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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Câncer de mama e maternidade. Quão perigosa é esta relação?

O médico José Bines, da Oncologia D’Or, examina vários cenários sobre a incidência da doença antes, durante e após a gestação, sanando as dúvidas mais comuns. 

 

É cada vez mais frequente a associação entre a maternidade e o câncer de mama. Um dos motivos reside no fato de que se trata do segundo tumor mais comum entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Só em 2025, deverão ser diagnosticados 74 mil casos, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA)1

Paralelamente, esta neoplasia vem atingindo nas últimas décadas mulheres mais jovens, que estão em fase reprodutiva, embora a prevalência da doença seja maior a partir dos 50 anos. Em países desenvolvidos, cerca de 7% das pacientes são diagnosticadas com câncer de mama antes dos 40 anos2. E a enfermidade representa mais de 40% de todos os cânceres nesta faixa etária2

A este cenário, soma-se a tendência crescente da maternidade tardia, que eleva o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus)3, no ano 2000 apenas 9,1% das mulheres com 35 anos ou mais tiveram filhos. Passados 20 anos, essa porcentagem quase dobrou, passando para 16,5%. 

Quase 4% das mulheres descobrem
 a doença durante a gestação

 A boa notícia é que o arsenal terapêutico para o câncer de mama vem se ampliando, o que aumentou as possibilidades de cura e de controle da doença. Mesmo quando os medicamentos podem comprometer a fertilidade, a mulher pode adiar a gravidez, optando pelo congelamento de óvulos e embriões, enquanto realiza seu tratamento.

“O médico precisa abordar essa questão com toda paciente jovem no início da consulta, porque os tratamentos são longos e o passar dos anos diminui as chances de gravidez”, explica o médico José Bines, da Oncologia D’Or. Aqui ele examina as situações frequentes, dando um enfoque especial à incidência da doença antes, durante e depois da gestação.
 

A gravidez após o câncer

Hoje em dia, já está bem estabelecido na literatura médica que a gestação após o câncer de mama não aumenta o risco de recidiva nem de metástase da doença. Afirmações neste sentido não passam de um mito.

As considerações em torno desta temática são um pouco mais complexas e envolvem a duração do tratamento, que pode variar entre cinco e dez anos. “A dúvida é se a interrupção do tratamento vai implicar na volta da doença, e não a gravidez em si”, afirma José Bines. 

Independentemente da gestação ou do tratamento, algumas pacientes apresentam risco de recidiva, em função da idade ou das características do tumor. Por isso, a mulher deve conversar com o seu médico e entender qual é o risco de recidiva e como o câncer pode comprometer tanto a gestação como a criação de seu filho ou de sua filha. 

Em 2023, o Estudo Positive4 trouxe um alento para mulheres que desejam ser mães após o câncer. O trabalho mostrou que pacientes com tumor de mama de baixo risco, após dois anos em tratamento, poderiam interromper a medicação para engravidar e amamentar por um certo tempo. 

“Mas vale mencionar que esse estudo acompanhou as mulheres por um período curto”, adverte o médico. “Seria importante que este acompanhamento fosse mais longo para assegurarmos que a interrupção do tratamento não aumenta a possibilidade de recidiva”, complementou.
 

A descoberta do câncer durante a gestação

O câncer de mama gestacional é o tumor maligno mais comum na gravidez. A doença é descoberta durante a gestação em até 3,8% das pacientes5.. O diagnóstico é complexo por causa das alterações fisiológicas ocorridas na gravidez. 

“A percepção do tumor muitas vezes é difícil tanto para o médico como para a paciente, em razão das próprias mudanças que a gravidez provoca nas mamas”, observa o oncologista. 

O importante é que a futura mãe não precisa interromper a gestação por causa do câncer. O tratamento é complexo devido aos potenciais riscos fetais, mas pode ser realizado respeitando-se a fase da gestação em que o tumor foi descoberto e o tipo de câncer de mama que acomete a paciente.
 

O câncer depois do parto

A longo prazo, a gestação protege a mulher contra o câncer de mama. No entanto, o risco para a doença aumenta nos meses seguintes ao nascimento do bebê. Embora seja menos restritivo do que o recomendado durante a gravidez, o tratamento demanda a interrupção da amamentação. 

Diversos estudos demonstram que pacientes com câncer de mama no pós-parto apresentam a doença mais avançada. Uma pesquisa belga6, realizada nos Hospitais Universitários de Leuven, apontou que a enfermidade se manifestou de forma mais grave em mulheres que tiveram câncer até um ano depois do nascimento de seus filhos. Os pesquisadores compararam 53 mulheres com até 45 anos e câncer pós-parto com um grupo formado por 103 mulheres que tiveram a doença sem vínculo com a gestação. 

