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terça-feira, 16 de setembro de 2025

RH Estratégico: como um comitê pode ajudar?

Muitas empresas reconhecem que seu capital humano é o ativo mais valioso, mas, ainda assim, continuam enxergando a gestão de pessoas como uma área puramente operacional, sem dar o devido valor que merece. Enquanto isso, aquelas que já entenderam que as pessoas são essenciais para atingir os seus objetivos, colocando esses talentos no centro da discussão, conseguem tomar decisões estratégicas alinhadas às metas corporativas – resultados, esses, que podem ser favorecidos com o apoio de um comitê de RH.

Mais visto em empresas que já possuem uma maior maturidade em sua governança, esse comitê de pessoas, como também é chamado, busca, em seu cerne, alinhar as práticas de gestão de pessoas com os objetivos de negócio à longo prazo – tratando, para isso, de temas como sucessão, de modo geral, dos líderes; do reforço à cultura que está sendo criada; assim como um olhar cuidadoso sobre aspectos de diversidade.

Essa amplitude em seu propósito exige, portanto, um time heterogêneo composto por profissionais de áreas diferentes, com visões e experiências variadas, não apenas do próprio departamento de recursos humanos, mas incluindo, também, todos os executivos e gestores da companhia, de forma que consigam atuar em temas sensíveis e pertinentes ao crescimento corporativo.

Geralmente, os comitês começam tratando assuntos relacionados a riscos de auditoria e demais regulamentações, abrangendo, com o tempo, outras frentes de acordo com a necessidade do negócio. Seu objetivo não é fiscalizar pontos que não estejam em conformidade, mas fomentar um grau importante de entendimento sobre esses assuntos, compreendendo sua essencialidade para a sustentação da empresa, de forma que consiga evoluir constantemente com saúde e prosperidade.

Segundo o próprio Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a criação de comitês de RH não é mais um diferencial, mas uma prática consolidada e esperada no cenário de alta governança corporativa no Brasil, que vem ganhando cada vez mais consciência nos últimos anos.

Já em 2021, como exemplo disso, 61% das companhias listadas nos segmentos diferenciados da B3 já contavam com comitês ligados a temas como pessoas, cultura ou remuneração, em um movimento crescente que evidencia sua importância. Hoje, essa consciência é bem maior, comprovando o quanto que este tema deve estar no radar das empresas.

O comitê, contudo, não precisa ser eterno, podendo existir apenas por um período específico para tratar um tema urgente. Por isso que, antes de iniciar este processo, é necessário ter este grau de autoconsciência, compreendendo as necessidades da sua empresa e quais dores, em termos de gestão de pessoas, esse grupo de profissionais pode melhorar – seja um grau elevado de turnover, insatisfação profissional ou baixo eNPS, como exemplo.

Compreendendo essas necessidades, há um processo natural de aculturamento entre os membros do comitê, alinhando as expectativas do que é esperado para que somem esforços nesse sentido, mesmo que tenham pensamentos e opiniões diferentes entre si. Essa união será uma peça-chave para tornar as operações cada vez mais estratégicas, retendo talentos qualificados que se mantenham engajados e produtivos, garantindo que a empresa responda, com prontidão, à dinâmica do mercado, assegurando seu potencial competitivo e poder de crescimento sustentável. 

 



Thiago Xavier - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento de executivos.


Wide
https://wide.works/

 

Mais saúde e proteção ambiental: universalização do saneamento na Amazônia Legal pode gerar R$ 330 bilhões em benefícios socioeconômicos

  • Para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o retorno bruto de ganhos econômicos e sociais na Amazônia Legal será de R$ 5,10, valor maior que a média esperada para o Brasil;
  • Considerando os ganhos per capita da universalização nos estados dessa região, os maiores benefícios são observados nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas;
  • Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) são as capitais que registram os maiores potenciais de ganhos per capita com a universalização do saneamento;
  • A tão sonhada universalização do saneamento na Amazônia Legal retornará ganhos em saúde pública, geração de emprego e renda, valorização ambiental, valorização imobiliária, escolaridade das crianças e adolescentes e turismo, promovendo justiça social

 

Proteger a natureza e os corpos hídricos passa, necessariamente, pelo acesso pleno aos serviços de saneamento básico. A expansão dessa infraestrutura básica impulsiona avanços incontáveis para a população, a economia local e o meio ambiente. Neste contexto, o Instituto Trata Brasil, em parceria com a EX ANTE Consultoria, divulga o estudo “Benefícios Econômicos da Expansão Saneamento na Amazônia Legal”, com intuito de apresentar os principais ganhos advindos da universalização do acesso à água potável e coleta e tratamento de esgoto para essa região. 

A Amazônia Legal possui uma grande importância para a preservação ambiental, a proteção dos povos tradicionais e contribui para a manutenção das florestas. Ao todo, são nove estados que integram essa região: Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Conforme dados do IBGE 2022, o conjunto dos 772 municípios desse território abriga 26,651 milhões de pessoas, o que corresponde a 13,1% da população brasileira, e sua extensão territorial representa quase 60% do território nacional. 

Quadro 1 - Limite da Amazônia Legal, 2022


O presente estudo tem por objetivo avaliar o avanço do saneamento básico nessa região e analisar os efeitos potenciais da universalização do saneamento. O material compreende uma visão histórica do avanço do saneamento entre 2005 e 2023, uma visão perspectiva dos potenciais no período até 2040 e projeta o legado da universalização para o futuro da localidade.
 

