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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

É aprovada no Brasil nova indicação de tratamento oncológico para câncer do trato biliar

A aprovação da ANVISA é baseada nos resultados do estudo de Fase 3 KEYNOTE-966, que demonstrou benefício significativo na sobrevida global de pacientes com câncer no trato biliar localmente avançado, irressecável ou metastático

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a indicação do uso de Pembrolizumabe, imunoterapico oncológico da MSD, em combinação com gencitabina e cisplatina, para o tratamento de pacientes com câncer no trato biliar localmente avançado, irressecável ou metastático (câncer que já está espalhado pelo corpo). A aprovação foi baseada nos desfechos do estudo de fase 3 KEYNOTE-966, que comparou os resultados do tratamento de Pembrolizumabe em combinação com quimioterapia, versus o tratamento somente com quimioterapia. 

O uso de Pembrolizumabe mais quimioterapia demonstrou uma melhora estatisticamente significativa no desfecho primário do estudo de sobrevida global (SG) dos pacientes, reduzindo o risco de morte em 17% (RR=0,83 [IC 95%, 0,72-0,95]; p unilateral=0,0034) em comparação com quimioterapia isolada. A mediana de sobrevida global no grupo de pacientes que fez uso de Pembrolizumabe mais quimioterapia foi de 12,7 meses (IC 95%, 11,5-13,6), enquanto a mediana da sobrevida global nos pacientes tratados apenas com quimioterpia foi de 10,9 meses (IC 95%, 9,9-11,6). Esta aprovação marca a 39ª aprovação de Keytruda (Pembrolizumabe) no Brasil. 

Os tumores de fígado e das vias biliares são normalmente muito agressivos, o que nos traz a necessidade de buscar opções de tratamento que aumentem a sobrevida dos pacientes. Os resultados desse estudo mostram que estamos no caminho certo com nosso imunológico Pembrolizumabe, que vem ampliando suas indicações de uso aqui no país”, comenta a diretora médica da MSD no Brasil, dra. Márcia Datz Abadi.

 

Sobre o estudo KEYNOTE-966

KEYNOTE-966 é um estudo randomizado, duplo-cego de fase 3, multicêntrico, randomizado, duplo cego e controlado por placebo, que avaliou KEYTRUDA (Pembrolizumabe) em combinação com gencitabina e cisplatina versus placebo mais gencitabina e cisplatina, para o tratamento de primeira linha de câncer no trato biliar localmente avançado irressecável ou metastático. O objetivo primário foi a sobrevida global, e os objetivos secundários incluíram sobrevida livre de progressão, taxa de resposta objetiva, duração da resposta, e perfil de segurança. O estudo envolveu 1.069 pacientes que foram randomizados para receber KEYTRUDA (200 mg a cada três semanas por até aproximadamente dois anos) mais gencitabina e cisplatina, ou placebo mais gencitabina e cisplatina.

 

Sobre o câncer do trato biliar

O câncer do trato biliar (CTB) é um grupo de cânceres raros e altamente agressivos no fígado, vesícula biliar e ductos biliares. O câncer do trato biliar é o segundo tipo mais comum de câncer primário de fígado, depois do carcinoma hepatocelular, sendo responsável por aproximadamente 15% de todos os cânceres de fígado. O câncer do trato biliar é mais frequentemente diagnosticado em pacientes entre 50 e 70 anos de idade, e aproximadamente 70% dos pacientes com CTB são diagnosticados em estágio avançado. Os pacientes diagnosticados com CTB enfrentam um prognóstico muito ruim, com uma taxa de sobrevida relativa em cinco anos de 9-11% em todos os pacientes.

  


MSD no Brasil


Dia Nacional promove conscientização e incentivo ao diagnóstico precoce do retinoblastoma

Saiba a importância da detecção antecipada do retinoblastoma na infância reforçada por especialista do One Day Hospital de Alphaville

 

O próximo dia 18 de setembro marca o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, instituído pela Lei nº 12.637/2012. A data tem por objetivo alertar a sociedade sobre a importância da detecção precoce desse tipo de tumor ocular infantil, fator essencial para elevar as chances de cura e preservar a visão das crianças que o desenvolvem.

 

O retinoblastoma é um tumor maligno que se origina nas células da retina e representa o câncer intraocular primário mais frequente na infância. Sua incidência estimada é de cerca de um caso para cada 18 mil a 30 mil nascimentos, correspondendo a aproximadamente 3% dos cânceres infantis no Brasil, o que representa em torno de 400 novos casos por ano.

