Pesquisar no Blog

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Seu intestino sabe mais sobre você do que o espelho: como a microbiota influencia suas emoções, decisões e até comportamento

Estudos recentes mostram que a saúde intestinal não se resume à digestão. Ela afeta o humor, os níveis de ansiedade, o apetite, o sono e até o modo como você reage ao mundo.

 

Por muito tempo, o intestino foi visto apenas como um órgão “de passagem”, responsável por absorver nutrientes e eliminar resíduos. Mas nos últimos anos, a ciência vem revelando algo surpreendente: o intestino é um centro de comando poderoso, com influência direta sobre o cérebro, as emoções, o metabolismo e até as nossas escolhas mais cotidianas. 

Pesquisadores já o apelidam de “segundo cérebro”, mas a verdade é que, em muitos aspectos, ele pode ser até mais sensível e intuitivo do que a própria mente racional. E a chave para isso está na microbiota intestinal, o conjunto de trilhões de micro-organismos que habitam o trato digestivo e se comunicam com todo o corpo, especialmente com o sistema nervoso central.
 

A conexão intestino-cérebro: não é papo alternativo, é neurociência

O nutrólogo Dr. Arthur Victor de Carvalho explica que a relação entre o intestino e o cérebro é regulada pelo chamado eixo intestino-cérebro, uma via de comunicação bidirecional que envolve o nervo vago, hormônios, neurotransmissores e moléculas inflamatórias. 

Estudos da Harvard Medical School e do NIH mostram que a microbiota intestinal saudável participa da produção de neurotransmissores como a serotonina, dopamina e GABA, fundamentais para a regulação do humor, do sono, da motivação e do apetite. Estima-se que mais de 90% da serotonina do corpo é produzida no intestino. 

Ou seja, se o intestino está em desequilíbrio, seu humor e sua clareza mental também estarão. É por isso que distúrbios como ansiedade, depressão, compulsão alimentar e até síndrome do pânico têm sido cada vez mais associados a desequilíbrios da microbiota.
 

“Não consigo parar de comer” pode ser uma mensagem da microbiota

Diversos estudos mostram que a composição da microbiota afeta diretamente a percepção de fome, saciedade e desejo por certos tipos de alimentos, especialmente carboidratos refinados e açúcar. 

Bactérias como Firmicutes estão associadas a maior absorção de calorias e acúmulo de gordura, enquanto cepas como Bacteroidetes favorecem um metabolismo mais eficiente. Alterações nessa proporção podem estimular o apetite de forma bioquímica, sem que a pessoa tenha consciência de que o “comer emocional” não é apenas psicológico, é fisiológico. 

“A microbiota influencia desde os alimentos que você deseja até a forma como seu corpo reage a eles. Um intestino desregulado pode estar sabotando decisões que você pensa estar tomando com clareza”, explica o Dr. Arthur Victor de Carvalho.


Humor, memória e foco também começam no intestino

A disbiose intestinal (desequilíbrio da microbiota) está ligada a quadros de:

  • Ansiedade crônica;
  • Irritabilidade;
  • Falhas de memória;
  • Cansaço mental;
  • Insônia;
  • Queda de libido. 

Algumas cepas probióticas específicas, inclusive, já vêm sendo estudadas como “psicobióticos”, ou seja, micro-organismos capazes de influenciar positivamente o estado emocional, reduzindo o cortisol e melhorando a resiliência ao estresse.
 

O intestino também molda o seu comportamento? A resposta é: sim

Pesquisas publicadas na revista Nature Microbiology apontam que alterações na microbiota intestinal podem interferir em traços comportamentais como impulsividade, procrastinação, compulsividade, tomada de decisões e tolerância à frustração. 

Em outras palavras: seu intestino pode estar influenciando como você reage a críticas, como lida com pressão, ou até como faz escolhas no trabalho e nos relacionamentos. 

A causa? Uma soma de fatores: inflamação intestinal, alterações hormonais, baixa diversidade microbiana e barreira intestinal comprometida (intestino permeável).
 

Como cuidar da microbiota na prática

O equilíbrio intestinal depende de fatores como:

  • Alimentação rica em fibras solúveis e insolúveis (frutas, legumes, vegetais, cereais integrais);
  • Consumo regular de alimentos fermentados naturais (como kefir, kombucha e chucrute);
  • Redução de ultraprocessados, corantes e conservantes artificiais;
  • Evitar uso indiscriminado de antibióticos e anti-inflamatórios;
  • Correção de deficiências nutricionais (zinco, magnésio, vitamina D, ômega 3);
  • Avaliação e, quando necessário, uso de probióticos e prebióticos sob orientação médica. 

O médico Arthur Victor de Carvalho conclui: “Se você sente que está agindo de forma impulsiva, sem controle emocional, sem foco ou com alterações de apetite inexplicáveis, a causa pode estar mais abaixo do que você imagina. Cuidar da microbiota intestinal não é apenas uma questão digestiva, é uma questão de identidade, bem-estar e equilíbrio emocional.”


Setembro em Flor: especialista alerta sobre a importância da prevenção contra os mais de 30 mil casos anuais de cânceres ginecológicos no Brasil

Prof. Dr. José Carlos Sadalla reforça que a vacinação contra o HPV e exames de rotina, como o Papanicolau, são as principais armas para combater doenças como o câncer de colo do útero, o mais comum entre as mulheres.


