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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Mutirões da visão em Goiânia garantem entrega de 595 óculos em duas regiões da capital


Ações no Setor Leste Universitário e Jardim Balneário Meia Ponte beneficiam moradores atendidos em março e ampliam acesso à saúde ocular

A Associação Comunidade Batista (ACB) realiza, nos dias 17 e 18 de abril, a entrega de óculos para moradores de duas regiões de Goiânia atendidos em mutirões oftalmológicos realizados no mês de março. As ações contemplam beneficiários do Setor Leste Universitário e do Jardim Balneário Meia Ponte, somando 595 óculos distribuídos.

No Jardim Balneário Meia Ponte, a entrega ocorre no dia 17 de abril, às 8h, na sede da Associação dos Idosos, localizada na Rua Milão. A ação é destinada aos moradores que participaram do mutirão realizado em 24 de março, quando foram registradas 259 consultas oftalmológicas. Ao todo, 198 pessoas receberão os óculos após prescrição médica.

Já no Setor Leste Universitário, a entrega está marcada para o dia 18 de abril, às 14h, na Assembleia de Deus Mover do Espírito, na Avenida A, nº 136. Neste caso, o mutirão foi realizado no dia 21 de março e contabilizou 462 atendimentos, resultando na distribuição de 397 óculos.

As entregas representam a etapa final de um processo que inclui triagem, consulta oftalmológica e diagnóstico. A proposta da iniciativa é garantir que os pacientes tenham acesso completo ao cuidado com a saúde ocular, evitando que a consulta se limite apenas à identificação do problema.

De acordo com a organização, os mutirões evidenciam uma demanda significativa por atendimentos oftalmológicos em comunidades com acesso restrito a serviços especializados. Em muitos casos, os participantes passaram pela primeira avaliação visual da vida, o que reforça a importância de ações descentralizadas de saúde preventiva.

As ações contam com apoio da Prefeitura de Goiânia e vereadores, através de emendas impositiva. A ACB afirma que pretende ampliar o alcance dos mutirões ao longo do ano, com foco em regiões de maior vulnerabilidade social.

A retirada dos óculos será exclusiva para os moradores atendidos nos mutirões realizados em março. Para receber o item, é obrigatória a apresentação de documento pessoal, conforme orientação da organização.


Serviço

Entrega de óculos – Jardim Balneário Meia Ponte

Data: 17 de abril

Horário: 8h

Local: Associação dos Idosos Balneário Meia Ponte

Endereço: Rua Milão – Jardim Balneário Meia Ponte, Goiânia

Público: Atendidos no mutirão do dia 24/03

 

Entrega de óculos – Setor Leste Universitário

Data: 18 de abril

Horário: 14h

Local: Assembleia de Deus Mover do Espírito

Endereço: Av. A, 136 – Setor Leste Universitário, Goiânia

Público: Atendidos no mutirão do dia 21/03

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Vai viajar no feriado? Como montar uma mala inteligente e elegante sem excesso de roupas

Consultora de imagem explica como montar até 27 looks com poucas peças e evitar os erros mais comuns na hora de viajar


Com a chegada do próximo feriado, muita gente aproveita para viajar. E, junto com o planejamento do destino, surge uma dúvida bastante comum: como montar uma mala prática, elegante e sem excessos?

Para Luciana Ulrich, Consultora de Imagem Especialista em Cores, o segredo está menos na quantidade de peças e mais na forma como elas são escolhidas.“O primeiro passo é pensar no destino, no clima e no objetivo da viagem. Não faz sentido montar a mesma mala para praia e para uma viagem urbana ou de trabalho. Depois, é importante olhar para o roteiro. Isso traz mais clareza e evita escolhas desnecessárias”, orienta.


Menos peças, mais combinações

Uma das estratégias mais eficientes é trabalhar com uma base de cores coordenadas, que facilite as combinações ao longo da viagem. “Quando você escolhe duas cores principais e algumas de destaque, praticamente tudo combina entre si. Isso reduz a quantidade de peças e aumenta as possibilidades de looks”, explica.

Outra técnica que vem ganhando espaço nas redes sociais é o chamado Sudoku Packing. “A proposta é simples: levar 9 peças, sendo 3 partes de cima, 3 partes de baixo e 3 terceiras peças, como blazer ou cardigan. Com isso, é possível montar até 27 combinações diferentes. É uma forma prática de viajar com uma mala mais enxuta e versátil”, conta.


A cor como estratégia

A escolha das cores também tem um papel importante na construção de uma mala funcional. “Quando a pessoa conhece a própria cartela de cores, deixa de levar peças aleatórias. Tudo passa a combinar entre si, o que permite criar mais looks com menos roupas”, afirma.

