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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Queridinho dos brasileiros: Pelo décimo ano consecutivo, Canadá ocupa o topo dos países preferidos para intercâmbios

A liderança do Canadá por uma década no
ranking da Belta não é coincidência.
Envato
Pesquisa Selo Belta 2025 mostra tendências, perfis e destinos que dominam a escolha dos estudantes brasileiros

 

O Canadá reafirma sua posição como o destino mais procurado por estudantes brasileiros que desejam realizar intercâmbio. Segundo a recém-divulgada Pesquisa Selo Belta 2025, o país ocupa, pela décima vez consecutiva, o primeiro lugar entre os destinos internacionais preferidos pelos intercambistas do Brasil. 

A liderança do Canadá por uma década no ranking da Belta não é coincidência. O país oferece uma série de atrativos que vão muito além das paisagens deslumbrantes e da alta qualidade de vida. As políticas públicas de incentivo à educação internacional, aliadas à possibilidade de estudar e trabalhar legalmente, tornam o destino especialmente atrativo. Além disso, o multiculturalismo, a segurança e a hospitalidade da população canadense ajudam a criar um ambiente favorável à adaptação de estudantes estrangeiros. 

“O Canadá tem sido muito popular ao longo dos anos devido a um trabalho muito eficaz de divulgação, assim como os formatos de intercâmbio muito interessantes e mais acessíveis. É um país que consegue reunir excelência acadêmica com acolhimento, o que o mantém no topo da preferência dos estudantes brasileiros”, destaca Alexandre Argenta, presidente da Belta, Associação de Agências de Intercâmbio do Brasil. 

A pesquisa Selo Belta 2025 também apontou os três países mais procurados pelos brasileiros que desejam estudar no exterior: Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Cada um desses destinos possui características próprias que os tornam referências globais em educação. 

No segundo lugar do ranking, os Estados Unidos se mantêm como uma potência acadêmica, com oportunidades variadas de cursos de curta, média e longa duração. Além disso, a diversidade cultural, o estilo de vida dinâmico e o grande mercado de trabalho também são pontos de destaque para quem busca uma formação internacional sólida. 

Já o Reino Unido, a vantagem de programas com menor duração, como cursos de idiomas e a possibilidade de explorar a Europa durante o intercâmbio também são diferenciais importantes. 

Outro dado relevante da pesquisa é a alta procura por programas de cursos de idiomas, principalmente inglês e francês, que lideram o Top3 de idiomas mais buscados para se estudar, junto do Espanhol que segue na segunda posição. No Canadá, por exemplo, estudantes podem optar por estudar em regiões de predominância inglesa, como Toronto e Vancouver, ou francesa, como Montreal e Quebec, ampliando as opções de aprendizado e vivência cultural. Programas que combinam estudo com trabalho também ganharam destaque entre os brasileiros, pois possibilitam a experiência acadêmica e profissional ao mesmo tempo. 

A preferência contínua pelo Canadá, aliada ao destaque de Estados Unidos e Reino Unido, revela o amadurecimento do perfil do intercambista brasileiro, que hoje busca destinos que combinam excelência acadêmica, experiência internacional e oportunidades reais de crescimento pessoal e profissional.

 


Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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A transição ecológica da moda começa nos materiais e nas escolhas por trás da produção

 

A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo. Cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa vêm desse setor, o que agrava ainda mais a crise climática. Diante disso, temos visto um movimento crescente em direção a práticas mais conscientes e sustentáveis. Os dados confirmam essa tendência: um estudo da Kings Research mostrou que tecidos orgânicos, reciclados e naturais representaram 40,89% das receitas do setor em 2023. Esses números impulsionam uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que buscam alternativas que reduzam a poluição e preservem a biodiversidade. 

Poucos sabem, mas a cadeia produtiva da moda consome recursos naturais de forma intensa bem como descarta toneladas de resíduos têxteis todos os anos, muitos deles feitos de fibras sintéticas que levam séculos para se decompor. O principal vilão? O CO2, que está presente em praticamente todas as etapas da produção. Para mudar esse cenário, acredito que inovações sustentáveis e responsabilidade ambiental precisam caminhar juntas. No campo da moda, isso significa repensar materiais, processos e impactos. 

Entre as alternativas que têm ganhado força está o biotecido de micélio que se apresenta como uma opção viável e sustentável ao couro, seja ele animal ou sintético. O biotecido, além de ser biodegradável, traz vantagens quando comparado ao couro bovino. Possui baixa pegada hídrica, baixa emissão de CO2 e dispensa o uso de produtos químicos no processo. É um material versátil, que pode ser moldado para ter a mesma textura e resistência do couro, funcionando bem em roupas, calçados e acessórios. 

