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quarta-feira, 17 de junho de 2026

69% das pessoas com enxaqueca no Brasil não fazem acompanhamento médico, revela pesquisa inédita Radar da Enxaqueca

Levantamento mostra abandono do cuidado, baixa adesão ao tratamento preventivo e barreiras de acesso à saúde no país 


A enxaqueca ainda é tratada de forma insuficiente no Brasil. Dados da pesquisa inédita Radar da Enxaqueca, que avalia a prevalência de sintomas de enxaqueca, estima a proporção de indivíduos que não têm diagnóstico no país e mede o nível de impacto que essa condição tem na vida pessoal e profissional dos pacientes, revelam que 69% das pessoas que convivem com a condição não realizam acompanhamento médico atualmente, sendo que 43% já chegaram a procurar um médico, mas abandonaram o cuidado ao longo do tempo. 

O levantamento, realizado pela Imagem Corporativa para a Teva Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca (ABRACES), chama atenção para desafios relacionados ao acesso ao diagnóstico, continuidade do cuidado e tratamento adequado.

Apesar do impacto da doença na qualidade de vida, a pesquisa aponta que muitos pacientes ainda tratam apenas os sintomas agudos da enxaqueca. Segundo o levantamento, 42% realizam somente tratamento durante as crises, sem estratégia preventiva para controle das crises.

“Os dados mostram que muitos pacientes ainda convivem com a enxaqueca sem acompanhamento contínuo e sem acesso adequado ao tratamento preventivo, mesmo diante do impacto significativo da doença na rotina e na qualidade de vida. A falta de informação, barreiras de acesso e o desconhecimento sobre opções terapêuticas disponíveis contribuem para atrasos no cuidado e para a subnotificação da gravidade da condição”, afirma Dr. Mario Peres, Presidente da ABRACES.

A falta de informação aparece como uma das principais barreiras para o tratamento preventivo da enxaqueca. Entre os entrevistados que não realizam prevenção, 24% afirmam não saber que existem opções para controle da doença, enquanto 21% relatam medo de efeitos colaterais. Além disso, 17% dizem nunca ter recebido indicação médica para prevenção e 16% consideram a terapêutica muito cara.

A pesquisa reforça ainda a predominância do uso de medicamentos sem acompanhamento médico. Entre os entrevistados, 77% utilizam remédios prescritos por médicos durante as crises, mas 64% fazem uso sem prescrição.

Mario Peres explica que a enxaqueca é uma doença neurológica incapacitante que exige acompanhamento contínuo e individualizado. “A enxaqueca não deve ser tratada apenas no momento da dor. Quando o paciente não recebe acompanhamento adequado, existe maior risco de cronificação, piora da qualidade de vida, impacto emocional e uso excessivo de medicamentos para crise. O tratamento preventivo pode reduzir frequência, intensidade e incapacidade associadas à doença”, afirma o neurologista e presidente da ABRACES.

Os resultados também mostram desigualdades importantes no acesso ao cuidado. Entre as pessoas que possuem plano de saúde, 39% fazem acompanhamento médico, enquanto entre aqueles sem plano esse índice cai para 28%. Entre aqueles que não fazem acompanhamento médico, 35% recorrem ao SUS apenas durante as crises e 11% buscam atendimento via plano de saúde. Outros 26% afirmam nunca ter realizado acompanhamento para tratar a doença.

 

NOTA METODOLÓGICA

O estudo “Radar Sobre Enxaqueca no Brasil”, desenvolvido e coordenado pela consultoria Imagem Corporativa a pedido da farmacêutica Teva, foi dividida em dois módulos.

O primeiro módulo consistiu em pesquisa quantitativa de abrangência nacional realizado entre os dias 5 e 9 de junho de 2025, pela Ipsos-Ipec a pedido da Imagem Corporativa, com o objetivo de identificar a prevalência de pessoas com enxaqueca no Brasil e a subnotificação de diagnósticos da doença.

A amostra é representativa da população brasileira com 16 anos ou mais. Foram realizadas 2.000 entrevistas em 132 municípios, segundo cotas de sexo, idade, região, escolaridade, cor autodeclarada e ramos de atividade conforme dados do CENSO2022 e PNADC 2023.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

O segundo módulo do estudo também é composto por uma pesquisa quantitativa, com o universo de brasileiros adultos (18 anos ou mais) mas apenas dos que já têm o diagnóstico formal de enxaqueca.

A abordagem foi online por meio de painel representativo do Instituto de Pesquisas Qualibest. Foram realizadas 408 entrevistas entre os dias 23 e 29 de junho de 2025. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

  

Teva Pharmaceutical Industries Ltd.
www.tevabrasil.com.br

ABRACES


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