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domingo, 12 de julho de 2026

Foie gras: quando a tradição vira desculpa para a crueldade

Imagem gerada por IA


Por décadas, o foie gras foi vendido ao mundo como um símbolo de sofisticação. Mas há uma pergunta que a sociedade brasileira precisa fazer: até quando aceitaremos que o requinte seja usado como argumento para justificar o sofrimento?

 

O projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras obtido por alimentação forçada foi aprovado pelo Congresso Nacional e aguarda sanção presidencial. Mesmo após essa decisão democrática, a tramitação permanece retida na Câmara, enquanto associações francesas intensificam pressão diplomática e econômica para impedir sua entrada em vigor.

Esse episódio revela algo maior do que uma disputa sobre um alimento. Ele expõe um conflito entre dois modelos de sociedade: um que encara os animais como objetos cuja dor pode ser precificada e outro que entende que existem limites éticos para aquilo que chamamos de tradição.

A produção do foie gras depende da prática conhecida como gavagem: durante dias, patos e gansos recebem enormes quantidades de alimento por meio de tubos introduzidos diretamente em seus esôfagos, provocando uma hipertrofia patológica do fígado — justamente o órgão comercializado como iguaria. Não se trata de um efeito colateral. O adoecimento do animal é o próprio objetivo do processo.

Dizer que isso faz parte da cultura gastronômica equivale a afirmar que qualquer tradição merece ser preservada apenas porque existe há muito tempo. A história mostra exatamente o contrário. Diversas práticas antes consideradas normais foram abandonadas quando a sociedade reconheceu seu custo ético.

“É preocupante que um projeto aprovado democraticamente continue enfrentando resistência por pressão de interesses econômicos, de uma nação estrangeira, ligados a um mercado de luxo. Nenhuma tradição pode servir como escudo para perpetuar práticas cuja crueldade é amplamente documentada, conforme já decidiu o STF (Supremo Tribunal Federal). Quando o Estado decide limitar esse tipo de prática, ele não está atacando uma tradição, mas estabelecendo um limite ético, definindo um novo patamar civilizatório, para aquilo que pode ser ou não comercializado”, comenta Arthur Regis, especialista em políticas públicas da Sinergia Animal no Brasil.

É curioso observar que parte da resistência à proibição se apoia na defesa da "liberdade gastronômica". Mas liberdade nunca significou licença para causar sofrimento evitável. A sociedade já estabelece limites para inúmeras atividades econômicas quando elas violam princípios fundamentais. Não aceitamos rinhas de animais em nome da cultura. Não aceitamos maus-tratos em espetáculos públicos porque geram entretenimento. Não aceitamos crueldade apenas porque existe demanda de mercado.

Por que seria diferente quando o sofrimento vem servido em porcelana?

Os argumentos econômicos tampouco resistem a uma análise séria.

A própria indústria francesa reconhece que o Brasil representa cerca de €1 milhão anuais em importações — um mercado pequeno no contexto internacional, mas suficiente para mobilizar forte lobby político. O discurso de que a proibição ameaçaria relações comerciais entre Mercosul e União Europeia soa desproporcional diante da dimensão econômica do setor.

O que realmente está em jogo é um precedente. Se um país relevante como o Brasil afirmar que produtos obtidos por crueldade deliberada não têm espaço em seu mercado, outras cadeias produtivas inevitavelmente passarão a ser questionadas. É exatamente esse efeito dominó que preocupa setores acostumados a transformar sofrimento animal em ativo econômico.


Há também uma contradição difícil de ignorar

O mundo da gastronomia vive uma profunda transformação. Sustentabilidade, rastreabilidade, bem-estar animal e responsabilidade socioambiental deixaram de ser nichos para se tornarem critérios de excelência. Não por acaso, chefs franceses respeitados no Brasil defenderam publicamente a proibição, reconhecendo que a alta cozinha evoluiu e que determinados ingredientes simplesmente não encontram mais respaldo ético na gastronomia contemporânea.

Isso desmonta um dos principais argumentos dos defensores do foie gras: a falsa ideia de que proibi-lo seria um ataque à cultura francesa. Não é. É um reconhecimento de que as culturas evoluem. A própria França vem discutindo intensamente os impactos éticos da produção animal. Muitos restaurantes deixaram espontaneamente de servir foie gras, consumidores mudaram seus hábitos e novas gerações de chefs passaram a buscar ingredientes compatíveis com os valores do século XXI.


