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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Pacientes com dermatite atópica agora têm acesso a tratamento no SUS

Medida deve beneficiar milhares de brasileiros que sofrem com a condição crônica

 

Recentemente foi divulgado que o SUS introduziu o tratamento para dermatite atópica no protocolo de atendimento, representando um avanço valioso na garantia de cuidado às pessoas que convivem com essa condição. A dermatite atópica (DA) é uma condição crônica, recorrente, inflamatória e pruriginosa da pele e, muitas vezes, debilitante.

Essa abordagem integral proporciona um cuidado mais completo e eficaz, oferecendo ao paciente acompanhamento médico, orientações específicas, acesso a medicamentos, inclusive os imunobiológicos nos casos moderados a graves, e suporte multiprofissional quando necessário. 

“A dermatite atópica vai além das lesões na pele. Ela impacta o sono, a autoestima, o convívio social e a saúde mental de quem convive com a doença”, explica a especialista em pele da Clínica Verte, Dra. Giovanna Funari. “É por isso que o acesso ampliado ao tratamento pelo SUS representa uma conquista imensa para esses pacientes.” 

A dermatite atópica ocorre com maior frequência em crianças (início precoce). Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a prevalência da condição é de 7,3% em crianças entre 6 e 7 anos e 5,3% entre 13 e 14 anos.

Segundo a Dra. Giovanna, o diagnóstico precoce é essencial: “Permitir o início do tratamento logo nos primeiros sinais ajuda a evitar que a doença evolua e cause ainda mais sofrimento. Isso também reduz a chance de infecções secundárias, comuns em lesões abertas pela coceira intensa.” 

Ela destaca ainda a importância do acompanhamento contínuo: “O tratamento da dermatite atópica é individualizado e pode precisar ser ajustado ao longo do tempo. Ter um dermatologista acompanhando de perto significa poder avaliar os efeitos colaterais, a eficácia da medicação e fazer as intervenções necessárias.” 

Para quem tem dermatite atópica moderada a grave, os desafios são muitos. Há uma certa limitação no acesso a especialistas e tratamentos específicos. “Esses pacientes enfrentam dor, coceira intensa, lesões visíveis na pele e um impacto emocional importante. Muitos relatam que se sentem envergonhados ou constrangidos em situações sociais”, comenta a médica.

Isso pode interferir no sono, nas atividades diárias e até no convívio social. “É comum que a dermatite atópica tire o sono de adultos e crianças. A coceira é constante, exaustiva, e afeta diretamente a qualidade de vida”, alerta. 

Para ter acesso aos tratamentos de alta complexidade, como os imunobiológicos, o paciente deve ser avaliado por um dermatologista da rede pública ou de um ambulatório de especialidades, que seguirá os critérios definidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. Isso inclui, por exemplo, ter diagnóstico confirmado de dermatite atópica moderada a grave e não ter respondido adequadamente aos tratamentos convencionais. O médico deverá preencher os formulários exigidos e incluir o paciente no sistema do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF).

 Com a nova diretriz, o SUS passa a oferecer, além do tratamento tópico tradicional (como corticoides e hidratantes), terapias sistêmicas em casos moderados a graves, incluindo medicamentos imunobiológicos como o dupilumabe, já incorporado ao SUS pelo Ministério da Saúde. Esses tratamentos são mais modernos e atuam na causa inflamatória da doença, oferecendo uma melhora significativa em muitos casos. 

De acordo com a Dra. Giovanna, o tratamento tem potencial para transformar a vida do paciente. “Ao controlar melhor a inflamação e os sintomas, o paciente passa a dormir melhor, sente menos coceira, tem melhora da autoestima e maior liberdade para realizar suas atividades diárias”, ressalta. 

“Além disso, o acompanhamento contínuo reduz complicações e hospitalizações, melhorando o bem-estar físico, emocional e social.”

Por fim, ela reforça: “A inclusão desse tratamento no SUS representa um avanço não só no cuidado clínico, mas na valorização da qualidade de vida dessas pessoas. É um passo importante em direção à equidade na saúde dermatológica.”

 

Dra. Giovanna Funari (CRM-SP 168156 / CRM-MS 10582) - médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em 2014, com ampla experiência em cirurgia e dermatologia. Concluiu residência médica em Cirurgia Geral pelo SUS-SP no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, em 2017 (RQE-SP 69611 / RQE-MS 6311), e atua em Cirurgia Dermatológica desde 2018. Pós-graduada em Medicina Estética pelo ISBRAE (2022) e em Dermatologia pela mesma instituição (2025), a Dra. Giovanna une o olhar clínico à estética com foco na saúde integral dos pacientes. Desde 2025, realiza atendimentos dermatológicos pelo convênio HapVida em Dourados e também na Verte Clinique, em Santos (SP), reforçando sua atuação em diferentes regiões do país.



