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domingo, 26 de março de 2017

Proteína do leite materno reduz infecções hospitalares em prematuros



A maioria das doenças que afetam os recém-nascidos são infecções adquiridas no hospital, como meningite, pneumonia e infecções do trato urinário



Respondendo a uma convocação da Academia Americana de Pediatria, (AAP), para reduzir infecções hospitalares em unidades de cuidados intensivos neonatais, (UTINs), em todo o país, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Missouri encontraram uma proteína no leite materno que pode ser uma solução segura e eficiente.

“A maioria das doenças que afetam os recém-nascidos são infecções adquiridas no hospital, como meningite, pneumonia e infecções do trato urinário. Os pesquisadores não só descobriram que a lactoferrina, uma proteína encontrada no leite materno, pode reduzir as infecções hospitalares entre os prematuros, mas também mediram a segurança alimentar da proteína para os recém-nascidos”, afirma o pediatra Moises Chencinski, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Os estudiosos conduziram um ensaio de controle randomizado com bebês prematuros. Sessenta dos lactentes foram alimentados com lactoferrina através de um tubo de alimentação, duas vezes por dia, durante 28 dias, enquanto 60 lactentes adicionais receberam placebo. Os pesquisadores descobriram que a taxa de infecções hospitalares foi 50% menor entre os lactentes alimentados com lactoferrina.

Além disso, os pesquisadores usaram o MedDRA, um sistema que relata os resultados de segurança para a Food and Drug Administration, dos EUA, para avaliar a lactoferrina durante e após os lactentes receberam a proteína. Os bebês foram examinados quanto aos efeitos adversos da proteína seis e doze meses após o final do ensaio. Todos os efeitos adversos identificados foram associados com complicações do parto prematuro e não da ingestão da lactoferrina.

“Enquanto um grande ensaio clínico é necessário, antes de a lactoferrina tornar-se um protocolo de tratamento padrão nas UTINs, os resultados deste estudo mostram a segurança da lactoferrina e fornecem um relatório inicial de eficiência na redução de infecções hospitalares”, afirma o pediatra.





Moises Chencinski





Outono, a estação da rinite



Mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar são características do outono que chegou. Nesta época do ano é comum ambientes fechados, pouco arejados e com grande volume de pessoas, o que contribui para proliferação de doenças respiratórias como a rinite.

Dra. Maura Neves otorrinolaringologista da Clinica MedPrimus em São Paulo explica que a rinite é uma inflamação da mucosa nasal que pode ser alérgica ou não alérgica ( irritativo, gestacional, senil) e pode ser intermitente ( sintomas por menos de 4 dias na semana) ou perene (sintomas em mais de 4 dias da semana por mais de 1 mês). A rinite se manifesta por  coriza,  congestão com obstrução ou semi-obstrução nasal, prurido (coceira),  espirros, ardor ou irritação nasal. 

A Rinite alérgica atinge de 15 a 30% da população. É geralmente causada por alergenos inalatórios como, ácaros da poeira doméstica, mofo, pólen e pelos de animais domésticos. E agentes irritantes como, a fumaça de cigarro, poluição ambiental e odores fortes ( perfumes, produtos de limpeza, etc).

            A rinite alérgica aumenta a frequência de infecções respiratórias bacterianas (otite, sinusite, faringites)  e viroses respiratórias ( como gripes e resfriados). Isso ocorre pois a inflamação nasal causada pela rinite diminui a eficácia das defesas nasais.
           
Dra. Maura Neves elenca os principais sinais e sintomas:

•    Coriza e secreção nasal intensa; 

•    Obstrução e congestão nasal; 

•    Espirros frequentes; 

•    Piora noturna da dificuldade para respirar; 

•    Dor de cabeça; 

•    Perda do olfato;

•    Voz anasalada;

•    Irritação nos olhos.


O tratamento pode ser medicamentoso mas segundo a médica é importante seguir algumas orientações:

·      Controle ambiental e dos ácaros;

·      Manter o ambiente ventilado e realizar limpeza frequente com pano úmido;

·      Encapar colchões e usar revestimento impermeáveis (corino, courvim, napa etc.) em estofados e almofadas, evitar tapetes grandes e carpetes, pelúcias, pilhas de jornais e revistas, madeiras e outros itens que retém poeira e mofo;

·      Trocar e lavar a roupa de cama com água quente pelo menos a cada duas semanas;

·      O travesseiro deve ser colocado no sol várias vezes por semana e trocado por um novo com frequência. Deve ser realizada a aspiração do pó de colchão, cortinas, tapetes e estofados semanalmente;

·      Manter animais fora de casa ou, pelo menos, fora do quarto de dormir. Lavar as mãos após contatos com animais. Cães e gatos devem tomar banho semanal;

·      As janelas devem ficar abertas e o ambiente bemventilado nos casos relacionados a ácaros e mofo e devem ficar fechadas (oubloqueadas com tecido grosso) nos casos relacionados a pólen de gramíneas eárvores na época de polinização.

Entre as medidas de suporte para os sintomas, estão:

 - Aplicar solução fisiológica no nariz em forma de aerossol ou spray, ou com o auxílio de umaseringa, ajuda a aliviar os sintomas e a congestão nasal através da hidratação e fluidificação das vias aéreas;

- Para amenizar os desconfortos respiratórios, uma opção são os umidificadores de ar, especialmente em dias com umidade relativa do ar mais baixa. Mas, é preciso ficar atento para não deixá-lo ligado por períodos longos, uma vez que o excesso de umidade pode colaborar com a proliferação de fungos e bactérias. “O ideal é manter o aparelho ligado em uma intensidade baixa e uma porta ou janela aberta para escape e por períodos curtos.” Completa Dra. Maura Neves.

-Outra medida mais econômica e efetiva é colocar uma toalha de rosto úmida no quarto de dormir, perto da cama. Já as bacias não são efetivas porque a superfície e evaporação são pequenas;

- Não esquecer da recomendação universal que é a hidratação, ou seja, ingerir bastante água.






Dra. Maura Neves -  otorrinolaringologista da Clinica MedPrimus

Clínica MEDPRIMUS




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