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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Calor e baixa umidade podem agravar o olho seco

Os sintomas são visão embaçada, sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e fotofobia.

 

Previsão do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica que até 17 de novembro continua predominando no Brasil a onda de calor que chegou ao País antes do verão iniciar. Pior: A estimativa da OMM (Organização Mundial de Meteorologia) é de que este ciclo climático se estenda até abril. Os meteorologistas também afirmam que em 2024 a temperatura vai ser ainda mais elevada. O INMET também prevê para esta semana que diversas partes do Brasil entrem em estado de alerta. Isso porque a umidade do ar deve variar de 12 a 20%, e a temperatura vai permanecer 5º C acima da média, indicando alto risco para a saúde. 

Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, afirma que os olhos, pele e sistema cardiovascular são os mais afetados pelo calor intenso. Nos olhos, o principal efeito do calor é a síndrome do olho seco que afeta 24% dos brasileiros. A síndrome, explica, é uma alteração na quantidade ou qualidade da lágrima que tem a função de lubrificar, oxigenar, alimentar e proteger a superfície dos olhos das agressões externas.

 

Sintomas e tipos de olho seco

Queiroz Neto afirma que a lágrima é composta por três camadas: aquosa, lipídica e de mucina. Os sintomas do olho seco são visão embaçada, sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e fotofobia, mas a síndrome pode ser assintomática em 11% dos casos, pontua. Isso porque, explica, o hábito de beber pouca água pode causar uma pequena deficiência na produção da camada aquosa da lágrima. Por ser a mais espessa, corresponde a 98% do filme lacrimal, uma al=redução pequena passa despercebida, explica.

 O oftalmologista afirma que a  maior redução da camada aquosa da lágrima  pode causar grave desconforto. Suas principais causas são  menopausa, andropausa, doenças autoimunes,  uso de antidepressivos,  anti-hipertensivos ou  antialérgicos. Este foi o caso de um paciente, J. M. que já tinha instilado vários tipos de   colírio lubrificante nos olhos que continuaram fisgando. Queiroz Neto conta que foi tratado com um implante de plugue biodegradável no canal lacrimal para diminuir a drenagem da lágrima e a necessidade de instilar colírio. 

O olho seco também pode ser do tipo evaporativo que responde por 70% dos casos. É causado pela obstrução das glândulas de Meibômio que ficam localizadas na borda das pálpebras e produzem a camada lipídica da lágrima que evitara evaporação da camada aquosa.

 

O risco das telas e outros fatores

O oftalmologista afirma que hoje o principal fator de risco do olho seco é o uso diário das telas por muitas horas. Isso porque, explica normalmente, piscamos cerca de vinte vezes por minuto e na frente do monitor de seis a sete vezes. Esta redução faz a lágrima evaporar mais rápido e atinge todas as idades.

Outros fatores de risco do olho seco são o baixo consumo de alimentos ricos em ômega3 – castanhas, nozes, sardinha, salmão e bacalhau , beber pouca água, uso incorreto de  lente de contato, diabetes, cicatrizes na córnea, ceratocone e blefarite.

 

Tratamentos

Queiroz Neto afirma que o olho seco pode ser tratado com colírios lubrificantes, implante de plugue lacrimal e aplicações de luz pulsada que estimulam a produção da camada lipídica da lágrima e apresentam alívio ao desconforto dos olhos desde a primeira aplicação, liberando o paciente do uso de colírios lubrificantes.

 

Prevenção

As 7 recomendações de Queiroz Neto para você manter seus olhos lubrificados são:

Nas telas pisque voluntariamente

Descanse os olhos olhando por 20 segundos a cada 20 minutos para um ponto distante de 20 polegadas ou 6 metros.

Posicione o computador abaixo da linha dos olhos para manter a superfície ocular mais lubrificada.

Desligue os equipamentos uma hora antes de ir dormir para ter uma boa noite de sono.

Limpe a borda das pálpebras com cotonete embebido em xampu neutro para evita a obstrução das glândulas e a blefarite.

Beba água. Hidratação nunca é demais. Protege os olhos, a pele e os rins.

Inclua ômega na dieta. As melhores fontes são: abacate, castanhas e peixes gordos como a sardinha, salmão e bacalhau.


DPOC: saiba como o cigarro eletrônico afeta sua saúde

 

Especialista dá quatro dicas sobre como parar de fumar


Os cigarros eletrônicos têm ganhado cada vez mais espaço entre os brasileiros. Segundo o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), o consumo desses dispositivos quadruplicou, entre 2018 e 2022, saltando de 500 mil para 2,2 milhões de usuários.

 

Existem diversos tipos de cigarros eletrônicos. Ao consumir, o usuário inala aerossóis gerados pelo aquecimento de um líquido que, geralmente, contém nicotina, além de outras substâncias tóxicas à saúde responsáveis por dar sabor ao fumo.

 

Um dos grandes problemas do consumo é a alta concentração de nicotina presente no dispositivo. De acordo com a Associação Médica Brasileira, fumar um cigarro eletrônico equivale a consumir 20 cigarros convencionais.

 

Segundo Clarissa Bercam, pneumologista do Hospital Metropolitano Vale do Aço, “o corpo sente todos os efeitos do fumo, principalmente o pulmão, alvo de diversas lesões causadas pelo tabagismo”, alerta a profissional.