Na prática, a orientação é simples: escolher dois tons neutros como base, incluir até cinco cores de destaque.

“Os neutros podem ser branco, bege, marinho, cinza ou até tons como vinho e verde-musgo. As cores de destaque entram para trazer personalidade e deixar a mala mais interessante”, completa.


Adaptação ao destino faz diferença

O destino da viagem influencia diretamente na escolha das peças, tecidos e até das cores. Para locais mais quentes, a recomendação é priorizar tecidos leves e respiráveis, como algodão e linho. Já para regiões mais frias, como serra ou montanha, entram malhas, tricôs e sobreposições.

“As cores também acompanham esse contexto. Em destinos quentes, tons mais claros e vibrantes costumam funcionar melhor. Já no frio, vemos mais profundidade, com cores mais sóbrias. Mas, o mais importante é respeitar o estilo pessoal”, explica.

Uma alternativa prática para lidar com variações de temperatura é apostar em camadas. “Peças como jaquetas, casacos e uma pashmina são ótimas aliadas. Elas ajudam a adaptar o look ao longo do dia sem ocupar muito espaço na mala.”


O que evitar na hora de arrumar a mala

Entre os erros mais comuns, um dos principais é levar peças sem planejamento. “O ‘vai que eu uso’ quase sempre leva a uma mala cheia de roupas que acabam nem saindo da bagagem”, diz.

Outros pontos frequentes incluem: peças que não combinam entre si, sapatos desconfortáveis, excesso de itens e não considerar o clima ou o roteiro da viagem.

Uma forma simples de evitar excessos é organizar os looks com antecedência. “Montar os looks antes de viajar, e até fotografar, ajuda muito. Você ganha tempo no dia a dia da viagem e evita levar peças desnecessárias. Se a roupa já gera dúvida em casa, dificilmente será usada no destino.”

Para Luciana, a ideia de uma mala ideal passa por uma mudança de lógica. “Uma mala inteligente não é a que leva mais roupa, e sim a que oferece mais possibilidades com menos peças. Quando tudo conversa entre si, você viaja com mais praticidade e leveza, sem abrir mão do estilo.”Sobre Luciana Ulrich

Especialista em cores e pioneira na Coloração Pessoal no Brasil. Já realizou mais de 10.000 testes de coloração pessoal e formou mais de 7.000 profissionais para o mercado com a Studio Immagine, que é referência na produção de cursos e produtos de Coloração Pessoal e Imagem no Brasil e na Europa há 13 anos.

Com a Studio Immagine, Luciana Ulrich formou a maior comunidade de cores do Brasil, fortalecendo a conexão entre profissionais e entusiastas da área.

Luciana é responsável pela maior conferência sobre cores no Brasil, reunindo especialistas e apaixonados por cores para compartilhar conhecimentos e experiências. Além disso, é a idealizadora do aplicativo Colormais, que oferece uma Experiência Digital na análise de Coloração Pessoal, além de fornecer cartelas de cores digitais e produtos classificados por estação. Ela também é uma das autoras do livro "À Sua Moda".


Doenças respiratórias: especialista do Hospital HSANP orienta sobre prevenção no outono

Freepik
Devido ao tempo mais seco nesta época do ano, há um aumento de casos de crises alérgicas e infecções virais
 

Apesar das variações climáticas, o outono é marcado pela baixa umidade do ar, fator que pode desencadear, intensificar ou agravar diversas doenças respiratórias, especialmente quando associado aos altos níveis de poluição em cidades como São Paulo. Problemas como rinite, sinusite, faringite, gripe, resfriado e pneumonia apresentam aumento significativo de casos neste período. 

De acordo com o primeiro boletim InfoGripe de 2026, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registrados 13.678 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave no país. Desse total, 47,8% estão relacionados à influenza A; 24,7% à covid-19; 14,9% ao rinovírus; além de outros agentes, como influenza B e o vírus sincicial respiratório. 

Segundo o infectologista Dr. Ricardo Cantarim Inacio, do Hospital HSANP, os sintomas dessas doenças costumam ser semelhantes: “Tosse, coriza, febre, falta de ar e indisposição são sinais comuns entre diferentes infecções respiratórias, o que pode dificultar um diagnóstico clínico inicial. Muitos dos sintomas da gripe, causada pelo vírus influenza, também se confundem com os da covid-19, sendo fundamental uma avaliação médica adequada para avaliar a gravidade do caso e definir o tratamento”, explica. 

