Pesquisar no Blog

domingo, 26 de março de 2017

Postura correta para dormir evita dores e garante benefícios à saúde



Uma boa noite de sono fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças cardiovasculares, além de prevenir a obesidade e a depressão. Mas para garantir todos esses benefícios, é preciso ficar atento à posição em que nos deitamos. 

Uma posição incorreta na hora de dormir ainda pode gerar dores nas articulações e músculos. “Acordar com dor é um sinal de que a noite foi mal aproveitada e que devemos nos preocupar com a nossa postura, nosso colchão e nosso travesseiro”, destaca André Nogueira, sócio-fundador da Club Fisio, que é fisioterapeuta formado pela Universidade São Camilo, com especialização em reabilitação e traumatologia e em preparação de atletas, pela Santa Casa de Misericórdia. 

Dormir de lado, com um travesseiro entre as pernas, segundo ele, é a melhor posição para a coluna por aliviar a sobrecarga nos discos intervertebrais e deixá-la mais relaxada pelo período em que estamos deitados. “Também é importante se atentar a altura do travesseiro a que apoiamos a cabeça . O ideal é que ele tenha a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada”, ressalta Nogueira.

Quanto aos braços, devemos realmente evitar dormir com eles apoiando a cabeça, já que prejudica bastante a articulação dos ombros. 

O especialista também alerta que é preciso evitar mudar de posição de forma brusca. “Como estamos relaxados à noite, nossos músculos não estão preparados para agir normalmente, podendo ocasionar dores ao acordar”.







Adoção de métodos de emagrecimento requer consciência e acompanhamento de profissionais da área da saúde



A OMS prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos


Atualmente, o mundo possui mais pessoas acima do que abaixo do peso de acordo com análise das tendências globais do índice de massa corporal (IMC) organizado pelo periódico médico “The Lancet”, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS).  A organização prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. Ainda segundo a OMS, se nada for feito, a obesidade pode atingir 75 milhões de crianças no mundo. 

Com este cenário, a busca por emagrecimento se tornou uma corrida pela saúde. Para a rápida perda dos quilos a mais, a maioria das pessoas recorrem a remédios e procedimentos clínicos e cirúrgicos. 

Segundo o cirurgião bariátrico e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade, Leonardo Salles, um dos métodos de emagrecimento é o Balão Intragástrico, que se apresenta como uma alternativa eficaz e não invasiva.  “O dispositivo consiste em um balão de silicone, que é introduzido no estômago, por via endoscópica e é preenchido com solução salina e azul de metileno estéril (400 a 700ml). O dispositivo aumenta a sensação de saciedade e limita a ingestão excessiva de alimentos, proporcionando a perda média de 20% do peso corporal em seis meses e de 30% em um ano”, ressalta.

No entanto, Leonardo Salles alerta que é necessário pensar que os resultados deste método podem ser temporários, caso não exista a adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. “Durante o tratamento é preciso manter o acompanhamento junto a especialistas das áreas de nutrição, psicologia, psiquiatria, endocrinologia para contribuir para tratarmos não só o sintoma peso, mas principalmente a causa da obesidade”, comenta.

Leonardo Salles explica que o método não é indicado para todas as pessoas e é preciso ficar atento quanto as contraindicações. A inserção do dispositivo não é aconselhada a pessoas com IMC abaixo de 27; doenças gástricas; esofagite grau III; hérnia de hiato grande; cirrose; insuficiência renal crônica; gravidez em curso; dependência química e outros. 

O procedimento é indicado para pacientes com sobrepeso ou obesidade, com peso acima de 10% do seu peso normal e com dificuldades de emagrecimento por métodos convencionais; mães com dificuldade na perda de peso após a gravidez; Diabetes tipo 2; no tratamento da apneia do sono em obesos; obesidade na adolescência; e pré-operatório de pacientes obesos em cirurgias. 




