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domingo, 26 de março de 2017

VOLUNTÁRIOS PARA ESTUDO SOBRE Apneia do sono




Podem participar da pesquisa homens e mulheres, entre 40 e 70 anos de idade, com histórico de ronco, dentre outros critérios.



O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) seleciona voluntários homens e mulheres, entre 40 e 70 anos de idade, com excesso de peso e histórico de ronco, para estudo sobre apneia do sono. Os interessados não podem ser fumantes e, tampouco, usar medicações regularmente. Depois de passarem por avaliação cardiovascular e exame de sono (polissonografia), os candidatos serão convidados para participar do estudo, caso preencham os critérios de inclusão. O contato para inscrição deve ser feito pelo telefone (11) 2661-4004, com Lunara, ou pelo e-mail projeto.apneia@gmail.com.


As pesquisas do Incor seguem criteriosos protocolos de boas práticas em estudos clínicos, atestados pela Cappesq (Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e o Conep (Conselho Nacional de Saúde / Ministério da Saúde).






Entenda como as atividades físicas podem salvar o coração dos estressados



Especialista explica quais os exercícios físicos mais indicados para melhorar a saúde do coração dos estressados


A dobradinha atividade física e alimentação saudável é recomendada para pessoas de todos os biotipos, idades e dos mais variados comportamentos (calmos, nervosos, ansiosos etc.). No entanto, para aqueles extremamente estressados, determinados exercícios físicos contribuem ainda mais para a melhoria da saúde do coração, o que significa que é uma receita que vale para a maioria das pessoas. Dados da ISMA Brasil – International Stress Management Association – apontam que 70% dos trabalhadores brasileiros são estressados.

De acordo com o coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular e coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro, Dr. Élcio Pires Junior, a pessoa estressada fabrica adrenalina e cortisol em excesso, o que sobrecarrega o organismo, principalmente o coração, aumentando a frequência cardíaca e pressão arterial.

Atividades físicas regulares que duram mais tempo e são menos intensas como caminhada, corrida leve e andar de bicicleta são as mais indicadas para combater o estresse crônico e frequentes tensões emocionais. Elas regulam as taxas de adrenalina e cortisol, estimulam a produção de serotonina e outros hormônios ligados ao bem-estar e trazem benefícios para o corpo e a mente.

Essas atividades também podem ser intercaladas com exercícios que aumentam a concentração (como ioga, pilates, meditação, tai chi chuan, escalada), prazerosos (como danças e circo); e de mais introspecção (como natação e alongamento). “Engana-se quem pensa que exercícios agressivos e estimulantes como as lutas são a melhor saída, principalmente para quem é estressado e trabalha o dia todo sentado, no escritório. O ideal é mudar o foco, buscar mais calma, alívio das tensões de maneira mais equilibrada”, explica Dr. Élcio.

Além disso, é preciso mudar a atitude frente aos problemas e tensões diários. O estresse é inevitável, mas o comportamento estressado é uma escolha. Focar em soluções, pensamentos positivos, fazer check ups regulares, descansar, trocar a alimentação gordurosa por uma balanceada, evitar o consumo de álcool e cigarro devem acompanhar a prática regular de atividades físicas.








Dr. Élcio Pires Júnior - coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular e coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialização em Cirurgia Cardiovascular pela Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo e Pós-Graduação em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.






Microfisioterapia: uma nova solução para refluxo em recém-nascidos


Quando o recém-nascido tem sono agitado, vômitos constantes, dificuldade para mamar, irritação, choro excessivo, dificuldade para ganhar peso, inflamação frequente nos ouvidos, entre outros sintomas, ele pode estar sofrendo de Refluxo Gastro Esofágico (RGE).

Segundo estudos recentes, o problema acomete pelo menos 25% dos recém-nascidos (segunda maior afecção no trato digestivo), sendo que parte deles consegue ganhar peso e os sintomas são transitórios, são os chamados de “vomitadores felizes”. O restante, acaba procurando um profissional e adotando algum tipo de tratamento seja ele qual for. Recentemente o RGE tem sido associado ao parto cesárea. Ainda não se sabe ao certo o motivo, mas existe uma suspeita de que a manobra de retirada do neonato acabe estirando o nervo vago, hiper excitando e gerando sintomas e desequilíbrios do trato gastrointestinal.

O tipo funcional ocorre em maior frequência do que o fisiológico, porém, sem causar doença para a criança. Ele é denominado desta forma por não haver qualquer disfunção básica (mecânica, inflamatória, infecciosa ou bioquímica) que possa levar ao refluxo, e é um processo de maturidade gastrointestinal. O refluxo ainda pode ser oculto ou silencioso, podendo se transformar em patológico.

