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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Shopping Penha, em parceria com a ONG Amora Movimento Animal, realiza feira de adoção de cães e gatos


“Adote um Amigo” acontecerá no dia 27/04 e também receberá doação de ração


O Shopping Penha, localizado na zona leste de São Paulo, em parceria com a ONG Amora Movimento Animal, promove mais uma feira de adoção de cães e gatos. O evento acontecerá no dia 27/04, das 11h às 17h na portaria da Rua Betari.

Todos os pets disponíveis para adoção, estão vacinados, vermifugados e castrados, garantindo assim que estejam protegidos para serem recebidos em seus novos lares. 

Também será possível que o público doe ração e itens para cães e gatos, que serão encaminhados para a Ong Repeteco. O ponto de arrecadação fica localizado no Estacionamento G2, próximo ao Supermercado Sonda.

“Pretendemos incentivar a prática da adoção responsável e promover o encontro de tutores e seus novos amigos peludos, por isso firmamos essa parceria com a ONG Amora Movimento Animal, que apresenta total comprometimento com a causa, comenta Julia Lima, gerente de marketing do shopping.

 

Serviço: “Adote um Amigo” - Campanha Adoção de Animais.

Data: 27/04.

Onde: Shopping Penha.

Horário: das 11h às 17h.

Endereço: Portaria da rua Betari.

 


AD Shopping
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Pet Joy - Uma Celebração de Amor e Diversão entre Pets e Tutores

Um encontro de amor e diversão, este é o lema do evento Pet Joy que acontecerá no próximo final de semana, em São Paulo

Prepare-se para um dia inteiro repleto de diversão! O Pet Joy traz uma programação emocionante, projetada para que os tutores desfrutem ao máximo com seus pets. O evento acontecerá, no próximo sábado, 20 de abril, das 10h às 17h no Morumbi Town Shopping.

Além das atividades e brincadeiras, os visitantes terão a oportunidade de ganhar brindes exclusivos e adquirir itens para seus pets, no espaço dos microempreendedores. Marcas de alimentação natural, roupas UV, petiscos naturais e produtos de higiene naturais farão parte desse espaço.

O ingresso será 1 kilo de ração que será doada para o Grupo Em Ação, uma organização dedicada a distribuir comida para pessoas em situação de rua e seus cães, nas cidades de Carapicuíba e Osasco.

"Queremos que os bichinhos de estimação sejam as estrelas", afirmam Marília Andrade e Priscila Couto, organizadoras do evento Pet Joy. "Por isso, planejamos atividades exclusivas para fortalecer a relação entre pets e seus tutores. Com marcas renomadas no mundo animal, os pets poderão desfrutar de atividades sensoriais e de relaxamento, além de muita brincadeira."

A ambientação do evento contará com um espaço sensorial exclusivo, onde os pets poderão testar seus cinco sentidos enquanto se divertem. Também teremos um espaço de massagem, com especialistas veterinárias ensinando técnicas especiais de relaxamento para os animais.

Serviço:

     Entrada: 1 kg de ração

     Data: 20 de abril

     Horário: Das 10h às 17h

     Local: Morumbi Town Shopping, Av. Giovanni Gronchi, 5930 - Vila Andrade

 

Biblioteca Nacional de Brasília vai receber o maior projeto brasileiro de conscientização sobre o autismo



A Casa dos Sentidos, que está em turnê pelo Brasil, vai desembarcar na capital federal a partir do dia 10 de maio, com visitação gratuita

 

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, nos últimos dois anos, o Brasil presenciou um aumento de 15% nos casos diagnosticados de Transtorno do Espectro Autista (TEA), que causa problemas no desenvolvimento neurológico e que prejudica a organização de pensamentos, sentimentos e emoções. Como uma forma de traduzir em expressões artísticas os sentimentos e vivências de crianças e adolescentes com TEA, a Guanabara Produções Culturais com apoio da Montenegro Produções Culturais, por meio de Lei de Incentivo à Cultura, desenvolveu o maior projeto nacional de conscientização sobre o autismo: a Casa dos Sentidos. 

