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terça-feira, 16 de setembro de 2025

Melatonina: “a pílula do sono” que virou moda, mas requer cautela

Comercializada como suplemento, substância tem uso específico e eficácia limitada; médicos alertam para os riscos do consumo indiscriminado

 

Dormir melhor, mais rápido e com mais qualidade — essa tem sido a promessa que vem embalando frascos de melatonina nos últimos meses. Comercializada como suplemento, a substância vem ocupando cada vez mais espaço nas farmácias e na rotina de quem enfrenta dificuldades para dormir. Mas, por trás da popularidade, há riscos e desinformação. 

“A melatonina pode ser útil em situações específicas, mas não é uma solução universal para insônia”, afirma o otorrinolaringologista Nilson André Maeda, especialista em distúrbios do sono no Hospital Paulista. Segundo ele, o uso sem orientação médica tem se tornado comum, o que pode reduzir a eficácia e trazer riscos desnecessários. 

A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, no cérebro, cuja principal função é sinalizar ao organismo a transição entre dia e noite, ajudando a sincronizar nosso ritmo circadiano, especialmente o ciclo sono-vigília. Sua produção aumenta com a ausência de luz, atinge o pico durante a madrugada e cai ao amanhecer. A versão sintética, disponível em suplementos, é quimicamente idêntica, mas sua administração externa não reproduz de forma natural esse padrão biológico. 

Embora a ideia de tomar um comprimido e adormecer rapidamente pareça tentadora, a melatonina não age como os remédios tradicionais para dormir. 

“Ela não é um sedativo ou hipnótico. Sua principal função é sinalizar ao organismo a hora biológica de dormir, contribuindo para a sincronização do ritmo circadiano. Por isso, costuma ter melhor efeito quando a dificuldade de sono está relacionada a alterações desse ritmo”, explica Maeda. 

Entre as indicações reconhecidas, estão a síndrome da fase atrasada do sono — em que a pessoa só consegue dormir e acordar muito tarde —, distúrbios ligados a viagens com mudança de fuso horário (jet lag), trabalho em turnos noturnos, além de alguns casos em pessoas com transtornos do espectro autista ou TDAH. Em idosos, cuja produção natural tende a diminuir, a suplementação também pode ser benéfica. Fora desses contextos, os resultados são menos consistentes. 

“Na insônia crônica, seja isolada ou associada a outras condições, como estresse ou ansiedade, a eficácia costuma ser baixa. Nesses casos, o tratamento de primeira escolha continua sendo a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), que tem eficácia comprovada e é recomendada pelas diretrizes internacionais”, reforça o médico. 

Apesar de apresentar bom perfil de segurança, a melatonina não está isenta de efeitos colaterais. Sonolência diurna, tontura, dor de cabeça e náuseas estão entre os mais relatados, geralmente de forma leve. Estudos sugerem que o uso contínuo por até 12 meses é seguro, mas ainda há poucas evidências sobre os efeitos a longo prazo. 

Outro ponto importante é a interação com outras substâncias. A melatonina pode potencializar o efeito sedativo do álcool, de benzodiazepínicos e de alguns antidepressivos. Além disso, o uso em gestantes, lactantes e crianças deve ser feito apenas com acompanhamento médico.

 

Doses elevadas também são motivo de preocupação 

“A recomendação é sempre priorizar a menor dose eficaz, geralmente entre 0,5 mg e 3 mg, administrada no horário adequado ao ritmo circadiano de cada pessoa. Tomá-la de forma aleatória, no meio da noite ou diante de insônia aguda, tende a não funcionar”, orienta Maeda. 

“A melatonina pode ser uma aliada no cuidado com o sono — mas apenas quando usada de forma criteriosa. Mais do que buscar soluções rápidas, é fundamental adotar hábitos saudáveis de sono e, em muitos casos, procurar avaliação médica especializada”, conclui o especialista.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Ponte Estaiada é iluminada em homenagem ao Dia Mundial de Segurança do Paciente

Luzes laranjas poderão ser vistas no local dia 17 de setembro, em ação de conscientização comanda pela Gilead Science Brasil

 

A Ponte Estaiada, cartão postal de São Paulo (SP), será iluminada na cor laranja, em homenagem ao Dia Mundial de Segurança do Paciente. A ação promovida pela Gilead Sciences Brasil, biofarmacêutica líder em pesquisa e desenvolvimento de terapias inovadoras, acontece dia 17 de setembro, a partir das 18h30, com o apoio da Prefeitura de São Paulo. 

Comemorada anualmente, a data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar a atenção para os riscos existentes na jornada de cuidado do paciente no sistema de saúde e incentivar ações globais que tornem o atendimento e tratamento das pessoas mais seguro, humano e confiável. Dados da OMS mostram que um em cada dez pacientes sofre algum tipo de dano durante o atendimento médico e mais de 3 milhões de mortes no mundo ocorrem anualmente devido a cuidados inseguros. 

“Iluminar um local tão icônico e representativo da cidade é uma forma de mostrar a importância de todos os agentes envolvidos nos ciclos de tratamento do paciente, incluindo profissionais da saúde, cuidadores, familiares, pacientes e a indústria do setor. Queremos ampliar a colaboração e estimular a conscientização para aumentar o bem_estar dos pacientes”, explica Priscila Peroni, Diretora de Farmacovigilância da Gilead Sciences Brasil. 