A medida em que o RGE abrange áreas extra esofágicas, ele vai deixando de ser um problema restrito ao trato digestório. Entre as complicações do RGE, cita-se a asma brônquica e os problemas otorrinolaringológicos, problemas de alimentação, cólica do lactente e erosão dentária. O RGE também pode ser considerado o fator responsável pela dificuldade alimentar, tanto em neonatos como em crianças maiores. (Puccini FRS, Berretin-Felix G).

Existem diversos tratamentos para o RGE e a maioria deles é medicamentos e acaba sempre numa tentativa de atacar os sintomas, e muitos poucas vezes, a causa é investigada de fato.

A Microfisioterapia que foi desenvolvida por franceses como base na embriologia, a filogênese e a anatomia humana, permite avaliar o ritmo vital dos nossos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disto, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar o bem-estar perdido.

Essas agressões primárias deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. O fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa “cicatriz” ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento. O papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine.

A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando sintomas.

O tratamento através da Microfisioterapia visa sempre corrigir ou regular essa hiper excitação do Sistema Vagal ou até mesmo buscar possíveis causas que podem não ser associadas ao Nervo Vago. Os resultados para RGE em recém-nascidos têm excelentes resultados e cerca de 90% dos bebes que são submetidos ao método, tem uma melhora significativa nas primeiras 72 horas.

Em 2003 um estudo realizado na França por Laurent CALDERAR, constatou que a Microfisioterapia teve resultado positiva no tratamento do RGE em recém-nascidos, obtendo a melhora total do quadro de 37,5% dos pacientes. Nesse estudo avaliaram através de questionário e quadro clinico dos pacientes que apresentavam o RGE, foi realizado apenas 1 atendimento e o questionário e avaliação foram aplicados no dia do atendimento e 15 dias após. Os resultados foram: 50% de melhora em 25% dos casos, 75% em 37,5 dos casos e 100% em 37,5% dos casos.







Fábio Akiyama - Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuro muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br



 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Dia Mundial de Combate à Tuberculose: Vídeo de seis minutos mostra como Rio de Janeiro é campeão em casos de tuberculose no país


Médico de Família e Comunidade produz vídeo que aborda o caráter social de doenças negligenciadas em locais populosos como África, Ásia e comunidades do Rio de Janeiro

Em video de seis minutos produzido pelo médico de família e comunidade Bruno Sicuro, como parte final do trabalho de conclusão do curso na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), é possível conhecer o caráter social de doenças que são negligencias pela sociedade e governos, como a tuberculose. Sicuro explica a realidade do Morro da Mineira, comunidade da cidade do Rio de Janeiro, que assim como a maioria, divide o território com áreas nobres que possuem saneamento básico, além de outros direitos, que todo cidadão, independentemente da classe social, deveria usufruir.

“Locais altamente povoados e sem saneamento básico são propícios a doenças, como a tuberculose que é causada por um micro-organismo visto apenas por microscópio. Os sintomas básicos são tosse com catarro, por mais de três semanas, febre noturna e emagrecimento. A tuberculose ainda atinge boa parte da população que vive aglomerada e sem saneamento básico. De todos os estados, o Rio de Janeiro é o que mais sofre com a doença, com maior coeficiente de mortalidade e novos casos de tuberculose no Brasil”, explica o autor do vídeo.

Bruno cita no trabalho que é dever dos governos municipal e estadual o fornecimento do saneamento básico e questiona sobre a distribuição desse processo de limpeza e higiene na cidade, pois Ipanema, Santa Teresa e Copacabana já conheceram o direito de ter esgoto encanado, o que não é realidade nas favelas cariocas, sendo que todos estes locais estão sob o mesmo governo.

“Essa medida, principalmente associada a melhores condições de moradia, fez diminuir o número de casos e a mortalidade por tuberculose na Inglaterra no século XIX, mesmo sem existir medicações específicas. Hoje na cidade do Rio de Janeiro apesar de todos os avanços na ampliação do acesso a saúde da família que vem acontecendo nos últimos anos, ainda não existe um esforço real para dar condições sanitárias e de moradia onde as pessoas consigam viver com saúde, há o fornecimento de medicamentos com supervisão de consumo de doses diárias, seja em UBS ou domicilio, com agentes comunitários, ou seja, não há prevenção, apenas a distribuição do tratamento. O que temos não é falta de ciência, de tecnologia ou de inteligência humana, falta encarar o óbvio, palavra que dá título ao vídeo”, finaliza.


 


Argumentos: Bruno Sicuro
Roteiro: Bruno Sicuro, Raquel Stern e Alfredo De Oliveira Neto
Narração: Eduardo Fernandes
Edição: Gabriel Sicuro






Quem é o médico de família e comunidade (MFC)?

A medicina de família e comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia. O MFC é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias. 

É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 90% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em medicina de família e comunidade.

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