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terça-feira, 22 de junho de 2021

Parada cardíaca súbita: como evitar essa tragédia


Na metade de junho, o mundo presenciou ao vivo, pela televisão, como uma parada cardiorrespiratória (chamada de morte súbita) geralmente ocorre: sem avisos. O jogador dinamarquês Christian Eriksen, 29 anos, estava jogando, em uma partida da seleção de seu país contra a Finlândia, quando, de repente, caiu de forma súbita, com o coração parado. Poucos dias antes, no Brasil, o jovem ator Rafael Cardoso, 35 anos, passava por uma cirurgia para o implante de um desfibrilador cardíaco, após descobrir o risco de morte súbita.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), algum descompasso no coração acomete mais de 20 milhões de pessoas no país, sendo responsável por mais de 320 mil mortes súbitas, todos os anos. Em outras palavras, quer dizer que um a cada dez brasileiros sofre de algum tipo de arritmia.

Voltando ao caso do jogador: por que Eriksen não foi mais um número dessa fatídica estatística? Porque, quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de sobrevivência. A cada minuto perdido, a chance de sobreviver diminui de 7% a 10%. No caso do jogador, um rápido atendimento médico, com imediato uso de um desfibrilador automático (DEA), salvou a sua vida. Fora de um ambiente controlado, como uma partida de futebol, é necessário treinar a população para reconhecer uma parada cardíaca e prestar atendimento inicial, com a massagem cardíaca e a disponibilidade obrigatória de um DEA em lugares de grande circulação, como shopping-centers, escolas e mercados. Isso poderá salvar muitas vidas – e, quem sabe, a de um familiar próximo a você. DEA, numa explicação simples, é um aparelho que dá choques, interrompendo a arritmia mortal, de fácil manejo, para ser usado por qualquer cidadão.

O distúrbio pode ocorrer em homens ou mulheres, de qualquer idade, e pode ser causado por uma falha na atividade elétrica cardíaca, associado ou não à presença de doença estrutural do coração. Alguns casos estão associados a fatores de risco, como obesidade, colesterol alto, pressão elevada e sedentarismo, mas especialmente tem origem hereditária.

Nesse contexto, entra a história do ator Rafael Cardoso, previamente saudável, e que foi submetido a implante de um cardiodesfibrilador (poderíamos chamar de um modelo de DEA no interior do seu peito) de forma antecipada a qualquer episódio de desmaio, pois foi identificada uma cardiopatia de risco aumentado para morte súbita. Aqui está outra verdade na redução da trágica estatística de morte súbita: a prevenção cardiovascular, com a identificação de forma precoce de formas de doenças com predisposição a essa situação, principalmente em famílias que já foram atingidas por uma ocorrência assim.

É difícil falar sobre morte súbita, principalmente de jovens. O problema é que, ao esquecer de sua existência, esquecemos também como preveni-la, reconhecê-la e tratá-la. Por essa razão, cada vez mais pesquisas, campanhas, disponibilização dos DEAs e divulgações são feitas para chamar atenção e buscar soluções que nos permitam tranquilizar e salvar vidas dos cidadãos.




Rafael Ronsoni -PhD em Cardiologia, médico do corpo clínico do Hospital Dona Helena.

Diabetes: doença crônica que afeta 16 milhões é também fator de risco para Covid-19

Pessoas com diabetes estão entre o grupo de risco de diversas infecções virais por conta do processo inflamatório e enfraquecimento do sistema imunológico causados pela doença crônica

 

Segundo o Atlas de 2019 da International Diabetes Federation, o Brasil tem 16.8 milhões de pessoas com diabetes, ocupando o 5º lugar no ranking mundial. A estimativa para 2045 é de 20 milhões. E inevitavelmente, por conta de todo efeito que a doença causa no sistema imunológico e processo inflamatório, pessoas com diabetes estão sempre no grupo de risco de pandemias e infecções virais, como é o caso da Covid-19, que já dura mais de 15 meses no Brasil.

"Pessoas com diabetes e obesidade, que geralmente estão associadas, foram as mais predispostas à forma grave e mortalidade por Covid-19, independentemente da idade. O binômio ‘diabesidade’ é a real pandemia do século e se não tratada adequadamente serão sempre as mais suscetíveis em pandemias futuras" explica o coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Ricardo Cohen.

Em um estudo publicado na SOARD (Surgery for Obesity and Related Diseases) em janeiro deste ano, envolvendo 339 pacientes infectados pelo coronavírus que foram hospitalizados em Wenzhou, na China, a presença de diabetes foi associada a um risco cerca de quatro vezes maior da forma grave de Covid-19. Durante a pandemia de gripe H1N1, a obesidade e o diabetes também foram diretamente relacionados com maior mortalidade pela infecção.

"No Brasil, essas doenças sozinhas já são responsáveis por mais de 70% das mortes, principalmente por causas cardiovasculares, como infartos e derrames. O que observamos é que enfrentamos essas duas epidemias há décadas, sem grandes estratégias para combatê-las", diz o médico.

