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terça-feira, 9 de junho de 2026

Vai doar sangue? Veja os cuidados essenciais antes e depois da doação

 

Freepik

Queda nos estoques de sangue reforça importância da doação e da conscientização da população sobre o processo

 

Com a aproximação do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, hemocentros de todo o país reforçam campanhas para conscientizar a população sobre a importância da doação regular. O alerta ocorre em um período estratégico, já que datas comemorativas e períodos de férias costumam impactar diretamente o número de doadores. Segundo Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a conscientização da população é essencial para manter os estoques em níveis seguros durante todo o ano. 

“A doação de sangue é um gesto simples, rápido e que pode salvar até quatro vidas. Muitas pessoas ainda têm medo ou dúvidas sobre o processo, mas a doação é segura, realizada com materiais descartáveis e acompanhada por profissionais capacitados”, explica a especialista. 

Sandra destaca que o preparo antes da doação faz diferença tanto para o bem-estar do doador quanto para a qualidade do sangue coletado. Diferentemente do que muitos acreditam, não é recomendado comparecer em jejum ao hemocentro. 

“O ideal é fazer refeições leves antes da doação, evitando alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é importante dormir bem na noite anterior, estar hidratado e evitar bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a coleta”, orienta. 

Outro ponto importante é respeitar os critérios estabelecidos pelos hemocentros. Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade precisam de autorização dos responsáveis, além de pesar mais de 51 quilos, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Pessoas gripadas, com febre ou em tratamento de infecções devem aguardar a recuperação completa antes da doação. 

Após a coleta, alguns cuidados simples ajudam na recuperação. A recomendação é evitar esforço físico intenso no mesmo dia, continuar ingerindo bastante líquido e não fumar logo após a doação. “Na maioria dos casos, o organismo responde muito bem e rapidamente recompõe o volume sanguíneo. O importante é seguir as orientações da equipe de saúde”, afirma Sandra. 

Para Sandra, campanhas como o Dia Mundial do Doador de Sangue ajudam a ampliar a conscientização, mas o mais importante é transformar a doação em um hábito contínuo. “Os hemocentros precisam de reposição constante porque o sangue tem prazo de validade e é utilizado diariamente em cirurgias, tratamentos de câncer, acidentes e atendimentos de emergência. Uma única doação pode representar a diferença entre a vida e a morte para vários pacientes”, finaliza.

 

Anhanguera 
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Posicionamento de implantes representa benefícios e riscos importantes na reconstrução mamária

rabizo94
Estudo com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) demonstra alto nível de evidência científica e traz avanços relevantes na prática oncológica sobre a colocação de implantes pré-peitorais e subpeitorais
 

 

Nas cirurgias de reconstrução mamária, realizadas após a mastectomia, a posição do implante de silicone, na frente ou atrás do músculo peitoral, divide entendimentos entre os mastologistas. No entanto, um estudo apresentado na Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), uma das mais respeitadas organizações médicas internacionais a orientar decisões no tratamento de pacientes com câncer em diversas partes do mundo, demonstra o mais alto nível de evidência científica para esta importante questão na prática oncológica. A investigação que reúne pesquisadores de 10 países, incluindo o Brasil, conta com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

O estudo “Desescalonamento cirúrgico da reconstrução mamária no tratamento e prevenção do câncer de mama: posicionamento pré-peitoral versus subpeitoral dos implantes” envolveu 26 centros em 10 países. O mastologista Regis Paulinelli, presidente do Departamento de Relações Internacionais da SBM, participa como autor.

Na investigação randomizada, com a participação de 383 pacientes submetidas à mastectomia, a opção em metade das reconstruções mamárias foi pelo implante pré-peitoral, ou seja, na frente do músculo peitoral. Na outra metade, o posicionamento da prótese foi subpeitoral, atrás da musculatura peitoral.

“Até a conclusão da pesquisa, as respostas sobre benefícios e riscos sobre a posição do implante de silicone na reconstrução mamária eram baixas”, afirma Regis Paulinelli. Porém, a apresentação oral do estudo no congresso 2026 da ASCO trouxe evidência científica nível 1, caracterizado por estudo randomizado.

“O estudo revela dados interessantes”, aponta Paulinelli. “Entre as mulheres que receberam a prótese por cima do músculo (pré-peitoral), observamos, por exemplo, menos contratura capsular. O retorno das pacientes, num primeiro momento, demonstra maior satisfação com a reconstrução mamária e bem-estar físico.”

