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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Optichannel: a evolução do Omnichannel


Em um mundo hiper conectado, a máxima de “estar onde o cliente está” vem sendo, literalmente, explorada por diversas empresas. Por muito tempo, o omnichannel despontou no mercado com uma presença constante e unificada, em uma marca se fazer presente na maior quantidade possível de canais de comunicação, garantindo uma experiência fluída entre eles. Mas, nem sempre, essa alta quantidade será sinônimo de qualidade, no que condiz uma boa relação do negócio com seu consumidor.

A verdadeira vantagem competitiva reside na capacidade de discernir qual canal é o mais eficaz para cada interação específica. É aqui que o optichannel se destaca, sendo um novo termo que está ganhando espaço no mercado que visa, justamente, pela análise inteligente de dados dos clientes, identificar o melhor meio para se relacionar com cada um deles, criando experiências bem mais personalizadas e assertivas para a retenção dos consumidores.

Não há dúvidas de que ser tratado "como mais um" não só frustra, mas também afasta os clientes. Hoje, muito mais do que comprar apenas produtos ou serviços por seu destaque no mercado, eles anseiam por experiências que os valorizem individualmente, que se sintam escutados e atendidos com base em suas necessidades.

Segundo um estudo global da Qualtrics XM Institute, como prova disso, 64% dos consumidores preferem comprar de empresas que adaptam a experiência às suas necessidades e desejos. O dado é claro: os compradores querem personalização, ao invés de mensagens genéricas ou excessivas que não façam sentido para seu perfil.

Acompanhando essa demanda, o optichannel surge como se fosse um Waze da comunicação, o qual muito além de mostrar como chegar ao seu destino, analisa diversos fatores complementares como trânsito, distância e dias de rodízio para determinar quais as melhores rotas para te ajudar nessa trajetória.

Ou seja, enquanto o omnichannel preza bem mais por “estar disponível em diversos canais”, o optichannel foca em “investir mais tempo e recurso nos canais ideais para seus clientes”, elevando a efetividade na comunicação entre as partes através da análise de dados do histórico e comportamento de cada consumidor para nortear as tomadas de decisão sobre onde falar com eles, quando e de que forma.

Com isso, além de ter uma maior eficiência (com maior taxa de abertura e conversão ao enviar mensagens nos canais prediletos de cada um), os consumidores passarão a sentir que a marca conhece e respeita suas preferências, melhorando sua experiência, satisfação e fidelização. Sem falar, é claro, da maior economia financeira em, ao invés de mandar um extenso volume de mensagens, focar em uma menor quantidade para canais que tendem a ter uma maior chance de interação.

Essa é uma tendência que todas as empresas que quiserem alavancar seu potencial competitivo devem seguir – e isso não significa que devam investir enormes recursos para que colham esses benefícios. É completamente possível obter grandes resultados nessa personalização, sem a necessidade de terem ferramenta altamente robustas e sofisticadas que tragam esses insights. Como se fosse o bom e velho feijão com arroz que funciona muito bem.

Comece de forma simples. Olhe para a diversidade de opções de canais de comunicação do mercado, e escolha um ou dois para dar esses primeiros passos. Isso não significa que deixará de estar presente nos outros, mas que irá direcionar, com maior inteligência, onde dedicar mais esforços, tempo e recursos.

Para ajudar nessa escolha, mapeie toda a jornada dos seus clientes com máxima profundidade. Analise os comportamentos e históricos de cada um e, com isso, selecionem os canais onde eles mais já terem demonstrado uma maior interação e preferência de resposta. Façam testes A/B com regras dinâmicas, reavaliando, constantemente, essas opções – afinal, o meio que, hoje, pode ser mais utilizado por um cliente, daqui um tempo, pode ser trocado por outro.

Utilize métricas simples de priorização neste primeiro momento, analisando os dados sobre essas estratégias e ajustando o que for preciso ao longo do tempo. Não há necessidade de já criar estudos extensos e complexos, pois as chances de se perderem será maior.

A lógica por trás do optichannel é o aprendizado contínuo. Acompanhar o desenvolvimento das jornadas individuais e evoluir no momento certo. As empresas que compreenderem esse mecanismo e colocarem seus clientes no centro de todo planejamento, demonstrando relevância e respeito na forma pela qual cada um prefere se comunicar, para acioná-los com maior inteligência e assertividade, certamente sairão à frente da concorrência.

 


Thiago Gomes- Diretor de Customer Success e Produtos na Pontaltech.

Pontaltech


Como nascem as plataformas gamificadas que transformam o ensino de matemática e educação financeira

Tecnologia, design pedagógico e foco na experiência do aluno sustentam o desenvolvimento das soluções educacionais da Matific 

Na Matific os conteúdos são apresentados em formato de jogos e desafios digitais adaptados à realidade dos alunos e ao cotidiano escolar

 

A aplicação de elementos gamificados no ambiente educacional tem ganhado espaço nas escolas brasileiras como uma estratégia eficaz para engajar estudantes e potencializar o aprendizado. No ensino de matemática e, mais recentemente, de educação financeira, a gamificação transforma exercícios tradicionais em desafios interativos, promovendo a resolução de problemas de forma lúdica e conectada à realidade dos alunos. 

Um estudo publicado no International Journal of Human-Computer Studies indica que estudantes expostos a ambientes gamificados apresentaram um aumento de desempenho de até 89,45% em comparação com aqueles submetidos apenas a aulas expositivas. A crescente adoção dessas plataformas pelas redes de ensino público e privado reflete uma demanda por recursos que combinem inovação pedagógica e aplicabilidade curricular. 