Alta no número de casos de síndromes respiratórias acende alerta e fisioterapia respiratória vira aliada no cuidado infantil

Técnica ajuda a reduzir internações e aliviar sintomas em casos de bronquiolite e outras complicações; especialista orienta pais com dicas práticas 

 

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) já confirmou mais de 10 mil casos relacionados às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), com 523 óbitos registrados, desde o início do ano. Esse número representa um aumento de 43% em relação ao mesmo período de 2024. Diante do avanço, o governo estadual decretou estado de alerta em saúde pública. Para conter esse aumento, medidas de prevenção e cuidado ganham destaque, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

 

Crianças pequenas, principalmente os bebês, estão entre os mais suscetíveis a complicações respiratórias, isso porque suas vias aéreas são mais estreitas e eles possuem pouca capacidade de eliminar secreções sozinhos. Nesse cenário, a fisioterapia respiratória surge como uma importante aliada no cuidado e recuperação de doenças como a bronquiolite e outras síndromes.

 

De acordo com a fisioterapeuta Juliana Muzzillo, especialista na área, esse tipo de tratamento utiliza técnicas específicas e adaptadas à idade da criança, com o objetivo de reduzir a congestão pulmonar e aliviar sintomas como a falta de ar. “Tudo isso contribui para uma respiração mais eficiente e confortável, além de melhorar a oxigenação e a função pulmonar do paciente, o que acelera a recuperação e pode até diminuir a necessidade de medicamentos como broncodilatadores ou antibióticos”, explica.

 

Além disso, a fisioterapia pode ser indicada em diferentes fases da doença. Nos casos leves, a atuação precoce pode evitar o agravamento do quadro. Durante a internação hospitalar, o tratamento contribui diretamente para a melhora clínica e redução do tempo de permanência. E no pós-alta, o acompanhamento fisioterapêutico ajuda a prevenir recaídas, principalmente em crianças com histórico de infecções respiratórias frequentes. 


Pixabay
Redução de internações e complicações

Outro benefício importante da fisioterapia respiratória é a redução de complicações e do tempo de hospitalização. “Ao facilitar a limpeza das vias aéreas e melhorar a ventilação, diminuímos o risco de agravamento do quadro, como infecções secundárias ou necessidade de oxigenoterapia prolongada. Isso torna a recuperação mais rápida e segura”, explica a fisioterapeuta Juliana.

 

No atual cenário epidemiológico do Paraná - com estimativa de mais de 26 mil casos de SRAG em 2025 -, a incorporação da fisioterapia respiratória no cuidado de crianças ganha ainda mais relevância. Trata-se de uma prática segura, não invasiva e altamente eficaz, que oferece conforto e qualidade de vida ao paciente e tranquilidade à família.

 

Para a especialista Juliana Muzzillo, mais do que tratar, é preciso educar e prevenir. “Quando bem orientados, pais e responsáveis conseguem adotar medidas simples que fazem toda a diferença. A fisioterapia respiratória é uma aliada valiosa nesse processo, tanto no combate às doenças quanto na promoção da saúde respiratória das crianças”, afirma.


 

Prevenção também é tratamento


Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de bronquiolite, asma, resfriados e gripes, a fisioterapia respiratória pode ser usada de forma preventiva. Isso é ainda mais relevante para crianças com fatores de risco, como prematuridade, alergias ou contato frequente com ambientes fechados, como creches. “As sessões preventivas ajudam a manter as vias aéreas limpas, fortalecem a musculatura respiratória e ainda orientam os pais sobre cuidados em casa”, aponta Juliana.

 

A especialista também compartilha três dicas simples e eficazes para que pais e responsáveis ajudem a proteger a saúde respiratória das crianças durante os meses mais frios:

 

  1. Ambiente arejado e limpo: mantenha a casa ventilada, mesmo nos dias frios, e evite acúmulo de poeira. Cortinas, tapetes e bichos de pelúcia devem ser higienizados com frequência. O uso excessivo de aquecedores, que ressecam o ar, também deve ser evitado.
  2. Hidratação constante: oferecer água regularmente é essencial, mesmo que a criança não peça. A boa hidratação mantém as secreções mais fluidas, facilitando sua eliminação pelo organismo.
  3. Higiene nasal diária: a lavagem com soro fisiológico ajuda a remover impurezas e secreções, prevenindo a obstrução das vias respiratórias e possíveis infecções. 


