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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

A riqueza que vem da diversidade brasileira

Quando eu falava de diversidade nas empresas, na época em que trabalhei como consultora de ESG, o conceito se limitava dar atenção a variações de sexo, idade, ascendência e mais umas duas ou três características consideradas relevantes. De certa maneira, foi só quando comecei a conhecer e registrar as festas populares brasileiras que me dei conta do quanto esse país é realmente diverso.

Se pensarmos no Carnaval, por exemplo, temos dezenas de maneiras diferentes de celebrar a mesma data. Os desfiles das Escolas de Samba talvez sejam a “versão” da festa que primeiro vem à mente da maioria das pessoas. Em São Paulo há também o Carnaval dos bloquinhos de rua e dos bailes de salão.

Os paulistas também vão muito para o Nordeste curtir o Carnaval dos trios elétricos em Salvador ou o Galo da Madrugada no Recife. Mas o Carnaval brasileiro tem muito mais versões: em Pernambuco já fotografei o Maracatu de Baque Solto, com seus caboclos de lança e de pena; a Noite dos Tambores Silenciosos, uma festa em homenagem aos antepassados vindos de África; os Caboclinhos, que homenageiam os ancestrais indígenas.

No Rio de Janeiro, os Bate-Bola são uma atração única, com suas roupas exóticas e supercoloridas. E por aí vai... Cada cantinho do Brasil tem sua própria forma de comemorar esse momento, mas esta é apenas uma das festas que celebramos ao longo do ano.

E não podia ser diferente. O Brasil é um país diverso culturalmente: uma requintada mistura das ancestralidades africanas, indígenas, portuguesas-católicas e de uma multiplicidade de imigrações posteriores. Também é uma Nação de vasta extensão territorial e a diversidade geográfica e climática moldam a forma como os brasileiros vivem e veem o mundo.

As formas como expressamos nossas alegrias, medos, crenças e encantos é, obviamente, impactada por toda essa diversidade e é a ela que devemos o nosso magnífico patrimônio cultural.

Se entendemos que a nossa riqueza cultural está diretamente relacionada a essa diversidade, por que será que resistimos tanto em pensar nos benefícios dela em todos os ambientes sociais?

 

Andrea Goldschmidt - fotógrafa da cultura popular brasileira. Há dez anos viaja pelo Brasil para registrar e pesquisar sobre a riqueza e exuberância da cultura nacional. É também escritora, e assina o livro Do lado de dentro: na festa popular brasileira


Saiba como não cair em golpes na Black Friday

 

Sexta-feira de promoções pode esconder sites e empresas que aplicam golpes


A última semana de novembro traz as promoções da Black Friday e com ela pode vir uma dor de cabeça para os compradores. Sites falsos, promoções enganosas e golpes de todo tipo são frequentes e o consumidor precisa estar atento no momento da compra. 

O artista plástico Humberto Pereira Junior caiu recentemente em um golpe após um anúncio na rede social Instagram. “O anúncio estava com um preço muito abaixo do praticado no mercado e foi quase irresistível fazer a compra. Cheguei a receber a confirmação, código para rastreio, mas o pedido nunca chegou. Fui pesquisar na internet e vi que a empresa colecionava reclamações, mas já era tarde demais”, conta. 

A advogada Andressa Romão, do escritório Salamacha, Batista, Abagge & Calixto – Advocacia, alerta que uma das melhores táticas para evitar golpes é pesquisar antes de efetuar a compra se a empresa é idônea, se possui muitas reclamações em sites de avaliação e verificar se a url é segura. 

Sites com erros de digitação e domínio com diferenças na escrita são um indício. Para se precaver, vale procurar no site registro.br e usar a ferramenta "status do site no navegação segura", do Google, para checar se a url é confiável. 

Em caso de golpe e se uma compra falsa for atestada, é possível ir ao Procon ou mesmo abrir um boletim de ocorrência em uma delegacia para demandar judicialmente a empresa golpista. 

“Se o problema for o prazo de entrega, ele não pode ultrapassar 30 dias conforme o Código de Defesa do Consumidor. Se o comprador não receber, ou o produto chegar após o prazo, é possível pedir o cancelamento e reembolso”, afirma Andressa Romão. 

O direito de arrependimento vale para as compras realizadas online, previsto no Código de Defesa do Consumidor, e garante sete dias de arrependimento a partir do momento em que a mercadoria é recebida. 

“Outra situação muito comum são cupons de desconto que não funcionam adequadamente. Nestes casos, cabe uma denúncia por propaganda enganosa junto ao Procon”, finaliza.

 

Salamacha Advocacia  


Cobranças indevidas: direitos dos consumidores e possíveis medidas legais

De acordo com Ana Carolina Makul, especialista em direito do consumidor, quando não solucionado de forma amigável, esse tipo de problema pode ser resolvido por meio de ações judiciais

 

Com a sociedade realizando um número cada vez maior de transações comerciais e interações cotidianas, as cobranças indevidas surgem como uma realidade preocupante, levantando questionamentos sobre os direitos individuais e as medidas legais disponíveis aos consumidores que enfrentam esse tipo de problema. 

