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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Dores nas articulações no frio: mito ou verdade? Especialista explica relação entre inverno e desconforto articular

 

 Especialista explica relação entre inverno e desconforto articular.
Magnific.
Queda nas temperaturas pode intensificar dores musculares e articulares, especialmente em pessoas com doenças reumáticas, que afetam mais de 15 milhões de brasileiros 


Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, muitas pessoas relatam aumento de dores nas articulações, rigidez muscular e maior desconforto ao realizar atividades simples do dia a dia. Embora a sensação seja comum, a dúvida persiste: o frio realmente piora dores articulares ou isso é apenas percepção?

Ao contrário do que muitos pensam, a relação entre temperaturas mais baixas e o agravamento de dores articulares não é mito. O frio pode provocar maior contração muscular, reduzir a circulação periférica e favorecer rigidez nas articulações, intensificando dores e limitações de movimento.

O desconforto tende a ser ainda mais perceptível em pessoas que convivem com doenças reumáticas, por exemplo. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, essas condições afetam mais de 15 milhões de pessoas.

De acordo com a Dra. Ketty Lysie Machado, reumatologista da MedSênior, embora o frio não seja a causa direta das doenças articulares, ele pode agravar quadros já existentes. “Durante períodos de temperaturas mais baixas, é comum observar maior rigidez articular, sensação de travamento e dores musculares, principalmente ao acordar ou após longos períodos de repouso. Pacientes com doenças degenerativas ou inflamatórias tendem a sentir esses efeitos com maior intensidade”, explica. 

Apesar de muitas queixas estarem relacionadas a desconfortos transitórios, é importante saber diferenciar dores ocasionais de sinais de alerta. Dor persistente, inchaço, calor local, limitação importante dos movimentos ou piora progressiva dos sintomas devem ser avaliados por um profissional de saúde. 

“O sinal de atenção está na frequência e na intensidade da dor. Quando o desconforto deixa de ser pontual e passa a interferir na mobilidade, no sono ou nas atividades diárias, é fundamental buscar avaliação médica para investigar a causa e definir o tratamento adequado”, alerta a reumatologista.
 

Como reduzir dores articulares no inverno? Confira 5 cuidados importantes 

Manter o corpo em movimento é uma das principais estratégias para reduzir dores e preservar a mobilidade durante o inverno. Mesmo com a tendência natural de permanecer mais tempo em repouso nos dias frios, o sedentarismo pode agravar a rigidez articular e favorecer o aumento das dores.
 

1. Mantenha uma rotina de exercícios

Exercícios de baixo impacto, como caminhada, pilates e alongamento ajudam a fortalecer a musculatura, melhorar a estabilidade articular e reduzir o desconforto. Além de favorecer o ganho de flexibilidade e melhora a circulação.
 

2. Evite longos períodos em repouso

Ficar muito tempo na mesma posição pode aumentar a rigidez nas articulações. O ideal é realizar pequenas pausas ao longo do dia para movimentar o corpo, caminhar ou fazer alongamentos leves.
 

3. Proteja-se do frio

Manter o corpo aquecido ajuda a reduzir a contração muscular e pode minimizar a sensação de rigidez articular. Roupas adequadas e ambientes com temperatura confortável fazem diferença no dia a dia.
 

4. Cuide da hidratação e da alimentação

Mesmo durante o inverno, a hidratação continua sendo essencial para o bom funcionamento do organismo. Uma alimentação equilibrada também contribui para a saúde muscular, óssea e articular.
 

5. Priorize um sono de qualidade
Dormir bem é fundamental para a recuperação muscular e para o controle de processos inflamatórios, impactando diretamente na percepção de dor e no bem-estar.
  

MedSênior
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Mitos e verdades sobre anestesia no parto

 Especialista do Grupo Santa Joana esclarece dúvidas sobre analgesia, segurança para o bebê e impacto na via de parto com base em evidências científicas

 

A dor durante o trabalho de parto, o medo de “não sentir nada”, o receio de efeitos no bebê e as dúvidas sobre a relação entre analgesia e cesárea são questões que permeiam o imaginário de muitas gestantes. Em um cenário onde a experiência do parto é cada vez mais valorizada, a informação qualificada e baseada em evidências científicas é um pilar para a segurança e o bem-estar materno-fetal. Como responsável técnica por um serviço de anestesiologia, apresento uma revisão dos principais mitos e verdades sobre a analgesia e a anestesia no parto, com base nas mais recentes diretrizes e estudos internacionais. 

“A analgesia e a anestesia não são ‘vilãs’ nem ‘atalhos’. São recursos médicos seguros e eficazes, que existem para oferecer bem-estar, proteção e uma vivência mais positiva do parto, quando indicados corretamente e realizados por equipe especializada. O essencial é que a gestante e sua família tenham acesso a informações claras para tomar decisões compartilhadas com a equipe assistencial”, afirma Dra. Monica Siaulys, diretora médica do Grupo Santa Joana e coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu de Anestesia Obstétrica da Faculdade Santa Joana. 

