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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Mioma uterino, você sabia que há possiblidade de tratar sem retirar o útero?

O Cirurgião Vascular Josualdo Euzébio da Silva, explica que os miomas uterinos podem causar dor, perda de sangue aumentada no período menstrual, e podem causar compressão da bexiga podendo levar a perda espontânea de urina, dor durante relações sexuais, prisão de ventre, dificuldade de engravidar ou manter gestaçoes.

A ginecologia é a especialidade médica que melhor irá te orientar sobre o melhor tratamento dependendo de alguns fatores.

Miomas são tumores benignos geralmente dependentes de estrogênio , e até 50 % das mulheres tem ou terão miomas em algum período de suas vidas.

Dr. Josualdo Euzébio cita as opções de tratamento: admnistraçao de hormônios, cirurgia aberta convencional com retirada do útero ou dos miomas, cirurgias laparoscópicas ou por técnicas minimamente invasivas endovasculares com a embolização das artérias uterinas e redução dos miomas.

A embolização de artérias uterinas para tratamento do mioma é realizada ha 30 anos e visa interromper o fluxo sanguíneo arterial, causando a degeneração do mioma.

A técnica consiste em um pequeno furo na virilha ou no braço, por onde sao inseridos os cateteres, ate a artéria nutridora do mioma, sendo injetado micropartículas que ocasionarao a oclusao arterial e interrompendo o fluxo de sangue para o mioma, com redução do mioma.

A embolização de artérias uterinas é um procedimento minimamente invasiso com alta precoce e retorno as suas atividades.

Dr. Josualdo Euzebio é muito enfático em afirmar que a indicação do tratamento e modalidade do tratamento do mioma é realizado pelo ginecologista, e no caso de embolização apos o procedimento você continuará tratando com seu ginecologista.

 


Dr. Josualdo Euzebio da Silva é Cirurgiao Vascular e Endovascular em Belo Horizonte

CRM MG 26.128

 

Estudo feito por alergistas do HSPE revela principais causas da anafilaxia

Foto: Banco de Imagens
Tema de destaque na Semana Mundial de Alergia deste ano, a anafilaxia pode levar jovens e pessoas sem comorbidades à morte. Casos da doença ganham cada vez mais espaço nas manchetes em todo mundo

 

Estudo realizado por especialistas do serviço de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) mostrou as principais causas da anafilaxia, doença alérgica grave que pode levar o paciente à morte. O estudo avaliou os históricos clínicos de 26 pacientes, com idade média de 39 anos, que apresentaram quadro de anafilaxia no período de fevereiro de 2016 a fevereiro de 2020. Dentre as reações, 46,1% foram provocadas por medicação e 38,5% causadas por alimentos.

A anafilaxia é uma doença que se manifesta em qualquer idade, podendo ser mais grave em pacientes com asma não controlada, gestantes, pessoas com transtornos mentais ou que fazem ingestão de álcool e drogas. As causas mais comuns da doença são medicamentos, alimentos, látex e veneno de insetos.

Segundo a especialista responsável pelos testes ambulatoriais de Alergia e Imunologia Clínica do HSPE, Dra. Marisa Rosimeire Ribeiro, o risco de uma mesma pessoa ter a reação alérgica mais de uma vez ao longo de 15 a 25 anos é de 26,5 a 54%. "Isso mostra a necessidade de tratamento especializado para pacientes com anafilaxia. A maioria dos casos é visto pela primeira vez por médicos de emergência ou clínicas gerais, mas apenas 50% são encaminhados para investigação ou tratamento", explica.

O diagnóstico da anafilaxia é clínico com base nos sintomas em vários órgãos e tecidos do corpo que podem causar alterações na pele, além de sintomas respiratórios, gastrointestinais e cardiovasculares. A maneira mais comum de tratar a doença é por meio da aplicação imediata de adrenalina no músculo lateral da coxa. Especialistas afirmam que a demora na aplicação da medicação é o maior fator associado à mortalidade e sequelas.

Nos casos de pacientes com históricos de alergia, especialistas orientam evitar o agente causal indicando ainda tratamentos como a imunoterapia específica contra alérgenos e a dessensibilização, tratamento que consiste na administração de doses crescentes de determinado alérgeno. Ambos podem ser feitos somente em ambiente hospitalar.



Anafilaxia e a vacina contra a Covid-19

De acordo com a Dra. Marisa Ribeiro do HSPE, a maioria dos pacientes alérgicos a medicamentos ou a alimentos não tem alergia a algum componente específico da vacina contra Covid-19. Ela ressalta, porém, que os pacientes com diagnóstico de anafilaxia têm a necessidade de acompanhamento com um médico especialista em alergia e imunologia para decidir se o imunizante deve ou não ser aplicado.



Cartilha para pacientes sobre a anafilaxia

Por se tratar de uma doença grave e que pode levar jovens e pessoas sem comorbidades à morte, especialistas do serviço de Alergia e Imunologia do HSPE, que conta com um serviço especializado na área, criaram uma cartilha para pacientes com informações e orientações de primeiros socorros nos casos de anafilaxia.

