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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

De cidades históricas a paisagens naturais únicas, descubra opções de passeios da Civitatis que revelam um lado de Portugal ainda mais autêntico


Lisboa e Porto são os clássicos de Portugal, mas limitar-se a essas duas cidades significa perder a chance de explorar um país que, apesar de pequeno, oferece destinos para diversos gostos a poucas horas de carro: praias paradisíacas, ruínas romanas, castelos medievais e vilas pitorescas à beira-mar. Não por acaso, o número de viajantes brasileiros em Portugal pela Civitatis cresceu 21% entre janeiro e agosto de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024.
 

“Lisboa e Porto são portas de entrada incríveis para o turismo em Portugal, mas há um país inteiro por descobrir além dessas duas cidades. Nosso objetivo é incentivar os viajantes brasileiros a diversificarem seus roteiros, aproveitando experiências únicas em destinos igualmente fascinantes”, explica Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil. 

Pensando nisso, a Civitatis listou cinco opções de lugares que merecem estar no seu roteiro, e experiências disponíveis em cada um deles para viver Portugal de uma forma diferente.
 

Évora, Alentejo
 


No coração do Alentejo, Évora é uma cidade-museu a céu aberto, classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Suas ruas de paralelepípedos, muralhas e o icônico Templo Romano a tornam um destino imperdível para quem busca mergulhar na história portuguesa. 

Uma ótima forma de se ambientar é participar de um free tour por Évora, que percorre os principais marcos históricos em poucas horas. Para completar a experiência, os apaixonados por enoturismo podem visitar a Vinícola Casa das Talhas com degustação de vinhos típicos da região. 

Além disso, Évora pode servir como base para explorar o interior do Alentejo em passeios privativos e excursões a castelos medievais, revelando um lado de Portugal que vai muito além do óbvio.
 


Lagos, Algarve
 


Famoso por suas praias de águas cristalinas e falésias dramáticas, Lagos, na região do Algarve, é um paraíso para quem busca sol e mar. Além de conhecer cartões postais como a Ponta da Piedade e a praia do Camilo, um dos programas mais inesquecíveis é fazer um passeio de barco pelas grutas de Benagil, explorando as impressionantes cavernas ao longo da costa. Outra opção é o avistamento de golfinhos da região, como os golfinhos-roaz, com um especialista para explicar curiosidades da espécie. 

A região também é perfeita para quem gosta de apreciar a gastronomia mediterrânea. Vale apostar em pratos típicos, como a cataplana de frutos do mar ou as sardinhas assadas.
 


Funchal, Ilha da Madeira
 

 

Se engana quem pensa que Portugal fica só em terras continentais: a Ilha da Madeira é uma opção que vem crescendo em interesse pelo turista brasileiro. O arquipélago conta com belas paisagens montanhosas, vegetação exuberante e clima ameno durante o ano inteiro. 

Um bom começo é o tour completo pela Madeira em 2 dias, que cobre os principais atrativos da ilha. Outra alternativa é o tour panorâmico pelo oeste da Madeira, passando por vilas pitorescas e piscinas naturais.

Além dos passeios guiados, Funchal oferece experiências fora do comum, como passeios de barco na caravela de Cristóvão Colombo, uma reconstrução da embarcação que o levou até ao Novo Mundo.


Aveiro
 


Conhecida como a “Veneza portuguesa”, Aveiro é cortada por canais e famosa pelos barcos moliceiros coloridos. Um dos clássicos da cidade é o passeio de barco moliceiro ou mercantel, embarcações típicas da região
 

Para quem prefere apreciar por terra, o passeio de bicicleta por Aveiro é uma boa opção para conhecer com guia local as fachadas de estilo Art Nouveau e os edifícios mais importantes da cidade, como a Igreja da Misericórdia ou a Catedral.
 

Coimbra, Centro de Portugal
 


Antiga capital de Portugal e lar de uma das universidades mais renomadas do mundo, Coimbra mistura tradição acadêmica, história e cultura. Para descobrir o essencial, uma ótima escolha é a visita guiada por Coimbra e sua universidade, que percorre antigos templos, vestígios de muralhas medievais e uma das bibliotecas mais bonitas da Europa. 

Para quem gosta de vinho, uma experiência imperdível é a visita às adegas Prior Lucas, onde é possível caminhar pelos vinhedos da região, conhecer de perto o processo de produção e degustar rótulos elaborados com variedades como Baga, Touriga Nacional e Merlot.


Inovação confiável: Construindo confiança com IA e segurança integradas


Em um cenário onde a digitalização acelera exponencialmente, a cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação técnica para se tornar um imperativo estratégico. De acordo com um levantamento, 43% dos CEOs de serviços financeiros no Brasil enxergam os riscos cibernéticos como a principal ameaça aos negócios, superando até mesmo desafios macroeconômicos e regulatórios. Porém, a preocupação não é de hoje – como mostra uma pesquisa de 2021, na qual os ataques cibernéticos aparecem como a principal preocupação para 47% das empresas de serviços financeiros no mundo.

 

Já os dados nacionais revelam uma realidade ainda mais alarmante: o cibercrime movimentou aproximadamente R$ 186 bilhões no Brasil entre julho de 2023 e julho de 2024, superando significativamente outras atividades ilícitas tradicionais como o tráfico de drogas. A magnitude desses números não reflete apenas uma questão de segurança, mas sim um desafio fundamental de confiança. Quando 86% dos CISOs brasileiros acreditam que suas empresas correm risco de sofrer um ataque cibernético material nos próximos 12 meses – quase o dobro dos 45% registrados em 2024 – evidencia-se que estamos diante de uma crise de percepção que transcende métricas técnicas.

