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sexta-feira, 20 de junho de 2025

Estações da CPTM recebem ação do CIEE para cadastro de vagas de estágio e aprendizagem

O atendimento acontece nesta segunda (23), na Luz; terça (24) no Brás e sexta (27), no Tatuapé, das 11h às 15h  

Jovens que passarem pelas estações da Luz, Brás e Tatuapé poderão participar da ação realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Durante a atividade, serão ofertados serviços como cadastramento em vagas de estágio e cursos de aprendizagem.

 

Na segunda-feira (23/06), a ação será realizada na estação da Luz. Na terça (24/06), será a vez da estação Brás. Já na sexta-feira (27/06), a estação Tatuapé receberá o atendimento. Em todos os dias, o cadastramento acontecerá das 11h às 15h.

 

As oportunidades são voltadas aos estudantes entre 14 e 24 anos, matriculados no ensino médio, técnico ou superior, que podem se inscrever e concorrer a vagas, conforme o perfil.

 

Durante o evento, haverá divulgação de cursos online, orientações e atendimento pelos profissionais do CIEE, que prestam apoio a quem está à procura de vagas de estágio e auxiliam na solução de dúvidas em relação ao mundo do trabalho.

 


Ações de Cidadania

 

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço


CIEE: cadastramento para estágio e aprendizagem

 

Local: Estação da Luz, que atende as Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto

Data: segunda-feira (23/06)

Horário: das 11h às 15h

 

Local: Estação Brás, que atende as Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, além do Expresso Aeroporto

Data: terça-feira (24/06)

Horário: das 11h às 15h

 

Local: Estação Tatuapé, que atende as Linhas 11-Coral e 12-Safira

Data: sexta-feira (27/06)

Horário: das 11h às 15h



Quem deve responder pelos erros médicos da Inteligência Artificial?

Avanço da tecnologia desafia médicos, juristas e autoridades sanitárias e esquenta debate sobre a culpa de quando a IA falha no cuidado com a saúde

 

A promessa de que a inteligência artificial (IA) pode revolucionar a medicina é cada vez mais presente nas clínicas, hospitais e nos bastidores da indústria da saúde. De diagnósticos rápidos à análise de exames complexos, o uso de modelos de linguagem e algoritmos inteligentes desperta otimismo. Mas a mesma velocidade com que essas ferramentas estão sendo adotadas acende alertas — inclusive entre especialistas da área jurídica. Um dos principais questionamentos: quem é o responsável se a IA errar e o paciente for prejudicado?

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um comunicado oficial pedindo “cautela” no uso da inteligência artificial no setor. A entidade enfatiza a necessidade de proteger a autonomia humana, a segurança e o bem-estar dos pacientes, além de chamar atenção para riscos como a tendência dos dados, a geração de informações incorretas e a possibilidade de desinformação generalizada. “A adoção precipitada de sistemas não testados pode levar a erros por parte dos profissionais de saúde, causar danos aos pacientes e minar a confiança na IA”, destaca o documento.

A OMS observa que modelos de linguagem como o ChatGPT estão sendo utilizados de forma experimental em ambientes médicos, muitas vezes sem a devida validação clínica. A instituição se diz preocupada com o fato de esses sistemas serem tratados com uma confiança desproporcional à sua comprovação científica.

Do ponto de vista legal, o uso da IA na medicina impõe desafios ainda pouco regulados. Afinal, se uma inteligência artificial indicar um diagnóstico equivocado ou recomendar um tratamento incorreto, quem deve ser responsabilizado? O médico que seguiu a recomendação da IA? A empresa que desenvolveu o sistema? O hospital que o contratou?

Segundo o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados,  é essencial entender que, juridicamente, a IA ainda é um instrumento, e não um sujeito de direito. “A responsabilidade, em caso de erro, continua recaindo sobre os profissionais da saúde, já que são eles os detentores do dever técnico e da autonomia de decisão. A inteligência artificial pode ser usada como ferramenta de apoio, mas nunca como substituta da análise humana”, explica.

O Código de Ética Médica brasileiro reforça essa ideia ao afirmar que o médico não pode transferir a terceiros, humanos ou não, a responsabilidade sobre suas decisões clínicas. Já o Código de Defesa do Consumidor (CDC) pode ser aplicado, por analogia, nos casos em que a falha na prestação do serviço envolva defeitos no software, o que envolveria também os fornecedores da tecnologia. “O artigo 14 do CDC trata da responsabilidade objetiva do prestador de serviço. Isso significa que, havendo falha na prestação, não é necessário provar culpa, basta comprovar o dano e o nexo com a conduta”, afirma o advogado.

Todavia, enquanto o setor se movimenta entre o encantamento e o receio, o debate permanece aberto. “A IA pode ser uma aliada importante, mas precisa ser usada com rigor científico, responsabilidade ética e segurança jurídica. O entusiasmo não pode atropelar o cuidado”, reforça Thayan.


O alto preço do continuismo irresponsável

Todos os presidentes do Brasil nas duas últimas décadas sabiam e sabem da necessidade de cortar despesas, reduzir a gastança do governo e o gigantismo da máquina pública para dispor de recursos destinados a investimentos inadiáveis, por exemplo, em educação em tempo integral, em melhoria da remuneração dos professores, emampliação das coberturas do Sistema Único de Saúde (SUS), e em universalização dos serviços do saneamento básico, hoje uma das maiores vergonhas nacionais, com impacto direto na saúde pública e na qualidade de vida dos cidadãos. 