A seguir, um guia com mitos e verdades, com referências das principais sociedades médicas internacionais.

 

1. “Analgesia no parto é a mesma coisa que anestesia”

MITO. Embora os termos sejam usados de forma intercambiável, eles descrevem conceitos distintos. A analgesia tem como objetivo principal o alívio da dor, mantendo a parturiente consciente, participativa e, na maioria das vezes, com a mobilidade preservada. Técnicas como a analgesia peridural, analgesia combinada raqui-peridural com baixas concentrações de anestésicos locais são exemplos disso. A anestesia, por sua vez, implica um bloqueio mais completo das sensações, podendo incluir a perda total da sensibilidade e, em alguns casos, sedação. A raquianestesia, comumente utilizada para a realização de cesáreas, é um exemplo de técnica anestésica.

Na analgesia de parto, o objetivo é o alívio da dor do trabalho de parto. As técnicas mais comuns incluem a peridural e a combinada raqui-peridural. Nesse caso, a sensibilidade fica reduzida, mas algumas sensações permanecem preservadas, e a mobilidade geralmente é mantida (como na “walking epidural”). 

Já na anestesia para cesárea, o objetivo é um bloqueio completo para a realização do procedimento cirúrgico. As técnicas mais utilizadas são a raquianestesia e a peridural em dose maior. Nessa situação, a sensibilidade fica ausente na área do bloqueio e costuma haver bloqueio motor significativo.

 

2. “Com peridural/analgesia, o parto sempre vira cesárea”

MITO. Esta é uma das informações mais equivocadas e que gera grande ansiedade nas gestantes. Estudos robustos e revisões sistemáticas da literatura demonstram que as técnicas de analgesia regional de parto, quando bem indicadas e conduzidas, não aumentam a taxa de cesáreas. Pelo contrário, alguns estudos sugerem que, ao aliviar a dor e o estresse materno, a analgesia pode até mesmo favorecer a progressão do trabalho de parto e reduzir a necessidade de uma cesárea.

 

3. “A analgesia com as técnicas regionais pode ser solicitada ‘tarde demais”’

DEPENDE. Não existe um ponto de corte universalmente definido como “cedo ou tarde demais”. Na ausência de contraindicações médicas, o desejo da mãe é uma indicação suficiente para o alívio da dor durante o trabalho de parto. A decisão de realizar a analgesia é clínica e leva em consideração, desejo da paciente, a fase do trabalho de parto, a dilatação cervical, as condições maternas e fetais e a avaliação da equipe de anestesiologia e obstetrícia. Em muitos cenários, é possível realizar as técnicas de analgesia regionais, mesmo em fases avançadas.

 

4. “A anestesia prejudica o bebê”

MITO. As técnicas e os fármacos utilizados na analgesia/anestesia obstétrica moderna são extremamente seguros para o feto. A quantidade de medicação que atravessa a placenta e chega ao bebê nas analgesias regionais é mínima e não há evidências de que cause danos. Estudos mostram que não há diferenças significativas nos índices de Apgar (uma avaliação da vitalidade do recém-nascido) entre bebês de mães que receberam ou não analgesia de parto com as técnicas de analgesia regional.

 

5. “Analgesia deixa a mulher totalmente ‘paralisada’ e sem sentir nada”

MITO. O objetivo da analgesia de parto moderna não é eliminar todas as sensações, mas sim controlar a dor de forma que a mulher possa vivenciar o trabalho de parto com mais conforto e menos exaustão. As técnicas atuais, como a “walking epidural” (analgesia de parto que as pacientes conseguem deambular) ou a analgesia combinada raqui-peridural, utilizam baixas doses de anestésicos, permitindo que a parturiente mantenha a percepção das contrações, a força motora e a capacidade de participar ativamente do processo de nascimento.

 

6. “Raquianestesia e peridural são iguais”

MITO. São duas técnicas de anestesia neuraxial distintas, com indicações e características diferentes. Na raquianestesia, o anestésico é injetado diretamente no líquido cefalorraquidiano, que banha a medula espinhal, promovendo um bloqueio rápido, intenso e de duração limitada, ideal para cesáreas. Na anestesia peridural, um cateter é inserido no espaço peridural (uma camada externa à que contém o líquido espinhal), permitindo a administração contínua ou em doses fracionadas de anestésicos. Isso a torna mais versátil para a analgesia de parto, pois a intensidade e a duração do bloqueio podem ser ajustadas conforme a evolução do trabalho de parto.

 

7. “Anestesia dá dor nas costas para sempre”

MITO. A dor lombar no pós-parto é uma queixa comum, mas sua causa é multifatorial, estando frequentemente relacionada às alterações posturais da gestação, ao ganho de peso e ao próprio esforço físico do trabalho de parto. Pode ocorrer um desconforto temporário no local da punção, semelhante ao de qualquer outra injeção, mas isso não se traduz em dor crônica.

