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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Feriados de novembro abrem oportunidades para viajar do Cerrado à Patagônia, com opções para todos os estilos de viajante

De parques naturais e escapadas em família a roteiros internacionais de vinho, deserto e cruzeiros, o calendário oferece alternativas para aproveitar as folgas; seguro-viagem e lounges aeroportuários completam o planejamento

 

Novembro oferece diferentes oportunidades para fazer as malas. Com Finados (2), Proclamação da República (15) e o Dia da Consciência Negra (20), o calendário reúne possibilidades para quem deseja aproveitar uma folga perto de casa, esticar o fim de semana ou embarcar em uma viagem internacional. As opções vão de cachoeiras, trilhas e experiências gastronômicas em parques brasileiros a circuitos de vinhos, paisagens desérticas e navegações pela Patagônia chilena. 

A escolha depende do tempo disponível, do orçamento e do perfil do viajante. Para famílias, os parques naturais oferecem programas que combinam lazer e contato com a natureza. Quem pretende viajar para fora do País encontra alternativas na programação da Schultz Operadora, com destinos que incluem Estados Unidos, Chile e Argentina. E, seja qual for o roteiro, serviços como seguro-viagem e lounges nos aeroportos ajudam a cuidar de duas etapas importantes da experiência: a proteção contra imprevistos e o conforto durante os deslocamentos.

 

Parques naturais para aproveitar os feriados em família

Nem toda viagem de feriado precisa envolver voos ou longos deslocamentos. Em diferentes regiões brasileiras, parques naturais oferecem alternativas para quem busca caminhadas, cachoeiras, paisagens de montanha, gastronomia e atividades de aventura. Há opções para um passeio de um dia ou para quem deseja aproveitar o período em um roteiro de fim de semana.

Parque Nacional do Itatiaia, foto divulgação Parquetur.

Na Parte Baixa do Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro, cerca de dez cachoeiras convidam a explorar a Mata Atlântica. As possibilidades de contemplação e camping tornam o destino interessante tanto para famílias quanto para moradores das cidades do entorno que desejam desacelerar e aproveitar os dias de folga ao ar livre. 

Parque Estadual do Itacolomi,
 foto divulgação Parquetur

 Em Minas Gerais, o Parque Estadual do Itacolomi, nas cidades de Ouro Preto e Mariana, combina natureza, história e paisagens panorâmicas. O Pico do Itacolomi é um dos destaques para quem gosta de caminhadas e vistas da região. Áreas de convivência e abrigos favorecem a permanência dos visitantes, e há possibilidade de fazer fogueiras nos locais autorizados, respeitando as regras de segurança. Os ingressos adquiridos online custam R$ 15,00 por pessoa.



Parque Estadual do Ibitipoca
foto divulgação Parquetur.

Ainda em Minas, o Parque Estadual do Ibitipoca é uma opção para quem deseja aliar atividades ao ar livre e gastronomia. O Circuito das Águas reúne atrativos naturais para caminhadas e contemplação, enquanto o restaurante do parque, comandado pelo chef Mateus Abdo, acrescenta uma experiência de culinária regional ao passeio. A combinação de paisagens, estrutura de apoio e alimentação permite organizar um dia com diferentes atividades, especialmente para quem parte de Belo Horizonte, Juiz de Fora e arredores.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
 foto divulgação Parquetur.
 
Em Goiás, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros reúne formações rochosas, biodiversidade do Cerrado e cachoeiras em uma das paisagens naturais mais emblemáticas do Brasil. Reconhecida como Patrimônio Natural Mundial pela Unesco, a região atrai quem procura aventura e contemplação. Os Saltos do Rio Preto estão entre os destaques, assim como as trilhas que permitem explorar o parque com diferentes níveis de intensidade. Antes da visita, é importante consultar as condições de acesso e as exigências de cada percurso. 

Já o Parque Caminhos do Mar, em São Paulo, oferece uma combinação de Mata Atlântica, patrimônio histórico e aventura a poucos quilômetros da capital paulista. A Cachoeira da Torre e os monumentos da antiga estrada dividem espaço com a tirolesa, que oferece um novo voo para quem procura adrenalina. Cafeteria, restaurante no Rancho e food trucks nas entradas de São Bernardo do Campo e Cubatão complementam o passeio. O parque também conta com serviço de van para os deslocamentos de subida e descida e possibilidade de camping. Assim como no Itacolomi, o ingresso comprado online custa R$ 15,00 por pessoa.

 

De Las Vegas às vinícolas chilenas: viagens internacionais para aproveitar as folgas

Para quem pretende ir além das fronteiras brasileiras, a Schultz Operadora reúne roteiros que combinam entretenimento, cultura, gastronomia e natureza. Nos Estados Unidos, Las Vegas é uma alternativa para quem gosta de grandes espetáculos, restaurantes, compras e museus, além da atmosfera histórica da Fremont Street.

Las Vegas
 foto divulgação Schultz.

A cidade também pode ser interessante para quem tem flexibilidade de datas e busca tarifas de hospedagem mais econômicas. Para uma estada de quatro noites, com entrada no domingo, 22 de novembro, a Schultz apresenta opções a partir de US$ 17 por pessoa, em apartamento duplo, no Flamingo Las Vegas Hotel & Casino. O The STRAT Hotel, Casino & Tower tem tarifas desde US$ 18 por pessoa; o Excalibur Hotel and Casino e o Harrah’s Las Vegas Hotel & Casino partem de US$ 19; e o Sahara Las Vegas, de US$ 27. Os valores não incluem taxas e estão sujeitos à disponibilidade e a alterações. 