Com um grande sucesso em sua estreia, que ocorreu em 2022, a Casa dos Sentidos retomou sua programação com novidades em sua segunda edição, que se encontra em turnê nacional desde o segundo semestre de 2023. O projeto ganhou novos tons com a participação de novos artistas, e ainda maior alcance, passando por diversas cidades brasileiras, entre elas Monte Mor (SP), Catalão (GO), Ponta Grossa (PR), Campinas (SP) e Curitiba (PR). Agora, prepara sua chegada à cidade de Brasília. A passagem da 2ª edição da Casa dos Sentidos pela capital federal será entre os dias 10 e 30 de maio, em uma estrutura impecável que poderá ser visitada gratuitamente na Biblioteca Nacional. “Cada um vê o mundo à sua maneira e as pessoas com TEA enxergam e interpretam a realidade de uma forma ainda mais individual. A proposta da Casa dos Sentidos é oferecer uma experiência inédita que fala sobre inclusão social por meio da arte. Tudo de forma sensorial e lúdica”, conta Jocian Machado, pesquisadora do projeto. 

Promovendo uma fusão tão necessária entre arte, inclusão e aceitação, o projeto visa expressar os sentimentos e vivências de pessoas diagnosticadas com o transtorno em um ambiente que reproduz uma casa, em uma experiência totalmente imersiva. Para desenvolver a Casa dos Sentidos, a Guanabara Produções realizou um extenso processo de pesquisa, acompanhado de perto por profissionais formados em psicologia, pedagogia, psicomotricidade, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Houve ainda apoio da Tismoo, primeira startup de medicina e testes genéticos para autismo, e do The Muotri Lab (da Universidade de San Diego, Estados Unidos), que investiga os mecanismos fundamentais para o desenvolvimento do cérebro e de transtornos como o autismo. 

Na sequência, entraram as parcerias entre artistas e arquitetos no desenvolvimento da experiência imersiva. Mesmo com a Casa dos Sentidos rondando o país, a equipe envolvida no projeto continua desenvolvendo uma linha de pesquisa paralelamente ao projeto artístico, que será levada à Universidade de San Diego (EUA) com embasamento técnico. A construção da exposição trouxe ainda a consultoria do artista visual e quadrinista Fulvio Pacheco, coordenador da Gibiteca de Curitiba e da Linguagem de Ilustração (GEEK) na Fundação Cultural de Curitiba. Na Casa dos Sentidos, Fulvio auxiliou os artistas convidados na adaptação das linguagens e estéticas das obras apresentadas nos cômodos.

 

Artistas e espaços 

O conceito da casa para criar os cenários artísticos simboliza um lugar seguro e receptivo. “É o espaço do acolhimento e do afeto e, assim sendo, pode continuar essencialmente simples. A Casa dos Sentidos tem essa medida exata, toda alicerçada na arte para provocar diversas sensações a cada cômodo”, explica Carolina Montenegro, diretora da Guanabara Produções Culturais e da Montenegro Produções Culturais. A imersão da Casa dos Sentidos engloba toda uma vivência sensorial, em ambientes desenvolvidos por artistas, arquitetos e designers renomados. Inovando o projeto, uma nova artista entra em cena: Aline Provensi, que também é psicóloga e autista, assina o espaço do Banheiro. “Esse cômodo, para mim, sempre foi motivo de desconforto sensorial, apesar de ter todo o potencial de ser um local de conforto e lúdico. Tenho muita dificuldade com tomar banho, escovar os dentes e tudo o que envolve essas tarefas básicas. Mas eu amo água e então decidi focar nesse elemento”, explica Aline.  

Outra grande novidade da segunda edição do projeto é o Cérebro. O espaço é assinado pela artista convidada Daniélle Carazzai e pelo arquiteto Givago Ferentz, que criaram uma estrutura com dados de pesquisa e referenciais sobre diagnóstico autista. Assim, surge um novo ambiente acolhedor e educativo na Casa dos Sentidos, que será a “porta de entrada” para que as pessoas compreendam parte do universo autista de forma lúdico-didática, por meio de uma interação única que vai mesclar dados científicos e brincadeiras. A artista Bruna Alcantara assina a Sala de Jantar, trabalhando conceitos como memória afetiva. Bruno Romã foi o responsável pela Cozinha, que propõe uma interação sensorial. Já o Quarto foi trabalhado por Marcella Callado, que resgata o universo infantil dos sonhos.  