A crise climática já é uma realidade e não podemos mais adiar soluções. O que estamos fazendo é transformar desafios ambientais em oportunidades. A meta é oferecer produtos que equilibram inovação, estética e sustentabilidade. Provar que é possível, sim, alinhar propósito e lucratividade. E mais do que isso: mostrar que a moda pode – e deve – ser aliada de um futuro mais sustentável

 



Antonio Carlos de Francisco - CEO da Muush, é professor permanente e voluntário do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção - PPGEP (Mestrado e Doutorado), da UTFPR. Atua na área principalmente nos seguintes temas: economia circular, sustentabilidade, gestão do conhecimento e da inovação.


Muush
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O que é verdade e o que é armadilha no crédito consignado?

Educação financeira e informação são as melhores ferramentas para manter o orçamento familiar em dia e evitar pegadinhas

 

Em tempos de excesso de informação, é essencial manter a mente atenta para questionar a veracidade do que recebemos. Desenvolver esse hábito ajuda a identificar e filtrar notícias falsas ou incompletas, que frequentemente escondem armadilhas e podem levar a fraudes financeiras.

 

As fake news costumam rondar particularmente assuntos envolvendo dívidas e empréstimos, pontos que escancaram vulnerabilidades da população. O crédito consignado é um desses temas; é preciso discernir o que é verdade e o que pode ser uma “pegadinha” nessa modalidade, que costuma ser uma das mais vantajosas do mercado por ter taxas de juros menores em comparação com outras linhas de crédito.

Estar atento aos detalhes ajuda a não cair em ciladas disfarçadas de benefícios, como explica Gustavo Bobsin Borba, sócio diretor da ConCrédito — fintech especializada em crédito consignado e soluções financeiras acessíveis. “O consignado é uma excelente ferramenta quando bem utilizada, pois oferece segurança e praticidade. Mas o cliente deve entender todas as condições antes de contratar. Buscar sempre pela transparência da instituição financeira é a chave para evitar surpresas desagradáveis”, explica.

A seguir, o especialista lista algumas verdades e mentiras sobre o empréstimo consignado e explica cada uma delas. Confira:

 

Fato: Crédito consignado tem juros menores e parcelas fixas


É verdade que uma das grandes vantagens é a taxa de juros reduzida. Como as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS, o credor tem mais garantias de que o pagamento será concluído e tende a cobrar valores mais baixos. Outra vantagem é que as parcelas são fixas e facilitam o planejamento financeiro pessoal.

 

Fake: Empréstimo consignado só vai gerar mais endividamento


Muito pelo contrário — a modalidade estipula um limite máximo de comprometimento de renda, que varia de acordo com a instituição financeira e a fonte de pagamento. Esse teto é calculado conforme a possibilidade de pagamento do solicitante, uma vez que ultrapassá-lo comprometeria seriamente o orçamento pessoal.

 

Fato: É fácil e rápido de contratar


A agilidade na liberação do valor é, sim, um diferencial. Em muitos casos, o dinheiro está disponível na conta do cliente em poucos dias, o que pode ser uma solução rápida para emergências. Outro ponto positivo é que a burocracia é mínima, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS.

 

Fake: O crédito consignado não exige análise de crédito


Alguns acreditam que, por ter as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício, o crédito consignado dispensa a análise de crédito. No entanto, mesmo nessa modalidade, as instituições financeiras avaliam a situação de cada cliente, como a renda e o nível de endividamento atual, para definir os limites e as condições do empréstimo.

 

Fato: O consignado é seguro para quem busca organização financeira


Por ter as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício, o crédito consignado elimina o risco de esquecimento ou atraso no pagamento, mantendo a saúde financeira do cliente em dia. Como as taxas de juros são menores em comparação com outras modalidades, ele também se torna uma alternativa interessante para quitar dívidas mais caras ou realizar planejamentos de longo prazo. 

 

Gustavo explica também que, para aproveitar melhor os benefícios do crédito consignado sem cair em armadilhas, vale a pena adotar alguns cuidados essenciais. “Pesquise as condições oferecidas por diferentes instituições, leia atentamente o contrato antes de assinar, evite comprometer significativamente sua renda, e, em caso de dúvidas, consulte um especialista ou consultor financeiro”, diz. 

 

ConCrédito



Transformação digital acelera a demanda por especialistas em automação industrial

Adobe Stock

Mercado deve movimentar mais de US$ 370 bilhões até 2032 e crescer 46% em vagas no Brasil

 

A automação industrial deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como protagonista na transformação digital das indústrias. Ao integrar tecnologias avançadas capazes de monitorar, controlar e otimizar processos produtivos, ela tornou-se o cérebro das chamadas fábricas inteligentes. Mais do que substituir tarefas repetitivas, a automação conecta dados, máquinas e pessoas com precisão, eficiência e segurança. 