Com o lema "Quando o autocuidado é cultivado, a saúde floresce!", a campanha Setembro em Flor dedica o mês à conscientização sobre os cânceres ginecológicos, que afetam mais de 30 mil mulheres a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

A iniciativa, apoiada por grandes instituições como o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) e o A.C.Camargo Cancer Center, busca alertar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. 

O Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia, destaca a campanha como um momento crucial para a saúde feminina e explica os principais pontos de atenção para os cinco tipos de tumores ginecológicos: colo do útero, ovário, endométrio, vagina e vulva.
 

Os tipos de câncer ginecológico e a força da prevenção  

Dentre os tumores ginecológicos, o câncer de colo do útero é o mais incidente, com mais de 16 mil novos casos por ano no país. A grande maioria desses casos está diretamente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).

"A informação é a nossa ferramenta mais poderosa. Campanhas como o Setembro em Flor são essenciais para reforçar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas: o câncer de colo do útero é uma doença que pode ser prevenida", afirma o Dr. Sadalla. "Temos uma vacina segura e eficaz contra o HPV, que é a principal causa do tumor. Além disso, contamos com o exame de Papanicolau, um método simples e acessível que detecta lesões precursoras antes mesmo de se tornarem câncer. A adesão a essas duas estratégias – vacinação na idade recomendada e exames regulares – têm o potencial de reduzir drasticamente as estatísticas."
 

Sinais de alerta: quando o corpo pede atenção?  

Embora os exames de rotina sejam fundamentais, é crucial que a mulher esteja atenta aos sinais do próprio corpo. Sintomas como sangramentos vaginais anormais (após a relação sexual, entre os ciclos ou na pós-menopausa), corrimento incomum, dor pélvica persistente ou lesões na vulva nunca devem ser ignorados.

"Muitas vezes, os cânceres ginecológicos, especialmente o de ovário, podem ser silenciosos em seus estágios iniciais. Por isso, a visita anual ao ginecologista é inegociável", ressalta o especialista. "O autocuidado floresce quando a mulher conhece seu corpo e não hesita em procurar um médico ao perceber qualquer alteração. Desconforto abdominal persistente, perda de peso inexplicada ou mudanças no hábito intestinal e urinário são motivos para uma avaliação. O diagnóstico precoce aumenta exponencialmente as chances de cura, e essa jornada começa com a atenção que damos a nós mesmos."
 

Fatores de risco e como se proteger  

Além da infecção pelo HPV, outros fatores de risco para os cânceres ginecológicos incluem o tabagismo, o excesso de gordura corporal e o histórico familiar, especialmente para tumores de ovário. O uso de preservativos durante as relações sexuais e a manutenção de um estilo de vida saudável são atitudes que contribuem para a redução dos riscos.
 


Clínica Andrade & Sadalla

 

COFCO International leva Carreta do Amor para promover exames femininos no Plaza Shopping

As mulheres da região poderão realizar os exames de Mamografia e Papanicolau entre os dias 30 de setembro e 03 de outubro
 

O Shopping disponibilizará estacionamento gratuito para quem realizar o exame na Carreta do Amor
 

A COFCO International, uma das maiores empresas globais do agronegócio, promove quatro dias de autocuidado para as mulheres da região de São José do Rio Preto com a realização de exames de Papanicolau e Mamografia, gratuitamente, na Carreta do Amor. Entre os dias 30 de setembro e 03 de outubro, as mulheres poderão realizá-los no estacionamento do Plaza Shopping, a partir das 9h. 

Ao longo deste período, serão realizados mais de 300 exames. Para garantir a vaga, a empresa indica o agendamento prévio pelo número de WhatsApp (17) 99684-3822. No dia do exame, será necessário apresentar os seguintes documentos: RG, cópia do RG, CPF, Cartão Nacional do SUS e comprovante de residência. Quem não realizou o agendamento também poderá realizá-lo, porém, não há garantia de vaga e será respeitada a ordem de chegada. 

“O exame preventivo é crucial para a saúde feminina, permitindo a detecção precoce de condições tratáveis e promovendo uma vida mais saudável e protegida. A COFCO reforça seu compromisso com o bem-estar da comunidade por meio de sua longa parceria com o Hospital do Amor.”, comenta João Castro, diretor de recursos humanos da COFCO International. 

Para quem optar por ir de carro até o local, poderá parar o veículo no estacionamento como cortesia do shopping. Para garantir a gratuidade, as mulheres que forem atendidas na Carreta do Amor, devem solicitar o carimbo do ticket do estacionamento e apresentá-lo no guichê da London Park para isenção da cobrança.

De acordo com a gerente de marketing do Plaza, Simone Ponce, é motivo de orgulho ser palco de uma ação que impacta positivamente tantas vidas. “O Plaza Shopping se consolidou como um espaço que vai além das compras e do lazer, contribuindo também para a saúde e o bem-estar da comunidade”, finaliza.

