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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

ViaMobilidade e o Instituto CCR realizam campanha de doação de sangue no Pátio Presidente Altino

Ação faz parte do Programa de Voluntariado do Instituto CCR, em uma parceria com o Banco de Sangue de São Paulo – Grupo GSH, com a participação de 120 colaboradores

 

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, e o Instituto CCR vão realizar em 28 de fevereiro, das 9h às 15h uma campanha de doação de sangue no Pátio Presidente Altino, em Osasco, voltada aos colaboradores.

 

A iniciativa é fruto de uma parceria com o Banco de Sangue de São Paulo – Grupo GSH, por meio do Programa de Voluntariado do Instituto CCR. Ao todo, são 120 vagas para que os colaboradores da ViaMobilidade possam contribuir com a campanha, ajudando a salvar vidas.

 

O objetivo da ação é incentivar o espírito de solidariedade e conscientizar sobre a importância do ato de doar, contribuindo para o abastecimento do banco de sangue. Com isso, a iniciativa pode salvar a vida de centenas de pessoas. Afinal, doar sangue é um ato voluntário e altruísta, em que a recompensa é fazer bem ao próximo.

 

A AAS (Agente de Atendimento e Segurança) da ViaMobilidade Rosana da Silva de Souza, de 34 anos, sentiu na pele a importância da doação de sangue. Em 2013, era recém-casada e estava planejando uma gravidez. Após realizar o teste, descobriu que estava grávida.

 

Com 16 semanas, fez o ultrassom para ouvir o coração do bebê e descobriu a gravidez molar. Ou seja, não havia embrião e sim um tumor. Rosana foi encaminhada para fazer uma curetagem de urgência.

 

Com o procedimento, Rosana perdeu muito sangue e precisou receber três bolsas. “Eu tive medo de o médico falar que não tinha sangue no hospital. A doação salva vidas e poder doar é um ato de amor”, afirma Rosana.

 

Após essa fase, a agente fez tratamento durante cinco anos e venceu a depressão. Ainda não tem filhos, mas tem planos de gerar uma criança. Graças a voluntários que abasteceram o estoque de sangue, Rosana está viva, cheia de sonhos e com força para realizá-los.


 

Bancos de sangue têm estoque baixo


No início do ano, o período de férias e a época de Carnaval contribuem para um aumento no número de acidentes. Além disso há menos doadores. O resultado é que os bancos de sangue ficam com o estoque mais baixo.

 

Em São Paulo, os estoques de todos os tipos sanguíneos estão abaixo do mínimo necessário. Segundo o Banco de Sangue de São Paulo – Grupo GSH, as doações caíram em torno de 70% em janeiro e 80% em fevereiro.


 

Cada doação pode salvar até quatro vidas


De acordo com o Ministério da Saúde, cada doação pode ajudar a salvar até quatro vidas. Neste contexto, as campanhas visam contribuir para manter os estoques regulares, sem que haja risco de desabastecimento.

 

No país, 14 em cada mil pessoas são doadoras de sangue no SUS (Sistema Único de Saúde). Ou seja, 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente. Assim, o país está dentro dos parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda um índice entre 1% e 3%.


 

Requisitos básicos para doação


Embora a ação no Pátio Presidente Altino seja uma campanha voltada apenas aos colaboradores da ViaMobilidade, voluntários que desejam doar sangue podem procurar um posto de coleta mais próximo. Para doar, é preciso:

 

- Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH) em bom estado de conservação;

 

- Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);

 

- Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);

 

- Estar em boas condições de saúde;

 

- Pesar no mínimo 50 kg;

 

- Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

 

- Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum desde que evite alimentos gordurosos;

 

- Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);

 

- Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;

 

- Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;

 

- Não ter tido Doença de Chagas;

 

- Não ter tido Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);

 

- Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;

 

- Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma;

 

- Candidatos que viajaram para o exterior devem entrar em contato com o Banco de Sangue para entender o período que não pode doar (varia de país a país);

 

- Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos, cirurgias e covid-19.



Quais os sintomas da má circulação nas pernas e como tratar?

