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sábado, 18 de julho de 2026

Por que procedimentos estéticos que antes funcionavam bem podem responder diferente depois dos 40?

 Imagem gerada por IA
“Muitas vezes, o procedimento não falhou. Foi o corpo que entrou em outro ritmo”, afirma a médica Danuza Alves


Aos 40 e poucos anos, muitas mulheres começam a perceber que a pele já não responde com a mesma velocidade de antes. O inchaço demora mais a baixar, a sensibilidade aparece com mais facilidade, o resultado parece menos previsível e procedimentos que antes faziam parte da rotina passam a exigir outra conversa. A primeira suspeita costuma recair sobre o produto, a técnica ou a idade. Mas existe um fator que ainda aparece pouco na estética: a fase hormonal em que essa pele se encontra.

A perimenopausa, período que antecede a menopausa e pode começar anos antes da última menstruação, não se limita às alterações no ciclo, no sono ou no humor. A oscilação hormonal também pode interferir na forma como a pele reage à inflamação, ao calor, às microlesões, aos injetáveis e às tecnologias de energia. Para a médica Danuza Alves, diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, esse ponto precisa entrar na consulta antes de qualquer indicação. “Quando uma paciente chega dizendo que a toxina durou menos, que o laser irritou mais ou que o preenchimento não assentou como antes, eu não posso olhar apenas para o produto ou para a técnica. Eu preciso entender em que momento hormonal essa mulher está, como está o sono, a sensibilidade da pele, a recuperação e o histórico dela”, explica. 

Essa leitura não significa que toxina, preenchimentos, bioestimuladores ou lasers deixem de funcionar depois dos 40. O ponto é que a indicação precisa considerar mais variáveis. Sono, sensibilidade, manchas, ressecamento, inflamação e recuperação passam a importar tanto quanto a técnica escolhida. O procedimento pode ser o mesmo, mas a pele já não está necessariamente no mesmo momento. 

O tema ganha força porque parte da estética ainda trabalha com protocolos muito padronizados. A paciente chega com uma queixa objetiva, mas nem sempre o incômodo está exatamente onde ela imagina. Em alguns casos, não falta volume, falta qualidade de pele. Em outros, não é apenas flacidez, mas uma combinação de barreira cutânea comprometida, textura irregular e resposta inflamatória mais intensa. Danuza afirma que essa diferença muda a conduta. “Quando a pele entra em uma fase hormonal mais instável, fazer mais nem sempre significa fazer melhor. Às vezes, a paciente acredita que precisa de mais produto, mas o que ela precisa é preparar melhor a pele, ajustar a rotina e escolher um tratamento compatível com aquele momento biológico”, diz. 

A discussão também aparece em um momento em que mulheres 40+ se tornaram alvo de uma nova indústria de beleza, longevidade e bem-estar. Cremes, suplementos, protocolos e tecnologias prometem responder rapidamente a mudanças que muitas vezes ainda são pouco compreendidas pela própria paciente. Para a médica, esse avanço pode ser positivo quando traz informação, mas perigoso quando transforma uma transição biológica em uma nova vitrine de consumo. “Eu acredito que a mulher precisa entender o que está acontecendo com o corpo dela antes de comprar qualquer promessa. A perimenopausa não deve ser usada como desculpa para vender mais procedimentos, e sim como um alerta para indicar melhor”, afirma. 

Na prática, a fase hormonal começa a ser vista como uma variável importante na medicina estética. A pergunta deixa de ser apenas qual procedimento fazer e passa a ser em que momento está aquela pele antes de qualquer intervenção. Para Danuza, quando uma paciente diz que a pele mudou, ela não está imaginando. “Muitas vezes, o procedimento não falhou. Foi o corpo que entrou em outro ritmo, e a estética precisa aprender a acompanhar essa mudança”, conclui.



Créditos: @dradanuzalves
CO ASSESSORIA


Adolescentes estão cada vez menos satisfeitos com o próprio corpo, aponta IBGE

Especialista da Amil explica quando a preocupação com a aparência deixa de ser natural e passa a exigir atenção

 

Os adolescentes brasileiros estão cada vez menos satisfeitos com a própria imagem corporal. É o que mostra a edição mais recente da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, 70,2% dos adolescentes afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a própria imagem corporal. Em 2019, esse percentual caiu para 66,5%. Já na edição de 2024, apenas 58% relataram satisfação, uma redução de 12,2 pontos percentuais em relação ao primeiro levantamento comparável. 

A pesquisa foi realizada com estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas de todo o país, identificando uma queda contínua na satisfação com o próprio corpo nas três últimas edições do levantamento. 

O estudo mostra diferenças importantes entre meninos e meninas. Enquanto 36,1% das adolescentes disseram estar insatisfeitas com o próprio corpo, entre os meninos esse percentual foi de 18,2%, praticamente a metade. Quando questionados sobre o que estavam fazendo em relação ao próprio peso, as meninas concentraram as respostas relacionadas ao emagrecimento, enquanto os meninos indicaram mais frequentemente a tentativa de ganhar peso. 

