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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Capitais brasileiras investem pouco mais da metade do necessário para universalizar o saneamento

De acordo com o Ranking do Saneamento 2026, apenas um município investe mais que a estimativa do PLANSAB para a universalização, de R$ 225 por habitante

 

Como é o panorama de saneamento das 27 capitais brasileiras? O Ranking do Saneamento 2026, estudo do Instituto Trata Brasil, traz esse cenário a partir de dados do SINISA (ano-base 2024). 

Entre as capitais, apenas cinco possuem ao menos 99% de cobertura no abastecimento total de água, atingindo assim a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento, de 99% de oferta de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto. Embora a média do indicador seja de 93,67%, a situação no país é bastante heterogênea. Em algumas capitais da região Norte, os níveis de atendimento ainda estão próximos ou abaixo de 50%, como em Rio Branco (AC), com 46,74%, e Porto Velho (RO), com 30,74% 

Quadro 1: Principais Indicadores de Saneamento Básico das Capitais

 

Em relação à coleta total de esgoto, apenas sete capitais têm índice de mais de 90% de atendimento: Goiânia (GO), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Boa Vista (RR) e Belo Horizonte (MG). Por outro lado, há capitais na região Norte com taxas de esgotamento sanitário baixas, inferiores a 15%:Macapá (AP) coleta esgoto de apenas 14,94% da população, enquanto Porto Velho (RO), apenas 8,69%. 

No que diz respeito ao tratamento de esgoto, os gargalos parecem ainda maiores, uma vez que somente sete capitais apresentam ao menos 80% de tratamento: Curitiba (PR), Brasília (DF), Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), João Pessoa (PB) e Maceió (AL). Enquanto, três capitais trataram menos de 20% do esgoto coletado: São Luís (MA), com 15,78%; Teresina (PI), com 18,74%; e Porto Velho (RO), com 19,72%. 

Entre 2020 e 2024, as 27 capitais investiram cerca de R$ 34 bilhões em saneamento. A cidade de São Paulo (SP) realizou quase 36% desse montante, com aproximadamente R$ 12,2 bilhões, seguida pelo Rio de Janeiro (RJ), com R$ 3,9 bilhões, e por Fortaleza (CE), com R$ 2,2 bilhões. 

Observando o investimento médio anual por habitante no período, Cuiabá (MT) foi a capital que mais investiu, com R$ 349,98 por habitante. O município foi o único a investir mais que a estimativa do PLANSAB para a universalização, de R$ 225. A segunda capital que mais investiu em termos per capita foi Campo Grande (MS), com R$ 217,39 por habitante, seguida de Florianópolis (SC), com R$ 216,73 por habitante. A média das capitais foi de pouco mais da metade do estipulado pelo PLANSAB, com R$ 138,27 por habitante entre 2020 e 2024. O patamar mais baixo foi observado em Rio Branco (AC), com R$ 8,99 por habitante, o que ilustra em grande parte sua posição no Ranking de 2026. 

Os dados do Ranking do Saneamento 2026 mostram que, apesar de avanços pontuais, a maior parte das capitais brasileiras ainda está distante das metas de universalização previstas para 2033 pelo Marco Legal do Saneamento Básico. Ampliar e qualificar os investimentos, especialmente nas regiões com maiores déficits, segue sendo condição indispensável para garantir água tratada e esgoto coletado e tratado para toda a população.


Imposto de Renda 2026: seguro de vida entra na declaração? Entenda quando e como informar

Recebimento de indenizações, resgates e regras de tributação estão entre os principais pontos de atenção para contribuintes que possuem seguro de vida na hora de prestar contas à Receita Federal

 

Com o início do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, que começou em 23 de março e segue até 29 de maio, contribuintes de todo o país voltam a se deparar com dúvidas recorrentes sobre quais informações devem ser incluídas na prestação de contas à Receita Federal. Entre elas, o seguro de vida ainda gera incertezas: afinal, é preciso declarar ou não?

 

De forma geral, o seguro de vida não precisa ser informado na declaração do IRPF. Isso porque ele não é considerado um bem ou rendimento tributável pela Receita Federal. Além disso, os valores pagos mensalmente, conhecidos como prêmio, não são dedutíveis do imposto devido.