A expressão má circulação nas pernas é muito empregada para se referir aos mais variados sintomas. Dor, sensação de peso e cansaço, formigamento e outras sensações desconfortáveis nas pernas são tidos como manifestação de má circulação ou problema de circulação. Alguns destes podem ser indicativos de problemas sérios de saúde que necessitam atenção médica. 

Assim sendo é necessário entender o que é a circulação sanguínea e quais as suas principais doenças para poder entender os sintomas. 

Explicaremos em seguida a importância da circulação sanguínea, o que significa a má circulação nas pernas as principais doenças que a afetam, as maneiras possíveis de preveni-las e como tratá-las, de maneira resumida e simples. Confira abaixo e boa leitura!

 

Entenda o que é a circulação sanguínea principalmente nas pernas 

sangue tem que passar por todo o corpo levando nutrientes e oxigênio para o funcionamento adequado do organismo. Existe uma bomba que impulsiona o sangue, que é o coração, e um sistema de tubos altamente especializado que leva o sangue do coração para os diversos órgãos. Estes tubos são chamados artérias. Estas artérias vão se dividindo pelo corpo todo e levando o sangue para nutrição dos diversos órgãos, músculos, ossos e pele. As artérias se tronam cada vez mais finas até chegarem aos capilares que fazem a troca de nutrientes e oxigênio nos diversos órgãos e membros. Após os capilares o sangue é reconduzido de volta ao coração por meio de outro sistema de tubos chamados veias. Ao voltar ao coração o sangue é bombeado para os pulmões, oxigenado e recomeça o ciclo. 

Imagine o sangue tendo que voltar das pernas ao coração contra a gravidade. As veias das pernas possuem no seu interior pequenas membranas que formam válvulas que fazem com que o sangue siga sempre no sentido de volta ao coração. Além disso, ao movimentar a perna contraindo a musculatura há compressão das veias e o sangue no seu interior é empurrado no sentido do coração. A musculatura da panturrilha (batata ou barriga da perna) funciona como uma bomba para impulsionar o sangue de volta ao coração.

Assim, ao falar má circulação pode-se pensar num montão de problemas: desde o coração, passando pelas artérias, capilares e veias até a falta de movimento das pernas por lesão muscular. Mas as doenças mais comuns da circulação das pernas são aquelas que afetam as veias e artérias.

 

As doenças da circulação nas pernas 

As doenças da circulação mais frequentes têm todas uma característica hereditária, isto é, se houver histórico na sua família, você tem maior risco de apresenta-las. Manifestam-se na idade adulta. 

A doença mais frequente é a doença venosa crônica, as varizes tanto nos homens quanto nas mulheres. As manifestações mais comuns:

  • surgimento de varizes;
  • inchaço nas pernas;
  • sensação de cansaço constante;
  • sensação de formigamento nas pernas;
  • manchas marrons na pele das pernas;
  • pés e tornozelos com inchaços;
  • sensação de peso nas pernas.

As varizes são mais frequentes nas mulheres, obesas e de vida sedentária, ficam a maior parte do tempo em pé ou sentadas e não fazem exercícios físicos. 

A outra doença comum e que afeta as artérias é a aterosclerose caracterizada por placas de gordura que se formam nas suas paredes e provocam sua obstrução, impedindo a passagem do sangue. 

Os sintomas, quando ocorre nas artérias das pernas, são:

  • dor ao andar
  • os pés frios e pálidos
  • feridas nas pontas dos dedos dos pés ou nos pés e nas canelas (em geral do lado de fora) muito dolorosas. 

É doença mais comum nos homens e os fatores de risco são o aumento do colesterol, diabetes e hipertensão. Outro fator importante é o hábito de fumar. Estes doentes têm maior risco de enfarte e de acidente vascular cerebral (AVC) por obstrução das artérias que irrigam o coração e o cérebro. 

 

Veja algumas maneiras de evitar e tratar a má circulação nas pernas 

Assim como existem diversas causas e sintomas para a má circulação, também existem diversas formas de evitar e tratar esse tipo de problema nas pernas. 