Após 24 meses, com resultados mensurados pelo questionário Breast-Q que valida qualidade de vida e satisfação após cirurgias mamárias, essas mesmas pacientes tiveram outras percepções. A pesquisa elenca dor na mama ou tórax, sensação de aperto, sensibilidade dolorosa, desconforto persistente, dificuldade para movimentar os braços, dificuldade para dormir e linfedema. Como desfechos secundários, o mastologista destaca a perda não planejada do implante e também a necessidade de o substituir. Também como fator importante, o estudo indica a possibilidade a mais de extrusão da prótese em 6%.

No grupo de mulheres submetidas ao implante subpeitoral, as respostas ao questionário Breast-Q após 24 meses foram de bem-estar físico na região torácica (74,3) contra 79,2 das pacientes que receberam implante pré-peitoral.

Entre benefícios e riscos, o mastologista Regis Paulinelli ressalta que este estudo com evidência científica nível 1 traz avanços importantes à prática oncológica. “Com base em conhecimentos apresentados pela pesquisa, hoje podemos decidir com mais segurança sobre as melhores alternativas em reconstrução mamária, considerando características individualizadas das pacientes e dos tumores”, conclui.


Escoliose: entenda os riscos da condição que exige atenção desde a infância

Mês da conscientização reforça importância de detectar e tratar precocemente a curvatura para preservar a qualidade de vida 

 

A escoliose, caracterizada pela curvatura anormal da coluna vertebral, é o alvo da conscientização durante o mês de junho. Em todo o mundo, o período é dedicado a ampliar o conhecimento sobre essa condição que afeta 4% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O desvio progressivo na coluna lombar pode surgir em qualquer fase da vida, mas é mais comum durante a infância e a adolescência, justamente quando o crescimento é mais acelerado. No Brasil, a OMS estima que mais de 6 milhões de pessoas vivam com algum grau da doença, especialmente adolescentes do sexo feminino.

Embora em muitos casos a curvatura seja discreta e assintomática, a escoliose pode evoluir e provocar dor crônica, cansaço, desequilíbrio postural e dificuldades respiratórias em quadros mais graves. Além do impacto físico, o desconforto com a aparência e as limitações funcionais afetam diretamente o bem-estar emocional e a qualidade de vida, principalmente entre os mais jovens.

As causas da escoliose são variadas. A forma mais comum é a idiopática, que surge sem causa aparente e representa cerca de 80% dos casos. Também existem formas congênitas, neuromusculares (associadas a doenças como paralisia cerebral e distrofias musculares) e degenerativas. Em todas as situações, o diagnóstico precoce pode evitar a evolução da curvatura.

O neurocirurgião funcional e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp, Dr. Marcelo Valadares, alerta para a alta incidência da escoliose atualmente. “Hoje conseguimos identificar mais casos graças à ampliação do acesso a exames de imagem e ao maior conhecimento entre profissionais da atenção primária e da educação. O aumento do sedentarismo, do tempo prolongado em frente a telas e da má postura desde a infância em detrimento de uma vida ativa têm contribuído para agravar ou acelerar a percepção de assimetrias posturais”, reflete.


Diagnóstico ainda é tardio e tratamento demanda multidisciplinaridade

Especialistas como ortopedistas e neurocirurgiões são capazes de identificar o desvio com base em avaliação clínica, exames de imagem e exames específicos, como o teste de Adams. A escoliose, entretanto, é subdiagnosticada, principalmente em crianças e adolescentes, pois nem sempre causa dor nas fases iniciais e pode passar despercebida no ambiente escolar ou familiar. 

O tratamento deve ser individualizado e depende da gravidade do caso, da idade do paciente e da causa da escoliose. Em crianças e adolescentes, o uso de coletes ortopédicos pode ser recomendado com o objetivo de conter a progressão da curvatura durante a fase de crescimento. Já nos casos severos ou quando há impacto importante na qualidade de vida, a cirurgia é indicada para corrigir a deformidade e estabilizar a coluna.

Entre os adultos jovens, especialmente aqueles que não foram diagnosticados na infância, o tratamento tende a priorizar a estabilização da curvatura e o alívio da dor.  Para este público, fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação postural são indicados, além do manejo da dor, o que permite uma vida funcional e ativa mesmo com a presença da escoliose.

Em pessoas idosas, a escoliose costuma ser do tipo degenerativa, causada pelo desgaste natural das articulações e discos da coluna ao longo dos anos. Esse tipo de escoliose pode vir acompanhado de dores crônicas, rigidez, limitação de movimentos e, em alguns casos, compressão de raízes nervosas, levando a sintomas como formigamento, fraqueza ou dor irradiada para pernas. Nessa fase da vida, o tratamento cirúrgico é reservado apenas para casos muito específicos, com risco neurológico ou dor intensa que não responde ao tratamento conservador.