 

Trata-se de um momento decisivo onde a capacidade de manter operações seguras determina não apenas a continuidade dos negócios, mas a própria legitimidade das organizações perante seus stakeholders. O panorama brasileiro espelha tendências globais preocupantes. Um relatório que ouviu 1.600 profissionais em 16 países revela que 76% dos CISOs mundiais consideram provável um ataque cibernético em suas organizações no próximo ano, com 36% classificando essa possibilidade como “altamente provável”. Paralelamente, 66% reportaram perda de dados sensíveis no último ano, comparado a 46% em 2024. No contexto nacional, esse índice salta para impressionantes 85%, demonstrando que o Brasil enfrenta desafios únicos e mais intensos.

 

A Inteligência Artificial (IA) é capaz de analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar padrões anômalos e tomar decisões automáticas para mitigar riscos. Neste cenário adverso, a IA emerge como um diferencial competitivo crucial. Companhias brasileiras que adotam extensivamente recursos de IA integrados com automação relataram custos médios de R$ 6,48 milhões em violações de dados, comparados aos R$ 8,78 milhões daquelas que ainda não utilizam essas tecnologias. A diferença de mais de R$ 2 milhões por incidente demonstra que a IA não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma necessidade econômica urgente.

 

A implementação de Inteligência de Ameaças pode reduzir custos de violação em uma média de R$ 655.110, enquanto tecnologias de Governança de IA resultam em economia média de R$ 629.850. Contudo, apenas 29% das organizações brasileiras fazem uso dessa tecnologia para mitigar riscos a modelos de IA, revelando uma lacuna crítica entre potencial e prática. Ainda mais preocupante: 87% das organizações estudadas no Brasil relataram não possuir políticas de governança de IA em vigor, e 61% operam sem controles de acesso adequados.

 

O desafio se intensifica quando consideramos a natureza multifacetada das ameaças contemporâneas. Os vetores de ataque se diversificaram:

 

·      Fraude por e-mail (37%)

·      Ameaças internas (37%)

·      Ransomware (36%)

·      Comprometimento de contas em nuvem (34%)

·      Malware junto a ataques à cadeia de suprimentos (33% cada)

 

Ou seja, 2025 será um ano decisivo: as empresas terão de investir mais em proteção, IA e estratégias Zero Trust para enfrentar um panorama digital cada vez mais complexo. Esta fragmentação exige abordagens holísticas que apenas soluções baseadas em IA conseguem proporcionar, processando simultaneamente múltiplas fontes de dados e identificando correlações que escapariam à análise humana tradicional. No entanto, a integração de IA com plataformas de segurança deve ser executada com responsabilidade. Governança sólida, uso de Data Loss Prevention (DLP), monitoramento contínuo e automação inteligente são ingredientes essenciais, o que promove proteção eficaz sem tolher a capacidade de inovar.

 

A conformidade regulatória adiciona outra camada de complexidade. Com 76% dos CISOs globais enfrentando desafios de conformidade devido à fragmentação de regulamentações entre jurisdições, a necessidade de soluções automatizadas para monitoramento e compliance torna-se evidente. A entrada em vigor de marcos regulatórios como o AI Act europeu, com aplicação iniciada em fevereiro de 2025, sinaliza que a governança de IA será progressivamente obrigatória, não opcional.

 

A paradoxal relação entre IA como ameaça e solução caracteriza o momento atual. Enquanto 63% das organizações violadas não possuem políticas de governança adequadas e uma em cada seis violações teve IA explorada pelos atacantes, a mesma tecnologia demonstra capacidade de reduzir o tempo médio de detecção de ataques de 277 para 214 dias. A tecnologia, aliada à automação e IA, tem papel crucial em otimizar a defesa sem aumentar custos exponenciais. O uso não autorizado de ferramentas de Shadow AI gerou aumento médio de R$ 591.400 nos custos de violação, sublinhando a importância de governança proativa.

 

A cibersegurança moderna transcende a proteção técnica para se estabelecer como pilar fundamental da confiança corporativa. Em um ambiente onde a digitalização é irreversível e as ameaças evoluem constantemente, organizações que conseguem integrar harmoniosamente inovação tecnológica com robustez em segurança posicionam-se não apenas para sobreviver, mas para liderar seus mercados. A IA representa essa convergência entre proteção e progresso, oferecendo tanto os meios para enfrentar ameaças sofisticadas quanto as ferramentas para manter a agilidade competitiva essencial no cenário empresarial contemporâneo. 


A inovação e a proteção não são forças opostas, mas complementares: ao integrar IA com plataformas de segurança e compliance, construímos organizações resilientes, capazes de inovar com segurança, proteger dados sensíveis e inspirar confiança em clientes, autoridades regulatórias e stakeholders.