Na base dessa revolução estão os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs), sensores, atuadores e Interfaces Homem-Máquina (IHMs), que garantem o funcionamento autônomo das linhas de produção. Com a incorporação da inteligência artificial (IA), os sistemas industriais passaram a aprender com os dados, antecipar falhas, otimizar processos e até tomar decisões em tempo real. 

A Indústria 4.0 avança com o uso de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), big data, computação em nuvem e gêmeos digitais, transformando o chão de fábrica em um ecossistema inteligente. De acordo com relatório da Transparency Market Research, o mercado global de automação industrial e sistemas de controle deve alcançar US$ 226,8 bilhões em 2025, com projeções que apontam para US$ 372,7 bilhões até 2032.

 

Mercado em expansão 

Esse movimento exige profissionais cada vez mais capacitados. No Brasil, segundo projeção do Mapa do Trabalho Industrial 2022/2025, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, há uma expectativa de crescimento de 46% nas vagas ligadas à automação e mecatrônica entre 2022 e 2025. Habilidades como IA, análise de dados, cibersegurança, programação, computação em nuvem e metodologias ágeis estão entre as mais valorizadas pelo mercado. 

Para atender a essa demanda crescente, o UniSenai PR oferece a pós-graduação em Engenharia de Automação Industrial, com foco em inovação, forte conexão com a indústria e estrutura tecnológica de ponta. O curso capacita profissionais para liderar projetos em ambientes de alta complexidade, com aplicação prática das tecnologias que estão moldando a nova era da manufatura.


Mercado em silêncio: o que o Quiet Hiring revela sobre a resposta das empresas ao Quiet Quitting

Enquanto profissionais fazem o mínimo para preservar o bem-estar, empresas respondem com estratégias silenciosas para preencher lacunas sem contratar 


Se, em 2022, o mundo corporativo se viu de frente para um fenômeno de quiet quitting, no qual seus colaboradores simplesmente paravam de ir além do mínimo no trabalho, em 2025 será a vez das empresas agirem de maneira igualmente discreta: o quiet hiring. E o que acontece se essas duas forças agirem internamente na mesma organização?
 

De acordo com Thomas Costa, Chief of Growth do Infojobs e porta-voz do Pandapé, o software de RH mais usado na América Latina, “o que vemos é um duelo silencioso dentro das empresas. De um lado, os profissionais dizem ‘não vou mais trabalhar em excesso pelo mesmo reconhecimento’; do outro, as empresas dizem ‘então vamos redistribuir as funções sem contratar mais pessoas”. 

Famoso por uma primeira viralização no TikTok e depois pela análise de consultorias como a Gallup, o quiet quitting diz respeito ao comportamento de um profissional em cumprir o estritamente necessário em sua função e não se comprometer com mais do que isso. Um estudo feito localmente pela própria Gallup mostra que, em 2023, mais da metade dos trabalhadores norte-americanos se enquadrava nessa descrição. 

“Na prática, o profissional não se demite, mas se desengaja emocionalmente. Ele cumpre horários, faz o que é pedido, mas sem vontade. No Brasil, esse comportamento tem sido mais frequente entre gerações como os millennials e a geração Z, que passaram a priorizar qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Eles buscam ambientes mais saudáveis e não querem mais se sacrificar por promessas vagas de crescimento”, explica Thomas.
 

E o que seria o quiet hiring, por outro lado? 

Enquanto isso, empresas com orçamento apertado e dificuldades para atrair talentos têm adotado a prática do quiet hiring, ou “contratação silenciosa”. A estratégia consiste em promover colaboradores para novas funções, terceirizar atividades ou, temporariamente, direcionar a equipe atual para absorver novas demandas sem a abertura de novas vagas. 

Segundo relatório da Gartner, 1 em cada 5 líderes de RH afirmou que o quiet hiring já é uma estratégia utilizada para contornar gaps de habilidades. “Em vez de contratar, muitas empresas preferem utilizar o que já têm: promovem internamente, sobrecarregam alguns times, terceirizam funções. Às vezes, é uma oportunidade; outras, acaba se tornando uma sobrecarga velada”, avalia Thomas Costa.
 

Conflito silencioso ou oportunidade de reconexão? 

O risco, para o executivo, é o desalinhamento das expectativas. “Quando o colaborador está em quiet quitting e a empresa em quiet hiring, o cenário é uma bomba-relógio: um lado espera menos, enquanto o outro exige mais. Isso resulta em frustração, performance abaixo do esperado e aumento de turnover.” 

Para evitar esse choque, Thomas aponta que a chave está na transparência e na escuta organizacional ativa. “Empresas que comunicam claramente seus desafios e envolvem os colaboradores nas decisões transformam o quiet hiring em uma valorização interna, e não em uma imposição ”, destaca.

O especialista destaca três rodas essenciais para lidar com essas tendências de maneira estratégica:

  • Rever constantemente os escopos de trabalho: “ninguém pode acumular funções sem trazer resultados claros em contrapartida.”
  • Criar planos de carreira e desenvolvimento efetivos: “o colaborador precisa compreender o que ganha ao se engajar no presente e nas futuras movimentações.”