Na América do Sul, o Chile oferece uma combinação de experiências urbanas, vinícolas e paisagens naturais. O pacote Chile, Vinhos e Deserto, de oito dias e sete noites, começa em Santiago, com visita aos principais pontos da capital, e segue para as vinícolas Alyan e Haras de Pirque, onde estão previstas degustações e refeições. Na sequência, a viagem chega a San Pedro de Atacama, com visitas ao Vale da Lua ao pôr do sol, às Lagoas Altiplânicas, a Piedras Rojas, aos Gêiseres del Tatio e ao povoado de Machuca, além de uma noite dedicada à observação astronômica.

O programa custa a partir de R$ 9.999,08 por pessoa, mais taxas, e inclui hospedagem com café da manhã, traslados, passeios, degustações, refeições selecionadas e ingressos especificados no itinerário. É uma opção para quem deseja combinar enogastronomia e contemplação em uma única viagem. 

Para quem prefere concentrar o roteiro no deserto e busca uma alternativa de menor custo, a Rota do Deserto – San Pedro de Atacama percorre, em sete dias, alguns dos cenários mais conhecidos do norte chileno. O itinerário inclui o Vale da Lua, o Vale do Arco-Íris, as Lagoas Altiplânicas, Piedras Rojas, os Gêiseres del Tatio, Machuca, a Rota dos Salares e a Laguna Cejar, conhecida pela elevada concentração de sal, que permite flutuar na água. O pacote parte de R$ 7.589,92 por pessoa, mais taxas, e contempla hospedagem com café da manhã, traslados entre o aeroporto de Calama e San Pedro de Atacama, passeios regulares, ingressos previstos no itinerário e dois almoços. 

Rota do vinho
 foto divulgação Schultz.

A Patagônia chilena, por sua vez, é indicada para quem busca paisagens remotas e uma experiência de viagem marcada pela contemplação. O cruzeiro Skorpios II – Rota Chonos, com seis dias e cinco noites, parte de Puerto Montt e percorre cerca de 800 milhas náuticas por canais e arquipélagos, com paradas em comunidades como Quemchi, Puerto Aguirre e Dalcahue. Um dos pontos altos é a aproximação ao Glacial San Rafael, em meio a icebergs. O roteiro também contempla as fontes termais de Quitralco e ilhotas habitadas por aves e animais marinhos.O programa parte de R$ 14.497,60 por pessoa, mais taxas, e inclui cinco noites a bordo, pensão completa, bar aberto em período determinado e passeios previstos no itinerário. 

Já a Rota do Vinho 3 conecta Buenos Aires, Mendoza e Santiago em dez dias e nove noites, reunindo três cidades com identidades próprias e importantes regiões produtoras de vinho da Argentina e do Chile. O circuito é uma alternativa para quem deseja combinar cultura urbana, gastronomia e enologia em uma única viagem. O valor parte de R$ 7.000,05 por pessoa, mais taxas.

 

Seguro-viagem: proteção para imprevistos antes mesmo da partida

Independentemente do destino, o planejamento não termina com a compra das passagens e a reserva da hospedagem. Imprevistos antes do embarque podem comprometer a viagem e gerar prejuízos financeiros, motivo pelo qual a contratação de um seguro com cobertura de cancelamento pode ser relevante.

Foto divulgação gerada por IA - Chat GPT

A Vital Card oferece uma modalidade de seguro de cancelamento de viagem que prevê 28 motivos para acionamento, conforme as condições do plano contratado. Entre as situações contempladas estão demissão involuntária sem justa causa, cancelamento de férias pelo empregador, roubo ou furto de passaporte antes do embarque, acidentes com veículos que impeçam o deslocamento e ocorrências graves no domicílio, como incêndio, alagamento ou roubo. A lista também inclui circunstâncias específicas, como separação ou divórcio inesperado, morte de animal de estimação com microchipagem e negativa de visto, observadas as regras de elegibilidade e documentação. 

Além da proteção para cancelamento, os planos da empresa podem incluir despesas médico-hospitalares por evento, despesas médicas decorrentes da prática amadora de esportes, indenização por danos à bagagem e assistência financeira para situações de atraso de voo que envolvam hospedagem e alimentação, de acordo com a cobertura contratada. No caso de extravio de bagagem, a proteção indicada pela empresa é suplementar aos valores pagos pelas companhias aéreas. 

A recomendação é conferir previamente as coberturas, os limites, as exclusões e os documentos exigidos. Essa atenção é especialmente importante em viagens internacionais, cruzeiros e roteiros que envolvam trilhas ou atividades ao ar livre.

 

Lounges aeroportuários: conforto para embarques e conexões

O tempo de espera também faz parte da experiência de viagem, especialmente em períodos de maior movimentação nos aeroportos. Para quem viaja sozinho, com amigos ou com a família, os lounges do Plaza Premium Group nos aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro oferecem uma alternativa para descansar, fazer uma refeição ou trabalhar antes do próximo voo.

 

Plaza Premium Lounge no RIOgaleão
 foto divulgação PPG.

No RIOgaleão, os Plaza Premium Lounge das áreas de embarque doméstico e internacional funcionam 24 horas por dia. A operação ininterrupta é ainda mais especial para passageiros com voos de madrugada, conexões longas ou intervalos entre trechos nacionais e internacionais. Os espaços oferecem ambientes climatizados, Wi-Fi, opções de alimentação e bebidas e estrutura para descanso e trabalho. O acesso pode ser adquirido avulso ou por meio de programas parceiros, conforme as regras de cada modalidade. 