 


Serviço:

  • Exames:
    • Papanicolau | Mulheres de 25 a 64 anos
    • Papanicolau e Mamografia | Mulheres de 40 a 69 anos
  • Documentos necessários: cópia do RG, CPF, Cartão Nacional do SUS e comprovante de residência.
  • Local: estacionamento do Plaza Shopping
  • Endereço: Av. José Munia, 4775 - Jardim Redentor - São José do Rio Preto (SP) | CEP: 15085-350
  • Estacionamento gratuito: é necessário carimbar o ticket de estacionamento durante o atendimento na Carreta do Amor
  • Data:
    • Entre 30 de setembro e 02 de outubro, das 9h às 18h
    • 03 de outubro, das 9h às 12h 

Para mais informações, acesse: Link 
 



COFCO International
Para saber mais, acesse: Link



Apneia acomete maioria dos recém-nascidos com menos de 28 semanas[i],[ii] e exige tratamento adequado

Garantir a segurança de bebês e crianças é o mote da campanha da OMS para o Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2025

 

São Paulo, setembro de 2025 - No Brasil, 1 a cada 10 nascimentos ocorre antes das 37 semanas, colocando o país entre os 10 com maior índice de partos prematuros no mundo[iii] e aumentando a demanda por cuidados essenciais logo no início da vida. O assunto é de tamanha importância que despertou a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade escolheu como tema “cuidados seguros para cada recém-nascido e cada criança” para a campanha “Segurança do paciente desde o início” do Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2025. A data é celebrada em 17 de setembro. 

A imaturidade pulmonar representa uma das principais causas de internação em UTI neonatal, particularmente em prematuros. Entre as complicações respiratórias associadas está a apneia da prematuridade. “Essa condição ocasiona a suspensão do fluxo de ar nas vias respiratórias por um período maior ou igual a 20 segundos, ou por tempo inferior, se associada a quadros de bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) ou hipoxemia (diminuição dos níveis de oxigênio no sangue)”, explica a pediatra neonatologista Marta David Rocha de Moura, doutora em ciências da saúde pela UnB e docente do curso de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde de Brasília/DF. Outras condições também podem afetar o recém-nascido prematuro, como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) e a displasia broncopulmonar (DBP), todas com elevada morbidade. 

Embora a tecnologia e o conhecimento médico avancem continuamente, a internação em uma UTI Neonatal expõe os bebês a riscos importantes, alguns deles relacionados a diferentes formulações de medicações essenciais. “Recém-nascidos exigem prescrições com doses extremamente precisas e, em muitos casos, em volumes reduzidos e de difícil manipulação”, alerta a especialista. 

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 67, de 2007, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), rege a manipulação de medicamentos no Brasil e aprova o Regulamento Técnico sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. “Embora a RDC não seja específica para UTI Neonatal, ela estabelece os requisitos mínimos que todas as farmácias de manipulação devem seguir para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos. Além disso, a própria resolução diz que só faz sentido a manipulação se comprovada a inexistência da medicação no mercado. Precisamos garantir que todos sigam esses requisitos, inclusive os órgãos fiscalizadores”, explica a especialista.

 

Tratamento adequado pode salvar vidas 

“O manejo clínico de pacientes recém-nascidos prematuros frequentemente requer intervenções específicas, como a administração de surfactante pulmonar, o uso criterioso de antibióticos frente a risco infeccioso e a introdução do citrato de cafeína como estratégia eficaz para tratamento da apneia. Tais medidas constituem pilares fundamentais para a estabilização clínica e a melhoria dos desfechos neonatais”, afirma a especialista. 

No caso da apneia, o citrato de cafeína atua como um estimulante do sistema nervoso central, especificamente no centro respiratório, além de aumentar a atividade elétrica diafragmática e a contratilidade. Isso resulta em um aumento da força muscular respiratória e da frequência das respirações, ajudando a prevenir e tratar os episódios de apneia em bebês prematuros[iv]. “Estudos têm demonstrado que o uso desse medicamento pode reduzir a incidência de displasia bronco pulmonar, que está associada à ventilação mecânica prolongada. A cafeína também tem sido associada à redução nas taxas de paralisia cerebral e atrasos cognitivos, podendo ter um efeito neuroprotetor no cérebro em desenvolvimento de recém-nascidos prematuros”, explica Dra Marta. 

Segundo a especialista, a manipulação dessa medicação pode representar um alto risco. “Com a manipulação não há como garantir a concentração exata do princípio ativo em cada dose. Pequenas variações na pesagem ou na homogeneização podem levar a sub dosagem, comprometendo a eficácia no tratamento da apneia, ou a superdosagem, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, a estabilidade e o prazo de validade de medicamentos manipulados tendem a ser mais limitados, comprometendo sua conservação e eficácia terapêutica. Apesar das boas práticas farmacêuticas, a preparação individualizada também pode gerar troca de insumos, contaminação cruzada ou rotulagem inadequada. 

Por isso, a conscientização dos riscos associados aos medicamentos é fundamental. “Familiares e profissionais da saúde informados podem participar mais ativamente das decisões sobre o tratamento dos bebês. Aqueles que compreendem os efeitos adversos de um medicamento podem estar mais atentos a qualquer sinal ou sintoma incomuns no bebê. Isso pode ser vital para a detecção precoce de problemas”, finaliza Dra Marta.

 

Segurança neonatal e pediátrica é tema de campanha do Dia Mundial da Segurança do Paciente 

Os números preocupam: 1 em cada 10 pacientes sofre danos durante o atendimento médico, sendo que 50% deles são evitáveis. Além disso, metade dos danos é relacionado a medicações[v] . Dados também mostram que erros em pacientes de UTI neonatal são 8x mais frequentes que em adultos, sendo os erros de medicação mais comuns provenientes de dose, frequência e via de administração[vi]. Estima-se também que 15% de todas as admissões em unidades de terapia intensiva neonatal são seguidas de eventos adversos[vii]. 