“O principal meio de prevenção contra doenças graves pelos vírus influenza e covid-19 é a vacinação. Medidas como higienização das mãos e uso de máscara em ambientes fechados são importantes, mas não substituem a imunização”, reforça o especialista. “Doenças como a pneumonia, que podem evoluir de forma grave, também contam com vacinas disponíveis”, acrescenta. 

As chamadas “ites”, como rinite, sinusite, faringite e bronquite, também se tornam mais frequentes nesta época. Isso ocorre devido à maior concentração de poeira e poluentes no ar, agravada pelo ressecamento das mucosas e aglomeração em ambientes fechados com pessoas doentes. 

“A rinite é uma inflamação de origem alérgica que afeta o nariz, enquanto a bronquite, especialmente em sua forma asmática ou alérgica, compromete os brônquios. Já a faringite e a sinusite podem ter origem viral, bacteriana ou alérgica, causando inflamações na garganta e nos seios da face”, explica o médico. 

No caso do rinovírus, principal causador do resfriado comum, ainda não há vacina devido à sua alta variabilidade. Por isso, a prevenção é essencial. “Manter-se hidratado, especialmente em períodos de baixa umidade, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evita aglomerações em ambientes fechados ou, se não for possível, usar e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel são medidas fundamentais”, finaliza o médico Dr. Ricardo Cantarim Inacio.


Hospital HSANP


Quem responde quando a Inteligência Artificial erra na saúde?

 

Uma reportagem recente do New York Times trouxe à tona um movimento que tende a se intensificar nos próximos anos: grandes empresas de tecnologia estão desenvolvendo ferramentas capazes de analisar prontuários médicos, resultados de exames e até dados coletados por dispositivos móveis. A promessa é sedutora: centralizar informações de saúde que hoje são dispersas, facilitar o acesso do usuário aos próprios dados e, em última análise, melhorar a tomada de decisões. 

É inegável que se trata de um avanço tecnológico relevante. Mas, na prática, o cenário é mais sensível — e mais arriscado — do que parece. Dados de saúde não são informações comuns. São classificados como dados sensíveis, pois dizem respeito à intimidade mais profunda do indivíduo. Sua centralização em plataformas digitais, embora eficiente, pode se transformar em ponto crítico de vulnerabilidade, altamente atrativo para ataques cibernéticos. 

Mas o problema não é apenas técnico. É jurídico. Há registros de que sistemas de inteligência artificial já falharam na identificação de emergências clínicas ou sugeriram orientações inadequadas. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: quem responde quando a tecnologia erra? 

Essa discussão ainda é incipiente, mas já se tornou essencial. Nas relações de consumo mediadas por tecnologia, a responsabilidade tende a se diluir entre desenvolvedores, plataformas e eventuais prestadores de serviço. Para o usuário, no entanto, o risco é concreto — e imediato. 

Há ainda outro ponto crítico: o consentimento. Em teoria, o compartilhamento desses dados depende de autorização livre, informada e inequívoca. Na prática, o que se vê é a repetição de um padrão já conhecido: termos de uso extensos, linguagem técnica e uma evidente assimetria informacional entre empresas e consumidores. 

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece um regime mais rigoroso para o tratamento de dados sensíveis, incluindo os de saúde. Ainda assim, a eficácia dessa proteção depende não apenas da norma, mas de sua aplicação concreta diante de tecnologias em rápida evolução. 

O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade objetiva e solidária dos fornecedores. Contudo, essa lógica pressupõe relações de consumo relativamente identificáveis, em que seja possível delimitar com clareza a cadeia de fornecimento e os pontos de controle. O desafio colocado pela inteligência artificial reside justamente no fato de que decisões são tomadas por sistemas opacos e integrados a múltiplos agentes, muitas vezes sem que seja possível identificar, com precisão, onde ocorreu a falha.

O debate, portanto, não é sobre impedir a inovação, mas sobre a definição clara de seus limites. A incorporação da inteligência artificial à saúde é, ao que tudo indica, inevitável. O que ainda está em aberto é o modelo de responsabilização que acompanhará esse avanço e, principalmente, o grau de proteção que será efetivamente garantido ao consumidor. A tecnologia continua prometendo respostas rápidas e decisões mais eficientes. O direito, por sua vez, precisa garantir que, quando algo der errado, também exista uma resposta clara.

 

Fonte: Stefano Ribeiro Ferri - Especialista em Direito do Consumidor. Relator da 6ªTurma do Tribunal de Ética da OAB/SP e membro da Comissão de Direito Civil da OAB - Campinas. Formado em direito pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

 

Abril Marrom alerta para prevenção à cegueira

 

·        Relatório da agência internacional, IAPB, mostra que 28,8 milhões de brasileiros têm comprometimento da visão. 

