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sexta-feira, 20 de junho de 2025

Brasil vive crise prolongada na vacinação infantil, apesar de melhora em 2023, mostra Anuário VacinaBR

Relatório inédito do Instituto Questão de Ciência destaca queda nas coberturas vacinais infantis desde 2015, com metas não cumpridas, abandono crescente e desigualdades regionais. Embora haja sinais de recuperação desde 2022, para a maioria das vacinas, 80% ou mais dos brasileiros ainda viviam, em 2023, em áreas que não atingiam as metas do PNI

 

O Brasil enfrentou uma das mais graves crises em saúde pública desde a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mais de meio século atrás. O Anuário VacinaBR 2025, elaborado pelo Instituto Questão de Ciência (IQC) com apoio da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), revela uma queda contínua e generalizada nas coberturas vacinais infantis a partir de 2015, intensificada em alguns casos após 2020, possivelmente devido à pandemia de Covid-19. Apesar da recuperação iniciada em 2022 e acelerada em 2023, o relatório mostra que nenhuma das vacinas infantis do calendário nacional atingiu as metas de cobertura estabelecidas pelo PNI em todos os estados em 2023. 

O Anuário VacinaBR, que compreende o período que vai de 2000 a 2023, representa um marco inédito e pioneiro no panorama da saúde pública brasileira. Concebido a partir da percepção da dificuldade enfrentada por profissionais da área, pesquisadores, gestores e jornalistas no acesso à informação, o relatório é um produto do VacinaBR, uma plataforma criada pelo IQC com o apoio da SBIm em dezembro de 2023 para promover transparência e acessibilidade aos dados de vacinação pública disponíveis no Brasil. 

Além da análise das dificuldades enfrentadas na cobertura vacinal, o estudo destaca o abandono vacinal como um problema crônico: vacinas que exigem múltiplas doses, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), apresentam altas taxas de evasão entre a primeira e a segunda dose. Em alguns estados, esse indicador ultrapassa os 50%, comprometendo a efetividade da imunização e aumentando o risco de reintrodução de doenças controladas. 

As disparidades regionais e municipais também preocupam. Mesmo quando a média estadual parece satisfatória, há variação interna, com municípios vizinhos apresentando coberturas vacinais drasticamente diferentes. Isso cria bolsões de baixa cobertura, tornando essas áreas vulneráveis ao ressurgimento de doenças. 

“Após anos de queda nas coberturas vacinais infantis, Brasil tem avançado na retomada da vacinação, com importantes conquistas em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, o relatório permite identificar onde ainda existem desigualdades regionais e estruturais que precisam ser enfrentadas. Ter um instrumento como esse é essencial para acompanhar os avanços alcançados e para embasar a construção de políticas públicas de imunização cada vez mais eficazes", comenta Luciana Phebo, Chefe de Saúde do UNICEF no Brasil. 

O cenário desafiador para a vacinação infantil no Brasil é evidenciado, ainda, por mecanismos de avaliação internos do próprio governo, como explica Antonia Maria da Silva Teixeira, enfermeira sanitarista especialista em Epidemiologia e Saúde Pública pela UFRN, em análise inédita publicada no Anuário. No texto, ela informa que o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PAQVS), indicador do Governo Federal que oferece incentivos financeiros aos entes federativos por resultados atingidos, obteve desempenho alarmante em relação à proporção de vacinas que atingiram índice de 95% de cobertura dentre as quatro selecionadas que compõem o Calendário Nacional de Vacinação para crianças com menos de 1 ano de idade: pentavalente (terceira dose), poliomielite (terceira dose), pneumocócica 10-valente (segunda dose) e, com 1 ano de idade, a vacina tríplice viral - sarampo, rubéola e caxumba (primeira dose). Em 2023, menos de um terço dos municípios brasileiros (32%) conseguiu cumprir a meta de cobertura para os quatro imunizantes. 

“Esse cenário evidencia a importância da transparência e da sistematização do acompanhamento dos indicadores relativos à vacinação”, observa Natalia Pasternak, presidente do IQC. “Precisamos de dados, estratégia e compromisso institucional com a ciência e a prevenção. O Anuário VacinaBR é nossa contribuição para isso”. 