Algumas práticas e hábitos saudáveis, como mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos, podem ser benéficos para o problema. Veja algumas maneiras de evitar e tratar a má circulação nas pernas:

  • praticar exercícios físicos;
  • ter uma alimentação balanceada;
  • evitar ficar em pé ou sentado durante muito tempo;
  • evitar o consumo de cigarro;
  • utilizar meias de compressão;
  • evitar o uso de roupas apertadas em excesso. 

Como é possível concluir, existem diversos fatores que podem levar a problemas de má circulação nas pernas e, por isso, caso os sintomas persistam por um longo período, mesmo com a prática de exercícios físicos e melhora da alimentação, é fundamental procurar um médico especializado. 

Além de garantir que a saúde não seja colocada em risco e realizar o diagnóstico correto do problema, o médico também será capaz de definir quais os melhores tratamentos e como deverão ser feitos para solucionar a má circulação. 




Fonte: Dr. Eduardo Toledo de Aguiar - Diretor da Spaço Vascular, Presidente da Associação Brasileira de Flebologia e Linfologia, Cirurgião Vascular e Angiologista, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


DIA MUNDIAL DA OBESIDADE: EVENTO EM APOIO À DATA TERÁ 4ª EDIÇÃO COM ORGANIZAÇÃO DA ONG OBESIDADE BRASIL

Com sua segunda edição presencial, o Obesidade em Pauta trará novos temas relacionados à obesidade e reforça a importância do tratamento da doença

 

No Brasil, existem cerca de 41 milhões de pessoas, atualmente, acima de 18 anos com obesidade, correspondendo a 26% da população. Um estudo publicado pela World Obesity Federation (WOF) em 2023 aponta que a previsão para 2035 é de que os brasileiros com obesidade sejam 41% da população. Os números são alarmantes e é necessária uma conscientização cada vez mais forte sobre a doença para que os tratamentos adequados sejam realizados. 

A ONG Obesidade Brasil, primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade, realizará a 4ª edição do evento Obesidade em Pauta: Menos estigma, mais acolhimento, no dia 09 de março, em São Paulo, das 8h às 18h. Com duas edições realizadas de forma online (em 2021 e 2022) e uma presencial em 2023, esta edição também contará com uma programação especial durante todo o dia. A abertura e o encerramento serão feitos de forma online pelo ator Rodrigo Santoro, apoiador da causa. As inscrições podem ser feitas pelo site. 

O evento, em apoio ao Dia Mundial da Obesidade (04/03), data instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de alertar a população para os riscos provocados pela obesidade, é voltado a pacientes e profissionais de saúde para conscientização da obesidade como doença crônica e diminuição do preconceito. 

Além dos números que preocupam, o preconceito é algo que deve ser combatido. A gordofobia corresponde a casos de pessoas excluídas, inferiorizadas, humilhadas ou que sofrem com atitudes que reforçam estereótipos. E essas questões influenciam não só no tratamento, como também na possibilidade de levar a quadros de depressão e transtornos alimentares. 

“As atitudes gordofóbicas não levam as pessoas a buscarem tratamento para a obesidade. Pelo contrário, afastam as pessoas dos serviços de saúde, já que despertam o medo de serem julgadas até pelos próprios profissionais da área”, afirma a psicóloga Andrea Levy, presidente da ONG Obesidade Brasil.
 

A médica nutróloga Dra. Andrea Pereira, cofundadora da ONG Obesidade Brasil, relembra que a ajuda profissional é a forma mais efetiva de tratar a obesidade, já que isso deve ser feito de forma multidisciplinar e engloba diferentes frentes, como prática regular de atividade física, reeducação alimentar, acompanhamento psicológico, medicação e cirurgia bariátrica. 

