Especialista destaca que o procedimento eletrônico tem maior precisão e menos efeitos colaterais para o paciente
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA),
o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do
câncer de pele não-melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer
de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de
óbito por câncer na população masculina.
De acordo com André Berger, urologista especialista em cirurgia robótica para o tratamento de doenças benignas e cânceres geniturinários, a cirurgia para retirada da próstata, chamada de Prostatectomia Radical, é uma das alternativas mais comuns no tratamento para o câncer nesse órgão. O procedimento envolve a remoção da próstata, das vesículas seminais e, em alguns casos, dos gânglios linfáticos que drenam a próstata. Segundo o especialista, que nos últimos anos contribuiu no desenvolvimento de diversos programas robóticos em hospitais aqui no país e no exterior, no Brasil cada vez mais essa cirurgia tem sido feita com o auxílio da tecnologia robótica.
“Os resultados oncológicos (retirada do tumor) e funcionais
(preservação da potência sexual e da continência urinária) estão entre os
melhores do mundo. Em pacientes com doença localizada ao órgão, a retirada
completa do câncer é de cerca de 90%. Ou seja, somada à experiência dos profissionais
e à constante atualização na área, a tecnologia é uma importante aliada na
recuperação e qualidade de vida dos pacientes”, afirma.
O especialista explica que a cirurgia assistida por robô tende a
ser mais precisa do que a convencional, porque o cirurgião tem acesso a imagens
em alta definição e em três dimensões. “Os instrumentos são pequenos e com grau
de flexibilidade superior ao punho humano, o que permite realizarmos movimentos
delicados em áreas de difícil acesso”, detalha.
André explica que quando se pensa no tratamento do câncer de próstata por meio da cirurgia, é necessário alcançar um equilíbrio entre o controle do tumor e a manutenção de funções importantes para o homem. E nesse sentido, a cirurgia robótica tem apresentado resultados promissores. “Entre os casos que já operei, nas 24 horas após a retirada da sonda, 75% dos pacientes retomam o controle urinário e 94% deles voltam a ter continência em três meses. A taxa de recuperação das ereções neste período chega a 82%”, revela.
André Berger - Urologista, Cirurgião Robótico e Professor. Com mais de 5000 procedimentos robóticos realizados, é considerado um dos profissionais mais experientes da área no Brasil. É especialista em cirurgia robótica para o tratamento de doenças benignas e cânceres geniturinários localizados na próstata, no rim e na bexiga. É coordenador do Núcleo de Robótica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Também é Coordenador Nacional de Urologia do Grupo Oncoclínicas e Professor Adjuntos no Departamento de Urologia da University of Southern California (USC), em Los Angeles. Nos últimos anos, o especialista também contribuiu no desenvolvimento de programas robóticos em dezenas de hospitais no Brasil e no exterior. Com mais de 60 estudos científicos publicados e apresentados em jornais e congressos nacionais e internacionais, o médico é constantemente convidado como professor visitante para realizar cirurgias demonstrativas, palestras, cursos e treinamentos. Para mais informações: Link
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