Este ano, a Organização Mundial da Saúde vai se dedicar ao tema "Cuidados seguros para cada recém-nascido e cada criança" na campanha anual do Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro. “A iniciativa quer mostrar a importância de garantir a segurança dos pacientes desde o início da vida, com foco em cuidados durante o parto, pós-parto, segurança da medicação e imunização, diagnóstico seguro e prevenção de infecções”, explica Karina Pires, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, referência nacional em Consultoria, Conteúdo Científico e Educação para Segurança do Paciente. “Essa é uma grande oportunidade de direcionar os holofotes para um problema que merece toda a dedicação e atenção: os riscos e a redução de danos evitáveis em serviços de neonatologia e pediatria”, complementa Karina. 

A campanha também quer aumentar a conscientização e o engajamento do público, melhorando a compreensão global sobre a segurança do paciente recém-nascido e crianças. 




[I] Eichenwald EC; Committee on Fetus and Newborn, American Academy of Pediatrics. Apnea of Prematurity. Pediatrics. 2016 Jan;137(1). doi: 10.1542/peds.2015-3757.

[II]Schmidt B, Roberts RS, Davis P, Doyle LW, Barrington KJ, Ohlsson A, Solimano A, Tin W; Caffeine for Apnea of Prematurity Trial Group. Caffeine therapy for apnea of prematurity. N Engl J Med. 2006 May 18;354(20):2112-21. doi: 10.1056/NEJMoa054065.

[III] Ministério da Saúde [homepage na internet]. São Paulo registra redução no número de partos prematuros [Acesso em 18 jun, 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-para-os-estados/sao-paulo/2024/novembro/sao-paulo-registra-reducao-no-numero-de-partos-prematuros

[IV] Zidan TBB, Troster EJ, Beck J, Sanches LR, Ferreira CES, Zacharias RSB, et al. (2025) Effect of caffeine citrate on diaphragmatic electrical activity in pre-term newborns. PLoS ONE 20(4): e0320992. https:// doi.org/10.1371/journal.pone.0320992

[V] World Health Organization [homepage na internet]. Segurança do Paciente [Acesso em 02 set, 2025]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/patient-safety

[VI] Fiocruz [homepage na internet]. Atenção ao recém-nascido [Acesso em 02 set, 2025]. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/principais-questoes-promovendo-seguranca-rn/

[VII] Ventura CM, Alves JG, Meneses Jdo A. Eventos adversos em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal [Adverse events in a Neonatal Intensive Care Unit]. Rev Bras Enferm. 2012 Jan-Feb;65(1):49-55. Portuguese. doi: 10.1590/s0034-71672012000100007.

 

Dia Mundial da Segurança do Paciente: O papel da inovação e da tecnologia nos cuidados de saúde

Médica destaca como equipamentos modernos são cruciais para reduzir erros e incidentes nos hospitais

 

A segurança do paciente é uma prioridade inegociável no cenário da saúde global, e a tecnologia emerge como um pilar fundamental para aprimorar a qualidade e a eficiência dos cuidados. Com a celebração do Dia Mundial da Segurança do Paciente em 17 de setembro, o debate sobre como a inovação pode mitigar riscos e otimizar processos ganha ainda mais relevância. 

"A tecnologia é uma aliada indispensável na jornada pela segurança do paciente. Acreditamos que a inovação, quando aplicada de forma inteligente e integrada, tem o poder de transformar o ambiente de cuidado, oferecendo ferramentas que fazem uma diferença significativa na prevenção, tratamento e recuperação das pessoas", afirma Dra. Fernanda Pimentel, Diretora Médica da Baxter para América Latina. 

Um dos avanços mais significativos que ela destaca para a segurança do paciente são os sistemas de infusão de medicamentos. Equipamentos modernos que vêm com bibliotecas de dados sofisticadas que auxiliam na administração correta dos medicamentos, contendo informações cruciais como limite de dose, parâmetros de infusão e recomendações específicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os erros de medicação geram um gasto global de cerca de 42 bilhões de dólares, sendo um dos principais desafios de segurança do paciente1. “A implementação de tecnologias como as bombas de infusão inteligentes, é crucial para minimizar esses erros, promovendo um atendimento mais seguro e preciso”, reforça a médica. 

Outro ponto crítico é a prevenção de incidentes, como quedas. Dados da Anvisa revelam que a queda no ambiente hospitalar é o quarto incidente de cuidado com maior frequência de notificações no Brasil2. Estima-se que a incidência seja de 3 a 5 quedas por 1000 pacientes por dia, com custos significativos em casos de dano3. Nesse contexto, soluções de monitoramento conectado e sistemas de alerta, que podem ser integrados a "camas inteligentes", oferecem uma camada adicional de proteção. A capacidade de monitorar e alertar sobre movimentações suspeitas ou não autorizadas contribui significativamente para a segurança física dos pacientes, permitindo intervenções rápidas dos profissionais de saúde. 

