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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pintura de ruas durante a Copa do Mundo: docente da UMC explica o que pode e o que é considerado infração

 

 Decoração viária requer autorização da prefeitura em espaço público; em condomínios, liberação depende da administração


 A Copa do Mundo vai começar e, no Brasil, é costume pessoas se juntarem para decorar suas ruas com a temática esportiva. Cidades de vários estados brasileiros, inclusive, têm estimulado moradores com concursos que premiarão as ruas mais bonitas e decoradas. Contudo, nem toda via pública pode ser pintada e a falta de autorização de órgão competente pode resultar em infração, com risco de penalização para quem alterá-la. O alerta é de Tiago Trentinella, professor de Direito Ambiental no curso de Direito da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), pós-doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e doutor e mestre pela Faculdade de Direito e Política da Universidade de Osaka (Japão).

“Apesar de toda a mobilização social que um evento esportivo grandioso como a Copa do Mundo causa, é preciso saber que a pintura de rua pode ser interpretada como alteração da via que gera confusão ao condutor, comprometendo a sinalização e segurança viária. A rua é patrimônio público e não pode ser usada de forma diversa de sua destinação legalmente definida”, explica Trentinella.

O docente da UMC detalha que os municípios têm secretarias que cuidam do trânsito e qualquer intervenção nas ruas, seja a pintura em si ou o bloqueio viário para a pintura temática, deve ser precedida por autorização da prefeitura. “Isso tem acontecido em diversos municípios, que incentivaram a pintura de vias por meio de procedimento administrativo simplificado, abrindo espaço para a arte durante a competição”, diz.

Ainda que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não preveja penalidade específica para a pintura das ruas, a obstrução de vias para viabilizar sua decoração é considerada infração gravíssima, punida com multa.

“Em qualquer caso, a prefeitura pode demandar que o ‘artista’ responsável remova a pintura para reparar o patrimônio público, e que eventuais danos à rua sejam ressarcidos ao erário”, observa Trentinella.

Geralmente, as pinturas são autorizadas pelas prefeituras em vias de pouco movimento, onde o bloqueio parcial para a decoração não cause transtornos para as pessoas e para o trânsito local.



E em condomínios fechados?

No caso de decoração especial para a Copa do Mundo em condomínios fechados ou vias internas particulares, há diferença, segundo o professor de Direito Ambiental.

“Se as vias condominiais forem particulares, serão bens de uso comum dos condôminos. Qualquer intervenção, inclusive a pintura, deve obedecer às prescrições do regulamento interno. Assim, é prudente pleitear autorização ao síndico ou à assembleia de condôminos antes que qualquer intervenção seja realizada nas dependências do condomínio. Há muitas situações nas quais o regulamento interno investe o síndico com poderes para aplicar multas e pleitear que o ‘artista’ arque com os custos de retornar a via a seu estado original”, alerta.

Para evitar que o momento de festa se transforme em dor de cabeça, Trentinella dá algumas orientações.

“Se for em ambiente particular, peça a liberação junto ao administrador. Se a pintura ou decoração for em via pública, busque a autorização, indicando o local onde a pintura será realizada para a avaliação da autoridade competente. A prefeitura pode impor condições, como a de que o material utilizado seja de fácil remoção e que não haja intervenções em faixas de pedestres, faróis ou qualquer sinalização de trânsito. A paixão pelo futebol não é desculpa para deixar de ser um bom cidadão. A rua é patrimônio público. Devemos lembrar que a Copa do Mundo é evento passageiro e que a cidadania é qualidade permanente para o bem viver de todos”, conclui o docente da UMC.

 

Com alta das compras no Dia dos Namorados, Santander alerta para golpes mais comuns


Promoções muito vantajosas e condições especiais podem esconder golpes e prejudicar financeiramente milhares de consumidores que vão às compras para comemorar o Dia dos Namorados, festejado em 12 de junho. Como forma de proteger os clientes e proporcionar melhores experiências nos ambientes físico e digital, o Santander lista sete dicas para que as pessoas adotem hábitos simples para identificar situações que podem comprometer a segurança digital. 

“Como as pessoas ficam mais dispostas para compras em datas comemorativas, golpistas aproveitam para agir e causar prejuízos financeiros. Por isso, é preciso acender o sinal de alerta, redobrar a atenção e adotar medidas de segurança digital. No Santander, o investimento em monitoramento, tecnologias antifraude e educação digital é constante para proteger os clientes e a sociedade”, afirma Leandro Granja, CISO do Santander.

 

Sete dicas do Santander para não cair em golpes:

 1. Utilize o cartão online para compras na internet, que pode ser gerado facilmente no app Santander e conta com a proteção do código de segurança dinâmico, que muda periodicamente. 

2. Cuidado com anúncios em redes sociais, e-mail, SMS ou WhatsApp. Sempre confira se a oferta é verdadeira no aplicativo e/ou site oficial das lojas. 

