Pesquisar no Blog

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Inscrições para o Programa de Estágio 2026 da Nissan entram na reta final

Vagas são para o Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ) e no escritório da marca em São Paulo (SP) 

 

Interessados em uma vaga de estágio na Nissan tem até o final da semana que vem para se inscrever. O Programa de Estágio da Nissan 2026 vai selecionar até o dia 29 de maio estudantes para atuar no Complexo Industrial da marca em Resende (RJ) e no de São Paulo (SP).

Poderão participar da seleção de 51 vagas os alunos que estiverem na faculdade com previsão de finalizar a graduação após dezembro de 2027. As oportunidades são para cursos diversos como Administração, Ciência da Computação, Comércio Exterior, Contabilidade, Economia, Engenharia, Comunicação, entre outros. Para fazer a inscrição e conferir todos os benefícios, basta entrar neste link.

Entre os requisitos, é desejável que o candidato fale inglês em nível intermediário ou avançado, tenha boa comunicação, vontade de aprender e proatividade. Também é necessário ter conhecimentos intermediário ou avançado do pacote Microsoft Office (Word, Excel, Outlook, Power Point) para desenvolver as atividades no dia a dia da empresa.

Durante o estágio, além de aprender coisas do seu campo de estudos na prática com profissionais da empresa, o candidato terá a oportunidade de desenvolver projetos que ajudem a área na qual trabalha a aperfeiçoar ferramentas e processos.


Compromisso com o país

A Nissan investiu R$ 2,8 bilhões no Brasil nos últimos três anos para consolidar sua presença no mercado brasileiro em seu Complexo Industrial de Resende (RJ). O montante transformou a unidade industrial do Sul Fluminense com novos equipamentos, 400 novos postos de trabalho e processos inéditos para fabricar dois SUVs: o novo Nissan Kicks e o novo Nissan Kait.

Além de atender ao mercado local, os dois modelos também têm como destino países da América Latina. O objetivo é consolidar cada vez mais a unidade industrial de Resende como centro de exportação.

 

Entenda os impactos das chuvas na infraestrutura asfáltica e a importância da manutenção preventiva


O período de chuvas intensas traz um sinal de alerta para gestores públicos e concessionárias de rodovias em todo o país. A combinação de umidade excessiva e tráfego constante é a principal causa da deterioração precoce do pavimento, resultando em problemas que vão muito além do desconforto visual, impactando diretamente a segurança viária e o orçamento logístico. Felipe Cabral, diretor comercial da Fornecedora Pavimentos, referência em execução de obras em pavimentação asfáltica, reforça que a compreensão técnica sobre como a água interage com o asfalto é o primeiro passo para garantir a durabilidade das vias.

O grande desafio técnico reside no fato de que o asfalto, embora pareça uma camada sólida e impermeável, sofre severamente quando a água consegue penetrar em suas camadas inferiores. Quando o sistema de drenagem não é eficiente ou quando fissuras pré-existentes não recebem o tratamento adequado, a água atinge a base e a sub-base do pavimento, comprometendo a capacidade de suporte do solo. Esse processo, acelerado pelo peso dos veículos, gera as desagregações e os buracos, que surgem com muito mais frequência durante os meses de maior pluviosidade.

Felipe Cabral, diretor comercial da Fornecedora Pavimentos, reforça que "a compreensão técnica sobre como a água interage com o asfalto é o primeiro passo para garantir a durabilidade das vias". De acordo com o especialista, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz e econômica. Investir na limpeza de sarjetas e bocas de lobo, além de realizar a selagem de trincas antes do início das tempestades, pode evitar intervenções profundas e de alto custo no futuro. 

A atenção à grossura do asfalto durante as obras é um fator decisivo para o cuidado e a longevidade do pavimento, garantindo a resistência estrutural necessária para suportar o tráfego e minimizando a suscetibilidade à penetração de água. Além disso, Felipe ressalta que o sucesso da obra depende de rigor técnico desde a origem: "O asfalto precisa ser muito bem feito, tanto na etapa da usina, dentro das normas do DNIT, da SOP e da Infraero, quanto na execução". Ele alerta que o descumprimento dessas diretrizes compromete o resultado final. "Muitas empresas não atendem às normas e isso danifica diretamente a camada asfáltica. É um conjunto de fatores que precisam estar combinados de forma perfeita para que o pavimento tenha uma durabilidade maior", conclui.

Além da questão estrutural, a manutenção do asfalto durante o período chuvoso é uma questão de segurança pública. Pavimentos irregulares aumentam o risco de aquaplanagem e danos mecânicos aos veículos, elevando os índices de acidentes. O Grupo Fornecedora atua oferecendo não apenas o maquinário de última geração necessário para essas obras, mas também com uma fábrica certificada e experiente na produção de asfaltos, além de suporte técnico para que a obra sofra menos com variações climáticas, com o máximo de performance. O compromisso da empresa é garantir que a mobilidade não seja interrompida, promovendo estradas e ruas mais seguras e duráveis para toda a sociedade.