Preservar uma cultura nunca significou congelá-la no tempo

Outro aspecto frequentemente ignorado é que esta discussão transcende os animais.

Sistemas alimentares sustentáveis dependem de coerência. Não faz sentido defender políticas climáticas, biodiversidade e produção responsável enquanto se mantém um mercado baseado em um método cujo único propósito é provocar uma condição patológica em um ser vivo para atender um luxo gastronômico.

Não estamos falando de segurança alimentar. Não estamos falando de alimentação básica.

Não estamos falando de uma tradição indispensável à sobrevivência de comunidades.

Estamos falando de um produto de luxo cuja existência depende de uma prática que seria considerada inaceitável em praticamente qualquer outro contexto.

Por isso, a pergunta correta não é se devemos proibir o foie gras. A pergunta é “por que demoramos tanto?".


As sociedades evoluem justamente quando conseguem distinguir tradição de ética

Da mesma forma que hoje olhamos para diversas práticas do passado com perplexidade, é provável que as próximas gerações tenham dificuldade em compreender como foi possível defender, durante tanto tempo, que adoecer deliberadamente um animal pudesse ser considerado sinônimo de sofisticação.

“As políticas alimentares do futuro não serão definidas pelo peso da tradição e sim pela capacidade de conciliar ciência, ética e sustentabilidade. O debate sobre o foie gras demonstra que a sociedade já começou a questionar até onde estamos dispostos a aceitar sofrimento animal em nome de um luxo que deixou de fazer sentido. A pergunta não é se essa prática deve acabar; é o porquê dela ainda persistir", conclui Arthur.

A verdadeira sofisticação nunca esteve no prato. Ela está na capacidade de uma sociedade reconhecer que compaixão também é um valor civilizatório.

E talvez seja exatamente isso que esta discussão represente: não o fim de uma iguaria, mas o início de uma gastronomia que finalmente entende que excelência e crueldade não podem mais ocupar o mesmo lugar à mesa.

A aprovação do projeto pelo Congresso Nacional representa um passo importante, mas ainda insuficiente. Agora, espera-se que a Câmara dos Deputados conclua rapidamente sua tramitação e encaminhe o texto para sanção presidencial.

A conclusão desse processo permitirá que o Brasil conte, finalmente, com uma legislação específica para proibir uma prática amplamente reconhecida por impor sofrimento deliberado aos animais em benefício de um produto de luxo, alinhando o país às crescentes expectativas da sociedade por sistemas alimentares mais éticos e compassivos.

  

Sinergia Animal - organização internacional que atua para abolir as piores práticas de manejo animal pela indústria de alimentos. Presente em diversos países da América Latina e da Ásia, desenvolve campanhas corporativas, pesquisas, diálogo institucional e iniciativas de conscientização que promovem sistemas alimentares mais compassivos, sustentáveis e alinhados às crescentes expectativas da sociedade. A organização é reconhecida pela Animal Charity Evaluators como uma das organizações de proteção animal mais eficazes do mundo.


5 técnicas infalíveis para ensinar comandos básicos ao seu cachorro

Especialista explica como pequenas mudanças na forma de ensinar podem melhorar o comportamento e a convivência com o pet

 

O mercado pet brasileiro segue em crescimento constante e, junto com ele, aumenta também o nível de exigência dos tutores quando o assunto é bem-estar e comportamento animal. De acordo com números da ABINPET, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado pet do mundo, com faturamento de quase R$78 bilhões por ano. Nesse cenário, cresce também a busca por informação qualificada para melhorar a convivência com os animais dentro de casa.


Mais do que ensinar comandos, o treinamento é uma ferramenta essencial de comunicação entre tutor e animal. Quando feito da forma correta, contribui para reduzir comportamentos indesejados, como destruição de objetos, ansiedade de separação e excesso de agitação, além de fortalecer o vínculo e trazer mais previsibilidade para a rotina do cão.

 

Mas a verdade é que muita gente tenta ensinar comandos de forma errada, repetindo palavras, gritando ou esperando que o cachorro simplesmente “entenda”. Treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.