·        A deficiência visual resulta em prejuízo anual de US$12,8 milhões na produtividade.  

 

Este mês acontece no Brasil a campanha Abril Marrom de prevenção a cegueira que  reúne oftalmologistas de todo País para alertar a população sobre a importância do acompanhamento  da saúde ocular. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, apesar de muitos exames detectarem doenças oculares antes dos primeiros sinais, o diagnóstico ainda é tardio para muitos brasileiros. Isso explica porque só a deficiência visual no Brasil soma 7,9 milhões de casos, mais da metade dos 14,4 milhões de todas as deficiências no País, segundo o IBGE. 

Outra evidência da falta de prevenção é o último relatório da IAPB (Agência Internacional de Prevenção à Cegueira) parceira da OMS (Organização Mundial da Saúde) realizado em 2020. Segundo a IAPB no ano o Brasil  contabilizou 28,8 milhões de pessoas com algum comprometimento da visão. Mulheres têm cerca de 20% mais problemas na visão, totalizando 15.881 milhões de casos contra 12.735 milhões  na população masculina totaliza. O relatório também revela que hoje o Brasil tem:

·        1,75 milhão cegos;

 

·        10,02 milhões com comprometimento severo ou moderado da visão;

 

·        8.265 milhões com comprometimento leve da visão;

 

·        8.579 milhões com dificuldade para enxergar próximo. 

 

Doenças, prevenção e tratamentos

Queiroz Neto afirma que a catarata, opacificação do cristalino, é a maior causa de cegueira reversível em todo o mundo. No Brasil responde por 49% dos casos de perda da visão. Na maioria das pessoas está relacionada ao envelhecimento que provoca a degeneração das células do cristalino.

Os sintomas são: visão embaçada, troca frequente de óculos, dificuldade de dirigir à noite, enxergar cores desbotadas e halos ao redor das luzes. O oftalmologista explica que embora a catarata seja inevitável, alguns hábitos antecipam sua formação. Para prevenir a doença precoce recomenda:

·        Use óculos de proteção com lentes de policarbonato que são inquebráveis e evitam traumas nois olhis.

 

·        Proteja os olhos no sol do UV com lentes que filtrem 100 da radiação;

 

·        Controle o sal para que não ultrapasse a recomendação da OMS de  5 gramas/di acelera a opacificação do cristalino.

 

·        Evite colírios e outros medicamentos com corticoide, sempre que possível.

 

·        Mantenha a glicemia sob controle.

 

·        Evite  fumar  para reduzir a velocidade do envelhecimento das células.

 

·        Faça exame oftalmológico anualmente. O acompanhamento médico é a porta de entrada da sua saúde

 

O tratamento da catarata, afirma, é sempre cirúrgico e consiste em substituir o cristalino opaco pelo implante de uma lente intraocular. A cirurgia tem duração de 10 minutos, é feita com anestesia local e no mesmo dia recebe alta. Hoje, o aperfeiçoamento das lentes intraoculares permite a  muitos pacientes melhorar a visão.

 

 

Glaucoma

“É conhecido como o ladrão silencioso da visão por não apresentar sintomas”, afirma Queiroz Neto. Por isso, comenta,  frequentemente o glaucoma é diagnosticado em fase avançada quando a visão lateral é perdida. Pode ser hereditário, sobretudo entre descendentes de orientais e negros, ou causado por falhas na drenagem do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular.  Esta falha  aumenta a pressão intraocular e danifica células do nervo óptico, parte do olho que transmite a luz ao cérebro onde são formadas as imagens.

Outras causas do glaucoma são: traumas no olho; Uso prolongado de corticoide; Hipertensão arterial, alta miopia e diabetes.

Queiroz Neto afirma que o glaucoma não tem cura, mas a visão pode ser preservada pelo uso contínuo de colírios e em alguns casos requer cirurgia para melhorar o controle da pressão intraocular.

 

Degeneração macular e retinopatia diabética

A degeneração macular, explica, altera a mácula, parte central da retina responsável pela visão de detalhes. Em 90% dos casos é do tipo atrófica ou seca que não tem cura, mas tem progressão lente. Os sintomas são: necessidade de mais luz, perda da visão de contraste, dificuldade de enxergar com pouca luz,  enxergar uma mancha escura ou clara no centro da visão.  Queiroz Neto esclarece que a progressão da doença é controlada com vitaminas específicas da fórmula AREADS 2 (Age-Related Eye Disease Studies) composta por  luteína, zeaxantina, vitaminas C, E, zinco e cobre. 

