Pesquisar no Blog

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Padarias paulistas tentam se modernizar para enfrentar falta de mão de obra

IMAGEN: Karina Lignelli
Setor de panificação tem 55 mil vagas à espera de preenchimento somente no estado de São Paulo, segundo levantamento do Sampapão

 

Consideradas uma espécie de segunda casa e um dos segmentos mais queridos e tradicionais para os consumidores paulistas e paulistanos, as padarias enfrentam um impasse: a falta de mão de obra, tanto no balcão como na produção.

Entre auxiliares de limpeza, atendentes, balconistas, chapeiros e cargos especializados como os de padeiros e confeiteiros, o setor de panificação hoje tem pelo menos 55 mil vagas à espera de serem preenchidas no estado de São Paulo, segundo levantamento do Sampapão, organização empresarial que congrega entidades como Sindipan, Aipan, o braço social Fundipan e o IPDC, de formação profissionalizante em panificação e confeitaria.

Com 350 mil empregados e 11,2 mil estabelecimentos em sua base (sendo 6 mil na capital paulista), o apagão de obra nas padarias tem algumas origens que refletem o atual cenário do mercado de trabalho. Mas também as mudanças culturais sobre como se enxerga este mercado, assim como em outros setores que têm sofrido com a falta ou até a debandada de funcionários.

Entre os principais desafios estão a dificuldade em atrair jovens, que preferem modelos de trabalho flexíveis ou até empreender como influencers, a baixa atratividade de empregos CLT, os programas de transferência de renda, a mudança de padrão migratório de trabalhadores de outros estados, que antes vinham 'fazer a vida' em São Paulo mas voltaram para suas regiões, e o alto custo de terceirizar ou contratar autônomos, segundo Rui Gonçalves, presidente do Sampapão.

Essa última opção, explica, além de ser mais cara, não é bem aceita pela legislação do setor, já que a padaria também é uma prestadora de serviços. "Agora, imagine só essa hipótese: se eu pago R$ 1 mil para um funcionário, mais os direitos, o custo é de R$ 2 mil. Mas se eu pegar um terceirizado ou autônomo, ele vai cobrar R$ 2,5 mil ou mais, porque R$ 2 mil é o custo dele e o resto são impostos", afirma. "Muitas vezes fica inviável, principalmente para as padarias menores."

Do lado dos trabalhadores, pesam na equação a inflexibilidade de horários e jornadas extensas, em alguns casos, com trabalho aos fins de semana, além da baixa remuneração, que varia entre R$ 2.050 e R$ 2.150 de piso salarial bruto, em média, segundo Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo.  

Como as padarias têm jornadas de trabalho de domingo a domingo, explica, há uma grande resistência dos trabalhadores, especialmente dos jovens, que querem aproveitar o tempo livre para fazer algum curso, para o lazer ou simplesmente descansar.

"Para a maioria dos cargos, como balconistas, os salários são próximos ao piso da categoria nas padarias menores, e com os descontos, ficam em torno de R$ 1,6 mil líquidos - considerados insuficientes para sobreviver", diz. "Até padeiros e confeiteiros, que em grandes padarias podem ganhar salários mais altos, entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, nas pequenas também ganham próximo ao piso."

Pereira aponta o trabalho diário para reforçar a importância da CLT para a categoria em uma operação que é geralmente estressante e muitas vezes realizada sob forte pressão - o que tem gerado aumento de 62% em relatos de assédio moral, especialmente do ponto de vista das trabalhadoras, afirma. E critica as "campanhas em redes sociais para disseminar a aversão ao trabalho com carteira assinada, e as vantagens da geração de renda informal". Principalmente entre os jovens.

"A CLT ainda é a única proteção do trabalhador, pois garante aposentadoria, INSS, assistência em caso de acidentes ou doença, férias, 13º, FGTS e PLR. Essas campanhas são uma verdadeira falácia, pois, além de prejudicarem os mais diversos setores, fazem com que o trabalhador perca benefícios cruciais sem ela." 

Usando como base números do Datafolha e da Fiesp, o levantamento do Sampapão confirma: no atual cenário de inflação e juros altos, 59% dos brasileiros consideram melhor trabalhar por conta própria, ante 39% que preferem ser contratados por uma empresa. Outros dados apontam que, de 2022 a 2025, subiu de 21% para 31% o total de pessoas que preferem ganhar mais trabalhando por conta própria do que terem registros em carteira.

Já o processo de busca por candidatos é considerado muito difícil para 77,1% das indústrias (inclui as de panificação) e, segundo uma pesquisa feita pelo Sampapão com alguns associados, 42 panificadoras já confirmam procura ativa por modelos de trabalho fora da CLT para minimizar o problema, destaca Gonçalves. 

Ou seja, com as novas possibilidades de trabalho como apps e vendas online que oferecem a tal flexibilidade, uma possível solução, pelo estudo do Sampapão, passa pela necessidade de os empregadores reformularem salários e a rigidez da carga horária para que os empregos no setor sejam mais atrativos. Por outro lado, estes também ficam de mãos atadas pelas próprias regras da CLT e de outras normas regulatórias.

"Nossa legislação para padarias não aceita muito isso, mas tem gente fazendo, vamos ter que ser muito criativos para achar alguma solução. Se nosso setor não encontrar caminhos para se modernizar e dialogar com essa nova realidade, corremos o risco de enfrentar uma crise de operação sem precedentes."  

 

Geração Z, informalidade e competição

Voltando aos jovens, um comportamento normalizado em diversos setores também tem afetado as padarias, segundo Rui Gonçalves, do Sampapão: a Geração Z não quer ser CLT, pois prefere trabalhar de casa, "ou com celular no bolso e um fone no ouvido porque não querem fazer jornadas de oito horas", diz. E o setor, que historicamente oferece oportunidades de primeiro emprego e treinamento, não consegue mais atrair esses iniciantes. 