Dr. Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e cofundador da ONG, afirma que a cirurgia altera diversos aspectos da vida dos pacientes, inclusive a autoestima, e deve ser avaliada como opção de tratamento. “A relação com a comida é o primeiro ponto, já que os pacientes passam a comer porções menores, alimentos menos calóricos e mais saudáveis, além da maior facilidade na prática da atividade física devido à perda de peso e ainda há os estudos que já comprovam o controle de hipertensão e diabetes após a realização da cirurgia”, finaliza Schiavon.

 

Sobre a ONG Obesidade Brasil

O Instituto Obesidade Brasil é a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade e surge com o objetivo de conscientizar e trazer informações claras e objetivas, sempre com mentoria científica, com linguagem acessível sobre obesidade, prevenção, diagnóstico, tratamento, novas tecnologias e direcionamento aos centros públicos e gratuitos de atendimento, ajudando da melhor forma possível. 

A ONG foi fundada em fevereiro de 2020 para conscientizar pessoas de que a obesidade é uma doença multifatorial e crônica e conta com um Conselho Científico composto por especialistas colaboradores de todo o território brasileiro, de perfil multidisciplinar, que adota o conceito de saúde universal e trabalha para que todos tenham acesso à ajuda médica especializada.

 

Coordenadores da ONG Obesidade Brasil

Andrea Levy - Presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil;  Psicóloga Clínica e bariátrica, especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares pelo HC-FMUSP; Mais de 20 anos de atuação em clínica de Obesidade e Cirurgia Bariátrica; Autora do livro "Cirurgia Bariátrica: manual de instruções para pacientes e familiares".

Andrea Pereira - MD, PhD - Médica Nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein; Ex-presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil; Cofundadora do canal Longidade; Doutorado pela Endocrinologia da UNIFESP em Obesidade e Cirurgia Bariátrica; Pós-doutorado pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa; Pós-doutorado em andamento pela Medicina Esportiva da FMUSP sobre obesidade, câncer de mama e exercício; Autora do livro “Dieta do Equilíbrio: a melhor dieta anticâncer”.

Carlos Schiavon - Médico Especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica; Formado em 1987 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Doutor Cirurgião pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – São Paulo, SP; Especialista em Cirurgia Bariátrica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica; Coordenador de Ensino e Pesquisa do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Investigador principal do Trial GATEWAY – Gastric Bypass to Treat Obese Patients With Steady Hypertension.

 

 Obesidade em pauta: Menos estigma, mais acolhimento

Evento presencial

Inscrições pelo site

Data: 09 de março de 2024

Horário: Das 8h às 18h

Local: Hotel Gran Estanplaza Berrini - Rua Arizona, 1517 - Brooklin, São Paulo/SP


Pais precisam ficar atentos à higiene bucal dos filhos na volta às aulas

Com o retorno das aulas, muitas crianças e jovens precisam se readaptar à rotina escolar. O período de férias traz consigo novos hábitos que precisam se adequar aos horários escolares e ao fato de estar fora de casa nos momentos de higiene bucal.

Além da mochila, cadernos e lápis, é importante que os estudantes tenham sempre à mão seu kit de higiene bucal. Ele é fundamental para que eles possam escovar seus dentes após as refeições, seja no recreio ou após o almoço, para aqueles que passam o dia na escola.

De forma a ajudar os pais nesse momento, o Julho Neon: Salve o Sorriso Brasileiro, movimento que incentiva o cuidado com a Saúde Bucal de todos os brasileiros, traz algumas dicas simples para serem implementadas, de forma que o Sorriso de nossos estudantes siga sendo um atrativo a mais para os momentos de interação na escola.


1. Monte o kit de higiene bucal de seu filho com pelo menos escova, pasta de dente e fio dental;

2. Lembre-se de todos os dias deixá-lo na mochila ou lancheira das crianças;

3. Para aqueles que estejam realizando algum tratamento odontológico, adeque o kit às necessidades de momento. Para isso, consulte o dentista;

4. Muito cuidado com o consumo excessivo de açúcar.


Sobre esse último ponto, Roberto Cury, presidente da SINOG (Associação Brasileira de Planos Odontológicos), entidade que organiza e realiza o Julho Neon, recomenda que “os adultos devem estar atentos à alimentação das crianças, mesmo quando estão fora de casa, enviando lanches mais saudáveis e orgânicos para os pequenos comerem na escola. O açúcar de doces, bolachas e refrigerantes favorece a formação de lesões de cárie nos dentes, devendo ser evitado”, enfatiza.