Juliana Muzzillo Lopes – fisioterapeuta, formada pela PUC-PR desde 2007, especializada em raciocínio clínico avançado, tração cíclica, manejos no tratamento as deformidades da coluna neuropedriatrica, laserterapia, reabilitação ocular e vestibular e Reeducação Tóraco Abdominal (RTA) para COVID 19. É proprietária da PhysioConfort e também trabalha com fisioterapia domiciliar para o atendimento dos pacientes, em Curitiba e região metropolitana.
@fisiojumuzzillo



Doença Falciforme: cinco fatos que você deveria saber sobre uma das patologias hereditárias mais comuns na população

Anualmente, cerca de 3,5 mil bebês nascem com a doença no paísi 

 

A doença falciforme é a patologia hereditária monogênica, ou seja, que afeta um único gene, mais frequente no Brasil e no mundoii. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, lembrado anualmente em 19 de junho, tem como objetivo dar visibilidade à patologia que pode causar anemia crônica, crises dolorosas associadas ou não a infecções, retardo do crescimento, infecções e infartos pulmonares, acidente vascular cerebral, inflamações e úlcerasi.

 

A doença falciforme pode causar graves quadros de anemia e, se não diagnosticada de forma precoce, pode levar ao óbito 

A patologia afeta os glóbulos vermelhos do sangue, levando as hemácias a adquirirem formato de foice, o que causa anemia crônica, obstrução vascular, episódios de dor e lesão de órgãosii. Segundo estudo realizado com base nos dados das certidões de óbito registradas no país entre 2015 e 2019, a doença falciforme está associada a uma redução de 37 anos na expectativa de vida. Ainda de acordo com a pesquisa, a estimativa é que hoje existam 60 mil pessoas vivendo com a condição no Brasiliii. O reconhecimento tardio dessas doenças pode levar à morte nos primeiros anos de vida.

 

O principal meio de diagnóstico é o Teste do Pezinho 

Para o tratamento adequado, o diagnóstico precoce é essencial. A doença falciforme pode e deve ser diagnosticada nos primeiros momentos de vida pelo Teste do Pezinho para o rápido direcionamento a exames, acompanhamento e tratamentos para amenizar seus impactos.

"É fundamental que a sociedade esteja ciente dos desafios enfrentados pelos indivíduos com doença falciforme. A condição causa muitas complicações agudas e crônicas ao longo da vida do paciente. O primeiro passo para lidar com esse desafio é a triagem neonatal, essencial para identificação dos casos e correto encaminhamento para centros de referência para acompanhamento regular, realização de exames e recebimento de toda atenção necessária. Só assim o paciente conseguirá ter melhores condições de vida com uma doença que, na maioria dos casos, o acompanhará por toda a vida", ressalta a Dra. Ana Cristina Silva Pinto, médica da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) e professora da Universidade de São Paulo (USP).

 

A doença falciforme possui tratamento e há chance de cura 

Os pacientes contam com medicamentos que mantêm as hemácias redondas ou controlam infecções. Também podem fazer transfusões de sangue regulares para minimizar efeitos da doença. Essas terapias oferecem a possibilidade de um cotidiano com mais qualidade de vida. A cura é possível apenas em casos muito específicos, em que é indicado o transplante de medula para quem possui doador compatível, mas, mesmo nessas situações, o médico deve acompanhar o paciente continuamenteii.

 

Embora seja uma anemia, o excesso de ferro no sangue é uma ameaça para portadores da doença 

A sobrecarga de ferro é perigosa, sendo o comprometimento cardíaco uma das principais complicações associadas ao quadroii. As transfusões recorrentes podem levar ao acúmulo de ferro no sangue, já que o mineral presente no sangue transfundido não é eliminado de forma natural pelo organismo. "A sobrecarga crônica de ferro pode causar danos irreversíveis em órgãos vitais, como o coração e o fígado", aponta a Dra. Ana Cristina Silva Pinto. Tradicionalmente, a terapia de quelação, feita com medicamentos que ajudam a eliminar o excesso de ferro do corpo tem sido a abordagem padrão. "Caso o paciente apresente alguma intolerância ou contraindicação a um quelante, pode-se trocar a terapia por outro", explica a médica especialista em Hematologia e Hemoterapia.

 

Ter o gene da doença falciforme não significa que a pessoa desenvolverá a patologia 

O único meio de transmissão da doença falciforme é entre gerações. Como a condição é recessiva, para desenvolver a doença a pessoa precisa herdar duas cópias defeituosas do gene (uma de cada progenitor). Não há a possibilidade de transmissão da enfermidade pelo contato com outras pessoas.