No Aeroporto Internacional de São Paulo, o GRU Airport, em Guarulhos, o Plaza Premium Lounge da área de embarque doméstico do Terminal 2 funciona diariamente das 5h às 23h. Já a unidade da área pública do Terminal 2, antes do controle de segurança, opera das 6h às 22h. Os ambientes contam com opções de alimentação e bebidas, Wi-Fi e espaços para descanso e trabalho. A unidade de embarque doméstico também oferece chuveiros e estrutura para reuniões.

 

PIS e Cofins sem ICMS: o que muda para as empresas após a decisão do STF

Mesmo com tese favorável no Supremo, prazo prescricional e possível recurso da União exigem atenção dos contribuintes para garantir a restituição de impostos

 

Advogados tributaristas que acompanham o desfecho do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a exclusão de créditos presumidos do ICMS - um dos tipos de benefícios fiscais concedidos pelos Estados - da base de cálculo do PIS e da Cofins aguardam a publicação do acórdão e a apresentação de recurso pela União para avaliar o alcance da decisão. 

No início de outubro, por maioria dos votos (7x4), os ministros decidiram que os créditos fiscais presumidos do imposto estadual não podem ser incluídos na base de cálculo do Pis e da Cofins, pois não representam receita nova das empresas, mas resultam de renúncia fiscal e têm como efeito a redução do imposto devido. 

A tese favorável aos contribuintes já foi fixada, mas, devido a algumas particularidades do julgamento, é preciso aguardar o texto do acórdão, na avaliação de tributaristas. Para Djalma Rodrigues, sócio da área tributária do Miguel Neto Advogados, embora os embargos de declaração - recurso destinado a esclarecer omissões, obscuridades ou contradições da decisão - não sirvam para rediscutir o mérito, há pontos de atenção no julgamento. 

O primeiro, diz o advogado, é o pedido de modulação de efeitos, isto é, de limitação temporal da decisão. Este é um ponto que não foi discutido no julgamento, mas que pode ser requerido pela Fazenda na apresentação dos embargos e, na prática, tem o maior potencial para alterar os efeitos da decisão para as empresas.

“Outro aspecto é que parte da maioria foi formada por votos de ministros já aposentados, e um dos ministros vencidos sinalizou que a questão poderia ser novamente discutida nos embargos, considerando a atual composição da Corte”, complementa Rodrigues. Na visão do advogado, a reversão da tese parece pouco provável, mas não pode ser completamente descartada.

Esse julgamento se arrastava desde 2021, quando foi suspenso por um pedido de destaque do ministro Gilmar Mendes. Na época, o tribunal computou os votos de quatro ministros que já se aposentaram: Marco Aurélio (relator), Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso, todos favoráveis aos contribuintes.

A nova configuração do tribunal foi citada no voto do Ministro Alexandre de Moraes, que é favorável à inclusão dos créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do Pis/Cofis. Em seu voto, Moraes chamou a atenção para o fato de que um eventual embargo de declaração poderá trazer o tema de volta ao plenário, desta vez com a participação dos ministros sucessores que ainda não votaram: André Mendonça, Flávio Dino e Cristiano Zanin.


Novas ações

Para o advogado, apesar das incertezas, as empresas que usufruem de créditos presumidos de ICMS e recolheram Pis e Cofins sobre esses valores devem avaliar a possibilidade de medidas judiciais. Dentre as razões que justificam a ida ao Judiciário está o prazo prescricional.

Isso porque, como regra, a recuperação dos valores recolhidos indevidamente alcança os cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação. “Dessa forma, a demora pode reduzir o montante recuperável, na medida em que os recolhimentos mais antigos vão sendo alcançados pela prescrição”, explica.

LEIA TAMBÉM: ‘Filhotes’ da tese do século vão dominar pauta dos tribunais em 2026

Outro motivo para recorrer à Justiça é o risco da modulação. De acordo com o tributarista, quando o STF limita os efeitos de decisões tributárias, costuma preservar situações de contribuintes que já haviam ingressado com ações judiciais ou apresentado pedidos administrativos. “O marco temporal, porém, é definido pelo próprio Tribunal e pode coincidir com a data do julgamento, que já passou. Portanto, ajuizar uma ação agora não garante proteção contra uma eventual modulação, embora possa ser importante para resguardar a discussão individual do contribuinte”, ressalta.

A terceira razão apontada pelo advogado é a segurança jurídica. Como a decisão do STF não foi incorporada de maneira uniforme à orientação da Receita Federal - que inclui os créditos presumidos a partir de 2024 - a exclusão dos valores das bases de cálculo ou a compensação de créditos exige cautela, especialmente se não há respaldo judicial.


Modulação e impactos

Para Mauricio Chapinoti, sócio da área tributária do Gasparini, Barbosa e Freire Advogados, a União pode opor embargos de declaração, mas dificilmente deve conseguir reverter o resultado. Mas é preciso ficar atento, recomenda o tributarista, à possibilidade de requerer a modulação de efeitos para esse julgamento, sob o argumento de que a matéria era controversa e que a decisão deve ter impactos relevantes na economia do país.

Dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 estimam um impacto fiscal de R$ 16,5 bilhões desfavorável à União, sem considerar a fixação de uma modulação de efeitos da decisão.

“Há o risco de o STF limitar a aplicação da decisão apenas aos contribuintes que já haviam ajuizado uma ação individual específica, limitando a recuperação de valores recolhidos indevidamente àqueles que não ajuizaram as suas ações”, analisa.

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O tributarista explica que a publicação do acórdão deve trazer a redação final da tese, que vai delimitar quais incentivos de crédito presumido estão abrangidos, e os fundamentos que prevaleceram, o que ajuda a medir o alcance da decisão, inclusive para períodos mais recentes, já que a legislação sobre subvenções mudou em 2024.