Diante desse cenário, compreender os fundamentos legais e as ações cabíveis se torna importante para a defesa dos direitos dos consumidores.

De acordo com Ana Carolina Aun Al Makul, advogada especialista em direito civil e do consumidor, que representa o escritório Duarte Moral: “As cobranças indevidas ocorrem por falhas das empresas, que não se atentam que o consumidor já pagou os valores devidos, ou que, por falta de segurança, permitem que criminosos façam dívidas em nome do consumidor”.

Essas cobranças indevidas podem ocorrer de duas maneiras: “Podem ocorrer por meio de processo judicial ou de forma extrajudicial, seja com ligações, notificações, mensagens de SMS, WhatsApp, e-mail ou qualquer outro canal. No entanto, a cobrança judicial e a inscrição do nome do consumidor em órgãos de proteção ao crédito são as duas formas mais graves de cobrança indevida, pois geram abalo à honra e à imagem do consumidor cobrado indevidamente”, pontua.

Alguns procedimentos podem ser realizados ao ser vítima desse tipo de problema. O consumidor pode, primeiramente, tentar resolver a questão extrajudicialmente, contatando a empresa para tentar uma solução amigável. Poderá, também, realizar reclamações em sites como o Reclame Aqui e o consumidor.gov. “Não obtendo êxito, a melhor alternativa é consultar um advogado especialista em direito do consumidor, que poderá ajuizar uma ação para impedir as cobranças e, a depender do caso, solicitar uma indenização por danos morais para o seu cliente”, declara.  

Segundo Ana Carolina, será preciso reunir documentos e evidências para contestar uma cobrança indevida. “Para ajuizar uma ação, o consumidor precisará apresentar provas da cobrança e, se for o caso de uma dívida que já foi paga, também deverá apresentar os comprovantes de pagamento. É importante ressaltar, no entanto, que em casos específicos alguns outros documentos podem ser solicitados pelo advogado”, revela.

A especialista ressalta, ainda, que não há prazo mínimo para o consumidor ajuizar uma ação de cobrança indevida na justiça. “Por outro lado, existe o prazo prescricional de três anos para o consumidor pedir os danos morais decorrentes de tal cobrança, se for o caso”, alerta. 

Segundo a advogada, existem algumas práticas que são capazes de evitar esse tipo de situação. “É preciso ter cautela para não fornecer dados pessoais a fraudadores e manter ao máximo a segurança de contas bancárias, cartões e documentos pessoais”, pontua. 

Se o problema da cobrança indevida não for resolvido amigavelmente, Ana Carolina ressalta a importância do consumidor buscar o auxílio de um advogado. “Dessa maneira, será possível ajuizar uma ação declaratória de inexistência de débito, exigindo uma indenização por danos morais em casos específicos, como quando o nome de um indivíduo é inscrito indevidamente em órgãos de proteção ao crédito, como o SERASA e o SPC”, finaliza.

 

Ana Carolina Aun Al Makul - Advogada com atuação na área cível desde 2012. Graduada na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós-graduanda em Direito Contratual pela EPD (Escola Paulista de Direito). Atuou em diversos campos do direito civil (predominantemente em contencioso cível), inclusive na área de direito imobiliário e do consumidor, em diferentes escritórios de advocacia na cidade de São Paulo, na Defensoria Pública do Estado de São Paulo e no Poder Judiciário Federal.

Duarte Moral
Para saber mais, acesse o site
@duartemoraladv.


Meu time está com burnout e agora? Especialista dá dicas para líderes em como reintegrar o colaborador

Freepik 

 

De acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout. Este preocupante cenário coloca o Brasil na segunda posição entre os países com mais diagnósticos da doença ocupacional. Causado principalmente pelo excesso de trabalho, é crucial que as empresas adotem medidas sensíveis e proativas para reintegrar os colaboradores que sofrem com burnout.  


A saída não é optar pela demissão, invés disso, a empresa deve manter uma abordagem empática e colaborativa. Para Monique Santos, especialista em gestão emocional e psicanalista, reintegrar colaboradores após um período de burnout exige uma abordagem sensível e proativa por parte da empresa.  


“A empresa além de ouvir atentamente o colaborador afetado e compreender as causas específicas que contribuíram para o seu esgotamento, devem adotar medidas para melhorar essas questões, demonstrando um compromisso genuíno com o bem-estar e o equilíbrio dos funcionários”, explica Monique  

A especialista ainda afirma que flexibilidade no ambiente de trabalho é uma opção viável. Além disso, são recomendadas a implementação de workshops, palestras e sessões educativas que abordem temas relacionados à saúde mental e ao bem-estar no local de trabalho.  


“Essas ações podem desmistificar o estigma associado à saúde mental e promover um ambiente mais compreensivo. Além disso, fomentar uma cultura de apoio mútuo fortalece os laços interpessoais e promove um ambiente de trabalho mais acolhedor”, comenta a terapeuta.  