Médicos, instituições e a Organização Mundial da Saúde apontam a preocupação com o controle de doenças crônicas e progressivas, enquanto o mundo ainda enfrenta a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

"Muitos casos podem ter se agravado ainda mais durante o isolamento social. É importante salientar que estamos falando de uma doença silenciosa, podendo levar anos para manifestar sintomas, e as pessoas não devem negligenciar sua saúde. Além do uso correto das medicações já prescritas, o retorno ao médico é fundamental para ajustes necessários, a fim de manter a doença sob controle", comenta a endocrinologista Dra. Tarissa Petry, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Nos últimos anos, novos medicamentos surgiram e ampliaram as opções para o tratamento do diabetes. Entre os fármacos que podem ser indicados estão os análogos do hormônio GLP-1 e os inibidores da SGLT-2. Uma nova geração de insulinas também tem melhorado a posologia para os pacientes. Porém, mesmo com essas novas associações de medicações, a adesão não é fácil, segundo a endocrinologista. "A maioria tem dificuldades em tomar medicações corretamente e manter o estilo de vida saudável", explica.

Em 2019, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), feita pelo Ministério da Saúde, já apontava que 44,8% da população geral relataram praticar atividade física por tempo inferior ao recomendado pela OMS, de 75 a 150 minutos por semana, e apenas 34,3% afirmaram consumir regularmente frutas e verduras. "Podemos ter uma piora ainda maior desses hábitos, por conta de todo estresse causado pela pandemia. As pessoas devem manter ou retomar urgentemente a prática de atividade física, ter uma alimentação saudável e ficar de olho nas taxas de glicemia. Em caso de qualquer alteração, deve-se procurar atendimento médico", orienta Dra. Tarissa.

O Coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz cita que entre 60 a 70% dos pacientes com o diabetes tipo 2 não apresentam controle glicêmico adequado. "Vivemos há anos uma epidemia global do diabetes, uma doença crônica e progressiva. Para os pacientes cuja doença não consegue ser controlada só com medicamentos ou insulina, a melhor opção é a cirurgia metabólica. Com a pandemia, podemos ter um aumento de pessoas que necessitem do tratamento cirúrgico", diz Dr. Ricardo Cohen.


Benefícios da cirurgia metabólica

A cirurgia metabólica é definida como qualquer intervenção sobre o tubo digestivo que tem como finalidade o controle do diabetes tipo 2. Os resultados podem ser detectados já a curto prazo, já que entre 70 a 80% % dos pacientes que são submetidos ao procedimento cirúrgico não precisam mais utilizar a insulina para manter o tratamento da doença, e um número significante de pacientes pode diminuir o número de medicações ou mesmo não necessitar mais de medicamentos por via oral. Além de tudo isso, os pacientes tem perda de peso significante, controle do colesterol e da pressão arterial e redução de complicações renais e fundamentalmente diminuição do risco de eventos e mortalidade cardiovascular, que é o grande objetivo do controle da "diabesidade".

Uma pesquisa do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, publicado na Jama Surgery em 2020, avaliou 100 pacientes e apontou que a cirurgia metabólica é o tratamento mais eficaz para impedir a progressão da doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade O estudo detectou a remissão da albuminúria (perda da proteína albumina na urina, indicador de insuficiência renal) em 82% após a cirurgia metabólica (bypass gástrico em Y de Roux) e em 54,6% dos pacientes após tratamento clínico, com as melhores medicações atualmente disponíveis.

"A remissão de mais de 80% da albuminúria e das lesões renais a partir do tratamento cirúrgico significa evitar a progressão da doença e, consequentemente, reduzir a necessidade de fazer diálise e transplante de rins, além de diminuir fatores de risco que podem levar a infarto e acidente vascular cerebral (AVC)", avalia o Dr. Cohen.

 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz

https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/

 

Junho Laranja: frio aumenta as queimaduras por sopas, cafés e chás

Divulgação
Anualmente, mais de 1 milhão de brasileiros são vítimas de queimaduras


Junho Laranja é o mês de prevenção às queimaduras e no inverno são comuns os acidentes com sopas, chás, cafés e outros líquidos quentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, cerca de 1 milhão de pessoas são vítimas de queimaduras anualmente e com a pandemia o número de acidentes aumentou devido ao isolamento social.

“A desatenção é um dos principais fatores que causam as queimaduras. A pessoa se queima pelo esquecimento. No caso de adultos, os acidentes são pelo manuseio errado de panelas e pratos, pela ingestão sem avaliar a temperatura real do alimento e, no caso de crianças, a maioria das vezes é por brincadeiras perto do fogão e da mesa”, conta Cynthia Veiga, enfermeira especialista em queimaduras e consultora da Vuelo Pharma.

A primeira regra para tratar a queimadura é clara e única: no primeiro momento usar somente água em temperatura ambiente sob a região afetada. “Nada de margarina, pasta de dente ou qualquer solução caseira. Em caso de queimadura a partir do segundo grau, a recomendação é procurar um médico e usar produtos regeneradores da pele e que isolem a dor”, diz a especialista.

Segundo Cynthia, o Brasil está na vanguarda dos produtos para queimados, com diversas opções no mercado. “Eu recomendo para os meus pacientes a Membracel, uma membrana de celulose cristalina capaz de substituir temporariamente a pele. É um curativo de longa permanência, que não precisa ser trocado todos os dias. Ele reduz a dor através do isolamento das terminações nervosas e acelera o processo cicatricial, além disso é fácil de encontrar no mercado e com preço justo”, finaliza.

 

Cérebro preguiçoso na pandemia?

Entenda como a estimulação cognitiva te ajuda hoje 


Levantar da cama quentinha e tomar um banho ou ficar dormindo até mais tarde? Aprender algo novo e desafiador, ou continuar fazendo o que eu sempre fiz muito bem sem esforço nenhum? Ficar no Tik Tok ou ler um livro? 

