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sábado, 14 de março de 2026

14/03 - Dia dos Animais convida à reflexão sobre o impacto do vínculo com pets na saúde mental

A psicóloga Juliana Sato propõe um olhar além das homenagens e destaca como o vínculo com pets pode funcionar como apoio emocional, organizador da rotina e fonte de pertencimento em fases de instabilidade 

 

Celebrado em 14 de março, o Dia dos Animais costuma ser marcado por homenagens e declarações de afeto nas redes sociais. Mas, além da celebração, a data também abre espaço para uma conversa mais profunda sobre o papel que esses vínculos ocupam na vida emocional de muitas pessoas.

A convivência com um animal de estimação vai além da companhia. Em diferentes fases da vida, especialmente em períodos de instabilidade, luto ou sobrecarga, essa presença pode funcionar como um ponto de apoio concreto. Segundo a psicóloga Juliana Sato, o vínculo com os animais se constrói na continuidade do cotidiano e é justamente aí que reside sua potência. “Os animais introduzem previsibilidade na rotina. Eles precisam ser alimentados, cuidados, observados. Esse cuidado organiza o dia e ajuda a pessoa a se manter implicada na própria vida, mesmo quando a energia emocional está comprometida”, explica Juliana.

De acordo com a especialista, a relação com um pet tende a ser mais direta e menos atravessada pelas complexidades que marcam os vínculos humanos. “É um vínculo que se sustenta na presença. Muitas vezes, isso reduz a sensação de isolamento e ajuda a manter o mínimo de funcionamento psíquico quando tudo parece perder contorno”, afirma.

O cuidado cotidiano de alimentar, passear, acompanhar mudanças de comportamento deixa de ser apenas uma tarefa funcional e passa a atuar como um organizador silencioso da experiência. “Quando alguém está vivendo um luto, uma solidão profunda ou um período de exaustão, voltar a atenção para o que é concreto pode ser uma forma de reconexão com o mundo externo”, pontua Juliana.

Ela reforça, no entanto, que o vínculo com animais não substitui acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. “Não é uma solução para o sofrimento psíquico. Mas pode contribuir para sustentar o dia quando tudo parece pesado demais”.

E, se por um lado há afeto e acolhimento, por outro existe responsabilidade e ela não pode ser romantizada. A vida com um animal envolve compromisso de longo prazo, reorganização da rotina e, em muitos casos, adaptações estruturais internas.

“Especialmente quando o animal adoece ou envelhece, o cuidado deixa de ser apenas espontâneo. Ele exige regulação emocional contínua. A pessoa precisa ajustar sentimentos, ambiente e decisões para permanecer presente, mesmo quando está cansada ou sobrecarregada”, observa a psicóloga.

Há ainda um aspecto delicado dessa relação: a possibilidade da perda. “Existe uma tensão própria desse vínculo. O tutor pode estar vivenciando a iminência da despedida enquanto o laço ainda está vivo e ativo. Isso gera um esforço silencioso para manter qualidade de vida ao animal e, ao mesmo tempo, suportar a incerteza”, explica Juliana.

Quando o entorno social não reconhece a profundidade desse processo, a dor tende a se tornar ainda mais solitária. “Muitas vezes, o sofrimento não encontra validação proporcional ao espaço que aquele vínculo ocupava dentro de casa”, acrescenta.

 “Vínculos não eliminam o sofrimento, mas tornam a experiência mais atravessável. Os animais não substituem relações humanas nem resolvem questões psíquicas complexas. Mas fazem parte de um campo de pertencimento que, em determinadas fases da vida, ajuda a manter continuidade quando a realidade pesa”, conclui. 

 


Juliana Sato - Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.


Enterrar pets no quintal pode ser crime ambiental e nova lei em São Paulo abre alternativa legal para famílias

Especialista em Direito Animal explica como autorização para sepultamento em jazigos familiares ajuda a evitar riscos ambientais e reconhece vínculo afetivo entre tutores e animais 

 

A morte de um animal de estimação costuma ser um momento difícil para muitas famílias. Sem conhecer as regras legais, alguns tutores optam por enterrar cães ou gatos em quintais, terrenos ou áreas improvisadas, uma prática que, além de inadequada, pode configurar crime ambiental. Uma legislação estadual em vigor em São Paulo passou a oferecer uma alternativa legal para esses casos ao autorizar o sepultamento de pets em jazigos familiares em cemitérios.

A norma permite que cães e gatos sejam enterrados junto aos seus tutores em jazigos ou sepulturas da família, desde que sejam respeitadas as regras sanitárias e as regulamentações estabelecidas pelos serviços funerários de cada município ou pelos cemitérios particulares. Os custos do procedimento ficam sob responsabilidade da família proprietária do jazigo.

A medida surgiu a partir do Projeto de Lei 56/2015, do deputado estadual Eduardo Nóbrega, conhecido como “Lei Bob Coveiro”. O nome faz referência a um cachorro que viveu por cerca de dez anos em um cemitério em Taboão da Serra e que, após sua morte, recebeu autorização para ser enterrado ao lado da tutora, caso que acabou inspirando o debate sobre a relação afetiva entre humanos e animais.

Para o advogado especialista em Direito Animal, Dr. Leandro Petraglia, a nova legislação também tem um impacto importante na prevenção de problemas ambientais. “Muitas famílias, por desconhecimento, acabam enterrando seus animais em quintais ou terrenos, o que pode gerar contaminação do solo e do lençol freático. O descarte inadequado de resíduos no solo pode configurar crime ambiental, com pena que pode chegar a quatro anos de detenção”, explica.