A versão completa da Casa dos Sentidos ficará aberta para visitação na cidade de Brasília entre os dias 10 e 30 de maio, na Biblioteca Nacional. A exposição poderá ser visitada gratuitamente de segunda a sexta, das 8h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 14h. O projeto conta com produção e idealização da Guanabara Produções Culturais com apoio da Montenegro Produções Culturais por meio de Lei de Incentivo à Cultura, com Patrocínio Master John Deere. Realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. A mostra conta ainda com patrocínio da Tetra Pak, Sideral Linhas Aéreas, Da Magrinha, On Petro Combustíveis, S&C, Grupo Barigui, Aker Solutions, Metalus, Magnetron e Ravato; e apoio da Revista Autismo, Tismoo e Centro de Psicomotricidade Água & Vida. Para mais informações sobre a 2ª Casa dos Sentidos, acesse o site www.acasadossentidos.com.br.


Farol Santander São Paulo apresenta Colecionismo: o belo, o raro, o único

 

Exposição inédita

Colecionismo: o belo, o raro, o único

  

 


A exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único, inédita e com curadoria de Carlos Faggin e Diana Malzoni, aborda a prática e o conceito milenar de colecionar, exibindo 1112 objetos diversos, provenientes de colecionadores particulares e instituições.

Entre as coleções estão: bandejas Rio de Janeiro, de Sergio Campos; bandejas de faiança, de Sandra Gorski; bancos brasileiros, de Adélia Borges; bicicletas, de Marcos Perassollo; bonecos do Star Wars, de Rodrigo Moreno; canetas, de Carlos Augusto Faggin; carimbos, de Carlos Matuck; cartões postais, de Mário Figueroa; colheres, de Ricardo Marques; ex-votos, de Gilberto Sá, maquetes de arquitetura, de Marcio Mazza; máquinas de escrever, de Sergio Type; sanfonas, de Sergio Campos; óculos, do Museu dos Óculos Gioconda Giannini; e xícaras bigodeiras, do Instituto Ricardo Brennand.

Projetada pelo arquiteto Fernando Brandão para ocupar toda a galeria do 20º andar no icônico edifício, serão exibidos ao público objetos do Século XVII, início do Século XX, além de itens pessoais pertencentes a personalidades como Elis Regina, Rita Lee e Jô Soares.



Farol Santander

R. João Bricola, 24 – 20º andar - Centro

de terça a domingo, das 9h às 20h

Visitação até 14 de julho

 

Sesc São Paulo traz a mostra “Novo Poder: passabilidade”, do artista Maxwell Alexandre para a capital paulista

 

Crédito: cortesia estúdio megazord

Com concepção feita pelo estúdio do artista, mostra abre para visitação a partir de 19 de abril, no Sesc Avenida Paulista

 

Com um conjunto de cerca de 56 obras, a mostra Novo Poder: passabilidade, do artista carioca, Maxwell Alexandre, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil.

 

A exposição individual da série, que foi realizada em fevereiro de 2023, em Madrid (Espanha), e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro), ocupará o espaço Arte I (5º andar), no Sesc Avenida Paulista, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024.

 

Vencedor do prêmio Pipa 2021, Maxwell, na série Novo Poder: passabilidade, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias, museus, centros culturais e fundações.

Em suas obras, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo, assim como o conhecimento acadêmico, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel, que é o suporte principal da série.

     

“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade, cada um com suas especificidades, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”, conta Maxwell.

 

Sobre o artista

 

Maxwell Alexandre (Rio de Janeiro, 1990) nasceu e cresceu na favela da Rocinha. De berço evangélico, o artista serviu o exército e foi patinador de street profissional por 12 anos. Graduou-se em Design na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) em 2016. Em 2017, passou a integrar o circuito oficial de arte contemporânea com o trabalho “Tão Saudável quanto um carinho", a partir da exposição coletiva ‘Carpintaria para Todos’, na galeria Fortes D’Aloia e Gabriel. Em 2018, participou da residência artística na Delfina Foundation e realizou a sua primeira exposição individual “O Batismo de Maxwell Alexandre”, n'A Gentil Carioca, Rio de Janeiro. Em 2019, iniciou a itinerância da exposição “Pardo é Papel”, no MAC Lyon (Musée d’Art Contemporain de Lyon), França, e no MAR (Museu de Arte do Rio). Em 2020, fez residência artística no MACAAL (Al Maaden Museum of Contemporary African Art), em Marrakech, que resultou em uma instalação que ocupou três partes do museu na exposição coletiva “Have You Seen A Horizon Lately?”. Em 2021, apresentou a individual "Novo Poder" simultaneamente no Palais de Tokyo (Paris) e nas duas sedes da galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 2022, o artista apresentou sua primeira individual nos Estados Unidos, “Pardo é Papel: A Vitória Gloriosa e Novo Poder”, no The Shed, em Nova York. Em 2023, o artista apresentou sua primeira individual na Espanha, “Novo Poder: pasabilidade”, na Casa Encendida, em Madrid. No mesmo ano, apresentou “Novo Poder: passabilidade, Miss Brasil, na Casa SP – Arte”.