Por meio de exemplos simples do dia a dia, é possível observar com clareza o quanto a superação está presente em nossa vida e como ela pode nos levar mais longe. Assim como nos exemplos citados, desafiar nosso cérebro e ajudá-lo a encontrar caminhos e soluções para as mais diversas situações da vida é a chave para o desenvolvimento humano saudável, um processo que pode ser facilitado com a prática de estimulação cognitiva ou ginástica para o cérebro.


Cérebro é preguiçoso, será mesmo?

Nosso cérebro não é exatamente preguiçoso, mas sim, poupa energia e se adequa a necessidade do momento. Ao iniciarmos as atividades depois de um tempo de recesso, como um final de semana, por exemplo, é como se este órgão não entendesse que nós já estamos na segunda-feira e que temos uma lista de resoluções para cumprir, ou, ao menos, pequenos objetivos que precisam dele para serem alcançados. “Em resumo, nosso cérebro poupa energia quando realiza atividades que já são rotineiras ou não proporcionam mais um grande desafio. Poupar energia é importante, mas se o cérebro não é estimulado em tarefas inovadoras e desafiadoras ao longo da vida, não cria e fortalece novas conexões neuronais, o que impede o desenvolvimento de uma reserva cognitiva efetiva”, lembrou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Supera, uma rede de escolas de ginástica para o cérebro.


Deixando a zona da preguiça

Ainda segundo a especialista, é preciso lembrar que nem tudo que tira o cérebro do “automático” é sacrificante. No caso da ginástica para o cérebro oferecida pelo Método Supera para milhares de alunos em todo o Brasil, é justamente o contrário. “Nosso cérebro precisa de novidade, variedade e grau de desafio crescente. Quando ele é estimulado da forma correta, consegue dar melhores respostas. No caso das crianças, a resposta é mais desempenho escolar, para adultos, uma aprovação em um concurso público e melhor desempenho no trabalho. Já para os idosos, a ginástica para o cérebro oferece ganhos significativos em memória, concentração, raciocínio e reserva cognitiva”, lembrou.


Estimulando o cérebro agora!

Exercitar o cérebro de forma que ele crie conexões não é algo tão simples quando nosso objetivo é adquirir mais reserva cognitiva.No entanto, é possível iniciar este caminho com alguns exercícios como:

  • Realizar cálculos por meio do ábaco em níveis gradativos crescentes
  • Caça-palavras (auxilia na potencialização da atenção)
  • Palavras-cruzadas (um ótimo exercício para estimular a expressão de palavras no dia-a-dia e o acesso semântico da informação)
  • Jogos das diferenças (auxiliam na potencializarão da atenção)
  • Leitura e escrita (estimulam a criatividade, a atenção, e a memória)
  • Aprendizagem de um novo idioma
  • Jogar xadrez
  • Aprender a tocar um instrumento musical e jogos utilizando estratégias.

Para Patrícia Lessa, o importante é fugir de estereótipos e estimular o cérebro, sempre que possível. “Nosso cérebro é o órgão mais importante do nosso corpo e o mais negligenciado. Quando estimulado muitas habilidades cognitivas, como:  concentração, memória entre outras são desenvolvidas permitindo resultados de performance mais consistentes em todos os contextos. Não existe cérebro preguiçoso. Independentemente da idade, é possível sempre chegar mais longe”, concluiu.

Violência contra o feminino: a pandemia silenciosa

Impactos e consequências socioeconômicas da pandemia devem trazer mais atenção ao bem-estar feminino e as agressões são o estopim para uma série de doenças, alerta especialista


Os dados de 2020 são alarmantes para as mulheres brasileiras, os casos de violência doméstica subiram 27%, segundo pesquisas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o que caracteriza uma pandemia silenciada por outra, a da COVID-19. Entre os meses de junho e julho do ano passado, 80% das mulheres entrevistadas pelo IBOPE, relataram sentir alguma dor com frequência.

Essas informações somadas ao que explica a doutora Camille Figueiredo, pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia, têm impacto direto na saúde das mulheres.

Os sintomas mais comuns são ansiedade, medo e estresse – fatores que se transformam em uma verdadeira bomba-relógio para o bem-estar feminino especialmente durante a pandemia de COVID-19. A doutora Camille abre o debate chamando a atenção para problemas que podem ser associados às doenças reumatológicas.

Os dados resumem o cenário alarmante em que vivemos: à medida que a pandemia se intensifica, relatos de violência doméstica contra as mulheres estão se espalhando rapidamente em todo o mundo e seus parceiros estão aproveitando as medidas de distanciamento físico para isolar vítimas dos recursos de assistência adequados. - Camille Figueiredo (pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia)

A violência pode ir muito além do ato da agressão física, ela também gera gatilhos para os problemas na ordem da saúde mental. Esses são impactos que podem funcionar como o estopim no sistema imune, levando ao desenvolvimento e agravamento de doenças reumatológicas, como artrite, fibromialgia, lúpus, entre outras.