Sobre a questão do período, na avaliação de Regis Trigo, tributarista do Hondatar, o julgamento apreciou um recurso antigo, anterior à Lei 14.789 (que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2024), aplicando-se diretamente ao período de dezembro de 2023 para trás. “O recurso apreciava a questão dos créditos presumidos com base em uma regra antiga, anterior a 2024”, explica.

A dúvida, de acordo com Trigo, é saber se a declaração de inconstitucionalidade do STF abordou a regra nova. Como os fundamentos para afastar a tributação antes e depois da nova lei são basicamente os mesmos, o julgamento poderia resolver tudo de uma só vez. "Tenho dúvidas se os ministros poderiam deliberar sem a regra nova por uma limitação do próprio objeto do recurso que estão julgando. Só lendo o acordão para saber", complementa. 

Para o advogado, essa decisão do STF consolida na esfera constitucional um entendimento que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia pacificado em 2017, em relação ao IRPJ e CSLL, e dificilmente será modificada em seu mérito, apesar da nova composição do tribunal. “O julgamento de mérito está encerrado. Os ministros que não votaram no passado estarão limitados a analisar ou a votar apenas os embargos de declaração, que certamente pedirão a modulação dos efeitos”, explica.

O entendimento da Corte, na sua visão, é de extrema importância para empresas localizadas nos estados que utilizam esses incentivos (como os da região Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). A tese é particularmente importante para o setor têxtil, representado pelo Sinditêxtil, que ingressou com mandados de segurança coletivos sobre a matéria e depende desses benefícios para competir com o mercado chinês.

 

LEIA MAIS

STF decide que ISS não faz parte da base de cálculo do PIS/Cofins

 

Silvia Pimentel

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/pis-e-cofins-sem-icms-o-que-muda-para-as-empresas-apos-a-decisao-do-stf

 

Pesquisa revela desafios e oportunidades nos conselhos empresariais

Estudo feito pela Wide mostra que a necessidade de profissionalização da gestão é um dos maiores impulsos para a área


A criação ou ampliação de um conselho representa, para 50% das empresas brasileiras, uma resposta à necessidade de profissionalizar a gestão, como alavanca de estruturação, sustentação e direcionamento do negócio. Essa foi a principal constatação da pesquisa "A Governança em Evolução: a visão de Conselheiros e Empresários sobre o próximo ciclo das empresas", desenvolvida pela Wide, boutique de recrutamento executiva focado em posições de alta e média gestão, em parceria com a ABC3, Associação Brasileira de Conselheiros Consultivos.      

Realizada entre abril e julho de 2026, o estudo ouviu 178 profissionais, sendo 121 conselheiros e 57 empresários. A amostra conta com empresas de diferentes portes e segmentos, sendo liderada por companhias B2B (26%), Indústria/Manufatura (13%) e Construção/Infraestrutura (11%). Mais de 60% contam com até 200 colaboradores, 55% estão concentradas no Sudeste e 33% têm faturamento superior a R$ 500 milhões/ano.  

A principal prioridade estratégica das empresas ao consolidar um conselho é o crescimento (80%), seguida pelo ganho de eficiência (67%). Em menor proporção, aparecem objetivos como sucessão (17%) e estruturação da governança (13%). 

Quando observada a evolução da governança, percebe-se que a maioria das empresas ainda mantém as decisões concentradas nos fundadores (53%), enquanto em 32% das companhias a liderança já passa a conduzir esse tema com maior autonomia. Sob a perspectiva de acionistas e empresários, as principais carências percebidas nos Conselhos estão relacionadas à ausência de direcionamento estratégico (55%) e à falta de uma visão mais robusta sobre tecnologia e transformação digital (45%) — lacunas que tendem a ganhar relevância à medida que as empresas crescem, se tornam mais complexas e ampliam suas agendas de transformação. 

O principal motivo para a criação ou ampliação de um conselho é, justamente, a necessidade de profissionalização da gestão (50%), seguida pela busca de apoio à estratégia (41%) e, obviamente, o crescimento e expansão (32%). "Muito mais do que representar uma mudança na composição da liderança, o conselho envolve a busca por uma maior qualidade na dinâmica das decisões, apoio às prioridades estratégias e uma visão mais estruturada sobre a gestão, de maneira que cresçam e se tornem mais competitivas", destaca Thiago Xavier, headhunter e sócio da Wide. 

Há um potencial relevante de mercado para a atuação como Conselheiro e, diante da crescente demanda por esses profissionais, torna-se fundamental compreender como essa trajetória se constrói e como as oportunidades surgem. Trata-se de uma carreira que amadurece gradualmente e tende a ganhar tração ao longo do tempo. 

Entre os Conselheiros ouvidos, 39% têm entre 55 e 64 anos, refletindo um perfil predominantemente associado a trajetórias executivas mais seniores. Mais de 60% já ocuparam posições de Diretor/Head e/ou C-level, enquanto 17% tiveram experiência como CEO. 

Nos primeiros cinco anos de atuação como Conselheiro, é mais comum a participação em um ou dois conselhos. Com o avanço da experiência, essa presença tende a se ampliar, com profissionais passando a atuar simultaneamente em diferentes Conselhos. Nesse processo, o networking exerce papel central: mais de 82% dos convites têm origem na própria rede de relacionamentos dos Conselheiros. 

Na remuneração, entretanto, ainda não há um padrão claramente consolidado, refletindo a coexistência de diferentes modelos de atuação. Entre os Conselheiros ouvidos, 33% recebem remuneração fixa, enquanto 30% não são remunerados. 

