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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Tietê Plaza Shopping promove campanha de vacinação em janeir

Divulgação
Iniciativa acontece em parceria com a Secretaria da Saúde de Pirituba

O Tietê Plaza Shopping realiza, ao longo do mês de janeiro, uma campanha de vacinação gratuita e aberta ao público, em parceria com a Secretaria da Saúde de Pirituba.

 

As doses serão aplicadas até 24 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h, e não é preciso agendar. A ação será realizada no Espaço Conecte-Se, no piso térreo do shopping. Estão disponíveis as vacinas contra febre amarela e SCR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, destinadas a pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos.

O shopping também realizou neste mês a campanha de doação de sangue em parceria com o Hemocentro São Lucas. 

“Com essas ações, o Tietê Plaza reforça seu compromisso social, ampliando o acesso a serviços essenciais de saúde e incentivando a solidariedade junto à comunidade”, afirma Arnaldo Oliveira, gerente de marketing do shopping.
 

Serviço 

Campanha de Vacinação

Data: até 24 de janeiro (exceto 17 e 18/01)
Horário: das 11h às 16h
Local: Espaço Conecte-Se – Piso Térreo
Vacinas: Febre Amarela e SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola

 

Decisão do STJ sobre margens de medicamentos pode elevar em 90% do preço das diárias e taxas hospitalares

Freepik


Estudo da Planisa aponta que hospitais privados teriam de reajustar serviços hospitalares 
para compensar a perda da margem sobre medicamentos 


A recente definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que veda a aplicação de margens comerciais sobre medicamentos hospitalares, impõe uma reestruturação drástica no modelo de remuneração das instituições de saúde. É o que aponta estudo da Planisa (consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares), destacando que o "preço de custo" é uma falácia contábil se não considerar a complexidade operacional. 

Historicamente, as baixas tabelas de diárias e taxas hospitalares são compensadas pelas margens em insumos. Em hospitais filantrópicos, a manutenção do equilíbrio financeiro exigiria um aumento de 90,1 % nas diárias e taxas para compensar a perda da margem de medicamento, conforme estudo realizado pela Planisa em 45 hospitais sem fins lucrativos. 

A Planisa analisou mais de 2,8 milhões de contas de pacientes da saúde suplementar. “A eliminação dessa margem nos hospitais filantrópicos, sem uma repactuação imediata, exige ajustes severos. Se nada for feito, o estudo mostra que a perda de margem de medicamento pode resultar em uma queda de 8% no resultado operacional”, fala o diretor de Serviços da Planisa e especialista em custos hospitalares, Marcelo Carnielo. 

O custo do insumo não se encerra na aquisição. O estudo mostra camadas de custos indiretos que, muitas vezes, são ignoradas nas decisões jurídicas. Um deles é o custo de apoio. Neste estudo estima-se que 8,1% do custo do insumo envolve questões como logística hospitalar, farmácia, almoxarifado e gestão de compras. 

Os custos administrativos estimam-se 8,3% do custo, compreendendo ciclo de receita, financeiro, entre outros. Há, ainda, o custo na mão de obra direta para manuseio e aplicação do medicamento (não foi estimado), além dos custos de oportunidade, que poderíamos referenciar em 15% a.a. da taxa Selic. 

Carnielo explica que, para o setor privado, a "venda pelo custo de aquisição" resulta em prejuízo nominal devido. “A Selic está a 15%. Com os juros nesse patamar, o hospital que compra um medicamento de alto custo hoje e recebe da operadora em 60 ou 90 dias (prazo médio de pagamento) pelo mesmo valor nominal está, na prática, perdendo dinheiro”, pontua. “Se o hospital gasta R$ 10.000,00 em um quimioterápico e recebe os mesmos R$ 10.000,00 daqui a três meses, ele teve um custo financeiro de aproximadamente R$ 375,00 (considerando a Selic), sem contar os impostos sobre a nota fiscal de saída”, completa. 

Diante desse cenário, a Planisa alerta que a decisão do STJ, embora juridicamente fundamentada, exige uma revisão urgente dos modelos de contratualização e remuneração na saúde suplementar. “Sem uma repactuação que reconheça os custos reais da operação hospitalar, especialmente nas instituições filantrópicas, o risco é de comprometimento da sustentabilidade financeira, redução da capacidade assistencial e impacto direto na qualidade do atendimento prestado à população”, conclui Carnielo.

 

Fome, gula ou compulsão alimentar? Entenda as diferenças!

Especialistas em saúde do Instituto Sallet esclarecem quais os tipos de fome e o que fazer para virar a chave em 2026

 

Passada a temporada de festas, o início do ano costuma vir acompanhado de novas metas, entre elas, o emagrecimento saudável. Em um cenário em que a obesidade avança no Brasil, com 31% da população adulta vivendo com a condição e 68% apresentando excesso de peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025,  entender a relação com a comida se torna fundamental. Afinal, quando estamos diante da fome real, da gula ou de um transtorno alimentar? Especialistas do Instituto Sallet esclarecem o tema.