Se o quiet quitting é um pedido silencioso de limites e o quiet hiring uma resposta silenciosa à escassez de talentos, o futuro do trabalho clama por mais diálogo e muito menos improviso.

“O colaborador não quer que o herói seja invisível. A empresa não pode viver de sobrecarga planejada. O ponto de equilíbrio é dar propósito para os dois lados – e isso só se constrói com cultura, comunicação e liderança”, finaliza Thomas.


Selic deve cair somente em 2026, estima BB Previdência

Com a taxa no atual patamar, fundos de pensão devem continuar investindo mais fortemente em renda fixa, mas o mercado estará atento às indicações da próxima ata da entidade   

 

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Selic para 15% ao ano indica um grau a mais no nível de austeridade do Banco Central, que já vem aumentando os juros desde setembro do ano passado, e um recado de que vai continuar perseguindo com ainda mais afinco a meta de inflação, avalia Ricardo Serone, Diretor Financeiro e de Investimentos da BB Previdência.

 

Segundo Serone, a desaceleração da inflação em maio, bem como as expectativas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que também vêm recuando, aliado ao dólar mais fraco, ainda não foram suficientes para levar tranquilidade à autoridade monetária. “A inflação está resiliente, acima do teto da meta, o que deve manter os juros em patamar elevado por mais tempo”, acredita.

 

Colaboram para este cenário, diz o executivo, as incertezas em relação ao equilíbrio fiscal, além da atividade econômica e mercado de trabalho aquecidos. “A perspectiva é que a taxa comece a cair somente a partir de 2026”, ele afirma.

 

Em maio, a inflação medida pelo IPCA desacelerou ante abril, para aumento de 0,26%. Mas, em 2025, acumula alta de 2,75% e, nos últimos 12 meses até maio, subiu 5,32%, bem acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central, assim como do teto, de 4,5%. Contribuíram para a queda, em maio, a redução nos preços dos alimentos e dos combustíveis, principalmente.

 

“O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio está alterando os preços do petróleo e pode impactar o índice, se perdurar. A energia também pode pressionar, com a indicação de bandeira vermelha a partir deste mês, assim como a inflação de demanda resistente, principalmente, em serviços, oriunda das medidas do governo para estimular a economia, para a qual a previsão do mercado é sempre crescente”, ele observa.

 

O Boletim Focus vem elevando suas projeções de aumento para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e agora já indica 2,20% de alta. Para 2026, a previsão aumentou para 1,83%, enquanto foi mantida estável em 2% para 2027.

 

Já para o dólar, os economistas estão reduzindo as projeções, com a moeda cotada a R$ 5,77. “Quando vier acompanhada de uma redução nas taxas de juros dos Estados Unidos, o que ainda não é o caso, a moeda americana mais fraca tende a refletir mais positivamente na taxa de juros doméstica”, afirma Serone.

 


Como a Selic pode impactar os planos de previdência


Com a taxa Selic no atual patamar, os fundos de pensão devem continuar a investir mais em renda fixa, que garante bons retornos acima da inflação e sem a volatilidade típica de outros tipos de investimentos, afirma Serone.

 

“A partir da próxima ata do Copom será possível ter uma direção mais clara dos próximos passos e como poderão influenciar em mudanças nas alocações dos ativos. De qualquer maneira, as carteiras dos planos estão bem posicionadas para se beneficiar das taxas de curto prazo e principalmente de longo prazo, com a aquisição de títulos de vários vencimentos e taxas acima de 7% ao ano de ganho real.”

 


BB Previdência
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O desafio diminuiu? 72,4% das Mulheres acreditam que não há igualdade de oportunidades no Mercado de Trabalho

Mesmo que as políticas de diversidade estejam em crescimento, pesquisa do Infojobs revela luta de mulheres contra diferenças salariais, falta de reconhecimento e a influência da maternidade nas oportunidades de carreira

 

Embora o mercado de trabalho tenha se movimentado ao longo dos anos em busca de equidade, nova pesquisa realizada este ano pelo Infojobs, site de empregos que faz parte da maior HR Tech da América Latina, traz à tona dados que reforçam um desafio ainda significativo no mercado de trabalho: a desigualdade de gênero. 72,4% dos entrevistados acreditam que mulheres e homens não possuem as mesmas oportunidades dentro das empresas. 

Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, acredita que "mesmo com uma maior presença feminina no mercado de trabalho, a equidade plena ainda está distante da realidade de muitas profissionais. Estruturas desiguais continuam refletindo diretamente nas carreiras das mulheres. A pesquisa revela como o mercado evoluiu em alguns aspectos, mas ainda não colocou em prática tantos outros pontos necessários para que as mulheres possam alcançar seu pleno potencial." 