A doença ganhou repercussão nacional quando os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin tiveram sua filha diagnosticada com o mal em 2021. Desde então eles estão ativamente envolvidos em campanhas de conscientização sobre o retinoblastoma, utilizado suas plataformas para alertar sobre os sinais e sintomas da doença, promovendo a importância do diagnóstico precoce.

 

Entre os primeiros sinais da doença, destaca-se a leucocoria — reflexo branco visível na pupila, também conhecido como “sinal do olho de gato” — presente na maioria dos diagnósticos. Outros sintomas podem envolver estrabismo, diminuição da acuidade visual, glaucoma, inflamação ocular, anisocoria, entre outros sinais menos frequentes.

 

O diagnóstico precoce deve ser buscado imediatamente pelos responsáveis sempre que esses sinais forem observados, pois quanto mais cedo detectada, melhores são as perspectivas de tratamento e preservação do olho afetado.

 

De acordo com o dr. Marcelo Jerez, médico oftalmologista e diretor clínico do One Day Hospital de Alphaville, o reconhecimento rápido dos sinais da doença é crucial: “O retinoblastoma, quando identificado em fase inicial, tem taxas de cura que podem superar 90%, e muitas vezes é possível preservar a visão e evitar procedimentos mais invasivos.” Segundo o especialista, “a sociedade precisa estar atenta aos sinais como a mancha branca na pupila e buscar avaliação médica imediata. O diagnóstico precoce faz toda a diferença na qualidade de vida das crianças”.

 

O tratamento varia conforme a extensão do tumor e seu avanço. Em estágios iniciais, pode envolver terapias locais como laser, crioterapia, termoterapia ou braquiterapia. Em casos mais avançados, pode ser necessário realizar enucleação (remoção do olho), associada ou não à quimioterapia. Técnicas mais recentes, como a quimioterapia intraarterial, permitem tratamento mais localizado e menos agressivo para o organismo.

Em geral, os tumores detectados apenas no interior do olho têm melhor prognóstico, com elevado índice de cura. Nos países em que o diagnóstico precoce é regra, as taxas de sobrevida ultrapassam 90%. Já em locais onde o diagnóstico é tardio, o prognóstico é significativamente pior, com maior risco de perda da visão e até da vida.

 

O Dia 18 de setembro reforça a necessidade de conscientização entre pais, profissionais de saúde e educadores para que qualquer sinal suspeito leve a encaminhamento imediato a oftalmologistas pediátricos e centros especializados. A prevenção da cegueira infantil depende da rapidez na identificação e do acesso a tratamentos adequados. O One Day Hospital de Alphaville se coloca à disposição para apoiar essa mobilização por meio de orientação e conscientização sobre a doença.

 

One Day Hospital

 

21 de setembro

 

Alzheimer e PCDs: datas nacionais reforçam a luta por dignidade e direitos 

André Naves destaca necessidade de políticas públicas eficazes e mudança cultural em defesa de idosos e pessoas com deficiência

 

No dia 21 de setembro, o Brasil celebra duas datas de enorme relevância social: o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer e o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência (PCDs). Embora com pautas distintas, ambas convergem para um mesmo princípio: a urgência de garantir dignidade, respeito e acesso a direitos para grupos que enfrentam vulnerabilidades históricas e crescentes. 

O Alzheimer e outras formas de demência já afetam mais de 1,2 milhão de brasileiros, com cerca de 100 mil novos casos diagnosticados anualmente, segundo estimativas do Ministério da Saúde. O impacto é ainda mais significativo entre os idosos: 8,5% da população com mais de 60 anos convive hoje com algum tipo de demência, número que pode chegar a quase 6 milhões de pessoas até 2050. A progressão da doença impõe não apenas desafios médicos, mas também sociais e jurídicos, que vão desde a necessidade de curatela até o suporte adequado a cuidadores, que frequentemente enfrentam sobrecarga emocional, física e financeira. 

Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em direitos humanos e inclusão social, o Alzheimer deve ser tratado como uma questão de saúde pública integrada e de responsabilidade social. 

“É fundamental que a sociedade e o poder público olhem para os pacientes de Alzheimer com alteridade e responsabilidade. O diagnóstico não é apenas uma questão de saúde, mas um desafio social e jurídico que impacta toda a família. Precisamos de políticas públicas que garantam o acesso a tratamentos e, ao mesmo tempo, de suporte legal para preservar os direitos desses cidadãos”, afirma.

 

Compromisso permanente com a inclusão

Se de um lado o Alzheimer chama atenção para a necessidade de uma rede de cuidados estruturada, o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência reforça o compromisso permanente com a inclusão. Instituída pela Lei nº 11.133/2005, a data convida a sociedade a refletir sobre o combate ao capacitismo e a importância de promover condições reais de acessibilidade e participação. 