Segundo o especialista, ao permitir o sepultamento em jazigos familiares, a lei cria uma alternativa legal e adequada para os tutores que desejam se despedir de seus animais de forma digna. “A norma ajuda a preencher uma lacuna que existia. Ao autorizar o sepultamento em locais apropriados, ela contribui para evitar práticas irregulares e oferece às famílias uma opção segura e ambientalmente correta”, afirma Petraglia.

A autorização, no entanto, não é automática para todos os cemitérios. Cada município poderá estabelecer suas próprias regras sanitárias e operacionais para esse tipo de sepultamento, e os cemitérios particulares também poderão definir critérios específicos, desde que respeitem a legislação vigente. Além disso, a permissão é restrita apenas a cães e gatos. Outras espécies de animais continuam proibidas de serem enterradas em jazigos familiares.

Para Petraglia, a legislação também simboliza uma evolução no reconhecimento jurídico da relação entre humanos e animais. “Do ponto de vista jurídico, é mais do que uma permissão administrativa. Trata-se de um reconhecimento do vínculo afetivo entre tutores e animais. O Direito Animal vem justamente promovendo essa releitura de diversos ramos do direito, deslocando o animal de um papel de mero objeto para o de integrante da família”, explica.

Esse movimento acompanha o crescimento do conceito de família multiespécie, que reconhece o animal de estimação como parte do núcleo familiar. Na avaliação do especialista, iniciativas legislativas como essa também ajudam a ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas à proteção animal.

“Cada avanço legislativo abre caminho para outros. O Direito Animal ainda está em construção no país, e medidas como essa contribuem para consolidar a visão de que os animais também merecem proteção jurídica e reconhecimento dentro da sociedade”, conclui.


Furno Petraglia Advocacia



Violência contra animais acende alerta sobre saúde mental na adolescência

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta famílias e destaca fatores sociais e comportamentais envolvidos em casos recentes 

 

Casos de agressão e violência contra animais registrados no início deste ano no Rio Grande do Sul e em outros estados mobilizam a sociedade e levantam um debate necessário sobre saúde mental, adolescência e responsabilidade familiar. Diante da repercussão, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) se posiciona com preocupação e orienta famílias e profissionais a ampliarem o olhar sobre os fatores envolvidos nesses comportamentos.

O pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Dr. Renato Santos Coelho, lamenta os episódios e destaca que a violência na adolescência precisa ser analisada de forma cuidadosa e multifatorial.

“Lamentamos profundamente esses atos. Contudo, profissionais da área da infância e adolescência, especialmente da saúde mental, observam que situações semelhantes, embora em diferentes contextos, sempre ocorreram ao longo da história. No século XXI, esses episódios ganham maior repercussão porque os animais de estimação passaram a ocupar um espaço afetivo central nas famílias, e a mídia social amplia a visibilidade e a reação pública”, afirma o pediatra.

Segundo o especialista, não há evidências científicas robustas que comprovem uma relação direta entre jogos eletrônicos violentos ou conteúdos digitais agressivos e a prática de atos violentos contra animais. No entanto, ele pondera que a banalização da violência no ambiente virtual pode, em alguns adolescentes, dificultar a distinção entre o que é ficção e o que é realidade.

Outro ponto importante é evitar associações precipitadas entre esses comportamentos e transtornos psiquiátricos graves. “Não é adequado relacionar automaticamente esses atos a psicopatia ou sociopatia. A prevalência desses transtornos é baixa, e os casos recentes não demonstram histórico compatível dos envolvidos com transtorno de personalidade antissocial ou de conduta”, explica Dr. Renato Santos Coelho.

A SPRS ressalta que fatores familiares e sociais têm papel determinante. Modelos familiares violentos, ambientes em que conflitos são resolvidos por agressão e a influência de grupos podem contribuir para a reprodução desse padrão. A adolescência, por si, é um período de intensas transformações, busca de identidade e maior suscetibilidade à pressão dos pares.

Segundo o médico, a prevenção passa por diálogo constante, supervisão adequada e construção de vínculos sólidos. É fundamental que pais e responsáveis conversem abertamente sobre violência, estabeleçam limites claros e demonstrem, pelo exemplo, formas saudáveis de resolução de conflitos. A máxima de que violência gera violência segue atual.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul reforça que a abordagem deve ser educativa, preventiva e baseada em evidências, envolvendo família, escola e profissionais de saúde.



Marcelo Matusiak

 

Como cuidar dos pets para evitar pulgas e carrapatos?

Médica-veterinária da Petz dá dicas para manter esses parasitas longe dos animais de estimação 

 

Pulgas e carrapatos são parasitas que podem causar diversos problemas aos pets, incluindo coceira intensa, irritações na pele e até a transmissão de doenças perigosas. Além disso, eles podem infestar o ambiente doméstico, trazendo transtornos para toda a família. Para ajudar a evitar esses parasitas e manter o lar seguro, a médica-veterinária Camila Canno Garcia compartilha algumas orientações importantes.


Cuide da higiene do pet

Os cuidados regulares são fundamentais para manter a saúde e o bem-estar do animal e prevenir o aparecimento de pulgas e carrapatos. Banhos frequentes, escovações regulares e, principalmente, a aplicação de produtos antiparasitários regularmente contribuem para esse controle.

Segundo a veterinária, para a escolha do produto ideal é importante considerar porte, idade, estado de saúde e estilo de vida do pet. “Existem diversas opções no mercado, como coleiras, pipetas, comprimidos e sprays. É importante consultar um veterinário e seguir rigorosamente as instruções do fabricante para garantir a segurança e a eficácia do produto”, explica Camila.


