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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Dia Mundial do Orgulho Autista: inclusão e respeito precisam ir muito além da celebração


Defensor Público Federal destaca iniciativas importantes e reforça a necessidade de políticas de longo prazo que garantam autonomia e dignidade às pessoas com TEA


Nesta quarta-feira, 18 de junho, será celebrado o Dia Mundial do Orgulho Autista, data criada para promover a dignidade e os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). E um dos principais polos de expansão dessa luta é a cidade de São Paulo, onde foram inaugurados, este ano, dois centros públicos voltados ao atendimento especializado de indivíduos autistas. O município também promoveu o lançamento de uma plataforma digital voltada à melhoria da acessibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência. 

Iniciativas com essa precisam ganhar visibilidade e reforçam a necessidade de expandir esse modelo para todo o país. “A criação de centros especializados, como o TEA Paulista e o Centro Municipal de Santana, é um avanço concreto na garantia de direitos e na inclusão desses cidadãos na vida em sociedade. Mas é preciso ir além: precisamos de políticas sustentáveis e intersetoriais que preparem as pessoas com TEA para o futuro, sobretudo quando os pais ou responsáveis não estiverem mais presentes em suas vidas”, afirma o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social. 

Inaugurado no início de junho, o Centro TEA Paulista, localizado na Vila Leopoldina, zona oeste da capital, é o primeiro centro estadual de São Paulo voltado exclusivamente para autistas. O espaço oferece atendimento gratuito com equipe multidisciplinar, além de contar com um polo de incentivo à produção científica e um outro voltado à Empregabilidade Inclusiva (PEI); além do novo Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência. 

Em abril deste ano, a prefeitura paulistana também abriu o Centro Municipal para Pessoas com TEA “Dra. Marina Magro Beringhs Martinez”, no bairro de Santana, zona norte da cidade. O espaço oferece suporte integral a famílias e diversas atividades, como oficinas, aulas e sessões terapêuticas. 

Ambos os centros reforçam a rede de cuidados voltada às pessoas neurodivergentes e pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva e múltipla. As duas instituições estão conectadas ao Portal SP para Pessoas com Deficiência.
 

Preparando um futuro com autonomia

Se por um lado São Paulo investe em estrutura pública, em Florianópolis (SC) a Associação Caminhos Para a Vida (ACV) dá exemplo de como a sociedade civil também pode atuar na construção de maior autonomia para pessoas com TEA. A entidade foi criada a partir de um dilema enfrentado por milhares de famílias no Brasil: "O que será dos nossos filhos com deficiência quando não estivermos mais aqui?” 

Atualmente, a ACV atende jovens diagnosticados com TEA, deficiência intelectual, paralisia cerebral ou Síndrome de Angelman. Com sede no bairro da Trindade, a instituição oferece atividades de segunda a sexta-feira, incluindo oficinas de fisioterapia, psicologia, pedagogia e educação física, além de hospedagem nos fins de semana. Cada educando custa cerca de R$ 190 por dia e os familiares colaboram com o que podem. Para complementar os recursos, a associação organiza um brechó e recebe doações de roupas, alimentos, produtos de limpeza e contribuições em dinheiro. 

“O cuidado não pode ser interrompido com a ausência dos pais. Precisamos urgentemente de políticas públicas que ofereçam suporte real a essas pessoas e suas famílias, com centros residenciais, projetos de moradia assistida e incentivos para o terceiro setor”, alerta o defensor público. 

Neste Dia Mundial do Orgulho Autista, o chamado é claro: é hora de unir esforços entre Estado, sociedade, instituições e iniciativa privada para garantir cuidado, dignidade e inclusão às pessoas com TEA — não apenas durante a infância, mas em todas as fases da vida, inclusive na maturidade. 

“O autismo não é uma condição passageira. O orgulho autista é uma afirmação de existência, de identidade e de direitos. Precisamos enxergar além do diagnóstico e construir um país em que a inclusão seja permanente, e não apenas comemorativa”, conclui André Naves. 

Saiba mais sobre estas ações nas redes sociais do defensor público André Naves em andrenaves.def.


Cidade Goiana registra caso de gripe aviária em aves domésticas!

iStock by Getty Image


Infectologista da UNIFESP, Dr. Klinger Soares Faíco Filho faz alerta sobre os riscos da gripe aviária.


Nesta última sexta-feira (13), a Agência Goiana de Defesa Agropecuária, a Agrodefesa, confirmou o primeiro foco de gripe aviária em aves domésticas, criadas em quintal, no município de Santo Antônio da Barra, em Goiás. A confirmação veio após a morte de cerca de 100 galinhas que apresentaram sintomas como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarréia e edema facial. A gripe aviária não representa riscos à saúde humana por meio do consumo de carne de aves ou ovos, o risco existe apenas em casos de contato direto com aves doentes.  

O infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), alerta para os riscos associados à gripe aviária, especialmente quando o vírus circula em ambientes com alta densidade de aves e contato frequente com humanos: 

“Embora a transmissão para humanos ainda seja rara e ocorra, em geral, por contato direto com aves infectadas, a presença do H5N1 em granjas aumenta as chances de mutações, especialmente em ambientes de alta densidade animal e contato frequente com humanos. Ainda não há transmissão sustentada entre humanos, mas o vírus da influenza tem um histórico de mutações rápidas e rearranjos genéticos. Por isso, todo surto em ambiente produtivo deve ser tratado com seriedade, responsabilidade técnica e coordenação entre saúde humana, animal e ambiental, dentro da perspectiva de saúde única”, comentou o médico.  