A cartilha de primeiros socorros de anafilaxia pode ser acessada por meio do site do Iamspe.




Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe

Estudo aponta que vacina Covid-19 salvou mais de 40 mil idosos acima de 70 anos no Brasil

Trabalho contou com o apoio do Ministério da Saúde e indica, ainda, a queda de 12% em óbitos entre idosos de 70 a 79 anos e 16% no público acima de 80 anos, em um período de 90 dias

 

Cerca de 43 mil brasileiros acima de 70 anos foram salvos pelas vacinas Covid-19 em um período de 90 dias. O dado é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Harvard (EUA), que uniram pesquisadores para analisar o cenário epidemiológico de mais de 230 mil óbitos causados pela Covid-19 no País de 3 de janeiro a 27 de maio.

De acordo com o estudo, as vacinas utilizadas hoje, no Brasil, foram fundamentais na queda da mortalidade entre este grupo da população, demonstrando a efetividade da vacina mesmo com a circulação de novas variantes do vírus.

“Estamos trabalhando pela vacinação no Brasil. Vamos vacinar todos os brasileiros maiores de 18 anos até o final do ano como resultado de muito trabalho e esforço diário para adquirir novas vacinas e acelerar a produção nacional desses imunizantes”, reforçou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Com a mesma base de dados, os profissionais também identificaram que as mortes por Covid-19 reduziram de 28% para 16% entre idosos de 70 a 79 anos. A metade do grupo desta faixa etária recebeu a primeira dose da vacina até a última semana de março, segundo o estudo, e cerca de 90% tomou a vacina até a primeira metade de maio. Ainda de acordo com a pesquisa, a letalidade por Covid-19 diminuiu de 28% para 12% entre o público acima de 80 anos, no mesmo período de tempo.

Para chegar nesses índices, os pesquisadores envolvidos levaram em conta a mortalidade por Covid-19 em idosos comparada com óbitos por outras causas na mesma faixa etária.

Segundo os profissionais que realizaram o estudo, o número total de mortes evitadas no Brasil pela vacina Covid-19 é muito maior que os 43 mil apontados na pesquisa, isso porque não foi possível avaliar no estudo trabalhadores da saúde, população indígena, além de outros grupos prioritários abrangidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

“Os resultados ressaltam a importância do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) para a produção de estatísticas de saúde no Brasil. O SIM inclui dados das declarações de óbito emitidas por médicos de todo o país, com uma cobertura estimada de 97%. Dados de mortalidade e de vacinação constituem importantes fontes de informação sobre a Covid-19 no Brasil”, destacou o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância das Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Giovanny França.

 

Ministério da Saúde

 

Junho Vermelho: estou com um problema de saúde bucal, posso doar sangue?

Especialistas orientam sobre os cuidados odontológicos antes da doação sanguínea


Com os bancos de sangue quase sempre em situação de alerta, a campanha Junho Vermelho surge para reforçar na sociedade a importância da doação, oferecendo à população aquilo que ela mais precisa: informação. 

Seja por medo ou desconhecimento, muitas pessoas aptas à doação não chegam sequer a procurar um hemocentro e, com isso, a luta dos serviços de Saúde se torna ainda mais difícil. Pensando nisso, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) trouxe o assunto para mais perto da Odontologia, esclarecendo, com especialistas, que é possível fazer esse gesto de amor ao próximo seguindo as orientações corretas. 

“Uma doação representa a esperança de pessoas em condições delicadas de saúde, como vítimas de acidentes ou de grandes queimaduras, pacientes com câncer, em cirurgia ou com hemorragias, além de hemofílicos e anêmicos, por exemplo. Como profissionais da Saúde, temos papel fundamental em incentivar nossos familiares e pacientes a doarem sangue”, defende o cirurgião-dentista Keller De Martini, integrante da Câmara Técnica de Odontologia Hospitalar do CROSP.

Já se sabe, por exemplo, que com uma única bolsa de sangue é possível salvar até quatro vidas, mas é preciso estar atento às indicações antes de doar. No caso dos pacientes odontológicos, não há uma definição geral entre as instituições públicas brasileiras de hemoterapia para procedimentos dentários. Ainda assim, a sugestão é observar as condições de saúde bucal para garantir uma situação segura ao doador e aos beneficiários do material biológico coletado. 

Isso acontece porque a cavidade bucal é composta por um ambiente naturalmente microbiano. “A boca e a gengiva possuem extensa vascularização na mucosa e, durante procedimentos odontológicos moderados ou complexos, há a possibilidade de bacteremia transitória (quando a bactéria sai de um lugar, como a boca, e vai parar na corrente sanguínea). Em tese, essas bactérias orais não causam problemas, mas elas podem ir para dentro da bolsa da coleta de sangue e levar a uma contaminação”, detalha De Martini. 

Para Sidney das Neves, cirurgião-dentista e membro da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do CROSP, “estar com a saúde bucal em dia sempre é condição sempre desejada, principalmente porque diversas alterações sistêmicas podem começar a partir de um foco infeccioso intraoral, afinal a saúde começa sempre pela boca. Mas, como nem todos têm a chance de realizar exames antes da doação, normalmente, os hemocentros definem alguns prazos restritivos para aqueles que passaram por procedimentos com potencial de contaminação”. 

