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segunda-feira, 2 de março de 2026

ECLIPSE DA LUA DE SANGUE: SAIBA SE O SEU SIGNO ESTARÁ ENTRE OS MAIS AFETADOS



Descubra com Mística dos Oráculos, do Astrocentro, o que fazer ou evitar durante o fenômeno, que é um convite para rever padrões e fechar ciclos

 

A madrugada entre os dias 2 e 3 de março de 2026 reserva um espetáculo especial no céu: o primeiro eclipse lunar do ano e o único total de 2026. Conhecida como Lua de Sangue, a fase em que o satélite ganha tons avermelhados sempre desperta curiosidade, encanto e também reflexões. 

O fenômeno acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre ela. “O tom vermelho surge porque a luz solar atravessa a atmosfera terrestre, filtrando os tons azulados e deixando passar apenas as faixas avermelhadas, o mesmo efeito que colore o pôr do sol”, explica Mística dos Oráculos, especialista do Astrocentro. 

A totalidade, fase em que a Lua fica completamente vermelha, será visível principalmente no Pacífico, América do Norte, América Central, leste da Ásia e Austrália. Para essas regiões, a Lua exibirá seu vermelho mais profundo por cerca de 58 minutos. Já no Brasil, embora não seja visível 100%, será possível acompanhar o início do eclipse, especialmente nas regiões Norte e Oeste do país.

  • Horários importantes (horário de Brasília):
    05h44: início da fase penumbral
    Entre 05h45 e 05h50: melhor momento para observação no Brasil
    Após 06h: a Lua se põe e o fenômeno deixa de ser visível

“Mesmo parcial, já é um convite para começar o dia olhando para o céu e para dentro”, afirma Mística.


Quais signos podem sentir mais?

Virgem é um dos protagonistas deste eclipse. A energia mexe com: rotina, saúde e organização interna, necessidade de ajustar hábitos, clareza sobre o que está desalinhado e liberação de autocobrança. “Virgem é convidado a soltar o controle e permitir que a intuição conduza parte do processo”, comenta Mística.

Já Peixes sente o eclipse no campo emocional e espiritual. “Com aumento da sensibilidade, dissolução de ilusões e padrões antigos, necessidade de ancorar a energia para não se dispersar. Além disso, os piscianos recebem um chamado para transformar sonhos em prática e espiritualidade em ação”.

Gêmeos e Sagitário, também signos mutáveis, podem enfrentar decisões importantes, mudanças de direção e conversas reveladoras. Segundo a especialista, quem tem Sol, Lua ou Ascendente nesses signos pode perceber essas mudanças de maneira ainda mais clara.


O que fazer (e o que evitar) durante o eclipse?

Ao contrário do que muitos pensam, eclipses não são considerados ideais para rituais de manifestação. A energia é intensa e emocional.

“Eclipse é momento de acolher, não de forçar. Em vez de pedir, o ideal é observar. Meditar, escrever, descansar e fazer limpezas energéticas suaves são práticas mais indicadas”, recomenda a especialista. Entre as sugestões estão:

  • Meditação silenciosa
  • Escrita terapêutica
  • Banhos de ervas leves
  • Introspecção
  • Conexão com a espiritualidade e ancestralidade

“Mais do que um evento astronômico, eclipses lunares são tradicionalmente associados a momentos de virada emocional. A Lua simboliza sentimentos, memórias e intuição. Quando a gente mergulha na sombra da Terra, é como se iluminasse também as nossas próprias sombras”, finaliza Mística dos Oráculos.

 

Astrocentro
www.astrocentro.com.br

 

Mutirão inédito vai realizar 200 cirurgias bariátricas pelo SUS em 12 estados no Dia Mundial de Combate à Obesidade

  

Serão realizadas cirurgias para pessoas que aguardam na fila e já realizaram todo o processo de pré-operatório, bem como atendimentos para que os pacientes que têm encaminhamento para a cirurgia

Número de Cirurgias realizadas pelo SUS no país. Fonte : SBCBM



A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apoiará um Mutirão Nacional de Cirurgias, que será realizado entre os dias 2 e 15 de março, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado em 4 de março. A iniciativa envolverá a realização de 200 procedimentos, em 12 estados, com a participação de 22 hospitais públicos de todo o país que atendem pacientes do SUS. O objetivo é ampliar o acesso ao tratamento cirúrgico para pacientes com obesidade grave, reforçando a conscientização sobre a doença. 

O mutirão de cirurgias bariátricas já tem procedimentos confirmados, distribuídos por São Paulo (68), Minas Gerais (41), Espírito Santo (20), Pará (14), Rio de Janeiro (10), Bahia (10), Maranhão (5), Recife (14), Distrito Federal (3), Santa Catarina (3), Mato Grosso do Sul (8), Pernambuco (12) e Tocantins (3). 

Serão realizadas cirurgias para pessoas que aguardam na fila e já realizaram todo o processo de pré-operatório, bem como atendimentos para que os pacientes que têm encaminhamento para a cirurgia possam iniciar o seu processo de tratamento com equipe multidisciplinar, cirurgião e endocrinologista. 