  



Grupo Chiesi
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Chiesi Brasil
www.chiesi.com.br





Referências Bibliográficas

[1] Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde [homepage na internet]. 27/10 – Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes [acesso em 11/06/25]. Disponível em: Link

[1] Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária [homepage na internet]. Manual de diagnóstico e tratamento de doenças falciformes. Brasília (DF): Anvisa; 2002. p.9-11 [acesso em 16 Junho 2025]. Disponível em: Link

[1] Rodolfo Delfini Cançado, Fernando Ferreira Costa, Lopes C, Celina Borges Migliavaca, Maicon Falavigna, Rocha C, et al. Estimated mortality rates of individuals with sickle cell disease in Brazil: real-world evidence. Blood Advances [Internet]. 2023




7 dicas para aproveitar as festas juninas sem atrapalhar a dieta

Milho cozido e pipoca são ótimas opções de petisco
Crédito: Freepik
O médico Danilo Almeida compartilha orientações para manter o equilíbrio sem abrir mão das comidas típicas.

 

As festas juninas são uma das tradições mais amadas do Brasil — e com razão. Bandeirinhas, quadrilhas, fogueiras e, claro, aquela variedade de comidas típicas que despertam a memória afetiva de qualquer um. Mas para quem está em processo de emagrecimento ou tentando manter uma alimentação equilibrada, os exageros alimentares dessa época podem parecer um desafio. 

Paçoca, canjica, pé de moleque, arroz-doce, bolos e caldos são verdadeiras estrelas do arraiá, mas também costumam vir acompanhados de grandes quantidades de açúcar, gordura, sal e ingredientes ultraprocessados. O resultado? Sensação de estufamento, inchaço, culpa… e muitas vezes a falsa impressão de que “todo o progresso foi perdido”. 

A boa notícia é que não é preciso abrir mão da festa para manter a saúde e os resultados em dia. Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e responsável pela Clínica Versio (ES), o segredo está em fazer escolhas conscientes e entender que equilíbrio não é sobre restrição, e sim sobre estratégia. “Com atenção ao corpo, hidratação adequada e escolhas mais inteligentes, é totalmente possível aproveitar os quitutes juninos sem sabotagens e sem neuras”, afirma. 

Para isso, o Dr. Danilo Almeida lista 7 orientações práticas para quem quer curtir o melhor das festas juninas com leveza e consciência:

 

1. Não vá para a festa com fome

Chegar ao evento de estômago vazio aumenta o risco de exagerar. Faça refeições equilibradas ao longo do dia, com boas fontes de proteína, vegetais e gorduras saudáveis. Isso garante saciedade e reduz o impulso de “atacar” tudo que vê pela frente.

 

2. Escolha com intenção

Você não precisa provar tudo. Foque em dois ou três pratos que realmente te trazem prazer e consuma com calma, saboreando. “Planejamento alimentar não é privação, é inteligência nutricional”, reforça o médico.

 

3. Prefira preparações mais naturais

Milho verde, batata-doce, pipoca sem excesso de óleo e caldos caseiros são ótimas opções. Evite pratos com muita calda, leite condensado ou coberturas artificiais. Quanto mais simples, melhor para sua saúde intestinal e hormonal.

 

4. Prove em pequenas quantidades

Em vez de um prato cheio de tudo, sirva porções menores e compartilhe. Isso ajuda no controle sem te afastar da experiência. Dividir é uma forma de cuidar de você e ainda criar boas memórias.

 

5. Beba com consciência (e intercale com água)

Quentão, vinho quente e licores juninos costumam ter muito açúcar. Se decidir consumir, vá com moderação e intercale com bastante água. A hidratação reduz a sobrecarga no fígado, melhora a digestão e ajuda a controlar a compulsão.

 

6. Cuidado com a “marmitinha” do pós-festa

Levar doces e sobras pra casa é tradição em muitas famílias. Mas isso pode prolongar os excessos por dias. “Às vezes, dizer não à marmita é o verdadeiro gesto de autocuidado”, comenta Danilo.

 

7. No dia seguinte: foco na hidratação e leveza

Se exagerou, tudo bem. O segredo é retomar a rotina com leveza, consistência e muita água. O médico explica que nas 72 horas após a festa, é comum notar um aumento de peso na balança. Segundo ele, na maioria dos casos, não é gordura, e sim retenção de líquidos causada pelo excesso de sódio, açúcar e álcool. “Aumente a ingestão de água nesses dias para ajudar o corpo a eliminar o inchaço e desinflamar. Combine isso com refeições leves, sono de qualidade e, se possível, algum movimento físico”, orienta. 

O mais importante, de acordo com o expert em nutrologia, é ter em mente que alimentação saudável se constrói ao longo do tempo, e não depende de um único evento. Abrir exceções em momentos especiais não é um problema. O que faz diferença é a constância das suas escolhas no dia a dia. “Aproveite a festa com consciência e volte ao seu ritmo no dia seguinte. É assim que os resultados se tornam sustentáveis”, finaliza o médico Danilo Almeida. 