Para Andresa Belsito, psicóloga da Gestão de Saúde Amil, os resultados chamam atenção porque a adolescência é um período marcado pela construção da identidade e da autoestima, tornando a percepção da imagem corporal especialmente sensível. “Adolescentes que se sentem pouco acolhidos, apresentam baixa autoestima ou vivenciam sentimentos frequentes de tristeza, irritação ou solidão, tendem a desenvolver uma percepção mais negativa sobre o próprio corpo”, explica. 

No caso das meninas, a psicóloga ressalta que existe uma pressão estética ainda mais forte. “As mudanças naturais da puberdade e a diversidade corporal, nem sempre correspondem a esses padrões, o que pode gerar sentimentos de inadequação, baixa autoestima e insatisfação corporal”. 

Segundo Belsito, sentir algum grau de insegurança com a aparência faz parte do desenvolvimento de muitos adolescentes. O problema surge quando essa preocupação passa a dominar o dia a dia, interfere na alimentação, nas relações sociais, no desempenho escolar ou provoca sofrimento emocional persistente. 

Para ela, diversos fatores podem contribuir para esse cenário, como maior exposição à comparação social, padrões estéticos idealizados, mudanças próprias da puberdade, relações interpessoais e aspectos emocionais. 

A conversa dentro de casa continua sendo um dos principais fatores de proteção. “Fortalecer a autoestima significa ajudar o adolescente a perceber que seu valor e sua identidade vão muito além da aparência. Em casa, isso acontece quando a família valoriza qualidades como esforço, responsabilidade, criatividade, empatia e conquistas pessoais” acrescenta Belsito. 

Mudanças persistentes de comportamento merecem atenção. Comentários frequentes de insatisfação em relação ao corpo, evitar tirar fotos ou participar de atividades por vergonha da aparência, alterações importantes nos hábitos alimentares, prática excessiva de exercícios físicos, isolamento social e sofrimento intenso diante da própria imagem podem indicar a necessidade de acompanhamento especializado. 

“Quanto mais cedo esses sinais forem identificados, maiores são as chances de prevenir o agravamento do sofrimento emocional e o desenvolvimento de transtornos relacionados à imagem corporal”, alerta.
 

Rede Total Care


Novo medicamento contra calvície gera expectativa, mas SBD-RS alerta para dados ainda preliminares

 

Formulação oral de minoxidil de liberação prolongada está em estudo e ainda não tem prazo para chegar ao Brasil

 

Uma nova formulação oral de minoxidil de liberação prolongada, chamada VDPHL01, vem gerando expectativa no tratamento da calvície. A proposta é liberar a substância de forma mais lenta e constante no organismo, o que poderia reduzir picos de concentração no sangue e, em tese, diminuir efeitos colaterais. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), no entanto, alerta que os dados disponíveis ainda são preliminares e foram divulgados pela fabricante, sem publicação científica completa revisada por pares.

Segundo comunicado da Veradermics, empresa responsável pelo desenvolvimento do VDPHL01, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada e indicou aumento médio de 30,3 a 33 fios por cm² em seis meses nos grupos que receberam a medicação. A fabricante prevê solicitar aprovação nos Estados Unidos em 2027, mas ainda não há prazo definido para chegada ao Brasil ou avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A médica dermatologista associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Fernanda Lagares Xavier Peres, explica que o princípio ativo é o mesmo do minoxidil já utilizado atualmente em casos de calvície, a diferença está na forma de liberação do medicamento no organismo.

“O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante. A expectativa é combinar eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas isso ainda precisa ser confirmado com dados completos e de longo prazo”, afirma.

No Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já é utilizado de forma off-label, ou seja, fora das indicações originalmente previstas em bula, sempre mediante avaliação médica. Já o VDPHL01 ainda está em estudo e não existe comparação direta publicada entre essa formulação e o minoxidil oral de baixa dose usado na prática clínica.

A SBD-RS reforça que a calvície, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva. Por isso, os tratamentos ajudam a controlar o processo enquanto estão em uso, mas não representam cura definitiva. A escolha da terapia depende de avaliação individual, considerando idade, intensidade da queda, histórico de saúde e possíveis causas associadas.

Em casos de suspeita de calvície ou aumento da queda de cabelo, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br

 

Marcelo Matusiak


PMMA já estava sob restrição quando pacientes denunciaram complicações após harmonização de glúteos

Caso investigado no Rio de Janeiro reacende o debate sobre os riscos dos preenchedores permanentes e reforça o motivo que levou o Conselho Federal de Medicina a proibir o uso da substância para preenchimento estético 


As denúncias de mulheres que relatam dores intensas, deformidades e complicações persistentes após procedimentos de harmonização de glúteos em uma clínica de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, colocaram novamente o polimetilmetacrilato (PMMA) no centro das discussões sobre segurança em procedimentos estéticos. 

O caso, investigado pela Delegacia do Consumidor (Decon), ocorre poucas semanas depois de o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibir o uso médico da substância para preenchimentos estéticos e reparadores em todo o país, mantendo exceção apenas para pacientes com HIV em tratamento específico no SUS.

Para o cirurgião plástico Dr. Alexandre Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a principal dificuldade é que muitas pessoas ainda desconhecem que o PMMA não se comporta como outros preenchedores absorvíveis. A preocupação, segundo ele, não está apenas no momento da aplicação, mas na resposta que cada organismo pode desenvolver ao longo do tempo.

