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terça-feira, 28 de abril de 2026

Prefeitura abre ações pelo Mês do Trabalho com mais de 3 mil vagas de emprego em mutirão no Cate, nesta quinta (30)

 

Ação de empregabilidade, na véspera do Dia do Trabalho, ocorrerá na região central com 11 empresas em áreas como comércio, serviços, construção civil, entre outras.

Ao longo do mês de maio, os trabalhadores terão acesso a oficinas, feiras de artesanato e atendimento ao agricultor da cidade.

 

A Prefeitura de São Paulo recebe inscrições até o dia 29 de abril para o Contrata SP – Dia do Trabalho, mutirão com mais de 3.000 vagas de emprego em áreas do comércio, serviços, construção civil, entre outras. Os processos seletivos serão realizados na quinta-feira, 30 de abril, das 9h às 16h, na unidade central do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, que nesta semana estará em novas instalações na região. As inscrições são aceitas pelo Portal Cate ou na rede de postos da Capital. 

A convocação é feita pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, com base na pré-triagem realizada pela equipe técnica do Cate. Os candidatos são direcionados conforme o perfil da vaga, fazendo desta forma um match entre a empresa e o trabalhador. No dia da seleção devem ser apresentados RG, CPF, carteira de trabalho (digital ou física). Na unidade é possível confeccionar e imprimir um currículo com orientação dos profissionais da unidade. 

A ação contará com empresas e equipes de recursos humanos, que adiantarão etapas do processo seletivo durante o Contrata SP. Por volta de 11 empresas integram o mutirão de emprego e os candidatos também poderão acessar o balcão de atendimento para consultar as demais vagas cadastradas na rede. 

A seleção contempla oportunidades a partir do ensino fundamental, em cargos como eletricista, jardineiro, auxiliar de logística, bilheteiro de transporte coletivo, atendente, copeiro, cozinheiro, operador de telemarketing, controlador de acesso, analista de marketing, técnico de nutrição, assistente de vendas, entre outros. Os salários variam entre de R$ 800 (aprendiz no setor administrativo) a R$ 10.986 (engenheiro civil).

 

Geração de renda e oportunidades durante todo o mês 

Os trabalhadores poderão participar ao longo do mês de maio de processos seletivos em bairros como Vila Maria, na zona norte, Itaquera, zona leste, Barra Funda, zona oeste, atendidos pelas unidades móveis do Cate. Na zona sul, está programado processo seletivo com mais de 100 vagas de emprego no setor de supermercados com diversas posições operacionais no dia 12 de maio, das 9h às 16h, na rua Lótus Azul, 374 – Cidade Ipava. Os interessados precisam apresentar documentos pessoais para participar da atividade. 

O público em vulnerabilidade social atendido nos Centros POT – Programa Operação Trabalho também contarão com processos seletivos exclusivos, nas 12 unidades espalhadas na cidade.

A coordenadoria de Agricultura da Prefeitura de São Paulo também integra as ações do mês com entregas semanais de produtos comercializados nos Armazéns Solidários da Capital. As unidades contam com gôndolas com produtos cultivados por agricultores do programa Sampa+Rural. O público atendido pela iniciativa também terá acesso à capacitação empreendedora em parceria com o Sebrae. Mais informações podem ser obtidas nas Casas de Agricultura Ecológica, endereços neste link.

 

Mãos e Mentes Paulistanas 

O Programa Mãos e Mentes Paulistanas, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, tem como missão fortalecer o artesanato como atividade econômica, cultural e empreendedora, promovendo geração de renda, autonomia e valorização do trabalho manual na cidade. Por meio de formação, acesso a mercados, qualificação profissional e ações de visibilidade, o programa apoia milhares de artesãs e artesãos, reconhecendo o artesanato como trabalho legítimo, criativo e fundamental para o desenvolvimento econômico e social do município. 