Quem entra no ramo, afirma, consegue evoluir: muitos que começaram trabalhando na limpeza, por exemplo, se tornaram atendentes, chapeiros ou até viraram padeiros ou confeiteiros. Em seu próprio empreendimento, a padaria Portugália, no Morumbi, o presidente do Sampapão afirma que tem empregados com mais de 20, 30 anos de casa que subiram de cargo desta forma.

Há estabelecimentos que não pedem experiência anterior nem para os cargos mais especializados, como é o caso da Villa Grano, com unidades na Vila Clementino e na Vila Madalena (zonas Sul e Oeste da capital paulista). Nelas, também há funcionários de carreira, segundo o proprietário Luiz Pereira Ferreira.

Ele conta que há mais de 15 anos prefere contratar quem nunca trabalhou no ramo porque dar treinamento é mais vantajoso para todos. "Vamos formando a pessoa, ensinando na área comercial... Também temos um projeto para o funcionário passar de setor a setor e, em dois anos, ficar apto a fazer tudo do comercial, como atendimento de pão, de frios, suco, café, chapa e atendimento no salão", conta. "Na parte industrial (de panificação), também damos treinamento aqui na casa."

Gonçalves reforça dizendo que o setor dá oportunidade para todos. "Ensinamos, pagamos cursos para os empregados aprenderem a profissão. Muitos acabam até fazendo outras carreiras, se tornam donos de padaria, mercadinhos, bares... Mas era aquele pessoal que queria trabalhar, isso 10, 15 anos atrás. Agora acabou." 

Ferreira tem opinião semelhante. Para ele, nas padarias, o problema não é a falta de mão de obra qualificada. "O problema é o desinteresse dos candidatos: muitos dizem que compensa mais ficar em casa", afirma, que tem mais duas padarias além das Villa Grano, e um déficit de pelo menos 30 funcionários para contratação urgente. 

Já o antigo problema de trabalho aos domingos, antes exclusivo das padarias, segundo Gonçalves, também não é mais desculpa, já que a lei atual engloba todo tipo de comércio: a jornada é de oito horas, com turnos de trabalho e escala de folgas, "um horário normal e comum a qualquer tipo de serviço", explica.

"Mas o maior problema é que hoje o empregado chega na padaria para fazer entrevista e pergunta: 'vou ser registrado? Então não quero, obrigado'. Mas o que mais nos surpreende é que não é padaria, é qualquer tipo de ramo, em São Paulo e no Brasil. O comércio como um todo, construção civil... todo mundo reclama."

Nesse cenário, aumentou o número de informais, destaca, que hoje são mais de 38% da população ocupada (quase 40 milhões, segundo o IBGE). "Todo mundo quer ser dono de alguma coisa, ser proprietário nem que seja de uma barraquinha, menos ser registrado. Por isso é que a mão de obra fugiu do mercado."

E há uma questão delicada: a competição por funcionários entre as empresas do setor. Com a falta de mão de obra, tem sido comum o roubo de profissionais, ou seja, convidar um empregado de outra padaria a mudar de emprego oferecendo algum benefício extra, seja em aumento de salário ou uma folga a mais. 

Sérgio Luiz Bacelo Amorim, da Amor in Pani, no bairro da Aclimação, confirma. "A gente tem perdido algumas pessoas para os concorrentes, sim. Mas eu acho que isso faz parte do mercado e não só do nosso", explica. Dono de outras três padarias Santa Ifigênia espalhadas pelo Centro da capital paulista, Amorim contemporiza dizendo que as pessoas também procuram condições melhores de trabalho e de salários, mas muitas vezes mudam e mostram não ter qualificação suficiente. 

Para Rui Gonçalves, essa concorrência um tanto desleal infelizmente é uma realidade no setor, porque com a falta de mão de obra, muitos não encontram opção. "É deselegante, chata, feia, é verdade. Mas acontece: quem precisa desesperadamente vai na padaria do outro, pergunta quanto o funcionário ganha e... 'dou mais R$ 300, vem trabalhar comigo?' E o empregado vai, porque dinheiro é dinheiro." 

Para segurar esse funcionário, Amorim diz que a comunicação é primordial no negócio de padarias, além de uma gestão mais familiar e humanizada para reter essa pessoa, sem tratar o trabalhador como "uma peça a mais para virar dinheiro", afirma.

Ele diz ainda que sempre orienta o RH "a demorar para contratar, e ser rápido para demitir" - justamente para reter quem tem real interesse no emprego. E que o fato de duas de suas padarias não abrirem de domingo é um plus.

"A gente procura estar ao lado do colaborador, criar um ambiente mais favorável, desde coisas mais básicas, como o vestiário ou refeitório, até manter a porta do meu escritório aberta para quem quiser entrar e conversar quando precisa. Acho que o segredo é esse: ter sempre um canal aberto para a comunicação." 

Hoje, no total, o Grupo Santa Ifigênia tem cerca de 180 funcionários e um turnover de 5%, 6%, "suficiente para movimentar quando é preciso", diz Amorim. 

 

Tradição versus modernidade

Os self-checkouts já fazem parte do cenário há mais de uma década, assim como os pedidos por QR Code, maquinários automatizados para acelerar a produção e os softwares de estoque e precificação integrados. Para driblar a falta de mão de obra, tem até dono de padaria importando robôs da China, semelhantes aos utilizados em hotelaria, para testar a aceitação do consumidor quanto ao atendimento e, quem sabe, minimizar o problema.  

Hoje, segundo Rui Gonçalves, do Sampapão, há um esforço dos proprietários para trazer novidades do exterior e maquinários como masseiras espirais, cilindros, amassadeiras, fornos industriais, ultracongeladores ou supercentrífugas, entre outros, para diminuir essa necessidade de funcionários.  

"Máquinas que antes exigiam três trabalhadores, agora operam com um ou no máximo dois", explica ele, que diz que eventos do setor, como a Fipan, são importantes para mostrar essas inovações e trazer modernização para as padarias. O setor também oferece treinamento para que os funcionários possam operar as novas máquinas, "reconhecendo que elas não funcionam sozinhas."