Com a participação de mais de mil pessoas, o estudo revela outro dado alarmante, 66,7% das mulheres acreditam que a maternidade e fatores pessoais externos ainda influenciam negativamente suas chances de contratação ou promoção. Este é um reflexo claro de um cenário que muitas vezes não reconhece o valor do papel multifacetado das mulheres no ambiente de trabalho, em especial quando se trata da conciliação entre carreira e família. Para a executiva, é fundamental que as empresas implementem políticas que realmente compreendam e apoiem as realidades das mulheres, especialmente em relação à maternidade. 

Entre os desafios específicos apontados pelas mulheres, destacam-se a falta de reconhecimento e oportunidades de crescimento (49,4%), a diferença salarial entre colegas do gênero masculino (38,1%), e a necessidade de provar mais suas competências do que os colegas homens (34,8%). Esses dados demonstram que, embora as mulheres ocupem posições significativas no mercado de trabalho, elas ainda são constantemente desafiadas a superar barreiras para atingir o mesmo nível de reconhecimento que os homens. 

A pesquisa também revela uma desconexão entre o que as empresas afirmam fazer e o que as mulheres realmente vivenciam. Embora 42,5% das companhias aleguem trabalhar ativamente em temas como combate ao assédio, equidade salarial e de oportunidades, mais da metade dos entrevistados (57,5%) acredita que essas questões ainda não são tratadas de forma eficaz. Para Ana, isso é um sinal claro de que as políticas corporativas precisam ser mais do que apenas discursos: precisam ser aplicadas de forma concreta e eficaz no dia a dia das organizações. 

O estudo também evidencia que 66,3% das mulheres acreditam não ter oportunidades em cargos de liderança e investimento em seus desenvolvimentos. Este dado é seguido pela demanda por igualdade salarial e de oportunidades transparentes (55,5%) como uma das mais urgentes. Além desta, políticas de combate ao assédio e apoio à maternidade também são vistas como fundamentais para criar um ambiente mais igualitário e justo.

 

Brasil em busca pela equidade 

O Brasil ainda enfrenta uma grande desigualdade de gênero no mercado de trabalho. De acordo com dados do IBGE, embora as mulheres representem 44% da força de trabalho formal, elas ocupam apenas 30% das posições de liderança, um reflexo claro das barreiras institucionais e culturais que precisam ser superadas. Isso não é apenas uma questão de justiça social, mas também um imperativo econômico. Um estudo da McKinsey aponta que, se as mulheres ocupassem a mesma quantidade de posições de liderança que os homens, o Brasil poderia adicionar até 12% ao seu PIB até 2025.

"As barreiras que ainda existem são muitas desafiadoras, mas também oportunidades de transformação. O mercado de trabalho brasileiro precisa disso, e esse processo começa com uma mudança cultural dentro das empresas, que devem ser cada vez mais comprometidas com a equidade de gênero. É essencial que companhias e governos invistam em políticas de inclusão práticas, ou seja, para além do discurso, e que assegurem a igualdade de oportunidades e a valorização das mulheres, não só em cargos de liderança, mas também em todos os níveis organizacionais. Só assim, as mulheres poderão realmente assumir o protagonismo em suas carreiras, contribuindo para um mercado de trabalho mais justo e para o crescimento econômico", conclui.

 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Tireoide é responsável por doenças que afetam 50% da população brasileira

Banco de imagens
A condição afeta mais mulheres, representando 86,31% dos exames


  • Em 2024 foram registrados 229 mil exames de imagem referentes a tireoide 
  • Afeta mais mulheres, representando 86,31% dos exames 
  • A média de exames com possíveis achados por mês está em torno de 2 mil 

 

A Tireoide é uma glândula de extrema importância para o bom funcionamento do corpo humano, assim como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Nos últimos 5 anos a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), maior prestadora de serviços de diagnóstico por imagem do Brasil, registrou cerca de 229 mil exames de imagem de tireoide, destes 130 mil são com possíveis achados de imagem referente às doenças da Tireoide. Apenas em 2024 foram registrados 40 mil exames da glândula, sendo as mulheres o grupo mais atingido, representando 86,31% da amostra total.  

Mediante a esses fatores, como forma de conscientizar sobre a doença, a FIDI, juntamente com o médico Dr. Harley De Nicola, especialista em ultrassonografia e radiologia intervencionista com doutorado e superintendente médico da Fundação, separou 8 fatos sobre a tireoide para reforçar como é importante estar atento aos sinais e nas possibilidades de tratamento.  