De acordo com o infectologista, na fase inicial o quadro clínico pode ser praticamente indistinguível. O que muda são os contextos, o vírus H5N1 costuma estar associada a contatos direto com o animal, surtos locais ou exposição ocupacional, e apresenta uma progressão mais agressiva, muitas vezes com evolução rápida para Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. Este vírus costuma apresentar sintomas clássicos de síndrome gripal como febre, tosse, cefaléia, dor de garganta e mialgia. 

“O H5N1 tem alta letalidade nos casos confirmados. A suspeição precoce salva vidas, tanto do paciente, quanto da comunidade. Na prática clínica o vírus pode ter uma evolução precoce para dispneia e hipoxemia, infiltrados pulmonares extensos detectados em tomografia, hemoptise, diarreia e em alguns casos manifestações neurológicas.”, explicou Dr. Klinger Faíco.  

A possibilidade de que o H5N1 sofra uma mutação que facilite a transmissão sustentada entre humanos não é apenas teórica. Desde 2023, a OMS alerta para variantes com maior tropismo por células humanas, e episódios de transmissão entre mamíferos foram documentados em criadouros de visons e focas. Com o vírus agora presente em granjas comerciais brasileiras, o alerta se intensifica. Profissionais de saúde devem estar preparados para identificar rapidamente casos suspeitos, contribuir com a rede de vigilância e orientar a população de forma segura e baseada em evidências. 

“Esse é o tipo de ameaça que se constrói em silêncio. O momento de agir é agora, não quando os casos se multiplicarem. A experiência da Covid-19 não pode ser esquecida”, finaliza o infectologista.

 

Klinger Faíco - médico infectologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Doutor em Infectologia pela UNIFESP e MBA em Gestão em Saúde, atua com foco no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, incluindo HIV, hepatites virais e IST’s. Além disso, o infectologista é CEO do InfectoCast, e professor universitário, fundador e consultor em controle de infecção hospitalar na Consultoria IRAS.

 

Novo Nordisk avança com o desenvolvimento clínico de fase 3 das versões subcutânea e oral de amicretina para controle de peso

 *Versão em português do company announcement divulgado pela Novo Nordisk global em 12 de junho de 2025

 

Bagsværd, Dinamarca  – A Novo Nordisk anunciou hoje que avançará com o desenvolvimento de fase 3 das formulações subcutânea e oral de amicretina para controle de peso, com base em estudos clínicos concluídos. Esta decisão foi tomada após interações com autoridades regulatórias ao final da fase 2 para ambas as versões, subcutânea e oral. 

“Estamos extremamente satisfeitos com o feedback das autoridades regulatórias, que nos permitiu avançar para a fase 3 com a amicretina nas formulações subcutânea e oral para controle de peso. Estamos entusiasmados com o potencial da molécula de amicretina, e este representa um passo significativo em nossa jornada. Em breve, esperamos compartilhar mais informações sobre o desenho do programa de fase 3”, afirmou Martin Lange, vice-presidente executivo de Desenvolvimento da Novo Nordisk. 

A Novo Nordisk planeja iniciar o programa de fase 3 com amicretina para adultos com sobrepeso ou obesidade no primeiro trimestre de 2026.
 

Sobre a amicretina

Amicretina é um agonista unimolecular de longa duração dos receptores de GLP-1 e amilina, em desenvolvimento pela Novo Nordisk, com o objetivo de oferecer uma opção de tratamento eficaz e conveniente para adultos com sobrepeso ou obesidade, bem como para adultos com diabetes tipo 2. A molécula está sendo desenvolvida para administração subcutânea e oral.
 

Estudo de fase 1 com amicretina oral

O estudo avaliou doses únicas e múltiplas ascendentes de amicretina oral, até um máximo de 50 mg em duas aplicações, em pessoas com sobrepeso ou obesidade, com duração total de tratamento de até 12 semanas.
 

Estudo de fase 1b/2a com amicretina subcutânea

O estudo investigou a segurança, tolerabilidade, farmacocinética e prova de conceito da amicretina subcutânea de aplicação semanal em pessoas com sobrepeso ou obesidade. O protocolo combinou estudo de dose única ascendente, dose múltipla ascendente e resposta à dose, avaliando três diferentes doses de manutenção ao longo de até 36 semanas de tratamento.



Novo Nordisk
www.novonordisk.com.br
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Como a prevenção, tecnologia e informação são armas contra a hipertensã

Nova tecnologia da G-Tech também contribui para o acompanhamento da saúde respiratória, ampliando o olhar sobre os cuidados de prevenção 

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge quase cerca de 30% da população adulta e é responsável por grande parte dos atendimentos de urgência no país, sendo fator de risco para infartos, AVCs e insuficiência renal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 80% dos casos de hipertensão e outras doenças crônicas, como diabetes, poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida e a adoção de práticas preventivas. Para isso, o acesso à informação e a equipamentos de monitoramento domiciliar torna-se uma ferramenta essencial para o diagnóstico precoce e o controle efetivo da pressão arterial.

“A prevenção começa em casa, com hábitos saudáveis e o uso de tecnologias que nos ajudem a entender como está nosso organismo”, explica Pedro Henrique de Abreu, gerente de Marketing da G-Tech, empresa especializada em equipamentos para cuidados domiciliares e hospitalares. “Os medidores de pressão digitais, por exemplo, permitem aferições regulares e com maior precisão, o que reduz a dependência exclusiva de consultas presenciais e promove um cuidado mais constante com a saúde.”