No Brasil, a Matific — plataforma gamificada de matemática usada por mais de 4 milhões de estudantes brasileiros — tem investido na integração entre metodologias ativas, personalização da aprendizagem e experiência digital. “Nosso objetivo é democratizar o acesso a conteúdos de qualidade, com ferramentas que estimulem competências como raciocínio lógico, planejamento, consumo consciente e autonomia”, afirma Dennis Szyller, CEO da Matific Brasil. 

Na plataforma, os conteúdos são apresentados por meio de jogos e desafios digitais, com roteiros pedagógicos que se adaptam ao desempenho de cada aluno. “A proposta é tornar a matemática e a educação financeira acessíveis, aplicáveis e menos temidas. O formato lúdico e interativo contribui para o engajamento e fortalece a aprendizagem de longo prazo”, complementa Szyller.

 

Como as plataformas são desenvolvidas 

O desenvolvimento da Matific envolve múltiplas etapas, que integram equipes pedagógicas, designers, programadores e especialistas em dados. Ao todo, são sete grandes frentes de trabalho que sustentam a qualidade global da plataforma: 

1. Definição de objetivos de aprendizagem: baseados nos componentes curriculares de Matemática e Educação Financeira.

2. Criação de episódios e atividades: desenvolvimento de storyboards por equipes multidisciplinares que incluem UI Designers e designers instrucionais com formação em educação.

3. Mapeamento e adaptação curricular: os conteúdos são organizados em um currículo interno global (spine) e, em seguida, adaptados à realidade local por pedagogos e especialistas de cada país.

4. Tecnologia empregada: a plataforma é desenvolvida no Unity (engine de criação de jogos 3D) e incorpora ferramentas como Spine (animações) e inteligência artificial para sugestões de roteiro e programação adaptativa.

5. Qualidade e testes (QA): todas as etapas passam por validação técnica e pedagógica, incluindo testes com estudantes e professores, além de feedbacks internos.

6. Experiência do usuário: a navegação é projetada para garantir envolvimento contínuo, com atenção especial a design visual, linguagem e mecânicas de jogo.

7. Foco pedagógico: as atividades priorizam a compreensão conceitual e a aplicação prática, indo além da repetição de cálculos. 

Com essas etapas estruturadas, a equipe define as habilidades a serem desenvolvidas em cada módulo. Elementos como pontuação, recompensas, rankings e desafios personalizados reforçam a motivação, enquanto relatórios e feedbacks imediatos sustentam o acompanhamento do progresso. 

O sucesso da Matific está na interseção entre tecnologia, pedagogia e design. “Professores trazem a base curricular, designers garantem a experiência visual e de navegação, e os programadores viabilizam a arquitetura digital. Essa combinação permite transformar conteúdos desafiadores em experiências estimulantes, tanto na sala de aula quanto fora dela”, conclui Szyller.

  

Matific
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Black Friday sem improviso exige checklist de tecnologia e marketing para garantir alta conversão

Planejamento antecipado, estabilidade da infraestrutura e automação no relacionamento com clientes são pontos-chave para empresas que querem aproveitar o maior evento do varejo sem comprometer a operação

 

A Black Friday é, há anos, a principal data do calendário do varejo digital brasileiro. Mas transformar o aumento de tráfego em vendas efetivas exige mais do que descontos agressivos: demanda planejamento detalhado, testes técnicos rigorosos e estratégias consistentes de relacionamento com o consumidor. 

Para Melissa Pio, CEO e fundadora da TEC4U, agência especialista em performance digital, o processo deve começar muito antes de novembro. Em segmentos como o de importação, mercadorias levam até 90 dias para chegar, o que obriga os lojistas a se prepararem meses antes. Já em setores como calçados esportivos, as negociações podem acontecer com até um ano de antecedência. 

“Não existe um momento certo para começar: quanto antes, melhor. O improviso na Black Friday custa caro, seja em perda de margem, falhas de operação ou problemas na experiência do cliente”, afirma Melissa. 

A falta de preparação pode comprometer tanto o faturamento quanto a reputação da marca. Entre os erros mais frequentes estão queimar produtos de giro rápido apenas para participar da ação, reagir de forma imediatista aos preços dos concorrentes e falhar na revisão da estrutura de dados e integrações. “Quando a empresa não planeja, ela não surfa a onda, ela é levada por ela. Isso gera instabilidade no site, atrasos nas entregas e perda de informações valiosas de performance”, explica Melissa. 

Garantir estabilidade e integração é fundamental para lidar com o aumento de acessos e pedidos. O checklist de tecnologia deve incluir a validação de scripts e eventos no site, revisão das integrações com ERP, CRM e plataformas de e-commerce e testes de infraestrutura em cenários de estresse. “É essencial avisar também os prestadores de serviço sobre a expectativa de aumento de fluxo, para que possam dimensionar suas operações. Black Friday não é o momento de descobrir falhas: tudo precisa estar testado antes”, destaca a CEO da TEC4U. 

Outro ponto crucial é a antecipação das estratégias de marketing e relacionamento. Captar leads antes da Black Friday, nutrir esse público com conteúdo relevante e ativá-lo no momento das ofertas aumenta as chances de conversão. “Existe uma disputa pela carteira limitada do cliente. Quem começa antes, chega mais preparado. O funil de conversão precisa ser pensado como uma maratona, não uma corrida de 100 metros”, afirma Melissa. 