Tais medidas, entretanto, jamais foram implementadas. Essa necessidade, ainda que gritante, foi sempre sufocada pelos interesses eleitorais – especialmente a reeleição – visando à manutenção do poder, como se o país tivesse donatários em pleno século XXI. Para isso, nenhuma preocupação em fazer o combate efetivo à corrupção e enorme boa vontade com a concessão de privilégios, generosidade com disponibilização de recursos públicos para parte da mídia e para os influenciadores sociais, com destaque para a área da cultura. A caixa de bondades foi mantida aberta. 

O preço dessa desastrosa opção, que perdura desde a aprovação do instituto da reeleição, em 1997, tem sido muito elevado, prejudicando a prestação de serviços essenciais com precaridades alarmantes, além do  brutal empobrecimento da população brasileira. 

Não é necessário muito esforço para a comprovação dos desastres causados por essas políticas governamentais que privilegiam poucos em detrimento da grande massa carente, a plutocracia tomando o lugar da democracia. Um bom exemplo são os gastos primários. 

Em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, os gastos primários alcançaram o montante eǫuivalente a 14,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Tesouro Nacional, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sequência, ao final dos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) esses gastos foram expandidos e chegaram a 17,0% do PIB. Um aumento de 2,3 pontos percentuais, equivalentes  hoje a R$ 269 bilhões/ano. 

A irresponsabilidade continuou durante os 5 anos e 7 meses dos governos da presidente Dilma Roussef e, com isso, os gastos primários atingiram um recorde de 19,5% do PIB, ou seja, mais R$ 292 bilhões/ano, em valores atualizados. 

No período seguinte, nos governos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro, houve recuo de 19,5% para 18% do PIB nesses gastos. Mas voltou a subir no biênio 2023/2024, já no terceiro governo de Lula, atingindo o nível de  20% do PIB. Significa dizer que o aumento entre 2002 até hoje custou mais para o país 5,3 pontos percentuais do PIB, ou R$ 622 bilhões/ano em valores de hoje. 

É preciso falar também sobre os privilégios concedidos ao setor privado, por meio de  renúncias   fiscais – os  chamados gastos tributários - , igualmente responsáveis por  tornar o Brasil ainda mais desigual e injusto. 

Em 2001, os gastos tributários da União eram equivalentes a 1,47% do PIB,  cerca de R$172 bilhões/ ano). Em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Lula, já era mais do que o dobro. Correspondia a 3,60% do PIB, ou aproximadamente R$ 420 bilhões/ano, em valores atualizados. A farra nos gastos públicos se repetiu com a concessão desses   privilégios no último ano da presidente Dilma, quando já tinha atingido o nível de 4,33% do PIB, ou, em valores de hoje, R$ 506 bilhões/ano. 

O problema permanece em 2024, ano que deve fechar no absurdo índice de 5,50% do PIB. Merece destaque a  versão preliminar dos estudos da FGV ,  de  novembro. Amparada nos dados oficiais da Secretaria da Receita Federal e das Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) dos estados brasileiros, essa versão sinaliza que no ano as renúncias fiscais do  governo geral atingirão patamar ainda maior, de  6,9% do PIB, o corresponderia a R$ 807 bilhões/ano, ou seja, mais de 20%  do total da carga tributária nacional. 

A dimensão da gravidade pode ser aferida por meio da comparação do excesso da gastança da máquina pública (12,8% do PIB) com a  média dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de apenas 9,8 do PIB com a mesma despesa. 

Se somados as despesas com o gigantismo do setor público, com os gastos tributários, e com a corrupção do setor público (2,5% do PIB, segundo estimativa das instituições), a conclusão é a de de que todo esse desperdício que poderia ser evitado chega a 38% de toda a carga tributária nacional, já bastante pesada para as pessoas físicas e jurídicas. 

Não há defesa para essas priorizações equivocadas dos governos brasileiros pós-1997 quando se olha para os indicadores sociais e se constata sua degradação. Um exemplo é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido a partir das condições de educação, renda e bem-estar da população. Nesse índice, o Brasil caiu da 77ª posição em 2002 para a 88ª ou 89ª colocação mundial em 2024. 

No coeficiente Gini, que mede a distribuição de renda nas nações, o país está estagnado, nas últimas décadas, entre as 10 piores nações do planeta. 

Vergonhoso também é o desempenho brasileiro no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade Brasileira (IRBES), estacionado na última posição entre os 30 países de maior expressão econômica e com maior carga tributária. Traduzindo: o Brasil cobra muitos impostos de seus cidadãos, porém devolve a eles muito pouco em qualidade de vida. 

Também não há nada a comemorar quando a questão é o combate à corrupção porque da 69ª posição mundial em 2002 caímos em 2024 para a 104ª colocação, de acordo com levantamento da Transparência Internacional. 

A educação é outro exemplo do fracasso administrativo das últimas décadas. Entre 56 países – os 38 membros da OCDE e mais 18 nações convidadas pela instituição, o Brasil  ficou na desonrosa 44° posição em 2024. E como se não bastasse, o cidadão brasileiro vive com medo: o país é recordista mundial em número absoluto de homicídios  intencionais, índice que retrata bem a situação da segurança urbana. 

Durante décadas, o discurso do governo foi de que não se via a necessidade de corte de gastos, de que a pressão por essa medida era resultado da insensibilidade dos super-ricos que não querem pagar impostos sobre seus ganhos, e outros argumentos do gênero. 