De acordo com o presidente da SBCBM, Dr Juliano Canavarros, em 2025 menos de 1% dos pacientes com indicação de cirurgia conseguiram realizar o procedimento. 

“Em 2025, cerca de 14.115 pacientes conseguiram realizar a cirurgia pelo SUS. Em contrapartida, os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam um crescimento de 118% na obesidade no país. A oferta é muito menor do que a demanda - existem estados em que a fila de espera ultrapassa mil dias e, enquanto isso, os pacientes que aguardam sofrem com o aumento de doenças associadas e a dificuldade de ter uma vida saúdavel", afirma o presidente da SBCBM. 

Segundo levantamento da SBCBM, entre 2020 e 2024, o Brasil realizou 291.731 mil cirurgias bariátricas, sendo 260.380 cirurgias pelos planos de saúde, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) e 31.351 procedimentos pelo SUS. Somente nos últimos dois anos, foram realizadas 25.363 cirurgias pelo SUS, sendo 11.250 cirurgias em 2024 e 14.113 em 2025. 

“Nos últimos cinco anos menos de 1% da população com indicação para a cirurgia conseguiu ter acesso ao tratamento. Também chamamos a atenção para a importância da acreditação dos hospitais e cirurgiões bariátricos que realizam o procedimento em todo o Brasil, visando sempre a segurança do paciente”, afirmou o presidente da SBCBM Juliano Canavarros.


Cronograma de procedimentos por estado

A SBCBM tem apoiado iniciativas de conscientização sobre a obesidade e promovido discussões sobre o tratamento cirúrgico da doença. Mas este ano conseguimos mostrar que a união faz a força e atingir uma marca recorde de procedimentos, hospitais e estados envolvidos no país para marcar esta data importante no Brasil”, afirmou o diretor de relações Institucionais da SBCBM, Gustavo Peixoto.

 

São Paulo (SP)

Em São Paulo serão realizadas 68 cirurgias, entre os dias 05 a 15 de março. Na Santa Casa de São Paulo, a coordenação é dos cirurgiões Wilson de Freitas e João Silva. No Hospital Mandaqui, as cirurgias acontecem entre os dias 02 e 04 de março, coordenadas pelo cirurgião Alecsander Ojea. No HC FMRP-USP os procedimentos ocorrem de 04 a 07 de março, coordenados por Wilson Salgado. Já no Hospital de Clínicas, serão realizadas quatro cirurgias, no dia 07 de março. Na oportunidade também será lançado o “Manual do Paciente em preparo para a cirurgia bariátrica e metabólica", ambas as ações sob a coordenação do cirurgião Denis Pajecki;

 

Rio de Janeiro (RJ)

No Rio de Janeiro serão realizadas 10 cirurgias bariátricas, sendo cinco delas no dia 06 de março, sob a coordenação do cirurgião Fernando Barros, no Hospital São Francisco na Providência de Deus e outras cinco cirurgias no dia 04 de março, no Hospital Federal de Ipanema (RJ), sob a coordenação do Dr Luiz Gustavo Oliveira. Em Volta Redonda também estão previstas ações sob a coordenação do Dr Flavio Garani e Paula Lustosa.
 

Minas Gerais (MG)

Em Minas Gerais serão realizadas 41 cirurgias. Elas acontecem nos dias 6 e 07 de março no Hospital de Clínicas de Belo Horizonte, coordenadas pela cirurgiã Soraya Sanches; entre os dias 13 e 14, no Hospital Filadélfia, coordenadas pelo cirurgião Marcos Villela (RT) e de 13 a 28 de março, na Santa Casa de Patos de Minas, sob a coordenação do cirurgião, Dr Edson Antonacci.
 

Espírito Santo (ES)

No Espírito Santo, 20 cirurgias estão confirmadas. Elas acontecem entre os dias 02 e 06 de março, entre os dias 02 a 7 de março no HUCAM/UFES–EBSERH de Vitória sob a coordenação do Dr. Gustavo Peixoto, diretor da SBCBM; no Hospital Evangélico de Vila Velha (ES), sob a coordenação do cirurgião Tarcísio Zovico e entre os dias 10 e 24 de março, no Hospital Estadual Roberto Silvares (São Mateus/ES), sob a coordenação do cirurgião Carlos Renato Neves Souza.

 

Pará (PA)

No Pará serão realizadas 14 cirurgias bariátricas entre os dias 02 a 05 de março, no Hospital Lean Bitar (PA), sob a coordenação do cirurgião Carlos Armando.

 

Bahia (BA)

Em Salvador acontecem 10 cirurgias como parte do mutirão nacional entre os dias 04 a 06 de março, no Hospital Municipal (BA). A coordenação é do cirurgião Creilson Campos.

 

Maranhão (MA)

Em São Luís, cinco pacientes com obesidade grave e que aguardam na fila serão operados entre os dias 02 e 06 de março, no Hospital Universitário Presidente Dutra/UFMA (MA). A coordenação é dos cirurgiões Roberto Cunha, Gutemberg Araújo e Marcos Machado.