As possíveis explicações para o pior prognóstico são o atraso no diagnóstico em decorrência das alterações fisiológicas e a demora no início do tratamento, por causa do receio do médico em tratar pacientes com câncer. Acredita-se, ainda, que a biologia tumoral no pós-parto é mais agressiva.

 

Oncologia D'Or

 

Referência

  1. Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil/Instituto Nacional de Câncer – Rio de Janeiro. 2022.
  2. Olívia Pagani et al. Pregnancy after breast cancer: Are young patients willing to participate in clinical studies? The Breast. Volume 24, Issue 3, June 2015, Pages 201-207
  3. Fiocruz. Gravidez tardia: chances e riscos. Disponível em: Link
  4. Ann H. Partridge et al. Interrupting Endocrine Therapy to Attempt Pregnancy after Breast Câncer. The New England Journal of Medicine. 2023;388:1645-1656
  5. Cynthia Maxwell et al. Breast Cancer in Pregnancy: A Retrospective Cohort Study. Gynecologic and Obstetric Investigation. (2019) 84 (1): 79–85.
  6. N Van den Rul et al. Postpartum breast cancer behaves differently. Facts Views Vis Obgyn. 2011;3(3):183–188.

Gripe e resfriado aumentam casos de conjuntivite

Levantamento mostra que o frio aumentou em 12% a conjuntivite viral este ano e porque a conjuntivite alérgica é maior entre mulheres. 

 

Engana-se quem acredita que a conjuntivite acontece só no verão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) gripe e resfriado são mais frequentes no outono e inverno funcionam como gatilhos da condição no inverno. Outro fator de risco durante o frio é o ressecamento da lágrima que tem a função de proteger a superfície dos olhos das agressões externas e acontece em 2 mulheres para cada homem. 

Um levantamento nos prontuários do hospital mostra que entre abril e maio do ano o número de diagnósticos de conjuntivite viral no hospital saltou de 48 para 54, um aumento de 12%. O especialista explica que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre o globo ocular. “No frio as aglomerações em ambientes pouco arejados facilitam a proliferação de diversas cepas de vírus entre elas o adenovírus que causa resfriado e o influenza responsável pela maioria dos casos de gripe. Estas duas cepas estão por traz dos casos de conjuntivite viral que ocorrem no frio”, pontua.

 

Contágio

Queiroz Neto afirma que a conjuntivite viral é altamente contagiosa e uma importante causa de afastamento do trabalho ou atividades escolares. No inverno, explica, a contaminação dos olhos se dá pelo ducto lacrimal que comunica olhos e nariz, pelas gotículas de espirro ou tosse e através das mãos que são levadas aos olhos após tocar superfícies contaminadas por estas secreções, entre elas, os teclados de computador compartilhados nas empresas, corrimão de escadas, interruptor de luz, bancadas entre outras.

 

Conjuntivite alérgica

“No inverno a diminuição da lágrima também aumenta os casos de conjuntivite alérgica decorrentes de uso de cosméticos, maquiagem, cílios postiços e alongamento de cílios”, afirma Queiroz Neto. Outro dia, comenta, atendi uma paciente com extensão de cílios com uma conjuntivite alérgica terrível. Para Queiroz Neto o quadro pode ter sido ocasionado pela cola e detritos de maquiagem que notou nas bordas das pálpebras. “Nossos olhos devem ser higienizados completamente antes de irmos dormir. Nas bordas das pálpebras ficam localizadas pequenas glândulas que respondem pela produção da lágrima e podem ser bloqueadas se a maquiagem não for retirada completamente, pontua. No inverno, salienta, o uso de lente de contato requer cuidado redobrado para manter o conforto dos olhos. Carregar colírio lubrificante sem conservante é crucial para evitar lesões na córnea, orienta.

 

Sintomas e tratamentos

“Olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia, visão embaçada e secreção viscosa que pode colar as pálpebras ao amanhecer são os sintomas da conjuntivite viral. A única diferença em relação à conjuntivite alérgica é o tipo de secreção que é aquosa nos casos da alérgica”, afirma. 