Hábito ou necessidade?

Distinguir a fome fisiológica da gula e da compulsão alimentar nem sempre é simples. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fome é um sinal fisiológico do corpo que indica a necessidade de alimento para obtenção de energia e nutrientes, podendo se manifestar por sintomas como fraqueza, dores abdominais ou queda de concentração.

Segundo a nutricionista do Instituto Sallet, Ana Beatriz Guiesser, nem toda fome está ligada a uma necessidade biológica. “A fome emocional, por exemplo, nos leva a buscar alimentos mais calóricos, como doces e frituras, funcionando como um mecanismo de recompensa para o cérebro. Em momentos de tristeza, estresse ou ansiedade, é comum recorrer a esses alimentos”, explica.

Outro tipo frequente é a fome social, influenciada pelo ambiente. “Em festas, encontros com amigos ou reuniões, muitas vezes comemos por impulso, mesmo sem fome, o que pode levar aos excessos. O primeiro passo para mudar esse padrão é reconhecer os diferentes tipos de fome e observar o próprio comportamento”, complementa a especialista.

Uma estratégia importante é priorizar alimentos nutricionalmente mais completos, o que contribui para maior saciedade e redução do consumo exagerado. A regra de ouro é optar por alimentos naturais ou minimamente processados.

Vale lembrar que, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, a alimentação vai além da ingestão de nutrientes: envolve a forma de preparo, a combinação dos alimentos, o modo de comer e também aspectos culturais e sociais, todos determinantes para a saúde e o bem-estar.


Gula ou compulsão alimentar?

Para diferenciar a gula da compulsão alimentar, é importante observar a frequência e a intensidade dos episódios. Comer sobremesa e repetir ocasionalmente, mesmo após estar saciado, pode ser caracterizado como um episódio de gula, um comportamento impulsivo, associado ao prazer, sem definição clínica formal.

Já a compulsão alimentar envolve o consumo de grandes quantidades de comida em um curto período de tempo, geralmente acompanhado de sensação de perda de controle e impactos físicos e emocionais.

O especialista em obesidade e doenças metabólicas do Instituto Sallet, Dr. José Afonso Sallet, destaca que esses casos exigem acompanhamento especializado. “Na obesidade grave (grau 3), cerca de 30% dos pacientes apresentam transtorno de compulsão alimentar. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é indispensável para o diagnóstico correto, definição do tratamento, prescrição de medicamentos quando necessário e condução da psicoterapia”, afirma.

O médico reforça ainda que o suporte de uma equipe multiprofissional é essencial para mudanças efetivas e duradouras. “O trabalho integrado entre médicos, nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas e profissionais de atividade física é fundamental não apenas para a perda de peso, mas, principalmente, para a manutenção dos resultados a longo prazo.”, finaliza.

 


Ana Beatriz Guiesser: Possui especialização em Nutrição Desportiva e Qualidade de Vida – FEFISA, (2013), especialização em Obesidade, Emagrecimento e Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2011), especialização em Nutrição Humana aplicada à Nutrição Clínica pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (2010), graduada pelo Centro Universitário São Camilo (2007).


Dr. José Afonso Sallet Médico-Diretor do Instituto de Medicina Sallet- Depto de Cirurgia Bariátrica e Metabólica; Mestre em Cirurgia Digestiva- UNICAMP/ SP; Cirurgião de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica conferido pelo Surgical Review Corporation (SRC®); Especialista e Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC); Médico-Diretor do Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SRC®) do Hospital e Maternidade Vitória/SP; Especialista em Cirurgia Digestiva e Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD); Especialista em Cirurgia Laparoscópica e Cirurgia Endoscópica da Obesidade (CBCD); Titular da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (ASMBS); Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM); Titular da Federação Internacional de Cirurgia de Obesidade (IFSO); Titular da Sociedade Americana de Gastroenterologia e Cirurgia Endoscópica (SAGES); Coordenador do Protocolo Brasileiro do Balão Intragástrico no Ministério da Saúde do Brasil.
https://www.instagram.com/drsallet/



Diagnósticos de câncer avançam entre jovens adultos e colocam hábitos de vida no centro do debate

 

Crescimento de 284% em uma década desafia estratégias de prevenção entre pessoas de 18 a 50 anos

 

O perfil do câncer no Brasil vem passando por uma transformação silenciosa, porém significativa. Dados do Painel Oncologia, do DataSUS, revelam que o número de diagnósticos da doença entre pessoas de 18 a 50 anos cresceu 284% entre 2013 e 2024, chegando a 174,9 mil novos casos anuais. O avanço reforça um alerta importante, o câncer, historicamente associado à população idosa, passa a ser cada vez mais diagnosticado em jovens adultos. 