 

País de honra da APAS Show 2025, Itália reúne 31 empresas dos setores de alimentos e bebidas visitadas por mais de 2 mil profissionais

Com forte presença no varejo brasileiro, país europeu reforça a estratégia de expansão do Made in Italy no Brasil


Com cerca de dois mil visitantes durante quatro, a Itália, país de honra da APAS Show 2026, reuniu 31 fabricantes de alimentos e bebidas nos pavilhões Verde e Vermelho, o que reforçou a relevância do Brasil como mercado estratégico para os produtos do país europeu. As empresas apresentaram um portfólio diversificado, com marcas centenárias e novos expositores dos segmentos de panetteria, massas, atomatados, vinagres, queijos, presuntos, chocolates e outras especialidades do autêntico Made in Italy.

Empresas com presença já consolidada no mercado brasileiro e marcas inéditas disputaram a atenção de importadores, supermercadistas, distribuidores e outros compradores estratégicos, em uma agenda intensa de contatos comerciais e prospecção de negócios.

Organizada pela Agência ICE, a participação na APAS Show integra um plano ambicioso para fortalecer a presença do Made in Italy no Brasil. O avanço do interesse brasileiro pelos produtos italianos também se reflete nos números do comércio bilateral. Segundo dados divulgados com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, as importações brasileiras de alimentos e bebidas italianos passaram de US$ 278 milhões em 2022 para US$ 410 milhões em 2025, o que representa crescimento de 47,5% no período.

Com o resultado da APAS Show 2026, a Itália reafirma sua disposição de ampliar investimentos, aprofundar parcerias comerciais e consolidar ainda mais sua presença no varejo brasileiro, em sintonia com um mercado cada vez mais aberto à qualidade, à tradição e à inovação dos produtos italianos, contribuindo para a continuidade do crescimento das importações brasileiras de produtos Made in Italy, que no primeiro quadrimestre de 2026 registraram uma expansão de 7% em valor.

Entre as novidades das empresas italianas, estavam azeites da Umbria e Sicília, bebidas à base de café, grande seleção de atomatados, massas de diversos cortes e comprimentos, vinagres balsâmicos, panetones e doces sazonais, produtos à base de tartufo, queijos e embutidos, chocolates e produtos à base de frutos do mar.

Fórum APAS Show 2026

A Agência ICE também marcou presença no Fórum APAS Show 2026, contribuindo para o debate sobre tendências, produtos e tecnologias para o setor supermercadista. Entre os temas abordados, destaque paraa importância de estratégias omnicanais, o uso de etiquetas virtuais, a construção de portfólios mais inteligentes e internacionalizados, a integração entre varejo e foodservice, a aplicação da inteligência artificial na gestão de estoques e na minimização de perdas de produtos perecíveis, além do treinamento das equipes de frente para enriquecer a experiência de compra, otimizar o tempo do consumidor e tornar as operações mais rentáveis. A programação oficial do congresso da APAS enfatizou, entre seus eixos, transformação digital, comportamento do consumidor, sustentabilidade, gestão, liderança e uso de IA no varejo.

Realizada entre 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a APAS Show 2026 reuniu cerca de 900 expositores, representantes de 24 países e mais de 150 mil visitantes, consolidando-se mais uma vez como o maior festival supermercadista do mundo e uma das principais vitrines de alimentos e bebidas das Américas.

 

Meu Bolso em Dia: guia gratuito orienta o contribuinte a declarar Imposto de Renda

 

Prazo para a entrega da declaração termina em 29 de maio. Guia online reúne dicas, passo a passo e informações essenciais para evitar erros e garantir uma declaração correta

 

A entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026 está na reta final, com prazo até 29 de maio de 2026, às 23h59, para evitar multas, que começam em R$ 165,74 e podem chegar a 20% do imposto devido. 

Para apoiar os contribuintes a se organizar e declarar corretamente, o portal Meu Bolso em Dia Febraban oferece um guia gratuito e completo, reunindo orientações práticas, novidades na tabela do IR, checklist de documentos e dicas para evitar a malha fiscal. 

As principais mudanças para o IR deste ano incluem a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 3.036 mensais, além de regras específicas para quem realizou operações na bolsa de valores, possui rendimentos no exterior ou optou por regimes diferenciados. 

O guia destaca a importância de reunir todos os documentos necessários para a declaração antes de começar, o que inclui extratos bancários e de corretoras, informes de rendimentos, recibos de despesas dedutíveis e documentos de dependentes, incluindo obrigatoriedade do CPF para menores. 

Além de detalhar quem precisa declarar, o material explica como preencher corretamente as fichas no site, programa ou aplicativo oficial da Receita Federal, as vantagens de optar pela declaração simplificada ou completa e as principais deduções permitidas, como saúde, educação e previdência. 

O guia também esclarece dúvidas frequentes de Microempreendedores Individuais (MEI) sobre obrigatoriedade e limites de isenção, e orienta sobre a possibilidade de destinar parte do imposto devido a fundos sociais diretamente na declaração. 

Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, reforça a relevância da iniciativa: “O objetivo é facilitar o acesso à informação para que cada contribuinte tenha autonomia e segurança ao declarar seu imposto. Com organização e atenção desde o início, é possível evitar imprevistos, reduzir riscos de cair na malha fina e até otimizar o valor da restituição”, explica. 

Para acessar gratuitamente o guia, basta visitar o portal Meu Bolso em Dia e conferir todas as orientações sobre a Declaração do Imposto de Renda 2026.


  Meu Bolso em Dia Febraban

 

NR-1 atualizada: especialista do GBA explica o que muda na prática para empresas e trabalhadore

 

Freepix

Nova redação da norma reforça a gestão preventiva de riscos e amplia o olhar para a saúde mental no ambiente de trabalho

 

A nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entra em vigor no dia 25 de maio e traz mudanças importantes que impactam diretamente a rotina das empresas e dos trabalhadores. Considerada a base das demais normas regulamentadoras, a NR-1 estabelece diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho e reforça o papel da prevenção na gestão de riscos ocupacionais, ampliando o foco para incluir, de forma mais estruturada, os riscos psicossociais no ambiente corporativo. 

Com a atualização, as empresas passam a ter uma responsabilidade ainda maior na identificação, avaliação e gestão de riscos, não apenas físicos, mas também aqueles relacionados à saúde mental, como excesso de pressão, sobrecarga, assédio e ambientes organizacionais prejudiciais. 

Na prática, isso significa uma mudança de postura. “As empresas precisarão adotar uma atuação mais preventiva e contínua. Entre os principais pontos estão o fortalecimento do gerenciamento de riscos ocupacionais, a necessidade de uma avaliação mais ampla do ambiente de trabalho, maior atenção à saúde mental, além da documentação e acompanhamento das medidas preventivas”, explica a advogada trabalhista do Granito Boneli Advogados, Nathany Santiago. 

Um dos principais destaques da atualização é justamente a inclusão dos riscos psicossociais na gestão ocupacional. “Isso significa reconhecer que fatores emocionais e organizacionais também impactam diretamente a saúde do trabalhador. Questões como metas excessivas, jornadas desgastantes, assédio e pressão constante passam a exigir maior atenção das empresas”, destaca. 

Para se adequar às novas exigências, o primeiro passo é a revisão dos processos internos de saúde e segurança do trabalho. “Será fundamental identificar não apenas riscos físicos, mas também psicossociais, além de investir em treinamentos, canais de escuta, políticas internas claras e na atuação integrada entre RH, lideranças e áreas de segurança do trabalho”, orienta a especialista. 

A norma se aplica a empresas de todos os portes. Embora a forma de implementação possa variar conforme a estrutura e o nível de risco da atividade, a obrigação de prevenir e gerenciar riscos permanece. “O mais importante é garantir uma atuação efetiva na prevenção, independentemente do tamanho da empresa”, afirma Nathany.

Do ponto de vista dos trabalhadores, a tendência é de ambientes mais atentos à prevenção e ao acompanhamento das condições de trabalho, inclusive no que diz respeito à saúde mental. A atualização também pode estimular maior abertura para o diálogo sobre situações de pressão, conflitos e fatores que impactam o bem-estar no ambiente profissional. 

Nesse cenário, a responsabilidade das empresas em relação à saúde mental ganha ainda mais relevância. “Ainda que não sejam responsáveis por todos os aspectos emocionais dos colaboradores, as organizações passam a ter o dever de identificar, prevenir e mitigar fatores do ambiente de trabalho que possam contribuir para o adoecimento psíquico. Outro ponto importante é o fortalecimento dos canais de escuta dentro das empresas. Estruturas como canais de denúncia, áreas de Recursos Humanos, ouvidorias e programas de compliance ganham protagonismo na construção de ambientes mais seguros e transparentes, desde que sejam acessíveis, confidenciais e efetivos”, pontua. 

As empresas contam com um período inicial de 12 meses, com caráter educativo e orientativo, para se adaptar às novas exigências relacionadas aos riscos psicossociais. Ainda assim, a recomendação é iniciar o quanto antes o processo de adequação, a fim de evitar riscos futuros e possíveis responsabilizações. 

“A implementação exige uma atuação contínua e integrada, com foco em prevenção. Investir em treinamento, comunicação e monitoramento do ambiente de trabalho é o caminho mais eficiente, e menos oneroso, para garantir não apenas o cumprimento da norma, mas ambientes mais saudáveis e sustentáveis”, finaliza.

 

Granito Boneli Advogados


 

Educação financeira avança entre adolescentes e aproxima escolas do universo econômico e corporativo

 

Encontro entre alunos do Ensino Médio e Roberto Sallouti reflete movimento crescente de interesse de jovens por economia, investimentos e formação profissional 


Temas como economia, investimentos e mercado financeiro, antes mais associados ao ambiente universitário ou corporativo, vêm ganhando espaço cada vez mais cedo entre adolescentes. O movimento acompanha uma transformação no papel das escolas, que passam a incorporar discussões sobre carreira, liderança e educação financeira à formação dos alunos ainda durante o Ensino Médio.