Esse cenário reforça a percepção de que a atuação em Conselhos passa por um processo de amadurecimento e profissionalização, mas ainda distante de um modelo plenamente institucionalizado. Como sintetiza a análise: “os dados evidenciam um sinal claro de amadurecimento em curso, mesmo que ainda distante de um modelo plenamente institucionalizado.” 

Na visão dos Conselheiros, os principais entraves para uma atuação mais efetiva estão relacionados à falta de estrutura de gestão (45%), à baixa clareza sobre papéis e responsabilidades (42%) e à ausência ou insuficiência de indicadores (40%). 

Além desses fatores, questões societárias — como abertura dos sócios ao papel do Conselho e conflitos entre as partes — também podem limitar a qualidade das discussões e a fluidez da tomada de decisão. O desafio, portanto, está em criar as condições necessárias para que o Conselho opere com clareza de mandato, acesso à informação e maior efetividade na geração de valor para o negócio. 

Os insights colhidos no estudo evidenciam que a governança deixou de ser apenas uma estrutura institucional para se tornar um instrumento prático de crescimento, qualidade de ações e sustentação da perpetuidade corporativa. "É justamente aqui que o conselho ganha destaque, sendo mais buscado a fim de profissionalizar essa gestão e, com isso, tornar as decisões mais estratégicas a fim de alavancar a competitividade das empresas. Se trata de uma evolução gradual, mas que já é vista e compreendida como essencial para corrigir os gaps internos e, com isso, projetar um futuro cada vez mais sustentável para as companhias", finaliza. 

 

Wide
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Celular roubado pode comprometer vendas e expor clientes de pequenos negócios

IMAGEM: Governo de SP

 
Bloqueio de acessos, comunicação com clientes e preservação de provas estão entre as medidas para reduzir prejuízos, e operações como a Frank Mobile (na foto) mobilizam agentes policiais para recuperar aparelhos em São Paulo. Saiba como se precaver para que um crime patrimonial não resulte em fraude bancária, vazamento de dados ou golpe


O roubo de um celular utilizado nas atividades de uma empresa pode gerar prejuízos que vão além da perda do aparelho. Para pequenos negócios que dependem do WhatsApp para atender clientes, de aplicativos bancários para movimentar recursos e de plataformas digitais para realizar vendas, a ocorrência pode comprometer o atendimento, facilitar fraudes e expor dados pessoais. 

O tema ganha relevância com a Operação Frank Mobile, recém-realizada pelas polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A ação mobilizou mais de 1,7 mil agentes em setembro para investigar a cadeia criminosa de roubo, furto e comércio ilegal de celulares. Os aparelhos recuperados começaram a ser devolvidos às vítimas. 

Diante desse cenário, empresários precisam agir rapidamente para reduzir os riscos após o roubo de um dispositivo utilizado para os negócios. Entre as primeiras medidas estão registrar boletim de ocorrência, bloquear a linha telefônica e o aparelho, comunicar as instituições financeiras e alterar as senhas dos serviços acessados pelo celular.

“A reação deve ser imediata. O empresário deve registrar boletim de ocorrência, bloquear a linha e o aparelho, comunicar os bancos e alterar as senhas de e-mail, WhatsApp, redes sociais e sistemas corporativos”, afirma Ana Krasovic, advogada criminalista.

Segundo a advogada, também é importante encerrar as sessões abertas no dispositivo. “Hoje, o roubo de um aparelho corporativo não representa apenas a perda de um bem: pode significar acesso às contas, aos dados e até à identidade digital da empresa”, diz 


Bloqueio da linha e proteção das contas 

Uma das ferramentas disponíveis para auxiliar as vítimas é o Celular Seguro, programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que permite emitir um alerta de roubo, furto ou extravio e solicitar bloqueios junto às instituições participantes.

O programa oferece modalidades distintas de bloqueio, que podem afetar a linha telefônica, as contas vinculadas às instituições parceiras e o uso do aparelho na rede de telefonia. O empresário deve verificar as condições de cada opção antes de emitir o alerta. O procedimento não substitui o registro do boletim de ocorrência.

Também é necessário entrar em contato com a operadora para solicitar o bloqueio da linha e procurar os bancos pelos canais oficiais para proteger as contas e verificar eventuais movimentações suspeitas. As ferramentas oficiais do fabricante podem ser utilizadas para localizar ou bloquear remotamente o dispositivo e, quando necessário, apagar os dados armazenados.


Comunicação com clientes e preservação de provas

Se houver risco de golpes, clientes e fornecedores devem ser alertados pelos canais oficiais da empresa. A medida ajuda a evitar que criminosos utilizem o número corporativo para solicitar transferências, enviar links fraudulentos ou se passar pelo empreendedor. “Se houver risco de golpes, clientes e fornecedores também devem ser alertados pelos canais oficiais da empresa”, orienta Ana.

A preservação de provas também é importante para a investigação e para uma eventual ação judicial. Entre os documentos que devem ser guardados estão o boletim de ocorrência, os protocolos de bloqueio, os alertas de acesso, as mensagens enviadas pelos criminosos e os comprovantes de transferências relacionadas às fraudes.

“Tudo deve ser documentado. Boletim de ocorrência, protocolos de bloqueio, alertas de acesso, e-mails, prints das mensagens enviadas pelos criminosos, comprovantes de transferências e dados de contas ou chaves Pix utilizadas nas fraudes”, afirma a advogada.