Entre os tipos mais frequentes nessa faixa etária estão os tumores de mama, colorretal, fígado e colo do útero, cada um associado a fatores de risco específicos, muitos deles relacionados a hábitos de vida e à ausência de rastreamento adequado. 

O câncer de mama é o mais comum entre mulheres jovens e, além de fatores hormonais, pode estar ligado a histórico familiar e predisposição genética. Já o câncer colorretal tem apresentado crescimento expressivo em adultos abaixo dos 50 anos, frequentemente relacionado a uma dieta pobre em fibras, sedentarismo e excesso de peso. O câncer de fígado também aparece entre os diagnósticos em idades mais precoces, associado ao consumo excessivo de álcool, obesidade e infecções virais crônicas, como hepatite B e C. Já o câncer de colo do útero ainda afeta milhares de mulheres, principalmente pela falta de rastreamento regular e pela baixa cobertura vacinal contra o HPV. 

Segundo o oncologista Carlos Fruet, esse cenário reflete mudanças importantes no comportamento da população ao longo dos últimos anos. “Alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo estão entre os principais fatores associados ao aumento dos casos em pessoas mais jovens. Muitos desses hábitos se instalam ainda na adolescência e permanecem ao longo da vida”, explica. 

Em Ribeirão Preto, os dados locais reforçam a tendência observada em nível nacional. Informações da Secretaria Municipal da Saúde indicam que, em 2025, o número de mortes por câncer em pessoas com menos de 50 anos chegou a 111, o maior registrado na última década, evidenciando a antecipação dos diagnósticos da doença. 

Para Carlos Fruet, o avanço dos casos entre jovens adultos amplia a urgência de ações preventivas e do fortalecimento de políticas públicas voltadas ao rastreamento. “Estimular hábitos saudáveis desde cedo, reduzir a exposição a fatores de risco e buscar avaliação médica diante de sinais persistentes são medidas fundamentais. O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais aliados para aumentar as chances de cura e reduzir o impacto da doença”, conclui.

 

Uso de vapes preocupa especialistas

Outro fator que passou a integrar o radar da oncologia é o uso de cigarros eletrônicos. Dados do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III) indicam que o consumo de vapes é maior entre adolescentes de 14 a 17 anos do que entre adultos. De acordo com a pesquisa, 8,7% dos adolescentes relataram uso no último ano, frente a 5,4% entre adultos e 5,6% na população geral. O estudo foi conduzido pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Ipsos.

“Enquanto no cigarro tradicional a dependência pode se estabelecer em cerca de três semanas, no vape ela pode surgir em apenas cinco dias, já que a absorção da nicotina é mais rápida e vai diretamente ao cérebro”, alerta Fruet. Segundo o oncologista, muitos desses produtos são direcionados ao público jovem, com sabores adocicados e apresentações atrativas. “Muitos começam pelo cigarro eletrônico, tornam-se dependentes e depois passam a consumir o que estiver disponível. Esse movimento ajuda a explicar, inclusive, o aumento recente do tabagismo em algumas faixas etárias”, completa.
 

 


Mounjaro natural: o que saber antes de aderir ao psyllium

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Especialista explica benefícios, riscos e porque a fibra não substitui medicamento para perda de peso

 

Com o aumento da busca por alternativas caseiras para controlar o peso, ganhou força nas redes sociais o termo “Mounjaro natural”, apelido dado ao psyllium, uma fibra vegetal usada para melhorar o funcionamento intestinal. Mas, segundo a doutora e nutricionista Tatiane Ferreira Araújo, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, a comparação é inadequada e pode gerar expectativas irreais. “O psyllium traz benefícios importantes, mas não tem a mesma ação hormonal de medicamentos como a tirzepatida”, explica.

 

O que o psyllium realmente faz? 

O psyllium é uma fibra solúvel que, ao entrar em contato com a água, forma um gel capaz de aumentar a sensação de saciedade e melhorar o trânsito intestinal. Esse processo também pode contribuir para o controle da glicemia e dos níveis de colesterol. 

Apesar desses efeitos reconhecidos, a fibra não age diretamente nos hormônios que regulam o apetite, principal mecanismo do Ozempic. Por isso, os resultados não são comparáveis nem substituíveis. 

O apelido “Mounjaro natural” cria a falsa impressão de que o psyllium pode promover o mesmo tipo de perda de peso rápida e consistente observada com medicamentos. Na prática, isso não acontece. 