 

Entre as lesões, a principal e mais perigosa é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), onde 80% dos casos são causados pelo tabagismo, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

 

Com o objetivo de conscientizar e reduzir a carga da doença, foi criado o Dia Mundial da DPOC, lembrado em 17 de novembro. Em alusão a data, Clarissa traz algumas medidas para combater o tabagismo e, assim, evitar a doença.

 

Como parar de fumar?

 

1. Busque apoio profissional: consulte um profissional de saúde para orientação e suporte. Existem programas e medicamentos que podem ajudar no processo.

 

2. Identifique gatilhos: identificar situações ou emoções que desencadeiam o desejo de fumar pode ser útil para evitar o habito. Desenvolva estratégias alternativas para lidar com essas situações.

 

3. Estabeleça metas pequenas: defina metas realistas para reduzir gradualmente o consumo de tabaco. Isso pode tornar o processo mais alcançável.

 

4. Adote um estilo de vida saudável: pratique exercícios regularmente, mantenha uma dieta balanceada e evite o consumo de álcool em excesso para melhorar a saúde geral. 

“Ao tomar medidas concretas para combater o tabagismo, os indivíduos podem contribuir não apenas para a redução do risco de DPOC, mas também para uma melhoria significativa na saúde pulmonar e geral”, indica a pneumologista.


Cirurgia robótica para câncer de próstata é alternativa para minimizar risco de impotência e incontinência

Especialista destaca que o procedimento eletrônico tem maior precisão e menos efeitos colaterais para o paciente 


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele não-melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina.  

De acordo com André Berger, urologista especialista em cirurgia robótica para o tratamento de doenças benignas e cânceres geniturinários, a cirurgia para retirada da próstata, chamada de Prostatectomia Radical, é uma das alternativas mais comuns no tratamento para o câncer nesse órgão. O procedimento envolve a remoção da próstata, das vesículas seminais e, em alguns casos, dos gânglios linfáticos que drenam a próstata. Segundo o especialista, que nos últimos anos contribuiu no desenvolvimento de diversos programas robóticos em hospitais aqui no país e no exterior, no Brasil cada vez mais essa cirurgia tem sido feita com o auxílio da tecnologia robótica. 

“Os resultados oncológicos (retirada do tumor) e funcionais (preservação da potência sexual e da continência urinária) estão entre os melhores do mundo. Em pacientes com doença localizada ao órgão, a retirada completa do câncer é de cerca de 90%. Ou seja, somada à experiência dos profissionais e à constante atualização na área, a tecnologia é uma importante aliada na recuperação e qualidade de vida dos pacientes”, afirma. 

O especialista explica que a cirurgia assistida por robô tende a ser mais precisa do que a convencional, porque o cirurgião tem acesso a imagens em alta definição e em três dimensões. “Os instrumentos são pequenos e com grau de flexibilidade superior ao punho humano, o que permite realizarmos movimentos delicados em áreas de difícil acesso”, detalha. 

André explica que quando se pensa no tratamento do câncer de próstata por meio da cirurgia, é necessário alcançar um equilíbrio entre o controle do tumor e a manutenção de funções importantes para o homem. E nesse sentido, a cirurgia robótica tem apresentado resultados promissores. “Entre os casos que já operei, nas 24 horas após a retirada da sonda, 75% dos pacientes retomam o controle urinário e 94% deles voltam a ter continência em três meses. A taxa de recuperação das ereções neste período chega a 82%”, revela.

 

André Berger - Urologista, Cirurgião Robótico e Professor. Com mais de 5000 procedimentos robóticos realizados, é considerado um dos profissionais mais experientes da área no Brasil. É especialista em cirurgia robótica para o tratamento de doenças benignas e cânceres geniturinários localizados na próstata, no rim e na bexiga. É coordenador do Núcleo de Robótica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Também é Coordenador Nacional de Urologia do Grupo Oncoclínicas e Professor Adjuntos no Departamento de Urologia da University of Southern California (USC), em Los Angeles. Nos últimos anos, o especialista também contribuiu no desenvolvimento de programas robóticos em dezenas de hospitais no Brasil e no exterior. Com mais de 60 estudos científicos publicados e apresentados em jornais e congressos nacionais e internacionais, o médico é constantemente convidado como professor visitante para realizar cirurgias demonstrativas, palestras, cursos e treinamentos. Para mais informações: Link


ABRAN Apoia Campanha "24 Horas Pelo Diabetes" que acontece neste sábado, 25

 


A Associação Brasileira de Nutrologia - ABRAN está ao lado do Conselho Brasileiro de Oftalmologia - CBO na campanha "24 Horas Pelo Diabetes", que acontecerá neste sábado, dia 25 de novembro, a partir das 9h.

O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de prevenir e tratar a doença, que pode causar Retinopatia Diabética, alterações provocadas pelo diabetes aos vasos sanguíneos, quando as veias e artérias se estreitam e suas paredes se tornam mais fracas e propensas a rompimentos, o que pode levar a uma cegueira parcial ou total. 

Estima-se que o diabetes atinja uma em cada 11 pessoas no mundo. No Brasil, houve um aumento de 60% nos diagnósticos, em um intervalo de 10 anos. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e evidenciam a gravidade da situação, globalmente. 

Para o Prof. Dr. Durval Ribas-Filho, médico nutrólogo, endocrinologista e presidente da ABRAN,  a parceria e apoio à iniciativa da CBO reforça a importância da campanha na conscientização da população no desenvolvimento de  doenças oculares, associadas ao diabetes, quando a Retinopatia Diabética é uma das mais preocupantes. "A prevenção  depende do controle do diabetes. Por isso, é fundamental que haja um diagnóstico precoce e tratamento para se evitar que milhares de pessoas sejam afetadas pela doença e corram o risco de perder a visão",  alerta.