Durante o Mês do Trabalho, o Mãos e Mentes Paulistanas realiza uma ampla agenda de ações em todas as regiões da cidade, reforçando o compromisso com a valorização do artesão enquanto trabalhador. A programação inclui feiras de artesanato distribuídas por parques, praças, mercados municipais e espaços institucionais, ampliando o acesso à comercialização e ao público consumidor; dois mutirões de serviços, nos dias 04 e 25 de maio, com atendimentos voltados à gestão, formalização, presença digital e desenvolvimento de negócios; mentoria de design de produto, no dia 08 de maio, para aprimoramento estético, funcional e comercial das peças; oficina temática da Copa do Mundo, no dia 11 de maio, com orientação sobre criação de produtos artesanais voltados a grandes eventos; além da participação no Salão do Artesanato 2026, consolidando o artesanato paulistano em um dos principais palcos nacionais do setor. As ações reafirmam que o artesanato é trabalho, identidade e oportunidade, conectando tradição, inovação e desenvolvimento econômico local. A programação completa sobre as ações de artesanato e manualidades podem ser consultadas neste link.


Serviço


Programação Mês do Trabalho


Contrata SP – Dia do Trabalho

Dia: 30 de abril

Horário: 9h às 17h

Local: Rua Álvares Penteado, 203 – Centro

Inscrições: até 29 de abril

Portal Cate

 

Atendimento especial do Cate nos Centros POT

 

Contrata SP - Programa Operação Trabalho - POT


Zona Central


• Centro POT – Rua do Glicério, 733 – Liberdade

Dia: 04/05/2026

Horário: 09h às 16h


• Centro POT – Rua Líbero Badaró, 461 – Centro

Dia: 11/05/2026

Horário: 09h às 16h


Zona Sul


• Centro POT – Rua José dos Santos Junior, 563 – Campo Belo

Dia: 05/05/2026

Horário: 09h às 16h


• Centro POT – Rua Izabel Schmidt, 187 – Santo Amaro

Dia: 11/05/2026

Horário: 09h às 16h


Zona Leste


• Centro POT– Rua Saivá, 59 – Vila Marieta

Dia: 06/05/2026

Horário: 09h às 16h


• Centro POT – Rua Marquês de Maricá, 384 – Sacomã

Dia: 07/05/2026

Horário: 09h às 16h


•Centro POT – Rua Fontoura Xavier, 298 – Itaquera

Dia: 12/05/2026

Horário: 09h às 16h


Zona Norte


• Centro POT - Rua Olinto Fraga Moreira, 191 – Brasilândia 

Dia: 08/05/2026

Horário: 09h às 16h


•Centro POT – Rua Leão XIII, 202 – Jardim São Bento

Data: 12/05/2026 | Horário: 09h às 16h

 

Cate Móvel no Mês do Trabalho

 

Zona Oeste

 

Dia: 15/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Ong Projeto Social Tia Cris

Rua Leônidas Busi,171 - Chácara Santa Maria

 

Dia: 14/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Núcleo Boracea

Rua Norma Piericcini Giannotti, 77 - Barra Funda

 

Zona Leste

 

Dia: 13/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Centro de Apoio Leste

Avenida Waldemar Tietz, nº 1682/1662 – Artur Alvim

 

Dia: 07/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Associação de Assistência Social Eny Vieira Machado

Rua Rio do Oeste, 110 – Itaquera

 

Dia: 07/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Núcleo São Martinho de Lima

Rua Padre Adelino, 43/45 - Quarta Parada

 

Dia: 06/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: SASF Parque Boa Esperança

Rua João Carlos Ferreira,390 - Parque Boa Esperança

 

Dia: 04/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: CEU Lajeado

Rua Manoel Da Mota Coutinho,293 – Lajeado

 

Zona Norte

 

Dia: 13/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Instituto CCV

Rua Canabuoca, 78 - Vila Nova Mazze

 

Dia: 06/05/2026

Horário: 09h às 16h

Local: Feira Da Empregabilidade

Av Guilherme Cotching, 980 - Vila Maria



segunda-feira, 27 de abril de 2026

Cultura de segurança do paciente deve ser compromisso permanente nas instituições de saúde


Os sistemas de saúde passam por mudanças constantes e buscam fortalecer a cultura de segurança do paciente em cada padrão aplicado. Pelo menos, esse deveria ser um dos principais objetivos. Porém, mais do que protocolos e normas, a segurança do paciente está diretamente relacionada à construção de ambientes organizacionais que priorizam qualidade assistencial, aprendizado constante e melhoria contínua. 