Enquanto a tirzepatida atua sobre receptores que controlam fome e saciedade, o psyllium age apenas no volume e na viscosidade do conteúdo estomacal. Essa diferença faz com que pessoas utilizem a fibra de forma inadequada, em doses exageradas ou sem hidratação suficiente, aumentando o risco de desconfortos digestivos e até obstruções.

 

Quem deve evitar ou ter cautela? 

O consumo de psyllium não é indicado para pessoas com dificuldade de deglutição, histórico de obstrução intestinal ou doenças gastrointestinais em atividade. O uso também exige acompanhamento para quem toma medicamentos contínuos, já que a fibra pode interferir na absorção de remédios. 

Problemas como gases, inchaço, cólicas e constipação podem surgir quando o consumo não é acompanhado de água na quantidade adequada. 

Em doses moderadas e dentro de uma rotina equilibrada, o psyllium pode auxiliar quem busca melhorar a ingestão de fibras, regular o intestino e aumentar levemente a sensação de saciedade. 

“No contexto certo, o psyllium é um bom complemento alimentar”, afirma a nutricionista. “Mas ele não substitui tratamento médico, não age como medicamento para obesidade e não deve ser visto como solução rápida.”

    

Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

 

Viroses e gastroenterite de verão, médico explica

Calor, água contaminada e alimentos mal conservados estão entre os principais vilões
 

Os casos de viroses gastrointestinais e gastroenterite estão em alta, principalmente no litoral. Os quadros que lotam prontos-socorros com queixas de náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre.

De acordo com o Dr. Rodrigo Barbosa, cirurgião do aparelho digestivo, o verão cria o cenário perfeito para a proliferação de vírus, bactérias e parasitas que afetam o sistema gastrointestinal. “As altas temperaturas aceleram a deterioração dos alimentos e facilitam a contaminação por micro-organismos. Além disso, o consumo de água não tratada, gelo de procedência duvidosa e alimentos mal armazenados aumenta muito o risco de infecções intestinais”, explica.

O médico destaca que praias, clubes, piscinas e locais com grande circulação de pessoas favorecem a transmissão das chamadas viroses intestinais, que se espalham facilmente pelo contato com superfícies contaminadas ou pela ingestão de água e alimentos inseguros. “Muitas vezes, a pessoa associa o mal-estar a algo que ‘não caiu bem’, mas na verdade está diante de uma infecção gastrointestinal que pode evoluir rapidamente”, alerta.

Entre os principais sinais de atenção para as viroses e gastroenterites, Dr. Rodrigo alerta para diarreia intensa ou persistente, vômitos repetidos, febre, dor abdominal forte e sinais de desidratação, como boca seca, tontura e diminuição da urina

Segundo o medico, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas formam o grupo mais vulnerável às complicações. “A desidratação pode se instalar de forma silenciosa, especialmente nos dias mais quentes. Em alguns casos, é necessária hidratação venosa e acompanhamento médico”, ressalta.
 

Para prevenir viroses e gastroenterite no verão, o médico recomenda:

  • Beber apenas água filtrada ou mineral
  • Evitar gelo de procedência desconhecida
  • Lavar bem as mãos antes das refeições
  • Redobrar o cuidado com frutos do mar, alimentos crus e comidas expostas ao calor
  • Manter alimentos refrigerados adequadamente
  • Evitar consumir alimentos vendidos sem controle sanitário

“O intestino é extremamente sensível às mudanças do ambiente. No verão, pequenos descuidos podem ter grandes consequências para a saúde digestiva”, reforça o cirurgião digestivo que ainda destaca a busca atendimento médico para evitar complicações e garantir uma recuperação segura. 

 

Dr Rodrigo Barbosa - cirurgião digestivo sub-especializado em cirurgia bariátrica e coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco 

 

Exposição solar no trabalho exige atenção redobrada durante o verão

Medidas de proteção são essenciais para quem atua ao ar livre 

 

Com o verão a pleno vapor e o aumento da intensidade da radiação solar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) reforça o alerta sobre os riscos da exposição excessiva ao sol, especialmente entre trabalhadores que exercem atividades ao ar livre. Profissionais da construção civil, agricultores e pessoas que permanecem longos períodos sob o sol estão entre os mais vulneráveis aos efeitos cumulativos da radiação ultravioleta.

A orientação dos dermatologistas é que a proteção seja contínua e adequada, indo além do uso eventual do protetor solar. A aplicação correta do produto, na quantidade indicada e em todas as áreas expostas, é fundamental, assim como a reaplicação ao longo do dia. Além disso, o uso de medidas de barreira é indispensável. “Não é só o creme. O uso de roupas com proteção ultravioleta, chapéus de aba larga e óculos de sol faz parte de uma proteção completa, especialmente nesta época do ano”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Dr. Juliano Peruzzo.

