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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Com 98,5% de sucesso e zero complicações, implantes de marcapasso sem eletrodos no Brasil superam média norte-americana

Com treinamento inédito ministrado exclusivamente por Doutores brasileiros, o país consolida a autossuficiência na capacitação de tecnologia médica de ponta, replicando os excelentes índices dos Estados Unidos.

 

O Brasil atingiu um novo patamar de excelência na medicina de alta complexidade. Dados clínicos consolidados sobre o implante do Aveir™, o marcapasso sem eletrodos (leadless) da Abbott, apontam que o país alcançou uma taxa de 98,5% de sucesso clínico dos 68 pacientes tratados até o momento, sendo que o primeiro implante foi em junho de 2025. O dado mais expressivo, contudo, reside na segurança do procedimento em solo nacional: ao contrário dos registros internacionais, o ecossistema médico brasileiro apresenta zero ocorrências de complicações até a presente data.

Nos Estados Unidos, o acompanhamento de 300 pacientes tratados com a mesma tecnologia apontou um índice de sucesso de 98,3%, registrando cinco casos de complicações que demandaram novas intervenções médicas. Dos 68 procedimentos realizados no Brasil, o cardiologista Dr. Ricardo Ferreira, do Centro Cardiológico, participou ativamente de 23 casos, liderando a curva de eficiência e segurança que agora chancela a independência do país na difusão desse conhecimento. 

Essa sólida base de dados e a maturidade técnica acumulada permitiram que a cardiologia nacional quebrasse mais uma barreira. Em treinamento realizado na sede da Abbott em São Paulo, o país celebrou, na oitava turma de formandos, seu primeiro programa de capacitação médica em Aveir™, ministrado de forma totalmente autônoma por um profissional brasileiro, o Dr. Ricardo Ferreira, eliminando em definitivo a necessidade de supervisão ou presença de médicos instrutores vindos dos Estados Unidos. 

Diferente dos modelos convencionais, o marcapasso sem eletrodos é implantado diretamente no interior do coração através de um procedimento minimamente invasivo por via femoral (cateterismo). Por dispensar os tradicionais fios cirúrgicos (eletrodos) e o desgaste cutâneo gerado pelo "bolso" cirúrgico no tórax, a tecnologia mitiga drasticamente os principais vetores de infecções hospitalares e falhas mecânicas de longo prazo, devolvendo ao paciente uma rotina livre de restrições físicas precoces.

 

Exemplo de implante do marcapasso duplo 

                

Marcapasso duplo sem fios

Demonstrar uma taxa de 98,5% de eficácia sem registrar nenhuma complicação em um grupo de 68 pacientes prova que os hospitais e os cirurgiões brasileiros alcançaram o estado da arte na eletrofisiologia. Deixar de depender de especialistas estrangeiros para ensinar nossos próprios médicos é a prova definitiva de que o Brasil além de absorver essa inovação tecnológica, aprendeu a executá-la com um rigor de segurança superior às médias globais", explica o cardiologista Dr. Ricardo. 

Com a expansão desse modelo de ensino descentralizado e conduzido localmente, novos centros hospitalares em diferentes estados brasileiros passam a contar com equipes capacitadas para oferecer a terapia leadless. O avanço redefine as diretrizes de segurança no tratamento de arritmias cardíacas no país, estabelecendo o padrão ouro de cuidado ao paciente de forma sustentável e autônoma.

 


Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


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