3. Fique atento ao receber um Alerta de Segurança ao fazer um Pix ou pagar um boleto: pare, leia e decida seguir ou não com a transação; 

4. Ao comprar em lojas físicas, sempre verifique se o valor da compra está correto antes de aproximar ou digitar a senha do cartão na maquininha. Caso não seja possível ver o valor, não pague! 

5. Nunca entregue o cartão a terceiros. Prefira o pagamento por aproximação para que o cartão não saia da mão e evite o golpe da troca do cartão. 

6. O Santander avisa por WhatsApp, push do app ou SMS sobre compras suspeitas, em que pede para que o cliente reconheça ou não a compra. Fique atento ao selo de verificação no WhatsApp para identificar o número oficial do Banco. 

7. Desconfie de entregas de presentes inesperadas por motoboy que solicitam pagamento de taxas ou para tirar uma foto para receber a encomenda. Pode ser golpe!  

O Santander possui mecanismos que protegem não apenas os dados dos clientes, mas também as transações, seguindo as melhores práticas do mercado e adotando tecnologias de ponta. Soluções como a Confirmação de Compras Suspeitas e o Cartão Online proporcionam segurança nas compras. Essas são duas das mais de 20 funcionalidades voltadas à proteção do cliente.

Em caso de suspeita de fraude, o Santander sempre recomenda aos clientes a entrarem em contato com a Central de Atendimento pelos números 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas), 0800 702 3535 (demais localidades), pelo link de atendimento em Libras (canal exclusivo para atendimento em Libras) ou também pelo chat no aplicativo. Para os casos de fraudes com PIX, os clientes também tem à disposição o autosserviço de contestação, no app do Banco: Menu > PIX > selecionar a transação > reportar problema PIX > seguir as orientações.

 


Férias sem imprevistos: 8 cuidados que fazem diferença nas viagens em família

Free Pik 
Com passagens aéreas mais caras e famílias optando cada vez mais pelo carro, especialistas da AutoZone Brasil reúnem orientações que vão além da revisão básica do veículo

 

As férias de julho estão chegando e muitas famílias já começaram o planejamento das viagens. Em um cenário de aumento nos custos do transporte aéreo e maior busca por alternativas que ofereçam flexibilidade e economia, o carro segue como uma das principais escolhas para quem pretende viajar com crianças. 

Segundo levantamento da Decolar, a procura por hospedagens para as férias de julho de 2026 cresceu 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para destinos nacionais. O cenário reforça o aquecimento do turismo doméstico e o planejamento antecipado das famílias para o período de férias escolares.

Na AutoZone Brasil, o período que antecede as férias também costuma registrar um aumento de 40% na procura por itens voltados para viagens e de 55% nos serviços de revisão e manutenção preventiva oferecidos gratuitamente nas lojas da rede, reforçando a preocupação dos motoristas com a segurança antes de pegar a estrada. 

Segundo especialistas da AutoZone Brasil, o segredo para uma viagem tranquila vai muito além de abastecer o carro e programar o GPS. 

"Quando a viagem envolve crianças, planejamento e segurança ganham ainda mais importância. Pequenos cuidados antes da partida podem evitar imprevistos, reduzir o estresse durante o trajeto e tornar a experiência mais agradável para toda a família."
 

Confira as principais recomendações da AutoZone:
 

1. Faça a revisão antes da alta temporada

Quanto mais próximo das férias, maior costuma ser a procura por oficinas e serviços automotivos. Antecipar a revisão permite identificar problemas com pneus, amortecedores, freios, bateria, iluminação e sistema de arrefecimento sem correria.
 

2. Verifique se a cadeirinha ainda está adequada

Muitos pais esquecem que a cadeirinha ideal muda conforme a idade, peso e altura da criança. Antes da viagem, vale conferir se o equipamento continua apropriado e está corretamente instalado.
 

3. Planeje as paradas antes de sair de casa

Em viagens longas, programar pausas estratégicas ajuda a reduzir o cansaço das crianças e do motorista. Uma parada a cada duas ou três horas pode tornar o trajeto muito mais confortável.
 

4. Não deixe objetos soltos dentro do veículo

Garrafas, mochilas, brinquedos e eletrônicos podem se transformar em projéteis em caso de frenagem brusca. O ideal é manter tudo organizado em compartimentos ou no porta-malas.
 

5. Atenção ao transporte dos pets

Quem viaja com animais de estimação deve utilizar caixa de transporte, cinto de segurança específico ou assento apropriado. Além de garantir mais proteção, a medida evita distrações ao motorista.
 

6. Monte um kit de emergência para crianças

Água, lanches rápidos, medicamentos de uso contínuo, muda de roupa, lenços umedecidos e carregadores portáteis podem evitar diversos contratempos ao longo da viagem.
 

7. Teste o ar-condicionado antes de pegar a estrada

Um sistema que funciona bem faz diferença principalmente em viagens longas. Além do conforto, ajuda a reduzir o desgaste dos ocupantes e contribui para uma condução mais segura.
 

