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domingo, 26 de março de 2017

Millennnials têm o dobro de risco de desenvolver câncer colorretal



Pesquisa divulgada nos EUA aponta aumento preocupante na incidência de tumores de intestino grosso e reto entre adultos nascidos nos anos 1990; Sedentarismo, obesidade e hábitos alimentares figuram como principais fatores de risco

 
Um levantamento recém divulgado pela Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla do inglês American Cancer Society) revelou que a taxa de incidência de tumores colorretais entre pessoas em idade adulta nascidas nos anos 1990 vem apresentando um aumento constante ano a ano. Segundo a pesquisa, os chamados Millennials têm o dobro de risco de desenvolver câncer no cólon (segmento do intestino grosso) e quatro vezes mais chance de receberem um diagnóstico de câncer no reto em comparação à geração Baby Boomers, indivíduos com 55 anos ou mais. 

De acordo com o recorte apresentado pela ACS, cinco a cada um milhão de pessoas na faixa entre 20 e 29 anos terá a doença, enquanto considerando homens e mulheres nascidos nos anos 1950, essa variação caí para três a cada um milhão. Para a Dra. Cristiane Mendes, oncologista do InORP - Grupo Oncoclínicas, as principais causas dessa mudança de perfil de paciente estão relacionadas aos maus hábitos cotidianos: falta de exercícios físicos e ingestão de alimentos pobres em vitaminas e fibras, fatores estes que também contribuem para o sobrepeso e obesidade – uma epidemia global que atinge 1,9 bilhões de pessoas globalmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Os tumores de cólon e reto ainda são mais prevalentes entre idosos. Contudo, o estudo alerta que do total atual de pacientes diagnosticados nos EUA, 30% têm menos de 55 anos. E esse percentual deve continuar aumentando ao longo dos próximos anos se não forem adotadas medidas de conscientização sobre as causas e importância do diagnóstico precoce para tratamento da doença”, explica.
Atualmente o câncer colorretal figura como o terceiro mais incidente no mundo. No Brasil, em específico, o Instituto Nacional do Câncer estima uma média de 27 mil novos casos registrados todos os anos, atingindo ambos os gêneros em igual proporção. Em sua maioria, os sintomas da doença  estão relacionados ao comportamento intestinal, incluindo diarréia ou constipação, fezes finas e que apresentem sangue e/ou mucosa. Inchaço frequente na região abdominal, gases, fadiga ou falta de energia e perda de peso súbita também fazem parte da lista de sintomas possíveis. Além disso, pessoas que apresentam pólipos (lesões benignas) estão mais propensas a desenvolver tumores. 
Diágnóstico precoce
Considerando os fatores de risco que elevam a probabilidade de desenvolver a doença, Dra. Cristiane destaca algumas condições hereditárias, doenças inflamatórias intestinais e dietas hiperproteícas e baixo consumo de fibras e cálcio.

“Pessoas com histórico familiar deste tipo de tumor ou que tenham condições hereditárias como retocolite ulcerativa crônica ou doença de Crohn, por exemplo, fazem parte de um grupo que deve sempre se manter alerta. Mas não podemos esquecer que outros fatores de risco podem ser evitados a partir de uma mudança simples de hábitos relacionados à alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle do peso”, frisa a especialista. 

A colonoscopia é o exame padrão para investigação de doenças do cólon e do reto. Nos casos de suspeita de câncer, esse exame pode determinar a localização da lesão e permitir a biópsia para confirmação da malignitude. Hoje, a recomendação para pessoas com risco médio é que ela seja realizada aos 50 anos de idade e repetida a cada dez anos. 

“Frente às evidências de que pessoas cada vez mais jovens estão desenvolvendo tumores, os pesquisadores da ASC sugerem que o rastreio comece mais cedo, aos 40 anos para aqueles com história familiar de câncer colorretal ou adenomas em um parente de primeiro grau. Mas mais do que estabelecer um protocolo relacionado à idade, é preciso avaliar de forma individualizada cada caso, levando em conta tanto na prevenção quanto no tratamento os hábitos pessoais e fatores hereditários para uma abordagem mais assertiva”, finaliza Dra. Cristiane. 