STATUS DO SANEAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL EM 2022

Em 2022, 9,479 milhões de pessoas ainda moravam em residências sem acesso à água na Amazônia Legal, o que significa que o déficit relativo de abastecimento de água ainda era de quase 35,6% da população dessa região.

No caso do acesso à coleta de esgoto o número foi maior: 21,971 milhões de pessoas sem coleta de esgoto em suas residências na Amazônia Legal. Isso indica que 82,4% da população dessas 772 cidades não estava ligada à rede geral de coleta de esgoto.
 

Quadro 2 - População com acesso e déficit de saneamento, em pessoas e (%), 2022


O maior déficit do sistema de saneamento da Amazônia Legal foi a falta de tratamento do esgoto. Apenas 16,8% do esgoto gerado recebia tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

O impacto ambiental é, portanto, imenso e maior ainda do que revelam os dados de coleta de esgoto. As bacias hidrográficas da região recebem uma carga estimada de cerca de 851,5 milhões de m³ por ano de água poluída, apenas de esgoto residencial não tratado. Diariamente são despejados nos córregos e rios que cortam a Amazônia Legal 2,333 trilhões de litros de água suja.

 

Quadro 3 - Consumo de água e coleta e tratamento de esgoto, em 1.000 m³, 2022



O QUE MUDOU DO SANEAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL ENTRE 2000 E 2022?

Nesse período, de acordo com informações do Censo Demográfico, pouco mais de 8,055 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao serviço de abastecimento de água tratada e 4,133 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao serviço de coleta de esgoto em suas residências. De outro lado, a percentagem da população morando em residências sem banheiro caiu de 3,577 milhões em 2000 para 414 mil em 2022.


Quadro 4 - População atendida por água e esgoto, Amazônia Legal, (%) da população total



BENEFÍCIOS DA EXPANSÃO DO SANEAMENTO ENTRE 2005 E 2023


Quadro 5 - Custos e b
enefícios da expansão do saneamento, Amazônia Legal, 2005 a 2023


Benefícios alcançados da expansão do saneamento na Amazônia Legal (2005-2023):

  • R$ 176,5 bilhões alcançados em benefícios totais no período;
  • R$ 122,1 bilhões em benefícios diretos (provenientes de investimentos, atividades de saneamento e impostos);
  • R$ 54,4 bilhões devido à diminuição de perdas associadas a externalidades (saúde, produtividade, valorização imobiliária e turismo);
  • Custos Sociais: R$ 85,6 bilhões incorridos no período.;
  • Saldo positivo: Os benefícios superaram os custos em R$ 90,8 bilhões.

 

O BALANÇO DA UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO

Além do balanço entre custos e benefícios durante o processo vindouro de universalização do saneamento, período em que se investirá mais para reduzir os déficits históricos de saneamento na região, sobretudo os de coleta e tratamento de esgoto, deve-se considerar o legado que a universalização deixará para o futuro.

Portanto, são analisados os ganhos esperados da expansão do saneamento na Amazônia Legal e o legado da universalização para o futuro dessas cidades. A análise enfoca dois períodos:

  1. de 2024 a 2040, que é a extensão temporal para a qual é esperada a universalização do saneamento, e
  2. o período subsequente, para além de 2040, onde se realizará o legado permanecente das conquistas da próxima década.

 

PRINCIPAIS GANHOS COM A UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO

Entre 2024 e 2040, os benefícios devem alcançar R$ 516,6 bilhões, sendo R$ 273,7 bilhões de benefícios diretos (renda gerada pelo investimento e pelas atividades de saneamento e impostos sobre consumo e produção recolhidos) e cerca de R$ 242,9 bilhões devido à redução de perdas associadas às externalidades. Os custos sociais no período devem somar R$ 186,5 bilhões aproximadamente. Assim, os benefícios devem exceder os custos em quase R$ 330,1 bilhões, indicando um balanço social bastante positivo para a região.
 

Quadro 6 - Custos e benefícios da universalização do saneamento, Amazônia Legal, 2024 a 2040



REDUÇÃO DOS CUSTOS COM A SAÚDE

Entre 2024 e 2040, estima-se que haverá redução do custo com horas pagas e não trabalhadas em razão do afastamento por diarreia ou vômito e por doenças respiratórias e redução das despesas com internações por infecções gastrointestinais e respiratórias na rede hospitalar do SUS nos municípios da Amazônia Legal. O valor presente da economia total com a melhoria das condições de saúde da população desses municípios entre 2024 e 2040 deve ser de R$ 2,702 bilhões, que resultará num ganho anual de R$ 158,9 milhões.
 

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

Estima-se que haverá um forte aumento de produtividade devido à dinâmica futura do saneamento nas cidades da Amazônia Legal. O valor presente do aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2024 e 2040 será de R$ 192,9 bilhões, que resultará num ganho anual de R$ 11,3 bilhões.
 

VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA

Em termos de renda imobiliária, estima-se que o ganho para os proprietários de imóveis que alugam ou que vivem em moradia própria será de R$ 1,477 bilhão por ano no conjunto dos municípios da Amazônia Legal, o que totalizará um ganho a valor presente de R$ 25,1 bilhões entre 2024 e 2040.
 

RENDA DO TURISMO

Entre 2024 e 2040, o valor presente dos ganhos com o turismo deve alcançar R$ 22,1 bilhões, indicando um fluxo médio anual de R$ 1,303 bilhão no período. Esse ganho é fruto da valorização ambiental que pode ser obtida com a despoluição dos rios e córregos e a oferta universal de água tratada, pré-condições para o pleno exercício das atividades de turismo.
 