8. Faça um teste de viagem dentro da cidade

Para famílias que vão viajar com bebês ou crianças pequenas pela primeira vez, uma dica pouco lembrada é realizar pequenos trajetos mais longos nos dias anteriores. Isso ajuda a identificar necessidades de ajustes na cadeirinha, organização interna e rotina de paradas.
 

Para a AutoZone Brasil, a preparação do veículo deve fazer parte do roteiro da viagem da mesma forma que a reserva do hotel ou a escolha do destino. 

"As melhores férias são aquelas em que a preocupação fica apenas em aproveitar o passeio. Quando o veículo está em boas condições e a viagem é planejada com antecedência, as chances de imprevistos diminuem significativamente", conclui a empresa.


Brasil do futebol, Brasil do café: duas paixões nacionais que movimentam bilhões e conquistam o mundo


Em ano de Copa, especialista aponta semelhanças entre dois dos maiores símbolos do país: o futebol e o café

 

 

Quando a Seleção Brasileira entra em campo, milhões de pessoas se unem em torno de uma paixão que ajudou a construir a identidade nacional. Mas existe outro patrimônio brasileiro que também conquistou o mundo, gera riqueza, empregos e orgulho nacional: o café.

 

Em pleno clima de Copa do Mundo, um comparativo curioso chama atenção. Se o futebol transformou o Brasil em uma potência esportiva global, o café consolidou o país como protagonista absoluto no mercado internacional. Líder mundial na produção e exportação do grão há mais de 150 anos, o Brasil responde por aproximadamente um terço do café consumido no planeta e embarca sua produção para mais de 100 países.

 

Ao mesmo tempo em que exporta jogadores para as principais ligas do mundo, o país exporta cafés que hoje são reconhecidos entre os melhores do mercado internacional.

 

Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações brasileiras de café movimentam mais de US$ 10 bilhões por ano. Já a cadeia produtiva do café gera cerca de 8 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país, desde o campo até cafeterias e pontos de venda.

 

"O futebol e o café são duas marcas do Brasil perante o mundo. Ambos carregam história, tradição, talento e paixão. A diferença é que o futebol está presente no imaginário do brasileiro há décadas, enquanto o café vive um momento de redescoberta pelo consumidor nacional", afirma Cristian Figueiredo, fundador da Mr. Black Café.

 

O brasileiro está aprendendo a valorizar o café que produz

 

Se o futebol sempre ocupou espaço privilegiado na cultura brasileira, o consumo de café passa por uma transformação silenciosa, mas significativa.

 

Embora o Brasil seja o segundo maior mercado consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, durante décadas o foco esteve no volume consumido e não necessariamente na qualidade da bebida.

 

Nos últimos anos, porém, esse cenário começou a mudar. O crescimento dos cafés gourmet e especiais, o surgimento de novas cafeterias e o interesse dos consumidores pela origem dos grãos, métodos de preparo e experiências de consumo mostram uma evolução semelhante à que ocorreu em mercados mais maduros, como Estados Unidos, Austrália e alguns países europeus.

 

"O brasileiro sempre foi apaixonado por café, mas agora começa a entender melhor o produto. É um movimento parecido com o que aconteceu com o vinho anos atrás. As pessoas querem saber de onde vem o grão, como foi produzido e quais são suas características", explica Figueiredo.


 

Futebol e café movimentam economias bilionárias

 

As semelhanças também aparecem nos números. A indústria global do futebol movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente entre direitos de transmissão, publicidade, patrocínios, turismo, produtos licenciados e eventos esportivos. Somente a Copa do Mundo da FIFA é considerada um dos maiores eventos econômicos do planeta, atraindo audiência de bilhões de pessoas e gerando impactos econômicos em diversos setores.

 

Já o mercado global de café movimenta mais de US$ 200 bilhões por ano, considerando toda a cadeia produtiva, da lavoura ao consumo final.

 

No Brasil, o café também impulsiona outro segmento em expansão: o franchising. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), alimentação continua entre os segmentos mais procurados por investidores, com destaque para operações ligadas ao consumo recorrente e à experiência do cliente.

 

As cafeterias acompanham esse movimento ao unir conveniência, experiência, relacionamento e consumo de um produto que faz parte da rotina dos brasileiros.


 

Da exportação à experiência

 

Se durante décadas o Brasil foi reconhecido principalmente por exportar café verde para o exterior, hoje cresce o interesse em agregar valor ao produto dentro do próprio país. A expansão das cafeterias gourmet representa uma mudança importante nesse processo. Mais do que vender café, esses estabelecimentos ajudam a educar o consumidor e a fortalecer uma cultura de apreciação semelhante à existente em grandes mercados consumidores internacionais.

 

"Existe uma nova geração de consumidores que quer viver experiências. As cafeterias deixaram de ser apenas um local para tomar café e passaram a ser espaços de encontro, trabalho, relacionamento e convivência. Isso fortalece toda a cadeia do café brasileiro", afirma o empresário.