Avaliação nutricional deve ser feita no diagnóstico do câncer



 Com a proximidade do Dia da Saúde e Nutrição, datado em 31/3, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica orienta sobre a importância a alimentação saudável desde o diagnóstico



 Em 31 de março é datado o Dia da Saúde e Nutrição, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde. Em referência a data, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), ressalta a importância da alimentação saudável e nutritiva durante o período de tratamento contra o câncer infantil. “A avaliação nutricional no momento do diagnóstico é fundamental para identificar a prática alimentar das crianças e adolescentes”, afirma a nutricionista e membro da SOBOPE, Priscila Maia Lemos.

A nutricionista explica que uma alimentação saudável tem um papel importante na manutenção do estado nutricional e metabólico do paciente. “A boa alimentação é essencial para prevenir/minimizar as complicações clínicas e metabólicas, além disso, auxilia o paciente em ter uma qualidade de vida melhor”, afirma.

“A nutrição possui inúmeros desafios durante o tratamento para garantir o crescimento e desenvolvimento dentro do padrão de normalidade. Por isso não é complicado rotular os alimentos como bons ou ruins, pois algumas vezes o paciente não consegue ingerir a alimentação saudável principalmente por causa dos sintomas do trato gastrointestinal”, lembra a nutricionista. Priscila afirma que nesse momento é preciso respeitar a condição clínica do paciente que resulta também na mudança das preferências alimentares.

Priscila conclui ainda que essas indicações alertam para que pais e profissionais não forcem as crianças a comerem, principalmente quando estiverem com reações do tratamento de quimioterapia. Respeitar a vontade e tempo das crianças e adolescentes nesses casos é mais adequado do que oferecer ou forçar um alimento que poderá provocar efeitos colaterais e aversão alimentar. 







Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à hipertensão




Saiba como evitar a doença e atenuar os riscos 


Anualmente, em 26 de março, é comemorado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial. A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados com o problema, um dos principais causadores de doenças cardiovasculares, como o infarto de miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame.

De acordo com Rogério Krakauer, médico da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), mais da metade dos casos é diagnosticado somente a partir de 55 anos. “Essa disfunção acomete principalmente homens a partir dos 40 anos. As mulheres costumam apresentar mais incidência na menopausa, quando perdem a proteção do hormônio estrógeno”.

O médico explica que dentre as principais causas da hipertensão estão o sobrepeso/obesidade, má alimentação, consumo excessivo de sal e de álcool, vida sedentária, tabagismo, doenças orgânicas e distúrbios hormonais. Ressalta que há, também, o fator hereditário. “Pessoas cujos pais são hipertensos têm 30% de chances de herdar a doença. Assim, quando houver casos na família, os cuidados preventivos devem ser ainda mais enfatizados”.

Levantamento feito pela Deloitte Consultoria constatou que anualmente o Brasil perde R$ 56 bilhões em gastos no sistema público de saúde e perda de produção do trabalhador, devido à ocorrência de doenças como insuficiência cardíaca, hipertensão, infarto do miocárdio e fibrilação atrial.


Prevenção e controle
Segundo o médico, embora seja difícil, em especial num momento de crise como o enfrentado pelo Brasil, no qual as tensões são grandes no trabalho e na rotina das pessoas, o controle do estresse é fundamental, uma vez que também contribui para um quadro de hipertensão.

Krakauer ressalta que hábitos diários saudáveis, como dieta equilibrada e com pouco sal, consumo responsável e moderado de álcool, bom sono e a realização de exercícios físicos, sempre feitos após avaliação médica, são fundamentais para evitar a doença e atenuar os riscos hereditários e de fatores como o estresse.


Dados alarmantes
 
As doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de morte no mundo (17,3 milhões de pessoas falecem por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS). De janeiro a março deste ano, quase 78 mil óbitos por doenças cardiovasculares aconteceram no Brasil.


Pesquisa da OMS estima que, em 2024, o Brasil deverá subir para a primeira posição no ranking de mortes por causas cardiovasculares.







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