Cada ano a OMS escolhe um tema. Em 2025 o mote é “Cuidados seguros para recém_nascidos e crianças”, que conta com o slogan “Paciente seguro desde o início”. A ideia é chamar a atenção sobre os riscos nos cuidados pediátricos e neonatais, buscando sensibilizar todos envolvidos no cuidado dessa população tão vulnerável, desde a concepção até o final da infância. 

O Dia Mundial da Segurança do Paciente conta com uma série de atividades estimuladas pela OMS em diversos países. Estão previstas campanhas nacionais, eventos de advocacy, atividades técnicas e a iluminação de marcos icônicos e locais públicos em laranja, a marca registrada da iniciativa. 

De acordo com Priscila Peroni, a Gilead Sciences está engajada mundialmente em ampliar a visibilidade da causa, especialmente no que se refere à eficácia e segurança dos medicamentos. “Todas a nossas afiliadas pelo mundo promovem eventos para celebrar e divulgar essa importante data e seu propósito”, informa. A empresa colabora para iluminar, em 2025, monumentos no Canadá, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Suíça, Japão, entre outros países que sediam afiliadas da Gilead.

 


Gilead Sciences Brasil


Alimentação influi na miopia, diz pesquisa

 Freepik
Estudo revela que alimentos ricos em ômega 3 reduzem o risco de miopia em crianças e gorduras saturadas aumentam. Entenda.


Publicada no British Journal of Ophthalmology, uma nova pesquisa realizada na China com 1005 crianças de 6 a 8 anos de idade, mostra que o consumo de alimentos ricos em ômega 3, entre eles, algas, nozes, peixes gordos como salmão, bacalhau e sardinha diminuem o risco de crianças desenvolverem miopia ou dificuldade de enxergar à distância. Maior causa de deficiência visual na infância, a miopia deve atingir 50% da população global em 2050, segundo estimativa da com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Para barrar esta epidemia os cuidados comeFreepikçam na alimentação. Isso porque, a pesquisa alerta que as gorduras saturadas presentes em salgadinhos e outros alimentos ultraprocessados largamente consumidos por crianças aumentam o risco de miopia. 

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro fundador da ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia) o maior fator de risco da miopia entre crianças certamente é o uso abusivo de telas. Isso porque, 1 em cada 3 com idade de 3 a 5 anos não segue a recomendação preconizada pela OMS de não ultrapassar 1 hora/dia de uso das telas. Pior ainda são os relatos na Academia de bebês com menos de 2 anos que ficam com os olhos colados na tela do celular e acabam tendo dificuldade no desenvolvimento da fala. O oftalmologista explica que todo cuidado é pouco com as telas até a idade de 8 anos porque os olhos estão em desenvolvimento e os músculos ciliares que alternam o foco para longe e perto automaticamente, podem entrar em espasmo e focar apenas o que está próximo explica. “Os benefícios do ômega 3 para a saúde ocular se estendem da córnea, lente externa do olho, à retina. Isso porque, melhora a qualidade da lágrima, afina o sangue e permite melhor circulação do globo ocular. Por isso, impede o enfraquecimento da esclera, parte branca do olho, que tem importante função no controle da miopia, adia a a formação da catarata por ter ação antioxidante e ajuda a prevenir doenças na retina associadas à má circulação, salienta.

 

A pesquisa

Para chegarem à conclusão de que a alimentação influi na miopia os pesquisadores desenvolveram a investigação em quatro passos:

  • Fizeram a avaliação da refração de todos os participantes;
  • Com a colaboração dos pais, checaram a frequência de consumo de 280 alimentos divididos em 10 diferentes grupos.
  • Verificaram por meio de questionários os principais fatores de risco relacionados ao estilo de vida à miopia na infância, destacando-se: excesso de telas e outras atividades próximas, pouca atividade ao ar livre, pais míopes, baixa exposição ao sol, idade e sexo.
  • Fizeram nos participantes exame de biometria óptica para avaliar o comprimento axial, distância entre a córnea e a retina, maior em olhos míopes.

 

Como a alimentação influi na visão

No final do estudo 27,5% dos participantes apresentaram miopia, com uma prevalência 25% maior naqueles que consumiam mais gorduras saturadas. A progressão da miopia também foi mais rápida entre as crianças que preferiam mais alimentos conforme exame de biometria que apontou maior comprimento axial neste grupo. Os pesquisadores afirmam que embora a pesquisa seja observacional traz uma orientação importante para os pais ficarem de olho na alimentação das crianças. Queiroz Neto complementa lembrando que outro inimigo da visão na dieta é o consumo exagerado de açúcar que aumenta a produção de insulina e pode interferir no crescimento do eixo óptico onde as imagens são projetadas. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é consumir seis colheres de chá de açúcar/dia. Acima disso, além de interferir no crescimento do eixo óptico que caracteriza a miopia, pode causar outros problemas de saúde que interferem em toda a saúde, conclui.

 

Mudanças climáticas colocam em risco a eficácia de medicamentos sensíveis à temperatura

Freepik
Oscilações entre calor e frio extremo podem comprometer tratamentos como o uso da insulina; farmacêutica do Grupo Polar lista cuidados simples para garantir a conservação correta 

 

No Brasil, as mudanças climáticas têm deixado essa situação ainda mais desafiadora: em um dia enfrentamos temperaturas altíssimas e, no outro, quedas bruscas de frio. Essa variação não afeta apenas o nosso bem-estar, mas também pode comprometer diretamente a eficácia das medicações sensíveis à temperatura. 