Alessandro Buonopane - CEO Latam e Brasil da GFT Technologies


Bilinguismo pode fortalecer autoestima e confiança de estudantes em meio ao Setembro Amarelo


banco de imagem

Segundo especialista, aprender em duas línguas é um poderoso aliado no combate à timidez e à insegurança, transformando o ensino em prática de saúde emocional 


No mês dedicado à prevenção do suicídio, o Setembro Amarelo, cresce a atenção para políticas educacionais que unam aprendizado e saúde mental por meio de ferramentas com apelo humano e impacto efetivo nessa interface. Neste cenário, o ensino bilíngue é apontado por especialistas como um método importante nesse processo ao estimular crianças e jovens a ampliar horizontes culturais ao mesmo tempo em que fortalecem competências socioemocionais como autoestima, resiliência e confiança. 

De acordo com Vanessa Codecco, head pedagógica do Twice Bilingual, sistema de ensino bilíngue da Rhyzos Educação, o aprendizado em duas línguas proporciona regulação emocional e redução de estresse e ansiedade, por demandar maior foco, alternância de linguagens e concentração, elementos-chave para enfrentar desafios emocionais e escolares com mais equilíbrio. 

“No contexto educativo, o ensino bilíngue também amplia a capacidade de resolução de problemas e o desenvolvimento do pensamento crítico, favorecendo a adaptação a contextos diversos e minimizando a sensação de insegurança, bem como impulsionando habilidades de comunicação e adaptabilidade”, complementa a especialista. 

Outro ponto de destaque levantado por Vanessa é a contribuição do bilinguismo para o enfrentamento da timidez. Conforme a head, ao praticar a comunicação do novo idioma, os estudantes são naturalmente expostos a situações de interação em que precisam se posicionar, errar e tentar novamente. Esse processo faz com que o jovem fortaleça a tolerância à frustração e a coragem de se expressar. 

Com isso, cria-se maior autoconfiança em situações de interação social, justamente por desenvolverem flexibilidade cognitiva e facilidade em lidar com diferentes perspectivas. Para Codecco, são fatores que traduzem em benefícios concretos para a saúde mental, sobretudo na fase escolar, quando a construção da identidade e da autoestima está em pleno desenvolvimento. 

“O contato com diferentes culturas e formas de pensar permite que crianças e adolescentes construam uma visão mais ampla e respeitosa sobre o outro, e isso contribui para ambientes escolares mais acolhedores e colaborativos. Em um contexto de prevenção ao suicídio e à depressão, tais habilidades socioemocionais são reconhecidas como fatores de proteção relevantes”, destaca a porta-voz do Twice. 

Ainda, Codecco acrescenta que o aprendizado em duas línguas não se resume ao conteúdo acadêmico, mas se conecta diretamente à formação integral dos alunos, uma vez que, quando o estudante percebe que é capaz de se comunicar em outro idioma, ele amplia seu senso de pertencimento e autossuficiência.

Falar de ensino bilíngue, hoje, não é mais falar de um diferencial pedagógico. É consolidá-lo como prática estratégia de um desenvolvimento integral do indivíduo, assim como em questões de saúde mental para formar cidadãos emocionalmente mais fortes, resilientes e confiantes. É um legado fundamental não só em meio à campanha Setembro Amarelo, mas além dela também”, conclui Vanessa.


Três conteúdos que seu filho aprende nas aulas de Ensino Religioso

Componente curricular é oportunidade para ensinar às crianças sobre respeito e ética


Falar sobre fé e espiritualidade não é tarefa apenas para padres, pastores e guias espirituais. Existe um espaço em que esses assuntos também podem ser trabalhados com respeito e cuidado: a escola. Ao contrário do que o nome pode dar a entender, as aulas de Ensino Religioso não servem para ensinar uma religião específica, são momentos que as crianças são convidadas a pensar sobre temas fundamentais da convivência humana, como diversidade, pluralidade, ética e respeito ao outro.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que orienta o currículo escolar de todas as escolas brasileiras, públicas e privadas, define o Ensino Religioso como uma área do conhecimento que deve ser desenvolvido para promover nas crianças o respeito ao diálogo e às diferentes filosofias de vida e perspectivas religiosas. Uma das competências descritas na BNCC, inclusive, é “reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor de vida”. O objetivo é que os estudantes conheçam diferentes crenças, modos de pensar e viver presentes na sociedade contemporânea e combatam representações sociais preconceituosas sobre o outro e outras discriminações.

De acordo com a editora de conteúdo da Aprende Brasil Educação, Juliana Ulbrich, os conteúdos trabalhados durante as aulas se caracterizam pela interculturalidade e pela não confessionalidade. “Isso quer dizer que nas aulas de Ensino Religioso os alunos vão aprender sobre diferentes tradições religiosas e não religiosas, pois não se trata de aulas sobre religião, mas sobre as diferentes formas de entender o mundo onde uma diversidade de pessoas vive”, explica. A editora pontua três conteúdos que são trabalhados durante as aulas.


Diversidade religiosa

Em um país como o Brasil, em que há uma profusão de religiões de matrizes indígenas e africanas, além das tradicionais religiões monoteístas, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo, é fundamental que as crianças respeitem o que cada pessoa considera sagrado para si. “Durante as aulas de Ensino Religioso, as crianças podem conhecer as perspectivas culturais e religiosas umas das outras e aprender, com isso, que o respeito é fundamental”.


Princípios éticos 

Também é nessas aulas que os pequenos começam a ter contato com alguns conceitos filosóficos que os façam refletir sobre questões relacionadas à vida e as ajudem a construir sua própria identidade, baseada em princípios éticos. “Por meio da convivência com crianças que vêm de outros contextos culturais e por meio do diálogo e da pluralidade de ideias, as crianças e adolescentes vão formando entendimento para atuar de forma ética e cidadã na sociedade”, diz Juliana.


