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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Bilinguismo pode fortalecer autoestima e confiança de estudantes em meio ao Setembro Amarelo


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Segundo especialista, aprender em duas línguas é um poderoso aliado no combate à timidez e à insegurança, transformando o ensino em prática de saúde emocional 


No mês dedicado à prevenção do suicídio, o Setembro Amarelo, cresce a atenção para políticas educacionais que unam aprendizado e saúde mental por meio de ferramentas com apelo humano e impacto efetivo nessa interface. Neste cenário, o ensino bilíngue é apontado por especialistas como um método importante nesse processo ao estimular crianças e jovens a ampliar horizontes culturais ao mesmo tempo em que fortalecem competências socioemocionais como autoestima, resiliência e confiança. 

De acordo com Vanessa Codecco, head pedagógica do Twice Bilingual, sistema de ensino bilíngue da Rhyzos Educação, o aprendizado em duas línguas proporciona regulação emocional e redução de estresse e ansiedade, por demandar maior foco, alternância de linguagens e concentração, elementos-chave para enfrentar desafios emocionais e escolares com mais equilíbrio. 

“No contexto educativo, o ensino bilíngue também amplia a capacidade de resolução de problemas e o desenvolvimento do pensamento crítico, favorecendo a adaptação a contextos diversos e minimizando a sensação de insegurança, bem como impulsionando habilidades de comunicação e adaptabilidade”, complementa a especialista. 

Outro ponto de destaque levantado por Vanessa é a contribuição do bilinguismo para o enfrentamento da timidez. Conforme a head, ao praticar a comunicação do novo idioma, os estudantes são naturalmente expostos a situações de interação em que precisam se posicionar, errar e tentar novamente. Esse processo faz com que o jovem fortaleça a tolerância à frustração e a coragem de se expressar. 

Com isso, cria-se maior autoconfiança em situações de interação social, justamente por desenvolverem flexibilidade cognitiva e facilidade em lidar com diferentes perspectivas. Para Codecco, são fatores que traduzem em benefícios concretos para a saúde mental, sobretudo na fase escolar, quando a construção da identidade e da autoestima está em pleno desenvolvimento. 

“O contato com diferentes culturas e formas de pensar permite que crianças e adolescentes construam uma visão mais ampla e respeitosa sobre o outro, e isso contribui para ambientes escolares mais acolhedores e colaborativos. Em um contexto de prevenção ao suicídio e à depressão, tais habilidades socioemocionais são reconhecidas como fatores de proteção relevantes”, destaca a porta-voz do Twice. 

Ainda, Codecco acrescenta que o aprendizado em duas línguas não se resume ao conteúdo acadêmico, mas se conecta diretamente à formação integral dos alunos, uma vez que, quando o estudante percebe que é capaz de se comunicar em outro idioma, ele amplia seu senso de pertencimento e autossuficiência.

Falar de ensino bilíngue, hoje, não é mais falar de um diferencial pedagógico. É consolidá-lo como prática estratégia de um desenvolvimento integral do indivíduo, assim como em questões de saúde mental para formar cidadãos emocionalmente mais fortes, resilientes e confiantes. É um legado fundamental não só em meio à campanha Setembro Amarelo, mas além dela também”, conclui Vanessa.


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