Ao consolidar séries históricas sobre a vacinação infantil no país, a publicação representa o primeiro documento estatístico abrangente a oferecer um panorama robusto e confiável sobre a cobertura vacinal no Brasil. Para Paulo Almeida, diretor executivo do IQC e coordenador do relatório, a expectativa é de que o documento funcione como “base sólida para análises técnicas e tomada de decisões oficiais, ampliando a transparência e o entendimento sobre a situação da vacinação no território nacional”. 

“Vacinação sempre foi um tema caro ao IQC, desde sua fundação. Por isso, frente ao volume inédito de dados que compilamos na plataforma VacinaBR, pudemos conceber um anuário que funcionasse como ferramenta para qualificar o debate público e, fundamentalmente, apoiar a criação e a gestão de políticas públicas de imunização baseadas em evidências no Brasil. Esta primeira edição inaugura uma série de publicações anuais que visam monitorar e documentar o cenário vacinal do país com regularidade e consistência metodológica”, acrescenta Almeida.

 

Metodologia robusta e dados para ação pública

O Anuário é fruto do cruzamento de bancos públicos de vacinação (como o DataSUS e o InfoMS) com dados populacionais do IBGE e Sinasc. O estudo analisa dados de doses aplicadas, taxa de abandono e homogeneidade de cobertura do calendário de vacinação infantil, mais a vacina HPV para adolescentes.
 

O anuário é um desdobramento da Plataforma VacinaBR, lançada em 2023 pelo IQC, que já se tornou referência entre profissionais de saúde e imprensa. Com interface acessível e interativa, o sistema reúne todas as vacinas do calendário infantil e também para HPV, por ano e por localidade.
 

O Anuário VacinaBR completo estará disponível gratuitamente em Link a partir de 17 de junho.

 

Principais achados por vacina

Sarampo, caxumba e rubéola (SCR) - Em 2014, todos os estados cumpriam a meta de 95% para a primeira dose. Em 2023, apenas quatro estados alcançaram essa meta. Além disso, 14 estados apresentaram cobertura inferior a 50% para o esquema completo. 

 

 

Poliomielite - Desde 2016, o Brasil não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal. Em 2023, menos de 20% da população brasileira vivia em municípios que cumprem a meta de vacinação contra poliomielite. O índice ficava entre 60% e 75% na década de 2001 a 2010.

 

  

Meningococo C - Nenhum estado atingiu a meta de cobertura vacinal em 2021, 2022 ou 2023. Em 2023, quase 90% da população brasileira residia em municípios que não alcançaram a meta, um aumento significativo em relação aos 25% em 2011.

 

 

HPV - Apesar da expansão para meninos e alteração para dose única a partir de 2024, a cobertura da segunda dose (tanto feminina quanto masculina) manteve índices baixos em 2023 (abaixo de 80% para meninas e abaixo de 50% para meninos). Apenas nove estados e o Distrito Federal atingiram coberturas acima de 80%, a maioria no Sudeste e Sul, e apenas o Paraná ultrapassou 90%. O levantamento considera dados de 2023 e inclui a porcentagem de adolescentes que completariam 15 anos em 2024 e já haviam sido vacinados. 

A adesão dos meninos é notavelmente baixa. As coberturas para a primeira dose em adolescentes do sexo masculino que completaram 15 anos, entre 2020 e 2024, ficaram em torno de 65% a partir de 2021. Para a segunda dose, mantiveram-se em torno de 50% a partir de 2021. Acre, Pará, Amapá e Rio de Janeiro destacam-se negativamente pelos baixos índices em uma ou ambas as doses/sexos.

 


 


BCG - Historicamente com bons índices devido à aplicação em dose única, a cobertura caiu significativamente a partir de 2019, quando apenas três unidades da federação atingiram a meta de vacinação de cobertura, e onze apresentaram índices abaixo de 80%. 