Solidariedade, justiça, empatia e responsabilidade

Promover valores éticos passa não apenas por discutir a ética em si, mas também por falar sobre temas que tragam essa questão intrinsecamente. É o caso de quando se fala de solidariedade, justiça, empatia e responsabilidade, por exemplo. Afinal, todos esses são valores fundamentais para a convivência em sociedade. “A partir do estudo de diferentes tradições religiosas e visões de mundo, os alunos são incentivados a refletir sobre suas atitudes, reconhecer o valor do outro e compreender a importância do respeito mútuo. As discussões em sala buscam desenvolver a consciência crítica e o senso de responsabilidade individual e coletiva, estimulando ações pautadas na empatia, na equidade e no diálogo, independentemente da crença pessoal de cada estudante”, finaliza a especialista.


PEC da Blindagem e a ruptura do espírito republicano da Constituição

Tramita na Câmara dos Deputados a chamada “PEC da Blindagem”, proposta que reacende um dos debates mais delicados da democracia brasileira: o alcance do foro privilegiado e os limites da imunidade parlamentar. A iniciativa, ao alterar dispositivos da Constituição Federal, amplia o rol de autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal (STF) e cria novas barreiras para a prisão e o processamento de parlamentares. 

O texto da Constituição é claro. O artigo 102 estabelece que cabe ao STF processar e julgar, nas infrações penais comuns, apenas as mais altas autoridades da República: o presidente e o vice-presidente, os membros do Congresso, os ministros da Corte e o procurador-geral da República. A lógica sempre foi a de restringir o foro a situações em que o exercício da função institucional pudesse ser comprometido. Nos últimos anos, inclusive, a interpretação do Supremo caminhou no sentido de limitar o alcance dessa prerrogativa, restringindo-a a crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao exercício da função. O movimento foi visto como um freio à impunidade que historicamente marcou a elite política. 

A PEC, no entanto, inverte esse curso. Além de incluir os presidentes nacionais de partidos políticos com representação na Câmara no rol de autoridades com foro privilegiado — um grupo que exerce influência decisiva no sistema político, mas que não detém mandato popular —, a proposta reforça amarras institucionais que tornam ainda mais difícil a responsabilização penal de parlamentares. 

Entre os pontos mais controversos, estão a exigência de licença prévia da Casa legislativa para que um parlamentar seja processado criminalmente, a deliberação em votação secreta em até 90 dias por maioria absoluta, a suspensão da prescrição caso a licença seja negada, prorrogando o escudo de proteção enquanto durar o mandato, e a necessidade de decisão da Casa em até 24 horas para validar a prisão em flagrante. 

Não é coincidência que a PEC surja em meio a um ambiente de polarização e desgaste da relação entre Legislativo e Judiciário. Em um momento em que ex-presidentes, governadores e líderes partidários enfrentam condenações ou investigações, a blindagem surge como resposta corporativa. O discurso oficial é o da proteção contra perseguições judiciais. Mas é impossível dissociar a proposta do cálculo político imediato: reduzir a vulnerabilidade de atores centrais do Congresso e dos partidos às decisões do Supremo, em um cenário de crescente judicialização da política. 

Aprovada, a PEC representaria uma ruptura em relação ao espírito republicano da Constituição Federal de 1988. Se o princípio consagrado no artigo 5º garante que “todos são iguais perante a lei”, a ampliação do foro e a exigência de licença parlamentar para processar membros do Congresso produzem o efeito oposto: consolidam um regime de desigualdade jurídica entre cidadãos comuns e políticos profissionais. O impacto simbólico também é profundo.  

Importante ressaltar que em um país marcado por crises de confiança nas instituições, a aprovação da PEC da Blindagem reforçaria a percepção de que a lei se aplica seletivamente, alimentando o sentimento de descrença na política representativa. 

O Congresso tem, diante de si, uma escolha que transcende conveniências momentâneas. Pode optar por reforçar um sistema de responsabilização capaz de recuperar a confiança social ou pode recuar para a lógica da autoproteção, ampliando o fosso entre representantes e representados. Assim, a Câmara dirá se a Constituição continua sendo o pacto que limita privilégios e assegura direitos ou se se transformará em um instrumento para blindar aqueles que deveriam ser os primeiros a prestar contas à sociedade.

 

Marcelo Aith - advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca - ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.

 

A alma urbana da Malásia: tradição, inovação e inspiração

Fotos de divulgação
Tourism Malaysia

Viajar para a Malásia é descobrir um país que combina modernidade e tradição, respira história em cada esquina e celebra sua diversidade cultural por todo o território


Quando se fala em Malásia logo vêm à mente suas paisagens naturais, praias paradisíacas e florestas milenares. Mas o país asiático também guarda um atrativo urbano inigualável: cidades onde a história e a modernidade convivem, onde templos se misturam com arranha-céus e onde a vida noturna, a arte de rua e a gastronomia convidam a explorar uma cultura tão vibrante quanto diversa.