A consolidação dessa cultura passa, necessariamente, pelo engajamento de lideranças, pela capacitação das equipes e pela adoção de práticas estruturadas de gestão da qualidade. Nesse contexto, iniciativas de acreditação e certificação ganham protagonismo ao estimular a transparência e apoiar as organizações na construção de processos mais seguros, eficientes e centrados no paciente.

 

A Quality Global Alliance (QGA) atua como uma das protagonistas nesse movimento, conectando instituições, especialistas e sistemas de saúde em torno de um objetivo comum: elevar os padrões assistenciais por meio da qualidade e da segurança. Com metodologia internacional, a organização fomenta a troca de experiências entre países e promove o acesso a conhecimento técnico atualizado, contribuindo para o desenvolvimento de soluções adaptáveis a diferentes realidades.

 

De acordo com Camilla Covello, sócia-diretora da QGA, a segurança do paciente não se inicia na certificação de padrões da instituição, mas, sim, na troca entre as pessoas.

 

“Tudo começa pelo acesso ao conhecimento e pela construção de uma rede colaborativa entre profissionais, instituições e comunidades. Quando ampliamos o diálogo e incentivamos a troca de experiências, fortalecemos não apenas as organizações de saúde, mas todo o ecossistema, promovendo uma evolução consistente e sustentável dos padrões de qualidade”, afirma.

 

A sócia-diretora ainda explica que trazer visões de outros ambientes é fundamental para garantir uma maior segurança.

 

“Ao olharmos instituições de fora do país, com vivências e práticas diferentes, conseguimos analisar e reunir pontos fortes para aplicar dentro da nossa realidade e avançar com a segurança de todos envolvidos”. 

 

O fortalecimento da cultura de segurança exige um olhar técnico apurado e o envolvimento direto dos profissionais de saúde na aplicação de boas práticas no dia a dia assistencial. Isso inclui desde a adesão a protocolos até a construção de um ambiente que valorize a notificação de eventos e o aprendizado a partir deles.

 

Para Dr. Rubens Covello, CEO da QGA, a capacitação de profissionais e o estímulo à melhoria contínua das equipes é peça chave para a garantia da segurança. “É fundamental que as equipes estejam preparadas e inseridas em um ambiente que valorize o crescimento constante dos profissionais. Protocolos bem definidos, aliados a uma cultura organizacional que valoriza a segurança, são determinantes para reduzir riscos e garantir melhores desfechos assistenciais”, conclui o CEO. 

Ao integrar conhecimento, gestão e prática assistencial, a cultura de segurança do paciente se consolida como um pilar estratégico para as instituições de saúde. Mais do que uma meta pontual, trata-se de um compromisso permanente com a vida, que exige evolução contínua, colaboração e responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos no cuidado.

 

Quality Global Alliance - QGA


Trabalho invisível das mães expõe sobrecarga na organização do histórico médico da família

Em muitas famílias, a mãe segue como principal referência
quando o assunto é saúde dos filhos.
Crédito: unsplash
Plataforma gratuita da MYME reúne dados de saúde de filhos e dependentes em um só lugar e busca facilitar o compartilhamento de informações entre responsáveis

 

Organizar consultas, lembrar datas de vacinação, acompanhar sintomas, separar exames, informar medicamentos, esta é a rotina de muitas mães brasileiras. O cuidado com os filhos requer, para muitas mães, organização de todas as informações clínicas da criança, sejam elas na mente, ou em papéis, mensagens e pastas espalhadas. Para ajudar nessas tarefas, a MYME criou uma plataforma gratuita que centraliza o histórico médico de usuários e seus dependentes. Assim, a mãe pode ter todas as informações de saúde dos filhos em um só lugar e enviá-las, por um único link, a terceiros quando necessário, sem precisar recorrer à memória. 