 

Metas não atingidas e abandono em alta

O Anuário VacinaBR revela que, apesar dos percentuais crescentes observados nos últimos dois anos do estudo, ainda assim, em 2023, nenhuma vacina infantil do calendário nacional atingiu a meta de cobertura em todos os estados, com destaque negativo para poliomielite, meningococo C, Hib e varicela, para as quais nenhum estado alcançou a meta naquele ano. A situação da vacina meningocócica C é considerada crítica, pois nenhum estado cumpriu a meta entre 2021 e 2023. 

Também chama a atenção o quadro para a vacinação contra a varicela, já que, em 2023, apenas 3% da população brasileira vivia em municípios que atingiam 95% de cobertura vacinal em crianças de um ano de idade. Apesar dessa vacina nunca ter atingido a meta pretendida pelo PNI a nível nacional, esse é o menor percentual desde o início da vacinação contra a doença, iniciada em 2013. 

O relatório mostra ainda que vacinas que exigem múltiplas doses enfrentam altos índices de abandono, com cobertura caindo significativamente da primeira para as doses seguintes e reforços. Para sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, o abandono superou 50% em estados como Acre, Pará, Amapá, Maranhão e Mato Grosso do Sul. 

Ainda que menor, o abandono também afeta vacinas como a pneumocócica e a rotavírus, dificultando o cumprimento das metas mesmo onde as primeiras doses têm boa aceitação. O padrão se repete: quanto mais longa a jornada vacinal, maior a evasão.


Disparidades regionais e bolsões de risco

As análises por municípios e estados mostram que, mesmo quando a média estadual parece razoável, há enormes variações de uma cidade para a outra. Em estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Rio Grande do Sul, a cobertura pode ir de 95% a menos de 50% entre municípios vizinhos. Esses bolsões de baixa cobertura criam zonas vulneráveis ao ressurgimento de doenças e comprometem a eficácia da imunização coletiva. 

A região Norte demonstra ser a mais vulnerável do país. Lá se concentram os menores índices de cobertura para sarampo, caxumba, rubéola, varicela e poliomielite. Estados como Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima apresentam os piores resultados em abandono vacinal e na aplicação de segundas doses. 

Ainda assim, estados ricos e populosos também apresentaram resultados preocupantes. É o caso do Rio de Janeiro, a terceira maior população e o segundo PIB do país. Em 2023, o estado não atingiu as metas de cobertura vacinal do PNI para nenhuma das doses analisadas de diversas vacinas, como sarampo, pneumocócica, meningocócica C e poliomielite, frequentemente ficando abaixo das médias nacionais. 

Ainda no estado do Rio de Janeiro, observa-se redução na adesão entre a primeira e as doses subsequentes, com taxas de abandono significativas, chegando a 50% para algumas vacinas. As coberturas específicas em 2023 incluem 36,9% para crianças que receberam a segunda dose de sarampo com 1 ano e baixos índices para hepatite A (65,1%) e varicela (39,4%). A vacinação contra HPV em adolescentes também demonstra baixa adesão, especialmente entre o público masculino.


Medicamento experimental para o controle do peso aumenta gasto energético e não afeta o apetite

Após bons resultados em testes pré-clínicos e na primeira fase
do ensaio clínico, pesquisadores planejam começar a testar a eficácia
do composto em pacientes obesos ainda este ano
imagem: Carlos Escande
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Em testes com animais, a molécula desenvolvida na América do Sul se mostrou capaz tanto de prevenir o acúmulo de gordura quanto de tratar a obesidade já instalada e as disfunções metabólicas associadas. Primeiros estudos em humanos atestaram a segurança do composto

 

Artigo publicado hoje (17/06) na revista Nature Metabolism apresenta um medicamento experimental que estimula as células do tecido adiposo a gastar energia para produzir calor – processo conhecido como termogênese –, promovendo assim a perda de peso. Em testes com animais, o composto se mostrou capaz tanto de prevenir o acúmulo de gordura diante de uma dieta rica em lipídeos quanto de tratar a obesidade já instalada e reverter as disfunções metabólicas associadas, entre elas a resistência à insulina. Resultados preliminares da pesquisa clínica indicam que a substância é segura e sugerem que também em humanos pode haver efeitos benéficos para o metabolismo.