O oftalmologista diz que tanto na conjuntivite viral como na alérgica o tratamento inicial pode ser feito com compressas frias feitas com gaze e água filtrada. “Usar óculos escuros nos ambientes externo também ajuda, mas em geral é necessário instilar colírio anti-inflamatório para acelerar a recuperação da conjuntiva viral, sempre com supervisão do oftalmologista. Isso porque, há vários tipos de anti-inflamatório e a suspensão do colírio não pode ser repentina. “Na conjuntivite alérgica que geralmente é recorrente, a instilação de colírio antialérgico é crucial para conter a coceira que é mais intensa. Coçar ou esfregar os olhos causa astigmatismo que pode evoluir para ceratocone caso o hábito seja mantido.

 

Prevenção

As principais recomendações de Queiro Neto para prevenir a conjuntivite são:

  • Lave as mãos sempre que tocar em objetos que foram manipulados por outras pessoas;
  • Higienize as mãos com álcool e mantenha um frasco em sua estação de trabalho;
  • Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto, fronhas ou colírios;
  • Interrompa o uso de produtos que causam desconforto nos olhos;
  • Sempre lave os olhos em caso de penetração de produtos;
  • Lave as esponjas e pinceis de maquiagem logo após o uso;
  • Não use água boricada nos olhos. Pode aumentar a irritação;
  • Evite ambientes com ar-condicionado quente ou frio direcionado ao seu rosto.

 

Fatores ambientais influenciam o envelhecimento mais do que a genética, afirma estudo

 

Pesquisa inglesa revelou que fatores socioeconômicos, tabagismo e bem-estar mental e físico estão mais fortemente associadas ao envelhecimento, à mortalidade prematura e as diversas doenças relacionadas com a idade 

 

Que a população brasileira está envelhecendo, isso os dados do censo demográfico divulgado pelo IBGE já demonstraram: até 2070, serão 75 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, ou seja, mais de 37% da população será idosa. Mas a novidade é que pesquisadores descobriram que os fatores ambientais têm mais influência sobre o envelhecimento e a longevidade do que a própria genética.

Um estudo inglês, publicado recentemente na revista científica Nature Medicine, analisou dados de mais de 430 mil participantes do UK Biobank (um banco de dados de saúde do Reino Unido) e identificou que fatores como status socioeconômico, privação, tabagismo, atividade física, sono e bem-estar mental e físico estão mais fortemente associados ao envelhecimento, à mortalidade prematura e a diversas doenças relacionadas com a idade do que a genética.

“Tradicionalmente, a genética é vista como fundamental na determinação da longevidade e da suscetibilidade a doenças. No entanto, esse estudo demonstra que o ambiente em que vivemos, incluindo nosso estilo de vida e o contexto socioeconômico, pode ter forte impacto em diversas condições de saúde relacionadas com a idade e a expectativa de vida”, comenta o dr. Gustavo Guida, geneticista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa.

O médico explica que o DNA impacta determinadas doenças, como as demências, a degeneração macular e alguns tipos de câncer, como o de próstata e de mama. Entretanto, a pesquisa aponta que o conjunto de exposições ambientais ao longo da vida exerce uma influência mais significativa em algumas patologias, como artrite reumatoide, doença cardíaca isquêmica e problemas renais.

“Associar o conhecimento genético sobre nossa saúde – analisando predisposições e tendências biológicas por meio de exames – e utilizar essas informações para adotar hábitos saudáveis ou fazer intervenções focadas ao longo da vida certamente contribui para aumentar a longevidade. Esse é um dos grandes benefícios que pesquisas como essa proporcionam”, comenta Gustavo.


Testes genéticos oferecem um “mapa” do envelhecimento e da saúde

No cenário da medicina moderna, os testes genéticos têm ganhado espaço como aliados na prevenção. Segundo Ricardo Di Lazzaro, geneticista e responsável pela vertical de genômica pessoal da Dasa Genômica, eles ajudam a mapear tendências genéticas para a longevidade, mas também para indicar predisposição a doenças, como hipertensão, demências, infertilidade, câncer e diabetes.

Na prática, os painéis genéticos oferecem uma análise de algumas informações do DNA e como elas contribuem para o risco de desenvolver determinada patologia. O cálculo de risco realizado é baseado cientificamente em uma extensa revisão dos chamados Estudos Genômicos de Associação Ampla (do inglês Genome Wide Association Studies ou GWAS) e considera pequenas variações encontradas nos genes e o impacto de cada uma delas na probabilidade de manifestar algumas doenças ao longo da vida.

“Medir a predisposição por meio de exames genéticos é um recurso poderoso para otimizar a saúde. Ela nos oferece um ‘mapa’ do envelhecimento celular, indicando a área em que o corpo pode estar mais vulnerável. Com essa informação, podemos focar em estratégias que melhorem a qualidade de vida e nos ajudem a viver mais e melhor, com autonomia e vitalidade”, comenta Guida.