Esse cenário ficou evidente em um encontro promovido por estudantes do BandInvest, grupo voltado à economia e investimentos do Colégio Bandeirantes, com Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual. A conversa reuniu alunos interessados em discutir cenário econômico, mercado financeiro, empreendedorismo e os desafios das profissões do futuro.

Mais do que um evento pontual, a iniciativa reflete uma tendência mais ampla: o crescimento do interesse de jovens por temas ligados à economia e à construção de carreira, impulsionando escolas a criarem espaços de debate e aproximação com o universo corporativo desde cedo.

Durante o encontro, Sallouti destacou a importância de ampliar repertórios ainda na formação escolar. “O mundo profissional está passando por transformações muito rápidas, e os jovens que começam desde cedo a desenvolver pensamento crítico, capacidade analítica e entendimento sobre economia saem mais preparados para tomar decisões e construir suas trajetórias”, afirmou Roberto Sallouti.

A conversa também abordou o papel da educação financeira na formação das novas gerações e a importância de conectar o ambiente escolar às mudanças do mercado de trabalho. “É muito positivo ver adolescentes interessados em discutir economia, negócios e liderança. Isso mostra uma geração mais conectada às transformações do mundo e mais consciente da importância de compreender temas que impactam diretamente a sociedade e o futuro profissional”, completou o executivo.

Nos últimos anos, escolas vêm ampliando iniciativas ligadas a empreendedorismo, educação financeira e orientação profissional, aproximando estudantes de debates tradicionalmente restritos ao ambiente corporativo. A proposta vai além da preparação para vestibulares e busca desenvolver competências como autonomia, pensamento estratégico e visão de longo prazo.

Além da trajetória no mercado financeiro, Sallouti também compartilhou com os alunos reflexões sobre responsabilidade social, educação e filantropia como ferramentas de transformação do país. Fundador do Inteli, instituição criada com foco em tecnologia, inovação e formação de lideranças, o executivo destacou a importância de ampliar oportunidades educacionais no Brasil. Atualmente, cerca de 50% dos estudantes do Inteli são bolsistas. Sallouti também integra o conselho do Wharton, Parceiros da Educação e do Inteli (Instituto de Tecnologia e Liderança), reforçando sua atuação filantrópica e seu envolvimento com iniciativas voltadas à educação e ao impacto social.

A discussão trouxe aos alunos não apenas referências de sucesso profissional, mas também exemplos de lideranças comprometidas com impacto social e com a construção de iniciativas voltadas à ampliação de acesso à educação de qualidade. “Esse tipo de encontro mostra aos estudantes que sucesso profissional e compromisso com o país podem caminhar juntos. Ter contato com lideranças que desejam devolver à sociedade parte do que construíram é extremamente inspirador para os jovens”, afirma Debbie Pontual, coordenadora do Departamento Internacional do Colégio Bandeirantes e responsável pelo BandInvest.

Nos últimos anos, escolas vêm ampliando iniciativas ligadas a empreendedorismo, educação financeira e orientação profissional, aproximando estudantes de debates tradicionalmente restritos ao ambiente corporativo. A proposta vai além da preparação para vestibulares e busca desenvolver competências como autonomia, pensamento estratégico e visão de longo prazo.
 


Colégio Bandeirantes


BTG Pactual
colband.net.br/futuro-e-carreiras


Estudo revela que sites e blogs são a principal fonte de informação de 42% dos brasileiros

iStock
Levantamento da Locaweb, que analisou os hábitos digitais de centenas de internautas, mostra preferência por conteúdos detalhados e confiáveis fora das redes sociais 

 

Apesar da forte presença das redes sociais no dia a dia, os sites e blogs não apenas resistem, mas ocupam um papel central na jornada de consumo de informação. 

 

Em uma pesquisa recente, 42% dos brasileiros entrevistados afirmam que esses canais seguem como suas principais fontes de informação atualmente, mesmo em um contexto dominado por feeds algorítmicos, vídeos rápidos e conteúdos passageiros.  

 

Os dados fazem parte de um estudo da Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital que investigou como usuários de diferentes contextos se relacionam com os websites, tanto em termos de consumo quanto de percepção de valor frente a outras plataformas.

 

Além do papel central como fonte de informação, a pesquisa mostra que o consumo de páginas na web é bastante diversificado em termos de conteúdo. Fora de redes como Instagram e TikTok, as pessoas ouvidas acessam, principalmente, entretenimento (60,4%), notícias e atualidades (59%) e tecnologia (58,8%). 

 

Tópicos como turismo, esportes, gastronomia e finanças também figuram entre as categorias de páginas mais visitadas no país, refletindo um tipo de acesso diversificado e orientado a interesses específicos — exatamente o tipo de demanda que os portais de conteúdo atenderiam com vantagem se comparados às mídias sociais. 



