O tema masculinidade
tóxica tem estado em extrema discussão na atualidade. O assunto ganhou o título
de “expressão do ano”, em 2018, pelo dicionário Oxford. O padrão de
comportamento da chamada “sociedade patriarcal”, relega os homens de direitos
básicos reservados a qualquer indivíduo: o de se sentir vulnerável.
Tal fenômeno valoriza
qualidades como o controle e a dominância, enquanto classifica como fraqueza
aspectos como a sensibilidade, carência e até o desejo de chorar.
“Os homens carregam
consigo uma carga muito grande de serem os machões, os bons em tudo, os que
devem colecionar experiências sexuais intensas, do ponto de vista da performance.
Essa tensão cultural pressiona grande parte dos homens a corresponder tais
expectativas, já que demonstrar vulnerabilidade pode ser sinônimo de fraqueza.
O grande problema é que esses elementos vêm adoecendo homens e mulheres. Eles
por não aceitar o “eventual” fracasso de sua masculinidade quando ela ocorre,
às mulheres por conviverem cada dia com a inflexibilidade de comportamento e
situações de machismo, advindas desse fenômeno”, explica a terapeuta tântrica e
coach de relacionamento Deva Dasi Abigail.
Segundo a profissional,
há uma incoerência e até incompreensão sobre os termos sexo e sexualidade.
“Muitos buscam fontes
para lidar com sua masculinidade e, embora não admitam, até para aprender como
lidar com o corpo feminino e com o seu próprio corpo e desejos. Na maioria das
vezes, recorrem a revistas e filmes pornográficos em busca de uma fantasia,
projetando aquilo no “ideal” do real. Só que, “na vida real” tais trocas não se
resumem à performance: há corpos e pessoas verdadeiras envolvidas”, afirma.
Para Abigail a
masculinidade tóxica cria um campo de tensão nos relacionamentos entre homens e
mulheres.
Especificamente aos
homens, a profissional, que faz atendimentos sobre terapia tântrica com
clientes na sua maioria de sexo masculino, explica um fato que predominam em
seus atendimentos: há um espantoso número de homens que passam anos de sua vida
com problemas de disfunção sexual por terem vergonha de admitir tal problema.
“Para eles, isso
demonstra vulnerabilidade, seja por medo do que as pessoas vão falar, dos
julgamentos, e principalmente, do que a parceira vai pensar dele. Pode parecer
contraditório, mas ele não procura ajuda por medo da opinião alheia, por ter
medo de se mostrar vulnerável, até para um profissional”, afirma.
Dasi lançou recentemente
o livro “Entendendo o mapa da mina”, publicado pela Appris editora, que
está dividido em 5 capítulos, e tem prefácio de João Bosco Tavares Lima,
psicólogo, escritor e idealizador do projeto Social “Semeando o Bem”.
Em linguagem leve,
simples e bem-humorada, ela relata um pouco do trabalho que desenvolve com
homens e mulheres, tendo como base o tantra. Trata-se de uma filosofia
comportamental milenar, de características matriarcais, sensoriais e
desrepressoras.
Deva
Dasi Abigail - engenheira elétrica pela Unesp, com pós-graduação em Administração
de Empresas pela FGV. Após atuar quase dez anos em projetos de instalações nas
áreas de siderurgia, hospitalar e mineração, iniciou sua busca pelo
autoconhecimento. Antes de viajar para
Vancouver no Canadá, iniciou sua pesquisa mais aprofundada sobre o Tantra, e
percebeu que poderia ajudar outras pessoas, tanto no Brasil quanto no Canadá. Posteriormente
voltou ao Brasil onde se especializou em coaching de Relacionamentos e
Sexualidade, e em cura para Disfunções Sexuais utilizando o tantra, com formação
pelo Metamorfose – Escola da Nova Sexualidade. Atualmente atua como
palestrante, terapeuta tântrica e coach, com atendimentos presenciais e
on-line.
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