A aprovação da ANVISA é baseada nos resultados do estudo de Fase 3 KEYNOTE-966, que demonstrou benefício significativo na sobrevida global de pacientes com câncer no trato biliar localmente avançado, irressecável ou metastático
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a indicação do uso de
Pembrolizumabe, imunoterapico oncológico da MSD, em combinação com gencitabina
e cisplatina, para o tratamento de pacientes com câncer no trato biliar
localmente avançado, irressecável ou metastático (câncer que já está espalhado
pelo corpo). A aprovação foi baseada nos desfechos do estudo de fase 3 KEYNOTE-966, que
comparou os resultados do tratamento de Pembrolizumabe em combinação com
quimioterapia, versus o tratamento somente com quimioterapia.
O uso de Pembrolizumabe mais quimioterapia demonstrou uma melhora estatisticamente significativa no desfecho primário do estudo de sobrevida global (SG) dos pacientes, reduzindo o risco de morte em 17% (RR=0,83 [IC 95%, 0,72-0,95]; p unilateral=0,0034) em comparação com quimioterapia isolada. A mediana de sobrevida global no grupo de pacientes que fez uso de Pembrolizumabe mais quimioterapia foi de 12,7 meses (IC 95%, 11,5-13,6), enquanto a mediana da sobrevida global nos pacientes tratados apenas com quimioterpia foi de 10,9 meses (IC 95%, 9,9-11,6). Esta aprovação marca a 39ª aprovação de Keytruda (Pembrolizumabe) no Brasil.
“Os
tumores de fígado e das vias biliares são normalmente muito agressivos, o que
nos traz a necessidade de buscar opções de tratamento que aumentem a sobrevida
dos pacientes. Os resultados desse estudo mostram que estamos no caminho certo
com nosso imunológico Pembrolizumabe, que vem ampliando suas indicações de uso
aqui no país”, comenta a diretora médica da MSD no Brasil, dra. Márcia Datz
Abadi.
Sobre o estudo KEYNOTE-966
KEYNOTE-966
é um estudo randomizado, duplo-cego de fase 3, multicêntrico, randomizado,
duplo cego e controlado por placebo, que avaliou KEYTRUDA (Pembrolizumabe) em
combinação com gencitabina e cisplatina versus placebo mais gencitabina e
cisplatina, para o tratamento de primeira linha de câncer no trato biliar
localmente avançado irressecável ou metastático. O objetivo primário foi a
sobrevida global, e os objetivos secundários incluíram sobrevida
livre de progressão, taxa de resposta objetiva, duração da resposta, e perfil
de segurança. O estudo envolveu 1.069 pacientes que foram randomizados
para receber KEYTRUDA (200 mg a cada três semanas por até aproximadamente dois
anos) mais gencitabina e cisplatina, ou placebo mais gencitabina e cisplatina.
Sobre o câncer do trato biliar
O
câncer do trato biliar (CTB) é um grupo de cânceres raros e altamente
agressivos no fígado, vesícula biliar e ductos biliares. O câncer do trato
biliar é o segundo tipo mais comum de câncer primário de fígado, depois do
carcinoma hepatocelular, sendo responsável por aproximadamente 15% de todos os
cânceres de fígado. O câncer do trato biliar é mais frequentemente
diagnosticado em pacientes entre 50 e 70 anos de idade, e aproximadamente 70%
dos pacientes com CTB são diagnosticados em estágio avançado. Os pacientes
diagnosticados com CTB enfrentam um prognóstico muito ruim, com uma taxa de
sobrevida relativa em cinco anos de 9-11% em todos os pacientes.
MSD no Brasil
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