E quem usa insulina ou outros medicamentos que precisam de refrigeração sabe bem o frio na barriga quando falta energia ou quando precisa transportar o remédio em dias de calor intenso.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 50% dos medicamentos termolábeis ficam propensos à perda de eficácia quando chegam ao paciente devido à quebra da cadeia do frio durante o transporte. 

De acordo com a farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, (referência nacional em soluções para a cadeia do frio e embalagens térmicas para transporte e armazenamento de produtos termossensíveis) Liana Montemor, tanto o excesso de calor quanto o frio extremo podem degradar o princípio ativo dos medicamentos, tornando-os ineficazes. 

Um detalhe simples pode ser a chave para garantir a eficácia do tratamento: preparar um “plano B” para conservar o remédio de forma segura, tanto no deslocamento quanto em casa. “Medicamentos como insulinas e vacinas precisam ser transportados com sistemas ativos ou passivos de controle térmico. Isso inclui caixas com gelos específicos para cada faixa de temperatura, bolsas térmicas qualificadas ou até caminhões refrigerados”, detalha Liana.
 

As dicas da especialista:

· Nada de “até duas horas pode ficar fora da geladeira”: assim que o medicamento sair da farmácia, ele deve ser mantido refrigerado. A crença de que pode ficar em temperatura ambiente por um determinado tempo é um mito que coloca em risco a eficácia do produto. O fabricante é o único que possui esta informação (quando ela existe) e não costuma ser divulgada para os elos da cadeia de transporte.
 

· Use sempre gelo técnico: mantenha no freezer elementos refrigerantes próprios para medicamentos, que podem ser encontrados em lojas especializadas. O gelo comum de casa nunca deve ser usado, pois pode congelar e inutilizar a insulina e ou outros medicamentos;
 

· Nunca use garrafas térmicas: jamais. Não use garrafas térmicas para guardar medicamentos, pois elas não controlam a temperatura adequadamente e podem comprometer a eficácia e segurança dos fármacos, especialmente os sensíveis ao calor ou frio (termolábeis), como hormônios, vacinas e insulinas;
 

· Tenha uma bolsa ou caixa térmica adequada: existem modelos testados e aprovados que mantêm a temperatura controlada por até 96 horas. Para quedas de energia rápidas, uma bolsa pode ser suficiente; já para interrupções mais longas, uma caixa térmica é a melhor opção;
 

· Por que não guardar na porta da geladeira? A área é a que mais sofre com as mudanças de temperatura, pois abre e fecha com frequência, expondo os medicamentos a variações que podem alterar a estrutura dos fármacos e diminuir sua eficácia;
 

· Qual o local correto para guardar medicamentos na geladeira? Nas prateleiras internas. Os medicamentos que necessitam de refrigeração devem ser guardados nas prateleiras centrais da geladeira;
 

· Abre e fecha: Evite abrir a embalagem desnecessariamente. Cada vez que a bolsa ou caixa é aberta, a temperatura interna sofre alteração.
 

· Monitore a temperatura: sempre que possível, use termômetros ou dispositivos eletrônicos para garantir que o medicamento permaneça na faixa de 2°C a 8°C.
 

· Nunca encoste o frasco diretamente no gelo: use sempre as divisórias ou orientações das embalagens adequadas para evitar congelamento
 

· Nunca deixe medicamentos no carro: ou em locais quentes, as altas temperaturas podem comprometer a eficácia e levar a inutilidade deles.
 

· Não guarde os medicamentos em áreas com muita umidade: os remédios sofrem com a alta umidade, perdem suas características físico-químicas e deixam de fazer seu efeito.
 

“Esses cuidados parecem simples, mas fazem toda a diferença para garantir que a medicação mantenha sua potência e eficácia. No fim das contas, é a sua saúde que está em jogo”, reforça Liana.

 

Setembro Azul e Rosa alerta para câncer de tireoide, mais comum em mulheres

O câncer de tireoide é a 5ª neoplasia mais frequente entre brasileiras, correspondendo a 5,8% dos tumores femininos. O INCA estima 16.660 novos casos em 2025 — 14.160 em mulheres e 2.500 em homens. “A campanha Setembro Azul e Rosa reforça que o diagnóstico precoce garante até 95% de chance de cura”, explica o Dr. Luciano José Biasi, cirurgião oncológico e cirurgião da cabeça e pescoço do IOP - Instituto de Oncologia do Paraná.

 

Mulheres mais afetadas 

A doença é três vezes mais frequente no sexo feminino, especialmente nos anos reprodutivos, possivelmente pela influência hormonal. Entre 2000 e 2012, o Brasil registrou 6.914 mortes, 68% em mulheres. Apesar disso, a mortalidade é baixa em comparação a outros cânceres.

 

Principais sinais 

O sintoma mais comum é o nódulo no pescoço. Embora até 65% da população possa desenvolver nódulos, apenas 5% a 10% são malignos. Outros sinais de alerta: rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou respirar, tosse sem causa aparente e dor cervical irradiada para as orelhas.

 

Fatores de risco 

• Exposição à radiação, principalmente na infância.

• Histórico familiar, com destaque para o carcinoma medular (25% de origem genética).