A recomendação do Ministério da Saúde é que adultos façam check-ups ao menos uma vez por ano, mesmo sem sintomas. Porém, ainda é comum que o diagnóstico da hipertensão ocorra tardiamente, quando os sintomas já são graves. O uso de dispositivos como termômetros digitais, oxímetros e monitores de pressão ajuda a preencher essa lacuna no acompanhamento contínuo da saúde.

Tecnologia também auxilia no cuidado com doenças respiratórias

Atenta ao aumento de síndromes respiratórias durante o outono e à importância de uma abordagem preventiva ampliada, a G-Tech acaba de lançar no mercado um novo medidor de pico de fluxo expiratório (PFE). Portátil e indicado para uso domiciliar, o equipamento fornece parâmetros objetivos da função pulmonar, sendo útil no controle de doenças como asma e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

Entre dezembro de 2023 e abril de 2024, foram registradas 1.885 ocorrências de síndromes respiratórias agudas graves no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Parte significativa dos casos está relacionada a doenças crônicas respiratórias, como a asma, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros. “O novo medidor permite acompanhar a variação do fluxo expiratório de forma prática e segura, ajudando a antecipar crises e ajustar o tratamento com maior precisão”, destaca Abreu.

O dispositivo tem faixa de medição de 60 a 800 litros por minuto, é indicado para pacientes a partir de cinco anos e pode ser utilizado em casa, consultórios e ambientes hospitalares, com recomendações específicas de higienização. Em casos de uso compartilhado, é necessário o uso de bocais descartáveis, vendidos separadamente.

Com esse lançamento, a G-Tech fortalece sua atuação no setor de cuidados respiratórios, que vem ganhando relevância com a valorização das estratégias de autocuidado. O medidor de PFE é mais uma ferramenta que se soma ao portfólio da empresa voltado à promoção da saúde preventiva e ao bem-estar da população.

 

 

Lipedema desafia diagnóstico e impacta a saúde feminina

Doença que afeta quase exclusivamente as mulheres causa dor, hematomas e acúmulo de gordura resistente; falta de protocolos e desconhecimento clínico dificultam o tratamento

 

 

Junho é o mês de conscientização sobre o lipedema, uma doença progressiva que representa um desafio à medicina diagnóstica e compromete a mobilidade, a autoestima e o bem-estar de inúmeras mulheres. Caracterizado pelo acúmulo simétrico e doloroso de gordura subcutânea, principalmente nas pernas e braços — poupando mãos e pés, o lipedema é frequentemente confundido com obesidade ou linfedema. Diferentemente da obesidade, a gordura associada à doença não responde bem à dieta ou à prática de exercícios. Já o linfedema, causado por falhas no sistema linfático, tende a ser assimétrico e costuma afetar também os pés.

A condição atinge quase exclusivamente mulheres e costuma surgir em fases de intensas variações hormonais, como a puberdade, a gravidez e a menopausa. Estima-se que até 60% dos casos tenham histórico familiar, o que reforça o papel de fatores genéticos.

Segundo o cirurgião vascular e diretor de Patrimônio da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Vinícius Bertoldi, o lipedema ainda é subestimado e mal compreendido. “É uma condição com características próprias, que exige escuta qualificada. A falta de conhecimento entre profissionais de saúde, a sobreposição com outros quadros e a ausência de marcadores laboratoriais dificultam o diagnóstico. Muitas mulheres são tratadas apenas como pessoas com excesso de peso, quando, na verdade, convivem com uma doença que demanda acompanhamento adequado”, alerta.

Entre os principais sinais estão a distribuição desproporcional da gordura, dor constante, sensibilidade ao toque, hematomas frequentes e limitação funcional. Embora o diagnóstico seja clínico, exames como ultrassonografia com doppler e linfocintilografia ajudam a excluir outras condições. Além disso, estudos mais recentes têm avaliado critérios de imagem — como medições ultrassonográficas em pontos específicos dos membros — como apoio à confirmação diagnóstica.

Apesar de não ter cura, o lipedema pode ser controlado por meio de tratamento multidisciplinar. Entre as abordagens mais eficazes estão a drenagem linfática manual, o uso de meias de compressão, exercícios de baixo impacto com foco no fortalecimento muscular — principalmente nas coxas —, além de uma alimentação anti-inflamatória e com baixo índice glicêmico. Em casos selecionados, pode-se recorrer à lipoaspiração com técnica tumescente, que preserva os vasos linfáticos e deve ser realizada por profissionais experientes.

Pacientes devem evitar dietas radicais, ricas em açúcar e gordura, procedimentos agressivos como a lipoaspiração convencional, inatividade física e uso prolongado de corticosteroides sem indicação médica. O estilo de vida tem papel essencial no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida.

O impacto emocional da doença também é significativo. Baixa autoestima, ansiedade e depressão são comuns, agravadas pelo estigma social e pela falta de preparo da comunidade médica. Embora campanhas de conscientização tenham avançado, ainda não há diretrizes específicas no SUS, e muitos planos de saúde não cobrem o tratamento cirúrgico, mesmo diante da dor persistente e do comprometimento funcional.