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população. Entre as pessoas com 70 anos ou mais, esse percentual é ainda mais expressivo, chegando a 27,5%. Apesar de avanços legais, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), os desafios permanecem: é preciso consolidar uma mudança cultural e ampliar políticas públicas para assegurar que a educação inclusiva, o mercado de trabalho acessível e os espaços urbanos adaptados sejam uma realidade cotidiana. 

André Naves ressalta que a luta das pessoas com deficiência é constante e exige mobilização em todas as esferas da sociedade. 

“A luta da pessoa com deficiência é diária e contínua. É uma batalha pela acessibilidade universal, pela educação inclusiva e pela inserção no mercado de trabalho. A legislação brasileira é um avanço, mas a sua aplicação depende de compromisso institucional e mudança cultural”, destaca. 

Ao reunir essas duas pautas em uma mesma data, o 21 de setembro se torna um marco de reflexão coletiva. Mais do que simples efemérides, são convites à ação e ao compromisso: cuidar com humanidade dos idosos que enfrentam o Alzheimer e garantir que as pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados e suas potencialidades reconhecidas. 

“Seja no cuidado com o idoso que vive com Alzheimer, seja na garantia de direitos para a pessoa com deficiência, a nossa missão como sociedade é construir pontes e quebrar barreiras. É garantir que ninguém seja abandonado, conclui André Naves. 

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: andrenaves.def.

 

André Naves - Defensor Público Federal


11 avanços em IA que estão redefinindo a saúde hoje

De triagem virtual a cirurgia robótica e monitoramento remoto, a inteligência artificial já está transformando o que é possível na medicina moderna
 

A inteligência artificial (IA) está impulsionando uma verdadeira revolução na área da saúde, tornando diagnósticos, tratamentos e processos muito mais precisos, rápidos e personalizados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a IA tem o potencial de transformar desde o desenvolvimento de medicamentos até o cuidado diário com o paciente, ajudando a expandir o acesso, reduzir custos e enfrentar a escassez de profissionais de saúde em todo o mundo. 

Hoje, já é possível imaginar um futuro em que os planos de tratamento sejam totalmente personalizados para cada indivíduo, levando em consideração fatores como genética, histórico médico e estilo de vida. A análise massiva de dados—algo impossível para humanos sozinhos—permite identificar padrões, prever riscos e sugerir intervenções mesmo antes do surgimento de sintomas graves. Isso significa que os médicos agora contam com apoio em tempo real para decisões clínicas, enquanto os pacientes se beneficiam de um monitoramento contínuo, mesmo fora dos hospitais. 

Além disso, a automação de tarefas administrativas e operacionais libera os profissionais de saúde para se concentrarem no que realmente importa: o cuidado humano e compassivo. Em hospitais, sistemas inteligentes otimizam recursos, antecipam demandas e agilizam a comunicação entre equipes multidisciplinares. No dia a dia, dispositivos conectados e aplicativos de saúde ajudam a monitorar sinais vitais, lembrar os pacientes de tomar medicamentos e incentivar hábitos saudáveis. 

Nesse contexto, a IA está tornando os sistemas de saúde mais proativos, centrados no paciente e orientados por dados. As descobertas médicas estão ocorrendo em ritmo acelerado, novas terapias chegam ao mercado mais rapidamente e a experiência do paciente torna-se mais personalizada e eficiente. De acordo com a Dassault Systèmes, empresa francesa de softwares, aqui estão 11 formas pelas quais a IA já está fazendo a diferença na saúde:

 

1. Pesquisa e Desenvolvimento:

A IA acelera a descoberta de medicamentos ao mapear milhões de compostos e prever interações moleculares, permitindo que os cientistas se concentrem nas opções mais promissoras. Modelos generativos também identificam novos usos potenciais para medicamentos já existentes.

 

2. Ensaios Clínicos Otimizados:

Algoritmos inteligentes selecionam os participantes ideais e preveem resultados, reduzindo significativamente o tempo e os custos da pesquisa. Assistentes digitais automatizam relatórios regulatórios e análises de dados em larga escala, encurtando a duração dos testes e aumentando a eficiência.

 

3. Produção Farmacêutica Eficiente:

A fabricação de medicamentos com IA permite manutenção preditiva, gestão inteligente de estoques e controle de qualidade rigoroso, minimizando desperdícios e acelerando os ciclos de produção.

 

4. Segurança e Conformidade:

Ferramentas de IA automatizam verificações regulatórias, geram relatórios e detectam anomalias em tempo real, além de monitorar continuamente efeitos adversos de medicamentos, garantindo maior segurança para os pacientes.