O tempo de resguardo costuma ser proporcional ao tipo de tratamento dentário realizado, como sugerem os especialistas:

·         Profilaxia, tratamento endodôntico, preparo de coroa dental: 24 horas;

·         Extrações e tratamento de canal sem sangramento posterior: sete dias ou mais, conforme período de uso de medicação;

·         Cirurgia odontológica com anestesia geral: quatro semanas;

·         Colocação de piercing na boca: 12 meses;

·         Cárie e ajuste de aparelho ortodôntico: de 24 a 72 horas, sendo o tempo mais longo no caso de sangramento;

·         Implantes: 30 dias, desde que o paciente permaneça assintomático.

“Se o doador perceber algum problema bucal, deve procurar um cirurgião- dentista antes para a avaliação e eliminação de qualquer foco que possa impedi-lo de doar sangue”, reforça De Martini. Então, doar sangue quando se tem problemas de saúde bucal é possível sim, desde que a questão oral seja avaliada e cuidada antes da doação.


Do sangue coletado para a Odontologia


Além dos pontos de atenção levantados pelos cirurgiões-dentistas, que podem ser resolvidos com a atuação de um profissional de Saúde Bucal, a Odontologia também se beneficia do produto final das doações sanguíneas. A exemplo disso está o enxerto ósseo com plasma rico em plaquetas ou plasma rico em fibrina que “ajuda a acelerar a cicatrização de cirurgias odontológicas e promove a formação de novo tecido ósseo, principalmente nos implantes dentários”, completa De Martini.

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP

www.crosp.org.br


Mais comum em idosos, Sarcopenia também pode atingir jovens

 Condição que acaba diminuindo a massa muscular pode facilitar quedas e fraturas

 

Com o aumento da idade, a massa muscular tende a diminuir. Consequentemente, a força nos músculos também pode cair. Essa condição chama-se Sarcopenia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em 2017, cerca de 15% dos brasileiros tinham sarcopenia a partir dos 60 anos de idade. Os dados também mostram que, a partir dos 80 anos, o número triplicou, chegando a 46% da população.

De acordo com o médico ortopedista Vinícius de Brito Rodrigues, membro da Sociedade Brasileira do Quadril, a perda de massa magra faz parte do processo de envelhecimento do corpo humano e pode começar a partir dos 30 anos de idade, com a diminuição de 1% a 2% ao ano. Entretanto, é possível que essa perda seja acelerada por doenças como diabetes, câncer, desnutrição, inflamações, alterações hormonais, medicamentos e infecções. Desta forma, pode haver o aparecimento desta síndrome.

De acordo com a especialista em sarcopenia, Kelem de Negreiros Cabral, médica geriatra do Hospital Sírio-Libanês, apesar de ser muito mais comum em idosos, esta condição também pode afetar outras faixas-etárias. ‘‘A sarcopenia pode atingir pessoas com idades diferentes, não sendo exclusiva da terceira idade’’, afirma a médica. “Por esse motivo, é importante sempre estar atento a possibilidade de o indivíduo apresentar sarcopenia que, se diagnosticada precocemente, pode ser tratada, evitando uma evolução para formas graves. Portanto o acompanhamento médico geriátrico regular é muito importante”, complementa a especialista.


Quadril

Um dos locais atingidos pela sarcopenia, que acaba contribuindo diretamente para a redução de movimentos, é a musculatura do quadril. Segundo Rodrigues, um dos prejuízos que a articulação pode ter por conta da condição, são as quedas. ‘‘Com a perda de massa magra e o enfraquecimento muscular da pelve, o paciente pode apresentar dor articular por alteração biomecânica e sofrer quedas associadas à fratura do quadril’’, afirma o médico e alerta: ‘‘Isso pode gerar um aumento da taxa de mortalidade desses indivíduos’’, conclui.

De acordo com o médico, não há cura, mas há como prevenir a sarcopenia. ‘‘A prevenção se dá pela manutenção de prática de atividade física que leve ao fortalecimento muscular como musculação ou pilates’’, diz o doutor Vinícius. ‘‘Além disso devemos ter atenção com a nossa qualidade nutricional’’, completa.

Para a doutora Kelem, o importante é sempre ficar atento aos sinais. ‘‘O primeiro passo é um diagnóstico médico adequado da sarcopenia e de quais são as possíveis origens para o problema’’, diz. ‘‘A partir daí é iniciado um plano de cuidado terapêutico individualizado”, afirma.


Ceratocone se desenvolve na adolescência e causa perda importante da visão

Lentes de contato e constante fricção dos olhos são fatores de risco  

 

Há quem pense que coçar os olhos é um hábito inofensivo. Mas não é! Esse costume aumenta o risco de desenvolver o ceratocone, doença que leva ao afinamento da córnea. Essa estrutura que se localiza na parte anterior do olho, perde seu formato mais arredondado e ganha um formato de cone. A palavra ceratocone vem do grego “kerato” (córnea) e “konus” (cone).
 
Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, juntamente com o cristalino, a córnea é responsável por direcionar a luz para a pupila e para retina, como se fosse uma lente. Esse formato de cone, resultante da doença, leva ao desenvolvimento de um astigmatismo irregular. Com isso, há uma perda muito importante da acuidade visual”.
 
Conforme a doença progride, se não houver tratamento, pode haver a necessidade de um transplante de córnea.
 
O ceratocone atinge cerca de 50 a 230 pessoas por 100 mil habitantes. Apenas 10% dos casos têm um componente hereditário. Outros fatores que aumentam o risco são o uso prolongado de lentes de contato, constante fricção dos olhos, síndrome de Down e algumas doenças sistêmicas.


 
Porque não se deve coçar os olhos


A constante fricção dos olhos causa traumas repetitivos, que resultam em alterações expressivas na córnea. “Além disso, coçar os pode levar à liberação de substâncias inflamatórias. Essas, por sua vez, alteram o colágeno da córnea, levando à deformação da estrutura”, comenta Dra. Marcela.


 
Raro, porém com graves consequências  


Embora relativamente raro, o ceratocone é uma doença de longa duração, com necessidade de acompanhamento oftalmológico constante.
 
O grande problema do ceratocone é que, nos estágios precoces, os sintomas são os mesmos de qualquer outro erro refrativo, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. O que pode ser interpretado como um sinal de alerta é a necessidade frequente de correção do grau ou ainda a diminuição da tolerância ao uso de lentes de contato”, explica Dra. Marcela.



Crianças atópicas devem ser monitoradas


Embora o ceratocone costuma aparecer em adolescentes e jovens até os 20 anos, as crianças alérgicas merecem atenção.
 
“Sem dúvidas, as crianças atópicas, ou seja, que possuem alergia, merecem atenção redobrada. Asma, rinite e alergia ocular são comuns em quem tem ceratocone. Portanto, esse é um grupo de risco para desenvolver a condição. As crianças com síndrome de Down também são consideradas de risco”, relata Dra. Marcela.
 
 
Astigmatismo irregular

Um forte indício da presença do ceratocone é o astigmatismo irregular, causado por um formato muito desigual da córnea. Nesses casos, é importante que se faça uma topografia de córnea.
 
Em um estágio mais avançado, quando é possível identificar clinicamente o ceratocone, há alguns sinais e sintomas, como:
 

  • Diminuição importante da acuidade visual, tanto para perto quanto para longe, associado à miopia e/ou astigmatismo
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Cansaço visual
  • Coceira
  • Irritação
  • Desconforto ocular

 
Alguns pacientes podem ainda ter visão dupla (diplopia), poliopia (percepção de várias imagens de um mesmo objeto), além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.
 
Dos óculos à cirurgia

A progressão do ceratocone é relativamente lenta, cerca de seis anos. A deformação mais acentuada da córnea não tem cura. Nesses casos, a única solução é o transplante de córnea.
 
Mas, existem algumas técnicas que podem ser aplicadas para impedir a progressão da doença, bem como para estabilizar a curvatura da córnea. Um desses tratamentos é cross-linking.
 
“Trata-se de um método pouco invasivo e seguro. A riboflavina, um dos tipos de vitamina B, é aplicada nos olhos. Depois, é usado um feixe de luz UV. Essa luz ultravioleta promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, a córnea consegue manter o formato em que está no momento do procedimento”, diz Dra. Marcela.
 
Em casos mais agressivos ou que não foram tratados precocemente, pode ser necessário realizar um transplante de córnea.


 
Prevenir é sempre melhor

“Coçar os olhos é um hábito ruim em qualquer fase da vida. Porém, como o ceratocone começa a se desenvolver na infância ou pré-adolescência, é importante que os pais fiquem mais atentos durante essas fases”, recomenda a especialista.
 
As crianças alérgicas também devem ser monitoradas de perto, principalmente quando desenvolvem quadros frequentes de alergia ocular.
 
A prevenção do ceratocone e de qualquer outra doença ocular deve começar na infância. Por isso, a recomendação é procurar um oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.


Especialista responde dúvidas sobre a doação de sangue em tempos de pandemia

Quem já se vacinou contra a Covid-19 pode doar; especialista explica sobre prazos e dá outras informações acerca da doação


A doação de sangue no Brasil caiu 10% em 2020, segundo o Ministério da Saúde. No último dia 14 de junho, a pasta também registrou o Dia Mundial do Doador de Sangue, promovendo uma ampla campanha para estimular a doação mesmo em tempos de pandemia. Junho é o mês para lembrar a importância da doação para pessoas acidentadas e em cirurgias, além daquelas que necessitam como parte do tratamento de alguma condição hematológica.

Segundo a hematologista do Hospital Brasília Andresa Melo, uma única doação pode salvar até quatro vidas. “A doação periódica é de suma importância para manter os estoques nos bancos de sangue a fim de atender as demandas. Para doar é necessário estar em boas condições de saúde e devem ser respeitados os critérios para aptidão a doação. Além disso, não há danos à saúde do doador”, afirma.