 

A cafeteria como ponte entre o produtor e o consumidor

 

Foi justamente observando essa transformação do mercado que nasceu a Mr. Black Café. Fundada em Belo Horizonte por Cristian Figueiredo, a rede surgiu com a proposta de democratizar o acesso ao café gourmet, oferecendo uma experiência de qualidade com preços acessíveis e ambiente acolhedor.

 

A marca apostou em um modelo de negócio que une três tendências em crescimento: a valorização do café brasileiro, a busca por experiências de consumo e o avanço do franchising no setor de alimentação. O resultado foi a construção de uma rede com mais de 40 unidades em operação, faturamento superior a R$ 30 milhões e presença em diferentes regiões do país.

 

Mais do que uma cafeteria, a Mr. Black Café se posiciona como um espaço de convivência, onde o consumidor pode experimentar cafés de origem controlada, bebidas autorais, produtos artesanais e momentos de conexão, seja para uma reunião de trabalho, um encontro entre amigos ou uma pausa na rotina.

 

"O brasileiro está descobrindo que é possível consumir um café de qualidade sem que isso seja algo elitizado. Nosso objetivo sempre foi aproximar as pessoas do universo do café gourmet, mostrando que esse produto pode fazer parte do dia a dia", afirma Cristian Figueiredo.

 

Para sustentar a expansão, a rede desenvolveu um modelo de franquias baseado em operação simplificada, suporte contínuo ao franqueado e foco na experiência do cliente. A estratégia acompanha uma tendência observada em todo o país: consumidores mais exigentes e empreendedores em busca de negócios ligados a produtos de consumo recorrente e forte identificação cultural.

 

Nesse cenário, a Mr. Black Café enxerga uma oportunidade semelhante à que impulsionou o crescimento do mercado de cafeterias em países como Estados Unidos e Austrália: transformar um produto tradicionalmente consumido pelos brasileiros em uma experiência capaz de gerar valor para toda a cadeia, do produtor ao consumidor final.


 

Uma oportunidade para empreendedores

 

Assim como milhares de jovens sonham em construir uma carreira no futebol, cresce também o número de brasileiros interessados em empreender em segmentos ligados ao café.

 

O avanço das franquias especializadas acompanha o amadurecimento do consumidor e a valorização crescente do café de qualidade.

 

Para especialistas do setor, o cenário é favorável principalmente em cidades médias e regiões do interior, onde o consumo premium cresce acima da média nacional e ainda existe espaço para expansão de marcas estruturadas.

 

Em ano de Copa do Mundo, o paralelo entre futebol e café ajuda a reforçar uma constatação: poucas atividades representam tão bem a identidade brasileira quanto essas duas paixões. Uma é celebrada nos estádios. A outra, diariamente, em milhões de xícaras espalhadas pelo país e pelo mundo. 



Mr. Black Café Gourmet
https://mrblackcafe.com.br/


Passaporte europeu ou visto de residência? Entenda qual opção faz mais sentido para quem planeja viver na Europa

Divulgação

 Especialista explica as diferenças entre os dois caminhos e destaca os impactos na mobilidade, segurança jurídica e planejamento familiar

 

Com as mudanças nas regras migratórias europeias e o aumento do interesse de brasileiros em morar no exterior, cresce também a dúvida sobre qual caminho seguir: solicitar um visto de residência ou buscar o reconhecimento da cidadania europeia. Embora ambas as alternativas permitam viver legalmente no continente, os direitos garantidos e as oportunidades oferecidas por cada uma são bastante diferentes.

Para milhares de brasileiros que sonham em construir uma vida na Europa, a escolha entre um visto de residência e um passaporte europeu tornou-se uma decisão estratégica. Enquanto a residência legal permite a permanência em um país específico por um período determinado, a cidadania europeia oferece direitos permanentes e liberdade de circulação em todo o bloco europeu.

O visto de residência é concedido para finalidades específicas, como trabalho, estudos, investimentos ou reunião familiar. “A autorização exige renovações periódicas e permanece vinculada às condições que justificaram sua concessão. Além disso, o direito de residir e trabalhar costuma ficar restrito ao país emissor da autorização”, explica Eduardo Carraro, fundador da Carraro Cidadania, empresa que oferece soluções de cidadania para diversos países e vistos.

Já a cidadania europeia garante ao titular o direito de morar, trabalhar, estudar e investir em qualquer um dos 27 países da União Europeia sem necessidade de vistos adicionais ou permissões especiais. Em muitos casos, o benefício também pode ser transmitido aos descendentes, tornando-se um patrimônio familiar de longo prazo.

A mobilidade é uma das principais diferenças entre as duas opções. Mesmo com avanços recentes nas normas europeias que facilitam a circulação de residentes legais dentro do bloco, ainda é necessário solicitar novas autorizações para viver e trabalhar em outro país. Para os cidadãos europeus, essa burocracia simplesmente não existe.