 

Tocantins (TO)

Em Palmas, também ocorrerão cirurgias. A coordenação é do cirurgião Jorge Zeve, no Hospital Geral de Palmas, no dia 3 de março. Também participam os cirurgiões Itagores Coutinho, Vinicius Fonseca e Diogo Tanoue.

 

Distrito Federal (DF)

No Distrito Federal a coordenação do Mutirão é da Dra Ana Carolina Fernandes. Ao todo, serão realizadas três cirurgias no dia 07 de março, no Hospital Regional da Asa Norte (DF).

 

Santa Catarina (SC)

Em Florianópolis serão realizadas três cirurgias bariátricas, sob a coordenação do cirurgião Thiago Onzi, no dia 04 de março, no Hospital Universitário - HU UFSC.

 

Pernambuco (PE)

Em Recife serão realizadas de 12 a 14 cirurgias no Mutirão. Todas no Hospital de Clínicas de Recife HC/UFPE. Cerca de 10 procedimentos já foram realizados entre os dias 26 a 28 de fevereiro e no dia 04 de março serão realizadas mais quatro cirurgias em pacientes que aguardam na fila. A coordenação é do cirurgião Flavio Kreimer.

 

Mato Grosso do Sul (MS)

Em Campo Grande acontecem oito cirurgias como parte do Mutirão, sendo quatro já realizadas no dia 23 de fevereiro e outras quatro serão realizadas no dia 02 de março. Todas ocorrem no Hospital Adventista do Penfigo, em Campo Grande, sob a coordenação do cirurgião Francisco Gomes.

 

Dados recentes de obesidade/2026

A Pesquisa Vigitel 2025 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde no início do mês de fevereiro, mostrou um crescimento de 118% na obesidade no país entre adultos, no período entre 2006 e 2024.

No mesmo período, também houve aumento expressivo nos casos de diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão arterial (31%). Trata-se de doenças crônicas que avançam de forma associada, elevando significativamente o risco de complicações graves e de mortalidade precoce.

A pesquisa traça um panorama atualizado do perfil da população brasileira em relação aos fatores de risco e de proteção para o desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), incluindo hábitos alimentares, prática de atividades físicas e, pela primeira vez, aspectos relacionados ao sono.

O estudo também evidencia mudanças preocupantes no estilo de vida da população. A prática de atividade física como meio de deslocamento caiu de 17% para 11,3%, enquanto 42,3% dos adultos relataram realizar atividades físicas no tempo livre. O consumo regular de frutas e hortaliças permanece em torno de 31%. Em relação ao sono, tema incluído pela primeira vez no levantamento, os dados apontam que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam sintomas de insônia.

Os resultados referentes à obesidade corroboram dados já apresentados pela SBCBM e reforçam a gravidade do cenário no país.

Para a SBCBM, os números reforçam a urgência de ampliar políticas públicas efetivas e garantir acesso ao cuidado integral da pessoa com obesidade, desde a atenção básica até o tratamento clínico e cirúrgico, nos casos indicados. “Enfrentar a obesidade é enfrentar uma das maiores emergências de saúde pública do nosso tempo. Precisamos dar mais acesso a cirurgia pelo SUS”, afirma o presidente da entidade, Juliano Canavarros.

A SBCBM também destaca que a cirurgia bariátrica é, atualmente, o tratamento com maior eficácia e melhores resultados a longo prazo para os casos indicados de obesidade. No entanto, apesar da alta prevalência da doença, menos de 1% das pessoas com indicação clínica conseguem ter acesso ao procedimento, o que evidencia a necessidade de ampliar as políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade no Brasil.


Parceria entre Fiocruz, Merck e Nortec vai permitir a produção de medicamento oral para esclerose múltipla no Brasil

Transferência de tecnologia da cladribina oral (Mavenclad®) reforça a capacidade produtiva, garante abastecimento e traz inovação ao país

 

A Fiocruz, a Merck e a Nortec Química anunciaram um novo acordo de transferência de tecnologia que irá ampliar a autonomia nacional na produção de medicamentos para o tratamento de esclerose múltipla (EM). A cladribina oral, com o nome comercial Mavenclad®, já é distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) e agora passará a ser produzida no Brasil. Esta iniciativa fortalece o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e amplia o acesso dos pacientes brasileiros à terapia oral de curta duração, capaz de reduzir surtos e retardar a progressão da doença. O projeto é o segundo entre Fiocruz e Merck na área terapêutica. 

"Para a Fiocruz este é um passo na sua estratégia de ampliar a carteira de produtos ofertados ao SUS. Ao mesmo tempo, estreita laços tecnológicos com seus parceiros nacionais e internacionais, diversificando sua rede de cooperações. Mais uma ação da Fundação em favor do acesso, neste caso, de um medicamento contra a esclerose múltipla. Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença, sendo 85% mulheres. A importância estratégica de um laboratório público é esta: consolidar o Ceis para garantir a sustentabilidade dos programas do SUS, gerando empregos especializados, reduzindo preços e mantendo a qualidade dos produtos", afirma Mario Moreira, presidente da Fiocruz. 