Contudo, Di Lazzaro reforça que é fundamental que as pessoas entendam que, no geral, genética não é sentença: “Ter uma predisposição não significa um desfecho inevitável. Ao contrário, o aconselhamento e acompanhamento profissional e a adoção de hábitos saudáveis e até um tratamento adequado e precoce têm o poder de transformar o cenário, muitas vezes superando a influência dos genes.”

 

O que de fato desencadeia crises de asma?

iStock
Especialista reforça que que identificar os gatilhos é essencial para o controle da condição

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma é uma das doenças respiratórias mais comuns no mundo, afetando cerca de 400 milhões de pessoas atualmente. O Ministério da Saúde define a condição pela inflamação dos brônquios, o que provoca sintomas como dificuldade para respirar, chiado no peito, aperto e respiração acelerada. Esses sintomas costumam piorar durante a noite, nas primeiras horas da manhã e diante de fatores como exercícios físicos, exposição a alérgenos, poluição e variações climáticas.

“As crises de asma não são provocadas apenas por fatores óbvios como poeira ou exercícios - muitas vezes, elementos menos conhecidos, como fungos e ácaros, podem levar ao agravamento dos sintomas,” explica Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede referência no desenvolvimento de produtos hipoalergênicos.

Segundo a profissional, compreender esses gatilhos é essencial para quem convive com a doença, pois evita crises severas. Ela reforça que, embora a asma não tenha cura, seu controle é totalmente possível por meio de tratamentos adequados e mudanças no estilo de vida. Com acompanhamento médico, exames específicos como a espirometria, e cuidados ambientais, o paciente pode viver normalmente, evitando crises e complicações.

 

Quais são as causas?

A asma pode ser desencadeada por diversos fatores que atuam isoladamente ou em conjunto. Em primeiro lugar, aspectos ambientais são os mais comuns, como a exposição à poeira, que contém ácaros, fungos e  fezes de baratas, que aumentam a inflamação dos brônquios e provocam sintomas.

Em paralelo, mudanças climáticas e infecções virais, especialmente aquelas causadas por vírus respiratórios como o sincicial e o rinovírus, também podem agravar o quadro asmático. Por fim, fatores genéticos, como histórico familiar de asma ou rinite, e condições como a obesidade, aumentam a predisposição para crises, pois o excesso de peso contribui para processos inflamatórios que dificultam a respiração.

 

Gatilhos pouco conhecidos

Embora muitos gatilhos da asma sejam amplamente conhecidos, alguns são menos evidentes, mas igualmente importantes para o controle da doença. Por exemplo, fungos que proliferam em ambientes úmidos e mal ventilados, comuns no fim do verão e outono, podem agravar a inflamação das vias respiratórias.

Outro caso, mais comum no Sul do Brasil, são os pólens de flores, gramas e árvores, que circulam pelo ar especialmente na primavera, são fatores relevantes que exigem atenção redobrada.

 

A asma tem cura?

A asma é uma doença crônica que não possui cura definitiva. Contudo, é importante destacar que o controle adequado da doença é totalmente possível por meio de tratamentos específicos e mudanças no estilo de vida.

Segundo Lazaretti, com o manejo correto e o uso de medicações apropriadas, o asmático pode levar uma vida normal, com qualidade e sem limitações. “O monitoramento médico contínuo, o uso de medicamentos preventivos e a adoção de cuidados ambientais são fundamentais para minimizar crises e evitar complicações”, completa.

 

Como evitar crises?

Para prevenir crises de asma, é fundamental adotar medidas que reduzam a exposição aos principais gatilhos ambientais. Manter a limpeza do ambiente regularmente, utilizando produtos suaves e evitando químicos agressivos, contribui diretamente para o controle da poeira e do mofo, principais agentes irritantes das vias respiratórias.

O uso de acaricidas, como o ADF Plus, da Alergoshop, é outra estratégia válida para eliminar e controlar a proliferação de ácaros, fungos e bactérias no ambiente. Esse produto, não tóxico, pode ser aplicado em diversos tecidos e superfícies, como tapetes, cortinas, roupas e estofados, impedindo a reinfestação e reduzindo significativamente a presença desses micro-organismos que desencadeiam crises.