Kuala Lumpur: uma capital cheia de contrastes

No coração da Malásia, Kuala Lumpur é a harmonia perfeita entre modernidade e tradição. O horizonte é coroado por duas maravilhas arquitetônicas: as Petronas Twin Towers, projetadas pelo arquiteto argentino César Pelli, cuja geometria de inspiração islâmica ilumina a noite com luzes impressionantes, e a Menara 118, o segundo edifício mais alto do mundo. Com sua fachada de vidro em forma de diamante, a Menara 118 simboliza a diversidade e a unidade dos malaios, conduzindo a capital a uma nova e ousada era de inovação.

A poucos passos dali o agitado distrito de Bukit Bintang oferece infinitas opções de compras, boutiques de luxo e uma vida noturna que pulsa até o amanhecer. No entanto, Kuala Lumpur é mais do que aço e vidro. Os visitantes podem entrar no templo Sri Mahamariamman, o santuário hindu mais antigo da cidade, ou encontrar paz na Masjid Jamek, uma mesquita histórica situada na confluência de dois rios. Aqui, cada rua oferece um mosaico cultural, onde barracas de comida, mercados e locais sagrados convivem com uma arquitetura moderna deslumbrante.

Fotos de divulgação
Tourism Malaysia


George Town: murais que contam histórias

Na ilha de Penang, George Town oferece uma experiência diferente. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é reconhecida por sua arte de rua, que transformou seus muros em verdadeiras telas abertas ao mundo. Ao caminhar por suas ruas, você encontrará uma galeria de arte a céu aberto, casas e edifícios cheios de criatividade, e murais que contam a história da cidade de maneira colorida.

Mas George Town é mais do que arte. Seus edifícios coloniais restaurados, templos, mesquitas e mansões chinesas falam de séculos de história comercial e cultural. E quando o entardecer chega, a cidade se transforma: mercados, bares alternativos e cafés enchem o ambiente de música e aromas que convidam a continuar aproveitando suas ruas.


Melaka: uma viagem ao passado com estilo atual

A poucas horas de Kuala Lumpur, Melaka transporta você ao passado sem deixar de abraçar o presente. Esta cidade, que já foi um movimentado centro comercial, hoje é Patrimônio da Humanidade e um mosaico de influências portuguesas, chinesas e malaias. Suas ruas coloniais estão repletas de igrejas, mesquitas e templos – testemunhos de séculos de intercâmbio cultural e harmonia religiosa. Hoje, esses monumentos históricos se misturam perfeitamente com galerias de arte urbanas, cafeterias modernas e vibrantes mercados noturnos.

O Jonker Street Night Market, aberto das 18h à meia-noite, transforma a cidade em um festival de sabores, cores e artesanato. Também é possível navegar pelo rio Melaka, onde fachadas históricas e murais contemporâneos convivem, oferecendo um retrato vívido das múltiplas camadas culturais da Malásia.


O espírito urbano da Malásia

Juntas, Kuala Lumpur, George Town e Melaka revelam o caráter urbano único da Malásia: um lugar onde patrimônio e inovação convivem em harmonia. Entre arranha-céus iluminados, templos centenários, murais coloridos e uma vida noturna animada, as cidades da Malásia mostram que o país é mais do que um paraíso natural — é também um destino urbano com alma própria.

Para descobrir mais sobre a Malásia, acesse: https://www.malaysia.travel/



Tourism Malaysia
www.malaysia.travel

Visit Malaysia Year 2026 (VM2026)

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Estado taxa gorjeta de trabalhadores e Fhoresp reage: “arbitrário”

Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo oficiou governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) e o secretário estadual da Fazenda, solicitando suspensão imediata da cobrança indevida; para entidade, caixinha, “por justiça e por direito”, não deve ser taxada

 

A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) se posicionou contra a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as gorjetas recebidas por garçons. Para a entidade, a taxação aplicada pelo governo de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) sobre os valores acima de 10% da caixinha prejudica os trabalhadores. Para demonstrar seu repúdio à cobrança, a Federação oficiou o Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (12/9).

 Representante legítima de cerca de 500 mil estabelecimentos em todo o estado e de mais de 20 sindicatos patronais, a Fhoresp classifica a taxação por parte do Estado como injusta. O diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, justifica que, gorjetas concedidas por clientes aos garçons “são bonificações por bons serviços prestados” e que, desta forma, terem recolhimento de imposto “esbarra em absurdo”.

O representante da Fhoresp explica que, a taxa de serviço de 10% no Brasil foi convencionada numa época em que ela não integrava a remuneração dos empregados. Após regulamentação federal, houve a necessidade de incorpora-la à remuneração, via holerite, tendo como consequência o recolhimento de encargos sociais e declaração no Imposto de Renda (IR). A solução dada, então, pelo setor, para que não houvesse prejuízo aos trabalhadores, foi aumentar o valor para 12%, 13% ou 15%, dependendo do tipo de estabelecimento:

“Logo, tributar essa diferença a mais é tributar um valor compensatório exclusivo dos empregados e não uma receita da empresa. Isso está errado. É arbitrário, desumano. Trata-se de ato descabido e que está penalizando o trabalhador que, na ponta, faz o atendimento direto ao cliente”.

De acordo com a lei federal 13.419/2017, popularmente conhecida como Lei da Gorjeta, os valores concedidos de forma voluntária estão livres de impostos. No entanto, no estado de São Paulo, aplica-se o decreto 58.375/2012, que fixa a isenção do imposto para caixinhas de até 10% da conta. O que exceder, sofre taxação de 4% de ICMS.