A Dra. Camille Figueiredo, que atualmente se dedica a estudar o impacto da pandemia na vida das mulheres, publicou um artigo, COVID-19: one pandemic shading another, no conceituado periódico Arch Depress Anxiety. Na publicação, assinada em parceria com o Dr. Felipe Mendonça de Santana, Camille traz dados relevantes que deixam um importante alerta, pelo bem-estar físico, emocional e pela prevenção de futuras complicações imunológicas, e mais que isso, pela vida das mulheres brasileiras:                        

Abordagens para acabar com a violência doméstica devem idealmente ser consistentes em uma colaboração mútua entre governos e organizações não governamentais, visando primeiro aquelas mulheres mais vulneráveis. Estes devem ser integrados em ordem para prevenir o problema, enquanto fornece abrigo, psicológico apoio e educação para mulheres, particularmente nos casos em que crianças estão envolvidas. Além disso, combate à violência doméstica consiste em resolver continuamente os problemas domésticos, não apenas durante a pandemia, mas depois disso. Este não é um problema novo, só está cada vez mais agravante. - Camille Figueiredo (pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia)

 


Camille Figueiredo - Formada pela Universidade do Estado do Pará (1998), Camille Pinto Figueiredo é responsável pelo braço acadêmico da Cobra Reumatologia. Com residência e doutorado realizados no Hospital das Clínicas (FMUSP) e pós-doutorado pela Friedrich-Alexander-University Erlangen-Nuremberg (Alemanha), Camille é médica e pesquisadora, dedicando-se, sobretudo, aos estudos sobre metabolismo ósseo e HR-pQCT. Em virtude de suas pesquisas, Camille foi congratulada com quatro prêmios, dentre eles, atribuídos pela Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea, juntamente com outros pesquisadores: “Prêmio Antônio Carlos Araújo de Souza em Densitometria Clínica” (2008) e “III Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Osteoporose e Osteometabolismo” (2011).


Saiba o que fazer quando houver queda de faturamento de clínicas e consultórios médicos

 Especialista dá dicas de como melhorar a taxa de conversão


Muitas empresas, estejam elas situadas na área da saúde ou não, acabam desenvolvendo problemas de fluxo de caixa e de entendimento do que está ocasionando o baixo faturamento. Para entender melhor esse quadro, é fundamental fazer uma análise detalhada de todos os setores e como cada um está impactando na prosperidade desse negócio.

Segundo o especialista em gestão de empresas, escritor e professor da FGV, Éber Feltrim um negócio pode se encontrar em dois caminhos: a administração dos recursos positivos (sobra de dinheiro, saldo positivo, lucro) ou administrar recursos negativos (endividamento). “Muitas clínicas não sabem em que situação se encontram e por isso não conseguem resolver o problema”, afirma o CEO da SIS Consultoria.

Cada negócio possui o seu ponto fraco e é preciso averiguar com clareza como esses aspectos influenciam no atendimento e faturamento. De repente o volume de trabalho faz com que o empresário se esmere na qualidade do serviço prestado e também na percepção dos pacientes sobre o empreendimento. “Outra situação que pode ocorrer é não ter em mente o pós-venda: onde estão aqueles clientes que deixaram de frequentar o estabelecimento ou não voltaram após o orçamento? “, alerta Feltrim.

É necessário ter alguém na equipe que realize contatos periódicos e garanta a volta dessas pessoas, porque essa é a melhor forma de manter uma boa taxa de conversão. “Além disso, é fundamental estar atento com os pagamentos efetuados, pois a inadimplência é um dos principais motivos que levam a falta de recursos”, recorda o CEO.

Em boa parte dos atendimentos que realiza, Éber pode verificar que os clientes relatam que seus pacientes possuem queixas sobre o preço cobrado nos procedimentos ou que o valor proposto ficou mais alto do que podem pagar. “No entanto, nossas pesquisas indicam que menos de 10% das pessoas que não fecham um negócio estão preocupadas com o preço” aponta

Inúmeros profissionais da saúde classificam o valor da consulta como “altos” ou “baixos”, mas é importante saber que existem diversas variáveis nesse quesito, como o ponto (localização) do negócio, a propaganda, a qualidade do serviço prestado e até mesmo as pessoas e a equipe que trabalham no local. “São todos esses fatores que fazem com que o paciente entenda se vale ou não aquilo que é cobrado”, finaliza.

 


Dr. Éber Feltrim - Especialista em gestão de negócios para a área da saúde começou a sua carreira em Assis. Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas.

 

SIS Consultoria

https://www.sisconsultoria.net/

instagram @sis.consultoria.

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Os condomínios e a Lei do Stalking

Pelo fato de o condomínio ser um microcosmo da sociedade, esse é um espaço de convivência onde conflitos são comuns e fazem parte do dia a dia. Nesse sentido, a relação entre moradores e síndico muitas vezes não é fácil.

É comum ouvirmos relatos de reclamações que se não bem administradas acabam se tornando embates onde ofensas e até agressões acabam virando lugar comum. Com a chegadas das redes sociais, isso se agravou, pois muitos acreditam que esse é um espaço sem lei, onde o que é ali colocado, não tem o alcance da justiça. Assim, ouvimos muitas histórias em que síndicos e moradores apontam que são perseguidos constantemente por determinado indivíduo, a ponto de virar uma questão que não só pode ser caracterizada como perturbação, como também passar disso para uma perseguição. 

Nesses relatos, o mais comum é a reclamação por parte do morador que, descontente com a gestão do condomínio, acaba perseguindo o síndico de forma constante, muitas vezes ultrapassando o limite do bom senso ao não só criticar de forma reiterada, como o fazer utilizando palavras de baixo calão ou com uma agressividade desmedida.