 

5. Comercialização e Marketing:

A IA gera valor econômico ao acelerar o desenvolvimento de produtos e refinar estratégias de mercado, extraindo insights detalhados de pesquisas, perfis de clientes e atualizações regulatórias.

 

6. Triagem e Atendimento Inicial:

Assistentes virtuais baseados em IA coletam históricos médicos, avaliam sintomas e realizam triagens, permitindo consultas mais focadas e diagnósticos mais rápidos. Ferramentas de processamento de linguagem natural automatizam transcrições e resumos de atendimentos, reduzindo a carga administrativa dos profissionais.

 

7. Diagnóstico por Imagem:

Algoritmos treinados analisam exames com precisão superior, detectando lesões e tumores em estágios iniciais, reduzindo falsos positivos e minimizando procedimentos invasivos desnecessários.

 

8. Tomada de Decisão Clínica:

A IA integra dados de prontuários eletrônicos, exames laboratoriais e dispositivos vestíveis, ajudando os médicos a diagnosticar condições complexas e criar planos de tratamento personalizados para cada paciente.

 

9. Gestão Hospitalar e Tratamento:

Sistemas inteligentes preveem taxas de internação, identificam picos sazonais e otimizam recursos como leitos e equipes, além de gerar resumos de alta e facilitar a comunicação entre departamentos.

 

10. Acompanhamento Pós-Tratamento:

O monitoramento remoto impulsionado por IA envia lembretes de medicação, sinaliza anomalias e recomenda intervenções em tempo real—especialmente valioso para doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

 

11. Dispositivos Conectados e Wearables:

Dispositivos inteligentes monitoram sinais vitais, detectam irregularidades cardíacas e permitem intervenções precoces, empoderando os pacientes e oferecendo tranquilidade às equipes de saúde.

Atualmente, mais de 70% das organizações de saúde no mundo estão testando ou implementando soluções de IA para melhorar a experiência dos pacientes e otimizar operações. A combinação da IA com outras tecnologias digitais está inaugurando uma nova era de cuidado eficiente, personalizado e preventivo. 

Olhando para o futuro, as possibilidades são ainda mais promissoras. Soluções inovadoras como os gêmeos digitais de pacientes—réplicas digitais dinâmicas baseadas em dados do mundo real—já estão permitindo simulações precisas de respostas a tratamentos, acelerando a pesquisa clínica e tornando as terapias personalizadas viáveis em escala global. 

A cada novo avanço, a IA reforça seu papel central na construção de um sistema de saúde mais inteligente, acessível, humano e sustentável—capaz de transformar vidas e redefinir o que é possível na medicina.

 

Dassault Systèmes
www.3ds.com

 

Prevenção cardiovascular em idosos exige integração entre geriatria, cardiologia e equipe multidisciplinar

Especialistas destacam que fatores genéticos, estilo de vida e polifarmácia aumentam os riscos cardíacos na terceira idade

 

A prevenção de doenças cardiovasculares na população idosa demanda a adoção continuada de práticas saudáveis. O Ministério da Saúde recomenda atividade física regular — pelo menos 150 minutos semanais —, alimentação rica em frutas, legumes e grãos integrais, redução de sal, gordura saturada e alimentos ultraprocessados, além da cessação do tabagismo. Essas medidas, simples e acessíveis, atuam diretamente na redução dos principais fatores de risco, como hipercolesterolemia, hipertensão, sedentarismo e obesidade, mesmo em estágios iniciais ou assintomáticos da doença. 

O Hospital Mater Dei Santa Genoveva, neste Setembro Vermelho, chama a atenção para a importância da prevenção das doenças cardiovasculares em idosos, responsáveis por 28% das mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Para o geriatra Dr. Marcos Alvinair, a combinação de predisposição genética, histórico de hábitos de vida e uso simultâneo de múltiplos medicamentos torna essa população mais vulnerável a complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.


Principais fatores de risco

De acordo com o Dr. Alvinair, os fatores hereditários, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, costumam se manifestar a partir dos 40 anos e tendem a se agravar com o envelhecimento. Ao longo da vida, o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e até quadros de ansiedade e depressão se somam a esses riscos.

“O acúmulo desses elementos pode deflagrar um processo inflamatório nas artérias, conhecido como aterogênese, que resulta na obstrução dos vasos sanguíneos e no comprometimento de órgãos vitais”, explica o geriatra. Essa condição aumenta as chances de infarto, AVC, hipertensão secundária e até amputações em casos de obstrução arterial grave nos membros inferiores.