 

Segundo André Cavalieri, especialista em psicologia canina e sócio fundador da Dog Corner, treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.

 

“Quando o tutor aprende a se comunicar de forma clara, o cachorro entende mais rápido e o processo se torna muito mais leve para os dois”, explica o especialista.

 

A seguir, o especialista lista 5 técnicas infalíveis que realmente funcionam no dia a dia.

 

1. Ensine primeiro com gestos, depois com palavras

 

“Os cães aprendem muito mais rápido através da linguagem corporal do que pela verbal. Por isso, o ideal é começar com gestos claros e objetivos, como levantar a mão para o ‘sentar’ ou direcionar o focinho do cão para baixo para o ‘deita’, e só depois associar a palavra ao comportamento. Esse método cria uma comunicação mais clara e ainda traz uma vantagem importante a longo prazo: quando você ensina primeiro por gestos e depois adiciona as palavras, garante que, mesmo no futuro, se o seu cachorro perder audição ou visão, ele ainda consiga responder aos comandos”, explica André.

 

2. Recompense no momento exato do comportamento

 

“No treinamento de cães, o tempo da recompensa é essencial. Ela precisa acontecer exatamente quando o cachorro executa o comportamento correto, para que ele entenda o que fez de certo. Quando há atraso, o animal pode associar a recompensa a outro comportamento, o que atrasa o aprendizado”, destaca.

 

3. Use recompensas que realmente motivem o cachorro

 

“Cada cachorro se motiva por estímulos diferentes. Alguns preferem petiscos, outros brinquedos ou interação. O importante é identificar o que tem mais valor para o animal e usar isso no treinamento. Quando o cão está realmente engajado, o aprendizado acontece de forma mais rápida e consistente”, orienta.

 

4. Evite repetir o comando várias vezes

 

“O erro não é o cachorro não obedecer, é o tutor ficar repetindo o comando. Falou e ele não fez? Em vez de insistir, muda o cenário, tira os estímulos e recomeça o treino. É assim que o aprendizado acontece de verdade”, explica André.

 

5. Reduza os estímulos do ambiente durante o treino

 

“Para que o cachorro consiga aprender, ele precisa estar concentrado. Por isso, no início do treinamento, o ideal é escolher um ambiente tranquilo e com o mínimo possível de estímulos”, explica André.

 

“Muitos tutores tentam ensinar comandos enquanto o cachorro está cercado de distrações, o que dificulta o aprendizado. Quando reduzimos esses estímulos, o cão consegue focar melhor e entender com mais clareza o que está sendo pedido. Depois que o comportamento já estiver bem aprendido, aí sim podemos introduzir novos ambientes”, completa.

 

Treinar um cachorro não é apenas ensinar comandos, mas construir uma forma clara de comunicação entre tutor e animal. Quando esse processo acontece de forma correta, o cachorro se sente mais seguro, aprende com mais facilidade e a relação entre os dois se torna muito mais equilibrada.

 

 

Dog Corner

 

Julho Dourado: imunização e prevenção antiparasitária antes das férias de inverno protegem pets, famílias e outros animais

 

Veterinárias explicam por que vacinação, controle de parasitas e acompanhamento veterinário devem fazer parte do planejamento das férias, mesmo para pets que permanecerão em casa 

 

Julho marca o período de férias escolares e também o Julho Dourado, mês dedicado à conscientização sobre as zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos. Para quem pretende viajar com cães e gatos ou deixá-los em hotéis, creches ou sob a responsabilidade de alguém de confiança, é essencial consultar um médico-veterinário, revisar a carteira de vacinação e iniciar ou atualizar a proteção contra parasitas antes de colocar o pé na estrada. Além de proteger o próprio pet, essas medidas reduzem o risco de transmissão de doenças em ambientes com maior circulação de animais, como hotéis, creches e parques, reforçando a importância da prevenção para a saúde coletiva.

"A vacinação é um dos pilares da medicina preventiva e não deve ser lembrada apenas quando o pet vai viajar. Manter o protocolo vacinal atualizado protege o animal durante todo o ano e é um cuidado indispensável em períodos de maior interação entre os pets, como as férias escolares", explica Mariana Guedes, Coordenadora de Serviços Técnicos da linha de Vacinas de Animais de Companhia na Zoetis Brasil.