O tratamento da escoliose exige, ainda, abordagem multidisciplinar a fim de aliviar os sintomas apresentados, evitar complicações e preservar a funcionalidade. Fisioterapia, reeducação postural, fortalecimento muscular, e técnicas como acupuntura fazem parte do cuidado integral ao paciente. Para o controle da dor, que pode ser um sintoma frequente mesmo em curvaturas leves, pode-se recorrer a medicações analgésicas e anti-inflamatórios. O acompanhamento psicológico também pode ser indicado. “Quando a escoliose assume um caráter doloroso ou limitante, é essencial intervir com uma equipe preparada. Ao ouvir o paciente e entender suas queixas, podemos montar um plano terapêutico com estratégias conservadoras que, se bem conduzidas, são suficientes para preservar a autonomia funcional, controlar a dor e garantir qualidade de vida”, explica o neurocirurgião. 



Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor.

O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos.

No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.

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INCA aponta mais de 12 mil casos de leucemia até 2028, tornando o diagnóstico e tratamento precoce mais importante que nunca

Junho laranja é o mês da conscientização
 sobre a leucemia e a anemia
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Junho Laranja, mês da conscientização da anemia e da leucemia, lembra que as doenças do sangue têm cura e precisam de atenção 

 

Deste ano até 2028, os casos de leucemia vão ultrapassar a marca de 12.220 por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A estimativa é de que existam 6.540 homens e 5.680 mulheres com a doença para cada ano do triênio. O número é 21% maior que o projetado pelo Instituto em 2016, que apontava 10.070 novos casos, apontando um aumento dos casos nos últimos anos. 

A leucemia e a anemia são protagonistas do Junho Laranja, mês da conscientização sobre a prevenção e tratamento precoce das duas doenças hematológicas. Mesmo juntas, as duas doenças do sangue não estão interligadas na prática. A hematologista Maria Amorelli, que atende no centro clínico do Órion Complex, lembra que apesar de existir uma crença popular entre algumas pessoas de que a anemia é uma precursora da leucemia, isso não é verdade. 

“A mielodisplasia é uma doença que pode se manifestar com uma anemia, principalmente no paciente idoso. Muitas vezes, principalmente nos mais idosos, o paciente com mielodisplasia evolui para um quadro de leucemia. Essa doença é uma predisposição, quase uma pré-leucemia, onde a gente pode realmente ter uma transformação”, explica a hematologista.


Leucemia: uma doença sem causa exata

A leucemia é um tipo de câncer agressivo, que começa nas células tronco da médula óssea. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020 foram contabilizados 474.519 casos no mundo. A leucemia pode se manifestar de forma aguda ou crônica, podendo ser uma leucemia linfóide, que atinge alguns tipos de célula e deriva dos linfócitos, como também uma leucemia mieloides, que são derivadas dos neutrófilos e das células mieloides. 

No estado de Goiás, segundo o INCA, em 2026 a projeção é que se manifestem 240 casos da doença. A incidência do problema não tem um motivo comprovado. Segundo a doutora Maria Amorelli, na maioria das vezes a leucemia pode acontecer sem uma causa definida. “A gente não consegue estabelecer uma única causa para a doença”, pontua a médica. 

Apesar disso, a hematologista explica que algumas coisas, normalmente, indicam predisposição à leucemia. “Quem já fez algum tratamento de câncer anteriormente, que já foi submetido a quimioterapia ou a radioterapia, são pessoas que já têm maior predisposição. O uso de agrotóxicos e benzeno com alta frequência, também estão associados ao maior risco de surgimento da doença”, conta a doutora.

A hematologista também conta que não existe prevenção para a doença. “Não existe prevenção específica para a leucemia. O que sabemos de fato, é que em alguns casos, a hereditariedade aparece entre 7% a 20% dos casos. As pessoas que têm síndrome de Down, possuem um risco maior, uma vez que sua mutação genética tem predisposição à leucemia. Algumas síndromes ou mutações genéticas, no geral, podem estar aumentando o risco de vários cânceres, inclusive da leucemia. Nesses casos, a gente precisa de uma vigilância mais precoce, possibilitando algum tratamento mais precoce, com menor risco para esses pacientes.”


A anemia é uma doença múltipla

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a anemia afeta cerca de 30% da população mundial, segundo informações da Organização Mundial de Saúde. De acordo com informações de um artigo científico sobre a Incidência de Anemia na População do Centro-Oeste publicado na revista científica Hematology, Transfusion and Cell Therapy, entre 2013 e 2023, surgiram 28.415.326 casos de anemia, com o estado de Goiás agrupando  37,89% destes casos.

A anemia é caracterizada pela deficiência das hemácias encontradas no sangue, substância que leva oxigênio para todos os tecidos do corpo. A anemia tem uma multiplicidade de causas, como hereditariedade, problemas na médula óssea, doenças crônicas, perda de sangue ou, a mais comum, deficiência de uma série de vitaminas no corpo.  

