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sexta-feira, 12 de junho de 2026

5 cantadas em inglês para usar no Dia dos Namorados

Envato

Especialista da Minds Idiomas explica como expressões românticas podem ajudar estudantes a ampliar o vocabulário e entender aspectos culturais do idioma 

  

Com a chegada do Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, muitos casais aproveitam a data para celebrar o relacionamento, enquanto outros enxergam a ocasião como uma oportunidade para conhecer alguém especial. Seja presencialmente ou pelas redes sociais, a comunicação tem papel fundamental nessas conexões. 

Aproveitando o clima da data, expressões ligadas ao amor e ao flerte também podem se tornar uma forma divertida de praticar um novo idioma. Mais do que aprender regras gramaticais, conhecer frases usadas em situações reais ajuda os estudantes a ampliar o vocabulário e compreender melhor como a comunicação acontece no dia a dia. 

Segundo Rodrigo Berghahn, Coordenador Pedagógico Nacional da Minds Idiomas, aprender um idioma também significa compreender aspectos culturais e formas de interação utilizadas pelos falantes nativos. "Muitas pessoas focam apenas na gramática, mas a comunicação envolve contexto, cultura e expressões que fazem sentido para quem fala aquela língua. No caso do inglês, algumas abordagens mais leves e bem-humoradas costumam funcionar melhor do que traduções literais de cantadas populares em português", explica.
 

Nesse contexto, Rodrigo reuniu cinco expressões em inglês que mostram como o interesse e o romantismo costumam ser expressados de forma natural no idioma:

 

1. "You have a beautiful smile" (Você tem um sorriso lindo)

Uma das formas mais simples e elegantes de iniciar uma conversa. O elogio é direto, educado e costuma ser bem recebido em diferentes contextos;

 

2. "I can't stop thinking about you" (Não consigo parar de pensar em você)

Expressão utilizada quando já existe certa proximidade e a intenção é demonstrar interesse de forma mais romântica;
 

3. "You make my day better" (Você torna meus dias melhores)

Frase carinhosa e comum em relacionamentos ou entre pessoas que já possuem uma conexão estabelecida;

 

4. "I'd love to get to know you better" (Eu adoraria conhecer você melhor)

Uma maneira natural e respeitosa de demonstrar interesse sem parecer exagerado ou invasivo;
 

5. "I really enjoy spending time with you" (Eu gosto muito de passar tempo com você)

Uma forma sincera e natural de demonstrar que a companhia da outra pessoa é especial e que você gosta de estar ao lado dela. 

De acordo com o especialista, enquanto no Brasil muitas cantadas apostam em exageros e metáforas, em inglês as demonstrações de interesse costumam ser mais diretas. "Expressões simples costumam transmitir mais autenticidade. O mais importante é compreender o contexto cultural e adaptar a comunicação à situação", destaca.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Fadiga constante e dores no corpo podem indicar doenças autoimunes em mulheres

Dores nas articulações podem ir além do desgaste do dia a dia e
indicar doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide
 Envato

Casos como os de Selena Gomez, Selma Blair e Cláudia Rodrigues ajudam a dar visibilidade a condições que ainda passam despercebidas no dia a dia


Cansaço persistente, dores no corpo, alterações de sensibilidade e até mudanças na visão podem ser os primeiros sinais de doenças autoimunes — condições em que o sistema imunológico passa a atacar o próprio organismo. Apesar da ampla ocorrência, essas doenças ainda são frequentemente subdiagnosticadas, especialmente entre mulheres. 

Estimativas de sociedades médicas internacionais indicam que as doenças autoimunes afetam entre 5% e 8% da população mundial. A incidência é maior no público feminino, que concentra a maior parte dos casos e tem risco até quatro vezes superior de desenvolvê-las, sobretudo entre os 30 e 40 anos.

Mais do que uma questão biológica, especialistas chamam atenção para um fator comportamental e social: muitas mulheres tendem a normalizar sintomas como a fadiga e a dor, associando-os à sobrecarga da rotina, ao acúmulo de funções e ao estresse do dia a dia. Esse padrão pode atrasar a busca por atendimento e contribuir para o diagnóstico tardio.

O tema ganhou visibilidade nos últimos anos com figuras públicas no Brasil e no exterior. A cantora Selena Gomez, diagnosticada com lúpus, e as atrizes Selma Blair e Cláudia Rodrigues, que convivem com esclerose múltipla, ajudaram a ampliar o debate sobre doenças que, apesar de relativamente frequentes, ainda têm diagnóstico tardio em muitos casos. 

Segundo a reumatologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Ana Cristina Boni Lenci, o início costuma ser marcado por sintomas comuns e pouco específicos, o que contribui para que sejam subestimados. “Observamos com frequência, no consultório, que sinais como fadiga, febre e dores no corpo acabam sendo atribuídos ao estresse ou à sobrecarga da rotina. Com isso, o paciente demora a buscar ajuda e, quando o faz, nem sempre é encaminhado ao especialista adequado”, explica.

