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terça-feira, 22 de junho de 2021

Pandemia pode impactar taxa de natalidade mundial

 Análise da seguradora de crédito Euler Hermes aponta que os bloqueios contribuíram para que muitos casais adiassem planos de terem filhos


A pandemia da Covid-19 não só causou milhões de mortes prematuras, como também teve impacto no número de nascimentos. Em países de alta renda, o número de nascidos diminuiu para níveis recordes em 2020, pois para muitos casais os planos de engravidar foram adiados. Com a maternidade adiada para idades posteriores, a pandemia poderia, portanto, ter efeitos duradouros sobre as mudanças demográficas, contribuindo ainda mais para o envelhecimento das sociedades.

A análise é da economista sênior da seguradora de crédito Euler Hermes, Michaela Grimm. De acordo com a profissional, na União Europeia, o número de recém-nascidos diminuiu cerca de -3%, passando para 4,1 milhões em 2020, visto que a maioria dos 27 países membros, exceto Finlândia, Luxemburgo e Malta, relatou uma diminuição do número de nascidos. Já os países bálticos, Polônia, Romênia, Irlanda e Espanha testemunharam as quedas mais acentuadas, variando de -5,6% na Irlanda e Espanha a -10,6% na Romênia. Já na França, o número de nascidos caiu para menos de 700 mil pela primeira vez desde 1945.

Do outro lado do Atlântico, os EUA registraram apenas 3,6 milhões de recém-nascidos em 2020, o menor número desde 1979. Japão, Coreia do Sul e Taiwan também testemunharam um declínio adicional no número de recém-nascidos (Figura 1).

 

 Fontes: Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Eurostat, institutos nacionais de estatística, Allianz Research.

 

“Esta evolução corresponde à constatação de que em tempos de crise econômica, aumento das taxas de desemprego e incertezas, os planos de fecundidade são adiados. Os programas de apoio dos governos para amortecer parte do impacto financeiro da pandemia Covid-19 poderiam apenas amenizar o aspecto econômico”, acredita Grimm.


Planos adiados

A economista afirma que os bloqueios que pararam a vida social também fizeram com que muitos casais adiassem seus casamentos planejados, restringiram o acesso a serviços médicos, incluindo tecnologias de reprodução assistida, a fim de aliviar a carga sobre os sistemas de saúde, e o maior risco de mulheres grávidas precisarem de terapia intensiva cuidados ou ventilação invasiva em caso de infecção por Covid-19 deixavam muitos com uma sensação de incerteza que os impedia de começar uma família ou ter outro filho.


Aumento em países de baixa renda

No entanto, enquanto a pandemia de Covid-19 ampliou as tendências demográficas existentes em países de alta renda e causou novos declínios no número de recém-nascidos, o Fundo de População das Nações Unidas estima que até 1,4 milhão de gestações não planejadas ocorreram em países de baixa e média renda; países onde as mulheres geralmente tinham acesso limitado aos serviços de planejamento familiar como resultado da pandemia. 

“Para todos aqueles que esperavam por um baby boom pós-crise para compensar as quedas em 2020, a questão crucial é se os planos para ter filhos foram apenas adiados ou se eles serão abandonados. Nesse sentido, o desenvolvimento econômico e especialmente a diminuição do desemprego entre os grupos de idade mais jovens desempenham um papel importante, uma vez que uma relação estável e um rendimento estável são fatores cruciais na decisão de se tornarem pais. No entanto, a atual recuperação econômica não se refletirá nas taxas de natalidade nos primeiros nove meses”, afirma Michaela Grimm.


Evolução no número de nascimentos pelo mundo

Os últimos dados disponíveis analisados pela Euler Hermes mostram um quadro misto da evolução do número de nascimentos nos primeiros meses de 2021. Enquanto a Alemanha relatou o maior número de nascidos no mês de março desde 1998 e um número geral ligeiramente maior de nascimentos no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior, em Portugal o número de recém-nascidos continuou a diminuir. Na maioria dos outros países europeus, os números de nascimento mostram alguns sinais promissores de estabilização.

Apenas Áustria, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Holanda e Suíça registraram valores trimestrais ou quadrimestrais mais elevados do que em 2020. Na Coreia do Sul, Cingapura e Taiwan, os números trimestrais e dos primeiros cinco meses também estão abaixo dos do ano anterior, mas apontam para uma recuperação, onde o número de nascimentos foi maior em março e maio, do que nos mesmos meses de 2020.


Queda do número de mulheres em idade fértil

O documento explica que o número de nascimentos também depende do número de mães em potencial. Na Europa e no Leste Asiático, o número de mulheres em idade fértil já começou a diminuir, consequência de menores taxas de natalidade desde a década de 1970.

Na América Latina, o pico está previsto para 2030, mas no Brasil, maior economia da região, os números já devem cair a partir de 2025. Já na América do Norte, espera-se que o número de mulheres em idade fértil aumente ainda mais, embora com taxas de crescimento mais baixas do que no passado (Figura 2).

Figura 2: Mulheres em idade fértil, Índice 1950 = 100

 Fontes: ONU, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (2019); Allianz Research.

  

Outro fator decisivo é a idade média da mãe ao primeiro nascimento. Em 2019, a média na União Europeia, por exemplo, era de 29,4 anos, variando de 26,3 anos na Bulgária a 31,3 na Itália. Já, nos EUA, aumentou para 27 anos (Figura 3).