Agora no início de dezembro, com atraso injustificável, o governo apresentou medidas para o corte de R$ 327 bilhões, nos próximos seis anos, sendo de R$ 70 bilhões no biênio 2025/2026. O mercado reagiu mal porque foi uma decisão tardia, mal explicada e insuficiente. Afinal, se tais medidas tivessem sido anunciadas há nove meses, em março, a taxa de juros Selic não estaria nos níveis de hoje (11,25%), com possibilidade de chegar a 11,75% ou 12,00% até o final do ano e atingir até 13,5% em maio de 2025, conforme admitiu o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Com anúncio mais cedo, tampouco o país teria inflação supeior a 4,7% ao ano, acima do teto da meta. Isso porque, em março de 2024, o Brasil tinha taxa Selic de 10,50% a.a. e a dívida pública do governo geral (União, Estados e Municípios) não ultrapassava R$ 8,3 trilhões. A demora provocou desconfiança e a escalada dos juros. 

Será um preço alto a ser pago pelo povo brasileiro por culpa da teimosia e da arrogância dos governantes. Isso porque, admitindo-se a  taxa média prevista pelo futuro presidente do Banco Central, o  controle da inflação levará a taxa Selic ao patamar entre 13,00% a 13,50% a.a. Com isso, a dívida  pública chegará a R$ 9,1 trilhões no fechamento de 2024.  A conta final será da ordem de R$ 199,33 bilhões (juros adiocionais), valor bem superior ao corte anunciado para 2025 e 2026, cuja soma é estimada em R$ 70 bilhões. Tudo o que foi anunciado com pompa e circunstância, portanto, terá efeito prático nulo.

 Para quem acredita que não haveria outra saída, basta lembrar que o governo poderia fazer cortes no excesso de gasto com o funcionalismo público, hoje consumindo R$ 351 bilhões por ano, ou 3% do PIB. Poderia ainda reduzir os gastos tributários, atualmente de R$ 646 bilhões/ano, que correpondem a 5,50% do PIB. Ou atacar a corrupção, responsável por desvio de 2,5% do PIB que, se reduzido a 1,5%, representaria cerca de R$ 175 bilhões. Somente com essas três frentes a economia seria de R$ 1,17 trilhão por ano. 

Cabe ao governo entender que melhor forma de governar e administrar é prEver e não prOver. Uma simples troca de vogal mudaria a ação do Estado brasileiro porque significaria a diferença entre planejar e buscar alternativa a uma UTI ou recorrer ao Corpo de Bombeiros. Medidas emergenciais  nunca serão capazes de superar os resultados de bom planejamento. 

Gastança gera déficit, que por sua vez produz dívidas. E essas dívidas implicam em pagamentos adicionais de juros. Esse círculo vicioso vai sangrando o Tesouro, o que significa a redução dos recursos necessários no investimento em serviços essenciais. Os reflexos são inevitáveis: queda na qualidade de vida e empobrecimento da população, que parece condenada a pagar pelos equívocos dos governantes. 

Definitivamente, o corte anunciado passou longe de ser um bom presente de Natal para o sofrido povo brasileiro, ou ao menos uma perspectiva otimista para o Ano Novo. O  desejo colocado no topo da lista do  Papai Noel por toda a nação, acredito, sem dúvida é o de que os governos e governantes parem de insistir na divisão dos brasileiros, demonizando ricos  e elegendo como vilões os empresários, os super-ricos, os banqueiros da Faria Lima e os gestores altamente capazes do BACEN. 

O Brasil precisa de todos os cidadãos, independentemente de suas condições financeiras e de seu nível de escolaridade. E é necessário fazermos uma reflexão sobre a responsabilidade de todos os 212,6 milhões de brasileiros, (IBGE-29/08/2024) que elegeram democraticamente todos os governantes pelo voto popular, porque respondemos por nossas escolhas e decisões. 

Fica o ensinamento de que nas próximas eleições temos que votar com mais consciência e não apenas na base da simpatia ou das promessas do candidato. Afinal, como afirmava corretamente o pensador, orador e líder político norte-americano do século XIX Robert G. Ingersoll, “não há no mundo nem recompensa, nem castigo, o que há são consequências”.   




Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


IOF 2025: aumento de carga e novos tributos desafiam o planejamento empresarial

 

O Decreto nº 12.466/2025, publicado em 22 de maio e com vigência a partir de 23 de maio, trouxe uma profunda reformulação na tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Apesar de justificado pelo governo como um movimento de harmonização fiscal, o impacto prático foi um aumento expressivo da carga tributária sobre diversas operações empresariais — exigindo atenção redobrada e revisão estratégica do planejamento financeiro.  

As alterações atingem, diretamente, operações de crédito com pessoas jurídicas, que passam a ser tributadas com alíquota fixa de 0,95% (antes 0,38%) e diária de 0,0082% (antes 0,0041%), o que eleva a carga anual para até 3,95%. Mesmo empresas do Simples Nacional em operações de até R$ 30 mil, passam a ter uma carga de até 1,95% ao ano, mais que o dobro do patamar anterior.  