  1. Na Tireoide as patologias mais comuns são os nódulos (presentes em até 50% da população) e o hipotireoidismo (redução do funcionamento da glândula). No entanto outros conhecidos também são o hipertireoidismo e o bócio (aumento do volume da glândula tireoide). Mesmo entre os menos conhecidos, é importante compreender que a Tireoide pode apresentar diversos sintomas e por esse motivo exames preventivos são recomendados.  
  1. A tireoide é uma grande aliada do crescimento e desenvolvimento humano, podendo afetar o peso, a memória, a fertilidade, o humor, entre outros aspectos. Ela é uma glândula que ajuda a controlar o metabolismo de todo o corpo, funcionando como uma "pilha". Quando há o hipotireoidismo, o paciente funciona com a "pilha fraca", com redução do seu metabolismo, já no hipertireoidismo acontece o contrário. 
  1. O sistema de saúde (público e privado) está preparado para oferecer diagnóstico e tratamento adequados para tireoide por meio de exames de imagem (ultrassom) e dosagem hormonal (exame de sangue). Na FIDI, são realizados procedimentos para diagnóstico de possíveis achados na Tireoide como Ultrassom da Tireoide com ou sem Doppler Colorido e Punção Aspirativa por Agulha Fina da Tireoide Guiada por Ultrassom e também diagnósticos pela medicina nuclear. 
  1. Os tratamentos para a tireoide podem incluir, além de medicação que depende do tipo de disfunção, a cirurgia e ablação de nódulos. Também é recomendado manter uma vida saudável por meio de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada e realizar exames de rotina. 
  1. 5. Problemas de tireoide estão presentes em todas as faixas etárias, podendo atingir crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, sendo que desse grupo as mulheres são mais atingidas em 2024, foram registrados 35 mil exames somente em mulheres, um número significativo. Os principais achados nos Exames FIDI são tireoidite autoimune, nódulos, cistos e exames pós-tireoidectomia.  
  1. Existem diversos fatores de risco atrelados a problemas de tireoide como idade, sexo, fatores genéticos, deficiência de iodo, fatores autoimunes entre outros. Segundo dados da FIDI, a tireoide afeta primeiramente adultos com 55,39%; seguido de idosos com 38,15%, adolescentes com 3,57% e por último crianças com 2,89% de exames realizados.  
  1. O número estimado de casos novos de câncer de tireoide para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 16.660 casos. Sendo mais comum em mulheres (14.160) do que em homens (2.500) [1]. Normalmente as doenças são benignas e permanecem assim por toda vida. Mas, um problema causador de hipotireoidismo, que é a tireoidite de Hashimoto, aumenta o risco para câncer de tireoide. Nesse caso, não há prevenção, mas o diagnóstico precoce é essencial. Deve-se evitar ao máximo radiações na região do pescoço, pois é um fator de risco também. 
  1. De acordo com o Dr. Harley, aproximadamente 90% dos nódulos de tireoide são benignos. Dos 10% restantes, a grande maioria são carcinomas papilíferos que respondem muito bem ao tratamento. No geral, a sobrevida é de quase 100% em 10 anos. 

Nesse dia de conscientização, reforçamos a importância da doença e a necessidade de profissionais médicos de várias especialidades estarem atentos aos sintomas de seus pacientes. Caso haja alguma disfunção, o paciente deve ser encaminhado para o especialista na área, geralmente um endocrinologista, mas de qualquer forma é importante que todos saibam os aspectos básicos.  “Além desses fatos é importante estar atento a todos os sinais que o corpo pode apresentar, conhecer sobre a doença é uma forma de cuidado consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor”, afirma Dr. Harley.   

 


FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.


Referências

[1] Instituto Nacional de Câncer (INCA). https://www.gov.br/inca/

[2] Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) https://www.endocrino.org.br

 

Coração acelerado, insônia e ansiedade: o que o consumo frequente de energético pode causar

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Mesmo comum entre quem treina, trabalha ou curte a noite, o uso excessivo da bebida pode sobrecarregar o organismo. Médica nutróloga responde às principais dúvidas sobre os riscos e orienta como manter a energia com segurança 

 

Na correria do dia a dia, os energéticos viraram aliados de quem precisa de mais disposição. Mas o que parece inofensivo pode esconder riscos sérios à saúde. Segundo a médica clínica e nutróloga Fernanda Vasconcelos, do Instituto Qualitté, o consumo frequente dessas bebidas pode causar alterações no sono, acelerar o coração, aumentar a pressão e até desencadear crises de ansiedade. “Muita gente usa essas bebidas para driblar o cansaço e acaba sobrecarregando o corpo”, explica.

Um dos casos recentes mais conhecidos foi o do ator Rafael Zulu, que passou quatro dias internado após um episódio de fibrilação atrial, desencadeado pelo uso excessivo de energético. O quadro, segundo especialistas, pode evoluir para trombose ou AVC.


O que há por trás da latinha

Os energéticos combinam cafeína, taurina e outros estimulantes que aceleram o metabolismo e reduzem a fadiga. A curto prazo, aumentam o foco e a disposição. Mas, com o uso frequente, sobrecarregam o sistema nervoso e o coração.