Polifarmácia: benefício e risco

O uso de múltiplos medicamentos, comum entre idosos com várias doenças crônicas, pode ser tanto uma solução quanto um risco. “Quando a prescrição é feita de forma criteriosa, associando os medicamentos de forma inteligente, o paciente se beneficia. Mas o excesso de remédios, principalmente para tratar condições não cardiovasculares, pode gerar interações negativas e efeitos colaterais”, afirma Alvinair.

Nesse contexto, cabe ao médico avaliar as comorbidades e ajustar as condutas para minimizar riscos, destacando o papel central da geriatria na gestão da polifarmácia.


Cuidado multidisciplinar

O especialista defende a atuação integrada entre diferentes áreas da saúde no atendimento ao idoso. Além da geriatria e da cardiologia, a participação de nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e familiares é considerada fundamental.

“A saúde do coração está diretamente ligada a outras funções, como a cerebral, respiratória, sexual e renal. O acompanhamento multidisciplinar permite uma visão global do paciente e melhora os resultados”, ressalta Alvinair.


O papel da geriatria

Segundo o médico, a geriatria funciona como elo de integração entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado. “O geriatra age como gestor das condutas, articulando o trabalho de especialistas, como cardiologistas, endocrinologistas, neurologistas e ortopedistas. Esse papel é essencial para evitar conflitos terapêuticos e reduzir os efeitos colaterais da polifarmácia”, explica.


Encaminhamento precoce ao cardiologista

Embora o geriatra consiga manejar uma ampla gama de condições cardiovasculares, há situações em que o encaminhamento precoce ao cardiologista é indispensável. Casos de arritmia com repercussão hemodinâmica, síndromes isquêmicas agudas e insuficiência cardíaca avançada exigem avaliação imediata do especialista.

“O bom senso é determinante. Quando o caso se mostra mais grave desde o início, a soma de conhecimentos entre geriatria e cardiologia garante maior segurança e melhores resultados para o paciente”, conclui Alvinair.


Secura extrema coloca Centro-Oeste em alerta laranja com umidade chegando a 12%

Nutróloga do CEUB orienta como se proteger do calor intenso e evitar desidratação, sintomas de insolação e outros riscos à saúde

 

O clima seco continua predominando em boa parte do Centro-Oeste brasileiro. Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul enfrentam mais um período de baixíssima umidade relativa do ar, que pode despencar para 12% em algumas localidades. O índice coloca a região em alerta laranja de perigo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A situação é agravada pelo calor intenso, com termômetros chegando a 34 °C. 

O cenário exige atenção redobrada da população, já que o tempo quente e seco favorece problemas respiratórios, quedas de pressão e riscos de incêndios florestais. Para a nutróloga Nádia Haubert, professora do curso de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a prevenção passa por cuidados simples, mas fundamentais, como manter a hidratação em dia, priorizar alimentos ricos em água e evitar a exposição solar nos horários mais críticos. 

De acordo com a especialista, o calor extremo pode provocar desidratação, insolação, distúrbios digestivos (como náuseas e vômitos) e queimaduras de pele. “A insolação pode apresentar desde sintomas leves até quadros graves, como hipertermia, perda de consciência e até parada cardíaca. O excesso de calor causa um estresse térmico no organismo, que passa a ter dificuldade em manter a temperatura estável, podendo levar ao esgotamento do sistema nervoso central e circulatório”, explica Haubert. 

Pessoas saudáveis costumam reagir ao estresse térmico com sintomas mais brandos, como dor de cabeça, mal-estar e lentidão. Porém, a nutróloga alerta para atenção especial com grupos vulneráveis: crianças, gestantes e idosos. “Caso alguém apresente confusão mental, boca seca, urina escura, dor no peito ou falta de ar, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, reforça.

 

Como se proteger da onda de calor

A docente do CEUB recomenda medidas práticas para reduzir os riscos neste período de seca: 

Beba líquidos com frequência

Evite exposição ao sol nos horários mais quentes

Evite o consumo de bebidas alcoólicas

Use protetor solar diariamente

Se precisar sair ao sol, use bonés e roupas com fator de proteção

Prefira frutas com alto teor de água, como melão e melancia

Inclua verduras e legumes frescos na alimentação 

Evite alimentos gordurosos e de difícil digestão

Pratique exercícios apenas no início da manhã ou à noite


Quais os sinais que podem indicar o surgimento da catarata?

Toa55/iStock
A catarata é uma doença silenciosa que compromete a visão, sendo fundamental reconhecer os sintomas precoces para preservar a qualidade de vida

 

A atenção à saúde ocular é essencial para a detecção precoce da catarata, doença silenciosa que compromete progressivamente a visão e representa uma das principais causas de cegueira no mundo. O diagnóstico em estágios iniciais possibilita um tratamento mais eficaz e contribui para a preservação da qualidade de vida.  