Cooperativas de crédito, por sua vez, passam a ter um teto de R$ 100 milhões anuais para manter o benefício fiscal. Acima desse limite, incidirá a alíquota padrão. Já as operações conhecidas como “risco sacado” — antecipações de pagamento a fornecedores — foram equiparadas a operações de crédito e passam a ser tributadas a partir de 1º de junho. Após reações intensas do setor produtivo, o governo anunciou que haverá uma redução de até 80% sobre o IOF incidente nessas operações, além da eliminação da alíquota fixa e reavaliação da alíquota diária.  

No câmbio, o decreto unificou a alíquota de 3,5% para remessas ao exterior, cartões internacionais, compra de moeda em espécie e empréstimos externos de curto prazo. No entanto, o governo recuou rapidamente na tentativa de aplicar essa mesma alíquota sobre aplicações de fundos nacionais no exterior — preservando a alíquota zero nessa modalidade.  

Outra medida que impacta o planejamento patrimonial foi a inclusão de tributação nos seguros VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): aportes mensais acima de R$ 50 mil passarão a ser tributados à alíquota de 5%, medida que poderá ser ajustada em novo decreto, segundo o Ministério da Fazenda.  

A natureza arrecadatória da medida é evidente. Embora o IOF seja, em tese, um tributo extrafiscal, utilizado para fins regulatórios, o decreto busca, de forma direta, ampliar receitas. Estima-se arrecadação adicional de até R$ 41 bilhões até 2026. Esse desvio de finalidade motivou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7827), proposta pelo Partido Liberal (PL), e o protocolo de mais de 20 Projetos de Decreto Legislativo no Congresso Nacional visando à revogação do ato presidencial — algo inédito nas últimas décadas.  

A reação política e institucional culminou em um acordo entre o ministro Fernando Haddad e os presidentes da Câmara e do Senado, com o compromisso de publicação de um novo decreto de recalibragem do IOF e de uma Medida Provisória para reequilíbrio das fontes de arrecadação.  

Entre as medidas compensatórias anunciadas estão: o aumento da alíquota da GGR (Receita Bruta de Jogos) das bets (empresas de apostas esportivas online), de 15% para 18%; o fim da isenção do Imposto de Renda sobre novas aplicações em LCIs e LCAs, que passarão a ser tributadas à alíquota de 5%; e a extinção da alíquota reduzida de 9% da CSLL para fintechs, que passarão a contribuir com alíquotas entre 15% e 20%, em linha com os bancos tradicionais.  

Além disso, a apresentação oficial do governo traz outras propostas relevantes: isenção de IOF no retorno de investimento estrangeiro direto no país, tributação mínima sobre operações com FDICs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e correções no tratamento tributário de seguros e títulos financeiros, a serem tratadas por meio da mesma MP.  

Em resumo, as medidas indicam que o governo seguirá ampliando o espectro de arrecadação, inclusive sobre instrumentos até então protegidos por isenções. A sinalização de uma PEC para corte linear de benefícios tributários também está no horizonte, o que poderá afetar inclusive regimes atualmente intocados, como o de entidades sem fins lucrativos e produtos da cesta básica (com ressalvas constitucionais).  

Para os empresários, o recado é claro: este é um momento de atenção e reação. Diante de um cenário tributário mais agressivo e volátil, é essencial revisar contratos de crédito, operações cambiais, estruturas societárias e o planejamento tributário como um todo. Afinal, ignorar o novo contexto pode significar perda de margem, aumento de risco e perda de competitividade. 

  

Juliana Brunello - especialista em tributos diretos na ECOVIS® BSP.

Taís Baruchi - CEO e sócia na ECOVIS® BSP.


Ecovis®️ BSP
https://ecovisbsp.com.br/

 

5 estratégias infalíveis para fechar acordos de sucesso

Um dos principais negociadores do país, Marcus Coelho, ensina como se comunicar de forma eficaz e ter sucesso nos negócios

 

Participar de uma negociação e concluir com sucesso é um dos principais desafios corporativos. Mas entender o interlocutor, traçar um objetivo e ter uma comunicação eficaz podem ser a chave do sucesso nos negócios. Para Marcus Coelho, advogado especialista em negociação e uma das principais vozes do segmento, tudo começa ao ouvir quem está na conversa. 

“É preciso analisar cuidadosamente e traçar um perfil de quem está na negociação. Sem este perfil é praticamente impossível avançar. Afinal, com quem você está falando. Funciona como uma pesquisa de público alvo”, explica o especialista. 

Aplicar estratégias assertivas aumentam significativamente as chances de alcançar acordos vantajosos e duradouros. “Lembre-se: a preparação e a adaptabilidade são suas maiores aliadas em qualquer negociação”, destaca Marcus. 

Confira algumas das principais dicar para uma negociação de sucesso:

 

1.   Conheça o interlocutor 

Antes de iniciar uma negociação, é fundamental entender e conhecer quem está do outro lado. “Primeiramente, avalie as necessidades, interesses e possíveis objeções do interlocutor. Essa compreensão permite adaptar a sua abordagem e construir argumentos mais persuasivos”, destaca Marcus.

 

2.   Estabeleça objetivos claros 

Defina com antecedência quais são os seus objetivos na negociação. Estabeleça metas claras, mensuráveis e realistas. “Saber exatamente o que se deseja alcançar orienta suas ações e facilita a tomada de decisões durante o processo”, garante o advogado. 

 

3.   Comunique-se de forma eficaz 

Comunicar de forma clara e assertiva é essencial. Utilize uma linguagem apropriada, escute ativamente e esteja sempre atento à comunicação não verbal. “Uma boa comunicação constrói confiança e facilita a resolução de impasses”, explica.