“Além da segurança, a tecnologia ajuda os profissionais de saúde com uma abordagem mais integrada ao cuidado. Sistemas de monitoramento e análise de dados em tempo real fornecem uma visão completa do paciente, facilitando intervenções mais ágeis, eficazes e alinhadas às necessidades individuais”, destaca Dra. Fernanda. 

A sinergia entre tecnologia e a qualificação dos profissionais de saúde é essencial para avançar na segurança do paciente e garantir que todos recebam o melhor e mais moderno cuidado possível. "A parceria entre as empresas e a comunidade cientifica é vital para direcionar a inovação ao serviço do cuidado, garantindo que a segurança do paciente seja a prioridade máxima em cada elo do sistema de saúde”, finaliza Dra. Fernanda. 



Baxter
Para saber mais, visite o SITE

 

Setembro Amarelo: cuidados com a saúde primária são fundamentais para prevenir problemas de saúde mental, alerta médico

Antonio Carlos Júnior, médico e fundador da Cia do Médico, diz que a atenção primária à saúde atua como a primeira barreira de prevenção

 

No contexto do Setembro Amarelo, mês que reforça a importância de falar sobre saúde mental, o Brasil ainda encontra sérios problemas nesse quesito. Pesquisa do Instituto Ipsos (Global Health Service Monitor), revelou que 52% dos brasileiros consideram a saúde mental o principal problema de bem-estar no país, um aumento significativo desde os 18% registrados em 2018. Sem o acompanhamento contínuo da saúde primária, que abrange consultas regulares, exames preventivos e orientação integrada, quadros emocionais como depressão e ansiedade muitas vezes passam despercebidos até se tornarem graves. 

Durante a campanha, especialistas reforçam que o cuidado com a saúde primária é essencial para reduzir os riscos de adoecimento emocional. De acordo com o médico e empresário Antonio Carlos Júnior, fundador da rede Cia do Médico, rede de clínicas médicas que tem em seu core business um modelo de programa de acompanhamento médico acessível, a atenção primária à saúde atua como a primeira barreira de prevenção, ajudando a evitar que questões físicas evoluam para transtornos mentais. 

“O acompanhamento regular com médicos da atenção primária permite identificar precocemente problemas como alterações hormonais, distúrbios do sono, hipertensão e diabetes. Esses fatores, quando não controlados, podem se transformar em gatilhos para quadros de ansiedade e depressão. Cuidar da saúde básica é também cuidar da saúde mental”, explica Antonio. 

O especialista destaca ainda que a negligência com consultas de rotina e exames preventivos gera um efeito dominó. “O corpo adoece, o bem-estar emocional é comprometido e a qualidade de vida do paciente diminui. Por outro lado, a prevenção e o acompanhamento contínuo possibilitam equilíbrio físico e mental, além de oferecer mais segurança ao paciente e sua família”. 

Antonio também reforça a necessidade de democratizar o acesso à saúde primária, garantindo que cada vez mais pessoas possam prevenir doenças e manter o equilíbrio entre corpo e mente. “No Setembro Amarelo, falamos muito sobre a importância de pedir ajuda e oferecer apoio emocional. Mas é fundamental lembrar que a saúde mental também depende do cuidado integral com o corpo. A atenção primária deve ser vista como aliada na prevenção do sofrimento psíquico”.

 

Cia do Médico

 

Pessoas em tratamento com Wegovy®, da Novo Nordisk, apresentaram redução do 'ruído alimentar' e melhora do bem-estar mental

  • Resultados de uma pesquisa em cenário de vida real sugerem que Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) para o controle de peso ajudou a suprimir o 'ruído alimentar' — pensamentos indesejados e indesejados e inconstantes sobre comida — além de seu efeito já estabelecido na perda de peso.¹
  • O número de pessoas que relataram ter pensamentos constantes sobre comida ao longo do dia diminuiu 46% após o início do tratamento com Wegovy®
  • A maioria dos entrevistados relatou melhora na saúde mental (64%) e hábitos mais saudáveis (80%) durante o tratamento com Wegovy®

 

Bagsværd, Dinamarca – A Novo Nordisk anunciou hoje os resultados da pesquisa INFORM, realizada nos EUA com pessoas em tratamento com Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) para controle de peso, durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) 2025, em Viena, Áustria. A pesquisa revelou que os indivíduos apresentaram uma queda substancial no 'ruído alimentar' após o início do tratamento com Wegovy®, juntamente com melhorias notáveis em seu bem-estar mental e estilo de vida.¹ O 'ruído alimentar' - pensamentos indesejados e intrusivos sobre comida - pode afetar o bem-estar mental, a qualidade de vida e os esforços de pessoas com sobrepeso ou obesidade para perder peso.² 

"Existem muitos fatores que desafiam as pessoas com sobrepeso ou obesidade em seus esforços para perder peso, incluindo o 'ruído alimentar'", disse Filip Knop, MD, PhD, vice-presidente sênior e futuro diretor médico da Novo Nordisk. "É muito animador ver esses novos dados de pessoas usando Wegovy®, que mostram que, além da perda de peso, o medicamento pode ajudar a silenciar pensamentos perturbadores sobre comida, apoiar a melhora do bem-estar mental e permitir que as pessoas vivam vidas mais saudáveis." 