 

8. “Anestesia sempre causa muita queda de pressão”

MITO. (mas é um risco conhecido e gerenciado). A hipotensão (queda da pressão arterial) é um efeito colateral possível das anestesias neuraxiais, devido à dilatação dos vasos sanguíneos. No entanto, este é um evento esperado e ativamente gerenciado pela equipe de anestesiologia. A monitorização contínua dos sinais vitais da mãe é um procedimento padrão. Medidas preventivas, como a administração de fluidos intravenosos, e o tratamento imediato com medicamentos vasopressores, caso a hipotensão ocorra, garantem a segurança tanto da mãe quanto do bebê.

 

Grupo Santa Joana
Santa Joana | Pro Matre | Santa Maria


Diálise salva vidas, mas não precisa ser o ponto final: quando o transplante renal pode mudar a história do paciente

No mês de conscientização sobre a diálise, especialista explica por que o tratamento é essencial para milhares de brasileiros com doença renal crônica e em quais casos o transplante pode representar uma nova chance de autonomia, qualidade de vida e futuro fora da máquina

 

A diálise é um dos tratamentos mais importantes da medicina moderna. Para pacientes com doença renal crônica avançada, ela assume uma função vital: substituir parte do trabalho que os rins já não conseguem realizar, filtrando toxinas, retirando excesso de líquido do organismo e ajudando a manter o equilíbrio do corpo. 

Mas, apesar de salvar vidas todos os dias, a diálise também impõe uma rotina intensa. Sessões frequentes, deslocamentos, restrições alimentares, controle rigoroso de líquidos, impacto no trabalho, no sono, na vida social e na saúde emocional. Para muitos pacientes, ela não é apenas um tratamento. É uma reorganização completa da vida. 

Com a chegada do mês de conscientização sobre a diálise, a discussão precisa ir além da importância do acesso ao tratamento. É hora de falar também sobre o caminho depois dele: quando o transplante renal pode ser indicado, quem pode se beneficiar, quais são os principais medos dos pacientes e de suas famílias e como a evolução da cirurgia vem transformando esse cenário. 

Segundo o urologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Dr. Alexandre Sallum Bull, a diálise deve ser compreendida como um tratamento indispensável, mas não necessariamente como destino definitivo para todos os pacientes. 

“A diálise é uma ponte de vida para milhares de pessoas. Ela mantém o paciente vivo e clinicamente acompanhado. Mas, quando há indicação e condições adequadas, o transplante renal pode oferecer uma melhora importante de qualidade de vida, autonomia e sobrevida”, explica o especialista.

 

Por que a diálise é tão importante

Quando os rins deixam de funcionar adequadamente, o organismo passa a acumular substâncias tóxicas e excesso de líquido. Isso pode causar cansaço intenso, inchaço, falta de ar, alterações de pressão, anemia, perda de apetite, náuseas e risco de complicações graves. 

A diálise entra justamente para substituir parte dessa função renal. Existem diferentes modalidades, como a hemodiálise, geralmente realizada em clínicas especializadas algumas vezes por semana, e a diálise peritoneal, que pode ser feita em casa em pacientes selecionados. 

O objetivo é manter o organismo em equilíbrio e permitir que o paciente continue vivendo enquanto aguarda a recuperação de alguma função renal, quando isso é possível, ou enquanto é avaliado para outras alternativas, como o transplante. 

O problema é que muita gente ainda enxerga a diálise como um ponto final. E essa visão pode limitar o acesso à informação.

 

O transplante renal não substitui a importância da diálise, ele amplia as possibilidades

O transplante renal é considerado, para muitos pacientes com doença renal crônica terminal, a melhor opção terapêutica quando há indicação clínica. Ele não é possível para todos, nem deve ser tratado como uma solução simples. Mas, em pacientes bem avaliados, pode oferecer benefícios importantes. 

Diferente da diálise, que substitui parcialmente a função dos rins, o transplante oferece ao paciente um novo rim funcional. Isso pode reduzir a dependência de sessões frequentes, melhorar disposição, ampliar liberdade alimentar e favorecer uma rotina mais próxima da vida habitual.

“Transplante não é apenas trocar um rim. É devolver função renal, reduzir limitações impostas pela doença e permitir que o paciente recupere projetos que muitas vezes ficaram suspensos pela rotina da diálise”, afirma Dr. Alexandre Sallum Bull. 

Essa mudança tem impacto físico, mas também emocional. Muitos pacientes relatam que a doença renal crônica não limita apenas o corpo, mas também os planos: viagens, trabalho, convívio familiar, vida afetiva e sensação de independência.

 

Quem pode ser candidato ao transplante renal

A indicação do transplante depende de avaliação médica detalhada. O paciente precisa passar por exames clínicos, laboratoriais, cardiológicos, infecciosos e imunológicos para verificar se tem condições de receber o órgão com segurança. 

Também é preciso avaliar doenças associadas, risco cirúrgico, possibilidade de rejeição, compatibilidade e capacidade de seguir o tratamento após o transplante, já que o uso de medicações imunossupressoras será necessário para evitar que o organismo rejeite o novo rim. 