O cuidado deve ser ainda maior entre trabalhadores expostos diariamente ao sol. Segundo a SBD-RS, esse grupo acumula dano solar crônico ao longo dos anos, o que aumenta de forma significativa o risco de desenvolver lesões cutâneas e câncer de pele. “São pessoas que, ao longo da vida, acabam apresentando mais casos de câncer de pele justamente pela exposição contínua”, explica.

Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul destaca também a responsabilidade das empresas. Orientar corretamente os trabalhadores e fornecer equipamentos adequados de proteção solar fazem parte das estratégias essenciais de prevenção e de promoção da saúde no ambiente de trabalho.

Em casos de suspeita, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site http://www.sbdrs.org.br/ 

 

Marcelo Matusiak

 

Compressão graduada: como melhorar sua performance em corridas de rua?

Médico aponta os benefícios da terapia de compressão e dá quatro dicas para quem deseja praticar a atividade física com conforto, segurança e de maneira saudável


A corrida de rua consolida sua popularidade no Brasil, contando com cerca de 19 milhões de atletas amadores e profissionais e sendo apontada como o esporte mais praticado no país em 2024, de acordo com o Relatório Anual sobre Tendências de Esportes do Strava. Esse crescimento é visível também no aumento de 29% no número de provas e eventos oficiais, que somaram 2,8 mil em 2024 em relação ao ano, segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor em parceria com a agência Esporte & Negócio. 

Além disso, a modalidade atrai cada vez mais iniciantes: uma pesquisa da Ticket Sports indica que 45% dos inscritos em provas este ano participaram de seu primeiro evento, um avanço significativo em relação aos 35% registrados em 2024. A maior adesão pode ser explicada pelo fato de a corrida de rua ser um esporte acessível que utiliza os espaços públicos. 

Para o Dr. Gustavo Solano, corredor amador e cirurgião vascular e endovascular, além de membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), esse é um movimento muito importante e que mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas em cuidar da própria saúde. “A corrida é uma atividade extremamente benéfica, especialmente para saúde vascular e cardiovascular. O aumento da adesão ao esporte é importante porque indica que as pessoas querem ter mais qualidade de vida”, diz. 

O médico alerta, porém, que é necessário ter cuidado para que a atividade seja benéfica. “Os corredores devem ter acompanhamento médico, realizar exames regularmente para acompanhar a saúde dos sistemas vascular e cardiovascular e lançar mão de estratégias como a terapia de compressão graduada para promover maior conforto durante os treinos e provas a fim de aumentar a performance, tanto em corridas curtas como longas”, diz.
 

O médico aponta os três principais benefícios do uso da compressão para os corredores:
 

  • Estabilidade: reduz as microvibrações musculares causadas pelo impacto, elevando a propriocepção (consciência corporal) e auxiliando na correção da pisada.
     
  • Desempenho: diminui o gasto energético muscular, o que reduz a fadiga e melhora a capacidade de manter o ritmo e a performance em longas distâncias.
     
  • Dores: auxilia o trabalho da panturrilha (bomba venosa) para melhorar o retorno venoso, facilitando o aporte de oxigênio e a remoção do ácido lático, substância que causa cãibras e dores.
     

Estratégias para correr bem em qualquer distância 

Dr. Solano salienta que o uso de meias de compressão são importantes, mas não substituem o tripé do corredor: fortalecimento, técnica e progressão gradual. Para o sucesso na corrida, ele orienta seguir as melhores práticas, adaptadas à distância:
 

  1. Fortaleça o core: o core é considerado o núcleo de força do corpo, que engloba abdômen, lombar e quadris, panturrilha e glúteos. Um core forte garante mais estabilidade e reduz o risco de dor e lesões.
     
  2. Foco em curtas distâncias: para percursos curtos (até 10 km), a ênfase deve ser na variação de ritmos para melhorar a eficiência e na técnica, além de um bom aquecimento;
     
  3. Atenção em longas distâncias: em percursos acima de 21 km, a atenção deve ser redobrada na hidratação e reposição eletrolítica. No pós-treino, a prática de comprimir e elevar as pernas é essencial para a recuperação;
     
  4. Priorize a regularidade mínima: a constância é a base da saúde vascular e do condicionamento. O mínimo recomendado para obter benefícios do exercício é de 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, ou 75 minutos de atividade vigorosa, complementados por treino de força duas vezes por semana.
     

Escute suas Pernas 

Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade, lançou a campanha "Escute Suas Pernas", que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.


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Calor intenso no verão: dicas de prevenção em períodos mais quentes

Especialista do CEJAM aponta principais riscos e sintomas de desidratação e golpe de calor 

 

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, cuidados simples podem evitar complicações graves de saúde. Um levantamento do estudo “Salud Urbana em América Latina” (Salurbal), publicado em 2022 na revista Nature e conduzido com a participação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP), aponta que temperaturas extremas tanto de frio quanto de calor foram responsáveis por quase 6% das mortes registradas em cidades da América Latina. A análise envolveu 326 municípios de nove países.  