Estudos internacionais estimam que entre 11% e 19% das mulheres possam conviver com o lipedema, mas a subnotificação é elevada. No Brasil, ainda não há dados oficiais. Para o Dr. Bertoldi, ampliar a visibilidade da doença é essencial. “A conscientização precisa avançar, tanto entre os profissionais quanto entre as pacientes. Quem sente dor, hematomas frequentes e percebe gordura desproporcional em pernas e braços, que não melhora com dieta, deve procurar um cirurgião vascular. O diagnóstico precoce pode mudar vidas”, conclui.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular à população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).




Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


Homens também devem cuidar da alimentação para manter a fertilidade, aponta especialista

Manter uma alimentação balanceada e rica em bons nutrientes, além de um estilo de vida saudável são cruciais; confira algumas dicas

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 15% dos casais têm dificuldade para engravidar e não conseguem ter filhos. Sendo que cerca de 40% dos casos é devido à infertilidade masculina. Para a nutricionista Kenia Lovizon, do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, a alimentação e a suplementação personalizada são fatores importantes que podem impactar positivamente na qualidade do sêmen.  "Já temos muitos estudos científicos que apontam que alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais ajudam a melhorar a fragmentação espermática, além de otimizar o espermograma em termos de contagem, motilidade, morfologia e a microbiota do líquido seminal", destaca.

A especialista afirma que alguns alimentos podem ser incorporados ao dia a dia para melhorar a qualidade do sêmen, confira:

  • Frutas e vegetais coloridos: Aposte em todas as frutas e vegetais e tenha no prato cores vibrantes. Esses alimentos são ricos em vitamina C, E, licopeno, ácido fólico e betacaroteno. Eles não só ajudam a melhorar a motilidade dos espermatozóides, mas também reduzem danos ao DNA. Alguns exemplos são: acerola, caju, limão, kiwi, romã, nectarina, ameixa, abacate, tomate orgânico, brócolis e repolho roxo, espinafre, rúcula, couve, agrião, espinafre, escarola, alface roxa, etc. 
  • Oleaginosas: Nozes, castanhas e amêndoas são ricas em selênio, zinco e ômega-3, essenciais para auxiliar na melhora da morfologia e contagem dos espermatozóides.
  • Sementes: Girassol, gergelim, linhaça, chia e abóbora contêm ácidos graxos essenciais e zinco, são fundamentais para uma produção saudável de espermatozoides.
  • Peixes gordurosos: Salmão selvagem, atum fresco, sardinha e bacalhau são fontes ricas de ômega-3, que ajudam a reduzir a inflamação e melhorar a fluidez do sêmen.
  • Ovos caipiras ou orgânicos: Ricos em vitaminas E, B12 e colina, eles auxiliam na formação do esperma e protegem contra radicais livres.
  • Grãos integrais: Farelo de aveia, quinoa e amaranto ajudam a controlar os níveis hormonais, promovendo saúde reprodutiva.
  • Temperos naturais: Cebola, cebola roxa, alho, coentro, salsinha e cebolinha, entre outros, oferecem um combo nutritivo que protege o esperma e ajudam a melhorar a circulação sanguínea nos órgãos reprodutivos.

Além de manter uma alimentação variada, rica em alimentos frescos, orgânicos e naturais, a especialista destaca que é essencial que o homem que deseja ter filhos incorpore hábitos de vida saudáveis. É importante reduzir o consumo de álcool e evitar o tabagismo, pois ambos são muito prejudiciais à fertilidade masculina. Outro ponto crucial é sair do sedentarismo e garantir uma rotina de exercícios e ter sono de qualidade. 

"Adotar um estilo de vida saudável faz toda a diferença na fertilidade masculina e no bem-estar do homem para longevidade. Várias mudanças no presente podem trazer um grande significado no futuro. A dieta pode e deve ser uma aliada na jornada para formar uma saudável família", conclui Kenia. 

  

Huntington Medicina Reprodutiva



A importância da doação de sangue e o papel da sociedade na manutenção dos estoque

Marcelo Matusiak
Nota Conjunta: AMRIGS e Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da AMRIGS 

 

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho. Diante dos recorrentes alertas sobre os baixos estoques de sangue no Rio Grande do Sul e em diversas regiões do país, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e o seu Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular reforçam a importância de ações permanentes de conscientização e mobilização da sociedade sobre a doação de sangue.

Entendemos que o engajamento coletivo é essencial para enfrentar esse desafio. A doação de sangue deve ser incentivada não apenas em momentos de crise, como o que vivenciamos recentemente com as enchentes, mas de forma contínua, por meio de campanhas educativas nas escolas, nas mídias sociais e por aplicativos que facilitam a formação de redes solidárias. É fundamental também que o poder público e os serviços de hemoterapia ampliem os pontos de coleta, como foi anunciado em Gravataí e realizado em Tramandaí. Medidas como a abertura dos hemocentros aos sábados são muito positivas, pois permitem que mais pessoas contribuam sem a necessidade de se ausentar do trabalho.

Qualquer cidadão entre 16 e 69 anos com mais de 50 quilos e em boas condições de saúde pode ser um doador. Basta que tenha dormido bem, feito uma refeição leve e esteja sem consumir bebidas alcoólicas há pelo menos 12 horas antes da coleta. Pessoas com doenças crônicas controladas, como hipertensão ou diabetes, também podem doar. O intervalo entre cada doação deve ser de 60 dias para homens e 90 dias para mulheres.

É importante lembrar que, mesmo quem não puder doar, pode contribuir incentivando familiares, amigos e colegas. A doação de sangue é, acima de tudo, um gesto voluntário e altruísta — como destaca a própria legislação brasileira.