Abaixo, a Andresa Melo responde às principais dúvidas sobre a doação em tempos de pandemia:


Depois de tomar a vacina contra a Covid-19, quando posso doar?

Atualmente, o Brasil dispõe de três vacinas diferentes:

- Coronavac/Butantan: baseada no vírus SARS-CoV-2 inativado;

- Astrazeneca/Fiocruz: utiliza adenovírus não replicante;

- Pfizer/BioNTech: feita a partir de RNA mensageiro (mRNA).

Com tecnologias diferentes utilizadas pelos três laboratórios, o prazo de aptidão para doação de sangue também é diferente. Pessoas que receberam a primeira ou a segunda dose de Coronavac devem aguardar 48 horas, enquanto aquelas que foram imunizados com Astrazeneca ou Pfizer podem doar no oitavo dia após a aplicação da vacina. Caso não tenha certeza sobre qual foi o seu imunizante, por via das dúvidas, aguarde sete dias.

 

Só maiores de idade podem doar sangue?

Não. Porém, menores de 18 anos (a partir dos 16 anos) devem apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião.

 

Qual o peso ideal?

Para doar sangue é necessário pesar mais de 50 quilos.

 

Idosos podem doar sangue? Até quantos anos?

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade. Entretanto, é necessário que idosos tenham realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos.

 

Quais as principais doenças que contraindicam a doação sangue?

As principais contraindicações são: câncer, algumas doenças autoimunes, cirrose, diabetes, cardiopatias, doença renal crônica, hepatites virais (B e C), HTLV e HIV.

 

Mulheres podem doar sangue durante o período menstrual?

Sim, desde que possuam sangramento menstrual normal e estoque de ferro adequado.

Quem tem piercing e tatuagem pode doar?

Pode, desde que respeite o seguinte intervalo: 12 meses após aplicação do acessório. Isso também vale para tatuagens.

 

Mulheres grávidas ou que estejam amamentando podem doar?

Gestantes não podem doar. Lactantes podem doar desde que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses e a candidata possua estoque de ferro normal.

Se você se enquadra nos pré-requisitos, não deixe de doar. O Hemocentro São Lucas, parceiro do Hospital Brasília, é um dos locais onde é possível fazer sua doação.  Para outras informações ou agendar seu atendimento, ligue: (61) 3248-7272.


Doenças renais podem atingir 30% dos diabéticos


Até um terço dos diabéticos pode desenvolver doença renal crônica e muitos chegam a atingir a fase terminal - quando os rins param de funcionar completamente e somente a hemodiálise ou o transplante garantem a manutenção da vida. Segundo a Confederação Internacional de Diabetes, o diabetes mellitus afeta 425 milhões de adultos no mundo. Somente no Brasil, são 16 milhões, cerca de 5% da população. Dia 27/06 é Dia Nacional da Diabetes e a Fresenius Medical Care, líder mundial em produtos e serviços para doenças renais, faz o alerta: controle o diabetes e cuide do seu rim.


"É comum as pessoas se preocuparem em comer menos alimentos com açúcares pensando apenas no emagrecimento. Porém, uma alimentação equilibrada e saudável não pode ser vista apenas como uma ferramenta estética. Na realidade, ela garante melhoria nos níveis de saúde como um todo. O diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, o que acarreta diversas complicações, principalmente lesões vasculares. Existe o diabetes mellitus tipo 1, que usualmente se apresenta na infância, caracterizado por um defeito nas células do pâncreas em produzir um hormônio chamado insulina, que é responsável por colocar a glicose dentro da célula. Sendo assim, na ausência desse hormônio, os níveis de glicose ficam altos no sangue. Porém, a maior parte dos pacientes diabéticos apresentam o tipo 2, que usualmente se manifesta após os 40 anos, e é caracterizado por uma resistência à insulina, o que acaba por também gerar um aumento dos níveis de glicose no sangue. Má alimentação, sedentarismo e obesidade contribuem de forma muito relevante para esse aumento da resistência. Logo, a ingestão exagerada de açúcares, carboidratos, gorduras e sal é grande inimiga da boa saúde. Primeiro, podem vir a obesidade e a resistência à insulina. Mas os problemas vão progredindo à medida que envelhecemos, com complicações mais graves como hipertensão arterial, diabetes, doenças nos rins, nos olhos, no coração e até nos nervos", alerta a nefrologista e gerente médica da Fresenius Medical Care, Lecticia Jorge.

De acordo com a médica, os rins sofrem justamente porque o excesso de açúcar no sangue causa inicialmente uma hiperfiltração, que vai progressivamente lesando os vasos sanguíneos, reduzindo, com o passar do tempo, a capacidade de filtração dos rins.

