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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Cuidado paliativo ameniza sofrimento de pacientes



Conjunto de práticas de assistência visa diminuir sofrimento de doentes terminais


“Se existe um tema que causa desconforto em muitas pessoas é a morte. Seja pelo valor que se dá à vida ou pela tristeza que a perda de um ente querido provoca”, explica o médico  Thiago Bobato, coordenador da comissão de cuidados paliativos do Hospital VITA. Segundo ele, o fato é que não se fala e não se cuida do fim de vida. Mesmo que a cada dia todos nós estejamos morrendo, e nada se possa fazer para evitar o fim.

De acordo com Dr. Thiago, esse pensamento de imortalidade é um dos resultados da ciência médica moderna, que visa a qualquer custo manter a vida, mesmo que seja de forma indigna, com sofrimento e sob circunstâncias extremas, o que gera na população uma falsa impressão de que morrer é errado ou evitável. “Ledo engano que acentua a morte de má qualidade, com dor, isolamento, sofrimento, bem longe do que se imagina e deseja sob qualquer circunstância de vida ou de morte”, esclarece.

Segundo o índice de qualidade de morte de 2015, da Economist Intelligence Unit, o Brasil está em 42° lugar, em um grupo de 80 países avaliados. Na América Latina, o Chile ficou em 27° lugar, a Argentina em 32°, o Uruguai em 39° e o Equador na 40ª colocação. “Estes números demonstram o quanto temos que melhorar, para ofertar uma qualidade de morte adequada para a nossa população”, destaca Dr. Thiago.

Para isso, existe uma corrente de cuidado integral dentro da medicina que privilegia a assistência protetiva ao paciente e seus familiares que estejam vivenciando uma doença que não apresenta possibilidades de cura: cuidados paliativos.

A palavra paliativo deriva do latim pallium, que significa o manto que protegia os cavaleiros das intempéries durante as Cruzadas. Uma filosofia ainda pouco compreendida nos dias atuais, embora muito necessitada pela área de assistência em saúde, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se refere a melhora da qualidade de vida de pacientes e familiares que estejam vivenciando uma doença que ameace a vida.

Trata-se de um conjunto de práticas de assistência que visa aliviar e prevenir o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, respeitando o paciente e principalmente sua autonomia diante da doença, e que segundo Dr. Thiago, é um fato raro na medicina praticada na atualidade.” Em essência é uma filosofia que privilegia o conforto individual de cada ser humano, privilegiando as necessidades que cada um possui diante de uma doença incurável”, relata o médico.

O especialista do Hospital VITA conta que essa prática de assistência integral e humanizada está sendo aplicada no dia-a-dia do cuidado aos pacientes. Por meio de uma equipe interdisciplinar, composta pela assistência médica, psicológica, fonoaudiológica, fisioterápica, farmacêutica e de enfermagem, propicia um cuidado intensivo aos pacientes clínicos e oncológicos durante o internamento e nos atendimentos ambulatoriais.

“O serviço de cuidados paliativos preconiza melhorar a qualidade de vida da população de Curitiba de forma humanizada, com responsabilidade e dedicação, proporcionando uma assistência diferenciada para o paciente e seus familiares, durante esta fase mais complicada”, conclui Dr. Thiago. 







Hospital VITA 


Especialista do Senac EAD dá orientações de como se proteger de cibercrimes


 Identificar sites falsos, links suspeitos e manter o computador protegido são algumas das dicas para não cair em armadilhas on-line

A internet revolucionou a forma de as pessoas se relacionarem e possibilitou diversas facilidades em nosso dia a dia. Por outro lado, o ambiente virtual acaba permitindo uma série de atividades ilícitas e práticas inadequadas. Sem perceber, o usuário pode navegar por páginas falsas e se expor a diferentes tipos de vírus e programas mal-intencionados, correndo o risco de sofrer ataque de hackers, ser vítima de fraudes eletrônicas, ter perdas financeiras, além de outros transtornos.
Como estar conectado faz parte do cotidiano de muita gente, André Ricardo Theodoro, coordenador do curso Técnico em Informática do Senac EAD, lista algumas dicas para você se proteger no ambiente virtual. Confira: 

Cuidado com o phishing
Este é, atualmente, um dos métodos mais comuns de se capturar dados do internauta, pois o induz a clicar em links infectados por vírus. “Nunca abra anexos nem clique em links de e-mails duvidosos. Desconfie de mensagens que prometem prêmios fáceis ou que enviem fotos, cartões virtuais e solicitem preenchimento de formulários com seus dados. Na dúvida, entre em contato com o remetente antes de qualquer ação”, aconselha André. 

Escolha bem suas senhas
Para acessar e-mails, redes sociais, bancos e sites de comércio eletrônico, nunca use datas, placas de carro ou qualquer outra combinação ligada a você que seja fácil de alguém deduzir. Segundo André, o ideal é usar senhas fortes, com letras maiúsculas e minúsculas, números e diferentes caracteres. Também é importante trocá-las periodicamente e nunca armazená-las no navegador.