Nesse contexto, o médico da família, Dr. Raul Queiroz, da UBS Jardim Valquíria, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica que o golpe de calor ocorre quando o corpo ultrapassa 40°C e perde a capacidade de regular a própria temperatura.   

O processo envolve falhas em mecanismos essenciais, como a dilatação dos vasos sanguíneos, sudorese, aumento da frequência cardíaca e a manutenção dos níveis adequados de líquidos, resultando em febre alta persistente, confusão mental, ausência de suor e rápida piora dos sintomas.  

“A exposição prolongada ao calor causa exaustão desses mecanismos, resultando em processos inflamatórios e disfunções metabólicas que podem afetar múltiplos órgãos como cérebro, rins, fígado e coração, levando a síncope, lesão orgânica grave e colapso circulatório”.  

O médico esclarece que a exaustão por temperaturas elevadas é uma forma mais leve de distúrbio térmico e ocorre quando há grande perda de líquidos e sais minerais, mas ainda existe alguma capacidade de dissipação térmica.   

“Nessas situações, o corpo costuma conseguir manter a temperatura abaixo de 40°C, podendo surgir sintomas como fraqueza, cefaleia, náuseas e tontura. Se não controlada, tende a causar fadiga, lentidão mental e diminuição da atenção, o que pode indicar um colapso térmico iminente”.  

Entre os grupos mais vulneráveis estão idosos, crianças pequenas, gestantes, trabalhadores e atletas expostos ao sol, pessoas com doenças renais, cardíacas ou metabólicas, além de moradores de áreas urbanas com pouca circulação de ar, onde prevalece o efeito das chamadas “ilhas de calor”.  

Sobre a desidratação, Queiroz pontua que os sinais variam conforme a gravidade: nos quadros leves há sede, boca seca e urina amarelada; nos moderados, tontura, fraqueza, taquicardia e urina escura; já nos casos graves surgem confusão mental, sonolência, redução ou ausência de urina, queda da pressão arterial e pele fria.  

Ele reforça que o mal-estar leve costuma melhorar com descanso, sombra e hidratação. “Crianças e idosos exigem atenção redobrada, pois podem apresentar sinais sutis ou pouco perceptíveis”.  

Em situações de urgência, medidas imediatas podem ajudar enquanto o socorro não chega. O médico orienta a acionar o SAMU (192), levar a pessoa para um ambiente ventilado e sombreado, deitá-la com as pernas elevadas, aplicar panos úmidos, borrifar água fria, utilizar ventiladores e oferecer pequenos goles de água, caso esteja consciente.           

Também alerta para erros comuns que devem ser evitados, como       oferecer grande quantidade de água de uma só vez, dar bebidas alcoólicas ou energéticas e usar banhos muito frios. “A reposição intravenosa de líquidos é indicada quando há vômitos, sonolência, confusão mental, hipotensão ou ausência de urina, sendo o soro fisiológico isotônico o mais utilizado”, completa.     

Para prevenir problemas associados a dias quentes, o especialista recomenda evitar atividades físicas ao sol entre 10h e 16h, optar por horários mais frescos, fazer pausas frequentes, hidratar-se constantemente e descansar em locais sombreados. O uso de roupas leves, claras e de tecidos respiráveis, além de chapéus, óculos escuros e protetor solar, contribui significativamente para a proteção térmica. 

A ingestão de água, sucos naturais, leite, água de coco, chás leves e frutas ricas em água é essencial para repor líquidos e eletrólitos. Bebidas alcoólicas, refrigerantes e opções muito açucaradas devem ser evitadas. “A cor da urina é o melhor indicador de hidratação adequada, devendo ser clara com o volume habitual”. 

Dr. Raul ressalta que o aumento das ondas de calor exige medidas estruturadas de saúde pública, como alertas meteorológicos, campanhas educativas, pontos de hidratação em áreas de grande circulação, capacitação de equipes de saúde e oferta de locais de descanso para trabalhadores expostos ao sol. “Essas medidas simples podem prevenir internações, reduzir acidentes e salvar vidas”, finaliza. 

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Canetas emagrecedoras podem comprometer a eficácia dos anticoncepcionais?

O uso de medicamentos para controle do peso e do diabetes, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras, tem levantado dúvidas importantes entre mulheres em idade reprodutiva e profissionais de saúde: afinal, essas medicações podem interferir na eficácia dos métodos contraceptivos? A resposta, segundo especialistas, exige atenção às diferenças entre os fármacos disponíveis, ao tipo de contraceptivo utilizado e ao momento do tratamento.