Esse atraso na busca por atendimento, aliado à variedade de sintomas, é um dos principais fatores para o diagnóstico tardio. Há ainda um componente biológico relevante: a maior incidência em mulheres está relacionada à influência hormonal sobre o sistema imunológico, especialmente em fases de maior variação hormonal ao longo da vida adulta.


Sinais além do cansaço

Entre as condições sistêmicas, o lúpus é uma das mais conhecidas — e também das que mais geram confusão nas fases iniciais, já que os sinais podem ser facilmente atribuídos a situações comuns, como a exposição ao sol ou o desgaste físico.

Estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) apontam que a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no país, principalmente mulheres jovens. Em média, o diagnóstico demora de três a seis anos. “Os sinais iniciais do lúpus dependem muito do órgão acometido. Entre os mais comuns, estão lesões de pele no rosto, com vermelhidão que muitas vezes é confundida com rosácea ou com reação ao sol. A dor articular também é frequente, mas, como geralmente não há inchaço ou calor, o paciente tende a atribuí-la ao uso excessivo das articulações”, esclarece a especialista.

O quadro pode envolver fadiga persistente, queda de cabelo localizada e, em estágios mais avançados, comprometimento de órgãos como os rins e o coração. A dor inflamatória apresenta um padrão característico: tende a ser mais intensa ao acordar, com rigidez, e melhora ao longo do dia, com o movimento. Sem tratamento, a doença pode evoluir e levar a complicações graves. Por outro lado, com acompanhamento adequado, é possível controlar a condição e preservar a qualidade de vida. “O paciente pode levar uma vida normal. O principal risco está no diagnóstico tardio, quando a doença já provocou danos”, reforça.

Esse tipo de dor inflamatória também está presente na artrite reumatoide, que atinge principalmente as articulações e pode ser confundida com desgaste natural, como a artrose. A doença afeta duas vezes mais mulheres do que homens, segundo a SBR. “A dor costuma vir acompanhada de rigidez matinal e dificuldade para movimentos simples, como fechar as mãos, e melhora ao longo do dia. É diferente da artrose, que tende a piorar com o uso”, explica.

Outra condição que afeta predominantemente mulheres é a síndrome de Sjögren, caracterizada pela secura intensa dos olhos e da boca. Diferente de quadros passageiros, o sintoma é contínuo e não melhora mesmo com hidratação ou uso de colírios, podendo comprometer as saúdes bucal e ocular. Em alguns casos, a doença também está associada a complicações mais graves, como o aumento do risco de linfoma.


Quando os sinais são neurológicos

Entre as doenças neurológicas relacionadas ao sistema imunológico, a esclerose múltipla ocorre com maior frequência em mulheres no início da vida adulta, entre os 20 e 30 anos. Alterações visuais, formigamentos, perda de força e dificuldades motoras podem surgir de forma isolada e, muitas vezes, são interpretadas como condições passageiras. “Toda nova alteração neurológica deve ser investigada, especialmente quando não há uma causa evidente. O início precoce do tratamento é essencial para evitar sequelas e preservar a qualidade de vida”, alerta a neuroimunologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Mariana Trintinalha.

A miastenia gravis é outra condição que também afeta mulheres, geralmente por volta dos 30 anos, e tem como principal característica a fraqueza muscular flutuante. Ao contrário do cansaço comum, os sintomas tendem a piorar ao longo do dia. “É uma fadiga diferente: a pessoa começa o dia bem e vai piorando. Pode ter visão dupla e dificuldade para tarefas simples. Essa flutuação dos sintomas é bem característica”, detalha Mariana.


Por que essas doenças surgem — e como podem se acumular

Apesar das diferentes manifestações, as doenças autoimunes compartilham um mecanismo comum. Suas causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas envolvem uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais. Infecções, estresse, exposição a agentes externos e alterações hormonais podem atuar como gatilhos em pessoas predispostas, o que ajuda a explicar tanto a maior frequência em mulheres quanto o surgimento em fases específicas da vida. 

Além disso, pessoas que já têm doença autoimune devem manter acompanhamento contínuo. Segundo as especialistas do Hospital São Marcelino Champagnat, há maior probabilidade de desenvolver outras condições ao longo do tempo, o que torna o monitoramento essencial para o diagnóstico precoce e o controle adequado.

 

Hospital São Marcelino Champagnat


Novo estudo compara semaglutida e tirzepatida no tratamento para diabetes tipo 2: aumento de dose de semaglutida para 2 mg apresenta hemoglobina glicada inferior a 7% e maior chance de perda de peso superior a 5%

  • Adultos com diabetes tipo 2 em uso de semaglutida injetável 1 mg cuja dose foi aumentada para 2 mg tiveram a mesma probabilidade de atingir níveis de hemoglobina glicada (HbA1c)
  • Esta análise retrospectiva de base de dados, envolvendo mais de 64.000 adultos nos Estados Unidos, trouxe insights exploratórios sobre pacientes com diabetes tipo 2 que tiveram a dose escalonada de semaglutida injetável de 1 mg para 2 mg versus aqueles que trocaram para tirzepatida, em um cenário de prática clínica do mundo real.¹

 

A Novo Nordisk, líder global em saúde, anuncia novas evidências do mundo real em adultos com diabetes tipo 2 (DM2) tratados com semaglutida injetável 1 mg uma vez por semana, que avaliam como a escalada para semaglutida 2 mg se compara à troca para tirzepatida e como essa estratégia apoia os objetivos dos pacientes em relação à hemoglobina glicada (HbA1c) e à perda de peso. Após um ano, ambos os grupos apresentaram proporções semelhantes de pacientes que atingiram HbA1c.