RENDA GERADA PELO INVESTIMENTO

Entre 2024 e 2040, o valor presente dos investimentos em saneamento deve alcançar R$ 134,8 bilhões nos municípios da Amazônia Legal. A renda direta, indireta e induzida gerada por esses investimentos deve somar R$ 174,6 bilhões. Assim, os excedentes de renda gerada pelos investimentos devem ser de aproximadamente R$ 39,8 bilhões no período.

 

PÓS 2040 – O LEGADO DA UNIVERSALIZAÇÃO

A universalização na Amazônia Legal perpetuará um ciclo vicioso de benefícios para os habitantes. Estima-se que os ganhos de renda total serão de R$ 176,2 bilhões no período pós 2040. Os custos totais para manter a universalização serão de aproximadamente R$ 113,5 bilhões após 2040. Assim, aos moldes do que foi analisado anteriormente, ao balanço da universalização do saneamento até 2040 deve ser acrescido um saldo de perpetuidade no valor de R$ 342,1 bilhões, totalizando ganhos de bem-estar de R$ 972,1 bilhões a partir de 2024. Essa relação indica que para cada R$ 1,00 investido em saneamento de 2024 em diante, as 772 cidades da Amazônia Legal devem ter ganhos sociais de R$ 5,10, um retorno maior que o esperado para o Brasil como um todo.
 

Quadro 7 - O legado da universalização do saneamento, Amazônia Legal, pós-2040


Além disso, a preservação e a despoluição dos mananciais, rios, córregos e lagos da região, com ganhos ambientais inestimáveis, será um grande legado da universalização do saneamento nos municípios da Amazônia Legal. A despoluição dos recursos ambientais urbanos é uma conquista que já foi alcançada há anos nas grandes metrópoles de países desenvolvidos, com a recuperação ambiental de rios e bacias que estavam altamente poluídos no passado. No caso da Amazônia, a preservação do patrimônio natural se soma à recuperação das áreas degradadas dessas 772 cidades.


O BALANÇO DA UNIVERSALIZAÇÃO NAS REGIÕES DA AMAZÔNIA LEGAL

Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, os maiores ganhos líquidos da universalização do saneamento, incluídos aqueles até 2040, serão observados no Pará, Maranhão e Mato Grosso cujos benefícios devem representar, respectivamente, 30,4%, 19,1% e 16,1% do total dos ganhos nas 772 cidades da Amazônia Legal.

Considerando os ganhos per capita da universalização nos estados dessa região, os destaques são observados nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas.
 

Quadro 8 - Ganhos per capita da universalização nos estados da Amazônia Legal, em R$ por habitante por ano, 2024 a 2040


Entre as capitais da Amazônia Legal, os maiores ganhos per capita proveniente da universalização dos serviços básicos seriam analisados em Rio Branco (AC), com benefícios de R$ 735,93 por habitante. Em seguida, destacam-se Porto Velho (RO), com R$ 706,14, e Macapá (AP), que registra R$ 650,65.

As demais capitais também terão retornos significativos por habitante, como Belém (PA), com R$ 461,60; Manaus (AM), com R$ 384,79; São Luís (MA), com R$ 341,16; Cuiabá (MT), com R$ 217,64; Palmas (TO), com R$ 157,53; e Boa Vista (RR), com R$ 87,83.
 

CONCLUSÃO

Luana Pretto, Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil, destaca que os ganhos da universalização do saneamento na Amazônia Legal irradiam para além do âmbito regional e ampliam benefícios para o Brasil como um todo, tendo em vista a importância da região.
 

“A Amazônia Legal representa um patrimônio natural riquíssimo em biodiversidade, sendo o lar da maior bacia hidrográfica e do maior rio em volume de água do planeta, o que a torna o principal potencial hídrico do mundo. Com a proximidade da COP-30 em Belém (PA), o olhar do mundo se volta ainda mais para a sustentabilidade da região, e a luta para que ela seja conservada e protegida passa diretamente pelo acesso ao saneamento básico. O ganho de R$ 330 bilhões, advindo da universalização do saneamento, oferece a oportunidade de recuperar áreas degradadas pelo despejo irregular do esgoto e, principalmente, de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos povos tradicionais e das populações em situação de vulnerabilidade que habitam na região, além de influenciar positivamente todo o ecossistema brasileiro. Definitivamente, alcançar o acesso pleno dos serviços básicos nessa região mudará a vida de milhões de pessoas, garantindo saúde, dignidade e o desenvolvimento próspero das futuras gerações”.

 


Sobre o Instituto Trata Brasil

O Instituto Trata Brasil (ITB) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que surgiu em 2007 com foco nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. Tornou-se uma fonte de informação ao cidadão para que reivindique a universalização deste serviço mais básico e essencial para qualquer nação. O ITB produz estudos, pesquisas e projetos sociais visando conscientizar o cidadão comum do problema e, ao mesmo tempo, pressionar pela solução nos três níveis de governo. A proposta é que todos conheçam a realidade do acesso à água tratada, coleta e tratamento dos esgotos e busquem avanços mais rápidos.
O estudo completo está no link: Link


No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, Instituto Olga Kos reforça que inclusão não é um favor, mas um direito

Data é celebrada no próximo dia 21 de setembro e chama a atenção para a situação de quase 9% da população brasileira, segundo dados do IBGE


No próximo dia 21 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. O dia foi escolhido por sua proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, representando o nascimento das reivindicações por cidadania e participação plena em igualdade de condições.