A demora para procurar um diagnóstico permite que a catarata se torne mais densa no olho, dificultando o tratamento cirúrgico. Por isso, é importante se informar e compartilhar informações sobre o que é a catarata, quais são os sintomas e sobre o diagnóstico precoce realizado pelo médico oftalmologista.

 

O que é catarata? 


A catarata ocorre quando a lente natural do olho, chamada de cristalino, fica opaca. Essa lente é responsável pelo foco da luz na retina, e, quando está opacificada, não consegue deixar a luminosidade passar adequadamente. 


Essa opacidade pode estar associada ao processo de envelhecimento e à perda de elasticidade do cristalino. Ela pode ocorrer em um ou nos dois olhos ao mesmo tempo, mas isso não ocorre de forma contagiosa — ou seja, a catarata não se espalha de um olho para o outro. 

 

Quais são os sintomas?

Um dos sintomas iniciais é a visão se tornar nebulosa ou turva. Esse problema pode ir se agravando conforme a doença avança, impedindo o reconhecimento de pessoas, objetos e atividades como a leitura. Outro sintoma comum é a maior dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes com pouca iluminação.

Com o avanço da doença, podem surgir outros sintomas como sensibilidade à luz (fotofobia), percepção de halos (bordas distorcidas) ao redor de luzes e a visão duplicada — os chamados “fantasmas”. Também é frequente notar mudanças na forma de enxergar cores, que passam a parecer desbotadas ou com menor contraste. Além disso, as trocas de grau nos óculos se tornam mais recorrentes.

Em estágios muito avançados, a catarata leva à perda total da visão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é responsável por mais da metade dos casos de cegueira no mundo. 

 

Quais são as causas?

Além do envelhecimento, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da catarata. Entre eles, estão: exposição prolongada à luz solar ou à radiação ultravioleta, o uso contínuo de medicamentos como os corticosteroides sem o devido acompanhamento médico e a predisposição genética. Traumas ou lesões oculares, doenças sistêmicas como diabetes, tabagismo e o uso excessivo de álcool também estão entre as causas associadas.

Diante desses riscos, algumas medidas de prevenção são essenciais. Manter o controle do diabetes, evitar o uso indiscriminado de corticosteroides e proteger os olhos contra a exposição solar direta são cuidados que reduzem as chances de desenvolver a doença. A redução de hábitos como tabagismo e consumo de álcool também têm impacto positivo.

Realizar consultas regulares com o oftalmologista é essencial para a detecção precoce de alterações visuais e para o acompanhamento contínuo da saúde ocular.

 

Os tratamentos para a catarata

Todos os tratamentos devem passar pela indicação do oftalmologista, que vai avaliar o grau da doença e as formas de cuidado mais adequadas. Um dos métodos indicados tanto em casos iniciais quanto em mais avançados é a cirurgia de catarata

O tipo de cirurgia para catarata depende do estágio em que a doença se encontra. Em casos iniciais, a técnica mais indicada é a facoemulsificação, na qual o cristalino é fragmentado por ultrassom e removido através de um pequeno corte. Em seguida, é inserida uma lente intraocular (LIO).

Nos casos mais complicados, ocorre a cirurgia extracapsular, com um corte maior para a retirada do cristalino e a inserção da lente. A lente inserida pode ser multifocal, melhorando também outros aspectos da visão.

Em geral, a cirurgia de catarata é considerada um procedimento rápido e seguro. Na maioria das vezes, os pacientes recebem alta poucas horas após a operação. 

 

Vozes do Advocacy promove capacitação em diabetes para profissionais de saúde de Guarulhos


O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo no ranking dos gastos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes. Dados da Pesquisa Vigitel, no conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de diabetes foi de 10,2%, sendo maior entre as mulheres (11,1%) do que entre os homens (9,1%).

A Pesquisa Radar Nacional sobre Tratamento de Diabetes no Brasil, feito pelo Vozes do Advocacy no ano passado, a partir de uma amostragem de 1.843 pessoas, mostrou que 30% dos brasileiros com diabetes apresentam descontrole glicêmico, e 42% nem sequer recordam o último resultado ou não sabem do que se trata o exame. Os dados refletem em consequências para a saúde: 12% dos participantes relatam retinopatia diabética, que pode levar à cegueira; 32% têm neuropatia; 25%, doenças cardiovasculares; 10% relatam nefropatia e lesões nos pés, complicações graves, que poderiam ser prevenidas com acompanhamento regular e tratamento adequado.