O uso de capas antiácaro em colchões e travesseiros é fundamental no controle da asma e rinite, segundo o Consenso Mundial de Tratamento dessas doenças. Isso porque colchões e travesseiros são os principais focos de ácaros — pequenos organismos que se alimentam da pele que perdemos enquanto dormimos. Sem proteção, essas partículas ficam no ar e são inaladas durante o sono, desencadeando crises alérgicas. As capas funcionam como uma barreira, reduzindo o contato com os alérgenos.

Para completar, evitar o contato com fumaça de cigarro, garantir boa ventilação e controlar a umidade da casa são práticas fundamentais para manter o ambiente saudável.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

 

Mudança climática acende alerta para prevenção e diagnóstico rápido de dengue

Pexels
Professora de Enfermagem destaca importância do atendimento precoce, ensina a identificar sinais de alerta da doença e explica diferenças entre as arboviroses 

 

Com a mudança climática e o aumento significativo dos casos de dengue, profissionais da saúde reforçam a importância da prevenção, do reconhecimento precoce dos sintomas e da busca por atendimento médico para evitar agravamentos. A professora Pollyana Júnia Felicidade, do curso de Enfermagem da Una Uberlândia, alerta para os impactos das mudanças climáticas na proliferação do mosquito transmissor e os riscos das formas graves da doença. 

“As chuvas irregulares e o calor favorecem o desenvolvimento do Aedes aegypti, já que o calor acelera o ciclo de vida do mosquito e a água parada funciona como criadouro ideal”, explica Pollyana. Segundo ela, o período entre a postura dos ovos e a eclosão das larvas é reduzido nessas condições, o que aumenta rapidamente o número de mosquitos em circulação. 

A professora destaca que os sintomas da dengue incluem febre alta (acima de 38°C), dor no corpo e nas articulações, dores atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, fadiga, náuseas e vômitos. “Esses sinais aparecem entre 3 e 14 dias após a picada e devem ser levados a sério, principalmente em gestantes, crianças pequenas e idosos, que fazem parte dos grupos de risco”, alerta. 

Entre os sinais de alerta para a dengue hemorrágica estão a queda abrupta da pressão arterial, sangramentos, vômitos frequentes, pouca urina e redução das plaquetas. Pollyana ressalta que, “nesses casos, o atendimento médico imediato é essencial para evitar complicações graves”. 

Muitas vezes, a dengue pode ser confundida com outras doenças, como a gripe, a Covid-19, a zika ou a chikungunya. Segundo a professora, “a dengue se diferencia por sintomas como dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. A chikungunya causa dores articulares intensas, enquanto a zika costuma provocar febre baixa, coceira e muitas manchas. Já a Covid-19 geralmente vem acompanhada de sintomas respiratórios, como tosse e dificuldade para respirar”. Por isso, é fundamental realizar exames para confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento adequado. 

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O diagnóstico da dengue é feito por exame clínico e testes laboratoriais, incluindo testes rápidos para detecção do vírus. “Embora não exista um tratamento específico, é possível controlar os sintomas com hidratação adequada, repouso e acompanhamento médico para evitar agravamentos”, afirma a enfermeira. 

A prevenção continua sendo a principal arma contra a doença. Além de eliminar focos de água parada e redobrar a atenção com sintomas persistentes, o uso de mosquiteiros e repelentes são eficazes, desde que usados corretamente. “Deve-se utilizar aqueles recomendados pela Anvisa, os quais possuem substâncias adequadas e são seguros para a população. Em casos de utilização de mosquiteiros, é permitido inclusive a aplicação de repelentes em spray sobre ele para aumentar sua eficácia”, recomenda a professora. 

Por fim, Pollyana lembra que uma mesma pessoa pode contrair dengue mais de uma vez, já que existem diferentes sorotipos do vírus. “As reinfecções aumentam o risco de formas graves, por isso é importante estar atento mesmo que a pessoa já tenha tido a doença anteriormente”, conclui. 

Dica: em caso de sintomas, evite a automedicação e procure a unidade de saúde mais próxima. A informação e a prevenção continuam sendo as melhores formas de proteção contra a dengue.

 

Una



Toxina de escorpião da Amazônia é capaz de matar células de câncer de mama

Escorpião Brotheas amazonicus 
imagem: 
Pedro Ferreira Bisneto/iNaturalist

 O veneno de uma espécie comum de escorpião amazonense pode dar origem a um potencial medicamento para o tratamento de um câncer que é uma das principais causas de morte em mulheres.

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) identificaram na toxina do Brotheas amazonicus uma molécula com ação contra células do câncer de mama comparável à de um quimioterápico comumente usado no tratamento da doença.