A documentação pode ajudar a identificar os responsáveis e reconstruir a sequência dos acontecimentos. “Essa documentação ajuda a identificar os autores e, principalmente, a reconstruir a cronologia do crime”, acrescenta.

Caso o celular seja utilizado para acessar contas bancárias, também é importante verificar se houve movimentações não-autorizadas e comunicar imediatamente a instituição financeira. Comprovantes, protocolos de atendimento e registros das transações podem ajudar na apuração dos fatos e na tentativa de recuperar valores. 

Empresa pode ser responsabilizada por golpes? 

O uso do celular roubado para aplicar golpes em clientes não torna a empresa automaticamente responsável pelos prejuízos. A análise depende das circunstâncias e da existência de eventuais falhas de segurança ou omissões que tenham contribuído para o dano.

“A empresa é vítima do crime. Mas pode haver discussão sobre responsabilidade se ficar demonstrado que houve falha relevante de segurança ou omissão depois do roubo”, explica Ana.

A advogada cita como exemplo a situação em que a empresa descobre que seu número está sendo utilizado para aplicar golpes, mas não bloqueia os acessos nem alerta os clientes. “O ponto central será verificar se houve negligência e se ela contribuiu efetivamente para o prejuízo”, afirma.

Quando o aparelho contém dados pessoais de clientes e há o comprometimento dessas informações, a empresa deve avaliar as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Caso o incidente represente risco ou dano relevante aos titulares, é necessário notificar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e as pessoas afetadas, conforme as regras aplicáveis.

Cuidados ao recuperar o aparelho

A recuperação do celular não significa necessariamente que todos os riscos foram eliminados. Antes de voltar a utilizar o dispositivo nas atividades da empresa, é importante verificar a situação do bloqueio, revisar os acessos às contas e confirmar com as instituições envolvidas quais procedimentos são necessários para restabelecer os serviços.

Também é recomendável alterar as credenciais que possam ter sido expostas, encerrar sessões desconhecidas e verificar se foram instalados aplicativos ou realizadas alterações não autorizadas. Se houver suspeita de comprometimento do sistema, a empresa deve buscar orientação técnica antes de voltar a utilizar o aparelho para acessar informações financeiras ou dados de clientes.

Além do roubo ou furto do dispositivo, a utilização posterior pode configurar outros crimes, dependendo das circunstâncias, como estelionato e invasão de dispositivo informático. Na esfera patrimonial, também é possível buscar o rastreamento e bloqueio de valores e a reparação dos danos, conforme o caso.

Para Ana, o celular corporativo deve ser tratado como uma extensão da própria empresa. “Quando ele é roubado, a rapidez da resposta pode ser determinante para impedir que um crime patrimonial se transforme em fraude bancária, vazamento de dados e golpes contra clientes”, conclui.


Bruna Santos

https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/celular-roubado-pode-comprometer-vendas-e-expor-clientes-de-pequenos-negocios


Liderança internacional: qual o impacto da distância na tomada de decisão executiva?


A distância deixou de ser um impeditivo para fazer negócios, mas não deixou de ser um desafio para quem precisa liderá-los. Por um lado, os avanços tecnológicos permitiram que executivos construam redes internacionais, acessem novos mercados e estabeleçam relações comerciais sem depender da proximidade física. Por outro, quanto mais distribuída é essa atuação, maior pode ser a complexidade para entender as necessidades locais, alinhar expectativas e garantir que uma estratégia concebida em um país seja executada com qualidade em outro.

Segundo uma pesquisa recente do HSBC, apesar de 77% das empresas planejarem expandir suas operações para novos mercados internacionais nos próximos dois anos, 35% apontam fatores econômicos e 34% regulação política/comercial como principais barreiras desse objetivo. É justamente nesse ponto que a conectividade, embora reduza barreiras, não elimina a complexidade da expansão.

Redes sociais, plataformas digitais e ferramentas de colaboração aproximaram empresas, profissionais e mercados como nunca antes – favorecendo, como exemplo, o surgimento de novas jornadas de compra e modelos de trabalho. Na prática, contudo, cada novo ecossistema traz seus próprios códigos: formas de acordos comerciais, expectativas dos clientes, dinâmica competitiva, regulamentações, estruturas de distribuição e, sobretudo, redes de relacionamento que influenciam a maneira como os negócios acontecem.

Nesse cenário, a distância física é um dos empecilhos que, naturalmente, eleva essa complexidade, aumentando a necessidade de criar mecanismos de governança que garantam velocidade, sem transformar a gestão em uma sucessão interminável de reuniões. Isso porque, quando a liderança está próxima das equipes, parte do contexto e comunicação ocorrem com maior naturalidade: seja por meio de um almoço de negócios, uma conversa rápida no corredor, uma troca antes de uma reunião ou, até mesmo, a percepção sobre o comportamento dos profissionais, que ajuda a formar uma leitura sobre o que está acontecendo.

À distância, essa dinâmica deixa de acontecer de maneira espontânea e precisa ser reforçada através de um sistema de comunicação eficaz, em espaços para que essas trocas continuem acontecendo. Aqui, não basta estabelecer reuniões recorrentes – o que apenas lota a agenda do líder e de seus liderados, sem sobrar tempo de qualidade para que sejam produtivos em tarefas cruciais para um ROI positivo. É necessário definir o propósito de cada interação, quais informações precisam circular e como os diferentes mercados podem levar seus sinais até quem toma as decisões, de forma que a liderança saiba o que está acontecendo na operação, quais assuntos demandam sua intervenção e, principalmente, quais decisões não podem esperar.

