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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O papel de um bom networking em sua empregabilidade

 Saiba o que deve ser considerado na hora de formar uma rede de contatos para se manter no mercado e também indicar bons profissionais a quem pede sua ajuda nesta tarefa


Não é de hoje que o networking faz diferença na vida de bons profissionais. Há muitas pessoas no mercado que conseguiram bons empregos, mudaram de cargo, ou simplesmente se recolocaram profissionalmente após uma demissão, graças a indicações de amigos, colegas de trabalho e até ex-patrões com quem estabeleceram boa relação enquanto atuaram juntos. Mas como cultivar um bom networking nestes tempos de desemprego que não arrefece? O neuropsicólogo Deibson Silva tem algumas dicas importantes para cultivar uma rede poderosa de trabalho.

Primeiramente, o especialista diz que é preciso ter em mente que o networking não é conhecer uma pessoa hoje e amanhã achar que ela já faz parte de sua rede. Não, networking requer confiança, conhecimento, respeito e, principalmente, é cultivado com o decorrer do tempo, a partir de relações mais aprofundadas.

Ela pode começar, portanto, dentro de um curso de capacitação, dentro das próprias empresa. São contatos que começam a partir de encontros simples e que se perpetuam.

“Muitas pessoas, quando cortadas do quadro de uma empresa, desaparecem, cortam relações com os demais colegas, o que é um erro. Se você foi um bom funcionário, tem que cultivar as relações ali construídas que podem contribuir com seu crescimento pessoal e profissional. As redes sociais e aqui chamo a atenção para o Linkedin também é outra forma de estabelecer estas conexões, pois os melhores profissionais reúnem-se ali. Então cultivar relações desde as redes sociais até o mundo real é imperativo na construção de um bom networking”, afirma o especialista.

Lembrem-se de que estamos falando a partir de um contexto de desemprego extremo, são 13 milhões de desempregados, então como se destacar entre tantos profissionais, muito deles bastante capacitados? Para Silva, a primeira coisa é investir em autoconhecimento, é ter consciência de quem verdadeiramente é, quais valores o sustentam e quais são suas potencialidade e habilidades, talentos e os pontos que precisam ser melhorados ou desenvolvidos.

O segundo passo é ter habilidade para se conectar com as pessoas e extrair o melhor de suas relações com o outro. Além disso, Silva aponta que é preciso se capacitar, colocar-se no lugar de um eterno aprendiz. “Então, é preciso estudar, fazer cursos livres ou de capacitação, fazer um MBA, um Mestrado ou Doutorado são também muito importantes, indicam que você sabe que o mundo está em transformação constante e não quer perder nada”, diz Silva.

Porém, o que realmente faz muita diferença para as pessoas se destacarem é saber se conectar com os outros e extrair o melhor de si próprio e dos outros. “Esse tem sido o grande diferencial, a parte cognitiva. Claro que a parte técnica pesa para o currículo, mas a inteligência emocional, hoje, tem se tornado um grande diferencial para qualquer profissional”, defende o especialista.

Outra questão importante é saber identificar qual profissional merece sua audiência, merece estar em seu networking. Para isso, há algumas questões básicas que precisam ser feitas: essa pessoa pode contribuir comigo? Ela tem conteúdo para contribuir comigo? Para Silva, qualquer profissional precisa estar perto, conectado e engajado com grandes profissionais, com pessoas que já alcançaram sucesso e que podem ajudar a trilhar também este caminho do sucesso.

“Não adianta alguém falar sobre a área financeira, se essa pessoa não é bem-sucedida financeiramente. Preciso investigar, saber e ter muito cuidado com quem eu sigo para saber se essa pessoa realmente vive o que ela prega, se ela já trilhou um caminho de conquistas. É preciso ter esse senso crítico de justamente compreender se esta pessoa merece sua audiência e acompanhamento”, destaca o neuropsicólogo.

Outro ponto que o especialista defende é a máxima “diga-me com quem andas, que te direi quem é”. Silva explica que o ditado se comprova cientificamente e tem até nome: contágio social. Nossas companhias interferem em nossas atitudes, comportamento e, principalmente, nos nossos resultados. “É importantíssimo gerenciar quem são as pessoas com quem nos relacionamos e saber que se quero ter resultado, se quero ter sucesso, ganhos financeiros, eu preciso andar com quem já é bem-sucedido. Meu sócio diz que o sucesso deixa pistas e quem chegou lá, não chegou por acaso. Teve um comportamento, uma atitude específica, uma crença apropriada, uma crença de empoderamento para chegar lá, então é, sim, totalmente certeira esse ditado e, se eu quero ter sucesso, preciso andar com quem já tem sucesso”, defende.