 

 

SINOG - Associação Brasileira de Planos Odontológicos



Paralisia de Bell: saiba mais sobre a doença que acometeu a apresentadora Fernanda Gentil

A cada ano, estima-se que 80 mil brasileiros convivam com o problema, que se manifesta principalmente pela boca torta e dificuldade para movimentar o rosto; especialista do Hospital Paulista destaca importância do acompanhamento médico imediato 

 

Imagine você acordar em um belo dia e, ao olhar para o espelho, deparar-se com o rosto paralisado ou mesmo disforme? Uma situação terrível, sem dúvida – que até parece coisa de cinema, novela. Mas não está restrita apenas à ficção, infelizmente.  
 
A cada ano, estima-se que cerca de 80 mil brasileiros vivam esse drama, na vida real. A recomendação, aliás, a quem tiver problema do gênero, é ir imediatamente ao hospital. Na maioria das vezes, esses casos são reversíveis. Só que é preciso rapidez no diagnóstico – conforme explica o Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especializado neste tipo de atendimento. 
 
"A paralisia facial idiopática, também chamada de paralisia de Bell, é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento é fator crucial no resultado de melhora ou cura", destaca o especialista, ao explicar que esse tipo de alteração está diretamente associada à inflamação ou inchaço do nervo facial. 
 
"Quando afetado por alguma razão, esse nervo provoca sintomas como boca torta, dificuldade para movimentar o rosto e/ou falta de expressão em uma parte da face, o que também pode alterar de forma marcante a comunicação e a autoestima das pessoas", enfatiza o médico. 
 
As causas, entretanto, podem ter diferentes naturezas: estresse, baixa imunidade, mudança repentina de temperatura, doenças neoplásicas ou até mesmo idiopáticas – ou seja, sem causas definidas. 


 
Tipos  
 
Dr. Testa explica que há dois tipos principais de paralisias da face: as centrais - ou seja, do sistema nervoso central, que são decorrentes de AVC (acidente vascular cerebral), doenças degenerativas ou tumores; e as paralisias faciais periféricas, que podem ser traumáticas, infeciosas, congênitas, tumorais, metabólicas e também idiopáticas - conforme já destacado anteriormente.   
 
"Cada uma tem um tipo específico de tratamento que deve ser orientado pelo médico. Alguns pacientes necessitam de exames auxiliares, como as audiometrias e impedanciometrias, exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) e eletrofisiológicos, além de exames laboratoriais, até chegar ao diagnóstico exato", observa o especialista. 
 
Na maioria das vezes, contudo, o diagnóstico da paralisia facial é feito por meio da observação médica. “O sintoma que mais chama a atenção é a perda súbita, parcial ou total dos movimentos de um lado da face, mal que pode agravar-se durante alguns dias seguidos.” 
 
O médico também chama a atenção para sinais como boca torta, mais evidente quando se tenta sorrir; incapacidade de fechar completamente um dos olhos, de levantar uma das sobrancelhas ou de franzir a testa; dor ou formigamento na cabeça ou na mandíbula; e aumento da sensibilidade do som em um dos ouvidos, além alterações do paladar. 


 
Tratamentos 
 
Conforme o Dr. Testa, a maioria dos casos de paralisia facial é transitória e existem vários tratamentos possíveis, a depender das causas. “O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe uma conduta terapêutica padrão à doença. Depende de cada caso.” 
 
A melhora, por sua vez, pode depender do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial, das condições clínicas e da idade do paciente. Em grande parte dos casos, a paralisia facial costuma regredir à medida que o inchaço do nervo diminui espontaneamente. 
 
Nesse contexto, segundo o médico, a fisioterapia e fonoterapia são importantes aliadas para estimular a musculatura da mímica facial e da fala, bem como evitar contraturas e atrofia das fibras musculares. 