 

Figura 3: Idade média das mulheres ao primeiro nascimento 2019, em anos

 Fontes: Eurostat, Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Allianz Research.


A economista afirma ainda que “quanto mais velha as mães estão no nascimento do primeiro filho, maior é o risco de que o desejo por outro filho não seja realizado ou seja abandonado, pois os riscos para a saúde tanto da mãe quanto do filho aumentam com a idade. Nesse contexto, a decisão de adiar a gravidez ou ter menos filhos em decorrência da pandemia pode ter efeitos duradouros nas mudanças demográficas, contribuindo ainda mais para o envelhecimento das sociedades”, finaliza.

 

 

Euler Hermes

www.eulerhermes.com.br, LinkedIn ou Twitter @eulerhermes.

 

Liderança se constrói na prática e na escuta ativa

Uma boa liderança promove maior sinergia entre as equipes e garante melhores resultados, por isso, é fundamental darmos foco ao desenvolvimento dessas habilidades em toda a jornada profissional. Para mim, por exemplo, a liderança bem exercida se reflete em três atitudes: oriente, traga e desenvolva. Esses são os pontos de ação que eu busco aplicar em meu trabalho e também desenvolver em meus times. Desta forma, temos uma confluência entre cultura e estratégia, com alinhamentos claros. Isso torna a equipe mais homogênea e mais próxima da operação. Sem contar a queda acentuada em turnover, ou seja, estabelece-se uma identidade com a empresa e amplia-se o índice de satisfação e qualidade, valores imprescindíveis para as companhias. É a estratégia da empresa apoiando para tornar a gestão do líder melhor e mais assertiva.

Isso é comprovado pelo valor dado à experiência do colaborador, o Employee Experience. Hoje, sai na frente a empresa que valoriza esta relação com o colaborador, instigando a motivação e vontade de estar e ser da companhia, criando vínculos fortalecidos e que podem ser amplificados diariamente. Isso é essencial para atingir objetivos e resultados esperados pela organização.

Ao longo de minha trajetória profissional de mais de 20 anos atuando nas áreas de treinamento, de qualidade, e dos quais 15 anos foram dedicados à gestão de relacionamento com o cliente, pude entender que o que mais falta na relação direta com o profissional da camada de operação de atendimento é a atenção, a chamada escuta ativa. Ouvir o outro ajuda a direcionar a nossa resposta e assertividade. Às vezes, falta esse elo entre a estratégia da companhia e os colaboradores e nem sempre as informações chegam da maneira esperada a todos. Independentemente do cargo que ocupo, gosto de falar diretamente com a base, pelo menos uma vez por mês, quando me certifico, de fato, que a estratégia está sendo conduzida pelo tático e pelo operacional em sinergia.

Eu costumo dizer a minha equipe que a melhor forma de dar um feedback para um colaborador é você ser duro com o assunto e carinhoso com a pessoa. Do contrário, quem está recebendo aquela informação vai se fechar naturalmente. Uma outra análise que eu faço é ter um olhar mais atencioso para a gestão, fora do convencional, com questionamentos sadios.

Eu sempre gostei de fazer encontros ao vivo com a minha equipe, mas agora na pandemia tivemos que nos adaptar. Chego a me reunir todos os meses, de maneira virtual, com cerca de 80 pessoas. Essa conversa é permeada por três perguntas: enquanto gestor, o que devo começar a fazer, parar de fazer e continuar a fazer? E vem boas sugestões, como melhorias em algumas ações. Implementamos novas ferramentas que deixaram mais transparentes as regras de participação em processos seletivos da companhia. Os mesmos passaram a ser adotados na comunicação com Recrutamento e Seleção, onde ampliamos e facilitamos esse diálogo com os interlocutores; e também passamos a reforçar os treinamentos sobre os produtos da empresa, atualizamos o programa de ciclo de melhoria contínua, otimizamos o processo de escala de folgas, entre outros temas que são do dia a dia de todos os colaboradores. Enfim, esses são alguns dos exemplos de retorno dessa relação construída diariamente.

Em resumo, acredito que a liderança combina habilidades de escuta ativa, comunicação e conexão com a equipe. Um bom trabalho consiste também em uma relação de confiança e respeito, guiada pelo desenvolvimento, feedback, transparência e, claro, liderar pelo exemplo. Isso tudo, quando colocado em prática, entrega além dos resultados esperados pela companhia.

 


Luiz Carlos Gomes - diretor de Operações da Orbitall Atendimento, empresa do Grupo Stefanini.


10 dicas para vender seus produtos e serviços no Instagram

Há muito tempo o Instagram servia apenas para postar fotos daquela viagem para os EUA, o drink incrível do final de semana ou a selfie cuidadosamente planejada. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos todos os meses, era de se esperar que o Instagram se tornasse uma rede social perfeita para divulgar e vender produtos. De fato, cerca de 50% dos usuários seguem pelo menos uma marca na rede social e 80% deles utilizam a rede social para decidir se compram ou não um produto, ou serviço. Diante desses dados, não restam dúvidas de que vender no Instagram pode ajudar seu negócio a decolar. E além de aumentar as vendas, você ainda consegue se aproximar do seu público-alvo. Porém, mesmo sendo um canal eficiente e atraente, muitas pessoas e marcas ainda não sabem por onde começar no Instagram. Se esse é o seu caso, criamos este artigo para você conquistar novos negócio na rede social.