 

4.   Seja flexível e criativo 

Para o especialista, nem sempre uma negociação seguirá o caminho que planejou. “Esteja preparado para ajustar sua estratégia, propor alternativas e encontrar soluções criativas que atendam aos interesses de ambas as partes”, complementa.

 

5.   Utilize critérios objetivos 

Baseie suas propostas e decisões em critérios objetivos, como dados, normas e precedentes. “Essa premissa confere legitimidade às suas argumentações e reduz a possibilidade de conflitos subjetivos”, completa Marcus.

 

CFMV publica Resolução que regula propaganda e publicidade na atuação profissional

 

Pela primeira vez em mais de duas décadas, a Medicina Veterinária e a Zootecnia passam a contar com novas regras para a divulgação ética e responsável de serviços profissionais. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou, nesta quarta-feira (18), no Diário Oficial da União, a Resolução nº 1.649/2025, que substitui a antiga norma vigente desde 2004 e estabelece critérios claros para a propaganda e publicidade no exercício das profissões. 

O objetivo da atualização é orientar médicos-veterinários e zootecnistas diante das transformações do ambiente digital e garantir que a comunicação com a sociedade ocorra de forma ética, transparente e alinhada à responsabilidade técnica exigida dessas áreas.

A nova regra é resultado de um processo de construção coletiva, que incluiu consulta pública conduzida pelo Grupo de Trabalho sobre Publicidade do CFMV. A participação da sociedade e de profissionais das duas categorias foi fundamental para atualizar a norma com base nas demandas atuais, garantindo equilíbrio entre liberdade de divulgação e responsabilidade ética.

Para a presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida, a publicação da nova norma representa um avanço necessário. “Vivemos uma realidade muito diferente da de 2004. Hoje, redes sociais e plataformas digitais são ferramentas de trabalho e visibilidade profissional. A resolução chega para atualizar a forma como nos comunicamos com a sociedade, preservando os princípios éticos e a credibilidade de nossas profissões”, afirma.

A Resolução nº 1.649/2025, que entra em vigor 120 dias após sua publicação, detalha o que é permitido e o que é vedado em ações publicitárias. Estão entre as práticas proibidas a propaganda enganosa, abusiva ou sensacionalista, concorrência desleal, venda casada e a divulgação de promessas de resultados sem base científica. 

A norma também determina que os profissionais são eticamente responsáveis por todo o conteúdo que divulgam — inclusive por materiais de terceiros que venham a compartilhar. Além disso, os estabelecimentos devem sempre identificar o responsável técnico nos materiais publicitários e manter o certificado de registro visível ao público.

Outro avanço é a possibilidade de os Conselhos Regionais manterem comissões específicas para analisar casos relacionados à publicidade e orientar os profissionais. Caso sejam identificadas irregularidades, os envolvidos serão notificados para se adequar. A persistência na conduta pode levar à abertura de processo ético-disciplinar.

Com a nova resolução, o Sistema CFMV/CRMVs reafirma seu papel de orientar e fiscalizar o exercício profissional, promovendo uma atuação ética, qualificada e em sintonia com as transformações da sociedade.


A íntegra da norma está disponível aqui.

Confira as regras


O que PODE?
Divulgação de serviços e especialidades, desde que com informações verdadeiras e éticas.
Divulgação do nome completo, número de inscrição no CRMV e qualificação profissional.
Compartilhar conteúdos educativos, científicos e de conscientização.
Divulgação de cursos, especializações e formações, desde que verdadeiras e sem induzir a erro.
Participação em eventos, entrevistas e ações de divulgação, sempre com postura ética.


🚫 O que NÃO PODE?
Fazer propaganda enganosa, sensacionalista ou abusiva.
Divulgar promessas de resultado garantido
Divulgar tratamentos, métodos ou técnicas sem comprovação científica.
Fazer publicidade que configure concorrência desleal, preços predatórios ou venda casada.
 

️ Cuidados importantes na comunicação

📌 Divulgue apenas produtos e equipamentos devidamente registrados nos órgãos competentes. Isso garante segurança para você e seus pacientes.
📌 Mantenha seus documentos técnicos neutros, sem incluir ou associar logomarcas ou nomes terceiros. O foco deve ser a informação profissional.
📌 Proteja a imagem e os dados dos pacientes e responsáveis. Não compartilhe fotos de pacientes sem autorização, desrespeitando o Código Civil e a LGPD.
📌 Reposte com responsabilidade. Ao compartilhar conteúdos de terceiros, lembre-se: você passa a ser responsável pelas informações.


São Paulo sediará competição de catar lixo com prêmio de R$ 2.500 e viagem ao Japão

Inspirado em um esporte japonês, o SPOGOMI transforma a coleta de resíduos em uma competição divertida, consciente e premiada. 


Após ser adiado devido ao mau tempo, a etapa brasileira do SPOGOMI, a Copa do Mundo de Coleta de Lixo, já tem nova data confirmada: 28 de junho, na região do Largo da Batata, em São Paulo. A concentração das equipes será no Centro de Inovação Verde Bruno Covas – Hub Green Sampa. A competição é gratuita, aberta ao público e reúne trios em uma disputa inusitada, mas com um impacto ambiental concreto: transformar a limpeza urbana em um verdadeiro esporte coletivo. 