Esta análise retrospectiva, baseada em um grande banco de dados de reivindicações dos Estados Unidos (janeiro de 2018 a setembro de 2025), apoia a escalada para semaglutida 2 mg como uma estratégia de tratamento clinicamente apropriada e eficaz.¹ Os resultados foram apresentados no congresso da American Diabetes Association (ADA) 2026. 

“Esses dados analisaram uma consideração clínica importante: para pacientes que já estão em tratamento com semaglutida, a escalada da dose da terapia atual pode ajudar a atingir os objetivos de tratamento em comparação com a transição para uma terapia diferente”, afirmou Michael Radin, MD, Diretor Médico Executivo da Novo Nordisk. “Esses achados do mundo real apoiam diretamente as diretrizes estabelecidas da ADA, que recomendam que muitos adultos com diabetes tipo 2 busquem HbA1c abaixo de 7%, juntamente com uma redução de pelo menos 5% a 7% do peso corporal”, completa Radin.

divulgação
Novo Nordisk

Em relação aos desfechos de controle glicêmico, os resultados do grupo com mais de 64.000 adultos vivendo com DM2 (escalonados para semaglutida injetável 2 mg, n=55.550; trocados para tirzepatida, n=9.338; HbA1c basal: 7,2%) mostraram taxas comparáveis de pacientes que atingiram HbA1c 

Em relação à perda de peso, em uma coorte de mais de 56.000 adultos com DM2 (escalonados para semaglutida injetável 2 mg, n=48.596; trocados para tirzepatida, n=8.256), a análise mostrou que pessoas em uso de semaglutida 2 mg apresentaram uma taxa de eventos maior para alcançar perda de peso ≥5% em comparação àquelas que trocaram para tirzepatida (iniciando em 2,5 mg ou 5 mg, com possibilidade de titulação), a partir de pesos basais de 105 kg e 106,2 kg, respectivamente.¹ Após um ano, 60,5% (IC 95%: 58,7%–62,3%) dos adultos que escalaram para semaglutida 2 mg alcançaram perda de peso ≥5%, em comparação a 55,3% (IC 95%: 53,9%–56,7%) dos que trocaram para tirzepatida (P.

Em ambos os grupos (HbA1c e perda de peso), após a troca para uma dose inicial de tirzepatida de 2,5 mg ou 5 mg, os médicos tiveram flexibilidade para titular ao longo do esquema posológico da tirzepatida. Aproximadamente 24% do grupo de HbA1c e cerca de 40% do grupo de perda de peso alcançaram doses de tirzepatida >5 mg, e aproximadamente 3% a 5% atingiram a dose de 15 mg.¹ 

“Esses achados de mundo real oferecem uma perspectiva útil sobre como pensamos a intensificação do tratamento para adultos com diabetes tipo 2 que podem necessitar de maior controle glicêmico”, afirmou Kathryn S. Tierney, MSN, APRN, FNP-BC, FAANP, do Middlesex Health MultiSpecialty Group, em Middletown, Connecticut. “Na prática, muitos pacientes que já utilizam semaglutida podem preferir fortalecer essa base em vez de iniciar um novo medicamento. O potencial de alcançar metas glicêmicas com perda de peso clinicamente significativa torna a maximização da escalada da semaglutida uma abordagem sensata e centrada no paciente para discussão entre profissionais de saúde e pacientes.” 

Estudos com dados de mundo real podem fornecer insights valiosos sobre como os tratamentos funcionam fora de ambientes controlados de ensaios clínicos. Essas análises também apresentam limitações; os resultados podem refletir confundimento residual não mensurado e, embora associações possam ser demonstradas, relações causais não podem ser definitivamente estabelecidas. Além disso, o uso de dados retrospectivos de sinistros pode excluir pacientes com cobertura intermitente ou populações subatendidas, o que pode limitar a generalização dos achados.