1. Perfil comercial

A primeira dica para comercialização do seu negócio no Instagram é começar a trabalhar sua base, o seu perfil. Para ter acesso às melhores funções para uma empresa, recomendamos que o seu perfil seja comercial. Isso precisa ser considerado, seja para quem cria o perfil do zero ou para uma empresa. Isso porque uma conta comercial oferece mais recursos de análise de dados, métrica, impulsionamento e possibilidade de link nos stories. Depois que o perfil já estiver com a função comercial, você deverá fazer algumas otimizações simples. O objetivo dessas otimizações é passar uma boa imagem inicial do seu negócio, capaz de atrair seguidores e futuros clientes.

2. Biografia

Uma biografia é um fator muito importante para a comercialização do seu negócio, pois uma Biografia do seu negócio tem como finalidade conversar com seu público, fazendo-o decidir se vão ou não seguir o perfil e clicar na sua página. Outros pontos importantes que não podem faltar na sua biografia são:

• Foto de perfil

É muito importante que a sua foto de perfil comercial faça referência à sua empresa. Pode ser um logotipo ou, no caso se for a sua empresa tenha o foco na sua própria imagem.

• Link da sua loja

A biografia é um dos poucos espaços do Instagram onde você pode inserir um link clicável, então não deixe de lado. Adicione um link do seu e-commerce, seja marketplace, loja virtual ou WhatsApp. Se tiver mais de um link para divulgar, utilize ferramentas como Linktree que cria um link único para adicionar no seu perfil do Instagram, assim você consegue ver quantas visitas chegam até sua página através da rede social.

3. Instagram Shopping

Com o avanço do Instagram em vendas, o próprio aplicativo decidiu lançar uma funcionalidade para empreendedores na plataforma. O Instagram Shopping, tem como objetivo cadastrar seus produtos e vender diretamente por lá. Isso diminui o caminho de compra do seu cliente. Assim, em vez de jogar o consumidor para outra página, é possível vender diretamente pelo Instagram.

4. Ofereça conteúdo de qualidade para seu público

Não adianta criar um perfil e não produzir nenhum tipo de conteúdo. Tente ao máximo interagir com seu público, responda alguma dúvida da sua audiência pelos stories. O mesmo pode ser feito para passar conceitos preciosos com a intenção de trabalhar as dores da sua persona. Ainda há a possibilidade de usar fotos e boas imagens com mensagens de valor, ou que convidem os seguidores à tomar alguma atitude.

5. Abuse dos Stories

A alguns anos atrás o Instagram permitiu que 10 mil seguidores pudessem adicionar links em seus Stories. Isso possibilitou que muitos construíssem histórias chamativas sobre um produto, podendo dispor o link para que o seguidor não precisasse acessar de outro ponto. O recurso de Stories se tornou uma febre mundial. Com mais de 300 milhões de usuários e crescendo, vem sendo constantemente usado por empresas em estratégias de como vender no Instagram. Isso porque os Stories são muito importantes para ter um alcance maior, além de aumentar o engajamento. Portanto aja com inteligência.

6. Hashtags

As hashtags são um símbolo do Instagram. Elas são a principal ferramenta para alcançar novos seguidores para sua página e, consequentemente, vender. Utilize palavras que definam seu negócio para atrair pessoas interessadas. Uma dica importante é a pesquisa por hashtags mais buscadas para implementar no seu dia a dia. Isso fará com que pessoas se interessem pelo tema da hashtag e visualizem a foto e cheguem até o seu perfil. Quando o seu perfil já mostra o link do produto, traz fotos de qualidade e um feed interessante, é muito provável que a pessoa seja fisgada e você ganhe um novo cliente. Uma grande vantagem das hashtags é que seu engajamento é natural, caso você entenda seu público e forneça imagens e conteúdo de qualidade, você perceberá que irão começar a comentar em suas publicações, curtir e responder Stories. As hashtags servem para marcar o conteúdo dentro da base de dados do Instagram, facilitando a pesquisa. O ideal é que seja entre 3 e 5 hashtags por postagens e, se possível, crie sua própria hashtag para os clientes te encontrem.

7. Ofertas, cupons e descontos exclusivos para seguidores

Quem não gosta de um desconto não é mesmo? Com a capacidade de atrair e gerar leads do Instagram, dedique parte dos seus conteúdos a ações que busquem resultados, além de vendas. Recomendamos a criação de posts com descontos promocionais para seguidores do Instagram, ou oferecer brindes e bônus para compras realizadas em links determinados da empresa na rede social. Por fim, utilize os concursos em suas estratégias. Eles podem ser feitos com a finalidade de gerar mais seguidores e potenciais leads, ou até mesmo estimular vendas.

8. Faça parcerias com influenciadores

Os influenciadores têm um poder muito grande em formar opiniões para o público. Por isso empresas de todos os segmentos investem em parcerias que vinculam suas marcas a uma celebridade. Essa estratégia é chamada de marketing de influência, isso gera credibilidade e as pessoas costumam confiar quando algum famoso diz que um produto é bom. Por isso busque influenciadores que conversem com a sua marca e considere formar uma parceria para estimar vendas no seu E-commerce.