Nas últimas edições, o campeonato reuniu mais 81 participantes que coletaram mais de 179 kg de lixo em apenas uma hora, sendo impressionantes 5,4 kg só de bitucas de cigarro, um dos resíduos mais poluentes do planeta. Neste ano, além dos R$ 2.500 em premiação, o trio vencedor vai representar o Brasil com tudo pago na final mundial do campeonato, que acontecerá em novembro, no Japão. 

Criado em 2018 pela The Nippon Foundation, uma das maiores ONGs do mundo com foco em responsabilidade social e ambiental, o SPOGOMI já reuniu mais de 110 mil participantes em 1.200 eventos pelo mundo. O nome vem da união de duas palavras japonesas — “spo”, de esporte, e “gomi”, que significa lixo.

O evento em São Paulo é organizado pela Agência Geek+, representante oficial do World Cosplay Summit no Brasil, em parceria com a ADE SAMPA.
 

Entenda como funciona o SPOGOMI

Times de três pessoas se espalham por um raio de aproximadamente 1,5 km coletando o máximo de lixo possível em uma hora. Equipados com luvas, pinças e sacolas, os participantes se tornam verdadeiros atletas da sustentabilidade. O material recolhido é separado, pesado e avaliado. A equipe com melhor desempenho leva para casa R$ 2.500 em premiação e, mais importante ainda, uma viagem com tudo pago para competir na grande final no Japão. 

“A ideia do SPOGOMI é simples, mas poderosa: transformar um gesto cotidiano em um movimento global. É um convite para que as pessoas se envolvam de forma ativa com os problemas da cidade e descubram, juntas, novas formas de cuidar do mundo em que vivem”, afirma Ana de Wit, da Agência Geek+, organizadora oficial da etapa brasileira em parceria com a ADE SAMPA e o World Cosplay Summit.
 

Como funciona o campeonato

  • As inscrições são gratuitas;
     
  • Cada equipe deve ser composta por 3 participantes;
     
  • Menores de idade podem participar, desde que o grupo tenha ao menos um responsável maior de 18 anos;
     
  • As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do SPOGOMI Brasil;
     
  • As vagas são limitadas, portanto recomenda-se se inscrever o quanto antes;
     
  • O regulamento completo está disponível no momento da inscrição.

Se você acredita que cada pequeno gesto pode gerar uma grande mudança, esse campeonato é para você. Forme sua equipe, prepare suas luvas — e venha competir por um mundo mais limpo.

Serviço – SPOGOMI Brasil 2025
 

Etapa brasileira da Copa do Mundo SPOGOMI – campeonato de coleta de lixo com premiação em dinheiro e viagem ao Japão

Quando: 28 de junho de 2025 (sábado)
Horário de concentração: 8h00 às 14h00
Local: Centro de Inovação Verde Bruno Covas – Hub Green Sampa (Região do Largo da Batata – São Paulo/SP)


Para saber mais sobre a competição, acesse o site oficial.
 

Agência São Paulo de Desenvolvimento - Ade Sampa

 

A era dos seguros digitais: como a tecnologia e os modelos de negócio estão redesenhando o mercado de proteção e assistências


Contratar um seguro ou assistência deixou de ser sinônimo de burocracia, papelada e contratos complexos. O avanço da digitalização e, sobretudo, a evolução dos modelos de negócio estão promovendo uma disrupção estrutural no setor, consolidando uma nova lógica: mais simples, acessível, personalizada e integrada ao cotidiano das pessoas. 

O crescimento do setor comprova essa transformação. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado arrecadou R$ 435,56 bilhões em 2024, um avanço nominal de 12,2% em relação ao ano anterior. Esse crescimento não é apenas quantitativo — ele é qualitativo. A digitalização, somada à mudança no comportamento dos consumidores, redefine os pilares de distribuição, desenvolvimento de produtos e gestão de risco. 

Mais do que digitalizar processos, o setor está passando por uma reengenharia de sua própria cadeia de valor. As novas tecnologias são habilitadores de modelos de negócios completamente novos, através da inteligência artificial e seus agentes, APIs para conectar tudo e a oportunidade de construir novos modelos com dados não estruturados são e serão a diferença para as empresas mais inovadoras e adaptadas. 

Estamos falando de produtos altamente personalizados, jornadas 100% digitais e experiências instantâneas. Um exemplo claro desse movimento são as proteções para smartphones vendidas diretamente dentro de apps de e-commerce ou bancos digitais, onde o cliente, ao adquirir um novo aparelho, recebe uma oferta contextualizada de seguro. Com poucos cliques, a contratação é concluída, a apólice é emitida em tempo real e o cliente já está protegido. O mesmo se aplica a assistências automotivas ou viagens que podem ser contratadas no momento da compra do bilhete aéreo, tudo de forma automatizada, personalizada e integrada à jornada do consumidor. A utilização de dados e análises preditivas permite uma gestão de risco mais precisa, uma precificação mais justa e, consequentemente, preços menores, democratizando o acesso a seguros e assistências para públicos que, historicamente, estavam fora desse mercado.
 