O medicamento é inovador por ser o primeiro tratamento oral de curta duração e eficácia prolongada para esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).1,2 Com administração de até 20 dias ao longo dois anos de tratamento, oferece benefício sustentado por até quatro anos, reduzindo recaídas e a progressão da doença1,2. Atualmente, é o único tratamento para esclerose múltipla incluído na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde.3 A parceria de produção do medicamento será firmada entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e a Merck. 

"Para nós, participar dessa parceria com a Merck e a Nortec é reafirmar o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a promoção do acesso a tratamentos inovadores, produzidos em território nacional. É um caminho importante para a transformação de políticas públicas em cuidado real para quem mais precisa", observa a diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos. Ela ainda destaca a relevância do medicamento para a saúde pública brasileira. “A cladribina será o primeiro medicamento disponibilizado pelo Instituto para o tratamento da esclerose múltipla, marcando a expansão do portfólio, que atualmente contempla terapias voltadas a doenças negligenciadas e de alto valor agregado”, reforça. 

Novas análises do estudo com cladribina oral foram apresentadas no 39º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) e demonstraram que pacientes com EMRR tiveram a lesão neuronal reduzida em dois anos. Estudos recentes verificaram também que, ao longo de uma mediana de 11 anos de acompanhamento de 435 pacientes, 90% não precisaram de cadeira de rodas; 81,2% não necessitaram de qualquer apoio para caminhar; e 55,8% não precisaram fazer uso de nenhum outro medicamento para EM.4,5

A Merck tem mais duas parcerias com a Fiocruz em andamento no Brasil. Elas incluem a betainterferona 1a (Rebif®), também para o tratamento da esclerose múltipla, com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e Bionovis; e o arpraziquantel, para o tratamento da esquistossomose em crianças de três meses a seis anos, cuja tecnologia foi transferida para Farmanguinhos/Fiocruz no âmbito do Consórcio Praziquantel Pediátrico. 

“A expertise da Merck em colaborar com o setor público é resultado de uma trajetória centenária no Brasil, marcada por inovação e compromisso com a saúde. Somos pioneiros no tratamento da esclerose múltipla e nosso propósito se fortalece com essa segunda transferência de tecnologia na área”, afirma Arnaud Coelho, vice-presidente regional de Healthcare da América Latina. 

A colaboração entre Merck, Fiocruz e Nortec, será formalizada com a assinatura de um termo de compromisso, integrando as ações prioritárias do Ceis. O Ceis é um pilar fundamental para garantir soberania sanitária, promover inovação tecnológica e assegurar o acesso universal a tratamentos eficazes por meio do SUS. 

“A Nortec Química tem um longo histórico de cooperações com a Fiocruz, produzindo no Brasil Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) essenciais para o SUS. A produção nacional de IFAs garante a autonomia do país no abastecimento desses produtos essenciais para a saúde pública, gera empregos, e aumenta a densidade tecnológica da indústria química no Brasil. A parceria com a Merck nos permite trazer mais este medicamento inovador e abre novas portas de pesquisa e desenvolvimento”, afirma Marcelo Mansur, Diretor Presidente da Nortec Química.

 

Sobre a Esclerose Múltipla

A doença crônica e degenerativa do Sistema Nervoso Central afeta o cérebro e a medula espinhal, causando sintomas neurológicos. Caracterizada por ser inflamatória, a esclerose múltipla pode resultar danos significativos e incapacidade progressiva. A evolução, gravidade e sintomas não são uniformes, podendo ser graves ou leves, fazendo com que o paciente demore meses ou anos para procurar assistência médica.


A prevalência da doença tem mostrado variações significativas, associadas a fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos. No Brasil, a EM afeta cerca de 40 mil pessoas, variando de região para região. Consideram-se fatores de risco idade, sexo, genética e exposições ambientais, como a deficiência de vitamina D e o tabagismo.


Farmanguinhos

 Nortec Química

Merck.


 

Referências

  1. GOV.BR. Mavenclad® (cladribina oral) – Cladribina oral no tratamento de pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 22 mai 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde orienta sobre projetos voltados a programas do Complexo Econômico-Industrial. Agência Gov, 4 jul. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 30 maio 2025.
  3. WHO. WHO Model List of Essential Medicines. Disponível em Link. Últmo acesso em 31/07/2025 às 11:31.
  4. GIOVANNONI, G. et al. Efficacy and safety of cladribine tablets: analysis presented at ECTRIMS 2021 [P975]. In: Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ECTRIMS), 2021. [S.l.]: [s.n.], 2021.
  5. GIOVANNONI, G. et al. Analysis presented at ECTRIMS 2021 [P766]. In: Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ECTRIMS), 2021. [S.l.]: [s.n.], 2021.
  6. MSIF - Atlas da Esclerose Múltipla. Disponível em chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.msif.org/wp-content/uploads/2020/10/Atlas-3rd-Edition-Epidemiology-report-EN-updated-30-9-20.pdf. Últmo acesso em 31/07/2025 às 11:38.