O transplante pode ocorrer por meio de doador falecido, seguindo critérios de fila e compatibilidade, ou por doador vivo, geralmente familiar ou pessoa próxima, desde que haja avaliação rigorosa e segurança para quem doa. 

No caso do doador vivo, o cuidado é ainda mais delicado. Trata-se de uma pessoa saudável que passará por uma cirurgia para beneficiar outra. Por isso, reduzir riscos, dor, tempo de internação e impacto físico é uma prioridade.

 

O medo da doação em vida ainda afasta muitas famílias 

Mesmo quando existe a possibilidade de doador vivo, o medo é um dos principais obstáculos. Muitas famílias têm dúvidas sobre a segurança da cirurgia, a vida com apenas um rim, a recuperação e os possíveis impactos no futuro. 

Essas preocupações são legítimas. A decisão de doar um rim exige avaliação profunda, consentimento esclarecido e acompanhamento especializado. Mas também é importante informar que pessoas saudáveis, bem selecionadas e acompanhadas podem viver normalmente com apenas um rim. 

A avaliação do doador é uma das etapas mais rigorosas do processo. O objetivo é garantir que a doação não coloque a saúde dessa pessoa em risco desnecessário. 

“Cuidar do doador é tão importante quanto cuidar do receptor. A doação em vida só deve acontecer quando há segurança médica, avaliação criteriosa e plena compreensão do processo”, explica o urologista.

 

Cirurgia robótica: uma nova fronteira no transplante renal

Nos últimos anos, a cirurgia robótica vem ganhando espaço em procedimentos urológicos complexos. Mais recentemente, passou também a ser aplicada no transplante renal em centros especializados. 

A tecnologia permite que o cirurgião opere por pequenas incisões, com visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados de alta precisão. Em um procedimento tão delicado quanto o transplante de rim, isso pode contribuir para menor trauma cirúrgico, menos dor, menor sangramento e recuperação potencialmente mais rápida. 

A cirurgia robótica não significa que o robô opera sozinho. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião. A plataforma funciona como uma extensão altamente precisa das mãos do médico. 

Esse ponto é essencial para evitar uma leitura equivocada da tecnologia. O robô não substitui a equipe médica. Ele exige ainda mais treinamento, planejamento e domínio técnico. 

Segundo Dr. Alexandre Sallum Bull, a robótica deve ser vista como ferramenta, não como espetáculo. 

“A cirurgia robótica não transforma uma cirurgia complexa em simples. Ela oferece ao cirurgião melhores recursos de visão, precisão e controle. Quando bem indicada e realizada por equipe experiente, pode beneficiar tanto o receptor quanto o doador”, destaca. 

Falar sobre diálise é falar sobre vida. É reconhecer um tratamento que permite que milhares de pessoas continuem vivendo apesar da falência renal. Mas também é importante garantir que esses pacientes tenham acesso à informação sobre todas as alternativas possíveis. 

A campanha de conscientização não deve apenas explicar a importância da diálise. Deve também estimular diagnóstico precoce da doença renal, prevenção, acompanhamento especializado e avaliação para transplante quando houver indicação. 

Muitos pacientes chegam tardiamente ao nefrologista. Outros permanecem anos em diálise sem compreender claramente se são ou não candidatos ao transplante. Há ainda quem tenha medo da cirurgia por falta de informação adequada. 

Nesse cenário, a informação médica clara pode mudar trajetórias.

A diálise não é fracasso. É tratamento. É suporte. É vida em continuidade. Mas, para muitos pacientes, ela pode ser também uma etapa até uma possibilidade maior: o transplante renal. 

No mês de conscientização sobre a diálise, a discussão mais importante talvez seja justamente essa: garantir que cada paciente renal seja visto de forma individualizada, com acesso ao tratamento adequado, orientação sobre transplante e conhecimento sobre os avanços que vêm transformando a cirurgia. 

“O paciente em diálise precisa saber que existem caminhos. Nem todos serão candidatos ao transplante, mas todos merecem ser avaliados, orientados e acompanhados com clareza. A informação é parte fundamental do cuidado”, conclui o urologista Dr. Alexandre Sallum Bull. 

 

Dr. Alexandre Sallum Bull CRM 129592 - Médico Urologista. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

 

Nódulo na tireoide? A PAAF tem a resposta


Procedimento minimamente invasivo diferencia nódulos benignos de suspeitos, evitando cirurgias e outros procedimentos desnecessários

 

Recebeu no consultório uma indicação para "PAAF de tireoide" e sentiu o coração acelerar? A cena se repete todos os dias em consultórios médicos pelo Brasil. O nome ‘Punção Aspirativa com Agulha Fina’ assusta antes mesmo do procedimento começar. Mas, por trás da terminologia técnica, existe um exame tranquilo e conclusivo. 

Os nódulos de tireoide são muito comuns: estima-se que mais da metade da população adulta venha a ter algum, muitas vezes descoberto por acaso, em exames de rotina. A grande maioria, cerca de 95%, será benigna. Mas identificar, com segurança, os poucos casos que merecerão investigação mais aprofundada, é fundamental. E é aí que a PAAF entra em cena. 