 

Brasileiros confiam mais em sites e blogs do que redes sociais 

 

De forma geral, o estudo da Locaweb destaca como, em 2026, o uso de sites e blogs está fortemente ligado à procura por mais profundidade e intenção de busca. Entre os entrevistados pela marca, 68% afirmaram recorrer a esses canais durante o aprofundamento em temas de interesse, enquanto 5 em cada 10 os utilizam com mais força nos momentos de compra e durante as horas de estudo ou capacitação. 

 

Enquanto as redes sociais são associadas pelos internautas à descoberta rápida de conteúdos, as páginas na internet aparecem como espaços voltados ao aprofundamento, consulta e validação de informações.

 

Trata-se de uma percepção confirmada em outras respostas: 68,4% dos brasileiros ouvidos, por exemplo, apontam a profundidade como principal vantagem desses canais, seguida pela credibilidade (61,8%) e organização da informação (51,2%). Também aparecem a independência dos algoritmos (34%) e a perenidade do conteúdo (31%), reforçando a ideia de maior controle e confiabilidade nos artigos de sites e blogs. 

 

Para Lívia Lampert, Head de Growth na Locaweb, o comportamento do usuário reforça como os sites permanecem estratégicos para as empresas e novos negócios. “O brasileiro não abandonou os sites e navega de forma mais consciente e intencional. As redes sociais cumprem um papel de descoberta e entretenimento rápido, mas quando se trata de buscar informações de qualidade, tomar decisões ou aprender algo, o movimento mais comum é recorrer aos sites e blogs", comenta. 

 

Criação de sites: do interesse dos brasileiros ao avanço da IA 

 

Se os sites seguem relevantes como fonte de informação e aprofundamento de conteúdo, o estudo da Locaweb mostra que eles também continuam despertando interesse como espaços próprios de criação, expressão e negócios no Brasil. 

 

Quando questionados sobre suas experiências enquanto criadores de sites, 66,2% dos entrevistados afirmaram já ter criado ou ao menos considerado criar uma página na internet. Dentro desse universo, 35,6% demonstraram interesse em sua monetização — o que mostra como a presença online vem sendo cada vez mais associada a oportunidades de empreendedorismo, desenvolvimento profissional e novas fontes de receita.

 

Apesar das experiências e do interesse expressivo, o caminho até a criação de um site ainda é marcado por obstáculos técnicos para muitos usuários.

 

A falta de conhecimento na área lidera as barreiras: 5 em cada 10 respondentes apontaram esse como o principal empecilho para criar uma página na internet hoje. Já a dificuldade em manter e atualizar o site aparece em seguida (41,2%), acompanhada pela escolha e registro de domínio (28,2%) e a complexidade na configuração e publicação (26,8%). 

 

É justamente nesse cenário que a IA começa a ganhar protagonismo na nova geração de criadores de sites. Quando questionados sobre como usam ou usariam a inteligência artificial na manutenção de uma página na internet, 65,4% dos respondentes afirmaram que recorreriam à tecnologia para criar o design e a estrutura do site. Muitos também destacaram aplicações ligadas à produção de conteúdo (56,8%), SEO (47,2%) e uso de chatbots  para atendimento ao cliente (44,6%). 



Para Lívia, o avanço da inteligência artificial representa uma mudança importante na forma como os brasileiros constroem sua presença digital. “A IA de fato está ajudando a transformar a criação de sites em um processo mais simples, rápido e acessível. Na Locaweb, por exemplo, é possível desenvolver uma página praticamente do zero em poucos passos com a hospedagem de sites com IA, com sugestões automáticas de estrutura, design, imagens e textos, permitindo que pessoas e pequenos negócios coloquem suas ideias no ar sem depender de conhecimento técnico avançado ou de terceiros”, conclui. 

 

Metodologia  

 

Para entender como os brasileiros recorrem a sites e blogs atualmente, a Locaweb ouviu, nas últimas semanas, 500 usuários de diferentes regiões do país. A pesquisa, que possui índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais, explorou os hábitos de consumo de conteúdo, percepções sobre formatos digitais, barreiras na criação de sites e o papel da inteligência artificial nesse processo.


Supermercados enfrentam nova pressão sobre margens mesmo com alívio parcial nos preços


Recorde no varejo não elimina pressão sobre margens em um setor que agora lida com consumidor mais racional, crédito caro e operação mais complexa

 

Mesmo quando alguns preços de alimentos mostram desaceleração em relação aos picos recentes, o varejo supermercadista brasileiro está longe de respirar aliviado. Dados do IBGE mostram que o grupo Alimentação e bebidas subiram 0,82% em abril, mantendo pressão sobre o orçamento das famílias. Em paralelo, a Pesquisa Mensal do Comércio do próprio instituto aponta que o varejo nacional avançou 0,5% em março e atingiu novo recorde da série histórica, indicando que atividade econômica e rentabilidade nem sempre caminham na mesma direção. O resultado é um consumidor mais seletivo, menos previsível e mais sensível a qualquer oscilação de preço, justamente em um setor conhecido por operar com margens historicamente apertadas. 