Durante o tratamento com Wegovy®, a pesquisa mostrou uma queda de 46% no número de pessoas que relataram ter pensamentos constantes sobre comida ao longo do dia (relatado por 62% antes de iniciar o tratamento com Wegovy® versus 16% durante o tratamento).¹ A proporção de participantes que afirmaram que o 'ruído alimentar' tinha um efeito negativo em suas vidas era de 60% antes do tratamento, caindo para 20% entre os entrevistados em tratamento com Wegovy® 

Cerca de dois terços (64%) dos entrevistados relataram que sua saúde mental melhorou desde o início do tratamento com Wegovy®.¹ A grande maioria também relatou o desenvolvimento de um estilo de vida mais saudável (76%) e hábitos mais saudáveis (80%).¹ Cerca de 8 em cada 10 (83%) indivíduos no estudo estavam satisfeitos com seu tratamento com Wegovy® 

“O conceito de 'ruído alimentar' dá nome a um sofrimento silencioso que impacta a saúde mental de milhões de brasileiros com obesidade. Ao comprovar cientificamente que podemos silenciar essa voz, não estamos apenas tratando o peso, mas combatendo o estigma e devolvendo a dignidade ao paciente. Para a Novo Nordisk, este é mais um passo fundamental em nosso compromisso de longa data com o Brasil: trazer ciência de ponta para transformar a jornada de quem vive com doenças crônicas, oferecendo não apenas mais anos de vida, mas mais vida aos anos”, complementou Marília Fonseca, diretora da área médica da Novo Nordisk no Brasil. 

A Novo Nordisk continua a investigar como a obesidade impacta o dia a dia das pessoas. Uma próxima apresentação na EASD destacará o comportamento alimentar e o controle da alimentação com semaglutida, a partir do estudo clínico STEP UP, estudo de fase 3b que demonstrou perda de peso média de 21% com a dose mais alta de Wegovy® (semaglutida 7,2 mg), sendo que um terço dos participantes perdeu 25% ou mais em relação ao grupo que usou placebo. Os resultados se somam às crescentes evidências dos amplos benefícios da semaglutida para a saúde de pessoas com obesidade, além de seu efeito já estabelecido na perda de peso.³ Os resultados completos dos estudos clínicos STEP UP e STEP UP T2D foram publicados na The Lancet Diabetes & Endocrinology em 14 de setembro de 2025.
 

Sobre a pesquisa INFORM 

A INFORM foi uma pesquisa realizada nos EUA com 550 pessoas em tratamento com Wegovy® para perda de peso, utilizando um Questionário de Ruído Alimentar previamente validado com 22 perguntas para avaliar o impacto de Wegovy® no bem-estar mental e nos hábitos alimentares relacionados ao 'ruído alimentar'.¹,⁴ A idade média dos indivíduos que participaram da pesquisa foi de 53 anos, e 86% se declararam como do sexo feminino. Cerca de dois terços (64%) relataram um peso de 92 kg ou mais ao iniciar o tratamento com Wegovy®
 

Sobre o 'ruído alimentar' 

O 'ruído alimentar' é um fluxo constante, obsessivo e intrusivo de pensamentos relacionados à comida, distinto da fome e não necessariamente relacionado à necessidade de energia do corpo.²,⁴⁶ O 'ruído alimentar' é vivenciado pela maioria das pessoas com obesidade e pode afetar o bem-estar mental por meio de emoções como culpa, vergonha e ansiedade.²,⁷ Pensamentos intrusivos e excessivos decorrentes do 'ruído alimentar' podem distrair as pessoas com obesidade em muitas áreas de suas vidas e dificultar os esforços para perder peso.²
 

Sobre Wegovy® 

A semaglutida 2,4 mg é comercializada sob a marca Wegovy®. No Brasil, Wegovy® é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m² (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m² (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao excesso de peso. 

Wegovy® também é indicado para pacientes pediátricos a partir de 12 anos de idade com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. 

Trata-se do primeiro análogo semanal do GLP-1 aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar pessoas que vivem com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada ao peso. Aprovada pela Anvisa em janeiro de 2023, a semaglutida 2,4 mg chegou às farmácias brasileiras em agosto de 2024. 



Novo Nordisk
www.novonordisk.com.br
Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube.

 


 Referências

  1. Arnaut T, Hartaigh BO, Byrne K, et al. Impact on food noise after initiating semaglutide treatment: results from a US survey (INFORM). Oral presentation at the European Association for the Study of Diabetes Annual Meeting 2025; 15 – 19 September 2025; Vienna, Austria.
  2. Dhurandhar EJ, Maki KC, Dhurandhar NV, et al. Food noise: definition, measurement, and future research directions. Nutr. Diabetes. 2025;15:30.
  3. Wharton S, Bhat S, Dalton M, et al. Control of eating and disordered eating patterns with semaglutide 7.2 mg in adults with obesity: The STEP UP trial. Oral presentation at the European Association for the Study of Diabetes Annual Meeting 2025; 15 – 19 September 2025; Vienna, Austria.
  4. Diktas HE, LeBlanc MM, Cardel MI, et al. Development and validation of the Food Noise Questionnaire. Obesity. 2025;33(2):289–297.
  5. Masterson TD, Hayashi D. Food Noise and Its Impact on Diabetes Care and Management: Insights for Registered Dietitian Nutritionists. Cutting Edge Nutr Diabetes Care. 2025;3(1):16–20.
  6. Hayashi D, Edwards C, Emond JA, et al. What Is Food Noise? A Conceptual Model of Food Cue Reactivity. Nutrients. 2023;15(22):4809.
  7. Weight Watchers Clinic, STOP Obesity Alliance. Beyond hunger: understanding food noise. Available at: Link. Last accessed: September 2025.
  8. Wegovy® Summary of Product Characteristics. Available at: Link. Last accessed: September 2025.
  9. Wegovy® Prescribing information. Available at: Link. Last accessed: September 2025.


