Pesquisar no Blog

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Primeiro tratamento para câncer de próstata resistente à castração não metastático é aprovado no Brasil


Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que em 2018 cerca de 68 mil brasileiros serão diagnosticados com câncer de próstata 


Estudo clínico mostra, entre outros dados, que o medicamento reduziu o risco de metástase ou morte em 71% em homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de ampliar a indicação da enzalutamida para tratamento de câncer de próstata resistente à castração não metastático. Agora, a terapia é a primeira e única medicação oral aprovada tanto para câncer de próstata resistente à castração metastático como não metastático no Brasil. A aprovação teve como base os resultados do estudo clínico fase 3 PROSPER - pesquisa científica que ponderou a segurança e a eficácia da droga.

A medicação foi avaliada de forma prioritária pela agência regulatória. Até então, não existiam terapias sistêmicas aprovadas no Brasil especificamente para pacientes com câncer de próstata resistente à castração não metastático. "A pesquisa foi realizada com mais de 1.400 homens, inclusive no Brasil. O paciente com câncer de próstata que se tratar com a enzalutamida nessa fase da doença, tem grande chance de viver mais tempo sem desenvolver doença generalizada, a sobrevida livre de metástase é de 36,6 meses versus 14,7 meses dos pacientes tratados com placebo, e isso é um grande avanço", explica o urologista Ubirajara Ferreira, professor titular de urologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o principal pesquisador responsável pelo desenvolvimento do estudo no país.

Os pacientes considerados para a pesquisa estavam em fase pós tratamento, já sem resposta à terapia de privação androgênica (castração) e com os níveis de PSA em elevação. A dosagem de PSA, da sigla para Prostate Specific Antigen, ou antígeno prostático específico em português, é o exame de sangue que serve para rastreamento da doença e o acompanhamento após o tratamento. Dois terços dos pacientes estudados foram tratados com a enzalutamida e um terço receberam placebo, que é uma substância sem propriedade farmacológica, ou seja, sem efeito. Todos os pacientes foram acompanhados pelos pesquisadores de uma forma sistêmica para avaliar o efeito do fármaco em diminuir a chance do aparecimento de metástase ou morte.

"O estudo foi feito com pacientes que foram submetidos à cirurgia ou à radioterapia e apresentaram aumento do PSA apesar da hormonioterapia (ou terapia de privação androgênica). O PSA continuou subindo mesmo com o tratamento hormonal, e esse perfil de paciente tem chance de desenvolver metástases. A enzalutamida é uma droga que nós já usávamos em fases mais graves da doença e o PROSPER demonstrou que o medicamento melhorou em mais de 70% a sobrevida livre de metástase, em fases mais precoces", explica o oncologista Óren Smaletz, coordenador de pesquisa clínica em câncer no Hospital Israelita Albert Einstein e um dos pesquisadores do PROSPER.

A pesquisa mostrou que uso da enzalutamida associada à terapia de privação androgênica (ADT) reduziu significativamente o risco de desenvolvimento de metástases ou morte em comparação com somente ADT. A mediana para o desfecho primário, sobrevida livre de metástase, foi de 36,6 meses para os homens que receberam enzalutamida em comparação com 14,7 meses para os tratados com somente com ADT. O perfil de segurança e tolerabilidade de enzalutamida no estudo PROSPER foi compatível com o perfil encontrado nos estudos anteriores com a população de pacientes com câncer de próstata resistente à castração (CPRC) metastático.

O medicamento já está incluído na lista mínima de cobertura obrigatória dos planos de saúde para tratamento pré e pós-quimioterapia, na doença metastática. O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens em todo o mundo. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que em 2018 o número de novos casos de câncer de próstata no Brasil é de 68.220, com taxa ajustada de incidência de 66,82 por 100 mil homens.



Prevenção é o melhor remédio contra o Câncer de Próstata

Todos os homens correm o risco de desenvolver o câncer de próstata, principalmente com o avanço da idade. O diagnóstico da doença, claro, vai variar e, enquanto muitos pacientes não a desenvolvem, outros terão que enfrentá-la. No Brasil, trata-se do segundo câncer mais comum entre o público masculino, perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma.

Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Contudo, vale lembrar que ainda há um número significativo de casos de câncer de próstata em pacientes com menos idade e o principal: a doença pode ter cura se diagnosticada precocemente.

Portanto, a melhor solução é a prevenção. Os homens precisam se conscientizar da importância das visitas regulares ao urologista, além da realização de exames periódicos indicados pelo especialista. Exames de sangue (PSA) podem indicar alterações na próstata e os resultados devem ser combinados com os do exame de toque, que também revelam ao médico possíveis irregularidades ou nódulos.