“Observamos perda de peso e melhora da glicemia nos voluntários obesos que participaram do ensaio clínico de fase 1. Mas esse resultado não é conclusivo, pois foi um grupo pequeno e o objetivo era avaliar se o composto é seguro e bem tolerado. Pretendemos iniciar ainda este ano o estudo de fase 2 – este sim desenhado para testar a eficácia no tratamento da obesidade”, conta à Agência FAPESP Carlos Escande, pesquisador do Institut Pasteur de Montevideo (Uruguai) e coordenador da pesquisa.

Por ora denominado SANA (do inglês salicylate-based nitroalkene), o fármaco experimental é um derivado do salicilato – composto químico com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias encontrado naturalmente em plantas e que deu origem a medicamentos como a aspirina (ácido acetilsalicílico). Segundo Escande, seu grupo buscava inicialmente desenvolver uma droga com ação anti-inflamatória. E para isso testou diversas modificações químicas na molécula de salicilato.

“Queríamos que o precursor utilizado fosse o mais seguro possível. E o salicilato é a droga que se conhece há mais tempo, muitas pessoas consomem seus derivados diariamente. Contudo, observamos que, em vez de proteger contra a inflamação, a molécula que sintetizamos protege contra a obesidade induzida por dieta”, diz o pesquisador.

Dois modelos diferentes foram usados para testar esse efeito em animais. No primeiro, SANA começou a ser administrada a camundongos ao mesmo tempo que a dieta rica em gordura e preveniu totalmente o ganho de peso, enquanto os animais do grupo-controle engordaram entre 40% e 50% ao longo de oito semanas. No segundo, o tratamento começou quando os animais já estavam obesos. Após três semanas, verificou-se uma perda de 20% da massa corporal, além de redução da glicemia, melhora da sensibilidade à insulina e diminuição da gordura acumulada no fígado (esteatose hepática, condição para a qual ainda não há um tratamento farmacológico eficaz).


First-in-class

O passo seguinte foi investigar o mecanismo de ação da substância, tarefa com a qual colaboraram nove pesquisadores brasileiros: Marcelo MoriPedro Vieira e Larissa Menezes dos Reis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); William Festuccia e Luiz Osório Leiria, da Universidade de São Paulo (USP); Juliana Camacho-Pereira, Marina Santo Chichierchio, Gabriele Barbosa e Leonardo de Souza, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa etapa contou com apoio da FAPESP por meio de três projetos (20/04159-821/08354-2 e 22/11234-1).

Os experimentos mostraram que SANA atua especificamente no tecido adiposo e ativa a termogênese por um mecanismo não convencional, podendo ser considerada “first-in-class”, ou seja, a primeira de uma nova classe de drogas antiobesidade. Não há ação no sistema nervoso central ou digestivo, nem efeito sobre o apetite.

Como explicam os autores, a termogênese normalmente é mediada por uma proteína existente dentro da mitocôndria (a organela que gera energia para as células) chamada UCP1, que é ativada em determinadas situações – como a exposição ao frio, por exemplo – e interfere na síntese de ATP (trifosfato de adenosina, o combustível celular), fazendo com que a energia gerada pela respiração celular seja dissipada na forma de calor. Mas este não é o caso de SANA. O novo fármaco faz com que os adipócitos usem a creatina (um composto formado por três aminoácidos: arginina, glicina e metionina) como fonte de energia para produzir calor, sem qualquer participação da proteína UCP1.

“Fizemos testes com camundongos deficientes para a UCP1 [modificados geneticamente para não expressar a proteína] e comprovamos que SANA ativa a termogênese nesses animais mesmo na ausência de UCP1 e em condição de termoneutralidade, ou seja, sem exposição ao frio”, conta William Festuccia, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Segundo o pesquisador, o impacto na temperatura corporal observado é pequeno e não representa risco significativo à saúde. “Termogênicos mais antigos, como dinitrofenol, têm efeito sobre as mitocôndrias do corpo inteiro, causando uma grande elevação da temperatura e sobrecarga ao sistema cardiovascular, que precisa aumentar a pressão arterial para o sangue chegar à periferia e dissipar o calor. Mas, no caso de SANA, só há ação nas mitocôndrias do tecido adiposo”, explica.

