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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Conheça os mitos e verdades sobre a doação de sangue, um gesto que pode salvar a vida de pacientes com leucemia[1]

Com apenas 1,6% da população brasileira doando sangue em 2024[2], Junho Vermelho reforça a importância da atitude para pacientes com leucemia, que podem depender de transfusões durante o tratamento

 

O Brasil deve registrar 12.220 novos casos de leucemia por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA)[3]. Para pacientes em tratamento, a doação de sangue é essencial, já que transfusões podem fazer parte do suporte necessário ao longo da jornada de cuidado1. Apesar disso, apenas 1,6% da população brasileira doou sangue em 2024, totalizando 3,31 milhões de bolsas coletadas no país1. No Junho Vermelho[4], tire suas dúvidas e conheça os principais mitos e verdades sobre a doação de sangue.

 

A doação que devolve a vida: força e fôlego para a batalha de hoje

A jornada do paciente contra a leucemia é desafiadora. A quimioterapia, tratamento essencial contra a doença, deixa o corpo exausto e com baixa defesas[5]. É nesse momento que a doação de sangue e seus componentes entram em cena, mas não como um mero gesto. Uma transfusão de hemácias pode ajudar a aliviar o cansaço intenso associado à anemia, enquanto a transfusão de plaquetas ajuda a prevenir sangramentos graves em pacientes com baixa contagem[6]. 

Veja abaixo algumas curiosidades:

  • Mito 1: Doar sangue é complicado, dói muito ou causa fraquza permanente.
  • Verdade: O processo da doação de sangue total é simples e rápido. A dor é mínima, e o corpo se recupera em poucas horas, sem qualquer alteração ou vício.[7]
  • Mito 2: Toda doação de sangue é igual e ajuda da mesma forma.

  • Verdade: Não. Existe a doação específica de plaquetas. Nesse procedimento, chamado aférese, um equipamento separa as plaquetas do sangue do doador e devolve os demais componentes ao organismo. Para pacientes com leucemia, que podem apresentar queda importante na contagem de plaquetas e maior risco de sangramentos, essa doação pode ser fundamental como suporte ao tratamento.[8]

  • Mito 3: Qualquer pessoa pode doar sangue.
  • Verdade: A doação de sangue é aberta a muitos voluntários, mas não a qualquer pessoa. Para doar, é necessário cumprir critérios como ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg, estar em boas condições de saúde, bem alimentado, ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal, e pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60. Além disso, todos passam por triagem antes da doação.[9]

  • Mito 4: Quem tem tatuagem não pode doar sangue
  • Verdade: Em partes, pessoas com tatuagem podem doar sangue, desde que o procedimento tenha sido feito há pelo menos seis meses. Caso não seja possível avaliar as condições de segurança do procedimento, o período de espera é de 12 meses.[10]

 

A doação que garante o amanhã: a chance de um novo começo

Quando a cura depende de um transplante, a esperança pode estar em encontrar um doador de medula óssea compatível na “loteria genética da vida”. Apenas 25% a 30% dos pacientes encontram um doador 100% compatível na família[11]. Para ampliar as possibilidades de quem aguarda por essa compatibilidade, o primeiro passo do voluntário é se cadastrar no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que já reúne mais de 6 milhões de pessoas cadastradas[12]. 

  • Mito 1: A doação de medula óssea é retirada da coluna espinhal e é perigosa.
  • Verdade: Absolutamente falso. A doação não tem qualquer relação com a medula espinhal. Na maioria das vezes, as células-tronco são coletadas do sangue, através de um equipamento que as filtra. Em outros casos, são retiradas do osso da bacia, com anestesia.[13]

  • Mito 2: Se eu me cadastrar, sou obrigado a doar caso seja compatível.
  • Verdade: Não. O cadastro é apenas a entrada em um banco de possíveis doadores. Se você for encontrado como compatível, a equipe do REDOME entrará em contato para explicar todo o processo. Você passará por novos exames e receberá todas as informações para tomar sua decisão. A escolha final de prosseguir com a doação será sempre sua[14].

 

Como doar sangue? 