• Dieta pobre em iodo (menos relevante no Brasil devido à iodação do sal).

 

Diagnóstico 

O ultrassom é o exame inicial mais indicado. Se houver suspeita, realiza-se punção aspirativa por agulha fina, com precisão acima de 95%.

 

Tratamento 

Na maioria dos casos, envolve cirurgia (tireoidectomia parcial ou total) e, quando necessário, iodoterapia. O carcinoma papilífero, responsável por 80% dos casos, tem evolução lenta e excelente prognóstico. Após a cirurgia, os pacientes fazem reposição hormonal e acompanhamento oncológico e endocrinológico.

 

Importância da conscientização 

Não há prevenção específica, mas o diagnóstico precoce é decisivo. A campanha Setembro Azul e Rosa estimula homens e mulheres a reconhecerem os sinais e buscarem avaliação médica. O SUS oferece ultrassom e acompanhamento gratuitos.

 


Med4U

 IOP
https://iop.com.br


InCor promove ação gratuita de saúde cardiovascular no Metrô de São Paulo


Em apoio ao Setembro Vermelho — mês dedicado à conscientização e prevenção das doenças cardiovasculares, principais causas de morte no Brasil —, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor) realiza a ação Estação de Saúde, com atividades gratuitas em estações de metrô de São Paulo. 

A iniciativa oferece ao público serviços de saúde e informação, como aferição de pressão arterial e orientações médicas sobre a prevenção do infarto e do AVC. Tudo com o suporte da equipe multidisciplinar do InCor. A próxima edição acontece nesta terça-feira, 17 de setembro, na Estação Pinheiros, onde os passageiros que passarem pela transferência entre a Linha 4-Amarela e a Linha 9-Esmeralda poderão conversar com especialistas e aprender como agir em situações emergenciais ocasionadas por eventos cardiovasculares. Já na segunda, 22 de setembro, é a vez da Estação Palmeiras-Barra Funda receber a ação.

 

📌 Estação de Saúde InCor – Programação:

📍 Terça-feira, 17 de setembro

🕙 Das 10h às 16h📌 Estação Pinheiros – Linha 4-Amarela (acesso à Linha 9-Esmeralda)
📍 Endereço: Av. das Nações Unidas, 13.171 – Pinheiros, São Paulo – SP

 

📍 Segunda-feira, 22 de setembro

🕙 Das 10h às 16h

📌 Estação Palmeiras-Barra Funda – acesso à Linha 8-Diamante
📍 Endereço: Rua Bento Teobaldo Ferraz, 119 – Barra Funda, São Paulo – SP

 

A participação é gratuita e aberta a todos.

 

Parceira da ONG De Olho nos Olhinhos, Biolab Farmacêutica leva informação a 13 mil pediatras sobre retinoblastoma

Criada por Daiana Garbin e Tiago Leifert, a campanha conscientiza famílias e amplia o acesso ao diagnóstico precoce

 

A Biolab Farmacêutica une-se à campanha De Olho nos Olhinhos, idealizada pelo casal Daiana Garbin e Tiago Leifert, com o objetivo de zerar óbitos de retinoblastoma no Brasil – câncer ocular que atinge crianças de 0 a 5 anos – e conseguir melhorar o tempo de diagnóstico. A ação tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento médico, alcançando mais de 13 mil pediatras em todas as regiões do Brasil.  Serão distribuídas cartilhas com os principais sinais e sintomas da doença, oferecendo um guia prático para auxiliar no momento do diagnóstico e tratamento. 

“A indústria farmacêutica tem papel essencial na promoção da saúde, que vai além do desenvolvimento de medicamentos. Fazer parte de uma ação tão importante como esta reforça nosso compromisso com a educação e a prevenção”, afirma Tati Marques, Diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Biolab.

 

De um diagnóstico inesperado a um movimento nacional

Inicialmente, idealizada para ser uma ação de conscientização em um dia de setembro, a campanha já impactou mais de 150 milhões de brasileiros no ano passado e, tornou-se trabalho diário da ONG De Olho Nos Olhinhos que ajuda famílias por todo o Brasil. Neste ano, serão duas frentes: conscientização da população e dias especiais de atendimento, com 88 eventos em todos os estados do Brasil.

A história da campanha começou com um chocante diagnóstico que mudou para sempre a vida de Daiana, Tiago e Lua Leifert. Aos 11 meses, a pequena Lua iniciou o tratamento contra o retinoblastoma. A família demorou para procurar ajuda por falta de informação, conta Daiana. “Nós nunca tínhamos ouvido falar da doença e nunca passou pela nossa cabeça que aqueles sinais que víamos eram importantes”. 

Quem percebeu algo errado foi o pai, Tiago, que relembra: “Eu via um reflexo branco no olho da Lua, mas só eu conseguia ver; ninguém reparava. Ela também estava estrábica, mas todo mundo me dizia que era normal em bebês. Até que um dia os olhinhos fizeram um movimento muito irregular e foi quando resolvemos ir atrás de ajuda”. 

A doença de Lua já estava avançada e começou uma longa luta. “Ainda no início da nossa jornada na oncologia pediátrica, Tiago e eu decidimos revelar o diagnóstico publicamente para compartilhar com outras famílias as informações que gostaríamos de ter tido, para que elas conseguissem chegar ao diagnóstico antes do que nós conseguimos”, conta Daiana. “A todo momento, em algum lugar do Brasil, tem uma criança com um retinoblastoma não-diagnosticado, escondido lá dentro do olhinho. Nossa missão de vida é encontrá-lo e fazer com que essa criança vença”, diz Tiago.