Controle o ambiente

A proliferação de pulgas e carrapatos também pode ser prevenida com a limpeza frequente do ambiente. O ideal é aspirar tapetes, cortinas, almofadas e os locais onde o pet costuma permanecer, além de lavar regularmente caminhas, mantas e cobertores com água quente e sabão.

Caso já exista infestação, é recomendável aplicar inseticidas específicos, sempre seguindo as orientações do fabricante e respeitando o prazo de reintrodução do pet ao ambiente para evitar intoxicações. Outro ponto de atenção são áreas que podem servir de abrigo para esses parasitas. Por isso, os tutores devem manter a grama aparada, remover folhagens secas, manter calhas limpas e evitar o acúmulo de água em vasos de plantas. “Pulgas e carrapatos se proliferam com facilidade em ambientes úmidos e escuros. Por isso, é essencial cuidar dessas áreas dentro de casa”, acrescenta Camila.


Leve o pet para check-ups veterinários

Consultas regulares permitem que o veterinário identifique possíveis infestações ainda nos estágios iniciais e recomende medidas preventivas mais adequadas para cada animal, além de detectar sintomas de doenças transmitidas por parasitas. “Também é importante manter a vacinação em dia, e realizar check-ups regulares, viabilizando a identificação de doenças e o tratamento precoce. Além disso, a vermifugação também deve ser realizada de forma regular, de acordo com a individualidade do pet e as orientações do veterinário, contribuindo para a prevenção de outros parasitas”, conclui a veterinária.

 

Petz
Site, Instagram, Linkedin


Como cuidar de gatos idosos?


Quem convive com um gato idoso sabe muito bem como a rotina se transforma para garantir a saúde e qualidade de vida a esse pet. E, por mais que muitos tutores apenas percebam esse envelhecimento através de alguns comportamentos clássicos, como miados mais baixos, pelos mais claros ou sono aumentado, como exemplo, a terceira idade felina começa antes do aparecimento desses sinais mais evidentes, pedindo um ajuste no dia a dia desse animal para garantir seu bem-estar dentro do lar. 

São cerca de 30 milhões de gatos nos lares brasileiros, segundo o PetCenso 2025. Dos 11 anos 14 anos, já podem ser considerados idosos, enquanto, após os 15 anos, são classificados geriátricos - em uma tendência natural de mudanças de comportamentais com o avançar da idade que, inevitavelmente, exigirá um olhar mais atencioso dos tutores quanto sua qualidade de vida. 

Além da alteração da cor do pelo e menor atividade do gato no dia a dia, a mobilidade reduzida e presença de tártaro também são bem comuns no envelhecimento felino. Então, para aumentar a expectativa de vida e garantir que se mantenha em boas condições de saúde, é preciso se atentar a alguns pontos importantes nessa fase. 

A alimentação específica para o pet idoso é crucial, com rações direcionadas a essa faixa etária que contenham todas as vitaminas e nutrientes necessários para seu corpo. Afinal, muitos animais idosos têm necessidades nutricionais especiais, ainda mais aqueles que tiverem algum problema de saúde nesse sentido como, por exemplo, maior dificuldade digestiva. Uma ótima opção para esses gatos, inclusive, são os sachês com fácil absorção. 

Mesmo que os felinos sejam conhecidos por serem bem limpos, o cuidado com sua higiene não pode ficar de fora em sua fase idosa. Isso envolve não apenas os pelos em si, escovando e removendo a pelagem mais velha, como, acima de tudo, a limpeza de seus dentes, a fim de evitar o tártaro e qualquer problema bucal que gere dor e desconforto ao pet. 

O check-up no veterinário não pode ficar de fora dessa lista de cuidados, algo que, inclusive, é indispensável por toda a vida de qualquer animal. Quando falamos do envelhecimento felino e da natural tendência de doenças crônicas, o gato idoso precisa de acompanhamento constante nesse sentido, incluindo a realização de exames preventivos a cada seis meses. Caso tenha uma doença específica, a frequência no médico veterinário deve ser maior, conforme recomendações e orientações do especialista. 

Por fim, o enriquecimento ambiental é outro ponto que faz muita diferença para que o lar esteja adaptado às necessidades e rotina do pet idoso. Isso inclui desde proteger a casa contra qualquer risco à sua saúde, inserindo, por exemplo, tapetes antiderrapantes; ao estímulo de exercícios como forma de evitar que fiquem sedentários. Aposte em brinquedos para gatos, como varas, bolinhas e outros objetos interativos – o que não só ajuda a evitar o sobrepeso, mas também a aliviar dores nas articulações. 

A velhice não precisa ser sinônimo de sofrimento ou de problemas de saúde desgastantes ao animal. O cuidado preventivo faz muita diferença para que os gatos cheguem à terceira idade com qualidade de vida e bem-estar, dando o máximo de conforto ao lado dos tutores. Não espere os sinais da velhice aparecerem, procure, desde já, manter a constância com o acompanhamento veterinário e garantindo que o lar esteja sempre adaptado para garantir o conforto, segurança e diversão do pet. 

  

Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS. 


Vai adotar um pet? Confira os cuidados que você não pode ignorar

No Dia Nacional dos Animais, especialista lista os primeiros passos para garantir saúde, segurança e adaptação tranquila ao novo integrante da família 

 

Segundo a pesquisa GoldeN/Opinion Box, 80% dos brasileiros que têm pets adotaram seus animais. As formas mais comuns são doações de pessoas próximas (37%), resgate direto da rua (29%) e adoção por meio de ONGs e abrigos (21%). No Dia Nacional dos Animais, comemorado em 16 de março, a data reforça que a adoção responsável vai além de abrir as portas de casa: envolve planejamento, acompanhamento veterinário e compromisso de longo prazo.