Para que a reintegração após um período de burnout seja bem-sucedida, os colaboradores também desempenham um papel fundamental. De acordo com Monique, as dicas primordiais são: estabelecer limites saudáveis entre o trabalho e a vida pessoal, priorizar o autocuidado e manter uma comunicação aberta com o empregador.  


“Diante do aumento alarmante dos casos de burnout no Brasil, as empresas estão enfrentando um desafio crucial na reintegração de colaboradores afetados. A abordagem empática e as ações proativas, combinadas com a colaboração dos funcionários, são essenciais para superar essa crise e promover um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado”, conclui Monique.  

 

Quem sofre com transtornos consumistas pode ser impactado pela Black Friday?


E há quem espera essa época do ano para lotar o comércio em busca de promoções, aproveitando a famosa campanha Black Friday, que antecede as compras natalinas. Um evento que acontece no mundo todo desde 1980, cujo objetivo principal é encontrar descontos consideráveis em produtos e serviços diversos.

 

Uma excelente oportunidade para exercer um consumo consciente, consumindo apenas o que realmente se está precisando, por um preço de mercado muito mais em conta.

 

Porém, o risco se instaura quando o consumidor extrapola no consumismo, adquirindo além do que precisa em termos de quantidades ou necessidade. Principalmente, para aqueles que já receberam o diagnóstico fechado de Transtorno de Acumulação ou mesmo compulsão por compras.

 

No caso do Transtorno de Acumulação, ele surge com a grande dificuldade em descartar ou se desfazer de posses, o que faz com que esse indivíduo acumule os objetos. Mas, não confunda acumulador com colecionador, pois a grande diferença está no sofrimento envolvido na vida do acumulador ao precisar se livrar de coisas de pouco valor e também na forma como ele armazena, desorganizadamente estes objetos. 

 

O mais desesperador é que, o acumulador não consegue perceber o quanto esse acúmulo é excessivo. O fato de sentir angústia quando da possibilidade de jogar algo fora, torna essa armazenagem, uma ação intencional.

 

Já os compradores compulsivos, adquirem objetos constantemente, independente de precisarem deles ou não. Isso porque, a compra em si, proporciona satisfação instantânea e uma sensação de segurança ligada à ideia de posse.

 

Juntam esta nova posse à coleção de objetos acumulados, dando a ela desde o início uma conotação emocional, dessa forma, não conseguem mais se livrar dessa aquisição. Assim é gerado um círculo vicioso, onde o acumulador compra, sente satisfação, liga-se ao objeto e não pode deixá-lo mais, mas continua a experimentar um vazio emocional (resultado da substituição da interação com pessoas, pela interação com objetos) e supre este vazio comprando novamente. Essa é a dinâmica envolvida na acumulação.

 

A maioria dos acumuladores não reconhece a sua condição, sente que simplesmente tem muitas coisas, gosta de comprar e possuir objetos para colecionar. A gravidade desta situação é que, todo esse movimento se transforma em uma bola de neve sem fim, que acaba absorvendo a vida útil do acumulador.

 

Este, depois de um tempo, tem a falsa ilusão de que os seus objetos são como uma parte de si e sente que, fisicamente não pode ficar longe deles. Não existe uma causa específica que justifique o seu surgimento, mas alguns comportamentos também podem ser resultantes de problemas mentais, como: ansiedades, trauma, depressão, transtorno de déficit de atenção ou hiperatividade, abuso de álcool, ter sido criado em uma casa desorganizada, esquizofrenia, demência, compulsão excessiva, alterações de personalidade, entre outros.

 

Portanto, a Black Friday pode ser um gatilho para os consumidores compulsivos, agravando ainda mais sua condição psíquica doente. Nestes casos, é preciso ajuda profissional para evitar o consumismo e os impulsos de “TER” a todo custo, principalmente nesta época do ano. Ou seja, não há problema em esperar o evento para comprar um item que se esteja precisando, só é fundamental investir os recursos com consciência e cautela para não alimentar um possível transtorno obsessivo compulsivo por compras ou acumulação.


 

   Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista


Cuidado nas compras: Psicóloga dá cinco dicas para uma Black Friday consciente

Compulsão por compras, ou oniomania, atinge 3% da população brasileira, de acordo com estimativas da OMS

 

Os brasileiros vão movimentar cerca de R$ 15,5 bilhões neste ano em compras na Black Friday, segundo balanço do setor de meios eletrônicos de pagamento da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Com a chegada da temporada de descontos da Black Friday, é crucial que os consumidores estejam cientes dos perigos da compulsão por compras. 

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a compra compulsiva – ou oniomania – é um Transtorno do Controle do Impulso, ou seja, tem a ver com a incapacidade de resistir a um instinto ou desejo de realizar um ato que é prejudicial ao próprio indivíduo ou outras pessoas. O transtorno atinge 3% da população brasileira, segundo estimativas da OMS.