Reforçamos o nosso compromisso com a saúde da população gaúcha e com a valorização de iniciativas que promovam a solidariedade e o cuidado com o próximo. A manutenção dos estoques de sangue depende de todos nós.


Dr. Gerson Junqueira Jr. - Presidente da AMRIGS

Dr. Marcelo Capra - Diretor do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da AMRIGS


Serviço para quem quer doar sangue

Dirija-se à recepção do Hemocentro da sua cidade, com seu documento de identidade oficial com foto em boas condições e faça um cadastro. Aguarde a chamada para a pré-triagem, onde serão verificados seus sinais vitais (pressão arterial, temperatura, batimentos cardíacos) e peso. Posteriormente, será realizado um teste rápido para avaliar os níveis de ferro no sangue. A seguir, ocorrerá uma entrevista individual e sigilosa onde serão abordados históricos e estado atual de saúde. É importante que você seja sincero com o profissional de saúde para proteger a si e ao futuro receptor. Logo, você passará à coleta, onde doará cerca de 450ml de sangue que podem ajudar a salvar até quatro vidas. Na sequência, você receberá um lanche que lhe ajudará a iniciar o processo de reidratação, além de informações sobre cuidados pós-doação.


Frequência de doação de sangue

Mulheres: período de 90 dias/máximo de 3 doações nos últimos 12 meses. Homens: período de 60 dias/máximo de 4 doações nos últimos 12 meses.


Pré-requisitos

Estar em boas condições de saúde;
Apresentar documento oficial de identidade com foto;
Ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os candidatos a doadores com menos de 18 anos deverão estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal;
Pesar no mínimo 50kg sem contar as vestimentas;
O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos;
Não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa;
Ter dormido pelo menos 6 horas antes da doação;
Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação;
Não fumar pelo menos duas horas antes da doação.


Impedimentos temporários

Gripe ou febre;
Gestantes ou mães que amamentam bebês com menos de 12 meses;
Até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;
Tatuagem ou acupuntura nos últimos 6 meses;
Exposição à situação de risco para a AIDS (múltiplos parceiros sexuais, ter parceiros usuários de drogas);
Herpes labial;
Vacina Covid-19 - Coronavac (Butantan) por 48 horas, Astrazeneca (FIOCRUZ) por 7 dias, Pfizer por 7 dias;
Covid-19: aguardar 10 dias após a melhora completa dos sintomas para doar. Pessoas que testaram positivo, sem ter apresentado sintomas, devem aguardar 10 dias após a coleta do exame.
Pessoas que tiveram contato próximo com pacientes com Covid-19 durante o período de transmissão (primeiros 10 dias da doença), aguardar 7 dias após o último contato para doar.
Após sintomas respiratórios associados à febre (temperatura axilar = 38,0°C), sem testagem para Covid-19, aguardar 14 dias para doar. Na ausência de febre (temperatura axilar = 38,0°C), aguardar 10 dias para doar.


Impedimentos definitivos

Doença de Chagas;
Hepatite após os 11 anos de idade;
Ser portador dos vírus HIV (AIDS), HCV (Hepatite C), HBC (Hepatite B), HTLV;
Usuário de drogas injetáveis


Documentos necessários

Apresentar documento oficial de identidade com foto, podendo ser Carteira de Identidade (RG), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Carteira de Órgão ou Conselho de Classe (OAB, CRM, CRP. Etc.), Certificado Militar, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com foto, Passaporte. E-título e Carteira Nacional Habilitação (CNH) digital.

 


Fonte: Hemocentro


Baixas temperaturas aumentam o risco de infecções respiratórias.

Getty Images
Infectologista explica por que os casos de gripe, resfriado e outras viroses disparam nos dias mais frios do ano.

 

Com a chegada do outono e especialmente do inverno, a temperatura caiu bruscamente nos últimos dias, e com isso o aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias nos hospitais. Gripe, resfriado, bronquite, sinusite e até mesmo a covid-19 voltam a preocupar, especialmente entre grupos mais vulneráveis como idosos, bebês, crianças e pessoas com doenças crônicas.  

De acordo com o médico infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho, o frio em si não é o causador das infecções, mas sim as mudanças de comportamento provocadas pelas baixas temperaturas.  

“A friagem em si só, não causa infecções. O que realmente aumenta os casos nessa época do ano é o comportamento das pessoas: ficamos mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Além disso, o ar seco e a baixa umidade comprometem a barreira de defesa das vias aéreas, tornando o organismo mais suscetível a infecções.”, explicou o infectologista.  

Segundo o especialista, o ar seco típico dessa estação favorece o ressecamento das mucosas do nariz e da garganta, diminuindo a eficiência do muco e dos cílios nasais, que funcionam como uma barreira natural. Outro fator importante é o aumento da permanência em locais fechados com pouca circulação de ar, o que facilita a propagação do vírus. 

De acordo com a Rede Hospital Casa, os agentes mais comuns nessa época do ano estão os vírus da gripe Influenza, o rinovírus, responsável pelo resfriado comum, VSR, o vírus sincicial que afeta principalmente as crianças, além do coronavírus que continua circulando mesmo após o fim da emergência sanitária. 

 

Klinger Faíco - médico infectologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Doutor em Infectologia pela UNIFESP e MBA em Gestão em Saúde, atua com foco no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, incluindo HIV, hepatites virais e IST’s. Além disso, o infectologista é CEO do InfectoCast, e professor universitário, fundador e consultor em controle de infecção hospitalar na Consultoria IRAS.