Instituída pela Lei nº 11.133/2005, a data nasceu da mobilização do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e tem como objetivo promover a reflexão sobre a inclusão social, a acessibilidade e o respeito às diferenças. Além disso, a data inspirou avanços importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que trouxe novos horizontes para a garantia de direitos.

“O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é um lembrete de que inclusão não é um favor, mas um direito. Precisamos garantir que cada indivíduo tenha acesso a espaços que valorizem suas capacidades. Quando oferecemos oportunidades reais, contribuímos para uma sociedade mais diversa, solidária e inovadora”, afirma Olga Kos, vice-presidente do instituto homônimo.

Segundo dados do censo do IBGE de 2022, o Brasil tinha 18,6 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 8,9% da população. Portanto, ainda hoje, milhares de pessoas com deficiência enfrentam barreiras atitudinais, arquitetônicas, comunicacionais e sociais que limitam suas oportunidades de estudo, trabalho, lazer e participação cidadã. Derrubar essas barreiras é essencial para que cada indivíduo possa expressar seu potencial e contribuir para uma sociedade mais justa, plural e rica em talentos.

“O Instituto já impactou milhares de vidas por meio do esporte e da cultura, e acredita que a verdadeira inclusão acontece quando todos têm a chance de estar onde desejam e de realizar seus sonhos sem limitações impostas pelo olhar do outro”, reforça Olga Kos.

Ainda na opinião da vice-presidente do Instituto, datas como a de 21 de setembro servem, ao mesmo tempo, para reforçar que a luta ainda está longe de terminar e de incentivo para que todos assumam o compromisso de continuar buscando uma sociedade mais inclusiva: “Algumas conquistas foram alcançadas, porém, ainda há muito o que se fazer para que todos possam participar de forma plena e digna, com talentos e vozes integralmente reconhecidos. Anualmente, se faz essa conscientização e verdadeiro convite para que cada vez mais pessoas possam abraçar essa causa que é de todos, afinal, uma sociedade plural se constrói com a atuação de todos”, finaliza Olga Kos.

 

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 18 anos, é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos para atender, crianças, jovens, idosos e adultos com deficiência e abre espaço para pessoas em situação de vulnerabilidade social, proporcionando trocas de experiências e inclusão.


Pontaltech reforça sistema antifraudes

Medida vai ao encontro do protocolo Stir/Shaken estabelecido pela Anatel


Todo mês, cerca de 20 bilhões de ligações são feitas no Brasil, segundo dados da Anatel. Dessas, metade é realizada por robôs programados para ligarem, gerando enorme insatisfação pela população. Reverter esse cenário pode parecer uma missão impossível, mas há uma luz no fim do túnel.

A Pontaltech, empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel, acaba de aderir ao Origem Verificada, sistema da Anatel destinado a aumentar a segurança e transparência em chamadas telefônicas, através do Stir/Shaken, serviço de autenticação por trás desse sistema. A medida vai ao encontro das novas regras anunciadas pela Agência quanto à identificação das ligações de telemarketing.

O despacho, reverberado no começo de agosto, determina que empresas que fazem mais de 500 mil chamadas por mês serão obrigadas a adotar essa ferramenta que verifica a origem da ligação, confirmando se quem está ligando é realmente quem diz ser. Na prática, ligações com o famoso prefixo 0303 não serão mais completadas, combatendo essas importunações às pessoas. Caso seja oficializado, o prazo de adequação é de 90 dias.

Para Leonardo Coelho, Head of Products & Operations na Pontaltech, a medida corrobora com a série de iniciativas que a empresa já vinha seguindo nesse mesmo sentido. “Ligações indesejadas só danificam a experiência do consumidor, além de diminuir a taxa de atendimento à chamadas não identificadas. Pensando nisso, lançamos, em 2024, um serviço de verificação cadastral, na intenção de elevar a assertividade na comunicação das empresas com seus clientes. Agora, o anúncio da Anatel é um reforço de que estamos no caminho certo, na certeza de que intensificaremos cada vez mais essas ações”, destaca.

Ao proteger os usuários contra chamadas fraudulentas e não aderentes a seus perfis e necessidades, essa autenticação telefônica não só reduz a quantidade de recusas de ligações – elevando, consequentemente, a taxa de conectividade – como também melhora a imagem e reputação da empresa, se mostrando como uma marca que, além de garantir o cumprimento legal, também se preocupa em oferecer a melhor experiência a seus consumidores.

O ideal, para elevar ainda mais essa segurança e eficácia nas comunicações, é contar com o apoio de uma empresa especializada nessa conformidade. “Estamos preparados para orientar cada negócio nessa adequação, além de também terem a possibilidade de conciliar essa estratégia com nossos agentes de voz tecnologicamente sofisticados e personalizados no atendimento às necessidades de cada pessoa, construindo um processo bem mais saudável e enriquecido para todos”, complementa Coelho.

Essas novas regras, segundo o Head, não devem ser encaradas apenas como mais uma burocracia que trará dor de cabeça. “Sua adequação pode ser conduzida de forma simplificada ao lado de especialistas qualificados no ramo, reforçando a imagem da marca no mercado e uma experiência bem mais satisfatória a todos”, finaliza.

 

 Pontaltech


Turismo em Guapimirim: Um guia para visitar a serra fluminense

Imagem divulgação Dedo de Deus
Turismo sustentável


Conheça o turismo em Guapimirim com muitas cachoeiras, trilhas na Serra dos Órgãos, ecoturismo e cultura. São mais de 30 pontos turísticos, vamos apresentar alguns e poderá planejar sua viagem com nosso guia!