Cada caso deve ser tratado de forma específica, que deve ser indicada pelo hematologista. A prevenção também é específica para cada tipo, mas quase sempre envolve uma mudança de alimentação. A doutora Maria conta que a “anemia por falta de vitamina, como ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, pode ser resolvida com uma alimentação variada, mais rica em nutrientes variados”.

A hematologista conclui que sempre que uma pessoa vê sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ar e tonturas, deve procurar um clínico geral ou um hematologista, médico que vai investigar a causa e fazer todas as suplementações necessárias para curar o problema. 


Vacinas respiratórias: entenda as diferenças entre os imunizantes contra gripe, pneumococo e VSR e saiba quando fazer o painel respiratório


Com o avanço do outono e a queda das temperaturas, o Brasil já registra aumento nos casos de doenças respiratórias — um cenário que reacende o alerta para a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. 

Segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, 14.370 casos graves de infecções respiratórias já haviam sido notificados no Brasil, nos primeiros meses de 2026, sendo que 35% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados, cerca de 20% foram associados à Influenza A e aproximadamente 1,7% à Influenza B, os dois principais tipos do vírus responsáveis pelas epidemias sazonais de gripe1

Diante desse cenário, a vacinação ganha ainda mais relevância. “Não existe uma única vacina que protege contra todas as doenças respiratórias. Cada imunizante tem um papel específico e atua contra vírus ou bactérias diferentes. Por isso, em muitos casos, as vacinas são complementares — e não substitutas entre si”, explica Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista do Lavoisier e Delboni e coordenadora de vacinas da Dasa. 

Mesmo com a disponibilidade das vacinas, uma dúvida comum persiste: afinal, quais imunizantes tomar – e é possível combiná-los? A confusão é compreensível, mas pode ser resolvida com informação. Entenda as principais vacinas respiratórias e como utilizá-las de forma adequada.
 

Vacina da Gripe (Influenza) 

Protege contra os principais tipos do vírus Influenza em circulação, que são atualizados todos os anos. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no fim de março, segue até maio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ainda assim, a cobertura vacinal contra a gripe frequentemente fica abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde para grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Atualmente, existem diferentes tipos de vacinas disponíveis e entender as diferenças ajuda na escolha mais adequada:

  • Trivalente (SUS): protege contra três cepas do vírus (dois subtipos de Influenza A e um de Influenza B). É a versão oferecida gratuitamente na rede pública.
  • Tetravalente (ou quadrivalente): disponível na rede privada, é uma vacina inativada (não causa a doença) que protege contra quatro cepas do vírus Influenza: duas do tipo A (H1N1 e H3N2) e duas do tipo B.
  • Vacina de alta dose (Efluelda): indicada para idosos, contém maior quantidade de antígeno para estimular uma resposta imunológica mais robusta — importante nessa faixa etária, que costuma ter menor resposta às vacinas tradicionais. Disponível apenas na rede privada.
  • Para quem é indicada: toda a população, com prioridade para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas
  • Quando tomar: antes do inverno (entre março e maio)
  • Pode combinar? sim, pode ser administrada junto a outras vacinas

Importante: a vacina não causa gripe e reduz significativamente o risco de complicações e hospitalizações
 

Vacina Pneumocócica

Protege contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite e infecções generalizadas. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que a meningite segue como uma doença de alto impacto no país. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados mais de 6 mil casos confirmados e 781 mortes, com taxa de letalidade de 12,7% 2

Atualmente, existem diferentes tipos de vacinas pneumocócicas, indicadas conforme idade e perfil de risco:

  • PCV10 (conjugada 10-valente – SUS): disponível no calendário infantil, protege contra 10 sorotipos da bactéria.
  • PCV13, PCV15 e PCV20 (rede privada): ampliam a cobertura para mais sorotipos, sendo frequentemente recomendadas para crianças, adultos e idosos, conforme avaliação médica.
  • Para quem é indicada:
    • doenças pulmonares crônicas

Crianças menores de 5 anos (rotina do calendário infantil)

Idosos (em algumas estratégias e campanhas específicas) 

Pessoas com comorbidades, como:

  • doenças cardíacas
  • diabetes
  • imunossupressão
  • doenças renais ou hepáticas
  • Quando tomar: ao longo do ano, conforme calendário ou orientação médica
  • Pode combinar? sim, inclusive com a vacina da gripe


Diferencial: atua contra infecções bacterianas — ao contrário de vacinas como a da gripe, que protegem contra vírus — sendo fundamental na prevenção de formas graves e complicações.


Vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório)

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de bronquiolite e infecções respiratórias graves em bebês e representa risco para idosos. É uma das grandes causas de pneumonia em idosos e não tem tratamento específico, o que reforça o papel da prevenção.


  • Disponibilidade:
    • Na rede privada, para gestantes e pessoas 60 +.
    • No SUS, para gestantes.

 Para quem é indicada: gestantes (para permitir proteção do bebê pela passagem de anticorpos pela placenta) e idosos.

  • Quando tomar: conforme orientação médica, independente de sazonalidade.
  • Pode combinar? Sim.


Atenção: O VSR tem o potencial de causar quadros graves, principalmente em lactentes, imunossuprimidos e idosos.

Vacinas respiratórias do calendário infantil

O calendário vacinal infantil inclui diferentes imunizantes que ajudam a proteger contra doenças respiratórias desde os primeiros meses de vida.

Entre as principais vacinas estão:

  • Pentavalente (DTPa + Hib + Hepatite B): protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria que pode causar meningite e infecções respiratórias graves.
  • Vacina pneumocócica: previne infecções causadas pelo Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, otite e meningite.
  • Vacina meningocócica (B, C e ACWY): protege contra diferentes sorogrupos da bactéria meningococo, responsável por meningite e infecções generalizadas.
  • Vacina contra influenza (gripe): indicada a partir dos 6 meses de idade, especialmente importante para reduzir complicações respiratórias.
  • Vacina Covid-19: incluída no calendário para algumas faixas etárias, contribuindo para a proteção contra formas graves da doença.
  • Vacina VSR: recomendada gestantes e idosos.
  • Disponibilidade: SUS e rede privada (com algumas diferenças de cobertura entre os sistemas)
  • Quando tomar: conforme o calendário oficial, com doses ao longo dos primeiros anos de vida
  • Pode combinar? sim, muitas vacinas são aplicadas no mesmo período

Importante: manter o calendário vacinal atualizado é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças graves na infância.


Mitos e verdades

É possível tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo.

Verdade. Em muitos casos, as vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia ou no mesmo período, sem prejuízo à eficácia. “A combinação de vacinas é segura e faz parte das estratégias de proteção. O mais importante é avaliar cada paciente individualmente, considerando idade, histórico de saúde e fatores de risco”, ressalta a infectologista.


Se eu tomar vacinas, não preciso fazer o exame de painel respiratório?

Mito. Mesmo com a vacinação, sintomas respiratórios podem ocorrer e nem sempre é possível identificar a causa apenas pela avaliação clínica. Nesses casos, o painel respiratório pode ser indicado. O exame permite identificar diferentes vírus e bactérias, como Influenza, VSR e outros agentes, contribuindo para um diagnóstico mais preciso e direcionamento do tratamento.

“É importante considerar realizar o painel respiratório quando o paciente tiver sintomas persistentes ou intensos, quadro em crianças e idosos e necessidade de diferenciar vírus respiratórios”, finaliza a infectologista do Lavoisier e Delboni.


Vou escolher um único imunizante por ano para me vacinar. Assim, não sobrecarrego meu sistema imunológico e estou protegido. 

Mito. A estratégia mais eficaz envolve combinar vacinas, manter o acompanhamento médico e recorrer a exames quando necessário, especialmente nos períodos de maior circulação viral.
 

Fontes:

  1. Fundação Oswaldo Cruz – Boletim Infogripe
  2. Link


Nova tecnologia identifica risco de ceratocone antes dos primeiros sinais

Magnific
Pesquisa mostra que software de IA revoluciona o tratamento mantendo a córnea íntegra. Entenda.

 

Uma pesquisa publicada no American Journal of Ophthalmology mostra que um nova ferramenta de IA, o TSPI (Thickness Speed Progression Index) ou, Indice de Velocidade de Progressão da Espessura, em tradução livre, pode detectar o ceratocone em estágio subclínico, quando a doença ainda não apresenta sintomas.  

Alinhado à campanha Junho Violeta, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier em Campinas, que recentemente conheceu a nova tecnologia no BRASCRS 2026, é um dos pioneiros no Brasil a implantar o TSPI no hospital, visando melhorar o atendimento de pacientes com ceratocone e astigmatismo irregular.  “Para quem ouve o nome técnico pela primeira vez, parece apenas mais uma sopa de letrinhas da medicina. Mas, o significado prático dessa tecnologia é monumental, especialmente se considerarmos que o ceratocone geralmente aparece na infância e adolescência,” pontua o oftalmologista. O diagnóstico precoce, observa,  garante qualidade imediata de visão e em médio prazo pode diminuir o número de transplantes no Pais .