 

“O seguro de vida é um instrumento de proteção essencial para indivíduos e famílias, e sua importância é reconhecida inclusive pela Receita Federal, que o isenta de tributação”, afirma José Luiz Florippes, diretor de vendas da Omint Seguros.

 

Por outro lado, há exceções importantes. Caso o contribuinte tenha recebido valores de indenização do seguro de vida, seja por morte, invalidez ou outras coberturas previstas em contrato, esses montantes devem ser declarados, desde que a pessoa esteja dentro da faixa de obrigatoriedade da Receita. Nesses casos, embora os valores sejam isentos de tributação, é fundamental informá-los corretamente para justificar a origem dos recursos e evitar inconsistências que possam levar à malha fina.

 

O cenário muda no caso dos seguros resgatáveis. Nessa modalidade, quando há resgate de valores acumulados, a quantia recebida deve ser declarada e passa a integrar a base de cálculo do imposto, podendo ser tributada. Isso ocorre porque o produto, nesse contexto, também assume uma função de acumulação financeira, sendo entendido como uma forma de rentabilização do capital.

 

Como declarar indenizações de seguro de vida?

 

Se o contribuinte recebeu indenizações de seguro de vida e está obrigado a declarar o IRPF, é necessário informar os valores na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, detalhando corretamente a origem do recurso.

 

A declaração pode ser feita por diferentes canais disponibilizados pela Receita Federal:

●  Programa IRPF 2026, para download no computador;

●  Aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para smartphones e tablets;

●  Plataforma online “Meu Imposto de Renda”, acessada via Centro Virtual de Atendimento (e-CAC).

Para evitar erros e garantir o correto preenchimento das informações, a recomendação é consultar os materiais oficiais da Receita Federal ou contar com o apoio de um especialista.

 

Omint Seguros

 

Projetos de IA falham por falta de equipe para orquestrar dados, aponta esp ecialista

Pesquisa indica que a minoria dos protótipos de IA chegam à fase de produção.
 Para especialista, o gargalo está na ausência de profissionais capazes de conectar,
contextualizar e orquestrar os dados dentro de cada operação.


A adoção de inteligência artificial no ambiente corporativo avança em ritmo acelerado, mas os resultados práticos ficam abaixo das expectativas na maioria das empresas. Segundo a pesquisa “AI Maturity Matters”, da Gartner, apenas 41% dos protótipos de IA generativa chegam efetivamente à produção nas empresas, e o motivo raramente está na tecnologia em si. 

"A IA sozinha não toca um projeto. Ela precisa de uma equipe para orquestrar, conectar os dados certos e garantir que a informação gerada vire uma decisão ou uma ação concreta", afirma Beto Yunes, CTIO da Globalsys, empresa responsável pelo desenvolvimento do Satryo, plataforma de orquestração inteligente voltada ao mercado corporativo. "Sem esse trabalho humano de configuração e governança, você tem uma ferramenta poderosa operando no escuro." 

Orquestrar, no contexto de dados corporativos, significa correlacionar informações de fontes distintas (ERPs, CRMs, data lakes, sistemas legados) e interpretá-las segundo as regras reais de cada negócio. É essa camada que transforma dados brutos em informações acionáveis para os tomadores de decisão. 

"As empresas compram o modelo, instalam o chatbot, e percebem que os dados estão espalhados em quatro sistemas diferentes e o resultado não tem nada a ver com a realidade do negócio delas", diz Yunes. "É como comprar um carro de Fórmula 1 sem pista, sem piloto e sem mecânico." 

Para endereçar esse gap, a Globalsys desenvolveu o Satryo, plataforma que integra dados de diferentes fontes corporativas e os interpreta segundo o dicionário e as regras de negócio de cada empresa. O sistema monitora operações continuamente, detecta anomalias em tempo real e dispara ações diretamente nos sistemas de origem sem depender de intervenção manual. 

"Não paramos no insight. O Satryo aciona a execução", explica o CTIO. "É a diferença entre a IA identificar que um cliente está em risco de churn e já encaminhar automaticamente uma ação de retenção para o time comercial." A plataforma possui conectividade nativa com os principais ERPs brasileiros e opera com soberania de dados, sem expor informações sensíveis a ambientes externos. 