A defesa por técnicas que provoquem o menor impacto possível ao organismo faz parte da filosofia de atuação do especialista, que associa cirurgia plástica à preservação da saúde e não apenas ao resultado estético."O PMMA é basicamente um plástico. Na forma injetável, ele é composto por microesferas suspensas em um gel. Esse gel é absorvido pelo organismo, mas as microesferas permanecem para sempre no tecido. O corpo reconhece esse material como um corpo estranho e passa a produzir colágeno ao redor dele, criando volume. Por isso ele é considerado um preenchedor definitivo", explica.

O problema, segundo o cirurgião, é que essa reação biológica não acontece da mesma forma em todos os pacientes. "Essa resposta é individual e imprevisível. Algumas pessoas apresentam apenas uma reação discreta, enquanto outras desenvolvem nódulos, granulomas, acúmulo de líquido e processos inflamatórios que podem surgir meses ou até anos depois da aplicação. Em alguns casos, o organismo passa a expulsar esse material espontaneamente", aponta.

É justamente essa característica que torna o tratamento das complicações especialmente difícil. Diferentemente de preenchedores absorvíveis, o PMMA não desaparece naturalmente. "Quando surgem complicações, muitas vezes o tratamento passa a ser cirúrgico. O material fica entremeado ao tecido saudável e não pode simplesmente ser dissolvido ou absorvido pelo organismo. Isso torna a retirada extremamente complexa", explica Peruzzo.

Segundo o especialista, esse conjunto de evidências científicas foi determinante para a publicação da Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina, que proibiu o uso médico do PMMA para preenchimentos estéticos e reparadores em todo o Brasil. A decisão foi fundamentada em estudos que associam a substância a reações inflamatórias tardias, granulomas, infecções persistentes, necrose e sequelas permanentes.

Peruzzo ressalta que ainda existe uma diferença importante entre a regulamentação médica e a situação regulatória do produto. "É uma proibição ética para médicos. A Anvisa ainda mantém o registro da substância porque existe uma indicação muito específica, que é o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV, realizado exclusivamente em centros de alta complexidade do SUS. Fora dessa situação excepcional, a própria medicina vem abandonando progressivamente o PMMA", destaca.

Na avaliação do cirurgião plástico, a evolução dos materiais disponíveis também contribuiu para essa mudança. "Hoje existem alternativas que oferecem resultados semelhantes, mas com um perfil de segurança muito superior, como a hidroxiapatita de cálcio e o ácido poli-L-lático. Não se trata de preconceito contra uma substância. Trata-se da evolução da ciência. Quando há uma opção mais segura para o paciente, esse deve ser o caminho escolhido pelo médico", diz.

Para o especialista, casos como o investigado no Rio de Janeiro reforçam a importância de que pacientes procurem profissionais habilitados e compreendam exatamente qual substância será utilizada antes de qualquer procedimento estético. "A decisão não pode ser baseada apenas na promessa de um resultado estético. O paciente precisa saber o que está sendo implantado no seu corpo e quais são as consequências que esse material pode trazer ao longo da vida", conclui.

 



Dr. Alexandre Peruzzo - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
Para mais informações, acesse Linkedin e Instagram.

Clínica do Dr. Alexandre Peruzzo


“Emagreci com as canetas e meu rosto mudou”: especialista explica como preservar a naturalidade da face em cinco passos

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Especialista explica quando é hora de intervir e por que o acompanhamento deve começar antes que as mudanças se tornem mais evidentes
 

 

Se, por um lado, os medicamentos revolucionaram o tratamento da obesidade e aceleraram os resultados na balança, por outro, também trouxeram um efeito que tem chamado a atenção nos consultórios, as mudanças na aparência do rosto, fenômeno conhecido mundialmente como "Ozempic Face".

Apesar de o tema ganhar cada vez mais espaço nas redes sociais, a médica atuante em dermatologia Dra. Isadora Ragognete reforça que as mudanças faciais não acontecem da mesma forma para todas as pessoas e que o tratamento deve ser indicado apenas após uma avaliação criteriosa. "Cada paciente responde de uma forma ao emagrecimento. Algumas pessoas praticamente não apresentam alterações no rosto, enquanto outras percebem mudanças importantes. A indicação de qualquer tratamento deve acontecer somente quando existe um incômodo real e após uma avaliação individualizada. O objetivo nunca é seguir um padrão estético, mas preservar a identidade e a naturalidade de cada paciente", destaca a Dra. Isadora.

Pensando nisso, a Dra Isadora elenca cinco passos para quem perdeu muito peso com o auxílio das canetas e deseja fazer algum tratamento no rosto. Confira, a seguir:


1. Faça uma avaliação individualizada

Antes de iniciar qualquer procedimento, é fundamental entender como o emagrecimento aconteceu e quais mudanças realmente ocorreram na face. Nem toda perda de peso exige tratamento estético, por isso a avaliação médica é indispensável para definir a melhor conduta."O primeiro passo é entender como aconteceu o emagrecimento, analisar a anatomia facial, a qualidade da pele e o grau de flacidez. Um bom tratamento começa com um bom diagnóstico e, principalmente, ouvindo as expectativas do paciente", explica a Dra. Isadora Ragognete.