 

Danilo Nunes Almeida (CRM/ES 17592) - médico pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e pós-graduando em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa. Atua com foco em emagrecimento, saúde hormonal, saúde intestinal e medicina de precisão. Fundador da Clínica Versio, localizada em Vitória (ES), é especialista em transformar dados clínicos, como genética, microbiota e hipersensibilidades alimentares, em estratégias de tratamento personalizadas, com foco em resultados reais e sustentáveis.

 

Vírus Sincicial Respiratório: risco aumentado no inverno, especialmente entre idosos1-3


VSR é responsável por quase metade das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil em 20254

Com alta de casos, especialistas recomendam vacinação e cuidados redobrados com a transmissão1,8

 

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, cresce a preocupação com as doenças respiratórias, especialmente com a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).1-3 Embora seja mais conhecido por causar bronquiolite em crianças pequenas, o VSR também representa um risco significativo para idosos, principalmente aqueles com doenças crônicas, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).1,2 

Segundo dados do Boletim Epidemiológico InfoGripe referente a Semana Epidemiologica 21, divulgado pela Fiocruz, foram notificados 40.363 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), este ano, no Brasil. Destes, 45% foram causados pelo VSR nas quatro semanas anteriores ao dia 25 de maio, além de 35% de Influenza A e 14% de Rinovírus. Em relação aos óbitos por SRAG neste mesmo período, 66% foram causados por Influenza A e 14% pelo VSR.11 

“O VSR é um vírus que co-circula com outros agentes respiratórios, como influenza e SARS-CoV-2, mas que pode ter um impacto ainda maior entre os idosos e portadores de doenças crônicas”, alerta a infectologista Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), líder médica de vacinas da GSK. “O sistema imunológico se enfraquece com o envelhecimento, tornando essa população mais vulnerável a quadros graves, como pneumonia, que podem levar até mesmo ao óbito.” 

Estima-se que, globalmente, 64 milhões de pessoas sejam afetadas anualmente pelo VSR, incluindo adultos com doenças crônicas.5 Estudos indicam que indivíduos com DPOC têm até 13 vezes mais risco de hospitalização devido a complicações do VSR; pessoas com Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), até 7,6 vezes mais; portadores de diabetes, até 6,4 vezes; e aqueles com asma, até 3,6 vezes.6 

Um aspecto importante é que as crianças pequenas, que frequentemente são infectadas pelo VSR, podem transmitir o vírus aos adultos mais velhos, como os avós. Indivíduos que convivem com crianças infectadas pelo VSR têm mais chance de contrair o vírus em casa. É a chamada infecção intradomiciliar. Pesquisas apontam que pessoas em contato com crianças com VSR tem 22,6 vezes mais chances de apresentar infecção por esse vírus.7 

A transmissão ocorre de maneira semelhante à gripe e à COVID-19, através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, pelo contato próximo ou por superfícies contaminadas.8,9 Uma pessoa infectada pode transmitir o VSR por até oito dias e, em casos de imunossupressão, por até quatro semanas após o desaparecimento dos sintomas. Além disso, a transmissão pode ocorrer um ou dois dias antes do surgimento dos primeiros sinais da infecção.8,9 

“Um dos desafios relacionados ao VSR é o subdiagnóstico em adultos, já que os sintomas podem ser confundidos com um simples resfriado, como coriza, tosse, febre e mal-estar, e raramente são realizados testes laboratoriais para identificação do vírus, já que não há tratamento específico para a maior parte das infecções respiratórias virais, e o manejo é apenas o uso de medicamentos para aliviar sintomas”, destaca a Dr. Lessandra. 

A vacinação é uma das principais formas de proteção contra o VSR, especialmente para os indivíduos que percentem aos grupos de risco.10 Além disso, medidas simples podem ajudar a evitar a disseminação do vírus, tais como lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto com as mãos não higienizadas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato próximo com pessoas doentes, limpar e desinfetar superfícies de uso frequente, ficar em casa quando apresentar sintomas.8 

“Estamos em uma época do ano em que o risco de infecções respiratórias aumenta consideravelmente. A prevenção é fundamental, principalmente para proteger, além de crianças, os adultos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas”, conclui a infectologista. 