 

No ano de 2018, Maxwell recebeu o Prêmio São Sebastião de Cultura da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Destaque na categoria artes plásticas, o artista foi capa da Forbes Under 30 de 2019. Em 2020, Maxwell foi eleito artista do ano pelo Deutsche Bank e listado como um dos 35 artistas vanguardas pelo Artsym. Em 2021, venceu o Prêmio PIPA. Em 2023, ganhou o prêmio de Homem do Ano na categoria Cultura pela GQ Brasil.

 

Sua obra integra o acervo de coleções como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte do Rio, Musée d’Art Contemporain de Lyon, Perez Art Museum Miami e Guggenheim Abu Dhabi.

 

Serviço

 

Exposição

Novo Poder: passabilidade.

Artista e curadoria: Maxwell Alexandre

Horários de visitação: 19 de abril a 29 de setembro de 2024. Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Classificação etária: Livre

Local: Arte I – 5º andar

Recursos de acessibilidade: objetos táteis, libras e audiodescrição

Gratuito – Aberto ao público

 

SESC AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:

Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Site: sescsp.org.br/avenidapaulista

Facebook: facebook.com/sescavpaulista Instagram: @sescavpaulista

X: https://twitter.com/sescavpaulista

Youtube: https://www.youtube.com/@SescAvPaulista

TikTok: https://www.tiktok.com/@sescavpaulista

 

Exposição Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte


 Mostra celebra o trabalho de dois expoentes das artes visuais da Amazônia


A exposição caminha em consonância com a campanha lançada pelo Governo Federal, via Ministério dos Povos Indígenas no ano passado em função da celebração do Dia 19 de abril que agora é denominado Dia dos Povos Indígenas. “Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte” portanto, possui um slogan complementar “Nunca Mais um Brasil sem Nós”, tema da campanha nacional que propõe dar visibilidade à luta dos povos indígenas que resistem e existem o Brasil, preservando suas 274 línguas faladas. A campanha celebra a força da ancestralidade, que persiste, luta e existe. 

Um recorte da produção dos artistas visuais indígenas amazonenses Duhigó e Dhiani Pa’saro entra em cartaz em nova exposição em São Paulo. A Caixa Cultural apresenta Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte, mostra com obras reunidas de parte da coleção pertencente à ‘Associação de Educação do Homem de Amanhã do Brasil – HABRA’, organização não governamental dedicada a projetos de proteção social, educação, direitos humanos e cultura. O acervo perfaz um compêndio de referências históricas produzidas pelos dois artistas e reforça as relações entre os trabalhos e a preservação do patrimônio cultural material e imaterial dos povos Tukano e Wanano do Amazonas. “Eu pinto o que não existe mais, e isto é muito importante para o meu povo. Quando Duhigó fechar os olhos, a minha arte contará minha história e dos Tukano”, declara a artista premiada em 2023 como Mestra das Artes Visuais pela Funarte e Ministério da Cultura, Governo Federal.

 

Dhiani Pa’saro do povo Wanano, produz quadros em marchetaria e pintura e tem como base de inspiração a técnica ancestral de fazer trançados com fibras e cipós da Floresta amazônica. "Com a marchetaria, eu trago os trançados feitos pelos meus antepassados", afirma Pa’saro. Os dois artistas estiveram em 2023/2024 participando da exposição temática "Histórias Indígenas", no Masp, Museu de Arte de São Paulo e possuem obras nos acervos permanente, tanto do Masp, quanto da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina).