“O problema não é apenas a quantidade de cafeína, mas o contexto: sono irregular, alimentação ruim e uso contínuo geram um efeito cumulativo no organismo”, diz a nutróloga. Além disso, misturar energético com álcool pode ser ainda pior. Segundo a especialista, a combinação mascara os efeitos da embriaguez e aumenta o risco de intoxicação.


Quem deve evitar o consumo

De acordo com Dra. Fernanda, o uso regular de energético não é recomendado para:

  • Pessoas com hipertensão ou arritmias
  • Quem tem histórico de problemas cardíacos
  • Indivíduos com insônia ou ansiedade
  • Gestantes, adolescentes e pessoas sensíveis à cafeína
  • Quando a dose passa do limite

A recomendação geral de segurança é de até 400 mg de cafeína por dia, mas isso não significa que o consumo é seguro para todos. “Mesmo dentro do limite, o uso contínuo pode gerar taquicardia, alterações de humor, insônia e nervosismo”, alerta a especialista.


Como manter a energia de forma saudável

Em vez de recorrer ao energético para compensar hábitos ruins, Dra. Fernanda recomenda:

  • Ter uma rotina de sono regular
  • Alimentar-se de forma equilibrada, com fibras e proteínas
  • Evitar longos períodos em jejum
  • Manter a hidratação ao longo do dia

 

Dores e doenças respiratórias: fisioterapia se torna aliada no frio

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Tratamentos fisioterapêuticos ajudam a prevenir e aliviar sintomas causados pelas temperaturas baixas 



Com a chegada das estações mais frias, como outono e inverno, é comum o aumento de dores corporais e doenças, principalmente respiratórias. O clima frio favorece o surgimento de condições como asma, bronquite e pneumonia, além de dores musculares, articulares e até complicações neurológicas. Nesses casos, a fisioterapia torna-se uma grande aliada, atuando tanto na prevenção quanto no tratamento dessas enfermidades. Segundo o professor Felix Neto, do curso de Fisioterapia da Universidade Guarulhos (UNG), durante os períodos de baixas temperaturas, a atuação do fisioterapeuta é essencial para preparar o corpo, reduzir o risco de complicações e evitar hospitalizações, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.




Doenças respiratórias em alta no frio

As frentes frias, o ar seco e a tendência de manter os ambientes fechados criam o cenário ideal para o aumento de doenças respiratórias, como asma, bronquite, bronquiolite infantil, pneumonia, rinite, sinusite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Nessas condições, ocorre a contração dos músculos das vias aéreas, dificultando a respiração devido ao espessamento das secreções, um quadro chamado de broncoespasmo. "A fisioterapia respiratória oferece técnicas capazes de ajudar a reverter esse quadro, como higiene brônquica, drenagem postural, fortalecimento dos músculos respiratórios, ventilação não invasiva e manobras de reexpansão pulmonar, que aumentam a capacidade respiratória", explica Neto.

As crianças merecem atenção redobrada. Doenças como a bronquiolite exigem cuidados específicos para evitar contaminações, especialmente em ambientes compartilhados, como salas de espera. “Os oais devem estar informados sobre os benefícios da fisioterapia respiratória, que ajuda a fortalecer os pulmões e reduzir os riscos durante crises agudas”, orienta o professor.



Impactos do frio no sistema músculoesquelético


O frio também afeta músculos, tendões e articulações. Assim como as vias aéreas se contraem, a vasoconstrição - contração dos vasos sanguíneos - reduz o fluxo sanguíneo, contribuindo para inflamações e rigidez. Isso favorece o surgimento de tendinites, tenossinovites e bursites, principalmente em ombros, joelhos e punhos. As câimbras também são algumas das alterações patológicas suscetíveis em épocas mais geladas.

A vasoconstrição pode ainda aumentar o risco de eventos graves, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto, especialmente em pessoas com predisposição (obesos, fumantes, idosos e sedentários). A contração muscular também costuma ser uma das causas nos pacientes com fibromialgia. Eles sofrem mais durante as baixas temperaturas porque os nervos têm uma sensibilidade maior durante esta época, aumentando a dor e o desconforto.

Para tratar essas condições músculoesqueléticas, Felix Neto ressalta a utilização de algumas técnicas e recursos, como termoterapia (superficial e profunda) e método de aplicação de calor nos músculos e tendões. O objetivo é reduzir a rigidez articular e aliviar as dores. “Existem diversos aparelhos de ondas curtas, infravermelho e ultrassom que podem amenizar essas indisposições. Há também as técnicas fisioterapêuticas manuais de liberações miofascial e articular, fortalecimento específico das articulações, técnicas neurodinâmica para rigidez neurais e métodos eletroterapêuticos (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS), Estimulação Elétrica Funcional (FES), laser, agulhamento a seco e acupuntura), complementados por programas de exercícios personalizados”, informa.