"A prevenção contra parasitas também precisa ser antecipada, já que pulgas, carrapatos e outros ectoparasitas podem estar presentes em hotéis, parques e também podem chegar ao ambiente doméstico ‘pegando carona’ nas nossas roupas e sapatos. O ideal é que o pet esteja protegido de forma recorrente, especialmente antes de qualquer exposição, garantindo mais segurança para ele e para toda a família", complementa Paula Pinheiro, Coordenadora de Serviços Técnicos da linha de Antiparasitários de Animais de Companhia na Zoetis Brasil.

Antes de viajar ou deixar o pet sob os cuidados de outra pessoa, as médicas-veterinárias recomendam os seguintes cuidados: 

Consulte o médico-veterinário antes da viagem. O profissional poderá avaliar o estado geral de saúde do animal e orientar os cuidados necessários de acordo com o destino, o clima, o contato com outros animais e o tipo de ambiente que ele frequentará durante as férias. 

Mantenha a vacinação em dia. Antes de viajar ou deixar o animal em hotéis e creches, confira a carteira de vacinação com antecedência. Além de proteger contra doenças potencialmente graves, muitas vacinas são exigidas para hospedagem e ajudam a reduzir a circulação de agentes infecciosos entre os animais. 

Atualize a proteção contra parasitas. A prevenção contra pulgas, carrapatos, sarnas e outros parasitas deve ser feita antes da exposição a novos ambientes. O médico-veterinário indicará a solução mais adequada conforme o perfil do animal e o destino da viagem. Para cães que viajarão para regiões com ocorrência de Leishmaniose Visceral Canina, o uso contínuo de coleiras repelentes também é uma importante medida de proteção contra o mosquito-palha. Da mesma forma que uma viagem para regiões endêmicas para a dirofilariose, conhecida também como verme do coração, traz a necessidade do uso de um produto preventivo para essa doença. 

Escolha hospedagens que priorizem a prevenção. Caso o pet fique em um hotelzinho ou creche durante as férias, procure estabelecimentos que exijam vacinação atualizada, mantenham protocolos de higiene e realizem o controle adequado de parasitas, contribuindo para a proteção de todos os animais. 

Vai ficar em casa? A prevenção continua sendo essencial. Mesmo quando o animal permanece em casa durante as férias, é importante manter a vacinação e a proteção antiparasitária em dia, principalmente se ele receber visitas, frequentar creches, passeios, parques ou ficar aos cuidados de pet sitters e familiares. A medicina preventiva protege o pet durante todo o ano, independentemente da rotina. 

Para os gatos, mantenha a rotina sempre que possível. Diferentemente dos cães, muitos gatos se adaptam melhor quando permanecem em casa durante a ausência dos responsáveis. Sempre que possível, priorize a contratação de um profissional que faça visitas ao local de residência do animal, evitando mudanças de ambiente que podem causar estresse e impactar sua saúde. Caso seja necessária a hospedagem, opte por estabelecimentos adeptos ao conceito cat-friendly, que oferecem ambientes, manejo e práticas voltadas ao bem-estar dos felinos, tornando a experiência mais segura e confortável. 

Além dos cuidados antes da viagem, os responsáveis devem ficar atentos a qualquer alteração no comportamento ou na saúde do pet durante e após o retorno para casa. Sinais como falta de apetite, apatia, febre, vômitos ou dificuldade para se locomover merecem avaliação veterinária. Muitas doenças começam com sinais discretos que podem ser confundidos com alterações passageiras da rotina. Por isso, a identificação precoce de qualquer mudança no comportamento ou no estado de saúde do animal, seguida da procura por orientação de um médico-veterinário, aumenta as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento mais eficaz. 

Para apoiar no cuidado contínuo com pets ao longo de todo o ano, a Zoetis oferece um portfólio completo de soluções para cães e gatos, incluindo vacinas, antiparasitários e tratamentos para diferentes condições de saúde. Na linha de vacinas, destacam-se Vanguard® V10, que auxilia na prevenção das principais doenças infecciosas caninas; GiardiaVax®, que auxilia na prevenção da giardíase canina; Felocell CVR®-C (V4), para a prevenção das principais doenças infecciosas felinas; Felocell® FeLV, contra doenças associadas à infecção pelo vírus da leucemia felina (FeLV). e. 