“Já degeneração macular úmida e a retinopatia diabética tem sintomas semelhantes. Um sinal de alerta importante dessas doenças é enxergar linhas retas onduladas. Isso porque, indica risco de perda irreversível da visão e o atendimento oftalmológico deve ser imediato, explica. Nos dois casos ocorre o crescimento de neovasos na retina. O tratamento inclui injeções intraoculares de anti-VEGF que controlam este crescimento, aplicações de laser e em alguns casos cirurgia, conclui.

 

Dia Mundial do Fígado: gordura no fígado já atinge 30% da população mundial e preocupa especialistas

No Dia Mundial do Fígado (19/4), hepatologista alerta para impacto da alimentação no aumento da esteatose hepática, condição ligada ao estilo de vida e que pode evoluir para cirrose e câncer


A saúde do fígado entra em alerta global. Considerada uma das principais ameaças silenciosas da atualidade, a Doença Hepática Esteatótica Metabólica (MASLD), conhecida como gordura no fígado, já atinge cerca de 30% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e da Associação Europeia para o Estudo do Fígado.

No Brasil, o cenário também preocupa. Um levantamento do Instituto Datafolha em parceria com a Novo Nordisk mostrou que 62% dos brasileiros estão preocupados com a gordura no fígado, mas 61% nunca fizeram exames ou não sabem como identificar a condição. Apenas 7% receberam diagnóstico formal.

O dado reforça o caráter silencioso da doença, que pode evoluir sem sintomas para quadros graves como fibrose, cirrose e até câncer hepático.

“É uma condição que muitas vezes não dá sinais no início, mas que pode ter consequências sérias ao longo do tempo. O mais preocupante é que ela está diretamente ligada ao nosso estilo de vida, principalmente à alimentação e ao sedentarismo”, explica Dra. Patrícia Almeida Hepatologista, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia e doutora pela USP.


O fígado sente o que está no prato

Responsável por mais de 500 funções no organismo, o fígado atua no metabolismo, na desintoxicação e na produção de proteínas essenciais. Ainda assim, costuma ser negligenciado até que surgem alterações.

Neste ano, o Dia Mundial do Fígado traz o tema “Alimento é Remédio”, destacando o impacto direto da alimentação na prevenção e no tratamento das doenças hepáticas.

“Cada escolha alimentar tem impacto direto no fígado. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar e gordura saturada favorecem o acúmulo de gordura no órgão. Por outro lado, uma alimentação equilibrada pode não só prevenir como ajudar a reverter o quadro nos estágios iniciais”, reforça a especialista.

O fígado tem alta capacidade de regeneração. Estudos clínicos mostram que a redução de 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar significativamente a função hepática, especialmente em pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Entre os padrões alimentares mais indicados está a dieta mediterrânea, reconhecida por entidades como a Fundação Britânica do Fígado, que prioriza alimentos naturais, gorduras boas, peixes, vegetais e antioxidantes.

“Quando falamos que alimento é remédio, estamos falando de ciência. A alimentação tem um papel terapêutico real. Não é só prevenção, é parte do tratamento”, destaca Dra. Patrícia.


Desinformação ainda é um obstáculo

Apesar da alta prevalência, a doença segue subdiagnosticada. O levantamento do Datafolha também aponta que:

  • 66% dos brasileiros têm sobrepeso ou obesidade
  • 55% consomem bebida alcoólica regularmente
  • Apenas 44% procurariam um especialista diante de um diagnóstico

Para a hepatologista, o desconhecimento ainda é uma das principais barreiras. “Muitas pessoas só descobrem quando a doença já está avançada. Por isso, exames simples e acompanhamento médico são fundamentais, principalmente para quem tem fatores de risco como obesidade, diabetes ou consumo frequente de álcool.”


Pequenas mudanças, grande impacto

Embora fatores sociais e econômicos influenciem a alimentação, mudanças graduais já fazem diferença.

Reduzir o consumo de açúcar, evitar ultraprocessados, manter atividade física regular e buscar orientação profissional são medidas acessíveis que ajudam a proteger o fígado.

“O cuidado com o fígado não deve acontecer só em abril. Ele precisa ser diário. Quanto antes começamos, maiores são as chances de evitar complicações no futuro”, finaliza Dra. Patrícia Almeida.


Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821 - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010). Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12). Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15). Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016). Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017). Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017. Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH. Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein

 

Brasil mantém taxa elevada de cesarianas e reacende debate sobre parto​: obstetra explica o que acontece ​durante o processo


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 Especialista detalha as fases do parto normal, explica a origem da dor e importância de práticas de humanização para uma experiência mais segura e respeitosa às pessoas gestantes

O Brasil segue entre os países com maiores taxas de cesarianas no mundo, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, que apontam que mais de 55% dos partos no país ocorrem por via cirúrgica, número muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O cenário tem impulsionado discussões sobre o parto normal, especialmente em torno de um dos principais fatores que influenciam a decisão das pessoas gestantes: a dor.

​​Mas, afinal, o que acontece no corpo durante o trabalho de parto e por que ele é doloroso?

Para esclarecer essas dúvidas, o obstetra Pedro Melo, do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, no Rio de Janeiro, explica que trata-se de um processo fisiológico complexo e​​ que envolve mudanças progressivas no corpo para permitir o nascimento do bebê.

“O trabalho de parto é marcado principalmente pelas contrações uterinas, que são movimentos involuntários do útero responsáveis por promover a dilatação do colo do útero e a descida do bebê pelo canal de parto. Essas contrações são o principal motivo da dor, mas também são essenciais para que o parto aconteça de forma natural”, afirma.
 

O que caracteriza o trabalho de parto

De acordo com o especialista, o processo​​ se inicia quando as contrações passam a ter ritmo, intensidade e frequência regulares, provocando alterações no colo do útero. Antes disso, muitas gestantes podem apresentar contrações irregulares, conhecidas como pródromos, que não indicam ainda o início da fase ​​ativa​​.

“Esse é um ponto importante porque, muitas vezes, a chegada à maternidade ocorre ainda em fase inicial, o que pode gerar ansiedade e intervenções desnecessárias”, explica.
 

As fases do parto

O processo​​ é dividido em três fases principais. A primeira é a ​​dilatação, considerada a mais longa, em que o colo do útero se abre gradualmente até atingir cerca de dez centímetros. Essa etapa pode durar várias horas, especialmente em gestantes de primeira viagem.

Na sequência ocorre o período expulsivo, quando a dilatação está completa e o corpo começa​​ a fazer força para ajudar na saída do bebê. É um momento mais intenso, porém geralmente mais curto.

​​Por fim, vem a​​ dequitação, que corresponde à saída da placenta após o nascimento.“A duração do trabalho de parto pode variar bastante de pessoa para pessoa​​​. Não existe um tempo padrão rígido, e respeitar esse ritmo individual é um dos pilares da assistência adequada”, destaca o obstetra.
 

Por que o parto dói

A dor tem origem multifatorial. Além das contrações uterinas, há a distensão do colo do útero, da vagina e dos tecidos do períneo, bem como a pressão exercida pelo bebê nas estruturas da pelve.

Dr. Melo ressalta que fatores emocionais também influenciam diretamente essa​​ percepção. “Medo, ansiedade e tensão podem intensificar a dor. Por outro lado, quando a pessoa se sente segura, acolhida e bem orientada, a experiência tende a ser mais controlável”.​​
 

Humanização como aliada no manejo da dor

​​As estratégias de humanização do parto têm papel fundamental. Elas não eliminam necessariamente a dor, mas contribuem para mais autonomia e conforto durante o processo.

Entre as práticas adotadas estão a liberdade de posição, o uso de métodos não farmacológicos para alívio, como banho morno e exercícios com bola, além da presença de um acompanhante.​​

“A humanização não significa ausência de assistência médica, mas sim uma condução baseada em evidências, respeito às escolhas e intervenções apenas quando realmente necessárias”, explica o obstetra.

Ele reforça que o acesso à informação de qualidade é um dos principais caminhos para reduzir o medo em torno do parto normal. “Quando a pessoa gestante entende o que está acontecendo com o próprio corpo, ela se sente mais preparada. Isso muda completamente a forma como ​​esse momento​​ é vivenciado”, conclui.


Hospital da Mulher Mariska Ribeiro
localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Doenças inflamatórias intestinais (DII) avançam 61% em 10 anos no Brasil e aumentam em três vezes o risco de ansiedade e depressão

Manutenção do tratamento mesmo fora do período de crise favorece o controle da doença

 

As doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, vêm ganhando relevância no Brasil não apenas pelo aumento de casos, mas também por novas evidências associadas aos impactos amplos na saúde e na qualidade de vida dos pacientes. 

O avanço dessas condições crônicas reforça a necessidade de atenção contínua e abordagem integrada. Veja abaixo três pontos que ajudam a compreender os desafios das DII:

 

1) DII aumenta em até três vezes o risco de ansiedade e depressão

Estudo recente realizado pela Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, mostra que pacientes com doenças inflamatórias intestinais apresentam até três vezes mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, especialmente durante períodos de atividade da doença¹. A relação vai além do impacto emocional de conviver com uma condição crônica e envolve também mecanismos biológicos, ligados ao chamado eixo intestino-cérebro. 