 

Karina Stryjer, Comercial Corporate, Psicóloga e Líder de projetos de saúde emocional na Telavita, primeira clínica digital de psicologia e psicoterapia, explica que a oniomania, ou o transtorno do comprar compulsivo, é uma condição séria que pode resultar em consequências financeiras e emocionais significativas. “Os sintomas dessa condição incluem a obsessão constante com as compras, a busca por alívio emocional por meio do consumo, a perda da noção do tempo durante as compras e gastos financeiros excessivos”, destaca a especialista. 

 

Com a Black Friday e o Natal, esse transtorno pode ser ainda mais agravado. “A pessoa com compulsão de compras se engana ao fazer compras nesta época, pois é um período em que gastar dinheiro parece estar autorizado, pelo clima de festa e pelas promoções que sempre parecem imperdíveis”, reforça Karina.

 

Para ajudar os consumidores a evitar cair nas armadilhas da oniomania durante a Black Friday e em outras ocasiões de consumo, Karina compartilha cinco dicas práticas:

 

1.    Elabore uma lista de compras específica e siga-a rigorosamente;


2.    Defina um orçamento claro e não ultrapasse esse limite, mesmo diante de ofertas tentadoras;


3.    Avalie se suas compras são realmente necessárias ou se são impulsionadas por emoções momentâneas;


4.    Evite compras impulsivas, reserve um tempo para pensar antes de finalizar a compra;


5.    Busque apoio de amigos e familiares para ajudá-lo a manter o controle.

A psicóloga enfatiza a importância de procurar ajuda profissional caso alguém perceba padrões de comportamento relacionados à oniomania em si mesmo ou em seus entes queridos. Reconhecer e enfrentar o transtorno é o primeiro passo crucial para superar esse desafio.  

“Com a Black Friday se aproximando, é vital lembrar que o equilíbrio e a consciência são essenciais para garantir uma experiência de compra saudável e gratificante. Não é um problema comprar, mas é necessário entender se essa compra realmente faz sentido”, finaliza Karina.

 

 Telavita 


Morte de fã em Show da Taylor Swift: Como a proibição da entrada com água em shows afeta o direito do consumidor?

 

Proibir a entrada do consumidor com um produto tão essencial quanto a água para vendê-la dentro do estádio,pode configurar venda casada, afirma a advogada e consultora jurídica, Dra. Lorrana Gomes,  do escritório L Gomes Advogados


 

Na noite da última sexta-feira, 17 de novembro, uma fã da cantora Taylor Swift faleceu durante o primeiro show da turnê da artista no Brasil, realizado no Rio de Janeiro. 

 

O incidente ocorreu devido às altas temperaturas do local, que atingiram uma sensação térmica de 60º C. Ana Clara Benevides, uma jovem de 23 anos, desmaiou no estádio e recebeu atendimento no local por aproximadamente 40 minutos. No entanto, ela sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória enquanto estava a caminho do hospital.

 

Ao longo do show, relatos extraoficiais sugerem que cerca de mil pessoas desmaiaram, levantando preocupações entre os fãs sobre a proibição de levar garrafas d'água para o estádio, apesar das condições extremamente quentes.

 

Proibição de levar água a estádios fere direito do consumidor?


De acordo com a advogada e consultora jurídica, Dra. Lorrana Gomes,  do escritório L Gomes Advogados, esse tipo de proibição pode configurar venda casada e falta de cumprimento de obrigação para com a saúde e segurança do consumidor.

 

Esse tipo de proibição pode configurar venda casada pois a água é um produto essencial, em especial em grandes temperaturas, que é proibido pela legislação brasileira, ainda mais, nesse caso, onde supostamente a venda de água no estádio foi priorizada em detrimento  à saúde do consumidor”.

 

Além disso, há também a responsabilidade da produtora para com a segurança e saúde dos consumidores, a partir do momento em que se propõe a realizar um show deve-se ter atenção não apenas ao entretenimento, mas também a todos esses aspectos derivados, como segurança e estrutura”, destaca a Dra. Lorrana Gomes.

 

 


Dra. Lorrana Gomes - Advogada e Consultora Jurídica, inscrita sob a OAB/MG188.162, fundadora do escritório de Advocacia L Gomes Advogados (full service). Graduada em Direito pela Escola Superior Dom Helder Câmara e pós graduada em Direito Previdenciário e Lei Geral de Proteção de Dados. Pós graduada em Processo do Trabalho. Membro da Comissão de Admissibilidade do Processos Ético Disciplinar da OAB/MG. Autora de diversos artigos jurídicos.


Atenção médica fica seriamente comprometida por causa de confrontos no Haiti

Violência entre grupos armados na comunidade de Cité Soleil obriga hospitais a fecharem

 

A região de Cité Soleil, uma comunidade na capital haitiana, está de novo imersa em um retorno da violência entre grupos armados rivais. Médicos Sem Fronteiras (MSF) já tratou cerca de 50 pessoas feridas em Cité Soleil desde o dia 13 de novembro, enquanto outros serviços médicos foram forçados a fechar as portas por causa da violência.