 
Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Volta às aulas: cuidados com as crianças em dias de calor intenso


Com as mudanças climáticas, os alunos vão enfrentar dias mais ensolarados nas escolas. Saiba quais cuidados são necessários

 

O retorno para a rotina e a volta às aulas começaram oficialmente em todas as regiões do Brasil. Com o dia a dia repleto de atividades, seja na escola ou no trajeto até o colégio, os cuidados com as temperaturas elevadas devem ser redobrados principalmente com crianças e adolescentes.

 

Segundo relatório da Organização Mundial de Metereologia (MMM), o El Niño, fenômeno que gera as ondas de calor, deve perdurar até meados de maio de 2024. Para a nutricionista Gizelle Machado Bogarin, do Marista Escola Social Ecológica, é importante priorizar a hidratação das crianças e adolescentes durante as aulas. “No calor sentimos menos fome, porém nem por isso nosso corpo precisa de menos energia. É essencial cuidar da hidratação com muita água, evitar ficar muito tempo sem comer, manter ao menos três refeições ao dia, não esquecer dos carboidratos que são fonte primária de energia (pães, arroz, massas, priorizando os integrais), proteínas magras, legumes e verduras ricas em fibras que auxiliam sensação de saciedade”, revela. 

 

Na escola, as crianças costumam passar boa parte do seu dia, por isso, a especialista ressalta que é importante orientar toda equipe pedagógica sobre educação nutricional. “Estimular os alunos a terem hábitos mais saudáveis é um dever de todos, e pode ser tema em diversas disciplinas. É preciso incentivar os estudantes a ter sempre uma garrafinha de água para tomar ao longo do dia, fornecer nos intervalos frutas ricas em água como melão, melancia, abacaxi, laranja e sucos de frutas. No almoço, é importante ofertar uma variedade maior de saladas, verduras e carnes magras”, avalia. 

 

A especialista separou algumas dicas para esse retorno às salas de aulas com a onda de calor:

 

Escolha frutas com alto teor de água

Para se manter hidratado durante o dia prefira a ingestão de frutas com alto teor de água como laranja, melão, maracujá, abacaxi e melancia assim como os sucos naturais e água de coco, que contribuem para uma boa hidratação.


 

Tenha garrafas de água e bebedouros sempre por perto

Na escola e em casa é importante os adultos mostrarem a importância de consumir água durante o dia todo. É importante não esperar sentir sede para beber água, já que a sede é uma informação fisiológica de início de desidratação. Principalmente em aulas ao ar livre ou com atividade físicas, deve ser consumido no mínimo 3,5ml/kg de água ao dia. Isso evita efeitos de fadiga, dores de cabeça e perda de nutrientes devido ao excesso de líquido perdido pelo suor.


 

Evitar alimentos processados

Evitar alimentos gordurosos e industrializados que possam dificultar a digestão e causam estufamento, inchaços e mal estar, consumir alimentos ricos em água, frutas, sucos naturais e saladas. O mais indicado é optar por alimentos leves (carnes magras, queijos brancos) que sejam digeridos com facilidade e permitam com que o corpo esteja energizado para o retorno das aulas. 

 

Cuidado com a exposição ao sol

Brincar ao ar livre é uma atividade extremamente saudável, mas é necessário cuidar dos períodos longos ao sol, com a exposição e maior incidência solar. É claro, não esquecer o uso do protetor solar. 


Cuidar com o armazenamento de alimentos

No verão os alimentos podem estragar com mais facilidade, cuidar com a exposição ao calor, lavar devidamente com sanitizante para evitar risco de contaminação e continuar escolhendo alimentos leves e frescos. 

 

Falar de dengue na escola pode ajudar a controlar epidemia

 Brasil registra mais de 650 mil casos nos dois primeiros meses do ano 


De acordo com o Ministério da Saúde, a epidemia atual de dengue será a pior dos últimos anos. Dados do Painel de Arboviroses do Ministério registram 653 mil casos prováveis de contágio na população nos dois primeiros meses do ano e os números devem aumentar. 