9. Instagram Ads

A criação e transmissão de anúncios em redes sociais não podem faltar! Com a ferramenta é possível anunciar posts patrocinados no formato de fotos, carrossel de imagens e vídeos. Eles são ótimos para ajudar na educação dos seguidores quanto aos produtos ou serviços da sua empresa. Sem falar que, assim como as campanhas do Facebook Ads ou Google Ads, os anúncios nas redes sociais são impulsionados e ganham visibilidade mais facilmente. O uso dessa ferramenta é um poderoso componente em qualquer estratégia de como comercializar seu negócio no Instagram.

10. Ferramentas de gestão de redes sociais

De fato, existem diversas redes sociais para acompanhar diariamente. Interagir com elas pode ser algo muito confuso e trabalhoso. Além disso, o tempo para entrar em cada uma e agendar as postagens pode ser mais bem aproveitado se você utilizar uma ferramenta de gerenciamento que centralize as contas. Há diversas opções disponíveis no mercado. Por exemplo: O Mlabs, é uma ferramenta paga, que pode ajudar a administrar diversas contas. Outra opção que pode ajudar bastante é o Facebook, que se integrou a algum tempo com o Instagram. A partir dele, é possível criar e agendar postagens, fazer anúncios, responder comentários, tudo em um só lugar e de graça.

Conclusão

O Instagram conquistou usuários de todo o mundo e hoje conta com mais de 1 bilhão de perfis, tornou-se o álbum de fotos de pessoas comuns e celebridades. Além disso, a rede social trabalha com um algoritmo que tem como princípios básicos a temporalidade, o engajamento e o relacionamento, com o objetivo de recompensar as publicações de maior relevância. Contudo, com o crescimento da rede social nos últimos anos, cerca de 8 a cada 10 usuários seguem contas corporativas e 45% dos usuários alegam comprar produtos e contratar serviços por indicação de influencers. Logo, os e-commerces descobriram, no Instagram, um excelente aliado para o marketing que não pode faltar.

 


Ricardo Martins - CEO e principal estrategista da TRIWI ( linkedin.com/in/ricardopintomartins ). Ricardo é especialista em marketing digital, é graduado em Marketing pela Escola Superior Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e concluiu Master em Marketing pela ESPM, em São Paulo. Durante os 20 anos de trajetória na área, atuou em companhias que se destacam no mercado, como Polishop, XP Investimentos, TOTVS e CNA Idiomas. Como consultor, atendeu organizações em diversos segmentos, incluindo Lupo, BM&FBOVESPA e Multilaser.

 

 TRIWI

www.triwi.com.br


O impacto da LGPD na medicina ocupacional

Com a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais aumentam os desafios para a medicina ocupacional, que busca se adaptar em plena pandemia


         A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei 14.010/2020, foi sancionada em junho do ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro, o que empurrou para agosto desse ano, depois de um adiamento, a vigência dos artigos 52 a 54, referentes às sanções administrativas, que geram modificações estruturais nos sistemas de coleta, registro e tratamento de dados. Mesmo com esse fôlego, muitas empresas ainda não se veem preparadas para se adequarem à nova lei, segundo um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), que indica que 60% das companhias brasileiras ainda não estão em conformidade com as exigências.

 


Desafio para os Médicos do Trabalho


         A LGPD diz que qualquer espécie de utilização de dados pessoais no País, que circulem em meio físico ou digital, estará sujeita às novas regras e princípios como da transparência, finalidade e coleta da menor quantidade possível de dados. E esse é o desafio para os médicos do trabalho, que estão reunindo esforços (num momento pandêmico que se estende além do esperado) para se adaptarem à lei.


Para Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da OnCare Saúde, essa é uma questão complexa. “Principalmente porque os médicos do trabalho deverão assegurar a existência de processos claros e recursos adequados para garantir a privacidade, integridade, guarda e disponibilidade das informações dos trabalhadores participantes dos programas de saúde, principalmente os médicos responsáveis pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), mesmo com todos os avanços e novos conceitos, a área da saúde será uma das mais impactadas pela nova Lei”.


Ele ressalta que informações importantes não foram consideradas. “Muitas das questões médicas, que envolvem o tratamento de informações sobre doenças sequer foram cogitadas durante a tramitação do projeto original, como resultado, foram criadas uma série de obstáculos práticos para que hospitais e médicos possam compartilhar informações com empresas de medicina, planos de saúde e até uma farmácia”, adverte o gestor em saúde.


Ricardo Pacheco, que também dirige a OnCare Saúde, lembra que o cuidado com as informações dos trabalhadores, que são atendidos pelo serviço médico da empresa é importante. “Para evitar que se acumulem ações na justiça, como as ações do Ministério Público contra uma rede de farmácias que compartilha dados de compra de medicamentos com planos de saúde e laboratórios e casos nos quais a justiça deferiu indenizações por vazamento de prontuários. Por isso é imperativo que repensemos algumas condutas para garantir o sigilo das informações e exames solicitados”.


Para o presidente da ABRESST, as clínicas de medicina do trabalho sentirão o impacto “São empresas que lidam com dados sensíveis dos trabalhadores de outras empresas, e deverão passar por uma reavaliação de seus processos para embasar suas ações na legislação. Restam as clínicas, as empresas contratantes e os médicos do trabalho, especialmente médicos responsáveis pelo PCMSO e pelo SESMT ficarem atentos e cumprirem o que diz a lei”, completa Ricardo Pacheco.