Principais conclusões:

  • Guapimirim é um destino de ecoturismo acessível, a 74 km do Rio, com 70% de áreas protegidas.
  • Oferece trilhas, cachoeiras e escaladas, como o icônico Dedo de Deus, para aventureiros e famílias.
  • A infraestrutura turística inclui pousadas econômicas e restaurantes regionais.
  • Turismo consciente é essencial para preservar o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e o Pantanal Fluminense.
  • Melhor época para visitar: outono (março-junho), com clima ameno e menos chuvas.

Guapi, carinhosamente chamada de “Terra do Dedo de Deus”, é um refúgio de ecoturismo a apenas 74 km do Rio de Janeiro. Situada na região serrana fluminense, a cidade combina paisagens, atividades de aventura e um rico patrimônio cultural. 

Com 70% de seu território protegido por unidades de conservação, como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, atrai cerca de 50.000 turistas anualmente, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. 


A magia dos atrativos naturais

A natureza é o coração. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com 20.024 hectares, é um dos maiores do Brasil e abriga uma biodiversidade impressionante, incluindo mais de 400 espécies de aves e 2.275 metros de altitude no pico da Pedra do Sino. 

Suas trilhas, que variam de fáceis a avançadas são monitoradas para garantir segurança. Diferentemente de outros parques, como os de Petrópolis, a Serra dos Órgãos oferece acessos autoguiados e guiados, com infraestrutura que inclui banheiros e áreas de descanso, ideal para quem busca imersão na natureza sem abrir mão do conforto.

Outro destaque é a Cachoeira da Concórdia, com 20 metros de altura e águas limpas. A trilha de 1 km até o local é acessível para famílias. Já o Pantanal Fluminense, um manguezal preservado na Baía de Guanabara, permite passeios de barco de 2 horas (R$ 90/pessoa) para observar botos-cinza, com uma população estimada em 30 pessoas.

Esse ecossistema único, protegido pela APA de Guapimirim, é um diferencial frente a destinos mais urbanizados, atraindo anunciantes de ecoturismo e passeios náuticos.


Aventura na medida certa

Para os amantes de adrenalina é um playground natural. A escalada no Dedo de Deus, pico de 1.692 metros, é um marco do montanhismo brasileiro. A rota, que leva de 6 a 8 horas, exige equipamentos como cordas e mosquetões e é recomendada para escaladores experientes. 

A vista panorâmica da Baía de Guanabara compensa o esforço, tornando a experiência mais icônica que as escaladas em Teresópolis. 

O rapel na Cachoeira da Concórdia é perfeito para iniciantes, com descidas de 20 metros supervisionadas por instrutores credenciados. 


Cultura e história vivas

Além da natureza também tem um rico legado cultural. A Capela Nossa Senhora d’Ajuda, é um marco histórico com acesso gratuito e visitas guiadas que contextualizam sua importância. 

Os sambaquis arqueológicos, vestígios pré-indígenas de 5.000 anos na APA de Guapimirim, oferecem uma experiência educativa única, com tours guiados. Esses sítios são exclusivos na Baía de Guanabara, diferenciando-se de atrações genéricas.

Para quem busca sabores locais, o alambique da Cachaça São Joaquim proporciona degustações artesanais em visitas de 1 hora com agendamento. 

Infraestrutura para uma viagem tranquila

A infraestrutura turística é um diferencial. Algumas pousadas oferecem diárias a partir de R$ 150 com café da manhã, Wi-Fi e ar-condicionado (consultar valores atualizados).

A cidade é acessível pela BR-116, a 1 hora do Rio, com pedágio ou por ônibus. As estradas são bem pavimentadas. 


Turismo consciente e preservação do paraíso

Regras municipais proíbem recipientes de vidro em cachoeiras, e guias locais são recomendados para trilhas. O outono (março-junho) é a melhor época, com menos chuvas e temperaturas amenas. 

A preservação do Pantanal Fluminense e da Serra dos Órgãos depende de práticas conscientes, como evitar lixo e respeitar limites de visitantes. 


Tendências atuais

O turismo sustentável está em alta, com 68% dos viajantes brasileiros priorizando destinos ecológicos, segundo pesquisa da Booking.com (2025). 

Guapimirim se alinha a essa tendência com suas áreas protegidas e iniciativas locais. Além disso, o aumento de buscas por “ecoturismo próximo ao Rio” teve um crescimento de 15% em 2025, segundo o Google Trends e reforça a relevância do destino.


Kwai promove curso gratuito para capacitar criadores em livestreaming e e-commerce

Conteúdo faz parte do Kwai Ekoa, iniciativa institucional que amplia oportunidades de profissionalização para criadores em todo o Brasil

 

O Kwai, app de criação e compartilhamento de vídeos curtos, realiza o segundo módulo de seu programa de capacitação de criadores no Brasil, Kwai Ekoa, que terá como foco livestreaming, content e-commerce e novas formas de monetização. O curso gratuito será realizado em 17 de setembro a partir das 13h (horário de Brasília), presencialmente na sede da Community Creators Academy, em São Paulo, e também com transmissão online aberta para todo o país. 

Sob o tema “Além do Vídeo”, a aula vai explorar como os criadores podem transformar suas transmissões ao vivo em negócios, ampliando alcance, engajamento e receita. A programação inclui orientações práticas sobre como conduzir lives atrativas, estratégias para reter audiência e gerar vendas no Kwai Shop, marketplace da plataforma; além de dicas sobre como participar do programa de afiliados do app. 