"A PAAF é, hoje, o principal exame capaz de diferenciar nódulos benignos de suspeitos. O mais importante é que, na maioria dos casos, o exame traz alívio, não preocupação", explica a Dra. Leynalze Urbano Ruiz, médica radiologista, mestre em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

 

Um procedimento simples, guiado por imagem 

Realizada em consultório, a PAAF utiliza uma agulha muito fina, em geral mais fina do que a usada em coleta de sangue. Através dela, uma pequena amostra de células é coletada do nódulo, guiada por ultrassom em tempo real. Esta tecnologia permite ao médico radiologista dirigir a agulha com precisão milimétrica. 

Após a coleta, o material é encaminhado a um laboratório de citologia, onde será analisado. O resultado, na maioria dos casos, fica pronto em poucos dias. 

Ao contrário do que muitos imaginam, o procedimento é rápido. Dura, em média, entre 15 e 25 minutos. "Como a agulha é muito fina, o desconforto costuma ser mínimo, semelhante ao de uma coleta de sangue. Muitas vezes, sequer é necessário aplicar anestesia local", detalha a especialista.

 

Por que a PAAF é tão importante 

O câncer de tireoide é o tipo de câncer endócrino mais frequente e, quando diagnosticado precocemente, tem altas taxas de cura. Diferenciar, sem cirurgia, um nódulo benigno de um nódulo suspeito era, até algumas décadas atrás, um desafio significativo. Muitas pessoas eram submetidas a cirurgias exploratórias que, em retrospectiva, poderiam ter sido evitadas. 

A PAAF mudou esse cenário. Hoje, uma análise citológica com base em uma amostra minimamente invasiva, orienta decisões clínicas com segurança e evita procedimentos desnecessários. Ao mesmo tempo, garante diagnóstico precoce quando há indicação real de investigação adicional. 

"A PAAF representa um avanço enorme para o cuidado com a saúde da tireoide e nos traz respostas objetivas a pacientes que, muitas vezes, estão vivendo um dos períodos mais ansiosos de suas vidas", afirma a Dra. Leynalze.

 

A experiência do médico 

Apesar de ser um procedimento tecnicamente simples, a qualidade da PAAF depende diretamente da experiência do médico radiologista que a executa. Uma coleta bem realizada aumenta significativamente as chances de um resultado conclusivo, evitando a necessidade de repetição do procedimento e reduzindo a ansiedade da paciente. 

"Desde a escolha do melhor ponto de acesso até a técnica de coleta, cada detalhe importa. Uma amostra insuficiente pode levar a um resultado inconclusivo, atrasando o diagnóstico e prolongando a espera. Por isso, o tempo dedicado ao procedimento, tanto para explicar cada passo ao paciente, quanto para executá-lo com precisão, faz toda a diferença", pontua a médica.

 

Quando a PAAF é indicada 

A indicação da PAAF é feita pelo médico que acompanha o paciente, em geral um endocrinologista ou ginecologista, com base em achados do ultrassom da tireoide. 

Existem classificações internacionais, como o sistema TI-RADS, que orientam a decisão sobre quando indicar a PAAF, garantindo maior padronização e segurança clínica. Alguns fatores que costumam levar à indicação são: 

• Nódulos com características suspeitas identificadas ao ultrassom, tais como contornos irregulares, microcalcificações ou padrão de vascularização atípico

• Nódulos com crescimento significativo entre exames de acompanhamento

• Pacientes com fatores de risco para câncer de tireoide, como histórico familiar

• Linfonodos cervicais alterados em pacientes com nódulos tireoidianos

• Nódulos a partir de um determinado tamanho, mesmo sem sinais suspeitos

  

Dra. Leynalze Urbano Ruiz - médica radiologista graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica no Hospital Heliópolis, título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e mestrado em Radiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Com mais de 30 anos de atuação, dedica-se ao ultrassom geral, com ênfase em saúde da mulher, oncologia, biópsias e punções guiadas por imagem.

 

O corpo mudou, mas e os músculos? O que o emagrecimento rápido de famosas ensina sobre perda de massa muscular

Transformações físicas de celebridades despertam comparações nas redes sociais, mas médico nutrólogo alerta que o número na balança não revela sozinho a qualidade do emagrecimento e explica como preservar músculos durante o processo.


A cada nova aparição pública ou publicação nas redes sociais, a mudança física de figuras públicas volta a dominar os tópicos mais comentados da internet. No entanto, o fascínio despertado pela perda acentuada de peso em curto espaço de tempo costuma encobrir um efeito colateral frequente e preocupante: a degradação da massa magra. Quando a redução do ponteiro da balança ocorre sem um planejamento nutricional e metabólico estruturado, parte significativa do peso perdido não corresponde à gordura, mas sim ao tecido muscular, essencial para a saúde metabólica, postural e imunológica.