Campanha on-line

24 Horas pelo Diabetes será uma maratona virtual, que envolverá palestras, debates, entrevistas e reportagens, além de um reforço extra de oftalmologistas de vários lugares do país, capitaneados pelo CBO, desenvolverão ações de atendimento presencial, com mutirões de atendimento para pessoas com diabetes, oferecendo exames específicos, para o diagnóstico precoce da retinopatia diabética. Os especialistas são voluntários, inclusive alunos de programas de residência, em contarão com o apoio de lideranças regionais em grupos organizados em diversos municípios do país.

Todas as atividades, que colocam a diabetes no centro das discussões, serão  transmitidas ao longo do dia 25 de novembro (sábado) pelo canal oficial do CBO no YouTube https://youtube.com/live/bKanZKsTQXs?feature=share e pelo site oficial da campanha www.24hpelodiabetes.com.br. Esta ação integra a programação do Novembro Azul, um movimento nacional que destaca os cuidados e a prevenção contra o diabetes.


Sobre a ABRAN

Criada em 1973, a  ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia – é uma sociedade de especialidade médica oficial do Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Comissão Nacional de Residência Médica e tem a função de promover a Educação em Nutrologia, para todos. Dentro desse contexto inclui-se a outorga para obtenção de título de especialista em Nutrologia, de acordo com as normas dos editais promovidos em conjunto com a AMB e CFM. 

 

Dia Nacional de Combate ao Câncer alerta para diagnóstico precoce da doença

 Descoberta do câncer na fase inicial aumenta significativamente a chance de cura

 

Em 27 de novembro, o Dia Nacional de Combate ao Câncer é celebrado anualmente para lembrar das lutas que são enfrentadas diariamente, por milhares de pessoas em todo o mundo, contra a doença, que é considerada, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o principal problema de saúde pública no mundo, sendo uma das principais causas de morte. A data criada pelo Ministério da Saúde em 1998, visa aumentar o conhecimento da população sobre a doença, e em especial, sobre a prevenção. 

No Brasil, o tumor maligno mais incidente é o de pele não melanoma, responsável por 31,3% dos casos. Na população feminina, o câncer de mama, que representa 10,5% dos casos, é o mais incidente e está na lista dos que mais levam à morte. Ainda de acordo com o INCA, o câncer de mama mata mais de 17 mil mulheres brasileiras por ano. Em homens, o câncer mais comum é o de próstata, ocupando a terceira posição entre os tipos mais frequentes de câncer no País, o que representa 10,2% dos casos. 

O INCA estima o surgimento de 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano entre 2023 e 2025, com destaque para o Sul e Sudeste, regiões que concentram cerca de 70% da incidência. Ao todo foram estimadas as ocorrências para 21 tipos de câncer mais incidentes. 

Embora o número seja expressivo, as chances de cura do câncer podem chegar a 90% uma vez que o diagnóstico é realizado precocemente. Por isso, no Dia Nacional de Combate ao Câncer, as plataformas que oferecem serviços de saúde como consultas médicas e exames, podem ser importantes aliadas na luta contra a doença. 

A VidaClass Saúde, por exemplo, oferece consultas e exames preventivos com a segurança e agilidade que um diagnóstico exige. A Healthtech, presente no mercado há nove anos, oferece serviços especializados por custos acessíveis, e utiliza a tecnologia para atender às demandas dos pacientes de forma simplificada, além de buscar evidenciar a questão da prevenção de doenças de maneira geral. 

Para Vitor Moura, CEO da VidaClass Saúde, proporcionar acesso descomplicado e ágil a serviços de saúde é essencial para a prevenção e na luta contra o câncer. “Nosso propósito é utilizar a tecnologia para tornar os serviços de saúde mais acessíveis e eficientes, especialmente quando se trata de prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Nesta data, especialmente, reforçamos o compromisso em ser uma aliada na luta contra essa doença, proporcionando serviços especializados de alta qualidade, seguros e ágeis, porque acreditamos que a prevenção é essencial para vencer essa batalha”.
 

Uma plataforma completa

Com o propósito cada vez mais claro de empoderar as pessoas em suas escolhas de serviços, a VidaClass Saúde possui contratação, agendamento e pagamento on-line, simplificando o processo de acesso à saúde, e disponibiliza diversos filtros e opções para que o público possa ter mais poder de decisão.

Além de oferecer consultas presenciais ou por telemedicina, exames e serviços que garantem internação hospitalar, vida e assistência, a Plataforma disponibiliza descontos e entrega em domicílio de medicamentos por meio da farmácia digital. 


VidaClass Saúde
Link

 

Sete estações da CPTM recebem ação em referência à campanha Novembro Azul neste sábado (25)

Iniciativa acontece em dois horários: 09h às 12h e das 13h às 16h

 

Neste sábado (25/11), quem passar pelas estações Mauá (Linha 10-Turquesa), Guaianases e Dom Bosco e Estudantes (Linha 11-Coral), São Miguel Paulista (Linha 12-Safira), Luz (Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral) e Guarulhos-Cecap (Linha 13-Jade) terá a oportunidade de participar da ação de saúde em referência à campanha Novembro Azul, em alerta contra o câncer de próstata.