Para Yunes, o papel da equipe humana não desaparece com a automação, ele se transforma. "A IA cuida do monitoramento contínuo e das ações automáticas. A equipe cuida da estratégia, da governança e das decisões que exigem julgamento. Essa divisão precisa ser conscientemente desenhada. O futuro pertence às empresas que tiverem a equipe mais bem preparada para orquestrar a inteligência artificial, não apenas às que tiverem a ferramenta mais potente."


 

Cerrado soma 55% do desmatamento em 2025 e segue como bioma mais desmatado pelo 3º ano seguido

  • Apesar da melhora nacional, o Cerrado tem sido o bioma mais desmatado do Brasil pelo terceiro ano consecutivo desde 2019, concentrando mais da metade (55%) de toda a área desmatada no país em 2025, embora ocupe em torno de 24% do território nacional.
  • De forma inédita, o Brasil registrou menos de 1 milhão de hectares desmatados em 2025; a área desmatada caiu 21% em relação a 2024 e todos os biomas apresentaram redução.
  • O Cerrado perdeu 540 mil hectares de vegetação nativa em 2025, uma queda de 17% na comparação com 2024.
  • Em 2025, 72% do desmatamento no Cerrado foi em formação savânica, vegetação típica do bioma.
  • O Matopiba concentrou 40% do desmatamento do país e 70% do desmatamento do Cerrado em 2025, mesmo com redução de 24% em relação a 2024.
  • Guadalupe, no sul do Piauí, ocupou pela primeira vez a primeira posição entre os municípios mais desmatados do Cerrado ao registrar alta de 228% na área desmatada e expansão de 1.978% da agropecuária no município.

Em 2025, o Cerrado concentrou 55% de toda a área desmatada do Brasil. A perda foi de pouco mais de 540 mil hectares de vegetação nativa, uma redução de 17% em relação a 2024. A área desmatada equivale praticamente a todo território do Distrito Federal. Embora o índice aponte queda, o bioma lidera o ranking nacional de desmatamento pelo terceiro ano consecutivo e mantém uma perda de cobertura florestal superior à registrada nos demais biomas brasileiros.

Os dados fazem parte do RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil), divulgado nesta quarta-feira (27), com informações produzidas por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para o bioma Cerrado e que integram a rede MapBiomas.

A redução observada em 2025 dá continuidade à tendência de desaceleração do desmatamento no Cerrado nos últimos anos, ainda que em patamares elevados, acumulando mais de 4,5 milhões de hectares desmatados desde o início do sistema de validação de alertas de desmatamento, MapBiomas Alerta, em 2019. Em 2023, o bioma ultrapassou a marca de 1,1 milhão de hectares desmatados. Já em 2024, a perda de vegetação nativa caiu 41% na comparação com o ano anterior. 

Em âmbito nacional, o Brasil registrou, pela primeira vez desde o início das medições, menos de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano, com desmate de 984.794 hectares em todo o território brasileiro em 2025. Na comparação com o ano passado, houve queda de 21% na área desmatada, e todos os biomas apresentaram redução em seus índices de perda de vegetação nativa. 

“Esta redução do desmatamento no país reforça a importância do monitoramento remoto contínuo, da transparência e das ações de fiscalização ambiental, especialmente neste momento de questionamentos à legislação ambiental brasileira e de seus instrumentos de controle. No Cerrado, onde ainda temos metade da vegetação nativa remanescente, manter e fortalecer essas ações é fundamental para conter a perda da vegetação nativa do bioma que sustenta a biodiversidade, a produção agrícola e a segurança hídrica do país”, destacou Julia Shimbo, pesquisadora do IPAM.

Em âmbito nacional, o Brasil registrou, pela primeira vez desde o início das medições, menos de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano, com desmate de 984.794 hectares em todo o território brasileiro em 2025. Na comparação com o ano passado, houve queda de 21% na área desmatada, e todos os biomas apresentaram redução em seus índices de perda de vegetação nativa.

“Esta redução do desmatamento no país reforça a importância do monitoramento remoto contínuo, da transparência e das ações de fiscalização ambiental, especialmente neste momento de questionamentos à legislação ambiental brasileira e de seus instrumentos de controle. No Cerrado, onde ainda temos metade da vegetação nativa remanescente, manter e fortalecer essas ações é fundamental para conter a perda da vegetação nativa do bioma que sustenta a biodiversidade, a produção agrícola e a segurança hídrica do país”, destacou Julia Shimbo, pesquisadora do IPAM.