A facilidade de navegação no site pode ser determinante para manter o cliente. Fluxos de compra simplificados, carregamento rápido e checkout otimizado reduzem atritos e aumentam a taxa de conversão. “Qualquer fricção, como excesso de formulários ou instabilidade no pagamento, é um convite para o consumidor migrar para o concorrente. A Black Friday exige uma jornada de compra limpa e fluida”, reforça Melissa. 

Ferramentas de recuperação de carrinhos também são decisivas. Um checkout de alta performance deve ser aliado a soluções de contato direto, como mensagens automáticas via WhatsApp. “O tempo é fator-chave. Quanto mais rápido a loja entrar em contato após o abandono do carrinho, maior a chance de converter. Se for possível usar inteligência artificial já treinada com os dados da loja, o processo se torna ainda mais eficiente”, orienta a CEO da TEC4U. 

Para empresas que vão enfrentar a primeira Black Friday com loja própria, a recomendação é clara: planejar, testar e aprender. Isso inclui organizar o estoque, investir na geração antecipada de leads e usar o evento como laboratório estratégico. “O Black Friday é mais do que uma data promocional: é um teste de maturidade digital. Quem entra preparado sai fortalecido para todo o ano seguinte”, conclui Melissa.


Viajar aos Estados Unidos vai pesar mais no bolso: visto fica até 148% mais caro

Estados Unidos são o destino líder em emissão de bilhetes de seguro viagem pela Omint Seguros em 2025

 

O governo americano aprovou duas novas taxas que, somadas ao valor atual do visto, podem elevar o custo do documento em até 148%. Essa mudança, prevista para entrar em vigor a partir de outubro, deve impactar diretamente o planejamento financeiro dos viajantes e movimentar o mercado de turismo, criando oportunidades para soluções que agreguem valor e protejam o orçamento contra imprevistos, como o seguro viagem.

A principal taxa é a Visa Integrity Fee, de US$ 250 (cerca de R$ 1.360), que será cobrada para vistos de não imigrantes. A outra é uma adicional de US$ 24 (cerca de R$ 130) referente ao preenchimento do formulário I-94, utilizado para registrar a entrada e a saída do país. A taxa de visto (MRV) permanece em US$ 185 (aproximadamente R$ 1.036). Com isso, o custo total para obter o documento pode ultrapassar os R$ 2.500.

Apesar do aumento dos custos, os Estados Unidos continuam sendo o destino preferido dos brasileiros. Nos primeiros cinco meses deste ano, o Brasil figurou entre os cinco países com maior número de autorizações de entrada no país, com mais de 379 mil vistos concedidos, atrás apenas de México, Índia e China. Os principais tipos foram negócios e turismo (B1/B2), intercâmbio (J-1) e estudo (F-1), conforme levantamento da AG Immigration.

Na Omint Seguros, esse interesse se reflete diretamente na contratação de seguro viagem. “De janeiro a julho de 2025, os Estados Unidos mantiveram a liderança como destino mais procurado, representando mais de 40% dos bilhetes emitidos. O país continua sendo a principal escolha dos nossos clientes”, afirma Anna Angotti, gerente de seguro de vida individual e de viagem da Omint Seguros.

Proteção financeira

Com custos mais altos e um controle migratório mais rígido, o planejamento para visitar os EUA exige atenção redobrada, especialmente no que diz respeito à proteção médica durante a viagem. “Os Estados Unidos têm um dos sistemas de saúde mais caros do mundo. Uma simples consulta médica pode custar entre US$ 300 e US$ 4.000, e uma internação por urgência pode chegar a até US$ 100 mil”, explica Angotti. 


Nesse cenário, o seguro viagem deixa de ser opcional e passa a ser uma escolha estratégica, que reforça o autocuidado ao oferecer cobertura médico-hospitalar em situações de urgência e emergência. “O seguro viagem é um requisito de inteligência e responsabilidade. Em um país como os EUA, qualquer atendimento básico pode comprometer o orçamento de toda a viagem e elevar os gastos ainda mais”, alerta a especialista.

 

Omint Seguros


Fim da linha? Metade dos líderes teme fracasso de suas empresas

Reinventar ou fechar as portas. Pode parecer drástico, mas é essa a visão que metade dos executivos brasileiros tem a respeito do que determinará a continuidade de suas empresas, segundo o mais recente relatório da PwC sobre os CEOs. O dado reflete a urgência de um questionamento crucial para evitar essa consequência: até que ponto os executivos estão inertes em suas posições e agindo no automático, ao invés de terem um olhar crítico sobre as operações, cuidando de sua sobrevivência e prosperidade?

Conforme o que foi divulgado no “28ª Global CEO Survey da PwC” deste ano, 45% dos líderes brasileiros acreditam que suas empresas não serão viáveis por mais de uma década se não se reinventarem. No relatório de 2023, essa quantidade era de 1/3. Pode parecer pouca diferença, mas o aumento nesse número mostra uma preocupação constante e cada vez maior que ainda enfrenta dificuldades em ser superada.

É papel dos executivos comandar e gerenciar as operações corporativas, visando a conquista de resultados crescentes e melhores, contando com um bom time ao seu lado para somar esforços e adotar medidas que ajudem nessa conquista dos objetivos. Quando não há esse olhar e comportamento por parte destes profissionais, muitas vezes, isso acaba acontecendo pela inércia em seu dia a dia naqueles que não buscam se reinventar/reciclar, sem enfrentar desafios que o motivem a ir além.