De acordo com a professora de Ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira, não há evidências de que as canetas emagrecedoras interfiram diretamente nos hormônios sexuais ou no mecanismo de ação dos contraceptivos. “Essas medicações não atuam anulando o anticoncepcional de forma direta. O principal ponto de atenção está nos efeitos gastrointestinais, especialmente no retardo do esvaziamento gástrico”, explica. Esse efeito pode reduzir a absorção dos anticoncepcionais orais em situações específicas, como no início do tratamento ou durante o aumento da dose.

Atualmente, duas classes de medicamentos são utilizadas com a finalidade de perda de peso: a semaglutida e a tirzepatida. . Segundo a ginecologista, estudos recentes mostram que a semaglutida não altera de forma relevante a concentração sérica dos hormônios dos anticoncepcionais orais. “No caso da semaglutida, os métodos hormonais orais podem ser mantidos, desde que haja acompanhamento médico”, afirma.

O cenário é diferente com a tirzepatida. Ainda não há evidências conclusivas de que ela aumente falhas contraceptivas. No entanto, um estudo sobre o impacto da substância na contracepção hormonal oral publicado Journal of the American Pharmacists Association, aponta uma redução de cerca de 20% na exposição plasmática aos hormônios dos anticoncepcionais orais quando os medicamentos são usados em associação.

“Essa redução não ocorre por interação medicamentosa clássica, como acontece com anticonvulsivantes, mas sim pela lentificação do esvaziamento gástrico, que diminui a absorção do contraceptivo oral”, esclarece a professora de Ginecologia. Diante dessa incerteza, a recomendação atual é cautela. “Enquanto não temos estudos definitivos, evitamos contraceptivos orais em usuárias de tirzepatida. Se a paciente optar por mantê-los, é fundamental associar um método de barreira”, orienta.


A professora de Endocrinologia da Afya Vitória, Alana Rocha Puppim, reforça que as canetas emagrecedoras não interferem nos hormônios sexuais nem no funcionamento de métodos contraceptivos que não dependem da absorção intestinal. “DIU, implante subdérmico, anticoncepcionais injetáveis, adesivo e anel vaginal não sofrem esse tipo de interferência e são considerados opções seguras para mulheres em tratamento com essas medicações”, explica.


Outro aspecto que merece atenção é o impacto da perda de peso sobre a fertilidade. Segundo Alana, o excesso de peso pode comprometer a ovulação e a função hormonal. “Quando a paciente está acima do peso ideal, há um impacto negativo na fertilidade. Com a perda de peso, esse cenário pode se reverter”, afirma. Na prática clínica, isso se traduz em um aumento da chance de gravidez. “É relativamente comum vermos mulheres que tinham dificuldade para engravidar passarem a ovular e conceber após o ajuste do peso”, relata a endocrinologista.


Por esse motivo, ambas as especialistas reforçam que mulheres que iniciam o uso dessas medicações devem receber orientação adequada sobre contracepção. “A perda de peso por si só já pode aumentar a fertilidade, e isso eleva o risco de uma gestação não planejada”, alerta Alana. Além disso, mulheres que desejam engravidar devem suspender o uso das canetas com antecedência. “A recomendação é interromper o medicamento pelo menos 30 a 60 dias antes de tentar engravidar, já que não há segurança para o uso dessas drogas durante a gestação”, complementa a ginecologista.


Diante desse contexto, a orientação é de que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e feita em conjunto com o médico, levando em conta o tipo de medicação utilizada, o perfil da paciente e seus planos reprodutivos. Segundo as especialistas, nenhuma mulher deve suspender ou modificar seu método contraceptivo por conta própria ao iniciar o uso das canetas emagrecedoras. Nesse sentido, informação de qualidade e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir segurança reprodutiva, prevenir gestações não planejadas e assegurar a eficácia do tratamento para controle do peso ou do diabetes. 



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Verão seguro: especialista do Centro Universitário Módulo alerta para os principais riscos e medidas preventivas em crianças e idosos

 Profa. Elaine Avelar detalha perigos como desidratação, insolação e acidentes aquáticos, e oferece guia para pais e cuidadores garantirem um lazer sem preocupações

 

Com a chegada do verão, sinônimo de lazer e atividades ao ar livre, cresce também a preocupação com a segurança e saúde de grupos mais vulneráveis: crianças e idosos. Pensando nisso, Elaine Avelar, Preceptora do curso de Graduação em Enfermagem e Coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em Pediatria e Neonatologia do Centro Universitário Módulo, detalha os principais riscos do período, que incluem desidratação, insolação, intoxicações e acidentes aquáticos, e compartilha medidas preventivas essenciais para um verão tranquilo e seguro. 