 

Dias especiais de atendimento

O lançamento da campanha será no dia 12 de setembro. Tiago e Daiana estarão presentes no GRAACC e em seguida na UNIFESP. O Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da UNIFESP realizará, pelo terceiro ano consecutivo, um dia especial de atendimento às crianças. Com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), outros 37 hospitais e entidades pelo Brasil também aderiram à campanha. "Em diversos estados, teremos atendimento para crianças que já têm diagnóstico de doença oftalmológica e aguardam exames, cirurgias ou óculos", explica a presidente do CBO, dra. Wilma Lelis Barboza.

 

Sobre o retinoblastoma

O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum entre crianças de 0 a 5 anos. É um tumor maligno que se desenvolve na retina, a parte interna dos olhos. A doença pode se instalar em um olho, o chamado retinoblastoma unilateral, ou nos dois olhos, o retinoblastoma bilateral. Os sintomas mais comuns da doença são a leucocoria, ou “olho de gato”, em que a pupila apresenta uma área branca e opaca no contato com o reflexo da luz, sendo visível em fotos tiradas com flash. 

Tremor nos olhos e alteração na posição dos olhos, como o desvio ocular (estrabismo), também costumam aparecer. Em todos esses casos, a recomendação dos médicos é que a criança seja levada ao oftalmologista para a realização de exames completos. A realização do Teste do Reflexo Vermelho (TRV), conhecido como o teste do olhinho, e as consultas oftalmológicas frequentes na primeira infância ajudam no diagnóstico da doença precocemente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento e acompanhamento dos casos de retinoblastoma, de forma integral e gratuita. 

Site da campanha: www.deolhonosolhinhos.org

 

Acidentes domésticos: saber como agir pode salvar vidas

Especialista da Cruzeiro do Sul Virtual revela o essencial em primeiros socorros para sua casa e quando chamar a emergência

 

Acidentes domésticos são uma realidade em muitas famílias, e a capacidade de agir rapidamente em emergências pode ser determinante para preservar vidas e reduzir sequelas. Pensando nisso, a professora Jussara Lisboa, coordenadora do curso de Enfermagem da Cruzeiro do Sul Virtual, reforça a importância de ter noções básicas de primeiros socorros e orienta sobre como se preparar para os incidentes mais comuns. 

"Ter conhecimento inicial de primeiros socorros é essencial, pois saber como agir diante de uma emergência pode evitar complicações graves, reduzir riscos de morte e minimizar possíveis sequelas. Esse preparo básico oferece mais segurança para lidar com situações inesperadas dentro de casa", afirma a docente.

 

Os três acidentes domésticos mais comuns e como agir

Segundo a especialista, as famílias devem estar preparadas para lidar imediatamente com três tipos de acidentes domésticos frequentes:

  1. Queimaduras: podem ocorrer com líquidos quentes, vapores ou objetos térmicos. A ação imediata é resfriar a área com água corrente fria.
  2. Hemorragias: geralmente provocadas por cortes com objetos afiados. A prioridade é estancar o sangramento por meio de compressão direta.
  3. Engasgos: especialmente perigosos em crianças e idosos. A manobra de Heimlich é crucial para desobstruir as vias aéreas.

"Estar preparado para lidar com essas situações pode fazer toda a diferença até que o socorro profissional chegue", ressalta Jussara.

 

Kit de primeiros socorros: o que ter e o que evitar

Para montar um kit doméstico eficiente, a docente recomenda incluir:

  • Higiene e Antissepsia: soro fisiológico, álcool 70%, antissépticos tópicos e água oxigenada.
  • Curativos: adesivos de vários tamanhos, gazes estéreis, esparadrapo, ataduras e faixas elásticas.
  • Instrumentos: tesoura sem ponta, pinça, termômetro, luvas descartáveis, máscaras, bolsa térmica de gel e um manual de primeiros socorros.

Em contrapartida, a especialista alerta sobre erros comuns: "É fundamental evitar o uso de produtos não esterilizados, medicamentos sem orientação médica ou a aplicação de substâncias caseiras em ferimentos, pois isso pode agravar a situação", adverte.

 

Quando agir e quando chamar a emergência

A especialista enfatiza que, em emergências domésticas, a aplicação rápida e correta dos primeiros socorros pode ser decisiva. Isso inclui casos como quedas com fraturas, cortes profundos, queimaduras, engasgos, crises alérgicas, convulsões e paradas cardiorrespiratórias.

No entanto, é igualmente importante reconhecer o momento de acionar o serviço de emergência - SAMU (192) ou Bombeiros (193). A ligação deve ser feita imediatamente quando:

  • A vítima está inconsciente ou não responde aos estímulos;
  • Há dificuldade respiratória intensa ou sinais de asfixia;
  • O sangramento é abundante e não estanca com compressão;
  • A queimadura é extensa, profunda ou envolve face/genitais;
  • Há suspeita de fratura exposta ou trauma craniano;
  • A pessoa apresenta dor intensa no peito, sinais de infarto ou AVC (como paralisia facial, dificuldade de fala ou perda de força);
  • A vítima está em convulsão prolongada ou repetitiva;
  • Há reação alérgica grave com inchaço, falta de ar ou queda de pressão.