Mas a modernização traz outro desafio: a natureza artesanal das padarias. Gonçalves lembra que grande parte dos produtos (pães, salgados, confeitaria) é manual e artesanal, exigindo o toque humano - o que torna difícil a substituição total por máquinas. Sem contar o alto custo de investimento e espaço para acomodá-las - o que é inviável para muitas padarias, em especial as pequenas. 

Em sua avaliação, o "futuro da modernidade" que ajudará a resolver essa falta de mão de obra é tentar fazer a máquina trabalhar para ocupar esse vácuo. "Em alguns lugares vai dar certo, mas em outros não vai. Porque, insisto: o artesanal, o manual, ainda é muito forte no nosso setor."

Outra questão, segundo ele, é uma espécie de rejeição cultural à automação, já que existe uma forte preferência dos brasileiros, em especial dos paulistanos, pelo atendimento humano: segundo o presidente do Sampapão, cerca de 90% dos clientes preferem ser atendidos dessa forma. Tentativas de implantar sistemas de autoatendimento (como pedidos via celular) encontram grande rejeição - inclusive entre os jovens, pois os clientes valorizam a interação pessoal.

"Porque é aquela história, o pessoal quer chegar e 'bom dia, e o Corinthians? E o Palmeiras? Vai chover?' É normal o cliente entrar na padaria, sentar e não pedir nada, e o chapeiro, o atendente, já saber o que ele vai pedir. Ou só perguntar: 'o mesmo de ontem?' O pessoal vira amigo", conta.

Mas, se o dilema continua, pois o consumidor paulistano quer ser bem atendido na padaria mas não quer trabalhar na área, reforça Gonçalves, o setor de padarias em São Paulo não para: muitos estabelecimentos estão se revitalizando ou investindo em novas casas, que já nascem automatizadas e modernas.

Crescendo "um pouquinho" por ano desde a pandemia, e com a expectativa de fechar 2025 com alta de 4% a 5%, em paralelo ao impasse da falta de mão de obra, o setor de panificação se movimenta com iniciativas para promover a qualidade e a importância cultural desses estabelecimentos.

Entre elas, estão o evento anual Padocaria, lançado na última quarta-feira (10) para eleger as melhores padarias de São Paulo, o reconhecimento do setor pelo Governo do Estado, que incluiu 300 padarias no roteiro turístico de São Paulo em 2023, e a parceria com a multinacional de alimentos Bunge para tornar o pão paulistano em patrimônio imaterial da cidade.

"São essas coisas que fazem com que as padarias, além de ficarem na mídia, levem a população a analisar nosso setor com outros olhos", acredita Gonçalves. 



Karina Lignelli
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/padarias-paulistas-tentam-se-modernizar-para-enfrentar-falta-de-mao-de-obra


Investimento inteligente em Portugal: por que brasileiros estão comprando imóveis com gestão de hospitalidade

Modelo turnkey une design, rentabilidade e hospitalidade premium e atrai cada vez mais brasileiros em busca de praticidade e qualidade de vida na Europa.


Portugal se consolidou como um dos destinos preferidos dos brasileiros, tanto para morar quanto para investir. Segurança, afinidade cultural e valorização imobiliária são apenas alguns dos atrativos. Mas, além do tradicional investimento em imóveis, cresce a procura por modelos inovadores, como o da ANDO Living, que une hospitalidade premium e renda passiva.

A diferença está na simplicidade. Enquanto um imóvel convencional exige que o proprietário administre reformas, manutenção e aluguel, o modelo da ANDO Living é turnkey. O investidor adquire um apartamento totalmente equipado, com design assinado e operação hoteleira profissional feita pela LovelyStay, empresa do grupo. O resultado é tranquilidade, rentabilidade e ainda a possibilidade de uso pessoal.

Segundo Manuela Luz, responsável das vendas Ando Living, “o brasileiro hoje busca muito mais do que um investimento financeiro. Ele quer praticidade, segurança jurídica e também a experiência de viver bem. O nosso modelo entrega exatamente isso”.

Com rendimentos que podem superar os 6% de rentabilidade anual, potencializando vantajosamente a valorização no mercado secundário, o investimento une racionalidade financeira e desejo aspiracional. Por isso, os brasileiros já representam uma das parcelas que mais cresce na base de clientes da marca, motivados não apenas pelo retorno financeiro, mas também pela oportunidade de adquirir um imóvel em um destino europeu valorizado, sob um regime totalmente gerido, que reflete um estilo de vida sofisticado e prático.



ANDO Living
https://andoliving.com


Habilidade humana em conversas difíceis vai além do uso de IA

Vivian Ritter, especialista em neurociência, comportamento e desempenho, explica como a inteligência emocional é essencial, mesmo com a IA ao alcance dos dedos


Em um mundo cada vez mais pautado pela tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) tem se mostrado uma aliada poderosa no dia a dia profissional. Seja para preparar uma apresentação, organizar ideias ou até mesmo simular diálogos de trabalho, ela abre caminhos de eficiência e apoio. Mas, quando chega a hora de uma conversa cara a cara, especialmente as difíceis, nenhuma ferramenta tecnológica substitui a destreza humana. 

Quem chama atenção para esse ponto é a especialista em Neurociência, Comportamento e Desempenho, Vivian Ritter. Segundo ela, a tecnologia pode até ajudar na preparação, mas é na mesa de reunião, frente a frente com o interlocutor, que entram em cena habilidades indispensáveis, como escuta ativa, clareza de argumentação, inteligência emocional e domínio de técnicas de comunicação. 

“Por mais que tenhamos inúmeros recursos tecnológicos, na hora do encontro real não temos como pedir socorro a um aplicativo. É preciso saber administrar nossos argumentos, regular nossas emoções e escolher estratégias que façam da conversa um espaço positivo para todos os envolvidos”, explica. 

A especialista complementa que a preparação para conversas difíceis exige um equilíbrio entre autocontrole, empatia e clareza. Técnicas como escuta reflexiva (ouvir de fato o outro, validar sentimentos e fazer perguntas abertas) são decisivas para reduzir tensões e ampliar a compreensão mútua. 