 

 GSK

 

Referências:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vírus sincicial respiratório (VSR). Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025;
  2. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025;
  3. PREFEITURA DE SÃO PAULO. Doenças típicas de inverno. Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025;
  4. FIOCRUZ. INFOGRIPE. Monitoramento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados no SIVEP-Gripe - SE-21. Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025;
  5. NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES. Respiratory Syncytial Virus (RSV). Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025;
  6. Branche AR, Saiman L, Walsh EE, et al. Incidence of respiratory syncytial virus infection among hospitalized adults, 2017–2020. ClinInfect Dis. 2022;74(6):1004-1011. doi:10.1093/cid/ciab595;
  7. Moreira LP, Watanabe ASA, Camargo CN, Melchior TB, Granato C, Bellei N. Respiratory syncytial virus evaluation among asymptomatic and symptomatic subjects in a university hospital in Sao Paulo, Brazil, in the period of 2009-2013. Influenza Other Respir Viruses. 2018 May;12(3):326-330;
  8. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link> Acesso em: MAIO/2025;
  9. MAYO CLINIC. Respiratory syncytial virus (RSV). Symptoms and causes. Disponível em: <Link> Acesso em: MAIO/2025;
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <Link>. Acesso em: MAIO/2025.
  11. Ministério da Saúde; Vigilância das síndromes gripais; Secretaria de
    vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim infogripe S21 2025; Dísponível em:
    Informe SE 21 de 2025 | Vigilância das Síndromes Gripais Influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública | Edição ampliada — Ministério da Saúde


Material dirigido ao público geral. Por favor, consulte o seu médico.


Reposição hormonal na menopausa: o segredo para manter corpo, mente e desejo vivos após os 40

A ciência já provou: repor os hormônios no momento certo pode prevenir doenças, manter o corpo forte e preservar sua identidade ao longo do tempo.

 

A menopausa ainda é tratada, em muitas rodas, inclusive médicas, como um “processo natural da vida da mulher”. Mas o que isso realmente significa? Que ela deve simplesmente aceitar os calores intensos, a insônia, o ganho de peso, a perda de libido, as falhas de memória e a fadiga como parte do pacote da maturidade? 

Para o médico Dr. Arthur Victor de Carvalho, especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal, essa visão está ultrapassada e custando caro à saúde e à autonomia feminina. “Não se trata de combater o envelhecimento, mas de entender que o declínio hormonal não é apenas um evento biológico. É o início de uma série de perdas funcionais, cognitivas e emocionais que, se não forem tratadas, podem comprometer décadas de qualidade de vida”, explica o médico. 

Por isso, a reposição hormonal bem indicada não é um luxo. É uma estratégia de saúde, prevenção e liberdade.
 

E o momento ideal para começar?

Diferente do que muitos pensam, a reposição hormonal feminina se baseia mais pelos sintomas do que pelos exames, ou seja a partir do momento que se iniciam os sintomas, essa paciente ja tem indicação de iniciar TRH. O termo refere-se ao início do climatério, fase em que os níveis hormonais já começam a oscilar mesmo que a menstruação ainda esteja presente.
 

1. Hormônios são mais do que fertilidade: eles afetam o cérebro, os músculos e o prazer

A queda do estradiol e da testosterona impacta diretamente o funcionamento cerebral, a força muscular e a sexualidade. Segundo o Dr. Arthur, muitas mulheres chegam ao consultório relatando perda de foco, lapsos de memória, exaustão emocional, além de um cansaço inexplicável durante o dia. “E elas geralmente acham que o problema é estresse, ou que estão ficando deprimidas. Mas, na maioria das vezes, é o corpo pedindo socorro diante da deficiência hormonal.” 

Além disso, a libido, que muitas acreditam “desaparecer com a idade”, é profundamente regulada pela testosterona, um hormônio que as mulheres também produzem, mas que costuma ser negligenciado pela medicina tradicional.

“Reposição hormonal é devolver à mulher sua energia vital. Não estamos falando de juventude estética, mas de potência física, mental e emocional”, afirma.

 

2. Reposição precoce ajuda a prevenir doenças que chegam com a idade

A partir da menopausa, aumentam os riscos de doenças silenciosas, como osteoporose, sarcopenia (perda de massa muscular), síndrome metabólica, diabetes tipo 2, eventos cardiovasculares e até demências como Alzheimer. 

Estudos publicados em revistas como o Journal of the American College of Cardiology e o Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism apontam que mulheres que iniciam a terapia hormonal nas primeiras fases do climatério apresentam menores taxas de doenças cardiovasculares, melhor performance cognitiva e menor perda óssea. 

“Não é só sobre se sentir melhor. É sobre evitar fraturas, internações, perda de autonomia e até diagnósticos que limitam profundamente a velhice”, explica o especialista.
 

3. Envelhecer com autonomia é poder continuar fazendo o que você ama por muito mais tempo

Imagine chegar aos 70 anos com a mesma disposição para praticar esportes, dançar, viajar, liderar projetos, manter uma vida sexual ativa e ser emocionalmente estável. 