O custo desse modo de agir no automático, sem nada que o desperte a reinventar e inovar, é extremamente alto. Afinal, se quem toca o dia a dia não tem motivação para ir além, dificilmente conseguirá continuar entendendo os movimentos da empresa e desafios que precisam ser superados. Especialmente, sem o apoio de uma equipe que também sinalize esses problemas internamente, pontos de preocupação e dúvidas que apontem o que poderia ser mudado.

Isso fará com que se abram a lugares em que enxerguem essa motivação e vontade de se reinventar e inovar, assim como que possam continuar crescendo e se desenvolvendo, que façam sentido para seu momento de vida e ambições profissionais. Afinal, executivos qualificados e capacitados para gerenciar as empresas diante de constantes mudanças do mercado serão constantemente desejados pelo mercado, levando seus conhecimentos técnicos e habilidades comportamentais para dentro desses ambientes, a fim de promover mudanças significativas que impulsionem o negócio em seu segmento.

Se você, executivo, já está percebendo esses sinais de inércia e modo automático de trabalhar, é urgente revisitar quanto que a empresa está, de fato, conectada com sua agenda e metas. A sede de inovar e fazer diferente são o que impulsionam a produtividade em suas funções, para que garantam a conquista dos resultados esperados mesmo diante das instabilidades do mercado.

Portanto, diante deste alerta que a pesquisa da PwC trouxe, não podemos correr o risco de não agir para reverter essa probabilidade. Entenda seu papel na empresa, responsabilidades e impactos de suas funções, estando em um ambiente que incentive e desafie a sempre melhorar. Caso contrário, outra organização, certamente, irá atraí-lo. 



Thiago Xavier - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento de executivos.


Wide
https://wide.works/

 

Por que ativar os sentidos virou a maior tendência do marketing em 2025?


Outro dia desses, em uma ativação de marca, observei uma criança encostando o rosto em uma parede feita de tecidos texturizados. Ela fechou os olhos e sorriu, entregue às sensações e ao momento. O espaço era bonito, mas o que realmente a fez sorrir, tocou seu emocional e ficou marcado foi o toque. E ali me dei conta, mais uma vez, de um lembrete poderoso: as experiências mais memoráveis são aquelas que despertam os sentidos e provocam emoções genuínas. 

Há tempos sabemos que os sentidos são atalhos diretos para a memória. Mas, em um mundo saturado por telas, lives, feeds e filtros, onde parecer no virtual domina sobre o ser real, reconectar-se com o mundo físico tornou-se um diferencial competitivo. Em 2025, o marketing sensorial voltou com força, e não se trata apenas de intuição, mas de dados concretos. É um retorno às origens, mas com a tecnologia no bolso. 

Segundo relatório publicado recentemente pela Value Market Research, o mercado global de análise sensorial e experiência do consumidor deve alcançar a marca de US$11,49 bilhões até 2033, partindo dos US$5,72 bilhões que o mercado atingiu em 2024, ou seja é uma projeção de crescimento anual a uma taxa de 8,06%. Já o setor focado no design de embalagens sensoriais deve alcançar os US$26,65 bilhões até 2030, segundo relatório da Research and Markets. Um levantamento da Deloitte aponta que 82% dos consumidores lembram mais de marcas que ativaram múltiplos sentidos em suas campanhas. Ou seja, podemos dizer que a antiga máxima foi atualizada: não basta pensar que “a primeira impressão é a que fica”, é preciso compreender que “a primeira emoção é a que conecta”. 

No Cannes Lions 2025, o sensorial branding foi protagonista. Um dos cases premiados foi da marca japonesa de sorvetes Morinaga, que transformou suas lojas em ambientes imersivos baseados em ASMR: o som suave da casquinha quebrando, o leve murmúrio do freezer ligado, o tilintar das colheradas. Tudo isso harmonizado com aromas de baunilha e menta em uma coreografia quase cinematográfica, um espetáculo que falava diretamente aos sentimentos através de uma sinfonia sensorial. O resultado? Filas, memória afetiva e, claro, buzz. 

No Brasil, temos observado marcas de beleza incorporando fragrâncias personalizadas em ativações, e até instituições financeiras utilizando texturas diferenciadas nos ambientes de atendimento para transmitir conforto e confiança. O tradicional jingle, por sua vez, continua presente, mas agora ele surge com tecnologia 8D e áudio binaural - é teoria da neurociência aplicada, ampliando sua capacidade de imersão. 

Entre os cinco sentidos, olfato e tato vêm se destacando nas ativações sensoriais. O olfato, por sua ligação direta com o sistema límbico, responsável por emoções e memórias, possui um poder evocativo único. Já o tato nunca esteve tão em alta. Por mais avançadas que sejam as tecnologias de imersão virtual, ainda não criaram a substituta para a sensação de “pegar para sentir”. É o tradicional instinto do “ver com as mãos” que, não à toa, é tão natural para as crianças, enquanto descobrem e exploram o mundo à sua volta, criando suas primeiras conexões, agregando valor e significados às coisas. 

E não estou falando de ativações milionárias, não. Uma embalagem com relevo, uma instalação com piso tátil ou até mesmo um convite perfumado são exemplos acessíveis de como gerar conexão sensorial real. O marketing sensorial, nesse sentido, se mostra inclusivo e democrático. 

No contexto pós-pandemia e diante do avanço da inteligência artificial, há uma busca crescente pelo que é real. Por mais que o mundo virtual esteja aí e tenha seu fascínio, o contato sensorial passou a ser uma forma de ressignificar o físico. Atualmente, é muito menos sobre gerar curtidas ou fotos para o Instagram e mais sobre estar presente e sentir, de fato. 