Na linha de antiparasitários para cães, o portfólio inclui Simparic®, para proteção contra pulgas, carrapatos e sarnas; Simparic Trio®, que amplia a proteção ao incluir vermes intestinais, verme pulmonar e dirofilariose (verme do coração), ambos por até 35 dias; e a coleira Ectofend®, indicada para proteção contra pulgas, carrapatos e o mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose Visceral Canina. Para os gatos, Revolution Plus® oferece proteção contra pulgas, carrapatos, ácaros e diferentes verminoses. 

Por fim, a companhia também conta com o portfólio VetScan®, de soluções diagnósticas que auxiliam o médico-veterinário na avaliação clínica dos animais e contribuem para decisões mais rápidas e assertivas durante o atendimento, favorecendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento da saúde dos pets. 



Zoetis
Zoetis.com.br


Dias frios exigem cuidados extras nos passeios com os pets

Melhores horários para caminhar, proteção das patas e sinais de desconforto não devem ser ignorados

 

Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.

Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas. 

De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. "Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas", explica. 

Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais", orienta a veterinária.

 

Atenção especial às patas 

Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente", explica a médica-veterinária. 

Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.

 

Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias 

O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. "No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos", explica a especialista. 

Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. "Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido", alerta a veterinária. 

Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.  



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.


Vai viajar nas férias? Saiba o que fazer para evitar estresse e problemas de saúde nos pets



Medidas simples ajudam a garantir conforto e segurança dos animais, seja em viagens com a família ou em hospedagem temporária 


As férias de julho costumam ser um dos períodos de maior movimentação nas estradas e aeroportos. Enquanto muitas famílias organizam as malas, quem tem um animal de estimação também precisa incluir o pet no planejamento, seja para viajar junto ou deixá-lo aos cuidados de outra pessoa. Para isso, é importante se atentar a alguns detalhes para garantir que esse período seja tranquilo e seguro. 

Segundo André França, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, o preparo deve começar alguns dias antes da viagem, principalmente quando o animal permanecerá em um hotel para pets, com familiares ou em uma hospedagem domiciliar. 

"Os pets criam vínculos com a rotina e com o ambiente em que vivem. Mudanças repentinas podem gerar fatores de estresse e até desencadear alterações de comportamento e problemas de saúde. Quanto mais planejada e gradativa for essa transição, maior será o bem-estar do animal", explica.
 

Confira sete cuidados importantes antes de viajar:
 

1. Verifique se as vacinas e o controle de parasitas estão em dia

Antes de qualquer viagem é importante conferir a carteira de vacinação. Muitos estabelecimentos exigem a imunização atualizada como condição para receber os hóspedes. 

Além das vacinas, vale verificar se a vermifugação e o controle de pulgas e carrapatos estão em dia, reduzindo o risco de doenças e infestações. 

"Essas medidas são essenciais não apenas o próprio animal, mas também os demais pets que estarão no mesmo ambiente", destaca o veterinário.
 

2. Faça uma avaliação com o médico veterinário

Mesmo que o animal pareça saudável, uma consulta preventiva pode identificar alterações que passariam despercebidas pelos tutores. 

Durante a avaliação, o profissional poderá orientar sobre medicamentos de uso contínuo, restrições alimentares, necessidade de exames e até fornecer recomendações específicas para viagens longas ou mudanças de ambiente.
 

3. Escolha um local seguro e adequado para hospedagem

Caso o pet não acompanhe a família, é importante pesquisar cuidadosamente onde ele ficará.

O especialista recomenda visitar o local antecipadamente para verificar higiene, espaço disponível, ventilação, rotina de alimentação, enriquecimento ambiental, acompanhamento veterinário e protocolos de emergência. 

"Nem sempre o melhor lugar é o mais próximo de casa. O ambiente precisa oferecer conforto, segurança e profissionais preparados para lidar com diferentes perfis de animais. Além disso, é necessário verificar o número de animais que serão recebidos no local durante o período de hospedagem."
 

4. Facilite a adaptação ao novo ambiente

Animais costumam sentir a mudança de rotina. Para tornar a adaptação mais tranquila, uma boa estratégia é enviar objetos familiares, como cama, manta, brinquedos e até peças de roupa com o cheiro dos responsáveis pelo animal. Esses itens ajudam a reduzir a ansiedade e oferecem maior sensação de segurança durante o período de afastamento. 

