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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Plaza Sul Shopping promove vacinação contra o sarampo

LuAnn Hunt/Pixabay
Imunização é destinada ao público geral, adultos e crianças, a partir de 6 meses, até 59 anos

 

O Plaza Sul Shopping promoverá, nesta quarta-feira,19, uma ação de intensificação da vacina contra o sarampo, destinada a adultos e crianças, acima de 6 meses. As doses serão distribuídas, gratuitamente, no P1, em frente à loja Camicado, das 10h às 15h, por ordem de chegada. A iniciativa será feita em parceria com a UBS Água Funda, que terá seis funcionários no local. Há contraindicações para gestantes, e pessoas com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). 

“Estamos sempre colaborando com os órgãos para promover saúde e bem-estar aos nossos visitantes e à comunidade no entorno do shopping. Temos muito orgulho em poder participar dessa ação e ajudar nessa campanha tão importante para a sociedade”, comenta Camila Ramm, gerente de marketing do Plaza Sul Shopping, administrado pela ALLOS – maior plataforma de serviços, entretenimento, lifestyle e compras da América Latina. 

A ação se dá após a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmar na última sexta-feira (7) que o estado atingiu a marca de 23 casos de sarampo, com sete novos casos na capital em apenas quatro dias.
 

As vacinas estão disponíveis em todos os postos de saúde do estado, mas, segundo o Ministério da Saúde, os índices de cobertura da tríplice viral permanecem abaixo da meta.

 

Serviço – Vacinação contra o sarampo no Plaza Sul Shopping

Endereço: Praça Leonor Kaupa, nº 100, Jardim da Saúde - São Paulo (SP)

Local: P1 (em frente à Camicado)

Data: 19 de agosto (quarta-feira)

Horários: das 10h às 15h

Gratuito

 

Plaza Sul Shopping

Endereço: Praça Leonor Kaupa, 100 – Jardim da Saúde

www.plazasulshopping.com.br

Instagram: @plazasulshopping

 

Caminho da Capacitação abre inscrições para cursos gratuitos na Grande São Paulo

Novo ciclo do programa atende 15 municípios da região; aulas começam em 24 de agosto

 

Estão abertas as inscrições para o novo ciclo do Caminho da Capacitação, programa itinerante de qualificação profissional do Fundo Social de São Paulo. Nesta etapa, a iniciativa oferece cursos gratuitos em 15 municípios da Grande São Paulo. As aulas serão realizadas entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro. 

As formações acontecem em carretas itinerantes, unidades móveis adaptadas como salas de aula e equipadas para atividades teóricas e práticas. A grade de cursos varia conforme o município e contempla diferentes áreas da qualificação profissional, como Gastronomia, Manutenção Automotiva, Moda, Imagem Pessoal, Cuidados com Pets, Beleza e Estética, Cuidador de Idosos e Hospitalidade. 

Nesta edição, o programa atende os municípios de Arujá, Mauá, Vargem Grande Paulista, Itaquaquecetuba, Francisco Morato, Mogi das Cruzes, Mairiporã, Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, Biritiba-Mirim, Rio Grande da Serra, Franco da Rocha, Salesópolis, Poá e Santa Isabel.

 

Inscrições 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site cursofussp.sp.gov.br. As vagas são limitadas e permanecem abertas até o preenchimento das turmas ou até o segundo dia de aula em cada município.

 

Público-alvo 

As capacitações são destinadas prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico), pessoas desempregadas e mulheres chefes de família. A idade mínima varia conforme o curso escolhido, podendo ser de 14, 16 ou 18 anos. Os participantes que concluírem a formação recebem certificado oficial.

 

Sobre o programa 

Promovido pelo Fundo Social de São Paulo, o Caminho da Capacitação integra o SuperAção SP, política pública do Governo do Estado voltada à superação da pobreza por meio da qualificação profissional e da geração de oportunidades. Desde o lançamento, a iniciativa já formou 19,9 mil alunos e levou cursos gratuitos a mais de 300 municípios paulistas. 

Mais informações sobre os cursos e locais de atendimento estão disponíveis no site oficial do programa: http://caminhodacapacitacao.sp.gov.br


Poliedro realiza neste domingo (16) aulão gratuito para candidatos ao vestibular do ITA

Imagem: Curso Poliedro
 Evento reúne especialistas para revisar conteúdos, resolver questões e compartilhar estratégias para a reta final de preparação


Com a proximidade da primeira fase do vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Poliedro realiza, neste domingo (16), o Aulão ITA, iniciativa gratuita voltada a candidatos de todo o país. Com edição presencial em Fortaleza (CE) e transmissão online, o evento terá uma programação intensiva de preparação para um dos processos seletivos mais concorridos e exigentes do Brasil.

A partir das 7h, o aulão contará com professores especializados em Matemática, Física, Química e Português, que apresentarão estratégias de resolução de questões e orientações sobre alguns dos conteúdos mais recorrentes no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Os docentes fazem parte da equipe responsável pela preparação de 104 estudantes aprovados na instituição no último processo seletivo, resultado que representa mais da metade das vagas oferecidas.

Além das aulas, os participantes receberão material de apoio gratuito. Na modalidade presencial, realizada no Hotel Oásis Atlântico Imperial, em Fortaleza (CE), o conteúdo será disponibilizado em versão impressa. Já os inscritos na modalidade online poderão acompanhar a transmissão ao vivo de qualquer região do país e fazer o download do material em formato digital. As vagas para participação presencial já estão preenchidas, com possibilidade de lista de espera. Os candidatos que ainda não se inscreveram também podem garantir a participação online.