 

Sobre o COMPETE SWITCH

O COMPETE SWITCH é um estudo retrospectivo de coorte que utilizou o Healthcare Map da Komodo Health com resultados laboratoriais vinculados, um grande banco de dados de sinistros de saúde dos EUA (janeiro de 2018 a setembro de 2025), que avaliou a dosagem e a titulação de semaglutida e tirzepatida em um cenário de mundo real. Os pacientes incluídos eram adultos com diabetes tipo 2 com um registro de prescrição de semaglutida injetável 1 mg e registros subsequentes de semaglutida 2 mg ou tirzepatida 2,5 mg ou 5 mg. O estudo incluiu 64.888 adultos na coorte de HbA1c e 56.852 na coorte de perda de peso. Como em todas as análises observacionais, os achados apresentam limitações inerentes e podem não se traduzir totalmente para todos os cenários clínicos. Embora muitos pacientes possuam dados de hemoglobina glicada (HbA1c) e peso, nem todos os possuem, limitando a caracterização daqueles sem essas informações. Outras limitações incluem a capacidade de caracterizar ou descrever determinantes sociais que possam impactar a adesão ao medicamento ou influenciar a troca de tratamento. Não há razão para suspeitar que essas diferenças gerem viés diferencial nos resultados.¹



Novo Nordisk
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Referências:

1.     Fang G, Muhammad C, Swift C, et al. Cardiometabolic outcomes in adults with T2D treated with 1 mg semaglutide who titrate to 2 mg semaglutide vs switch to tirzepatide. Poster presentation at the American Diabetes Association Scientific Sessions; 5-8 June 2026, New Orleans, LA.



5 dicas para torcer na Copa do Mundo sem prejudicar a saúde

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade orienta ações simples que podem fazer a diferença no bem-estar e na qualidade de vida dos torcedores do Brasil e de outras seleções


 

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) destaca cuidados simples que podem contribuir para o bem-estar, a disposição e a qualidade de vida durante os jogos da Copa do Mundo. Afinal, torcer pela seleção brasileira e acompanhar as demais equipes do torneio também pode ser sinônimo de equilíbrio e saúde. 

“O Brasil é conhecido mundialmente como o país do futebol e, durante a Copa do Mundo, até mesmo quem não acompanha o esporte costuma se envolver com a torcida e participar dos momentos de confraternização. Para muitas pessoas, os jogos representam lazer e diversão. Para outras, são acompanhados com grande intensidade e emoção. O mais importante é que cada partida seja vivida de forma prazerosa e segura, sem impactos negativos para a saúde durante e após os jogos”, explica Leonardo Savassi, médico de família e comunidade, diretor da SBMFC.

Confira algumas orientações simples para aproveitar os jogos da melhor forma possível:
 

1. Modere o consumo de álcool

Muitos jogos da seleção brasileira acontecem em dias úteis e, no dia seguinte, a rotina continua normalmente. Por isso, é importante evitar excessos no consumo de bebidas alcoólicas. Caso ultrapasse o limite, priorize a hidratação ao longo do dia, especialmente com água, para ajudar o organismo na recuperação.
 

2. Prefira alimentos mais leves

Os horários das partidas influenciam diretamente nas escolhas alimentares dos torcedores. Enquanto algumas pessoas optam por petiscos simples, outras investem em churrascos e refeições mais elaboradas. No entanto, exagerar em alimentos gordurosos pode provocar desconfortos digestivos, indisposição e impactar o bem-estar nos dias seguintes. O ideal é buscar equilíbrio sem abrir mão do prazer de torcer.
 

3. Atenção à composição de maquiagens e glitter

A Copa do Mundo também é marcada por criatividade e celebração. Maquiagens temáticas, glitter e acessórios nas cores do Brasil fazem parte da festa. Porém, é fundamental verificar a procedência e a composição desses produtos para evitar alergias, irritações e outros problemas de saúde. Prefira marcas confiáveis e observe informações como rótulo, validade e lista de componentes.
 

4. Mantenha os ambientes ventilados

Entre junho e julho, as temperaturas costumam cair em diversas regiões do país. Em encontros com amigos e familiares para assistir aos jogos, manter os ambientes ventilados ajuda a reduzir a circulação de vírus respiratórios, comuns nesta época do ano, como gripe, resfriados e influenza. Mesmo em dias frios, vale buscar alternativas para garantir a circulação do ar sem comprometer o conforto térmico.
 

5. Cuide do coração e controle a emoção

A emoção faz parte do futebol, mas lances decisivos, disputas de pênaltis e momentos de tensão podem provocar alterações importantes no organismo, especialmente em pessoas com hipertensão, arritmias cardíacas ou outras doenças cardiovasculares. Evite movimentos bruscos e excesso de exaltação, além de ficar atento a sinais como falta de ar, dor no peito, tontura ou palpitações intensas. 

“E qualquer problema de saúde persistente, desenvolvido durante os jogos ou não, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de você", finaliza Savassi que também é Mestre e Doutor em Ciências da Saúde.
 

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade


Junho Vermelho: o que realmente impede alguém de doar sangue?

Especialista esclarece restrições temporárias, definitivas e os principais mitos

 

Com a chegada do Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue, uma dúvida recorrente volta à tona: quem realmente pode doar? Entre informações desencontradas, receios e mitos que persistem há anos, muitas pessoas deixam de contribuir por acreditarem, equivocadamente, que não estão aptas. 