Uma ativação sensorial eficaz não é a mais chamativa ou extravagante, que grita aos olhos com luzes piscantes, ou aos ouvidos com música de impacto apenas. É a que nos sussurra direto ao coração, através também dos olhos e ouvidos, mas especialmente do nariz e da pele, gerando uma conexão sutil e pessoal, mas profunda, intensa e duradoura. 

Para o segundo semestre de 2025, o mercado aposta forte em experiências sensoriais mais integradas. Grandes eventos como o SXSW Latam e o Rio2C já anunciaram espaços dedicados ao sensorial como eixo estratégico. E marcas dos setores de alimentos, turismo e bem-estar devem liderar esse movimento explorando também elementos comestíveis, aromáticos e até gustativos, afinal, degustação é também uma poderosa ferramenta de marketing sensorial. 

Minha aposta pessoal? Entender o perfil sensorial do seu consumidor e promover experiências personalizadas. Esta pode ser a chave para garantir conexões únicas e inesquecíveis com sua marca, porque ninguém sente as coisas da mesma forma, e a emoção mora nos detalhes. 

Marketing sensorial pode ser perfume, mas não é perfumaria! É estratégia. É neurociência aplicada. É um convite para as marcas desconectarem o piloto automático e voltarem a se conectar com o que realmente importa: a emoção humana. 

Se um simples toque pode desencadear o sorriso sincero de uma criança e transformar uma parede em memória afetiva, imagine o que uma experiência multissensorial completa pode fazer pelo vínculo entre marca e consumidor. 

Nos encontramos por aí, de preferência, com todos os sentidos despertos.

 

Andreza Santana - atualmente atua como General Manager na MCM Brand Experience. Possui mais de 20 anos de experiência em marketing, inovação e novos negócios. Com uma carreira marcada por passagens em empresas como Natura, Vivo e Electrolux, além de vivências internacionais na França e EUA, Andreza foi pioneira no e-commerce brasileiro ao atuar no Submarino. Reconhecida por sua visão estratégica, lidera a MCM com foco em inovação e excelência na criação de experiências únicas.


Como adaptar uma central de atendimento à Geração Z? Especialista aponta caminhos para conquistá-los

Rapidez, multicanalidade e automação são fatores-chave para as empresas que desejam permanecer relevantes para esse público que nasceu na era digital

 

Marcada pela hiperconexão e por elevados padrões de exigência, a Geração Z cresceu com a tecnologia integrada ao seu cotidiano, o que moldou expectativas mais rigorosas em relação às marcas. Para eles, o atendimento deve ser imediato, eficiente e sem atritos, acompanhando o ritmo acelerado com que se comunicam e tomam decisões. A paciência com filas e esperas praticamente não existe: se a resposta não chega em poucos minutos, a alternativa é buscar outra opção.

Um estudo do InstitutoZ em parceria com a MMA Latam, publicado pelo Meio & Mensagem, mostra que 60% das empresas ainda encontram dificuldades para dialogar com esse público, inclusive nas redes sociais.

Segundo Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em atendimento corporativo com inteligência artificial e automação, ignorar essas expectativas significa perder relevância. “Esse grupo valoriza agilidade e espera que as marcas estejam presentes em múltiplos canais, prontos para oferecer soluções imediatas. Nascidos entre 1997 e 2010, devem responder pela maior parte das compras nos próximos anos, além de influenciar o comportamento de outras gerações”, ressalta Marcio.


Como atendê-los de forma inteligente?

Comportamentos digitais já transformaram a forma de consumir, exigindo novas estratégias para a gestão da experiência do cliente. O que antes parecia impossível, unir tecnologia a um atendimento humanizado, hoje é realidade graças ao avanço das ferramentas. Softwares são capazes de interagir, responder dúvidas e até antecipar necessidades, criando experiências mais práticas e consistentes. Hoje, a Geração Z também está presenciando essa nova era que só se aperfeiçoa.

“O erro mais comum é acreditar que a tecnologia torna o atendimento impessoal. Quando bem aplicada, ela faz justamente o contrário: aproxima e torna a jornada mais fluida para quem está do outro lado”, explica Marcio. Hoje, plataformas omnichannel e recursos de automação permitem atuar 24 horas por dia com rapidez e eficiência, conectando canais como WhatsApp, Telegram e redes sociais. Assim, a experiência se mantém contínua e integrada, garantindo eficiência e proximidade ao mesmo tempo, algo essencial para esses consumidores que valorizam exclusividade e odeiam esperar.

Para Marcio, o segredo está no equilíbrio “Esses nativos digitais querem que cada interação seja eficiente e, ao mesmo tempo, humana. O tempo deles precisa ser respeitado em cada contato”, reforça.

Além disso, os consumidores jovens valorizam a praticidade e objetividade, e esperam que seu tempo seja respeitado e que essas soluções antecipem suas necessidades. Cada interação deve ser pensada como uma oportunidade de engajamento, fortalecendo a confiança e a percepção positiva da marca.


Doação de Livros: 11 feiras gratuitas para renovar a sua estante em São Paulo


O programa “Pegue, Leve e Leia”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Sistema Municipal de Bibliotecas, acontece mensalmente nas bibliotecas públicas municipais; confira a agenda.