O novo papel das seguradoras e das insurtechs no ecossistema digital 

O consumidor mobile-first (migrando para o IA-first!), que vive integrado a plataformas digitais, exige soluções que façam parte de sua jornada cotidiana. A transição para um comportamento IA-first significa que os clientes esperam, cada vez mais, interações preditivas, personalizadas e automatizadas. Isso se traduz em assistentes virtuais que antecipam necessidades, ofertas de seguros baseadas em comportamento em tempo real, análise de riscos com base em dados não estruturados — como localização, hábitos de consumo e até interações em redes sociais —, além de jornadas de sinistro 100% automatizadas, onde a IA faz o reconhecimento de imagens, valida documentos e aprova indenizações em minutos, sem intervenção humana. — simples, intuitivas e invisíveis. Contratar a proteção para um celular, viagem, bicicleta ou até para sua vida financeira deve ser tão fácil quanto fazer uma compra em e-commerce. E isso muda completamente a lógica de distribuição. 

Neste cenário, o modelo de parcerias e B2B2C ganha protagonismo. Empresas de setores como varejo, turismo, bancos digitais, mobilidade e saúde passam a incorporar seguros e assistências como parte de sua proposta de valor. O seguro deixa de ser um produto isolado e se torna um serviço embutido, relevante, acessível e disponível no momento certo da jornada do cliente. 

É aqui que surgem oportunidades para Insurtechs, novamente, se reinventarem e se reposicionarem, focando não só em um setor ou ramo de seguros mas trazendo implantação das novas tecnologias para o setor. Tomo a liberdade de inverter a nomenclatura das startups techs de seguros e trazer o termo “TechInsur”, que não são apenas corretoras e distribuidoras digitais, mas sim empresas de tecnologia focadas em soluções para o ecossistema de proteção, benefícios e assistências. APIs, plataformas white label, jornadas plugáveis, inteligência preditiva, automação de sinistros e precificação dinâmica fazem parte desse novo arsenal.
 

De corretora digital para orquestradora: o papel da Ciclic como Corporate Venture Studio 

Mais do que uma insurtech ou uma distribuidora digital, a Ciclic está se posicionando como um hub de tecnologia, negócios, inovação e crescimento para o mercado de proteção e assistências no Brasil, assumindo o papel de uma techinsur. 

Nesse contexto, nossa ambição é se transformar em um Corporate Venture Studio — um modelo de negócios no qual uma empresa não apenas investe em startups, como ocorre em um Corporate Venture Capital (CVC), mas atua na criação, desenvolvimento e operação de novos negócios de forma recorrente e estruturada. Um Corporate Venture Studio combina os ativos e capacidades de uma corporação — como acesso a mercado, base de clientes, infraestrutura, dados e capital — com a agilidade, inovação e mentalidade de risco típicas das startups e dos fundos de venture capital. Ele funciona como uma fábrica de startups, onde ideias são validadas, negócios são construídos do zero, testados, escalados e, eventualmente, podem ser incorporados à corporação, seguir como spin-offs ou receber investimentos externos. A Ciclic se posiciona como esse “adaptador estratégico” que conecta o melhor dos mundos:

  • A robustez dos investimentos corporativos (CVC);
  • A agilidade e inovação das startups;
  • A escalabilidade das grandes corporações;
  • E a tese de crescimento e risco dos fundos de Venture Capital.

Estamos buscando atuar na criação, aceleração e conexão de negócios que transformam o mercado, com foco e dedicação à BB Seguros, estrutura da qual fazemos parte. Desenvolvemos soluções proprietárias, cocriamos com startups, e somos a ponte entre o ecossistema de inovação e os grandes players do setor.

Isso significa:

  • Mapear novos negócios inovadores, em linha com as tendências globais e necessidades locais.
  • Acelerar e apoiar startups (insurtechs, healthtechs, fintechs, etc), oferecendo acesso não só a capital, mas também a mercado, infraestrutura e know-how.
  • Conectar fundos de venture capital e CVC, destravando oportunidades para que startups escalem com sustentabilidade e governança.
  • Ser o conector entre os mundos B2B, B2B2C e B2C, orquestrando jornadas, produtos e serviços que atendem desde o cliente final até parceiros estratégicos.


O mercado não se transforma apenas com tecnologia — ele se reinventa com modelos de negócios 

O movimento de open innovation, impulsionado por venture studios, hubs de inovação, sandboxes regulatórios e parcerias estratégicas, não é mais uma escolha — é uma condição para permanecer relevante.

Empresas que entendem que a transformação não é apenas digital, mas também estrutural e cultural, estão construindo vantagem competitiva sustentável. E é exatamente aqui que a Ciclic tem investido: na intersecção entre tecnologia, modelos de negócio inovadores e experiências centradas no cliente.
 

Desafios e oportunidades: o que vem pela frente 

Se por um lado a oportunidade é gigantesca, os desafios são proporcionais. Um dos principais é o desafio regulatório, que ainda não acompanha plenamente a velocidade da inovação. Por exemplo, modelos de seguros baseados em uso (pay-per-use) ou seguros paramétricos ainda enfrentam barreiras regulatórias no Brasil, exigindo adaptações constantes. Além disso, há o desafio da transformação cultural dentro das empresas tradicionais do setor, que precisam abandonar estruturas hierárquicas rígidas, adotar metodologias ágeis e desenvolver uma mentalidade digital-first. Casos como a dificuldade de integração de APIs em seguradoras legadas ou resistência interna a modelos de negócios B2B2C ilustram como a mudança cultural é, muitas vezes, mais desafiadora do que a tecnológica. A regulação precisa acompanhar a velocidade da inovação, a transformação cultural dentro das empresas ainda é lenta, e a escuta ativa do cliente — para criar produtos e experiências verdadeiramente relevantes — segue sendo o principal diferencial competitivo.

