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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Ovodoação: a estratégia médica que transforma o diagnóstico de baixa reserva ovariana em uma gravidez real e completa

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Dr. Alfonso Massaguer, da Clínica Mãe, explica como a ciência da epigenética garante que mesmo com óvulos doados a gestação é plenamente materna — e por que o procedimento tem as maiores taxas de sucesso da reprodução assistida

 

Para muitas mulheres, a notícia de que os próprios óvulos já não têm condições de gerar uma gestação saudável chega acompanhada de uma sensação de perda. 

Como se o sonho da maternidade dependesse exclusivamente de um único elemento biológico. A ciência, no entanto, conta uma história diferente — e o Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794), fundador e diretor da Clínica Mãe, referência nacional e internacional em reprodução humana assistida, dedica-se a contar essa história com clareza e com respeito à experiência de cada paciente. 

A ovodoação é uma estratégia médica bem definida, indicada quando os óvulos da própria paciente já não respondem adequadamente ao estímulo ovariano. Longe de ser um atalho ou uma alternativa menor, ela representa um dos caminhos com maiores taxas de sucesso em toda a medicina reprodutiva — e abre portas para mulheres que de outra forma não teriam chance real de gestar.
 

A epigenética e o vínculo que ninguém apaga 

Uma das maiores preocupações de mulheres que consideram a ovodoação é a sensação de que, sem contribuir com o material genético, sua participação na gestação seria menor. A ciência da epigenética responde a essa dúvida com clareza: o ambiente uterino influencia diretamente a expressão dos genes do embrião desde os primeiros momentos da gestação. 

Tudo o que ocorre durante a gravidez influencia os genes do embrião. Não importa a origem do óvulo: o organismo e o útero da gestante determinam a forma como os genes recebidos a partir do óvulo doado serão expressos. A criança nascida carrega características da personalidade, do ambiente e da experiência da mãe que a gestou. 

Para o Dr. Alfonso Massaguer, esse entendimento é fundamental na abordagem com as pacientes. 

"A ovodoação não apaga a participação da mãe na gestação — ela a confirma de uma forma diferente e igualmente profunda. É o seu corpo que conduz o desenvolvimento do embrião desde o início, é o seu ambiente uterino que molda a expressão genética daquele bebê, e é a sua experiência da gravidez que cria o vínculo que começa muito antes do parto. O corpo muda. O coração ouve. Os movimentos são sentidos. Isso é maternidade — e a ovodoação não tira nada disso."
 

Quando a ovodoação é indicada 

A ovodoação é recomendada em situações em que a qualidade ou a quantidade dos óvulos da própria paciente comprometem as chances de uma gestação bem-sucedida. 

As principais indicações incluem baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, idade avançada com declínio significativo da qualidade ovocitária, histórico de falhas repetidas em ciclos de FIV com óvulos próprios e casos de alterações genéticas que desaconselham o uso dos próprios óvulos. 

O processo de ovodoação exige que a doadora atenda a critérios específicos de saúde, idade, aptidão física e mental. A doação é anônima, voluntária e sem fins lucrativos, com a identidade de doadoras e receptoras mantida em sigilo total, conforme as normas do Conselho Federal de Medicina.
 

As maiores taxas de sucesso da reprodução assistida 

A ovodoação está entre as alternativas com maiores taxas de sucesso da medicina reprodutiva. Na Clínica Mãe, a taxa de gravidez por embrião transferido em ciclos de ovodoação supera 65% — um número expressivo que reflete a qualidade dos óvulos doados, sempre provenientes de mulheres jovens com alta qualidade ovocitária e baixa probabilidade de alterações cromossômicas. 

A ovodoação também torna a FIV mais acessível do ponto de vista prático: ao reduzir a necessidade de múltiplos ciclos de estimulação ovariana, diminui o tempo de tratamento, o volume de medicações e traz mais previsibilidade ao processo — aspectos que têm peso real na experiência emocional e financeira das pacientes. 

"A taxa de gravidez por embrião transferido na ovodoação supera 65%, e o que vejo todos os dias na minha prática é que quem persiste nesse caminho tem um resultado quase certo. Não é uma promessa — é o que os números e a experiência clínica mostram. E tem mais: na Clínica Mãe, após a confirmação da gravidez, mal lembramos se o embrião veio de óvulo doado ou não. Para nós, é uma gravidez como qualquer outra e é exatamente assim que deve ser."

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