2. Não espere as mudanças se tornarem mais intensas

O acompanhamento durante o processo de emagrecimento pode ajudar a preservar o contorno facial e reduzir os impactos da perda acelerada de gordura na face, tornando os tratamentos mais sutis e naturais. "Eu gosto de iniciar o acompanhamento dermatológico ao mesmo tempo em que o paciente começa a usar as canetas e perder peso. Não acredito em deixar o rosto perder toda a sustentação para só depois intervir. O tratamento contínuo ajuda a preservar a arquitetura facial", comenta.


3. Aposte em um plano de tratamento personalizado

Na maioria dos casos, uma única técnica não resolve todas as alterações. A combinação de procedimentos é definida de acordo com as necessidades de cada paciente, considerando perda de volume, flacidez e qualidade da pele."Em muitos casos, utilizamos preenchedores de ácido hialurônico em pontos estratégicos para devolver suporte onde houve perda de volume. Também podemos associar toxina botulínica, peelings e tecnologias como o Fotona e o laser de CO. O resultado está na combinação correta dos tratamentos, e não na escolha de um único procedimento", complementa a médica.


4. Preserve a naturalidade do rosto

Mais do que recuperar volume, o objetivo é manter a simetria do rosto e respeitar as características individuais, evitando excessos e resultados artificiais. "O objetivo não é aumentar o rosto, mas devolver suporte em regiões que realmente perderam volume. Utilizando quantidades adequadas e respeitando a anatomia do paciente, conseguimos um resultado discreto, elegante e que preserva sua identidade" relata.


5. Evite seguir tendências das redes sociais

Cada rosto reage de uma maneira ao emagrecimento. Por isso, copiar tratamentos ou buscar soluções rápidas sem orientação médica pode comprometer os resultados."O principal erro é buscar soluções rápidas ou acreditar que quanto mais produto for aplicado, melhor será o resultado. O excesso de preenchimento não corrige a flacidez e pode comprometer a naturalidade da face. Um bom resultado começa muito antes do primeiro procedimento", conclui. 


Dra. Isadora Ragognete - médica atuante em dermatologia e estética facial e integra a equipe da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo. Com abordagem focada na naturalidade e na individualidade de cada paciente, trabalha com técnicas modernas que valorizam segurança e resultados sutis. Ao lado do Dr. Carlucio, participa de uma prática clínica que une tecnologia, conhecimento anatômico avançado e olhar humanizado para o cuidado estético.

 

Além da estética: o que torna a consumidora brasileira de beleza diferente das mulheres no exterior?

Especialista diz que a mulher no Brasil é mais aberta à inovação e gosta de experimentar novidades

 

O Brasil está entre os três maiores mercados de beleza do mundo e ocupa posições de destaque no consumo de cosméticos e procedimentos estéticos. Dados da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) afirmam que o setor é responsável por 2% do PIB nacional e cresceu cerca de 20% no ano de 2025 no país. O estudo também mostra que a tendência do segmento é crescer ainda mais em 2026. 

 

Enquanto em outros países o setor de beleza costuma ser mais prático e minimalista, as brasileiras valorizam experiências personalizadas e enxergam a ida ao salão como um momento dedicado a si mesmas. Para Gisela Prochaska – CEO da rede de franquias Stylebar–, diferentemente da forma de consumo no exterior, a beleza está na cultura e no dia a dia do brasileiro.

 

"Para nós, cuidar da aparência vai muito além da estética. É uma questão de autoestima, bem-estar e até de identidade. O brasileiro sempre foi vaidoso, mas hoje essa vaidade evoluiu e está cada vez mais associada ao autocuidado e à valorização de si mesmo", pontua.

 

A frequência aos salões é um dos diferenciais da mulher brasileira. Frequentar serviços, como manicure, maquiagem e design de sobrancelhas, faz parte da rotina do público feminino no país, mas o principal destaque é quando o cabelo está em pauta. A categoria de produtos atingiu a marca de US$301 milhões no segmento de exportações, um incremento de 29,8% no ano passado. 

 

Prochaska complementa ao dizer que a cultura do Brasil valoriza o conforto, principalmente na convivência. “Gostamos de estar bem para trabalhar, encontrar amigos, viajar ou simplesmente nos sentirmos melhores. A beleza está diretamente ligada à satisfação e à confiança, além de trazer segurança”, afirma. 

 

Para o empreendedor

 

A especialista também analisa que o brasileiro é mais aberto à inovação e gosta de experimentar novidades. Segundo ela, o grande diferencial está na personalização, aliada à tecnologia e à qualidade do atendimento. "Sem dúvida, o público é curioso e busca soluções que ofereçam praticidade e resultados perceptíveis", destaca. 

 

Para os empreendedores, acompanhar a evolução do cliente é essencial para se manter competitivo. Segundo relatórios da McKinsey & Company, tecnologias como inteligência artificial, diagnósticos personalizados e automação do atendimento estão transformando o setor de beleza, tornando a personalização fator cada vez mais decisivo para conquistar e fidelizar clientes. 