Nesse sentido, outro aspecto difícil de ter uma equipe global é garantir qualidade da entrega em toda a cadeia, entendendo as particularidades de cada mercado e as questões culturais da região em si – o que envolve aspectos muito maiores do que, apenas, as diferenças linguísticas. Uma equipe global precisa ser construída também a partir de vínculos entre as pessoas, criando espaços para que conheçam umas às outras, desenvolvam confiança e compreendam as diferentes formas de trabalhar, reduzindo brechas para ruídos e desentendimentos. Isso também permitirá combinar perspectivas sobre as demandas de cada região, identificar necessidades que poderiam passar despercebidas e traduzir esses aprendizados em soluções mais aderentes.

A capacidade de se diferenciar diante dos concorrentes locais também precisa entrar nessa equação. O preço continua sendo um fator relevante nessa disputa, sobretudo, em mercados onde é comum que as empresas combinem profissionais locais com equipes distribuídas em outros países, inclusive para acessar tecnologias e competências com estruturas de custo mais competitivas. É preciso demonstrar capacidade de entregar valor de acordo com as expectativas daquele contexto – adaptação que deixa de ser apenas uma questão comercial e passa a fazer parte da construção da reputação corporativa, conquistando confiança, credibilidade e espaço para crescer.

Esse equilíbrio também passa por definir, com clareza, os limites entre as diretrizes da matriz e a autonomia de cada operação. Para uma empresa brasileira, por exemplo, ampliar a participação de receitas provenientes de mercados mais maduros pode representar uma frente estratégica de crescimento e diversificação. Mas, para que essa expansão seja sustentável, é fundamental estabelecer papéis, responsabilidades e prioridades de decisão: o que deve ser definido globalmente, o que pode ser adaptado pela liderança local e quais situações exigem uma revisão da própria matriz – da precificação, às bonificações legais e margem de negociação, por exemplo.

Para as empresas que estão iniciando essa jornada, o primeiro passo é garantir um alinhamento muito próximo entre sócios e executivos, de forma que conheçam os diferenciais de cada operação, mapeiem os concorrentes, entendam as demandas do mercado e do público-alvo e, ao mesmo tempo, consigam olhar para dentro da própria organização para identificar onde estão as melhores oportunidades e quais canais podem ajudar a alcançá-las. Os resultados de uma expansão podem levar tempo até aparecerem, fazendo com que o teste de hipóteses, aprendizado com os primeiros movimentos e construção gradual de uma base de clientes sejam etapas necessárias para transformar uma aposta em uma operação sólida.

Por fim, liderar à distância não significa tornar toda a relação remota. Algumas conexões precisam de presença física para serem fortalecidas, seja em reuniões estratégicas, encontros de equipe ou momentos sociais que permitam criar vínculos que, dificilmente, surgem em uma videoconferência. Ao mesmo tempo, a organização precisa preservar uma equidade de proximidade, considerando que estar fisicamente mais perto da matriz não pode significar ter mais acesso a informações, oportunidades ou benefícios. Critérios claros e justos de participação e reconhecimento ajudam a garantir que a distância geográfica seja apenas uma característica da operação, e não um fator que determine quem está mais próximo das decisões ou das oportunidades de crescimento.



Carlos Pessoa - IT Advisory Services Director da Numen.

Danilo Santos - Chief Product Officer da Numen.

https://numenit.com/


Black Friday: 5 em cada 10 brasileiros querem investir em automação e segurança; veja 10 tecnologias

Alarmes,controles,

fechaduras inteligentes: 5 em cada 10 brasileiros desejam investir em automação e segurança residencial nesta Black Friday

 

O mercado brasileiro de casas inteligentes movimentou US$2,96 bilhões em 2024 e deve crescer, em média, 27,6% ao ano até 2030, segundo uma estimativa da consultoria Grand View Research. Esse avanço reflete o interesse crescente por tecnologias que tornam as residências mais conectadas, práticas e seguras – tendência que também se manifesta nas intenções de compra para a próxima Black Friday, quando os consumidores buscarão oportunidades para investir em automação e segurança doméstica. 

Um levantamento da Verisure, empresa especializada em alarmes monitorados, mostra que 48% dos brasileiros entrevistados pretendem comprar produtos de automação e segurança residencial durante a data. O estudo investigou os planos de consumo para a casa no período de ofertas e identificou quais dispositivos despertam maior interesse.  

As câmeras de segurança lideram as preferências nacionais, citadas por 51% dos respondentes. Na sequência, aparecem as lâmpadas e tomadas automatizadas, com 44% das menções. Os resultados apontam para o interesse dos consumidores tanto em reforçar a proteção da casa quanto em tornar a rotina mais prática. Enquanto as câmeras permitem monitorar o ambiente à distância, os dispositivos inteligentes facilitam o controle da iluminação e podem contribuir para o uso mais eficiente de energia.  

As fechaduras inteligentes, mencionadas por 41,2% dos participantes, e os assistentes de voz, com 35,2%, também estão entre os itens mais desejados. A procura por essas tecnologias reforça a busca por conveniência no dia a dia: as fechaduras permitem controlar o acesso à residência por meio de senhas ou biometria, enquanto os assistentes possibilitam acionar dispositivos e realizar tarefas por comandos de voz. 

 


O que leva os brasileiros a investir em tecnologias de proteção para o lar?

 

Ao longo do estudo, fica claro como investir na proteção do lar não depende necessariamente de já ter passado por uma situação de risco. Isso porque, na prática, 4 em cada 10 entrevistados afirmaram que investiriam em segurança preventiva mesmo sem nunca terem vivenciado uma ocorrência desse tipo, o que indica que a preocupação em evitar possíveis ameaças também influencia a decisão de compra. 