Pensando em melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy, em parceria com a Secretaria de Saúde de Guarulhos, fará o projeto Educar para Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes para os profissionais de saúde do SUS, nos dias 25 e 26 de setembro, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. No dia 25 de setembro, será na Escolas SUS, na Avenida Tiradentes, 2521; e no dia 26 de setembro, será no Centro Municipal de Educação, na Avenida Monteiro Lobato, 734, ambos eventos em Guarulhos.

“Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso, sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim, diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio das empresas: Amgen, AstraZeneca, Bayer, Roche e GSK.

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.


Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.

 

Fundação do ABC promove campanha pelo Dia Mundial da Segurança do Paciente

Freepik

Estabelecida pela Organização Mundial da Saúde, a data celebrada em 17 de setembro tem como tema de 2025 os cuidados seguros a recém-nascidos e crianças


A Fundação do ABC organiza neste mês uma importante campanha junto a todas as unidades de saúde gerenciadas, em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente. Celebrada em 17 de setembro, a data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma oportunidade para conscientizar o público, promover a colaboração entre as partes interessadas e mobilizar ações globais para melhorar a segurança do paciente. Neste ano, o tema escolhido é “Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada criança”, com o slogan “Segurança do paciente desde o início!”.

 

A proposta internacional destaca a vulnerabilidade dessa faixa etária aos danos causados por falhas assistenciais e faz um apelo por ações urgentes que eliminem riscos evitáveis no atendimento pediátrico e neonatal. A campanha da OMS também busca conscientizar a população, envolver profissionais e gestores de saúde e fomentar políticas públicas sustentáveis que garantam atendimento mais seguro desde o nascimento.

 

Com mais de 30 mil colaboradores, a Fundação do ABC, impulsionada pela Diretoria de Projetos e Qualidade, está distribuindo materiais informativos sobre o tema, detalhando os objetivos do Dia Mundial da Segurança do Paciente 2025. Paralelamente, as unidades de saúde também estão realizando atividades internas de conscientização, capacitação e educação permanente com as equipes multiprofissionais.

 

A mobilização global deste ano reforça diretrizes já apresentadas em campanhas anteriores, como o parto seguro; priorização da segurança do paciente; segurança dos profissionais de saúde; segurança da medicação; envolvimento do paciente e da família; e segurança diagnóstica. Os esforços integram o Plano de Ação Global para a Segurança do Paciente 2021–2030, promovido pela OMS.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tema de 2025 está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o de número 3.2, que visa acabar com mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de cinco anos. A segurança infantil também faz parte de estratégias internacionais como o “Plano de Ação para Toda Mulher, Todo Recém-Nascido, Em Todo Lugar”, a “Iniciativa de Ação para a Sobrevivência Infantil” e a ‘Estratégia Global para a Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente 2016-2030’.

 

OBJETIVOS DO DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA DO PACIENTE 2025

 

1. Aumentar a conscientização global sobre os riscos de segurança nos cuidados pediátricos e neonatais em todos os ambientes de assistência médica, enfatizando as necessidades específicas de crianças, famílias e cuidadores.

 

2. Mobilizar governos, organizações de saúde, órgãos profissionais e a sociedade civil para implementar estratégias sustentáveis para cuidados mais seguros para recém-nascidos e crianças, como parte de iniciativas mais amplas de segurança e qualidade do paciente.

 

3. Capacitar pais, cuidadores e crianças na segurança do paciente promovendo educação, conscientização e participação ativa no cuidado.

 

4. Defender o fortalecimento da pesquisa sobre segurança do paciente em cuidados pediátricos e neonatais.


Mitos e verdades sobre a Apneia Obstrutiva do Sono

Mais que um distúrbio do sono, a apneia obstrutiva ameaça a saúde e a qualidade de vida, explica a Dra. Juliana Búrigo 

 

A Dra. Juliana Búrigo desmistifica, esclarece mitos e verdades sobre essa condição. 

 

MITOS E VERDADES:

EXISTEM APARELHOS / DISPOSITIVOS QUE TRATAM A APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO DE FORMA DEFINITVA

MITO

      Não. Os aparelhos e dispositivos que existem no mercado e tratam a apneia do sono conseguem controlá-la de uma forma temporária e não definitiva. Eles só têm efeito positivo no quadro da síndrome durante a sua utilização. Nos horários e nos períodos nos quais os usuários não conseguem utilizá-los, não haverá efeito algum sobre os episódios de apneia durante o sono. Dentre estes aparelhos disponíveis no mercado encontram-se o CPAP (Pressão Positiva Contínua sobre as Vias Aéreas), o qual é utilizado para aumentar a pressão do fluxo de ar na via aérea durante a sua utilização e o aparelho do ronco, que projeta o osso mandibular para frente durante o sono, promovendo um aumento parcial temporário da via aérea posterior e da passagem do ar para os pulmões durante a sua utilização devido à projeção temporária para anterior dos tecidos moles que envolvem esta região. Há que se comentar aqui que este último precisará ser indicado mediante a avaliação prévia da saúde das articulações do osso mandibular, pois, em articulações degeneradas, deterioradas ou que tenham as suas cartilagens (meniscos) deslocadas, este aparelho tenderá a agravar e piorar os sinais e sintomas destes distúrbios que acometem as articulações, os chamados distúrbios têmporo mandibulares (DTMs).