Outro fator relevante é a segurança jurídica. “A residência depende do cumprimento contínuo de regras que podem sofrer alterações ao longo do tempo, incluindo exigências de idioma, integração social e comprovação de renda. A cidadania, por sua vez, é definitiva e não está sujeita a renovações periódicas”, afirma.

De acordo com o especialista, entre os caminhos mais procurados pelos brasileiros para obter residência na Europa estão os vistos de trabalho, os programas voltados para nômades digitais, os vistos por investimento e a reunião familiar. Já a cidadania pode ser conquistada por descendência, naturalização após anos de residência legal ou casamento com um cidadão europeu.

A escolha da melhor opção depende diretamente dos objetivos de cada família. “Quem busca uma experiência temporária ou tem planos concentrados em um único país pode encontrar no visto de residência uma solução adequada. Já para quem pensa em liberdade de circulação, estabilidade jurídica e na transmissão de direitos para as próximas gerações, a cidadania europeia costuma representar um projeto de longo prazo muito mais abrangente”, ressalta.

Carraro ressalta que o cenário atual exige atenção redobrada. Nos últimos anos, diversos países europeus revisaram regras relacionadas à imigração e aos processos de reconhecimento de cidadania, especialmente nos casos ligados à descendência.

Diante desse contexto é recomendado que o planejamento migratório seja feito com antecedência e acompanhamento jurídico adequado. Afinal, mais do que escolher entre um documento ou outro, a decisão envolve definir qual projeto de vida se pretende construir na Europa.

 

Carraro Cidadania

 

Num mundo de telas, o espaço é a aula


Imagine dois alunos chegando à escola na segunda-feira de manhã. O primeiro entra por um corredor longo, passa por fileiras de salas idênticas com carteiras enfileiradas e senta-se diante de um quadro negro. O segundo atravessa um átrio com luz natural, passa por nichos de leitura espalhados pelos corredores e entra numa sala que pode ser reconfigurada conforme a atividade do dia. Os dois ainda não tiveram aula. Mas já receberam, cada um, uma mensagem muito clara sobre o que se espera deles ali. 

Essa cena sintetiza uma das questões mais subestimadas na gestão educacional: o papel do espaço físico como parte ativa do processo de aprendizagem. Não como cenário — mas como agente. 

No campo pedagógico, a ideia de que o ambiente físico educa não é nova. Loris Malaguzzi, pedagogo italiano e fundador da abordagem Reggio Emilia, cunhou em meados dos anos 1960 o conceito de "terceiro educador"; ao lado da família e do professor, o espaço foi elevado à condição de elemento pedagógico com papel próprio. Ambientes bem concebidos não apenas comportam o ensino: eles o comunicam, o reforçam e, em muitos casos, o tornam possível. 

O ambiente transmite valores antes mesmo de qualquer instrução verbal. Espaços rígidos, uniformes e de baixa estimulação tendem a induzir passividade e dependência. Espaços intencionais, diversificados e responsivos ao movimento tendem a estimular curiosidade, autonomia e colaboração. A arquitetura, nesse sentido, traduz no cotidiano a visão de educação da instituição. 

O problema mais recorrente não é a falta de intenção pedagógica, é o descompasso entre intenção e espaço. Muitas escolas investem em atualização curricular, formação de professores, metodologias ativas e tecnologia educacional. Mas mantêm estruturas físicas concebidas segundo a lógica do século passado: salas isoladas, corredores de passagem, áreas externas subutilizadas e ausência de espaços para trabalho em grupo ou aprendizagem informal. 

O resultado é um desalinhamento que opera silenciosamente: a escola fala inovação, mas o espaço ensina rigidez. E, quando há conflito entre discurso e ambiente, o ambiente tende a prevalecer — porque é contínuo, imersivo e não depende de mediação para agir. 

Esse descompasso se torna ainda mais crítico quando se considera o contexto em que crianças e adolescentes vivem hoje. Uma geração que cresce imersa em telas, consumindo redes sociais, interagindo com inteligência artificial e navegando por conteúdos sob demanda. A pergunta, então, não é mais como a escola compete com isso, mas o que a escola oferece que isso não oferece. 

A inteligência artificial não vai substituir a escola porque a IA só funciona para quem sabe o que perguntar. E saber perguntar não se aprende em uma plataforma: se aprende em relação, em tentativa, em erro compartilhado, em conversa que toma um rumo inesperado. Se aprende em espaço. 

É aí que a arquitetura deixa de ser um detalhe e passa a ser uma resposta. Um ambiente que gera encontro, movimento, pertencimento e surpresa oferece exatamente o que a tela não consegue replicar — e forma exatamente o tipo de pensamento que torna qualquer ferramenta digital útil. 

Se o espaço físico precisa oferecer o que a tela não oferece, ele não pode ser neutro. Não pode ser apenas funcional. Precisa ser intencionalmente projetado para gerar o que só acontece quando corpos compartilham um lugar: o encontro não planejado, a conversa que se estende além do tempo previsto, a experiência que não cabe numa janela de vídeo. 