OnCare Saúde


ENEL DISTRIBUIÇÃO SÃO PAULO PROMOVE CINCO FEIRÕES PARA RENEGOCIAR E PARCELAR DÍVIDAS A PARTIR DE 26 DE JUNHO

·         Primeira ação acontece no CEU Feitiço da Vila, na Chácara Santa Maria, Zona Sul da Capital, no próximo dia 26;


·         Clientes baixa renda poderão renegociar os débitos com a concessionária em até 12 vezes;


·         Serviços como transferência de titularidade, religação, cadastro baixa renda, esclarecimento de dúvidas sobre a fatura, entre outros, também estarão disponíveis

 

A Enel Distribuição São Paulo, concessionária que atua em 24 municípios da Grande São Paulo, irá realizar cinco feirões para renegociação e parcelamento de dívidas e atendimento ao cliente entre junho e julho. O primeiro deles acontece no próximo dia 26, das 8h às 17h, no CEU Feitiço da Vila, localizado na Chácara Santa Maria, na Zona Sul da Capital, em espaço cedido pela Prefeitura Municipal.

O atendimento será realizado com horário marcado, e os clientes interessados podem efetuar o agendamento por meio do site da empresa (https://www.enel.com.br/pt-saopaulo). Em seguida, o cliente receberá uma mensagem via SMS com a confirmação e senha que deverá ser apresentada no local. 

“Durante os feirões, os clientes da concessionária também terão a possibilidade de realizar alguns serviços, como transferência de titularidade, pedido de religação, cadastro baixa renda, esclarecimento de dúvidas sobre a fatura, entre outras facilidades, além de renegociar e parcelar contas em atraso”, destaca o diretor de mercado da Enel Distribuição São Paulo, André Oswaldo Santos. 

Nesta edição dos feirões, a Enel Distribuição São Paulo irá oferecer diversas opções aos seus clientes para saldar as suas dívidas com a concessionária. Para as contas em atraso acima de 180 dias, os consumidores poderão obter um desconto de 40% no valor original das faturas, parcelando a dívida em até seis vezes (entrada + cinco parcelas). 

Clientes que já são cadastrados como baixa renda têm a opção também de parcelar a sua dívida em até 12 vezes com juros, a despeito do tempo de dívida, sendo uma entrada e mais 11 parcelas. Nesta modalidade, o desconto de 40% não é aplicado, somente a facilidade do parcelamento. 

Todos os clientes da Enel Distribuição São Paulo, baixa renda ou não, podem também obter parcelamento em até 10 vezes dos seus débitos, sendo uma entrada e mais nove parcelas. Essa opção também não concede desconto no valor da dívida.

Todos os valores podem ser pagos na própria conta de luz. Vale lembrar que os clientes que se cadastrarem como baixa renda durante os feirões só terão os benefícios do governo federal nas faturas futuras, a partir do momento do cadastro inicial. Os valores em aberto seguirão com as condições da oferta mencionada. 

Os clientes que realizarem negociação de parcelamento durante os feirões poderão trocar até quatro lâmpadas incandescentes pelo modelo LED, que são 80% mais econômicas e possuem uma vida útil de 25 mil horas. A iniciativa faz parte do programa Luz Solidária, e beneficia os consumidores da distribuidora em todas as regiões. 

A negociação também pode ser feita por meio dos canais digitais de atendimento: Portal de Negociação (https://portalnegociacao.eneldistribuicaosp.com.br/#/home), Aplicativo Enel São Paulo (https://www.eneldistribuicaosp.com.br/atendimento/aplicativo-enel) ou Central de Atendimento (0800 72 72 120). Ao realizar a renegociação nos canais digitais, o cliente pode efetuar o pagamento por meio do cartão de crédito. 

As próximas edições do feirão serão realizadas nos dias 03 de julho no Céu Jaguaré (Avenida Kenkiti Simomoto, 80) e 10 de julho no Céu Lajeado (Rua Manuel da Mota Coutinho, 293). A concessionária ainda pretende realizar outros dois feirões no mês de julho, em locais em fase de definição. 

Todos os colaboradores da Enel Distribuição São Paulo envolvidos na ação estão seguindo os protocolos de higiene e segurança para prevenção à COVID-19, como o uso de máscaras, luvas, álcool em gel e medição de temperatura.

 


Serviço:

Feirão para parcelamento - Enel Distribuição São Paulo

Quando: 26 de junho (sábado)

Horário: das 8h às 17h

Local: CEU Feitiço da Vila

Endereço: R. Feitiço da Vila, 399 - Chácara Santa Maria, Zona Sul da Capital.

Para agendar o horário de atendimento: entrar no site da empresa

(https://www.eneldistribuicaosp.com.br/), clicar em “Agende seu atendimento presencial”, “Novo agendamento” e “Fique em dia Enel”.

 

Cristo Redentor abraçará pacientes do grupo de risco para reforçar a importância da vacinação

  Ação faz parte do segundo ano da campanha CRIE Mais Proteção, iniciativa da Pfizer com apoio da SBIm, que contará com a participação de Oscar Schmidt e outras personalidades

 

Pessoas que vivem com doenças crônicas ou com o sistema imunológico debilitado são mais vulneráveis a infecções e correm maior risco de desenvolver doença grave e de óbito. Por isso, elas têm acesso a um calendário mais amplo de vacinas oferecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)1 nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). No entanto, o desconhecimento é um desafio a ser superado: 76% dos brasileiros ignoram a existência dos CRIE2. 