Para Márcio Goulart, especialista em gestão de supermercados e porta-voz da Meta Contabilidade, a natureza da pressão mudou. Se nos últimos anos o foco estava no repasse da inflação e no aumento do custo da cesta básica, agora o desafio está em manter rentabilidade em um ambiente de consumo mais racionalizado, juros elevados, exigência crescente por eficiência operacional e maior complexidade tributária.

“Existe uma leitura equivocada de que, se alguns preços começam a aliviar, automaticamente a operação melhora. Não funciona assim. O consumidor continua pressionado financeiramente, compra com mais cautela, reduz volume, troca marcas e distribui as compras ao longo do mês. Enquanto isso, a operação segue convivendo com custos financeiros altos, exigências fiscais complexas e necessidade de resposta rápida. A conta ficou mais sofisticada”, afirma.

O movimento representa uma inflexão importante para o setor. Durante os períodos de inflação mais intensa, o varejo alimentar lidava com a dificuldade de absorver aumentos de custos e calibrar os repasses sem afastar o consumidor. Agora, parte do desafio está na desaceleração de determinados itens sem que isso represente recuperação automática do consumo ou da margem.

O desempenho recente do varejo ajuda a mostrar essa contradição. Embora o comércio siga demonstrando resiliência, crescimento de atividade não necessariamente se traduz em ganho proporcional de margem, especialmente em segmentos de alta competitividade e forte sensibilidade a preço, como o supermercadista.

O novo comportamento de consumo desafia a previsibilidade

Uma das transformações mais relevantes está no comportamento das famílias. Com orçamento doméstico ainda pressionado e um ambiente de crédito mais restritivo, a ida ao supermercado deixou de seguir padrões mais lineares.

Na prática, cresce o comportamento de compras fragmentadas, com consumidores optando por visitas mais frequentes e tickets menores, aproveitamento de promoções pontuais, substituição de marcas tradicionais por opções mais acessíveis e migração estratégica entre canais como supermercados de bairro, atacarejo e varejo digital.

Para Goulart, essa mudança exige um novo nível de inteligência operacional. “A previsibilidade caiu. O consumidor compara mais, reage mais rápido a preço e busca alternativas com muito menos fidelidade do que em ciclos anteriores. O supermercadista que continua tomando decisão com base apenas em histórico de vendas ou percepção empírica corre risco real de errar precificação, estoque e planejamento.”

A pressão ganha força porque, diferentemente de outros segmentos, o varejo alimentar depende de giro constante, controle fino de abastecimento e margens reduzidas, o que torna qualquer distorção operacional mais sensível.

Juros altos mudam a lógica do consumo

O ambiente macroeconômico amplia essa complexidade. Com a taxa Selic em 14,75% ao ano, o custo do dinheiro continua pressionando empresas e consumidores, limitando a capacidade de consumo e reduzindo espaço para decisões menos planejadas.

Mesmo consumidores empregados ou com renda estável passaram a reorganizar hábitos de compra diante do custo do dinheiro. O impacto não aparece apenas no consumo de bens duráveis. Ele se espalha para decisões cotidianas, inclusive alimentação.

“Quando o crédito fica caro, o orçamento doméstico muda de prioridade. O supermercado passa a disputar espaço com parcelas, renegociação de dívidas, custos financeiros e outras obrigações fixas. Isso altera comportamento, frequência de compra e sensibilidade a preço. Quem opera no setor precisa entender que a concorrência não é apenas com outro supermercado. É com a realidade financeira do consumidor”, explica.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que redes que mantêm volume de vendas ainda podem enfrentar deterioração de rentabilidade se não houver ajustes estruturais.

O problema nem sempre está na venda

Na avaliação do especialista, um dos erros mais recorrentes no setor está em interpretar faturamento como sinônimo de saúde operacional.

“Supermercado pode aumentar venda e, ainda assim, perder dinheiro. Isso acontece quando a margem está mal calibrada, quando existem rupturas frequentes, desperdício, compras mal negociadas, crédito tributário subaproveitado ou despesas operacionais crescendo sem controle. O varejo alimentar exige gestão extremamente técnica porque pequenas falhas se multiplicam rapidamente.”

Entre os pontos mais críticos, ele cita:

  1. erros de precificação;
  2. falta de integração entre fiscal, financeiro e operação;
  3. baixa visibilidade sobre rentabilidade real por categoria;
  4. estoques desalinhados com a demanda;
  5. desperdício operacional;
  6. gestão reativa diante de oscilações de consumo.

Segundo Goulart, a sofisticação da gestão deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito básico.


Reforma tributária adiciona nova camada de pressão

Ao mesmo tempo em que o setor tenta se adaptar ao novo comportamento do consumidor, uma transformação estrutural avança no ambiente regulatório.

Com a regulamentação operacional da CBS e do IBS ganhando corpo, supermercadistas acompanham com cautela os impactos sobre precificação, aproveitamento de créditos fiscais, fluxo de caixa e estrutura contábil.

Embora a simplificação tributária seja apresentada como objetivo central da reforma, a fase de transição deve exigir revisão profunda de processos internos.