Resolução do CFM amplia acesso a bariátrica para pacientes com obesidade

Novas diretrizes se alinham com os protocolos internacionais vigentes, segundo especialista

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no último mês a resolução nº 2.429/25 que prevê novas diretrizes para a cirurgia bariátrica e metabólica, que ampliam o acesso ao procedimento para mais pessoas. Pacientes adultos com IMC de 30 a 35 agora podem ser elegíveis para a cirurgia, se apresentarem doenças graves associadas. A idade mínima para a cirurgia também foi ampliada para 14 anos em casos de pacientes com IMC acima de 40 com comorbidades. 

Dados do Atlas Mundial da Obesidade, feito pela Federação Mundial da Obesidade e divulgado em março deste ano, apontam que 68% da população brasileira tem excesso de peso, sendo que 31% têm obesidade e 37% sobrepeso. 

“Algumas técnicas, como a banda gástrica ajustável e a cirurgia de Scopinaro, foram desaconselhadas devido aos altos índices de complicações. É importante salientar que as alterações do CFM ampliam o acesso ao tratamento para uma série de pacientes. Em outros países, essa nova normativa já é realidade, portanto, a mudança alinha o Brasil com as atualizações científicas e protocolos internacionais vigentes”, ressalta o cirurgião do aparelho digestivo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Ivan Sandoval de Vasconcellos.

Segundo o cirurgião, a equipe multidisciplinar (incluindo clínicos,  nutricionistas, psicólogos e outros profissionais) no acompanhamento pré e pós-operatório é imprescindível. As principais mudanças da nova diretriz incluem:


Ampliação dos critérios de IMC (Índice de Massa Corporal)

  • Pessoas com IMC de 30 a 35 agora podem ser elegíveis para a cirurgia, se apresentarem doenças graves associadas à obesidade, como: diabetes tipo 2,  osteoartrose grave, doença cardiovascular grave, apneia do sono grave, doença gordurosa hepática não alcoólica com fibrose, doença renal crônica precoce ou afecções com indicação de transplante.
  • Pacientes com IMC acima de 40 (com ou sem comorbidades) e aqueles com IMC entre 35 e 40 com doenças associadas continuam elegíveis.


Critérios para adolescentes

  • A cirurgia agora é permitida para adolescentes entre 14 e 16 anos em casos excepcionais, especialmente quando o IMC é superior a 40 e há complicações clínicas graves que representam risco de vida. É exigido o termo de consentimento dos pais ou responsáveis legais.
  • Para jovens entre 16 e 18 anos, aplicam-se os mesmos critérios dos adultos, com a necessidade de consentimento dos pais e a presença de um pediatra na equipe multidisciplinar, além da comprovação de consolidação das cartilagens de crescimento.


Remoção de restrições de idade e tempo de doença

  • As novas regras não impõem mais limites de idade máxima para a cirurgia, nem exigem um tempo mínimo de convivência com a doença para a elegibilidade. Anteriormente, pacientes diabéticos, por exemplo, tinham restrições de idade e tempo de diagnóstico.


Requisitos hospitalares

  • O procedimento deve ser realizado em hospitais de grande porte que possuam Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e capacidade para cirurgias de alta complexidade, com equipe de plantão 24 horas.
  • Para pacientes com IMC acima de 60, são exigidas estruturas físicas adaptadas e uma equipe multidisciplinar especializada devido à maior complexidade e riscos.

 


Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Obesidade atinge 1 em cada 3 brasileiros e Anvisa aprova Mounjaro para o tratamento

Medicamento age em diferentes frentes do organismo e é visto como promessa no controle da obesidade e doenças associadas

 

Com 68% da população brasileira acima do peso – sendo 31% diagnosticada com obesidade e 37% com sobrepeso –, o Brasil enfrenta uma epidemia silenciosa que cresce ano após ano. Diante desse cenário preocupante, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (9), o uso da medicação Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento da obesidade no país. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o remédio já era utilizado no controle da diabetes tipo 2 e agora poderá ser prescrito também para pacientes com sobrepeso e comorbidades associadas, como hipertensão e pré-diabetes. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União. 

A chegada do Mounjaro ao mercado nacional acontece em um momento de alerta global. De acordo com o World Obesity Atlas 2024, divulgado nesta semana pela Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation), a obesidade atinge cerca de 1 em cada 3 brasileiros – ou seja, 31% da população. O mesmo levantamento aponta que aproximadamente 40% a 50% dos adultos no Brasil não praticam atividade física na frequência e intensidade recomendadas, o que agrava ainda mais o risco de doenças. O Atlas traz ainda projeções preocupantes: até 2030, o número de homens com obesidade pode crescer 33,4%, enquanto entre as mulheres o aumento estimado é de 46,2%. 

Para o endocrinologista Dr. Érico Paulo Heilbrun, associado à Associação Paulista de Medicina – Regional Santos, o novo medicamento representa uma inovação importante no combate ao problema. “Indiscutivelmente, o Mounjaro traz um grande benefício no controle de peso e da glicemia. Tanto o diabetes quanto a obesidade são fatores que aumentam a morbi-mortalidade das doenças cardiovasculares, que seguem como principal causa de morte no Brasil”, explica. 

O Mounjaro é um medicamento injetável que tem como princípio ativo a tirzepatida, substância que age simultaneamente sobre dois receptores hormonais intestinais: o GLP-1 e o GIP. “Essa ação dual estimula a secreção de insulina, reduz o glucagon após as refeições, aumenta o tempo de esvaziamento gástrico, atua no centro da saciedade e também no tecido adiposo, o que diferencia essa medicação de outras já existentes, como o Ozempic, que age apenas nos receptores de GLP-1”, detalha o especialista. 