Para tentar demover o Palácio dos Bandeirantes de seguir com a cobrança, a Fhoresp oficiou Tarcísio e o secretário de Estado da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, na sexta-feira (12/9). A fim de regulamentar a isenção em todo o País, em paralelo, a Federação também articula representação do caso ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) - que abarca representantes das Secretarias da Fazenda de todos os estados brasileiros.

 

Entenda o caso:

Com a aprovação da Lei da Gorjeta, os sindicatos patronais e laborais estimulam a fixação da taxa de serviço em até 15%, para evitar perda aos trabalhadores. A medida foi adotada em razão de decisão anterior, que havia incorporado os ganhos da caixinha ao salário dos funcionários - ficando, assim, sujeitos a descontos trabalhistas.

Desta forma, todos os estabelecimentos que cobram, por exemplo, 13% de gratificação na conta do cliente, precisam recolher 4% de imposto sobre os 3% excedentes.

O diretor-executivo da Fhoresp reitera a necessidade de o Governo de São Paulo rever “a injustiça”, ainda mais porque não há mais espaço para tanta cobrança de impostos:

“Nem o empresário, nem o trabalhador, ninguém aguenta mais pagar tanto imposto. O dinheiro da gorjeta deveria ser livre de qualquer cobrança. Afinal, ele é facultativo ao cliente, que, por livre escolha, paga a gratificação e, assim, contribui para uma renda a mais para os funcionários dos estabelecimentos. Estamos chamando a atenção do governador (Tarcísio Gomes de Freitas) nesta questão, imaginando que ele será sensível à pauta e fará revisão desta taxação absurda. Isso não pode prosperar”, crítica Édson Pinto.

 

Seis em cada dez pequenos negócios abertos no Brasil são do setor de Serviços

Já são mais de 2,2 milhões de CNPJs abertos neste ramo de atividade em 2025. Em agosto, foram 262 mil novos empreendimentos


O setor de Serviços não para de crescer. Apenas nos oito primeiros meses de 2025,  uma pesquisa realizada pelo Sebrae detectou que foram criados mais de 2,2 milhões de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) desse setor. Esse número equivale a 63% de todos os negócios criados nesse período.  

Esse crescimento tem uma relação direta com os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), publicada na sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente em julho, o volume de serviços cresceu 0,3%, sexto resultado positivo consecutivo. No ano, o setor acumula alta de 2,6%. 

Atualmente o setor tem mais de 12,3 milhões de pequenos negócios em atividade espalhados por todo o país. A expectativa é de que o setor continue a mostrar resultados positivos no crescimento do volume de serviços. Isso porque, de acordo com levantamento do Sebrae com dados da Receita Federal, foram mais de 262 mil novos pequenos empreendimentos abertos em agosto. 

“O resultado é reflexo de uma política econômica bem estruturada e conduzida pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin que coloca a população no centro do orçamento e das políticas públicas”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima, que também exaltou a garra e o empenho dos empreendedores do setor. “São aqueles que nunca desistem, resilientes e que sabem se virar. São homens e mulheres que acordam cedo, enfrentam as adversidades e, além disso, geram emprego e renda para outras pessoas”, completou. 

No ano, entre os novos pequenos negócios abertos no setor, a atividade mais escolhida foi no ramo de serviços de transporte rodoviário de carga (206 mil) seguidos de malote e entrega (195 mil), atividades de publicidade (185 mil), cabeleireiros (170 mil) e atividades de ensino (149 mil).


"Quanto custa?": Confira os 10 valores de viagens mais pesquisados pelos brasileiros na internet

Atração por trás dos maiores volumes de busca, segundo a DeÔnibus, é o Beto Carrero World, maior parque temático da América Latina  

 

Passagem de ida, hospedagem, alimentação, passeios. Com tantos valores envolvidos ao planejar uma viagem, aparentemente, o primeiro passo para muitos brasileiros tem sido o mesmo: pesquisar na internet quanto tudo isso vai custar — curiosidade que vem acompanhada de uma pergunta (e pesquisa na internet) bem objetiva: “afinal, quanto custa viajar para...?”

 

Para se ter uma ideia, somente no último ano, o Google Brasil registrou mais de 18 milhões de buscas relacionadas a valores de viagens, em sua maioria voltadas a estados e atrações nacionais. As expressões mais comuns, de acordo com o novo estudo da DeÔnibus, vão de termos como “valor da viagem para” a “quanto custa ir para”, revelando o desejo da população por opções promocionais, pacotes acessíveis e rotas que caibam no bolso.

 

Mas, afinal, se o investimento financeiro tem aparecido tanto nas buscas dos turistas, quais destinos nacionais vêm despertando a curiosidade dos brasileiros quando o assunto é o custo da viagem? A resposta pode ser encontrada no conteúdo abaixo, que traz, junto dos nomes mais pesquisados, dicas para driblar os preços altos… e curtir sem peso na consciência. Confira: 

 


 

Do desejo ao orçamento: os 10 destinos que mais despertam dúvidas sobre custos

 

Apesar da variedade de opções turísticas espalhadas pelo país, certos destinos têm chamado uma atenção especial dos brasileiros quando o foco está nos preços. Estamos falando, no geral, de lugares associados a férias, descanso, aventura ou momentos em família — e que, por diferentes razões, despertaram a curiosidade dos brasileiros quando o assunto é algo que caiba no orçamento. 