Cuidados com os remédios de casa: como armazenar, usar e descartar corretamente

Armazenamento adequado e descarte consciente garantem a eficácia dos medicamentos e protegem o meio ambiente


A presença de medicamentos em residências é comum, com remédios destinados a dores de cabeça, febre, cólicas, resfriados e problemas gastrointestinais, além de kits de primeiros socorros. No entanto, a conservação e o descarte inadequados podem comprometer a eficácia dos produtos e gerar riscos à saúde e ao meio ambiente. 

De acordo com Maurício Filizola, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma) do Ceará e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, fatores como umidade, luz e temperatura podem alterar a composição dos medicamentos, mesmo antes do vencimento. “O ideal é guardar os medicamentos em locais limpos e secos, com temperatura estável entre 15°C e 30°C, longe da luz solar, da umidade de ambientes como banheiros e de superfícies que possam aquecer, como microondas e geladeiras”, orienta Maurício. Armários fechados na cozinha são considerados adequados, e as embalagens originais devem ser mantidas para identificação e controle de validade. 

Medicamentos que precisam ser refrigerados devem ser armazenados conforme as instruções da bula, preferencialmente na prateleira central da geladeira, onde a temperatura é mais estável, evitando a porta, que sofre variações constantes. Porta-comprimidos devem ser utilizados apenas para doses de curto prazo, como 48 horas. “A atenção aos prazos de validade é essencial, especialmente para xaropes, antibióticos líquidos e colírios, que apresentam duração reduzida após a abertura. Alterações na cor, cheiro ou sabor podem indicar contaminação, exigindo avaliação de um farmacêutico”, complementa Maurício.
 

Descarte de medicamentos

O descarte inadequado de medicamentos representa risco à saúde pública e ao meio ambiente. Remédios descartados no lixo comum podem ser utilizados de forma indevida, enquanto o despejo em pias e rios provoca contaminação da água, afetando fauna, flora e humanos. A presença de antibióticos no ambiente contribui para o aumento da resistência bacteriana, com impactos diretos na saúde da população. 

Para reduzir esses riscos, a Rede de Farmácias Santa Branca mantém o projeto “Descartômetro”, que recebe medicamentos vencidos, embalagens e objetos utilizados na administração, encaminhando-os à incineração. O serviço é gratuito e não exige que os produtos tenham sido adquiridos na rede. 

Entre as vantagens do processo de incineração estão a destruição total de substâncias que podem provocar doenças, a redução de 90% do resíduo inicial, o controle das emissões atmosféricas e a não contaminação de solos e mananciais. “Apesar do custo elevado, a incineração é a forma mais segura de garantir a preservação do meio ambiente e evitar a contaminação do solo e da água”, ressalta Lora Almeida, gestora de ESG e Projetos da Rede.
 

Cuidado com a automedicação

As “farmacinhas caseiras” são indicadas para armazenar medicamentos de uso contínuo e os remédios que tratam problemas de saúde mais simples e temporários. Caso os sintomas persistam, o melhor é procurar um médico. A automedicação pode provocar dependência, ocultar uma doença séria, criar resistência a medicamentos, propiciar reação alérgica e intoxicação, entre outros problemas.

  


Rede de Farmácias Santa Branca


Diversidade de gênero no comando: o impacto das mulheres na transformação do mercado financeiro

O mercado financeiro carrega um histórico de desigualdade quando se trata da presença feminina em cargos de liderança. Apesar de avanços pontuais, os números ainda revelam um cenário de forte disparidade. Segundo levantamento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as mulheres representam 51,5% da população brasileira, mas ocupam apenas 35,4% das vagas no setor.

 

Em posições de comando, a diferença se torna ainda mais evidente: menos de 6% dos fundos de investimento são geridos por mulheres. Esses dados não são fruto do acaso. Eles refletem a combinação de fatores históricos, culturais e estruturais que dificultam o avanço das mulheres em posições estratégicas.

 

Entre as barreiras invisíveis, conhecidas como teto de vidro, estão a persistência de estereótipos que associam liderança a características tradicionalmente vistas como masculinas; redes de contatos limitadas, já que homens costumam ter acesso a círculos de poder e mentoria mais consolidados; a sobrecarga da dupla jornada, que divide o tempo entre carreira e responsabilidades domésticas; e a ausência de políticas estruturadas de inclusão, que poderiam preparar e reter talentos femininos.

 

A baixa representatividade feminina em cargos de decisão gera consequências diretas para o setor. A falta de diversidade reduz a pluralidade nas análises, nas estratégias e na forma de enxergar riscos e oportunidades. Estudos globais indicam que empresas e fundos com maior participação de mulheres não apenas obtêm melhores resultados financeiros, mas também demonstram mais resiliência em períodos de crise. Ou seja, ao manter visões homogêneas, o mercado financeiro corre o risco de perder competitividade em um ambiente que exige cada vez mais inovação e adaptação.