Porém, esse ano foi sancionada uma lei que visa coibir esse tipo de ação, é a chamada "lei do stalking" (Lei 14.132/21). O objetivo dessa lei é o de penalizar aquele que pratica ato reiterado de perseguição para com um indivíduo ou grupo. A lei não foi criada especificamente para os condomínios, porém, por analogia, está sendo utilizada em casos que se enquadram nessa questão já que seu objetivo abrange situações desse tipo em qualquer ambiente.  

Para que os atos sejam enquadrados nessa lei, é importante que o reclamante documente esse tipo de situação, podendo ser através de testemunhas, livro de ocorrências, e-mails, prints de Facebook, Instagram, WhatsApp etc. Importante entender que o ato por si só não se enquadrada na lei quando ocorre uma única vez. A ação reiterada é que faz com que esses atos se tornem uma perseguição e, portanto, podendo ser considerada uma questão de “stalking”.

Um ato que ocorre apenas uma ou outra vez, não poderá ser enquadrado nessa lei específica, porém, dependendo do tipo de reclamação, isso não deixa de ser um crime, podendo ser inserido em outros tipos de crime como aqueles que versam sobre injúria, difamação, calúnia etc. 

A pena prevista na Lei 14.132/21 para quem pratica o crime de perseguição é de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. Além disso, o próprio condomínio poderá, antes de chegar a denúncia na justiça, impor no seu regimento interno, sanções para aquele que pratica ações desse tipo, podendo inclusive aplicar multa.

De qualquer forma, é importante que tanto a gestão como os moradores tenham em mente que debater questões de forma educada e respeitosa, são o melhor caminho para a resolução de problemas. Nesse sentido, uma gestão plural e participativa tende a não ter esse tipo de problema.

Além disso, o condomínio tem os seus meios legais para que um condômino exponha aquilo que o incomoda na gestão, sendo sua principal arma, as assembleias. Por isso, não deixe de participar, esse é o principal espaço para a democracia condominial.

 


Rodrigo Karpat - especialista em direito imobiliário e questões condominiais. Coordenador de Direito Condominial na Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB-SP e Membro da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB Nacional.


Por que a confiança do governo na segurança da nuvem é mais sutil do que parece

A pandemia foi um grande choque para muitos governos em todo o mundo. Praticamente da noite para o dia eles tiveram que enfrentar o desafio duplo de fornecer suporte para o trabalho remoto em massa dos funcionários públicos e uma resposta rápida para impulsionar a economia. As tecnologias de nuvem foram indispensáveis ​​para esses esforços, mas sem a devida atenção, elas também podem expandir significativamente as superfície de ataque e o perfil de risco das organizações.

A Trend Micro, líder em Cibersegurança, entrevistou tomadores de decisão de TI de organizações globais do setor público a fim de obter mais informações. Embora eles pareçam confiantes em suas estratégias de segurança, existem alguns equívocos preocupantes sobre princípios essenciais que podem levar a implantações que ficam aquém do ideal. Com o terceiro aniversário da GDPR se aproximando rapidamente, é importante lembrar o possível impacto desses problemas.


Confiança na segurança da nuvem

Assim como seus pares em praticamente todos os setores que estudamos como parte dessa pesquisa, a grande maioria (84%) dos chefes de TI do setor público revelou que a pandemia acelerou "um pouco" ou "consideravelmente" a adoção da nuvem. No Reino Unido, por exemplo, secretarias do governo entregaram 69 novos serviços digitais até o final de maio de 2020 enquanto os funcionários públicos trabalhavam de casa.

Além disso, a segurança cibernética parece ter sido uma consideração muito importante, já que 74% afirmaram ter implementado treinamentos de segurança e 54% relataram ter implementado novas políticas sobre tratamento de informações pessoais a fim de mitigar eventuais novos riscos. Quase metade (45%) observou que o aumento da adoção da nuvem, na verdade, colaborou para ampliar o foco deles nas melhores práticas de segurança do mercado.

Talvez não seja uma surpresa, portanto, que a grande maioria dos entrevistados (82%) sinta que tem controle total ou majoritário sobre a proteção dos ambientes de trabalho remoto, e um número semelhante (79%) se sinta confiante de que é capaz de proteger o novo ambiente de trabalho híbrido que surgirá após pandemia.



Assumindo o controle sobre a proteção

Quando analisamos um pouco mais a fundo, os líderes de TI do governo estão, na verdade, bem menos confiantes do que parecem - muitos, inclusive, parecem estar trabalhando com base em falsas suposições e até em equívocos. Por exemplo, metade dos entrevistados admitiu que a segurança é uma importante barreira a ser considerada para a adoção da nuvem. Apenas 11% afirmaram que ela não representa qualquer tipo de obstáculo para os projetos. Os desafios cotidianos são abundantes: os três principais problemas operacionais destacados neste estudo foram a proteção dos fluxos de tráfego, a falta de integração com as ferramentas de segurança físicas locais e a implantação.

Talvez o mais preocupante seja a limitação de conhecimento do modelo de responsabilidade compartilhada: o que descreve de maneira crucial quais são as responsabilidades do cliente em termos de segurança cibernética e o que o provedor de nuvem (CSP) oferece. Uma falha nesse equilíbrio e as organizações podem acabar com grandes lacunas de proteção ou com gastos excessivos em sistemas redundantes.

Cerca de 86% dos entrevistados afirmaram estar “um pouco” ou “muito” confiantes de que entenderam a parte deles no modelo. No entanto, quase todos (99%) também afirmaram considerar que os controles de CSP deles são "suficientes" ou "mais que suficientes" para proteger os dados da nuvem - quando, na verdade, a responsabilidade é somente do cliente em ambientes de IaaS e PaaS.