Outros cuidados importantes

Um fenômeno comum no inverno é a mudança na coloração dos lábios, unhas e pontas dos dedos, que podem ficar roxos. Este tipo de situação é conhecido como fenômeno de Raynaud, quando um espasmo vascular impede a circulação adequada de sangue oxigenado. Em casos mais graves, há o risco de necrose. Por isso, é fundamental evitar exposição prolongada ao frio.

Pacientes com doenças neurológicas, como Parkinson, sentem intensificação de sintomas, como tremores. Já entre os idosos, o frio aumenta a rigidez articular e compromete o equilíbrio, triplicando o risco de quedas. “Para esses casos, a fisioterapia oferece treinos de equilíbrio, propriocepção e hidroterapia em piscinas aquecidas, além de cinesioterapia e termoterapia para melhorar a mobilidade e prevenir acidentes”, orienta o especialista.



Fisioterapia do sono: uma nova fronteira

Outro campo em destaque é a fisioterapia voltada à qualidade do sono. Estudos recentes apontam que noites mal dormidas afetam diretamente as saúdes muscular e imunológica.

Pacientes com rinite ou sinusite, por exemplo, tendem a respirar mal à noite. A fisioterapia entra como suporte com exercícios respiratórios, mobilizações e drenagens, favorecendo um organismo mais resistente ao frio.

 

Realidade Virtual é aliada das empresas para combater o estresse e melhorar desempenho

Método Pausa RV auxilia organizações a promover equilíbrio emocional e engajamento entre colaboradores

 

A saúde mental tem se tornado um tema central nas discussões sobre qualidade de vida no ambiente de trabalho. Com um mercado cada vez mais competitivo e exigente, empresas que negligenciam o bem-estar emocional de seus colaboradores arriscam enfrentar quedas de produtividade, absenteísmo elevado e desafios na retenção de talentos.

De acordo com a Iniciativa SmartLab, parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os afastamentos por transtornos mentais no Brasil cresceram 134% entre 2022 e 2024. As principais causas foram reações ao estresse (28,6%), ansiedade (27,4%) e episódios depressivos (25,1%). Esses números evidenciam a necessidade de iniciativas práticas e inovadoras que promovam o equilíbrio emocional nas empresas.

Um destaque nesse cenário é o método “Pausa RV”, desenvolvido pelo Dr. Julio Peres, que propõe a adoção de práticas regulares de regeneração vital no dia a dia corporativo. A técnica combina exercícios por meio de realidade virtual que ajudam a restaurar o equilíbrio emocional, reduzir o estresse e aumentar a resiliência, resultando em equipes mais engajadas e produtivas.


Cuidar da saúde mental: uma estratégia fundamental

Promover o bem-estar emocional vai além de uma preocupação humanitária: tornou-se um diferencial estratégico para empresas que buscam sucesso sustentável. Estudos recentes apontam que ambientes de trabalho que valorizam a saúde mental são mais inovadores, colaborativos e apresentam melhores resultados financeiros.


Etapas do Método Pausa RV

  1. Uso dos Óculos de Realidade Virtual (RV): os colaboradores utilizam óculos de realidade virtual, projetados para proporcionar uma experiência imersiva e relaxante.
  2. Cenários Relaxantes: os óculos transportam os usuários para ambientes visuais que evocam tranquilidade, como paisagens naturais ou espaços terapêuticos.
  3. Trilhas Hipnóticas: durante a sessão, são reproduzidas trilhas sonoras desenvolvidas com técnicas hipnóticas, capazes de induzir um estado de relaxamento profundo.
  4. Roteiros Terapêuticos: as experiências incluem roteiros cuidadosamente elaborados para estimular conexões neurais que promovem bem-estar e regulação emocional.
  5. Estimulação dos Circuitos Cerebrais Essenciais: o método foca nos circuitos mesolímbico, hipocampal e pré-frontal, que:
    • Regulam o humor.
    • Melhoram a experiência de prazer.
    • Potencializam a motivação e o aprendizado associativo.
  6. Duração Curta e Frequência Ideal: cada sessão dura apenas três minutos e é realizada duas vezes ao dia, facilitando sua aplicação no cotidiano corporativo.

O método combina ciência e inovação para proporcionar benefícios rápidos e duradouros à saúde mental dos colaboradores.


Transformação organizacional

O impacto do cuidado com a saúde mental transcende o ambiente corporativo, gerando mudanças positivas em toda a sociedade. Empresas que investem nessa causa se posicionam como líderes inovadoras, atraindo talentos e fortalecendo sua marca empregadora. 

Ao integrar iniciativas como o método “Pausa RV” e construir uma cultura que valorize a saúde emocional, as organizações reforçam o compromisso com o desenvolvimento sustentável e o bem-estar de suas equipes, transformando desafios em oportunidades.

 



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