A perda muscular acelerada altera drasticamente a composição corporal, resultando muitas vezes no que a literatura médica caracteriza como obesidade sarcopênica ou no aspecto visual de fragilidade, mesmo em indivíduos que atingiram o peso considerado ideal. "Quando o déficit calórico é imposto de forma drástica, o organismo entende que está em situação de escassez e passa a utilizar os aminoácidos presentes nos músculos como fonte imediata de energia. O resultado é uma redução expressiva do metabolismo basal, o que torna a manutenção do novo peso extremamente difícil a longo prazo", esclarece o médico nutrólogo Lailson Ambrósio.

Além das implicações funcionais, como redução da força e maior propensão à fadiga crônica, o empobrecimento muscular compromete a sustentação da pele, favorecendo a flacidez acelerada. O fenômeno reflete a falta de acompanhamento individualizado em dietas extremamente restritivas ou no uso de terapias farmacológicas sem a devida adequação proteica e estímulo resistido. A preservação da estrutura muscular exige uma distribuição estratégica de macronutrientes ao longo do dia, ajustada à taxa metabólica de cada indivíduo, aliada ao treino de força regular.

Para que o processo de emagrecimento seja sustentável, a prioridade clínica deve ser a eficiência metabólica, e não a velocidade das mudanças na balança. "O foco não deve ser simplesmente secar, mas reeducar a resposta hormonal e a síntese proteica do corpo. Sem o suporte adequado de micronutrientes e uma ingestão proteica fracionada, o paciente troca gordura por perda de funcionalidade, comprometendo a saúde em nome de um padrão estético passageiro", pontua o especialista. O monitoramento contínuo por exames de bioimpedância ou densitometria corporal surge, portanto, como ferramenta indispensável para garantir que o emagrecimento ocorra com preservação da vitalidade e da estrutura física. 



Fonte: Dr Lailson Ambrósio - Médico Nutrólogo
https://drlailsonambrosio.com.br/


Quando o ronco em crianças é preocupante?

Foto: Wynitow Butenas
Hospital Pequeno Príncipe
 O diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado 

 

O ronco em crianças não é considerado normal. Embora possa aparecer de forma passageira durante episódios de congestão nasal, o ronco frequente deve ser investigado por um especialista. Afinal, dormir bem é essencial para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo da criança. E quando existe alguma obstrução das vias aéreas ao longo do sono, a qualidade desse descanso pode ser comprometida. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, tira todas as dúvidas sobre o tema. 

“Se seu filho ronca com frequência, apresenta pausas na respiração, sono agitado ou qualquer alteração durante o descanso, procure avaliação com um otorrinolaringologista pediátrico. Desta forma, o diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado, contribuindo para um desenvolvimento saudável e mais qualidade de vida para a criança”, orienta a otorrinolaringologista pediátrica Juliana Benthien Cavichiolo, do Hospital Pequeno Príncipe.
 

Quando o ronco em crianças é preocupante?

Os pais devem ficar atentos se a criança apresentar ronco frequente, especialmente fora dos períodos de gripe ou resfriado. Além disso, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação com um otorrinolaringologista pediátrico para identificar a causa do problema:

  • ronco quase todas as noites;
  • respiração pela boca durante o sono;
  • sono agitado e com esforço para respirar;
  • pausas na respiração ao longo do sono.

Quando a criança apresenta pausas na respiração durante o sono, esse é um importante sinal de alerta, pois pode indicar apneia obstrutiva do sono (AOS), condição em que a passagem do ar é interrompida repetidamente no descanso.
 

Quais são as principais causas do ronco em crianças?

A causa mais comum do ronco é o aumento das amígdalas e da adenoide, estruturas que podem obstruir parcialmente a passagem do ar durante o sono. Porém, outras condições também podem estar relacionadas ao problema, como rinite alérgica, desvio de septo e alterações na mordida e no desenvolvimento da face. Portanto, cada criança deve ser avaliada individualmente para identificar-se a origem.
 

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada e um exame físico realizado pelo otorrinolaringologista pediátrico. Quando necessário, podem ser solicitados exames como nasofibroscopia e raio-X de cavum. Na maioria dos casos, esses exames são suficientes para identificar a causa da obstrução e definir o tratamento mais adequado. 

A cirurgia é indicada quando a criança apresenta quadro obstrutivo associado ao aumento das amígdalas ou da adenoide. Nessas situações, a retirada dessas estruturas costuma proporcionar melhora significativa da respiração enquanto ela dorme, da qualidade do descanso e da qualidade de vida da criança. Mas a indicação sempre deve ser feita após avaliação médica individualizada.
 

Quais são os prejuízos do ronco para a saúde da criança?

Quando não tratado, o ronco associado à obstrução das vias aéreas pode afetar diversas áreas do desenvolvimento infantil. As consequências podem incluir:

  • alterações no crescimento e ganho de peso;
  • dificuldade de aprendizado, atenção e memória;
  • prejuízo no desenvolvimento neuropsicológico;
  • alterações no desenvolvimento da face e mordida;
  • comprometimento cardíaco e pulmonar nos casos mais graves.

Por isso, identificar e tratar o problema precocemente faz toda a diferença para a saúde da criança.