Um 2021 mais seguro

Quase metade (45%) dos líderes de TI do setor público afirmaram que a introdução de ferramentas de segurança em nuvem tornou a segurança geral de TI mais cara, enquanto 28% disseram que criou mais silos. Na verdade, a plataforma de segurança em nuvem certa deve tornar a segurança mais simples, mais integrada e mais eficiente - além de oferecer suporte a abordagens DevSecOps capazes de reunir equipes essencialmente distintas.

A chave é encontrar a oferta certa: que possa proporcionar uma série de recursos por meio de uma única plataforma. O foco deve ser agilizar e automatizar a segurança em todos os contêineres, cargas de trabalho, aplicativos, redes e muito mais, sem comprometer a proteção oferecida. Produtos que oferecem integrações abertas com ferramentas de terceiros também podem ajudar os governos a maximizarem o valor dos investimentos em segurança de TI existentes.

A revolução digital desencadeada pela pandemia vai durar muito mais do que a crise. Para que os projetos futuros sejam um sucesso, os governos precisarão consolidar suas relações com os fornecedores de segurança em que confiam.




Trend Micro

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Imóvel arrematado em leilão judicial pode ser alienado pelo banco credor?

Quando o imóvel é arrematado em leilão judicial é expedida a Carta de Arrematação, documento que se destina ao registro da propriedade do imóvel arrematado. Só se diz que o arrematante é o proprietário do imóvel após o registro da propriedade.

Por isso, o arrematante, após a arrematação e expedição da Carta de Arrematação, deve providenciar de imediato o registro da propriedade, pois o anterior proprietário ainda pode alienar o imóvel enquanto estiver em seu nome.

Gostaria de ressaltar uma outra questão que demanda atenção, pois pode prejudicar a arrematação, mesmo após o recebimento da Carta de Arrematação.

Pode ocorrer de o imóvel arrematado estar hipotecado pelo banco financiador. Neste caso, o banco possui como garantia de recebimento do seu crédito o direito ao resgate da propriedade, para futuramente aliená-la, e se ressarcir de eventual prejuízo.

Assim, o interessado em arrematar um imóvel deve consultar a matrícula do imóvel para verificar se o imóvel que deseja arrematar está hipotecado e, o mais importante, consultar se o credor hipotecário foi intimado do leilão. Por isso, sempre é aconselhável a consultoria de um advogado especialista, para, de forma segura e preventiva, certificar-se de quaisquer pendências que possa estar vinculada ao imóvel.

Fomos patronos no caso em que o imóvel arrematado estava hipotecado e, após a arrematação e a expedição da Carta de Arrematação, o arrematante se manteve inerte e não levou a carta para o registro da propriedade. O banco, por sua vez, havia acionado o devedor do imóvel para o recebimento de seu crédito e, como este, após ser intimado, não quitou sua obrigação, o banco encaminhou o imóvel a leilão, sendo este vendido e registrada a propriedade.

O arrematante só soube que o mesmo imóvel havia sido adquirido por outro, quando o novo comprador tentou conquistar a posse do imóvel.

No caso especifico, o arrematante só conseguiu reverter a situação tendo em vista que, no processo judicial no qual ocorreu sua arrematação, o banco, credor hipotecário, havia sido intimado do leilão.

Ressalto que tudo isto ocorreu pela falta do imediato registro da propriedade pelo arrematante.

O remédio processual para reverter essa situação foi a interposição de uma defesa chamada Fraude à Execução, a qual foi provida pelo Juízo, que decidiu cancelar a alienação do banco credor e determinou o registro da arrematação.

Concluindo: enquanto não registrada a propriedade, o antigo proprietário, neste caso o banco, ainda pode alienar o imóvel, pois só é dono, proprietário, aquele que registra sua propriedade.

 


Paulo Mariano - advogado especializado em leilão judicial de imóveis, com experiência de mais de 500 processos nessa modalidade de investimento. Já assessorou investidores, familiares e amigos e vem se utilizando do leilão de imóveis para seu próprio investimento. 

www.paulomariano.adv.br


Poupatempo lança novos vídeos para auxiliar quem precisa realizar serviços de forma digital

Tutoriais, com aproximadamente um minuto, estão disponíveis no portal e no canal oficial do programa no Youtube 


Com a ampliação da oferta de serviços de forma online, os cidadãos de São Paulo ganharam novas opções para resolver tudo o que precisam com conforto e segurança, sem sair de casa. Nos cinco primeiros meses do ano, o autoatendimento foi responsável por cerca de 80% das solicitações do Poupatempo. Foram mais de 9,2 milhões de atendimentos por meio do portal – www.poupatempo.sp.gov.br -, do aplicativo Poupatempo Digital, ou dos totens de autoatendimento. 

Além de já oferecer 137 opções pelas plataformas digitais, o Poupatempo trabalha intensamente para tornar os processos cada vez mais acessíveis a todos os usuários. Pensando nisso, novos vídeos tutoriais, com o passo a passo dos atendimentos mais solicitados, estão disponíveis no portal e também no canal do Youtube do programa - www.youtube.com/poupatemposp

“São tutoriais simples, objetivos e de fácil compreensão, em que o cidadão pode acompanhar e seguir as instruções, pausando e voltando o vídeo sempre que precisar. Com mais essa iniciativa, o Poupatempo busca oferecer praticidade e segurança às pessoas, neste momento em que o isolamento social ainda se faz necessário para que possamos vencer a pandemia”, explica Murilo Macedo, diretor da Prodesp – empresa de Tecnologia do Governo de São Paulo, que administra o Poupatempo em todo o Estado. 