"Uma vez detectada alguma alteração na próstata, o médico urologista procederá com uma biópsia, que é o exame definitivo para a confirmação ou não do câncer", explica o Dr. Paulo Egydio, médico PhD em Urologia, especialista e pioneiro na cirurgia de Reconstrução do Pênis, a Técnica Egydio.

O profissional ainda explica que o preconceito pode ser o grande vilão da saúde do homem. "A partir dos 40 anos, o paciente já deve ficar alerta à periodicidade dos exames, incluindo o de toque, que nada mais é do que uma avaliação feita por um especialista e que não deve ser vergonha para ninguém. Pelo contrário, a prevenção pode ser a diferença entre a possibilidade de cura e a morte."

A prevenção se faz ainda mais importante porque o câncer de próstata não tem sintomas no começo. Em caso de diagnóstico tardio, assim como em outros tipo de câncer, existe a chance de que a doença se espalhe para outros órgãos, causando a chamada metástases.  

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA, estimam-se 68.220 casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018/2019. Pessoas com histórico da doença na família estão no grupo de maior risco, mas outros fatores também podem influenciar em seu desenvolvimento, incluindo a obesidade e padrões dietéticos do paciente.

Manter uma dieta equilibrada, rica em frutas e vegetais (brócolis, espinafre e tomate, por exemplo, são superindicados), e combater a obesidade são outros passos importantes para evitar o câncer de próstata. A prática regular de exercícios físicos também pode auxiliar neste quesito.

"Os homens tendem a procurar menos o urologista, se compararmos a frequência com que as mulheres realizam consultas preventivas com ginecologistas. Por isso trabalhamos para conscientizar a população masculina a respeito da importância da prevenção e dos check-ups regulares e também seus parceiros e familiares, que podem incentivar o paciente a dar mais atenção à saúde", opina Dr. Paulo Egydio.


 





Dr. Paulo Egydio - CRM 67482 - MD, PhD, Referência Mundial no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas.  Doutor em Urologia pela USP, graduou-se com honras no Hospital das Clínicas de São Paulo, concluiu especializações na Mayo Clinic e na Cleveland Clinic Foundation. É internacionalmente reconhecido como especialista no tratamento da Curvatura Peniana Adquirida ou Congênita, além de casos de Disfunção Sexual Masculina. Pioneiro na cirurgia de Reconstrução do Pênis, é autor da Técnica Egydio e outras técnicas cirúrgicas patenteadas nos Estados Unidos e Europa.
www.drpaulo.com.br


Estudo realizado por Advil mostra que a dor atrapalha a relação das mães com os filhos


PRNewswire/ -- Que a vida de mãe é bastante agitada e repleta de compromissos não é segredo para ninguém! E são tantas responsabilidades, que muitas vezes não dá para parar, nem quando a dor aparece. Os fatores que desencadeiam algumas dores são variados, mas interferem na rotina. A pesquisa A Dor no Cotidianoi conduzida pelo Ibope Conecta em parceria com Advil e realizada com 1.954 pessoas em todo o país detalha que 528 pessoas que se declararam mães reclamam de dores e isso afeta negativamente a relação com os filhos.

O diretor médico Latam da Pfizer Consumer Healthcare, Luiz Henrique Fernandes, ressalta que a dor pode afetar o comportamento e atrapalhar a vida de qualquer pessoa. "A dor deve ser entendida no contexto social, físico e emocional. Esses impactos acabam interferindo na participação de atividades diárias, o que pode afetar negativamente relacionamentos e interações", explica. 

A jornalista Suelen Rodrigues diz que, além da rotina como mãe e profissional, de vez em quando é preciso driblar a dor nas costas. "Sou mãe de gêmeos, por isso aqui a demanda é dupla. Às vezes sinto dor nas costas e, quando o incômodo aparece, fico chateada por não estar 100% disposta para cuidar deles", revela.

O estudo mostra que 42% das mães entrevistadas mencionaram ficar irritadas por conta da dor; 35% se sentem frustradas por não conseguirem cuidar e dar a atenção que gostariam ao filho e 26% dizem se sentir impotentes e com sensação de perda do controle por não conseguirem cuidar do filho como gostariam. 

A pesquisa A Dor no Cotidiano mostrou que os principais fatores que levam os entrevistados a confiarem em uma marca de analgésicos são a qualidade e a eficácia (50%). "Por causa da vida agitada, muitas vezes, as mães não querem e optam por não parar as suas atividades, nem quando têm dor. Assim, Advil pode ser a opção para o alívio mais rápido das dores", destaca Eli Yamauchi, gerente de grupo de marcas Health da Consumer Healthcare. 





FONTE: Pfizer



Posts mais acessados