Dente quebrou ou trincou? O que fazer nos primeiros minutos para salvar o sorriso?

Atitudes imediatas podem ser decisivas para preservar a estrutura natural do dente e evitar tratamentos mais complexos no futuro 

 

Você já mordeu algo mais duro e sentiu aquele “estalinho” estranho no dente? Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, problemas bucais estão entre as condições de saúde mais comuns no mundo, e traumas dentários fazem parte dessa estatística, especialmente entre jovens e adultos ativos. O que muita gente não sabe é que, em caso de fratura, os primeiros minutos podem fazer toda a diferença para salvar o dente.

“Do ponto de vista clínico, as fraturas dentárias podem envolver desde o esmalte até estruturas mais profundas, como dentina, polpa e raiz. Quando há comprometimento da polpa, existe risco de contaminação bacteriana, inflamação e necrose do tecido interno”, explica o dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin. Segundo ele, o tempo entre o trauma e o atendimento profissional influencia diretamente no prognóstico. “Os primeiros minutos após a fratura são decisivos para aumentar as chances de preservar o dente natural.”

Mas afinal, o que fazer imediatamente quando o dente quebra ou lasca? Veja os principais cuidados na hora do acidente:

1-Controle o sangramento corretamente: utilize uma gaze limpa e faça compressão leve por alguns minutos. Evite enxaguar de forma vigorosa, pois isso pode deslocar coágulos importantes para a cicatrização inicial.

2- Guarde o fragmento do dente da forma adequada: se houver um pedaço quebrado, coloque-o em soro fisiológico ou leite. Esses líquidos ajudam a manter a hidratação da estrutura dentária até a avaliação profissional, aumentando as chances de reaproveitamento.

3- Proteja o dente afetado: evite mastigar do lado lesionado e dê preferência a alimentos macios e frios até o atendimento. O calor pode intensificar a sensibilidade se houver exposição da dentina.

4- Não tente “resolver” em casa: lixar o dente, usar cola instantânea ou qualquer substância caseira pode causar danos irreversíveis à estrutura dental e dificultar o tratamento posterior.

Adiar o tratamento, mesmo quando não há dor, pode abrir caminho para complicações. “Uma pequena fratura pode permitir a entrada de bactérias e evoluir para infecção da polpa, exigindo tratamento de canal. Em situações mais graves, pode haver comprometimento ósseo e até perda do dente. Nosso foco sempre é preservar a estrutura natural, seja com restaurações, reconstruções ou outros recursos modernos. Quanto mais cedo o paciente procura ajuda, mais conservador tende a ser o tratamento”, finaliza o Dr.

  

Oral Sin

 

Terapeuta de 31 anos morre após FIV: especialista esclarece riscos

 Médica especialista esclarece que eventos fatais são extremamente raros, mas reforça que nenhum procedimento invasivo é isento de risco.


A morte da terapeuta de 31 anos após complicações relacionadas a um procedimento de Fertilização in Vitro (FIV) em São Paulo, causou comoção e levantou questionamentos sobre os riscos envolvidos na reprodução assistida.

Embora a FIV seja considerada um procedimento seguro e amplamente realizado no mundo todo, como qualquer intervenção médica invasiva, ela não é isenta de riscos, ainda que eventos graves sejam raríssimos.

Dra. Paula Fettback, ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana pela FEBRASGO, explica que é fundamental abordar casos como esse com responsabilidade técnica, respeito à paciente e clareza científica.

“A Fertilização in Vitro envolve diferentes etapas, cada uma com perfis de risco distintos. A grande maioria dos procedimentos é de baixa complexidade cirúrgica e baixo risco anestésico, mas nenhum procedimento invasivo é completamente isento de complicações”, afirma.
 

Quais são os principais riscos?

Entre as intercorrências descritas na literatura médica estão:

  • Complicações anestésicas durante a punção folicular, procedimento realizado sob sedação ou anestesia venosa;
  • Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), associada à resposta exagerada aos hormônios utilizados na estimulação;
  • Sangramentos agudos ou infecções pélvicas após a coleta de óvulos;
  • Eventos tromboembólicos, especialmente em pacientes com fatores de risco prévios.

Segundo a especialista, a ocorrência de eventos fatais em reprodução assistida é estatisticamente excepcional.

“Estamos falando de um evento extremamente raro, mas que se insere dentro do risco inerente à prática médica. A medicina trabalha com redução de risco, nunca com risco zero”, destaca.
 

O que reduz complicações? 

A segurança em reprodução humana depende de protocolos rigorosos em todas as etapas do tratamento. No pré-operatório, são fundamentais avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais atualizados, estratificação de risco anestésico (classificação ASA), avaliação de risco tromboembólico e consentimento informado completo.

Durante o procedimento, devem ser seguidos protocolos como monitorização contínua da paciente, presença obrigatória de anestesista habilitado, equipamentos de emergência testados e checklist de segurança cirúrgica no modelo da OMS.