Isso tem consequências diretas para como uma escola pensa seu espaço. Ambientes que permitem apenas um modo de ensino — todos sentados, todos olhando para o mesmo ponto — não são neutros: são restritivos. Ambientes que acomodam movimento, reorganização, diferentes escalas de grupo e diferentes tipos de silêncio ampliam o repertório do que é possível acontecer ali. E é nesse repertório que se forma o aluno capaz de pensar antes de perguntar à máquina, que possui olhar curioso para o mundo e que estará mais preparado para o futuro. 

Para gestores, isso se traduz em algo concreto: decisões arquitetônicas têm impacto direto sobre engajamento dos alunos, satisfação das famílias, retenção de professores e diferenciação institucional. Não porque arquitetura seja marketing, mas porque ela estrutura a experiência de todos que habitam a escola, todos os dias, antes mesmo de qualquer aula começar. 

As ferramentas digitais vão continuar evoluindo. A inteligência artificial vai continuar ficando mais capaz. O que não vai mudar é a necessidade humana de lugar — de pertencimento, de presença, de experiência compartilhada que deixa marca porque aconteceu de verdade.

Escolas que entenderem isso cedo terão construído algo que nenhuma plataforma consegue oferecer: um motivo genuíno para estar presente.

 


Estúdio Protobox
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RENATA LA ROCCA - Arquiteta, doutora pela ECA/USP com pesquisa em instalações de arte digital interativa, e mestre pelo IAU/USP em Arquitetura. Possui olhar transdisciplinar, com produção que dialoga entre arquitetura, artes visuais e cultura digital. Idealizou, implantou e coordenou curso de graduação em design de interiores, e atua como docente no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, em disciplinas de projeto de arquitetura, design de produto, plástica e arquitetura corporativa. Sua vasta vivência cultural, fruto de viagens pelo mundo, alimenta o repertório criativo dos projetos. No Estúdio Protobox, desenvolve espaços educacionais e de trabalho inovadores, sempre buscando processos contemporâneos de projeto e fabricação.


WILSON BARBOSA NETO - Arquiteto e urbanista, doutor e mestre em Arquitetura, Tecnologia e Cidade pela Unicamp. Sua pesquisa de doutorado investigou os espaços de aprendizagem do século XXI a partir da avaliação de ambientes híbridos em três instituições de ensino superior. Atuou no escritório Harry Seidler & Associates, em Sydney, integrando a equipe de revitalização de projetos icônicos do escritório australiano. É professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, onde leciona disciplinas de projeto, modelagem da informação e design de objetos, e desenvolve metodologias de ensino baseadas em design thinking e prototipagem. No Estúdio Protobox, sua expertise em fabricação digital e processos paramétricos sustenta o desenvolvimento de soluções de arquitetura e produto.



A era das bets chegou ao trabalho — e agora?

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O celular vibra durante o expediente. Não é uma mensagem da família nem um e-mail corporativo. É mais uma notificação criada para capturar atenção, estimular impulsos e manter alguém apostando. 

A rápida expansão das plataformas de apostas online no Brasil começa agora a revelar efeitos que ultrapassam o ambiente digital. O problema já alcança famílias, serviços de saúde e relações de trabalho. 

A ludopatia, também chamada de jogo patológico, é um transtorno marcado pela compulsão por apostas mesmo diante de prejuízos financeiros, emocionais e profissionais. A pessoa perde progressivamente a capacidade de controlar o impulso de jogar e continua apostando apesar das dívidas, do sofrimento psíquico e da deterioração da própria vida. 

A Organização Mundial da Saúde reconhece a ludopatia como transtorno mental. O DSM-5 — manual utilizado internacionalmente como referência diagnóstica em psiquiatria — incluiu o jogo compulsivo entre os transtornos relacionados à dependência devido aos mecanismos de compulsão, tolerância e perda de controle envolvidos. 

Ainda assim, o senso comum frequentemente trata o problema como falha moral. E é justamente aí que surge um dos aspectos mais perigosos dessa discussão: a discriminação. 

Dados do DataSenado mostram que milhões de brasileiros utilizam plataformas de apostas esportivas e que grande parte dos apostadores exerce atividade remunerada. O trabalhador endividado, ansioso, desconcentrado e emocionalmente instável já faz parte da realidade de muitas empresas. 

O problema é que o ambiente corporativo ainda não sabe lidar com esse adoecimento. 

Em vez de reconhecer sinais claros de sofrimento psíquico, muitas empresas enxergam apenas queda de produtividade, atrasos, conflitos internos e perda de rendimento. A resposta costuma ser rápida: isolamento, estigmatização e demissão. 

É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas médica e passa a ser jurídica. 

A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. E o Tribunal Superior do Trabalho consolidou, por meio da Súmula 443, o entendimento de que a dispensa de trabalhadores acometidos por doenças graves que gerem estigma ou preconceito pode ser presumida discriminatória. 