Resultados preliminares do estudo, feito em colaboração com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foram apresentados durante a FAPESP Week França, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de junho na capital da região da Occitânia, no sul do país europeu.

“Conseguimos identificar por meio de um trabalho de bioprospecção uma molécula na espécie desse escorpião amazônico que é semelhante à encontrada em peçonhas de outros escorpiões e com ação contra as células do câncer de mama”, disse à Agência FAPESP Eliane Candiani Arantes, professora da FCFRP-USP e coordenadora do projeto.

Por meio de projetos apoiados pela FAPESP no âmbito do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CTS), situado no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, os pesquisadores vinculados à instituição têm se dedicado a realizar a clonagem e expressão de moléculas bioativas, como proteínas de peçonha de cobras cascavel e de escorpiões, por exemplo.

O trabalho já resultou no desenvolvimento de um produto patenteado pelo Cevap chamado selante de fibrina – uma “cola biológica” que utiliza uma serinoproteinase extraída de veneno de serpentes, como a Bothrops neuwiedi pauloensis e a Crotalus durissus terrificus, combinada com um crioprecipitado rico em fibrinogênio, extraído do sangue de bubalinos, bovinos ou ovinos.

Esse componentes são combinados no momento da aplicação e formam uma rede de fibrina que imita o processo natural de coagulação e cicatrização. O selante tem sido estudado para colagem de nervos, tratamento de lesões ósseas e até mesmo na recuperação do movimento após lesões medulares e está em avaliação em estudos clínicos de fase 3 – a etapa final de análise de um novo medicamento antes de ser aprovado para comercialização.

Mais recentemente, os pesquisadores conseguiram clonar e expressar outra serinoprotease de cascavel, denominada colineína-1, que apresenta um aminoácido diferente da toxina giroxina, extraída diretamente da peçonha de cascavel e usada na produção do selante de fibrina.

“Nossa ideia, agora, é obter essa serinoprotease por expressão heteróloga [em um fragmento ou gene completo de um organismo hospedeiro que não o possui naturalmente] em Pichia pastoris“, disse Arantes.

Por meio da expressão heteróloga nessa levedura isolada em 1950, na França, os pesquisadores também pretendem obter um fator de crescimento endotelial, chamado CdtVEGF, identificado na espécie de cascavel Crotalus durissus terrificus.

“Esse fator de crescimento favorece a formação de novos vasos. Se juntarmos ele com a colineína-1, podemos criar um selante de fibrina melhorado em relação ao que está sendo desenvolvido no Cevap, com possibilidade de ampliar a escala industrial, uma vez que pode ser obtido por expressão heteróloga”, comparou a pesquisadora.

Ainda por meio da expressão heteróloga, os pesquisadores identificaram em escorpiões duas neurotoxinas com ação imunossupressora. E em parceria com colegas do Inpa e da UEA constataram que o veneno do escorpião Brotheas amazonicus possui uma molécula bioativa, batizada BamazScplp1, com potenciais propriedades antitumorais.

Os resultados de testes do peptídeo em células de câncer de mama revelaram que ele apresenta resposta comparável ao paclitaxel, um quimioterápico comumente utilizado no tratamento da doença, induzindo a morte das células principalmente por necrose – um ação semelhante à de moléculas identificadas em outras espécies de escorpiões.

“Também pretendemos obter essas moléculas por expressão heteróloga”, antecipou Arantes.

Novas terapias

Já em Campinas, no interior de São Paulo, um grupo de pesquisadores vinculados a um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiado pela FAPESP – o Centro de Inovação Teranóstica em Câncer (CancerThera) –, pretende viabilizar no Brasil uma nova abordagem no combate da doença, que integra diagnóstico e tratamento direcionado.

A nova abordagem, iniciada na Alemanha, consiste em marcar com diferentes radioisótopos moléculas-alvo de vários tipos de tumores e utilizá-las tanto para o diagnóstico por imagem como para o tratamento.

“Dependendo do tipo de radiação emitida pelo isótopo que acoplamos à molécula – se pósitron ou gama –, conseguimos produzir imagens dela por meio de equipamentos de tomografia disponíveis no CancerThera. Ao documentarmos que um isótopo capta muito uma determinada molécula, podemos substituí-lo por outro que emite uma radiação mais intensa localmente e, dessa forma, tratar tumores”, explicou Celso Darío Ramos, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e um dos pesquisadores principais do CancerThera.