Para muitas mulheres, esse cenário ainda parece um delírio. Mas ele é possível e começa com escolhas feitas décadas antes. 

“Quem cuida da sua saúde hormonal aos 40 pode colher frutos de liberdade física e mental aos 80 ou 90. E isso tem a ver com longevidade funcional, algo que vai além de não estar doente: é sobre ter energia para viver plenamente”, afirma Dr. Arthur.
 

A verdade que muitas mulheres não ouviram a tempo: menopausa não é o fim da linha é o começo de uma nova fase, se bem conduzida

A ideia de que “toda mulher passa por isso” e que “é só uma fase” precisa ser revista. A menopausa pode ser, sim, o início de um novo ciclo, mas somente quando a mulher tem acesso à informação, suporte especializado e um plano de cuidado individualizado. 

A modulação hormonal feita com acompanhamento médico, exames e protocolos atualizados é segura, respaldada por estudos internacionais e, acima de tudo, eficaz.
 

Para quem é a reposição hormonal?

Nem toda mulher será candidata ideal, mas a maioria pode se beneficiar, desde que tenha uma avaliação criteriosa e um acompanhamento contínuo. Há diferentes formas de reposição, oral, transdérmica, implantes subcutâneos e diferentes combinações hormonais, dependendo do histórico clínico e da fase da vida. 

Por isso, é essencial buscar profissionais especializados em modulação hormonal e que estejam atualizados com as diretrizes da medicina funcional e preventiva. 

O Dr. Arthur Victor de Carvalho conclui: “Quanto mais cedo a mulher entende seu ciclo hormonal e se posiciona como protagonista da própria saúde, mais autonomia ela conquista para o futuro. E o futuro não precisa ser escuro, solitário ou apagado. Com o suporte certo, ele pode ser lúcido, prazeroso e vital.” 


Dr. Arthur Victor de Carvalho - médico especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal. Atua com foco na saúde da mulher moderna, unindo ciência, escuta e individualização para devolver às pacientes o que a medicina tradicional muitas vezes ignorou: vitalidade, bem-estar e liberdade para envelhecer com potência.


18 de junho de 2025 – Dia Mundial do Orgulho Autista

Desenvolvimento de fala e linguagem é um dos maiores desafios para portadores de TEA

 

O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, é mais do que uma data de conscientização: é um chamado à ação. Criada em 2005 pelo grupo Aspies for Freedom (Reino Unido), a data tem o propósito de ampliar a compreensão da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover a valorização da neurodiversidade, ou seja, a ideia de que o cérebro humano funciona de diversas maneiras — todas legítimas e dignas de respeito. 

Na data, destaca-se a importância de respeitar as características únicas de cada pessoa, promovendo inclusão, acessibilidade e condições adequadas de diagnóstico e intervenção ao longo de toda a vida. E um dos aspectos mais importantes para a inclusão é o desenvolvimento de fala e linguagem. 

A Dra. Mônica Simons Guerra, especialista em Foniatria, uma especialidade da Otorrinolaringologia, reforça que o desenvolvimento da fala e da linguagem está diretamente ligado à comunicação social — um dos critérios diagnósticos centrais do TEA. Frequentemente, os primeiros sinais observados pelas famílias envolvem a linguagem: ausência de fala, ecolalia (repetição de palavras), dificuldades de reciprocidade ou padrões atípicos de comunicação. 

Por isso, é essencial contar com avaliação foniátrica precoce, que possa traçar caminhos terapêuticos personalizados, respeitando o tempo, potencialidades e necessidades de cada criança. A linguagem vai muito além da fala — ela impacta o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e a autoestima. 

"Promover o direito à linguagem é promover o direito de ser ouvido, compreendido e incluído", afirma a especialista.

 

Números e desafios 

Segundo o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE em maio de 2025, 2,4 milhões de brasileiros declararam diagnóstico de TEA, o que representa 1,2% da população. A prevalência é ainda maior entre crianças de 5 a 9 anos, com 2,6%. Esses números refletem uma maior conscientização social e avanços na detecção, especialmente na infância. 

No entanto, o Censo também revelou um dado preocupante: apesar da taxa de escolarização entre autistas ser superior à da média populacional, há uma alta taxa de analfabetismo funcional entre pessoas com TEA acima de 25 anos. Isso mostra que estar na escola não garante, por si só, o desenvolvimento pleno de habilidades fundamentais como linguagem, leitura e escrita — pilares para a autonomia, inclusão e uma vida adulta com qualidade.

 

O que representa o 18 de junho: 

  • Orgulho e afirmação de identidade
    O dia convida a celebrar a singularidade das pessoas autistas, reconhecendo que o TEA não é uma doença, mas sim uma condição do neurodesenvolvimento que deve ser compreendida e respeitada.
     