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, leva 11 feiras de doação de livrosPegue, Leve e Leia” ao redor das bibliotecas públicas municipais da zona norte, sul, leste e oeste. As primeiras já começaram na última semana, nas bibliotecas Paulo Setúbal e Álvares de Azevedo e Ricardo Ramos – em especial às celebrações de aniversário de inauguração – mas nesta estão previstas mais três feiras. A programação é gratuita e livre para todos, podendo cada munícipe pegar até dois livros, sem necessidade de inscrição prévia ou algum cadastro nas bibliotecas. 

O programa “Pegue, Leve e Leia” existe desde 2015 e visa difundir e estimular a leitura por toda a cidade de São Paulo, além de incentivar o uso continuado das bibliotecas e transmitir a importância do livro como instrumento de conhecimento e lazer. As pessoas podem pegar os exemplares, levar para casa e ler, sem precisar devolver a obra. Os livros doados são parte do acervo das bibliotecas públicas municipais parados, em conjunto com doações da sociedade civil e de entidades parceiras. Todos os livros estarão em ótimo estado, participando da feira, além de diversos gêneros, quadrinhos, revistas e materiais audiovisuais. 

Para esta semana, há duas feiras de doação de livros gratuitas na quarta (17), na Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda (Itaquera) – das 10h às 16h – e na Biblioteca Marcos Rey (Campo Limpo) – a partir das 11h; e entre quarta (18) e a quarta-feira seguinte (25), na Biblioteca Prefeito Prestes Maia (Santo Amaro), temática em Arquitetura e Urbanismo, das 09h às 18h de segunda à sexta e das 10h às 14h no sábado.

 

Zona Norte

Mesmo tendo realizado uma edição no começo do mês, a biblioteca aniversariante setembrina Álvares de Azevedo chega com mais um “Pegue, Leve e Leia” especial, desta vez marcado para o dia 25 de setembro, às 10h. A feira acontece dentro do espaço, na Vila Maria.

 

Zona Leste

A zona leste domina as edições do “Pegue, Leve e Leia” da próxima semana, também únicas por datas especiais e simbólicas.

Na sexta, dia 26 de setembro, as bibliotecas Paulo Sérgio Duarte Milliet (Tatuapé) e a Raimundo de Menezes organizam suas feiras, ambas a partir das 10h. Na Raimundo, o “Pegue, Leve e Leia” comemora o Aniversário do Bairro de São Miguel Paulista na Praça do Forró, sem horário de encerramento da atividade, ou seja, até esgotar os livros selecionados; já na Milliet, a atração faz parte das ações comemorativas de aniversário do equipamento cultural, programado das 10h às 16h, dentro da biblioteca mesmo. Movimentando ainda mais o dia, das 08h às 15h, a Biblioteca Jovina Rocha Álvares Pessoa (Artur Alvim) é quem dá a largada nesta super sexta literária, promovendo sua edição em seu próprio espaço.

Por fim, no dia seguinte, dia 27 de setembro, a Biblioteca Gilberto Freyre (Sapopemba) encerra com chave de ouro a sequência de feiras de doação de livros na região, funcionando das 10h às 16h, dentro da biblioteca.

 

Zona Oeste

No último sábado do mês de setembro, 27, também rola o “Solta o Som e Abra o Livro”, evento que marca a sua terceira edição e integra a cultura underground com a literatura, música, artesanato e artes visuais e plásticas. Regularmente organizado pela Biblioteca Camila Cerqueira César, no Butantã, a edição conta com a parceria da Biblioteca Roberto Santos (Ipiranga), que desta vez sedia o festival e se junta a Biblioteca Camila no reforço da programação cultural, incluindo a feira de doação de livros “Pegue, Leve e Leia” durante todo o evento, das 13h às 18h.

 

Zona Sul

Além da Marcos Rey e da Prefeito Prestes Maia, outra biblioteca que realiza sua edição do “Pegue, Leve e Leia” é a Malba Tahan no dia 30 de setembro, a partir das 15h. Somente na zona sul, há mais de 500 livros disponíveis para doação, em especial à Prestes Maia, que fica dentro do Centro Cultural Santo Amaro, com 350 títulos reservados - alguns até lacrados e de edição especial. 

As feiras estão sujeitas a alteração de horário e local, que serão comunicadas brevemente nos canais de comunicação. Caso termine a quantidade de livros para distribuição das feiras de “Pegue, Leve e Leia”, as bibliotecas podem encerrar as atividades antes do horário previsto, recomendado chegar cedo ao local. A programação completa das bibliotecas de bairro e dos bosques e pontos de leitura, além de outras novidades e avisos, você encontra no site da CSMB e em nossa redes social. Informações gerais estão disponíveis nas redes sociais e no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Consulte online os acervos da biblioteca da cidade aqui.


 

Serviço:

Pegue, Leve e Leia

Quando: até 30 de setembro

Classificação: Livre

Ingressos: Gratuitos

Múltiplos horários

Sinopse: O “Pegue, Leve e Leia” é um projeto de feira de doação de livros do Sistema Municipal de Bibliotecas, onde o munícipe pode retirar gratuitamente qualquer livro selecionado da estante. Cada pessoa pode retirar até dois livros. A medida visa ampliar o acesso à leitura na cidade e ainda incentivar o uso continuado das bibliotecas como pontos culturais e de lazer.