"O ITA é o vestibular de exatas mais difícil do Brasil, e isso exige uma preparação que vai além do domínio do conteúdo. Como o tempo é um fator-chave para a aprovação, o candidato precisa de uma boa estratégia de prova: saber, mesmo sob pressão, quais questões priorizar, e enxergar o caminho mais simples para resolvê-las. No aulão, vamos compartilhar parte da experiência que acumulamos ao longo de 20 anos na liderança das aprovações do ITA. O aluno que sente que precisa evoluir nesses aspectos vai encontrar muito valor nas dicas dos professores do Sistema Poliedro", afirma Robson Jr, coordenador pedagógico das turmas ITA no Poliedro.

O encontro também representa uma oportunidade para que os candidatos de diferentes regiões do país identifiquem pontos que ainda precisam ser aprimorados. O evento reforça o compromisso do Poliedro em apoiar jovens que desejam ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica

 

Serviço

Aulão ITA – Curso Poliedro

Inscrições: abertas, pelo link: Aulão ITA

Evento: 16 de agosto de 2026

Formato: presencia e online; gratuito

Endereço: Hotel Oásis Atlântico Imperial & Fortaleza - Av. Beira-Mar, 2500 – Meireles, Fortaleza (CE)


Curso Poliedro
Para mais informações, acesse o site.

 

Inscrições para cursos gratuitos de Gastronomia e Barismo da Nestlé em São Paulo estão abertas até 18 de agosto

Iniciativa da empresa impulsiona jovens com formação prática e teórica em técnicas culinárias e preparo profissional de cafés em aulas presenciais

 

Seguem abertas até 18 de agosto as inscrições para os cursos gratuitos de Gastronomia e Barismo oferecidos pela Nestlé na Academia Gastronomia & Café, em Santo Amaro (SP). A formação oferece 100 vagas ao todo, sendo 50 para cada área, com aulas 100% presenciais e carga horária de 96 horas.

Os cursos começam em 26 de agosto e seguem até dezembro, preparando jovens para atuar no mercado de alimentação com rigor técnico e imersão prática. A formação em Gastronomia e Confeitaria aborda desde normas de segurança e aproveitamento integral dos alimentos até técnicas de montagem e finalização de pratos. Já o curso de Barismo inclui fundamentos do café, métodos de extração, análise sensorial e técnicas de latte art.

“Nosso objetivo é oferecer uma qualificação robusta e acessível, para que esses jovens estejam prontos para os desafios reais do setor de alimentação e bebidas”, afirma Thais Abdo, gerente executiva de Marketing de Nestlé Professional.

A iniciativa é realizada pela Fundação Nestlé, em parceria com Nestlé Professional, Nescafé e o Instituto São Paulo de Arte e Cultura (ISPAC), e integra programas de formação como Yocuta e Futuros Baristas , que já beneficiaram milhares de jovens em todo o Brasil.

Serviço

  • Local: Academia Gastronomia & Café – Rua José Áureo Bustamante, 55, Santo Amaro, São Paulo – SP
  • Inscrições: até 18/08/2026, pelo site oficial da Nestlé
  • Início das aulas: 26/08/2026
  • Carga horária: 96 horas (cada curso)
  • Vagas: 50 para Gastronomia e 50 para Barismo




Nestlé 

Sobre a Fundação Nestlé Brasil

Sobre o ISPAC


 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Agosto Dourado: São Paulo coleta mais de 28 mil litros de leite humano no primeiro semestre

No Brasil, volume coletado no mesmo período supera 131 mil litros de leite humano

 

O aleitamento materno é uma das principais estratégias de proteção da saúde na primeira infância. Além de fornecer os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê, o leite materno contém anticorpos e outros componentes que protege a criança contra infecções e alergias, reduz riscos de doenças crônicas na vida adulta, fortalece o vínculo afetivo e traz benefícios diretos para a saúde da mãe. No Brasil, a importância dessa prática ganha destaque durante o Agosto Dourado, mês dedicado à proteção e apoio à amamentação.

A recomendação do Ministério da Saúde é que o bebê seja amamentado exclusivamente até os seis meses de vida e que a amamentação continue até os dois anos ou mais, com a introdução de alimentos adequados a partir do sexto mês.

Entre os benefícios mais conhecidos estão a proteção contra diarreias, infecções respiratórias e alergias, além da redução do risco de obesidade, hipertensão, colesterol elevado e diabetes ao longo da vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aponta que crianças amamentadas apresentam menor risco de sobrepeso e obesidade e de desenvolver diabetes tipo 2.

“A amamentação não só traz benefícios para a criança como para a mãe do bebê. Para as mulheres, a amamentação está associada à redução do risco de hemorragia no pós-parto e de alguns tipos de câncer, como os de mama e ovário, além de outros benefícios à saúde materna”, ressalta a pediatra e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), dra. Mariana Grigoletto.

Doação de leite humano amplia proteção aos recém-nascidos

“Quando a mãe não pode amamentar diretamente o filho, especialmente no caso de recém-nascidos prematuros ou de baixo peso internados em unidades neonatais, o leite humano doado pode fazer diferença na recuperação e no desenvolvimento desses bebês”, destaca a pediatra.

Segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), coordenada pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), 131.211,90 mil litros de leite humano foram coletados no Brasil entre janeiro e junho de 2026.

No mesmo período, a rede registrou 99.437 doadoras e 122.930 receptores. A assistência às mulheres também representa uma parcela importante do trabalho dos bancos de leite: foram realizados 1.188.667 atendimentos individuais, 268.706 atendimentos em grupo e 133.430 visitas domiciliares.

Em São Paulo, 28.004,70 litros de leite humano foram coletados entre janeiro e junho de 2026. Durante este período, o estado registrou 21.942 doadoras e 23.542 receptores. Além de 238.428 atendimentos individuais realizados, 15.348 atendimentos em grupo e 25.961 visitas domiciliares.