 

“Dois Indígenas da Amazônia - “Nunca mais um Brasil sem Nós” tem curadoria de Nei Vargas e busca questionar uma sociedade muitas vezes moldada por perspectivas e narrativas eurocêntricas e desafiar a distância e o apagamento cultural vividos pelos povos originários brasileiros, com destaque especial para estes artistas indígenas que vivem na Amazônia.

 

Texto curatorial 

Ritualística, mitologia, cosmogonia, cosmologia, memória, herança e sacralidade. O extenso conjunto de atribuições ao corpo de trabalho desenvolvido por Duhigó e Dhiani Pa’saro está regido pelo signo da ancestralidade. As obras reunidas na exposição “Dois Artistas da Amazônia - Vida e Arte” compõem a Coleção Associação de Educação do Homem de Amanhã do Brasil - HABRA, Organização Não Governamental dedicada a projetos de proteção social, educação, direitos humanos e cultura. O acervo perfaz um compêndio de referências históricas produzidas pelos dois artistas, concentrando da excelência artística ao acesso a um poderoso conhecimento longevo e ainda pouco visto.

 

Originários dos povos que compõem as unidades do sistema social indígena que vivem às margens do Rio Uaupés e seus afluentes como o Rio Tiquié, Papuri, Querari e outros que compõem a região do Alto Rio Negro, a descendência destes artistas deita suas raízes na região da Colômbia e do Noroeste da Amazônia brasileira, mais precisamente no município fronteiriço de São Gabriel da Cachoeira. Seus mitos de origem e regime de comunicação são transmitidos por meio da família linguística tukano oriental, composto por um grupo com mais de dez povos, entre os quais os Tukano, do Povo Yepá Mahsã representados pela Duhigó, e os Wanano, ao qual pertence Dhiani Pa’saro.

 

O cruzamento da história de vida de cada um deles já possuía sólidas bases nas suas ancestralidades, mas adensou com novos capítulos no encontro ocorrido no Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia (IDC). Ali iniciava um outro caminho em que as artes visuais teceriam vínculos ainda mais estreitos rumo a camadas de projeção e reconhecimento mais amplos. Voltada ao ensino de História da Arte, Pintura e Marchetaria, o projeto da Escola de Artes do IDC foi instituído para oferecer novas oportunidades profissionais à população de indígenas que vivem em Manaus.

 

Seus estudos permitiram que Duhigó e Dhiani erguessem arcabouços conceituais tomando como fundamento uma visualidade escavada na memória. As experiências na aldeia, no princípio de suas vidas, são trazidas para seus trabalhos artísticos a fim de revelar elementos culturais e preencher lacunas na construção de um projeto de país mais diverso e justo.

 

Duhigó está interessada nas cenas do cotidiano do seu povo, tanto que compôs uma série de pinturas e gravuras em que a maloca se configura como elemento central, disparador de todo tipo de relação social. Nesta exposição, há um recorte de seu trabalho com gravuras, pinturas de muiraquitãs, máscaras ritualísticas e cocares dos seus ancestrais e outros povos amigos dos Tukano. Vale o destaque para sua grande obra presente o acervo do MASP que trata de uma parturiente sentada na rede, mostrando a complexa ritualística do parto, na obra “Nepũ Arquepũ”. Máscaras ritualísticas também dançam a dança de seus ancestrais, como a Máscara de Ritual presente no acerco da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina).

 

Os seres que estruturam a mitologia Tukano perfazem outro grupo de investigação, colocando em evidência deusas e deuses responsáveis pela criação do mundo, da natureza e da vida humana. Ainda, as indumentárias presentes na rotina ou nos ritos de passagem, como as máscaras que tanto servem para o uso em cerimônias celebrativas quanto podem aparecer nas vestimentas funerárias. Por fim, os ouriços de onde se extraí a Castanha-do-pará servem de suporte para uma infinidade de grafismos e dão sentido artístico a um elemento da natureza comumente descartado.

 

Dhiani vai na mesma toada ao retratar o universo que constituiu seu povo Wanano. Exímio pintor, o artista se destaca também nas sofisticadas marchetarias elaboradas com apuro técnico raramente encontrado neste tipo de meio. Dhiani Pa’saro é o mais importante marcheteiro da contemporaneidade amazônica, não sendo equivocado estender o título a um dos grandes mestres do país. A riqueza dos trançados feitos com uma diversidade de fibras naturais que marcam a cultura de seu povo, aparecem quando ele elabora na tessitura de inúmeras peças de madeiras seu repertório visual.