Para doar sangue, o voluntário deve procurar o hemocentro ou serviço de coleta mais próximo de sua região. Em geral, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg, estar em boas condições de saúde, alimentado e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal, e pessoas entre 60 e 69 anos devem ter realizado ao menos uma doação antes dos 60 anos.

 

Como doar medula?

Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue, como HIV ou hepatite, além de não apresentar histórico de câncer, doença hematológica ou autoimune, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide¹⁷. 

Para consultar informações sobre critérios e orientações para doação de sangue e plaquetas, acesse a página oficial do Ministério da Saúde[15] e o Inca[16]. Para se cadastrar como possível doador de medula óssea, acesse o Redome11. 




Eli Lilly do Brasil
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[1] INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Doação de sangue. Rio de Janeiro: INCA, 20 jun. 2022. Atualizado em: 1 ago. 2022. Disponível em: Link. Acesso em: 28 mai. 2026.

[2] BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação regular de sangue. Brasília: Ministério da Saúde, 16 jun. 2025. Atualizado em: 23 jun. 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 27 mai. 2026.

[3] INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2026–2028: síntese de resultados e comentários. Rio de Janeiro: INCA, 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 28 mai. 2026.

[4] MINISTÉRIO DA SAÚDE. 14/6 – Dia Mundial do Doador de Sangue. Disponível em: Link/. Acesso em: 22 mai. 2026.

[5] PAIVA, Bianca Kemmilly Rodrigues; SARANDINI, Yohana Machado; SILVA, Amanda Estevão da. Sintomas de fadiga e força muscular respiratória de pacientes onco-hematológicos em quimioterapia. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 67, n. 3, 2021. Disponível em: Link. Acesso em: 22 mai. 2026.

[6]REDE HEMOSUL/MS. Manual de Orientação Hemoterápica. Versão 01. Campo Grande: Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, 2025. p. 16 e 27. Disponível em: Link. Acesso em: 25 mai. 2026.

[7] A.C.CAMARGO CANCER CENTER. Tudo sobre doação de sangue. São Paulo: A.C.Camargo Cancer Center. Disponível em: Link. Acesso em: 22 mai. 2026.

[8] HOSPITAL MOINHOS DE VENTO. Já ouviu falar sobre a doação de plaquetas? Porto Alegre, 3 jan. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 25 mai. 2026.

[9] BRASIL. Ministério da Saúde. No período pré-carnaval, Ministério da Saúde reforça sobre a importância da doação de sangue para manter estoques em todo o país. Brasília: Ministério da Saúde, 12 fev. 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 28 mai. 2026.

[10] BRASIL. Ministério da Saúde. Confira 18 tópicos sobre doação de sangue. Brasília: Ministério da Saúde, 14 jan. 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 28 mai. 2026.

[11] REGISTRO BRASILEIRO DE DOADORES VOLUNTÁRIOS DE MEDULA ÓSSEA (REDOME). REDOME participa do II Simpósio de Transplante de Medula Óssea do Hupes-UFBA. Rio de Janeiro: INCA; Ministério da Saúde, 3 out. 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 22 mai. 2026.

[12] REGISTRO BRASILEIRO DE DOADORES VOLUNTÁRIOS DE MEDULA ÓSSEA (REDOME). Doadores: como ser um doador? Rio de Janeiro: INCA; Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 25 mai. 2026.

[13] REGISTRO BRASILEIRO DE DOADORES VOLUNTÁRIOS DE MEDULA ÓSSEA (REDOME). Doadores: saiba como é feita a doação. Rio de Janeiro: INCA; Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 25 mai. 2026.

[14] REGISTRO BRASILEIRO DE DOADORES VOLUNTÁRIOS DE MEDULA ÓSSEA (REDOME). Doadores: já sou um doador! E agora? Rio de Janeiro: INCA; Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 25 mai. 2026.

[15] BRASIL. Ministério da Saúde. Doação de Sangue. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 27 mai. 2026.

[16] INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Doação de plaquetas. Rio de Janeiro: INCA, 20 jun. 2022. Atualizado em: 20 jun. 2022. Disponível em: Link. Acesso em: 28 mai. 2026.

17 SÃO PAULO (SP). Prefeitura. Saiba como se tornar um doador de medula óssea. Disponível emLink. Acesso em: 1 jun. 2026


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