"Alimentos com alto índice glicêmico, como farinhas brancas, batata e açúcar refinado, são responsáveis por jogar rapidamente na circulação sanguínea grandes quantidades de glicose. Com isso, geram a necessidade de uma liberação rápida de muita insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células e, muitas vezes, esse excesso será convertido em gordura. Importante notar que, após esse pico de insulina e a entrada da glicose para célula, essa queda pode gerar fome e vontade de comer mais carboidratos de índice glicêmico alto. Assim, a obesidade e a resistência à insulina vão sendo desenvolvidas. Para o rompimento desse círculo vicioso e maléfico, é necessária uma alimentação saudável, com uma dieta rica em alimentos cuja absorção dos carboidratos é mais lenta, evitando assim os picos de insulina, como fibras, verduras e legumes de baixo índice glicêmico. E a prática regular de exercícios físicos. Estes são os aliados mais importantes", afirma Lecticia Jorge.

O diabético também é mais propenso à desidratação, a infecções e ao desenvolvimento de cetoacidose - estado grave no qual o corpo produz ácidos sanguíneos em excesso, o que o deixa predisposto à insuficiência renal aguda.


Sintomas

Entre os sintomas mais comuns, estão o aumento e a frequência do volume urinário, sede exagerada e visão turva. Mas qualquer tipo de diabetes mellitus pode evoluir silenciosamente nas suas fases iniciais, sendo ainda mais comum no diabetes tipo 2.

Um dos assuntos mais procurados na internet sobre diabetes está relacionado à medicina natural. Farinha da casca do maracujá, chá de feno-grego ou de bardana e extrato de alho são alimentos de baixo valor calórico e ingeri-los pode complementar a alimentação da pessoa diabética, ajudando-a a perder peso, sem comprometer o seu controle da glicemia. "Entretanto, ainda não existem estudos científicos que ratifiquem os efeitos destes alimentos naturais. Conversar sempre com o médico é o mais indicado para tirar dúvidas", lembra a médica.


O que as pessoas com diabetes podem fazer para prevenir a insuficiência renal?

O controle dos níveis de açúcar no sangue é fundamental por reduzir a hiperfiltração e preservar os vasos dos rins, reduzindo o risco de desenvolver a doença renal crônica. Cuidar da pressão, evitar sal e fazer exercícios físicos são medidas preventivas também essenciais. "Além disso, o que se recomenda é fazer testes para medir a proteína albumina na urina e o nível de creatinina no sangue pelo menos uma vez por ano e, quando alterados, consultar um nefrologista. Evitar ingerir bebida alcoólica e fumar também é muito importante. Muitas pessoas com diabetes não desenvolvem a insuficiência renal crônica. Ser diabético nem sempre significa ter problemas renais", orienta a médica da Fresenius Medical Care.

 

Uma a cada cinco gestantes/puérpuras mortas pelo SARS-CoV-2 não teve acesso a UTI

 33% não foram nem intubadas, o derradeiro recurso terapêutico que poderia salvá-las

 

 

O Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19 (OOBr Covid-19) acaba de divulgar atualização semanal do número de óbitos maternos pelo SARS-CoV-2, com base em dados do Ministério da Saúde. Até 18 de junho de 2021, perderam a vida 1.412 gestantes e puérperas.  Nos primeiro cinco meses e meio de 20921, contabilizamos 959 óbitos, ou seja, 111,7% a mais do que 2020 inteiro - 453.  

 

Outra estatística estarrecedora é a da letalidade da doença: saltou de 7.4% em 2020 para 17% em 2021.

 

Desde o início da pandemia, uma a cada cinco gestantes e puérperas que faleceram por SARS-CoV-2 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 33% não foram intubadas -o derradeiro recurso terapêutico que poderia salvá-las.

 

Assim, entre março de 2020 e 16 de junho de 2021, quando da mais recente atualização da base de dados SIVEP-Gripe do Ministério da Saúde, são 14.042 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid e, repetimos, 1.412 óbitos (10,1%).

 

Isso sem contar outros 11.785 de registros com 296 mortes entre gestantes e puérperas com SRAG não especificada, que, na avaliação dos pesquisadores, podem ser também episódios de SARS-Covid-19.

 

O Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19 (OOBr Covid-19) visa a dar visibilidade aos dados desse público específico e oferecer ferramentas para análise e fundamentação de políticas para atenção à saúde de gestantes e puérperas em relação ao novo coronavírus.


O OOBr Covid-19 foi criado e é mantido por Rossana Pulcineli Vieira Francisco (docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente da SOGESP), Agatha Rodrigues (docente do Departamento de Estatística da UFES) e Lucas Lacerda (estudante de graduação em Estatística na UFES).

 

Avaliação médica antes de atividades físicas pode evitar mortes prematuras

Especialista dá recomendações para evitar preocupação na realização das atividades físicas

 

Recentemente, um brasiliense de 55 anos sentiu fortes dores no peito enquanto pedalava com amigos em uma trilha e morreu no local. A causa da morte foi um infarto e o homem não tinha histórico aparente. Casos como esses são comuns, o que lembra a importância da avaliação médica antes da realização de atividades físicas, especialmente as de alta intensidade e duração.

De acordo com o cardiologista do Hospital Brasília Leandro Valim, este não é um caso isolado, sendo frequentes outras situações como esta durante as mais variadas práticas esportivas. Isso pode ocorrer até mesmo com atletas de alto rendimento.