 

A liderança do ranking fica com um destino que reúne adrenalina, shows ao vivo e o universo dos personagens infantis: o Beto Carrero World. Localizado em Penha, em Santa Catarina, e com mais de 1,3 milhão de buscas, o parque se destaca como uma das opções mais desejadas por famílias que buscam uma viagem divertida e com boa estrutura. O lado bom? É possível gerenciar os gastos com antecedência, já que muitos pacotes incluem transporte, hospedagem e ingressos. 

Com 1,1 milhão e 756 mil buscas, respectivamente, Porto de Galinhas e Porto Seguro evidenciam a força do litoral nordestino nos planos de viagem dos brasileiros. Os dois estão entre os mais buscados por preço, além de aliarem belezas naturais com uma ampla oferta de pacotes turísticos — geralmente promocionais na baixa temporada. 

São Paulo, por outro lado, aparece como um destino multifacetado: seja pelo turismo cultural, gastronômico, de negócios ou de eventos, a cidade atrai quem quer saber quanto custa viver na metrópole por alguns dias. Com mais de 429 mil buscas, esse é um exemplo de como o turismo urbano também entra no radar de quem busca economia, já que é possível encontrar passagens de ônibus baratas, promoções aéreas e uma enorme variedade de hospedagens e restaurantes para todos os bolsos. 

Fechando a lista, Ouro Preto aparece com cerca de 33 mil buscas, mas com um destaque especial: é o único destino do ranking com foco totalmente histórico-cultural. A cidade mineira é conhecida pelas ladeiras de pedra, igrejas barrocas e museus dedicados ao período colonial. As buscas por valor revelam o interesse crescente por destinos que oferecem cultura e imersão histórica sem exigir altos investimentos… e Ouro Preto, com suas pousadas charmosas e gastronomia acessível, entrega exatamente isso. 

 

Viajar mais gastando menos: dicas para driblar os altos custos

Independentemente do destino, uma coisa é certa: planejamento é o melhor amigo de quem quer colocar o pé na estrada sem comprometer o orçamento. Pesquisar com antecedência, comparar preços e ficar atento a promoções sazonais são atitudes que fazem toda a diferença no valor final da viagem. Além disso, optar por viajar fora de feriados e alta temporada pode garantir preços muito mais baixos em passagens e hospedagens. 

Com a alta das passagens áreas em diversos momentos do ano, outra dica valiosa é considerar o transporte rodoviário como opção principal ou complementar à viagem. Destinos como São Paulo, Gramado e até Penha, cidade do Beto Carrero World, contam com linhas de ônibus bem estruturadas, muitas vezes com saídas diárias e tarifas mais acessíveis do que o trajeto de carro ou avião.

Para quem parte de cidades próximas ou quer evitar os altos custos de bagagem e traslado, a escolha pode representar uma boa economia — e ainda permitir apreciar o trajeto com conforto. 

Na busca por economia, vale apostar em pacotes promocionais que já incluam hospedagem, transporte e ingressos para atrações locais. Plataformas especializadas, cupons de desconto e programas de fidelidade ajudam a reduzir os custos e garantir experiências completas por um preço justo. Viajar pode (e deve) ser um prazer… mas, com um pouco de estratégia, também pode ser leve para o bolso. 

 

Metodologia 

Para identificar os valores de viagens mais pesquisados pelos internautas, o levantamento teve como base pesquisas realizadas no Google ao longo dos últimos doze meses. A investigação partiu das expressões "quanto custa", "quanto custa viajar" e “valor viagem”, englobando as milhares de buscas relativas ao tema nas cinco regiões nacionais. Em seguida, os destinos mais procurados foram dispostos em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano.

 

Dia das Crianças: 20 passos para gastar menos, comprar melhor e fugir das fraudes


O Dia das Crianças se aproxima, e com ele, a temporada de compras para presentear os pequenos. À medida que as promoções e ofertas começam a aparecer, é importante que os consumidores estejam preparados para evitar gastos excessivos e, ainda mais importante, cair em possíveis golpes. 

Para garantir que você aproveite ao máximo as oportunidades sem comprometer suas finanças ou se tornar uma vítima de fraudes, é essencial tomar algumas precauções antes de começar a comprar. Pensando nisso, reunimos orientações valiosas para economizar e evitar golpes durante a temporada de compras de Dia das Crianças. 

De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), algumas medidas simples podem evitar grandes prejuízos. "É crucial focar em obter os melhores preços e comprar apenas o que realmente é necessário, fazendo uma pesquisa detalhada em sites e lojas para garantir um bom negócio. Agir por impulso neste momento pode prejudicar o orçamento", explica Domingos. 

"Fazer compras de forma planejada e consciente é um dos principais segredos da educação financeira e da arte de poupar. Assim, será mais difícil se deixar levar por impulsos consumistas ou por apelos publicitários. Se você tiver dificuldades com isso, é válido procurar cursos, palestras e livros sobre educação financeira, que podem ajudar a mudar seu comportamento em relação ao dinheiro", complementa Domingos. 

Para quem já se planejou e está pronto para uma maratona de compras, é importante considerar algumas orientações essenciais. A principal delas é que a paciência é fundamental, já que o estresse e a pressa podem levar a compras impulsivas e gastos desnecessários. 