 

Dhiani traduz por meio de suas marchetarias animais geometrizados do ecossistema amazônida, solicitando uma observação atenta para fazer surgir bichos preguiça, besouros, peixes e borboletas. Além disso, os grafismos são encontrados nas cestarias que armazenam alimentos, como os balaios onde se guarda a mandioca ou as peneiras usadas para comida, como na obra “Suophoka”, que compõe o acervo do MASP e a obra “Arara Azul”, presente no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nesta exposição, o visitante terá uma apurada seleção destas marchetarias já consagradas. Aparece ainda uma lança que carrega um chocalho, usada pelo cacique da aldeia, como símbolo de respeito para saudar caciques de outras malocas.

 

Aos povos nativos deste vasto país continental coube elaborar estruturas de resistência para que pudessem manter suas vidas e seus legados. Duhigó e Dhiani Pa’saro avançam neste sentido ao incorporarem a arte como forma de existência. Por meio dela, criaram um rico e elucidativo compendio que ilustra os elementos da sua ancestralidade, sem o qual seria muito mais difícil obter acesso e compreensão de como são seus modos de ser e estar no mundo. Ela e ele são mais que artistas, são guardiões de suas culturas. Suas vidas vão perdurar por meio da arte.

 

 

Exposição Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte

Duhigó e Dhiani Pa’saro

 

Período expositivo: De 15 de Abril a 01 de junho de 2024

Horários: terça a sábado de 10h às 18h

Domingo: de 9h às 17h

 

Local: Caixa Cultural

Praça da Sé, 111 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo

Entrada gratuita

Apoio: HABRA

Local com acessibilidade


Reginaldo Fonseca comanda 2ª edição do 'Fashion Days', desfile itinerante pelos corredores do Shopping Frei Caneca

Edição do ano passado destacou modelos que desfilaram
por todos os andares do empreendimento e mostraram apostas da estação

Fotógrafo Rene Martins

Evento traz as principais tendências outono-inverno 2024 e dicas de presentes para o Dia das Mães

 

Depois do grande sucesso da primeira edição, em 2023, o ‘Fashion Days’ desembarca, pela segunda vez, no Shopping Frei Caneca. Um desfile itinerante pelos corredores do empreendimento, nos moldes ‘desconstruído’, que acontece no próximo dia 20 de abril, a partir das 12h, para todos os clientes, lojistas e parceiros. 

O projeto destaca os modelos fora das tradicionais passarelas apresentando as principais tendências de outono-inverno 2024 com marcas presentes no shopping. As grandes apostas para o desfile estão nos queridinhos casacos, na altura dos joelhos e tornozelos, casacos com ‘pele fake’, apostas em itens na cor vermelha -  inclusive, a meia-calça como grande aposta nesta estação -, estilo boho, com estética das décadas de 1960, os tricôs que não saíram de moda, slip dress, que são aqueles vestidos feitos de cetim ou seda, xadrez, transparência e o eterno jeans. 

À frente desse encontro especial e aberto ao público, está Reginaldo Fonseca, consultor de moda e pioneiro em levar grandes desfiles para dentro de shopping centers de todo o País. Responsável por toda a curadoria, Reginaldo comanda três desfiles ao longo de toda tarde e, novamente, traz como destaque a valorização da idade, estética, diversidade e gênero. 

“O friozinho chega e já vamos apresentar as novidades para a próxima estação com infinitas possibilidades. E o melhor da moda é que cada tendência pode ser aproveitada de acordo com a sua personalidade. Seu estilo é pessoal e intransferível! O custo-benefício da moda é justamente isso, adquirir peças que combinem com você e com o que você já tem no seu guarda-roupa”, afirma. 

Em mais um ano, o shopping destaca a importância de trazer eventos como esse e democratizar esse acesso importante a um desfile e, principalmente, o contato com a moda. “O ‘Fashion Days’ é uma grande oportunidade de criar e aproveitar as dicas com ajuda dos looks apresentados. E nada melhor do que fazer isso dentro de um shopping. Estamos felizes e animados com essa segunda edição, até porque, também é uma oportunidade de buscar o presente ideal para o Dia das Mães”, comenta a coordenadora de marketing, Eliane Oliveira. 