Segundo a hematologista Camila Gonzaga, médica do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), embora existam critérios rigorosos para garantir a segurança de doadores e receptores, grande parte das restrições é temporária e não impede que a pessoa volte a doar futuramente. “É muito comum encontrarmos pessoas que acreditam estar impedidas de doar definitivamente por terem feito uma tatuagem, tomado algum medicamento ou passado por um procedimento médico. Na maioria dos casos, trata-se apenas de uma inaptidão temporária”, explica.

 

Quando a restrição é apenas temporária 

Entre as situações mais frequentes que exigem um adiamento da doação estão quadros de gripe ou resfriado, alterações momentâneas de pressão arterial ou frequência cardíaca, anemia por deficiência de nutrientes, uso de determinados medicamentos, cirurgias recentes, além de viagens ou residência em áreas endêmicas de arboviroses, como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. 

Resfriado comum: a doação é liberada após sete dias do desaparecimento dos sintomas.

Influenza (gripe): é necessário aguardar 15 dias após a recuperação.

Endoscopia: gera inaptidão temporária de seis meses.

Procedimentos odontológicos: variam conforme a complexidade. Uma extração dentária simples exige cerca de uma semana de espera, enquanto cirurgias com enxerto podem exigir até 90 dias.

Anemia: a doação só é liberada após o tratamento e seis meses da normalização dos exames laboratoriais.

Gestação e amamentação: gestantes não podem doar sangue. Após o parto ou abortamento, a doação costuma ser liberada após 12 semanas, desde que a mulher não esteja amamentando.

 

Quem não pode doar de forma definitiva? 

Embora muitas restrições sejam passageiras, algumas condições de saúde impedem a doação permanentemente. Entre elas estão infecções crônicas como HIV, hepatites B e C, Doença de Chagas e HTLV I e II. Também se enquadram nesse grupo pessoas com histórico de câncer, doenças cardiovasculares graves — como infarto, AVC, insuficiência cardíaca ou arritmias complexas —, insuficiência renal avançada e doenças autoimunes de maior gravidade, como lúpus, artrite reumatoide de difícil controle e esclerose múltipla. 

Além disso, pessoas com diabetes que utilizam insulina ou que já apresentam complicações vasculares, renais ou neurológicas também não podem doar sangue. “Esses critérios são definidos por normas rigorosas do Ministério da Saúde e da Anvisa para garantir a segurança de todo o processo transfusional”, ressalta a médica.
 

Situações que costumam surpreender os candidatos 

Há ainda casos em que a pessoa acredita estar apta para doar, mas a legislação vigente não permite a coleta. Entre os exemplos estão pessoas que utilizam medicamentos para hipertireoidismo, fazem reposição de testosterona, usam determinados medicamentos cardiovasculares, como betabloqueadores, ou que tiveram mais de três parceiros sexuais no último ano. Por isso, a entrevista clínica realizada antes da doação é uma das etapas mais importantes do processo.

 

Mitos que ainda afastam doadores 

Apesar da importância da doação de sangue, muitos mitos ainda afastam potenciais doadores. Confira alguns dos principais:

 

“Apenas maiores de idade podem doar sangue”

A faixa etária permitida para doação vai dos 16 aos 69 anos. Menores de idade precisam estar acompanhados de um responsável legal e apresentar autorização por escrito.
 

"O sangue doado fará falta ao organismo"

O volume coletado representa menos de 10% do sangue total e é rapidamente reposto pelo corpo.

 

"Doar sangue afina ou engrossa o sangue"

A doação não altera a viscosidade sanguínea.

 

"É preciso estar em jejum" 

A recomendação é fazer uma refeição leve antes da doação e evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas nas 24 horas anteriores.
 

"Quem tem tatuagem ou piercing não pode doar" 

A doação é permitida após seis meses da realização do procedimento em pele. No caso de piercings em mucosas, é necessário aguardar um ano após a retirada.
  

Instituto de Oncologia de Sorocaba


Brasil deve registrar mais de 9 mil novos casos de melanoma por ano

Magnific
Especialistas do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista reforçam a importância de observar alterações na pele e buscar diagnóstico precoce

 

O melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele. Embora represente cerca de 3% a 4% dos tumores malignos do órgão, a doença exige atenção pela alta possibilidade de metástase quando não é diagnosticada precocemente. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o triênio 2026-2028, o Brasil deve registrar 9.360 novos casos de câncer de pele melanoma por ano, com risco estimado de 4,36 casos a cada 100 mil habitantes. Desse total, são estimados 4.930 casos novos em homens e 4.430 em mulheres. 

Junho Preto, campanha nacional de conscientização sobre o melanoma, que reforça a importância da prevenção, da observação regular da pele e da avaliação médica diante de alterações suspeitas em pintas, manchas ou lesões. 

O melanoma tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. A doença pode surgir em áreas expostas ao sol, como rosto, braços, pernas e tronco, mas também em regiões menos visíveis, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas. 

Para a dermatologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dra. Melanie Reginato, mudanças em pintas ou manchas já existentes não devem ser ignoradas. 