Em parceria com o instituto Proz Educação, a iniciativa acontece das 09h às 12h e das 13h às 16h. Durante a atividade, alunos do curso de saúde da entidade farão aferições de pressão arterial (sem limite de atendimentos) e medição de glicemia capilar em pessoas com histórico de diabetes na família ou pessoas diabéticas (limitados a 100 por estação). Os passageiros também vão receber orientações sobre acompanhamento médico constante para identificar sinais da doença ainda em estágios iniciais.



Campanha Novembro Azul 2023

Inspirado no movimento criado nos países de língua inglesa, conhecido como MOVEMBER, que vem de Moustache November (Novembro de Bigode), e em analogia ao Outubro Rosa - campanha internacional de combate ao câncer de mama -, há pouco mais de uma década foi criado, no Brasil, o Novembro Azul, idealizado para conscientizar a população em relação ao câncer de próstata, o tumor maligno que mais acomete os homens (excetuando os cânceres de pele não-melanoma) e o segundo que mais mata.

No Brasil, segundo dados do INCA, foram diagnosticados mais de 65.000 casos em um ano e estima-se que a doença tenha provocado quase 16.000 óbitos, no período de 12 meses. Segundo dados, a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo sem sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem fator de risco, devem ir ao urologista e fazer os exames preventivos.



Ações de cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.


Serviço

Campanha Novembro Azul, parceria com a PROZ Educação
Data: Sábado, 25/11
Locais: Estações Mauá (Linha 10-Turquesa), Guaianases, Dom Bosco e Estudantes (Linha 11-Coral), São Miguel Paulista (Linha 12-Safira), Luz (linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral) e Guarulhos-Cecap (Linha 13-Jade)
Horários: das 09h às 12h e das 13h às 16h


Dormir bem é um dos segredos para uma vida saudável

Colchão e travesseiros certos, quantidade de horas ideais para dormir, desempenham um papel na saúde da coluna, no peso e geram bem-estar geral 

 

Dormir bem é um dos segredos para uma vida saudável. Colchão e travesseiros certos, quantidade de horas ideais para dormir, desempenham um papel na saúde da coluna, no peso e geram bem-estar geral. Ter uma boa noite de sono é mais do que simplesmente descansar; é uma necessidade fundamental para a saúde e o bem-estar. Estudos revelam que a quantidade adequada de sono desempenha um papel significativo no corpo como um todo, ajudando principalmente na saúde da coluna e no peso.

A quantidade de sono necessária pode variar de pessoa para pessoa, mas em média, os adultos devem mirar entre 7 a 9 horas de sono por noite para um funcionamento ótimo.

O doutor Maurício Martelletto, cirurgião e ortopedista da Clínica Pró-Movimento, enfatiza que a hora do sono precisa ser um ponto de atenção: “Quando dormimos, a coluna passa por diferentes estágios de relaxamento e recuperação, o que é essencial para manter sua saúde e funcionalidade”, explica.

Durante o sono, a coluna vertebral é beneficiada de várias maneiras que impactam em todo o organismo, explica o especialista:

Relaxamento Muscular: À medida que adormecemos, os músculos ao redor da coluna vertebral relaxam, aliviando a tensão que podem ter acumulado durante o dia. Isso permite que os discos intervertebrais se reidratem, recuperando parte da sua altura e elasticidade.

Alinhamento Postural: Encontrar uma posição de sono confortável é importante para manter o alinhamento adequado da coluna. Usar um colchão e travesseiro adequados ao seu tipo de corpo e preferências de sono pode ajudar a manter uma postura adequada durante o sono.

Reparação e Crescimento: Durante o sono, o corpo realiza processos de reparação e crescimento, incluindo a regeneração de células e tecidos. Isso também se aplica aos discos intervertebrais, que podem se recuperar de pequenos danos durante a noite.

Alívio de Dores: Para pessoas que sofrem de dor nas costas ou no pescoço, o sono adequado pode ajudar a aliviar temporariamente a dor, pois os músculos relaxam e a pressão sobre as estruturas da coluna diminui.

Posição: É importante ressaltar que a qualidade do sono e a posição de dormir desempenham um papel significativo na forma como a coluna vertebral é afetada durante o sono. Dormir em uma posição inadequada ou em um colchão de má qualidade pode causar ou agravar problemas na coluna.

Outro alerta do ortopedista é que dormir mal ou não obter a quantidade suficiente de sono pode ter um impacto negativo na regulação do peso.

Algumas razões pelas quais isso acontece incluem o Desequilíbrio Hormonal: a falta de sono pode afetar os hormônios que regulam o apetite, levando a desejos por alimentos ricos em calorias e carboidratos. Outro fator é a Redução do Metabolismo: porque, quando o corpo não descansa adequadamente, torna mais difícil queimar calorias. E a fadiga, que é resultante de noites mal dormidas, pode levar a uma diminuição na atividade física e na escolha de alimentos menos saudáveis.


Dr Maurício Martelletto – Ortopedia e Traumatologia CRM:72348/SP SBC:7166 Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Instagram: @clinicapromovimento

 

Novembro Azul: 3 tendências no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata

 Segundo Dr. Filipe Madeira, médico urologista parceiro da Docway, a ressonância magnética multiparamétrica e os testes genéticos são o futuro da detecção de tumores malignos de maneira precoce 


Por muitos anos, o exame de toque retal foi considerado um método padrão e amplamente indicado para a detecção de câncer de próstata. No entanto, descobertas recentes apresentadas no Congresso Anual da Associação Europeia de Urologia em Milão lançam dúvidas sobre a precisão desse procedimento como uma ferramenta confiável de triagem, especialmente para identificar casos em estágios iniciais da doença.