"Nessas situações, tentar resolver sozinho pode colocar a vida da pessoa em risco. O ideal é manter a calma, aplicar os primeiros socorros básicos e chamar ajuda profissional imediatamente, informando com clareza o que está acontecendo e seguindo as orientações dos atendentes", conclui Jussara. 



Cruzeiro do Sul Virtual
www.cruzeirodosulvirtual.com.br


Medicina regenerativa: o novo paradigma no combate às doenças crônicas silenciosas

Terapias inovadoras ganham espaço no tratamento de condições crônicas que se manifestam de forma discreta, mas causam impacto significativo na saúde

 

As doenças crônicas silenciosas, como inflamação subclínica, fadiga persistente, dores crônicas e desequilíbrios metabólicos, têm se tornado grandes inimigas da saúde. Identificá-las e tratá-las antes que causem danos irreversíveis é um dos maiores desafios da medicina contemporânea. É exatamente nesse cenário que a medicina regenerativa surge como um novo paradigma, trazendo soluções personalizadas e baseadas na capacidade natural do corpo de se regenerar. 

“O que diferencia a medicina regenerativa é sua abordagem focada nas causas profundas do adoecimento, estimulando o próprio organismo a restaurar funções e recuperar seu equilíbrio biológico”, explica o endocrinologista Dr. Tércio Rocha, referência nacional na área e organizador do congresso. “Ao invés de tratar apenas sintomas, trabalhamos para reverter processos inflamatórios crônicos, regenerar tecidos e promover a longevidade saudável.” 

A medicina regenerativa utiliza ferramentas avançadas como terapias com células-tronco mesenquimais, peptídeos bioativos, fatores de crescimento e protocolos personalizados que consideram o mapa biológico único de cada paciente. Essas intervenções atuam na modulação do sistema imunológico, na redução da inflamação silenciosa e na restauração metabólica, promovendo resultados que impactam diretamente a qualidade de vida. 

“Doenças como fibromialgia, artrose, diabetes tipo 2 e fadiga crônica estão relacionadas a processos inflamatórios subclínicos que desgastam o corpo de forma silenciosa e progressiva. A medicina regenerativa oferece um caminho promissor para detectar e tratar essas condições de forma eficaz e precoce”, afirma o Dr. Tércio. 

Mais do que tratar enfermidades, essa nova abordagem médica propõe um cuidado preventivo e personalizado, que começa antes dos primeiros sinais clínicos e visa não apenas prolongar a vida, mas garantir que esses anos sejam vividos com saúde, energia e autonomia. 

Essa abordagem será aprofundada no III Congresso Internacional de Medicina Regenerativa – Regenera Brasil, que acontecerá de 28 a 30 de novembro de 2025, no Renaissance São Paulo Hotel. O evento reunirá os maiores especialistas nacionais e internacionais da área, com programação intensa e conteúdo aprofundado.

Cada palestra trará discussões sobre protocolos clínicos, estudos de caso e aplicações práticas em diversas especialidades médicas, sempre com foco em prevenção, personalização e longevidade. Além de discutir avanços que transformam a forma como entendemos e enfrentamos essas condições silenciosas, que muitas vezes passam despercebidas nos exames tradicionais.

 


Dr. Tércio Rocha - médico com mais de 30 anos de experiência e um dos principais nomes da medicina regenerativa no Brasil. Formado em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em endocrinologia, tornou-se referência em tratamentos voltados ao equilíbrio hormonal, ao combate do envelhecimento precoce e à restauração da saúde a partir de terapias com células-tronco. Seu trabalho é voltado à prevenção, longevidade e recuperação da vitalidade celular, unindo ciência de ponta com uma escuta atenta e humanizada. Ele é também referência no estudo e aplicação clínica de células-tronco, desenvolvendo protocolos que hoje são reconhecidos no Brasil, na França e nos Estados Unidos. É membro de entidades médicas respeitadas, como a Academia Brasileira Antienvelhecimento, a Academia Internacional de Medicina Antienvelhecimento e a Sociedade Francesa de Medicina Estética e Mesoterapia.



Biópsia líquida: o que é e como essa abordagem está revolucionando a tratativa do câncer

Exame minimamente invasivo permite diagnosticar, monitorar e personalizar tratamentos contra o câncer a partir de uma simples amostra de sangue


Entre os avanços mais promissores da oncologia moderna, a biópsia líquida tem se destacado como um exame minimamente invasivo, ao identificar alterações genéticas por meio de biomarcadores tumorais, presentes em amostras de sangue e outros fluidos corporais. De acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology a técnica, por exemplo, pode detectar mutações acionáveis em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado, comprovando o potencial da abordagem para apoiar decisões terapêuticas em tempo real.

Segundo Arthur Silva, especialista em diagnósticos de oncologia e precisão da QIAGEN, a biópsia líquida inaugura uma nova era no tratamento do câncer. “Com uma simples amostra de sangue, conseguimos acessar informações que antes só eram possíveis com uma cirurgia ou punção invasiva. Isso nos permite antecipar diagnósticos, acompanhar a resposta ao tratamento e personalizar a terapia de acordo com o perfil molecular do tumor de cada paciente. É um avanço que coloca a medicina de precisão ao alcance do dia a dia clínico”, afirma.