O leite doado passa por etapas de seleção, processamento, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído aos recém-nascidos que necessitam desse alimento. Segundo o Ministério da Saúde, um litro de leite humano doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia, dependendo das necessidades de cada bebê.

O impacto da doação é especialmente relevante diante da demanda neonatal. O Ministério da Saúde estima que cerca de 330 mil crianças nascem prematuras ou com baixo peso todos os anos no Brasil. Atualmente, apenas cerca de 45% dos bebês prematuros ou de baixo peso recebem leite humano doado, segundo a pasta.

Segurança começa na coleta - Para que o leite humano doado chegue com qualidade e segurança aos recém-nascidos, existe uma cadeia de cuidados que começa na orientação da doadora e passa pela coleta, transporte, processamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição.

Por isso, a existência de bancos de leite humano estruturados e com processos bem definidos é fundamental. A qualidade do serviço depende não apenas da disponibilidade de doadoras, mas também da capacidade das instituições de garantir segurança em todas as etapas do processo.

Nesse contexto, a acreditação em saúde pode contribuir para o fortalecimento de uma cultura de qualidade e segurança, ao estimular a padronização de processos, o treinamento das equipes, o monitoramento de indicadores e a melhoria contínua.

“A acreditação representa um olhar sistemático para a qualidade e a segurança dos processos dentro das instituições de saúde. Em uma atividade como a coleta de leite humano, isso significa trabalhar para que cada etapa seja realizada de forma organizada, com profissionais preparados, protocolos definidos e acompanhamento contínuo. Esse conjunto de práticas fortalece a segurança do processo e contribui para que as mulheres possam realizar a doação com mais confiança, sabendo que o leite será manejado dentro de uma estrutura preparada para esse cuidado”, explica Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Quem pode doar leite humano? - A doação é voluntária e pode ser feita por mulheres que estejam amamentando e tenham produção de leite superior à necessidade do próprio bebê. “Para doar, basta a interessada procurar um Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. É importante que a doadora não faça uso de medicamentos contraindicados e não consuma álcool, cigarro ou drogas ilícitas. As equipes de coleta orientam de forma didática a forma correta de retirar, armazenar e transportar o leite”, finaliza doutora Mariana. 



Dia da Gestante: estudo revela que reduzir o tempo sentada pode cortar pela metade as complicações na gravidez

 Especialistas explicam como pequenos hábitos podem ajudar durante a gestação e reforçam a importância da jornada diagnóstica completa desde antes do nascimento

 

No próximo dia 15, comemora-se o Dia da Gestante, data que reforça a importância do acompanhamento integral da saúde materna e fetal. Recentemente, um estudo¹ científico publicado no prestigiado jornal médico JAMA (Journal of the American Medical Association) trouxe uma revelação impactante para a rotina pré-natal: reduzir o tempo na posição sentada e incluir movimentações leves ao longo do dia é capaz de diminuir quase pela metade o risco de complicações graves na gravidez, como hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. 

A pesquisa monitorou 470 gestantes com sensores de movimento e demonstrou que permanecer mais de 10 horas diárias sentada dobra o risco de intercorrências gestacionais: 42% de risco versus 19% entre gestantes que passam menos tempo sentadas. Mais do que exigir rotinas exaustivas de exercícios, o estudo provou que atitudes simples do dia a dia, como ficar em pé, caminhar curtos trechos e fracionar períodos sentados, também geram um efeito protetor. 

Contudo, adotar bons hábitos é apenas uma das formas de se ter uma gravidez tranquila. Outra maneira importante de garantir a segurança da mãe e o desenvolvimento saudável do bebê é seguir um pré-natal de qualidade, que, segundo a OMS², reduz o risco de natimortos e complicações. De acordo com Martha Calvente, ginecologista e obstetra especialista em medicina fetal do Sérgio Franco e da CDPI – marcas da Dasa no Rio de Janeiro –, exames laboratoriais e de imagem, testes genômicos e a imunização desempenham papéis fundamentais e complementares ao longo dessa jornada.
 

Exames de imagem e rastreio laboratorial: a base do acompanhamento pré-natal

A ginecologista ressalta que o acompanhamento pré-natal moderno combina um check-up laboratorial minucioso (composto por hemograma, glicemia, ferritina, perfil tireoidiano e sorologias para rubéola, toxoplasmose, hepatites, HIV e sífilis) com a tecnologia dos exames de imagem. 

“Assim como o estudo comprova que pequenos hábitos evitam complicações como a hipertensão gestacional, o ultrassom obstétrico com Doppler e os exames de medicina fetal nos permitem monitorar a circulação placentária e o crescimento do bebê em tempo real. Identificar precocemente alterações no fluxo sanguíneo fetal ou na pressão arterial da mãe nos dá a janela ideal para intervir preventivamente e proteger a gestação”, destaca Martha.
 

Como a genética pode proteger a gestação?

A jornada genômica da gestação pode ser iniciada pela sexagem fetal, disponível a partir da oitava semana de gestação, que identifica o sexo biológico do bebê com alta precisão. Os avanços nessa área trouxeram maior previsibilidade e tranquilidade para os pais. Um exemplo é o Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT), realizado por meio de uma simples coleta de sangue materno a partir da décima semana de gestação.

A Dra. Fernanda Soardi, consultora em genética e genômica do Lustosa, explica que o exame analisa fragmentos do DNA fetal livre no sangue da mãe para avaliar o risco de anomalias cromossômicas com altíssima precisão, incluindo a síndrome de Down (Trissomia 21), síndrome de Edwards (Trissomia 18), síndrome de Patau (Trissomia 13) e alterações nos cromossomos sexuais. 