O estudo, conduzido pelo Centro Alemão de Pesquisa do Câncer em Heidelberg, aponta para mudanças sutis no tecido prostático, que podem ser muito pequenas para serem detectadas com um dedo. Diante dessas descobertas, as abordagens tradicionais estão sendo questionadas, e novas tendências no diagnóstico do câncer de próstata em fase inicial estão emergindo.

"Os avanços na compreensão do câncer de próstata estão redefinindo a forma como abordamos o diagnóstico. A descoberta de que o toque retal pode não ser tão preciso quanto pensávamos levanta questões importantes sobre a eficácia das práticas tradicionais. Estamos agora adotando uma abordagem mais holística, incorporando técnicas de imagem avançadas e análises genéticas para proporcionar diagnósticos mais precisos e personalizados. Essa evolução é fundamental para garantir opções de tratamento mais eficazes e minimamente invasivas, promovendo uma abordagem verdadeiramente centrada no paciente", aponta Dr. Filipe Madeira, médico urologista parceiro da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital. 

Confira abaixo 3 tendências no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata:


1. Técnicas avançadas de imagem

A ressonância magnética multiparamétrica emerge como uma ferramenta capaz de proporcionara uma visualização detalhada e precisa do tecido prostático. “Essa abordagem inovadora supera as limitações do toque retal, permitindo uma identificação mais acurada de lesões suspeitas”, destaca o médico urologista. A precisão dessas técnicas não apenas aprimora a detecção precoce, como também fornece informações cruciais para a elaboração de planos de tratamento personalizados.


2. Testes genéticos e marcadores moleculares

No cenário da medicina personalizada, essas ferramentas oferecem uma compreensão mais profunda das características genéticas da doença, permitindo uma abordagem mais precisa e personalizada no planejamento do tratamento. “Ao identificar subtipos específicos, é possível ajustar estratégias terapêuticas ao paciente com base nas suas características genéticas individuais, promovendo uma gestão mais eficaz da doença”, explica.


3. Abordagens cirúrgicas e terapêuticas menos invasivas

Oferecendo procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida, a cirurgia robótica proporciona precisão cirúrgica com dano mínimo aos tecidos circundantes. Terapias de feixe de prótons também ganham destaque, maximizando a eficácia do tratamento. Avanços em braquiterapia, inserindo fontes radioativas diretamente na próstata, complementam essas tendências, promovendo abordagens terapêuticas mais eficazes e centradas no bem-estar do paciente. 

Entretanto, o médico urologista ressalta que, apesar dos avanços nas técnicas de diagnóstico, é crucial reconhecer que nem todos os pacientes têm acesso imediato a essas inovações. “A mensagem central para os homens durante este mês é a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Não deixem de realizar consultas periódicas com o urologista, especialmente se tiverem fatores de risco. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. Lembrem-se de que cuidar da saúde é um ato de responsabilidade consigo mesmos e com aqueles que amam”, complementa Dr. Filipe Madeira.

  

Docway


Dia Nacional de Combate ao Câncer: desafios da oncologia de precisão no Brasil

Entraves financeiros, educacionais e culturais dificultam o acesso

 

Em 27 de novembro é realizado o Dia Nacional de Combate ao Câncer — uma data que tem objetivo de conscientizar a população brasileira sobre a doença. Nos últimos anos, vários avanços foram conquistados, entre eles está a genômica. Ela desempenha um papel fundamental na medicina atual, especialmente no campo da oncologia, pois possibilita desde diagnósticos oncológicos mais precisos até o desenvolvimento de tratamentos oncológicos personalizados, a exemplo do trastuzumabe para câncer de mama HER2-positivo. Contudo, o acesso às testagens genéticas ainda é um desafio no Brasil, tanto do ponto de vista financeiro, quanto educacional e cultural. 

Na última década, o conhecimento sobre a genômica do câncer avançou acentuadamente, tornando-se crucial para a oncologia por alguns motivos. Dentre eles, destacam-se o diagnóstico preciso, do tipo e subtipo de câncer do paciente; a personalização do tratamento, propiciando que os médicos escolham terapias específicas direcionadas aos genes mutados do paciente e, assim, aumentando a chance de sucesso do tratamento; identificação de marcadores de risco, utilizado na triagem precoce e adoção de medidas preventivas em pacientes de alto risco; monitoramento e progressão do câncer, importante para entender as mutações da doença; identificação de novos alvos terapêuticos, novos alvos moleculares que possibilitam o desenvolvimento de medicamentos direcionados e previsão de resposta ao tratamento, com base na genômica, os médicos conseguem prever como um determinado paciente responderá ao tratamento. 

Para Vagner Simões, Presidente da Illumina Brasil, a genômica capacita os médicos a tomarem decisões mais personalizadas e assertivas, melhorando os resultados dos pacientes e abrindo caminho para o desenvolvimento de terapias oncológicas mais eficazes e inovadoras. “A oncologia de precisão tem o potencial de melhorar a da eficiência dos tratamentos, reduzindo os efeitos colaterais e melhorando a qualidade de vida do paciente”, complementa Simões. 

No Brasil, a oncologia de precisão encontra alguns entraves. Embora haja um progresso na detecção e tratamento do câncer, o acesso e financiamento são barreiras significativas. É necessário que tenhamos mais estudos de custo-efetividade, comparando pacientes tratados com os protocolos atuais, em comparação com uma estimativa de escala de novos protocolos, visando contribuir para incorporação das novas tecnologias em larga escala1. 

