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| Toa55/iStock |
A atenção à saúde ocular é essencial para a detecção precoce da catarata, doença silenciosa que compromete progressivamente a visão e representa uma das principais causas de cegueira no mundo. O diagnóstico em estágios iniciais possibilita um tratamento mais eficaz e contribui para a preservação da qualidade de vida.
A
demora para procurar um diagnóstico permite que a catarata se torne mais densa
no olho, dificultando o tratamento cirúrgico. Por isso, é importante se
informar e compartilhar informações sobre o que é a catarata, quais são os
sintomas e sobre o diagnóstico precoce realizado pelo médico oftalmologista.
O que é catarata?
A catarata ocorre quando a lente natural do olho, chamada de cristalino, fica opaca. Essa lente é responsável pelo foco da luz na retina, e, quando está opacificada, não consegue deixar a luminosidade passar adequadamente.
Essa
opacidade pode estar associada ao processo de envelhecimento e à perda de
elasticidade do cristalino. Ela pode ocorrer em um ou nos dois olhos ao mesmo
tempo, mas isso não ocorre de forma contagiosa — ou seja, a catarata não se
espalha de um olho para o outro.
Quais
são os sintomas?
Um dos sintomas iniciais é a visão se tornar nebulosa ou turva. Esse problema pode ir se agravando conforme a doença avança, impedindo o reconhecimento de pessoas, objetos e atividades como a leitura. Outro sintoma comum é a maior dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes com pouca iluminação.
Com o avanço da doença, podem surgir outros sintomas como sensibilidade à luz (fotofobia), percepção de halos (bordas distorcidas) ao redor de luzes e a visão duplicada — os chamados “fantasmas”. Também é frequente notar mudanças na forma de enxergar cores, que passam a parecer desbotadas ou com menor contraste. Além disso, as trocas de grau nos óculos se tornam mais recorrentes.
Em
estágios muito avançados, a catarata leva à perda total da visão. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é responsável por mais da metade
dos casos de cegueira no mundo.
Quais
são as causas?
Além do envelhecimento, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da catarata. Entre eles, estão: exposição prolongada à luz solar ou à radiação ultravioleta, o uso contínuo de medicamentos como os corticosteroides sem o devido acompanhamento médico e a predisposição genética. Traumas ou lesões oculares, doenças sistêmicas como diabetes, tabagismo e o uso excessivo de álcool também estão entre as causas associadas.
Diante desses riscos, algumas medidas de prevenção são essenciais. Manter o controle do diabetes, evitar o uso indiscriminado de corticosteroides e proteger os olhos contra a exposição solar direta são cuidados que reduzem as chances de desenvolver a doença. A redução de hábitos como tabagismo e consumo de álcool também têm impacto positivo.
Realizar consultas regulares com o oftalmologista é essencial para a detecção precoce de alterações visuais e para o acompanhamento contínuo da saúde ocular.
Os
tratamentos para a catarata
Todos os tratamentos devem passar pela indicação do oftalmologista, que vai avaliar o grau da doença e as formas de cuidado mais adequadas. Um dos métodos indicados tanto em casos iniciais quanto em mais avançados é a cirurgia de catarata.
O tipo de cirurgia para catarata depende do estágio em que a doença se encontra. Em casos iniciais, a técnica mais indicada é a facoemulsificação, na qual o cristalino é fragmentado por ultrassom e removido através de um pequeno corte. Em seguida, é inserida uma lente intraocular (LIO).
Nos casos mais complicados, ocorre a cirurgia extracapsular, com um corte maior para a retirada do cristalino e a inserção da lente. A lente inserida pode ser multifocal, melhorando também outros aspectos da visão.
Em geral, a cirurgia de catarata é considerada um procedimento rápido e seguro. Na maioria das vezes, os pacientes recebem alta poucas horas após a operação.

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