“O teste é muito preciso e 100% seguro, não invasivo, sem nenhum risco de abortamento. Com ele, os pais conseguem uma resposta precisa e mais rápida. No caso de risco elevado para alguma alteração, terão mais tempo para realizar exames complementares confirmatórios e para planejar os cuidados necessários para o bebê, buscar informação, e cuidar da própria saúde mental diante de um cenário diferente do planejado. Vale ressaltar que, em cerca de 50% dos casos de risco elevado identificados, não existia nenhum histórico familiar prévio conhecido”, enfatiza Soardi.

Além disso, o casal ainda pode optar por realizar a análise genética por meio do Painel de Portadores (PCGT), realizado antes da concepção para investigar se o casal carrega mutações para doenças hereditárias recessivas, e assim planejar como ocorrerá a concepção.

 

Imunização materna: blindagem para mãe e recém-nascido 

Outro pilar importante para evitar complicações é a vacinação. Durante a gravidez, os anticorpos produzidos pela mãe em resposta às vacinas atravessam a placenta, conferindo ao bebê uma imunidade passiva valiosa nos primeiros meses de vida, período em que ele ainda não completou seu próprio esquema vacinal. 

A dra. Luísa Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, reforça a importância do cumprimento rigoroso do calendário vacinal gestacional, que inclui doses contra influenza, dTpa (que previne coqueluche, tétano e difteria), hepatite B e Covid-19. Além disso, a recente chegada da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aplicada na gestante representa um marco na proteção infantil. 

“A imunização contra o VSR aplicada no terceiro trimestre de gravidez transfere anticorpos vitais para o bebê, reduzindo drasticamente o risco de internações por bronquiolite e pneumonia grave nos primeiros seis meses de vida. Vacinar a gestante é, literalmente, proteger o recém-nascido antes mesmo do seu primeiro respiro”, orienta Luísa.
 

Pós-parto e proteção continuada 

Os cuidados iniciados no pré-natal têm um desfecho decisivo no pós-parto imediato. Para garantir que o bebê continue protegido após o nascimento, o teste do pezinho é o exame indispensável para avaliar a saúde do recém-nascido e deve ser feito, idealmente, nas primeiras 24 e 48 horas de vida. Segundo Gustavo Guida, geneticista da Dasa Genômica e Sérgio Franco, a triagem neonatal identifica doenças graves e silenciosas antes mesmo que o bebê apresente qualquer sintoma. 

Atualmente, o teste oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) é de responsabilidade dos estados e tem diferenças: há aqueles estados que adotam o procedimento que identifica seis doenças e os estados que oferecem testes ampliados capaz de detectar cerca de 50 doenças. Vale lembrar que o SUS está em processo de ampliação progressiva, prevista por lei, em todo o país. 

Na rede privada, o teste do pezinho prime, também chamado de superampliado, representa a maior triagem possível com exames convencionais, alcançando a identificação de até cem doenças metabólicas, genéticas, imunológicas e infecciosas graves. 

“Muitas condições detectadas, como a fenilcetonúria e a acidúria glutárica, que afetam a forma como o organismo processa certos aminoácidos, não dão sinais aparentes nas primeiras semanas de vida, mas começam a causar danos neurológicos ou físicos permanentes assim que a criança começa a se alimentar ou a crescer. Com o diagnóstico precoce, o tratamento começa imediatamente, e o paciente pode se desenvolver com mais qualidade de vida”, argumenta o geneticista. 

De acordo com Fernanda Soardi, famílias com histórico de doenças metabólicas ou outras condições hereditárias, ou que queiram ampliar a triagem de doenças que podem se manifestar nas primeiras semanas ou meses de vida do bebê, é possível realizar um teste complementar ao teste do pezinho. O BabyGenes inclui a triagem de cerca de 400 doenças.

 

Referências

¹https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2849458?__cf_chl_tk=cwzRpmcespHpBQYDsnKOS7flw3E9prPSJkKRK5JahUg-1781724683-1.0.1.1-qU4v1rpDWlKljcyvI2OxjtEFuJLqH36ZG1XTxkE2Lhw

²https://www.who.int/news/item/07-11-2016-new-guidelines-on-antenatal-care-for-a-positive-pregnancy-experience


Entender a doença já não basta e médicos voltam a estudar fisiologia

A complexidade dos pacientes impulsiona uma nova busca por conhecimento sobre metabolismo humano e fisiologia aplicada  

 

As doenças crônicas estão mudando não apenas o perfil dos pacientes, mas também a forma como médicos de diferentes especialidades buscam atualização profissional. Diante do crescimento da obesidade, do diabetes tipo 2, da síndrome metabólica, das doenças cardiovasculares e de outras condições inflamatórias, cresce o número de profissionais que voltam a aprofundar os estudos em fisiologia metabólica e hormonal para compreender os mecanismos que regulam o funcionamento do organismo. 

A tendência acompanha um desafio global. Segundo o relatório Health at a Glance 2025, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais de um terço da população dos países membros convive com pelo menos uma doença crônica, enquanto 52% das pessoas com 45 anos ou mais atendidas na atenção primária apresentam duas ou mais doenças simultaneamente. 

Esse novo perfil epidemiológico tem alterado a rotina dos consultórios. Em vez de pacientes com uma única condição clínica, médicos convivem cada vez mais com pessoas que apresentam diferentes alterações metabólicas ao mesmo tempo, como obesidade, resistência à insulina, hipertensão, esteatose hepática e doenças cardiovasculares. A coexistência dessas enfermidades tem levado parte da comunidade médica a buscar uma compreensão mais integrada da fisiologia humana, indo além do tratamento isolado de cada diagnóstico. 