No Brasil, as mulheres gastam uma média de 21 horas por semana em tarefas domésticas e de cuidado que não são remuneradas, de acordo com uma pesquisa da ONG Think Olga. Em um ano, isso significa 1.118 horas gastas com um trabalho que é essencial, mas não é reconhecido como tal, o chamado trabalho invisível. Outra pesquisa, do IBGE, indica que as mulheres dedicam à casa e aos cuidados, por semana, 9,6 horas a mais do que os homens. 

Na prática, isso significa que, em muitas famílias, a mãe segue como principal referência quando o assunto é saúde dos filhos. Se a criança precisa ir ao pediatra, tomar um remédio ou apresentar alguma informação médica à escola, é comum que o restante da rede de apoio dependa dela para saber o que foi receitado, quando começou um sintoma ou qual exame foi feito. Um filho, por exemplo, pode ter uma condição de saúde que nem é tão complicada tratar, só é preciso saber qual remédio dar, quando e a dosagem. Mas quando é a vez do pai cuidar da criança, primeiro ele precisa pedir todas as informações e instruções para a mãe. 

“Essas situações são frequentes na vida das mulheres e geram uma sobrecarga mental. Se ele vai à farmácia, ela precisou fazer a lista de compras. Se ele leva o filho ao pediatra, ela precisou passar nome e endereço do médico, e provavelmente marcou a consulta. São pequenos detalhes que, somados, se tornam um peso, desgastam essa mãe”, comenta Lucas Santiago, cofundador da MYME. 

A plataforma da MYME permite registrar sintomas, exames, consultas, prescrições médicas, medicação, vacinação e outras informações de saúde que o usuário considere pertinentes para o seu histórico ou de seu dependente, como criança, idoso ou doente. O paciente consegue reunir os prontuários dos hospitais, clínicas e outras unidades de saúde, porque tem todos os dados consigo para apresentar em qualquer outra instituição do setor. 

“Para as mães cansadas, o uso da plataforma pode oferecer um certo alívio na rotina. Elas não precisam empilhar documentos, recibos, exames e, mais importante, não precisam contar com a memória de terceiros no cuidado com seus filhos, nem se desgastar para explicar como se faz. Está tudo ali, anotado e salvo na plataforma”, explica Gabriel Barros, cofundador da MYME.
 

Como a MYME funciona

Ao criar uma conta na MYME, o usuário já pode fazer upload de PDFs, fotos e preencher campos na linha do tempo. Existem categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” –, mas o usuário pode organizar os dados à sua maneira criando tags e categorias próprias (ex.: controle de glicemia, controle de pressão arterial, ciclo menstrual). “Quando o paciente precisa compartilhar qualquer informação ou até categoria, basta selecioná-la, gerar um link e enviar ao profissional responsável pelo atendimento”, explica Gabriel. 

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas. A MYME permite criar perfis de dependentes, o que significa que um adulto responsável pode criar e alimentar o perfil de um idoso, um doente ou uma criança. Esse perfil pode ser compartilhado com outros responsáveis, facilitando a gestão da saúde. Uma funcionalidade bastante útil para pessoas que se revezam na tarefa de cuidado com alguém: cada um registra as ocorrências do seu turno e assim todos se mantêm atualizados. Para crianças em idade escolar, essa funcionalidade também garante que a escola tenha acesso a registros importantes sobre a saúde de seus alunos. 

O debate sobre dados de saúde também passa por segurança, um dos principais pontos de atenção do setor diante dos episódios recentes de vazamento de dados. Gabriel, que é engenheiro de software com experiência em projetos internacionais voltados à proteção de dados sensíveis, garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.

