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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Setembro em Flor: especialista alerta sobre a importância da prevenção contra os mais de 30 mil casos anuais de cânceres ginecológicos no Brasil

Prof. Dr. José Carlos Sadalla reforça que a vacinação contra o HPV e exames de rotina, como o Papanicolau, são as principais armas para combater doenças como o câncer de colo do útero, o mais comum entre as mulheres.


Com o lema "Quando o autocuidado é cultivado, a saúde floresce!", a campanha Setembro em Flor dedica o mês à conscientização sobre os cânceres ginecológicos, que afetam mais de 30 mil mulheres a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

A iniciativa, apoiada por grandes instituições como o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) e o A.C.Camargo Cancer Center, busca alertar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. 

O Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia, destaca a campanha como um momento crucial para a saúde feminina e explica os principais pontos de atenção para os cinco tipos de tumores ginecológicos: colo do útero, ovário, endométrio, vagina e vulva.
 

Os tipos de câncer ginecológico e a força da prevenção  

Dentre os tumores ginecológicos, o câncer de colo do útero é o mais incidente, com mais de 16 mil novos casos por ano no país. A grande maioria desses casos está diretamente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).

"A informação é a nossa ferramenta mais poderosa. Campanhas como o Setembro em Flor são essenciais para reforçar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas: o câncer de colo do útero é uma doença que pode ser prevenida", afirma o Dr. Sadalla. "Temos uma vacina segura e eficaz contra o HPV, que é a principal causa do tumor. Além disso, contamos com o exame de Papanicolau, um método simples e acessível que detecta lesões precursoras antes mesmo de se tornarem câncer. A adesão a essas duas estratégias – vacinação na idade recomendada e exames regulares – têm o potencial de reduzir drasticamente as estatísticas."
 

Sinais de alerta: quando o corpo pede atenção?  

Embora os exames de rotina sejam fundamentais, é crucial que a mulher esteja atenta aos sinais do próprio corpo. Sintomas como sangramentos vaginais anormais (após a relação sexual, entre os ciclos ou na pós-menopausa), corrimento incomum, dor pélvica persistente ou lesões na vulva nunca devem ser ignorados.

"Muitas vezes, os cânceres ginecológicos, especialmente o de ovário, podem ser silenciosos em seus estágios iniciais. Por isso, a visita anual ao ginecologista é inegociável", ressalta o especialista. "O autocuidado floresce quando a mulher conhece seu corpo e não hesita em procurar um médico ao perceber qualquer alteração. Desconforto abdominal persistente, perda de peso inexplicada ou mudanças no hábito intestinal e urinário são motivos para uma avaliação. O diagnóstico precoce aumenta exponencialmente as chances de cura, e essa jornada começa com a atenção que damos a nós mesmos."
 

Fatores de risco e como se proteger  

Além da infecção pelo HPV, outros fatores de risco para os cânceres ginecológicos incluem o tabagismo, o excesso de gordura corporal e o histórico familiar, especialmente para tumores de ovário. O uso de preservativos durante as relações sexuais e a manutenção de um estilo de vida saudável são atitudes que contribuem para a redução dos riscos.
 


Clínica Andrade & Sadalla

 

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