O hospital de emergência de MSF em Cité Soleil é atualmente a única instalação médica capaz de tratar pacientes na área após o fechamento recente do hospital Fontaine por tempo indefinido. O hospital Fontaine é uma instalação privada, não afiliada a MSF, que foi apanhada em meio a confrontos que ocorreram no dia 15 de novembro. Todos os pacientes e equipe do hospital Fontaine já foram transferidos para outros hospitais da capital, Porto Príncipe, reduzindo o acesso a cuidados médicos em Cité Soleil.

Mulheres grávidas, entre outros pacientes, encontram-se agora em uma situação de vulnerabilidade. Na maioria dos casos, equipes de MSF em Cité Soleil transferiam mulheres grávidas para o hospital Fontaine para que dessem à luz. Saint Damiens, uma maternidade de Porto Príncipe, também fechou as portas no final de outubro, principalmente por causa da insegurança.

MSF também foi forçada a fechar temporariamente seu ambulatório e reduzir equipes médicas em Cité Soleil para reduzir os riscos para seu pessoal, pacientes e estruturas de saúde durante esses episódios de violência particularmente intensa e indiscriminada. Apesar disso, o hospital de emergência de MSF em Cité Soleil continua aberto para oferecer atendimento de emergência.

“Mais uma vez, a população está pagando um alto preço durante estes confrontos entre grupos armados", disse Mumuza Muhindo Musubao, coordenador do projeto de MSF no Haiti. "Alguns residentes são forçados a deixar suas casas em busca de abrigo. Instalações médicas já não conseguem funcionar normalmente e pessoas doentes não podem mais chegar aos locais de atendimento e correm o risco de ser deixadas para trás. MSF reitera seu apelo para que todas as partes armadas poupem a população e respeitem hospitais e instalações médicas, assim como todos que trabalham e são tratados nestes locais.”

MSF é uma organização médico-humanitária internacional que fornece assistência a pessoas em situação de necessidade, independentemente de origem, religião, credo ou convicções políticas. Trabalhamos no Haiti desde 1990, com respostas de grande porte a desastres como o terremoto de 2010 e surtos de cólera subsequentes. Atualmente fornecemos cuidados a pacientes com lesões traumáticas, queimaduras ou problemas médicos, cuidados a sobreviventes de violência sexual ou baseada em gênero, atenção de saúde geral e assistência a gestantes.


Entenda as vantagens de um planejamento patrimonial e sucessório

Proteção dos ativos garante transição suave e controlada sobre os bens


Falar em planejamento sucessório muitas vezes pode parecer difícil, mas é muito importante. Entretanto, é possível proteger ativos conquistados durante uma vida inteira e, mais que isso, garantir que eles fiquem nas mãos desejadas da forma mais simples possível. 

Segundo o Dr. Hygoor Jorge, advogado há 19 anos, consultor jurídico com atuação em âmbito nacional e internacional, coordenador da pós-graduação em Planejamento Patrimonial e Holdings da PUC/MG e professor de cursos de pós-graduação e do LLM em Direito Empresarial do IBMEC/RJ no módulo de Planejamento Sucessório e Empresas Familiares, o planejamento patrimonial e sucessório (PPS) é a ferramenta ideal para garantir uma transição do controle e propriedade de bens. “Com ele, asseguramos a continuidade de empresas familiares, propriedades e outros ativos”, afirma. 

O especialista cita também a possibilidade de minimizar a carga tributária relacionada à transferência de bens, com a garantia de uma transição eficiente do ponto de vista fiscal. “É preciso entender que um bom planejamento sucessório reduz custos legais e simplifica o processo para os herdeiros; além disso, pode incluir medidas para proteger os ativos da família contra credores, litígios e outros riscos”, explica. 

Um ponto ressaltado pelo advogado é que, ao realizar um planejamento patrimonial e sucessório, o dono dos bens ajuda a minimizar conflitos familiares, o que tende a ser muito comum. “Um plano bem definido auxilia a prevenir disputas e diminuir conflitos relacionados à herança. Ele também considera cenários emergenciais, como a morte ou incapacidade do titular dos ativos”, alerta. 

De acordo com o Dr. Hygoor Jorge, é possível adaptar o planejamento sucessório conforme as vontades e circunstâncias de cada família, permitindo que o titular escolha beneficiários e tenha seus desejos respeitados. “Na prática, estamos falando de garantir tranquilidade para quem tem os bens e para quem vai herdá-los, havendo uma série de vantagens para assegurar a continuidade do patrimônio de forma simples e sem dor de cabeça”, conclui.