Biomarcadores: as pistas deixadas pelo câncer

De forma simples, Silva explica que os biomarcadores podem ser definidos como moléculas liberadas pelas células tumorais, a exemplo de fragmentos de DNA e RNA circulantes no sangue ou até mesmo células inteiras que chegam à corrente sanguínea.

O DNA tumoral circulante, por exemplo, pode revelar mutações críticas para orientar terapias-alvo e indicar resistência a determinados medicamentos. Já as células tumorais circulantes trazem informações sobre a biologia da doença e o risco de metástases, enquanto o RNA circulante auxilia na compreensão de processos celulares ativos.

“Esses biomarcadores são pistas que o câncer deixa no organismo. Ao identificá-los e monitorá-los, conseguimos enxergar a dinâmica da doença de forma muito mais completa”, complementa Silva.

 

As principais tecnologias por trás da biópsia líquida e suas aplicações

Para tornar essa análise possível, o especialista da QIAGEN explica que existem diferentes tecnologias disponíveis atualmente. Entre elas estão o PCR em tempo real, que permite identificar alterações genéticas específicas de forma rápida e sensível, e o PCR digital, que oferece ainda mais precisão ao detectar mutações raras em meio a grandes quantidades de DNA saudável.

“Há também o sequenciamento de nova geração, conhecido como NGS, que pode fornecer um panorama abrangente das alterações genômicas de um tumor, sendo decisivo na escolha de terapias personalizadas. Existem, ainda, métodos que estudam diretamente as células tumorais circulantes, avaliando sua agressividade e potencial de disseminação, além da análise de exossomos e vesículas extracelulares, pequenas estruturas que carregam DNA, RNA e proteínas capazes de revelar detalhes adicionais sobre a biologia do tumor”, detalha Arthur.

De acordo com o especialista da QIAGEN, cada técnica tem sua aplicação clínica específica. Enquanto o PCR digital é ideal para acompanhar a resposta de um paciente a uma terapia direcionada e detectar precocemente sinais de resistência, o NGS dá uma visão completa do perfil genético do tumor e abre caminho para estratégias altamente personalizadas.

“Já a análise de células tumorais circulantes e exossomos aprofunda nosso entendimento sobre a progressão da doença e seu comportamento metastático. O mais importante é que todas essas abordagens podem ser repetidas diversas vezes ao longo do tratamento, algo inviável com a biópsia de tecido. Por meio dessas tecnologias que ampliam a capacidade de detecção e interpretação dos sinais do câncer, a medicina personalizada sai cada vez mais da teoria para a prática clínica, um avanço que soma grandes esforços na luta e tratativa da doença”, conclui Silva.

 

Campanha Setembro Amarelo reforça importância da prevenção ao suicídio

AMRIGS e APRS divulgam nota conjunta para ampliar conscientização sobre saúde mental

 

O mês de setembro é marcado por uma das mais importantes mobilizações em saúde pública: o Setembro Amarelo. Oficialmente lembrado no dia 10, durante o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o movimento se estende ao longo de todo o ano, sendo reconhecido como a maior campanha antiestigma do mundo. Em 2025, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS) uniram esforços para lançar uma nota conjunta de conscientização, reforçando a mensagem de que, diante de momentos de crise, pedir ajuda pode salvar vidas.

 

Nota Conjunta – Setembro Amarelo 2025: Se precisar, peça ajuda! 

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS) reforçam, neste Setembro Amarelo, a relevância do diálogo aberto e da valorização da vida. A iniciativa chama atenção para a necessidade de acolher quem enfrenta dificuldades emocionais, estimulando a busca por ajuda profissional e a solidariedade coletiva. 

A prevenção exige atuação conjunta de médicos de diferentes especialidades, capazes de identificar sinais de risco e oferecer atendimentos e encaminhamentos adequados. Mudanças bruscas de humor, isolamento social, abandono de atividades prazerosas, descuido com a higiene pessoal, alterações no sono e apetite, uso abusivo de álcool e drogas e falas sobre morte ou desejo de desaparecer devem ser observados com atenção. 

Escolas, empresas e instituições têm responsabilidade direta no combate ao estigma em torno da saúde mental. Estimular conversas francas, capacitar equipes e garantir acesso a assistência especializada são medidas fundamentais para salvar vidas.

As redes sociais, por sua amplitude, podem atuar tanto como ferramentas de informação e apoio quanto como espaços de propagação de conteúdos prejudiciais. Seu uso responsável deve ser encorajado por toda a sociedade. 

O Setembro Amarelo 2025 reafirma a mensagem central: se precisar, peça ajuda. A vida deve ser sempre a prioridade e o fortalecimento da rede de apoio é essencial para que todos se sintam amparados. 



Dr. Gerson Junqueira Jr. – Presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)

Dra. Andreia Sandri – Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS)

 

 

Antibióticos em risco: os laboratórios são agentes fundamentais na estratégia contra bactérias multirresistentes

Na Conferência Magna do 57º CBPCML, o especialista norueguês, Dr. Christian Giske, lança um alerta sobre os desafios dos novos antimicrobianos e o papel determinante dos laboratórios nesse cenário frente à crescente ameaça das bactérias resistentes


Existem poucos antimicrobianos disponíveis que podem ser utilizados contra as cepas bacterianas mais resistentes, e isso também representa um grande desafio em várias regiões da América do Sul, incluindo o Brasil”.
 