Por fim, Silva afirma que a melhor forma de fazer networking é se interessando  pelas pessoas, buscando sempre aprender, cultivar os relacionamentos, e trocar sempre, não apenas aprender, mas também ter o que passar a quem está ao seu redor, contribuir para o crescimento de quem está também ao seu lado. “O segredo é saber que estamos o tempo todo em construções, aprendendo, se desenvolvendo e, claro, contribuindo também para o crescimento dos outros membros de nosso networking”, finaliza.



Deibson Silva - autor do livro: Decifre e Influencie Pessoas. Pesquisador e neuropsicólogo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), palestrante internacional, possui graduação em Pedagogia e especialização em Psicanálise. Autoridade em análise de perfil comportamental, possui mais de 3 mil horas em devolutivas individuais. É idealizador e CEO do CIS Assessment, software desenvolvido a partir de seu vasto conhecimento sobre as teorias DISC, Valores, Tipos Psicológicos e Inteligências Múltiplas, todas consagradas internacionalmente. O CIS Assessment é um software inovador que vem revolucionando negócios e carreiras por oferecer uma análise de perfil comportamental completa, profunda e exata, capaz de traçar tanto perfis individuais, quanto de organizações. O software já impactou mais de 45 mil pessoas e tem seus resultados validados pelo departamento de estatística da Universidade Federal do Ceará (UFC) com 98,8% de precisão.


Aposentados têm até dia 21 para garantir valores atrasados da revisão do Plano Real


Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até o próximo dia 21 de outubro para ingressar na Justiça e requisitar os valores atrasados da "revisão da URV" ou revisão do Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM). Essa revisão teve seu início na mudança da moeda, onde o Brasil passava por grande inflação e mudanças econômicas, quando o Cruzeiro foi transformado em URV e depois convertidos em Real. Por esse motivo, houve prejuízos na manutenção do valor dos benefícios.

Tal erro que gerou a revisão se deu pelo fato da Previdência deixar de aplicar o índice correto nos salários de contribuição utilizados para a apuração da Renda Mensal Inicial (RMI) do benefício.

Pode ter direito aos atrasados quem se aposentou entre fevereiro de 1994 e março de 1997 e teve a correção concedida pelo INSS, mas não recebeu os atrasados. Pensões geradas desses benefícios também têm direito.

Para aqueles que comprovarem o direito, os valores atrasados podem variar entre R$ 45 mil e R$ 210 mil.

A revisão o IRSM possui ação coletiva que obriga o INSS a rever de ofício todos os benefícios do intervalo acima descrito, com uso de tabelas que possuem os índices de correção estipulados pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região. Os aposentados que se enquadram esses critérios devem ir à Justiça para participar da execução da ação civil pública 20036183011237-8, que começou em 2003 e foi concluída em 2013. E o prazo para entrar com a ação expira em outubro, pois completará o prazo de cinco anos do trânsito em julgado da ação.

Para explicar melhor é importante esclarecer que, naquela época, os benefícios eram calculados pela média dos últimos 36 salários-de-contribuição. A inflação era alta, o que obrigava a atualização dos valores pagos para o INSS para apurar o valor correto do benefício na hora de aposentar. O INSS não incluiu o percentual de 39,67% referente ao IRSM do mês de Fevereiro/94, gerando evidente prejuízo a todos que se aposentaram entre 03 de 1994 a 02 de 1997, havendo inclusive, nas aposentadorias concedidas no mês de março de 1994 o índice acima citado para a correção de 39,67% e os subsequentes numa ordem decrescente.

Com a edição da Lei n. 10.999, de 2004 (MP 201), o Governo veio a reconhecer o direito dos segurados ao IRSM relativo ao mês de fevereiro de 1994, de sorte que todos aqueles que contassem em seu período básico de contribuição o aludido mês de fevereiro, teriam direito a ter seus benefícios revistos e foi o que aconteceu.

Porém, o pagamento das parcelas vencidas, dos últimos cinco anos que antecederam a edição da MP foi parcelado entre 12 e 96 meses, tendo a quitação iniciado no mês de janeiro de 2005.

Em razão da aceitação do débito pelo INSS, houve a renúncia ao período prescricional, e com isso todos os pedidos na via judicial deveriam conter não somente os últimos 5 anos anteriores ao respectivo ajuizamento, mas desde o início de seu benefício (1994 a 1997).

Quase a totalidade dos benefícios já foram revisados de forma administrativa, ou seja, os valores mensais recebidos na maioria dos casos já estão corretos, porém o recebimento dos atrasados devidos não. 

Milhares de aposentados que ajuizaram ação judicial ou assinaram o acordo administrativo de recebimento dos atrasados não possuem o direito a presente ação, porém outras centenas de milhares que ainda não se socorreram do judiciário e nem assinaram o acordo estão com os valores prontos para serem levantados por meio de ação de cumprimento de sentença.

A revisão foi realizada para os segurados, mas os atrasados foram pagos apenas para quem ajuizou ação judicial, que gerou sua revisão e por consequência o pagamento dos mesmos. Também para quem fez acordo diretamente com o INSS.