Além do fator econômico, há também os entraves educacional e cultural. Ou seja, precisamos alavancar a conscientização sobre a importância das testagens genéticas na jornada do paciente oncológico, não apenas para o paciente, mas também para a classe médica. Tona-se cada vez mais necessária a mudança dos protocolos de tratamento da doença, assim como o investimento em educação médica continuada. 

“Hoje, as testagens genéticas são uma realidade apenas nos centros de excelência no tratamento oncológico. No entanto, as pessoas precisam saber que estes testes existem e o potencial que eles têm em mudar o desfecho do tratamento do paciente, aumentando muito a taxa de sucesso”, afirma Simões. 

Outro desafio, que implica em questões éticas e legais, é a privacidade dos dados genéticos, que em nosso País estão regulados pela LGPD, e a necessidade de profissionais de saúde capacitados para interpretar as análises genéticas.

  


Illumina
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Referência

1 – TEMPORÃO, JF et al. Desafios atuais e futuros do uso da medicina de precisão no acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2022. Disponível em: Link. Acesso em 29 de agosto de 2023.


Dia Nacional do Combate ao Câncer: Conheça as diferenças entre endometriose e câncer do endométrio

 Ginecologista diferencia as duas condições que afetam o aparelho reprodutor feminino e destaca a importância do diagnóstico precoce

 

Quando uma mulher é diagnosticada com endometriose, uma das dúvidas mais comuns é se a doença pode evoluir para o câncer de endométrio. Apesar de serem condições que afetam o aparelho reprodutor feminino, uma não está conectada à outra. A endometriose é causada quando o tecido que reveste o útero cresce fora dele. Esta condição não é cancerosa e não é mortal, mas pode afetar significativamente a qualidade de vida. 

De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada dez mulheres sofre de endometriose no Brasil. Cólicas, dores na relação sexual e infertilidade são alguns sintomas da doença. Sem tratamento, ela pode atingir formas graves, como a chamada endometriose profunda, que tem sintomas mais severos. 

A endometriose não é câncer e não costuma aumentar o risco de desenvolvê-lo. O câncer de endométrio é uma doença maligna motivada pela proliferação anormal das células do endométrio. Esse é o terceiro tumor ginecológico mais comum no país, superado apenas pelo câncer de colo do útero e de ovário. Em 2020, 1,9 mil mulheres morreram por câncer de endométrio no Brasil, segundo o Atlas da Mortalidade por Câncer, e mais de seis mil brasileiras podem ser diagnosticadas com a doença esse ano, de acordo com uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

Para o ginecologista Patrick Bellelis, colaborador do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, alguns sintomas podem confundir-se. “Apesar de serem patologias diferentes, a endometriose e o câncer de endométrio possuem sintomas semelhantes. Nos dois casos, a mulher pode ter sangramento vaginal incomum ou outro tipo de corrimento e dor pélvica. Porém, enquanto a endometriose pode causar infertilidade, isso é mais difícil de acontecer com quem tem câncer de endométrio. Além disso, em casos de câncer, a paciente pode ter perda de peso e a presença de uma massa no abdômen”, especifica Bellelis. 

Como o câncer de endométrio afeta, principalmente, mulheres que chegaram à menopausa, em geral acima dos 60 anos, é comum nesses casos observar melhor o sangramento anormal.
 

Diagnóstico precoce

Em ambas as condições, o mais importante a destacar é a necessidade de acompanhamento periódico para obter um diagnóstico o mais breve possível. Em geral, mulheres levam cerca de dez anos para serem diagnosticadas com endometriose. Esse atraso pode fazer a condição piorar e a necessidade de cirurgia ser mais iminente. “A maioria das mulheres acaba normalizando sintomas que não devem ser ignorados, como as cólicas menstruais. Muitas só procuram ajuda quando associam a infertilidade à endometriose”, relata Bellelis. 

O médico enfatiza que quanto mais cedo a paciente for diagnosticada, mais simples será o tratamento. “Ao procurar avaliação médica, serão feitos exames específicos, como ultrassom ou ressonância magnética, e a partir daí é indicado o melhor tratamento, que pode ser hormonal ou, em alguns casos, cirúrgico.” 

Já no caso de câncer, as consequências podem ser ainda mais drásticas, como destaca Bellelis. “No caso do câncer de endométrio ou de qualquer outro tipo de câncer, o diagnóstico precoce pode salvar vidas. Por isso, é tão importante estar atenta aos sinais do corpo e fazer um acompanhamento médico periódico. Somente exames específicos podem detectar ambas as doenças”, conclui o ginecologista.



Clínica Bellelis - Ginecologia


Patrick Bellelis - Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva — pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD), do Hospital de Câncer de Barretos.


Violência contra mulheres: entenda a importância do amparo

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado em 25, especialista do CEJAM destaca sinais de alerta e relevância dos grupos de ajuda na identificação e enfrentamento do problema

 

Nos últimos dias, um dos temas mais comentados da internet foi a agressão sofrida por Ana Hickmann por parte do seu marido, Alexandre Correa. A notícia se espalhou rapidamente após a confirmação de que a apresentadora havia registrado um boletim de ocorrência contra o parceiro, por violência doméstica e lesão corporal.