“Realizar uma visita prévia com o animal, no caso de hotéis pet, é importante para que o animal reconheça o ambiente e seja familiarizado com o espaço. Isso reduz o estresse e torna experiência mais positiva”, explica.
 

5. Mantenha a alimentação e a rotina

Mudanças bruscas na alimentação podem provocar problemas digestivos, principalmente em cães e gatos mais sensíveis. O ideal é fornecer a mesma ração utilizada em casa, além de orientar o cuidador sobre horários, quantidade de alimento, petiscos permitidos e hábitos do animal, como horários de passeio ou brincadeiras.
 

6. Deixe todas as informações organizadas

Além dos contatos com os responsáveis, é importante fornecer telefones de emergência, contato do médico -veterinário de confiança, que já deve ter ciência da situação, além de orientações sobre medicamentos, alergias, doenças pré-existentes e comportamento do animal. 

Essas informações permitem uma resposta mais rápida caso ocorra qualquer necessidade durante a ausência da família.
 

7. Observe o comportamento do pet após o retorno

A atenção também deve continuar depois das férias. Alguns animais podem apresentar mudanças temporárias de comportamento, como falta de apetite, apatia, ansiedade ou agitação. Caso esses sinais persistam por mais de um dia ou venham acompanhados de sintomas físicos, os responsáveis devem procurar o médico veterinário para avaliação. 

Segundo França, o planejamento é o principal aliado para garantir que as férias sejam tranquilas tanto para os tutores quanto para os animais. 

"Os pets fazem parte da família e precisam de cuidados especiais nesse período. Preparar o ambiente, manter os cuidados com a saúde e respeitar as necessidades comportamentais de cada animal faz toda a diferença para que eles passem por esse momento com conforto e segurança.

 

Como melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia? Confira 5 dicas

Especialista em comportamento canino explica por que entender a linguagem do cão é a chave para uma convivência mais equilibrada

 

Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados como “desobediência”. Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são sinais claros de falha na comunicação entre tutor e pet. Diferente dos humanos, os cães não se comunicam por palavras, e sim por energia, gestos, rotina e emoção.

 

Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio-fundador da Dog Corner, quando o tutor aprende a se comunicar na “língua do cão”, a relação se transforma. “Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não pelo que ele fala”, explica.

 

A seguir, o especialista lista dicas práticas para melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia:

 

1. A comunicação começa antes da palavra

“Os cães não entendem discurso, mas entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso. Tom de voz, gestos, postura corporal e até o estado emocional do tutor impactam diretamente o comportamento do animal. Antes de pedir qualquer comando, o tutor precisa observar como está se sentindo e o que está transmitindo", comenta André.

 

2. Seja coerente: previsibilidade gera segurança

“Amar um cão não é permitir tudo, mas oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está ‘testando limites’, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo. Comunicação eficiente exige regras simples, repetição e constância. A previsibilidade reduz a ansiedade e melhora o comportamento", diz. 

 

3. O silêncio também comunica

“Falar demais gera ruído, não clareza. Muitos tutores repetem ‘não, não, não’ esperando que o cão entenda, mas o excesso de fala confunde. Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais. Serenidade é uma das mensagens mais importantes que o tutor pode transmitir", explica o especialista.

 

4. Rotina é uma forma de amor e comunicação emocional

“Para o cão, rotina é linguagem emocional. Horários definidos para passeio, alimentação, descanso e interação ajudam o animal a entender que o mundo é previsível. Isso reduz ansiedade, frustração e comportamentos destrutivos. Um cão relaxado aprende melhor e tem mais qualidade de vida", complementa. 

 

5. Gasto de energia também é comunicação

“Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada. Passeio não é luxo, enriquecimento ambiental não é mimo e atividades estruturadas não são extras. São necessidades básicas. Um cão que não explora o mundo tende a ficar ansioso, estressado e até deprimido, o que bloqueia qualquer tentativa de aprendizado", analisa.