Para que essa relação seja saudável e, claro, de muito amor, vale conferir os principais cuidados recomendados por especialistas:


  1. Agende uma consulta veterinária imediatamente
    Mesmo que o pet pareça saudável, a avaliação clínica inicial é indispensável para verificar o estado geral, identificar possíveis doenças e orientar os próximos passos, como vacinação e vermifugação.

“Os primeiros dias são decisivos. Muitas doenças podem não apresentar sintomas evidentes no início, por isso a avaliação veterinária logo após a adoção é essencial para garantir um começo seguro”, explica Vanessa Barreto, médica-veterinária da Pet Life, plano de saúde pet.

  1. Regularize o calendário de vacinação
    Animais sem histórico conhecido devem iniciar ou atualizar o protocolo vacinal, garantindo proteção contra doenças infecciosas que podem ser graves.
  2. Realize exames de triagem
    Exames laboratoriais e testes rápidos ajudam a detectar verminoses, doenças infecciosas e alterações que não são visíveis a olho nu, especialmente em animais resgatados.
  3. Prepare a casa para a chegada
    Ambiente seguro é prioridade. Para gatos, telas de proteção em janelas e varandas são fundamentais. Para cães, é importante organizar um espaço confortável e evitar acesso a produtos tóxicos ou objetos perigosos.
  4. Ofereça alimentação adequada e faça transição gradual
    Mudanças bruscas na dieta podem causar desconfortos gastrointestinais. O ideal é escolher a ração adequada à idade e porte e realizar a adaptação alimentar aos poucos.
  5. Respeite o tempo de adaptação
    Animais adotados podem apresentar medo, ansiedade ou comportamento retraído. Criar uma rotina previsível e evitar excesso de estímulos nos primeiros dias facilita a adaptação.
  6. Avalie a possibilidade de castração
    Além de evitar crias indesejadas, a castração ajuda na prevenção de doenças e pode contribuir para o equilíbrio comportamental.
  7. Estruture o acompanhamento ao longo do ano
    A saúde do pet não se resume ao momento da adoção. Consultas periódicas, exames preventivos e monitoramento contínuo são fundamentais para garantir qualidade de vida e detectar precocemente possíveis problemas. Organizar esse cuidado de forma planejada faz diferença tanto para o bem-estar do animal quanto para o equilíbrio financeiro do tutor.

Para garantir que o novo tutor consiga conciliar sua nova rotina e planejamento financeiro com a chegada do animal, contar com um plano de saúde pet pode ser fundamental. Com a solução, é possível ter suporte contínuo, acesso facilitado a especialistas, consultas e exames de rotina, além de maior previsibilidade de custos ao longo do ano. Além disso, um acompanhamento estruturado reduz a dependência de atendimentos apenas em situações emergenciais e permite a tomada de decisões mais rápidas diante de qualquer situação clínica.

Como escolher a melhor alternativa para o pet: para atender diferentes perfis e necessidades, a Pet Life disponibiliza opções de planos que variam de acordo com o nível de cobertura e o orçamento do tutor. O Pet Pop, a partir de R$ 13,20 por mês, contempla cuidados básicos do dia a dia; o Pet One, por R$ 48,90 mensais, amplia a cobertura para manter a saúde em dia; o Pet Total, plano mais contratado da marca, custa a partir de R$ 97,90 por mês e reúne equilíbrio entre cobertura e custo-benefício; já o Pet Super, a partir de R$ 174,90 mensais, oferece proteção mais abrangente. A empresa também conta com soluções personalizadas para empresas, ampliando o acesso ao benefício de saúde pet no ambiente corporativo.

“A adoção é um ato de responsabilidade contínua. O acompanhamento preventivo permite que o tutor ofereça não apenas carinho, mas também saúde e segurança ao longo de toda a vida do animal. Quando existe planejamento e suporte, as chances de diagnósticos precoces e tratamentos mais eficazes aumentam significativamente”, reforça Vanessa.

No Dia Nacional dos Animais, a mensagem é clara: adotar transforma destinos, mas é o cuidado estruturado e permanente que garante uma história longa e saudável ao lado do novo integrante da família.

  

Pet Life


Março Amarelo reforça alerta para DRC em gatos e destaca importância do diagnóstico precoce

Especialista chama atenção para uma condição silenciosa e frequente em felinos de meia-idade a idosos, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção


A campanha de conscientização sobre a Doença Renal Crônica (DRC) em gatos, realizada no mês de março, reforça a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário diante de uma enfermidade progressiva, irreversível e frequentemente silenciosa. Mais comum em felinos de meia-idade a idosos, a DRC está entre os problemas de saúde que mais impactam a longevidade e o bem-estar nessa fase da vida, e pode ter sua progressão desacelerada quando identificada precocemente e manejada de forma individualizada.
 

Por evoluir de forma discreta, a DRC pode não ser percebida em seus estágios iniciais, por isso, a campanha reforça a necessidade de check-ups regulares e atenção a sinais, como:

  • Aumento de sede e do volume de urina
  • Perda de peso e redução de apetite
  • Náuseas, vômitos e apatia
  • Piora da qualidade da pelagem

“Ao notar mudanças no comportamento ou na rotina do animal, a recomendação é buscar avaliação veterinária, o quanto antes. Os exames de sangue e urina e, quando indicado, aferição de pressão arterial e exames de imagem, ajudam a identificar alterações de maneira mais precoce e a orientar o melhor plano de cuidado", explica Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim. 