Quem não ajuizou a ação e nem fez o acordo, teve seu benefício revisto sem precisar buscar o direito, mas o INSS não lhe pagou os atrasados gerados de 2003 (ano da ação civil pública) até 1998 (prescrição quinquenal da ACP).

Portanto, a presente ação não se trata de uma revisão no valor mensal do benefício, e sim a busca de atrasados gerados pela revisão e ainda não pagos ao segurado. Importante frisar que a ACP transitou em julgado em outubro de 2013, portanto o direito da ação prescreve em outubro de 2018.

Isso se dá pelo fato de no âmbito do direito privado, ser de cinco anos o prazo prescricional para ajuizamento da execução individual em pedido de cumprimento de sentença proferida em ação civil pública. Nosso entendimento se baseia em decisão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, porém existe entendimento minoritário estendendo para 10 anos.

A Segunda Seção do STJ fixou o entendimento de que o prazo de 5 anos para execução individual vale, inclusive, no caso de sentença com trânsito em julgado, em que tenha sido adotada a prescrição de 20 anos na fase de conhecimento. 

O segurado, portanto, deve procurar um especialista de confiança, que analisará seus documentos, fará busca completa nas justiças estaduais e federais - para confirmar que não houve ação judicial e pagamento de tais valores-, fará o cálculo atualizado dos atrasados (com aplicações dos juros legais) e ingressará com ação judicial para a cobrança dos atrasados desde a data da concessão do benefício até a efetiva revisão.






João Badari - especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados 


Como o varejo deve aproveitar a época mais lucrativa do ano?


O fim de ano traz diversas situações atípicas às empresas, sobretudo as que lidam com o comércio, seja ele através de lojas de rua, shoppings, ou mesmo o e-commerce. Isso porque é uma época de grande injeção monetária vinda do 13º salário de milhares de brasileiros, que buscam por promoções para comprar seus presentes de natal. 

É claro que picos de vendas são extremamente positivos. Porém, eles podem ser também caóticos. Uma empresa pouco preparada para lidar com essa situação pode deixar de ganhar dinheiro. Se, por exemplo, há um aumento no número de clientes, mas a oferta de produtos e serviços, bem como a mão de obra para atender à demanda não acompanhar o ritmo de expansão, a empresa certamente terá problemas.

Por esse motivo, o field marketing tem um papel de importância extrema na prevenção de perdas e ampliação de vendas. Prevenir perdas não é somente evitar roubos, mas se trata de conhecer seu estoque, saber quais produtos estão para vencer ou podem ser direcionados para uma promoção. Evitar o desperdício e maximizar as vendas é um trabalho de prevenção tão eficiente quanto promoções e outras ações ativas de marketing.

É preciso que o gerente da loja conheça sua empresa como a palma de sua mão, pois assim ele pode começar a implementar as ações ativas de forma estratégica. O field marketing é justamente isso, conhecer, planejar e aplicar ações no ponto de venda que fazem a diferença, sobretudo porque são estratégicas, criadas para atender àquela loja, naquele momento, com aquele tipo de consumidor, e considerando o que se tem de produtos disponíveis.

A ideia central é ter um contato direto com o consumidor, se utilizando muitas vezes de promotores de venda. Contudo, isso não quer dizer apenas ter alguém oferecendo amostras dentro de uma loja. A ideia é que haja inteligência no processo. O ambiente online, por exemplo, deve ser utilizado de forma estratégica para que a interação com a marca traga a ela visibilidade enquanto divulga e atrai clientes.

Já dentro do varejo em si, um produto mal posicionado pode ficar encalhado. Um outro que vendeu bem, mas não teve acompanhamento em tempo real pode não ser reposto no momento de maior venda, criando a impressão de que o estoque ficou “encalhado”, quando na verdade foi o varejista que não soube lidar com sua demanda. Para se ter essa noção, é preciso uma equipe bem treinada e efetivas métricas de análise.

O field marketing visa trabalhar o varejo com inteligência. Vender não é tão simples, sobretudo quando há marcas buscando crescimento e colocação em um mercado. As gigantes do comércio só estão onde estão, porque consideraram esse tipo de ação há muito tempo, e vêm incrementando suas ações com a inteligência de mercado adquirida ao longo de anos de trabalho. Não é à toa que há Coca-Cola ou mesmo aves que não costumamos comer aqui no Brasil, presentes nessas festas de natal. São estratégias reforçadas há décadas.

Vender é muito mais complicado do que parece, sobretudo em épocas agitadas como a que estamos iniciando. Vale a pena considerar uma equipe especializada para ajudar o negócio a tomar as rédeas e maximizar o crescimento do lucro na empresa. Para aproveitar bem a melhor temporada do ano para o varejo é preciso muita sabedoria e planejamento.





André Romero - diretor da Red Lemon Agency, agência especializada em comunicação, field marketing e ações promocionais.

 

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