 


Hygoor Jorge - Advogado há 19 anos e consultor jurídico com atuação em âmbito nacional e internacional; Pós-graduado em Direito Tributário e Processo Tributário pela Escola Superior do Ministério Público/RS; Mestrando em Contabilidade Tributária pela FUCAPE/RJ; Coordenador da Pós-graduação em PPS e Holdings da PUC/MG; Professor de cursos de pós-graduação e do LLM em Direito Empresarial do IBMEC/RJ no módulo de Planejamento Sucessório e Empresas Familiares; Bolsista da Ohio University (EUA) no programa de Corporate Finance; Membro do GT de Planejamento Patrimonial, Sucessório e Holdings da OAB/SP; Membro do Comitê de Tributos e Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF); Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM); Ex-Secretário Municipal de Finanças.
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Redbelt alerta empresas sobre vulnerabilidades recentes em sistemas da Microsoft, Apple e WordPress

 Consultoria de cibersegurança também destaca em relatório recém-divulgado para seus clientes falha na NetScaler, que está sendo explorada para capturar credenciais de usuários

 

O relatório de vulnerabilidades divulgado todo mês pela Redbelt Security, consultoria especializada em cibersegurança, tem como missão contribuir para o fortalecimento do ambiente digital das empresas. Com o crescimento constante e a sofisticação dos ataques cibernéticos, a companhia busca alertas as companhias, especialmente aos seus clientes, sobre os principais alertas de vulnerabilidades em diferentes sistemas. A ideia é ampliar a conscientização de gestores e usuários em relação às ameaças digitais emergentes. 

As vulnerabilidades do mês mais preocupantes são:
 

Apple lançou patches de segurança para falha de dia zero do iOS explorada ativamente – o objetivo foi resolver uma nova falha de dia zero no iOS e iPadOS que está sob exploração ativa desde o início do ano. “Casos como esse ilustram bem a importância de manter os sistemas operacionais e aplicativos atualizados com os patches de segurança mais recentes”, afirma Marcos de Almeida, gerente de Red Team da Redbelt. 
 

  • Microsoft alerta sobre ataques cibernéticos que tentam violar a nuvem por meio de instância do SQL Server – a empresa informou que houve uma campanha na qual invasores tentaram, sem sucesso, se mover lateralmente para um ambiente de nuvem por meio de uma instância do SQL Server. O objetivo final da operação parece ter sido abusar do token para realizar várias operações em recursos de nuvem, incluindo movimento lateral em todo o ambiente de nuvem, embora tenha terminado em falha devido a um erro não especificado. “Esse ataque serve como um lembrete crucial de que a segurança na nuvem é tão vital quanto a segurança em nossos dispositivos físicos”, ressalta o executivo.
     
  • Mais de 17.000 sites WordPress comprometidos pelo malware “Balada Injector” em setembro de 2023 –. este número representa quase o dobro do número de detecções de agosto. Do total de setembro, 9.000 sites teriam sido infiltrados usando uma falha de segurança recentemente divulgada no plugin tagDiv Composer (CVE-2023-3169, pontuação CVSS: 6.1), que pode ser explorada por usuários não autenticados para executar ataques armazenados de cross-site scripting (XSS). Novas ondas de ataque observadas no final de setembro de 2023 envolvem o uso de injeções de código aleatórias para baixar e lançar um malware de segundo estágio de um servidor remoto e instalar o plugin wp-zexit.
     
  • Falha do NetScaler explorada para capturar credenciais do usuário – esta falha crítica nos dispositivos Citrix NetScaler ADC e Gateway está sendo explorada por invasores para conduzir uma campanha de coleta de credenciais. A CVE-2023-3519 (pontuação CVSS: 9.8), abordada pela Citrix em julho de 2023, é uma vulnerabilidade crítica de injeção de código, que pode levar à execução remota de código não autenticada. Nos últimos meses, ela tem sido muito explorada para se infiltrar em dispositivos vulneráveis e obter acesso persistente para ataques subsequentes. “Investir em cibersegurança não é mais uma opção, é uma necessidade. A segurança de sistemas e dados é fundamental para garantir a continuidade dos negócios, a confiança do cliente e a integridade da marca. Portanto, encorajamos todas as empresas a priorizarem a cibersegurança em suas estratégias de negócios e alocarem os recursos necessários para proteger seus ativos digitais”, destaca Almeida.
     
  • D-Link confirma violação de dados – a fabricante taiwanesa de equipamentos de rede confirmou uma violação de dados resultando na exposição de informações de baixa sensibilidade e semipúblicas. A violação ocorreu mais de duas semanas depois de dados pessoais de funcionários do governo de Taiwan e o código-fonte do software D-View da D-Link terem sido supostamente roubados. Contratando a empresa de cibersegurança Trend Micro para investigar, a D-Link contestou as alegações e afirmou que só cerca de 700 registros “desatualizados e fragmentados” foram comprometidos, não milhões, e que clientes ativos atuais provavelmente não serão impactados.

“Em um cenário de avanço tecnológico acelerado, as recentes brechas de cibersegurança identificadas em grandes empresas de diferentes setores servem como um lembrete crucial da importância de aliar inovação a medidas robustas de proteção. A cibersegurança se tornou um pilar fundamental para a confiança e estabilidade dos negócios. É imperativo que as companhias reconheçam e respondam a essa realidade, investindo em soluções de segurança cibernética, que sejam tão dinâmicas e resilientes quanto o ambiente digital em que operam”, conclui Almeida.