 

 

As necessidades da família também têm peso nessa escolha. Ter filhos ou dependentes foi apontado por 34,6% dos participantes como um motivo para investir em segurança residencial na próxima Black Friday. Já passar mais tempo fora de casa apareceu em 22,8% das respostas, seguido pela presença de animais de estimação, citada por 22,2%. 

Para Rodrigo Monteiro, diretor de Marketing da Verisure, os resultados refletem uma mudança na maneira como os consumidores encaram a proteção do lar, que passa a fazer parte do planejamento cotidiano, e não apenas a ser considerada após uma experiência negativa. “O consumidor passou a olhar para a segurança do lar de forma mais preventiva. Ele não busca mais a segurança apenas após um evento traumático, mas sim como uma camada de tranquilidade integrada à rotina da família”, afirma.  

 

Preço importa, mas confiança e reputação da marca também pesam na decisão  

Ao que tudo indica, as ofertas da Black Friday serão um incentivo importante para quem pretende investir em segurança residencial: 6 em cada 10 entrevistados apontam o preço e as condições de pagamento como fatores relevantes na escolha dos produtos. Mas, quando o assunto é proteger a casa, o desconto não é o único aspecto levado em consideração.  

A reputação da marca aparece em segundo lugar, citada por 55,8% dos participantes, seguida pela qualidade do produto (48,4%). A facilidade de instalação e uso também influencia a decisão de compra, com 45,2% das menções, assim como a oferta de garantia e suporte, apontada por 43,4%. Os resultados mostram que, além de buscar boas condições de compra, os consumidores valorizam a confiança e a praticidade na hora de escolher soluções para o lar.  

“Ao se investir em segurança residencial, é importante avaliar não apenas a tecnologia oferecida, mas também a qualidade do serviço, a disponibilidade de suporte técnico e a proteção de dados. Esses fatores são fundamentais para que a solução ofereça tranquilidade à família no dia a dia”, afirma o diretor de Marketing da Verisure. 

 

Metodologia  

Para identificar as intenções de compra dos brasileiros para a Black Friday de 2026, com foco em segurança e automação residencial, a Verisure entrevistou 500 consumidores com mais de 18 anos, conectados à internet e residentes em todas as regiões do país. A pesquisa foi realizada nas últimas semanas e tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de 4,4 pontos percentuais. 

O questionário contou com 7 perguntas sobre intenção de compra na data, das categorias de produtos mais desejados aos critérios considerados na escolha de produtos de segurança. A partir das respostas, foram elaborados rankings que mostram as preferências e prioridades dos entrevistados

 

Campanha global utiliza números falsos de suporte aéreo em domínios de confiança para enganar vítimas

 

Criminosos aproveitam-se de formulários públicos em sites para indexar PDFs fraudulentos que surgem em motores de busca e respostas geradas por IA

 

Uma operação cibernética em grande escala explora resultados de pesquisa e ferramentas de Inteligência Artificial para disseminar números de telefone falsos de companhias aéreas, agências e empresas de transporte. O alerta é da Check Point Software, que aponta que a tática se aproveita de momentos de alta vulnerabilidade dos clientes, como voos cancelados, conexões perdidas ou atrasos em reembolsos. 

Em vez de criar sites maliciosos do zero, os criminosos geram massivamente documentos em formato PDF com guias falsos de contato, e conseguem alojá-los em plataformas legítimas de alta autoridade, como portais governamentais, sistemas universitários e formulários de empregos públicos.  

 

Abuso de domínios de confiança para burlar motores de busca e IA 

A Check Point explica que os hackers se aproveitam de falhas de segurança e diretórios expostos em componentes de gestão de conteúdos (como Drupal e WordPress) para carregar ficheiros em domínios institucionais de prestígio. Como os PDFs passam em validações comuns de formulários, e não contêm códigos maliciosos ou vírus, passam ilesos por as antivírus tradicionais.  

No entanto, a autoridade desses domínios oficiais faz com que os motores de busca indexem rapidamente os documentos fraudulentos. Além disso, a estratégia dos atacantes — estruturada com títulos focados em perguntas (FAQs) e repetição de palavras-chave — consegue envenenar os algoritmos de AEO (Answer Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization), fazendo com que os números falsos apareçam diretamente em sumários gerados por IA, como os da Meta AI no Facebook, e em anúncios em redes sociais.  

"Quando um viajante desesperado procura um canal de atendimento urgente, ele confia nos primeiros resultados indexados em sites oficiais ou sugeridos por assistentes de IA. Essa mesma confiança é instrumentalizada para capturar eventuais vítimas”, diz a equipe de pesquisa da Check Point, em depoimento. 

 

Proteção 

Uma vez que o cliente liga para o número falso exibido nos documentos ou anúncios, inicia-se um golpe de retorno de chamada (também conhecido como callback-fraud), onde os falsos atendentes pressionam as vítimas a pagar taxas fictícias ou a divulgar dados confidenciais de pagamento e reservas utilizando métodos de difícil rastreio, como criptomoedas, cartões oferta e transferências.  

Para mitigar este tipo de ameaça, a Check Point recomenda: 

Para as marcas de viagens: monitorizar ativamente motores de busca, repositórios de ficheiros públicos e respostas de IA em busca de desvios de marca, além de reforçar a segurança e moderação em formulários de carregamento de ficheiros.  

Para os viajantes: obter números de apoio ao cliente estritamente através dos canais oficiais, aplicações móveis ou confirmações diretas de reserva, desconfiando de contatos encontrados via pesquisas genéricas ou pedidos de pagamento de taxas por meios alternativos.


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