Locais e Datas:

18.09 a 25.09 | segunda a sexta, das 09h às 18h, e sábado, das 10h às 14h - Biblioteca Prefeito Prestes Maia

25.09 | a partir das 10h - Biblioteca Álvares de Azevedo - Praça Joaquim José da Nova, s/n° - Vila Maria Alta

25.09 | Das 09h às 18h - Biblioteca Paulo Duarte - R. Arsênio Tavolieri, 45 - Jardim Oriental

26.09 | Das 08h às 15h - Biblioteca Jovina Rocha Álvares Pessoa - Av. Padre Francisco de Toledo, 331 - Conj. Habitacional Padre Manoel da Nóbrega

26.09 | Das 10h às 16h - Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet - Pça. Ituzaingó, s/n° - Vila Regente Feijó

26.09 | a partir das 10h30 - Pegue, Leve e Leia da Raimundo de Menezes na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra - São Miguel Paulista, São Paulo

27.09 | Das 10h às 16h - Biblioteca Gilberto Freyre - Rua José Joaquim, 290 - Parque Luis Mucciolo

27.09 | Das 13h às 18h - Pegue, Leve e Leia do “Solta Som e Abra um Livro” das Bibliotecas Camila Cerqueira César e Roberto Santos - Rua Cisplatina, 505 - Ipiranga

30.09 | a partir das 15h - Biblioteca Malba Tahan - R. Brás Pires Meira, 100 - Jardim Susana


 

Sobre a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB)

A Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB) é um núcleo filiado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, responsável direta pela administração de 84 equipamentos culturais ao redor da cidade, incluindo 54 bibliotecas de bairro - além da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato e as bibliotecas Jayme Cortez e José Paulo Paes dentro dos Centros Culturais da Juventude e Penha, respectivamente - e 29 Serviços de Extensão estabelecidas em praças e parques por meio dos Pontos e Bosques de Leitura. Tendo origem desde a década de 30 como Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e reajustada como CSMB desde 2007, tem como objetivo integrar todas as bibliotecas públicas municipais e tornar mais eficiente o desenvolvimento de suas políticas, serviços e estrutura informacional. A fim de promover iniciativas que atendam às necessidades de prover amplo acesso à informação, cultura, leitura e produção de conhecimento, a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas promove em seus espaços cursos, oficinas e atrações artísticas mensais e gratuitas para todos os públicos - por meio de programas como “Biblioteca Viva”, “Feira de Trocas de Livros”, “Pegue, Leve e Leia”, “Bibliotecas Temáticas” - e o primeiro serviço de streaming gratuito de leitura - o BiblioSP, que conta com mais de 17 mil livros para leitura online e download.


 

Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

 

Setembro Vermelho: ViaMobilidade e InCor promovem ações de conscientização sobre saúde do coração

No mês de prevenção às doenças cardiovasculares, o Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP) leva a campanha “O coração é o maestro da sua vida” para as estações de metrô e trem em São Paulo
 

Nos dias 17 e 22 de setembro, as estações Pinheiros (transferência entre as linhas 4-Amarela e 9-Esmeralda) e Palmeiras-Barra Funda (Linha 8-Diamante) recebem a iniciativa Estação de Saúde. Os passageiros poderão participar de atividades educativas e receber orientação gratuita de profissionais de saúde do InCor sobre prevenção e cuidados com o coração. O objetivo é alertar para fatores de risco como colesterol alto, hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo — principais causas das doenças que lideram o ranking de mortes evitáveis no país.
 

📍 Agenda nas estações:

  • 17 de setembro, das 10h às 16h – Estação Pinheiros (transferência entre as linhas 4-Amarela e 9-Esmeralda)
     
  • 22 de setembro, das 10h às 16h – Estação Barra Funda (plataforma de acesso à linha 8)
     

Durante a ação, os passageiros terão acesso a dicas para uma vida mais saudável, orientações médicas e atividades educativas que reforçam a importância da prevenção para reduzir casos de infarto e AVC.

 

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Setembro amarelo: como ajudar os adolescentes a autorregularem as emoções

Especialistas explicam por que os jovens encontram dificuldade para lidar com sentimentos intensos e apontam caminhos de apoio para famílias e escolas

A adolescência é um período de transição marcado por um verdadeiro turbilhão emocional. Entre os 10 e os 19 anos, os jovens enfrentam mudanças físicas, hormonais, cognitivas e sociais que afetam diretamente a forma como percebem o mundo e a si mesmos. Se na infância predominava uma visão mais lúdica, simples e protegida da vida, agora surgem questionamentos, inseguranças e desafios que tornam essa etapa uma das mais delicadas do desenvolvimento humano. 

A confusão com relação às próprias emoções tem explicação biológica: o córtex pré-frontal, a região do cérebro humano que controla impulsos, que também é responsável pela regulação emocional, planejamento, definição de metas, avaliação de resultados e tomada de decisões, é a última desenvolver-se completamente, por volta dos 25 anos de vida do indivíduo.

“Isso significa que o adolescente sente com intensidade e, muitas vezes, reage de maneira impulsiva, porque ainda não tem todos os recursos cognitivos para avaliar as situações de forma equilibrada”, diz a orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo-SP), Isis Galindo.

Isis lembra a animação Divertidamente (Inside Out), que se tornou uma metáfora poderosa para explicar o que acontece na mente de um adolescente: ao longo do filme, as emoções disputam espaço no controle das decisões da protagonista Riley. “É justamente assim que muitos jovens descrevem suas experiências: uma mistura de sentimentos intensos, que chegam a parecer incontroláveis”.