Apesar de o fato ter ganhado repercussão devido à notoriedade de Ana, infelizmente, muitas mulheres ainda enfrentam essa situação e não conseguem se desvencilhar e buscar ajuda.

A quarta edição da pesquisa "Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil", realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Datafolha, com apoio da Uber, estima que cerca de 18,6 milhões de mulheres brasileiras tenham sido vítimas de algum tipo de violência em 2022. Já os acionamentos ao número da Polícia Militar, 190, chegaram a 899.485 ligações, representando a média de 102 ligações por hora para denunciar algum tipo de violência doméstica.

Esses números, sem dúvida, reforçam a necessidade de serviços que amparem as vítimas em diferentes setores. Pensando nisso, o CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" criou um grupo de assistência para ajudar essas pessoas gratuitamente, via SUS.

O projeto "Costurando a Vida com Fios de Ferro" foi criado em junho deste ano devido à alta demanda de casos de violência contra a mulher atendidos no território da UBS Jardim Valquíria, gerenciada pela organização em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Seu nome foi inspirado em uma frase utilizada pela escritora mineira Conceição Evaristo, em seu livro "Insubmissas Lágrimas de Mulheres", que apresenta mulheres negras cujas histórias de vida foram marcadas por situações de vulnerabilidade e violência.

"No grupo, são trabalhadas questões relacionadas ao contexto de violência e ao adoecimento subjetivo causado pela violação de direitos. Com o apoio de assistente social e educadora física, consideramos todos os aspectos necessários que promovam o empoderamento e o fortalecimento das pacientes, desde a realização de atividades físicas e de relaxamento para controle da ansiedade até questões relacionadas à proteção social ", afirma Alexander Augusto Rodrigues, psicólogo integrante da equipe multiprofissional da UBS Jardim Valquíria.

Atualmente, 20 mulheres compartilham vivências no grupo, por meio de encontros quinzenais. Apesar disso, de 2021 até o início de novembro deste ano, foram notificados cerca de 79 casos de violência contra a mulher somente nessa unidade de saúde.  

“Mesmo assim, nós sabemos que o número de mulheres que sofrem violência no território é exponencialmente maior e, por isso, trabalhamos continuamente para conseguir acessar esses casos”, destaca Alexander.

As marcas deixadas nos corpos acabam servindo de lembrete constante de que a violência ocorreu, intensificando ainda mais a dor. Algumas dessas pacientes acabam tendo órgãos prejudicados, precisando lidar também com dificuldades na audição, visão ou até mesmo na mobilidade de seus membros devido a espancamentos e violência, declara o profissional.

Nos atendimentos, as violências física, moral, psicológica e patrimonial se destacam como as ocorrências mais frequentes. Com isso, temas como a culpa envolvida na experiência da violência, fortalecimento da capacidade de enfrentamento às dores deixadas pela agressão, baixa autoestima e questões com imagem são constantemente trabalhadas com cada uma das vítimas atendidas.

E, para além de receberem cuidados psicológicos e físicos pelo grupo, as pacientes contam ainda com todo o suporte necessário da UBS quanto a temas relacionados a abrigo sigiloso, realização de BO, medida protetiva, benefícios, geração de renda, entre outros.

“Quando uma mulher consegue identificar e revelar uma situação de violência, o modo como nós, profissionais da saúde, recebemos essa informação é de fundamental importância. Se essa paciente não se sentir acolhida e legitimada no que trouxe para nós, dificilmente ela conseguirá colocar em perspectiva caminhos conjuntos com o serviço para o enfrentamento ao contexto de violência”, reforça.



Atenção aos sinais

Para ajudar na identificação de uma possível violência, o psicólogo destaca que existem três fases que devem ser vistas como sinais de alerta. Normalmente, o ciclo vivenciado pela mulher acaba se repetindo, caso nada seja feito.

Confira abaixo a explicação:

1ª Fase - Aumento da Tensão: o autor da violência emite comportamentos de tensão e irritabilidade em relação a coisas cotidianas, chegando a ter acessos de raiva. Nessa situação, as violências psicológica e moral começam a surgir por meio de humilhações, xingamentos, ameaças e destruição de objetos. Aqui, a mulher tende a acalmar o autor da violência, começando a vigiar seus próprios comportamentos para evitar qualquer conduta que possa irritá-lo. É um período caracterizado por muita insegurança, angústia e ansiedade.  

2ª Fase - Ato da Violência: nesta fase, o autor da violência perde o controle e chega ao ato violento. Toda a tensão acumulada na 1ª fase se materializa em violência. Diante disso, a mulher se vê paralisada e incapaz de reação, o que pode resultar em sofrimento psicológico intenso (insônia, perda de peso, ansiedade, fadiga, pensamentos de morte), além de sentimentos como medo, solidão, culpa e vergonha pela situação de violência.

3ª Fase - Arrependimento e Comportamento Carinhoso: também conhecida como "lua de mel", essa fase é caracterizada pelo arrependimento do autor da violência, que tenta se reconciliar por meio de presentes, jantares, viagens, atitudes carinhosas e declarações de amor. Há um período calmo após a reconciliação, mas, na subjetividade da mulher, um misto de felicidade, alívio e remorso começa a tomar conta de sua mente, estreitando a sua relação de dependência com o autor da violência. Por fim, a tensão volta a aumentar e a violência ocorre novamente, reiniciando o ciclo.

Ademais, o profissional alerta: “Escutar o que as outras pessoas estão tentando avisar sobre o relacionamento também pode ajudar a identificar esse ciclo, além de procurar informação e ajuda qualificada”.