 

Estudo brasileiro mostra que tratamento não hormonal melhora saúde vaginal após o câncer de mama

Publicado na revista científica Maturitas, pesquisa clínica mostrou que o uso contínuo de hidratante vaginal foi superior ao lubrificante na melhora da saúde vaginal de mulheres na pós menopausa que realizaram tratamento para o câncer de mama

 

Mulheres tratadas do câncer de mama não precisam conviver com sintomas como ressecamento, ardor, irritação e dor na região da vulva e vagina. A pesquisa brasileira publicada na revista científica Maturitas revelou que o uso de hidratante vaginal melhorou a saúde vaginal e foi mais eficaz do que o uso de um lubrificante na redução desses sintomas. O estudo foi conduzido pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) com apoio do Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP), da Libbs Farmacêutica.¹ 

A pesquisa acompanhou, durante 16 semanas, 100 mulheres com idade entre 45 e 65 anos, na pós-menopausa, que haviam concluído o tratamento do câncer de mama (estádios I a III) e apresentavam sintomas vaginais como o ressecamento e a dor durante a relação sexual. As participantes foram divididas em dois grupos: um utilizou hidratante vaginal não hormonal três vezes por semana e o outro utilizou um lubrificante vaginal durante as relações sexuais.¹ 

Ao final do acompanhamento, o grupo que utilizou o hidratante apresentou eficácia superior no alívio dos sintomas quando comparado as mulheres que utilizaram apenas lubrificante vaginal. Foi observada melhora no Índice de Saúde Vaginal (VHI), uma avaliação clínica que considera aspectos como elasticidade, hidratação e condições da mucosa vaginal. O estudo identificou ainda melhora do pH vaginal, alta adesão ao tratamento e ausência de eventos adversos graves durante o período avaliado.¹ 

Um dos indicadores analisados na pesquisa, relacionado às alterações celulares da mucosa vaginal influenciadas pelo estrogênio, o Índice de Maturação Vaginal, não apresentou mudança significativa. Segundo os pesquisadores, esse resultado era esperado, uma vez que o hidratante utilizado não contém hormônios e, portanto, não atua diretamente sobre esse parâmetro.¹ 

"Os sintomas vaginais após o tratamento do câncer de mama são pouco discutidos, apesar do impacto que podem causar na qualidade de vida e na saúde vaginal e sexual das mulheres com câncer de mama. Nosso estudo mostra que uma abordagem não hormonal pode melhorar as condições vaginais e oferecer uma alternativa importante para pacientes que apresentam queixas vaginais, vulvares e sexuais", afirma Eliana Aguiar Petri Nahas, Professora Titular da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), membro da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e membro da Diretoria da Associação Brasileira de Climatério (Sobrac). 

O estudo foi idealizado e conduzido pela equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp sobre a orientação das professoras Eliana e Heloisa De Luca Vespoli, responsável pelo Centro de Avaliação em Mastologia, além da participação da Dra. Carolina Vitorino e da Dra. Barbara Martin.

 

Entender a diferença faz parte do cuidado 

A síndrome geniturinária da menopausa, condição que reúne sintomas como ressecamento vaginal, irritação, ardor e dor durante a relação sexual, é frequente entre mulheres tratadas do câncer de mama.²˒³ Isso ocorre porque muitas pacientes são submetidas a terapias que reduzem os níveis de estrogênio, favorecendo o surgimento desses sintomas. Nesse contexto, estratégias não hormonais ganham relevância por oferecerem uma opção segura para manter a região vulvovaginal saudável e aliviar esses desconfortos, especialmente entre mulheres que não podem ou não desejam utilizar terapias hormonais.²˒ 

Embora muitas vezes sejam tratados como equivalentes, lubrificantes e hidratantes vaginais desempenham funções diferentes. O lubrificante atua principalmente durante a relação sexual, reduzindo o atrito e proporcionando alívio imediato, mas não trata o ressecamento. Por outro lado, o hidratante vaginal é utilizado de forma contínua e contribui para melhorar as condições da mucosa vaginal, favorecendo a hidratação do tecido e a manutenção da saúde vaginal.⁵ 

"É importante diferenciar essas duas abordagens. O lubrificante tem um papel importante no momento da relação sexual, enquanto o hidratante atua no cuidado contínuo da saúde vaginal. São estratégias complementares, com funções distintas, e pequenas intervenções podem fazer uma grande diferença para o bem-estar dessas mulheres", explica a pesquisadora.

 

Nova etapa da pesquisa será apresentada na SOGESP 

Além dos resultados já publicados, a equipe de pesquisa também avaliou o impacto do hidratante vaginal na função sexual das participantes. Essa etapa do estudo aguarda publicação científica, mas será apresentado no 31º Congresso da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), realizado entre os dias 20 e 22 de agosto, em São Paulo. O trabalho foi selecionado entre os cinco melhores do congresso e concorrerá à premiação durante o evento, considerado um dos principais encontros da especialidade na América Latina. 