“Uma pinta que muda de tamanho, formato ou cor precisa ser avaliada. Também merecem atenção lesões com bordas irregulares, assimetria, sangramento, coceira persistente ou crescimento rápido. O melanoma pode parecer uma alteração simples na pele, quando identificado e tratado em fase inicial, as chances de cura podem superar 90%”, explica. 

Entre os principais fatores de risco estão exposição excessiva à radiação ultravioleta, histórico de queimaduras solares, pele clara, presença de muitas pintas ou pintas atípicas, histórico familiar de melanoma e uso de câmaras de bronzeamento artificial. Pessoas que já tiveram câncer de pele ou possuem familiares próximos com diagnóstico da doença devem manter acompanhamento médico regular. 

Além da exposição solar, fatores familiares e genéticos também podem influenciar o risco de melanoma. Uma revisão científica publicada em 2022 no Bosnian Journal of Basic Medical Sciences aponta que a maior parte dos casos é esporádica, ou seja, surge ao longo da vida, enquanto os melanomas hereditários representam cerca de 10% dos casos descritos na literatura. O dado não se refere especificamente ao Brasil, mas reforça a importância do acompanhamento dermatológico em pessoas com histórico familiar da doença, múltiplas pintas ou lesões atípicas.
 

Sinais de alerta 

Uma forma simples de observar lesões suspeitas é a regra do ABCDE. A letra A indica assimetria, quando uma metade da pinta é diferente da outra. B se refere a bordas irregulares. C aponta variação de cor na mesma lesão. D observa o diâmetro, especialmente quando há crescimento. E significa evolução, ou seja, qualquer mudança de tamanho, forma, cor, espessura ou sintomas como sangramento, dor ou coceira. 

O diagnóstico é feito a partir da avaliação médica da lesão e pode contar com o apoio da dermatoscopia, exame que permite analisar estruturas da pele com maior precisão. Quando há suspeita, a confirmação ocorre por meio de biópsia e análise anatomopatológica. 

Segundo o oncologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dr. Thiago Alcantara, o estágio em que o melanoma é descoberto influencia diretamente a definição do tratamento.

“Nos casos iniciais, a cirurgia para retirada da lesão com margens costuma ser o principal tratamento e pode oferecer excelentes resultados. Já nos quadros mais avançados, é necessária uma avaliação oncológica individualizada, que geralmente envolve imunoterapia ou terapia-alvo, sempre considerando as características do tumor e o estado clínico do paciente”, afirma. 

A prevenção envolve medidas diárias de proteção da pele, como evitar exposição solar prolongada, principalmente entre 10h e 16h, usar protetor solar, chapéus, óculos com proteção UV e roupas adequadas. Também é importante evitar o bronzeamento artificial e procurar atendimento diante de qualquer alteração nova ou persistente na pele.

 

Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista


Esteatose hepática avança e já afeta crianças e adolescentes

Doença cresce em todo o mundo e é causada principalmente por causa do aumento da obesidade, sedentarismo e do diabetes tipo 2


A esteatose hepática, popularmente conhecida como “gordura no fígado”, não é mais apenas um problema restrito aos adultos, pois tornou-se uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo e já afeta crianças e adolescentes. “O aumento da obesidade, do diabetes tipo 2 e do sedentarismo está causando uma epidemia da doença”, diz o hepatologista dr. Edison Parise, coordenador do Departamento de Diabetes e Fígado da Sociedade Brasileira de Diabetes. 

De acordo com o especialista, a esteatose hepática ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Em seus estágios iniciais, geralmente não provoca sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, muitas pessoas só descobrem o problema apenas durante exames de rotina. 

Nos últimos anos, a comunidade científica passou a chamar a doença de MASLD (sigla em inglês para doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica), substituindo o antigo termo esteatose hepática não alcoólica”. A mudança busca destacar que o principal fator por trás da doença é a alteração do metabolismo. 

Entre as principais causas da condição estão o excesso de peso, especialmente a gordura abdominal, alimentação rica em produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas, sedentarismo, triglicérides elevado, hipertensão arterial e resistência à insulina, além do diabetes tipo 2. “Embora o consumo excessivo de álcool também possa causar acúmulo de gordura no fígado, a maioria dos casos detectados atualmente está relacionada a problemas metabólicos”, afirma dr. Edison Parise.
 

Relação direta com o diabetes 

A ligação entre esteatose hepática e diabetes tipo 2 é grande, o que leva muitos especialistas a considerem as duas doenças partes do mesmo processo metabólico.

Quando o organismo desenvolve resistência à insulina, o pâncreas precisa produzir uma quantidade cada vez maior desse hormônio para controlar a glicose na corrente sanguínea. Esse desequilíbrio favorece o depósito de gordura no fígado. Ao mesmo tempo, o fígado gorduroso piora a resistência à insulina, o que cria um círculo vicioso. 

“Pesquisas recentes mostram que pessoas com esteatose hepática apresentam risco significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida”, explica o especialista. “Também cresce o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral”, alerta.