 

Complementar ao Meu SUS Digital

A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Serviço Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel. 

A proposta é, portanto, complementar: o usuário pode integrar registros antigos, como o cartão de vacinação em papel, e dados que o sistema público usualmente não captura, como diário de sintomas, diário de medicamentos usados e fotos de evolução de algum quadro clínico. 

O próximo salto da MYME será a leitura automática de exames. “A ideia é extrair os valores dos laudos e montar tabelas comparativas automaticamente. Ou seja, em vez de abrir exame por exame, o médico e o paciente veem uma tabela com tipo de exame, datas e os resultados ao longo do tempo”, finaliza Gabriel.



MYME –healthtech brasileira com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário ou dependente. Reúne as informações de exames, vacinação, medicação e registros clínicos em uma linha do tempo compartilhável com cuidadores, profissionais e instituições de saúde. Fundada em 2025 pelo empreendedor em série Lucas Santiago e o engenheiro de software Gabriel Barros, a startup surge para enfrentar a fragmentação de dados médicos pessoais, com foco em segurança e continuidade dos cuidados com a saúde. Estruturada como uma Sociedade de Benefício Público (PBC), a MYME combina modelo de negócio com propósito social. Saiba mais aqui.



5º Fórum Vozes do Advocacy promove discussão sobre políticas públicas e participação social

O evento será realizado nos dias 28 e 29 de abril, em Brasília, DF


Com o intuito de aprimorar a participação social das organizações de paciente na Comissão Nacional de Tecnologia do SUS, ligada ao Ministério da Saúde, e o seu processo de avaliação das tecnologias, o Vozes do Advocacy - Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade realiza o 5º Fórum Vozes do Advocacy no dia 29 de abril, no Grand Mercure, em Brasília, no Distrito Federal.

O Fórum contará com a participação de representantes da: Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, do Instituto Oncoguia, da Interfarma e do Vozes do Advocacy, além da nefrologista Isadora Calvo.

“Nossa intenção é mostrar as dificuldades que as organizações de paciente têm ao participar das reuniões da Conitec, além de discutir o número de medicamentos incorporados e não disponibilizados pelo Ministério de Saúde, após a publicação no Diário Oficial”, ressalta Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade.


5º Encontro de Capacitação das organizações de diabetes

Outro evento importante promovido anualmente pela entidade será o 5º Encontro de Capacitação, que reunirá 28 organizações de diabetes, no dia 28 de abril, no Hotel Grand Mercure, em Brasília.

Teremos como temáticas: A voz do paciente: como a participação social moldou e continua moldando o SUS, Estratégia de Prevenção da Obesidade, Doença do pé relacionada às pessoas com diabetes – é possível prevenir? O início de uma nova era no DM1 autoimune, Direito à Saúde, Desafios e Oportunidades em Políticas Públicas para Retinopatia Diabética no Sistema Público e a Oficina Cuide e deixe-se cuidar.

 “Todo ano nos engajamos nessa capacitação para que todas as organizações estejam mais aptas a participar ativamente na conquista pelo tratamento adequado no país”, afirma a presidente do Vozes do Advocacy.

 

Agenda

5º Fórum Vozes do Advocacy

Data: 29 de abril de 2025

Local: Grand Mercure

Endereço:  Setor Hoteleiro Norte quadra 5

 

A iniciativa tem a parceria de: Abbvie, Abbott, Alliance Pharma, Amgen, Astrazeneca, Bayer, GSK, Merck, Lilly, Novo Nordisk, Sanofi e Vantive.

Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 24 associações e de 4 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as doenças, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas doenças no país.