Os resultados preliminares indicam melhora da função sexual nos dois grupos avaliados. No entanto, as mulheres que utilizaram o hidratante relataram maior sensação de lubrificação, reforçando que hidratantes e lubrificantes possuem funções diferentes e complementares. 

“Pequenas intervenções podem fazer uma grande diferença. Um cuidado simples pode devolver conforto, reduzir sintomas e ajudar a mulher a recuperar seu bem-estar depois do tratamento do câncer de mama”, acrescenta Eliana Nahas.

 

Apoio e incentivo à pesquisa científica 

O estudo foi desenvolvido com apoio do Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP), idealizado pela Libbs Farmacêutica com o objetivo de apoiar pesquisas de iniciativa do investigador conduzidas por pesquisadores brasileiros na população brasileira. O programa oferece apoio científico, com auxílio financeiro, doação de medicamentos e apoio técnico especializado, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas voltadas às necessidades médicas da população. 

Atualmente, 14 estudos estão sendo apoiados pelo Programa PIP nas áreas de oncologia, hematologia, nefrologia, neurologia, ginecologia, cardiologia e reumatologia.

 

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.

Esta divulgação tem caráter exclusivamente científico e informativo. O conteúdo apresentado não substitui orientações específicas de profissionais de saúde.

  

Fontes:

  1. Martin BC, VItorino CN, Souza R, Medolago N, Nahas GP, Carvalho-Pessoa E, Vespoli HL, Nahas EAP. Effect of a non-hormonal vaginal moisturizer on vaginal and vulvar health in postmenopausal women with breast cancer: A randomized clinical trial.Maturitas. 2026; 207:108880.
  2. Lubián López DM. Management of genitourinary syndrome of menopause in breast cancer survivors: An update. World J Clin Oncol. 2022;13(2):71-100.
  3. Pearson A, et al. Genitourinary symptoms in women with breast cancer. Climacteric. 2025.
  4. Cucciniello M, et al. Therapeutic options for genitourinary syndrome of menopause in breast cancer survivors. Cancers (Basel). 2024.
  5. Potter J, Panay N. Vaginal lubricants and moisturizers: a review into use, efficacy, and safety. Climacteric. 2020;23(1):19-24.

 

Densitometria: o que o exame revela sobre a saúde dos ossos e por que vai além da osteoporose

Exame é utilizado por diferentes especialidades para avaliar a composição corporal e a saúde óssea, além de auxiliar no acompanhamento de pacientes em tratamentos para emagrecimento. 

 

Muito associada à saúde da terceira idade, a densitometria óssea tem expandido seu papel na prática médica diária e se tornado uma ferramenta central na medicina preventiva. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, mas o alcance do diagnóstico por imagem hoje é bastante mais amplo. O exame tornou-se fundamental para avaliar a densidade dos ossos em diferentes faixas etárias e mapear com precisão a composição corporal, permitindo identificar precocemente a perda de massa magra ou o acúmulo de gordura em regiões estratégicas do organismo. 

A tecnologia utilizada no procedimento permite separar, em detalhes, a quantidade de massa gorda, massa magra e tecido ósseo presente em cada segmento do corpo. Essa análise aprofundada faz com que o método seja cada vez mais requisitado por especialidades como endocrinologia, medicina do esporte e nutrição. Em programas focados na perda de peso ou na recuperação nutricional, a avaliação contínua garante que a estratégia adotada esteja resultando em perda efetiva de tecido adiposo, preservando a estrutura muscular e protegendo o esqueleto contra desgaste precoce. 

Com o crescimento da busca por diagnósticos assertivos na Clínica Baronesa, a infraestrutura da unidade foi preparada para integrar esse acompanhamento ao plano do paciente. "O exame deixou de ser uma ferramenta pontual para se transformar em um ponto de virada na prevenção. Quando o médico consegue acompanhar a evolução da composição corporal ao longo dos meses, os ajustes no tratamento passam a ser muito mais precisos, trazendo resultados rápidos e seguros para quem busca qualidade de vida", destaca Lucas Almeida, gestor e sócio do Grupo Baronesa.

O procedimento é rápido, indolor e emite baixíssimas doses de radiação, sendo comparável a uma radiografia comum. Por não exigir preparação complexa nem tempo de recuperação, ele se adapta facilmente à rotina diária dos pacientes. A alta precisão dos resultados consolida o recurso como um aliado estratégico tanto para jovens que buscam ganho de performance física quanto para idosos que necessitam de monitoramento contínuo da densidade mineral. 

A ampliação desse tipo de serviço reflete a tendência do mercado de saúde em priorizar intervenções antecipadas antes do surgimento de complicações severas. "Nosso foco está em oferecer à população de Indaiatuba e região um suporte tecnológico completo que ajude as pessoas a viverem melhor. Investir no diagnóstico precoce é o caminho mais eficiente para garantir autonomia e vitalidade ao longo do envelhecimento", complementa o executivo.

 


Fonte: Lucas Almeida — Gestor. Sócio do Grupo Baronesa

Clínica Baronesa
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