 

Ouça mais, fale menos

 

Por fim, André reforça que o tutor precisa aprender a “ouvir” o cão. “Eles se comunicam o tempo todo por bocejos, desvios de olhar, postura corporal, respiração e velocidade dos movimentos. Ignorar esses sinais é como conversar com alguém que pede ajuda em outra língua e fingir que não está entendendo", completa.

 

“Quando o tutor aprende a observar, respeitar e se comunicar de forma clara, o comportamento melhora naturalmente. Comunicação não é controle, é conexão”, conclui André Cavalieri.

 

Dog Corner


Uso incorreto de roupas de frio em pets pode causar problemas de pele

Doenças de pele podem representar até 20% dos atendimentos; especialistas explicam quando as roupinhas ajudam e quando podem prejudicar cães e gatos  

 

Com a queda brusca nas temperaturas, é natural que os tutores busquem alternativas para aquecer os animais de estimação. As vitrines se enchem de casacos, moletons e fantasias de inverno. No entanto, o que começa como um gesto de cuidado e estética pode se transformar em um problema de saúde para cães e gatos. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, faz um alerta clínico: o uso prolongado e incorreto de roupinhas está entre os fatores que podem desencadear crises dermatológicas e desconforto físico durante o inverno. 

De acordo com a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), as doenças dermatológicas estão entre as condições mais frequentes na medicina veterinária de pequenos animais, podendo representar até 20% dos atendimentos clínicos Esse número pode chegar a até 70% dependendo da região. Em um país que abriga cerca de 160 milhões de animais de estimação, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), a adoção de cuidados inadequados durante os períodos de frio pode impactar milhões de pets. 

Ao contrário dos seres humanos, os animais possuem uma barreira natural extremamente eficiente de proteção térmica: a pelagem e a gordura subcutânea. Quando o tutor insere uma camada artificial de tecido sobre o corpo do animal sem necessidade real, o microclima da pele se altera drasticamente.
 

O perigo do "abafamento" e as dermatites ocultas 

O erro mais frequente é manter o animal vestido por dias seguidos, sem intervalos para que a pele respire. “O tecido em contato contínuo com o corpo do animal retém a umidade natural da pele, reduz a ventilação e cria um ambiente quente e úmido, principalmente se o pet tiver dermatite atópica. Esse é o cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias. Quando o tutor retira a roupa para lavar, muitas vezes se depara com quadros de dermatite, infecções cutâneas e alergias que exigem tratamento medicamentoso”, explica Analice Munhoz, médica veterinária na WeVets. 

Além das infecções de pele, o atrito constante do tecido com os pelos compridos provoca a formação de nós complexos, especialmente em regiões de dobra como axilas e virilhas. Esses nós tensionam a pele, gerando dor e desconforto e, em casos mais graves, podem exigir a remoção completa da pelagem afetada.
 

Quem realmente precisa de roupa? 

A necessidade de proteção térmica varia conforme a anatomia, a idade e o histórico de saúde do pet. Organizações veterinárias internacionais, como a American Veterinary Medical Association (AVMA), apontam que filhotes, idosos, animais de pequeno porte, com baixa gordura corporal ou pelagem curta são os mais suscetíveis aos efeitos das baixas temperaturas. 

A indicação clínica de uso de roupas restringe-se principalmente a:

  1. Animais de pelagem muito curta ou nua: raças como Pinscher, Whippet, Galgo Italiano e o gato Sphynx possuem menor capacidade de retenção de calor.
     
  2. Pets idosos e com doenças ortopédicas: o frio pode intensificar dores associadas à artrose e outras alterações articulares.
     
  3. Filhotes e convalescentes: animais muito jovens ou em recuperação de cirurgias e doenças apresentam maior dificuldade de regulação térmica.

Por outro lado, raças de pelagem dupla ou densa, como Spitz Alemão, Husky Siberiano, Chow Chow, Golden Retriever e a maioria dos gatos de pelo longo, normalmente não necessitam de roupas para enfrentar o inverno. Em alguns casos, o excesso de proteção pode comprometer a função isolante natural da pelagem.
 

Manual do inverno seguro para os tutores 

Para garantir o bem-estar do pet sem colocar a saúde em risco, a especialista da WeVets recomenda: 

Rodízio e escovação: retirar a roupa pelo menos duas vezes ao dia para escovar os pelos e verificar a condição da pele. A mesma peça não deve permanecer no animal por mais de 24 horas sem higienização. O ideal é lavar a roupinha ao retirar do armário antes de colocar no pet, principalmente se ele já tiver histórico de dermatite alérgica. 