Também no clima de Dia das Mães, entre os dias 29 de abril e 12 de maio, nas compras a partir de 300 reais, os clientes do Shopping Frei Caneca já podem participar da promoção ‘Compre-Ganhe’ e garantem um body splash da Natura, podendo escolher entre duas fragrâncias. Além disso, concorrem a 10 kits de beleza em serviços de lojas parceiras do empreendimento, como massagem, hidratação no cabelo, manicure e pedicure, hidratação facial, entre outros.

  

Serviço

Desfile ‘Fashion Days’ no Shopping Frei Caneca
Dia: 20 de abril, sábado
Horário: a partir das 12h; serão três desfiles ao longo da tarde
Disponível ao público e gratuito
 



AD Shopping
www.adshopping.com.br
www.admall.com.br
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Sem condições Futebol Circo

 


O público poderá dar boas risadas com as trapalhadas e palhaçadas criadas pelo Circo Piorô. As apresentações são gratuitas e acontecem nos bairros São Miguel, Tatuapé, Ponte Rasa, Cangaíba e Arthur Alvim.

 

“Sem condições Futebol Circo” é um espetáculo circense recheado de brincadeiras e habilidades. Aqui, o futebol é a bola da vez, e os divertidos personagens criados pelo Circo Piorô entram em campo com o objetivo de colocar o riso no gol. Em cena, quatro palhaces uniformizados convidam o público para se divertir com esse encontro do circo com o esporte!!!

 

Sobre o Coletivo:

O grupo Circo Piorô é uma parceria cênica que surgiu em 2018 através de investigações sobre a lógica e ilógica da Palhaçaria Periférica, desenvolvem um trabalho de atuação artística nas ruas. Utilizando de virtuoses como a palhaçaria, o malabarismo, o equilibrismo e a acrobacia, apresentam espetáculos e intervenções circenses Brasil afora. Formado por Matheus Barreto, Jhuann Scharrye, Carolina Esteves e Isabela Picolotte, o coletivo tem como fio condutor para suas pesquisas as pautas e discussões sociais que atravessam nosso cotidiano.

Hoje o grupo Circo Piorô tem três espetáculos em seu repertório: “Podia ser pior”, “Sem condições Futebol Circo” e Bande do Circo Piorô”.

   

As apresentações serão gratuitas e acontecem nos dias:

21/04 – 15h - Rua Ida Vanussi Puntel, 254 - São Miguel

25/04 - 15h - Praça Silvio Romero - Tatuapé


27/04 - 16h - Parque do Teatro Flávio Império - Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba

28/04 - 16h - Parque do Teatro Flávio Império - Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba


05/05 - 14h e 16h Praça do Morcegão - Cohab Padre Manoel da Nóbrega s/n – Arthur Alvim


Luccas Papp dirige versão de Peter Pan que reflete sobre o crescer e seus desafios

 


Com músicas inéditas, Peter Pan - Crescer é Preciso é uma adaptação teatral para toda a família que mergulha na jornada emocional do protagonista e seus amigos, não apenas ao enfrentarem a transição para a vida adulta, mas também ao se depararem com a responsabilidade de cuidar do planeta e do futuro

 

Um clássico que ganha uma versão renovada e focada na ludicidade embalam Peter Pan - Crescer é Preciso. A peça, focada no público infantil e jovem, explora a beleza e as dificuldades do crescimento pessoal e aborda a relação entre pais e filhos, o poder do perdão e o cuidado vital com o meio ambiente. A montagem tem texto e direção de Luccas Papp e está no Teatro das Artes. A temporada vai até 26 de maio com sessões sempre sábados e domingos, às 15h.

 

O elenco é formado por Lucca Perez, Giovana Stinglin, João Pedro Delfino, Gab Cardoso, Evellyn Cunha, Vinny Guimarães, Renata Schneider, Thaís Rico, Paulinho Ramos, Júlia Franco, Jow Black, Laura Binder e Hitallo Alca.

 

Peter Pan - Crescer é Preciso é uma adaptação teatral que mergulha na jornada emocional do protagonista e seus amigos, não apenas ao enfrentarem a transição para a vida adulta, mas também ao se depararem com a responsabilidade de cuidar do planeta e do futuro. Enquanto lidam com seus dilemas pessoais, os personagens confrontam a resistência em crescer, mas também se deparam com a urgência de preservar a Terra do Nunca, representando um reflexo do nosso próprio mundo, por meio dos sonhos e da imaginação.