Já no pós-operatório, é essencial monitorização em sala de recuperação até critérios clínicos seguros de alta, orientações claras sobre sinais de alerta e canal de comunicação ativo para intercorrências tardias.

“A segurança é resultado de protocolo, treinamento contínuo da equipe e capacidade de resposta rápida a eventos inesperados”, explica.
 

Monitoramento integrado faz diferença

A especialista também ressalta que a reprodução assistida deve ser conduzida de forma multidisciplinar, considerando não apenas o aspecto ginecológico.

Estado metabólico, função tireoidiana, risco cardiovascular, perfil inflamatório e trombofílico devem ser avaliados com atenção. Além disso, o impacto emocional do tratamento não pode ser negligenciado.

“Pacientes em tratamento de fertilidade vivenciam alto nível de estresse. Um modelo multidisciplinar aumenta a previsibilidade clínica e a segurança global do processo”, pontua.

Outro ponto central é o entendimento dos riscos pela paciente.

“O consentimento informado não deve ser apenas um documento formal. Ele precisa ser um processo educativo. A paciente deve compreender que a FIV é segura, mas que sedação e anestesia, mesmo rotineiras, possuem riscos inerentes”, afirma.

Para a médica, transparência técnica aliada à empatia fortalece a relação médico-paciente e permite decisões mais conscientes.

A Dra. Paula Fettback também manifestou solidariedade à família da paciente.

“É uma situação profundamente delicada. Casos como esse reforçam a importância de protocolos rigorosos e de uma comunicação clara sobre riscos, mesmo quando estatisticamente raros.”

 

Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR. Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020)


Dia Mundial da Obesidade: Hospital Cardiológico Costantini alerta que excesso de peso é um dos principais fatores de risco para doenças do coração

Especialistas reforçam que a obesidade sobrecarrega o coração, favorece doenças silenciosas e pode acelerar quadros como infarto e AVC


No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Hospital Cardiológico Costantini chama a atenção para um dado que preocupa a comunidade médica: o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que seguem entre as maiores causas de morte no Brasil e no mundo. Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma condição clínica que impacta diretamente o funcionamento do coração e compromete a qualidade e a expectativa de vida.

De acordo com especialistas, cada quilo a mais representa também uma sobrecarga adicional ao sistema cardiovascular. O coração precisa bombear sangue para uma quantidade maior de tecido corporal, aumentando a demanda cardíaca, elevando a pressão arterial e favorecendo alterações metabólicas que criam um ambiente propício para doenças graves. “O coração é um órgão resiliente, mas ele também tem limites. O excesso de peso sobrecarrega seu funcionamento e cria condições propícias para o surgimento de doenças silenciosas, que muitas vezes só se manifestam em fases avançadas”, alerta a Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista e Diretora de Governança Clínica do Hospital Cardiológico Costantini.


Como a obesidade compromete o sistema cardiovascular

O acúmulo de gordura corporal está diretamente relacionado a uma série de alterações que impactam o sistema circulatório. Entre as principais consequências estão:

  • Hipertensão arterial, resultado do aumento da demanda sanguínea e da maior resistência nos vasos.
  • Dislipidemia, com elevação de colesterol e triglicerídeos.
  • Diabetes tipo 2, frequentemente associada à resistência à insulina em pessoas com obesidade.
  • Apneia do sono, distúrbio que agrava a pressão arterial e prejudica a oxigenação do organismo.

Essas condições formam um cenário de risco elevado para infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). “A obesidade é um dos principais inimigos silenciosos do coração. Muitas vezes o paciente não percebe danos imediatos, mas ao longo dos anos o excesso de peso favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias e pode levar a complicações graves”, explica Dra. Bianca.


Doença crônica e risco progressivo

Especialistas destacam que a obesidade deve ser compreendida como uma doença crônica, multifatorial, e não apenas como resultado de hábitos inadequados. Fatores genéticos, ambientais, hormonais e comportamentais influenciam no ganho de peso e na dificuldade de controle.

O impacto no coração é progressivo: o aumento constante da pressão sobre o órgão pode levar ao espessamento do músculo cardíaco, à perda de eficiência no bombeamento do sangue e, em casos mais graves, à insuficiência cardíaca.

“Não se trata apenas de emagrecer por estética. O controle do peso corporal reduz significativamente o risco de infarto e AVC, melhora o controle da pressão e do diabetes e amplia a expectativa de vida”, reforça a cardiologista.


Prevenção: pequenas mudanças, grandes resultados

A boa notícia é que a prevenção é possível. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico são pilares fundamentais para reduzir riscos.

Segundo a especialista do Hospital Cardiológico Costantini, mudanças graduais, porém consistentes, no estilo de vida têm impacto direto na saúde cardiovascular.

“Cada quilo a menos pode representar um alívio real para o coração. Controlar o peso é um gesto de autocuidado e uma estratégia concreta de prevenção. Quanto antes essa consciência for incorporada ao dia a dia, maiores são as chances de manter o coração saudável ao longo da vida”, afirma.


Sinais de alerta

Embora a prevenção deva ser prioridade, alguns sintomas exigem atenção imediata. Dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço excessivo e inchaço nas pernas devem ser investigados.