Instagram: @vozesdoadvocacy


1 em cada 6 pacientes registra falhas de segurança durante o atendimento em saúde no mundo. Brasil soma apenas 4 mil relatos de falhas realizados por usuários


Especialistas apontam solução simples para reduzir os danos: ouvir o paciente


A cada ano, milhões de pessoas são impactadas durante o cuidado em saúde — e uma parcela significativa desses casos poderia ser evitada com uma medida ainda pouco explorada: escutar e envolver o paciente. Últimos dados internacionais da OECD de 2023 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apontam que 1 em cada 6 pacientes relata falhas de segurança durante o cuidado em saúde, que vão desde erros de medicação até problemas de comunicação e atrasos no atendimento. Estudos indicam que, quando essas informações são efetivamente consideradas pelos serviços de saúde, contribuem para prevenir danos e salvar vidas.


Em países de baixa e média renda, o cenário é ainda mais preocupante: são cerca de 134 milhões de ocorrências por ano, associadas a aproximadamente 2,6 milhões de mortes.


Os dados reforçam a importância de incorporar a perspectiva do paciente às estratégias de segurança, ampliando a capacidade de identificação de riscos e contribuindo para a melhoria contínua da qualidade assistencial.


“Além de ampliar a identificação de problemas, o engajamento dos pacientes tem impacto direto na melhoria dos serviços. Hospitais que estruturam canais de escuta — como pesquisas, relatos espontâneos e mecanismos formais de feedback — conseguem agir com mais rapidez, direcionar melhor suas ações e fortalecer a cultura de segurança”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, Paola Andreoli.

Paola ressalta que a baixa participação dos pacientes ainda é um desafio. “Não é possível falar em segurança do paciente sem a participação do próprio paciente”, reforça.


 

Retrato do Brasil - No país, o cenário também chama atenção. De acordo com a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – mais de 140 mil já foram registrados por profissionais de saúde de instituições de saúde em 2026, evidenciando a dimensão do desafio. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram mais de 41 mil casos em janeiro, cerca de 39 mil em fevereiro e outros 43 mil em março. Em abril, até o dia 13, já são 16.266 notificações.

Segundo dados da ANVISA, São Paulo registrou 19.125 notificações registradas pelas instituições de saúde, este ano, e apenas 506 pacientes relataram falhas.

“A participação do usuário ainda é pequena e poucas pessoas sabem que tem o direito a relatar falhas na assistência, contribuindo assim com a melhoria da qualidade e da segurança para todos”, ressalta Paola. Segundo ANVISA, somente 4 mil pacientes relataram falhas durante a assistência à saúde. Para registrar basta preencher os dados neste link na ANVISA.


Diante desse cenário, a SOBRASP reforça a necessidade de tratar a segurança do paciente como prioridade. “Nossa ênfase está na constatação de que grande parte dessas ocorrências poderia ser evitada com medidas simples, como escuta ativa dos pacientes, comunicação efetiva e transparência”, alerta Paola Andreoli.

 

Primeiro Estatuto do Direito do Paciente -  A participação do paciente deve ganhar um novo impulso com a criação do primeiro Estatuto dos Direitos do Paciente, a primeira legislação brasileira voltada exclusivamente à regulamentação estruturada dos direitos e deveres em serviços de saúde públicos e privados.

Entre os principais avanços estão a participação nas decisões sobre o próprio tratamento, com base no consentimento informado, o direito à segunda opinião médica, o acesso ao prontuário a qualquer momento e o recebimento de informações claras sobre diagnóstico, riscos e benefícios. Na prática, a nova lei fortalece o papel do paciente como agente ativo no cuidado e contribui para uma assistência mais segura, transparente e centrada na pessoa.

 

Metas nacionais até 2030 - Com a publicação da nova edição do plano da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os serviços de saúde no Brasil contam com novos desafios a serem perseguidos para segurança do paciente até 2030.

Entre os principais objetivos estão:


●      presença de Núcleos de Segurança do Paciente em até 90% dos hospitais e serviços de diálise


●      ampliação dessas estruturas para a atenção primária, com meta de alcançar até 40% das unidades básicas


Para Paola, possuir um plano com metas e o monitoramento dele, representam um diferencial importante para o avanço das práticas voltadas a segurança do paciente: “Quando o país estabelece metas e busca um alto nível de adesão, com monitoramento contínuo e abrangendo diferentes níveis de atenção, estamos falando de uma mudança estrutural importante e que deve ser apoiada".