Identifique sites mal-intencionados
Alguns sinais são: páginas que abrem diferentes pop-ups e forçam esses tipos de acesso, que seus endereços na barra de navegador não coincidem com o real endereço do site ou que exijam instalação de programas com extensões desconhecidas. A dica do coordenador do curso Técnico em Informática do Senac EAD é utilizar um bloqueador de pop-ups com o seu navegador e nunca instalar esses programas sugeridos.

Atenção nas compras e transações bancárias
Procure acessar lojas on-line de confiança, ou então, identifique o fornecedor. “Busque telefone e endereços físicos da loja para checar se de fato ela existe e exija nota fiscal dos produtos adquiridos. Também leia a política de privacidade do site para saber como o fornecedor cuidará do armazenamento e manipulação de seus dados”, acrescenta André. No caso de transações bancárias, a sugestão é ter ainda mais cuidado: “Certifique-se de que o site não é falso e não acesse seu banco em pontos de acesso de múltiplos usuários, como lanhouses”, alerta.

Cuidado nas redes sociais
Embora seja um ambiente de descontração, evite aceitar convites de pessoas que você não conhece e compartilhar informações que possam expor sua vida – tais como fotos, localizações e outros dados pessoais. “O ideal é permitir a visualização de suas postagens apenas para seus contatos, não para o público em geral. Também é mais seguro acessar seus perfis no modo anônimo dos navegadores quando estiver utilizando computadores de terceiros para evitar que alguém se aproprie de seu perfil”, recomenda o especialista. 

Atenção no celular
Faça as transações por meio dos aplicativos originais e com certificado dos bancos, empresas e lojas das quais pretende realizar sua compra. Também é fundamental manter uma senha em seu aparelho para que, em caso de roubo, você não seja surpreendido por transações indevidas. O ideal, segundo André, é baixar aplicativos das lojas oficiais do sistema operacional que utiliza no dispositivo, além de evitar o uso de wi-fi público.

Proteja seu computador
A última dica é básica: mantenha seu computador com antivírus instalado e sempre atualizado, bem como os softwares e o firewall. Sempre utilize softwares legítimos e evite baixá-los de fontes desconhecidas.






Senac EAD
 Acesse a programação de cursos técnicos do Senac EAD em https://www.ead.senac.br/cursos-tecnicos e o portfólio completo de cursos a distância da instituição em www.ead.senac.br

 

Infoxicação: mais um mal da modernidade


Você já teve a sensação de que não está conseguindo ler todas as informações que estão a sua disposição todos os dias?

Isso causou alguma ansiedade em você?

Cuidado! Você está em risco de sofrer de INFOXICAÇÃO!

Infoxicação?! O que é isso?!

Esse conceito foi criado por um físico espanhol, Alfons Cornella em 1996 para designar a situação em que uma pessoa tenta receber e analisar um número de informações muito maior do que seu organismo é capaz de processar.

Apesar de estar tentando captar o máximo de informações possível, a pessoa fica com a sensação que está desatualizada e sofre com isso sentindo-se culpada.

Segundo especialistas da Universidade de Berna participantes da Mostra da Comunicação de Berna na Suíça (2012), um ser humano tem a capacidade máxima de ler 350 páginas por dia, caso faça apenas isso o dia inteiro!

Entretanto, o volume de informações que recebemos diariamente através de: internet, redes sociais, WhatsApps, e-mails, revistas, jornais, rádio, televisão é de cerca de 7.355 gigas, que é o equivalente a bilhões de livros!

Além de causar problema para a saúde da pessoa, que tenta captar mais informações do que é capaz de receber, analisar e efetivamente usar, esse problema é um dos principais responsáveis pela difusão cada vez maior e mais rápida das fake news, que tanto mal tem ocasionado a pessoas e sociedade como um todo.

Assim sendo pode-se afirmar que essa nova doença da humanidade, chamada pelo psicólogo britânico David Lewis de Síndrome da Fadiga Informativa é um sério problema de saúde pública, com tendência de se agravar cada vez mais.

Embora seja um problema grave em crescimento, desconheço iniciativas governamentais visando controlar essa situação.

Alguns indivíduos isoladamente tem percebido o problema e tem tentado reduzi-lo com algumas medidas que julgam serem adequadas, mas as empresas já sentiram que esse problema está atingindo principalmente seus executivos de alto escalão e causando nos mesmos ansiedade, dúvidas, danos nas relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e muitas vezes gerando informações falsas que irão prejudicar a própria empresa.

Algumas empresas preocupadas com o problema têm tentado controla-lo através de orientações de como lidar com esse tsunami de informações recebidas diariamente e sugerem como medidas essenciais:

Nunca divulgue uma informação sem checar se é ou não verdadeira.

Escolha com cuidado as fontes das informações que pretende obter.

Divulgue apenas conteúdos atualizados e que possam ajudar pessoas.

Na dúvida não repasse essa informação.

Não fique ansioso por não conseguir saber tudo de tudo. Ninguém no mundo sabe!

A cada dia que passa ficaremos mais ignorantes do conjunto de todas informações disponíveis e isso não vai mudar.

Decida o que você precisa saber ou gosta sobre essas informações e vá busca-las, mas com muito bom senso e dentro da sua capacidade humana.

Lembre-se, você não é um computador!






Antonio Monteiro - médico clínico geral e preventivista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Contato: prof.amonteiro@gmail.com


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