 

Para reverter esse quadro, é necessário que as empresas adotem práticas consistentes e estruturadas. Entre elas, destaco quatro iniciativas fundamentais:

 

1 - Metas claras de diversidade: estabelecer indicadores de gênero em cargos de liderança e monitorar os avanços.

2 - Flexibilidade no trabalho: políticas que equilibrem carreira e vida pessoal, como home office e horários flexíveis.

3 - Treinamento em vieses inconscientes: capacitar gestores para reduzir julgamentos estereotipados em processos de promoção e seleção.

 

4 - Valorização de referências femininas: dar visibilidade a cases de sucesso de mulheres no setor, inspirando novas lideranças.

 

Na minha avaliação, a maior presença de mulheres em cargos estratégicos teria um efeito transformador sobre o mercado financeiro no Brasil. Isso significaria trazer novas lentes para a análise de riscos, maior atenção a temas como sustentabilidade e governança, e o fortalecimento de uma cultura organizacional mais inclusiva.

 

Mais do que corrigir desigualdades, essa mudança permitiria que o setor refletisse de forma mais fiel a sociedade que representa, aumentando sua credibilidade, atraindo novos investidores e criando produtos mais alinhados às demandas reais do mercado.

 

Em outras palavras, diversidade não é apenas uma pauta social: é também uma estratégia de competitividade e inovação para o futuro do mercado financeiro.

 

 


Ingrid Lucena - diretora de Marketing da Corpvs Segurança, uma das maiores empresas de segurança privada do país.


Estou com uma crise na minha empresa, o que devo fazer para resolver?

Na prática, a crise significa que a comunicação corporativa
precisa ser pensada como um processo contínuo,
que vai muito além da gestão emergencial.
 Envato


Veja 5 passos para resolver a crise perante a sociedade e redes sociais, segundo especialista em gerenciamento de crise

  

Crises empresariais, sejam originadas por falhas de atendimento, polêmicas nas redes sociais, denúncias trabalhistas, ambientais, ou ainda abalos causados por instabilidades políticas e econômicas, exigem das empresas respostas urgentes e estruturadas. Além do impacto imediato, há o risco de perda de confiança, queda no valor de mercado e danos duradouros à reputação. 

Segundo levantamento da Knewin, 88% das empresas brasileiras não se consideram plenamente preparadas para lidar com crises de reputação. Esse dado evidencia como muitos negócios ainda atuam sem protocolos claros de gestão, ficando à deriva diante de situações críticas. 

“Não basta apagar incêndios; é preciso construir um plano de comunicação, anual, que tenha infraestrutura e clareza prevendo futuras crises. Para fazer essa previsão, os gestores das empresas devem acompanhar as notícias do seu segmento, o que está acontecendo no seu entorno político e econômico, como está as finanças da empresa, quais são as ações voltadas para o público interno (endomarketing) e etc. Além disso, é importante que os líderes construam esse plano com o time de Recursos Humanos”, explica Juliana Queissada, jornalista e criadora da Queissada Comunicação. 

Na prática, isso significa que a comunicação corporativa deve ser pensada como um processo contínuo, que vai muito além da gestão emergencial. Quando a crise acontece, a empresa não pode improvisar: é preciso ter protocolos claros, equipe treinada e canais já estruturados para dialogar com clientes, imprensa, colaboradores e sociedade. Quanto mais consistente for essa preparação, menor é a chance de que erros se transformem em prejuízos irreversíveis para a marca. 

Pensando nesse cenário, Juliana Queissada, jornalista e especialista em gerenciamento de crises em empresas há 8 anos, separou 5 dicas fundamentais para as empresas que estão passando por um momento de crise:

1. Diagnostique rapidamente o problema

Mapeie a origem da crise e identifique quem são os grupos mais afetados. Tratar de forma superficial só amplia os danos. Quanto mais cedo a empresa compreender as causas e a extensão do impacto, mais assertivas serão as medidas adotadas.

2. Comunique-se com transparência e apoio especializado

Aposte em uma assessoria de imprensa para estruturar mensagens claras, evitar boatos e orientar sobre quando e como se posicionar. Profissionais especializados garantem que a empresa não apenas fale, mas seja ouvida e compreendida.

3. Tome ações corretivas imediatas

Corrija as falhas detectadas sem demora, implemente medidas visíveis e compartilhe resultados. Demonstrar atitude prática transmite responsabilidade e mostra que a empresa não está apenas admitindo um erro, mas realmente resolvendo-o.

4. Monitore e previna novos riscos

Estabeleça protocolos de acompanhamento contínuo, com indicadores de reputação e alertas para possíveis reincidências. O monitoramento mostra que os aprendizados viraram processos e reforçam a credibilidade da gestão.

5. Reconstrua a reputação no longo prazo

Invista em reposicionamento consistente, responsabilidade social e relações sólidas com todos os públicos. A confiança é conquistada não em discursos isolados, mas na repetição de atitudes coerentes ao longo do tempo.

“Empresas que investem em protocolo, do atendimento ao compliance, da comunicação interna à ação externa, têm muito mais chance de não só sobreviver ao choque inicial, mas emergir com reputação restaurada e credibilidade reforçada. O diferencial está no planejamento anual e na rapidez das respostas", finaliza Juliana Queissada.



Posts mais acessados