Segundo o Dr. Heilbrun, a medicação é indicada para pacientes com diabetes tipo 2 e/ou com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 27, desde que haja presença de comorbidades. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas e vômitos, relacionados ao sistema digestivo. 

A aprovação da Anvisa amplia o leque de alternativas terapêuticas disponíveis para tratar a obesidade, que já causa impactos severos à saúde pública. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade, mais de 60,9 mil mortes prematuras no Brasil foram atribuídas, em 2021, a doenças crônicas não transmissíveis associadas ao sobrepeso e obesidade, como o diabetes tipo 2 e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Além disso, outro levantamento recente – divulgado na revista The Lancet com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) – aponta que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem atualmente com obesidade, um dado que reforça a necessidade de ações concretas e urgentes. 

“O Mounjaro não substitui uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos, mas é um aliado potente, principalmente para pacientes que já tentaram outras abordagens sem sucesso”, pontua o endocrinologista. 

Com a tendência de crescimento dos casos nos próximos anos, como mostram os estudos, a liberação de novas medicações representa uma esperança para pacientes e profissionais de saúde. No entanto, o especialista reforça que o tratamento da obesidade deve ser sempre multidisciplinar e individualizado. “É preciso olhar para o paciente como um todo, avaliar seus hábitos, histórico clínico e psicológico. Só assim conseguiremos combater efetivamente esse problema que atinge milhões de brasileiros.” 

 

APM Santos - Associação Paulista de Medicina – Regional Santos


Plano de saúde é obrigado a fornecer medicamento para câncer

Freepik

Advogado Fabricio Posocco garantiu também que paciente seja indenizada em R$ 10 mil



O juiz Raul Marcio Siqueira Junior, da 1ª Vara Cível de Santos (SP), condenou a Seguros Unimed a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil e a fornecer o medicamento Pembrolizumabe a uma paciente diagnosticada com câncer na boca.

A beneficiária procurou o advogado Fabricio Posocco, do escritório Posocco & Advogados Associados, para dar entrada na ação judicial após o plano de saúde negar o remédio. “A paciente já vinha sendo tratada com outros fármacos. Todavia, diante da agressividade da doença e ocorrência de metástase, o médico, que a atende, solicitou esse tratamento específico”, explicou Posocco.



Medicamento off label

No processo, a Seguros Unimed defendeu que o Pembrolizumabe não seria indicado para o tipo de câncer diagnosticado, que foi o carcinoma de células escamosas da cavidade oral. Ele seria designado como tratamento imunoterápico do câncer de pele, pulmão, cabeça, pescoço, cervical, estômago e linfoma de Hodgkin. Por isso, esta utilização off label seria experimental e sem cobertura.

A justificativa não convenceu o juiz. “Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).”

Assim, sentenciou que a Seguros Unimed está obrigada a fornecer o medicamento Pembrolizumabe na forma indicada pelo médico, sob pena de multa diária no valor de R$ 500 limitado a R$ 50 mil.



Indenização pelo desamparo

O advogado Fabricio Posocco reforçou que, pelo Código de Defesa do Consumidor e da jurisprudência dos tribunais, não é lícito à empresa operadora do plano de saúde interferir na relação médico-paciente para negar o fornecimento de medicamentos expressamente recomendados. “Quando isso acontece, abala ainda mais o doente e causa danos passíveis de indenização.”

Ao considerar as circunstâncias do caso, Raul Marcio Siqueira Junior fixou a obrigação do plano de saúde em pagar pelos danos morais no valor de R$ 10 mil. “Isso porque o desamparo da empresa causou à autora sofrimento emocional e desconforto psicológico uma vez que se viu acometida de grave patologia a qual requer tratamento contínuo e não obteve por parte do plano de saúde o suporte e a contraprestação esperada.”



Incidência de câncer bucal no Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa que o tumor maligno da cavidade oral ocupa a oitava posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil, atrás do: câncer de mama; câncer de próstata; câncer de cólon e reto; câncer de traqueia, brônquios e pulmão; câncer de estômago; câncer do colo do útero; e câncer de tireoide.

Ainda segundo o INCA, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de boca e faringe são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Também colaboram para o aparecimento desses tumores a obesidade, o baixo consumo de frutas e legumes, e infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). Já o câncer de lábios pode surgir da exposição solar prolongada sem proteção.

A estratégia recomendada para combater essa doença é o diagnóstico precoce de lesões suspeitas.

Para saber mais, basta acessar o site: https://posocco.com.br



Emanuelle Oliveira
Mtb 59.151/SP


Inverno chegando: cuidados com cortinas e persianas ajudam a prevenir alergias

Com a queda nas temperaturas, janelas se fecham, o ar circula menos e o acúmulo de poeira e ácaros aumenta 

 

Com a chegada do inverno, a casa muda de ritmo. Os ambientes se fecham, cobertores voltam à cena, tapetes reaparecem e as cortinas ganham mais destaque. Mas o que muitos ignoram é que esses elementos, cheios de charme, podem se transformar em vilões silenciosos da saúde respiratória se não receberem o cuidado adequado.

Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) mostram que 30% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia respiratória, como rinite ou asma, sendo que os casos aumentam até 40% nos meses mais frios. Um dos principais gatilhos é o acúmulo de ácaros, fungos e poeira em tecidos, especialmente os de uso contínuo, como cortinas, estofados e roupas de cama.