Na prática, isso significa que, quando a empresa tem conhecimento do adoecimento e dispensa o trabalhador em razão dessa condição, cabe ao empregador demonstrar que a demissão ocorreu por motivo legítimo e não discriminatório. 

A ludopatia se encaixa de forma preocupante nesse debate porque o adoecimento frequentemente altera a forma como o trabalhador passa a ser percebido dentro da empresa. O compulsivo em apostas muitas vezes deixa de ser visto como alguém adoecido e passa a ser tratado apenas como um empregado problemático, instável ou improdutivo. 

Quando a dispensa discriminatória é reconhecida, o trabalhador pode ter direito à reintegração do emprego, com pagamento do salário e dos demais direitos do período de afastamento, ou ao recebimento desses valores em dobro, além de indenização por danos morais. 

A arrecadação tributária prevista com as apostas online, justificativa inicial para autorizar os jogos, parece pequena diante do custo social produzido pelo adoecimento associado ao jogo compulsivo. Afastamentos do trabalho, tratamentos de saúde mental, perda de produtividade, superendividamento, ruptura familiar e até suicídios compõem uma conta muito maior do que a receita arrecadada pelo Estado.

A era das bets chegou ao trabalho. E talvez o maior erro seja continuar tratando a ludopatia apenas como problema individual, ignorando que ela já se transformou em uma questão de saúde mental, dignidade humana e possível discriminação nas relações de trabalho. 

  

Priscila Arraes Reino - advogada previdenciária e trabalhista há mais de 25 anos, autora de Burnout tem lei



Você sabia? Gestantes podem receber salário-maternidade do INSS com apenas uma contribuição

Para quem está grávida e sem emprego formal, entender essa mudança pode ser decisivo: o salário-maternidade pode estar mais perto do que você imagina, explica a advogada Dra. Ingred Rosa Portela


Muitas gestantes ainda imaginam que só têm direito ao salário-maternidade se tiverem contribuído por muito tempo ao INSS. Mas, segundo a advogada trabalhista e previdenciária Ingred Rosa Portela, essa ideia já não corresponde à realidade em vários casos.

“Hoje, o salário-maternidade pode alcançar um número muito maior de mulheres. A recente alteração no entendimento por meio da decisão do Supremo Tribunal Federal nas ADIs 2.110 e 2.111 trouxe uma mudança importante e passou a proteger melhor gestantes que muitas vezes ficavam sem amparo”, explica a especialista.

De forma mais simples, o benefício pode ser pago a mulheres que estão desempregadas, trabalham por conta própria, são MEI, donas de casa ou até mesmo aquelas que nunca contribuíram, dependendo da situação previdenciária e do enquadramento legal de cada caso.

“Nem sempre a mulher precisa ter um longo histórico de contribuições para ter acesso ao benefício. O ponto principal é analisar a condição dela perante a Previdência na hora em que o direito surge”, destaca Ingred Rosa Portela.

A advogada lembra que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi fundamental para ampliar a proteção à maternidade e corrigir uma desigualdade que atingia principalmente mulheres em situação de maior vulnerabilidade.

“Antes, muitas gestantes acabavam sem receber o benefício por uma interpretação muito restritiva da lei. Com a mudança reconhecida pelo STF, o acesso ficou mais justo e mais próximo da realidade de quem realmente precisa”, afirma. 

O salário-maternidade é concedido, em regra, pelo período de 120 dias e pode ser requerido nas hipóteses de parto, adoção ou aborto não criminoso, nos termos da legislação previdenciária. O benefício é pago mensalmente em valor não inferior ao salário mínimo vigente. 

Para mulheres que vivem a gravidez em meio à informalidade ou ao desemprego, buscar orientação jurídica pode fazer toda a diferença. “Cada caso tem suas particularidades. Em muitos deles, a mulher tem direito ao benefício, mas acaba enfrentando uma negativa por um pedido feito de forma incorreta — algo que poderia ser evitado. Conhecer a legislação é fundamental para não perder dinheiro em um momento tão sensível quanto a gestação”, alerta Ingred Rosa Portela.

 

Fonte: Ingred Rosa Portela - Advogada Trabalhista e Previdenciária


Copa do Mundo aumenta a procura por apostas esportivas: você sabe identificar uma bet irregular?

 

Especialistas alertam para os riscos das plataformas ilegais e explicam como os consumidores podem se proteger

 

A proximidade da Copa do Mundo costuma movimentar não apenas torcedores, mas também o mercado de apostas esportivas. Com milhões de brasileiros acompanhando os jogos e buscando transformar palpites em possíveis ganhos financeiros, especialistas alertam para um cuidado fundamental: saber diferenciar uma plataforma regulamentada de uma operação ilegal.

Desde a regulamentação do mercado de apostas de quota fixa no Brasil, em janeiro de 2025, o setor passou por uma profunda transformação. Atualmente, as empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, precisam cumprir uma série de exigências técnicas, financeiras e de compliance para operar legalmente no país. Apesar dos avanços regulatórios, o mercado ilegal ainda representa um desafio significativo.