Tecidos adequados: optar por algodão ou soft leve, que favorecem a troca de calor. Materiais sintéticos, lãs que soltam fiapos e peças com adornos devem ser evitados. 

Liberdade de movimento: a roupa não pode restringir a locomoção, o ato de sentar ou as necessidades fisiológicas do pet. 

Observar sinais reais de frio: tremores persistentes, busca constante por locais aquecidos, sono excessivamente encolhido e extremidades frias, como patas e orelhas, são indicativos mais confiáveis do que a percepção térmica do tutor.  

“O frio existe e alguns animais realmente precisam de proteção adicional. O problema surge quando o tutor acredita que todo pet sente frio da mesma forma que um ser humano. A melhor estratégia é observar os sinais do animal e buscar orientação veterinária com um especialista, como os da equipe da WeVets, antes de transformar uma medida de conforto em um fator de risco para a saúde”, finaliza a especialista da WeVets.



Laika lança campanha que transforma lembranças de pets em solidariedade

Iniciativa permanente convida tutores a doarem mantas, roupinhas e outros itens de frio para animais em situação de vulnerabilidade, ressignificando objetos carregados de afeto após a despedida



Depois que um animal de estimação parte, muitos tutores mantêm guardados mantinhas, roupinhas, brinquedos e outros objetos que carregam lembranças de uma história de amor. Para algumas pessoas, esses itens permanecem como parte do processo de luto; para outras, chega um momento em que podem ganhar um novo significado. Foi a partir dessa reflexão que nasceu a campanha Memórias que Aquecem, criada pela Laika Funeral Pet para transformar lembranças em gestos de cuidado com animais em situação de vulnerabilidade.

Lançada neste inverno, mas com caráter permanente, a iniciativa arrecada mantas, roupinhas e outros itens de frio que possam aquecer pets acolhidos por organizações e projetos de proteção animal. Mais do que promover uma campanha solidária, a proposta convida os tutores a ressignificarem objetos que permaneceram após a despedida de um animal de estimação, permitindo que o carinho vivido ao longo daquela relação continue aquecendo outras vidas.

"Na Laika, acompanhamos diariamente histórias de amor muito profundas entre pessoas e seus pets e sabemos que não existe uma forma certa de viver o luto. Muitos objetos permanecem carregados de significado após a despedida, e a campanha Memórias que Aquecem nasceu justamente para oferecer uma possibilidade de ressignificar esse carinho”, afirma Natália Nigro de Sá, psicóloga especializada em luto e cofundadora da Laika Funeral Pet.

“Para quem sentir que chegou o momento, doar uma mantinha, uma roupinha ou outro item que um dia aqueceu um pet querido pode ser uma forma de transformar a saudade em um gesto de cuidado. O amor não termina com a despedida; ele pode continuar existindo por meio de novos gestos de afeto e solidariedade", acrescenta.

As doações serão destinadas a organizações e iniciativas voltadas ao cuidado de animais em situação de vulnerabilidade. A Laika está finalizando a definição dos parceiros responsáveis por receber os donativos e organizará periodicamente a entrega dos itens arrecadados, ampliando o alcance da campanha ao longo de todo o ano.

Ao tornar a iniciativa permanente, a empresa reforça seu propósito de acolher não apenas os animais, mas também as famílias que vivenciam a despedida de um companheiro de quatro patas. A campanha parte da compreensão de que cada pessoa vive o luto de uma maneira e, para aquelas que desejarem, doar um objeto carregado de memória pode representar uma forma sensível de perpetuar o vínculo construído com seu pet por meio de um gesto de amor e solidariedade.

Serviço
Memórias que Aquecem
O que doar: mantas, roupinhas e outros itens de frio para pets, novos ou usados, desde que estejam em bom estado de conservação.
Como participar: as doações devem ser entregues presencialmente na sede da Laika Funeral Pet.
Endereço: Praça Vicente Rodrigues, 110 – Butantã – São Paulo (SP) – CEP 05507-030.
Horário de recebimento: de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h, exceto feriados.
Informações: (11) 96196-9888.



Laika Funeral Pet
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