“Cortinas e persianas ficam expostas diariamente à poeira e à umidade. Se não forem higienizadas com frequência, se tornam focos de proliferação de micro-organismos que afetam diretamente o bem-estar da casa”, explica José Roberto Campanelli, diretor da Mary Help, rede especializada na intermediação de serviços de limpeza e cuidados domésticos.

Cortinas de tecido, por exemplo, devem ser lavadas a cada três ou quatro meses. Nos períodos mais secos e frios, a recomendação é reforçar a rotina com aspiração ou uso de escovas de cerdas macias semanalmente, especialmente se houver pets ou moradores com sensibilidades respiratórias.

Já persianas horizontais ou verticais, comuns em escritórios e quartos, tendem a acumular poeira nas lâminas e demandam atenção redobrada. “O ideal é usar um pano úmido com produtos neutros ou, em casos de muita sujeira, contar com profissionais especializados para evitar danos ao mecanismo”, recomenda Campanelli.

Segundo estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, reduzir a presença de alérgenos em casa pode diminuir em até 60% as crises de rinite em adultos e crianças. Com base nessa evidência, José Roberto Campanelli destaca pequenas atitudes que ajudam a manter o ambiente mais saudável:

Abrir as janelas todos os dias favorece a circulação do ar e reduz a concentração de ácaros, fungos e poeira acumulada.

Evitar umidade é essencial para prevenir mofo, que pode desencadear ou agravar sintomas respiratórios.

Aspirar sofás, tapetes e carpetes ao menos duas vezes por semana elimina partículas que se acumulam nas fibras e passam despercebidas no dia a dia.

Evitar produtos com cheiro muito forte ou desinfetantes agressivos ajuda a proteger quem tem sensibilidade respiratória, principalmente crianças e idosos.

Lavar com frequência as capas de almofadas, mantas e cortinas, preferencialmente com água quente (quando o tecido permitir), contribui para a remoção de ácaros e outros agentes alergênicos.

Usar panos úmidos na limpeza de móveis e pisos, em vez de vassouras ou espanadores, evita que o pó se espalhe pelo ambiente.

Pequenas mudanças de rotina, quando feitas com regularidade, têm impacto direto na saúde e no bem-estar, principalmente durante o outono e o inverno.

 

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Qualidade de vida na menopausa: o que toda mulher precisa saber

Envato
Boas práticas de saúde, incluindo sono, alimentação e atividade física, são responsáveis por até 80% da maneira como envelhecemos, e podem garantir qualidade de vida plena na maturidade 

 

Com o aumento da expectativa de vida, o verdadeiro desafio atual é promover qualidade de vida ao longo dos anos, e não apenas estender o tempo de vida. Estudos científicos apontam que até 80% do envelhecimento saudável depende de fatores ligados ao estilo de vida, como alimentação balanceada, prática regular de exercícios, sono de qualidade e vida social ativa, enquanto apenas 20% está relacionado à genética.

No Brasil, onde a população feminina está envelhecendo rapidamente, cuidar da saúde durante o climatério e a menopausa torna-se ainda mais essencial. Estima-se que cerca de 73% das mulheres brasileiras experimentam sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor e queda na libido durante essa fase da vida.

Para Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, essa etapa deve ser vista como uma oportunidade para transformação positiva e melhoria do bem-estar geral. “A saúde da mulher nesse momento é muito mais influenciada pelas escolhas diárias do que pela genética. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e equilíbrio emocional são pilares que sustentam uma vida plena, mesmo diante das mudanças hormonais típicas do climatério,” explica.

A médica destaca que a prática de exercícios físicos, especialmente os que promovem fortalecimento muscular, é vital para a saúde da mulher na maturidade. Além de reduzir sintomas como ansiedade e melhorar o humor, a atividade física ajuda a prevenir a perda óssea, tão comum após a queda dos níveis de estradiol, hormônio que regula a regeneração muscular e óssea.

Além disso, a alimentação saudável é um componente crucial para a manutenção da saúde, ajudando a controlar o peso, melhorar o metabolismo e reduzir o risco de doenças crônicas. O sono de qualidade, por sua vez, atua na recuperação física e mental, enquanto a vida social ativa e o contato com a natureza promovem benefícios comprovados para o bem-estar emocional.

 

Priorizar saúde física, mental e emocional é fundamental para a qualidade de vida da mulher no climatério e na menopausa

De acordo com especialistas em medicina do envelhecimento, o cuidado contínuo e individualizado, focado em nutrição, sono, atividade física e saúde mental, deve ser a base para envelhecer com qualidade. “Não adianta apenas tratar os sintomas conforme aparecem. Planejar como viver bem aos 60, 70 ou 80 anos significa criar hábitos saudáveis hoje, com atenção à alimentação, exercícios, sono e suporte emocional,” reforça Alexandra.

Especialmente para as mulheres, essa abordagem integrada é fundamental para enfrentar os desafios do climatério e da menopausa, que impactam diretamente o sono, humor, saúde óssea, função cardíaca e memória. Segundo a ginecologista, é preciso ampliar o olhar sobre a saúde feminina e integrar cuidados entre diversas especialidades médicas para garantir um atendimento completo e humanizado.

Com a adoção desses hábitos, a longevidade se torna não apenas uma questão de viver mais, mas principalmente de viver melhor, com saúde, disposição e qualidade de vida, transformando as fases de mudança hormonal em momentos de fortalecimento e equilíbrio.

 

Instituto GRIS



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