Aqui estão algumas das recomendações detalhadas por Reinaldo Domingos para economizar durante a temporada de compras de Dia das Crianças: 

1. Faça uma lista detalhada de todos os itens que pretende comprar e para quem deseja presentear, estabelecendo um limite de gastos para cada item. Isso ajudará a evitar compras impulsivas. 

2. Não compre se isso resultar em endividamento. Lembre-se de que parcelar também é uma forma de dívida. Se for inevitável parcelar, certifique-se de que caberá em seu orçamento nos meses seguintes e procure fazer o menor número possível de parcelas. 

3. Avalie se a compra não acarretará custos adicionais para a família ou para a pessoa no futuro, como a necessidade de adquirir jogos e acessórios para um presente de vídeo game. 

4. Pesquise entre várias lojas e sites para garantir descontos verdadeiramente vantajosos. Aproveite a internet como uma ferramenta importante de pesquisa, mas tenha cuidado e compre apenas em sites confiáveis, pois os crimes digitais estão em ascensão. 

5. Se for fazer compras, vista-se confortavelmente, alimente-se bem e tenha paciência. Isso evitará que você compre rapidamente apenas para encerrar a experiência, perdendo oportunidades de encontrar preços mais baixos. 

6. Se sua situação financeira estiver complicada, a alternativa pode ser dar uma lembrança nessa data e planejar algo maior e mais bem planejado no Natal, por exemplo. Mas, é preciso conversar e explicar o motivo dessa ação. 

7. Descubra, por meio de conversas, quais são os verdadeiros desejos das pessoas. Muitas vezes, presentes mais baratos são mais bem-vindos do que itens caros. 

Agora, quanto à prevenção de golpes durante as compras de Dia das Crianças, Reinaldo Domingos alerta sobre a crescente ocorrência de golpes e reclamações pós-compra por parte dos consumidores. Ele enfatiza a importância de os consumidores conhecerem seus direitos e obrigações dos fornecedores nas relações de consumo, conforme estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

 

Aqui estão algumas orientações em caso de problemas após as compras: 

1. Evitar surpresas com descontos enganosos, busque histórico dos preços dos produtos. Se isso acontecer, denuncie as empresas envolvidas e considere boicotá-las no futuro.

2. Lembre-se de que comprar algo mais barato não significa que o produto esteja defeituoso. Esteja ciente das obrigações relativas à substituição ou reparação de produtos ou serviços defeituosos. Se isso ocorrer, exija a reparação dos danos de qualquer natureza. Observe atentamente os prazos decadenciais e prescricionais estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. 

3. O prazo para reclamar e exigir a reparação de defeitos aparentes e de fácil constatação é de 30 dias, se o produto ou serviço adquirido for considerado não durável, ou de 90 dias no caso de produtos duráveis. Esses prazos começam a partir da entrega efetiva do produto ou da execução do serviço. Quanto a vícios ocultos, os prazos são os mesmos e começam a partir do momento em que o defeito do produto ou serviço se torna evidente. 

4. Exerça a reclamação formal nos prazos indicados, pois fora deles o direito perde validade. Se você optar por entrar com uma ação judicial para buscar reparação por danos, o prazo prescricional é de cinco anos, a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. 

5. Lembre-se de que o Código de Defesa do Consumidor permite que você se arrependa de uma compra em até sete dias corridos, especialmente se a contratação do fornecimento de produtos e serviços ocorreu fora do estabelecimento comercial, como por telefone ou a domicílio. Portanto, se você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, por qualquer motivo, pode solicitar o cancelamento sem nenhum custo.

 

Em relação à prevenção de fraudes, Reinaldo Domingos oferece as seguintes orientações: 

1. Proteja seus dados pessoais, como telefone, CPF, endereço e números de cartões, evitando fornecê-los em qualquer formulário. Certifique-se de que o site em que está fazendo o cadastro é seguro. 

2. Tenha cuidado ao clicar em links, certificando-se de que são seguros antes de clicar. Verifique a presença de um cadeado à esquerda do endereço do site e observe se o site possui a sigla "https" no endereço da web. 

3. Pesquise a reputação da loja ou empresa antes de efetuar a compra, priorizando fontes confiáveis, como o Procon, portais de direitos do consumidor e o Reclame Aqui. 

4. Utilize senhas diferentes para cartões, sites e cadastros, alterando-as regularmente. Evite senhas simples, como "123" ou sua data de nascimento. 

5. Prefira o pagamento com cartão de crédito para compras online, pois ele oferece mais segurança. Facilita o cancelamento em caso de problemas e permite que você conteste cobranças indevidas. 

6. Desconfie de condições extraordinárias e promoções com descontos exagerados. Muitas vezes, ofertas muito atraentes são usadas para golpes. 

7. Mantenha seu antivírus sempre atualizado para proteger seus dispositivos e faça varreduras regularmente para detectar programas maliciosos. 

8. Busque informações sobre golpes em fontes confiáveis e esteja sempre atento às notícias e alertas sobre novos golpes. Evite acreditar em informações falsas ou boatos, especialmente em grupos de WhatsApp, que são frequentemente usados para disseminar fake news. 

Com essas dicas em mente, os consumidores podem desfrutar de compras seguras e econômicas durante a temporada de Dia das Crianças, sem cair em armadilhas ou serem vítimas de golpes. Lembre-se sempre de que o conhecimento é a melhor defesa contra fraudes e problemas nas compras.

 

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