Para mudar essa realidade, a Pfizer e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) uniram forças para a realização da campanha CRIE Mais Proteção, com o objetivo de ampliar o alcance de informações de qualidade sobre a importância da vacinação para as pessoas que fazem parte dos grupos de risco e divulgar os CRIE. O serviço é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo os estados e no Distrito Federal. 

A primeira ação da campanha, este ano, será realizada em um dos maiores símbolos do Brasil: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Na noite do dia 22 de junho, uma projeção inédita e emocionante fará o Cristo se movimentar e abraçar três pessoas com comprometimento imunológico, em um gesto simbólico de proteção. O espetáculo de imagens com informações sobre a importância da vacinação dos grupos de risco nos CRIE será divulgado pelas redes sociais da Pfizer e da SBIm. 

“Nossa intenção é que esse abraço traga mais esperança e reforce o alerta de que a vacinação salva vidas, para além da COVID-19. Temos o compromisso de reforçar para a sociedade que outras doenças infectocontagiosas também precisam ser enfrentadas com a vacinação, que está disponível gratuitamente para a população que possui quadros crônicos ou tem seu sistema imunológico debilitado e está sob maior risco de contrair infecções graves”, afirma o presidente da SBIm, Juarez Cunha. 

A campanha, que está em seu segundo ano, contará também com um verdadeiro time de estrelas que recebeu a missão de nos ajudar a virar este jogo e falar sobre a importância da imunização de pessoas mais suscetíveis a infecções, como aquelas que vivem com doenças crônicas ou têm seu sistema imunológico debilitado. São elas: Oscar Schimidt, ex-jogador de basquete, e Camila Pinheiro, locutora da rádio 89FM, que estão em tratamento oncológico; a blogueira Ana Geórgia, que enfrenta o lúpus; o youtuber Lucas Raniel, que vive com HIV; a escritora Duda Riedel, que realizou um transplante de medula óssea; e Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, que presta suporte a pacientes cardiopatas ou que enfrentam o câncer. 

Nas redes sociais, Oscar convocará todos para fazerem uma cesta de três pontos a favor da vacinação das pessoas do grupo de risco. Na comparação com indivíduos saudáveis, as pessoas com doenças crônicas podem ter um risco muito maior para doenças preveníveis por vacinas3,4. Um exemplo disso é o risco para pneumonia pneumocócica, que pode ser até 100 vezes maior5. 

O ídolo do basquete brasileiro também passará a bola para médicos, pacientes, associações de pacientes e influenciadores, convocando todo mundo a participar desse importante momento de conscientização, para que as pessoas que vivem com doenças crônicas ou que tenham o sistema imunológico debilitado busquem orientação médica e, acima de tudo, protejam-se por meio da imunização. 

O site criemaisprotecao.com.br, no ar a partir de 29 de junho, está sendo criado especialmente para oferecer informações sobre a vacinação dos pacientes especiais, a relação dos grupos de risco e o fluxo de atendimento nos CRIE. A campanha será veiculada nas redes sociais da Pfizer, da SBIm, do Instituto Lado a Lado pela Vida e nos canais dos influenciadores. 

“Esperamos que a campanha amplie o conhecimento da população sobre as unidades dos CRIE e estimule a adesão dos imunocomprometidos e pessoas que vivem com doenças crônicas à vacinação, valorizando um atendimento importante que é prestado gratuitamente pelo SUS”, afirma a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine.

 

Sobre a SBIm

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) é uma entidade científica sem fins lucrativos criada em 1998 para agregar profissionais de diferentes especialidades interessados no tema. Os principais objetivos da instituição são oferecer oportunidades de atualização científica e reciclagem, elaborar calendários e manuais, atuar junto aos órgãos públicos e participar das decisões do Programa Nacional de Imunizações (PNI), defender a regulamentação da atividade de vacinação e zelar pelo respeito à ética, bem como valorizar permanentemente as vacinas como ferramentas vitais para a promoção da saúde pública. A SBIm também é representante do Brasil no Vaccine Safety Net (VSN), rede ligada à Organização Mundial da Saúde que certifica a segurança de informações sobre vacinas em sites de todo o mundo.

 

Pfizer

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Referências

  1. Ministério da Saúde. Manual Dos Centros De Referência Para Imunobiológicos Especiais. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/dezembro/11/manual-centros-referencia-imunobiologicos-especiais-5ed.pdf. Acessado em 27/05/2021
  2. IPEC – Inteligência, Pesquisa e Consultoria. Pacientes de risco: o conhecimento da população sobre os CRIE e o calendário de vacinação. Maio de 2021.
  3. PELTON SI et al. Rates of pneumonia among children and adults with chronic medical conditions in Germany. BMC Infect Dis. 2015;15(1):470. Disponível em: https://bmcinfectdis.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12879-015-1162-y. Acessado em 09/06/2021.
  4. WELTE T et al. Clinical and economic burden of community-acquired pneumonia among adults in Europe. Thorax. 2012;67(1):71–9. Disponível em: https://thorax.bmj.com/content/67/1/71. Acessado em 09/06/2021.
  5. ORTQVIST A et al. Streptococcus pneumoniae: epidemiology, risk factors, and clinical features. Semin Respir Crit Care Med. 2005;26(6):563–74. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16388428/. Acessado em 09/06/2021.