“O acompanhamento médico regular é essencial, especialmente para quem já apresenta fatores de risco. Identificar alterações precocemente pode evitar complicações graves e salvar vidas”, conclui Dra. Bianca.

 

Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/

 

Quando o raro deixa de ser invisível: O desafio sistêmico das doenças raras

Por que as doenças raras se tornaram um teste decisivo para a equidade, a sustentabilidade e a inovação em saúde. 


No vasto ecossistema da saúde global, a palavra “raro” frequentemente carrega o peso do isolamento e do esquecimento. No entanto, ao se analisarem os dados, a raridade se revela como um fenômeno de massa. Estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo vivam com alguma das mais de 7 mil doenças raras identificadas. Se esses indivíduos formassem uma nação, ela seria o terceiro país mais populoso do planeta, atrás apenas da China e da Índia. Diante de tal magnitude, o silêncio não é apenas uma ausência de som, mas uma barreira que limita o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento.

Neste Dia Mundial das Doenças Raras, a visibilidade não pode ficar apenas no discurso: deve se traduzir em política pública, inovação e acesso real. A transformação desse cenário depende de um tripé inegociável: ciência de ponta, visibilidade estratégica e um advocacy fortalecido e liderado pelas associações de pacientes. Sem a articulação desses pilares, a inovação corre o risco de ficar confinada ao laboratório, sem chegar efetivamente a quem dela precisa.

O impacto de uma doença rara é multidimensional e, com frequência, devastador para o núcleo familiar. O percurso costuma ser marcado pela chamada “odisseia diagnóstica”: em média, um paciente leva entre cinco e sete anos para obter uma confirmação clínica, após consultar cerca de oito especialistas diferentes (RARE Diseases International, 2024). Esse atraso não é inócuo: permite a progressão de danos irreversíveis e gera um desgaste profundo — na saúde do paciente, no equilíbrio emocional e econômico da família e no sistema de saúde.

O impacto socioeconômico e familiar é igualmente significativo. Um estudo da EveryLife Foundation estimou que o custo total das doenças raras nos Estados Unidos alcançou quase um trilhão de dólares em um único ano, ao considerar tanto os custos diretos quanto a perda de produtividade. Esse número ilustra a magnitude do desafio econômico que as doenças raras representam para qualquer sistema de saúde. Em contextos com redes de proteção social mais limitadas, a carga pode ser ainda mais severa. Estima-se que cerca de 65% dos cuidadores, em sua maioria mulheres, precisem abandonar suas carreiras profissionais para se dedicar integralmente ao cuidado do paciente. Essa realidade arrasta famílias inteiras para ciclos de vulnerabilidade financeira crônica e exclusão produtiva.

Além disso, a saúde mental constitui um fator crítico. A carga emocional de viver com uma doença para a qual cerca de 95% dos casos ainda não conta com um tratamento aprovado pela FDA ou pela EMA (Global Genes, 2024) é considerável. A incerteza prolongada se traduz em taxas de ansiedade e depressão significativamente superiores às observadas em pessoas com doenças crônicas prevalentes. Quem vive com uma doença rara enfrenta uma dupla carga: a da própria patologia e a da incompreensão social.

Historicamente, as associações de pacientes eram percebidas principalmente como redes de apoio emocional. Hoje, consolidaram-se como atores-chave na transformação política e científica. O advocacy contemporâneo não se limita a demandar respostas: participa na construção de soluções. O papel dessas organizações é fundamental para facilitar o acesso a terapias inovadoras, como as gênicas e celulares, que exigem uma reconfiguração profunda dos sistemas de saúde.

Essas associações atuam em âmbitos onde o Estado e o mercado frequentemente não chegam. A aceleração regulatória continua sendo um desafio pendente em muitos países. Organizações como EURORDIS na Europa, NORD nos Estados Unidos e Casa Hunter no Brasil têm desempenhado um papel determinante ao posicionar perante agências como ANVISA, FDA e EMA a adoção de marcos de avaliação mais flexíveis, que incorporem evidências de mundo real (RWE). Esta abordagem é fundamental quando os ensaios clínicos tradicionais são limitados pelo reduzido número de pacientes.

Essas associações atuam em âmbitos onde o Estado e o mercado frequentemente não chegam. A aceleração regulatória continua sendo um desafio pendente em muitos países. Organizações como EURORDIS na Europa, NORD nos Estados Unidos e Casa Hunter no Brasil têm desempenhado um papel determinante ao posicionar perante agências como ANVISA, FDA e EMA a adoção de marcos de avaliação mais flexíveis, que incorporem evidências de mundo real (RWE). Esta abordagem é fundamental quando os ensaios clínicos tradicionais são limitados pelo reduzido número de pacientes.

Outro desafio estrutural é a falta de dados e registros de pacientes. Em doenças de baixa prevalência, a informação torna-se o ativo mais estratégico. Neste contexto, as associações impulsionam e organizam registros que permitem compreender a história natural da doença, facilitar o desenvolvimento de ensaios clínicos em populações historicamente sub-representadas e gerar condições mais favoráveis para o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Isso não apenas amplia a atividade investigativa, mas também promove uma maior inclusão e diversidade na geração de evidência disponível.