De acordo com Prochaska, no entanto, a inovação só gera valor quando caminha ao lado da experiência humana. "Quem consegue oferecer inovação sem abrir mão do atendimento humanizado conquista um consumidor fiel e disposto a investir em experiências que realmente façam sentido para sua rotina”, conclui.



Canetas emagrecedoras mudam perfil do lifting facial no Brasil

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Perda de peso acelerada leva pacientes mais jovens aos consultórios em busca de correção da flacidez e reposicionamento dos tecidos da face

 

A popularização das canetas emagrecedoras mudou a relação entre perda de peso e envelhecimento facial. Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro ampliaram os resultados corporais em pouco tempo, mas também tornaram mais visível a flacidez facial. O fenômeno conhecido como rosto de Ozempic chega aos consultórios com queixas de aparência cansada, mandíbula caída e falta de volume.

O impacto aparece principalmente nos coxins adiposos, estruturas de gordura que sustentam bochechas, têmporas, mandíbula e região abaixo dos olhos. A retração cutânea não acompanha a mudança no mesmo ritmo, o que favorece sulcos profundos, papada e flacidez tecidual precoce. “O rosto tem compartimentos de gordura que funcionam como sustentação natural. Quando o paciente emagrece muito rápido, esses coxins adiposos diminuem e a pele perde apoio. O resultado pode ser uma face mais caída, com aspecto cansado, sulcos marcados e envelhecimento precoce, mesmo em pessoas mais jovens”, explica o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

A procura por lifting facial deixou de estar restrita a pacientes mais maduros. A cirurgia, antes associada a pessoas acima dos 50 anos, aparece cada vez mais frequente nos pacientes na casa dos 30 anos. O movimento acompanha a pressão estética das redes sociais, o emagrecimento medicamentoso e a busca por resultados mais naturais.

“Existe uma diferença importante entre emagrecer o corpo e preservar a harmonia do rosto. Aos 30 anos, o colágeno já começa a diminuir e a pele responde com menos elasticidade. Quando a perda de peso é muito rápida, a face pode envelhecer antes do tempo, porque volume, pele e sustentação deixam de acompanhar o mesmo processo”, enfatiza o cirurgião plástico. 

Esse novo comportamento explica a presença crescente de pacientes jovens interessados em minilifting, lifting facial e técnicas que tratam planos profundos da face. O objetivo não é alterar traços, mas reposicionar tecidos, recuperar o contorno e corrigir o excesso de pele. Em muitos casos, procedimentos dermatológicos isolados não conseguem compensar a perda estrutural provocada pelo emagrecimento acelerado.

“Bioestimuladores, lasers e preenchedores ajudam em quadros leves, mas eles não substituem a cirurgia quando existe queda real dos tecidos. O lifting facial reposiciona estruturas profundas e trata a flacidez de maneira mais efetiva. A indicação depende de avaliação individual, estabilidade do peso, qualidade da pele e grau de perda dos coxins adiposos”, completa o profissional.

Para Di Sessa, esses casos ajudam a ampliar a conversa, mas não devem substituir avaliação médica. Fotos, ângulos, maquiagem, idade, perda de peso e procedimentos anteriores podem mudar a percepção pública sobre um rosto. “O ponto central é entender que nem todo paciente terá flacidez intensa, e nem toda flacidez precisa de lifting facial”, alerta.

O avanço das canetas emagrecedoras cria uma nova etapa na medicina estética. A perda de peso deixa de ser avaliada apenas pelo corpo e passa a incluir o impacto sobre a face, o pescoço e a identidade visual do paciente. A tendência reforça a importância de acompanhamento médico, planejamento e indicação precisa antes de qualquer procedimento de rejuvenescimento facial.

“O paciente precisa ser avaliado de forma individual. Algumas pessoas recuperam bem a pele depois do emagrecimento, outras apresentam sobra cutânea e queda importante. O mais seguro é esperar o peso estabilizar, estudar a anatomia da face e indicar o tratamento adequado, sem transformar o lifting facial em uma solução automática”, conclui David Di Sessa. 

 

Ainda dá tempo de cumprir sua meta fitness? Veja 5 dicas para retomar o ritmo

Mesmo para quem deixou os planos de lado nos primeiros meses do ano, ainda é possível recuperar e transformar objetivos em hábitos duradouros

 

Se as metas traçadas no início do ano ficaram pelo caminho, o segundo semestre pode ser uma boa oportunidade para recomeçar. Afinal, manter os objetivos de saúde e bem-estar ao longo do ano é um desafio para muitas pessoas. Levantamento da YouGov mostra que boa parte das pessoas não consegue cumprir totalmente as resoluções de Ano Novo, muitas delas relacionadas à prática de exercícios físicos e à alimentação saudável. 

“O erro mais comum é achar que, porque o planejamento do início do ano não saiu como esperado, tudo está perdido. A atividade física não funciona no modelo ‘agora ou nunca’. O que gera resultado é a constância. Sempre é tempo de recomeçar e ajustar a estratégia à realidade de cada pessoa”, afirma Leandro Twin, da BlueFit.  