Vivian reforça ainda que a IA pode ser uma grande parceira para ensaiar situações delicadas, antecipando cenários e ajudando na escolha das melhores palavras. No entanto, ela alerta que “a inteligência artificial apoia, mas não conduz. A destreza humana é que define o rumo e o resultado de qualquer diálogo.” 

“No ambiente corporativo, essa capacidade se torna um diferencial competitivo. Profissionais que dominam a arte da comunicação conseguem não apenas resolver conflitos, mas também construir confiança, engajar equipes e fortalecer relacionamentos, algo que tecnologia alguma pode replicar integralmente”. 

Para Vivian Ritter, a mensagem é clara, “preparar-se para diálogos complexos é investir em si mesmo. A comunicação é o ponto essencial das relações humanas. Liderança, gestão e até a vida pessoal só acontecem por meio dela e, muitas vezes, sem nenhum dispositivo eletrônico disponível para consultas durante a conversa. É justamente essa habilidade que sustenta os melhores resultados, tanto no ambiente corporativo quanto no pessoal”, finaliza.



Profª Drª Vivian Ritter, Pós-Doutorado em Direito e Filosofia, Psicanalista e Especialista em Neurociência, Comportamento e Desempenho. Professora de pós-graduação, há 20 anos desenvolvendo pessoas, lideranças e organizações. Mais informações acesse: https://www.vivianritter.com.br/


Preocupação com o futuro aflige 6 em cada 10 brasileiros das Classes ABC, aponta pesquisa da Nexus

Para 48% dos entrevistados, situação financeira atual permite pagar as contas, mas dinheiro não sobra

 

A pesquisa “A relação dos brasileiros com dinheiro”, feita pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 63% dos brasileiros das classes A, B e C estão preocupados com dinheiro para o futuro. Desses, 35% se dizem muito preocupados. Apenas 2% dos entrevistados afirmaram não ter nenhuma preocupação em relação ao futuro financeiro. Outros 20% estão mais ou menos preocupados, 8%, pouco preocupados e 6% não souberam ou não quiseram responder.


O futuro financeiro parece ser uma preocupação maior dos jovens entre 16 a 24 anos: são 84% os que se disseram preocupados (27%) ou muito preocupados (57%) com dinheiro. Em relação à renda, os brasileiros das classes A dividem a maior preocupação com o futuro financeiro com quem é da Classe B: 80% dos mais ricos se dizem preocupados ou muito preocupados com o futuro financeiro. Entre quem é da classe B, são 79%.

A pesquisa da Nexus mostra que o Sudeste é a região em que essa questão é mais marcante, atingindo 69% dos moradores divididos entre os que se disseram muito preocupados (38%) ou apenas preocupados (31%). Logo atrás vem o Sul, região com o maior percentual de moradores muito preocupados com a questão financeira, um total de 46%. Outros 22% se disseram apenas preocupados, somando 68%. No Nordeste 56% se dividem entre preocupados (30%) e muito preocupados (26%), já no Norte/Centro-Oeste, são 53%, com 30% muito preocupados e 23% preocupados.

Ligada ao futuro financeiro, a aposentadoria também é uma grande preocupação para (33%) dos brasileiros das classes A, B e C. Outros 24% se disseram apenas preocupados, somando 57%. Outros 18% se disseram mais ou menos preocupados, 9% pouco preocupados, 10% nada preocupados e 7% não quiseram ou não souberam opinar.

Entre os que estão muito preocupados, se destacam os mais jovens (46%) e brasileiros da classe A (43%). Por outro lado, 28% de quem têm 60 anos ou mais se disseram nada preocupados com a aposentadoria.


Metade da classe ABC paga as contas, mas dinheiro não sobra

A preocupação com a falta de reserva para o futuro é consequência do retrato atual das finanças dos brasileiros das classes A, B e C: quase metade (48%) disse que consegue pagar todas as contas, mas que o dinheiro não sobra. Outros 30% disseram que conseguem gerenciar o dinheiro bem e ainda sobra, 11% precisam pedir ajuda ou empréstimos para pagar as contas, 5% deixam uma ou mais contas para o mês seguinte e 6% não quiseram ou não souberam responder.

“Os dados da Nexus chamam bastante atenção. Ao somar os que não conseguem poupar (48%) com os que precisam de ajuda (11%) ou atrasam contas (5%), chegamos a um número ainda mais preocupante: 64% da população das classes A, B e C não conseguem juntar dinheiro. Esses brasileiros se tornam maismais vulneráveis a imprevistos e mais distantes de construir um futuro financeiro sólido”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. 

O percentual de brasileiros que pagam as contas, mas não conseguem guardar dinheiro, é maior entre os mais jovens (55%), moradores do Sudeste (53%) e quem estudou até o ensino médio (51%). Entre moradores do Nordeste ou quem estudou até o ensino médio, 7% responderam que precisam deixar contas para o mês seguinte por falta de dinheiro para o pagamento.

Os moradores do Norte/Centro-Oeste são os com menor preocupação com as contas, 43% gerenciam bem o dinheiro, que ainda sobra depois das contas pagas.


51% dos brasileiros das Classes ABC têm dívidas no cartão de crédito

A pesquisa da Nexus revela ainda que menos de (27%) dos brasileiros das classes ABC não possuem dívidas. Metade (51%) respondeu que tem dívidas no cartão de crédito, outros 28% têm empréstimos pessoais, 17% financiam imóveis ou veículos, 8% têm dívidas no cheque especial e 2% responderam que têm outros tipos de dívidas.

A presença de dívidas pesa no orçamento mensal: 42% dos brasileiros das classes A, B e C que não possuem dívidas conseguem guardar algum dinheiro no fim do mês. O número cai para 27% entre quem possui dívidas. O esforço para conseguir pagar as contas também é maior, 14% de quem tem algum tipo de dívida tem que se esforçar muito para fechar o mês, contra 5% de quem não têm dívidas.