Entre os achados relevantes no acompanhamento de parte dos pacientes renais está a proteinúria, caracterizada pelo aumento da perda de proteína na urina, um sinal associado a dano renal e que pode acelerar a progressão da doença quando persistente. "A proteinúria (perda de proteínas na urina) está associada à redução da expectativa de vida e à progressão da DRC. Portanto, o controle desse marcador é fundamental para o manejo da doença, favorecendo um acompanhamento clínico e laboratorial mais eficaz e contribuindo para retardar sua progressão", complementa Botteon. 

Dentro desse contexto, existem opções terapêuticas que auxiliam no tratamento da DRC em gatos e que podem contribuir para o manejo da doença e para a manutenção da qualidade de vida, sempre com orientação do médico-veterinário. Semintra® é uma dessas alternativas, com foco na redução da proteinúria, ou seja, da quantidade de proteína na urina, um sinal frequentemente associado ao dano renal. 

“Ao longo do Março Amarelo, reforçamos uma mensagem simples e essencial: prevenir é cuidar continuamente. Estimular a hidratação, manter uma rotina de acompanhamento e realizar exames periódicos, especialmente em gatos adultos e idosos, faz diferença para identificar alterações mais cedo e apoiar qualidade de vida ao longo do tempo”, finaliza a médica-veterinária.


Tratamento com até 90% de resposta clínica muda cenário da peritonite infecciosa felina no Brasil

O molnupiravir, antiviral para o tratamento da peritonite
 infecciosa felina (PIF), pode ser manipulado de acordo com o
 peso do animal e em formas farmacêuticas flavorizadas
 
Foto: Gustavo Araújo
Molnupiravir, manipulado pela DrogaVET, amplia o acesso terapêutico a uma das doenças mais letais da medicina felina 

 

Uma das doenças mais devastadoras da clínica de felinos acaba de ganhar uma nova perspectiva no Brasil. O molnupiravir, antiviral internacionalmente estudado para o tratamento da peritonite infecciosa felina (PIF), já pode ser manipulado no país, ampliando o acesso a uma terapia com taxas de resposta entre 80% e 90% em estudos clínicos publicados, principalmente em casos não neurológicos. O percentual é semelhante ao observado com o uso do GS-441524, medicamento importado que, até então, era a principal referência terapêutica, mas cujo acesso é mais difícil, oneroso e burocrático.

“A PIF sempre foi uma das doenças mais temidas da medicina felina e tínhamos poucas alternativas terapêuticas realmente eficazes. Hoje, falar em uma taxa de remissão tão alta muda completamente o cenário para médicos-veterinários e responsáveis”, afirma a médica-veterinária e consultora técnica da DrogaVET, Farah de Andrade.

Um estudo clínico publicado no Journal of Veterinary Internal Medicine* (2023) mostrou que 14 de 18 gatos tratados com molnupiravir alcançaram remissão estável, com melhora da febre e do apetite já nos primeiros dias de terapia. Embora se trate de um estudo com número limitado de casos, o dado representa um marco para a medicina veterinária: “Quando observamos a recuperação de parâmetros clínicos nas primeiras semanas, é sinal de que estamos diante de uma ferramenta terapêutica consistente”.


O que é a PIF e por que ela é tão grave

A peritonite infecciosa felina é causada por uma mutação interna do coronavírus felino entérico (FCoV), vírus relativamente comum em ambientes com múltiplos gatos, como gatis e abrigos. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio do contato com fezes contaminadas, caixas de areia compartilhadas ou superfícies com alta carga viral.

A maioria dos gatos infectados pelo coronavírus entérico desenvolve quadros leves ou até assintomáticos. No entanto, em uma parcela estimada entre 5% e 12% dos casos, ocorre uma mutação viral que permite a replicação dentro de macrófagos, desencadeando uma resposta inflamatória sistêmica intensa, momento em que surge a PIF.

A doença possui duas apresentações clássicas: a forma efusiva (ou “úmida”) e a forma não efusiva (ou “seca”). A versão efusiva é marcada pelo acúmulo de líquido na cavidade abdominal ou torácica, provocando distensão abdominal, dificuldade respiratória e prostração. Já a forma seca pode acometer diversos órgãos, como fígado, rins, olhos e sistema nervoso central, resultando em sinais clínicos variados, como alterações neurológicas, uveíte, perda de peso progressiva e febre persistente que não responde à antibioticoterapia.

Gatos jovens, especialmente com menos de três anos, idosos, imunossuprimidos, positivos para FIV/FeLV e de raças como Abissínio, Bengal, Birmanês, Himalaio, Ragdoll e Rex tendem a apresentar maior predisposição.

O diagnóstico da PIF ainda é considerado desafiador, pois não existe um exame único e definitivo para todos os casos. A confirmação envolve a associação entre histórico clínico, exames laboratoriais, exames de imagem e, quando presente, análise do líquido cavitário. A detecção de RNA viral por RT-PCR em efusões ou tecidos associada à imunocitoquímica aumenta a especificidade diagnóstica.

“A suspeita clínica bem fundamentada é determinante para o início precoce do tratamento. Quanto antes iniciamos a terapia antiviral, maiores são as chances de uma resposta favorável”, explica a veterinária.


Molnupiravir personalizado: adesão como fator determinante

O molnupiravir é um pró-fármaco de uso controlado que induz erros no material genético do vírus, dificultando sua multiplicação e reduzindo a carga viral no organismo do gato. Ao bloquear a replicação, permite que o sistema imunológico recupere o controle da infecção e interrompa a progressão inflamatória sistêmica.