Ainda no início de fevereiro, o Ministério estimou que os casos prováveis e efetivos de dengue podem chegar ao acumulado de 4,2 milhões em dezembro, o maior da história. Isso representa pouco menos que o triplo de casos totais do ano passado, que atingiu 1,6 milhão.

A emergência sanitária também acende o alerta em relação às crianças, que estão entre os grupos mais sensíveis ao contágio e voltando a frequentar as aulas. “Diante da gravidade do assunto, é importante as escolas adotarem medidas de precaução e abordarem o tema nas aulas de forma criativa, com vídeos e atividades práticas”, afirma Vitor Azambuja, cofundador da metodologia educacional De Criança Para Criança (DCPC).


Na salas de aula

“É importante saber se as crianças estão acompanhando o assunto e compreendendo a necessidade dos cuidados com a saúde. A dengue voltou e as crianças podem falar disso para outras crianças usando a sua própria expressividade. O que uma criança fala, a outra entende”, destaca Vitor.

Do ensinamento teórico ao prático, é possível trabalhar o tema da dengue de diversas formas nas salas de aula, acrescenta o professor e consultor pedagógico do DCPC José Francisco Aparecido, conhecido como Chiquinho. Se o professor já tiver passado as informações sobre como é o mosquito, onde ele se aloja e período de atividade, os alunos podem fazer uma pesquisa na própria escola.

“Visto que o mosquito da dengue é ativo de dia e age principalmente no período de aula, dá para levar as crianças aos espaços da escola para ver se há vasos com água empoçada e tudo aquilo que propicia ao mosquito se reproduzir. A criança tem que ter noção, mas é importante que ela visualize. Dessa forma, quando ela voltar para sua casa, fará o mesmo”, detalha Chiquinho.

Usar outras ferramentas pedagógicas também ajuda a fixar conceitos, continua o professor. Como sugestões, podem ser realizados podcasts ou trabalho específico com especialistas na área da saúde, além de palestras para as crianças por meio de fantoches, jogos e atividades criativas. Entre elas está a metodologia do DCPC, de transformação de histórias em desenhos animados.


Criatividade na escola

Pela metodologia do DCPC, os alunos do Ensino Fundamental das escolas parceiras escolhem um tema mediado pelo professor e criam uma história com roteiro, desenhos e narração. Os arquivos são digitalizados e enviados à plataforma do DCPC para serem transformados em animação.

Um dos exemplos é o vídeo “Vamos combater a dengue” (https://www.youtube.com/watch?v=p6TDKJAC6_o), animado pelo DCPC a partir de uma história feita por alunos da 3ª série do Ensino Fundamental do colégio Anglo Vinhedo. A história é sobre como os filhos de um homem picado pelo mosquito da dengue se esforçam para cuidar dele e conscientizar as pessoas sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação dos mosquitos.

 



Vitor Azambuja - É especialista em criação, diretor de arte e artista plástico. Formado em publicidade e piano clássico, trabalhou em diversas agências de propaganda, criando filmes e anúncios para grandes anunciantes. Um dos criadores do programa De Criança Para Criança, é sócio e diretor criativo da empresa. Foi premiado em festivais de propaganda no Brasil e no exterior. Realizou exposições de pinturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Miami e Paris. Seu propósito é fazer com que as crianças do mundo inteiro aprendam desenvolvendo a sua criatividade.

José Francisco Aparecido - conhecido como “Professor Chiquinho”, é educador desde 1995 e pedagogo do DCPC. Nos últimos 12 anos foi diretor escolar e atualmente é Pesquisador junto a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) Portugal, doutorando em Ciências da Educação pela Universidade de Évora, investigador do CEIS 20 na área de Estudos Contemporâneos - Universidade de Coimbra. Membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança – CIEC da Universidade do Minho. Mestre em Educação, Arte e História da Cultura e Especialista em Literatura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Pedagogia pela Universidade Paulista, formado em Artes Cênicas e Mímica pela YWAM - EUA. Ator, diretor, cenógrafo, aderecista, escritor de literatura infanto-juvenil, professor de História da Arte e professor nos cursos de pós-graduação no IBFE- Campinas. Dedica-se na divulgação da Arte e suas linguagens e em projetos que visam a valorização da Língua Portuguesa nos países Lusófonos.