A fisiologia volta ao centro da formação médica

Dr. Alexandre Duarte, médico, professor, referência em fisiologia metabólica e hormonal e fundador do  Instituto Avantgarde, centro especializado em medicina metabólica e hormonal voltado à prevenção, investigação das causas de doenças crônicas e cuidado personalizado, afirma que esse movimento representa uma mudança importante na forma de pensar a prática clínica. Segundo ele, compreender profundamente o funcionamento do organismo tornou-se uma necessidade diante da complexidade crescente dos pacientes.

"Durante muito tempo, a atualização médica esteve concentrada na incorporação de novos medicamentos e protocolos. Hoje, muitos profissionais perceberam que entender como metabolismo, hormônios, inflamação e produção de energia celular se relacionam amplia o raciocínio clínico e ajuda a compreender por que diferentes doenças surgem e evoluem em um mesmo paciente", afirma o médico. 

Os números reforçam essa transformação. O Atlas do Diabetes 2025, da Federação Internacional de Diabetes (IDF), estima que 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem atualmente com diabetes em todo o mundo, número que pode alcançar 853 milhões até 2050. Ao mesmo tempo, estudos mostram que obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras enfermidades crônicas compartilham mecanismos metabólicos semelhantes, tornando a compreensão da fisiologia um componente cada vez mais relevante para a prática médica.

Na avaliação do especialista, esse contexto explica por que disciplinas tradicionalmente estudadas nos primeiros anos da graduação voltaram a ganhar protagonismo na formação continuada. "A fisiologia deixou de ser apenas um conteúdo básico da faculdade. Ela voltou a ocupar uma posição estratégica porque permite entender como os sistemas do organismo se comunicam e como pequenas alterações metabólicas podem desencadear doenças que, muitas vezes, aparecem anos depois”, explica Alexandre.

Essa mudança também acompanha uma evolução na própria educação médica. Em vez de buscar apenas atualizações específicas para cada especialidade, cresce o interesse por formações que integrem conhecimentos de endocrinologia, cardiologia, imunologia, neurologia, gastroenterologia e nutrologia por meio da compreensão dos mecanismos fisiológicos comuns entre essas áreas. O objetivo é fortalecer o raciocínio clínico diante de pacientes cada vez mais complexos e ampliar a capacidade de prevenção e de personalização do cuidado.


A educação médica acompanha a mudança no perfil dos pacientes 

O aumento dessa procura tem impulsionado iniciativas voltadas ao aprofundamento da fisiologia metabólica. Entre elas está a Imersão em Fisiologia do Metabolismo Humano, que será realizada entre os dias 15 a 17 de outubro, em Alphaville (SP). Destinado exclusivamente a médicos, o encontro reunirá profissionais de diferentes especialidades para discutir metabolismo humano, fisiologia hormonal, doenças crônicas e aplicação clínica desse conhecimento. A proposta reflete uma demanda crescente por formações que reforcem os fundamentos científicos da medicina em um momento de aumento da prevalência das doenças metabólicas.

Além da atualização em fisiologia aplicada, o encontro abordará temas relacionados ao desenvolvimento da carreira médica, como gestão de consultórios e posicionamento profissional, áreas que passaram a fazer parte da formação continuada de médicos que atuam na prática privada e buscam conciliar excelência clínica com sustentabilidade da atividade profissional.

Para Alexandre Duarte, o crescimento desse tipo de formação indica uma mudança mais ampla na medicina contemporânea. "Os desafios atuais exigem que o médico compreenda não apenas o nome da doença, mas os mecanismos que levaram aquele organismo a adoecer. Quanto maior o entendimento da fisiologia humana, maior também a capacidade de atuar de forma preventiva, individualizada e baseada nas causas dos desequilíbrios metabólicos", conclui.

  

Dr. Alexandre Duarte - médico, professor e palestrante, referência em fisiologia metabólica e hormonal no Brasil. Graduado em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), aprofundou sua formação durante 12 anos nos Estados Unidos, onde concluiu o Fellowship in Metabolic and Nutritional Medicine pela MMI/USA. Fundador do Grupo Avantgarde, Alexandre Duarte acumula mais de duas décadas de atuação clínica e acadêmica. Ao longo de sua trajetória, contribuiu para a recuperação da saúde de aproximadamente 20 mil pacientes e para a formação de mais de 3 mil médicos em áreas ligadas à fisiologia metabólica, modulação hormonal e medicina personalizada. Defensor da chamada medicina da saúde, baseada na investigação das causas dos desequilíbrios metabólicos e hormonais, atua na difusão de uma abordagem voltada à prevenção, personalização do tratamento e reversão de doenças crônicas associadas ao metabolismo, consolidando-se como uma das principais vozes do segmento no país.
Para mais informações, acesse: site, Instagram, linkedin ou pelo youtube.


Instituto Avantgarde
instagram, site, linkedin instituto e linkedin college.

 

Fontes de pesquisa

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – Health at a Glance 2025
https://www.oecd.org/en/publications/health-at-a-glance-2025_8f9e3f98-en/full-report/chronic-conditions_e0110c98.html

International Diabetes Federation (IDF) – Diabetes Atlas 2025 (11ª edição)
https://diabetesatlas.org/


Agosto Dourado: Especialista do HUJM-UFMT esclarece dúvidas e mitos sobre amamentação

 

Banco de Leite Humano do hospital é responsável por coletar, processar e distribuir o leite humano doado para recém-nascidos; também oferece atendimento especializado às mães

 

O “Agosto Dourado” é o mês dedicado à conscientização e ao incentivo do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, além da continuidade da amamentação até os dois anos ou mais. No Hospital Universitário Júlio Müller, integrante da HU Brasil (HUJM-UFMT/HU Brasil), o Banco de Leite Humano funciona como ponto de apoio às mães, desempenhando um papel fundamental na promoção, proteção e no apoio ao aleitamento materno.