"O verão, embora associado ao descanso e à convivência familiar, pode trazer agravos importantes à saúde se não houver cuidados adequados, especialmente entre crianças e idosos", afirma a docente. Ela aponta a exposição solar excessiva, hidratação inadequada, alimentação imprópria, acidentes aquáticos e contato com água contaminada como os principais fatores de risco.

 

Os vilões do verão e como combatê-los: 

  • Desidratação: comum pelo calor intenso e ingestão insuficiente de água. Sinais incluem fraqueza, mal-estar, boca seca, diminuição de urina e irritabilidade. A prevenção exige ingestão regular de água, consumo de alimentos frescos e permanência em ambientes sombreados.
  • Insolação e queimaduras solares: exposição prolongada ao sol pode causar dor de cabeça, tontura, náuseas e queimaduras. A especialista recomenda evitar o sol entre 10h e 16h, usar protetor solar (FPS 30+ com reaplicação frequente), chapéus, óculos e roupas leves, cobrindo áreas negligenciadas como orelhas e pés.
  • Intoxicação alimentar: o aumento do consumo de refeições fora de casa e a conservação inadequada dos alimentos no calor são fatores de risco. "É fundamental observar a procedência dos alimentos, suas condições de armazenamento, aparência, odor e higiene do local", alerta a professora, que indica priorizar alimentos frescos e evitar ultraprocessados.
  • Arboviroses (Dengue, Zika, Chikungunya): o calor e as chuvas favorecem a proliferação do Aedes aegypti. A prevenção passa pela eliminação de focos de água parada e uso de repelente após o protetor solar, seguindo as orientações do fabricante, especialmente para bebês, idosos e gestantes.
  • Acidentes aquáticos: representam um dos maiores riscos em praias e piscinas, sendo o afogamento silencioso e rápido. "A supervisão deve ser ativa, contínua e sem distrações como o celular. Crianças nunca devem ficar sozinhas próximas à água", enfatiza Profa. Elaine. O uso de coletes salva-vidas certificados é mais seguro que boias infláveis. Em caso de emergência, SAMU (192) ou Bombeiros (193) devem ser acionados. Outros cuidados incluem pulseiras de identificação para crianças, combinar pontos de encontro e ensinar a "bater palmas" se estiverem perdidas.

 

Identificando e agindo em casos de alerta: 

A especialista destaca que, em crianças e idosos, os problemas relacionados ao calor podem evoluir rapidamente. 

  • Desidratação: observe boca e lábios secos, urina escura ou em pouca quantidade, irritabilidade, fraqueza, choro sem lágrimas (crianças) ou confusão mental (idosos). Para casos leves a moderados, oferecer líquidos (água, SRO, água de coco, chás gelados sem açúcar) em pequenos volumes, frutas ricas em água e manter a pessoa em ambiente fresco. Evitar bebidas alcoólicas, gaseificadas, cafeinadas ou alimentos muito salgados/açucarados. Procure atendimento médico se houver ausência de urina por horas, vômitos/diarreia persistentes, confusão mental intensa, taquicardia, pele pegajosa ou recusa persistente de líquidos.
  • Insolação: caracterizada por pele quente, avermelhada e seca, febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, tontura e alteração do nível de consciência. Ações imediatas incluem retirar a pessoa do sol, resfriar o corpo com compressas frias, oferecer hidratação (se consciente) e mantê-la em repouso. Busque ajuda médica urgente se houver confusão mental, vômitos persistentes, pulso fraco, febre muito alta ou perda de consciência.

 

Lazer seguro para todos: 

Para indivíduos com necessidades especiais, condições de saúde preexistentes ou rotinas diferenciadas, a Profa. Elaine ressalta a importância de uma abordagem individualizada. 

  • Hidratação personalizada: idosos, com sua redução da sensação de sede, precisam de oferta regular de líquidos. Para crianças, estratégias lúdicas podem estimular a ingestão. Pacientes com doenças específicas, como anemia falciforme, demandam atenção contínua à hidratação.
  • Proteção solar e térmica: priorizar roupas claras, leves e com proteção UV. Evitar o sol nos horários de pico. Manter ambientes ventilados e frescos.
  • Gestão da rotina e previsibilidade: para crianças com TEA, por exemplo, o uso de cronogramas visuais e a introdução gradual a novos ambientes ajudam a reduzir a ansiedade. "Respeitar sinais de cansaço ou sobrecarga sensorial e permitir pausas em locais tranquilos é essencial", orienta a professora.
  • Condições crônicas: pessoas com doenças crônicas devem consultar seus médicos antes do verão para possíveis ajustes na medicação e monitorar sinais de alerta como tontura, confusão ou cãibras. 

"A adaptação das orientações de segurança no verão não limita o lazer, mas o torna mais seguro e responsável. Antecipar riscos é sempre mais eficaz do que remediar consequências", conclui Elaine.  


Centro Universitário Módulo
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