 

 

Como fazer uma nova especialização na Itália? Veja o que médicos brasileiros precisam saber

Especialização na Itália atrai brasileiros, mas exige etapas
como reconhecimento do diploma e domínio do idioma
 
Freepik

Processo exigereconhecimento do diploma, registro profissional e aprovação em seleção nacional para acesso às vagas

 

A possibilidade de fazer uma nova especialização médica na Itália tem atraído profissionais brasileiros interessados em construir carreira no exterior. O país oferece formação estruturada dentro do sistema público de saúde, mas o acesso exige o cumprimento de etapas obrigatórias, que vão desde o reconhecimento do diploma até a aprovação em processo seletivo nacional. 

De acordo com as regras do sistema italiano, médicos formados fora da União Europeia precisam regularizar a situação acadêmica e profissional antes de ingressar em qualquer programa de especialização.

 

Reconhecimento do diploma e habilitação profissional

O primeiro passo é obter o reconhecimento do diploma médico junto ao Ministero della Salute, responsável por avaliar a equivalência da formação realizada no exterior. 

Após essa etapa, o profissional deve se registrar no Ordine dei Medici Chirurghi e degli Odontoiatri, órgão que regulamenta o exercício da medicina no país. Só com esse registro é permitido atuar legalmente. 

Sem essas duas etapas, não é possível avançar para a especialização. Segundo Gabriela Rotili, o desconhecimento sobre esse processo ainda é um dos principais obstáculos para médicos brasileiros. 

“Muitos profissionais acreditam que podem ir direto para a especialização, mas isso não acontece. O sistema italiano exige primeiro o reconhecimento do diploma e a habilitação profissional. Sem isso, o médico não consegue nem atuar nem acessar as vagas de formação”, explica. 

Ela atua na Itália desde 2021 e é CEO da DNN Learning, instituição brasileira voltada à orientação de médicos que desejam exercer a profissão no país.

 

Acesso à especialização médica

A especialização médica na Itália é organizada pelo Ministero dell’Università e della Ricerca e funciona de forma semelhante à residência médica no Brasil. 

O ingresso ocorre por meio de um processo seletivo nacional, conhecido como “concorso nazionale”, que classifica candidatos para diferentes áreas e universidades públicas. 

“A seleção é nacional e bastante estruturada. O médico precisa se preparar não só tecnicamente, mas também entender como funciona o sistema italiano, porque a lógica de avaliação pode ser diferente da brasileira”, afirma Gabriela.

 A concorrência varia conforme a especialidade e a região, com maior demanda por profissionais em determinadas áreas do sistema de saúde.

  

Especialização é remunerada

Os médicos aprovados nas escolas de especialização recebem uma bolsa durante o período de formação. O valor é definido pelo governo italiano e permite a permanência do profissional no país ao longo do programa. 

“A remuneração ajuda muito, porque permite que o médico se mantenha enquanto se especializa. Isso torna o processo mais viável do ponto de vista financeiro”, afirma Gabriela.

 

O que considerar antes de escolher a Itália

A especialização no país tende a ser mais indicada para médicos que desejam construir carreira internacional e estão dispostos a se adaptar ao sistema de saúde europeu. 

“Não é só uma mudança acadêmica. É uma mudança de contexto profissional e cultural. O médico precisa estar preparado para essa adaptação”, diz Gabriela.

 

Etapa inicial é decisiva

O reconhecimento do diploma e a habilitação profissional são considerados os pontos mais críticos do processo. Sem essas etapas, o médico não pode atuar nem concorrer a vagas de especialização. 

“O que mais trava médicos brasileiros hoje não é a falta de oportunidade, mas a falta de informação clara sobre o caminho. Quando o processo é bem compreendido, ele se torna muito mais possível”, conclui.

 

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