Segundo Leonardo Brodsky, diretor de iGaming da Trio, o problema é que muitas plataformas clandestinas continuam atraindo usuários sem oferecer qualquer garantia de segurança. “Hoje existem mais de 190 sites devidamente regulados no Brasil, mas o mercado ilegal ainda é estimado em volume financeiro semelhante ao regulado, pulverizado em milhares de sites diferentes. Essas operações não seguem regras, não recolhem tributos, não possuem mecanismos adequados de proteção ao usuário e podem até manipular as regras de percentual de retorno das apostas, utilizando jogos viciados que rodam em um loop de perdas”, afirma.


Como identificar uma bet legal?

De acordo com os especialistas, existem alguns sinais claros que ajudam o consumidor a identificar se uma plataforma está autorizada a operar no Brasil. O primeiro deles é verificar se o site aparece na lista oficial de operadores autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas. Outro indicativo importante está no próprio endereço eletrônico. “Todos os operadores autorizados são obrigados a utilizar o domínio .bet.br. Se o site utiliza outra extensão, o consumidor deve desconfiar imediatamente”, explica Brodsky.

O advogado Alberto Goldenstein, especialista em Direito Desportivo e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, reforça que a ausência do domínio oficial costuma ser um dos principais indícios de irregularidades. “Uma bet ilegal deixa rastros claros. Além de não constar na lista oficial do Ministério da Fazenda, geralmente utiliza domínios genéricos e apresenta falhas graves de segurança, como permitir abertura de contas sem validação de documentos”, afirma.

Outro ponto importante está relacionado ao processo de cadastro. Nas plataformas regulamentadas, o reconhecimento facial e a validação documental são obrigatórios. O objetivo é impedir fraudes, lavagem de dinheiro e o acesso de menores de idade. “As empresas licenciadas precisam cumprir exigências rigorosas de KYC (Conheça seu Cliente) e prevenção à lavagem de dinheiro. Isso inclui validação de identidade, monitoramento de transações e rastreabilidade financeira”, explica Goldenstein. O especialista alerta que plataformas que permitem cadastro simplificado, sem conferência documental ou biometria, devem ser vistas com cautela.

Também é importante observar os métodos de pagamento disponíveis. “No Brasil, os operadores regulados utilizam meios de pagamento autorizados e rastreáveis. Se uma plataforma oferece depósitos por criptomoedas ou mecanismos não identificáveis, isso é um forte sinal de irregularidade”, afirma Brodsky.

Outro alerta dos especialistas envolve ofertas promocionais agressivas. Atualmente, as empresas regulamentadas possuem limitações importantes em relação à oferta de bônus e campanhas de aquisição de usuários. Por isso, promessas de ganhos fáceis, bônus excessivos ou vantagens aparentemente irresistíveis podem indicar a atuação de operadores fora das regras brasileiras. “O mercado ilegal não segue qualquer prática de jogo responsável. Muitas dessas plataformas utilizam promoções agressivas justamente para atrair usuários sem oferecer garantias mínimas de segurança”, afirma Brodsky.


E se eu ganhar dinheiro com apostas?

Além da escolha da plataforma, os apostadores também precisam ficar atentos às obrigações tributárias. Segundo Gustavo Portugal Heinze, advogado especialista em Direito Tributário e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, os ganhos obtidos em apostas esportivas regulamentadas estão sujeitos à tributação. “No Imposto de Renda, a tributação incide sobre o ganho líquido, ou seja, a diferença entre os prêmios recebidos e os valores apostados. Nas plataformas regulamentadas, o imposto já é retido na fonte”, explica.

Ele também chama atenção para um detalhe que costuma gerar dúvidas. “O saldo que permanece na carteira da plataforma em 31 de dezembro é considerado patrimônio e deve ser informado na declaração de Imposto de Renda na ficha de Bens e Direitos”, afirma.


Mercado mais seguro depende da escolha do consumidor

Para os especialistas, a regulamentação trouxe avanços importantes para o setor, criando mecanismos de proteção ao usuário e aumentando a transparência das operações. Recentemente, o Banco Central também reforçou o combate às operações ilegais ao ampliar o monitoramento de transações suspeitas relacionadas a apostas clandestinas. Ainda assim, a principal proteção continua sendo a informação. “Quando o consumidor escolhe uma plataforma regulamentada, ele passa a contar com fiscalização governamental, regras de proteção financeira, mecanismos de jogo responsável e canais formais de atendimento. A escolha da plataforma é o primeiro passo para uma experiência segura”, conclui Brodsky.

Com a Copa do Mundo se aproximando e o interesse pelas apostas esportivas em alta, especialistas recomendam que os brasileiros transformem a empolgação pelos jogos em entretenimento responsável, sempre verificando se a plataforma escolhida opera dentro das regras do mercado brasileiro. 


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