Além disso, o setor precisa equilibrar tecnologia com empatia. O digital não elimina o fator humano — ele potencializa. O atendimento que acolhe, que resolve, que gera segurança, continua sendo insubstituível.
 

Conexão que transforma 

A transformação do mercado de seguros e assistências não é uma simples digitalização de processos — é a reinvenção de toda a cadeia de valor. Seremos cada vez menos uma indústria de seguros e cada vez mais uma indústria de soluções para proteção, cuidado, bem-estar e qualidade de vida. 

Na Ciclic, estamos comprometidos em liderar essa transformação, atuarmos como uma “techinsur” e como um Corporate Venture Studio, conectando startups, investidores, grandes empresas e tecnologias para construir o futuro do mercado de proteção no Brasil. Nosso papel é ser o adaptador desse ecossistema — criando valor para todos os agentes da cadeia, e, principalmente, para o cliente final. 

Convidamos startups, investidores e empresas que compartilham dessa visão a se conectarem conosco. Juntos, podemos acelerar a transformação do setor, cocriar soluções que impactam positivamente a vida das pessoas e gerar valor sustentável para todo o ecossistema de seguros, assistências e bem-estar no Brasil. — é a reinvenção de toda a cadeia de valor. 

  

Darllan Botega - CEO da Ciclic, empresa da BB Seguros

 

Leilões de imóveis crescem 86% no Brasil e investidores migram para plataformas digitais

Inspirada no modelo americano, estratégia de “compra, reforma e revenda” impulsiona o crescimento dos leilões online no país e atrai investidores jovens 


O mercado de leilões de imóveis no Brasil passa por um crescimento acelerado, impulsionado pela digitalização dos processos e pela chegada de um novo perfil de investidor: mais jovem, conectado e interessado na estratégia de “compra, reforma e revenda” — modelo já consolidado nos Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de imóveis ofertados em leilões de retomada por inadimplência de financiamento passou de 10 mil em 2023 para 16 mil em 2024, uma alta de 86%. No mesmo período, o número de vendas disparou 156,7%. Estima-se que cerca de 275 mil unidades foram comercializadas no último ano, movimentando cerca de R$ 200 bilhões. Ainda segundo a Abecip, 92,6% dos compradores são pessoas físicas, com ticket médio de R$ 361 mil por imóvel arrematado. Outro atrativo são os preços. Os descontos em relação ao valor de mercado chegam a 50%, podendo alcançar até 70% em alguns casos. Esse cenário torna os leilões eletrônicos uma alternativa cada vez mais atraente para quem busca rentabilidade, segurança jurídica e agilidade na hora de investir. 

Em meio a essa transformação do mercado, o Leilão Eletrônico consolida-se como uma das plataformas mais confiáveis e inovadoras do setor imobiliário. Especializada na realização de leilões judiciais e extrajudiciais em todo o Brasil, a empresa oferece uma experiência completa e segura para quem deseja comprar ou vender imóveis com praticidade e rentabilidade. Por trás da operação está André Zalcman, advogado com quase duas décadas de experiência no mercado imobiliário, especialista em Direito Civil e Processual, e uma das maiores referências nacionais em leilões de imóveis. A união entre tradição e tecnologia permitiu à plataforma desenvolver um processo 100% online, com ampla visibilidade dos ativos, avaliação profissional, suporte jurídico dedicado e acompanhamento em tempo real. 

“Ao longo dos últimos anos, vimos um novo perfil de investidor emergir. Pessoas que buscam autonomia, boa margem de lucro e menos burocracia. O ambiente digital dos leilões responde exatamente a isso, e nosso papel é oferecer o suporte técnico e jurídico necessário para transformar oportunidades em resultados reais”, afirma Zalcman, CEO da companhia. Além da visibilidade nacional e dos imóveis com grande potencial de valorização, o Leilão Eletrônico diferencia-se pela condução transparente de todas as etapas — da avaliação e precificação até o fechamento do negócio. O processo é 100% online, com acompanhamento em tempo real e atendimento especializado para compradores e vendedores. 

Outro diferencial da plataforma está na curadoria criteriosa dos ativos. “Trabalhamos com imóveis bem avaliados, com documentação clara, para que o comprador possa investir com segurança. Nosso foco é gerar valor para todas as partes envolvidas, inclusive para quem busca esse imóvel como um primeiro passo no mercado de investimentos”, explica o CEO. Com um portfólio que inclui imóveis residenciais, comerciais e rurais, o Leilão Eletrônico atende tanto investidores experientes quanto iniciantes que buscam orientação, praticidade e oportunidade real de ganho. 

Esse cuidado se alinha a um momento particularmente favorável. No mercado tradicional, os preços dos imóveis residenciais subiram 7,7% em 2024, segundo o Índice FipeZAP — o maior aumento em mais de uma década. Paralelamente, o valor dos aluguéis cresceu 13,5% no mesmo período, pressionando ainda mais o custo de moradia. Com isso, os leilões ganham protagonismo como alternativa acessível e estratégica. É possível adquirir imóveis por até 70% abaixo do valor de mercado, com alta liquidez (revenda estimada entre 6 e 18 meses) e retorno potencial de 25% a 30% com reformas simples — podendo chegar a 80% quando há uso de financiamento. A combinação entre preço, agilidade e valorização torna os leilões eletrônicos uma escolha cada vez mais inteligente para o investidor moderno.


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