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa contou com 349 participantes divididos entre córneas normais, com ceratocone manifesto, casos suspeitos e astigmatismo irregular. Neste último grupo foram incluídos casos assimétricos para checar se as manifestações da condição próximas à borda da córnea facilitam a ectasia, condição que pode levar ao transplante. Os pesquisadores colocaram estes parâmetros em processamento, cruzaram os resultados com cinco variáveis, compararam diferentes algoritmos e selecionaram o modelo com melhor desempenho. Nos testes, o TSPI alcançou 100% de discriminação entre córneas normais e com ceratocone manifesto. Manteve desempenho clinicamente relevante de 93% na identificação de casos suspeitos e assimétricos, justamente o cenário em que o diagnóstico precoce costuma ser mais desafiador.

 

Fatores de risco da progressão

Queiroz Neto esclarece que nossa córnea, lente externa e transparente do olho, é mantida firme por milhares de filamentos invisíveis de colágeno. “Eles funcionam como cabos de aço suspensos que mantém o formato esférico da córnea para que possamos enxergar a todas as distâncias”, afirma.  No ceratocone, ressalta, esses filamentos de colágeno começam a ser destruídos por dentro, enfraquecem e fazem a córnea tomar o formato de um cone. O resultado é o astigmatismo irregular e severa distorção visual.   A condição é multifatorial. “Pode ser alavancada pela hereditariedade quando os pais e parentes próximos têm a doença, por alergia ocular, nas vias respiratórias ou pele, bem como por aoutros distúrbios, entre eles a apneia obstrutiva do sono, olho seco, blefarite, e o hábito de coçar os olhos aparentemente inofensivo”, explica

 

Como é o exame

O oftalmologista afirma que o exame é rápido e indolor.  Integra o Galilei que faz um mapa 3 D milimétrico de toda a córnea e o TSPI que calcula a velocidade de alteração do tecido usando Inteligência Artificial. Juntos, eles transformam imagens ópticas em dados preditivos exatos, permitindo tratar o ceratocone antes da condição prejudicar a visão. 

Para Queiroz Neto, descobrir o ceratocone em estágio subclínico, quando a estrutura interna do colágeno está fraca, mas o formato do olho ainda está perfeito, não é motivo para desespero, mas o cenário ideal. Nessa fase, o tratamento não visa recuperar uma visão perdida, mas blindar a córnea para que a doença nunca evolua. Uma dica do especialista para quem tem coceira noturna nos olhos é usar protetores ocular acrílicos para dormir. Isso porque, sem o atrito das mãos, o colágeno para de sofrer micro traumas. A conscientização de que coçar os olhos é estritamente proibido vale para todos, finaliza.


O que está por trás do aumento de lesões entre jogadores de futebol de alto rendimento

Calendário intenso, desgaste físico e recuperação insuficiente ajudam a explicar crescimento de problemas musculares e lesões graves no esporte profissional
 

O aumento no número de lesões entre jogadores de futebol de alto rendimento tem preocupado especialistas da medicina esportiva e levantado debates dentro e fora dos gramados. Em meio a calendários cada vez mais apertados, excesso de jogos, viagens frequentes e menor tempo de recuperação, atletas profissionais têm convivido com maior desgaste físico e maior risco de lesões musculares, ligamentares e articulares. 

Nos últimos anos, clubes brasileiros e internacionais passaram a registrar afastamentos recorrentes de jogadores importantes ao longo da temporada, especialmente por problemas musculares e lesões no joelho. Para especialistas, o cenário reflete uma combinação de fatores que vai além do acaso ou da intensidade natural do esporte. 

Segundo o Dr. Ari Zekcer, referência nacional em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva, o futebol moderno exige cada vez mais do corpo dos atletas, muitas vezes sem tempo adequado para recuperação física. “O jogador de alto rendimento vive hoje uma exigência física muito maior do que há alguns anos. O número de partidas aumentou, a intensidade do jogo cresceu e o tempo de recuperação diminuiu. O corpo começa a dar sinais de sobrecarga”, explica o especialista. 

De acordo com estudos internacionais sobre medicina esportiva, a fadiga muscular é um dos principais fatores associados ao aumento do risco de lesões em atletas profissionais. O desgaste acumulado compromete a estabilidade articular, coordenação motora e capacidade de resposta muscular, favorecendo desde lesões musculares até rupturas ligamentares mais graves, como as do ligamento cruzado anterior (LCA). 

Além do calendário intenso, especialistas apontam que viagens frequentes, mudanças constantes de rotina, pressão psicológica, noites mal dormidas e retorno acelerado após lesões também influenciam diretamente no aumento dos problemas físicos. “O atleta muitas vezes retorna antes do ideal por pressão competitiva, necessidade do clube ou do calendário. Quando a recuperação não acontece de forma completa, o risco de uma nova lesão ou até de um problema mais grave aumenta significativamente”, afirma o Dr. Ari. 