Redbelt Security - consultoria especializada em Segurança da Informação.
Para mais informações, acesse: Link


Sebrae endossa campanha a favor do parcelamento sem juros

Presidente Décio Lima ressalta que o crédito do cartão é utilizado como forma de financiamento tanto pela população em geral quanto pelos pequenos negócios


O Sebrae é uma das 11 entidades que integram a campanha “Parcelo Sim!”, em defesa do Parcelamento Sem Juros (PSJ). O objetivo da ação é preservar uma conquista histórica dos consumidores com a conquista de um maior número possível de assinaturas contra a medida que está em análise pelos bancos. O movimento pretende sensibilizar os Poderes Executivo e Legislativo para evitar que a medida siga em discussão – ela afetaria diretamente os pequenos negócios do país: cerca de 90% dos varejistas no Brasil adotam o parcelamento no cartão para efetivar ao menos parte de suas vendas.

Para participar do abaixo-assinado, acesse: https://parcelosim.com.br/

"O parcelado sem juros é bom para quem compra e é bom para quem vende. A maioria dos empreendedores usa essa modalidade para ganhar fôlego no capital de giro. Ao consumir, boa parte dos brasileiros utiliza esta ferramenta de crédito insubstituível por ser a única sem juros no país”, defende o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Vamos mobilizar a população para participar do abaixo-assinado em defesa desse direito. Ninguém pode mexer no parcelado", completa.

Clique aqui e assista a um vídeo do presidente Décio Lima. 

O cartão de crédito também é usado por 39% dos donos de pequenos negócios como modalidade de financiamento. O índice contrasta com a proporção de empresários que buscam empréstimos em bancos privados (7%) ou públicos (4%). Os dados são da pesquisa “Financiamento dos Pequenos Negócios no Brasil”, realizada pelo Sebrae. As informações sinalizam a dificuldade de acesso a crédito junto ao sistema financeiro.

Outros dados

  • O parcelamento sem juros movimenta R$ 1 trilhão, correspondendo a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
  • De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), essa modalidade de pagamento é adotada por 90% dos varejistas;
  • O Instituto Locomotiva revelou que quase 115 milhões de brasileiros (78%) só conseguiram conquistar seus sonhos até hoje porque puderam comprar nessa modalidade.
  • A pesquisa mostra que 42% das pessoas reduziriam seus gastos pela metade sem o PSJ.
  • Segundo o Datafolha, 75% da população fez uso do crédito parcelado sem juros em 2022.

A campanha está presente no site parcelosim.com.br e nas redes sociais Facebook, Instagram, YouTube e TikTok (@parcelo_sim).

Integram o movimento “Parcelo Sim!”:

  • Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD)
  • Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL)
  • Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings (ABLOS)
  • Associação Brasileira de Academias (ACAD)
  • Associação de Lojistas do Brás (Alobras)
  • Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
  • Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São
  • Paulo (Fecomercio-SP)
  • Parcele na Hora
  • Proteste
  • Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
  • União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (UNIVINCO)

Saiba mais

Em 3 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei que regulamentou o Desenrola Brasil, programa que prevê a renegociação de dívidas e visa a criar uma solução para baixar os juros do cartão de crédito, o chamado rotativo. Para isso, o Congresso estipulou um prazo de 90 dias para que bancos elaborassem uma autorregulamentação para isso. Após o prazo, caso não haja uma proposta viável, a dívida no cartão não pode ser maior que 100% do bem. Para baixar os juros do rotativo, os bancos defendem que o PSJ seja limitado ou até extinto.

 

Black Friday: Vendas de eletrônicos acende alerta sobre descarte irregular de aparelhos usado

Consumidor está otimista para aproveitar os descontos desta sexta-feira e a cooperativa de reciclagem, Coopermiti, explica o que fazer com equipamentos antigos


Conforme o levantamento de dados do Google, os consumidores estão mais otimistas para encherem o carrinho nessa Black Friday - que acontece sexta-feira (24) em todo país. Segundo a pesquisa, 67% dos brasileiros pretendem fazer compras na data que movimenta o comércio de diversos itens, principalmente os da Linha Marrom, ou seja, televisores e outros equipamentos de áudio e vídeo.

Com a expectativa das lojas em alta, a cooperativa de reciclagem de eletrônicos, Coopermiti, também espera que o consumo seja acompanhado pelo descarte consciente dos aparelhos quebrados ou usados que serão substituídos nesta época do ano.

"A Black Friday inaugura um período de consumo que vai até as compras de Natal, é quando muitas pessoas decidem trocar os aparelhos de casa por modelos mais modernos. No entanto, no caso dos eletrônicos, nenhum equipamento deve ser jogado no lixo comum porque são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Por isso, alertar sobre o descarte regular é tão importante", explica Alex Pereira, presidente da Coopermiti.

Segundo Alex, no último bimestre de 2022, foram mais de 100 toneladas de equipamentos que chegaram através do descarte consciente. Agora em 2023, das 150 toneladas que a Coopermiti tem capacidade para trabalhar mensalmente, só estão chegando 20 a 30%. “Nossa capacidade é cerca de 70% maior. Infelizmente, há muito material jogado nos pontos de entulho, enquanto nas cooperativas falta e-lixo”.