Mesmo sendo o maior bioma do país e com território cerca de duas vezes superior ao do Cerrado, a Amazônia registrou desmatamento estimado em quase 290 mil hectares em 2025, resultado 23% menor do que o observado em 2024. A Caatinga, por sua vez, perdeu aproximadamente 128 mil hectares no período, com retração de cerca de 26% em relação ao ano anterior. Já Pantanal, Pampa e Mata Atlântica tiveram, respectivamente, redução de 48%, 34% e 5%.

A formação savânica, típica de regiões tropicais marcadas por períodos secos e chuvosos bem definidos, foi, também pelo terceiro ano consecutivo, o tipo de vegetação mais suprimida do Brasil. Só no Cerrado, 72% da perda de vegetação nativa em 2025 ocorreu sobre esse tipo de vegetação, que corresponde a 28% da cobertura do bioma. Cerca de 25% do desmatamento ocorreu em formações florestais e 3% em formações campestres no bioma.

Além disso, a agropecuária segue como principal vetor de pressão de desmatamento sobre o Cerrado, sendo responsável por 99,5% da perda registrada no bioma no ano passado, o equivalente a 573 mil hectares. Os demais vetores somam 0,5% da área desmatada e incluem estradas, mineração, energia renovável, aquicultura, reservatórios e expansão urbana. Sendo que 35% dos 2.915 ha desmatados por expansão urbana, estão no Cerrado.



Matopiba: uma das regiões críticas

Apesar da redução em relação a 2024, o Maranhão permaneceu como o Estado com a maior área desmatada do Cerrado e do país pelo terceiro ano consecutivo. Em 2025, registrou perda de 154 mil hectares no total nacional. Na sequência aparecem Piauí, com uma perda de mais de 114 mil hectares, Tocantins, com mais 100 mil hectares desmatados e Bahia, com 71 mil hectares perdidos. Esses estados compõem o Matopiba, região de fronteira agropecuária e que concentra grande parte do desmatamento do Cerrado.

Mesmo com queda de 24% na perda de vegetação nativa em relação a 2024, o Matopiba respondeu por 392 mil hectares desmatados em 2025, centralizando 40% de todo o desmatamento do país e 70% da perda de vegetação nativa no Cerrado. Todos os 10 municípios mais desmatados do bioma estão localizados na região. 

Segundo o diretor executivo do IPAM, André Guimarães, “o mundo não tolera mais o desmatamento porque compromete, junto com as mudanças climáticas, a produção de alimentos”.

“O Matopiba deveria ser visto como um repositório estratégico de vegetação nativa para estabilizar o clima e garantir chuva para a agricultura, e não como uma fronteira de expansão do desmatamento. Ao mesmo tempo, é preciso criar mecanismos de incentivo e compensação para as pessoas que ajudam a conservar a vegetação nativa da região”, afirmou.

O avanço da supressão de vegetação no Cerrado, sobretudo no Matopiba, reforça os alertas sobre os impactos ambientais e econômicos da perda de áreas nativas, consideradas essenciais para a regulação climática e hídrica do país. “Esse cenário coloca em risco a integridade do bioma, que já perdeu cerca de metade de sua vegetação nativa, sobretudo nas últimas décadas”, acrescentou Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM.



Municípios mais desmatados

Pela primeira vez, o município de Guadalupe, no sul do Piauí, aparece como o município mais desmatado do Cerrado. A cidade registrou perda de vegetação nativa de 17 mil hectares em 2025 e apresentou alta de 228% na área desmatada em comparação com 2024. 

Os dados de uso e cobertura da terra da Coleção 10.1 do MapBiomas, revelam avanço acelerado da agropecuária em Guadalupe. Entre os principais indicadores está o crescimento de 1.978% da área ocupada pela atividade no município, acompanhado da redução de 5% da vegetação nativa, considerando o período de 1985 a 2024. 

“O fato de Guadalupe figurar, de forma inédita desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta, como o município mais desmatado do Cerrado, evidencia o avanço da supressão de vegetação nativa em novas localidades do bioma. Além disso, reforça o padrão de concentração do desmatamento nas regiões de transição entre o Cerrado e a Caatinga, algo que temos observado mais recentemente”, destacou Roberta Rocha, pesquisadora de Ciência do IPAM. 