O cardiologista aponta que a preparação para a realização de qualquer atividade física inclui a avaliação médica, especialmente em pessoas acima dos 35 anos. Segundo o médico, antecedentes como hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo e história familiar tornam ainda mais importante tal avaliação.

Abaixo, confira as recomendações do cardiologista antes de realizar alguma atividade física.


Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar antes de começar a pedalar?

Antes de iniciar qualquer atividade física, inclusive o ciclismo, mesmo que de forma recreativa, é importante que as pessoas façam avaliação médica, durante a qual se analisam os antecedentes pessoais e familiares, e realizam-se também o exame físico e a solicitação de exames, quando indicados.


Que tipo de preparação física a pessoa deve fazer?

Além de uma avaliação prévia adequada, recomenda-se que toda atividade física deva ser iniciada de forma gradual, para evitar lesões ou outros problemas mais sérios, principalmente após longos períodos de sedentarismo. Não se deve tentar compensar todo o prejuízo de uma só vez. Toda atividade física deve ser acompanhada também por treinamentos de musculação, ou exercícios de resistência, pois isto evita a ocorrência de lesões e melhora o desempenho de forma geral.


Isso serve para qualquer idade ou alguma está mais em risco que as outras?

A idade é um dos fatores fundamentais a ser levado em consideração quando se indica o momento e o tipo de avaliação a ser realizada, porém devem ser observadas outras questões. Mesmo pessoas mais jovens podem necessitar de avaliação médica, principalmente se apresentarem algum sintoma de alerta (ex.: dor no peito, falta de ar, tonturas, desmaios) ou antecedentes como hipertensão (“pressão alta”), dislipidemia (“colesterol alto”), diabetes, tabagismo, obesidade, história familiar de problemas cardíacos precoces, entre outros. Um grupo que também merece atenção é o dos atletas de alto desempenho, não apenas para orientar o tipo e intensidade de preparação física, mas também para se afastar doenças específicas, como a miocardiopatia hipertrófica, que é a maior causa de morte súbita em atletas jovens.

 

A atividade deve ser sempre acompanhada por um profissional? Qual?

Em alguns casos pode-se inclusive indicar que a atividade seja acompanhada presencialmente por um profissional de educação física, fisioterapeuta ou até mesmo um médico, em situações específicas de reabilitação. Neste contexto, é importante lembrarmos que mesmo pessoas com os fatores de risco (como os citados acima) e até aquelas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca ou outros problemas sérios não apenas podem como devem realizar a prática de atividade física. Devem apenas tomar o cuidado para que a avaliação cardiológica seja ainda mais detalhada e a orientação das práticas seja mais individualizada.


Genética pode revolucionar a vida de crianças com atraso no desenvolvimento

Dr. Marcelo Pavese e Dra. Carolina Fischinger
Divulgação

Características centrais, percebidas na primeira infância, podem antecipar o diagnóstico e possíveis tratamentos


Desde o nascimento até os seis anos de idade, as crianças desenvolvem diferentes habilidades e algumas podem apresentar uma condição inadequadas à sua faixa etária. Os processos de desenvolvimentos ocorrem de maneira dinâmica e, segundo os especialistas, são fundamentais para identificação precoce de crianças expostas a fatores de risco. Conforme explica o médico pediatra da Maternitá Saúde da Mulher e Pediatria, Marcelo Porto, o desenvolvimento das crianças é moldado a partir de inúmeros fatores externos e o mapeamento genético pode entender a evolução clínica e adiantar possíveis tratamentos.

“Enfrentamos muito a questão do atraso no desenvolvimento de crianças, mas só lembramos das causas genéticas em casos nos quais não encontramos uma explicação tradicional para algum tipo de situação. Sabemos que o atraso no desenvolvimento tem possíveis etiologias que são múltiplas e dentre elas estão as causas genéticas tratáveis, fundamentais para que possamos ligar nosso radar para o diagnóstico do atraso do desenvolvimento”, destaca.

O tema foi abordado em evento recente, promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. Existem em torno de 6 mil doenças genéticas, sendo que 600 delas são doenças metabólicas. Segundo, a médica geneticista da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Carolina Fischinger, esse número vem aumentando progressivamente, pois a genômica abriu um leque de oportunidades como a amplitude do conhecimento, além da redução do custo de investigação e a facilidade da coleta para exames.

“A classificação internacional aumentou e os avanços exigem uma busca constante de conhecimento e atualização dos temas, principalmente no que concerne ao autismo, deficiência intelectual e atraso do desenvolvimento. Destaco os Erros Inatos do Metabolismo (EIM), já descrito em 1908 por Archibald Garrod, que hoje são mais conhecidos como Condições Genético Metabólicas. Já se sabia sobre doenças que envolvem alterações de genes que codificam determinadas proteínas e geralmente são enzimas envolvidas na síntese, na degradação, no transporte, no armazenamento de moléculas no organismo. É com isso que estamos lidando”, explica.

A suspeita dos casos, segundo a especialista, é principalmente baseada nos sinais e sintomas clínicos e o diagnóstico precoce leva a um sucesso terapêutico para muitas condições clinicas que podem ser fatais. Fischinger lembra, ainda, que as manifestações podem ser inespecíficas e variadas, pois dependem de característica genética e das diferentes doenças quem envolvem rotas metabólicas.