Confira cinco dicas para voltar ao foco no segundo semestre: 


  1. Reavalie suas metas e adapte a rotina

Não é preciso treinar todos os dias para ter resultados. Objetivos mais realistas e alinhados à rotina aumentam as chances de manter a frequência. E, escolher uma rede de academias, que proporciona flexibilidade de horários e unidades próximas de casa ou do trabalho também pode ser um diferencial para encaixar os treinos no dia a dia. 


  1. que funciona para o seu corpo

Cada pessoa responde de uma forma aos estímulos. Por isso, ferramentas de bioimpedância, presente em algumas unidades da BlueFit, podem ajudar a acompanhar a evolução da composição corporal e ajustar metas com base em indicadores mais amplos do que apenas o peso na balança. Ganho de massa muscular, redução do percentual de gordura e melhora da qualidade de vida também fazem parte do processo. 


  1. Encontre uma atividade que dê prazer

A chance de manter uma rotina aumenta quando o exercício deixa de ser uma obrigação. Além da musculação, a BlueFit oferece modalidades coletivas como dança, bike indoor, funcional e outras aulas em grupo podem tornar a prática mais divertida e ajudar na motivação, especialmente para quem está retomando os treinos. 


  1. Não tente compensar o tempo perdido

Ficar algumas semanas ou até meses longe da academia não significa começar do zero. O mais importante é retomar de forma gradual, respeitando os limites do corpo e construindo consistência. A regularidade é mais importante do que a intensidade excessiva nos primeiros dias. 


  1. Celebre as pequenas conquistas

Dormir melhor, ter mais disposição, sentir menos estresse e perceber a evolução nos exercícios são resultados que merecem ser valorizados. Acompanhar o progresso e contar com profissionais capacitados faz com que a jornada seja mais sustentável e motivadora. 

O segundo semestre representa uma nova oportunidade para quem deseja colocar em prática os objetivos traçados no início do ano. Com opções de treinos, aulas coletivas, horários flexíveis e acompanhamento especializado, é possível construir uma rotina mais saudável sem precisar esperar por um novo janeiro e velhas promessas.  

 

https://bluefit.com.br

 

A estética do descanso: por que cada vez mais mulheres estão trocando o "rosto perfeito" pela aparência saudável

iStock
Com o Brasil entre os maiores mercados de estética do mundo e o crescimento dos procedimentos minimamente invasivos, biomédicos observam uma mudança no perfil das pacientes: em vez de transformações radicais, cresce a procura por tratamentos que devolvam viço, qualidade da pele e aparência descansada.


Durante muitos anos, a procura por procedimentos estéticos esteve associada à ideia de transformação. Lábios mais volumosos, contornos faciais marcados e mudanças evidentes dominaram consultórios, redes sociais e campanhas publicitárias. Agora, uma nova tendência começa a ganhar espaço: mulheres querem continuar parecendo elas mesmas — apenas com uma aparência mais saudável e descansada.

Essa mudança acompanha a evolução do próprio mercado. O levantamento mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostra que, somente em 2024, foram realizados 37,9 milhões de procedimentos estéticos no mundo, entre cirúrgicos e não cirúrgicos. O Brasil manteve sua posição entre os maiores mercados globais, com aproximadamente 3,1 milhões de procedimentos, liderando o ranking mundial em cirurgias estéticas, com cerca de 2,3 milhões de intervenções.

Os procedimentos não cirúrgicos continuam puxando esse crescimento. Apenas a aplicação de toxina botulínica somou 7,8 milhões de procedimentos em 2024 em todo o mundo, enquanto os preenchimentos com ácido hialurônico ultrapassaram 6,3 milhões, reforçando a preferência por tratamentos de recuperação rápida e resultados mais sutis.

Além do aumento da procura, muda também o motivo pelo qual as pacientes chegam ao consultório.

"Há alguns anos, muitas pessoas levavam a foto de uma celebridade ou de um filtro das redes sociais como referência. Hoje, o pedido mais frequente é outro: 'Quero continuar com a minha cara, só quero parecer menos cansada'", afirma a biomédica especialista em Harmonização Orofacial Ana Martin.

Segundo ela, o consultório passou a refletir um comportamento social mais amplo.

"A mulher continua preocupada com a aparência, mas percebeu que juventude não significa excesso de preenchimento. O que ela procura hoje é uma pele com mais qualidade, um rosto mais iluminado e uma aparência saudável."

Essa percepção encontra respaldo na literatura científica.

Pesquisas publicadas na revista Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology demonstram que níveis elevados de cortisol — hormônio liberado em situações de estresse — estão associados à redução da produção de colágeno, aumento de processos inflamatórios e perda da elasticidade da pele, acelerando sinais de fadiga facial e envelhecimento precoce.

Outro estudo realizado pelo University Hospitals Case Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com má qualidade de sono apresentam recuperação da barreira cutânea mais lenta, maior perda de hidratação da pele e envelhecimento visível mais acentuado quando comparadas àquelas que dormem adequadamente.

Na prática, isso significa que a rotina da mulher moderna — marcada por excesso de trabalho, maternidade, poucas horas de descanso, alimentação irregular e altos níveis de estresse — acaba deixando marcas que vão muito além das rugas.

Dados do IBGE mostram que as mulheres brasileiras ainda dedicam quase o dobro do tempo dos homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de outras pessoas, acumulando jornadas que impactam diretamente o bem-estar físico e emocional.