O peso dos desafios contemporâneos

A dificuldade de lidar com as próprias emoções não se restringe às transformações biológicas. A realidade contemporânea acrescenta novos elementos de pressão sobre os jovens. As redes sociais, por exemplo, criam um ambiente de comparação constante. “Padrões de beleza, fama e sucesso inatingíveis são projetados diariamente em vídeos e imagens que moldam a autoestima e a forma como os adolescentes se percebem”, acrescenta Isis.


Adultos tendem a minimizar os sentimentos dos adolescentes

Isis destaca que, muitas vezes, ao olharem para trás, os adultos tendem a guardar lembranças mais leves e afetuosas da adolescência, das amizades, descobertas e conquistas e acabam deixando em segundo plano as inseguranças e desafios que também fizeram parte desse período. Isso é natural, mas pode levar a uma percepção reduzida sobre o que os jovens enfrentam hoje.

Para quem já passou por essa fase, é comum que alguns conflitos adolescentes pareçam exagerados ou passageiros. No entanto, é importante lembrar que cada sentimento vivido pelos jovens tem um peso real em sua experiência. Reconhecer e validar essas emoções fortalece o vínculo entre pais, educadores e adolescentes, favorecendo um diálogo mais aberto, respeitoso e acolhedor.

“Quando acolhemos os sentimentos dos adolescentes, mesmo aqueles que nos parecem pequenos, transmitimos a mensagem de que eles importam. Esse cuidado fortalece a autoestima e contribui para o desenvolvimento da autorregulação emocional”, afirma a orientadora Isis.


O papel da família: presença e exemplo

Pais e cuidadores desempenham um papel central no processo de autorregulação dos adolescentes. A escuta ativa, sem julgamentos, é o primeiro passo para estabelecer um ambiente seguro. Mostrar interesse genuíno pela rotina, pelos desafios escolares e pelas relações de amizade ajuda o adolescente a se sentir acolhido.

Isis é categórica ao afirmar que o exemplo é essencial. “Crianças e jovens aprendem observando. Pais que demonstram estratégias saudáveis de lidar com frustrações, seja no trânsito, em situações de trabalho ou no convívio familiar, ensinam na prática, como regular as próprias emoções. O adolescente precisa entender que sentir raiva, tristeza ou frustração faz parte da vida. O que importa é a forma como lidamos com esses sentimentos”, ressalta.

A especialista da Aubrick reforça que ensinar autorregulação significa oferecer ferramentas para que o adolescente reconheça e compreenda seus sentimentos, em vez de reprimi-los ou ignorá-los. Técnicas simples, como respiração profunda, escrita de emoções em diários e pausas conscientes diante de conflitos, são estratégias que ajudam a reduzir a impulsividade.


A contribuição da escola

A relação entre o papel da família e a contribuição da escola é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável dos adolescentes. Enquanto a família oferece o primeiro ambiente de acolhimento por meio da presença, do exemplo e da escuta ativa, a escola amplia esse suporte ao proporcionar espaços seguros de convivência e aprendizado prático sobre a gestão das emoções.

Juntas, família e escola formam uma rede de apoio essencial, em que a família ajuda o adolescente a reconhecer e regular seus sentimentos no dia a dia, e a escola reforça essas aprendizagens, promovendo a resiliência, o respeito às diferenças e o enfrentamento de desafios como o bullying.

A orientadora educacional Leticia Panczel, também da Aubrick, lembra que, antes, o bullying era restrito ao espaço físico da escola, mas hoje ele invade a vida privada do jovem por meio de mensagens, grupos e publicações online, acompanhando-o até dentro de casa. “Isso gera uma sensação de que não há lugar seguro, pois a violência simbólica ou verbal atravessa a fronteira do portão da escola e se instala na intimidade do adolescente, por meio do celular”, observa.

E como os adolescentes passam grande parte do tempo no ambiente escolar, as instituições de ensino assumem um papel decisivo na promoção da saúde emocional. Projetos de convivência, rodas de conversa, atividades artísticas e esportivas funcionam como canais para expressão e acolhimento.

Além disso, professores e orientadores podem ser figuras-chave de referência. “A escola é o espaço onde o jovem encontra uma diversidade de ideias, culturas e personalidades. É nesse ambiente que ele aprende a lidar com diferenças, a resolver conflitos e a desenvolver resiliência. Por isso, quando a escola se compromete com o bem-estar emocional, ela se torna parte importante de uma rede de apoio fundamental”, destaca Letícia.


Setembro amarelo

Frente ao número crescente de casos de ansiedade, depressão e suicídio entre crianças e adolescentes, o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção e conscientização sobre saúde mental, lança luz sobre essa realidade e reforça a necessidade de diálogo: um convite para a sociedade refletir sobre o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes. Mais do que campanhas, trata-se de criar um ambiente em que pedir ajuda seja visto como ato de coragem, e não de fraqueza.

“Adolescentes não precisam que os adultos tenham todas as respostas. Eles precisam saber que não estão sozinhos, que existe um espaço de escuta e apoio. Quando a família, a escola e a comunidade se unem, aumentam as chances de que esses jovens desenvolvam habilidades emocionais que os acompanharão pela vida adulta”, conclui Leticia.


Isis Galindo - orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com ampla trajetória na educação básica, com base na gestão educacional do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, com especializações em Psicopedagogia, Neuropsicologia e Competências Socioemocionais e Formação da Personalidade Ética.


Leticia Panczel - orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com trajetória na educação básica, na gestão pedagógica e educacional desde o Ensino Fundamental até os anos finais do Ensino Fundamental 2, com especializações em Gestão Escolar, Competências Socioemocionais e Formação da Personalidade Ética, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia.



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