As lesões musculares seguem entre as mais frequentes no futebol profissional, especialmente na região posterior da coxa, panturrilha e adutores. Já entre as lesões ortopédicas mais graves, as de joelho continuam sendo uma das principais preocupações devido ao longo tempo de afastamento e ao impacto na carreira dos atletas. O especialista destaca ainda que o futebol atual exige movimentos explosivos constantes, com acelerações, mudanças bruscas de direção e alto contato físico, aumentando a sobrecarga sobre articulações e musculatura. 

Para reduzir os riscos, clubes têm investido cada vez mais em monitoramento de carga física, fisiologia, análise biomecânica, controle de recuperação muscular e estratégias individualizadas de treinamento. Ainda assim, especialistas alertam que nenhum protocolo consegue eliminar completamente os impactos de um calendário excessivo. 

“O futebol ficou mais rápido, mais intenso e mais exigente fisicamente. A medicina esportiva evoluiu muito, mas a prevenção depende também do equilíbrio entre desempenho, recuperação e preservação da saúde do atleta”, finaliza Dr. Ari Zekcer. 



Dr. Ari Zekcer - referência nacional em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva, com 35 anos de experiência no tratamento de lesões ortopédicas, especialmente relacionadas à prática esportiva. É um dos pioneiros no país em transplante de menisco, cultura de condrócitos e uso de células-tronco para lesões da cartilagem, além de transplantes osteocondrais com enxertos de doação. Também atua na formação de especialistas, recebendo médicos para estágios em cirurgia do joelho. Possui especializações pela UNIFESP em Ortopedia e Traumatologia, Medicina Esportiva e Cirurgia do Joelho, formação em artroscopia nos Estados Unidos, MBA em Gestão em Saúde, pós-graduação e doutorado pela Santa Casa de São Paulo. Integra as principais sociedades científicas da área no Brasil e no exterior e é membro do grupo de especialistas em joelho do Hospital Israelita Albert Einstein.


Cólica forte não é normal: como identificar sinais de alerta para a endometriose em adolescentes

A  professora de Medicina da UVA orienta sobre sintomas que vão além do comum e destaca a importância de buscar ajuda médica 


A cólica menstrual intensa ainda é frequentemente tratada como algo “normal” entre adolescentes. Em muitos casos, porém, pode ser um sinal de alerta para a endometriose, doença que costuma ter diagnóstico tardio no Brasil. A falta de informação e o tabu em torno da menstruação contribuem para que jovens convivam com dor incapacitante sem procurar ajuda. 

A endometriose é uma doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio, que reveste internamente o útero, cresce fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga. A condição pode causar dor intensa, especialmente durante o período menstrual, além de sintomas como fadiga e, em alguns casos, infertilidade. 

Maio marca o período de conscientização sobre a doença, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

Segundo Luiza Cromack, professora de medicina da Universidade Veiga de Almeida (UVA), é fundamental diferenciar o desconforto esperado do ciclo menstrual de sinais que indicam algo mais sério. “A dor que impede a adolescente de ir à escola, praticar atividades ou manter sua rotina não deve ser considerada normal. Esse é um dos principais sinais de alerta para investigação”, afirma. 

Confira algumas orientações da especialista da UVA:

 

• Observe a intensidade da dor
A cólica leve a moderada é comum, mas a dor intensa, que não melhora com analgésicos simples, merece atenção.
 

• Fique atenta a sintomas associados

Dor ao evacuar, urinar ou durante atividades físicas no período menstrual pode indicar algo além da cólica comum.
 

• Impacto na rotina é sinal de alerta

Faltar à escola ou deixar de realizar atividades por causa da dor é um indicativo importante.
 

• Histórico familiar importa

Casos de endometriose na família aumentam o risco e devem ser considerados na avaliação.
 

• Procure orientação médica cedo 

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde são capacitados para identificar sintomas, iniciar o tratamento clínico e encaminhar casos para a atenção especializada, quando necessário. O diagnóstico precoce é importante para evitar a progressão da doença. 

Para a professora da Universidade Veiga de Almeida, a informação é uma das principais ferramentas para mudar esse cenário. “Quanto mais cedo a adolescente entender o que é esperado e o que não é, maiores são as chances de identificar a doença no início e evitar complicações”, diz. 

Ainda pouco discutida entre jovens, a endometriose pode afetar não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida. Quebrar o tabu e incentivar o diálogo sobre o tema é essencial para um diagnóstico mais rápido e um tratamento adequado.