Entre os novos vídeos disponibilizados, estão os relacionados à CNH, como realizar adição ou mudança de categoria, como baixar o documento digital, processo de suspensão e reabilitação, consulta de exame médico do Detran.SP, como acessar serviços do TRE, consultar documentos necessários para emissão do RG, agendamento de serviços presenciais e como recuperar senha dos canais digitais do Poupatempo.  

Outros vídeos mostrando os serviços digitais das secretarias do Estado da Educação, Sabesp, CDHU e do Detran.SP, por exemplo, também são oferecidos pela plataforma. Lembrando que todos eles podem ser acessados 24 horas por dia, sete dias por semana, com segurança e comodidade. 

Além dos vídeos, o portal do Poupatempo disponibiliza ainda cartilhas orientativas, onde também podem ser consultadas informações sobre os assuntos mais solicitados pelos usuários.  


Postos de atendimento 

No atendimento presencial, para minimizar os riscos de transmissão do coronavírus, o Poupatempo reforçou as medidas preventivas e protocolos sanitários, seguindo as diretrizes do Governo de São Paulo. 

Além da necessidade de agendar data e horário para ser atendido, também é obrigatório o uso de máscaras, medição de temperatura, higienização das mãos com álcool em gel e dos calçados com tapete sanitizante, a capacidade de atendimento foi reduzida, priorizando serviços que necessitam da presença do cidadão para serem concluídos, como a primeira via do RG, transferência interestadual e mudança nas características do veículo, por exemplo. 

 

Muito trabalho pode se tornar o pior inimigo do funcionário

Excesso de trabalho é realidade para muita gente em todo o mundo. As razões são diversas - e muitas vezes não estão ligadas simplesmente à necessidade de ter que trabalhar demasiadamente para sobreviver - nesse caso, políticas públicas de combate à pobreza e redistribuição de renda deveriam auxiliar o trabalhador - mas, há casos onde a pessoa escolher colocar o trabalho acima de todos os outros aspectos de sua vida.

Especialista em cargos de alta gestão, Uranio Bonoldi, explica que "uma parcela considerável daqueles que trabalham demais é composta pelos ‘workaholics’, pessoas viciadas em trabalho que nunca tiram o emprego da cabeça. Esse hábito é extremamente prejudicial, não só para a saúde mental, mas para a física também".

Esse profissional é muito comum nos cargos de liderança onde, o número de casos de acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame e doença arterial coronariana, devido ao ritmo intenso de trabalho e demandas que muitas vezes não respeitam o horário comercial é frequente.

Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o trabalho em excesso causa cerca de 750 mil mortes por ano. O estudo revelou também que essa é a principal causa de doenças associadas às profissões, que vão desde estresse e hipertensão, até casos extremos, com complicações cardíacas. Ao que tudo indica trabalhar em excesso por longos períodos não faz bem!

Para Uranio Bonoldi, "é crucial sabermos balancear as demandas do trabalho com horários de lazer e tempo com a família ou amigos. Trabalhar sem limite pode ser até contraproducente e aumentar a chance de burnout ou a síndrome de esgotamento profissional, provocada pelo acúmulo de estresse e tensão por conta do trabalho e, entre os sintomas estão a dificuldade de concentração, insônia, exaustão, pressão alta e dores de cabeça".

A mesma pesquisa indica que a quantidade de profissionais que trabalham exageradamente só está aumentando. Por isso, é fundamental criar uma relação saudável com o trabalho, respeitando os próprios limites. Abaixo, Uranio dá três dicas para serem incorporadas no dia a dia para deixá-lo mais leve e produtivo:

• Faça uma pequena lista dos afazeres do dia: "No começo da jornada de trabalho identifique quais são suas prioridades (não mais que 5 itens), dessa forma você conseguirá focar naquilo que precisa e, no final do expediente, avaliar o quanto produtivo foi no dia".

• Foque em apenas uma função de cada vez: "Temos o hábito de nos ocupar com diversas demandas simultaneamente, no entanto isso pode prejudicar o rendimento do trabalho. É interessante pegar uma tarefa e focar apenas nela até que seja finalizada ou, nas etapas que dependem de entrega de outros colegas, aguardar que finalizem suas partes para você prosseguir - os resultados costumam ser melhores".

• Pequenas pausas durante o expediente: "Trabalhar incessantemente é problemático, o corpo precisa de momentos de descompressão. É crucial que durante o dia você tire intervalos para si, seja para simplesmente descansar, para o lazer ou família - parece simples, mas esse processo ajuda muito o rendimento ao longo da semana".



Uranio Bonoldi - consultor em planejamento estratégico e governança corporativa, professor do Executive MBA da Fundação Dom Cabral, onde leciona sobre "Poder e Tomada de Decisão", escritor e palestrante. Trabalhou por mais de 30 anos em cargos de alta gestão, dentre os quais, CEO da Fundação Butantan.