Em experimentos coordenados por Marcelo Mori no Instituto de Biologia da Unicamp, confirmou-se que SANA atua sobre enzimas envolvidas no chamado “ciclo fútil da creatina”, mecanismo termogênico em que o composto de aminoácidos é repetidamente convertido em fosfocreatina e volta a ser creatina, consumindo ATP e dissipando energia sob a forma de calor.

“O fato de ser uma molécula pequena e de agir por um mecanismo totalmente diferente permite a combinação de SANA com outras substâncias já usadas no tratamento da obesidade, como os análogos de GLP-1 [semaglutida e similares]”, avalia Mori. “Quando reduzimos a ingestão de alimentos, nosso corpo tende a diminuir o metabolismo. Para evitar esse efeito platô, seria interessante aliar uma molécula que inibe o apetite a outra que promove o gasto calórico.”

Apesar de eficazes no combate à obesidade e no controle glicêmico, acrescenta Mori, os análogos de GLP-1 tendem a promover também a perda de massa magra, algo problemático principalmente para idosos. “Por isso é importante ter alternativas”, conclui.

O artigo A nitroalkene derivative of salicylate, SANA, induces creatine-dependent thermogenesis and promotes weight loss pode ser lido em: www.nature.com/articles/s42255-025-01311-z.

 

Karina Toledo
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/medicamento-experimental-para-o-controle-do-peso-aumenta-gasto-energetico-e-nao-afeta-o-apetite/55066


Asma: controle permanente garante vida normal ao paciente

Pneumologista do Seconci-SP explica cuidados para prevenção e tratamento

 

A asma é uma doença inflamatória dos brônquios que não tem cura. No entanto, é possível ter uma vida normal com controle e acompanhamento. É o que afirma Marice Ashidani, pneumologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). 

“Ter a asma controlada significa que o paciente consiga desempenhar suas atividades sem esforço, sem crises e sem necessidade de medicação de resgate, a chamada bombinha”, explica Ashidani. 

A necessidade do uso da “bombinha” segue a demanda do paciente e a periodicidade de uso é um indicativo da qualidade do controle da doença. “Não basta tomar a medicação, é necessário fazer uma reavaliação periódica. Mesmo que a pessoa não tenha sintomas, deve retornar ao médico ao menos uma vez por ano”, orienta. 

O Dia Nacional de Controle da Asma, 21 de junho, é uma data para conscientizar a população brasileira sobre a importância de ter a doença monitorada. 

A asma é uma doença crônica das mais comuns. Os sintomas são falta de ar ou dificuldade para respirar, chiado ou aperto no peito, e tosse. O diagnóstico da doença precisa ser confirmado por um médico. 

Dados da Gina (sigla em inglês para Iniciativa Global pela Asma) mostram que, das 339 milhões de pessoas com asma no mundo, das quais 2 milhões no Brasil, somente 12% têm a doença controlada.

 

Diagnóstico e controle

De acordo com a pneumologista, é muito importante consultar o médico para a realização de um diagnóstico correto, feito por raio X ou espirometria (exame que mede a quantidade de fluxo de ar que entra e sai dos pulmões) e iniciar o tratamento corretamente. 

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. “Usamos duas abordagens nos casos de crises: uma é a medicina de resgate e alívio, com uso da bombinha, e a outra é o tratamento de prevenção, com o uso, por exemplo, de corticoides inalados. Quando a doença está controlada, o paciente quase não apresenta sintomas.” 

Ashidani enfatiza que, para evitar o desencadeamento de novas crises, são muito importantes os cuidados com a higiene ambiental, evitando poeira, mofo, pelos de animais, prevenir o tabagismo e também cuidar da saúde mental. 

“Às vezes a asma aparece na vida adulta e há quem entre em remissão. Por isso, é de extrema importância que o asmático tenha conhecimento da doença e saiba manusear os dispositivos de tratamento, tirando os fatores de risco do ambiente, além de seguir corretamente a parte medicamentosa. Dessa forma, ele conseguirá manter a patologia sob controle e ter um maior bem-estar no dia a dia”, finaliza.


Implantes dentários x dentaduras: o que realmente pesa no bolso e na saúde?