  

STF define que adicional de 25% é valido apenas para aposentados por invalidez

O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou, em julgamento recente realizado em Plenário Virtual, a tese que: "No âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), somente lei pode criar ou ampliar benefícios e vantagens previdenciárias, não havendo, por ora, previsão de extensão do auxílio da grande invalidez a todas às espécies de aposentadoria."

A Corte Superior analisou um recurso extraordinário que questionava decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estendeu a possibilidade de pagamento do adicional de 25% para os segurados, que comprovavam a necessidade de um acompanhante, que recebem todos os tipos de aposentadoria, e não só a por invalidez.

A maioria dos ministros acompanhou o entendimento do relator, Dias Toffoli, que também propôs modular os efeitos da tese, garantindo que quem quer que tenha assegurado o pagamento do benefício por meio de decisão judicial transitada em julgado deve continuar recebendo o adicional.

Importante ressaltar que, atualmente, por lei os aposentados por invalidez, que comprovem ter a necessidade de assistência permanente de outra pessoa, podem receber um adicional de 25% no valor do benefício do INSS. A lei que garante o adicional é de 1991, porém, nem sempre os aposentados sabem que podem pedir o acréscimo. Ou seja, , o acréscimo é exclusivo para os aposentados por invalidez. 

Entretanto, o que se discutia no STF era a majoração do adicional para outras espécies de benefícios. A Corte Superior, porém, entendeu que, ao estabelecer a garantia do adicional para todos os aposentados, legislando em matéria previdenciária. 

Os aposentados, de forma legítima, invocaram o princípio da isonomia para tentar conseguir a extensão do adicional para todos os beneficiários do INSS. Mas a decisão do Supremo deixa claro que esse direito só será garantido por uma nova legislação, que deverá ser analisada no Congresso Nacional. 

Então, restou claro que, até este momento, esse adicional é devido apenas aos aposentados por invalidez, com sequelas permanentes. Esse tipo de aposentadoria é dado a quem tem uma doença ou sofreu um acidente e, por causa disso, não consegue mais trabalhar. Quem decide se há direito à aposentadoria por invalidez e ao adicional de 25% é o perito médico do INSS. 

Os aposentados por invalidez que comprovam dependência de outra pessoa podem conseguir o adicional. Não importa se o acompanhante é um membro da família ou um profissional contratado pelo segurado. Exemplos de situações que dão direito aos 25% extras: Incapacidade permanente para as atividades diárias, doença que exija permanência contínua no leito, cegueira total, perda de nove ou dez dedos das mãos, paralisia dos dois membros superiores ou inferiores, perda dos membros inferiores quando a prótese for impossível, perda de uma das mãos e de dois pés, dentre outros. 

O adicional pode ser concedido na hora em que o perito avalia que o segurado tem direito à aposentadoria por invalidez ou depois que o benefício já foi concedido. Nesse segundo caso, quando a necessidade aparece depois, o segurado terá que procurar a agência do INSS onde sua aposentadoria é mantida para pedir o adicional. O segurado terá de passar por uma nova perícia médica, para atestar que não consegue fazer suas atividades diárias sozinho. 

Com a perícia agendada, o segurado deve levar laudos médicos detalhados que demonstrem a necessidade de ajuda constante de terceiros. Também devem ter em mãos exames médicos e até prescrição de remédios que tomam continuamente. Caso o INSS negue o pedido o segurado poderá requerer judicialmente, onde a perícia será realizada por um perito indicado pelo juiz da causa. 

Por fim, é relevante destacar que em sua decisão, o STF definiu que os pagamentos recebidos de boa-fé por força de decisão judicial ou administrativa que não tenha transitado em julgado até a proclamação do resultado do julgamento do STF não devem continuar a ser pagos, mas também não precisam ser devolvidos.

 


João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

 

Propter Rem: o que é e a quem beneficia

O que é Propter Rem? Certamente é a primeira pergunta que nos surge ao ouvirmos essa palavra. É uma palavra em latim que trata da obrigação própria da coisa - é uma obrigação que surge pela simples aquisição de um direito real de propriedade. Ou seja, ao adquirir uma propriedade, se adquire também as obrigações financeiras referentes a esse imóvel, como a taxa de condomínio. Assim, as taxas condominiais recaem sempre sobre a unidade condominial, casa ou apartamento integrante do condomínio.

Dessa forma, não importa quem seja o proprietário do imóvel. Por isso, os síndicos não precisam se preocupar se o condômino inadimplente coloca sua propriedade à venda, pois o apartamento ou a casa continua lá e responderá pela dívida. Os dicionários jurídicos  dizem que Propter Rem significa “por causa da coisa”. Assim, se o direito de que se origina é transmitido, a obrigação o segue, seja qual for o título.

Mas existe alguma dificuldade na hipótese de alienação, que pode se dar pela venda através de escritura de compra e venda ou então pela promessa de compra e venda. Mas, importante decisão do Superior Tribunal de Justiça vem elucidar a questão, através do Recurso Especial nº 1442840, da Terceira Turma, cujo relator foi o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, entendendo que, no caso de promessa de venda e compra não levada a registro, o promitente vendedor também responde pelos débitos condominiais mesmo após o promitente comprador ter tomado posse do imóvel.