Um grupo de pesquisa básica do centro tem se dedicado a identificar novas moléculas e avaliar se elas se acumulam em determinados tipos de cânceres. Já uma equipe clínica tem se voltado a identificar novas aplicações para moléculas já conhecidas.

“Temos estudado moléculas conhecidas de cânceres hematológicos, principalmente mielomas múltiplos, além de outras não conhecidas de câncer de cabeça e pescoço, de fígado, sarcomas, de pulmão, colorretal e gástrico, entre outros. Além disso, também temos estudado câncer de tireoide, que já é tratado com material radioativo há muitos anos, o iodo radioativo, mas alguns pacientes têm resistência. Por isso, estamos tentando identificar outra possibilidade de tratamento, com um material radioativo diferente, para esses pacientes”, disse Ramos à Agência FAPESP.


Vacina contra o câncer

Outra nova abordagem em desenvolvimento por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é uma imunoterapia contra o câncer baseada em células dendríticas.

Esse tipo de célula desempenha um papel único na fisiologia do sistema imunológico e é afetada em pacientes com câncer, explicou José Alexandre Marzagão Barbuto, professor do ICB-USP e coordenador do projeto.

“Há alguns anos se descobriu que é possível pegar monócitos de células do sangue de pacientes com câncer e transformá-las em células dendríticas, no laboratório. Mas as células dendríticas produzidas dessa forma são muitas vezes desviadas para induzir tolerância.”

A fim de contornar esse viés da função dessas células, os pesquisadores produziram células dendríticas de doadores saudáveis e as fundiram com as células de pacientes com câncer a fim de criar uma vacina para imunizá-los contra seus próprios tumores.

Os resultados obtidos em vários tipos de câncer e, mais recentemente, em pacientes com glioblastoma, sugerem que isso pode ser uma abordagem eficaz, uma vez que seja possível conduzir e controlar a resposta imune induzida pela vacina.

“O sistema imune interpreta essa vacina, baseada em células dendríticas de um doador saudável fundidas com as células do tumor do paciente, como um transplante e reage com violência”, afirmou Barbuto. “Fizemos os primeiros estudos em pacientes com melanoma e câncer de rim, cujos resultados foram muito bons, e outros com glioblastoma. Agora, estamos na expectativa de realizar um estudo clínico de fase 3.”


IA na ressonância magnética

O avanço na compreensão e tratamento do glioblastoma também tem sido o foco de pesquisadores do Instituto Universitário do Câncer de Toulouse, que têm avaliado se a inteligência artificial aplicada à ressonância magnética pode determinar com precisão se pacientes em quimioterapia apresentam uma modificação no DNA que é útil para prever quanto tempo poderão viver e como responderão ao tratamento.

A modificação é conhecida como “metilação da região promotora da MGMT” e também pode afetar a maneira como a proteína MGMT é produzida e modificada.

“O estado de metilação da MGMT é um importante fator prognóstico, mas requer biópsias que não são necessariamente representativas de todo o tumor e podem variar na recidiva”, explicou Elizabeth Moyal, pesquisadora do IUCT-Oncopole e coordenadora do projeto.

A pesquisadora, em colaboração com o cientista da computação Ahmda Berjaoui, da IRT Saint-Exupéry, tem empregado técnicas de inteligência artificial já aplicadas no setor aeroespacial para superar essas barreiras.

“Desenvolvemos um modelo capaz de prever a sobrevida com alta precisão, variando de 80% a 90%, e que supera outras técnicas existentes”, afirmou Berjaoui.

Leia mais notícias e informações sobre a FAPESP Week França em fapesp.br/week/2025/france.

 

Elton Alisson, de Toulouse

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/toxina-de-escorpiao-da-amazonia-e-capaz-de-matar-celulas-de-cancer-de-mama/55080

A Importância da vacinação e da prevenção contra doenças respiratórias no Brasil


Com a chegada dos meses mais frios, o Brasil se prepara para enfrentar um aumento nas doenças respiratórias, incluindo aquelas causadas pelo Streptococcus pneumoniae1, a bactéria responsável por infecções graves como pneumonia, meningite, otite média e pneumonia adquirida na comunidade (PAC)2. Entre os agentes causadores de doenças respiratórias, também estão incluídos o vírus influenza, responsável pela gripe, e o vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente responsável pela PAC em crianças de até dois anos de idade3. A vacinação é uma ferramenta crucial na luta contra essas doenças, que afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, como crianças e idosos6.