Beneficios Benefícios dos implantes vão além da estética.
A fala,  
a mastigação eficiente e até a autoestima
 são impactadas positivamente  
Divulgação   
Grupo Straumann
Estudos e especialistas apontam que custo-benefício dos implantes pode superar o das próteses removíveis, especialmente pela durabilidade e melhora na qualidade de vida 


Por muitos anos, os implantes dentários foram considerados uma opção “elitizada”, restrita a pessoas com alta renda. Enquanto isso, as próteses removíveis, conhecidas popularmente como dentaduras, se consolidaram como a escolha “mais em conta” para quem perdeu os dentes. No entanto, essa comparação baseada apenas no custo inicial pode ocultar um panorama mais amplo, sobretudo ao considerar a durabilidade, a eficácia e os impactos de cada tratamento sobre a saúde bucal e a qualidade de vida. 

Um estudo da Universidade Estadual Paulista (UNESP) acompanhou, por até dez anos, 183 implantes dentários instalados em 44 pacientes – incluindo pessoas com diabetes, fumantes e não fumantes, pacientes oncológicos e indivíduos com periodontite crônica. Os resultados mostraram uma taxa de sucesso de 97%, reforçando os implantes como uma excelente solução para a reabilitação bucal de pacientes parcial ou totalmente edêntulos (sem dentes). “Ao contrário das próteses removíveis, que geralmente exigem mais ajustes ou substituições após alguns anos de uso, os implantes dentários podem durar décadas se receberem os devidos cuidados”, explica o dentista especialista em implantodontia e diretor da Neodent, Dr. Sérgio Bernardes, que ressalta que a longevidade está diretamente relacionada à qualificação do profissional responsável pelo procedimento e à adoção de cuidados no pós-operatório por parte do paciente, como manter uma boa higiene bucal e evitar hábitos prejudiciais, como fumar, por exemplo. 

O implante é uma solução fixa, integrada ao osso, que substitui a raiz de um dente perdido e oferece estabilidade e funcionalidade muito próximas às de um dente natural. “Precisamos enxergar o tratamento odontológico como um investimento em saúde a longo prazo. O implante, quando bem indicado, pode representar um custo-benefício superior justamente por sua durabilidade e pela menor necessidade de manutenção ao longo dos anos, quando comparado a outros tipos de tratamento”, analisa Bernardes. Outro benefício importante é a preservação dos ossos. Os implantes ajudam a prevenir a chamada reabsorção óssea, processo em que o osso que sustenta os dentes vai sendo gradualmente degradado e reabsorvido, o que pode alterar a fisionomia do rosto com o tempo.

 

Mais do que estética

Se antes a principal motivação para colocar um implante era a aparência, hoje os pacientes já entendem que os benefícios vão muito além. A fala, a mastigação eficiente e até a autoestima são impactadas positivamente por essa escolha. “O implante devolve ao paciente a confiança para sorrir, se alimentar e se comunicar, e eu acredito que essa confiança vale muito”, afirma o especialista. 

Um exemplo dessa transformação é a história de João Barbosa Neto, que perdeu os dentes muito cedo e precisou usar a primeira dentadura aos 16 anos. Ele conta que sempre viveu com o receio da dentadura cair, além da frustração de não conseguir comer um churrasco, um de seus pratos preferidos. Após optar pelos implantes dentários com a técnica de carga imediata, João afirma que sua vida mudou completamente. Saí muito bem da cirurgia e consegui me alimentar normalmente desde o início. A autoestima muda muito. Saber que a gente vai poder sorrir, dar risada, sem receio de que o dente caia, faz toda a diferença. Eu considero que minha qualidade de vida melhorou 100%. Através do implante, me sinto com outro padrão de vida”, conta. 

Os especialistas apenas ressaltam que, embora os implantes ofereçam vantagens evidentes, a decisão entre eles e as próteses removíveis deve levar em conta fatores individuais, como a saúde óssea do paciente e condições pré-existentes que exigem uma avaliação mais criteriosa, como o diabetes. Por isso, a recomendação é buscar a orientação de um profissional qualificado, capaz de analisar cada caso com atenção. “A ideia de que os implantes dentários são sempre a alternativa mais cara, portanto, não se sustenta quando se considera o conjunto do tratamento, sua longevidade e o impacto positivo sobre a vida do paciente. Ao desmistificar, abre-se caminho para decisões mais conscientes e sorrisos mais duradouros”, finaliza.