Mais de 14 milhões de crianças no mundo seguem sem vacinação básica: o que os pais precisam saber sobre a proteção dos filhos

 Especialistas explicam 9 das principais dúvidas sobre vacinação infantil e por que doenças consideradas controladas ainda representam risco

 

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 14 milhões de crianças no mundo não receberam sequer uma dose básica de vacinação¹. O alerta preocupa autoridades sanitárias porque a queda na cobertura vacinal aumenta o risco de circulação de doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. 

Para ajudar pais e responsáveis a entender a importância da imunização infantil, Luisa Chebabo, infectologista do Bronstein e Sérgio Franco, marcas da Dasa e Maria Isabel de Moraes-Pinto, coordenadora em vacinas da Dasa, respondem às principais dúvidas sobre o tema.
 

1. Se doenças como poliomielite e sarampo quase não aparecem mais, por que meu filho precisa se vacinar?

“Justamente porque a vacinação foi eficaz. Muitas das doenças que hoje parecem distantes deixaram de circular graças às altas coberturas vacinais alcançadas ao longo das últimas décadas. Quando a vacinação diminui, essas doenças podem voltar a aparecer, como já ocorreu recentemente com surtos de sarampo em diversos países²”, afirma Maria Isabel de Moraes-Pinto.
 

2. Quais são as vacinas mais importantes nos primeiros anos de vida?

“Todas as vacinas previstas no calendário infantil são importantes porque protegem contra doenças diferentes. Entre elas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, pneumocócica, meningocócica, rotavírus, tríplice viral, influenza e Covid-19³⁴”, enfatiza a coordenadora em vacinas da Dasa.
 

3. Atrasar algumas doses pode trazer riscos?

Sim. Segundo Luisa Chebabo, “cada vacina é programada para ser aplicada em um momento específico do desenvolvimento da criança, quando ela precisa daquela proteção. O atraso pode deixar períodos em que o organismo permanece vulnerável a infecções potencialmente graves”.
 

4. Meu filho é saudável. Ainda assim precisa seguir todo o calendário vacinal?

Sim. “As vacinas não são indicadas apenas para crianças com doenças ou condições especiais. Elas fazem parte da proteção de rotina de qualquer criança saudável e ajudam a evitar complicações, hospitalizações e até mortes por doenças infecciosas”, afirma o infectologista.
 

5. Como saber se a carteira de vacinação está atualizada?

Segundo Maria Isabel de Moraes-Pinto, “a recomendação é que os pais consultem regularmente a caderneta de vacinação da criança e mantenham acompanhamento com o pediatra. Em caso de atraso, é possível realizar esquemas de atualização sem necessidade de reiniciar as doses já aplicadas”.
 

6. Vacinar apenas meu filho é suficiente para protegê-lo?

Não. Para Luisa Chebabo, a proteção é mais eficaz quando toda a família também mantém suas vacinas em dia. “Pais, avós, cuidadores e pessoas que convivem com a criança devem estar protegidos contra doenças que podem ser transmitidas dentro do ambiente familiar”, explica.
 

7. Existe alguma forma de facilitar a vacinação das crianças?

“Hoje existem serviços que permitem a aplicação de vacinas em domicílio, oferecendo mais comodidade para famílias com recém-nascidos, crianças pequenas ou dificuldade de deslocamento. O mais importante é que a vacinação aconteça dentro dos prazos recomendados”, destaca Maria Isabel de Moraes-Pinto. 

Atualmente, a vacinação domiciliar permite que famílias tenham acesso a diversas vacinas recomendadas para crianças sem necessidade de deslocamento, contribuindo para a manutenção do calendário vacinal em dia.
 

8. Por que tem vacinas que são indicadas só para bebês e idosos, como a VSR? E tem vacinas que são indicadas a partir dos 9 anos, como HPV?

"Cada vacina tem uma faixa etária específica porque os riscos e a resposta imunológica variam ao longo da vida. No caso da VSR, bebês e idosos são os grupos mais vulneráveis a complicações graves pela doença, por isso a proteção é direcionada a eles. Já o HPV é indicado a partir dos 9 anos porque a vacina é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, quando o organismo ainda não teve contato com o vírus. O calendário vacinal é construído com base nessa lógica: vacinar a pessoa certa, no momento certo, para garantir a máxima proteção", afirma Luisa.
 

9. Crianças também precisam se vacinar contra a herpes-zóster?

"A vacina contra herpes-zóster é indicada principalmente para adultos a partir dos 50 anos, porque a doença se manifesta quando o vírus da varicela, que fica latente no organismo após a infecção na infância, se reativa com o enfraquecimento natural da imunidade ao longo dos anos. Para as crianças, a prioridade é a vacina contra a varicela, que previne a infecção primária e, consequentemente, reduz as chances de desenvolver o zóster no futuro", explica Maria Isabel.

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