No entanto, o maior desafio continua sendo a sustentabilidade do sistema. A pressão sobre os orçamentos sanitários é uma realidade estrutural. Diante de recursos públicos limitados, o advocacy qualificado participa do desenho de modelos de financiamento inovadores, como os acordos de pagamento por resultados (risk-sharing), que buscam compatibilizar a incorporação de tecnologias disruptivas com a estabilidade financeira e a viabilidade a longo prazo dos sistemas de saúde.

Olhar para as doenças raras deve se tornar um chamado à ação coletiva. A realidade não é homogênea: enquanto alguns países consolidaram marcos regulatórios específicos, como o Orphan Drug Act nos Estados Unidos ou planos estratégicos em diversos países europeus, outros ainda enfrentam desafios estruturais que vão desde a expansão da triagem neonatal até a construção de registros robustos.

O potencial para liderar em genética e medicina de precisão existe em múltiplas regiões do mundo. No entanto, essa liderança só será sustentável se forem desenvolvidos ecossistemas capazes de integrar, de maneira efetiva, a ciência, a política pública e a comunicação estratégica.

Dar voz às pessoas que vivem com uma doença rara não é um ato de caridade: é uma obrigação de saúde pública e um compromisso com os direitos humanos. Cada vez que um país incorpora uma terapia para uma doença rara, não apenas amplia o acesso; fortalece a transparência, a equidade e a humanidade de seu sistema de saúde como um todo.

Neste 28 de fevereiro, reafirmamos que o raro não pode continuar sendo invisível. A forma como respondemos às doenças raras define, em última instância, a qualidade e a equidade dos sistemas de saúde.

 


Giuliana Gregori
Director, Healthcare, LLYC Brasil

Rafael Escofet
Managing Director & Global Healthcare Lead, LLYC


Mitos e verdades sobre escovação

Cerca de 90% da população declara escovar os dentes até duas vezes ao dia, segundo Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, no período de 2013 a 2019

 

As doenças bucais, embora em grande parte evitáveis, representam um grande problema de saúde pública em muitos países e afetam as pessoas ao longo de toda a vida, causando dor, desconforto, desfiguração e até mesmo a morte. Estima-se que as doenças bucais afetem cerca de 3,7 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, os cuidados diários mostram um cenário misto: cerca de 90% da população declara escovar os dentes até duas vezes ao dia, mas a adoção de práticas completas como o uso regular de fio dental ocorre em pouco mais de 60% das pessoas, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 2013 a 2019.

Esses números sinalizam que ainda há muito espaço para educação em saúde bucal, sobretudo no que se refere a rotinas corretas de higiene e ao combate a mitos que circulam no dia a dia das pessoas.

Para esclarecer dúvidas comuns sobre escovação e higiene oral de maneira objetiva, o Dr. Paulo Zahr, fundador da Odontocompany, comenta abaixo os principais mitos e verdades que cercam a escovação e os cuidados com os dentes.


Verdades

  1. Escovar os dentes duas vezes ao dia com técnica correta é essencial para prevenir cáries e doenças gengivais. Entre essas escovações, a mais importante é a noturna, que é indispensável, pois durante o sono o fluxo salivar diminui significativamente, deixando os dentes mais vulneráveis ao ataque bacteriano.
  2. O uso do fio dental diariamente complementa a escovação, alcançando áreas onde a escova não chega.
  3. Enxaguante bucal pode ajudar a reduzir bactérias e refrescar o hálito, mas não substitui a escovação.
  4. Dentistas recomendam usar uma escova de cerdas macias para evitar lesões no esmalte e gengivas e substituir a cada 3–4 meses ou antes, se deformar.
  5. Agendar consultas regulares com o dentista é parte fundamental da manutenção da saúde bucal.


Mitos

  1. Escovar com força limpa melhor — na verdade, força excessiva pode desgastar o esmalte e machucar as gengivas.
  2. Enxaguante substitui o fio dental — ele ajuda, mas não remove resíduos ou placa entre os dentes como o fio dental faz.
  3. Escovar mais de duas vezes ao dia não significa limpar melhor — o que realmente importa é a técnica correta e o tempo de escovação
  4. Se não sinto dor, meus dentes estão saudáveis — muitas doenças orais evoluem sem dor e só causam sintomas em fases avançadas
  5. Mastigar chiclete sem açúcar substitui a escovação — chicletes podem estimular a saliva, mas não removem placa como a escova e o fio dental.

Esse conjunto de mitos e verdades ajuda a esclarecer práticas corretas de higiene bucal e reforça a importância de adotar uma rotina completa — escovação técnica, uso de fio dental, acompanhamento profissional e escolhas conscientes de produtos. Segundo Dr. Paulo, esses hábitos são a forma mais eficaz de prevenir doenças bucais e manter sorrisos saudáveis ao longo da vida.


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