O protocolo terapêutico deve ser definido exclusivamente pelo médico-veterinário, considerando peso, forma clínica da doença e resposta individual do paciente, e requer acompanhamento clínico e laboratorial rigorosos. O tratamento é prolongado, geralmente tem duração de aproximadamente 84 dias, podendo variar conforme resposta clínica e envolvimento neurológico/ocular. Embora normalmente bem tolerado, o uso do molnupiravir requer monitoramento periódico devido a relatos de alterações hematológicas reversíveis.

Um dos grandes diferenciais da chegada do molnupiravir ao Brasil é a possibilidade de manipulação veterinária. Na DrogaVET, o medicamento pode ser preparado em diferentes formas farmacêuticas, como biscoitos, pasta oral e suspensão oleosa em dosagens personalizadas e flavorizadas, que facilitam a administração, fator determinante, considerando que felinos são notoriamente sensíveis ao manejo medicamentoso. “A personalização da dose ao peso exato do gato e a possibilidade de escolher a forma farmacêutica mais bem aceita fazem diferença concreta no sucesso de um tratamento de quase três meses que exige constância”, destaca Farah.

Além da PIF, o molnupiravir também vem sendo estudado para a gengivoestomatite crônica felina (GECF) associada ao calicivírus felino (FCV), com resultados preliminares promissores em estudos piloto.


Um novo capítulo na medicina felina

A chegada do molnupiravir manipulado ao Brasil não elimina a gravidade da PIF, mas altera profundamente sua perspectiva terapêutica. “Não se trata apenas de um novo medicamento, mas de uma nova possibilidade para gatos diagnosticados com uma doença de alta letalidade. Para os responsáveis, isso significa esperança real. Para os veterinários, significa autonomia e segurança terapêutica”, conclui Farah.

 


DrogaVET
www.drogavet.com.br


Referências:

* SASE, O. Molnupiravir treatment of 18 cats with feline infectious peritonitis: a case series. Journal of Veterinary Internal Medicine, [S.L.], v. 37, n. 5, p. 1876-1880, 8 ago. 2023



Março Amarelo Pet: Vetnil® reforça a importância da saúde renal e alerta para doenças silenciosas em cães e gatos

Divulgação
Campanha chama a atenção para o papel vital dos rins no organismo dos pets e para a Doença Renal Crônica, condição comum e progressiva

 

Criada para conscientizar sobre a relevância dos cuidados com a saúde renal, a campanha Março Amarelo Pet destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento veterinário contínuo para cães e gatos. Ao longo do mês, a iniciativa alerta para enfermidades que comprometem o funcionamento dos rins, como a Doença Renal Crônica (DRC), uma das mais frequentes na rotina clínica veterinária.

Responsáveis por funções essenciais ao equilíbrio do organismo, os rins atuam na filtragem do sangue, eliminação de toxinas, controle do equilíbrio hídrico e de minerais, além de participarem da regulação da pressão arterial e da produção de certos hormônios. Quando essas funções são afetadas, todo o organismo do animal pode sofrer impactos progressivos, que muitas vezes iniciam de forma silenciosa.

De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, empresa brasileira do setor veterinário e parceira de quem cuida, as doenças renais podem acometer pets de diferentes idades, embora sejam mais frequentes em animais idosos.

“A Doença Renal Crônica é mais comum do que muitos responsáveis imaginam e costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, as consultas regulares com o Médico-Veterinário são fundamentais para identificar alterações precocemente, permitindo a adoção de medidas que ajudam a controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida do animal”, explica Ribeiro.

 

Sintomas da Doença Renal Crônica

A DRC é caracterizada pela perda gradual, irreversível e progressiva da função renal. Nos estágios iniciais, os sinais clínicos tendem a ser mais discretos e facilmente confundidos com outras condições, como aumento da ingestão de água (polidipsia), maior volume e frequência urinária (poliúria), redução do apetite, perda de peso, apatia e perda de massa muscular.

Com o avanço da doença, podem surgir vômitos, alterações na cavidade oral (úlceras e mau hálito urêmico), desidratação e sinais neurológicos, indicando comprometimento mais severo.

“Cada animal pode apresentar manifestações clínicas diferentes, o que exige uma abordagem individualizada. Somente o Médico-Veterinário é capaz de avaliar o quadro, solicitar exames laboratoriais e de imagem, e indicar o tratamento e o acompanhamento adequados. Conforme a doença evolui, pode haver necessidade de avaliações mais frequentes e, em alguns casos, de internação para estabilização do paciente”, destaca o Médico-Veterinário da Vetnil®.

 

Como prevenir a Doença Renal Crônica

Quando o assunto é prevenção, Ribeiro reforça que nem sempre é possível evitar o desenvolvimento da doença, especialmente quando relacionada ao envelhecimento. No entanto, alguns cuidados podem reduzir riscos e favorecer a saúde renal ao longo da vida. Check-ups veterinários periódicos, alimentação adequada e incentivo à hidratação são pontos-chave para garantir a saúde renal do pet.

Além disso, é importante estar atento a comorbidades, como doenças cardíacas, doença periodontal, cistite, urolitíase, hipertireoidismo, infecções e diabetes, que podem favorecer o desenvolvimento ou a progressão da doença renal. 

“Doenças periodontais, por exemplo, podem ter relação com alterações renais, já que bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a corrente sanguínea e desencadear respostas inflamatórias que sobrecarregam os rins. Por isso, a escovação diária dos dentes, o uso de soluções antissépticas à base de clorexidina, a remoção do tártaro e o acompanhamento com um profissional especializado em odontologia veterinária são medidas fundamentais. Isso reforça a importância de um cuidado integrado de cada pet”, orienta.

Outro ponto de atenção são doenças infecciosas, como a leishmaniose, causada por protozoários e transmitida pela picada do mosquito-palha. A enfermidade pode provocar inflamações e lesões em diversos órgãos, incluindo os rins, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento de quadros renais.

