aplicada ao Negócio Real. CEO da Anima Impacto Consultoria


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