É com esse olhar sobre a resistência antimicrobiana, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das 10 maiores ameaças à saúde global, que o Dr. Christian Giske abordará o tema em sua Conferência Magna do 57º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (CBPCML). 

Segundo o especialista, os laboratórios de diagnóstico ocupam uma posição-chave nesse combate: “Discutirei como os laboratórios podem realizar esses testes de forma robusta e reprodutível, além de abordar problemas adicionais que ainda persistem com determinados medicamentos novos que são difíceis de testar”, explica.


O cenário é preocupante, já que cepas resistentes chegam a surgir antes mesmo da introdução de novos antimicrobianos no mercado. Para o Dr. Giske, isso exige atenção redobrada dos profissionais: entender quais antimicrobianos precisam ser testados e em quais situações pode determinar o sucesso ou fracasso de um tratamento.
 

Entre as bactérias mais críticas, estão Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, hoje cada vez mais resistentes até mesmo aos antibióticos mais modernos. Por isso, destaca o especialista, o uso racional de antimicrobianos é um caminho indispensável para preservar sua eficácia e frear a escalada da resistência. 

A Conferência Magna “Antimicrobial Susceptibility Testing Challenges in a Global Antimicrobial Resistance Perspective” será um dos destaques do 57º CBPCML, e uma grande oportunidade para os especialistas nacionais e internacionais do diagnóstico laboratorial discutirem soluções a um problema que afeta diretamente a segurança dos tratamentos médicos e o controle de surtos hospitalares. 

O 57º CBPCML acontece entre 16 e 19 de Setembro, no Rio de Janeiro, e reunirá destacados nomes do diagnóstico e da medicina laboratorial. A programação científica completa e demais informações estão em: cbpcml.org.br

 

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

 

Inteligência Artificial pode encurtar jornada diagnóstica de crianças com leucemia

 

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Tecnologia inédita desenvolvida pela startup HemoDoctor utiliza IA para agilizar triagem de exames de sangue e identificar alterações que merecem análises complementares imediatas e investigação médica mais aprofundada 


No Setembro Dourado, mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, o alerta é para o reconhecimento dos sinais da doença, para que se busque ajuda o quanto antes. Se, por dias ou semanas, houver palidez e cansaço, febre sem causa definida, manchas roxas ou sangramentos incomuns, infecções de repetição, dor óssea ou articular, barriga inchada (devido ao aumento do fígado e/ou baço) e ínguas, é indicada avaliação médica. A doença pode ser descoberta por meio de um exame de sangue simples - o hemograma completo. 

“O câncer pediátrico é tema prioritário da saúde pública, pois ainda enfrentamos desigualdade de acesso e diagnóstico tardio, o que implica piores desfechos. A leucemia é o tipo mais frequente nessa faixa etária, sobretudo a leucemia linfoide aguda (LLA), cujas chances de cura superam 80% quando a criança é diagnosticada precocemente e chega a um centro de referência rapidamente”, explica Dr. Abel Costa, onco-hematologista da startup Hemodoctor, que aplica a inteligência artificial à leitura de hemogramas para suporte ao diagnóstico assertivo e rápido de doenças. 

Se o hemograma acender o alerta, são realizados exames complementares: o mielograma (análise da medula óssea) para confirmação. Em seguida, vêm testes que mostram o tipo exato de leucemia e suas características — incluindo os genéticos — os quais orientam o tratamento, aumentando a possibilidade de cura. Quando necessário, é avaliado o sistema nervoso central. 

“As taxas de sobrevida refletem a soma de ciência e organização do cuidado. No Brasil, a curva tem melhorado, mas ainda precisamos reduzir a distância entre quem acessa diagnóstico e tratamento rapidamente e quem não consegue. Isso não depende só de medicamentos novos: depende de porta de entrada eficiente, hemograma sem demora, encaminhamento ágil e equipe multiprofissional integrada”, destaca Costa. 

O tratamento tem como base a quimioterapia, aplicada em fases: primeiro para fazer a doença regredir, depois para consolidar o resultado e, por fim, para manter o controle. A intensidade é ajustada conforme a resposta da criança, medida pelos exames que detectam traços mínimos da doença. Protocolos clássicos, que já salvaram muitas vidas, seguem como espinha dorsal, enquanto novas terapias ganham espaço. 

Em alguns subtipos — como aquele com a alteração genética Filadélfia — são usadas medicações-alvo que interferem em sinais da célula doente. Se a leucemia retorna ou resiste, entram opções como a imunoterapia, que ajuda o sistema imune a reconhecer a célula leucêmica e, em casos selecionados, a terapia celular CAR-T, que “treina” linfócitos T para combater a doença. O transplante de medula óssea permanece um recurso importante em situações específicas, hoje com critérios de indicação mais precisos.
 

Exame de sangue como porta de entrada

A startup HemoDoctor usa uma tecnologia inédita cujo foco é encurtar a jornada diagnóstica com aplicação da inteligência artificial para a triagem de hemogramas: em minutos, são sinalizados padrões que merecem a atenção prioritária pelo hematologista — sem substituir o médico nem “fechar” diagnósticos. Assim, os serviços de saúde têm, em tempo real, a identificação dos casos mais urgentes — como a suspeita de leucemia aguda — e conseguem direcionar rapidamente o paciente ao serviço de referência, o que se traduz no início mais célere do cuidado e melhores desfechos.


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