Aumento de casos 

O crescimento da doença acompanha as mudanças no estilo de vida das últimas décadas. Dietas com excesso de calorias, alimentos ultraprocessados, baixo consumo de frutas e verduras e redução da atividade física contribuíram para o aumento da obesidade em praticamente todas as faixas etárias e em todo o mundo. 

Outro fator importante a ser considerado é o envelhecimento da população e o aumento da prevalência do diabetes. Como a doença costuma ser silenciosa na fase inicial, muitos casos permanecem sem diagnóstico. Estimativas internacionais sugerem que milhões de pessoas convivem com formas avançadas da enfermidade sem saber.
 

Crianças e adolescentes também são afetados 

O que antes era considerado um problema de adultos hoje também preocupa pediatras de todos os países. O aumento da obesidade infantil e o sedentarismo elevaram significativamente o número de crianças e adolescentes com gordura no fígado. 

Uma revisão científica publicada em 2025 na Revista Europeia de Pediatria analisou quase 4 mil jovens com diabetes tipo 2 e concluiu que cerca de 37% apresentavam esteatose hepática. Outro estudo internacional, publicado na BMC Gastroenterologia, mostrou que a prevalência da doença entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade está aumentando em diversos países. 

O problema é muito preocupante porque a inflamação hepática iniciada na infância pode evoluir durante a vida adulta para fibrose, cirrose e, em alguns casos, câncer de fígado, alertam especialistas.
 

Os avanços no tratamento 

Os avanços científicos observados nos últimos anos ajudam a melhorar o entendimento sobre a doença e isso abriu novas perspectivas de tratamento. 

Estudos mais recentes, por exemplo, apontam que os medicamentos utilizados para tratar a obesidade e o diabetes, como a semaglutida, podem reduzir a gordura e a inflamação no fígado, além de melhorar a cicatrização do órgão em alguns pacientes. 

Pesquisadores também trabalham em métodos de diagnóstico menos invasivos, utilizando exames de sangue, inteligência artificial e técnicas de imagem para identificar precocemente os pacientes de maior risco. 

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a principal estratégia continua sendo a prevenção. “Perda de peso, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle adequado do diabetes são as medidas mais eficazes para evitar a progressão da doença”, explica dr. Edison Parise. Ele lembra ainda que, como a esteatose hepática normalmente evolui sem sintomas, é preciso que os médicos dediquem atenção especial a pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão. Nesses grupos, o diagnóstico precoce pode evitar complicações graves no futuro.

 

Movimento regular reduz em 19% o risco de morte precoce e melhora metabolismo nas primeiras semanas, aponta estudo

 

Freepik

Especialista do Hospital Sírio-Libanês explica que pequenas alterações na rotina já ajudam a prevenir doenças, mesmo sem academia ou treinos intensos


Não é apenas a quantidade de exercício que importa. Um estudo da Harvard, publicado no BMJ Medicine1, mostrou que pessoas que praticam atividades físicas variadas, como caminhada, musculação ou até jardinagem, têm até 19% menos risco de morte precoce, independentemente do tempo total dedicado ao exercício. O dado reforça um alerta já conhecido: o sedentarismo segue como uma das principais ameaças à saúde global, responsável por cerca de 5 milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)2. 

Na prática, isso significa que a independência na terceira idade depende menos de intervenções médicas tardias e mais da regularidade e diversidade de movimento no dia a dia. Pequenas decisões cotidianas são determinantes para definir se, no futuro, o indivíduo manterá sua autonomia ou precisará de auxílio para tarefas simples. 

Na contramão dessa necessidade, o sedentarismo se consolidou como um dos principais desafios de saúde pública. No Brasil, o avanço das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) evidencia esse cenário. Dados do Ministério da Saúde3 mostram que, no período entre 2006 e 2024, o número de adultos com diabetes cresceu 135%, enquanto os casos de hipertensão aumentaram 31% e a obesidade mais que dobrou no período. 

Especialistas explicam que essas mudanças têm origem, em grande parte, na forma como o organismo responde à falta de movimento, já que o corpo humano passa a operar de maneira menos eficiente diante de longos períodos de inatividade. Há prejuízo no controle glicêmico, aumento da resistência à insulina e maior dificuldade na metabolização de gorduras. Como consequência, substâncias como glicose e lipídios permanecem mais tempo na corrente sanguínea, favorecendo o enrijecimento das artérias e elevando o risco cardiovascular. 

“O sedentarismo é hoje um dos principais fatores de risco porque favorece o surgimento de outras condições, como obesidade, colesterol elevado e diabetes”, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, do Hospital Sírio-Libanês. O especialista estabelece um parâmetro claro para o diagnóstico, em que se considera sedentário o indivíduo cujo gasto calórico semanal com atividades físicas não ultrapassa mil calorias. 