A convidada especial desta edição será Evelyn Marques, referência nacional em live commerce, que já soma 18 mil horas de transmissão e mais de R$25 milhões em vendas realizadas na plataforma. A criadora compartilhará sua trajetória e as boas práticas que a transformaram em um dos principais nomes do setor no Brasil. 

“Nosso objetivo é apoiar criadores a irem além do formato tradicional de vídeo curto, mostrando que o Kwai é um ambiente onde eles podem se profissionalizar, diversificar sua atuação e construir novas fontes de renda. O Ekoa nasce como um projeto de longo prazo, que combina aulas presenciais, treinamentos institucionais e experiências práticas para que diferentes perfis de criadores tenham acesso a oportunidades reais em toda a economia digital brasileira”, afirma Claudine Bayma, diretora geral do Kwai Brasil. 

O Kwai Ekoa é estruturado em diferentes pilares de capacitação, entre eles as turmas presenciais na Community Creators Academy, parceira institucional do projeto. Nesta etapa, serão oferecidas vagas presenciais em São Paulo, além de transmissão gratuita, sem limite de público, para os inscritos via página especial no app.



Kwai - aplicativo está disponível para iOS e Android, na App Store e no Google Play.
Saiba mais em: kwai.com.



Parque Pico Paraná terá regras para visitação que buscam garantir a conservação da natureza e melhorar a experiência de quem visita

AdobeStock

Financiado pelo Programa Biodiversidade do Litoral do Paraná, novo Plano prevê medidas como gestão de acesso à Unidade de Conservação e outras ações preventivas para qualificar a experiência e garantir a proteção do local a longo prazo 

 

O crescente interesse por atividades de natureza e montanhismo no Paraná reacendeu uma urgente discussão sobre os limites da visitação em áreas naturais sensíveis da Serra do Mar. No centro desse debate está o Parque Estadual Pico Paraná (PEPP), Unidade de Conservação que abriga o ponto mais alto do Sul do Brasil e se tornou destino frequente de trilheiros, escaladores, corredores de montanha e visitantes de modo geral. 

Com visitação crescente, mas sem um plano de manejo em vigor, o Parque passa agora a contar com um instrumento inédito: o Plano de Uso Público Emergencial (PUPe), elaborado pelo Instituto Água e Terra (IAT) com apoio técnico e financeiro do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP). O documento define, pela primeira vez, diretrizes detalhadas para ordenar o uso público do parque, incluindo regras para pernoites, acesso controlado, manejo de trilhas e participação comunitária.

Embora mais rígido, o Plano não visa reduzir a visitação ao Pico Paraná, mas qualificar a experiência e garantir a proteção do local a longo prazo. A regulamentação prevê parcerias com prefeituras, universidades, operadoras de turismo e comunidades do entorno para ampliar a fiscalização, a educação ambiental e a geração de renda.


Pressão crescente nas montanhas paranaenses

Entre 2021 e 2023, o número de visitantes nas Unidades de Conservação paranaenses cresceu 184%, saltando de 192 mil para mais de 545 mil pessoas, segundo dados do IAT (Instituto Água e Terra). O montanhismo e as caminhadas em áreas naturais têm se consolidado como alternativas de lazer e turismo no estado, impulsionadas por uma busca crescente por mais contato com a natureza após a pandemia causada pela Covid-19, entre os anos de 2020 e 2021.

O Parque Estadual Pico Paraná faz parte dessa tendência. Além de abrigar o cume mais alto da Região Sul (com 1.877 metros de altitude), é um dos principais pontos de partida para trilhas icônicas como Itapiroca, Caratuva e Camapuã. Dados de 2024 mostram que em junho, considerado mês de alta temporada, mais de 3.500 pessoas passaram pela trilha do setor Caratuva — embora sensores instalados pelo IAT apontem que mais da metade da visitação ocorre sem registro.

A preocupação com o impacto ambiental ao espaço acompanha o crescimento. A expansão descontrolada do turismo tem provocado erosão de solo, degradação de nascentes, formação de trilhas paralelas, descarte de lixo e até conflitos entre grupos comerciais, corredores de montanha, campistas e escaladores, por exemplo.


Confira as principais ações previstas 

Entre as principais ações previstas no Plano Emergencial estão a obrigatoriedade de cadastro on-line e a assinatura de um termo de ciência dos riscos por parte dos visitantes, além da criação de um sistema de reservas para camping em clareiras previamente autorizadas. Também estão previstas medidas como o fechamento temporário de áreas degradadas para recuperação ambiental, a proibição de fogueiras, descarte de lixo e barulho em áreas sensíveis, e a padronização da sinalização das trilhas, com instalação de escadas-grampo em trechos mais perigosos. O Plano ainda incorpora mecanismos inéditos em Unidades de Conservação estaduais, como a exigência do uso de kits de dejetos por quem pernoitar nas montanhas e a obrigatoriedade de placas de identificação nas barracas, facilitando a fiscalização.

“Queremos aprimorar ainda mais, criando um sistema de cadastro que atenda mais nossa necessidade, com mais funcionalidades e que permita uma melhor análise de dados”, comenta Marina Rampim, bióloga e chefe da Unidade de Conservação. 


Apoio de um dos maiores programas de conservação do país

A execução do Plano é financiada pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP), criado como compensação ambiental pelo vazamento de óleo da Petrobras em 2001. Com aporte de R$ 110 milhões ao longo de 10 anos, o BLP é considerado uma das maiores iniciativas de conservação da Mata Atlântica em andamento no Brasil.

Sob coordenação do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com governança compartilhada entre instituições como SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), supervisionados pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Paraná, o BLP apoia ações estratégicas voltadas à proteção da biodiversidade e ao fortalecimento comunitário.