“Em regiões com maior incidência da leishmaniose, é fundamental adotar medidas preventivas voltadas ao combate do vetor, o mosquito-palha, como o uso de coleiras repelentes e o controle ambiental, que envolve a limpeza adequada e o uso de inseticidas. A identificação precoce da doença e o tratamento adequado também ajudam a reduzir complicações renais”, explica Ribeiro.

Ao longo do Março Amarelo Pet, a Vetnil® reforça a importância da informação como ferramenta de cuidado, incentivando a observação atenta dos animais e a busca por orientação profissional diante de qualquer mudança de comportamento ou saúde. Como marca parceira de quem cuida, a companhia disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

MARÇO AMARELO PET: VETNIL® REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE RENAL EM CÃES E GATOS | Notícias Vetnil

 

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Outono chega e acende alerta para a saúde dos pets

Crédito: Vinícius Ferraz   Morgana Prado, especializada
em pets não convencionais do
Hospital Veterinário Taquaral

Clima mais seco e variações de temperatura podem favorecer problemas respiratórios, de pele e articulares


Com a aproximação do outono, as mudanças climáticas começam a impactar também os animais de estimação. A queda gradual das temperaturas, a maior variação térmica entre dia e noite e o ar mais seco criam um cenário que exige atenção dos tutores para prevenir problemas de saúde em cães, gatos e em animais não convencionais.
 

Segundo a médica-veterinária Dra. Morgana Prado, especialista em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), a nova estação favorece o surgimento ou agravamento de algumas doenças. “O clima mais seco pode provocar ressecamento da pele e das mucosas, enquanto a variação de temperatura aumenta o risco de problemas respiratórios, principalmente em animais idosos ou com doenças pré-existentes”, explica. 

Entre os cães e gatos, um fenômeno bastante comum nesta época é a troca sazonal de pelagem. A queda de pelos tende a aumentar e, no caso dos gatos, pode ocorrer maior formação de bolas de pelo. Além disso, o frio pode intensificar dores articulares, especialmente em cães idosos ou de grande porte que já apresentam problemas ortopédicos.

Divulgação O gatinho Jon aquecido nos
dias de clima mais fresco

Alguns sinais merecem atenção dos tutores, como dificuldade para levantar, caminhar com rigidez, relutância para subir escadas ou menor disposição para brincar. “Esses comportamentos indicam desconforto ou dor nas articulações e devem ser avaliados por um médico-veterinário”, orienta a especialista. 

Outro ponto importante no outono é a hidratação, especialmente entre os gatos, que costumam beber menos água em períodos mais frios. A ingestão hídrica reduzida pode gerar alterações urinárias. Para estimular o consumo de água, a recomendação é espalhar potes pela casa, utilizar fontes e incluir alimentos úmidos na dieta.

 A rotina de higiene também merece alguns ajustes. Os banhos podem ser um pouco menos frequentes nas regiões onde o frio se intensifica, mas não precisam ser suspensos. O mais importante é utilizar água morna e garantir uma secagem completa da pelagem para evitar problemas de pele e queda de imunidade. 

Divulgação O cãozinho Albert Einstein
protegido para passear
Mesmo com a mudança de estação, a prevenção contra pulgas, carrapatos e outros parasitas deve continuar durante todo o ano. “Esses organismos conseguem sobreviver em ambientes protegidos, como dentro de casa ou em quintais, e continuam sendo um risco para os animais”, alerta a veterinária.


Atenção também aos pets não convencionais
 

As mudanças do outono também afetam animais considerados não convencionais, como aves, coelhos, roedores e répteis, que muitas vezes são ainda mais sensíveis às variações ambientais.

As aves, por exemplo, possuem sistema respiratório delicado e metabolismo elevado. Correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura podem causar estresse térmico e predispor a infecções respiratórias. Por isso, a gaiola deve ficar em local iluminado e ventilado, mas protegida de vento direto, ar-condicionado ou ventiladores. 

Divulgação Nos dias frios o feno continua sendo
essencial na alimentação dos coelhos, ajudando
na produção de calor metabólico
Coelhos e roedores também exigem cuidados com o ambiente. O ideal é manter o alojamento protegido de correntes de ar, com temperatura estável e local de descanso seco e confortável. O feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando inclusive na produção de calor metabólico.
 

Já no caso de répteis, como jabutis e tartarugas, a queda de temperatura pode interferir diretamente no metabolismo. Como são animais ectotérmicos — ou seja, dependem do calor externo para regular o corpo —, é fundamental garantir aquecimento adequado no ambiente, com lâmpadas térmicas e iluminação com emissão de UVB, que contribui para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea. 

Divulgação Refúgios devem ser providenciados nas gaiolas
Independentemente da espécie, a observação diária continua sendo uma das principais ferramentas de cuidado. Alterações de comportamento, perda de apetite, dificuldade respiratória, vômitos, letargia ou mudanças repentinas na rotina do animal devem motivar avaliação veterinária.
 

“Os pets fazem parte da família e dependem dos tutores para manter seu bem-estar. Pequenos cuidados no ambiente, na alimentação e na rotina ajudam muito a protegê-los das mudanças do clima”, destaca a Dra. Morgana.

 


Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
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Primeiros meses de vida: cuidados essenciais para o desenvolvimento saudável de cães e gatos

Unsplash

Imunidade, nutrição, adaptação ambiental e saúde intestinal fazem parte da base que sustentará a vida adulta

 

Os primeiros meses de vida de cães e gatos representam uma fase de intenso desenvolvimento físico e imunológico. É nesse período que o filhote passa por transformações rápidas: ganha peso, desenvolve musculatura, amadurece o sistema digestivo e começa a estruturar suas próprias defesas contra agentes externos. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios importantes, como o desmame, a adaptação ao novo ambiente e o início do protocolo vacinal.