Outro destaque é o município de Baixa Grande do Ribeiro, também no Piauí, onde foi registrado o segundo maior desmatamento do país (sendo que o maior desmatamento do país está localizado no município de Canto do Buriti, na Caatinga) em um único alerta no Cerrado. Entre setembro de 2024 e maio de 2025, foram desmatados 9,3 mil hectares na região, equivalente a 13 mil campos de futebol do tamanho do gramado do Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. 

Já o alerta com a maior velocidade média diária de desmatamento do Cerrado, ou seja, a área mais rápida a ser desmatada no bioma, foi identificado no município de Nova Lacerda, no estado do Mato Grosso. Em um intervalo de 38 dias, foram desmatados 2.514 hectares, o equivalente a uma média de 66,2 hectares perdidos por dia.


RAD e MapBiomas Alerta

O RAD do MapBiomas reúne dados consolidados de desmatamento de todo o Brasil. Ele analisa os alertas de desmatamento detectados entre 2019 e 2025, e que foram validados e refinados sobre imagens de satélite de alta resolução pelo MapBiomas Alerta. 

Nesta sétima edição, no Cerrado, os alertas gerados pelo DETER (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do INPE) e SAD Cerrado (Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado do IPAM), desenvolvido pelo IPAM, e os alertas gerados nas regiões de transição entre os biomas, pelo SAD Caatinga (Sistema de Alerta de Desmatamento da Caatinga, da UEFS e Geodatin), SIRAD-X (Sistema de indicação por radar de desmatamento na Bacia do Xingu, do ISA), SAD Imazon (Sistema de Alerta de Desmatamento da Amazônia, do Imazon), SAD Mata Atlântica (Sistema de Alerta de Desmatamento da Mata Atlântica, da SOS Mata Atlântica e ArcPlan) e SAD Pantanal (Sistema de Alerta de Desmatamento do Pantanal, da SOS Pantanal e ArcPlan), foram utilizados para localizar os alertas de desmatamento nas imagens de satélite diárias de alta resolução espacial. 

Todos os dados são disponibilizados de forma pública e gratuita em plataforma web para que órgãos de fiscalização, agentes financeiros, empresas e sociedade civil possam agir para reduzir o desmatamento ilegal. O relatório completo com todos os dados está disponível no site do MapBiomas Alerta (alerta.mapbiomas.org).


Feirão do Emprego de Valinhos reúne mais de 150 vagas de trabalho na área da saúde

Por meio do PAT, há opções de vagas assistenciais e operacionais, com remuneração de até R$ 4,7 mil para oito cidades da região de Campinas

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado de São Paulo, por meio do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Valinhos, realiza na próxima terça-feira (02/06) o Feirão do Emprego de Valinhos, na região de Campinas, com 158 vagas de trabalho na área da saúde. A iniciativa acontece das 9h às 14h no Centro Cultural Vicente Musselli, que fica na Rua José Milani, 15, no Centro.  

Os salários variam de acordo com a função e vão até R$ 4.700,00, além de benefícios. As vagas assistenciais e operacionais são exclusivamente para a área da saúde, em 18 funções distintas, para atuar no Hospital São Luiz de Campinas.   

Na ação, serão contemplados candidatos de Valinhos, Vinhedo, Campinas, Sumaré, Monte Mor, Nova Odessa, Hortolândia e Americana. Confira os cargos disponíveis no feirão:  

·         Técnico de enfermagem – 41 vagas;  

·         Recepcionista – 32 vagas;  

·         Auxiliar de contas médicas (contas a pagar) - 20 vagas;  

·         Enfermeiro – 11 vagas;  

·         Copeiro - 8 vagas;  

·         Técnico de engenharia clínica hospitalar (técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos) - 6 vagas;  

·         Analista de laboratório hospitalar – 6 vagas;  

·         Técnico em nutrição hospitalar – 6 vagas;  

·         Analista de contas médicas - 4 vagas;  

·         Farmacêutico - 4 vagas;  

·         Assistente administrativo hospitalar – 4 vagas;  

·         Mensageiro hospitalar – 4 vagas;  

·         Líder de governança hospitalar (governanta executiva) - 2 vagas;  

·         Auxiliar administrativo hospitalar – 2 vagas;  

·         Telefonista – 2 vagas;  

·         Auxiliar de farmácia hospitalar – 2 vagas;  

·         Auxiliar de suprimentos hospitalares (almoxarife) - 2 vagas;  

  • Auxiliar de estoque – 2 vagas.  