Segundo Ana Carolina Martin, esse contexto explica por que a harmonização orofacial também está passando por uma transformação.

"Hoje falamos muito mais sobre regeneração do que sobre transformação. A paciente quer melhorar a qualidade da pele, estimular colágeno, recuperar viço e manter sua identidade. Não existe mais espaço para um padrão único de beleza."

Essa mudança também movimenta o mercado. Um estudo da Grand View Research estima que o segmento global de tratamentos estéticos não invasivos movimentou US$ 36 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 64,1 bilhões até 2033, com crescimento médio anual de 7,5%. Os tratamentos injetáveis representam 79% desse mercado, impulsionados justamente pela procura por procedimentos de baixo risco e recuperação rápida.

Para a biomédica, esse crescimento exige uma atuação cada vez mais responsável.

"A harmonização orofacial deixou de ser apenas um conjunto de técnicas. Hoje ela exige planejamento facial, conhecimento anatômico e um olhar individualizado. Um resultado bonito não é aquele que chama atenção. É aquele que faz a paciente parecer saudável, sem perder sua identidade."

Ela observa que procedimentos como bioestimuladores de colágeno, skinboosters e protocolos de regeneração ganharam protagonismo justamente por atuarem na qualidade da pele e no envelhecimento saudável, sem alterar os traços naturais.

"O melhor elogio que uma paciente pode receber não é 'como você mudou'. É ouvir que está com uma aparência leve, descansada e bem. Quando isso acontece, sabemos que respeitamos aquilo que ela tem de mais importante: quem ela é."

Para Ana Martin, a nova fase da estética não é marcada pela busca da perfeição, mas pelo equilíbrio.

"Naturalidade não significa fazer menos. Significa fazer melhor, com critério, ciência e respeito à individualidade de cada paciente."


Cirurgia plástica segura: Como identificar profissionais qualificados em meio à popularização dos procedimentos

Com o aumento dos procedimentos estéticos no Brasil, especialistas alertam que formação adequada, título reconhecido e estrutura hospitalar segura devem pesar mais do que redes sociais, preço ou popularidade na escolha do profissional

 

O Brasil permanece entre os maiores mercados de cirurgia plástica do mundo, com dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que o país figura de forma consistente entre os líderes globais em procedimentos estéticos, realidade que ampliou o acesso aos tratamentos, mas também aumentou um desafio para os pacientes: distinguir profissionais devidamente qualificados daqueles que atuam sem a formação necessária para realizar cirurgias com segurança.

O tema voltou a ganhar atenção após sucessivos casos divulgados pela imprensa envolvendo complicações graves, procedimentos realizados por profissionais sem especialização adequada e cirurgias executadas fora de ambientes hospitalares apropriados. Embora a maioria das intervenções ocorra de forma segura, especialistas afirmam que a escolha do médico continua sendo o principal fator de prevenção de riscos evitáveis.

Para a cirurgiã plástica facial Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e com formação complementar em centros internacionais de referência em cirurgia facial, a popularização dos procedimentos estéticos criou uma falsa sensação de simplicidade em torno de intervenções que continuam sendo atos médicos complexos. Sua trajetória e qualificação profissional são descritas em seus materiais institucionais.

“A cirurgia plástica é uma especialidade médica que exige anos de formação específica. O paciente precisa entender que resultado estético e segurança caminham juntos. Muitas vezes, a atenção está concentrada apenas nas fotos de antes e depois ou no número de seguidores nas redes sociais, quando os critérios mais importantes são formação, experiência e estrutura de atendimento”, afirma.

O primeiro passo é verificar a formação médica

Segundo a especialista, um dos erros mais comuns é acreditar que qualquer médico que realize procedimentos estéticos seja necessariamente cirurgião plástico.

No Brasil, a formação considerada adequada para exercer a especialidade inclui graduação em Medicina, residência médica em Cirurgia Geral e posteriormente residência em Cirurgia Plástica reconhecida pelo Ministério da Educação ou programas credenciados pelas entidades responsáveis pela formação médica.

Além disso, o profissional deve possuir Registro de Qualificação de Especialista (RQE), documento que comprova oficialmente sua especialização junto aos Conselhos Regionais de Medicina.

“A existência do RQE é uma das formas mais simples e objetivas de verificar se aquele médico possui formação reconhecida na especialidade que está oferecendo. É uma informação pública e que pode ser consultada pelos pacientes”, explica.


Filiação à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é um indicativo importante

Outro critério recomendado é verificar se o profissional integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, principal entidade da especialidade no país.

A associação exige formação específica, cumprimento de critérios técnicos e atualização contínua dos seus membros. Embora a filiação não seja obrigatória para o exercício profissional, ela costuma funcionar como um indicador adicional de qualificação.

“O paciente deve buscar informações em fontes oficiais. A consulta ao CRM, ao RQE e às entidades médicas oferece muito mais segurança do que decisões baseadas exclusivamente em publicidade ou recomendações informais”, diz a médica.


Estrutura hospitalar também deve ser avaliada

A análise não deve se limitar ao currículo do profissional. O local onde a cirurgia será realizada também precisa ser observado.