A dívida no cartão de crédito é maior entre quem tem de 25 a 40 anos (66%) e moradores do Nordeste (58%), já os empréstimos pessoais chegam a 44% entre os maiores de 60 anos. A classe A é a única segmentação em que mais da metade da população (52%) não tem nenhum tipo de dívida.

Entre quem têm algum tipo de dívida, 44% têm débitos que comprometem mais de 1 mês de renda. Nos mais velhos, esse número chega a 58%. 

 

METODOLOGIA 

A Nexus entrevistou, online, 1.010 cidadãos com idade a partir de 16 anos, das classes A, B e C, nas 27 Unidades da Federação (UFs). As entrevistas foram realizadas entre 08 e 09 de agosto de 2025. A margem de erro no total da amostra é de 3 p.p, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de: (a) sexo, (b) idade, (c) região e (d) PEA.

Para esta pesquisa da Nexus, as classes A, B e C foram consideradas, segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep). Somadas, essas classes representam, aproximadamente, 120 milhões de brasileiros.

Renda Média

A – R$ 26.811,68
B1 – R$ 12.683,34
B2 – R$ 7.017,64
C1 – R$ 3.980,38
C2 – R$ 2.403,04

 

Fonte: valores segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep)

  

Nexus
https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/6-em-cada-10-dos-brasileiros-das-classes-a-b-e-c-estao-preocupados-com-o-futuro-financeiro/?utm_source=hs_email&utm_medium=email&_hsenc=p2ANqtz-9dMPo9OeZWZpY5GySZ6dKeYlAX5FLKFAYWgCm4-eNjmuJ7Jco8nOR7Bod0kpaXI25fvil5


dr.consulta oferece cabine de acolhimento psicológico gratuita durante a exibição do filme Toque Familiar no cinema Reserva Cultural

Com o tema “É falando que a gente se cuida”, a iniciativa faz parte de uma série de ações da empresa para gerar acesso ao cuidado com a saúde mental no Setembro Amarelo


A partir de 18 de setembro, durante a estreia nacional do filme Toque Familiar no cinema Reserva Cultural, o dr.consulta, empresa brasileira referência em saúde acessível e cuidado primário e secundário de qualidade, disponibilizará uma cabine de acolhimento psicológico exclusiva para atendimento online gratuito ao público presente, durante o horário de funcionamento do cinema, independente dos horários das sessões do filme, que permanecerá em cartaz até 9 de outubro. A ação integra as iniciativas do dr.consulta no Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção ao suicídio e à promoção do cuidado emocional, incluindo também lives e acesso facilitado a teleconsultas com psicólogos, com preços reduzidos durante o mês. 

O filme Toque Familiar lança um olhar empático e profundamente humano sobre a perda de memória e a dignidade na velhice, convidando o espectador à reflexão sobre o envelhecer e as relações familiares. Com estreia americana realizada em junho de 2025, o longa conquistou 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma nota 88/100 no Metacritic, sendo amplamente aclamado pela crítica. No Brasil, foi um dos destaques da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde recebeu o prêmio de Melhor Filme de Ficção. 

A parceria entre o dr.consulta e a Imovision, responsável pela estreia do filme, propõe um espaço de escuta e acolhimento emocional para espectadores, reforçando a importância de cuidar da saúde mental de todos, incluindo familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer, que muitas vezes enfrentam solidão e sobrecarga emocional. Importante destacar que o acesso à cabine psicológica é gratuito e não depende da compra de ingresso para assistir ao filme. 

“Além de setembro ser um mês voltado à saúde mental com a prevenção ao suicídio, também temos o Dia Mundial do Alzheimer em 21 de setembro. Ambas as causas estão profundamente conectadas, não apenas pelo aumento do risco de suicídio para pacientes com Alzheimer, mas também pelos desafios emocionais significativos, que os familiares e cuidadores enfrentam seja dos impactados pelo suicídio ou pelo Alzheimer. Por isso, a nossa iniciativa oferece um espaço seguro para acolher essas emoções e promover o bem-estar de todos”, afirma Paulo Yoo, Diretor Médico do dr.consulta. 

Esta ação é uma nova edição da cabine de acolhimento psicológico que o dr.consulta já realizou com sucesso em 2024. A ação teve parceria com a Secretaria de Transportes Metropolitano, e passou por 11 estações do Metrô, CPTM e EMTU, cobrindo as principais regiões da Grande São Paulo. Durante o período de dez semanas, a iniciativa atendeu mais de 250 pessoas, oferecendo suporte emocional gratuito e ampliando o acesso à saúde mental para a população. 

Como parte da campanha de Setembro Amarelo “É falando que a gente se cuida”, o dr.consulta também oferece promoção em teleconsultas de psicologia, com desconto de 30% no valor da sessão, reduzindo de R$105 para R$74, reforçando o cuidado contínuo com a saúde emocional e garantindo que quem não puder comparecer à cabine tenha uma alternativa de acolhimento. Além disso, será realizada uma live especial no dia 18/09, com profissionais de saúde mental e participação da diretora do filme, Sarah Friedland, proporcionando orientação, reflexão e dicas de autocuidado em um formato acessível para todos. 

“Mais do que oferecer acolhimento, nosso compromisso é com a promoção e prevenção da saúde, inclusive a saúde mental. Em situações de sofrimento intenso ou pensamentos suicidas, orientamos sempre a busca por apoio especializado e recomendamos o contato com o CVV – Centro de Valorização da Vida, disponível 24 horas pelo telefone 188 ou no site www.cvv.org.br”, complementa Yoo. 

Além da Reserva Cultural, o filme será exibido em cinemas como: Cinesesc, Belas Artes, Espaço Petrobrás de Cinema e Cine sala.
 