De acordo com a nutricionista Marli Eliane Uecker, coordenadora e responsável técnica do Banco de Leite Humano do HUJM-UFMT/HU Brasil, o leite materno possui anticorpos e outras substâncias que ajudam a proteger os bebês contra infecções e reduzem o risco de alergias e de algumas doenças crônicas ao longo da vida, como diabetes e hipertensão arterial. “A amamentação permite, também, o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, pois promove contato físico e emocional direto. É segura e está sempre disponível, na temperatura ideal. Já é estéril e não precisa de preparo”, analisa a profissional.


É normal sentir dor ao amamentar?

Embora seja comum que algumas mulheres relatem sensibilidade nas mamas nos primeiros dias após o parto, a amamentação não deve causar dor intensa ou persistente. Quando há dor, geralmente existe alguma causa que pode ser identificada e tratada.

As principais são:

  • Pega incorreta do bebê: é a causa mais frequente. Quando o bebê abocanha apenas o mamilo, podem surgir dor e fissuras, isso geralmente ocorre quando o bebê não está bem-posicionado. Solução: corrigir a posição e garantir que o bebê abocanhe boa parte da aréola, e não apenas o mamilo.
  • Fissuras nos mamilos: pequenas rachaduras que causam dor durante a mamada. Solução: corrigir a pega, manter os mamilos limpos e secos e passar algumas gotas de leite materno sobre a região após as mamadas.
  • Ingurgitamento mamário (mamas muito cheias): provoca dor e endurecimento das mamas. Solução: amamentar com frequência, fazer ordenha de um pouco de leite antes da mamada, se necessário, e aplicar compressas frias após as mamadas para aliviar o desconforto.
  • Mastite: inflamação da mama, geralmente acompanhada de vermelhidão, dor intensa, febre e mal-estar. Solução: continuar amamentando, esvaziar bem a mama e procurar atendimento médico.
  • Candidíase mamária: infecção por fungos que causa dor intensa, ardor ou queimação nos mamilos. Solução: procurar um profissional de saúde para avaliação e tratamento da mãe e do bebê, quando indicado.

Segundo Marli, caso a dor persista ou venha acompanhada de febre, vermelhidão intensa, secreção ou piora dos sintomas, é importante procurar orientação de um profissional de saúde ou de um Banco de Leite Humano. “O tratamento adequado costuma aliviar a dor e permitir que a amamentação continue com mais conforto”, esclarece.


Formas de aumentar a produção de leite

A produção de leite materno funciona, principalmente, pelo princípio de oferta e procura. Ou seja, quanto mais o bebê mama e esvazia as mamas, maior tende a ser a produção de leite.

Para tentar induzir uma maior produção de leite materno, as mães podem seguir os seguintes passos: amamentar com frequência, sempre que o bebê demonstrar sinais de fome e sem horários rígidos; garantir uma boa pega e posição do bebê, o que permite um esvaziamento mais eficiente das mamas; esvaziar as mamas a cada mamada, fazendo ordenha manual ou usando bomba após a amamentação; evitar o uso de mamadeiras e chupetas nas primeiras semanas, já que isso pode reduzir a frequência das mamadas; e manter uma rotina equilibrada, com alimentação saudável, boa hidratação e descanso sempre que for possível. “Reduzir o stress também é essencial, buscando o apoio da família e dos profissionais de saúde, pois o bem-estar da mãe favorece a amamentação”, alerta a nutricionista.

Se a produção continuar baixa ou houver dificuldade persistente, deve-se procurar um profissional de saúde ou um banco de leite humano para avaliação e orientação adequada.


Existe leite materno fraco ou forte?

Ainda de acordo com Marli, essa ideia não passa de um mito. O leite materno é produzido com a composição adequada para atender às necessidades nutricionais do bebê em cada fase do seu desenvolvimento. Portanto, é normal que o aspecto dele mude durante a mamada. “No início da mamada, o leite costuma ser mais claro e rico em água, ajudando a hidratar o bebê e matar sua sede. No final, pode ficar mais espesso e amarelado, pois contém maior quantidade de gordura, fornecendo mais energia e promovendo a saciedade”, exemplifica a especialista.

A cor do leite também pode mudar conforme a fase da amamentação e a alimentação da mãe, ficando mais branco, amarelado e até levemente azulado, sem que isso signifique perda de qualidade. “O que mais importa é observar se o bebê está ganhando peso adequadamente, mama com frequência e de forma eficaz, urina e evacua normalmente, está ativo e se desenvolve de acordo com a idade”, recomenda Marli.


Apoio e acompanhamento

Em caso de dificuldades, mães e familiares podem procurar apoio nos seguintes serviços:

  • Atenção Básica (Unidade Básica de Saúde – UBS ou Estratégia Saúde da Família): oferece acompanhamento da mãe e do bebê, orientação sobre amamentação e identificação de problemas.
  • Bancos de Leite Humano: prestam assistência especializada, ensinam técnicas de amamentação, corrigem a pega e orientam sobre ordenha e armazenamento do leite.
  • Serviços de Fonoaudiologia: avaliam e tratam dificuldades de sucção, deglutição e alterações orais que possam prejudicar a amamentação.
  • Médicos pediatras e obstetras: avaliam e tratam condições como mastite, infecções ou outras situações que necessitem de cuidados médicos.
  • Enfermeiros e consultores em amamentação: orientam sobre posição, pega correta, manejo da dor e aumento da produção de leite.


Banco de Leite Humano do HUJM-UFMT

Porta aberta para a população da região, o Banco de Leite Humano do HUJM-UFMT é responsável por coletar, processar e distribuir o leite humano doado para recém-nascidos, especialmente prematuros e internados, além de oferecer atendimento especializado às mães.