“O diagnóstico das desordens genético metabólicas iniciam com a suspeita clínica e partem para exames radiológicos, testes bioquímicos e estratégia molecular, com painéis de genes por sequenciamento de nova geração, e exames mais robustos como sequenciamentos do exoma e genoma. O período da vida em que o EIM apresenta, normalmente é na fase neonatal e infantil, cerca de 80%, por isso a importância e atenção ao teste de triagem neonatal, além de exames sutis, por exemplo, na presença de colesterol e triglicerídeos mais elevados ou fígado no tamanho superior”.

O desenvolvimento infantil deve ser observado atentamente pelos pais e os especialistas reforçam a importância de fazer os exames genéticos e ter um diagnóstico precoce. Alguns sinais e sintomas das doenças de neurotransmissores também podem ser indicados na consanguinidade, como a presença outro familiar afetado, em movimentos anormais como distonia e tremores, nas dificuldades de deglutição e refluxo grave, hipersalivação, crises de sudorese e oculogírica, temperatura instável e febre de origem obscura, além da deficiência intelectual.

“As crianças que possuem distúrbios de desenvolvimento e que tem crises de sudorese, eles têm desbalanço de neurotransmissores e isso precisa ser imediatamente investigado. Quanto mais precocemente o tratamento iniciar, mais favoráveis são os resultados.  Por isso, é importante preciso prestar atenção nos sinais sutis, são estas informações que devem ser cuidadas”, alerta.

 


Fernanda Calegaro

 

21 de junho - Dia Nacional de Controle da Asma

Asma surge até um ano de idade e cuidados devem ser redobrados especialmente no outono e no inverno

 

No dia Nacional de Controle da Asma, que se comemora em 21 de junho, o Sabará Hospital Infantil chama a atenção para o início da doença, cujos sintomas aparecem, em 50% dos casos, na 1 infância, até os três anos de idade.

 

% por faixa etária (Pneumonia)

 

2020

2021

>1 ano

9,6

11,5

1 - 2anos

41,5

38,5

3-4 anos

22,9

26,9

5-6 anos

10,6

15,4

>7 anos

15,4

7,7

A asma é uma doença crônica de maior prevalência na infância, atingindo 10% da população pediátrica e 20% de adolescentes, sendo a quarta causa de internação pelo SUS.

A doença se caracteriza por uma inflamação crônica que afeta as vias aéreas ou brônquios (os “tubos” que levam o ar para dentro dos pulmões), que dificulta a respiração.

Diante da pandemia da COVID-19,  a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) alerta que as infecções virais são causas frequentes de crises de asma e, por isso, esses pacientes devem ficar em isolamento social sempre que possível, especialmente os portadores das formas mais graves da doença.

No Sabará Hospital infantil, especializado no atendimento de crianças e adolescentes, o período mais crítico para as crises é entre maio de agosto, nos quais há uma mudança de clima, que ocasiona as crises. Em 2020, a taxa de casos do mês de maio foi de 5,30% em internações devido ao fechamento das escolas e, em 2021, com as crianças frequentando as escolas fisicamente, esse número subiu para 21%.

A asma fica em quarto lugar entre as taxas de todas as internações de outras doenças respiratórias (10%); ficando atrás apenas dos casos de bronquiolite (41%), bronquite (13%) e insuficiência respiratória (11%).

“Apesar desse tipo de doença poder aparecer em todas as idades, na maioria dos casos, o surgimento é mais comum na infância, 60% dos pacientes manifestam a doença no primeiro ano de vida, explica a pneumologista do Sabará Hospital Infantil, Dra. Maria Helena Bussamra.

Os sintomas mais comuns são falta de ar, chiado ou aperto no peito e tosse, sendo que, durante uma crise, a criança pode apresentar ainda lábios com coloração arroxeada, extrema dificuldade de respirar, confusão mental ou sonolência, pulsação rápida e sudorese.

“Por ser uma doença crônica a ida ao hospital deve ser feita quando os sinais de crise não melhoram com a medicação orientada pelo profissional. Só então os pais devem buscar atendimento no pronto-socorro”, explica a Dra. Maria Helena.

Entre os fatores que podem desencadear a doença estão: poeira, ácaros, poluição, fumaça de cigarro, ar frio, infecções virais, mudanças bruscas de temperatura.

Para amenizar as crises é possível realizar algumas medidas preventivas como: manter a adesão ao tratamento proposto pelo médico especialista, evitar ambientes fechados, pouco ensolarados e sem ventilação, manter a casa arejada e praticar exercícios físicos regularmente e de forma controlada.

“Com o tratamento correto, a criança asmática consegue ter a mesma qualidade de vida de qualquer outro indivíduo. A asma é uma doença que não tem cura. Entretanto, os sintomas podem ser controlados pelo acompanhamento clínico e com o afastamento de possíveis agentes causadores das crises”, conclui a especialista.

 


Sabará Hospital Infantil

www.hospitalinfantilsabara.org.br


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