“O varejo alimentar trabalha com volume alto, margens apertadas e sensibilidade extrema a preço. Qualquer erro de parametrização tributária, falha de interpretação ou atraso na adaptação pode gerar distorções relevantes. Essa discussão não pertence apenas ao jurídico ou ao contador. Ela precisa estar na mesa da gestão estratégica”, afirma.

A preocupação é que empresas sem preparação técnica acabem absorvendo perdas operacionais justamente em um momento em que a capacidade de repasse ao consumidor continua limitada.


O varejo alimentar entrou em uma nova fase

Na visão de Goulart, o setor atravessa uma mudança mais profunda do que uma oscilação conjuntural.

“O supermercadista brasileiro sempre foi resiliente, mas o ambiente mudou. Hoje, vender bem não basta. É preciso entender a margem real, comportamento do consumidor, impacto tributário, custo financeiro e eficiência operacional ao mesmo tempo. Quem não desenvolver essa capacidade pode até manter movimento nas lojas, mas perder competitividade silenciosamente.”

 



Márcio Goulart - diretor da Meta Assessoria Empresarial e atua na liderança das frentes de tecnologia e processos da empresa. Ao longo dos últimos anos, foi um dos responsáveis pela modernização da operação, com a implementação de automações e soluções que ampliaram a eficiência e a capacidade de atendimento. Sua atuação está voltada à conexão entre tecnologia e gestão, apoiando empresários na organização de dados, na melhoria de processos e na tomada de decisão. Com foco em resultado, trabalha no desenvolvimento de estruturas que permitam maior previsibilidade, controle e crescimento sustentável nos negócios.
Para mais informações, acesse instagram.


Meta Contabilidade
Para mais informações, acesse o site.



Fonte de pesquisa

IBGE – inflação de abril (IPCA)
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46656-influenciada-pela-alta-dos-alimentos-e-remedios-inflacao-fica-em-0-67-em-abril

IBGE – comércio varejista
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46694-em-marco-comercio-cresce-0-5-e-atinge-novo-recorde

Banco Central – taxa Selic
https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/taxaselic



Nova proposta do DHS pode limitar permanência de estudantes internacionais e endurecer regras migratórias nos EUA


Mudança em análise pelo governo americano prevê prazo fixo no I-94 (o Cartão de Registro de Chegada-Partida dos EUA), novas restrições acadêmicas e maior burocracia para estudantes, pesquisadores e dependentes

 

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) avançou com uma proposta regulatória que pode transformar profundamente as regras de permanência para estudantes e pesquisadores internacionais no país. A medida prevê o fim do atual sistema conhecido como “Duration of Status” (D/S) para categorias como F-1 e J-1, substituindo o modelo por uma data fixa de vencimento registrada no formulário I-94.

 

A proposta afeta estudantes internacionais, pesquisadores, intercambistas e seus dependentes F-2 e J-2. Atualmente, quem entra nos EUA com status F-1 ou J-1 normalmente recebe autorização para permanecer no país enquanto mantiver regularmente o programa acadêmico ou de pesquisa ativo. Com a mudança, o DHS passaria a limitar a permanência
ao período do programa acadêmico ou a quatro anos, o que for menor.

 

Segundo o advogado de imigração Murtaz Navsariwala, a proposta representa uma mudança estrutural no sistema migratório estudantil americano.

“O modelo atual permite uma flexibilidade operacional importante para universidades e estudantes. A proposta do DHS cria um sistema mais rígido, com prazo definido de permanência e necessidade de autorização federal adicional para continuar legalmente no país em diversas situações”, explica.

 

A proposta foi publicada inicialmente no Federal Register em agosto de 2025, recebeu comentários públicos até setembro do mesmo ano e permanece em análise regulatória. Em maio de 2026, o DHS enviou a versão final ao Office of Management and Budget (OMB), etapa necessária antes da publicação definitiva da regra. A expectativa regulatória é de que eventual implementação ocorra 60 dias após a publicação final.

 

Entre as mudanças previstas, uma das mais relevantes é a exigência de solicitação formal de extensão de permanência junto ao USCIS. Hoje, muitas extensões acadêmicas são processadas administrativamente pela própria universidade, sem necessidade de petição formal ao governo federal. “Caso a regra seja implementada, estudantes e pesquisadores poderão precisar apresentar pedidos formais de extensão ao USCIS, com pagamento de taxas, análise individual, possível biometria e risco de negativa. Isso aumenta significativamente custos, burocracia e insegurança migratória”, afirma Murtaz.

 

A proposta também reduz o período de graça para estudantes F-1 de 60 para 30 dias após a conclusão do programa acadêmico. Esse período é utilizado atualmente para preparação de saída dos EUA, mudança de status, transferência de instituição ou início de novo programa acadêmico. Para categorias J-1, o prazo de 30 dias permaneceria inalterado.

 

Outro ponto que preocupa estudantes brasileiros envolve cursos de inglês. O texto estabelece limite agregado de 24 meses para programas de language training no visto F-1, medida que pode impactar diretamente brasileiros que utilizam escolas de inglês como etapa inicial antes de ingressarem em colleges, graduações ou pós-graduações nos EUA.