Onde descartar aparelhos eletrônicos quebrados?

Não importa se o equipamento está quebrado ou apenas sem uso, o destino ecológico para televisores, rádios, caixas de som, e basicamente qualquer dispositivo eletrônico, são os postos de coleta de e-lixo ou coletores de cooperativas espalhados pela cidade em subprefeituras, faculdades, escolas, praças, entre outros locais. Aproveitando a época, Alex Pereira dá a dica de combinar com familiares e amigos para que uma pessoa recolha tudo e leve ao ponto mais próximo.

"Poucas pessoas sabem, mas os componentes eletrônicos podem liberar substâncias tóxicas como Mercúrio, Cobre e Cádmio no meio ambiente quando vão parar em aterros sanitários ou pontos de acúmulo de entulho e lixo pela cidade. O descarte irregular ainda permite o reaproveitamento de muitos materiais na produção de novos dispositivos, diminuindo o impacto ambiental e a extração de metais e outros minerais utilizados pela indústria”, complementa.

Para mais informações sobre onde realizar o descarte de lixo eletrônico e localizar o ponto de descarte mais próximo acesse: http://www.coopermiti.com.br/


Empreendedorismo feminino: Mulheres têm 18% menos tempo para se dedicar aos negócios

 

Especialista no tema, Simone Resende, explica os desafios da administração do tempo e dupla jornada

 

Uma pesquisa recente realizada pelo Sebrae Minas revelou que mulheres enfrentam 18% menos tempo para dedicar a seus próprios negócios em comparação aos homens. De acordo com a empresária Simone Resende, essa disparidade, somada a outros desafios, destaca as barreiras significativas que as empreendedoras enfrentam em suas jornadas. 

 

Tempo reduzido para empreender: 

Os dados apontam para uma realidade desafiadora, onde as mulheres, mesmo engajadas no mundo do empreendedorismo, se veem limitadas por uma jornada dupla. O fato de 69% das empreendedoras serem responsáveis pelos cuidados domésticos, em comparação com apenas 31% dos homens, evidencia uma distribuição desigual de responsabilidades que impacta diretamente a gestão de um negócio próprio. 

 

 Dupla Jornada: Um obstáculo para o empreendedorismo feminino: 

Simone Resende explica que a sobrecarga de responsabilidades é uma barreira expressiva para o sucesso nos negócios para as mulheres, “O relatório destaca que o empreendedorismo feminino não é apenas uma busca por independência financeira, mas uma busca realizada em meio a uma malha complexa de deveres, onde a administração do tempo se torna um desafio adicional”, acrescenta a especialista. 

 

Cuidados com a casa como obstáculo: 

A pesquisa revela que, em muitos casos, as mulheres empreendedoras precisam equilibrar as demandas de seus negócios com responsabilidades domésticas que consomem grande parte do seu tempo. “Isso não apenas afeta a eficiência operacional de seus empreendimentos, mas também pode impactar o crescimento profissional e financeiro”, destaca Resende.  

A empresária reflete que para entender a profundidade dos desafios, é essencial considerar não apenas a questão do tempo, mas também a persistência de estereótipos de gênero, “As expectativas sociais muitas vezes colocam sobre as mulheres uma carga desproporcional de responsabilidades domésticas, o que pode minar suas ambições empreendedoras”, reforça Simone. 

 

Respostas necessárias: 

É fundamental abordar essas discrepâncias de gênero e promover políticas que incentivem a igualdade na distribuição de responsabilidades domésticas. Isso pode envolver medidas como licenças parentais equitativas, maior conscientização sobre a importância do apoio familiar e programas de mentoria que ajudem as empreendedoras a superarem os obstáculos únicos que enfrentam. 

 

Empoderamento e oportunidades iguais: 

Além disso, é crucial criar um ambiente de negócios que promova o empoderamento feminino e proporcione oportunidades iguais. Iniciativas que visam reduzir as disparidades de gênero, oferecer suporte à capacitação empresarial e facilitar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal podem desempenhar um papel fundamental na promoção de um ecossistema empreendedor mais inclusivo. Enfrentar as disparidades de gênero no empreendedorismo exige uma abordagem abrangente, desde a mudança de normas culturais até a implementação de políticas que apoiem verdadeiramente a igualdade.  

Dessa forma, podemos criar um ambiente onde mulheres empreendedoras possam prosperar, dedicando o tempo necessário para seus negócios, sem serem sobrecarregadas pela dupla jornada que muitas vezes limita seus horizontes.

 

Simone Resende - Profissional com formações em Ciências Econômicas e Direito. Ao longo de 31 anos no Tribunal de Justiça do DF, se destacou como Diretora-Geral Administrativa da Vara da Infância e Juventude. Com certificações em Mastercoach pela Federação Brasileira de Coach Integral Sistêmico, é Treinadora Comportamental, PNL e Mastercoach pelo Instituto Marcelo Lyouman. Participou de um curso de Oratória com Samer Agi.


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