Envolvimento da sociedade e legado a longo prazo

Para a implementação do Plano Emergencial, foi criado um conselho consultivo e um programa de voluntariado para o monitoramento das trilhas. A expectativa é de que a experiência sirva como base para o futuro Plano de Manejo definitivo da Unidade. Organizações como a Federação Paranaense de Montanhismo (FEPAM) — criada em 2002 e filiada à Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada — devem ter papel ativo nesse processo, oferecendo capacitações, apoio técnico e ações educativas para clubes e visitantes.

“Teremos que unir esforços para executá-lo. Muitas mudanças exigirão tempo e adaptação por parte dos visitantes. Mas é uma transformação necessária para garantir a proteção do parque e das montanhas que fazem parte da nossa identidade”, diz a bióloga Marina Rampim. 


Sobre o Programa Biodiversidade Litoral do Paraná

Criado em 2021, o Programa Biodiversidade Litoral do Paraná promove a conservação, a pesquisa e o uso responsável dos recursos naturais, fortalecendo Unidades de Conservação e impulsionando o desenvolvimento sustentável do litoral paranaense. Financiado pelo Termo de Acordo Judicial (TAJ) firmado após o vazamento de óleo ocorrido em 2001, o Programa investirá mais de R$ 110 milhões em iniciativas estratégicas ao longo de dez anos.

A governança do programa é compartilhada entre organizações da sociedade civil, instituições de ensino superior e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), supervisionados pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Paraná. A gestão financeira e operacional do Programa é realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Para saber mais, acesse www.biodiversidadelitoralpr.com.br

 

Dos Baby Boomers à Geração Z: conflitos e aprendizados do novo mundo corporativo


Pela primeira vez na história recente, cinco gerações convivem no mesmo ambiente de trabalho: os Baby Boomers (1946–1964), a Geração X (1965–1980), os Millennials (1981–1996), Geração Z (1997–2012) e a Geração Alpha, os nascidos a partir de 2010, e que estão estreando agora ano mercado de trabalho. Essa configuração inédita transformou o cotidiano corporativo em um mosaico de valores, expectativas e estilos de trabalho, e dependendo como a gestão é conduzida, o ambiente corporativo pode se tornar uma bomba-relógio, ou uma fonte de inovação e criatividade. 

Com o envelhecimento rápido da população brasileira, o choque de mentalidades é inevitável, e as tensões refletem diferenças históricas. Os Baby Boomers, formados no pós-guerra, prezam por estabilidade e respeito à hierarquia. A Geração X, que hoje ocupa cargos de liderança, ainda associa comprometimento à presença constante e ao esforço prolongado. Já a Geração Z, que caminha para os primeiros cargos de liderança, vai além: não coloca o emprego no centro da vida e recusa abrir mão do bem-estar em nome da carreira. 

Esses contrastes também aparecem em outras questões: se para Boomers e Gen X sucesso significa promoções, títulos e aumentos salariais, para muitos jovens sucesso é manter saúde física e mental em dia, relacionamentos estáveis e um trabalho alinhado a propósito de vida. Para veteranos, essa postura pode soar como desinteresse; para os jovens, é apenas uma nova definição de sucesso. 

Os estudos da ciência da personalidade, desenvolvidos pela Hogan Assessments, indicam que a maior parte das diferenças de personalidade não é causada pela idade, a época em que se vive(u) ou o grupo geracional, mas por diferenças individuais, ainda que o impacto predominante seja sentido como sendo do grupo de jovens atualmente o mercado de trabalho.  

Apesar dos atritos, a convivência entre gerações também tem mostrado caminhos de cooperação. Empresas começam a enxergar a diversidade etária como parte essencial de suas estratégias de inclusão, ao lado de gênero e etnia. Equipes multigeracionais, quando bem conduzidas, revelam ganhos concretos em inovação e produtividade. 

A experiência dos mais velhos funciona como contraponto à ousadia e fluidez digital dos mais jovens. Iniciativas como programas de mentoria reversa já demonstraram bons resultados: juniores orientam executivos sêniores em temas tecnológicos, enquanto veteranos compartilham experiência em gestão e visão estratégica. Essa troca quebra estereótipos, fortalece vínculos e mostra que cada geração tem algo a ensinar. 

O fato é que os choques geracionais vieram para ficar – e em breve a Geração Alpha entrará nesse jogo. Mas, se há algo que já aprendemos, é que o atrito pode ser transformado em diálogo e aprendizado. As empresas que prosperarem serão aquelas capazes de acolher as diferenças, transformar a diversidade em vantagem competitiva e construir uma cultura que una experiência e reinvenção. O futuro do trabalho está sendo escrito justamente nesse encontro de gerações e mais ainda pelo tratamento das pessoas como indivíduos e sem preconceitos que apenas servem para reduzi-las a um representante de qualquer geração. 



Ateliê RH
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MEC está na contramão do avanço global da EaD para democratização do ensino


A educação a distância (EaD) tem se consolidado como pilar estratégico para ampliar o acesso ao Ensino Superior em diferentes partes do mundo. Porém, no Brasil, o Ministério da Educação já notificou as universidades públicas para suspenderem a oferta de Licenciaturas por EAD até o 2º semestre de 2026 e criou travas para o ensino privado em quase todos os cursos. 