Onde encontrar ajuda

Mulheres que enfrentam situações de violência e buscam apoio podem recorrer a alguns recursos. Além de procurarem atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS), é importante que busquem respaldo legal por meio das Delegacias de Defesa da Mulher, Disque 100 e 180, bem como pelo Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública de São Paulo.

É possível também buscar o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) mais próximo, que pode ajudar com os direitos de defesa das mulheres e familiares em situação de violência.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
cejam.org.br/noticias.

 

Dia Nacional do Combate ao Câncer: desafios e implicações políticas do tratamento de câncer no SUS

 Para especialistas, Projeto de Lei nº 2.925, em tramitação no Senado Federal, pode dar diretriz para solucionar gargalos da rede pública de saúde brasileira

 

Com o tema “Acesso e Equidade”, o XXIV Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ), de 16 a 18 de novembro, reuniu alguns dos maiores especialistas em diagnóstico e tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Na pauta foram discutidos os desafios enfrentados na rede pública de saúde, em diferentes regiões do País, e as implicações políticas, como a tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei (PL) nº 2.925/2022, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no SUS. 

Segundo o Dr. Carlos Gil Ferreira, médico oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), sociedade científica promotora do evento, há diversos desafios no diagnóstico e no tratamento de câncer: “O subfinanciamento e a gestão dos recursos públicos é um dos principais gargalos, porque inviabiliza o acesso a novas tecnologias, imprescindíveis ao diagnóstico e tratamento de pessoas com câncer”. 

Sobre a mesma temática, o Dr. José Bines, médico oncologista clínico do INCA, afirmou durante a programação que “muito do que a gente vê nos congressos nacionais e internacionais sobre novas tecnologias para diagnóstico e tratamento de câncer ainda não chegam aos pacientes do SUS”. De fato, segundo dados do Instituto Vencer o Câncer, mais de 95% dos medicamentos oncológicos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso no País nos últimos dez anos não estão disponíveis na rede pública de saúde. 

Conforme as regiões do Brasil, esses desafios se tornam mais problemáticos, como contou a médica oncologista clínica Drª Rachel Cossetti, do Hospital do Câncer Aldenora Bello em São Luís (MA). “Onde estou, desde 2011, por exemplo, não tivemos um aumento do teto de recursos financeiros para a compra de medicamentos oncológicos. Entre tantas barreiras que o paciente vai enfrentar, como a financeira, a educacional e a cultural, o acesso ao SUS não pode ser mais uma”.

 

Prevenção como mote - Além do subfinanciamento, a prevenção também é um desafio no enfrentamento do câncer no Brasil, não apenas no SUS. Dados do INCA mostram que em média 58% dos pacientes já iniciam o tratamento com quimioterapia e/ou com radioterapia em estágios avançados da doença. 

“A prevenção, com a realização de exames médicos periódicos, é um dos focos das ações do Ministério da Saúde, de Estados e municípios, bem como da SBOC, visando reduzir as projeções de incidência do câncer no País nos próximos anos”, alerta o presidente da SBOC. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que, para cada ano do triênio 2023-2025, são estimados 704 mil novos casos de câncer no Brasil. 

Por meio da Agência Internacional para a Pesquisa em Câncer (IARC, da sigla em inglês), a Organização Mundial da Saúde (OMS) também promove ações de prevenção do câncer no Brasil e em outros países da América Latina. Nesse sentido, como explica a Drª Elisabete Weiderpass, primeira brasileira a ocupar o cargo de diretora, o órgão publicou, este ano, o Código Latinoamericano e Caribenho contra o Câncer (clique aqui). 

“Esse Código foi desenvolvido com pesquisadores latinoamericanos e tem 17 recomendações baseadas na evidência científica, que são ações que os próprios cidadãos podem fazer para prevenir o câncer, como não fumar, manter um peso saudável e praticar atividades físicas”, detalha a diretora da IARC/OMS.

 

PL nº 2.925/2022 - Aprovado em caráter de urgência em agosto pela Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil, da Câmara Federal, o PL nº 2.925/2022 passou a tramitar no Senado Federal e é visto com bons olhos pelos especialistas presentes no evento científico. Isso porque o PL institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no SUS que, pela primeira vez de maneira centralizada, estabelece normativas e define procedimentos para o financiamento, as ações de prevenção, o acesso a novos medicamentos e o tratamento de câncer no País. 

Dito de outro modo, hoje, no Brasil, existem diversas leis implementadas, como a Lei nº 12.732, de 2012, chamada lei dos 60 dias para início do tratamento de câncer pelo SUS, e a Lei nº 13.896, de 2019, chamada lei dos 30 dias. Embora fundamentais, essas leis trazem direcionamentos específicos, mas que não abrangem outros aspectos relacionados ao financiamento, à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de câncer no País. 

“Por isso, a SBOC e outras sociedades científicas temos trabalhado para que o PL nº 2.925 seja aprovado no Senado Federal, trazendo uma diretriz para diferentes ações de enfrentamento do câncer em todo o Brasil”, conclui Ferreira. 

 

Sobre a SBOC - Fundada em 1981, a SBOC representa médicos oncologistas clínicos em todo o território nacional, com associados distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal. A Sociedade atua em diversas frentes como o incentivo à formação e à pesquisa, educação continuada, políticas de saúde, defesa profissional e relações nacionais e internacionais, visando contribuir para o fortalecimento da Oncologia no Brasil e no mundo.

 

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