Os interessados em participar dos processos seletivos devem comparecer com documento de identidade (RG/CPF), carteira de trabalho (física ou digital) e currículo. 

 

Serviço: 


Feirão do Emprego de Valinhos na área da saúde 

Data e horário: Terça-feira (02/06), das 9h às 14h 

Local: Centro Cultural Vicente Musselli - Rua José Milani, 15 – Centro de Valinhos 

Localização: https://maps.app.goo.gl/iLZCq4MkW1ouAvmG9 

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE

 

O que ‘Diabo Veste Prada 2’ ensina sobre reputação de executivos

 Entre entrevistas estratégicas e mudanças de narrativa, o filme aproxima o universo da moda das discussões atuais sobre liderança

 

Miranda Priestly passou vinte anos sendo lembrada como a chefe que jogava o casaco sobre a mesa sem olhar para quem pegaria, transformava silêncio em pressão e fazia assistentes correrem atrás de exigências impossíveis. Em 2006, esse comportamento era quase admirado, o preço de trabalhar com os melhores. Em “O Diabo Veste Prada 2”, porém, esse modelo começa a perder força. A Runway, revista de moda comandada por Miranda, perde espaço para Instagram e TikTok, o mercado editorial impresso encolhe e a executiva mais temida do cinema percebe que autoridade, sozinha, já não garante relevância.

 

É Andy Sachs, agora jornalista, quem reaparece para ajudar a reorganizar a imagem da antiga chefe. Ao longo do filme, ela assume quase um papel de PR, ao reconstruir a narrativa pública em torno de Miranda e da própria Runway.

 

“Hoje, reputação não está ligada apenas ao resultado que uma liderança entrega, mas à forma como ela se comunica e é percebida pelas pessoas”, afirma Marina Mosol, especialista em reputação da Agência NoAr. “Existe uma expectativa maior por coerência, transparência e conexão humana”.

 

A crise de imagem começa quando a narrativa escapa do controle

 

A primeira movimentação de Andy não é uma entrevista cuidadosamente controlada nem uma tentativa imediata de defender Miranda. Ela publica uma reportagem sobre a crise da Runway mostrando justamente aquilo que a executiva sempre evitou expor: dúvidas, desgaste e dificuldade para manter a revista relevante em um mercado que mudou completamente.

 

Em vez de apostar apenas em controle de danos, estratégia usada para conter crises de imagem, Andy escolhe reposicionar a percepção pública sobre Miranda.

 

“Executivos que tentam sustentar uma imagem excessivamente distante acabam criando barreiras com o público”, diz Marina. “Hoje existe uma valorização maior de lideranças que conseguem demonstrar humanidade sem perder credibilidade.”

 

Como uma entrevista estratégica devolve relevância à marca

 

Depois de estabilizar a percepção em torno de Miranda, Andy consegue uma entrevista exclusiva com Sasha Barnes, uma das mulheres mais influentes da indústria da moda, afastada dos holofotes há anos.

 

A movimentação devolve relevância para a Runway e mostra como relacionamento e credibilidade continuam tendo peso na construção de imagem. No universo de PR, esse movimento é conhecido como gestão de narrativa, em que cria contextos capazes de mudar a forma como marcas e lideranças são percebidas.

 

“O networking continua tendo um peso enorme na reputação de executivos e marcas, mas hoje ele está muito mais ligado à confiança construída ao longo do tempo do que a relações puramente circunstanciais”, afirma a especialista.

 

A imagem de um executivo também passa pela equipe ao redor

 

À medida que a crise vai sendo contornada, o filme também expõe um padrão antigo dentro da revista: Miranda sempre concentrou os holofotes nela mesma, enquanto profissionais importantes da equipe permaneciam nos bastidores, como Nigel, responsável por boa parte da identidade criativa da Runway.

 

Em um momento decisivo, Andy sugere que Miranda dê mais espaço para que ele apareça publicamente. O gesto muda a forma como aquela liderança passa a ser percebida dentro e fora da empresa.