  • Luta por políticas públicas eficazes
    A data reforça a necessidade de acesso a terapias especializadas, profissionais capacitados, ambientes escolares inclusivos e oportunidades de trabalho adaptadas para o espectro.
     
  • Desconstrução do capacitismo
    O orgulho autista enfrenta estereótipos e desafia a ideia de “normalidade” imposta pela sociedade, promovendo uma cultura que valorize a diferença como potência.

Pode amamentar deitada? Especialista explica quando é seguro, quais os riscos e como fazer da forma correta

Posição é confortável, especialmente à noite ou após cesárea, mas exige atenção para evitar riscos como engasgo, pega incorreta e até sufocamento. Dra. Alessandra Paula orienta como amamentar com segurança deitada
 

Você já se perguntou se pode amamentar deitada? A cena é comum: mãe cansada no meio da noite, bebê querendo mamar, e a dúvida pairando sobre o travesseiro. A boa notícia é: sim, é possível e pode até ser muito benéfico. Mas, como alerta a fisioterapeuta Dra. Alessandra Paula, especialista em pós-parto e aleitamento humano, alguns cuidados são essenciais para garantir a segurança e o sucesso da amamentação nessa posição.

“Desde os primeiros dias de vida, o bebê pode ser amamentado deitado, desde que o corpo dele esteja bem alinhado e a mãe se sinta segura. Essa posição é muito útil no pós-parto, principalmente para quem passou por cesárea ou está exausta”, afirma a especialista, fundadora da Clínica Cria.


Quando amamentar deitada é uma boa escolha:

  • Pós-cesárea ou episiotomia
  • Mãe com dores ou fadiga intensa
  • Madrugadas frequentes de amamentação
  • Sono compartilhado com orientação

Amamentar deitada ajuda no descanso, promove relaxamento e pode até facilitar que mãe e bebê voltem a dormir após a mamada. É uma prática alinhada à amamentação responsiva e ao sono seguro, quando feita corretamente.

Mas atenção: há riscos se a posição for inadequada. Os principais problemas surgem quando o bebê é mal posicionado, o que pode levar a:

  • Pega incorreta (gerando dor e fissuras)
  • Engasgo por má coordenação entre sugar e respirar
  • Drenagem ineficiente da mama
  • Risco de sufocamento se a mãe dormir profundamente e não perceber a posição do bebê

“Não é a posição em si que causa engasgo ou sufocamento, e sim a forma como ela é executada. O bebê deve estar de lado, barriga com barriga com a mãe, cabeça e tronco alinhados, nariz livre e queixo encostado na mama”, orienta Dra. Alessandra.
 

Dicas para amamentar deitada com segurança

  • Retire travesseiros, mantas soltas e objetos macios de perto do bebê
  • Mantenha o bebê bem posicionado: de lado, alinhado com a mãe
  • Use o braço inferior da mãe para dar leve suporte às costas ou quadril do bebê
  • Verifique se o nariz está livre e o queixo tocando o seio
  • Se a mãe estiver muito sonolenta ou sob efeito de sedativos, prefira amamentar sentada ou com apoio

Nos primeiros dias, pode ser um desafio. “Para mães de primeira viagem, é comum levar um tempo até encontrar conforto na posição deitada. A dica é: alinhar o bebê com calma, buscar ajuda de uma consultora de amamentação e respeitar o tempo de adaptação”, reforça a fisioterapeuta.

O segredo está no equilíbrio entre conforto e segurança. Amamentar deitada é uma ferramenta poderosa, mas exige atenção e informação. “Com o ambiente certo e o posicionamento correto, essa prática pode trazer mais descanso, fortalecer o vínculo e tornar a jornada da amamentação muito mais leve”, conclui Dra. Alessandra.

 


Alessandra Paula Santos Fisioterapeuta - CREFITO 392075-F - Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santo Amaro. Especialista em Amamentação pelo Hospital Albert Einstein. Especialista em aleitamento humano e seus obstáculos pela escola Bianca Balassiano Cursos extras em aleitamento materno nível avançado: Cirurgias mamárias, Hiperlactação, Desmame, Uso de Fitoterápicos, Síndrome de Down, Fissura Palatina. Pelo Instituto Mame Bem.Especialista em Fotobiomulação (laser e led). Terapias combinadas/Eletrotermoterapia (ultrassom e correntes elétricas) para manejo de dor e regeneração celular em pós-operatório. Especialista em Taping pós-parto e recuperação cirúrgica. Criadora do método Descomplicando a Amamentação, com mais de 500 alunos. Fundadora da Clínica Cria, única clínica do país dedicada ao aleitamento humano e cuidados com recém-nascidos.


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