O trabalho, que ganhou destaque na última edição da Semana Brasileira das Doenças Inflamatórias Intestinais (6ª SEBRADII), reforça a necessidade de uma abordagem integrada no cuidado, que considere não apenas os sintomas gastrointestinais, mas também a saúde mental dos pacientes. O manejo adequado das DII pode contribuir para reduzir esses impactos, enquanto o suporte psicológico adequado também pode influenciar positivamente o curso da doença.

 

2) Internações por DIIs cresceram 61% em uma década

Dados recentes compilados pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a partir do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde, apontam que as internações por doenças inflamatórias intestinais cresceram 61% no Brasil nos últimos dez anos. O aumento pode refletir tanto maior incidência quanto agravamento dos casos, além de desafios no diagnóstico precoce e no manejo contínuo da doença². 

Esse crescimento também acende um alerta para o sistema de saúde, já que as DII estão associadas a internações frequentes, procedimentos complexos e uso de terapias de alto custo. A ampliação do diagnóstico e o acompanhamento adequado são fatores essenciais para evitar complicações e reduzir a necessidade de hospitalizações.

 

3) DIIs afetam especialmente a população em idade produtiva

As doenças inflamatórias intestinais apresentam maior concentração em faixas etárias mais jovens, especialmente entre 20 e 29 anos, grupo que reúne o maior volume de internações relacionadas à condição no Brasil, segundo análise recente de dados epidemiológicos. Esse perfil reforça que as DII não são doenças restritas a idosos, mas atingem principalmente pessoas em início ou pleno desenvolvimento de suas atividades profissionais e acadêmicas³. 

Esse padrão etário amplia o impacto da doença para além da saúde individual. Ao afetar especialmente a população em idade produtiva, as DII estão associadas a prejuízos na qualidade de vida, afastamentos do trabalho, queda de produtividade e impactos na trajetória educacional, sobretudo em casos com diagnóstico tardio ou controle inadequado da doença.

 

O que pode estar por trás desse avanço?

Especialistas apontam que o aumento de casos de DII está associado a mudanças no estilo de vida e no ambiente. Entre os principais fatores estão a alimentação rica em ultraprocessados, o estresse crônico, alterações na microbiota intestinal e o uso frequente de antibióticos. Esses elementos, combinados, podem contribuir para o desequilíbrio do sistema imunológico e o surgimento de doenças inflamatórias4.

 

A importância do tratamento contínuo

“Por se tratar de doenças crônicas, as DII exigem acompanhamento contínuo, mesmo fora dos períodos de crise. A interrupção do tratamento ou o controle inadequado pode levar à progressão da doença, aumento das complicações e maior risco de hospitalizações”, afirma Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring no Brasil. 

O acompanhamento regular, aliado à adesão ao tratamento e ao monitoramento dos sintomas, é fundamental para manter a doença sob controle, preservar a qualidade de vida e reduzir o impacto a longo prazo.

 

 Referências:

  1. Agência SP. Pacientes com inflamação no intestino têm três vezes mais chances de ter sono ruim, ansiedade e depressão, mostra estudo. Disponível: Link
  2. Agência Brasil. Internações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anos. Disponível: Link
  3. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação — REASE. INTERNAÇÕES POR DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS NA POPULAÇÃO BRASILEIRA NOS ANOS DE 2018 A 2023. Disponível: Link
  4. NIH. Ultra-Processed Foods, Gut Microbiota, and Inflammatory Bowel Disease: A Critical Review of Emerging Evidence. Disponível: Link.

 

Cuidados com os pacientes de Doença de Huntington no Brasil recaem principalmente para mães e esposas, aponta estudo

  

A condição rara e altamente incapacitante impacta toda a estrutura familiar, sem preparo prévio em saúde, sobrecarregadas emocional e financeiramente


O levantamento, conduzido em 2025 pela Associação Brasil Huntington (ABH), com apoio da Teva Brasil, mapeou pessoas com Doença de Huntington em 608 municípios brasileiros e evidencia que os impactos da doença vão muito além do paciente, alcançando de forma profunda seus cuidadores. Em sua maioria, são familiares diretos, que assumem a função sem preparo prévio. Intitulado Mapeamento da Doença de Huntington no Brasil: Perfil das Pessoas com DH, Cuidadores e Familiares em Risco, o estudo revela que o suporte a essas pessoas fica a cargo das mulheres (84%), com idade média de 48 anos, reforçando o peso da doença sobre o núcleo familiar próximo.