Informações sobre a cabine de acolhimento psicológico 

Data: 18/09/2025 à 09/10/2025

Horário: Durante o horário de funcionamento da Reserva Cultural (12h às 22h)

Local: Reserva Cultural

Avenida Paulista, 900 - Bela Vista

 

Manutenção da Selic a 15% é decisão difícil, mas necessária, do Banco Central

Inflação dos serviços ainda ameaça e, em paralelo, País permanece sem uma âncora fiscal sólida que projete preços mais estabilizados a longo prazo, observa FecomercioSP

 

Ainda que a inflação esteja desacelerando — ficou em 5,13% no acumulado até agosto — e que a atividade econômica dê sinais cada vez mais claros de enfraquecimento — o IBC-Br, prévia do PIB, de agosto, caiu 0,50% —, Comitê de Política Monetária (COPOM) manteve, acertadamente, a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 15% ao ano (a.a.).


 Isso porque a conjuntura do País está longe de ser tranquila. 

Primeiro porque a inflação dos serviços segue bem acima dos patamares saudáveis, como o grupo de alimentação fora do domicílio que, no escopo de medição do IBGE, permanece na casa dos 6% no acumulado dos 12 meses. 

 

Isso significa que a demanda permanece alta mesmo com a política monetária mais firme.


Além disso, há o fator fiscal: o governo

apresentou uma proposta de orçamento para 2026 (LOA) com uma elevação significativa da arrecadação pública, mas não mostrou nada que aponte para uma contenção dos seus gastos. Era tudo o que o mercado esperava para ajustar suas expectativas de inflação mais baixas ainda em 2025 ou no ano que vem. 

 

No último Boletim Focus, do Bacen, a estimativa era de um IPCA na casa de 4,8% em dezembro – acima do teto da meta estipulada.

 

Em terceiro lugar, a atividade econômica aponta para uma desaceleração moderada, que demanda cautela. Se o comitê afrouxa os juros agora, depois terá um custo maior caso precise elevá-los novamente no futuro.

 

Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), embora juros altos sejam prejudiciais às atividades empresariais, o COPOM só poderá reduzir a Selic com uma âncora fiscal mais sólida. A escolha da instituição foi difícil, mas necessária. 

 


FecomercioSP
Facebook  
Instagram 
LinkedIn 

 

ViaMobilidade promove campanha de valorização à vida em parceria com ONG Help

 Ação oferece atendimento com psicólogos para os clientes, além da distribuição de mensagens motivacionais em duas estações durante o horário de pico da manhã

 

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção das Linhas 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda do sistema metroferroviário de São Paulo, realiza nos dias 18 e 19 de setembro, das 7h às 9h, uma ação de valorização à vida em parceria com a ONG Help, que atua na área de saúde emocional. 

Profissionais de psicologia e pessoas com experiências de vida relacionadas a desafios emocionais, estarão disponíveis para conversas individuais em mesas montadas especialmente para a iniciativa. Além do atendimento, equipes de apoio circularão pelas estações distribuindo cartas com mensagens de apoio e incentivo, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental. 

Na quinta-feira, 18, os psicólogos atenderão clientes nas áreas próximas às linhas de bloqueio da estação Campo Limpo, na Linha 5-Lilás e, na sexta-feira, 19, será a vez dos passageiros da linha 9-Esmeralda serem contemplados com a ação na estação Bruno Covas-Mendes-Vila Natal. 

“Nosso compromisso vai além de transportar pessoas. Queremos também oferecer suporte em aspectos que impactam diretamente a vida de nossos clientes, como o cuidado com a saúde emocional, contribuindo para que se sintam acolhidos também em momentos difíceis. Essa ação é uma oportunidade de reforçar nossa preocupação com o bem-estar de todos que utilizam as nossas linhas diariamente”, afirma Nathalia Martins, gerente executiva de atendimento da ViaMobilidade Linhas 5 e 17. 

Com a campanha, as concessionárias reforçam a preocupação em se tornar cada vez mais local que vai além da mobilidade, oferecendo apoio, suporte e prestação de serviços gratuitos à população. O objetivo é ampliar os benefícios para os clientes, assegurando um transporte seguro e eficiente aliado a iniciativas que promovem saúde, bem-estar e qualidade de vida.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

São Paulo Boat Show 2025 começa amanhã com expectativa de uma edição histórica

De 18 a 23 de setembro, o São Paulo Expo recebe a 28ª edição do São Paulo Boat Show, maior evento náutico da América Latina. Serão mais de 170 embarcações em exposição e 120 marcas confirmadas, com opções que vão desde barcos de entrada até modelos de luxo, além de motores, equipamentos e acessórios. A expectativa é atrair 40 mil visitantes e superar os números da edição passada, quando mais de 700 barcos foram vendidos.

 

O São Paulo Boat Show 2025 abre as portas nesta quinta-feira, 18 de setembro, às 15h, com um cerimonial de abertura que reunirá diversas autoridades. Até 23 de setembro, o São Paulo Expo será palco da 28ª edição do maior evento náutico da América Latina, que traz para a capital paulista uma grande vitrine de barcos, produtos, equipamentos e acessórios. No total, serão mais de 170 embarcações em exposição, de diferentes estilos e tamanhos, e 120 marcas expositoras. A expectativa é receber 40 mil visitantes e superar os números da edição anterior, quando foram vendidos mais de 700 barcos. Ingressos estão disponíveis no site oficial: www.saopauloboatshow.com.br

“O São Paulo Boat Show tem como propósito desmistificar a ideia de que a náutica é um setor exclusivo para poucos e apresentar alternativas para todos os perfis. No evento, o público poderá conhecer desde embarcações de entrada até modelos de alta performance, além de novidades em terra firme e experiências para toda a família. Essa diversidade é o que torna o evento único e capaz de encantar diferentes públicos”, afirma Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica/Boat Show Eventos.

O Boat Show é o lugar ideal para quem sonha em entrar no mundo náutico. O evento reúne desde modelos de entrada e compactos até barcos de luxo, com alternativas de compra que incluem parcelamento direto com o estaleiro, consórcio, cotas compartilhadas e preços diferenciados durante a feira. Essa combinação torna o acesso à navegação mais democrático e mostra que ter uma embarcação deixou de ser um privilégio restrito.