Hospitais credenciados, centros cirúrgicos equipados, equipe de anestesia qualificada e protocolos de segurança são fatores que influenciam diretamente a capacidade de resposta diante de qualquer intercorrência.

De acordo com a cirurgiã, procedimentos considerados rotineiros continuam sendo cirurgias e exigem planejamento rigoroso.

“Não existe procedimento sem risco. O que existe é a redução dos riscos por meio de indicação adequada, avaliação pré-operatória criteriosa, equipe preparada e ambiente seguro para a realização da cirurgia”, afirma.


Redes sociais não substituem credenciais médicas

A presença digital passou a ter peso crescente na decisão dos pacientes. No entanto, especialistas alertam que a popularidade online não deve ser confundida com qualificação técnica.

Fotos de resultados, vídeos virais e grande volume de seguidores podem transmitir credibilidade, mas não substituem a verificação das credenciais profissionais.

“A comunicação digital tem seu papel na educação dos pacientes, mas ela não pode ser o único critério de escolha. O paciente precisa investigar a formação do médico com o mesmo cuidado que dedica à avaliação dos resultados apresentados”, observa.


Segurança tende a ganhar mais importância na decisão dos pacientes

O amadurecimento do mercado de cirurgia plástica tem levado parte dos pacientes a adotar uma postura mais criteriosa antes de decidir por um procedimento. Além da busca por resultados naturais e individualizados, cresce o interesse por informações relacionadas à formação dos profissionais, protocolos de segurança e qualidade da assistência médica.

Para Danielle Gondim, esse movimento representa uma evolução positiva na relação entre pacientes e cirurgia plástica.

“A segurança de uma cirurgia começa muito antes do procedimento. Ela envolve uma avaliação criteriosa do paciente, indicação adequada, equipe preparada e uma estrutura capaz de oferecer assistência completa em todas as etapas do tratamento”, conclui. 



Danielle Gondim - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas.
Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente. Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.


Vai fazer cirurgia plástica após emagrecer com caneta? Cirurgião explica qual é a hora certa

Uso de canetas emagrecedoras pode influenciar o planejamento  da cirurgia plástica e exige avaliação médica individualizada  
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Uso de medicamentos para emagrecer pode favorecer os resultados da cirurgia plástica, mas operar antes da estabilização do peso pode comprometer o procedimento, alerta especialista

 

As canetas emagrecedoras mudaram o perfil de muitos pacientes que procuram a cirurgia plástica. Depois de perder peso com medicamentos, é comum surgir a dúvida: já é possível operar ou é melhor esperar?

Segundo o cirurgião plástico Vinícius Julio Camargo, não existe uma resposta única. O momento ideal depende da evolução do emagrecimento, da estabilidade do peso e da avaliação individual de cada paciente.

"O emagrecimento medicamentoso pode ser um aliado da cirurgia plástica, mas também pode comprometer o resultado quando não há critério médico e planejamento adequado", explica.

 

Emagrecer primeiro pode melhorar o resultado

De acordo com o especialista, quando o paciente passa por um processo de emagrecimento bem conduzido e atinge um peso mais estável, o planejamento cirúrgico tende a ser mais preciso.

"Quando o paciente emagrece de forma controlada e atinge um peso mais estável, a cirurgia plástica tende a ter resultados mais previsíveis, com melhor definição do contorno corporal", afirma.

Segundo ele, isso costuma beneficiar principalmente pacientes que serão submetidos a procedimentos como abdominoplastia, redução das mamas ou cirurgias para correção das alterações provocadas pela perda de peso.

"Em cirurgias como abdominoplastia, redução mamária ou lifting facial, operar um paciente que passou por um emagrecimento bem conduzido faz diferença no resultado e na segurança."

 

Nem sempre operar logo após emagrecer é a melhor escolha

O especialista alerta que utilizar a caneta apenas para acelerar a perda de peso antes da cirurgia pode gerar efeitos que interferem diretamente no resultado do procedimento.

Entre eles estão o aumento da flacidez, a perda de massa muscular e alterações no estado nutricicional do paciente.

Além disso, o uso do medicamento deve ser avaliado antes da cirurgia em conjunto pelo cirurgião plástico e pela equipe responsável pela anestesia.

"Nem todo paciente que usa caneta está pronto para operar. O corpo precisa de tempo para se adaptar ao emagrecimento antes de uma cirurgia plástica", reforça.

 

A caneta emagrece, mas não substitui a cirurgia

Mesmo quando o emagrecimento é expressivo, o medicamento não elimina excesso de pele, corrige flacidez ou redefine o contorno corporal.

"A caneta ajuda a emagrecer, mas é a cirurgia plástica quem redefine o corpo, devolve proporção e trata as consequências do emagrecimento. São abordagens diferentes, mas que cada vez mais se complementam", explica.

Para Vinícius Julio Camargo, a decisão sobre o momento ideal para operar deve ser individualizada e sempre baseada em avaliação médica.

"O paciente precisa entender que não existe solução milagrosa. Quando bem indicadas, as canetas podem preparar o corpo para a cirurgia. Quando usadas sem critério, podem comprometer o resultado. A decisão deve sempre passar por avaliação médica especializada", conclui.


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