O problema é agravado pela dificuldade de controle dessas doenças mesmo após o diagnóstico. Levantamentos da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)4 apontam que apenas uma parcela reduzida da população consegue manter simultaneamente níveis adequados de pressão arterial e glicemia, o que amplia o risco de complicações ao longo do tempo. Além dos efeitos metabólicos, a inatividade interfere em processos silenciosos, como a renovação celular. Sem estímulo físico, o organismo tende a manter células disfuncionais por mais tempo, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. 

Contudo, o médico reforça que a prática regular de atividade física apresenta efeitos precoces e mensuráveis. Logo nas primeiras semanas, há melhora no controle da pressão arterial, maior eficiência no uso da glicose, redução do colesterol LDL e ganho na circulação sanguínea, fatores determinantes na prevenção das DCNTs. 

A recomendação internacional de 150 minutos1 semanais de atividade física moderada ainda encontra barreiras na percepção de que o exercício exige rotinas estruturadas ou alto desempenho. 

“O erro está em tentar encaixar um padrão ideal na vida real. O importante é adaptar a atividade ao indivíduo. Quando a pessoa começa com uma carga muito intensa, ela não sustenta e acaba abandonando”, afirma o especialista. 

A transição para uma vida ativa não exige, necessariamente, a estrutura de uma academia, mas a consciência do movimento. Confira as recomendações do especialista para incorporar o movimento à rotina de forma estratégica: 

  • Mobilidade urbana: Caminhar para resolver tarefas curtas melhora a circulação e ajuda no equilíbrio da glicose.
  • Fortalecimento funcional: Optar por escadas em vez de elevadores fortalece músculos essenciais para a autonomia, como pernas e glúteos.
  • Ganho cardiovascular: Pedalar ou dançar regularmente atua na capacidade respiratória e coordenação, prevenindo o risco de quedas.
  • Atividade doméstica ativa: Tarefas como organizar a casa elevam o gasto calórico e ajudam no controle do peso.
  • Redução do comportamento sedentário: Levantar-se a cada 60 minutos reduz picos de glicemia e mitiga os efeitos negativos de longos períodos sentado. 


Hospital Sírio-Libanês
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Suicídio entre jovens cresce nas Américas e reforça necessidade de políticas públicas de saúde mental

 

Levantamento revela aumento dos casos nas últimas duas décadas e reforça a necessidade de ampliar o acesso à saúde mental e às ações de acolhimento

 

O aumento dos casos de suicídio entre adolescentes e jovens nas Américas acendeu um alerta para autoridades de saúde e especialistas. Dados divulgados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que o suicídio já é a terceira principal causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos na região.

As informações fazem parte de um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas, que identificou uma tendência de crescimento das taxas de suicídio nas últimas duas décadas. Segundo o levantamento, foram registradas 18.157 mortes por suicídio entre jovens e adolescentes nas Américas, evidenciando um problema que ultrapassa a esfera individual e demanda respostas estruturadas do poder público.

Além dos números absolutos, a pesquisa aponta fatores que podem estar relacionados ao aumento dos casos, como transtornos de saúde mental, uso de álcool e outras substâncias, pressão social, facilidade de acesso a meios letais e a exposição excessiva a ambientes digitais. Para especialistas, o cenário exige investimentos contínuos em prevenção, acolhimento e ampliação da rede de atenção psicossocial.

Segundo o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito público e direito de saúde, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados, o enfrentamento do problema não deve ficar restrito às famílias ou aos profissionais de saúde, mas constitui uma responsabilidade compartilhada que envolve toda a estrutura estatal. “O ordenamento jurídico brasileiro já reconhece a prevenção do suicídio como uma questão de saúde pública. O Estado tem o dever de promover ações de conscientização, ampliar o acesso ao atendimento psicológico e psiquiátrico e garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade recebam acolhimento adequado antes que o sofrimento evolua para situações mais graves”, afirma.

O especialista destaca que a principal referência legal sobre o tema é a Lei nº 13.819/2019, que instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. Entre as diretrizes previstas na norma estão a promoção da saúde mental, a identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico, a articulação entre os serviços de saúde e a produção de informações que auxiliem na formulação de políticas públicas. “A legislação brasileira determina que a prevenção seja realizada de forma integrada, envolvendo os sistemas de saúde, educação, assistência social e demais órgãos públicos. A proposta é criar uma rede capaz de identificar fatores de risco, oferecer suporte e encaminhar essas pessoas para o tratamento adequado”, explica.

A discussão também envolve a garantia do acesso a tratamentos adequados e ao atendimento especializado. Nesse contexto, especialistas defendem a ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento contínuo de pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.

Além disso, a lei estabelece a notificação compulsória dos casos de violência autoprovocada atendidos pelos serviços de saúde, medida considerada fundamental para o monitoramento do problema e para a elaboração de estratégias de prevenção. Para Thayan, o desafio atual está em transformar as previsões legais em ações efetivas e acessíveis à população. “Mais do que possuir uma legislação específica, é necessário garantir sua aplicação prática, com investimentos em saúde mental, capacitação de profissionais e fortalecimento da rede de atendimento. A prevenção do suicídio depende de políticas permanentes e de uma atuação coordenada do poder público”, conclui.


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