Os profissionais do Banco orientam sobre a técnica correta de amamentação, ajudam a corrigir a pega e a posição do bebê, ensinam sobre a ordenha e o armazenamento do leite e auxiliam na prevenção e no tratamento de dificuldades como fissuras nos mamilos, ingurgitamento mamário e mastite. Esse suporte aumenta as chances de sucesso da amamentação e contribui para a continuidade do aleitamento materno. 

De forma geral, os Bancos de Leite apoiam a amamentação e incentivam a doação de leite humano, permitindo que o leite excedente de mães doadoras beneficie bebês que não podem ser amamentados temporariamente por suas próprias mães. Assim, trata-se de um importante serviço de saúde, pois promove o aleitamento materno, fortalece a saúde materno-infantil e contribui para a diminuição da morbimortalidade neonatal, especialmente entre recém-nascidos prematuros e de baixo peso.

 

Marli Eliane Uecker - responsável pelo Banco de Leite do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT/HU Brasil)


Regulamentação da profissão de protesista e ortesista ortopédico é conquista histórica para a saúde brasileira

 

Após 21 anos de espera, a profissão de protesista e ortesista ortopédico passou a ser oficialmente regulamentada no Brasil. A formalização é um marco na história da saúde nacional, já que esses profissionais são os responsáveis pela fabricação de itens essenciais para a autonomia de uma parcela considerável da população. Para entender a importância dessa decisão é preciso um olhar mais profundo nos dados do nosso país. 

Segundo o Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 14,4 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Fazendo um recorte para pessoas com mobilidade reduzida, estima-se que 2,6% desse grupo apresenta algum grau de dificuldade para andar ou subir degraus, indicando que os meios auxiliares de locomoção podem ser necessários – e esses aparelhos são fabricados por protesistas e ortesistas ortopédicos. Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revelam que 3,5 milhões de pessoas utilizam equipamentos como cadeira de rodas, bengala, muletas, andador ou algum tipo de prótese ou órtese. 

Entre as instituições pioneiras no segmento no Brasil, a AACD inaugurou em 1962 a sua primeira Oficina Ortopédica em São Paulo para confecção própria de itens personalizados de acordo com as necessidades específicas de cada paciente. Ao longo do tempo, houve significativa evolução no setor ortopédico e atualmente mais de 70% da produção já é digital. Com cerca de 40 técnicos de ortopedia atuando nas cinco Oficinas no país, a organização se posiciona na vanguarda com a introdução de diversos processos tecnológicos que tornam os cerca de 61 mil produtos entregues anualmente aos pacientes mais leves, seguros e resistentes. 

O envelhecimento da população, que pode gerar problemas de locomoção, é outro fator que impulsiona o setor de produtos ortopédicos. Pesquisas recentes do IBGE mostram que as pessoas com mais de 60 anos representam aproximadamente 15,8% dos cidadãos. 

A AACD tem acompanhado o processo de envelhecimento da sociedade ao adaptar seus serviços para atender a essa nova realidade. Hoje, cerca de 25% dos pacientes possuem mais de 60 anos. Ao cuidar dessas pessoas, a Instituição contribui para que o envelhecimento seja uma fase de continuidade e participação, não de isolamento. 

Tecnologias digitais para escaneamento e modelagem computadorizada por meio de softwares e uso de manufatura aditiva, como impressoras 3D, são algumas das estratégias adotadas pela Oficina Ortopédica da AACD para modernizar seu repertório, fortalecer a qualidade dos produtos e conforto dos pacientes nas etapas de teste e prova, reduzir o tempo de entrega e diminuir o descarte dos materiais anteriormente consumidos por métodos analógicos. 

Na AACD, toda essa infraestrutura tecnológica e a excelência de tratamento ortopédico da Instituição estão disponíveis via Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, sem qualquer custo direto aos pacientes, algo que também promove um impacto social significativo, já que mais de 4,5 milhões de pessoas afirmam ter conseguido seus dispositivos ortopédicos através da rede pública. Vale dizer que também há a possibilidade de aquisição de forma particular, e a receita obtida contribui para a manutenção do trabalho disponibilizado gratuitamente. 

A regulamentação da profissão de protesistas e ortesistas ortopédicos chega em um momento em que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de oferecer reabilitação de qualidade para uma população cada vez mais longeva. Esse movimento valoriza profissionais altamente especializados, fortalece a segurança na assistência e contribui para consolidar padrões técnicos fundamentais para a evolução do setor. 



Emanuel Toscano - superintendente de operações da AACD

AACD
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40 meses contra 11: acesso ao tratamento ainda separa pacientes com o mesmo câncer de pulmão no SUS e na rede privada

 

Estudos mostram que o acesso desigual aos exames moleculares e às terapias-alvo ainda limita a medicina de precisão no Brasil e impacta diretamente os resultados do tratamento
 

Um comprimido tomado diariamente, em casa, capaz de bloquear o crescimento do tumor de forma muito mais direcionada do que a quimioterapia convencional. Esse tratamento existe, está disponível no Brasil e representa um dos maiores avanços da medicina de precisão no câncer de pulmão. 

Ele é indicado para pacientes cujo tumor apresenta uma alteração no gene ALK, encontrada em cerca de 5% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células, sobretudo entre pessoas mais jovens e que nunca fumaram. 

O desafio, hoje, já não está em descobrir qual tratamento funciona. Está em garantir que ele chegue ao paciente certo, no momento certo. Dois estudos conduzidos pelo Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT) e publicados na JCO Global Oncology, revista científica da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), mostram que o acesso desigual aos testes moleculares e às terapias-alvo ainda influencia diretamente os resultados do tratamento no Brasil. 