Ao mesmo tempo, a programação vai muito além dos barcos. O público encontrará o Shopping Náutico, com equipamentos, estofados e acessórios; o Espaço dos Desejos, que reúne supercarros, helicópteros e itens de luxo; e o Náutica Talks, circuito de palestras com conhecimento náutico e experiências reais do mar. Entre as atrações inusitadas estão a Kombi Boat, réplica flutuante da icônica Kombi Corujinha de 1973, jets que se transformam em pranchas de surfe, modelos elétricos e  scooters aquáticas , conhecidas como “motos do mar”. 

Entre as novidades que apontam para o futuro da navegação está a maquete do barco movido a hidrogênio da JAQ Apoio Marítimo, que integra o Grupo Náutica. O projeto,que reforça o protagonismo brasileiro no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor, será apresentado oficialmente na COP30. Outro destaque é o Volitan, barco-voador criado por engenheiros do ITA, que utiliza o efeito solo para deslizar a poucos metros da superfície e deve ganhar um protótipo em escala real em 2026, com potencial para revolucionar o transporte em regiões de difícil acesso, como a Amazônia.

 

O que: São Paulo Boat Show 2025

Quando: De 18 a 23 de setembro

Onde: São Paulo Expo | Exhibition & Convention

Center – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Quanto: R$ 110 + taxas
Ingressos: www.saopauloboatshow.com.br.
Organização: Boat Show Eventos
Instagram: @boatshoweventos
Cobertura

oficial: www.nautica.com.br | @revistanautica | youtube.com/@canalnautica — com transmissão ao vivo todos os dias

Boat Show Eventos
https://www.boatshow.com.br

Grupo Náutica
https://gruponautica.com.br/





A temperatura proibida no ar-condicionado durante as noites. E por que ela pode prejudicar seu sono

  

Especialistas explicam como o uso inadequado do ar-condicionado impacta o sono, o conforto e até a sua saúde

 

Com o fim do inverno se aproximando e as variações de temperatura se tornando mais frequentes, é comum que muitas pessoas recorram ao ar-condicionado para equilibrar o ambiente durante a noite. Mas atenção: o mau uso do aparelho — seja no modo quente ou frio — pode trazer consequências indesejadas, tanto para a saúde quanto para o funcionamento do equipamento. 

“Ainda é comum vermos pessoas programando o ar-condicionado com temperaturas muito baixas, por hábito, ou excessivamente altas quando querem aquecer o ambiente. As duas situações são prejudiciais”, alerta Romenig Bastos Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree Electric Appliances. 

Segundo ele, o corpo humano precisa de estabilidade térmica para descansar bem. “Dormir em um ambiente muito quente ou muito frio pode provocar interrupções no sono, desconforto respiratório e até dores musculares. O ideal é manter o ar-condicionado entre 22 °C e 24 °C, independentemente do modo — quente ou frio”, recomenda. 

Além disso, é importante abandonar a ideia de que colocar o aparelho em temperaturas extremas acelera o processo de aquecimento ou resfriamento. “Na prática, isso só força o equipamento, aumenta o consumo de energia e reduz sua vida útil”, complementa Magalhães. 

Quem também chama atenção para o impacto da temperatura na qualidade do sono é o Dr. Lucas Padial, médico otorrinolaringologista especialista em distúrbios do sono no Hospital Paulista: 

“Precisamos estar em uma temperatura confortável para conseguir entrar no sono”, explica o médico. “Se o ambiente estiver muito quente, por exemplo, usar um cobertor grosso ou não contar com ventilação pode dificultar o adormecer. Já em noites frias, o uso de cobertas mais pesadas ou o ajuste do ar-condicionado para manter o ambiente aquecido pode ajudar. O importante é que o corpo esteja em uma condição térmica agradável.” 

Dr. Lucas reforça ainda que, embora o corpo humano regule sua própria temperatura, o ambiente influencia diretamente a facilidade com que adormecemos. “Não existe uma única temperatura ideal para todo mundo, mas estar em um ambiente agradável facilita muito o início e a qualidade do sono.” 

Nesse contexto, os modos automáticos, sleep ou econômico dos aparelhos de ar-condicionado são aliados valiosos. Eles ajudam a manter a temperatura estável ao longo da madrugada, evitando oscilações que atrapalham o descanso e sobrecarregam o aparelho. 

Outro ponto essencial é a manutenção. “Um ambiente climatizado de forma equilibrada ajuda na qualidade do ar, no sono e até no humor. Mas isso depende também de filtros limpos e do bom funcionamento do equipamento”, destaca Magalhães. 

Portanto, se você tem acordado com nariz entupido, garganta seca ou aquela sensação de cansaço mesmo após horas de sono, talvez o problema esteja onde menos espera: na temperatura (ou na regulagem incorreta) do seu ar-condicionado.


Gree Electric Appliances, Inc.
Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Brasil é o primeiro país a lançar genérico de molécula de segunda geração para mieloma múltipl

 

Setor farmacêutico brasileiro avança e projeta crescimento de dois dígitos até 2026; novo genérico amplia acesso a terapia hospitalar de alta complexidade para câncer raro
 

A indústria farmacêutica brasileira vive um ciclo de forte expansão. Segundo dados setoriais, o faturamento do setor deve crescer 12% em 2025 e 10,6% em 2026, consolidando o Brasil entre os dez maiores mercados globais.

 

No primeiro semestre deste ano, o mercado já registrou alta de 11,5% sobre 2024, alcançando R$ 138,3 bilhões. Os genéricos tiveram papel relevante: cresceram 5,3% em volume, com 2 bilhões de unidades vendidas. Até 2030, o vencimento de 1,5 mil patentes deve ampliar em até 20% esse mercado, abrindo espaço para versões mais acessíveis em diversas doenças graves.

 

É neste contexto que o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a disponibilizar um genérico de molécula de segunda geração indicada para o tratamento do mieloma múltiplo, um câncer hematológico raro que afeta células da medula óssea responsáveis pela produção de anticorpos. O lançamento foi realizado pela farmacêutica Natcofarma Brasil, com produto já aprovado pela Anvisa e disponível em todo o território nacional desde 1º de setembro.