Instituto Mineiro de Obesidade (IMO)




Como prevenir o colesterol com a ajuda dos alimentos



O colesterol é essencial para o organismo funcionar, mas é preciso ter cuidado com alimentos que aumentam os níveis e podem prejudicar a saúde

A dislipidemia é caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue. O colesterol e a triglicérides estão incluídos nessas gorduras, que são importantes para que o corpo funcione. No entanto, a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, explica que quando consumidas em excesso as gorduras colocam as pessoas em alto risco de infarto e derrame. Por essa razão, a nutricionista aponta quais alimentos auxiliam na prevenção do colesterol ruim e do aumento do colesterol bom, além de dar dicas de como você pode mudar os seus hábitos. 
As dislipidemias são fatores de risco para doenças cardiovasculares e podem ser definidas laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total e suas frações (LDL – colesterol ou “colesterol ruim” e o HDL – colesterol ou “colesterol bom”) e triglicérides. 
Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Já os níveis de triglicérides maiores do que 150 mg/dL elevam o risco de doença aterosclerótica coronariana. Os níveis desejáveis de LDL-colesterol variam para cada paciente, que devem ser avaliados individualmente em relação à história pessoal, familiar e a presença de fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Tipos de definições de dislipidemia: 

Hipercolesterolemia isolada: elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dl); 

Hipertrigliceridemia isolada: elevação isolada dos TGs (≥ 150 mg/dl) que reflete o aumento do número e/ou do volume de partículas ricas em TG. Nessas situações, o valor do colesterol não-HDL pode ser usado como indicador de diagnóstico e meta terapêutica;

Hiperlipidemia mista: valores aumentados de LDL-C (≥ 160 mg/dl) e TG (≥ 150 mg/dl). Nesta situação, o colesterol não-HDL também poderá ser usado como indicador e meta terapêutica;

HDL-C baixo: redução do HDL-C (homens < 40 mg/ dl e mulheres < 50 mg/dl) isolada ou em associação a aumento de LDL-C ou de TG.

Como melhorar o colesterol?
“É preciso fazer uma mudança no estilo de vida como, por exemplo, iniciar a prática de atividades físicas, interromper o tabagismo, reduzir o peso, melhorar os hábitos alimentares além do uso de medicações”, orienta a nutricionista Patrícia Cruz.
A elevação do colesterol e triglicérides ocorre pelo consumo excessivo de gordura saturada, gordura trans, carboidratos, colesterol e calorias. Para reduzir esses níveis o ideal é fazer uma seleção mais adequada da quantidade e frequência de consumo de determinados alimentos. 
Confira as indicações da nutricionista e faça trocas saudáveis!

- Substitua carnes gordas por carne vermelha magra;

- Frituras, empanadas e milanesas por alimentos assados e grelhados;

- Leite integral e queijos amarelos por leite desnatado, iogurte light/zero (desnatado) e queijo branco;

- Frango com pele por frango sem pele;

- Doces ricos em gordura, como, por exemplo, bolo ou sorvete por picolé de fruta ou doces a base de frutas. Lembre-se de consumir com moderação!

“É preciso ofertar gorduras insaturadas (mono e poliinsaturada) como, frutas oleaginosas, castanhas do pará, castanha de caju, amêndoas ou peixes como salmão, sardinha e atum”, recomenda Patrícia Cruz. 

- Para funções benéficas no controle da dislipidemia aumente o consumo de fibras solúveis e insolúveis, elas vão diminuir a absorção do colesterol no intestino diminuindo as concentrações sanguíneas.“Consuma diariamente cereais integrais como, (aveia em flocos, farelo, arroz integral, granola, chia, linhaça) vegetais folhosos e frutas”, indica a nutricionista.



Patrícia Cruz - Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Patrícia Cruz, faz parte do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Ela é especialista sobre nutrição e transtornos alimentares, adulto e infantil, atua como Personal Diet e é palestrante em cursos de pós-graduação.
Instagram: @patycruznutri





Posts mais acessados