Prof. Dr. José Carlos Sadalla reforça que a vacinação contra o HPV e exames de rotina, como o Papanicolau, são as principais armas para combater doenças como o câncer de colo do útero, o mais comum entre as mulheres.
Com o
lema "Quando o autocuidado é cultivado, a saúde floresce!", a
campanha Setembro em Flor dedica o mês à conscientização sobre os
cânceres ginecológicos, que afetam mais de 30 mil mulheres a cada ano no
Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A
iniciativa, apoiada por grandes instituições como o Grupo Brasileiro de Tumores
Ginecológicos (EVA) e o A.C.Camargo Cancer Center, busca alertar para a
importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
O
Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia,
destaca a campanha como um momento crucial para a saúde feminina e explica os
principais pontos de atenção para os cinco tipos de tumores ginecológicos: colo do
útero, ovário, endométrio, vagina e vulva.
Os
tipos de câncer ginecológico e a força da prevenção
Dentre
os tumores ginecológicos, o câncer de colo do útero é o mais incidente, com
mais de 16 mil novos casos por ano no país. A grande maioria desses casos está
diretamente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).
"A
informação é a nossa ferramenta mais poderosa. Campanhas como o Setembro em
Flor são essenciais para reforçar uma mensagem que pode salvar milhares de
vidas: o câncer de colo do útero é uma doença que pode ser prevenida", afirma o Dr. Sadalla. "Temos
uma vacina segura e eficaz contra o HPV, que é a principal causa do tumor. Além
disso, contamos com o exame de Papanicolau, um método simples e acessível que
detecta lesões precursoras antes mesmo de se tornarem câncer. A adesão a essas
duas estratégias – vacinação na idade recomendada e exames regulares – têm o
potencial de reduzir drasticamente as estatísticas."
Sinais
de alerta: quando o corpo pede atenção?
Embora
os exames de rotina sejam fundamentais, é crucial que a mulher esteja atenta
aos sinais do próprio corpo. Sintomas como sangramentos vaginais anormais (após
a relação sexual, entre os ciclos ou na pós-menopausa), corrimento incomum, dor
pélvica persistente ou lesões na vulva nunca devem ser ignorados.
"Muitas
vezes, os cânceres ginecológicos, especialmente o de ovário, podem ser
silenciosos em seus estágios iniciais. Por isso, a visita anual ao
ginecologista é inegociável", ressalta o especialista. "O autocuidado floresce quando
a mulher conhece seu corpo e não hesita em procurar um médico ao perceber
qualquer alteração. Desconforto abdominal persistente, perda de peso
inexplicada ou mudanças no hábito intestinal e urinário são motivos para uma
avaliação. O diagnóstico precoce aumenta exponencialmente as chances de cura, e
essa jornada começa com a atenção que damos a nós mesmos."
Fatores
de risco e como se proteger
Além
da infecção pelo HPV, outros fatores de risco para os cânceres ginecológicos
incluem o tabagismo, o excesso de gordura corporal e o histórico familiar,
especialmente para tumores de ovário. O uso de preservativos durante as
relações sexuais e a manutenção de um estilo de vida saudável são atitudes que
contribuem para a redução dos riscos.
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