 

Neodent


Banco de Sangue de São Paulo abrirá no feriado de Corpus Christi, 19 de junho


O GSH Banco de Sangue de São Paulo faz um apelo urgente à população: os estoques sanguíneos estão 60% abaixo do ideal, um cenário considerado crítico. Com a proximidade dos feriados prolongados de Corpus Christi (19 de junho) e de São João (dia 24), a expectativa é de uma redução ainda maior nas doações, agravando a situação. 

Janaína Ferreira, líder de captação do Banco de Sangue, reforça a importância da doação neste momento. "Especialmente neste período do ano, com os feriados, as doações são prejudicadas e nossos estoques ficam abaixo do ideal. Por isso, convidamos todas as pessoas que estejam em boas condições de saúde a virem doar sangue". 

Ela destaca que, atualmente, são recebidas cerca de 60 doações por dia, enquanto o ideal seriam 160 coletas diárias para atender adequadamente às necessidades dos hospitais. Todos os tipos sanguíneos são urgentemente necessários, em especial o O negativo, cuja demanda é sempre mais alta.

 

GSH Banco de Sangue abrirá no feriado 

Para garantir que a população tenha oportunidade de doar, o GSH Banco de Sangue São Paulo funcionará normalmente no feriado de 19 de junho, das 7h às 18h, na Rua Tomás Carvalhal, 711 – Paraíso. O procedimento é rápido e os doadores podem aproveitar o restante do feriado com tranquilidade. 

Para doar, basta comparecer à unidade ou agendar previamente. Sua doação pode salvar vidas!

 

Requisitos básicos para doação de sangue: 

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:
GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.

 

Dieta para longevidade: Puravida explica como a alimentação pode promover o envelhecimento saudável

 

A busca por uma vida longa e saudável vai além da genética; a alimentação desempenha um papel fundamental nesse processo. Um estudo realizado por universidades de Harvard, Copenhague e Montreal acompanhou mais de 105 mil adultos por três décadas. Os resultados mostraram que apenas 9,3% dos participantes atingiram os 70 anos com saúde plena. No entanto, aqueles que seguiram padrões alimentares ricos em vegetais, com consumo moderado de alimentos saudáveis de origem animal e baixo consumo de ultraprocessados, tiveram até 86% mais chances de envelhecer com saúde aos 70 anos  

Para Carla Fiorillo, nutricionista e Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, uma alimentação rica em vegetais, grãos integrais, gorduras saudáveis e proteínas magras é essencial para promover o envelhecimento saudável. Além disso, a suplementação adequada pode ser um aliado importante para suprir possíveis deficiências nutricionais. "Alimentos como peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva, nozes, sementes, frutas, vegetais e leguminosas são altamente recomendados. Esses alimentos fornecem antioxidantes, ácidos graxos essenciais e fibras que auxiliam na redução da inflamação e no fortalecimento do sistema imunológico", explica. 

A suplementação também pode ser benéfica, especialmente em casos de deficiências nutricionais específicas. Vitaminas como D, B12, cálcio e magnésio, além de probióticos, desempenham papéis cruciais na manutenção da saúde óssea, função cognitiva e equilíbrio intestinal. "Uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e, quando necessário, complementar com suplementos adequados, são estratégias eficazes para promover um envelhecimento saudável e aumentar a qualidade de vida na terceira idade", finaliza. 

 

Puravida
www.puravida.com.br


Confira 6 cuidados para prevenir doenças e acidentes no inverno

Foto: Marieli Prestes/Hospital Pequeno Príncipe
Hospital pediátrico reforça ações de bem-estar que vão além de manter as crianças bem agasalhadas nesta época do ano

 

Com a chegada do inverno na sexta-feira, dia 20, as mudanças e queda das temperaturas ficam ainda mais frequentes. Manter as crianças bem agasalhadas é apenas o primeiro cuidado para garantir o bem-estar nesta época do ano, mas existem outras atitudes essenciais para evitar doenças e também acidentes domésticos. Por isso, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, orienta pais e familiares com dicas de segurança para os pequenos neste período.