 

NÃO EXISTE TRATAMENTO DEFINITIVO PARA A APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO:

MITO

      Existe sim tratamento definitivo para a apneia obstrutiva do sono. A cirurgia ortognática, ao promover um avanço no sentido horizontal de forma definitiva dos ossos maxilar e mandibular do paciente afetado, aumenta o espaço aéreo posterior de forma considerável a ponto de eliminar por completo a obstrução dos tecidos moles posteriores que compõe a via aérea, pois, estes tecidos avançam conjuntamente aos ossos avançados e posicionam-se para sempre em uma região mais anterior, eliminando na maioria das vezes por completo o bloqueio da via aérea causador da apneia obstrutiva do sono pelo bloqueio da passagem do ar para os pulmões durante o sono.

A CIRURGIA ORTOGNÁTICA PARA TRATAMENTO DA APNEIA DO SONO É SUPER AGRESSIVA E DE ALTA MORBIDADE

MITO

     A cirurgia é realizada sob anestesia geral, porém, a modernidade das drogas anestésicas e dos materiais de fixação óssea fazem com que atualmente ela seja um procedimento cirúrgico altamente seguro e com recuperação relativamente rápida.

DEPRESSÃO, LETARGIA, CANSAÇO, TRISTEZA, CEFALÉIAS, CONFUSÃO MENTAL, SONOLÊNCIA DIURNA, FRAQUEZA SÃO SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS À SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO (SAOS)

VERDADE

Sim, a falta de oxigenação cerebral e, consequentemente, a falta de oxigenação a nível corporal, provocam sinais e sintomas que atrapalham e incapacitam parcialmente ou até totalmente a rotina diária das pessoas atingidas por esta síndrome

 

PROBLEMAS CARDÍACOS PODEM SER DESENCADEADOS PELA APNEIA DO SONO

VERDADE

     Sim, a síndrome aumenta a pressão arterial, pois, faz-se necessário que o coração bombeie o fluxo sanguíneo com mais força para que seja possível que o oxigênio chegue a todas as extremidades do corpo. Portanto, este aumento dos batimentos cardíacos manifesta-se diretamente em um aumento importante das medições da pressão arterial.

 

O EMAGRECIMENTO RESOLVE A SÍNDROME DA APNÉIA DO SONO

MITO

Não. Pode até resolver parcialmente e de forma temporária, porém, o bloqueio da via aérea posterior não se dá por excesso de peso, mas, sim, por um bloqueio da passagem do ar na via aérea por uma questão anatômica: o retrognatismo esquelético (posicionamento para trás) dos ossos maxilar e mandibular da face do paciente, o qual faz que todos os tecidos moles da região (pele, gordura, músculos etc.) também estejam posicionados para trás.

 

CIRURGIAS OTORRINOLARINGOLÓGICAS CORRIGEM A SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

MITO

Não. Elas podem promover uma melhora parcial por aumentarem a circulação de ar em alguma porção das vias aéreas, porém, não conseguem resolver nem tratar a síndrome de forma definitiva porque não tem a capacidade de desbloquear o espaço aéreo inferior posterior reduzido e atrofiado causado pelo retro posicionamento dos ossos maxilar e mandibular. Este retro posicionamento ósseo somente poderá ser completamente solucionado através do avanço definitivo destes ossos promovido pela cirurgia ortognática.

 


Dra. Juliana Búrigo - cirurgiã-dentista especializada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, celebra 25 anos de atuação na odontologia — sendo duas décadas dedicadas à cirurgia bucomaxilofacial. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), sua trajetória profissional é marcada pela excelência clínica, atualização científica constante e um atendimento profundamente humano. À frente da Clínica Juliana Búrigo, localizada em Criciúma-SC, a profissional oferece serviços que vão desde cirurgias em toda a região maxilofacial até reabilitações orais complexas com implantes, próteses e restaurações estéticas. Também atua com ortodontia voltada à preparação para cirurgias ortognáticas e reabilitações funcionais completas, sempre com foco em casos de alta complexidade.

 

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