 

“Essa versão reflete como a tecnologia e o acesso à informação incessante fazem com que a nossa geração cresça cada vez mais rápido, perdendo os sonhos da infância, a inocência, o que é sonhar e o que é acreditar no mágico. É preciso crescer, não podemos negar a necessidade de amadurecer, porém isso precisa ocorrer de uma maneira saudável. Adaptamos a história original, focando em um novo momento da vida de Wendy, que está entrando na faculdade, e a forma como isso assusta a ela e seus irmãos. Criamos personagens como a Lady Seraphine, que é a guardiã da Árvore Sagrada, e a Aria, que é a filha dela. Os Meninos Perdidos têm nomes com suas personalidades e sonhos. Até mesmo Gancho teve uma infância de abandono e isso justifica sua ações. Essa humanização é fundamental para que a obra atinja mais tecidos sociais. É como se o espetáculo se passasse em uma fase diferente do que estamos habituados”, explica Papp.

 

A concepção evidencia a necessidade de revitalizar um conto clássico para uma nova geração, incorporando elementos atuais e relevantes para o público contemporâneo. A peça pretende manter a essência mágica e atemporal da obra, enquanto atualiza os conflitos e temas para refletir as preocupações e desafios enfrentados pelo mundo moderno.

 

A comédia é uma característica marcante no texto que procura conectar-se com o público atual, trazendo à tona questões que vão além da nostalgia do conto original. O cenário e o figurino utilizam alguns materiais reciclados de espetáculos anteriores da produtora, mantendo a ideia de preservação dos recursos naturais e o cuidado para não produzir novos resíduos. A inclusão de músicas inéditas cantadas ao vivo permite não apenas uma abordagem fresca e original, mas também oferece uma maneira poderosa de expressar emoções e aprofundar os dilemas.

 

“A obra tem uma característica muito interessante, que é essa universalidade, por meio nomes fortes, alguns bem marcantes como o próprio Peter Pan, a Wendy, o Capitão Gancho, a Sininho, etc. Todos dialogam com diversas gerações e gêneros. Atualizamos a abordagem e excluímos esteriótipos do filme original, e tocamos bastante na importância ecológica com a Terra do Nunca, um mundo mágico e vivo que respira junto com todos em cena”, enfatiza o diretor.

 

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção Geral: Luccas Papp. Elenco: Lucca Perez, Giovana Stinglin, João Pedro Delfino, Gab Cardoso, Evellyn Cunha, Vinny Guimarães, Renata Schneider, Thaís Rico, Paulinho Ramos, Júlia Franco, Jow Black, Laura Binder e Hitallo Alca. Stand-ins: Matheus Papp, Helena Cardoso, Guilherme Soares e Nicole Casavecchia. Assistência de Direção: Letícia Monezi. Design de Luz: Luccas Papp e Iohann Iori Thiago. Figurinos: Thaís Boneville. Trilha Sonora Original: Pedro Lemos. Preparação Vocal: Jow Black. Visagismo: Rhaissa Samas. Direção de Palco: Martins Silva. Produção de Elenco: Richard Lake. Operação de Luz: Iohann Iori Thiago. Operação de Som e Contrarregragem: Daniel Freire. Cenotecnia: Evas Carretero. Design Gráfico: Raphael Ruas. Fotos: Andressa Costa e Erik Almeida. Gestão de Produção: Guilherme Bernardino. Equipe de Produção: Gabriel Moura, Gabriella Olegario e Guilherme Shuet. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Idealização: Luccas Papp e Giovana Stinglin. Realização: LPB Produções

 

SERVIÇO

Teatro das Artes, localizado no 3º piso do Shopping Eldorado, loja 409.

Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo - SP, 05402-600

Temporada: Até 26 de maio de 2024, Sábados e Domingos, às 15h. Duração: 75 minutos. Ingressos: Plateia R$ 100 (Inteira) - R$ 50 (Meia). Balcão R$ 80 (Inteira) - R$ 40 (Meia). Link de compra: https://bileto.sympla.com.br/event/91803/d/244107

Classificação indicativa: Livre.

 

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