 

Uma cultura que já não funciona da mesma forma

 

O filme também mostra que não basta ajustar discurso e estratégia de comunicação se a cultura interna continua presa à mesma lógica. A dinâmica de pressão e obediência que definia a Runway em 2006 já não encontra o mesmo espaço vinte anos depois.

 

Cultura organizacional, saúde mental e retenção de talentos hoje fazem parte da forma como empresas e executivos são percebidos publicamente. Em um ambiente corporativo mais exposto, a reputação também passa pelos bastidores.

 

Para Marina, “O Diabo Veste Prada 2” usa o universo da moda para discutir algo maior do que tendências ou comportamento. A continuação mostra uma liderança tentando preservar relevância em um momento em que imagem pública, reputação e relações internas ganharam outro peso. Em 2026, Miranda precisa pendurar seu próprio casaco, conclui. 

 

Agência NoAr


Turquia: herança milenar na arte da perfumaria

Em meio ao crescimento do interesse por fragrâncias internacionais no Brasil, destino se destaca com uma tradição própria que combina história, identidade e notas emblemáticas 

 

O universo das fragrâncias vive um momento de transformação no Brasil, impulsionado pelo crescente do interesse por perfumes intensos, marcantes e de longa duração, com forte influência do Oriente Médio. Essa mudança de preferência reflete a busca por aromas mais sofisticados e diferenciados, que vão além do convencional e abrem espaço para novas culturas olfativas. 

Nesse contexto, a Turquia ganha visibilidade com uma proposta que une herança milenar e sensibilidade contemporânea. Com raízes na tradição Otomana e uma cultura perfumista profundamente ligada aos rituais do dia a dia, o país apresenta uma identidade única no cenário global, com ingredientes emblemáticos como a Rosa de Isparta e composições intensas que combinam flores, especiarias e madeiras. 


Uma tradição milenar que atravessa gerações 

A relação da Turquia com a perfumaria remonta a séculos e atinge um de seus momentos mais marcantes durante o Império Otomano, quando as fragrâncias ocupavam um papel central na vida social, religiosa e política. Os aromas faziam parte de cerimônias palacianas, rituais de purificação nos Hammams, os famosos banhos turcos, e gestos cotidianos de hospitalidade, consolidando o perfume como um elemento essencial da identidade cultural. 

Entre as práticas mais emblemáticas está o uso da kolonya, introduzida no século XIX e rapidamente incorporada como símbolo de boas-vindas e cortesia. Paralelamente, a produção de óleos essenciais e águas florais, especialmente de rosas, jasmim e outras flores, evoluiu com alto nível de sofisticação, posicionando diferentes regiões do país como referências na arte da destilação e criação de fragrâncias. 


Ingredientes que definem uma identidade 

Se há um símbolo incontestável da perfumaria turca, é a Rosa de Isparta, reconhecida mundialmente por sua qualidade e profundidade aromática. Cultivada na região sudoeste do país, essa flor é a base de óleos e essências que combinam suavidade, frescor e intensidade marcante. 

Essa matéria-prima é complementada por notas como âmbar, oud, especiarias e madeiras, que dão origem a composições envolventes e de alta fixação. O resultado é um perfil olfativo rico e expressivo, em que cada fragrância reflete a diversidade geográfica e cultural da Turquia. 


Istambul: um encontro de aromas e culturas 

Em Istambul, a tradição da perfumaria ganha uma dimensão única. Há séculos, seus bazares históricos, como o Grande Bazar e o Bazar de Especiarias, são pontos de encontro para o comércio de essências, óleos e matérias-primas vindas do Oriente e do Ocidente. Esse intercâmbio transformou a cidade em um verdadeiro polo olfativo, onde notas florais, especiadas e amadeiradas convivem em uma experiência sensorial intensa e singular. 

Caminhar por suas ruas é mergulhar em camadas de aromas que fazem parte da identidade local: do perfume do lokum e das especiarias às fragrâncias tradicionais ainda comercializadas em pequenas perfumarias e mercados históricos. 


Uma porta de entrada para a experiência turca 

Como companhia aérea nacional, a Turkish Airlines convida os viajantes a descobrirem a Turquia por meio de uma proposta que conecta os passageiros à riqueza cultural do país desde o início da jornada. Com 13 voos semanais saindo de São Paulo, tendo Istambul como hub e ponto de encontro entre continentes, a companhia oferece a oportunidade de explorar um destino onde história, sentidos e tradições se encontram de forma única. 