A Doença de Huntington (DH) é uma condição rara, hereditária, progressiva e neurodegenerativa, com idade média de início entre 30 e 50 anos, fase em que muitas pessoas estão em plena vida profissional e familiar. Entre os participantes do levantamento, a faixa etária média dos pacientes é de 52 anos, sendo a maioria mulheres (59%), pessoas brancas (62%) e residentes com familiares (74%). Os impactos socioeconômicos são expressivos. Apenas 23% recebem pensão por invalidez, enquanto 32% dependem de auxílio ou suporte financeiro da família.

Com a progressão da doença, o cuidado passa a ser uma responsabilidade majoritariamente do núcleo familiar mais próximo, sendo exercido principalmente por cônjuges (33%) e mães (28%), o que evidencia o impacto direto da DH na dinâmica familiar e na rotina. Do ponto de vista educacional, o estudo identificou que desses responsáveis pelos pacientes 63% têm ensino superior, mas isso não se reflete, necessariamente, em maior segurança financeira: 63% vivem de salário ou pró-labore, e 40% têm renda entre dois e três salários-mínimos.

“A Doença de Huntington provoca impactos profundos e progressivos não apenas na saúde dos pacientes, mas também na vida financeira, profissional e emocional de toda a família. À medida que os sintomas motores, cognitivos e psicológicos avançam, muitas pessoas com DH enfrentam redução da capacidade de trabalho ou afastamento precoce do mercado, o que compromete a renda familiar e aumenta a dependência de benefícios sociais ou do suporte de parentes”, explica Gladys Miranda, presidente da ABH.

O levantamento também aponta um desafio estrutural importante: três em cada quatro cuidadores não tinham nenhuma experiência prévia antes de assumir o cuidado com a pessoa diagnosticada. A falta de preparo, aliada à progressão da doença, amplia a sobrecarga emocional, financeira e social dessas famílias.

“Paralelamente, familiares, especialmente cônjuges e mães, passam a assumir o papel de cuidadores, muitas vezes interrompendo suas próprias carreiras ou reduzindo jornadas de trabalho, o que agrava a pressão econômica. Essas mudanças repercutem diretamente na qualidade de vida, com perda de autonomia, restrição de atividades sociais e de lazer, sobrecarga emocional, alterações no convívio familiar e impacto no bem-estar psicológico de todos os envolvidos”, conclui Gladys.

 

Conhecer para cuidar

A Doença de Huntington é uma condição hereditária rara, que afeta o sistema nervoso central e apresenta como características alterações motoras, comportamentais e cognitivas. É causada por uma mutação no gene que codifica a proteína huntingtina (HTT), que resulta em uma forma anormal da proteína. Essa mutação leva à morte de células nervosas em áreas específicas do cérebro e causa comprometimento em diversas funcionalidades do corpo.

A transmissão da doença segue um padrão de herança autossômica dominante: basta que um dos pais tenha o gene alterado para que cada filho tenha 50% de chance de herdar a mutação e desenvolver a doença. Homens e mulheres são igualmente afetados e, se a mutação não é herdada, a condição não é transmitida para as próximas gerações1.

A DH inicia, em geral, em pessoas entre os 30 e 50 anos, com sintomas comportamentais e/ou cognitivos e pode ser confundida com depressão, esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos. Porém, muitas vezes o diagnóstico só é fechado quando a coreia (movimentos involuntários rápidos e descoordenados) se inicia. O diagnóstico da DH é um processo multifacetado, normalmente feito por um médico neurologista, que envolve avaliação clínica, testes genéticos e, em alguns casos, exames neurológicos adicionais e teste genético confirmatório.

A agilidade na procura por acompanhamento médico auxilia o paciente e seus familiares a planejarem melhor sua assistência, prolongar a autonomia e a manter a qualidade de vida do paciente.

A DH é uma doença rara que afeta cerca de 1 em cada 10 mil pessoas na maioria dos países europeus. A incidência varia em diferentes regiões do mundo. Não existem estatísticas oficiais de casos de DH no Brasil, porém estima-se que existam entre 13 e 19 mil pessoas portadoras do gene da doença2. Há locais de alta prevalência como Feira Grande (AL), Ervália (MG) e o distrito de Salão (CE), que, provavelmente, decorrem do isolamento geográfico e casamentos entre parentes.

 

Referências  

1 ABH - Associação Brasil Huntington. Herança genética na Doença de Huntington: entenda o risco e a transmissão. Disponível em: Link

2 BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. 27/9 – Dia Nacional da Doença de Huntington. Brasília: Ministério da Saúde, [2023?]. Disponível em:Link


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