 

Além disso, a proposta cria novas restrições acadêmicas para estudantes F-1. Alunos de graduação não poderiam alterar objetivo educacional nem se transferir de instituição durante o primeiro ano do curso. Já estudantes de pós-graduação ficariam impedidos de mudar objetivo acadêmico ou transferir o registro SEVIS (sistema online do governo dos EUA que rastreia estudantes e visitantes de intercâmbio) para outra universidade em qualquer momento do programa.

 

O texto também prevê restrições para estudantes que desejem iniciar um novo programa acadêmico no mesmo nível ou em nível inferior ao já concluído nos Estados Unidos em status F-1.

 

Segundo o advogado, as mudanças podem gerar impacto não apenas sobre estudantes, mas também sobre universidades americanas e programas de pesquisa. “As instituições de ensino superior podem enfrentar aumento de custos de conformidade, riscos regulatórios e dificuldades em recrutamento internacional. Isso afeta matrículas, programas acadêmicos, pesquisas e até contratações ligadas a estudantes e pesquisadores estrangeiros”, observa.

 

Murtaz destaca que ainda não existe data oficial de entrada em vigor da medida e recomenda cautela diante de informações imprecisas que circulam nas redes sociais. “O mais importante neste momento é planejamento. Estudantes e visitantes em status F-1 ou J-1 nos Estados Unidos devem revisar documentos como I-94, I-20 e SEVIS, além de entender possíveis impactos sobre planos acadêmicos e estratégias migratórias futuras”, conclui.





Murtaz Navsariwala - Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington. Murtaz lidera o Murtaz Law, escritório sediado em Illinois (EUA) e reconhecido por sua excelência em vistos de trabalho, com destaque para o EB-2 NIW. Sua formação multidisciplinar, que combina Direito, Economia e História, contribui para uma abordagem sistêmica e estratégica dos temas migratórios, oferecendo interpretações claras e fundamentadas mesmo diante de assuntos complexos ou controversos.


4 em cada 10 beneficiários INSS não sabem das novas regras do consignado, aponta meutudo

 Levantamento com mais de 5 mil participantes mostra que a maioria desconhecia mudanças, como a redução da margem e o novo prazo de pagamento. Mas, ao conhecer os detalhes, aprovação foi majoritária

Uma pesquisa realizada pela meutudo, fintech especializada em crédito consignado digital, revelou que 4 em cada 10 beneficiários do INSS ainda não sabiam das novas regras do consignado do INSS

O levantamento foi conduzido em maio de 2026 pelo datatudo, a frente de pesquisas do blog da meutudo, e recebeu respostas de mais de 5 mil pessoas em diferentes perguntas, abordando temas como margem consignável, prazo de pagamento e carência.

Desconhecimento existe até entre quem já usa o consignado

Entre as mudanças investigadas, a redução da margem consignável de 45% para 40% era desconhecida por 41% dos beneficiários. Já a ampliação do prazo máximo de pagamento de 96 para 108 parcelas também surpreendeu: 40% afirmaram não ter essa informação

O dado é ainda mais significativo considerando o perfil do público ouvido — visitantes ativos de um portal de finanças voltado a beneficiários do INSS, já mais expostos ao tema do que a média da população.

Quando souberam, a maioria aprovou as mudanças

Ao tomar conhecimento das alterações, a avaliação foi majoritariamente positiva. A unificação da margem em 40% — sem a divisão obrigatória entre empréstimo e cartão — foi considerada positiva por 49% dos respondentes

A proposta de carência de 90 dias para a primeira parcela teve aprovação ainda maior: 59% disseram que a medida daria mais segurança para contratar e 64% afirmaram que essa possibilidade daria mais tranquilidade na hora de fechar um empréstimo.

Mudanças aceleram intenção de contratação

O cenário está influenciando diretamente as decisões dos beneficiários. Com a perspectiva de redução da margem, 58% afirmaram pretender contratar ou aumentar seu empréstimo enquanto a margem ainda está maior

Contratar um novo empréstimo foi o maior interesse declarado ao longo da pesquisa (44%), seguido de refinanciar um empréstimo existente (19%). Outros 55% disseram que contratariam ou refinanciariam caso o prazo maior resultasse em parcelas menores.

Informação muda percepção e prepara para decisões

Ao final das perguntas, 57% dos participantes afirmaram se sentir mais informados e preparados para tomar decisões após conhecer as novas regras sobre margem, prazo e carência. 

Para a meutudo, o resultado reforça o propósito do datatudo: produzir pesquisas e conteúdos que ajudem a população a entender seus direitos e tomar decisões de crédito com mais segurança. 

Nota metodológica

A pesquisa foi realizada em formato de enquete on-site nos artigos do blog da meutudo em maio de 2026, em cinco fases temáticas, totalizando mais de 5 mil respondentes. Apenas beneficiários do INSS ou responsáveis por beneficiários seguiram para as perguntas específicas sobre consignado.


meutudo - fintech especializada em crédito consignado digital

 

Posts mais acessados