 

1 - Banhos mornos para uma pele saudável

Os bebês têm a pele mais seca do que crianças maiores e adolescentes. Por isso, banhos prolongados podem ressecar a pele e facilitar o surgimento de dermatites. Prefira banhos mornos, com sabão na medida certa, e mantenha a água a aproximadamente 38°C.

  • Dica: esquente o ambiente do banheiro antes de iniciar o banho!

2 - Sono aconchegante e sem acidentes

Noites frias podem incentivar os pais a dormir com os filhos, mas isso pode ser perigoso. Evite acidentes mantendo o berço ou a cama aconchegantes e deixe a criança agasalhada na medida certa. Luvas e meias ajudam a manter as extremidades aquecidas.

  • Dica: observe sinais de suor ou brotoejas no pescoço para ajustar a quantidade de roupa!

3 - Evite lugares fechados

No inverno, o aumento de infecções respiratórias é significativo. Evite ambientes fechados e com aglomeração. Se for necessário expor-se, mantenha a higiene correta das mãos. Em casa, conserve os ambientes livres de pó e mofo.

  • Dica: ventile bem os cômodos e lave casacos e cobertores guardados!

4 - Hidratação e alimentação adequadas

Hidrate bem as crianças e ofereça uma alimentação rica em frutas e vegetais, especialmente com vitamina C (verduras verde-escuras, laranja, acerola e goiaba). Isso ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

  • Dica: inclua fontes de zinco na dieta, como leguminosas, carnes, cereais e sementes!

5 - Proteção completa com vacinação

A baixa cobertura vacinal aumenta os casos de doenças respiratórias. Verifique se a imunização da criança está em dia. É importante incluir as vacinas contra influenza e COVID-19.

  • Dica: verifique com o pediatra as vacinas indicadas para cada faixa etária!

6 - Mantenha consultas e exames em dia

O acompanhamento regular com um pediatra é muito importante. Esse é o profissional indicado para fornecer todas as orientações necessárias aos pais ou responsáveis pela criança, além de recomendar o tratamento para recuperar a saúde e ações para prevenir doenças.

  • Dica: evite a exposição desnecessária da criança a ambientes hospitalares!

*Com informações dos pediatras Eduardo Maranhão Gubert e Heloísa Giamberardino, que atuam no Hospital Pequeno Príncipe.

 

Duas estações da CPTM recebem ação de Junho Vermelho a partir de segunda-feira (23)


Representantes da PROZ Educação oferecem atividades como aferição de pressão e cálculo de IMC

 

A CPTM, em parceria com a PROZ Educação, promove entre os dias 23 e 27 de junho uma série de ações educativas em apoio à campanha Junho Vermelho, voltada à conscientização sobre a importância da doação de sangue. 

Durante a programação, alunos da PROZ Educação, sob supervisão de professores, irão realizar aferição gratuita de pressão arterial, cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) e orientar os passageiros sobre a relevância da doação de sangue como um ato de solidariedade e cuidado com a vida. 

As ações acontecem na segunda (23/06) e na quarta-feira (25/06), das 9h às 12h e das 19h às 22h, na estação Jardim Helena-Vila Mara. Já na estação Mauá, o serviço será prestado das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h na quinta-feira (26/06), e das 9h às 12h e das 19h às 22h na sexta-feira (27/06).

 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço


Junho Vermelho – Conscientização sobre Doação de Sangue

 

Local: estação Jardim Helena–Vila Mara (Linha 12-Safira)
Data: segunda-feira (23/06)
Horário: das 9h às 12h e das 19h às 22h

 

Data: quarta-feira (25/06)
Horário: das 9h às12 e das19h às 22h

 

Local: estação Mauá (Linha 10-Turquesa)
Data: quinta-feira (26/06)
Horário: das 9h às 12h, 13h às 16h e das 19h às 22h

 

Data: sexta-feira (27/06)
Horário: das 9h às 12h e das 19h às 22h 


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