Entre pacientes com tumores que apresentam alteração no gene ALK, aqueles atendidos pela saúde suplementar permaneceram, em média, 40 meses sem progressão da doença, enquanto os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram uma mediana de 11 meses. Três anos após o diagnóstico, 87% dos pacientes da rede privada permaneciam vivos, contra 61% dos atendidos pelo SUS. 

Para o oncologista William Nassib William Jr., líder nacional da especialidade de tumores torácicos da Oncoclínicas, esses números mostram que o desafio da oncologia brasileira hoje não está apenas em desenvolver novos medicamentos, mas em garantir que as inovações cheguem, de fato, aos pacientes. 

"O câncer de pulmão deixou de ser uma doença única. Hoje sabemos que existem diferentes subtipos moleculares e cada um deles responde melhor a tratamentos específicos. Identificar essas alterações é fundamental para definir a estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente."
 

O tratamento começa antes do primeiro remédio 

A medicina de precisão parte de um princípio simples: compreender a biologia do tumor antes de definir o tratamento. Para isso, o primeiro passo é realizar testes moleculares capazes de identificar alterações genéticas como ALK, EGFR, ROS1, BRAF, MET e outras que podem ser alvo de terapias específicas. 

Sem esse exame, o médico não consegue saber se o paciente é candidato a um tratamento direcionado e, muitas vezes, a quimioterapia convencional acaba sendo iniciada como primeira opção. 

"Hoje, o teste molecular deixou de ser um exame complementar. Ele faz parte do diagnóstico do câncer de pulmão avançado e é indispensável para que possamos oferecer um tratamento personalizado", explica o oncologista. 

É justamente nessa etapa que começam as diferenças entre os sistemas público e privado. Um dos estudos ouviu mais de 150 oncologistas de diferentes regiões do país para entender como esses exames são incorporados à prática clínica. Enquanto 94% dos médicos da saúde suplementar relataram ter acesso rotineiro aos testes moleculares, esse percentual cai para 44% entre os profissionais que atuam no SUS. 

Entre as principais dificuldades apontadas estão a ausência de financiamento para os exames, limitações estruturais dos serviços públicos e o tempo necessário para obtenção dos resultados. Em muitos casos, diante da necessidade de iniciar rapidamente o tratamento, a quimioterapia começa antes mesmo da conclusão da investigação molecular.
 

Quando o tratamento ideal não chega ao paciente 

A consequência dessa dificuldade aparece nos próprios dados do estudo. Entre os pacientes identificados com alteração no gene ALK em 12 hospitais brasileiros, apenas 20% eram provenientes do SUS, apesar de aproximadamente três quartos da população brasileira dependerem exclusivamente da rede pública. 

Segundo William William, esse número sugere que muitos pacientes sequer chegam a descobrir que possuem uma alteração genética tratável. "Quando o teste não é realizado, esses pacientes deixam de ser identificados como candidatos às terapias-alvo. É uma oportunidade perdida antes mesmo da definição do tratamento." 

Mesmo quando a alteração genética é identificada, uma nova barreira surge: o acesso aos medicamentos. Segundo os pesquisadores, terapias consideradas padrão internacional para tumores ALK-positivos estão amplamente disponíveis na saúde suplementar, enquanto sua utilização permanece bastante limitada em grande parte da rede pública.

Embora o SUS tenha incorporado o crizotinibe em 2022 e o brigatinibe em 2025, a implementação dessas tecnologias ainda enfrenta dificuldades relacionadas ao financiamento e à logística de distribuição. 

O problema não está apenas na incorporação dos medicamentos, mas no modelo de financiamento. "A medicina de precisão parte do princípio de que nem todo tratamento é adequado para todos os pacientes. O objetivo é identificar quem realmente vai se beneficiar de uma determinada terapia. Para que isso aconteça no SUS, é preciso um modelo de financiamento que acompanhe essa lógica”, comenta o especialista, que também é um dos autores do estudo. 

Os reflexos dessas barreiras aparecem nos desfechos clínicos observados pelo segundo estudo do GBOT, que analisou prontuários de mais de 100 pacientes tratados entre 2015 e 2020 em 12 hospitais brasileiros. 

Além da menor sobrevida observada entre pacientes atendidos pelo SUS, os pesquisadores verificaram que o intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico costuma ser mais que duas vezes maior quando comparado ao observado na saúde suplementar. 

Para o oncologista, essas diferenças são consequência de uma sucessão de obstáculos enfrentados ao longo da jornada do paciente. "Não existe um único fator responsável. O atraso no diagnóstico, a dificuldade para realizar os testes moleculares, o acesso limitado às terapias-alvo e o tempo necessário para que esses medicamentos estejam disponíveis acabam se somando e influenciando os resultados." 

Nos últimos anos, o Brasil avançou na incorporação de terapias-alvo e de exames moleculares, mas especialistas defendem que ainda é necessário reduzir a distância entre a aprovação dessas tecnologias e sua disponibilidade na prática clínica. 

"O conhecimento científico já existe. Sabemos identificar quais pacientes podem se beneficiar e temos medicamentos capazes de mudar a história natural da doença. O próximo passo é garantir que esse avanço esteja disponível para todos, independentemente da rede de atendimento", conclui William William. 

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação gradual de 23 novos medicamentos oncológicos de alto custo, entre eles brigatinibe, gefitinibe, erlotinibe e durvalumabe, utilizados também no tratamento do câncer de pulmão. Segundo a pasta, a ampliação da oferta deve beneficiar mais de 112 mil pacientes e faz parte da implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), iniciativa criada para padronizar protocolos clínicos e tornar mais eficiente a aquisição e a distribuição desses medicamentos na rede pública.


Oncoclínicas&Co
www.oncoclinicas.com


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