O mundo caminha noutra direção. Nos Estados Unidos, por exemplo, dados do National Center for Education Statistics (NCES) revelam que, em 2021, 75% dos estudantes universitários cursaram ao menos uma disciplina online. Outros 44% fizeram todo o curso de maneira remota. Em 2022, mais de 10 milhões de alunos permaneceram vinculados a pelo menos uma disciplina EaD, sendo que 26% deles estudavam exclusivamente nessa modalidade nos EUA. 

Esse crescimento também é impulsionado por investimentos públicos e privados. Segundo a consultoria HolonIQ, plataforma global de inteligência em setores de impacto, como educação, saúde e sustentabilidade, o mercado global de educação online deve atingir US$ 94 bilhões até o fim de 2025. Tal avanço não se trata de improviso, mas de uma decisão consciente de governos e estudantes em apostar na tecnologia como vetor de democratização educacional. 

A tendência repete-se em diversos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Um relatório de 2023 da entidade destaca que quase todos os países-membros fortaleceram plataformas digitais de ensino nos últimos anos, com suporte técnico e financeiro nacional para instituições públicas e privadas (estudo OECD Education at a Glance, 2023). 

Os chamados MOOCs (Massive Open Online Courses ou Cursos Online Abertos e Massivos) permitem que qualquer pessoa, de qualquer lugar, tenha acesso gratuito ou de baixo custo a conteúdos universitários de alta qualidade, com flexibilidade e escala. 

Na Coreia do Sul, onde a educação foi a grande base do desenvolvimento econômico, a digitalização do Ensino Superior é vista como ferramenta de competitividade nacional. Segundo o Ministério da Educação do país, cerca de 30% dos alunos do Ensino Médio utilizam regularmente plataformas online para estudo complementar. O mercado de educação digital sul-coreano cresceu a uma taxa de 25% ao ano na última década (Ministry of Education Korea, 2023). 

Um levantamento global realizado pela Bay View Analytics em 2024 mostra que mais da metade das instituições de Ensino Superior no mundo registraram crescimento nas matrículas online acima das presenciais. Também segundo a OCDE, nos países onde a EaD é parte ativa da estratégia educacional, a proporção de adultos com Ensino Superior ultrapassa 40% da população entre 25 e 64 anos, com impacto positivo direto na empregabilidade e nos indicadores de mobilidade social (OECD Education at a Glance, 2023). 

Ou seja, o mundo aposta na EaD como vetor de inclusão e desenvolvimento. O Brasil, tristemente, parece estar remando contra essa corrente. Aqui, o recente decreto presidencial nº 12.456/2025, de 19 de maio, instituiu um novo marco regulatório para a modalidade. Porém, em vez de promover a qualidade e o acesso, restringiu o modelo ao ponto de torná-lo inviável para oferta pelas universidades públicas, mais oneroso para as instituições privadas, e mais caro para milhões de estudantes, gerando exclusão, notadamente dos mais pobres. 

As exigências de presencialidade mínima e obrigatoriedade em polos físicos impactam de maneira direta mais de um milhão de alunos de baixa renda, para os quais a EaD representa a única possibilidade concreta de cursar o Ensino Superior. 

Diante desse cenário, Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (ABE-EAD) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) discutindo a constitucionalidade do decreto (nota: esta ação é patrocinada pelo advogado Ricardo Luiz Salvador, que assina este artigo junto com o professor João Vianney). 

É importante salientar que não somos contra a regulação. Defendemos, inclusive com base nas demandas dos próprios estudantes, critérios que garantam qualidade pedagógica e integridade acadêmica na modalidade presencial e EAD, mas, o que se viu foi um processo apressado, sem escuta ampla da sociedade, nem diálogo com as instituições que fazem a EaD no Brasil. 

O decreto atropelou o princípio constitucional da autonomia universitária, ignorou a lógica pedagógica da educação a distância, pensada justamente para romper barreiras físicas e promover flexibilidade, e não considerou anos de construção técnica, pedagógica e legal do setor. Também desconsiderou um abaixo-assinado com mais de 15 mil assinaturas de lideranças do setor educacional de todo o País, entregue ao Governo Federal, que defendia o reconhecimento da EaD como política pública de inclusão. 

Ainda mais grave é o fato de o decreto ter sido editado antes da conclusão dos debates do grupo técnico criado pelo próprio Ministério da Educação e sem manifestação do Conselho Nacional de Educação, responsável por validar as políticas públicas da área. Assim, é legítimo perguntar: que urgência havia para impor uma medida tão drástica, com tamanha fragilidade de escuta e de base técnica? Além dos impactos sociais massivos, a medida apresenta sérios vícios jurídicos. Fere a autonomia universitária, afronta o princípio da razoabilidade ao restringir metodologias consagradas e tenta inovar na ordem jurídica sem respaldo legal específico. 

A EaD é hoje um verdadeiro vetor de inclusão e mobilidade social. Expulsar, por decreto, mais de um milhão de jovens, estudantes que encontram na flexibilidade educacional sua única porta para o futuro, é uma decisão com alto custo social. Se o mundo fortalece a educação digital, com base em dados, planejamento e compromisso com o destino das pessoas, o Brasil não pode retroceder nessa agenda. O setor de EaD exige responsabilidade técnica, respeito à ciência da educação e, sobretudo, sensibilidade com quem mais precisa. O decreto, como está, custa caro, pois expulsa alunos, fecha portas e aprofunda desigualdades. Esperamosfirmemente que o STF faça valer o direito à educação, consagrado na Constituição Federal de 1988, em prol dos alunos mais pobres.

  

Ricardo Luiz Salvador - advogado da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (ABE-EAD). É sócio-fundador do escritório Salvador Associados & Advogados e especialista em Direito Regulatório Educacional.



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