 

O medicamento é indicado para pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário, ou seja, quando a doença volta ou deixa de responder aos tratamentos anteriores. Sua administração é intravenosa, em ciclos definidos, podendo ser combinada com outras moléculas. A chegada do genérico representa uma redução média de 35% no preço em comparação ao medicamento de referência. Atualmente, 97% do uso da molécula no Brasil ocorre no setor privado, enquanto apenas 3% dos pacientes têm acesso pelo SUS.

 

“Trata-se do primeiro produto genérico desta molécula lançado globalmente. Essa conquista reforça nosso compromisso de trazer ao Brasil opções terapêuticas mais acessíveis, de alta qualidade, pioneiras em sua classe terapêutica e com alto valor agregado em tecnologia - contribuindo, de forma concreta, para o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional”, afirma Eduardo Rocha, CEO da Natcofarma Brasil.


 

Dados sobre o mieloma múltiplo


Estima-se que mais de 7 mil casos de mieloma múltiplo sejam diagnosticados por ano no Brasil, de acordo com a International Myeloma Foundation. Embora rara, a doença representa 1% de todos os novos casos de câncer e 10% das malignidades hematológicas, sendo o segundo tipo mais comum de câncer no sangue. O diagnóstico precoce e o acesso a terapias especializadas são fatores determinantes para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

 

 

Genéricos em ascensão

 

Reconhecidos como um dos maiores avanços da saúde pública no Brasil, os genéricos já proporcionaram uma economia acumulada de R$ 341 bilhões aos consumidores desde 2001, segundo a PróGenéricos. Em 2025, o segmento segue em crescimento: no primeiro semestre, as vendas aumentaram 7,04% - desempenho acima da média do mercado farmacêutico.

 

Além de ampliarem o acesso no varejo, os genéricos começam a ocupar espaço também em terapias de alta complexidade, como a oncológica e hematológica. Até 2030, com a expiração de patentes, devem surgir versões para até 186 doenças, incluindo câncer, diabetes e cardiovasculares. O impacto esperado é a redução de 30% a 40% nos custos de medicamentos adquiridos pelo SUS, que hoje gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano com fármacos.


 

Estrutura global e estratégia local


Subsidiária da multinacional indiana Natco Pharma Limited, a Natcofarma Brasil tem sede administrativa em São Paulo e centro operacional no Espírito Santo, responsável por importação, controle de qualidade, armazenagem em cadeia fria e distribuição nacional. A empresa registra crescimento médio de 30% ao ano e coordena, a partir do Brasil, registros regulatórios em países da América Latina, como Colômbia, Peru e Chile.

 

“Acreditamos que é possível crescer de forma sustentável e gerar impacto real na vida dos pacientes. Cada novo avanço confirma o papel estratégico da operação brasileira dentro do grupo”, conclui Rocha.

 

Natcofarma Brasil


O que você precisa saber sobre prevenção e cuidados no Alzheimer

Especialista da Afya Educação Médica de Goiânia explica fatores de risco, hábitos protetores e avanços no diagnóstico

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer a forma mais comum, responsável por 60% a 70% dos casos. E, de acordo com a entidade, a previsão é que o número de diagnósticos triplique até 2050, ultrapassando 150 milhões. No Brasil, cerca de 1,8 milhão de pessoas convivem com a doença, um desafio crescente de saúde pública, sobretudo entre idosos com 80 anos ou mais. 

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete memória, linguagem, raciocínio, comportamento e, em estágios avançados, até funções motoras básicas. Os primeiros sinais costumam ser confundidos com o envelhecimento natural, manifestando-se em esquecimentos frequentes, dificuldade para lembrar palavras ou compromissos e desorientação em lugares familiares. Com a progressão, surgem alterações de humor, dificuldade em realizar tarefas simples, perda de noção temporal, desconfiança e isolamento social, podendo evoluir para a perda total da autonomia em atividades essenciais, como se alimentar, se vestir ou reconhecer familiares.

Embora ainda não exista cura, a ciência mostra que fatores de estilo de vida podem reduzir significativamente o risco. O neurologistada Afya Goiânia, Dr. Heitor Felipe, ressalta que cerca de metade dos casos podem ser evitados. O especialista cita estudos do National Institutes of Health (NIH) que indicam até 60% menos risco para pessoas que adotam quatro ou cinco hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado, controle do colesterol, da pressão arterial e do diabetes, além de evitar cigarro e álcool. O tratamento de dificuldades auditivas também entra nessa lista de medidas preventivas.

O neurologista salienta ainda a relevância da saúde mental neste contexto: "Depressão, solidão e isolamento social aumentam o risco da doença, o que reforça a importância tanto de buscar ajuda para transtornos emocionais quanto de manter vínculos afetivos ao longo da vida", explica.

 

Sintomas precoces e avanços no diagnóstico e tratamento

Embora a perda de memória e dificuldades na linguagem sejam os sintomas mais conhecidos, o especialista da Afya explica que outros sinais podem surgir anos antes, como alterações no sono, sintomas depressivos ou perda do olfato. Esses indícios, porém, não são exclusivos do Alzheimer, o que dificulta o diagnóstico precoce. Atualmente, não há exames capazes de prever com certeza o desenvolvimento da doença, exceto em casos genéticos raros.

Ainda assim, a medicina avançou na detecção e no tratamento. Queixas de memória, linguagem ou dificuldades no dia a dia não devem ser automaticamente atribuídas ao envelhecimento. Neurologistas, psiquiatras, geriatras e médicos de família podem investigar, diagnosticar e iniciar terapias. Dr Heitor Felipe reforça que embora não haja cura, os tratamentos disponíveis buscam retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida, combinando medicamentos, estimulação cognitiva, acompanhamento psicológico, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte familiar e social.


Afya
http://www.afya.com.br
ir.afya.com.br


Posts mais acessados