Dr. Alfonso
Massaguer, da Clínica Mãe, explica como a ciência da epigenética garante que
mesmo com óvulos doados a gestação é plenamente materna — e por que o
procedimento tem as maiores taxas de sucesso da reprodução assistida
Freepik
Para muitas
mulheres, a notícia de que os próprios óvulos já não têm condições de gerar uma
gestação saudável chega acompanhada de uma sensação de perda.
Como se o sonho da
maternidade dependesse exclusivamente de um único elemento biológico. A
ciência, no entanto, conta uma história diferente — e o Dr. Alfonso Massaguer
(CRM 97335 | RQE 42794), fundador e diretor da Clínica Mãe, referência nacional
e internacional em reprodução humana assistida, dedica-se a contar essa
história com clareza e com respeito à experiência de cada paciente.
A ovodoação
é uma estratégia médica bem definida, indicada quando os óvulos da própria paciente
já não respondem adequadamente ao estímulo ovariano. Longe de ser um atalho ou
uma alternativa menor, ela representa um dos caminhos com maiores taxas de
sucesso em toda a medicina reprodutiva — e abre portas para mulheres que de
outra forma não teriam chance real de gestar.
A epigenética
e o vínculo que ninguém apaga
Uma das maiores
preocupações de mulheres que consideram a ovodoação é a sensação de que, sem
contribuir com o material genético, sua participação na gestação seria menor. A
ciência da epigenética responde a essa dúvida com clareza: o ambiente uterino
influencia diretamente a expressão dos genes do embrião desde os primeiros
momentos da gestação.
Tudo o que ocorre
durante a gravidez influencia os genes do embrião. Não importa a origem do
óvulo: o organismo e o útero da gestante determinam a forma como os genes
recebidos a partir do óvulo doado serão expressos. A criança nascida carrega
características da personalidade, do ambiente e da experiência da mãe que a
gestou.
Para o Dr. Alfonso
Massaguer, esse entendimento é fundamental na abordagem com as pacientes.
"A ovodoação
não apaga a participação da mãe na gestação — ela a confirma de uma forma
diferente e igualmente profunda. É o seu corpo que conduz o desenvolvimento do
embrião desde o início, é o seu ambiente uterino que molda a expressão genética
daquele bebê, e é a sua experiência da gravidez que cria o vínculo que começa
muito antes do parto. O corpo muda. O coração ouve. Os movimentos são sentidos.
Isso é maternidade — e a ovodoação não tira nada disso."
Quando a
ovodoação é indicada
A ovodoação é
recomendada em situações em que a qualidade ou a quantidade dos óvulos da
própria paciente comprometem as chances de uma gestação bem-sucedida.
As principais
indicações incluem baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, idade
avançada com declínio significativo da qualidade ovocitária, histórico de
falhas repetidas em ciclos de FIV com óvulos próprios e casos de alterações
genéticas que desaconselham o uso dos próprios óvulos.
O processo de
ovodoação exige que a doadora atenda a critérios específicos de saúde, idade,
aptidão física e mental. A doação é anônima, voluntária e sem fins lucrativos,
com a identidade de doadoras e receptoras mantida em sigilo total, conforme as
normas do Conselho Federal de Medicina.
As maiores
taxas de sucesso da reprodução assistida
A ovodoação está
entre as alternativas com maiores taxas de sucesso da medicina reprodutiva. Na
Clínica Mãe, a taxa de gravidez por embrião transferido em ciclos de ovodoação
supera 65% — um número expressivo que reflete a qualidade dos óvulos doados,
sempre provenientes de mulheres jovens com alta qualidade ovocitária e baixa
probabilidade de alterações cromossômicas.
A ovodoação também
torna a FIV mais acessível do ponto de vista prático: ao reduzir a necessidade
de múltiplos ciclos de estimulação ovariana, diminui o tempo de tratamento, o
volume de medicações e traz mais previsibilidade ao processo — aspectos que têm
peso real na experiência emocional e financeira das pacientes.
"A taxa de
gravidez por embrião transferido na ovodoação supera 65%, e o que vejo todos os
dias na minha prática é que quem persiste nesse caminho tem um resultado quase
certo. Não é uma promessa — é o que os números e a experiência clínica mostram.
E tem mais: na Clínica Mãe, após a confirmação da gravidez, mal lembramos se o
embrião veio de óvulo doado ou não. Para nós, é uma gravidez como qualquer
outra e é exatamente assim que deve ser."
Nenhum comentário:
Postar um comentário