De Criança para Criança
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2024 promete novidades em medicamentos para diabetes, com possível benefício para a perda de peso

 Novo medicamento já foi aprovado no Brasil e aguarda precificação pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para chegar às prateleiras 

 

Com a promessa de perda de até 30% do peso corporal, o novo medicamento que já está sendo comercializado nos Estados Unidos e já obteve a aprovação da Anvisa, no Brasil, pode revolucionar o mercado de medicamentos que levam à perda de peso. 

Originalmente desenvolvido para o controle do diabetes, a tirzepatida, nome comercial do medicamento, já passa por estudos para o tratamento da obesidade, apneia do sono, esteatose hepática, doença renal crônica e insuficiência cardíaca.

O mecanismo de ação do medicamento foi desenvolvido a partir de estudos sobre os resultados com pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica, explica o Dr. Daniel Lerario, médico endocrinologista, mestre e doutor pela Escola Paulista de Medicina. 

“O medicamento ativa receptores das células relacionados aos hormônios GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose) e o GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon), que atuam no sistema digestivo. 

Com a ativação destes receptores, diversos processos são alterados no organismo, facilitando o controle da glicemia, o controle do apetite, a regulação da digestão, entre outros.

Assim como os demais medicamentos para diabetes, que vem sendo utilizados com o intuito de perda de peso e outras finalidades correlatas, é preciso responsabilidade e orientação médica, pois há efeitos colaterais e riscos, como em qualquer tratamento medicamentoso. 

Ou seja, são remédios muito caros e que podem ser ineficazes ou até mesmo perigosos se tomados sem acompanhamento médico.

 

Entenda a diferença 

Existem atualmente quatro principais classes de medicações auxiliares para emagrecer no mercado brasileiro. Confira quais são e como agem: 

- inibidores da absorção de gordura: reduzem a absorção de calorias, porque parte do que se come na forma de gordura passa a ser eliminado nas fezes. Podem, no entanto, provocar diarreia.

 

- medicações inibidoras de apetite: provocam um aumento de neurotransmissores cerebrais (serotonina, noradrenalina, dopamina e outros), que levam a uma redução da fome e/ou da vontade de consumir alimentos mais calóricos, como doces. Tais medicações podem também ter algum efeito benéfico sobre o metabolismo.

 

- medicações anticompulsão alimentar: utilizadas nas áreas de psiquiatria e neurologia, para a redução da ansiedade e compulsividade pela comida.

 

- medicações de ação periférica: substâncias descobertas a partir de estudos com pessoas submetidas à cirurgia bariátrica. Auxiliam a perda de peso, sobretudo porque lentificam a digestão, permitindo a saciedade com menos quantidade de comida. 

 

Acompanhamento médico é essencial 

A necessidade de acompanhamento médico em um programa de emagrecimento é fundamental por diversos motivos. Em primeiro lugar, cada indivíduo é único, com características físicas, metabólicas e históricos médicos distintos. 

“O que funciona para uma pessoa pode não ser adequado para outra. Um médico especializado pode avaliar a saúde geral do paciente, identificar condições médicas pré-existentes e estabelecer metas de perda de peso realistas e seguras”, explica Dr. Daniel. 

Além disso, a perda de peso saudável não se resume a diminuir a ingestão de calorias, muito menos a prescrição de medicamentos isoladamente. 

Outro aspecto crucial do acompanhamento médico durante um programa de emagrecimento é a monitorização da saúde durante o processo de perda de peso. 

“Perder peso rapidamente ou de forma não saudável pode resultar em efeitos colaterais indesejados, como deficiências nutricionais, perda de massa muscular e problemas metabólicos”, finaliza. 


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