Através dessa decisão, fica alterado o entendimento de que com a imissão (ato de fazer valer seus direitos) de posse, o promitente comprador passaria, sozinho, a ser responsável pelo pagamento das taxas condominiais. Neste acórdão, segundo o relator, o débito deve ser imputado a quem se beneficia dos serviços prestados pelo condomínio, mas o vendedor não fica isento da responsabilidade pelo pagamento das taxas condominiais, enquanto continuar como proprietário do imóvel, ou seja, até que a escritura definitiva de compra e venda seja outorgada.

É muito interessante ressaltar que, segundo o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, “entre o risco de o condômino inadimplente perder o imóvel e o risco de a comunidade de condôminos ter de arcar com as despesas da unidade inadimplente, deve-se privilegiar o interesse coletivo dessa comunidade em detrimento do interesse individual do condômino inadimplente”. E essa deveria ser a tônica de todas as decisões acerca da cobrança de taxas condominiais.

 


Jose R. Iampolsky - CEO da Paris condomínios, empresa criada em 1945 para administrar condomínios e alugueis. www.pariscondominios.com.br


Por que investir a restituição do imposto de renda?

Especialista em investimentos cita quatro dicas para começar o fundo reserva; Ações, CDB's e Títulos Públicos Federais estão entre as opções para quem está começando a investir

 

A tão aguardada restituição do imposto de renda em 2021 já começou, o primeiro lote aconteceu em 31 de maio, sendo o maior lote restituído da história em valor pago e em número de contribuintes, de acordo com o fisco. São mais de R$ 6 bilhões e o número de pessoas ultrapassa 3 milhões. Ao todo, serão cinco lotes de restituição, sempre no final dos meses até setembro. 

Somente em 2020, foram mais de R$ 23 bilhões restituídos pelo fisco. Com isso, surge uma pergunta: o que fazer com o valor recebido? O assessor de investimento da iHUB, Daniel Abrahão, explica que desde que as dívidas estejam quitadas e o consumo necessário seja feito, o próximo passo é investir, sempre de acordo com o perfil e os objetivos de cada contribuinte, de preferência com a ajuda de um especialista. 

Quando essa devolução de impostos acontece, são recursos que não estávamos esperando, neste sentido, um dos destinos possíveis é iniciar ou aumentar os investimentos. Abaixo, Abrahão lista quatro dicas de como começar a investir com o valor da restituição:

  • A primeira etapa é começar a formar um fundo de reserva, investimentos que podem suprir alguma necessidade em uma emergência de gastos;
  • Esqueça a história de que investir é somente para quem tem muito dinheiro, com um valor pequeno é já possível começar a investir;
  • A reserva de emergência deve ser constituída com investimentos de rápido resgate e conservadores, como Títulos Públicos e CDB com liquidez, ou até fundos de investimentos conservadores; 
  • Assim que o fundo estiver formado, o próximo passo é diversificar o portfólio de investimentos, como diz o ditado “nunca coloque os ovos em uma cesta”, por isso, o mantra da diversificação deve ser sempre respeitado. Algumas opções são os investimentos internacionais, alternativos, setores diferentes e de maior prazo;

 

Opções de investimentos para quem está começando

Bolsa de valores: é indicado para o investidor que aceita correr mais riscos. A possibilidade de ganhos acima da média não deve levar o investidor a concentrar uma porcentagem muito alta em ativos de risco. Devido a volatilidade, ou seja, o sobe e desce nos preços, ter um longo horizonte de investimento e contar com a ajuda de um especialista, é muito importante.

A taxa Selic em patamares historicamente baixos e o aumento da liquidez global pelos instrumentos dos Banco Centrais e governos para conter a crise da covid-19, faz com que investimentos na Bolsa sejam uma opção. A B3 recentemente está entre as melhores do mundo em termos de performance nos últimos 3 meses, subindo +12,5% em reais e +22% em dólares.

 

CDB’s: o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pode ser uma alternativa, principalmente se o horizonte de investimentos for maior. Os CDB’s assim como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), podem ser atrelados à inflação, pré-fixados ou o mais comum, acompanhar a SELIC. 

São investimentos mais conservadores, mas vale ressaltar que observar a qualidade da empresa emissora do crédito é importante, mesmo que essas opções sejam cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito em caso de inadimplência do emissor.

 

Títulos Públicos Federais: caso a intenção do investidor seja a segurança, abrindo mão parcialmente da rentabilidade, o Tesouro Selic e o Tesouro IPC-A são boas opções por serem considerados os investimentos mais seguros. 

De acordo com o assessor de investimentos, existem diversas outras possibilidades de alocação dos valores recebidos pela restituição. O brasileiro vem, recentemente, se acostumando a investir e, definitivamente, o tema está em alta e deve perdurar. Assim como mercados mais maduros como, Estados Unidos e Europa, os investimentos vêm cada vez mais fazendo parte das conversas entre amigos ou na família.

Atualmente, o brasileiro tem mais de 1 trilhão de reais na poupança, segundo o Banco Central. “Com o valor da restituição em mãos, é recomendado que as pessoas estudem as melhores possibilidades de investimentos. Para a grande maioria que ainda vai receber esse valor extra, é indicado se informar e buscar a ajuda de um especialista em investimentos, para que assim seja possível a busca de melhores resultados”, finaliza, Abrahão. 

 


Daniel Abrahão - assessor de investimentos e sócio da iHUB Investimentos, empresa especializada credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 2,5 mil clientes, somando mais de R$1 bilhão em valores investidos.

 

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