Nesse contexto, o programa de Stopover oferece duas noites de hospedagem em Istambul, para passageiros na cabine executiva e uma noite para passageiros na cabine econômica, criando uma oportunidade de transformar uma conexão em uma experiência completa. Saiba regras e detalhes: https://www.turkishairlines.com/pt-br/flights/stopover/



Turkish Airlines
www.turkishairlines.com
Facebook, X, Youtube, Linkedin e Instagram
 


Star Alliance  
Email: mediarelations@staralliance.com /website

 

Atualização da NR-1 já está valendo: como empresas devem agir para não serem pegas de surpresa

 Especialistas indicam que é hora de olhar para segurança psicológica, ações concretas e integrá-las com benefícios e dados estratégicos 

 

A fiscalização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira, 26 de maio, e as empresas brasileiras precisam se adequar às novas exigências que incluem, pela primeira vez, a obrigatoriedade de mapear, avaliar e gerenciar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Esta atualização representa um marco histórico na saúde e segurança ocupacional, dando atenção a fatores como estresse, assédio e sobrecarga aos riscos físicos, químicos e biológicos já estabelecidos. 

A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reflete uma crescente preocupação com a saúde mental dos trabalhadores, impulsionada por dados preocupantes. Em 2025, de acordo com o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior, com ansiedade e depressão sendo as principais causas. Os custos associados a esses afastamentos também são significativos, ultrapassando R$30 bilhões em 2024. 

Diante deste cenário, 3 especialistas de companhias referência em saúde ocupacional indicam o que fazer a partir de agora, com a NR-1 em vigor:
 

1 - Comece imediatamente e paralelize etapas

"Se sua empresa ainda não iniciou, cada dia conta. O processo de contratação em grandes organizações costuma passar por suprimentos, jurídico e segurança da informação. Normalmente, essas etapas acontecem em sequência. No cenário atual, isso é um luxo que você não tem. Converse com as áreas envolvidas sobre a urgência regulatória e busque paralelizar o que for possível. Assessment de segurança da informação pode rodar enquanto o jurídico analisa a minuta. Suprimentos podem acelerar a homologação se entender que é uma demanda de compliance. E não menospreze a etapa de segurança da informação e privacidade. Mapeamento de riscos psicossociais envolve dados sensíveis de saúde, e a LGPD se aplica integralmente. Não é qualquer parceiro que tem estrutura para proteger esses dados com a seriedade que o tema exige”, explica Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude, referência no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas.

 

2 - Saiba traduzir as exigências em ações concretas 

“Precisamos tratar a saúde mental como prioridade civilizatória, não como pauta periférica. Com ações simples, mas consistentes, as empresas podem transformar o ambiente corporativo em um espaço de apoio, prevenção e crescimento. A saúde mental deve ser vista como um investimento contínuo, que beneficia não apenas os colaboradores, mas também os resultados organizacionais. A NR-1 amplia o olhar sobre os riscos psicossociais e exige que as organizações atuem de forma mais estruturada e preventiva. Essa vai ser uma habilidade essencial para os gestores: saber como transformar a norma em ações concretas no ambiente de trabalho”, esclarece Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics.

 

3 - Utilize benefícios corporativos e dados estratégicos como aliados

"A integração de benefícios corporativos às estratégias de saúde e segurança do trabalho surge como caminho prático e eficaz para atender às exigências regulatórias e, ao mesmo tempo, reduzir impactos como absenteísmo, afastamentos e queda de produtividade. Além disso, relatórios gerados pelos programas corporativos podem apoiar a gestão e a prevenção de riscos psicossociais, permitindo às áreas de RH e saúde ocupacional acompanhar padrões de uso de medicamentos relacionados à saúde mental, identificar tendências e embasar ajustes no Programa de Gerenciamento de Riscos. O cuidado vai além do aspecto emocional e passa por acesso, organização do tratamento e acompanhamento ao longo do tempo”, aponta Juliana Camargo, diretora de Gente & Cultura da Funcional, pioneira e líder no desenvolvimento de tecnologias para programas de suporte a pacientes no Brasil.

 

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