  • A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) alerta que mais de 95% de todos os episódios de pneumonia clínica e mais de 99% das mortes por pneumonia aguda entre crianças menores de 5 anos ocorrem em países em desenvolvimento4.
  • As infecções respiratórias, especialmente as PACs, são as principais causas de hospitalização e morte entre crianças menores de cinco anos nesses países4.
  • A vacinação contra as doenças pneumocócicas deve ser realizada ainda na infância5, mas é importante ressaltar que o risco de doenças relacionadas ao pneumococo não se limita à primeira infância; pessoas idosas também estão em risco, tornando a vacinação uma medida essencial em diferentes fases da vida5. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia, a pneumonia é a infecção que mais mata no mundo6. Dados do Ministério da Saúde revelam que a pneumonia é uma das principais causas de morte em crianças menores de cinco anos no Brasil, especialmente nas regiões Nordeste, Sudeste e Norte7. Anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra mais de 600 mil internações por Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e Influenza8.

Além disso, as meningites, embora menos comuns, representam uma preocupação significativa: dados do Ministério da Saúde apontam que de dezembro de 2023 a setembro de 2024 foram notificados mais de 14 mil casos suspeitos no Brasil, sendo a meningite pneumocócica a mais frequente e letal, com 30,4% dos óbitos durante o período9. A média de óbitos por meningites no Brasil entre 2010 e 2014 foi na ordem de 1.500 óbitos por ano9.

 

A Vacinação como Ferramenta de Prevenção

As principais vacinas usadas para prevenir doenças respiratórias incluem a vacinação contra a gripe (influenza)10, a vacinação contra pneumonia (pneumocócica)10 e, mais recentemente, a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A vacinação contra a gripe é anual e protege contra os vírus influenza10, enquanto a vacinação pneumocócica protege contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonia10. A vacinação contra o VSR é recomendada para idosos e gestantes, e protege contra a infecção grave causada pelo VSR11, que pode levar à bronquiolite e pneumonia, especialmente em crianças e bebês11.

A vacinação pneumocócica pode proteger contra múltiplos tipos de pneumococos5. Sua administração é recomendada para crianças a partir de 2 meses de idade e pode ser indicada para adultos a partir dos 50 anos de idade, a critério médico5. A vacinação não apenas protege o indivíduo, mas também contribui para a imunidade coletiva, reduzindo a propagação da doença.

 

Fatores Climáticos e Comportamentais

Durante os meses de inverno, a incidência de doenças respiratórias tende a aumentar devido a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a circulação de vírus12.

Para minimizar os riscos de infecções respiratórias, os cuidadores devem adotar uma série de medidas preventivas:

  1. Vacinação em Dia: assegurar que as crianças e adultos em grupos de risco estejam vacinados6.
  2. Higiene Pessoal: promover a higienização frequente das mãos12.
  3. Ambientes Saudáveis: manter os ambientes ventilados e limpos, reduzindo a exposição a germes12.
  4. Hábitos saudáveis: manter-se hidratado, com alimentação adequada e prática de atividades físicas regulares12.

 

 

Referêcias:

  1. Fundação Oswaldo Cruz – Observatório de Clima e Saúde. Disponível em: Link (visita: 28/05/2025)
  2. Antimicrobial Resistance Among Streptococcus pneumoniae. Disponível em: Link (visita: 28/05/2025)
  3. Vírus sincicial respiratório (VSR) – Sociedade Brasileira de Imunizações. Disponível em: Link (vista: 28/05/2025)
  4. Pneumococcus – PAHO. Disponível em: Link (visita: 28/05/2025)
  5. Vacinas pneumocócicas conjugadas – Sociedade Brasileira de Imunizações. Disponível em: Link (visita: 28/05/2025)
  6. Dia Mundial da Pneumonia: 12 de Novembro. Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia. Disponível em: Link (visita: 14/05/2025)
  7. Perfil epidemiológico dos óbitos na faixa etária pediátrica por pneumonia, no Brasil, no período de 2019 a 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. Disponível em: Link. (visita: 14/05/2025)
  8. Dia Mundial da Pneumonia é lembrado em 12 de novembro. Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia. Disponível em: Link (visita: 14/05/2025)
  9. Informe: Meningites. Ministério da Saúde. Disponível em: Link (visita: 14/05/2025)
  10. Imunização: saiba quais são as vacinas para cada fase da vida - Ministério da Saúde. Disponível em: Link (visita: 20/05/2025)
  11. Imunização: Saúde incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório. Disponível em: Link (visita: 20/05/2025)
  12. Inverno aumenta riscos de doenças respiratórias. Ministério da Saúde. Disponível em: Link (visita: 14/05/2025)

 

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