“Nos primeiros meses, o organismo do filhote está aprendendo a funcionar de forma independente. Ele deixa de contar com a proteção materna e passa a depender das próprias respostas imunológicas”, explica Lucas Piza, médico-veterinário gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Essa transição torna os filhotes mais suscetíveis a alterações digestivas, quadros infecciosos e oscilações no apetite. Episódios de diarreia, por exemplo, são relativamente comuns nessa fase, especialmente durante mudanças alimentares ou períodos de estresse, como a chegada a um novo lar. Embora muitas vezes sejam transitórios, esses episódios merecem atenção, pois podem interferir na absorção de nutrientes essenciais para o crescimento.

Além da alimentação adequada, o ambiente exerce papel determinante no desenvolvimento saudável. Rotina estável, higiene correta, vacinação em dia e controle parasitário ajudam a reduzir a exposição a agentes infecciosos em um momento em que o sistema imunológico ainda está em amadurecimento.

Nesse cenário, a saúde intestinal ganha relevância como parte do cuidado integral. O intestino não atua apenas na digestão: ele abriga grande parte das células de defesa do organismo. Uma microbiota equilibrada contribui para melhor absorção de nutrientes e para a modulação adequada da resposta imunológica. “Quando o intestino está em equilíbrio, o filhote tende a responder melhor aos desafios dessa fase, com menor incidência de distúrbios gastrointestinais”, afirma Lucas.

É nesse contexto que estratégias nutricionais específicas podem oferecer suporte adicional. A associação de probióticos e prebióticos — como inulina e frutooligossacarídeos (FOS) — auxilia na formação de uma microbiota mais estável, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas e contribuindo para o equilíbrio digestivo e imunológico. Esse suporte é especialmente relevante nos primeiros meses, quando a flora intestinal ainda está em consolidação.

Outro ponto essencial é o acompanhamento veterinário regular. Avaliações periódicas permitem monitorar o ganho de peso, ajustar a alimentação conforme o porte e a idade, orientar o protocolo vacinal e identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer o desenvolvimento.

O cuidado preventivo nessa fase inicial funciona como um investimento na vida adulta do animal. Filhotes que recebem suporte nutricional adequado, acompanhamento clínico e um ambiente seguro tendem a apresentar desenvolvimento mais equilibrado, melhor resposta imunológica e menor predisposição a distúrbios digestivos no futuro.

Para o tutor, compreender que os primeiros meses vão muito além de crescimento visível é fundamental. É nesse período que se constrói a base para uma vida longa, saudável e equilibrada.



Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br

 

68% das ONGs brasileiras já receberam relatos ou indícios de abandono de gatos pretos ligados a superstições

Shutterstock
Pesquisa inédita com organizações de proteção animal revela preconceito persistente contra felinos de pelagem preta e reforça a importância de campanhas de conscientização e adoção 

 

Apesar de parecer uma crença distante da realidade atual, a ideia de que gatos pretos trazem azar ainda provoca consequências concretas no Brasil. Uma pesquisa inédita realizada por meio da iniciativa social Cobasi Cuida, da Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, ouviu mais de 40 ONGs de proteção animal, e assim, revelou que 68% das organizações já receberam relatos ou indícios de abandono de gatos pretos motivados por superstições ou crenças pessoais.

O estudo “Abandono e Adoção de Gatos Pretos”, realizado em fevereiro de 2026, também mostra que esses animais costumam levar mais tempo para serem adotados em comparação com gatos de outras pelagens. Segundo as ONGs participantes, os principais fatores que dificultam a adoção são preferência estética (39%) e superstições ou crenças (23%).

A origem dessa associação negativa remonta à Europa medieval, quando gatos pretos passaram a ser ligados a superstição e à bruxaria. Mesmo após séculos, essa visão ainda influencia parte da sociedade e contribui para problemas como abandono, baixa adoção e até maus-tratos.

“Gatos pretos acabam sendo ignorados em eventos de adoção ou deixados por último nas escolhas das famílias. No fim, são animais que permanecem mais tempo nos abrigos simplesmente por causa da cor da pelagem”, afirma Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi.


Campanhas de conscientização

Diante desse cenário, muitas organizações têm buscado estratégias para incentivar a adoção desses animais. De acordo com o levantamento, 51% das ONGs já realizaram campanhas específicas para promover a adoção de gatos pretos. Entre as iniciativas que mais contribuem para aumentar o interesse do público estão:

  • feiras presenciais de adoção (34%)
  • divulgação em redes sociais (29%)
  • uso de fotos profissionais dos animais (20%)
  • parcerias com marcas e influenciadores (15%)

Outro dado revelado pelo estudo é que 97% das ONGs adotam cuidados extras na adoção de gatos pretos em datas associadas a superstições, como sextas-feiras 13 e Halloween. Entre as medidas mais comuns estão a suspensão temporária das adoções, triagens mais rigorosas e a não exposição desses animais em feiras durante esses períodos.

A Cobasi também realizou uma entrevista em profundidade com três ONGs de proteção animal. Todas entraram em consenso sobre a necessidade de ampliar campanhas educativas para transformar a realidade. Independentemente da cor da pelagem, todos os gatos têm personalidades, comportamentos e necessidades próprias. Combater esse tipo de preconceito passa por informação, visibilidade e histórias reais de adoção que mostrem o quanto esses animais podem transformar a vida das pessoas

   

Cobasi

 

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