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poder.com.br


Queda de 30% nas denúncias de abuso sexual de crianças e jovens preocupa especialistas

Pandemia de Covid19 amplia a subnotificação da violência contra crianças e adolescentes

 

O avanço do isolamento social tem se mostrado um desafio à proteção de crianças e adolescentes contra a violência, sobretudo as violações sexuais. Ao longo do ano de 2020, a média mensal de violações sexuais denunciadas ao Disque 100 (Disque Direitos Humanos) sobre violações sexuais caiu de 1631 ocorrências, em janeiro, para 1127, no mês de dezembro – uma redução de 30,9%. Dentre elas, chama a atenção os dados registrados sobre estupros. A comparação entre o primeiro e último mês, do último ano, aponta um declínio de 68,4% na média mensal de violações desta natureza denunciadas. Especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) alertam para o aumento da vulnerabilidade de crianças e jovens devido à restrição de circulação e maior tempo exposta a eventual contato de adultos com comportamento abusador.

 

Os dados coletados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) apontam queda mais acentuada nos períodos de maior recrudescimento da pandemia de Covid-19. A ginecologista Dra. Erika Krogh, membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Febrasgo, comenta que, “muitos serviços de denúncia e acolhimento tiveram redução de suas atividades, em função da crise sanitária, gerando menor número de notificações e busca por serviços de saúde. Precisamos considerar os serviços de saúde às vítimas como serviço essencial”.

 

A médica acrescenta que essa subnotificação dificulta a responsabilização de abusadores. Comumente, as vítimas de abuso, violência e exploração sexual encontram barreiras para denunciar seus agressores dadas as dificuldades em realizar flagrantes; provar a ocorrência de violência, sobretudo quando esta não deixa marcas no corpo; o preconceito contra a vítima de abuso; e ainda ao fato de a palavra da mulher ser muito colocada em cheque. 

 

De acordo o MDH, abuso sexual de crianças e adolescentes consiste numa relação desigual de poder em que o agressor adulto ou adolescente mais velho se apropria e anula as vontades da vítima, tratando-a como objeto de prazer e alívio sexual, não como uma pessoa sujeita de direitos. Os termos englobam todo ato de natureza erótica, com ou sem contato físico, com ou sem força.

 

Prevenção


O ginecologista Dr. Robinson Dias de Medeiros, presidente da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção Gestacional Prevista em Lei, aponta que 85,7% das vítimas de violência sexual são do sexo feminino e, em sua maioria (57,9%), tem no máximo 13 anos de idade*. O médico explica que “os fatores que envolvem a prevenção de abusos e exploração sexual abarcam toda a cultura de um povo, o combate ao machismo estrutural. Eu vejo que a somente a educação e a redução da situação de vulnerabilidade – isto é, a diminuição da pobreza e melhora da condição de vida das famílias – associadas a políticas de saúde que promovam o acolhimento podem proteger nossas crianças e jovens“.

 

Os especialistas explicam que os sinais de uma possível situação de abuso ou exploração sexual pode se manifestar por meio de:


- Mudança brusca de comportamento (por vezes, na forma de agressividade ou retração);


- Compulsão alimentar ou perda de apetite;


- Automutilação;


- Sexualização precoce (atos ou comentários que indicam maior exposição a conteúdos ou experiências sexuais);


- Aversão a pessoas mais velhas, sobretudo com perfil semelhante ao do agressor;


- Desejo de fugir de casa.


- Presença de infecções sexualmente transmissíveis.

 

Dentre as consequências do abuso sexual, figuram tendências depressivas e suicidas, ao abuso de álcool e drogas, à prostituição e, por vezes, dificuldade futura de desenvolver relações sexuais desejadas.

 

*Dados do Anuário Brasileiro e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2020.


Mulheres da região Sudeste estão mais sobrecarregadas que os homens com a rotina de trabalho e os cuidados com os filhos, revela pesquisa da Ticket

 Levantamento mostra que o home office tem deixado 77% das entrevistadas mais atarefadas; entre os homens da região, esse percentual é de 68%


Conciliar o home office e os cuidados com a casa e os filhos tem sobrecarregado mais a rotina das mulheres do que a dos homens. É o que apontou uma pesquisa realizada pela Ticket, marca de benefícios de alimentação e refeição da Edenred. Enquanto 77% das respondentes da região Sudeste revelaram que se sentem mais atarefadas desde o início da pandemia, 68% dos homens apontaram o mesmo cenário. 

“O resultado da pesquisa reforça a necessidade dos líderes das empresas olharem para os seus colaboradores que têm filhos de forma mais solidária e compreensiva, com o objetivo de flexibilizar e customizar as rotinas e processos que amenizam o impacto que o home office causa na realidade do dia a dia desses profissionais”, comenta José Ricardo Amaro, Diretor de Recursos Humanos da Ticket, que também acredita que a convivência com os filhos aprimora habilidades interpessoais que são aplicadas no mundo corporativo.

Apesar da sobrecarga, quando questionadas sobre a adaptação ao modelo de trabalho remoto, 60% das mulheres respondentes da pesquisa disseram que estão completamente adaptadas, enquanto 29.8% ainda estão se adaptando e 8.7% ainda não se adequaram ao modelo home office. Apenas 0.5% não responderam à questão. Entre os homens, 59% já estão adaptados, frente a 28.5% que ainda estão no processo de ajustes, 11.5% ainda não se adaptaram e 1% preferiu não responder.

A pesquisa mostrou que 54% das empresas seguirá em modelo remoto por tempo indeterminado e 9.6% o adotaram permanentemente. “Isso indica que as organizações, em sua maioria, já bastante empenhadas em sustentar o engajamento e a motivação de seus colaboradores, terão de buscar constantemente iniciativas para que o trabalho à distância funcione e gere resultados mais positivos para a companhia”, finaliza Amaro.

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